Biomas do Brasil: solos e usos da terra

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Biomas do Brasil! O Brasil é um país com uma grande diversidade de biomas, cada um com características ecológicas únicas. Existem seis principais biomas no Brasil: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. Cada um desses biomas é único e oferece uma grande diversidade de ecossistemas e espécies animais e vegetais, o que torna o Brasil um país extremamente rico em biodiversidade.

Amazônia

O maior bioma brasileiro ocupa, um terço da área do País. Sua paisagem composta de florestas ombrófilas – abertas, densas e alagadas – várzeas, igapós, campinaranas e campos naturais. Sendo caracterizada por dois grandes ecossistemas: A vegetação de terra firme e a de várzea.

Atividades extrativas envolvem diversas espécies como as madeireiras, medicinais, oleaginosas, frutíferas, melíferas, dentre outros. Dessa maneira os solos de terra firme apresentam características físicas adequadas para uso agrícola, com limitações quanto à fertilidade natural, e estão sujeitos ao grande impacto ambiental pela redução da cobertura vegetal original.

As várzeas e os igapós – distribuídos nas margens dos rios –, com aportes anuais de sedimentos, ocupam superfície de aproximadamente 6% da região, com solos apresentando, em sua grande maioria, alta fertilidade e baixa acidez. Infelizmente, é desmatada em torno de 18% da área total da floresta. As principais fontes de alteração da vegetação natural são: pecuária, plantios de grãos em larga escala, agricultura familiar e exploração madeireira.

Os estabelecimentos familiares são responsáveis por 58,3% do Valor Bruto de Produção (VBP) da região, a maior participação familiar regional em VBP do Brasil, sendo responsável pelas principais lavouras de arroz, feijão, mandioca, milho, banana, guaraná, cupuaçu, e extrativismo do açaí. As áreas inalteradas têm potencial para adoção de práticas de manejo sustentável de produtos florestais madeireiros e não madeireiros, ambos com crescente valor de mercado nacional e internacional.

Por isso, além de toda sua riqueza natural, esse bioma também é responsável por formar os chamados Rios Voadores. Esses rios são correntes de ar com mais de 3 km de altura e milhares de quilômetros de extensão, que carregam a umidade da Bacia Amazônica para diversos estados do Brasil. Com esses formados a partir do processo de evapotranspiração da floresta e de sua capacidade de atrair a umidade do mar para o continente. 

Caatinga

Conhecido pelo clima quente e pela vegetação de aspecto retorcido, a Caatinga é um ecossistema exclusivamente brasileiro que ocupa uma área em torno de 1.000.000 km em nove estados. A origem do nome é indígena e significa “mata branca”.

A flora compreende cerca de 930 espécies, com rica diversidade de estratégias para sobrevivência aos longos períodos de falta de água na região. Cactos, bromélias e leguminosas – com troncos espinhosos e retorcidos – se destacam na paisagem.

Na fauna, os animais também se adaptaram às condições desse ecossistema. Adquiriram hábitos migratórios ou, então, escondem-se do sol em abrigos sombreados, saindo para caçar à noite. Entre esses representantes, as aves formam o grupo de maior representatividade. Dos biomas brasileiros, a Caatinga é o menos conhecido, cientificamente, e apenas 0,65% de sua área está protegida por Unidades de Conservação.

Contudo, o saber popular tem identificado, entre espécies animais e vegetais, fontes de recursos diversos para a convivência do sertanejo com o Semi-Árido: alimento para as famílias, forragem para os animais, matéria-prima na geração de energia. Preparo de remédios, entre outros usos. A riqueza natural e social da Caatinga é importante patrimônio ambiental e cultural do Brasil.

A exploração inadequada afeta seu equilíbrio ecológico, provoca o desaparecimento de espécies e a perda da biodiversidade. Existem muitas atividades voltadas para a preservação dos recursos naturais e o aproveitamento da biodiversidade para a sustentabilidade da Região Semi-Árida.

Um bom exemplo são as frutas nativas umbu e maracujá-do-mato, a meliponicultura e o ecoturismo, além do monitoramento das áreas de produção de manga e uva no Vale do São Francisco, visando à racionalização do uso de agrotóxicos e atendendo às exigências, do mercado, por produtos sem e com garantia de frutos de qualidade. Além disso, boa parte da produção regional (pecuária e fruticultura) é proveniente da agricultura familiar.

Cerrado

De todos os biomas do Brasil esse destaca-se por seu alto nível de exploração e potencial agropecuário. Menos de 20 % da área original remanescem, sendo que o restante já foi modificado pelo homem. A ocupação do cerrado impulsionado pela construção de Brasília, bem como, pelos incentivos para o cultivo agrícola da região, aceleram o processo de supressão da vegetação.

É o segundo maior bioma do País, e uma das 25 áreas no planeta consideradas mais ricas e prioritárias para conservação. Esse bioma apresenta formações vegetais variando desde campos abertos até formações densas de florestas, que podem atingir 30 m de altura.

Há próximo de 12 mil espécies vegetais catalogadas, onde 35% são das áreas savânicas, 30% das florestas, 25% de áreas campestres e 10% precisam se estudadas quanto à sua distribuição original, pois ocorrem em mais de um ambiente. Entretanto, boa parte dessas espécies tem distribuição restrita, e alto nível de endemismo.

As principais ameaças são:

  • erosão hídrica e eólica dos solos;
  • degradação dos diversos tipos de vegetação;
  • perda de biodiversidade;
  • e invasão biológica causada por dispersão de espécies exóticas.

Os solos do Cerrado são predominantemente antigos, fortemente intemperizados, ácidos, profundos, bem drenados, com baixa fertilidade natural e elevada concentração de alumínio. Da mesma forma o clima é estacional, com um período chuvoso de outubro a abril, seguido por um período seco, de maio a setembro. Na época chuvosa, ocorrem os veranicos.

A precipitação média anual é de 1.500 mm, e as temperaturas variam de 22°C a 27ºC, em média. Grandes bacias hidrográficas e muitos rios importantes têm suas nascentes nesse bioma e devido a isso tem a acunha de “Berço das Águas”. O Cerrado faz fronteira e possui áreas de transição com outros ecossistemas brasileiros, exercendo papel-chave no equilíbrio ambiental da Amazônia, da Mata Atlântica e da Caatinga.

Pantanal

É uma região única e rica em biodiversidade, situada no coração da América do Sul. A Planície do Pantanal-Mato-Grossense caracteriza-se pela baixa altitude, pouca declividade e ocorrência de inundações periódicas.

A flora e fauna do Pantanal possuem uma grande diversidade de espécies endêmicas, como a arara-azul, o tuiuiú, o jacaré-do-pantanal, entre outros. O bioma abriga mais de 3 mil espécies de plantas, 650 espécies de aves, 263 espécies de peixes, 124 espécies de mamíferos e 177 espécies de répteis.

Além disso, é um importante ecossistema de água doce, com mais de 80% de sua área inundada no período de chuvas, o que torna a região em é um importante reservatório de água, regulando o fluxo de água para as bacias hidrográficas do Paraná, Paraguai e Amazonas.

Essa paisagem na planície, bastante diversificada, sendo constituída por um mosaico de formas de vegetação e condições de inundação, desde formações florestais até amplas áreas de campo, passando por vegetação de savana, campos com arbustos e áreas inundadas dominadas por plantas aquáticas.

Dessa maneira, esse mosaico, associada a inundação, resulta em grande diversidade de espécies e uma alta produtividade biológica. A biota do Pantanal, formado a partir das contribuições das características biogeográficas vizinhas, como o Cerrado, a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, o Chaco e a Mata Chiquitana da Bolívia.

As atividades econômicas exercidas na Região Pantaneira são a pecuária de corte, a pesca e agroecoturismo. A sustentabilidade econômica dessas atividades depende, diretamente, da conservação dos recursos naturais da região. 

No entanto, o Pantanal enfrenta diversos desafios ambientais, como a expansão da agricultura, pecuária e mineração, além das mudanças climáticas. A devastação desses ecossistemas pode levar à perda de espécies e ecossistemas únicos e afetar a vida de comunidades tradicionais que dependem dos recursos naturais da região.

Mata Atlântica

A Mata Atlântica é considerada o bioma mais degradado do país. Em 2018, cerca de 80% de sua vegetação já havia sido desmatada. Porém, essa degradação não é resultado do modelo de produção agrícola recente. Inicialmente, na época pré-colonial, a Mata Atlântica englobava a área hoje equivalente a 17 estados brasileiros e cerca de 15% do território nacional.

Com uma flora e fauna únicas, essa floresta tropical já teve sua área original reduzida a menos de 10% do que existia antes da chegada dos europeus ao Brasil. A pressão sobre a Mata Atlântica tem sido enorme desde a época colonial, quando houve intensa exploração de madeira e substituição da floresta por monoculturas agrícolas.

Atualmente, restam menos de 4% de sua área original de florestas primárias, e outros 4% em florestas secundárias. Apesar do processo de ocupação, o bioma Mata Atlântica ainda abriga um dos mais importantes conjuntos de plantas e de animais de todo o planeta, com significativa diversidade da fauna e da flora, e elevados níveis de endemismo.

Esses remanescentes, na sua maioria em áreas de relevo fortemente ondulado, ainda preservam mananciais hídricos e a biodiversidade, agrupando, em apenas 1 ha, mais de 450 diferentes espécies de árvores em matas, no sul da Bahia, e em serras, no Espírito Santo. Associadas à Mata Atlântica, existem também outras paisagens como os manguezais, as florestas de restinga e o jundu da beira das praias e campos de altitude.

Cerca de 56% das áreas urbanas do país estão concentradas em regiões de Mata Atlântica. Além disso, em função desse processo histórico de ocupação, hoje a região conta com uma agricultura mais madura. Atualmente o bioma é marcado pela presença dos cinturões verdes, onde são produzidas verduras e hortaliças.

Pampa 

O Pampa, considerado um dos menores biomas do Brasil, ocupando apenas 2% do território nacional. Esse bioma abrange, principalmente, a metade meridional do Rio Grande do Sul, e constitui a porção brasileira dos Pampas Sul-Americanos, que se estendem pelos territórios do Uruguai e da Argentina, e são classificados como Estepe.

Além disso, assim como a Mata Atlântica, esse bioma passou por um processo histórico de exploração que resultou na redução expressiva da sua vegetação original. Atualmente, somente cerca de 20% do Pampa conserva sua mata nativa. Tem como característica marcante a tipologia vegetal herbácea e arbustiva que recobrem superfícies com formas de relevo aplainadas ou suave-onduladas.

Dessa maneira, as paisagens campestres desse bioma são naturalmente invadidas por contingentes arbóreos representantes da floresta estacional, caracterizando um processo de substituição natural das estepes por formações florestais, em razão da mudança do clima frio e seco para quente e úmido.

O Bioma Pampa – que se delimita apenas com o Bioma Mata Atlântica – é formado por quatro conjuntos principais:

  • Planalto da Campanha;
  • Depressão Central;
  • Planalto Sul-Rio-Grandense;
  • e Planície Costeira.

O processo evolutivo desse bioma está associado ao pastejo por fauna diversa de grandes herbívoros e, assim, a introdução – ainda no século 17 – de gado bovino e equino nos campos e a atividade humana pós-colonização propiciou uma grande homogeneização da cobertura vegetal, tanto nas áreas de Estepe quanto nas áreas de formações pioneiras (fluviais e lacustres). Assim, ocasionando uma acentuada diminuição das espécies lenhosas arbustivas. Assim, é estimado que, entre 1970 e 2005, 4,7 milhões de hectares desse bioma foram convertidos em outros usos.

Recentemente, houve uma expansão do cultivo de monoculturas, como soja e arroz, em função de mudanças no manejo local. Porém, o avanço desordenado dessas atividades ao longo da história, com o plantio de pastagens exóticas acelerou a degradação do bioma.

Referências:

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