Biópsia: Saiba como é feita

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Olá meu caro leitor, você já deve ter ouvido falar muito sobre os tumores ou cânceres, não é verdade? Mas você sabe como o mesmo é diagnosticado? Se não sabe, saberá neste artigo como o mesmo é descoberto através de um exame, chamado biópsia. Vem aprender mais com a maravilhosa equipe da MeuGuru.

Onde se estuda a biópsia?

A patologia, descrita como o ramo da ciência da saúde que estuda as alterações no corpo humano decorrentes de alguma doença. O desequilíbrio na homeostase é causada devido a alterações a nível celular. Assim, a patologia nos permite compreender as modificações presentes em tecidos, órgãos, sistemas e líquidos presentes no organismo. Portanto, exige um bom conhecimento em anatomia, fisiologia, bioquímica e farmacologia, visto que é uma área multidisciplinar.

Você pode relembrar o que é homeostase acessando este artigo.

Formação para saber sobre a biópsia

            O profissional especialista em patologia é chamado de patologista que é formado em medicina ou biomedicina com pós-graduação em patologia humana. O responsável pela área além de exercer função na docência, é o encarregado pelos laudos em atestado de óbito. Logo, o patologista tem um papel muito importante na sociedade visto que é o encarregado por elucidar casos de morte de causas naturais ou não.

Divisões da patologia

Relacionado em diversas causas de doenças a patologia é dividida em duas subáreas, as quais posso citar:

Patologia geral: De forma geral é divisão que explica como ocorre a lesão celular e o seus processos lesivos. No entanto, esta divisão não engloba como essas lesões podem atuar para o surgimento das patologias propriamente ditas. Neste estudo ainda é possível entender como ocorre o surgimento dos sinais e sintomas.

Patologia Sistêmica: É a ramificação na qual engloba como as lesões de nível celular alteram o funcionamento de determinado órgão afetando o sistema. Quando a patologia é instalada em nosso organismo é possível explicar como esse fato ocorre.

Ramos

Por ser uma área extremamente relevante, a patologia abrange outras particularidades acerca das doenças. Pois, todo distúrbio apresenta origem, causa, alteração e o mecanismo de ação da anomalia. Assim, posso explicar de forma sucinta e clara de como ocorrem esses fenômenos que abrangem as disfunções sistêmicas.

Etiologia: É o conhecimento no qual explica as causas gerais de como a doença ocorre. As razões ambientais, físicas, microbiológicas e químicas são os fatores mais comuns. Assim, por existir uma grande variedade de agentes causadores, este estudo deu origem a outra ciência, a epidemiologia.

Patogênese: É o estudo em que explica como ocorre a geração da doença propriamente dita. Logo, com a sua compreensão entenderemos como acontece o estímulo inicial da patologia até a sua demonstração.

Alterações Morfológicas: As modificações causadas pelas doenças podem danificar de forma permanente ou não os tecidos que pode alterar o seu funcionamento. Assim, estas transformações podem ser a nível microscópico ou macroscópico. Portanto, para uma boa análise dessas anomalias surge uma nova ramificação, a anatomia patológica, afim de elucidar estas alterações.

Fisiopatologia é uma convergência da patologia, disciplina que descreve condições observadas durante um estado de doença, com a fisiologia, disciplina que descreve processos ou mecanismos que operam dentro de um organismo.

Portanto, o conhecimento adquirido na patologia será uma base para outras ciências específicas.

Principais meios de adaptação celular

Hipertrofia

É o tipo de adaptação que pode ser induzida por estresse mecânico ou por fatores de crescimento. Sua principal característica é o aumento do tamanho da célula, sem que haja novos números de células. Desse modo, se há um aumento no tamanho da célula, ocorre o aumento do tamanho do órgão. Outra característica não menos importante, é quando a célula sofre hipertrofia, perde a capacidade de realizar divisão. Contudo, a hipertrofia pode ser fisiológica ou patológica. Exemplo de hipertrofia fisiológica, o aumento da massa muscular esquelética, é atingida por meio do exercício físico. A hipertrofia patológica, um exemplo, o aumento do tamanho do coração, causado por diversos fatores como, doença de chagas e uso de adrenalina.

Hiperplasia

É o tipo de adaptação celular, que possui como característica principal o aumento no número de células e não no seu tamanho. Os principais estímulos que causam a hiperplasia, são os hormônios e alguns fatores de crescimento. Desse modo, pode ocorrer em todas as células que tem a capacidade se dividirem. Logo, pode acontecer em conjunto com a hipertrofia celular ou não. Alguns exemplos que posso citar são:

Hormonal: proliferação do epitélio das glândulas mamárias.

Compensatória: remoção de algum tecido com alto poder proliferativo (fígado).

Patológica: Hiperplasia do endométrio.

Adaptação do tipo atrofia

Definido pela diminuição do tamanho da célula. Desse modo, a célula pode diminuir de tamanho e por consequência o órgão pode diminuir de tamanho. Resultado da diminuição do aporte nutricional ou simplesmente por desuso de tal estrutura. Contudo, as células que sofrem atrofia apenas diminuem sua atividade funcional, mas não morrem. Logo, posso mencionar alguns exemplos.

Atrofia fisiológica: Diminuição do tamanho do útero na menopausa.

Atrofia patológica: Diminuição de massa muscular por imobilização devido a fratura óssea.

Metaplasia

Caracterizado pela mudança estrutural da célula. Sendo assim, resposta adaptativa pode ocorrer devido a irritação crônica que a célula recebe ao decorrer dos dias. Desse modo, pode resultar na redução funcional e aumentar a tendência da malignidade celular. O exemplo mais comum, na mudança celular do sistema respiratório devido a agentes nocivos do cigarro. As células normais, são colunares e ciliadas, porém quando sofrem metaplasia, passam a ser estratificadas e escamosas.

Conceito da Biópsia

Consiste no estudo macroscópico e microscópico de amostras de tecidos, como fragmentos de tecidos colhidos numa autópsia, peças cirúrgicas e biópsias. Sendo assim, em organismos vivos, são os exames anátomo-patológicos que permitem identificar, por exemplo, uma cirrose hepática. Desse modo, realizado através da biópsia do fígado, ou um câncer de mama através da biópsia da mama. Para tanto, segue-se uma metodologia muito específica.

Relembre os conceitos de macroscopia e microscopia, nesse artigo.

Primeiras etapas da Biópsia

Em primeiro lugar, começa por fixar, desidratar e diafanizar (tornar transparente) o tecido a analisar, incluindo-o, em seguida, em parafina (um tipo de cera). Sendo assim, a próxima etapa, corta-se várias secções ultrafinas do bloco formado com auxílio de um micrótomo. Desse modo, logo após os cortes, as secções serão colocadas em lâminas e coradas com substâncias corantes. Logo, esses corantes nos permite evidenciar a estrutura dos tecidos, conjunto de células, pigmentos e micro-organismos presentes nos tecidos. Portanto, última etapa, realizada a análise das lâminas pelo médico patologista, ao microscópio e avaliando-se os resultados obtidos.

Recepção e tratamento do material

O material coletado por médico, rapidamente acondicionado em frasco de boca larga ou em outro recipiente adequado. Desse modo deve conter solução de formalina a 10%, preferencialmente tamponado. Sendo assim, a sua função será de conservar por mais tempo a amostra biológica.

O frasco deve ser correta e imediatamente identificado com o nome do paciente.

Para tanto, deverá ser obrigatório o preenchimento da ficha de solicitação do exame ou o pedido do médico. Sendo assim, deve constar todos os dados pertinentes ao material biológico tais como a natureza e localização. Para o paciente, esse deve contribuir para a correlação anátomo-clínica e conclusão diagnóstica final. Portanto, o problema clínico, informações laboratoriais e de imagens, hipóteses diagnósticas e todas as dúvidas que o exame deve tentar responder. 

Contudo, também deverá constar claramente a identificação do médico solicitante e seu telefone e/ou ramal de contato fácil. Logo, caso haja necessidade de informações complementares ou discutir diagnósticos diferenciais, entre outras eventualidades.

O fragmento será retirado de maneira a evitar-se que a pinça deixe marcas permanentes no tecido. O instrumento usado, deve estar afiado para não esmagar o fragmento, produzindo artefatos de difícil correção durante o processamento. O fragmento deverá ser colocado imediatamente no fixador, nele podendo permanecer por longo tempo.

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