Cenário Ambiental Brasileiro

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Cenário Ambiental

Cenário Ambiental, o Brasil é um dos países com maior diversidade no mundo. Possui a segunda maior área de florestas do planeta e o maior reservatório de água doce do globo. Na COP26, realizada entre outubro e novembro na Escócia de 2021, o Brasil assumiu o compromisso de zerar o desmatamento ilegal até 2028. Além de cortar em 50% as emissões de gases poluentes até 2030.

A Amazônia tem importância crucial para o sucesso da meta do Acordo de Paris de manter o aquecimento global em 1,5°C. Uma vez que um aquecimento maior do que esse tornaria diversas áreas do planeta inabitáveis. Dessa maneira, contribuiria para eventos climáticos extremos, significaria a extinção de espécies e ameaçaria o fornecimento de alimentos no mundo, segundo cientistas.

Uma das áreas mais polêmicas e tumultuadas em 2021, o meio ambiente brasileiro viu crescer desmatamento e queimadas com devastação de seus biomas. Sendo que um dos piores resultados vieram da Amazônia Legal que, segundo INPE, teve alta de 21,97% na taxa de desmatamento no ano. Assim, perdendo mais de 13 mil km² de área desmatada no período de 01 agosto de 2020 a 31 de julho de 2021.

Na visão de especialistas da USP, o saldo do ano é negativo e exige mudanças de políticas e de relacionamento com o meio ambiente. Sendo essas pautadas não apenas pela economia, mas pela qualidade de vida de maneira geral.

COP26 traz promessas que precisam se tornar realidade

Como fato positivo de 2021, os resultados da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021, a COP26 são benéficas ao meio ambiente. Onde a “crescente preocupação dos governos, principalmente aqueles que mais contribuem para os efeitos negativos das mudanças climáticas” e os compromissos assumidos na COP26.

As promessas da COP26 são um indicativo de que existem “pessoas preocupadas com os aspectos decorrentes das mudanças climáticas”. E com todo o processo que envolve não somente a economia, mas a perda de biodiversidade e da qualidade de vida de uma maneira geral.

Investir em energia limpa é fundamental

O setor energético é um dos que mais precisa de atenção. Uma vez que o Brasil tem todo o potencial para aproveitar o atual momento em que há uma demanda por economia de baixo carbono e garantir políticas públicas, planejamento e investimentos tecnológicos “em novos tipos de energias, que sejam limpas, renováveis”.

Recursos ambientais não são ilimitados

Tratar o meio ambiente como ilimitado é algo que “não pode permanecer, afinal de contas, a área ambiental tem limitação, o bem comum é limitado”. Essa questão, afirma, precisa ser contemplada no processo de desenvolvimento, através “precisamos de uma política que consiga inserir não apenas as questões utilitaristas” aos recursos naturais.

Sendo assim, necessário lançar mão de “uma visão de médio e longo prazo e inserir visões de valor intrínseco nas questões ambientais”. Esta política deve contemplar a “divisão de espaços com outros seres vivos, e não só a lógica desse mercado”.

Investimento em sustentabilidade

A maioria das indústrias de pequeno porte (55%) tem intenção de investir mais nos próximos dois anos na implementação de ações sustentáveis, para uma transição para a economia de baixo carbono. Para outras (37%) os recursos devem ficar no mesmo patamar dos atuais e apenas 4% afirmaram que esse investimento deve ser reduzido.

Os dados são de uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com o Instituto FSB que avaliou a visão dessas indústrias sobre a sustentabilidade. Segundo a entidade, em alguns quesitos, as indústrias de pequeno porte estão avançadas. Mesmo em meio à pandemia de covid-19 e à crise econômica, 20% dos pequenos negócios industriais aumentaram o investimento nesse tipo de ação.

Ações para evitar o desperdício de energia e de água já são adotadas por 90% e 89% das empresas desse porte, respectivamente. Já a gestão de resíduos sólidos é uma realidade em 85% dos negócios.
De acordo com a pesquisa, três em cada quatro (76%) executivos afirmam que o setor industrial, considerando o ambiente de negócios no Brasil hoje em dia, enxerga o tema sustentabilidade como uma oportunidade.

E para quase um terço deles a agenda de sustentabilidade envolve mais oportunidades do que riscos. Apenas 22% afirmaram que há mais riscos que oportunidades ou só riscos. Para a CNI, os dados mostram que as indústrias de pequeno porte estão atentas à importância da implementação de ações concretas de sustentabilidade em seus processos produtivos, alinhadas à estratégia levada pela entidade para a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26), que aconteceu de 1º a 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia.

Razões para investimentos

Os dois principais motivos que levam indústrias de pequeno porte a investir em sustentabilidade são a reputação junto à sociedade e aos consumidores (40%) e o atendimento às exigências regulatórias, também com 40% das respostas.

A redução de custos, com 36%, e o aumento da competitividade, com 34%, completam a lista de itens que mais estimulam os empresários a adotarem a agenda sustentável.
Do outro lado, a falta de cultura voltada para o tema (46%) e a falta de incentivos do governo (45%) são apontados como os principais entraves.

A pesquisa mostra ainda que apenas 36% dos pequenos industriais já teve, como fornecedor, alguma exigência de certificado ou ação ambientalmente sustentável como critério de contratação por parte dos clientes.

O índice é ainda mais baixo (24%) quando a análise recai sobre a exigência por parte das pequenas indústrias de critérios sustentáveis para a contratação de fornecedores. O percentual de empresas que já deixaram de vender algum produto por não ter alguma certificação ou seguir alguma ação de sustentabilidade exigida pelo mercado cai pela metade: 12%.

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