Cogumelos mágicos no tratamento da depressão

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Cogumelos mágicos no tratamento da depressão

Substância Psilocibina encontrada em cogumelos mágicos pode ser útil no tratamento da depressão. Continue a leitura para saber mais.

Até 30% dos indivíduos que sofrem de depressão não se beneficiam da terapia antidepressiva. Isso pode ocorrer devido a dois fatores: variações biológicas entre os pacientes e ao fato de que as reações farmacológicas frequentemente demoram, o que faz com que alguns pacientes interrompam o uso dos medicamentos.

Nesse sentido, os cogumelos mágicos, também conhecidos como alucinógenos são apontados como potenciais tratamentos terapêuticos. Contudo, sua capacidade para ajudar no tratamento da depressão ainda esteja sendo explorado.

A principal substância desses cogumelos psicodélicos, a psilocibina, tem estado em destaque nos últimos anos. De acordo com os recentes estudos, incluindo o ensaio clínico divulgado na revista New England Journal of Medicine, uma única dose de 25 miligramas desse composto pode melhorar significativamente um grave depressão. Além disso, o efeito pode ser conseguido tanto de forma imediata, como em até 3 meses.

Efeito da Psilocibina ao “abrir” o cérebro

O Centro de Pesquisa Psicodélica do Imperial College London conduziu a pesquisa de exames cerebrais com cerca de 60 pessoas que estavam em terapia para a condição mental. Os autores do estudo acreditam que podem ter descoberto o mecanismo pelo qual a droga exerce seus benefícios terapêuticos.

Isso porque a substância alucinógena psilocibina ajuda a “abrir” os cérebros dos indivíduos deprimidos, de maneira prolongada. Isto permite que várias áreas do cérebro se conectem mais livremente umas com as outras. O efeito de “abertura” foi associado a melhorias autorrelatadas na depressão.

A nova descoberta mostra que aqueles que reagiram à terapia assistida com psilocibina melhoraram a conexão cerebral não apenas durante o tratamento, mas também por até três semanas depois. De forma mais específica, o aumento na comunicação entre as regiões do cérebro ocorreu nas áreas mais segregadas em pacientes deprimidos.

Em contrapartida, os antidepressivos convencionais, como o escitalopram, não apresentam mudanças na conectividade cerebral. Isto significa que a substância psicodélico funciona de maneira diferente no tratamento do transtorno mental.

A substância sob investigação é um dos vários psicodélicos que estão sendo pesquisados como um possível tratamento para problemas psiquiátricos. Uma versão sintética do medicamento está sendo testada em vários estudos com resultados animadores no tratamento de pessoas com ansiedade e depressão.

Os pesquisadores explicam que os padrões normais de atividade do cérebro na depressão às vezes podem se tornar rígidos e restritos. A psilocibina é capaz de contribuir para que o cérebro saia dessa rotina, de uma forma que as terapias tradicionais não conseguem.

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