Microplástico: Microrganismo a luz no fim do túnel?

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Microplásticos será que temos uma luz no fim do túnel? Na verdade não, parece que vai piorar um pouco mais. Em uma estudo publicado, recentemente, cientistas descobriram que o plâncton, que se alimenta de microplástico, pode estar agravando a crise nos oceanos.

Calma, vamos entender melhor sobre o microplástico:

Uma espécie de zooplâncton encontrada tanto em ambientes marinhos quanto em água doce tem a capacidade de ingerir e decompor microplástico. No entanto, em vez de fornecer uma solução à ameaça que os plásticos representam para a vida aquática. Dessa maneira, essas pequenas criaturas, conhecidas como rotíferos, podem estar acelerando o risco. Mas como? Simples, ao fragmentar as partículas em milhares de nanopartículas menores e potencialmente mais perigosas.

Isso se dá porque cada rotífero tem a capacidade de gerar entre 348 mil e 366 mil nanoplásticos por dia. Essas partículas são menores que um micrômetro e, contribuem para a complexidade do problema associado à poluição por plásticos nos ecossistemas aquáticos.

Mas organismos que degradam o plástico não deveriam ajudar?

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Sim, a principal hipótese, inicialmente, a ser testada era essa, porém, o resultado foi uma infelicidade. Uma vez que o estudo queria avaliar a utilização de organismos como forma de mitigar o problema. O que seria muito bom, se a hipótese fosse verdadeira, esses animais, microscópicos são abundantes, chegam a atingir até 23 mil indivíduos por litro de água. Entretanto no maior Lago na China (Poyang Lake), os rotíferos produzem diariamente 13,3 quatrilhões dessas partículas de plástico.

Considerando que o plástico pode levar até 500 anos para se decompor, à medida que envelhece, pequenos pedaços se quebram. Processos físicos e químicos, incluindo a exposição à luz solar e o impacto das ondas ao esmagar pedaços de plástico contra rochas, praias ou outros obstáculos flutuantes no oceano.

Não são só os rotíferos, há muitas espécies que podem fazer esse processo

Os cientistas decidiram investigar o papel que a vida aquática pode desempenhar na criação de microplásticos, especialmente após a descoberta, em 2018, de que o krill antártico pode decompor de polietileno em fragmentos de menos de um micrômetro. Dessa maneira, os rotíferos devido aos seus aparelhos de mastigação especializados, semelhantes ao krill, e por isso resolveram testar a hipótese de que esses organismos, existentes em 2.000 espécies ao redor do mundo, também poderiam decompor o plástico.

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Krill Antártico.

Apesar de o krill antártico viver em uma área despovoada, os rotíferos foram escolhidos porque habitam todas as zonas temperadas e tropicais do mundo, ou seja, onde vivem as pessoas. Esses animais confundem microplásticos, fragmentos com menos de 5 mm de diâmetro, com algas.

Dessa maneira, após expor espécies de rotíferos marinhos e de água doce a uma variedade de plásticos de diferentes tamanhos, os pesquisadores descobriram que todos podiam ingerir microplástico de até 10 micrômetros (0,01 mm), decompondo-os e excretando milhares de nanoplásticos de volta ao meio ambiente. Microplásticos de polietileno de recipientes de alimentos, assim como nanoplásticos, foram detectados nos corpos dos rotíferos.

Assim, a comunidade científica precisa determinar o quão prejudiciais são esses nanoplásticos. E dessa maneira se torna essencial examinar outros organismos na terra e na água para identificar a fragmentação biológica do microplástico.

Pois, isso colaborará com toxicologistas e pesquisadores de saúde pública para entender os impactos dessa praga de nanoplásticos em nosso ambiente.

Problemas do microplástico:

Primeiramente, trilhões (não é exagero) de partículas de microplástico estão presentes nos oceanos representam uma ameaça direta à vida marinha. Que são desde os filtradores até os minúsculos plânctons. Apesar de não serem letais a curto prazo, os impactos a longo prazo dos microplásticos sobre o plâncton e os microrganismos marinhos têm o potencial de perturbar os principais sistemas terrestres, como o armazenamento de carbono nos oceanos e o Ciclos biogeoquímicos: Ciclo do Nitrogênio.

Dada a sua condição de maior reserva natural de carbono na Terra, os oceanos desempenham um papel crucial na mitigação do aumento do CO2 atmosférico.

O processo vital de absorção de carbono pelo plâncton e seu subsequente armazenamento no fundo do oceano. Dessa maneira, ficam conhecido como “bomba biológica de carbono”, sendo essencial para o equilíbrio dos níveis de carbono nos oceanos. Entretanto, os microplásticos têm o potencial de “entupir” essa bomba, retardando a absorção de carbono pelos oceanos.

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Bomba biológica de carbono.

Ao se acumularem nos sedimentos marinhos, os microplásticos alteram as comunidades microbianas e perturbam o ciclo do nitrogênio, aumentando, assim, os potenciais problemas causados pelo homem, como a proliferação de algas tóxicas.

As mudanças nas comunidades de plâncton na superfície do oceano podem agravar a desoxigenação (eutrofização) impulsionada pelas alterações climáticas, privando os organismos marinhos do essencial oxigênio.

Atualmente, a remoção de pequenas partículas de plástico dos oceanos é uma tarefa impossível com a tecnologia disponível, tornando o fim da poluição uma prioridade.

Embora a produção de plástico continue a aumentar ano após ano, a perspectiva de um tratado da ONU para combater a poluição por plástico oferece um vislumbre de esperança, indicando que a comunidade internacional pode estar pronta para tomar medidas concretas.

Referências:

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