Plástico nos oceanos

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O plástico nos oceanos pode quase triplicar até 2040, diz relatório. Primeiramente, os plásticos que entram nos oceanos, aumentaram em uma quantidade “sem precedentes” desde 2005 e podem quase triplicar até 2040 se nenhuma ação adicional for tomada.

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Poluição plástica nos oceanos quadruplicará até 2050.

Estima-se que 171 trilhões de partículas de plástico estavam flutuando nos oceanos até 2019, de acordo com um estudo conduzido pelo Instituto 5 Gyres. Nesse sentido, o estudo mostra que o nível de poluição marinha por plástico nos oceanos está subestimado. Dessa maneira, os números nesta nova pesquisa são incrivelmente fenomenais e quase além da compreensão.

“Tá! Mas qual é o problema do plástico?

O plástico é um polímero orgânico sintético feito de petróleo com propriedades ideais para uma ampla variedade de aplicações. Assim, mais de 300 milhões de toneladas de plástico são produzidas todos os anos, metade das quais é usada para criar itens descartáveis. Entretanto, se descartados de forma inadequada, os resíduos plásticos podem prejudicar o meio ambiente e a biodiversidade.

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Microplásticos removidos da água (veja mais).

Pelo menos 14 milhões de toneladas de plástico acabam no oceano todos os anos. Os detritos plásticos são atualmente o tipo de lixo mais abundante no oceano, somando 80% de todos os detritos marinhos encontrados desde as águas superficiais até os sedimentos do fundo do mar. Dessa maneira, o plástico encontrado nas costas de todos os continentes, com mais resíduos encontrados perto de destinos turísticos populares e áreas densamente povoadas.

É possível identificar o microplástico “invisível” com um pouco mais de luz.

Sendo que as principais fontes do plático no oceado é terrestre, sendo provenientes de escoamento urbano e de águas pluviais, transbordamentos de esgoto, lixo, descarte e gerenciamento inadequado de resíduos, atividades industriais, abrasão de pneus, construção e despejo ilegal.

Sob a influência da radiação ultravioleta solar, vento, correntes e outros fatores naturais, o plástico se decompõe em pequenas partículas chamadas microplásticos (partículas menores que 5 mm) ou nanoplásticos (partículas menores que 100 nm). O tamanho pequeno facilita a ingestão acidental pela vida marinha.

Muitos países carecem de infraestrutura para prevenir a poluição plástica, como:

  • aterros sanitários;
  • instalações de incineração;
  • capacidade de reciclagem e infraestrutura de economia circular;
  • sistemas adequados de gestão e eliminação de resíduos.

Assim tem-se o “vazamento de plástico” nos rios e no oceano. O comércio global legal e ilegal de resíduos plásticos também pode prejudicar os ecossistemas, onde os sistemas de gerenciamento de resíduos não são suficientes para conter os resíduos plásticos.

Por que é importante discutir sobre o plástico?

A poluição plástica é um problema generalizado que afeta o ambiente marinho. Ameaça a saúde dos oceanos, a saúde das espécies marinhas, a segurança e qualidade alimentar, a saúde humana, o turismo costeiro e contribui para as alterações climáticas.

Plásticos em números:

Alguns fatos importantes:

  • Metade de todos os plásticos foram fabricados nos últimos 15 anos.
  • A produção aumentou exponencialmente, de 2,3 milhões de toneladas em 1950 para 448 milhões de toneladas em 2015. A produção deve dobrar até 2050.
  • Todos os anos, cerca de 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos escapam para os oceanos das nações costeiras. Isso é o equivalente a colocar cinco sacos de lixo cheios de lixo em cada centímetro da costa ao redor do mundo.
  • Os plásticos geralmente contêm aditivos que os tornam mais fortes, flexíveis e duráveis. Mas muitos desses aditivos podem prolongar a vida útil dos produtos se eles se tornarem lixo, com algumas estimativas variando em pelo menos 400 anos para se decompor.

Impactos nos ecossistemas marinhos

Os impactos mais visíveis dos detritos plásticos são a ingestão, asfixia e emaranhamento de centenas de espécies marinhas. Animais selvagens marinhos, como aves marinhas, baleias, peixes e tartarugas, confundem lixo plástico com presas; a maioria morre de fome quando seus estômagos ficam cheios de plástico. Eles também sofrem de lacerações, infecções, capacidade reduzida de nadar e lesões internas. Os plásticos flutuantes também ajudam a transportar espécies marinhas invasoras, ameaçando assim a biodiversidade marinha e a cadeia alimentar.

Impactos nos alimentos e na saúde humana

Microplásticos foram encontrados na água da torneira, cerveja, sal e estão presentes em todas as amostras coletadas nos oceanos do mundo, incluindo o Ártico. Vários produtos químicos usados na produção de materiais plásticos são conhecidos por serem cancerígenos e interferirem no sistema endócrino do corpo, causando distúrbios de desenvolvimento, reprodutivos, neurológicos e imunológicos em humanos e animais selvagens. Recentemente, microplásticos, encontrados em placentas humanas, mas mais pesquisas são necessárias para determinar se esse é um problema generalizado.

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Biocumulação de plástico e sua entrada na nossa alimentação.

Os contaminantes tóxicos também se acumulam na superfície do plástico como resultado da exposição prolongada à água do mar. Quando os organismos marinhos ingerem detritos plásticos, esses contaminantes entram em seus sistemas digestivos e, com o tempo, se acumulam na cadeia alimentar. Dessa maneira, a transferência de contaminantes entre espécies marinhas e humanos através do consumo de frutos do mar foi identificada como um perigo para a saúde, e pesquisas estão em andamento.

Impactos no turismo

Os resíduos plásticos prejudicam o valor estético dos destinos turísticos, levando à diminuição da receita do turismo. Também gera grandes custos econômicos relacionados à limpeza e manutenção dos locais. O acúmulo de lixo plástico nas praias pode ter um impacto negativo na economia de um país, na vida selvagem e no bem-estar físico e psicológico das pessoas.

Impactos nas mudanças climáticas

A produção de plástico contribui para as mudanças climáticas. Se o lixo plástico for incinerado, ele libera dióxido de carbono e metano (de aterros) na atmosfera, aumentando assim as emissões.

O que pode ser feito?

Nesse sentido, presisa-se de mais esforços para aderir e fortalecer as estruturas legislativas internacionais existentes que abordam a poluição plástica marinha. Assim, os mais importantes são a Convenção de 1972 sobre a Prevenção da Poluição Marinha por Despejo de Resíduos e Outros Matérias (a Convenção de Londres), o Protocolo de 1996 à Convenção de Londres (o Protocolo de Londres) e o Protocolo de 1978 à Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição de Navios (MARPOL).

Os governos regionais e nacionais também devem explorar estruturas legislativas nacionais sobre Responsabilidade Estendida do Produtor. Estas estão surgindo como soluções inovadoras e de baixo custo, assim como as políticas para promover economias circulares.

Governos, instituições de pesquisa e indústrias precisam trabalhar de forma colaborativa para redesenhar produtos e repensar seu uso e descarte para reduzir o desperdício de microplásticos de pellets, têxteis sintéticos e pneus. Para que assim, os consumidores e a sociedade devem mudar para padrões de consumo mais sustentáveis. Isso exigirá soluções que vão além da gestão de resíduos e consideram todo o ciclo de vida dos produtos plásticos; do projeto à infraestrutura e uso doméstico.

Mais financiamento para pesquisa e inovação precisam está disponibilizados para fornecer aos legisladores, fabricantes e consumidores as evidências necessárias para implementar soluções tecnológicas, comportamentais e políticas para lidar com a poluição marinha por plásticos. Além de aprimoramento de gestão de resíduos e reciclagem, melhor design de produto que leve em consideração a vida curta das embalagens descartáveis e redução na fabricação de plásticos descartáveis desnecessários.

Referências:

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