Leishmania: Saiba mais sobre ela

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A parasitologia é a ciência que estuda os seres biológicos que tem a capacidade de se hospedar em outros indivíduos. Desse modo a parasitologia é uma área bem abrangente pois engloba vários seres microscópicos com capacidade parasitária. Assim, podemos elencar os vermes, vírus, fungos e artrópodes como os seres parasitológicos. Assim, o estudo parasitológico com interesse nos humanos chamaremos de parasitologia humana. Logo mais veremos sobre a leishmania.

Entendendo a parasitologia clínica.

A parasitologia clínica visa elucidar os sinais e sintomas acerca do ciclo biológico dos parasitas. Desse modo, ara a sua compreensão é necessário o entendimento sobre o vetor que causa a doença parasitológica. Portanto, posso afirmar que quanto mais rápido for o diagnóstico mais rápido a cura.

Introdução a Leishmania

A Leishmaniose tem característica baseada nas manifestações clássicas que são produzidas pelo seu agente causador etiológico, as Leishmanias do gênero Donovani, no corpo humano. Sendo assim, Calazar, ou febre negra, é uma das manifestações clínica caracterizada por febre irregular de longa duração, importante emagrecimento, palidez cutaneomucosa significativa, e confere um aspecto escurecido dos indivíduos caucasianos. Portanto, tem como principal característica a exuberante hepatoesplenomegalia, anemia, leucopenia e trombocitopenia.

Tipos de Leishmania

Numerosos protozoários desse gênero infectam o homem nas regiões quentes do Velho e do Novo Mundo, sendo transmitidos por insetos da família Phlebotomidae.

Em função de suas afinidades, as Leishmania do Continente Americano são agrupadas em “complexos”, cada um com várias espécies:

  • Complexo Leishmania braziliensis,
  • Complexo Leishmania mexicana,
  • Complexo Leishmania donovani.

As doenças que produzem são chamadas leishmanioses, ou melhor, leishmaníases.

Em seu ciclo vital, essas leishmanias apresentam apenas 2 formas:

  • Amastigota, nos vertebrados;
  • Promastigota, no tubo digestivo dos insetos.

As leishmanias têm por hábitat os vacúolos digestivos de células do sistema fagocítico mononuclear, onde se multiplicam sob a forma amastigota.

Os flebotomíneos que transmitem as leishmaníases nas Américas são insetos do gênero Lutzomyia, ao passo que, no Velho Mundo, são do gênero Phlebotomus.

Esses insetos põem seus ovos no solo úmido dos bosques e florestas, em matas secundárias ou em algumas plantações. As larvas transformam-se em insetos adultos ao fim de um mês ou mais. Somente as fêmeas são hematófagas e necessitam ingerir sangue para que possam pôr ovos; mas sugam também plantas, como fazem os machos.

Elas se alimentam sobre animais silvestres, mas algumas espécies picam também as pessoas, respondendo então pela transmissão de doenças humanas.

Os flebotomíneos infectam-se quando picam os pacientes com leishmaníases. No tubo digestivo dos insetos, a reprodução do parasito faz-se sob a forma promastigota e é tão intensa que chega a bloquear o mecanismo de sucção. Os insetos bloqueados aspiram sangue, mas não conseguem ingeri-lo.

Depois de alguns esforços, os músculos da faringe relaxam e o sangue aspirado é regurgitado de mistura com os flagelados. Isso ocorre toda vez que fizerem novas tentativas de alimentação sobre outras pessoas, infectando-as.

Relação Parasito-Hospedeiro na Leishmania

Assim que apareça infiltração linfoplasmocitária nas lesões, o teste de imunofluorescência torna-se positivo. Contudo, os títulos costumam ser baixos. Não se sabe qual o valor protetor da imunidade humoral.

A imunidade celular é mais tardia, aparecendoapós seis ou mais semanas. Sendo assim é considerada de importância fundamental para o processo de cura. Desse modo, seu aparecimento coincide com a regressão das ulcerações e grande redução do número de parasitos nessas lesões.

Portanto revelada pela reação de Montenegro, um teste de hipersensibilidade cutânea retardada aos antígenos de L. braziliensis.

Diagnóstico

Ele é fácil nas formas típicas, sobretudo se o paciente procede de áreas endêmicas ou aí esteve.

O diagnóstico diferencial devera-se feito com as úlceras tropicais, fusoespiroquéticas, que são supurativas, fétidas e dolorosas.

Quanto às formas verrucosas, vegetantes e etc., devem ser distinguidas das lesões produzidas pela bouba, pelas micoses etc. Mas o diagnóstico requer confirmação laboratorial da presença dos parasitos. Examinar ao microscópio o material de raspado, de punção ou de biópsia da borda da lesão.

Fazer coloração do material pelo Giemsa. Nos casos crônicos, quando a busca de parasitos se torna difícil, é preferível a cultura em meio de NNN.

O diagnóstico imunológico faz-se com a reação de Montenegro, com a reação de imunofluorescência indireta ou com o teste de ELISA. Indica-se sobretudo para os casos crônicos, quando as leishmânias já se tornaram raras nas lesões. Entretanto, essas provas podem manter-se positivas algum tempo depois da cura clínica.

Tratamento

Antimoniais trivalentes dos quais o mais recomendado é a glucantime ou antimoniato de meglumine, por via intramuscular. Taxa de cura em torno de 70%.

Pentamidinas – menos eficazes e mais tóxicas que glucantime, como 2a opção, via intramuscular; porém são Indicadas na infecção por L. guianensis.

Anfotericina B – administrada gota a gota, por via intravenosa.

Azitromicina – nova droga, por via oral, sem efeitos colaterais e capaz de curar 85% dos casos.

Com efeito, quase todos os pacientes apresentam reações colaterais com tais medicamentos, como cefaléia, artralgias, mialgias e, em alguns casos, depressão da medula óssea; exceto no tratamento com a azitromicina.

Não há método seguro para o controle de cura, que exige repetidos testes diagnósticos (PCR, imunofluorescência etc). As lesões mucosas podem surgir tempos depois da “cura” dos processos cutâneos. Em alguns casos, aparentemente curados, podem ocorrer recidivas.

Epidemiologia da Leishmania

A leishmaníase cutânea é uma zoonose de animais silvestres e autóctone do Continente Americano. Predomina na Amazônia, em zonas florestais dos países vizinhos, na América Central e no México. Desse modo, no Brasil, estende-se da Mata Atlântica para oeste, sendo prevalente nos Estados da Bahia, de Minas Gerais, do Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Goiás. Já foi importante em S. Paulo.

Em 1993, os casos registrados chegaram a cerca de 20.000, havendo tendência para aumento de sua incidência.

As espécies de insetos vetores, na floresta virgem são Lutzomyia migonei, L. whitmani e L. pessoai, que infectam os reservatórios silvestres.

Derrubada a floresta, a vegetação secundária das capoeiras favorece Lutzomyia intermedia e L. pessoai, que respondem pela maioria dos casos humanos da doença.

A proximidade da mata facilita a ocorrência de casos entre os moradores de suas vizinhanças.

Surtos epidêmicos acompanham as migrações de pessoas que vão ocupar zonas outrora florestais ou junto das matas, para a agricultura, a mineração ou outros fins.

Riscos associados

O risco é aumentado quando os equinos e os cães aí criados tornam-se reservatórios peridomésticos ou domésticos da leishmaníase. Sendo assim, a urbanização da doença está se tornando um problema cada vez mais importante.

Entretanto, como a proporção de flebotomíneos infectados é geralmente muito baixa, a ocorrência de novos casos humanos fica na dependência da densidade dos vetores. Portanto, estes aumentam muito após as chuvas. Há, por isso, certa periodicidade ou sazonalidade na transmissão da leishmaníase.

Sendo assim, durante as campanhas antimaláricas, as leishmaníases tendem a desaparecer, devido ao uso prolongado e extensivo de inseticidas, como já se viu na Baixada Fluminense e em vários outros lugares. Interrompida a desinsetização, volta a transmissão das leishmaníases.

Entre as medidas práticas de controle estão as que consistem em construir as casas longe das matas ou desmatar o terreno em torno dos povoados. Portanto, no interior das casas, aplicar inseticidas nas paredes ou em cortinados e mosquiteiros.

Referências

LEMOS, Maria Deuzina Alves et al. PERFIL DA LEISHMANIOSE VISCERAL NO BRASIL: UMA REVISÃO BIBLIOGRAFICA. Facit Business And Technology Journal, [s. l], v. 1, n. 1, p. 1-22, out. 2019.

MARTINS, A.V. – American Sand Flies (Diptera: Psicodidae, Phlebotominae). Rio de Janeiro, Academia Brasileira de Ciências, 1978 [195 páginas].

PESSOA, S. B. – Endemias Parasitárias da Zona Rural Brasileira. São Paulo, Fundo Editorial Procienx, 1963 [780 páginas].

PESSOA, S. B. & MARTINS, A. V. – Parasitologia Médica. 9a ed. Rio de Janeiro, Guanabara-Koogan, 1974.

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