Técnicas Citológicas: Aplicações

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A anatomia patológica, ciência derivada da medicina e patologia que tem por finalidade diagnosticar lesões a nível estrutural. A especialidade consiste na análise crítica e criteriosa de tecidos enviados ao laboratório. Sendo assim, por ser uma área da patologia, se estuda as estruturas desde o nível microscópico até o macroscópico. Portanto, considerada uma área de fundamental, visto que, a partir dessa ciência que se obtêm os laudos, desde as doenças até o atestado de óbito. Logo, veremos mais adiante sobre técnicas citológicas utilizadas na anatomia patológica.

Saiba os conceitos básicos de biópsia nesse artigo.

Conceito de técnicas citológicas

A citologia oferece inúmeras vantagens, uma vez que as técnicas de obtenção do material são muito simples, de baixo custo e muitas vezes proporciona resposta diagnóstica rápida. Porém como toda técnica, nem sempre o parecer é definitivo. Desse modo, a grande maioria dos exames citológicos deve ser confirmada por exame histopatológico. Contudo, devido à possibilidade do material colhido ser pouco representativo e também há restrições quanto à avaliação prognóstica.

O exame citológico avalia somente as características de células isoladas ou agrupadas,  ao passo que o exame histopatológico permite avaliar a arquitetura do tecido como um todo. Portanto, a inter-relação entre células, demonstrando grau de invasividade e avaliação de margens cirúrgicas. Por exemplo: obtenção de amostra somente do componente inflamatório de uma neoplasia infectada por bactérias.

Principais técnicas citológicas

Acerca do conhecimento das técnicas citológicas, veremos mais adiante sobre as três principais utilizadas na anatomia patológica.

Citologia esfoliativa

Consiste em remover as células mais superficiais da lesão através de esfoliação (raspagem), sendo indicada para avaliação do processo de maturação (diferenciação) de epitélios. Desse modo, para caracterização de tipos de exsudatos ou para visualização de agentes infecciosos ou mesmo parasitários. Portanto, essa técnica, usada, por exemplo, no exame de Papanicolau.

Citologia por decalque ou técnica de imprint

Tal modalidade também baseia-se na remoção de células superficiais de uma lesão ou da superfície de corte de um órgão. Desse modo, através do contato da superfície em questão com a de uma lâmina de microscopia. Portanto, uma técnica muito utilizada em sala de necrópsia para confirmação diagnóstica de suspeitas levantadas à macroscopia, com resposta rápida.

Citologia por aspirativa por agulha fina

Neste método há remoção das células da lesão pela avulsão promovida através da utilização de uma agulha fina (30 mm x 0,7 mm ou 22G). Conforme, com esta técnica podemos obter células de vários planos do tecido. Portanto, a citologia aspirativa por agulha fina é, sem dúvida, mais interessante que as técnicas anteriores, pois recolhe material muito mais representativo de lesões profundas.

Cuidados com as técnicas citológicas

Devemos seguir algumas regras básicas para obtenção de bons resultados através da citologia.

Histórico detalhado

Essas informações são muito importantes, pois indicam o tempo de instalação do processo, como foi o início da lesão e etc. Portanto, esses dados são muitas vezes fundamentais para determinação de diagnósticos diferenciais ou para comentários relativos aos possíveis diagnósticos.

Descrição da lesão

Uma boa descrição da lesão, como localização precisa do processo e tipo de lesão (nodular, ulcerativa, etc.). Portanto, auxilia bastante o sucesso diagnóstico e permite correlacionar achados citológicos com a lesão macroscópica.

Técnica de coleta

Este é um dos passos mais importantes para realização da citologia diagnóstica e frequentemente desconhecido. Desse modo, uma técnica de coleta inadequada pode impedir a conclusão do caso. Pois a amostra colhida deve necessariamente possuir células características da lesão em questão.

Extensões adequada

No exame citológico as extensões devem ser feitas seguindo os cuidados abaixo:
a) Não comprimir o material – especialmente no caso de suspeitas de tumores, pois as células neoplásicas são muito frágeis;

b) Produzir extensões delgadas, evitando sobreposição de várias camadas de células, pois a sobreposição impossibilita a coloração e visualização adequada do material;


c) No caso de extensões que serão coradas por corantes hematológicos, desidratar o material, por movimentação ao ar (abanar), o mais rápido possível. Não guarde as lâminas úmidas, pois isto causa degeneração celular inviabilizando o resultado.

Preparo do paciente

Tratando-se de lesões palpáveis não há necessidade de preparos especiais para o paciente, sendo a antissepsia o único procedimento necessário. Portanto, lembre-se que a antissepsia é um processo requerido na citologia aspirativa e deve ser ponderado na citologia por esfoliação. Pois se deseja-se visualizar o tipo de exsudato ou agente infeccioso, estes poderão ser removidos durante a limpeza do local.

Em muitos casos de suspeita de neoplasias ou processos inflamatórios crônicos não há necessidade de sedação. Uma vez que os pacientes frequentemente não demonstram qualquer incômodo durante ou após o procedimento.

A dor pode ocorrer nos processos inflamatórios agudos, onde os anestésicos locais não surtem efeito e como a técnica para obtenção do material é relativamente rápida, geralmente uma contenção física eficaz traz ótimos resultados.

Portanto, gurunauta, se esta afim de conhecer mais sobre a anatomia patológica, não deixe de acompanhar nosso blog. Pois nessa seção, você verá imagens e assuntos pouco abordados em sala de aula, que vão te auxiliar na sua vida acadêmica. Te espero aqui, mete bronca!!

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