Animais extintos que ressurgiram: Como é possível?

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Animais extintos? Efeito Lázaro? Vamos juntos entender, recentemente, e contrário a onda de extinção, alguns animais tidos como extintos, têm voltado a aparecer na natureza, e claro, os cientistas tentam explicar este fenômeno. Entretanto, é sabido, que às vezes, apenas desistimos de uma espécie cedo demais. Dessa maneira, só porque já se passaram algumas décadas ou mesmo séculos desde que uma criatura se mostrou, nem sempre significa que ela está realmente extinta.

Essas espécies que ressurgem foram batizadas de “Lázaro” – em homenagem ao homem ressuscitado por Jesus no Evangelho de João. E esses, muitas vezes escapam de nossa atenção por seu pequeno tamanho ou habitats de difícil acesso.

animais extintos
O Brasil também sofre com extinção das espécies.

Como vimos no artigo Extinção de espécies: o que é e como acontece, até um milhão de espécies de animais e plantas podem enfrentar a extinção. Este declínio dramático na saúde da biodiversidade global é uma crise em si, bem como uma ameaça ao bem-estar da população do planeta. Além disso, representa um risco imediato à segurança alimentar global e à atividade econômica.

Antes de prosseguirmos, este não será um tratamento científico em nível extremamente aprofundado, ou envolverá bioestatística complexa, vamos usar um espectro simplificado para tentar caracterizar o quão definitivos quaisquer decretos ou pronunciamentos de extinção realmente são.

Nesse sentido, vamos definir, mais ou menos, que a extinção de uma espécie ou subespécie, se dá quando uma determinada espécie é observada e, eventualmente, há um declínio ao longo do tempo dessa observação e por fim a espécie desaparece (deixa de ser vista e não há nenhum indício).

Vamos primeiro entender sobre os animais extintos…

A natureza possui uma incrível variedade de animais, já que milhares de espécies já passaram por este mundo e, infelizmente, acabaram extintas. Devido às alterações climáticas, da caça, da urbanização e dentre outras situações.

Há um grande movimento para salvar as espécies em extinção, mas nem sempre é possível reverter esse processo. Porém, nos últimos anos, alguns animais dados como extintos, acabaram voltando, em uma quantidade consideravelmente segura.

O que os animais extintos e o Espectro da Extinção têm em comum?

"Espectro de Extinção” imaginário
“Espectro de Extinção” imaginário.

Para começar, então, na extremidade esquerda de nosso “Espectro de Extinção” imaginário, vamos colocar criaturas que estamos bastante confiantes de que estão definitivamente e irrevogavelmente extintas. Essas espécies incluiriam, por exemplo, o T. rex, o estegossauro, o mamute lanoso, o dodô, o arau-gigante e o pombo-passageiro.

Claro, a maior parte das espécies consideradas extintas são, sem dúvida e inequivocamente extintas. Dessa maneira, infelizmente, existirá um grande aglomerado de criaturas desaparecidas que nunca mais serão vistas. À medida que nos movemos para a direita ao longo deste espectro, podemos adicionar outras espécies ou subespécies que estão, quase certamente, extintas. Podemos e sem dúvida iremos discutir e argumentar sobre quais espécies e subespécies se encaixam melhor onde e quando.

animais extintos: Maçarico- esquimó:
Maçarico- esquimó: ave migratória original do Canadá. O Brasil fazia parte da sua rota de migração. Os últimos registros da datam do período entre 1987 e 1992, quando sua população global era estimada em 50 indivíduos.

Isso é parte do que é tão emocionante sobre esse “Espectro de Extinção”: as coisas nem sempre são tão preto e branco quanto podem parecer. Nesta mesma área do nosso espectro estão outras espécies que são consideradas extintas (e provavelmente estão), mas o status ainda é incerto ou questionado. Isso inclui, por exemplo, o golfinho do rio Yangtze ou o maçarico-esquimó, uma vez que para ambas as espécies ainda existe alguma possibilidade aparentemente legítima de sua existência continuada.

No extremo direito do nosso Espectro de Extinção, existe também algumas espécies misteriosas de “ponto de interrogação” uma vez que, há a possibilidade de muitas espécies terem sido extintas sem serem descobertas. Além disso, existem várias espécies únicas e endêmicas do mundo.

Animais extintos: Espécies Lázaros

Estas são espécies que foram declaradas extintas, mas que, na verdade foram redescobertas. Este grupo das chamadas espécies “Lazurus” inclui: a Iguana jamaicana, o Entufado-baiano, o Celacanto, o Petrel das Bermudas, a Tartaruga Gigante da Fernandina, a Abelha Gigante de Wallace, a queixada de Chacoan (Tagua), o lagarto Pinóquio, o morcego orelhudo da Nova Guiné, o papagaio noturno australiano, o trilho de Zapata, Cervo Almiscarado da Caxemira, dentre e outras.

Dessa maneira, voltando ao “espectro”, vamos utilizar um exemplo! Onde se deve colocar o pica-pau-de-bico-de-marfim nesse espectro? No mesmo extremo com T. rex e pterodáctilos? Ou talvez mais perto do Lobo-da-tasmânia e do golfinho do Yangtze, ou mesmo ao lado de uma espécie de Lázaro como o “Sengi” ou musaranho, que acabou de ser redescoberto depois 50 anos de “extinto”?

A resposta para isso é obviamente subjetiva sobre animais extintos e espécies Lázaros.

Dessa maneira, podemos dizer definitivamente extinto, provavelmente extinto ou apenas possivelmente extinto? Se fôssemos julgar este caso em um tribunal, é razoável pensar que um júri racional, de pensamento livre, neutro e objetivo concluiria que há evidências circunstanciais suficientes que Campephilus principalis (o nosso famoso Pica-Pau) ainda pode existir apesar das proclamações de sua extinção?

Há um velho ditado: “A ausência de evidência não é necessariamente evidência de ausência”.

Agora, no caso do pica-pau-de-bico-de-marfim, existem evidências. Isso inclui várias observações de ornitólogos confiáveis ou outros cientistas, fotografias que provavelmente o retratam (não sendo falsificação), uma pena de pica-pau bico de marfim, vídeos altamente sugestivos e horas de inúmeras vocalizações gravadas com parâmetros acústicos praticamente idênticos aos dos bicos de marfim conhecidos. Entretanto, nada disso é aceitável, para a Ciência, como prova indiscutível da existência do pica-pau.

Semelhanças entre as Espécies Lázaros

Dessa maneira, há um número significativo dessas espécies, sendo aves, mamíferos, anfíbios e répteis. Então há um ponto em comum? Sim, esses, compartilham várias semelhanças importantes que, se aplicadas a outras criaturas supostamente extintas, podem fornecer alguma esperança de que as últimas de fato não estejam.

I – Habitat

Considere quantas espécies redescobertas passam a vida em áreas inóspitas e quase inacessíveis – ambientes pelágicos, selvas, matagais, habitats arbóreos, vastas pastagens não rastreadas, montanhas escarpadas, cavernas, zonas de alto mar e assim por diante.

II – Tocas

Uma segunda semelhança notável entre muitas espécies redescobertas é esta: elas utilizam tocas. E, quando se discute tocas também consideram-se cavidades e cavernas.

III – Poucos estudos

Por fim, outra característica de muitas espécies de “Lazurus” é que, antes de sua extinção presumida, eles foram pouco estudados e compreendidos. Curiosamente, o místico pica-pau-de-bico-de-marfim incorpora todos os três fatores, habitando um deserto remoto, inóspito e muitas vezes quase inacessível dos pântanos e também desaparecendo em cavidades para nidificação e empoleirar-se.

Outras semelhanças…

… entre muitas espécies “Lazarus” incluem um alto grau de especialização ecológica e, mesmo sob condições ideais em seus números de pico, uma estrutura populacional de densidade relativamente baixa.

Por fim…

O “Papagaio Noturno Australiano” ressuscitou após cerca de 77 anos de suposta extinção! Pois, os cientistas redescobriram-no após 90 anos de seu desaparecimento. O mesmo aconteceu com o tagarela-de-sobrancelhanegra, que reapareceu na Indonésia após um hiato de 170 anos.

Os cientistas redescobriram o Petrel das Bermudas, também conhecido como Cahow, de forma curiosa e por acaso, após cerca de 330 anos em que ele estava sendo considerado morto e desaparecido.

5 exemplos de animais extintos que “ressuscitaram”

1-Musaranho Elefante

Musaranho Elefante -
Musaranho Elefante – Um pequeno mamífero de tromba foi redescoberto na África após cerca de 50 anos, depois de ser dado como extinto.

A última vez que alguém registrou um avistamento do musaranho- elefante da Somália foi há quase 50 anos, e após isso, considerado extinto.

Então, em agosto de 2020, uma equipe de pesquisadores e acadêmicos relatou que essas criaturas minúsculas e de aparência estranha estavam vivas e bem. Dessa forma, também conhecido como Somali Sengi, este animal do tamanho de um camundongo, com seu distinto nariz alongado, está prosperando em todo o Chifre da África.

2 – Lagarto do Terror (Terror Skink)

No entanto, o lagarto do terror – a parte “terror” do nome refere-se à boca cheia de dentes vorazes – não mais avistado. Porém, em 2003, redescobertos por cientistas, mais pesquisas estão em andamento para aprender mais sobre eles.

Em 1872, o botânico francês Benjamin Balansa notou a descoberta de um lagarto enquanto visitava o território francês do Pacífico da Nova Caledônia. Dessa forma, com cerca de 50 cm de comprimento, provavelmente não foi muito difícil de detectar.

3 – Solenodonte cubano

Solenodonte cubano
Solenodonte cubano – Mamífero venenoso sobreviveu ao asteroide que devastou dinossauros

Existem poucos mamíferos venenosos no mundo – o solenodonte cubano é um desses exemplos. Mas foi um exemplo que não existiu há algum tempo, aparentando estar em extinção.

Os antepassados do solenodonte cubano existiam na mesma época que os dinossauros, ou seja, é um ‘fóssil vivo’ que não mudou muito em milhões de anos, segundo a publicação Scientific American. Entretanto, sua mordida pode matar, mas não tem força e destreza para se defender ou fugir do perigo, tornando-se um alvo fácil para predadores. O desmatamento também contribuiu para a perturbação da população.

4 – Tartaruga gigante da Fernandina

Animais extintos: Tartaruga gigante da Fernandina
Estima-se que essa fêmea tenha 100 anos de idade. Considerando que tartarugas gigantes vivem até 200 anos, há esperança de que ela possa ajudar no ressurgimento da espécie.

A tartaruga-gigante-fernandina (Chelonoidis phantasticus) saiu recentemente da lista de “animais extintos” após mais de 100 anos desde a última confirmação de sua existência com vida. Uma declaração em fevereiro de 2019 do Ministério do Meio Ambiente do Equador revelou que a Iniciativa de Restauração da Tartaruga Gigante (GTRI) havia descoberto uma fêmea idosa. A tartaruga agora reside em um centro de reprodução em Santa Cruz. Lá, os pesquisadores esperam que ele possa se reproduzir e aumentar a população de sua espécie mais uma vez.

5 – Abelha gigante de Wallace

Considerada extinta por quase quatro décadas como um animal extinto, a abelha gigante de Wallace (Megachile pluto), batizada em homenagem ao seu descobridor, Alfred Russel Wallace, apareceu recentemente nas Ilhas das Molucas do Norte, na Indonésia.

Wallace coletou a abelha enquanto estava em expedição nas ilhas Molucas Setentrionais na Indonésia, em 1858. Ele a descreveu como um “grande inseto parecido com uma vespa, com mandíbulas imensas como um lucanos”.


Porém, em 1891, pesquisadores encontraram vários espécimes, mas, somente em 2019 eles encontraram uma fêmea viva (vídeo).

Animais extintos: Megachile pluto é
A Megachile pluto é a maior abelha do mundo, com aproximadamente quatro vezes o tamanho de uma abelha-europeia. 

Mas o efeito Lázaro não se limita a animais. Em 1979, um estudante de 12 anos encontrou um exemplar da Ramosmania rodriguesiiuma flor branca também conhecida como café-marrom. Esta flor, endêmica na ilha Rodrigues (pertencente às ilhas Maurício, no oceano Índico), dada como extinta em 1940. Graças a um desenho que um de seus professores tinha lhe mostrado, o menino encontrou um exemplar numa estrada perto da sua casa. Foi o único espécime achado nos arredores. E assim “surgiu” um problema, ao contar com um só indivíduo, as flores não geram sementes. Dessa maneira, planta, transferida para o Real Jardim Botânico de Kew, no Reino Unido, para que, após estudos, reproduzi-la. A ideia em um futuro próximo é repovoar a ilha com esta planta característica.

Referências:

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