A indústria cinematográfica brasileira passou por profundas transformações estruturais nas últimas décadas. Após um período de intensa participação estatal na década de 1980, o setor enfrentou a descontinuação da produção no início dos anos 1990, marcada pela extinção da Empresa Brasileira de Filmes (Embrafilme) em 1990. A partir de 1995, iniciou-se a fase conhecida como "Retomada", caracterizada por novos arranjos produtivos e uma relação indireta com o Estado via leis de incentivo fiscal. Nesse novo cenário, as empresas produtoras assumiram um papel central de articulação, deixando de ser estúdios verticalizados para se tornarem gestoras de redes de prestação de serviços especializados. Este processo envolveu a reorganização de vínculos e o estabelecimento de novas formas de funcionamento institucionalizadas que moldaram o campo nas décadas seguintes.
TAÑO, Debora Regina; CÂNDIDO, Silvio Eduardo Alvarez; TORKOMIAN, Ana Lúcia Vitale. Dinâmicas de campos, redes e políticas públicas na produção e pós-produção do cinema brasileiro. Políticas Culturais em Revista, Salvador, v. 18, n. 1, p. 317-343, jan./jun. 2025.
De acordo com o artigo, qual evento político foi o marco central para a estagnação do setor cinematográfico brasileiro no início da década de 1990?
Alternativas
Alternativa 1:
A promulgação da Lei do Audiovisual.
Alternativa 2:
A criação da Ancine pelo governo federal.
Alternativa 3:
A extinção da Embrafilme pelo governo Collor.
Alternativa 4:
A implementação da Lei da TV Paga.
Alternativa 5:
O hibridismo entre políticas liberais e desenvolvimentistas.