A trajetória histórica do cinema brasileiro é
pontuada por reestruturações que alteraram
o papel dos grandes atores do mercado. Um
exemplo notável é a transição vivida pela Globo
Filmes, que inicialmente operava com grande
centralidade na rede de produção direta.
Com o tempo, as estratégias corporativas
influenciaram a forma como grandes grupos
de mídia se relacionam com o mercado
independente. A partir de meados dos anos
2000, observou-se uma mudança para modelos
de coprodução, onde a participação se torna
menos verticalizada e mais integrada a uma
rede de produtoras menores, alterando a
visibilidade estatística de sua atuação em
amostras de produção majoritária.
TAÑO, Debora Regina; CÂNDIDO, Silvio
Eduardo Alvarez; TORKOMIAN, Ana Lúcia
Vitale. Dinâmicas de campos, redes e políticas
públicas na produção e pós-produção do cinema
brasileiro. Políticas Culturais em Revista,
Salvador, v. 18, n. 1, p. 317-343, jan./jun. 2025.
I. O papel central da Globo Filmes no primeiro
período (1995-2002) foi acompanhado por uma