resumir e explicar RESUMO A atuação do enfermeiro na área de atendimento pré-hospitalar (APH) pressupõe a aquisição de competências específicas. Os objetivos deste estudo foram verificar a opinião dos enfermeiros sobre conhecimentos teóricos e habilidades de enfermagem necessários para o exercício em APH e analisá-la de acordo com a prática clínica. Neste estudo descritivo, a opinião dos enfermeiros dos serviços públicos de APH do Município de São Paulo foi coletada por meio de questionário, e os dados da prática clínica em formulário. A ressuscitação cardiopulmonar foi mais citada como conhecimento básico (84%) e o procedimento mais freqüente foi a oxigenoterapia (15,5%). A análise das opiniões dos enfermeiros revelou que os temas considerados básicos relacionaram-se às situações que exigem tomada de decisão, prontidão e destreza sob estresse, ou atendimento de uma população específica, o que reforça a importância da capacitação nessa área. Descritores: enfermagem em emergência; educação; serviços médicos de emergência; formação de recursos humanos INTRODUÇÃO O reconhecimento da efetividade da assistência precoce às pessoas em situação de emergência, seja por mal súbito, acidentes ou violência, resultou no surgimento de vários serviços de saúde, públicos e privados, de atendimento pré-hospitalar (APH) e de remoção inter-hospitalar. 1 I II II I II Brazil Revista Latino-Americana de Enfermagem O desenvolvimento desses serviços culmina com a necessidade de profissional qualificado que atenda as especificidades do cuidado de enfermagem a ser realizado, durante o APH ou a remoção inter-hospitalar, com vistas à prevenção, proteção e recuperação da saúde. Entre as competências importantes para o exercício da prática de enfermagem no APH, estão o raciocínio clínico para a tomada de decisão e a habilidade para executar as intervenções prontamente. Nos Estados Unidos da América, a formação, a experiência e as habilidades exigidas do enfermeiro para atuar no APH variam de Estado para Estado, sendo os cursos geralmente extensos e com conteúdo diversificado. A obtenção de licença para atuar em APH inclui experiência de, no mínimo, 1 a 3 anos de prestação de assistência em serviços de emergência ou aos pacientes críticos, incluindo a certificação em cursos específicos para desenvolvimento de habilidades . Na França, o sistema de atendimento às urgências, Services d´Aide Medicále Urgente, é composto por enfermeiros especializados em anestesiologia. A aquisição de competência em atendimento às urgências, pelo enfermeiro francês, inicia no curso de graduação em enfermagem, em unidades de cuidados intensivos e em práticas de suporte avançado de vida . No Brasil, os cursos de especialização em emergência ou em APH ainda são recentes. Diferente dos enfermeiros americanos e franceses, o enfermeiro brasileiro vem se qualificando nessa área, por meio de cursos de especialização (lato sensu) em emergência ou APH, atendendo as diretrizes do Ministério da Educação e do Conselho Federal de Enfermagem . O atendimento às emergências na cidade de São Paulo, atualmente, é realizado pelo Serviço de APH da Secretaria de Saúde do Município e pelo Serviço da Secretaria da Saúde, em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do Estado . Nesses Serviços, o atendimento aos pacientes graves e que necessitam de procedimentos invasivos é realizado por médicos e enfermeiros que tripulam as viaturas de suporte avançado. A normatização da estrutura e funcionamento dos serviços de APH móveis, no Brasil, aconteceu somente no ano de 2002, mais de uma década após sua implantação, por meio da portaria nº 2.048 do Ministério da Saúde, sendo este o primeiro regulamento proposto por meio de temas, conteúdos, habilidades e cargas horárias mínimas, a respeito da capacitação específica para enfermeiros em APH . A Portaria do Ministério da Saúde propõe também a existência de Núcleos de Educação em Urgências, "que devem se organizar como espaços de saber interinstitucionais de formação, capacitação, habilitação continuada de recursos humanos para as urgências". Considerando que, no Brasil, o APH é uma área emergente para atuação de enfermeiros, ainda há escassez de programas ou cursos de capacitação que atendam a necessidade de formação específica, qualificada e adaptada ao padrão brasileiro. Assim, pretende-se verificar, neste estudo, a opinião dos enfermeiros sobre os conhecimentos teóricos e as habilidades de enfermagem necessárias para o exercício em APH e analisá-la conforme a prática clínica vivenciada por eles nos serviços públicos de APH. Desta forma, a finalidade deste trabalho é oferecer subsídios para a construção e o planejamento de programas de formação e capacitação de enfermeiros em APH
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Maria
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