"Falar um com o outro significa: dizer algo para o outro, mostrar um para o outro alguma coisa e confiar-se mutuamente ao que se mostra. Conversar significa: juntos, dizer algo, mostrar um para o outro o que se aclama no que se proclama, o que a partir de si mesmo chega a aparecer. O que não se fala não é somente o que não se deixa verbalizar, mas o não dito, o que ainda não se mostrou, o que ainda não chegou a aparecer." HEIDEGGER, Martin. A caminho da linguagem. Petrópolis: Vozes, 2012. [p. 202] A partir das ideias de Heidegger, leia as proposições. I. Quando fala, o ser humano sempre faz aparecer algo que pode ser nomeado. II. Conversar é um processo que independe de haver uma realidade comum entre os envolvidos. III. Quem conversa, toca as coisas do mundo por meio dos símbolos que — assim como acontece com as palavras — para serem compreendidos devem ser acessíveis ao interlocutor.
D
Daniel
Resposta do Guru IA
As ideias de Martin Heidegger sobre a linguagem e a comunicação, conforme apresentadas no trecho, oferecem uma visão profunda sobre os processos de falar e conversar. Vamos analisar as proposições à luz dessas ideias:
I. Quando fala, o ser humano sempre faz aparecer algo que pode ser nomeado. Esta afirmação é parcialmente verdadeira dentro do contexto heideggeriano. Heidegger acredita que ao falar, algo é trazido à presença, algo é revelado ou desvelado. No entanto, não se limita apenas ao que pode ser nomeado; também abrange o não dito, o que ainda não se mostrou, o que ainda não chegou a aparecer. Portanto, enquanto o falar faz aparecer, não se restringe apenas ao que pode ser explicitamente nomeado.
II. Conversar é um processo que independe de haver uma realidade comum entre os envolvidos. Esta afirmação parece contradizer as ideias de Heidegger. Para ele, a conversa é um processo de revelação mútua em que algo é mostrado e compartilhado. Isso implica uma certa base de entendimento ou realidade comum entre os envolvidos, pois o que é mostrado e discutido precisa, de alguma forma, ser acessível e compreensível para ambos. A conversa, portanto, depende de uma realidade compartilhada ou pelo menos de pontos de referência comuns que permitam essa troca significativa.
III. Quem conversa, toca as coisas do mundo por meio dos símbolos que — assim como acontece com as palavras — para serem compreendidos devem ser acessíveis ao interlocutor. Esta afirmação está alinhada com as ideias de Heidegger. Ele vê a linguagem e a conversa como meios pelos quais tocamos e interagimos com o mundo. Os símbolos e as palavras são ferramentas através das quais o mundo é interpretado e compartilhado. Para que haja uma comunicação efetiva, esses símbolos e palavras devem ser compreendidos por aqueles com quem estamos conversando, implicando a necessidade de uma base comum de entendimento. Assim, essa proposição reflete corretamente a visão de Heidegger sobre a interação humana por meio da linguagem.
Em resumo, as ideias de Heidegger enfatizam a importância da revelação, do compartilhamento e da compreensão mútua na fala e na conversação, sugerindo que estes processos estão profundamente enraizados na experiência compartilhada e na acessibilidade dos símbolos usados para comunicar.
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