XXXVI
E há poetas que são artistas
E trabalham nos seus versos
Como um carpinteiro nas tábuas! ...
Que triste não saber florir!
Ter que pôr verso sobre verso, como quem constrói um muro
E ver se está bem, e tirar se não está! ...
Quando a única casa artística é a Terra toda
Que varia e está sempre bem é é sempre a mesma.
("Poemas completos de Alberto Caeiro")
1. No primeiro verso do poema, há uma oração sem sujeito com o uso do verbo "haver". Troque o "haver" pelo "existir" e faça as adaptaçōes necessárias quanto à concordância. \( (1,0) \) \( \qquad \)
\( \qquad \)
\( \qquad \)
2. Classifique o sujeito do verbo "trabalhar" no segundo verso do poema e posteriormente, explique por que ele está no plural. \( (1,0) \) \( \qquad \)
\( \qquad \)
\( \qquad \)
\( \qquad \)
3. Na segunda estrofe, o verso em destaque se utiliza do predicado nominal, porém com verbos diferentes. Explique a diferença semântica que há entre eles. \( (1,0) \)