(ENADE, 2013) Os profissionais de Educação Física são, frequentemente, convocados a intervir na estética
corporal dos indivíduos, que são influenciados, conscientemente ou não, pela cultura da sociedade em que vivem.
Pode-se afirmar que a sociedade brasileira está altamente impactada pelas leis do consumo, o que contribui para
as representações atuais do que vem a ser um corpo belo e saudável. Na maioria das vezes, esses profissionais
privilegiam os conhecimentos da dimensão biológica do ser humano para atender a tais demandas, em
detrimento de outros conhecimentos, como o sociológico, o histórico e o antropológico. Estudos têm revelado
que aquilo que, em determinada época, foi considerado belo e saudável, pode ser, em outro contexto, considerado
feio e doente, conforme os valores sociais e culturais de cada época.
O grande desafio é tornar o culto à própria identidade em uma cultura coletiva e ética, na qual floresça um tipo de
afeto por si mesmo que, quanto mais se volte para o próprio corpo, mais se dedique, ao mesmo tempo, aos
cuidados com os demais corpos.
Fonte: Adaptado de: SANT'ANNA, D. B. Identidade Corporal. In: Corpo, Prazer e Movimento. São Paulo: SESC,
2002. p. 24-31.
O texto sugere que os profissionais de Educação Física e Fisioterapia intervenham de forma a:
Escolha uma opção:
a. Acolher as demandas, porém introduzindo a noção de que não existem corpos feios ou belos, mas
sim corpos saudáveis, com vista a criar um movimento cultural ao corpo saudável.
b. Acolher as demandas, porém introduzindo uma intervenção que questione os padrões midiáticos, com
vista a criar um movimento cultural de respeito às identidades.
c. Rejeitar as demandas, criticando os indivíduos que procuram as academias para ações pontuais,
impactadas por modismos midiáticos, criando um movimento cultural de recusa às identidades.
d. Rejeitar as demandas, porém introduzindo uma reflexão sobre as representações diferenciadas do
que vem a ser belo e saudável, criando, assim, um movimento cultural de busca pelo corpo belo e
saudável.
e. Acolher as demandas de pessoas que querem ficar mais fortes ou magras, com vista a criar um
movimento cultural do culto ao corpo.