Agricultura Urbana: espalhe as sementes
(Texto de acordo com o original).
Quando a sua avó era criança, há mais ou menos 70 anos, apenas um terço dos brasileiros vivia nas cidades. De lá para cá, a indústria brasileira cresceu, estradas e telecomunicações integraram o país e nos transformamos numa das nações mais urbanizadas do mundo, com 85% de casas erguidas em zonas urbanas. Criar e recuperar espaços públicos está entre as várias soluções para os problemas complexos das cidades, como poluição, calor, alagamentos e carência de áreas naturais e de convivência. Nesse sentido, a agricultura urbana é uma iniciativa que irrita mudança porque mexe no aspecto social, ambiental e econômico do lugar. Quer ver?
Imagine uma praça pouco ou nada frequentada, um canteiro que ninguém da bola na escola, à beira de uma grade armada do prédio, um terreno abandonado. Todos esses desperdícios, mas potencialmente acolhedores de cenouras, alfaces, brócolis, manjericão, tomates, milho, feijão. Pois é, esse espaço pode ser transformado em um local de cultivo. A prática é tão antiga quanto o nascimento das cidades, quando os limites entre o rural e o urbano não eram definidos. Muita gente plantava e não morria de tédio. Minha avó tinha no quintal alguns pés de milho ao lado de feijões, que fornecem nitrogênio ao solo, e abóboras com grandes folhas, que mantêm a umidade do solo. Podia escolher cenouras que tinha terra suficiente para absorver a água. Tinha sombra e aroma. Quando dava muita escarola, ela trocava com a vizinha por salsinha, mexerica ou o que tivesse em abundância.
Plantar na cidade é ter uma fonte de abastecimento local, com alimentos mais frescos, deslo...