A formação vernácula de palavras refere-se ao processo de criação e consolidação de termos no léxico de uma língua a partir de elementos já existentes nessa língua, sem a incorporação direta de estrangeirismos. Isso implica na combinação, derivação ou modificação de palavras pré-existentes para criar novos significados.
Analisando as opções:
a. Beijoqueiro (derivação de "beijo" com sufixo aumentativo/diminutivo afetivo), microbiologia (composto de prefixo grego "micro-" e "biologia", um empréstimo linguístico), minibar (composto de prefixo "mini-" e "bar", sendo "mini" um prefixo de origem estrangeira).
b. Cavidade (derivada do latim), afetuoso (derivada do latim), plantonista (formação vernácula a partir de "planta" no sentido de turno de trabalho + sufixo "-ista").
c. Cauteloso (derivada do latim), minigênio (composto de prefixo "mini-" e "gênio", onde "mini" é de origem estrangeira), ministério (derivada do latim).
d. Ribeiro (termo vernáculo, derivado de "rio" com sufixo diminutivo), miniconto (composto de prefixo "mini-" e "conto"), feioso (derivado de "feio" com sufixo "-oso").
e. Marqueteiro (derivado de "marketing", um anglicismo, com sufixo "-eiro"), acionista (derivado de "ação" no sentido de título financeiro + sufixo "-ista"), micronésio (composto de prefixo "micro-" e "nésio", com prefixo de origem estrangeira).
A alternativa que melhor se encaixa na perspectiva de formação vernácula, considerando a explicação acima, é a d. Ribeiro, miniconto, feioso, pois todas essas palavras são formadas a partir de elementos já existentes na língua portuguesa, sem recorrer diretamente a empréstimos de outras línguas, apesar de "mini-" ser um prefixo de origem estrangeira, seu uso já está bastante integrado ao português.