As revoluções tecnológicas e a redefinição de fronteiras
A noção de fronteira
De acordo com o senso comum, a palavra "fronteira" remete à demarcação do espaço, à delimitaçã de um território que se distingue de outro, aos marcos geográficos, fisicos e políticos que separam a nações e distinguem seus habitantes. No entanto, o termo abarca outros significados, de ordem socia moral, científica, linguística ou psicológica. Todos os significados da palavra têm em comum a ideia d diferenciação entre objetos ou realidades distintas, geralmente decorrente da percepção dos grupo: sociais nelas envolvidos.
As fronteiras políticas demarcam não somente os territórios, mas também os limites de deslocamento e de relacionamento humano. Muitas vezes, sua criação leva a conflitos, que, geralmente, são causados pelo interesse mútuo em ocupar um território ou pelo questionamento do discurso que legitima a delimitação das fronteiras.
Fronteiras são um impedimento à livre circulação de pessoas, ao comércio e às transações financeiras. Na atualidade, enquanto o mundo caminha para uma maior mobilidade da informação, do conhecimento e da tecnologia, surgem novas pressões para o impedimento do livre trânsito de pessoas entre as nações, provocando fenômenos como a construção de muralhas para afastar populações indesejadas em certos territórios. Trata-se da expressão da seletividade por meio de mecanismos de segregação.
A Muralha da China foi uma barreira fisica erguida na Antiguidade para reafirmar a fronteira do Império chinês, distinguir o território chinês e defendê-lo dos estrangeiros.
A dinâmica das fronteiras produz ainda fenômenos como a seletividade (quem pode atravessar uma sobre o sentido de expressões como "democracia" e "cidadania".