• assistir (VTD) prestar assistência, ajudar: Cada enfermeiro assiste quatro pacientes. (VTI, prep. a) ver, presenciar: Assistimos a um belo espetáculo ontem. Percebe-se, atualmente, uma tendência ao uso de assistir com o sentido de ver como verbo transitivo direto, mesmo nas comunicações monitoradas. No caso de assistir como prestar assistência, tem se notado o emprego da preposição a. • chegar, ir (VI, circunstância de lugar introduzida por a): Chegou ao colégio mais cedo hoje. Fui ao cinema ontem. Nas comunicações menos monitoradas, os falantes brasileiros têm optado pela preposição em para introduzir a circunstância de lugar: Cheguei em casa cada. • esquecer, lembrar (VTD) Esqueci os documentos em casa. Lembrei o nome do artista. (VTI + pronome, prep. de) Esqueceu-se do incidente. Lembrou-se do sonho. Na linguagem menos monitorada, vemos também essas duas construções misturadas: Esqueci o nome daquela artista. • implicar (VTD) resultar, acarretar: Toda guerra implica graves danos. O uso como VTI regendo a preposição já tem aparecido em alguns dicionários e gramáticas: Tomar decisões implica em assumir riscos. • obedecer, desobedecer (VTD) complemento refere-se a “coisa”: Ela pagou o boleto no prazo. (VTI) complemento refere-se a “pessoa”: O passageiro pagou ao cobrador. Na linguagem monitorada, a sintaxe pagar a alguém é preferida, mas pagar alguém também tem uso frequente. • preferir (VTD) dar preferência a: Eu prefiro jogos matinais. (VTDI, prep. a) escolher entre duas opções: Prefiro os romances de detetive aos romances de crítica científica. Nas comunicações menos monitoradas, costuma-se empregar ou do que no lugar de a: Prefiro maçã (do) que banana. Também são comuns o pleonasma e até a hipérbole: Prefiro mais (prefiro antes, prefiro mil vezes) pilole de frutas. • vis (VDT) mirar; por visto em documento: O fotógrafo visou o pássaro. O gerente visou o cheque. (VTI, prep. a) pretender, objetivar: O jovem visava a uma vago curso de informática. Se a regência é tão flexível, o que devo fazer? Procurar usar as regências previstas pela norma-padrão nas situações em que se exige um uso monitorado da língua, como a escrita de um artigo de opinião ou a apresentação de um seminário, por exemplo. A regência dos verbos e nomes modifica-se constantemente, e em muitos casos, o uso flexível pelos falantes vai se afastando das indicações contidas na norma. No entanto, as comunicações formais são mais conservadoras, tendem a manter-se próximas dela.
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Paulo
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09/12/24Resolva sua questão com 97% de assertividade
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