Atualmente, acredita-se que a cronificação da dor ocorre por um processo patológico de sensibilização do sistema nervoso. Diferentes fatores estão implicados nessa gênese, entre eles: a genética, fenômenos centrais de sensibilização e a presença de comorbidades. Os conceitos de sensibilização periférica e central combinam-se para a compreensão, avaliação e tratamento adequado da dor crônica. Com a manutenção do estímulo, os neurônios pós-sinápticos são ativados, o que leva à liberação de diversas substâncias inflamatórias (prostaglandinas, ATP, ADP, serotonina, entre outras), que estimulam os receptores N-methyl-D-aspartate (NMDA), que são ativados e, portanto, permitem a sensibilização periférica e central.