Colônia sem pacto colonial
[...] No lugar da imagem de colonos engessados pela metrópole, vem à tona um grande dinamismo nas relações comerciais dos principais portos do Brasil com o rio da Prata, no sul da América, com Costa da Mina, Angola e Moçambique, na África e Índia, com Goa e Macau na Ásia. [...] Colonos do Brasil, portanto, comercializavam diretamente com outras regiões, furando a ideia de "pacto colonial".
Por outro lado, os comerciantes que forneciam escravos para o Brasil no século XVIII negociavam diretamente com traficantes e chefes locais da África. Eram esses comerciantes, residentes no Brasil, que [...] detinham o monopólio do lucrativo tráfico negreiro – e não a metrópole.
FARIA, Sheila de Castro. A colônia é mais embaixo. Revista de História da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, ano 3, n. 34, p. 71, jul. 2008.
a) O pacto colonial era o compromisso de a colônia (Brasil) só comerciar com a metrópole (Portugal); segundo o texto, era isso mesmo que acontecia? Justifique.
b) Ainda segundo o texto, quem detinha o controle sobre o tráfico de escravizados para o Brasil no século XVII?
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