(ENADE, 2016)-0 plágio é daqueles fenômenos da vida académica a respeito dos quais todo escritor
conhece um caso, sobre os quais há rumores permanentes entre as comunidades de pesquisa e com os
quais o jovem estudante é confrontado em seus primeiros escritos. Trata-se de uma apropriação
indevida de criação literária, que viola o direito de reconhecimento do autor e a expectativa de
ineditismo do leitor. Como regra, o plagio desrespeita a norma de atribuição de autoria na comunicação
cientifica, viola essencialmente a identidade da autoria e o direito individual de ser publicamente
reconhecido por uma criação. Por isso, apresenta-se como uma ofensa a honestidade intelectual e deve
ser uma prática enfrentada no campo da ética. Na comunicação cientifica, o pastiche è a forma mais
ardilosa de plagio, aquela que se autodenúncia pela tentativa de encobrimento da cópia. O copista e
alguém que repete literalmente o que admira. O pasticheiro, por sua vez, é um enganador, aquele que se
debruça diante de uma obra e a adúltera para, perversamente, aprisioná-la em sua pretensa autoria.
Como o copista, o pasticheiro não tem voz própria, mas dissimula as vozes de suas influências para faze-
las parecer suas.
Considerando o texto apresentado, assinale a opção correta.
a. A transição de textos académicos, caso não seja autorizada pelo autor, evidencia
desonestidade intelectual.
b. O pastiche se caracteriza por modificações vocabulares em seus textos académicos, desde que
preservadas suas ideias originais, bem como sua autoria.
c. O plagio é uma espécie de crime e, portanto, deve ser enfrentado judicialmente pela
comunidade académica.
Od. A expectativa de que todo escritor académico reconheça a anterioridade criativa de suas fontes
é rompida na prática do piagio.
Oe. Pesquisadores e escritores académicos devem ser capazes de construir, sozinhos, sua voz
autoral, a fim de evitar a imitação e a repetição que caracterizam o plagia