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fichamento do texto abaixo PASQUALINI, J. C.; MARTINS, F.R.; FILHO, A. E. A "Dinâmica de Grupo" de Kurt Lewin: proposições, contexto e crítica. Estudos de Psicologia, 26(2), abril a junho de 2021, 161-173 Modelo do fichamento Colocar Referência Bibliográfica Completa: Colocar Citações Diretas do Autor(Aspeadas) Colocar Reflexões e Associações Pessoais para cada citações direta do autor Cartwright e Zander (1975, p. 11), discípulos de Lewin, reconhecem a Dinâmica de Grupo como “pro-duto da sociedade específica em que surgiu”. Asseveram que “a época e o lugar do aparecimento da dinâmica de grupo não foram, naturalmente, acidentais, e que a sociedade americana da década de 30 fornecia o tipo de condições exigidas para a emergência desse movi-mento intelectual.” (p. 11). Os autores destacam, dentre diversos fatores, o investimento em ciência e tecnolo-gia visando “a solução de problemas sociais”, o que, para K. Lewin (1965, p. 213), foi catalisado pelo con-texto da Segunda Guerra Mundial: “(...) exigindo para os problemas científicos soluções realistas e aplicáveis, a guerra muito acelerou a mudança das Ciências Sociais para um novo nível de desenvolvimento”. As preocupa-ções e interesses que, em tal contexto, teriam mobili-zado o trabalho de elaboração de uma teoria sobre os pequenos grupos são assim sintetizados por Cartwright e Zander (1975, p. 11): “Cada vez mais se reconhece, como um dos principais problemas da sociedade, o funcionamento e o mau funcionamento dos grupos”. O aumento da produtividade dos grupos e a redução de conflitos intergrupais “entre o trabalho e o capital, e entre grupos religiosos e étnicos” são mencionados pelos autores como questões de interesse daqueles comprometidos com o “bem-estar social”, e que se vin-culam ao desenvolvimento da Dinâmica de Grupo.Para os continuadores do trabalho de Kurt Lewin, o aperfeiçoamento da vida social esteve, portanto, no horizonte das pesquisas que originaram e consolidaram o campo, mas a natureza e direção político-ideológica da mudança almejada parece revestir-se de um caráter politicamente conservador, norteada pela questão da produtividade e harmonização das relações sociais, o que também aparece no prefácio à coletânea Problemas de Dinâmica de Grupo (cujo título original, em língua inglesa, é Resolving Social Conflicts), em que G. W. Lewin (1948, p. 15) caracteriza o conjunto de textos de seu cônjuge como esforço de “análise da natureza e das causas dos conflitos sociais e a procura de técnicas de impedi-los ou resolvê-los” (grifo nosso). É preciso primeiramente demarcar que a obra de Lewin mostrava-se avançada ante o pensamento psicológico norte-americano da época: distanciava-se do ideal do self-made man e postulava uma relação intrínseca ou orgânica, entre o indivíduo e o grupo social (Kariel, 1956). Estes avanços são reconhecidos entre importantes representantes de um modelo psi-cológico alternativo àquele que se praticava hegemo-nicamente nos EUA, com destaque a Serge Moscovici. Seu texto em parceria com Mugny Gabriel pondera que Lewin e seus estudos mais clássicos sobre o que denominou de grupos minoritários trouxeram aspectos importantes para a superação das noções hegemônicas de grupo na psicologia social, a exemplo da “obscura” noção de conformidade, de Solomon Asch (Moscovici & Gabriel, 1983. p. 50). Afirmam ainda os autores que a visão de Lewin sobre a situação dos judeus, no período do fascismo, indicava o fortalecimento de uma pers-pectiva que levasse em conta a relação dialética entre minorias e as estruturas da sociedade, rompendo com a visão isolada dos pequenos grupos, mesmo no interior do próprio cenário norte-americano.Não obstante, é notável em suas proposições a ausência de uma teoria consistente de sociedade, ou, ainda, uma compreensão funcionalista da ordem social (Martin-Baró, 2004, p. 28), fundada em um consenso axiológico entre seus membros, donde “o conflito cons-titui uma situação anormal, que denota um mau funcio-namento da ordem social”.O artigo “A Solução de um Conflito Crônico na Indústria”, de 1944, nos parece paradigmático do signi-ficado que o conflito ganha na Dinâmica de Grupo de Lewin. O texto tem como mote a tese de que “é preciso satisfazer as exigências da produção de uma forma que concorde com a natureza da dinâmica de grupo” (K. Lewin, 1948b, p. 153), e nele Lewin advoga pelos benefí-cios da estratégia de “(...) eliminar certos conflitos dentro do grupo”, lançando mão de procedimentos que possam” (...) “criar uma atmosfera geral de cordialidade e coope-ração” (p. 154). Na situação analisada no texto, apresen-ta-se um conflito entre o mecânico, a contra-mestra e as costureiras em uma fábrica, para cuja resolução o psicó-logo da empresa utiliza-se de procedimentos que visam a “reduzir o nível geral de emotividade” (p. 155); despola-rizar e despersonalizar o conflito, alterando a percepção dos indivíduos; e construir uma decisão de grupo, para que as pessoas não sintam que estão a obedecer uma decisão da autoridade. O psicólogo maneja as interações entre os diversos atores buscando conduzir os próprios

A

Ana

24/02/25

Resposta do Guru IA

Referência Bibliográfica Completa:

PASQUALINI, J. C.; MARTINS, F.R.; FILHO, A. E. A "Dinâmica de Grupo" de Kurt Lewin: proposições, contexto e crítica. Estudos de Psicologia, 26(2), abril a junho de 2021, 161-173.

Citações Diretas do Autor:

  1. Cartwright e Zander (1975, p. 11) reconhecem a Dinâmica de Grupo como “produto da sociedade específica em que surgiu”.
  2. K. Lewin (1965, p. 213) afirma que “a guerra muito acelerou a mudança das Ciências Sociais para um novo nível de desenvolvimento”.
  3. G. W. Lewin (1948, p. 15) caracteriza o conjunto de textos de seu cônjuge como esforço de “análise da natureza e das causas dos conflitos sociais e a procura de técnicas de impedi-los ou resolvê-los”.
  4. A tese de que “é preciso satisfazer as exigências da produção de uma forma que concorde com a natureza da dinâmica de grupo” (K. Lewin, 1948b, p. 153).

Reflexões e Associações Pessoais:

  1. Ao reconhecer a Dinâmica de Grupo como um produto da sociedade, podemos refletir sobre como teorias e práticas em psicologia são influenciadas pelo contexto histórico e social. Isso nos faz ponderar sobre a importância de considerar o ambiente cultural e político ao aplicar conceitos psicológicos.

  2. A afirmação de Lewin sobre a guerra acelerar o desenvolvimento das Ciências Sociais destaca como eventos históricos podem impulsionar avanços científicos. Isso nos lembra que momentos de crise frequentemente geram inovações e mudanças significativas nas abordagens científicas e sociais.

  3. A caracterização dos textos de Lewin como uma análise dos conflitos sociais sugere um enfoque pragmático na resolução de problemas. Isso pode ser associado à necessidade de abordar conflitos de maneira sistemática e baseada em evidências, buscando soluções que promovam a cooperação e a harmonia social.

  4. A tese de satisfazer as exigências da produção respeitando a dinâmica de grupo reflete uma tentativa de integrar eficiência produtiva com bem-estar social. Essa abordagem pode ser vista como uma precursora de práticas modernas de gestão que buscam equilibrar produtividade com a saúde mental e emocional dos trabalhadores.

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