Leia um trecho do livro 24/7: capitalismo tardio e os fins do sono, de Jonathan Crary.
Segundo o coletivo Tiqqun, nós nos tornamos habitantes inofensivos e maleáveis das sociedades urbanas globais. Mesmo na ausência de qualquer obrigação, escolhemos fazer o que nos mandam fazer; permitimos que nossos corpos sejam administrados, que nossas ideias, nosso entretenimento e todas as nossas necessidades imaginárias sejam impostas de fora. Compramos produtos que nos foram recomendados pelo monitoramento de nossas vidas eletrônicas, e voluntariamente oferecemos feedbacks a respeito do que compramos. Somos o sujeito obediente que se submete a todas as formas de invasão biométrica e de vigilância. E que ingere comida e água tóxicas. E vive, sem reclamar, na vizinhança de reatores nucleares. Um bom indicador dessa abdicação completa da responsabilidade pela própria vida são os títulos dos best-sellers que nos dizem, com uma fatalidade sombria, quais são os mil filmes que devemos ver antes de morrer, os cem destinos turísticos que devemos visitar antes de morrer, os quinhentos livros que devemos ler antes de morrer.
Ao se transpor o trecho sublinhado para a voz ativa, a forma verbal resultante será
a) administram.
b) administravam.
c) administrer.
d) administrariam.
e) administrassem.