"O Homem que Calculava" é uma obra do escritor brasileiro Malba Tahan, pseudônimo de Júlio César de Mello e Souza. O livro, publicado pela primeira vez em 1938, conta as aventuras de Beremiz Samir, um calculista persa dotado de uma habilidade extraordinária para resolver problemas matemáticos complexos e enigmas lógicos de forma criativa e surpreendente.
No capítulo 6, intitulado "Os Três Problemas Difíceis", Beremiz Samir é desafiado a resolver três problemas propostos por um xeique muito rico e poderoso, chamado Iezid. Esse xeique era conhecido por sua paixão por problemas matemáticos e tinha ouvido falar das incríveis habilidades de Beremiz. Para testá-lo, Iezid propõe três desafios:
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Primeiro Problema: A Divisão de 35 Camelos - Este problema envolve a divisão de 35 camelos entre três irmãos, seguindo as especificações do testamento de seu pai, que determinava que o mais velho recebesse metade dos camelos, o do meio um terço, e o mais novo um nono. A solução engenhosa de Beremiz não apenas cumpre as exigências do testamento, mas também evita a necessidade de dividir fisicamente qualquer camelo, preservando assim a integridade dos animais.
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Segundo Problema: Os 10 Sacos de Moedas - Neste desafio, Beremiz deve descobrir qual de dez sacos contém moedas falsas, sabendo que as moedas falsas são ligeiramente mais leves que as verdadeiras. Ele tem à disposição uma balança de pratos e pode usar apenas uma pesagem para determinar o saco com as moedas falsas. A solução demonstra a habilidade de Beremiz em aplicar princípios matemáticos para resolver problemas de lógica de maneira criativa.
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Terceiro Problema: O Número de Deus - O último desafio proposto pelo xeique era descobrir um número desconhecido que, quando multiplicado por si mesmo, dá um resultado que é exatamente o número formado pelos últimos algarismos do produto. Beremiz usa seu conhecimento matemático para encontrar a solução, impressionando profundamente o xeique e todos os presentes.
Através destes problemas, "O Homem que Calculava" não apenas entretém, mas também educa, apresentando conceitos matemáticos de forma acessível e divertida. O capítulo 6 é representativo do estilo da obra como um todo, que utiliza histórias envolventes para despertar o interesse pela matemática e pelo raciocínio lógico.