O pai de Clarinha jantou com o casal. Quando terminaram, ele saiu e Luís Negreiros e a esposa ficaram sozinhos novamente. De quem seria, afinal, o relógio? Leia o trecho final do conto para descobrir: A situação era a mesma que antes do jantar. Luis Negreiros assentou de descobrir tudo naquela noite. Achou, entretanto, que era conveniente refletir maduramente no caso e assen- tar numa resolução que fosse decisiva. Com este propósito recolheu-se ao seu gabinete, e ali recordou tudo o que se havia passado desde que chegara a casa, Pesou friamente todas as razões, todos os incidentes, e buscou reproduzir na memória a expressão do rosto da moça, em toda aquela tarde. O gesto de indignação e a repulsa quando a foi abraçar na sala de costura. eram a favor dela, mas o movimento com que mordera os lábios no momento em que ele lhe apresentou o relógio, as lágrimas que lhe rebentaram à mesa, e mais que tudo o silêncio que ela conservava a respeito da procedência do fatal objeto, tudo isso falava contra a moça. Luis Negreiros, depois de muito cogitar, inclinou-se à mais triste e deplorável das hipó teses. Uma ideia má começou a enterrar-se-lhe no espirito, à maneira de verruma, e tão fundo pe netrou, que se apoderou dele em poucos instantes. Luis Negreiros era homem assomado quan- do a ocasião o pedia. Proferiu duas ou trés ameaças, saiu do gabinete e foi ter com a mulher. Clarinha recolhera-se de novo ao quarto. A porta estava apenas cerrada. Eram nove horas da noite. A moça estava outra vez assentada na cama, mas já não chorava, tinha os olhos fitos no chão. Nem os levantou quando sentiu entrar o marido Houve um momento de silêncio. Luis Negreiros foi o primeiro que falou. - Clarinha, disse ele, este momento e solene. Respondes-me ao que te pergunto desde esta tarde? A moça não respondeu. -Reflete bem, Clarinha, continuou o marido. Podes arriscar a tua vida. A moça levantou os ombros Uma nuvem passou pelos olhos de Luis Negreiros. O infeliz marido lançou as mãos ao colo da esposa e rugiu: - Responde, demônio, ou morres! Clarinha soltou um grito. - Espera! Disse ela. Luis Negreiros recuou - Mata-me, disse ela, mas lê isto primeiro. Quando esta carta foi ao teu escritorio ja te não achou là; foi o que o portador me disse. Luis Negreiros recebeu a carta, chegou-se à lamparina e leu estupefato estas linhas. "Meu nhonho. Sei que amanhã fazes anos, mando-te esta lembrança. - Tia laia". Assim acabou a história do relógio de ouro. a) Releia o parágrafo reproduzido. Em seguida, indique as ações contrárias e as favoráveis à suspei ta de traição de Clarinha, de acordo com as recordações do marido "Com este proposito recolheu se ao seu gabinete, e ali recordou tudo o que se havia panzado desde que chegara a casa Penou friamente todas as razões, todos os incidentes, e buscou reproduzir na memória a expressão do rosto da moça, em toda aquela tarde O gesto de indignação e a repulsa quando a foi abraçar na sala de costura, eram a favor dela, mas o movimento com que mordera ou labios no momento em que ele the apresentou o relogio, as lágrimas que lhe rebentaram a mesa, e mais que tudo o silêncio que ela con servava a respeito da procedência do fatal objeto, tudo isso falava contra a moça." - Ações contrárias - Ações favoráveis b) Releia o trecho. "Luis Negreiros, depois de muito cogitar, inclinou-se à mais triste e deplorável das hipóteses." Qual é a hipótese criada por Luis Negreiros após relembrar as atitudes da esposa diante do questionamento sobre o dono do relógio? c) Sublinhe o trecho do conto em que o conflito alcança a tensão máxima, seu ápice. d) A hipótese do marido é confirmada? Justifique sua resposta.
A
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