(UFPB, 2008) "O bojo dos navios da danação e da morte era o ventre da besta mercantilista: uma má-quina de moer carne humana, funcionando incessantemente para alimentar as plantações e os engenhos, as minas e as mesas, a casa e a cama dos senhores — e, mais do que tudo, os cofres dos traficantes de homens." (BUENO, Eduardo. Brasil: uma história: a incrível saga de um país. São Paulo: Ática, 2003, p. 11.
Sobre a escravidão como atividade econômica no Brasil Colônia, é CORRETO afirmar que:
A.
As pressões inglesas, para que o tráfico de escravos continuasse, aumentaram após 1850. Porém, no Brasil, com a Lei Eusébio de Queiróz, ocorreu o fim do tráfico intercontinental e, praticamente, desapareceu o tráfico interno entre as regiões.
B.
A mão de obra escrava no Brasil, diferente de outros lugares, não era permitida em atividades econômicas complementares. Por isso, destinaram-se escravos exclusivamente às plantações de cana-de-açúcar, às minas e à produção do café.
C.
A compra e posse de escravos, durante todo o período em que perdurou a escravidão, só foi permitida para quem pudesse manter um número de, pelo menos, 30 cativos. Essa proibição justificava-se pelos altos custos para se ter escravos.
D.
Muitos cativos, no início da escravidão, conseguiam a liberdade após adquirirem a carta de alforria. Isso explica o grande número de ex-escravos que, na Paraíba, conseguiram se tornar grandes proprietários de terras.
E.
Os escravos, amontoados e em condições desumanas, eram transportados da África para o Brasil, nos porões dos navios negreiros, como forma de diminuição de custos. Com isso, muitos cativos morriam antes de chegarem ao