Schopenhauer foi um filósofo que concebeu o conceito de Vontade, o principal de toda sua obra. O próprio filósofo, no primeiro prefácio de 1818 de sua obra magna, isto é, O mundo como vontade e representação, indicou que devemos ler o seu livro duas vezes para conseguirmos ter dele uma compreensão ampla e eficaz. Considere o trecho em que essa recomendação é feita pelo autor: "[...] para penetrar na exposição destes pensamentos, há apenas um conselho: ler o livro duas vezes, e em verdade a primeira vez com muita paciência, haurível da crença voluntária e espontânea de que o começo pressupõe o fim quase tanto quanto o fim, o começo, e, precisamente dessa forma, cada parte anterior pressupõe quase tanto a posterior quanto esta aquela. Digo “quase”, pois de modo algum é absolutamente assim, e o que foi possível fazer para priorizar aquilo que, para ser entendido, tinha menos necessidade daquilo que se seguia, e para priorizar aquilo que, em geral, podia contribuir para a maior compreensibilidade e clareza, foi honesta e escrupulosamente feito: e até poderia tê-lo conseguido em certo grau, se o leitor, o que é bastante natural, durante a leitura pensasse não só no que é imediatamente lido, mas também nas suas possíveis consequências, permitindo que às muitas contradições das opiniões da época — presumivelmente as do leitor também — juntem-se ainda muitas outras contradições antecipadas e imaginárias, de modo que o que é mero mal-entendido, embora não seja reconhecido como tal, tem de sofrer desaprovação vivaz, pois, apesar de a clareza laboriosamente alcançada da exposição e a nitidez da expressão não permitirem dúvida sobre o sentido imediato do que foi dito, não podem, todavia, exprimir ao mesmo tempo, sua vinculação com o restante. Por isso a primeira leitura exige, como dito, paciência haurível da confiança de que na segunda leitura muito, ou tudo, será visto sob uma luz inteiramente nova" (Schopenhauer, 2015, p. 26). Fonte: SCHOPENHAUER, A. O mundo como vontade e representação. Primeiro prefácio, 1818, 2015, Editora UNESP, p. XXVI. Sobre a regularidade de leitura, assinale a alternativa correta: A. Só é possível ler determinados textos filosóficos após ter um grande conhecimento da biografia do autor. B. A maioria dos textos filosóficos são fáceis de compreender, por isso não é necessário ter nenhuma regularidade de leitura. C. Os textos filosóficos só podem ser superados com esforço organizado e paciência, no entanto, é um exagero lê-los todos os dias. D. A dificuldade na leitura dos textos não pode ser superada pela regularidade da leitura antes de que tenhamos uma compreensão ampla da filosofia. E. As dificuldades na leitura dos textos filosóficos podem ser amenizadas a partir da regularidade da leitura, não sendo conveniente postergar demais a leitura dos textos de difícil compreensão.
A
Alexandre
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