s critérios escolhidos para distinguir os animais “puros” referem-se principalmente aos órgãos de locomoção: as patas para os animais terrestres, as barbatanas para os aquáticos. É que os animais, diferentemente dos vegetais, receberam como propriedade particular a faculdade de se deslocar, que caracteriza o ser “vivente”. Os animais “puros” devem se locomover. São, então, proscritos os animais aquáticos que se fixam no fundo das águas ou nas pedras. A Bíblia não cita exemplos, mas, logicamente, a tradição judaica proíbe todos os mariscos. Do mesmo modo, os animais terrestres desprovidos de patas são declarados impuros: “Todo réptil que anda de rastos sobre a terra é imundo, não se comerá”. Mesmo sendo móveis, os répteis não têm um órgão de locomoção. Essa anomalia é concebida como sendo um mal e, mais precisamente, como o resultado de uma maldição, quando Deus puniu a serpente, culpada de ter conduzido o primeiro casal humano, recém-criado, à desobediência.Fonte: adaptado de: FLANDRIN, J.; MONTANARI, M. (Orgs.). História da alimentação. Tradução de: Luciano Vieira Machado e Guilherme J. F. Teixeira. São Paulo: Estação Liberdade, 1998. p. 63.Considerando o excerto apresentado, assinale a alternativa correta:
A) A religião define quais alimentos estarão disponíveis para serem obtidos em cada localidade.
B) A cultura culinária desempenha um papel limitador nos costumes religiosos.
C) A prática de abstenção alimentar caminha contrariamente à evolução da gastronomia nas sociedades.
D) A religião presente nas diferentes sociedades desempenha um papel de unificação das culturas alimentares.
E) A alimentação é impactada pela religião, influenciando costumes e práticas de cada sociedad