Mais espectador que um participante, o aluno tímido tende a sair de cena no lugar de encarar uma situação em que deverá se expor. Ao agir dessa maneira, uma criança tímida pode ser mal interpretada, passando-se por uma pessoa mal-humorada ou até mesmo hostil, alguém que não está "afim de papo" ou que "não está para brincadeira". Ocorre que na maior parte do tempo a criança que é simplesmente tímida até deseja se envolver com seus colegas, mas sente-se incapaz de iniciar uma conversação, demonstrando ainda grande dificuldade em conservar relacionamentos. Diante de sua retração, até mesmo os professores podem confundi-la com um aluno individualista, pouco interessado em relacionar-se com os demais, ou mesmo alguém com problemas mais sérios de aprendizagem. E ainda, se a timidez for confundida com educação ou bom comportamento, os educadores podem dispensar pouca atenção à este aluno tímido. Em todos esses casos, ainda que a criança tímida seja um aluno aplicado, seu desenvolvimento pode ser considerado inadequado ou insuficiente, se a questão da timidez não for trabalhada adequadamente. Entretanto, um professor que reconheça entre seus alunos alguém que pode ser prejudicado devido à própria timidez, pode agir de modo a estimular e transmitir ao aluno a confiança necessária para que seus relacionamentos e sua postura no mundo se desenvolvam de forma sadia.
Pensando nisso, seu desafio consiste em apontar três estratégias efetivas com as quais o professor pode ajudar um aluno tímido em seu desenvolvimento integral. Lembre-se que é fácil negligenciar os alunos tímidos, pois esses raramente causam problemas em sala. E então, que estratégias um professor em sala de aula poderá adotar nesse caso?