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Instalações Elétricas

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ABNT-NBR-5410-Instalacoes-Eletricas-de-Baixa-Tensao-Norma-Atualizada

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ABNT-NBR-5410-Instalacoes-Eletricas-de-Baixa-Tensao-Norma-Atualizada

Instalações Elétricas

FEI

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Sede Rio de Janeiro Av Treze de Maio 1328º andar CEP 20003900 Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro RJ Tel PABX 21 39742300 Fax 21 2240824922206436 Endereço eletrônico wwwabntorgbr ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas Copyright 2003 ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil Impresso no Brasil Todos os direitos reservados DEZ 2003 NBR 14039 Instalações elétricas de média tensão de 10 kV a 362 kV Origem Projeto NBR 140392003 ABNTCB03 Comitê Brasileiro de Eletricidade CE0306411 Comissão de Estudo de Instalações Elétricas de Alta e Média Tensão NBR 14039 Electrical Installations Medium voltage Descriptors Electrical installation Medium voltage Esta Norma foi baseada nas NF C 132001987 e IEC 6193612002 Esta Norma substitui a NBR 140392000 Válida a partir de 30012004 Palavraschave Instalação elétrica Média tensão 65 páginas Sumário Prefácio 1 Objetivo 2 Referências normativas 3 Definições 4 Princípios fundamentais e determinação das características gerais 5 Proteção para garantir a segurança 6 Seleção e instalação dos componentes 7 Verificação final 8 Manutenção e operação 9 Subestações Anexo A Duração máxima da tensão de contato presumida Prefácio A ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas é o Fórum Nacional de Normalização As Normas Brasileiras cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros ABNTCB e Organismos de Normalização Setorial ABNTONS são elaboradas por Comissões de Estudo CE formadas por representantes dos setores envolvidos delas fazendo parte produtores consumidores e neutros universidades laboratórios e outros Os Projetos de Norma Brasileira elaborados no âmbito dos ABNTCB e ABNTONS circulam para Consulta Pública entre os associados da ABNT e demais interessados Esta Norma contém o anexo A de caráter normativo 1 Objetivo 11 Esta Norma estabelece um sistema para o projeto e execução de instalações elétricas de média tensão com tensão nominal de 10 kV a 362 kV à freqüência industrial de modo a garantir segurança e continuidade de serviço 12 Esta Norma aplicase a partir de instalações alimentadas pelo concessionário o que corresponde ao ponto de entrega definido através da legislação vigente emanada da Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL Esta Norma também se aplica a instalações alimentadas por fonte própria de energia em média tensão 13 Esta Norma abrange as instalações de geração distribuição e utilização de energia elétrica sem prejuízo das disposições particulares relativas aos locais e condições especiais de utilização constantes nas respectivas normas As instalações especiais tais como marítimas de tração elétrica de usinas pedreiras luminosas com gases neônio e semelhantes devem obedecer além desta Norma às normas específicas aplicáveis em cada caso NBR 140392003 2 14 As prescrições desta Norma constituem as exigências mínimas a que devem obedecer as instalações elétricas às quais se refere para que não venham por suas deficiências prejudicar e perturbar as instalações vizinhas ou causar danos a pessoas e animais e à conservação dos bens e do meio ambiente 15 Esta Norma aplicase às instalações novas às reformas em instalações existentes e às instalações de caráter permanente ou temporário NOTA Modificações destinadas a por exemplo acomodar novos equipamentos ou substituir os existentes não implicam necessariamente reforma total da instalação 16 Os componentes da instalação são considerados apenas no que concerne à sua seleção e às suas condições de instalação Isto é igualmente válido para conjuntos préfabricados de componentes que tenham sido submetidos aos ensaios de tipo aplicáveis 17 A aplicação desta Norma não dispensa o respeito aos regulamentos de órgãos públicos aos quais a instalação deva satisfazer Em particular no trecho entre o ponto de entrega e a origem da inst alação pode ser necessário além das prescrições desta Norma o atendimento das normas eou padrões do concessionário quanto à conformidade dos valores de graduação sobrecorrentes temporizadas e instantâneas de faseneutro e capacidade de interrupção da potência de curtocircuito NOTA A Resolução 4562000 da ANEEL define que ponto de entrega é ponto de conexão do sistema elétrico da concessionária com as instalações elétricas da unidade consum idora caracterizandose como o limite de responsabilidade do fornecimento 18 Esta Norma não se aplica a às instalações elétricas de concessionários dos serviços de geração transmissão e distribuição de energia elétrica no exercício de suas funções em serviço de utilidade pública b às instalações de cercas eletrificadas c trabalhos com circuitos energizados 2 Referências normativas As normas relacionadas a seguir contêm disposições que ao serem citadas neste texto constituem prescrições para esta Norma As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação Como toda norma está sujeita a revisão recomendase àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento NBR 54101997 Instalações elétricas de baixa tensão NBR 54131992 Iluminância de interiores Procedimento NBR 54331982 Redes de distribuição aérea rural de energia elétrica Padronização NBR 54341982 Redes de distribuição aérea urbana de energia elétrica Padronização NBR 54601992 Sistemas elétricos de potência Terminologia NBR 54631992 Tarifas e mercado de energia elétrica Terminologia NBR 61461980 Invólucros de equipamentos elétricos Proteção Especificação NBR 62512000 Cabos de potência com isolação extrudada para tensões de 1 kV a 35 kV Requisitos construtivos NBR 69791998 Conjunto de manobra e controle em invólucro metálico para tensões acima de 1 kV até 362 kV Especificação NBR 72821989 Dispositivos fusíveis tipo expulsão Especificação NBR 84511998 Postes de concreto armado para redes de distribuição de energia elétrica Especificação NBR 84531984 Cruzeta de concreto armado para redes de distribuição de energia elétrica Especificação NBR 84561984 Postes de eucalipto preservado para redes de distribuição de energia elétrica Especificação NBR 84581984 Cruzetas de madeira para redes de distribuição de energia elétrica Especificação NBR 86691984 Dispositivos fusíveis limitadores de corrente Especificação NBR 95111997 Cabos elétricos Raios mínimos de curvatura para instalação e diâmetros mínimos de núcleos de carretéis para acondicionamento NBR 104781988 Cláusulas comuns a equipamentos elétricos de manobra de tensão nominal acima de 1 kV Especificação NBR 113011990 Cálculo da capacidade de condução de corrente de cabos isolados em regime permanente fator de carga 100 Procedimento 3 NBR IEC 60050 8261997 Vocabulário eletrotécnico internacional Capítulo 826 Instalações elétricas em edificações IEC 600382002 IEC standards voltages IEC 6090902001 Shortcircuit currents in threephase ac systems Part 0 Calculation of currents IEC 609491988 Calculation of thermally permissible shortcircuit currents taking into account nondiabatic heating effects IECCISPR 1811982 Radio interference characteristics of overhead power lines and highvoltage equipment Part 1 Description of phenomena IECCISPR 1821996 Radio interference characteristics of overhead power lines and highvoltage equipment Part 2 Methods of measurement and procedure for determining limits IECCISPR 1831996 Radio interference characteristics of overhead power lines and highvoltage equipment Part 3 Code of practice for minimizing the generation of radio noise 3 Definições Para os efeitos desta Norma aplicamse as definições das NBR 5460 NBR 5463 e NBR IEC 60050 826 e as seguintes 31 barramento blindado Componente da instalação constituído de condutor rígido sustentado por isoladores e protegido por invólucro metálico ou material com resistência equivalente 32 cabos aéreos isolados Cabos que com isolação adequada não estando em contato com o solo nem instalados em eletrodutos ou canaletas permanecem em contato direto com o ambiente Podem ser auto sustentados e não auto sustentados 33 cabos autosustentados Cabos aéreos que devido à sua construção resistem a todos os esforços mecânicos decorrentes de sua instalação sem o emprego de dispositivos suplementares de sustentação 34 cabos não autosustentados Cabos aéreos que exigem dispositivos auxiliares para a sua sustentação e para resistir aos esforços decorrentes de sua instalação 35 origem da instalação 351 nas instalações alimentadas diretamente por rede de distribuição pública em média tensão corresponde aos terminais de saída do dispositivo geral de comando e proteção no caso excepcional em que tal dispositivo se encontre antes da medição a origem corresponde aos terminais de saída do transformador de instrumento de medição 352 nas instalações alimentadas por subestação de transformação corresponde aos terminais de saída do transformador se a subestação possuir vários transformadores não ligados em paralelo a cada transformador corresponde uma origem havendo tantas instalações quantos forem os transformadores 353 nas instalações alimentadas por fonte própria de energia em baixa tensão a origem é considerada de forma a incluir a fonte como parte da instalação 36 subestação de entrada de energia Subestação que é alimentada pela rede de distribuição de energia do concessionário e que contém o ponto de entrega e a origem da instalação 37 subestação transformadora Subestação que alimenta um ou mais transformadores conectados a equipamentos diversos 38 subestação unitária Subestação que possui e ou alimenta apenas um transformador de potência 4 Princípios fundamentais e determinação das características gerais As instalações e equipamentos devem ser capazes de suportar as influências ambientais elétricas mecânicas e climáticas previstas para o local de instalação 41 Prescrições fundamentais Em 411 a 4111 são indicadas prescrições fundamentais destinadas a garantir a segurança de pessoas e de animais e a conservação dos bens e do meio ambiente contra os perigos e danos que possam resultar da utilização das instalações elétricas em condições que possam ser previstas 411 Proteção contra choques elétricos 4111 Proteção contra contatos diretos As pessoas e os animais devem ser protegidos contra os perigos que possam resultar de um contato com partes vivas da instalação 4112 Proteção contra contatos indiretos As pessoas e os animais devem ser protegidos contra os perigos que possam resultar de um contato com massas colocadas acidentalmente sob tensão NBR 140392003 4 412 Proteção contra efeitos térmicos A instalação elétrica deve estar disposta de maneira a excluir qualquer risco de incêndio de materiais inflamáveis devido a temperaturas elevadas ou arcos elétricos Além disso em serviço normal as pessoas e os animais não devem correr riscos de queimaduras 413 Proteção contra sobrecorrentes 4131 Proteção contra correntes de sobrecarga Todo circuito deve ser protegido por dispositivos que interrompam a corrente nesse circuito quando esta em pelo menos um de seus condutores ultrapassar o valor da capacidade de condução de corrente nominal e em caso de passagem prolongada possa provocar uma deterioração da instalação 4132 Proteção contra correntes de curtocircuito Todo circuito deve ser protegido por dispositivos que interrompam a corrente nesse circuito quando pelo menos um de seus condutores for percorrido por uma corrente de curtocircuito devendo a interrupção ocorrer num tempo suficientemente curto para evitar a deterioração da instalação 414 Proteção contra sobretensões As pessoas os animais e os bens devem ser protegidos contra as conseqüências prejudiciais devidas a uma falta elétrica entre partes vivas de circuitos com tensões nominais diferentes e a outras causas que possam resultar em sobretensões fenômenos atmosféricos sobretensões de manobra etc 415 Seccionamento e comando 4151 Dispositivos de parada de emergência Se for necessário em caso de perigo desenergizar um circuito deve ser instalado um dispositivo de desligamento de emergência facilmente identificável e rapidamente manobrável 4152 Dispositivos de seccionamento Devem ser previstos meios para permitir o seccionament o adequado da instalação elétrica dos circuitos ou dos equipamentos individuais para manutenção verificação localização de defeitos e reparos 416 Independência da instalação elétrica A instalação elétrica deve ser disposta de modo a excluir qualquer influência danosa entre a instalação elétrica e as instalações não elétricas 417 Acessibilidade dos componentes Os componentes da instalação elétrica devem ser dispostos de modo a permitir a espaço suficiente para a instalação inicial e eventual substituição posterior dos componentes individuais b acessibilidade para fins de serviço verificação manutenção e reparos 418 Condições de alimentação As características dos componentes devem ser adequadas às condições de alimentação da instalação elétrica na qual sejam utilizados 419 Condições de instalação Qualquer componente deve possuir por construção características adequadas ao local onde é instalado que lhe permitam suportar as solicitações a que possa ser submetido Se no entanto um componente não apresentar por construção as características adequadas ele pode ser utilizado sempre que provido de uma proteção complementar apropriada quando da execução da instalação 4110 O projeto a execução a verificação e a manutenção das instalações elétricas só devem ser confiados a pessoas qualificadas a conceber e executar os trabalhos em conformidade com esta Norma 4111 Devem ser determinadas as seguintes características da instalação em conformidade com o indicado a seguir a utilização prevista alimentação e estrutura geral ver 42 b influências externas às quais está submetida ver 43 c manutenção ver 44 Essas características devem ser consideradas na escolha das medidas de proteção para garantir a segurança ver seção 5 e na seleção e instalação dos componentes ver seção 6 NBR 140392003 5 42 Alimentação e estrutura geral 421 Potência de alimentação 4211 Generalidades A determinação da potência de alimentação é essencial para a concepção econômica e segura de uma instalação nos limites adequados de temperatura e de queda de tensão Na determinação da potência de alimentação de uma instalação ou de parte de uma instalação devemse prever os equipamentos a serem instalados com suas respectivas potências nominais e após isso considerar as possibilidades de não simultaneidade de funcionamento destes equipamentos bem como capacidade de reserva para futuras ampliações 4212 Previsão de carga A previsão de carga de uma instalação deve ser feita obedecendose às prescrições citadas a seguir a a carga a considerar para um equipamento de utilização é a sua potência nominal absorvida dada pelo fabricante ou calculada a partir da tensão nominal da corrente nominal e do fator de potência b nos casos em que for dada a potência nominal fornecida pelo equipamento potência de saída e não a absorvida devem ser considerados o rendimento e o fator de potência 422 Limitação das perturbações As instalações ligadas a uma rede de distribuição pública não devem prejudicar o funcionamento desta distribuição em serviço normal da mesma forma que os aparelhos que fazem parte da instalação quando em operação não devem causar perturbações significativas na rede 423 Esquemas de aterramento Nesta Norma são considerados os esquemas de aterramento descritos a seguir com as seguintes observações a as figuras 1 a 6 mostram exemplos de sistemas trifásicos comumente utilizados b para classificação dos esquemas de aterramento é utilizada a seguinte simbologia primeira letra situação da alimentação em relação à terra T um ponto de alimentação geralmente o neutro diretamente aterrado I isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de uma impedância segunda letra situação das massas da instalação elétrica em relação à terra T massas diretamente aterradas independentemente do aterramento eventual de ponto de alimentação N massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado em corrente alternada o ponto aterrado é normalmente o neutro terceira letra situação de ligações eventuais com as massas da subestação R as massas da subestação estão ligadas simultaneamente ao aterramento do neutro da instalação e às massas da instalação N as massas da subestação estão ligadas diretamente ao aterramento do neutro da instalação mas não estão ligadas às massas da instalação S as massas da subestação estão ligadas a um aterramento eletricamente separado daquele do neutro e daquele das massas da instalação 4231 Esquema TNR O esquema TNR possui um ponto da alimentação diretamente aterrado sendo as massas da instalação e da subestação ligadas a esse ponto através de condutores de proteção PE ou condutor de proteção com função combinada de neutro PEN Nesse esquema toda corrente de falta direta fasemassa é uma corrente de curtocircuito figura 1 onde RPnA é a resistência do eletrodo de aterramento comum à massa da subestação do neutro e das massas da instalação Figura 1 Esquema TNR PEN NBR 140392003 6 4232 Esquemas TTN e TTS Os esquemas TTx possuem um ponto da alimentação diretamente aterrado estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento da subestação Nesse esquema as correntes de falta direta fasemassa devem ser inferiores a uma corrente de curtocircuito sendo porém suficientes para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas São considerados dois tipos de esquemas TTN e TTS de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção das massas da subestação a saber a esquema TTN no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas da subestação são ligados a um único eletrodo de aterramento figura 2 b esquema TTS no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas da subestação são ligados a eletrodos de aterramento distintos figura 3 onde Rpn é a resistência do eletrodo de aterramento comum à massa da subestação e do neutro RA é a resistência do eletrodo de aterramento das massas da instalação Figura 2 Esquema TTN onde Rp é a resistência do eletrodo de aterramento da subestação Rn é a resistência do eletrodo de aterramento do neutro RA é a resistência do eletrodo de aterramento das massas da instalação Figura 3 Esquema TTS 4233 Esquemas ITN ITS e ITR Os esquemas Itx não possuem qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado ou possuem um ponto da alimentação aterrado através de uma impedância estando as massas da instalação ligadas a seus próprios eletrodos de aterramento Nesse esquema a corrente resultante de uma única falta fasemassa não deve ter intensidade suficiente para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas São considerados três tipos de esquemas ITN ITS e ITR de acordo com a disposição do condutor neutro e dos condutores de proteção das massas da instalação e da subestação a saber a esquema ITN no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas da subestação são ligados a um único eletrodo de aterramento e as massas da instalação ligadas a um eletrodo distinto figura 4 b esquema ITS no qual o condutor neutro os condutores de proteção das massas da subestação e da instalação são ligados a eletrodos de aterramento distintos figura 5 c esquema ITR no qual o condutor neutro os condutores de proteção das massas da subestação e da instalação são ligados a um único eletrodo de aterramento figura 6 NBR 140392003 7 onde Rpn é a resistência do eletrodo de aterramento comum à massa da subestação e do neutro RA é a resistência do eletrodo de aterramento das massas da instalação Figura 4 Esquema ITN onde Rp é a resistência do eletrodo de aterramento da subestação Rn é a resistência do eletrodo de aterramento do neutro RA é a resistência do eletrodo de aterramento das massas da instalação Figura 5 Esquema ITS onde Rpn é a resistência do eletrodo de aterramento comum à massa da subestação do neutro e das massas da instalação Figura 6 Esquema ITR 4234 Aterramento do condutor neutro Quando a instalação for alimentada por concessionário o condutor neutro se existir e o concessionário permitir deve ser aterrado na origem da instalação NOTA Do ponto de vista da instalação o aterramento do neutro na origem proporciona uma melhoria na equalização de potenciais essencial à segurança 424 Alimentação 4241 Devem ser determinadas as seguintes características da alimentação tendo em vista o fornecimento da potência estimada de acordo com 421 a natureza da corrente ca ou cc b valor da tensão c valor da freqüência d valor da corrente de curtocircuito presumida na origem da instalação 4242 Essas características devem ser obtidas do concessionário de energia elétrica no caso de fonte externa e devem ser determinadas no caso de fonte própria São aplicáveis tanto para a alimentação normal como para alimentações de segurança e de reserva NBR 140392003 8 425 Tensão nominal 4251 A tensão nominal da instalação é a maior tensão valor eficaz entre fases encontrada em condições normais de operação em qualquer tempo e ponto da instalação ou parte desta NOTA Uma instalação pode ter várias tensões nominais uma para cada parte 4252 As tensões nominais da instalação são as seguintes 3 kV 416 kV 6 kV 138 kV 231 kV e 345 kV 4253 A tensão nominal e a identificação dos circuitos devem ser claramente indicadas 4254 A tensão nominal padronizada na NBR 10478 dos equipamentos utilizados nas instalações deve ser igual ou superior à tensão nominal da instalação 4255 Os valores de tensão máxima para o equipamento em função da tensão nominal da instalação devem ser selecionados de acordo com a norma do equipamento 426 Corrente de curtocircuito 4261 As instalações devem ser projetadas e construídas para suportar com segurança os efeitos térmicos e mecânicos resultantes de correntes de curtocircuito Quatro tipos de curtoscircuitos devem ser considerados a trifásico b bifásico c entre fase e neutro d entre duas fases e neutro NOTA Exemplos de cálculos de curtoscircuitos e seus efeitos podem ser obtidos nas IEC 609090 e IEC 60949 4262 As instalações devem ser providas de dispositivos automáticos para seccionar os curtoscircuitos entre fases faltas à terra perigosas ou para indicar a condição de falta dependendo principalmente do esquema de aterramento 427 Freqüência nominal As instalações devem ser projetadas para a freqüência nominal do sistema 428 Corona As instalações devem ser projetadas para que a radiointerferência devida ao efeito corona não exceda os limites estabelecidos em normas eou regulamentos específicos sobre o assunto NOTA Exemplos de recomendações para a minimização da radiointerferência das instalações podem ser obtidos na IECCISPR 18 Partes 1 2 e 3 429 Características mecânicas Equipamentos e estruturas de sustentação incluindo suas fundações devem suportar as combinações dos vários esforços mecânicos previstos em uma instalação NOTA Os esforços mais usuais a serem considerados são os seguintes carga de tensionamento carga de erguimento carga de vento forças de comutação forças de curtocircuito e perda de tensão nos condutores 43 Classificação das influências externas Esta seção estabelece uma classificação e uma codificação das influências externas que devem ser consideradas na concepção e na execução das instalações elétricas Cada condição de influência externa é designada por um código que compreende sempre um grupo de duas letras maiúsculas e um número como descrito a seguir a a primeira letra indica a categoria geral da influência externa A meio ambiente B utilização C construção das edificações b a segunda letra A B C indica a natureza da influência externa c o número 1 2 3 indica a classe de cada influência externa NOTA A codificação indicada nesta seção não é destinada à marcação dos componentes NBR 140392003 9 431 Meio ambiente 4311 Temperatura ambiente A temperatura ambiente ver tabela 1 a considerar para um componente é a temperatura no local onde deve ser instalado considerada a influência de todos os demais componentes instalados no local e em funcionament o não levando em consideração a contribuição térmica do componente considerado Tabela 1 Temperatura ambiente Características Código Classificação Limite inferior C Limite superior C AA3 AA4 AA5 AA6 Frio Temperado Quente Muito quente 25 5 5 5 5 40 40 60 NOTAS 1 O valor médio por um período de 24 h não deve ser superior ao limite superior diminuído de 5C 2 Para certos ambientes pode ser necessário combinar duas regiões entre as defini das acima Assim por exemplo as instalações situadas no exterior podem ser submetidas a temperaturas ambientes compreendidas entre 5C e 50C isto é AA4 AA6 4312 Altitude Conforme a tabela 2 Tabela 2 Altitude Código Classificação Características Aplicações e exemplos AC1 AC2 Baixa Alta 1 000 m 1 000 m Para alguns materiais medidas especiais podem ser necessárias a partir de 1 000 m de altitude 4313 Presença de água Conforme a tabela 3 Tabela 3 Presença de água Código Classificação Características Aplicações e exemplos AD1 Desprezível A probabilidade de presença de água é desprezível Locais em que as paredes não apresentam geralmente traços de umidade mas que podem apresentar durante períodos curtos por exemplo sob forma de lixívia e que secam rapidamente graças a uma boa aeração AD2 Quedas de gotas de água Possibilidade de quedas verticais de água Locais em que a umidade se condensa ocasionalmente sob forma de gotas de água ou em que há a presença ocasional de vapor de água AD3 Aspersão de água Possibilidade de chuva caindo numa direção em ângulo máximo de 60C com a vertical Locais em que a água ao respingar forma uma película nas paredes ou pisos AD4 Projeções de água Possibilidade de projeções de água em qualquer direção Locais em que além de haver água nas paredes os componentes da instalação elétrica também são submetidos a projeções de água AD5 Jatos de água Possibilidade de jatos de água sob pressão em qualquer direção Locais que são freqüentemente lavados com ajuda de mangueiras AD6 Ondas Possibilidade de ondas de água Locais situados à beiramar tais como piers praias ancoradouros etc AD7 Imersão Possibilidade de recobrimento intermitente parcial ou total por água Locais suscetíveis de serem inundados eou onde a água possa se elevar no mínimo a 15 cm acima do ponto mais elevado do equipamento estando a parte mais baixa do equipamento a no máximo 1 m abaixo da superfície da água AD8 Submersão Possibilidade de total recobrimento por água de modo permanente Locais onde os componentes da instalação elétrica sejam totalmente cobertos de água de maneira permanente sob uma pressão superior a 10 kPa 01 bar 1 m de água NBR 140392003 10 4314 Presença de corpos sólidos Conforme a tabela 4 Tabela 4 Presença de corpos sólidos Código Classificação Características Aplicações e exemplos AE1 Desprezível Não existe nenhuma quantidade apreciável de poeira ou de corpos estranhos Instalações onde não são manipulados objetos pequenos AE2 Objetos pequenos Presença de corpos sólidos cuja menor dimensão é igual ou superior a 25 mm Ferramentas e pequenos objetos são exemplos de corpos sólidos cuja menor dimensão é igual ou superior a 25 mm AE3 Objetos muito pequenos Presença de corpos sólidos cuja menor dimensão é igual ou superior a 1 mm Fios são exemplos de corpos sólidos cuja menor dimensão é igual ou superior a 1 mm AE4 Poeira Presença de poeira em quantidade apreciável Locais empoeirados Quando as poeiras forem inflamáveis condutoras corrosivas ou abrasivas devese considerar simultaneamente outras classes de influências externas se necessário NOTA Nas condições AE2 e AE3 pode existir poeira desde que esta não tenha influência sobre os materiais elétricos 4315 Presença de substâncias corrosivas ou poluentes Conforme a tabela 5 Tabela 5 Presença de substâncias corrosivas ou poluentes Código Classificação Características Aplicações e exemplos AF1 Desprezível A quantidade ou natureza dos agentes corrosivos ou poluentes não é significativa AF2 Atmosférica Presença significativa de agentes corrosivos ou poluentes de origem atmosférica Instalações localizadas na vizinhança da orla marítima e instalações situadas nas proximidades de estabelecimentos industriais que produzam poluição atmosférica significativa tais como indústrias químicas fábricas de cimento etc estes tipos de poluição provêm principalmente da produção de poeiras abrasivas isolantes ou condutoras AF3 Intermitente Ações intermitentes ou acidentais de produtos químicos corrosivos ou poluentes de uso corrente Locais onde se manipulam produtos químicos em pequenas quantidades e onde estes produtos só podem vir a ter contatos acidentais com os materiais elétricos tais condições encontramse nos laboratórios de fábricas laboratórios de estabelecimentos de ensino ou nos locais onde se utilizam hidrocarbonetos centrais de aquecimento garagens etc AF4 Permanente Uma ação permanente de produtos químicos corrosivos ou poluentes em quantidades significativas Indústria química por exemplo 4316 Solicitações mecânicas Conforme a tabela 6 4317 Presença de flora e mofo Conforme a tabela 7 4318 Presença de fauna Conforme a tabela 8 NBR 140392003 11 Tabela 6 Solicitações mecânicas Código Classificação Características Aplicações e exemplos Choques mecânicos AG1 Fracos Meios que podem produzir choques de energia igual ou inferior a 025 J AG2 Médios Meios que podem produzir choques de energia igual ou inferior a 2 J Condições industriais habituais AG3 Significativos Meios que podem produzir choques de energia igual ou inferior a 20 J Condições industriais severas AG4 Muito significativos Meios que podem produzir choques de energia superior a 20 J Condições industriais muito severas Vibrações AH1 Fracas Vibrações desprezíveis AH2 Médias Vibrações de freqüências compreendidas entre 10 Hz e 50 Hz e de amplitude igual ou inferior a 015 mm Condições industriais habituais AH3 Significativas Vibrações de freqüências compreendidas entre 10 Hz e 150 Hz e de amplitude igual ou inferior a 035 mm Condições industriais severas Tabela 7 Presença de flora e mofo Código Classificação Características Aplicações e exemplos AK1 Desprezível Ausência de riscos de danos devidos à flora ou ao mofo AK2 Riscos Riscos de danos devidos à flora ou ao mofo Os riscos dependem das condições locais e da natureza da flora Podese separálos em riscos devidos ao desenvolvimento prejudicial da vegetação e riscos devidos à sua abundância Tabela 8 Presença de fauna Código Classificação Características Aplicações e exemplos AL1 Desprezível Ausência de riscos de danos devidos à fauna AL2 Riscos Riscos de danos devidos à fauna insetos e pequenos animais Os riscos dependem da natureza da fauna Podese separálos em perigos devidos a insetos em quantidades prejudiciais ou de natureza agressiva presença de pequenos animais ou de pássaros em quantidades prejudiciais ou de natureza agressiva 4319 Influências eletromagnéticas eletrostáticas ou ionizantes Conforme a tabela 9 Tabela 9 Influências eletromagnéticas eletrostáticas ou ionizantes Código Classificação Características Aplicações e exemplos AM1 Desprezível Ausência de efeitos prejudiciais devidos às correntes parasitas radiações eletromagnéticas radiações ionizantes ou correntes induzidas AM2 Correntes parasitas Presença prejudicial de correntes parasitas AM3 Eletromagnéticas Presença prejudicial de radiações eletromagnéticas Estas influências encontramse principalmente nas proximidades de subestações de emissoras de correntes a alta freqüência de aparelhos que contenham substâncias radioativas de linhas de alta tensão de linhas de tração elétrica etc AM4 Ionizantes Presença prejudicial de radiações ionizantes AM5 Eletrostáticas Presença prejudicial de influências eletrostáticas AM6 Indução Presença prejudicial de correntes induzidas NBR 140392003 12 43110 Radiações solares Conforme a tabela 10 Tabela 10 Radiações solares Código Classificação Características Aplicações e exemplos AN1 Desprezível AN2 Significativas Radiações solares de intensidade eou duração prejudicial Os efeitos da radiação podem causar um aumento da temperatura e modificações de estrutura de alguns materiais 43111 Raios Conforme a tabela 11 Tabela 11 Raios Código Classificação Características Aplicações e exemplos AQ1 Desprezível AQ2 Indiretos Riscos provenientes da rede de alimentação Instalações alimentadas por linhas aéreas AQ3 Diretos Riscos provenientes da exposição dos equipamentos Partes da instalação situadas no exterior das edificações 432 Utilizações 4321 Competência das pessoas Conforme a tabela 12 Tabela 12 Competência das pessoas Código Classificação Características Aplicações e exemplos BA1 Comuns Pessoas inadvertidas BA4 Advertidas Pessoas suficientemente informadas ou supervisionadas por pessoas qualificadas de modo a lhes permitir evitar os perigos que a eletricidade pode apresentar Pessoal de manutenção e ou operação trabalhando em locais de serviço elétrico BA5 Qualificadas Pessoas que têm conhecimentos técnicos ou experiência suficiente para lhes permitir evitar os perigos que a eletricidade pode apresentar Engenheiros eou técnicos trabalhando em locais de serviço elétrico fechados 4322 Resistência elétrica do corpo humano Conforme a tabela 13 Tabela 13 Resistência elétrica do corpo humano Código Classificação Características Aplicações e exemplos BB1 Elevada Condições secas Circunstâncias nas quais a pele está seca nenhuma umidade inclusive suor BB2 Normal Condições úmidas Passagem da corrente elétrica de uma mão à outra ou de uma mão a um pé com a pele úmida suor e a superfície de contato sendo significativa por exemplo um elemento está seguro dentro da mão BB3 Fraca Condições molhadas Passagem da corrente elétrica entre as duas mãos e os dois pés estando as pessoas com os pés molhados a ponto de se poder desprezar a resistência da pele e dos pés 4323 Contatos das pessoas com o potencial local Conforme a tabela 14 Tabela 14 Contatos das pessoas com o potencial local Código Classificação Características Aplicações e exemplos BC3 Freqüentes Pessoas em contato com elementos condutores ou se postando sobre superfícies condutoras Locais cujos piso e paredes não são isolantes eou possuem grandes ou inúmeros elementos condutores NBR 140392003 13 4324 Condições de fuga das pessoas em emergências Conforme a tabela 15 Tabela 15 Condições de fuga das pessoas em emergências Código Classificação Características Aplicações e exemplos BD1 Normal Baixa densidade de ocupação condições de fuga fáceis Áreas comuns e de circulação em edificações exclusivamente residenciais de até 15 pavimentos e edificações de outros tipos de até 6 pavimentos BD2 Longa Baixa densidade de ocupação condições de fuga difíceis Áreas comuns e de circulação em edificações exclusivamente residenciais com mais de 15 pavimentos e edificações de outros tipos com mais de 6 pavimentos 4325 Natureza das matérias processadas ou armazenadas Conforme a tabela 16 Tabela 16 Natureza das matérias processadas ou armazenadas Código Classificação Características Aplicações e exemplos BE1 Riscos desprezíveis BE2 Riscos de incêndio Presença processamento fabricação ou armazenamento de matérias inflamáveis inclusive a presença de pós BE3 Riscos de explosão Presença tratamento ou armazenamento de matérias explosivas ou que tenham ponto de fulgor baixo inclusive a presença de pós explosivos Refinarias e locais de armazenamento de hidrocarbonetos 433 Construção das edificações 4331 Materiais de construção Conforme a tabela 17 Tabela 17 Materiais de construção Código Classificação Características Aplicações e exemplos CA1 Não combustíveis CA2 Combustíveis Edificações construídas principalmente com materiais combustíveis Edificações construídas principalmente com madeira ou com outros materiais combustíveis NBR 140392003 14 4332 Estrutura das edificações Conforme a tabela 18 Tabela 18 Estrutura das edificações Código Classificação Características Aplicações e exemplos CB1 Riscos desprezíveis CB2 Propagação de incêndio Edificações cuja forma e dimensões facilitam a propagação de incêndio por exemplo efeito de chaminé Edificações de grande altura ver código BD2 da tabela 15 ou edificações com sistemas de ventilação forçada CB3 Movimentos Riscos devidos aos movimentos de estrutura por exemplo deslocamentos entre partes diferentes de um prédio ou entre um prédio e o solo assentamento dos terrenos ou das fundações das edificações Edificações de grande altura ou construídas sobre terrenos não estabilizados CB4 Flexíveis ou instáveis Construções frágeis ou que possam ser submetidas a movimentos tais como oscilações Instalações sob toldos fixadas a divisórias ou paredes desmontáveis ou em coberturas inflamáveis 44 Manutenção Devese estimar a freqüência e a qualidade de manutenção da instalação tendo em conta a durabilidade prevista Essas características devem ser consideradas ao aplicarse as prescrições das seções 5 6 7 e 8 de forma que a toda verificação periódica ensaio manutenção e reparo necessários possam ser realizados de maneira fácil e segura b a eficácia das medidas de proteção para segurança esteja garantida c a confiabilidade dos componentes seja apropriada à durabilidade prevista 5 Proteção para garantir a segurança As medidas de proteção para garantir a segurança podem ser aplicadas a uma instalação completa a uma parte de uma instalação ou a um componente A ordem em que as medidas de proteção são descritas não implica qualquer noção de importância relativa 51 Proteção contra choques elétricos A proteção contra choques elétricos deve ser prevista pela aplicação das medidas especificadas em 511 e 512 511 Proteção contra contatos diretos A proteção contra contatos diretos deve ser assegurada por meio de a proteção por isolação das partes vivas conforme 5111 b proteção por meio de barreiras ou invólucros conforme 5112 c proteção por meio de obstáculos conforme 5113 d proteção parcial por colocação fora de alcance conforme 5114 5111 Proteção por isolação das partes vivas A isolação é destinada a impedir todo contato com as partes vivas da instalação elétrica As partes vivas devem ser completamente recobertas por uma isolação que só possa ser removida através de sua destruição Observar que a para os componentes montados em fábrica a isolação deve atender às prescrições relativas a esses componentes b para os demais componentes a proteção deve ser garantida por uma isolação capaz de suportar as solicitações mecânicas químicas elétricas e térmicas às quais possa ser submetida c as tintas vernizes lacas e produtos análogos não são geralmente considerados como constituindo uma isolação suficiente no quadro da proteção contra os contatos diretos NOTA Quando a isolação for feita durante a execução da instalação a qualidade desta isolação deve ser verificada através de ensaios análogos aos destinados a verificar a qualidade da isolação de equipament os similares industrializados 5112 Proteção por meio de barreiras ou invólucros 51121 As barreiras ou invólucros são destinados a impedir todo contato com as partes vivas da instalação elétrica conforme NBR 6146 51122 As partes vivas devem estar no interior de invólucros ou atrás de barreiras que confiram pelo menos o grau de proteção IP3X conforme a NBR 6146 NBR 140392003 15 51123 As superfícies superiores das barreiras ou dos invólucros horizontais que sejam facilmente acessíveis devem atender pelo menos ao grau de proteção IP4X conforme a NBR 6146 51124 As barreiras e invólucros devem ser fixados de forma segura e possuir robustez e durabilidade suficientes para manter os graus de proteção e a apropriada separação das partes vivas nas condições normais de serviço levandose em conta as condições de influências externas relevantes 51125 A supressão das barreiras a abertura dos invólucros ou coberturas ou a retirada de partes dos invólucros ou coberturas não deve ser possível a não ser a com a utilização de uma chave ou de uma ferramenta e b após a desenergização das partes vivas protegidas por essas barreiras invólucros ou coberturas não podendo ser restabelecida a tensão enquanto não forem recolocadas as barreiras invólucros ou coberturas ou NOTA Esta prescrição é atendida com utilização de intertravamento mecânico eou elétrico c que haja interposta uma segunda barreira ou isolação que não possa ser retirada sem a desenergização das partes vivas protegidas por essas barreiras e que impeça qualquer contato com as partes vivas 5113 Proteção por meio de obstáculos 51131 Os obstáculos são destinados a impedir os contatos fortuitos com partes vivas mas não os contatos voluntários por uma tentativa deliberada de contorno do obstáculo 51132 Os obstáculos devem impedir a uma aproximação física não intencional das partes vivas por exemplo por meio de corrimões ou de telas de arame b contatos não intencionais com partes vivas por ocasião de operação de equipamentos sob tensão por exemplo por meio de telas ou painéis sobre os seccionadores 51133 Os obstáculos podem ser desmontáveis sem a ajuda de uma ferramenta ou de uma chave entretanto devem ser fixados de forma a impedir qualquer remoção involuntária 5114 Proteção parcial por colocação fora de alcance 51141 A colocação fora de alcance é somente destinada a impedir os contatos fortuitos com as partes vivas 51142 Quando há o espaçamento este deve ser suficiente para que se evite que pessoas circulando nas proximidades das partes vivas em média tensão possam entrar em contato com essas partes seja diretamente ou por intermédio de objetos que elas manipulem ou transportem 51143 Os espaçamentos mínimos previstos para instalações internas são definidos nas figuras 7a e 7b com os valores da tabela 19 e para instalações externas na figura 8 com os valores da tabela 20 a Circulação por um lado B NBR 140392003 16 b Circulação por mais de um lado Legenda Partes vivas W Área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos tela ou grade metálica X Área de circulação proibida Dispositivos de manobra Figura 7 Espaçamento para instalações internas Tabela 19 Espaçamento para instalações internas Dimensões mínimas mm 300 até 242kV D 400 para 362kV Distância entre a parte viva e um anteparo vertical A Valores de distâncias mínimas da tabela 21 R 1 200 Locais de manobra B 2 700 Altura mínima de uma parte viva com circulação K 2 000 Altura mínima de um anteparo horizontal F 1 700 Altura mínima de um anteparo vertical J E300 Altura mínima de uma parte viva sem circulação Dimensões máximas mm E 300 Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo vertical e o piso M 1 200 Altura dos punhos de acionamento manual malha 20 Abertura da malha NBR 140392003 17 Legenda Partes vivas W Área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos tela ou grade metálica X Área de circulação proibida Dispositivos de manobra Figura 8 Espaçamento para instalações externas ao nível do piso Tabela 20 Espaçamento para instalações externas Dimensões mínimas mm A Valores de distâncias mínimas da tabela 21 G 1 500 Distância mínima entre a parte viva e a proteção externa B 4 000 Altura mínima de uma parte viva na área de circulação R 1 500 Locais de manobra D 500 Distância mínima entre a parte viva e um anteparo vertical F 2 000 Altura mínima de um anteparo vertical 6 000 Em ruas avenidas e entradas de prédios e demais locais com trânsito de veículos 5 000 Em local com trânsito de pedestres somente 9 000 Em ferrovias H 7 000 Em rodovias J 800 Altura mínima de uma parte viva na área de circulação proibida K 2 200 Altura mínima de um anteparo horizontal L 2 000 Altura mínima da proteção externa C 2 000 Circulação Dimensões máximas mm E 600 Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo vertical e o piso M 1 200 Altura dos punhos de acionamento manual Malha 20 Abertura das malhas dos anteparos NBR 140392003 18 Tabela 21 Distâncias mínimas x tensão nominal da instalação Distância mínima faseterra e fasefase 1 Interno Externo Tensão nominal da instalação kV Tensão de ensaio à freqüência industrial valor eficaz kV Tensão suportável nominal de impulso atmosférico valor de pico kV mm 3 10 20 40 60 60 120 120 416 19 60 90 120 6 20 40 60 60 90 120 120 138 34 95 110 125 160 180 220 231 50 95 125 160 220 345 70 145 170 270 320 1 Estes afastamentos devem ser tomados entre extremidades mais próximas e não de centro a centro Os valores de distâncias mínima s indicados podem ser aumentados a critério do projetista em função da classificação das influências externas 512 Proteção contra contatos indiretos 5121 Princípios básicos A proteção contra contatos indiretos deve ser garantida pelo aterramento e pela eqüipotencialização descritos em 51211 e 51212 sendo que o seccionamento automático da alimentação descrito em 5122 é uma medida que visa garantir a integridade dos componentes dos sistemas de aterramento e de eqüipotencialização e limitar o tempo de duração da falta 51211 Aterramento As massas devem ser ligadas a condutores de proteção nas condições especificadas em 423 para cada esquema de aterramento Massas simultaneamente acessíveis devem ser ligadas à mesma rede de aterramento individualmente por grupos ou coletivamente NOTA As disposições referentes ao aterramento e aos condutores de proteção devem satisfazer as prescrições de 64 51212 Ligação eqüipotencial A tensão de contato em qualquer ponto da instalação não pode ser superior à tensão de contato limite UL com valor indicado na tabela 22 Aos limites indicados aplicamse as tolerâncias definidas na IEC 60038 Esta regra é satisfeita se em cada edificação existir uma ligação eqüipotencial principal reunindo os seguintes elementos a condutores de proteção principalis b condutores de eqüipotencialidade principais ligados a canalizações metálicas de utilidades e serviços e a todos os demais elementos condutores estranhos à instalação incluindo os elementos metálicos da construção e outras estruturas metálicas c condutores de aterramento d eletrodos de aterramento de outros sistemas por exempl o de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas etc NOTAS 1 A ligação eqüipotencial principal via de regra é realizada pelo terminal de at erramento principal ver 6424 2 Quando tais elementos originaremse do exterior da edificação sua conexão à ligação eqüipotencial principal deve ser efetuad a o mais próximo possível do ponto em que penetram na edificação 3 Os condutores de eqüipotencialidade devem satisfazer às prescrições de 64 NBR 140392003 19 5122 Seccionamento automático da alimentação O seccionamento automático da alimentação destinase a evitar que uma corrente se mantenha por um tempo que possa resultar em sobreaquecimento na instalação Esta medida de proteção requer a coordenação entre o esquema de aterramento adotado e as características dos condutores de proteção e dos dispositivos de proteção Os princípios básicos desta medida são aqueles apresentados em 51221 Os meios convencionais para satisfazer estes princípios estão descritos em 51224 e 51225 conforme o esquema de aterramento 51221 Princípios básicos A proteção por seccionamento automático da alimentação baseiase nos seguintes princípios a aterramento as massas devem ser ligadas a condutores de proteção nas condições especificadas para cada esquema de aterramento Massas simultaneamente acessíveis devem ser ligadas à mesma rede de aterramento individualmente por grupos ou coletivamente NOTA As disposições referentes ao aterramento e aos condutores de proteção devem satisfazer as prescrições de 64 b seccionamento da alimentação um dispositivo de proteção deve secionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento protegido contra contatos indiretos por este dispositivo sempre que uma falta entre parte viva e massa no circuito ou equipamento considerado der origem a um a tensão de contato superior ao valor apropriado de UL Tabela 22 Valores máximos da tensão de contato limite UL V Natureza da corrente Situação 1 1 Situação 2 1 Alternada 15 Hz 1 000 Hz 50 25 Contínua sem ondulação 2 120 60 1 A situação 1 aplicase a áreas internas e a situação 2 aplicase a áreas externas NOTAS 1 Uma tensão contínua sem ondulação é convencionalmente definida como apresentando uma taxa de ondulação não superior a 10 em valor eficaz o valor de crista máximo não deve ultrapassar 140 V para um sistema em corrente contínua sem ondulação com 120 V nominais ou 70 V para um sistema em corrente contínua sem ondulação com 60 V nominais 2 Os valores máximos da tensão de contato limite apresentados são para tensão de contato de duração maior ou igual a 10 s Para tempos inferiores a 10 s podem ser utilizados os valores obtidos na figura A1 51222 Aplicação convencional Para o atendimento dos princípios definidos em 51221 é suficiente aplicar as prescrições de 51223 a 51225 conforme o esquema de aterramento 51223 Esquema TNx Em um esquema TNx todo defeito de isolamento é um curtocircuito faseneutro Quando a proteção é assegurada por dispositivos de proteção contra sobreintensidade a avaliação da corrente de curtocircuito mínima é necessária a fim de verificar as condições de funcionamento destes dispositivos 51224 Esquemas TTx Nos esquemas TTx a corrente de defeito é limitada por a as resistências de tomadas de terra e do neutro esta última aumentada ao valor da resistência de limitação podendo ser inserida entre o ponto neutro e o terra b a resistência das ligações eventuais utilizadas por interconexão das massas e das tomadas de terra Mesmo que a corrente do primeiro defeito seja importante não é permitido que sua detecção seja assegurada por dispositivos de proteção contra sobrecorrentes com efeito seu funcionamento é dificilmente verificável Por outro lado a detecção de pequenas correntes de fuga resultante de uma degradação lenta da isolação não é possível com esses dispositivos cujo limiar de funcionamento é muito elevado muitas vezes sua corrente nominal Por isso que é necessário recorrer aos dispositivos sensíveis à corrente diferencial não necessitando a verificação das condições de disparo 51225 Esquemas lTx A não interrupção no primeiro defeito de isolamento é justificada nas instalações quando é necessário assegurar a continuidade do serviço Após a aparição do primeiro defeito de isolamento é recomendado proceder rapidamente à busca e eliminação deste defeito A permanência de um primeiro defeito conduz ao funcionamento da instalação com um ponto ligado à terra correspondendo às condições de funcionamento para as quais a instalação não é concebida NBR 140392003 20 52 Proteção contra efeitos térmicos 521 Generalidades As pessoas os componentes fixos de uma instalação elétrica bem como os materiais fixos adjacentes devem ser protegidos contra os efeitos prejudiciais do calor ou radiação térmica produzida pelos equipamentos elétricos particularmente quanto a a riscos de queimaduras b prejuízos no funcionamento seguro de componentes da instalação c combustão ou deterioração de materiais 522 Proteção contra incêndio 5221 Os componentes elétricos não devem apresentar perigo de incêndio para os materiais vizinhos Devem ser observadas além das prescrições desta Norma eventuais instruções relevantes dos fabricantes 5222 Os componentes fixos cujas superfícies externas possam atingir temperaturas que venham a causar perigo de incêndio a materiais adjacentes devem a ser montados sobre materiais ou contidos no interior de materiais que suportem tais temperaturas e sejam de baixa condutância térmica ou b ser separados dos elementos da construção do prédio por materiais que suportem tais temperaturas e sejam de baixa condutância térmica ou c ser montados de modo a permitir a dissipação segura do calor a uma distância segura de qualquer material em que tais temperaturas possam ter efeitos térmicos prejudiciais sendo que qualquer meio de suporte deve ser de baixa condutância térmica 5223 Os componentes fixos que apresentem efeitos de focalização ou concentração de calor devem estar a uma distância suficiente de qualquer objeto fixo ou elemento do prédio de modo a não submetêlos em condições normais a elevação perigosa de temperatura 5224 Os materiais dos invólucros dispostos em torno de componentes elétricos durante a instalação devem suportar a maior temperatura susceptível de ser produzida pelo componente Materiais combustíveis não são adequados para a construção destes invólucros a menos que sejam tomadas medidas preventivas contra a ignição tais como o revestimento com material incombustível ou de combustão difícil e de baixa condutância térmica 523 Proteção contra queimaduras As partes acessíveis de equipamentos elétricos que estejam situadas na zona de alcance normal não devem atingir temperaturas que possam causar queimaduras em pessoas e devem atender aos limites de temperatura indicados na tabela 23 Todas as partes da instalação que possam em serviço normal atingir ainda que por períodos curtos temperaturas que excedam os limites dados na tabela 23 devem ser protegidas contra qualquer contato acidental Os valores da tabela 23 não se aplicam a componentes cujas temperaturas limites das superfícies expostas no que concerne à proteção contra queimaduras sejam fixadas por normas específicas NBR 140392003 21 Tabela 23 Temperaturas máximas das superfícies externas dos equipamentos elétricos dispostos no interior da zona de alcance normal Tipo de superfície Temperaturas máximas C Superfícies de alavancas volantes ou punhos de dispositivos de controle manuais metálicas nãometálicas Superfícies previstas para serem tocadas em serviço normal mas não destinadas a serem mantidas à mão de forma contínua metálicas nãometálicas Superfícies acessíveis mas não destinadas a serem tocadas em serviço normal metálicas nãometálicas 55 65 70 80 80 90 NOTAS 1 Esta prescrição não se aplica a materiais cujas normas fixam limites de temperatura ou de aquecimento para as superfícies acessíveis 2 A distinção entre superfícies metálicas e nãometálicas depende da condutividade térmica da superfície considerada Camadas d e tinta e de verniz não são consideradas como modificando a condutividade térmica da superfície Ao contrário certos revestiment os não condutores podem reduzir sensivelmente a condutividade térmica de uma superfície metálica e permitir considerála como nãometálica 3 Para dispositivos de controle manuais dispostos no interior de invólucros que somente sejam acessíveis após a abertura do invólucro por exemplo alavancas de emergência ou alavancas de desligamento e que não sejam utilizados freqüentemente podem ser admitidas temperaturas mais elevadas 53 Proteção contra sobrecorrentes 531 Proteção geral subestação de entrada de energia É considerado proteção geral o dispositivo situado entre o ponto de entrega de energia e a origem da instalação em média tensão Esta proteção geral deve atender no mínimo ao especificado em 5311 e 5312 5311 Capacidade instalada menor ou igual a 300 kVA Em uma subestação unitária com capacidade instalada menor ou igual a 300 kVA a proteção geral na média tensão deve ser realizada por meio de um disjuntor acionado através de relés secundários com as funções 50 e 51 fase e neutro onde é fornecido o neutro ou por meio de chave seccionadora e fusível sendo que neste caso adicionalmente a proteção geral na baixa tensão deve ser realizada através de disjuntor 5312 Capacidade instalada maior que 300 kVA Em uma subestação com capacidade instalada maior que 300 kVA a proteção geral na média tensão deve ser realizada exclusivamente por meio de um disjuntor acionado através de relés secundários com as funções 50 e 51 fase e neutro onde é fornecido o neutro 532 Proteção contra correntes de sobrecarga Os condutores vivos devem ser protegidos contra as correntes de sobrecargas exceto quando alimentam cargas transformadores motores etc que possuem sua própria proteção contra as sobrecargas 533 Proteção contra correntes de curtocircuito Os condutores vivos devem ser protegidos contra correntes de curtocircuito que possam provocar danos 534 Natureza dos dispositivos de proteção Os dispositivos de proteção devem ser escolhidos entre os indicados em 5341 e 5342 NBR 140392003 22 5341 Dispositivos que garantem simultaneamente a proteção contra correntes de sobrecarga e contra correntes de curtocircuito Esses dispositivos de proteção devem poder interromper qualquer sobrecorrente menor ou igual à corrente de curtocircuito presumida no ponto em que o dispositivo está instalado Tais dispositivos podem ser disjuntores acionados através de relés secundários com as funções 50 e 51 fase e neutro onde é fornecido o neutro Não são aceitos relés com princípio de funcionamento com retardo a líquido NOTAS 1 Quando forem utilizados relés com as funções 50 e 51 do tipo microprocessado digital autoalimentados ou não deve ser gara ntida na falta de energia uma fonte de alimentação de reserva com autonomia mínima de 2 h que garanta a sinalização dos eventos ocorr idos e o acesso à memória de registro dos relés 2 Os transformadores para instrumentos conectados aos relés secundários devem ser instalados sempre a montante do disjuntor ou chave a ser atuadoa garantindo assim a proteção contra falhas do próprio dispositivo 3 Para qualquer tipo de relé deve ser instalado um dispositiv o exclusivo que garanta a energia necessária ao acionamento da bo bina de abertura do disjuntor que permita teste individual recomendandose o uso de fonte capacitiva 4 O sistema geral de proteção da unidade consumidora deve permitir coordenação com o sistema de proteção da concessionária ser dimensionado e ajustado de modo a permitir adequada seletividade entre os dispositivos de proteção da instalação 5342 Dispositivos que garantem apenas a proteção contra correntes de curtocircuito Tais dispositivos podem ser utilizados quando a proteção contra sobrecargas for realizada por outros meios ou quando se admitir a omissão da proteção contra sobrecargas Esses dispositivos devem poder interromper qualquer corrente de curto circuito menor ou igual à corrente de curtocircuito presumida Não são aceitos relés com princípio de funcionamento com retardo a líquido Podem ser utilizados a disjuntores acionados através de relés com a função 50 b dispositivos fusíveis limitadores de corrente conforme a NBR 8669 e do tipo expulsão conforme a NBR 7282 para uso exclusivo em instalações externas 54 Proteção contra sobretensões As sobretensões nas instalações elétricas de média tensão não devem comprometer a segurança das pessoas nem a integridade das próprias instalações e dos equipamentos servidos NOTA O uso adequado de páraraios de resistência não linear é considerado uma medida de proteção contra sobretensão de origem atmosférica 55 Proteção contra mínima e máxima tensão e falta de fase 551 Devem ser consideradas medidas de proteção quando uma queda de tensão significativa ou sua falta total e o posterior restabelecimento desta forem suscetíveis de criar perigo para pessoas e bens ou de perturbar o bom funcionamento da instalação NOTA No caso da proteção contra quedas e faltas de tensão normalmente são utilizados relés de subtensão acoplados a dispositivos de seccionamento 552 Quando aplicável a proteção de máxima tensão deve atuar no dispositivo de seccionamento apropriado 56 Proteção contra inversão de fase Quando aplicável as instalações devem ser protegidas contra inversão de fase de forma que o relé de proteção correspondente atue no dispositivo de seccionamento apropriado 57 Proteção das pessoas que trabalham nas instalações elétricas de média tensão As instalações elétricas devem ser construídas e instaladas de forma que possam ser empregadas as medidas necessárias para garantir a proteção das pessoas que trabalham nas instalações elétricas 571 Os equipamentos de proteção a serem utilizados pelos trabalhadores são no mínimo os seguintes capacetes óculos de segurança luvas detector de tensão botas e estrado ou tapete isolante 572 Os equipamentos devem ser providos de meios que permita m quando necessário o seu isolamento da instalação 573 Equipamentos devem ser providos para que a instalação completa ou partes da instalação possam ser isoladas dependendo das condições operacionais Isto pode ser realizado por exemplo desligandose seccionadores ou removendose elos ou interligações 574 A instalação completa ou partes das instalações que possam ser energizadas por várias fontes devem ser dispostas de forma que todas as fontes possam ser isoladas 575 Se os terminais de neutro de vários equipamentos estiverem ligados em paralelo deve ser possível isolálos individualmente Isto também se aplica às bobinas e aos resistores de falta à terra sendo que nestes casos a proteção contra sobretensões deve ser mantida NBR 140392003 23 576 Devem ser providos meios para descarregar os equipament os que ainda possam transferir potencial elétrico mesmo após a sua desconexão da instalação como por exemplo capacitores 577 Os equipamentos empregados com o propósito de isolamento devem ser providos de dispositivos elétricos eou mecânicos apropriados que garantam a sua condição de isolamento Quando partes removíveis como por exemplo os fusíveis ou disjuntores extraíveis são utilizadas para a desconexão da instalação completa ou parte dela e são substituídas por coberturas ou barreiras estas devem ser montadas de tal forma que a sua remoção somente possa ser executada com o uso de ferramenta apropriada Os equipamentos que são operados manualmente devem permitir o uso de dispositivos de travam ento mecânico para evitar o seu religamento 578 Dispositivos para a verificação do estado de desenergização devem ser disponibilizados para garantir a segurança das pessoas que trabalham nas instalações elétricas Os dispositivos devem permitir que o estado de desenergização possa ser verificado em todos os pontos onde o trabalho for realizado NOTA Tanto dispositivos fixos como portáteis podem ser utilizados para atender a este requisito 579 Cada parte de uma instalação que possa ser isolada de outras partes deve possuir dispositivos que permitam o seu aterramento e curtocircuito NOTA Equipamentos como por exemplo transformadores e capacitores devem ser providos de meios para seu aterramento e curto circuito no ponto de sua instalação Este requisito não deve ser aplicado a partes do sistema onde isto não for praticável ou for impró prio por exemplo transformadores ou máquinas elétricas com terminações seladas ou terminações flangeadas de cabos Nestes casos o aterramento e o curtocircuito devem ser realizados nos respectivos cubículos ou compartimentos situados nos lados primário e secundário Para cada parte da instalação devem ser providos pontos de conexão facilmente acessíveis e apropriadamente dimensionados ao sistema de aterramento e às partes vivas para permitir a conexão dos dispositivos de aterramento e curtocircuito Os mecanismos existentes em cubículos ou compartimentos devem ser projetados de forma a permitir a conexão manual dos dispositivos de aterramento e curtocircuito Quando o aterramento e curtocircuito forem realizados por chaves de aterrament o controladas remotamente a posição da chave deve ser fielmente transmitida para o ponto de controle remoto 58 Proteção contra fuga de líquido isolante NOTA Em todos os casos descritos em 581 a 583 os regulamentos das autoridades competentes devem ser atendidos 581 As instalações que contenham 100 L ou mais de líquido isolante devem ser providas de tanque de contenção 582 Nas instalações abrigadas pisos impermeáveis com soleira apropriada podem ser utilizados como depósito se não mais que três transformadores ou outros equipamentos estiverem instalados e se cada um deles contiver menos de 100 L 583 Nas instalações ao tempo pisos impermeáveis com soleira apropriada podem ser utilizados como depósito que não seja destinado a conter todo o líquido mesmo sem tanques de contenção se a superfície poluída puder ser removida e se o líquido não for destinado aos sistemas de drenagem ou córregos Isto não se aplica a áreas de contenção a zonas de proteção de mananciais e outros casos especiais nos quais as autoridades competentes devem ser consultadas 59 Proteção contra perigos resultantes de faltas por arco Os dispositivos e equipamentos que podem gerar arcos durant e a sua operação devem ser selecionados e instalados de forma a garantir a segurança das pessoas que trabalham nas instalações A seguir são relacionadas algumas medidas para garantir a proteção das pessoas contra os perigos resultantes de faltas por arco a utilização de um ou mais dos seguintes meios dispositivos de abertura sob carga chave de aterramento resistente ao curtocircuito presumido sistemas de intertravamento fechaduras com chave não intercambiavéis b corredores operacionais tão curtos altos e largos quanto possível c coberturas sólidas ou barreiras ao invés de coberturas perfuradas ou telas d equipamentos ensaiados para resistir às faltas de arco internas e emprego de dispositivos limitadores de corrente f seleção de tempos de interrupção muito curtos o que pode ser obtido através de relés instantâneos ou através de dispositivos sensíveis a pressão luz ou calor atuando em dispositivos de interrupção rápidos g operação da instalação a uma distância segura NBR 140392003 24 6 Seleção e instalação dos componentes 61 Prescrições comuns a todos os componentes da instalação 611 Generalidades 6111 A escolha do componente e sua instalação devem permitir que sejam obedecidas as medidas de proteção para garantir a segurança as prescrições para garantir um funcionamento adequado ao uso da instalação e as prescrições apropriadas às condições de influência externas previsíveis 6112 Os componentes devem ser selecionados e instalados de forma a satisfazer as prescrições enunciadas nesta seção bem como as prescrições aplicáveis das outras seções desta Norma 612 Componentes da instalação 6121 Os componentes da instalação devem satisfazer as Normas Brasileiras que lhes sejam aplicáveis e na falta destas as normas IEC e ISO 6122 Na falta de Normas Brasileiras IEC e ISO os componentes devem ser selecionados através de acordo entre o projetista e o instalador 613 Condições de serviço e influências externas 6131 Condições de serviço 61311 Tensão Os componentes devem ser adequados à tensão nominal valor eficaz em corrente alternada da instalação Se numa instalação que utiliza o esquema ITx o condutor neutro for distribuído os componentes ligados entre uma fase e o neutro devem ser isolados para a tensão entre fases 61312 Corrente Os componentes devem ser escolhidos considerandose a corrente de projeto valor eficaz em corrente alternada que possa percorrêlos em serviço normal Devese igualmente considerar a corrente suscetível de percorrêlos em condições anormais levandose em conta a duração da passagem de uma tal corrente em função das características de funcionamento dos dispositivos de proteção 61313 Freqüência Se a freqüência tiver influência sobre as características dos componentes a freqüência nominal do componente deve corresponder à freqüência da corrente no circuito pertinente 61314 Potência Os componentes escolhidos segundo suas características de potência devem ser adequados às condições normais de serviço considerando os regimes de carga que possam ocorrer 61315 Compatibilidade A menos que sejam tomadas medidas adequadas quando da instalação os componentes devem ser escolhidos de modo a não causar em serviço normal efeitos prejudiciais quer aos demais componentes quer à rede de alimentação incluindo condições de manobra Cuidados específicos devem ser observados no caso do emprego de condutores de alumínio 6132 Influências externas 61321 Os componentes devem ser selecionados e instalados de acordo com as prescrições da tabela 24 Esta tabela indica as características dos componentes em função das influências externas a que podem ser submetidos e que são definidas em 43 As características dos componentes são determinadas seja por um grau de proteção seja por conformidade com ensaios NBR 140392003 25 Tabela 24 Características dos componentes da instalação em função das influências externas Código Influências externas Características exigidas para seleção e instalação dos componentes A Condições ambientais 431 AA Temperatura ambiente 4311 AA3 25C a 5C Componentes especialmente projetados ou disposições apropriadas1 AA4 5C a 40C Normal em certos casos podem ser necessárias precauções especiais AA5 5C a 40C Normal AA6 5C a 60C Componentes especialmente projetados ou disposições apropriadas 1 AC Altitude 4312 AC1 1 000 m Normal AC2 1 000 m Podem ser necessárias precauções especiais tais como a aplicação de fatores de correção AD Presença de água 4313 AD1 Desprezível IPX0 AD2 Quedas de gotas de água IPX1 AD3 Aspersão de água IPX3 AD4 Projeção de água IPX4 AD5 Jatos de água IPX5 AD6 Ondas IPX6 AD7 Imersão IPX7 AD8 Submersão IPX8 AE Presença de corpos sólidos 4314 AE1 AE2 AE3 Desprezível Objetos pequenos 25 mm Objetos muito pequenos 1 mm também 512 Ver IP4X IP3X IPOX AE4 Poeira no componente não penetrarem IP6X Se as poeiras o funcionamento do componente prejudicar penetrar sem puderem Se as poeiras IP5X AF Presença de substâncias corrosivas ou poluentes 4315 AF1 Desprezível Normal AF2 Agentes atmosféricos De acordo com a natureza dos agentes AF3 Intermitente Proteção contra corrosão definida pelas especificações dos componentes AF4 Permanente Componentes especialmente projetados de acordo com a natureza dos agentes AG Choques mecânicos 4316 AG1 Fracos Normal Por exemplo componentes para uso doméstico ou análogo AG2 Médios Componentes para uso industrial quando aplicável ou proteção reforçada AG3 Significativos Proteção reforçada AG4 Muito significativos Proteção muito reforçada AH Vibrações 4316 AH1 Fracas Normal AH2 Média AH3 Significativas Componentes especialmente projetados ou Disposições especiais NBR 140392003 26 Tabela 24 continuação Código Influências externas Características exigidas para seleção e instalação dos componentes AK Presença de flora ou mofo 4317 AK1 Desprezível Normal AK2 Riscos Proteções especiais tais como grau de proteção aumentado ver AE componentes especiais ou revestimentos protegendo os invólucros disposições para evitar a presença de flora AL Presença de fauna 4318 AL1 Desprezível Normal AL2 Riscos A proteção pode compreender um grau de proteção adequado contra a penetração de corpos sólidos ver AE uma resistência mecânica suficiente ver AG precauções para evitar a presença de fauna como limpeza uso de pesticidas componentes especiais ou revestimentos protegendo os invólucros AM Influências eletromagnéticas eletrostáticas ou ionizantes 4319 AM1 Desprezível Normal AM2 Correntes parasitas Proteções especiais tais como isolação adequada revestimentos protetores especiais proteção catódica eqüipotencialidade suplementar AM3 AM4 Ionizantes Eletromagnéticas Proteções especiais tais como distanciamento das fontes de radiação interposição de telas protetoras invólucros especiais AM5 Eletrostáticas Proteções especiais tais como isolação apropriada do local eqüipotencialidade suplementar AM6 Induções Proteções especiais tais como distanciamento das fontes de corrente induzida interposição de telas protetoras AN Radiações solares 43110 AN1 Desprezíveis Normal AN2 Significativas Disposições especiais tais como materiais resistentes à radiação ultravioleta revestimentos de cores especiais interposição de telas protetoras AQ Raios 43111 AQ1 Desprezíveis Normal B Utilizações 432 BA Competência das pessoas 4321 BA1 Comuns Componentes protegidos contra contatos diretos e indiretos BA4 Advertidas BA5 Qualificadas Componentes não protegidos contra contatos diretos admitidos apenas nos locais que só sejam acessíveis a pessoas devidamente autorizadas NBR 140392003 27 Tabela 24 conclusão Código Influências externas Características exigidas para seleção e instalação dos componentes BB Resistência elétrica do corpo humano 4322 BB1 Elevada Normal BB2 Normal Normal BB3 Fraca Medidas de proteção apropriadas ver 581 BC Contatos das pessoas com o potencial local 4323 BC3 Freqüentes Componentes protegidos contra contatos diretos e indiretos BD Fuga das pessoas em emergência 4324 BD1 Normal Normal BD2 Longa Componentes constituídos de materiais não propagantes de chama e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos ou utilização de materiais não propagantes de chama e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos que envolvam os componentes da instalação BE Natureza das matérias processadas ou armazenadas 4325 BE1 Riscos desprezíveis Normal BE2 Riscos de incêndio Componentes constituídos de materiais não propagantes de chama Disposições tais que uma elevação significativa da temperatura ou uma faísca no componente não possa provocar incêndio no exterior Utilização de materiais não propagantes de chama e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos que envolvam os componentes da instalação BE3 Riscos de explosão Componentes adequados para atmosferas explosivas C Construção de edificações 433 CA Materiais de construção 4331 CA1 Não combustíveis Normal CB Estrutura das edificações 4332 CB1 Riscos desprezíveis Normal CB2 Propagação de incêndio Componentes constituídos de materiais não propagantes de chama incluindo fogo de origem não elétrica Barreiras cortafogo Utilização de materiais não propagantes de chama e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos que envolvam os componentes da instalação NOTA Podem ser previstos detectores de incêndio CB3 Movimentos Juntas de dilatação ou de expansão nas linhas elétricas 1 Podem ser necessárias certas precauções suplementares por exemplo lubrificação especial 61322 Quando um componente não possuir por construção as características correspondentes às influências externas do local ele pode ser utilizado sob a condição de que seja provido por ocasião da execução da instalação de uma proteção complementar apropriada Esta proteção não pode afetar as condições de funcionamento do componente protegido 61323 Quando diferentes influências externas se produzirem simultaneamente seus efeitos podem ser independentes ou influenciarse mutuamente e os graus de proteção devem ser escolhidos de acordo NBR 140392003 28 61324 A escolha das características dos componentes em função das influências externas é necessária não somente para seu funcionamento correto mas também para garantir a confiabilidade das medidas de proteção em conformidade com as prescrições de 51 a 59 As medidas de proteção associadas à construção dos componentes são válidas apenas para as condições de influências externas dadas se os correspondentes ensaios previstos nas normas dos componentes forem prescritos para aquelas condições NOTAS 1 São consideradas como normais as seguintes classes de influências externas AA temperatura ambiente AA4 AB umidade atmosférica ainda não normalizada outras condições ambientais AC a AR XX1 de cada parâmetro condições de utilização e de construção das edificações B e C XX1 para todos os parâmetros exceto XX2 para o parâmetro BC 2 A palavra normal que figura na terceira coluna da tabela 24 significa que o componente deve satisfazer de modo geral as Normas Brasileiras aplicáveis ou na sua falta as normas IEC e ISO ou através de acordo es pecial entre o projetista e o instalador 614 Acessibilidade Os componentes inclusive as linhas elétricas devem ser dispostos de modo a facilitar sua operação sua inspeção sua manutenção e o acesso às suas conexões Tais possibilidades não devem ser significativamente reduzidas pela montagem de equipamentos nos invólucros ou compartimentos 615 Identificação dos componentes 6151 Generalidades As placas indicativas ou outros meios adequados de identificação devem permitir identificar a finalidade dos dispositivos de comando e proteção a menos que não exista qualquer possibilidade de confusão Se o funcionamento de um dispositivo de comando e proteção não puder ser observado pelo operador e disso puder resultar perigo uma placa indicativa ou um dispositivo de sinalização deve ser colocadao em local visível ao operador 6152 Linhas elétricas As linhas elétricas devem ser dispostas ou marcadas de modo a permitir sua identificação quando da realização de verificações ensaios reparos ou modificações da instalação 6153 Condutores 61531 Qualquer cabo unipolar ou veia de cabo multipolar utilizado como condutor neutro deve ser identificado conforme essa função Em caso de identificação por cor deve ser usada a cor azulclaro na veia do cabo multipolar ou na cobertura do cabo unipolar NOTA A veia com isolação azulclaro de um cabo multipolar pode ser usada para outras funções que não a de condutor neutro se o circuito não possuir condutor neutro ou se o cabo possuir um condutor periférico utilizado como neutro 61532 Qualquer cabo unipolar ou veia de cabo multipolar utilizado como condutor de proteção PE deve ser identificado de acordo com essa função Em caso de identificação por cor deve ser usada a dupla coloração verdeamarela cores exclusivas da função de proteção na veia do cabo multipolar ou na cobertura do cabo unipolar NOTA Na falta da dupla coloração verdeamarela admitese o uso da cor verde 61533 Qualquer cabo unipolar ou veia de cabo multipolar utilizado como condutor PEN deve ser identificado de acordo com essa função Em caso de identificação por cor deve ser usada a cor azulclaro com identificação verdeamarela nos pontos visíveis ou acessíveis na veia do cabo multipolar ou na cobertura do cabo unipolar 61534 Qualquer cabo unipolar ou veia de cabo multipolar utilizado como condutor de fase deve ser identificado de acordo com essa função por exemplo por número disposição cores ou símbolos e esta identificação deve estar indicada nos diagramas e desenhos 61535 Qualquer condutor nu utilizado como condutor de fase deve ser identificado de acordo com essa função No caso de a identificação ser feita por cor devem ser utilizadas as cores definidas em 61536 61536 No caso de emprego de cores para identificação dos condutores de fase devem ser utilizadas as seguintes cores a em corrente alternada fase A vermelha fase B branca fase C marrom b em corrente contínua pólo positivo vermelha pólo negativo preta condutor médio branca NBR 140392003 29 6154 Equipamentos 61541 Quando existirem na mesma instalação tensões diversas ou diferentes espécies de correntes os equipamentos e materiais afetos a cada uma delas devem tanto quanto possível ser agrupados e separados dos outros e ser facilmente identificáveis 61542 Os dispositivos de proteção devem estar dispostos e identificados de forma que seja fácil reconhecer os respectivos circuitos protegidos 61543 As posições de fechado e aberto dos equipamentos de manobra de contatos não visíveis devem ser indicadas por meio de letras e cores devendo ser adotada a seguinte convenção I vermelho contatos fechados O verde contatos abertos NOTAS 1 Chaves seccionadoras deslocamento mecânico vertical da alavanca ou punho de manobra para baixo deve corresponder ao equipamento desligado 2 Disjuntores Os cabos ou barramentos provenientes da fonte devem estar conectados nos bornes superiores de entrada 616 Independência dos componentes Os componentes devem ser escolhidos e dispostos de modo a impedir qualquer influência prejudicial entre as instalações elétricas e as instalações não elétricas 617 Documentação da instalação 6171 A instalação deve ser executada a partir de projeto específico que deve conter no mínimo a plantas b esquemas unifilares e outros que se façam necessários c detalhes de montagem quando necessários d memorial descritivo e especificação dos componentes descrição sucinta do componente características nominais e normas a que devem atender 6172 Após concluída a instalação a documentação indicada em 6171 deve ser revisada de acordo com o que foi executado projeto como construído 62 Seleção e instalação das linhas elétricas 621 Generalidades Na seleção e instalação de linhas elétricas deve ser considerada a aplicação de 41 aos condutores suas terminações eou emendas aos suportes e suspensões a eles associados e aos seus invólucros ou métodos de proteção contra influências externas 622 Tipos de linhas elétricas 6221 Os tipos de linhas elétricas estão indicados na tabela 26 6222 Outros tipos de linhas elétricas além dos constantes da tabela 25 podem ser utilizados desde que atendam às prescrições gerais desta seção NBR 140392003 30 Tabela 25 Tipos de linhas elétricas Método de instalação número Descrição Método de referência a utilizar para a capacidade de condução de corrente 1 Três cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e um cabo tripolar ao ar livre A 2 Três cabos unipolares espaçados ao ar livre B 3 Três cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e um cabo tripolar em canaleta fechada no solo C 4 Três cabos unipolares espaçados em canaleta fechada no solo D 5 Três cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e um cabo tripolar em eletroduto ao ar livre E 6 Três cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e um cabo tripolar em banco de dutos ou eletroduto enterrado no solo F 7 Três cabos unipolares em banco de dutos ou eletrodutos enterrados e espaçados um cabo por duto ou eletroduto não condutor G 8 Três cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e um cabo tripolar diretamente enterrados H 9 Três cabos unipolares espaçados diretamente enterrados I 623 Cabos unipolares e multipolares 6231 Os cabos utilizados nas linhas elétricas devem atender às prescrições da NBR 6251 6232 Nos locais AD8 independentemente do tipo de cabo é obrigatório o emprego de condutores com construção bloqueada conforme NBR 6251 6233 Nas instalações com tensão nominal superior a 366 kV os cabos unipolares e as veias dos cabos multipolares devem ser do tipo a campo elétrico radial providos de blindagens do condutor e da isolação conforme a NBR 6251 6234 A tensão nominal dos cabos deve ser escolhida em função das características da instalação conforme a NBR 6251 6235 Nas instalações com tensão nominal superior a 366 kV não é permitido o emprego de cabos com isolação em cloreto de polivinila ou copolímero de cloreto de vinila e acetato de vinila ou polietileno termoplástico 6236 Os acessórios necessários para a correta instalação dos cabos devem ser compatíveis elétrica química e mecanicamente com eles atendendo às condições de influências externas previstas para o local de instalação 6237 As linhas préfabricadas devem atender às normas específicas e ser instaladas de acordo com as instruções do fabricante 624 Seleção e instalação em função das influências externas NOTA As prescrições relativas à seleção e instalação das linhas são apresentadas na tabela 26 consideradas as influências ex ternas indicadas em 43 NBR 140392003 31 Tabela 26 Seleção e instalação de linhas elétricas em função das influências externas Código Classificação Seleção e instalação das linhas A Condições ambientais 431 AA Temperatura ambiente 4311 AA3 25C a 5C Para temperaturas inferiores a 10C os cabos com isolação eou cobertura de PVC e PE termoplástico bem como os condutos de PVC não devem ser manipulados nem submetidos a esforços mecânicos visto que o PVC e o PE termoplástico podem tornar se quebradiços AA4 AA5 AA6 5C a 40C 5C a 40C 5C a 60C Quando a temperatura ambiente ou do solo for superior aos valores de referência 20C para linhas subterrâneas e 30C para as demais as capacidades de condução de corrente dos condutores e cabos isolados devem ser reduzidas de acordo com 6253 AC Altitude 4312 sem influência AD Presença de água 4313 AD1 AD2 Desprezível Queda de gotas de água Nenhuma limitação AD3 AD4 AD5 AD6 AD7 Aspersão de água Projeção de água Jatos de água Ondas Imersão Nas condições AD3 a AD6 só devem ser usadas linhas com proteção adicional à penetração de água com os graus IP adequados a princípio sem revestimento metálico externo AD8 Submersão Cabos especiais para uso sob água e obrigatório o emprego de condutores com construção bloqueada Linhas com graus IP adequados a princípio sem revestimento metálico externo AE Presença de corpos sólidos 4314 AE1 Desprezível Nenhuma limitação AE2 Objetos pequenos Nenhuma limitação desde que não haja exposição a danos mecânicos AE3 Objetos muito pequenos Nenhuma limitação AE4 Poeira Limitações restritas às influências AF AJ e BE AF Presença de substâncias corrosivas ou poluentes 4315 AF1 Desprezível Nenhuma limitação AF2 AF3 Agentes presentes na atmosfera Intermitente As linhas devem ser protegidas contra corrosão ou contra agentes químicos Os cabos uni e multipolares com cobertura extrudada são considerados adequados AF4 Permanente Só é admitido o uso de cabos uni ou multipolares adequados aos agentes químicos presentes AG Choques mecânicos 4316 AG1 Fracos Nenhuma limitação AG2 Médios Linhas com proteção leve sendo que os cabos uni e multipolares usuais são considerados adequados AG3 AG4 Significativos Muito significativos Linhas com proteção reforçada AG3 e muito reforçada AG4 observandose que os cabos uni e multipolares providos de armação metálica são considerados adequados armação intertravada para condição AG4 AH Vibrações 4316 AH1 Fracas Nenhuma limitação AH2 Médias Nenhuma limitação AH3 Significativas Só podem ser utilizadas linhas flexíveis constituídas por cabos uni ou multipolares flexíveis NBR 140392003 32 Tabela 26 continuação Código Classificação Seleção e instalação das linhas AK Presença de flora ou mofo 4317 AK1 Desprezível Nenhuma limitação AK2 Riscos Deve ser avaliada a necessidade de utilizar cabos providos de armação se diretamente enterrados materiais especiais ou revestimento adequado protegendo cabos ou eletrodutos AL Presença de fauna 4318 AL1 Desprezível Nenhuma limitação AL2 Riscos Linhas com proteção especial Se existir risco devido à presença de roedores e cupins deve ser usada uma das soluções cabos providos de armação materiais especialmente aditivados ou revestimento adequado em cabos ou eletrodutos AM Influências eletromagnéticas eletrostáticas ou ionizantes 4319 AM1 Desprezível Nenhuma limitação AM2 AM3 AM4 AM5 Correntes parasitas Eletromagnéticas Ionizantes Eletrostáticas Para as condições AM2 AM3 e AM5 a proteção pode ser garantida por revestimento metálico contínuo e aterrado ou também por distanciamento Para a condição AM4 devese recorrer a normas específicas AM6 Indução Cabos com projeto especial levando em consideração o fator de blindagem AN Radiações solares 43110 AN1 Desprezível Nenhuma limitação AN2 Significativas Os cabos ao ar livre ou em condutos abertos e os condutos devem ser resistentes às intempéries A elevação da temperatura da superfície dos cabos deve ser levada em conta nos cálculos da capacidade de condução de corrente B Utilizações BA Competência das pessoas 4321 sem influência BB Resistência elétrica do corpo humano 4322 BB1 BB2 Elevada Normal Nenhuma limitação BB3 Fraca Só devem ser utilizados em princípio cabos uni ou multipolares sem armação condutora Admitese o uso de cabos multipolares providos de armação condutora desde que esta seja ligada ao condutor de proteção do circuito nas duas extremidades BC Contatos de pessoas com o potencial local 4323 BC3 Freqüentes Só devem ser utilizados em princípio cabos sem armação condutora Admitese utilizar cabos multipolares providos de armação condutora desde que esta seja ligada ao condutor de proteção do circuito nas duas extremidades Admitese também o uso de eletrodutos metálicos desde que aterrados nas duas extremidades BD Fuga das pessoas em emergência 4324 BD1 Normal Nenhuma limitação BD2 Longa As linhas elétricas aparentes devem atender a uma das seguintes condições a no caso de linhas constituídas por cabos fixados em paredes ou em tetos ou constituídas por condutos abertos os cabos devem ser resistentes ao fogo sob condições simuladas de incêndio livres de halogênio e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos b no caso de linhas em condutos fechados estes devem ser resistentes ao fogo sob condições simuladas de incêndio livres de halogênios e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos NBR 140392003 33 Tabela 26 conclusão Código Classificação Seleção e instalação das linhas BE Natureza dos materiais processados ou armazenados 4325 BE1 Riscos desprezíveis Nenhuma limitação BE2 Riscos de incêndio As linhas elétricas aparentes devem atender a uma das seguintes condições a no caso de linhas constituídas por cabos fixados em paredes ou em tetos ou constituídas por condutos abertos os cabos devem ser resistentes ao fogo sob c ondições simuladas de incêndio livres de halogênio e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos b no caso de linhas em condutos fechados estes devem ser resistentes ao fogo sob condições simuladas de incêndio livres de halogênios e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos BE3 Riscos de explosão Linhas protegidas por escolha adequada da maneira de instalar C Construção das edificações CA Materiais de construção 4331 CA1 Não combustíveis Nenhuma limitação CA2 Combustíveis As linhas elétricas aparentes devem atender a uma das seguintes condições a no caso de linhas constituídas por cabos fixados em paredes ou em tetos ou constituídas por condutos abertos os cabos devem ser resistentes ao fogo sob c ondições simuladas de incêndio livres de halogênio e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos b no caso de linhas em condutos fechados estes devem ser resistentes ao fogo sob condições simuladas de incêndio livres de halogênios e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos CB Estrutura das edificações 4332 CB1 Riscos desprezíveis Nenhuma limitação CB2 Propagação de incêndio As linhas elétricas aparentes devem atender a uma das seguintes condições a no caso de linhas constituídas por cabos fixados em paredes ou em tetos ou constituídas por condutos abertos os cabos devem ser resistentes ao fogo sob c ondições simuladas de incêndio livres de halogênio e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos b no caso de linhas em condutos fechados estes devem ser resistentes ao fogo sob condições simuladas de incêndio livres de halogênios e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos CB3 Movimentos Linhas flexíveis ou contendo juntas de dilatação e de expansão CB4 Flexíveis Só podem ser utilizadas linhas flexíveis constituídas por cabos uni ou multipolares flexíveis NBR 140392003 34 625 Capacidades de condução de corrente As prescrições desta subseção são destinadas a garantir uma vida satisfatória aos cabos elétricos submetidos aos efeitos térmicos produzidos pela circulação de correntes de valores iguais às capacidades de condução de corrente respectivas durante períodos prolongados em serviço normal Outras considerações intervêm na determinação da seção dos condutores tais como as prescrições para a proteção contra choques elétricos ver 51 a proteção contra efeitos térmicos ver 52 a proteção contra sobrecorrentes ver 53 a queda de tensão ver 627 bem como as temperaturas limites para os terminais de equipamentos aos quais os condutores sejam ligados 6251 Métodos de referência Os métodos de referência são os métodos de instalação para os quais a capacidade de condução de corrente foi determinada por cálculo São eles A cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e cabos tripolares ao ar livre B cabos unipolares espaçados ao ar livre C cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e cabos tripolares em canaletas fechadas no solo D cabos unipolares espaçados em canaletas fechadas no solo E cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e cabos tripolares em eletroduto ao ar livre F cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e cabos tripolares em banco de dutos ou eletrodutos enterrados no solo G cabos unipolares em banco de dutos ou eletrodutos enterrados e espaçados um cabo por duto ou eletroduto não condutor H cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e cabos tripolares diretamente enterrados I cabos unipolares espaçados diretamente enterrados NOTAS 1 Nos métodos A e B o cabo é instalado com convecção livre sobre isoladores bandejas leitos etc e a distância a qualquer superfície adjacente deve ser de no mínimo 05 vez o diâmetro externo do cabo para cabo unipolar ou no mínimo 03 vez o diâmetro externo do cabo para cabo tripolar sem levar em consideração o efeito da radiação solar direta 2 Nos métodos C e D o cabo é instalado em canaleta fechada com 05 m de largura e 05 m de profundidade e a distância a qual quer superfície adjacente deve ser de no mínimo 05 vez o diâmetro externo do cabo para cabo unipolar ou no mínimo 03 vez o diâme tro externo do cabo para cabo tripolar 3 No método E o cabo é instalado num eletroduto não condutor e a distância a qualquer superfície adjacente deve ser de no míni mo 03 vez o diâmetro externo do eletroduto sem levar em consideração o efeito da radiação solar direta 4 No método F os cabos unipolares são instalados num eletroduto não condutor e os c abos tripolares em eletrodutos não condutores metálico no solo de resistividade térmica de 25 KmW a uma profundidade de 09 m Foi considerado no caso de banco de duto largura de 03 m e altura de 03 m e com resistividade térmica de 12 KmW 5 No método G os cabos unipolares são instalados em eletrodutos não condutores espaçados do duto adjacente em uma vez o diâme tro externo do duto no solo de resistividade térmica de 25 KmW a uma profundidade de 09 m Foi considerado no caso de banco de duto largura de 05 m e altura de 05 m com quatro dutos e com resistividade térmica de 12 KmW 6 No método H o cabo é instalado diretamente no solo de resistividade térmica de 25 KmW a uma profundidade de 09 m 7 No método I o cabo é instalado diretamente no solo de resistividade térmica de 25 KmW a uma profundidade de 09 m e o espaçamento entre os cabos unipolares deve ser no mínimo igual ao diâmetro externo do cabo 8 Na tabela 25 para cada método de instalação é indicado o método de referência correspondente utilizado para a obtenção da c apacidade de condução de corrente 6252 Generalidades 62521 A corrente transportada por qualquer condutor durante períodos prolongados em funcionamento normal deve ser tal que a temperatura máxima para serviço contínuo dada na tabela 27 não seja ultrapassada A capacidade de condução de corrente deve estar de acordo com 62522 ou determinada de acordo com 62523 NBR 140392003 35 Tabela 27 Temperaturas características dos condutores Tipo de isolação Temperatura máxima para serviço contínuo condutor C Temperatura limite de sobrecarga condutor C Temperatura limite de curtocircuito condutor C Cloreto de polivinila PVC Polietileno PE Borracha etileno propileno EPR Polietileno reticulado XLPE Borracha etileno propileno EPR 105 70 70 90 90 105 100 100 130 130 140 160 160 250 250 250 62522 A prescrição de 62521 é considerada atendida se a corrente nos cabos não for superior às capacidades de condução de corrente adequadamente escolhidas nas tabelas 28 29 30 e 31 afetadas se for o caso dos fatores de correção dados nas tabelas 32 a 38 NOTAS 1 As tabelas 28 29 30 e 31 dão as capacidades de condução de corrente para os métodos de referência A B C D E F G H e I descritos em 62512 aplicáveis aos diversos tipos de linhas conforme indicado na tabela 25 2 As capacidades de condução de corrente dadas nas tabelas 28 29 30 e 31 referemse ao funcionamento contínuo em regime permanente fator de carga 100 em corrente contínua ou em corrente alternada com freqüência de 50 Hz ou 60 Hz 3 As capacidades de condução de corrente em canaletas colunas C e D das tabelas de 28 a 31 foram calculadas para condições de instalação préfixadas exemplo dimensões das canaletas agrupamento dos cabos etc A alteração de uma ou mais dessas condições de instalação implica uma variação na temperatura no interior da canaleta diferente da utilizada no cálculo dos valores Dessa forma recomendase consultar o fabricante de cabos caso seja necessário o cálculo dos fatores de correção para este tipo de instalação 62523 Os valores adequados de capacidades de condução de corrente podem ser calculados como indicado na NBR 11301 Em cada caso podese levar em consideração as características da carga e para os cabos enterrados a resistividade térmica real do solo 6253 Temperatura ambiente 62531 O valor da temperatura ambiente a utilizar é o da temperatura do meio circundante quando o cabo ou o condutor considerado não estiver carregado 62532 Quando o valor da capacidade de condução de corrente for escolhido utilizando as tabelas 28 a 31 as temperaturas ambientes de referência são as seguintes a para cabos enterrados diretamente no solo ou em eletrodutos enterrados 20C b para as demais maneiras de instalar 30C 62533 Quando forem utilizadas as tabelas 28 a 31 e a temperatura ambiente no local em que devem ser instalados os cabos diferir das temperaturas de referência os fatores de correção especificados na tabela 32 devem ser aplicados aos valores de capacidade de condução de corrente das tabelas 28 a 31 62534 Os fatores de correção da tabela 32 não consideram o aumento de temperatura devido à radiação solar ou a outras radiações infravermelhas Quando os cabos forem submetidos a tais radiações as capacidades de condução de corrente devem ser calculadas pelos métodos especificados na NBR 11301 6254 Resistividade térmica do solo 62541 As capacidades de condução de corrente das tabelas 28 a 31 para os cabos enterrados correspondem a uma resistividade térmica do solo de 25 KmW 62542 Em locais onde a resistividade térmica do solo for superior a 25 KmW caso típico de solos secos deve ser feita uma redução adequada nos valores de capacidade de condução de corrente a menos que o solo na vizinhança imediata dos cabos seja substituído por terra mais apropriada A tabela 33 fornece os fatores de correção para resistividades térmicas do solo diferentes de 25 KmW 6255 Agrupamento de circuitos 62551 Os fatores de correção especificados nas tabelas 34 a 38 são aplicáveis a grupos de cabos unipolares ou cabos multipolares com a mesma temperatura máxima para serviço contínuo Para grupos contendo cabos com diferentes temperaturas máximas para serviço contínuo a capacidade de condução de corrente de todos os cabos do grupo deve ser baseada na menor das temperaturas máximas para serviço contínuo de qualquer cabo do grupo afetada do fator de correção adequado 62552 Se devido a condições de funcionamento conhecidas um circuito ou cabo multipolar for previsto para conduzir não mais do que 30 da capacidade de condução de corrente de seus condutores já afetada pelo fator de correção aplicável o circuito ou cabo multipolar pode ser omitido para efeito da obtenção do fator de correção do restante do grupo NBR 140392003 36 6256 Condutores em paralelo Quando dois ou mais condutores são ligados em paralelo na mesma fase ou polaridade devem ser tomadas medidas para garantir que a corrente se divida igualmente entre eles 6257 Variações das condições de instalação num percurso Quando os condutores e cabos são instalados num percurso ao longo do qual as condições de resfriamento dissipação de calor variam as capacidades de condução de corrente devem ser determinadas para a parte do percurso que apresenta as condições mais desfavoráveis Tabela 28 Capacidades de condução de corrente em ampères para os métodos de referência A B C D E F G H e I cabos unipolares e multipolares condutor de cobre isolação de XLPE e EPR temperatura de 90C no condutor temperaturas 30C ambiente 20C solo Métodos de instalação definidos na tabela 25 Seção mm2 A B C D E F G H I 10 87 105 80 92 67 55 63 65 78 16 114 137 104 120 87 70 81 84 99 25 150 181 135 156 112 90 104 107 126 35 183 221 164 189 136 108 124 128 150 50 221 267 196 226 162 127 147 150 176 70 275 333 243 279 200 154 178 183 212 95 337 407 294 336 243 184 213 218 250 120 390 470 338 384 278 209 241 247 281 150 445 536 382 433 315 234 270 276 311 185 510 613 435 491 357 263 304 311 347 240 602 721 509 569 419 303 351 358 395 300 687 824 575 643 474 340 394 402 437 400 796 959 658 734 543 382 447 453 489 500 907 1100 741 829 613 426 502 506 542 630 1027 1258 829 932 686 472 561 562 598 800 1148 1411 916 1031 761 517 623 617 655 Tensão nominal menor ou igual a 8715 kV 1000 1265 1571 996 1126 828 555 678 666 706 16 118 137 107 120 91 72 83 84 98 25 154 179 138 155 117 92 106 108 125 35 186 217 166 187 139 109 126 128 149 50 225 259 199 221 166 128 148 151 175 70 279 323 245 273 205 156 181 184 211 95 341 394 297 329 247 186 215 219 250 120 393 454 340 375 283 211 244 248 281 150 448 516 385 423 320 236 273 278 311 185 513 595 437 482 363 265 307 312 347 240 604 702 510 560 425 306 355 360 395 300 690 802 578 633 481 342 398 404 439 400 800 933 661 723 550 386 452 457 491 500 912 1070 746 817 622 431 507 511 544 630 1032 1225 836 920 698 477 568 568 602 800 1158 1361 927 1013 780 525 632 628 660 Tensão nominal maior que 8715 kV 1000 1275 1516 1009 1108 849 565 688 680 712 NBR 140392003 37 Tabela 29 Capacidades de condução de corrente em ampères para os métodos de referência A B C D E F G H e I cabos unipolares e multipolares condutor de alumínio isolação de XLPE e EPR temperatura de 90C no condutor temperaturas 30C ambiente 20C solo Métodos de instalação definidos na tabela 26 Seção mm2 A B C D E F G H I 10 67 81 61 71 51 42 49 50 60 16 88 106 80 93 67 55 63 65 77 25 116 140 105 121 87 70 81 83 98 35 142 172 127 147 105 83 96 99 117 50 171 208 152 176 126 98 114 117 137 70 214 259 188 217 156 120 139 142 166 95 262 317 228 262 188 143 166 169 197 120 303 367 263 300 216 163 189 192 222 150 346 418 297 338 245 182 211 215 246 185 398 480 339 385 279 205 239 243 276 240 472 566 398 448 328 238 277 281 316 300 541 649 453 508 373 267 312 316 352 400 635 763 525 586 433 305 357 361 398 500 735 885 601 669 496 345 406 409 447 630 848 1026 685 763 566 388 461 462 501 800 965 1167 770 856 640 432 519 517 556 Tensão nominal menor ou igual a 8715 kV 1000 1083 1324 853 953 709 473 576 568 610 16 91 106 82 93 70 56 64 65 76 25 119 139 107 121 91 71 82 83 97 35 144 169 129 145 108 84 98 99 116 50 174 201 154 172 129 100 115 117 137 70 217 251 190 212 159 121 141 143 166 95 264 306 230 256 192 145 168 170 196 120 306 354 264 293 220 164 191 193 221 150 348 402 299 330 248 183 213 216 246 185 400 465 341 377 283 207 241 244 276 240 472 550 399 440 333 239 280 282 316 300 541 630 454 498 378 269 315 317 352 400 634 740 525 575 437 306 361 363 399 500 733 858 601 657 501 347 410 412 448 630 845 994 686 750 572 391 465 465 502 800 961 1119 774 837 649 437 526 522 559 Tensão nominal maior que 8715 kV 1000 1081 1270 858 934 722 479 584 576 614 NBR 140392003 38 Tabela 30 Capacidades de condução de corrente em ampères para os métodos de referência A B C D E F G H e I cabos unipolares e multipolares condutor de cobre isolação de EPR temperatura de 105C no condutor temperaturas 30C ambiente 20C solo Métodos de instalação definidos na tabela 25 Seção mm2 A B C D E F G H I 10 97 116 88 102 75 60 68 70 84 16 127 152 115 133 97 76 88 90 107 25 167 201 150 173 126 98 112 115 136 35 204 245 182 209 153 117 134 137 162 50 246 297 218 250 183 138 158 162 190 70 307 370 269 308 225 168 192 197 229 95 376 453 327 372 273 200 229 235 270 120 435 523 375 425 313 227 260 266 303 150 496 596 424 479 354 254 291 298 336 185 568 683 482 543 403 286 328 335 375 240 672 802 564 630 472 330 379 387 427 300 767 918 639 712 535 369 426 434 473 400 890 1070 731 814 613 416 483 490 529 500 1015 1229 825 920 693 465 543 548 588 630 1151 1408 924 1035 777 515 609 609 650 800 1289 1580 1022 1146 863 565 676 671 712 Tensão nominal menor ou igual a 8715 kV 1000 1421 1762 1112 1253 940 608 738 725 769 16 131 151 118 132 102 78 90 91 106 25 171 199 153 171 131 100 114 116 135 35 207 240 184 206 156 118 136 138 161 50 250 286 220 244 187 139 160 163 189 70 b 357 272 301 230 169 195 198 228 95 379 436 329 362 278 202 232 236 269 120 438 503 377 414 319 229 263 267 303 150 498 572 426 467 360 256 294 299 336 185 571 660 484 532 409 288 331 337 375 240 672 779 565 619 479 332 383 389 427 300 768 891 641 699 542 372 430 436 475 400 891 1037 734 800 621 420 488 493 531 500 1018 1192 829 905 703 469 549 553 590 630 1155 1367 930 1020 790 521 616 616 653 800 1297 1518 1033 1124 882 574 686 682 718 Tensão nominal maior que 8715 kV 1000 1430 1694 1125 1231 961 619 748 739 775 NBR 140392003 39 Tabela 31 Capacidades de condução de corrente em ampères para os métodos de referência A B C D E F G H e I cabos unipolares e multipolares condutor de alumínio isolação de EPR temperatura de 90C no condutor temperaturas 30C ambiente 20C solo Métodos de instalação definidos na tabela 25 Seção mm2 A B C D E F G H I 10 75 89 68 79 58 51 53 54 64 16 98 118 89 103 75 66 68 70 83 25 129 156 116 134 98 85 87 89 106 35 158 190 141 162 118 102 104 106 126 50 191 231 169 194 141 121 123 126 148 70 239 288 209 240 175 147 150 153 179 95 292 352 253 289 212 177 179 182 212 120 338 408 291 331 243 201 203 207 239 150 385 464 329 374 275 226 227 231 266 185 443 534 376 425 314 256 257 261 298 240 525 629 441 495 370 298 298 303 341 300 603 722 502 561 421 337 336 341 381 400 708 850 582 648 488 387 386 389 430 500 820 986 666 740 560 440 439 442 483 630 947 1145 760 844 639 499 498 499 542 800 1079 1302 856 948 723 560 562 559 603 Tensão nominal menor ou igual a 8715 kV 1000 1213 1480 950 1057 803 618 624 616 663 16 101 117 91 102 79 68 69 70 82 25 133 154 118 133 102 87 89 90 105 35 160 186 143 160 121 103 105 107 125 50 194 222 171 189 145 123 124 126 147 70 241 278 211 234 179 150 152 154 178 95 294 339 255 282 216 179 181 183 211 120 340 391 293 323 247 204 205 208 239 150 387 445 330 363 279 229 230 232 265 185 444 516 377 416 318 259 260 262 298 240 524 610 441 485 374 302 302 304 341 300 601 699 501 550 425 340 340 342 381 400 705 822 581 635 493 390 389 391 431 500 815 953 665 726 565 444 443 444 484 630 941 1106 760 829 646 504 503 503 543 800 1070 1244 857 926 733 568 569 565 606 Tensão nominal maior que 8715 kV 1000 1205 1414 953 1034 815 628 632 624 666 NBR 140392003 40 Tabela 32 Fatores de correção para temperaturas ambientes diferentes de 30C para linhas não subterrâneas e de 20C temperatura do solo para linhas subterrâneas Temperatura Isolação C EPR ou XLPE EPR 105 Ambiente 10 15 20 25 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 Do solo 115 112 108 104 096 091 087 082 076 071 065 058 050 041 113 110 106 103 097 093 089 086 082 077 073 068 063 058 10 15 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 107 104 096 093 089 085 080 076 071 065 060 053 046 038 106 103 097 094 091 087 084 080 076 072 068 064 059 054 Tabela 33 Fatores de correção para cabos contidos em eletrodutos enterrados no solo ou diretamente enterrados com resistividades térmicas diferentes de 25 KmW a serem aplicados às capacidades de condução de corrente do método de referência F G H e I Resistividade térmica KmW 1 15 2 3 Fator de correção métodos F e G 125 115 107 094 Fator de correção métodos H e I 146 124 110 092 NOTAS 1 Os fatores de correção dados são valores médios para as seções nominais incluídas nas tabelas 28 29 30 e 31 com uma dispersão geralmente inferior a 5 2 Os fatores de correção são aplicáveis a cabos em eletrodutos enterrados ou diretamente enterrados a uma profundidade de até 09 m 3 Fatores de correção para resistividades térmicas diferentes podem ser calculados pelos métodos dados na NBR 11301 NBR 140392003 41 Tabela 34 Fatores de correção para cabos unipolares em plano espaçados ao ar livre a serem aplicados às capacidades de condução de corrente do método de referência B Número de ternas Agrupamento de cabos em sistemas trifásicos instalados em ambientes abertos e ventilados Estes valores são válidos desde que os cabos mantenham as disposições de instalação propostas 1 2 3 Número de bandejas Fator de correção fa 1 100 097 096 2 097 094 093 3 096 093 092 Instalação em bandejas 6 094 091 090 Instalação vertical 094 091 089 Casos onde não há necessidade de correção No caso de instalações em plano aumentandose a distância entre os cabos reduzse o aquecimento mútuo Entretanto simultaneamente aumentamse as perdas nas blindagens metálicas Por isso tornase impossível dar indicação sobre disposições para as quais não há necessidade de fator de correção NOTAS 1 Esses fatores são aplicáveis a grupos de cabos uniformemente carregados 2 Os valores indicados são médios para a faixa usual de seções nominais com dispersão geralmente inferior a 5 626 Correntes de curtocircuito 6261 Correntes de curtocircuito nos condutores Os valores máximos das correntes de curtocircuito que podem percorrer os condutores dos cabos devem ser indicados pelos fabricantes 6262 Correntes de curtocircuito na blindagem metálica do cabo Os valores máximos das correntes de curtocircuito que podem percorrer as blindagens metálicas dos cabos devem ser indicados pelos fabricantes 627 Quedas de tensão NOTA Para o cálculo da queda de tensão num circuito deve ser utiliz ada a corrente de projeto do circuito calculada a partir das prescrições de 421 6271 A queda de tensão entre a origem de uma instalação e qualquer ponto de utilização deve ser menor ou igual a 5 6272 Quedas de tensão maiores que as indicadas um 6271 são permitidas para equipamentos com corrente de partida elevada durante o período de partida desde que dentro dos limites permitidos em suas normas respectivas 2 cm d d 30 cm 30 cm d d 2 cm NBR 140392003 42 Tabela 35 Fatores de correção para cabos unipolares em trifólio ao ar livre a serem aplicados às capacidades de condução de corrente do método de referência A Número de ternas Agrupamento de cabos em sistemas trifásicos instalados em ambientes abertos e ventilados Estes valores são válidos desde que os cabos mantenham as disposições de instalação propostas 1 2 3 Número de bandejas Fator de correção fa 1 100 098 096 2 100 095 093 3 100 094 092 Instalação em bandejas 6 100 093 090 Instalação vertical 100 093 090 Casos onde não há necessidade de correção Número qualquer de ternas NOTAS 1 Esses fatores são aplicáveis a grupos de cabos uniformemente carregados 2 Os valores indicados são médios para a faixa usual de seções nominais com dispersão geralmente inferior a 5 2 cm 4d 2d 2d 4 d 2 cm 2 cm 2d 2d 2 cm 30 cm 30 cm 2 d 2d NBR 140392003 43 Tabela 36 Fatores de correção para cabos tripolares ao ar livre a serem aplicados às capacidades de condução de corrente do método de referência A Número de cabos Agrupamento de cabos em sistemas trifásicos instalados em ambientes abertos e ventilados Estes valores são válidos desde que os cabos mantenham as disposições de instalação propostas 1 2 3 6 9 Número de bandejas Fator de correção fa 1 100 098 096 093 092 2 100 095 093 090 089 3 100 094 092 089 088 Instalação em bandejas 6 100 093 090 087 086 Instalação vertical 100 100 090 087 087 Casos onde não há necessidade de correção Número qualquer de cabos NOTAS 1 Esses fatores são aplicáveis a grupos de cabos uniformemente carregados 2 Os valores indicados são médios para a faixa usual de seções nominais com dispersão geralmente inferior a 5 628 Conexões 6281 As conexões de condutores entre si e com equipamentos devem ser adequadas aos materiais dos condutores ou dos terminais dos equipamentos e instaladas e utilizadas de modo adequado 6282 As conexões devem estar em condições de suportar os esforços provocados por correntes de valores iguais às capacidades de condução de corrente e por correntes de curtocircuito determinadas pelas características dos dispositivos de proteção Por outro lado as conexões não devem sofrer modificações inadmissíveis em decorrência de seu aquecimento do envelhecimento dos isolantes e das vibrações que ocorrem em serviço normal Em particular devem ser consideradas as influências da dilatação térmica e das tensões eletroquímicas que variam de metal para metal bem como as influências das temperaturas que afetam a resistência mecânica dos materiais 6283 Devem ser tomadas precauções para evitar que partes metálicas de conexões energizem outras partes metálicas normalmente isoladas de partes vivas 6284 Salvo nos casos de linhas aéreas as conexões de condutores entre si e com equipamentos não devem ser submetidas a qualquer esforço de tração ou de torção 6285 Para as linhas elétricas constituídas por condutos fechados só se admitem conexões contidas em invólucros apropriados tais como caixas quadros etc que garant am a necessária acessibilidade e proteção mecânica 6286 As conexões devem ser realizadas de modo que a pressão de contato independa do material isolante 6287 Quando dispositivos ou equipamentos elétricos forem previstos para serem diretamente ligados a condutores de alumínio estes devem atender aos requisitos das normas de conexões para alumínio 2 cm d d 30 cm 30 cm 2 cm 2 cm 2 d d 2d d 2 cm d d NBR 140392003 44 Tabela 37 Fatores de correção para cabos unipolares e cabos tripolares em banco de dutos a serem aplicados às capacidades de condução de corrente dos métodos de referência F e G Multiplicar pelos valores do método de referência G um cabo unipolar por duto Até seção 95 mm2 inclusive 100 090 082 Acima de 95 mm2 100 087 077 Multiplicar pelos valores do método de referência F três cabos unipolares em trifólio por duto Até seção 95 mm2 inclusive 091 085 079 Acima de 95 mm2 088 081 073 Multiplicar pelos valores do método de referência F 1 cabo tripolar por duto Até seção 95 mm2 inclusive 091 085 079 Acima de 95 mm2 088 081 073 NOTAS 1 Os valores indicados são aplicáveis para uma resistividade térmica do solo de 09 KmW São valores médios para as mesmas dimensões dos cabos utilizados nas colunas F e G das tabelas 28 a 31 Os valores médios arredondados podem apresentar erros de 10 em certos casos Se forem necessários valores mais precisos ou para outras configurações devese recorrer à NBR 11301 2 Dimensões a 76 cm b 48 cm c 20 cm d 68 cm 6288 As conexões para alumínio com aperto por meio de parafuso devem ser instaladas de forma a garantir pressão adequada sobre o condutor de alumínio Esta pressão é assegurada pelo uso de torque controlado durante o aperto do parafuso O torque adequado deve ser fornecido pelo fabricante do conector ou do equipamento que possua os conectores 6289 As conexões prensadas devem ser realizadas por meio de ferramentas adequadas para o tipo de tamanho de conector utilizado de acordo com as recomendações do fabricante do conector 62810 Em condutores de alumínio somente são admitidas emendas por meio de conectores por compressão ou solda adequada 62811 A conexão entre cobre e alumínio somente deve ser realizada por meio de conectores adequados a este fim 62812 Em locais sujeitos às condições de influências externas AD2 AD3 e AD4 todos os componentes de uma conexão devem ser protegidos contra corrosões provocadas pela presença de água eou umidade a a a a b d b b c c c c a b b c c b b c c b b c c b b c c a b b c c b b c a c a d c c d a NBR 140392003 45 Tabela 38 Fatores de correção para cabos unipolares e cabos tripolares em banco de dutos a serem aplicados às capacidades de condução de corrente dos métodos de referência H e I Multiplicar pelos valores do método de referência I cabos unipolares espaçados diretamente enterrados Até seção 95 mm2 inclusive 100 087 080 Acima de 95 mm2 100 085 078 Multiplicar pelos valores do método de referência H cabos unipolares em trifólio diretamente enterrados Até seção 95 mm2 inclusive 086 079 071 Acima de 95 mm2 083 076 067 Multiplicar pelos valores do método de referência H cabo tripolar diretamente enterrado Até seção 95 mm2 inclusive 086 079 071 Acima de 95 mm2 083 076 067 NOTAS 1 Os valores indicados são aplicáveis para uma resistividade térmica do solo de 25 KmW São valores médios para as mesmas dimensões dos cabos utilizados nas colunas H e I das tabelas 28 a 31 Os valores médios arredondados podem apresentar erros de 10 em certos casos Se forem necessários valores mais precisos ou para outras configurações devese recorrer à NBR 11301 2 Dimensões para todas as configurações da tabela 38 629 Condições gerais de instalação 6291 Proteção contra influências externas A proteção contra influências externas conferida pela maneira de instalar deve ser assegurada de maneira contínua 6292 Extremidades Nas extremidades das linhas elétricas e especialmente nos locais de penetração nos equipamentos a proteção deve ser conseguida de maneira contínua e se necessário deve ser assegurada a estanqueidade 6293 Travessias de paredes Nas travessias de paredes as linhas elétricas devem ser providas de proteção mecânica adequada 6294 Vizinhança 62941 Nos casos de vizinhança entre linhas elétricas e canalizações não elétricas as linhas e as canalizações devem ser dispostas de forma a manter entre suas superfícies externas uma distância tal que toda intervenção em uma instalação não arrisque danificar as outras Na prática uma distância de 20 cm é considerada como suficiente Esta regra não se aplica às linhas e canalizações embutidas 62942 Na vizinhança de canalizações de calefação de ar quente ou de dutos de exaustão de fumaça as linhas elétricas não devem correr o risco de serem levadas a uma temperatura prejudicial e por conseguinte devem ser mantidas a uma distância suficiente ou ser separadas daquelas canalizações por anteparos adequados 62943 As linhas elétricas não devem utilizar dutos de exaustão de fumaça ou de ventilação 90cm 20cm 20cm NBR 140392003 46 62944 As linhas elétricas não devem ser colocadas paralelamente abaixo de canalizações que possam gerar condensações tais como tubulações de água de vapor de gás etc a menos que sejam tomadas precauções para proteger as linhas elétricas dos efeitos dessas condensações 62945 As linhas elétricas não devem utilizar as mesmas canaletas ou poços que as canalizações não elétricas exceto se as seguintes condições forem simultaneamente atendidas a a proteção contra contatos indiretos for assegurada conforme as prescrições de 512 considerandose as canalizações metálicas não elétricas como elementos condutores b as linhas elétricas forem completamente protegidas contra perigos que possam resultar da presença de outras instalações 6295 Vizinhança com outras linhas elétricas As linhas elétricas de diferentes tensões nominais não devem ser colocadas nas mesmas canaletas ou poços a menos que sejam tomadas precauções adequadas para evitar que em caso de falta os circuitos de menores tensões nominais sejam submetidos a sobretensões 6296 Barreiras cortafogo 62961 Nas travessias de pisos e paredes por linhas elétricas devem ser tomadas precauções adequadas para evitar a propagação de um incêndio 62962 Nos espaços de construção e nas galerias devem ser tomadas precauções adequadas para evitar a propagação de um incêndio 6210 Instalações de cabos 62101 Os cabos multipolares só devem conter os condutores de um e apenas um circuito e se for o caso o condutor de proteção respectivo 62102 Os condutos fechados podem conter condutores de mais de um circuito quando as três condições seguintes forem simultaneamente atendidas a os circuitos pertencerem à mesma instalação isto é se originarem do mesmo dispositivo geral de manobra e proteção sem a interposição de equipamentos que transformem a corrente elétrica b as seções nominais dos condutores fase estiverem contidas dentro de um intervalo de três valores normalizados sucessivos c os cabos tiverem a mesma temperatura máxima para serviço contínuo 62103 Os cabos unipolares pertencentes a um mesmo circuito devem ser instalados na proximidade imediata uns dos outros Essa regra aplicase igualmente ao condutor de pr oteção correspondente 62104 Não é permitida a instalação de um único cabo unipolar no interior de um conduto fechado de material condutor 62105 Quando vários cabos forem reunidos em paralelo eles devem ser reunidos em tantos grupos quantos forem os cabos em paralelo com cada grupo contendo um cabo de cada fase ou polaridade Os cabos de cada grupo devem estar instalados na proximidade imediata uns dos outros NOTA Em particular no caso de condutos fechados de material condutor todos os condutores vivos de um mesmo circuito devem estar contidos em um mesmo conduto 62106 Devem ser ligadas à terra as blindagens eou capas metálicas dos cabos em uma das extremidades A segunda extremidade pode ser aterrada NOTA A segunda extremidade pode ser aterrada desde que a transferência de potencial e a corrente que circula pela blindagem estejam dentro de limites aceitáveis São exemplos de situações onde isto ocorre a em alimentadores longos onde a força eletromotriz induzida na blindagem ou capa metálica quando aterrada em uma só extremidade pode atingir um valor perigoso para as pessoas ou mesmo causar centelhamento b quando se pretende utilizar as blindagens como caminho de retorno da corrente de falta para a fonte 6211 Prescrições para instalação 62111 Eletrodutos não enterrados 621111 As dimensões internas dos eletrodutos e respectivos acessórios de ligação devem permitir instalar e retirar facilmente os cabos após a instalação dos eletrodutos e acessórios Para isso é necessário que a taxa máxima de ocupação em relação à área da seção transversal dos eletrodutos não seja superior a a 40 no caso de um cabo b 30 no caso de dois ou mais cabos NBR 140392003 47 621112 Em cada trecho de tubulação entre duas caixas entre extremidades ou entre extremidade e caixa podem ser previstas no máximo três curvas de 90 ou seu equivalente até no máximo 270 Em nenhuma hipótese devem ser previstas curvas com deflexão superior a 90 621113 As curvas feitas diretamente nos eletrodutos não devem reduzir efetivamente seu diâmetro interno 621114 Devem ser empregadas caixas de derivação a em todos os pontos de entrada ou saída dos cabos da tubulação exceto nos pontos de transição ou passagem de linhas abertas para linhas em eletrodutos os quais nestes casos devem ser rematados com buchas b em todos os pontos de emenda ou derivação de cabos c para dividir a tubulação em trechos adequados que considerem os esforços de tração aos quais os cabos possam estar sujeitos durante o puxamento 621115 Os cabos devem formar trechos contínuos entre as caixas de derivação as emendas e derivações devem ficar colocadas dentro das caixas Cabos emendados ou cujos componentes tenham sido danificados e recompostos não devem ser enfiados em eletrodutos 621116 Os eletrodutos embutidos em concreto armado devem ser colocados de modo a evitar s ua deformação durante a concretagem devendo ainda ser fechadas as caixas e bocas dos eletrodutos com peças apropriadas para impedir a entrada de argamassas ou nata de concreto durante a concretagem 621117 As junções dos eletrodutos embutidos devem ser efetuadas com auxílio de acessórios estanques em relação aos materiais de construção 621118 Os eletrodutos só devem ser cortados perpendicularmente a seu eixo Deve ser retirada toda rebarba suscetível de danificar a isolação dos cabos 621119 Nas juntas de dilatação os eletrodutos rígidos devem ser secionados devendo ser mantidas as características necessárias à sua utilização por exemplo no caso de eletrodutos metálicos a continuidade elétrica deve ser sempre mantida 6211110 Quando necessário os eletrodutos rígidos isolantes devem ser providos de juntas de expansão para compensar as variações térmicas 6211111 Os cabos somente devem ser enfiados depois de estar completamente terminada a rede de eletrodutos e concluídos todos os serviços de construção que os possam danificar O puxamento só deve ser iniciado após a tubulação estar perfeitamente limpa 6211112 Para facilitar a enfiação dos cabos podem ser utilizados a guias de puxamento que entretanto só devem ser introduzidos no momento do puxamento dos cabos e não durante a execução das tubulações b talco parafina ou outros lubrificantes que não prejudiquem a integridade do cabo 6211113 Somente são admitidos em instalação aparente eletrodutos que não propaguem a chama 6211114 Somente são admitidos em instalação embutida os eletrodutos que suportem os esforços de deformação característicos do tipo de construção utilizado 6211115 Em instalação embutida os eletrodutos que possam propagar a chama devem ser totalmente envolvidos por materiais incombustíveis 62112 Ao ar livre cabos em bandejas leitos prateleiras e suportes 621121 Os meios de fixação as bandejas leitos prateleiras ou suportes devem ser escolhidos e dispostos de maneira a não poder trazer prejuízo aos cabos Eles devem possuir propriedades que lhes permitam suportar sem danos as influências externas a que são submetidos 621122 Nos percursos verticais deve ser assegurado que os esforços de tração exercidos pelo peso dos cabos não conduzam a deformações ou rupturas dos condutores Tais esforços de tração não devem ser exercidos sobre as conexões 621123 Nas bandejas leitos e prateleiras os cabos devem ser dispostos preferencialment e em uma única camada 62113 Canaletas As canaletas instaladas no solo são classificadas sob o ponto de vista das influências externas presença de água como AD4 conforme tabela 3 NBR 140392003 48 62114 Linhas elétricas enterradas 621141 Em instalações com cabos diretamente enterrados somente são admitidos a cabos unipolares ou multipolares providos de armação ou b cabos unipolares ou multipolares sem armação porém com proteção mecânica adicional provida pelo método construtivo adotado 621142 Os cabos devem ser protegidos contra as deteriorações causadas por movimentação de terra contato com corpos duros choque de ferramentas em caso de escavações bem como contra umidade e ações químicas causadas pelos elementos do solo 621143 Como prevenção contra os efeitos de movimentação de terra os cabos devem ser instalados em terreno normal pelo menos a 090 m da superfície do solo Essa profundidade deve ser aumentada para 120 m na travessia de vias acessíveis a veículos e numa zona de 050 m de largura de um lado e de outro dessas vias Essas profundidades podem ser reduzidas em terreno rochoso ou quando os cabos estiverem protegidos por exemplo por eletrodutos que suportem sem danos as influências externas a que possam ser submetidos 621144 Quando uma linha enterrada cruzar com uma outra linha elétrica enterrada elas devem em princípio encontrar se a uma distância mínima de 020 m 621145 Quando uma linha elétrica enterrada estiver ao longo ou cruzar com condutos de instalações não elétricas uma distância mínima de 020 m deve existir entre seus pontos mais próximos Em particular no caso de linhas de telecomunicações que estejam paralelas às linhas de média tensão deve ser mantida uma distância mínima de 050 m 621146 Qualquer linha enterrada deve ser continuamente sinalizada por um elemento de advertência por exemplo fita colorida não sujeito à deterioração situado no mínimo a 010 m acima dela 621147 As emendas e derivações devem ser feitas de modo a assegurar a continuidade das características elétricas e mecânicas dos cabos As emendas e derivações dos cabos instalados em eletrodutos devem localizarse em poços de inspeção 621148 Os poços de inspeção devem ser construídos em alvenaria ou material equivalente ter resistência e drenagens adequadas e dispor de tampa superior resistente à carga a que pode ser submetida Os poços com mais de 060 m de profundidade devem permitir o ingresso de uma pessoa Para isso devem ter dimensões mínimas tais que seja possível inscreverse na parte inferior livre para circulação um círculo de diâmetro mínimo de 080 m O tampão de entrada deve ser circular com diâmetro mínimo de 060 m Na parte interna o poço deve dispor de degraus espaçados em 030 m O piso do poço deve situarse 030 m abaixo da parte inferior do eletroduto de nível mais baixo Os poços devem ter dispositivo para facilitar a drenagem 621149 O raio de curvatura mínimo dos cabos deve obedecer à NBR 9511 6211410 Os cabos com armação podem ser enterrados diretamente no solo 6211411 Os cabos não armados somente podem ser instalados devidamente protegidos por eletrodutos salvo quando fabricados especialmente para instalação direta no solo Quando instalados em canaletas abertas são considerados como instalação ao ar livre 6211412 Em caso de utilização de eletrodutos de material condutor todos os condutores vivos devem passar pelo mesmo eletroduto As dimensões internas dos eletrodutos e respectivos acessórios de ligação devem permitir instalar e retirar facilmente os cabos após a instalação dos eletrodutos e acessórios Para isso é necessário que a taxa máxima de ocupação em relação à área da seção transversal dos eletrodutos não seja superior a a 40 no caso de um cabo b 30 no caso de dois ou mais cabos As linhas de eletrodutos devem ter declividade adequada para facilitar o escoamento das águas de infiltração sendo no mínimo de 1 Entre dois poços de inspeção consecutivos é permitida uma única curva em qualquer plano não superior a 45 62115 Linhas aéreas 621151 Condições mecânicas É permitido o emprego de condutores nus sendo necessária a utilização nas proximidades de árvores de condutores com proteção adequada ao contato acidental com a árvore O condutor de proteção pode ser nu em qualquer condição As emendas dos condutores devem ser executadas de modo a assegurar o perfeit o e permanente contato elétrico e a continuidade das características mecânicas do condutor não devendo ser feitas sobre os isoladores NBR 140392003 49 Sempre que houver esforços resultantes não suportáveis pelos pinos provenientes de pontos finais ângulos esforços desbalanceados etc devem ser usados isoladores e ferr agens com características adequadas para as solicitações mecânicas de acordo com as NBR 5433 e NBR 5434 As junções entre condutores de materiais diferentes devem ser feitas exclusivamente com conectores apropriados que não possibilitem a corrosão A solicitação mecânica máxima dos condutores deve estar de acordo com as NBR 5433 e NBR 5434 O pino deve suportar o peso do condutor a pressão do vento sobre este e os esforços mecânicos do condutor quando em ângulo ou em tangente As cruzetas podem ser de concreto armado conforme NBR 8453 madeira adequada e tratada contra apodrecimento conforme NBR 8458 ou de aço zincado conforme acordo entre as partes Os acessórios de fixação das cruzetas quando de aço devem ser zincados As cruzetas e os acessórios de fixação devem ser dimensionados para resistir à resultante dos esforços mecânicos provenientes dos condutores No caso de pontos de deflexão deve ser considerado ainda o desequilíbrio mais desfavorável da ruptura dos condutores No caso de pontos de amarração deve ser considerado o desequilíbrio resultante de ruptura de linhas na situação mais desfavorável Os postes ou torres para suporte de linhas aéreas devem ser calculados de modo a resistirem à resultante de todos os esforços das linhas pressão de vento e esforços provenientes de montagem No caso de pontos de deflexão deve ser considerado ainda o desequilíbrio mais desfavorável resultante da ruptura dos condutores No caso de pontos de amarração deve ser considerado o desequilíbrio resultante da ruptura de linhas na situação mais desfavorável Os postes podem ser de concreto armado conforme NBR 8451 de madeira adequadamente tratada conforme NBR 8456 ou de aço perfilado ou tubular conforme acordo entre as partes 621152 Disposição dos condutores Quando forem instalados diversos circuitos de tensões diferentes eles devem ser dispostos em ordem decrescente de suas tensões a partir da parte superior do suporte Os circuitos exclusivos para telefonia sinalização e semelhantes devem ser instalados em nível inferior ao dos condutores de energia elétrica de acordo com a NBR 5434 As linhas aéreas quando nas proximidades de linhas de comunicação ou semelhantes devem ser instaladas de modo a evitar tensões induzidas que possam causar distúrbios ou danos aos operadores ou seus usuários 621153 Afastamentos A distância entre condutores de um mesmo circuito ou circuitos diferentes sustentados na mesma estrutura deve obedecer a em plano horizontal aos valores indicados no gráfico da figura 9 b em qualquer outro plano aos valores indicados no gráfico da figura 9 não devendo porém ser inferior a 066 m NBR 140392003 50 NOTA 1 Tensão entre fases Cobre ou alumínio 2 Para os valores de tensão nominal acima de 15 kV os dados acima estão em estudo Figura 9 Separação mínima entre condutores de um mesmo circuito ou circuitos diferentes A distância mínima em qualquer direção entre condutores de um circuito e os condutores de outro circuito ou linhas de comunicação mensageiros e cabos blindados instalados em estruturas diferentes deve ser igual à flecha máxima mais 1 cmkV considerando o circuito de maior tensão Esta separação não deve ser inferior a 120 m A distância vertical mínima entre condutores de um circuito e circuitos de natureza diferentes instalados na mesma estrutura deve estar de acordo com as NBR 5433 e NBR 5434 A distância vertical mínima dos condutores quando em cruzamento instalados em estruturas di ferentes nas condições mais desfavoráveis deve estar de acordo com as NBR 5433 e NBR 5434 A distância vertical mínima dos condutores acima do solo ou trilhos nas condições mais desfavoráveis deve estar de acordo com as NBR 5433 e NBR 5434 A distância mínima de condutores de um circuito a qualquer parte da estrutura de suporte de circuitos diferentes deve ser maior ou igual a 1 m 07 f onde f é a flecha em metros do condutor considerado Quando existirem circuitos instalados em planos horizontais diferentes as flechas dos condutores do plano inferior devem ser iguais ou maiores que as do plano superior A distância vertical mínima de condutores a edificações em locais acessíveis ou não deve ser maior ou igual 240 m A distância horizontal mínima de condutores a edificações em locais acessíveis janelas terraços marquises e sacadas deve ser maior ou igual a 150 m 07 f onde f é a flecha em metros do condutor considerado A distância horizontal mínima de condutores a edificações em locais não acessíveis como paredes e telhados deve ser maior ou igual a 08 m 07 f onde f é a flecha em metros do condutor considerado A distância entre linhas laterais e qualquer ponto de pontes ou estruturas deve ser no mínimo de 5 m em todas as direções devendo no entanto estar de acordo com as NBR 5433 e NBR 5434 NBR 140392003 51 62116 Cabos aéreos isolados Os cabos autosustentados devem ser instalados de forma a obedecer às condições de instalação estabelecidas pelo fabricante Nas instalações de cabos não autosustentados os apoios e suportes do caboguia não podem ter espaçamentos superiores a 40 m salvo especificações contrárias do fabricante As presilhas envolventes ou simples suportes de fixação ou apoio quando de seção retangular não devem apresentar no contato dimensão inferior a 6 do diâmetro do cabo suportado e quando de seção circular seu diâmetro não deve ser inferior a 8 do diâmetro do cabo sendo que em ambos os casos a dimensão mínima deve ser de 3 mm 62117 Barramentos blindados 621171 Definição Os barramentos blindados devem ser utilizados exclusivamente em instalações não embutidas devendo ser previstas as possibilidades de impactos mecânicos e de agressividade do meio ambiente O invólucro deve ser solidamente ligado à terra e ao condutor de proteção em toda sua extensão por meio de condutor contínuo acessível e instalado externamente Quando instalado em altura menor ou igual a 250 m o invólucro não pode ter aberturas ou orifícios Acima desse nível são permitidos invólucros vazados desde que não haja a possibilidade de contato acidental Quando instalado em ambiente sujeito a poeiras ou material em suspensão no ar o invólucro deve ser do tipo hermético 63 Dispositivos de proteção seccionamento e comando 631 Generalidades As prescrições desta subseção complementam as regras comuns de 61 632 Prescrições comuns 6321 Quando um dispositivo seccionar todos os condutores vivos de um circuito com mais de uma fase o seccionamento do condutor neutro deve efetuarse após ou virtualmente ao mesmo tempo em que o dos condutores fase e o condutor neutro deve ser religado antes ou virtualmente ao mesmo tempo que os condutores fase 6322 Em circuitos com mais de uma fase não devem ser inseridos dispositivos unipolares no condutor neutro 6323 Dispositivos que assegurem ao mesmo tempo mais de uma função devem satisfazer todas as prescrições previstas nesta subseção para cada uma das funções 633 Dispositivos de proteção contra sobrecorrentes 6331 Disposições gerais Os disjuntores e as chaves seccionadoras sob carga devem ser operados em uma única tentativa por pessoas advertidas BA4 eou qualificadas BA5 conforme tabela 12 6332 Seleção dos dispositivos de proteção contra sobrecargas Quando aplicável a proteção contra sobrecargas deve ser assegurada por dispositivos que interrompam a corrente quando um condutor ao menos é percorrido por uma corrente de sobrecarga a interrupção intervindo em um tempo suficientemente curto para que os condutores não sejam danificados 6333 Seleção dos dispositivos de proteção contra curtoscircuitos A proteção contra curtoscircuitos deve ser assegurada por dispositivos que interrompam a corrente quando um condutor ao menos é percorrido por uma corrente de curtocircuito a interrupção intervindo em um tempo suficientemente curto para que os condutores não sejam danificados 6334 Natureza dos dispositivos de proteção contra curtoscircuitos Os dispositivos de proteção contra os curtoscircuitos são escolhidos entre os seguintes a fusíveis b disjuntores munidos de disparos associados aos relés 6335 Características dos dispositivos de proteção contra os curtoscircuitos 63351 Um dispositivo que assegura a proteção contra curtoscircuitos deve atender às seguintes condições a sua capacidade de interrupção deve ser no mínimo igual à corrente de curtocircuito presumida no ponto onde este dispositivo é instalado b o tempo de atuação do dispositivo deve ser menor do que o tempo de circulação da corrente de curtocircuito presumida de forma que a temperatura dos condutores atinja um valor menor ou igual aos valores especificados na tabela 27 c o dispositivo de proteção deve atuar para todas as correntes de curtocircuito inclusive para a corrente de curto circuito presumida mínima a qual geralmente corresponde a um curtocircuito bifásico no ponto mais distante da linha elétrica NBR 140392003 52 63352 Em substituição à condição de 63351a admitese a utilização de um dispositivo de proteção possuindo uma capacidade de interrupção menor do que a corrente de curtocircuito presumida no ponto onde ele está instalado desde que ele seja completado por um outro dispositivo que tenha a capacidade de interrupção necessária Se este dispositivo for colocado a montante ele deve se encontrar na proximidade imediata do primeiro dispositivo de pr oteção As características do conjunto formado por esses dois dispositivos devem ser tais que o dispositivo que tenha a menor capacidade de interrupção interrompa as correntes de curtocircuito de intensidade menor do que a sua capacidade de interrupção e que para as correntes de curtocircuito de intensidade superior os tem pos de atuação deste mesmo dispositivo sejam maiores do que os do outro dispositivo 634 Dispositivos de proteção contra mínima tensão e falta de tensão Por ocasião da seleção dos dispositivos de proteção contra mínima tensão e falta de tensão devem ser satisfeitas as prescrições de 55 6341 Os dispositivos de proteção contra mínima tensão e falta de tensão devem ser constituídos por relés de subtensão atuando sobre contatores ou disjuntores e ou por seccionadoras para abertura sob carga equipadas com disparador elétrico de abertura 6342 Os dispositivos de proteção contra mínima tensão e falta de tensão podem ser retardados se o funcionamento do equipamento protegido puder admitir sem inconvenientes uma falta ou mínima tensão de curta duração 6343 A abertura retardada e o restabelecimento dos disposit ivos de proteção não devem em qualquer caso impedir o seccionamento instantâneo devido à atuação de outros dispositivos de comando e proteção 6344 Quando o restabelecimento de um dispositivo de proteção for suscetível de criar uma situação de perigo o restabelecimento não deve ser automático 635 Seletividade entre dispositivos de proteção contra sobrecorrentes Quando dois ou mais dispositivos de proteção forem colocados em série e quando a segurança ou as necessidades de utilização o justificarem suas características de funcionamento devem ser escolhidas de forma a somente seccionar a parte da instalação onde ocorreu a falta 636 Dispositivos de seccionamento e de comando Todo dispositivo de seccionamento ou de comando deve satisfazer às suas respectivas especificações Se um dispositivo for utilizado para mais de uma função ele deve satisfazer às prescrições de cada uma de suas funções NOTA Em certos casos podem ser necessárias prescrições complementares para as funções combinadas 6361 Dispositivos de seccionamento 63611 Os dispositivos de seccionamento devem seccionar efetivamente todos os condutores vivos de alimentação do circuito considerado levandose em conta as disposições de 6321 e 6322 Os equipamentos utilizados para o seccionamento devem satisfazer às prescrições desde a alínea a desta seção até 63615 a a distância de abertura entre os contatos do dispositivo deve ser visível ou ser clara e confiavelmente indicada pela marcação Desligado ou Ligado Tal indicação deve aparecer somente quando a distância de abertura entre os contatos de abertura for atendida em todos os pólos do dispositivo NOTA Essa marcação prescrita pode ser realizada pela utilização dos símbolos O e I indicando respectivamente as posições aberta e fechada b os dispositivos a semicondutores não devem ser utilizados como dispositivos de seccionamento 63612 Os dispositivos de seccionamento devem ser projetados e instalados de modo a impedir qualquer restabelecimento inadvertido NOTA Um tal estabelecimento pode ser provocado por exemplo por choques mecânicos ou por vibrações 63613 Devem ser tomadas precauções para proteger os dispositivos de seccionamento apropriados para abertura sem carga contra aberturas acidentais ou desautorizadas NOTA Isso pode ser conseguido colocandose o dispositivo em um local ou invólucro fechado a chave Uma outra solução seria a de intertravar o dispositivo de seccionamento com outro apropriado para abertura sob carga 63614 O seccionamento deve ser garantido por dispositivo multipolar que secci one todos os pólos da alimentação correspondente NOTA O seccionamento pode por exemplo ser realizado por meio de a seccionadores disjuntores b fusíveis retirada de c barras d terminais especialmente concebidos que não exijam a retirada de condutores e dispositivos de comando contatores NBR 140392003 53 63615 Os dispositivos utilizados para seccionamento devem ser claramente identificados por exemplo por meio de marcas para indicar os circuitos seccionados 63616 A instalação de chaves desligadoras e chaves fusíveis deve ser feita de forma a impedir seu fechamento pela ação da gravidade Quando esta ação atuar no sentido de abertura as chaves desligadoras devem ser providas de dispositivos de travamento 63617 As chaves que não possuem características adequadas para manobra em carga devem ser instaladas com a indicação seguinte colocada de maneira bem visível Esta chave não deve ser manobrada em carga 63618 As chaves desligadoras simples e chaves fusíveis devem ser dispostas de forma que quando abertas as partes móveis não estejam sob tensão 6362 Dispositivos de seccionamento para manutenção mecânica 63621 Os dispositivos de seccionamento para manutenção mecânica devem de preferência ser dispostos no circuito principal de alimentação Quando forem previstos interruptores para essa função eles devem poder seccionar a corrente de plena carga da parte correspondente da instalação NOTA O seccionamento para manutenção mecânica pode por exemplo ser realizado por meio de a interruptores multipolares b disjuntores c dispositivos de comando que possam ser travados na posição aberta atuando sobre os contatores 63622 Os dispositivos de seccionamento para manutenção mecânica ou os respectivos dispositivos de comando devem ser de operação manual A distância de abertura entre os contatos do dispositivo deve ser visível ou ser clara e confiavelmente indicada pela marcação Desligado ou Ligado Tal indicação deve aparecer somente quando a posição Desligado ou Ligado for alcançada em todos os pólos do dispositivo NOTA Essa marcação pode ser realizada pela utilização dos símbolos O e I indicando respectivamente as posições aberta e fechada 63623 Os dispositivos de seccionamento para manutenção mecânica devem ser concebidos eou instalados de modo a impedir qualquer restabelecimento inadvertido NOTA Um tal restabelecimento pode ser provocado por exemplo por choques mecânicos ou por vibrações 63624 Os dispositivos de seccionamento para manutenção mecânica devem ser localizados de modo a serem facilmente identificados e devem ser adequados ao uso previsto 6363 Dispositivos de seccionamento de emergência incluindo parada de emergência 63631 Os dispositivos de seccionamento de emergência devem poder interromper a corrente de plena carga da parte correspondente da instalação 63632 Os dispositivos de seccionamento de emergência podem ser constituídos por a um dispositivo de seccionamento capaz de interromper diretamente a alimentação apropriada b uma combinação de dispositivos desde que acionados por uma única operação que interrompa a alimentação apropriada 63633 Os dispositivos de seccionamento a comando manual devem de preferência ser escolhidos para o seccionamento direto do circuito principal Os disjuntores contatores etc aci onados por comando a distância devem se abrir quando interrompida a alimentação das bobinas ou outras técnicas que apresentem segurança equivalente devem ser utilizadas 63634 Os elementos de comando punhos botoeiras etc dos dispositivos de seccionamento de emergência devem ser claramente identificados de preferência pela cor vermelha contrastando com o fundo amarelo 63635 Os elementos de comando devem ser facilmente acessíveis a partir dos locais onde possa ocorrer um perigo e quando for o caso de qualquer outro local de onde um perigo possa ser eliminado à distância 63636 Os elementos de comando de um dispositivo de seccionamento de emer gência devem poder ser travados na posição aberta do dispositivo a menos que esses elementos e os de reenergização do circuito estejam ambos sob o controle da mesma pessoa 63637 Os dispositivos de seccionamento de emergência inclusive os de parada de emergência devem ser localizados e marcados de modo tal que possam ser facilmente identificados e adequados para o uso previsto 64 Aterramento e condutores de proteção 641 Generalidades 6411 As características e a eficácia dos aterramentos devem satisfazer as prescrições de segurança das pessoas e funcionais da instalação 6412 O valor da resistência de aterramento deve satisfazer as condições de proteção e de funcionamento da instalação elétrica de acordo com o esquema de aterramento utilizado NOTA O arranjo e as dimensões do sistema de aterramento são mais importantes que o próprio valor da resistência de aterramento Entretanto recomendase uma resistência da ordem de grandeza de 10 ohms como forma de reduzir os gradientes de potencial no solo NBR 140392003 54 642 Ligações à terra 6421 Aterramento 64211 A seleção e instalação dos componentes dos aterramentos devem ser tais que a o valor da resistência de aterramento obtida não se modifique consideravelmente ao longo do tempo b resistam às solicitações térmicas termomecânicas e eletromecânicas c sejam adequadamente robustos ou possuam proteção mecânica apropriada para atender às condições de influências externas ver 43 64212 Devem ser tomadas precauções para impedir danos aos eletrodos e a outras partes metálicas por efeitos de eletrólise 64213 Conexões mecânicas embutidas no solo devem ser protegidas contra corrosão através de caixa de inspeção com diâmetro mínimo de 250 mm que permita o manuseio de ferramenta Esta exigência não se aplicaria a conexões entre peças de cobre ou cobreadas com solda exotérmica 64214 Os páraraios de resistência não linear devem ter ligação a terra a mais curta possível na qual devem ser evitados curvas e ângulos pronunciados 6422 Eletrodos de aterramento 64221 O eletrodo de aterramento deve constituir uma malha sob o piso da edifi cação no mínimo um anel circundando o perímetro da edificação A eficiência de qualquer eletrodo de aterramento depende da sua distribuição espacial e das condições locais do solo deve ser selecionado um eletrodo adequado às condições do solo ao valor da resistência de aterramento exigida pelo esquema de aterramento adotado e a tens ão de contato máxima de acordo com 51212 64222 Podem ser utilizados os eletrodos de aterramento convencionais indicados na tabela 39 observandose que a o tipo e a profundidade de instalação dos eletrodos de aterramento devem ser tais que as mudanças nas condições do solo por exemplo secagem não provoquem uma grande variação na resistência do aterramento b o projeto do aterramento deve considerar o possível aumento da resistência de aterramento dos eletrodos devido à corrosão 64223 Podem ser utilizadas como eletrodo de aterramento as fundações da edificação 64224 Não devem ser usados como eletrodo de aterramento canalizações metálicas de fornecimento de água e outros serviços o que não exclui a ligação eqüipotencial Tabela 39 Eletrodos de aterramento convencionais Tipo de eletrodo Dimensões mínimas Observações Tubo de aço zincado 240 m de comprimento e diâmetro nominal de 25 mm Enterramento totalmente vertical Perfil de aço zincado Cantoneira de 20 mm x 20 mm x 3 mm com 240 m de comprimento Enterramento totalmente vertical Haste de aço zincado Diâmetro de 15 mm com 200 m ou 240 m de comprimento Enterramento totalmente vertical Haste de aço revestida de cobre Diâmetro de 15 mm com 200 m ou 240 m de comprimento Enterramento totalmente vertical Haste de cobre Diâmetro de 15 mm com 200 m ou 240 m de comprimento Enterramento totalmente vertical Fita de cobre 50 mm² de seção 2 mm de espessura e 10 m de comprimento Profundidade mínima de 060 m Largura na posição vertical Fita de aço galvanizado 100 mm² de seção 3 mm de espessura e 10 m de comprimento Profundidade mínima de 060 m Largura na posição vertical Cabo de cobre 50 mm² de seção e 10 m de comprimento Profundidade mínima de 060 m Posição horizontal Cabo de aço zincado 95 mm² de seção e 10 m de comprimento Profundidade mínima de 060 m Posição horizontal Cabo de aço cobreado 50 mm² de seção e 10 m de comprimento Profundidade mínima de 060 m Posição horizontal NBR 140392003 55 6423 Condutores de aterramento 64231 Os condutores de aterramento devem atender às prescrições gerais de 643 64232 Quando o condutor de aterramento estiver enterrado no solo sua seção mínima deve estar de acordo com a tabela 40 Tabela 40 Seções mínimas convencionais de condutores de aterramento Protegido mecanicamente Não protegido mecanicamente Protegido contra corrosão De acordo com 6431 Cobre 16 mm² Aço 16 mm² Não protegido contra corrosão Cobre 16 mm² solos ácidos 25 mm² solos alcalinos Aço 50 mm² 64233 Na execução da ligação de um condutor de aterramento a um eletrodo de aterramento devese garantir a continuidade elétrica e a integridade do conjunto 6424 Terminal de aterramento principal 64241 Onde aplicável deve ser instalado um terminal ou barra de aterramento principal e os seguintes condutores devem ser a ele ligados a condutor de aterramento b condutores de proteção principais c condutores de eqüipotencialidade principais d condutor neutro se disponível e condutores de eqüipotencialidade ligados a eletrodos de aterramento de outros sistemas por exemplo SPDA f estrutura da edificação 64242 Quando forem utilizados eletrodos de aterramento convencionais deve ser previsto em local acessível um dispositivo para desligar o condutor de aterramento Tal dispositivo deve ser combinado ao terminal ou barra de aterramento principal de modo a permitir a medição da resistência de aterramento do eletrodo ser somente desmontável com o auxílio de ferramenta ser mecanicamente resistente e garantir a continuidade elétrica 643 Condutores de proteção 6431 Seções mínimas A seção dos condutores de proteção deve ser a calculada de acordo com 64311 ou b selecionada de acordo com 64312 64311 A seção não deve ser inferior ao valor determinado pela expressão seguinte aplicável apenas para tempos de atuação dos dispositivos de proteção que não excedam 5 s k t I S 2 onde S é a seção do condutor em milímetros quadrados I é o valor eficaz da corrente de falta que pode circular pelo dispositivo de proteção para uma falta direta em ampères t é o tempo de atuação do dispositivo de proteção em segundos NOTA Deve ser levado em conta o efeito de limitação de corrente das impedâncias do circuito bem como a capacidade limitadora integral de Joule do dispositivo de proteção k é o fator que depende das temperaturas iniciais e finais e do material do condutor de proteção de sua isolação e outras partes As tabelas 41 42 e 43 dão os valores de k para condutores de proteção em diferentes condições de uso ou serviço Se ao ser aplicada a expressão forem obtidos valores não padronizados devem ser utilizados condutores com a seção normalizada imediatamente superior NBR 140392003 56 Tabela 41 Valores de k para condutores de proteção providos de isolação não incorporados em cabos multipolares ou condutores de proteção nus em contato com a cobertura de cabos Isolação ou cobertura protetora Material do condutor PVC EPR ou XLPC Cobre Alumínio Aço 143 95 52 176 116 64 NOTAS 1 A temperatura inicial considerada é de 30C 2 A temperatura final do condutor é considerada igual a 160C para o PVC e a 250C para o EPR e o XLPE Tabela 42 Valores de k para condutores de proteção que sejam veia de cabos multipolares Isolação ou cobertura protetora Material do condutor PVC EPR ou XLPC Cobre Alumínio 115 76 143 94 NOTAS 1 A temperatura inicial do condutor é considerada igual a 70C para o PVC e a 90C para o EPR e o XLPE 2 A temperatura final do condutor é considerada igual a 160C para o PVC e a 250C para o EPR e o XLPE Tabela 43 Valores de k para condutores de proteção nus onde não haja risco de dano em qualquer material vizinho pelas temperaturas indicadas Condições Material do condutor Visível e em áreas restritas Condições normais Risco de incêndio Temperatura máxima Cobre K 500C 228 200C 159 150C 138 Temperatura máxima Alumínio K 300C 125 200C 105 150C 91 Temperatura máxima Aço K 500C 82 200C 58 150C 50 NOTAS 1 As temperaturas indicadas são válidas apenas quando não puderem prejudicar a qualidade das ligações 2 A temperatura inicial considerada é de 30C 64312 A seção do condutor de proteção pode opcionalmente ao método de cálculo de 64311 ser determinada através da tabela 44 Se a aplicação da tabela conduzir a valores não padronizados devem ser usados condutores com a seção normalizada mais próxima Os valores da tabela 44 são válidos apenas se o condutor de proteção for constituído do mesmo metal que os condutores fase Caso não seja sua seção deve ser determinada de modo que sua condutância seja equivalente à da seção obtida pela tabela Tabela 44 Seção mínima do condutor de proteção Seção dos condutores fase da instalação S mm² Seção mínima do condutor de proteção correspondente Sp mm² S 16 16 S 35 S 35 S 16 S2 NBR 140392003 57 6432 Tipos de condutores de proteção Podem ser usados como condutores de proteção a veias de cabos multipolares b cabos unipolares ou condutores nus num conduto comum aos condutores vivos c cabos unipolares ou condutores nus independentes d proteções metálicas ou blindagens de cabos 6433 Preservação da continuidade elétrica dos condutores de proteção 64331 Os condutores de proteção devem estar convenientemente protegidos contra as deteriorações mecânicas químicas e eletroquímicas e forças eletrodinâmicas 64332 As conexões devem estar acessíveis para verificações e ensaios 64333 Nenhum dispositivo de comando ou proteção deve ser inserido no condutor de proteção porém podem ser utilizadas conexões desmontáveis por meio de ferramentas para fins de ensaio 64334 As partes condutoras expostas de equipamentos não devem ser utilizadas como partes de condutores de proteção 644 Condutores de eqüipotencialidade 6441 Os condutores de eqüipotencialidade da ligação eqüipotencial principal devem possuir seções que não sejam inferiores à metade da seção do condutor de proteção de maior seção da instalação com um mínimo de 16 mm² 6442 Um condutor de eqüipotencialidade de uma ligação eqüipotencial suplementar ligando duas massas deve possuir uma seção equivalente igual ou superior à seção do condutor de proteção de menor seção ligado a essas massas Um condutor de eqüipotencialidade de uma ligação eqüipotencial suplementar ligando uma massa a um elemento condutor estranho à instalação deve possuir uma seção equivalente igual ou superior à metade da seção do condutor de proteção ligado a essa massa Uma ligação eqüipotencial suplementar pode ser assegurada por elementos condutores estranhos à instalação não desmontáveis tais como estruturas metálicas ou por condutores suplementares ou por uma combinação dos dois tipos 65 Outros equipamentos 651 Transformadores autotransformadores e bobinas de indutância Quando um transformador é levado a alimentar um circuito desequilibrado parcialmente ou totalmente as condições de funcionamento e as garantias correspondentes variação relativa de tensão aquecimentos etc devem ser acordadas com o fabricante do mesmo Devem ser previstos dispositivos de supervisão regulagem e comando na medida em que estes dispositivos forem necessários ao uso correto dos transformadores e quando a importância desses transformadores e a do serviço que é por estes garantido o justifiquem Neste caso se um transformador comportar muitos elem entos monofásicos cada um deles deve ser munido de um dispositivo de supervisão Os transformadores de potência devem ser protegidos contra defeitos internos sobrecargas e curtoscircuitos e em certos casos contra defeitos de isolamento à massa e sobretensões 652 Transformadores de medição Os transformadores de medição devem estar dispostos de forma a serem facilmente acessíveis para sua verificação ou eventual substituição 6521 Transformadores de tensão O secundário dos transformadores de tensão deve ser protegido contra os defeitos a jusante por fusíveis de baixa tensão salvo em casos particulares Estes fusíveis devem ser colocados em um cofre com cadeado independente da alta tensão sendo que o acesso aos transformadores deve ser possível somente após seccionamento de seu circuito primário 6522 Transformadores de corrente As seguintes prescrições aplicamse aos transformadores de corrente a os valores limites térmicos de corrente de curta duração de um transformador devem ser escolhidos em função do valor máximo da corrente de curtocircuito presumida no local onde o transformador é instalado e do eventual poder limitador do dispositivo de proteção contra os curtoscircuitos b os transformadores de corrente destinados às medições devem ser escolhidos de tal maneira que os aparelhos de medição que eles alimentam não sejam danificados quando a corrente primária atinge o valor da corrente de curtocircuito no ponto da instalação c os transformadores de corrente destinados a proteção devem ser escolhidos de modo que seu fator limite de precisão seja suficientemente elevado para que os erros de corrente em caso de curtocircuito não sejam muito grandes d transformadores de corrente devem ser providos de meios para curtocircuitar seus bornes secundários NBR 140392003 58 7 Verificação final 71 Prescrições gerais 711 Toda instalação extensão ou alteração de instalação existente deve ser visualmente inspecionada e ensaiada durante eou quando concluída a instalação antes de ser colocada em serviço pelo usuário de forma a se verificar tanto quanto possível a conformidade com as prescrições desta Norma 712 Deve ser fornecida a documentação da instalação conforme 617 às pessoas encarregadas da verificação na condição de documentação como construído as built 713 Durante a realização da inspeção e dos ensaios devem ser tomadas precauções que garantam a segurança das pessoas e evitem danos à propriedade e aos equipamentos instalados 714 Quando a instalação a ser verificada constituir uma extensão ou alteração de instalação existente deve ser verificado se esta não anula as medidas de segurança da instalação existente 715 A partir desta verificação deve ser elaborado um laudo que certifique a conformidade da instalação com esta Norma por profissional devidamente habilitado eou credenciado 72 Inspeção visual A inspeção visual deve preceder os ensaios e deve ser realizada com a instalação desenergizada 721 A inspeção visual deve ser realizada para confirmar se os componentes elétricos permanentemente conectados estão a em conformidade com os requisitos de segurança das normas aplicáveis NOTA Isto pode ser verificado pela avaliação da conformidade do componente por exemplo pela marca de conformidade b corretamente selecionados e instalados de acor do com esta Norma e o projeto da instalação c não visivelmente danificados de modo a restringir sua segurança d desimpedidos de restos de materiais ferramentas ou outros objetos que venham a comprometer seu isolamento 722 A inspeção visual deve incluir no mínimo a verificação dos seguintes pontos quando aplicáveis a medidas de proteção contra choques elétricos incluindo medição de distâncias relativas à proteção por barreiras ou invólucros por obstáculos ou pela colocação fora de alcance b presença de barreiras contra fogo e outras precauções contra propagação de incêndio e proteção contra efeitos térmicos c seleção de condutores de acordo com sua capacidade de condução de corrente e queda de tensão d escolha e ajuste dos dispositivos de proteção e monitoração e presença de dispositivos de seccionamento e comandos corretamente localizados f seleção dos componentes e das medidas de proteção de acordo com as influências externas g identificação dos condutores neutro e de proteção h presença de esquemas avisos e outras informações similares i identificação dos circuitos dispositivos fusíveis disjuntores seccionadoras terminais transformadores etc j correta execução das conexões l conveniente acessibilidade para operação e manutenção m medição das distâncias mínimas entre fase e neutro 73 Ensaios 731 Prescrições gerais Os ensaios da instalação devem incluir no mínimo os seguintes a continuidade elétrica dos condutores de proteção e das ligações eqüipotenciais principais e suplementares b resistência de isolamento da instalação elétrica c ensaio de tensão aplicada d ensaio para determinação da resistência de aterramento e ensaios recomendados pelos fabricantes dos equipamentos f ensaios de funcionamento Os ensaios devem ser realizados com valores compatíveis aos valores nominais dos equipamentos utilizados e o valor nominal de tensão da instalação NBR 140392003 59 7311 No caso de nãoconformidade em qualquer dos ensaios este deve ser repetido após a correção do problema bem como todos os ensaios precedentes que possam ter sido influenciados 7312 Os métodos de ensaios aqui descritos são fornecidos como métodos de referência outros métodos no entanto podem ser utilizados desde que comprovadamente produzam re sultados não menos confiáveis 732 Continuidade elétrica dos condutores de proteção e das ligações eqüipotenciais principal e suplementares Um ensaio de continuidade deve ser realizado Recomendase que a fonte de tensão tenha uma tensão em vazio entre 4 V e 24 V em corrente contínua ou alternada A corrente de ensaio deve ser de no mínimo 02 A 733 Resistência de isolamento da instalação 7331 A resistência de isolamento deve ser medida a entre os condutores vivos tomados dois a dois b entre cada condutor vivo e a terra Durante esta medição os condutores fase e neutro podem ser interligados 7332 A resistência de isolamento deve atender aos valores mínimos especificados nas normas aplicáveis aos componentes da instalação Esses valores são fornecidos pelos fabricantes de cada componente da instalação 734 Ensaio de tensão aplicada Este ensaio deve ser realizado em equipamento construído ou montado no local da instalação de acordo com o método e valores limites de ensaio descrito nas normas aplicáveis ao equipamento ou quando recomendado pelo seu fabricante 735 Ensaio para determinação da resistência de aterramento 7351 Este ensaio deve ser realizado toda a vez que houver a instalação ou ampliação de malhas de terra visando a garantir o atendimento dos valores previstos em projeto 7352 Para a realização desse ensaio todos os cuidados referentes à segurança devem ser tomados principalmente no caso das ampliações nas instalações em operação Nesses casos é muitas vezes necessário o desligamento total das instalações 736 Ensaios recomendados pelos fabricantes dos equipamentos Todos os equipamentos que possuírem condições especiais de instalações devem sofrer a inspeção de sua montagem com base nas informações fornecidas pelos seus fabricantes Nos documentos apropriados pode ser verificada a necessidade de ensaios especiais nos equipamentos que fazem parte int egrante da sua aprovação para energização NOTA São citados como exemplos de ensaios especiais a ensaio de rigidez dielétrica do óleo isolante aplicável a transform adores disjuntores e chaves seccionadoras b ensaio de fator de potência aplicável a transformadores máquinas elétricas de grande porte e geradores c ensaio de cromatografia de gases e análises físicoquímicas de óleos isolantes aplicável a transformadores de força d ensaio de tempos de operação aplicável a disjuntores e ensaios de resistência de contatos elétricos aplicável a disjuntores e ba rramentos de alta capacidade de corrente f ensaio de tensão aplicada aplicável a cabos elétricos equipamentos isolados a vácuo e a gás SF 6 737 Ensaios de funcionamento 7371 Montagens tais como quadros acionamentos controles intertravamentos comandos etc devem ser submetidas a um ensaio de funcionamento para verificar se o conjunt o está corretamente montado ajustado e instalado em conformidade com esta Norma e filosofia operativa de projeto 7372 Dispositivos de proteção devem ser submetidos a ensaios de funcionamento se necessários e aplicáveis para verificar se estão corretamente instalados e ajustados NBR 140392003 60 8 Manutenção e operação 81 Condições gerais Antes da realização de qualquer serviço de manutenção eou operação devem ser atendidas as prescrições de 811 a 817 811 Sempre que aplicável a instalação a ser verificada deve ser desenergizada após a manobra de desenergização todas as partes vivas devem ser ensaiadas quanto à presença de energia mediante dispositivos de detecção compatíveis ao nível de tensão da instalação Todo equipamento eou instalação desenergizado deve ser aterrado conforme esquema de aterramento adotado ver 423 e proteção contra contato direto e contato indireto ver 511 e 512 Toda instalação eou todo equipamento desenergizado deve ser bloqueado e identificado conforme esquema de aterramento adotado ver 423 e proteção contra contato direto e contato indireto ver 511 e 512 NOTA Antes de proceder ao aterramento de uma instalação desenergizada devese garantir que não haja carga residual ou cumulativa efetuandose primeiro a sua descarga elétrica 812 Os dispositivos e as disposições adotados para garantir que as partes vivas fiquem fora do alcance podem ser retirados para uma melhor verificação devendo ser impreterivelmente restabelecidos ao término da manutenção 813 Devese garantir a confiabilidade dos instrumentos de medição e do ensaio calibrandoos conforme orientação do fabricante 814 Os acessos de entrada e saída aos locais de manutenção devem ser desobstruídos sendo obrigatória a inclusão de sinalização adequada que impossibilite a entrada de pessoas não BA4 e BA5 conforme tabela 12 815 Qualquer manobra programada ou de emergência deve ser efetuada somente com a autorização de pessoa qualificada BA5 conforme tabela 12 816 Qualquer manobra deve ser efetuada por no mínimo duas pessoas sendo que uma delas deve ser BA5 817 É obrigatório o uso de EPC equipamentos de proteção coletiva e EPI equipamentos de proteção individual apropriados em todos os serviços de manutenção das instalações elétricas de média tensão NOTA Os envolvidos no serviço devem ter conhecimento dos procedimentos que vierem a ser executados 82 Manutenção 821 Periodicidade A periodicidade da manutenção deve adequarse a cada tipo de instalação considerandose entre outras a sua complexidade e importância as influências externas e a vida útil dos componentes 822 Manutenção preventiva Manutenção preventiva é aquela efetuada em intervalos predeterminados ou de ac ordo com critérios prescritos destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item 8221 Cabos e acessórios Devem ser inspecionados o estado dos cabos e seus respectivos acessórios assim como os dispositivos de fixação e suporte observando sinais de aquecimento excessivo rachaduras ressecamento fixação identificação e limpeza 8222 Conjunto de manobra e controle Deve ser verificada a estrutura do conjunto de manobra e controle observando seu estado geral quanto a fixação danos na estrutura pintura corrosão fechaduras e dobradiças Deve ser verificado o estado geral dos condutores e dispositivos de aterramento No caso de componentes com partes internas móveis devem ser inspecionados quando o componente permitir o estado dos contatos e das câmaras de arco sinais de aquecimento limpeza fixação ajustes e aferições Se possível devem ser realizadas algumas manobras no componente verificando seu funcionamento No caso de componentes fixos deve ser inspecionado o estado geral observando sinai s de aquecimento fixação identificação ressecamento e limpeza 8223 Equipamentos móveis As ligações flexíveis que alimentam equipamentos móveis devem ser verificadas conforme 8222 bem como a sua adequada articulação 8224 Ensaio geral Ao término das verificações e ensaios deve ser efetuado um ensaio geral de funcionamento simulando todas as situações de comando seccionamento proteção e sinalização observando também os ajustes e aferições dos componentes relés sensores temporizadores etc bem como a utilização de fusíveis disjuntores chaves seccionadoras etc em conformidade com o projeto NBR 140392003 61 823 Manutenção corretiva 8231 Manutenção corretiva é aquela que é efetuada após a ocorrência de uma pane destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida 8232 Toda instalação ou parte dela que por qualquer motivo coloque em risco a segurança dos seus usuários deve ser imediatamente desenergizada no todo ou na parte afetada e somente deve ser reco locada em serviço após reparação satisfatória 8233 Toda falha ou anomalia constatada nas instalações ou componentes ou equipamentos elétricos ou em seu funcionamento deve ser comunicada à pessoa qualificada BA5 para fins de reparação notadamente quando os dispositivos de proteção contra sobrecorrentes ou contra choques elétricos atuarem sem causa conhecida 83 Operação 831 Somente é admitida a operação de instalações de média tensão por pessoal qualificado BA5 832 É obrigatório o uso de EPC equipamentos de proteção coletiva e EPI equipamentos de proteção individual apropriados em todos os serviços de operação das instalações elétricas de média tensão exceto nos casos de operação remota onde as medidas de proteção contra contato direto e indireto devem atender à NBR 5410 9 Subestações 91 Disposições gerais 911 As subestações podem ser abrigadas ou ao tempo Quanto à sua posição em relação ao solo podem ser instaladas na superfície abaixo da superfície do solo subterrânea ou acima da superfície do solo aérea 912 As subestações devem ter características de construção definitiva ser de materiais incombustíveis e de estabilidade adequada oferecendo condições de bemestar e segurança aos operadores quando estes se fizerem necessários 913 As subestações devem ser localizadas de forma a permitir fácil acesso a pessoas materiais e equipamentos para operação e manutenção e possuir adequadas dimensões ventilação e iluminação natural ou artificial compatível com a sua operação e manutenção 914 As subestações podem ou não ser parte integrante de outras edificações devem atender a requisitos de segurança e ser devidamente protegidas contra danos acidentais decorrentes do meio ambiente 915 Nas instalações internas e externas os afastamentos entre partes vivas devem ser os indicados na tabela 21 Estes afastamentos devem ser tomados entre extremidades mais próximas e não de centro a centro 916 O acesso a subestações somente é permitido a pessoas BA4 e BA5 sendo proibido o acesso a pessoas BA1 917 Os equipamentos de controle proteção manobra e medição operando em baixa tensão devem constituir conjunto separado a fim de permitir fácil acesso com segurança a pessoas qualificadas sem interrupção de circuito de média tensão 918 A disposição do equipamento deve oferecer condições adequadas de operação segurança e facilidade de substituição do todo ou parte 919 Devem ser fixadas placas com os dizeres Perigo de morte e o respectivo símbolo nos seguintes locais a externamente nos locais possíveis de acesso b internamente nos locais possíveis de acesso às partes energizadas 9110 No interior das subestações deve estar disponível em local acessível um esquema geral da instalação 9111 Todos os dizeres das placas e da documentação devem ser em língua portuguesa sendo permitido o uso de línguas estrangeiras adicionais 9112 Nas instalações de equipamentos que contenham líquido isolante inflamável com volume superior a 100 L devem ser observadas as seguintes precauções a construção de barreiras incombustíveis entre os equipamentos ou outros meios adequados para evitar a propagação de incêndio b construção de dispositivo adequado para drenar ou conter o líquido proveniente de eventual vazamento 92 Subestações abrigadas 921 Prescrições gerais 9211 As subestações abrigadas são aquelas nas quais os seus componentes estão ao abrigo das intempéries 9212 Os corredores de controle e manobra e os locais de acesso devem ter di mensões suficientes para que haja espaço livre mínimo de circulação de 070 m com todas as portas abertas na pior condição ou equipamentos extraídos em manutenção Havendo equipamentos de manobra deve ser mantido o espaço livre em frente aos volantes e alavancas Em nenhuma hipótese esse espaço livre pode ser utilizado para outras finalidades NBR 140392003 62 9213 As subestações devem ter iluminação artificial obedecendo aos níveis de iluminamento fixados pela NBR 5413 e iluminação natural sempre que possível As janelas e vidraças utilizadas para este fim devem ser fixas e protegidas por meio de telas metálicas resistentes com malhas de 13 mm no máximo e de 5 mm no mínimo quando sujeitas a possíveis danos O uso de vidro aramado dispensa a tela de proteção As subestações devem ser providas de iluminação de segurança com autonomia mínima de 2 h 9214 As subestações devem possuir ventilação natural sempre que possível ou forçada 9215 No local de funcionamento do equipamento a diferença entre a temperatura interna medida a 1 m da fonte de calor a plena carga e a externa medida à sombra não deve ultrapassar 15C 9216 No local de permanência interna dos operadores a temperatura ambiente não pode ser superior a 35C Em regiões onde a temperatura externa à sombra exceder esse limite a temperatura ambiente no lo cal da permanência pode no máximo igualar a temperatura externa Quando esta condição não puder ser conseguida mantendo os ambientes em conjunto o local de permanência dos operadores deve ser separado 9217 As aberturas para ventilação natural devem ser convenientes dispostas de modo a promover circulação do ar 9218 No caso de ventilação forçada quando o ar aspirado contiver em suspensão poeira ou partículas provenientes da fabricação as tomadas de ar devem ser providas de filtros adequados 9219 Nas subestações situadas em ambiente de natureza corrosiva o ar deve ser aspirado do exterior e o local deve ser mantido sob pressão superior à do ambiente de natureza corrosiva Devem ser previstos dispositivos de alarme ou desligamento automático no caso de falha deste sistema 92110 A fim de evitar a entrada de chuva enxurrada e corpos estranhos as aber turas para ventilação devem ter as seguintes características a devem se situar no mínimo 20 cm acima do piso exterior b devem ser construídas em forma de chicana c devem ser protegidas externamente por tela metálica resistente com malha de abertura mínima de 5 mm e máxima de 13 mm 92111 Nas entradas subterrâneas do lado externo o cabo deve ser protegido por eletroduto metálico classe pesada no trecho exposto até a altura mínima de 3 m acima do nível do solo 92112 Todas as partes vivas acessíveis do lado normal de operação devem ser providas de anteparos suficientemente rígidos e incombustíveis com proteção contra contatos acidentais 92113 Quando tratarse de cabina metálica esta deve estar em conformidade com o prescrito na NBR 6979 922 Instalações na superfície e acima da superfície do solo As subestações devem ser providas de portas metálicas com dimensões mínimas de 080 m x 210 m Todas as portas devem abrir para fora 923 Subestações subterrâneas 9231 Estas subestações devem ter impermeabilização total contra infiltração de água NOTA Nos casos em que a impermeabilização não for viável ou não puder evitar a infiltração de água deve ser implementado um sistema de drenagem 9232 As subestações devem ser providas no mínimo de uma abertura para serviço ou emergência com dimensões mínimas de 080 m x 210 m quando laterais e ter dimensões suficientes para permitir a inscrição de círculo de no mínimo 060 m quando localizados no teto 9233 Quanto à proteção contra invasão de águas admitemse os seguintes tipos a de porta estanque b com desembocadura a céu aberto localização em encosta com escoamento natural NOTAS 1 No primeiro caso deve ser prevista entrada de emergência não sujeita à inundação No segundo caso a desembocadura deve ser provida de tela para evitar a entrada de animais Não sendo possível a construção de recintos com as características acima o equipamento e a instalação devem ser à prova d água do tipo submersível 2 As subestações semienterradas aplicamse a essas mesmas disposições sendo entretanto desnecessário o emprego de porta estan que e equipamento submersível desde que não estejam sujeitos a inundações 9234 As aberturas de acesso de serviço e emergência devem abrir para fora e apresentar facilidade de abertura pelo lado interno 9235 Devem ser previstos meios adequados para a instalação inicial e eventual substituiçãoremoção posterior dos componentes individuais 9236 Os acessos podem ser do tipo chaminé devendo nesse caso ter altura suficiente de modo a impedir inundação 9237 Todas as entradas e saídas de condutos devem ser obturadas de maneira a assegurar a estanqueidade da subestação NBR 140392003 63 93 Subestações ao tempo 931 Disposições gerais 9311 As subestações ao tempo são aquelas nas quais os seus componentes estão sujeitos à ação das intempéries 9312 Nas subestações ao tempo todo equipamento deve ser resistente às intempéries em conformidade com 43 932 Subestações instaladas na superfície do solo 9321 Estas instalações devem ser providas à sua volta de elementos de proteção a fim de evitar a aproximação de pessoas BA1 BA2 BA3 e de animais 9322 Quando usada tela como proteção externa esta deve ter malhas de abertura máxima de 50 mm e ser constituída de aço zincado de diâmetro 3 mm no mínimo ou material de resistência mecânica equivalente 9323 Devem ser fixadas placas com os dizeres Perigo de morte e um símbolo em local bem visível do lado externo em todas as faces da proteção externa e junto ao acesso 9324 A parte inferior da proteção deve ficar no máximo 10 cm acima da superfície do solo 9325 O sistema de proteção externo quando metálico deve ser ligado à terra satisfazendo no que couber as condições prescritas em 51 9326 O acesso a pessoal BA4 e BA5 deve ser feito por meio de porta abrindo para fora com dimensões mínimas de 080 m x 210 m Quando utilizada também para acesso de materiais a porta deve ter dimensões adequadas A porta deve ser provida de fecho de segurança externo permitindo livre abertura do lado interno 9327 A instalação deve ser dotada de sistema adequado de escoamento de águas pluviais 9328 As subestações devem ter iluminação artificial obedecendo aos níveis de iluminamento fixados pela NBR 5413 e iluminação natural sempre que possível As janelas e vidraças utilizadas para este fim devem ser fixas e protegidas por meio de telas metálicas resistentes com malhas de 13 mm no máximo e de 5 mm no mínimo quando sujeitas a possíveis danos O uso de vidro aramado dispensa a tela de proteção As subestações devem ser providas de iluminação de segurança com autonomia mínima de 2 h 9329 Nas instalações de equipamentos que contenham líquido isolante devem ser observadas as prescrições de 58 933 Subestações instaladas acima da superfície do solo 9331 Todas as partes vivas não protegidas em áreas de circulação de pessoal BA1 devem estar situadas no mínimo a 5 m acima da superfície do solo Quando não for possível observar a altura mínima de 5 m para as partes vivas pode ser tolerado o limite de 35 m desde que o local seja provido de um anteparo horizontal em tela metálica ou equivalente devidamente ligado à terra com as seguintes características a afastamento mínimo de 40 cm das partes vivas b malha de 50 mm de abertura no máximo c fios de aço zincado ou material equivalente de 3 mm de diâmetro no mínimo 9332 A disposição do equipamento deve prever espaço livre de segurança que permita o acesso de uma pessoa BA4 ou BA5 para fins de manobras inspeção ou manutenção com dimensões tais que seja possível a inscrição de um cilindro reto de eixo vertical com diâmetro mínimo de 060 m e altura suficiente para permitir o acesso às partes mais elevadas 9333 As estruturas de suporte dos equipamentos devem oferecer condições adequadas de operação segurança e manutenção 9334 O equipamento pode ser instalado sobre a postes ou torres de aço concreto ou madeira adequada conforme NBR 5433 ou NBR 5434 b plataformas elevadas sobre estrutura de concreto aço ou madeira adequada conforme NBR 5433 ou NBR 5434 c áreas sobre a cobertura de edifícios inacessíveis a pessoas BA1 ou providas do necessário sistema de proteção externa Neste equipamento não é permitido o emprego de líquido isolante inflamável 94 Subestação de transformação 941 As subestações de transformação são instalações destinadas a transformar qualquer das grandezas da energia elétrica dentro do âmbito desta Norma 942 Deve ser dispensada especial atenção aos aparelhos com carcaça sob tensão os quais devem ter sinalização indicadora de perigo NBR 140392003 64 943 Quando a subestação de transformação fizer parte integrante da edificação industrial somente é permitido o emprego de transformadores de líquidos isolantes não inflamáveis ou transformadores a seco e disjuntores a vácuo ou SF6 NOTA Considerase como parte integrante o recinto não isolado ou desprovido de paredes de alvenaria e portas cortafogo 944 Quando a subestação de transformação fizer parte integrante da edificação residencial eou comercial somente é permitido o emprego de transformadores a seco e disjuntores a vácuo ou SF6 mesmo que haja paredes de alvenaria e portas cortafogo 945 No caso de instalação de transformadores em ambientes perigosos o equipamento deve obedecer às normas específicas 946 Quando o dispositivo de manobra que alimenta um equipamento sit uarse em uma posição não visível sob o ponto de vista do operador deste equipamento deve ser empregada uma chave desligadora junto a esse equipamento Quando a chave desligadora não tiver capacidade de interrupção para a corrente de carga esta deve ser intertravada com o dispositivo de manobra 95 Subestação de controle e manobra 951 As subestações de controle e manobra são instalações destinadas a controlar qualquer das grandezas da energia elétrica ligar ou desligar circuitos elétricos ou ainda prover meios de proteção para esses circuitos 952 Deve situarse na posição mais conveniente para sua operação podendo localizarse no mesmo recinto das subestações de medição ou de transformação 953 Os instrumentos indicadores e dispositivos de controle e manobra devem ser agrupados de maneira a facilitar as operações Esse agrupamento deve obedecer ao critério de separação dos diversos circuitos e linhas com devida identificação 954 Não é permitido o emprego exclusivo de intertravamento elétrico em aparelhos contíguos onde possíveis falhas daquele ocasionem danos a pessoas ou coisas Quando no caso de aparelhos não contíguos o intertravamento mecânico não for possível a execução do intertravamento elétrico deve ser complementada com outra medida redundante ANEXO A NBR 140392003 65 Anexo A normativo Duração máxima da tensão de contato presumida L para a situação 1 e Lp para a situação 2

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Instalações Elétricas

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Sede Rio de Janeiro Av Treze de Maio 1328º andar CEP 20003900 Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro RJ Tel PABX 21 39742300 Fax 21 2240824922206436 Endereço eletrônico wwwabntorgbr ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas Copyright 2003 ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil Impresso no Brasil Todos os direitos reservados DEZ 2003 NBR 14039 Instalações elétricas de média tensão de 10 kV a 362 kV Origem Projeto NBR 140392003 ABNTCB03 Comitê Brasileiro de Eletricidade CE0306411 Comissão de Estudo de Instalações Elétricas de Alta e Média Tensão NBR 14039 Electrical Installations Medium voltage Descriptors Electrical installation Medium voltage Esta Norma foi baseada nas NF C 132001987 e IEC 6193612002 Esta Norma substitui a NBR 140392000 Válida a partir de 30012004 Palavraschave Instalação elétrica Média tensão 65 páginas Sumário Prefácio 1 Objetivo 2 Referências normativas 3 Definições 4 Princípios fundamentais e determinação das características gerais 5 Proteção para garantir a segurança 6 Seleção e instalação dos componentes 7 Verificação final 8 Manutenção e operação 9 Subestações Anexo A Duração máxima da tensão de contato presumida Prefácio A ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas é o Fórum Nacional de Normalização As Normas Brasileiras cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros ABNTCB e Organismos de Normalização Setorial ABNTONS são elaboradas por Comissões de Estudo CE formadas por representantes dos setores envolvidos delas fazendo parte produtores consumidores e neutros universidades laboratórios e outros Os Projetos de Norma Brasileira elaborados no âmbito dos ABNTCB e ABNTONS circulam para Consulta Pública entre os associados da ABNT e demais interessados Esta Norma contém o anexo A de caráter normativo 1 Objetivo 11 Esta Norma estabelece um sistema para o projeto e execução de instalações elétricas de média tensão com tensão nominal de 10 kV a 362 kV à freqüência industrial de modo a garantir segurança e continuidade de serviço 12 Esta Norma aplicase a partir de instalações alimentadas pelo concessionário o que corresponde ao ponto de entrega definido através da legislação vigente emanada da Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL Esta Norma também se aplica a instalações alimentadas por fonte própria de energia em média tensão 13 Esta Norma abrange as instalações de geração distribuição e utilização de energia elétrica sem prejuízo das disposições particulares relativas aos locais e condições especiais de utilização constantes nas respectivas normas As instalações especiais tais como marítimas de tração elétrica de usinas pedreiras luminosas com gases neônio e semelhantes devem obedecer além desta Norma às normas específicas aplicáveis em cada caso NBR 140392003 2 14 As prescrições desta Norma constituem as exigências mínimas a que devem obedecer as instalações elétricas às quais se refere para que não venham por suas deficiências prejudicar e perturbar as instalações vizinhas ou causar danos a pessoas e animais e à conservação dos bens e do meio ambiente 15 Esta Norma aplicase às instalações novas às reformas em instalações existentes e às instalações de caráter permanente ou temporário NOTA Modificações destinadas a por exemplo acomodar novos equipamentos ou substituir os existentes não implicam necessariamente reforma total da instalação 16 Os componentes da instalação são considerados apenas no que concerne à sua seleção e às suas condições de instalação Isto é igualmente válido para conjuntos préfabricados de componentes que tenham sido submetidos aos ensaios de tipo aplicáveis 17 A aplicação desta Norma não dispensa o respeito aos regulamentos de órgãos públicos aos quais a instalação deva satisfazer Em particular no trecho entre o ponto de entrega e a origem da inst alação pode ser necessário além das prescrições desta Norma o atendimento das normas eou padrões do concessionário quanto à conformidade dos valores de graduação sobrecorrentes temporizadas e instantâneas de faseneutro e capacidade de interrupção da potência de curtocircuito NOTA A Resolução 4562000 da ANEEL define que ponto de entrega é ponto de conexão do sistema elétrico da concessionária com as instalações elétricas da unidade consum idora caracterizandose como o limite de responsabilidade do fornecimento 18 Esta Norma não se aplica a às instalações elétricas de concessionários dos serviços de geração transmissão e distribuição de energia elétrica no exercício de suas funções em serviço de utilidade pública b às instalações de cercas eletrificadas c trabalhos com circuitos energizados 2 Referências normativas As normas relacionadas a seguir contêm disposições que ao serem citadas neste texto constituem prescrições para esta Norma As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação Como toda norma está sujeita a revisão recomendase àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento NBR 54101997 Instalações elétricas de baixa tensão NBR 54131992 Iluminância de interiores Procedimento NBR 54331982 Redes de distribuição aérea rural de energia elétrica Padronização NBR 54341982 Redes de distribuição aérea urbana de energia elétrica Padronização NBR 54601992 Sistemas elétricos de potência Terminologia NBR 54631992 Tarifas e mercado de energia elétrica Terminologia NBR 61461980 Invólucros de equipamentos elétricos Proteção Especificação NBR 62512000 Cabos de potência com isolação extrudada para tensões de 1 kV a 35 kV Requisitos construtivos NBR 69791998 Conjunto de manobra e controle em invólucro metálico para tensões acima de 1 kV até 362 kV Especificação NBR 72821989 Dispositivos fusíveis tipo expulsão Especificação NBR 84511998 Postes de concreto armado para redes de distribuição de energia elétrica Especificação NBR 84531984 Cruzeta de concreto armado para redes de distribuição de energia elétrica Especificação NBR 84561984 Postes de eucalipto preservado para redes de distribuição de energia elétrica Especificação NBR 84581984 Cruzetas de madeira para redes de distribuição de energia elétrica Especificação NBR 86691984 Dispositivos fusíveis limitadores de corrente Especificação NBR 95111997 Cabos elétricos Raios mínimos de curvatura para instalação e diâmetros mínimos de núcleos de carretéis para acondicionamento NBR 104781988 Cláusulas comuns a equipamentos elétricos de manobra de tensão nominal acima de 1 kV Especificação NBR 113011990 Cálculo da capacidade de condução de corrente de cabos isolados em regime permanente fator de carga 100 Procedimento 3 NBR IEC 60050 8261997 Vocabulário eletrotécnico internacional Capítulo 826 Instalações elétricas em edificações IEC 600382002 IEC standards voltages IEC 6090902001 Shortcircuit currents in threephase ac systems Part 0 Calculation of currents IEC 609491988 Calculation of thermally permissible shortcircuit currents taking into account nondiabatic heating effects IECCISPR 1811982 Radio interference characteristics of overhead power lines and highvoltage equipment Part 1 Description of phenomena IECCISPR 1821996 Radio interference characteristics of overhead power lines and highvoltage equipment Part 2 Methods of measurement and procedure for determining limits IECCISPR 1831996 Radio interference characteristics of overhead power lines and highvoltage equipment Part 3 Code of practice for minimizing the generation of radio noise 3 Definições Para os efeitos desta Norma aplicamse as definições das NBR 5460 NBR 5463 e NBR IEC 60050 826 e as seguintes 31 barramento blindado Componente da instalação constituído de condutor rígido sustentado por isoladores e protegido por invólucro metálico ou material com resistência equivalente 32 cabos aéreos isolados Cabos que com isolação adequada não estando em contato com o solo nem instalados em eletrodutos ou canaletas permanecem em contato direto com o ambiente Podem ser auto sustentados e não auto sustentados 33 cabos autosustentados Cabos aéreos que devido à sua construção resistem a todos os esforços mecânicos decorrentes de sua instalação sem o emprego de dispositivos suplementares de sustentação 34 cabos não autosustentados Cabos aéreos que exigem dispositivos auxiliares para a sua sustentação e para resistir aos esforços decorrentes de sua instalação 35 origem da instalação 351 nas instalações alimentadas diretamente por rede de distribuição pública em média tensão corresponde aos terminais de saída do dispositivo geral de comando e proteção no caso excepcional em que tal dispositivo se encontre antes da medição a origem corresponde aos terminais de saída do transformador de instrumento de medição 352 nas instalações alimentadas por subestação de transformação corresponde aos terminais de saída do transformador se a subestação possuir vários transformadores não ligados em paralelo a cada transformador corresponde uma origem havendo tantas instalações quantos forem os transformadores 353 nas instalações alimentadas por fonte própria de energia em baixa tensão a origem é considerada de forma a incluir a fonte como parte da instalação 36 subestação de entrada de energia Subestação que é alimentada pela rede de distribuição de energia do concessionário e que contém o ponto de entrega e a origem da instalação 37 subestação transformadora Subestação que alimenta um ou mais transformadores conectados a equipamentos diversos 38 subestação unitária Subestação que possui e ou alimenta apenas um transformador de potência 4 Princípios fundamentais e determinação das características gerais As instalações e equipamentos devem ser capazes de suportar as influências ambientais elétricas mecânicas e climáticas previstas para o local de instalação 41 Prescrições fundamentais Em 411 a 4111 são indicadas prescrições fundamentais destinadas a garantir a segurança de pessoas e de animais e a conservação dos bens e do meio ambiente contra os perigos e danos que possam resultar da utilização das instalações elétricas em condições que possam ser previstas 411 Proteção contra choques elétricos 4111 Proteção contra contatos diretos As pessoas e os animais devem ser protegidos contra os perigos que possam resultar de um contato com partes vivas da instalação 4112 Proteção contra contatos indiretos As pessoas e os animais devem ser protegidos contra os perigos que possam resultar de um contato com massas colocadas acidentalmente sob tensão NBR 140392003 4 412 Proteção contra efeitos térmicos A instalação elétrica deve estar disposta de maneira a excluir qualquer risco de incêndio de materiais inflamáveis devido a temperaturas elevadas ou arcos elétricos Além disso em serviço normal as pessoas e os animais não devem correr riscos de queimaduras 413 Proteção contra sobrecorrentes 4131 Proteção contra correntes de sobrecarga Todo circuito deve ser protegido por dispositivos que interrompam a corrente nesse circuito quando esta em pelo menos um de seus condutores ultrapassar o valor da capacidade de condução de corrente nominal e em caso de passagem prolongada possa provocar uma deterioração da instalação 4132 Proteção contra correntes de curtocircuito Todo circuito deve ser protegido por dispositivos que interrompam a corrente nesse circuito quando pelo menos um de seus condutores for percorrido por uma corrente de curtocircuito devendo a interrupção ocorrer num tempo suficientemente curto para evitar a deterioração da instalação 414 Proteção contra sobretensões As pessoas os animais e os bens devem ser protegidos contra as conseqüências prejudiciais devidas a uma falta elétrica entre partes vivas de circuitos com tensões nominais diferentes e a outras causas que possam resultar em sobretensões fenômenos atmosféricos sobretensões de manobra etc 415 Seccionamento e comando 4151 Dispositivos de parada de emergência Se for necessário em caso de perigo desenergizar um circuito deve ser instalado um dispositivo de desligamento de emergência facilmente identificável e rapidamente manobrável 4152 Dispositivos de seccionamento Devem ser previstos meios para permitir o seccionament o adequado da instalação elétrica dos circuitos ou dos equipamentos individuais para manutenção verificação localização de defeitos e reparos 416 Independência da instalação elétrica A instalação elétrica deve ser disposta de modo a excluir qualquer influência danosa entre a instalação elétrica e as instalações não elétricas 417 Acessibilidade dos componentes Os componentes da instalação elétrica devem ser dispostos de modo a permitir a espaço suficiente para a instalação inicial e eventual substituição posterior dos componentes individuais b acessibilidade para fins de serviço verificação manutenção e reparos 418 Condições de alimentação As características dos componentes devem ser adequadas às condições de alimentação da instalação elétrica na qual sejam utilizados 419 Condições de instalação Qualquer componente deve possuir por construção características adequadas ao local onde é instalado que lhe permitam suportar as solicitações a que possa ser submetido Se no entanto um componente não apresentar por construção as características adequadas ele pode ser utilizado sempre que provido de uma proteção complementar apropriada quando da execução da instalação 4110 O projeto a execução a verificação e a manutenção das instalações elétricas só devem ser confiados a pessoas qualificadas a conceber e executar os trabalhos em conformidade com esta Norma 4111 Devem ser determinadas as seguintes características da instalação em conformidade com o indicado a seguir a utilização prevista alimentação e estrutura geral ver 42 b influências externas às quais está submetida ver 43 c manutenção ver 44 Essas características devem ser consideradas na escolha das medidas de proteção para garantir a segurança ver seção 5 e na seleção e instalação dos componentes ver seção 6 NBR 140392003 5 42 Alimentação e estrutura geral 421 Potência de alimentação 4211 Generalidades A determinação da potência de alimentação é essencial para a concepção econômica e segura de uma instalação nos limites adequados de temperatura e de queda de tensão Na determinação da potência de alimentação de uma instalação ou de parte de uma instalação devemse prever os equipamentos a serem instalados com suas respectivas potências nominais e após isso considerar as possibilidades de não simultaneidade de funcionamento destes equipamentos bem como capacidade de reserva para futuras ampliações 4212 Previsão de carga A previsão de carga de uma instalação deve ser feita obedecendose às prescrições citadas a seguir a a carga a considerar para um equipamento de utilização é a sua potência nominal absorvida dada pelo fabricante ou calculada a partir da tensão nominal da corrente nominal e do fator de potência b nos casos em que for dada a potência nominal fornecida pelo equipamento potência de saída e não a absorvida devem ser considerados o rendimento e o fator de potência 422 Limitação das perturbações As instalações ligadas a uma rede de distribuição pública não devem prejudicar o funcionamento desta distribuição em serviço normal da mesma forma que os aparelhos que fazem parte da instalação quando em operação não devem causar perturbações significativas na rede 423 Esquemas de aterramento Nesta Norma são considerados os esquemas de aterramento descritos a seguir com as seguintes observações a as figuras 1 a 6 mostram exemplos de sistemas trifásicos comumente utilizados b para classificação dos esquemas de aterramento é utilizada a seguinte simbologia primeira letra situação da alimentação em relação à terra T um ponto de alimentação geralmente o neutro diretamente aterrado I isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de uma impedância segunda letra situação das massas da instalação elétrica em relação à terra T massas diretamente aterradas independentemente do aterramento eventual de ponto de alimentação N massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado em corrente alternada o ponto aterrado é normalmente o neutro terceira letra situação de ligações eventuais com as massas da subestação R as massas da subestação estão ligadas simultaneamente ao aterramento do neutro da instalação e às massas da instalação N as massas da subestação estão ligadas diretamente ao aterramento do neutro da instalação mas não estão ligadas às massas da instalação S as massas da subestação estão ligadas a um aterramento eletricamente separado daquele do neutro e daquele das massas da instalação 4231 Esquema TNR O esquema TNR possui um ponto da alimentação diretamente aterrado sendo as massas da instalação e da subestação ligadas a esse ponto através de condutores de proteção PE ou condutor de proteção com função combinada de neutro PEN Nesse esquema toda corrente de falta direta fasemassa é uma corrente de curtocircuito figura 1 onde RPnA é a resistência do eletrodo de aterramento comum à massa da subestação do neutro e das massas da instalação Figura 1 Esquema TNR PEN NBR 140392003 6 4232 Esquemas TTN e TTS Os esquemas TTx possuem um ponto da alimentação diretamente aterrado estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento da subestação Nesse esquema as correntes de falta direta fasemassa devem ser inferiores a uma corrente de curtocircuito sendo porém suficientes para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas São considerados dois tipos de esquemas TTN e TTS de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção das massas da subestação a saber a esquema TTN no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas da subestação são ligados a um único eletrodo de aterramento figura 2 b esquema TTS no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas da subestação são ligados a eletrodos de aterramento distintos figura 3 onde Rpn é a resistência do eletrodo de aterramento comum à massa da subestação e do neutro RA é a resistência do eletrodo de aterramento das massas da instalação Figura 2 Esquema TTN onde Rp é a resistência do eletrodo de aterramento da subestação Rn é a resistência do eletrodo de aterramento do neutro RA é a resistência do eletrodo de aterramento das massas da instalação Figura 3 Esquema TTS 4233 Esquemas ITN ITS e ITR Os esquemas Itx não possuem qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado ou possuem um ponto da alimentação aterrado através de uma impedância estando as massas da instalação ligadas a seus próprios eletrodos de aterramento Nesse esquema a corrente resultante de uma única falta fasemassa não deve ter intensidade suficiente para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas São considerados três tipos de esquemas ITN ITS e ITR de acordo com a disposição do condutor neutro e dos condutores de proteção das massas da instalação e da subestação a saber a esquema ITN no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas da subestação são ligados a um único eletrodo de aterramento e as massas da instalação ligadas a um eletrodo distinto figura 4 b esquema ITS no qual o condutor neutro os condutores de proteção das massas da subestação e da instalação são ligados a eletrodos de aterramento distintos figura 5 c esquema ITR no qual o condutor neutro os condutores de proteção das massas da subestação e da instalação são ligados a um único eletrodo de aterramento figura 6 NBR 140392003 7 onde Rpn é a resistência do eletrodo de aterramento comum à massa da subestação e do neutro RA é a resistência do eletrodo de aterramento das massas da instalação Figura 4 Esquema ITN onde Rp é a resistência do eletrodo de aterramento da subestação Rn é a resistência do eletrodo de aterramento do neutro RA é a resistência do eletrodo de aterramento das massas da instalação Figura 5 Esquema ITS onde Rpn é a resistência do eletrodo de aterramento comum à massa da subestação do neutro e das massas da instalação Figura 6 Esquema ITR 4234 Aterramento do condutor neutro Quando a instalação for alimentada por concessionário o condutor neutro se existir e o concessionário permitir deve ser aterrado na origem da instalação NOTA Do ponto de vista da instalação o aterramento do neutro na origem proporciona uma melhoria na equalização de potenciais essencial à segurança 424 Alimentação 4241 Devem ser determinadas as seguintes características da alimentação tendo em vista o fornecimento da potência estimada de acordo com 421 a natureza da corrente ca ou cc b valor da tensão c valor da freqüência d valor da corrente de curtocircuito presumida na origem da instalação 4242 Essas características devem ser obtidas do concessionário de energia elétrica no caso de fonte externa e devem ser determinadas no caso de fonte própria São aplicáveis tanto para a alimentação normal como para alimentações de segurança e de reserva NBR 140392003 8 425 Tensão nominal 4251 A tensão nominal da instalação é a maior tensão valor eficaz entre fases encontrada em condições normais de operação em qualquer tempo e ponto da instalação ou parte desta NOTA Uma instalação pode ter várias tensões nominais uma para cada parte 4252 As tensões nominais da instalação são as seguintes 3 kV 416 kV 6 kV 138 kV 231 kV e 345 kV 4253 A tensão nominal e a identificação dos circuitos devem ser claramente indicadas 4254 A tensão nominal padronizada na NBR 10478 dos equipamentos utilizados nas instalações deve ser igual ou superior à tensão nominal da instalação 4255 Os valores de tensão máxima para o equipamento em função da tensão nominal da instalação devem ser selecionados de acordo com a norma do equipamento 426 Corrente de curtocircuito 4261 As instalações devem ser projetadas e construídas para suportar com segurança os efeitos térmicos e mecânicos resultantes de correntes de curtocircuito Quatro tipos de curtoscircuitos devem ser considerados a trifásico b bifásico c entre fase e neutro d entre duas fases e neutro NOTA Exemplos de cálculos de curtoscircuitos e seus efeitos podem ser obtidos nas IEC 609090 e IEC 60949 4262 As instalações devem ser providas de dispositivos automáticos para seccionar os curtoscircuitos entre fases faltas à terra perigosas ou para indicar a condição de falta dependendo principalmente do esquema de aterramento 427 Freqüência nominal As instalações devem ser projetadas para a freqüência nominal do sistema 428 Corona As instalações devem ser projetadas para que a radiointerferência devida ao efeito corona não exceda os limites estabelecidos em normas eou regulamentos específicos sobre o assunto NOTA Exemplos de recomendações para a minimização da radiointerferência das instalações podem ser obtidos na IECCISPR 18 Partes 1 2 e 3 429 Características mecânicas Equipamentos e estruturas de sustentação incluindo suas fundações devem suportar as combinações dos vários esforços mecânicos previstos em uma instalação NOTA Os esforços mais usuais a serem considerados são os seguintes carga de tensionamento carga de erguimento carga de vento forças de comutação forças de curtocircuito e perda de tensão nos condutores 43 Classificação das influências externas Esta seção estabelece uma classificação e uma codificação das influências externas que devem ser consideradas na concepção e na execução das instalações elétricas Cada condição de influência externa é designada por um código que compreende sempre um grupo de duas letras maiúsculas e um número como descrito a seguir a a primeira letra indica a categoria geral da influência externa A meio ambiente B utilização C construção das edificações b a segunda letra A B C indica a natureza da influência externa c o número 1 2 3 indica a classe de cada influência externa NOTA A codificação indicada nesta seção não é destinada à marcação dos componentes NBR 140392003 9 431 Meio ambiente 4311 Temperatura ambiente A temperatura ambiente ver tabela 1 a considerar para um componente é a temperatura no local onde deve ser instalado considerada a influência de todos os demais componentes instalados no local e em funcionament o não levando em consideração a contribuição térmica do componente considerado Tabela 1 Temperatura ambiente Características Código Classificação Limite inferior C Limite superior C AA3 AA4 AA5 AA6 Frio Temperado Quente Muito quente 25 5 5 5 5 40 40 60 NOTAS 1 O valor médio por um período de 24 h não deve ser superior ao limite superior diminuído de 5C 2 Para certos ambientes pode ser necessário combinar duas regiões entre as defini das acima Assim por exemplo as instalações situadas no exterior podem ser submetidas a temperaturas ambientes compreendidas entre 5C e 50C isto é AA4 AA6 4312 Altitude Conforme a tabela 2 Tabela 2 Altitude Código Classificação Características Aplicações e exemplos AC1 AC2 Baixa Alta 1 000 m 1 000 m Para alguns materiais medidas especiais podem ser necessárias a partir de 1 000 m de altitude 4313 Presença de água Conforme a tabela 3 Tabela 3 Presença de água Código Classificação Características Aplicações e exemplos AD1 Desprezível A probabilidade de presença de água é desprezível Locais em que as paredes não apresentam geralmente traços de umidade mas que podem apresentar durante períodos curtos por exemplo sob forma de lixívia e que secam rapidamente graças a uma boa aeração AD2 Quedas de gotas de água Possibilidade de quedas verticais de água Locais em que a umidade se condensa ocasionalmente sob forma de gotas de água ou em que há a presença ocasional de vapor de água AD3 Aspersão de água Possibilidade de chuva caindo numa direção em ângulo máximo de 60C com a vertical Locais em que a água ao respingar forma uma película nas paredes ou pisos AD4 Projeções de água Possibilidade de projeções de água em qualquer direção Locais em que além de haver água nas paredes os componentes da instalação elétrica também são submetidos a projeções de água AD5 Jatos de água Possibilidade de jatos de água sob pressão em qualquer direção Locais que são freqüentemente lavados com ajuda de mangueiras AD6 Ondas Possibilidade de ondas de água Locais situados à beiramar tais como piers praias ancoradouros etc AD7 Imersão Possibilidade de recobrimento intermitente parcial ou total por água Locais suscetíveis de serem inundados eou onde a água possa se elevar no mínimo a 15 cm acima do ponto mais elevado do equipamento estando a parte mais baixa do equipamento a no máximo 1 m abaixo da superfície da água AD8 Submersão Possibilidade de total recobrimento por água de modo permanente Locais onde os componentes da instalação elétrica sejam totalmente cobertos de água de maneira permanente sob uma pressão superior a 10 kPa 01 bar 1 m de água NBR 140392003 10 4314 Presença de corpos sólidos Conforme a tabela 4 Tabela 4 Presença de corpos sólidos Código Classificação Características Aplicações e exemplos AE1 Desprezível Não existe nenhuma quantidade apreciável de poeira ou de corpos estranhos Instalações onde não são manipulados objetos pequenos AE2 Objetos pequenos Presença de corpos sólidos cuja menor dimensão é igual ou superior a 25 mm Ferramentas e pequenos objetos são exemplos de corpos sólidos cuja menor dimensão é igual ou superior a 25 mm AE3 Objetos muito pequenos Presença de corpos sólidos cuja menor dimensão é igual ou superior a 1 mm Fios são exemplos de corpos sólidos cuja menor dimensão é igual ou superior a 1 mm AE4 Poeira Presença de poeira em quantidade apreciável Locais empoeirados Quando as poeiras forem inflamáveis condutoras corrosivas ou abrasivas devese considerar simultaneamente outras classes de influências externas se necessário NOTA Nas condições AE2 e AE3 pode existir poeira desde que esta não tenha influência sobre os materiais elétricos 4315 Presença de substâncias corrosivas ou poluentes Conforme a tabela 5 Tabela 5 Presença de substâncias corrosivas ou poluentes Código Classificação Características Aplicações e exemplos AF1 Desprezível A quantidade ou natureza dos agentes corrosivos ou poluentes não é significativa AF2 Atmosférica Presença significativa de agentes corrosivos ou poluentes de origem atmosférica Instalações localizadas na vizinhança da orla marítima e instalações situadas nas proximidades de estabelecimentos industriais que produzam poluição atmosférica significativa tais como indústrias químicas fábricas de cimento etc estes tipos de poluição provêm principalmente da produção de poeiras abrasivas isolantes ou condutoras AF3 Intermitente Ações intermitentes ou acidentais de produtos químicos corrosivos ou poluentes de uso corrente Locais onde se manipulam produtos químicos em pequenas quantidades e onde estes produtos só podem vir a ter contatos acidentais com os materiais elétricos tais condições encontramse nos laboratórios de fábricas laboratórios de estabelecimentos de ensino ou nos locais onde se utilizam hidrocarbonetos centrais de aquecimento garagens etc AF4 Permanente Uma ação permanente de produtos químicos corrosivos ou poluentes em quantidades significativas Indústria química por exemplo 4316 Solicitações mecânicas Conforme a tabela 6 4317 Presença de flora e mofo Conforme a tabela 7 4318 Presença de fauna Conforme a tabela 8 NBR 140392003 11 Tabela 6 Solicitações mecânicas Código Classificação Características Aplicações e exemplos Choques mecânicos AG1 Fracos Meios que podem produzir choques de energia igual ou inferior a 025 J AG2 Médios Meios que podem produzir choques de energia igual ou inferior a 2 J Condições industriais habituais AG3 Significativos Meios que podem produzir choques de energia igual ou inferior a 20 J Condições industriais severas AG4 Muito significativos Meios que podem produzir choques de energia superior a 20 J Condições industriais muito severas Vibrações AH1 Fracas Vibrações desprezíveis AH2 Médias Vibrações de freqüências compreendidas entre 10 Hz e 50 Hz e de amplitude igual ou inferior a 015 mm Condições industriais habituais AH3 Significativas Vibrações de freqüências compreendidas entre 10 Hz e 150 Hz e de amplitude igual ou inferior a 035 mm Condições industriais severas Tabela 7 Presença de flora e mofo Código Classificação Características Aplicações e exemplos AK1 Desprezível Ausência de riscos de danos devidos à flora ou ao mofo AK2 Riscos Riscos de danos devidos à flora ou ao mofo Os riscos dependem das condições locais e da natureza da flora Podese separálos em riscos devidos ao desenvolvimento prejudicial da vegetação e riscos devidos à sua abundância Tabela 8 Presença de fauna Código Classificação Características Aplicações e exemplos AL1 Desprezível Ausência de riscos de danos devidos à fauna AL2 Riscos Riscos de danos devidos à fauna insetos e pequenos animais Os riscos dependem da natureza da fauna Podese separálos em perigos devidos a insetos em quantidades prejudiciais ou de natureza agressiva presença de pequenos animais ou de pássaros em quantidades prejudiciais ou de natureza agressiva 4319 Influências eletromagnéticas eletrostáticas ou ionizantes Conforme a tabela 9 Tabela 9 Influências eletromagnéticas eletrostáticas ou ionizantes Código Classificação Características Aplicações e exemplos AM1 Desprezível Ausência de efeitos prejudiciais devidos às correntes parasitas radiações eletromagnéticas radiações ionizantes ou correntes induzidas AM2 Correntes parasitas Presença prejudicial de correntes parasitas AM3 Eletromagnéticas Presença prejudicial de radiações eletromagnéticas Estas influências encontramse principalmente nas proximidades de subestações de emissoras de correntes a alta freqüência de aparelhos que contenham substâncias radioativas de linhas de alta tensão de linhas de tração elétrica etc AM4 Ionizantes Presença prejudicial de radiações ionizantes AM5 Eletrostáticas Presença prejudicial de influências eletrostáticas AM6 Indução Presença prejudicial de correntes induzidas NBR 140392003 12 43110 Radiações solares Conforme a tabela 10 Tabela 10 Radiações solares Código Classificação Características Aplicações e exemplos AN1 Desprezível AN2 Significativas Radiações solares de intensidade eou duração prejudicial Os efeitos da radiação podem causar um aumento da temperatura e modificações de estrutura de alguns materiais 43111 Raios Conforme a tabela 11 Tabela 11 Raios Código Classificação Características Aplicações e exemplos AQ1 Desprezível AQ2 Indiretos Riscos provenientes da rede de alimentação Instalações alimentadas por linhas aéreas AQ3 Diretos Riscos provenientes da exposição dos equipamentos Partes da instalação situadas no exterior das edificações 432 Utilizações 4321 Competência das pessoas Conforme a tabela 12 Tabela 12 Competência das pessoas Código Classificação Características Aplicações e exemplos BA1 Comuns Pessoas inadvertidas BA4 Advertidas Pessoas suficientemente informadas ou supervisionadas por pessoas qualificadas de modo a lhes permitir evitar os perigos que a eletricidade pode apresentar Pessoal de manutenção e ou operação trabalhando em locais de serviço elétrico BA5 Qualificadas Pessoas que têm conhecimentos técnicos ou experiência suficiente para lhes permitir evitar os perigos que a eletricidade pode apresentar Engenheiros eou técnicos trabalhando em locais de serviço elétrico fechados 4322 Resistência elétrica do corpo humano Conforme a tabela 13 Tabela 13 Resistência elétrica do corpo humano Código Classificação Características Aplicações e exemplos BB1 Elevada Condições secas Circunstâncias nas quais a pele está seca nenhuma umidade inclusive suor BB2 Normal Condições úmidas Passagem da corrente elétrica de uma mão à outra ou de uma mão a um pé com a pele úmida suor e a superfície de contato sendo significativa por exemplo um elemento está seguro dentro da mão BB3 Fraca Condições molhadas Passagem da corrente elétrica entre as duas mãos e os dois pés estando as pessoas com os pés molhados a ponto de se poder desprezar a resistência da pele e dos pés 4323 Contatos das pessoas com o potencial local Conforme a tabela 14 Tabela 14 Contatos das pessoas com o potencial local Código Classificação Características Aplicações e exemplos BC3 Freqüentes Pessoas em contato com elementos condutores ou se postando sobre superfícies condutoras Locais cujos piso e paredes não são isolantes eou possuem grandes ou inúmeros elementos condutores NBR 140392003 13 4324 Condições de fuga das pessoas em emergências Conforme a tabela 15 Tabela 15 Condições de fuga das pessoas em emergências Código Classificação Características Aplicações e exemplos BD1 Normal Baixa densidade de ocupação condições de fuga fáceis Áreas comuns e de circulação em edificações exclusivamente residenciais de até 15 pavimentos e edificações de outros tipos de até 6 pavimentos BD2 Longa Baixa densidade de ocupação condições de fuga difíceis Áreas comuns e de circulação em edificações exclusivamente residenciais com mais de 15 pavimentos e edificações de outros tipos com mais de 6 pavimentos 4325 Natureza das matérias processadas ou armazenadas Conforme a tabela 16 Tabela 16 Natureza das matérias processadas ou armazenadas Código Classificação Características Aplicações e exemplos BE1 Riscos desprezíveis BE2 Riscos de incêndio Presença processamento fabricação ou armazenamento de matérias inflamáveis inclusive a presença de pós BE3 Riscos de explosão Presença tratamento ou armazenamento de matérias explosivas ou que tenham ponto de fulgor baixo inclusive a presença de pós explosivos Refinarias e locais de armazenamento de hidrocarbonetos 433 Construção das edificações 4331 Materiais de construção Conforme a tabela 17 Tabela 17 Materiais de construção Código Classificação Características Aplicações e exemplos CA1 Não combustíveis CA2 Combustíveis Edificações construídas principalmente com materiais combustíveis Edificações construídas principalmente com madeira ou com outros materiais combustíveis NBR 140392003 14 4332 Estrutura das edificações Conforme a tabela 18 Tabela 18 Estrutura das edificações Código Classificação Características Aplicações e exemplos CB1 Riscos desprezíveis CB2 Propagação de incêndio Edificações cuja forma e dimensões facilitam a propagação de incêndio por exemplo efeito de chaminé Edificações de grande altura ver código BD2 da tabela 15 ou edificações com sistemas de ventilação forçada CB3 Movimentos Riscos devidos aos movimentos de estrutura por exemplo deslocamentos entre partes diferentes de um prédio ou entre um prédio e o solo assentamento dos terrenos ou das fundações das edificações Edificações de grande altura ou construídas sobre terrenos não estabilizados CB4 Flexíveis ou instáveis Construções frágeis ou que possam ser submetidas a movimentos tais como oscilações Instalações sob toldos fixadas a divisórias ou paredes desmontáveis ou em coberturas inflamáveis 44 Manutenção Devese estimar a freqüência e a qualidade de manutenção da instalação tendo em conta a durabilidade prevista Essas características devem ser consideradas ao aplicarse as prescrições das seções 5 6 7 e 8 de forma que a toda verificação periódica ensaio manutenção e reparo necessários possam ser realizados de maneira fácil e segura b a eficácia das medidas de proteção para segurança esteja garantida c a confiabilidade dos componentes seja apropriada à durabilidade prevista 5 Proteção para garantir a segurança As medidas de proteção para garantir a segurança podem ser aplicadas a uma instalação completa a uma parte de uma instalação ou a um componente A ordem em que as medidas de proteção são descritas não implica qualquer noção de importância relativa 51 Proteção contra choques elétricos A proteção contra choques elétricos deve ser prevista pela aplicação das medidas especificadas em 511 e 512 511 Proteção contra contatos diretos A proteção contra contatos diretos deve ser assegurada por meio de a proteção por isolação das partes vivas conforme 5111 b proteção por meio de barreiras ou invólucros conforme 5112 c proteção por meio de obstáculos conforme 5113 d proteção parcial por colocação fora de alcance conforme 5114 5111 Proteção por isolação das partes vivas A isolação é destinada a impedir todo contato com as partes vivas da instalação elétrica As partes vivas devem ser completamente recobertas por uma isolação que só possa ser removida através de sua destruição Observar que a para os componentes montados em fábrica a isolação deve atender às prescrições relativas a esses componentes b para os demais componentes a proteção deve ser garantida por uma isolação capaz de suportar as solicitações mecânicas químicas elétricas e térmicas às quais possa ser submetida c as tintas vernizes lacas e produtos análogos não são geralmente considerados como constituindo uma isolação suficiente no quadro da proteção contra os contatos diretos NOTA Quando a isolação for feita durante a execução da instalação a qualidade desta isolação deve ser verificada através de ensaios análogos aos destinados a verificar a qualidade da isolação de equipament os similares industrializados 5112 Proteção por meio de barreiras ou invólucros 51121 As barreiras ou invólucros são destinados a impedir todo contato com as partes vivas da instalação elétrica conforme NBR 6146 51122 As partes vivas devem estar no interior de invólucros ou atrás de barreiras que confiram pelo menos o grau de proteção IP3X conforme a NBR 6146 NBR 140392003 15 51123 As superfícies superiores das barreiras ou dos invólucros horizontais que sejam facilmente acessíveis devem atender pelo menos ao grau de proteção IP4X conforme a NBR 6146 51124 As barreiras e invólucros devem ser fixados de forma segura e possuir robustez e durabilidade suficientes para manter os graus de proteção e a apropriada separação das partes vivas nas condições normais de serviço levandose em conta as condições de influências externas relevantes 51125 A supressão das barreiras a abertura dos invólucros ou coberturas ou a retirada de partes dos invólucros ou coberturas não deve ser possível a não ser a com a utilização de uma chave ou de uma ferramenta e b após a desenergização das partes vivas protegidas por essas barreiras invólucros ou coberturas não podendo ser restabelecida a tensão enquanto não forem recolocadas as barreiras invólucros ou coberturas ou NOTA Esta prescrição é atendida com utilização de intertravamento mecânico eou elétrico c que haja interposta uma segunda barreira ou isolação que não possa ser retirada sem a desenergização das partes vivas protegidas por essas barreiras e que impeça qualquer contato com as partes vivas 5113 Proteção por meio de obstáculos 51131 Os obstáculos são destinados a impedir os contatos fortuitos com partes vivas mas não os contatos voluntários por uma tentativa deliberada de contorno do obstáculo 51132 Os obstáculos devem impedir a uma aproximação física não intencional das partes vivas por exemplo por meio de corrimões ou de telas de arame b contatos não intencionais com partes vivas por ocasião de operação de equipamentos sob tensão por exemplo por meio de telas ou painéis sobre os seccionadores 51133 Os obstáculos podem ser desmontáveis sem a ajuda de uma ferramenta ou de uma chave entretanto devem ser fixados de forma a impedir qualquer remoção involuntária 5114 Proteção parcial por colocação fora de alcance 51141 A colocação fora de alcance é somente destinada a impedir os contatos fortuitos com as partes vivas 51142 Quando há o espaçamento este deve ser suficiente para que se evite que pessoas circulando nas proximidades das partes vivas em média tensão possam entrar em contato com essas partes seja diretamente ou por intermédio de objetos que elas manipulem ou transportem 51143 Os espaçamentos mínimos previstos para instalações internas são definidos nas figuras 7a e 7b com os valores da tabela 19 e para instalações externas na figura 8 com os valores da tabela 20 a Circulação por um lado B NBR 140392003 16 b Circulação por mais de um lado Legenda Partes vivas W Área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos tela ou grade metálica X Área de circulação proibida Dispositivos de manobra Figura 7 Espaçamento para instalações internas Tabela 19 Espaçamento para instalações internas Dimensões mínimas mm 300 até 242kV D 400 para 362kV Distância entre a parte viva e um anteparo vertical A Valores de distâncias mínimas da tabela 21 R 1 200 Locais de manobra B 2 700 Altura mínima de uma parte viva com circulação K 2 000 Altura mínima de um anteparo horizontal F 1 700 Altura mínima de um anteparo vertical J E300 Altura mínima de uma parte viva sem circulação Dimensões máximas mm E 300 Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo vertical e o piso M 1 200 Altura dos punhos de acionamento manual malha 20 Abertura da malha NBR 140392003 17 Legenda Partes vivas W Área de circulação permitida a pessoas advertidas Anteparos tela ou grade metálica X Área de circulação proibida Dispositivos de manobra Figura 8 Espaçamento para instalações externas ao nível do piso Tabela 20 Espaçamento para instalações externas Dimensões mínimas mm A Valores de distâncias mínimas da tabela 21 G 1 500 Distância mínima entre a parte viva e a proteção externa B 4 000 Altura mínima de uma parte viva na área de circulação R 1 500 Locais de manobra D 500 Distância mínima entre a parte viva e um anteparo vertical F 2 000 Altura mínima de um anteparo vertical 6 000 Em ruas avenidas e entradas de prédios e demais locais com trânsito de veículos 5 000 Em local com trânsito de pedestres somente 9 000 Em ferrovias H 7 000 Em rodovias J 800 Altura mínima de uma parte viva na área de circulação proibida K 2 200 Altura mínima de um anteparo horizontal L 2 000 Altura mínima da proteção externa C 2 000 Circulação Dimensões máximas mm E 600 Distância máxima entre a parte inferior de um anteparo vertical e o piso M 1 200 Altura dos punhos de acionamento manual Malha 20 Abertura das malhas dos anteparos NBR 140392003 18 Tabela 21 Distâncias mínimas x tensão nominal da instalação Distância mínima faseterra e fasefase 1 Interno Externo Tensão nominal da instalação kV Tensão de ensaio à freqüência industrial valor eficaz kV Tensão suportável nominal de impulso atmosférico valor de pico kV mm 3 10 20 40 60 60 120 120 416 19 60 90 120 6 20 40 60 60 90 120 120 138 34 95 110 125 160 180 220 231 50 95 125 160 220 345 70 145 170 270 320 1 Estes afastamentos devem ser tomados entre extremidades mais próximas e não de centro a centro Os valores de distâncias mínima s indicados podem ser aumentados a critério do projetista em função da classificação das influências externas 512 Proteção contra contatos indiretos 5121 Princípios básicos A proteção contra contatos indiretos deve ser garantida pelo aterramento e pela eqüipotencialização descritos em 51211 e 51212 sendo que o seccionamento automático da alimentação descrito em 5122 é uma medida que visa garantir a integridade dos componentes dos sistemas de aterramento e de eqüipotencialização e limitar o tempo de duração da falta 51211 Aterramento As massas devem ser ligadas a condutores de proteção nas condições especificadas em 423 para cada esquema de aterramento Massas simultaneamente acessíveis devem ser ligadas à mesma rede de aterramento individualmente por grupos ou coletivamente NOTA As disposições referentes ao aterramento e aos condutores de proteção devem satisfazer as prescrições de 64 51212 Ligação eqüipotencial A tensão de contato em qualquer ponto da instalação não pode ser superior à tensão de contato limite UL com valor indicado na tabela 22 Aos limites indicados aplicamse as tolerâncias definidas na IEC 60038 Esta regra é satisfeita se em cada edificação existir uma ligação eqüipotencial principal reunindo os seguintes elementos a condutores de proteção principalis b condutores de eqüipotencialidade principais ligados a canalizações metálicas de utilidades e serviços e a todos os demais elementos condutores estranhos à instalação incluindo os elementos metálicos da construção e outras estruturas metálicas c condutores de aterramento d eletrodos de aterramento de outros sistemas por exempl o de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas etc NOTAS 1 A ligação eqüipotencial principal via de regra é realizada pelo terminal de at erramento principal ver 6424 2 Quando tais elementos originaremse do exterior da edificação sua conexão à ligação eqüipotencial principal deve ser efetuad a o mais próximo possível do ponto em que penetram na edificação 3 Os condutores de eqüipotencialidade devem satisfazer às prescrições de 64 NBR 140392003 19 5122 Seccionamento automático da alimentação O seccionamento automático da alimentação destinase a evitar que uma corrente se mantenha por um tempo que possa resultar em sobreaquecimento na instalação Esta medida de proteção requer a coordenação entre o esquema de aterramento adotado e as características dos condutores de proteção e dos dispositivos de proteção Os princípios básicos desta medida são aqueles apresentados em 51221 Os meios convencionais para satisfazer estes princípios estão descritos em 51224 e 51225 conforme o esquema de aterramento 51221 Princípios básicos A proteção por seccionamento automático da alimentação baseiase nos seguintes princípios a aterramento as massas devem ser ligadas a condutores de proteção nas condições especificadas para cada esquema de aterramento Massas simultaneamente acessíveis devem ser ligadas à mesma rede de aterramento individualmente por grupos ou coletivamente NOTA As disposições referentes ao aterramento e aos condutores de proteção devem satisfazer as prescrições de 64 b seccionamento da alimentação um dispositivo de proteção deve secionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento protegido contra contatos indiretos por este dispositivo sempre que uma falta entre parte viva e massa no circuito ou equipamento considerado der origem a um a tensão de contato superior ao valor apropriado de UL Tabela 22 Valores máximos da tensão de contato limite UL V Natureza da corrente Situação 1 1 Situação 2 1 Alternada 15 Hz 1 000 Hz 50 25 Contínua sem ondulação 2 120 60 1 A situação 1 aplicase a áreas internas e a situação 2 aplicase a áreas externas NOTAS 1 Uma tensão contínua sem ondulação é convencionalmente definida como apresentando uma taxa de ondulação não superior a 10 em valor eficaz o valor de crista máximo não deve ultrapassar 140 V para um sistema em corrente contínua sem ondulação com 120 V nominais ou 70 V para um sistema em corrente contínua sem ondulação com 60 V nominais 2 Os valores máximos da tensão de contato limite apresentados são para tensão de contato de duração maior ou igual a 10 s Para tempos inferiores a 10 s podem ser utilizados os valores obtidos na figura A1 51222 Aplicação convencional Para o atendimento dos princípios definidos em 51221 é suficiente aplicar as prescrições de 51223 a 51225 conforme o esquema de aterramento 51223 Esquema TNx Em um esquema TNx todo defeito de isolamento é um curtocircuito faseneutro Quando a proteção é assegurada por dispositivos de proteção contra sobreintensidade a avaliação da corrente de curtocircuito mínima é necessária a fim de verificar as condições de funcionamento destes dispositivos 51224 Esquemas TTx Nos esquemas TTx a corrente de defeito é limitada por a as resistências de tomadas de terra e do neutro esta última aumentada ao valor da resistência de limitação podendo ser inserida entre o ponto neutro e o terra b a resistência das ligações eventuais utilizadas por interconexão das massas e das tomadas de terra Mesmo que a corrente do primeiro defeito seja importante não é permitido que sua detecção seja assegurada por dispositivos de proteção contra sobrecorrentes com efeito seu funcionamento é dificilmente verificável Por outro lado a detecção de pequenas correntes de fuga resultante de uma degradação lenta da isolação não é possível com esses dispositivos cujo limiar de funcionamento é muito elevado muitas vezes sua corrente nominal Por isso que é necessário recorrer aos dispositivos sensíveis à corrente diferencial não necessitando a verificação das condições de disparo 51225 Esquemas lTx A não interrupção no primeiro defeito de isolamento é justificada nas instalações quando é necessário assegurar a continuidade do serviço Após a aparição do primeiro defeito de isolamento é recomendado proceder rapidamente à busca e eliminação deste defeito A permanência de um primeiro defeito conduz ao funcionamento da instalação com um ponto ligado à terra correspondendo às condições de funcionamento para as quais a instalação não é concebida NBR 140392003 20 52 Proteção contra efeitos térmicos 521 Generalidades As pessoas os componentes fixos de uma instalação elétrica bem como os materiais fixos adjacentes devem ser protegidos contra os efeitos prejudiciais do calor ou radiação térmica produzida pelos equipamentos elétricos particularmente quanto a a riscos de queimaduras b prejuízos no funcionamento seguro de componentes da instalação c combustão ou deterioração de materiais 522 Proteção contra incêndio 5221 Os componentes elétricos não devem apresentar perigo de incêndio para os materiais vizinhos Devem ser observadas além das prescrições desta Norma eventuais instruções relevantes dos fabricantes 5222 Os componentes fixos cujas superfícies externas possam atingir temperaturas que venham a causar perigo de incêndio a materiais adjacentes devem a ser montados sobre materiais ou contidos no interior de materiais que suportem tais temperaturas e sejam de baixa condutância térmica ou b ser separados dos elementos da construção do prédio por materiais que suportem tais temperaturas e sejam de baixa condutância térmica ou c ser montados de modo a permitir a dissipação segura do calor a uma distância segura de qualquer material em que tais temperaturas possam ter efeitos térmicos prejudiciais sendo que qualquer meio de suporte deve ser de baixa condutância térmica 5223 Os componentes fixos que apresentem efeitos de focalização ou concentração de calor devem estar a uma distância suficiente de qualquer objeto fixo ou elemento do prédio de modo a não submetêlos em condições normais a elevação perigosa de temperatura 5224 Os materiais dos invólucros dispostos em torno de componentes elétricos durante a instalação devem suportar a maior temperatura susceptível de ser produzida pelo componente Materiais combustíveis não são adequados para a construção destes invólucros a menos que sejam tomadas medidas preventivas contra a ignição tais como o revestimento com material incombustível ou de combustão difícil e de baixa condutância térmica 523 Proteção contra queimaduras As partes acessíveis de equipamentos elétricos que estejam situadas na zona de alcance normal não devem atingir temperaturas que possam causar queimaduras em pessoas e devem atender aos limites de temperatura indicados na tabela 23 Todas as partes da instalação que possam em serviço normal atingir ainda que por períodos curtos temperaturas que excedam os limites dados na tabela 23 devem ser protegidas contra qualquer contato acidental Os valores da tabela 23 não se aplicam a componentes cujas temperaturas limites das superfícies expostas no que concerne à proteção contra queimaduras sejam fixadas por normas específicas NBR 140392003 21 Tabela 23 Temperaturas máximas das superfícies externas dos equipamentos elétricos dispostos no interior da zona de alcance normal Tipo de superfície Temperaturas máximas C Superfícies de alavancas volantes ou punhos de dispositivos de controle manuais metálicas nãometálicas Superfícies previstas para serem tocadas em serviço normal mas não destinadas a serem mantidas à mão de forma contínua metálicas nãometálicas Superfícies acessíveis mas não destinadas a serem tocadas em serviço normal metálicas nãometálicas 55 65 70 80 80 90 NOTAS 1 Esta prescrição não se aplica a materiais cujas normas fixam limites de temperatura ou de aquecimento para as superfícies acessíveis 2 A distinção entre superfícies metálicas e nãometálicas depende da condutividade térmica da superfície considerada Camadas d e tinta e de verniz não são consideradas como modificando a condutividade térmica da superfície Ao contrário certos revestiment os não condutores podem reduzir sensivelmente a condutividade térmica de uma superfície metálica e permitir considerála como nãometálica 3 Para dispositivos de controle manuais dispostos no interior de invólucros que somente sejam acessíveis após a abertura do invólucro por exemplo alavancas de emergência ou alavancas de desligamento e que não sejam utilizados freqüentemente podem ser admitidas temperaturas mais elevadas 53 Proteção contra sobrecorrentes 531 Proteção geral subestação de entrada de energia É considerado proteção geral o dispositivo situado entre o ponto de entrega de energia e a origem da instalação em média tensão Esta proteção geral deve atender no mínimo ao especificado em 5311 e 5312 5311 Capacidade instalada menor ou igual a 300 kVA Em uma subestação unitária com capacidade instalada menor ou igual a 300 kVA a proteção geral na média tensão deve ser realizada por meio de um disjuntor acionado através de relés secundários com as funções 50 e 51 fase e neutro onde é fornecido o neutro ou por meio de chave seccionadora e fusível sendo que neste caso adicionalmente a proteção geral na baixa tensão deve ser realizada através de disjuntor 5312 Capacidade instalada maior que 300 kVA Em uma subestação com capacidade instalada maior que 300 kVA a proteção geral na média tensão deve ser realizada exclusivamente por meio de um disjuntor acionado através de relés secundários com as funções 50 e 51 fase e neutro onde é fornecido o neutro 532 Proteção contra correntes de sobrecarga Os condutores vivos devem ser protegidos contra as correntes de sobrecargas exceto quando alimentam cargas transformadores motores etc que possuem sua própria proteção contra as sobrecargas 533 Proteção contra correntes de curtocircuito Os condutores vivos devem ser protegidos contra correntes de curtocircuito que possam provocar danos 534 Natureza dos dispositivos de proteção Os dispositivos de proteção devem ser escolhidos entre os indicados em 5341 e 5342 NBR 140392003 22 5341 Dispositivos que garantem simultaneamente a proteção contra correntes de sobrecarga e contra correntes de curtocircuito Esses dispositivos de proteção devem poder interromper qualquer sobrecorrente menor ou igual à corrente de curtocircuito presumida no ponto em que o dispositivo está instalado Tais dispositivos podem ser disjuntores acionados através de relés secundários com as funções 50 e 51 fase e neutro onde é fornecido o neutro Não são aceitos relés com princípio de funcionamento com retardo a líquido NOTAS 1 Quando forem utilizados relés com as funções 50 e 51 do tipo microprocessado digital autoalimentados ou não deve ser gara ntida na falta de energia uma fonte de alimentação de reserva com autonomia mínima de 2 h que garanta a sinalização dos eventos ocorr idos e o acesso à memória de registro dos relés 2 Os transformadores para instrumentos conectados aos relés secundários devem ser instalados sempre a montante do disjuntor ou chave a ser atuadoa garantindo assim a proteção contra falhas do próprio dispositivo 3 Para qualquer tipo de relé deve ser instalado um dispositiv o exclusivo que garanta a energia necessária ao acionamento da bo bina de abertura do disjuntor que permita teste individual recomendandose o uso de fonte capacitiva 4 O sistema geral de proteção da unidade consumidora deve permitir coordenação com o sistema de proteção da concessionária ser dimensionado e ajustado de modo a permitir adequada seletividade entre os dispositivos de proteção da instalação 5342 Dispositivos que garantem apenas a proteção contra correntes de curtocircuito Tais dispositivos podem ser utilizados quando a proteção contra sobrecargas for realizada por outros meios ou quando se admitir a omissão da proteção contra sobrecargas Esses dispositivos devem poder interromper qualquer corrente de curto circuito menor ou igual à corrente de curtocircuito presumida Não são aceitos relés com princípio de funcionamento com retardo a líquido Podem ser utilizados a disjuntores acionados através de relés com a função 50 b dispositivos fusíveis limitadores de corrente conforme a NBR 8669 e do tipo expulsão conforme a NBR 7282 para uso exclusivo em instalações externas 54 Proteção contra sobretensões As sobretensões nas instalações elétricas de média tensão não devem comprometer a segurança das pessoas nem a integridade das próprias instalações e dos equipamentos servidos NOTA O uso adequado de páraraios de resistência não linear é considerado uma medida de proteção contra sobretensão de origem atmosférica 55 Proteção contra mínima e máxima tensão e falta de fase 551 Devem ser consideradas medidas de proteção quando uma queda de tensão significativa ou sua falta total e o posterior restabelecimento desta forem suscetíveis de criar perigo para pessoas e bens ou de perturbar o bom funcionamento da instalação NOTA No caso da proteção contra quedas e faltas de tensão normalmente são utilizados relés de subtensão acoplados a dispositivos de seccionamento 552 Quando aplicável a proteção de máxima tensão deve atuar no dispositivo de seccionamento apropriado 56 Proteção contra inversão de fase Quando aplicável as instalações devem ser protegidas contra inversão de fase de forma que o relé de proteção correspondente atue no dispositivo de seccionamento apropriado 57 Proteção das pessoas que trabalham nas instalações elétricas de média tensão As instalações elétricas devem ser construídas e instaladas de forma que possam ser empregadas as medidas necessárias para garantir a proteção das pessoas que trabalham nas instalações elétricas 571 Os equipamentos de proteção a serem utilizados pelos trabalhadores são no mínimo os seguintes capacetes óculos de segurança luvas detector de tensão botas e estrado ou tapete isolante 572 Os equipamentos devem ser providos de meios que permita m quando necessário o seu isolamento da instalação 573 Equipamentos devem ser providos para que a instalação completa ou partes da instalação possam ser isoladas dependendo das condições operacionais Isto pode ser realizado por exemplo desligandose seccionadores ou removendose elos ou interligações 574 A instalação completa ou partes das instalações que possam ser energizadas por várias fontes devem ser dispostas de forma que todas as fontes possam ser isoladas 575 Se os terminais de neutro de vários equipamentos estiverem ligados em paralelo deve ser possível isolálos individualmente Isto também se aplica às bobinas e aos resistores de falta à terra sendo que nestes casos a proteção contra sobretensões deve ser mantida NBR 140392003 23 576 Devem ser providos meios para descarregar os equipament os que ainda possam transferir potencial elétrico mesmo após a sua desconexão da instalação como por exemplo capacitores 577 Os equipamentos empregados com o propósito de isolamento devem ser providos de dispositivos elétricos eou mecânicos apropriados que garantam a sua condição de isolamento Quando partes removíveis como por exemplo os fusíveis ou disjuntores extraíveis são utilizadas para a desconexão da instalação completa ou parte dela e são substituídas por coberturas ou barreiras estas devem ser montadas de tal forma que a sua remoção somente possa ser executada com o uso de ferramenta apropriada Os equipamentos que são operados manualmente devem permitir o uso de dispositivos de travam ento mecânico para evitar o seu religamento 578 Dispositivos para a verificação do estado de desenergização devem ser disponibilizados para garantir a segurança das pessoas que trabalham nas instalações elétricas Os dispositivos devem permitir que o estado de desenergização possa ser verificado em todos os pontos onde o trabalho for realizado NOTA Tanto dispositivos fixos como portáteis podem ser utilizados para atender a este requisito 579 Cada parte de uma instalação que possa ser isolada de outras partes deve possuir dispositivos que permitam o seu aterramento e curtocircuito NOTA Equipamentos como por exemplo transformadores e capacitores devem ser providos de meios para seu aterramento e curto circuito no ponto de sua instalação Este requisito não deve ser aplicado a partes do sistema onde isto não for praticável ou for impró prio por exemplo transformadores ou máquinas elétricas com terminações seladas ou terminações flangeadas de cabos Nestes casos o aterramento e o curtocircuito devem ser realizados nos respectivos cubículos ou compartimentos situados nos lados primário e secundário Para cada parte da instalação devem ser providos pontos de conexão facilmente acessíveis e apropriadamente dimensionados ao sistema de aterramento e às partes vivas para permitir a conexão dos dispositivos de aterramento e curtocircuito Os mecanismos existentes em cubículos ou compartimentos devem ser projetados de forma a permitir a conexão manual dos dispositivos de aterramento e curtocircuito Quando o aterramento e curtocircuito forem realizados por chaves de aterrament o controladas remotamente a posição da chave deve ser fielmente transmitida para o ponto de controle remoto 58 Proteção contra fuga de líquido isolante NOTA Em todos os casos descritos em 581 a 583 os regulamentos das autoridades competentes devem ser atendidos 581 As instalações que contenham 100 L ou mais de líquido isolante devem ser providas de tanque de contenção 582 Nas instalações abrigadas pisos impermeáveis com soleira apropriada podem ser utilizados como depósito se não mais que três transformadores ou outros equipamentos estiverem instalados e se cada um deles contiver menos de 100 L 583 Nas instalações ao tempo pisos impermeáveis com soleira apropriada podem ser utilizados como depósito que não seja destinado a conter todo o líquido mesmo sem tanques de contenção se a superfície poluída puder ser removida e se o líquido não for destinado aos sistemas de drenagem ou córregos Isto não se aplica a áreas de contenção a zonas de proteção de mananciais e outros casos especiais nos quais as autoridades competentes devem ser consultadas 59 Proteção contra perigos resultantes de faltas por arco Os dispositivos e equipamentos que podem gerar arcos durant e a sua operação devem ser selecionados e instalados de forma a garantir a segurança das pessoas que trabalham nas instalações A seguir são relacionadas algumas medidas para garantir a proteção das pessoas contra os perigos resultantes de faltas por arco a utilização de um ou mais dos seguintes meios dispositivos de abertura sob carga chave de aterramento resistente ao curtocircuito presumido sistemas de intertravamento fechaduras com chave não intercambiavéis b corredores operacionais tão curtos altos e largos quanto possível c coberturas sólidas ou barreiras ao invés de coberturas perfuradas ou telas d equipamentos ensaiados para resistir às faltas de arco internas e emprego de dispositivos limitadores de corrente f seleção de tempos de interrupção muito curtos o que pode ser obtido através de relés instantâneos ou através de dispositivos sensíveis a pressão luz ou calor atuando em dispositivos de interrupção rápidos g operação da instalação a uma distância segura NBR 140392003 24 6 Seleção e instalação dos componentes 61 Prescrições comuns a todos os componentes da instalação 611 Generalidades 6111 A escolha do componente e sua instalação devem permitir que sejam obedecidas as medidas de proteção para garantir a segurança as prescrições para garantir um funcionamento adequado ao uso da instalação e as prescrições apropriadas às condições de influência externas previsíveis 6112 Os componentes devem ser selecionados e instalados de forma a satisfazer as prescrições enunciadas nesta seção bem como as prescrições aplicáveis das outras seções desta Norma 612 Componentes da instalação 6121 Os componentes da instalação devem satisfazer as Normas Brasileiras que lhes sejam aplicáveis e na falta destas as normas IEC e ISO 6122 Na falta de Normas Brasileiras IEC e ISO os componentes devem ser selecionados através de acordo entre o projetista e o instalador 613 Condições de serviço e influências externas 6131 Condições de serviço 61311 Tensão Os componentes devem ser adequados à tensão nominal valor eficaz em corrente alternada da instalação Se numa instalação que utiliza o esquema ITx o condutor neutro for distribuído os componentes ligados entre uma fase e o neutro devem ser isolados para a tensão entre fases 61312 Corrente Os componentes devem ser escolhidos considerandose a corrente de projeto valor eficaz em corrente alternada que possa percorrêlos em serviço normal Devese igualmente considerar a corrente suscetível de percorrêlos em condições anormais levandose em conta a duração da passagem de uma tal corrente em função das características de funcionamento dos dispositivos de proteção 61313 Freqüência Se a freqüência tiver influência sobre as características dos componentes a freqüência nominal do componente deve corresponder à freqüência da corrente no circuito pertinente 61314 Potência Os componentes escolhidos segundo suas características de potência devem ser adequados às condições normais de serviço considerando os regimes de carga que possam ocorrer 61315 Compatibilidade A menos que sejam tomadas medidas adequadas quando da instalação os componentes devem ser escolhidos de modo a não causar em serviço normal efeitos prejudiciais quer aos demais componentes quer à rede de alimentação incluindo condições de manobra Cuidados específicos devem ser observados no caso do emprego de condutores de alumínio 6132 Influências externas 61321 Os componentes devem ser selecionados e instalados de acordo com as prescrições da tabela 24 Esta tabela indica as características dos componentes em função das influências externas a que podem ser submetidos e que são definidas em 43 As características dos componentes são determinadas seja por um grau de proteção seja por conformidade com ensaios NBR 140392003 25 Tabela 24 Características dos componentes da instalação em função das influências externas Código Influências externas Características exigidas para seleção e instalação dos componentes A Condições ambientais 431 AA Temperatura ambiente 4311 AA3 25C a 5C Componentes especialmente projetados ou disposições apropriadas1 AA4 5C a 40C Normal em certos casos podem ser necessárias precauções especiais AA5 5C a 40C Normal AA6 5C a 60C Componentes especialmente projetados ou disposições apropriadas 1 AC Altitude 4312 AC1 1 000 m Normal AC2 1 000 m Podem ser necessárias precauções especiais tais como a aplicação de fatores de correção AD Presença de água 4313 AD1 Desprezível IPX0 AD2 Quedas de gotas de água IPX1 AD3 Aspersão de água IPX3 AD4 Projeção de água IPX4 AD5 Jatos de água IPX5 AD6 Ondas IPX6 AD7 Imersão IPX7 AD8 Submersão IPX8 AE Presença de corpos sólidos 4314 AE1 AE2 AE3 Desprezível Objetos pequenos 25 mm Objetos muito pequenos 1 mm também 512 Ver IP4X IP3X IPOX AE4 Poeira no componente não penetrarem IP6X Se as poeiras o funcionamento do componente prejudicar penetrar sem puderem Se as poeiras IP5X AF Presença de substâncias corrosivas ou poluentes 4315 AF1 Desprezível Normal AF2 Agentes atmosféricos De acordo com a natureza dos agentes AF3 Intermitente Proteção contra corrosão definida pelas especificações dos componentes AF4 Permanente Componentes especialmente projetados de acordo com a natureza dos agentes AG Choques mecânicos 4316 AG1 Fracos Normal Por exemplo componentes para uso doméstico ou análogo AG2 Médios Componentes para uso industrial quando aplicável ou proteção reforçada AG3 Significativos Proteção reforçada AG4 Muito significativos Proteção muito reforçada AH Vibrações 4316 AH1 Fracas Normal AH2 Média AH3 Significativas Componentes especialmente projetados ou Disposições especiais NBR 140392003 26 Tabela 24 continuação Código Influências externas Características exigidas para seleção e instalação dos componentes AK Presença de flora ou mofo 4317 AK1 Desprezível Normal AK2 Riscos Proteções especiais tais como grau de proteção aumentado ver AE componentes especiais ou revestimentos protegendo os invólucros disposições para evitar a presença de flora AL Presença de fauna 4318 AL1 Desprezível Normal AL2 Riscos A proteção pode compreender um grau de proteção adequado contra a penetração de corpos sólidos ver AE uma resistência mecânica suficiente ver AG precauções para evitar a presença de fauna como limpeza uso de pesticidas componentes especiais ou revestimentos protegendo os invólucros AM Influências eletromagnéticas eletrostáticas ou ionizantes 4319 AM1 Desprezível Normal AM2 Correntes parasitas Proteções especiais tais como isolação adequada revestimentos protetores especiais proteção catódica eqüipotencialidade suplementar AM3 AM4 Ionizantes Eletromagnéticas Proteções especiais tais como distanciamento das fontes de radiação interposição de telas protetoras invólucros especiais AM5 Eletrostáticas Proteções especiais tais como isolação apropriada do local eqüipotencialidade suplementar AM6 Induções Proteções especiais tais como distanciamento das fontes de corrente induzida interposição de telas protetoras AN Radiações solares 43110 AN1 Desprezíveis Normal AN2 Significativas Disposições especiais tais como materiais resistentes à radiação ultravioleta revestimentos de cores especiais interposição de telas protetoras AQ Raios 43111 AQ1 Desprezíveis Normal B Utilizações 432 BA Competência das pessoas 4321 BA1 Comuns Componentes protegidos contra contatos diretos e indiretos BA4 Advertidas BA5 Qualificadas Componentes não protegidos contra contatos diretos admitidos apenas nos locais que só sejam acessíveis a pessoas devidamente autorizadas NBR 140392003 27 Tabela 24 conclusão Código Influências externas Características exigidas para seleção e instalação dos componentes BB Resistência elétrica do corpo humano 4322 BB1 Elevada Normal BB2 Normal Normal BB3 Fraca Medidas de proteção apropriadas ver 581 BC Contatos das pessoas com o potencial local 4323 BC3 Freqüentes Componentes protegidos contra contatos diretos e indiretos BD Fuga das pessoas em emergência 4324 BD1 Normal Normal BD2 Longa Componentes constituídos de materiais não propagantes de chama e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos ou utilização de materiais não propagantes de chama e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos que envolvam os componentes da instalação BE Natureza das matérias processadas ou armazenadas 4325 BE1 Riscos desprezíveis Normal BE2 Riscos de incêndio Componentes constituídos de materiais não propagantes de chama Disposições tais que uma elevação significativa da temperatura ou uma faísca no componente não possa provocar incêndio no exterior Utilização de materiais não propagantes de chama e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos que envolvam os componentes da instalação BE3 Riscos de explosão Componentes adequados para atmosferas explosivas C Construção de edificações 433 CA Materiais de construção 4331 CA1 Não combustíveis Normal CB Estrutura das edificações 4332 CB1 Riscos desprezíveis Normal CB2 Propagação de incêndio Componentes constituídos de materiais não propagantes de chama incluindo fogo de origem não elétrica Barreiras cortafogo Utilização de materiais não propagantes de chama e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos que envolvam os componentes da instalação NOTA Podem ser previstos detectores de incêndio CB3 Movimentos Juntas de dilatação ou de expansão nas linhas elétricas 1 Podem ser necessárias certas precauções suplementares por exemplo lubrificação especial 61322 Quando um componente não possuir por construção as características correspondentes às influências externas do local ele pode ser utilizado sob a condição de que seja provido por ocasião da execução da instalação de uma proteção complementar apropriada Esta proteção não pode afetar as condições de funcionamento do componente protegido 61323 Quando diferentes influências externas se produzirem simultaneamente seus efeitos podem ser independentes ou influenciarse mutuamente e os graus de proteção devem ser escolhidos de acordo NBR 140392003 28 61324 A escolha das características dos componentes em função das influências externas é necessária não somente para seu funcionamento correto mas também para garantir a confiabilidade das medidas de proteção em conformidade com as prescrições de 51 a 59 As medidas de proteção associadas à construção dos componentes são válidas apenas para as condições de influências externas dadas se os correspondentes ensaios previstos nas normas dos componentes forem prescritos para aquelas condições NOTAS 1 São consideradas como normais as seguintes classes de influências externas AA temperatura ambiente AA4 AB umidade atmosférica ainda não normalizada outras condições ambientais AC a AR XX1 de cada parâmetro condições de utilização e de construção das edificações B e C XX1 para todos os parâmetros exceto XX2 para o parâmetro BC 2 A palavra normal que figura na terceira coluna da tabela 24 significa que o componente deve satisfazer de modo geral as Normas Brasileiras aplicáveis ou na sua falta as normas IEC e ISO ou através de acordo es pecial entre o projetista e o instalador 614 Acessibilidade Os componentes inclusive as linhas elétricas devem ser dispostos de modo a facilitar sua operação sua inspeção sua manutenção e o acesso às suas conexões Tais possibilidades não devem ser significativamente reduzidas pela montagem de equipamentos nos invólucros ou compartimentos 615 Identificação dos componentes 6151 Generalidades As placas indicativas ou outros meios adequados de identificação devem permitir identificar a finalidade dos dispositivos de comando e proteção a menos que não exista qualquer possibilidade de confusão Se o funcionamento de um dispositivo de comando e proteção não puder ser observado pelo operador e disso puder resultar perigo uma placa indicativa ou um dispositivo de sinalização deve ser colocadao em local visível ao operador 6152 Linhas elétricas As linhas elétricas devem ser dispostas ou marcadas de modo a permitir sua identificação quando da realização de verificações ensaios reparos ou modificações da instalação 6153 Condutores 61531 Qualquer cabo unipolar ou veia de cabo multipolar utilizado como condutor neutro deve ser identificado conforme essa função Em caso de identificação por cor deve ser usada a cor azulclaro na veia do cabo multipolar ou na cobertura do cabo unipolar NOTA A veia com isolação azulclaro de um cabo multipolar pode ser usada para outras funções que não a de condutor neutro se o circuito não possuir condutor neutro ou se o cabo possuir um condutor periférico utilizado como neutro 61532 Qualquer cabo unipolar ou veia de cabo multipolar utilizado como condutor de proteção PE deve ser identificado de acordo com essa função Em caso de identificação por cor deve ser usada a dupla coloração verdeamarela cores exclusivas da função de proteção na veia do cabo multipolar ou na cobertura do cabo unipolar NOTA Na falta da dupla coloração verdeamarela admitese o uso da cor verde 61533 Qualquer cabo unipolar ou veia de cabo multipolar utilizado como condutor PEN deve ser identificado de acordo com essa função Em caso de identificação por cor deve ser usada a cor azulclaro com identificação verdeamarela nos pontos visíveis ou acessíveis na veia do cabo multipolar ou na cobertura do cabo unipolar 61534 Qualquer cabo unipolar ou veia de cabo multipolar utilizado como condutor de fase deve ser identificado de acordo com essa função por exemplo por número disposição cores ou símbolos e esta identificação deve estar indicada nos diagramas e desenhos 61535 Qualquer condutor nu utilizado como condutor de fase deve ser identificado de acordo com essa função No caso de a identificação ser feita por cor devem ser utilizadas as cores definidas em 61536 61536 No caso de emprego de cores para identificação dos condutores de fase devem ser utilizadas as seguintes cores a em corrente alternada fase A vermelha fase B branca fase C marrom b em corrente contínua pólo positivo vermelha pólo negativo preta condutor médio branca NBR 140392003 29 6154 Equipamentos 61541 Quando existirem na mesma instalação tensões diversas ou diferentes espécies de correntes os equipamentos e materiais afetos a cada uma delas devem tanto quanto possível ser agrupados e separados dos outros e ser facilmente identificáveis 61542 Os dispositivos de proteção devem estar dispostos e identificados de forma que seja fácil reconhecer os respectivos circuitos protegidos 61543 As posições de fechado e aberto dos equipamentos de manobra de contatos não visíveis devem ser indicadas por meio de letras e cores devendo ser adotada a seguinte convenção I vermelho contatos fechados O verde contatos abertos NOTAS 1 Chaves seccionadoras deslocamento mecânico vertical da alavanca ou punho de manobra para baixo deve corresponder ao equipamento desligado 2 Disjuntores Os cabos ou barramentos provenientes da fonte devem estar conectados nos bornes superiores de entrada 616 Independência dos componentes Os componentes devem ser escolhidos e dispostos de modo a impedir qualquer influência prejudicial entre as instalações elétricas e as instalações não elétricas 617 Documentação da instalação 6171 A instalação deve ser executada a partir de projeto específico que deve conter no mínimo a plantas b esquemas unifilares e outros que se façam necessários c detalhes de montagem quando necessários d memorial descritivo e especificação dos componentes descrição sucinta do componente características nominais e normas a que devem atender 6172 Após concluída a instalação a documentação indicada em 6171 deve ser revisada de acordo com o que foi executado projeto como construído 62 Seleção e instalação das linhas elétricas 621 Generalidades Na seleção e instalação de linhas elétricas deve ser considerada a aplicação de 41 aos condutores suas terminações eou emendas aos suportes e suspensões a eles associados e aos seus invólucros ou métodos de proteção contra influências externas 622 Tipos de linhas elétricas 6221 Os tipos de linhas elétricas estão indicados na tabela 26 6222 Outros tipos de linhas elétricas além dos constantes da tabela 25 podem ser utilizados desde que atendam às prescrições gerais desta seção NBR 140392003 30 Tabela 25 Tipos de linhas elétricas Método de instalação número Descrição Método de referência a utilizar para a capacidade de condução de corrente 1 Três cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e um cabo tripolar ao ar livre A 2 Três cabos unipolares espaçados ao ar livre B 3 Três cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e um cabo tripolar em canaleta fechada no solo C 4 Três cabos unipolares espaçados em canaleta fechada no solo D 5 Três cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e um cabo tripolar em eletroduto ao ar livre E 6 Três cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e um cabo tripolar em banco de dutos ou eletroduto enterrado no solo F 7 Três cabos unipolares em banco de dutos ou eletrodutos enterrados e espaçados um cabo por duto ou eletroduto não condutor G 8 Três cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e um cabo tripolar diretamente enterrados H 9 Três cabos unipolares espaçados diretamente enterrados I 623 Cabos unipolares e multipolares 6231 Os cabos utilizados nas linhas elétricas devem atender às prescrições da NBR 6251 6232 Nos locais AD8 independentemente do tipo de cabo é obrigatório o emprego de condutores com construção bloqueada conforme NBR 6251 6233 Nas instalações com tensão nominal superior a 366 kV os cabos unipolares e as veias dos cabos multipolares devem ser do tipo a campo elétrico radial providos de blindagens do condutor e da isolação conforme a NBR 6251 6234 A tensão nominal dos cabos deve ser escolhida em função das características da instalação conforme a NBR 6251 6235 Nas instalações com tensão nominal superior a 366 kV não é permitido o emprego de cabos com isolação em cloreto de polivinila ou copolímero de cloreto de vinila e acetato de vinila ou polietileno termoplástico 6236 Os acessórios necessários para a correta instalação dos cabos devem ser compatíveis elétrica química e mecanicamente com eles atendendo às condições de influências externas previstas para o local de instalação 6237 As linhas préfabricadas devem atender às normas específicas e ser instaladas de acordo com as instruções do fabricante 624 Seleção e instalação em função das influências externas NOTA As prescrições relativas à seleção e instalação das linhas são apresentadas na tabela 26 consideradas as influências ex ternas indicadas em 43 NBR 140392003 31 Tabela 26 Seleção e instalação de linhas elétricas em função das influências externas Código Classificação Seleção e instalação das linhas A Condições ambientais 431 AA Temperatura ambiente 4311 AA3 25C a 5C Para temperaturas inferiores a 10C os cabos com isolação eou cobertura de PVC e PE termoplástico bem como os condutos de PVC não devem ser manipulados nem submetidos a esforços mecânicos visto que o PVC e o PE termoplástico podem tornar se quebradiços AA4 AA5 AA6 5C a 40C 5C a 40C 5C a 60C Quando a temperatura ambiente ou do solo for superior aos valores de referência 20C para linhas subterrâneas e 30C para as demais as capacidades de condução de corrente dos condutores e cabos isolados devem ser reduzidas de acordo com 6253 AC Altitude 4312 sem influência AD Presença de água 4313 AD1 AD2 Desprezível Queda de gotas de água Nenhuma limitação AD3 AD4 AD5 AD6 AD7 Aspersão de água Projeção de água Jatos de água Ondas Imersão Nas condições AD3 a AD6 só devem ser usadas linhas com proteção adicional à penetração de água com os graus IP adequados a princípio sem revestimento metálico externo AD8 Submersão Cabos especiais para uso sob água e obrigatório o emprego de condutores com construção bloqueada Linhas com graus IP adequados a princípio sem revestimento metálico externo AE Presença de corpos sólidos 4314 AE1 Desprezível Nenhuma limitação AE2 Objetos pequenos Nenhuma limitação desde que não haja exposição a danos mecânicos AE3 Objetos muito pequenos Nenhuma limitação AE4 Poeira Limitações restritas às influências AF AJ e BE AF Presença de substâncias corrosivas ou poluentes 4315 AF1 Desprezível Nenhuma limitação AF2 AF3 Agentes presentes na atmosfera Intermitente As linhas devem ser protegidas contra corrosão ou contra agentes químicos Os cabos uni e multipolares com cobertura extrudada são considerados adequados AF4 Permanente Só é admitido o uso de cabos uni ou multipolares adequados aos agentes químicos presentes AG Choques mecânicos 4316 AG1 Fracos Nenhuma limitação AG2 Médios Linhas com proteção leve sendo que os cabos uni e multipolares usuais são considerados adequados AG3 AG4 Significativos Muito significativos Linhas com proteção reforçada AG3 e muito reforçada AG4 observandose que os cabos uni e multipolares providos de armação metálica são considerados adequados armação intertravada para condição AG4 AH Vibrações 4316 AH1 Fracas Nenhuma limitação AH2 Médias Nenhuma limitação AH3 Significativas Só podem ser utilizadas linhas flexíveis constituídas por cabos uni ou multipolares flexíveis NBR 140392003 32 Tabela 26 continuação Código Classificação Seleção e instalação das linhas AK Presença de flora ou mofo 4317 AK1 Desprezível Nenhuma limitação AK2 Riscos Deve ser avaliada a necessidade de utilizar cabos providos de armação se diretamente enterrados materiais especiais ou revestimento adequado protegendo cabos ou eletrodutos AL Presença de fauna 4318 AL1 Desprezível Nenhuma limitação AL2 Riscos Linhas com proteção especial Se existir risco devido à presença de roedores e cupins deve ser usada uma das soluções cabos providos de armação materiais especialmente aditivados ou revestimento adequado em cabos ou eletrodutos AM Influências eletromagnéticas eletrostáticas ou ionizantes 4319 AM1 Desprezível Nenhuma limitação AM2 AM3 AM4 AM5 Correntes parasitas Eletromagnéticas Ionizantes Eletrostáticas Para as condições AM2 AM3 e AM5 a proteção pode ser garantida por revestimento metálico contínuo e aterrado ou também por distanciamento Para a condição AM4 devese recorrer a normas específicas AM6 Indução Cabos com projeto especial levando em consideração o fator de blindagem AN Radiações solares 43110 AN1 Desprezível Nenhuma limitação AN2 Significativas Os cabos ao ar livre ou em condutos abertos e os condutos devem ser resistentes às intempéries A elevação da temperatura da superfície dos cabos deve ser levada em conta nos cálculos da capacidade de condução de corrente B Utilizações BA Competência das pessoas 4321 sem influência BB Resistência elétrica do corpo humano 4322 BB1 BB2 Elevada Normal Nenhuma limitação BB3 Fraca Só devem ser utilizados em princípio cabos uni ou multipolares sem armação condutora Admitese o uso de cabos multipolares providos de armação condutora desde que esta seja ligada ao condutor de proteção do circuito nas duas extremidades BC Contatos de pessoas com o potencial local 4323 BC3 Freqüentes Só devem ser utilizados em princípio cabos sem armação condutora Admitese utilizar cabos multipolares providos de armação condutora desde que esta seja ligada ao condutor de proteção do circuito nas duas extremidades Admitese também o uso de eletrodutos metálicos desde que aterrados nas duas extremidades BD Fuga das pessoas em emergência 4324 BD1 Normal Nenhuma limitação BD2 Longa As linhas elétricas aparentes devem atender a uma das seguintes condições a no caso de linhas constituídas por cabos fixados em paredes ou em tetos ou constituídas por condutos abertos os cabos devem ser resistentes ao fogo sob condições simuladas de incêndio livres de halogênio e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos b no caso de linhas em condutos fechados estes devem ser resistentes ao fogo sob condições simuladas de incêndio livres de halogênios e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos NBR 140392003 33 Tabela 26 conclusão Código Classificação Seleção e instalação das linhas BE Natureza dos materiais processados ou armazenados 4325 BE1 Riscos desprezíveis Nenhuma limitação BE2 Riscos de incêndio As linhas elétricas aparentes devem atender a uma das seguintes condições a no caso de linhas constituídas por cabos fixados em paredes ou em tetos ou constituídas por condutos abertos os cabos devem ser resistentes ao fogo sob c ondições simuladas de incêndio livres de halogênio e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos b no caso de linhas em condutos fechados estes devem ser resistentes ao fogo sob condições simuladas de incêndio livres de halogênios e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos BE3 Riscos de explosão Linhas protegidas por escolha adequada da maneira de instalar C Construção das edificações CA Materiais de construção 4331 CA1 Não combustíveis Nenhuma limitação CA2 Combustíveis As linhas elétricas aparentes devem atender a uma das seguintes condições a no caso de linhas constituídas por cabos fixados em paredes ou em tetos ou constituídas por condutos abertos os cabos devem ser resistentes ao fogo sob c ondições simuladas de incêndio livres de halogênio e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos b no caso de linhas em condutos fechados estes devem ser resistentes ao fogo sob condições simuladas de incêndio livres de halogênios e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos CB Estrutura das edificações 4332 CB1 Riscos desprezíveis Nenhuma limitação CB2 Propagação de incêndio As linhas elétricas aparentes devem atender a uma das seguintes condições a no caso de linhas constituídas por cabos fixados em paredes ou em tetos ou constituídas por condutos abertos os cabos devem ser resistentes ao fogo sob c ondições simuladas de incêndio livres de halogênio e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos b no caso de linhas em condutos fechados estes devem ser resistentes ao fogo sob condições simuladas de incêndio livres de halogênios e com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos CB3 Movimentos Linhas flexíveis ou contendo juntas de dilatação e de expansão CB4 Flexíveis Só podem ser utilizadas linhas flexíveis constituídas por cabos uni ou multipolares flexíveis NBR 140392003 34 625 Capacidades de condução de corrente As prescrições desta subseção são destinadas a garantir uma vida satisfatória aos cabos elétricos submetidos aos efeitos térmicos produzidos pela circulação de correntes de valores iguais às capacidades de condução de corrente respectivas durante períodos prolongados em serviço normal Outras considerações intervêm na determinação da seção dos condutores tais como as prescrições para a proteção contra choques elétricos ver 51 a proteção contra efeitos térmicos ver 52 a proteção contra sobrecorrentes ver 53 a queda de tensão ver 627 bem como as temperaturas limites para os terminais de equipamentos aos quais os condutores sejam ligados 6251 Métodos de referência Os métodos de referência são os métodos de instalação para os quais a capacidade de condução de corrente foi determinada por cálculo São eles A cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e cabos tripolares ao ar livre B cabos unipolares espaçados ao ar livre C cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e cabos tripolares em canaletas fechadas no solo D cabos unipolares espaçados em canaletas fechadas no solo E cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e cabos tripolares em eletroduto ao ar livre F cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e cabos tripolares em banco de dutos ou eletrodutos enterrados no solo G cabos unipolares em banco de dutos ou eletrodutos enterrados e espaçados um cabo por duto ou eletroduto não condutor H cabos unipolares justapostos na horizontal ou em trifólio e cabos tripolares diretamente enterrados I cabos unipolares espaçados diretamente enterrados NOTAS 1 Nos métodos A e B o cabo é instalado com convecção livre sobre isoladores bandejas leitos etc e a distância a qualquer superfície adjacente deve ser de no mínimo 05 vez o diâmetro externo do cabo para cabo unipolar ou no mínimo 03 vez o diâmetro externo do cabo para cabo tripolar sem levar em consideração o efeito da radiação solar direta 2 Nos métodos C e D o cabo é instalado em canaleta fechada com 05 m de largura e 05 m de profundidade e a distância a qual quer superfície adjacente deve ser de no mínimo 05 vez o diâmetro externo do cabo para cabo unipolar ou no mínimo 03 vez o diâme tro externo do cabo para cabo tripolar 3 No método E o cabo é instalado num eletroduto não condutor e a distância a qualquer superfície adjacente deve ser de no míni mo 03 vez o diâmetro externo do eletroduto sem levar em consideração o efeito da radiação solar direta 4 No método F os cabos unipolares são instalados num eletroduto não condutor e os c abos tripolares em eletrodutos não condutores metálico no solo de resistividade térmica de 25 KmW a uma profundidade de 09 m Foi considerado no caso de banco de duto largura de 03 m e altura de 03 m e com resistividade térmica de 12 KmW 5 No método G os cabos unipolares são instalados em eletrodutos não condutores espaçados do duto adjacente em uma vez o diâme tro externo do duto no solo de resistividade térmica de 25 KmW a uma profundidade de 09 m Foi considerado no caso de banco de duto largura de 05 m e altura de 05 m com quatro dutos e com resistividade térmica de 12 KmW 6 No método H o cabo é instalado diretamente no solo de resistividade térmica de 25 KmW a uma profundidade de 09 m 7 No método I o cabo é instalado diretamente no solo de resistividade térmica de 25 KmW a uma profundidade de 09 m e o espaçamento entre os cabos unipolares deve ser no mínimo igual ao diâmetro externo do cabo 8 Na tabela 25 para cada método de instalação é indicado o método de referência correspondente utilizado para a obtenção da c apacidade de condução de corrente 6252 Generalidades 62521 A corrente transportada por qualquer condutor durante períodos prolongados em funcionamento normal deve ser tal que a temperatura máxima para serviço contínuo dada na tabela 27 não seja ultrapassada A capacidade de condução de corrente deve estar de acordo com 62522 ou determinada de acordo com 62523 NBR 140392003 35 Tabela 27 Temperaturas características dos condutores Tipo de isolação Temperatura máxima para serviço contínuo condutor C Temperatura limite de sobrecarga condutor C Temperatura limite de curtocircuito condutor C Cloreto de polivinila PVC Polietileno PE Borracha etileno propileno EPR Polietileno reticulado XLPE Borracha etileno propileno EPR 105 70 70 90 90 105 100 100 130 130 140 160 160 250 250 250 62522 A prescrição de 62521 é considerada atendida se a corrente nos cabos não for superior às capacidades de condução de corrente adequadamente escolhidas nas tabelas 28 29 30 e 31 afetadas se for o caso dos fatores de correção dados nas tabelas 32 a 38 NOTAS 1 As tabelas 28 29 30 e 31 dão as capacidades de condução de corrente para os métodos de referência A B C D E F G H e I descritos em 62512 aplicáveis aos diversos tipos de linhas conforme indicado na tabela 25 2 As capacidades de condução de corrente dadas nas tabelas 28 29 30 e 31 referemse ao funcionamento contínuo em regime permanente fator de carga 100 em corrente contínua ou em corrente alternada com freqüência de 50 Hz ou 60 Hz 3 As capacidades de condução de corrente em canaletas colunas C e D das tabelas de 28 a 31 foram calculadas para condições de instalação préfixadas exemplo dimensões das canaletas agrupamento dos cabos etc A alteração de uma ou mais dessas condições de instalação implica uma variação na temperatura no interior da canaleta diferente da utilizada no cálculo dos valores Dessa forma recomendase consultar o fabricante de cabos caso seja necessário o cálculo dos fatores de correção para este tipo de instalação 62523 Os valores adequados de capacidades de condução de corrente podem ser calculados como indicado na NBR 11301 Em cada caso podese levar em consideração as características da carga e para os cabos enterrados a resistividade térmica real do solo 6253 Temperatura ambiente 62531 O valor da temperatura ambiente a utilizar é o da temperatura do meio circundante quando o cabo ou o condutor considerado não estiver carregado 62532 Quando o valor da capacidade de condução de corrente for escolhido utilizando as tabelas 28 a 31 as temperaturas ambientes de referência são as seguintes a para cabos enterrados diretamente no solo ou em eletrodutos enterrados 20C b para as demais maneiras de instalar 30C 62533 Quando forem utilizadas as tabelas 28 a 31 e a temperatura ambiente no local em que devem ser instalados os cabos diferir das temperaturas de referência os fatores de correção especificados na tabela 32 devem ser aplicados aos valores de capacidade de condução de corrente das tabelas 28 a 31 62534 Os fatores de correção da tabela 32 não consideram o aumento de temperatura devido à radiação solar ou a outras radiações infravermelhas Quando os cabos forem submetidos a tais radiações as capacidades de condução de corrente devem ser calculadas pelos métodos especificados na NBR 11301 6254 Resistividade térmica do solo 62541 As capacidades de condução de corrente das tabelas 28 a 31 para os cabos enterrados correspondem a uma resistividade térmica do solo de 25 KmW 62542 Em locais onde a resistividade térmica do solo for superior a 25 KmW caso típico de solos secos deve ser feita uma redução adequada nos valores de capacidade de condução de corrente a menos que o solo na vizinhança imediata dos cabos seja substituído por terra mais apropriada A tabela 33 fornece os fatores de correção para resistividades térmicas do solo diferentes de 25 KmW 6255 Agrupamento de circuitos 62551 Os fatores de correção especificados nas tabelas 34 a 38 são aplicáveis a grupos de cabos unipolares ou cabos multipolares com a mesma temperatura máxima para serviço contínuo Para grupos contendo cabos com diferentes temperaturas máximas para serviço contínuo a capacidade de condução de corrente de todos os cabos do grupo deve ser baseada na menor das temperaturas máximas para serviço contínuo de qualquer cabo do grupo afetada do fator de correção adequado 62552 Se devido a condições de funcionamento conhecidas um circuito ou cabo multipolar for previsto para conduzir não mais do que 30 da capacidade de condução de corrente de seus condutores já afetada pelo fator de correção aplicável o circuito ou cabo multipolar pode ser omitido para efeito da obtenção do fator de correção do restante do grupo NBR 140392003 36 6256 Condutores em paralelo Quando dois ou mais condutores são ligados em paralelo na mesma fase ou polaridade devem ser tomadas medidas para garantir que a corrente se divida igualmente entre eles 6257 Variações das condições de instalação num percurso Quando os condutores e cabos são instalados num percurso ao longo do qual as condições de resfriamento dissipação de calor variam as capacidades de condução de corrente devem ser determinadas para a parte do percurso que apresenta as condições mais desfavoráveis Tabela 28 Capacidades de condução de corrente em ampères para os métodos de referência A B C D E F G H e I cabos unipolares e multipolares condutor de cobre isolação de XLPE e EPR temperatura de 90C no condutor temperaturas 30C ambiente 20C solo Métodos de instalação definidos na tabela 25 Seção mm2 A B C D E F G H I 10 87 105 80 92 67 55 63 65 78 16 114 137 104 120 87 70 81 84 99 25 150 181 135 156 112 90 104 107 126 35 183 221 164 189 136 108 124 128 150 50 221 267 196 226 162 127 147 150 176 70 275 333 243 279 200 154 178 183 212 95 337 407 294 336 243 184 213 218 250 120 390 470 338 384 278 209 241 247 281 150 445 536 382 433 315 234 270 276 311 185 510 613 435 491 357 263 304 311 347 240 602 721 509 569 419 303 351 358 395 300 687 824 575 643 474 340 394 402 437 400 796 959 658 734 543 382 447 453 489 500 907 1100 741 829 613 426 502 506 542 630 1027 1258 829 932 686 472 561 562 598 800 1148 1411 916 1031 761 517 623 617 655 Tensão nominal menor ou igual a 8715 kV 1000 1265 1571 996 1126 828 555 678 666 706 16 118 137 107 120 91 72 83 84 98 25 154 179 138 155 117 92 106 108 125 35 186 217 166 187 139 109 126 128 149 50 225 259 199 221 166 128 148 151 175 70 279 323 245 273 205 156 181 184 211 95 341 394 297 329 247 186 215 219 250 120 393 454 340 375 283 211 244 248 281 150 448 516 385 423 320 236 273 278 311 185 513 595 437 482 363 265 307 312 347 240 604 702 510 560 425 306 355 360 395 300 690 802 578 633 481 342 398 404 439 400 800 933 661 723 550 386 452 457 491 500 912 1070 746 817 622 431 507 511 544 630 1032 1225 836 920 698 477 568 568 602 800 1158 1361 927 1013 780 525 632 628 660 Tensão nominal maior que 8715 kV 1000 1275 1516 1009 1108 849 565 688 680 712 NBR 140392003 37 Tabela 29 Capacidades de condução de corrente em ampères para os métodos de referência A B C D E F G H e I cabos unipolares e multipolares condutor de alumínio isolação de XLPE e EPR temperatura de 90C no condutor temperaturas 30C ambiente 20C solo Métodos de instalação definidos na tabela 26 Seção mm2 A B C D E F G H I 10 67 81 61 71 51 42 49 50 60 16 88 106 80 93 67 55 63 65 77 25 116 140 105 121 87 70 81 83 98 35 142 172 127 147 105 83 96 99 117 50 171 208 152 176 126 98 114 117 137 70 214 259 188 217 156 120 139 142 166 95 262 317 228 262 188 143 166 169 197 120 303 367 263 300 216 163 189 192 222 150 346 418 297 338 245 182 211 215 246 185 398 480 339 385 279 205 239 243 276 240 472 566 398 448 328 238 277 281 316 300 541 649 453 508 373 267 312 316 352 400 635 763 525 586 433 305 357 361 398 500 735 885 601 669 496 345 406 409 447 630 848 1026 685 763 566 388 461 462 501 800 965 1167 770 856 640 432 519 517 556 Tensão nominal menor ou igual a 8715 kV 1000 1083 1324 853 953 709 473 576 568 610 16 91 106 82 93 70 56 64 65 76 25 119 139 107 121 91 71 82 83 97 35 144 169 129 145 108 84 98 99 116 50 174 201 154 172 129 100 115 117 137 70 217 251 190 212 159 121 141 143 166 95 264 306 230 256 192 145 168 170 196 120 306 354 264 293 220 164 191 193 221 150 348 402 299 330 248 183 213 216 246 185 400 465 341 377 283 207 241 244 276 240 472 550 399 440 333 239 280 282 316 300 541 630 454 498 378 269 315 317 352 400 634 740 525 575 437 306 361 363 399 500 733 858 601 657 501 347 410 412 448 630 845 994 686 750 572 391 465 465 502 800 961 1119 774 837 649 437 526 522 559 Tensão nominal maior que 8715 kV 1000 1081 1270 858 934 722 479 584 576 614 NBR 140392003 38 Tabela 30 Capacidades de condução de corrente em ampères para os métodos de referência A B C D E F G H e I cabos unipolares e multipolares condutor de cobre isolação de EPR temperatura de 105C no condutor temperaturas 30C ambiente 20C solo Métodos de instalação definidos na tabela 25 Seção mm2 A B C D E F G H I 10 97 116 88 102 75 60 68 70 84 16 127 152 115 133 97 76 88 90 107 25 167 201 150 173 126 98 112 115 136 35 204 245 182 209 153 117 134 137 162 50 246 297 218 250 183 138 158 162 190 70 307 370 269 308 225 168 192 197 229 95 376 453 327 372 273 200 229 235 270 120 435 523 375 425 313 227 260 266 303 150 496 596 424 479 354 254 291 298 336 185 568 683 482 543 403 286 328 335 375 240 672 802 564 630 472 330 379 387 427 300 767 918 639 712 535 369 426 434 473 400 890 1070 731 814 613 416 483 490 529 500 1015 1229 825 920 693 465 543 548 588 630 1151 1408 924 1035 777 515 609 609 650 800 1289 1580 1022 1146 863 565 676 671 712 Tensão nominal menor ou igual a 8715 kV 1000 1421 1762 1112 1253 940 608 738 725 769 16 131 151 118 132 102 78 90 91 106 25 171 199 153 171 131 100 114 116 135 35 207 240 184 206 156 118 136 138 161 50 250 286 220 244 187 139 160 163 189 70 b 357 272 301 230 169 195 198 228 95 379 436 329 362 278 202 232 236 269 120 438 503 377 414 319 229 263 267 303 150 498 572 426 467 360 256 294 299 336 185 571 660 484 532 409 288 331 337 375 240 672 779 565 619 479 332 383 389 427 300 768 891 641 699 542 372 430 436 475 400 891 1037 734 800 621 420 488 493 531 500 1018 1192 829 905 703 469 549 553 590 630 1155 1367 930 1020 790 521 616 616 653 800 1297 1518 1033 1124 882 574 686 682 718 Tensão nominal maior que 8715 kV 1000 1430 1694 1125 1231 961 619 748 739 775 NBR 140392003 39 Tabela 31 Capacidades de condução de corrente em ampères para os métodos de referência A B C D E F G H e I cabos unipolares e multipolares condutor de alumínio isolação de EPR temperatura de 90C no condutor temperaturas 30C ambiente 20C solo Métodos de instalação definidos na tabela 25 Seção mm2 A B C D E F G H I 10 75 89 68 79 58 51 53 54 64 16 98 118 89 103 75 66 68 70 83 25 129 156 116 134 98 85 87 89 106 35 158 190 141 162 118 102 104 106 126 50 191 231 169 194 141 121 123 126 148 70 239 288 209 240 175 147 150 153 179 95 292 352 253 289 212 177 179 182 212 120 338 408 291 331 243 201 203 207 239 150 385 464 329 374 275 226 227 231 266 185 443 534 376 425 314 256 257 261 298 240 525 629 441 495 370 298 298 303 341 300 603 722 502 561 421 337 336 341 381 400 708 850 582 648 488 387 386 389 430 500 820 986 666 740 560 440 439 442 483 630 947 1145 760 844 639 499 498 499 542 800 1079 1302 856 948 723 560 562 559 603 Tensão nominal menor ou igual a 8715 kV 1000 1213 1480 950 1057 803 618 624 616 663 16 101 117 91 102 79 68 69 70 82 25 133 154 118 133 102 87 89 90 105 35 160 186 143 160 121 103 105 107 125 50 194 222 171 189 145 123 124 126 147 70 241 278 211 234 179 150 152 154 178 95 294 339 255 282 216 179 181 183 211 120 340 391 293 323 247 204 205 208 239 150 387 445 330 363 279 229 230 232 265 185 444 516 377 416 318 259 260 262 298 240 524 610 441 485 374 302 302 304 341 300 601 699 501 550 425 340 340 342 381 400 705 822 581 635 493 390 389 391 431 500 815 953 665 726 565 444 443 444 484 630 941 1106 760 829 646 504 503 503 543 800 1070 1244 857 926 733 568 569 565 606 Tensão nominal maior que 8715 kV 1000 1205 1414 953 1034 815 628 632 624 666 NBR 140392003 40 Tabela 32 Fatores de correção para temperaturas ambientes diferentes de 30C para linhas não subterrâneas e de 20C temperatura do solo para linhas subterrâneas Temperatura Isolação C EPR ou XLPE EPR 105 Ambiente 10 15 20 25 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 Do solo 115 112 108 104 096 091 087 082 076 071 065 058 050 041 113 110 106 103 097 093 089 086 082 077 073 068 063 058 10 15 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 107 104 096 093 089 085 080 076 071 065 060 053 046 038 106 103 097 094 091 087 084 080 076 072 068 064 059 054 Tabela 33 Fatores de correção para cabos contidos em eletrodutos enterrados no solo ou diretamente enterrados com resistividades térmicas diferentes de 25 KmW a serem aplicados às capacidades de condução de corrente do método de referência F G H e I Resistividade térmica KmW 1 15 2 3 Fator de correção métodos F e G 125 115 107 094 Fator de correção métodos H e I 146 124 110 092 NOTAS 1 Os fatores de correção dados são valores médios para as seções nominais incluídas nas tabelas 28 29 30 e 31 com uma dispersão geralmente inferior a 5 2 Os fatores de correção são aplicáveis a cabos em eletrodutos enterrados ou diretamente enterrados a uma profundidade de até 09 m 3 Fatores de correção para resistividades térmicas diferentes podem ser calculados pelos métodos dados na NBR 11301 NBR 140392003 41 Tabela 34 Fatores de correção para cabos unipolares em plano espaçados ao ar livre a serem aplicados às capacidades de condução de corrente do método de referência B Número de ternas Agrupamento de cabos em sistemas trifásicos instalados em ambientes abertos e ventilados Estes valores são válidos desde que os cabos mantenham as disposições de instalação propostas 1 2 3 Número de bandejas Fator de correção fa 1 100 097 096 2 097 094 093 3 096 093 092 Instalação em bandejas 6 094 091 090 Instalação vertical 094 091 089 Casos onde não há necessidade de correção No caso de instalações em plano aumentandose a distância entre os cabos reduzse o aquecimento mútuo Entretanto simultaneamente aumentamse as perdas nas blindagens metálicas Por isso tornase impossível dar indicação sobre disposições para as quais não há necessidade de fator de correção NOTAS 1 Esses fatores são aplicáveis a grupos de cabos uniformemente carregados 2 Os valores indicados são médios para a faixa usual de seções nominais com dispersão geralmente inferior a 5 626 Correntes de curtocircuito 6261 Correntes de curtocircuito nos condutores Os valores máximos das correntes de curtocircuito que podem percorrer os condutores dos cabos devem ser indicados pelos fabricantes 6262 Correntes de curtocircuito na blindagem metálica do cabo Os valores máximos das correntes de curtocircuito que podem percorrer as blindagens metálicas dos cabos devem ser indicados pelos fabricantes 627 Quedas de tensão NOTA Para o cálculo da queda de tensão num circuito deve ser utiliz ada a corrente de projeto do circuito calculada a partir das prescrições de 421 6271 A queda de tensão entre a origem de uma instalação e qualquer ponto de utilização deve ser menor ou igual a 5 6272 Quedas de tensão maiores que as indicadas um 6271 são permitidas para equipamentos com corrente de partida elevada durante o período de partida desde que dentro dos limites permitidos em suas normas respectivas 2 cm d d 30 cm 30 cm d d 2 cm NBR 140392003 42 Tabela 35 Fatores de correção para cabos unipolares em trifólio ao ar livre a serem aplicados às capacidades de condução de corrente do método de referência A Número de ternas Agrupamento de cabos em sistemas trifásicos instalados em ambientes abertos e ventilados Estes valores são válidos desde que os cabos mantenham as disposições de instalação propostas 1 2 3 Número de bandejas Fator de correção fa 1 100 098 096 2 100 095 093 3 100 094 092 Instalação em bandejas 6 100 093 090 Instalação vertical 100 093 090 Casos onde não há necessidade de correção Número qualquer de ternas NOTAS 1 Esses fatores são aplicáveis a grupos de cabos uniformemente carregados 2 Os valores indicados são médios para a faixa usual de seções nominais com dispersão geralmente inferior a 5 2 cm 4d 2d 2d 4 d 2 cm 2 cm 2d 2d 2 cm 30 cm 30 cm 2 d 2d NBR 140392003 43 Tabela 36 Fatores de correção para cabos tripolares ao ar livre a serem aplicados às capacidades de condução de corrente do método de referência A Número de cabos Agrupamento de cabos em sistemas trifásicos instalados em ambientes abertos e ventilados Estes valores são válidos desde que os cabos mantenham as disposições de instalação propostas 1 2 3 6 9 Número de bandejas Fator de correção fa 1 100 098 096 093 092 2 100 095 093 090 089 3 100 094 092 089 088 Instalação em bandejas 6 100 093 090 087 086 Instalação vertical 100 100 090 087 087 Casos onde não há necessidade de correção Número qualquer de cabos NOTAS 1 Esses fatores são aplicáveis a grupos de cabos uniformemente carregados 2 Os valores indicados são médios para a faixa usual de seções nominais com dispersão geralmente inferior a 5 628 Conexões 6281 As conexões de condutores entre si e com equipamentos devem ser adequadas aos materiais dos condutores ou dos terminais dos equipamentos e instaladas e utilizadas de modo adequado 6282 As conexões devem estar em condições de suportar os esforços provocados por correntes de valores iguais às capacidades de condução de corrente e por correntes de curtocircuito determinadas pelas características dos dispositivos de proteção Por outro lado as conexões não devem sofrer modificações inadmissíveis em decorrência de seu aquecimento do envelhecimento dos isolantes e das vibrações que ocorrem em serviço normal Em particular devem ser consideradas as influências da dilatação térmica e das tensões eletroquímicas que variam de metal para metal bem como as influências das temperaturas que afetam a resistência mecânica dos materiais 6283 Devem ser tomadas precauções para evitar que partes metálicas de conexões energizem outras partes metálicas normalmente isoladas de partes vivas 6284 Salvo nos casos de linhas aéreas as conexões de condutores entre si e com equipamentos não devem ser submetidas a qualquer esforço de tração ou de torção 6285 Para as linhas elétricas constituídas por condutos fechados só se admitem conexões contidas em invólucros apropriados tais como caixas quadros etc que garant am a necessária acessibilidade e proteção mecânica 6286 As conexões devem ser realizadas de modo que a pressão de contato independa do material isolante 6287 Quando dispositivos ou equipamentos elétricos forem previstos para serem diretamente ligados a condutores de alumínio estes devem atender aos requisitos das normas de conexões para alumínio 2 cm d d 30 cm 30 cm 2 cm 2 cm 2 d d 2d d 2 cm d d NBR 140392003 44 Tabela 37 Fatores de correção para cabos unipolares e cabos tripolares em banco de dutos a serem aplicados às capacidades de condução de corrente dos métodos de referência F e G Multiplicar pelos valores do método de referência G um cabo unipolar por duto Até seção 95 mm2 inclusive 100 090 082 Acima de 95 mm2 100 087 077 Multiplicar pelos valores do método de referência F três cabos unipolares em trifólio por duto Até seção 95 mm2 inclusive 091 085 079 Acima de 95 mm2 088 081 073 Multiplicar pelos valores do método de referência F 1 cabo tripolar por duto Até seção 95 mm2 inclusive 091 085 079 Acima de 95 mm2 088 081 073 NOTAS 1 Os valores indicados são aplicáveis para uma resistividade térmica do solo de 09 KmW São valores médios para as mesmas dimensões dos cabos utilizados nas colunas F e G das tabelas 28 a 31 Os valores médios arredondados podem apresentar erros de 10 em certos casos Se forem necessários valores mais precisos ou para outras configurações devese recorrer à NBR 11301 2 Dimensões a 76 cm b 48 cm c 20 cm d 68 cm 6288 As conexões para alumínio com aperto por meio de parafuso devem ser instaladas de forma a garantir pressão adequada sobre o condutor de alumínio Esta pressão é assegurada pelo uso de torque controlado durante o aperto do parafuso O torque adequado deve ser fornecido pelo fabricante do conector ou do equipamento que possua os conectores 6289 As conexões prensadas devem ser realizadas por meio de ferramentas adequadas para o tipo de tamanho de conector utilizado de acordo com as recomendações do fabricante do conector 62810 Em condutores de alumínio somente são admitidas emendas por meio de conectores por compressão ou solda adequada 62811 A conexão entre cobre e alumínio somente deve ser realizada por meio de conectores adequados a este fim 62812 Em locais sujeitos às condições de influências externas AD2 AD3 e AD4 todos os componentes de uma conexão devem ser protegidos contra corrosões provocadas pela presença de água eou umidade a a a a b d b b c c c c a b b c c b b c c b b c c b b c c a b b c c b b c a c a d c c d a NBR 140392003 45 Tabela 38 Fatores de correção para cabos unipolares e cabos tripolares em banco de dutos a serem aplicados às capacidades de condução de corrente dos métodos de referência H e I Multiplicar pelos valores do método de referência I cabos unipolares espaçados diretamente enterrados Até seção 95 mm2 inclusive 100 087 080 Acima de 95 mm2 100 085 078 Multiplicar pelos valores do método de referência H cabos unipolares em trifólio diretamente enterrados Até seção 95 mm2 inclusive 086 079 071 Acima de 95 mm2 083 076 067 Multiplicar pelos valores do método de referência H cabo tripolar diretamente enterrado Até seção 95 mm2 inclusive 086 079 071 Acima de 95 mm2 083 076 067 NOTAS 1 Os valores indicados são aplicáveis para uma resistividade térmica do solo de 25 KmW São valores médios para as mesmas dimensões dos cabos utilizados nas colunas H e I das tabelas 28 a 31 Os valores médios arredondados podem apresentar erros de 10 em certos casos Se forem necessários valores mais precisos ou para outras configurações devese recorrer à NBR 11301 2 Dimensões para todas as configurações da tabela 38 629 Condições gerais de instalação 6291 Proteção contra influências externas A proteção contra influências externas conferida pela maneira de instalar deve ser assegurada de maneira contínua 6292 Extremidades Nas extremidades das linhas elétricas e especialmente nos locais de penetração nos equipamentos a proteção deve ser conseguida de maneira contínua e se necessário deve ser assegurada a estanqueidade 6293 Travessias de paredes Nas travessias de paredes as linhas elétricas devem ser providas de proteção mecânica adequada 6294 Vizinhança 62941 Nos casos de vizinhança entre linhas elétricas e canalizações não elétricas as linhas e as canalizações devem ser dispostas de forma a manter entre suas superfícies externas uma distância tal que toda intervenção em uma instalação não arrisque danificar as outras Na prática uma distância de 20 cm é considerada como suficiente Esta regra não se aplica às linhas e canalizações embutidas 62942 Na vizinhança de canalizações de calefação de ar quente ou de dutos de exaustão de fumaça as linhas elétricas não devem correr o risco de serem levadas a uma temperatura prejudicial e por conseguinte devem ser mantidas a uma distância suficiente ou ser separadas daquelas canalizações por anteparos adequados 62943 As linhas elétricas não devem utilizar dutos de exaustão de fumaça ou de ventilação 90cm 20cm 20cm NBR 140392003 46 62944 As linhas elétricas não devem ser colocadas paralelamente abaixo de canalizações que possam gerar condensações tais como tubulações de água de vapor de gás etc a menos que sejam tomadas precauções para proteger as linhas elétricas dos efeitos dessas condensações 62945 As linhas elétricas não devem utilizar as mesmas canaletas ou poços que as canalizações não elétricas exceto se as seguintes condições forem simultaneamente atendidas a a proteção contra contatos indiretos for assegurada conforme as prescrições de 512 considerandose as canalizações metálicas não elétricas como elementos condutores b as linhas elétricas forem completamente protegidas contra perigos que possam resultar da presença de outras instalações 6295 Vizinhança com outras linhas elétricas As linhas elétricas de diferentes tensões nominais não devem ser colocadas nas mesmas canaletas ou poços a menos que sejam tomadas precauções adequadas para evitar que em caso de falta os circuitos de menores tensões nominais sejam submetidos a sobretensões 6296 Barreiras cortafogo 62961 Nas travessias de pisos e paredes por linhas elétricas devem ser tomadas precauções adequadas para evitar a propagação de um incêndio 62962 Nos espaços de construção e nas galerias devem ser tomadas precauções adequadas para evitar a propagação de um incêndio 6210 Instalações de cabos 62101 Os cabos multipolares só devem conter os condutores de um e apenas um circuito e se for o caso o condutor de proteção respectivo 62102 Os condutos fechados podem conter condutores de mais de um circuito quando as três condições seguintes forem simultaneamente atendidas a os circuitos pertencerem à mesma instalação isto é se originarem do mesmo dispositivo geral de manobra e proteção sem a interposição de equipamentos que transformem a corrente elétrica b as seções nominais dos condutores fase estiverem contidas dentro de um intervalo de três valores normalizados sucessivos c os cabos tiverem a mesma temperatura máxima para serviço contínuo 62103 Os cabos unipolares pertencentes a um mesmo circuito devem ser instalados na proximidade imediata uns dos outros Essa regra aplicase igualmente ao condutor de pr oteção correspondente 62104 Não é permitida a instalação de um único cabo unipolar no interior de um conduto fechado de material condutor 62105 Quando vários cabos forem reunidos em paralelo eles devem ser reunidos em tantos grupos quantos forem os cabos em paralelo com cada grupo contendo um cabo de cada fase ou polaridade Os cabos de cada grupo devem estar instalados na proximidade imediata uns dos outros NOTA Em particular no caso de condutos fechados de material condutor todos os condutores vivos de um mesmo circuito devem estar contidos em um mesmo conduto 62106 Devem ser ligadas à terra as blindagens eou capas metálicas dos cabos em uma das extremidades A segunda extremidade pode ser aterrada NOTA A segunda extremidade pode ser aterrada desde que a transferência de potencial e a corrente que circula pela blindagem estejam dentro de limites aceitáveis São exemplos de situações onde isto ocorre a em alimentadores longos onde a força eletromotriz induzida na blindagem ou capa metálica quando aterrada em uma só extremidade pode atingir um valor perigoso para as pessoas ou mesmo causar centelhamento b quando se pretende utilizar as blindagens como caminho de retorno da corrente de falta para a fonte 6211 Prescrições para instalação 62111 Eletrodutos não enterrados 621111 As dimensões internas dos eletrodutos e respectivos acessórios de ligação devem permitir instalar e retirar facilmente os cabos após a instalação dos eletrodutos e acessórios Para isso é necessário que a taxa máxima de ocupação em relação à área da seção transversal dos eletrodutos não seja superior a a 40 no caso de um cabo b 30 no caso de dois ou mais cabos NBR 140392003 47 621112 Em cada trecho de tubulação entre duas caixas entre extremidades ou entre extremidade e caixa podem ser previstas no máximo três curvas de 90 ou seu equivalente até no máximo 270 Em nenhuma hipótese devem ser previstas curvas com deflexão superior a 90 621113 As curvas feitas diretamente nos eletrodutos não devem reduzir efetivamente seu diâmetro interno 621114 Devem ser empregadas caixas de derivação a em todos os pontos de entrada ou saída dos cabos da tubulação exceto nos pontos de transição ou passagem de linhas abertas para linhas em eletrodutos os quais nestes casos devem ser rematados com buchas b em todos os pontos de emenda ou derivação de cabos c para dividir a tubulação em trechos adequados que considerem os esforços de tração aos quais os cabos possam estar sujeitos durante o puxamento 621115 Os cabos devem formar trechos contínuos entre as caixas de derivação as emendas e derivações devem ficar colocadas dentro das caixas Cabos emendados ou cujos componentes tenham sido danificados e recompostos não devem ser enfiados em eletrodutos 621116 Os eletrodutos embutidos em concreto armado devem ser colocados de modo a evitar s ua deformação durante a concretagem devendo ainda ser fechadas as caixas e bocas dos eletrodutos com peças apropriadas para impedir a entrada de argamassas ou nata de concreto durante a concretagem 621117 As junções dos eletrodutos embutidos devem ser efetuadas com auxílio de acessórios estanques em relação aos materiais de construção 621118 Os eletrodutos só devem ser cortados perpendicularmente a seu eixo Deve ser retirada toda rebarba suscetível de danificar a isolação dos cabos 621119 Nas juntas de dilatação os eletrodutos rígidos devem ser secionados devendo ser mantidas as características necessárias à sua utilização por exemplo no caso de eletrodutos metálicos a continuidade elétrica deve ser sempre mantida 6211110 Quando necessário os eletrodutos rígidos isolantes devem ser providos de juntas de expansão para compensar as variações térmicas 6211111 Os cabos somente devem ser enfiados depois de estar completamente terminada a rede de eletrodutos e concluídos todos os serviços de construção que os possam danificar O puxamento só deve ser iniciado após a tubulação estar perfeitamente limpa 6211112 Para facilitar a enfiação dos cabos podem ser utilizados a guias de puxamento que entretanto só devem ser introduzidos no momento do puxamento dos cabos e não durante a execução das tubulações b talco parafina ou outros lubrificantes que não prejudiquem a integridade do cabo 6211113 Somente são admitidos em instalação aparente eletrodutos que não propaguem a chama 6211114 Somente são admitidos em instalação embutida os eletrodutos que suportem os esforços de deformação característicos do tipo de construção utilizado 6211115 Em instalação embutida os eletrodutos que possam propagar a chama devem ser totalmente envolvidos por materiais incombustíveis 62112 Ao ar livre cabos em bandejas leitos prateleiras e suportes 621121 Os meios de fixação as bandejas leitos prateleiras ou suportes devem ser escolhidos e dispostos de maneira a não poder trazer prejuízo aos cabos Eles devem possuir propriedades que lhes permitam suportar sem danos as influências externas a que são submetidos 621122 Nos percursos verticais deve ser assegurado que os esforços de tração exercidos pelo peso dos cabos não conduzam a deformações ou rupturas dos condutores Tais esforços de tração não devem ser exercidos sobre as conexões 621123 Nas bandejas leitos e prateleiras os cabos devem ser dispostos preferencialment e em uma única camada 62113 Canaletas As canaletas instaladas no solo são classificadas sob o ponto de vista das influências externas presença de água como AD4 conforme tabela 3 NBR 140392003 48 62114 Linhas elétricas enterradas 621141 Em instalações com cabos diretamente enterrados somente são admitidos a cabos unipolares ou multipolares providos de armação ou b cabos unipolares ou multipolares sem armação porém com proteção mecânica adicional provida pelo método construtivo adotado 621142 Os cabos devem ser protegidos contra as deteriorações causadas por movimentação de terra contato com corpos duros choque de ferramentas em caso de escavações bem como contra umidade e ações químicas causadas pelos elementos do solo 621143 Como prevenção contra os efeitos de movimentação de terra os cabos devem ser instalados em terreno normal pelo menos a 090 m da superfície do solo Essa profundidade deve ser aumentada para 120 m na travessia de vias acessíveis a veículos e numa zona de 050 m de largura de um lado e de outro dessas vias Essas profundidades podem ser reduzidas em terreno rochoso ou quando os cabos estiverem protegidos por exemplo por eletrodutos que suportem sem danos as influências externas a que possam ser submetidos 621144 Quando uma linha enterrada cruzar com uma outra linha elétrica enterrada elas devem em princípio encontrar se a uma distância mínima de 020 m 621145 Quando uma linha elétrica enterrada estiver ao longo ou cruzar com condutos de instalações não elétricas uma distância mínima de 020 m deve existir entre seus pontos mais próximos Em particular no caso de linhas de telecomunicações que estejam paralelas às linhas de média tensão deve ser mantida uma distância mínima de 050 m 621146 Qualquer linha enterrada deve ser continuamente sinalizada por um elemento de advertência por exemplo fita colorida não sujeito à deterioração situado no mínimo a 010 m acima dela 621147 As emendas e derivações devem ser feitas de modo a assegurar a continuidade das características elétricas e mecânicas dos cabos As emendas e derivações dos cabos instalados em eletrodutos devem localizarse em poços de inspeção 621148 Os poços de inspeção devem ser construídos em alvenaria ou material equivalente ter resistência e drenagens adequadas e dispor de tampa superior resistente à carga a que pode ser submetida Os poços com mais de 060 m de profundidade devem permitir o ingresso de uma pessoa Para isso devem ter dimensões mínimas tais que seja possível inscreverse na parte inferior livre para circulação um círculo de diâmetro mínimo de 080 m O tampão de entrada deve ser circular com diâmetro mínimo de 060 m Na parte interna o poço deve dispor de degraus espaçados em 030 m O piso do poço deve situarse 030 m abaixo da parte inferior do eletroduto de nível mais baixo Os poços devem ter dispositivo para facilitar a drenagem 621149 O raio de curvatura mínimo dos cabos deve obedecer à NBR 9511 6211410 Os cabos com armação podem ser enterrados diretamente no solo 6211411 Os cabos não armados somente podem ser instalados devidamente protegidos por eletrodutos salvo quando fabricados especialmente para instalação direta no solo Quando instalados em canaletas abertas são considerados como instalação ao ar livre 6211412 Em caso de utilização de eletrodutos de material condutor todos os condutores vivos devem passar pelo mesmo eletroduto As dimensões internas dos eletrodutos e respectivos acessórios de ligação devem permitir instalar e retirar facilmente os cabos após a instalação dos eletrodutos e acessórios Para isso é necessário que a taxa máxima de ocupação em relação à área da seção transversal dos eletrodutos não seja superior a a 40 no caso de um cabo b 30 no caso de dois ou mais cabos As linhas de eletrodutos devem ter declividade adequada para facilitar o escoamento das águas de infiltração sendo no mínimo de 1 Entre dois poços de inspeção consecutivos é permitida uma única curva em qualquer plano não superior a 45 62115 Linhas aéreas 621151 Condições mecânicas É permitido o emprego de condutores nus sendo necessária a utilização nas proximidades de árvores de condutores com proteção adequada ao contato acidental com a árvore O condutor de proteção pode ser nu em qualquer condição As emendas dos condutores devem ser executadas de modo a assegurar o perfeit o e permanente contato elétrico e a continuidade das características mecânicas do condutor não devendo ser feitas sobre os isoladores NBR 140392003 49 Sempre que houver esforços resultantes não suportáveis pelos pinos provenientes de pontos finais ângulos esforços desbalanceados etc devem ser usados isoladores e ferr agens com características adequadas para as solicitações mecânicas de acordo com as NBR 5433 e NBR 5434 As junções entre condutores de materiais diferentes devem ser feitas exclusivamente com conectores apropriados que não possibilitem a corrosão A solicitação mecânica máxima dos condutores deve estar de acordo com as NBR 5433 e NBR 5434 O pino deve suportar o peso do condutor a pressão do vento sobre este e os esforços mecânicos do condutor quando em ângulo ou em tangente As cruzetas podem ser de concreto armado conforme NBR 8453 madeira adequada e tratada contra apodrecimento conforme NBR 8458 ou de aço zincado conforme acordo entre as partes Os acessórios de fixação das cruzetas quando de aço devem ser zincados As cruzetas e os acessórios de fixação devem ser dimensionados para resistir à resultante dos esforços mecânicos provenientes dos condutores No caso de pontos de deflexão deve ser considerado ainda o desequilíbrio mais desfavorável da ruptura dos condutores No caso de pontos de amarração deve ser considerado o desequilíbrio resultante de ruptura de linhas na situação mais desfavorável Os postes ou torres para suporte de linhas aéreas devem ser calculados de modo a resistirem à resultante de todos os esforços das linhas pressão de vento e esforços provenientes de montagem No caso de pontos de deflexão deve ser considerado ainda o desequilíbrio mais desfavorável resultante da ruptura dos condutores No caso de pontos de amarração deve ser considerado o desequilíbrio resultante da ruptura de linhas na situação mais desfavorável Os postes podem ser de concreto armado conforme NBR 8451 de madeira adequadamente tratada conforme NBR 8456 ou de aço perfilado ou tubular conforme acordo entre as partes 621152 Disposição dos condutores Quando forem instalados diversos circuitos de tensões diferentes eles devem ser dispostos em ordem decrescente de suas tensões a partir da parte superior do suporte Os circuitos exclusivos para telefonia sinalização e semelhantes devem ser instalados em nível inferior ao dos condutores de energia elétrica de acordo com a NBR 5434 As linhas aéreas quando nas proximidades de linhas de comunicação ou semelhantes devem ser instaladas de modo a evitar tensões induzidas que possam causar distúrbios ou danos aos operadores ou seus usuários 621153 Afastamentos A distância entre condutores de um mesmo circuito ou circuitos diferentes sustentados na mesma estrutura deve obedecer a em plano horizontal aos valores indicados no gráfico da figura 9 b em qualquer outro plano aos valores indicados no gráfico da figura 9 não devendo porém ser inferior a 066 m NBR 140392003 50 NOTA 1 Tensão entre fases Cobre ou alumínio 2 Para os valores de tensão nominal acima de 15 kV os dados acima estão em estudo Figura 9 Separação mínima entre condutores de um mesmo circuito ou circuitos diferentes A distância mínima em qualquer direção entre condutores de um circuito e os condutores de outro circuito ou linhas de comunicação mensageiros e cabos blindados instalados em estruturas diferentes deve ser igual à flecha máxima mais 1 cmkV considerando o circuito de maior tensão Esta separação não deve ser inferior a 120 m A distância vertical mínima entre condutores de um circuito e circuitos de natureza diferentes instalados na mesma estrutura deve estar de acordo com as NBR 5433 e NBR 5434 A distância vertical mínima dos condutores quando em cruzamento instalados em estruturas di ferentes nas condições mais desfavoráveis deve estar de acordo com as NBR 5433 e NBR 5434 A distância vertical mínima dos condutores acima do solo ou trilhos nas condições mais desfavoráveis deve estar de acordo com as NBR 5433 e NBR 5434 A distância mínima de condutores de um circuito a qualquer parte da estrutura de suporte de circuitos diferentes deve ser maior ou igual a 1 m 07 f onde f é a flecha em metros do condutor considerado Quando existirem circuitos instalados em planos horizontais diferentes as flechas dos condutores do plano inferior devem ser iguais ou maiores que as do plano superior A distância vertical mínima de condutores a edificações em locais acessíveis ou não deve ser maior ou igual 240 m A distância horizontal mínima de condutores a edificações em locais acessíveis janelas terraços marquises e sacadas deve ser maior ou igual a 150 m 07 f onde f é a flecha em metros do condutor considerado A distância horizontal mínima de condutores a edificações em locais não acessíveis como paredes e telhados deve ser maior ou igual a 08 m 07 f onde f é a flecha em metros do condutor considerado A distância entre linhas laterais e qualquer ponto de pontes ou estruturas deve ser no mínimo de 5 m em todas as direções devendo no entanto estar de acordo com as NBR 5433 e NBR 5434 NBR 140392003 51 62116 Cabos aéreos isolados Os cabos autosustentados devem ser instalados de forma a obedecer às condições de instalação estabelecidas pelo fabricante Nas instalações de cabos não autosustentados os apoios e suportes do caboguia não podem ter espaçamentos superiores a 40 m salvo especificações contrárias do fabricante As presilhas envolventes ou simples suportes de fixação ou apoio quando de seção retangular não devem apresentar no contato dimensão inferior a 6 do diâmetro do cabo suportado e quando de seção circular seu diâmetro não deve ser inferior a 8 do diâmetro do cabo sendo que em ambos os casos a dimensão mínima deve ser de 3 mm 62117 Barramentos blindados 621171 Definição Os barramentos blindados devem ser utilizados exclusivamente em instalações não embutidas devendo ser previstas as possibilidades de impactos mecânicos e de agressividade do meio ambiente O invólucro deve ser solidamente ligado à terra e ao condutor de proteção em toda sua extensão por meio de condutor contínuo acessível e instalado externamente Quando instalado em altura menor ou igual a 250 m o invólucro não pode ter aberturas ou orifícios Acima desse nível são permitidos invólucros vazados desde que não haja a possibilidade de contato acidental Quando instalado em ambiente sujeito a poeiras ou material em suspensão no ar o invólucro deve ser do tipo hermético 63 Dispositivos de proteção seccionamento e comando 631 Generalidades As prescrições desta subseção complementam as regras comuns de 61 632 Prescrições comuns 6321 Quando um dispositivo seccionar todos os condutores vivos de um circuito com mais de uma fase o seccionamento do condutor neutro deve efetuarse após ou virtualmente ao mesmo tempo em que o dos condutores fase e o condutor neutro deve ser religado antes ou virtualmente ao mesmo tempo que os condutores fase 6322 Em circuitos com mais de uma fase não devem ser inseridos dispositivos unipolares no condutor neutro 6323 Dispositivos que assegurem ao mesmo tempo mais de uma função devem satisfazer todas as prescrições previstas nesta subseção para cada uma das funções 633 Dispositivos de proteção contra sobrecorrentes 6331 Disposições gerais Os disjuntores e as chaves seccionadoras sob carga devem ser operados em uma única tentativa por pessoas advertidas BA4 eou qualificadas BA5 conforme tabela 12 6332 Seleção dos dispositivos de proteção contra sobrecargas Quando aplicável a proteção contra sobrecargas deve ser assegurada por dispositivos que interrompam a corrente quando um condutor ao menos é percorrido por uma corrente de sobrecarga a interrupção intervindo em um tempo suficientemente curto para que os condutores não sejam danificados 6333 Seleção dos dispositivos de proteção contra curtoscircuitos A proteção contra curtoscircuitos deve ser assegurada por dispositivos que interrompam a corrente quando um condutor ao menos é percorrido por uma corrente de curtocircuito a interrupção intervindo em um tempo suficientemente curto para que os condutores não sejam danificados 6334 Natureza dos dispositivos de proteção contra curtoscircuitos Os dispositivos de proteção contra os curtoscircuitos são escolhidos entre os seguintes a fusíveis b disjuntores munidos de disparos associados aos relés 6335 Características dos dispositivos de proteção contra os curtoscircuitos 63351 Um dispositivo que assegura a proteção contra curtoscircuitos deve atender às seguintes condições a sua capacidade de interrupção deve ser no mínimo igual à corrente de curtocircuito presumida no ponto onde este dispositivo é instalado b o tempo de atuação do dispositivo deve ser menor do que o tempo de circulação da corrente de curtocircuito presumida de forma que a temperatura dos condutores atinja um valor menor ou igual aos valores especificados na tabela 27 c o dispositivo de proteção deve atuar para todas as correntes de curtocircuito inclusive para a corrente de curto circuito presumida mínima a qual geralmente corresponde a um curtocircuito bifásico no ponto mais distante da linha elétrica NBR 140392003 52 63352 Em substituição à condição de 63351a admitese a utilização de um dispositivo de proteção possuindo uma capacidade de interrupção menor do que a corrente de curtocircuito presumida no ponto onde ele está instalado desde que ele seja completado por um outro dispositivo que tenha a capacidade de interrupção necessária Se este dispositivo for colocado a montante ele deve se encontrar na proximidade imediata do primeiro dispositivo de pr oteção As características do conjunto formado por esses dois dispositivos devem ser tais que o dispositivo que tenha a menor capacidade de interrupção interrompa as correntes de curtocircuito de intensidade menor do que a sua capacidade de interrupção e que para as correntes de curtocircuito de intensidade superior os tem pos de atuação deste mesmo dispositivo sejam maiores do que os do outro dispositivo 634 Dispositivos de proteção contra mínima tensão e falta de tensão Por ocasião da seleção dos dispositivos de proteção contra mínima tensão e falta de tensão devem ser satisfeitas as prescrições de 55 6341 Os dispositivos de proteção contra mínima tensão e falta de tensão devem ser constituídos por relés de subtensão atuando sobre contatores ou disjuntores e ou por seccionadoras para abertura sob carga equipadas com disparador elétrico de abertura 6342 Os dispositivos de proteção contra mínima tensão e falta de tensão podem ser retardados se o funcionamento do equipamento protegido puder admitir sem inconvenientes uma falta ou mínima tensão de curta duração 6343 A abertura retardada e o restabelecimento dos disposit ivos de proteção não devem em qualquer caso impedir o seccionamento instantâneo devido à atuação de outros dispositivos de comando e proteção 6344 Quando o restabelecimento de um dispositivo de proteção for suscetível de criar uma situação de perigo o restabelecimento não deve ser automático 635 Seletividade entre dispositivos de proteção contra sobrecorrentes Quando dois ou mais dispositivos de proteção forem colocados em série e quando a segurança ou as necessidades de utilização o justificarem suas características de funcionamento devem ser escolhidas de forma a somente seccionar a parte da instalação onde ocorreu a falta 636 Dispositivos de seccionamento e de comando Todo dispositivo de seccionamento ou de comando deve satisfazer às suas respectivas especificações Se um dispositivo for utilizado para mais de uma função ele deve satisfazer às prescrições de cada uma de suas funções NOTA Em certos casos podem ser necessárias prescrições complementares para as funções combinadas 6361 Dispositivos de seccionamento 63611 Os dispositivos de seccionamento devem seccionar efetivamente todos os condutores vivos de alimentação do circuito considerado levandose em conta as disposições de 6321 e 6322 Os equipamentos utilizados para o seccionamento devem satisfazer às prescrições desde a alínea a desta seção até 63615 a a distância de abertura entre os contatos do dispositivo deve ser visível ou ser clara e confiavelmente indicada pela marcação Desligado ou Ligado Tal indicação deve aparecer somente quando a distância de abertura entre os contatos de abertura for atendida em todos os pólos do dispositivo NOTA Essa marcação prescrita pode ser realizada pela utilização dos símbolos O e I indicando respectivamente as posições aberta e fechada b os dispositivos a semicondutores não devem ser utilizados como dispositivos de seccionamento 63612 Os dispositivos de seccionamento devem ser projetados e instalados de modo a impedir qualquer restabelecimento inadvertido NOTA Um tal estabelecimento pode ser provocado por exemplo por choques mecânicos ou por vibrações 63613 Devem ser tomadas precauções para proteger os dispositivos de seccionamento apropriados para abertura sem carga contra aberturas acidentais ou desautorizadas NOTA Isso pode ser conseguido colocandose o dispositivo em um local ou invólucro fechado a chave Uma outra solução seria a de intertravar o dispositivo de seccionamento com outro apropriado para abertura sob carga 63614 O seccionamento deve ser garantido por dispositivo multipolar que secci one todos os pólos da alimentação correspondente NOTA O seccionamento pode por exemplo ser realizado por meio de a seccionadores disjuntores b fusíveis retirada de c barras d terminais especialmente concebidos que não exijam a retirada de condutores e dispositivos de comando contatores NBR 140392003 53 63615 Os dispositivos utilizados para seccionamento devem ser claramente identificados por exemplo por meio de marcas para indicar os circuitos seccionados 63616 A instalação de chaves desligadoras e chaves fusíveis deve ser feita de forma a impedir seu fechamento pela ação da gravidade Quando esta ação atuar no sentido de abertura as chaves desligadoras devem ser providas de dispositivos de travamento 63617 As chaves que não possuem características adequadas para manobra em carga devem ser instaladas com a indicação seguinte colocada de maneira bem visível Esta chave não deve ser manobrada em carga 63618 As chaves desligadoras simples e chaves fusíveis devem ser dispostas de forma que quando abertas as partes móveis não estejam sob tensão 6362 Dispositivos de seccionamento para manutenção mecânica 63621 Os dispositivos de seccionamento para manutenção mecânica devem de preferência ser dispostos no circuito principal de alimentação Quando forem previstos interruptores para essa função eles devem poder seccionar a corrente de plena carga da parte correspondente da instalação NOTA O seccionamento para manutenção mecânica pode por exemplo ser realizado por meio de a interruptores multipolares b disjuntores c dispositivos de comando que possam ser travados na posição aberta atuando sobre os contatores 63622 Os dispositivos de seccionamento para manutenção mecânica ou os respectivos dispositivos de comando devem ser de operação manual A distância de abertura entre os contatos do dispositivo deve ser visível ou ser clara e confiavelmente indicada pela marcação Desligado ou Ligado Tal indicação deve aparecer somente quando a posição Desligado ou Ligado for alcançada em todos os pólos do dispositivo NOTA Essa marcação pode ser realizada pela utilização dos símbolos O e I indicando respectivamente as posições aberta e fechada 63623 Os dispositivos de seccionamento para manutenção mecânica devem ser concebidos eou instalados de modo a impedir qualquer restabelecimento inadvertido NOTA Um tal restabelecimento pode ser provocado por exemplo por choques mecânicos ou por vibrações 63624 Os dispositivos de seccionamento para manutenção mecânica devem ser localizados de modo a serem facilmente identificados e devem ser adequados ao uso previsto 6363 Dispositivos de seccionamento de emergência incluindo parada de emergência 63631 Os dispositivos de seccionamento de emergência devem poder interromper a corrente de plena carga da parte correspondente da instalação 63632 Os dispositivos de seccionamento de emergência podem ser constituídos por a um dispositivo de seccionamento capaz de interromper diretamente a alimentação apropriada b uma combinação de dispositivos desde que acionados por uma única operação que interrompa a alimentação apropriada 63633 Os dispositivos de seccionamento a comando manual devem de preferência ser escolhidos para o seccionamento direto do circuito principal Os disjuntores contatores etc aci onados por comando a distância devem se abrir quando interrompida a alimentação das bobinas ou outras técnicas que apresentem segurança equivalente devem ser utilizadas 63634 Os elementos de comando punhos botoeiras etc dos dispositivos de seccionamento de emergência devem ser claramente identificados de preferência pela cor vermelha contrastando com o fundo amarelo 63635 Os elementos de comando devem ser facilmente acessíveis a partir dos locais onde possa ocorrer um perigo e quando for o caso de qualquer outro local de onde um perigo possa ser eliminado à distância 63636 Os elementos de comando de um dispositivo de seccionamento de emer gência devem poder ser travados na posição aberta do dispositivo a menos que esses elementos e os de reenergização do circuito estejam ambos sob o controle da mesma pessoa 63637 Os dispositivos de seccionamento de emergência inclusive os de parada de emergência devem ser localizados e marcados de modo tal que possam ser facilmente identificados e adequados para o uso previsto 64 Aterramento e condutores de proteção 641 Generalidades 6411 As características e a eficácia dos aterramentos devem satisfazer as prescrições de segurança das pessoas e funcionais da instalação 6412 O valor da resistência de aterramento deve satisfazer as condições de proteção e de funcionamento da instalação elétrica de acordo com o esquema de aterramento utilizado NOTA O arranjo e as dimensões do sistema de aterramento são mais importantes que o próprio valor da resistência de aterramento Entretanto recomendase uma resistência da ordem de grandeza de 10 ohms como forma de reduzir os gradientes de potencial no solo NBR 140392003 54 642 Ligações à terra 6421 Aterramento 64211 A seleção e instalação dos componentes dos aterramentos devem ser tais que a o valor da resistência de aterramento obtida não se modifique consideravelmente ao longo do tempo b resistam às solicitações térmicas termomecânicas e eletromecânicas c sejam adequadamente robustos ou possuam proteção mecânica apropriada para atender às condições de influências externas ver 43 64212 Devem ser tomadas precauções para impedir danos aos eletrodos e a outras partes metálicas por efeitos de eletrólise 64213 Conexões mecânicas embutidas no solo devem ser protegidas contra corrosão através de caixa de inspeção com diâmetro mínimo de 250 mm que permita o manuseio de ferramenta Esta exigência não se aplicaria a conexões entre peças de cobre ou cobreadas com solda exotérmica 64214 Os páraraios de resistência não linear devem ter ligação a terra a mais curta possível na qual devem ser evitados curvas e ângulos pronunciados 6422 Eletrodos de aterramento 64221 O eletrodo de aterramento deve constituir uma malha sob o piso da edifi cação no mínimo um anel circundando o perímetro da edificação A eficiência de qualquer eletrodo de aterramento depende da sua distribuição espacial e das condições locais do solo deve ser selecionado um eletrodo adequado às condições do solo ao valor da resistência de aterramento exigida pelo esquema de aterramento adotado e a tens ão de contato máxima de acordo com 51212 64222 Podem ser utilizados os eletrodos de aterramento convencionais indicados na tabela 39 observandose que a o tipo e a profundidade de instalação dos eletrodos de aterramento devem ser tais que as mudanças nas condições do solo por exemplo secagem não provoquem uma grande variação na resistência do aterramento b o projeto do aterramento deve considerar o possível aumento da resistência de aterramento dos eletrodos devido à corrosão 64223 Podem ser utilizadas como eletrodo de aterramento as fundações da edificação 64224 Não devem ser usados como eletrodo de aterramento canalizações metálicas de fornecimento de água e outros serviços o que não exclui a ligação eqüipotencial Tabela 39 Eletrodos de aterramento convencionais Tipo de eletrodo Dimensões mínimas Observações Tubo de aço zincado 240 m de comprimento e diâmetro nominal de 25 mm Enterramento totalmente vertical Perfil de aço zincado Cantoneira de 20 mm x 20 mm x 3 mm com 240 m de comprimento Enterramento totalmente vertical Haste de aço zincado Diâmetro de 15 mm com 200 m ou 240 m de comprimento Enterramento totalmente vertical Haste de aço revestida de cobre Diâmetro de 15 mm com 200 m ou 240 m de comprimento Enterramento totalmente vertical Haste de cobre Diâmetro de 15 mm com 200 m ou 240 m de comprimento Enterramento totalmente vertical Fita de cobre 50 mm² de seção 2 mm de espessura e 10 m de comprimento Profundidade mínima de 060 m Largura na posição vertical Fita de aço galvanizado 100 mm² de seção 3 mm de espessura e 10 m de comprimento Profundidade mínima de 060 m Largura na posição vertical Cabo de cobre 50 mm² de seção e 10 m de comprimento Profundidade mínima de 060 m Posição horizontal Cabo de aço zincado 95 mm² de seção e 10 m de comprimento Profundidade mínima de 060 m Posição horizontal Cabo de aço cobreado 50 mm² de seção e 10 m de comprimento Profundidade mínima de 060 m Posição horizontal NBR 140392003 55 6423 Condutores de aterramento 64231 Os condutores de aterramento devem atender às prescrições gerais de 643 64232 Quando o condutor de aterramento estiver enterrado no solo sua seção mínima deve estar de acordo com a tabela 40 Tabela 40 Seções mínimas convencionais de condutores de aterramento Protegido mecanicamente Não protegido mecanicamente Protegido contra corrosão De acordo com 6431 Cobre 16 mm² Aço 16 mm² Não protegido contra corrosão Cobre 16 mm² solos ácidos 25 mm² solos alcalinos Aço 50 mm² 64233 Na execução da ligação de um condutor de aterramento a um eletrodo de aterramento devese garantir a continuidade elétrica e a integridade do conjunto 6424 Terminal de aterramento principal 64241 Onde aplicável deve ser instalado um terminal ou barra de aterramento principal e os seguintes condutores devem ser a ele ligados a condutor de aterramento b condutores de proteção principais c condutores de eqüipotencialidade principais d condutor neutro se disponível e condutores de eqüipotencialidade ligados a eletrodos de aterramento de outros sistemas por exemplo SPDA f estrutura da edificação 64242 Quando forem utilizados eletrodos de aterramento convencionais deve ser previsto em local acessível um dispositivo para desligar o condutor de aterramento Tal dispositivo deve ser combinado ao terminal ou barra de aterramento principal de modo a permitir a medição da resistência de aterramento do eletrodo ser somente desmontável com o auxílio de ferramenta ser mecanicamente resistente e garantir a continuidade elétrica 643 Condutores de proteção 6431 Seções mínimas A seção dos condutores de proteção deve ser a calculada de acordo com 64311 ou b selecionada de acordo com 64312 64311 A seção não deve ser inferior ao valor determinado pela expressão seguinte aplicável apenas para tempos de atuação dos dispositivos de proteção que não excedam 5 s k t I S 2 onde S é a seção do condutor em milímetros quadrados I é o valor eficaz da corrente de falta que pode circular pelo dispositivo de proteção para uma falta direta em ampères t é o tempo de atuação do dispositivo de proteção em segundos NOTA Deve ser levado em conta o efeito de limitação de corrente das impedâncias do circuito bem como a capacidade limitadora integral de Joule do dispositivo de proteção k é o fator que depende das temperaturas iniciais e finais e do material do condutor de proteção de sua isolação e outras partes As tabelas 41 42 e 43 dão os valores de k para condutores de proteção em diferentes condições de uso ou serviço Se ao ser aplicada a expressão forem obtidos valores não padronizados devem ser utilizados condutores com a seção normalizada imediatamente superior NBR 140392003 56 Tabela 41 Valores de k para condutores de proteção providos de isolação não incorporados em cabos multipolares ou condutores de proteção nus em contato com a cobertura de cabos Isolação ou cobertura protetora Material do condutor PVC EPR ou XLPC Cobre Alumínio Aço 143 95 52 176 116 64 NOTAS 1 A temperatura inicial considerada é de 30C 2 A temperatura final do condutor é considerada igual a 160C para o PVC e a 250C para o EPR e o XLPE Tabela 42 Valores de k para condutores de proteção que sejam veia de cabos multipolares Isolação ou cobertura protetora Material do condutor PVC EPR ou XLPC Cobre Alumínio 115 76 143 94 NOTAS 1 A temperatura inicial do condutor é considerada igual a 70C para o PVC e a 90C para o EPR e o XLPE 2 A temperatura final do condutor é considerada igual a 160C para o PVC e a 250C para o EPR e o XLPE Tabela 43 Valores de k para condutores de proteção nus onde não haja risco de dano em qualquer material vizinho pelas temperaturas indicadas Condições Material do condutor Visível e em áreas restritas Condições normais Risco de incêndio Temperatura máxima Cobre K 500C 228 200C 159 150C 138 Temperatura máxima Alumínio K 300C 125 200C 105 150C 91 Temperatura máxima Aço K 500C 82 200C 58 150C 50 NOTAS 1 As temperaturas indicadas são válidas apenas quando não puderem prejudicar a qualidade das ligações 2 A temperatura inicial considerada é de 30C 64312 A seção do condutor de proteção pode opcionalmente ao método de cálculo de 64311 ser determinada através da tabela 44 Se a aplicação da tabela conduzir a valores não padronizados devem ser usados condutores com a seção normalizada mais próxima Os valores da tabela 44 são válidos apenas se o condutor de proteção for constituído do mesmo metal que os condutores fase Caso não seja sua seção deve ser determinada de modo que sua condutância seja equivalente à da seção obtida pela tabela Tabela 44 Seção mínima do condutor de proteção Seção dos condutores fase da instalação S mm² Seção mínima do condutor de proteção correspondente Sp mm² S 16 16 S 35 S 35 S 16 S2 NBR 140392003 57 6432 Tipos de condutores de proteção Podem ser usados como condutores de proteção a veias de cabos multipolares b cabos unipolares ou condutores nus num conduto comum aos condutores vivos c cabos unipolares ou condutores nus independentes d proteções metálicas ou blindagens de cabos 6433 Preservação da continuidade elétrica dos condutores de proteção 64331 Os condutores de proteção devem estar convenientemente protegidos contra as deteriorações mecânicas químicas e eletroquímicas e forças eletrodinâmicas 64332 As conexões devem estar acessíveis para verificações e ensaios 64333 Nenhum dispositivo de comando ou proteção deve ser inserido no condutor de proteção porém podem ser utilizadas conexões desmontáveis por meio de ferramentas para fins de ensaio 64334 As partes condutoras expostas de equipamentos não devem ser utilizadas como partes de condutores de proteção 644 Condutores de eqüipotencialidade 6441 Os condutores de eqüipotencialidade da ligação eqüipotencial principal devem possuir seções que não sejam inferiores à metade da seção do condutor de proteção de maior seção da instalação com um mínimo de 16 mm² 6442 Um condutor de eqüipotencialidade de uma ligação eqüipotencial suplementar ligando duas massas deve possuir uma seção equivalente igual ou superior à seção do condutor de proteção de menor seção ligado a essas massas Um condutor de eqüipotencialidade de uma ligação eqüipotencial suplementar ligando uma massa a um elemento condutor estranho à instalação deve possuir uma seção equivalente igual ou superior à metade da seção do condutor de proteção ligado a essa massa Uma ligação eqüipotencial suplementar pode ser assegurada por elementos condutores estranhos à instalação não desmontáveis tais como estruturas metálicas ou por condutores suplementares ou por uma combinação dos dois tipos 65 Outros equipamentos 651 Transformadores autotransformadores e bobinas de indutância Quando um transformador é levado a alimentar um circuito desequilibrado parcialmente ou totalmente as condições de funcionamento e as garantias correspondentes variação relativa de tensão aquecimentos etc devem ser acordadas com o fabricante do mesmo Devem ser previstos dispositivos de supervisão regulagem e comando na medida em que estes dispositivos forem necessários ao uso correto dos transformadores e quando a importância desses transformadores e a do serviço que é por estes garantido o justifiquem Neste caso se um transformador comportar muitos elem entos monofásicos cada um deles deve ser munido de um dispositivo de supervisão Os transformadores de potência devem ser protegidos contra defeitos internos sobrecargas e curtoscircuitos e em certos casos contra defeitos de isolamento à massa e sobretensões 652 Transformadores de medição Os transformadores de medição devem estar dispostos de forma a serem facilmente acessíveis para sua verificação ou eventual substituição 6521 Transformadores de tensão O secundário dos transformadores de tensão deve ser protegido contra os defeitos a jusante por fusíveis de baixa tensão salvo em casos particulares Estes fusíveis devem ser colocados em um cofre com cadeado independente da alta tensão sendo que o acesso aos transformadores deve ser possível somente após seccionamento de seu circuito primário 6522 Transformadores de corrente As seguintes prescrições aplicamse aos transformadores de corrente a os valores limites térmicos de corrente de curta duração de um transformador devem ser escolhidos em função do valor máximo da corrente de curtocircuito presumida no local onde o transformador é instalado e do eventual poder limitador do dispositivo de proteção contra os curtoscircuitos b os transformadores de corrente destinados às medições devem ser escolhidos de tal maneira que os aparelhos de medição que eles alimentam não sejam danificados quando a corrente primária atinge o valor da corrente de curtocircuito no ponto da instalação c os transformadores de corrente destinados a proteção devem ser escolhidos de modo que seu fator limite de precisão seja suficientemente elevado para que os erros de corrente em caso de curtocircuito não sejam muito grandes d transformadores de corrente devem ser providos de meios para curtocircuitar seus bornes secundários NBR 140392003 58 7 Verificação final 71 Prescrições gerais 711 Toda instalação extensão ou alteração de instalação existente deve ser visualmente inspecionada e ensaiada durante eou quando concluída a instalação antes de ser colocada em serviço pelo usuário de forma a se verificar tanto quanto possível a conformidade com as prescrições desta Norma 712 Deve ser fornecida a documentação da instalação conforme 617 às pessoas encarregadas da verificação na condição de documentação como construído as built 713 Durante a realização da inspeção e dos ensaios devem ser tomadas precauções que garantam a segurança das pessoas e evitem danos à propriedade e aos equipamentos instalados 714 Quando a instalação a ser verificada constituir uma extensão ou alteração de instalação existente deve ser verificado se esta não anula as medidas de segurança da instalação existente 715 A partir desta verificação deve ser elaborado um laudo que certifique a conformidade da instalação com esta Norma por profissional devidamente habilitado eou credenciado 72 Inspeção visual A inspeção visual deve preceder os ensaios e deve ser realizada com a instalação desenergizada 721 A inspeção visual deve ser realizada para confirmar se os componentes elétricos permanentemente conectados estão a em conformidade com os requisitos de segurança das normas aplicáveis NOTA Isto pode ser verificado pela avaliação da conformidade do componente por exemplo pela marca de conformidade b corretamente selecionados e instalados de acor do com esta Norma e o projeto da instalação c não visivelmente danificados de modo a restringir sua segurança d desimpedidos de restos de materiais ferramentas ou outros objetos que venham a comprometer seu isolamento 722 A inspeção visual deve incluir no mínimo a verificação dos seguintes pontos quando aplicáveis a medidas de proteção contra choques elétricos incluindo medição de distâncias relativas à proteção por barreiras ou invólucros por obstáculos ou pela colocação fora de alcance b presença de barreiras contra fogo e outras precauções contra propagação de incêndio e proteção contra efeitos térmicos c seleção de condutores de acordo com sua capacidade de condução de corrente e queda de tensão d escolha e ajuste dos dispositivos de proteção e monitoração e presença de dispositivos de seccionamento e comandos corretamente localizados f seleção dos componentes e das medidas de proteção de acordo com as influências externas g identificação dos condutores neutro e de proteção h presença de esquemas avisos e outras informações similares i identificação dos circuitos dispositivos fusíveis disjuntores seccionadoras terminais transformadores etc j correta execução das conexões l conveniente acessibilidade para operação e manutenção m medição das distâncias mínimas entre fase e neutro 73 Ensaios 731 Prescrições gerais Os ensaios da instalação devem incluir no mínimo os seguintes a continuidade elétrica dos condutores de proteção e das ligações eqüipotenciais principais e suplementares b resistência de isolamento da instalação elétrica c ensaio de tensão aplicada d ensaio para determinação da resistência de aterramento e ensaios recomendados pelos fabricantes dos equipamentos f ensaios de funcionamento Os ensaios devem ser realizados com valores compatíveis aos valores nominais dos equipamentos utilizados e o valor nominal de tensão da instalação NBR 140392003 59 7311 No caso de nãoconformidade em qualquer dos ensaios este deve ser repetido após a correção do problema bem como todos os ensaios precedentes que possam ter sido influenciados 7312 Os métodos de ensaios aqui descritos são fornecidos como métodos de referência outros métodos no entanto podem ser utilizados desde que comprovadamente produzam re sultados não menos confiáveis 732 Continuidade elétrica dos condutores de proteção e das ligações eqüipotenciais principal e suplementares Um ensaio de continuidade deve ser realizado Recomendase que a fonte de tensão tenha uma tensão em vazio entre 4 V e 24 V em corrente contínua ou alternada A corrente de ensaio deve ser de no mínimo 02 A 733 Resistência de isolamento da instalação 7331 A resistência de isolamento deve ser medida a entre os condutores vivos tomados dois a dois b entre cada condutor vivo e a terra Durante esta medição os condutores fase e neutro podem ser interligados 7332 A resistência de isolamento deve atender aos valores mínimos especificados nas normas aplicáveis aos componentes da instalação Esses valores são fornecidos pelos fabricantes de cada componente da instalação 734 Ensaio de tensão aplicada Este ensaio deve ser realizado em equipamento construído ou montado no local da instalação de acordo com o método e valores limites de ensaio descrito nas normas aplicáveis ao equipamento ou quando recomendado pelo seu fabricante 735 Ensaio para determinação da resistência de aterramento 7351 Este ensaio deve ser realizado toda a vez que houver a instalação ou ampliação de malhas de terra visando a garantir o atendimento dos valores previstos em projeto 7352 Para a realização desse ensaio todos os cuidados referentes à segurança devem ser tomados principalmente no caso das ampliações nas instalações em operação Nesses casos é muitas vezes necessário o desligamento total das instalações 736 Ensaios recomendados pelos fabricantes dos equipamentos Todos os equipamentos que possuírem condições especiais de instalações devem sofrer a inspeção de sua montagem com base nas informações fornecidas pelos seus fabricantes Nos documentos apropriados pode ser verificada a necessidade de ensaios especiais nos equipamentos que fazem parte int egrante da sua aprovação para energização NOTA São citados como exemplos de ensaios especiais a ensaio de rigidez dielétrica do óleo isolante aplicável a transform adores disjuntores e chaves seccionadoras b ensaio de fator de potência aplicável a transformadores máquinas elétricas de grande porte e geradores c ensaio de cromatografia de gases e análises físicoquímicas de óleos isolantes aplicável a transformadores de força d ensaio de tempos de operação aplicável a disjuntores e ensaios de resistência de contatos elétricos aplicável a disjuntores e ba rramentos de alta capacidade de corrente f ensaio de tensão aplicada aplicável a cabos elétricos equipamentos isolados a vácuo e a gás SF 6 737 Ensaios de funcionamento 7371 Montagens tais como quadros acionamentos controles intertravamentos comandos etc devem ser submetidas a um ensaio de funcionamento para verificar se o conjunt o está corretamente montado ajustado e instalado em conformidade com esta Norma e filosofia operativa de projeto 7372 Dispositivos de proteção devem ser submetidos a ensaios de funcionamento se necessários e aplicáveis para verificar se estão corretamente instalados e ajustados NBR 140392003 60 8 Manutenção e operação 81 Condições gerais Antes da realização de qualquer serviço de manutenção eou operação devem ser atendidas as prescrições de 811 a 817 811 Sempre que aplicável a instalação a ser verificada deve ser desenergizada após a manobra de desenergização todas as partes vivas devem ser ensaiadas quanto à presença de energia mediante dispositivos de detecção compatíveis ao nível de tensão da instalação Todo equipamento eou instalação desenergizado deve ser aterrado conforme esquema de aterramento adotado ver 423 e proteção contra contato direto e contato indireto ver 511 e 512 Toda instalação eou todo equipamento desenergizado deve ser bloqueado e identificado conforme esquema de aterramento adotado ver 423 e proteção contra contato direto e contato indireto ver 511 e 512 NOTA Antes de proceder ao aterramento de uma instalação desenergizada devese garantir que não haja carga residual ou cumulativa efetuandose primeiro a sua descarga elétrica 812 Os dispositivos e as disposições adotados para garantir que as partes vivas fiquem fora do alcance podem ser retirados para uma melhor verificação devendo ser impreterivelmente restabelecidos ao término da manutenção 813 Devese garantir a confiabilidade dos instrumentos de medição e do ensaio calibrandoos conforme orientação do fabricante 814 Os acessos de entrada e saída aos locais de manutenção devem ser desobstruídos sendo obrigatória a inclusão de sinalização adequada que impossibilite a entrada de pessoas não BA4 e BA5 conforme tabela 12 815 Qualquer manobra programada ou de emergência deve ser efetuada somente com a autorização de pessoa qualificada BA5 conforme tabela 12 816 Qualquer manobra deve ser efetuada por no mínimo duas pessoas sendo que uma delas deve ser BA5 817 É obrigatório o uso de EPC equipamentos de proteção coletiva e EPI equipamentos de proteção individual apropriados em todos os serviços de manutenção das instalações elétricas de média tensão NOTA Os envolvidos no serviço devem ter conhecimento dos procedimentos que vierem a ser executados 82 Manutenção 821 Periodicidade A periodicidade da manutenção deve adequarse a cada tipo de instalação considerandose entre outras a sua complexidade e importância as influências externas e a vida útil dos componentes 822 Manutenção preventiva Manutenção preventiva é aquela efetuada em intervalos predeterminados ou de ac ordo com critérios prescritos destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item 8221 Cabos e acessórios Devem ser inspecionados o estado dos cabos e seus respectivos acessórios assim como os dispositivos de fixação e suporte observando sinais de aquecimento excessivo rachaduras ressecamento fixação identificação e limpeza 8222 Conjunto de manobra e controle Deve ser verificada a estrutura do conjunto de manobra e controle observando seu estado geral quanto a fixação danos na estrutura pintura corrosão fechaduras e dobradiças Deve ser verificado o estado geral dos condutores e dispositivos de aterramento No caso de componentes com partes internas móveis devem ser inspecionados quando o componente permitir o estado dos contatos e das câmaras de arco sinais de aquecimento limpeza fixação ajustes e aferições Se possível devem ser realizadas algumas manobras no componente verificando seu funcionamento No caso de componentes fixos deve ser inspecionado o estado geral observando sinai s de aquecimento fixação identificação ressecamento e limpeza 8223 Equipamentos móveis As ligações flexíveis que alimentam equipamentos móveis devem ser verificadas conforme 8222 bem como a sua adequada articulação 8224 Ensaio geral Ao término das verificações e ensaios deve ser efetuado um ensaio geral de funcionamento simulando todas as situações de comando seccionamento proteção e sinalização observando também os ajustes e aferições dos componentes relés sensores temporizadores etc bem como a utilização de fusíveis disjuntores chaves seccionadoras etc em conformidade com o projeto NBR 140392003 61 823 Manutenção corretiva 8231 Manutenção corretiva é aquela que é efetuada após a ocorrência de uma pane destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida 8232 Toda instalação ou parte dela que por qualquer motivo coloque em risco a segurança dos seus usuários deve ser imediatamente desenergizada no todo ou na parte afetada e somente deve ser reco locada em serviço após reparação satisfatória 8233 Toda falha ou anomalia constatada nas instalações ou componentes ou equipamentos elétricos ou em seu funcionamento deve ser comunicada à pessoa qualificada BA5 para fins de reparação notadamente quando os dispositivos de proteção contra sobrecorrentes ou contra choques elétricos atuarem sem causa conhecida 83 Operação 831 Somente é admitida a operação de instalações de média tensão por pessoal qualificado BA5 832 É obrigatório o uso de EPC equipamentos de proteção coletiva e EPI equipamentos de proteção individual apropriados em todos os serviços de operação das instalações elétricas de média tensão exceto nos casos de operação remota onde as medidas de proteção contra contato direto e indireto devem atender à NBR 5410 9 Subestações 91 Disposições gerais 911 As subestações podem ser abrigadas ou ao tempo Quanto à sua posição em relação ao solo podem ser instaladas na superfície abaixo da superfície do solo subterrânea ou acima da superfície do solo aérea 912 As subestações devem ter características de construção definitiva ser de materiais incombustíveis e de estabilidade adequada oferecendo condições de bemestar e segurança aos operadores quando estes se fizerem necessários 913 As subestações devem ser localizadas de forma a permitir fácil acesso a pessoas materiais e equipamentos para operação e manutenção e possuir adequadas dimensões ventilação e iluminação natural ou artificial compatível com a sua operação e manutenção 914 As subestações podem ou não ser parte integrante de outras edificações devem atender a requisitos de segurança e ser devidamente protegidas contra danos acidentais decorrentes do meio ambiente 915 Nas instalações internas e externas os afastamentos entre partes vivas devem ser os indicados na tabela 21 Estes afastamentos devem ser tomados entre extremidades mais próximas e não de centro a centro 916 O acesso a subestações somente é permitido a pessoas BA4 e BA5 sendo proibido o acesso a pessoas BA1 917 Os equipamentos de controle proteção manobra e medição operando em baixa tensão devem constituir conjunto separado a fim de permitir fácil acesso com segurança a pessoas qualificadas sem interrupção de circuito de média tensão 918 A disposição do equipamento deve oferecer condições adequadas de operação segurança e facilidade de substituição do todo ou parte 919 Devem ser fixadas placas com os dizeres Perigo de morte e o respectivo símbolo nos seguintes locais a externamente nos locais possíveis de acesso b internamente nos locais possíveis de acesso às partes energizadas 9110 No interior das subestações deve estar disponível em local acessível um esquema geral da instalação 9111 Todos os dizeres das placas e da documentação devem ser em língua portuguesa sendo permitido o uso de línguas estrangeiras adicionais 9112 Nas instalações de equipamentos que contenham líquido isolante inflamável com volume superior a 100 L devem ser observadas as seguintes precauções a construção de barreiras incombustíveis entre os equipamentos ou outros meios adequados para evitar a propagação de incêndio b construção de dispositivo adequado para drenar ou conter o líquido proveniente de eventual vazamento 92 Subestações abrigadas 921 Prescrições gerais 9211 As subestações abrigadas são aquelas nas quais os seus componentes estão ao abrigo das intempéries 9212 Os corredores de controle e manobra e os locais de acesso devem ter di mensões suficientes para que haja espaço livre mínimo de circulação de 070 m com todas as portas abertas na pior condição ou equipamentos extraídos em manutenção Havendo equipamentos de manobra deve ser mantido o espaço livre em frente aos volantes e alavancas Em nenhuma hipótese esse espaço livre pode ser utilizado para outras finalidades NBR 140392003 62 9213 As subestações devem ter iluminação artificial obedecendo aos níveis de iluminamento fixados pela NBR 5413 e iluminação natural sempre que possível As janelas e vidraças utilizadas para este fim devem ser fixas e protegidas por meio de telas metálicas resistentes com malhas de 13 mm no máximo e de 5 mm no mínimo quando sujeitas a possíveis danos O uso de vidro aramado dispensa a tela de proteção As subestações devem ser providas de iluminação de segurança com autonomia mínima de 2 h 9214 As subestações devem possuir ventilação natural sempre que possível ou forçada 9215 No local de funcionamento do equipamento a diferença entre a temperatura interna medida a 1 m da fonte de calor a plena carga e a externa medida à sombra não deve ultrapassar 15C 9216 No local de permanência interna dos operadores a temperatura ambiente não pode ser superior a 35C Em regiões onde a temperatura externa à sombra exceder esse limite a temperatura ambiente no lo cal da permanência pode no máximo igualar a temperatura externa Quando esta condição não puder ser conseguida mantendo os ambientes em conjunto o local de permanência dos operadores deve ser separado 9217 As aberturas para ventilação natural devem ser convenientes dispostas de modo a promover circulação do ar 9218 No caso de ventilação forçada quando o ar aspirado contiver em suspensão poeira ou partículas provenientes da fabricação as tomadas de ar devem ser providas de filtros adequados 9219 Nas subestações situadas em ambiente de natureza corrosiva o ar deve ser aspirado do exterior e o local deve ser mantido sob pressão superior à do ambiente de natureza corrosiva Devem ser previstos dispositivos de alarme ou desligamento automático no caso de falha deste sistema 92110 A fim de evitar a entrada de chuva enxurrada e corpos estranhos as aber turas para ventilação devem ter as seguintes características a devem se situar no mínimo 20 cm acima do piso exterior b devem ser construídas em forma de chicana c devem ser protegidas externamente por tela metálica resistente com malha de abertura mínima de 5 mm e máxima de 13 mm 92111 Nas entradas subterrâneas do lado externo o cabo deve ser protegido por eletroduto metálico classe pesada no trecho exposto até a altura mínima de 3 m acima do nível do solo 92112 Todas as partes vivas acessíveis do lado normal de operação devem ser providas de anteparos suficientemente rígidos e incombustíveis com proteção contra contatos acidentais 92113 Quando tratarse de cabina metálica esta deve estar em conformidade com o prescrito na NBR 6979 922 Instalações na superfície e acima da superfície do solo As subestações devem ser providas de portas metálicas com dimensões mínimas de 080 m x 210 m Todas as portas devem abrir para fora 923 Subestações subterrâneas 9231 Estas subestações devem ter impermeabilização total contra infiltração de água NOTA Nos casos em que a impermeabilização não for viável ou não puder evitar a infiltração de água deve ser implementado um sistema de drenagem 9232 As subestações devem ser providas no mínimo de uma abertura para serviço ou emergência com dimensões mínimas de 080 m x 210 m quando laterais e ter dimensões suficientes para permitir a inscrição de círculo de no mínimo 060 m quando localizados no teto 9233 Quanto à proteção contra invasão de águas admitemse os seguintes tipos a de porta estanque b com desembocadura a céu aberto localização em encosta com escoamento natural NOTAS 1 No primeiro caso deve ser prevista entrada de emergência não sujeita à inundação No segundo caso a desembocadura deve ser provida de tela para evitar a entrada de animais Não sendo possível a construção de recintos com as características acima o equipamento e a instalação devem ser à prova d água do tipo submersível 2 As subestações semienterradas aplicamse a essas mesmas disposições sendo entretanto desnecessário o emprego de porta estan que e equipamento submersível desde que não estejam sujeitos a inundações 9234 As aberturas de acesso de serviço e emergência devem abrir para fora e apresentar facilidade de abertura pelo lado interno 9235 Devem ser previstos meios adequados para a instalação inicial e eventual substituiçãoremoção posterior dos componentes individuais 9236 Os acessos podem ser do tipo chaminé devendo nesse caso ter altura suficiente de modo a impedir inundação 9237 Todas as entradas e saídas de condutos devem ser obturadas de maneira a assegurar a estanqueidade da subestação NBR 140392003 63 93 Subestações ao tempo 931 Disposições gerais 9311 As subestações ao tempo são aquelas nas quais os seus componentes estão sujeitos à ação das intempéries 9312 Nas subestações ao tempo todo equipamento deve ser resistente às intempéries em conformidade com 43 932 Subestações instaladas na superfície do solo 9321 Estas instalações devem ser providas à sua volta de elementos de proteção a fim de evitar a aproximação de pessoas BA1 BA2 BA3 e de animais 9322 Quando usada tela como proteção externa esta deve ter malhas de abertura máxima de 50 mm e ser constituída de aço zincado de diâmetro 3 mm no mínimo ou material de resistência mecânica equivalente 9323 Devem ser fixadas placas com os dizeres Perigo de morte e um símbolo em local bem visível do lado externo em todas as faces da proteção externa e junto ao acesso 9324 A parte inferior da proteção deve ficar no máximo 10 cm acima da superfície do solo 9325 O sistema de proteção externo quando metálico deve ser ligado à terra satisfazendo no que couber as condições prescritas em 51 9326 O acesso a pessoal BA4 e BA5 deve ser feito por meio de porta abrindo para fora com dimensões mínimas de 080 m x 210 m Quando utilizada também para acesso de materiais a porta deve ter dimensões adequadas A porta deve ser provida de fecho de segurança externo permitindo livre abertura do lado interno 9327 A instalação deve ser dotada de sistema adequado de escoamento de águas pluviais 9328 As subestações devem ter iluminação artificial obedecendo aos níveis de iluminamento fixados pela NBR 5413 e iluminação natural sempre que possível As janelas e vidraças utilizadas para este fim devem ser fixas e protegidas por meio de telas metálicas resistentes com malhas de 13 mm no máximo e de 5 mm no mínimo quando sujeitas a possíveis danos O uso de vidro aramado dispensa a tela de proteção As subestações devem ser providas de iluminação de segurança com autonomia mínima de 2 h 9329 Nas instalações de equipamentos que contenham líquido isolante devem ser observadas as prescrições de 58 933 Subestações instaladas acima da superfície do solo 9331 Todas as partes vivas não protegidas em áreas de circulação de pessoal BA1 devem estar situadas no mínimo a 5 m acima da superfície do solo Quando não for possível observar a altura mínima de 5 m para as partes vivas pode ser tolerado o limite de 35 m desde que o local seja provido de um anteparo horizontal em tela metálica ou equivalente devidamente ligado à terra com as seguintes características a afastamento mínimo de 40 cm das partes vivas b malha de 50 mm de abertura no máximo c fios de aço zincado ou material equivalente de 3 mm de diâmetro no mínimo 9332 A disposição do equipamento deve prever espaço livre de segurança que permita o acesso de uma pessoa BA4 ou BA5 para fins de manobras inspeção ou manutenção com dimensões tais que seja possível a inscrição de um cilindro reto de eixo vertical com diâmetro mínimo de 060 m e altura suficiente para permitir o acesso às partes mais elevadas 9333 As estruturas de suporte dos equipamentos devem oferecer condições adequadas de operação segurança e manutenção 9334 O equipamento pode ser instalado sobre a postes ou torres de aço concreto ou madeira adequada conforme NBR 5433 ou NBR 5434 b plataformas elevadas sobre estrutura de concreto aço ou madeira adequada conforme NBR 5433 ou NBR 5434 c áreas sobre a cobertura de edifícios inacessíveis a pessoas BA1 ou providas do necessário sistema de proteção externa Neste equipamento não é permitido o emprego de líquido isolante inflamável 94 Subestação de transformação 941 As subestações de transformação são instalações destinadas a transformar qualquer das grandezas da energia elétrica dentro do âmbito desta Norma 942 Deve ser dispensada especial atenção aos aparelhos com carcaça sob tensão os quais devem ter sinalização indicadora de perigo NBR 140392003 64 943 Quando a subestação de transformação fizer parte integrante da edificação industrial somente é permitido o emprego de transformadores de líquidos isolantes não inflamáveis ou transformadores a seco e disjuntores a vácuo ou SF6 NOTA Considerase como parte integrante o recinto não isolado ou desprovido de paredes de alvenaria e portas cortafogo 944 Quando a subestação de transformação fizer parte integrante da edificação residencial eou comercial somente é permitido o emprego de transformadores a seco e disjuntores a vácuo ou SF6 mesmo que haja paredes de alvenaria e portas cortafogo 945 No caso de instalação de transformadores em ambientes perigosos o equipamento deve obedecer às normas específicas 946 Quando o dispositivo de manobra que alimenta um equipamento sit uarse em uma posição não visível sob o ponto de vista do operador deste equipamento deve ser empregada uma chave desligadora junto a esse equipamento Quando a chave desligadora não tiver capacidade de interrupção para a corrente de carga esta deve ser intertravada com o dispositivo de manobra 95 Subestação de controle e manobra 951 As subestações de controle e manobra são instalações destinadas a controlar qualquer das grandezas da energia elétrica ligar ou desligar circuitos elétricos ou ainda prover meios de proteção para esses circuitos 952 Deve situarse na posição mais conveniente para sua operação podendo localizarse no mesmo recinto das subestações de medição ou de transformação 953 Os instrumentos indicadores e dispositivos de controle e manobra devem ser agrupados de maneira a facilitar as operações Esse agrupamento deve obedecer ao critério de separação dos diversos circuitos e linhas com devida identificação 954 Não é permitido o emprego exclusivo de intertravamento elétrico em aparelhos contíguos onde possíveis falhas daquele ocasionem danos a pessoas ou coisas Quando no caso de aparelhos não contíguos o intertravamento mecânico não for possível a execução do intertravamento elétrico deve ser complementada com outra medida redundante ANEXO A NBR 140392003 65 Anexo A normativo Duração máxima da tensão de contato presumida L para a situação 1 e Lp para a situação 2

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