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Instalações Elétricas

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Geraldo Cavalin Severino Cervelin INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS 14ª EDIÇÃO CONFORME NORMA NBR 54102004 EDITORA ÉRICA Instalações Elétricas Prediais Conforme Norma NBR 54102004 ABDR EDITORA AFILIADA Geraldo Cavalin Severino Cervelin Instalações Elétricas Prediais Conforme Norma NBR 54102004 Editora Érica Ltda 2006 14ª Edição Conselho Editorial Celso de Araújo Eduardo Cesar Alves Cruz Salomão Choueri Júnior Diretor Editorial Antonio Marco Vicari Cipelli Diretor Comercial Paulo Roberto Alves Diretor de Publicidade Waldir João Sandrini Finalização de Capa Maurício Scervianinas de França Editoração Érica Regina Pagano Desenhos Pedro Paulo Vieira Herruzo Flávio Eugenio de Lima Revisão Gramatical Marlene Teresa Santin Alves Revisão de Editoração Rosana Ap Alves dos Santos Coordenação e Revisão Rosana Arruda da Silva Fotos Saturnino Machado Copyright 1998 1ª edição e 2005 13ª edição revisada atualizada e ampliada da Editora Érica Ltda Dados Internacionais de Catalogação na Publicação CIP Câmara Brasileira do Livro SP Brasil Cavalin Geraldo 1952 Instalações Elétricas Prediais Geraldo Cavalin Severino Cervelin São Paulo Érica 1998 Coleção Estude e Use Série Eletricidade Bibliografia ISBN 8571945411 1 Engenharia 2 Instalações Elétricas I Cervelin Severino 1956 II Título III Série 981818 CDD62131924 Índices para catáloxo sistemático 1 Instalações elétricas prediais Engenharia 62131924 Todos os direitos reservados Proibida a reprodução total ou parcial por qualquer meio ou processo especialmente por sistemas gráficos microfilímicos fotográficos reprográficos fonográficos videográficos internet ebooks Vedada a memorização eou recuperação total ou parcial em qualquer sistema de processamento de dados e a inclusão de qualquer parte da obra em qualquer programa juscibernético Essas proibições aplicamse também às características gráficas da obra e à sua editoração A violação dos direitos autorais é punível como crime art 184 e parágrafos do Código Penal conforme Lei nº 10695 de 07012003 com pena de reclusão de dois a quatro anos e multa conjuntamente com busca e apreensão e indenizações diversas artigos 102 103 parágrafo único 104 105 106 e 107 itens 1 2 e 3 da Lei nº 9610 de 190698 Lei dos Direitos Autorais Os Autores e a Editora acreditam que todas as informações aqui apresentadas estão corretas e podem ser utilizadas para qualquer fim legal Entretanto não existe qualquer garantia explícita ou implícita de que o uso de tais informações conduzirá sempre ao resultado desejado Os nomes de sites e empresas porventura mencionados foram utilizados apenas para ilustrar os exemplos não tendo vínculo nenhum com o livro não garantindo a sua existência nem divulgação Eventuais erratas estarão disponíveis no site da Editora Érica para download Algumas imagens utilizadas neste livro foram obtidas a partir do CorelDRAW 9 10 e 11 e da Coleção do MasterClipsMasterPhotos da IMSI 100 Rowland Way 3rd floor Novato CA 94945 USA Fotos de capa DPS com imagem dos raios Cortesia ABB Disjuntores UNIC Cortesia PialLegrand DPS no quadro Cortesia Phoenix Quadro de distribuição Cortesia Elcosul Editora Érica Ltda Rua São Gil 159 Tatuapé CEP 03401030 São Paulo SP Fone 11 22953066 Fax 11 61974060 wwweditoraericacombr Apresentação As razões que nos levaram a escrever este livro estão relacionadas ao interesse em contribuir com todos aqueles que estão envolvidos direta ou indiretamente com a execução de instalações elétricas sejam estudantes de nível técnico ou de engenharia ou eletricistas Este trabalho é fruto de muitos anos como professores da disciplina de Instalações Elétricas em que tivemos a oportunidade de observar e vivenciar as dificuldades e falta de laboriosidade com que se deparam os profissionais que atuam nessa área muitas vezes pela falta de conhecimento das normas O objetivo deste livro é justamente suprir essas deficiências de tal maneira que projetistas assim como os eletricistas tenham informações precisas e seguras na arte de como fazer por ocasião da elaboração do projeto elétrico e execução das instalações elétricas em baixa tensão sempre com a preocupação de obedecer às normas a que estão subordinados neste caso a NBR 54102004 Os assuntos são apresentados de forma sequêncial e para cada capítulo existem informações teóricas importantes que permitem a execução prática com facilidade Na 13ª edição foi feita uma revisão geral e necessária devido às modificações ocorridas com a nova norma de Instalações Elétricas bem como das Normas NBR 54192001 e também da Norma NR 10 As alterações desta edição foram substanciais A partir do capítulo 7 as principais atualizações são as seguintes No capítulo 7 foram introduzidos itens importantes a respeito da Segurança em Instalações Elétricas especificamente com relação à NR 10 No capítulo 8 foram substituídas algumas figuras com o acréscimo dos DPS e todos os esquemas foram substituídos devido à introdução pela norma desse dispositivo de proteção Foram atualizadas as tabelas e adicionadas novas às do capítulo 10 Os procedimentos no dimensionamento dos condutores também foram substituídos seguindo as determinações da nova norma O capítulo 11 sobre aterramento em instalações elétricas passa a ser capítulo 13 pois fica mais próximo do capítulo 14 que aborda Proteções contra Descargas Atmosféricas Ambos sofreram modificações substanciais com citações que julgamos mais importantes a respeito dos DPS Tratase de um assunto abrangente e importante para as proteções das instalações elétricas e deve ser tratado pelos profissionais com muita responsabilidade consultando a norma NBR 54102004 sempre que for necessário O capítulo 12 Eletrodutos e Acessórios para Instalações Elétricas passa a ser capítulo 11 O capítulo 13 Proteções em Instalações Elétricas Prediais passa a ser capítulo 12 O dimensionamento dos dispositivos de proteção foram refeitos e adequados à nova norma A respeito dos DR foram atualizadas as figuras bem como a citação dos tipos de DR que devem ser usados para cada tipo de instalação O capítulo 15 foi quase totalmente refeito com a execução de um projeto elétrico de uma nova planta baixa e com isso foram adicionados novos procedimentos de cálculo No final deste capítulo o leitor encontra um item importante que trata sobre a Verificação Final das Instalações Elétricas Muito embora se trate de um assunto simples para os profissionais que atuam na área é muito freqüente encontrarmos instalações elétricas de pequeno e médio portes realizadas sem um projeto elétrico e por profissionais sem habilitação A partir do momento em que uma instalação elétrica for realizada ou executada calcada em um projeto elétrico previamente elaborado feito com base em critérios técnicos e bem executado permitirá que haja maior segurança e conforto aos usuários das instalações com economia A ausência ou omissão dessas recomendações traz com freqüência danos incalculáveis pois uma instalação elétrica mal projetada e principalmente mal executada sem os devidos conhecimentos pode provocar curtoscircuitos causando incêndios muitas vezes com vítimas fatais que infelizmente são aceitos com naturalidade como se as instalações elétricas não tivessem muita importância pois elas ficam embutidas nas paredes pisos e tetos e só os seus efeitos realmente importam Esta é a nossa preocupação que as instalações elétricas sejam realizadas sempre dentro dos critérios técnicos que levem segurança a todos aqueles que delas dependem Para finalizar desejamos agradecer a todos aqueles que colaboraram direta ou indiretamente para que este trabalho se tornasse realidade aos colegas professores do Departamento Acadêmico de Eletrotécnica especialmente aos professores Júlio Cezar Nitsch e Robson Rúbio Rodrigues pelas valiosas sugestões Capítulo 4 Luminotécnica 66 41 Histórico e Desenvolvimento da Lâmpada 66 42 A Importância da Boa Iluminação 67 43 Fontes de Luz Artificial 68 431 Lâmpadas Incandescentes 68 432 Lâmpadas de Descarga 77 Capítulo 5 Utilização de Esquemas 117 51 Esquema Multifilar 117 52 Esquema Unifilar 118 Capítulo 6 Dispositivos de Comando de Iluminação e Sinalização 120 61 Como Instalar Lâmpadas Incandescentes com Interruptor Simples Interruptor Simples Bipolar e Tomada 120 611 Representação de Esquemas Multifilar e Unifilar 121 612 Perspectiva Cônica 132 613 Perspectiva Cavaleira 132 614 Instalações em Eletrodutos 133 615 Lâmpada Fluorescente 137 616 Instalação de Lâmpada Fluorescente 137 62 Interruptores Paralelos 143 621 Introdução 143 622 Funcionamento 145 623 Perspectiva Cônica 147 624 Perspectiva Cavaleira 148 625 Instalação em Eletrodutos 148 626 Instalação em Planta Baixa 149 627 Prumada 152 63 Interruptor Intermediário 156 631 Como Instalar Lâmpadas Incandescentes com Interruptor Intermediário 156 632 Interruptor Intermediário para Embutir 156 633 Perspectiva Cônica da Instalação com Interruptor Intermediário 158 634 Perspectiva Cavaleira 159 635 Instalação de Eletrodutos 159 636 Instalação em Planta Baixa com Interruptor Intermediário 160 64 Interruptor de Minuteria 163 641 Introdução 163 642 Aplicações 163 643 Tipos 163 644 Funcionamento 163 645 Instalação 164 646 Exemplos de Esquemas 165 65 Interruptor Horário 165 651 Introdução 165 652 Tipos de Interruptor Horário 166 653 Aplicações 166 654 Programação 166 655 Exemplo de Esquemas 167 66 Relé de Impulso Ri 168 661 Introdução 168 662 Vantagens da Utilização do Relé de Impulso 168 663 Funcionamento 168 664 Exemplos de Esquemas 169 67 Interruptor Automático por Presença 170 671 Introdução 170 672 Aplicações 170 673 Instalação 170 68 Sinalização 171 681 Cigarras e Campainhas 171 69 Relé Fotoelétrico 174 691 Finalidade 176 692 Aplicação 176 693 Tipos 176 694 Especificações Gerais 176 695 Esquema de Ligação 177 696 Como Instalar Lâmpadas com Relé Fotoelétrico 177 697 Comando de Lâmpadas Incandescentes por Relé Fotoelétrico 178 698 Comando de Lâmpadas a Vapor de Mercúrio por Relé Fotoelétrico 178 Capítulo 7 Segurança em Instalações Elétricas 180 71 Segurança em Instalações Elétricas NR10 180 72 Cuidados para Evitar Acidentes com Energia Elétrica 182 Capítulo 8 Previsão de Cargas e Divisão das Instalações Elétricas 187 81 Cargas dos Pontos de Utilização 187 82 Previsão de Cargas Conforme a NBR 54102004 187 821 Iluminação 187 822 Tomadas 188 823 Potências Típicas de Aparelhos Eletrodomésticos 190 83 Quadro de Distribuição 191 831 Definição 191 832 O Que Deve Ser Observado na Sua Montagem 191 833 Partes Componentes de um Quadro de Distribuição 192 834 Localização dos Quadros de Distribuição QDs 192 835 Quantidade de QDs 192 836 Tipos de Quadro de Distribuição Principal 193 84 Divisão da Instalação em Circuitos Terminais 195 841 Introdução 195 842 Circuito Elétrico 196 843 Critérios para a Divisão da Instalação em Circuitos 197 844 Circuitos Terminais 197 845 Representação de Esquemas Multifilares ou Unifilar dos Quadros de Distribuição 199 Capítulo 9 Fornecimento de Energia Elétrica 205 91 Definições 205 911 Normas 205 912 Consumidor 205 913 Unidade Consumidora 205 914 Agrupamento de Unidades Consumidoras 205 915 Edifício de Uso Coletivo 205 916 Ponto de Entrega 205 917 Entrada de Serviço 206 918 Ramal de Ligação 206 919 Ramal de Entrada 206 9110 Ramal Alimentador 206 9111 Limitador de Fornecimento 206 9112 Centro de Medição 206 9113 Caixa para Medidor 206 9114 Caixa para Disjuntor de Proteção 206 9115 Cabine 206 9116 Medição Direta 206 9117 Medição Indireta 206 9118 Chave de Aferição 206 9119 Demanda 207 9120 Alimentador Principal ou Prumada 207 92 Limite de Fornecimento Utilização e Demanda Potência de Alimentação 207 921 Especificação de Entradas de Energia 207 922 Consumidor Individual 212 923 Edifícios de Uso Coletivo 214 93 Padrão Construtivo ou Padrão de Entrada 217 Capítulo 10 Condutores Elétricos Dimensionamento e Instalação 221 101 Introdução 221 102 Conceitos Básicos sobre Condutores 222 1021 Condutor Elétrico 222 103 Tipos e Aplicações dos Condutores Elétricos 233 1031 Condutores para Baixa Tensão 233 1032 Condutores para Uso Geral 233 1033 Condutores para Uso Específico 233 104 Seções Mínimas dos Condutores Elétricos 233 1041 Seção Mínima dos Condutores Fase 234 1042 Seção do Condutor Neutro 234 105 Dimensionamento de Condutores Elétricos 236 1051 Critério da Capacidade de Condução de Corrente Ampacidade 236 1052 Critério do Limite de Queda de Tensão 250 106 Identificação dos Condutores 262 1061 Introdução 262 1062 Condutor Neutro 262 1063 Condutor de Proteção PE 262 1064 Condutor com a Função PEN 262 1065 Condutores Fases e Retornos 262 107 Conexões em Instalações Elétricas 262 1071 Introdução 262 1072 Conexões de Condutores entre Si em Prolongamento 263 1073 Conexões de Condutores em Derivação 267 1074 Olhal 270 1075 Recomendações sobre Conexões 270 1076 Conexões Bimetálicas NBR 54102004 item 62815 271 1077 Acessórios para Condutores Elétricos 271 108 Solda e Soldagem 274 1081 Solda O que é 274 1082 Para que Serve 274 1083 Características 274 1084 Cuidados ao Efetuar uma Soldagem 275 1085 Condições de Aplicação 275 1086 Soldagem de Emendas ou Conexões 276 109 Materiais Isolantes 277 1091 Introdução 277 1092 Tipos 277 1093 Isolar Emendas ou Conexões 278 Capítulo 11 Eletrodutos e Acessórios para Instalações Elétricas 280 111 Introdução 280 112 Tipos de Eletroduto 280 1121 Eletrodutos Metálicos Rígidos 280 1122 Eletrodutos de PVC Rígidos 281 1123 Eletrodutos Metálicos Flexíveis 281 1124 Eletrodutos de PVC Flexíveis 282 113 Acessórios para Eletrodutos 285 114 Como Executar Roscas em Eletrodutos Rígidos 289 1141 Etapas para Execução de Roscas 289 115 Executar Curvas em Eletrodutos Rígidos 292 1151 Curvas em Eletroduto de PVC Rígido 292 1152 Curvas em Eletroduto Rígido Metálico 293 1153 Considerações Gerais sobre Curvas e Roscas em Eletrodutos Rígidos 294 116 Caixas de Derivação ou de Passagem 294 1161 Caixas de Embutir 295 1162 Caixas Aparente 297 1163 Considerações Gerais sobre Caixas de Derivação ou de Passagem 299 117 Redes de Eletrodutos 299 1171 Instalação de Eletrodutos Embutidos 300 1172 Instalações Aparentes 307 1173 Instalação Aparente com Perfis de PVC 310 118 Dimensionamento de Eletrodutos 311 1181 Instalação de Condutores em Eletrodutos 312 1182 Taxa Máxima de Ocupação 312 1183 Instalação de Eletrodutos com as Caixas de Derivação ou de Passagem 312 1184 Roteiro para Dimensionamento de Eletrodutos 313 1185 Exemplos de Dimensionamento 314 1186 Tabelas para Dimensionamento de Eletrodutos 316 1187 Enfiação dos Condutores 317 119 Instalação e Fixação de Interruptores Tomadas e Aparelhos de Iluminação 320 1191 Introdução 320 1192 Fixação de Interruptores Tomadas e Aparelhos de Iluminação 320 Capítulo 12 Proteção em Instalações Elétricas Prediais 324 121 Prescrições Fundamentais da Norma NBR 5410 324 122 Terminologias 325 123 Proteção contra Sobrecorrentes 325 1231 Disjuntores Termomagnéticos 325 1232 Fusíveis 340 124 Proteção contra Choques Elétricos e Efeitos Térmicos 346 1241 Disjuntores e Interruptores Diferenciais Residuais DR 346 Capítulo 13 Aterramento em Energia Elétrica 355 131 Introdução 355 132 Definições 355 1321 Aterramento 355 1322 Choque Elétrico 355 1323 Parte Viva 355 1324 Massa ou Massa Condutora Exposta 356 1325 Elemento Condutor Estranho à Instalação Elétrica 356 1326 Equipotencialização 356 133 Prescrições da NBR 54102004 356 1331 Esquema TN 356 1332 Esquema TT 358 1333 Esquema IT 358 134 Aterramento e Equipotencialização 359 1341 Eletrodo de Aterramento 359 1342 Condutor de Aterramento 362 1343 Equipotencialização 363 135 Condutores de Proteção PE 364 1351 Seção Mínima para Condutores de Proteção PE 365 1352 Tipos de Condutores de Proteção 365 1353 Continuidade Elétrica dos Condutores de Proteção 365 136 Condutores de Equipotencialização 366 1361 Condutores de Equipotencialização Principal 366 1362 Condutores de Equipotencialização Suplementar 366 1363 Equipotencialização Funcional 366 1364 Tipos de Barramento de Eqüipotencialização Funcional 366 137 Utilização de Eqüipotencialização Principal 367 1371 Exemplo de Eqüipotencialização Principal 367 1372 Sistema de Aterramento para Entrada de Energia Entrada de Serviço 369 Capítulo 14 Proteção contra Descargas Elétricas Atmosféricas 371 141 Prescrições da NBR 54102004 sobre Proteções contra Sobretensões e Perturbações Eletromagnéticas 371 142 Terminologia 372 143 Formação das Descargas Atmosféricas 372 144 Como Nascem e Morrem os Raios 374 145 Tipos de Raio 375 146 Efeito dos Raios 375 147 Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas 376 1471 Generalidades 376 1472 Constituição de um SPDA 376 1473 PáraRaios Franklin 376 1474 PáraRaios Radioativos 377 1475 Gaiola de Faraday 378 1476 Níveis de Proteção 378 1477 Conexão de Medição 378 1478 Dispositivo de Proteção contra Surtos DPS 379 148 Sugestão para a Prevenção contra as Descargas Atmosféricas 385 149 Conclusão 385 Capítulo 15 Leitura Análise e Interpretação de Projetos Elétricos Prediais 386 151 Introdução 386 152 Eletricista ou Gambiarista 386 153 Atender à Norma é Fundamental 387 154 Falhas mais Comuns nas Instalações Elétricas de Baixa Tensão 388 1541 Ausência de Aterramento ou Aterramento Inadequado 388 1542 Materiais que não Atendem às Normas Técnicas 388 1543 Pontos de Luz e Tomadas de Corrente no Mesmo Circuito Terminal 388 1544 Emendas ou Conexões Malfeitas 389 1545 Instalação de Arandelas em Substituição ao Ponto de Luz no Teto 389 1546 Previsão de Tomadas em Quantidade Insuficiente 389 1547 Falta de Coordenação entre Condutores e Dispositivos de Proteção 389 1548 Verificação Final das Instalações não Realizada 389 155 Recomendações Importantes 390 156 Análise e Interpretação de Projetos Elétricos Exemplo 393 1561 Vamos Anotar os Erros Encontrados 393 1562 Elaboração de um Projeto Elétrico Exemplo 394 157 Verificação Final da Instalação Procedimentos 418 1571 Documentação e Ensaios 418 1572 Manutenção 419 Conclusão 420 Bibliografia 421 Índice de Tabelas Tabela 41 Lâmpadas incandescentes para uso geral 76 Tabela 42 Lâmpada refletora comum 76 Tabela 43 Lâmpadas refletoras Spotline 76 Tabela 44 Dicróica aberta EXZ e dicróica fechada EXN 77 Tabela 45 Lâmpada halógena HA Plus Line 77 Tabela 46 Lâmpadas fluorescentes compactas PL Eletronic 88 Tabela 47 Lâmpadas fluorescentes compactas não integradas PLS 88 Tabela 48 Lâmpadas fluorescentes compactas não integradas PLT 89 Tabela 49 Lâmpadas fluorescentes TLT e TLD 89 Tabela 410 Lâmpadas fluorescentes TLT e TLD Série 80 89 Tabela 411 Constituição 93 Tabela 412 Aplicações 93 Tabela 413 Lâmpadas de luz mista ML 94 Tabela 414 Lâmpadas a vapor de mercúrio HPLN 94 Tabela 415 Lâmpadas multivapor metálico 94 Tabela 416 Lâmpada a vapor metálico MHN TD 95 Tabela 417 Lâmpada multivapor metálico MHW TD 95 Tabela 418 Lâmpadas a vapor de sódio 95 Tabela 419 Reatores para lâmpadas fluorescentes série ouro plus 102 Tabela 420 Reatores vapor de mercúrio 103 Tabela 421 Reatores vapor metálico 103 Tabela 422 Reatores vapor de sódio 104 Tabela 423 Enetron ETC 105 Tabela 424 Transformador Reator para lâmpada de néon Metragem iluminada 105 Tabela 425 Ignitores Philips 106 Tabela 426 Starters Philips 107 Tabela 71 Raios de delimitações de zonas de risco controlada e livre 181 Tabela 81 Valores de potências típicas de aparelhos eletrodomésticos 190 Tabela 82 Quadros de distribuição Espaço reserva Tabela 59 da NBR 54102004 191 Tabela 91 Fatores de demanda para iluminação e tomadas de uso geral TUGs 209 Tabela 92 Fatores de demanda para tomadas de uso específico TUEs 209 Tabela 93 Limitações das categorias de atendimentos limites de fornecimento 210 Tabela 94 Dimensionamento da entrada de energia 211 Tabela 95 Esforços admissíveis em postes e pontaletes de entrada de energia 212 Tabela 101 Materiais empregados na isolação de condutores fios e cabos 227 Tabela 102 Tensões nominais de isolamento normalizadas 228 Tabela 103 Temperaturas características dos condutores Tabela 30 NBR 54102004 228 Tabela 104 Seções métricas IEC seções nominais em mm2 231 Tabela 105 Linha Pirelli de condutores para instalações elétricas em baixa tensão Cortesia Pirelli 232 Tabela 106 Seção mínima dos condutores Tabela 47 da NBR 54102004 234 Tabela 107 Seções mínimas do condutor neutro Tabela 48 da NBR 54102004 235 Tabela 108 Tipos de linhas elétricas Tabela 33 da NBR 54102004 237 Tabela 109 Número de condutores carregados a ser considerado em função do tipo de circuito Tabela 46 da NBR 54102004 240 Tabela 1010 Capacidade de condução de corrente em ampères para os métodos de referência A1 A2 B1 B2 C e D Tabela 36 da NBR 54102004 241 Tabela 1011 Capacidade de condução de corrente em ampères para os métodos de referência A1 A2 B1 B2 C e D Tabela 37 da NBR 54102004 242 Tabela 1012 Capacidade de condução de corrente em ampères para os métodos de referência E F e G Tabela 38 da NBR 54102004 243 Tabela 1013 Capacidade de condução de corrente em ampères para os métodos de referência E F e G Tabela 39 da NBR 54102004 244 Tabela 1014 Fatores de correção para temperaturas ambientes diferentes de 30C para cabos nãoenterrados e de 20C temperatura do solo para linhas subterrâneas FCT Tabela 40 da NBR 54102004 245 Tabela 1015 Fatores de correção para linhas subterrâneas em solo com resistividade térmica diferente de 25 KmW Tabela 41 da NBR 54102004 246 Tabela 1016 Fatores de correção para agrupamento de circuitos ou cabos multipolares aplicáveis aos valores da capacidade de condução de corrente dados nas tabelas 109 1010 1011 e 1012 Tabela 42 da NBR 54102004 248 Tabela 1017 Fatores de correção aplicáveis a agrupamentos consistindo em mais de uma camada de condutores Métodos de referência C Tabelas 1010 e 1011 E e F tabelas 1012 e 1013 Tabela 43 da NBR 54102004 248 Tabela 1018 Fatores de agrupamento para linhas com cabos diretamente enterrados Tabela 44 da NBR 54102004 249 Tabela 1019 Fatores de agrupamento para linhas em eletrodutos enterrados Tabela 45 da NBR 54102004 249 Tabela 1020 Limites de queda de tensão 6271 da NBR 54102004 250 Tabela 1021 Faixa de tensão em volts Tabela A1 da NBR 54102004 251 Tabela 1022 Queda de tensão em VAkm 253 Tabela 1023 Diâmetro nominal de condutores rígidos e flexíveis d 264 Tabela 1024 Tamanho cor seção e composição de conector rápido isolante AMB 273 Tabela 111 Bitola de eletrodutos rígidos e flexíveis 285 Tabela 112 Tipos de caixa dimensões finalidade e número de condutores 297 Tabela 113 Eletrodutos de PVC rígido com rosca 316 Tabela 114 Dimensões totais dos condutores isolados para 750V e 1000V 316 Tabela 115 Ocupação máxima dos eletrodutos de PVC por condutores de mesma seção 317 Tabela 116 Ocupação máxima dos eletrodutos de aço por condutores de mesma seção 317 Tabela 121 Correntes convencionais de atuação de não atuação e tempos convencionais para disjuntores termomagnéticos 331 Tabela 122 Disjuntores termomagnéticos UNIC Cortesia PialLegrandBticino 331 Tabela 123 Características elétricas dos disjuntorers UNIC Bolton 331 Tabela 124 Disjuntores termomagnéticos Siemens Curva de Atuação C 333 Tabela 125 Disjuntores diferenciais residuais DRsDX bipolar e tetrapolar Fonte PialLegrand 353 Tabela 126 Disjuntores e interruptores diferenciais residuais DRsDX bipolar e tetrapolar Fonte PialLegrand 354 Tabela 127 Dispositivos DR Siemens 354 Tabela 131 Materiais comumente utilizáveis em eletrodos de aterramento Dimensões mínimas do ponto de vista da corrosão e da resistência mecânica quando os eletrodos forem diretamente enterrados Tabela 51 da NBR 54102004 362 Tabela 132 Seções mínimas de condutores de aterramento enterrados no solo Tabela 52 da NBR 54102004 363 Tabela 133 Seção mínima do condutor de proteção Tabela 58 da NBR 54102004 365 Tabela 134 Código de cores dos condutores de proteção 366 Tabela 141 Descargas atmosféricas Tabela 15 da NBR 54102004 371 Tabela 142 Espaçamento médio dos condutores de descida não naturais conforme o nível de proteção Tabela 2 da NBR 54192001 Ângulo máximo de proteção para construção com altura não superior a 20 m 379 Tabela 143 Seção dos mínimas dos materiais do SPDA Tabela 3 da NBR 54192001 379 Tabela 144 Suportabilidade a impulso exigível dos equipamentos da instalação Tabela 31 da NBR 54102004 380 Tabela 145 Tensão de impulso suportável em função da tensão nominal Tabela 50 da NBR 54102004 380 Tabela 146 Coordenação dos DPS PialLegrand 381 Tabela 147 Valor mínimo de tensão de operação contínua Vc exigível do DPS em função do esquema de aterramento Tabela 49 da NBR 54102004 381 Tabela 151 Competência das pessoas Tabela 18 da NBR 54102004 419 Conceitos Básicos de Eletricidade para Aplicação em Instalações Elétricas 11 Tipos e Formas de Distribuição de Energia 12 Geração de Energia Elétrica 13 Eletricidade 11 Tipos e Formas de Distribuição de Energia 111 Energia Pode ser definida como tudo aquilo capaz de realizar ou produzir trabalho Todas as movimentações que ocorrem no universo podem gerar forças capazes de transformar a energia em um encadeamento sucessivo ou seja em modalidades diferentes de energia As pessoas somente sentem os efeitos da energia através dos sentidos Apresentase sob várias formas Energia mecânica Energia elétrica Energia térmica Energia química Energia atômica Energia eólica 1111 Energia Mecânica É constituída por duas modalidades de energia a cinética e a potencial Na figura 11 vemos um guindaste que realiza trabalho com seus motores ao movimentar a carga Quando a energia está associada a movimento chamase em física energia cinética No momento em que a carga está parada no alto no aguardo para produzir trabalho chamase energia potencial a energia que está relacionada à posição em que se encontra o corpo Podemos citar outras fontes de energia cinética e potencial Energia cinética como por exemplo a energia do vento da água corrente etc Energia potencial por exemplo a energia da água represada dos elásticos das molas etc 1112 Energia Elétrica É uma forma de energia que apresenta inumeráveis benefícios e no decorrer dos tempos tornouse parte integrante e fundamental das nossas atividades diárias É tão importante que nossa vida seria praticamente impossível sem sua existência e muitas vezes não damos conta da sua importância somente no momento da sua falta Sem dúvida a energia elétrica é a forma mais prática de energia pois pode ser transportada a grandes distâncias pelos condutores elétricos fios ou cabos desde a geração até os centros de consumo que são os lares indústrias comércio etc Tratase de uma forma de energia extraordinária pois além de poder ser transportada com facilidade pode ser transformada em outras modalidades de energia sem muitas dificuldades e com custos relativamente baixos Conceitos Básicos de Eletricidade para Aplicação em Instalações Elétricas 17 1113 Energia Térmica ou Calorífica A corrente elétrica ao passar pela resistência do do do chuveiro aquecedor ferro de passar da e do convertese em calor churrasqueira elétrica ferro de soldar 1114 Energia Luminosa Quando a corrente elétrica percorre o filamento de lâmpadas Radiação visível Radiação ultravioleta Pó fluorescente Átomo de Elétrons Eletrodo mercúrio incandescentes fluorescentes a vapor de mercúrio a vapor de sódio acendeas produzindo luminosidade Cortesia Philips 1115 Energia Sonora Ao ligar um aparelho de som CD walkman ela percorre os circuitos convertendose em energia sonora Cortesia Philips 18 Instalações Elétricas Prediais 1116 Energia Cinética A energia elétrica pode acionar o motor de enceradeira furadeira ventilador moto esmeril produzindo movimento energia cinética Vimos então alguns exemplos de utilização da energia elétrica que dão uma pequena idéia do quanto é importante na vida do homem moderno A energia elétrica normalmente não é utilizada no mesmo local onde é produzida Como é produzida a grandes distâncias do centro de consumo é necessário que seja transportada e por motivos econômicos isso é feito em altas tensões Assim sendo a energia elétrica desenvolvese em quatro fases fundamentais Geração produção Transmissão Distribuição Utilização 12 Geração de Energia Elétrica Para movimentar o eixo das turbinas podemos utilizar vários tipos de fonte como a queda dágua hidráulica a propulsão a vapor térmica utilizando a queima de combustíveis gasolina diesel carvão e pela fissão de materiais como o urânio ou tório nuclear Podemos ter várias formas de geração de energia elétrica A mais econômica que produz grandes quantidades de energia elétrica utiliza a energia potencial da água de grandes reservatórios que movimentam os grandes geradores Quando da construção de uma usina primeiramente é preciso levantar indicadores econômicos técnicos ecológicos e sociais para posteriormente fazer a opção do tipo de usina a ser construído naquele local Observando o desenho Cortesia Maquete Copel das páginas 22 e 23 vamos descrever o caminho percorrido pela energia desde a sua geração até o ponto de consumo 121 Barragem 1 A barragem tem como finalidade represar a água possibilitando a concentração de uma grande quantidade de energia potencial Em função da quantidade de energia elétrica a ser gerada escolhese o melhor lugar para a construção da barragem levandose em consideração o clima da região a vasão do rio a topografia do local o tipo de rocha e a facilidade no deslocamento de materiais de construção até a obra Conceitos Básicos de Eletricidade para Aplicação em Instalações Elétricas 19 122 Condutos Forçados 2 O conduto forçado também chamado de tomadas de água sai da barragem e vai até a turbina na casa de força Ele varia de diâmetro e comprimento em função da potência da turbina a qual está acoplada ao gerador No caso da Usina Hidroelétrica de Itaipu o conduto forçado tem 105 m de diâmetro interno Veja a figura 13 123 Casa de Força 3 Cada conduto visto no item anterior vai a uma turbina que está acoplada a um gerador Para gerar energia internamente nas máquinas são instalados eletroímãs Sabemos que toda vez que há o movimento de um condutor ao redor de um ímã nas extremidades desse condutor surge uma diferença de potencial A quantidade de energia gerada conseguida na extremidade dos condutores depende do tamanho dos eletroímãs da quantidade e seção dos condutores instalados dentro dos geradores Desta forma você pode adquirir geradores comerciais que variam de pequenas potências 05 kW 10 kW 100 kW e tensões como 127 volts 220 volts 380 volts 69 kV 138kV e 180kV Figura 12 Figura 13 Vista em corte da Usina Hidroelétrica de Itaapu O tamanho do gerador ou geradores é calculado em função da quantidade de energia que vai ser gerada para atender a certa região ou comunidade Segundo a Companhia Paranaense de Energia Elétrica COPEL a tensão comercial gerada e fornecida na saída dos geradores é trifásica de 69kV 138kV ou 180kV com valores bem elevados de corrente kA e potência MW 20 Instalações Elétricas Prediais 124 Subestação Elevadora 4 Como os geradores são para potências elevadas MW e a tensão comercial gerada é razoavelmente baixa kV a corrente elétrica no gerador é de grande intensidade Por fatores econômicos a subestação elevadora é construída o mais próximo possível da geração Dentro dessa subestação são colocados os transformadores elevadores que recebem dos geradores as tensões de 69kV 138kV ou 180kV e elevamnas para as tensões de transmissão que são de 69kV 138kV 230kV etc Como a corrente produzida pelos geradores é muito alta inviaibilizando o transporte até os centros de consumo elevase a tensão conseqüentemente diminuindo a corrente para que possamos fazer a transmissão dessa energia a longas distâncias por torres de transmissão 5 com bitolas de condutores mais finas No gerador P E I Na transmissão P E I 125 Subestação Abaixadora 6 Pelas torres de transmissão essa energia é transportada até os centros de consumo A energia chega em uma subestação abaixadora onde recebe os valores de tensão de 69kV 138kV 230kV etc e através de transformadores abaixaos para os valores de tensão de distribuição de 345kV e 138kV Essas tensões seguem até a subestação de distribuição 126 Subestação de Distribuição 7 Da subestação de distribuição os condutores saem e seguem para a distribuição urbana cidade em 138kV 8 Nas ruas de trechos em trechos conforme o consumo e em função da quantidade de consumidores são instalados transformadores nos postes da concessionária que reduzem a tensão de 138kV para a baixa tensão em 127V e 220V padrão COPEL para a utilização residencial 9 ou industrial 10 De um dos condutores 11 da rede de 345kV deriva para a distribuição rural 12 Como segue apenas uma fase monofásico para a distribuição rural a tensão é 3453 199kV Na propriedade do consumidor para obter a baixa tensão ou seja a tensão de distribuição o neutro é derivado do solo fazendo com que a tensão entre neutro e fase seja 127V e entre fases a tensão é 254V Segundo a Norma Brasileira as tensões são classificadas em quatro níveis Baixa Tensão vai até 1000V Média Tensão acima de 1000V até 72500V Alta Tensão acima de 72500 até 242000V ExtraAlta Tensão acima de 242000 V As tensões podem ser subdivididas em EBTUBT 48V 24V e 12V BT 1000 V 760 V 660 V 440 V 380 V 230 V 220 V 127 V FN e 115 V FN MT ou AT de Distribuição 345 kV 258 kV 23 kV 138 kV 132 kV 126 kV 115 kV 69 kV 416 kV e 213 kV AT Tensão de Transmissão 500 kV 230 kV e 138 kV Tensão de sub transmissão 69 kV EAT 600 kVCC Corrente Contínua EAT 750 kV UAT 800 kV Nota BT Baixa Tensão AT Alta Tensão EBT ExtraBaixa Tensão MT Média Tensão EAT ExtraAlta Tensão e UAT UltraAlta Tensão Conceitos Básicos de Eletricidade para Aplicação em Instalações Elétricas 21 Reservatório de Agua Barragem Legenda 1 Barragem 2 Condutos forçados 3 Casa de Força 4 Subestação Elevadora 5 Torres de Transmissão 6 Subestação Abaixadora 7 Subestação de Distribuição 8 Posto de Transformação para Baixa Tensão BT 9 Consumidor Residencial 10 Consumidor Industrial 11 Derivação para Distribuição Rural 12 Consumidor Rural Instalações Elétricas Prediais 22 127 Esquema Unifilar da Geração Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica G Geração SE Subestação Elevadora LT Linha de Transmissão SA Subestação Abaixadora DP Distribuição Primária DS Distribuição Secundária T1 T2 T3 e T4 Transformadores 13 Eletricidade Eu sou a força inesgotável que move grandes máquinas forneço luz que concorre até mesmo com a do Sol aqueço e também esfio sou o sopro invisível que conduz mensagens e sons a todos os recantos do mundo sou o impulso poderoso que arrasta locomotivas rápidos veículos e barcos enormes Com o meu auxílio o homem domina a Terra sulca os ares baixa ao fundo do mar penetra até as entranhas do nosso planeta Sob minha influência maravilhosa os motores palpitam os corpos fundemse e volatizamse e em uma faísca majestosa forjo fundo e ligo os metais mais resistentes Meu poderio é incalculável porém submisso ao homem que conhece meus segredos sob sua sábia direção levo a civilização até os mais recônditos confins do mundo sou a base do progresso eu sou a eletricidade Na primeira parte deste capítulo tivemos a oportunidade de conhecer os diversos tipos de energia bem como os processos de produção e transformação Vimos que de todas as formas de energia a eletricidade ou energia elétrica é uma das mais versáteis pois se transforma com muita facilidade e eficiência em muitas outras modalidades Conhecemos também as usinas hidrelétricas transmissão distribuição seus equipamentos e os serviços que a eletricidade presta ao homem mas nada foi dito quanto à essência dessa modalidade de energia ou seja quais as partículas que de fato determinam seu comportamento 131 Estrutura da Matéria O estudo da eletricidade fica mais fácil se a analisarmos a partir dos conceitos básicos da estrutura da matéria Tudo o que existe no universo desde estrelas e planetas situados nos pontos mais afastados até a menor partícula de poeira é constituído de matéria que pode se apresentar das mais variadas formas A menor parte da matéria sem que ela perca suas características originais é denominada molécula 24 Instalações Elétricas Prediais Nota As letras que representam as fases e neutro não possuem um designação específica apenas denominadas por convenção e podem ser NCondutor neutro RCondutor fase 1 SCondutor fase 2 e TCondutor fase 3 Ou ainda podem ser encontradas em algumas literaturas da seguinte forma NNeutro e para as fases as letras A B e C A NBR 5410 utiliza as seguintes denominações NNeutro e para as fases L1 L2 e L3 Visão Geral Conceitos Básicos de Eletricidade para Aplicação em Instalações Elétricas 23 Se dividimos as moléculas elas perdem suas características e na divisão obtémse partículas denominadas átomos Os átomos são compostos por partículas infinitesimais muito pequenas denominadas prótons nêutrons e elétrons Os prótons e nêutrons estão localizados no núcleo Enquanto prótons comportamse como carga elétrica elementar positiva nêutrons não têm carga elétrica Os elétrons estão localizados na eletrosfera e possuem carga elétrica negativa Átomo em grego significa indivisível Até há pouco tempo julgavase correto este significado porém com o aprofundamento dos estudos e pesquisas da física nuclear verificouse que o fenômeno da indivisibilidade não era verdadeiro pois através de bombardeamentos é possível a divisão do átomo que gera a famosa e polêmica energia atômica ou energia nuclear A disposição das partículas do átomo prótons nêutrons e elétrons conforme a teoria atômica foi proposta pelo físico dinamarquês Niels Bohr 18851962 que caracteriza uma semelhança muito grande com o sistema solar ou seja O núcleo representa o Sol e é constituído por prótons e nêutrons Os elétrons giram em volta do núcleo em órbitas planetárias Os elétrons que giram em órbitas mais externas do átomo são atraídos pelo núcleo com menor força do que os elétrons das órbitas mais próximas Os mais afastados são denominados elétrons livres e com muita facilidade podem se desprender de suas órbitas Devido a essa característica podemos dizer que os elétrons livres sob uma tensão elétrica dão origem à corrente elétrica Conceitos Básicos de Eletricidade para Aplicação em Instalações Elétricas 25 A facilidade ou a dificuldade de os elétrons livres se libertarem ou se deslocarem de suas órbitas determina a condutibilidade elétrica da matéria ou substância Ou seja se os elétrons se libertarem com facilidade de suas órbitas como é o caso dos metais como o ouro a prata o cobre o alumínio a platina etc esses materiais recebem o nome de condutores elétricos Entretanto se os elétrons tiverem dificuldade de se libertar de suas órbitas isto é estiverem presos ao núcleo como é o caso do vidro cerâmica plástico baquelite etc esses materiais serão denominados de isolantes elétricos Aprendemos até agora que a eletricidade é constituída por partículas diminutas chamadas elétrons prótons e nêutrons e que os elétrons se movem com maior ou menor velocidade dependendo das características dos materiais No entanto através de nossa percepção e de seus efeitos podemos Observála Num dia de tempestade quando ocorrem raios e relâmpagos presenciamos a formação de um arco ou centelha figura 17 ou ao fechar um interruptor verificamos que a lâmpada acende figura 18 Temos aí exemplos visuais da eletricidade Figura 17 Figura 18 Sentila Todos nós já tivemos a estranha e desagradável sensação do choque elétrico ao tocarmos em partes vivas energizadas de uma instalação elétrica Atenção Antes de lidar com a instalação elétrica certifiquese tenha absoluta certeza de que o disjuntor esteja desligado Um pequeno descuido pode ocasionar acidente grave Medila Utilizando instrumentos adequados como por exemplo voltímetros amperímetros etc podemos medir a energia elétrica Aliás o ato de medir registrar ou avaliar grandezas faz parte da natureza do homem desde épocas muito remotas figura 19 Os efeitos da eletricidade são possíveis devido aos seguintes fatores corrente elétrica tensão elétrica potência elétrica resistência elétrica Figura 19 26 Instalações Elétricas Prediais 132 Grandezas Elétricas Fundamentais 1321 Corrente Elétrica Vimos que os átomos são formados por minúsculas partículas e que na eletrosfera existem elétrons girando em torno do núcleo Vimos também que existem elétrons que estão bem afastados do núcleo e que podem se desprender com facilidade Num condutor esses elétrons a princípio movimentamse de forma aleatória figura 110 ou seja de forma desordenada estimulados por pequenas quantidades de energia até mesmo pela temperatura ambiente No entanto a partir do momento que esses elétrons livres movemse ordenadamente figura 111 temos a corrente elétrica Figura 110 Figura 111 Portanto corrente elétrica é o movimento ordenado de elétrons livres no interior de um condutor elétrico sob a influência de uma fonte de tensão elétrica O instrumento usado para medir a corrente elétrica é o amperímetro A A corrente elétrica é representada pela letra I A unidade de medida de corrente elétrica é o ampère A Figura 112 O VOM com seletor na grandeza elétrica corrente elétrica registra 0765 A ou 765 mA Amperímetro Figura 113 Só há corrente elétrica se houver uma carga conectada a um circuito fechado Circuito Fechado Figura 114 Figura 115 Conceitos Básicos de Eletricidade para Aplicação em Instalações Elétricas 27 Circuito Aberto Figura 116 Figura 117 Não há circulação de corrente a lâmpada não acende 1322 Tensão Elétrica Vimos que só há corrente elétrica em um circuito fechado isto é quando os terminais de uma determinada carga lâmpada motor chuveiro aquecedor etc estiverem ligados por meio de condutores elétricos a uma fonte de tensão elétrica Portanto tensão elétrica é a força exercida nos extremos do circuito para movimentar de forma ordenada os elétrons livres O instrumento usado para medir tensão elétrica é o voltímetro V O símbolo que representa a tensão elétrica é a letra E A unidade de medida de tensão elétrica é o volt V Figura 118 O VOM com seletor na grandeza elétrica tensão elétrica registra 1237 V da tensão padrão 127 V Figura 119 1323 Potência Elétrica É uma grandeza utilizada com frequência na especificação dos equipamentos elétricos Ela determina basicamente o quanto uma lâmpada é capaz de emitir luz o quanto o motor elétrico é capaz de produzir trabalho ou a carga mecânica que pode suportar em seu eixo o quanto um chuveiro é capaz de aquecer a água ou quanto um aquecedor de ambientes é capaz de produzir calor etc 28 Instalações Elétricas Prediais A potência normalmente é responsável pelas dimensões dos equipamentos ou máquinas Quanto maior a potência maior será o trabalho realizado em um determinado tempo Todos os aparelhos são projetados para desenvolver ou dissipar uma certa potência Não podemos exigir que um pequeno rádio de pilha seja capaz de fornecer 300 W de potência Isso representa para ele o mesmo que tentar transportar um caminhão no bagageiro de um fusquinha É importante ter em mente que para haver potência elétrica é necessário tensão elétrica E e corrente elétrica I De tudo que foi estudado sobre corrente tensão e potência podemos concluir o seguinte Num circuito com uma lâmpada incandescente de 100 W ligada a uma fonte de tensão variável teremos diminuindo a tensão e a corrente o brilho da lâmpada será menor menor potência Veja a figura 120 Aumentando a tensão e a corrente o brilho da lâmpada será maior maior potência Observe a figura 121 Isto significa que a tensão a corrente e a potência variam de maneira direta Podemos expressar a relação anterior matematicamente da seguinte forma P E x I VA A essa potência denominamos potência aparente Nota A potência aparente é normalmente representada pela letra S No entanto como o objetivo deste trabalho é fornecer informações básicas de eletricidade representaremos tanto a potência aparente como a potência ativa pela letra P Atenção Os valores de tensão corrente e potência sempre devem ser muito bem observados pois do contrário podemos causar graves danos aos equipamentos aparelhos e às instalações provocando acidentes de consequências imprevisíveis A potência aparente é formada por duas outras potências Potência ativa e Potência reativa A potência ativa é aquela que realmente se transforma em Potência luminosa Potência térmica Potência mecânica A unidade de medida de potência ativa é o watt W A potência reativa é aquela consumida para manter os efeitos do campo magnético indução necessário ao funcionamento de Reatores Motores Cortesia Weg Transformadores Cortesia Weg A unidade de medida da potência reativa é o voltampere reativo var Os cálculos efetuados nos projetos de instalações elétricas prediais serão baseados na potência ativa e na potência aparente 1324 Resistência Elétrica Lei de Ohm Estudamos anteriormente os corpos condutores e isolantes Nos corpos condutores os elétrons se movem com facilidade e são chamados de elétrons livres enquanto nos corpos isolantes os elétrons movemse com extrema dificuldade ou simplesmente não se movem Os primeiros estudos da resistividade dos materiais foram feitos em 1826 pelo físico alemão Georg Simon Ohm 17891854 relacionando grandezas relativas à corrente elétrica Ele percebeu que a cada diferença de potencial ddp ou tensão elétrica E1 E2 E3 aplicada a um circuito por onde passa uma corrente e variando essa ddp ou tensão a corrente também variará I1 I2 I3 Isso ocorre de tal modo que do quociente entre a ddp ou tensão e a corrente obtémse uma constante Ou seja Ohm relacionou os valores das duas grandezas tensão e corrente e concluiu que essas grandezas são diretamente proporcionais Então Essa constante de proporcionalidade é o que representa a resistência elétrica ou seja a oposição oferecida por todos os elementos do circuito à passagem da corrente elétrica A resistência elétrica é representada pela letra R A expressão matemática da Lei de Ohm é R EI ou E R I Sendo R Resistência elétrica em ohm Ω E Tensão elétrica em volt V I Intensidade de corrente elétrica em ampère A Foi desta forma que nasceu a Lei de Ohm A intensidade da corrente elétrica que passa por uma resistência elétrica é diretamente proporcional à diferença de potencial ou tensão elétrica entre os terminais da resistência A unidade de medida da resistência elétrica é o ohm Ω O símbolo de resistência elétrica é um retângulo R Todos os materiais apresentam resistência à passagem da corrente elétrica até mesmo os bons condutores os quais são de baixo ou baixíssimo valor Existem elementos que são intercalados propositadamente nos circuitos cuja finalidade é limitar ou controlar a corrente de funcionamento dos circuitos Esses elementos denominamse resistores potenciômetros e reostatos Os resistores possuem valores fixos e podem ser de carbono cujos valores variam de 01Ω a 22MΩ e os de fio com valores que variam desde 10Ω a 100 kΩ Os potenciômetros e os reostatos possuem valores ajustáveis Alguns tipos de resistores potenciômetros e reostatos podem ser vistos na figura 122 Figura 122 Nota Ao ser atravessado pela corrente elétrica o resistor acarreta ao circuito uma queda de tensão que é medida em volt V Como exemplo de utilização prática e eficiente do resistor podemos citar a resistência de um ferro elétrico figura 123 o filamento de uma lâmpada incandescente figura 124 ou a resistência de um ferro de solda figura 125 Figura 123 Figura 124 Figura 125 133 Tipos de Circuito 1331 Circuito Série É aquele no qual todos os elementos se encontram interligados em série com a fonte de energia R1 R2 R1 R2 R3 E A B A B Podemos pensar em substituir os três resistores por um único resistor que realize a mesma função dos três juntos ou seja equivalente aos três R equivalente E R eq Nos circuitos série o resistor equivalente é igual à soma numérica do valor dos resistores Assim no caso anterior temos ReqR ReqR1R2R3Rn R1 15Ω R240Ω E R430Ω R320Ω Retirando a fonte e esticando o circuito teremos A R115Ω R240Ω R320Ω R430Ω B Req15402030105Ω Colocando o resistor equivalente nos circuitos teremos Req105Ω A B E A B Req105Ω Em instalações elétricas prediais não são usados resistores mas sim lâmpadas e outros aparelhos porém esse tipo de ligação não deve ser utilizado Um exemplo desse tipo de ligação é o cordão para iluminação de árvores de Natal que possui dez lâmpadas de 12 V ou 100 lâmpadas de 12V as mais utilizadas atualmente conforme o esquema e a figura apresentados em seguida 127V V1 I É possível deduzir pela simples observação que o somatório das quedas de tensão individuais tensão em cada uma das lâmpadas é igual à tensão de alimentação ou da fonte As ligações série apresentam um só caminho para a corrente seguir logo se uma das lâmpadas queimar todas apagam pois o circuito ficou interrompido Neste caso para achar a lâmpada com defeito ou queimada devemos testar lâmpada por lâmpada até encontrar a defeituosa ou queimada Todos os componentes do circuito série são dependentes uns dos outros para poderem funcionar corretamente Concluímos que A corrente é a mesma em todos os pontos do circuito A tensão aplicada ao circuito dividese proporcionalmente em cada uma das lâmpadas ou seja EΣV ou EV1V2V3Vn Atenção Em instalações elétricas não é usado esse tipo de ligação ligação série exceto no caso citado 1332 Circuito Paralelo Podemos citar como exemplo de paralelismo RUA RUA RUA RUA RUA Ruas paralelas Os degraus de uma escada Os trilhos do trem ou do metrô Circuito elétrico paralelo é aquele em que todos os elementos se encontram em paralelo com a fonte de energia Exemplo A B E R1 R2 R3 R4 Nos circuitos paralelos é impossível obter uma linha reta esticando o circuito Da mesma forma que nos circuitos série nos circuitos paralelos podemos também obter um resistor que seja equivalente a todos do circuito Veja o exemplo em seguida Para o exemplo podemos substituir os dois resistores por um único de 12Ω Vejamos agora um circuito com três resistores O circuito equivalente será O circuito paralelo apresenta vários caminhos para a corrente indicados pelas setas no esquema seguinte o que significa que se uma das lâmpadas queimar as demais permanecerão acesas Portanto a corrente total é igual à soma das correntes parciais Iₜ I₁ I₂ I₃ A tensão é a mesma em todos os pontos do circuito E V Em instalações elétricas todas as cargas lâmpadas e aparelhos são ligadas nessa modalidade de ligação ou seja em PARALELO 2 Símbolos Gráficos para Instalações Elétricas Prediais 21 Simbologia Padronizada 21 Simbologia Padronizada Desde os tempos antigos o homem se preocupa em transmitir para gerações futuras seus inventos suas idéias seus pensamentos e para isso utiliza várias formas dentre as quais o desenho e os símbolos Hoje devido à complexidade do sistema de produção o caminho a ser percorrido desde o projeto inicial idéia técnica até o produto final projeto executado passa por diversas etapas não permitindo que uma mesma pessoa idealize e execute Devido a isso cabe a cada pessoa ou determinado setor um limitado campo de atuação isto é procurase distribuir as tarefas a um número maior de pessoas Nos modernos escritórios de projetos elétricos muitas pessoas participam da sua execução os projetistas os engenheiros os técnicos os desenhistas os eletricistas etc além de outros especialistas cada um com uma missão bemdefinida Para que haja perfeito entrosamento e todos os profissionais envolvidos no projeto tenham uma visão de conjunto do que se pretende executar adotase uma linguagem comum a simbologia padronizada A simbologia por se tratar de uma forma de linguagem bem como todo o conjunto que completa um determinado projeto esquemas detalhes desenhos etc deve ser EXATA para ser compreensível e também clara e de fácil interpretação para os que a utilizarem Do mesmo modo que uma língua a simbologia está subordinada a regras que são as NORMAS TÉCNICAS NBR 5444 Veja em seguida uma série de símbolos que deve ser utilizada pelos projetistas de instalações elétricas em duas versões esquema multifilar e esquema unifilar Os símbolos dos esquemas multifilares são utilizados somente para representação de esquemas elementares para demonstração ou experiências em laboratório Os símbolos assinalados com foram acrescentados pelos autores como sugestão na elaboração de desenhos e projetos elétricos Na coluna denominada unifilar a norma NBR 5444 estabelece como sendo símbolo Multifilar Unifilar Significado Observações ϕ 25 Eletroduto embutido no teto ou parede Diâmetro 25 mm ϕ 25 Eletroduto embutido no piso Todas as dimensões em mm Indicar a bitola se não for 15 mm Tubulação para telefone externo Tubulação para telefone interno Tubulação para campainha som anunciador ou outro sistema Indicar na legenda o sistema passante R ou S ou T Conductor de fase no interior do eletroduto Cada traço representa um condutor Indicar bitola seção número do circuito e a bitola seção dos condutores exceto se forem de 15 mm² N Conductor neutro no interior do eletroduto Conductor de retorno no interior do eletroduto ou PE Conductor de proteção terra no interior do eletroduto Se for bitola maior indicála Conductor bitola 10 mm² fase para campainha Conductor bitola 10 mm² retorno para campainha Conductor seção 10 mm² neutro para campainha Conductor positivo no interior do eletroduto Conductor negativo no interior do eletroduto Cordoalha de terra Indicar a bitola seção utilizada em 50 significa 50 mm² Neutro Fase e Terra Condutores neutro fase e terra no interior do eletroduto com indicação do número do circuito e seção dos condutores Leito de cabos com um circuito passante composto de três fases cada um por dois cabos de 25 mm² mais dois cabos de neutro bitola 10 mm² 25 significa 25 mm² 10 significa 10 mm² Caixa de passagem no piso Dimensões em mm 38 Instalações Elétricas Prediais Multifilar Unifilar Significado Observações Caixa de passagem na parede Indicar altura e se necessário fazer detalhe dimensões em mm Circuito que sobe Circuito que desce Circuito que passa descendo Circuito que passa subindo Sistema de calha de piso No desenho aparecem quatro sistemas que são habitualmente I Luz e força II Telefone Telebrás III Telefone Pa Bx ks ramais IVEspeciais comunicações B Quadros de Distribuição Multifilar Unifilar Significado Observações Quadro terminal de luz e força aparente QD Indicar as cargas de luz em watts e de força em W ou kW Quadro terminal de luz e força embutido QD Quadro geral de luz e força aparente QD Quadro geral de luz e força embutido QD Caixa de telefones QD Caixa para medidor ou Quadro de medição embutido QM Símbolos Gráficos para Instalações Elétricas Prediais 39 Multifilar Unifilar Oficial Unifilar Antigo Significado Observações a S Interruptor simples de uma seção uma tecla a b S2 Interruptor simples de duas seções duas teclas A letra minúscula indica o ponto de comando a b c S3 Interruptor simples de três seções três teclas a b 2 S 2 Conjunto de interruptor simples de uma tecla e tomada O número entre dois traços indica o circuito correspondente a b 2 S 2 Conjunto de interruptor simples de duas teclas e tomada As teclas minúsculas indicam o ponto comandado e o número entre dois traços o circuito correspondente a S3w Sp Interruptor paralelo de uma seção uma tecla ou threeway A letra minúscula indica o ponto comandado a b S 3w2 S2p Interruptor paralelo de duas seções duas teclas A letra minúscula indica os pontos comandados a b c S 3w3 S3p Interruptor paralelo de três seções três teclas a Interruptor paralelo bipolar A letra minúscula indica o ponto comandado a S3w Si Interruptor intermediário ou four way a Interruptor simples bipolar ou Botão de campainha na parede ou comando a distância Botão de campainha no piso ou comando a distância Minuteria eletrônica ref PIAL 40 Instalações Elétricas Prediais C Interruptores Multifilar Unifilar Significado Observações Fusível Chave seccionadora com fusíveis Abertura sem carga Indicar tensão e corrente nominais Chave seccionadora com fusíveis e abertura em carga Chave seccionadora Abertura sem carga Chave seccionadora Abertura em carga Indicar tensão corrente e potências nominais Disjuntor a óleo Disjuntor a seco Relé fotoelétrico Interruptor automático por presença Bobina do relé de impulso Relé de impulso com um contato auxiliar unipolar Série 13 Relé de Impulso Eletrônico 10A 16A Série 20 Relé de Impulso Modular 16A Série 26 Relé de Impulso 10A Finder Série 27 Relé de Impulso 10A Finder Relé de impulso com dois contatos auxiliares bipolar Relé de impulso com três contatos auxiliares tripolar Montagem em caixa 5TT5133220V Siemens Chave reversora Símbolos Gráficos para Instalações Elétricas Prediais 41 D Luminárias Refletores e Lâmpadas Multifilar Unifilar Significado Observações a 4 2x100W Ponto de luz incandescente no teto Indicar o número de lâmpadas e a potência em watts A letra minúscula indica o ponto de comando e o número entre dois traços o circuito a 4 2x100W Ponto de luz incandescente no teto embutido a 4 60W Ponto de luz incandescente na parede arandela Devese indicar a altura da arandela a 4 125WVM Ponto de luz a vapor de mercúrio no teto Indicar o número de lâmpadas e a potências em watts A letra minúscula indica o ponto de comando e o número entre dois traços o circuito a 4 4x20W Ponto de luz fluorescente no teto indicar o número de lâmpadas e na legenda o tipo de partida do reator A letra minúscula indica o ponto de comando e o número entre dois traços o circuito a 4 4x20W Ponto de luz fluorescente na parede Devese indicar a altura da luminária a 4 4x20W Ponto de luz fluorescente no teto embutido a 4 4x20W Ponto de luz fluorescente no teto em circuito vigia emergência a 4 2x100W Ponto de luz incandescente no teto em circuito vigia emergência Sinalização de tráfego rampas entradas etc Lâmpada de sinalização Refletor Indicar potência tensão e tipo de lâmpadas Poste com duas luminárias para iluminação externa Indicar as potências e tipo das lâmpadas Lâmpada obstáculo Minuteria 42 Instalações Elétricas Prediais E Tomadas Multifilar Unifilar Significado Observações 300VA 3 Tomada de corrente na parede baixa 300 mm do piso acabado A potência deve ser indicada ao lado em VA exceto ser for de 100VA como também o número do circuito correspondente e a altura da tomada se for diferente da normalizada se a tomada for de força indicar o número de HP CV ou BTU 300VA 3 Tomada de corrente a meia altura 1300 mm do piso acabado 300VA 3 Tomada de corrente alta 2000 do piso acabado 600VA 4 Tomada e corrente fasefase meia altura 1300 mm do piso acabado Tomada de corrente no piso Antena para rádio e televisão Relógio elétrico no teto Relógio elétrico na parede Saída de som no teto Saída de som na parede Indicar a altura h Cigarra Campainha Quadro anunciador Dentro do círculo indicar o número de chamada em algarismos romanos Símbolos Gráficos para Instalações Elétricas Prediais 43 F Motores e Transformadores Multifilar Unifilar Significado Observações Gerador Indicar as características nominais Motor Indicar as características nominais Transformador de potencial Indicar a relação de espiras e valores nominais Transformador de corrente um núcleo Indicar a relação de espiras classe de exatidão e nível de isolamento A barra de primário deve ter um traço mais grosso Transformador de potencial Transformador de corrente dois núcleos Estes símbolos não constam na norma NBR 54441989 Foram acrescentados como sugestão tendo em vista facilitar a execução de projetos de instalações elétricas 3 Ferramentas para Instalações Elétricas 31 Introdução 32 Disposição das Ferramentas 33 Conservação das Ferramentas 34 Descrição Técnica 31 Introdução Nos diversos setores da área técnica as ferramentas desempenham um papel de grande importância entretanto o máximo rendimento que podemos obter de uma ferramenta está diretamente relacionado à qualidade do trabalho que vamos executar É de fundamental importância que saibamos usálas corretamente utilizando a ferramenta certa para cada tipo de serviço O objetivo deste trabalho é orientálo sobre o manuseio a disposição e a conservação das ferramentas utilizadas em instalações elétricas em geral O importante é saber que um bom técnico é um elemento cuidadoso e organizado conhece perfeitamente a aplicação bem como o manuseio do ferramental preocupase com as ferramentas mantendoas sempre em ordem e prontas para serem utilizadas Além disso é importante que você saiba reconhecer se uma ferramenta é de boa qualidade e se está perfeitamente dimensionada para a execução do serviço no qual será utilizada Com as ferramentas adequadas ganhase tempo o trabalho é executado com o melhor padrão de qualidade e com menor esforço 32 Disposição das Ferramentas As ferramentas devem ser dispostas de tal forma que facilite a sua utilização e o acesso a elas Numa oficina ou em casa devem ser guardadas em lugar adequado de preferência em painéis ou armários de modo que cada ferramenta tenha seu local próprio no qual conste o desenho de seu contorno figura 31 Isso possibilita o controle e acessibilidade ao ferramental O técnico ou o profissional em instalações elétricas necessita constantemente se locomover a fim de executar o seu trabalho por isso é necessário que as ferramentas sejam transportadas em uma caixa apropriada devidamente organizadas figura 32 Figura 31 Armário com as ferramentas corretamente organizadas Fonte Bachert Figura 32 Caixa de ferramentas Fonte Bachert Ferramentas para Instalações Elétricas 45 33 Conservação das Ferramentas Para que o ferramental esteja sempre em boas condições durante o manuseio é preciso observar os cuidados elementares e o uso correto da ferramenta Procure sempre protegêlas de oxidação pó umidade vibração quedas e lubrificálas corretamente após o término de cada serviço 34 Descrição Técnica 341 Alicate de Bico Redondo ou de Bico Cônico Esse alicate é utilizado em fios rígidos Devido ao seu bico cônico com ele é possível fazer olhais de vários diâmetros com rapidez e bom acabamento Tanto na indústria como em trabalhos com instalações elétricas a sua utilização é bastante restrita O alicate de bico redondo ou de bico cônico pode ter cabos isolados ou oxidados Figura 33 Cortesia Gedore 342 Alicate de Bico MeiaCana Também é conhecido como alicate do tipo telefone É utilizado para segurar e guiar peças a serem soldadas aparafusadas conectadas para dobrar torcer ou endireitar terminais condutores lingüetas suportes etc Serve inclusive para pegar e segurar peças como porcas até 532 4 mm Não se deve utilizálo para girar a peça em questão pois pode danificar as suas bordas Esse tipo de alicate pode ser provido de dispositivo para corte lateral de fios ou cabos de cobre de pequena seção além de possuir cabos isolados ou oxidados Ao segurar peças para serem soldadas com estanho assim como semicondutores as pontas do alicate servem como dissipador de calor Atenção Quando utilizamos esses alicates em circuitos energizados devemos tomar os devidos cuidados pois suas pontas finas podem provocar curtocircuito O alicate de bico meiacana pode ser apresentado em duas versões de bico reto e de bico curvo A Alicate de bico reto B Alicate de bico curvo Figura 34 Alicate de bico meiacana Cortesia Gedore 343 Alicate de Corte Diagonal ou de Corte Lateral O alicate de corte é utilizado exclusivamente para cortes de condutores de metal brando e de pequenas peças plásticas ou de metal terminais de componentes tais como resistores capacitores lingüetas etc Com um pouco de prática você pode remover a capa plástica isolante de condutores Para essa operação proceda da seguinte forma Comprima o corte do alicate contra a capa plástica de modo a mordêla e Puxe o alicate de modo a retirar a capa Atenção Tomar o devido cuidado para evitar que o alicate corte também o condutor Figura 35 Alicate de corte Cortesia Gedore 344 Alicate Universal Utilizado inclusive para pegar e segurar peças e cortar condutores de cobre Para serviços em instalações elétricas os cabos devem ser isolados Para porcas ou cabeças de parafusos sextavados de bitola até ¼ ou 65 mm podemos utilizar o alicate universal para segurálas em posição fixa enquanto outra chave específica executa o oposto O alicate universal não deve ser usado para movimento de giro pois pode causar deformação da cabeça do parafuso ou da porca Atenção Tomar os devidos cuidados ao pegar peças e fios em circuitos energizados Figura 36 Tipos de alicate universal Cortesia Gedore 345 Alicate Descascador de Fios Esse alicate tem a exclusiva finalidade de remover a isolação de condutores Devido às suas características pode cortar e remover a capa isolante com rapidez e sem danificar o condutor Os alicates descascadores de fios A e B dispensam qualquer tipo de regulagem enquanto o modelo C possui um parafuso de regulagem de acordo com a seção do condutor Figura 37 Tipos de alicates descascadores de fios 346 Alicate de Compressão É uma ferramenta de fácil operação utilizada para comprimir terminais préisolados e sem isolação luvas de emendas conectores paralelos e rabinho de porco de seção 05 a 60 mm² Corta e descasca condutores de seção 05 a 60 mm² e ainda corta vários tamanhos de parafusos comuns As gravações no corpo das ferramentas orientam o operador sobre o local onde devem ser colocados os terminais os fios e os parafusos Ferramentas para Instalações Elétricas 47 para as várias operações não permitindo que as ferramentas sejam utilizadas de maneira inadequada Além do alicate de compressão manual figura 38 existem outros modelos para trabalhos mais pesados como por exemplo o alicate manual com catraca figura 39 de alta precisão e durabilidade que comprime uma linha completa de terminais A qualidade das compressões é controlada pela ferramenta e não pelo operador O alicate de compressão pneumático figura 310 comprime uma linha completa de terminais de seção 05 a 95 mm² pode ser usado manualmente ou montado em banca na posição horizontal ou vertical O alicate de compressão com matriz giratória figura 311 comprime terminais préisolados e sem isolação na seções 10 mm² a 35 mm² Possui duas matrizes giratórias trocáveis codificadas de acordo com as cores que determinam as bitolas dos condutores Figura 38 Figura 39 Figura 310 Figura 311 347 Chave de Fenda É uma ferramenta utilizada para apertar e desapertar parafusos de fenda É constituída por uma haste de aço com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra fixada por um sistema de alta pressão em um cabo de material isolante e anatômico figura 312 As medidas são dadas em relação à ponta da lâmina e ao comprimento da haste da chave As partes componentes de uma chave de fenda são designadas de acordo com a figura 313 Figura 312 Chaves de fenda de diversas medidas Cortesia Gedore Figura 313 Cortesia Gedore 3471 Recomendações para um Bom Uso da Chave de Fenda Só é possível fazer um trabalho perfeito com ferramentas de ótima qualidade 48 Instalações Elétricas Prediais Verifique as condições da chave de fenda que você vai usar se não está deformada ou se apresenta algum outro defeito A figura 314 mostra as condições ideais da ponta de uma chave de fenda NÃO UTILIZE chaves de fenda que apresentem algum tipo de defeito com aspecto da figura 315 na qual se observa a ponta da lâmina cortante e arredondada Caso as utilize nestas condições além de dificultar ou até mesmo de impossibilitar o aperto ou desaperto danificam o parafuso e podem causar acidentes Procure sempre usar uma chave de fenda de tal forma que a largura da ponta seja adequada ao parafuso Quando são mais largas que os parafusos podem danificar a peça que se deseja fixar além de não permitir um bom aperto figura 316 A ponta da chave de fenda deve encaixarse perfeitamente na cabeça do parafuso figura 317 Ela deve ser mantida em linha com relação ao eixo do parafuso durante o aperto ou desaperto figura 318 Não use a chave de fenda inclinada em relação ao eixo do parafuso pois pode escapar danificando a fenda e provocando acidentes figura 319 Atenção A chave de fenda não deve ser usada para abrir latas como alavanca ou como talhadeira Figura 314 Figura 315 Figura 316 Figura 317 Figura 318 Figura 319 348 Arco de Serra ou Serra para Metais É uma ferramenta utilizada para corte de peças de metal e tem o aspecto ilustrado na figura A lâmina de serra é fabricada com aço rápido e um dos lados é dentado e com trava A trava pode ser ondulada ou alternada de maneira que permite efetuar o corte um pouco mais largo do que a espessura da lâmina evitando que ela encalhe na peça que está sendo cortada figura 320 Arco ajustável Cabo Lâmina Borboleta de ajuste Figura 320 Componentes do arco de serra Cortesia Gedore Lâmina de serra em corte Trava ondulada Trava alternada Figura 321 Tipos de trava e lâmina de serra em corte Ferramentas para Instalações Elétricas 49 As lâminas para serra são encontradas no comércio com comprimentos de 200 250 e 300 mm ou 8 10 e 12 polegadas Algumas precauções devem ser tomadas no manuseio do arco de serra tais como a A colocação da lâmina de serra no arco deve ser de tal forma que os dentes apontem para a frente com relação ao operador b Não se deve dobrar ou virar a serra no sentido longitudinal devendo manter a posição original do corte c Ao ser fixada no arco a serra deve sofrer uma tensão mecânica adequada porém essa tensão somente se conhece pela prática e isso se adquire com o tempo A pouca ou excessiva tensão pode danificar a serra d O início do corte deve ser feito com o movimento inicial para trás com relação ao operador e O passo das serras é diferente para cada tipo de material a ser cortado e a forma da peça que se pretende cortar como por exemplo Metais não ferrosos e ferro doce material mole de grandes dimensões acima de 1 serra de 14 dentes por polegada Aço ferramenta tubos de ferro aço de pequena seção serviços gerais serra de 18 dentes por polegada Esquadrias metálicas aço alto carbono chapas metálicas de espessura média tubos condútes rígidos e flexíveis latão alumínio e cobre serra de 24 dentes por polegada Chapas finas tubo de parede fina serra de 32 dentes por polegada 349 Brocas São ferramentas utilizadas para abrir furos circulares em peças maciças quer sejam de metal ou material sintético sólido O formado de sua construção é de duas hélices inclinadas entre 15 e 45 porém a mais utilizada é a de 30 Na figura 322 vemos a nomenclatura das diversas partes de uma broca São identificadas em função do diâmetro e do material que se vai furar Existem dois tipos de haste para fixação em mandris A haste cilíndrica figura 323 serve para fixação em mandril de pressão e a haste cônica figura 323 é utilizada em mandril de encaixe Existem brocas para as mais diversas finalidades as quais são determinadas em função do gume da broca cujo ângulo do vértice varia de acordo com o material a ser furado A alma da broca tem também um ângulo lateral que acompanha as variações dos gumes mas não proporcionalmente 1 Hélices ou abas 2 Fios ou arestas de corte 3 Alma 4 Gume 5 Haste ou espiga 6 Ponta morta Figura 322 Características das brocas Material a ser furado Ângulo em Graus Gume Alma Ferro fundido 118 15 Aço doce 118 12 Aço forjado 125 12 Mat duro de aço ao manganês 150 10 Bronze e latão 118 12 Ebonite baquelite fibras e madeiras 60 12 Cobre e alumínio 100 12 Figura 323 Tipos de broca 50 Instalações Elétricas Prediais A especificação das brocas é feita em milímetros ou polegadas tipo de haste se é cilíndrica ou cônica ou de encaixe e que tipo de material vai furar como por exemplo madeira ferro concreto vidro etc As brocas para furar concreto vidro e outros materiais especiais têm os gumes feitos de pastilhas de metal duro wídia A perfeita afiação das brocas é feita em esmeril com dispositivo especial para controlar o ângulo O perfeito corte mostra um cavaco em forma de espiral As velocidades de furação variam para cada diâmetro e tipo de material 3410 Furadeira e Parafusadeira Elétricas Portáteis A furadeira e a parafusadeira são máquinasferramenta A furadeira é utilizada para abrir furos cilíndricos em materiais sólidos e utiliza brocas vistas no item anterior e a parafusadeira é utilizada para apertar ou afrouxar parafusos O acionamento pode ser em 115V 127V ou 220V alimentadas diretamente da rede de energia elétrica ou a bateria para trabalho em locais onde não se dispõe da energia elétrica da rede Existe também a furadeiraparafusadeira ou seja é uma máquinaferramenta que pode exercer as duas funções a de furar e parafusar que pode ser com fio ou à bateria É preciso tomar certos cuidados no manuseio das furadeiras e parafusadeiras que são Não rebaixar a haste da broca para aumentar a capacidade Mantêlas sempre limpas Certificarse de que a tensão da fonte é a correta para uso da máquina Ter cuidado na colocação e aperto da broca no mandril Evitar quedas batidas umidade etc A B C Figura 324 A Furadeira B Parafusadeira C FuradeiraParafusadeira a bateria Cortesia Bosch 3411 Canivete Estilete São ferramentas que têm uma importância muito grande na execução de atividades na área eletroeletrônica serviços de manutenção e instalações elétricas em geral na falta do alicate descascador quando se deseja remover a capa isolante de condutores ou quando é necessário efetuar raspagem de suportes terminais condutores etc para remover crostas ou óxidos que recobrem esses materiais Servem também para cortar materiais isolantes de pequena espessura figura 325 Atenção Ao utilizar essas ferramentas tome o máximo cuidado para não se ferir O cuidado deve ser redobrado no uso do estilete Figura 325 Canivete e estilete Ferramentas para Instalações Elétricas 51 Recomendações para o Bom Uso do Canivete Manter a lâmina do canivete sempre bem afiada Ao efetuar o corte não devemos puxar o canivete no sentido da mão que segura a peça ou o condutor Não usar o canivete para cortar materiais duros Após o uso devese mantêlo fechado e protegêlo da umidade ou temperaturas elevadas Nos trabalhos de oficina devese evitar o uso de canivetes com ponta 3412 Talhadeira É uma ferramenta utilizada para corte de peças de metal figura 326 ou até mesmo concreto e alvenaria cujo corte é feito por impacto utilizando a força de percussão do martelo ou marreta O formato da haste da talhadeira pode ser cilíndrico retangular sextavado etc e uma das extremidades é chanfrada forma de bisel e afiadas para efetuar o corte de materiais A talhadeira utilizada em instalações elétricas para montagem de redes de eletrodutos embutidos e caixas de passagem tem o formato da haste mais longa e a ponta chanfrada mais larga figura 327 do que a utilizada para corte de peças de metal A talhadeira para alvenaria pode ser feita em aço especial ou aço de construção A especificação é feita de acordo com a finalidade a que se destina se for para corte de peças de metal é dada pelo seu comprimento total e pela largura do corte em milímetro ou polegadas é indicada para alvenaria A talhadeira pode ser chamada conforme o formato do corte de buril cinzel bits bedame etc A do tipo bedame figura 328 é utilizada para cortes estreitos normalmente em materiais mais resistentes Figura 326 Talhadeira para metal Cortesia Gedore Figura 327 Talhadeira para alvenaria Figura 328 Talhadeira do tipo bedame para metal Cortesia Gedore Atenção Procure esmerilhar o topo da talhadeira que recebe o impacto do martelo quando há formação e rebarbas para evitar ferimentos 3413 Ponteiro Bastante utilizado pelos eletricistas e encanadores para efetuar furos ou quebrar pisos de cimento ou concreto e paredes de alvenaria iniciando ou complementando os trabalhos com a talhadeira O ponteiro é semelhante à talhadeira porém com a extremidade em forma de ponta Figura 329 Ponteiro para alvenaria 52 Instalações Elétricas Prediais 3414 Limas São ferramentas de aço carbono de uso manual na operação de limar ou seja retirar rebarbas afinar peças de metal aparelhar as extremidades de peças serradas etc para dar o acabamento desejado Para uma perfeita utilização e conservação das limas proceda da seguinte forma As limas devem ser providas de cabos Mantêlas sempre limpas isto é com o picado dentes em bom estado de corte Para a limpeza das limas usase uma escova de fios de aço ou uma vareta de metal macio cobre latão de ponta achatada Lima paralela Lima meiacana Lima de bordos redondos Lima faca Lima quadrada Lima redonda Lima chata Lima triangular Picado simples Picado cruzado Lima murça Lima murça Lima bastardinha Lima bastardinha Lima bastarda Lima bastarda Figura 330 Classificação das Limas Quanto à Forma Planas Chatas superfícies planas Paralelas superfícies planas internas em ângulo reto rasgos internos e externos Quadradas superfícies côncavas MeiaCana superfícies côncavas Triangulares superfícies em ângulo agudo maior que 60 Facas superfícies em ângulo agudo menor que 60 Redondas Quanto ao Picado Inclinação Simples materiais metálicos não ferrosos alumínio chumbo etc Duplo cruzado materiais metálicos ferrosos Ferramentas para Instalações Elétricas 53 Número de Dentes por Centímetro Bastardas desbastes grossos Bastardinhas desbastes médios Murças acabamentos Grosas desbastes grossos para madeira Tamanho em Milímetros 100 150 200 250 e 300 varia em função da superfície a ser limada Exemplo de Especificação Lima quadrada de 200 mm com picado duplo cruzado do tipo bastarda Lima triangular de 100 mm com picado simples do tipo murça 3415 Esmeril É uma máquinaferramenta utilizada para afiar ferramentas como por exemplo canivetes facas talhadeiras ponteiros etc reduzir as dimensões de peças e outras finalidades similares Em muitos casos o esmeril pode substituir a lima fazendo os trabalhos com rapidez e perfeição Atenção Usar óculos especiais ao efetuar trabalhos com o esmeril a fim de evitar que as faíscas provenientes do atrito entre a peça e o rebolo venham atingir os olhos Devese tomar o máximo cuidado para não prender a peça entre o rebolo e o encosto do esmeril O esmeril pode ser com dois rebolos com grânulos diferentes ou com um rebolo e um disco com fios de aço Figura 331 Esmeril com dois rebolos de grânulos diferentes 3416 Maçarico a Gás O maçarico a gás GLP Gás Liquefeito de Petróleo devido à sua versatilidade simplicidade e seu suporte múltiplo adaptase a qualquer um dos queimadores de acordo com a finalidade pretendida É possível obter desde a chama extremamente fina e alongada necessária aos trabalhos de precisão até a chama extremamente potente É muito utilizado em instalações elétricas para curvar eletrodutos de PVC soldagens de emendas de condutores e terminais etc A seguir são apresentados os acessórios com suas respectivas aplicações Figura 332 Suporte múltiplo sem instalação Figura 333 Importante Quando o maçarico estiver fora de uso feche essa torneira 38 BSP instalação alta pressão 58W Figura 334 Fonte de referência Maçarico JACKWAL 54 Instalações Elétricas Prediais Características dos queimadores e ponteiras Aplicações Furação do injetor mm Chama fina e alongada comprimento 120 mm diâmetro 12 mm Ourives e próteses 015 Chama média curta comprimento 107 mm diâmetro 19 mm Soldas estanho Pequenas peças de latão Funilaria 025 Chama média longa comprimento 160 mm diâmetro 28 mm Acabamento no conserto de cabos telefônicos 045 Chama forte comprimento 178 mm diâmetro 28 mm Grandes trabalhos de solda Indústria naval e refrigeração 075 Chama em leque comprimento 126 mm diâmetro 63 mm Remoção de pinturas Confirmação de tubos de PVC Decapagem de metais Decoração em madeira 025 Chama máxima comprimento 230 mm diâmetro 58 mm Trabalhos com asfalto massas para cabos metal branco Funde 20 kg de chumbo em 9 minutos 120 Ponteira de cobre 140 g ferro de solda para queimador chama média curta comprimento 225 mm altura 69 mm Operadores de solda branda estanho Usar com o prendedor do ferro de solda Figura 335 Fonte de referência Maçarico Jackwal prendedor do ferro de solda Figura 336 apoio de arame p queimadores Figura 337 Atenção Todo cuidado deve ser tomado ao usar o maçarico a gás pois se houver vazamentos pode provocar acidentes tanto pessoais como materiais Devese ter cuidado com o local onde se usa Ferramentas para Instalações Elétricas 55 3417 Soprador Térmico Ele possui dois estágios de temperatura à escolha entre 300ºC ou 500ºC dependendo da aplicação Pode ser usado nas mais variadas aplicações como por exemplo remoção de tintas secagem de tintas e massas isolação com isolantes termocontráteis figura 339 solda com estanho remoção da solda de estanho descongela curva molda solda peças de PVC figura 340 préaquece aquecimento de parafusos facilitando a sua remoção liquidifica piche seca remove colas etc O soprador térmico em muitos casos pode substituir com vantagem o maçarico a gás devido à segurança na sua operação No entanto depende de uma tomada de energia para o seu funcionamento o que limite a sua utilização em determinados locais 3418 Ferro de Soldar ou Soldador Elétrico É uma ferramenta muito utilizada pelos técnicos da área eletroeletrônica sem a qual pouco ou nada se consegue fazer com eficiência O importante nisso tudo é saber usálo corretamente e executar soldagens perfeitas cuja finalidade é garantir uma junção mecânica e um ótimo contato elétrico entre os elementos que estão sendo unidos Escolha do Ferro de Soldar Um dos pontos importantes para se efetuar uma boa soldagem é a escolha correta do ferro de soldar figura 342 De um modo geral a escolha deve ser feita da seguinte forma 56 Instalações Elétricas Prediais 1 Tensão de trabalho o funcionamento do ferro de soldar se baseia no efeito térmico da corrente que circula por sua resistência Devido a esse fato a sua resistência é dimensionada de acordo com o valor da tensão Verifique atentamente se a tensão disponível 127V ou 220V corresponde à tensão do ferro que você adquiriu antes de ligálo 2 Potência além da tensão de trabalho o ferro de soldar é classificado em função da potência em watts W E quanto maior for sua potência mais calor ele pode fornecer em menos tempo e maiores suas dimensões físicas Os ferros de soldar são fabricados com potências fixas ou com temperaturas variáveis Os mais comuns são os de potência fixa cujos valores são 20 30 50 60 100 200 e 400 W os quais podem sofrer variações de acordo com o fabricante Os de temperatura variável são usados na informática telecomunicações e assistência técnica mais sofisticada 3 Quando se deseja efetuar soldagens de pequenas junções nas quais são usados componentes delicados sensíveis ao calor como por exemplo diodos transistores circuitos integrados trabalhos em circuito impresso e réguas de terminais usase um ferro de soldar de 20 ou 30 W 4 Quando há necessidade de realizar conexões com grande número de componentes em um mesmo ponto de condutores fios e cabos e terminais de pequena seção e outros pontos que ofereçam maior dissipação de calor recomendase o uso de ferro de soldar com potências de 50 60 ou 100 W Em instalações elétricas em geral são usados ferros de soldar com potência superior a 100 W como por exemplo na soldagem de condutores fios e cabos e terminais de grande seção e inclusive outros processos de soldagem os quais você terá a oportunidade de conhecer oportunamente 3419 Tarraxa É uma ferramenta muito utilizada em instalações elétricas cuja finalidade é fazer roscas em eletrodutos quer sejam de PVC ou metálicos para poderem ser unidos entre si por meio de luvas formando uma rede de eletrodutos e também para conectálos às caixas de passagem com bucha e contrabucha As tarraxas poder ser exclusivamente para eletrodutos de PVC figura 342 tarraxa simples de cossinete ajustável figura 343 e a tarraxa universal Nota A tarraxa universal e a tarraxa simples de cossinete ajustável podem ser usadas para fazer roscas em eletrodutos metálicos e PVC rígidos Figura 342 Tarraxas para eletrodutos de PVC rígidos A Cortesia Caracol B Cortesia Tigre Figura 343 Tarraxas simples de cossinete ajustável A Com catraca B Sem catraca Cortesia Caracol Ferramentas para Instalações Elétricas 57 A B Figura 344 Tarraxa universal A Para eletrodutos de ½ ¾ 1 1¼ 1 ½ e 2 B Para eletrodutos 2 ½ 3 3½ e 4 Cortesia Caracol Basicamente as tarraxas são constituídas das seguintes peças 1 Portacossinete de PVC rígido 2 Pegadores ou cabos de PVC rígido 3 Guias de PVC rígido branco para tubos rosqueáveis 4 Guias de PVC rígido preto para tubos pesados 5 Cossinetes de ferro Figura 345 Componentes de tarraxa para tubos ou eletrodutos de PVC rígidos Cortesia Tigre Cossinetes Cabo ou pegador Cabo ou pegador Portacossinete Guia Figura 346 Componentes da tarraxa simples de cossinete ajustável Nota Com exceção da tarraxa simples e da tarraxa universal os outros modelos de tarraxa utilizam um jogo de cossinetes para cada diâmetro de tubo ou eletroduto a ser roscado A tarraxa UNIVERSAL é assim chamada devido ao fato de permitir com apenas um jogo de cossinetes fazer roscas em todos os eletrodutos cujos diâmetros estejam compreendidos entre ½ a 2 figura 344A e 2 ½ a 4 figura 344B Em virtude do sistema mecânico dessa tarraxa é necessário que cada cossinete tenha o seu lugar próprio figura 347 não sendo possível trocálos de posição Para isso eles são numerados bem como os seus respectivos alojamentos no corpo da tarraxa Toda vez que você tiver necessidade de montar os cossinetes na tarraxa UNIVERSAL verifique se o número gravado no cossinete corresponde ao gravado no corpo da tarraxa ao lado do alojamento de cada cossinete 58 Instalações Elétricas Prediais Figura 347 Jogo de cossinetes para tarraxa universal Cortesia Ridgid Observações Importantes 1 Ao escolher os cossinetes escolha também a bucha de guia correspondente conforme a figura 348 2 A escolha do guia não correspondente ao diâmetro do eletroduto pode encontrar a tarraxa danificar a rosca e conseqüentemente o eletroduto conforme a figura 349 3 Gravado no cossinete existe um traço que ao coincidir com o gravado no corpo da tarraxa determina o limite de fechamento dos cossinetes conforme a figura 350 Corpo da tarraxa Tubo Cossinetes Guia Referência no cossinete Referência no corpo da tarraxa Guia do cossinete Figura 348 Figura 349 Figura 350 3420 Torno Comum de Bancada É uma ferramenta utilizada para segurar e fixar peças de vários formatos principalmente as retangulares quadradas etc para facilitar a execução de vários serviços como por exemplo furar dobrar fazer desbastes com auxílio de limas segurar peças para cortar e soldar etc Os tornos comuns de bancada são especificados em função do número que vem gravado em seu corpo que dependendo do fabricante varia de 2 a 8 e corresponde à abertura dos mordentes de 2¾ a 8 Podem ser também com base fixa ou giratória Os mordentes na eventualidade de serem danificados podem ser substituídos Figura 351 Torno de bancada com base fixa Cortesia Ridgid A B C Figura 352 Torno de bancada com base giratória A Combinado ultrapassado com mordentes para tubos B Combinado com mordentes para tubos e bigorna C Simples Cortesia Ridgid Ferramentas para Instalações Elétricas 59 3421 Torno de Encanador É uma ferramenta utilizada para segurar peças com formato circular como por exemplo eletrodutos tubos vergalhões etc facilitando a realização de diversos trabalhos nas referidas peças tais como cortar fazer roscas desbastes A especificação dessa ferramenta é feita em função do modelo ou seja se é para ser fixada em bancada ou portátil a qual pode ser ajustável em postes pranchas ou bancadas de até 90 mm e também pelo número que vem gravado no seu corpo ou seja Modelo Fixo números 1 2 3 4 e 6 para tubos até 1 2 3 4 e 6 Modelo Portátil números 1 2 e 3 para tubos até 1 2 e 3 Basicamente o torno de encanador possui os seguintes componentes Fuso Superior Grampo Gancho Suporte Esquerdo Suporte Direito Mordente Superior Mordente Inferior Base Fuso Inferior Figura 353 Cortesia Caracol Figura 354 Componentes do torno de encanador Cortesia Caracol 3422 Lixa Não é propriamente uma ferramenta mas um material abrasivo muito utilizado em serviços gerais de desbastes ou polimento de peças e para dar acabamento A lixa é constituída basicamente de uma folha de papel ou tecido sobre o qual é colada uma camada de grãos de material abrasivo como areia e o carborundum 60 Instalações Elétricas Prediais Sua especificação é feita em função de numeração crescente de acordo com a granulametria e com a aspereza ou seja quanto maior o número menor é a aspereza da lixa isto é mais fina Elas podem ser especificamente para madeiras e para metais e ainda podem ser encontradas em rolos ou em folhas Figura 355 Lixas para madeira e para metais 3423 Escada Em muitos trabalhos com instalações elétricas o eletricista tem necessidade de subir em certos locais para executar determinadas tarefas como por exemplo subir num poste para montagem de entrada de serviço ou entrada de energia no teto instalação de luminárias ou substituir lâmpadas queimadas numa marquise ou telhado etc A escada é um equipamento auxiliar muito importante nos trabalhos do eletricista sem a qual os trabalhos citados não podem ser executados E para cada serviço há necessidade da escolha adequada Escada de Abrir É indicada para serviços de enfiação dos condutores em caixas no teto instalação de luminárias substituir lâmpadas queimadas ou em locais onde não existe ponto de apoio para escada de extensão Escada de Extensão É apropriada para trabalhos em postes ou em locais elevados como telhados marquises e muitas vezes já vem provida de corda roldana e catraca engate e desengate automáticos Escada com corda roldana e catraca engate automático Altura Altura fechada estendida 370 m 620 m 400 m 680 m 430 m 740 m 460 m 800 m 490 m 860 m 540 m 960 m 640 m 1160 m catraca dobradiça com gancho Altura Degraus de cada lado 210 m 6 240 m 7 300 m 9 360 m 11 420 m 13 480 m 15 Figura 356 Escada de abrir e de extensão Cortesia Forplas Ferramentas para Instalações Elétricas 61 3424 Metro Articulado e Trena O metro articulado também é muito utilizado pelo eletricista em seus serviços seja para determinar a altura ou o posicionamento das caixas interruptores tomadas QDs etc dos eletrodutos e de outras partes da instalação Geralmente o mais utilizado é o de dois metros A trena faz o mesmo serviço porém em muitos casos com maior eficiência pois ela pode ser encontrada em vários tamanhos de 2 3 5 8 10 15 20 30 50 e 100 metros É prática e versátil À medida que você puxa a fita da trena pode ser travada no comprimento ou medida desejada e recolhida através da mola para os modelos até oito metros e recolhidas através de manivela para os modelos maiores as quais não contam trava O eletricista necessita constantemente marcar com auxílio do metro ou trena a posição com as distâncias reais das diversas partes à medida que vai executando a instalação conforme determina o projeto da obra Os projetos normalmente são elaborados em escala 150 e 1100 Para estes casos considerar Escala 150 1 cm no desenho equivale a 05 m na obra Escala 1100 1 cm no desenho equivale a 10 m na obra Figura 357 Metro articulado Cortesia Ridgid Figura 358 Trenas Cortesia Ridgid 3425 Fitas e Cabos de Aço para Enfiação Para efetuar a passagem dos condutores na rede de eletrodutos o eletricista usa meios que o auxiliem nessa tarefa As fitas e cabos de aço servem de guia para puxar os condutores enfiandoos nos eletrodutos entre duas caixas Tanto as fitas como os cabos de aço são fabricados com materiais extremamente resistentes destinados especialmente a suportar grandes esforços de tração É comum na falta da fita ou do cabo de aço utilizar fio ou arame galvanizado nº 16 ou mesmo mais grossos preferencialmente de aço para a mesma finalidade Em redes de eletrodutos em que as fitas cabos de aço ou até mesmo arames não passam com facilidade como por exemplo quando são utilizados eletrodutos flexíveis corrugados quando existem muitas curvas no trecho etc a solução ideal é o uso do guia de nylon feito de material flexível porém apresenta certa rigidez em uma das extremidades Ele possui uma esfera presa a uma haste de aço extremamente flexível de tal modo que ao encontrar qualquer obstáculo a esfera resvala seguindo o seu caminho e em outra extremidade possui um olhal que serve para puxar outro guia que pode ser arame fita de aço ou cabo de aço A especificação é feita em função do tipo como fita de aço cabo de aço ou guia de nylon e também do comprimento que pode ser de 10 m 15 m ou 20 m Atenção O guia de nylon não deve ser utilizado para puxar condutores Serve como guia do guia ou seja serve para puxar outro guia fita cabo de aço ou arame que será usado para enfiação Ao usar a fita ou cabo de aço devese cuidar para não dobrar ou amassar no momento da enfiação Figura 359 Fita de aço Figura 360 Cabo de aço Figura 361 Guia de nylon 3426 Ferramentas de Curvar Eletrodutos Metálicos Rígidos Em quase toda rede de eletrodutos há necessidade de adaptálos a fim de contornar vigas pilares interligando eletrodutos do teto ou piso com a caixa na parede etc Eletrodutos metálicos rígidos de ½ a 1¼ podem ser curvados na própria obra sem maiores dificuldades principalmente se for usada a ferramenta adequada Essa ferramenta pode ser apropriada para essa finalidade figura 362 a qual permite obter uma curvatura perfeita sem dobras ou amassamentos do eletroduto ou improvisada usando os materiais existentes na obra ou seja cerca de um metro de tubo de ferro galvanizado reforçado e um tê de diâmetros adequados ao eletroduto que se deseja curvar figura 363 Com ferramentas improvisadas se torna difícil obter um trabalho de qualidade Figura 362 Ferramenta especial para curvar tubos ou eletrodutos metálicos rígidos Cortesia Ridgid Figura 363 Ferramenta para curvar eletrodutos metálicos rígidos constituída de um tê e um cabo de cano de ferro galvanizado A figura 364 mostra um tipo de máquinaferramenta para curvar tubos ou eletrodutos em série com precisão e rapidez usando moldes especiais para cada diâmetro Existem máquinasferramenta para curvar tubos ou eletrodutos de diâmetros de ½ até 3 Possuem capacidade de até 20 toneladas e podem ser utilizadas para diversas finalidades figura 365 De coluna Altura total 92 cm Peso 91 Kgs Máquina multivariável para dobramento de tubos com alavanca pode ser usada em indústria de móvel metálico e decorações Tubulações sanitárias hidráulicas e frigoríficas Construções automobilísticas navais aeronáuticas e motociclos Encaminhamento de água gás e vapor Indispensável para trabalhos com tubulações no ramo de eletricidade e construções nas indústrias mecânicas Efetiva no dobramento de ferro em barras e armações para concreto Construções várias em diversos campos Econômica para o trabalho manual e adaptações dispendiosas De bancada Diâmetros 38 12 58 34 78 1 114 70 mm 90 mm 100 mm 140 mm 160 mm 190 mm 240 mm Peso 60 Kgs Figura 364 Máquina para curvar tubos de 38 até 114 Cortesia Marinaro Curso do pistão 240 mm Passagem entre suportes 125 mm Capacidade até 20 toneladas Diâmetro do pistão 2 Molde Raio Molde Raio 3 240 mm 1 14 95 mm 2 12 290 mm 1 82 mm 2 170 mm 34 79 mm 1 12 112 mm 12 45 mm Figura 365 Máquinaferramenta hidráulica para curvar tubos ou eletrodutos de ½ até 3 Cortesia Marinaro NOME Turma DISCIPLINA Desenho Técnico CURSO DATA PROFESSOR Renato Apresente a instalação elétrica das seguintes instalações WC de empregada área de serviço banheiro social e cozinha

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Geraldo Cavalin Severino Cervelin INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS 14ª EDIÇÃO CONFORME NORMA NBR 54102004 EDITORA ÉRICA Instalações Elétricas Prediais Conforme Norma NBR 54102004 ABDR EDITORA AFILIADA Geraldo Cavalin Severino Cervelin Instalações Elétricas Prediais Conforme Norma NBR 54102004 Editora Érica Ltda 2006 14ª Edição Conselho Editorial Celso de Araújo Eduardo Cesar Alves Cruz Salomão Choueri Júnior Diretor Editorial Antonio Marco Vicari Cipelli Diretor Comercial Paulo Roberto Alves Diretor de Publicidade Waldir João Sandrini Finalização de Capa Maurício Scervianinas de França Editoração Érica Regina Pagano Desenhos Pedro Paulo Vieira Herruzo Flávio Eugenio de Lima Revisão Gramatical Marlene Teresa Santin Alves Revisão de Editoração Rosana Ap Alves dos Santos Coordenação e Revisão Rosana Arruda da Silva Fotos Saturnino Machado Copyright 1998 1ª edição e 2005 13ª edição revisada atualizada e ampliada da Editora Érica Ltda Dados Internacionais de Catalogação na Publicação CIP Câmara Brasileira do Livro SP Brasil Cavalin Geraldo 1952 Instalações Elétricas Prediais Geraldo Cavalin Severino Cervelin São Paulo Érica 1998 Coleção Estude e Use Série Eletricidade Bibliografia ISBN 8571945411 1 Engenharia 2 Instalações Elétricas I Cervelin Severino 1956 II Título III Série 981818 CDD62131924 Índices para catáloxo sistemático 1 Instalações elétricas prediais Engenharia 62131924 Todos os direitos reservados Proibida a reprodução total ou parcial por qualquer meio ou processo especialmente por sistemas gráficos microfilímicos fotográficos reprográficos fonográficos videográficos internet ebooks Vedada a memorização eou recuperação total ou parcial em qualquer sistema de processamento de dados e a inclusão de qualquer parte da obra em qualquer programa juscibernético Essas proibições aplicamse também às características gráficas da obra e à sua editoração A violação dos direitos autorais é punível como crime art 184 e parágrafos do Código Penal conforme Lei nº 10695 de 07012003 com pena de reclusão de dois a quatro anos e multa conjuntamente com busca e apreensão e indenizações diversas artigos 102 103 parágrafo único 104 105 106 e 107 itens 1 2 e 3 da Lei nº 9610 de 190698 Lei dos Direitos Autorais Os Autores e a Editora acreditam que todas as informações aqui apresentadas estão corretas e podem ser utilizadas para qualquer fim legal Entretanto não existe qualquer garantia explícita ou implícita de que o uso de tais informações conduzirá sempre ao resultado desejado Os nomes de sites e empresas porventura mencionados foram utilizados apenas para ilustrar os exemplos não tendo vínculo nenhum com o livro não garantindo a sua existência nem divulgação Eventuais erratas estarão disponíveis no site da Editora Érica para download Algumas imagens utilizadas neste livro foram obtidas a partir do CorelDRAW 9 10 e 11 e da Coleção do MasterClipsMasterPhotos da IMSI 100 Rowland Way 3rd floor Novato CA 94945 USA Fotos de capa DPS com imagem dos raios Cortesia ABB Disjuntores UNIC Cortesia PialLegrand DPS no quadro Cortesia Phoenix Quadro de distribuição Cortesia Elcosul Editora Érica Ltda Rua São Gil 159 Tatuapé CEP 03401030 São Paulo SP Fone 11 22953066 Fax 11 61974060 wwweditoraericacombr Apresentação As razões que nos levaram a escrever este livro estão relacionadas ao interesse em contribuir com todos aqueles que estão envolvidos direta ou indiretamente com a execução de instalações elétricas sejam estudantes de nível técnico ou de engenharia ou eletricistas Este trabalho é fruto de muitos anos como professores da disciplina de Instalações Elétricas em que tivemos a oportunidade de observar e vivenciar as dificuldades e falta de laboriosidade com que se deparam os profissionais que atuam nessa área muitas vezes pela falta de conhecimento das normas O objetivo deste livro é justamente suprir essas deficiências de tal maneira que projetistas assim como os eletricistas tenham informações precisas e seguras na arte de como fazer por ocasião da elaboração do projeto elétrico e execução das instalações elétricas em baixa tensão sempre com a preocupação de obedecer às normas a que estão subordinados neste caso a NBR 54102004 Os assuntos são apresentados de forma sequêncial e para cada capítulo existem informações teóricas importantes que permitem a execução prática com facilidade Na 13ª edição foi feita uma revisão geral e necessária devido às modificações ocorridas com a nova norma de Instalações Elétricas bem como das Normas NBR 54192001 e também da Norma NR 10 As alterações desta edição foram substanciais A partir do capítulo 7 as principais atualizações são as seguintes No capítulo 7 foram introduzidos itens importantes a respeito da Segurança em Instalações Elétricas especificamente com relação à NR 10 No capítulo 8 foram substituídas algumas figuras com o acréscimo dos DPS e todos os esquemas foram substituídos devido à introdução pela norma desse dispositivo de proteção Foram atualizadas as tabelas e adicionadas novas às do capítulo 10 Os procedimentos no dimensionamento dos condutores também foram substituídos seguindo as determinações da nova norma O capítulo 11 sobre aterramento em instalações elétricas passa a ser capítulo 13 pois fica mais próximo do capítulo 14 que aborda Proteções contra Descargas Atmosféricas Ambos sofreram modificações substanciais com citações que julgamos mais importantes a respeito dos DPS Tratase de um assunto abrangente e importante para as proteções das instalações elétricas e deve ser tratado pelos profissionais com muita responsabilidade consultando a norma NBR 54102004 sempre que for necessário O capítulo 12 Eletrodutos e Acessórios para Instalações Elétricas passa a ser capítulo 11 O capítulo 13 Proteções em Instalações Elétricas Prediais passa a ser capítulo 12 O dimensionamento dos dispositivos de proteção foram refeitos e adequados à nova norma A respeito dos DR foram atualizadas as figuras bem como a citação dos tipos de DR que devem ser usados para cada tipo de instalação O capítulo 15 foi quase totalmente refeito com a execução de um projeto elétrico de uma nova planta baixa e com isso foram adicionados novos procedimentos de cálculo No final deste capítulo o leitor encontra um item importante que trata sobre a Verificação Final das Instalações Elétricas Muito embora se trate de um assunto simples para os profissionais que atuam na área é muito freqüente encontrarmos instalações elétricas de pequeno e médio portes realizadas sem um projeto elétrico e por profissionais sem habilitação A partir do momento em que uma instalação elétrica for realizada ou executada calcada em um projeto elétrico previamente elaborado feito com base em critérios técnicos e bem executado permitirá que haja maior segurança e conforto aos usuários das instalações com economia A ausência ou omissão dessas recomendações traz com freqüência danos incalculáveis pois uma instalação elétrica mal projetada e principalmente mal executada sem os devidos conhecimentos pode provocar curtoscircuitos causando incêndios muitas vezes com vítimas fatais que infelizmente são aceitos com naturalidade como se as instalações elétricas não tivessem muita importância pois elas ficam embutidas nas paredes pisos e tetos e só os seus efeitos realmente importam Esta é a nossa preocupação que as instalações elétricas sejam realizadas sempre dentro dos critérios técnicos que levem segurança a todos aqueles que delas dependem Para finalizar desejamos agradecer a todos aqueles que colaboraram direta ou indiretamente para que este trabalho se tornasse realidade aos colegas professores do Departamento Acadêmico de Eletrotécnica especialmente aos professores Júlio Cezar Nitsch e Robson Rúbio Rodrigues pelas valiosas sugestões Capítulo 4 Luminotécnica 66 41 Histórico e Desenvolvimento da Lâmpada 66 42 A Importância da Boa Iluminação 67 43 Fontes de Luz Artificial 68 431 Lâmpadas Incandescentes 68 432 Lâmpadas de Descarga 77 Capítulo 5 Utilização de Esquemas 117 51 Esquema Multifilar 117 52 Esquema Unifilar 118 Capítulo 6 Dispositivos de Comando de Iluminação e Sinalização 120 61 Como Instalar Lâmpadas Incandescentes com Interruptor Simples Interruptor Simples Bipolar e Tomada 120 611 Representação de Esquemas Multifilar e Unifilar 121 612 Perspectiva Cônica 132 613 Perspectiva Cavaleira 132 614 Instalações em Eletrodutos 133 615 Lâmpada Fluorescente 137 616 Instalação de Lâmpada Fluorescente 137 62 Interruptores Paralelos 143 621 Introdução 143 622 Funcionamento 145 623 Perspectiva Cônica 147 624 Perspectiva Cavaleira 148 625 Instalação em Eletrodutos 148 626 Instalação em Planta Baixa 149 627 Prumada 152 63 Interruptor Intermediário 156 631 Como Instalar Lâmpadas Incandescentes com Interruptor Intermediário 156 632 Interruptor Intermediário para Embutir 156 633 Perspectiva Cônica da Instalação com Interruptor Intermediário 158 634 Perspectiva Cavaleira 159 635 Instalação de Eletrodutos 159 636 Instalação em Planta Baixa com Interruptor Intermediário 160 64 Interruptor de Minuteria 163 641 Introdução 163 642 Aplicações 163 643 Tipos 163 644 Funcionamento 163 645 Instalação 164 646 Exemplos de Esquemas 165 65 Interruptor Horário 165 651 Introdução 165 652 Tipos de Interruptor Horário 166 653 Aplicações 166 654 Programação 166 655 Exemplo de Esquemas 167 66 Relé de Impulso Ri 168 661 Introdução 168 662 Vantagens da Utilização do Relé de Impulso 168 663 Funcionamento 168 664 Exemplos de Esquemas 169 67 Interruptor Automático por Presença 170 671 Introdução 170 672 Aplicações 170 673 Instalação 170 68 Sinalização 171 681 Cigarras e Campainhas 171 69 Relé Fotoelétrico 174 691 Finalidade 176 692 Aplicação 176 693 Tipos 176 694 Especificações Gerais 176 695 Esquema de Ligação 177 696 Como Instalar Lâmpadas com Relé Fotoelétrico 177 697 Comando de Lâmpadas Incandescentes por Relé Fotoelétrico 178 698 Comando de Lâmpadas a Vapor de Mercúrio por Relé Fotoelétrico 178 Capítulo 7 Segurança em Instalações Elétricas 180 71 Segurança em Instalações Elétricas NR10 180 72 Cuidados para Evitar Acidentes com Energia Elétrica 182 Capítulo 8 Previsão de Cargas e Divisão das Instalações Elétricas 187 81 Cargas dos Pontos de Utilização 187 82 Previsão de Cargas Conforme a NBR 54102004 187 821 Iluminação 187 822 Tomadas 188 823 Potências Típicas de Aparelhos Eletrodomésticos 190 83 Quadro de Distribuição 191 831 Definição 191 832 O Que Deve Ser Observado na Sua Montagem 191 833 Partes Componentes de um Quadro de Distribuição 192 834 Localização dos Quadros de Distribuição QDs 192 835 Quantidade de QDs 192 836 Tipos de Quadro de Distribuição Principal 193 84 Divisão da Instalação em Circuitos Terminais 195 841 Introdução 195 842 Circuito Elétrico 196 843 Critérios para a Divisão da Instalação em Circuitos 197 844 Circuitos Terminais 197 845 Representação de Esquemas Multifilares ou Unifilar dos Quadros de Distribuição 199 Capítulo 9 Fornecimento de Energia Elétrica 205 91 Definições 205 911 Normas 205 912 Consumidor 205 913 Unidade Consumidora 205 914 Agrupamento de Unidades Consumidoras 205 915 Edifício de Uso Coletivo 205 916 Ponto de Entrega 205 917 Entrada de Serviço 206 918 Ramal de Ligação 206 919 Ramal de Entrada 206 9110 Ramal Alimentador 206 9111 Limitador de Fornecimento 206 9112 Centro de Medição 206 9113 Caixa para Medidor 206 9114 Caixa para Disjuntor de Proteção 206 9115 Cabine 206 9116 Medição Direta 206 9117 Medição Indireta 206 9118 Chave de Aferição 206 9119 Demanda 207 9120 Alimentador Principal ou Prumada 207 92 Limite de Fornecimento Utilização e Demanda Potência de Alimentação 207 921 Especificação de Entradas de Energia 207 922 Consumidor Individual 212 923 Edifícios de Uso Coletivo 214 93 Padrão Construtivo ou Padrão de Entrada 217 Capítulo 10 Condutores Elétricos Dimensionamento e Instalação 221 101 Introdução 221 102 Conceitos Básicos sobre Condutores 222 1021 Condutor Elétrico 222 103 Tipos e Aplicações dos Condutores Elétricos 233 1031 Condutores para Baixa Tensão 233 1032 Condutores para Uso Geral 233 1033 Condutores para Uso Específico 233 104 Seções Mínimas dos Condutores Elétricos 233 1041 Seção Mínima dos Condutores Fase 234 1042 Seção do Condutor Neutro 234 105 Dimensionamento de Condutores Elétricos 236 1051 Critério da Capacidade de Condução de Corrente Ampacidade 236 1052 Critério do Limite de Queda de Tensão 250 106 Identificação dos Condutores 262 1061 Introdução 262 1062 Condutor Neutro 262 1063 Condutor de Proteção PE 262 1064 Condutor com a Função PEN 262 1065 Condutores Fases e Retornos 262 107 Conexões em Instalações Elétricas 262 1071 Introdução 262 1072 Conexões de Condutores entre Si em Prolongamento 263 1073 Conexões de Condutores em Derivação 267 1074 Olhal 270 1075 Recomendações sobre Conexões 270 1076 Conexões Bimetálicas NBR 54102004 item 62815 271 1077 Acessórios para Condutores Elétricos 271 108 Solda e Soldagem 274 1081 Solda O que é 274 1082 Para que Serve 274 1083 Características 274 1084 Cuidados ao Efetuar uma Soldagem 275 1085 Condições de Aplicação 275 1086 Soldagem de Emendas ou Conexões 276 109 Materiais Isolantes 277 1091 Introdução 277 1092 Tipos 277 1093 Isolar Emendas ou Conexões 278 Capítulo 11 Eletrodutos e Acessórios para Instalações Elétricas 280 111 Introdução 280 112 Tipos de Eletroduto 280 1121 Eletrodutos Metálicos Rígidos 280 1122 Eletrodutos de PVC Rígidos 281 1123 Eletrodutos Metálicos Flexíveis 281 1124 Eletrodutos de PVC Flexíveis 282 113 Acessórios para Eletrodutos 285 114 Como Executar Roscas em Eletrodutos Rígidos 289 1141 Etapas para Execução de Roscas 289 115 Executar Curvas em Eletrodutos Rígidos 292 1151 Curvas em Eletroduto de PVC Rígido 292 1152 Curvas em Eletroduto Rígido Metálico 293 1153 Considerações Gerais sobre Curvas e Roscas em Eletrodutos Rígidos 294 116 Caixas de Derivação ou de Passagem 294 1161 Caixas de Embutir 295 1162 Caixas Aparente 297 1163 Considerações Gerais sobre Caixas de Derivação ou de Passagem 299 117 Redes de Eletrodutos 299 1171 Instalação de Eletrodutos Embutidos 300 1172 Instalações Aparentes 307 1173 Instalação Aparente com Perfis de PVC 310 118 Dimensionamento de Eletrodutos 311 1181 Instalação de Condutores em Eletrodutos 312 1182 Taxa Máxima de Ocupação 312 1183 Instalação de Eletrodutos com as Caixas de Derivação ou de Passagem 312 1184 Roteiro para Dimensionamento de Eletrodutos 313 1185 Exemplos de Dimensionamento 314 1186 Tabelas para Dimensionamento de Eletrodutos 316 1187 Enfiação dos Condutores 317 119 Instalação e Fixação de Interruptores Tomadas e Aparelhos de Iluminação 320 1191 Introdução 320 1192 Fixação de Interruptores Tomadas e Aparelhos de Iluminação 320 Capítulo 12 Proteção em Instalações Elétricas Prediais 324 121 Prescrições Fundamentais da Norma NBR 5410 324 122 Terminologias 325 123 Proteção contra Sobrecorrentes 325 1231 Disjuntores Termomagnéticos 325 1232 Fusíveis 340 124 Proteção contra Choques Elétricos e Efeitos Térmicos 346 1241 Disjuntores e Interruptores Diferenciais Residuais DR 346 Capítulo 13 Aterramento em Energia Elétrica 355 131 Introdução 355 132 Definições 355 1321 Aterramento 355 1322 Choque Elétrico 355 1323 Parte Viva 355 1324 Massa ou Massa Condutora Exposta 356 1325 Elemento Condutor Estranho à Instalação Elétrica 356 1326 Equipotencialização 356 133 Prescrições da NBR 54102004 356 1331 Esquema TN 356 1332 Esquema TT 358 1333 Esquema IT 358 134 Aterramento e Equipotencialização 359 1341 Eletrodo de Aterramento 359 1342 Condutor de Aterramento 362 1343 Equipotencialização 363 135 Condutores de Proteção PE 364 1351 Seção Mínima para Condutores de Proteção PE 365 1352 Tipos de Condutores de Proteção 365 1353 Continuidade Elétrica dos Condutores de Proteção 365 136 Condutores de Equipotencialização 366 1361 Condutores de Equipotencialização Principal 366 1362 Condutores de Equipotencialização Suplementar 366 1363 Equipotencialização Funcional 366 1364 Tipos de Barramento de Eqüipotencialização Funcional 366 137 Utilização de Eqüipotencialização Principal 367 1371 Exemplo de Eqüipotencialização Principal 367 1372 Sistema de Aterramento para Entrada de Energia Entrada de Serviço 369 Capítulo 14 Proteção contra Descargas Elétricas Atmosféricas 371 141 Prescrições da NBR 54102004 sobre Proteções contra Sobretensões e Perturbações Eletromagnéticas 371 142 Terminologia 372 143 Formação das Descargas Atmosféricas 372 144 Como Nascem e Morrem os Raios 374 145 Tipos de Raio 375 146 Efeito dos Raios 375 147 Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas 376 1471 Generalidades 376 1472 Constituição de um SPDA 376 1473 PáraRaios Franklin 376 1474 PáraRaios Radioativos 377 1475 Gaiola de Faraday 378 1476 Níveis de Proteção 378 1477 Conexão de Medição 378 1478 Dispositivo de Proteção contra Surtos DPS 379 148 Sugestão para a Prevenção contra as Descargas Atmosféricas 385 149 Conclusão 385 Capítulo 15 Leitura Análise e Interpretação de Projetos Elétricos Prediais 386 151 Introdução 386 152 Eletricista ou Gambiarista 386 153 Atender à Norma é Fundamental 387 154 Falhas mais Comuns nas Instalações Elétricas de Baixa Tensão 388 1541 Ausência de Aterramento ou Aterramento Inadequado 388 1542 Materiais que não Atendem às Normas Técnicas 388 1543 Pontos de Luz e Tomadas de Corrente no Mesmo Circuito Terminal 388 1544 Emendas ou Conexões Malfeitas 389 1545 Instalação de Arandelas em Substituição ao Ponto de Luz no Teto 389 1546 Previsão de Tomadas em Quantidade Insuficiente 389 1547 Falta de Coordenação entre Condutores e Dispositivos de Proteção 389 1548 Verificação Final das Instalações não Realizada 389 155 Recomendações Importantes 390 156 Análise e Interpretação de Projetos Elétricos Exemplo 393 1561 Vamos Anotar os Erros Encontrados 393 1562 Elaboração de um Projeto Elétrico Exemplo 394 157 Verificação Final da Instalação Procedimentos 418 1571 Documentação e Ensaios 418 1572 Manutenção 419 Conclusão 420 Bibliografia 421 Índice de Tabelas Tabela 41 Lâmpadas incandescentes para uso geral 76 Tabela 42 Lâmpada refletora comum 76 Tabela 43 Lâmpadas refletoras Spotline 76 Tabela 44 Dicróica aberta EXZ e dicróica fechada EXN 77 Tabela 45 Lâmpada halógena HA Plus Line 77 Tabela 46 Lâmpadas fluorescentes compactas PL Eletronic 88 Tabela 47 Lâmpadas fluorescentes compactas não integradas PLS 88 Tabela 48 Lâmpadas fluorescentes compactas não integradas PLT 89 Tabela 49 Lâmpadas fluorescentes TLT e TLD 89 Tabela 410 Lâmpadas fluorescentes TLT e TLD Série 80 89 Tabela 411 Constituição 93 Tabela 412 Aplicações 93 Tabela 413 Lâmpadas de luz mista ML 94 Tabela 414 Lâmpadas a vapor de mercúrio HPLN 94 Tabela 415 Lâmpadas multivapor metálico 94 Tabela 416 Lâmpada a vapor metálico MHN TD 95 Tabela 417 Lâmpada multivapor metálico MHW TD 95 Tabela 418 Lâmpadas a vapor de sódio 95 Tabela 419 Reatores para lâmpadas fluorescentes série ouro plus 102 Tabela 420 Reatores vapor de mercúrio 103 Tabela 421 Reatores vapor metálico 103 Tabela 422 Reatores vapor de sódio 104 Tabela 423 Enetron ETC 105 Tabela 424 Transformador Reator para lâmpada de néon Metragem iluminada 105 Tabela 425 Ignitores Philips 106 Tabela 426 Starters Philips 107 Tabela 71 Raios de delimitações de zonas de risco controlada e livre 181 Tabela 81 Valores de potências típicas de aparelhos eletrodomésticos 190 Tabela 82 Quadros de distribuição Espaço reserva Tabela 59 da NBR 54102004 191 Tabela 91 Fatores de demanda para iluminação e tomadas de uso geral TUGs 209 Tabela 92 Fatores de demanda para tomadas de uso específico TUEs 209 Tabela 93 Limitações das categorias de atendimentos limites de fornecimento 210 Tabela 94 Dimensionamento da entrada de energia 211 Tabela 95 Esforços admissíveis em postes e pontaletes de entrada de energia 212 Tabela 101 Materiais empregados na isolação de condutores fios e cabos 227 Tabela 102 Tensões nominais de isolamento normalizadas 228 Tabela 103 Temperaturas características dos condutores Tabela 30 NBR 54102004 228 Tabela 104 Seções métricas IEC seções nominais em mm2 231 Tabela 105 Linha Pirelli de condutores para instalações elétricas em baixa tensão Cortesia Pirelli 232 Tabela 106 Seção mínima dos condutores Tabela 47 da NBR 54102004 234 Tabela 107 Seções mínimas do condutor neutro Tabela 48 da NBR 54102004 235 Tabela 108 Tipos de linhas elétricas Tabela 33 da NBR 54102004 237 Tabela 109 Número de condutores carregados a ser considerado em função do tipo de circuito Tabela 46 da NBR 54102004 240 Tabela 1010 Capacidade de condução de corrente em ampères para os métodos de referência A1 A2 B1 B2 C e D Tabela 36 da NBR 54102004 241 Tabela 1011 Capacidade de condução de corrente em ampères para os métodos de referência A1 A2 B1 B2 C e D Tabela 37 da NBR 54102004 242 Tabela 1012 Capacidade de condução de corrente em ampères para os métodos de referência E F e G Tabela 38 da NBR 54102004 243 Tabela 1013 Capacidade de condução de corrente em ampères para os métodos de referência E F e G Tabela 39 da NBR 54102004 244 Tabela 1014 Fatores de correção para temperaturas ambientes diferentes de 30C para cabos nãoenterrados e de 20C temperatura do solo para linhas subterrâneas FCT Tabela 40 da NBR 54102004 245 Tabela 1015 Fatores de correção para linhas subterrâneas em solo com resistividade térmica diferente de 25 KmW Tabela 41 da NBR 54102004 246 Tabela 1016 Fatores de correção para agrupamento de circuitos ou cabos multipolares aplicáveis aos valores da capacidade de condução de corrente dados nas tabelas 109 1010 1011 e 1012 Tabela 42 da NBR 54102004 248 Tabela 1017 Fatores de correção aplicáveis a agrupamentos consistindo em mais de uma camada de condutores Métodos de referência C Tabelas 1010 e 1011 E e F tabelas 1012 e 1013 Tabela 43 da NBR 54102004 248 Tabela 1018 Fatores de agrupamento para linhas com cabos diretamente enterrados Tabela 44 da NBR 54102004 249 Tabela 1019 Fatores de agrupamento para linhas em eletrodutos enterrados Tabela 45 da NBR 54102004 249 Tabela 1020 Limites de queda de tensão 6271 da NBR 54102004 250 Tabela 1021 Faixa de tensão em volts Tabela A1 da NBR 54102004 251 Tabela 1022 Queda de tensão em VAkm 253 Tabela 1023 Diâmetro nominal de condutores rígidos e flexíveis d 264 Tabela 1024 Tamanho cor seção e composição de conector rápido isolante AMB 273 Tabela 111 Bitola de eletrodutos rígidos e flexíveis 285 Tabela 112 Tipos de caixa dimensões finalidade e número de condutores 297 Tabela 113 Eletrodutos de PVC rígido com rosca 316 Tabela 114 Dimensões totais dos condutores isolados para 750V e 1000V 316 Tabela 115 Ocupação máxima dos eletrodutos de PVC por condutores de mesma seção 317 Tabela 116 Ocupação máxima dos eletrodutos de aço por condutores de mesma seção 317 Tabela 121 Correntes convencionais de atuação de não atuação e tempos convencionais para disjuntores termomagnéticos 331 Tabela 122 Disjuntores termomagnéticos UNIC Cortesia PialLegrandBticino 331 Tabela 123 Características elétricas dos disjuntorers UNIC Bolton 331 Tabela 124 Disjuntores termomagnéticos Siemens Curva de Atuação C 333 Tabela 125 Disjuntores diferenciais residuais DRsDX bipolar e tetrapolar Fonte PialLegrand 353 Tabela 126 Disjuntores e interruptores diferenciais residuais DRsDX bipolar e tetrapolar Fonte PialLegrand 354 Tabela 127 Dispositivos DR Siemens 354 Tabela 131 Materiais comumente utilizáveis em eletrodos de aterramento Dimensões mínimas do ponto de vista da corrosão e da resistência mecânica quando os eletrodos forem diretamente enterrados Tabela 51 da NBR 54102004 362 Tabela 132 Seções mínimas de condutores de aterramento enterrados no solo Tabela 52 da NBR 54102004 363 Tabela 133 Seção mínima do condutor de proteção Tabela 58 da NBR 54102004 365 Tabela 134 Código de cores dos condutores de proteção 366 Tabela 141 Descargas atmosféricas Tabela 15 da NBR 54102004 371 Tabela 142 Espaçamento médio dos condutores de descida não naturais conforme o nível de proteção Tabela 2 da NBR 54192001 Ângulo máximo de proteção para construção com altura não superior a 20 m 379 Tabela 143 Seção dos mínimas dos materiais do SPDA Tabela 3 da NBR 54192001 379 Tabela 144 Suportabilidade a impulso exigível dos equipamentos da instalação Tabela 31 da NBR 54102004 380 Tabela 145 Tensão de impulso suportável em função da tensão nominal Tabela 50 da NBR 54102004 380 Tabela 146 Coordenação dos DPS PialLegrand 381 Tabela 147 Valor mínimo de tensão de operação contínua Vc exigível do DPS em função do esquema de aterramento Tabela 49 da NBR 54102004 381 Tabela 151 Competência das pessoas Tabela 18 da NBR 54102004 419 Conceitos Básicos de Eletricidade para Aplicação em Instalações Elétricas 11 Tipos e Formas de Distribuição de Energia 12 Geração de Energia Elétrica 13 Eletricidade 11 Tipos e Formas de Distribuição de Energia 111 Energia Pode ser definida como tudo aquilo capaz de realizar ou produzir trabalho Todas as movimentações que ocorrem no universo podem gerar forças capazes de transformar a energia em um encadeamento sucessivo ou seja em modalidades diferentes de energia As pessoas somente sentem os efeitos da energia através dos sentidos Apresentase sob várias formas Energia mecânica Energia elétrica Energia térmica Energia química Energia atômica Energia eólica 1111 Energia Mecânica É constituída por duas modalidades de energia a cinética e a potencial Na figura 11 vemos um guindaste que realiza trabalho com seus motores ao movimentar a carga Quando a energia está associada a movimento chamase em física energia cinética No momento em que a carga está parada no alto no aguardo para produzir trabalho chamase energia potencial a energia que está relacionada à posição em que se encontra o corpo Podemos citar outras fontes de energia cinética e potencial Energia cinética como por exemplo a energia do vento da água corrente etc Energia potencial por exemplo a energia da água represada dos elásticos das molas etc 1112 Energia Elétrica É uma forma de energia que apresenta inumeráveis benefícios e no decorrer dos tempos tornouse parte integrante e fundamental das nossas atividades diárias É tão importante que nossa vida seria praticamente impossível sem sua existência e muitas vezes não damos conta da sua importância somente no momento da sua falta Sem dúvida a energia elétrica é a forma mais prática de energia pois pode ser transportada a grandes distâncias pelos condutores elétricos fios ou cabos desde a geração até os centros de consumo que são os lares indústrias comércio etc Tratase de uma forma de energia extraordinária pois além de poder ser transportada com facilidade pode ser transformada em outras modalidades de energia sem muitas dificuldades e com custos relativamente baixos Conceitos Básicos de Eletricidade para Aplicação em Instalações Elétricas 17 1113 Energia Térmica ou Calorífica A corrente elétrica ao passar pela resistência do do do chuveiro aquecedor ferro de passar da e do convertese em calor churrasqueira elétrica ferro de soldar 1114 Energia Luminosa Quando a corrente elétrica percorre o filamento de lâmpadas Radiação visível Radiação ultravioleta Pó fluorescente Átomo de Elétrons Eletrodo mercúrio incandescentes fluorescentes a vapor de mercúrio a vapor de sódio acendeas produzindo luminosidade Cortesia Philips 1115 Energia Sonora Ao ligar um aparelho de som CD walkman ela percorre os circuitos convertendose em energia sonora Cortesia Philips 18 Instalações Elétricas Prediais 1116 Energia Cinética A energia elétrica pode acionar o motor de enceradeira furadeira ventilador moto esmeril produzindo movimento energia cinética Vimos então alguns exemplos de utilização da energia elétrica que dão uma pequena idéia do quanto é importante na vida do homem moderno A energia elétrica normalmente não é utilizada no mesmo local onde é produzida Como é produzida a grandes distâncias do centro de consumo é necessário que seja transportada e por motivos econômicos isso é feito em altas tensões Assim sendo a energia elétrica desenvolvese em quatro fases fundamentais Geração produção Transmissão Distribuição Utilização 12 Geração de Energia Elétrica Para movimentar o eixo das turbinas podemos utilizar vários tipos de fonte como a queda dágua hidráulica a propulsão a vapor térmica utilizando a queima de combustíveis gasolina diesel carvão e pela fissão de materiais como o urânio ou tório nuclear Podemos ter várias formas de geração de energia elétrica A mais econômica que produz grandes quantidades de energia elétrica utiliza a energia potencial da água de grandes reservatórios que movimentam os grandes geradores Quando da construção de uma usina primeiramente é preciso levantar indicadores econômicos técnicos ecológicos e sociais para posteriormente fazer a opção do tipo de usina a ser construído naquele local Observando o desenho Cortesia Maquete Copel das páginas 22 e 23 vamos descrever o caminho percorrido pela energia desde a sua geração até o ponto de consumo 121 Barragem 1 A barragem tem como finalidade represar a água possibilitando a concentração de uma grande quantidade de energia potencial Em função da quantidade de energia elétrica a ser gerada escolhese o melhor lugar para a construção da barragem levandose em consideração o clima da região a vasão do rio a topografia do local o tipo de rocha e a facilidade no deslocamento de materiais de construção até a obra Conceitos Básicos de Eletricidade para Aplicação em Instalações Elétricas 19 122 Condutos Forçados 2 O conduto forçado também chamado de tomadas de água sai da barragem e vai até a turbina na casa de força Ele varia de diâmetro e comprimento em função da potência da turbina a qual está acoplada ao gerador No caso da Usina Hidroelétrica de Itaipu o conduto forçado tem 105 m de diâmetro interno Veja a figura 13 123 Casa de Força 3 Cada conduto visto no item anterior vai a uma turbina que está acoplada a um gerador Para gerar energia internamente nas máquinas são instalados eletroímãs Sabemos que toda vez que há o movimento de um condutor ao redor de um ímã nas extremidades desse condutor surge uma diferença de potencial A quantidade de energia gerada conseguida na extremidade dos condutores depende do tamanho dos eletroímãs da quantidade e seção dos condutores instalados dentro dos geradores Desta forma você pode adquirir geradores comerciais que variam de pequenas potências 05 kW 10 kW 100 kW e tensões como 127 volts 220 volts 380 volts 69 kV 138kV e 180kV Figura 12 Figura 13 Vista em corte da Usina Hidroelétrica de Itaapu O tamanho do gerador ou geradores é calculado em função da quantidade de energia que vai ser gerada para atender a certa região ou comunidade Segundo a Companhia Paranaense de Energia Elétrica COPEL a tensão comercial gerada e fornecida na saída dos geradores é trifásica de 69kV 138kV ou 180kV com valores bem elevados de corrente kA e potência MW 20 Instalações Elétricas Prediais 124 Subestação Elevadora 4 Como os geradores são para potências elevadas MW e a tensão comercial gerada é razoavelmente baixa kV a corrente elétrica no gerador é de grande intensidade Por fatores econômicos a subestação elevadora é construída o mais próximo possível da geração Dentro dessa subestação são colocados os transformadores elevadores que recebem dos geradores as tensões de 69kV 138kV ou 180kV e elevamnas para as tensões de transmissão que são de 69kV 138kV 230kV etc Como a corrente produzida pelos geradores é muito alta inviaibilizando o transporte até os centros de consumo elevase a tensão conseqüentemente diminuindo a corrente para que possamos fazer a transmissão dessa energia a longas distâncias por torres de transmissão 5 com bitolas de condutores mais finas No gerador P E I Na transmissão P E I 125 Subestação Abaixadora 6 Pelas torres de transmissão essa energia é transportada até os centros de consumo A energia chega em uma subestação abaixadora onde recebe os valores de tensão de 69kV 138kV 230kV etc e através de transformadores abaixaos para os valores de tensão de distribuição de 345kV e 138kV Essas tensões seguem até a subestação de distribuição 126 Subestação de Distribuição 7 Da subestação de distribuição os condutores saem e seguem para a distribuição urbana cidade em 138kV 8 Nas ruas de trechos em trechos conforme o consumo e em função da quantidade de consumidores são instalados transformadores nos postes da concessionária que reduzem a tensão de 138kV para a baixa tensão em 127V e 220V padrão COPEL para a utilização residencial 9 ou industrial 10 De um dos condutores 11 da rede de 345kV deriva para a distribuição rural 12 Como segue apenas uma fase monofásico para a distribuição rural a tensão é 3453 199kV Na propriedade do consumidor para obter a baixa tensão ou seja a tensão de distribuição o neutro é derivado do solo fazendo com que a tensão entre neutro e fase seja 127V e entre fases a tensão é 254V Segundo a Norma Brasileira as tensões são classificadas em quatro níveis Baixa Tensão vai até 1000V Média Tensão acima de 1000V até 72500V Alta Tensão acima de 72500 até 242000V ExtraAlta Tensão acima de 242000 V As tensões podem ser subdivididas em EBTUBT 48V 24V e 12V BT 1000 V 760 V 660 V 440 V 380 V 230 V 220 V 127 V FN e 115 V FN MT ou AT de Distribuição 345 kV 258 kV 23 kV 138 kV 132 kV 126 kV 115 kV 69 kV 416 kV e 213 kV AT Tensão de Transmissão 500 kV 230 kV e 138 kV Tensão de sub transmissão 69 kV EAT 600 kVCC Corrente Contínua EAT 750 kV UAT 800 kV Nota BT Baixa Tensão AT Alta Tensão EBT ExtraBaixa Tensão MT Média Tensão EAT ExtraAlta Tensão e UAT UltraAlta Tensão Conceitos Básicos de Eletricidade para Aplicação em Instalações Elétricas 21 Reservatório de Agua Barragem Legenda 1 Barragem 2 Condutos forçados 3 Casa de Força 4 Subestação Elevadora 5 Torres de Transmissão 6 Subestação Abaixadora 7 Subestação de Distribuição 8 Posto de Transformação para Baixa Tensão BT 9 Consumidor Residencial 10 Consumidor Industrial 11 Derivação para Distribuição Rural 12 Consumidor Rural Instalações Elétricas Prediais 22 127 Esquema Unifilar da Geração Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica G Geração SE Subestação Elevadora LT Linha de Transmissão SA Subestação Abaixadora DP Distribuição Primária DS Distribuição Secundária T1 T2 T3 e T4 Transformadores 13 Eletricidade Eu sou a força inesgotável que move grandes máquinas forneço luz que concorre até mesmo com a do Sol aqueço e também esfio sou o sopro invisível que conduz mensagens e sons a todos os recantos do mundo sou o impulso poderoso que arrasta locomotivas rápidos veículos e barcos enormes Com o meu auxílio o homem domina a Terra sulca os ares baixa ao fundo do mar penetra até as entranhas do nosso planeta Sob minha influência maravilhosa os motores palpitam os corpos fundemse e volatizamse e em uma faísca majestosa forjo fundo e ligo os metais mais resistentes Meu poderio é incalculável porém submisso ao homem que conhece meus segredos sob sua sábia direção levo a civilização até os mais recônditos confins do mundo sou a base do progresso eu sou a eletricidade Na primeira parte deste capítulo tivemos a oportunidade de conhecer os diversos tipos de energia bem como os processos de produção e transformação Vimos que de todas as formas de energia a eletricidade ou energia elétrica é uma das mais versáteis pois se transforma com muita facilidade e eficiência em muitas outras modalidades Conhecemos também as usinas hidrelétricas transmissão distribuição seus equipamentos e os serviços que a eletricidade presta ao homem mas nada foi dito quanto à essência dessa modalidade de energia ou seja quais as partículas que de fato determinam seu comportamento 131 Estrutura da Matéria O estudo da eletricidade fica mais fácil se a analisarmos a partir dos conceitos básicos da estrutura da matéria Tudo o que existe no universo desde estrelas e planetas situados nos pontos mais afastados até a menor partícula de poeira é constituído de matéria que pode se apresentar das mais variadas formas A menor parte da matéria sem que ela perca suas características originais é denominada molécula 24 Instalações Elétricas Prediais Nota As letras que representam as fases e neutro não possuem um designação específica apenas denominadas por convenção e podem ser NCondutor neutro RCondutor fase 1 SCondutor fase 2 e TCondutor fase 3 Ou ainda podem ser encontradas em algumas literaturas da seguinte forma NNeutro e para as fases as letras A B e C A NBR 5410 utiliza as seguintes denominações NNeutro e para as fases L1 L2 e L3 Visão Geral Conceitos Básicos de Eletricidade para Aplicação em Instalações Elétricas 23 Se dividimos as moléculas elas perdem suas características e na divisão obtémse partículas denominadas átomos Os átomos são compostos por partículas infinitesimais muito pequenas denominadas prótons nêutrons e elétrons Os prótons e nêutrons estão localizados no núcleo Enquanto prótons comportamse como carga elétrica elementar positiva nêutrons não têm carga elétrica Os elétrons estão localizados na eletrosfera e possuem carga elétrica negativa Átomo em grego significa indivisível Até há pouco tempo julgavase correto este significado porém com o aprofundamento dos estudos e pesquisas da física nuclear verificouse que o fenômeno da indivisibilidade não era verdadeiro pois através de bombardeamentos é possível a divisão do átomo que gera a famosa e polêmica energia atômica ou energia nuclear A disposição das partículas do átomo prótons nêutrons e elétrons conforme a teoria atômica foi proposta pelo físico dinamarquês Niels Bohr 18851962 que caracteriza uma semelhança muito grande com o sistema solar ou seja O núcleo representa o Sol e é constituído por prótons e nêutrons Os elétrons giram em volta do núcleo em órbitas planetárias Os elétrons que giram em órbitas mais externas do átomo são atraídos pelo núcleo com menor força do que os elétrons das órbitas mais próximas Os mais afastados são denominados elétrons livres e com muita facilidade podem se desprender de suas órbitas Devido a essa característica podemos dizer que os elétrons livres sob uma tensão elétrica dão origem à corrente elétrica Conceitos Básicos de Eletricidade para Aplicação em Instalações Elétricas 25 A facilidade ou a dificuldade de os elétrons livres se libertarem ou se deslocarem de suas órbitas determina a condutibilidade elétrica da matéria ou substância Ou seja se os elétrons se libertarem com facilidade de suas órbitas como é o caso dos metais como o ouro a prata o cobre o alumínio a platina etc esses materiais recebem o nome de condutores elétricos Entretanto se os elétrons tiverem dificuldade de se libertar de suas órbitas isto é estiverem presos ao núcleo como é o caso do vidro cerâmica plástico baquelite etc esses materiais serão denominados de isolantes elétricos Aprendemos até agora que a eletricidade é constituída por partículas diminutas chamadas elétrons prótons e nêutrons e que os elétrons se movem com maior ou menor velocidade dependendo das características dos materiais No entanto através de nossa percepção e de seus efeitos podemos Observála Num dia de tempestade quando ocorrem raios e relâmpagos presenciamos a formação de um arco ou centelha figura 17 ou ao fechar um interruptor verificamos que a lâmpada acende figura 18 Temos aí exemplos visuais da eletricidade Figura 17 Figura 18 Sentila Todos nós já tivemos a estranha e desagradável sensação do choque elétrico ao tocarmos em partes vivas energizadas de uma instalação elétrica Atenção Antes de lidar com a instalação elétrica certifiquese tenha absoluta certeza de que o disjuntor esteja desligado Um pequeno descuido pode ocasionar acidente grave Medila Utilizando instrumentos adequados como por exemplo voltímetros amperímetros etc podemos medir a energia elétrica Aliás o ato de medir registrar ou avaliar grandezas faz parte da natureza do homem desde épocas muito remotas figura 19 Os efeitos da eletricidade são possíveis devido aos seguintes fatores corrente elétrica tensão elétrica potência elétrica resistência elétrica Figura 19 26 Instalações Elétricas Prediais 132 Grandezas Elétricas Fundamentais 1321 Corrente Elétrica Vimos que os átomos são formados por minúsculas partículas e que na eletrosfera existem elétrons girando em torno do núcleo Vimos também que existem elétrons que estão bem afastados do núcleo e que podem se desprender com facilidade Num condutor esses elétrons a princípio movimentamse de forma aleatória figura 110 ou seja de forma desordenada estimulados por pequenas quantidades de energia até mesmo pela temperatura ambiente No entanto a partir do momento que esses elétrons livres movemse ordenadamente figura 111 temos a corrente elétrica Figura 110 Figura 111 Portanto corrente elétrica é o movimento ordenado de elétrons livres no interior de um condutor elétrico sob a influência de uma fonte de tensão elétrica O instrumento usado para medir a corrente elétrica é o amperímetro A A corrente elétrica é representada pela letra I A unidade de medida de corrente elétrica é o ampère A Figura 112 O VOM com seletor na grandeza elétrica corrente elétrica registra 0765 A ou 765 mA Amperímetro Figura 113 Só há corrente elétrica se houver uma carga conectada a um circuito fechado Circuito Fechado Figura 114 Figura 115 Conceitos Básicos de Eletricidade para Aplicação em Instalações Elétricas 27 Circuito Aberto Figura 116 Figura 117 Não há circulação de corrente a lâmpada não acende 1322 Tensão Elétrica Vimos que só há corrente elétrica em um circuito fechado isto é quando os terminais de uma determinada carga lâmpada motor chuveiro aquecedor etc estiverem ligados por meio de condutores elétricos a uma fonte de tensão elétrica Portanto tensão elétrica é a força exercida nos extremos do circuito para movimentar de forma ordenada os elétrons livres O instrumento usado para medir tensão elétrica é o voltímetro V O símbolo que representa a tensão elétrica é a letra E A unidade de medida de tensão elétrica é o volt V Figura 118 O VOM com seletor na grandeza elétrica tensão elétrica registra 1237 V da tensão padrão 127 V Figura 119 1323 Potência Elétrica É uma grandeza utilizada com frequência na especificação dos equipamentos elétricos Ela determina basicamente o quanto uma lâmpada é capaz de emitir luz o quanto o motor elétrico é capaz de produzir trabalho ou a carga mecânica que pode suportar em seu eixo o quanto um chuveiro é capaz de aquecer a água ou quanto um aquecedor de ambientes é capaz de produzir calor etc 28 Instalações Elétricas Prediais A potência normalmente é responsável pelas dimensões dos equipamentos ou máquinas Quanto maior a potência maior será o trabalho realizado em um determinado tempo Todos os aparelhos são projetados para desenvolver ou dissipar uma certa potência Não podemos exigir que um pequeno rádio de pilha seja capaz de fornecer 300 W de potência Isso representa para ele o mesmo que tentar transportar um caminhão no bagageiro de um fusquinha É importante ter em mente que para haver potência elétrica é necessário tensão elétrica E e corrente elétrica I De tudo que foi estudado sobre corrente tensão e potência podemos concluir o seguinte Num circuito com uma lâmpada incandescente de 100 W ligada a uma fonte de tensão variável teremos diminuindo a tensão e a corrente o brilho da lâmpada será menor menor potência Veja a figura 120 Aumentando a tensão e a corrente o brilho da lâmpada será maior maior potência Observe a figura 121 Isto significa que a tensão a corrente e a potência variam de maneira direta Podemos expressar a relação anterior matematicamente da seguinte forma P E x I VA A essa potência denominamos potência aparente Nota A potência aparente é normalmente representada pela letra S No entanto como o objetivo deste trabalho é fornecer informações básicas de eletricidade representaremos tanto a potência aparente como a potência ativa pela letra P Atenção Os valores de tensão corrente e potência sempre devem ser muito bem observados pois do contrário podemos causar graves danos aos equipamentos aparelhos e às instalações provocando acidentes de consequências imprevisíveis A potência aparente é formada por duas outras potências Potência ativa e Potência reativa A potência ativa é aquela que realmente se transforma em Potência luminosa Potência térmica Potência mecânica A unidade de medida de potência ativa é o watt W A potência reativa é aquela consumida para manter os efeitos do campo magnético indução necessário ao funcionamento de Reatores Motores Cortesia Weg Transformadores Cortesia Weg A unidade de medida da potência reativa é o voltampere reativo var Os cálculos efetuados nos projetos de instalações elétricas prediais serão baseados na potência ativa e na potência aparente 1324 Resistência Elétrica Lei de Ohm Estudamos anteriormente os corpos condutores e isolantes Nos corpos condutores os elétrons se movem com facilidade e são chamados de elétrons livres enquanto nos corpos isolantes os elétrons movemse com extrema dificuldade ou simplesmente não se movem Os primeiros estudos da resistividade dos materiais foram feitos em 1826 pelo físico alemão Georg Simon Ohm 17891854 relacionando grandezas relativas à corrente elétrica Ele percebeu que a cada diferença de potencial ddp ou tensão elétrica E1 E2 E3 aplicada a um circuito por onde passa uma corrente e variando essa ddp ou tensão a corrente também variará I1 I2 I3 Isso ocorre de tal modo que do quociente entre a ddp ou tensão e a corrente obtémse uma constante Ou seja Ohm relacionou os valores das duas grandezas tensão e corrente e concluiu que essas grandezas são diretamente proporcionais Então Essa constante de proporcionalidade é o que representa a resistência elétrica ou seja a oposição oferecida por todos os elementos do circuito à passagem da corrente elétrica A resistência elétrica é representada pela letra R A expressão matemática da Lei de Ohm é R EI ou E R I Sendo R Resistência elétrica em ohm Ω E Tensão elétrica em volt V I Intensidade de corrente elétrica em ampère A Foi desta forma que nasceu a Lei de Ohm A intensidade da corrente elétrica que passa por uma resistência elétrica é diretamente proporcional à diferença de potencial ou tensão elétrica entre os terminais da resistência A unidade de medida da resistência elétrica é o ohm Ω O símbolo de resistência elétrica é um retângulo R Todos os materiais apresentam resistência à passagem da corrente elétrica até mesmo os bons condutores os quais são de baixo ou baixíssimo valor Existem elementos que são intercalados propositadamente nos circuitos cuja finalidade é limitar ou controlar a corrente de funcionamento dos circuitos Esses elementos denominamse resistores potenciômetros e reostatos Os resistores possuem valores fixos e podem ser de carbono cujos valores variam de 01Ω a 22MΩ e os de fio com valores que variam desde 10Ω a 100 kΩ Os potenciômetros e os reostatos possuem valores ajustáveis Alguns tipos de resistores potenciômetros e reostatos podem ser vistos na figura 122 Figura 122 Nota Ao ser atravessado pela corrente elétrica o resistor acarreta ao circuito uma queda de tensão que é medida em volt V Como exemplo de utilização prática e eficiente do resistor podemos citar a resistência de um ferro elétrico figura 123 o filamento de uma lâmpada incandescente figura 124 ou a resistência de um ferro de solda figura 125 Figura 123 Figura 124 Figura 125 133 Tipos de Circuito 1331 Circuito Série É aquele no qual todos os elementos se encontram interligados em série com a fonte de energia R1 R2 R1 R2 R3 E A B A B Podemos pensar em substituir os três resistores por um único resistor que realize a mesma função dos três juntos ou seja equivalente aos três R equivalente E R eq Nos circuitos série o resistor equivalente é igual à soma numérica do valor dos resistores Assim no caso anterior temos ReqR ReqR1R2R3Rn R1 15Ω R240Ω E R430Ω R320Ω Retirando a fonte e esticando o circuito teremos A R115Ω R240Ω R320Ω R430Ω B Req15402030105Ω Colocando o resistor equivalente nos circuitos teremos Req105Ω A B E A B Req105Ω Em instalações elétricas prediais não são usados resistores mas sim lâmpadas e outros aparelhos porém esse tipo de ligação não deve ser utilizado Um exemplo desse tipo de ligação é o cordão para iluminação de árvores de Natal que possui dez lâmpadas de 12 V ou 100 lâmpadas de 12V as mais utilizadas atualmente conforme o esquema e a figura apresentados em seguida 127V V1 I É possível deduzir pela simples observação que o somatório das quedas de tensão individuais tensão em cada uma das lâmpadas é igual à tensão de alimentação ou da fonte As ligações série apresentam um só caminho para a corrente seguir logo se uma das lâmpadas queimar todas apagam pois o circuito ficou interrompido Neste caso para achar a lâmpada com defeito ou queimada devemos testar lâmpada por lâmpada até encontrar a defeituosa ou queimada Todos os componentes do circuito série são dependentes uns dos outros para poderem funcionar corretamente Concluímos que A corrente é a mesma em todos os pontos do circuito A tensão aplicada ao circuito dividese proporcionalmente em cada uma das lâmpadas ou seja EΣV ou EV1V2V3Vn Atenção Em instalações elétricas não é usado esse tipo de ligação ligação série exceto no caso citado 1332 Circuito Paralelo Podemos citar como exemplo de paralelismo RUA RUA RUA RUA RUA Ruas paralelas Os degraus de uma escada Os trilhos do trem ou do metrô Circuito elétrico paralelo é aquele em que todos os elementos se encontram em paralelo com a fonte de energia Exemplo A B E R1 R2 R3 R4 Nos circuitos paralelos é impossível obter uma linha reta esticando o circuito Da mesma forma que nos circuitos série nos circuitos paralelos podemos também obter um resistor que seja equivalente a todos do circuito Veja o exemplo em seguida Para o exemplo podemos substituir os dois resistores por um único de 12Ω Vejamos agora um circuito com três resistores O circuito equivalente será O circuito paralelo apresenta vários caminhos para a corrente indicados pelas setas no esquema seguinte o que significa que se uma das lâmpadas queimar as demais permanecerão acesas Portanto a corrente total é igual à soma das correntes parciais Iₜ I₁ I₂ I₃ A tensão é a mesma em todos os pontos do circuito E V Em instalações elétricas todas as cargas lâmpadas e aparelhos são ligadas nessa modalidade de ligação ou seja em PARALELO 2 Símbolos Gráficos para Instalações Elétricas Prediais 21 Simbologia Padronizada 21 Simbologia Padronizada Desde os tempos antigos o homem se preocupa em transmitir para gerações futuras seus inventos suas idéias seus pensamentos e para isso utiliza várias formas dentre as quais o desenho e os símbolos Hoje devido à complexidade do sistema de produção o caminho a ser percorrido desde o projeto inicial idéia técnica até o produto final projeto executado passa por diversas etapas não permitindo que uma mesma pessoa idealize e execute Devido a isso cabe a cada pessoa ou determinado setor um limitado campo de atuação isto é procurase distribuir as tarefas a um número maior de pessoas Nos modernos escritórios de projetos elétricos muitas pessoas participam da sua execução os projetistas os engenheiros os técnicos os desenhistas os eletricistas etc além de outros especialistas cada um com uma missão bemdefinida Para que haja perfeito entrosamento e todos os profissionais envolvidos no projeto tenham uma visão de conjunto do que se pretende executar adotase uma linguagem comum a simbologia padronizada A simbologia por se tratar de uma forma de linguagem bem como todo o conjunto que completa um determinado projeto esquemas detalhes desenhos etc deve ser EXATA para ser compreensível e também clara e de fácil interpretação para os que a utilizarem Do mesmo modo que uma língua a simbologia está subordinada a regras que são as NORMAS TÉCNICAS NBR 5444 Veja em seguida uma série de símbolos que deve ser utilizada pelos projetistas de instalações elétricas em duas versões esquema multifilar e esquema unifilar Os símbolos dos esquemas multifilares são utilizados somente para representação de esquemas elementares para demonstração ou experiências em laboratório Os símbolos assinalados com foram acrescentados pelos autores como sugestão na elaboração de desenhos e projetos elétricos Na coluna denominada unifilar a norma NBR 5444 estabelece como sendo símbolo Multifilar Unifilar Significado Observações ϕ 25 Eletroduto embutido no teto ou parede Diâmetro 25 mm ϕ 25 Eletroduto embutido no piso Todas as dimensões em mm Indicar a bitola se não for 15 mm Tubulação para telefone externo Tubulação para telefone interno Tubulação para campainha som anunciador ou outro sistema Indicar na legenda o sistema passante R ou S ou T Conductor de fase no interior do eletroduto Cada traço representa um condutor Indicar bitola seção número do circuito e a bitola seção dos condutores exceto se forem de 15 mm² N Conductor neutro no interior do eletroduto Conductor de retorno no interior do eletroduto ou PE Conductor de proteção terra no interior do eletroduto Se for bitola maior indicála Conductor bitola 10 mm² fase para campainha Conductor bitola 10 mm² retorno para campainha Conductor seção 10 mm² neutro para campainha Conductor positivo no interior do eletroduto Conductor negativo no interior do eletroduto Cordoalha de terra Indicar a bitola seção utilizada em 50 significa 50 mm² Neutro Fase e Terra Condutores neutro fase e terra no interior do eletroduto com indicação do número do circuito e seção dos condutores Leito de cabos com um circuito passante composto de três fases cada um por dois cabos de 25 mm² mais dois cabos de neutro bitola 10 mm² 25 significa 25 mm² 10 significa 10 mm² Caixa de passagem no piso Dimensões em mm 38 Instalações Elétricas Prediais Multifilar Unifilar Significado Observações Caixa de passagem na parede Indicar altura e se necessário fazer detalhe dimensões em mm Circuito que sobe Circuito que desce Circuito que passa descendo Circuito que passa subindo Sistema de calha de piso No desenho aparecem quatro sistemas que são habitualmente I Luz e força II Telefone Telebrás III Telefone Pa Bx ks ramais IVEspeciais comunicações B Quadros de Distribuição Multifilar Unifilar Significado Observações Quadro terminal de luz e força aparente QD Indicar as cargas de luz em watts e de força em W ou kW Quadro terminal de luz e força embutido QD Quadro geral de luz e força aparente QD Quadro geral de luz e força embutido QD Caixa de telefones QD Caixa para medidor ou Quadro de medição embutido QM Símbolos Gráficos para Instalações Elétricas Prediais 39 Multifilar Unifilar Oficial Unifilar Antigo Significado Observações a S Interruptor simples de uma seção uma tecla a b S2 Interruptor simples de duas seções duas teclas A letra minúscula indica o ponto de comando a b c S3 Interruptor simples de três seções três teclas a b 2 S 2 Conjunto de interruptor simples de uma tecla e tomada O número entre dois traços indica o circuito correspondente a b 2 S 2 Conjunto de interruptor simples de duas teclas e tomada As teclas minúsculas indicam o ponto comandado e o número entre dois traços o circuito correspondente a S3w Sp Interruptor paralelo de uma seção uma tecla ou threeway A letra minúscula indica o ponto comandado a b S 3w2 S2p Interruptor paralelo de duas seções duas teclas A letra minúscula indica os pontos comandados a b c S 3w3 S3p Interruptor paralelo de três seções três teclas a Interruptor paralelo bipolar A letra minúscula indica o ponto comandado a S3w Si Interruptor intermediário ou four way a Interruptor simples bipolar ou Botão de campainha na parede ou comando a distância Botão de campainha no piso ou comando a distância Minuteria eletrônica ref PIAL 40 Instalações Elétricas Prediais C Interruptores Multifilar Unifilar Significado Observações Fusível Chave seccionadora com fusíveis Abertura sem carga Indicar tensão e corrente nominais Chave seccionadora com fusíveis e abertura em carga Chave seccionadora Abertura sem carga Chave seccionadora Abertura em carga Indicar tensão corrente e potências nominais Disjuntor a óleo Disjuntor a seco Relé fotoelétrico Interruptor automático por presença Bobina do relé de impulso Relé de impulso com um contato auxiliar unipolar Série 13 Relé de Impulso Eletrônico 10A 16A Série 20 Relé de Impulso Modular 16A Série 26 Relé de Impulso 10A Finder Série 27 Relé de Impulso 10A Finder Relé de impulso com dois contatos auxiliares bipolar Relé de impulso com três contatos auxiliares tripolar Montagem em caixa 5TT5133220V Siemens Chave reversora Símbolos Gráficos para Instalações Elétricas Prediais 41 D Luminárias Refletores e Lâmpadas Multifilar Unifilar Significado Observações a 4 2x100W Ponto de luz incandescente no teto Indicar o número de lâmpadas e a potência em watts A letra minúscula indica o ponto de comando e o número entre dois traços o circuito a 4 2x100W Ponto de luz incandescente no teto embutido a 4 60W Ponto de luz incandescente na parede arandela Devese indicar a altura da arandela a 4 125WVM Ponto de luz a vapor de mercúrio no teto Indicar o número de lâmpadas e a potências em watts A letra minúscula indica o ponto de comando e o número entre dois traços o circuito a 4 4x20W Ponto de luz fluorescente no teto indicar o número de lâmpadas e na legenda o tipo de partida do reator A letra minúscula indica o ponto de comando e o número entre dois traços o circuito a 4 4x20W Ponto de luz fluorescente na parede Devese indicar a altura da luminária a 4 4x20W Ponto de luz fluorescente no teto embutido a 4 4x20W Ponto de luz fluorescente no teto em circuito vigia emergência a 4 2x100W Ponto de luz incandescente no teto em circuito vigia emergência Sinalização de tráfego rampas entradas etc Lâmpada de sinalização Refletor Indicar potência tensão e tipo de lâmpadas Poste com duas luminárias para iluminação externa Indicar as potências e tipo das lâmpadas Lâmpada obstáculo Minuteria 42 Instalações Elétricas Prediais E Tomadas Multifilar Unifilar Significado Observações 300VA 3 Tomada de corrente na parede baixa 300 mm do piso acabado A potência deve ser indicada ao lado em VA exceto ser for de 100VA como também o número do circuito correspondente e a altura da tomada se for diferente da normalizada se a tomada for de força indicar o número de HP CV ou BTU 300VA 3 Tomada de corrente a meia altura 1300 mm do piso acabado 300VA 3 Tomada de corrente alta 2000 do piso acabado 600VA 4 Tomada e corrente fasefase meia altura 1300 mm do piso acabado Tomada de corrente no piso Antena para rádio e televisão Relógio elétrico no teto Relógio elétrico na parede Saída de som no teto Saída de som na parede Indicar a altura h Cigarra Campainha Quadro anunciador Dentro do círculo indicar o número de chamada em algarismos romanos Símbolos Gráficos para Instalações Elétricas Prediais 43 F Motores e Transformadores Multifilar Unifilar Significado Observações Gerador Indicar as características nominais Motor Indicar as características nominais Transformador de potencial Indicar a relação de espiras e valores nominais Transformador de corrente um núcleo Indicar a relação de espiras classe de exatidão e nível de isolamento A barra de primário deve ter um traço mais grosso Transformador de potencial Transformador de corrente dois núcleos Estes símbolos não constam na norma NBR 54441989 Foram acrescentados como sugestão tendo em vista facilitar a execução de projetos de instalações elétricas 3 Ferramentas para Instalações Elétricas 31 Introdução 32 Disposição das Ferramentas 33 Conservação das Ferramentas 34 Descrição Técnica 31 Introdução Nos diversos setores da área técnica as ferramentas desempenham um papel de grande importância entretanto o máximo rendimento que podemos obter de uma ferramenta está diretamente relacionado à qualidade do trabalho que vamos executar É de fundamental importância que saibamos usálas corretamente utilizando a ferramenta certa para cada tipo de serviço O objetivo deste trabalho é orientálo sobre o manuseio a disposição e a conservação das ferramentas utilizadas em instalações elétricas em geral O importante é saber que um bom técnico é um elemento cuidadoso e organizado conhece perfeitamente a aplicação bem como o manuseio do ferramental preocupase com as ferramentas mantendoas sempre em ordem e prontas para serem utilizadas Além disso é importante que você saiba reconhecer se uma ferramenta é de boa qualidade e se está perfeitamente dimensionada para a execução do serviço no qual será utilizada Com as ferramentas adequadas ganhase tempo o trabalho é executado com o melhor padrão de qualidade e com menor esforço 32 Disposição das Ferramentas As ferramentas devem ser dispostas de tal forma que facilite a sua utilização e o acesso a elas Numa oficina ou em casa devem ser guardadas em lugar adequado de preferência em painéis ou armários de modo que cada ferramenta tenha seu local próprio no qual conste o desenho de seu contorno figura 31 Isso possibilita o controle e acessibilidade ao ferramental O técnico ou o profissional em instalações elétricas necessita constantemente se locomover a fim de executar o seu trabalho por isso é necessário que as ferramentas sejam transportadas em uma caixa apropriada devidamente organizadas figura 32 Figura 31 Armário com as ferramentas corretamente organizadas Fonte Bachert Figura 32 Caixa de ferramentas Fonte Bachert Ferramentas para Instalações Elétricas 45 33 Conservação das Ferramentas Para que o ferramental esteja sempre em boas condições durante o manuseio é preciso observar os cuidados elementares e o uso correto da ferramenta Procure sempre protegêlas de oxidação pó umidade vibração quedas e lubrificálas corretamente após o término de cada serviço 34 Descrição Técnica 341 Alicate de Bico Redondo ou de Bico Cônico Esse alicate é utilizado em fios rígidos Devido ao seu bico cônico com ele é possível fazer olhais de vários diâmetros com rapidez e bom acabamento Tanto na indústria como em trabalhos com instalações elétricas a sua utilização é bastante restrita O alicate de bico redondo ou de bico cônico pode ter cabos isolados ou oxidados Figura 33 Cortesia Gedore 342 Alicate de Bico MeiaCana Também é conhecido como alicate do tipo telefone É utilizado para segurar e guiar peças a serem soldadas aparafusadas conectadas para dobrar torcer ou endireitar terminais condutores lingüetas suportes etc Serve inclusive para pegar e segurar peças como porcas até 532 4 mm Não se deve utilizálo para girar a peça em questão pois pode danificar as suas bordas Esse tipo de alicate pode ser provido de dispositivo para corte lateral de fios ou cabos de cobre de pequena seção além de possuir cabos isolados ou oxidados Ao segurar peças para serem soldadas com estanho assim como semicondutores as pontas do alicate servem como dissipador de calor Atenção Quando utilizamos esses alicates em circuitos energizados devemos tomar os devidos cuidados pois suas pontas finas podem provocar curtocircuito O alicate de bico meiacana pode ser apresentado em duas versões de bico reto e de bico curvo A Alicate de bico reto B Alicate de bico curvo Figura 34 Alicate de bico meiacana Cortesia Gedore 343 Alicate de Corte Diagonal ou de Corte Lateral O alicate de corte é utilizado exclusivamente para cortes de condutores de metal brando e de pequenas peças plásticas ou de metal terminais de componentes tais como resistores capacitores lingüetas etc Com um pouco de prática você pode remover a capa plástica isolante de condutores Para essa operação proceda da seguinte forma Comprima o corte do alicate contra a capa plástica de modo a mordêla e Puxe o alicate de modo a retirar a capa Atenção Tomar o devido cuidado para evitar que o alicate corte também o condutor Figura 35 Alicate de corte Cortesia Gedore 344 Alicate Universal Utilizado inclusive para pegar e segurar peças e cortar condutores de cobre Para serviços em instalações elétricas os cabos devem ser isolados Para porcas ou cabeças de parafusos sextavados de bitola até ¼ ou 65 mm podemos utilizar o alicate universal para segurálas em posição fixa enquanto outra chave específica executa o oposto O alicate universal não deve ser usado para movimento de giro pois pode causar deformação da cabeça do parafuso ou da porca Atenção Tomar os devidos cuidados ao pegar peças e fios em circuitos energizados Figura 36 Tipos de alicate universal Cortesia Gedore 345 Alicate Descascador de Fios Esse alicate tem a exclusiva finalidade de remover a isolação de condutores Devido às suas características pode cortar e remover a capa isolante com rapidez e sem danificar o condutor Os alicates descascadores de fios A e B dispensam qualquer tipo de regulagem enquanto o modelo C possui um parafuso de regulagem de acordo com a seção do condutor Figura 37 Tipos de alicates descascadores de fios 346 Alicate de Compressão É uma ferramenta de fácil operação utilizada para comprimir terminais préisolados e sem isolação luvas de emendas conectores paralelos e rabinho de porco de seção 05 a 60 mm² Corta e descasca condutores de seção 05 a 60 mm² e ainda corta vários tamanhos de parafusos comuns As gravações no corpo das ferramentas orientam o operador sobre o local onde devem ser colocados os terminais os fios e os parafusos Ferramentas para Instalações Elétricas 47 para as várias operações não permitindo que as ferramentas sejam utilizadas de maneira inadequada Além do alicate de compressão manual figura 38 existem outros modelos para trabalhos mais pesados como por exemplo o alicate manual com catraca figura 39 de alta precisão e durabilidade que comprime uma linha completa de terminais A qualidade das compressões é controlada pela ferramenta e não pelo operador O alicate de compressão pneumático figura 310 comprime uma linha completa de terminais de seção 05 a 95 mm² pode ser usado manualmente ou montado em banca na posição horizontal ou vertical O alicate de compressão com matriz giratória figura 311 comprime terminais préisolados e sem isolação na seções 10 mm² a 35 mm² Possui duas matrizes giratórias trocáveis codificadas de acordo com as cores que determinam as bitolas dos condutores Figura 38 Figura 39 Figura 310 Figura 311 347 Chave de Fenda É uma ferramenta utilizada para apertar e desapertar parafusos de fenda É constituída por uma haste de aço com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha e a outra fixada por um sistema de alta pressão em um cabo de material isolante e anatômico figura 312 As medidas são dadas em relação à ponta da lâmina e ao comprimento da haste da chave As partes componentes de uma chave de fenda são designadas de acordo com a figura 313 Figura 312 Chaves de fenda de diversas medidas Cortesia Gedore Figura 313 Cortesia Gedore 3471 Recomendações para um Bom Uso da Chave de Fenda Só é possível fazer um trabalho perfeito com ferramentas de ótima qualidade 48 Instalações Elétricas Prediais Verifique as condições da chave de fenda que você vai usar se não está deformada ou se apresenta algum outro defeito A figura 314 mostra as condições ideais da ponta de uma chave de fenda NÃO UTILIZE chaves de fenda que apresentem algum tipo de defeito com aspecto da figura 315 na qual se observa a ponta da lâmina cortante e arredondada Caso as utilize nestas condições além de dificultar ou até mesmo de impossibilitar o aperto ou desaperto danificam o parafuso e podem causar acidentes Procure sempre usar uma chave de fenda de tal forma que a largura da ponta seja adequada ao parafuso Quando são mais largas que os parafusos podem danificar a peça que se deseja fixar além de não permitir um bom aperto figura 316 A ponta da chave de fenda deve encaixarse perfeitamente na cabeça do parafuso figura 317 Ela deve ser mantida em linha com relação ao eixo do parafuso durante o aperto ou desaperto figura 318 Não use a chave de fenda inclinada em relação ao eixo do parafuso pois pode escapar danificando a fenda e provocando acidentes figura 319 Atenção A chave de fenda não deve ser usada para abrir latas como alavanca ou como talhadeira Figura 314 Figura 315 Figura 316 Figura 317 Figura 318 Figura 319 348 Arco de Serra ou Serra para Metais É uma ferramenta utilizada para corte de peças de metal e tem o aspecto ilustrado na figura A lâmina de serra é fabricada com aço rápido e um dos lados é dentado e com trava A trava pode ser ondulada ou alternada de maneira que permite efetuar o corte um pouco mais largo do que a espessura da lâmina evitando que ela encalhe na peça que está sendo cortada figura 320 Arco ajustável Cabo Lâmina Borboleta de ajuste Figura 320 Componentes do arco de serra Cortesia Gedore Lâmina de serra em corte Trava ondulada Trava alternada Figura 321 Tipos de trava e lâmina de serra em corte Ferramentas para Instalações Elétricas 49 As lâminas para serra são encontradas no comércio com comprimentos de 200 250 e 300 mm ou 8 10 e 12 polegadas Algumas precauções devem ser tomadas no manuseio do arco de serra tais como a A colocação da lâmina de serra no arco deve ser de tal forma que os dentes apontem para a frente com relação ao operador b Não se deve dobrar ou virar a serra no sentido longitudinal devendo manter a posição original do corte c Ao ser fixada no arco a serra deve sofrer uma tensão mecânica adequada porém essa tensão somente se conhece pela prática e isso se adquire com o tempo A pouca ou excessiva tensão pode danificar a serra d O início do corte deve ser feito com o movimento inicial para trás com relação ao operador e O passo das serras é diferente para cada tipo de material a ser cortado e a forma da peça que se pretende cortar como por exemplo Metais não ferrosos e ferro doce material mole de grandes dimensões acima de 1 serra de 14 dentes por polegada Aço ferramenta tubos de ferro aço de pequena seção serviços gerais serra de 18 dentes por polegada Esquadrias metálicas aço alto carbono chapas metálicas de espessura média tubos condútes rígidos e flexíveis latão alumínio e cobre serra de 24 dentes por polegada Chapas finas tubo de parede fina serra de 32 dentes por polegada 349 Brocas São ferramentas utilizadas para abrir furos circulares em peças maciças quer sejam de metal ou material sintético sólido O formado de sua construção é de duas hélices inclinadas entre 15 e 45 porém a mais utilizada é a de 30 Na figura 322 vemos a nomenclatura das diversas partes de uma broca São identificadas em função do diâmetro e do material que se vai furar Existem dois tipos de haste para fixação em mandris A haste cilíndrica figura 323 serve para fixação em mandril de pressão e a haste cônica figura 323 é utilizada em mandril de encaixe Existem brocas para as mais diversas finalidades as quais são determinadas em função do gume da broca cujo ângulo do vértice varia de acordo com o material a ser furado A alma da broca tem também um ângulo lateral que acompanha as variações dos gumes mas não proporcionalmente 1 Hélices ou abas 2 Fios ou arestas de corte 3 Alma 4 Gume 5 Haste ou espiga 6 Ponta morta Figura 322 Características das brocas Material a ser furado Ângulo em Graus Gume Alma Ferro fundido 118 15 Aço doce 118 12 Aço forjado 125 12 Mat duro de aço ao manganês 150 10 Bronze e latão 118 12 Ebonite baquelite fibras e madeiras 60 12 Cobre e alumínio 100 12 Figura 323 Tipos de broca 50 Instalações Elétricas Prediais A especificação das brocas é feita em milímetros ou polegadas tipo de haste se é cilíndrica ou cônica ou de encaixe e que tipo de material vai furar como por exemplo madeira ferro concreto vidro etc As brocas para furar concreto vidro e outros materiais especiais têm os gumes feitos de pastilhas de metal duro wídia A perfeita afiação das brocas é feita em esmeril com dispositivo especial para controlar o ângulo O perfeito corte mostra um cavaco em forma de espiral As velocidades de furação variam para cada diâmetro e tipo de material 3410 Furadeira e Parafusadeira Elétricas Portáteis A furadeira e a parafusadeira são máquinasferramenta A furadeira é utilizada para abrir furos cilíndricos em materiais sólidos e utiliza brocas vistas no item anterior e a parafusadeira é utilizada para apertar ou afrouxar parafusos O acionamento pode ser em 115V 127V ou 220V alimentadas diretamente da rede de energia elétrica ou a bateria para trabalho em locais onde não se dispõe da energia elétrica da rede Existe também a furadeiraparafusadeira ou seja é uma máquinaferramenta que pode exercer as duas funções a de furar e parafusar que pode ser com fio ou à bateria É preciso tomar certos cuidados no manuseio das furadeiras e parafusadeiras que são Não rebaixar a haste da broca para aumentar a capacidade Mantêlas sempre limpas Certificarse de que a tensão da fonte é a correta para uso da máquina Ter cuidado na colocação e aperto da broca no mandril Evitar quedas batidas umidade etc A B C Figura 324 A Furadeira B Parafusadeira C FuradeiraParafusadeira a bateria Cortesia Bosch 3411 Canivete Estilete São ferramentas que têm uma importância muito grande na execução de atividades na área eletroeletrônica serviços de manutenção e instalações elétricas em geral na falta do alicate descascador quando se deseja remover a capa isolante de condutores ou quando é necessário efetuar raspagem de suportes terminais condutores etc para remover crostas ou óxidos que recobrem esses materiais Servem também para cortar materiais isolantes de pequena espessura figura 325 Atenção Ao utilizar essas ferramentas tome o máximo cuidado para não se ferir O cuidado deve ser redobrado no uso do estilete Figura 325 Canivete e estilete Ferramentas para Instalações Elétricas 51 Recomendações para o Bom Uso do Canivete Manter a lâmina do canivete sempre bem afiada Ao efetuar o corte não devemos puxar o canivete no sentido da mão que segura a peça ou o condutor Não usar o canivete para cortar materiais duros Após o uso devese mantêlo fechado e protegêlo da umidade ou temperaturas elevadas Nos trabalhos de oficina devese evitar o uso de canivetes com ponta 3412 Talhadeira É uma ferramenta utilizada para corte de peças de metal figura 326 ou até mesmo concreto e alvenaria cujo corte é feito por impacto utilizando a força de percussão do martelo ou marreta O formato da haste da talhadeira pode ser cilíndrico retangular sextavado etc e uma das extremidades é chanfrada forma de bisel e afiadas para efetuar o corte de materiais A talhadeira utilizada em instalações elétricas para montagem de redes de eletrodutos embutidos e caixas de passagem tem o formato da haste mais longa e a ponta chanfrada mais larga figura 327 do que a utilizada para corte de peças de metal A talhadeira para alvenaria pode ser feita em aço especial ou aço de construção A especificação é feita de acordo com a finalidade a que se destina se for para corte de peças de metal é dada pelo seu comprimento total e pela largura do corte em milímetro ou polegadas é indicada para alvenaria A talhadeira pode ser chamada conforme o formato do corte de buril cinzel bits bedame etc A do tipo bedame figura 328 é utilizada para cortes estreitos normalmente em materiais mais resistentes Figura 326 Talhadeira para metal Cortesia Gedore Figura 327 Talhadeira para alvenaria Figura 328 Talhadeira do tipo bedame para metal Cortesia Gedore Atenção Procure esmerilhar o topo da talhadeira que recebe o impacto do martelo quando há formação e rebarbas para evitar ferimentos 3413 Ponteiro Bastante utilizado pelos eletricistas e encanadores para efetuar furos ou quebrar pisos de cimento ou concreto e paredes de alvenaria iniciando ou complementando os trabalhos com a talhadeira O ponteiro é semelhante à talhadeira porém com a extremidade em forma de ponta Figura 329 Ponteiro para alvenaria 52 Instalações Elétricas Prediais 3414 Limas São ferramentas de aço carbono de uso manual na operação de limar ou seja retirar rebarbas afinar peças de metal aparelhar as extremidades de peças serradas etc para dar o acabamento desejado Para uma perfeita utilização e conservação das limas proceda da seguinte forma As limas devem ser providas de cabos Mantêlas sempre limpas isto é com o picado dentes em bom estado de corte Para a limpeza das limas usase uma escova de fios de aço ou uma vareta de metal macio cobre latão de ponta achatada Lima paralela Lima meiacana Lima de bordos redondos Lima faca Lima quadrada Lima redonda Lima chata Lima triangular Picado simples Picado cruzado Lima murça Lima murça Lima bastardinha Lima bastardinha Lima bastarda Lima bastarda Figura 330 Classificação das Limas Quanto à Forma Planas Chatas superfícies planas Paralelas superfícies planas internas em ângulo reto rasgos internos e externos Quadradas superfícies côncavas MeiaCana superfícies côncavas Triangulares superfícies em ângulo agudo maior que 60 Facas superfícies em ângulo agudo menor que 60 Redondas Quanto ao Picado Inclinação Simples materiais metálicos não ferrosos alumínio chumbo etc Duplo cruzado materiais metálicos ferrosos Ferramentas para Instalações Elétricas 53 Número de Dentes por Centímetro Bastardas desbastes grossos Bastardinhas desbastes médios Murças acabamentos Grosas desbastes grossos para madeira Tamanho em Milímetros 100 150 200 250 e 300 varia em função da superfície a ser limada Exemplo de Especificação Lima quadrada de 200 mm com picado duplo cruzado do tipo bastarda Lima triangular de 100 mm com picado simples do tipo murça 3415 Esmeril É uma máquinaferramenta utilizada para afiar ferramentas como por exemplo canivetes facas talhadeiras ponteiros etc reduzir as dimensões de peças e outras finalidades similares Em muitos casos o esmeril pode substituir a lima fazendo os trabalhos com rapidez e perfeição Atenção Usar óculos especiais ao efetuar trabalhos com o esmeril a fim de evitar que as faíscas provenientes do atrito entre a peça e o rebolo venham atingir os olhos Devese tomar o máximo cuidado para não prender a peça entre o rebolo e o encosto do esmeril O esmeril pode ser com dois rebolos com grânulos diferentes ou com um rebolo e um disco com fios de aço Figura 331 Esmeril com dois rebolos de grânulos diferentes 3416 Maçarico a Gás O maçarico a gás GLP Gás Liquefeito de Petróleo devido à sua versatilidade simplicidade e seu suporte múltiplo adaptase a qualquer um dos queimadores de acordo com a finalidade pretendida É possível obter desde a chama extremamente fina e alongada necessária aos trabalhos de precisão até a chama extremamente potente É muito utilizado em instalações elétricas para curvar eletrodutos de PVC soldagens de emendas de condutores e terminais etc A seguir são apresentados os acessórios com suas respectivas aplicações Figura 332 Suporte múltiplo sem instalação Figura 333 Importante Quando o maçarico estiver fora de uso feche essa torneira 38 BSP instalação alta pressão 58W Figura 334 Fonte de referência Maçarico JACKWAL 54 Instalações Elétricas Prediais Características dos queimadores e ponteiras Aplicações Furação do injetor mm Chama fina e alongada comprimento 120 mm diâmetro 12 mm Ourives e próteses 015 Chama média curta comprimento 107 mm diâmetro 19 mm Soldas estanho Pequenas peças de latão Funilaria 025 Chama média longa comprimento 160 mm diâmetro 28 mm Acabamento no conserto de cabos telefônicos 045 Chama forte comprimento 178 mm diâmetro 28 mm Grandes trabalhos de solda Indústria naval e refrigeração 075 Chama em leque comprimento 126 mm diâmetro 63 mm Remoção de pinturas Confirmação de tubos de PVC Decapagem de metais Decoração em madeira 025 Chama máxima comprimento 230 mm diâmetro 58 mm Trabalhos com asfalto massas para cabos metal branco Funde 20 kg de chumbo em 9 minutos 120 Ponteira de cobre 140 g ferro de solda para queimador chama média curta comprimento 225 mm altura 69 mm Operadores de solda branda estanho Usar com o prendedor do ferro de solda Figura 335 Fonte de referência Maçarico Jackwal prendedor do ferro de solda Figura 336 apoio de arame p queimadores Figura 337 Atenção Todo cuidado deve ser tomado ao usar o maçarico a gás pois se houver vazamentos pode provocar acidentes tanto pessoais como materiais Devese ter cuidado com o local onde se usa Ferramentas para Instalações Elétricas 55 3417 Soprador Térmico Ele possui dois estágios de temperatura à escolha entre 300ºC ou 500ºC dependendo da aplicação Pode ser usado nas mais variadas aplicações como por exemplo remoção de tintas secagem de tintas e massas isolação com isolantes termocontráteis figura 339 solda com estanho remoção da solda de estanho descongela curva molda solda peças de PVC figura 340 préaquece aquecimento de parafusos facilitando a sua remoção liquidifica piche seca remove colas etc O soprador térmico em muitos casos pode substituir com vantagem o maçarico a gás devido à segurança na sua operação No entanto depende de uma tomada de energia para o seu funcionamento o que limite a sua utilização em determinados locais 3418 Ferro de Soldar ou Soldador Elétrico É uma ferramenta muito utilizada pelos técnicos da área eletroeletrônica sem a qual pouco ou nada se consegue fazer com eficiência O importante nisso tudo é saber usálo corretamente e executar soldagens perfeitas cuja finalidade é garantir uma junção mecânica e um ótimo contato elétrico entre os elementos que estão sendo unidos Escolha do Ferro de Soldar Um dos pontos importantes para se efetuar uma boa soldagem é a escolha correta do ferro de soldar figura 342 De um modo geral a escolha deve ser feita da seguinte forma 56 Instalações Elétricas Prediais 1 Tensão de trabalho o funcionamento do ferro de soldar se baseia no efeito térmico da corrente que circula por sua resistência Devido a esse fato a sua resistência é dimensionada de acordo com o valor da tensão Verifique atentamente se a tensão disponível 127V ou 220V corresponde à tensão do ferro que você adquiriu antes de ligálo 2 Potência além da tensão de trabalho o ferro de soldar é classificado em função da potência em watts W E quanto maior for sua potência mais calor ele pode fornecer em menos tempo e maiores suas dimensões físicas Os ferros de soldar são fabricados com potências fixas ou com temperaturas variáveis Os mais comuns são os de potência fixa cujos valores são 20 30 50 60 100 200 e 400 W os quais podem sofrer variações de acordo com o fabricante Os de temperatura variável são usados na informática telecomunicações e assistência técnica mais sofisticada 3 Quando se deseja efetuar soldagens de pequenas junções nas quais são usados componentes delicados sensíveis ao calor como por exemplo diodos transistores circuitos integrados trabalhos em circuito impresso e réguas de terminais usase um ferro de soldar de 20 ou 30 W 4 Quando há necessidade de realizar conexões com grande número de componentes em um mesmo ponto de condutores fios e cabos e terminais de pequena seção e outros pontos que ofereçam maior dissipação de calor recomendase o uso de ferro de soldar com potências de 50 60 ou 100 W Em instalações elétricas em geral são usados ferros de soldar com potência superior a 100 W como por exemplo na soldagem de condutores fios e cabos e terminais de grande seção e inclusive outros processos de soldagem os quais você terá a oportunidade de conhecer oportunamente 3419 Tarraxa É uma ferramenta muito utilizada em instalações elétricas cuja finalidade é fazer roscas em eletrodutos quer sejam de PVC ou metálicos para poderem ser unidos entre si por meio de luvas formando uma rede de eletrodutos e também para conectálos às caixas de passagem com bucha e contrabucha As tarraxas poder ser exclusivamente para eletrodutos de PVC figura 342 tarraxa simples de cossinete ajustável figura 343 e a tarraxa universal Nota A tarraxa universal e a tarraxa simples de cossinete ajustável podem ser usadas para fazer roscas em eletrodutos metálicos e PVC rígidos Figura 342 Tarraxas para eletrodutos de PVC rígidos A Cortesia Caracol B Cortesia Tigre Figura 343 Tarraxas simples de cossinete ajustável A Com catraca B Sem catraca Cortesia Caracol Ferramentas para Instalações Elétricas 57 A B Figura 344 Tarraxa universal A Para eletrodutos de ½ ¾ 1 1¼ 1 ½ e 2 B Para eletrodutos 2 ½ 3 3½ e 4 Cortesia Caracol Basicamente as tarraxas são constituídas das seguintes peças 1 Portacossinete de PVC rígido 2 Pegadores ou cabos de PVC rígido 3 Guias de PVC rígido branco para tubos rosqueáveis 4 Guias de PVC rígido preto para tubos pesados 5 Cossinetes de ferro Figura 345 Componentes de tarraxa para tubos ou eletrodutos de PVC rígidos Cortesia Tigre Cossinetes Cabo ou pegador Cabo ou pegador Portacossinete Guia Figura 346 Componentes da tarraxa simples de cossinete ajustável Nota Com exceção da tarraxa simples e da tarraxa universal os outros modelos de tarraxa utilizam um jogo de cossinetes para cada diâmetro de tubo ou eletroduto a ser roscado A tarraxa UNIVERSAL é assim chamada devido ao fato de permitir com apenas um jogo de cossinetes fazer roscas em todos os eletrodutos cujos diâmetros estejam compreendidos entre ½ a 2 figura 344A e 2 ½ a 4 figura 344B Em virtude do sistema mecânico dessa tarraxa é necessário que cada cossinete tenha o seu lugar próprio figura 347 não sendo possível trocálos de posição Para isso eles são numerados bem como os seus respectivos alojamentos no corpo da tarraxa Toda vez que você tiver necessidade de montar os cossinetes na tarraxa UNIVERSAL verifique se o número gravado no cossinete corresponde ao gravado no corpo da tarraxa ao lado do alojamento de cada cossinete 58 Instalações Elétricas Prediais Figura 347 Jogo de cossinetes para tarraxa universal Cortesia Ridgid Observações Importantes 1 Ao escolher os cossinetes escolha também a bucha de guia correspondente conforme a figura 348 2 A escolha do guia não correspondente ao diâmetro do eletroduto pode encontrar a tarraxa danificar a rosca e conseqüentemente o eletroduto conforme a figura 349 3 Gravado no cossinete existe um traço que ao coincidir com o gravado no corpo da tarraxa determina o limite de fechamento dos cossinetes conforme a figura 350 Corpo da tarraxa Tubo Cossinetes Guia Referência no cossinete Referência no corpo da tarraxa Guia do cossinete Figura 348 Figura 349 Figura 350 3420 Torno Comum de Bancada É uma ferramenta utilizada para segurar e fixar peças de vários formatos principalmente as retangulares quadradas etc para facilitar a execução de vários serviços como por exemplo furar dobrar fazer desbastes com auxílio de limas segurar peças para cortar e soldar etc Os tornos comuns de bancada são especificados em função do número que vem gravado em seu corpo que dependendo do fabricante varia de 2 a 8 e corresponde à abertura dos mordentes de 2¾ a 8 Podem ser também com base fixa ou giratória Os mordentes na eventualidade de serem danificados podem ser substituídos Figura 351 Torno de bancada com base fixa Cortesia Ridgid A B C Figura 352 Torno de bancada com base giratória A Combinado ultrapassado com mordentes para tubos B Combinado com mordentes para tubos e bigorna C Simples Cortesia Ridgid Ferramentas para Instalações Elétricas 59 3421 Torno de Encanador É uma ferramenta utilizada para segurar peças com formato circular como por exemplo eletrodutos tubos vergalhões etc facilitando a realização de diversos trabalhos nas referidas peças tais como cortar fazer roscas desbastes A especificação dessa ferramenta é feita em função do modelo ou seja se é para ser fixada em bancada ou portátil a qual pode ser ajustável em postes pranchas ou bancadas de até 90 mm e também pelo número que vem gravado no seu corpo ou seja Modelo Fixo números 1 2 3 4 e 6 para tubos até 1 2 3 4 e 6 Modelo Portátil números 1 2 e 3 para tubos até 1 2 e 3 Basicamente o torno de encanador possui os seguintes componentes Fuso Superior Grampo Gancho Suporte Esquerdo Suporte Direito Mordente Superior Mordente Inferior Base Fuso Inferior Figura 353 Cortesia Caracol Figura 354 Componentes do torno de encanador Cortesia Caracol 3422 Lixa Não é propriamente uma ferramenta mas um material abrasivo muito utilizado em serviços gerais de desbastes ou polimento de peças e para dar acabamento A lixa é constituída basicamente de uma folha de papel ou tecido sobre o qual é colada uma camada de grãos de material abrasivo como areia e o carborundum 60 Instalações Elétricas Prediais Sua especificação é feita em função de numeração crescente de acordo com a granulametria e com a aspereza ou seja quanto maior o número menor é a aspereza da lixa isto é mais fina Elas podem ser especificamente para madeiras e para metais e ainda podem ser encontradas em rolos ou em folhas Figura 355 Lixas para madeira e para metais 3423 Escada Em muitos trabalhos com instalações elétricas o eletricista tem necessidade de subir em certos locais para executar determinadas tarefas como por exemplo subir num poste para montagem de entrada de serviço ou entrada de energia no teto instalação de luminárias ou substituir lâmpadas queimadas numa marquise ou telhado etc A escada é um equipamento auxiliar muito importante nos trabalhos do eletricista sem a qual os trabalhos citados não podem ser executados E para cada serviço há necessidade da escolha adequada Escada de Abrir É indicada para serviços de enfiação dos condutores em caixas no teto instalação de luminárias substituir lâmpadas queimadas ou em locais onde não existe ponto de apoio para escada de extensão Escada de Extensão É apropriada para trabalhos em postes ou em locais elevados como telhados marquises e muitas vezes já vem provida de corda roldana e catraca engate e desengate automáticos Escada com corda roldana e catraca engate automático Altura Altura fechada estendida 370 m 620 m 400 m 680 m 430 m 740 m 460 m 800 m 490 m 860 m 540 m 960 m 640 m 1160 m catraca dobradiça com gancho Altura Degraus de cada lado 210 m 6 240 m 7 300 m 9 360 m 11 420 m 13 480 m 15 Figura 356 Escada de abrir e de extensão Cortesia Forplas Ferramentas para Instalações Elétricas 61 3424 Metro Articulado e Trena O metro articulado também é muito utilizado pelo eletricista em seus serviços seja para determinar a altura ou o posicionamento das caixas interruptores tomadas QDs etc dos eletrodutos e de outras partes da instalação Geralmente o mais utilizado é o de dois metros A trena faz o mesmo serviço porém em muitos casos com maior eficiência pois ela pode ser encontrada em vários tamanhos de 2 3 5 8 10 15 20 30 50 e 100 metros É prática e versátil À medida que você puxa a fita da trena pode ser travada no comprimento ou medida desejada e recolhida através da mola para os modelos até oito metros e recolhidas através de manivela para os modelos maiores as quais não contam trava O eletricista necessita constantemente marcar com auxílio do metro ou trena a posição com as distâncias reais das diversas partes à medida que vai executando a instalação conforme determina o projeto da obra Os projetos normalmente são elaborados em escala 150 e 1100 Para estes casos considerar Escala 150 1 cm no desenho equivale a 05 m na obra Escala 1100 1 cm no desenho equivale a 10 m na obra Figura 357 Metro articulado Cortesia Ridgid Figura 358 Trenas Cortesia Ridgid 3425 Fitas e Cabos de Aço para Enfiação Para efetuar a passagem dos condutores na rede de eletrodutos o eletricista usa meios que o auxiliem nessa tarefa As fitas e cabos de aço servem de guia para puxar os condutores enfiandoos nos eletrodutos entre duas caixas Tanto as fitas como os cabos de aço são fabricados com materiais extremamente resistentes destinados especialmente a suportar grandes esforços de tração É comum na falta da fita ou do cabo de aço utilizar fio ou arame galvanizado nº 16 ou mesmo mais grossos preferencialmente de aço para a mesma finalidade Em redes de eletrodutos em que as fitas cabos de aço ou até mesmo arames não passam com facilidade como por exemplo quando são utilizados eletrodutos flexíveis corrugados quando existem muitas curvas no trecho etc a solução ideal é o uso do guia de nylon feito de material flexível porém apresenta certa rigidez em uma das extremidades Ele possui uma esfera presa a uma haste de aço extremamente flexível de tal modo que ao encontrar qualquer obstáculo a esfera resvala seguindo o seu caminho e em outra extremidade possui um olhal que serve para puxar outro guia que pode ser arame fita de aço ou cabo de aço A especificação é feita em função do tipo como fita de aço cabo de aço ou guia de nylon e também do comprimento que pode ser de 10 m 15 m ou 20 m Atenção O guia de nylon não deve ser utilizado para puxar condutores Serve como guia do guia ou seja serve para puxar outro guia fita cabo de aço ou arame que será usado para enfiação Ao usar a fita ou cabo de aço devese cuidar para não dobrar ou amassar no momento da enfiação Figura 359 Fita de aço Figura 360 Cabo de aço Figura 361 Guia de nylon 3426 Ferramentas de Curvar Eletrodutos Metálicos Rígidos Em quase toda rede de eletrodutos há necessidade de adaptálos a fim de contornar vigas pilares interligando eletrodutos do teto ou piso com a caixa na parede etc Eletrodutos metálicos rígidos de ½ a 1¼ podem ser curvados na própria obra sem maiores dificuldades principalmente se for usada a ferramenta adequada Essa ferramenta pode ser apropriada para essa finalidade figura 362 a qual permite obter uma curvatura perfeita sem dobras ou amassamentos do eletroduto ou improvisada usando os materiais existentes na obra ou seja cerca de um metro de tubo de ferro galvanizado reforçado e um tê de diâmetros adequados ao eletroduto que se deseja curvar figura 363 Com ferramentas improvisadas se torna difícil obter um trabalho de qualidade Figura 362 Ferramenta especial para curvar tubos ou eletrodutos metálicos rígidos Cortesia Ridgid Figura 363 Ferramenta para curvar eletrodutos metálicos rígidos constituída de um tê e um cabo de cano de ferro galvanizado A figura 364 mostra um tipo de máquinaferramenta para curvar tubos ou eletrodutos em série com precisão e rapidez usando moldes especiais para cada diâmetro Existem máquinasferramenta para curvar tubos ou eletrodutos de diâmetros de ½ até 3 Possuem capacidade de até 20 toneladas e podem ser utilizadas para diversas finalidades figura 365 De coluna Altura total 92 cm Peso 91 Kgs Máquina multivariável para dobramento de tubos com alavanca pode ser usada em indústria de móvel metálico e decorações Tubulações sanitárias hidráulicas e frigoríficas Construções automobilísticas navais aeronáuticas e motociclos Encaminhamento de água gás e vapor Indispensável para trabalhos com tubulações no ramo de eletricidade e construções nas indústrias mecânicas Efetiva no dobramento de ferro em barras e armações para concreto Construções várias em diversos campos Econômica para o trabalho manual e adaptações dispendiosas De bancada Diâmetros 38 12 58 34 78 1 114 70 mm 90 mm 100 mm 140 mm 160 mm 190 mm 240 mm Peso 60 Kgs Figura 364 Máquina para curvar tubos de 38 até 114 Cortesia Marinaro Curso do pistão 240 mm Passagem entre suportes 125 mm Capacidade até 20 toneladas Diâmetro do pistão 2 Molde Raio Molde Raio 3 240 mm 1 14 95 mm 2 12 290 mm 1 82 mm 2 170 mm 34 79 mm 1 12 112 mm 12 45 mm Figura 365 Máquinaferramenta hidráulica para curvar tubos ou eletrodutos de ½ até 3 Cortesia Marinaro NOME Turma DISCIPLINA Desenho Técnico CURSO DATA PROFESSOR Renato Apresente a instalação elétrica das seguintes instalações WC de empregada área de serviço banheiro social e cozinha

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