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Psicologia ·
Psicologia Institucional
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OS BENEFÍCIOS DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS PALIATIVADOS EM FASE TERMINAL SUMÁRIO SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Apesar dos avanços na medicina e do aumento da divulgação de informações sobre o tratamento do câncer pela mídia o câncer ainda é muitas vezes equiparado a uma sentença de morte e frequentemente associado à dor sofrimento e degeneração A literatura nos diz que o câncer sempre foi considerado algo vergonhoso desagradável contagioso e incurável uma doença tradicionalmente rebaixada pela sociedade O diagnóstico de câncer e todo o curso da doença é um momento de extrema angústia e ansiedade para o paciente e sua família Além da marca dolorosa e fatal da doença os pacientes muitas vezes experimentam perda e sintomas adversos durante o tratamento que muitas vezes é longo resultando em função prejudicada e habilidades ocupacionais e incerteza sobre o futuro Existem muitas fantasias e preocupações sobre morte mutilação e dor Segundo KublerRoss É inconcebível para o inconsciente imaginar um fim real para nossa vida na terra e se a vida tiver um fim este será sempre atribuído a uma intervenção maligna fora de nosso alcance 1969 p13 Nesse contexto quando não há mais uma terapêutica curativa para amenizar seu sofrimento o paciente pode receber os cuidados paliativos e como parte da equipe multiprofissional o psicólogo hospitalar vem desmistificar o pensamento de intervenção maligna sobre a morte e através do acompanhamento psicológico cuidar dos diversos fatores deste paciente A qualidade de vida dos pacientes terminais ou não é definida como um conceito multidimensional ora medido como uma avaliação subjetiva do estado de saúde e bemestar em diversas áreas da vida além de componentes físicos e psicológicos O papel dos psicólogos é portanto o tratamento fundamental ao longo da vida pois sua prática visa o bemestar emocional de seus pacientes contribuindo assim para uma melhor qualidade de vida Seguindo esta concepção a relevância deste estudo é respaldada na importância de trazer um enredo psicológico sobre os cuidados paliativos voltados para a perspectiva do paciente oncológico em fase terminal 11 Problema de pesquisa Quais são os benefícios do acompanhamento psicológico para pacientes oncológicos em cuidados paliativos na fase terminal 12 Hipótese Acreditase que o acompanhamento psicológico juntamente com os cuidados paliativos oferecem muitos benefícios aos pacientes oncológicos que se encontram em fase terminal 13 Justificativa O estudo proposto no presente Projeto de Pesquisa visa de forma científica ser um instrumento de aporte teórico e metodológico para profissionais e acadêmicos que busquem explorar acerca dos benefícios ofertados pelo acompanhamento psicológico junto aos cuidados paliativos a pacientes oncológicos em fase terminal Ao observar a lacuna existente na exploração social do tema morte bem como a exploração limitada do acompanhamento psicológico em cuidados paliativos notouse a viabilidade de elaborar um projeto de pesquisa com ênfase na disseminação do conhecimento sobre os benefícios do acompanhamento psicológico nos cuidados paliativos para pacientes oncológicos neste especificamente em fase terminal Diante do exposto justificase o presente estudo pois aliviar o sofrimento humano é uma preocupação primordial dos profissionais de psicologia e por isso a busca por informações sobre esse tema tem se tornado cada vez mais necessária visto que infelizmente muitos pacientes e seus familiares continuam morrendo sem ajuda podem contar com profissionais que podem auxiliálos neste momento crítico de suas vidas 2 OBJETIVOS 21 Objetivo primário Verificar quais são os benefícios do acompanhamento psicológico junto aos cuidados paliativos para pacientes oncológicos em fase terminal 22 Objetivos secundários Caracterizar o acompanhamento psicológico realizado com pacientes oncológicos em estado terminal Investigar se o acompanhamento psicológico colabora com as estratégias de enfrentamento do paciente em cuidados paliativos Analisar se o acompanhamento psicológico junto aos pacientes paliativados auxilia na visão sobre a sua terminalidade 3 REFERENCIAL TEÓRICO 31 ESTADO DA ARTE Para a construção deste projeto tem a intenção de verificar como a temática dos cuidados paliativos e sua relação com pacientes oncológicos vem sendo estudada foi realizada uma breve pesquisa em artigos que se aproximam do tema proposto pelas autoras Os dados encontrados serão informados a seguir Em uma pesquisa conduzida por RAMOS 2016 O primeiro estágio é a fase que vai até ao diagnóstico A primeira fase deste estágio é o prédiagnóstico Aqui a intervenção deve ser feita através da integração das experiências passadas partilhando os sentimentos e emoções que estão presentes durante o pré diagnóstico explicando sempre que os seus sentimentos fazem parte da normalidade devido ao seu estado Aqui as pessoas podem começar a questionar a sua vida como será se algo lhes acontecer e percebese que é essencial explorar os sentimentos do doente as suas dúvidas as expectativas e incutirlhe de que todas essas sensações são normais De acordo com o Manual de Cuidados Paliativos 2009 vem trazer que Segundo a definição da OMS revista em 2002 Cuidado Paliativo é uma abordagem que promove a qualidade de vida de pacientes e seus familiares que enfrentam doenças que ameacem a continuidade da vida por meio da prevenção e do alívio do sofrimento Requer identificação precoce avaliação e tratamento da dor e outros problemas de natureza física psicossocial e espiritual O Cuidado Paliativo não se baseia em protocolos mas em princípios Não se fala mais em terminalidade mas em doença que ameaça a vida Indicase o cuidado desde o diagnóstico expandindo nosso campo de atuação Segundo Camon Trucharte et al ao falar de Psicologia Hospitalar alude que o psicólogo revestese de um instrumental muito poderoso no processo de humanização do hospital na medida em que traz em seu bojo de atuação a condição de análise das relações interpessoais A própria contribuição da psicologia para clarear determinadas manifestações de somatização é igualmente decisiva para fazer com que seu lugar na equipe de saúde da instituição hospitalar esteja assegurado 32 MARCO TEÓRICO A transição no cuidado na tentativa de curar o paciente para cuidar dele perto da morte pode ser difícil para todos os envolvidos Às vezes os profissionais de saúde sentem que seu trabalho está feito pois não podem mais curar o paciente e desistem de cuidar do paciente Isso pode levar os pacientes e seus entes queridos a sentirem que estão sendo abandonados à medida que se aproximam da morte Frequentemente eles desejam orientação sobre as mudanças complexas pelas quais o paciente está passando emocional e fisicamente Ações que são uma parte normal do processo de morrer como raiva e recusa de visitas podem deixar os entes queridos confusos e chateados Compreender as fases do luto permite aos provedores dar apoio e orientação durante o processo de morrer As explicações fornecidas pelos cuidadores médicos são de particular importância para pacientes e familiares pois eles buscam entender e posteriormente dar sentido à doença terminal Esses momentoschave de comunicação e conexão podem ser fundamentais no processo de compreensão e cura de uma perda significativa Facilitar o processo de luto também é fundamental para a cura e a resiliência dos profissionais de saúde enquanto navegam pelo luto ao lado de seus pacientes 321 Entendendo a fase terminal Conhecida por seu livro de 1969 Sobre a morte e o morrer Elisabeth KüblerRoss iniciou um debate consciencioso sobre o processo de falecimento e o cuidado de doentes terminais Seu conhecido modelo dos Cinco Estágios do Luto tornouse fundamental para aliviar e confortar pacientes com um prognóstico de vida limitado A obra sobre a morte e morrer tornouse um fenômeno editorial e continua a contribuir para a discussão pública sobre o sofrimento dos moribundos e a importância das intervenções paliativas KüblerRoss foi reconhecido como uma das mentes mais importantes do século XX Médica psiquiatra conferencista e escritora suíçaamericana foi pioneira em cuidados paliativos e dedicou toda a sua carreira ao estudo da morte como experiência A autora desafiou a abordagem clínica tradicional da morte e do morrer e concentrouse em ajudar os pacientes e os médicos a aceitar a inevitabilidade de sua passagem com dignidade e compaixão Ao trabalhar com pacientes que sofriam de várias doenças mentais e foi considerada sem esperança ela achou ultrajantes as condições da instituição principalmente a superlotação e as punições violentas aplicadas aos pacientes Contra esses costumes Kübler Ross tentou implementar algumas mudanças para humanizar o tratamento promovendo um atendimento compassivo e humanitário Após dois anos muitos dos pacientes sob seus cuidados retomaram uma vida autônoma na sociedade Sua especialização em psiquiatria foi particularmente significativa para seu trabalho posterior com os moribundos Por meio de sua experiência com doentes mentais KüblerRoss percebeu a importância de uma atenção sensível e respeitosa que preservasse a dignidade do paciente Em seu trabalho ela se opôs ao isolamento ou à negação da morte de pacientes terminais Ela desenvolveu um modelo de cuidado que confrontava a morte diretamente e preparava os pacientes para lidar com sua situação com dignidade Durante suas visitas médicas ela conversava francamente com os doentes sentavase ao lado de seus leitos seguravalhes as mãos e ouviaos durante horas Sua ideia de boa morte consistia em respeitar a autonomia e os desejos de cada indivíduo Em relação ao atendimento médico a maioria dos pacientes estava insatisfeita e frustrada com o tratamento despersonalizado distanciamento emocional falta de sinceridade e falta de empatia dos cuidadores Por exemplo eles comentaram sobre o quão frustrante e desanimador foi a ocultação do diagnóstico e como eles se ressentiram do engano que os inibiu de providenciar uma despedida adequada Criticaram também a atitude superior de alguns médicos e o uso de linguagem técnica e complexa que dificultava a compreensão de sua própria situação Desta maneira abriuse uma discussão genuína e revolucionária de como lidar com pessoas com um prognóstico de vida limitado de maneira a se romper a camada de negação pessoal do indivíduo e dos profissionais que invariavelmente acabam por pressionar e em proibir que os pacientes possam expor suas preocupações mais íntimas Esta perspectiva clínica de como encarar a morte como parte natural da vida divergiam do protocolo hospitalar típico e preencheram uma lacuna entre pacientes terminais e profissionais de saúde KüblerRoss se dedicou para ajudar as pessoas a aceitar sua própria mortalidade ou a de seus entes queridos alcançou um público maior Em suas publicações a autora propôs pela primeira vez um modelo psicológico chamado de Cinco Estágios do Luto que explicava as fases de adaptação experimentadas pelos moribundos ao aceitarem sua morte Em sua perspectiva o processo de luto deve ser visto como uma resposta natural e adaptativa que geralmente começa com o prognóstico da morte e termina quando o paciente toma consciência da irreversibilidade de sua condição e da universalidade dessa experiência Esta abordagem tem servido de referência e exemplo ao longo do tempo para gerir o luto e aliviar o sofrimento psíquico que ocorre quando se aproxima o fim da vida em favor do cuidado digno e compassivo para os doentes terminais e dos cuidados paliativos A morte não é apenas fácil para todos os envolvidos mas o papel clínico dos profissionais envolvidos pode demonstrar melhor compreensão e humanidade além de mero cumprimento com todos os aspectos da assistência médica Encarar a morte não deve ser impresso como um fracasso da vida mas encarar a morte pode ser encarado como fluxo natural da própria existência 322 Os cuidados paliativos Os cuidados paliativos são um complemento poderoso para a oncologia que agrega valor distinto ao bemestar físico mental e psicossocial dos pacientes que vivem com câncer Seu papel em expansão e integração com o cuidado oncológico padrão tem benefícios clínicos comprovados pois a prática de cuidados paliativos pode ajudar a aliviar a carga de sintomas melhorar a compreensão da doença e do prognóstico e melhorar a qualidade de vida e a sobrevida geral dos pacientes O objetivo principal deste artigo de revisão é destacar a interação significativa entre cuidados paliativos e oncologia e ao fazêlo esclarecer as áreas de melhoria e os desafios modernos que existem para atender às complexas necessidades de cuidados paliativos de pacientes com câncer Os cuidados paliativos são um componente integral do cuidado integral para pacientes em oncologia A sua prática clínica assenta na filosofia de melhorar a qualidade de vida dos doentes que convivem com doenças graves e das suas famílias Ao fazêlo esta especialidade interdisciplinar visa aliviar a carga de sintomas tratar o sofrimento espiritual e psicológico melhorar a compreensão da doença e do prognóstico para estabelecer metas de cuidado e ajudar os pacientes a lidar com sua condição e o processo de morte durante a transição para o fim da vida Embora os médicos de cuidados paliativos tradicionalmente forneçam cuidados paliativos e de fim de vida para pacientes durante os últimos meses de vida o papel em expansão e os conceitos centrais da medicina paliativa são vitais desde o momento do diagnóstico mesmo quando a cura é possível e devem ser integrados ao longo da trajetória de uma condição médica grave como o câncer 323 Expectativas e compreensão da doença Além de ajudar a aliviar os sintomas os cuidados paliativos em oncologia estão profundamente envolvidos no apoio aos pacientes enquanto eles lidam e compreendem sua doença e os objetivos do tratamento A quimioterapia é oferecida no cenário metastático com o objetivo de melhorar os sintomas e estabilizar a doença A má compreensão dos objetivos do tratamento para doença metastática incurável pode comprometer a capacidade dos pacientes de tomar decisões informadas sobre o tratamento e em última instância pode atrasar o planejamento e os cuidados no final da vida Estudos anteriores mostraram que as decisões dos pacientes de receber tratamento para doenças em estágio avançado dependem de seu conhecimento da probabilidade de resultados adversos e da carga geral do próprio tratamento incluindo tempo de internação frequência e grau de intervenções invasivas e extensão de monitoramento No entanto uma análise secundária fundamental dos dados do estudo Cancer Care Outcomes Research and Surveillance CanCORS mostrou que 69 dos pacientes com câncer de pulmão em estágio IV e 81 dos pacientes com câncer colorretal em estágio IV que optaram por receber tratamento sistêmico tinham expectativas imprecisas pelo potencial curativo da quimioterapia MALIN 2006 Descobertas complementares mostraram que pacientes com câncer avançado que não esperavam que a quimioterapia curasse sua doença ainda recebiam tratamento em taxas semelhantes aos pacientes com expectativas mais altas mas eram mais propensos a se inscrever em serviços de cuidados paliativos antes da morte MACK 2015 Os encontros clínicos do paciente tanto o conteúdo quanto a maneira como as informações prognósticas são divulgadas têm um impacto significativo sobre como os pacientes tomam decisões relacionadas ao tratamento Ainda é comum a discordância entre pacientes e oncologistas em relação ao prognóstico e às expectativas de tratamento EPSTEIN 2016 mostrou que uma compreensão mais precisa da doença está associada a relatos de pacientes sobre prognósticos e expectativa de vida com seus oncologistas Neste estudo os escores de compreensão da doença foram gerados para pacientes com câncer avançado refratário à quimioterapia padrão com expectativa de morte em 6 meses com base em quatro variáveis reconhecimento do paciente de doença terminal reconhecimento de incurabilidade conhecimento do estágio avançado da doença e expectativas precisas de viver meses em vez de anos Em comparação com pacientes que nunca participaram ou apenas tiveram conversas remotas sobre o prognóstico com seus oncologistas os pacientes envolvidos em conversas mais recentes tiveram pontuações mais altas de compreensão da doença e melhor percepção da natureza terminal de seus cânceres metastáticos Além disso a comunicação de informações com vários graus de otimismo se correlaciona com as percepções dos pacientes sobre a compaixão do médico O treinamento de habilidades de comunicação sobre a discussão da expectativa de vida pode ser benéfico para os oncologistas para facilitar a compreensão precisa do paciente sobre os objetivos do tratamento para doenças incuráveis mantendo ao mesmo tempo uma relação terapêutica e uma mensagem de esperança Juntamente com um foco dedicado dos oncologistas para esclarecer quaisquer equívocos que os pacientes possam ter sobre a doença os cuidados paliativos especializados podem servir como um complemento para ajudar os pacientes a se prepararem mentalmente para o papel e a utilização apropriada do tratamento sistêmico do câncer Em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas avançadas aqueles randomizados para receber cuidados paliativos concomitantes precocemente com cuidados oncológicos em comparação com aqueles que receberam apenas cuidados oncológicos padrão desenvolveram uma compreensão mais precisa de seu prognóstico ao longo do tempo e eram menos propensos a receber quimioterapia sistêmica no final da vida É importante observar que as percepções iniciais sobre a curabilidade de cânceres terminais e os objetivos da terapia antes da randomização não diferiram entre os grupos de estudo e confirmaram que a maioria dos pacientes com doença metastática continua a esperar resultados curativos Os oncologistas e os médicos de cuidados paliativos portanto devem continuar a trabalhar em conjunto com clareza e compaixão duplas em direção à compreensão sustentada da doença para ajudar os pacientes a tomar decisões informadas aceitar os objetivos realistas do tratamento e planejar os cuidados no final da vida 324 Modelos de integração biopsicossocial O papel da Psicologia Em 2002 a OMS Organização Mundial da Saúde se pronunciou que os cuidados paliativos compreendido como uma abordagem com vistas a melhorar a qualidade de vida de pacientes em fase terminal incluindo seus familiares por meio de um trabalho biopsicossocial espiritual e enfrentamento da dor emocional reconhecimento precoce ofertando uma avaliação conjunta a um tratamento da dor física e outros sintomas Desde de março de 2018 a Associação Internacional de Hospice e Cuidados Paliativos IAHPC em franca parceria com outros países e com profissionais de saúde dos mais diversos segmentos elaboraram um estudo que resultou em uma premissa consensual de que cuidados paliativos são cuidados holísticos para indivíduos de todos os tipos adoecer e morrer com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes familiares e cuidadores A integração dos cuidados paliativos tradicionais por meio de consultas intra hospitalares e conversas sobre o fim da vida demonstrou melhorar a qualidade da morte de pacientes com câncer avançado e ao fazêlo reduzir os custos e a utilização dos cuidados de saúde Ensaios clínicos recentes que examinam os efeitos da integração precoce de cuidados paliativos especializados mostram uma melhora acentuada na satisfação do paciente humor qualidade de vida utilização de cuidados de saúde e sobrevida geral Por exemplo os pacientes que receberam serviços de cuidados paliativos domiciliares precocemente além dos cuidados habituais tiveram menos visitas ao prontosocorro internações hospitalares e menores custos médicos Um ensaio controlado randomizado mostrou que pacientes com câncer terminal que receberam cuidados paliativos suplementares precocemente administrados por enfermeiras de prática avançada tiveram melhor qualidade de vida e humor A pesquisa de ZIMMERMAN 2018 sobre o envolvimento precoce de cuidados paliativos ambulatoriais para pacientes com câncer metastático demonstrou resultados superiores na satisfação do paciente Este estudo não apenas validou pesquisas anteriores de que a adição de cuidados paliativos melhorou a qualidade de vida e reduziu a depressão mas notavelmente relatou uma diferença estatisticamente significativa na sobrevida geral entre os grupos de estudo A sobrevida média dos pacientes randomizados para cuidados paliativos precoces foi de 116 meses enquanto a sobrevida média dos pacientes que receberam apenas cuidados oncológicos padrão foi de 89 meses Os pacientes designados para cuidados paliativos precoces também receberam cuidados menos agressivos direcionados ao câncer incluindo quimioterapia no final da vida Estudos subsequentes mostram de maneira interessante que a eficácia dos cuidados paliativos precoces pode variar de acordo com o tipo de câncer especialmente dadas as diferenças nas trajetórias basais da doença e nas opções terapêuticas disponíveis 4 MÉTODO 41 Desenho O método será do tipo de pesquisa exploratória tendo como finalidade proporcionar mais informações acerca do assunto a ser investigado O procedimento a ser utilizado será bibliográfico elaborando revisões a partir de materiais já publicados Como abordagem a ser usufruída se fez escolha da qualitativa por trazer em seu arcabouço o processo e seu significado como foco principal 42 Desfecho Primário Esperase com esse estudo verificar os benefícios que o acompanhamento psicológico integrado ao cuidados paliativos pode trazer para jovens pacientes oncológicos que se encontram em fase terminal 43 Desfecho secundário Almejase publicar o presente trabalho em revistas científicas apresentar em hospitais oncológicos públicos eou particulares de forma a trazer melhor compreensão acerca do tema escolhido 44 Amostra Não há participantes pois a pesquisa será bibliográfica 45 Critérios de inclusão Serão utilizados como critério de inclusão artigos e livros que tenham no máximo 15 anos de publicação seu tipo de pesquisa seja com procedimentos bibliográficos e de campo abordando sobre pacientes oncológicos em fase terminal e o seu idioma seja português 46 Critérios de exclusão Serão considerados como motivos de exclusão artigos pagos ou que não estão na íntegra artigos que após uma análise minuciosa não se enquadram no tema e artigos que tenham data de publicação há mais de 10 anos 47 Riscos Neste projeto de pesquisa não haverá riscos por motivos da pesquisa ser feita de forma bibliográfica 48 Benefícios Esta pesquisa trará benefícios imediatos a profissionais e alunos da área saúde que visem estudar mais a fundo esse tema 49 Procedimentos para coleta e análise dos dados Como procedimento para seleção de artigos relacionados ao tema será utilizado de pesquisa e download nas bases de dados SciElo Google acadêmico biblioteca digital de teses e dissertações da USP faremos então leituras e análises minuciosas excluindo aqueles artigos que não se encaixam nos critérios de inclusão e a partir disso criaremos categorias para organizar os conteúdos dos artigos selecionados 5 CRONOGRAMA 20222º 20231º Ag o Set Ou t No v De z Fev Ma r Ab ril Mai o Jun Elaboração do projeto de pesquisa X X X X Apresentação do projeto de pesquisa X Coleta dos dados X X X X Análise dos dados X X X X Elaboração do artigo X X X X Defesa do artigo X 6 ORÇAMENTO Descrição Valor Impressões 10000 Aquisição de Livros 30000 Notebook 320000 Resma de papel A4 3200 Total de Despesas 363200 7 RESUMO Um paciente terminal é aquele que sofre de uma doença que não apresenta sinais de melhora e não há cura possível para sua condição Seu estado de saúde é considerado irreversível pois a morte é inevitável e o tratamento tem se mostrado ineficaz Neste momento as únicas opções do paciente são os cuidados paliativos prestados por uma equipe multidisciplinar AMAZONAS 2018 Anteriormente ele recebia cuidados curativos agora sua única opção é receber cuidados paliativos Este paciente apresenta questões biopsicossociais relacionadas ao sofrimento e à morte Ele ainda tem planos para o que deseja realizar depois de ouvir que tem apenas alguns meses de vida Partindo disto o objetivo deste projeto é verificar quais são os benefícios do acompanhamento psicológico junto aos cuidados paliativos para pacientes oncológicos em fase terminal Esperase com esse estudo verificar quais os benefícios que este acompanhamento psicológico pode trazer para pacientes oncológicos que se encontram em fase terminal Para isso serão utilizados como critério de inclusão artigos e livros que tenham no máximo 10 anos de publicação seu tipo de pesquisa seja com procedimentos bibliográficos e de campo abordando sobre pacientes oncológicos em fase terminal e o seu idioma seja português e serão excluídos todo e qualquer artigo que não abranger em seu conteúdo estes critérios Por se tratar de uma pesquisa bibliográfica não haverá nenhum tipo de risco entretanto esperase que esta pesquisa traga benefícios imediatos a profissionais e alunos da área saúde que visem estudar mais a fundo esse tema REFERÊNCIAS NOVEL Gloria et al Enfermería psicosocial y salud mental Serie manuales de enfermería Editorial marzo Barcelona España v 62 2000 CALAMARI Frank Os tratamentos Paliativos Ao Serviço Da Vida Servir Lisboa ISSN p 08712370 1996 CARVALHO Ricardo Tavares de PARSONS Henrique Afonseca Manual de cuidados paliativos ANCP In Manual de cuidados paliativos ANCP 2012 p 590590 EPSTEIN Andrew S et al Discussions of life expectancy and changes in illness understanding in patients with advanced cancer Journal of Clinical Oncology v 34 n 20 p 2398 2016 KLUBERROSS Elisabeth Sobre a morte e o morrer O que os doentes tem a ensinar a médicos enfermeiros 1996 KUBLER Ross E O Túnel e a Luz Verus Editora Campinas SP 2003MACK Jennifer W et al Patient beliefs that chemotherapy may be curative and care received at the end of life among patients with metastatic lung and colorectal cancer Cancer v 121 n 11 p 1891 1897 2015 MALIN Jennifer L et al Understanding cancer patients experience and outcomes development and pilot study of the Cancer Care Outcomes Research and Surveillance patient survey Supportive Care in Cancer v 14 n 8 p 837848 2006 MENEZES Rachel Aisengart Em busca da boa morte antropologia dos cuidados paliativos SciELOEditora FIOCRUZ 2004 MOREIRA Isabel Maria Pinheiro Borges O doente terminal em contexto familiar uma análise da experiência de cuidar vivenciada pela família 2001 OLIVEIRA Abílio et al O desafio da morte 2008 OLIVEIRA Tereza Marques de O Psicanalista diante da Morte São Paulo Mackenzie 2001 RAMOS V A O PAPEL DO PSICÓLOGO NA DOENÇA ONCOLÓGICA E SUAS FASES Psicologia ptO Portal dos psicólogos 2016 TRUCHARTE Fernanda Alves Rodrigues et al Psicologia hospitalar teoria e prática In Psicologia hospitalar teoria e prática 1997 p 114114 WORLD HEALTH ORGANIZATION National cancer control programmes policies and managerial guidelines World Health Organization 2002 Disponível em httpsappswhointirisbitstreamhandle10665424949241545577pdf sequence1isAllowedy Acesso em 22 de nov de 2022 ZHAI Y Du X Perda e luto em meio à COVID19 um caminho para adaptação e resiliência Brain Behav Immun Julho de 2020 ZIMMERMANN Camilla et al Early palliative care for patients with advanced cancer a clusterrandomised controlled trial The Lancet v 383 n 9930 p 17211730 2014 OS BENEFÍCIOS DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS PALIATIVOS EM FASE TERMINAL 2023 OS BENEFÍCIOS DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS PALIATIVOS EM FASE TERMINAL SUMÁRIO OS BENEFÍCIOS DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS PALIATIVOS EM FASE TERMINAL RESUMO Um paciente terminal é aquele que sofre de uma doença que não apresenta sinais de melhora e não há cura possível para sua condição Seu estado de saúde é considerado irreversível pois a probabilidade de morte é iminente e o tratamento tem se mostrado ineficaz A identificação do paciente terminal na prática é complexa e não envolve unicamente um raciocínio lógico Anteriormente recebia cuidados curativos agora sua única opção é receber cuidados paliativos Após o boletim médico acerca de sua condição pode ser que haja planos para o que este paciente deseja realizar questões biopsicossociais relacionadas ao sofrimento e morte que devem ser analisadas para oferecer melhor qualidade de vida a este paciente Diante disto esperase com esse estudo verificar quais os benefícios que o acompanhamento psicológico pode trazer para pacientes oncológicos paliativos que se encontram em fase terminal Por se tratar de uma pesquisa bibliográfica não haverá nenhum tipo de risco entretanto esperase que esta pesquisa traga vantagens imediatas a profissionais e alunos da área saúde que visem estudar mais a fundo esse tema Palavraschave Cuidados Paliativos Sofrimento Biopsicossocial Acompanhamento Psicológico THE BENEFITS OF PSYCHOLOGICAL MONITORING FOR PALLIATIVE PATIENTS IN THE TERMINAL STAGE ABSTRACT A terminal patient is one who suffers from a disease that shows no signs of improvement and there is no possible cure for their condition Their state of health is considered irreversible as the likelihood of death is imminent and treatment has been shown to be ineffective The identification of the terminal patient in practice is complex and does not involve only logical reasoning Previously she received curative care now her only option is to receive palliative care After the medical report about his condition there may be plans for what this patient wants to accomplish biopsychosocial issues related to suffering and death that should be analyzed to offer better quality of life to this patient Given this it is expected with this study to verify the benefits that psychological monitoring can bring to palliative cancer patients who are in the terminal phase Because it is a bibliographic research there will not be any kind of risk However it is expected that this research will bring immediate advantages to professionals and students in the health area who aim to study this theme in more depth Keywords Palliative care Biopsychosocial Suffering Psychological Monitoring 1 INTRODUÇÃO Apesar dos avanços na medicina e do aumento da divulgação de informações sobre o tratamento do câncer pela mídia o câncer ainda é muitas vezes equiparado a uma sentença de morte e frequentemente associado à dor sofrimento e degeneração Maria Julia Kovacs PROCURAR CITAÇÃO CORRETA traz que embora negada a morte é universal e esse conhecimento é generalizado Muitos pacientes relatam não terem medo da morte já que ela acontece para todos mas temem a forma com que ela pode acontecer e as suas consequências O diagnóstico de câncer e todo o curso da doença é um momento de extrema angústia e ansiedade para o paciente e sua família Além da marca dolorosa e fatal da doença os pacientes muitas vezes experimentam perdas e sintomas adversos durante o tratamento que muitas vezes é longo resultando em funcionalidade corporal e habilidades ocupacionais prejudicadas e ainda incertezas acerca do futuro Existem muitas fantasias e preocupações sobre morte mutilação e dor Segundo KublerRoss1969 p13 É inconcebível para o inconsciente imaginar um fim real para nossa vida na terra e se a vida tiver um fim este será sempre atribuído a uma intervenção maligna fora de nosso alcance Nesse contexto quando não há mais uma terapêutica curativa para amenizar seu sofrimento o paciente pode receber os cuidados paliativos e como parte da equipe multiprofissional o psicólogo hospitalar busca desmistificar o pensamento de intervenção maligna sobre a morte e através do acompanhamento psicológico cuidar dos diversos fatores psicológicos deste paciente A qualidade de vida dos pacientes oncológicos terminais ou não é definida através de um conceito multidimensional mediante à uma avaliação subjetiva do estado de saúde e bem estar em diversas áreas da vida além de componentes físicos e psicológicos Ao observar a inabilidade social de lidar com o tema morte bem como a exploração limitada do acompanhamento psicológico em cuidados paliativos notou se a viabilidade de elaborar um projeto de pesquisa com ênfase na disseminação do conhecimento sobre os benefícios do acompanhamento psicológico nos cuidados paliativos para pacientes oncológicos neste especificamente em fase terminal Visto que aliviar o sofrimento humano é uma preocupação primordial dos profissionais de psicologia justificase o presente estudo pois se torna cada vez mais necessário disseminar informações acerca dos benefícios que a Psicologia possa trazer para os pacientes que se encontram em cuidados paliativos e seus familiares Seguindo esta concepção o estudo proposto visa também de forma científica ser um instrumento de aporte teórico para profissionais e acadêmicos que busquem explorar acerca dos benefícios ofertados pelo acompanhamento psicológico em conjunto aos cuidados paliativos para pacientes oncológicos em fase terminal 2 REFERENCIAL TEÓRICO 21 PSICOLOGIA HOSPITALAR COM FOCO NA PSICOONCOLOGIA Dentro do leque diversificado de práticas profissionais da Psicologia surgiu a Psicologia Hospitalar como campo de atuação na área da saúde esse campo busca considerar possíveis sofrimentos psicológicos em torno do adoecimento físico SIMONETTI 2015 No Brasil a Psicologia Hospitalar tem seu início em 1954 desenvolvendo o trabalho em uma Clínica Ortopédica e traumatológica e Instituto de reabilitação da USP por meio do trabalho de Mathilde Neder que gerou grande repercussão gerando consequências positivas no desenvolvimento da Psicologia Hospitalar no Brasil ANGERAMICAMON 2004 A partir dessa primeira experiência os psicólogos passam a ser inseridos dentro desse cenário compondo a equipe multiprofissional dos hospitais Nesse contexto o setting terapêutico passa a ser o hospital e o público são os pacientes familiares e a equipe de saúde do local Onde o objetivo do psicólogo hospitalar é utilizar a escuta como instrumento para acessar a subjetividade angústias e medos decorrentes do adoecimento buscando minimizar os impactos deletérios do diagnóstico no psicológico do indivíduo SIMONETTI 2015 No atendimento centrado a indivíduos com enfermidades crônicas o psicólogo tem a função de favorecer a adaptação aos limites e mudanças impostas pela patologia auxiliar no manejo da dor e do estresse associados à doenças e finitude auxiliar na qualidade de vida entre outros Ajeitar Após o impacto da internação o paciente entra na rotina da enfermaria seu sono é interligado às trocas de plantonistas e medicações sua intimidade é violada com a entrada e saída sem seu consentimento a alimentação é limitada a comida entregue pelo nosocômio recorrente troca do paciente do leito ao lado entre outras questões Campos 1995 p81 exemplifica que o paciente tem que ter a oportunidade de participar e perguntar Carvalho et al 2019 complementa que na oncologia por exemplo não é infrequente pacientes que não são informados sobre a gravidade de sua doença ou até mesmo sobre a proximidade de sua morte Isso por sua vez impossibilita que sua autonomia seja exercida de modo a priorizar suas escolhas naquilo que concerne ao seu tratamento ou a sua vida A equipe orientada pelo psicólogo deve saber conciliar as necessidades de cada paciente da instituição e as possibilidades da equipe multiprofissional Nesse viés de acordo com Júnior 2001 p 37 A intervenção em psicooncologia é baseada em modelos educacionais e não em modelos médicos ou clínicos que enfatizam estruturas patológicas e atendimentos terapêuticos individuais O profissional no contexto da psico oncologia deve priorizar a promoção de mudanças de comportamento relacionadas à saúde do indivíduo A experiência de tratamento deve se constituir em uma condição de aprendizagem sóciocomportamental e cognitiva para o paciente cabe ao psicólogo demonstrar que os repertórios de comportamentos adquiridos no contexto do tratamento podem ser úteis em diversas situações de risco mesmo aquelas distantes do contexto de doenças e tratamentos médicos a que o indivíduo for submetido Conforme Bergerot 2013 a Psicooncologia estruturase como área do saber que presta a assistência psicológica tanto ao paciente oncológico quanto aos seus familiares auxiliandoos nas mais diferentes fases de tratamento e evolução do câncer também se tornou mais direcionada às necessidades específicas do tratamento além de assumir um papel reconhecidamente maior nas etapas vivenciadas pelo indivíduo e seus familiares após o diagnóstico de câncer 22 O CÂNCER De acordo com a Revista da Associação Médica Brasileira 2004 o câncer representa a segunda maior causa de óbito na população adulta perdendo apenas para as doenças cardiorrespiratórias Dados fornecidos pela Organização Mundial de Saúde apontam que anualmente 15 milhões de pessoas são diagnosticadas com novos casos de câncer o que resultou em 96 milhões de mortes em 2018 OPAS Brasil 2018 Nesse ínterim fundamentado na Oppermann 2014 o câncer é o nome dado ao conjunto de patologias que tem como ponto em comum o crescimento desordenado de células em determinado órgão ou tecido onde o crescimento desordenado e expressivo dessas células podem ser agressivas formando uma massa celular chamada de tumor Segundo Oliveira e Paz 2015 esse grupo de patologias pode apresentarse de várias maneiras atingindo as mais diversas áreas do corpo tais como ossos músculos linfomas e melanoma Os tumores podem ser benignos quando apresenta células em consonância com as células normais com bordas bem definidas crescimento mais lento e mantém sua localização sem se espalhar ou malignos que por sua vez crescem descontroladamente e se proliferando tem capacidade de se infiltrar em outros órgãos ou tecidos esse processo de se dissipar pode ser pela corrente sanguínea ou pelo sistema linfático Fatores como danos à saúde física dor desconforto incertezas quanto ao futuro entre outros podem gerar sofrimentos em todas as dimensões do sujeito doente Somando à isso considerando que o significado de se estar com câncer é uma construção uma percepção subjetiva dentro das concepções do paciente é impreterível a composição de uma equipe de saúde composta por profissionais das mais diversas áreas do saber entre eles o psicólogo LOURENÇÃO et al 2010 Fundamentada nessas concepções a oncologia é a especialidade médica responsável por estudar e cuidar de neoplasias e tumores isto é em suma responsável por estudar e tratar o câncer analisando o desenvolvimento no organismo e determinando possíveis tratamentos para cada caso Atualmente quando se pensa em uma equipe oncológica ratificando as necessidades supra pontuadas é composta por uma equipe multiprofissional contando assim com a colaboração de outras especialidades dentro da área da saúde Dentro deste trabalho será dado ênfase no papel do psicólogo nesse contexto 23 PACIENTE EM ESTÁGIO TERMINAL Baseado em Gutierrez 2001 pacientes em estágio terminal são aqueles cujo estado de saúde está prejudicado ao ponto de não haver mais tratamentos que recuperem de forma efetiva o seu bemestar Seu estado de saúde é considerado irreversível pois geralmente é resultante de uma doença que não apresenta sinais de melhora e com a qual o tratamento tem se mostrado irreversível Nesse contexto resta ao paciente cuidados que visem melhorar a qualidade de vida enquanto a finitude se aproxima Anteriormente recebia cuidados curativos agora sua única opção é receber cuidados paliativos Após o boletim médico acerca de sua condição pode ser que haja planos para o que este paciente deseja realizar questões biopsicossociais relacionadas ao sofrimento e morte que devem ser analisadas para oferecer melhor qualidade de vida a este paciente e sua família Considerando que o último ato do ciclo da vida humana a morte mesmo sendo um fenômeno natural e a única certeza que está presente na vida humana ainda é um tema tabu já que a cultura ocidental predominante tende a negar a finitude do homem Logo ao se deparar com o diagnóstico terminal é desencadeado consequências emocionais e psicológicas ao paciente e por isso o tratamento paliativo deve ser estruturado como um cuidado centrado no paciente SANTOS 2018 Por questões como esta a assistência psicológica dentro do contexto hospitalar se faz imperativo tanto para o paciente quanto para seus familiares sendo o psicólogo o profissional responsável por dar suporte psicológico corroborando com a qualidade de vida diante desse quadro de finitude 24 OS CUIDADOS PALIATIVOS O vocábulo paliativo derivase do latim pallium palavra que quer dizer cobrir amparar abrigar que ou o que tem a qualidade de acalmar de abrandar temporariamente um mal dizse de medicamento ou tratamento anódino De acordo com o World Health Organization 2017 os cuidados paliativos referemse a uma abordagem que melhora a qualidade de vida dos pacientes adultos e crianças e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida Nesse contexto previne e promove alívio do sofrimento por meio da identificação precoce avaliação correta e tratamento da dor e de outros problemas sejam físicos psicossociais ou espirituais São uma parte crucial dos serviços de saúde integrados e centrados nas pessoas em todos os níveis de atendimento visam aliviar o sofrimento seja sua causa câncer falência de órgãos graves tuberculose resistente a medicamentos doença crônica terminal parto extremo prematuridade ou fragilidade extrema da velhice tradução nossa Segundo o Manual de Cuidados Paliativos PEGAR A CITAÇÃO CORRETA embora os médicos de cuidados paliativos tradicionalmente forneçam cuidados paliativos e de fim de vida para pacientes durante os últimos meses de vida o papel em expansão e os conceitos centrais da medicina paliativa são vitais desde o momento do diagnóstico mesmo quando a curativa é possível e devem ser integrados ao longo da trajetória de uma condição médica grave como o câncer Partindo disto junto a oncologia os cuidados paliativos são um complemento poderoso que agregam valor distinto ao bemestar físico mental e psicossocial dos pacientes que vivem com câncer Sendo a sua prática clínica assentada na filosofia de melhorar a qualidade de vida de doentes e seus familiares que convivem com doenças graves seu papel em expansão e integração com o cuidado oncológico pode ajudar a aliviar a carga de sintomas físicos melhorar a compreensão da doença e do prognóstico melhorar a qualidade de vida e a sobrevida geral dos pacientes 25 A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DOS PSICÓLOGOS EM RELAÇÃO AOS CUIDADOS PALIATIVOS Em 2002 a OMS Organização Mundial da Saúde se pronunciou que os cuidados paliativos consistem em uma abordagem com vistas a melhorar a qualidade de vida de pacientes em fase terminal e seus familiares por meio de um modelo biopsicossocial ofertando uma avaliação conjunta a um tratamento da dor física e outros sintomas Neste sentido o psicólogo tem como campo de atuação as palavras a escuta captando signos com valor de palavras e a observação Em relação a intervenção com família é necessário instruir a família a ser moderado diante da expressão de seus conteúdos aumentando a expressão de sentimentos e ações que vise estimular a empatia e o bem estar do familiar adoecido Pontuase ainda a dificuldade encontrada pelos profissionais em medicina de informar o diagnóstico ou tratamento ao paciente e família para além dos termos técnicos podendo assim gerar uma má compreensão acerca do quadro Essa má compreensão pode comprometer a capacidade dos pacientes de tomar decisões acerca dos objetivos sobre o tratamento e em última instância pode atrasar o planejamento e os cuidados no final da vida O cenário de morte não é fácil para nenhum dos envolvidos mas o papel clínico dos profissionais envolvidos pode oferecer melhor compreensão e humanidade além do mero cumprimento de assistência médica De acordo com com KüblerRoss 1996 o esclarecimento do diagnóstico da doença terminal o paciente se sente mais seguro e pode passar de forma consciente todas as etapas da tomada de consciência referente ao diagnóstico Acrescentar mais material aqui 3 METODOLOGIA O QUE FAZER NESTE TÓPICO Aqui é basicamente a descrição do caminho detalhado que vocês utilizaram para explicar como fizeram a pesquisa e quais métodos utilizaram para chegarem ao resultado A pesquisa é qualitativa Descritiva exploratória Método indutivo o trabalho de vcs observa e analisa um caso específico para a partir disso tirar uma conclusão Ou não Só descrever Revisão bibliográfica Os dados foram coletados nas bases x e Y no período de jhioherhu com artigos de 10 5 anos O tipo de pesquisa utilizada no presente artigo foi descritivo e exploratório em relação aos objetivos visto que segundo Gil 1996 proporciona uma proximidade com a questão Os procedimentos de coleta dos dados supracitados foi através de pesquisa bibliográfica e documental com abordagem qualitativa com o intuito de relacionar os dados para a interpretação 31 ENQUADRAMENTO DA PESQUISA O método utilizado para a elaboração do respectivo trabalho possui um recorte qualitativo isto é possui o intuito de realizar uma análise hermenêutica dos dados coletados APPOLINÁRIO 2004 p 151 apud CARVALHO et al 2019 Foi utilizada a metodologia da Revisão bibliográfica sistemática que segundo Conforto Amaral e Silva 2011 é o processo de coletar conhecer compreender analisar sintetizar e avaliar um conjunto de artigos científicos com o propósito de criar um embasamento teóricocientífico sobre um determinado tópico ou assunto pesquisado 32 O CORPUS A coleta de dados foi realizada em pares nas bases de dados Scielo Pepsic Lilacs e Periódicos da Capes utilizando como critérios de inclusão trabalhos publicados na língua portuguesa entre os anos de 2015 a 2021 Os descritores utilizados foram definidos através de busca na plataforma DeCs Descritores em Ciência da Saúde sendo eles maternidade e deficiência visual mães com deficiência visual saúde mental materna e saúde mental materna e deficiência visual esse levantamento de descritores foi realizado entre fevereiro e março de 2022 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO O QUE FAZER NESTE TÓPICO Aqui vcs irão colocar o que encontraram com o material utilizado na pesquisa e ainda irão fazer um enlace com a teoria no caso vcs estão utilizando a kubler ross né Foram encontrados 100 artigos e destes 100 foram selecionados 30 de acordo com as palavras descritores Procurem artigos nessa nuance de pesquisa bibliográfica para verem modelos de escrita Revista de publicação Título Autor Ano de publicação 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS POSSÍVEIS RESPOSTAS PARA A NOSSA CONSIDERAÇÃO FAVOR IGNORAR rsrs Quais são os benefícios do acompanhamento psicológico para pacientes oncológicos em cuidados paliativos na fase terminal Acreditase que o acompanhamento psicológico juntamente com os cuidados paliativos oferecem muitos benefícios aos pacientes oncológicos que se encontram em fase terminal Verificar quais são os benefícios do acompanhamento psicológico junto aos cuidados paliativos para pacientes oncológicos em fase terminal Caracterizar o acompanhamento psicológico realizado com pacientes oncológicos em estado terminal Investigar se o acompanhamento psicológico colabora com as estratégias de enfrentamento do paciente em cuidados paliativos Analisar se o acompanhamento psicológico junto aos pacientes paliativados auxilia na visão sobre a sua terminalidade 六年 高考 Listening comprehension section with audio script and answers REFERÊNCIAS CALAMARI Frank Os Tratamentos Paliativos Ao Serviço Da Vida Servir Lisboa ISSN p 08712370 1996 CARVALHO Ricardo T de PARSONS Henrique A Manual de cuidados paliativos ANCP In Manual de cuidados paliativos ANCP 2012 p 590590 CAMPOS Terezinha C P Psicologia Hospitalar a atuação do psicólogo em hospitais São Paulo EPU 1995 EPSTEIN Andrew S et al Discussions of life expectancy and changes in illness understanding in patients with advanced cancer Journal of Clinical Oncology v 34 n 20 p 2398 2016 IAHPC Definição de cuidados paliativos baseada em Consenso Global 2018 Houston TX A Associação Internacional de Hospice e Cuidados Paliativos Disponivel em httpshospicecarecomwhatwedoprojectsconsensusbaseddefinitionofpalliativecare definition KLUBERROSS Elisabeth Sobre a morte e o morrer O que os doentes tem a ensinar a médicos enfermeiros 1996 KUBLER Ross Elisabeth O Túnel e a Luz Verus Editora Campinas SP 2003MACK Jennifer W et al Patient beliefs that chemotherapy may be curative and care received at the end of life among patients with metastatic lung and colorectal cancer Cancer v 121 n 11 p 18911897 2015 MALIN Jennifer L et al Understanding cancer patients experience and outcomes development and pilot study of the Cancer Care Outcomes Research and Surveillance patient survey Supportive Care in Cancer v 14 n 8 p 837848 2006 MENEZES Rachel A Em busca da boa morte antropologia dos cuidados paliativos SciELOEditora FIOCRUZ 2004 MOREIRA Isabel M P B O doente terminal em contexto familiar uma análise da experiência de cuidar vivenciada pela família 2001 NOVEL Gloria et al Enfermería psicosocial y salud mental Serie manuales de enfermería Editorial marzo Barcelona España v 62 2000 OLIVEIRA Abílio et al O desafio da morte 2008 OLIVEIRA Tereza M de O Psicanalista diante da Morte São Paulo Mackenzie 2001 OLIVEIRA Ivone A de PAZ Carlos E D O da Atuação do psicólogo junto ao paciente oncológico infantil e seus familiares Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente 61 172192 janjun 2015 RAMOS V A O PAPEL DO PSICÓLOGO NA DOENÇA ONCOLÓGICA E SUAS FASES Psicologia ptO Portal dos psicólogos 2016 TRUCHARTE Fernanda A R et al Psicologia hospitalar teoria e prática In Psicologia hospitalar teoria e prática 1997 p 114114 WORLD HEALTH ORGANIZATION National cancer control programmes policies and managerial guidelines World Health Organization 2002 Disponível em httpsappswhointirisbitstreamhandle10665424949241545577pdf sequence1isAllowedy Acesso em 22 de nov de 2022 ZHAI Y Du X Perda e luto em meio à COVID19 um caminho para adaptação e resiliência Brain Behav Immun Julho de 2020 ZIMMERMANN Camilla et al Early palliative care for patients with advanced cancer a clusterrandomised controlled trial The Lancet v 383 n 9930 p 17211730 2014 OS BENEFÍCIOS DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS PALIATIVOS EM FASE TERMINAL 2023 OS BENEFÍCIOS DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS PALIATIVOS EM FASE TERMINAL 无题 A poem in Chinese OS BENEFÍCIOS DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS PALIATIVOS EM FASE TERMINAL RESUMO Considerase um paciente terminal aquele que sofre de uma doença que não apresenta sinais de melhora e não há cura possível para sua condição Seu estado de saúde é considerado irreversível pois a probabilidade de morte é iminente e o tratamento tem se mostrado ineficaz A identificação do paciente terminal na prática é complexa e não envolve unicamente um raciocínio lógico Desse modo anteriormente recebia cuidados curativos agora sua única opção é receber cuidados paliativos Após o boletim médico acerca de sua condição pode ser que haja planos para o que este paciente deseja realizar questões biopsicossociais relacionadas ao sofrimento e morte que devem ser analisadas para oferecer melhor qualidade de vida a este paciente Diante disto esperase com esse estudo verificar quais os benefícios que o acompanhamento psicológico pode trazer para pacientes oncológicos paliativos que se encontram em fase terminal Por se tratar de uma pesquisa bibliográfica não haverá nenhum tipo de risco entretanto esperase que esta pesquisa traga vantagens imediatas a profissionais e alunos da área saúde que visem estudar mais a fundo esse tema Palavraschave Cuidados Paliativos Sofrimento Biopsicossocial Acompanhamento Psicológico THE BENEFITS OF PSYCHOLOGICAL MONITORING FOR PALLIATIVE PATIENTS IN THE TERMINAL STAGE ABSTRACT A terminal patient is one who suffers from a disease that shows no signs of improvement and there is no possible cure for their condition Their state of health is considered irreversible as the likelihood of death is imminent and treatment has been shown to be ineffective The identification of the terminal patient in practice is complex and does not involve only logical reasoning Previously she received curative care now her only option is to receive palliative care After the medical report about his condition there may be plans for what this patient wants to accomplish biopsychosocial issues related to suffering and death that should be analyzed to offer better quality of life to this patient Given this it is expected with this study to verify the benefits that psychological monitoring can bring to palliative cancer patients who are in the terminal phase Because it is a bibliographic research there will not be any kind of risk However it is expected that this research will bring immediate advantages to professionals and students in the health area who aim to study this theme in more depth Keywords Palliative care Biopsychosocial Suffering Psychological Monitoring 1 INTRODUÇÃO Apesar dos avanços na medicina e do aumento da divulgação de informações sobre o tratamento do câncer pela mídia o câncer ainda é muitas vezes equiparado a uma sentença de morte e frequentemente associado à dor sofrimento e degeneração Maria Julia Kovács 1992 aborda a morte enquanto uma experiência envolta em sentimentos de medo e ansiedade porém por ocorrer de forma muito ampla e universal os conhecimentos construídos costumam ser abordados de modo generalizado Frente a isso muitos pacientes relatam não sentir medo da morte já que ela acontece para todos mas temem a forma com que ela pode acontecer e as suas consequências Sabese que o diagnóstico de câncer e todo o curso da doença é um momento de extrema angústia e ansiedade para o paciente e sua família Além da marca dolorosa e fatal da doença os pacientes muitas vezes experimentam perdas e sintomas adversos durante o tratamento que muitas vezes é longo resultando em funcionalidade corporal e habilidades ocupacionais prejudicadas e ainda incertezas acerca do futuro Existem muitas fantasias e preocupações sobre morte mutilação e dor Elisabeth KüblerRoss em seu livro intitulado Sobre a Morte e o Morrer discute o modo como o inconsciente do ser humano não é capaz de conceber de forma genuína um real fim para a vida e em suas tentativas de contemplar tal experiência geralmente atribui o acontecimento à uma intervenção maligna que foge ao seu controle KUBLERROSS1969 p 14 Nesse contexto quando não há mais uma terapêutica curativa para amenizar seu sofrimento o paciente pode receber os cuidados paliativos e como parte da equipe multiprofissional o psicólogo hospitalar busca desmistificar o pensamento de intervenção maligna sobre a morte e através do acompanhamento psicológico cuidar dos diversos fatores psicológicos deste paciente A qualidade de vida dos pacientes oncológicos terminais ou não é definida através de um conceito multidimensional mediante à uma avaliação subjetiva do estado de saúde e bem estar em diversas áreas da vida além de componentes físicos e psicológicos MENDONÇA 2019 Ao observar a inabilidade social de lidar com o tema morte bem como a exploração limitada do acompanhamento psicológico em cuidados paliativos notou se a viabilidade de elaborar um projeto de pesquisa com ênfase na disseminação do conhecimento sobre os benefícios do acompanhamento psicológico nos cuidados paliativos para pacientes oncológicos neste especificamente em fase terminal Visto que aliviar o sofrimento humano é uma preocupação primordial dos profissionais de psicologia justificase o presente estudo pois se torna cada vez mais necessário disseminar informações acerca dos benefícios que a área da Psicologia pode trazer para os pacientes que se encontram em cuidados paliativos e seus familiares Seguindo esta concepção o estudo proposto visa também de forma científica ser um instrumento de aporte teórico para profissionais e acadêmicos que busquem explorar acerca dos benefícios ofertados pelo acompanhamento psicológico em conjunto aos cuidados paliativos para pacientes oncológicos em fase terminal 2 REFERENCIAL TEÓRICO 21 PSICOLOGIA HOSPITALAR COM FOCO NA PSICOONCOLOGIA Dentro do leque diversificado de práticas profissionais da Psicologia surgiu a Psicologia Hospitalar como campo de atuação na área da saúde esse campo busca considerar possíveis sofrimentos psicológicos em torno do adoecimento físico SIMONETTI 2015 No Brasil a Psicologia Hospitalar tem seu início em 1954 desenvolvendo o trabalho em uma Clínica Ortopédica e traumatológica e Instituto de reabilitação da USP por meio do trabalho de Mathilde Neder que gerou grande repercussão gerando consequências positivas no desenvolvimento da Psicologia Hospitalar no Brasil ANGERAMICAMON 2004 A partir dessa primeira experiência os psicólogos passam a ser inseridos dentro desse cenário compondo a equipe multiprofissional dos hospitais Nesse contexto o setting terapêutico passa a ser o hospital e o público são os pacientes familiares e a equipe de saúde do local Onde o objetivo do psicólogo hospitalar é utilizar a escuta como instrumento para acessar a subjetividade angústias e medos decorrentes do adoecimento buscando minimizar os impactos deletérios do diagnóstico no psicológico do indivíduo SIMONETTI 2015 No atendimento centrado a indivíduos com enfermidades crônicas o psicólogo tem a função de favorecer a adaptação aos limites e mudanças impostas pela patologia auxiliar no manejo da dor e do estresse associados à doenças e finitude auxiliar na qualidade de vida entre outros Ademais o suporte à referida adaptação dáse também na vivência cotidiana do paciente o qual após o impacto da internação entra na rotina da enfermaria onde seu sono é interligado às trocas de plantonistas e medicações sua intimidade é violada com a entrada e saída de pessoas sem seu consentimento a alimentação é limitada a comida entregue pelo nosocômio a troca de pacientes dos leitos em seu entorno é constante entre outras questões Frente a este contexto de mudanças e adaptações Campos 1995 p 81 defende que em tal processo o paciente deve ter a oportunidade de fazerse participativo e ter a liberdade de questionar o que lhe é pertinente para compreender sua real situação Já Carvalho et al 2019 problematiza o modo como na oncologia por exemplo não é infrequente pacientes que não são informados sobre a gravidade de sua doença ou até mesmo sobre a proximidade de sua morte Isso por sua vez impossibilita que sua autonomia seja exercida de modo a priorizar suas escolhas naquilo que concerne ao seu tratamento ou a sua vida Assim a equipe orientada pelo psicólogo deve buscar subverter tal condicionamento sabendo conciliar as necessidades de cada paciente da instituição e as possibilidades da equipe multiprofissional Nesse viés de acordo com Júnior 2001 p 37 A intervenção em psicooncologia é baseada em modelos educacionais e não em modelos médicos ou clínicos que enfatizam estruturas patológicas e atendimentos terapêuticos individuais O profissional no contexto da psico oncologia deve priorizar a promoção de mudanças de comportamento relacionadas à saúde do indivíduo A experiência de tratamento deve se constituir em uma condição de aprendizagem sóciocomportamental e cognitiva para o paciente cabe ao psicólogo demonstrar que os repertórios de comportamentos adquiridos no contexto do tratamento podem ser úteis em diversas situações de risco mesmo aquelas distantes do contexto de doenças e tratamentos médicos a que o indivíduo for submetido Logo compreendese que este processo interventivo por parte dos profissionais da psicologia deve ir além do condicionamento do paciente à sua doença e à rotina hospitalar que por muitas vezes ocorre e pode agravar a condição de adoecimento psicológico do paciente e levar em conta as possibilidades de aprendizado frente ao contexto em que se inserem Conforme Bergerot 2013 a Psicooncologia estruturase como área do saber que presta a assistência psicológica tanto ao paciente oncológico quanto aos seus familiares auxiliandoos nas mais diferentes fases de tratamento e evolução do câncer também se tornou mais direcionada às necessidades específicas do tratamento além de assumir um papel reconhecidamente maior nas etapas vivenciadas pelo indivíduo e seus familiares após o diagnóstico de câncer 22 O CÂNCER De acordo com a Revista da Associação Médica Brasileira 2004 o câncer representa a segunda maior causa de óbito na população adulta perdendo apenas para as doenças cardiorrespiratórias Dados fornecidos pela Organização Mundial de Saúde apontam que anualmente 15 milhões de pessoas são diagnosticadas com novos casos de câncer o que resultou em 96 milhões de mortes em 2018 OPAS Brasil 2018 Nesse ínterim fundamentado na Oppermann 2014 o câncer é o nome dado ao conjunto de patologias que tem como ponto em comum o crescimento desordenado de células em determinado órgão ou tecido onde o crescimento desordenado e expressivo dessas células podem ser agressivas formando uma massa celular chamada de tumor Segundo Oliveira e Paz 2015 esse grupo de patologias pode apresentarse de várias maneiras atingindo as mais diversas áreas do corpo tais como ossos músculos linfomas e melanoma Os tumores podem ser benignos quando apresentam células em consonância com as células normais com bordas bem definidas crescimento mais lento e mantém sua localização sem se espalhar ou malignos que por sua vez crescem descontroladamente e se proliferando tem capacidade de se infiltrar em outros órgãos ou tecidos esse processo de se dissipar pode ser pela corrente sanguínea ou pelo sistema linfático Fatores como danos à saúde física dor desconforto incertezas quanto ao futuro entre outros podem gerar sofrimentos em todas as dimensões do sujeito doente Somando à isso considerando que o significado de se estar com câncer é uma construção uma percepção subjetiva dentro das concepções do paciente é impreterível a composição de uma equipe de saúde composta por profissionais das mais diversas áreas do saber entre eles o psicólogo LOURENÇÃO et al 2010 Fundamentada nessas concepções a oncologia é a especialidade médica responsável por estudar e cuidar de neoplasias e tumores isto é em suma responsável por estudar e tratar o câncer analisando o desenvolvimento no organismo e determinando possíveis tratamentos para cada caso Atualmente quando se pensa em uma equipe oncológica ratificando as necessidades supra pontuadas é composta por uma equipe multiprofissional contando assim com a colaboração de outras especialidades dentro da área da saúde Dentro deste trabalho será dado ênfase no papel do psicólogo nesse contexto 23 PACIENTE EM ESTÁGIO TERMINAL Baseado em Gutierrez 2001 pacientes em estágio terminal são aqueles cujo estado de saúde está prejudicado ao ponto de não haver mais tratamentos que recuperem de forma efetiva o seu bemestar Seu estado de saúde é considerado irreversível pois geralmente é resultante de uma doença que não apresenta sinais de melhora e com a qual o tratamento tem se mostrado irreversível Nesse contexto resta ao paciente cuidados que visem melhorar a qualidade de vida enquanto a finitude se aproxima Anteriormente recebia cuidados curativos agora sua única opção é receber cuidados paliativos Após o boletim médico acerca de sua condição pode ser que haja planos para o que este paciente deseja realizar questões biopsicossociais relacionadas ao sofrimento e morte que devem ser analisadas para oferecer melhor qualidade de vida a este paciente e sua família Considerando que o último ato do ciclo da vida humana a morte mesmo sendo um fenômeno natural e a única certeza que está presente na vida humana ainda é um tema tabu já que a cultura ocidental predominante tende a negar a finitude do homem Logo ao se deparar com o diagnóstico terminal é desencadeado consequências emocionais e psicológicas ao paciente e por isso o tratamento paliativo deve ser estruturado como um cuidado centrado no paciente SANTOS 2018 Por questões como esta a assistência psicológica dentro do contexto hospitalar se faz imperativo tanto para o paciente quanto para seus familiares sendo o psicólogo o profissional responsável por dar suporte psicológico corroborando com a qualidade de vida diante desse quadro de finitude 24 OS CUIDADOS PALIATIVOS O vocábulo paliativo é derivado do latim pallium palavra que quer dizer cobrir amparar abrigar que ou o que tem a qualidade de acalmar de abrandar temporariamente um mal dizse de medicamento ou tratamento anódino De acordo com o World Health Organization 2017 os cuidados paliativos referemse a uma abordagem que melhora a qualidade de vida dos pacientes adultos e crianças e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida Nesse contexto previne e promove alívio do sofrimento por meio da identificação precoce avaliação correta e tratamento da dor e de outros problemas sejam físicos psicossociais ou espirituais São uma parte crucial dos serviços de saúde integrados e centrados nas pessoas em todos os níveis de atendimento visam aliviar o sofrimento seja sua causa câncer falência de órgãos graves tuberculose resistente a medicamentos doença crônica terminal parto extremo prematuridade ou fragilidade extrema da velhice tradução própria Segundo o Manual de Cuidados Paliativos PEGAR A CITAÇÃO CORRETA embora os médicos de cuidados paliativos tradicionalmente forneçam cuidados paliativos e de fim de vida para pacientes durante os últimos meses de vida o papel em expansão e os conceitos centrais da medicina paliativa são vitais desde o momento do diagnóstico mesmo quando a curativa é possível e devem ser integrados ao longo da trajetória de uma condição médica grave como o câncer Partindo disto junto a oncologia os cuidados paliativos são um complemento poderoso que agregam valor distinto ao bemestar físico mental e psicossocial dos pacientes que vivem com câncer Sendo a sua prática clínica assentada na filosofia de melhorar a qualidade de vida de doentes e seus familiares que convivem com doenças graves seu papel em expansão e integração com o cuidado oncológico pode ajudar a aliviar a carga de sintomas físicos melhorar a compreensão da doença e do prognóstico melhorar a qualidade de vida e a sobrevida geral dos pacientes 25 A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DOS PSICÓLOGOS EM RELAÇÃO AOS CUIDADOS PALIATIVOS Em 2002 a OMS Organização Mundial da Saúde se pronunciou que os cuidados paliativos consistem em uma abordagem com vistas a melhorar a qualidade de vida de pacientes em fase terminal e seus familiares por meio de um modelo biopsicossocial ofertando uma avaliação conjunta a um tratamento da dor física e outros sintomas Neste sentido o psicólogo tem como campo de atuação as palavras a escuta captando signos com valor de palavras e a observação Em relação a intervenção com família é necessário instruir a família a ser moderado diante da expressão de seus conteúdos aumentando a expressão de sentimentos e ações que vise estimular a empatia e o bem estar do familiar adoecido Pontuase ainda a dificuldade encontrada pelos profissionais em medicina de informar o diagnóstico ou tratamento ao paciente e família para além dos termos técnicos podendo assim gerar uma má compreensão acerca do quadro Essa má compreensão pode comprometer a capacidade dos pacientes de tomar decisões acerca dos objetivos sobre o tratamento e em última instância pode atrasar o planejamento e os cuidados no final da vida O cenário de morte não é fácil para nenhum dos envolvidos mas o papel clínico dos profissionais envolvidos pode oferecer melhor compreensão e humanidade além do mero cumprimento de assistência médica De acordo com com KüblerRoss 1996 o esclarecimento do diagnóstico da doença terminal o paciente se sente mais seguro e pode passar de forma consciente todas as etapas da tomada de consciência referente ao diagnóstico 3 METODOLOGIA O presente artigo utiliza como metodologia uma pesquisa qualitativa a partir de uma revisão bibliográfica Enquanto pesquisa qualitativa esta pode ser entendida como uma resposta à questões específicas buscando significados e subjetividades Ou seja preocupase com uma realidade que não pode ser quantificada trabalhando com um núcleo mais profundo das relações como valores crenças e ações Minayo 2002 Ademais a pesquisa qualitativa é entendida como um conjunto de práticas e conceitos que se aplicam a uma grande variedade de metodologias de investigação que têm em comum a preocupação com o significado que as pessoas atribuem aos seus comportamentos e experiências Minayo 2007 Além disso destacase a pesquisa qualitativa enquanto particularmente importante para o campo da saúde pois permite uma compreensão mais ampla e profunda dos aspectos sociais culturais e emocionais que afetam os processos de saúde e doença A autora supracitada ainda argumenta que a pesquisa qualitativa é capaz de descobrir os processos invisíveis que regulam a vida e a saúde tais como as práticas culturais as relações de poder e as experiências emocionais dos indivíduos Minayo 2007 Dessa forma ainda com referência à Minayo 2007 a pesquisa qualitativa é uma abordagem fundamental para a compreensão dos fenômenos sociais e de saúde permitindo que o pesquisador explore a subjetividade a complexidade e a diversidade das experiências humanas O objetivo principal desse processo é coletar analisar e sintetizar a informação disponível sobre um tema específico com o objetivo de produzir conhecimento relevante O processo de revisão bibliográfica perpassa algumas etapas básicas como Definição do tema é escolhido um tema de acordo com sua relevância de contribuição científica Busca de informações após definir o tema e o escopo da revisão é importante buscar informações relevantes em fontes confiáveis como artigos científicos livros relatórios técnicos e outros documentos Seleção e avaliação das fontes depois de coletar as informações selecionase fontes mais relevantes e avaliase a qualidade e a confiabilidade das informações contidas em cada uma delas Análise e síntese das informações com as fontes selecionadas e avaliadas analisase o conteúdo de cada uma delas e sintetizase as informações em um formato adequado para o trabalho Redação e citação finalmente é redigida a revisão bibliográfica de forma clara objetiva e coerente utilizando as normas de citação e referência adequadas para evitar plágio e dar crédito aos autores das fontes utilizadas MENDONÇA 2018 Assim frente ao objetivo do presente estudo com escopo em elucidar os benefícios do acompanhamento psicológico para pacientes oncológicos em fase terminal a revisão bibliográfica deuse a partir da revisão de publicações de 3 revistas na área da psicologia as quais de acordo com a avaliação realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CAPES e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CNPq possuem qualis A1 logo justificase sua relevância para os estudos na área da psicologia Como período de busca para a pesquisa foi definido o período de 2018 à 2023 totalizando os últimos 5 anos Já como palavraschave para a pesquisa foram elencadas fase terminal oncologia paciente oncológico câncer paliativo 31 ENQUADRAMENTO DA PESQUISA O método utilizado para a elaboração do respectivo trabalho possui um recorte qualitativo isto é possui o intuito de realizar uma análise hermenêutica dos dados coletados APPOLINÁRIO 2004 p 151 apud CARVALHO et al 2019 Foi utilizada a metodologia da Revisão bibliográfica buscando a construção de um estudo exploratóriodescritivo De acordo com Gil 1999 p 43 as pesquisas exploratórias têm como objetivo trazer à tona uma visão geral de um determinado fenômeno a ser estudado Seu principal objetivo é desenvolver e explanar ideias e conceitos com vistas a gerar contribuições à curto e longo prazo para estudos do assunto em questão sendo tal método empregado em pesquisas qualitativas Na pesquisa de caráter qualitativo os estudos que empregam uma metodologia qualitativa podem descrever a complexidade de determinado problema analisar a interação de certas variáveis compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais contribuir no processo de mudança de determinado grupo e possibilitar em maior nível de profundidade o entendimento das particularidades do comportamento dos indivíduos RICHARDSON 1999 p80 Assim o referido tema aqui abordado é explorado a partir da revisão de estudos elaborados anteriormente buscando formular de modo descritivo possíveis contribuições para o referido assunto na área da psicologia 32 O CORPUS A pesquisa qualitativa de revisão bibliográfica foi elaborada entre os meses de maio e junho de 2023 com base nos dados da plataforma CAPES CNPQ nas três revistas elencadas Paidéia Psicologia Reflexão e crítica Psicologia Teoria e Pesquisa A busca nos periódicos ocorreu seguindo como critérios de inclusão para seleção publicações em língua portuguesa publicados entre os anos de 2018 à 2023 de acesso livre e gratuito e que trouxesse em seus estudos a temática referente aos benefícios do acompanhamento psicológico para pacientes oncológicos em fase terminal Como critérios de exclusão foram desconsideradas publicações anteriores a 2018 produções não relacionadas à temática artigos repetidos ou apenas com resumo dissertações e teses 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO As buscas resultaram em 06 artigos Primeiramente foram pesquisados artigos dos anos de 2018 a 2023 onde notouse um número de produções baixo ou até mesmo nulo de publicações As revisões integrativas e estudos apresentados nas três revistas destacaram o papel influente dos profissionais da psicologia atuando com pacientes diagnosticados com câncer Contudo no que se refere aos cuidados paliativos de pacientes em fase terminal da doença não foram encontrados estudos voltados para tal particularidade Ademais no decorrer da pesquisa notouse que no período de 2000 à 2015 há mais produções voltadas para a temática enquanto no período mais recente cujo presente estudo possui enfoque não há a mesma constância de pesquisas e estudos científicos na área o que tornase preocupante Desse modo a partir das delimitações elencadas para a busca de produções aqui referidas chegouse ao seguinte apanhado de produções sobre a temática nos últimos 5 anos Revista de publicação Título Autor Ano de publicação Paidéia Ajustamento psicológico de pais de crianças com diferentes prognósticos de câncer Amanda Muglia Wechsler Carmen BragadoÁlvarez María José Hernández Lloreda Luiz Fernando Lopes Elisa Maria Perina 2021 Psicologia Reflexão e crítica sem publicações Psicologia Teoria e Pesquisa Idosos em Tratamento Quimioterápico Relação entre Nível de Estresse Sintomas Depressivos e Esperança Natália Michelato Silva Manoel Antônio dos Santos Rafaela Azevedo Abrantes de Oliveira Luana Baldin Storti Isabela Maria Oliveira Souza Paulo Fernandes Formighieri Sueli Marques 2020 Psicologia Teoria e Pesquisa Enfrentamento do Câncer Infantil e Intervenções Psicológicas Uma Revisão da Literatura Joana Lezan Sant anna Deise Maria Fernandes Mendes 2019 Psicologia Teoria e Pesquisa Fatores Preditores de Sintomas Emocionais e Físicos Reportados por Pacientes Oncológicos Carolina Gaue Zayat Isadora Miranda Azevedo Edvane Birelo Lopes De Domenico Cristiane Decat Bergerot 2021 Psicologia Teoria e Pesquisa Intervenções Grupais para Mulheres com Câncer de Mama Desafios e Possibilidades Manoel Antônio dos Santos Carolina de Souza 2019 Psicologia Teoria e Pesquisa Avaliação de Prejuízo Cognitivo em Sobreviventes de Câncer de Mama Estudo Transversal Renata Nunes Pedras Maria Fernanda Marcusso Manhães Aline Millani Carneiro 2022 Getúlio Yuzo Okuma Simone Elias Edvane Birelo Lopes De Domenico Cristiane Decat Bergerot Desse modo notouse que os estudos acerca dos benefícios do acompanhamento psicológico para pacientes oncológicos paliativos em fase terminal têm sido quase nula em periódicos da área da psicologia Assim pensando a relevância de cada revista bem como os artigos de destaque em cada uma sobre a temática supracitada é possível observar algumas diferenciações nas produções porém nenhuma das produções elencadas trata da temática aqui referida de forma singular abordando apenas assuntos relativos ao tratamento com pacientes diagnosticados com câncer em diferentes contextos porém sem adentrar a questão da fase terminal e as contribuições da psicologia 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A fase terminal do câncer é um momento crítico para a saúde mental tanto dos pacientes diagnosticados com a doença quanto para aqueles que fazem parte de sua rede de apoio Nesse estágio os cuidados paliativos desempenham um papel fundamental na promoção da qualidade de vida dos pacientes pois dada a criticidade do momento tornase necessário que se considere as preferências do paciente para buscar a redução de seu possível sofrimento e adoecimento no que se refere ao eixo da saúde mental para que assim haja autonomia do paciente para que este passe pelo processo de forma consciente e participativa tomando suas decisões acerca do modo como irá enfrentar o momento Além disso o acompanhamento psicológico oferecido nesse contexto pode fornecer um suporte capaz de beneficiar o processo de autocuidado emocional e compreensão das possibilidades de aprendizado cognitivocomportamental que podem vir a ocorrer neste contexto fornecendo assim estratégias para enfrentar os desafios cotidianos de todos aqueles que precisam lidar com a doença e as adaptações que ocorrem a partir da notificação do adoecimento em fase terminal Ademais a partir do presente trabalho desvelase uma lacuna existente na produção de estudos acerca dos cuidados paliativos no que tange ao acompanhamento psicológico de pacientes com câncer o que tornase preocupante ao compreender a relevância da atuação da psicologia no âmbito hospitalar ora tal acompanhamento possibilita a redução de sofrimentos e angústias trazidas pelas drásticas mudanças estressoras na rotina destes indivíduos Portanto o presente estudo almeja também viabilizar o fomento do debate acerca dos benefícios do acompanhamento psicológico para pacientes oncológicos paliativos em fase terminal elucidando o modo como tal acompanhamento possibilita maior compreensão acerca dos processos de saúde e doença envoltos em tal momento crítico para a saúde mental e a busca por melhorias da qualidade de vida dos pacientes oncológicos em fase terminal REFERÊNCIAS CALAMARI Frank Os Tratamentos Paliativos Ao Serviço Da Vida Servir Lisboa ISSN p 08712370 1996 CARVALHO Ricardo T de PARSONS Henrique A Manual de cuidados paliativos ANCP In Manual de cuidados paliativos ANCP 2012 p 590590 CAMPOS Terezinha C P Psicologia Hospitalar a atuação do psicólogo em hospitais São Paulo EPU 1995 EPSTEIN Andrew S et al Discussions of life expectancy and changes in illness understanding in patients with advanced cancer Journal of Clinical Oncology v 34 n 20 p 2398 2016 GIL A C Métodos e técnicas de pesquisa social 5 ed São Paulo Editora Atlas 1999 IAHPC Definição de cuidados paliativos baseada em Consenso Global 2018 Houston TX A Associação Internacional de Hospice e Cuidados Paliativos Disponivel em httpshospicecarecomwhatwedoprojectsconsensusbaseddefinitionofpalliativecare definition KLUBERROSS Elisabeth Sobre a morte e o morrer O que os doentes tem a ensinar a médicos enfermeiros 1996 KOVÁCS Maria Júlia Morte e desenvolvimento humano Casa do psicólogo 1992 KUBLER Ross Elisabeth O Túnel e a Luz Verus Editora Campinas SP 2003MACK Jennifer W et al Patient beliefs that chemotherapy may be curative and care received at the end of life among patients with metastatic lung and colorectal cancer Cancer v 121 n 11 p 18911897 2015 MALIN Jennifer L et al Understanding cancer patients experience and outcomes development and pilot study of the Cancer Care Outcomes Research and Surveillance patient survey Supportive Care in Cancer v 14 n 8 p 837848 2006 MENDONÇA Daisy Maria Coelho de et al Qualidade de vida de pacientes oncológicos em cuidados paliativos no Hospital Universitário de Brasília 2019 Tese de Doutorado MENDONÇA F A S Cruz E F 2018 Revisão bibliográfica um guia prático Curitiba Appris MINAYO M C S O desafio do conhecimento pesquisa qualitativa em saúde Hucitec 2007 MENEZES Rachel A Em busca da boa morte antropologia dos cuidados paliativos SciELOEditora FIOCRUZ 2004 MOREIRA Isabel M P B O doente terminal em contexto familiar uma análise da experiência de cuidar vivenciada pela família 2001 NOVEL Gloria et al Enfermería psicosocial y salud mental Serie manuales de enfermería Editorial marzo Barcelona España v 62 2000 OLIVEIRA Abílio et al O desafio da morte 2008 OLIVEIRA Tereza M de O Psicanalista diante da Morte São Paulo Mackenzie 2001 OLIVEIRA Ivone A de PAZ Carlos E D O da Atuação do psicólogo junto ao paciente oncológico infantil e seus familiares Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente 61 172192 janjun 2015 RAMOS V A O PAPEL DO PSICÓLOGO NA DOENÇA ONCOLÓGICA E SUAS FASES Psicologia ptO Portal dos psicólogos 2016 RICHARDSON R Pesquisa social métodos e técnicas 3 ed São Paulo Atlas 2005 TRUCHARTE Fernanda A R et al Psicologia hospitalar teoria e prática In Psicologia hospitalar teoria e prática 1997 p 114114 WORLD HEALTH ORGANIZATION National cancer control programmes policies and managerial guidelines World Health Organization 2002 Disponível em httpsappswhointirisbitstreamhandle10665424949241545577pdf sequence1isAllowedy Acesso em 22 de nov de 2022 ZHAI Y Du X Perda e luto em meio à COVID19 um caminho para adaptação e resiliência Brain Behav Immun Julho de 2020 ZIMMERMANN Camilla et al Early palliative care for patients with advanced cancer a clusterrandomised controlled trial The Lancet v 383 n 9930 p 17211730 2014
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OS BENEFÍCIOS DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS PALIATIVADOS EM FASE TERMINAL SUMÁRIO SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Apesar dos avanços na medicina e do aumento da divulgação de informações sobre o tratamento do câncer pela mídia o câncer ainda é muitas vezes equiparado a uma sentença de morte e frequentemente associado à dor sofrimento e degeneração A literatura nos diz que o câncer sempre foi considerado algo vergonhoso desagradável contagioso e incurável uma doença tradicionalmente rebaixada pela sociedade O diagnóstico de câncer e todo o curso da doença é um momento de extrema angústia e ansiedade para o paciente e sua família Além da marca dolorosa e fatal da doença os pacientes muitas vezes experimentam perda e sintomas adversos durante o tratamento que muitas vezes é longo resultando em função prejudicada e habilidades ocupacionais e incerteza sobre o futuro Existem muitas fantasias e preocupações sobre morte mutilação e dor Segundo KublerRoss É inconcebível para o inconsciente imaginar um fim real para nossa vida na terra e se a vida tiver um fim este será sempre atribuído a uma intervenção maligna fora de nosso alcance 1969 p13 Nesse contexto quando não há mais uma terapêutica curativa para amenizar seu sofrimento o paciente pode receber os cuidados paliativos e como parte da equipe multiprofissional o psicólogo hospitalar vem desmistificar o pensamento de intervenção maligna sobre a morte e através do acompanhamento psicológico cuidar dos diversos fatores deste paciente A qualidade de vida dos pacientes terminais ou não é definida como um conceito multidimensional ora medido como uma avaliação subjetiva do estado de saúde e bemestar em diversas áreas da vida além de componentes físicos e psicológicos O papel dos psicólogos é portanto o tratamento fundamental ao longo da vida pois sua prática visa o bemestar emocional de seus pacientes contribuindo assim para uma melhor qualidade de vida Seguindo esta concepção a relevância deste estudo é respaldada na importância de trazer um enredo psicológico sobre os cuidados paliativos voltados para a perspectiva do paciente oncológico em fase terminal 11 Problema de pesquisa Quais são os benefícios do acompanhamento psicológico para pacientes oncológicos em cuidados paliativos na fase terminal 12 Hipótese Acreditase que o acompanhamento psicológico juntamente com os cuidados paliativos oferecem muitos benefícios aos pacientes oncológicos que se encontram em fase terminal 13 Justificativa O estudo proposto no presente Projeto de Pesquisa visa de forma científica ser um instrumento de aporte teórico e metodológico para profissionais e acadêmicos que busquem explorar acerca dos benefícios ofertados pelo acompanhamento psicológico junto aos cuidados paliativos a pacientes oncológicos em fase terminal Ao observar a lacuna existente na exploração social do tema morte bem como a exploração limitada do acompanhamento psicológico em cuidados paliativos notouse a viabilidade de elaborar um projeto de pesquisa com ênfase na disseminação do conhecimento sobre os benefícios do acompanhamento psicológico nos cuidados paliativos para pacientes oncológicos neste especificamente em fase terminal Diante do exposto justificase o presente estudo pois aliviar o sofrimento humano é uma preocupação primordial dos profissionais de psicologia e por isso a busca por informações sobre esse tema tem se tornado cada vez mais necessária visto que infelizmente muitos pacientes e seus familiares continuam morrendo sem ajuda podem contar com profissionais que podem auxiliálos neste momento crítico de suas vidas 2 OBJETIVOS 21 Objetivo primário Verificar quais são os benefícios do acompanhamento psicológico junto aos cuidados paliativos para pacientes oncológicos em fase terminal 22 Objetivos secundários Caracterizar o acompanhamento psicológico realizado com pacientes oncológicos em estado terminal Investigar se o acompanhamento psicológico colabora com as estratégias de enfrentamento do paciente em cuidados paliativos Analisar se o acompanhamento psicológico junto aos pacientes paliativados auxilia na visão sobre a sua terminalidade 3 REFERENCIAL TEÓRICO 31 ESTADO DA ARTE Para a construção deste projeto tem a intenção de verificar como a temática dos cuidados paliativos e sua relação com pacientes oncológicos vem sendo estudada foi realizada uma breve pesquisa em artigos que se aproximam do tema proposto pelas autoras Os dados encontrados serão informados a seguir Em uma pesquisa conduzida por RAMOS 2016 O primeiro estágio é a fase que vai até ao diagnóstico A primeira fase deste estágio é o prédiagnóstico Aqui a intervenção deve ser feita através da integração das experiências passadas partilhando os sentimentos e emoções que estão presentes durante o pré diagnóstico explicando sempre que os seus sentimentos fazem parte da normalidade devido ao seu estado Aqui as pessoas podem começar a questionar a sua vida como será se algo lhes acontecer e percebese que é essencial explorar os sentimentos do doente as suas dúvidas as expectativas e incutirlhe de que todas essas sensações são normais De acordo com o Manual de Cuidados Paliativos 2009 vem trazer que Segundo a definição da OMS revista em 2002 Cuidado Paliativo é uma abordagem que promove a qualidade de vida de pacientes e seus familiares que enfrentam doenças que ameacem a continuidade da vida por meio da prevenção e do alívio do sofrimento Requer identificação precoce avaliação e tratamento da dor e outros problemas de natureza física psicossocial e espiritual O Cuidado Paliativo não se baseia em protocolos mas em princípios Não se fala mais em terminalidade mas em doença que ameaça a vida Indicase o cuidado desde o diagnóstico expandindo nosso campo de atuação Segundo Camon Trucharte et al ao falar de Psicologia Hospitalar alude que o psicólogo revestese de um instrumental muito poderoso no processo de humanização do hospital na medida em que traz em seu bojo de atuação a condição de análise das relações interpessoais A própria contribuição da psicologia para clarear determinadas manifestações de somatização é igualmente decisiva para fazer com que seu lugar na equipe de saúde da instituição hospitalar esteja assegurado 32 MARCO TEÓRICO A transição no cuidado na tentativa de curar o paciente para cuidar dele perto da morte pode ser difícil para todos os envolvidos Às vezes os profissionais de saúde sentem que seu trabalho está feito pois não podem mais curar o paciente e desistem de cuidar do paciente Isso pode levar os pacientes e seus entes queridos a sentirem que estão sendo abandonados à medida que se aproximam da morte Frequentemente eles desejam orientação sobre as mudanças complexas pelas quais o paciente está passando emocional e fisicamente Ações que são uma parte normal do processo de morrer como raiva e recusa de visitas podem deixar os entes queridos confusos e chateados Compreender as fases do luto permite aos provedores dar apoio e orientação durante o processo de morrer As explicações fornecidas pelos cuidadores médicos são de particular importância para pacientes e familiares pois eles buscam entender e posteriormente dar sentido à doença terminal Esses momentoschave de comunicação e conexão podem ser fundamentais no processo de compreensão e cura de uma perda significativa Facilitar o processo de luto também é fundamental para a cura e a resiliência dos profissionais de saúde enquanto navegam pelo luto ao lado de seus pacientes 321 Entendendo a fase terminal Conhecida por seu livro de 1969 Sobre a morte e o morrer Elisabeth KüblerRoss iniciou um debate consciencioso sobre o processo de falecimento e o cuidado de doentes terminais Seu conhecido modelo dos Cinco Estágios do Luto tornouse fundamental para aliviar e confortar pacientes com um prognóstico de vida limitado A obra sobre a morte e morrer tornouse um fenômeno editorial e continua a contribuir para a discussão pública sobre o sofrimento dos moribundos e a importância das intervenções paliativas KüblerRoss foi reconhecido como uma das mentes mais importantes do século XX Médica psiquiatra conferencista e escritora suíçaamericana foi pioneira em cuidados paliativos e dedicou toda a sua carreira ao estudo da morte como experiência A autora desafiou a abordagem clínica tradicional da morte e do morrer e concentrouse em ajudar os pacientes e os médicos a aceitar a inevitabilidade de sua passagem com dignidade e compaixão Ao trabalhar com pacientes que sofriam de várias doenças mentais e foi considerada sem esperança ela achou ultrajantes as condições da instituição principalmente a superlotação e as punições violentas aplicadas aos pacientes Contra esses costumes Kübler Ross tentou implementar algumas mudanças para humanizar o tratamento promovendo um atendimento compassivo e humanitário Após dois anos muitos dos pacientes sob seus cuidados retomaram uma vida autônoma na sociedade Sua especialização em psiquiatria foi particularmente significativa para seu trabalho posterior com os moribundos Por meio de sua experiência com doentes mentais KüblerRoss percebeu a importância de uma atenção sensível e respeitosa que preservasse a dignidade do paciente Em seu trabalho ela se opôs ao isolamento ou à negação da morte de pacientes terminais Ela desenvolveu um modelo de cuidado que confrontava a morte diretamente e preparava os pacientes para lidar com sua situação com dignidade Durante suas visitas médicas ela conversava francamente com os doentes sentavase ao lado de seus leitos seguravalhes as mãos e ouviaos durante horas Sua ideia de boa morte consistia em respeitar a autonomia e os desejos de cada indivíduo Em relação ao atendimento médico a maioria dos pacientes estava insatisfeita e frustrada com o tratamento despersonalizado distanciamento emocional falta de sinceridade e falta de empatia dos cuidadores Por exemplo eles comentaram sobre o quão frustrante e desanimador foi a ocultação do diagnóstico e como eles se ressentiram do engano que os inibiu de providenciar uma despedida adequada Criticaram também a atitude superior de alguns médicos e o uso de linguagem técnica e complexa que dificultava a compreensão de sua própria situação Desta maneira abriuse uma discussão genuína e revolucionária de como lidar com pessoas com um prognóstico de vida limitado de maneira a se romper a camada de negação pessoal do indivíduo e dos profissionais que invariavelmente acabam por pressionar e em proibir que os pacientes possam expor suas preocupações mais íntimas Esta perspectiva clínica de como encarar a morte como parte natural da vida divergiam do protocolo hospitalar típico e preencheram uma lacuna entre pacientes terminais e profissionais de saúde KüblerRoss se dedicou para ajudar as pessoas a aceitar sua própria mortalidade ou a de seus entes queridos alcançou um público maior Em suas publicações a autora propôs pela primeira vez um modelo psicológico chamado de Cinco Estágios do Luto que explicava as fases de adaptação experimentadas pelos moribundos ao aceitarem sua morte Em sua perspectiva o processo de luto deve ser visto como uma resposta natural e adaptativa que geralmente começa com o prognóstico da morte e termina quando o paciente toma consciência da irreversibilidade de sua condição e da universalidade dessa experiência Esta abordagem tem servido de referência e exemplo ao longo do tempo para gerir o luto e aliviar o sofrimento psíquico que ocorre quando se aproxima o fim da vida em favor do cuidado digno e compassivo para os doentes terminais e dos cuidados paliativos A morte não é apenas fácil para todos os envolvidos mas o papel clínico dos profissionais envolvidos pode demonstrar melhor compreensão e humanidade além de mero cumprimento com todos os aspectos da assistência médica Encarar a morte não deve ser impresso como um fracasso da vida mas encarar a morte pode ser encarado como fluxo natural da própria existência 322 Os cuidados paliativos Os cuidados paliativos são um complemento poderoso para a oncologia que agrega valor distinto ao bemestar físico mental e psicossocial dos pacientes que vivem com câncer Seu papel em expansão e integração com o cuidado oncológico padrão tem benefícios clínicos comprovados pois a prática de cuidados paliativos pode ajudar a aliviar a carga de sintomas melhorar a compreensão da doença e do prognóstico e melhorar a qualidade de vida e a sobrevida geral dos pacientes O objetivo principal deste artigo de revisão é destacar a interação significativa entre cuidados paliativos e oncologia e ao fazêlo esclarecer as áreas de melhoria e os desafios modernos que existem para atender às complexas necessidades de cuidados paliativos de pacientes com câncer Os cuidados paliativos são um componente integral do cuidado integral para pacientes em oncologia A sua prática clínica assenta na filosofia de melhorar a qualidade de vida dos doentes que convivem com doenças graves e das suas famílias Ao fazêlo esta especialidade interdisciplinar visa aliviar a carga de sintomas tratar o sofrimento espiritual e psicológico melhorar a compreensão da doença e do prognóstico para estabelecer metas de cuidado e ajudar os pacientes a lidar com sua condição e o processo de morte durante a transição para o fim da vida Embora os médicos de cuidados paliativos tradicionalmente forneçam cuidados paliativos e de fim de vida para pacientes durante os últimos meses de vida o papel em expansão e os conceitos centrais da medicina paliativa são vitais desde o momento do diagnóstico mesmo quando a cura é possível e devem ser integrados ao longo da trajetória de uma condição médica grave como o câncer 323 Expectativas e compreensão da doença Além de ajudar a aliviar os sintomas os cuidados paliativos em oncologia estão profundamente envolvidos no apoio aos pacientes enquanto eles lidam e compreendem sua doença e os objetivos do tratamento A quimioterapia é oferecida no cenário metastático com o objetivo de melhorar os sintomas e estabilizar a doença A má compreensão dos objetivos do tratamento para doença metastática incurável pode comprometer a capacidade dos pacientes de tomar decisões informadas sobre o tratamento e em última instância pode atrasar o planejamento e os cuidados no final da vida Estudos anteriores mostraram que as decisões dos pacientes de receber tratamento para doenças em estágio avançado dependem de seu conhecimento da probabilidade de resultados adversos e da carga geral do próprio tratamento incluindo tempo de internação frequência e grau de intervenções invasivas e extensão de monitoramento No entanto uma análise secundária fundamental dos dados do estudo Cancer Care Outcomes Research and Surveillance CanCORS mostrou que 69 dos pacientes com câncer de pulmão em estágio IV e 81 dos pacientes com câncer colorretal em estágio IV que optaram por receber tratamento sistêmico tinham expectativas imprecisas pelo potencial curativo da quimioterapia MALIN 2006 Descobertas complementares mostraram que pacientes com câncer avançado que não esperavam que a quimioterapia curasse sua doença ainda recebiam tratamento em taxas semelhantes aos pacientes com expectativas mais altas mas eram mais propensos a se inscrever em serviços de cuidados paliativos antes da morte MACK 2015 Os encontros clínicos do paciente tanto o conteúdo quanto a maneira como as informações prognósticas são divulgadas têm um impacto significativo sobre como os pacientes tomam decisões relacionadas ao tratamento Ainda é comum a discordância entre pacientes e oncologistas em relação ao prognóstico e às expectativas de tratamento EPSTEIN 2016 mostrou que uma compreensão mais precisa da doença está associada a relatos de pacientes sobre prognósticos e expectativa de vida com seus oncologistas Neste estudo os escores de compreensão da doença foram gerados para pacientes com câncer avançado refratário à quimioterapia padrão com expectativa de morte em 6 meses com base em quatro variáveis reconhecimento do paciente de doença terminal reconhecimento de incurabilidade conhecimento do estágio avançado da doença e expectativas precisas de viver meses em vez de anos Em comparação com pacientes que nunca participaram ou apenas tiveram conversas remotas sobre o prognóstico com seus oncologistas os pacientes envolvidos em conversas mais recentes tiveram pontuações mais altas de compreensão da doença e melhor percepção da natureza terminal de seus cânceres metastáticos Além disso a comunicação de informações com vários graus de otimismo se correlaciona com as percepções dos pacientes sobre a compaixão do médico O treinamento de habilidades de comunicação sobre a discussão da expectativa de vida pode ser benéfico para os oncologistas para facilitar a compreensão precisa do paciente sobre os objetivos do tratamento para doenças incuráveis mantendo ao mesmo tempo uma relação terapêutica e uma mensagem de esperança Juntamente com um foco dedicado dos oncologistas para esclarecer quaisquer equívocos que os pacientes possam ter sobre a doença os cuidados paliativos especializados podem servir como um complemento para ajudar os pacientes a se prepararem mentalmente para o papel e a utilização apropriada do tratamento sistêmico do câncer Em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas avançadas aqueles randomizados para receber cuidados paliativos concomitantes precocemente com cuidados oncológicos em comparação com aqueles que receberam apenas cuidados oncológicos padrão desenvolveram uma compreensão mais precisa de seu prognóstico ao longo do tempo e eram menos propensos a receber quimioterapia sistêmica no final da vida É importante observar que as percepções iniciais sobre a curabilidade de cânceres terminais e os objetivos da terapia antes da randomização não diferiram entre os grupos de estudo e confirmaram que a maioria dos pacientes com doença metastática continua a esperar resultados curativos Os oncologistas e os médicos de cuidados paliativos portanto devem continuar a trabalhar em conjunto com clareza e compaixão duplas em direção à compreensão sustentada da doença para ajudar os pacientes a tomar decisões informadas aceitar os objetivos realistas do tratamento e planejar os cuidados no final da vida 324 Modelos de integração biopsicossocial O papel da Psicologia Em 2002 a OMS Organização Mundial da Saúde se pronunciou que os cuidados paliativos compreendido como uma abordagem com vistas a melhorar a qualidade de vida de pacientes em fase terminal incluindo seus familiares por meio de um trabalho biopsicossocial espiritual e enfrentamento da dor emocional reconhecimento precoce ofertando uma avaliação conjunta a um tratamento da dor física e outros sintomas Desde de março de 2018 a Associação Internacional de Hospice e Cuidados Paliativos IAHPC em franca parceria com outros países e com profissionais de saúde dos mais diversos segmentos elaboraram um estudo que resultou em uma premissa consensual de que cuidados paliativos são cuidados holísticos para indivíduos de todos os tipos adoecer e morrer com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes familiares e cuidadores A integração dos cuidados paliativos tradicionais por meio de consultas intra hospitalares e conversas sobre o fim da vida demonstrou melhorar a qualidade da morte de pacientes com câncer avançado e ao fazêlo reduzir os custos e a utilização dos cuidados de saúde Ensaios clínicos recentes que examinam os efeitos da integração precoce de cuidados paliativos especializados mostram uma melhora acentuada na satisfação do paciente humor qualidade de vida utilização de cuidados de saúde e sobrevida geral Por exemplo os pacientes que receberam serviços de cuidados paliativos domiciliares precocemente além dos cuidados habituais tiveram menos visitas ao prontosocorro internações hospitalares e menores custos médicos Um ensaio controlado randomizado mostrou que pacientes com câncer terminal que receberam cuidados paliativos suplementares precocemente administrados por enfermeiras de prática avançada tiveram melhor qualidade de vida e humor A pesquisa de ZIMMERMAN 2018 sobre o envolvimento precoce de cuidados paliativos ambulatoriais para pacientes com câncer metastático demonstrou resultados superiores na satisfação do paciente Este estudo não apenas validou pesquisas anteriores de que a adição de cuidados paliativos melhorou a qualidade de vida e reduziu a depressão mas notavelmente relatou uma diferença estatisticamente significativa na sobrevida geral entre os grupos de estudo A sobrevida média dos pacientes randomizados para cuidados paliativos precoces foi de 116 meses enquanto a sobrevida média dos pacientes que receberam apenas cuidados oncológicos padrão foi de 89 meses Os pacientes designados para cuidados paliativos precoces também receberam cuidados menos agressivos direcionados ao câncer incluindo quimioterapia no final da vida Estudos subsequentes mostram de maneira interessante que a eficácia dos cuidados paliativos precoces pode variar de acordo com o tipo de câncer especialmente dadas as diferenças nas trajetórias basais da doença e nas opções terapêuticas disponíveis 4 MÉTODO 41 Desenho O método será do tipo de pesquisa exploratória tendo como finalidade proporcionar mais informações acerca do assunto a ser investigado O procedimento a ser utilizado será bibliográfico elaborando revisões a partir de materiais já publicados Como abordagem a ser usufruída se fez escolha da qualitativa por trazer em seu arcabouço o processo e seu significado como foco principal 42 Desfecho Primário Esperase com esse estudo verificar os benefícios que o acompanhamento psicológico integrado ao cuidados paliativos pode trazer para jovens pacientes oncológicos que se encontram em fase terminal 43 Desfecho secundário Almejase publicar o presente trabalho em revistas científicas apresentar em hospitais oncológicos públicos eou particulares de forma a trazer melhor compreensão acerca do tema escolhido 44 Amostra Não há participantes pois a pesquisa será bibliográfica 45 Critérios de inclusão Serão utilizados como critério de inclusão artigos e livros que tenham no máximo 15 anos de publicação seu tipo de pesquisa seja com procedimentos bibliográficos e de campo abordando sobre pacientes oncológicos em fase terminal e o seu idioma seja português 46 Critérios de exclusão Serão considerados como motivos de exclusão artigos pagos ou que não estão na íntegra artigos que após uma análise minuciosa não se enquadram no tema e artigos que tenham data de publicação há mais de 10 anos 47 Riscos Neste projeto de pesquisa não haverá riscos por motivos da pesquisa ser feita de forma bibliográfica 48 Benefícios Esta pesquisa trará benefícios imediatos a profissionais e alunos da área saúde que visem estudar mais a fundo esse tema 49 Procedimentos para coleta e análise dos dados Como procedimento para seleção de artigos relacionados ao tema será utilizado de pesquisa e download nas bases de dados SciElo Google acadêmico biblioteca digital de teses e dissertações da USP faremos então leituras e análises minuciosas excluindo aqueles artigos que não se encaixam nos critérios de inclusão e a partir disso criaremos categorias para organizar os conteúdos dos artigos selecionados 5 CRONOGRAMA 20222º 20231º Ag o Set Ou t No v De z Fev Ma r Ab ril Mai o Jun Elaboração do projeto de pesquisa X X X X Apresentação do projeto de pesquisa X Coleta dos dados X X X X Análise dos dados X X X X Elaboração do artigo X X X X Defesa do artigo X 6 ORÇAMENTO Descrição Valor Impressões 10000 Aquisição de Livros 30000 Notebook 320000 Resma de papel A4 3200 Total de Despesas 363200 7 RESUMO Um paciente terminal é aquele que sofre de uma doença que não apresenta sinais de melhora e não há cura possível para sua condição Seu estado de saúde é considerado irreversível pois a morte é inevitável e o tratamento tem se mostrado ineficaz Neste momento as únicas opções do paciente são os cuidados paliativos prestados por uma equipe multidisciplinar AMAZONAS 2018 Anteriormente ele recebia cuidados curativos agora sua única opção é receber cuidados paliativos Este paciente apresenta questões biopsicossociais relacionadas ao sofrimento e à morte Ele ainda tem planos para o que deseja realizar depois de ouvir que tem apenas alguns meses de vida Partindo disto o objetivo deste projeto é verificar quais são os benefícios do acompanhamento psicológico junto aos cuidados paliativos para pacientes oncológicos em fase terminal Esperase com esse estudo verificar quais os benefícios que este acompanhamento psicológico pode trazer para pacientes oncológicos que se encontram em fase terminal Para isso serão utilizados como critério de inclusão artigos e livros que tenham no máximo 10 anos de publicação seu tipo de pesquisa seja com procedimentos bibliográficos e de campo abordando sobre pacientes oncológicos em fase terminal e o seu idioma seja português e serão excluídos todo e qualquer artigo que não abranger em seu conteúdo estes critérios Por se tratar de uma pesquisa bibliográfica não haverá nenhum tipo de risco entretanto esperase que esta pesquisa traga benefícios imediatos a profissionais e alunos da área saúde que visem estudar mais a fundo esse tema REFERÊNCIAS NOVEL Gloria et al Enfermería psicosocial y salud mental Serie manuales de enfermería Editorial marzo Barcelona España v 62 2000 CALAMARI Frank Os tratamentos Paliativos Ao Serviço Da Vida Servir Lisboa ISSN p 08712370 1996 CARVALHO Ricardo Tavares de PARSONS Henrique Afonseca Manual de cuidados paliativos ANCP In Manual de cuidados paliativos ANCP 2012 p 590590 EPSTEIN Andrew S et al Discussions of life expectancy and changes in illness understanding in patients with advanced cancer Journal of Clinical Oncology v 34 n 20 p 2398 2016 KLUBERROSS Elisabeth Sobre a morte e o morrer O que os doentes tem a ensinar a médicos enfermeiros 1996 KUBLER Ross E O Túnel e a Luz Verus Editora Campinas SP 2003MACK Jennifer W et al Patient beliefs that chemotherapy may be curative and care received at the end of life among patients with metastatic lung and colorectal cancer Cancer v 121 n 11 p 1891 1897 2015 MALIN Jennifer L et al Understanding cancer patients experience and outcomes development and pilot study of the Cancer Care Outcomes Research and Surveillance patient survey Supportive Care in Cancer v 14 n 8 p 837848 2006 MENEZES Rachel Aisengart Em busca da boa morte antropologia dos cuidados paliativos SciELOEditora FIOCRUZ 2004 MOREIRA Isabel Maria Pinheiro Borges O doente terminal em contexto familiar uma análise da experiência de cuidar vivenciada pela família 2001 OLIVEIRA Abílio et al O desafio da morte 2008 OLIVEIRA Tereza Marques de O Psicanalista diante da Morte São Paulo Mackenzie 2001 RAMOS V A O PAPEL DO PSICÓLOGO NA DOENÇA ONCOLÓGICA E SUAS FASES Psicologia ptO Portal dos psicólogos 2016 TRUCHARTE Fernanda Alves Rodrigues et al Psicologia hospitalar teoria e prática In Psicologia hospitalar teoria e prática 1997 p 114114 WORLD HEALTH ORGANIZATION National cancer control programmes policies and managerial guidelines World Health Organization 2002 Disponível em httpsappswhointirisbitstreamhandle10665424949241545577pdf sequence1isAllowedy Acesso em 22 de nov de 2022 ZHAI Y Du X Perda e luto em meio à COVID19 um caminho para adaptação e resiliência Brain Behav Immun Julho de 2020 ZIMMERMANN Camilla et al Early palliative care for patients with advanced cancer a clusterrandomised controlled trial The Lancet v 383 n 9930 p 17211730 2014 OS BENEFÍCIOS DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS PALIATIVOS EM FASE TERMINAL 2023 OS BENEFÍCIOS DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS PALIATIVOS EM FASE TERMINAL SUMÁRIO OS BENEFÍCIOS DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS PALIATIVOS EM FASE TERMINAL RESUMO Um paciente terminal é aquele que sofre de uma doença que não apresenta sinais de melhora e não há cura possível para sua condição Seu estado de saúde é considerado irreversível pois a probabilidade de morte é iminente e o tratamento tem se mostrado ineficaz A identificação do paciente terminal na prática é complexa e não envolve unicamente um raciocínio lógico Anteriormente recebia cuidados curativos agora sua única opção é receber cuidados paliativos Após o boletim médico acerca de sua condição pode ser que haja planos para o que este paciente deseja realizar questões biopsicossociais relacionadas ao sofrimento e morte que devem ser analisadas para oferecer melhor qualidade de vida a este paciente Diante disto esperase com esse estudo verificar quais os benefícios que o acompanhamento psicológico pode trazer para pacientes oncológicos paliativos que se encontram em fase terminal Por se tratar de uma pesquisa bibliográfica não haverá nenhum tipo de risco entretanto esperase que esta pesquisa traga vantagens imediatas a profissionais e alunos da área saúde que visem estudar mais a fundo esse tema Palavraschave Cuidados Paliativos Sofrimento Biopsicossocial Acompanhamento Psicológico THE BENEFITS OF PSYCHOLOGICAL MONITORING FOR PALLIATIVE PATIENTS IN THE TERMINAL STAGE ABSTRACT A terminal patient is one who suffers from a disease that shows no signs of improvement and there is no possible cure for their condition Their state of health is considered irreversible as the likelihood of death is imminent and treatment has been shown to be ineffective The identification of the terminal patient in practice is complex and does not involve only logical reasoning Previously she received curative care now her only option is to receive palliative care After the medical report about his condition there may be plans for what this patient wants to accomplish biopsychosocial issues related to suffering and death that should be analyzed to offer better quality of life to this patient Given this it is expected with this study to verify the benefits that psychological monitoring can bring to palliative cancer patients who are in the terminal phase Because it is a bibliographic research there will not be any kind of risk However it is expected that this research will bring immediate advantages to professionals and students in the health area who aim to study this theme in more depth Keywords Palliative care Biopsychosocial Suffering Psychological Monitoring 1 INTRODUÇÃO Apesar dos avanços na medicina e do aumento da divulgação de informações sobre o tratamento do câncer pela mídia o câncer ainda é muitas vezes equiparado a uma sentença de morte e frequentemente associado à dor sofrimento e degeneração Maria Julia Kovacs PROCURAR CITAÇÃO CORRETA traz que embora negada a morte é universal e esse conhecimento é generalizado Muitos pacientes relatam não terem medo da morte já que ela acontece para todos mas temem a forma com que ela pode acontecer e as suas consequências O diagnóstico de câncer e todo o curso da doença é um momento de extrema angústia e ansiedade para o paciente e sua família Além da marca dolorosa e fatal da doença os pacientes muitas vezes experimentam perdas e sintomas adversos durante o tratamento que muitas vezes é longo resultando em funcionalidade corporal e habilidades ocupacionais prejudicadas e ainda incertezas acerca do futuro Existem muitas fantasias e preocupações sobre morte mutilação e dor Segundo KublerRoss1969 p13 É inconcebível para o inconsciente imaginar um fim real para nossa vida na terra e se a vida tiver um fim este será sempre atribuído a uma intervenção maligna fora de nosso alcance Nesse contexto quando não há mais uma terapêutica curativa para amenizar seu sofrimento o paciente pode receber os cuidados paliativos e como parte da equipe multiprofissional o psicólogo hospitalar busca desmistificar o pensamento de intervenção maligna sobre a morte e através do acompanhamento psicológico cuidar dos diversos fatores psicológicos deste paciente A qualidade de vida dos pacientes oncológicos terminais ou não é definida através de um conceito multidimensional mediante à uma avaliação subjetiva do estado de saúde e bem estar em diversas áreas da vida além de componentes físicos e psicológicos Ao observar a inabilidade social de lidar com o tema morte bem como a exploração limitada do acompanhamento psicológico em cuidados paliativos notou se a viabilidade de elaborar um projeto de pesquisa com ênfase na disseminação do conhecimento sobre os benefícios do acompanhamento psicológico nos cuidados paliativos para pacientes oncológicos neste especificamente em fase terminal Visto que aliviar o sofrimento humano é uma preocupação primordial dos profissionais de psicologia justificase o presente estudo pois se torna cada vez mais necessário disseminar informações acerca dos benefícios que a Psicologia possa trazer para os pacientes que se encontram em cuidados paliativos e seus familiares Seguindo esta concepção o estudo proposto visa também de forma científica ser um instrumento de aporte teórico para profissionais e acadêmicos que busquem explorar acerca dos benefícios ofertados pelo acompanhamento psicológico em conjunto aos cuidados paliativos para pacientes oncológicos em fase terminal 2 REFERENCIAL TEÓRICO 21 PSICOLOGIA HOSPITALAR COM FOCO NA PSICOONCOLOGIA Dentro do leque diversificado de práticas profissionais da Psicologia surgiu a Psicologia Hospitalar como campo de atuação na área da saúde esse campo busca considerar possíveis sofrimentos psicológicos em torno do adoecimento físico SIMONETTI 2015 No Brasil a Psicologia Hospitalar tem seu início em 1954 desenvolvendo o trabalho em uma Clínica Ortopédica e traumatológica e Instituto de reabilitação da USP por meio do trabalho de Mathilde Neder que gerou grande repercussão gerando consequências positivas no desenvolvimento da Psicologia Hospitalar no Brasil ANGERAMICAMON 2004 A partir dessa primeira experiência os psicólogos passam a ser inseridos dentro desse cenário compondo a equipe multiprofissional dos hospitais Nesse contexto o setting terapêutico passa a ser o hospital e o público são os pacientes familiares e a equipe de saúde do local Onde o objetivo do psicólogo hospitalar é utilizar a escuta como instrumento para acessar a subjetividade angústias e medos decorrentes do adoecimento buscando minimizar os impactos deletérios do diagnóstico no psicológico do indivíduo SIMONETTI 2015 No atendimento centrado a indivíduos com enfermidades crônicas o psicólogo tem a função de favorecer a adaptação aos limites e mudanças impostas pela patologia auxiliar no manejo da dor e do estresse associados à doenças e finitude auxiliar na qualidade de vida entre outros Ajeitar Após o impacto da internação o paciente entra na rotina da enfermaria seu sono é interligado às trocas de plantonistas e medicações sua intimidade é violada com a entrada e saída sem seu consentimento a alimentação é limitada a comida entregue pelo nosocômio recorrente troca do paciente do leito ao lado entre outras questões Campos 1995 p81 exemplifica que o paciente tem que ter a oportunidade de participar e perguntar Carvalho et al 2019 complementa que na oncologia por exemplo não é infrequente pacientes que não são informados sobre a gravidade de sua doença ou até mesmo sobre a proximidade de sua morte Isso por sua vez impossibilita que sua autonomia seja exercida de modo a priorizar suas escolhas naquilo que concerne ao seu tratamento ou a sua vida A equipe orientada pelo psicólogo deve saber conciliar as necessidades de cada paciente da instituição e as possibilidades da equipe multiprofissional Nesse viés de acordo com Júnior 2001 p 37 A intervenção em psicooncologia é baseada em modelos educacionais e não em modelos médicos ou clínicos que enfatizam estruturas patológicas e atendimentos terapêuticos individuais O profissional no contexto da psico oncologia deve priorizar a promoção de mudanças de comportamento relacionadas à saúde do indivíduo A experiência de tratamento deve se constituir em uma condição de aprendizagem sóciocomportamental e cognitiva para o paciente cabe ao psicólogo demonstrar que os repertórios de comportamentos adquiridos no contexto do tratamento podem ser úteis em diversas situações de risco mesmo aquelas distantes do contexto de doenças e tratamentos médicos a que o indivíduo for submetido Conforme Bergerot 2013 a Psicooncologia estruturase como área do saber que presta a assistência psicológica tanto ao paciente oncológico quanto aos seus familiares auxiliandoos nas mais diferentes fases de tratamento e evolução do câncer também se tornou mais direcionada às necessidades específicas do tratamento além de assumir um papel reconhecidamente maior nas etapas vivenciadas pelo indivíduo e seus familiares após o diagnóstico de câncer 22 O CÂNCER De acordo com a Revista da Associação Médica Brasileira 2004 o câncer representa a segunda maior causa de óbito na população adulta perdendo apenas para as doenças cardiorrespiratórias Dados fornecidos pela Organização Mundial de Saúde apontam que anualmente 15 milhões de pessoas são diagnosticadas com novos casos de câncer o que resultou em 96 milhões de mortes em 2018 OPAS Brasil 2018 Nesse ínterim fundamentado na Oppermann 2014 o câncer é o nome dado ao conjunto de patologias que tem como ponto em comum o crescimento desordenado de células em determinado órgão ou tecido onde o crescimento desordenado e expressivo dessas células podem ser agressivas formando uma massa celular chamada de tumor Segundo Oliveira e Paz 2015 esse grupo de patologias pode apresentarse de várias maneiras atingindo as mais diversas áreas do corpo tais como ossos músculos linfomas e melanoma Os tumores podem ser benignos quando apresenta células em consonância com as células normais com bordas bem definidas crescimento mais lento e mantém sua localização sem se espalhar ou malignos que por sua vez crescem descontroladamente e se proliferando tem capacidade de se infiltrar em outros órgãos ou tecidos esse processo de se dissipar pode ser pela corrente sanguínea ou pelo sistema linfático Fatores como danos à saúde física dor desconforto incertezas quanto ao futuro entre outros podem gerar sofrimentos em todas as dimensões do sujeito doente Somando à isso considerando que o significado de se estar com câncer é uma construção uma percepção subjetiva dentro das concepções do paciente é impreterível a composição de uma equipe de saúde composta por profissionais das mais diversas áreas do saber entre eles o psicólogo LOURENÇÃO et al 2010 Fundamentada nessas concepções a oncologia é a especialidade médica responsável por estudar e cuidar de neoplasias e tumores isto é em suma responsável por estudar e tratar o câncer analisando o desenvolvimento no organismo e determinando possíveis tratamentos para cada caso Atualmente quando se pensa em uma equipe oncológica ratificando as necessidades supra pontuadas é composta por uma equipe multiprofissional contando assim com a colaboração de outras especialidades dentro da área da saúde Dentro deste trabalho será dado ênfase no papel do psicólogo nesse contexto 23 PACIENTE EM ESTÁGIO TERMINAL Baseado em Gutierrez 2001 pacientes em estágio terminal são aqueles cujo estado de saúde está prejudicado ao ponto de não haver mais tratamentos que recuperem de forma efetiva o seu bemestar Seu estado de saúde é considerado irreversível pois geralmente é resultante de uma doença que não apresenta sinais de melhora e com a qual o tratamento tem se mostrado irreversível Nesse contexto resta ao paciente cuidados que visem melhorar a qualidade de vida enquanto a finitude se aproxima Anteriormente recebia cuidados curativos agora sua única opção é receber cuidados paliativos Após o boletim médico acerca de sua condição pode ser que haja planos para o que este paciente deseja realizar questões biopsicossociais relacionadas ao sofrimento e morte que devem ser analisadas para oferecer melhor qualidade de vida a este paciente e sua família Considerando que o último ato do ciclo da vida humana a morte mesmo sendo um fenômeno natural e a única certeza que está presente na vida humana ainda é um tema tabu já que a cultura ocidental predominante tende a negar a finitude do homem Logo ao se deparar com o diagnóstico terminal é desencadeado consequências emocionais e psicológicas ao paciente e por isso o tratamento paliativo deve ser estruturado como um cuidado centrado no paciente SANTOS 2018 Por questões como esta a assistência psicológica dentro do contexto hospitalar se faz imperativo tanto para o paciente quanto para seus familiares sendo o psicólogo o profissional responsável por dar suporte psicológico corroborando com a qualidade de vida diante desse quadro de finitude 24 OS CUIDADOS PALIATIVOS O vocábulo paliativo derivase do latim pallium palavra que quer dizer cobrir amparar abrigar que ou o que tem a qualidade de acalmar de abrandar temporariamente um mal dizse de medicamento ou tratamento anódino De acordo com o World Health Organization 2017 os cuidados paliativos referemse a uma abordagem que melhora a qualidade de vida dos pacientes adultos e crianças e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida Nesse contexto previne e promove alívio do sofrimento por meio da identificação precoce avaliação correta e tratamento da dor e de outros problemas sejam físicos psicossociais ou espirituais São uma parte crucial dos serviços de saúde integrados e centrados nas pessoas em todos os níveis de atendimento visam aliviar o sofrimento seja sua causa câncer falência de órgãos graves tuberculose resistente a medicamentos doença crônica terminal parto extremo prematuridade ou fragilidade extrema da velhice tradução nossa Segundo o Manual de Cuidados Paliativos PEGAR A CITAÇÃO CORRETA embora os médicos de cuidados paliativos tradicionalmente forneçam cuidados paliativos e de fim de vida para pacientes durante os últimos meses de vida o papel em expansão e os conceitos centrais da medicina paliativa são vitais desde o momento do diagnóstico mesmo quando a curativa é possível e devem ser integrados ao longo da trajetória de uma condição médica grave como o câncer Partindo disto junto a oncologia os cuidados paliativos são um complemento poderoso que agregam valor distinto ao bemestar físico mental e psicossocial dos pacientes que vivem com câncer Sendo a sua prática clínica assentada na filosofia de melhorar a qualidade de vida de doentes e seus familiares que convivem com doenças graves seu papel em expansão e integração com o cuidado oncológico pode ajudar a aliviar a carga de sintomas físicos melhorar a compreensão da doença e do prognóstico melhorar a qualidade de vida e a sobrevida geral dos pacientes 25 A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DOS PSICÓLOGOS EM RELAÇÃO AOS CUIDADOS PALIATIVOS Em 2002 a OMS Organização Mundial da Saúde se pronunciou que os cuidados paliativos consistem em uma abordagem com vistas a melhorar a qualidade de vida de pacientes em fase terminal e seus familiares por meio de um modelo biopsicossocial ofertando uma avaliação conjunta a um tratamento da dor física e outros sintomas Neste sentido o psicólogo tem como campo de atuação as palavras a escuta captando signos com valor de palavras e a observação Em relação a intervenção com família é necessário instruir a família a ser moderado diante da expressão de seus conteúdos aumentando a expressão de sentimentos e ações que vise estimular a empatia e o bem estar do familiar adoecido Pontuase ainda a dificuldade encontrada pelos profissionais em medicina de informar o diagnóstico ou tratamento ao paciente e família para além dos termos técnicos podendo assim gerar uma má compreensão acerca do quadro Essa má compreensão pode comprometer a capacidade dos pacientes de tomar decisões acerca dos objetivos sobre o tratamento e em última instância pode atrasar o planejamento e os cuidados no final da vida O cenário de morte não é fácil para nenhum dos envolvidos mas o papel clínico dos profissionais envolvidos pode oferecer melhor compreensão e humanidade além do mero cumprimento de assistência médica De acordo com com KüblerRoss 1996 o esclarecimento do diagnóstico da doença terminal o paciente se sente mais seguro e pode passar de forma consciente todas as etapas da tomada de consciência referente ao diagnóstico Acrescentar mais material aqui 3 METODOLOGIA O QUE FAZER NESTE TÓPICO Aqui é basicamente a descrição do caminho detalhado que vocês utilizaram para explicar como fizeram a pesquisa e quais métodos utilizaram para chegarem ao resultado A pesquisa é qualitativa Descritiva exploratória Método indutivo o trabalho de vcs observa e analisa um caso específico para a partir disso tirar uma conclusão Ou não Só descrever Revisão bibliográfica Os dados foram coletados nas bases x e Y no período de jhioherhu com artigos de 10 5 anos O tipo de pesquisa utilizada no presente artigo foi descritivo e exploratório em relação aos objetivos visto que segundo Gil 1996 proporciona uma proximidade com a questão Os procedimentos de coleta dos dados supracitados foi através de pesquisa bibliográfica e documental com abordagem qualitativa com o intuito de relacionar os dados para a interpretação 31 ENQUADRAMENTO DA PESQUISA O método utilizado para a elaboração do respectivo trabalho possui um recorte qualitativo isto é possui o intuito de realizar uma análise hermenêutica dos dados coletados APPOLINÁRIO 2004 p 151 apud CARVALHO et al 2019 Foi utilizada a metodologia da Revisão bibliográfica sistemática que segundo Conforto Amaral e Silva 2011 é o processo de coletar conhecer compreender analisar sintetizar e avaliar um conjunto de artigos científicos com o propósito de criar um embasamento teóricocientífico sobre um determinado tópico ou assunto pesquisado 32 O CORPUS A coleta de dados foi realizada em pares nas bases de dados Scielo Pepsic Lilacs e Periódicos da Capes utilizando como critérios de inclusão trabalhos publicados na língua portuguesa entre os anos de 2015 a 2021 Os descritores utilizados foram definidos através de busca na plataforma DeCs Descritores em Ciência da Saúde sendo eles maternidade e deficiência visual mães com deficiência visual saúde mental materna e saúde mental materna e deficiência visual esse levantamento de descritores foi realizado entre fevereiro e março de 2022 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO O QUE FAZER NESTE TÓPICO Aqui vcs irão colocar o que encontraram com o material utilizado na pesquisa e ainda irão fazer um enlace com a teoria no caso vcs estão utilizando a kubler ross né Foram encontrados 100 artigos e destes 100 foram selecionados 30 de acordo com as palavras descritores Procurem artigos nessa nuance de pesquisa bibliográfica para verem modelos de escrita Revista de publicação Título Autor Ano de publicação 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS POSSÍVEIS RESPOSTAS PARA A NOSSA CONSIDERAÇÃO FAVOR IGNORAR rsrs Quais são os benefícios do acompanhamento psicológico para pacientes oncológicos em cuidados paliativos na fase terminal Acreditase que o acompanhamento psicológico juntamente com os cuidados paliativos oferecem muitos benefícios aos pacientes oncológicos que se encontram em fase terminal Verificar quais são os benefícios do acompanhamento psicológico junto aos cuidados paliativos para pacientes oncológicos em fase terminal Caracterizar o acompanhamento psicológico realizado com pacientes oncológicos em estado terminal Investigar se o acompanhamento psicológico colabora com as estratégias de enfrentamento do paciente em cuidados paliativos Analisar se o acompanhamento psicológico junto aos pacientes paliativados auxilia na visão sobre a sua terminalidade 六年 高考 Listening comprehension section with audio script and answers REFERÊNCIAS CALAMARI Frank Os Tratamentos Paliativos Ao Serviço Da Vida Servir Lisboa ISSN p 08712370 1996 CARVALHO Ricardo T de PARSONS Henrique A Manual de cuidados paliativos ANCP In Manual de cuidados paliativos ANCP 2012 p 590590 CAMPOS Terezinha C P Psicologia Hospitalar a atuação do psicólogo em hospitais São Paulo EPU 1995 EPSTEIN Andrew S et al Discussions of life expectancy and changes in illness understanding in patients with advanced cancer Journal of Clinical Oncology v 34 n 20 p 2398 2016 IAHPC Definição de cuidados paliativos baseada em Consenso Global 2018 Houston TX A Associação Internacional de Hospice e Cuidados Paliativos Disponivel em httpshospicecarecomwhatwedoprojectsconsensusbaseddefinitionofpalliativecare definition KLUBERROSS Elisabeth Sobre a morte e o morrer O que os doentes tem a ensinar a médicos enfermeiros 1996 KUBLER Ross Elisabeth O Túnel e a Luz Verus Editora Campinas SP 2003MACK Jennifer W et al Patient beliefs that chemotherapy may be curative and care received at the end of life among patients with metastatic lung and colorectal cancer Cancer v 121 n 11 p 18911897 2015 MALIN Jennifer L et al Understanding cancer patients experience and outcomes development and pilot study of the Cancer Care Outcomes Research and Surveillance patient survey Supportive Care in Cancer v 14 n 8 p 837848 2006 MENEZES Rachel A Em busca da boa morte antropologia dos cuidados paliativos SciELOEditora FIOCRUZ 2004 MOREIRA Isabel M P B O doente terminal em contexto familiar uma análise da experiência de cuidar vivenciada pela família 2001 NOVEL Gloria et al Enfermería psicosocial y salud mental Serie manuales de enfermería Editorial marzo Barcelona España v 62 2000 OLIVEIRA Abílio et al O desafio da morte 2008 OLIVEIRA Tereza M de O Psicanalista diante da Morte São Paulo Mackenzie 2001 OLIVEIRA Ivone A de PAZ Carlos E D O da Atuação do psicólogo junto ao paciente oncológico infantil e seus familiares Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente 61 172192 janjun 2015 RAMOS V A O PAPEL DO PSICÓLOGO NA DOENÇA ONCOLÓGICA E SUAS FASES Psicologia ptO Portal dos psicólogos 2016 TRUCHARTE Fernanda A R et al Psicologia hospitalar teoria e prática In Psicologia hospitalar teoria e prática 1997 p 114114 WORLD HEALTH ORGANIZATION National cancer control programmes policies and managerial guidelines World Health Organization 2002 Disponível em httpsappswhointirisbitstreamhandle10665424949241545577pdf sequence1isAllowedy Acesso em 22 de nov de 2022 ZHAI Y Du X Perda e luto em meio à COVID19 um caminho para adaptação e resiliência Brain Behav Immun Julho de 2020 ZIMMERMANN Camilla et al Early palliative care for patients with advanced cancer a clusterrandomised controlled trial The Lancet v 383 n 9930 p 17211730 2014 OS BENEFÍCIOS DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS PALIATIVOS EM FASE TERMINAL 2023 OS BENEFÍCIOS DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS PALIATIVOS EM FASE TERMINAL 无题 A poem in Chinese OS BENEFÍCIOS DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PARA PACIENTES ONCOLÓGICOS PALIATIVOS EM FASE TERMINAL RESUMO Considerase um paciente terminal aquele que sofre de uma doença que não apresenta sinais de melhora e não há cura possível para sua condição Seu estado de saúde é considerado irreversível pois a probabilidade de morte é iminente e o tratamento tem se mostrado ineficaz A identificação do paciente terminal na prática é complexa e não envolve unicamente um raciocínio lógico Desse modo anteriormente recebia cuidados curativos agora sua única opção é receber cuidados paliativos Após o boletim médico acerca de sua condição pode ser que haja planos para o que este paciente deseja realizar questões biopsicossociais relacionadas ao sofrimento e morte que devem ser analisadas para oferecer melhor qualidade de vida a este paciente Diante disto esperase com esse estudo verificar quais os benefícios que o acompanhamento psicológico pode trazer para pacientes oncológicos paliativos que se encontram em fase terminal Por se tratar de uma pesquisa bibliográfica não haverá nenhum tipo de risco entretanto esperase que esta pesquisa traga vantagens imediatas a profissionais e alunos da área saúde que visem estudar mais a fundo esse tema Palavraschave Cuidados Paliativos Sofrimento Biopsicossocial Acompanhamento Psicológico THE BENEFITS OF PSYCHOLOGICAL MONITORING FOR PALLIATIVE PATIENTS IN THE TERMINAL STAGE ABSTRACT A terminal patient is one who suffers from a disease that shows no signs of improvement and there is no possible cure for their condition Their state of health is considered irreversible as the likelihood of death is imminent and treatment has been shown to be ineffective The identification of the terminal patient in practice is complex and does not involve only logical reasoning Previously she received curative care now her only option is to receive palliative care After the medical report about his condition there may be plans for what this patient wants to accomplish biopsychosocial issues related to suffering and death that should be analyzed to offer better quality of life to this patient Given this it is expected with this study to verify the benefits that psychological monitoring can bring to palliative cancer patients who are in the terminal phase Because it is a bibliographic research there will not be any kind of risk However it is expected that this research will bring immediate advantages to professionals and students in the health area who aim to study this theme in more depth Keywords Palliative care Biopsychosocial Suffering Psychological Monitoring 1 INTRODUÇÃO Apesar dos avanços na medicina e do aumento da divulgação de informações sobre o tratamento do câncer pela mídia o câncer ainda é muitas vezes equiparado a uma sentença de morte e frequentemente associado à dor sofrimento e degeneração Maria Julia Kovács 1992 aborda a morte enquanto uma experiência envolta em sentimentos de medo e ansiedade porém por ocorrer de forma muito ampla e universal os conhecimentos construídos costumam ser abordados de modo generalizado Frente a isso muitos pacientes relatam não sentir medo da morte já que ela acontece para todos mas temem a forma com que ela pode acontecer e as suas consequências Sabese que o diagnóstico de câncer e todo o curso da doença é um momento de extrema angústia e ansiedade para o paciente e sua família Além da marca dolorosa e fatal da doença os pacientes muitas vezes experimentam perdas e sintomas adversos durante o tratamento que muitas vezes é longo resultando em funcionalidade corporal e habilidades ocupacionais prejudicadas e ainda incertezas acerca do futuro Existem muitas fantasias e preocupações sobre morte mutilação e dor Elisabeth KüblerRoss em seu livro intitulado Sobre a Morte e o Morrer discute o modo como o inconsciente do ser humano não é capaz de conceber de forma genuína um real fim para a vida e em suas tentativas de contemplar tal experiência geralmente atribui o acontecimento à uma intervenção maligna que foge ao seu controle KUBLERROSS1969 p 14 Nesse contexto quando não há mais uma terapêutica curativa para amenizar seu sofrimento o paciente pode receber os cuidados paliativos e como parte da equipe multiprofissional o psicólogo hospitalar busca desmistificar o pensamento de intervenção maligna sobre a morte e através do acompanhamento psicológico cuidar dos diversos fatores psicológicos deste paciente A qualidade de vida dos pacientes oncológicos terminais ou não é definida através de um conceito multidimensional mediante à uma avaliação subjetiva do estado de saúde e bem estar em diversas áreas da vida além de componentes físicos e psicológicos MENDONÇA 2019 Ao observar a inabilidade social de lidar com o tema morte bem como a exploração limitada do acompanhamento psicológico em cuidados paliativos notou se a viabilidade de elaborar um projeto de pesquisa com ênfase na disseminação do conhecimento sobre os benefícios do acompanhamento psicológico nos cuidados paliativos para pacientes oncológicos neste especificamente em fase terminal Visto que aliviar o sofrimento humano é uma preocupação primordial dos profissionais de psicologia justificase o presente estudo pois se torna cada vez mais necessário disseminar informações acerca dos benefícios que a área da Psicologia pode trazer para os pacientes que se encontram em cuidados paliativos e seus familiares Seguindo esta concepção o estudo proposto visa também de forma científica ser um instrumento de aporte teórico para profissionais e acadêmicos que busquem explorar acerca dos benefícios ofertados pelo acompanhamento psicológico em conjunto aos cuidados paliativos para pacientes oncológicos em fase terminal 2 REFERENCIAL TEÓRICO 21 PSICOLOGIA HOSPITALAR COM FOCO NA PSICOONCOLOGIA Dentro do leque diversificado de práticas profissionais da Psicologia surgiu a Psicologia Hospitalar como campo de atuação na área da saúde esse campo busca considerar possíveis sofrimentos psicológicos em torno do adoecimento físico SIMONETTI 2015 No Brasil a Psicologia Hospitalar tem seu início em 1954 desenvolvendo o trabalho em uma Clínica Ortopédica e traumatológica e Instituto de reabilitação da USP por meio do trabalho de Mathilde Neder que gerou grande repercussão gerando consequências positivas no desenvolvimento da Psicologia Hospitalar no Brasil ANGERAMICAMON 2004 A partir dessa primeira experiência os psicólogos passam a ser inseridos dentro desse cenário compondo a equipe multiprofissional dos hospitais Nesse contexto o setting terapêutico passa a ser o hospital e o público são os pacientes familiares e a equipe de saúde do local Onde o objetivo do psicólogo hospitalar é utilizar a escuta como instrumento para acessar a subjetividade angústias e medos decorrentes do adoecimento buscando minimizar os impactos deletérios do diagnóstico no psicológico do indivíduo SIMONETTI 2015 No atendimento centrado a indivíduos com enfermidades crônicas o psicólogo tem a função de favorecer a adaptação aos limites e mudanças impostas pela patologia auxiliar no manejo da dor e do estresse associados à doenças e finitude auxiliar na qualidade de vida entre outros Ademais o suporte à referida adaptação dáse também na vivência cotidiana do paciente o qual após o impacto da internação entra na rotina da enfermaria onde seu sono é interligado às trocas de plantonistas e medicações sua intimidade é violada com a entrada e saída de pessoas sem seu consentimento a alimentação é limitada a comida entregue pelo nosocômio a troca de pacientes dos leitos em seu entorno é constante entre outras questões Frente a este contexto de mudanças e adaptações Campos 1995 p 81 defende que em tal processo o paciente deve ter a oportunidade de fazerse participativo e ter a liberdade de questionar o que lhe é pertinente para compreender sua real situação Já Carvalho et al 2019 problematiza o modo como na oncologia por exemplo não é infrequente pacientes que não são informados sobre a gravidade de sua doença ou até mesmo sobre a proximidade de sua morte Isso por sua vez impossibilita que sua autonomia seja exercida de modo a priorizar suas escolhas naquilo que concerne ao seu tratamento ou a sua vida Assim a equipe orientada pelo psicólogo deve buscar subverter tal condicionamento sabendo conciliar as necessidades de cada paciente da instituição e as possibilidades da equipe multiprofissional Nesse viés de acordo com Júnior 2001 p 37 A intervenção em psicooncologia é baseada em modelos educacionais e não em modelos médicos ou clínicos que enfatizam estruturas patológicas e atendimentos terapêuticos individuais O profissional no contexto da psico oncologia deve priorizar a promoção de mudanças de comportamento relacionadas à saúde do indivíduo A experiência de tratamento deve se constituir em uma condição de aprendizagem sóciocomportamental e cognitiva para o paciente cabe ao psicólogo demonstrar que os repertórios de comportamentos adquiridos no contexto do tratamento podem ser úteis em diversas situações de risco mesmo aquelas distantes do contexto de doenças e tratamentos médicos a que o indivíduo for submetido Logo compreendese que este processo interventivo por parte dos profissionais da psicologia deve ir além do condicionamento do paciente à sua doença e à rotina hospitalar que por muitas vezes ocorre e pode agravar a condição de adoecimento psicológico do paciente e levar em conta as possibilidades de aprendizado frente ao contexto em que se inserem Conforme Bergerot 2013 a Psicooncologia estruturase como área do saber que presta a assistência psicológica tanto ao paciente oncológico quanto aos seus familiares auxiliandoos nas mais diferentes fases de tratamento e evolução do câncer também se tornou mais direcionada às necessidades específicas do tratamento além de assumir um papel reconhecidamente maior nas etapas vivenciadas pelo indivíduo e seus familiares após o diagnóstico de câncer 22 O CÂNCER De acordo com a Revista da Associação Médica Brasileira 2004 o câncer representa a segunda maior causa de óbito na população adulta perdendo apenas para as doenças cardiorrespiratórias Dados fornecidos pela Organização Mundial de Saúde apontam que anualmente 15 milhões de pessoas são diagnosticadas com novos casos de câncer o que resultou em 96 milhões de mortes em 2018 OPAS Brasil 2018 Nesse ínterim fundamentado na Oppermann 2014 o câncer é o nome dado ao conjunto de patologias que tem como ponto em comum o crescimento desordenado de células em determinado órgão ou tecido onde o crescimento desordenado e expressivo dessas células podem ser agressivas formando uma massa celular chamada de tumor Segundo Oliveira e Paz 2015 esse grupo de patologias pode apresentarse de várias maneiras atingindo as mais diversas áreas do corpo tais como ossos músculos linfomas e melanoma Os tumores podem ser benignos quando apresentam células em consonância com as células normais com bordas bem definidas crescimento mais lento e mantém sua localização sem se espalhar ou malignos que por sua vez crescem descontroladamente e se proliferando tem capacidade de se infiltrar em outros órgãos ou tecidos esse processo de se dissipar pode ser pela corrente sanguínea ou pelo sistema linfático Fatores como danos à saúde física dor desconforto incertezas quanto ao futuro entre outros podem gerar sofrimentos em todas as dimensões do sujeito doente Somando à isso considerando que o significado de se estar com câncer é uma construção uma percepção subjetiva dentro das concepções do paciente é impreterível a composição de uma equipe de saúde composta por profissionais das mais diversas áreas do saber entre eles o psicólogo LOURENÇÃO et al 2010 Fundamentada nessas concepções a oncologia é a especialidade médica responsável por estudar e cuidar de neoplasias e tumores isto é em suma responsável por estudar e tratar o câncer analisando o desenvolvimento no organismo e determinando possíveis tratamentos para cada caso Atualmente quando se pensa em uma equipe oncológica ratificando as necessidades supra pontuadas é composta por uma equipe multiprofissional contando assim com a colaboração de outras especialidades dentro da área da saúde Dentro deste trabalho será dado ênfase no papel do psicólogo nesse contexto 23 PACIENTE EM ESTÁGIO TERMINAL Baseado em Gutierrez 2001 pacientes em estágio terminal são aqueles cujo estado de saúde está prejudicado ao ponto de não haver mais tratamentos que recuperem de forma efetiva o seu bemestar Seu estado de saúde é considerado irreversível pois geralmente é resultante de uma doença que não apresenta sinais de melhora e com a qual o tratamento tem se mostrado irreversível Nesse contexto resta ao paciente cuidados que visem melhorar a qualidade de vida enquanto a finitude se aproxima Anteriormente recebia cuidados curativos agora sua única opção é receber cuidados paliativos Após o boletim médico acerca de sua condição pode ser que haja planos para o que este paciente deseja realizar questões biopsicossociais relacionadas ao sofrimento e morte que devem ser analisadas para oferecer melhor qualidade de vida a este paciente e sua família Considerando que o último ato do ciclo da vida humana a morte mesmo sendo um fenômeno natural e a única certeza que está presente na vida humana ainda é um tema tabu já que a cultura ocidental predominante tende a negar a finitude do homem Logo ao se deparar com o diagnóstico terminal é desencadeado consequências emocionais e psicológicas ao paciente e por isso o tratamento paliativo deve ser estruturado como um cuidado centrado no paciente SANTOS 2018 Por questões como esta a assistência psicológica dentro do contexto hospitalar se faz imperativo tanto para o paciente quanto para seus familiares sendo o psicólogo o profissional responsável por dar suporte psicológico corroborando com a qualidade de vida diante desse quadro de finitude 24 OS CUIDADOS PALIATIVOS O vocábulo paliativo é derivado do latim pallium palavra que quer dizer cobrir amparar abrigar que ou o que tem a qualidade de acalmar de abrandar temporariamente um mal dizse de medicamento ou tratamento anódino De acordo com o World Health Organization 2017 os cuidados paliativos referemse a uma abordagem que melhora a qualidade de vida dos pacientes adultos e crianças e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida Nesse contexto previne e promove alívio do sofrimento por meio da identificação precoce avaliação correta e tratamento da dor e de outros problemas sejam físicos psicossociais ou espirituais São uma parte crucial dos serviços de saúde integrados e centrados nas pessoas em todos os níveis de atendimento visam aliviar o sofrimento seja sua causa câncer falência de órgãos graves tuberculose resistente a medicamentos doença crônica terminal parto extremo prematuridade ou fragilidade extrema da velhice tradução própria Segundo o Manual de Cuidados Paliativos PEGAR A CITAÇÃO CORRETA embora os médicos de cuidados paliativos tradicionalmente forneçam cuidados paliativos e de fim de vida para pacientes durante os últimos meses de vida o papel em expansão e os conceitos centrais da medicina paliativa são vitais desde o momento do diagnóstico mesmo quando a curativa é possível e devem ser integrados ao longo da trajetória de uma condição médica grave como o câncer Partindo disto junto a oncologia os cuidados paliativos são um complemento poderoso que agregam valor distinto ao bemestar físico mental e psicossocial dos pacientes que vivem com câncer Sendo a sua prática clínica assentada na filosofia de melhorar a qualidade de vida de doentes e seus familiares que convivem com doenças graves seu papel em expansão e integração com o cuidado oncológico pode ajudar a aliviar a carga de sintomas físicos melhorar a compreensão da doença e do prognóstico melhorar a qualidade de vida e a sobrevida geral dos pacientes 25 A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DOS PSICÓLOGOS EM RELAÇÃO AOS CUIDADOS PALIATIVOS Em 2002 a OMS Organização Mundial da Saúde se pronunciou que os cuidados paliativos consistem em uma abordagem com vistas a melhorar a qualidade de vida de pacientes em fase terminal e seus familiares por meio de um modelo biopsicossocial ofertando uma avaliação conjunta a um tratamento da dor física e outros sintomas Neste sentido o psicólogo tem como campo de atuação as palavras a escuta captando signos com valor de palavras e a observação Em relação a intervenção com família é necessário instruir a família a ser moderado diante da expressão de seus conteúdos aumentando a expressão de sentimentos e ações que vise estimular a empatia e o bem estar do familiar adoecido Pontuase ainda a dificuldade encontrada pelos profissionais em medicina de informar o diagnóstico ou tratamento ao paciente e família para além dos termos técnicos podendo assim gerar uma má compreensão acerca do quadro Essa má compreensão pode comprometer a capacidade dos pacientes de tomar decisões acerca dos objetivos sobre o tratamento e em última instância pode atrasar o planejamento e os cuidados no final da vida O cenário de morte não é fácil para nenhum dos envolvidos mas o papel clínico dos profissionais envolvidos pode oferecer melhor compreensão e humanidade além do mero cumprimento de assistência médica De acordo com com KüblerRoss 1996 o esclarecimento do diagnóstico da doença terminal o paciente se sente mais seguro e pode passar de forma consciente todas as etapas da tomada de consciência referente ao diagnóstico 3 METODOLOGIA O presente artigo utiliza como metodologia uma pesquisa qualitativa a partir de uma revisão bibliográfica Enquanto pesquisa qualitativa esta pode ser entendida como uma resposta à questões específicas buscando significados e subjetividades Ou seja preocupase com uma realidade que não pode ser quantificada trabalhando com um núcleo mais profundo das relações como valores crenças e ações Minayo 2002 Ademais a pesquisa qualitativa é entendida como um conjunto de práticas e conceitos que se aplicam a uma grande variedade de metodologias de investigação que têm em comum a preocupação com o significado que as pessoas atribuem aos seus comportamentos e experiências Minayo 2007 Além disso destacase a pesquisa qualitativa enquanto particularmente importante para o campo da saúde pois permite uma compreensão mais ampla e profunda dos aspectos sociais culturais e emocionais que afetam os processos de saúde e doença A autora supracitada ainda argumenta que a pesquisa qualitativa é capaz de descobrir os processos invisíveis que regulam a vida e a saúde tais como as práticas culturais as relações de poder e as experiências emocionais dos indivíduos Minayo 2007 Dessa forma ainda com referência à Minayo 2007 a pesquisa qualitativa é uma abordagem fundamental para a compreensão dos fenômenos sociais e de saúde permitindo que o pesquisador explore a subjetividade a complexidade e a diversidade das experiências humanas O objetivo principal desse processo é coletar analisar e sintetizar a informação disponível sobre um tema específico com o objetivo de produzir conhecimento relevante O processo de revisão bibliográfica perpassa algumas etapas básicas como Definição do tema é escolhido um tema de acordo com sua relevância de contribuição científica Busca de informações após definir o tema e o escopo da revisão é importante buscar informações relevantes em fontes confiáveis como artigos científicos livros relatórios técnicos e outros documentos Seleção e avaliação das fontes depois de coletar as informações selecionase fontes mais relevantes e avaliase a qualidade e a confiabilidade das informações contidas em cada uma delas Análise e síntese das informações com as fontes selecionadas e avaliadas analisase o conteúdo de cada uma delas e sintetizase as informações em um formato adequado para o trabalho Redação e citação finalmente é redigida a revisão bibliográfica de forma clara objetiva e coerente utilizando as normas de citação e referência adequadas para evitar plágio e dar crédito aos autores das fontes utilizadas MENDONÇA 2018 Assim frente ao objetivo do presente estudo com escopo em elucidar os benefícios do acompanhamento psicológico para pacientes oncológicos em fase terminal a revisão bibliográfica deuse a partir da revisão de publicações de 3 revistas na área da psicologia as quais de acordo com a avaliação realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CAPES e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CNPq possuem qualis A1 logo justificase sua relevância para os estudos na área da psicologia Como período de busca para a pesquisa foi definido o período de 2018 à 2023 totalizando os últimos 5 anos Já como palavraschave para a pesquisa foram elencadas fase terminal oncologia paciente oncológico câncer paliativo 31 ENQUADRAMENTO DA PESQUISA O método utilizado para a elaboração do respectivo trabalho possui um recorte qualitativo isto é possui o intuito de realizar uma análise hermenêutica dos dados coletados APPOLINÁRIO 2004 p 151 apud CARVALHO et al 2019 Foi utilizada a metodologia da Revisão bibliográfica buscando a construção de um estudo exploratóriodescritivo De acordo com Gil 1999 p 43 as pesquisas exploratórias têm como objetivo trazer à tona uma visão geral de um determinado fenômeno a ser estudado Seu principal objetivo é desenvolver e explanar ideias e conceitos com vistas a gerar contribuições à curto e longo prazo para estudos do assunto em questão sendo tal método empregado em pesquisas qualitativas Na pesquisa de caráter qualitativo os estudos que empregam uma metodologia qualitativa podem descrever a complexidade de determinado problema analisar a interação de certas variáveis compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais contribuir no processo de mudança de determinado grupo e possibilitar em maior nível de profundidade o entendimento das particularidades do comportamento dos indivíduos RICHARDSON 1999 p80 Assim o referido tema aqui abordado é explorado a partir da revisão de estudos elaborados anteriormente buscando formular de modo descritivo possíveis contribuições para o referido assunto na área da psicologia 32 O CORPUS A pesquisa qualitativa de revisão bibliográfica foi elaborada entre os meses de maio e junho de 2023 com base nos dados da plataforma CAPES CNPQ nas três revistas elencadas Paidéia Psicologia Reflexão e crítica Psicologia Teoria e Pesquisa A busca nos periódicos ocorreu seguindo como critérios de inclusão para seleção publicações em língua portuguesa publicados entre os anos de 2018 à 2023 de acesso livre e gratuito e que trouxesse em seus estudos a temática referente aos benefícios do acompanhamento psicológico para pacientes oncológicos em fase terminal Como critérios de exclusão foram desconsideradas publicações anteriores a 2018 produções não relacionadas à temática artigos repetidos ou apenas com resumo dissertações e teses 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO As buscas resultaram em 06 artigos Primeiramente foram pesquisados artigos dos anos de 2018 a 2023 onde notouse um número de produções baixo ou até mesmo nulo de publicações As revisões integrativas e estudos apresentados nas três revistas destacaram o papel influente dos profissionais da psicologia atuando com pacientes diagnosticados com câncer Contudo no que se refere aos cuidados paliativos de pacientes em fase terminal da doença não foram encontrados estudos voltados para tal particularidade Ademais no decorrer da pesquisa notouse que no período de 2000 à 2015 há mais produções voltadas para a temática enquanto no período mais recente cujo presente estudo possui enfoque não há a mesma constância de pesquisas e estudos científicos na área o que tornase preocupante Desse modo a partir das delimitações elencadas para a busca de produções aqui referidas chegouse ao seguinte apanhado de produções sobre a temática nos últimos 5 anos Revista de publicação Título Autor Ano de publicação Paidéia Ajustamento psicológico de pais de crianças com diferentes prognósticos de câncer Amanda Muglia Wechsler Carmen BragadoÁlvarez María José Hernández Lloreda Luiz Fernando Lopes Elisa Maria Perina 2021 Psicologia Reflexão e crítica sem publicações Psicologia Teoria e Pesquisa Idosos em Tratamento Quimioterápico Relação entre Nível de Estresse Sintomas Depressivos e Esperança Natália Michelato Silva Manoel Antônio dos Santos Rafaela Azevedo Abrantes de Oliveira Luana Baldin Storti Isabela Maria Oliveira Souza Paulo Fernandes Formighieri Sueli Marques 2020 Psicologia Teoria e Pesquisa Enfrentamento do Câncer Infantil e Intervenções Psicológicas Uma Revisão da Literatura Joana Lezan Sant anna Deise Maria Fernandes Mendes 2019 Psicologia Teoria e Pesquisa Fatores Preditores de Sintomas Emocionais e Físicos Reportados por Pacientes Oncológicos Carolina Gaue Zayat Isadora Miranda Azevedo Edvane Birelo Lopes De Domenico Cristiane Decat Bergerot 2021 Psicologia Teoria e Pesquisa Intervenções Grupais para Mulheres com Câncer de Mama Desafios e Possibilidades Manoel Antônio dos Santos Carolina de Souza 2019 Psicologia Teoria e Pesquisa Avaliação de Prejuízo Cognitivo em Sobreviventes de Câncer de Mama Estudo Transversal Renata Nunes Pedras Maria Fernanda Marcusso Manhães Aline Millani Carneiro 2022 Getúlio Yuzo Okuma Simone Elias Edvane Birelo Lopes De Domenico Cristiane Decat Bergerot Desse modo notouse que os estudos acerca dos benefícios do acompanhamento psicológico para pacientes oncológicos paliativos em fase terminal têm sido quase nula em periódicos da área da psicologia Assim pensando a relevância de cada revista bem como os artigos de destaque em cada uma sobre a temática supracitada é possível observar algumas diferenciações nas produções porém nenhuma das produções elencadas trata da temática aqui referida de forma singular abordando apenas assuntos relativos ao tratamento com pacientes diagnosticados com câncer em diferentes contextos porém sem adentrar a questão da fase terminal e as contribuições da psicologia 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A fase terminal do câncer é um momento crítico para a saúde mental tanto dos pacientes diagnosticados com a doença quanto para aqueles que fazem parte de sua rede de apoio Nesse estágio os cuidados paliativos desempenham um papel fundamental na promoção da qualidade de vida dos pacientes pois dada a criticidade do momento tornase necessário que se considere as preferências do paciente para buscar a redução de seu possível sofrimento e adoecimento no que se refere ao eixo da saúde mental para que assim haja autonomia do paciente para que este passe pelo processo de forma consciente e participativa tomando suas decisões acerca do modo como irá enfrentar o momento Além disso o acompanhamento psicológico oferecido nesse contexto pode fornecer um suporte capaz de beneficiar o processo de autocuidado emocional e compreensão das possibilidades de aprendizado cognitivocomportamental que podem vir a ocorrer neste contexto fornecendo assim estratégias para enfrentar os desafios cotidianos de todos aqueles que precisam lidar com a doença e as adaptações que ocorrem a partir da notificação do adoecimento em fase terminal Ademais a partir do presente trabalho desvelase uma lacuna existente na produção de estudos acerca dos cuidados paliativos no que tange ao acompanhamento psicológico de pacientes com câncer o que tornase preocupante ao compreender a relevância da atuação da psicologia no âmbito hospitalar ora tal acompanhamento possibilita a redução de sofrimentos e angústias trazidas pelas drásticas mudanças estressoras na rotina destes indivíduos Portanto o presente estudo almeja também viabilizar o fomento do debate acerca dos benefícios do acompanhamento psicológico para pacientes oncológicos paliativos em fase terminal elucidando o modo como tal acompanhamento possibilita maior compreensão acerca dos processos de saúde e doença envoltos em tal momento crítico para a saúde mental e a busca por melhorias da qualidade de vida dos pacientes oncológicos em fase terminal REFERÊNCIAS CALAMARI Frank Os Tratamentos Paliativos Ao Serviço Da Vida Servir Lisboa ISSN p 08712370 1996 CARVALHO Ricardo T de PARSONS Henrique A Manual de cuidados paliativos ANCP In Manual de cuidados paliativos ANCP 2012 p 590590 CAMPOS Terezinha C P Psicologia Hospitalar a atuação do psicólogo em hospitais São Paulo EPU 1995 EPSTEIN Andrew S et al Discussions of life expectancy and changes in illness understanding in patients with advanced cancer Journal of Clinical Oncology v 34 n 20 p 2398 2016 GIL A C Métodos e técnicas de pesquisa social 5 ed São Paulo Editora Atlas 1999 IAHPC Definição de cuidados paliativos baseada em Consenso Global 2018 Houston TX A Associação Internacional de Hospice e Cuidados Paliativos Disponivel em httpshospicecarecomwhatwedoprojectsconsensusbaseddefinitionofpalliativecare definition KLUBERROSS Elisabeth Sobre a morte e o morrer O que os doentes tem a ensinar a médicos enfermeiros 1996 KOVÁCS Maria Júlia Morte e desenvolvimento humano Casa do psicólogo 1992 KUBLER Ross Elisabeth O Túnel e a Luz Verus Editora Campinas SP 2003MACK Jennifer W et al Patient beliefs that chemotherapy may be curative and care received at the end of life among patients with metastatic lung and colorectal cancer Cancer v 121 n 11 p 18911897 2015 MALIN Jennifer L et al Understanding cancer patients experience and outcomes development and pilot study of the Cancer Care Outcomes Research and Surveillance patient survey Supportive Care in Cancer v 14 n 8 p 837848 2006 MENDONÇA Daisy Maria Coelho de et al Qualidade de vida de pacientes oncológicos em cuidados paliativos no Hospital Universitário de Brasília 2019 Tese de Doutorado MENDONÇA F A S Cruz E F 2018 Revisão bibliográfica um guia prático Curitiba Appris MINAYO M C S O desafio do conhecimento pesquisa qualitativa em saúde Hucitec 2007 MENEZES Rachel A Em busca da boa morte antropologia dos cuidados paliativos SciELOEditora FIOCRUZ 2004 MOREIRA Isabel M P B O doente terminal em contexto familiar uma análise da experiência de cuidar vivenciada pela família 2001 NOVEL Gloria et al Enfermería psicosocial y salud mental Serie manuales de enfermería Editorial marzo Barcelona España v 62 2000 OLIVEIRA Abílio et al O desafio da morte 2008 OLIVEIRA Tereza M de O Psicanalista diante da Morte São Paulo Mackenzie 2001 OLIVEIRA Ivone A de PAZ Carlos E D O da Atuação do psicólogo junto ao paciente oncológico infantil e seus familiares Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente 61 172192 janjun 2015 RAMOS V A O PAPEL DO PSICÓLOGO NA DOENÇA ONCOLÓGICA E SUAS FASES Psicologia ptO Portal dos psicólogos 2016 RICHARDSON R Pesquisa social métodos e técnicas 3 ed São Paulo Atlas 2005 TRUCHARTE Fernanda A R et al Psicologia hospitalar teoria e prática In Psicologia hospitalar teoria e prática 1997 p 114114 WORLD HEALTH ORGANIZATION National cancer control programmes policies and managerial guidelines World Health Organization 2002 Disponível em httpsappswhointirisbitstreamhandle10665424949241545577pdf sequence1isAllowedy Acesso em 22 de nov de 2022 ZHAI Y Du X Perda e luto em meio à COVID19 um caminho para adaptação e resiliência Brain Behav Immun Julho de 2020 ZIMMERMANN Camilla et al Early palliative care for patients with advanced cancer a clusterrandomised controlled trial The Lancet v 383 n 9930 p 17211730 2014