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proteção Contra Incêndio e Explosão e gerenciamento de Riscos Ocupacionais

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UNICESUMAR

Segurança no Trabalho

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UNIA

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PORTFÓLIO ACADÊMICO PÓSGRADUAÇÃO ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO UNICESUMAR Aluno QUÉZIA PINHEIRO TOSTA CPF 01860528120 Professor Orientador Prof Med Luciano Alencar Curso PósGraduação em Engenharia de Segurança do Trabalho ATIVIDADE PRÁTICA 01 DISCIPLINA PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E EXPLOSÃO SISTEMA DE PREVENÇÃO A INCÊNDIOS O sistema de proteção a incêndio é dividido em setores onda cada um possui os extintores necessários a partir das características do local de trabalho e toda essa análise é realizada pela CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Setor administrativo 01 extintor de combate a incêndio tipo Pó Químico Seco PQS ABC de 04kg 01 extintor de combate a incêndio tipo CO2 BC de 06kg Setor reciclagem 01 extintor de combate a incêndio tipo PQS BC de 04kg Setor Subestação 02 extintores de combate a incêndio tipo PQS ABC de 04kg cada Setor Produção 04 extintores de combate a incêndio tipo PQS BC de 04kg cada 24 extintores de combate a incêndio tipo água pressurizada de 10 litros cada 05 extintores de combate a incêndio tipo PQS BC de 08kg 05 extintores de combate a incêndio tipo PQS ABC de 04kg cada Setor Central de gás 02 extintores de combate a incêndio tipo PQS BC de 04kg cada Setor Ônibus 01 extintor de combate a incêndio tipo PQS BC de 06kg Setor Galpão 01 extintor de combate a incêndio tipo PQS ABC de 08kg A seguir na Figura 10 são apresentadas imagens de extintores e mangueiras instalados pela fábrica conforme a CIPA analisou e definiu a b Figura 10 Extintores e luz de saída de emergência na imagem a e mangueiras para o combate a incêndio na imagem b Fonte A autora 2024 541 Sistema de controle de emissões atmosféricas Não há quantidades significativas de poeira emitida para a atmosfera pois há sistema de exaustão em todas as máquinas que geram poeiras Todo o material particulado que é gerado nas etapas da produção é canalizado até um filtro de mangas que apresentam elevadas eficiências de remoção de partículas Neste filtro é separada a poeira do ar e quando os silos estão cheios é feita sua coleta Nas etapas de corte e furação a serragem acaba caindo no chão e posteriormente é feita a limpeza por sucção que é jogada no sistema de dutos do material particulado Há sistema de exaustão na linha de pintura UV onde apenas é canalizado o calor gerado para fora da fábrica A tinta utilizada no processo é atóxica utilizada também na fabricação de móveis para crianças A seguir na Figura 11 pode ser observada a imagem dos dutos acoplados em uma máquina geradora de poeira e um dos silos de filtro manga a b Figura 11 Ramificações coletoras de poeira acopladas em umas das máquinas a e um dos silos de filtro manga na parte externa da fábrica b Fonte A autora 2024 542 Sistema de coleta de resíduos sólidos industriais Cada resíduo gerado no processo produtivo no escritório e no depósito é separado em locais específicos conforme pode ser visto na Figura 12 e após um período é recolhido por empresas especializadas Conforme podese observar na Tabela 8 a seguir referente PGRS da empresa apresentado à FEPAM em 2011 Não foram observados resíduos sem destinação adequada durante a análise do processo pela empresa 38 Tabela 8 Resíduos sólidos industriais gerados no processo produtivo quantitativo e destinação Fonte adaptado de FEPAM 2001 Tipo de Resíduo 1 Quantidade anual 2 Tipo de Medida Acondicionament o 3 Armazenamento 4 Destino 5 Nome e local do destino RESÍDUOS DE MDF 250 M3 GRANEL ÁREA FECHADA silo QUEIMA CDL fábrica de artefatos de barro São Pedro do ButiáRS PLÁSTICO S E PAPELÃO 1200 Kg GRANEL ÁREA FECHADA RECICLAGEM Marcos Engelhof Campina das MissõesRS ESTOPAS E PANOS 05 M3 CAIXAS ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C LÂMPADAS FLUORECEN TES 25 UM CAIXAS ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C RESÍDUOS TINTAS E SOLV CONTAMINADO S 1 M3 TAMBORES ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C EMBALAGENS CONTAMINAD AS 25 M3 GRANEL ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C LIXAS E FITA DE BORDA 1 M3 CAIXAS ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C SOLVENTES 05 M3 TAMBORES ÁREA FECHADA REPROCESSAME NTO Free Tintas Ltda Arroio do MeioRS Figura 12 Local de armazenamento dos resíduos sólidos industriais Fonte A autora 2024 ATIVIDADE PRÁTICA 02 CONCLUSÕES A partir dos resultados obtidos foi possível perceber através da análise da situação atual da empresa que os maiores riscos foram de grau 2 indicando uma situação satisfatória do processo produtivo em questão e das atividades que já são adotadas pela empresa Esta identificação serve também como ferramenta para apontar os riscos que necessitam de uma analise mais profunda e atenção permanente da empresa Os riscos decorrentes das atividades da indústria moveleira Incolar podem ser considerados toleráveis desde que As manutenções necessárias dos equipamentos e máquinas de toda a fábrica sejam executadas de forma preventiva de maneira a manter tudo em perfeitas condições de uso e funcionamento Todos os funcionários de todos os setores utilizarem os EPIs recomendados e que seja fiscalizado se sua utilização está sendo feita Os procedimentos operacionais sejam realizados de forma responsável pelos funcionários seguindo as recomendações do fabricante das máquinas e garantindo para que seus sistemas de segurança não sejam violados pelos funcionários Os funcionários estejam treinados e conscientes de todos os riscos inerentes á atividade da empresa A indústria sempre se mantenha atualizada e em conformidade com as normas e leis regulamentadoras REFERÊNCIAS ALBERTON A Uma metodologia para auxiliar no gerenciamento dos riscos e na seleção de alternativas de investimentos em segurança 1996 Dissertação Mestrado em gestão da Qualidade e Produtividade Engenharia de Produção Universidade de São Paulo USP São Carlos 1996 BRASIL População IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Disponível em httpwwwibgegovbr Acesso em 10 ago 2010 BRASIL Geologia CPRM Serviço Geológico do Brasil Disponível em httpwwwcprmgovbr Acesso em 31 ago 2015 BRASIL Biomas MMA Ministério do Meio Ambiente Disponível em httpwwwmmagovbr Acesso em 10 ago 2015 BRASIL Apostila do Curso Sobre Estudo de Análise de Riscos e Programa de Gerenciamento de Riscos MMA Ministério do Meio Ambiente Secretaria do Meio Ambiente Disponível em httpwwwmmagovbr Acesso em 05 out 2006 CETESB Manual de Orientação para Elaboração de Estudos de Análise de Riscos Secretaria de Estado de meio Ambiente Companhia de tecnologia de Saneamento Ambiental Disponível em httpriscotecnologicocetesbspgovbrestudodeanalise derisconorma cetesbp4261 Acesso em 15 set 2003 DUIJIM J N FIEVEZ C GERBEC M HAUPTMANNS U KONSTANTINIDOU M 2008 Management of health safety and environment in process industries Safety Science 46 908920 FEPAM Manual de Análise de Riscos Industriais Fundação Estadual de Proteção Ambiental Disponível em httpwwwfepamrsgovbr Acesso em 15 jul 2001 GOOGLE Google Maps Acesso em httpswwwgooglecombrmaps 20 ago 2015 INCOLAR Laudos SERPLAMED 15 set 2015 ITSEMAP Estudo de Análise de Riscos Usina Termelétrica de Tefé 2010 PORTAL EDUCAÇÃO Plano de Ação de Emergência PAE Disponível em httpwwwportaleducacaocombrbiologiaartigos43058planodeacao de emergenciapaeixzz3sKdsTeOb Acesso em 10 out 2015 STRECK V E et al Solos do Rio Grande do Sul 2ª ed Porto Alegre 2008 SEIFFERT BEM Sistemas de Gestão Ambiental ISSO 14001 e Saúde e Segurança Ocupacional OHSAS 18001 2ª ed São Paulo Editora Atlas 2010 11 ATIVIDADE PRÁTICA 02 DISCIPLINA GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS 511 Máquinas e equipamentos A ocorrência de maquinário e equipamentos de maior porte onde foram observados a maior parte dos perigos estão localizados no Setor de Produção podendo ser divididos em etapas de corte colagem de borda furação pintura e embalagem ETAPA DE CORTE Na etapa de corte existem três seccionadoras que funcionam simultaneamente e separadamente dependendo da demanda de produção Os equipamentos são computadorizados e assim funcionam de maneira simples o operador da máquina informa ao computador todos os dados e as medidas do projeto a ser executado depois coloca a chapa de MDF no local específico afastase da máquina e aperta o botão para a máquina começar o processo A máquina depois de ser liberada para o funcionamento aciona um sistema de proteção onde o funcionário não poderá ter mais acesso ao interior da máquina até o processo de corte terminar a menos que o operador acione o botão de cancelamento da operação O processo continua e a máquina para automaticamente quando o processo de corte da chapa de MDF termina O sistema de proteção é basicamente composto por uma espécie de cortina de acrílico que baixa quando é ativado seu funcionamento impedindo os operadores da máquina de terem acesso às laminas de corte no seu interior O resíduo gerado é composto basicamente por restos de MDF decorrentes do corte poeira 12 Na Figura 4 podemse observar detalhes de uma das seccionadoras responsável pelo corte das chapas de MDF Figura 4 Seccionadora responsável pelo corte das chapas de MDF ETAPA DE COLAGEM DE BORDA A segunda etapa é constituída de três coladeiras de borda Nesta etapa não há computadores A máquina é responsável pelo acabamento das laterais da chapa de MDF uma vez que as laterais da chapa não passam pelo processo de pintura fazendo a colagem de uma espécie de fita na cor ou na textura em que a chapa necessita O operador prepara a fita que será utilizada e coloca a chapa na máquina Depois que o operador iniciar o processo a chapa vai passar pela esteira e passar pelos processos de passagem de cola colagem da fita corte de excessos de fita e acabamento das cantoneiras A máquina possui sistema de proteção de sensores e é toda revestida de material de acrílico Os ajustes na máquina devem ser feitos antes do processo ter início pois depois que ela estiver em funcionamento se a tampa de proteção for levantada a máquina ativa o sensor e para o seu processo impedindo os operadores de terem acesso aos locais perigosos enquanto a máquina estiver funcionando A etapa gera resíduos de resto de fita que sobram do processo Na Figura 5 podese observar a coladeira de borda parte externa a e interna b 13 a b Figura 5 Coladeira de borda parte externa a e parte interna b ETAPA DE FURAÇÃO Três furadeiras compõem o sistema de furação das chapas de MDF O sistema é computadorizado Figura 6 a Os dados das dimensões são informados ao computador pelo operador depois é colocada a chapa na máquina e o processo só começa depois que o operador se afastar da máquina e sair da área de sensores que estão no chão como um tapete que pode ser visualizado na Figura 6 b e apertar o botão de início Se o operador pisar na área do tapete com a máquina em funcionamento ela se desliga automaticamente Depois que a furação da chapa estiver feita a máquina para Esta etapa é a que mais gera resíduos de poeira de MDF 14 a b Figura 6 Computador da furadeira a e visão geral da furadeira b ETAPA DE PINTURA A etapa de pintura é subdividida em 12 operações A chapa primeiramente passa pela lixa que remove as imperfeições e a prepara para receber uma massa chamada de alisador A massa é depositada na chapa por um sistema de rolo onde a massa é succionada por uma bomba e entra em contato com o rolo quando a chapa passa ela entra em contato com o rolo e a massa é depositada Depois a chapa segue para a secagem por um sistema ultravioleta UV secando quase que instantaneamente Seguindo a chapa passa por um novo processo de lixas para uniformizar a massa da etapa anterior A partir daí a chapa está pronta para a primeira camada de tinta que também é feita pelo sistema de rolos A tinta é succionada por uma bomba e mantém contato com o rolo que irá depositar na chapa quando ela passar Novamente passa por outro processo de secagem UV e seca a primeira camada de tinta A segunda camada de tinta é depositada no mesmo sistema da primeira e também é seca pela terceira vez A próxima etapa é a maquina de impressão de desenhos ou relevos que só serão utilizadas quando houver demanda conforme os projetos A chapa pode ser somente pintada ou pode passar pelos processos de relevo Quando não utilizada a chapa passa direto por essa máquina e segue no processo Se for utilizada a chapa passa pela quarta 15 vez pelo processo de secagem UV A penúltima etapa é a pintura do verniz podendo ser ele fosco ou brilhante no mesmo sistema de rolos do processo de pintura E por fim a quinta passagem pela secagem UV A chapa sai seca e pronta para ser embalada Os maiores resíduos gerados nesta etapa da produção são na parte em que a chapa passa pela lixa onde é gerado material particulado em grande quantidade Este material gerado não é liberado no ambiente interno da fábrica tendo em vista o sistema de controle de emissão atmosférica da fábrica Com isto não entra em contato direto com os funcionários da fábrica Nas etapas de pintura impressão de relevo e invernização não são gerados resíduos aparentes podendo haver material particulado sendo gerado também quando é realizada a limpeza dos equipamentos são gerados resíduos líquidos quando existe a troca das cores das tintas A tinta é atóxica e quando passar pela etapa de secagem UV o resíduo gerado vai ser apenas vapor quente que é canalizado e solto para o ambiente fora da fábrica Na Figura 7 podese observar o início do processo na etapa de pintura entrando na máquina que lixa as chapas de MDF a e na figura b a chapa passando por uma das máquinas que promove a pintura de MDF a b Figura 7 Chapa de MDF passando pela primeira etapa de lixa a e chapa de MDF passando por uma das máquinas de pintura b SISTEMA DE CONTROLE DE EMISSÃO DE POEIRA Em cada um dos equipamentos citados existe um sistema de dutos acoplados a um soprador que canaliza todo o material particulado e poeira de MDF gerados na 16 fábrica Na Figura 8 abaixo podese observar as ramificações dos dutos saindo das máquinas Pontos de coleta estão instalados em todos os equipamentos que geram poeira O sistema de dutos encaminha o ar contaminado para um filtro de mangas que separa o material particulado A poeira coletada por ser basicamente composta por madeira é recolhida por uma empresa especializada licenciada para este fim que a utiliza em fornos de secagem de tijolos Figura 8 Ramificações dos dutos saindo das máquinas que geram poeira ETAPA DE EMBALAGEM Duas seladoras compõem a ultima etapa do processo É a etapa que mais necessita de operadores A chapa de MDF pronta é recebida e os operadores encaixam as cantoneiras nas chapas para a sua proteção A chapa segue na esteira e entra na máquina que vai envolvelas com plástico bolha sendo mais um item de proteção para evitar que no transporte sofram deformações Ao sair da máquina o plástico está envolvido na chapa e está quente nas laterais para que dois operadores o pressionem e possibilite a soldagem nas laterais observado na Figura 9 logo abaixo Por fim as chapas são embaladas manualmente em papelão e vão para o estoque de produtos a serem transportados São gerados alguns resíduos sólidos de resto de papelão nesta etapa Para a proteção dos operadores são utilizadas luvas para a proteção térmica uma 17 vez que a temperatura das chapas com o plástico bolha é relativamente alta com potencial para causar queimaduras Figura 9 Máquina seladora responsável por envolver a chapa de MDF no plástico bolha CARACTERÍSTICAS DOS PRODUTOS MANIPULADOS AGENTES UTILIZADOS E RESÍDUOS GERADOS Por meio da observação das operações percebemse Fumos metálicos e gases de soldagem gerados nas operações de soldagem Óleos e graxas da lubrificação e manutenção de máquinas Produtos domissanitários de Limpeza das dependências da empresa Poeira orgânica do Processo de trabalho com madeira Solventes Hidrocarbonetos aromáticos e alifáticos Pintura de móveis na linha UV Solventes da Limpeza de peças O único efluente líquido gerado diz respeito àquele proveniente da limpeza da fábrica e utilização nos banheiros 18 52 Estudo de Análise de Riscos A partir da observação das atividades da empresa relatórios disponibilizados pela empresa Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPRA Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional PCMSO Programa de Conservação Auditiva PCA e Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos PGRS foi possível a identificação de diversos perigosriscos associados ao processo produtivo Estes riscos são apresentados de forma estruturada nas Tabelas 4 5 e 6 dos setores administrativo produção e depósito respectivamente Os perigos elencados foram classificados quanto à sua frequência e severidade conforme Tabelas 1 e 2 A partir disto cada perigo recebeu um grau de risco associado conforme Tabela 3 19 Tabela 4 Planilha de Análise Preliminar de Riscos do setor administrativo da empresa identificação dos perigos caracterização de frequência e severidade grau de risco associado e recomendações ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO EMPRESA INCOLAR Indústria e Comércio de Móveis do Lar Ltda SETOR ADMINISTRATIVO ATIVIDADE Realização de atividades burocráticas administrativas Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Permanecer muito tempo na mesma posição eou na mesma atividade Dores nas costas e possíveis problemas na coluna B I 1 Fazer pausas durante o trabalho para variar a postura Fazer pausas para descanso Realizar exames médicos Mecânicos Acidentes Acidentes de trajeto Falhas mecânicas no veículo de transporte Vítima de acidentes de trânsito Atrasos Invalidez temporária ou permanente B II 1 Realizar revisões nos veículos de transporte Realizar palestras de direção defensiva Físico Ruído contínuo intermitente Serviços de almoxarifado Desconforto auditivo Possíveis problemas na audição A I 1 Utilizar protetor auricular Manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos Acidentes esmagamento cortes queda de objetos Serviços de almoxarifado Lesões leves a lesões permanentes B II 1 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida 20 Tabela 5 Planilha de Análise Preliminar de Riscos do setor de Produção da empresa identificação dos perigos caracterização de frequência e severidade grau de risco associado e recomendações ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO EMPRESA INCOLAR Indústria e Comércio de Móveis do Lar Ltda SETOR PRODUÇÃO ATIVIDADE Fabricação de móveis em MDF Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Permanecer muito tempo na mesma posição eou na mesma atividade Dores nas costas e possíveis problemas na coluna Esgotamento físico C II 2 Fazer pausas durante o trabalho para variar a postura Fazer pausas para descanso Realizar exames médicos Mecânicos Acidentes Acidentes de trajeto Falhas mecânicas no veículo de transporte Vítima de acidentes de trânsito Atrasos Invalidez temporária ou permanente B II 1 Realizar revisões nos veículos de transporte Realizar palestras de direção defensiva Mecânicos acidentes Cortes Esmagamento Quedas de objetos sobre membros inferiores Lesão ocular Falha humana Não utilização dos EPIs necessários Violação dos sistemas de segurança das máquinas Lesões leves a lesões permanentes Afastamento temporário ou permanente do funcionário C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Facilitar o acesso nas partes mais altas do estoque Treinamento dos funcionários para utilização correta dos EPIs e o correto manuseio das máquinas Físico Ruído contínuo intermitente Maquinário do processo produtivo Desconforto auditivo stress pressão alta D I 2 Utilizar protetor auricular Utilização dos EPIs indicados 21 Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações em funcionamento insônia Possíveis problemas auditivos para a atividade exercida Manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos Físicos Radiações ultravioleta e infravermelha Operações de soldagem Ceratoconjuntivite queimadura cutânea possível ocorrência de câncer de pele cataratas queimadura s retinianas C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Manutenção dos equipamentos Químico Solventes Pintura em série com máquina de pintura UV Dermatite de contato efeitos tóxicos agudos depressão neurastenia conjuntivite C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Manter a concentração dos poluentes no ar em níveis permitidos Providenciar a avaliação quantitativa de vapores orgânicos existentes na linha de pintura UV da empresa Químico Poeira orgânica Processo de trabalho com MDF Maior quantidade gerada na máquina Rinite alérgica asma ocupacional bronquites aguda crônica Neoplasia maligna da C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Manter a concentração da poeira orgânica no ar em níveis 22 Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações de corte e furação cavidade nasal e seios paranasais Contaminação do ar ambiente com material particulado principalmente na vizinhança permitidos Providenciar a avaliação quantitativa da poeira existente no setor de corte e furação da empresa Químico Óleos e graxas Manutenção e lubrificação de máquinas Dermatite de contato possível ocorrência de câncer de pele C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Químicos Fumos metálicos e Gases de solda Operações de soldagem Febre dos fumos metálicos irritação vias aéreas superiores asma dano pulmonar agudo enfisema e fibrose pulmonar crônica possível carcinogênese Irritação respiratória dano agudo ao pulmão intoxicação sistêmica C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Incêndio Curto circuitos Fiação elétrica em má estado de conservação Combustíveis inflamáveis perto de Riscos de vida a todos os funcionários da fábrica Riscos a população que reside próximo a Indústria B III 2 Manter fiação elétrica isolada e em bom estado de conservação Manter os inflamáveis e combustíveis isolados e longe de fontes de ignição Manter botijões de GLP no lado 23 Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações fontes de ignição Botijões de GLP em local inadequado Riscos ao meio ambiente próximo a indústria externo das instalações da empresa Plano de emergência Risco de contaminação do meio ambiente Contaminação do meio ambiente pelos resíduos sólidos gerados na etapa de produção Risco de contaminação do solo Risco de contaminação do ar pela poeira de MDF podendo atingir aos moradores no entorno da fábrica B II 1 Resíduos sólidos armazenados em local adequado fora da fábrica e de acesso proibido a pessoal não autorizado Manter o PGRS em conformidade com a Fepam Manter a manutenção do sistema de controle de emissões atmosféricas em dia Manter a manutenção dos silos de filtro manga em dia Com base em comparação com INCOLAR 2015 24 Tabela 6 Planilha de Análise Preliminar de Riscos do setor de Depósito da empresa identificação dos perigos caracterização de frequência e severidade grau de risco associado e recomendações ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO EMPRESA INCOLAR Indústria e Comércio de Móveis do Lar Ltda SETOR DEPÓSITO ATIVIDADE Armazenar produtos e matériaprima Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Permanecer muito tempo na mesma posição eou na mesma atividade Dores nas costas e possíveis problemas na coluna Esgotament o físico C II 2 Fazer pausas durante o trabalho para variar a postura Fazer pausas para descanso Realizar exames médicos Mecânicos Acidentes Acidentes de trajeto Falhas mecânicas no veículo de transporte Vítima de acidentes de trânsito Atrasos Invalidez temporária ou permanente B II 1 Realizar revisões nos veículos de transporte Realizar palestras de direção defensiva Físico Ruído contínuo intermitente Máquinas do setor da produção Desconforto auditivo Possíveis problemas na audição A I 1 Utilizar protetor auricular Manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos Químico Contado com tintas óleos graxas e Controle e reposição de Dermatite de contato possível C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a 25 Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações solventes estoque ocorrência de câncer de pele efeitos tóxicos agudos depressão neurastenia conjuntivite entre outras atividade exercida Manter manutenção dos equipamentos de pintura Acidentes esmagamento cortes queda de objetos Operações de transporte para estocagem e reposição de insumos Lesões leves a lesões permanentes C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Treinamento dos operadores de empilhadeiras Incêndio Inflamáveis e combustíveis armazenados de maneira incorreta Fiação elétrica em má estado de conservação Botijões de GLP em local inadequado Riscos de vida a todos os funcionários da fábrica Riscos a população que reside próximo a Indústria Riscos ao meio ambiente próximo a indústria B III 2 Manter fiação elétrica isolada e em bom estado de conservação Manter os inflamáveis e combustíveis isolados e longe de fontes de ignição Manter botijões de GLP no lado externo das instalações da empresa Plano de emergência Com base em comparação com INCOLAR 2015 26 55 Análise e discussão dos riscos e perigos Por meio dos dados obtidos e visitas realizadas podese perceber que a empresa possui sistemas de controle e prevenção em basicamente todos os setores e para todos os riscos a que estão expostos os seus funcionários vizinhanças e ao meio ambiente Ao entrar na fábrica já se pode perceber que o ambiente de trabalho é aparentemente um local limpo e arejado Nesta seção com base no estudo e análise de riscos realizados é realizada uma verificação tomando como base os riscos de maior grau percebidos riscos de grau 2 da situação atual da empresa visto seus sistemas de controle prevenção apresentados para a proteção do meio ambiente e dos funcionários prevenção e minimização dos riscos identificados nos diversos setores da empresa A Tabela 7 apresenta os riscos de grau 2 observados e sua relação com a situação da empresa e medidas de controle tomadas pela mesma Tabela 7 Relação dos riscos de grau 2 com as medidassistemas implantados pela empresa Riscos de grau 2 Situação da empresa SETOR PRODUÇÃO Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Possui medidas de proteção de agentes ergonômicos Há carrinhos hidráulicos para transporte de mercadorias Há sistema de rolantes para o transporte de mercadorias Há sistema hidráulico de rebaixamento e elevação de mercadorias chamadas mesas elevadoras Mecânicos acidentes Cortes Esmagamento Quedas de objetos sobre membros inferiores Lesão ocular Máquinas com sistema de segurança de intertravamento quando acessada as zoinas de riscos Máquinas em perfeitas condições de uso e conservação EPIS existentes para a função Calçado de segurança Luvas de proteção multitato Físico Ruído contínuo intermitente EPIS existentes para a função Protetor auricular Máquinas em perfeitas condições de uso 27 e conservação Físicos Radiações ultravioleta e infravermelha EPIs existentes Mascara de proteção de solda Protetor respiratório Luvas de Látex Químico Solventes EPIs existentes Luvas de proteção multitato e protetor respiratório Químico Poeira orgânica EPIs existentes Protetor respiratório Possui sistema de controle de emissões atmosféricas Químico Óleos e graxas EPIs existentes Luvas de Látex Protetor respiratório Químicos Fumos metálicos e Gases de solda EPIs existentes Mascara de proteção de solda Protetor respiratório Incêndio Possui sistema de prevenção e combate á incêndio SETOR DEPÓSITO Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Pausas de serviço determinadaspelo próprio funcionário Químico Contado com tintas óleos graxas e solventes EPIs existentes Luvas de Látex Protetor respiratório Acidentes esmagamento cortes queda de objetos EPIs existentes calçado de segurança Incêndio Possui sistema de prevenção e combate á incêndio EPIs existentes com base em comparação com INCOLAR 2015 A INCOLAR possui sistemas de proteção instalados em toda a fábrica que protegem os funcionários e o meio ambiente dos riscos vulneráveis a empresa Estes sistemas são descritos abaixo A empresa possui contrato com a SERPLAMED empresa terceirizada responsável pelo PPRA Norma Regulamentadora Nº 09 MTE PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS pelo PCMSO Norma Regulamentadora Nº 07 MTE PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE 28 SAÚDE OCUPACIONAL e pelo PCA Programa de Conservação Auditiva da empresa 29 Na documentação apresentada nos laudos estão incluídos também toda a análise do processo produtivo e as atividades realizadas por cada funcionário da fábrica e indicando os EPIs existentes para cada função realizada 2 CONCLUSÕES A partir dos resultados obtidos foi possível perceber através da análise da situação atual da empresa que os maiores riscos foram de grau 2 indicando uma situação satisfatória do processo produtivo em questão e das atividades que já são adotadas pela empresa Esta identificação serve também como ferramenta para apontar os riscos que necessitam de uma analise mais profunda e atenção permanente da empresa Os riscos decorrentes das atividades da indústria moveleira Incolar podem ser considerados toleráveis desde que As manutenções necessárias dos equipamentos e máquinas de toda a fábrica sejam executadas de forma preventiva de maneira a manter tudo em perfeitas condições de uso e funcionamento Todos os funcionários de todos os setores utilizarem os EPIs recomendados e que seja fiscalizado se sua utilização está sendo feita Os procedimentos operacionais sejam realizados de forma responsável pelos funcionários seguindo as recomendações do fabricante das máquinas e garantindo para que seus sistemas de segurança não sejam violados pelos funcionários Os funcionários estejam treinados e conscientes de todos os riscos inerentes á atividade da empresa A indústria sempre se mantenha atualizada e em conformidade com as normas e leis regulamentadoras 30 3 BIBLIOGRFIA ALBERTON A Uma metodologia para auxiliar no gerenciamento dos riscos e na seleção de alternativas de investimentos em segurança 1996 Dissertação Mestrado em gestão da Qualidade e Produtividade Engenharia de Produção Universidade de São Paulo USP São Carlos 1996 BRASIL População IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Disponível em httpwwwibgegovbr Acesso em 10 ago 2010 BRASIL Geologia CPRM Serviço Geológico do Brasil Disponível em httpwwwcprmgovbr Acesso em 31 ago 2015 BRASIL Biomas MMA Ministério do Meio Ambiente Disponível em httpwwwmmagovbr Acesso em 10 ago 2015 BRASIL Apostila do Curso Sobre Estudo de Análise de Riscos e Programa de Gerenciamento de Riscos MMA Ministério do Meio Ambiente Secretaria do Meio Ambiente Disponível em httpwwwmmagovbr Acesso em 05 out 2006 CETESB Manual de Orientação para Elaboração de Estudos de Análise de Riscos Secretaria de Estado de meio Ambiente Companhia de tecnologia de Saneamento Ambiental Disponível em httpriscotecnologicocetesbspgovbrestudodeanalise derisconorma cetesbp4261 Acesso em 15 set 2003 DUIJIM J N FIEVEZ C GERBEC M HAUPTMANNS U KONSTANTINIDOU M 2008 Management of health safety and environment in process industries Safety Science 46 908920 FEPAM Manual de Análise de Riscos Industriais Fundação Estadual de Proteção Ambiental Disponível em httpwwwfepamrsgovbr Acesso em 15 jul 2001 GOOGLE Google Maps Acesso em httpswwwgooglecombrmaps 20 ago 2015 INCOLAR Laudos SERPLAMED 15 set 2015 ITSEMAP Estudo de Análise de Riscos Usina Termelétrica de Tefé 2010 PORTAL EDUCAÇÃO Plano de Ação de Emergência PAE Disponível em httpwwwportaleducacaocombrbiologiaartigos43058planodeacao de emergenciapaeixzz3sKdsTeOb Acesso em 10 out 2015 STRECK V E et al Solos do Rio Grande do Sul 2ª ed Porto Alegre 2008 SEIFFERT BEM Sistemas de Gestão Ambiental ISSO 14001 e Saúde e Segurança Ocupacional OHSAS 18001 2ª ed São Paulo Editora Atlas 2010 MeioRS PORTFÓLIO ACADÊMICO PÓSGRADUAÇÃO ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO UNICESUMAR Aluno CPF Professor Orientador Curso Orientações gerais 1 Todos os campos de identificação acima deverão ser devidamente preenchidos bem como os itens apontados ao longo do arquivo que compõem a síntese de sua proposta 2 O aluno deverá obrigatoriamente utilizar este formulário para enviar a proposta do Portfólio em documento do Word na fase do Processo de Criação O sistema permite o envio de apenas UM arquivo por isso é necessário que você envie todas as informações de seu projeto neste documento 3 Esta é uma atividade INDIVIDUAL em caso de plágio será zerada 4 Formatação exigida no documento Word Margens esquerda e superior de 3 cm e margens direita e inferior de 2 cm fonte Arial tamanho 12 espaçamento entre linhas 15 e alinhamento justificado recuo no início de cada parágrafo de 125 cm ATIVIDADE PRÁTICA 02 DISCIPLINA GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS Para essa atividade você deve Cumprir os requisitos do PGR em relação aos riscos ocupacionais para os 6 processos de fabricação Corte de chapas furação colagem de bordas pintura secagem e embalagem Desenvolver o plano de ação para os 6 processos de fabricação Corte de chapas furação colagem de bordas pintura secagem e embalagem Preencher a planilha do Anexo II com as informações solicitadas e inserir aqui no Formulário Padrão Inserir a sua planilha aqui PORTFÓLIO ACADÊMICO PÓSGRADUAÇÃO ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO UNICESUMAR Aluno QUÉZIA PINHEIRO TOSTA CPF 01860528120 Professor Orientador Prof Med Luciano Alencar Curso PósGraduação em Engenharia de Segurança do Trabalho ATIVIDADE PRÁTICA 01 DISCIPLINA PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E EXPLOSÃO SISTEMA DE PREVENÇÃO A INCÊNDIOS Contextualização A atividade prática 01 tem como objetivo desenvolver um sistema de prevenção a incêndios na fábrica Através da implementação de extintores e sistemas de exaustão adequados buscase garantir a segurança dos trabalhadores e a conformidade com as normas de segurança do trabalho A análise e definição das necessidades foram realizadas pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPA os processos que envolvem o plano de implementação do sistema de prevenção a incêndios estão mapeados no Framework Ferramenta Ágil 5W2H ilustrado na Figura 9 Justificativa O framework 5W2H foi escolhido devido à sua eficácia em detalhar e organizar os passos necessários para a implementação de um projeto Este método é amplamente utilizado na gestão de projetos por sua simplicidade e clareza permitindo uma visão completa das ações a serem tomadas Cada um dos elementos do 5W2H What Why Where Who When How How Much fornece uma estrutura lógica que ajuda a garantir que todos os aspectos críticos do projeto sejam considerados e bem planejados Fonte A autora 2024 FIGURA 9 Framework 5W2H O sistema de proteção a incêndio é dividido em setores onda cada um possui os extintores necessários a partir das características do local de trabalho e toda essa análise é realizada pela CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Setor administrativo 01 extintor de combate a incêndio tipo Pó Químico Seco PQS ABC de 04kg 01 extintor de combate a incêndio tipo CO2 BC de 06kg Setor reciclagem 01 extintor de combate a incêndio tipo PQS BC de 04kg Setor Subestação 02 extintores de combate a incêndio tipo PQS ABC de 04kg cada Setor Produção 04 extintores de combate a incêndio tipo PQS BC de 04kg cada 24 extintores de combate a incêndio tipo água pressurizada de 10 litros cada 05 extintores de combate a incêndio tipo PQS BC de 08kg 05 extintores de combate a incêndio tipo PQS ABC de 04kg cada Setor Central de gás 02 extintores de combate a incêndio tipo PQS BC de 04kg cada Setor Ônibus 01 extintor de combate a incêndio tipo PQS BC de 06kg Setor Galpão 01 extintor de combate a incêndio tipo PQS ABC de 08kg A seguir na Figura 10 são apresentadas imagens de extintores e mangueiras instalados pela fábrica conforme a CIPA analisou e definiu a b Figura 10 Extintores e luz de saída de emergência na imagem a e mangueiras para o combate a incêndio na imagem b Fonte A autora 2024 541 Sistema de controle de emissões atmosféricas Não há quantidades significativas de poeira emitida para a atmosfera pois há sistema de exaustão em todas as máquinas que geram poeiras Todo o material particulado que é gerado nas etapas da produção é canalizado até um filtro de mangas que apresentam elevadas eficiências de remoção de partículas Neste filtro é separada a poeira do ar e quando os silos estão cheios é feita sua coleta Nas etapas de corte e furação a serragem acaba caindo no chão e posteriormente é feita a limpeza por sucção que é jogada no sistema de dutos do material particulado Há sistema de exaustão na linha de pintura UV onde apenas é canalizado o calor gerado para fora da fábrica A tinta utilizada no processo é atóxica utilizada também na fabricação de móveis para crianças A seguir na Figura 11 pode ser observada a imagem dos dutos acoplados em uma máquina geradora de poeira e um dos silos de filtro manga a b Figura 11 Ramificações coletoras de poeira acopladas em umas das máquinas a e um dos silos de filtro manga na parte externa da fábrica b Fonte A autora 2024 542 Sistema de coleta de resíduos sólidos industriais Cada resíduo gerado no processo produtivo no escritório e no depósito é separado em locais específicos conforme pode ser visto na Figura 12 e após um período é recolhido por empresas especializadas Conforme podese observar na Tabela 8 a seguir referente PGRS da empresa apresentado à FEPAM em 2011 Não foram observados resíduos sem destinação adequada durante a análise do processo pela empresa 38 Tabela 8 Resíduos sólidos industriais gerados no processo produtivo quantitativo e destinação Fonte adaptado de FEPAM 2001 Tipo de Resíduo 1 Quantidade anual 2 Tipo de Medida Acondicionament o 3 Armazenamento 4 Destino 5 Nome e local do destino RESÍDUOS DE MDF 250 M3 GRANEL ÁREA FECHADA silo QUEIMA CDL fábrica de artefatos de barro São Pedro do ButiáRS PLÁSTICO S E PAPELÃO 1200 Kg GRANEL ÁREA FECHADA RECICLAGEM Marcos Engelhof Campina das MissõesRS ESTOPAS E PANOS 05 M3 CAIXAS ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C LÂMPADAS FLUORECEN TES 25 UM CAIXAS ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C RESÍDUOS TINTAS E SOLV CONTAMINADO S 1 M3 TAMBORES ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C EMBALAGENS CONTAMINAD AS 25 M3 GRANEL ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C LIXAS E FITA DE BORDA 1 M3 CAIXAS ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C SOLVENTES 05 M3 TAMBORES ÁREA FECHADA REPROCESSAME NTO Free Tintas Ltda Arroio do MeioRS 8 Figura 12 Local de armazenamento dos resíduos sólidos industriais Fonte A autora 2024 CONCLUSÕES A partir dos resultados obtidos foi possível perceber através da análise da situação atual da empresa que os maiores riscos foram de grau 2 indicando uma situação satisfatória do processo produtivo em questão e das atividades que já são adotadas pela empresa Esta identificação serve também como ferramenta para apontar os riscos que necessitam de uma analise mais profunda e atenção permanente da empresa Os riscos decorrentes das atividades da indústria moveleira Incolar podem ser considerados toleráveis desde que As manutenções necessárias dos equipamentos e máquinas de toda a fábrica sejam executadas de forma preventiva de maneira a manter tudo em perfeitas condições de uso e funcionamento Todos os funcionários de todos os setores utilizarem os EPIs recomendados e que seja fiscalizado se sua utilização está sendo feita Os procedimentos operacionais sejam realizados de forma responsável pelos funcionários seguindo as recomendações do fabricante das máquinas e garantindo para que seus sistemas de segurança não sejam violados pelos funcionários Os funcionários estejam treinados e conscientes de todos os riscos 9 inerentes á atividade da empresa A indústria sempre se mantenha atualizada e em conformidade com as normas e leis regulamentadoras 10 ATIVIDADE PRÁTICA 02 DISCIPLINA GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS 1 INTRODUÇÃO 11 Gestão de Riscos Ocupacionais A gestão de riscos ocupacionais é um processo sistemático de identificar avaliar e controlar os riscos associados ao ambiente de trabalho visa assegurar a segurança e a saúde dos trabalhadores em ambientes industriais Com a Revolução Industrial a criação de regulamentações específicas para a proteção dos trabalhadores tornouse fundamental devido ao aumento dos acidentes de trabalho Atualmente a legislação brasileira como a Norma Regulamentadora nº 9 NR9 exige a implementação de programas que visam antecipar reconhecer avaliar e controlar os riscos ambientais no trabalho BRASIL 2019 A Norma Regulamentadora NR01 estabelece diretrizes gerais para a segurança e saúde no trabalho reforçando a obrigatoriedade das empresas em implementar sistemas de gerenciamento de riscos ocupacionais Os objetivos deste trabalho são identificar os riscos ocupacionais presentes nos processos de fabricação de chapas de MDF avaliar a gravidade e probabilidade desses riscos desenvolver e implementar um plano de ação com medidas preventivas e corretivas garantir conformidade com as normas regulamentadoras e promover um ambiente de trabalho seguro e saudável 11 12 Metodologia A metodologia adotada envolve 1 Identificação dos Riscos Inspeção dos processos de corte furação colagem de bordas pintura secagem e embalagem 2 Avaliação dos Riscos Classificação dos riscos com base na gravidade e probabilidade 3 Desenvolvimento do Plano de Ação Medidas de controle específicas para cada risco 4 Implementação das Medidas de Controle Aplicação das medidas em cada setor da fábrica e treinamento dos trabalhadores 5 Monitoramento e Revisão Avaliação contínua das medidas implementadas e ajustes conforme necessário 6 Aplicação do Business Model Canvas Estruturação do modelo de gestão de riscos identificando recursos atividades parceiros e proposta de valor 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 21 Gerenciamento de riscos Ocupacionais GRO A história do desenvolvimento do gerenciamento de riscos ocupacionais está intrinsicamente ligada à evolução das normas de segurança do trabalho e à crescente preocupação com a saúde e bemestar dos trabalhadores Com a Revolução Industrial o aumento dos acidentes de trabalho levou à criação de regulamentações específicas para a proteção dos trabalhadores 22 Norma Regulamentadora nº 9 NR9 Atualmente a legislação brasileira como a Norma Regulamentadora nº 9 NR9 exige a implementação de um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPRA que tem como objetivo preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores através da antecipação reconhecimento avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho BRASIL 2019 O gerenciamento de riscos ocupacionais é um processo sistemático de identificar avaliar e controlar os riscos associados ao ambiente de trabalho com o objetivo de prevenir acidentes e doenças ocupacionais Segundo a Associação 12 Brasileira de Normas Técnicas ABNT o gerenciamento de riscos envolve a aplicação de políticas procedimentos e práticas para a análise e controle de situações que possam causar danos aos trabalhadores ABNT 2021 23 Norma Regulamentadora NR01 A Norma Regulamentadora NR01 estabelece as disposições gerais para a segurança e saúde no trabalho incluindo diretrizes para o gerenciamento de riscos ocupacionais e medidas de prevenção A implementação adequada dessas normas é essencial para criar um ambiente de trabalho seguro e saudável De acordo com a NR01 O objetivo desta Norma é estabelecer as disposições gerais o campo de aplicação os termos e as definições comuns às Normas Regulamentadoras NR relativas à segurança e saúde no trabalho e as diretrizes e os requisitos para o gerenciamento de riscos ocupacionais e as medidas de prevenção em Segurança e Saúde no Trabalho SST NR01 item 111 De acordo com a Norma Regulamentadora NR01 as disposições relativas à segurança e saúde no trabalho são obrigatórias para todos os empregadores e empregados sejam eles urbanos ou rurais as NR obrigam nos termos da lei empregadores e empregados urbanos e rurais NR01 item 121 Essa obrigatoriedade significa que todas as empresas independentemente do setor de atuação ou do tipo de atividade devem seguir as diretrizes estabelecidas pelas NRs para assegurar a saúde e segurança dos seus trabalhadores Isso inclui a implementação de medidas de prevenção a realização de treinamentos específicos a utilização de Equipamentos de Proteção Individual EPIs e a criação de programas de gerenciamento de riscos ocupacionais A abrangência das NR é fundamental para criar uma cultura de segurança no trabalho onde tanto empregadores quanto empregados estejam cientes de seus direitos e deveres Para os empregadores isso implica cumprir e fazer cumprir todas as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho Para os trabalhadores implica em seguir as normas de segurança estabelecidas utilizar os EPIs fornecidos e participar dos treinamentos e programas de segurança Dessa forma a NR01 estabelece uma base comum de apoio e proteção da 13 saúde dos trabalhadores e a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais cabe ao empregador cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho NR01 item 141 A norma supracitada também estabelece que as organizações têm a obrigação de implementar um sistema de gerenciamento de riscos ocupacionais em cada um de seus estabelecimentos sendo assim a organização deve implementar por estabelecimento o gerenciamento de riscos ocupacionais em suas atividades NR01 item 1531 Quanto aos riscos ocupacionais no texto legal em análise está claramente estabelecida a responsabilidade das organizações em adotar medidas de prevenção para eliminar reduzir ou controlar os riscos ocupacionais sempre que a classificação dos riscos assim determinar a organização deve adotar medidas de prevenção para eliminar reduzir ou controlar os riscos sempre que a classificação dos riscos ocupacionais assim determinar NR01 item 15511 24 Classificação dos Riscos Ocupacionais Os riscos ocupacionais podem ser classificados em diversas categorias cada uma com características e medidas de controle específicas 241 Riscos Físicos Incluem ruído vibração radiações ionizantes e não ionizantes pressões anormais e temperaturas extremas A exposição prolongada a esses agentes pode causar danos significativos à saúde dos trabalhadores como perda auditiva doenças de pele e câncer SILVA 2020 242 Riscos Químicos Envolvem a exposição a substâncias químicas nocivas como gases vapores névoas fumos e poeiras A inalação ou contato com esses agentes pode resultar em intoxicações alergias e outras doenças respiratórias ROCHA 2018 243 Riscos Biológicos São representados por microrganismos como bactérias vírus fungos e parasitas que podem causar doenças infecciosas Trabalhadores da área da saúde e laboratórios são particularmente vulneráveis a esses riscos PEREIRA 2019 14 244 Riscos Ergonômicos Relacionados a fatores que podem causar desconforto ou afetar a saúde física dos trabalhadores como postura inadequada levantamento de peso movimentos repetitivos e jornadas de trabalho excessivas Problemas ergonômicos podem levar a distúrbios musculoesqueléticos fadiga e estresse CARVALHO 2020 245 Riscos Acidentais Envolvem situações que podem resultar em acidentes de trabalho como falta de manutenção de equipamentos má sinalização condições inseguras no ambiente de trabalho e práticas inadequadas A prevenção de riscos acidentais é essencial para reduzir a ocorrência de incidentes graves FERREIRA 2017 25 Gerenciamento de riscos ocupacionais e Segurança do Trabalho A implementação eficaz do gerenciamento de riscos ocupacionais é fundamental para a segurança do trabalho Algumas das principais aplicações incluem Identificação Realização de inspeções regulares e análise de ambientes de trabalho para identificar potenciais riscos A utilização de checklists e auditorias de segurança são métodos comuns para essa finalidade ALMEIDA 2016 Avaliação Análise dos riscos identificados para determinar a gravidade e a probabilidade de ocorrência Técnicas como Análise de Modos de Falha e Efeitos FMEA e Análise Preliminar de Riscos APR são frequentemente utilizadas BARROS 2018 Controle Implementação de medidas de controle para eliminar ou reduzir os riscos a níveis aceitáveis Essas medidas podem incluir engenharia de controle Equipamentos de Proteção Individual EPIs treinamento e desenvolvimento de procedimentos de trabalho seguro SOUZA 2019 Monitoramento e Revisão Avaliação contínua da eficácia das medidas de controle implementadas e realização de ajustes conforme necessário O monitoramento envolve a coleta de 15 dados sobre a exposição a riscos e a saúde dos trabalhadores enquanto a revisão periódica garante a atualização das práticas de gerenciamento de riscos MARTINS 2021 3 Plano de Ação Propostas de mitigação e medidas de controle para os riscos ocupacionais 31 Metodologia do Plano de Ação A implementação eficaz do Plano de gerenciamento de riscos ocupacionais é fundamental para a segurança do trabalho As propostas do Plano de Ação estão sustentadas na literatura em seguida a descrição de cada intervenção e seu respectivo embasamento teórico algumas das principais aplicações incluem Identificação de Riscos Realização de inspeções regulares e análise de ambientes de trabalho para identificar potenciais riscos A utilização de checklists e auditorias de segurança são métodos comuns para essa finalidade ALMEIDA 2016 Avaliação de Riscos Análise dos riscos identificados para determinar a gravidade e a probabilidade de ocorrência Técnicas como Análise de Modos de Falha e Efeitos FMEA e Análise Preliminar de Riscos APR são frequentemente utilizadas BARROS 2018 Controle de Riscos Implementação de medidas de controle para eliminar ou reduzir os riscos a níveis aceitáveis Essas medidas podem incluir engenharia de controle Equipamentos de Proteção Individual EPIs treinamento e desenvolvimento de procedimentos de trabalho seguro SOUZA 2019 Monitoramento e Revisão Avaliação contínua da eficácia das medidas de controle implementadas e realização de ajustes conforme necessário O monitoramento envolve a coleta de dados sobre a exposição a riscos e a saúde dos trabalhadores enquanto a revisão periódica garante a atualização das práticas de gerenciamento de riscos MARTINS 2021 16 4 EMPRESA INCOLAR ANÁLISE DOS PROCESSOS DE FABRICAÇÃO DE CHAPAS DE MDF 41 Identificação dos Riscos 411Máquinas e equipamentos A ocorrência de maquinário e equipamentos de maior porte onde foram observados a maior parte dos perigos estão localizados no Setor de Produção podendo ser divididos em etapas de corte colagem de borda furação pintura e embalagem 4111 Etapa de corte Na etapa de corte existem três seccionadoras que funcionam simultaneamente e separadamente dependendo da demanda de produção Os equipamentos são computadorizados e assim funcionam de maneira simples o operador da máquina informa ao computador todos os dados e as medidas do projeto a ser executado depois coloca a chapa de MDF no local específico afasta se da máquina e aperta o botão para a máquina começar o processo A máquina depois de ser liberada para o funcionamento aciona um sistema de proteção onde o funcionário não poderá ter mais acesso ao interior da máquina até o processo de corte terminar a menos que o operador acione o botão de cancelamento da operação O processo continua e a máquina para automaticamente quando o processo de corte da chapa de MDF termina O sistema de proteção é basicamente composto por uma espécie de cortina de acrílico que baixa quando é ativado seu funcionamento impedindo os operadores da máquina de terem acesso às laminas de corte no seu interior O resíduo gerado é composto basicamente por restos de MDF decorrentes do corte poeira 17 Na Figura 4 podemse observar detalhes de uma das seccionadoras responsável pelo corte das chapas de MDF Figura 4 Seccionadora responsável pelo corte das chapas de 412Etapa de colagem de borda A segunda etapa é constituída de três coladeiras de borda Nesta etapa não há computadores A máquina é responsável pelo acabamento das laterais da chapa de MDF uma vez que as laterais da chapa não passam pelo processo de pintura fazendo a colagem de uma espécie de fita na cor ou na textura em que a chapa necessita O operador prepara a fita que será utilizada e coloca a chapa na máquina Depois que o operador iniciar o processo a chapa vai passar pela esteira e passar pelos processos de passagem de cola colagem da fita corte de excessos de fita e acabamento das cantoneiras A máquina possui sistema de proteção de sensores e é toda revestida de material de acrílico Os ajustes na máquina devem ser feitos antes do processo ter início pois depois que ela estiver em funcionamento se a tampa de proteção for levantada a máquina ativa o sensor e para o seu processo impedindo os operadores de terem acesso aos locais perigosos enquanto a máquina estiver funcionando A etapa gera resíduos de resto de fita que sobram do processo Na Figura 5 podese observar a coladeira de borda parte externa a e interna b 18 a b Figura 5 Coladeira de borda parte externa a e parte interna b 413Etapa de furação Três furadeiras compõem o sistema de furação das chapas de MDF O sistema é computadorizado Figura 6 a Os dados das dimensões são informados ao computador pelo operador depois é colocada a chapa na máquina e o processo só começa depois que o operador se afastar da máquina e sair da área de sensores que estão no chão como um tapete que pode ser visualizado na Figura 6 b e apertar o botão de início Se o operador pisar na área do tapete com a máquina em funcionamento ela se desliga automaticamente Depois que a furação da chapa estiver feita a máquina para Esta etapa é a que mais gera resíduos de poeira de MDF 19 a b Figura 6 Computador da furadeira a e visão geral da furadeira b 414Etapa de pintura A etapa de pintura é subdividida em 12 operações A chapa primeiramente passa pela lixa que remove as imperfeições e a prepara para receber uma massa chamada de alisador A massa é depositada na chapa por um sistema de rolo onde a massa é succionada por uma bomba e entra em contato com o rolo quando a chapa passa ela entra em contato com o rolo e a massa é depositada Depois a chapa segue para a secagem por um sistema ultravioleta UV secando quase que instantaneamente Seguindo a chapa passa por um novo processo de lixas para uniformizar a massa da etapa anterior A partir daí a chapa está pronta para a primeira camada de tinta que também é feita pelo sistema de rolos A tinta é succionada por uma bomba e mantém contato com o rolo que irá depositar na chapa quando ela passar Novamente passa por outro processo de secagem UV e seca a primeira camada de tinta A segunda camada de tinta é depositada no mesmo sistema da primeira e também é seca pela terceira vez A próxima etapa é a maquina de impressão de desenhos ou relevos que só serão utilizadas quando houver demanda conforme os projetos A chapa pode ser somente pintada ou pode passar pelos processos de relevo Quando não utilizada a chapa passa direto por essa máquina e segue no processo Se for utilizada a chapa passa pela quarta 20 vez pelo processo de secagem UV A penúltima etapa é a pintura do verniz podendo ser ele fosco ou brilhante no mesmo sistema de rolos do processo de pintura E por fim a quinta passagem pela secagem UV A chapa sai seca e pronta para ser embalada Os maiores resíduos gerados nesta etapa da produção são na parte em que a chapa passa pela lixa onde é gerado material particulado em grande quantidade Este material gerado não é liberado no ambiente interno da fábrica tendo em vista o sistema de controle de emissão atmosférica da fábrica Com isto não entra em contato direto com os funcionários da fábrica Nas etapas de pintura impressão de relevo e invernização não são gerados resíduos aparentes podendo haver material particulado sendo gerado também quando é realizada a limpeza dos equipamentos são gerados resíduos líquidos quando existe a troca das cores das tintas A tinta é atóxica e quando passar pela etapa de secagem UV o resíduo gerado vai ser apenas vapor quente que é canalizado e solto para o ambiente fora da fábrica Na Figura 7 podese observar o início do processo na etapa de pintura entrando na máquina que lixa as chapas de MDF a e na figura b a chapa passando por uma das máquinas que promove a pintura de MDF a b Figura 7 Chapa de MDF passando pela primeira etapa de lixa a e chapa de MDF passando por uma das máquinas de pintura b 4141 Sistema de controle de emissão de poeira Em cada um dos equipamentos citados existe um sistema de dutos acoplados a um soprador que canaliza todo o material particulado e poeira de MDF gerados na 21 fábrica Na Figura 8 abaixo podese observar as ramificações dos dutos saindo das máquinas Pontos de coleta estão instalados em todos os equipamentos que geram poeira O sistema de dutos encaminha o ar contaminado para um filtro de mangas que separa o material particulado A poeira coletada por ser basicamente composta por madeira é recolhida por uma empresa especializada licenciada para este fim que a utiliza em fornos de secagem de tijolos Figura 8 Ramificações dos dutos saindo das máquinas que geram poeira 42 Etapa de embalagem Duas seladoras compõem a ultima etapa do processo É a etapa que mais necessita de operadores A chapa de MDF pronta é recebida e os operadores encaixam as cantoneiras nas chapas para a sua proteção A chapa segue na esteira e entra na máquina que vai envolvelas com plástico bolha sendo mais um item de proteção para evitar que no transporte sofram deformações Ao sair da máquina o plástico está envolvido na chapa e está quente nas laterais para que dois operadores o pressionem e possibilite a soldagem nas laterais observado na Figura 9 logo abaixo Por fim as chapas são embaladas manualmente em papelão e vão para o estoque de produtos a serem transportados São gerados alguns resíduos sólidos de resto de papelão nesta etapa Para a proteção dos operadores são utilizadas luvas para a proteção térmica uma 22 vez que a temperatura das chapas com o plástico bolha é relativamente alta com potencial para causar queimaduras Figura 9 Máquina seladora responsável por envolver a chapa de MDF no plástico bolha 421Características dos produtos manipulados Agentes utilizados e resíduos gerados Por meio da observação das operações percebemse Fumos metálicos e gases de soldagem gerados nas operações de soldagem Óleos e graxas da lubrificação e manutenção de máquinas Produtos domissanitários de Limpeza das dependências da empresa Poeira orgânica do Processo de trabalho com madeira Solventes Hidrocarbonetos aromáticos e alifáticos Pintura de móveis na linha UV Solventes da Limpeza de peças O único efluente líquido gerado diz respeito àquele proveniente da limpeza da fábrica e utilização nos banheiros 23 43 Estudo de Análise de Riscos A partir da observação das atividades da empresa relatórios disponibilizados pela empresa Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPRA Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional PCMSO Programa de Conservação Auditiva PCA e Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos PGRS foi possível a identificação de diversos perigosriscos associados ao processo produtivo Estes riscos são apresentados de forma estruturada nas Tabelas 4 5 e 6 dos setores administrativo produção e depósito respectivamente Os perigos elencados foram classificados quanto à sua frequência e severidade conforme Tabelas 1 e 2 A partir disto cada perigo recebeu um grau de risco associado conforme Tabela 3 24 Tabela 4 Planilha de Análise Preliminar de Riscos do setor administrativo da empresa identificação dos perigos caracterização de frequência e severidade grau de risco associado e recomendações ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO EMPRESA INCOLAR Indústria e Comércio de Móveis do Lar Ltda SETOR ADMINISTRATIVO ATIVIDADE Realização de atividades burocráticas administrativas Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Permanecer muito tempo na mesma posição eou na mesma atividade Dores nas costas e possíveis problemas na coluna B I 1 Fazer pausas durante o trabalho para variar a postura Fazer pausas para descanso Realizar exames médicos Mecânicos Acidentes Acidentes de trajeto Falhas mecânicas no veículo de transporte Vítima de acidentes de trânsito Atrasos Invalidez temporária ou permanente B II 1 Realizar revisões nos veículos de transporte Realizar palestras de direção defensiva Físico Ruído contínuo intermitente Serviços de almoxarifado Desconforto auditivo Possíveis problemas na audição A I 1 Utilizar protetor auricular Manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos Acidentes esmagamento cortes queda de objetos Serviços de almoxarifado Lesões leves a lesões permanentes B II 1 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida 25 Tabela 5 Planilha de Análise Preliminar de Riscos do setor de Produção da empresa identificação dos perigos caracterização de frequência e severidade grau de risco associado e recomendações ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO EMPRESA INCOLAR Indústria e Comércio de Móveis do Lar Ltda SETOR PRODUÇÃO ATIVIDADE Fabricação de móveis em MDF Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Permanecer muito tempo na mesma posição eou na mesma atividade Dores nas costas e possíveis problemas na coluna Esgotamento físico C II 2 Fazer pausas durante o trabalho para variar a postura Fazer pausas para descanso Realizar exames médicos Mecânicos Acidentes Acidentes de trajeto Falhas mecânicas no veículo de transporte Vítima de acidentes de trânsito Atrasos Invalidez temporária ou permanente B II 1 Realizar revisões nos veículos de transporte Realizar palestras de direção defensiva Mecânicos acidentes Cortes Esmagamento Quedas de objetos sobre membros inferiores Lesão ocular Falha humana Não utilização dos EPIs necessários Violação dos sistemas de segurança das máquinas Lesões leves a lesões permanentes Afastamento temporário ou permanente do funcionário C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Facilitar o acesso nas partes mais altas do estoque Treinamento dos funcionários para utilização correta dos EPIs e o correto manuseio das máquinas Físico Ruído contínuo intermitente Maquinário do processo produtivo Desconforto auditivo stress pressão alta D I 2 Utilizar protetor auricular Utilização dos EPIs indicados 26 Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações em funcionamento insônia Possíveis problemas auditivos para a atividade exercida Manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos Físicos Radiações ultravioleta e infravermelha Operações de soldagem Ceratoconjuntivite queimadura cutânea possível ocorrência de câncer de pele cataratas queimadura s retinianas C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Manutenção dos equipamentos Químico Solventes Pintura em série com máquina de pintura UV Dermatite de contato efeitos tóxicos agudos depressão neurastenia conjuntivite C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Manter a concentração dos poluentes no ar em níveis permitidos Providenciar a avaliação quantitativa de vapores orgânicos existentes na linha de pintura UV da empresa Químico Poeira orgânica Processo de trabalho com MDF Maior quantidade gerada na máquina Rinite alérgica asma ocupacional bronquites aguda crônica Neoplasia maligna da C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Manter a concentração da poeira orgânica no ar em níveis 27 Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações de corte e furação cavidade nasal e seios paranasais Contaminação do ar ambiente com material particulado principalmente na vizinhança permitidos Providenciar a avaliação quantitativa da poeira existente no setor de corte e furação da empresa Químico Óleos e graxas Manutenção e lubrificação de máquinas Dermatite de contato possível ocorrência de câncer de pele C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Químicos Fumos metálicos e Gases de solda Operações de soldagem Febre dos fumos metálicos irritação vias aéreas superiores asma dano pulmonar agudo enfisema e fibrose pulmonar crônica possível carcinogênese Irritação respiratória dano agudo ao pulmão intoxicação sistêmica C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Incêndio Curto circuitos Fiação elétrica em má estado de conservação Combustíveis inflamáveis perto de Riscos de vida a todos os funcionários da fábrica Riscos a população que reside próximo a Indústria B III 2 Manter fiação elétrica isolada e em bom estado de conservação Manter os inflamáveis e combustíveis isolados e longe de fontes de ignição Manter botijões de GLP no lado 28 Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações fontes de ignição Botijões de GLP em local inadequado Riscos ao meio ambiente próximo a indústria externo das instalações da empresa Plano de emergência Risco de contaminação do meio ambiente Contaminação do meio ambiente pelos resíduos sólidos gerados na etapa de produção Risco de contaminação do solo Risco de contaminação do ar pela poeira de MDF podendo atingir aos moradores no entorno da fábrica B II 1 Resíduos sólidos armazenados em local adequado fora da fábrica e de acesso proibido a pessoal não autorizado Manter o PGRS em conformidade com a Fepam Manter a manutenção do sistema de controle de emissões atmosféricas em dia Manter a manutenção dos silos de filtro manga em dia Com base em comparação com INCOLAR 2015 29 Tabela 6 Planilha de Análise Preliminar de Riscos do setor de Depósito da empresa identificação dos perigos caracterização de frequência e severidade grau de risco associado e recomendações ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO EMPRESA INCOLAR Indústria e Comércio de Móveis do Lar Ltda SETOR DEPÓSITO ATIVIDADE Armazenar produtos e matériaprima Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Permanecer muito tempo na mesma posição eou na mesma atividade Dores nas costas e possíveis problemas na coluna Esgotament o físico C II 2 Fazer pausas durante o trabalho para variar a postura Fazer pausas para descanso Realizar exames médicos Mecânicos Acidentes Acidentes de trajeto Falhas mecânicas no veículo de transporte Vítima de acidentes de trânsito Atrasos Invalidez temporária ou permanente B II 1 Realizar revisões nos veículos de transporte Realizar palestras de direção defensiva Físico Ruído contínuo intermitente Máquinas do setor da produção Desconforto auditivo Possíveis problemas na audição A I 1 Utilizar protetor auricular Manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos Químico Contado com tintas óleos graxas e Controle e reposição de Dermatite de contato possível C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a 30 Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações solventes estoque ocorrência de câncer de pele efeitos tóxicos agudos depressão neurastenia conjuntivite entre outras atividade exercida Manter manutenção dos equipamentos de pintura Acidentes esmagamento cortes queda de objetos Operações de transporte para estocagem e reposição de insumos Lesões leves a lesões permanentes C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Treinamento dos operadores de empilhadeiras Incêndio Inflamáveis e combustíveis armazenados de maneira incorreta Fiação elétrica em má estado de conservação Botijões de GLP em local inadequado Riscos de vida a todos os funcionários da fábrica Riscos a população que reside próximo a Indústria Riscos ao meio ambiente próximo a indústria B III 2 Manter fiação elétrica isolada e em bom estado de conservação Manter os inflamáveis e combustíveis isolados e longe de fontes de ignição Manter botijões de GLP no lado externo das instalações da empresa Plano de emergência Com base em comparação com INCOLAR 2015 44 Análise e discussão dos riscos e perigo Por meio dos dados obtidos e visitas realizadas podese perceber que a empresa possui sistemas de controle e prevenção em basicamente todos os setores e para todos os riscos a que estão expostos os seus funcionários vizinhanças e ao meio ambiente Ao entrar na fábrica já se pode perceber que o ambiente de trabalho é aparentemente um local limpo e arejado Nesta seção com base no estudo e análise de riscos realizados é realizada uma verificação tomando como base os riscos de maior grau percebidos riscos de grau 2 da situação atual da empresa visto seus sistemas de controle prevenção apresentados para a proteção do meio ambiente e dos funcionários prevenção e minimização dos riscos identificados nos diversos setores da empresa A Tabela 7 apresenta os riscos de grau 2 observados e sua relação com a situação da empresa e medidas de controle tomadas pela mesma Tabela 7 Relação dos riscos de grau 2 com as medidassistemas implantados pela empresa Riscos de grau 2 Situação da empresa SETOR PRODUÇÃO Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Possui medidas de proteção de agentes ergonômicos Há carrinhos hidráulicos para transporte de mercadorias Há sistema de rolantes para o transporte de mercadorias Há sistema hidráulico de rebaixamento e elevação de mercadorias chamadas mesas elevadoras Mecânicos acidentes Cortes Esmagamento Quedas de objetos sobre membros inferiores Lesão ocular Máquinas com sistema de segurança de intertravamento quando acessada as zoinas de riscos Máquinas em perfeitas condições de uso e conservação EPIS existentes para a função Calçado de segurança Luvas de proteção multitato Físico Ruído contínuo intermitente EPIS existentes para a função Protetor auricular Máquinas em perfeitas condições de uso e conservação Físicos Radiações ultravioleta e infravermelha EPIs existentes Mascara de proteção de solda Protetor respiratório Luvas de Látex Químico Solventes EPIs existentes Luvas de proteção multitato e protetor respiratório Químico Poeira orgânica EPIs existentes Protetor respiratório Possui sistema de controle de emissões atmosféricas Químico Óleos e graxas EPIs existentes Luvas de Látex Protetor respiratório Químicos Fumos metálicos e Gases de solda EPIs existentes Mascara de proteção de solda Protetor respiratório Incêndio Possui sistema de prevenção e combate á incêndio SETOR DEPÓSITO Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Pausas de serviço determinadaspelo próprio funcionário Químico Contado com tintas óleos graxas e solventes EPIs existentes Luvas de Látex Protetor respiratório Acidentes esmagamento cortes queda de objetos EPIs existentes calçado de segurança Incêndio Possui sistema de prevenção e combate á incêndio EPIs existentes com base em comparação com INCOLAR 2015 A INCOLAR possui sistemas de proteção instalados em toda a fábrica que protegem os funcionários e o meio ambiente dos riscos vulneráveis a empresa Estes sistemas são descritos abaixo A empresa possui contrato com a SERPLAMED empresa terceirizada responsável pelo PPRA Norma Regulamentadora Nº 09 MTE PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS pelo PCMSO Norma Regulamentadora Nº 07 MTE PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL e pelo PCA Programa de Conservação Auditiva da empresa Na documentação apresentada nos laudos estão incluídos também toda a análise do processo produtivo e as atividades realizadas por cada funcionário da fábrica e indicando os EPIs existentes para cada função realizada 5 Plano de Ação para os 6 Processos de Fabricação O Plano de Ação para os 6 processos de fabricação de chapas de MDF é essencial para garantir a segurança e saúde dos trabalhadores Cada processo apresenta riscos específicos que precisam ser gerenciados de forma eficaz A seguir apresentase uma análise detalhada dos riscos identificados e as respectivas medidas de controle para cada processo de fabricação 51 Corte de Chapas Riscos Identificados Lesões por corte Este risco é associado ao manuseio de máquinas de corte que podem causar cortes e lacerações nos trabalhadores Inalação de poeira O corte de chapas de MDF gera poeira que pode ser inalado pelos trabalhadores causando problemas respiratórios Medidas de Controle Uso de EPIs luvas máscaras A utilização de luvas protege as mãos dos trabalhadores contra cortes enquanto máscaras ajudam a prevenir a inalação de poeira Treinamento É fundamental treinar os trabalhadores sobre o uso correto dos EPIs e as práticas seguras de manuseio das máquinas de corte Sistema de exaustão A instalação de sistemas de exaustão remove a poeira do ambiente de trabalho reduzindo a exposição dos trabalhadores a partículas nocivas 52 Furação Riscos Identificados Lesões por perfuração O uso de máquinas de furação pode causar perfurações e outros tipos de lesões nas mãos e braços dos trabalhadores Ruído excessivo As operações de furação geram ruído que pode causar danos auditivos Medidas de Controle EPIs luvas As luvas protegem as mãos contra lesões por perfuração Treinamento Treinar os trabalhadores sobre os procedimentos seguros de operação das máquinas de furação Protetores auriculares O uso de protetores auriculares ajuda a proteger a audição dos trabalhadores contra o ruído excessivo 53 Colagem de Bordas Riscos Identificados Queimaduras O processo de colagem de bordas envolve o uso de calor que pode causar queimaduras Inalação de vapores Os adesivos utilizados podem emitir vapores nocivos Medidas de Controle EPIs luvas resistentes ao calor As luvas protegem contra queimaduras Máscaras de proteção e ventilação As máscaras protegem contra a inalação de vapores e a ventilação adequada ajuda a dispersar os vapores no ambiente 54 Pintura Riscos Identificados Exposição a solventes Os solventes utilizados na pintura podem ser tóxicos e causar problemas de saúde Inalação de vapores A inalação de vapores de tinta e solventes pode causar problemas respiratórios Risco de incêndio Os materiais inflamáveis utilizados podem representar um risco de incêndio Medidas de Controle Máscaras com filtro e luvas As máscaras protegem contra a inalação de vapores e as luvas protegem a pele contra solventes Ventilação A ventilação adequada dispersa os vapores nocivos Armazenamento seguro e sistemas de prevenção Os materiais inflamáveis devem ser armazenados em locais seguros e apropriados e sistemas de prevenção de incêndio devem ser instalados e mantidos 55 Secagem Riscos Identificados Exposição a calor O processo de secagem envolve altas temperaturas que podem causar queimaduras e outros problemas relacionados ao calor Medidas de Controle EPIs avental térmico O uso de aventais térmicos protege os trabalhadores contra queimaduras e exposição ao calor excessivo 56 Embalagem Riscos Identificados Lesões ergonômicas A movimentação manual de cargas pode causar lesões musculoesqueléticas Cortes O uso de ferramentas de corte para embalagem pode causar cortes nos trabalhadores Medidas de Controle Treinamento em técnicas de levantamento Treinar os trabalhadores em técnicas corretas de levantamento e movimentação de cargas para prevenir lesões ergonômicas EPIs luvas As luvas protegem as mãos contra cortes durante o manuseio de ferramentas de corte 57 Framework O Business Model Canvas foi escolhido por ser uma ferramenta ágil e visual que permite planejar e desenvolver um modelo de negócio de forma clara e estruturada Ele ajuda a entender a proposta de valor os recursos principais atividades parceiros e a estrutura de custos e receitas de um projeto facilitando a gestão de riscos ocupacionais está descrito na Figura 9 58 MAPA de Gestão de Riscos Ocupacionais Gestão de Riscos Ocupacionais IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS Químicos Exposição a substâncias perigosas Físicos Ruído calor radiação Biológicos Agentes infecciosos Ergonômicos Postura inadequada esforços repetitivos Acidentais Quedas choques elétricos AVALIAÇÃO DOS RISCOS Analisar a probabilidade de ocorrência e a severidade dos riscos identificados Priorizar os riscos que necessitam de ações imediatas CONTROLE DOS RISCOS Implementar medidas de controle como Equipamentos de Proteção Individual EPIs treinamentos melhorias no ambiente de trabalho e procedimentos de segurança MONITORAMENTO E REVISÃO Acompanhar continuamente os riscos e as medidas de controle Revisar e ajustar as estratégias conforme necessário Fonte A autora 2024 38 Fonte A autora 2024 Figura 9 Planejamento para a gestão de risco ocupacional 6 RESULTADOS ESPERADOS A implementação eficaz do Plano de Ação para os seis processos de fabricação de chapas de MDF deve resultar em diversos benefícios significativos para a segurança e saúde dos trabalhadores bem como para a produtividade e a conformidade com as normas regulamentadoras No processo de corte de chapas esperase uma redução significativa nas lesões por corte O indicador principal será a diminuição do número de acidentes relacionados a cortes nas mãos e braços Com o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual EPIs e o treinamento adequado dos trabalhadores a incidência de lesões por corte deve diminuir consideravelmente Além disso a redução da inalação de poeira é outro resultado esperado Isso será indicado pela diminuição dos casos de problemas respiratórios entre os trabalhadores resultando em um ambiente de trabalho mais limpo e seguro com menor exposição à poeira graças à instalação de sistemas de exaustão e ao uso de máscaras respiratórias No processo de furação a redução de lesões por perfuração é um objetivo central O indicador será a redução no número de incidentes de perfuração alcançada através da maior proteção dos trabalhadores que utilizam máquinas de furação com o uso de luvas e o treinamento adequado A redução de problemas auditivos também é esperada indicada pela diminuição dos casos de perda auditiva ou outros problemas relacionados ao ruído melhorando a saúde auditiva dos trabalhadores devido ao uso de protetores auriculares Para a colagem de bordas a prevenção de queimaduras é fundamental O indicador será a redução no número de queimaduras resultado do uso de luvas resistentes ao calor durante o processo de colagem A redução da exposição a vapores é outro resultado esperado com um ambiente de trabalho mais seguro devido à ventilação adequada e ao uso de máscaras de proteção reduzindo a incidência de problemas respiratórios ou intoxicação No processo de pintura esperase a redução da exposição a solventes e vapores indicada pelo menor número de problemas de saúde relacionados à exposição a solventes A saúde dos trabalhadores será melhorada pelo uso de máscaras com filtro e luvas de proteção além de um ambiente de trabalho bem ventilado A prevenção de incêndios também é um objetivo indicado pela diminuição de incidentes de incêndio alcançada com o armazenamento seguro de materiais inflamáveis e a implementação de sistemas de prevenção de incêndios Durante a secagem a proteção contra exposição ao calor é fundamental O indicador será a redução de incidentes de queimaduras e outros problemas relacionados ao calor alcançada pelo uso de aventais térmicos protegendo os trabalhadores da exposição excessiva ao calor Na etapa de embalagem a redução de lesões ergonômicas é um resultado esperado indicado pelo menor número de casos de lesões musculoesqueléticas Isso será conseguido através do treinamento em técnicas corretas de levantamento e movimentação de cargas A prevenção de cortes também é importante com a diminuição de incidentes de cortes resultando em maior segurança durante o processo de embalagem com o uso de luvas protetoras Concluindo os resultados esperados com a implementação deste Plano de Ação abrangem uma ampla gama de melhorias nas condições de trabalho e na saúde dos trabalhadores A redução de acidentes e doenças ocupacionais a criação de um ambiente de trabalho mais seguro e saudável e a conformidade com as normas regulamentadoras são objetivos centrais 61 Autoavaliação A partir dos resultados obtidos foi possível perceber através da análise da situação atual da empresa que os maiores riscos foram de grau 2 indicando uma situação satisfatória do processo produtivo em questão e das atividades que já são adotadas pela empresa Esta identificação serve também como ferramenta para apontar os riscos que necessitam de uma análise mais profunda e atenção permanente da empresa Os riscos decorrentes das atividades da indústria moveleira Incolar podem ser considerados toleráveis desde que sejam adotadas algumas medidas específicas Primeiramente é necessário que as manutenções necessárias dos equipamentos e máquinas de toda a fábrica sejam executadas de forma preventiva de maneira a manter tudo em perfeitas condições de uso e funcionamento Manutenções regulares evitam falhas que poderiam colocar em risco a segurança dos trabalhadores e a eficiência do processo produtivo Além disso é importante que todos os funcionários de todos os setores utilizem os Equipamentos de Proteção Individual EPIs recomendados A fiscalização rigorosa da utilização desses EPIs deve ser uma prática constante garantindo que os trabalhadores estejam sempre protegidos contra possíveis acidentes A adesão ao uso dos EPIs não só protege os trabalhadores como também assegura que a empresa esteja em conformidade com as normas de segurança do trabalho Os procedimentos operacionais devem ser realizados de forma responsável pelos funcionários seguindo as recomendações do fabricante das máquinas Isso inclui a garantia de que os sistemas de segurança das máquinas não sejam violados A violação desses sistemas pode resultar em acidentes graves portanto é fundamental que os trabalhadores compreendam a importância de seguir rigorosamente as instruções de operação e segurança Outro aspecto relevante é o treinamento contínuo dos funcionários Eles devem estar treinados e conscientes de todos os riscos inerentes à atividade da empresa A educação em segurança do trabalho deve ser uma prioridade com programas de treinamento regulares que abordem tanto os riscos específicos da indústria moveleira quanto as melhores práticas para mitigálos Por fim a indústria deve sempre se manter atualizada e em conformidade com as normas e leis regulamentadoras A legislação de segurança do trabalho está em constante evolução e a conformidade com essas normas é fundamental para a proteção dos trabalhadores e a legitimidade das operações da empresa A adesão às regulamentações não apenas evita multas e sanções mas também demonstra um compromisso da empresa com a segurança e o bemestar de seus funcionários Dessa forma a análise dos resultados mostrou que os maiores riscos são de grau 2 o que indica uma situação relativamente segura No entanto a manutenção preventiva dos equipamentos o uso adequado e fiscalizado dos EPIs a execução responsável dos procedimentos operacionais o treinamento contínuo dos funcionários e a conformidade com as normas regulamentadoras são medidas essenciais para garantir que os riscos se mantenham toleráveis e que a segurança no ambiente de trabalho seja continuamente aprimorada 7 CONCLUSÕES A análise da situação atual da empresa Incolar revelou que os maiores riscos foram de grau 2 indicando um processo produtivo satisfatório Para manter esses riscos em níveis toleráveis é necessário que as manutenções preventivas de equipamentos e máquinas sejam realizadas regularmente assegurando condições adequadas de uso Todos os funcionários devem utilizar os Equipamentos de Proteção Individual EPIs recomendados com fiscalização constante Procedimentos operacionais devem ser seguidos conforme as recomendações dos fabricantes sem violação dos sistemas de segurança Além disso o treinamento contínuo dos funcionários sobre os riscos e práticas de segurança deve ser mantido 8 BIBLIOGRAFIA ABNT Gerenciamento de riscos ocupacionais 2021 ALMEIDA A Identificação de riscos no ambiente de trabalho 2016 ALBERTON A Uma metodologia para auxiliar no gerenciamento dos riscos e na seleção de alternativas de investimentos em segurança 1996 Dissertação Mestrado em gestão da Qualidade e Produtividade Engenharia de Produção Universidade de São Paulo USP São Carlos 1996 BARROS B Análise Preliminar de Riscos 2018 BRASIL Apostila do Curso Sobre Estudo de Análise de Riscos e Programa de Gerenciamento de Riscos MMA Ministério do Meio Ambiente Secretaria do Meio Ambiente Disponível em httpwwwmmagovbr Acesso em 05 out 2006 BRASIL Biomas MMA Ministério do Meio Ambiente Disponível em httpwwwmmagovbr Acesso em 10 ago 2015 BRASIL Geologia CPRM Serviço Geológico do Brasil Disponível em httpwwwcprmgovbr Acesso em 31 ago 2015 BRASIL Norma Regulamentadora nº 1 NR01 2019 BRASIL Norma Regulamentadora nº 9 NR9 2019 BRASIL População IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Disponível em httpwwwibgegovbr Acesso em 10 ago 2010 CARVALHO C Problemas ergonômicos no trabalho 2020 CETESB Manual de Orientação para Elaboração de Estudos de Análise de Riscos Secretaria de Estado de meio Ambiente Companhia de tecnologia de Saneamento Ambiental Disponível em httpriscotecnologicocetesbspgovbrestudodeanalisederisconormacetesbp4 261 Acesso em 15 set 2003 DUIJIM J N FIEVEZ C GERBEC M HAUPTMANNS U KONSTANTINIDOU M Management of health safety and environment in process industries Safety Science 46 908920 2008 FERREIRA F Prevenção de riscos acidentais 2017 FEPAM Manual de Análise de Riscos Industriais Fundação Estadual de Proteção Ambiental Disponível em httpwwwfepamrsgovbr Acesso em 15 jul 2001 GOOGLE Google Maps Acesso em httpswwwgooglecombrmaps 20 ago 2015 INCOLAR Laudos SERPLAMED 15 set 2015 ITSEMAP Estudo de Análise de Riscos Usina Termelétrica de Tefé 2010 MARTINS M Monitoramento e revisão de riscos ocupacionais 2021 PEREIRA P Riscos biológicos em laboratórios 2019 PORTAL EDUCAÇÃO Plano de Ação de Emergência PAE Disponível em httpwwwportaleducacaocombrbiologiaartigos43058planodeacaode emergenciapaeixzz3sKdsTeOb Acesso em 10 out 2015 ROCHA R Riscos químicos no trabalho 2018 SEIFFERT BEM Sistemas de Gestão Ambiental ISO 14001 e Saúde e Segurança Ocupacional OHSAS 18001 2ª ed São Paulo Editora Atlas 2010 SILVA S Riscos físicos no ambiente de trabalho 2020 SOUZA S Controle de riscos ocupacionais 2019 STRECK V E et al Solos do Rio Grande do Sul 2ª ed Porto Alegre 2008

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PORTFÓLIO ACADÊMICO PÓSGRADUAÇÃO ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO UNICESUMAR Aluno QUÉZIA PINHEIRO TOSTA CPF 01860528120 Professor Orientador Prof Med Luciano Alencar Curso PósGraduação em Engenharia de Segurança do Trabalho ATIVIDADE PRÁTICA 01 DISCIPLINA PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E EXPLOSÃO SISTEMA DE PREVENÇÃO A INCÊNDIOS O sistema de proteção a incêndio é dividido em setores onda cada um possui os extintores necessários a partir das características do local de trabalho e toda essa análise é realizada pela CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Setor administrativo 01 extintor de combate a incêndio tipo Pó Químico Seco PQS ABC de 04kg 01 extintor de combate a incêndio tipo CO2 BC de 06kg Setor reciclagem 01 extintor de combate a incêndio tipo PQS BC de 04kg Setor Subestação 02 extintores de combate a incêndio tipo PQS ABC de 04kg cada Setor Produção 04 extintores de combate a incêndio tipo PQS BC de 04kg cada 24 extintores de combate a incêndio tipo água pressurizada de 10 litros cada 05 extintores de combate a incêndio tipo PQS BC de 08kg 05 extintores de combate a incêndio tipo PQS ABC de 04kg cada Setor Central de gás 02 extintores de combate a incêndio tipo PQS BC de 04kg cada Setor Ônibus 01 extintor de combate a incêndio tipo PQS BC de 06kg Setor Galpão 01 extintor de combate a incêndio tipo PQS ABC de 08kg A seguir na Figura 10 são apresentadas imagens de extintores e mangueiras instalados pela fábrica conforme a CIPA analisou e definiu a b Figura 10 Extintores e luz de saída de emergência na imagem a e mangueiras para o combate a incêndio na imagem b Fonte A autora 2024 541 Sistema de controle de emissões atmosféricas Não há quantidades significativas de poeira emitida para a atmosfera pois há sistema de exaustão em todas as máquinas que geram poeiras Todo o material particulado que é gerado nas etapas da produção é canalizado até um filtro de mangas que apresentam elevadas eficiências de remoção de partículas Neste filtro é separada a poeira do ar e quando os silos estão cheios é feita sua coleta Nas etapas de corte e furação a serragem acaba caindo no chão e posteriormente é feita a limpeza por sucção que é jogada no sistema de dutos do material particulado Há sistema de exaustão na linha de pintura UV onde apenas é canalizado o calor gerado para fora da fábrica A tinta utilizada no processo é atóxica utilizada também na fabricação de móveis para crianças A seguir na Figura 11 pode ser observada a imagem dos dutos acoplados em uma máquina geradora de poeira e um dos silos de filtro manga a b Figura 11 Ramificações coletoras de poeira acopladas em umas das máquinas a e um dos silos de filtro manga na parte externa da fábrica b Fonte A autora 2024 542 Sistema de coleta de resíduos sólidos industriais Cada resíduo gerado no processo produtivo no escritório e no depósito é separado em locais específicos conforme pode ser visto na Figura 12 e após um período é recolhido por empresas especializadas Conforme podese observar na Tabela 8 a seguir referente PGRS da empresa apresentado à FEPAM em 2011 Não foram observados resíduos sem destinação adequada durante a análise do processo pela empresa 38 Tabela 8 Resíduos sólidos industriais gerados no processo produtivo quantitativo e destinação Fonte adaptado de FEPAM 2001 Tipo de Resíduo 1 Quantidade anual 2 Tipo de Medida Acondicionament o 3 Armazenamento 4 Destino 5 Nome e local do destino RESÍDUOS DE MDF 250 M3 GRANEL ÁREA FECHADA silo QUEIMA CDL fábrica de artefatos de barro São Pedro do ButiáRS PLÁSTICO S E PAPELÃO 1200 Kg GRANEL ÁREA FECHADA RECICLAGEM Marcos Engelhof Campina das MissõesRS ESTOPAS E PANOS 05 M3 CAIXAS ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C LÂMPADAS FLUORECEN TES 25 UM CAIXAS ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C RESÍDUOS TINTAS E SOLV CONTAMINADO S 1 M3 TAMBORES ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C EMBALAGENS CONTAMINAD AS 25 M3 GRANEL ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C LIXAS E FITA DE BORDA 1 M3 CAIXAS ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C SOLVENTES 05 M3 TAMBORES ÁREA FECHADA REPROCESSAME NTO Free Tintas Ltda Arroio do MeioRS Figura 12 Local de armazenamento dos resíduos sólidos industriais Fonte A autora 2024 ATIVIDADE PRÁTICA 02 CONCLUSÕES A partir dos resultados obtidos foi possível perceber através da análise da situação atual da empresa que os maiores riscos foram de grau 2 indicando uma situação satisfatória do processo produtivo em questão e das atividades que já são adotadas pela empresa Esta identificação serve também como ferramenta para apontar os riscos que necessitam de uma analise mais profunda e atenção permanente da empresa Os riscos decorrentes das atividades da indústria moveleira Incolar podem ser considerados toleráveis desde que As manutenções necessárias dos equipamentos e máquinas de toda a fábrica sejam executadas de forma preventiva de maneira a manter tudo em perfeitas condições de uso e funcionamento Todos os funcionários de todos os setores utilizarem os EPIs recomendados e que seja fiscalizado se sua utilização está sendo feita Os procedimentos operacionais sejam realizados de forma responsável pelos funcionários seguindo as recomendações do fabricante das máquinas e garantindo para que seus sistemas de segurança não sejam violados pelos funcionários Os funcionários estejam treinados e conscientes de todos os riscos inerentes á atividade da empresa A indústria sempre se mantenha atualizada e em conformidade com as normas e leis regulamentadoras REFERÊNCIAS ALBERTON A Uma metodologia para auxiliar no gerenciamento dos riscos e na seleção de alternativas de investimentos em segurança 1996 Dissertação Mestrado em gestão da Qualidade e Produtividade Engenharia de Produção Universidade de São Paulo USP São Carlos 1996 BRASIL População IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Disponível em httpwwwibgegovbr Acesso em 10 ago 2010 BRASIL Geologia CPRM Serviço Geológico do Brasil Disponível em httpwwwcprmgovbr Acesso em 31 ago 2015 BRASIL Biomas MMA Ministério do Meio Ambiente Disponível em httpwwwmmagovbr Acesso em 10 ago 2015 BRASIL Apostila do Curso Sobre Estudo de Análise de Riscos e Programa de Gerenciamento de Riscos MMA Ministério do Meio Ambiente Secretaria do Meio Ambiente Disponível em httpwwwmmagovbr Acesso em 05 out 2006 CETESB Manual de Orientação para Elaboração de Estudos de Análise de Riscos Secretaria de Estado de meio Ambiente Companhia de tecnologia de Saneamento Ambiental Disponível em httpriscotecnologicocetesbspgovbrestudodeanalise derisconorma cetesbp4261 Acesso em 15 set 2003 DUIJIM J N FIEVEZ C GERBEC M HAUPTMANNS U KONSTANTINIDOU M 2008 Management of health safety and environment in process industries Safety Science 46 908920 FEPAM Manual de Análise de Riscos Industriais Fundação Estadual de Proteção Ambiental Disponível em httpwwwfepamrsgovbr Acesso em 15 jul 2001 GOOGLE Google Maps Acesso em httpswwwgooglecombrmaps 20 ago 2015 INCOLAR Laudos SERPLAMED 15 set 2015 ITSEMAP Estudo de Análise de Riscos Usina Termelétrica de Tefé 2010 PORTAL EDUCAÇÃO Plano de Ação de Emergência PAE Disponível em httpwwwportaleducacaocombrbiologiaartigos43058planodeacao de emergenciapaeixzz3sKdsTeOb Acesso em 10 out 2015 STRECK V E et al Solos do Rio Grande do Sul 2ª ed Porto Alegre 2008 SEIFFERT BEM Sistemas de Gestão Ambiental ISSO 14001 e Saúde e Segurança Ocupacional OHSAS 18001 2ª ed São Paulo Editora Atlas 2010 11 ATIVIDADE PRÁTICA 02 DISCIPLINA GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS 511 Máquinas e equipamentos A ocorrência de maquinário e equipamentos de maior porte onde foram observados a maior parte dos perigos estão localizados no Setor de Produção podendo ser divididos em etapas de corte colagem de borda furação pintura e embalagem ETAPA DE CORTE Na etapa de corte existem três seccionadoras que funcionam simultaneamente e separadamente dependendo da demanda de produção Os equipamentos são computadorizados e assim funcionam de maneira simples o operador da máquina informa ao computador todos os dados e as medidas do projeto a ser executado depois coloca a chapa de MDF no local específico afastase da máquina e aperta o botão para a máquina começar o processo A máquina depois de ser liberada para o funcionamento aciona um sistema de proteção onde o funcionário não poderá ter mais acesso ao interior da máquina até o processo de corte terminar a menos que o operador acione o botão de cancelamento da operação O processo continua e a máquina para automaticamente quando o processo de corte da chapa de MDF termina O sistema de proteção é basicamente composto por uma espécie de cortina de acrílico que baixa quando é ativado seu funcionamento impedindo os operadores da máquina de terem acesso às laminas de corte no seu interior O resíduo gerado é composto basicamente por restos de MDF decorrentes do corte poeira 12 Na Figura 4 podemse observar detalhes de uma das seccionadoras responsável pelo corte das chapas de MDF Figura 4 Seccionadora responsável pelo corte das chapas de MDF ETAPA DE COLAGEM DE BORDA A segunda etapa é constituída de três coladeiras de borda Nesta etapa não há computadores A máquina é responsável pelo acabamento das laterais da chapa de MDF uma vez que as laterais da chapa não passam pelo processo de pintura fazendo a colagem de uma espécie de fita na cor ou na textura em que a chapa necessita O operador prepara a fita que será utilizada e coloca a chapa na máquina Depois que o operador iniciar o processo a chapa vai passar pela esteira e passar pelos processos de passagem de cola colagem da fita corte de excessos de fita e acabamento das cantoneiras A máquina possui sistema de proteção de sensores e é toda revestida de material de acrílico Os ajustes na máquina devem ser feitos antes do processo ter início pois depois que ela estiver em funcionamento se a tampa de proteção for levantada a máquina ativa o sensor e para o seu processo impedindo os operadores de terem acesso aos locais perigosos enquanto a máquina estiver funcionando A etapa gera resíduos de resto de fita que sobram do processo Na Figura 5 podese observar a coladeira de borda parte externa a e interna b 13 a b Figura 5 Coladeira de borda parte externa a e parte interna b ETAPA DE FURAÇÃO Três furadeiras compõem o sistema de furação das chapas de MDF O sistema é computadorizado Figura 6 a Os dados das dimensões são informados ao computador pelo operador depois é colocada a chapa na máquina e o processo só começa depois que o operador se afastar da máquina e sair da área de sensores que estão no chão como um tapete que pode ser visualizado na Figura 6 b e apertar o botão de início Se o operador pisar na área do tapete com a máquina em funcionamento ela se desliga automaticamente Depois que a furação da chapa estiver feita a máquina para Esta etapa é a que mais gera resíduos de poeira de MDF 14 a b Figura 6 Computador da furadeira a e visão geral da furadeira b ETAPA DE PINTURA A etapa de pintura é subdividida em 12 operações A chapa primeiramente passa pela lixa que remove as imperfeições e a prepara para receber uma massa chamada de alisador A massa é depositada na chapa por um sistema de rolo onde a massa é succionada por uma bomba e entra em contato com o rolo quando a chapa passa ela entra em contato com o rolo e a massa é depositada Depois a chapa segue para a secagem por um sistema ultravioleta UV secando quase que instantaneamente Seguindo a chapa passa por um novo processo de lixas para uniformizar a massa da etapa anterior A partir daí a chapa está pronta para a primeira camada de tinta que também é feita pelo sistema de rolos A tinta é succionada por uma bomba e mantém contato com o rolo que irá depositar na chapa quando ela passar Novamente passa por outro processo de secagem UV e seca a primeira camada de tinta A segunda camada de tinta é depositada no mesmo sistema da primeira e também é seca pela terceira vez A próxima etapa é a maquina de impressão de desenhos ou relevos que só serão utilizadas quando houver demanda conforme os projetos A chapa pode ser somente pintada ou pode passar pelos processos de relevo Quando não utilizada a chapa passa direto por essa máquina e segue no processo Se for utilizada a chapa passa pela quarta 15 vez pelo processo de secagem UV A penúltima etapa é a pintura do verniz podendo ser ele fosco ou brilhante no mesmo sistema de rolos do processo de pintura E por fim a quinta passagem pela secagem UV A chapa sai seca e pronta para ser embalada Os maiores resíduos gerados nesta etapa da produção são na parte em que a chapa passa pela lixa onde é gerado material particulado em grande quantidade Este material gerado não é liberado no ambiente interno da fábrica tendo em vista o sistema de controle de emissão atmosférica da fábrica Com isto não entra em contato direto com os funcionários da fábrica Nas etapas de pintura impressão de relevo e invernização não são gerados resíduos aparentes podendo haver material particulado sendo gerado também quando é realizada a limpeza dos equipamentos são gerados resíduos líquidos quando existe a troca das cores das tintas A tinta é atóxica e quando passar pela etapa de secagem UV o resíduo gerado vai ser apenas vapor quente que é canalizado e solto para o ambiente fora da fábrica Na Figura 7 podese observar o início do processo na etapa de pintura entrando na máquina que lixa as chapas de MDF a e na figura b a chapa passando por uma das máquinas que promove a pintura de MDF a b Figura 7 Chapa de MDF passando pela primeira etapa de lixa a e chapa de MDF passando por uma das máquinas de pintura b SISTEMA DE CONTROLE DE EMISSÃO DE POEIRA Em cada um dos equipamentos citados existe um sistema de dutos acoplados a um soprador que canaliza todo o material particulado e poeira de MDF gerados na 16 fábrica Na Figura 8 abaixo podese observar as ramificações dos dutos saindo das máquinas Pontos de coleta estão instalados em todos os equipamentos que geram poeira O sistema de dutos encaminha o ar contaminado para um filtro de mangas que separa o material particulado A poeira coletada por ser basicamente composta por madeira é recolhida por uma empresa especializada licenciada para este fim que a utiliza em fornos de secagem de tijolos Figura 8 Ramificações dos dutos saindo das máquinas que geram poeira ETAPA DE EMBALAGEM Duas seladoras compõem a ultima etapa do processo É a etapa que mais necessita de operadores A chapa de MDF pronta é recebida e os operadores encaixam as cantoneiras nas chapas para a sua proteção A chapa segue na esteira e entra na máquina que vai envolvelas com plástico bolha sendo mais um item de proteção para evitar que no transporte sofram deformações Ao sair da máquina o plástico está envolvido na chapa e está quente nas laterais para que dois operadores o pressionem e possibilite a soldagem nas laterais observado na Figura 9 logo abaixo Por fim as chapas são embaladas manualmente em papelão e vão para o estoque de produtos a serem transportados São gerados alguns resíduos sólidos de resto de papelão nesta etapa Para a proteção dos operadores são utilizadas luvas para a proteção térmica uma 17 vez que a temperatura das chapas com o plástico bolha é relativamente alta com potencial para causar queimaduras Figura 9 Máquina seladora responsável por envolver a chapa de MDF no plástico bolha CARACTERÍSTICAS DOS PRODUTOS MANIPULADOS AGENTES UTILIZADOS E RESÍDUOS GERADOS Por meio da observação das operações percebemse Fumos metálicos e gases de soldagem gerados nas operações de soldagem Óleos e graxas da lubrificação e manutenção de máquinas Produtos domissanitários de Limpeza das dependências da empresa Poeira orgânica do Processo de trabalho com madeira Solventes Hidrocarbonetos aromáticos e alifáticos Pintura de móveis na linha UV Solventes da Limpeza de peças O único efluente líquido gerado diz respeito àquele proveniente da limpeza da fábrica e utilização nos banheiros 18 52 Estudo de Análise de Riscos A partir da observação das atividades da empresa relatórios disponibilizados pela empresa Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPRA Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional PCMSO Programa de Conservação Auditiva PCA e Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos PGRS foi possível a identificação de diversos perigosriscos associados ao processo produtivo Estes riscos são apresentados de forma estruturada nas Tabelas 4 5 e 6 dos setores administrativo produção e depósito respectivamente Os perigos elencados foram classificados quanto à sua frequência e severidade conforme Tabelas 1 e 2 A partir disto cada perigo recebeu um grau de risco associado conforme Tabela 3 19 Tabela 4 Planilha de Análise Preliminar de Riscos do setor administrativo da empresa identificação dos perigos caracterização de frequência e severidade grau de risco associado e recomendações ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO EMPRESA INCOLAR Indústria e Comércio de Móveis do Lar Ltda SETOR ADMINISTRATIVO ATIVIDADE Realização de atividades burocráticas administrativas Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Permanecer muito tempo na mesma posição eou na mesma atividade Dores nas costas e possíveis problemas na coluna B I 1 Fazer pausas durante o trabalho para variar a postura Fazer pausas para descanso Realizar exames médicos Mecânicos Acidentes Acidentes de trajeto Falhas mecânicas no veículo de transporte Vítima de acidentes de trânsito Atrasos Invalidez temporária ou permanente B II 1 Realizar revisões nos veículos de transporte Realizar palestras de direção defensiva Físico Ruído contínuo intermitente Serviços de almoxarifado Desconforto auditivo Possíveis problemas na audição A I 1 Utilizar protetor auricular Manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos Acidentes esmagamento cortes queda de objetos Serviços de almoxarifado Lesões leves a lesões permanentes B II 1 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida 20 Tabela 5 Planilha de Análise Preliminar de Riscos do setor de Produção da empresa identificação dos perigos caracterização de frequência e severidade grau de risco associado e recomendações ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO EMPRESA INCOLAR Indústria e Comércio de Móveis do Lar Ltda SETOR PRODUÇÃO ATIVIDADE Fabricação de móveis em MDF Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Permanecer muito tempo na mesma posição eou na mesma atividade Dores nas costas e possíveis problemas na coluna Esgotamento físico C II 2 Fazer pausas durante o trabalho para variar a postura Fazer pausas para descanso Realizar exames médicos Mecânicos Acidentes Acidentes de trajeto Falhas mecânicas no veículo de transporte Vítima de acidentes de trânsito Atrasos Invalidez temporária ou permanente B II 1 Realizar revisões nos veículos de transporte Realizar palestras de direção defensiva Mecânicos acidentes Cortes Esmagamento Quedas de objetos sobre membros inferiores Lesão ocular Falha humana Não utilização dos EPIs necessários Violação dos sistemas de segurança das máquinas Lesões leves a lesões permanentes Afastamento temporário ou permanente do funcionário C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Facilitar o acesso nas partes mais altas do estoque Treinamento dos funcionários para utilização correta dos EPIs e o correto manuseio das máquinas Físico Ruído contínuo intermitente Maquinário do processo produtivo Desconforto auditivo stress pressão alta D I 2 Utilizar protetor auricular Utilização dos EPIs indicados 21 Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações em funcionamento insônia Possíveis problemas auditivos para a atividade exercida Manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos Físicos Radiações ultravioleta e infravermelha Operações de soldagem Ceratoconjuntivite queimadura cutânea possível ocorrência de câncer de pele cataratas queimadura s retinianas C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Manutenção dos equipamentos Químico Solventes Pintura em série com máquina de pintura UV Dermatite de contato efeitos tóxicos agudos depressão neurastenia conjuntivite C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Manter a concentração dos poluentes no ar em níveis permitidos Providenciar a avaliação quantitativa de vapores orgânicos existentes na linha de pintura UV da empresa Químico Poeira orgânica Processo de trabalho com MDF Maior quantidade gerada na máquina Rinite alérgica asma ocupacional bronquites aguda crônica Neoplasia maligna da C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Manter a concentração da poeira orgânica no ar em níveis 22 Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações de corte e furação cavidade nasal e seios paranasais Contaminação do ar ambiente com material particulado principalmente na vizinhança permitidos Providenciar a avaliação quantitativa da poeira existente no setor de corte e furação da empresa Químico Óleos e graxas Manutenção e lubrificação de máquinas Dermatite de contato possível ocorrência de câncer de pele C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Químicos Fumos metálicos e Gases de solda Operações de soldagem Febre dos fumos metálicos irritação vias aéreas superiores asma dano pulmonar agudo enfisema e fibrose pulmonar crônica possível carcinogênese Irritação respiratória dano agudo ao pulmão intoxicação sistêmica C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Incêndio Curto circuitos Fiação elétrica em má estado de conservação Combustíveis inflamáveis perto de Riscos de vida a todos os funcionários da fábrica Riscos a população que reside próximo a Indústria B III 2 Manter fiação elétrica isolada e em bom estado de conservação Manter os inflamáveis e combustíveis isolados e longe de fontes de ignição Manter botijões de GLP no lado 23 Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações fontes de ignição Botijões de GLP em local inadequado Riscos ao meio ambiente próximo a indústria externo das instalações da empresa Plano de emergência Risco de contaminação do meio ambiente Contaminação do meio ambiente pelos resíduos sólidos gerados na etapa de produção Risco de contaminação do solo Risco de contaminação do ar pela poeira de MDF podendo atingir aos moradores no entorno da fábrica B II 1 Resíduos sólidos armazenados em local adequado fora da fábrica e de acesso proibido a pessoal não autorizado Manter o PGRS em conformidade com a Fepam Manter a manutenção do sistema de controle de emissões atmosféricas em dia Manter a manutenção dos silos de filtro manga em dia Com base em comparação com INCOLAR 2015 24 Tabela 6 Planilha de Análise Preliminar de Riscos do setor de Depósito da empresa identificação dos perigos caracterização de frequência e severidade grau de risco associado e recomendações ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO EMPRESA INCOLAR Indústria e Comércio de Móveis do Lar Ltda SETOR DEPÓSITO ATIVIDADE Armazenar produtos e matériaprima Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Permanecer muito tempo na mesma posição eou na mesma atividade Dores nas costas e possíveis problemas na coluna Esgotament o físico C II 2 Fazer pausas durante o trabalho para variar a postura Fazer pausas para descanso Realizar exames médicos Mecânicos Acidentes Acidentes de trajeto Falhas mecânicas no veículo de transporte Vítima de acidentes de trânsito Atrasos Invalidez temporária ou permanente B II 1 Realizar revisões nos veículos de transporte Realizar palestras de direção defensiva Físico Ruído contínuo intermitente Máquinas do setor da produção Desconforto auditivo Possíveis problemas na audição A I 1 Utilizar protetor auricular Manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos Químico Contado com tintas óleos graxas e Controle e reposição de Dermatite de contato possível C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a 25 Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações solventes estoque ocorrência de câncer de pele efeitos tóxicos agudos depressão neurastenia conjuntivite entre outras atividade exercida Manter manutenção dos equipamentos de pintura Acidentes esmagamento cortes queda de objetos Operações de transporte para estocagem e reposição de insumos Lesões leves a lesões permanentes C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Treinamento dos operadores de empilhadeiras Incêndio Inflamáveis e combustíveis armazenados de maneira incorreta Fiação elétrica em má estado de conservação Botijões de GLP em local inadequado Riscos de vida a todos os funcionários da fábrica Riscos a população que reside próximo a Indústria Riscos ao meio ambiente próximo a indústria B III 2 Manter fiação elétrica isolada e em bom estado de conservação Manter os inflamáveis e combustíveis isolados e longe de fontes de ignição Manter botijões de GLP no lado externo das instalações da empresa Plano de emergência Com base em comparação com INCOLAR 2015 26 55 Análise e discussão dos riscos e perigos Por meio dos dados obtidos e visitas realizadas podese perceber que a empresa possui sistemas de controle e prevenção em basicamente todos os setores e para todos os riscos a que estão expostos os seus funcionários vizinhanças e ao meio ambiente Ao entrar na fábrica já se pode perceber que o ambiente de trabalho é aparentemente um local limpo e arejado Nesta seção com base no estudo e análise de riscos realizados é realizada uma verificação tomando como base os riscos de maior grau percebidos riscos de grau 2 da situação atual da empresa visto seus sistemas de controle prevenção apresentados para a proteção do meio ambiente e dos funcionários prevenção e minimização dos riscos identificados nos diversos setores da empresa A Tabela 7 apresenta os riscos de grau 2 observados e sua relação com a situação da empresa e medidas de controle tomadas pela mesma Tabela 7 Relação dos riscos de grau 2 com as medidassistemas implantados pela empresa Riscos de grau 2 Situação da empresa SETOR PRODUÇÃO Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Possui medidas de proteção de agentes ergonômicos Há carrinhos hidráulicos para transporte de mercadorias Há sistema de rolantes para o transporte de mercadorias Há sistema hidráulico de rebaixamento e elevação de mercadorias chamadas mesas elevadoras Mecânicos acidentes Cortes Esmagamento Quedas de objetos sobre membros inferiores Lesão ocular Máquinas com sistema de segurança de intertravamento quando acessada as zoinas de riscos Máquinas em perfeitas condições de uso e conservação EPIS existentes para a função Calçado de segurança Luvas de proteção multitato Físico Ruído contínuo intermitente EPIS existentes para a função Protetor auricular Máquinas em perfeitas condições de uso 27 e conservação Físicos Radiações ultravioleta e infravermelha EPIs existentes Mascara de proteção de solda Protetor respiratório Luvas de Látex Químico Solventes EPIs existentes Luvas de proteção multitato e protetor respiratório Químico Poeira orgânica EPIs existentes Protetor respiratório Possui sistema de controle de emissões atmosféricas Químico Óleos e graxas EPIs existentes Luvas de Látex Protetor respiratório Químicos Fumos metálicos e Gases de solda EPIs existentes Mascara de proteção de solda Protetor respiratório Incêndio Possui sistema de prevenção e combate á incêndio SETOR DEPÓSITO Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Pausas de serviço determinadaspelo próprio funcionário Químico Contado com tintas óleos graxas e solventes EPIs existentes Luvas de Látex Protetor respiratório Acidentes esmagamento cortes queda de objetos EPIs existentes calçado de segurança Incêndio Possui sistema de prevenção e combate á incêndio EPIs existentes com base em comparação com INCOLAR 2015 A INCOLAR possui sistemas de proteção instalados em toda a fábrica que protegem os funcionários e o meio ambiente dos riscos vulneráveis a empresa Estes sistemas são descritos abaixo A empresa possui contrato com a SERPLAMED empresa terceirizada responsável pelo PPRA Norma Regulamentadora Nº 09 MTE PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS pelo PCMSO Norma Regulamentadora Nº 07 MTE PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE 28 SAÚDE OCUPACIONAL e pelo PCA Programa de Conservação Auditiva da empresa 29 Na documentação apresentada nos laudos estão incluídos também toda a análise do processo produtivo e as atividades realizadas por cada funcionário da fábrica e indicando os EPIs existentes para cada função realizada 2 CONCLUSÕES A partir dos resultados obtidos foi possível perceber através da análise da situação atual da empresa que os maiores riscos foram de grau 2 indicando uma situação satisfatória do processo produtivo em questão e das atividades que já são adotadas pela empresa Esta identificação serve também como ferramenta para apontar os riscos que necessitam de uma analise mais profunda e atenção permanente da empresa Os riscos decorrentes das atividades da indústria moveleira Incolar podem ser considerados toleráveis desde que As manutenções necessárias dos equipamentos e máquinas de toda a fábrica sejam executadas de forma preventiva de maneira a manter tudo em perfeitas condições de uso e funcionamento Todos os funcionários de todos os setores utilizarem os EPIs recomendados e que seja fiscalizado se sua utilização está sendo feita Os procedimentos operacionais sejam realizados de forma responsável pelos funcionários seguindo as recomendações do fabricante das máquinas e garantindo para que seus sistemas de segurança não sejam violados pelos funcionários Os funcionários estejam treinados e conscientes de todos os riscos inerentes á atividade da empresa A indústria sempre se mantenha atualizada e em conformidade com as normas e leis regulamentadoras 30 3 BIBLIOGRFIA ALBERTON A Uma metodologia para auxiliar no gerenciamento dos riscos e na seleção de alternativas de investimentos em segurança 1996 Dissertação Mestrado em gestão da Qualidade e Produtividade Engenharia de Produção Universidade de São Paulo USP São Carlos 1996 BRASIL População IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Disponível em httpwwwibgegovbr Acesso em 10 ago 2010 BRASIL Geologia CPRM Serviço Geológico do Brasil Disponível em httpwwwcprmgovbr Acesso em 31 ago 2015 BRASIL Biomas MMA Ministério do Meio Ambiente Disponível em httpwwwmmagovbr Acesso em 10 ago 2015 BRASIL Apostila do Curso Sobre Estudo de Análise de Riscos e Programa de Gerenciamento de Riscos MMA Ministério do Meio Ambiente Secretaria do Meio Ambiente Disponível em httpwwwmmagovbr Acesso em 05 out 2006 CETESB Manual de Orientação para Elaboração de Estudos de Análise de Riscos Secretaria de Estado de meio Ambiente Companhia de tecnologia de Saneamento Ambiental Disponível em httpriscotecnologicocetesbspgovbrestudodeanalise derisconorma cetesbp4261 Acesso em 15 set 2003 DUIJIM J N FIEVEZ C GERBEC M HAUPTMANNS U KONSTANTINIDOU M 2008 Management of health safety and environment in process industries Safety Science 46 908920 FEPAM Manual de Análise de Riscos Industriais Fundação Estadual de Proteção Ambiental Disponível em httpwwwfepamrsgovbr Acesso em 15 jul 2001 GOOGLE Google Maps Acesso em httpswwwgooglecombrmaps 20 ago 2015 INCOLAR Laudos SERPLAMED 15 set 2015 ITSEMAP Estudo de Análise de Riscos Usina Termelétrica de Tefé 2010 PORTAL EDUCAÇÃO Plano de Ação de Emergência PAE Disponível em httpwwwportaleducacaocombrbiologiaartigos43058planodeacao de emergenciapaeixzz3sKdsTeOb Acesso em 10 out 2015 STRECK V E et al Solos do Rio Grande do Sul 2ª ed Porto Alegre 2008 SEIFFERT BEM Sistemas de Gestão Ambiental ISSO 14001 e Saúde e Segurança Ocupacional OHSAS 18001 2ª ed São Paulo Editora Atlas 2010 MeioRS PORTFÓLIO ACADÊMICO PÓSGRADUAÇÃO ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO UNICESUMAR Aluno CPF Professor Orientador Curso Orientações gerais 1 Todos os campos de identificação acima deverão ser devidamente preenchidos bem como os itens apontados ao longo do arquivo que compõem a síntese de sua proposta 2 O aluno deverá obrigatoriamente utilizar este formulário para enviar a proposta do Portfólio em documento do Word na fase do Processo de Criação O sistema permite o envio de apenas UM arquivo por isso é necessário que você envie todas as informações de seu projeto neste documento 3 Esta é uma atividade INDIVIDUAL em caso de plágio será zerada 4 Formatação exigida no documento Word Margens esquerda e superior de 3 cm e margens direita e inferior de 2 cm fonte Arial tamanho 12 espaçamento entre linhas 15 e alinhamento justificado recuo no início de cada parágrafo de 125 cm ATIVIDADE PRÁTICA 02 DISCIPLINA GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS Para essa atividade você deve Cumprir os requisitos do PGR em relação aos riscos ocupacionais para os 6 processos de fabricação Corte de chapas furação colagem de bordas pintura secagem e embalagem Desenvolver o plano de ação para os 6 processos de fabricação Corte de chapas furação colagem de bordas pintura secagem e embalagem Preencher a planilha do Anexo II com as informações solicitadas e inserir aqui no Formulário Padrão Inserir a sua planilha aqui PORTFÓLIO ACADÊMICO PÓSGRADUAÇÃO ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO UNICESUMAR Aluno QUÉZIA PINHEIRO TOSTA CPF 01860528120 Professor Orientador Prof Med Luciano Alencar Curso PósGraduação em Engenharia de Segurança do Trabalho ATIVIDADE PRÁTICA 01 DISCIPLINA PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E EXPLOSÃO SISTEMA DE PREVENÇÃO A INCÊNDIOS Contextualização A atividade prática 01 tem como objetivo desenvolver um sistema de prevenção a incêndios na fábrica Através da implementação de extintores e sistemas de exaustão adequados buscase garantir a segurança dos trabalhadores e a conformidade com as normas de segurança do trabalho A análise e definição das necessidades foram realizadas pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPA os processos que envolvem o plano de implementação do sistema de prevenção a incêndios estão mapeados no Framework Ferramenta Ágil 5W2H ilustrado na Figura 9 Justificativa O framework 5W2H foi escolhido devido à sua eficácia em detalhar e organizar os passos necessários para a implementação de um projeto Este método é amplamente utilizado na gestão de projetos por sua simplicidade e clareza permitindo uma visão completa das ações a serem tomadas Cada um dos elementos do 5W2H What Why Where Who When How How Much fornece uma estrutura lógica que ajuda a garantir que todos os aspectos críticos do projeto sejam considerados e bem planejados Fonte A autora 2024 FIGURA 9 Framework 5W2H O sistema de proteção a incêndio é dividido em setores onda cada um possui os extintores necessários a partir das características do local de trabalho e toda essa análise é realizada pela CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Setor administrativo 01 extintor de combate a incêndio tipo Pó Químico Seco PQS ABC de 04kg 01 extintor de combate a incêndio tipo CO2 BC de 06kg Setor reciclagem 01 extintor de combate a incêndio tipo PQS BC de 04kg Setor Subestação 02 extintores de combate a incêndio tipo PQS ABC de 04kg cada Setor Produção 04 extintores de combate a incêndio tipo PQS BC de 04kg cada 24 extintores de combate a incêndio tipo água pressurizada de 10 litros cada 05 extintores de combate a incêndio tipo PQS BC de 08kg 05 extintores de combate a incêndio tipo PQS ABC de 04kg cada Setor Central de gás 02 extintores de combate a incêndio tipo PQS BC de 04kg cada Setor Ônibus 01 extintor de combate a incêndio tipo PQS BC de 06kg Setor Galpão 01 extintor de combate a incêndio tipo PQS ABC de 08kg A seguir na Figura 10 são apresentadas imagens de extintores e mangueiras instalados pela fábrica conforme a CIPA analisou e definiu a b Figura 10 Extintores e luz de saída de emergência na imagem a e mangueiras para o combate a incêndio na imagem b Fonte A autora 2024 541 Sistema de controle de emissões atmosféricas Não há quantidades significativas de poeira emitida para a atmosfera pois há sistema de exaustão em todas as máquinas que geram poeiras Todo o material particulado que é gerado nas etapas da produção é canalizado até um filtro de mangas que apresentam elevadas eficiências de remoção de partículas Neste filtro é separada a poeira do ar e quando os silos estão cheios é feita sua coleta Nas etapas de corte e furação a serragem acaba caindo no chão e posteriormente é feita a limpeza por sucção que é jogada no sistema de dutos do material particulado Há sistema de exaustão na linha de pintura UV onde apenas é canalizado o calor gerado para fora da fábrica A tinta utilizada no processo é atóxica utilizada também na fabricação de móveis para crianças A seguir na Figura 11 pode ser observada a imagem dos dutos acoplados em uma máquina geradora de poeira e um dos silos de filtro manga a b Figura 11 Ramificações coletoras de poeira acopladas em umas das máquinas a e um dos silos de filtro manga na parte externa da fábrica b Fonte A autora 2024 542 Sistema de coleta de resíduos sólidos industriais Cada resíduo gerado no processo produtivo no escritório e no depósito é separado em locais específicos conforme pode ser visto na Figura 12 e após um período é recolhido por empresas especializadas Conforme podese observar na Tabela 8 a seguir referente PGRS da empresa apresentado à FEPAM em 2011 Não foram observados resíduos sem destinação adequada durante a análise do processo pela empresa 38 Tabela 8 Resíduos sólidos industriais gerados no processo produtivo quantitativo e destinação Fonte adaptado de FEPAM 2001 Tipo de Resíduo 1 Quantidade anual 2 Tipo de Medida Acondicionament o 3 Armazenamento 4 Destino 5 Nome e local do destino RESÍDUOS DE MDF 250 M3 GRANEL ÁREA FECHADA silo QUEIMA CDL fábrica de artefatos de barro São Pedro do ButiáRS PLÁSTICO S E PAPELÃO 1200 Kg GRANEL ÁREA FECHADA RECICLAGEM Marcos Engelhof Campina das MissõesRS ESTOPAS E PANOS 05 M3 CAIXAS ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C LÂMPADAS FLUORECEN TES 25 UM CAIXAS ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C RESÍDUOS TINTAS E SOLV CONTAMINADO S 1 M3 TAMBORES ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C EMBALAGENS CONTAMINAD AS 25 M3 GRANEL ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C LIXAS E FITA DE BORDA 1 M3 CAIXAS ÁREA FECHADA CENTRAL DE RESÍDUO S Cetric ChapecóS C SOLVENTES 05 M3 TAMBORES ÁREA FECHADA REPROCESSAME NTO Free Tintas Ltda Arroio do MeioRS 8 Figura 12 Local de armazenamento dos resíduos sólidos industriais Fonte A autora 2024 CONCLUSÕES A partir dos resultados obtidos foi possível perceber através da análise da situação atual da empresa que os maiores riscos foram de grau 2 indicando uma situação satisfatória do processo produtivo em questão e das atividades que já são adotadas pela empresa Esta identificação serve também como ferramenta para apontar os riscos que necessitam de uma analise mais profunda e atenção permanente da empresa Os riscos decorrentes das atividades da indústria moveleira Incolar podem ser considerados toleráveis desde que As manutenções necessárias dos equipamentos e máquinas de toda a fábrica sejam executadas de forma preventiva de maneira a manter tudo em perfeitas condições de uso e funcionamento Todos os funcionários de todos os setores utilizarem os EPIs recomendados e que seja fiscalizado se sua utilização está sendo feita Os procedimentos operacionais sejam realizados de forma responsável pelos funcionários seguindo as recomendações do fabricante das máquinas e garantindo para que seus sistemas de segurança não sejam violados pelos funcionários Os funcionários estejam treinados e conscientes de todos os riscos 9 inerentes á atividade da empresa A indústria sempre se mantenha atualizada e em conformidade com as normas e leis regulamentadoras 10 ATIVIDADE PRÁTICA 02 DISCIPLINA GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS 1 INTRODUÇÃO 11 Gestão de Riscos Ocupacionais A gestão de riscos ocupacionais é um processo sistemático de identificar avaliar e controlar os riscos associados ao ambiente de trabalho visa assegurar a segurança e a saúde dos trabalhadores em ambientes industriais Com a Revolução Industrial a criação de regulamentações específicas para a proteção dos trabalhadores tornouse fundamental devido ao aumento dos acidentes de trabalho Atualmente a legislação brasileira como a Norma Regulamentadora nº 9 NR9 exige a implementação de programas que visam antecipar reconhecer avaliar e controlar os riscos ambientais no trabalho BRASIL 2019 A Norma Regulamentadora NR01 estabelece diretrizes gerais para a segurança e saúde no trabalho reforçando a obrigatoriedade das empresas em implementar sistemas de gerenciamento de riscos ocupacionais Os objetivos deste trabalho são identificar os riscos ocupacionais presentes nos processos de fabricação de chapas de MDF avaliar a gravidade e probabilidade desses riscos desenvolver e implementar um plano de ação com medidas preventivas e corretivas garantir conformidade com as normas regulamentadoras e promover um ambiente de trabalho seguro e saudável 11 12 Metodologia A metodologia adotada envolve 1 Identificação dos Riscos Inspeção dos processos de corte furação colagem de bordas pintura secagem e embalagem 2 Avaliação dos Riscos Classificação dos riscos com base na gravidade e probabilidade 3 Desenvolvimento do Plano de Ação Medidas de controle específicas para cada risco 4 Implementação das Medidas de Controle Aplicação das medidas em cada setor da fábrica e treinamento dos trabalhadores 5 Monitoramento e Revisão Avaliação contínua das medidas implementadas e ajustes conforme necessário 6 Aplicação do Business Model Canvas Estruturação do modelo de gestão de riscos identificando recursos atividades parceiros e proposta de valor 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 21 Gerenciamento de riscos Ocupacionais GRO A história do desenvolvimento do gerenciamento de riscos ocupacionais está intrinsicamente ligada à evolução das normas de segurança do trabalho e à crescente preocupação com a saúde e bemestar dos trabalhadores Com a Revolução Industrial o aumento dos acidentes de trabalho levou à criação de regulamentações específicas para a proteção dos trabalhadores 22 Norma Regulamentadora nº 9 NR9 Atualmente a legislação brasileira como a Norma Regulamentadora nº 9 NR9 exige a implementação de um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPRA que tem como objetivo preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores através da antecipação reconhecimento avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho BRASIL 2019 O gerenciamento de riscos ocupacionais é um processo sistemático de identificar avaliar e controlar os riscos associados ao ambiente de trabalho com o objetivo de prevenir acidentes e doenças ocupacionais Segundo a Associação 12 Brasileira de Normas Técnicas ABNT o gerenciamento de riscos envolve a aplicação de políticas procedimentos e práticas para a análise e controle de situações que possam causar danos aos trabalhadores ABNT 2021 23 Norma Regulamentadora NR01 A Norma Regulamentadora NR01 estabelece as disposições gerais para a segurança e saúde no trabalho incluindo diretrizes para o gerenciamento de riscos ocupacionais e medidas de prevenção A implementação adequada dessas normas é essencial para criar um ambiente de trabalho seguro e saudável De acordo com a NR01 O objetivo desta Norma é estabelecer as disposições gerais o campo de aplicação os termos e as definições comuns às Normas Regulamentadoras NR relativas à segurança e saúde no trabalho e as diretrizes e os requisitos para o gerenciamento de riscos ocupacionais e as medidas de prevenção em Segurança e Saúde no Trabalho SST NR01 item 111 De acordo com a Norma Regulamentadora NR01 as disposições relativas à segurança e saúde no trabalho são obrigatórias para todos os empregadores e empregados sejam eles urbanos ou rurais as NR obrigam nos termos da lei empregadores e empregados urbanos e rurais NR01 item 121 Essa obrigatoriedade significa que todas as empresas independentemente do setor de atuação ou do tipo de atividade devem seguir as diretrizes estabelecidas pelas NRs para assegurar a saúde e segurança dos seus trabalhadores Isso inclui a implementação de medidas de prevenção a realização de treinamentos específicos a utilização de Equipamentos de Proteção Individual EPIs e a criação de programas de gerenciamento de riscos ocupacionais A abrangência das NR é fundamental para criar uma cultura de segurança no trabalho onde tanto empregadores quanto empregados estejam cientes de seus direitos e deveres Para os empregadores isso implica cumprir e fazer cumprir todas as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho Para os trabalhadores implica em seguir as normas de segurança estabelecidas utilizar os EPIs fornecidos e participar dos treinamentos e programas de segurança Dessa forma a NR01 estabelece uma base comum de apoio e proteção da 13 saúde dos trabalhadores e a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais cabe ao empregador cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho NR01 item 141 A norma supracitada também estabelece que as organizações têm a obrigação de implementar um sistema de gerenciamento de riscos ocupacionais em cada um de seus estabelecimentos sendo assim a organização deve implementar por estabelecimento o gerenciamento de riscos ocupacionais em suas atividades NR01 item 1531 Quanto aos riscos ocupacionais no texto legal em análise está claramente estabelecida a responsabilidade das organizações em adotar medidas de prevenção para eliminar reduzir ou controlar os riscos ocupacionais sempre que a classificação dos riscos assim determinar a organização deve adotar medidas de prevenção para eliminar reduzir ou controlar os riscos sempre que a classificação dos riscos ocupacionais assim determinar NR01 item 15511 24 Classificação dos Riscos Ocupacionais Os riscos ocupacionais podem ser classificados em diversas categorias cada uma com características e medidas de controle específicas 241 Riscos Físicos Incluem ruído vibração radiações ionizantes e não ionizantes pressões anormais e temperaturas extremas A exposição prolongada a esses agentes pode causar danos significativos à saúde dos trabalhadores como perda auditiva doenças de pele e câncer SILVA 2020 242 Riscos Químicos Envolvem a exposição a substâncias químicas nocivas como gases vapores névoas fumos e poeiras A inalação ou contato com esses agentes pode resultar em intoxicações alergias e outras doenças respiratórias ROCHA 2018 243 Riscos Biológicos São representados por microrganismos como bactérias vírus fungos e parasitas que podem causar doenças infecciosas Trabalhadores da área da saúde e laboratórios são particularmente vulneráveis a esses riscos PEREIRA 2019 14 244 Riscos Ergonômicos Relacionados a fatores que podem causar desconforto ou afetar a saúde física dos trabalhadores como postura inadequada levantamento de peso movimentos repetitivos e jornadas de trabalho excessivas Problemas ergonômicos podem levar a distúrbios musculoesqueléticos fadiga e estresse CARVALHO 2020 245 Riscos Acidentais Envolvem situações que podem resultar em acidentes de trabalho como falta de manutenção de equipamentos má sinalização condições inseguras no ambiente de trabalho e práticas inadequadas A prevenção de riscos acidentais é essencial para reduzir a ocorrência de incidentes graves FERREIRA 2017 25 Gerenciamento de riscos ocupacionais e Segurança do Trabalho A implementação eficaz do gerenciamento de riscos ocupacionais é fundamental para a segurança do trabalho Algumas das principais aplicações incluem Identificação Realização de inspeções regulares e análise de ambientes de trabalho para identificar potenciais riscos A utilização de checklists e auditorias de segurança são métodos comuns para essa finalidade ALMEIDA 2016 Avaliação Análise dos riscos identificados para determinar a gravidade e a probabilidade de ocorrência Técnicas como Análise de Modos de Falha e Efeitos FMEA e Análise Preliminar de Riscos APR são frequentemente utilizadas BARROS 2018 Controle Implementação de medidas de controle para eliminar ou reduzir os riscos a níveis aceitáveis Essas medidas podem incluir engenharia de controle Equipamentos de Proteção Individual EPIs treinamento e desenvolvimento de procedimentos de trabalho seguro SOUZA 2019 Monitoramento e Revisão Avaliação contínua da eficácia das medidas de controle implementadas e realização de ajustes conforme necessário O monitoramento envolve a coleta de 15 dados sobre a exposição a riscos e a saúde dos trabalhadores enquanto a revisão periódica garante a atualização das práticas de gerenciamento de riscos MARTINS 2021 3 Plano de Ação Propostas de mitigação e medidas de controle para os riscos ocupacionais 31 Metodologia do Plano de Ação A implementação eficaz do Plano de gerenciamento de riscos ocupacionais é fundamental para a segurança do trabalho As propostas do Plano de Ação estão sustentadas na literatura em seguida a descrição de cada intervenção e seu respectivo embasamento teórico algumas das principais aplicações incluem Identificação de Riscos Realização de inspeções regulares e análise de ambientes de trabalho para identificar potenciais riscos A utilização de checklists e auditorias de segurança são métodos comuns para essa finalidade ALMEIDA 2016 Avaliação de Riscos Análise dos riscos identificados para determinar a gravidade e a probabilidade de ocorrência Técnicas como Análise de Modos de Falha e Efeitos FMEA e Análise Preliminar de Riscos APR são frequentemente utilizadas BARROS 2018 Controle de Riscos Implementação de medidas de controle para eliminar ou reduzir os riscos a níveis aceitáveis Essas medidas podem incluir engenharia de controle Equipamentos de Proteção Individual EPIs treinamento e desenvolvimento de procedimentos de trabalho seguro SOUZA 2019 Monitoramento e Revisão Avaliação contínua da eficácia das medidas de controle implementadas e realização de ajustes conforme necessário O monitoramento envolve a coleta de dados sobre a exposição a riscos e a saúde dos trabalhadores enquanto a revisão periódica garante a atualização das práticas de gerenciamento de riscos MARTINS 2021 16 4 EMPRESA INCOLAR ANÁLISE DOS PROCESSOS DE FABRICAÇÃO DE CHAPAS DE MDF 41 Identificação dos Riscos 411Máquinas e equipamentos A ocorrência de maquinário e equipamentos de maior porte onde foram observados a maior parte dos perigos estão localizados no Setor de Produção podendo ser divididos em etapas de corte colagem de borda furação pintura e embalagem 4111 Etapa de corte Na etapa de corte existem três seccionadoras que funcionam simultaneamente e separadamente dependendo da demanda de produção Os equipamentos são computadorizados e assim funcionam de maneira simples o operador da máquina informa ao computador todos os dados e as medidas do projeto a ser executado depois coloca a chapa de MDF no local específico afasta se da máquina e aperta o botão para a máquina começar o processo A máquina depois de ser liberada para o funcionamento aciona um sistema de proteção onde o funcionário não poderá ter mais acesso ao interior da máquina até o processo de corte terminar a menos que o operador acione o botão de cancelamento da operação O processo continua e a máquina para automaticamente quando o processo de corte da chapa de MDF termina O sistema de proteção é basicamente composto por uma espécie de cortina de acrílico que baixa quando é ativado seu funcionamento impedindo os operadores da máquina de terem acesso às laminas de corte no seu interior O resíduo gerado é composto basicamente por restos de MDF decorrentes do corte poeira 17 Na Figura 4 podemse observar detalhes de uma das seccionadoras responsável pelo corte das chapas de MDF Figura 4 Seccionadora responsável pelo corte das chapas de 412Etapa de colagem de borda A segunda etapa é constituída de três coladeiras de borda Nesta etapa não há computadores A máquina é responsável pelo acabamento das laterais da chapa de MDF uma vez que as laterais da chapa não passam pelo processo de pintura fazendo a colagem de uma espécie de fita na cor ou na textura em que a chapa necessita O operador prepara a fita que será utilizada e coloca a chapa na máquina Depois que o operador iniciar o processo a chapa vai passar pela esteira e passar pelos processos de passagem de cola colagem da fita corte de excessos de fita e acabamento das cantoneiras A máquina possui sistema de proteção de sensores e é toda revestida de material de acrílico Os ajustes na máquina devem ser feitos antes do processo ter início pois depois que ela estiver em funcionamento se a tampa de proteção for levantada a máquina ativa o sensor e para o seu processo impedindo os operadores de terem acesso aos locais perigosos enquanto a máquina estiver funcionando A etapa gera resíduos de resto de fita que sobram do processo Na Figura 5 podese observar a coladeira de borda parte externa a e interna b 18 a b Figura 5 Coladeira de borda parte externa a e parte interna b 413Etapa de furação Três furadeiras compõem o sistema de furação das chapas de MDF O sistema é computadorizado Figura 6 a Os dados das dimensões são informados ao computador pelo operador depois é colocada a chapa na máquina e o processo só começa depois que o operador se afastar da máquina e sair da área de sensores que estão no chão como um tapete que pode ser visualizado na Figura 6 b e apertar o botão de início Se o operador pisar na área do tapete com a máquina em funcionamento ela se desliga automaticamente Depois que a furação da chapa estiver feita a máquina para Esta etapa é a que mais gera resíduos de poeira de MDF 19 a b Figura 6 Computador da furadeira a e visão geral da furadeira b 414Etapa de pintura A etapa de pintura é subdividida em 12 operações A chapa primeiramente passa pela lixa que remove as imperfeições e a prepara para receber uma massa chamada de alisador A massa é depositada na chapa por um sistema de rolo onde a massa é succionada por uma bomba e entra em contato com o rolo quando a chapa passa ela entra em contato com o rolo e a massa é depositada Depois a chapa segue para a secagem por um sistema ultravioleta UV secando quase que instantaneamente Seguindo a chapa passa por um novo processo de lixas para uniformizar a massa da etapa anterior A partir daí a chapa está pronta para a primeira camada de tinta que também é feita pelo sistema de rolos A tinta é succionada por uma bomba e mantém contato com o rolo que irá depositar na chapa quando ela passar Novamente passa por outro processo de secagem UV e seca a primeira camada de tinta A segunda camada de tinta é depositada no mesmo sistema da primeira e também é seca pela terceira vez A próxima etapa é a maquina de impressão de desenhos ou relevos que só serão utilizadas quando houver demanda conforme os projetos A chapa pode ser somente pintada ou pode passar pelos processos de relevo Quando não utilizada a chapa passa direto por essa máquina e segue no processo Se for utilizada a chapa passa pela quarta 20 vez pelo processo de secagem UV A penúltima etapa é a pintura do verniz podendo ser ele fosco ou brilhante no mesmo sistema de rolos do processo de pintura E por fim a quinta passagem pela secagem UV A chapa sai seca e pronta para ser embalada Os maiores resíduos gerados nesta etapa da produção são na parte em que a chapa passa pela lixa onde é gerado material particulado em grande quantidade Este material gerado não é liberado no ambiente interno da fábrica tendo em vista o sistema de controle de emissão atmosférica da fábrica Com isto não entra em contato direto com os funcionários da fábrica Nas etapas de pintura impressão de relevo e invernização não são gerados resíduos aparentes podendo haver material particulado sendo gerado também quando é realizada a limpeza dos equipamentos são gerados resíduos líquidos quando existe a troca das cores das tintas A tinta é atóxica e quando passar pela etapa de secagem UV o resíduo gerado vai ser apenas vapor quente que é canalizado e solto para o ambiente fora da fábrica Na Figura 7 podese observar o início do processo na etapa de pintura entrando na máquina que lixa as chapas de MDF a e na figura b a chapa passando por uma das máquinas que promove a pintura de MDF a b Figura 7 Chapa de MDF passando pela primeira etapa de lixa a e chapa de MDF passando por uma das máquinas de pintura b 4141 Sistema de controle de emissão de poeira Em cada um dos equipamentos citados existe um sistema de dutos acoplados a um soprador que canaliza todo o material particulado e poeira de MDF gerados na 21 fábrica Na Figura 8 abaixo podese observar as ramificações dos dutos saindo das máquinas Pontos de coleta estão instalados em todos os equipamentos que geram poeira O sistema de dutos encaminha o ar contaminado para um filtro de mangas que separa o material particulado A poeira coletada por ser basicamente composta por madeira é recolhida por uma empresa especializada licenciada para este fim que a utiliza em fornos de secagem de tijolos Figura 8 Ramificações dos dutos saindo das máquinas que geram poeira 42 Etapa de embalagem Duas seladoras compõem a ultima etapa do processo É a etapa que mais necessita de operadores A chapa de MDF pronta é recebida e os operadores encaixam as cantoneiras nas chapas para a sua proteção A chapa segue na esteira e entra na máquina que vai envolvelas com plástico bolha sendo mais um item de proteção para evitar que no transporte sofram deformações Ao sair da máquina o plástico está envolvido na chapa e está quente nas laterais para que dois operadores o pressionem e possibilite a soldagem nas laterais observado na Figura 9 logo abaixo Por fim as chapas são embaladas manualmente em papelão e vão para o estoque de produtos a serem transportados São gerados alguns resíduos sólidos de resto de papelão nesta etapa Para a proteção dos operadores são utilizadas luvas para a proteção térmica uma 22 vez que a temperatura das chapas com o plástico bolha é relativamente alta com potencial para causar queimaduras Figura 9 Máquina seladora responsável por envolver a chapa de MDF no plástico bolha 421Características dos produtos manipulados Agentes utilizados e resíduos gerados Por meio da observação das operações percebemse Fumos metálicos e gases de soldagem gerados nas operações de soldagem Óleos e graxas da lubrificação e manutenção de máquinas Produtos domissanitários de Limpeza das dependências da empresa Poeira orgânica do Processo de trabalho com madeira Solventes Hidrocarbonetos aromáticos e alifáticos Pintura de móveis na linha UV Solventes da Limpeza de peças O único efluente líquido gerado diz respeito àquele proveniente da limpeza da fábrica e utilização nos banheiros 23 43 Estudo de Análise de Riscos A partir da observação das atividades da empresa relatórios disponibilizados pela empresa Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPRA Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional PCMSO Programa de Conservação Auditiva PCA e Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos PGRS foi possível a identificação de diversos perigosriscos associados ao processo produtivo Estes riscos são apresentados de forma estruturada nas Tabelas 4 5 e 6 dos setores administrativo produção e depósito respectivamente Os perigos elencados foram classificados quanto à sua frequência e severidade conforme Tabelas 1 e 2 A partir disto cada perigo recebeu um grau de risco associado conforme Tabela 3 24 Tabela 4 Planilha de Análise Preliminar de Riscos do setor administrativo da empresa identificação dos perigos caracterização de frequência e severidade grau de risco associado e recomendações ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO EMPRESA INCOLAR Indústria e Comércio de Móveis do Lar Ltda SETOR ADMINISTRATIVO ATIVIDADE Realização de atividades burocráticas administrativas Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Permanecer muito tempo na mesma posição eou na mesma atividade Dores nas costas e possíveis problemas na coluna B I 1 Fazer pausas durante o trabalho para variar a postura Fazer pausas para descanso Realizar exames médicos Mecânicos Acidentes Acidentes de trajeto Falhas mecânicas no veículo de transporte Vítima de acidentes de trânsito Atrasos Invalidez temporária ou permanente B II 1 Realizar revisões nos veículos de transporte Realizar palestras de direção defensiva Físico Ruído contínuo intermitente Serviços de almoxarifado Desconforto auditivo Possíveis problemas na audição A I 1 Utilizar protetor auricular Manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos Acidentes esmagamento cortes queda de objetos Serviços de almoxarifado Lesões leves a lesões permanentes B II 1 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida 25 Tabela 5 Planilha de Análise Preliminar de Riscos do setor de Produção da empresa identificação dos perigos caracterização de frequência e severidade grau de risco associado e recomendações ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO EMPRESA INCOLAR Indústria e Comércio de Móveis do Lar Ltda SETOR PRODUÇÃO ATIVIDADE Fabricação de móveis em MDF Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Permanecer muito tempo na mesma posição eou na mesma atividade Dores nas costas e possíveis problemas na coluna Esgotamento físico C II 2 Fazer pausas durante o trabalho para variar a postura Fazer pausas para descanso Realizar exames médicos Mecânicos Acidentes Acidentes de trajeto Falhas mecânicas no veículo de transporte Vítima de acidentes de trânsito Atrasos Invalidez temporária ou permanente B II 1 Realizar revisões nos veículos de transporte Realizar palestras de direção defensiva Mecânicos acidentes Cortes Esmagamento Quedas de objetos sobre membros inferiores Lesão ocular Falha humana Não utilização dos EPIs necessários Violação dos sistemas de segurança das máquinas Lesões leves a lesões permanentes Afastamento temporário ou permanente do funcionário C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Facilitar o acesso nas partes mais altas do estoque Treinamento dos funcionários para utilização correta dos EPIs e o correto manuseio das máquinas Físico Ruído contínuo intermitente Maquinário do processo produtivo Desconforto auditivo stress pressão alta D I 2 Utilizar protetor auricular Utilização dos EPIs indicados 26 Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações em funcionamento insônia Possíveis problemas auditivos para a atividade exercida Manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos Físicos Radiações ultravioleta e infravermelha Operações de soldagem Ceratoconjuntivite queimadura cutânea possível ocorrência de câncer de pele cataratas queimadura s retinianas C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Manutenção dos equipamentos Químico Solventes Pintura em série com máquina de pintura UV Dermatite de contato efeitos tóxicos agudos depressão neurastenia conjuntivite C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Manter a concentração dos poluentes no ar em níveis permitidos Providenciar a avaliação quantitativa de vapores orgânicos existentes na linha de pintura UV da empresa Químico Poeira orgânica Processo de trabalho com MDF Maior quantidade gerada na máquina Rinite alérgica asma ocupacional bronquites aguda crônica Neoplasia maligna da C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Manter a concentração da poeira orgânica no ar em níveis 27 Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações de corte e furação cavidade nasal e seios paranasais Contaminação do ar ambiente com material particulado principalmente na vizinhança permitidos Providenciar a avaliação quantitativa da poeira existente no setor de corte e furação da empresa Químico Óleos e graxas Manutenção e lubrificação de máquinas Dermatite de contato possível ocorrência de câncer de pele C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Químicos Fumos metálicos e Gases de solda Operações de soldagem Febre dos fumos metálicos irritação vias aéreas superiores asma dano pulmonar agudo enfisema e fibrose pulmonar crônica possível carcinogênese Irritação respiratória dano agudo ao pulmão intoxicação sistêmica C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Incêndio Curto circuitos Fiação elétrica em má estado de conservação Combustíveis inflamáveis perto de Riscos de vida a todos os funcionários da fábrica Riscos a população que reside próximo a Indústria B III 2 Manter fiação elétrica isolada e em bom estado de conservação Manter os inflamáveis e combustíveis isolados e longe de fontes de ignição Manter botijões de GLP no lado 28 Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações fontes de ignição Botijões de GLP em local inadequado Riscos ao meio ambiente próximo a indústria externo das instalações da empresa Plano de emergência Risco de contaminação do meio ambiente Contaminação do meio ambiente pelos resíduos sólidos gerados na etapa de produção Risco de contaminação do solo Risco de contaminação do ar pela poeira de MDF podendo atingir aos moradores no entorno da fábrica B II 1 Resíduos sólidos armazenados em local adequado fora da fábrica e de acesso proibido a pessoal não autorizado Manter o PGRS em conformidade com a Fepam Manter a manutenção do sistema de controle de emissões atmosféricas em dia Manter a manutenção dos silos de filtro manga em dia Com base em comparação com INCOLAR 2015 29 Tabela 6 Planilha de Análise Preliminar de Riscos do setor de Depósito da empresa identificação dos perigos caracterização de frequência e severidade grau de risco associado e recomendações ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO EMPRESA INCOLAR Indústria e Comércio de Móveis do Lar Ltda SETOR DEPÓSITO ATIVIDADE Armazenar produtos e matériaprima Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Permanecer muito tempo na mesma posição eou na mesma atividade Dores nas costas e possíveis problemas na coluna Esgotament o físico C II 2 Fazer pausas durante o trabalho para variar a postura Fazer pausas para descanso Realizar exames médicos Mecânicos Acidentes Acidentes de trajeto Falhas mecânicas no veículo de transporte Vítima de acidentes de trânsito Atrasos Invalidez temporária ou permanente B II 1 Realizar revisões nos veículos de transporte Realizar palestras de direção defensiva Físico Ruído contínuo intermitente Máquinas do setor da produção Desconforto auditivo Possíveis problemas na audição A I 1 Utilizar protetor auricular Manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos Químico Contado com tintas óleos graxas e Controle e reposição de Dermatite de contato possível C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a 30 Risco Causas Consequências Frequência Severidade Risco Recomendações solventes estoque ocorrência de câncer de pele efeitos tóxicos agudos depressão neurastenia conjuntivite entre outras atividade exercida Manter manutenção dos equipamentos de pintura Acidentes esmagamento cortes queda de objetos Operações de transporte para estocagem e reposição de insumos Lesões leves a lesões permanentes C II 2 Utilização dos EPIs indicados para a atividade exercida Treinamento dos operadores de empilhadeiras Incêndio Inflamáveis e combustíveis armazenados de maneira incorreta Fiação elétrica em má estado de conservação Botijões de GLP em local inadequado Riscos de vida a todos os funcionários da fábrica Riscos a população que reside próximo a Indústria Riscos ao meio ambiente próximo a indústria B III 2 Manter fiação elétrica isolada e em bom estado de conservação Manter os inflamáveis e combustíveis isolados e longe de fontes de ignição Manter botijões de GLP no lado externo das instalações da empresa Plano de emergência Com base em comparação com INCOLAR 2015 44 Análise e discussão dos riscos e perigo Por meio dos dados obtidos e visitas realizadas podese perceber que a empresa possui sistemas de controle e prevenção em basicamente todos os setores e para todos os riscos a que estão expostos os seus funcionários vizinhanças e ao meio ambiente Ao entrar na fábrica já se pode perceber que o ambiente de trabalho é aparentemente um local limpo e arejado Nesta seção com base no estudo e análise de riscos realizados é realizada uma verificação tomando como base os riscos de maior grau percebidos riscos de grau 2 da situação atual da empresa visto seus sistemas de controle prevenção apresentados para a proteção do meio ambiente e dos funcionários prevenção e minimização dos riscos identificados nos diversos setores da empresa A Tabela 7 apresenta os riscos de grau 2 observados e sua relação com a situação da empresa e medidas de controle tomadas pela mesma Tabela 7 Relação dos riscos de grau 2 com as medidassistemas implantados pela empresa Riscos de grau 2 Situação da empresa SETOR PRODUÇÃO Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Possui medidas de proteção de agentes ergonômicos Há carrinhos hidráulicos para transporte de mercadorias Há sistema de rolantes para o transporte de mercadorias Há sistema hidráulico de rebaixamento e elevação de mercadorias chamadas mesas elevadoras Mecânicos acidentes Cortes Esmagamento Quedas de objetos sobre membros inferiores Lesão ocular Máquinas com sistema de segurança de intertravamento quando acessada as zoinas de riscos Máquinas em perfeitas condições de uso e conservação EPIS existentes para a função Calçado de segurança Luvas de proteção multitato Físico Ruído contínuo intermitente EPIS existentes para a função Protetor auricular Máquinas em perfeitas condições de uso e conservação Físicos Radiações ultravioleta e infravermelha EPIs existentes Mascara de proteção de solda Protetor respiratório Luvas de Látex Químico Solventes EPIs existentes Luvas de proteção multitato e protetor respiratório Químico Poeira orgânica EPIs existentes Protetor respiratório Possui sistema de controle de emissões atmosféricas Químico Óleos e graxas EPIs existentes Luvas de Látex Protetor respiratório Químicos Fumos metálicos e Gases de solda EPIs existentes Mascara de proteção de solda Protetor respiratório Incêndio Possui sistema de prevenção e combate á incêndio SETOR DEPÓSITO Ergonômico Sobrecarga posturalEsforço físico Pausas de serviço determinadaspelo próprio funcionário Químico Contado com tintas óleos graxas e solventes EPIs existentes Luvas de Látex Protetor respiratório Acidentes esmagamento cortes queda de objetos EPIs existentes calçado de segurança Incêndio Possui sistema de prevenção e combate á incêndio EPIs existentes com base em comparação com INCOLAR 2015 A INCOLAR possui sistemas de proteção instalados em toda a fábrica que protegem os funcionários e o meio ambiente dos riscos vulneráveis a empresa Estes sistemas são descritos abaixo A empresa possui contrato com a SERPLAMED empresa terceirizada responsável pelo PPRA Norma Regulamentadora Nº 09 MTE PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS pelo PCMSO Norma Regulamentadora Nº 07 MTE PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL e pelo PCA Programa de Conservação Auditiva da empresa Na documentação apresentada nos laudos estão incluídos também toda a análise do processo produtivo e as atividades realizadas por cada funcionário da fábrica e indicando os EPIs existentes para cada função realizada 5 Plano de Ação para os 6 Processos de Fabricação O Plano de Ação para os 6 processos de fabricação de chapas de MDF é essencial para garantir a segurança e saúde dos trabalhadores Cada processo apresenta riscos específicos que precisam ser gerenciados de forma eficaz A seguir apresentase uma análise detalhada dos riscos identificados e as respectivas medidas de controle para cada processo de fabricação 51 Corte de Chapas Riscos Identificados Lesões por corte Este risco é associado ao manuseio de máquinas de corte que podem causar cortes e lacerações nos trabalhadores Inalação de poeira O corte de chapas de MDF gera poeira que pode ser inalado pelos trabalhadores causando problemas respiratórios Medidas de Controle Uso de EPIs luvas máscaras A utilização de luvas protege as mãos dos trabalhadores contra cortes enquanto máscaras ajudam a prevenir a inalação de poeira Treinamento É fundamental treinar os trabalhadores sobre o uso correto dos EPIs e as práticas seguras de manuseio das máquinas de corte Sistema de exaustão A instalação de sistemas de exaustão remove a poeira do ambiente de trabalho reduzindo a exposição dos trabalhadores a partículas nocivas 52 Furação Riscos Identificados Lesões por perfuração O uso de máquinas de furação pode causar perfurações e outros tipos de lesões nas mãos e braços dos trabalhadores Ruído excessivo As operações de furação geram ruído que pode causar danos auditivos Medidas de Controle EPIs luvas As luvas protegem as mãos contra lesões por perfuração Treinamento Treinar os trabalhadores sobre os procedimentos seguros de operação das máquinas de furação Protetores auriculares O uso de protetores auriculares ajuda a proteger a audição dos trabalhadores contra o ruído excessivo 53 Colagem de Bordas Riscos Identificados Queimaduras O processo de colagem de bordas envolve o uso de calor que pode causar queimaduras Inalação de vapores Os adesivos utilizados podem emitir vapores nocivos Medidas de Controle EPIs luvas resistentes ao calor As luvas protegem contra queimaduras Máscaras de proteção e ventilação As máscaras protegem contra a inalação de vapores e a ventilação adequada ajuda a dispersar os vapores no ambiente 54 Pintura Riscos Identificados Exposição a solventes Os solventes utilizados na pintura podem ser tóxicos e causar problemas de saúde Inalação de vapores A inalação de vapores de tinta e solventes pode causar problemas respiratórios Risco de incêndio Os materiais inflamáveis utilizados podem representar um risco de incêndio Medidas de Controle Máscaras com filtro e luvas As máscaras protegem contra a inalação de vapores e as luvas protegem a pele contra solventes Ventilação A ventilação adequada dispersa os vapores nocivos Armazenamento seguro e sistemas de prevenção Os materiais inflamáveis devem ser armazenados em locais seguros e apropriados e sistemas de prevenção de incêndio devem ser instalados e mantidos 55 Secagem Riscos Identificados Exposição a calor O processo de secagem envolve altas temperaturas que podem causar queimaduras e outros problemas relacionados ao calor Medidas de Controle EPIs avental térmico O uso de aventais térmicos protege os trabalhadores contra queimaduras e exposição ao calor excessivo 56 Embalagem Riscos Identificados Lesões ergonômicas A movimentação manual de cargas pode causar lesões musculoesqueléticas Cortes O uso de ferramentas de corte para embalagem pode causar cortes nos trabalhadores Medidas de Controle Treinamento em técnicas de levantamento Treinar os trabalhadores em técnicas corretas de levantamento e movimentação de cargas para prevenir lesões ergonômicas EPIs luvas As luvas protegem as mãos contra cortes durante o manuseio de ferramentas de corte 57 Framework O Business Model Canvas foi escolhido por ser uma ferramenta ágil e visual que permite planejar e desenvolver um modelo de negócio de forma clara e estruturada Ele ajuda a entender a proposta de valor os recursos principais atividades parceiros e a estrutura de custos e receitas de um projeto facilitando a gestão de riscos ocupacionais está descrito na Figura 9 58 MAPA de Gestão de Riscos Ocupacionais Gestão de Riscos Ocupacionais IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS Químicos Exposição a substâncias perigosas Físicos Ruído calor radiação Biológicos Agentes infecciosos Ergonômicos Postura inadequada esforços repetitivos Acidentais Quedas choques elétricos AVALIAÇÃO DOS RISCOS Analisar a probabilidade de ocorrência e a severidade dos riscos identificados Priorizar os riscos que necessitam de ações imediatas CONTROLE DOS RISCOS Implementar medidas de controle como Equipamentos de Proteção Individual EPIs treinamentos melhorias no ambiente de trabalho e procedimentos de segurança MONITORAMENTO E REVISÃO Acompanhar continuamente os riscos e as medidas de controle Revisar e ajustar as estratégias conforme necessário Fonte A autora 2024 38 Fonte A autora 2024 Figura 9 Planejamento para a gestão de risco ocupacional 6 RESULTADOS ESPERADOS A implementação eficaz do Plano de Ação para os seis processos de fabricação de chapas de MDF deve resultar em diversos benefícios significativos para a segurança e saúde dos trabalhadores bem como para a produtividade e a conformidade com as normas regulamentadoras No processo de corte de chapas esperase uma redução significativa nas lesões por corte O indicador principal será a diminuição do número de acidentes relacionados a cortes nas mãos e braços Com o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual EPIs e o treinamento adequado dos trabalhadores a incidência de lesões por corte deve diminuir consideravelmente Além disso a redução da inalação de poeira é outro resultado esperado Isso será indicado pela diminuição dos casos de problemas respiratórios entre os trabalhadores resultando em um ambiente de trabalho mais limpo e seguro com menor exposição à poeira graças à instalação de sistemas de exaustão e ao uso de máscaras respiratórias No processo de furação a redução de lesões por perfuração é um objetivo central O indicador será a redução no número de incidentes de perfuração alcançada através da maior proteção dos trabalhadores que utilizam máquinas de furação com o uso de luvas e o treinamento adequado A redução de problemas auditivos também é esperada indicada pela diminuição dos casos de perda auditiva ou outros problemas relacionados ao ruído melhorando a saúde auditiva dos trabalhadores devido ao uso de protetores auriculares Para a colagem de bordas a prevenção de queimaduras é fundamental O indicador será a redução no número de queimaduras resultado do uso de luvas resistentes ao calor durante o processo de colagem A redução da exposição a vapores é outro resultado esperado com um ambiente de trabalho mais seguro devido à ventilação adequada e ao uso de máscaras de proteção reduzindo a incidência de problemas respiratórios ou intoxicação No processo de pintura esperase a redução da exposição a solventes e vapores indicada pelo menor número de problemas de saúde relacionados à exposição a solventes A saúde dos trabalhadores será melhorada pelo uso de máscaras com filtro e luvas de proteção além de um ambiente de trabalho bem ventilado A prevenção de incêndios também é um objetivo indicado pela diminuição de incidentes de incêndio alcançada com o armazenamento seguro de materiais inflamáveis e a implementação de sistemas de prevenção de incêndios Durante a secagem a proteção contra exposição ao calor é fundamental O indicador será a redução de incidentes de queimaduras e outros problemas relacionados ao calor alcançada pelo uso de aventais térmicos protegendo os trabalhadores da exposição excessiva ao calor Na etapa de embalagem a redução de lesões ergonômicas é um resultado esperado indicado pelo menor número de casos de lesões musculoesqueléticas Isso será conseguido através do treinamento em técnicas corretas de levantamento e movimentação de cargas A prevenção de cortes também é importante com a diminuição de incidentes de cortes resultando em maior segurança durante o processo de embalagem com o uso de luvas protetoras Concluindo os resultados esperados com a implementação deste Plano de Ação abrangem uma ampla gama de melhorias nas condições de trabalho e na saúde dos trabalhadores A redução de acidentes e doenças ocupacionais a criação de um ambiente de trabalho mais seguro e saudável e a conformidade com as normas regulamentadoras são objetivos centrais 61 Autoavaliação A partir dos resultados obtidos foi possível perceber através da análise da situação atual da empresa que os maiores riscos foram de grau 2 indicando uma situação satisfatória do processo produtivo em questão e das atividades que já são adotadas pela empresa Esta identificação serve também como ferramenta para apontar os riscos que necessitam de uma análise mais profunda e atenção permanente da empresa Os riscos decorrentes das atividades da indústria moveleira Incolar podem ser considerados toleráveis desde que sejam adotadas algumas medidas específicas Primeiramente é necessário que as manutenções necessárias dos equipamentos e máquinas de toda a fábrica sejam executadas de forma preventiva de maneira a manter tudo em perfeitas condições de uso e funcionamento Manutenções regulares evitam falhas que poderiam colocar em risco a segurança dos trabalhadores e a eficiência do processo produtivo Além disso é importante que todos os funcionários de todos os setores utilizem os Equipamentos de Proteção Individual EPIs recomendados A fiscalização rigorosa da utilização desses EPIs deve ser uma prática constante garantindo que os trabalhadores estejam sempre protegidos contra possíveis acidentes A adesão ao uso dos EPIs não só protege os trabalhadores como também assegura que a empresa esteja em conformidade com as normas de segurança do trabalho Os procedimentos operacionais devem ser realizados de forma responsável pelos funcionários seguindo as recomendações do fabricante das máquinas Isso inclui a garantia de que os sistemas de segurança das máquinas não sejam violados A violação desses sistemas pode resultar em acidentes graves portanto é fundamental que os trabalhadores compreendam a importância de seguir rigorosamente as instruções de operação e segurança Outro aspecto relevante é o treinamento contínuo dos funcionários Eles devem estar treinados e conscientes de todos os riscos inerentes à atividade da empresa A educação em segurança do trabalho deve ser uma prioridade com programas de treinamento regulares que abordem tanto os riscos específicos da indústria moveleira quanto as melhores práticas para mitigálos Por fim a indústria deve sempre se manter atualizada e em conformidade com as normas e leis regulamentadoras A legislação de segurança do trabalho está em constante evolução e a conformidade com essas normas é fundamental para a proteção dos trabalhadores e a legitimidade das operações da empresa A adesão às regulamentações não apenas evita multas e sanções mas também demonstra um compromisso da empresa com a segurança e o bemestar de seus funcionários Dessa forma a análise dos resultados mostrou que os maiores riscos são de grau 2 o que indica uma situação relativamente segura No entanto a manutenção preventiva dos equipamentos o uso adequado e fiscalizado dos EPIs a execução responsável dos procedimentos operacionais o treinamento contínuo dos funcionários e a conformidade com as normas regulamentadoras são medidas essenciais para garantir que os riscos se mantenham toleráveis e que a segurança no ambiente de trabalho seja continuamente aprimorada 7 CONCLUSÕES A análise da situação atual da empresa Incolar revelou que os maiores riscos foram de grau 2 indicando um processo produtivo satisfatório Para manter esses riscos em níveis toleráveis é necessário que as manutenções preventivas de equipamentos e máquinas sejam realizadas regularmente assegurando condições adequadas de uso Todos os funcionários devem utilizar os Equipamentos de Proteção Individual EPIs recomendados com fiscalização constante Procedimentos operacionais devem ser seguidos conforme as recomendações dos fabricantes sem violação dos sistemas de segurança Além disso o treinamento contínuo dos funcionários sobre os riscos e práticas de segurança deve ser mantido 8 BIBLIOGRAFIA ABNT Gerenciamento de riscos ocupacionais 2021 ALMEIDA A Identificação de riscos no ambiente de trabalho 2016 ALBERTON A Uma metodologia para auxiliar no gerenciamento dos riscos e na seleção de alternativas de investimentos em segurança 1996 Dissertação Mestrado em gestão da Qualidade e Produtividade Engenharia de Produção Universidade de São Paulo USP São Carlos 1996 BARROS B Análise Preliminar de Riscos 2018 BRASIL Apostila do Curso Sobre Estudo de Análise de Riscos e Programa de Gerenciamento de Riscos MMA Ministério do Meio Ambiente Secretaria do Meio Ambiente Disponível em httpwwwmmagovbr Acesso em 05 out 2006 BRASIL Biomas MMA Ministério do Meio Ambiente Disponível em httpwwwmmagovbr Acesso em 10 ago 2015 BRASIL Geologia CPRM Serviço Geológico do Brasil Disponível em httpwwwcprmgovbr Acesso em 31 ago 2015 BRASIL Norma Regulamentadora nº 1 NR01 2019 BRASIL Norma Regulamentadora nº 9 NR9 2019 BRASIL População IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Disponível em httpwwwibgegovbr Acesso em 10 ago 2010 CARVALHO C Problemas ergonômicos no trabalho 2020 CETESB Manual de Orientação para Elaboração de Estudos de Análise de Riscos Secretaria de Estado de meio Ambiente Companhia de tecnologia de Saneamento Ambiental Disponível em httpriscotecnologicocetesbspgovbrestudodeanalisederisconormacetesbp4 261 Acesso em 15 set 2003 DUIJIM J N FIEVEZ C GERBEC M HAUPTMANNS U KONSTANTINIDOU M Management of health safety and environment in process industries Safety Science 46 908920 2008 FERREIRA F Prevenção de riscos acidentais 2017 FEPAM Manual de Análise de Riscos Industriais Fundação Estadual de Proteção Ambiental Disponível em httpwwwfepamrsgovbr Acesso em 15 jul 2001 GOOGLE Google Maps Acesso em httpswwwgooglecombrmaps 20 ago 2015 INCOLAR Laudos SERPLAMED 15 set 2015 ITSEMAP Estudo de Análise de Riscos Usina Termelétrica de Tefé 2010 MARTINS M Monitoramento e revisão de riscos ocupacionais 2021 PEREIRA P Riscos biológicos em laboratórios 2019 PORTAL EDUCAÇÃO Plano de Ação de Emergência PAE Disponível em httpwwwportaleducacaocombrbiologiaartigos43058planodeacaode emergenciapaeixzz3sKdsTeOb Acesso em 10 out 2015 ROCHA R Riscos químicos no trabalho 2018 SEIFFERT BEM Sistemas de Gestão Ambiental ISO 14001 e Saúde e Segurança Ocupacional OHSAS 18001 2ª ed São Paulo Editora Atlas 2010 SILVA S Riscos físicos no ambiente de trabalho 2020 SOUZA S Controle de riscos ocupacionais 2019 STRECK V E et al Solos do Rio Grande do Sul 2ª ed Porto Alegre 2008

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