Texto de pré-visualização
PROPOSTA DE MACRO ENTREGAS DO PROJETO CONCEITUAL Descrição Breve Nº pag 1 Sumário Executivo Resumo da empresa da tecnologia proposta de valor 1 11 Tecnologia proposta breve descrição do processo incluindo diagrama de fluxo de blocos 12 Benefícios e vantagens resuma as principais vantagens em relação às tecnologias concorrentes 2 Base da proposta Descrição técnica do processo 2 21 Objetivos de processamento 22 Matériasprimas descreva as matériasprimas disponíveis notas problemas de qualidade 3 Tecnologia proposta Detalhamento da Tecnologia 7 Diagramas de blocos do processo BFD análise do balanço de massas quando entra em cada processo quanto sai Como são as entradas do processo alimentação do sistema como será o processo de transformação físico e químico etapas de purificação se necessário e saídas e estocagem de produtos e resíduos Referência httpsescalabcombrguia definitivodosfluxogramas de processos Quais equipamentos Bateladas ou contínuo Fechado ou aberto Precisa misturador Aquecimento ou resfriamento Precisa de monitoramento de alguma dessas variaveis P T pH etc quais as fases estão envolvidas na reação Se for contínuo será CSTR ou tubular Tempo de residência Tempo de carga descarga e limpeza Fluxograma PFD Esquema final de todas informações coletadas acima Descreva se existem processos semelhantes e comerciais que podem ser utilizados como Benchmarking ou terceirização 4 Estrutura de Custos da Planta Piloto Atualizar a estrutura de custos para o projeto descrito acima para validar sua viabilidade econômica 10 Balanço de massa Balanço de energia Valor gasto com a matériaprima e com a energia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DELREI CAMPUS ALTO PARAOPEBA Engenharia de Bioprocessos PROCESSAMENTO DO AÇAÍ CLEM FARM Alunos Elisa Gomes Alves 194200033 Lais Vitória da Silva Guimarães 194200008 Maria Cecília Muniz de Souza Brand 194200017 Mateus Henrique de Almeida Cruz 194200006 OURO BRANCO OUTUBRO2022 SUMÁRIO 1 Sumário Executivo 2 11 Tecnologia proposta 3 2 Base da proposta 4 21 Objetivos do processamento 6 22 Matériasprimas 6 3 Tecnologia proposta 7 Colheita 7 Seleção 8 Lavagem 8 Esteira 9 Esmagador despolpador 9 Prensa 9 Cuba de fermentação 10 Infusão Maceração 10 Filtração 10 Cuba Isotérmica 11 Estufa simples 11 Trituradores 12 Envasadora 12 Empacotadora selamento 12 Rotuladora 12 Armazenamento 13 31 Descrição do processo 13 32 Seleção do equipamento 17 33 Descrição das tubulações acessórios e válvulas 19 4 Controle de qualidade 22 41 Farinha 22 42 Licor 24 43 Fermentado 24 5 Tratamento de efluentes 26 6 Estrutura de Custos da Planta Piloto 28 7 Diagrama de fluxo do processo 29 8 Layout 29 9 Referências 30 1 Sumário Executivo A CLEM Farm chega ao mercado para inovar a indústria de processamento do açaí fomentar a economia e a cultura local e distribuíla por todo o Brasil Essa empresa que na graduação era apenas o sonho de quatro Engenheiros de Bioprocessos tem como produção três mercadorias à base de açaí Nosso principal objetivo é alcançar tanto o mercado nacional quanto o internacional a fim de movimentar a economia brasileira e destacar uma das riquezas da fruticultura do nosso país O açaí é um importante pilar socioeconômico do Pará o estado lidera o consumo e a produção dos frutos chegando a quase 130 mil toneladas ao ano com cerca de 95 de participação na comercialização no Brasil No ano de 2010 a produção local cultivada atingiu cerca de 706488 toneladas enquanto a produção extrativa foi de 106565 toneladas NOGUEIRA 2013 Além de ser muito consumido na alimentação de diversas pessoas e ser muito vendido em fast foods esse fruto incorpora questões culturais estéticos e de saúde já que é rico em fibras vitaminas e antocianinas SILVA 2006 TEIXEIRA 2008 O açaí também é muito exportado para mercados consumidores internacionais tais como União Européia MERCOSUL e NAFTA FALESI 2010 SOUZA 2011 Figura 1 Palmeira com frutos do açaí httpswwwnoticiasagricolascombrnoticiashortifruti273172producaodeacaiemscgera rendaaosagricultoresepreservapalmeiraameacadadeextincaohtml Tendo em vista os fatos supracitados a implementação da CLEM no Estado do Pará tal como o foco no mercado nacional e internacional aconteceram de forma estratégica a fim de gerar um bom lucro para a empresa e gerar empregos o que afeta diretamente na economia 11 Tecnologia proposta Com a tecnologia por nós proposta o principal objetivo é o processamento do açaí para a obtenção dos três produtos de interesse Visando que todas as etapas e equipamentos sejam otimizadas para que haja uma maior eficiência menor custo e tempo de trabalho o que acaba fazendo com que o processo seja mais econômico e mais lucrativo As principais etapas do processo do açaí da colheita até a obtenção dos produtos estão presentes no fluxograma a seguir 2 Base da proposta O açaí recebeu grande destaque nos últimos anos nacional e internacionalmente sendo aplicado na produção de cremes sorvetes polpas e devido ao crescente interesse no fruto novos produtos a base de açaí têm sido desenvolvidos Por isso nossa indústria visa o processamento do açaí e sua comercialização em diversas regiões do mundo através de três produtos fermentado licor e farinha Além de ser conhecido mundialmente o açaí se destaca pois é um alimento muito consumido e exportado por isso seu cultivo é relevante para o cenário econômico atual Segundo estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE o Estado do Pará é o maior produtor e exportador de açaí do nosso país como exemplo no ano de 2018 aproximadamente 23 mil toneladas foram exportadas isso mostra a importância do fruto O maior importador atualmente são os Estados Unidos seguido do Japão Austrália Alemanha Bélgica França Holanda e Portugal juntos eles são responsáveis pelo consumo de mais ou menos 2000 toneladas Figura 2 Principais países e seus respectivos valores exportados Fonte Caminhos do açaí globocom Farinha de açaí A farinha de açaí é obtida por meio da moagem do caroço seco da fruta Pode ser utilizado na culinária das mais variadas formas sendo ingrediente extra para produção de pães bolos e biscoitos agregando no valor nutricional destes alimentos A farinha é rica em fibras proteínas gorduras do bem potássio vitaminas B1 B2 e E e vários compostos antioxidantes e antiinflamatórios também fazem parte do pacote de nutrientes da farinha de açaí O açaí é rico em proteínas carboidratos cálcio ferro vitamina A fibras principalmente o caroço proteínas gorduras boas potássio vitamina B1 B2 E além de apresentar propriedades antioxidantes e antiinflamatórias Pensando nisso a farinha de açaí é uma ótima escolha e é muito importante que esteja no mercado pois apresenta um alto valor nutricional sendo indicada para pessoas com insuficiência de algum dos componentes presentes e atletas pois além de apresentar benefícios para a saúde e proporcionar energia ela possui metade das calorias da polpa sendo mais interessante para pessoas que anseiam a perda de peso Vale ressaltar que por ser uma farinha ela pode ser incorporada na produção de pães biscoitos e bolos o que pode aumentar ainda mais sua procura no mercado Não há nenhuma recomendação específica porém o consumo médio não deve ultrapassar duas colheres de sopa por dia podendo mudar de acordo com o motivo da ingestão da farinha Por esse motivo a farinha não será nosso produto principal tendo como focos principais a produção de fermentado e de licor respectivamente Licor de açaí O Brasil é um dos maiores produtores de bebidas alcoólicas atualmente e o mercado interno de licor aumentou cerca de 3 do mercado nacional além disso o país está entre os três com maior produção de frutas Devido a esses fatores o mercado de licores de frutas nacionais têm ganhado destaque com potencial de crescimento econômico com busca por parte do consumidor por produtos diversificados Almeida 2019 E é nesse cenário que a CLEM Farm apresenta ao mercado o seu licor de açaí uma bebida alcoólica doce e aromatizada Fermentado de açaí Desenvolvido inicialmente durante a pandemia por um servidor público entusiasta do açaí o fermentado de açaí tem um tempo de produção mais curto quando comparado à vinificação da uva dentro de 2 a 3 meses já é possível ter o fermentado engarrafado O produto alcançou o mercado nacional fazendo sucesso em muitos estados e alcançou mercado internacional em Portugal apresentando lucros de 180 mil em apenas uma safra inicial de um A CLEM Farm vê o fermentado de açaí um produto de sabor muito intenso e singular como promissor e de grande potencial 21 Objetivos do processamento O projeto em questão objetifica a otimização dos processamentos a partir do açaizeiro beneficiando a obtenção e o desenvolvimento de produtos finais de interesse com bom valor agregado Eles são projetados de modo que sejam produzidos com maior eficiência possível visando a diminuição de custos e tempo de trabalho o que consequentemente possibilita a obtenção de processos econômicos e ambientalmente integrados 22 Matériasprimas O açaí é um fruto esférico com diâmetro variando entre 1 e 2 cm e com peso médio de 15 g que quando maduro pode assumir coloração roxa ou verde que é colhido dependendo da aplicação A polpa do fruto é utilizada na linha de produção da nossa empresa sendo a base do fermentado e do licor ela é constituída pelo epicarpo e mesocarpo representando em média 25 do seu peso total No entanto a maior parte do açaí 75 é constituída pelo caroço ou endocarpo o qual em grande maioria é descartado o que não é o caso da nossa empresa onde o caroço é aproveitado e transformado em uma farinha nutritiva que pode ser consumida de diversas formas Essa fruta tem se destacado cada vez mais no mercado nacional e internacional já que a mesma apresenta diversas qualidades nutritivas e energéticas O açaí é rico em vitaminas minerais fibras e antioxidantes por isso ele vem aparecendo em todos os lugares e de diversas formas desde uma açaiteria até uma loja de produtos naturais Além disso o fruto da E Oleracea é muito utilizado em indústrias de cosméticos e fármacos Pensando nisso e nos diversos benefícios que o açaí traz à saúde uma indústria de alimentos e bebidas focado nessa riqueza brasileira apresentase como uma área promissora e que pode alcançar até mesmo o mercado internacional expandido a cultura do nosso país Um fator limitante na escolha da localidade da CLEM foi o fato de que mesmo o Pará sendo o maior produtor de açaí do país durante a entressafra o abastecimento é oriundo de estados como Maranhão e Amapá entretanto o período de frutificação do açaí no Pará se concentra em grande maioria nos períodos de seca setembro a dezembro e já a floração é mais comum nos meses com maior incidência de chuva janeiro a maio NASCIMENTO 2008 Em contrapartida a localização é estratégica devido ao custo da mão de obra e a facilidade de circulação do produto 3 Tecnologia proposta Como dito anteriormente a tecnologia escolhida foi pensada na otimização de processos tempo e maquinarias Abaixo está a descrição de cada etapa realizada no processamento Colheita A colheita é realizada de acordo com a safra do açaí seguindo as condições climatológicas de cada região A fim de amenizar possíveis desgastes e oxidação dos frutos a colheita é geralmente realizada em horários em que a temperatura esteja mais amena podendo ser feita por máquinas o que é mais barato e rápido do que um processo manual Seleção Antes de prosseguir para as seguintes etapas o açaí passa por um processo de seleção para que ocorra a remoção das frutas indesejadas com lesão física rompimento de casca e amassados ou que estejam fora do estágio de maturação desejado para o processo O material selecionado é direcionado para uma composteira para ser transformada em adubo que será utilizado na nutrição dos açaizeiros Essa etapa deve ser realizada por profissionais qualificados treinados e que saibam identificar as frutas inadequadas de forma manual e evitar o desperdício do que poderia ser utilizado Para garantir essa avaliação o local deve ter uma boa iluminação e os profissionais devem passar por treinamentos Lavagem O açaí restante após a seleção deve ser prélavado com água potável corrente para que qualquer sujeira bruta como terra e poeira aderidas à casca sejam retiradas Para isso será utilizada uma mesa com drenosifão em conjunto um dispositivo de dispersão de água Posteriormente a fim de evitar que contaminantes indesejáveis passem para a produção após a prélavagem os frutos devem passar por um processo de lavagem em um tanque com hipoclorito diluído em água o mesmo ocorrerá com o caroço antes de ser convertido em farinha Os frutos devem ser imersos por 2030 minutos em um tanque contendo água clorada com aproximadamente 50 a 100 ppm de cloro livre Já os caroços de açaí são colocados numa solução de hipoclorito de sódio a 200 por 15 minutos de acordo com a Resolução da Agência de Vigilância Sanitária RDC no 2162004 Passado esse tempo a água clorada é então drenada e o mesmo tanque é reposto com água potável para enxágue dos produtos já lavados que tem como principal objetivo retirar o excesso de cloro Para evitar que haja um desperdício de investimento utilizando aço inox devido ao uso do hipoclorito de sódio como sanitizante o tanque utilizado para a realização dessa etapa é de aço carbono Esteira A esteira é incorporada ao processo para assegurar um transporte ágil da matéria prima Após passar pelo processo de lavagem os frutos aptos a serem processados e comercializados serão depositados sobre a esteira que com o auxílio de um motor os encaminhará para a despolpadeira A escolha da esteira se dá após análise de dois fatores trajetória de circulação do produto a ser transportado e a forma na qual será transportado embalado ou in natura Na CLEM Farm por se tratar do transporte do açaí in natura a esteira precisa ser constantemente higienizada é utilizada uma esteira modular devido a facilidade da remoção dos módulos Esmagador despolpador Este equipamento tem como objetivo separar a polpa do caroço do fruto a polpa é encaminhada para as etapas seguintes onde serão obtidos os licores e o fermentado o caroço é redirecionado para um outro processamento para obtenção de uma farinha A despolpadeira é um utensílio com pás acopladas que se movimentam em velocidades bastante elevadas de modo a fazer com que a fruta se desintegre e passe por uma peneira O diâmetro da peneira é escolhido de acordo com as necessidades do processo Tratandose do processamento do açaí a peneira tem diâmetro de 50mm suficiente para que a polpa seja separada do caroço da fruta Prensa A prensa é um dispositivo utilizado para extrair o suco dos frutos do açaí como parte do processo de produção do fermentado e do licor No mercado estão disponíveis os extensos tipos de prensas que podem ser usadas para este fim no entanto a funcionalidade delas acaba sendo a mesma O princípio básico da prensagem é a extração de líquidosólido através da utilização de uma pressão controlada para liberar o suco do fruto Após a prensagem do material o bagaço será encaminhado para a composteira para ser convertido em adubo A prensa utilizada tem capacidade de 400 kg Cuba de fermentação É uma das fases mais importantes do processo de vinificação pois é nessa fase que o açaí prensado produz aroma e sabor Além de importante esse processo é demorado variando de acordo com cada produção e podendo durar cerca de 7 dias dependendo dos resultados das análises de amostras coletadas diariamente sendo necessário ser agitado a cada 24h de fermentação seguindo o protocolo Leveduras como Saccharomyces cerevisae são utilizadas no processo fermentativo e depositamse no fundo do recipiente com o passar do tempo por isso a cuba de fermentação precisa ser limpo a cada lote o que gera interrupção no processo de produção formando a borra juntamente com o acúmulo de outras substâncias A cuba de fermentação tem capacidade de 1000 litros de solução Infusão Maceração Nesse processo também conhecido como maceração alcoólica o prensado é conduzido a um tanque de mistura para que seja adicionado o álcool de qualidade superior A solução é misturada uma vez a cada 24h por 7 dias e deve ser deixada em repouso até completar um tempo total de 15 dias aproximadamente Filtração A filtragem é a operação na qual ocorre a passagem de um meio sólidolíquido através de uma membrana porosa que permite a passagem do líquido e retém as partículas sólidas da mistura Além disso a filtração possibilita também a retirada de microorganismos prejudiciais na fabricação do fermentado Cuba Isotérmica A cuba isotérmica é um equipamento fabricado em aço inox amplamente utilizado no armazenamento de líquidos como o fermentado possibilitando uma alta segurança de preservação Esta cuba mantém o conteúdo em uma temperatura constante e resiste a temperaturas extremas além disso ela é resistente a corrosão tais características fazem com que ela seja um equipamento com excelente custobenefício Ela é responsável por conter líquidos sem alterar seu odor ou gosto além de impedir que contaminantes entrem e contaminem a produção Por isso ela é utilizada para decantação e esterilização do fermentado do açaí Para que sua temperatura permaneça constante são utilizados resfriadores a fim de permitir o equilíbrio da temperatura durante o período que o produto se encontra armazenado no equipamento Estufa simples Para realizar a secagem dos caroços que saíram da lavagem utilizase estufas de aço inox que irão remover a água através do aquecimento Dependendo do tipo de caroço e condições esse processo dura cerca de 24 horas em uma temperatura de aproximadamente 105C O tempo e a temperatura devem ser definidos de acordo com o tamanho e número de caroços por isso varia bem pouco de processo para processo Porém sabese que a temperatura de secagem deve ser acima de 100C já que a água deve ser evaporada à pressão atmosférica Os caroços foram secos até 15 de umidade conforme a RDC 2632005 Trituradores Para produção de farinha de açaí é necessário a utilização de equipamentos que reduzam as dimensões do caroço da fruta Por isso é indicado o uso de trituradores que permitem o corte e trituração de sementes cascas cereais e grãos diversos Por isso podem ser aplicados para o beneficiamento da produção como no caso da trituração de sementes por exemplo Geralmente são utilizados moinhos para esse fim de reduzir o tamanho das partículas sólidas Como existem vários tipos de moinhos e cada um tem suas características e limitações de uso é comum utilizar de um conjunto de moinhos dependendo da finalidade de uso Nesse caso foi utilizado uma combinação dos moinhos de facas e martelos Envasadora O fermentado ainda passa por algumas etapas para corrigir o pH a cor e concentração de oxigênio dissolvido antes de ser engarrafado As garrafas devem ser novas e nunca reutilizadas para evitar a contaminação do fermentado por microorganismos estranhos Empacotadora selamento A empacotadora recebe o alimento em pó farinha e embala o material para distribuição final Os pacotes saem em dosagens padronizadas e selados para evitar rompimento Rotuladora Todos os alimentos e bebidas devem apresentar um rótulo que é conjunto das informações ilustrações datas e marcas que caracterizam o produto Para isso utilizase uma rotuladora que tem como principal objetivo aplicar os rótulos para que o produto possa ser vendido Os rótulos a serem aplicados devem apresentar marca teor alcoólico volume total aditivos local de origem do produto nome e endereço da indústria classificação teor de açúcar número de registro no Ministério da Agricultura e prazo de validade O equipamento apresenta um sistema de controle interno uma esteira para mover as garrafas e embalagens e um aplicador de etiquetas Para a escolha do melhor modelo devese avaliar a facilidade do manuseio agilidade funções disponíveis e custobenefício Armazenamento Após o engarrafamento do fermentado e do licor e o selamento dos pacotes de farinha os produtos são armazenados para aguardar transporte As garrafas de licor devem ser armazenadas bem tampadas em pé para evitar a evaporação do álcool e em local escuro para que não haja alteração da cor e do sabor da mistura Deve haver controle de temperatura do ambiente pois se houver o decaimento do teor alcoólico para abaixo de 12 ºC a fermentação inicia e há risco de estouramento do frasco Uma vez colocados o fermentado e a rolha na garrafa recomendase deixála de pé por um período mínimo de 3 horas para adquirir a elasticidade normal Em seguida as garrafas devem ser empilhadas na horizontal deitadas para manter a rolha úmida O local deve ser limpo bem higienizado ventilado com pouca incidência de luz umidade moderada de temperatura baixa e constante 31 Descrição do processo Após colheita e seleção 425 kg passam pela etapa de lavagem e através da esteira vão para a despolpadeira por batelada uma vez que é a vazão de entrada suportada pelo equipamento Aproximadamente 31875 kg de caroço serão direcionados novamente a lavagem 75 da fruta é composta de caroço para dar continuidade ao processamento da farinha e os outros 10625kg serão encaminhados para a prensa Os caroços são secados a 105C por 24 horas até atingirem 15 de umidade conforme RDC 2632005 Como os caroços de açaí possuem aproximadamente 1360 de umidade REIS 2002 ao atingir 15 de secagem a massa aproximada será de 31224 kg Levando em consideração que a perda de água é quase desprezível em relação a massa do caroço não há relevante perda de massa Em seguida eles são encaminhados para os trituradores Para obtenção da farinha com granulometria desejada utilizase dois moinhos em sequência Primeiramente a amostra passa pelo moinho de facas onde terá sua granulometria previamente reduzida e posteriormente pelo moinho de martelo onde serão obtidas partículas de até 07mm após passagem pela peneira embutida A farinha então será direcionada a seladora empacotadora onde serão redistribuídas em embalagens plásticas de 500 gramas que posteriormente serão armazenadas em ambiente com o mínimo de umidade condições que desfavorecem a proliferação de microrganismos Vale ressaltar que em cada equipamento utilizado há uma perda de matériaprima logo como foram utilizados 3 equipamentos depois da secagem a massa final da farinha será de 31213 kg Como a cultura de consumo da farinha do açaí ainda não está fortemente instalada no mercado não é viável destinar todo o caroço obtido para a produção da mesma uma vez que a elevada produção apenas aumentaria a estocagem do produto o que seria ineficiente por não apresentar um número de consumidores elevados Dessa forma apenas os caroços provenientes de uma batelada por produção serão encaminhados ao processo de produção da farinha O restante após passagem pela secadora serão encaminhados ao forno para serem convertidos em carvão vegetal que será utilizado como fonte de energia para a indústria O rendimento da produção de carvão é de 80 FIEP 2017 ou seja 24979 kg por batelada O carvão mineral irá ser queimado e o calor gerado aquecerá a água presente na caldeira resultando em uma corrente de vapor com pressões elevadas Essa corrente de vapor levará às pás ligadas a geradores à se movimentarem convertendo a energia envolvida do processo em energia elétrica A caldeira também será responsável por fornecer energia térmica para o processamento do licor e do fermentado Além disso para garantir uma boa continuidade da cadeia produtiva a cada seis meses os caroços serão destinados ao replantio Os caroços podem ser germinados e replantados por se tratarem de uma semente oleaginosa com 5320 de celulose 1226 de hemicelulose e 2230 de lignina RODRÍGUEZZÚÑIGA 2008 As sementes deverão ser recobertas por água morna e posteriormente deixadas em descanso por dois a três dias em um ambiente com bastante incidência solar COBASI BLOG 2021 A polpa do açaí equivalente a 25 da vazão de entrada 10625 kg será prensada e o suco será destinado a produção de fermentado e licor Sabendo que a porcentagem de água na polpa do açaí é em média 48 a prensagem resultará em 51kg de suco por batelada porém devese considerar uma perda de 001 nessa etapa logo somente 5099 kg passará para os seguintes passos O processamento do fermentado e do licor são feitos em dias alternados de modo que os 5099 kg de suco obtido por batelada será convertido em um só produto final Serão realizadas 3 bateladas a fim de se ter uma boa quantidade de volume a ser processado e para realizar a produção com economia de energia e tempo utilizando os equipamentos em sua capacidade quase máxima Logo serão 15297 kg de suco Os 15297 kg serão destinados ao fermentador juntamente com leveduras prétratadas e água para aumentar o volume da solução Já que será utilizada a capacidade máxima do equipamento 1000 litros de solução serão fermentados sendo que 85 deve ser de água e 15 de suco para isso serão adicionados os 15297 litros de suco e 84703 litros de água Outrossim devese adicionar 15 gramas de levedura para cada 100 litros de solução dessa forma 150 gramas de levedura serão adicionadas Estimandose que existem 62 gramas de açúcar a cada 100 gramas de suco de açaí e considerando a densidade do suco como igual a da água ou seja 1kgL concluise que a solução contém 948 kg de açúcar a ser fermentado Além disso sabese que 100 gramas de açúcar fermentado produzem 48 gramas de álcool Dessa forma 734 litros de álcool serão produzidos Resultando em uma solução com 734 de teor alcoólico em volume Para obter um fermentado com 86 de teor alcoólico quantidade normalmente encontrada nos vinhos e fermentados precisase adicionar açúcar além da sacarose já presente na fruta Assim serão adicionados em torno de 163 kg de açúcar industrializado já que a quantidade de açúcar necessária era de 1111 kg porém na fruta só tinha 948 kg A levedura utilizada decanta no decorrer do processo e é retirada antes da próxima etapa considerando uma perda de 001 durante o processo de fermentação Essa perda irá resultar em 9999 kg que passará para o próximo processo Nas etapas seguintes filtrações cuba isotérmica e maturação ocorre uma inativação dos microrganismos ainda presentes a fim de reduzir a atividade biológica entretanto antes essa solução é conduzida para uma filtração para retirar moléculas e microorganismos indesejados Considerando uma perda de 004 em ambos os equipamentos 9995 litros serão encaminhados para o engarrafamento Onde o fermentado será envasado em garrafas de 750 ml resultando numa produção de aproximadamente 1331 garrafas Já para o licor os 15297 kg de suco obtidos na prensa após 3 bateladas irão ser direcionados para um agitador onde serão adicionados 15297 L de álcool etílico potável Considerando a densidade do álcool a 20C sendo 789 kgm³ podemos considerar a massa final nessa etapa como sendo 27366 kg Já que não foi possível encontrar dados sobre a perda de um filtro de placas na literatura iremos estimar que a perda neste equipamento foi de 001 resultando numa massa de 27363 kg Ao decorrer do processo uma formulaçãoaçucaramento estará acontecendo em um tanque encamisado onde serão adicionados 4104 kg de açúcar 150g de açúcar por litro de licor e 2052 L de água duas partes de açúcar para uma de água dando 6156 kg de xarope Logo esses 27363 kg de suco e 6156 kg de xarope de açúcar 3352 kg irão para o misturador Depois de 15 dias essa mistura irá para um decantador onde ficará em repouso por 15 dias antes de ser filtrado e encaminhado para o engarrafamento processo de finalização Novamente não encontramos as perdas de cada equipamento por isso iremos considerar uma perda de 001 em cada um deles resultando em uma massa final de 3350 kg No engarrafamento também pode ocorrer perda resultando em 3349 kg que resultará em aproximadamente 669 garrafas 32 Seleção do equipamento Para a indústria de alimentos e bebidas o recomendado é utilizar equipamentos que entram em contato com o produto de aço inox pois os processos não devem apresentar contaminação e todo cuidado deve ser tomado para que os produtos finais passem pelo controle de qualidade que segue as normas da ANVISA e possam ser vendidos e distribuídos Detalhes dos principais equipamentos utilizados durante o processamento estão informados abaixo Que tipo de equipamento é recomendado por que foi selecionado e como foi projetado Envasadora O local de engarrafamento deve ser projetado para evitar o ingresso de materiais estranhos e contaminações Deve ser bem iluminada e ventilada para permitir o escoamento de gases e de vapor do equipamento de lavagem do engarrafamento todos os acessórios de iluminação devem estar selados de modo a impedir o acesso de insetos e evitar quebras de vidros das lâmpadas sobre a zona de produção e engarrafamento as paredes devem ser de materiais impermeáveis não absorventes laváveis e atóxicos lisas até uma altura adequada às operações de limpeza Fermentador Fermentador Cônico Grainfather Pro Edition permite controle o aquecimento de sua unidade descarte e coleta de levedura recolha amostras e transfira seu mosto através do inovador design de válvula de dupla função O equipamento também é feito de aço inoxidável Mesa pré lavagem Mesa parcialmente rasa feita de aço inox A estrutura possui um aspersor para melhor distribuição da água e possui um sifão para escoamento de água não potável Empacotadora O equipamento vem com um dosador acoplado para calcular automaticamente a dosagem correta do produto que será empacotado Em alguns equipamentos esse tipo de serviço é feito por rosca sem final movimentada por um servo motor que permite uma suspensão imediata comedido por CLP controlador lógico programável e o peso é estabelecido no conjunto dos métodos citados O empacotamento da farinha foi realizado em sacos plásticos de 1kg Despolpadeira É fabricada em aço inox AISI 304 fazendo uso do TOMASI DPT75 que apresenta aproveitamento da fruta de 50 a 90 Filtro de placas Para os processamentos do açaí a fim de obter o fermentado e o licor sem partículas sólidas utilizase um filtro de placas esse tipo de filtro é bem requisitado para diversas aplicações seu funcionamento se dá através de uma série de placas revestidas por um elemento filtrante Trituradores utilizados Moinho de facas Consiste em um equipamento motorizado onde a força do motor é transmitida através de correias a um eixo dotado de facas removíveis e será utilizado para a moagem de amostras secas como grãos que são reduzidas A redução do tamanho da partícula ocorre por meio da ação de facas elas provocam o aumento da superfície de contato e força as partículas menores pela abertura de peneira que as direciona para a área de coleta Moinho de martelo O equipamento funciona com uma alta rotação de martelos acoplados a uma peça com eixo giratório que quando movimentado produz altas velocidades para atingir o grão e causar sua quebra O impacto força sua passagem pela peneira e separa o material com granulometria ideal para prosseguir para as demais etapas daqueles que ainda não alcançaram tal diâmetro O recipiente possui uma estrutura acoplada chamada de Peneiras Moinho de Martelo podem ser confeccionadas em aço inox adquiridas da Vieira Moinhos de Martelos empresa especializada na fabricação de chapas perfuradas ou peneiras de furos cônicos com furações a partir de 03 mm As chapas têm espessuras maiores que o diâmetro dos furos o que permite uma maior durabilidade ao desgaste e abrasão durante a moagem Para obtenção da farinha utilizouse peneiras de 07mm e 03mm 33 Descrição das tubulações acessórios e válvulas As tubulações e acessórios que direcionam insumos para o processamento dos produtos devem ser de material do tipo aço inoxidável pois os processos não devem apresentar contaminação e todo cuidado deve ser tomado para que os produtos finais passem pelo controle de qualidade que segue as normas da ANVISA e possam ser vendidos e distribuídos O ideal é utilizar a menor quantidade possível de acessórios no projeto devido ao seu alto potencial de causar perda de carga prejudicando a economia do processo com a implementação de equipamentos mais caros bombas por exemplo para compensar o atrito Válvulas do tipo de diafragma são válvulas de controle e regulagem que podem ser manual ou automatizada Ela será utilizada para aplicação de fluidos como água e hipoclorito já que os mesmos precisam ter vazão e quantidade controladas A válvula de borboleta é uma válvula de controle da vazão do fluido Ela pode ser usada como válvula de bloqueio de estanque ao pó a pressão e a vácuo para silos possuindo desenhos especiais para sólidos a granel como o caso da Válvula de borboleta DKH séries Além disso essa válvula possui desenho simples baixo custo fácil montagem e desmontagem A válvula de guilhotina é usada para o controle de sólidos em suspensão é necessário a utilização de uma válvula do tipo guilhotina esse equipamento é amplamente empregado na indústria de alimentos O funcionamento da válvula é baseado na passagem da mistura por uma faca passante ou não com movimentos axiais que controlam a passagem do fluxo As válvulas esféricas são válvulas que utilizam uma esfera oca perfurada e pivotante para controlar o fluxo de fluidos com sólidos em suspensão ou gases de uma abertura para outra dentro de uma tubulação A utilização de válvulas esféricas tipo EFFLUXBIG FLUX são recomendadas para esse processo pois podem ser automatizadas Essa válvula entra em contato direto com alimentos e bebidas que escorram por tanques e tubulações Sendo de contato direto elas são regulamentadas por regulações internacionais Válvula de globo também chamadas de Válvula Globo Inclinada e Globo Y são válvulas que apresentam elevado coeficiente de vazão e um corpo em formato de Y com um ângulo entre 45 e 50 Seu corpo é dividido em duas partes principais cabeça região na qual apresenta um atuador integrado responsável por automatizar o processo que funciona através de um suprimento controlado de gás comprimido e corpo é a passagem reta da válvula local onde controla o fluxo Na cabeça tem um pistão que regula a função de abertura e fechamento da válvula A válvula de segurança de alívio de pressão é um dispositivo que pode ser automático dependendo da aplicação São utilizadas em equipamentos que necessitam ter um controle de pressão como no caso de fermentadores por exemplo controlando a pressão controlase o estresse nas leveduras pois grande parte dos compostos sulfurosos são eliminados pelo início da fermentação vigorosa As bombas como a centrífuga são utilizadas para transferir altos volumes de fluidos e realizar suas operações Ela é indicada para aplicações e transferências com fluidos limpos com densidade próxima a da água Elas não devem ser instaladas sem um estudo detalhado da aplicação como vazão viscosidade temperatura pressão de sucção e descarga e resistência à corrosão A bomba de pistão circunferencial é simples e um dos modelos mais antigos Ela tem um pistão que alterna dentro de um cilindro À medida que o pistão ralenta o volume do espaço aumenta e uma nova quantidade de líquido é sugada pela válvula de retenção de entrada Quando o pistão avança o volume diminui fornecendo líquido através da válvula de retenção de saída Ela produz pressões muito altas e pode bombear lamas e líquidos pesados como é o caso do bagaço retirado no processo além de ser resistente a produtos químicos oferecendo um bombeamento eficaz e seguro 4 Controle de qualidade O controle de qualidade é uma etapa essencial para garantir aos consumidores a segurança alimentar que lhes é de direito Dessa forma para que todas as atividades sejam realizadas com excelência independente de quem esteja realizando e para que não ocorra variações no produto final todas as etapas são regidas por POPs Procedimento Operacional Padrão Além disso a indústria apresenta um MBPF Manual de Boas Práticas de Fabricação e uma metodologia de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle APPCC a fim de evitar contaminações cruzadas e gerenciando os riscos ocupacionais entre outros fatores 41 Farinha Diariamente são retiradas amostras devidamente identificadas para serem realizadas análises físicoquímicas e reológicas com a finalidade de certificar se a farinha está dentro do padrão estabelecido Os testes realizados são peso hectolitro umidade impurezas ph e acidez cinzas cor alveografia glúten úmido Falling Number farinografia SILVA 2015 O peso em hectolitro é para determinar a massa correspondente a 100 litros da matéria prima é a medida referente ao peso específico da farinha massa em kg e volume em hL posteriormente convertida através de uma tabela para peso em hectolitro SILVA 2015 Essa medida é utilizada para classificação e comercialização da farinha em vários países O valor obtido representa a qualidade da matéria prima e da moagem EMBRAPA TRIGO 2014 O teste de impureza indica o teor de partículas indesejadas que podem ser separadas por meios mecânicos que ainda estão presentes na amostra o resultado é dado em porcentagem tendo como relação o peso da amostra SILVA 2015 O teste de umidade é realizado para determinar a constante dielétrica do produto através da determinação da porcentagem de água livre encontrada na amostra pós moagem Essa determinação é importante para garantir a conservação armazenamento e comercialização da farinha O teor de umidade da farinha deve estar em torno de 13SILVA 2015 O teor de cinzas em alimentos determina o percentual de resíduos inorgânicos ou minerais sódio potássio zinco manganês e outros compostos encontrados na amostra após a queima da matéria orgânica da farinha em uma mufla em altas temperaturas SILVA 2015 KRUMREICH 2013 A análise de pH e acidez é utilizada para determinar a qualidade do produto A farinha é considerada ácida SELANI et al 2014 Valores de pH mais ácidos desfavorecem o crescimento e multiplicação de microrganismos uma vez que diminui as reações enzimáticas e não enzimáticas o que favorece sua conservação Entretanto uma maior acidez levará a uma farinha de menor qualidade o padrão estabelecido pela ANVISA 1996 é de uma acidez máxima de 2 BARROS 2021 Além dessas todas as outras análises são realizadas em amostras de cada lote e essas amostras são armazenadas durante o período de validade do lote para assegurar que a farinha saiu da fábrica com a qualidade desejada 42 Licor São realizados numerosos testes desde o recebimento de matérias primas até o produto final a fim de garantir um licor de qualidade Os ensaios mais usuais são os ensaios sensoriais os físicoquímicos e os microbiológicos estes não podem ser descartados para que haja a incorporação de uma bebida alcoólica de qualidade ao mercado Para realização dos testes são retiradas de forma aleatória amostras do licor de açaí que são encaminhadas para as análises microbiológicas nesta etapa verificase a presença de Salmonella spp leveduras bolores e coliformes totais na amostra Através dos experimentos é possível afirmar que as alterações encontradas nas porções testadas estão dentro dos parâmetros estabelecidos pelos órgãos responsáveis Nos experimentos físicoquímicos foram testados os índices de pH utilizando uma amostra não diluída de aproximadamente 50mL A densidade também foi analisada a temperatura ambiente por meio da utilização de um equipamento denominado picnômetro ainda vazio que foi devidamente limpo e pesado o procedimento de limpeza e pesagem foi repetido com equipamento cheio para assim relacionar as massas obtidas e encontrar a densidade relativa da bebida A determinação dos sólidos solúveis totais e acidez total também foi realizada utilizando refratômetro de bancada e fazendo uma titulação com uma solução diluída do licor respectivamente E o teor alcoólico pode ser testado da seguinte forma com o auxílio de um refratômetro específico são inseridas de duas a três gotas da bebida no equipamento e ele determina o teor A forma de distribuição do licor deve seguir o básico Primeiro que Entra Primeiro que Sai isso é válido para os licores finais e para as embalagens e matériaprima Além disso a bebida alcoólica deve ser estocada em um armazém arejado em condições sanitárias adequadas seguindo as regras estabelecidas pela ANVISA 43 Fermentado A qualidade de mostos e vinhos ou fermentados depende primordialmente do estado inicial da matéria prima sanitização nível de maturação aroma dentre outros Por isso trabalhadores atuantes na área de seleção das frutas que seguirão ou não os demais processos devem ser bem treinados para a análise visual e sensorial inicial além de garantir que a área de manipulação seja bem iluminada Podese ainda fazer uso de um refratômetro portátil para ter uma noção da quantidade de açúcar contida na fruta Dentre as demais análises a serem realizadas durante o processo para controlar a qualidade destacase o pH e a acidez fatores que contribuirão diretamente na fermentação do mosto nas suas características organolépticas na coloração e estabilidade do produto final A análise final do produto é composta por uma série de testes e metodologias laboratoriais como descritos no Manual para análise de vinho desenvolvido pela EMBRAPA Inicialmente é feita uma análise sensorial que consiste em observar procurar e descrever atributos e defeitos no vinho uma vez que o fermentado foi feito para ser apreciado essa avaliação é a maneira mais adequada para definição de qualidade Os aspectos qualitativos são importantes para determinar as características do produtos mas os aspectos qualitativos são definidos por essa análise sensorial considerando a visual verificando a cor limpidez textura e efervescência o olfativo analisando o aroma o gustativo permitindo identificar gostos doce salgado amargo e ácido e o tátil detectado pelo contato do fermentado e as mucosas Análises clássicas são aplicadas para medir a densidade relativa teor alcoólico acidez total e volátil pH extrato seco teor de cinzas assim como sua alcalinidade e composição de grupos químicos como sulfatos cloretos e outros Utilizamse metodologias e equipamentos para fazer tais testes como densímetro titulação uso de reagentes incineração pesagem pHmetros entre outros Outras análises são realizadas como a calorimetria baseada na medida quantitativa da absorção da luz quando são definidos a quantidade de taninos responsáveis pela estrutura e capacidade de envelhecimento do fermentado além da análise da radiação emitida pela sua coloração Também são feitas espectrofotometria de absorção atômica e emissão de chama para detectar os elementos minerais do fermentado como os metais alcalinos e metais cálcio manganês ferro zinco etc além de cromatografias de fase gasosa para determinação de compostos voláteis e cromatografias líquidas 5 Tratamento de efluentes Assim como todas as indústrias sejam alimentícias ou de bebidas a produção dos produtos da CLEM Farm gera resíduos provenientes dos diversos processos e etapas Esse resíduo efluente deve ser tratado adequadamente antes que o mesmo seja lançado ou depositado em corpos receptores para que não traga prejuízos para o meio ambiente e não desestabilize o ecossistema como um todo Para que sejam lançados os efluentes devem atender às normas presentes nas diversas legislações ambientais pois caso isso não suceda multas e penalidades podem ser aplicadas à empresa Para que o tratamento seja eficiente devese conhecer as cargas poluidoras presentes em cada um dos efluentes a fim de escolher o melhor método de purificação Como essa determinação não é um procedimento rápido fácil e barato caso sejam utilizados métodos convencionais na CLEM Farm indicadores de poluição serão observados através da análise de parâmetros físicos químicos e biológicos Tabela 1 Principais parâmetros observados como indicadores de poluição Parâmetros físicos Parâmetros Parâmetros biológicos químicos Temperatura Orgânicos Indicadores de oxigênio dissolvido Cor Inorgânicos Demanda bioquímica de oxigênio Odor Demanda química de oxigênio Turbidez Fonte Autores 2022 Vale ressaltar que a presença de nitrogênio e fósforo é um parâmetro que deve ser sempre monitorado e observado pois apresenta grande risco a ecossistemas aquáticos Em escala industrial essa observação dos indicadores deve ser feita por meio de amostragem que pode ser individual quando coletadas em um tempo exato apresentando as condições do efluente naquele momento ou composta quando o efluente é avaliado em diversos tempos vendo assim quais cargas são liberadas em cada momento Os efluentes gerados pelo processamento do açaí se encontram no reservatório de água não potável que reúne todas as águas que saem dos equipamentos e na queima do caroço para a formação do carvão Para o tratamento da água três etapas serão realizadas sendo elas tratamento preliminar tratamento primário e secundário Não é necessário um grau de pureza tão elevado já que esse resíduo será utilizado na irrigação das plantações da fazenda O tratamento preliminar será para retirar sólidos em suspensão e serão utilizados processos físicos como gradeamentoremoção de sólidos relativamente grosseiros em suspensão ou flutuação retidos por meio de grades ou telas ABNT 1973 Já o tratamento primário ficará responsável por remover a matéria orgânica em suspensão sólidos em suspensão e óleos para isso serão realizados processos físicoquímicos como decantação em repouso o elemento mais denso se deposita no fundo precipitação química e flotação Por fim durante o tratamento secundário a matéria orgânica já dissolvida e alguns nutrientes serão removidos por processos biológicos Na indústria de bebidas há um grande volume de resíduo de água contaminada que foi utilizada no resfriamento lavagem das máquinas Clean in Place e a água que sai dos processos de filtração Por apresentarem açúcares extratos vegetais hipoclorito e algumas partículas em suspensão se faz necessário a utilização dos tratamentos anteriormente citados Na CLEM Farm também devese tratar os gases produzidos durante o processo de queima do caroço para a formação do carvão vegetal Para isso podese utilizar um biorreator tratamento biológico onde há um meio biológico que fará com que essa corrente gasosa se desagregue em subprodutos mais simples através da biodegradação 6 Estrutura de Custos da Planta Piloto Uma sociedade foi feita com um produtor de uma fazenda rural em Santarém PA que recentemente 2021 fez um reflorestamento de sua propriedade rural para o plantio de 40 mil pés de fruta conseguindo assim obter as frutas para o processo sem gasto adicional Os gastos com os equipamentos infraestrutura e investimento inicial são estimados em torno de 15 milhão de reais Apenas vendendo as garrafas de fermentado a 6000 reais em duas levas de produção recuperaram o investimento Isso sem contar nos ganhos com a venda do Licor e farinha Na tabelas 2 estão listados os principais gastos iniciais da empresa os principais gastos com maquinários Os investimentos destinados para equipamento são considerados de acordo com seu valor unitário multiplicado pela quantidade requerida no processo Além disso a precificação dos equipamentos está de acordo com a média dos valores disponíveis na internet Os demais gastos são estimados para o início da fabricação dos 3 subprodutos Tabela 2 Custo aproximado dos equipamentos utilizados Equipamento Valor Aproximado Mesa 1560 Tanques para lavagem 1500 Esteira 8000 Despolpadeira 27500 Prensa 8000 Fermentador 35000 Destilador 40000 Agitador 10500 Filtro de placas 15000 Cuba Isotérmica 2878600 Resfriador 8156 Cuba de maturação 18000 Micro Filtros 2644 Tanque misturador 18000 Decantador 40000 Triturador de facas 65800 Triturador de martelo com peneira 23000 Caldeira 24000000 Envasadora 555070 Empacotadora 43000 Rotuladora rolhadeira 699000 Reservatório de água não potável 14000 Depósito de água potável 14000 Forno para carvão vegetal 10000 Válvula Guilhotina 15290 Válvula Diafragma 16200 Válvula Borboleta 5000 Válvula Esférica 7120 Válvula Globo 2940 Bomba centrífuga 50000 Bomba pistão circunferência 8835 Custo final aproximado 7903717 Para os gastos com quadro de funcionários são contratados quinze operários experientes e treinados para cuidarem da linha de produção armazenamento e limpeza da matéria prima e produtos finais E outros 10 funcionários que foram subdivididos para atender as outras demandas da empresa Os prestadores de serviço receberam treinamento para pudessem manusear as matériasprimas e operarem as máquinas de forma correta a fim de minimizar perdas no processo e também evitar os possíveis acidentes no local de trabalho Além disso contamos com gasto mensal sobre a refeição oferecida aos funcionários uma vez que por se tratar de uma fazenda afastada da zona urbana o acesso a restaurantes é limitado A água utilizada ao longo da fabricação é retirada das cisternas presentes na fazenda e passa por um processo de tratamento para então poder ser utilizada Uma parte da energia consumida é obtida através da queima do carvão vegetal que é produto da queima do caroço do açaí e a outra por meio de energia solar O estado do Pará possui condições climáticas favoráveis para a instalação de painéis solares quero entrar em contato com a luz do sol as células fotovoltaicas do painel convertem a energia solar em elétrica um inversor solar adapta a energia gerada para que ela se torne compatível com as instalações elétricas Na tabela 3 estão os demonstrativos dos gastos além dos equipamentos principais requeridos incluindo operários e infraestrutura no geral Tabela 3 Gastos adicionais para instalação industrial Gastos adicionais Valor médio Salário Operários 27000 Salário Setores Administrativos 15000 Salário Engenheiros 30000 Água Eletricidade energia solar 3157000 Equipamentos de escritório 30000 Materiais de Higiene 3000 Refeição 28000 Treinamento de funcionários 10000 Custo final aproximado 174570 7 Diagrama de fluxo do processo 8 Layout Pensando na melhor disposição dos equipamentos dentro da indústria espaço necessário para os trabalhadores e transição do açaí dentro da CLEM Farm o layout foi escolhido minuciosamente a fim de aumentar a produtividade diminuir o custo reduzir o tempo gasto e também o desperdício e ainda evitar possíveis riscos no local de trabalho O melhor layout para a empresa é o layout misto entre layout de produto e processo pois a produção é grande e dá origem a três diferentes produtos sendo que a produção desses utilizam equipamentos em comum O layout de produto seria para a produção da farinha já que o mesmo necessita de operações simplificadas e isoladas dos outros produtos Nesse tipo de layout os equipamentos são dispostos lado a lado a fim de automatizar e facilitar o processo já que acontece sempre na mesma ordem e seguindo uma sequência única É importante ressaltar que esse layout é ótimo para altas taxas de produção porém como a farinha de açaí não é tão comercializada nos dias atuais esse tipo foi escolhido pensando em um futuro onde esse produto possa ser mais consumido e procurado Já o layout de processo seria utilizado na produção do fermentado e do licor que usa equipamentos compartilhados como a prensa e os filtros Como principais vantagens desse layout podemos citar a possibilidade de variação dos produtos e flexibilização da produção já que o produto pode percorrer fluxos diferentes conforme suas necessidades Esse tipo de layout ocasiona em um aumento do lead time ou seja o tempo que o produto permanece no fluxo de processamento mas isso não se torna um problema visto que nas etapas de produção do fermentado e do licor os equipamentos têm uso intercalado de acordo com o tempo de maturação de cada fase A planta industrial está representada abaixo A mesma foi pensada a fim de otimizar o processo produtivo evitar contaminações cruzadas e demais riscos ocupacionais 9 Referências Almeida Jhenyfer Caroliny Elaboração caracterização fisicoquímica e aceitabilidade de licor de goiaba Trabalho de conclusão de curso Instituto Federal Goiano 2019 Nogueira Ana Karlla Magalhães Santana Antônio Cordeiro de e Garcia Wilnália SouzaA dinâmica do mercado de açaí fruto no Estado do Pará de 1994 a 2009 Revista Ceres online 2013 v 60 n 3 Acessado 29 Setembro 2022 pp 324331 Disponível em httpsdoiorg101590S0034737X2013000300004 Silva IM da Santana AC de Reis MS 2006 Análise dos retornos sociais oriundos de adoção tecnológica na cultura do açaí no Estado do Pará Amazônia Ciência Desenvolvimento 22537 Teixeira LN Stringheta PC Oliveira FA de 2008 Comparação de métodos para quantificação de antocianinas Revista Ceres 55297304 Falesi LA Santana AC de Santana ÁL de 2010 A dinâmica do mercado de frutas na mesorregião Nordeste Paraense no período 1985 a 2005 Teoria e Evidência Econômica 16922 Souza MP Silva TN da Pedrozo EÁ Souza Filho TA de 2011 O Produto Florestal Não Madeirável PFNM Amazônico açaí nativo proposição de uma organização social baseada na lógica de cadeia e rede para potencializar a exploração local Revista de Administração e Negócios da Amazônia 34457 BRASIL Instrução normativa no 37 de 1o de outubro de 2018 Art 1o Estabelecer na forma dos Anexos desta Instrução Normativa os parâmetros analíticos de suco e de polpa de frutas e a listagem das frutas e demais quesitos complementares aos padrões de identidade e qualidade já fixados pelo Ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento através da IN MAPA no 49 de 26 de setembro de 2018 Diário Oficial da União Brasília DF segunda feira 8 de outubro de 2018 NASCIMENTO R J S COURI S ANTONIASSI R FREITAS S P Composição em ácidos graxos do óleo da polpa de açaí extraído com enzimas e com hexano Rev Bras Frutic Jaboticabal v 30 n 2 2008 REIS Bruno de Oliveira SILVA Ivete Teixeira da SILVA Isa Maria Oliveira da et al Produção de briquetes energéticos a partir de caroços de açaí In ENCONTRO DE ENERGIA NO MEIO RURAL 4 2002 Campinas Proceedings online Available from Farinas C S dos SANTOS R R M BERTUCCI NETO V Pessoa J D C 2009 Aproveitamento do caroço do açaí como substrato para a produção de enzimas por fermentação em estado sólido Embrapa InstrumentaçãoBoletim de Pesquisa e Desenvolvimento INFOTECAE Krumreich F D Sousa C T Corrêa A P A Krolow A C R Zambiazi R C 2013 Teor de cinzas em acessos de abóboras cucurbita máxima l do Rio Grande do Sul In Embrapa Clima TemperadoArtigo em anais de congresso ALICE In SIMPÓSIO DE ALIMENTOS PARA A REGIÃO SUL 8 2013 Passo Fundo anais Passo Fundo Universidade de Passo Fundo 2013 Barros SKA de Souza ARM Damiani C Pereira AS Alves DG Clemente RC da Costa DM 2021 Obtenção e caracterização de farinhas de caroço de açaí Euterper Oleracea e de casca de bacaba Oenocarpus Bacaba Pesquisa Sociedade e Desenvolvimento 10 4 e2710413724e2710413724 PAULA M L SIOUEIRA M 1 D BPF Boas Práticas de FabricaçãoPrograma Alimentos Seguro PAS Goiânia Ed SENAI 2002 104p PENHA EM Manual para fabricação artesanal de licor de acerola Rio de JaneiroEmbrapa Agroindústria de Alimentos 2004 17p PEIXOTO G Produção de hidrogênio em reator anaeróbio de leito fixo e fluxo ascendente a partir de água residuária de indústria de refrigerantes Tese Doutorado em Engenharia Hidráulica e Saneamento Universidade de São Paulo São Paulo p123 2008 MACHADO R M G SILVA P C FREIRE V H Controle ambiental em indústrias de laticínios Brasil Alimentos v 7 p 3436 2001 CARMANATI H B Modelagem e otimização de sistemas MBBR para tratamento de efluentes Dissertação Dissertação em Engenharia Química Universidade Federal do Rio de Janeiro Rio de Janeiro p 147 2016 ENERGIA E O que é e como é gerada a energia do carvão mineral Disponível em httpsesferaenergiacombrblogfontesdeenergiaenergiacarvaom i neral Acesso em 07 out 2022 Como plantar açaí e ter a fruta sempre frescaBlog da CobasiCobasi 10 de set de 2021Disponível em httpsblogcobasicombrcomoplantaracaiamp Acesso em 10 out 2022 Caroço de açaí pode ser matériaprima do carvão vegetal Fiep Boletins Setoriais Energia Especial Disponível em httpswwwfieprorgbrboletinssetoriais8especialcarocodeacaipo desermateriaprimadocarvaovegetal232024351677shtml Acesso em 10 out 2022 Í N D I C E 1 MEMORIAL DESCRITIVO 3 11 Introdução 3 12 Estudo de Concepção 3 121 Introdução ao Estudo 3 122 Descrição do Sistema Existente 3 123 Objetivos do Estudo Técnico 4 124 Condições da Água Existente 4 125 Escassez de Água em Épocas de Estiagens 4 126 Pesquisa e a Definição de Mananciais Existentes 4 127 Descrição do Sistema Proposto 5 13 Estação de Tratamento de Água ETA 5 131 Coagulação 6 132 Floculação 7 153 Decantação 7 134 Filtração 8 135 Correção de pH 9 136 Desinfecção 10 137 Tanque de Contato e Armazenamento 10 138 Casa de Química 10 1381 Projeto 10 1382 Fundações e estrutura 11 1383 Paredes 11 1384 Revestimentos 12 1385 Cobertura 12 1386 Aberturas 12 1387 Instalações 12 1388 Pintura 16 139 Drenagem dos Efluentes e Vala de Infiltração 16 14 Locação da Obra 16 15 Escavações 16 16 Preparo do Leito para Assentamento da Tubulação 17 17 Assentamento da Tubulação 17 18 Aterro das Valas 17 19 Desinfecção dos Tubos Assentados 17 110 Instalação da Rede Elétrica 18 2 MEMORIAL DE CÁLCULO 19 21 Objetivos 19 22 Especificações das tubulações 19 23 Metodologia para a Determinação das Vazões de Projeto 19 231 População atual Po 19 232 População de Projeto 19 233 Consumo Médio per capita 20 234 Consumo Médio por Economia 20 235 Variações de Consumo 20 2351 Variações Diárias 20 2352 Variações Horárias 20 236 Vazão Média de Consumo 21 237 Vazão Máxima Diária 21 Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 2 238 Vazão Máxima Horária 21 239 Vazão Média por Economia 22 2310 Vazão de Cálculo 22 24 Cálculo do Volume do Reservatório 22 25 Dimensionamento do Sistema de Distribuição 22 26 Observações 23 27 Referências Bibliográficas 24 ANEXOS Erro Indicador não definido Anexo 01 Planilhas de Cálculo Erro Indicador não definido Anexo 02 Planilhas de Custos Erro Indicador não definido Anexo 03 Memorial de Plantas Erro Indicador não definido Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 3 1 MEMORIAL DESCRITIVO 11 Introdução O Presente Projeto referese à instalação de um Sistema de Tratamento de Água com a finalidade de atender a demanda de consumo de água dos moradores das Linhas Aguinhas Weber Baixo Aguinhas Antunes e Vila Brasil localizadas no Município de São CarlosSC O Município de São Carlos localizase no extremo oeste de Santa Catarina a 45 km de Chapecó e a 605 km de Florianópolis O Município Possui uma área de 159 km² e as principais atividades econômicas do município é o turismo a agricultura e a pecuária A Água Bruta será captada do Rio Chapecó sendo encaminhada para uma Estação de Tratamento de Água ETA O objetivo deste sistema será de melhorar a qualidade da água consumida o nível de vida e a saúde destes moradores uma vez que a atual água consumida não atende os padrões mínimos recomendados pela Organização Mundial de Saúde O município sente com frequência a falta de água além de consumir água sem o devido tratamento motivos que levaram a instalação em curto prazo de um Sistema de Abastecimento de Água para o Município As etapas de execução deste sistema estão descritas a seguir 12 Estudo de Concepção 121 Introdução ao Estudo A necessidade de execução de um projeto de abastecimento de água nas localidades de Linha Aguinhas Weber Baixo Aguinhas Antunes e Vila Brasil partiu de uma necessidade da prefeitura Municipal de São Carlos SC preocupada com o abastecimento de água destas comunidades Anteriormente a execução do projeto é preciso estudar os problemas surgidos e também saber quais são as demandas da população relacionadas ao abastecimento de água O abastecimento atual das famílias e feito através de fontes individuais Os principais fatores para a solicitação do projeto são O fornecimento de água é inferior ao volume necessário para abastecer à População A água consumida não recebe nem um tipo de tratamento Em levantamentos realizados na Região e Tendo em vista que o volume do rio é suficiente para atender a demanda de consumo da população 122 Descrição do Sistema Existente No local não tem nem um tipo de abastecimento público de água apenas abastecimento por fonte superficiais e individuais em cada residência ressaltando que estas não recebem nem um tipo de tratamento Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 4 123 Objetivos do Estudo Técnico O objetivo deste estudo técnico é mostrar algumas das dificuldades encontradas na hora da elaboração do projeto Resumemse nos seguintes pontos apresentados Condições da água existente Escassez de Água em Estiagens Pesquisa e a definição de mananciais abastecedores 124 Condições da Água Existente A água utilizada pelas residências é originada de fontes individuais essa água não recebe nem um tratamento e também não são conhecidas às condições em que se encontra essa água Podem estas estar contaminadas com agrotóxicos pois a região em que se encontra os consumidores é uma região agrícola e devido ao mal uso de agrotóxicos e inseticidas em locais indevidos estas podem conter alguma contaminação Nas residências o sistema de tratamento de esgoto é feito de forma individual com a utilização de fossas sépticas filtros e sumidouros Apesar de este sistema ser muito eficiente algumas vezes devido à falta de manutenção adequada e das fontes estarem muito próximas deste a água pode estar contaminado por coliformes 125 Escassez de Água em Épocas de Estiagens Nos últimos anos a região em estudo passou por muitas estiagens comprometendo o abastecimento das residências o que contribui para a diminuição na qualidade de vida dos moradores já que a água é imprescindível para o ser humano 126 Pesquisa e a Definição de Mananciais Existentes Dentre as opções de Abastecimento de Água para Linhas Aguinhas Alto Aguinhas Aguinhas Central e Linha Weber citamos Opção I Captação de Água do Rio Chapecó com posterior tratamento físico químico Opção 2 Perfuração e Captação de Água de Poço Tubular Profundo Poço Artesiano Na opção I a água oriunda do Rio Chapecó necessariamente deverá ser encaminhada para uma Estação de Tratamento de Água ETA utilizando o processo físicoquímico Citamos alguns pontos positivos e negativos desta alternativa Captação de Água Superficial do Rio Chapecó com ETA Pontos Positivos Pontos Negativos Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 5 Manacial de captação com boa vazão Rio Chapecó Alto valor de investimento da Estação de Tratamento de água Possibilidade de Ampliação do Sistema de Tratamento Na opção II Captação de água de Poço Tubular Profundo Poço Artesiano o líquido deverá passar por um processo de tratamento bem mais simplificado Citamos alguns pontos positivos e negativos desta alternativa Captação de Água de Poço Tubular Profundo Pontos Positivos Pontos Negativos Tratamento de água com processo simplificado desinfecção com menos investimento Dados de Perfuração de Poços na Região não garante vazões suficientes para atender a demanda da população ETA sendo de fácil operação e manutenção Diante do exposto consideramos a opção I Captação de Água do Manancial Rio Chapecó como a mais viável devido a grande vazão que esta pode operar 127 Descrição do Sistema Proposto O objetivo do sistema proposto é que toda a população receba a quantidade de água necessária incluindo nos dias de máximo consumo como também com a melhor qualidade As partes do sistema proposto são Estação de Tratamento de Água ETA Casa de Química 13 Estação de Tratamento de Água ETA Considerando seu baixo custo sua alta durabilidade sua resistência à corrosão nenhuma manutenção com pintura sua boa estética e capacidade de expansão resolveuse construíla em fibra de vidro especial Neste tipo de ETA não se pode usar reservatório caixas com espessura comum que segundo as normas da ABNT e NBR 13210 varia entre 4 e 6mm para reservatórios comuns Neste caso usaremos espessura com no mínimo 40 de reforço a mais que a normal A Estação de Tratamento de Água ETA terá como vazão 200 m³hora podendo funcionar 24 Horas Diárias Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 6 A Estação de Tratamento terá as seguintes unidades na seqüência Conforme Detalhe anexo Planta 04 1 Coagulação 2 Floculação 3 Decantação 4 Filtração 5 Desinfecção 6 Correção de pH 7 Tanque de Contato Além destas unidades a ETA terá uma Casa de Química onde serão manipulados os produtos químicos a serem utilizados no tratamento Conforme Detalhe anexo Planta 02 Para possibilitar uma boa Operação e Manutenção da Estação iremos utilizar duas fileiras de Tratamento possibilitando a limpeza de cada uma delas individualmente sem paralisar o funcionamento da ETA Conforme Detalhe anexo Planta 02 A Estação será composta dos seguintes Tanques na seqüência Tanque de Coagulação e Floculação Uma 01 unidade de 7000 litros Tanques de FloculaçãoDecantação Duas 02 unidades de 7000 litros cada totalizando 14000 litros Tanques de Decantação Duas 02 unidades de 7000 litros cada totalizando 14000 litros Tanques de Filtração Duas 02 unidades de 7000 litros cada Tanque de Desinfecção e Correção de pH Uma 01 unidade de 1000 litros Tanque de Contato Acontecerá no primeiro Tanque de 20000 litros do Sistema de Reservação A seguir estão descritas cada uma das Etapas do Processo de Tratamento 131 Coagulação A Água bruta captada do Rio Chapecó possui Cor e Turbidez bastante elevados devido a sólidos suspensos e dissolvidos A variação da Cor e Turbidez dependem de vários fatores mas principalmente da precipitação pluviométrica chuvas Esta Cor e Turbidez precisa ser removida sendo necessária a introdução de um Produto Químico Sulfato de Alumínio que tem como função permitir com que os sólidos dissolvidos e suspensos se aglomerem formando os chamados Flocos Este Processo irá ocorrer dentro de um Tanque de Fibra de Vidro reforçado com volume de 70 m³ apoiado sobre uma base de concreto armado A base de assentamento do tanque será de Concreto Traço 1 2 25 fck 20 MPA com Armadura CA50 80 mm Será usada também Forma de Compensado Resinado 12mm A base quadrada com 220 metros de lado e altura 010 metros Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 7 O tanque terá uma cortina na transversal da área perfurada e de fibra de vidro com altura de 080 metros do fundo Os furos estarão distanciados 20 cm entre si e terão um diâmetro nominal de 40 cm O objetivo desta cortina será de permitir um turbilhonamento na parte superior do tanque para ocorrer uma boa floculação além de distribuir por todo fundo a passagem e flocos Conforme Detalhe anexo Planta 01 A preparação da solução contendo o Sulfato de Alumínio será dentro da Casa de Química e a introdução deste produto na água será feita através de bomba dosadora com regulagem de vazão 132 Floculação A Etapa da Floculação consiste em permitir um tempo de detenção na Estação para que o Polímero introduzido na água iniciando o processo de Coagulação forme flocos aglomerados com peso próprio para decantarem irem para o fundo Este Processo irá ocorrer dentro do mesmo tanque de coagulação já descrito anteriormente Conforme Detalhe anexo Planta 01 A seguir o Cálculo do Tempo de Detenção da água no tanque de floculação Conforme Teste de jarros realizado a formação do floco com agitação médiabaixa ocorre em aproximadamente 180 minutos ou seja este é o tempo de detenção mínimo no tanque de floculação Tempo de Detenção Tdf a calcular Volume Disponível Vf 7000 litros Vazão de projeto Qp 20000 litroshora Tdf Vf Td 7000 litros Td 035 horas ou 210 minutos Qp 20000 litroshora Além deste tanque existe possibilidade de ocorrer ainda o processo de floculação dentro próximo tanque aumentando ainda mais o tempo de detenção Reservamos esta situação como coeficiente de segurança para uma possível falha de operação da ETA 153 Decantação Nesta fase os flocos formados e com peso próprio irão decantar depositandose no fundo do Decantador A Água já bastante clarificada fica na parte superior sendo encaminhada para o processo de Filtração O Sistema de Decantação será subdividido em duas unidades de tratamento em paralelo Cada uma das duas unidades terá o seguinte Dois 02 Tanque de Decantação em Fibra de Vidro reforçada com volume de 70 m³ contendo no interior repartição de fibra de vidro Conforme indicado na planta 0512 meia calha de coleta superior Material hidráulico e base de Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 8 assentamento quadrada de Concreto Traço 1 2 25 fck 20 MPA com Armadura CA50 63 mm e 220 m de lado e altura 015m Conforme Detalhe anexo Planta 01 A seguir o Cálculo do Tempo de Detenção da água no tanque de decantação Conforme Teste de jarros realizado o tempo de decantação do floco é de aproximadamente 400 minutos ou seja este é o tempo de detenção mínimo no tanque de decantação Tempo de Detenção Tdd a calcular Volume Disponível Vd 28000 litros 4 x 7000 Vazão de projeto Qp 20000 litroshora Tdd Vdd Td 28000 litros Td 14 horas ou 840 minutos Qp 20000 litroshora Temos portanto certa folga no tempo de detenção mas utilizaremos este coeficiente para permitir um possível aumento no tempo de detenção na floculação entrando já no processo de decantação Além de termos certa segurança no caso de falha na Operação da ETA 134 Filtração Neste Processo a água já clarificada vinda dos decantadores ainda pode conter sólidos suspensos e dissolvidos Para reter estes possíveis sólidos a água irá passar por um leito de Carvão Ativado Areia Graduada e Seixos Graduados Este processo de Filtração irá acontecer em duas 02 caixas sendo uma para cada unidade de decantação Estas caixas serão de Fibra de Vidro reforçado com volume unitário de 70 m³ Este tanque deverá ser assentado sobre uma base de Concreto Traço 1 2 25 fck 20 MPA com Armadura CA50 80 mm Será usada também Forma de Compensado Resinado 12mm A base será quadrada com 220 metros e altura 015 metros Conforme Detalhe anexo Planta 01 O filtro funcionará de forma descendente e terá as seguintes camadas 025m de Carvão Ativado Vegetal 025m de Areia Graduada com três diâmetros e 020m de Seixos rolados com três granulometrias Entre a camada de areia e seixo rolado será colocada uma camada torpedo com 010 metros importante camada para evitar a fuga de material filtrante O tanque terá um fundo falso com 020 metros de altura livre sendo que na parte superior teremos uma base de apoio das camadas filtrantes Esta base de apoio será de fibra de vidro com 025 metros de altura possuindo furos de uma polegada espaçados de 1250 cm A altura filtrante total será de 080 metros 025 metros de Carvão Ativado Vegetal 025 metros de Areia 03 granulometrias Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 9 010 metros de Camada torpedo 020 metros de Seixos Rolados O Carvão Ativado Vegetal tem como objetivo retirar da água o odor sabor cor turbidez metais e outros elementos ou compostos químicos A areia tem como principal função reter sólidos suspensos e dissovidos tirando a cor turbidez e matéria orgânica presente na água Os seixos rolados tem com função auxiliar na retenção de sólidos suspensos e dar sustentação para as camadas superiores de areia e carvão Após alguns dias de uso o filtro acumulará muitos resíduos de flóculos gel em sua superfície onde impedirá gradativamente a passagem da água então teremos que executar a retrolavagem A Retrolavagem consiste na injeção de água no filtro no sentido contrário ao escoamento normal ou seja injetaremos água tratada através de um Conjunto Motobomba de 50 CV com Tubo PVC PBA Soldável CL 15 Pressão de Serviço 750 KPa ou 750 Kgfcm² DE 110 mm que terá uma vazão de 18 litros por segundo ou 64800 litros por hora O Tempo de Retrolavagem depende do estado do filtro mas deve ficar na faixa de 150 minutos A água da retrolavagem do filtro será coletada por uma colha com largura 025 metros e altura 015 metros seguindo por uma tubulação de PVC de Esgoto até uma vala de retenção e infiltração Após o processo de retrolavagem o filtro estará pronto para operar novamente O processo de filtração terá uma área superficial Af de filtração de aproximadamente 315m² A Taxa de Filtração Tx na situação proposta com as camadas de Carvão Ativado Vegetal de Areia e Seixos Rolados fica em torno de 200 m³ m² dia Portanto o processo de filtração terá condições de tratar por dia o seguinte Volume V V Tx x Af V 200 m³m²dia x 342 m² V 6840 m³ dia x 20 filtros V 13680 m³dia Este é o volume diário máximo de tratamento da unidade de filtração valor bem acima do volume de tratamento da ETA 135 Correção de pH Após o processo de filtração a água estará com valores de pH baixo fora dos Padrões de Potabilidade controlados pelo Ministério da Saúde O motivo pelo qual o pH decresceu é por conta da introdução do Sulfato de Alumínio na Água Deverá ser feita a Correção do pH com a introdução de produto químico a base de NAOH livre fazendo com que o pH se eleve para valores expressos nas Normas e Portarias que regulamentam o Abastecimento de Água A preparação da solução corretora do pH será dentro da Casa de Química e a introdução deste produto na água será feita através de bomba dosadora com regulagem de vazão Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 10 136 Desinfecção Depois do processo de Filtração a água estará com Cor e Turbidez dentro dos Padrões de Potabilidade mas poderá conter microrganismos que podem causar doenças Para evitar a Distribuição de água contaminada será necessária a Desinfecção sendo feita pela introdução de produto à base de Cloro Hipoclorito de Sódio ou Cálcio exemplo Resumindo a Desinfecção tem como objetivo a eliminação total de possíveis microrganismos nocivos ao ser humano A preparação da solução contendo Cloro Ativo será dentro da Casa de Química e a introdução deste produto na água será feita através de bomba dosadora com regulagem de vazão A Correção de pH e a Desinfecção irão ocorrer no interior de um reservatório de fibra de vidro de 1000 litros apoiado sobre base de concreto armado A base de assentamento deste tanque será de Concreto Traço 1 2 25 fck 20 MPA com Armadura CA50 63 mm Será usada também Forma de Compensado Resinado 12mm A base será circular com diâmetro 115 metros e altura 060 metros 137 Tanque de Contato e Armazenamento Para acontecer uma desinfecção eficiente o produto a base de Cloro deverá ter um Tempo de Contato mínimo de 30 minutos com a água antes de ser distribuída Este processo irá ocorrer dentro do primeiro tanque de 20000 litros do Sistema de Reservação Após o Tanque de Contato e Armazenamento a água está pronta para ser consumida As descrições do tanque estão no item Sistema de Reservação Conforme Detalhe anexo Planta 01 138 Casa de Química Como mencionado anteriormente para tornar a Água Potável será necessária a introdução de produtos químicos Para tanto será necessária ter na Estação de Tratamento um local onde estes produtos possam ser estocados e manipulados Este local á chamado de Casa de Química Conforme Detalhe anexo Planta 04 A Casa de Química deverá possuir as seguintes repartições Sala para Estocagem de Sulfato de Alumínio coagulante Sala para Estocagem do Cloro Desinfecção Sala para Estocagem do Produto a base de NAOH Corretor de pH Sala para preparação das soluções dos produtos Sala de Recepção Banheiro Área coberta e Abrigo do Quadro de Comando do conjunto motobomba 1381 Projeto Constituído com os seguintes compartimentosuma sala de química um BWC e uma Sala de Armazenagem conforme projeto arquitetônico Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 11 1382 Fundações e estrutura Será providenciada a limpeza do lote construção de barraco para material e ferramentas e a marcação do esquadro da obra As fundações com sapatas isoladas colarinho viga de baldrame pilares e vigas conforme projeto estrutural As vigas de baldrame em contato com o solo deverão ser impermeabilizadas para evitar infiltrações 1383 Paredes Todas as Paredes Externas e Internas serão em alvenaria com tijolos 6 furos sendo que essas paredes receberão todos os revestimentos como Chapisco Emboço e Reboco Alvenaria Serão executados com tijolos comuns de seis furos nas dimensões do projeto sendo que serão assentados com argamassa posteriormente recebendo o devido acabamento Impermeabilização As quatro primeiras fiadas de tijolos de todas as paredes deverão ser assentes com argamassa de cimento e areia média traço de 13 hidratada com impermeabilizante na proporção indicada pelo fabricante O restante do assentamento será com argamassa traço 128 de cimento cal hidratada areia média as juntas com espessura de 15 mm A cal hidratada poderá ser substituída por algum aditivo alvenarite e este ficara a escolha do executor Sobre todas as portas e janelas deverão existir vergas armadas conforme o tamanho do vão com três barras de ferro 63 mm apoiadas em pelo menos 40 cm de cada lado do vão Chapisco O traço para o chapisco deverá ser de 13 com cimento e areia grossa ou seja a que passa na peneira 48mm e fica retida na 24mm e será aplicada sobre a parede limpa a vassoura e abundantemente molhada com esguicho de mangueira Emboço O emboço só será iniciado após completa pega de argamassa das alvenarias e chapiscos e depois de embutidas todas as canalizações que pôr ele devam passar A superfície deverá ser molhada como anteriormente descrito Os emboços serão fortemente comprimidos contra as superfícies e apresentarão parâmetro áspero para facilitar a aderência A espessura do emboço não deve ultrapassar a 20mm O traço para o emboço será 12 8 de cimento cal em pó e areia média passa na peneira 24mm e fica retida na 06mm Reboco Sobre a camada de emboço curado limpo sem poeira molhado será executado o reboco na espessura máxima de 5mm traço 13 de cal em pasta e areia fina peneirada com adição de 5 de cimento O acabamento deverá ser feltrada Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 12 1384 Revestimentos Piso cerâmico em todas as dependências A cerâmica será assentada com argamassa específica conforme orientação do fabricante e rejunte nas cores apropriadas 1385 Cobertura Laje prémoldada impermeabilizada sem cobertura deixando suas devidas abas conforme projeto 1386 Aberturas As Janelas e portas da casa de química serão de Ferro apenas a porta do BWC será em madeira e sua janela de ferro 1387 Instalações Hidrosanitárias Tubulações embutidas para água e esgoto em PVC destinadas à fossa séptica Filtro anaeróbio e em seguida para o sumidouro Fossa Filtro e Sumidouro Será Adotado Fossa Filtro e Sumidouro prémoldados de concreto pois estes são de execução mais rápida e são fornecidos por empresas especializadas o que garante um funcionamento melhor dos mesmos Memorial Descritivo Sistema de tratamento de efluentes constituído de Fossa Séptica e Filtro Anaeróbio de sessão retangular dimensionados pela NBR 7229 e NBR13969 conforme necessidade da obra Materiais utilizados 1º Concreto armado Concreto traço 31 Cimento ARI RS resistente ao sulfato Malha de ferro 20x20 36mm Espessura da parede e fundo 5cm Tampas de concreto armado com 5cm ferro de 63mm Slump 0 Tubos e conecxões marca tigre Bitolas no projeto Funcionamento Fossa Séptica e Filtro Anaeróbio Será lançado os dejetos com 100 de impurezas onde nesse compartimento Fossa Séptica ocorrera a fermentação por intermédio dos micro organismos existentes nos dejetos orgânicos transformandose em LODO LIQUIDO e ESCUMA onde por sua vez o LIQUIDO será lançado para o Filtro Anaeróbio pelo fluxo natural da gravidade levado ate o fundo falso subindo pelo leito filtrante de brita nº03 e saindo para o destina final ver Anexos Manutenção Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 13 Conforme NBR 7229 adotamos que o lodo e escuma acumulados nos tanques sépticos devem ser removidos a intervalos de 01 anos O intervalo de remoção pode ser encurtado ou alongado quando aos parâmetros de projeto sempre que se verificar alterações nas vazões efetivas de trabalhos com relação ás estimadas Quando da remoção do lodo digerido aproximadamente 10 de seu volume devem ser deixados no interior do tanque A remoção periódica de lodo e escuma deve ser feita por profissionais especializados que dispõe de equipamentos adequados para garantir o não contato direto entre pessoas e lodo É obrigado o uso de botas e luvas de borracha Anteriormente a qualquer operação que venha a ser realizada no interior dos tanques as tampas devem ser mantidas abertas por tempo suficiente á remoção de gases Tóxicos ou explosivos 5 min Conforme NBR 13969 o filtro anaeróbio deve ser limpo quando for observada a obstrução do leito filtrante Para limpeza do filtro deve ser utilizado um mangote de sucção introduzido pelo tubo guia que leva ate o fundo falso do filtro se constatar que a operação acima é insuficiente para retirada do lodo deve ser lançado água sobre a superfície do leito filtrante drenandoa novamente Não deve ser feita a lavagem completa do filtro pois retarda a partida da operação após a limpeza Eficiência ao passar pelo Filtro Anaeróbio Faixas Prováveis de remoção dos poluentes DBO 520 40 a 75 DQO 40 a 70 SNF 60 a 90 Sólidos Sedimentáveis 70 uo Fosfato 20 a 50 Coliformes Obs Os valores limites inferiores são referentes a temperatura abaixo de 15ºC os valores limites superiores são para temperaturas acima de 25ºC sendo também influenciados pelas condições operacionais e grau de manutenção As taxas de remoção dos coliformes não devem ser consideradas como valores de aceitação mas apenas de referencia uma vez que 05 residual de coliformes do esgoto representa centenas de milhares destes Algumas características do processo de tratamento Área necessária Reduzida Operação Simples Custo operacional Baixo Manutenção Simples Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 14 OdorCor do Efluente Sim Memorial de Cálculo Dimensionamento das fossas Sépticas de Câmara Única V1000N CT KLf Sendo Vvolume útil em litros Nnúmero de contribuintes Ccontribuição de despejos em litrospessoadias Tperíodo de detenção em dias Lfcontribuição de lodo fresco em litrospessoadia KTaxa de acumulação de lodo digerido Dimensionamento do Filtro Anaeróbio Vu16xNCT Sendo Vvolume útil em litros Nnúmero de contribuintes Ccontribuição de despejos em litrospessoadias Tperíodo de detenção em dias MEMORIAL DE CÁLCULO Cálculo da Fossa Séptica N C T K Lf V11000NCT K Lf 3 50 1 65 02 V1 1189 litros Calc Adotado Tamanho Fossa Séptica X 1 1 m Y 2 2 m Z 07945 15 m X1 sistemas Cálculo Filtro Anaeróbio N C T Vu116xNCT 3 50 1 Vu1 240 litros Calc Adotado Tamanho Filtro Anaeróbio X 1 1 m Y 2 2 m Z 032 2 m X2 sistema Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 15 NBR 7229 ABNT 1993 Tabela 41 Contribuição de esgoto C e de lodo freco Lf por tipo de ocupação Tipo e ocupação das edificações Contribuição de Contribuição de esgoto C lodo fresco Lf litrospessoas x litrospessoa x dia dia 1 Ocupantes permanentes Residência de alto padrão 160 1 Residência de padrão médio 130 1 Residência de baixo padrão 100 1 Hotéis exceto lavanderia e cozinha 100 1 Alojamento provisórios 80 1 2 Ocupantes temporários Fábrica em geral 70 030 Escritórios 50 020 Edifícios públicos e comerciais 50 020 Escolas Externatos e locais de longa 50 020 permanência Bares 6 010 Restaurantes e similares 251 010 Cinemas teatros e locais de curta 2² 002 permanência Sanitários públicos 4 480 ³ 40 Observações 1 por refeições 2 por lugares disponíveis 3 apenas acesso aberto público estações rodoviárias ferroviarias estádio esportivo logradouro público 4 por bacias sanitárias disponíveis Tabela 42 Tempo de detenção dos despejos Td Contribuição diária litros Tempo de detenção Td Em dias Em horas Até 1500 100 24 De 1501 a 3000 092 22 De 3001 a 4500 083 20 De 4501 a 6000 075 18 De 6001 a 7500 067 16 De 7501 a 9000 058 14 Mais que 9000 050 12 Tabela 43 Valores da taxa de acumulação de lodo digerido K Intervalo entre limpezas Valores de k em dias por faixas anos temperaturas ambientes t em C t10 10 t 20 t20 1 94 65 57 2 134 105 97 3 174 145 137 4 214 185 177 Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 16 5 254 225 217 Instalações Elétricas Executadas conforme as especificações do projeto e normas da ABNT e Celesc Ligado ao circuito existente 1388 Pintura As paredes de alvenaria externa e internamente receberão pintura com tinta látex PVA As janelas e portas de ferro receberão tinta esmalte em duas demãos e as portas em madeira receberão pintura esmalte sintético em duas demãos 139 Drenagem dos Efluentes e Vala de Infiltração A drenagem dos efluentes da ETA serão por meio de tubos de esgoto DN 20 cm e serão encaminhados até uma Vala de Depósito e Infiltração Esta vala destinase para depósito e infiltração dos efluentes provenientes da limpeza das unidades de tratamento da ETA principalmente do decantador e filtros As dimensões da Vala serão 30 metros de largura 40 de comprimento e 150 metros de altura útil Após certo tempo o material depositado na vala devera ser retirado e encaminhada ate um aterro sanitário 14 Locação da Obra A locação está sendo feita de acordo com o respectivo projeto admitindose no entanto certa flexibilidade na escolha da posição da rede dentro da estrada face a existência de obstáculos não previstos bem como da natureza do solo que servirá de leito Qualquer modificação somente poderá ser efetuada com autorização dos Órgãos Participantes do Projeto 15 Escavações Na abertura das valas deverá se evitar o acúmulo por muito tempo do material e da tubulação na beira da vala sobretudo quando este acúmulo possa restringir ou impedir o livre trânsito de veículos e pedestres Em locais em que não houver impedimentos no uso de equipamentos pesados e de porte a escavação deve ser processada por meios mecânicos com o uso de retroescavadeira Eventualmente será necessário o uso de motoniveladora e trator de esteira A escavação manual deve ser utilizada em locais que não se possa efetuar a escavação mecânica Em ambos os casos a empreiteira será responsável por eventuais danos causados a terceiros Na necessidade de uso de explosivos no processo de escavação em material rochoso deverão ser obedecidas às exigências legais que regem o uso e a guarda de explosivos Neste caso a profundidade da escavação deverá ser acrescida de 20 cm em que será preenchido com material apropriado para melhorar a base dos tubos a serem assentados O material escavado da vala não deverá obstruir as sarjetas A escavação não deve adiantarse ao assentamento em mais de 1000 metros O fundo da vala deverá ter declividade tal que no assentamento dos tubos sejam evitados trechos com mudanças bruscas no leito No caso de material rochoso a tubulação deverá ficar afastada de no mínimo 20 cm da mesma Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 17 A profundidade da tubulação quando executada no terço médio da estrada será de 080 m para oferecer maior durabilidade aos tubos Dependendo da natureza do terreno deverá ser executado escoramento nas valas para evitar desmoronamentos O empreiteiro deverá escolher corretamente o tipo de escoramento para cada tipo de solo 16 Preparo do Leito para Assentamento da Tubulação O fundo da vala onde vai ser assentada a tubulação deverá estar isenta de pedras e outros materiais evitando assim o aparecimento de esforços localizados na tubulação O leito deve ser devidamente regularizado eliminando todas as saliências da escavação Em terrenos moles deverá ser executada a retirada deste material e substituílo por material mais resistente Sendo muito espessa a camada de terreno mole o berço da tubulação deverá ser apoiado em estacas Estas estacas serão de concreto prémoldado 17 Assentamento da Tubulação Antes do assentamento os tubos e peças devem ser limpos e inspecionados com cuidado Deve ser verificado também a existência de falhas de fabricação como danos e avarias decorrentes de transportes e manuseio No assentamento os tubos devem ser rigorosamente alinhados O ajustamento das juntas da tubulação com seu respectivo material de vedação deve ser feito com o cuidado necessário para que as juntas sejam estanques Nos períodos em que se paralisar o assentamento a extremidade da tubulação deve ser vedada com tampões Para os tubos de PVC retirar todo o brilho e limpar a ponta e a bolsa com uma estopa embebida de solução limpadora ou lixa removendo todas as sujeiras e gorduras 18 Aterro das Valas Qualquer reaterro só poderá ser iniciado após a autorização da fiscalização a quem cabe antes examinar a rede a metragem e a instalação das peças especiais Na operação manual ou mecânica de compactação do reaterro todo cuidado deve ser tomado para não deslocar a tubulação e seus berços de ancoragem Quando o material retirado da vala for inconveniente ao reaterro deverá ser substituído por outro de boa qualidade 19 Desinfecção dos Tubos Assentados Como durante o assentamento a tubulação ficará suja e contaminada será necessário desinfetar as linhas novas com cloro líquido A dosagem usual de cloro é de 100 ppm mgL A água e o cloro devem permanecer na tubulação por 24 horas no mínimo No final deste tempo todos os hidrômetros e registros do trecho serão abertos e evacuada toda água da tubulação até que não haja mais cheiro de cloro A desinfecção deverá ser repetida sempre que o exame bacteriológico assim o indicar Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 18 110 Instalação da Rede Elétrica Deverá ser instalada Rede de Energia Elétrica Trifásica junto a Estação Elevatória de Água Bruta e Estação de Tratamento de Água ETA Também deverá ser instalado Padrão Elétrico Trifásico modelo da Concessionária para cada um dos locais citados anteriormente A instalação da Rede de Energia Elétrica ficara a cargo da Prefeitura Municipal de São Carlos Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 19 2 MEMORIAL DE CÁLCULO 21 Objetivos O presente relatório tem o objetivo de submeter para aprovação de projeto de Sistema de Abastecimento de Água as dimensões e os materiais recomendados para Sistema de Captação Estação Elevatória Adutora Estação de Tratamento de Água e Sistema de Reservação Estas unidades estão representadas pelo Memorial Planilha Orçamentária e Plantas que mostram os Detalhes do Sistema Proposto 22 Especificações das tubulações As tubulações apresentadas são regidas pelas normas técnicas Brasileiras ver referências bibliográficas 23 Metodologia para a Determinação das Vazões de Projeto 231 População atual Po A População atual será calculada pela equação a seguir Po Ne x 4 Sendo Po População atual em habitantes Ne nº de economias 4 quatro é o número médio de habitantes por economia 232 População de Projeto Segundo dados do IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística a população do Município em 1991 era de 12230 habitantes sendo destes 7275 rurais e 4955 urbanas já em 1996 eram 11989 habitantes sendo destes 6317 rurais e 5672 urbanas em 2000 eram 9364 habitantes sendo 4017 rurais e 5347 urbanas em 2007 eram 10372 habitantes sendo que destes 3555 era rural e 6817 era urbana Pelos dados apresentados podemos constatar que a população rural vem decrescendo desde 1991 ate o ano de 2007 e tendo vista isso e para efeito de cálculo será considerada uma taxa de crescimento anual de 1 o que acarretará no final de 20 anos a um crescimento de 20 A População de projeto será calculada utilizandose a equação abaixo Pr 1 020 Po Sendo Pr População de projeto em habitantes Po População atual em habitantes Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 20 233 Consumo Médio per capita As Normas técnicas para projeto organizadas ou adotadas por entidades locais estaduais ou regionais geralmente apresentam para cidades ou vilas com população inferior a 50000 habitantes o valor de 150 litroshabdia q1 como consumo médio per capita sendo este o valor adotado neste Projeto 234 Consumo Médio por Economia É o consumo médio de uma economia expressa em litros por dia O cálculo é feito da seguinte forma Cme q1 N k1 k2 Cme Consumo médio de uma economia q1 consumo médio per capita em litroshabdia N número médio de habitantes por economia k1 coeficiente do dia de maior consumo k2 coeficiente da hora de maior consumo 235 Variações de Consumo A água distribuída para uma localidade não tem uma vazão constante mesmo considerada invariável a população consumidora Devido a maior ou menor demanda em certas horas do período diário ou em certos dias ou épocas do ano a vazão distribuída sofre variações mais ou menos apreciáveis A vazão é influenciada dentre outros motivos pelos hábitos da população e condições climáticas Desta forma são acrescentados a fórmula os coeficientes do dia de maior consumo k1 e hora de maior consumo k2 2351 Variações Diárias O volume distribuído num ano dividido por 365 permite conhecer a vazão média diária anual A relação entre o maior consumo diário verificado e a vazão média diária anual fornece o coeficiente do dia de maior consumo Assim K1 maior consumo diário no ano Vazão média diária no ano Estudos realizados demonstraram que para dimensionamento de um sistema de abastecimento de água o valor de k1 ficam compreendido entre 120 e 150 No presente projeto adotouse o valor de k1 120 2352 Variações Horárias Também no período de um dia há sensíveis variações na vazão de água distribuída a uma localidade em função da maior ou menor demanda no tempo Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 21 As horas de maior demanda situamse em torno daquelas em que a população está habituada a tomar refeições em conseqüência do uso mais acentuado de água na cozinha antes e depois das mesmas O consumo mínimo verificase no período noturno geralmente nas primeiras horas da madrugada A relação entre a maior vazão horária observada num dia e a vazão média horária do mesmo dia define o coeficiente da hora de maior consumo Assim K2 maior vazão horária no dia Vazão média horária no dia Observações realizadas em diversas cidades brasileiras demonstraram que seu valor também oscila mas na maior parte ficando próximo de 150 No presente projeto adotouse o valor de k2 150 236 Vazão Média de Consumo Calculada pela equação abaixo VMC Pr q1 1000 Onde VMC vazão média de consumo em m3dia Pr população de projeto em habitantes q1 consumo médio per capita em litroshabdia 237 Vazão Máxima Diária Calculada pela equação abaixo VMD Pr q1 1000 k1 Onde VMD vazão máxima diária em m3dia Pr população de projeto em habitantes q1 consumo médio per capita em litroshabdia k1 coeficiente do dia de maior consumo 238 Vazão Máxima Horária Calculada pela equação abaixo VMH Pr q1 1000 24 k2 Onde VMH vazão máxima horária em m3hora Pr população de projeto em habitantes q1 consumo médio per capita em litroshabdia k2 coeficiente da hora maior consumo Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 22 239 Vazão Média por Economia É calculado dividindose o consumo médio diário de cada economia por 24 horas um dia Esta vazão é expressa em Litroshora 2310 Vazão de Cálculo Esta é a vazão utilizada nos cálculos para dimensionamento deste sistema de abastecimento de água É calculada da seguinte forma VC Pr q1 1000 k1 k2 Onde VC vazão de cálculo em m3dia Pr população de projeto em habitantes q1 consumo médio per capita em litroshabdia k1 coeficiente do dia de maior consumo k2 coeficiente da hora maior consumo 24 Cálculo do Volume do Reservatório O cálculo do dimensionamento do reservatório está demonstrado nas planilhas de cálculo 25 Dimensionamento do Sistema de Distribuição No anexo 16 das planilhas de cálculo consta o dimensionamento do sistema de distribuição de água sendo Coluna 01 Trecho em questão ligando dois pontos Coluna 02 Extensão do trecho em metros Coluna 03 Vazão ls a jusante do trecho sendo este igual a vazão a montante do trecho a seguir na direção do escoamento Coluna 04 Vazão ls em marcha sendo calculada multiplicandose a vazão específica pela extensão do trecho Coluna 05 Vazão ls a montante calculada pela soma das vazões de jusante e em marcha Coluna 06 Vazão ls fictícia calculada pela soma das vazões de montante e jusante divididas por dois Vf Qm Qj 2 Coluna 07 Diâmetro da tubulação mm obedecendo as tabelas limites de dimensionamento que levam em conta a vazão ls ou m3h e a velocidade de escoamento ms Coluna 08 Diâmetro DI da tubulação mm Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 23 Coluna 09 Velocidade ms de escoamento no trecho sendo calculada pela divisão da vazão a montante pela área da tubulação v Qm A Coluna 10 Cota piezométrica a montante sendo a soma da cota do terreno mais a pressão disponível neste ponto estabelecida A cota piezométrica a montante de um trecho é igual a cota piezométrica a jusante do trecho imediatamente anterior Coluna 11 Perda de carga total hf em metros Utilizandose a fórmula de Hazen Williams J 10643 Q185 C 185 D 487 calculase a perda de carga unitária J Esta perda de carga unitária multiplicada pela extensão do trecho L identificase a perda de carga total hf J L Coluna 12 Cota piezométrica a jusante do trecho identificada pela subtração da cota piezométrica a montante pela perda de carga total Coluna 13 Cota do terreno a montante acima início do trecho na direção de escoamento Coluna 14 Cota do terreno a jusante abaixo fim do trecho na direção de escoamento Coluna 15 Pressão dinâmica a montante sendo calculada através da subtração da cota piezométrica a montante da cota do terreno a montante Coluna 16 Pressão dinâmica a jusante sendo calculada através da subtração da cota piezométrica a jusante da cota do terreno a jusante Coluna 17 Pressão estática a montante sendo calculada através da subtração da cota piezométrica do reservatório ou válvulas da cota do terreno a montante Coluna 18 Pressão estática a jusante sendo calculada através da subtração da cota piezométrica do reservatório ou valvula da cota do terreno a jusante Coluna 19 Valores da Diminuição de pressão das válvulas a serem instaladas Coluna 20 Observações relativas ao trecho por motivo de inclusão de válvula reguladora de pressão etc Coluna 21 Tubulações utilizadas Diâmetro Externo 26 Observações É indispensável que cada ponto consumidor economia tenha um reservatório de uso próprio e que a linha dimensionada neste reservatório abasteça somente os pontos mencionados no projeto Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 24 27 Referências Bibliográficas IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Censo Demográfico 2000 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 12211 NB 00587 Estudos de Concepção de Sistemas Públicos de Abastecimento de Água Rio de JaneiroRJ 1982 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 12215 NB 00597 Projeto de Adutora de Água para Abastecimento Público Rio de JaneiroRJ 1991 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 12218 NB 00594 Projeto de Rede de Distribuição de Água para Abastecimento Público Rio de JaneiroRJ 1994 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 12214 NB 00590 Projeto de Sistema de Bombeamento de Água para Abastecimento Público Rio de JaneiroRJ 1992 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 12217 NB 00593 Projeto de Reservatório de Distribuição de Água para Abastecimento Público Rio de JaneiroRJ 1994 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 12212 NB 588 Projeto de poço para captação de água subterrânea Rio de JaneiroRJ 1992 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 12244 NB 1290 Construção de poço para captação de água subterrânea Rio de JaneiroRJ 1992 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 7664 EB 1207 Conexões de ferro fundido com junta elástica para tubos de PVC rígido defofo para adutoras e redes de água Rio de JaneiroRJ 1982 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 7673 EB 1290 Anéis de borracha para tubulações de PVC rígido para adutoras e redes de água Rio de JaneiroRJ 1982 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 7372 NB 115 Execução de tubulações de pressão PVC rígido com junta soldada rosqueada ou com anéis de borracha Rio de JaneiroRJ 1982 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 9822 NB 778 Execução de tubulações de PVC rígido para adutoras e redes de água Rio de JaneiroRJ 1987 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 5680 PB 277 Dimensões de tubos de PVC rígido Rio de JaneiroRJ 1977 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 9821 PB 912 Conexões de PVC rígido de junta soldável para redes de distribuição de água Tipos Rio de JaneiroRJ 1987 Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 25 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 9821 PB 912 Conexões de PVC rígido de junta soldável para redes de distribuição de água Tipos Rio de JaneiroRJ 1987 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 5648 EB 892 Sistemas Prediais de Água Fria Tubos e Conexões de PVC 63 PN 750 Kpa com junto soldável Requisitos Rio de JaneiroRJ 1999 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 8417 EB 1477 Sistemas de ramais prediais de água tubulação polietileno Requisitos Rio de JaneiroRJ 1999 Norma Técnica DIN DIN 8074 75 77 78 Fabricação de Tubulação PEAD para uso em rede de adutoras de água esgoto mineração e irrigação Netto José Martiniano de Azevedo Manual de Hidráulica Editora Edgard Blücher Ltda São PauloSP 1998 Fundação Nacional de Saúde FUNASA Ministério da Saúde Apresentação de Projetos de Sistemas de Abastecimento de Água BrasíliaDF agosto 2003 RICARDO BEIRITH Eng Civil CREA SC 0289861
Texto de pré-visualização
PROPOSTA DE MACRO ENTREGAS DO PROJETO CONCEITUAL Descrição Breve Nº pag 1 Sumário Executivo Resumo da empresa da tecnologia proposta de valor 1 11 Tecnologia proposta breve descrição do processo incluindo diagrama de fluxo de blocos 12 Benefícios e vantagens resuma as principais vantagens em relação às tecnologias concorrentes 2 Base da proposta Descrição técnica do processo 2 21 Objetivos de processamento 22 Matériasprimas descreva as matériasprimas disponíveis notas problemas de qualidade 3 Tecnologia proposta Detalhamento da Tecnologia 7 Diagramas de blocos do processo BFD análise do balanço de massas quando entra em cada processo quanto sai Como são as entradas do processo alimentação do sistema como será o processo de transformação físico e químico etapas de purificação se necessário e saídas e estocagem de produtos e resíduos Referência httpsescalabcombrguia definitivodosfluxogramas de processos Quais equipamentos Bateladas ou contínuo Fechado ou aberto Precisa misturador Aquecimento ou resfriamento Precisa de monitoramento de alguma dessas variaveis P T pH etc quais as fases estão envolvidas na reação Se for contínuo será CSTR ou tubular Tempo de residência Tempo de carga descarga e limpeza Fluxograma PFD Esquema final de todas informações coletadas acima Descreva se existem processos semelhantes e comerciais que podem ser utilizados como Benchmarking ou terceirização 4 Estrutura de Custos da Planta Piloto Atualizar a estrutura de custos para o projeto descrito acima para validar sua viabilidade econômica 10 Balanço de massa Balanço de energia Valor gasto com a matériaprima e com a energia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DELREI CAMPUS ALTO PARAOPEBA Engenharia de Bioprocessos PROCESSAMENTO DO AÇAÍ CLEM FARM Alunos Elisa Gomes Alves 194200033 Lais Vitória da Silva Guimarães 194200008 Maria Cecília Muniz de Souza Brand 194200017 Mateus Henrique de Almeida Cruz 194200006 OURO BRANCO OUTUBRO2022 SUMÁRIO 1 Sumário Executivo 2 11 Tecnologia proposta 3 2 Base da proposta 4 21 Objetivos do processamento 6 22 Matériasprimas 6 3 Tecnologia proposta 7 Colheita 7 Seleção 8 Lavagem 8 Esteira 9 Esmagador despolpador 9 Prensa 9 Cuba de fermentação 10 Infusão Maceração 10 Filtração 10 Cuba Isotérmica 11 Estufa simples 11 Trituradores 12 Envasadora 12 Empacotadora selamento 12 Rotuladora 12 Armazenamento 13 31 Descrição do processo 13 32 Seleção do equipamento 17 33 Descrição das tubulações acessórios e válvulas 19 4 Controle de qualidade 22 41 Farinha 22 42 Licor 24 43 Fermentado 24 5 Tratamento de efluentes 26 6 Estrutura de Custos da Planta Piloto 28 7 Diagrama de fluxo do processo 29 8 Layout 29 9 Referências 30 1 Sumário Executivo A CLEM Farm chega ao mercado para inovar a indústria de processamento do açaí fomentar a economia e a cultura local e distribuíla por todo o Brasil Essa empresa que na graduação era apenas o sonho de quatro Engenheiros de Bioprocessos tem como produção três mercadorias à base de açaí Nosso principal objetivo é alcançar tanto o mercado nacional quanto o internacional a fim de movimentar a economia brasileira e destacar uma das riquezas da fruticultura do nosso país O açaí é um importante pilar socioeconômico do Pará o estado lidera o consumo e a produção dos frutos chegando a quase 130 mil toneladas ao ano com cerca de 95 de participação na comercialização no Brasil No ano de 2010 a produção local cultivada atingiu cerca de 706488 toneladas enquanto a produção extrativa foi de 106565 toneladas NOGUEIRA 2013 Além de ser muito consumido na alimentação de diversas pessoas e ser muito vendido em fast foods esse fruto incorpora questões culturais estéticos e de saúde já que é rico em fibras vitaminas e antocianinas SILVA 2006 TEIXEIRA 2008 O açaí também é muito exportado para mercados consumidores internacionais tais como União Européia MERCOSUL e NAFTA FALESI 2010 SOUZA 2011 Figura 1 Palmeira com frutos do açaí httpswwwnoticiasagricolascombrnoticiashortifruti273172producaodeacaiemscgera rendaaosagricultoresepreservapalmeiraameacadadeextincaohtml Tendo em vista os fatos supracitados a implementação da CLEM no Estado do Pará tal como o foco no mercado nacional e internacional aconteceram de forma estratégica a fim de gerar um bom lucro para a empresa e gerar empregos o que afeta diretamente na economia 11 Tecnologia proposta Com a tecnologia por nós proposta o principal objetivo é o processamento do açaí para a obtenção dos três produtos de interesse Visando que todas as etapas e equipamentos sejam otimizadas para que haja uma maior eficiência menor custo e tempo de trabalho o que acaba fazendo com que o processo seja mais econômico e mais lucrativo As principais etapas do processo do açaí da colheita até a obtenção dos produtos estão presentes no fluxograma a seguir 2 Base da proposta O açaí recebeu grande destaque nos últimos anos nacional e internacionalmente sendo aplicado na produção de cremes sorvetes polpas e devido ao crescente interesse no fruto novos produtos a base de açaí têm sido desenvolvidos Por isso nossa indústria visa o processamento do açaí e sua comercialização em diversas regiões do mundo através de três produtos fermentado licor e farinha Além de ser conhecido mundialmente o açaí se destaca pois é um alimento muito consumido e exportado por isso seu cultivo é relevante para o cenário econômico atual Segundo estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE o Estado do Pará é o maior produtor e exportador de açaí do nosso país como exemplo no ano de 2018 aproximadamente 23 mil toneladas foram exportadas isso mostra a importância do fruto O maior importador atualmente são os Estados Unidos seguido do Japão Austrália Alemanha Bélgica França Holanda e Portugal juntos eles são responsáveis pelo consumo de mais ou menos 2000 toneladas Figura 2 Principais países e seus respectivos valores exportados Fonte Caminhos do açaí globocom Farinha de açaí A farinha de açaí é obtida por meio da moagem do caroço seco da fruta Pode ser utilizado na culinária das mais variadas formas sendo ingrediente extra para produção de pães bolos e biscoitos agregando no valor nutricional destes alimentos A farinha é rica em fibras proteínas gorduras do bem potássio vitaminas B1 B2 e E e vários compostos antioxidantes e antiinflamatórios também fazem parte do pacote de nutrientes da farinha de açaí O açaí é rico em proteínas carboidratos cálcio ferro vitamina A fibras principalmente o caroço proteínas gorduras boas potássio vitamina B1 B2 E além de apresentar propriedades antioxidantes e antiinflamatórias Pensando nisso a farinha de açaí é uma ótima escolha e é muito importante que esteja no mercado pois apresenta um alto valor nutricional sendo indicada para pessoas com insuficiência de algum dos componentes presentes e atletas pois além de apresentar benefícios para a saúde e proporcionar energia ela possui metade das calorias da polpa sendo mais interessante para pessoas que anseiam a perda de peso Vale ressaltar que por ser uma farinha ela pode ser incorporada na produção de pães biscoitos e bolos o que pode aumentar ainda mais sua procura no mercado Não há nenhuma recomendação específica porém o consumo médio não deve ultrapassar duas colheres de sopa por dia podendo mudar de acordo com o motivo da ingestão da farinha Por esse motivo a farinha não será nosso produto principal tendo como focos principais a produção de fermentado e de licor respectivamente Licor de açaí O Brasil é um dos maiores produtores de bebidas alcoólicas atualmente e o mercado interno de licor aumentou cerca de 3 do mercado nacional além disso o país está entre os três com maior produção de frutas Devido a esses fatores o mercado de licores de frutas nacionais têm ganhado destaque com potencial de crescimento econômico com busca por parte do consumidor por produtos diversificados Almeida 2019 E é nesse cenário que a CLEM Farm apresenta ao mercado o seu licor de açaí uma bebida alcoólica doce e aromatizada Fermentado de açaí Desenvolvido inicialmente durante a pandemia por um servidor público entusiasta do açaí o fermentado de açaí tem um tempo de produção mais curto quando comparado à vinificação da uva dentro de 2 a 3 meses já é possível ter o fermentado engarrafado O produto alcançou o mercado nacional fazendo sucesso em muitos estados e alcançou mercado internacional em Portugal apresentando lucros de 180 mil em apenas uma safra inicial de um A CLEM Farm vê o fermentado de açaí um produto de sabor muito intenso e singular como promissor e de grande potencial 21 Objetivos do processamento O projeto em questão objetifica a otimização dos processamentos a partir do açaizeiro beneficiando a obtenção e o desenvolvimento de produtos finais de interesse com bom valor agregado Eles são projetados de modo que sejam produzidos com maior eficiência possível visando a diminuição de custos e tempo de trabalho o que consequentemente possibilita a obtenção de processos econômicos e ambientalmente integrados 22 Matériasprimas O açaí é um fruto esférico com diâmetro variando entre 1 e 2 cm e com peso médio de 15 g que quando maduro pode assumir coloração roxa ou verde que é colhido dependendo da aplicação A polpa do fruto é utilizada na linha de produção da nossa empresa sendo a base do fermentado e do licor ela é constituída pelo epicarpo e mesocarpo representando em média 25 do seu peso total No entanto a maior parte do açaí 75 é constituída pelo caroço ou endocarpo o qual em grande maioria é descartado o que não é o caso da nossa empresa onde o caroço é aproveitado e transformado em uma farinha nutritiva que pode ser consumida de diversas formas Essa fruta tem se destacado cada vez mais no mercado nacional e internacional já que a mesma apresenta diversas qualidades nutritivas e energéticas O açaí é rico em vitaminas minerais fibras e antioxidantes por isso ele vem aparecendo em todos os lugares e de diversas formas desde uma açaiteria até uma loja de produtos naturais Além disso o fruto da E Oleracea é muito utilizado em indústrias de cosméticos e fármacos Pensando nisso e nos diversos benefícios que o açaí traz à saúde uma indústria de alimentos e bebidas focado nessa riqueza brasileira apresentase como uma área promissora e que pode alcançar até mesmo o mercado internacional expandido a cultura do nosso país Um fator limitante na escolha da localidade da CLEM foi o fato de que mesmo o Pará sendo o maior produtor de açaí do país durante a entressafra o abastecimento é oriundo de estados como Maranhão e Amapá entretanto o período de frutificação do açaí no Pará se concentra em grande maioria nos períodos de seca setembro a dezembro e já a floração é mais comum nos meses com maior incidência de chuva janeiro a maio NASCIMENTO 2008 Em contrapartida a localização é estratégica devido ao custo da mão de obra e a facilidade de circulação do produto 3 Tecnologia proposta Como dito anteriormente a tecnologia escolhida foi pensada na otimização de processos tempo e maquinarias Abaixo está a descrição de cada etapa realizada no processamento Colheita A colheita é realizada de acordo com a safra do açaí seguindo as condições climatológicas de cada região A fim de amenizar possíveis desgastes e oxidação dos frutos a colheita é geralmente realizada em horários em que a temperatura esteja mais amena podendo ser feita por máquinas o que é mais barato e rápido do que um processo manual Seleção Antes de prosseguir para as seguintes etapas o açaí passa por um processo de seleção para que ocorra a remoção das frutas indesejadas com lesão física rompimento de casca e amassados ou que estejam fora do estágio de maturação desejado para o processo O material selecionado é direcionado para uma composteira para ser transformada em adubo que será utilizado na nutrição dos açaizeiros Essa etapa deve ser realizada por profissionais qualificados treinados e que saibam identificar as frutas inadequadas de forma manual e evitar o desperdício do que poderia ser utilizado Para garantir essa avaliação o local deve ter uma boa iluminação e os profissionais devem passar por treinamentos Lavagem O açaí restante após a seleção deve ser prélavado com água potável corrente para que qualquer sujeira bruta como terra e poeira aderidas à casca sejam retiradas Para isso será utilizada uma mesa com drenosifão em conjunto um dispositivo de dispersão de água Posteriormente a fim de evitar que contaminantes indesejáveis passem para a produção após a prélavagem os frutos devem passar por um processo de lavagem em um tanque com hipoclorito diluído em água o mesmo ocorrerá com o caroço antes de ser convertido em farinha Os frutos devem ser imersos por 2030 minutos em um tanque contendo água clorada com aproximadamente 50 a 100 ppm de cloro livre Já os caroços de açaí são colocados numa solução de hipoclorito de sódio a 200 por 15 minutos de acordo com a Resolução da Agência de Vigilância Sanitária RDC no 2162004 Passado esse tempo a água clorada é então drenada e o mesmo tanque é reposto com água potável para enxágue dos produtos já lavados que tem como principal objetivo retirar o excesso de cloro Para evitar que haja um desperdício de investimento utilizando aço inox devido ao uso do hipoclorito de sódio como sanitizante o tanque utilizado para a realização dessa etapa é de aço carbono Esteira A esteira é incorporada ao processo para assegurar um transporte ágil da matéria prima Após passar pelo processo de lavagem os frutos aptos a serem processados e comercializados serão depositados sobre a esteira que com o auxílio de um motor os encaminhará para a despolpadeira A escolha da esteira se dá após análise de dois fatores trajetória de circulação do produto a ser transportado e a forma na qual será transportado embalado ou in natura Na CLEM Farm por se tratar do transporte do açaí in natura a esteira precisa ser constantemente higienizada é utilizada uma esteira modular devido a facilidade da remoção dos módulos Esmagador despolpador Este equipamento tem como objetivo separar a polpa do caroço do fruto a polpa é encaminhada para as etapas seguintes onde serão obtidos os licores e o fermentado o caroço é redirecionado para um outro processamento para obtenção de uma farinha A despolpadeira é um utensílio com pás acopladas que se movimentam em velocidades bastante elevadas de modo a fazer com que a fruta se desintegre e passe por uma peneira O diâmetro da peneira é escolhido de acordo com as necessidades do processo Tratandose do processamento do açaí a peneira tem diâmetro de 50mm suficiente para que a polpa seja separada do caroço da fruta Prensa A prensa é um dispositivo utilizado para extrair o suco dos frutos do açaí como parte do processo de produção do fermentado e do licor No mercado estão disponíveis os extensos tipos de prensas que podem ser usadas para este fim no entanto a funcionalidade delas acaba sendo a mesma O princípio básico da prensagem é a extração de líquidosólido através da utilização de uma pressão controlada para liberar o suco do fruto Após a prensagem do material o bagaço será encaminhado para a composteira para ser convertido em adubo A prensa utilizada tem capacidade de 400 kg Cuba de fermentação É uma das fases mais importantes do processo de vinificação pois é nessa fase que o açaí prensado produz aroma e sabor Além de importante esse processo é demorado variando de acordo com cada produção e podendo durar cerca de 7 dias dependendo dos resultados das análises de amostras coletadas diariamente sendo necessário ser agitado a cada 24h de fermentação seguindo o protocolo Leveduras como Saccharomyces cerevisae são utilizadas no processo fermentativo e depositamse no fundo do recipiente com o passar do tempo por isso a cuba de fermentação precisa ser limpo a cada lote o que gera interrupção no processo de produção formando a borra juntamente com o acúmulo de outras substâncias A cuba de fermentação tem capacidade de 1000 litros de solução Infusão Maceração Nesse processo também conhecido como maceração alcoólica o prensado é conduzido a um tanque de mistura para que seja adicionado o álcool de qualidade superior A solução é misturada uma vez a cada 24h por 7 dias e deve ser deixada em repouso até completar um tempo total de 15 dias aproximadamente Filtração A filtragem é a operação na qual ocorre a passagem de um meio sólidolíquido através de uma membrana porosa que permite a passagem do líquido e retém as partículas sólidas da mistura Além disso a filtração possibilita também a retirada de microorganismos prejudiciais na fabricação do fermentado Cuba Isotérmica A cuba isotérmica é um equipamento fabricado em aço inox amplamente utilizado no armazenamento de líquidos como o fermentado possibilitando uma alta segurança de preservação Esta cuba mantém o conteúdo em uma temperatura constante e resiste a temperaturas extremas além disso ela é resistente a corrosão tais características fazem com que ela seja um equipamento com excelente custobenefício Ela é responsável por conter líquidos sem alterar seu odor ou gosto além de impedir que contaminantes entrem e contaminem a produção Por isso ela é utilizada para decantação e esterilização do fermentado do açaí Para que sua temperatura permaneça constante são utilizados resfriadores a fim de permitir o equilíbrio da temperatura durante o período que o produto se encontra armazenado no equipamento Estufa simples Para realizar a secagem dos caroços que saíram da lavagem utilizase estufas de aço inox que irão remover a água através do aquecimento Dependendo do tipo de caroço e condições esse processo dura cerca de 24 horas em uma temperatura de aproximadamente 105C O tempo e a temperatura devem ser definidos de acordo com o tamanho e número de caroços por isso varia bem pouco de processo para processo Porém sabese que a temperatura de secagem deve ser acima de 100C já que a água deve ser evaporada à pressão atmosférica Os caroços foram secos até 15 de umidade conforme a RDC 2632005 Trituradores Para produção de farinha de açaí é necessário a utilização de equipamentos que reduzam as dimensões do caroço da fruta Por isso é indicado o uso de trituradores que permitem o corte e trituração de sementes cascas cereais e grãos diversos Por isso podem ser aplicados para o beneficiamento da produção como no caso da trituração de sementes por exemplo Geralmente são utilizados moinhos para esse fim de reduzir o tamanho das partículas sólidas Como existem vários tipos de moinhos e cada um tem suas características e limitações de uso é comum utilizar de um conjunto de moinhos dependendo da finalidade de uso Nesse caso foi utilizado uma combinação dos moinhos de facas e martelos Envasadora O fermentado ainda passa por algumas etapas para corrigir o pH a cor e concentração de oxigênio dissolvido antes de ser engarrafado As garrafas devem ser novas e nunca reutilizadas para evitar a contaminação do fermentado por microorganismos estranhos Empacotadora selamento A empacotadora recebe o alimento em pó farinha e embala o material para distribuição final Os pacotes saem em dosagens padronizadas e selados para evitar rompimento Rotuladora Todos os alimentos e bebidas devem apresentar um rótulo que é conjunto das informações ilustrações datas e marcas que caracterizam o produto Para isso utilizase uma rotuladora que tem como principal objetivo aplicar os rótulos para que o produto possa ser vendido Os rótulos a serem aplicados devem apresentar marca teor alcoólico volume total aditivos local de origem do produto nome e endereço da indústria classificação teor de açúcar número de registro no Ministério da Agricultura e prazo de validade O equipamento apresenta um sistema de controle interno uma esteira para mover as garrafas e embalagens e um aplicador de etiquetas Para a escolha do melhor modelo devese avaliar a facilidade do manuseio agilidade funções disponíveis e custobenefício Armazenamento Após o engarrafamento do fermentado e do licor e o selamento dos pacotes de farinha os produtos são armazenados para aguardar transporte As garrafas de licor devem ser armazenadas bem tampadas em pé para evitar a evaporação do álcool e em local escuro para que não haja alteração da cor e do sabor da mistura Deve haver controle de temperatura do ambiente pois se houver o decaimento do teor alcoólico para abaixo de 12 ºC a fermentação inicia e há risco de estouramento do frasco Uma vez colocados o fermentado e a rolha na garrafa recomendase deixála de pé por um período mínimo de 3 horas para adquirir a elasticidade normal Em seguida as garrafas devem ser empilhadas na horizontal deitadas para manter a rolha úmida O local deve ser limpo bem higienizado ventilado com pouca incidência de luz umidade moderada de temperatura baixa e constante 31 Descrição do processo Após colheita e seleção 425 kg passam pela etapa de lavagem e através da esteira vão para a despolpadeira por batelada uma vez que é a vazão de entrada suportada pelo equipamento Aproximadamente 31875 kg de caroço serão direcionados novamente a lavagem 75 da fruta é composta de caroço para dar continuidade ao processamento da farinha e os outros 10625kg serão encaminhados para a prensa Os caroços são secados a 105C por 24 horas até atingirem 15 de umidade conforme RDC 2632005 Como os caroços de açaí possuem aproximadamente 1360 de umidade REIS 2002 ao atingir 15 de secagem a massa aproximada será de 31224 kg Levando em consideração que a perda de água é quase desprezível em relação a massa do caroço não há relevante perda de massa Em seguida eles são encaminhados para os trituradores Para obtenção da farinha com granulometria desejada utilizase dois moinhos em sequência Primeiramente a amostra passa pelo moinho de facas onde terá sua granulometria previamente reduzida e posteriormente pelo moinho de martelo onde serão obtidas partículas de até 07mm após passagem pela peneira embutida A farinha então será direcionada a seladora empacotadora onde serão redistribuídas em embalagens plásticas de 500 gramas que posteriormente serão armazenadas em ambiente com o mínimo de umidade condições que desfavorecem a proliferação de microrganismos Vale ressaltar que em cada equipamento utilizado há uma perda de matériaprima logo como foram utilizados 3 equipamentos depois da secagem a massa final da farinha será de 31213 kg Como a cultura de consumo da farinha do açaí ainda não está fortemente instalada no mercado não é viável destinar todo o caroço obtido para a produção da mesma uma vez que a elevada produção apenas aumentaria a estocagem do produto o que seria ineficiente por não apresentar um número de consumidores elevados Dessa forma apenas os caroços provenientes de uma batelada por produção serão encaminhados ao processo de produção da farinha O restante após passagem pela secadora serão encaminhados ao forno para serem convertidos em carvão vegetal que será utilizado como fonte de energia para a indústria O rendimento da produção de carvão é de 80 FIEP 2017 ou seja 24979 kg por batelada O carvão mineral irá ser queimado e o calor gerado aquecerá a água presente na caldeira resultando em uma corrente de vapor com pressões elevadas Essa corrente de vapor levará às pás ligadas a geradores à se movimentarem convertendo a energia envolvida do processo em energia elétrica A caldeira também será responsável por fornecer energia térmica para o processamento do licor e do fermentado Além disso para garantir uma boa continuidade da cadeia produtiva a cada seis meses os caroços serão destinados ao replantio Os caroços podem ser germinados e replantados por se tratarem de uma semente oleaginosa com 5320 de celulose 1226 de hemicelulose e 2230 de lignina RODRÍGUEZZÚÑIGA 2008 As sementes deverão ser recobertas por água morna e posteriormente deixadas em descanso por dois a três dias em um ambiente com bastante incidência solar COBASI BLOG 2021 A polpa do açaí equivalente a 25 da vazão de entrada 10625 kg será prensada e o suco será destinado a produção de fermentado e licor Sabendo que a porcentagem de água na polpa do açaí é em média 48 a prensagem resultará em 51kg de suco por batelada porém devese considerar uma perda de 001 nessa etapa logo somente 5099 kg passará para os seguintes passos O processamento do fermentado e do licor são feitos em dias alternados de modo que os 5099 kg de suco obtido por batelada será convertido em um só produto final Serão realizadas 3 bateladas a fim de se ter uma boa quantidade de volume a ser processado e para realizar a produção com economia de energia e tempo utilizando os equipamentos em sua capacidade quase máxima Logo serão 15297 kg de suco Os 15297 kg serão destinados ao fermentador juntamente com leveduras prétratadas e água para aumentar o volume da solução Já que será utilizada a capacidade máxima do equipamento 1000 litros de solução serão fermentados sendo que 85 deve ser de água e 15 de suco para isso serão adicionados os 15297 litros de suco e 84703 litros de água Outrossim devese adicionar 15 gramas de levedura para cada 100 litros de solução dessa forma 150 gramas de levedura serão adicionadas Estimandose que existem 62 gramas de açúcar a cada 100 gramas de suco de açaí e considerando a densidade do suco como igual a da água ou seja 1kgL concluise que a solução contém 948 kg de açúcar a ser fermentado Além disso sabese que 100 gramas de açúcar fermentado produzem 48 gramas de álcool Dessa forma 734 litros de álcool serão produzidos Resultando em uma solução com 734 de teor alcoólico em volume Para obter um fermentado com 86 de teor alcoólico quantidade normalmente encontrada nos vinhos e fermentados precisase adicionar açúcar além da sacarose já presente na fruta Assim serão adicionados em torno de 163 kg de açúcar industrializado já que a quantidade de açúcar necessária era de 1111 kg porém na fruta só tinha 948 kg A levedura utilizada decanta no decorrer do processo e é retirada antes da próxima etapa considerando uma perda de 001 durante o processo de fermentação Essa perda irá resultar em 9999 kg que passará para o próximo processo Nas etapas seguintes filtrações cuba isotérmica e maturação ocorre uma inativação dos microrganismos ainda presentes a fim de reduzir a atividade biológica entretanto antes essa solução é conduzida para uma filtração para retirar moléculas e microorganismos indesejados Considerando uma perda de 004 em ambos os equipamentos 9995 litros serão encaminhados para o engarrafamento Onde o fermentado será envasado em garrafas de 750 ml resultando numa produção de aproximadamente 1331 garrafas Já para o licor os 15297 kg de suco obtidos na prensa após 3 bateladas irão ser direcionados para um agitador onde serão adicionados 15297 L de álcool etílico potável Considerando a densidade do álcool a 20C sendo 789 kgm³ podemos considerar a massa final nessa etapa como sendo 27366 kg Já que não foi possível encontrar dados sobre a perda de um filtro de placas na literatura iremos estimar que a perda neste equipamento foi de 001 resultando numa massa de 27363 kg Ao decorrer do processo uma formulaçãoaçucaramento estará acontecendo em um tanque encamisado onde serão adicionados 4104 kg de açúcar 150g de açúcar por litro de licor e 2052 L de água duas partes de açúcar para uma de água dando 6156 kg de xarope Logo esses 27363 kg de suco e 6156 kg de xarope de açúcar 3352 kg irão para o misturador Depois de 15 dias essa mistura irá para um decantador onde ficará em repouso por 15 dias antes de ser filtrado e encaminhado para o engarrafamento processo de finalização Novamente não encontramos as perdas de cada equipamento por isso iremos considerar uma perda de 001 em cada um deles resultando em uma massa final de 3350 kg No engarrafamento também pode ocorrer perda resultando em 3349 kg que resultará em aproximadamente 669 garrafas 32 Seleção do equipamento Para a indústria de alimentos e bebidas o recomendado é utilizar equipamentos que entram em contato com o produto de aço inox pois os processos não devem apresentar contaminação e todo cuidado deve ser tomado para que os produtos finais passem pelo controle de qualidade que segue as normas da ANVISA e possam ser vendidos e distribuídos Detalhes dos principais equipamentos utilizados durante o processamento estão informados abaixo Que tipo de equipamento é recomendado por que foi selecionado e como foi projetado Envasadora O local de engarrafamento deve ser projetado para evitar o ingresso de materiais estranhos e contaminações Deve ser bem iluminada e ventilada para permitir o escoamento de gases e de vapor do equipamento de lavagem do engarrafamento todos os acessórios de iluminação devem estar selados de modo a impedir o acesso de insetos e evitar quebras de vidros das lâmpadas sobre a zona de produção e engarrafamento as paredes devem ser de materiais impermeáveis não absorventes laváveis e atóxicos lisas até uma altura adequada às operações de limpeza Fermentador Fermentador Cônico Grainfather Pro Edition permite controle o aquecimento de sua unidade descarte e coleta de levedura recolha amostras e transfira seu mosto através do inovador design de válvula de dupla função O equipamento também é feito de aço inoxidável Mesa pré lavagem Mesa parcialmente rasa feita de aço inox A estrutura possui um aspersor para melhor distribuição da água e possui um sifão para escoamento de água não potável Empacotadora O equipamento vem com um dosador acoplado para calcular automaticamente a dosagem correta do produto que será empacotado Em alguns equipamentos esse tipo de serviço é feito por rosca sem final movimentada por um servo motor que permite uma suspensão imediata comedido por CLP controlador lógico programável e o peso é estabelecido no conjunto dos métodos citados O empacotamento da farinha foi realizado em sacos plásticos de 1kg Despolpadeira É fabricada em aço inox AISI 304 fazendo uso do TOMASI DPT75 que apresenta aproveitamento da fruta de 50 a 90 Filtro de placas Para os processamentos do açaí a fim de obter o fermentado e o licor sem partículas sólidas utilizase um filtro de placas esse tipo de filtro é bem requisitado para diversas aplicações seu funcionamento se dá através de uma série de placas revestidas por um elemento filtrante Trituradores utilizados Moinho de facas Consiste em um equipamento motorizado onde a força do motor é transmitida através de correias a um eixo dotado de facas removíveis e será utilizado para a moagem de amostras secas como grãos que são reduzidas A redução do tamanho da partícula ocorre por meio da ação de facas elas provocam o aumento da superfície de contato e força as partículas menores pela abertura de peneira que as direciona para a área de coleta Moinho de martelo O equipamento funciona com uma alta rotação de martelos acoplados a uma peça com eixo giratório que quando movimentado produz altas velocidades para atingir o grão e causar sua quebra O impacto força sua passagem pela peneira e separa o material com granulometria ideal para prosseguir para as demais etapas daqueles que ainda não alcançaram tal diâmetro O recipiente possui uma estrutura acoplada chamada de Peneiras Moinho de Martelo podem ser confeccionadas em aço inox adquiridas da Vieira Moinhos de Martelos empresa especializada na fabricação de chapas perfuradas ou peneiras de furos cônicos com furações a partir de 03 mm As chapas têm espessuras maiores que o diâmetro dos furos o que permite uma maior durabilidade ao desgaste e abrasão durante a moagem Para obtenção da farinha utilizouse peneiras de 07mm e 03mm 33 Descrição das tubulações acessórios e válvulas As tubulações e acessórios que direcionam insumos para o processamento dos produtos devem ser de material do tipo aço inoxidável pois os processos não devem apresentar contaminação e todo cuidado deve ser tomado para que os produtos finais passem pelo controle de qualidade que segue as normas da ANVISA e possam ser vendidos e distribuídos O ideal é utilizar a menor quantidade possível de acessórios no projeto devido ao seu alto potencial de causar perda de carga prejudicando a economia do processo com a implementação de equipamentos mais caros bombas por exemplo para compensar o atrito Válvulas do tipo de diafragma são válvulas de controle e regulagem que podem ser manual ou automatizada Ela será utilizada para aplicação de fluidos como água e hipoclorito já que os mesmos precisam ter vazão e quantidade controladas A válvula de borboleta é uma válvula de controle da vazão do fluido Ela pode ser usada como válvula de bloqueio de estanque ao pó a pressão e a vácuo para silos possuindo desenhos especiais para sólidos a granel como o caso da Válvula de borboleta DKH séries Além disso essa válvula possui desenho simples baixo custo fácil montagem e desmontagem A válvula de guilhotina é usada para o controle de sólidos em suspensão é necessário a utilização de uma válvula do tipo guilhotina esse equipamento é amplamente empregado na indústria de alimentos O funcionamento da válvula é baseado na passagem da mistura por uma faca passante ou não com movimentos axiais que controlam a passagem do fluxo As válvulas esféricas são válvulas que utilizam uma esfera oca perfurada e pivotante para controlar o fluxo de fluidos com sólidos em suspensão ou gases de uma abertura para outra dentro de uma tubulação A utilização de válvulas esféricas tipo EFFLUXBIG FLUX são recomendadas para esse processo pois podem ser automatizadas Essa válvula entra em contato direto com alimentos e bebidas que escorram por tanques e tubulações Sendo de contato direto elas são regulamentadas por regulações internacionais Válvula de globo também chamadas de Válvula Globo Inclinada e Globo Y são válvulas que apresentam elevado coeficiente de vazão e um corpo em formato de Y com um ângulo entre 45 e 50 Seu corpo é dividido em duas partes principais cabeça região na qual apresenta um atuador integrado responsável por automatizar o processo que funciona através de um suprimento controlado de gás comprimido e corpo é a passagem reta da válvula local onde controla o fluxo Na cabeça tem um pistão que regula a função de abertura e fechamento da válvula A válvula de segurança de alívio de pressão é um dispositivo que pode ser automático dependendo da aplicação São utilizadas em equipamentos que necessitam ter um controle de pressão como no caso de fermentadores por exemplo controlando a pressão controlase o estresse nas leveduras pois grande parte dos compostos sulfurosos são eliminados pelo início da fermentação vigorosa As bombas como a centrífuga são utilizadas para transferir altos volumes de fluidos e realizar suas operações Ela é indicada para aplicações e transferências com fluidos limpos com densidade próxima a da água Elas não devem ser instaladas sem um estudo detalhado da aplicação como vazão viscosidade temperatura pressão de sucção e descarga e resistência à corrosão A bomba de pistão circunferencial é simples e um dos modelos mais antigos Ela tem um pistão que alterna dentro de um cilindro À medida que o pistão ralenta o volume do espaço aumenta e uma nova quantidade de líquido é sugada pela válvula de retenção de entrada Quando o pistão avança o volume diminui fornecendo líquido através da válvula de retenção de saída Ela produz pressões muito altas e pode bombear lamas e líquidos pesados como é o caso do bagaço retirado no processo além de ser resistente a produtos químicos oferecendo um bombeamento eficaz e seguro 4 Controle de qualidade O controle de qualidade é uma etapa essencial para garantir aos consumidores a segurança alimentar que lhes é de direito Dessa forma para que todas as atividades sejam realizadas com excelência independente de quem esteja realizando e para que não ocorra variações no produto final todas as etapas são regidas por POPs Procedimento Operacional Padrão Além disso a indústria apresenta um MBPF Manual de Boas Práticas de Fabricação e uma metodologia de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle APPCC a fim de evitar contaminações cruzadas e gerenciando os riscos ocupacionais entre outros fatores 41 Farinha Diariamente são retiradas amostras devidamente identificadas para serem realizadas análises físicoquímicas e reológicas com a finalidade de certificar se a farinha está dentro do padrão estabelecido Os testes realizados são peso hectolitro umidade impurezas ph e acidez cinzas cor alveografia glúten úmido Falling Number farinografia SILVA 2015 O peso em hectolitro é para determinar a massa correspondente a 100 litros da matéria prima é a medida referente ao peso específico da farinha massa em kg e volume em hL posteriormente convertida através de uma tabela para peso em hectolitro SILVA 2015 Essa medida é utilizada para classificação e comercialização da farinha em vários países O valor obtido representa a qualidade da matéria prima e da moagem EMBRAPA TRIGO 2014 O teste de impureza indica o teor de partículas indesejadas que podem ser separadas por meios mecânicos que ainda estão presentes na amostra o resultado é dado em porcentagem tendo como relação o peso da amostra SILVA 2015 O teste de umidade é realizado para determinar a constante dielétrica do produto através da determinação da porcentagem de água livre encontrada na amostra pós moagem Essa determinação é importante para garantir a conservação armazenamento e comercialização da farinha O teor de umidade da farinha deve estar em torno de 13SILVA 2015 O teor de cinzas em alimentos determina o percentual de resíduos inorgânicos ou minerais sódio potássio zinco manganês e outros compostos encontrados na amostra após a queima da matéria orgânica da farinha em uma mufla em altas temperaturas SILVA 2015 KRUMREICH 2013 A análise de pH e acidez é utilizada para determinar a qualidade do produto A farinha é considerada ácida SELANI et al 2014 Valores de pH mais ácidos desfavorecem o crescimento e multiplicação de microrganismos uma vez que diminui as reações enzimáticas e não enzimáticas o que favorece sua conservação Entretanto uma maior acidez levará a uma farinha de menor qualidade o padrão estabelecido pela ANVISA 1996 é de uma acidez máxima de 2 BARROS 2021 Além dessas todas as outras análises são realizadas em amostras de cada lote e essas amostras são armazenadas durante o período de validade do lote para assegurar que a farinha saiu da fábrica com a qualidade desejada 42 Licor São realizados numerosos testes desde o recebimento de matérias primas até o produto final a fim de garantir um licor de qualidade Os ensaios mais usuais são os ensaios sensoriais os físicoquímicos e os microbiológicos estes não podem ser descartados para que haja a incorporação de uma bebida alcoólica de qualidade ao mercado Para realização dos testes são retiradas de forma aleatória amostras do licor de açaí que são encaminhadas para as análises microbiológicas nesta etapa verificase a presença de Salmonella spp leveduras bolores e coliformes totais na amostra Através dos experimentos é possível afirmar que as alterações encontradas nas porções testadas estão dentro dos parâmetros estabelecidos pelos órgãos responsáveis Nos experimentos físicoquímicos foram testados os índices de pH utilizando uma amostra não diluída de aproximadamente 50mL A densidade também foi analisada a temperatura ambiente por meio da utilização de um equipamento denominado picnômetro ainda vazio que foi devidamente limpo e pesado o procedimento de limpeza e pesagem foi repetido com equipamento cheio para assim relacionar as massas obtidas e encontrar a densidade relativa da bebida A determinação dos sólidos solúveis totais e acidez total também foi realizada utilizando refratômetro de bancada e fazendo uma titulação com uma solução diluída do licor respectivamente E o teor alcoólico pode ser testado da seguinte forma com o auxílio de um refratômetro específico são inseridas de duas a três gotas da bebida no equipamento e ele determina o teor A forma de distribuição do licor deve seguir o básico Primeiro que Entra Primeiro que Sai isso é válido para os licores finais e para as embalagens e matériaprima Além disso a bebida alcoólica deve ser estocada em um armazém arejado em condições sanitárias adequadas seguindo as regras estabelecidas pela ANVISA 43 Fermentado A qualidade de mostos e vinhos ou fermentados depende primordialmente do estado inicial da matéria prima sanitização nível de maturação aroma dentre outros Por isso trabalhadores atuantes na área de seleção das frutas que seguirão ou não os demais processos devem ser bem treinados para a análise visual e sensorial inicial além de garantir que a área de manipulação seja bem iluminada Podese ainda fazer uso de um refratômetro portátil para ter uma noção da quantidade de açúcar contida na fruta Dentre as demais análises a serem realizadas durante o processo para controlar a qualidade destacase o pH e a acidez fatores que contribuirão diretamente na fermentação do mosto nas suas características organolépticas na coloração e estabilidade do produto final A análise final do produto é composta por uma série de testes e metodologias laboratoriais como descritos no Manual para análise de vinho desenvolvido pela EMBRAPA Inicialmente é feita uma análise sensorial que consiste em observar procurar e descrever atributos e defeitos no vinho uma vez que o fermentado foi feito para ser apreciado essa avaliação é a maneira mais adequada para definição de qualidade Os aspectos qualitativos são importantes para determinar as características do produtos mas os aspectos qualitativos são definidos por essa análise sensorial considerando a visual verificando a cor limpidez textura e efervescência o olfativo analisando o aroma o gustativo permitindo identificar gostos doce salgado amargo e ácido e o tátil detectado pelo contato do fermentado e as mucosas Análises clássicas são aplicadas para medir a densidade relativa teor alcoólico acidez total e volátil pH extrato seco teor de cinzas assim como sua alcalinidade e composição de grupos químicos como sulfatos cloretos e outros Utilizamse metodologias e equipamentos para fazer tais testes como densímetro titulação uso de reagentes incineração pesagem pHmetros entre outros Outras análises são realizadas como a calorimetria baseada na medida quantitativa da absorção da luz quando são definidos a quantidade de taninos responsáveis pela estrutura e capacidade de envelhecimento do fermentado além da análise da radiação emitida pela sua coloração Também são feitas espectrofotometria de absorção atômica e emissão de chama para detectar os elementos minerais do fermentado como os metais alcalinos e metais cálcio manganês ferro zinco etc além de cromatografias de fase gasosa para determinação de compostos voláteis e cromatografias líquidas 5 Tratamento de efluentes Assim como todas as indústrias sejam alimentícias ou de bebidas a produção dos produtos da CLEM Farm gera resíduos provenientes dos diversos processos e etapas Esse resíduo efluente deve ser tratado adequadamente antes que o mesmo seja lançado ou depositado em corpos receptores para que não traga prejuízos para o meio ambiente e não desestabilize o ecossistema como um todo Para que sejam lançados os efluentes devem atender às normas presentes nas diversas legislações ambientais pois caso isso não suceda multas e penalidades podem ser aplicadas à empresa Para que o tratamento seja eficiente devese conhecer as cargas poluidoras presentes em cada um dos efluentes a fim de escolher o melhor método de purificação Como essa determinação não é um procedimento rápido fácil e barato caso sejam utilizados métodos convencionais na CLEM Farm indicadores de poluição serão observados através da análise de parâmetros físicos químicos e biológicos Tabela 1 Principais parâmetros observados como indicadores de poluição Parâmetros físicos Parâmetros Parâmetros biológicos químicos Temperatura Orgânicos Indicadores de oxigênio dissolvido Cor Inorgânicos Demanda bioquímica de oxigênio Odor Demanda química de oxigênio Turbidez Fonte Autores 2022 Vale ressaltar que a presença de nitrogênio e fósforo é um parâmetro que deve ser sempre monitorado e observado pois apresenta grande risco a ecossistemas aquáticos Em escala industrial essa observação dos indicadores deve ser feita por meio de amostragem que pode ser individual quando coletadas em um tempo exato apresentando as condições do efluente naquele momento ou composta quando o efluente é avaliado em diversos tempos vendo assim quais cargas são liberadas em cada momento Os efluentes gerados pelo processamento do açaí se encontram no reservatório de água não potável que reúne todas as águas que saem dos equipamentos e na queima do caroço para a formação do carvão Para o tratamento da água três etapas serão realizadas sendo elas tratamento preliminar tratamento primário e secundário Não é necessário um grau de pureza tão elevado já que esse resíduo será utilizado na irrigação das plantações da fazenda O tratamento preliminar será para retirar sólidos em suspensão e serão utilizados processos físicos como gradeamentoremoção de sólidos relativamente grosseiros em suspensão ou flutuação retidos por meio de grades ou telas ABNT 1973 Já o tratamento primário ficará responsável por remover a matéria orgânica em suspensão sólidos em suspensão e óleos para isso serão realizados processos físicoquímicos como decantação em repouso o elemento mais denso se deposita no fundo precipitação química e flotação Por fim durante o tratamento secundário a matéria orgânica já dissolvida e alguns nutrientes serão removidos por processos biológicos Na indústria de bebidas há um grande volume de resíduo de água contaminada que foi utilizada no resfriamento lavagem das máquinas Clean in Place e a água que sai dos processos de filtração Por apresentarem açúcares extratos vegetais hipoclorito e algumas partículas em suspensão se faz necessário a utilização dos tratamentos anteriormente citados Na CLEM Farm também devese tratar os gases produzidos durante o processo de queima do caroço para a formação do carvão vegetal Para isso podese utilizar um biorreator tratamento biológico onde há um meio biológico que fará com que essa corrente gasosa se desagregue em subprodutos mais simples através da biodegradação 6 Estrutura de Custos da Planta Piloto Uma sociedade foi feita com um produtor de uma fazenda rural em Santarém PA que recentemente 2021 fez um reflorestamento de sua propriedade rural para o plantio de 40 mil pés de fruta conseguindo assim obter as frutas para o processo sem gasto adicional Os gastos com os equipamentos infraestrutura e investimento inicial são estimados em torno de 15 milhão de reais Apenas vendendo as garrafas de fermentado a 6000 reais em duas levas de produção recuperaram o investimento Isso sem contar nos ganhos com a venda do Licor e farinha Na tabelas 2 estão listados os principais gastos iniciais da empresa os principais gastos com maquinários Os investimentos destinados para equipamento são considerados de acordo com seu valor unitário multiplicado pela quantidade requerida no processo Além disso a precificação dos equipamentos está de acordo com a média dos valores disponíveis na internet Os demais gastos são estimados para o início da fabricação dos 3 subprodutos Tabela 2 Custo aproximado dos equipamentos utilizados Equipamento Valor Aproximado Mesa 1560 Tanques para lavagem 1500 Esteira 8000 Despolpadeira 27500 Prensa 8000 Fermentador 35000 Destilador 40000 Agitador 10500 Filtro de placas 15000 Cuba Isotérmica 2878600 Resfriador 8156 Cuba de maturação 18000 Micro Filtros 2644 Tanque misturador 18000 Decantador 40000 Triturador de facas 65800 Triturador de martelo com peneira 23000 Caldeira 24000000 Envasadora 555070 Empacotadora 43000 Rotuladora rolhadeira 699000 Reservatório de água não potável 14000 Depósito de água potável 14000 Forno para carvão vegetal 10000 Válvula Guilhotina 15290 Válvula Diafragma 16200 Válvula Borboleta 5000 Válvula Esférica 7120 Válvula Globo 2940 Bomba centrífuga 50000 Bomba pistão circunferência 8835 Custo final aproximado 7903717 Para os gastos com quadro de funcionários são contratados quinze operários experientes e treinados para cuidarem da linha de produção armazenamento e limpeza da matéria prima e produtos finais E outros 10 funcionários que foram subdivididos para atender as outras demandas da empresa Os prestadores de serviço receberam treinamento para pudessem manusear as matériasprimas e operarem as máquinas de forma correta a fim de minimizar perdas no processo e também evitar os possíveis acidentes no local de trabalho Além disso contamos com gasto mensal sobre a refeição oferecida aos funcionários uma vez que por se tratar de uma fazenda afastada da zona urbana o acesso a restaurantes é limitado A água utilizada ao longo da fabricação é retirada das cisternas presentes na fazenda e passa por um processo de tratamento para então poder ser utilizada Uma parte da energia consumida é obtida através da queima do carvão vegetal que é produto da queima do caroço do açaí e a outra por meio de energia solar O estado do Pará possui condições climáticas favoráveis para a instalação de painéis solares quero entrar em contato com a luz do sol as células fotovoltaicas do painel convertem a energia solar em elétrica um inversor solar adapta a energia gerada para que ela se torne compatível com as instalações elétricas Na tabela 3 estão os demonstrativos dos gastos além dos equipamentos principais requeridos incluindo operários e infraestrutura no geral Tabela 3 Gastos adicionais para instalação industrial Gastos adicionais Valor médio Salário Operários 27000 Salário Setores Administrativos 15000 Salário Engenheiros 30000 Água Eletricidade energia solar 3157000 Equipamentos de escritório 30000 Materiais de Higiene 3000 Refeição 28000 Treinamento de funcionários 10000 Custo final aproximado 174570 7 Diagrama de fluxo do processo 8 Layout Pensando na melhor disposição dos equipamentos dentro da indústria espaço necessário para os trabalhadores e transição do açaí dentro da CLEM Farm o layout foi escolhido minuciosamente a fim de aumentar a produtividade diminuir o custo reduzir o tempo gasto e também o desperdício e ainda evitar possíveis riscos no local de trabalho O melhor layout para a empresa é o layout misto entre layout de produto e processo pois a produção é grande e dá origem a três diferentes produtos sendo que a produção desses utilizam equipamentos em comum O layout de produto seria para a produção da farinha já que o mesmo necessita de operações simplificadas e isoladas dos outros produtos Nesse tipo de layout os equipamentos são dispostos lado a lado a fim de automatizar e facilitar o processo já que acontece sempre na mesma ordem e seguindo uma sequência única É importante ressaltar que esse layout é ótimo para altas taxas de produção porém como a farinha de açaí não é tão comercializada nos dias atuais esse tipo foi escolhido pensando em um futuro onde esse produto possa ser mais consumido e procurado Já o layout de processo seria utilizado na produção do fermentado e do licor que usa equipamentos compartilhados como a prensa e os filtros Como principais vantagens desse layout podemos citar a possibilidade de variação dos produtos e flexibilização da produção já que o produto pode percorrer fluxos diferentes conforme suas necessidades Esse tipo de layout ocasiona em um aumento do lead time ou seja o tempo que o produto permanece no fluxo de processamento mas isso não se torna um problema visto que nas etapas de produção do fermentado e do licor os equipamentos têm uso intercalado de acordo com o tempo de maturação de cada fase A planta industrial está representada abaixo A mesma foi pensada a fim de otimizar o processo produtivo evitar contaminações cruzadas e demais riscos ocupacionais 9 Referências Almeida Jhenyfer Caroliny Elaboração caracterização fisicoquímica e aceitabilidade de licor de goiaba Trabalho de conclusão de curso Instituto Federal Goiano 2019 Nogueira Ana Karlla Magalhães Santana Antônio Cordeiro de e Garcia Wilnália SouzaA dinâmica do mercado de açaí fruto no Estado do Pará de 1994 a 2009 Revista Ceres online 2013 v 60 n 3 Acessado 29 Setembro 2022 pp 324331 Disponível em httpsdoiorg101590S0034737X2013000300004 Silva IM da Santana AC de Reis MS 2006 Análise dos retornos sociais oriundos de adoção tecnológica na cultura do açaí no Estado do Pará Amazônia Ciência Desenvolvimento 22537 Teixeira LN Stringheta PC Oliveira FA de 2008 Comparação de métodos para quantificação de antocianinas Revista Ceres 55297304 Falesi LA Santana AC de Santana ÁL de 2010 A dinâmica do mercado de frutas na mesorregião Nordeste Paraense no período 1985 a 2005 Teoria e Evidência Econômica 16922 Souza MP Silva TN da Pedrozo EÁ Souza Filho TA de 2011 O Produto Florestal Não Madeirável PFNM Amazônico açaí nativo proposição de uma organização social baseada na lógica de cadeia e rede para potencializar a exploração local Revista de Administração e Negócios da Amazônia 34457 BRASIL Instrução normativa no 37 de 1o de outubro de 2018 Art 1o Estabelecer na forma dos Anexos desta Instrução Normativa os parâmetros analíticos de suco e de polpa de frutas e a listagem das frutas e demais quesitos complementares aos padrões de identidade e qualidade já fixados pelo Ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento através da IN MAPA no 49 de 26 de setembro de 2018 Diário Oficial da União Brasília DF segunda feira 8 de outubro de 2018 NASCIMENTO R J S COURI S ANTONIASSI R FREITAS S P Composição em ácidos graxos do óleo da polpa de açaí extraído com enzimas e com hexano Rev Bras Frutic Jaboticabal v 30 n 2 2008 REIS Bruno de Oliveira SILVA Ivete Teixeira da SILVA Isa Maria Oliveira da et al Produção de briquetes energéticos a partir de caroços de açaí In ENCONTRO DE ENERGIA NO MEIO RURAL 4 2002 Campinas Proceedings online Available from Farinas C S dos SANTOS R R M BERTUCCI NETO V Pessoa J D C 2009 Aproveitamento do caroço do açaí como substrato para a produção de enzimas por fermentação em estado sólido Embrapa InstrumentaçãoBoletim de Pesquisa e Desenvolvimento INFOTECAE Krumreich F D Sousa C T Corrêa A P A Krolow A C R Zambiazi R C 2013 Teor de cinzas em acessos de abóboras cucurbita máxima l do Rio Grande do Sul In Embrapa Clima TemperadoArtigo em anais de congresso ALICE In SIMPÓSIO DE ALIMENTOS PARA A REGIÃO SUL 8 2013 Passo Fundo anais Passo Fundo Universidade de Passo Fundo 2013 Barros SKA de Souza ARM Damiani C Pereira AS Alves DG Clemente RC da Costa DM 2021 Obtenção e caracterização de farinhas de caroço de açaí Euterper Oleracea e de casca de bacaba Oenocarpus Bacaba Pesquisa Sociedade e Desenvolvimento 10 4 e2710413724e2710413724 PAULA M L SIOUEIRA M 1 D BPF Boas Práticas de FabricaçãoPrograma Alimentos Seguro PAS Goiânia Ed SENAI 2002 104p PENHA EM Manual para fabricação artesanal de licor de acerola Rio de JaneiroEmbrapa Agroindústria de Alimentos 2004 17p PEIXOTO G Produção de hidrogênio em reator anaeróbio de leito fixo e fluxo ascendente a partir de água residuária de indústria de refrigerantes Tese Doutorado em Engenharia Hidráulica e Saneamento Universidade de São Paulo São Paulo p123 2008 MACHADO R M G SILVA P C FREIRE V H Controle ambiental em indústrias de laticínios Brasil Alimentos v 7 p 3436 2001 CARMANATI H B Modelagem e otimização de sistemas MBBR para tratamento de efluentes Dissertação Dissertação em Engenharia Química Universidade Federal do Rio de Janeiro Rio de Janeiro p 147 2016 ENERGIA E O que é e como é gerada a energia do carvão mineral Disponível em httpsesferaenergiacombrblogfontesdeenergiaenergiacarvaom i neral Acesso em 07 out 2022 Como plantar açaí e ter a fruta sempre frescaBlog da CobasiCobasi 10 de set de 2021Disponível em httpsblogcobasicombrcomoplantaracaiamp Acesso em 10 out 2022 Caroço de açaí pode ser matériaprima do carvão vegetal Fiep Boletins Setoriais Energia Especial Disponível em httpswwwfieprorgbrboletinssetoriais8especialcarocodeacaipo desermateriaprimadocarvaovegetal232024351677shtml Acesso em 10 out 2022 Í N D I C E 1 MEMORIAL DESCRITIVO 3 11 Introdução 3 12 Estudo de Concepção 3 121 Introdução ao Estudo 3 122 Descrição do Sistema Existente 3 123 Objetivos do Estudo Técnico 4 124 Condições da Água Existente 4 125 Escassez de Água em Épocas de Estiagens 4 126 Pesquisa e a Definição de Mananciais Existentes 4 127 Descrição do Sistema Proposto 5 13 Estação de Tratamento de Água ETA 5 131 Coagulação 6 132 Floculação 7 153 Decantação 7 134 Filtração 8 135 Correção de pH 9 136 Desinfecção 10 137 Tanque de Contato e Armazenamento 10 138 Casa de Química 10 1381 Projeto 10 1382 Fundações e estrutura 11 1383 Paredes 11 1384 Revestimentos 12 1385 Cobertura 12 1386 Aberturas 12 1387 Instalações 12 1388 Pintura 16 139 Drenagem dos Efluentes e Vala de Infiltração 16 14 Locação da Obra 16 15 Escavações 16 16 Preparo do Leito para Assentamento da Tubulação 17 17 Assentamento da Tubulação 17 18 Aterro das Valas 17 19 Desinfecção dos Tubos Assentados 17 110 Instalação da Rede Elétrica 18 2 MEMORIAL DE CÁLCULO 19 21 Objetivos 19 22 Especificações das tubulações 19 23 Metodologia para a Determinação das Vazões de Projeto 19 231 População atual Po 19 232 População de Projeto 19 233 Consumo Médio per capita 20 234 Consumo Médio por Economia 20 235 Variações de Consumo 20 2351 Variações Diárias 20 2352 Variações Horárias 20 236 Vazão Média de Consumo 21 237 Vazão Máxima Diária 21 Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 2 238 Vazão Máxima Horária 21 239 Vazão Média por Economia 22 2310 Vazão de Cálculo 22 24 Cálculo do Volume do Reservatório 22 25 Dimensionamento do Sistema de Distribuição 22 26 Observações 23 27 Referências Bibliográficas 24 ANEXOS Erro Indicador não definido Anexo 01 Planilhas de Cálculo Erro Indicador não definido Anexo 02 Planilhas de Custos Erro Indicador não definido Anexo 03 Memorial de Plantas Erro Indicador não definido Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 3 1 MEMORIAL DESCRITIVO 11 Introdução O Presente Projeto referese à instalação de um Sistema de Tratamento de Água com a finalidade de atender a demanda de consumo de água dos moradores das Linhas Aguinhas Weber Baixo Aguinhas Antunes e Vila Brasil localizadas no Município de São CarlosSC O Município de São Carlos localizase no extremo oeste de Santa Catarina a 45 km de Chapecó e a 605 km de Florianópolis O Município Possui uma área de 159 km² e as principais atividades econômicas do município é o turismo a agricultura e a pecuária A Água Bruta será captada do Rio Chapecó sendo encaminhada para uma Estação de Tratamento de Água ETA O objetivo deste sistema será de melhorar a qualidade da água consumida o nível de vida e a saúde destes moradores uma vez que a atual água consumida não atende os padrões mínimos recomendados pela Organização Mundial de Saúde O município sente com frequência a falta de água além de consumir água sem o devido tratamento motivos que levaram a instalação em curto prazo de um Sistema de Abastecimento de Água para o Município As etapas de execução deste sistema estão descritas a seguir 12 Estudo de Concepção 121 Introdução ao Estudo A necessidade de execução de um projeto de abastecimento de água nas localidades de Linha Aguinhas Weber Baixo Aguinhas Antunes e Vila Brasil partiu de uma necessidade da prefeitura Municipal de São Carlos SC preocupada com o abastecimento de água destas comunidades Anteriormente a execução do projeto é preciso estudar os problemas surgidos e também saber quais são as demandas da população relacionadas ao abastecimento de água O abastecimento atual das famílias e feito através de fontes individuais Os principais fatores para a solicitação do projeto são O fornecimento de água é inferior ao volume necessário para abastecer à População A água consumida não recebe nem um tipo de tratamento Em levantamentos realizados na Região e Tendo em vista que o volume do rio é suficiente para atender a demanda de consumo da população 122 Descrição do Sistema Existente No local não tem nem um tipo de abastecimento público de água apenas abastecimento por fonte superficiais e individuais em cada residência ressaltando que estas não recebem nem um tipo de tratamento Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 4 123 Objetivos do Estudo Técnico O objetivo deste estudo técnico é mostrar algumas das dificuldades encontradas na hora da elaboração do projeto Resumemse nos seguintes pontos apresentados Condições da água existente Escassez de Água em Estiagens Pesquisa e a definição de mananciais abastecedores 124 Condições da Água Existente A água utilizada pelas residências é originada de fontes individuais essa água não recebe nem um tratamento e também não são conhecidas às condições em que se encontra essa água Podem estas estar contaminadas com agrotóxicos pois a região em que se encontra os consumidores é uma região agrícola e devido ao mal uso de agrotóxicos e inseticidas em locais indevidos estas podem conter alguma contaminação Nas residências o sistema de tratamento de esgoto é feito de forma individual com a utilização de fossas sépticas filtros e sumidouros Apesar de este sistema ser muito eficiente algumas vezes devido à falta de manutenção adequada e das fontes estarem muito próximas deste a água pode estar contaminado por coliformes 125 Escassez de Água em Épocas de Estiagens Nos últimos anos a região em estudo passou por muitas estiagens comprometendo o abastecimento das residências o que contribui para a diminuição na qualidade de vida dos moradores já que a água é imprescindível para o ser humano 126 Pesquisa e a Definição de Mananciais Existentes Dentre as opções de Abastecimento de Água para Linhas Aguinhas Alto Aguinhas Aguinhas Central e Linha Weber citamos Opção I Captação de Água do Rio Chapecó com posterior tratamento físico químico Opção 2 Perfuração e Captação de Água de Poço Tubular Profundo Poço Artesiano Na opção I a água oriunda do Rio Chapecó necessariamente deverá ser encaminhada para uma Estação de Tratamento de Água ETA utilizando o processo físicoquímico Citamos alguns pontos positivos e negativos desta alternativa Captação de Água Superficial do Rio Chapecó com ETA Pontos Positivos Pontos Negativos Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 5 Manacial de captação com boa vazão Rio Chapecó Alto valor de investimento da Estação de Tratamento de água Possibilidade de Ampliação do Sistema de Tratamento Na opção II Captação de água de Poço Tubular Profundo Poço Artesiano o líquido deverá passar por um processo de tratamento bem mais simplificado Citamos alguns pontos positivos e negativos desta alternativa Captação de Água de Poço Tubular Profundo Pontos Positivos Pontos Negativos Tratamento de água com processo simplificado desinfecção com menos investimento Dados de Perfuração de Poços na Região não garante vazões suficientes para atender a demanda da população ETA sendo de fácil operação e manutenção Diante do exposto consideramos a opção I Captação de Água do Manancial Rio Chapecó como a mais viável devido a grande vazão que esta pode operar 127 Descrição do Sistema Proposto O objetivo do sistema proposto é que toda a população receba a quantidade de água necessária incluindo nos dias de máximo consumo como também com a melhor qualidade As partes do sistema proposto são Estação de Tratamento de Água ETA Casa de Química 13 Estação de Tratamento de Água ETA Considerando seu baixo custo sua alta durabilidade sua resistência à corrosão nenhuma manutenção com pintura sua boa estética e capacidade de expansão resolveuse construíla em fibra de vidro especial Neste tipo de ETA não se pode usar reservatório caixas com espessura comum que segundo as normas da ABNT e NBR 13210 varia entre 4 e 6mm para reservatórios comuns Neste caso usaremos espessura com no mínimo 40 de reforço a mais que a normal A Estação de Tratamento de Água ETA terá como vazão 200 m³hora podendo funcionar 24 Horas Diárias Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 6 A Estação de Tratamento terá as seguintes unidades na seqüência Conforme Detalhe anexo Planta 04 1 Coagulação 2 Floculação 3 Decantação 4 Filtração 5 Desinfecção 6 Correção de pH 7 Tanque de Contato Além destas unidades a ETA terá uma Casa de Química onde serão manipulados os produtos químicos a serem utilizados no tratamento Conforme Detalhe anexo Planta 02 Para possibilitar uma boa Operação e Manutenção da Estação iremos utilizar duas fileiras de Tratamento possibilitando a limpeza de cada uma delas individualmente sem paralisar o funcionamento da ETA Conforme Detalhe anexo Planta 02 A Estação será composta dos seguintes Tanques na seqüência Tanque de Coagulação e Floculação Uma 01 unidade de 7000 litros Tanques de FloculaçãoDecantação Duas 02 unidades de 7000 litros cada totalizando 14000 litros Tanques de Decantação Duas 02 unidades de 7000 litros cada totalizando 14000 litros Tanques de Filtração Duas 02 unidades de 7000 litros cada Tanque de Desinfecção e Correção de pH Uma 01 unidade de 1000 litros Tanque de Contato Acontecerá no primeiro Tanque de 20000 litros do Sistema de Reservação A seguir estão descritas cada uma das Etapas do Processo de Tratamento 131 Coagulação A Água bruta captada do Rio Chapecó possui Cor e Turbidez bastante elevados devido a sólidos suspensos e dissolvidos A variação da Cor e Turbidez dependem de vários fatores mas principalmente da precipitação pluviométrica chuvas Esta Cor e Turbidez precisa ser removida sendo necessária a introdução de um Produto Químico Sulfato de Alumínio que tem como função permitir com que os sólidos dissolvidos e suspensos se aglomerem formando os chamados Flocos Este Processo irá ocorrer dentro de um Tanque de Fibra de Vidro reforçado com volume de 70 m³ apoiado sobre uma base de concreto armado A base de assentamento do tanque será de Concreto Traço 1 2 25 fck 20 MPA com Armadura CA50 80 mm Será usada também Forma de Compensado Resinado 12mm A base quadrada com 220 metros de lado e altura 010 metros Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 7 O tanque terá uma cortina na transversal da área perfurada e de fibra de vidro com altura de 080 metros do fundo Os furos estarão distanciados 20 cm entre si e terão um diâmetro nominal de 40 cm O objetivo desta cortina será de permitir um turbilhonamento na parte superior do tanque para ocorrer uma boa floculação além de distribuir por todo fundo a passagem e flocos Conforme Detalhe anexo Planta 01 A preparação da solução contendo o Sulfato de Alumínio será dentro da Casa de Química e a introdução deste produto na água será feita através de bomba dosadora com regulagem de vazão 132 Floculação A Etapa da Floculação consiste em permitir um tempo de detenção na Estação para que o Polímero introduzido na água iniciando o processo de Coagulação forme flocos aglomerados com peso próprio para decantarem irem para o fundo Este Processo irá ocorrer dentro do mesmo tanque de coagulação já descrito anteriormente Conforme Detalhe anexo Planta 01 A seguir o Cálculo do Tempo de Detenção da água no tanque de floculação Conforme Teste de jarros realizado a formação do floco com agitação médiabaixa ocorre em aproximadamente 180 minutos ou seja este é o tempo de detenção mínimo no tanque de floculação Tempo de Detenção Tdf a calcular Volume Disponível Vf 7000 litros Vazão de projeto Qp 20000 litroshora Tdf Vf Td 7000 litros Td 035 horas ou 210 minutos Qp 20000 litroshora Além deste tanque existe possibilidade de ocorrer ainda o processo de floculação dentro próximo tanque aumentando ainda mais o tempo de detenção Reservamos esta situação como coeficiente de segurança para uma possível falha de operação da ETA 153 Decantação Nesta fase os flocos formados e com peso próprio irão decantar depositandose no fundo do Decantador A Água já bastante clarificada fica na parte superior sendo encaminhada para o processo de Filtração O Sistema de Decantação será subdividido em duas unidades de tratamento em paralelo Cada uma das duas unidades terá o seguinte Dois 02 Tanque de Decantação em Fibra de Vidro reforçada com volume de 70 m³ contendo no interior repartição de fibra de vidro Conforme indicado na planta 0512 meia calha de coleta superior Material hidráulico e base de Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 8 assentamento quadrada de Concreto Traço 1 2 25 fck 20 MPA com Armadura CA50 63 mm e 220 m de lado e altura 015m Conforme Detalhe anexo Planta 01 A seguir o Cálculo do Tempo de Detenção da água no tanque de decantação Conforme Teste de jarros realizado o tempo de decantação do floco é de aproximadamente 400 minutos ou seja este é o tempo de detenção mínimo no tanque de decantação Tempo de Detenção Tdd a calcular Volume Disponível Vd 28000 litros 4 x 7000 Vazão de projeto Qp 20000 litroshora Tdd Vdd Td 28000 litros Td 14 horas ou 840 minutos Qp 20000 litroshora Temos portanto certa folga no tempo de detenção mas utilizaremos este coeficiente para permitir um possível aumento no tempo de detenção na floculação entrando já no processo de decantação Além de termos certa segurança no caso de falha na Operação da ETA 134 Filtração Neste Processo a água já clarificada vinda dos decantadores ainda pode conter sólidos suspensos e dissolvidos Para reter estes possíveis sólidos a água irá passar por um leito de Carvão Ativado Areia Graduada e Seixos Graduados Este processo de Filtração irá acontecer em duas 02 caixas sendo uma para cada unidade de decantação Estas caixas serão de Fibra de Vidro reforçado com volume unitário de 70 m³ Este tanque deverá ser assentado sobre uma base de Concreto Traço 1 2 25 fck 20 MPA com Armadura CA50 80 mm Será usada também Forma de Compensado Resinado 12mm A base será quadrada com 220 metros e altura 015 metros Conforme Detalhe anexo Planta 01 O filtro funcionará de forma descendente e terá as seguintes camadas 025m de Carvão Ativado Vegetal 025m de Areia Graduada com três diâmetros e 020m de Seixos rolados com três granulometrias Entre a camada de areia e seixo rolado será colocada uma camada torpedo com 010 metros importante camada para evitar a fuga de material filtrante O tanque terá um fundo falso com 020 metros de altura livre sendo que na parte superior teremos uma base de apoio das camadas filtrantes Esta base de apoio será de fibra de vidro com 025 metros de altura possuindo furos de uma polegada espaçados de 1250 cm A altura filtrante total será de 080 metros 025 metros de Carvão Ativado Vegetal 025 metros de Areia 03 granulometrias Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 9 010 metros de Camada torpedo 020 metros de Seixos Rolados O Carvão Ativado Vegetal tem como objetivo retirar da água o odor sabor cor turbidez metais e outros elementos ou compostos químicos A areia tem como principal função reter sólidos suspensos e dissovidos tirando a cor turbidez e matéria orgânica presente na água Os seixos rolados tem com função auxiliar na retenção de sólidos suspensos e dar sustentação para as camadas superiores de areia e carvão Após alguns dias de uso o filtro acumulará muitos resíduos de flóculos gel em sua superfície onde impedirá gradativamente a passagem da água então teremos que executar a retrolavagem A Retrolavagem consiste na injeção de água no filtro no sentido contrário ao escoamento normal ou seja injetaremos água tratada através de um Conjunto Motobomba de 50 CV com Tubo PVC PBA Soldável CL 15 Pressão de Serviço 750 KPa ou 750 Kgfcm² DE 110 mm que terá uma vazão de 18 litros por segundo ou 64800 litros por hora O Tempo de Retrolavagem depende do estado do filtro mas deve ficar na faixa de 150 minutos A água da retrolavagem do filtro será coletada por uma colha com largura 025 metros e altura 015 metros seguindo por uma tubulação de PVC de Esgoto até uma vala de retenção e infiltração Após o processo de retrolavagem o filtro estará pronto para operar novamente O processo de filtração terá uma área superficial Af de filtração de aproximadamente 315m² A Taxa de Filtração Tx na situação proposta com as camadas de Carvão Ativado Vegetal de Areia e Seixos Rolados fica em torno de 200 m³ m² dia Portanto o processo de filtração terá condições de tratar por dia o seguinte Volume V V Tx x Af V 200 m³m²dia x 342 m² V 6840 m³ dia x 20 filtros V 13680 m³dia Este é o volume diário máximo de tratamento da unidade de filtração valor bem acima do volume de tratamento da ETA 135 Correção de pH Após o processo de filtração a água estará com valores de pH baixo fora dos Padrões de Potabilidade controlados pelo Ministério da Saúde O motivo pelo qual o pH decresceu é por conta da introdução do Sulfato de Alumínio na Água Deverá ser feita a Correção do pH com a introdução de produto químico a base de NAOH livre fazendo com que o pH se eleve para valores expressos nas Normas e Portarias que regulamentam o Abastecimento de Água A preparação da solução corretora do pH será dentro da Casa de Química e a introdução deste produto na água será feita através de bomba dosadora com regulagem de vazão Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 10 136 Desinfecção Depois do processo de Filtração a água estará com Cor e Turbidez dentro dos Padrões de Potabilidade mas poderá conter microrganismos que podem causar doenças Para evitar a Distribuição de água contaminada será necessária a Desinfecção sendo feita pela introdução de produto à base de Cloro Hipoclorito de Sódio ou Cálcio exemplo Resumindo a Desinfecção tem como objetivo a eliminação total de possíveis microrganismos nocivos ao ser humano A preparação da solução contendo Cloro Ativo será dentro da Casa de Química e a introdução deste produto na água será feita através de bomba dosadora com regulagem de vazão A Correção de pH e a Desinfecção irão ocorrer no interior de um reservatório de fibra de vidro de 1000 litros apoiado sobre base de concreto armado A base de assentamento deste tanque será de Concreto Traço 1 2 25 fck 20 MPA com Armadura CA50 63 mm Será usada também Forma de Compensado Resinado 12mm A base será circular com diâmetro 115 metros e altura 060 metros 137 Tanque de Contato e Armazenamento Para acontecer uma desinfecção eficiente o produto a base de Cloro deverá ter um Tempo de Contato mínimo de 30 minutos com a água antes de ser distribuída Este processo irá ocorrer dentro do primeiro tanque de 20000 litros do Sistema de Reservação Após o Tanque de Contato e Armazenamento a água está pronta para ser consumida As descrições do tanque estão no item Sistema de Reservação Conforme Detalhe anexo Planta 01 138 Casa de Química Como mencionado anteriormente para tornar a Água Potável será necessária a introdução de produtos químicos Para tanto será necessária ter na Estação de Tratamento um local onde estes produtos possam ser estocados e manipulados Este local á chamado de Casa de Química Conforme Detalhe anexo Planta 04 A Casa de Química deverá possuir as seguintes repartições Sala para Estocagem de Sulfato de Alumínio coagulante Sala para Estocagem do Cloro Desinfecção Sala para Estocagem do Produto a base de NAOH Corretor de pH Sala para preparação das soluções dos produtos Sala de Recepção Banheiro Área coberta e Abrigo do Quadro de Comando do conjunto motobomba 1381 Projeto Constituído com os seguintes compartimentosuma sala de química um BWC e uma Sala de Armazenagem conforme projeto arquitetônico Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 11 1382 Fundações e estrutura Será providenciada a limpeza do lote construção de barraco para material e ferramentas e a marcação do esquadro da obra As fundações com sapatas isoladas colarinho viga de baldrame pilares e vigas conforme projeto estrutural As vigas de baldrame em contato com o solo deverão ser impermeabilizadas para evitar infiltrações 1383 Paredes Todas as Paredes Externas e Internas serão em alvenaria com tijolos 6 furos sendo que essas paredes receberão todos os revestimentos como Chapisco Emboço e Reboco Alvenaria Serão executados com tijolos comuns de seis furos nas dimensões do projeto sendo que serão assentados com argamassa posteriormente recebendo o devido acabamento Impermeabilização As quatro primeiras fiadas de tijolos de todas as paredes deverão ser assentes com argamassa de cimento e areia média traço de 13 hidratada com impermeabilizante na proporção indicada pelo fabricante O restante do assentamento será com argamassa traço 128 de cimento cal hidratada areia média as juntas com espessura de 15 mm A cal hidratada poderá ser substituída por algum aditivo alvenarite e este ficara a escolha do executor Sobre todas as portas e janelas deverão existir vergas armadas conforme o tamanho do vão com três barras de ferro 63 mm apoiadas em pelo menos 40 cm de cada lado do vão Chapisco O traço para o chapisco deverá ser de 13 com cimento e areia grossa ou seja a que passa na peneira 48mm e fica retida na 24mm e será aplicada sobre a parede limpa a vassoura e abundantemente molhada com esguicho de mangueira Emboço O emboço só será iniciado após completa pega de argamassa das alvenarias e chapiscos e depois de embutidas todas as canalizações que pôr ele devam passar A superfície deverá ser molhada como anteriormente descrito Os emboços serão fortemente comprimidos contra as superfícies e apresentarão parâmetro áspero para facilitar a aderência A espessura do emboço não deve ultrapassar a 20mm O traço para o emboço será 12 8 de cimento cal em pó e areia média passa na peneira 24mm e fica retida na 06mm Reboco Sobre a camada de emboço curado limpo sem poeira molhado será executado o reboco na espessura máxima de 5mm traço 13 de cal em pasta e areia fina peneirada com adição de 5 de cimento O acabamento deverá ser feltrada Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 12 1384 Revestimentos Piso cerâmico em todas as dependências A cerâmica será assentada com argamassa específica conforme orientação do fabricante e rejunte nas cores apropriadas 1385 Cobertura Laje prémoldada impermeabilizada sem cobertura deixando suas devidas abas conforme projeto 1386 Aberturas As Janelas e portas da casa de química serão de Ferro apenas a porta do BWC será em madeira e sua janela de ferro 1387 Instalações Hidrosanitárias Tubulações embutidas para água e esgoto em PVC destinadas à fossa séptica Filtro anaeróbio e em seguida para o sumidouro Fossa Filtro e Sumidouro Será Adotado Fossa Filtro e Sumidouro prémoldados de concreto pois estes são de execução mais rápida e são fornecidos por empresas especializadas o que garante um funcionamento melhor dos mesmos Memorial Descritivo Sistema de tratamento de efluentes constituído de Fossa Séptica e Filtro Anaeróbio de sessão retangular dimensionados pela NBR 7229 e NBR13969 conforme necessidade da obra Materiais utilizados 1º Concreto armado Concreto traço 31 Cimento ARI RS resistente ao sulfato Malha de ferro 20x20 36mm Espessura da parede e fundo 5cm Tampas de concreto armado com 5cm ferro de 63mm Slump 0 Tubos e conecxões marca tigre Bitolas no projeto Funcionamento Fossa Séptica e Filtro Anaeróbio Será lançado os dejetos com 100 de impurezas onde nesse compartimento Fossa Séptica ocorrera a fermentação por intermédio dos micro organismos existentes nos dejetos orgânicos transformandose em LODO LIQUIDO e ESCUMA onde por sua vez o LIQUIDO será lançado para o Filtro Anaeróbio pelo fluxo natural da gravidade levado ate o fundo falso subindo pelo leito filtrante de brita nº03 e saindo para o destina final ver Anexos Manutenção Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 13 Conforme NBR 7229 adotamos que o lodo e escuma acumulados nos tanques sépticos devem ser removidos a intervalos de 01 anos O intervalo de remoção pode ser encurtado ou alongado quando aos parâmetros de projeto sempre que se verificar alterações nas vazões efetivas de trabalhos com relação ás estimadas Quando da remoção do lodo digerido aproximadamente 10 de seu volume devem ser deixados no interior do tanque A remoção periódica de lodo e escuma deve ser feita por profissionais especializados que dispõe de equipamentos adequados para garantir o não contato direto entre pessoas e lodo É obrigado o uso de botas e luvas de borracha Anteriormente a qualquer operação que venha a ser realizada no interior dos tanques as tampas devem ser mantidas abertas por tempo suficiente á remoção de gases Tóxicos ou explosivos 5 min Conforme NBR 13969 o filtro anaeróbio deve ser limpo quando for observada a obstrução do leito filtrante Para limpeza do filtro deve ser utilizado um mangote de sucção introduzido pelo tubo guia que leva ate o fundo falso do filtro se constatar que a operação acima é insuficiente para retirada do lodo deve ser lançado água sobre a superfície do leito filtrante drenandoa novamente Não deve ser feita a lavagem completa do filtro pois retarda a partida da operação após a limpeza Eficiência ao passar pelo Filtro Anaeróbio Faixas Prováveis de remoção dos poluentes DBO 520 40 a 75 DQO 40 a 70 SNF 60 a 90 Sólidos Sedimentáveis 70 uo Fosfato 20 a 50 Coliformes Obs Os valores limites inferiores são referentes a temperatura abaixo de 15ºC os valores limites superiores são para temperaturas acima de 25ºC sendo também influenciados pelas condições operacionais e grau de manutenção As taxas de remoção dos coliformes não devem ser consideradas como valores de aceitação mas apenas de referencia uma vez que 05 residual de coliformes do esgoto representa centenas de milhares destes Algumas características do processo de tratamento Área necessária Reduzida Operação Simples Custo operacional Baixo Manutenção Simples Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 14 OdorCor do Efluente Sim Memorial de Cálculo Dimensionamento das fossas Sépticas de Câmara Única V1000N CT KLf Sendo Vvolume útil em litros Nnúmero de contribuintes Ccontribuição de despejos em litrospessoadias Tperíodo de detenção em dias Lfcontribuição de lodo fresco em litrospessoadia KTaxa de acumulação de lodo digerido Dimensionamento do Filtro Anaeróbio Vu16xNCT Sendo Vvolume útil em litros Nnúmero de contribuintes Ccontribuição de despejos em litrospessoadias Tperíodo de detenção em dias MEMORIAL DE CÁLCULO Cálculo da Fossa Séptica N C T K Lf V11000NCT K Lf 3 50 1 65 02 V1 1189 litros Calc Adotado Tamanho Fossa Séptica X 1 1 m Y 2 2 m Z 07945 15 m X1 sistemas Cálculo Filtro Anaeróbio N C T Vu116xNCT 3 50 1 Vu1 240 litros Calc Adotado Tamanho Filtro Anaeróbio X 1 1 m Y 2 2 m Z 032 2 m X2 sistema Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 15 NBR 7229 ABNT 1993 Tabela 41 Contribuição de esgoto C e de lodo freco Lf por tipo de ocupação Tipo e ocupação das edificações Contribuição de Contribuição de esgoto C lodo fresco Lf litrospessoas x litrospessoa x dia dia 1 Ocupantes permanentes Residência de alto padrão 160 1 Residência de padrão médio 130 1 Residência de baixo padrão 100 1 Hotéis exceto lavanderia e cozinha 100 1 Alojamento provisórios 80 1 2 Ocupantes temporários Fábrica em geral 70 030 Escritórios 50 020 Edifícios públicos e comerciais 50 020 Escolas Externatos e locais de longa 50 020 permanência Bares 6 010 Restaurantes e similares 251 010 Cinemas teatros e locais de curta 2² 002 permanência Sanitários públicos 4 480 ³ 40 Observações 1 por refeições 2 por lugares disponíveis 3 apenas acesso aberto público estações rodoviárias ferroviarias estádio esportivo logradouro público 4 por bacias sanitárias disponíveis Tabela 42 Tempo de detenção dos despejos Td Contribuição diária litros Tempo de detenção Td Em dias Em horas Até 1500 100 24 De 1501 a 3000 092 22 De 3001 a 4500 083 20 De 4501 a 6000 075 18 De 6001 a 7500 067 16 De 7501 a 9000 058 14 Mais que 9000 050 12 Tabela 43 Valores da taxa de acumulação de lodo digerido K Intervalo entre limpezas Valores de k em dias por faixas anos temperaturas ambientes t em C t10 10 t 20 t20 1 94 65 57 2 134 105 97 3 174 145 137 4 214 185 177 Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 16 5 254 225 217 Instalações Elétricas Executadas conforme as especificações do projeto e normas da ABNT e Celesc Ligado ao circuito existente 1388 Pintura As paredes de alvenaria externa e internamente receberão pintura com tinta látex PVA As janelas e portas de ferro receberão tinta esmalte em duas demãos e as portas em madeira receberão pintura esmalte sintético em duas demãos 139 Drenagem dos Efluentes e Vala de Infiltração A drenagem dos efluentes da ETA serão por meio de tubos de esgoto DN 20 cm e serão encaminhados até uma Vala de Depósito e Infiltração Esta vala destinase para depósito e infiltração dos efluentes provenientes da limpeza das unidades de tratamento da ETA principalmente do decantador e filtros As dimensões da Vala serão 30 metros de largura 40 de comprimento e 150 metros de altura útil Após certo tempo o material depositado na vala devera ser retirado e encaminhada ate um aterro sanitário 14 Locação da Obra A locação está sendo feita de acordo com o respectivo projeto admitindose no entanto certa flexibilidade na escolha da posição da rede dentro da estrada face a existência de obstáculos não previstos bem como da natureza do solo que servirá de leito Qualquer modificação somente poderá ser efetuada com autorização dos Órgãos Participantes do Projeto 15 Escavações Na abertura das valas deverá se evitar o acúmulo por muito tempo do material e da tubulação na beira da vala sobretudo quando este acúmulo possa restringir ou impedir o livre trânsito de veículos e pedestres Em locais em que não houver impedimentos no uso de equipamentos pesados e de porte a escavação deve ser processada por meios mecânicos com o uso de retroescavadeira Eventualmente será necessário o uso de motoniveladora e trator de esteira A escavação manual deve ser utilizada em locais que não se possa efetuar a escavação mecânica Em ambos os casos a empreiteira será responsável por eventuais danos causados a terceiros Na necessidade de uso de explosivos no processo de escavação em material rochoso deverão ser obedecidas às exigências legais que regem o uso e a guarda de explosivos Neste caso a profundidade da escavação deverá ser acrescida de 20 cm em que será preenchido com material apropriado para melhorar a base dos tubos a serem assentados O material escavado da vala não deverá obstruir as sarjetas A escavação não deve adiantarse ao assentamento em mais de 1000 metros O fundo da vala deverá ter declividade tal que no assentamento dos tubos sejam evitados trechos com mudanças bruscas no leito No caso de material rochoso a tubulação deverá ficar afastada de no mínimo 20 cm da mesma Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 17 A profundidade da tubulação quando executada no terço médio da estrada será de 080 m para oferecer maior durabilidade aos tubos Dependendo da natureza do terreno deverá ser executado escoramento nas valas para evitar desmoronamentos O empreiteiro deverá escolher corretamente o tipo de escoramento para cada tipo de solo 16 Preparo do Leito para Assentamento da Tubulação O fundo da vala onde vai ser assentada a tubulação deverá estar isenta de pedras e outros materiais evitando assim o aparecimento de esforços localizados na tubulação O leito deve ser devidamente regularizado eliminando todas as saliências da escavação Em terrenos moles deverá ser executada a retirada deste material e substituílo por material mais resistente Sendo muito espessa a camada de terreno mole o berço da tubulação deverá ser apoiado em estacas Estas estacas serão de concreto prémoldado 17 Assentamento da Tubulação Antes do assentamento os tubos e peças devem ser limpos e inspecionados com cuidado Deve ser verificado também a existência de falhas de fabricação como danos e avarias decorrentes de transportes e manuseio No assentamento os tubos devem ser rigorosamente alinhados O ajustamento das juntas da tubulação com seu respectivo material de vedação deve ser feito com o cuidado necessário para que as juntas sejam estanques Nos períodos em que se paralisar o assentamento a extremidade da tubulação deve ser vedada com tampões Para os tubos de PVC retirar todo o brilho e limpar a ponta e a bolsa com uma estopa embebida de solução limpadora ou lixa removendo todas as sujeiras e gorduras 18 Aterro das Valas Qualquer reaterro só poderá ser iniciado após a autorização da fiscalização a quem cabe antes examinar a rede a metragem e a instalação das peças especiais Na operação manual ou mecânica de compactação do reaterro todo cuidado deve ser tomado para não deslocar a tubulação e seus berços de ancoragem Quando o material retirado da vala for inconveniente ao reaterro deverá ser substituído por outro de boa qualidade 19 Desinfecção dos Tubos Assentados Como durante o assentamento a tubulação ficará suja e contaminada será necessário desinfetar as linhas novas com cloro líquido A dosagem usual de cloro é de 100 ppm mgL A água e o cloro devem permanecer na tubulação por 24 horas no mínimo No final deste tempo todos os hidrômetros e registros do trecho serão abertos e evacuada toda água da tubulação até que não haja mais cheiro de cloro A desinfecção deverá ser repetida sempre que o exame bacteriológico assim o indicar Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 18 110 Instalação da Rede Elétrica Deverá ser instalada Rede de Energia Elétrica Trifásica junto a Estação Elevatória de Água Bruta e Estação de Tratamento de Água ETA Também deverá ser instalado Padrão Elétrico Trifásico modelo da Concessionária para cada um dos locais citados anteriormente A instalação da Rede de Energia Elétrica ficara a cargo da Prefeitura Municipal de São Carlos Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 19 2 MEMORIAL DE CÁLCULO 21 Objetivos O presente relatório tem o objetivo de submeter para aprovação de projeto de Sistema de Abastecimento de Água as dimensões e os materiais recomendados para Sistema de Captação Estação Elevatória Adutora Estação de Tratamento de Água e Sistema de Reservação Estas unidades estão representadas pelo Memorial Planilha Orçamentária e Plantas que mostram os Detalhes do Sistema Proposto 22 Especificações das tubulações As tubulações apresentadas são regidas pelas normas técnicas Brasileiras ver referências bibliográficas 23 Metodologia para a Determinação das Vazões de Projeto 231 População atual Po A População atual será calculada pela equação a seguir Po Ne x 4 Sendo Po População atual em habitantes Ne nº de economias 4 quatro é o número médio de habitantes por economia 232 População de Projeto Segundo dados do IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística a população do Município em 1991 era de 12230 habitantes sendo destes 7275 rurais e 4955 urbanas já em 1996 eram 11989 habitantes sendo destes 6317 rurais e 5672 urbanas em 2000 eram 9364 habitantes sendo 4017 rurais e 5347 urbanas em 2007 eram 10372 habitantes sendo que destes 3555 era rural e 6817 era urbana Pelos dados apresentados podemos constatar que a população rural vem decrescendo desde 1991 ate o ano de 2007 e tendo vista isso e para efeito de cálculo será considerada uma taxa de crescimento anual de 1 o que acarretará no final de 20 anos a um crescimento de 20 A População de projeto será calculada utilizandose a equação abaixo Pr 1 020 Po Sendo Pr População de projeto em habitantes Po População atual em habitantes Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 20 233 Consumo Médio per capita As Normas técnicas para projeto organizadas ou adotadas por entidades locais estaduais ou regionais geralmente apresentam para cidades ou vilas com população inferior a 50000 habitantes o valor de 150 litroshabdia q1 como consumo médio per capita sendo este o valor adotado neste Projeto 234 Consumo Médio por Economia É o consumo médio de uma economia expressa em litros por dia O cálculo é feito da seguinte forma Cme q1 N k1 k2 Cme Consumo médio de uma economia q1 consumo médio per capita em litroshabdia N número médio de habitantes por economia k1 coeficiente do dia de maior consumo k2 coeficiente da hora de maior consumo 235 Variações de Consumo A água distribuída para uma localidade não tem uma vazão constante mesmo considerada invariável a população consumidora Devido a maior ou menor demanda em certas horas do período diário ou em certos dias ou épocas do ano a vazão distribuída sofre variações mais ou menos apreciáveis A vazão é influenciada dentre outros motivos pelos hábitos da população e condições climáticas Desta forma são acrescentados a fórmula os coeficientes do dia de maior consumo k1 e hora de maior consumo k2 2351 Variações Diárias O volume distribuído num ano dividido por 365 permite conhecer a vazão média diária anual A relação entre o maior consumo diário verificado e a vazão média diária anual fornece o coeficiente do dia de maior consumo Assim K1 maior consumo diário no ano Vazão média diária no ano Estudos realizados demonstraram que para dimensionamento de um sistema de abastecimento de água o valor de k1 ficam compreendido entre 120 e 150 No presente projeto adotouse o valor de k1 120 2352 Variações Horárias Também no período de um dia há sensíveis variações na vazão de água distribuída a uma localidade em função da maior ou menor demanda no tempo Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 21 As horas de maior demanda situamse em torno daquelas em que a população está habituada a tomar refeições em conseqüência do uso mais acentuado de água na cozinha antes e depois das mesmas O consumo mínimo verificase no período noturno geralmente nas primeiras horas da madrugada A relação entre a maior vazão horária observada num dia e a vazão média horária do mesmo dia define o coeficiente da hora de maior consumo Assim K2 maior vazão horária no dia Vazão média horária no dia Observações realizadas em diversas cidades brasileiras demonstraram que seu valor também oscila mas na maior parte ficando próximo de 150 No presente projeto adotouse o valor de k2 150 236 Vazão Média de Consumo Calculada pela equação abaixo VMC Pr q1 1000 Onde VMC vazão média de consumo em m3dia Pr população de projeto em habitantes q1 consumo médio per capita em litroshabdia 237 Vazão Máxima Diária Calculada pela equação abaixo VMD Pr q1 1000 k1 Onde VMD vazão máxima diária em m3dia Pr população de projeto em habitantes q1 consumo médio per capita em litroshabdia k1 coeficiente do dia de maior consumo 238 Vazão Máxima Horária Calculada pela equação abaixo VMH Pr q1 1000 24 k2 Onde VMH vazão máxima horária em m3hora Pr população de projeto em habitantes q1 consumo médio per capita em litroshabdia k2 coeficiente da hora maior consumo Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 22 239 Vazão Média por Economia É calculado dividindose o consumo médio diário de cada economia por 24 horas um dia Esta vazão é expressa em Litroshora 2310 Vazão de Cálculo Esta é a vazão utilizada nos cálculos para dimensionamento deste sistema de abastecimento de água É calculada da seguinte forma VC Pr q1 1000 k1 k2 Onde VC vazão de cálculo em m3dia Pr população de projeto em habitantes q1 consumo médio per capita em litroshabdia k1 coeficiente do dia de maior consumo k2 coeficiente da hora maior consumo 24 Cálculo do Volume do Reservatório O cálculo do dimensionamento do reservatório está demonstrado nas planilhas de cálculo 25 Dimensionamento do Sistema de Distribuição No anexo 16 das planilhas de cálculo consta o dimensionamento do sistema de distribuição de água sendo Coluna 01 Trecho em questão ligando dois pontos Coluna 02 Extensão do trecho em metros Coluna 03 Vazão ls a jusante do trecho sendo este igual a vazão a montante do trecho a seguir na direção do escoamento Coluna 04 Vazão ls em marcha sendo calculada multiplicandose a vazão específica pela extensão do trecho Coluna 05 Vazão ls a montante calculada pela soma das vazões de jusante e em marcha Coluna 06 Vazão ls fictícia calculada pela soma das vazões de montante e jusante divididas por dois Vf Qm Qj 2 Coluna 07 Diâmetro da tubulação mm obedecendo as tabelas limites de dimensionamento que levam em conta a vazão ls ou m3h e a velocidade de escoamento ms Coluna 08 Diâmetro DI da tubulação mm Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 23 Coluna 09 Velocidade ms de escoamento no trecho sendo calculada pela divisão da vazão a montante pela área da tubulação v Qm A Coluna 10 Cota piezométrica a montante sendo a soma da cota do terreno mais a pressão disponível neste ponto estabelecida A cota piezométrica a montante de um trecho é igual a cota piezométrica a jusante do trecho imediatamente anterior Coluna 11 Perda de carga total hf em metros Utilizandose a fórmula de Hazen Williams J 10643 Q185 C 185 D 487 calculase a perda de carga unitária J Esta perda de carga unitária multiplicada pela extensão do trecho L identificase a perda de carga total hf J L Coluna 12 Cota piezométrica a jusante do trecho identificada pela subtração da cota piezométrica a montante pela perda de carga total Coluna 13 Cota do terreno a montante acima início do trecho na direção de escoamento Coluna 14 Cota do terreno a jusante abaixo fim do trecho na direção de escoamento Coluna 15 Pressão dinâmica a montante sendo calculada através da subtração da cota piezométrica a montante da cota do terreno a montante Coluna 16 Pressão dinâmica a jusante sendo calculada através da subtração da cota piezométrica a jusante da cota do terreno a jusante Coluna 17 Pressão estática a montante sendo calculada através da subtração da cota piezométrica do reservatório ou válvulas da cota do terreno a montante Coluna 18 Pressão estática a jusante sendo calculada através da subtração da cota piezométrica do reservatório ou valvula da cota do terreno a jusante Coluna 19 Valores da Diminuição de pressão das válvulas a serem instaladas Coluna 20 Observações relativas ao trecho por motivo de inclusão de válvula reguladora de pressão etc Coluna 21 Tubulações utilizadas Diâmetro Externo 26 Observações É indispensável que cada ponto consumidor economia tenha um reservatório de uso próprio e que a linha dimensionada neste reservatório abasteça somente os pontos mencionados no projeto Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 24 27 Referências Bibliográficas IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Censo Demográfico 2000 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 12211 NB 00587 Estudos de Concepção de Sistemas Públicos de Abastecimento de Água Rio de JaneiroRJ 1982 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 12215 NB 00597 Projeto de Adutora de Água para Abastecimento Público Rio de JaneiroRJ 1991 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 12218 NB 00594 Projeto de Rede de Distribuição de Água para Abastecimento Público Rio de JaneiroRJ 1994 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 12214 NB 00590 Projeto de Sistema de Bombeamento de Água para Abastecimento Público Rio de JaneiroRJ 1992 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 12217 NB 00593 Projeto de Reservatório de Distribuição de Água para Abastecimento Público Rio de JaneiroRJ 1994 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 12212 NB 588 Projeto de poço para captação de água subterrânea Rio de JaneiroRJ 1992 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 12244 NB 1290 Construção de poço para captação de água subterrânea Rio de JaneiroRJ 1992 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 7664 EB 1207 Conexões de ferro fundido com junta elástica para tubos de PVC rígido defofo para adutoras e redes de água Rio de JaneiroRJ 1982 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 7673 EB 1290 Anéis de borracha para tubulações de PVC rígido para adutoras e redes de água Rio de JaneiroRJ 1982 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 7372 NB 115 Execução de tubulações de pressão PVC rígido com junta soldada rosqueada ou com anéis de borracha Rio de JaneiroRJ 1982 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 9822 NB 778 Execução de tubulações de PVC rígido para adutoras e redes de água Rio de JaneiroRJ 1987 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 5680 PB 277 Dimensões de tubos de PVC rígido Rio de JaneiroRJ 1977 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 9821 PB 912 Conexões de PVC rígido de junta soldável para redes de distribuição de água Tipos Rio de JaneiroRJ 1987 Sistema de Tratamento e Abastecimento de Água São CarlosSC 25 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 9821 PB 912 Conexões de PVC rígido de junta soldável para redes de distribuição de água Tipos Rio de JaneiroRJ 1987 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 5648 EB 892 Sistemas Prediais de Água Fria Tubos e Conexões de PVC 63 PN 750 Kpa com junto soldável Requisitos Rio de JaneiroRJ 1999 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 8417 EB 1477 Sistemas de ramais prediais de água tubulação polietileno Requisitos Rio de JaneiroRJ 1999 Norma Técnica DIN DIN 8074 75 77 78 Fabricação de Tubulação PEAD para uso em rede de adutoras de água esgoto mineração e irrigação Netto José Martiniano de Azevedo Manual de Hidráulica Editora Edgard Blücher Ltda São PauloSP 1998 Fundação Nacional de Saúde FUNASA Ministério da Saúde Apresentação de Projetos de Sistemas de Abastecimento de Água BrasíliaDF agosto 2003 RICARDO BEIRITH Eng Civil CREA SC 0289861