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EVAPOTRANSPIRAÇÃO conceitos básicos e aplicações Material didático preparado para a disciplina GCCA 039 Irrigação e Drenagem As apresentações disponibilizadas não são suficientes para a consolidação do conhecimento e aproveitamento nas avaliações É indispensável o estudo e a pesquisa nas literaturas livros recomendadas bem como a revisão de conteúdos de disciplinas anteriores Vital Pedro da Silva Paz vitalpazufrbedubr Aureo Silva de Oliveira aureoufrbedubr Um dia sem estudar pesquisar buscar conhecimento ou aperfeiçoamento poderá representar um dia a mais no caminho para alcançar seu objetivo O conteúdo apresentado segue as fundamentações e descrições disponíveis nas literaturas recomendadas devendo ser consultadas pelos discentes para a consolidação da compreensão e do aprendizado Importante destacar que a presente exposição não exclui a necessidade de revisão estudo eou pesquisa na literatura de forma a complementar as discussões as dúvidas e os questionamentos dos interessados O material preparado se constitui em uma compilação cuidadosa para o melhor entendimento Tratase de temas com vasta e acessível disponibilidade de material bibliográfico e de pesquisa para estudo e compreensão inclusive conteúdo de disciplina que antecede GCCA 039 Infiltração de água no solo é tema de fundamental importância para entendimento da dinâmica das técnicas e sistemas de reposição de água ao solo e abriga conceitos já desenvolvidos em conteúdos de módulos e disciplinas anteriores Material didático preparado para a disciplina GCCA 039 Irrigação e Drenagem EVAPOTRANSPIRAÇÃO conceitos básicos e aplicações Vital Pedro da Silva Paz vitalpazufrbedubr Aureo Silva de Oliveira aureoufrbedubr Material didático preparado para a disciplina GCCA 039 Irrigação e Drenagem EVAPOTRANSPIRAÇÃO conceitos básicos e aplicações O presente material foi preparado a partir da consulta de publicações de vários autores livros artigos apontamentos e notas bem como informações disponíveis e de acesso digital livre As figuras e ilustrações não representam qualquer interesse preferência ou recomendação comercial Foram usadas para melhor entendimento e compreensão pelos interessados sem qualquer distinção de marca e fabricante de produto ou equipamento Uma vez verificada alguma manifestação do fabricante figuras ou ilustrações serão imediatamente substituídas O propósito do material é exclusivamente atender ao ofício acadêmico e pedagógico para formação de recursos humanos qualificados para a agricultura irrigada com maior responsabilidade e princípios de respeitos aos recursos naturais Vital Pedro da Silva Paz vitalpazufrbedubr Aureo Silva de Oliveira aureoufrbedubr httpsmundoeducacaouolcombrbiologiaevapotranspiracaohtm CICLO HIDROLÓGICO na agricultura Evapotranspiração 4 No sistema formado pelo Solo pela Planta e pela Atmosfera o qual se denomina Continuum a água sai do Solo para a Planta H2O líquida e da Planta para a Atmosfera H2O gasosa num aparente sistema aberto Mas como esse Continuum está dentro do Ciclo Hidrológico tornase parte de um circuito fechado de recirculação quando a água volta ao Solo a partir da Atmosfera seja na forma de H2O líquida chuva orvalho seja na forma de H2O sólida neve granizo CICLO HIDROLÓGICO x EVAPOTRANSPIRAÇÃO Evapotranspiração 5 A evapotranspiração é a forma pela qual a água da superfície terrestre passa para a atmosfera no estado de vapor tendo papel importantíssimo no Ciclo Hidrológico Esse processo envolve a transpiração vegetal somada à evaporação direta de superfícies de água livre rios lagos represas oceano etc superfície dos solos e superfícies úmidas da parte aérea das plantas água interceptada durante uma chuva ou irrigação Superfície de água livre Vegetação úmida Solo nu sem vegetação EVAPORAÇÃO e TRANSPIRAÇÃO Evapotranspiração 6 EVAPORAÇÃO Processo físico de mudança de fase da água do estado líquido para o estado gasoso A água na atmosfera tem sua origem nos oceanos lagos rios solo e vegetação úmida evaporação do orvalho ou da água interceptada das chuvas EVAPORAÇÃO Processo físico de mudança de fase da água do estado líquido para o estado gasoso A água na atmosfera tem sua origem nos oceanos lagos rios solo e vegetação úmida evaporação do orvalho ou da água interceptada das chuvas Calor latente de vaporização da água A evaporação da água consome energia energia essa conhecida como calor latente de vaporização E é a grandeza física relacionada à quantidade de calor energia que uma unidade de massa de determinada substância deve receber ou ceder para mudar de fase O calor latente de vaporização depende da temperatura da água segundo essa função λ 2501 00022361 T T temperatura C EVAPORAÇÃO e TRANSPIRAÇÃO Evaporação da água o calor latente de evaporação varia muito pouco com a temperatura podendose adotar como padrão o valor para T 20 oC temperatura ambiente qual seja 2450 kJ kg1 ou 586 cal g1 Evapotranspiração 7 A força que governa a remoção do vapor da superfície evaporante é o gradiente de pressão de vapor entre a superfície e o ar adjacente A continuidade do processo evaporativo depende da troca do ar saturado próximo à superfície evaporante por ar mais seco o que é proporcionado pelo vento Vento Radiação solar Temperatura Umidade UR 50 UR 100 Vapor dágua Energia solar Vento ar em movimento Temperatura do ar EVAPORAÇÃO EVAPORAÇÃO e TRANSPIRAÇÃO Evapotranspiração 8 É um processo biofísico pelo qual a água que passou pela planta fazendo parte de seu metabolismo é transferida para a atmosfera preferencialmente pelos estômatos obedecendo a uma série de resistências desde o solo passando pelos vasos condutores xilema mesófilo estômatos e finalmente indo para a atmosfera Água Transpirada 98 Água consumida na fotossíntese02 Água retida no tecido vegetal 18 Estimativa da água absorvida pela cultura do milho com lâmina média por ciclo vegetativo 600 mm EVAPORAÇÃO e TRANSPIRAÇÃO TRANSPIRAÇÃO Evapotranspiração 9 TRANSPIRAÇÃO Um mal necessário A Transpiração representa um risco para a perda de turgescência Havendo transferência de água na parte aérea por transpiração sem correspondente absorção de água pelas raízes a planta murcha podendo inclusive ser levada ao Ponto de Murcha Permanente murchamento irreversível Sem a Transpiração não há fluxo hídrico no Continuum E sem esse fluxo não se teria parte considerável do influxo de sais minerais incluindo nutrientes para as plantas nem sua distribuição pelos xilemas Sem esse fluxo ascendente não haveria suprimento renovado de água para evaporar na parte aérea o que é essencial para a regulação térmica da planta Além disso a Transpiração está condicionada à abertura dos estômatos para saída do vapor dágua E é com essa abertura estomatal que há entrada de CO2 necessária à Fotossíntese A disponibilidade de água condiciona a Transpiração que por sua vez condiciona a absorção e posterior incorporação de Carbono EVAPORAÇÃO e TRANSPIRAÇÃO Evapotranspiração 10 TRANSPIRAÇÃO teoria da coesão Ψ solo 01 a 2 atm Ψ raiz 1 a 10 atm Ψ folhas 5 a 40 atm Ψ ar 100 a 1000 atm Evaporação O abaixamento do potencial hídrico Ψ da atmosfera promove a evaporação da água das paredes celulares Isso promove a redução do potencial hídrico nas paredes celulares e no citoplasma Coesão no xilema A coluna de água no xilema é mantida por coesão das moléculas de água nos vasos Bolhas de ar bloqueiam o movimento Absorção de água do solo O menor potencial hídrico das raízes provoca a entrada de água A área de absorção depende da quantidade de radículas A água se move através da endoderme por osmose EVAPORAÇÃO e TRANSPIRAÇÃO Evapotranspiração 11 A evapotranspiração é definida como sendo o processo simultâneo de transferência de água para a atmosfera por evaporação da água do solo e da vegetação úmida e por transpiração das plantas ET E T A evaporação E e a transpiração T nem sempre aparecem juntas e quando aparecem são processos simultâneos contribuindo com proporções diferentes para o total da evapotranspiração ET T E O componente E pode predominar em relação ao componente T e viceversa dependendo do tipo de superfície e presença de vegetação grau de cobertura httpswwwdiynetworkcomhowtooutdoorsgardeninghowtoinstallsod EVAPORAÇÃO e TRANSPIRAÇÃO Evapotranspiração 12 EVAPOTRANSPIRAÇÃO A evapotranspiração é uma variável fundamental para estimar a exigência hídrica das culturas e também fornece subsídio para o dimensionamento de sistemas de bombeamento adução e distribuição de água na irrigação A estimativa da quantidade de água requerida por uma cultura define com maior segurança o potencial de produção com redução de riscos decorrentes de prováveis déficits ou excessos estabelecendose o manejo adequado do sistema de irrigação A ET assume papel fundamental no balanço hídrico de microbacias hidrográficas juntamente com a precipitação O balanço entre a água que entra na microbacia pela chuva e a que sai por ET irá resultar na vazão Q do sistema de drenagem Evapotranspiração 13 ET EVAPOTRANSPIRAÇÃO Evapotranspiração em Cultivos sem Solo Em cultivos Hidropônicos nos quais não se esperam plantas invasoras a Evapotranspiração da Cultura é a soma dos componentes Transpiração da cultura de interesse Evaporação a partir do meio sólido de sustentação da planta ou a partir da superfície de contenção da solução nutritiva Em alguns sistemas hidropônicos a Evaporação é ínfima Nesses casos podese definir que ET Transpiração da cultura de interesse Evapotranspiração 14 Ambientais demanda atmosféricaevaporativa Radiação solar O energia radiante fornecida pelo Sol constitui a força motriz do próprio ciclo hidrológico o aumento na incidência de radiação solar aumenta a demanda atmosférica Temperatura do ar A elevação da temperatura tem influência direta na evaporação porque eleva a pressão de saturação do vapor de água aumentando o déficit de saturação de vapor dágua Velocidade do vento O vento atua no fenômeno da evaporação renovando o ar em contato com a superfície evaporante removendo o excesso de vapor e incrementando assim o déficit de saturação Principais fatores que afetam a ET Evapotranspiração 15 ET Fisiológicos Fechamento estomático À medida que a abertura estomática aumenta uma maior quantidade de vapor dágua pode ser transportada para a atmosfera A luz e a umidade das folhas influenciam o fechamento e a abertura dos estômatos Área foliar Quanto maior a área foliar de uma espécie maior a ET A área foliar é comumente quantificada pelo índice de área foliar IAF O IAF é a razão entre a área foliar apenas um lado da folha e a área de superfície do solo ocupada pela planta O IAF é um indicador do desenvolvimento da planta Profundidade das raízes A maior exploração de determinado volume de solo é indicador da capacidade de extração de água do perfil do solo Maior umidade na zona radicular indica menor restrição hídrica ao processo de ET Principais fatores que afetam a ET Evapotranspiração 16 ET Outros fatores determinantes Altura das plantas Tipo de cultura Albedo Espaçamentodensidade de plantio Orientação de plantio Água disponível no solo Impedimentos físicosquímicos Uso de quebraventos Principais fatores que afetam a ET Albedo razão entre a quantidade de radiação solar refletida e a quantidade de radiação solar incidente É o poder refletor de uma superfície Evapotranspiração 17 ET O requerimento de água ET geralmente aumenta à proporção que aumenta a demanda atmosférica desde que ocorra condições de umidade no solo À medida que ocorre redução da disponibilidade de água no solo ocorre mudanças no comportamento entre demanda atmosférica umidade do solo fechamento de estômatos e taxa de evapotranspiração Uma condição de clima seco altas temperaturas baixa umidade relativa ou maior déficit de pressão de vapor do ar é favorável para uma maior demanda atmosférica e portanto maior necessidade de água das culturas Disponibilidade de água X Evapotranspiração ALBUQUERQUE P E P DURÃES F O M Uso e manejo de irrigação Embrapa BrasíliaDF 2ª ed 2013 528p Umidade do solo Evapotranspiração mmdia Evapotranspiração 18 Conceitos de evapotranspiração Evapotranspiração de Referência ETo Corresponde à evapotranspiração de uma extensa superfície vegetada rasteira em crescimento ativo cobrindo totalmente o solo com altura entre 8 e 15 cm sem restrição hídrica e com ampla área de bordadura para evitar a advecção de calor sensível H de áreas adjacentes O objetivo de definir a evapotranspiração de referência ETo é universalizar seu cálculo que pela multiplicação por um coeficiente de cultura Kc servirá para estimar a evapotranspiração da cultura de interesse ETc Kc ETo No Brasil utilizase a grama batatais Paspalum notatum L como cultura de referência httpsarrowlawncarecommeasurelawnheight Saldo de radiação T UR V Vento Sem restrição hídrica Cobertura de referência ETo Clima Evapotranspiração 19 Evapotranspiração de cultura ETc Também conhecida como evapotranspiração máxima de um cultivo referese a perda total de água pelos processos simultâneos de evaporação e transpiração por uma cultura qualquer vegetando sob condição padrão em qualquer estádio de desenvolvimento A ETc é relacionada à ETo por um coeficiente apropriado denominado coeficiente de cultura Kc adimensional inicialmente difundido por Doorenbos e Pruitt 1977 e posteriormente revisto e atualizado por Allen et al 1998 ETc Kc ETo Para a aplicação de Kc é importante conhecer como foi obtido uma vez que representa uma razão empírica entre ETc e ETo Evapotranspiração 20 Evapotranspiração Real ETr A evapotranspiração real ou atual é aquela que realmente ocorre em uma área estando relacionada com o ciclo da planta e a disponibilidade de água no solo ETr ETc Em situações em que os solos estão secos devido à falta de chuva a evapotranspiração real se apresenta menor Saldo de radiação T UR V Vento Com ou sem restrição hídrica Cobertura de referência ETr Clima Conceitos de evapotranspiração Evapotranspiração 21 O que significa a Evapotranspiração no contexto da irrigação A evapotranspiração ET é a quantidade de água transferida de uma superfície com vegetação para a atmosfera E essa quantidade de água tem que ser reposta Evapotranspiração 22 A ET é a lâmina de irrigação Li que o sistema de irrigação deverá ser capaz de aplicar na área cultivada para assim atender a necessidade hídrica da cultura Portanto Li ET se Pe 0 Li ET Pe se Pe 0 Pe Precipitação efetiva Se conseguirmos calcular a ET de uma cultura saberemos a quantidade de água que o sistema de irrigação deverá aplicar num determinado tempo Tecnicamente o que deve ser levando em conta é a chuva efetiva ao invés da total Efetiva parte da chuva total que efetivamente fica disponível para a cultura A evapotranspiração ET é a quantidade de água transferida de uma superfície com vegetação para a atmosfera E essa quantidade de água tem que ser reposta O que significa a Evapotranspiração no contexto da irrigação Evapotranspiração 23 O balanço hídrico é um método climatológico que contabiliza a quantidade de água no solo indicando sua disponibilidade para as plantas e também caracterizando os períodos considerados úmidos e secos Também pode caracterizar o clima da região de estudo Balanço hídrico climatológico Evapotranspiração 24 A situação ideal de balanço hídrico é quando a chuva P é igual à evapotranspiração ET o que significa que não há excesso nem deficiência hídrica Isso poderá acontece esporadicamente Se o balanço é positivo indica o ocorrência de chuvas excessivas Quando esse balanço é negativo para o suprimento das culturas é necessária a recomposição da quantidade de água por irrigação O balanço hídrico permite quantificar a magnitude de excessos e deficiências em determinadas épocas para uma região identificada e caracterizada É importante para o estudo de PLANEJAMENTO e viabilidade de sistemas de irrigação ou drenagem na região Portanto não se aplica ao manejo da irrigação de uma cultura O balanço hídrico climatológico é apresentado por Thornthwaite Mather partindo do princípio que a taxa de perda real de água do solo é função do volume armazenado Para esse balanço os autores definiram a Evapotranspiração Potencial ETP demanda hídrica para uma cultura hipotética externalizar o máximo desenvolvimento sem qualquer restrição hídrica Balanço hídrico climatológico Evapotranspiração 25 Cruz das Almas BA Barra BA Determinação da evapotranspiração ET A determinação da ET é de interesse dos agrônomos hidrólogos e meteorologistas Os agrônomos estão interessados no balanço de água no solo nas relações entre água consumida e produção das culturas e na quantificação da evapotranspiração do sistema soloplantaatmosfera que é de fundamental importância no manejo planejamento e dimensionamento de sistemas de irrigação Aos hidrólogos interessa o estabelecimento de balanços hídricos na escala de bacia hidrográfica Os meteorologistas necessitam da medida de ET na escala regional para explicar a evolução de certos elementos do tempo Evapotranspiração 26 A evapotranspiração pode ser determinada por métodos diretos ou indiretos Métodos diretos embora forneçam os resultados mais confiáveis são de realização demorada dispendiosos e de difícil execução nas condições de campo por isso são normalmente utilizados apenas por pesquisadores para calibrar os métodos indiretos Lisímetros de pesagem Métodos indiretos baseados em equações matemáticas empíricas com fundamentação física modelos micrometeorológicos teóricos e empíricos Muitos destes métodos possuem variantes por questões de ajustes e calibração local demandando um número maior de variáveis climáticas Evaporímetros equações Determinação da evapotranspiração ET Evapotranspiração 27 Determinação da evapotranspiração métodos diretos Lisímetros São tanques enterrados no solo dentro dos quais o solo é acondicionado preservandose ao máximo as condições naturais Uma vez instalados e manejados corretamente permitem a determinação direta da ET Evapotranspiração 28 Todo e qualquer sistema de pesagem exige criteriosa calibração e confiabilidade estatística Lisímetro de pesagem Um tanque apoiado sobre uma balança mecânica ou células de carga com conexão a um sistema de aquisição de dados A variação de peso é convertida em informação direta de transferência de água por evapotranspiração ET Determinação da evapotranspiração métodos diretos Evapotranspiração 29 Lisímetro de pesagem Caixa metálica em açocarbono Estrutura de suporte para as células de carga Determinação da evapotranspiração métodos diretos Evapotranspiração 30 Lisímetro de pesagem Determinação da evapotranspiração métodos diretos Evapotranspiração 31 Lisímetro de pesagem Determinação da evapotranspiração métodos diretos Evapotranspiração 32 Lisímetro de drenagem ou percolação São tanques enterrados no solo dentro dos quais o solo é acondicionado preservando se ao máximo as condições naturais e no fundo uma camada de brita como elemento filtrante O controle e o balanço de água permitem a determinação da evapotranspiração httpswwwresearchgatenetfigureFigura87Cortetransversaldosistemade abastecimentoelisimetrodedrenagemfig18328290537 ET I P D S ET evapotranspiração mm I lâmina de irrigação L P precipitação L D água drenada coletada L S área do tanque m2 Determinação da evapotranspiração métodos diretos indireto Evapotranspiração 33 EVAPOTRANSPIRAÇÃO A Evapotranspiração ETo é estimada com dados meteorológicos Conjunto anemométrico velocidade e direção do vento Painel solar Caixa selada com dataloguer e bateria Pluviômetro chuva Piranômetro radiação solar Abrigo termométrico com o termohigrômetro temperatura e umidade relativa do ar Estação meteorológica de superfície Os métodos indiretos devem ser aplicados considerandose as condições locais e as informações dados meteorológicas disponíveis Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 34 Método de Blaney e Criddle correlaciona ETo apenas com a temperatura do ar ETo c 046 T 813 p ETo evapotranspiração de referência mmdia c fator de ajuste em função dos dados climáticos p porcentagem de horas de brilho solar em relação ao anual para um dado mês e latitude T temperatura média do dia C Desenvolvido na região oeste dos Estados Unidos mais precisamente na região semiárida dos estados de Novo México e Texas Evapotranspiração Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 35 Método de Turc baseado na temperatura do ar e radiação solar incidente ETo 03105 Tm Tm 15 Rg 2093 ETo evapotranspiração de referência mmdia Tm temperatura média do ar C Tmax Tmin 2 Rg radiação solar no topo da atmosfera MJm2dia Desenvolvido no Oeste europeu e apresenta como vantagem a boa capacidade de estimativa para regiões costeiras e úmidas Evapotranspiração Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 36 Método de Turc baseado na temperatura do ar e radiação solar incidente ETo 03105 Tm Tm 15 Rg 2093 Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola APLICAÇÃO Determine a ETo média diária pelo método de Turc 1961 no mês de Janeiro em Cruz das Almas Bahia assumindo os seguintes valores médios T 28C e Rg 21 MJm2dia b determine também a ETo mensal sabendo que Janeiro tem 31 dias e por fim c determine o volume mensal de água por hectare m3ha que seria evapotranspirado pela cultura de referência na região naquele mês 47 mmdia 1457 mm 1457 m3ha Evapotranspiração 37 Método de Hargreaves e Samani baseado na temperatura do ar ETo 00023 Rg Tmax Tmin 05 Tmed 178 ETo evapotranspiração de referência mmdia Rg radiação solar no topo da atmosfera MJm2dia Tmax temperatura do ar máxima C Tmin temperatura do ar mínima C Tmed temperatura do ar média C Tmax Tmin 2 Método sugerido em situações de limitadas informações meteorológicas Foi desenvolvido para as condições de clima semiárido da Califórnia Tem apresentado resultados satisfatórios nas principais áreas irrigadas do Brasil Evapotranspiração Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 38 Método de Hargreaves e Samani baseado na temperatura do ar e radiação solar no topo da atmosfera ETo 00023 Rg Tmax Tmin 05 Tmed 178 Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola APLICAÇÃO Determine a ETo média diária pelo método acima no mês de Janeiro em Cruz das Almas Bahia assumindo os seguinte valores médios mensais Tx 34C Tn 20C e Ra 28 MJm2 dia b determine também a ETo mensal sabendo que Janeiro tem 31 dias e por fim c determine o volume mensal de água por hectare m3ha que seria evapotranspirado na região no referido mês 44 mmdia 1364 mm 1364 m3ha Evapotranspiração 39 Método de PenmanMonteith modificado pela FAO baseado na temperatura do ar radiação solar umidade relativa do ar e velocidade do vento ETo 0408 RL G γ 900 Tm 273 u2 es ea γ 1 034 u2 ETo evapotranspiração de referência mmdia RL radiação líquida ao nível da superfície de referência MJm2dia G densidade de fluxo de calor no solo MJm2dia Tm temperatura do ar média diária C u2 velocidade do vento média a 2 m de altura ms es pressão de saturação de vapor dágua kPa ea pressão atual de vapor dágua kPa es ea déficit de pressão de vapor dágua kPa Δ inclinação da curva de pressão de vapor dágua kPaC constante psicrométrica kPaC Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 40 Método do Tanque Classe A TCA Método empírico baseado na proporcionalidade entre a evaporação de água do tanque classe A ECA e a ET ambas dependentes das condições meteorológicas A diferença das alturas dos níveis da água em dias consecutivos fornece a evaporação no período ECA htpsimagesappgooglLt39ByW3R7bJwYpo8 hidromechccombr Evapotranspiração Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 41 Método do Tanque Classe A TCA Medida da evaporação no tanque ECA ECA Li Lf P h ECA evaporação do Tanque Classe A mm Li lâmina inicial mm Lf lâmina final mm P precipitação mm h lâmina de água de chuva transbordada mm Evapotranspiração Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Tanque Classe A Poço tranquilizador e Micrômetro de gancho Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 42 Método do Tanque Classe A TCA A conversão de ECA em ET depende de um coeficiente de proporcionalidade denominado coeficiente do tanque Kp Kp depende por sua vez de uma série de fatores sendo os principais o tamanho da bordadura a umidade relativa do ar e a velocidade do vento Desde que Kp seja selecionado corretamente o TCA fornece estimativa representativa de ETo Na seleção de Kp devese ter cuidado ao considerar a cobertura vegetal na vizinhança do tanque e as condições de vento e umidade relativa ETo Kp ECA Evapotranspiração Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 43 Método do Tanque Classe A TCA sem vegetação grama TCA Caso A Vento Bordadura sem vegetação Grama TCA Caso B Vento Bordadura ETo Kp ECA Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Fonte Prof Aureo Oliveira Evapotranspiração 44 Método do Tanque Classe A TCA sem vegetação grama TCA Caso A Vento Bordadura sem vegetação Grama TCA Caso B Vento Bordadura ETo Kp ECA Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Fonte Prof Aureo Oliveira Evapotranspiração 45 Método do Tanque Classe A TCA sem vegetação grama TCA Caso A Vento Bordadura sem vegetação Grama TCA Caso B Vento Bordadura ETo Kp ECA Coeficiente de tanque Kp Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 46 Método do Tanque Classe A TCA Para facilitar a interpolação dos valores de Kp e o uso de sistemas informatizados Allen et al 1998 propuseram as equações Para bordadura vegetada Kp 00108 00286 U2 000422 lnB 01434 lnB 000063 lnB2lnUR Para bordadura sem vegetação Kp 061 00034 UR 0000162 U2 UR 000000959 U2 B 000327 U2 lnB 0000289 U2 Ln864 U2 00106 ln864 U2 lnB 000063 lnB2 ln 864 U2 U2 velocidade média do vento à 2 m de altura em ms UR umidade relativa média diária em B tamanho da bordadura de grama em m ETo Kp ECA Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 47 Método do Tanque Classe A TCA ETo Kp ECA Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Kp 0482 0024 Ln B 0000376 U 00045 UR B bordadura m U velocidade do vento km dia1 UR umidade relativa Modelo para estimativa do Kp Snyder 1992 Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola As equações são desejáveis pois facilita o uso do método em planilhas eletrônicas e também em programas computacionais APLICAÇÃO Calcule o valor do Kp pela equação de Snyder considerando a bordadura B 300 m velocidade do vento U 25 m s1 e a umidade relativa UR 56 Qual o valor de ETo mm dia1 quando a ECA alcança 58 mm dia1 Evapotranspiração 48 Método do Tanque Classe A TCA ETo Kp ECA Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola APLICAÇÃO Um tanque Classe A encontrase instalado no centro de uma área circular recémarada e gradeada de 10 ha Leituras no tanque durante uma semana indicaram um evaporação média de 65 mmdia As condições de vento e umidade durante predominantes na região são 32 ms1 e 68 Com base nessas informações determine a O coeficiente do tanque KP pela tabela b O KP pela equação de Snyder 1992 c A ETo média do período mm dia1 comparando os valores obtidos em a e b d A ETo acumulada no período mm Evapotranspiração 49 Obtendo a ET de uma cultura qualquer Melão Soja Milho Cultura de referência grama ETmelão ETmilho ETsoja ETo ETc Kc ETo Kcmilho Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Prof Aureo Oliveira que apresenta a metodologia para determinação do coeficiente de cultura Kc para os diferentes estádios Evapotranspiração 50 Coeficiente de cultura Kc Durante o ciclo da cultura o valor de Kc varia enquanto as plantas crescem desenvolvem alteram a porcentagem de cobertura do solo e senescem A maioria das plantas culturas anuais claramente apresenta um ciclo de vida definido em quatro fases Estabelecimento estádio 1 Cresc vegetativo estádio 2 Reprodução estádio 3 Maturação fisiológica estádio 4 Ciclo do girassol Ciclo do algodão Estádio 1 Estádio 2 Estádio 3 Estádio 4 Kc varia com as características da cultura e com as práticas culturais em menor escala com as variações das condições climáticas ETc Kc ETo Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Prof Aureo Oliveira Evapotranspiração 51 Coeficiente de cultura Kc ETc Kc ETo Os valores de Kc podem ser obtidos de duas formas distintas como Kc simples e como Kc composto Kc Kcb Ke sendo Kcb o coeficiente de cultura basal dependente do desenvolvimento da planta e Ke um coeficiente de evaporação do solo O Kc simples utilizado na equação para o cálculo de ETc integra os efeitos da transpiração da cultura e da evaporação do solo representando uma média temporal Os coeficientes de cultivo simples correspondem aqueles divulgados em numerosas publicações De um modo geral observase que o Kc simples logo após o plantio de culturas anuais ou na fase de inicial de emissão de novas folhas de culturas perenes tem valor pequeno frequentemente menor que 04 Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Prof Aureo Oliveira Evapotranspiração 52 Coeficiente de cultura Kc Curva da evolução do coeficiente de cultura Kc nas diferentes etapas do ciclo de uma cultura Pleno desenvolvimento Maturação Reprodução Vegetativo Inicial Colheita ETc Kc ETo O Kc começa a aumentar a partir da fase inicial Kc inicial até o início do pleno desenvolvimento das plantas quando atinge o valor máximo Diminui no final do ciclo até atingir o valor mínimo Kc final devido à idade e a senescência das folhas ou por práticas culturais Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Prof Aureo Oliveira Evapotranspiração 53 11 Coeficiente de cultura Kc Boletim FAO56 Allen et al 1998 Estádio I emergência até 10 da CSS Estádio II 10 até 80 da CSS Estádio III 80 até 100 da CSS Estádio IV maturação fisiológica Estádio V colheita ETc Kc ETo Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Prof Aureo Oliveira CSS cobertura da superfície do solo Evapotranspiração 54 11 a Informações agronômicas b Disponibilidade de dados meteorológicos c Condição climática do local d Escala temporal desejada e Estudos prévios precisão e confiabilidade CONSULTE UM ESPECIALISTA Evite valores subestimados ou superestimados de ET A escolha de um método de estimativa da ET httpssiteextensionugaeduworthag202007julyirrigationthoughts Evapotranspiração 55 ALBUQUERQUE P E P DURÃES F O M Uso e manejo de irrigação Embrapa BrasíliaDF 2ª ed 2013 528p ALLEN RG PEREIRA L S RAES D SMITH D Crop Evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements Rome FAO 1998 300 p FAO Irrigation and Drainage Paper 56 Versão em Espanhol httpwwwfaoorgdocreppdf009x0490sx0490spdf ANTONIO ROBERTO PEREIRA A R SEDIYAMA G C VILLA NOVA N A Evapotranspiração FUNDAG CampinasSP 2013 323p BERNARDO S SOARES A A MANTOVANI E C Manual de irrigação UFVImprensa Universitária ViçosaMG 8ª ed 2006 625p DOORENBOS J PRUITT W O Guidelines for predicting crop water requirements Rome FAO 1975 179p FAO Irrigation and Drainage Paper 24 Disponível em httpswwwfaoorgpublicationscardesc6bae30715d7b5206af5cc9bfa1d9d1fe PEREIRA A R ANGELOCCI L R SENTELHAS P C Agrometeorologia Fundamentos e aplicações práticas Guaíba Ed Agropecuária 2001 480p SENTELHAS P C Agrometeorologia aplicada à irrigação In MIRANDA JH PIRES JCM Ed Irrigação Piracicaba FUNEP 2001 410p Série Engenharia Agrícola 1 SNYDER R L Equation for evaporation pan to evapotranspiration conversions Journal of Irrigation and Drainage Engineering v 118 n 6 p 977980 1992 LITERATURA RECOMENDADA Evapotranspiração 56

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EVAPOTRANSPIRAÇÃO conceitos básicos e aplicações Material didático preparado para a disciplina GCCA 039 Irrigação e Drenagem As apresentações disponibilizadas não são suficientes para a consolidação do conhecimento e aproveitamento nas avaliações É indispensável o estudo e a pesquisa nas literaturas livros recomendadas bem como a revisão de conteúdos de disciplinas anteriores Vital Pedro da Silva Paz vitalpazufrbedubr Aureo Silva de Oliveira aureoufrbedubr Um dia sem estudar pesquisar buscar conhecimento ou aperfeiçoamento poderá representar um dia a mais no caminho para alcançar seu objetivo O conteúdo apresentado segue as fundamentações e descrições disponíveis nas literaturas recomendadas devendo ser consultadas pelos discentes para a consolidação da compreensão e do aprendizado Importante destacar que a presente exposição não exclui a necessidade de revisão estudo eou pesquisa na literatura de forma a complementar as discussões as dúvidas e os questionamentos dos interessados O material preparado se constitui em uma compilação cuidadosa para o melhor entendimento Tratase de temas com vasta e acessível disponibilidade de material bibliográfico e de pesquisa para estudo e compreensão inclusive conteúdo de disciplina que antecede GCCA 039 Infiltração de água no solo é tema de fundamental importância para entendimento da dinâmica das técnicas e sistemas de reposição de água ao solo e abriga conceitos já desenvolvidos em conteúdos de módulos e disciplinas anteriores Material didático preparado para a disciplina GCCA 039 Irrigação e Drenagem EVAPOTRANSPIRAÇÃO conceitos básicos e aplicações Vital Pedro da Silva Paz vitalpazufrbedubr Aureo Silva de Oliveira aureoufrbedubr Material didático preparado para a disciplina GCCA 039 Irrigação e Drenagem EVAPOTRANSPIRAÇÃO conceitos básicos e aplicações O presente material foi preparado a partir da consulta de publicações de vários autores livros artigos apontamentos e notas bem como informações disponíveis e de acesso digital livre As figuras e ilustrações não representam qualquer interesse preferência ou recomendação comercial Foram usadas para melhor entendimento e compreensão pelos interessados sem qualquer distinção de marca e fabricante de produto ou equipamento Uma vez verificada alguma manifestação do fabricante figuras ou ilustrações serão imediatamente substituídas O propósito do material é exclusivamente atender ao ofício acadêmico e pedagógico para formação de recursos humanos qualificados para a agricultura irrigada com maior responsabilidade e princípios de respeitos aos recursos naturais Vital Pedro da Silva Paz vitalpazufrbedubr Aureo Silva de Oliveira aureoufrbedubr httpsmundoeducacaouolcombrbiologiaevapotranspiracaohtm CICLO HIDROLÓGICO na agricultura Evapotranspiração 4 No sistema formado pelo Solo pela Planta e pela Atmosfera o qual se denomina Continuum a água sai do Solo para a Planta H2O líquida e da Planta para a Atmosfera H2O gasosa num aparente sistema aberto Mas como esse Continuum está dentro do Ciclo Hidrológico tornase parte de um circuito fechado de recirculação quando a água volta ao Solo a partir da Atmosfera seja na forma de H2O líquida chuva orvalho seja na forma de H2O sólida neve granizo CICLO HIDROLÓGICO x EVAPOTRANSPIRAÇÃO Evapotranspiração 5 A evapotranspiração é a forma pela qual a água da superfície terrestre passa para a atmosfera no estado de vapor tendo papel importantíssimo no Ciclo Hidrológico Esse processo envolve a transpiração vegetal somada à evaporação direta de superfícies de água livre rios lagos represas oceano etc superfície dos solos e superfícies úmidas da parte aérea das plantas água interceptada durante uma chuva ou irrigação Superfície de água livre Vegetação úmida Solo nu sem vegetação EVAPORAÇÃO e TRANSPIRAÇÃO Evapotranspiração 6 EVAPORAÇÃO Processo físico de mudança de fase da água do estado líquido para o estado gasoso A água na atmosfera tem sua origem nos oceanos lagos rios solo e vegetação úmida evaporação do orvalho ou da água interceptada das chuvas EVAPORAÇÃO Processo físico de mudança de fase da água do estado líquido para o estado gasoso A água na atmosfera tem sua origem nos oceanos lagos rios solo e vegetação úmida evaporação do orvalho ou da água interceptada das chuvas Calor latente de vaporização da água A evaporação da água consome energia energia essa conhecida como calor latente de vaporização E é a grandeza física relacionada à quantidade de calor energia que uma unidade de massa de determinada substância deve receber ou ceder para mudar de fase O calor latente de vaporização depende da temperatura da água segundo essa função λ 2501 00022361 T T temperatura C EVAPORAÇÃO e TRANSPIRAÇÃO Evaporação da água o calor latente de evaporação varia muito pouco com a temperatura podendose adotar como padrão o valor para T 20 oC temperatura ambiente qual seja 2450 kJ kg1 ou 586 cal g1 Evapotranspiração 7 A força que governa a remoção do vapor da superfície evaporante é o gradiente de pressão de vapor entre a superfície e o ar adjacente A continuidade do processo evaporativo depende da troca do ar saturado próximo à superfície evaporante por ar mais seco o que é proporcionado pelo vento Vento Radiação solar Temperatura Umidade UR 50 UR 100 Vapor dágua Energia solar Vento ar em movimento Temperatura do ar EVAPORAÇÃO EVAPORAÇÃO e TRANSPIRAÇÃO Evapotranspiração 8 É um processo biofísico pelo qual a água que passou pela planta fazendo parte de seu metabolismo é transferida para a atmosfera preferencialmente pelos estômatos obedecendo a uma série de resistências desde o solo passando pelos vasos condutores xilema mesófilo estômatos e finalmente indo para a atmosfera Água Transpirada 98 Água consumida na fotossíntese02 Água retida no tecido vegetal 18 Estimativa da água absorvida pela cultura do milho com lâmina média por ciclo vegetativo 600 mm EVAPORAÇÃO e TRANSPIRAÇÃO TRANSPIRAÇÃO Evapotranspiração 9 TRANSPIRAÇÃO Um mal necessário A Transpiração representa um risco para a perda de turgescência Havendo transferência de água na parte aérea por transpiração sem correspondente absorção de água pelas raízes a planta murcha podendo inclusive ser levada ao Ponto de Murcha Permanente murchamento irreversível Sem a Transpiração não há fluxo hídrico no Continuum E sem esse fluxo não se teria parte considerável do influxo de sais minerais incluindo nutrientes para as plantas nem sua distribuição pelos xilemas Sem esse fluxo ascendente não haveria suprimento renovado de água para evaporar na parte aérea o que é essencial para a regulação térmica da planta Além disso a Transpiração está condicionada à abertura dos estômatos para saída do vapor dágua E é com essa abertura estomatal que há entrada de CO2 necessária à Fotossíntese A disponibilidade de água condiciona a Transpiração que por sua vez condiciona a absorção e posterior incorporação de Carbono EVAPORAÇÃO e TRANSPIRAÇÃO Evapotranspiração 10 TRANSPIRAÇÃO teoria da coesão Ψ solo 01 a 2 atm Ψ raiz 1 a 10 atm Ψ folhas 5 a 40 atm Ψ ar 100 a 1000 atm Evaporação O abaixamento do potencial hídrico Ψ da atmosfera promove a evaporação da água das paredes celulares Isso promove a redução do potencial hídrico nas paredes celulares e no citoplasma Coesão no xilema A coluna de água no xilema é mantida por coesão das moléculas de água nos vasos Bolhas de ar bloqueiam o movimento Absorção de água do solo O menor potencial hídrico das raízes provoca a entrada de água A área de absorção depende da quantidade de radículas A água se move através da endoderme por osmose EVAPORAÇÃO e TRANSPIRAÇÃO Evapotranspiração 11 A evapotranspiração é definida como sendo o processo simultâneo de transferência de água para a atmosfera por evaporação da água do solo e da vegetação úmida e por transpiração das plantas ET E T A evaporação E e a transpiração T nem sempre aparecem juntas e quando aparecem são processos simultâneos contribuindo com proporções diferentes para o total da evapotranspiração ET T E O componente E pode predominar em relação ao componente T e viceversa dependendo do tipo de superfície e presença de vegetação grau de cobertura httpswwwdiynetworkcomhowtooutdoorsgardeninghowtoinstallsod EVAPORAÇÃO e TRANSPIRAÇÃO Evapotranspiração 12 EVAPOTRANSPIRAÇÃO A evapotranspiração é uma variável fundamental para estimar a exigência hídrica das culturas e também fornece subsídio para o dimensionamento de sistemas de bombeamento adução e distribuição de água na irrigação A estimativa da quantidade de água requerida por uma cultura define com maior segurança o potencial de produção com redução de riscos decorrentes de prováveis déficits ou excessos estabelecendose o manejo adequado do sistema de irrigação A ET assume papel fundamental no balanço hídrico de microbacias hidrográficas juntamente com a precipitação O balanço entre a água que entra na microbacia pela chuva e a que sai por ET irá resultar na vazão Q do sistema de drenagem Evapotranspiração 13 ET EVAPOTRANSPIRAÇÃO Evapotranspiração em Cultivos sem Solo Em cultivos Hidropônicos nos quais não se esperam plantas invasoras a Evapotranspiração da Cultura é a soma dos componentes Transpiração da cultura de interesse Evaporação a partir do meio sólido de sustentação da planta ou a partir da superfície de contenção da solução nutritiva Em alguns sistemas hidropônicos a Evaporação é ínfima Nesses casos podese definir que ET Transpiração da cultura de interesse Evapotranspiração 14 Ambientais demanda atmosféricaevaporativa Radiação solar O energia radiante fornecida pelo Sol constitui a força motriz do próprio ciclo hidrológico o aumento na incidência de radiação solar aumenta a demanda atmosférica Temperatura do ar A elevação da temperatura tem influência direta na evaporação porque eleva a pressão de saturação do vapor de água aumentando o déficit de saturação de vapor dágua Velocidade do vento O vento atua no fenômeno da evaporação renovando o ar em contato com a superfície evaporante removendo o excesso de vapor e incrementando assim o déficit de saturação Principais fatores que afetam a ET Evapotranspiração 15 ET Fisiológicos Fechamento estomático À medida que a abertura estomática aumenta uma maior quantidade de vapor dágua pode ser transportada para a atmosfera A luz e a umidade das folhas influenciam o fechamento e a abertura dos estômatos Área foliar Quanto maior a área foliar de uma espécie maior a ET A área foliar é comumente quantificada pelo índice de área foliar IAF O IAF é a razão entre a área foliar apenas um lado da folha e a área de superfície do solo ocupada pela planta O IAF é um indicador do desenvolvimento da planta Profundidade das raízes A maior exploração de determinado volume de solo é indicador da capacidade de extração de água do perfil do solo Maior umidade na zona radicular indica menor restrição hídrica ao processo de ET Principais fatores que afetam a ET Evapotranspiração 16 ET Outros fatores determinantes Altura das plantas Tipo de cultura Albedo Espaçamentodensidade de plantio Orientação de plantio Água disponível no solo Impedimentos físicosquímicos Uso de quebraventos Principais fatores que afetam a ET Albedo razão entre a quantidade de radiação solar refletida e a quantidade de radiação solar incidente É o poder refletor de uma superfície Evapotranspiração 17 ET O requerimento de água ET geralmente aumenta à proporção que aumenta a demanda atmosférica desde que ocorra condições de umidade no solo À medida que ocorre redução da disponibilidade de água no solo ocorre mudanças no comportamento entre demanda atmosférica umidade do solo fechamento de estômatos e taxa de evapotranspiração Uma condição de clima seco altas temperaturas baixa umidade relativa ou maior déficit de pressão de vapor do ar é favorável para uma maior demanda atmosférica e portanto maior necessidade de água das culturas Disponibilidade de água X Evapotranspiração ALBUQUERQUE P E P DURÃES F O M Uso e manejo de irrigação Embrapa BrasíliaDF 2ª ed 2013 528p Umidade do solo Evapotranspiração mmdia Evapotranspiração 18 Conceitos de evapotranspiração Evapotranspiração de Referência ETo Corresponde à evapotranspiração de uma extensa superfície vegetada rasteira em crescimento ativo cobrindo totalmente o solo com altura entre 8 e 15 cm sem restrição hídrica e com ampla área de bordadura para evitar a advecção de calor sensível H de áreas adjacentes O objetivo de definir a evapotranspiração de referência ETo é universalizar seu cálculo que pela multiplicação por um coeficiente de cultura Kc servirá para estimar a evapotranspiração da cultura de interesse ETc Kc ETo No Brasil utilizase a grama batatais Paspalum notatum L como cultura de referência httpsarrowlawncarecommeasurelawnheight Saldo de radiação T UR V Vento Sem restrição hídrica Cobertura de referência ETo Clima Evapotranspiração 19 Evapotranspiração de cultura ETc Também conhecida como evapotranspiração máxima de um cultivo referese a perda total de água pelos processos simultâneos de evaporação e transpiração por uma cultura qualquer vegetando sob condição padrão em qualquer estádio de desenvolvimento A ETc é relacionada à ETo por um coeficiente apropriado denominado coeficiente de cultura Kc adimensional inicialmente difundido por Doorenbos e Pruitt 1977 e posteriormente revisto e atualizado por Allen et al 1998 ETc Kc ETo Para a aplicação de Kc é importante conhecer como foi obtido uma vez que representa uma razão empírica entre ETc e ETo Evapotranspiração 20 Evapotranspiração Real ETr A evapotranspiração real ou atual é aquela que realmente ocorre em uma área estando relacionada com o ciclo da planta e a disponibilidade de água no solo ETr ETc Em situações em que os solos estão secos devido à falta de chuva a evapotranspiração real se apresenta menor Saldo de radiação T UR V Vento Com ou sem restrição hídrica Cobertura de referência ETr Clima Conceitos de evapotranspiração Evapotranspiração 21 O que significa a Evapotranspiração no contexto da irrigação A evapotranspiração ET é a quantidade de água transferida de uma superfície com vegetação para a atmosfera E essa quantidade de água tem que ser reposta Evapotranspiração 22 A ET é a lâmina de irrigação Li que o sistema de irrigação deverá ser capaz de aplicar na área cultivada para assim atender a necessidade hídrica da cultura Portanto Li ET se Pe 0 Li ET Pe se Pe 0 Pe Precipitação efetiva Se conseguirmos calcular a ET de uma cultura saberemos a quantidade de água que o sistema de irrigação deverá aplicar num determinado tempo Tecnicamente o que deve ser levando em conta é a chuva efetiva ao invés da total Efetiva parte da chuva total que efetivamente fica disponível para a cultura A evapotranspiração ET é a quantidade de água transferida de uma superfície com vegetação para a atmosfera E essa quantidade de água tem que ser reposta O que significa a Evapotranspiração no contexto da irrigação Evapotranspiração 23 O balanço hídrico é um método climatológico que contabiliza a quantidade de água no solo indicando sua disponibilidade para as plantas e também caracterizando os períodos considerados úmidos e secos Também pode caracterizar o clima da região de estudo Balanço hídrico climatológico Evapotranspiração 24 A situação ideal de balanço hídrico é quando a chuva P é igual à evapotranspiração ET o que significa que não há excesso nem deficiência hídrica Isso poderá acontece esporadicamente Se o balanço é positivo indica o ocorrência de chuvas excessivas Quando esse balanço é negativo para o suprimento das culturas é necessária a recomposição da quantidade de água por irrigação O balanço hídrico permite quantificar a magnitude de excessos e deficiências em determinadas épocas para uma região identificada e caracterizada É importante para o estudo de PLANEJAMENTO e viabilidade de sistemas de irrigação ou drenagem na região Portanto não se aplica ao manejo da irrigação de uma cultura O balanço hídrico climatológico é apresentado por Thornthwaite Mather partindo do princípio que a taxa de perda real de água do solo é função do volume armazenado Para esse balanço os autores definiram a Evapotranspiração Potencial ETP demanda hídrica para uma cultura hipotética externalizar o máximo desenvolvimento sem qualquer restrição hídrica Balanço hídrico climatológico Evapotranspiração 25 Cruz das Almas BA Barra BA Determinação da evapotranspiração ET A determinação da ET é de interesse dos agrônomos hidrólogos e meteorologistas Os agrônomos estão interessados no balanço de água no solo nas relações entre água consumida e produção das culturas e na quantificação da evapotranspiração do sistema soloplantaatmosfera que é de fundamental importância no manejo planejamento e dimensionamento de sistemas de irrigação Aos hidrólogos interessa o estabelecimento de balanços hídricos na escala de bacia hidrográfica Os meteorologistas necessitam da medida de ET na escala regional para explicar a evolução de certos elementos do tempo Evapotranspiração 26 A evapotranspiração pode ser determinada por métodos diretos ou indiretos Métodos diretos embora forneçam os resultados mais confiáveis são de realização demorada dispendiosos e de difícil execução nas condições de campo por isso são normalmente utilizados apenas por pesquisadores para calibrar os métodos indiretos Lisímetros de pesagem Métodos indiretos baseados em equações matemáticas empíricas com fundamentação física modelos micrometeorológicos teóricos e empíricos Muitos destes métodos possuem variantes por questões de ajustes e calibração local demandando um número maior de variáveis climáticas Evaporímetros equações Determinação da evapotranspiração ET Evapotranspiração 27 Determinação da evapotranspiração métodos diretos Lisímetros São tanques enterrados no solo dentro dos quais o solo é acondicionado preservandose ao máximo as condições naturais Uma vez instalados e manejados corretamente permitem a determinação direta da ET Evapotranspiração 28 Todo e qualquer sistema de pesagem exige criteriosa calibração e confiabilidade estatística Lisímetro de pesagem Um tanque apoiado sobre uma balança mecânica ou células de carga com conexão a um sistema de aquisição de dados A variação de peso é convertida em informação direta de transferência de água por evapotranspiração ET Determinação da evapotranspiração métodos diretos Evapotranspiração 29 Lisímetro de pesagem Caixa metálica em açocarbono Estrutura de suporte para as células de carga Determinação da evapotranspiração métodos diretos Evapotranspiração 30 Lisímetro de pesagem Determinação da evapotranspiração métodos diretos Evapotranspiração 31 Lisímetro de pesagem Determinação da evapotranspiração métodos diretos Evapotranspiração 32 Lisímetro de drenagem ou percolação São tanques enterrados no solo dentro dos quais o solo é acondicionado preservando se ao máximo as condições naturais e no fundo uma camada de brita como elemento filtrante O controle e o balanço de água permitem a determinação da evapotranspiração httpswwwresearchgatenetfigureFigura87Cortetransversaldosistemade abastecimentoelisimetrodedrenagemfig18328290537 ET I P D S ET evapotranspiração mm I lâmina de irrigação L P precipitação L D água drenada coletada L S área do tanque m2 Determinação da evapotranspiração métodos diretos indireto Evapotranspiração 33 EVAPOTRANSPIRAÇÃO A Evapotranspiração ETo é estimada com dados meteorológicos Conjunto anemométrico velocidade e direção do vento Painel solar Caixa selada com dataloguer e bateria Pluviômetro chuva Piranômetro radiação solar Abrigo termométrico com o termohigrômetro temperatura e umidade relativa do ar Estação meteorológica de superfície Os métodos indiretos devem ser aplicados considerandose as condições locais e as informações dados meteorológicas disponíveis Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 34 Método de Blaney e Criddle correlaciona ETo apenas com a temperatura do ar ETo c 046 T 813 p ETo evapotranspiração de referência mmdia c fator de ajuste em função dos dados climáticos p porcentagem de horas de brilho solar em relação ao anual para um dado mês e latitude T temperatura média do dia C Desenvolvido na região oeste dos Estados Unidos mais precisamente na região semiárida dos estados de Novo México e Texas Evapotranspiração Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 35 Método de Turc baseado na temperatura do ar e radiação solar incidente ETo 03105 Tm Tm 15 Rg 2093 ETo evapotranspiração de referência mmdia Tm temperatura média do ar C Tmax Tmin 2 Rg radiação solar no topo da atmosfera MJm2dia Desenvolvido no Oeste europeu e apresenta como vantagem a boa capacidade de estimativa para regiões costeiras e úmidas Evapotranspiração Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 36 Método de Turc baseado na temperatura do ar e radiação solar incidente ETo 03105 Tm Tm 15 Rg 2093 Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola APLICAÇÃO Determine a ETo média diária pelo método de Turc 1961 no mês de Janeiro em Cruz das Almas Bahia assumindo os seguintes valores médios T 28C e Rg 21 MJm2dia b determine também a ETo mensal sabendo que Janeiro tem 31 dias e por fim c determine o volume mensal de água por hectare m3ha que seria evapotranspirado pela cultura de referência na região naquele mês 47 mmdia 1457 mm 1457 m3ha Evapotranspiração 37 Método de Hargreaves e Samani baseado na temperatura do ar ETo 00023 Rg Tmax Tmin 05 Tmed 178 ETo evapotranspiração de referência mmdia Rg radiação solar no topo da atmosfera MJm2dia Tmax temperatura do ar máxima C Tmin temperatura do ar mínima C Tmed temperatura do ar média C Tmax Tmin 2 Método sugerido em situações de limitadas informações meteorológicas Foi desenvolvido para as condições de clima semiárido da Califórnia Tem apresentado resultados satisfatórios nas principais áreas irrigadas do Brasil Evapotranspiração Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 38 Método de Hargreaves e Samani baseado na temperatura do ar e radiação solar no topo da atmosfera ETo 00023 Rg Tmax Tmin 05 Tmed 178 Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola APLICAÇÃO Determine a ETo média diária pelo método acima no mês de Janeiro em Cruz das Almas Bahia assumindo os seguinte valores médios mensais Tx 34C Tn 20C e Ra 28 MJm2 dia b determine também a ETo mensal sabendo que Janeiro tem 31 dias e por fim c determine o volume mensal de água por hectare m3ha que seria evapotranspirado na região no referido mês 44 mmdia 1364 mm 1364 m3ha Evapotranspiração 39 Método de PenmanMonteith modificado pela FAO baseado na temperatura do ar radiação solar umidade relativa do ar e velocidade do vento ETo 0408 RL G γ 900 Tm 273 u2 es ea γ 1 034 u2 ETo evapotranspiração de referência mmdia RL radiação líquida ao nível da superfície de referência MJm2dia G densidade de fluxo de calor no solo MJm2dia Tm temperatura do ar média diária C u2 velocidade do vento média a 2 m de altura ms es pressão de saturação de vapor dágua kPa ea pressão atual de vapor dágua kPa es ea déficit de pressão de vapor dágua kPa Δ inclinação da curva de pressão de vapor dágua kPaC constante psicrométrica kPaC Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 40 Método do Tanque Classe A TCA Método empírico baseado na proporcionalidade entre a evaporação de água do tanque classe A ECA e a ET ambas dependentes das condições meteorológicas A diferença das alturas dos níveis da água em dias consecutivos fornece a evaporação no período ECA htpsimagesappgooglLt39ByW3R7bJwYpo8 hidromechccombr Evapotranspiração Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 41 Método do Tanque Classe A TCA Medida da evaporação no tanque ECA ECA Li Lf P h ECA evaporação do Tanque Classe A mm Li lâmina inicial mm Lf lâmina final mm P precipitação mm h lâmina de água de chuva transbordada mm Evapotranspiração Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Tanque Classe A Poço tranquilizador e Micrômetro de gancho Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 42 Método do Tanque Classe A TCA A conversão de ECA em ET depende de um coeficiente de proporcionalidade denominado coeficiente do tanque Kp Kp depende por sua vez de uma série de fatores sendo os principais o tamanho da bordadura a umidade relativa do ar e a velocidade do vento Desde que Kp seja selecionado corretamente o TCA fornece estimativa representativa de ETo Na seleção de Kp devese ter cuidado ao considerar a cobertura vegetal na vizinhança do tanque e as condições de vento e umidade relativa ETo Kp ECA Evapotranspiração Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 43 Método do Tanque Classe A TCA sem vegetação grama TCA Caso A Vento Bordadura sem vegetação Grama TCA Caso B Vento Bordadura ETo Kp ECA Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Fonte Prof Aureo Oliveira Evapotranspiração 44 Método do Tanque Classe A TCA sem vegetação grama TCA Caso A Vento Bordadura sem vegetação Grama TCA Caso B Vento Bordadura ETo Kp ECA Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Fonte Prof Aureo Oliveira Evapotranspiração 45 Método do Tanque Classe A TCA sem vegetação grama TCA Caso A Vento Bordadura sem vegetação Grama TCA Caso B Vento Bordadura ETo Kp ECA Coeficiente de tanque Kp Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 46 Método do Tanque Classe A TCA Para facilitar a interpolação dos valores de Kp e o uso de sistemas informatizados Allen et al 1998 propuseram as equações Para bordadura vegetada Kp 00108 00286 U2 000422 lnB 01434 lnB 000063 lnB2lnUR Para bordadura sem vegetação Kp 061 00034 UR 0000162 U2 UR 000000959 U2 B 000327 U2 lnB 0000289 U2 Ln864 U2 00106 ln864 U2 lnB 000063 lnB2 ln 864 U2 U2 velocidade média do vento à 2 m de altura em ms UR umidade relativa média diária em B tamanho da bordadura de grama em m ETo Kp ECA Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Evapotranspiração 47 Método do Tanque Classe A TCA ETo Kp ECA Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Kp 0482 0024 Ln B 0000376 U 00045 UR B bordadura m U velocidade do vento km dia1 UR umidade relativa Modelo para estimativa do Kp Snyder 1992 Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola As equações são desejáveis pois facilita o uso do método em planilhas eletrônicas e também em programas computacionais APLICAÇÃO Calcule o valor do Kp pela equação de Snyder considerando a bordadura B 300 m velocidade do vento U 25 m s1 e a umidade relativa UR 56 Qual o valor de ETo mm dia1 quando a ECA alcança 58 mm dia1 Evapotranspiração 48 Método do Tanque Classe A TCA ETo Kp ECA Determinação da evapotranspiração métodos indiretos Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola APLICAÇÃO Um tanque Classe A encontrase instalado no centro de uma área circular recémarada e gradeada de 10 ha Leituras no tanque durante uma semana indicaram um evaporação média de 65 mmdia As condições de vento e umidade durante predominantes na região são 32 ms1 e 68 Com base nessas informações determine a O coeficiente do tanque KP pela tabela b O KP pela equação de Snyder 1992 c A ETo média do período mm dia1 comparando os valores obtidos em a e b d A ETo acumulada no período mm Evapotranspiração 49 Obtendo a ET de uma cultura qualquer Melão Soja Milho Cultura de referência grama ETmelão ETmilho ETsoja ETo ETc Kc ETo Kcmilho Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Prof Aureo Oliveira que apresenta a metodologia para determinação do coeficiente de cultura Kc para os diferentes estádios Evapotranspiração 50 Coeficiente de cultura Kc Durante o ciclo da cultura o valor de Kc varia enquanto as plantas crescem desenvolvem alteram a porcentagem de cobertura do solo e senescem A maioria das plantas culturas anuais claramente apresenta um ciclo de vida definido em quatro fases Estabelecimento estádio 1 Cresc vegetativo estádio 2 Reprodução estádio 3 Maturação fisiológica estádio 4 Ciclo do girassol Ciclo do algodão Estádio 1 Estádio 2 Estádio 3 Estádio 4 Kc varia com as características da cultura e com as práticas culturais em menor escala com as variações das condições climáticas ETc Kc ETo Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Prof Aureo Oliveira Evapotranspiração 51 Coeficiente de cultura Kc ETc Kc ETo Os valores de Kc podem ser obtidos de duas formas distintas como Kc simples e como Kc composto Kc Kcb Ke sendo Kcb o coeficiente de cultura basal dependente do desenvolvimento da planta e Ke um coeficiente de evaporação do solo O Kc simples utilizado na equação para o cálculo de ETc integra os efeitos da transpiração da cultura e da evaporação do solo representando uma média temporal Os coeficientes de cultivo simples correspondem aqueles divulgados em numerosas publicações De um modo geral observase que o Kc simples logo após o plantio de culturas anuais ou na fase de inicial de emissão de novas folhas de culturas perenes tem valor pequeno frequentemente menor que 04 Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Prof Aureo Oliveira Evapotranspiração 52 Coeficiente de cultura Kc Curva da evolução do coeficiente de cultura Kc nas diferentes etapas do ciclo de uma cultura Pleno desenvolvimento Maturação Reprodução Vegetativo Inicial Colheita ETc Kc ETo O Kc começa a aumentar a partir da fase inicial Kc inicial até o início do pleno desenvolvimento das plantas quando atinge o valor máximo Diminui no final do ciclo até atingir o valor mínimo Kc final devido à idade e a senescência das folhas ou por práticas culturais Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Prof Aureo Oliveira Evapotranspiração 53 11 Coeficiente de cultura Kc Boletim FAO56 Allen et al 1998 Estádio I emergência até 10 da CSS Estádio II 10 até 80 da CSS Estádio III 80 até 100 da CSS Estádio IV maturação fisiológica Estádio V colheita ETc Kc ETo Revisar GCCA 035 Meteorologia e climatologia agrícola Prof Aureo Oliveira CSS cobertura da superfície do solo Evapotranspiração 54 11 a Informações agronômicas b Disponibilidade de dados meteorológicos c Condição climática do local d Escala temporal desejada e Estudos prévios precisão e confiabilidade CONSULTE UM ESPECIALISTA Evite valores subestimados ou superestimados de ET A escolha de um método de estimativa da ET httpssiteextensionugaeduworthag202007julyirrigationthoughts Evapotranspiração 55 ALBUQUERQUE P E P DURÃES F O M Uso e manejo de irrigação Embrapa BrasíliaDF 2ª ed 2013 528p ALLEN RG PEREIRA L S RAES D SMITH D Crop Evapotranspiration guidelines for computing crop water requirements Rome FAO 1998 300 p FAO Irrigation and Drainage Paper 56 Versão em Espanhol httpwwwfaoorgdocreppdf009x0490sx0490spdf ANTONIO ROBERTO PEREIRA A R SEDIYAMA G C VILLA NOVA N A Evapotranspiração FUNDAG CampinasSP 2013 323p BERNARDO S SOARES A A MANTOVANI E C Manual de irrigação UFVImprensa Universitária ViçosaMG 8ª ed 2006 625p DOORENBOS J PRUITT W O Guidelines for predicting crop water requirements Rome FAO 1975 179p FAO Irrigation and Drainage Paper 24 Disponível em httpswwwfaoorgpublicationscardesc6bae30715d7b5206af5cc9bfa1d9d1fe PEREIRA A R ANGELOCCI L R SENTELHAS P C Agrometeorologia Fundamentos e aplicações práticas Guaíba Ed Agropecuária 2001 480p SENTELHAS P C Agrometeorologia aplicada à irrigação In MIRANDA JH PIRES JCM Ed Irrigação Piracicaba FUNEP 2001 410p Série Engenharia Agrícola 1 SNYDER R L Equation for evaporation pan to evapotranspiration conversions Journal of Irrigation and Drainage Engineering v 118 n 6 p 977980 1992 LITERATURA RECOMENDADA Evapotranspiração 56

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