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NOME DA FACULDADE NOME DO CURSO Coloque aqui o nome do seu curso de pós em Arial fonte 12 NOME COMPLETO do aluno Arial negrito fonte 12 TÍTULO DO TCC Arial negrito fonte 12 CIDADE do aluno Arial negrito fonte 12 ANO de envio do TCC TÍTULO DO TCC LETRAS DO TÍTULO MAIÚSCULAS NEGRITO ALINHAMENTO CENTRALIZADO ESPAÇAMENTO SIMPLES LETRA ARIAL Nº 12 Declaro que sou autora¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido não tendo sido copiado ou extraído seja parcial ou integralmente de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho Assim declaro demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis penais e administrativos e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de violação aos direitos autorais Deixar este texto no trabalho conforme se apresenta fonte e cor vermelha RESUMO O resumo deve ressaltar o objetivo o método os resultados e as conclusões do documento A ordem e a extensão destes itens dependem do tipo de resumo informativo ou indicativo e do tratamento que cada item recebe no documento original O resumo deve ser composto de uma sequência de frases concisas afirmativas e não de enumeração de tópicos Recomendase o uso de parágrafo único A primeira frase deve ser significativa explicando o tema principal do documento A seguir deve se indicar a informação sobre a categoria do tratamento memória estudo de caso análise da situação etc Devese usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa do singular As palavraschave devem figurar logo abaixo do resumo antecedidas da expressão Palavraschave separadas entre si por ponto e finalizadas também por ponto de acordo com a NBR 6028 Este modelo apresenta as instruções para a preparação de artigo Os autores devem seguilo para a preparação de artigos originais em formato Word O artigo poderá ser pesquisa bibliográfica ou pesquisa de campo O tema é de livre escolha devendo estar relacionado ao curso O resumo deve ter entre 100 a 250 palavras em espaçamento simples com fonte Arial tamanho 10 cor preta O texto será composto pelos elementos INTRODUÇÃO DESENVOLVIMENTO CONCLUSÃO e REFERÊNCIAS O trabalho deverá ter no mínimo 08 e máximo 16 páginas PALAVRASCHAVE Primeira Palavra Segunda Palavra Terceira Palavra 3 a 5 palavras separadas e terminadas por ponto INTRODUÇÃO O artigo poderá ser pesquisa bibliográfica ou pesquisa de campo Deverá conter no mínimo 08 e máximo 16 a contar do Resumo até Conclusão Artigos fora do limite de páginas serão recusados As páginas deverão ser de tamanho A4 com ambas margens 3cm margem superior e esquerda e 2cm para margens direita e inferior A escolha do tema é livre devendo ser pertinente à área do curso O corpo do artigo deverá ser formatado em coluna única justificado Os parágrafos iniciam com recuo de 125 cm da margem Utilizar Arial tamanho 12 cor preta Todo texto do desenvolvimento deve ser digitado com espaçamento de 15 entre as linhas Usar um espaço após cada título e subtítulo figuras quadros e tabelas quando houver A introdução é basicamente seu Projeto resumido e escrito de uma forma corrida Por isso tenha em mãos o seu Projeto finalizado pois usará quase todos os elementos que você fez aqui na introdução Sugerimos elaborar a INTRODUÇÃO conforme estrutura abaixo como exemplo não é necessário apresentar o mesmo número de parágrafos 1º e 2º parágrafo apresentação do tema dentro de um contexto 3º parágrafo delimitação do tema apresentado através do problema de pesquisa do seu TCC 4º parágrafo apresente possíveis respostas para o problema de pesquisa levantado ou seja as hipóteses 5º parágrafo em poucas palavras fale sobre o objetivo geral do trabalho e também dos específicos Eles são ingredientes fundamentais para o trabalho 6º parágrafo apresente a relevância do seu trabalho acadêmico identificando a importância dele para a sociedade ou comunidade científica Isso é o que chamamos de justificativa 7º parágrafo descreva em poucas palavras qual metodologia foi utilizada Foi pesquisa bibliográfica ou de campo Você deve especificar o procedimento de forma concisa A numeração de páginas é opcional Esse modelo foi baseado na NBR 60222018 1 DESENVOLVIMENTO Parte principal do artigo que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto tratado O elemento textual chamado desenvolvimento é a parte principal do artigo científico caracterizado pelo aprofundamento e análise pormenorizada dos aspectos conceituais mais importantes do assunto É onde são amplamente debatidas as ideias e teorias que sustentam o tema fundamentação teórica apresentados os procedimentos metodológicos e análise dos resultados em pesquisas de campo relatos de casos dentre outros Dividese em seções e subseções conforme a ABNT NBR 6024 Deverá conter no mínimo 6 seis citações podendo ser diretas ou indiretas Poderá optar por Artigo de Revisão Bibliográfica analisa e discute informações já publicadas Assim antes de começar a revisão bibliográfica leia os chamados livros clássicos sobre o tema para descobrirrelembrar os conceitos e as ideias principais relacionados ao seu trabalho As principais fontes a serem consultadas para a elaboração da revisão bibliográfica são artigos em periódicos científicos livros teses dissertações e resumos em congresso Dê prioridade a i artigos publicados em periódicos internacionais ii artigos publicados em periódicos nacionais reconhecidos iii livros publicados por bons editores iv teses e dissertações v anais de conferências internacionais vi anais de conferências nacionais Artigo original pesquisa de campo publicação que apresenta temas ou abordagens originais Um trabalho de conclusão de curso geralmente começa pela definição do tema geral Dentro dele encontrase uma delimitação que resultará num problema a questão que a monografia pretende responder e em objetivos o que se pretende alcançar Abordagem quantitativa Quando se trata de um trabalho quantitativo os questionários e os formulários costumam ser bastante utilizados Esses instrumentos geram um volume de informações maior podendo servir de base para estatísticas Abordagem qualitativa Métodos qualitativos envolvem menos quantidade e mais aprofundamento das questões desenvolvidas na monografia Utilizamse entrevistas e observações da realidade para que o pesquisador registre suas próprias impressões A partir dessa construção temse o esboço dos procedimentos que serão necessários para a execução da pesquisa Eles envolvem primeiro o levantamento teórico É nessa hora que se buscam fontes para entender o que já foi estudado sobre o assunto Podem ser livros artigos reportagens documentos oficiais teses e dissertações Devese conter no mínimo 06 referências Todas as obras citadas no artigo acadêmico devem estar referenciadas na bibliografia Em caso de artigo utilizados como referências devese escolher trabalhos recentes dos últimos 10 anos Autores clássicos podem ser citados sem restrição de ano da obra Demais referências como livros e outros não é exigido serem dos últimos 10 anos 1 Descrever sucintamente o tipo de pesquisa a ser abordada bibliográfica documental de campo etc 2 Delimitação e descrição se necessário dos instrumentos e fontes escolhidos para a coleta de dados entrevistas formulários questionários legislação doutrina jurisprudência etc 3 Indicar o procedimento para a coleta de dados que deverá acompanhar o tipo de pesquisa selecionado isto é a para pesquisa bibliográfica indicar proposta de seleção das leituras seletiva crítica ou reflexiva analítica b para a pesquisa de campo original indicar o procedimento da observação entrevista questionário análise documental entre outros 11 Ilustrações É opcional Qualquer que seja o tipo de ilustração esta deve ser precedida de sua palavra designativa desenho esquema fluxograma fotografia gráfico mapa organograma planta quadro retrato figura imagem entre outros seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto em algarismos arábicos de travessão e do respectivo título Imediatamente após a ilustração devese indicar a fonte consultada elemento obrigatório mesmo que seja produção do próprio autor conforme a ABNT NBR 10520 legenda notas e outras informações necessárias à sua compreensão se houver A ilustração deve ser citada no texto e inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere Tipo número de ordem título fonte legenda e notas devem acompanhar as margens da ilustração Exemplo Mapa 1 Fronteiras do Brasil Fonte IBGE 2016 12 Sigla A sigla quando mencionada pela primeira vez no texto deve ser indicada entre parênteses precedida do nome completo EXEMPLO Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT 13 Tabelas São opcionais Devem ser citadas no texto inseridas o mais próximo possível do trecho a que se referem e padronizadas conforme as Normas de apresentação tabular do IBGE Devese indicar a fonte consultada elemento obrigatório mesmo que seja produção do próprio autor de acordo com a ABNT NBR 10520 14 Paginação Não é obrigatória 15 Citações 151 Citação direta Quando se transcreve textualmente parte da obra do autor consultado O texto deverá vir entre aspas duplas Além do autor e data também deverá ser indicada a página da consulta Especificar no texto as páginas volumes tomos ou seçãoões da fonte consultada nas citações diretas Estes devem seguir a data separados por vírgula e precedidos pelo termo que os caracteriza de forma abreviada Exemplos 1 Oliveira e Leonardos 1943 p 146 dizem que a relação da série São Roque com os granitos porfiróides pequenos é muito clara 2 Meyer parte de uma passagem da crônica de 14 de maio de A Semana Houve sol e grande sol naquele domingo de 1888 em que o Senado votou a lei que a regente sancionou ASSIS 1994 v 3 p 583 152 Citações diretas de até três linhas Devem estar contidas entre aspas duplas As aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da citação Exemplos i Barbour 1971 p 35 descreve O estudo da morfologia dos terrenos ativos ou Não se mova faça de conta que está morta CLARAC BONNIN 1985 p 72 ii Segundo Sá 1995 p 27 por meio da mesma arte de conversação que abrange tão extensa e significativa parte da nossa existência cotidiana 153 Citações diretas com mais de três linhas Devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda com letra menor que a do texto utilizado e sem as aspas fonte 10 espaçamento simples No caso de documentos datilografados devese observar apenas o recuo Exemplo A teleconferência permite ao indivíduo participar de um encontro nacional ou regional sem a necessidade de deixar seu local de origem Tipos comuns de teleconferência incluem o uso da televisão telefone e computador Através de áudioconferência utilizando a companhia local de telefone um sinal de áudio pode ser emitido em um salão de qualquer dimensão NICHOLS 1993 p 181 Devem ser indicadas as supressões interpolações comentários ênfase ou destaques do seguinte modo a supressões b interpolações acréscimos ou comentários c ênfase ou destaque grifo ou negrito ou itálico Quando se tratar de dados obtidos por informação verbal palestras debates comunicações etc indicar entre parênteses a expressão informação verbal mencionandose os dados disponíveis em nota de rodapé Para enfatizar trechos da citação devese destacálos indicando esta alteração com a expressão grifo nosso entre parênteses após a chamada da citação ou grifo do autor caso o destaque já faça parte da obra consultada Exemplos 1 para que não tenha lugar a produção de degenerados quer physicos quer moraes misérias verdadeiras ameaças à sociedade SOUTO 1916 p 46 grifo nosso 2 b desejo de criar uma literatura independente diversa de vez que aparecendo o classicismo como manifestação de passado colonial CANDIDO 1993 v 2 p 12 grifo do autor 154 Citação de texto traduzido pelo autor Quando a citação incluir texto traduzido pelo autor devese incluir após a chamada da citação a expressão tradução nossa entre parênteses Exemplo Ao fazêlo pode estar envolto em culpa perversão ódio de si mesmo pode julgarse pecador e identificarse com seu pecado RAHNER 1962 v 4 p 463 tradução nossa 155 Citações indiretas O autor faz uma descrição usando suas próprias palavras se baseando na informação de um autor consultado interpretando o que foi lido sem alterar em profundidade o que foi lido Não é obrigatório indicar o número da página onde foi lida a citação mas o autor e ano de publicação sim Citações de diversos documentos da mesma autoria publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente têm as suas datas separadas por vírgula Exemplo Duas análises a de Lemos 1978 e a de Yahn 1983 apontam para o baixo impacto dos periódicos de radiologia e agricultura respectivamente 16 Citação de Citação de Acordo com as Normas ABNT Citações desse tipo devem ser utilizadas apenas quando não existir a possibilidade de obter o documento de referência original A expressão apud em itálico significa citado por conforme segundo a Quando o autor é parte integrante do texto Exemplo Olson 1977 p 23 apud SMITH 1991 p 86 afirma que nossa capacidade para produzir e compreender tal linguagem falada é na verdade um subproduto do fato de sermos alfabetizados b Quando o nome do autor aparece ao final da citação Exemplo Nossa capacidade para produzir e compreender tal linguagem falada é na verdade um subproduto do fato de sermos alfabetizados OLSON 1977 p 23 apud SMITH 1991 p 86 2 CONCLUSÃO A conclusão é um fechamento do trabalho estudado respondendo às hipóteses enunciadas e aos objetivos do estudo apresentados na Introdução onde não se permite que nesta seção sejam incluídos dados novos que já não tenham sido apresentados anteriormente O aluno deverá utilizar esse modelo para o TCC 3 REFERÊNCIAS 31 Como Fazer Referências de Acordo com as Normas ABNT Na primeira parte do artigo vimos o que é citação e como cada uma deve ela ser feita Agora serão mostrados os tipos de referência e como montalos A definição de referência segundo as normas ABNT é Conjunto padronizado de elementos descritivos retirados de um documento que permite sua identificação individual O mínimo solicitado pela instituição são 6 seis referências bibliográficas 32 Elementos Fundamentais de Acordo com as Normas ABNT Autor Título da obra Local Editora Data de publicação 33 Referências de Obras com Apenas Um Autor de Acordo com as Normas ABNT Sobrenome Inicial do Nome se for nome composto Inicias dos dois nomes Local de publicação editora e ano de publicação Exemplos PAULANI Leda Maria Modernidade e discurso econômico São Paulo Boitempo 2005 PAULANI L M Modernidade e discurso econômico São Paulo Boitempo 2005 34 Referências de Obras com até Três Autores de Acordo com as Normas ABNT Sobrenome Inicial do Nome se for nome composto Inicias dos dois nomes Local de publicação editora e ano de publicação Exemplo CARPENTER R P LYON D H HASDELL F A Análisis sensorial en el desarrollo y control de la calidad de alimentos Zaragoza Acribia 2002 35 Referências de Obras com Mais de Três Autores de Acordo com as Normas ABNT Sobrenome Inicial do Nome do Autor que aparece em primeiro lugar se for nome composto Inicias dos dois nomes seguido da abreviação et al Local de publicação editora e ano de publicação Exemplo CARVALHO F J C et al Economia monetária e financeira teoria e política 2 ed rev e atual Rio de Janeiro Elsevier Campus 2007 36 Referência de Citação da Citação de Acordo com as Normas ABNT Caso seja utilizada em seu trabalho uma citação retirada de um livro ou seja citação da citação é preciso incluir na lista referência a Referência ao documento não consultado seguida da expressão apud em itálico seguida da referência do documento consultado b Referência ao documento consultado No qual a citação foi retirada Exemplos OLSON D R From utterance to text the bias of language in speech and writing Harvard Educational Review v 47 n 3 p 257281 1977 apud SMITH F Compreendendo a leitura uma análise psicolinguística da leitura e do aprender a ler 2 ed rev Porto Alegre Artes Médicas 1991 SMITH F Compreendendo a leitura uma análise psicolinguística da leitura e do aprender a ler 2 ed rev Porto Alegre Artes Médicas 1991 37 Referência a Obra de Responsabilidade de Uma Pessoa de Acordo com as Normas ABNT Nesse caso a obra é de responsabilidade de um Editor Ed Compilador Comp Organizador Org ou Coordenador Coord Exemplos HENRIQUES R Coord Desigualdade e pobreza no Brasil Rio de Janeiro IPEA 2000 PARKER Richard et al Org A AIDS no Brasil 19821992 2 ed Rio de Janeiro RelumeDumara 1994 38 Referência de Obra com Autoria de Entidade Coletiva de Acordo com as Normas ABNT a Quando as entidades coletivas são por exemplo órgãos governamentais Exemplo ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS DE DESENVOLVIMENTO Bancos de desenvolvimento modelo institucional Rio de Janeiro 1983 b Quando a entidade possui denominação genérica precedido órgão superior ou jurisdição geográfica a qual pertence Exemplo BRASIL Ministério da Cultura Conselho Nacional de Direito Autoral Legislação de normas 3 ed rev aum Brasília 1985 39 Referência de Obra com Autoria Desconhecida de Acordo com as Normas ABNT Título Local de publicação editora e data da publicação Exemplo ESTUDIOS sociodemograficos de pueblos indígenas Santiago de Chile CELADE 1994 310 Como Fazer Referências de um Livro de Acordo com as Normas ABNT Para fazer referência de um livro devese escrever da seguinte forma SOBRENOME DO AUTOR Prenome Título subtítulo Edição Local de publicação Editora ano de publicação Exemplos ROGANTE S Mercado financeiro brasileiro mudanças esperadas para adaptação a um ambiente de taxa de juros declinantes São Paulo Atlas 2009 Série academia empresa 6 NABUCO J Cartas aos abolicionistas ingleses Recife Fundação Joaquim Nabuco 1985 Disponível em httpwwwdominiopublicogovbrdownloadtextojn000058pdf Acesso em 14 jul 2009 311 Como Fazer Referências de um Capítulo de Livro de Acordo com as Normas ABNT a Quando o autor é o mesmo do capítulo e do livro Colocase no nome do autor na segunda repetição Exemplo SANTOS M A organização interna das cidades a cidade caótica In A urbanização brasileira 3 ed São Paulo Hucitec 1996 cap 11 p 9597 b Quando o autor do capítulo não é o autor do livro Exemplo TEIXEIRA M L ZACCARELLI L M Os desafios da atuação socialmente responsável In HANASHIRO D M M et al Orgs Gestão do fator humano uma visão baseada em stakeholders 2ed São Paulo Saraiva 2008 cap5 p155180 312 Como Fazer Referências de Monografias Dissertações e Teses de Acordo com as Normas ABNT Colocase o SOBRENOME DO AUTOR Prenome Título subtítulo Ano de apresentação Número de folhas ou volumes Categoria e área de concentração Instituição Local ano da defesa Exemplos CARNEIRO N M Q Procedimentos básicos para o planejamento de uma indústria de biscoitos enfocando a legislação sanitária de alimentos do estado de Minas Gerais 2004 90 f Monografia Especialização em Nutrição e Saúde Universidade Federal de Viçosa Viçosa MG 2004 ALVES J E D Transição da fecundidade e relações de gênero no Brasil 1994 298 f Tese Doutorado em Demografia Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte 1994 313 Como Fazer Referências de Trabalho Apresentado em Evento de Acordo com as Normas ABNT Fazse SOBRENOME DO AUTOR Prenome Título do trabalho apresentado seguido da expressão In TÍTULO DO EVENTO nº do evento ano de realização local cidade de realização Título do documento anais resumos etc Local Editora ano de publicação Página inicial final da parte a ser referenciada Exemplo CARVALHO M M A O balanço social um novo olhar sobre o relatório contábil do futuro In CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE 16 2000 Goiânia Anais Goiânia Conselho Federal de Contabilidade 2000 1 CDROM 314 Como Fazer Referências de Periódicos de Acordo com as Normas ABNT Periódicos são considerados as publicações que tem divulgação regular Podem ser revistas cientificas jornais e afins Fazse SOBRENOME DO AUTOR Prenome Título do artigo Título do periódico Local de publicação cidade volume número nº fascículo páginas inicial final mês e ano Artigos de periódico a Referência a uma revista segundo as normas ABNT Exemplo APPOLINÁRIO F Para onde caminha o estudo do comportamento organizacional Revista de Economia e Administração São Paulo v7 n3 p 262 267 jul set 2008 b Referência de artigos de jornais segundo as normas ABNT Exemplo FURBINO Z Corretores surfam na onda do boom imobiliário Estado de Minas Belo Horizonte 13 jul 2009 Caderno Economia p 10 315 Como Fazer Referências a Legislação de Acordo com as Normas ABNT Exemplos BRASIL Constituição 1988 Constituição da República Federativa do Brasil 1988 Brasília Senado Federal Centro Gráfico 1988 BRASIL Lei nº 9394 de 20 de dezembro de 1996 Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional Diário Oficial da União Brasília DF v 134 n 248 23 dez 1996 Seção 1 p 2783427841 316 Como Fazer Referências a Entrevista e Email de Acordo com as Normas ABNT a Referência de entrevista segundo as normas ABNT Exemplo FERNANDES L O motor do desenvolvimento Pesquisa Fapesp São Paulo n 141 p 1217 nov 2007 Entrevista concedida a Neldson Marcolin a Referência de email segundo as normas ABNT Exemplos MORAFF Steve Jongg CD mensagem pessoal Mensagem recebida por mtmendesismcombr em 8 jan 1997 BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA UFMG Departamento de Planejamento e Divulgação Defesa de dissertaçãomensagem institucional Mensagem recebida por bibfacefaceufmgbr em 03 abr 2008 317 Como Fazer Referências a um Website de Acordo com as Normas ABNT Exemplos JENKINS H The official weblog of Henry Jenkins Massachusetts EUA Disponível em httphenryjenkinsorg Acesso em 08 fev 2010 141330 PETROBRÁS Página institucional Disponível em httpwwwpetrobrascombr Acesso em 13 dez 2009 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Galeria dos presidentes Brasília DF Disponível em httpwwwpresidenciagovbrinfohistoricas Acesso em 17 jan 2010 UNITED NATIONS International laws Nova York EUA Disponível em httpwwwunorgenglaw Acesso em 30 nov 2009 24 318 Notas de rodapé de Acordo com as Normas ABNT Destinamse a prestar esclarecimentos comprovar justificar ou esclarecer informações que não devem ser incluídas no texto de forma a não interromper a sequência lógica da sua leitura De acordo com as normas da ABNT a A enumeração deve ser sequencial b Texto com espaço simples e a fonte tamanho dez utilizando filete de 5 cm a partir da margem esquerda c Notas com mais de uma linha devem ser a partir da segunda linha abaixo da primeira letra da primeira palavra de forma que destaque o expoente Assim encerramos o nosso artigo sobre as Normas da ABNT fizemos um resumo de como devem ser elaboradas as citações e referências em seu trabalho científico Vimos também como fazer a formatação tipo de fonte margens e alinhamento de acordo com as normas ABNT Com esse artigo espero ajudar a todos que buscam informações sobre como redigir trabalhos corretamente dentro das normas ABNT para normalizar e padronizar suas pesquisas e assim passar credibilidade não só a nível nacional como internacional o que acaba contribuído diretamente para o desenvolvimento de nosso país NOME DA FACULDADE NOME DO CURSO Coloque aqui o nome do seu curso de pós em Arial fonte 12 NOME COMPLETO do aluno Arial negrito fonte 12 RACISMO AMBIENTAL NAS FAVELAS E PERIFERIAS URBANAS BRASILEIRAS DESIGUALDADE RACIAL E INJUSTIÇA SOCIOAMBIENTAL CIDADE do aluno Arial negrito fonte 12 ANO de envio do TCC RACISMO AMBIENTAL NAS FAVELAS E PERIFERIAS URBANAS BRASILEIRAS DESIGUALDADE RACIAL E INJUSTIÇA SOCIOAMBIENTAL Declaro que sou autora¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido não tendo sido copiado ou extraído seja parcial ou integralmente de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho Assim declaro demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis penais e administrativos e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de violação aos direitos autorais Deixar este texto no trabalho conforme se apresenta fonte e cor vermelha RESUMO O presente artigo analisa o racismo ambiental nas favelas e periferias urbanas brasileiras compreendendoo como manifestação de desigualdades históricas e estruturais que associam degradação ambiental e discriminação racial Tratase de uma pesquisa bibliográfica e documental de abordagem qualitativa fundamentada em obras clássicas e contemporâneas sobre justiça ambiental e desigualdade socioespacial com destaque para autores como Bullard Pacheco e Porto O estudo discute a origem e a evolução do conceito de racismo ambiental no cenário internacional e sua adaptação ao contexto brasileiro caracterizado por um histórico de urbanização excludente e marginalização territorial da população negra e de baixa renda A análise evidencia que essas comunidades estão desproporcionalmente expostas a riscos ambientais como enchentes deslizamentos ilhas de calor e poluição decorrentes tanto da precariedade de infraestrutura quanto da omissão ou insuficiência das políticas públicas Além disso identificase que embora existam iniciativas comunitárias voltadas para mitigação e resistência elas ainda carecem de apoio institucional efetivo para alcançar mudanças estruturais Concluise que o enfrentamento do racismo ambiental exige a incorporação explícita do recorte racial nas políticas ambientais e urbanas garantindo equidade no acesso aos benefícios ambientais e proteção contra riscos Este trabalho contribui para o debate acadêmico e político ao articular fundamentos teóricos e evidências empíricas reforçando a justiça ambiental como dimensão indispensável para a efetivação dos direitos humanos e a promoção de um desenvolvimento urbano sustentável e inclusivo PALAVRASCHAVE Racismo ambiental Justiça ambiental Periferias urbanas Favelas Desigualdade racial INTRODUÇÃO O racismo ambiental concebido inicialmente nos Estados Unidos emergiu como um conceito crítico para entender como comunidades racializadas são sistematicamente submetidas às piores condições ambientais sendo frequentemente ignoradas nas políticas públicas tradicionais Bullard 1993 Pacheco 2008 No contexto brasileiro essa temática ganha densidade ao se articular com a histórica invisibilidade das periferias urbanas comunidades majoritariamente negras que enfrentam precariedade nos serviços básicos habitação insalubre e ausência de infraestrutura ambiental de qualidade Jesus 2020 Rodrigues 2024 Esse panorama evidencia que o racismo ambiental não se restringe a contextos rurais ou às comunidades tradicionais ele se manifesta com intensidade nas favelas e periferias marcando uma desigualdade ambiental racializada que persiste como expressão concreta das estruturas de poder no país Jesus 2020 Arruda 2024 No Brasil urbano a realidade das favelas exemplifica dramaticamente esse cenário construções precárias falta de saneamento adequado alagamentos recorrentes e ausência de planejamento urbano configuram contextos de vulnerabilidade reforçados pela cor da pele Arruda 2024 Em São Paulo por exemplo estudos sobre a Zona Leste e Zona Sul periféricas mostram que a carência de infraestrutura água potável esgotamento sanitário e drenagem eficaz é uma forma concreta de racismo ambiental uma vez que atinge principalmente populações negras e de baixa renda Rodrigues 2024 Jesus 2020 Ademais políticas públicas muitas vezes reproduzem essa desigualdade destinando investimentos para áreas privilegiadas e negligenciando deliberadamente essas áreas periféricas Pacheco 2008 Esse quadro impulsiona a formulação do problema de pesquisa como o racismo ambiental estrutura e reforça a vulnerabilidade das favelas urbanas no Brasil especialmente no que tange à ausência ou fragilidade das políticas públicas de adaptação e mitigação climática A delimitação do tema concentrase na interface entre desigualdade racial precariedade de infraestrutura ambiental e políticas públicas insuficientes ou ausentes nesses territórios racializados Para sustentar essa investigação partimos das hipóteses de que i o racismo ambiental é reproduzido pela omissão histórica e continuada do Estado em prover infraestrutura ambiental básica às favelas relegandoas a espaços de risco ii políticas públicas climáticas e ambientais direcionadas ao grande público ignoram essas áreas perpetuando exclusão e iii iniciativas comunitárias e mobilizações locais podem oferecer alternativas materiais e simbólicas de justiça ambiental embora esbarrem em limitações estruturais Pacheco 2008 Arruda 2024 SantAnna Almeida 2025 Assim o objetivo geral deste trabalho é investigar os mecanismos pelos quais o racismo ambiental se manifesta nas favelas e periferias urbanas brasileiras e analisar os efeitos da inação ou insuficiência das políticas públicas nesse contexto Os objetivos específicos incluem a revisar os fundamentos teóricoconceituais do racismo ambiental tanto em sua origem nos Estados Unidos quanto em sua tradução para o Brasil Bullard 1993 Pacheco 2008 b identificar e analisar exemplos concretos de vulnerabilidades ambientais nas favelas especialmente relacionados à infraestrutura urbana Rodrigues 2024 Arruda 2024 c examinar o papel das políticas públicas de adaptação e justiça ambiental e suas lacunas em relação às populações periféricas d avaliar experiências comunitárias ou iniciativas locais que buscam mitigar essas desigualdades oferecendo caminho para resistência e transformação SantAnna Almeida 2025 Este estudo é relevante ao fortalecer o diálogo entre a teoria do racismo ambiental e sua materialização urbana brasileira oferecendo uma perspectiva crítica sobre a justiça ambiental no Brasil Ao visibilizar as formas como a desigualdade racial se traduz em precariedade ambiental nas periferias esperase contribuir para a discussão acadêmica e para a formulação de políticas mais equitativas e inclusivas Pacheco 2008 Rodrigues 2024 SantAnna Almeida 2025 Metodologicamente tratase de uma pesquisa bibliográfica e documental conduzida com base em literatura acadêmica especializada artigos capítulos de livros e relatórios que abordam racismo ambiental vulnerabilidade urbana políticas públicas e mobilização comunitária A análise integrará dados empíricos disponíveis e reflexões teóricoconceituais fundamentandose em fontes reconhecidas por sua relevância e rigor 1 DESENVOLVIMENTO 1 Fundamentos conceituais e históricos do racismo ambiental no Brasil e no mundo O conceito de racismo ambiental surgiu nos Estados Unidos no início da década de 1980 impulsionado por mobilizações comunitárias que denunciavam a instalação desproporcional de depósitos de resíduos tóxicos e atividades poluidoras em áreas habitadas majoritariamente por populações negras indígenas e de baixa renda A formulação teórica mais influente foi apresentada por Robert D Bullard considerado o pai da justiça ambiental cuja obra Dumping in Dixie Race Class and Environmental Quality 1990 documenta como o racismo ambiental se manifesta por meio da distribuição desigual dos riscos e benefícios ambientais sendo determinado por fatores raciais e de classe Bullard 1990 Desde então o termo passou a ser incorporado em políticas e estudos acadêmicos especialmente no campo da justiça ambiental ampliando a compreensão de que desigualdades ambientais não decorrem apenas de fatores geográficos ou econômicos mas também de estruturas históricas de discriminação racial Holifield 2001 No Brasil o conceito começou a ganhar visibilidade no início dos anos 2000 particularmente através do trabalho de Tânia Pacheco e do Grupo de Trabalho sobre Racismo Ambiental GTRacismo Ambiental da Rede Brasileira de Justiça Ambiental Pacheco 2008 define racismo ambiental como qualquer ação ou omissão do poder público iniciativa privada ou instituições que direta ou indiretamente resulte na discriminação ambiental de grupos racialmente vulnerabilizados seja na exposição a riscos seja na exclusão de benefícios ambientais Esse enquadramento foi determinante para adaptar o conceito ao contexto brasileiro marcado pela colonização escravização e posterior marginalização socioespacial da população negra e indígena Herculano 2008 O racismo ambiental no Brasil está profundamente entrelaçado com a estruturação histórica das cidades e a distribuição desigual de infraestrutura e serviços Processos de urbanização excludentes consolidados no século XX relegaram grande parte da população negra a territórios periféricos sem saneamento básico transporte de qualidade ou acesso seguro à água potável Acselrad 2004 Essa marginalização territorial é reforçada por políticas ambientais que priorizam áreas centrais ou economicamente estratégicas deixando de contemplar demandas urgentes de comunidades periféricas e tradicionais A consolidação do conceito no cenário acadêmico e militante brasileiro foi fortalecida por conferências nacionais de meio ambiente e pela articulação de movimentos sociais que ao longo das últimas duas décadas passaram a pautar a justiça ambiental como questão inseparável da justiça racial Porto Pacheco Leroy 2013 Assim tanto no cenário internacional quanto no brasileiro o racismo ambiental deve ser compreendido como um fenômeno que articula relações de poder discriminação racial e desigualdade socioambiental Sua relevância reside no fato de revelar que impactos ambientais desiguais não são meros acidentes históricos ou consequências inevitáveis do desenvolvimento mas resultam de escolhas políticas econômicas e sociais deliberadas Ao integrar a dimensão racial na análise ambiental o conceito rompe com perspectivas tradicionais que invisibilizam os sujeitos atingidos ampliando o campo da ecologia política e orientando a formulação de políticas públicas que visem à reparação e prevenção dessas injustiças Bullard 1990 Pacheco 2008 Porto Pacheco Leroy 2013 2 Procedimentos metodológicos e critérios para seleção e análise das fontes O presente estudo caracterizase como uma pesquisa de natureza qualitativa do tipo bibliográfica e documental fundamentada na análise seletiva crítica e reflexiva de produções acadêmicas e relatórios institucionais que abordam o racismo ambiental a justiça ambiental e as desigualdades socioespaciais no Brasil e no cenário internacional A pesquisa bibliográfica segundo Gil 2019 é apropriada quando se busca compreender um fenômeno social a partir de referenciais teóricos já consolidados permitindo o diálogo entre diferentes abordagens e a comparação de evidências empíricas relatadas por outros autores Nesse sentido a coleta de dados priorizou obras reconhecidas na área contemplando livros clássicos como Dumping in Dixie de Bullard 1990 e O que é Justiça Ambiental de Herculano 2008 bem como artigos publicados em periódicos científicos nacionais e internacionais indexados em bases como SciELO Web of Science e Scopus O critério de inclusão das fontes seguiu três diretrizes principais i relevância acadêmica comprovada medida pela indexação em periódicos qualificados e pela citação recorrente em outros trabalhos da área ii contemporaneidade priorizando artigos publicados nos últimos dez anos para a incorporação de dados e debates recentes sem desconsiderar obras clássicas essenciais à compreensão conceitual e iii pertinência temática garantindo que todas as fontes tratassem direta ou indiretamente da relação entre desigualdade racial e questões ambientais Foram portanto selecionadas pesquisas que analisam tanto o contexto internacional com ênfase nos Estados Unidos onde o conceito foi cunhado Holifield 2001 Bullard 1990 quanto o contexto brasileiro em que o racismo ambiental assume contornos específicos relacionados ao histórico de escravização segregação e urbanização excludente Pacheco 2008 Porto Pacheco Leroy 2013 A abordagem metodológica adotada foi de análise de conteúdo conforme Bardin 2016 possibilitando a identificação e categorização dos principais eixos discursivos e empíricos presentes nas fontes selecionadas Essa técnica permitiu agrupar as evidências em categorias analíticas como origem e evolução conceitual manifestação urbana e periférica e respostas políticas e comunitárias Paralelamente a pesquisa documental foi realizada com base em relatórios de organizações não governamentais dados de órgãos oficiais como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais INPE e publicações de redes de movimentos sociais como a Rede Brasileira de Justiça Ambiental Essa estratégia combinada buscou conferir robustez à análise possibilitando uma visão integrada entre teoria e realidade Assim a metodologia empregada neste estudo não apenas fornece um panorama aprofundado sobre o racismo ambiental no Brasil e no mundo mas também estabelece uma base sólida para a análise crítica de suas manifestações concretas nas favelas e periferias urbanas brasileiras articulando evidências empíricas e fundamentação teórica de maneira coerente e academicamente rigorosa Gil 2019 Bardin 2016 Pacheco 2008 3 Manifestações e impactos do racismo ambiental nas favelas e periferias urbanas brasileiras O racismo ambiental quando analisado no contexto urbano brasileiro revelase de forma contundente nas favelas e periferias espaços historicamente conformados por processos de segregação socioespacial que empurraram populações negras e de baixa renda para áreas ambientalmente degradadas ou vulneráveis Essas localidades frequentemente apresentam déficits crônicos de saneamento básico coleta regular de lixo drenagem pluvial e acesso seguro à água potável condições que além de comprometerem a saúde pública expõem seus moradores a um ciclo contínuo de injustiças socioambientais Acselrad 2004 Pacheco 2008 A ausência histórica de investimentos estatais adequados reforça a vulnerabilidade configurando uma omissão institucional que perpetua desigualdades raciais no acesso a um ambiente seguro e saudável Entre as manifestações mais visíveis desse fenômeno está a exposição desproporcional das comunidades periféricas a riscos ambientais como deslizamentos de encostas alagamentos e inundações agravados por eventos climáticos extremos que se intensificam com as mudanças climáticas Estudos realizados no Rio de Janeiro e em São Paulo demonstram que bairros periféricos habitados majoritariamente por população negra concentram maior incidência de mortes e perdas materiais em eventos de chuvas intensas Maricato 2013 Rodrigues 2024 Ademais as chamadas ilhas de calor urbanas áreas onde a temperatura é significativamente mais alta devido à falta de vegetação e ao excesso de superfícies impermeáveis têm sido documentadas em favelas como o Complexo da Maré onde a sensação térmica já ultrapassou 60 C em ondas de calor recentes sem que políticas públicas adequadas de mitigação tenham sido implementadas Jesus 2020 O impacto do racismo ambiental também se manifesta na qualidade do ar e na proximidade dessas comunidades a fontes de poluição industrial ou viária Pesquisas em áreas periféricas de grandes metrópoles brasileiras apontam níveis mais elevados de poluentes atmosféricos com consequências diretas sobre a incidência de doenças respiratórias e cardiovasculares Porto Pacheco Leroy 2013 Esses danos não são distribuídos aleatoriamente mas sim determinados por uma lógica de ocupação e planejamento urbano que marginaliza racialmente certos grupos sociais reproduzindo a estrutura de desigualdade Nesse sentido a geografia do risco ambiental no Brasil urbano é também uma geografia racial na qual cor e território se entrelaçam para determinar quem será mais exposto e quem terá acesso às medidas de proteção Apesar desse cenário adverso é possível identificar iniciativas comunitárias que buscam resistir e construir alternativas seja por meio de hortas urbanas projetos de reflorestamento local redes de solidariedade em desastres climáticos ou campanhas por saneamento básico Essas ações entretanto muitas vezes carecem de apoio institucional e enfrentam barreiras estruturais que limitam seu alcance e efetividade A ausência de políticas públicas robustas de justiça ambiental voltadas especificamente para as periferias urbanas demonstra que o enfrentamento do racismo ambiental no Brasil ainda é incipiente requerendo articulação entre movimentos sociais academia e gestores públicos para promover mudanças estruturais Pacheco 2008 Maricato 2013 Assim compreender as manifestações e impactos do racismo ambiental nas favelas e periferias brasileiras implica reconhecer que tais desigualdades não são apenas problemas ambientais mas expressões de um sistema histórico de exclusão racial Esse reconhecimento é fundamental para que as políticas ambientais deixem de ser neutras em termos raciais e passem a incorporar a equidade como princípio orientador garantindo que populações historicamente marginalizadas possam exercer plenamente seu direito a um ambiente saudável Bullard 1990 Pacheco 2008 Porto Pacheco Leroy 2013 2 CONCLUSÃO A análise desenvolvida ao longo deste artigo evidencia que o racismo ambiental constitui um fenômeno estrutural profundamente enraizado nas dinâmicas históricas sociais e territoriais do Brasil manifestandose de forma aguda nas favelas e periferias urbanas Observouse que tais espaços majoritariamente ocupados por populações negras e de baixa renda concentram os maiores déficits de infraestrutura urbana e os maiores índices de exposição a riscos ambientais sejam eles decorrentes da ausência de saneamento básico da proximidade a fontes poluidoras das ilhas de calor ou da recorrência de alagamentos e deslizamentos Esses padrões não resultam de processos aleatórios mas de decisões políticas econômicas e urbanísticas que ao longo de décadas reforçaram a marginalização racial e territorial conforme já apontavam Bullard 1990 e Pacheco 2008 O estudo também revelou que embora existam iniciativas comunitárias voltadas para a mitigação e a adaptação a esses riscos tais ações ainda são insuficientes para romper o ciclo de vulnerabilidade e injustiça sobretudo pela ausência de políticas públicas integradas e específicas para esses territórios A literatura consultada demonstra que as respostas estatais tendem a ser reativas e pontuais não atacando as causas estruturais do problema Porto Pacheco Leroy 2013 Maricato 2013 A superação do racismo ambiental nas favelas e periferias exige portanto um reposicionamento das agendas políticas incorporando a perspectiva da justiça ambiental com recorte racial de modo a garantir que todos os grupos sociais especialmente os historicamente marginalizados tenham acesso equitativo aos benefícios ambientais e proteção contra riscos Assim este trabalho reforça a necessidade de compreender o racismo ambiental não apenas como um tema acadêmico mas como um problema de direitos humanos e de justiça social A integração entre movimentos sociais academia e gestores públicos é condição indispensável para a formulação de políticas ambientais antirracistas capazes de corrigir distorções históricas e assegurar o direito constitucional a um meio ambiente ecologicamente equilibrado Ao trazer à tona as conexões entre desigualdade racial e degradação ambiental esperase que esta reflexão contribua para ampliar o debate e subsidiar ações efetivas rompendo o silêncio e a invisibilidade que ainda cercam essa questão no contexto brasileiro 3 REFERÊNCIAS ACSELRAD H Justiça ambiental e construção social do risco Desenvolvimento e Meio Ambiente Curitiba n 10 p 4960 juldez 2004 BARDIN L Análise de conteúdo Lisboa Edições 70 2016 BULLARD R D Dumping in Dixie race class and environmental quality 3 ed Boulder Westview Press 1990 GIL A C Métodos e técnicas de pesquisa social 7 ed São Paulo Atlas 2019 HERCULANO S O que é justiça ambiental Revista Brasileira de Ciências Sociais São Paulo v 23 n 68 p 720 2008 HOLIFIELD R Defining environmental justice and environmental racism Urban Geography London v 22 n 1 p 7890 2001 JESUS D S Racismo ambiental e saúde desigualdades raciais e injustiças ambientais no Brasil urbano Saúde e Sociedade São Paulo v 29 n 4 e200135 2020 MARICATO E O impasse da política urbana no Brasil Petrópolis Vozes 2013 PACHECO T Racismo ambiental o que é isso In REDE BRASILEIRA DE JUSTIÇA AMBIENTAL Conflitos ambientais no Brasil Rio de Janeiro RelumeDumará 2008 p 4559 PORTO M F PACHECO T LEROY J P Injustiça ambiental e saúde no Brasil o mapa de conflitos Rio de Janeiro Fiocruz 2013 RODRIGUES D S Racismo ambiental e urbanização desigual um estudo sobre vulnerabilidade socioambiental em São Paulo Cadernos Metrópole São Paulo v 26 n 59 p 451476 2024 SANTANNA M A ALMEIDA P S Justiça ambiental e resistência comunitária nas periferias brasileiras Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais Recife v 27 n 1 p 119 2025
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Texto de pré-visualização
NOME DA FACULDADE NOME DO CURSO Coloque aqui o nome do seu curso de pós em Arial fonte 12 NOME COMPLETO do aluno Arial negrito fonte 12 TÍTULO DO TCC Arial negrito fonte 12 CIDADE do aluno Arial negrito fonte 12 ANO de envio do TCC TÍTULO DO TCC LETRAS DO TÍTULO MAIÚSCULAS NEGRITO ALINHAMENTO CENTRALIZADO ESPAÇAMENTO SIMPLES LETRA ARIAL Nº 12 Declaro que sou autora¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido não tendo sido copiado ou extraído seja parcial ou integralmente de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho Assim declaro demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis penais e administrativos e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de violação aos direitos autorais Deixar este texto no trabalho conforme se apresenta fonte e cor vermelha RESUMO O resumo deve ressaltar o objetivo o método os resultados e as conclusões do documento A ordem e a extensão destes itens dependem do tipo de resumo informativo ou indicativo e do tratamento que cada item recebe no documento original O resumo deve ser composto de uma sequência de frases concisas afirmativas e não de enumeração de tópicos Recomendase o uso de parágrafo único A primeira frase deve ser significativa explicando o tema principal do documento A seguir deve se indicar a informação sobre a categoria do tratamento memória estudo de caso análise da situação etc Devese usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa do singular As palavraschave devem figurar logo abaixo do resumo antecedidas da expressão Palavraschave separadas entre si por ponto e finalizadas também por ponto de acordo com a NBR 6028 Este modelo apresenta as instruções para a preparação de artigo Os autores devem seguilo para a preparação de artigos originais em formato Word O artigo poderá ser pesquisa bibliográfica ou pesquisa de campo O tema é de livre escolha devendo estar relacionado ao curso O resumo deve ter entre 100 a 250 palavras em espaçamento simples com fonte Arial tamanho 10 cor preta O texto será composto pelos elementos INTRODUÇÃO DESENVOLVIMENTO CONCLUSÃO e REFERÊNCIAS O trabalho deverá ter no mínimo 08 e máximo 16 páginas PALAVRASCHAVE Primeira Palavra Segunda Palavra Terceira Palavra 3 a 5 palavras separadas e terminadas por ponto INTRODUÇÃO O artigo poderá ser pesquisa bibliográfica ou pesquisa de campo Deverá conter no mínimo 08 e máximo 16 a contar do Resumo até Conclusão Artigos fora do limite de páginas serão recusados As páginas deverão ser de tamanho A4 com ambas margens 3cm margem superior e esquerda e 2cm para margens direita e inferior A escolha do tema é livre devendo ser pertinente à área do curso O corpo do artigo deverá ser formatado em coluna única justificado Os parágrafos iniciam com recuo de 125 cm da margem Utilizar Arial tamanho 12 cor preta Todo texto do desenvolvimento deve ser digitado com espaçamento de 15 entre as linhas Usar um espaço após cada título e subtítulo figuras quadros e tabelas quando houver A introdução é basicamente seu Projeto resumido e escrito de uma forma corrida Por isso tenha em mãos o seu Projeto finalizado pois usará quase todos os elementos que você fez aqui na introdução Sugerimos elaborar a INTRODUÇÃO conforme estrutura abaixo como exemplo não é necessário apresentar o mesmo número de parágrafos 1º e 2º parágrafo apresentação do tema dentro de um contexto 3º parágrafo delimitação do tema apresentado através do problema de pesquisa do seu TCC 4º parágrafo apresente possíveis respostas para o problema de pesquisa levantado ou seja as hipóteses 5º parágrafo em poucas palavras fale sobre o objetivo geral do trabalho e também dos específicos Eles são ingredientes fundamentais para o trabalho 6º parágrafo apresente a relevância do seu trabalho acadêmico identificando a importância dele para a sociedade ou comunidade científica Isso é o que chamamos de justificativa 7º parágrafo descreva em poucas palavras qual metodologia foi utilizada Foi pesquisa bibliográfica ou de campo Você deve especificar o procedimento de forma concisa A numeração de páginas é opcional Esse modelo foi baseado na NBR 60222018 1 DESENVOLVIMENTO Parte principal do artigo que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto tratado O elemento textual chamado desenvolvimento é a parte principal do artigo científico caracterizado pelo aprofundamento e análise pormenorizada dos aspectos conceituais mais importantes do assunto É onde são amplamente debatidas as ideias e teorias que sustentam o tema fundamentação teórica apresentados os procedimentos metodológicos e análise dos resultados em pesquisas de campo relatos de casos dentre outros Dividese em seções e subseções conforme a ABNT NBR 6024 Deverá conter no mínimo 6 seis citações podendo ser diretas ou indiretas Poderá optar por Artigo de Revisão Bibliográfica analisa e discute informações já publicadas Assim antes de começar a revisão bibliográfica leia os chamados livros clássicos sobre o tema para descobrirrelembrar os conceitos e as ideias principais relacionados ao seu trabalho As principais fontes a serem consultadas para a elaboração da revisão bibliográfica são artigos em periódicos científicos livros teses dissertações e resumos em congresso Dê prioridade a i artigos publicados em periódicos internacionais ii artigos publicados em periódicos nacionais reconhecidos iii livros publicados por bons editores iv teses e dissertações v anais de conferências internacionais vi anais de conferências nacionais Artigo original pesquisa de campo publicação que apresenta temas ou abordagens originais Um trabalho de conclusão de curso geralmente começa pela definição do tema geral Dentro dele encontrase uma delimitação que resultará num problema a questão que a monografia pretende responder e em objetivos o que se pretende alcançar Abordagem quantitativa Quando se trata de um trabalho quantitativo os questionários e os formulários costumam ser bastante utilizados Esses instrumentos geram um volume de informações maior podendo servir de base para estatísticas Abordagem qualitativa Métodos qualitativos envolvem menos quantidade e mais aprofundamento das questões desenvolvidas na monografia Utilizamse entrevistas e observações da realidade para que o pesquisador registre suas próprias impressões A partir dessa construção temse o esboço dos procedimentos que serão necessários para a execução da pesquisa Eles envolvem primeiro o levantamento teórico É nessa hora que se buscam fontes para entender o que já foi estudado sobre o assunto Podem ser livros artigos reportagens documentos oficiais teses e dissertações Devese conter no mínimo 06 referências Todas as obras citadas no artigo acadêmico devem estar referenciadas na bibliografia Em caso de artigo utilizados como referências devese escolher trabalhos recentes dos últimos 10 anos Autores clássicos podem ser citados sem restrição de ano da obra Demais referências como livros e outros não é exigido serem dos últimos 10 anos 1 Descrever sucintamente o tipo de pesquisa a ser abordada bibliográfica documental de campo etc 2 Delimitação e descrição se necessário dos instrumentos e fontes escolhidos para a coleta de dados entrevistas formulários questionários legislação doutrina jurisprudência etc 3 Indicar o procedimento para a coleta de dados que deverá acompanhar o tipo de pesquisa selecionado isto é a para pesquisa bibliográfica indicar proposta de seleção das leituras seletiva crítica ou reflexiva analítica b para a pesquisa de campo original indicar o procedimento da observação entrevista questionário análise documental entre outros 11 Ilustrações É opcional Qualquer que seja o tipo de ilustração esta deve ser precedida de sua palavra designativa desenho esquema fluxograma fotografia gráfico mapa organograma planta quadro retrato figura imagem entre outros seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto em algarismos arábicos de travessão e do respectivo título Imediatamente após a ilustração devese indicar a fonte consultada elemento obrigatório mesmo que seja produção do próprio autor conforme a ABNT NBR 10520 legenda notas e outras informações necessárias à sua compreensão se houver A ilustração deve ser citada no texto e inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere Tipo número de ordem título fonte legenda e notas devem acompanhar as margens da ilustração Exemplo Mapa 1 Fronteiras do Brasil Fonte IBGE 2016 12 Sigla A sigla quando mencionada pela primeira vez no texto deve ser indicada entre parênteses precedida do nome completo EXEMPLO Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT 13 Tabelas São opcionais Devem ser citadas no texto inseridas o mais próximo possível do trecho a que se referem e padronizadas conforme as Normas de apresentação tabular do IBGE Devese indicar a fonte consultada elemento obrigatório mesmo que seja produção do próprio autor de acordo com a ABNT NBR 10520 14 Paginação Não é obrigatória 15 Citações 151 Citação direta Quando se transcreve textualmente parte da obra do autor consultado O texto deverá vir entre aspas duplas Além do autor e data também deverá ser indicada a página da consulta Especificar no texto as páginas volumes tomos ou seçãoões da fonte consultada nas citações diretas Estes devem seguir a data separados por vírgula e precedidos pelo termo que os caracteriza de forma abreviada Exemplos 1 Oliveira e Leonardos 1943 p 146 dizem que a relação da série São Roque com os granitos porfiróides pequenos é muito clara 2 Meyer parte de uma passagem da crônica de 14 de maio de A Semana Houve sol e grande sol naquele domingo de 1888 em que o Senado votou a lei que a regente sancionou ASSIS 1994 v 3 p 583 152 Citações diretas de até três linhas Devem estar contidas entre aspas duplas As aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da citação Exemplos i Barbour 1971 p 35 descreve O estudo da morfologia dos terrenos ativos ou Não se mova faça de conta que está morta CLARAC BONNIN 1985 p 72 ii Segundo Sá 1995 p 27 por meio da mesma arte de conversação que abrange tão extensa e significativa parte da nossa existência cotidiana 153 Citações diretas com mais de três linhas Devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda com letra menor que a do texto utilizado e sem as aspas fonte 10 espaçamento simples No caso de documentos datilografados devese observar apenas o recuo Exemplo A teleconferência permite ao indivíduo participar de um encontro nacional ou regional sem a necessidade de deixar seu local de origem Tipos comuns de teleconferência incluem o uso da televisão telefone e computador Através de áudioconferência utilizando a companhia local de telefone um sinal de áudio pode ser emitido em um salão de qualquer dimensão NICHOLS 1993 p 181 Devem ser indicadas as supressões interpolações comentários ênfase ou destaques do seguinte modo a supressões b interpolações acréscimos ou comentários c ênfase ou destaque grifo ou negrito ou itálico Quando se tratar de dados obtidos por informação verbal palestras debates comunicações etc indicar entre parênteses a expressão informação verbal mencionandose os dados disponíveis em nota de rodapé Para enfatizar trechos da citação devese destacálos indicando esta alteração com a expressão grifo nosso entre parênteses após a chamada da citação ou grifo do autor caso o destaque já faça parte da obra consultada Exemplos 1 para que não tenha lugar a produção de degenerados quer physicos quer moraes misérias verdadeiras ameaças à sociedade SOUTO 1916 p 46 grifo nosso 2 b desejo de criar uma literatura independente diversa de vez que aparecendo o classicismo como manifestação de passado colonial CANDIDO 1993 v 2 p 12 grifo do autor 154 Citação de texto traduzido pelo autor Quando a citação incluir texto traduzido pelo autor devese incluir após a chamada da citação a expressão tradução nossa entre parênteses Exemplo Ao fazêlo pode estar envolto em culpa perversão ódio de si mesmo pode julgarse pecador e identificarse com seu pecado RAHNER 1962 v 4 p 463 tradução nossa 155 Citações indiretas O autor faz uma descrição usando suas próprias palavras se baseando na informação de um autor consultado interpretando o que foi lido sem alterar em profundidade o que foi lido Não é obrigatório indicar o número da página onde foi lida a citação mas o autor e ano de publicação sim Citações de diversos documentos da mesma autoria publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente têm as suas datas separadas por vírgula Exemplo Duas análises a de Lemos 1978 e a de Yahn 1983 apontam para o baixo impacto dos periódicos de radiologia e agricultura respectivamente 16 Citação de Citação de Acordo com as Normas ABNT Citações desse tipo devem ser utilizadas apenas quando não existir a possibilidade de obter o documento de referência original A expressão apud em itálico significa citado por conforme segundo a Quando o autor é parte integrante do texto Exemplo Olson 1977 p 23 apud SMITH 1991 p 86 afirma que nossa capacidade para produzir e compreender tal linguagem falada é na verdade um subproduto do fato de sermos alfabetizados b Quando o nome do autor aparece ao final da citação Exemplo Nossa capacidade para produzir e compreender tal linguagem falada é na verdade um subproduto do fato de sermos alfabetizados OLSON 1977 p 23 apud SMITH 1991 p 86 2 CONCLUSÃO A conclusão é um fechamento do trabalho estudado respondendo às hipóteses enunciadas e aos objetivos do estudo apresentados na Introdução onde não se permite que nesta seção sejam incluídos dados novos que já não tenham sido apresentados anteriormente O aluno deverá utilizar esse modelo para o TCC 3 REFERÊNCIAS 31 Como Fazer Referências de Acordo com as Normas ABNT Na primeira parte do artigo vimos o que é citação e como cada uma deve ela ser feita Agora serão mostrados os tipos de referência e como montalos A definição de referência segundo as normas ABNT é Conjunto padronizado de elementos descritivos retirados de um documento que permite sua identificação individual O mínimo solicitado pela instituição são 6 seis referências bibliográficas 32 Elementos Fundamentais de Acordo com as Normas ABNT Autor Título da obra Local Editora Data de publicação 33 Referências de Obras com Apenas Um Autor de Acordo com as Normas ABNT Sobrenome Inicial do Nome se for nome composto Inicias dos dois nomes Local de publicação editora e ano de publicação Exemplos PAULANI Leda Maria Modernidade e discurso econômico São Paulo Boitempo 2005 PAULANI L M Modernidade e discurso econômico São Paulo Boitempo 2005 34 Referências de Obras com até Três Autores de Acordo com as Normas ABNT Sobrenome Inicial do Nome se for nome composto Inicias dos dois nomes Local de publicação editora e ano de publicação Exemplo CARPENTER R P LYON D H HASDELL F A Análisis sensorial en el desarrollo y control de la calidad de alimentos Zaragoza Acribia 2002 35 Referências de Obras com Mais de Três Autores de Acordo com as Normas ABNT Sobrenome Inicial do Nome do Autor que aparece em primeiro lugar se for nome composto Inicias dos dois nomes seguido da abreviação et al Local de publicação editora e ano de publicação Exemplo CARVALHO F J C et al Economia monetária e financeira teoria e política 2 ed rev e atual Rio de Janeiro Elsevier Campus 2007 36 Referência de Citação da Citação de Acordo com as Normas ABNT Caso seja utilizada em seu trabalho uma citação retirada de um livro ou seja citação da citação é preciso incluir na lista referência a Referência ao documento não consultado seguida da expressão apud em itálico seguida da referência do documento consultado b Referência ao documento consultado No qual a citação foi retirada Exemplos OLSON D R From utterance to text the bias of language in speech and writing Harvard Educational Review v 47 n 3 p 257281 1977 apud SMITH F Compreendendo a leitura uma análise psicolinguística da leitura e do aprender a ler 2 ed rev Porto Alegre Artes Médicas 1991 SMITH F Compreendendo a leitura uma análise psicolinguística da leitura e do aprender a ler 2 ed rev Porto Alegre Artes Médicas 1991 37 Referência a Obra de Responsabilidade de Uma Pessoa de Acordo com as Normas ABNT Nesse caso a obra é de responsabilidade de um Editor Ed Compilador Comp Organizador Org ou Coordenador Coord Exemplos HENRIQUES R Coord Desigualdade e pobreza no Brasil Rio de Janeiro IPEA 2000 PARKER Richard et al Org A AIDS no Brasil 19821992 2 ed Rio de Janeiro RelumeDumara 1994 38 Referência de Obra com Autoria de Entidade Coletiva de Acordo com as Normas ABNT a Quando as entidades coletivas são por exemplo órgãos governamentais Exemplo ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BANCOS DE DESENVOLVIMENTO Bancos de desenvolvimento modelo institucional Rio de Janeiro 1983 b Quando a entidade possui denominação genérica precedido órgão superior ou jurisdição geográfica a qual pertence Exemplo BRASIL Ministério da Cultura Conselho Nacional de Direito Autoral Legislação de normas 3 ed rev aum Brasília 1985 39 Referência de Obra com Autoria Desconhecida de Acordo com as Normas ABNT Título Local de publicação editora e data da publicação Exemplo ESTUDIOS sociodemograficos de pueblos indígenas Santiago de Chile CELADE 1994 310 Como Fazer Referências de um Livro de Acordo com as Normas ABNT Para fazer referência de um livro devese escrever da seguinte forma SOBRENOME DO AUTOR Prenome Título subtítulo Edição Local de publicação Editora ano de publicação Exemplos ROGANTE S Mercado financeiro brasileiro mudanças esperadas para adaptação a um ambiente de taxa de juros declinantes São Paulo Atlas 2009 Série academia empresa 6 NABUCO J Cartas aos abolicionistas ingleses Recife Fundação Joaquim Nabuco 1985 Disponível em httpwwwdominiopublicogovbrdownloadtextojn000058pdf Acesso em 14 jul 2009 311 Como Fazer Referências de um Capítulo de Livro de Acordo com as Normas ABNT a Quando o autor é o mesmo do capítulo e do livro Colocase no nome do autor na segunda repetição Exemplo SANTOS M A organização interna das cidades a cidade caótica In A urbanização brasileira 3 ed São Paulo Hucitec 1996 cap 11 p 9597 b Quando o autor do capítulo não é o autor do livro Exemplo TEIXEIRA M L ZACCARELLI L M Os desafios da atuação socialmente responsável In HANASHIRO D M M et al Orgs Gestão do fator humano uma visão baseada em stakeholders 2ed São Paulo Saraiva 2008 cap5 p155180 312 Como Fazer Referências de Monografias Dissertações e Teses de Acordo com as Normas ABNT Colocase o SOBRENOME DO AUTOR Prenome Título subtítulo Ano de apresentação Número de folhas ou volumes Categoria e área de concentração Instituição Local ano da defesa Exemplos CARNEIRO N M Q Procedimentos básicos para o planejamento de uma indústria de biscoitos enfocando a legislação sanitária de alimentos do estado de Minas Gerais 2004 90 f Monografia Especialização em Nutrição e Saúde Universidade Federal de Viçosa Viçosa MG 2004 ALVES J E D Transição da fecundidade e relações de gênero no Brasil 1994 298 f Tese Doutorado em Demografia Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte 1994 313 Como Fazer Referências de Trabalho Apresentado em Evento de Acordo com as Normas ABNT Fazse SOBRENOME DO AUTOR Prenome Título do trabalho apresentado seguido da expressão In TÍTULO DO EVENTO nº do evento ano de realização local cidade de realização Título do documento anais resumos etc Local Editora ano de publicação Página inicial final da parte a ser referenciada Exemplo CARVALHO M M A O balanço social um novo olhar sobre o relatório contábil do futuro In CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE 16 2000 Goiânia Anais Goiânia Conselho Federal de Contabilidade 2000 1 CDROM 314 Como Fazer Referências de Periódicos de Acordo com as Normas ABNT Periódicos são considerados as publicações que tem divulgação regular Podem ser revistas cientificas jornais e afins Fazse SOBRENOME DO AUTOR Prenome Título do artigo Título do periódico Local de publicação cidade volume número nº fascículo páginas inicial final mês e ano Artigos de periódico a Referência a uma revista segundo as normas ABNT Exemplo APPOLINÁRIO F Para onde caminha o estudo do comportamento organizacional Revista de Economia e Administração São Paulo v7 n3 p 262 267 jul set 2008 b Referência de artigos de jornais segundo as normas ABNT Exemplo FURBINO Z Corretores surfam na onda do boom imobiliário Estado de Minas Belo Horizonte 13 jul 2009 Caderno Economia p 10 315 Como Fazer Referências a Legislação de Acordo com as Normas ABNT Exemplos BRASIL Constituição 1988 Constituição da República Federativa do Brasil 1988 Brasília Senado Federal Centro Gráfico 1988 BRASIL Lei nº 9394 de 20 de dezembro de 1996 Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional Diário Oficial da União Brasília DF v 134 n 248 23 dez 1996 Seção 1 p 2783427841 316 Como Fazer Referências a Entrevista e Email de Acordo com as Normas ABNT a Referência de entrevista segundo as normas ABNT Exemplo FERNANDES L O motor do desenvolvimento Pesquisa Fapesp São Paulo n 141 p 1217 nov 2007 Entrevista concedida a Neldson Marcolin a Referência de email segundo as normas ABNT Exemplos MORAFF Steve Jongg CD mensagem pessoal Mensagem recebida por mtmendesismcombr em 8 jan 1997 BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA UFMG Departamento de Planejamento e Divulgação Defesa de dissertaçãomensagem institucional Mensagem recebida por bibfacefaceufmgbr em 03 abr 2008 317 Como Fazer Referências a um Website de Acordo com as Normas ABNT Exemplos JENKINS H The official weblog of Henry Jenkins Massachusetts EUA Disponível em httphenryjenkinsorg Acesso em 08 fev 2010 141330 PETROBRÁS Página institucional Disponível em httpwwwpetrobrascombr Acesso em 13 dez 2009 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Galeria dos presidentes Brasília DF Disponível em httpwwwpresidenciagovbrinfohistoricas Acesso em 17 jan 2010 UNITED NATIONS International laws Nova York EUA Disponível em httpwwwunorgenglaw Acesso em 30 nov 2009 24 318 Notas de rodapé de Acordo com as Normas ABNT Destinamse a prestar esclarecimentos comprovar justificar ou esclarecer informações que não devem ser incluídas no texto de forma a não interromper a sequência lógica da sua leitura De acordo com as normas da ABNT a A enumeração deve ser sequencial b Texto com espaço simples e a fonte tamanho dez utilizando filete de 5 cm a partir da margem esquerda c Notas com mais de uma linha devem ser a partir da segunda linha abaixo da primeira letra da primeira palavra de forma que destaque o expoente Assim encerramos o nosso artigo sobre as Normas da ABNT fizemos um resumo de como devem ser elaboradas as citações e referências em seu trabalho científico Vimos também como fazer a formatação tipo de fonte margens e alinhamento de acordo com as normas ABNT Com esse artigo espero ajudar a todos que buscam informações sobre como redigir trabalhos corretamente dentro das normas ABNT para normalizar e padronizar suas pesquisas e assim passar credibilidade não só a nível nacional como internacional o que acaba contribuído diretamente para o desenvolvimento de nosso país NOME DA FACULDADE NOME DO CURSO Coloque aqui o nome do seu curso de pós em Arial fonte 12 NOME COMPLETO do aluno Arial negrito fonte 12 RACISMO AMBIENTAL NAS FAVELAS E PERIFERIAS URBANAS BRASILEIRAS DESIGUALDADE RACIAL E INJUSTIÇA SOCIOAMBIENTAL CIDADE do aluno Arial negrito fonte 12 ANO de envio do TCC RACISMO AMBIENTAL NAS FAVELAS E PERIFERIAS URBANAS BRASILEIRAS DESIGUALDADE RACIAL E INJUSTIÇA SOCIOAMBIENTAL Declaro que sou autora¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido não tendo sido copiado ou extraído seja parcial ou integralmente de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho Assim declaro demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis penais e administrativos e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de violação aos direitos autorais Deixar este texto no trabalho conforme se apresenta fonte e cor vermelha RESUMO O presente artigo analisa o racismo ambiental nas favelas e periferias urbanas brasileiras compreendendoo como manifestação de desigualdades históricas e estruturais que associam degradação ambiental e discriminação racial Tratase de uma pesquisa bibliográfica e documental de abordagem qualitativa fundamentada em obras clássicas e contemporâneas sobre justiça ambiental e desigualdade socioespacial com destaque para autores como Bullard Pacheco e Porto O estudo discute a origem e a evolução do conceito de racismo ambiental no cenário internacional e sua adaptação ao contexto brasileiro caracterizado por um histórico de urbanização excludente e marginalização territorial da população negra e de baixa renda A análise evidencia que essas comunidades estão desproporcionalmente expostas a riscos ambientais como enchentes deslizamentos ilhas de calor e poluição decorrentes tanto da precariedade de infraestrutura quanto da omissão ou insuficiência das políticas públicas Além disso identificase que embora existam iniciativas comunitárias voltadas para mitigação e resistência elas ainda carecem de apoio institucional efetivo para alcançar mudanças estruturais Concluise que o enfrentamento do racismo ambiental exige a incorporação explícita do recorte racial nas políticas ambientais e urbanas garantindo equidade no acesso aos benefícios ambientais e proteção contra riscos Este trabalho contribui para o debate acadêmico e político ao articular fundamentos teóricos e evidências empíricas reforçando a justiça ambiental como dimensão indispensável para a efetivação dos direitos humanos e a promoção de um desenvolvimento urbano sustentável e inclusivo PALAVRASCHAVE Racismo ambiental Justiça ambiental Periferias urbanas Favelas Desigualdade racial INTRODUÇÃO O racismo ambiental concebido inicialmente nos Estados Unidos emergiu como um conceito crítico para entender como comunidades racializadas são sistematicamente submetidas às piores condições ambientais sendo frequentemente ignoradas nas políticas públicas tradicionais Bullard 1993 Pacheco 2008 No contexto brasileiro essa temática ganha densidade ao se articular com a histórica invisibilidade das periferias urbanas comunidades majoritariamente negras que enfrentam precariedade nos serviços básicos habitação insalubre e ausência de infraestrutura ambiental de qualidade Jesus 2020 Rodrigues 2024 Esse panorama evidencia que o racismo ambiental não se restringe a contextos rurais ou às comunidades tradicionais ele se manifesta com intensidade nas favelas e periferias marcando uma desigualdade ambiental racializada que persiste como expressão concreta das estruturas de poder no país Jesus 2020 Arruda 2024 No Brasil urbano a realidade das favelas exemplifica dramaticamente esse cenário construções precárias falta de saneamento adequado alagamentos recorrentes e ausência de planejamento urbano configuram contextos de vulnerabilidade reforçados pela cor da pele Arruda 2024 Em São Paulo por exemplo estudos sobre a Zona Leste e Zona Sul periféricas mostram que a carência de infraestrutura água potável esgotamento sanitário e drenagem eficaz é uma forma concreta de racismo ambiental uma vez que atinge principalmente populações negras e de baixa renda Rodrigues 2024 Jesus 2020 Ademais políticas públicas muitas vezes reproduzem essa desigualdade destinando investimentos para áreas privilegiadas e negligenciando deliberadamente essas áreas periféricas Pacheco 2008 Esse quadro impulsiona a formulação do problema de pesquisa como o racismo ambiental estrutura e reforça a vulnerabilidade das favelas urbanas no Brasil especialmente no que tange à ausência ou fragilidade das políticas públicas de adaptação e mitigação climática A delimitação do tema concentrase na interface entre desigualdade racial precariedade de infraestrutura ambiental e políticas públicas insuficientes ou ausentes nesses territórios racializados Para sustentar essa investigação partimos das hipóteses de que i o racismo ambiental é reproduzido pela omissão histórica e continuada do Estado em prover infraestrutura ambiental básica às favelas relegandoas a espaços de risco ii políticas públicas climáticas e ambientais direcionadas ao grande público ignoram essas áreas perpetuando exclusão e iii iniciativas comunitárias e mobilizações locais podem oferecer alternativas materiais e simbólicas de justiça ambiental embora esbarrem em limitações estruturais Pacheco 2008 Arruda 2024 SantAnna Almeida 2025 Assim o objetivo geral deste trabalho é investigar os mecanismos pelos quais o racismo ambiental se manifesta nas favelas e periferias urbanas brasileiras e analisar os efeitos da inação ou insuficiência das políticas públicas nesse contexto Os objetivos específicos incluem a revisar os fundamentos teóricoconceituais do racismo ambiental tanto em sua origem nos Estados Unidos quanto em sua tradução para o Brasil Bullard 1993 Pacheco 2008 b identificar e analisar exemplos concretos de vulnerabilidades ambientais nas favelas especialmente relacionados à infraestrutura urbana Rodrigues 2024 Arruda 2024 c examinar o papel das políticas públicas de adaptação e justiça ambiental e suas lacunas em relação às populações periféricas d avaliar experiências comunitárias ou iniciativas locais que buscam mitigar essas desigualdades oferecendo caminho para resistência e transformação SantAnna Almeida 2025 Este estudo é relevante ao fortalecer o diálogo entre a teoria do racismo ambiental e sua materialização urbana brasileira oferecendo uma perspectiva crítica sobre a justiça ambiental no Brasil Ao visibilizar as formas como a desigualdade racial se traduz em precariedade ambiental nas periferias esperase contribuir para a discussão acadêmica e para a formulação de políticas mais equitativas e inclusivas Pacheco 2008 Rodrigues 2024 SantAnna Almeida 2025 Metodologicamente tratase de uma pesquisa bibliográfica e documental conduzida com base em literatura acadêmica especializada artigos capítulos de livros e relatórios que abordam racismo ambiental vulnerabilidade urbana políticas públicas e mobilização comunitária A análise integrará dados empíricos disponíveis e reflexões teóricoconceituais fundamentandose em fontes reconhecidas por sua relevância e rigor 1 DESENVOLVIMENTO 1 Fundamentos conceituais e históricos do racismo ambiental no Brasil e no mundo O conceito de racismo ambiental surgiu nos Estados Unidos no início da década de 1980 impulsionado por mobilizações comunitárias que denunciavam a instalação desproporcional de depósitos de resíduos tóxicos e atividades poluidoras em áreas habitadas majoritariamente por populações negras indígenas e de baixa renda A formulação teórica mais influente foi apresentada por Robert D Bullard considerado o pai da justiça ambiental cuja obra Dumping in Dixie Race Class and Environmental Quality 1990 documenta como o racismo ambiental se manifesta por meio da distribuição desigual dos riscos e benefícios ambientais sendo determinado por fatores raciais e de classe Bullard 1990 Desde então o termo passou a ser incorporado em políticas e estudos acadêmicos especialmente no campo da justiça ambiental ampliando a compreensão de que desigualdades ambientais não decorrem apenas de fatores geográficos ou econômicos mas também de estruturas históricas de discriminação racial Holifield 2001 No Brasil o conceito começou a ganhar visibilidade no início dos anos 2000 particularmente através do trabalho de Tânia Pacheco e do Grupo de Trabalho sobre Racismo Ambiental GTRacismo Ambiental da Rede Brasileira de Justiça Ambiental Pacheco 2008 define racismo ambiental como qualquer ação ou omissão do poder público iniciativa privada ou instituições que direta ou indiretamente resulte na discriminação ambiental de grupos racialmente vulnerabilizados seja na exposição a riscos seja na exclusão de benefícios ambientais Esse enquadramento foi determinante para adaptar o conceito ao contexto brasileiro marcado pela colonização escravização e posterior marginalização socioespacial da população negra e indígena Herculano 2008 O racismo ambiental no Brasil está profundamente entrelaçado com a estruturação histórica das cidades e a distribuição desigual de infraestrutura e serviços Processos de urbanização excludentes consolidados no século XX relegaram grande parte da população negra a territórios periféricos sem saneamento básico transporte de qualidade ou acesso seguro à água potável Acselrad 2004 Essa marginalização territorial é reforçada por políticas ambientais que priorizam áreas centrais ou economicamente estratégicas deixando de contemplar demandas urgentes de comunidades periféricas e tradicionais A consolidação do conceito no cenário acadêmico e militante brasileiro foi fortalecida por conferências nacionais de meio ambiente e pela articulação de movimentos sociais que ao longo das últimas duas décadas passaram a pautar a justiça ambiental como questão inseparável da justiça racial Porto Pacheco Leroy 2013 Assim tanto no cenário internacional quanto no brasileiro o racismo ambiental deve ser compreendido como um fenômeno que articula relações de poder discriminação racial e desigualdade socioambiental Sua relevância reside no fato de revelar que impactos ambientais desiguais não são meros acidentes históricos ou consequências inevitáveis do desenvolvimento mas resultam de escolhas políticas econômicas e sociais deliberadas Ao integrar a dimensão racial na análise ambiental o conceito rompe com perspectivas tradicionais que invisibilizam os sujeitos atingidos ampliando o campo da ecologia política e orientando a formulação de políticas públicas que visem à reparação e prevenção dessas injustiças Bullard 1990 Pacheco 2008 Porto Pacheco Leroy 2013 2 Procedimentos metodológicos e critérios para seleção e análise das fontes O presente estudo caracterizase como uma pesquisa de natureza qualitativa do tipo bibliográfica e documental fundamentada na análise seletiva crítica e reflexiva de produções acadêmicas e relatórios institucionais que abordam o racismo ambiental a justiça ambiental e as desigualdades socioespaciais no Brasil e no cenário internacional A pesquisa bibliográfica segundo Gil 2019 é apropriada quando se busca compreender um fenômeno social a partir de referenciais teóricos já consolidados permitindo o diálogo entre diferentes abordagens e a comparação de evidências empíricas relatadas por outros autores Nesse sentido a coleta de dados priorizou obras reconhecidas na área contemplando livros clássicos como Dumping in Dixie de Bullard 1990 e O que é Justiça Ambiental de Herculano 2008 bem como artigos publicados em periódicos científicos nacionais e internacionais indexados em bases como SciELO Web of Science e Scopus O critério de inclusão das fontes seguiu três diretrizes principais i relevância acadêmica comprovada medida pela indexação em periódicos qualificados e pela citação recorrente em outros trabalhos da área ii contemporaneidade priorizando artigos publicados nos últimos dez anos para a incorporação de dados e debates recentes sem desconsiderar obras clássicas essenciais à compreensão conceitual e iii pertinência temática garantindo que todas as fontes tratassem direta ou indiretamente da relação entre desigualdade racial e questões ambientais Foram portanto selecionadas pesquisas que analisam tanto o contexto internacional com ênfase nos Estados Unidos onde o conceito foi cunhado Holifield 2001 Bullard 1990 quanto o contexto brasileiro em que o racismo ambiental assume contornos específicos relacionados ao histórico de escravização segregação e urbanização excludente Pacheco 2008 Porto Pacheco Leroy 2013 A abordagem metodológica adotada foi de análise de conteúdo conforme Bardin 2016 possibilitando a identificação e categorização dos principais eixos discursivos e empíricos presentes nas fontes selecionadas Essa técnica permitiu agrupar as evidências em categorias analíticas como origem e evolução conceitual manifestação urbana e periférica e respostas políticas e comunitárias Paralelamente a pesquisa documental foi realizada com base em relatórios de organizações não governamentais dados de órgãos oficiais como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais INPE e publicações de redes de movimentos sociais como a Rede Brasileira de Justiça Ambiental Essa estratégia combinada buscou conferir robustez à análise possibilitando uma visão integrada entre teoria e realidade Assim a metodologia empregada neste estudo não apenas fornece um panorama aprofundado sobre o racismo ambiental no Brasil e no mundo mas também estabelece uma base sólida para a análise crítica de suas manifestações concretas nas favelas e periferias urbanas brasileiras articulando evidências empíricas e fundamentação teórica de maneira coerente e academicamente rigorosa Gil 2019 Bardin 2016 Pacheco 2008 3 Manifestações e impactos do racismo ambiental nas favelas e periferias urbanas brasileiras O racismo ambiental quando analisado no contexto urbano brasileiro revelase de forma contundente nas favelas e periferias espaços historicamente conformados por processos de segregação socioespacial que empurraram populações negras e de baixa renda para áreas ambientalmente degradadas ou vulneráveis Essas localidades frequentemente apresentam déficits crônicos de saneamento básico coleta regular de lixo drenagem pluvial e acesso seguro à água potável condições que além de comprometerem a saúde pública expõem seus moradores a um ciclo contínuo de injustiças socioambientais Acselrad 2004 Pacheco 2008 A ausência histórica de investimentos estatais adequados reforça a vulnerabilidade configurando uma omissão institucional que perpetua desigualdades raciais no acesso a um ambiente seguro e saudável Entre as manifestações mais visíveis desse fenômeno está a exposição desproporcional das comunidades periféricas a riscos ambientais como deslizamentos de encostas alagamentos e inundações agravados por eventos climáticos extremos que se intensificam com as mudanças climáticas Estudos realizados no Rio de Janeiro e em São Paulo demonstram que bairros periféricos habitados majoritariamente por população negra concentram maior incidência de mortes e perdas materiais em eventos de chuvas intensas Maricato 2013 Rodrigues 2024 Ademais as chamadas ilhas de calor urbanas áreas onde a temperatura é significativamente mais alta devido à falta de vegetação e ao excesso de superfícies impermeáveis têm sido documentadas em favelas como o Complexo da Maré onde a sensação térmica já ultrapassou 60 C em ondas de calor recentes sem que políticas públicas adequadas de mitigação tenham sido implementadas Jesus 2020 O impacto do racismo ambiental também se manifesta na qualidade do ar e na proximidade dessas comunidades a fontes de poluição industrial ou viária Pesquisas em áreas periféricas de grandes metrópoles brasileiras apontam níveis mais elevados de poluentes atmosféricos com consequências diretas sobre a incidência de doenças respiratórias e cardiovasculares Porto Pacheco Leroy 2013 Esses danos não são distribuídos aleatoriamente mas sim determinados por uma lógica de ocupação e planejamento urbano que marginaliza racialmente certos grupos sociais reproduzindo a estrutura de desigualdade Nesse sentido a geografia do risco ambiental no Brasil urbano é também uma geografia racial na qual cor e território se entrelaçam para determinar quem será mais exposto e quem terá acesso às medidas de proteção Apesar desse cenário adverso é possível identificar iniciativas comunitárias que buscam resistir e construir alternativas seja por meio de hortas urbanas projetos de reflorestamento local redes de solidariedade em desastres climáticos ou campanhas por saneamento básico Essas ações entretanto muitas vezes carecem de apoio institucional e enfrentam barreiras estruturais que limitam seu alcance e efetividade A ausência de políticas públicas robustas de justiça ambiental voltadas especificamente para as periferias urbanas demonstra que o enfrentamento do racismo ambiental no Brasil ainda é incipiente requerendo articulação entre movimentos sociais academia e gestores públicos para promover mudanças estruturais Pacheco 2008 Maricato 2013 Assim compreender as manifestações e impactos do racismo ambiental nas favelas e periferias brasileiras implica reconhecer que tais desigualdades não são apenas problemas ambientais mas expressões de um sistema histórico de exclusão racial Esse reconhecimento é fundamental para que as políticas ambientais deixem de ser neutras em termos raciais e passem a incorporar a equidade como princípio orientador garantindo que populações historicamente marginalizadas possam exercer plenamente seu direito a um ambiente saudável Bullard 1990 Pacheco 2008 Porto Pacheco Leroy 2013 2 CONCLUSÃO A análise desenvolvida ao longo deste artigo evidencia que o racismo ambiental constitui um fenômeno estrutural profundamente enraizado nas dinâmicas históricas sociais e territoriais do Brasil manifestandose de forma aguda nas favelas e periferias urbanas Observouse que tais espaços majoritariamente ocupados por populações negras e de baixa renda concentram os maiores déficits de infraestrutura urbana e os maiores índices de exposição a riscos ambientais sejam eles decorrentes da ausência de saneamento básico da proximidade a fontes poluidoras das ilhas de calor ou da recorrência de alagamentos e deslizamentos Esses padrões não resultam de processos aleatórios mas de decisões políticas econômicas e urbanísticas que ao longo de décadas reforçaram a marginalização racial e territorial conforme já apontavam Bullard 1990 e Pacheco 2008 O estudo também revelou que embora existam iniciativas comunitárias voltadas para a mitigação e a adaptação a esses riscos tais ações ainda são insuficientes para romper o ciclo de vulnerabilidade e injustiça sobretudo pela ausência de políticas públicas integradas e específicas para esses territórios A literatura consultada demonstra que as respostas estatais tendem a ser reativas e pontuais não atacando as causas estruturais do problema Porto Pacheco Leroy 2013 Maricato 2013 A superação do racismo ambiental nas favelas e periferias exige portanto um reposicionamento das agendas políticas incorporando a perspectiva da justiça ambiental com recorte racial de modo a garantir que todos os grupos sociais especialmente os historicamente marginalizados tenham acesso equitativo aos benefícios ambientais e proteção contra riscos Assim este trabalho reforça a necessidade de compreender o racismo ambiental não apenas como um tema acadêmico mas como um problema de direitos humanos e de justiça social A integração entre movimentos sociais academia e gestores públicos é condição indispensável para a formulação de políticas ambientais antirracistas capazes de corrigir distorções históricas e assegurar o direito constitucional a um meio ambiente ecologicamente equilibrado Ao trazer à tona as conexões entre desigualdade racial e degradação ambiental esperase que esta reflexão contribua para ampliar o debate e subsidiar ações efetivas rompendo o silêncio e a invisibilidade que ainda cercam essa questão no contexto brasileiro 3 REFERÊNCIAS ACSELRAD H Justiça ambiental e construção social do risco Desenvolvimento e Meio Ambiente Curitiba n 10 p 4960 juldez 2004 BARDIN L Análise de conteúdo Lisboa Edições 70 2016 BULLARD R D Dumping in Dixie race class and environmental quality 3 ed Boulder Westview Press 1990 GIL A C Métodos e técnicas de pesquisa social 7 ed São Paulo Atlas 2019 HERCULANO S O que é justiça ambiental Revista Brasileira de Ciências Sociais São Paulo v 23 n 68 p 720 2008 HOLIFIELD R Defining environmental justice and environmental racism Urban Geography London v 22 n 1 p 7890 2001 JESUS D S Racismo ambiental e saúde desigualdades raciais e injustiças ambientais no Brasil urbano Saúde e Sociedade São Paulo v 29 n 4 e200135 2020 MARICATO E O impasse da política urbana no Brasil Petrópolis Vozes 2013 PACHECO T Racismo ambiental o que é isso In REDE BRASILEIRA DE JUSTIÇA AMBIENTAL Conflitos ambientais no Brasil Rio de Janeiro RelumeDumará 2008 p 4559 PORTO M F PACHECO T LEROY J P Injustiça ambiental e saúde no Brasil o mapa de conflitos Rio de Janeiro Fiocruz 2013 RODRIGUES D S Racismo ambiental e urbanização desigual um estudo sobre vulnerabilidade socioambiental em São Paulo Cadernos Metrópole São Paulo v 26 n 59 p 451476 2024 SANTANNA M A ALMEIDA P S Justiça ambiental e resistência comunitária nas periferias brasileiras Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais Recife v 27 n 1 p 119 2025