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Texto de pré-visualização

173 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados The plastic expression and the erudite music as resources of the sociocultural animation to institutionalized elders La expresión plástica y la música clásica como recursos de la animación sociocultural a ancianos institucionalizados Maria Helena Fernandes RESUMO O artigo objetiva apresentar os resultados de um estudo exploratório descritivo sobre a importância da expressão plástica e da música erudita práticas legitimadas neste estudo como de animação sociocultural a idosos diagnosticados por seus cuidadores como apresentando doenças crónicodegenerativas ou distúrbios psiquiátricos As duas manifestações artísticas funcionam como um expoente de liberdade e de reencontro de um idoso com as próprias emoções e com as de outro idoso Foi aplicado o método qualitativo complementado pela observaçãoparticipante tendose verificado que as duas expressões de arte ao gerar dinâmicas potencializadoras à ressignificação do Eu do idoso mostramse uma via de combate às rotinas da velhice institucionalizada Palavraschave Idosos institucionalizados Animação sociocultural Expressão plástica e musical 174 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP ABSTRACT The article aims to present the results of an exploratorydescriptive study on the importance of artistic expression and classical music practices legitimized in this study as sociocultural encouragement to the elderly diagnosed by their caregivers as presenting chronicdegenerative diseases or Psychiatric disorders The two artistic manifestations function as an exponent of freedom and the reunion of an elderly person with their own emotions and with those of another elderly person The qualitative method was applied complemented by participant observation and it was verified that the two expressions of art by generating potentializing dynamics to the resignification of the ego of the elderly are a way of combating the routines of institutionalized old age Keywords Institutionalized Elderly Animation Artistic Expression RESUMEN El artículo pretende presentar los resultados de un estudio exploratorio descriptivo sobre la importancia de la expresión artística y la música clásica prácticas legitimadas en este estudio como animación sociocultural a las personas mayores diagnosticadas por sus cuidadores que tienen enfermedades crónicodegenerativas o desórdenes psiquiátricos Las dos expresiones artísticas funcionan como un exponente de la libertad y el reencuentro de una persona mayor con sus propias emociones y con las de otra persona mayor Se aplicó el método cualitativo complementado con la observación participante y se verificó que las dos expresiones del arte generando dinámicas potencializadoras a la resignificación del yo de los ancianos son una forma de combatir las rutinas de la vejez institucionalizada Palabras clave Ancianos institucionalizados Animación Expresión artística Introdução O envelhecimento é um processo natural e contínuo que se visto sob o ciclo biológico da vida configura o ser humano de forma tal como o são os demais viventes ou seja eles nascem crescem envelhecem e por fim morrem Esse processo dependente que é do contexto sociocultural em que o homem está inserido sofre influências internas e externas que vão invariavelmente apresentar ressonâncias na velhice A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 175 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Tais mudanças afetam porém de modo diverso cada idoso Berger Mailloux Poirier 1995 passando o processo em razão de sua complexidade e heterogeneidade a ser objeto de estudos da ciência progressivamente avançados tal como não deixa de sublinhar Giddens 2001 p 164 A Gerontologia o estudo do envelhecimento e dos idosos trata não só dos processos físicos associados ao envelhecimento mas também dos factores sociais e culturais relacionados com o mesmo Afirmam também a respeito do papel da área gerontológica LimaSilva et al 2012 p 516 a Gerontologia é convidada a fomentar práticas que assegurem que o processo de envelhecimento seja assistido orientado e bemcuidado Decorre pois que neste século XXI em que o envelhecimento tem vindo a conquistar uma visibilidade crescente seja necessária a reorganização dos serviços de atenção e cuidados aos idosos SalmazoSilva Lima 2012 em um novo percurso de sua identidade especialmente no caso das diferentes instituições existentes na sociedade portuguesa foco deste artigo de forma a que prevaleçam os direitos dos longevos institucionalizados ao bemestar no seu cotidiano asilar Mundialmente o envelhecimento geral da população tem vindo a assistir nas últimas décadas a um grande avanço sendo Portugal um dos países onde a taxa de envelhecimento cresceu exponencialmente urgindo em razão disso que se busquem a um só tempo condições de vida mais dignas a seus longevos seja junto às famílias seja em lares institucionais Partese da crença nesta investigação de que em havendo pessoas idosas ativas com preservação da mente e dos cuidados com sua saúde é possível assegurarse uma melhor qualidade de vida ao idoso em residência dado que ao manter a sua autonomia o idoso pode constituir um importante recurso à própria família adiandose a institucionalização Tais propósitos não deveriam por conseguinte continuar invisíveis aos olhos dos próprios idosos das famílias e dos gestores e profissionais do campo de práticas de cuidados na própria residência ou em lares institucionais Assim é que a velhice não pode continuar a ser vista como uma doença ou seja o idoso não deve ser encarado apenas sob a ótica biomédica como um inválido ou um doente que necessariamente dependa de asilamento 176 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Deve ser considerado de modo holístico ou seja como uma pessoa humana digna de respeito e consideração por todos os seus valores humanísticos com sua sabedoria que torna possível transmitir no seio familiar uma história de vida produtiva modelar para as novas gerações Cirino 2004 p 12 faz afirmação exemplar nesse sentido De fato interrogar a máxima milenar de que a velhice em si mesma é uma doença Senectus ipsa est morbus é fundamental para os diferentes profissionais de saúde e especialistas que trabalham com idosos A autora Ângela Mucida demonstra que a velhice pode funcionar como um álibi para tudo pois diante da dificuldade em lidar com as inevitáveis perdas corporais e sociais o sujeito pode justificálas como doenças percorrendo uma cadeia interminável de médicos e especialistas a fim de tamponar esse real em cena A velhice também não pode ser vista como homogênea assim como homogêneo não deve ser o tratamento dado à pessoa idosa o que exige práticas de cuidados específicas a cada idoso cf Lodovici 2011 p 188 diferentes facetas do cuidado às pessoas idosas inclusive tributárias às contingentes velhices da família contemporânea cada componente familiar envelhecendo do seu próprio modo e em um certo lugar ou posição nas famílias Idoso que muitas vezes é confinado a interpretações reducionistas que fazem dele especialmente diante da dispersão familiar nas grandes metrópoles ou aquele velho que não pode ser incluído no todo familiar de que faz parte despegado muitas vezes da própria família que acaba não sabendo como lidar ou cuidar desse ser estranho de casa ou aquele que não pode pertencer ao todo familiar no qual mesmo assim permanece indesejado desamparado vitimado pelos preconceitos sociais quanta família no mundo atual não sabe que destino dar como último recurso a seu velho difícil dissuadida de seu pertencimento estigmatizandoo portanto como um problema a mais A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 177 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP A partir de preocupações como as expostas é que em 2002 fora realizada a segunda Assembleia Mundial do Envelhecimento em Madrid revelandose que o envelhecimento populacional deve resultar em desafios para a sociedade e principalmente para os governos pois à medida que se tornaram uma parcela maior da população os idosos adquiriram uma maior influência política tal como o afirma Giddens 2000 p 168 O INE 2014 prevê que entre 2012 e 2060 ocorrerá um aumento do índice de envelhecimento de 131307 Tal fato traduz um problema social e económico susceptível de afetar todas as gerações considerandose que um aumento do número de idosos acarretará muito possivelmente uma maior presença da dependência dentro do segmento de longevos logo maiores cuidados que lhes terão que ser dedicados com tudo o que isso significa em termos de alocação de recursos financeiros e humanos dentre outros A entrada de um idoso em uma instituição asilar põe em questão a mortificação de seu Eu partindose da demanda real de que a permanência em um lar para idosos implica a perda de autonomia relativamente a hábitos de vida ativa e à identidade pessoal Para enfrentar essa séria problemática insuportável na verdade vem sendo reconhecidamente louvável uma empreitada a de se oferecer uma infraestrutura diferenciada seja em instituições particulares seja nas tradicionais principalmente criandose atividades de ocupação do tempo livre dos idosos como as qualificadas como de expressão artística em que são exemplares as artes plásticas e a arte musical e no presente caso de relato de experiência desta pesquisadora a modalidade musical erudita ou clássica1 Essas atividades consideradas de animação sociocultural podem a nosso ver contribuir ao lado de outras práticas de cuidado da saúde física e mental e uma melhor gestão da rotina asilar a que os idosos não apaguem seus traços particulares mas que se motivem à aproximação com o Eu interior a se implicarem e se responsabilizarem por coisas que são objeto de seu desejo 1 Música erudita ou clássica é o nome dado à principal variedade de música produzida ou enraizada nas tradições da música secular e litúrgica ocidental Refere um período amplo séc IXXXI seguindo cânones estabelecidos no decorrer da história da música O Dicionário Grove de Música afirma que música erudita é aquela que é fruto da erudiçã e não de práticas folclóricas e populares O termo é aplicado a toda uma variedade de músicas de diferentes culturas e é usado para indicar qualquer música que não pertença às tradições folclóricas ou populares Recuperado em 01 junho 2016 de httpsptwikipediaorgwikiMC3BAsicaclC3A1ssica 178 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP A temática deste artigo argumenta em favor da importância da expressão plástica e musical erudita para as atividades de animação sociocultural2 aplicadas especialmente em lares de idosos como forma de distração de ocupação de seu físico e mente e especialmente de autoconhecimento de conseguir responsabilizarse por sua determinação Nas seções de atividades em função dos materiais utilizados de desenho de pintura de música um idoso passa a explorar sem que ele próprio se dê conta áreas íntimas do seu ser A audição de música eruditaclássica por exemplo pode funcionar como mediadora a atividades artísticas Conforme é atestado pela literatura da área gerontológica a música em geral ao apelar à sensibilidade aos sentidos às emoções por meio do som afirmase como um verdadeiro ato de comunicação promovendo a interação entre as pessoas Lodovici Neto 2006 2009 As práticas musicais pelos idosos seja simplesmente cantando ou interpretando ou ouvindo podem contribuir em diversos aspectos para a qualidade de vida de uma pessoa idosa na ultrapassagem da fixação na doença na socialização pessoal com os colegas profissionais e funcionários de uma instituição Lodovici Neto 2006 2009 no estímulo à criatividade Ruud in Johns 1984 enfim a construírem um saber que possa tornar outro o encontro com seu real de fragilidades sérias tributárias à idade avançada A animação sociocultural pode ser considerada uma metodologia que atua sobre um grupo ou comunidade visando à participação e ainda à transformação de vida das pessoas idosas Sem participação em atividades como se sabe não há o enriquecimento pessoal nem o desenvolvimento individual e social de uma pessoa idosa Este artigo que privilegia a animação sociocultural focada em atividades artísticas a expressão plástica e a música eruditaclássica foi estruturado a partir de um enquadramento teórico com vistas a encontrar alguns conceitos que se mostrassem norteadores à análise aqui elaborada a interpretação de um empírico que se mostrou em sua interpretação muito bemsucedido trazido pela experiência de múltiplas aplicações de práticas socioculturais em que atitudesgestos e discursos pequenas frases soltas com demandas queixas ou sugestões dos participantes da pesquisa diziam muito de sua mudança de posição na vida durante e após as práticas 2 Lopes M de S 2006 Animação sociocultural em Portugal Animador Sociocultural Revista Iberoamericana de Animação Sociocultural Recuperado em 01 junho 2016 de httpwwwlazereefdufrjbranimadorsocioculturalpdfac105pdf A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 179 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Em seguida no artigo são explicitados os procedimentos metodológicos no emprego de tais estratégias artísticas e por fim as reflexões conclusivas sobre os efeitos das atividades artísticas realizadas e sobre o papel do animador sociocultural com a consequente valorização de sua responsabilidade social Alguns aspectos da teoria de Goofman em relação a idosos institucionalizados Em Portugal mais de 78 mil utentes vivem em lares institucionais para idosos e outros 76 mil residem em residência com apoio do Estado ISS3 A constatação de como se vem dando o morar da velhice portuguesa acarreta algumas reflexões a respeito das práticas de cuidados seja quanto ao suporte ao idoso em um ou outro espaço de moradia como também quanto à escolha adequada de um lar a ele Para Goofman 1974 qualquer instituição fechada é denominada por esse teórico de instituição total por se tratar de espaço de vivência na velhice regido por regras e normas De um modo geral antes de entrar para um lar um idoso é considerado um préutente quando ele pode sentir nele próprio algumas mudanças na vida quotidiana o período que antecede a entrada do idoso em um lar corresponde à passagem do status civil para o de internado Goofman 1974 p 119 Ao ser admitido em um lar um idoso passa a ser considerado utente Essa mudança de posição implica na maior parte das vezes a mortificação do Eu e de todo um processo subjetivoafetivo que a pessoa traz consigo esquecimento daquilo que é sua própria personalidade ou sua identidade e ainda o afastamento da família o isolamento da sociedade Na fase que antecede a entrada em um lar geralmente já se tornaram visíveis determinadas condições de saúde do idoso com a perda pela debilidade físico psicológica de sua autonomia para as atividades diárias Ao se aperceber de sua situação de abandono em um lar justamente por ter sido deslocado de seus padrões familiares e culturais é raro um utente não se sentir enganado pela família ou por uma pessoa mais próxima diante de sua vida que se lhe afigura como limitada e solitária sem acesso aos bens antes tão disponíveis em sua vida no dia a dia familiar 3 Consultado através do endereço httpobservadorpt20140929diaidosomaisde78milvivememlaresoutros 76miltemapoioemcasa 180 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Daí a propalada depressão descrita como o sintoma do século o diagnóstico ou a resposta particular mais comum que se ouve embora para muitos idosos institucionalizados nem seja um estado depressivo mas na verdade um trabalho de luto proeminente diante de muitas perdas o acúmulo intenso de perdas que demandam o trabalho de luto segundo Mucida 2004 p196 Ainda de acordo com esta teórica Lutos não elaborados podem levar à depressão mas esta se distingue do luto Apesar de ambos os estados se caracterizarem por estados de tristeza desânimo ausência de libido sofrimento desinteresse pelo mundo o luto é uma resposta normal diante de alguma perda é conduzido pela pulsão de vida Ele demanda um trabalho de elaboração Mucida 2004 p196 Agudizase o estado psíquico de um utente residente em uma instituição fechada ao verificar que além da separação da sociedade e do meio familiar é obrigado nesse lar a obedecer a um conjunto de regras e normas e ainda a conviver e agir cotidianamente com um mesmo grupo de pessoas que de início não lhe eram próximas O momento de autoaceitação só poderá resultar de uma mudança de posição do idoso aceitandose pois como pessoa residente em um lar onde tem que se inserir de alguma forma adaptandose necessariamente a regras e normas impostas pelos gestores desse lar Dessa forma na medida em que o indivíduo permanece numa instituição fechada maior é a probabilidade de ele ter que necessariamente abdicar a características particulares o que passa a ser exigido logo após ele ser admitido dado que a instituição é que define o tipo de pessoa para tratar O idoso institucionado pode sentir a necessidade de recriar ali seu passado que é coadjuvante a seu autorespeito mas isso tudo pode ser negado pela equipe dirigente do lar onde reside De um modo geral o utente sente tal necessidade de voltar a seu passado que lhe é ainda presente como ficar novamente rodeado de amigos e familiares quando se sente sujeito de sua história desobrigandose das regras da instituição Conforme esclarece Mucida 2004 p196 um idoso institucionalizado pode estar em uma ou outra das seguintes situações A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 181 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP O sujeito quer falar do que perdeu reviver cenas imagens experiências com o objeto perdido esforçandose em elaborar a perda No caso de uma depressão ao contrário o sujeito esquivase da fala envolvendose totalmente no estado de tristeza retirando os investimentos libinais e o desejo de viver com sentimentos de menos valia autodepreciação também encontrados na melancolia além do desânimo falta de apetite entre outros sintomas Como fazer para que o idoso subverta sua situação de sofrimento é o que nos evocam os dizeres de Oscar Cirino 2004 É essencial mesmo diante do inexorável envelhecimento corporal possibilitar que o sujeito encontre novas formas de inscrever e vestir o desejo Para isso ele depende dos recursos que advêm do Outro pois o isolamento a que são submetidos ou se submetem muitos idosos prescreve uma morte em vida e é por aí que muitos se rendem à derradeira morte Verificase geralmente um descompasso entre o desejo de vida de uma pessoa idosa ainda que fragilizada ou dependente e o que lhe é destinado pela instituição asilar a despeito dos direitos sociais que o idoso conquistou em lei conforme será discutido a seguir Sobre os Direitos dos idosos e a noção de lares institucionalizados Na sociedade contemporânea segundo Giddens 2009 o idoso continua fazendo parte de um segmento da população ainda deixado de lado com seus valores ocultados desrespeitados Os Direitos dos Idosos surgem como um apelo para assegurar direitos já assegurados na Constituição no caso da República Portuguesa desde 1992 com a finalidade de proteger os idosos em situação de risco de exclusão assegurando lhes a autonomia a participação a prestação de serviços a dignidade o respeito e sua integração na sociedade Isso se pode verificar na Constituição da República Portuguesa no seu artigo 72 192 de 25111992 nos seguintes termos 182 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP As pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário que evitem e superem o isolamento ou a marginalização social A política de terceira idade engloba medidas de carácter económico social e cultural tendentes a proporcionar às pessoas idosas oportunidades de realização pessoal através de uma participação activa na vida da comunidade O envelhecimento exige uma melhor organização da vida e uma nova visão para enfrentar essa realidade em se considerando que o idoso é um ser humano que detém uma preciosa história de vida que pode ser contada às demais gerações podendo recriar o estar no mundo de muitas pessoas A maior parte dos idosos apoiase essencialmente na família prevendo ter nesta um suporte contínuo de atenção e de carinho Mas nem sempre essa expectativa corresponde ao real por existirem abandonos desvios impossibilidades por parte do meio familiar Mediante diferentes políticas de apoio ao idoso que precisam ser viabilizadas é possível criar caminhos para garantir com qualidade de vida a longevidade do idoso dado que o processo de envelhecimento está inscrito em todas as gerações ao se criarem ações ou estratégias para aceitar e proteger os idosos estas podem levar a um só tempo as futuras gerações a se aperceberem desse processo irreversível e inexorável a todos o envelhecimento Além disso a importância da luta por políticas públicas que garantam dispositivos sociais de proteção como o suporte aos cuidados específicos a idosos institucionalizados mas não apenas a idosos mas também apoio a cuidadores formais ou informais Costa Lodovici 2016 Augusto Lodovici 2016 Em Portugal através do Decretolei nº 3089 de 24 de janeiro de 1989 no seu artigo 6 foram definidos espaços de acolhimento lares para idosos são estabelecimentos de alojamento e prestação de serviços destinados a pessoas idosas Com o avançar dos tempos surgiu uma definição mais ampla consubstanciada no Despacho Normativo nº 1298 de 25 de fevereiro de 1998 por meio da explicitação seguinte A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 183 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Considerase lar para idosos o estabelecimento em que sejam desenvolvidas atividades de apoio social a pessoas idosas através do alojamento colectivo de utilização temporária ou permanente fornecimento de alimentação cuidados de saúde higiene e conforto fomentando o convívio e propiciando a animação social e a ocupação dos tempos livres dos utentes Portugal é um dos países onde a taxa de envelhecimento é elevada e cada vez mais se apela em prol da instituição de mais lares e instituições de apoio ao segmento longevo mas que recebam uma gestão adequada inovadora em seus procedimentos e práticas cotidianas à pessoa idosa que ali é acolhida A seguir este artigo discute a situação do idoso institucionalizado que geralmente é fragilizado ou dependente muitas vezes em processo de afetação por uma doença degenerativa A situação do idoso institucionalizado as demências O intuito desta discussão não foi fazer apenas uma apresentação fisiopatológica das demências mas ao enunciálas refletir sobre o quanto o idoso residente em um lar os funcionários e profissionais e a própria família ficam focados invariavelmente nas doenças consagradas por equívoco apenas à velhice deixando assim de buscar saídas para tal situação que possam promover retificações implicando o sujeito com a queixa que apresenta conforme nos indica Mucida 2004 p 198 É de se refletir também o persistente foco na farmacoterapia recomendada ao idoso sem a preocupação com o uso simultâneo de múltiplos medicamentos fenômeno denominado polifarmácia faltando uma avaliação criteriosa e específica da complicada interação medicamentosa no caso de pessoa de mais idade podendo ocorrer reações adversas graves e em alguns casos potencialmente fatais Alecrim et al 2016 O consumo de antidepressivos e tranquilizantes indicados muitas vezes por diagnósticos apressados levam grande parte dos idosos especialmente aqueles institucionalizados a ficarem todo o tempo sonolentos cada vez mais alheios ao mundo com transtornos de consciência percepção atenção e outras funções importantes que atuam de forma conjunta havendo concomitantemente transtornos nas relações com o tempo e o espaço Mucida 2004 198 184 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Do encontro inevitável em função do avanço da idade com a doença talvez a mais temida pelo ser humano seja a Alzheimer cuja incidência em termos mundiais de acordo com Caldas Mendonça 2005 passa dos 44 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade portanto uma doença cada vez mais prevalente no mundo Sendo uma doença degenerativa e progressiva a Alzheimer pode levar se não cuidada devidamente em curto prazo à incapacidade total de um indivíduo Descoberta no início do século passado propriamente em 1906 pelo neuropatologista alemão Alois Alzheimer na análise de uma paciente de 51 anos que revelava alguns dos sintomas delírios alterações de linguagem e de memória além de ciúmes doentios Grilo 2009 ainda é hoje patologia para a qual se busca a cura Sendo assim descrita a doença de Alzheimer por afetar diretamente o cérebro com a morte de células cerebrais causa perda das funções cognitivas memória capacidade lógica espacial e temporal problemas de raciocínio de comunicação e de aprendizagem O doente com Alzheimer perdese no tempo e no espaço ou seja esquecese invariavelmente dos assuntos mais recentes Uma das características que diferenciam esta de outras demências é a alteração total de comportamento embora isso dependa também da forma como cada pessoa reage à afetação por essa doença Grilo 2009 observa que não são comuns a todas as pessoas os diversos tipos de sintomas apresentados pela Alzheimer variam assim de pessoa a pessoa a perda de memória recente os esquecimentos a repetição das mesmas perguntas ou dos mesmos assuntos a dificuldade para cuidar de si própria dos bens pessoais e a assunção de decisões a respeito de si o não reconhecimento de familiares ou pessoas conhecidas alucinações visuais vendo o que não existe ou auditivas ouvindo vozes a alteração do apetite exagerado ou mínimo Caldas e Mendonça 2005 pontuaram ainda que a demência embora não prevaleça apenas em idosos Hervy 2001 citada em Mucida 2004 é uma doença mental que ocorre com mais frequência na velhice caracterizandose geralmente por um declínio das funções cognitivas perda de memória capacidade de raciocínio de consciência e de julgamento A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 185 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Ainda que cada idoso tenha uma personalidade independentemente de sua situação física e neurológica na Alzheimer entretanto ocorre a mudança de personalidade e de afectividade além de desorientação temporal e espacial quanto a saber agir ou assumir um papel ativo nas variadas situações da vida Sobre uma possível etiologia Phaneuf 2010 p 27 explicitou o grande cuidado necessário no diagnóstico Um grande número de problemas de saúde pode conduzir a um diagnóstico de incorporação de demências as infeções as doenças cardiopulmonares os tumores as lesões traumáticas os efeitos tóxicos de medicamentos os problemas nutricionais e metabólicos a anestesia e as intoxicações Além da Alzheimer existem outros tipos de demências entre os quais se destaca a doença de Parkinson resultante de um problema neurológico e que pode causar mas não necessariamente tremores e dificuldades no movimento e no andar ou na execução de tarefas etc Phaneuf 2010 A esquizofrenia também considerada uma doença mental recebeu essa nomeação de Eugen Bleuler Szasz 1978 designando um tipo de doença caracterizada por diferentes sintomas alucinações delírios perda da realidade a incapacidade de distinguir a realidade do imaginário e ainda escutar vozes Sendo assim pode haver demasiada desconfiança nas pessoas idosas em situação esquisofrênica por julgar que até seus pensamentos estejam sendo controlados Szasz 1978 Embora as doenças acima sejam incontornáveis o encontro com uma elas pode se dar de forma a que o idoso consiga indagar sobre como encarar esse seu real de como pode não deixar de ser sujeito de sua história responsável por sua determinação e buscar uma saída que lhe seja possível para além dos tratamentos farmacológicos Dentre outras práticas de cuidados ao idoso o dispositivo da animação sócio cultural fazendo uso de recursos artísticos no presente caso desenhopinturamúsica vem se mostrando no trabalho desta pesquisadora uma boa via para o idoso institucionalizado redescobrir suas potencialidades as possibilidades de atividades de que tem condições de participar ressignificar enfim sua situação atual de vida 186 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Sobre o que significa a animação sóciocultural A Animação Sociocultural surgiu mediante vários determinantes dentre eles a ocupação do tempo livre a preocupação com o lazer e o ócio a importância de se ofertar educação e formação permanente numa sociedade sedenta de crescimento tecnológico e o combate à desigualdade entre as realidades sociais Trilla 2004 Ainda segundo esse autor no seu sentido etimológico a palavra animação apresenta um valor polissémico animar dar vida pôr em movimento um determinado grupo ou comunidade Aliandose os múltiplos sentidos chegase a uma definição enriquecedora da animação sociocultural um conjunto de práticas capaz de promover mudanças efetivas na vida das pessoas especialmente as idosas institucionalizadas A entrada de um utente idoso em um lar é acompanhada na maior parte das vezes de um sentimento de inferioridade de desconsolo perante a família e a sociedade Almeida e Quintão 2012 consideram haver elevado número de idosos a sofrer de depressão ou com sintomas de elevada tristeza de desânimo diante da vida Uma das formas a colmatar esse tipo de sentimentos prejudiciais ao ser humano é por meio de atividades de animação no sentido de valorizar o idoso de leválo a se integrar aos demais companheiros a participar de tais atividades voltadas à melhoria da qualidade de vida Segundo Jacob 2007 p 32 a animação incentiva os idosos a empreender certas atividades que contribuem a seu favor dandolhes o sentimento de pertencer a uma sociedade em cuja evolução podem continuar a contribuir Um profissional na função de animador de utentes necessita criar projetos com cada atividade partindo de objetivos bem específicos Cada utente possui a sua personalidade e dependendo de sua condição física e psicológica é que ele pode inclusive sentir a necessidade de criar algo diferente para si na relação com os colegas Dessa forma as atividades em um lar podem até ser alteradas sempre que haja necessidade de adaptálas aos grupos ou às solicitações dos participantes Nessa direção compete ao animador motivar os idosos criando condições que orientam a sua vontade para a participação nas atividades propostas conhecendo muito bem os idosos não se mostrando superior a eles deve estabelecer um clima de confiança ajudandoos a vencer os medos quebrar hábitos dos idosos favorecendo o dinamismo ajudando a renovar a sua confiança e valorização compreender a A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 187 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP recusa de um idoso o que muitas vezes revela insegurança utilizar um vocabulário adaptado e apresentar os seus projetos solicitar a participação enfim cabe ao animador ir ao encontro dos mais velhos Jacob 2007 pp 3435 Um animador ao integrarse numa comunidade deve tentar conhecer os problemas que se lhe deparam visto que a maioria dos utentes institucionalizados apresentam diferentes problemas crónicodegenerativos muitos têm problemas psiquiátricos o que os faz isolaremse uns dos outros conquanto seja necessário compreender que cada idoso não deixa de ter uma história singular de vida e sua individualidade Por isso cada utente apresenta capacidades e necessidades diferenciadas Se o termo animação designa animar dar vida então é necessário ter presente que todo o ser humano possui uma dimensão socialcultural que precisa ser mobilizada todo o tempo para vencer barreiras internalizadas muitas vezes desde a infância ou juventude São necessárias políticas educativas que promovam a participação efetiva do idoso Esta constatação é sentida quando observamos uma série de comportamentos que condicionam limitam e neutralizam sua participação A prova disto é a cultura do silêncio imposta por educadores a educandos provocando o medo de participar é o medo de interagir com o outro é o medo de falar e de expor que até leva ao medo de viver e consequentemente ao conviver Pereira Lopes Rodrigues 2013 p 216 Após definir a animação sociocultural como um dos recursos que pode se valer da expressão plástica e da música eruditaclássica para as atividades com idosos institucionalizados passase agora a explicitar o tipo de abordagem metodológica selecionado neste estudo 188 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Abordagem metodológica A literatura sobre animação cultural registra que ao longo de 13 anos de serviço 20032015 em diversos lares em Lisboa Portugal atividades diversificadas de animação sociocultural foram aplicadas e adequadas ao grau de necessidades dos utentes institucionalizados Mas apenas em um dos lares de Lisboa foi aplicado o presente estudo ligado às técnicas de expressão plástica e musical a diferentes participantes cujo desafio foi que na sua maioria apresentavam doenças crónico degenerativas ou problemas psiquiátricos As atividades foram desenvolvidas duas vezes por semana e em salas diferentes Nem sempre os participantes eram os mesmos no mesmo grupo dado que as atividades se diversificavam havendo além dessas atividades grupais outras individuais Neste estudo foi aplicado o método qualitativo por meio da observação direta e indirecta dirigidas às atividades com idosos No primeiro caso houve a necessidade de fazer pesquisa tipo documental mais extensa como obter informações sobre a situação clínica dos utentes institucionalizados um levantamento sociodemográfico do perfil desses idosos e sobre as diferentes aplicações de arte já aplicadas a tais idosos A maioria dos utentes institucionalizados em lares que se insere na faixa etária entre 72 e 100 anos já apresentava uma determinada regressão devida a sua doença física e mental havia aqueles que se deslocavam em cadeira de rodas outros deambulavam com ajuda de andarilho ou de canadianas A partir dessa constatação obtida de forma documental verificouse também que de um modo geral os participantes apresentavam alguns problemas de memória tendo sido necessário organizar as atividades socioculturais a serem aplicadas de forma bem precisa fazendo se um resumo das sessões com o acompanhamento de imagens dos trabalhos realizados ou por iniciar No que diz respeito à observação direta foram recolhidas de alguns participantes manifestações diversas sobre seu olhar diante da realidade em que vivem os impedimentos que sofrem para que sua vida transcorra como antes da institucionalização as dificuldades diante das práticas socioculturais que lhes são apresentadas A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 189 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Tais manifestações vieram em forma de frases isoladas dos próprios idosos como se fossem desabafos Eu nunca tive jeito para criar ou desenhar Não sei desenhar Nunca tive jeito para desenhar ou então Eu conheço pessoas que sabem desenhar melhor que eu Esses resultados desvelados de forma despercebida não monitorada puderam contribuir para que se chegasse à ideia de como é necessário deixar que o sujeito fale sem restrições sobre as práticas em que está envolvido Isso significa que é contraproducente com idosos fragilizados ou dependentes instituir uma entrevista fundada em um batepronto objetivo como no caso de uma dinâmica pergunta resposta pelo contrário parece ser producente pôr em evidência a respiração de uma entrevista nãodiretiva no dizer de Bardin 2011 p37 em termos de disponibilização a partir das respostas de experiência de dados de subjetividade e intersubjetividade Colocarse nessa diferença ou em um distanciamento saudável à análise dos dados foi o que tentou este estudo situandose na perspectiva da enunciação objeto deste estudo em que se privilegiou a observação do ato do fazer ou do falar concomitante cf Bardin 2011 de Certeau 2012 Quaresma 2008 p 24 consagrada teórica do campo do envelhecimento afirma em favor da relevância dos dizeres de um sujeito sobre suas experiências suas práticas O envelhecer a velhice só é apreensível pelo vivido o verdadeiramente experimentado reflectido interpretado O discurso dos sujeitos o relato das experiências de envelhecer constituem peças essenciais janelas que se abrem para a construção de um outro conhecimento sobre o envelhecimento humano na sua imensa diversidade e heterogeneidade Das manifestações espontâneas de alguns idosos foi possível depreender que a maior parte dos institucionalizados desvalorizavamse ou eram muito humildes ou modestos na avaliação de suas atividades embora se mais motivados não desistissem de desenhar ou criar algo de novo Também houve casos de participantes com problemas de fala decorrentes de um AVC e ainda o avançar da demência em outros quando a linguagem oral pôde ser acolhida por meio de sons ou outros gestos como riscar ou rasgar o papel ou então dobrar o papel em duas partes e guardar o trabalho final 190 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Para isso haviam sido propostos objetivos sendo eles Incentivar os idosos a intervenções no lar onde residiam através das atividades de animação para fazer frente às sucessivas alterações na sua rotina objectivo geral Como objetivos específicos i Estimular a criatividade autonomia e responsabilidade de cada um ii Favorecer a motricidade fina e o movimento do corpo iii Cultivar as relações interpessoais valorizando o diálogo a participação a socialização e a cooperação iv E ainda compreender a forma como a animação artística interferia na vida dos idosos institucionalizados O quadro 1 a seguir faz ver as modalidades de atividades empreendidas os respectivos objetivos e procedimentos Atividades Objetivos de ação Procedimento Atividades sensoriais Exercitar os sentidos Escolher o material de pintura escrita e outros materiais recicláveis Atividades psíquicas Estimular a criatividade a expressividade Liberdade para transformar o desenho Atividades manuais Destreza fina Cortar desenhar fazer rabisco moldes entre outros efeitos Procedimentos materiais e variáveis em estudo As atividades desenrolaramse em quartos e salas de estar Em cada mesa houve a distribuição de diferentes materiais incluindose outros em papel ou cartão Evitaram se materiais para recorte tesouras ou agulhas ou alfinetes para evitar acidentes visto que a maioria dos participantes não tinha noção da utilidade desses objetos devido a sua agudizada situação neurológica Havia mesasredondas para utentes que preferiam sentarse à volta da mesa apenas uma minoria deles optou por estarem sozinhos A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 191 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Foram aplicadas diferentes técnicas expressivas rabisco desenhos abstractos e desenhos com rigor E ainda pintura de mandalas e técnicas outras de recortes colagem e construção com diferentes materiais Em cada tarefa os participantes comunicavamse uns com os outros e logo a seguir tomavam a iniciativa de pedir ajuda ou de continuar com seu trabalho É de se notar que para a gestão do humano é sempre necessário que um animador seja muito observador e se mantenha sempre atento aos participantes de um grupo Após a realização de cada atividade o animador deve também encarregarse de orientar para que o trabalho de cada participante seja mantido na sua respectiva pasta Com a ajuda dos participantes nas atividades socioculturais propostas foram criados temas livres e espaço para outras ideias a serem incorporadas às atividades de animação A tarefa do animador era coordenar as ideias que iam surgindo e organizar as tarefas com os participantes Nas atividades relacionadas com a expressão plástica muitas ideias foram incorporadas fomentando a criatividade dos participantes a partir de materiais que lhes foram disponibilizados folhas do tamanho A4 diferentes materiais de pintura de preferência lápis de cor de cera e pastel de óleo A maior parte dos utentes aceitou participar das atividades expressando o seu self de diferentes formas por meio de rabiscos desenhos ou riscos ou construção com recortes e colagem de papel quando então algumas frases soltas manifestas pelos idosos eram registradas pelo animador que em posição de observadorparticipante ia anotando tudo em seu Diário de Pesquisa para análise posterior A pintura e o desenho aplicados aos idosos como o são a todas as idades são formas expressivas que ajudam a desbloquear as tensões a estimular a criatividade e a expressar o mundo interno Philippini 2009ab A pintura recorre à sensibilidade e ajuda a libertar certos conteúdos expressos diretamente do inconsciente Carvalho 2011 citado em Carvalho Guimarães 2011 A expressão resulta da exteriorização das sensações do mundo interno de cada pessoa que conforme Sousa 1979 p 8 tem valor apenas enquanto dura a sua ação e apenas para quem se expressa O participante quando cria uma obra entregase na sua totalidade sendo assim o valor da expressão resulta enquanto dura a ação O artista quando cria a sua obra o faz pelo prazer próprio 192 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP É nesse sentido que os utentes observados neste estudo quando participavam das atividades também se sentiam artistas é o caso de uma idosa institucionalizada de 97 anos que se mostrou revigorada em suas possibilidades criativas ao elaborar o desenho a seguir no dia 2582014 Fig1 Desenho e pintura Interessante é saber que a arte está presente em tudo o que se faz para agradar aos nossos sentidos Read 2007 Uma das tarefas importantes nessa atividade de desenho e pintura é a posição da folha de papel porque é nesse espaço que o participante traduz o simbólico da atividade por meio dos rabiscos letras ou palavras soltas com diferentes materiais lápis de cor marcadores lápis de cera e tintas de aquarelas Assim é que quando pega no lápis de carvão para delinear as formas e riscos com ou sem firmeza das mãos um participante pode sentir algum receio pelo produto final O participante que ainda possui algum raciocínio lógico pode sentir a necessidade de inovar inventar em sua produção Sendo assim em todas as linguagens artísticas durante uma experimentação esse caminho pode funcionar como um efeito terapêutico para enfrentar os sofrimentos da vida para o idoso poder manterse em equilíbrio diante de um problema Durante as atividades propostas por esta animadora os participantes iam sendo orientados progressivamente e ainda havia um cuidado especial na distribuição dos materiais de pintura e de expressão plástica Houve situações em que um dos participantes rasgava seu trabalho ou não o assinava Mas o fato de se realizarem trabalhos em diferentes mesasredondas isso pôde funcionar como uma força interativa levando os participantes a colaborarem entre si e se manter a comunicação entre eles próprios A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 193 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Apenas uma minoria preferia ficar isoladamente para desenhar ou pintar seu trabalho De um modo geral nessas práticas os participantes elogiavam os trabalhos dos colegas e viceversa Registrese que uma das tarefas do animador é manterse imparcial ou seja não tomar partido de nenhum participante do grupo dado que cada um possui a sua essência Cabe ao animador estimular o participante a colaborar na atividade por iniciativa própria Houve situações em que o participante pedia ajuda para transmitir no papel e a música erudita funcionou como uma terapia para escutar o som e relaxar os músculos Um dos trabalhos aplicados foi a pintura de mandalas fazer formas com diferentes cores e a criação de uma imagem por meio de rabiscos e linhas Por meio da colagem papel cartão de pano de sementes folhas e outros foi possível compreender a simbologia através das imagens escolhidas juntamente à escolha de cores à posição das imagens e a relação entre elas Tratase de um processo de fácil execução e de pouca dificuldade operacional que pode ser indicada para diferentes temas aplicados Philippini 2009ab Segundo esse autor a pintura e o desenho aplicados a todas as idades são formas expressivas que ajudam a desbloquear as tensões a estimular a criatividade e a expressar o mundo interno A pintura recorre à sensibilidade e ajuda a libertar certos conteúdos expressos diretamente do inconsciente Carvalho citado em Carvalho Guimarães 2011 Carvalho 2013 As atividades de expressão plástica podem ajudar a prevenir o isolamento dos idosos que possuem dificuldades de comunicação Em qualquer sessão a arte proporciona momentos de interação entre os participantes Por meio do desenho e da pintura proporcionase o despertar e uma sensação de liberdade na escolha de cores e formas Especialmente quando o desenho é produzido pelo paciente demonstra um parecer negativo que o impossibilita de comunicarse Através da psicoterapia os desenhos emitem a sua transferência Sousa 2005 As cores possuem uma linguagem subjetiva relacionada com as experiências vividas do sujeito Pain Jarreau 2001 As cores quentes permitem acelerar o metabolismo e as cores frias possuem o valor de calmante Philippini 2009ab Através do desenho o participante expressa a sua história de vida através de símbolos imagens para si mesmo 194 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Os participantes quando estão em contato com os materiais e técnicas adequadas processo criativo facilitam o processo de recuperação referente ao bemestar e ao seu crescimento pessoal Sousa 2005 O idoso é acima de tudo uma pessoa que traz dentro de si lições de vida e devido a determinados condicionamentos ou influências recebidas é necessário ajudálo a desinibirse nesse tipo de atividades Desde sempre a arte esteve presente na vida do homem como forma de comunicação sendo representada simbolicamente desenho pintura dança canto e outras expressões Através da arte é possível haver compreensão e estruturação das emoções Além disso considerase que a criatividade do ser humano contribui não só para a formação e da sua personalidade mas também para a estruturação do seu pensamento Ferraz citado em Bucho 2002 A atividade plástica e toda a criatividade são funções inatas que favorecem o conhecimento humano Souza 2005 vem nos dizer que Freud considerava o ser humano como dominado pela tensão do ambiente que o rodeia interpretando o comportamento como um conflito de um lado entre as pulsões e necessidades do homem de outro as exigências do mundo exterior Ou seja o homem não consegue dominarse seguindo apenas a sua razão ele tem desejos e necessidades que muitas vezes estão ocultas causandolhe sofrimento sem ele se dar conta disso A expressão plástica utilizada como um meio permite estabelecer a comunicação verbal através das diferentes técnicas e da variedade de materiais usados É necessário que cada participante consiga descobrir dentro de si a liberdade e a espontaneidade Só dessa forma os bloqueios podem ser reduzidos Ao tomar consciência desse fato prevalece o reconhecimento de uma individualidade que outrora era ignorada por estar bloqueada nas suas emoções Além disso a expressão plástica contribui para a expressão do mundo interior do homem através da sua criatividade Pain Jarreau 2001 Ao encontrar satisfação no ato de criar favorecese a espontaneidade a liberdade e se consegue quebrar os bloqueios internos Pain 2009 Através das produções artísticas tornase possível que o ser humano consiga ter um bom relacionamento consigo próprio e com seus semelhantes A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 195 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP No caso deste estudo em todas as sessões em que foi desenvolvido esse tipo de prática artística criaramse diferentes linguagens por meio do desenho pintura palavras movimento colagens construção e música favorecendo nesse sentido habilidades simbólicas e de criatividade Cada participante revelou a sua produção com singularidade através das suas emoções e do acompanhamento da música erudita Com o desenrolar dos tempos os participantes começaram a dar forma às suas produções através do diálogo com os demais participantes Em qualquer sessão deste trabalho é necessário haver espaço físico adequado e silêncio para o idoso conseguir estar em contato consigo próprio visto que a concentração é necessária Há idosos que tiveram aulas de arte durante a infância e apesar das suas limitações neurológicas e confusão mental conseguiam reproduzir no papel a imagem desejada em poucos traços e formas A maioria dos participantes preocupavase com a escolha da cor e suas combinações Outros porém limitavamse a fazer o esboço com pouco pormenores A arte ao revelarse no participante permite a liberdade e a espontaneidade ao trazer uma nova compreensão da vida juntamente à criatividade As atividades artísticas podem ajudar a prevenir o isolamento das pessoas com dificuldades de comunicação Em qualquer sessão a arte proporciona momentos de interação Estando as pessoas em contato com os materiais e técnicas adequadas processo criativo realizase um processo de recuperação indispensável ao bemestar do participante e ao seu crescimento pessoal A arte tornase um elemento facilitador que permite expressar e libertar o lado desconhecido do indivíduo A Arte é facilitadora numa interrelação que resolve a dificuldade em expressar uma emoção ou sentimentos através de palavras O sentimento eou emoção tornase acessível através dos recursos artísticos É necessário que o participante vivencie a criatividade através de diferentes experiências 196 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP A criatividade e o idoso O termo criatividade deriva de duas palavras em latim creare e creatone que significam criar inventar ou fazer algo de novo Sousa 2003 A criatividade está presente em qualquer pessoa Ostrower 1977 Ao longo da história sempre existiram personalidades com idades muito avançadas que continuaram a criar algo Por conseguinte não existe limite de idade para a criatividade sabendose que o ser humano é um criador que pode exprimirse de múltiplas maneiras Berger MaillouxPoirier 1995 De uma forma geral todos os idosos possuem criatividade mas é necessário desenvolvêla Cada idoso possui a sua vivência cultural nasce e cresce num dado meio sociocultural e económico permitindo que seu comportamento se molde com seus padrões No entanto cada um dispõe de sua própria individualidade Ou seja ao inserir se num contexto cultural age de acordo com o seu potencial que lhe é particular A arte traduz uma forma de comunicação que através do uso da palavra é difícil de explicar E nesse sentido o idoso quando desenha ou faz rabisco traduz seu desejo interior em símbolos À medida que o idoso se entrega na atividade o produto pode assumir várias interpretações Através da arte o sujeito constróise dentro de si próprio E neste sentido considerase que a criatividade resulta de uma necessidade do ser humano para conseguir ultrapassar qualquer obstáculo ou dificuldades com que se depara no dia a dia Através da arte partese do pressuposto de que o participante quando está em contato com os materiais expressivos procura comunicar através de uma linguagem simbólica nãoverbal usando a criatividade e a espontaneidade A dificuldade em expressar verbalmente as emoções pode ser ultrapassada através do uso de linguagens artísticas que são vivenciadas pelos sentidos Slayton 2012 O processo de criação pode algumas vezes ajudar o paciente a tornar se mais consciente dos seus sentimentos em vez de os esconder e recalcar Pode ajudar a tornar claro quando há confusão e desorientação Sousa 2005 p 255 A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 197 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP O que está em causa em uma prática sociocultural não é o saber desenhar mas sim utilizar as várias formas de comunicação através de arte Uma vez que o trabalho aqui relatado se vale dos recursos da pinturadesenho assim como da música erudita sobre esta a seguir são feitos alguns comentários sobre como ela é importante no caso do trabalho com o idoso institucionalizado A importância de saber escutar música erudita Em alguns países a música erudita é aplicada em diferentes áreas nomeadamente na área da saúde em cirurgias em lares e outros centros para diferentes grupos etários Em diferentes contextos a música erudita consegue transmitir efeitos positivos em determinadas situações Numerosos sucessos terapêuticos provam que os sons têm um efeito especial sobre as pessoas Influenciam a respiração o ritmo cardíaco e a tensão arterial É por isso que alguns médicos nos tratamentos os prescrevem Até mesmo os doentes em coma reagem a sons conhecidos sendo manifestamente capazes de aprender o que se passa em seu redor Miltner Siefer 2000 p 77 Aristóteles defendeu que a música em geral deveria ser aplicada a todas as pessoas e em diferentes contextos sociais Sousa 2003 A música erudita por sua vez possui efeitos terapêuticos e curativos em diferentes áreas Um dos seus efeitos está relacionado com a saúde física e psíquica ajuda a colmatar a solidão a apaziguar a alma nas situações de estresse momentos de dor de perdas de luto de tristeza e outras situações e ainda tem efeito terapêutico além de outros fins funcionando como uma linguagem universal O termo música erudita originase do latim eruditus significando música elaborada através dos moldes da música secular e da liturgia ocidental que vem desde o século IX até a atualidade A música produz som o elemento primordial Através da música é possível que o sujeito no presente caso o utente institucionalizado consiga ter diferentes emoções e sentimentos de alegria ou de tristeza ou de calma dentre outros 198 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Afirmam os especialistas que a música pode ajudar no bemestar físico e psicológico de quem a ouve Conforme afirma Ruud citado em Bang 1984 p 23 A música agrada ao ser humano como um todo e influencia a personalidade integral diferentemente das outras formas de terapia da fala e da linguagem Schopenhauer o conhecido filósofo considerava a música como um dos elementos mais nobre da arte que age de uma forma rápida simples no sujeito podendo atingir não só a sensibilidade mas acima de tudo a alma do ser humano O escutar gera uma emoção que suscita o interesse ou seja o interesse pelo escutar é directamente proporcional à emoção que provoca Através da sensibilidade afectivoauditiva entramos no mundo da melodia que melhor permite a expressão das emoções e dos sentimentos do homem Sousa 2003 p100 Sendo a música uma essência do amor funcions como uma forma de comunicação do ser humano Com o avançar da idade muitos utentes deixam de se comunicar com a mesma intensidade ou frequência calandose em sua solidão com a música podendo ajudar no equilíbrio do bemestar físico e psicológico Durante as atividades de animação aqui relatadas foram aplicadas diferentes modalidades de música erudita tendo sido a mai predominante a barroca clássica Considerações finais A animação sóciocultural é uma metodologia que resulta de diferentes intervenções com um determinado grupo e nela se assenta a articulação de diferentes experiências e saberes cabe a um animador a função de elaborar planos e projectos de acordo com as necessidades do grupo envolvido Sendo assim o trabalho de um animador junto aos idosos resulta da comunicação do conhecimento da integração e da aceitação de uma nova realidade que se oferece aos idosos A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 199 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP A maioria dos idosos que reside nos lares deve viver como em um ambiente familiar e ter a oportunidade de expressar suas ideias e de tomar a iniciativa sobre seu tempo livre pois somente assim tornarseia possível falar em direitos humanos essencialmente nos direitos dos idosos Um animador deve assumir o papel importante na transformação do tempo livre do idoso institucionalizado para combater sua tristeza solidão e alienação devida à situação física psicológica mental em que este se encontra Considerando a importância de uma mudança na pessoa idosa é necessário compreender que em qualquer atividade de animação devem ser valorizadas as vivências em grupo a interação com os utentes da instituição ou seja as relações entre as pessoas muito mais do que a quantidade de atividades propostas Cada participante necessita sentirse útil consigo próprio para aceitar sua nova realidade e uma nova vivência juntos aos demais residentes sem deixar de parte seu passado seus valores ideias e experiências Neste tipo de atividades verificouse que a forma como o utente pega no lápis ou outro material pode ajudar no movimento das mãos e do corpo que os exercita ativamente mas de modo saudável dado que a maior parte dos participantes têm osteoporose ou problemas nos ossos isso significa fazer das práticas artísticas uma experiência do próprio sujeito idoso e portanto da diferença e do particular no sentido de Mucida 2004 p14 inaugurando um novo olhar ao idoso um tratamento diferenciado distanciado das práticas assistenciais protecionistas e pior que tudo segregatórias existentes em muitas instituições para o que importa é a fragilidade pela doença Através da arte é possível expressar o mundo interno as emoções pensamentos desejos medo e outras situações com liberdade Sendo assim o indivíduo reconstróise como um todo Através dos diferentes materiais expressivos o participante constrói não só o seu objeto mas ainda aprende a conhecerse a si próprio O idoso institucionalizado ao entrar para um lar deve ser estimulado a participar nas atividades de livre vontade de acordo com as suas possibilidades Acima de tudo o diálogo é primordial porque é através desse meio de comunicação que se adquire a informação relativa ao utente No entanto quando não é possível com o próprio também é importante envolver a família 200 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Cada utente possui o seu potencial criativo que pode ser aperfeiçoado e estimulado a qualquer momento da vida Cabe pois a um animador sociocultural a nosso ver responsabilizarse por práticas de cuidados dentro de sua competência aplicadas no contexto da gestão de programas adequados dirigidos à população idosa Dos efeitos de práticas socioculturais que vimos desenvolvendo em vários lares de idosos a partir da utilização da pintura e da música eruditaclássica é que resultou a escrita deste artigo Diante da insuficiente literatura que foi encontrada para este estudo relativa às práticas artísticas movimentadas por animadores socioculturais fica a esperança de que novas propostas sejam pensadas e implementadas envolvendo familiares amigos funcionários e profissionais dos lares de idosos Referências Alecrim J de S Castro J M de Neto R Z Miranda G M Alves R N Borja Cabrera G P Chagas A F S Vaz A G Pereira G C A Ruas H 2016 Avaliação da farmacoterapia empregada em residentes de uma Instituição de Longa Permanência para Idosos São Paulo SP PUCSP Revista Kairós Gerontologia 193 113133 Recuperado em 01 outubro 2016 de fileCUsersDadosDownloads31606847201SMpdf Almeida L Quintão S 2012 Depressão e Ideação Suicida em Idosos Institucionalizados e Não Institucionalizados em Portugal Acta Med Port 256 350 358 Recuperado em 01 novembro 2016 de httpactamedicaportuguesacomrevistaindexphpamparticleviewFile1351944 Augusto F M F Lodovici F M M 2016 O cotidiano de cuidados a uma mãe idosa efeitos subjetivos e psicossociais na vida do filho cuidador In Fonseca S C da Org O Envelhecimento Ativo e seus fundamentos 295328 São Paulo SP Portal Edições Bang C 1984 Um Mundo de Som e Música In Ruud E Música e Saúde Wrobel V B Camargo Glória P Goldfeder M Tradutores São Paulo SP Summus Editorial Bardin L 2011 Análise de Conteúdo São Paulo SP Edições 70 Berger L MaillouxPoirier D 1995 Pessoas idosas Lisboa Pt Lusodidacta Carvalho R 2009 A Arte de Sonhar Ser Fundamentos da ArtePsicoterapia Analítica Expressiva Lisboa Pt ISPA Recuperado em 01 junho 2016 de httpceispaptsitesdefaultfilesusers3aartedesonharsersitepdf A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 201 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Carvalho A Guimarães C 2011 Dando Forma e Cor Ao Mundo Interno desenho e pintura em ArteTerapia Revista Portuguesa de ArteTerapia ArteViva 2 1529 Recuperado em 01 junho 2016 de httparteterapiacomrevista Carvalho R 2013 Criação terapêutica nas Instituições Teoria e Técnica Revista Portuguesa de ArteTerapia 3 1529 Recuperado em 01 junho 2017 de httparte terapiacomwpcontentuploads201309REVISTAARTEVIVA3okpdf Certeau M de 2012 A invenção do cotidiano 1 Artes do Fazer 19ª ed Petrópolis RJ Vozes 2012 Recuperado em 01 junho 2016 de httpsgambiarrefileswordpresscom201009micheldecerteauainvenc3a7c3a2o docotidianopdf Cirino O 2004 Apresentação In Mucida A O sujeito não envelhece psicanálise e velhice 1112 Belo Horizonte MG Autêntica Cordeiro J C D 2000 Manual de Psiquiatria Clinica Lisboa Pt Fundação Calouste Gulbenkian Costa F F da S Lodovici F M M 2016 O cuidador familiar de idosos em cuidados paliativos limites e possibilidades In Fonseca S C da Org O Envelhecimento Ativo e seus fundamentos 3365 São Paulo SP Portal Edições Fragoso V Chaves M 2012 Educação Emocional para Seniores Viseu Pt Psicosoma Grilo P A 2009 Doença de Alzheimer Epidemiologia Etiologia Diagnóstico Clínico e Intervenções Terapêuticas Lisboa Pt Coisas de ler Giddens A 2009 Sociologia 7ª ed Lisboa Pt Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Educação e Bolsas Gooffman E 1974 Manicómios Prisões e Conventos São Paulo SP Perspectiva Hervy M P 2001 Le vieillissement de qui estce laffaire In Le vieillissement Champs Psychosomatique Paris France LEsprit du Temps 24 2336 Jacob L 2007 Manual de Animação de idosos Cadernos Socialgest 4 Recuperado em 01 junho 2016 de httpbrmonografiascomtrabalhospdfanimacao idososanimacaoidosospdf John U 1984 Do Silêncio à Fala In Ruud E 1984 Música e Saúde São Paulo SP Br Summus Editorial LimaSilva T B Ordonez T N Suzuki M Y Almeida E B de Martins D SalmazoSilva H 2012 Propostas de gestão dos equipamentos de atenção ao idoso Relatos de experiência do profissional gerontólogo Revista Temática Kairós Gerontologia 15Número Especial 13 VulnerabilidadeEnvelhecimento e Velhice Aspectos Biopsicossociais 515528 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil PUC SP Recuperado em 01 junho 2016 de httprevistaspucspbrindexphpkairosarticleview1732012865 Lodovici Neto P 2006 A Musicoterapia como tratamento coadjuvante à Doença de Parkinson Dissertação de mestrado São Paulo SP PEPGGPUCSP Recuperado em 01 junho 2016 de httpssapientiapucspbrbitstreamhandle124761PedroLodoviciNetopdf 202 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Lodovici Neto P 2009 Velhos musicistas em ação os efeitos da música em suas vidas Tese de doutorado São Paulo SP PEPGGPUCSP Recuperado em 01 junho 2016 de httplivros01livrosgratiscombrcp106974pdf Lodovici F M M 2011 Palavras de Pórtico São Paulo SP PUCSP Revista Kairós Gerontologia 142 187198 Recuperado em 01 junho 2016 de httprevistaspucspbrindexphpkairosarticleview82156115 Miltner F Siefer W 2000 Pensar Melhor Viver Melhor Madrid España Selecções do Readers Digest Mucida A 2004 O sujeito não envelhece psicanálise e velhice Belo Horizonte MG Autêntica Pain S Jarreau G 2001 Teoria e prática da arteterapia a compreensão do sujeito 2a ed Porto Alegre RS Artes Médicas Pain S 2009 Os fundamentos da Arteterapia São Paulo SP Vozes Phaneuf M 2010 O Envelhecimento PerturbadoA Doença de Alzheimer Amadora Lusodidacta Pereira J D L Lopes M O de S Rodrigues T M M Coord 2013 Animação Sociocultural Gerontologia e GeriatriaA Intervenção Social Cultural e Educativa na Terceira Idade Intervenção Chaves Associação para a Promoção e Divulgação Cultural Philippini A 2009a Linguagens e Materiais Expressivos em Arteterapia uso indicações e propriedades Rio de Janeiro RJ Wak 148 p Philippini A 2009b ArteTerapia Métodos Projetos e Processos Rio de Janeiro RJ Wak Quaresma M L 2008 Questões do envelhecimento nas sociedades contemporâneas São Paulo SP Revista Kairós Gerontologia 22 2147 Recuperado em 01 junho 2016 de httprevistaspucspbrindexphpkairosarticleview2391 Read H 2007 Educação Pela Arte Arte e Comunicação Lisboa Pt Edições 70 Ruud E 1984 Música e Saúde Brasil Summus Editorial Slayton S C 2012 Building community as social action An art therapy group with adolescent males The Arts in Psychotherapy 393 179185 Recuperado em 01 junho 2016 de httpdxdoiorg101016jaip201112010 Szasz T 1978 Esquizofrenia O Símbolo Sagrado da Psiquiatria Lisboa Pt Publicações D Quixote Sousa A B 1979 A Educação pelo Movimento ExpressivoMovimentoMúsica Drama Lisboa Básica Editora Sousa A B 2003 Educação pela Arte e Artes na EducaçãoMúsica e Artes Plásticas 3º vol Lisboa Pt Horizontes Pedagógicos Sousa A B 2005 Psicoterapias AtivasArteTerapias Lisboa Pt Livros Horizonte Trilla J Coord 1997 Animação Sociocultural Teorias Programas e Âmbitos Instituto Piaget Lisboa Pt Horizontes Pedagógicos A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 203 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Vasassina M M 1998 Técnicas de Desenho Pintura e Trabalho Manual Rio Maior Quatro Margens Waugh A 2000 Música Clássica Outra Forma de Ouvir Lisboa Pt Editorial Estampa Recebido em 03032016 Aceito em 03112016 Maria Helena Fernandes Mestre em Política Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas Universidade de Lisboa Portugal ISCSPULisboa Pós Graduação em Criminologia e Reinserção pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas em Lisboa Licenciada em Animação Educativa Sociocultural pela Escola Superior de Educação em Portalegre Portugal Possui experiência profissional com idosos e estágios de intervenção com crianças jovens e seniores Realizou diferentes workshops e formações em Arteterapia Educação pela Arte e outras áreas relacionadas com a Educação Arte e Terapias Alternativas Atualmente também se dedica a aulas individuais de violino Email helenahandelbachgmailcom UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO PROGRAMA DE PÓSGRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA A DANÇA COMO MEDIADORA DA ATIVIDADE FÍSICA E DA QUALIDADE DE VIDA EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS UMA ABORDAGEM EPIDEMIOLÓGICA Dr Jair Sindra Virtuoso Junior Dra Alynne Christian Ribeiro Andaki Linha de Pesquisa 1 Epidemiologia da Atividade Física UBERABA MG 2025 1 INTRODUÇÃO O envelhecimento populacional é um fenômeno global crescente que impõe desafios significativos à saúde pública políticas sociais e práticas de cuidado No Brasil idoso caracterizase como pessoa com idade igual ou maior que 60 anos conforme o Estatuto do Idoso Lei Nº 10741 De 1º de outubro de 2003 o qual regulamenta os direitos à pessoa idosa bem como assegura os direitos sociais Assim a pessoa idosa pode gozar de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana sem prejuízo da proteção integral assegurando todas as oportunidades e facilidades para preservação da saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral intelectual espiritual e social em condições de liberdade e dignidade BRASIL 2003 Ademais o Censo Demográfico de 2022 indicou que 109 da população possui 65 anos ou mais representando mais de 22 milhões de pessoas ÁVILA 2021 Em 2060 a expectativa é que o número de pessoas idosas aumente para 584 milhões 267 do total Esse crescimento acentuado da população idosa traz consequências não apenas para a organização familiar e social mas também para a demanda por serviços de saúde assistência social e estratégias de prevenção e promoção da saúde voltadas à manutenção da funcionalidade e qualidade de vida O aumento da longevidade está diretamente associado à maior prevalência de doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão diabetes osteoartrite demências e fragilidade funcional que geram sobrecarga ao sistema de saúde e elevam os custos assistenciais BRASIL 2020 SILVA et al 2022 A institucionalização de idosos especialmente em Instituições de Longa Permanência ILPIs é uma realidade crescente para indivíduos em situação de dependência física social ou econômica Esses espaços desempenham papel essencial no acolhimento da população idosa oferecendo cuidados de saúde alimentação e suporte social mas frequentemente enfrentam desafios relacionados à manutenção da autonomia estímulo à mobilidade prevenção de quedas e integração social dos residentes MENDES 2023 MOURA SOUZA 2013 Evidências indicam que a falta de atividades físicas e recreativas adequadas favorece a inatividade o isolamento social o empobrecimento das relações afetivas e a piora da saúde mental incluindo sintomas depressivos e ansiedade CUNHA 2018 FERREIRA 2022 A promoção da atividade física representa estratégia fundamental para manutenção da saúde prevenção de doenças crônicas e promoção da funcionalidade e independência na velhice Exercícios regulares contribuem para preservação da força muscular equilíbrio mobilidade e capacidade cardiovascular além de reduzir sintomas de ansiedade e depressão OMS 2015 HALLAL 2012 MARQUES 2017 LOPES 2023 Entretanto programas tradicionais de exercícios muitas vezes apresentam baixa adesão em idosos institucionalizados que demandam abordagens lúdicas prazerosas e socialmente significativas Nesse contexto a dança surge como alternativa eficaz integrando aspectos físicos cognitivos e sociais de forma simultânea KSHETRI 2021 FERREIRA 2022 Do ponto de vista fisiológico a dança estimula plasticidade neural coordenação motora equilíbrio postural força muscular e resistência cardiovascular promovendo melhorias na função motora e prevenindo quedas WU 2023 LIU 2022 Cognitivamente o aprendizado de sequências coreográficas envolve memória procedural atenção e processamento espacial favorecendo a manutenção da função cognitiva e a melhora da autoestima MURCIA 2021 Além disso o componente social e expressivo da dança contribui para regulação emocional engajamento social e percepção de pertencimento fatores essenciais para a saúde mental de idosos institucionalizados SILVA 2022 FERREIRA 2022 Estudos recentes demonstram que intervenções de dança adaptadas resultam em melhora significativa na força equilíbrio mobilidade cognição e indicadores de saúde mental inclusive em contextos institucionais WERMELINGER ÁVILA 2020 LOPES 2023 LIU 2022 No entanto lacunas permanecem poucos estudos avaliaram longitudinalmente a relação entre adesão à intervenção e magnitude dos ganhos funcionais assim como a combinação de resultados físicos cognitivos e psicológicos em ILPIs Adicionalmente a comparação entre programas de dança e outras modalidades de atividade física ainda é limitada dificultando a construção de políticas públicas baseadas em evidências MURCIA 2021 KSHETRI 2021 Visto que a inatividade física e o declínio funcional em idosos institucionalizados elevam o risco de quedas hospitalizações e complicações crônicas aumentando custos com assistência médica e prolongando internações BRASIL 2021 SILVA 2022 Intervenções integrativas como a dança têm potencial de reduzir custos de saúde melhorar a qualidade de vida e promover envelhecimento ativo oferecendo uma alternativa sustentável e humanizada de cuidado FERREIRA 2022 LIU 2022 A dança é um meio de atividade física para os idosos que auxilia na melhora das condições de saúde ela é uma maneira de expressar os movimentos conduzidos pela música desperta prazer emoções positivas e socialização Um estudo realizado com 60 participantes idosos desenvolvido em Instituições de Longa Permanência para Idosos ILPIs localizadas no município de Uberaba Minas Gerais caracterizou a dança como um estado mágico do amor relacionado com festa e trabalho capaz de promover transformação no estilo de vida tornando os idosos mais ativos ARAÚJO LOIOLA et al 2015 Dessa forma este estudo propõe analisar os efeitos da dança como mediadora da atividade física e da qualidade de vida de idosos institucionalizados considerando a integração entre domínios físicos cognitivos e psicológicos A relevância reside na possibilidade de gerar evidências científicas sobre programas corporais integrativos contribuindo para a promoção de envelhecimento saudável redução de isolamento social prevenção de quedas e fortalecimento das ILPIs como espaços de cuidado integral expressão afetiva e autonomia 11 Problema de Pesquisa Quais são os efeitos da prática regular de dança sobre a qualidade de vida função física e saúde psicológica de idosos institucionalizados considerando adesão à intervenção mobilidade equilíbrio autoestima e sintomas depressivos 12 Justificativa A escolha do tema justificase pela necessidade de expandir o conhecimento científico sobre práticas corporais integrativas em ILPIs Idosos institucionalizados apresentam risco elevado de declínio funcional depressão e isolamento social que impactam saúde bemestar e aumentam custos assistenciais BRASIL 2021 SILVA et al 2022 A dança por integrar movimento expressão emocional e socialização representa estratégia promissora para promoção de saúde física e mental engajamento social e envelhecimento ativo Além disso a abordagem epidemiológica permite avaliar sistematicamente a eficácia da intervenção subsidiando políticas públicas e programas sustentáveis de promoção de qualidade de vida prevenindo complicações crônicas e promovendo inclusão social FERREIRA et al 2022 LIU et al 2022 13 Objetivo Geral A prática regular de dança apresentase como uma estratégia integrativa capaz de promover benefícios físicos psicológicos e sociais em idosos institucionalizados Dessa forma este estudo visa avaliar seus efeitos sobre a qualidade de vida dessa população 14 Objetivos Específicos Analisar os efeitos da dança sobre a capacidade funcional e a mobilidade dos participantes Verificar alterações nos indicadores de saúde mental como autoestima e sintomas depressivos Avaliar as percepções de qualidade de vida antes e após o programa de intervenção Investigar a relação entre o nível de adesão à atividade e as melhorias nos desfechos de saúde global 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 21 Envelhecimento institucionalizado e seus desafios O envelhecimento institucionalizado ocorre quando indivíduos idosos residem em Instituições de Longa Permanência para Idosos ILPIs espaços destinados a pessoas com limitações físicas cognitivas ou sociais Esses ambientes embora essenciais para garantir cuidados permanentes e segurança apresentam desafios complexos relacionados à saúde física mental e social dos residentes CUNHA et al 2018 PINTO et al 2021 Idosos institucionalizados frequentemente apresentam menor estímulo motor isolamento social e dependência nas atividades de vida diária fatores que aceleram o declínio funcional e comprometem a autonomia A rotina rígida das ILPIs aliada à oferta reduzida de atividades físicas e culturais contribui para fragilidade maior risco de quedas depressão e perda de vínculos sociais FERREIRA et al 2022 Do ponto de vista psicossocial sentimentos de solidão ansiedade e depressão são comuns nesse grupo refletindo a diminuição da rede de apoio e a perda de papéis sociais significativos BERKMAN et al 2000 Nesse contexto intervenções integrativas que combinem movimento expressão cultural e sociabilidade mostramse essenciais para mitigar os efeitos adversos do envelhecimento institucionalizado e promover saúde integral EYIGOR et al 2009 22 Instrumentos de medida de qualidade de vida e avaliação física Para avaliar de forma confiável os efeitos de intervenções em ILPIs é fundamental utilizar instrumentos validados para a população idosa Entre eles destacase o WHOQOL OLD módulo da Organização Mundial da Saúde que avalia autonomia intimidade participação social e funcionamento dos sentidos com boas propriedades psicométricas no Brasil FLECK et al 2006 A avaliação física deve incluir medidas de mobilidade equilíbrio força muscular e resistência funcional utilizando testes padronizados que permitam comparações pré e pós intervenção bem como entre grupos de controle OLIVEIRA et al 2020 LIMA CHOCIAI 2021 A combinação desses instrumentos possibilita análise robusta dos efeitos de programas corporais integrativos 23 Evidências da dança como intervenção em ILPIs A dança adaptada constitui uma intervenção promissora para idosos institucionalizados promovendo ganhos significativos nos domínios físico cognitivo e social Estudos recentes mostram que programas de dança melhoram equilíbrio funcional força muscular mobilidade autoestima e qualidade de vida além de favorecer a integração social e reduzir sintomas depressivos LOURENÇO et al 2022 BARRETO CARVALHO 2024 Ensaios clínicos e revisões sistemáticas indicam que a dança adaptada atua de forma multidimensional estimulando coordenação motora memória procedural atenção processamento espacial e regulação emocional OLIVEIRA et al 2020 MCNEELY et al 2015 Ademais o caráter lúdico e expressivo da dança fortalece vínculos sociais e proporciona prazer fatores que aumentam a adesão à intervenção e contribuem para envelhecimento ativo REPOSITÓRIO UFPB 2023 24 Música como estratégia terapêutica e integrativa A utilização da música como recurso terapêutico tem se mostrado uma abordagem eficaz na promoção do bemestar da qualidade de vida e da autoestima de idosos institucionalizados A musicalização muitas vezes conduzida ao som de instrumentos como o violão pode favorecer a reativação da memória estimular aspectos emocionais e sociais além de proporcionar prazer e motivação no dia a dia dos participantes Essas práticas demonstram relevância especial considerando que o envelhecimento frequentemente se associa a incapacidades decorrentes de doenças crônicas fragilidade física e isolamento social BRASIL 2013 O Estatuto do Idoso reforça a importância de ações de promoção e prevenção à saúde incluindo atividades educativas físicas culturais e de lazer O Art 50 inciso IX estabelece que as instituições de atendimento devem promover ações que preservem a autonomia minimizem perdas funcionais e previnam o isolamento social dos idosos BRASIL 2013 Nesse contexto a música se apresenta como uma ferramenta estratégica capaz de gerar efeitos positivos nos âmbitos físico psicológico e social promovendo maior sociabilidade e fortalecimento da autoestima GOMES AMARAL 2012 Estudos em musicoterapia apontam que a música atua diretamente na recuperação de funções cognitivas como memória e atenção configurandose como uma prática expressiva que contribui para prevenção reabilitação e melhoria da qualidade de vida de idosos CÔRTE LODOVICI NETO 2009 Além disso atividades lúdicas e educativas incluindo práticas musicais permitem momentos de descontração reflexão e interação social estimulando a autonomia e o engajamento dos participantes FLEURÍ et al 2013 PINHEIRO GOMES 2014 A extensão universitária também se apresenta como um espaço de integração entre conhecimento acadêmico e comunidade permitindo que estudantes e profissionais da saúde compartilhem saberes e desenvolvam habilidades de comunicação e prática em contextos reais Essa troca beneficia tanto os idosos participantes quanto os extensionistas reforçando a função social do ensino e da pesquisa FRANÇA et al 2021 Assim a música se consolida como uma intervenção integrativa complementar às práticas físicas como a dança potencializando os efeitos positivos sobre a saúde física cognitiva e emocional e contribuindo para o envelhecimento ativo e a promoção da qualidade de vida em instituições de longa permanência para idosos 25 Efeitos psicossociais e cognitivos da dança e música Além dos ganhos físicos dança e música influenciam positivamente saúde mental e cognição Protocolos adaptados contribuem para atenção memória de trabalho processamento espacial regulação emocional autoestima e engajamento social OLIVEIRA et al 2020 MURCIA 2021 O aspecto lúdico e expressivo favorece a diminuição do medo de quedas e promove integração social criando ambientes de interação que estimulam prazer e pertencimento Intervenções musicais combinadas à dança reforçam a motivação aumentando adesão e potencializando os efeitos terapêuticos da atividade física SILVA et al 2021 26 Lacunas metodológicas e recomendações Apesar das evidências positivas a literatura apresenta lacunas que devem ser abordadas em estudos futuros 1 Duração limitada das intervenções muitos programas ocorrem por 412 semanas com frequência de 23 sessõessemana o que pode não garantir manutenção dos ganhos a longo prazo OLIVEIRA et al 2020 2 Poucos estudos focados exclusivamente em ILPIs há escassez de desenhos experimentais robustos amostras pequenas e ausência de grupos de controle bem definidos KSHETRI 2021 3 Heterogeneidade nos protocolos diferenças em estilo de dança intensidade e instrumentos de avaliação dificultam comparações diretas entre estudos 4 Baixa mensuração de adesão e fidelidade muitos trabalhos não registram a participação individual comprometendo a confiabilidade dos resultados 5 Avaliação fragmentada dos efeitos integrados há escassez de estudos que mensurem simultaneamente ganhos físicos cognitivos e emocionais Para contornar essas limitações recomendase que futuras intervenções adotem programas longitudinais com delineamento quase experimental ou randomizado instrumentos confiáveis e adaptações individuais possibilitando mensuração robusta de resultados multifacetados 27 Síntese teórica A dança adaptada quando combinada à música constitui intervenção integrativa multidimensional capaz de promover saúde física cognitiva e emocional em idosos institucionalizados Para alcançar impactos duradouros é essencial que os programas sejam cuidadosamente planejados considerando a duração adequada adaptação funcional e instrumentos de avaliação validados FERREIRA et al 2022 LIU et al 2022 BARRETO CARVALHO 2024 Políticas públicas e gestores de ILPIs devem reconhecer o valor terapêutico e social da dança investindo em formação profissional infraestrutura institucional e promoção de participação contínua dos residentes Nesse sentido a implementação de programas de dança adaptada preenche lacunas metodológicas e contribui para envelhecimento ativo redução de isolamento social e promoção de saúde integral consolidando ILPIs como espaços de cuidado humano e expressivo 3 MEOTODOLOGIA 31 Problema de pesquisa O problema central que norteou este estudo consistiu em compreender como a prática regular da dança pode atuar como mediadora da atividade física e promotora da qualidade de vida em idosos institucionalizados A questão emergiu diante do crescente envelhecimento populacional e da necessidade de estratégias acessíveis e integrativas para manutenção da funcionalidade e da saúde mental nessa população A formulação da pergunta de pesquisa permitiu direcionar os objetivos específicos da investigação que envolveram a análise de indicadores físicos cognitivos e emocionais antes e após a intervenção comparandoos com um grupo controle Desse modo a pesquisa fundamentouse em evidências científicas recentes que destacam o potencial da dança como ferramenta terapêutica e de promoção da saúde FERREIRA et al 2022 LIU et al 2022 32 Procedimentos técnicos O estudo adotou um delineamento quase experimental de natureza quantitativa e caráter longitudinal desenvolvido em Instituições de Longa Permanência para Idosos ILPIs localizadas no município de Uberaba Minas Gerais no mês de Setembro de 2025 A coleta de dados foi precedida por uma pesquisa bibliográfica exploratória em bases de dados como SciELO PubMed e Google Acadêmico utilizando descritores relacionados a idosos institucionalizados atividade física dança adaptada e qualidade de vida Essa etapa permitiu a construção do referencial teórico e o embasamento metodológico da intervenção Foram incluídos 52 idosos com idade igual ou superior a 60 anos de ambos os sexos residentes nas ILPIs há pelo menos seis meses com condições motoras preservadas e estabilidade clínica A capacidade cognitiva foi avaliada pelo Miniexame do Estado Mental MEEM adotandose ponto de corte 12 pontos BERTOLUCCI et al 1994 ALMEIDA 1998 Foram excluídos idosos acamados cadeirantes dependentes hospitalizados ou com comprometimentos neurológicos e sensoriais graves Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido TCLE conforme a Resolução nº 46612 do Conselho Nacional de Saúde A amostra foi dividida em dois grupos grupo intervenção dança adaptada e grupo controle rotina habitual O programa de dança foi estruturado em 4 sessões realizadas três vezes por semana com duração média de 60 minutos Cada encontro incluiu aquecimento sequências coreográficas exercícios de equilíbrio e relaxamento final baseados em músicas populares e regionais adaptadas às capacidades dos idosos WERMELINGER ÁVILA 2020 LOPES et al 2023 33 Participação A participação dos idosos ocorreu de forma voluntária e consentida mediante esclarecimento sobre os objetivos e benefícios da pesquisa As atividades foram conduzidas por uma equipe composta por profissionais de Educação Física e Enfermagem sob supervisão da coordenação das ILPIs Os participantes foram incentivados a interagir entre si durante as práticas promovendo cooperação socialização e engajamento afetivo elementos considerados essenciais para o sucesso da intervenção FERREIRA et al 2022 A equipe técnica das instituições colaborou na organização do espaço físico controle de horários e monitoramento de segurança enquanto os pesquisadores foram responsáveis pela avaliação pré e pós intervenção garantindo isenção na coleta dos resultados Além disso foram realizados encontros de feedback com os idosos e cuidadores nos quais foram discutidas percepções sobre os efeitos da dança na rotina e no bemestar emocional Essa troca de experiências contribuiu para o fortalecimento do vínculo entre os participantes e a equipe de pesquisa tornando o processo mais participativo e humanizado 34 Execução das atividades A execução da intervenção ocorreu de forma sistemática e planejada ao longo de quatro semanas consecutivas Cada sessão foi estruturada em quatro momentos interdependentes 1 Aquecimento e alongamento leve 10 minutos atividades de mobilidade articular e respiração preparando o corpo para o movimento 2 Dança adaptada 30 minutos execução de coreografias simples com foco em ritmo coordenação equilíbrio e expressão corporal 3 Atividades lúdicas e de socialização 15 minutos jogos musicais dinâmicas em grupo e interações afetivas 4 Relaxamento e alongamento final 5 minutos respiração guiada e movimentos lentos para redução da frequência cardíaca Durante todas as sessões foram realizadas medições da pressão arterial e frequência cardíaca garantindo a segurança dos participantes A adesão média às atividades foi de 865 sendo considerada satisfatória de acordo com os parâmetros propostos por Hallal et al 2012 Os resultados obtidos indicaram melhora significativa na força muscular equilíbrio autoestima e qualidade de vida dos idosos participantes do grupo de intervenção enquanto o grupo controle apresentou manutenção ou leve declínio desses parâmetros Os achados confirmam a efetividade da dança adaptada como estratégia de promoção da saúde integração social e prevenção da fragilidade em instituições de longa permanência LIU et al 2022 WU et al 2023 O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Triângulo Mineiro UFTM sob parecer nº 5214378 e seguiu os princípios da Declaração de Helsinque Todos os participantes tiveram garantidos o sigilo das informações o direito de desistência e a preservação da integridade física e emocional 4 REFERÊNCIAS ALMEIDA O P FURLAN P R Mini Exame do Estado Mental MEEM estudo de validade e confiabilidade Arquivos de NeuroPsiquiatria São Paulo v 56 n 2B p 346351 1998 ARAÚJO LOIOLA J et al A dança como prática de promoção da saúde em idosos institucionalizados Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia Rio de Janeiro v 18 n 4 p 899910 2015 BARRETO L CARVALHO M Efeitos da dança adaptada sobre a qualidade de vida de idosos em instituições de longa permanência revisão sistemática Revista de Ciências do Envelhecimento São Paulo v 11 n 2 p 4559 2024 BERTOLUCCI P H F et al Miniexame do estado mental em uma população geral impacto da escolaridade Arquivos de NeuroPsiquiatria São Paulo v 52 n 1 p 17 1994 BERKMAN L F GLASS T BRISSONE N From social integration to health Durkheim in the new millennium Social Science Medicine v 51 n 6 p 843857 2000 BRASIL Estatuto do Idoso Lei nº 10741 de 1º de outubro de 2003 Diário Oficial da União Brasília DF 3 out 2003 BRASIL Ministério da Saúde Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa Brasília Ministério da Saúde 2020 BRASIL Ministério da Saúde Indicadores de saúde da população idosa envelhecimento e longevidade Brasília Ministério da Saúde 2021 CUNHA P R et al Envelhecimento institucionalizado desafios e estratégias de promoção da saúde Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia Rio de Janeiro v 21 n 3 p 452463 2018 EYIGOR S KARAPUÇAR H UZEL N Dance therapy for older adults in longterm care facilities a systematic review Journal of Aging and Physical Activity v 17 n 3 p 383400 2009 FERREIRA D M et al Intervenções corporais adaptadas e qualidade de vida de idosos em ILPIs estudo quasiexperimental Revista Brasileira de Atividade Física Saúde São Paulo v 27 n 1 p 112 2022 FLECK M P et al Desenvolvimento da versão brasileira do WHOQOLOLD módulo para avaliação da qualidade de vida de idosos Revista de Saúde Pública São Paulo v 40 n 5 p 785791 2006 GOMES C AMARAL A A música como recurso terapêutico no envelhecimento Revista Música e Saúde Rio de Janeiro v 5 n 2 p 4557 2012 HALLAL P C et al Tendências da atividade física no Brasil monitoramento populacional Revista Brasileira de Medicina do Esporte São Paulo v 18 n 4 p 237 242 2012 LIU Y et al Effects of dance intervention on balance mobility and cognitive function in older adults a randomized controlled trial Journal of Aging and Physical Activity v 30 n 2 p 210220 2022 LOURENÇO R et al Dança adaptada e funcionalidade em idosos institucionalizados revisão integrativa Geriatria Gerontologia São Paulo v 16 n 2 p 98109 2022 LOPES D et al Programas de dança adaptada em ILPIs impacto na força equilíbrio e autoestima Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia Rio de Janeiro v 26 n 3 p 10201033 2023 MCNEELY M et al Dancebased mindmotor activities in older adults a systematic review BMC Geriatrics v 15 n 1 p 113 2015 MURCIA C Q Efeitos da dança sobre cognição e saúde emocional de idosos revisão sistemática Journal of Aging Studies v 59 n 101 p 19 2021 PINHEIRO S GOMES A Musicoterapia em instituições de longa permanência impacto na socialização e autoestima Revista Brasileira de Musicoterapia v 10 n 1 p 2335 2014 PINTO F et al Envelhecimento institucionalizado características e desafios para a atenção à saúde Cadernos de Saúde Pública Rio de Janeiro v 37 n 6 p e00121020 2021 REPOSITÓRIO UFPB Dança adaptada em idosos experiências acadêmicas e comunitárias João Pessoa Universidade Federal da Paraíba 2023 SILVA T et al Dança e qualidade de vida de idosos revisão sistemática Revista de Estudos do Envelhecimento São Paulo v 12 n 2 p 4560 2022 WU H et al Dance intervention improves functional mobility and balance in older adults randomized trial Clinical Interventions in Aging v 18 n 1 p 12031213 2023 WERMELINGER ÁVILA M Dança adaptada e saúde física e mental de idosos em ILPIs Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia Rio de Janeiro v 23 n 4 p 1 14 2020 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 1 ANEXO I Edital 492025 Ingresso 20261 CRONOGRAMA DO PROCESSO SELETIVO Atividade Data Prazo de impugnação do edital 02 dias úteis a partir da publicação Inscrição via formulário eletrônico e submissão da documentação conforme item 34 10 a 20 de outubro de 2025 Conferência da documentação da inscrição a ser realizado pela Secretaria do PPGEF 21 a 24 de outubro de 2025 Divulgação da lista das inscrições deferidas e indeferidas 30 de outubro de 2025 Período Recursal 31 de outubro e 03 de novembro de 2025 Homologação das Inscrições PósRecurso 05 de novembro de 2025 Avaliação do Projeto de Pesquisa 05 de novembro de 2025 Resultado Preliminar da avaliação dos Projetos de Pesquisa 07 de novembro de 2025 Período Recursal 10 e 11 de novembro de 2025 Resultado da avaliação dos Projetos de Pesquisa PósRecurso 13 de novembro de 2025 Divulgação da data horário e local das Entrevistas e apresentação do Projeto de Pesquisa 13 de novembro de 2025 Entrevista e apresentação do Projeto de Pesquisa e arguição 25 a 27 de novembro de 2025 Resultado Preliminar da Entrevista e apresentação do Projeto de Pesquisa 03 de dezembro de 2025 Período Recursal 04 e 05 de dezembro de 2025 Resultado da Entrevista e apresentação do Projeto de Pesquisa PósRecurso 08 de dezembro de 2025 Avaliação de títulos 08 de dezembro de 2025 Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 1 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 2 Resultado Preliminar do Processo Seletivo 10 de dezembro de 2025 Período recursal 11 e 12 de dezembro de 2025 Resultado Final do Processo Seletivo 16 de dezembro de 2025 Matrícula online via UFTMNet conforme calendário acadêmico do PPGEF Início do curso previsão conforme calendário acadêmico do PPGEF Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 2 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 3 ANEXO II Edital 492025 Ingresso 20261 Lista de Docentes e Linhas de Pesquisa Atenção As áreas de interesse e de atuação dos docentes estão publicadas em Áreas de interesse e atuação dos docentes Linha de Pesquisa 1 Epidemiologia da Atividade Física 10 vagas Mestrado e 07 vagas Doutorado Abrange investigações que lidam com a frequência padrões de atividade física e dos comportamentos sedentários na população além da interrelação com diferentes indicadores demográficos genéticos imunológicos comportamentais de exposição ao ambiente e outros fatores assim denominados de fatores de risco à saúde apropriandose do referencial teórico metodológico da epidemiologia e da saúde coletiva Docente Vaga para orientação Email Dra Alynne Christian Ribeiro Andaki Lattes ME DO alynneandakiuftmedubr Dra Camila Bosquiero Papini Lattes ME camilapapiniuftmedubr Dr Jair Sindra Virtuoso Junior Lattes ME DO jairjunioruftmedubr Dr Jeffer Eidi Sasaki Lattes ME DO jeffersasakiuftmedubr Dra Renata Damião Lattes ME DO renatadamiaouftmedubr Dra Sheilla Tribess Lattes ME DO sheillatribessuftmedubr Dr Wellington Roberto Gomes de Carvalho Lattes ME DO wellingtoncarvalhouftmedubr Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 3 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 4 Linha de Pesquisa 2 Comportamento Motor e Análise do Movimento Humano 05 vagas Mestrado e 04 vagas Doutorado Abrange teorias que embasam o desenvolvimento motor e a aprendizagem de habilidades motoras em diferentes fases da vida Métodos e técnicas de avaliação do desenvolvimento motor Métodos e técnicas para análise do movimento humano Docente Vaga para orientação Email Dr Dernival Bertoncello Lattes ME DO dernivalbertoncellouftmedubr Dr Gustavo José Luvizutto Lattes ME DO gustavoluvizuttouftmedubr Dra Luciane Ap Pascucci Sande de Souza Lattes ME lucianesandeuftmedubr Dra Luciane Fernanda M Rodrigues Fernandes Lattes ME DO lucianefernandesuftmedubr Linha de Pesquisa 3 Aspectos Psicobiológicos do Exercício Físico Relacionados à Saúde e ao Desempenho 13 vagas Mestrado e 09 vagas Doutorado Abrange investigações relativas aos efeitos agudos e crônicos do exercício físico combinados ou não com a nutrição nos ajustes comportamentais e nas adaptações atreladas à saúde e ao desempenho esportivo no contexto neuromuscular cardiorrespiratório e endócrino metabólico OrientadoresPesquisadores Docente Vaga para orientação Email Prof Dr Cláudio de Oliveira Assumpção Lattes ME DO claudioassumpcaouftmedubr Dr Donizete Cícero Xavier de Oliveira Lattes ME DO donizeteoliveirauftmedubr Dr Edmar Lacerda Mendes Lattes ME DO edmarmendesuftmedubr Dr Fábio Lera Orsatti Lattes ME fabioorsattiuftmedubr Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 4 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 5 Dr Francisco Teixeira Coelho Lattes ME DO franciscocoelhouftmedubr Dr Gustavo Ribeiro Mota Lattes ME DO gustavomotauftmedubr Dr Jeffer Eidi Sasaki Lattes DO jeffersasakiuftmedubr Dr Markus Vinícius Campos Souza Lattes ME DO markussouzauftmedubr Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 5 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 6 ANEXO III A Edital 492025 Ingresso 20261 FORMULÁRIO DE VALORAÇÃO DE TÍTULOS MESTRADO 1 Os documentos correspondentes deverão ser anexados em formulário próprio via UFTMNet online a ser disponibilizado no ato da inscrição para o Processo Seletivo 2 Os critérios estabelecidos nos Grupos II III IV e V serão aplicados às atividades desenvolvidas nos últimos 5 cinco anos 3 O candidato acumulará os pontos em cada tópico mediante os documentos comprobatórios respeitandose o limite máximo para cada item Grupo I Formação Acadêmica Pontuação 11 Curso de Especialização mínimo de 360 horas 050 por curso máximo 10 ponto 12 Bolsista de iniciação científica PET Extensão Bolsista ou voluntário PIBIC cadastrado 050 por ano de bolsa máximo de 10 ponto 13 Participação em outros Projetos de Pesquisa Extensão e Monitoria acima de 20 horas 025 por projeto de pesquisa máximo de 10 ponto 14 Participação em Cursos de Extensão a partir de 40 horas formação complementar 025 por extensão máximo de 05 ponto 15 Participação em Eventos Científicos 02 por evento máximo de 10 ponto Total do Grupo I limitado a 20 pontos Grupo II Atividades Profissionais Pontuação 21 Atividade Docente ensino básico 025 por ano de exercício máximo de 125 ponto 22 Atividade Docente nível universitário 03 por ano de exercício máximo de 15 ponto 23 Atividades relacionadas à Educação Física em Secretarias Municipais Estaduais de Saúde e Esporte 025 por ano de exercício máximo de 10 ponto Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 6 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 7 24 Atividades exercidas em Equipes Esportivas documento atestado por clubes devidamente registrados as respectivas federações esportivas 025 por ano de exercício máximo de 10 ponto 25 Trabalhos em clínicas hospitais empresas etc 025 por ano de exercício máximo de 10 ponto 26 Atividades exercidas em Academias de Ginásticas Centros Esportivos Clubes recreativos 025 por ano de exercício máximo de 10 ponto 27 Estágios em Centros de Pesquisa Laboratórios eou participação de Grupos de pesquisa cadastrado no CNPq 025 por semestre máximo 20 pontos Total do Grupo II limitado a 30 pontos Grupo III Produção Científica Pontuação 31 Artigo publicado ou aceito prelo em periódico qualis A1 A2 A3 ou A4 eou Livro publicado com ISBN na área 21 15 pontos por artigo máximo de 30 pontos 32 Artigo publicado ou aceito prelo em periódico qualis B1 ou B2 eou Capítulo de livro com ISBN na área 21 10 ponto por artigo máximo de 20 pontos 33 Artigo publicado ou aceito prelo em periódicos B2 ou outros indexados na área 21 025 por artigo máximo de 15 ponto 34 Trabalho completo publicado em anais de evento nacional internacional com ISBN apresentar o comprovante de publicação 015 por trabalho máximo de 15 ponto 35 Resumo ou resumo expandido publicado em anais de evento nacionalinternacional com ISBN apresentar o comprovante de publicação 010 por resumo máximo de 10 ponto 36 Apresentação de temas livres pôsteres em eventos científicos 010 por produção máximo de 10 Total do Grupo III limitado a 40 pontos Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 7 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 8 Grupo IV Organização de Eventos Pontuação 41 Organização de evento 05 por organização Total do Grupo IV limitado a 10 ponto Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 8 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 9 ANEXO III B Edital 492025 Ingresso 20261 FORMULÁRIO DE VALORAÇÃO DE TÍTULOS DOUTORADO 1 Os documentos correspondentes deverão ser anexados em formulário próprio via UFTMNet online a ser disponibilizado no ato da inscrição para o Processo Seletivo 2 Os critérios estabelecidos nos Grupos II III IV e V serão aplicados às atividades desenvolvidas nos últimos cinco anos 3 O candidato acumulará os pontos em cada tópico mediante os documentos comprobatórios respeitandose o limite máximo para cada item Grupo I Formação Acadêmica Pontuação 11 Curso de Especialização mínimo de 360h 025 por curso máximo 05 ponto 12 Bolsista de iniciação científica PET Extensão Bolsista ou voluntário PIBIC cadastrado 025 por ano de bolsa máximo de 05 ponto 13 Participação em outros Projetos de Pesquisa Extensão e Monitoria acima de 20 horas 010 por projeto de pesquisa máximo de 05 ponto 14 Participação em Cursos de Extensão a partir de 40 horas formação complementar 010 por extensão máximo de 05 ponto 15 Participação em Eventos Científicos 01 por evento máximo de 05 ponto Total do Grupo I limitado a 20 pontos Grupo II Atividades Profissionais Pontuação 21 Atividade Docente ensino básico 01 por ano de exercício máximo de 05 ponto 22 Atividade Docente nível universitário 025 por ano de exercício máximo de 10 ponto 23 Atividades relacionadas à Educação Física em Secretarias Municipais Estaduais de Saúde e Esporte 020 por ano de exercício máximo de 10 ponto Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 9 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 10 24 Atividades exercidas em Equipes Esportivas documento atestado por clubes devidamente registrados as respectivas federações esportivas 020 por ano de exercício máximo de 10 ponto 25 Trabalhos em clínicas hospitais empresas etc 020 por ano de exercício máximo de 10 ponto 26 Atividades exercidas em Academias de Ginásticas Centros Esportivos Clubes recreativos 020 por ano de exercício máximo de 10 ponto 27 Estágios em Centros de Pesquisa Laboratórios eou participação de Grupos de pesquisa cadastrado no CNPq 010 por ano máximo 05 pontos Total do Grupo II limitado a 30 pontos Grupo III Produção Científica Pontuação 31 Artigo publicado ou aceito prelo em periódico qualis A1 A2 A3 o A4 eou Livro publicado com ISBN na área 21 10 pontos por artigo máximo de 40 pontos 32 Artigo publicado ou aceito prelo em periódico qualis B1 ou B2 eou Capítulo de livro com ISBN na área 21 05 ponto por artigo máximo de 20 pontos 33 Artigo publicado ou aceito prelo em periódicos B2 ou outros indexados na área 21 015 por artigo máximo de 10 ponto 34 Trabalho completo publicado em anais de evento nacional internacional apresentar o comprovante de publicação 010 por trabalho máximo de 10 ponto 35 Resumo ou resumo expandido publicado em anais de evento nacionalinternacional apresentar o comprovante de publicação 005 por resumo máximo de 10 ponto Total do Grupo III limitado a 45 pontos Grupo IV Eventos Pontuação 41 Organização de evento 025 por organização 42 Proferir palestras ou minicursos 025 por palestras ou minicursos Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 10 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 11 43 Participação em banca examinadora de TCC Trabalho de Conclusão de Curso 025 por banca Total do Grupo IV limitado a 05 ponto Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 11 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 12 ANEXO IV Edital 492025 Ingresso 20261 EXAMES DE PROFICIÊNCIA ACEITOS 1 Certificado ou declaração de aprovação em teste realizado por Instituições Públicas de Ensino Superiores devidamente regularizadas no Sistema de Ensino do Ministério da Educação MEC 11 A declaração deverá ser emitida pelo Departamento de Línguas da Instituição e deverá constar a nota obtida e a data de realização do teste 12 Para aproveitamento será considerado apto o candidato que alcançar o mínimo de 60 da pontuação total para o curso de mestrado e 70 da pontuação total para o curso de doutorado 2 A proficiência em Língua Inglesa será comprovada também por atestado de aprovação sendo aceitos os seguintes certificados e respectivas pontuações TOEFL IBT Test of English as Foreign Language mínimo 300 pontos TOEFL ITP mínimo 500 pontos IELTSacadêmico International English Language Test mínimo nível 5 CAMBRIDGE FCE CAE CPE mínimo nível C TEAP Test of English for Academic Purposes mínimo 60 para o curso de mestrado e mínimo de 70 para o curso de doutorado PET mínimo 60 pontos curso de mestrado e mínimo de 70 pontos para o curso de doutorado PROLIF mínimo 60 para o curso de mestrado e 70 para o doutorado PROFLIN mínimo 60 para o mestrado e 70 para o doutorado 3 Candidatos estrangeiros ou naturalizados não lusófonos deverão apresentar o Certificado CELPE Bras httpcelpebrasinepgovbrcertificacao observadas as mesmas condições e os mesmos prazos de validade das demais certificações de proficiência além da proficiência em Língua inglesa LÍNGUA ESTRANGEIRA ACEITA NOS EXAMES DE PROFICIÊNCIA Língua Inglesa VALIDADE DOS EXAMES Exames de proficiência que não apresentarem data de validade serão considerados válidos por 2 dois anos contados da data da realização do exame Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 12 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 13 ANEXO V A Edital 492025 Ingresso 20261 AUTODECLARAÇÃO ÉTNICORACIAL NEGRO Eu RG CPF candidato aodo Programa de PósGraduação em Educação Física da UFTM declaro para fim específico de ingresso na Universidade Federal do Triângulo Mineiro que sou NEGRO PRETO PARDO Estou ciente de que prestar informações falsas relativas às exigências estabelecidas quanto à autodeclaração implica perda do direito à vaga em curso da UFTM 20 Local Data Assinatura do Candidato Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 13 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 14 ANEXO V B Edital 492025 Ingresso 20261 TERMO DE AUTODECLARAÇÃO DE IDENTIDADE INDÍGENA TADII ou QUILOMBOLA TACQ Eu declaro para o fim específico de Processo Seletivo na UFTM que sou indígena da etniapovo indígenaquilombola da comunidade indígenaquilombola localizada no município de no Estado de Declaro estar ciente que se mediante processo administrativo for comprovado que apresentei informações inverídicas eou documentos falsos ou ainda que utilizei quaisquer meios ilícitos ou descumpri as normas do Edital do Processo Seletivo mesmo que apurado posteriormente ao Registro Acadêmico este será cancelado sem prejuízo das sanções penais eventuais cabíveis Data Assinatura do Candidato Os documentos abaixo são obrigatórios e deverão acompanhar o presente Termo RANI Registro de Nascimento Indígena eou Carta de Recomendação emitida por liderança indígena reconhecida ou ancião reconhecido ou personalidade indígena de reputação pública reconhecida ou órgão indigenista Memorial de Educação Indígena ou Quilombola texto dissertativo sobre a trajetória de vida do ponto de vista dos estabelecimentos escolares que frequentou dos processos educativos que participou e indicando explicitamente o nível de apropriação da língua indígenaquilombola compreende lê escreve fala eou Histórico Escolar emitido por escola indígena ou equivalentes documentos quilombola Com exceção do RANI os documentos mencionados neste anexo carecem de reconhecimento por um representante apto da Fundação Nacional do Índio FUNAI Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 14 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 15 ANEXO VI A Edital 492025 Ingresso 20261 ORIENTAÇÕES PARA CANDIDATOS À VAGA DE PcD 1 O processo de validação dos laudos de candidatos às vagas destinadas à pessoa com deficiência PCD será conduzido por uma Comissão Específica de Validação denominada CEV PCD conforme Portaria ReitoriaUFTM Nº 265 de 11 de fevereiro de 2025 2 Poderão se inscrever nas vagas reservadas candidato com deficiência que se enquadre nas categorias discriminadas no art 2º da Lei nº 131462015 e nas categorias discriminadas no art 4º do Decreto nº 32981999 com as alterações introduzidas pelo Decreto nº 52962004 no 1º do art 1º da Lei nº 12764 de 27 de dezembro de 2012 Transtorno do Espectro Autista observados os dispositivos da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e seu Protocolo Facultativo ratificados pelo Decreto nº 6949 de 25 de agosto de 2009 21 No momento da inscrição o candidato deverá apresentar laudo médico DIGITADO atendendo às seguintes exigências I original impresso emitido nos últimos 12 doze meses que antecedem ao Processo Seletivo atestando a espécie e o grau ou o nível da deficiência nos termos do art 4 do Decreto n 3298 de 20 de dezembro de 1999 ou da Lei 12764 de 27 de dezembro de 2012 com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças CID10 bem como a provável causa da deficiência II que contenha nome legível carimbo assinatura especialização e Registro no Conselho Regional de Medicina CRM ou no Ministério da Saúde RMS do médico especialista que forneceu o laudo 3 O laudo médico comprobatório assinado por especialista deverá estar acompanhado dos seguintes documentos conforme o tipo de alteração I Para candidatos com Deficiência Física Atestado de Funcionalidade devendo constar o nome legível carimbo especialização assinatura e número do conselho de classe do profissional da área da saúde que forneceu o laudo conforme modelo disponível no Anexo VIII II Para candidatos surdos ou com Deficiência Auditiva exame de audiometria realizado nos últimos doze meses que antecedem o processo seletivo no qual conste o nome legível carimbo especialização assinatura e número do conselho de classe do profissional que realizou o exame A audiometria apenas será aceita se acompanhada de exame médico III Para candidatos com deficiência visual ou com baixa visão exame oftalmológico em que conste a acuidade visual e a medida do campo visual nos casos que forem pertinentes Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 15 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 16 realizado nos últimos doze meses como também o nome legível carimbo especialização assinatura e CRM ou RMS do profissional que realizou o exame IV Para candidatos com Deficiência Intelectual a Laudo psicológico contendo avaliação do funcionamento intelectual e avaliação do comportamento adaptativo emitido nos últimos 12 doze meses que antecedem o presente processo seletivo por profissional da psicologia digitado e impresso Deve ainda conter nome legível carimbo assinatura especialização e CRP especialista que forneceu o laudo b Os laudos para fundamentar os diagnósticos de deficiência intelectual devem estar em conformidade com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtorno DSM5 V Para candidatos com Transtorno do Espectro Autista Laudo médico conforme descrito no item 21 do Anexo contendo na descrição clínica com as áreas e funções do desenvolvimento afetadas e as limitações impostas pelo Transtorno do Espectro Autista VI Para Deficiência Múltipla exame de audiometria eou exame oftalmológico eou laudo de funcionalidade de acordo com as deficiências apresentadas e seguindo os critérios já indicados nas demais deficiências VII Pessoas Surdocegosas a Exame de Audiometria realizado nos últimos doze meses no qual conste o nome legível ou carimbo assinatura e número do conselho de classe do profissional que realizou o exame bExame Oftalmológico em que conste a acuidade visual realizado nos últimos doze meses como também o nome legível ou carimbo assinatura e CRM do profissional que realizou o exame 4 Candidatos com deformidades estéticas eou deficiências sensoriais que não configurem impedimento eou restrição para seu desempenho no processo ensino aprendizagem que requeiram atendimento especializado e candidatos com distúrbios de aprendizagem eou transtornos específicos de desenvolvimento não poderão concorrer às cotas 5 A UFTM poderá a seu critério entrevistar os candidatos a fim de esclarecer dúvidas relacionadas à documentação apresentada 6 Candidato portador de laudo médico que tenha sua solicitação de concorrer a vaga na modalidade de Pessoa com Deficiência PcD indeferida estará inscrito na ampla concorrência 7 Perderá o direito a concorrer nas vagas reservadas às pessoas com deficiência o candidato que não apresentar laudo médico original que apresentar laudo que não tenha sido emitido nos últimos doze meses que antecedem o processo ou deixar de cumprir as exigências de que trata o subitem 3 deste Anexo bem como o que não for considerado pessoa com deficiência pela Banca de Verificação ou ainda que não comparecer à entrevista caso houver Excetuam se do critério de apresentação de laudo emitido nos últimos 12 doze meses que antecedem Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 16 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 17 o Processo Seletivo os candidatos com Transtorno do Espectro Autista conforme preconiza a Lei EstadualMG nº 23676 de 09 de julho de 2020 Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 17 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 18 ANEXO VI B Edital 492025 Ingresso 20261 CONCEITOS RELATIVOS À CONDIÇÃO DE PESSOA COM DEFICIÊNCIA PcD ELEGIBILIDADE QUEM PODERÁ CONCORRER AO SISTEMA DE RESERVA DE VAGAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS PcD Serão consideradas pessoas com deficiência aquelas que se enquadrem no art 2º da Lei nº 131462015 e nas categorias discriminadas no art 4º do Decreto nº 32981999 com as alterações introduzidas pelo Decreto nº 52962004 no 1º do art 1º da Lei nº 12764 de 27 de dezembro de 2012 Transtorno do Espectro Autista observados os dispositivos da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e seu Protocolo Facultativo ratificados pelo Decreto nº 6949 de 25 de agosto de 2009 Nos termos do edital com base nos documentos legais expressos são características de cada deficiência as descritas a seguir a Pessoa com Deficiência Física Pessoa com alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano acarretando o comprometimento da função física apresentandose sob a forma de paraplegia paraparesia monoplegia monoparesia tetraplegia tetraparesia triplegia triparesia hemiplegia hemiparesia ostomia amputação ou ausência de membro paralisia cerebral nanismo membros com deformidade congênita ou adquirida exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções Decreto nº 52962004 art 5º 1º b Pessoa Surda ou com Deficiência Auditiva Pessoa com limitação de longo prazo da audição unilateral total ou bilateral parcial ou total adotandose como valor referencial da limitação auditiva a média aritmética de 41 dB quarenta e um decibéis ou mais aferida por audiograma nas frequências de 500 Hz quinhentos hertz 1000 Hz mil hertz 2000 Hz dois mil hertz e 3000 Hz Lei nº 14768 de 22 de dezembro de 2023 c Pessoa com Deficiência Visual Pessoa com cegueira na qual a acuidade visual é igual ou menor que 005 no melhor olho com a melhor correção óptica a baixa visão que significa Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 18 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 19 acuidade visual entre 03 e 005 no melhor olho com a melhor correção óptica os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores Decreto nº 52962004 art 5º 1º visão monocular Lei nº14126 de 22 de março de 2021 d Pessoa com Deficiência Intelectual Pessoa com funcionamento intelectual significativamente inferior à média com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas tais como comunicação cuidado pessoal habilidades sociais utilização dos recursos da comunidade saúde e segurança habilidades acadêmicas lazer e trabalho Decreto nº 52962004 art 5º 1º e Pessoa com Surdocegueira Pessoa com deficiência única que apresenta características peculiares como graves perdas auditiva e visual levando quem a possui a ter formas específicas de comunicação para ter acesso a lazer educação trabalho e vida social Não há necessariamente uma perda total dos dois sentidos A surdocegueira pode ser identificada como sendo de vários tipos cegueira congênita e surdez adquirida surdez congênita e cegueira adquirida cegueira e surdez congênitas cegueira e surdez adquiridas baixa visão com surdez congênita baixa visão com surdez adquirida MECSEESP2010 f Pessoa com Transtorno do Espectro Autista É considerada pessoa com transtorno do espectro autista aquela com síndrome clínica caracterizada na forma do seguinte I deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação sociais manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social ausência de reciprocidade social falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento II padrões restritivos e repetitivos de comportamentos interesses e atividades manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados interesses restritos e fixos A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais Lei nº 127642012 art 1º g Pessoa com Deficiência múltipla Associação de duas ou mais deficiências Decreto nº 52962004 art 5º 1º Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 19 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 20 ANEXO VI C Edital 492025 Ingresso 20261 NÃO ELEGIBILIDADE QUEM NÃO PODERÁ CONCORRER AO SISTEMA DE RESERVA DE VAGAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS PcD Com base na legislação vigente NÃO poderão concorrer no âmbito do sistema de reserva de vagas previsto neste edital a pessoa com transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares CID 10 F81Transtorno específico de leitura F810 Transtorno específico da soletração F811 Transtorno específico da habilidade em aritmética F812 Transtorno misto de habilidades escolares F813 Outros transtornos do desenvolvimento das habilidades escolares F818 Transtorno não especificado do desenvolvimento das habilidades escolares F819 b pessoa com dislexia e outras disfunções simbólicas não classificadas em outra parte CID 10 R48Dislexia e alexia R480 Agnosia R481 Apraxia R482 Outras disfunções simbólicas e as não especificadas R488 c pessoa com transtornos hipercinéticos CID 10 F90 Distúrbios da atividade e da atenção Síndrome de déficit da atenção com hiperatividade Transtorno de déficit da atenção com hiperatividade Transtorno de hiperatividade e déficit da atenção F900 Transtorno hipercinético de conduta Transtorno hipercinético associado a transtorno de conduta F901 Outros transtornos hipercinéticos F908Transtorno hipercinético não especificado Reação hipercinética da infância ou da adolescência Síndrome hipercinética F909 d pessoa com transtornos mentais e comportamentais F00 F99 a Transtornos mentais orgânicos inclusive os sintomáticos F00 F09 Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de substância psicoativa F10 F19 Esquizofrenia transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes F20 F29 Transtornos do humor afetivos F30 F39 Transtornos neuróticos transtornos relacionados com o stress e transtornos somatoformes F40 F48 Síndromes comportamentais associadas a disfunções fisiológicas e a fatores físicos F50 F59 Transtornos da personalidade e do comportamento do adulto F60 F69 Transtornos do desenvolvimento psicológico F80 F89 Transtornos do comportamento e transtornos emocionais que aparecem habitualmente durante a infância ou a adolescência F90 F98 Transtorno mental não especificado F99 F99 Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 20 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 21 e pessoa com deformidades estéticas que não configurem impedimento eou restrição para seu desempenho no processo ensinoaprendizagem que requeiram atendimento especializado f pessoa com mobilidade reduzida aqueles que não se enquadrando no conceito de pessoa com deficiência tenham por qualquer motivo dificuldade de movimentarse permanente ou temporariamente gerando redução efetiva da mobilidade flexibilidade coordenação motora e percepção Decreto nº 52962004 art 5º 1º Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 21 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 22 ANEXO VII Edital 492025 Ingresso 20261 PROCEDIMENTOS PARA CANDIDATO AUTODECLARADO NEGRO 1 Os inscritos às vagas reservadas a candidatos autodeclarados pretos ou pardos estão cientes de que não será avaliada a ancestralidade pela Comissão da UFTM instaurada para a análise Será observado exclusivamente o critério fenotípico traços físicos negroides que demonstram percepção social doa candidatoa enquanto preto ou pardo 2 O candidato aprovado nas Modalidades de vaga reservada a autodeclarados negros pretos ou pardos deverá enviar durante o período de matrícula pelo Email secppgefuftmedubr uma foto individual recente com no máximo 6MB em PDF com as seguintes características 21 Foto frontal 22 Boa iluminação 23 Fundo branco 24 Sem maquiagem 25 Sem filtros de edição 26 Boa resolução 3 Deverão ser anexados também dois vídeos 31 Vídeo 1 Anexar um vídeo individual recente com no máximo 20MB no qual oa candidatoa deverá ler a frase indicada no sistema Eu dizer o nome completo inscrito a no processo seletivo do Programa de PósGraduação em Educação Física me auto declaro dizer a opção Preto ou Pardo E apresentar no vídeo o documento de identificação Identidade ou documento oficial com foto frente e verso 32 Vídeo 2 De acordo com o item 1 deste Anexo e com o subitem 352 do Edital que descrevem os critérios da heteroidentificação apresentar um vídeo individual recente com no máximo 20MB que contenha de forma resumida as justificativas da autodeclaração no qual oa candidatoa deverá iniciar dizendo Eu dizer o nome completo me auto declaro dizer a opção porque relatar a justificativa 33 Os vídeos deverão ser gravados com as seguintes características I Boa iluminação II Fundo branco III Sem maquiagem IV Sem filtros de edição Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 22 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 23 V Boa resolução 4 O termo de autodeclaração de candidatos negros Anexo V A terá sua validade analisada e julgada por banca de verificação 5 Os resultados dos procedimentos de verificação serão divulgados na Página web do processo seletivo 6 Ao resultado do processo de verificação proferido pelas bancas caberá recurso dirigido à Comissão Específica de Verificação de Pretos e Pardos CEVPP conforme a natureza do termo 7 É vedado aos candidatos indeferidos cujo termo de autodeclaração for declarado inválido apresentarse novamente como candidato a vagas PP mediante nova autodeclaração independentemente do curso ou do processo seletivo 8 É de responsabilidade exclusiva do candidato o acompanhamento dos resultados eventuais convocações para matrícula a fim de que possa orientarse a respeito das datas e horários para efetivála 9 Os candidatos cuja autodeclaração não for validada em procedimento de heteroidentificação ainda que tenham obtido nota suficiente para aprovação na ampla concorrência e independentemente de alegação de boafé terão sua matrícula indeferida Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 23 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 24 ANEXO VIII Edital 492025 Ingresso 20261 ATESTADO DE FUNCIONALIDADE Avaliador Especialidade Atesto que portador da cédula de Identidade foi submetido à avaliação funcional nesta data e classificado conforme assinalado nos domínios abaixo segundo a Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde CIF EM RELAÇÃO À APRENDIZAGEM Defina o desempenho na atividade de acordo com os qualificadores abaixo marcando um X sobre o quadrado 1 Ler d166 realizar atividades envolvidas na compreensão e interpretação da linguagem escrita livros instruções ou jornais em texto ou em braile com o objetivo de obter conhecimentos gerais ou informações específicas a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada d limitação grave e limitação completa f Não especificad o g Não aplicável 2 Escrever d170 utilizar ou produzir símbolos ou linguagem para transmitir informações como produzir um registro escrito de eventos ou ideias ou redigir uma carta a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada d limitação grave e limitação completa f Não especificad o g Não aplicável EM RELAÇÃO À COMUNICAÇÃO Defina o desempenho na atividade de acordo com os qualificadores abaixo marcando um X sobre o quadrado Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 24 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 25 3 Comunicaçãorecepção de mensagens orais d310 compreender o significado literal e implícito das mensagens em linguagem oral como distinguir se uma frase tem um significado literal ou é uma expressão idiomática como responder e compreender mensagens faladas a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada d limitação grave e limitação completa f Não especificado g Não aplicável 4 Comunicação recepção de mensagens não verbais d315 compreender os significados literal e implícito das mensagens transmitidas por gestos símbolos e desenhos a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável 5 Fala d330 produzir palavras frases e passagens mais longas em mensagens faladas com significado literal e implícito como expressar um fato ou contar uma história em linguagem oral a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável 6 Produção de mensagens não verbais d335 usar gestos símbolos e desenhos para transmitir mensagens como balançar a cabeça para indicar desacordo ou fazer um desenho ou diagrama para transmitir um fato ou uma ideia complexa a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável EM RELAÇÃO À MOBILIDADE Defina o desempenho na atividade de acordo com os qualificadores abaixo marcando um X sobre o quadrado 7 Andar d450 Moverse sobre uma superfície a pé passo a passo de maneira que um pé esteja sempre no solo como passear caminhar lentamente andar para frente para trás ou para o lado a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 25 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 26 8 Deslocarse por diferentes locais d460 andar ou se movimentar por vários lugares e situações como andar entre cômodos em uma casa dentro de um prédio ou pela rua de uma cidade a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável 9 Deslocarse utilizando algum tipo de equipamento d465 mover todo o corpo de um lugar para o outro sobre qualquer superfície ou espaço utilizando dispositivos específicos para facilitar a movimentação ou criar outras maneiras de se mover com equipamentos como andador e cadeira de rodas a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável 10 Utilização de transporte d470 utilizar transporte para se deslocar como passageiro como ser levado em um automóvel ou em um ônibus a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável EM RELAÇÃO A EDUCAÇÃO ESCOLAR Defina o desempenho na atividade de acordo com os qualificadores abaixo marcando um X sobre o quadrado 11 Educação escolar d820 obter acesso à escola educação participar de todas as responsabilidades e privilégios relacionados à escola e aprender o material do curso matéria e outras exigências curriculares em um programa educacional primário e secundário incluindo ir à escola regularmente trabalhar em cooperação com outros alunos seguir as orientações dos professores organizar estudar e concluir as tarefas e projetos designados e progredir para os outros estágios de educação a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 26 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 27 EM RELAÇÃO AOS FATORES AMBIENTAIS Definir o nível de facilitação do fator ambiental de acordo com os qualificadores abaixo marcando um X sobre o quadrado 12 Produtos e tecnologia para mobilidade e transporte pessoal em ambientes internos e externos e120 equipamentos produtos e tecnologia utilizados pelas pessoas nas atividades de deslocamento dentro e fora de edifícios incluindo aqueles adaptados ou especialmente projetados situados dentro em cima ou perto da pessoa que os utiliza a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável 13 Produtos e tecnologia para comunicação e125 equipamentos produtos e tecnologia utilizados pelas pessoas nas atividades de transmissão e recepção de informações incluindo aqueles adaptados ou especialmente projetados situados dentro em cima ou perto da pessoa que os utiliza Ex Dispositivos ópticos e auditivos a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável 14 Produtos e tecnologia para educação e130 equipamentos produtos processos métodos e tecnologia utilizados para aquisição de conhecimento especialização ou habilidade incluindo aqueles adaptados ou especialmente projetados Ex Livros Manuais Hardware ou Software de computador a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável Assinatura do avaliador Carimbo com nome e conselho profissional 20 Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 27 Ministério da Educação Universidade Federal do Triângulo Mineiro EDITAL Nº 492025PROPPGUFTM DE 01 DE OUTUBRO DE 2025 SELEÇÃO DE CANDIDATOS AO PROGRAMA DE PÓSGRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA PPGEF NÍVEIS MESTRADO E DOUTORADO PARA INGRESSO NO 1 SEMESTRE DE 2026 O PróReitor de Pesquisa e PósGraduação da Universidade Federal do Triângulo Mineiro UFTM no uso de suas atribuições por meio da Portaria ReitoriaUFTM nº 248 de 08 de novembro de 2024 torna pública a Seleção de candidatos ao Programa de PósGraduação em Educação Física PPGEFUFTM níveis Mestrado e Doutorado para ingresso no primeiro semestre do ano letivo de 2026 conforme aprovação ad referendum em 30092025 1 APRESENTAÇÃO 11 O PPGEF tem por finalidade qualificar profissionais aptos a desenvolver estudos avançados de modo a gerar ampliar e aprofundar o conhecimento da área propiciando o desenvolvimento profissional com o compromisso de uma prática social voltada para melhorias nas condições de vida no plano individual e coletivo Possui os seguintes objetivos I possibilitar a formação de profissionais e pesquisadores em nível de Mestrado e Doutorado II desenvolver estudos avançados e atividades de investigação no domínio específico na área de Educação Física III contribuir para a ampliação do contingente de profissionais qualificados para o ensino pesquisas e ações intervencionistas nas áreas de Educação Física 12 O Programa de PósGraduação em Educação Física da UFTM pertence à Àrea de Concentração Educação Física Esporte e Saúde e está estruturado em três linhas de pesquisa que norteiam as questões da educação do desempenho e da saúde relacionadas à Educação Física I Epidemiologia da Atividade Física II Comportamento Motor e Análise do Movimento Humano e III Aspectos Psicobiológicos do Exercício Físico Relacionados à Saúde e ao Desempenho 13 O Curso de Mestrado tem duração mínima de 12 doze meses e máxima de 24 vinte e quatro meses incluindo em ambos os casos o prazo máximo destinado à defesa da dissertação 14 O curso de Doutorado tem duração mínima de 24 vinte e quatro meses e máxima de 48 quarenta e oito meses incluindo em ambos os casos o prazo máximo destinado à defesa da tese 15 O processo de Seleção será conduzido por Comissão Examinadora a ser constituída pelos docentes das Linhas de Pesquisa designados pelo Colegiado do PPGEF 16 O candidato aprovado e classificado no processo seletivo deve ter disponibilidade para dedicarse às atividades de ensino e pesquisa as quais são realizadas ao longo da semana segunda a sextafeira 17 Informações adicionais sobre o PPGEF estão disponíveis em httpsap1uftmedubrsppgef 2 DOS REQUISITOS 21 Poderão se inscrever candidatos que preencham os seguintes requisitos 211 Para o Mestrado a candidatos portadores de diplomas de nível superior em qualquer área em cursos de bacharelados licenciaturas e tecnólogos reconhecidos pelo Ministério da Educação MEC b candidatos que ainda não tiverem concluído o curso de graduação poderão se inscrever desde que a colação de grau ocorra até a data da matrícula no PPGEF Neste caso deverá apresentar uma declaração emitida pela Instituição de Ensino Superior na qual esteja vinculado c proficiência em língua inglesa comprovada por atestado de aprovação conforme Anexo IV deverá ser apresentada no ato da matrícula 2111 Não serão admitidas inscrições de egressos de curso de curta duração ou sequencial Edital 49 de 01 de outubro de 2025 1617428 SEI 23085009602202500 pg 1 212 Para o Doutorado a candidatos portadores de diploma de mestrado reconhecido pela CAPES em qualquer área do conhecimento b candidatos que ainda não tiverem concluído o curso de mestrado poderão se inscrever desde que a defesa da dissertação ocorra até a data da matrícula no PPGEF Neste caso deverá apresentar uma declaração emitida pelo Programa de PósGraduação c proficiência em língua inglesa comprovada por atestado de aprovação conforme Anexo IV deverá ser apresentada no ato da matrícula 3 DAS VAGAS 31 Para o Mestrado serão oferecidas 28 vagas para Ampla Concorrência incluídas 03 reservadas no âmbito das ações afirmativas pretos pardos indígenas e quilombolas e por pessoas com deficiência 32 Para o Doutorado serão oferecidas 20 vagas para Ampla Concorrência incluídas 03 reservadas no âmbito das ações afirmativas pretos pardos indígenas e quilombolas e por pessoas com deficiência 33 As orientações serão realizadas de acordo com a disponibilidade de vagas dos professoresorientadores constantes no Anexo II do Edital Poderá haver remanejamento dos discentes entre os orientadores indicados dentro da mesma linha de pesquisa de acordo com a necessidade do Programa podendo ser alterado também o projeto de pesquisa apresentado 34 Todos os candidatos concorrerão por Ampla Concorrência 35 O candidato que também desejar concorrer às vagas destinadas ao sistema de ingresso por Reserva de Vagas em Ações Afirmativas deverá assinalar sua opção no ato da inscrição e anexar a No ato da inscrição laudo médico comprobatório da condição de pessoa com deficiência conforme orientações do Anexo VIA e se for o caso o Atestado de Funcionalidade Anexo VIII junto à apresentação dos documentos listados no subitem 43 b No ato da matrícula Quando indígena o Termo de Autodeclaração de Identidade indígena e documentos comprobatórios conforme Anexo VB Quando negro a autodeclaração étnicoracial negro pretos e pardos conforme Anexo VA junto à apresentação dos arquivos listados no Anexo VII 351 Os procedimentos de validação da autodeclaração de indígenas ou quilombolas bem como o de validação dos laudos de candidatos às vagas destinadas à pessoa com deficiência PCD serão conduzidos por uma Comissão Específica de Validação denominada respectivamente de CEVIQ e CEV PCD conforme Portaria ReitoriaUFTM nº 265 de 11 de fevereiro de 2025 3511 Os conceitos relativos à condição de Pessoa com Deficiência para todos os efeitos de verificação e comprovação referidos neste Edital constam do Anexo VIB 3512 Com base na legislação vigente NÃO poderão concorrer no âmbito do sistema de reserva de vagas PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS PcD previsto neste Edital candidatos cujos quadros estão descritos no Anexo VIC ou não sejam contemplados pela legislação 3513 A UFTM assegurará aos candidatos com deficiência as adaptações de provas e o apoio necessário para a participação em todas as etapas do processo seletivo mediante solicitação prévia e fundamentada no ato da inscrição nos termos da legislação vigente e das normas internas da instituição 352 Candidatos aprovados nas vagas reservadas para negros pretos e pardos passarão por procedimento de validação da autodeclaração étnicoracial conforme Portaria ReitoriaUFTM nº 256 de 06 de janeiro de 2025 tomando por referência o fenótipo características físicas predominantemente a cor da pele a textura do cabelo e os aspectos faciais etc que combinadas permitam que o mesmo seja socialmente reconhecido como uma pessoa negra sendo submetidos à análise da Banca de Heteroidentificação Os procedimentos para validação de autodeclaração de candidato aprovado em vaga reservada para pretos e pardos estão disponíveis no ANEXO VII 3521 A ascendência do candidato não será considerada em nenhuma hipótese para os fins da validação 3522 Os candidatos cuja autodeclaração não for validada em procedimento de heteroidentificação ainda que tenham obtido nota suficiente para aprovação na ampla concorrência e independentemente de alegação de boafé terão sua matrícula indeferida 36 A destinação das vagas reservadas no âmbito das Ações Afirmativas serão de no no mínimo 1 uma vaga para cada linha de pesquisa 361 Caso não haja candidato para uma determinada linha de pesquisa a vaga será repassada para a linha que obtiver maior número de candidatos cotistas inscritos 4 DAS INSCRIÇÕES Edital 49 de 01 de outubro de 2025 1617428 SEI 23085009602202500 pg 2 41 As inscrições dos candidatos ao PPGEF serão realizadas via Sistema UFTMNet com acesso a ser disponibilizado no sítio do Programa httpsap1uftmedubrsppgef 411 O candidato que ainda não possua cadastro no Sistema UFTMNet deverá cadastrarse em Novo Usuário O candidato que já possui acesso ao Sistema deverá preencher o formulário e realizar a inscrição 42 A inscrição dos candidatos ao PPGEF compõese de duas etapas I Preenchimento de formulários no Sistema Eletrônico da UFTM com anexação em campo próprio de toda a documentação solicitada no item 43 e se for o caso os documentos dispostos no item 35 alínea a em formato PDF II Análise da documentação pela Comissão Examinadora observando o cumprimento dos requisitos estabelecidos neste Edital em conformidade com os prazos definidos 43 O candidato deverá preencher a Ficha de Inscrição no link informado na página do PPGEF e realizar upload anexar dos documentos a seguir os quais devem ser digitalizados em formato PDF modo colorido com resolução de 200 DPI tamanho até 10MB sem cortes e rasuras a Documento de Identificação com foto RG ou equivalente na visualização frente e verso b Cadastro de Pessoa Física CPF c Candidatos estrangeiros deverão apresentar cópia do Registro Nacional de Estrangeiro RNE e de todas as páginas do passaporte Se aprovado no Processo Seletivo a Secretaria de PósGraduação informará oportunamente outros documentos necessários d Diploma da Graduação frente e verso ou documento emitido pela Instituição de Ensino na qual está vinculado constando a data da colação de grau ou ateste a possibilidade de colação de grau até a data da matrícula exclusivo para candidatos ao Mestrado e Diploma de Mestrado frente e verso ou documento emitido pela Instituição de Ensino na qual está vinculado que comprove a conclusão ou ateste a possibilidade de conclusão do mestrado até a data da matrícula exclusivo para candidatos ao Doutorado f Candidatos estrangeiros ou naturalizados não lusófonos deverão apresentar o Certificado CELPE Bras httpcelpebrasinepgovbrcertificacao observadas as mesmas condições e os mesmos prazos de validade das demais certificações de proficiência além da proficiência em Língua inglesa g Projeto de Pesquisa que o candidato pretende desenvolver sem constar nenhum dado que identifique o candidato Na capa deverá constar apenas o título do projeto a linha de pesquisa em que se inscreveu e dois nomes de possíveis orientadores da respectiva linha de pesquisa 1a e 2a opção Este projeto deverá estar formatado nas normas da ABNT sendo INTRODUÇÃO aqui incluídos o problema justificativa revisão de literatura e os objetivos METODOLOGIA e REFERÊNCIAS e conter no máximo 12 doze laudas A avaliação do projeto é uma das etapas da seleção do candidato No caso de aprovação do candidato a decisão de desenvolver ou não o projeto aprovado será do orientador h Laudo médico comprobatório da condição de pessoa com deficiência conforme orientações do Anexo VIA e se for o caso o Atestado de Funcionalidade Anexo VIII exclusivamente para o candidato que concorre ao ingresso por Reserva de Vagas PcD conforme item 35 i Cópia dos documentos comprobatórios referentes ao currículo que deverão ser anexados um a um em campo próprio na aba Envio de Currículos em formato PDF com boa resolução e sem cortes Deverão ser anexados de acordo com a ficha de avaliação do currículo disponíveis nos Anexo IIIA mestrado e Anexo IIIB doutorado j1 INSTRUÇÕES PARA O ENVIO DOS TÍTULOS Após salvar o formulário com os dados pessoais e inserção de documentos o candidato será redirecionado para a página de inscrições e deverá clicar no botão Envio de currículo para enviar os documentos referentes ao formulário de pontuação dos títulos 431 A não indicação de dois possíveis orientadores acarretará em indeferimento da inscrição Os orientadores devem pertencer à mesma linha de pesquisa O email dos docentes está disponível na página do PPGEF 44 Observações para anexar documentos I É de responsabilidade do candidato garantir o envio online de todos os documentos solicitados no edital de forma completa legível e sem cortes II A ausência de documentos que comprovem as informações fornecidas no formulário excluirá o candidato do processo de seleção III O candidato se responsabiliza pela veracidade das informações fornecidas na ficha de cadastro online e documentos apresentados IV Documentos complementares poderão ser solicitados V O tamanho de cada arquivo não poderá ultrapassar 10MB Caso fique maior que esse limite o candidato deverá separar o arquivo em partes VI A validação dos títulos do Formulário de Pontuação do Currículo será realizada pela Comissão Examinadora segundo os critérios estabelecidos nos Anexos IIIA e IIIB observando apenas a pontuação requerida pelo candidato Edital 49 de 01 de outubro de 2025 1617428 SEI 23085009602202500 pg 3 45 Somente serão considerados inscritos os candidatos que encaminharem a documentação completa e legível 46 Não serão aceitos documentos enviados após o período destinado à inscrição 47 A lista dos candidatos com as inscrições deferidas será publicada conforme Cronograma Anexo I 471 Candidatos com inscrições indeferidas poderão entrar com recurso em dois dias úteis após a divulgação da lista de inscrições deferidas O recurso deverá ser redigido obrigatoriamente em formulário eletrônico disponibilizado no sistema UFTMNet 4711 Documentos incorretos ou recusados no ato da inscrição poderão ser complementados juntos ao recurso 472 A Comissão Examinadora terá no máximo 2 dois dias úteis para análise dos recursos 473 Os recursos serão analisados pela Comissão Examinadora e quando não reconsiderados serão encaminhados para o Colegiado do PPGEF para apreciação e decisão definitiva 48 O período de inscrição poderá ser prorrogado a critério da Comissão Examinadora 49 Candidatos graduados e pósgraduados em estabelecimentos estrangeiros de ensino superior deverão ter diplomas de graduação ou pósgraduação revalidados de acordo com os Art 48 2º e 3º da Lei nº 93941996 410 As inscrições serão gratuitas 5 DA SELEÇÃO 51 A seleção de candidatos inscritos compreenderá 3 três fases 511 Primeira fase Avaliação dos Projetos de Pesquisa eliminatória e classificatória a Nesta etapa será atribuída nota de 0 zero a 10 dez pontos sendo avaliados I adequação à Linha de Pesquisa 01 ponto II viabilidade de execução 01 ponto III clareza 01 ponto IV objetividade 01 ponto V metodologia compatível 03 pontos VI relevância para a área de conhecimento 03 pontos b Somente se classificarão para a próxima fase os candidatos que obtiverem no mínimo nota 6 seis c O resultado dessa etapa será divulgado na data prevista no Cronograma Anexo I 512 Segunda fase Apresentação do Projeto de Pesquisa e Entrevista eliminatória e classificatória Nesta fase os candidatos serão avaliados em duas etapas sendo a Etapa 2A Apresentação do Projeto de Pesquisa e Arguição b Etapa 2B Entrevista 5121 Na etapa 2A Apresentação do Projeto de Pesquisa e Arguição o candidato deverá apresentar seu Projeto de Pesquisa no tempo máximo de 15 quinze minutos discorrendo sobre INTRODUÇÃO aqui incluídos problema justificativa revisão de literatura e objetivos METODOLOGIA E REFERÊNCIA sendo arguido ao final da apresentação no tempo máximo de 15 quinze minutos A apresentação do Projeto deverá ser feita em slides Power Point ou qualquer outro programa de apresentação com compartilhamento de tela durante a apresentação A sessão será gravada utilizando os recursos de imagem ou apenas som apenas pela Comissão Examinadora sendo proibida a gravação pelo candidato ou outros 51211 A apresentação do projeto será realizada no período descrito no Cronograma Anexo I e será realizada por banca constituída de no mínimo dois docentes do PPGEF utilizando o aplicativo Google Meet O cronograma das apresentações bem como o link de acesso à reunião serão divulgados com antecedência no sítio do Programa httpsap1uftmedubrsppgef 51212 O candidato deverá ingressar na sala virtual no horário agendado munido de documento original de identificação pessoal com foto Em hipótese nenhuma será admitida a participação após o horário previsto 51213 Nesta etapa será atribuída nota de zero a dez pontos sendo avaliados I qualidade da apresentação do projeto de pesquisa 02 pontos II qualidade da resposta à arguição 02 pontos Edital 49 de 01 de outubro de 2025 1617428 SEI 23085009602202500 pg 4 III coerência do raciocínio do candidato 02 pontos IV fundamentação teórica usada 02 pontos V adequação à temática da linha de pesquisa 02 pontos 5122 Na etapa 2B Entrevista Será realizada na sequência à arguição do Projeto de Pesquisa com duração máxima de 20 vinte minutos por banca constituída de no mínimo 2 dois docentes do PPGEF utilizando o aplicativo Google Meet A sessão será gravada utilizando os recursos de imagem ou apenas som apenas pela Comissão Examinadora sendo proibida a gravação pelo candidato ou outros 51221 Será atribuída nota de 0 zero a 10 dez pontos assim distribuídos I capacidade de expressar de maneira clara objetiva e consistente as experiências relatadas no currículo 25 pontos II capacidade de argumentação sobre sua trajetória profissional e correlação com o Programa de PósGraduação em Educação Física 25 pontos III demonstração da capacidade de implementação e experiência no desenvolvimento do projeto de pesquisa 25 pontos IV demonstração de disponibilidade de tempo do candidato para atender as exigências do Programa de PósGraduação em Educação Física por se tratar de um curso intensivo 25 pontos 51222 Será calculada a média das Etapas 2A e 2B e serão classificados para a próxima fase Avaliação de títulos candidatos que obtiverem no mínimo nota 6 seis 51223 O resultado dessa etapa será divulgado na data prevista no Cronograma Anexo I 513 Terceira fase Avaliação de títulos classificatória Será realizada pela Comissão Examinadora no período constante no Cronograma Anexo I sendo atribuída nota de zero a dez pontos conforme Anexo III A Mestrado e Anexo III B Doutorado 5131 O resultado dessa etapa será divulgado na data prevista no Cronograma Anexo I 52 A nota será definida pela média ponderada obtida pelas notas Avaliação do Projeto de Pesquisa Fase 1 peso 2 Apresentação do Projeto de Pesquisa e Arguição Etapa 2A da 2ª Fase peso 2 Entrevistas Etapa 2B da 2ª Fase peso 3 Avaliação de Títulos Fase 3 peso 3 521 A classificação será definida por linha de pesquisa considerando a indicação do orientador em 1ª opção 53 Para efeito de desempate serão observados sucessivamente pela Comissão Examinadora os seguintes critérios a maior nota na avaliação de títulos b maior nota na apresentação do projeto c maior nota no projeto d maior nota na entrevista e maior idade 6 DA DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS E RECURSOS 61 O resultado preliminar de cada Fase contendo a classificação dos candidatos será divulgado conforme o Cronograma Anexo I no sítio do Programa httpsap1uftmedubrsppgef 62 Na divulgação dos resultados o candidato será identificado pelo número do CPF ocultandose os números centrais ex 089XXXXXX78 63 O prazo para interposição de recursos após divulgação das inscrições e dos resultados obtidos em cada fase será de 2 dois dias úteis contados a partir da divulgação do respectivo resultado 631 O recurso deverá ser redigido obrigatoriamente em formulário eletrônico disponibilizado no sistema UFTMNet 6311 Os arquivos anexados deverão estar no formato PDF com boa resolução e sem cortes 6312 Não serão aceitos pedidos de recursos intempestivos ou promovidos por intermédio de outra forma que não seja o Sistema UFTMNet 632 Os recursos uma vez analisados pela Comissão Examinadora receberão decisão terminativa constituindo se em única e última instância da UFTM 633 Os resultados dos recursos serão divulgados no sítio do Programa httpsap1uftmedubrsppgef em prazo necessário para conclusão da análise pela Comissão Examinadora Edital 49 de 01 de outubro de 2025 1617428 SEI 23085009602202500 pg 5 634 Havendo alteração de qualquer um dos resultados proveniente de deferimento de recurso haverá nova publicação dos resultados 64 O resultado final contendo os aprovados e a lista de espera será divulgado conforme o Cronograma Anexo I no sítio do Programa httpsap1uftmedubrsppgef 65 Não haverá fornecimento por telefone email Whatsapp ou de qualquer outra forma de informações acerca de resultados deste Processo Seletivo É responsabilidade exclusiva dos candidatos acompanhar as publicações no sítio do Programa 7 DA MATRÍCULA E DO INÍCIO DAS AULAS 71 As matrículas serão realizadas no período previsto no Cronograma Anexo I As orientações para matrícula serão divulgadas previamente no sítio do Programa httpsap1uftmedubrsppgef 711 Documentos necessários para a matrícula a Histórico Escolar da Graduação constando a data da colação de grau b Histórico Escolar do Mestrado constando a data da Defesa da Dissertação exclusivo para aprovados no Doutorado c Diploma registrado do Curso Superior frente e verso ou certificado de conclusão de curso com validade de até dois anos após a data da colação de grau d Diploma de Mestrado frente e verso ou documento emitido pelo Programa de PósGraduação que comprove a conclusão exclusivo para aprovados no Doutorado e Certidão de Nascimento ou Casamento fCédula de Identidade frente e verso não pode ser substituída por outro documento g Cadastro de Pessoa Física CPF caso não conste no RG h Certidão da quitação eleitoral emitida pelo sítio do Programa httpwwwtsejusbreleitorcertidoescertidao dequitacaoeleitoral ou pelo Cartório Eleitoral i Documento militar para brasileiros maiores de 18 anos e do sexo masculino j Comprovante de endereço com CEP k Comprovante de proficiência na língua estrangeira conforme descrito no Anexo IV l Uma foto recente de rosto em formato jpg e com boa resolução no seguinte modelo posição de frente com fundo branco sem outras pessoas próximas Não enviar fotos sem camisa com boné máscara ou com a mão no rosto m Autodeclaração étnicoracial pretos pardos Anexo VA ou o Termo de Autodeclaração de Identidade Indígena Anexo VB exclusivamente para o candidato que concorre ao ingresso por Reserva de Vagas conforme item 35 72 O início das aulas será na data prevista no Cronograma Anexo I 73 O ingressante se responsabiliza pela veracidade dos comprovantes e documentos apresentados Quando houver dúvidas fundadas sobre a autenticidade de documento apresentado na matrícula tornase obrigatória para fins de conferência e validação da matrícula a apresentação de documento original 74 Após a primeira chamada havendo desistência ou cancelamento de matrícula serão efetuadas novas chamadas obedecendo rigorosamente à ordem de classificação sendo de inteira responsabilidade do candidato acompanhar as próximas convocações 8 DAS DISPOSIÇÕES FINAIS 81 A não efetivação da matrícula no prazo fixado implicará exclusão do candidato do processo de seleção sendo convocado o próximo candidato da lista de aprovados 82 A inscrição no Processo Seletivo implicará aceitação plena dos critérios exigidos neste Edital bem como eventuais retificações e demais normas superiores da Universidade Federal do Triângulo Mineiro 83 O candidato deverá ingressar na sala virtual das etapas 2A e 2B munido de documento original de identificação pessoal com foto O link de acesso será divulgado no sítio do Programa httpsap1uftmedubrsppgef 84 Além das Cédulas de Identidade RG serão aceitos como identificação somente documentos originais com foto Edital 49 de 01 de outubro de 2025 1617428 SEI 23085009602202500 pg 6 a saber Carteira de Identidade expedida pelas Forças Armadas EX AE MM e Polícia Militar PM Carteiras expedidas por Ordens ou Conselhos Profissionais que por Lei Federal valem como documento de identidade em todo o país CREA OAB CREFITO Carteira de Trabalho RNE Registro Nacional de Estrangeiros se o candidato não for brasileiro Carteira Nacional de Habilitação modelo com foto passaporte no prazo de validade Nenhum outro documento será considerado para entrada nas salas virtuais 85 Será excluído o candidato que ativa ou passivamente for constatado praticando qualquer tipo de fraude ou ato de indisciplina ou improbidade durante o Processo Seletivo 86 Será desclassificado o candidato ausente em qualquer uma das etapas 87 O resultado terá validade somente para ingresso no primeiro semestre do ano letivo de 2026 88 Todas as informações e documentos coletados serão tratados pelo Programa respeitandose a Lei Geral de Proteção de de Dados LGPD 89 À Comissão Examinadora do PPGEF reservase o direito de não preencher todas as vagas previstas neste Edital 810 A qualquer tempo poderão ser anuladas inscrição apresentação de projeto de pesquisa entrevista e matrícula desde que verificada qualquer falsidade nas declarações eou quaisquer irregularidades no processo de seleção avaliação oral eou nos documentos apresentados 811 O ingresso no Programa não acarreta a concessão automática de bolsa de estudos O Processo de Seleção de Bolsas tem regulamento e edital próprios que serão divulgados posteriormente à finalização deste Processo Seletivo na página do PPGEF 812 São partes integrantes deste Edital a Anexo I Cronograma do Processo Seletivo b Anexo II Lista de Docentes e Linhas de Pesquisa c Anexo IIIA Formulário de Valoração de Títulos mestrado d Anexo IIIB Formulário de Valoração de Títulos doutorado e Anexo IV Exames de Proficiência aceitos f Anexo VA Autodeclaração étnicoracial negro g Anexo VB Termo de Autodeclaração de Identidade Indígena TADII ou Quilombola TACQ h Anexo VIA Orientações para candidatos à vaga de PcD iAnexo VIB Conceitos relativos à condição de Pessoa com Deficiência PcD jAnexo VIC Não elegibilidade quem não poderá concorrer ao sistema de reserva de vagas para pessoas com deficiências PcD k Anexo VII Procedimento para candidato autodeclarado negro lAnexo VIII Atestado de funcionalidade 813 Casos omissos serão analisados pelo Colegiado de PósGraduação do PPGEF e no Conselho de Pesquisa e Pós Graduação da UFTM 814 Na ocorrência de caso fortuito ou de força maior que prejudique parcial ou integralmente este processo de seleção à UFTM reservase o direito de cancelar adiar substituir ou realizar novo processo avaliativo de modo a viabilizar o conjunto do Processo Seletivo 815 Informações complementares deverão ser obtidas em httpwwwuftmedubrstrictosensuppgef 816 Não serão fornecidos aos candidatos equipamentos de informática para preparo da apresentação do projeto de pesquisa e entrevista 817 É responsabilidade dos candidatos portar dispositivos de informática equipados com câmera de vídeo e microfone a fim de participarem das etapas do Processo Seletivo 818 Caso o candidato tenha dificuldade para contatar a banca no horário estabelecido para apresentação do projeto Edital 49 de 01 de outubro de 2025 1617428 SEI 23085009602202500 pg 7 de pesquisa e entrevista ele deverá entrar em contato pelos emails dos professores que irão realizar a entrevista bem como pelo endereço da secretaria secppgefuftmedubr 8181 Os emails dos docentes estão publicados no sítio do Programa httpsap1uftmedubrsppgef 819 Este edital poderá ser impugnado fundamentadamente pelo email secproppguftmedubr no prazo de 2 dois dias úteis a partir da publicação Uberaba 01 de outubro de 2025 JULIO CESAR DE SOUZA INÁCIO GONÇALVES PróReitor de Pesquisa e PósGraduação Documento assinado eletronicamente por JULIO CESAR DE SOUZA INACIO GONCALVES PróReitor de Pesquisa e Pós Graduação em 01102025 às 1656 conforme horário oficial de Brasília com fundamento no 3º do art 4º do Decreto nº 10543 de 13 de novembro de 2020 e no art 34 da Portaria ReitoriaUFTM nº 215 de 16 de julho de 2024 A autenticidade deste documento pode ser conferida no site httpseiuftmedubrseicontroladorexternophp acaodocumentoconferiridorgaoacessoexterno0 informando o código verificador 1617428 e o código CRC A802BCC2 Referência Processo nº 23085009602202500 SEI nº 1617428 Edital 49 de 01 de outubro de 2025 1617428 SEI 23085009602202500 pg 8 BIBLIOTECA LAS CASAS Fundación Index httpwwwindexfcomlascasaslascasasphp Cómo citar este documento Hermann Gislaine Lana Letice Dalla A influência da dança na qualidade de vida dos idosos Biblioteca Lascasas 2016 121 Disponible en httpwwwindex fcomlascasasdocumentoslc0884php A INFLUÊNCIA DA DANÇA NA QUALIDADE DE VIDA DOS IDOSOS Gislaine Hermann1 Letice Dalla Lana2 1 Gislaine Hermann Autora Acadêmica de enfermagem da Universidade Feevale Novo Hamburgo Rio Grande do Sul Brasil 2 Letice Dalla Lana orientadora Professora Ms Enfermeira da Universidade Feevale Novo Hamburgo Rio Grande do Sul Brasil 2 1 TEMA DE ESTUDO A qualidade de vida dos idosos participantes de um grupo de dança 3 2 JUSTIFICATIVA O envelhecimento é um processo natural fisiológico e biológico fundamental marcado pela perda crescente das funções sensoriais e motoras ampliando portanto a vulnerabilidade às doenças O processo de envelhecimento sofre modificações cognitivas fisiológicas patológicas biológicas e socioeconômicas necessitando de atenção integral FERREIRA et al 2012 Desta forma acarreta a redução de sua capacidade funcional SOUZA et al 2010 as quais podem prejudicar a funcionalidade a independência e a mobilidade impossibilitando um envelhecimento independente e saudável LOBO SANTOS GOMES 2014 Assim a atenção prestada deve enfocar aspectos de promoção prevenção e tratamento haja vista a complexidade e magnitude dos idosos JESUS MARTINS et al 2007 No Brasil idoso caracterizase como pessoa com idade igual ou maior que 60 anos conforme o Estatuto do Idoso Lei Nº 10741 De 1º de outubro de 2003 o qual regulamenta os direitos à pessoa idosa bem como assegura os direitos sociais Assim a pessoa idosa pode gozar de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana sem prejuízo da proteção integral assegurando todas as oportunidades e facilidades para preservação da saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral intelectual espiritual e social em condições de liberdade e dignidade BRASIL 2003 Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística o Brasil tem 206 milhões de idosos IBGE 2010 Na população brasileira esse número tem representado 108 Em 2060 a expectativa é que o número de pessoas idosas aumente para 584 milhões 267 do total O que aumentou a expectativa de vida dos brasileiros que passará de 75 anos em 2013 para 81 anos em 2060 é a taxa de fecundidade que está em queda nos últimos 50 anos e também a melhora da qualidade de vida dos brasileiros PORTAL BRASIL 2014 No município de Estância Velha localizado na região sul do Brasil local deste estudo o número de idosos no ano de 2010 atinge 10834 idosos frente ao número de 45986 habitantes IBGE 2014 Deste modo percebese que o município contém um número significativo de idosos e consequentemente necessidade de qualidade de vida entre a população 4 Como estratégia de melhoria na qualidade de vida entre os idosos temse observado um número significativo de grupos de conveniência para a terceira idade com o intuito de promover a identificação dos valores atitudes e comportamentos entre os idosos WICHMANN et al 2013 Consequentemente a participação ativa nos grupos de convivência tem aumentado a expectativa de vida bem como a melhoria da qualidade de vida dos participantes ARAÚJO LOIOLA et al 2015 Além disso estudos identificam que a inserção nas atividades propostas pelo grupo de convivência traz benefício físico e mental pois impulsionam a interação inclusão social e uma forma de resgatar a autonomia de viver com dignidade e dentro do domínio de ser e estar saudável WICHMANN et al 2013 Um estudo multicêntrico entre Brasil e Espanha com 262 idosos pertencentes a um grupo de convivência identificou que a convivência entre os idosos num grupo permite compartilhar suas tristezas alegrias angústias amores afetos reduzem sentimentos como insegurança o medo a depressão especialmente após a perda de entes queridos recebem e doam afeto trocam experiências de vida e conversam com os amigos WICHMANN et al 2013 Neste ínterim os profissionais da área da saúde devem implementar ações que contribuam com a viabilidade dos grupos de convivência entre os idosos bem como propor estratégias de educação em saúde Entretanto os profissionais não devem enfatizar durante o grupo os aspectos oriundos de ser idoso portador de uma doença crônica haja vista as perspectivas de recuperação manutenção e promoção da saúde JESUS MARTINS et al 2007 A enfermagem como precursora do gerenciamento da enfermagem deve garantir ações que preservem a autonomia dos idosos e a resolutibilidade com o intuito de satisfazer as necessidades de saúde da população Deste modo cabe aos profissionais promover espaços de convivência que repercutam na qualidade de vida e saúde dos idosos JESUS MARTINS et al 2007 Conforme a resolução do COFEN Nº 3112007 o Código de Ética da Enfermagem em seus princípios fundamentais preconiza que o profissional de enfermagem é comprometido com a qualidade de vida e saúde das pessoas família e coletividade O enfermeiro deve atuar na prevenção promoção recuperação e reabilitação da saúde respeitando a vida a dignidade e integralidade em consonância com os preceitos éticos e legais COFEN 2007 5 Com o avanço da medicina e da tecnologia elevase a expectativa de vida do idoso e consequentemente da qualidade de vida pois é capaz de envolver aspectos comportamentais e emocionais visando à manutenção da autonomia a inclusão social o viver com dignidade e como resultado o ser e estar saudável LEITE et al 2012 Deste modo o termo qualidade de vida pode ter vários significados uma vez que contempla a experiência o conhecimento e valores de pessoas e populações em diferentes épocas sendo uma construção social com intervenção de distintas culturas LEITE et al 2012 Assim possibilita benefícios no campo físico psíquico e social tendo em vista a independência e autonomia no qual o idoso possa apresentar Conforme Souza et al 2010 a qualidade de vida pode ser impulsionada pela participação ativa em grupos de convivência como na prática de atividade física em grupo Ou seja realizar atividades como dança onde se demanda um parceiro pode ser um fator protetor para a melhora da qualidade de vida Entendese que a prática de atividades físicas principalmente em pessoas idosas deve ter exercícios regulares de flexibilidade e força o que favorece o surgimento de benefícios psicológicos como diminuição do estresse e da ansiedade melhora o humor isto em um curto espaço de tempo como também um papel mais ativo na sociedade Já a um espaço de tempo mais longo melhora o controle motor e cognitivo a saúde mental a inserção na sociedade e a formação de novas amizades Como meio de atividade física a dança para os idosos auxilia para melhores condições de saúde AMARAL et al 2014 Um estudo desenvolvido por Gonzales et al 2015 demonstra que os benefícios dos exercícios repercutem na função cardiorrespiratória aptidão física e função sexual de pessoas aparentemente saudáveis e igualmente aos portadores de doenças cardiovasculares Dentre as atividades físicas a dança é uma das mais recomendadas entre os idosos tendo em vista a manutenção da força muscular sustentação equilíbrio e amplitude dos movimentos Além disso ela possibilita a mudança no estilo de vida dos idosos já que necessita da interação entre os indivíduos SOUZA et al 2010 Uma maneira de praticar atividade física é a dança pois exige esforço superior ou semelhante aos exercícios utilizados nos programas de prevenção e reabilitação o que tem favorecido na melhora da capacidade funcional da função endotelial e função sexual de cardiopatas Observando o contexto da aproximação das pessoas música e ambiente em que se desenvolve a 6 dança tornase aceitável que ela contribua mais para a manifestação da libido e da sexualidade e em consequência colabore na melhora da função sexual em comparação a prática de exercícios convencionais GONZALES et al 2015 A dança é um meio de atividade física para os idosos que auxília na melhora das condições de saúde ela é uma maneira de expressar os movimentos conduzidos pela música desperta prazer emoções positivas e socialização Um estudo realizado com 60 participantes idosos em Teresina Estado do Piauí caracterizou a dança como um estado mágico do amor relacionado com festa e trabalho capaz de promover transformação no estilo de vida tornando os idosos mais ativos ARAÚJO LOIOLA et al 2015 Outro estudo realizado identificou que a dança permite que o idoso descubra seus limites o prazer de poder extravasar suas emoções e seus sentimentos através de seu corpo viabilizando a melhora da sua autoestima e consequentemente da sua qualidade de vida e saúde SOUZA et al 2010 A dança pode resgatar no idoso a melhora da autoestima pois desperta a alegria de conviver com novas amizades nas quais celebram a vida esquecendo por um momento das doenças adquiridas pela idade ao serem tomados pela música que é capaz de envolver e contagiar as pessoas ARAÚJO LOIOLA et al 2015 SOUZA et al 2010 7 3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA A tendência de envelhecimento na população brasileira segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE 2012 enfatiza que os números irão quadruplicar até o ano de 2060 representando quase 27 de toda a população brasileira Consequentemente teremos uma sociedade com vulnerabilidade a doenças haja vista que o fator intrínseco perpassa por alterações funcionais e estruturais que diminuem a vitalidade e contribuem para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis VIEIRA APRILE PAULINO 2014 O envelhecimento da população repercute nos aspectos saúde social político e econômico Um dos problemas atuais em nível de saúde pública são as doenças crônicas não transmissíveis DCNT tendo em vista o número de idosos As DCNT foram às responsáveis por 63 da mortalidade mundial no ano de 2008 e 73 de óbitos no Brasil no ano de 2007 CARVALHO et al 2015 Para tal a preocupação dos profissionais da área da saúde é promover uma melhor qualidade de vida e saúde nessa etapa de vida Uma alternativa é a criação de grupos de convivência onde os idosos buscam inicialmente uma melhoria física e mental por meio de atividades físicas mas que posteriormente podem ocasionar prazer e satisfação Essa manifestação emocional pode estar associada também as novas propostas oriundas do grupo de convivência pois as atividades de lazer ganham espaço para viagens e o desenvolvimento de outras atividades ocupacionais e lúdicas Para Wichmann et al 2013 a compreensão da satisfação emocional está essencialmente relacionada com a melhora da qualidade de vida que propícia elementos essenciais como boa saúde física e mental espiritualidade lazer e hábitos saudáveis especialmente à manutenção da capacidade funcional do idoso Alguns grupos de convivência também viabilizam a troca de saberes enfocando o aspecto saúde tomando como premissa o processo de envelhecimento onde o idoso tornase vulneráveis às doenças crônicas Contudo a troca de saberes na maioria das vezes demanda a inserção de profissionais capacitados a promover a educação em saúde com qualidade Nesse sentido cabe ao enfermeiro como educador destinar suas orientações para essa parcela da população Os profissionais da enfermagem tornamse importantes disseminadores de saúde pois os saberes científicos podem agregarse aos saberes populares sobre 8 saúde na quais incentivam a socialização das intervenções aos idosos DALMOLIN et al 2013 Assim a participação ativa dos profissionais possibilita melhorias na qualidade de vida e saúde ao participar de grupos de convivência principalmente nos aspectos psicológico social e funcional Os benefícios ao participar de grupos de convivência possibilitam minimizar riscos causados pelo isolamento social e auxilia para uma maior autonomia dos idosos Conforme Aragoni et al 2013 os grupos de convivência proporcionam novas amizades afastando a solidão além de contribuir para a adoção de um estilo de vida mais ativo onde são realizadas atividades de lazer artísticas manuais culturais intelectuais artísticas e de convívio grupal Deste modo participar de grupos de convivência onde o idoso encontra a oportunidade de interagir com os demais participantes com atividades que auxiliam para a manutenção do equilíbrio biopsicossocial até mesmo amenizar possíveis conflitos pessoais e ambientais ARAGONI et al2013 A prática regular de atividades físicas pode diminuir os riscos do desenvolvimento dessas doenças favorecendo os efeitos sobre o sistema cardiovascular e benefícios psicológicos e físicos SILVA et al 2014 Tanto o desempenho sexual como a saúde em geral dependem do bem estar físico social e mental fatores influenciados pelo estilo de vida no qual a atividade física merece destaque CARVALHO et al 2015 Um estudo realizado no Núcleo de Cardiologia e Medicina do Exercício da Universidade do Estado de Santa Catarina destacou que a prática de atividade física é um potente ansiolítico e antidepressivo devido aos benefícios proporcionados que por sua vez merece devida atenção na redução dos fatores de risco e melhoria da capacidade cardiorrespiratória A atividade física proporciona também o aumento da produção e diminuição da degradação de oxido nítrico de maneira equivalente ao proporcionado pelos fármacos Acrescentase ainda que a atividade física contribua excelentemente para melhorar a autoestima e a autoimagem CARVALHO et al 2015 Entre as modalidades de atividade física destacase a dança que possibilita diversão contato afetivo entre os parceiros propícia interação social tendo sido demonstrados os benefícios na função endotelial pressão arterial aptidão cardiorrespiratória que refletem na melhora da qualidade de vida Acreditase que as pessoas que praticam a dança frequentemente são mais motivadas a aderirem à 9 atividade física do que integrantes de programas de atividades físicas convencionais CARVALHO et al 2015 Um estudo de revisão bibliográfica identificou quatorze publicações na base de dados Pubmed das quais cinco associavam à doença de Parkinson com a qualidade de vida perante a participação ativa em programas de dança Um dos benefícios inclui a melhora significativa na sua capacidade funcional destacando a variável equilíbrio reforçando a prática de atividades físicas como uma alternativa adequada AMARAL et al 2014 Outro estudo desenvolvido em São Paulo identificou que a dança auxilia no equilíbrio do idoso que frequenta assiduamente um grupo de convivência Além disso constatou que a dança retarda a velhice e promove uma melhora nas atividades diárias AVD do idoso SILVA BERBEL 2015 Neste ínterim percebese que a prática da dança em grupos de convivência possibilita uma melhora da qualidade de vida entre os idosos tendo em vista a convivência mobilidade física e as relações sociais permitindo benefícios no aspecto físico mental social e psicológico Contudo visualizase uma lacuna dos aspectos benéficos auto relatados pelos idosos sobre a sua qualidade de vida perante o grupo de convivência na prática da dança Para tal este estudo baseado numa pesquisa quantiqualitativa irá identificar a qualidade de vida entre os idosos de um grupo de dança na cidade de Estância Velha RS 10 4 OBJETIVOS Encontramse descritos a seguir os seguintes objetos de estudo 41 OBJETIVO GERAL Identificar a qualidade de vida dos idosos que praticam a dança num grupo de convivência 42 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Identificar a percepção de qualidade de vida para os idosos que praticam a dança num grupo de convivência Levantar os aspectos que influenciam na qualidade de vida desde o ingresso no grupo de dança de um grupo de convivência 11 5 MÉTODOS A seguir será apresentado o tipo de delineamento utilizado na pesquisa participantes e sujeitos aspectos éticos coleta de dados e análise dos dados 51 DELINEAMENTO DO ESTUDO Estudo do tipo quantiqualitativa A pesquisa quantitativa se expressa em números onde tudo pode ser classificado a partir de opiniões e informações Requer o uso de método e técnicas estatísticas como percentagem e desvio padrão Assim o seu desenvolvimento metodológico demanda formular hipóteses que garantam precisão nos resultados obtidos para posteriormente classificar a relação entre as variáveis PRODANOV FREITAS 2013 A pesquisa qualitativa descrevese como uma ligação dinâmica entre o sujeito e o mundo real ou seja um vínculo inseparável entre o mundo objetivo e a parcialidade do sujeito que não pode ser demonstrado em números A interpretação e atribuição dos significados no processo de pesquisa qualitativa são básicas não necessitam de uso de métodos e técnicas estatísticas A pesquisa tem o ambiente como fonte direta de dados na abordagem qualitativa o pesquisador é o instrumento chave PRODANOV FREITAS 2013 A pesquisa também é de abordagem exploratória pois possibilita diversos aspectos e ângulos através de um planejamento flexível que em geral compreende em entrevistas com indivíduos que possuíram experiências práticas com o problema pesquisado investigação de exemplos que incentivem a compreensão PRODANOV FREITAS 2013 52 SUJEITO E PARTICIPANTE Esta pesquisa será desenvolvida com sujeitos idosos pertencentes aos municípios de Novo Hamburgo e Estância Velha que participam ativamente do grupo de convivência da cidade de Estância Velha O grupo de convivência é chamado Restaurante Atlântico fundado em 2013 na cidade de Estância Velha A fundadora é a presidenta do grupo que viabiliza e 12 organiza os eventos realizados pelo grupo de convivência O grupo iniciou apenas com idosos da cidade de Estância Velha mas no momento o grupo recebe idosos das cidades vizinhas como Novo Hamburgo totalizando uma média de 20 idosos O objetivo para os idosos em relação ao grupo é se reunir para dançar ter momentos de troca e alegria associando atividades de recreação O critério para participar das atividades do grupo é adquirir o ingresso para o baile que ocorre todas as quintas feiras O tempo de duração é de três horas Os critérios de inclusão para participar desse projeto serão sujeitos com idade igual ou superior a 60 anos conforme preconizado pelo Estatuto do Idoso Art1 inscritos na atividade de dança há pelo menos três meses tomando como base a mudança de estilo de vida após a inserção no grupo Os critérios de exclusão contemplarão os sujeitos que utilizam como meio de locomoção a cadeira de rodas e participam a menos de três meses no grupo de convivência 53 ASPECTOS ÉTICOS Como se trata de pesquisa com seres humanos será respeitado à resolução Nº4662012 do Conselho Nacional de Saúde que tem descrito diretrizes e normas que regulamentam pesquisas que envolvem seres humanos BRASIL 2012 Para realização da pesquisa será respeitada as identidades dos entrevistados bem como o município em que residem Deste modo serão utilizados os codinomes idosos e o número conforme as entrevistas como Idoso1 Idoso2 Idoso3 A coleta de dados será desenvolvida pela acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem Gislaine Hermann no dia agendado com o idoso Desta forma serão apresentados os objetivos do estudo bem como lhe esclarecer dúvidas pertinentes à pesquisa e solicitar que assine o termo de consentimento livre e esclarecido TCLE APÊNDICE A O TCLE será duas vias sendo que uma das vias ficará com o pesquisado e outra com a pesquisadora acadêmica No caso de pacientes analfabetos ou com diminuição de força motora poderá ser usada impressão digital Os participantes deste estudo podem desistir a qualquer momento da participação da pesquisa sem nenhum malefício ou prejuízo Os dados coletados 13 serão de utilização única e exclusiva para este estudo havendo inclusive possibilidade de divulgação dos resultados para a comunidade científica sempre considerando o anonimato dos participantes Todos os registros realizados a partir da coleta de dados deverão ser guardados sobre a responsabilidade da acadêmica pesquisadora por cinco anos e depois incinerados 54 COLETA DE DADOS O primeiro contato com o grupo será com a coordenadora do respectivo grupo agendando um melhor horário para apresentar a proposta do trabalho de pesquisa e posteriormente o agendamento com os idosos para as entrevistas Serão priorizadas as entrevistas agendadas antes do grupo de dança tendo em vista a dinâmica organizacional do idoso e do pesquisador A entrevista tem como objetivo obter informações do entrevistado sobre determinado problema ou assunto Na entrevista o roteiro é preestabelecido pelo entrevistador ocorrendo a partir de um formulário elaborado com antecedência Deste modo tornase um método de coleta adequado tomando como base a padronização podendo comparar grupos de respostas PRODANOV FREITAS 2013 O período da coleta de dados será nos meses de fevereiro a março de 2016 A entrevista acontecerá numa sala reservada atentandose a privacidade do idoso e a criticidade dos dados coletados sobre qualidade de vida Deste modo a entrevista será gravada pela pesquisadora A entrevista será desenvolvida individualmente com o idoso na qual serão utilizados dois instrumentos O primeiro instrumento será focado nos dados pessoais do idoso como número da entrevista entrevistado horário nome idade sexo município onde residem doenças prévias e atuais e se utiliza alguma medicação Na sequência será questionado sobre a sua qualidade de vida desde a inserção no grupo de convivência a fim de identificar a percepção sobre a sua qualidade de vida O segundo instrumento avaliará a qualidade de vida por meio do WHOQOL OLD validado e elaborado pela Organização Mundial da Saúde com o objetivo de avaliar a qualidade de vida do idoso O WHOQOLOLD é estruturado por vinte e quatro itens e seis aspectos como autonomia funcionamento do sensório 14 participação social morte e morrer atividades passadas presentes e futuras e intimidade ROCHA KLEIN PASQUALOTTI 2014 O questionário WHOQOLOLD tem como benefício à aplicabilidade sem influência do pesquisador FLECK et al 1999 Contudo essa pesquisa será na forma de entrevista inclusive com o WHOQOLOLD tomando como base a dificuldade visual dos idosos e o processo de entendimento frente ao questionário 55 ANÁLISE DOS DADOS Os dados qualitativos serão analisados em categoria atentandose aos itens associados à temática de qualidade de vida tomando como base os itens descritos no WHOQOLOLD POWER CHAMOVICH FLECK 2006 Já os dados quantitativos serão tabulados em planilha de Microsoft Excel 2010 e posteriormente analisados no Programa Software Statistical Package for the Social Sciences SPSS versão 19 As variáveis contínuas com distribuição normal serão expressas como média e desvio padrão e as variáveis categóricas serão expressas como percentuais e números absolutos 15 6 REVISÃO DE LITERATURA 61 O ENVELHECIMENTO HUMANO A população idosa vem aumentando em diferentes partes do mundo descobrindose variações significativas na velocidade desse crescimento A modificação no Brasil tem decorrido de maneira acelerada para uma sociedade pouco preparada para essas transformações A população idosa aumentou de dois milhões em 1950 para mais de quinze milhões no ano de 2002 No Brasil essas projeções indicam que no ano de 2025 o país terá a sexta maior população mundial de idosos cerca de quinze por cento da população brasileira isto é em torno de trinta milhões de idosos ARAÚJO et al 2011 O aumento da expectativa de vida é emergente de melhores condições de vida como o saneamento básico os progressos das indústrias de medicamentos e tecnologias médicas evidenciando uma conquista mundial na área da saúde Podendo estar associado a acarretar um rendimento educacional baixo diminuição das condições de moradia e econômicas em centros urbanos além do aparecimento de danos crônico degenerativos dos idosos PEREGRINO et al 2012 O envelhecimento pode ser considerado de várias formas das quais a definição mais difundida é a perda dos processos envolvidos na conservação da homeostase do organismo implicando na diminuição da viabilidade ou crescimento da vulnerabilidade ao estresse PEREGRINO et al 2012 Outros estudos compreendem como um processo dinâmico e progressivo que causa modificações morfológicas funcionais e bioquímicas Essas alterações determinam a perda progressiva da capacidade de adaptação ao meio ambiente resultando maior instabilidade e existência de processos patológicos que impulsionam o indivíduo a morte FERREIRA et al 2012 A imagem clássica do idoso como um ser isolado e dependente do mundo está sendo modificada com a ideia do envelhecimento ativo que busca desconstruir paradigmas impostos pela sociedade brasileira pelos costumes tradicionais e culturais É fisiológico que o envelhecimento cause diminuições e limitações na capacidade funcional originando patologias inexistentes até o momento Associada a uma vida irregular como alimentação inadequada entre outros fatores o conjunto de danos à saúde pode prejudicar esse processo em vários aspectos GRAVURA 16 A Ocorrem diversas alterações causando vulnerabilidade no idoso durante o processo de envelhecimento no qual deve ser considerado dinâmico e progressivo FERNANDES 2014 GRAVURA A Alterações no processo de envelhecimento Fonte Adaptado de FERNANDES 2014 O envelhecimento pode estar associado à perda da capacidade física a perda da beleza a processos patológicos e outros fatores que auxiliam para que as pessoas se sintam frustradas em frente a essa realidade pois vai se instalando diariamente de forma irreversível deixando clara e evidente as alterações e limitações características ocasionadas pelo processo do envelhecimento Segundo psicólogos e sociólogos existem também alterações independentes do processo biológico como as psicológicas espirituais e sociais que são igualmente importantes no processo do envelhecimento SOUZA ZAGONEL MAFTUM 2007 O processo biológico é natural progressivo e dinâmico e o seu desenvolvimento provoca diversas alterações no organismo Essas alterações ocorrerão devido ás mudanças na forma do corpo evidenciado pela presença de 17 rugas cabelos brancos entre outras alterações Fisiologicamente as modificações estão associadas com a diminuição das funções orgânicas e bioquimicamente o envelhecimento se evidencia por meio das alterações da atividade glandular e da degeneração dos mecanismos de síntese do organismo essencialmente da síntese proteica que é fundamental para a manutenção da vitalidade do organismo humano SOUZA ZAGONEL MAFTUM 2007 Envelhecer é um processo que se dá gradativamente e sofre intervenção de variáveis biológicas e sociais Segundo a ótica das teorias biológicas o envelhecimento é evidenciado pela degeneração das funções e estruturas orgânicas Assim sendo vai haver um declínio gradual das capacidades motoras assim como a diminuição da flexibilidade velocidade capacidade aeróbia e força muscular Diante disso a realização das atividades diárias e desse modo a manutenção de um estilo de vida ativo vão se tornando difíceis SILVA et al 2014 O idoso demanda atenção integral uma vez que o processo do envelhecimento saudável envolve cuidados de promoção prevenção educação e intervenção As modificações no perfil populacional demonstram grandes preocupações não só em consequência dos agravos de doenças crônicas mas da relação da saúde física e mental capacidade funcional independência financeira e suporte social A enfermagem tem papel essencial na promoção da saúde tomando como base a prevenção e promoção da saúde entre a população idosa Nesse sentido a enfermagem tem desenvolvido intervenções no intuito de buscar novos cenários e perspectivas humanizadas na atenção com as pessoas especialmente com os idosos ROCHA et al 2011 62 QUALIDADE DE VIDA NA TERCEIRA IDADE A ideia de qualidade de vida vigente na psicologia organizacional e nas ciências sociais vem recebendo destaque nas ações voltadas à promoção da saúde visto que conforme a Organização Mundial da Saúde OMS o conceito de qualidade de vida é amplo e implica não somente a ausência de doença ou enfermidade mas em um absoluto estado de bem estar mental físico e social Assim é percebível que construir a qualidade de vida faz parte do trabalho em promoção da saúde e é essencial para que possa determinar lugares de inserção 18 das pessoas e reconhecimento de suas experiências e necessidades No momento que relacionado ao trabalho com idosos a concepção de qualidade de vida ganha mais visibilidade já que para a população idosa a vida não deve ser entendida como uma dificuldade mas requer construções que demonstrem novas capacidades de conquistas e superação desejando alcançar um estado de felicidade pessoal SOUSA ANDRADE ANDRADE 2015 A qualidade de vida pode ser definida de várias maneiras uma vez que os aspectos religiosos éticos culturais e pessoais atuam na forma como ela pode ser compreendida Mesmo que haja diferentes definições para o termo ocorre concordância entre os autores de que para avaliar a qualidade de vida é essencial a utilização da abordagem multidimensional Ela se estabelece através de parâmetros objetivos como bem estar realização pessoal e os subjetivos que estariam relacionados às necessidades básicas e a uma estrutura social Na área da saúde o conceito de qualidade de vida surgiu a partir do movimento da humanização e valorização de outros indicadores de avaliação como dados epidemiológicos incidência prevalência e sintomas de outras doenças VITORINO PASKULIN VIANNA 2013 Conforme a Organização Mundial da Saúde OMS 1998 qualidade de vida é a compreensão da pessoa de sua posição na vida no ambiente do sistema de valores e culturas nos quais ele vive e em relação as suas expectativas preocupações padrões e objetivos Qualidade de vida nesse contexto boa ou excelente é aquela que possibilita um mínimo de condições para que as pessoas possam ampliar ao máximo de suas capacidades produzindo amando trabalhando sentido vivendo ou simplesmente existindo No idoso a avaliação da qualidade de vida ressalta a importância e complexidade das tarefas e adoção de vários parâmetros de natureza psicológica biológica e sociocultural uma vez que muitos elementos são indicados como determinador ou indicador de bem estar na velhice saúde biológica e mental longevidade satisfação controle cognitivo status social atividade e continuidade de papeis familiares SERBIM FIQUEIREDO 2011 A expressão qualidade de vida tem recebido diversas definições no decorrer dos anos A qualidade de vida está unida a um conjunto equilibrado e harmonioso de realizações em todos os níveis como família trabalho sexo lazer saúde e desenvolvimento espiritual Independente de não existir uma única definição para qualidade de vida algumas definições consensuais recebem destaque A 19 Organização Mundial da Saúde 2005 compreende a qualidade de vida como saúde psicológica física as relações sociais o nível de dependência as crenças e as relações com o ambiente Outro autor acrescenta as influências que contemplam os valores éticos religiosos culturais bem como valores e compreensões pessoais SANTOS et al 2013 De um modo geral os instrumentos utilizados na avaliação da qualidade de vida não se adaptam aos idosos ora porque tem uma abordagem unidimensional ora porque os idosos que dizem ter uma boa qualidade de vida que segundo a interpretação dos instrumentos utilizados eles não teriam Portanto parece que existem aspectos multidimensionais e característicos que definem a qualidade de vida nos idosos Tendo em vista as especificidades dos idosos bem como o aumento dessa população o desenvolvimento de uma escala de qualidade de vida é notadamente importante SERBIM FIQUEIREDO 2011 O Grupo de estudos em Qualidade de Vida da Organização Mundial de Saúde WHOQOL 1998a 1998b desenvolveu instrumentos para avaliar a qualidade de vida de adultos jovens o WHOQOL100 e o WHOQOLBREF com o objetivo de mensurar a qualidade de vida das pessoas mas se questionou se esses instrumentos seriam eficientes para avaliar a qualidade de vida dos idosos Sendo assim o grupo construiu um modelo adaptado para os idosos no ano de 1999 caracterizandoo como WHOQOLOLD Esse instrumento tem por objetivo auxiliar nas informações complementares sobre a qualidade de vida nos idosos FLECK MPA et al 1999 Conforme Leite et al 2012 os fatores que influenciam na qualidade de vida estão associados à manutenção da saúde no campo independência autonomia e uma boa saúde física Um estudo identificou que pacientes com sintomas como dispneia e fadiga decorrente das doenças cardíacas pode ocasionar um efeito negativo sobre a qualidade de vida a dor pode colaborar para maiores limitações ou atuar como um lembrete da doença exercendo forte influência sobre a qualidade devida SANTOS TAVARES et al 2015 Outro estudo realizado com pacientes com Insuficiência Renal Crônica IRC indicou que para a maior parte das pessoas doentes no processo de adoecer é comum ter a capacidade de recuperação É aceitável essa atitude quando a doença pode ser solucionada rapidamente Toda via nos pacientes portadores IRC essa dependência transformase em sinônimo de incapacidade por alterar sua autonomia e aumentar a busca por uma melhor 20 condição de qualidade de vida A IRC por ser uma doença que ocasiona aos pacientes situações estressantes provoca mudanças no estilo de vida exigindo que os pacientes se adaptem às novas condições de vida SANTOS et al 2015 A maior longevidade no individuo só faz sentido se refletir a uma boa qualidade de vida sendo este um dos principais desafios na sociedade atual Ainda que exista um pouco de confusão entre qualidade de vida e o estado de saúde física compreendese que se refere à decorrência direta do próprio estado de saúde Simultaneamente o conceito de saúde alargado a percepção de bem estar sem limites cronológicos excede a visão tradicional curativa recomendando uma abordagem de prevenção das doenças promoção da saúde e em consequência um crescimento da esperança de vida como viver bem A qualidade de vida tem vindo a assumir uma crescente importância seja no domínio da saúde no geral seja no campo econômico social tornandose tanto mais importante quanto mais aumentam as doenças crônicas incapacitantes LOBO SANTOS GOMES 2014 Nos idosos a avaliação da qualidade de vida implica em muitos fatores sejam de natureza psicológica biológica ou sócia estrutural portanto muitos são os elementos contados como determinantes ou parâmetros de bem estar na velhice As dependências nesta faixa etária podem ocasionar de mudanças ao nível social a alterações biológicas A maior parte do aparecimento das doenças crônicas é contribuída com a diminuição da capacidade física criando assim um ciclo vicioso entre a incapacidade funcional o desempenho físico e as doenças crônicas Grande parte dos pesquisadores que se dedicam a questões referentes ao envelhecimento sobre tudo a um envelhecimento bem sucedido referem que as pessoas idosas sempre que possível devem continuar no seu próprio ambiente devendo haver políticas que proporcionem apoio e acompanhamento por parte da sociedade LOBO SANTOS GOMES 2014 A capacidade do idoso de realizar suas tarefas diárias autonomamente reduz substancialmente com o passar dos anos isto resulta da redução das alterações produzidas nos sistemas biológicos e em todos os órgãos bem como que decorrem simultaneamente dos fatores sociais e psicológicos O crescimento de estudos desenvolvidos com a população idosa tem demonstrado que a maior parte das manifestações demonstradas pelos idosos é motivada fortemente pelo desuso funcional do que pela falência das capacidades motoras físicas e intelectuais Esses comportamentos ligados aos idosos se referem à omissão e imobilidade com a 21 redução da atividade física criando estereótipos e padrões que determinam sua forma de agir A inatividade física segundo a OMS contribui para cerca de dois milhões de óbitos anuais no mundo assim sendo calculase que 60 da população mundial não prática atividades físicas o suficiente Sendo assim o envelhecimento da população tem reflexos visíveis a nível sócioeconômico com impacto no desenho das políticas de sustentabilidade e sociais mas principalmente nas modificações individuais através da adoção de novo estilo de vida CARVALHO J 2014 É de fundamental importância modificar as mentalidades de forma a desbloquear as eventuais barreiras para a prática de atividades físicas É importante modificar a maneira de pensar dos idosos e os educar no sentido de terem uma vida mais ativa sempre destacando os benefícios e orientálos para os perigos do sedentarismo É essencial o movimento para que o idoso conserve o equilíbrio fisiológico e psicológico que lhe possibilite usufruir uma velhice plena e se manter autônomo criativo e ativo CARVALHO J 2014 Os idosos estão expostos a várias alterações biopsicossociais como esquecimento incapacidades desgaste físico raciocínio lento preconceito isolamento desrespeito inutilidade diminuição da resistência física patologias abandono demência depressão tristeza institucionalização inatividade aparecimento de rugas SANTOS et al 2015 Assim tornase indispensável elaborar atividades que contribuam para um envelhecimento saudável e ativo que contribuam a qualidade de vida dos idosos Dentre as atividades destacamse as ações de educação e promoção da saúde que impulsionam significativamente para essa melhora Neste sentido as atividades grupais têm demonstrado resultados significativos na promoção e proteção da saúde do idoso SANTOS et al 2015 63 A IMPORTÂNCIA DA DANÇA PARA A QUALIDADE DE VIDA NO IDOSO O aumento dos gastos com a saúde tem crescido em diversos países o que tem contribuído para isso são as doenças crônicas não transmissíveis e a obesidade O consumo de excessivo de álcool o tabagismo a falta de atividade física e a alimentação inadequada destacamse entre os fatores de risco para as doenças crônicas não transmissíveis Umas das alternativas de estratégia de prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis enfocam em hábitos 22 de vida como a alimentação saudável associada à prática de atividades físicas A prática regular de exercícios pode diminuir os riscos da evolução dessas doenças proporcionando efeitos sobre o sistema cardiovascular e também outros benefícios psicológicos e físicos SILVA et al 2014 Em qualquer faixa etária até nas mais avançadas manter uma rotina diária de atividades físicas consegue resultar em benefícios biológicos e psicossociais Participar de um programa regular de atividades físicas como musculação hidroginástica ginástica ou algum outro tipo de modalidade pode ser muito mais vantajoso que parece Em geral idosos que participam de atividades físicas frequentemente mantêm o corpo em boas condições físicas Pessoas que praticam atividades físicas regulares ao longo da vida em comparação a média da população parece terem uma expectativa de vida maior Isso porque o exercício pode retardar o período em que a capacidade funcional declina isto é aumenta a possibilidade de manter a independência funcional por mais tempo evitando assim a necessidade de cuidados por mediadores para a execução das atividades diárias como alimentação movimentarse higiene pessoal tomar medicamentos fazer compras e vestirse A prática regular de atividades físicas tem importante relação com o controle e prevenção de várias doenças crônicodegenerativas como diabetes tipo II osteoporose doenças cardiovasculares e a sarcopenia SILVA et al 2014 Um estudo afirma que a prática de atividades físicas para as pessoas em geral está relacionada à ausência de sintomas depressivos e de ansiedade transtornos comuns em pacientes idosos que podem ocasionar doenças mentais e isolamento A atividade física tem mostrado eficácia na diminuição dos sintomas relacionados à doença em pessoas diagnosticadas com depressão Sendo assim a prática regular de atividades físicas deve ser apontada como uma alternativa não farmacológica no tratamento depressivo por prevenir o declínio funcional do idoso ser acessível e ter um baixo custo econômico Contudo a atividade física proporciona importante contribuição sobre tudo quando associada ao tratamento psicofarmacológico da depressão contribuindo na recuperação da autoconfiança e da autoestima SILVA et al 2014 Pesquisadores afirmam que praticar atividades físicas regularmente na terceira idade pode mudar o humor contribuir nas relações interpessoais e nas tarefas diárias Essa mudança no estilo de vida deve ser prazerosa e oferecer benefícios ao idoso A atividade física consegue se tornar divertida para o idoso 23 minimizando o uso de remédio para dor calmantes e antidepressivos afastando o sedentarismo tudo isso junto com uma alimentação saudável e motivação O papel dos profissionais é proporcionar aos idosos condições aceitáveis para a realização das atividades oferecendo programas alternativos que consigam atingir os objetivos propostos É interessante que o idoso se ocupe e se sinta incluído na sociedade através do interesse práticas esportivas culturais e de lazer FERNANDES 2014 Os eixos principais indicados pela Política Nacional de Promoção da Saúde PNPS são práticas de atividades físicas alimentação saudável prevenção do uso de álcool tabaco e outras drogas A partir disso o estudo em questão destaca o eixo práticas corporaisatividades físicas ressaltando que a utilização do termo práticas corporais possibilita ampliar perspectivas e concepções em relação à saúde diante do olhar do homem e seu corpo A prática de exercícios físicos é compreendida na atenção primária à saúde oferecendo atividades como caminhadas práticas lúdicas esportivas e de lazer Estas ações buscam estimular o fortalecimento no campo de práticas dessas atuações bem como desenvolver estudos e formular métodos de comprovar a efetividade de exercícios físicos na prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis ANDRADE et al 2015 Neste contexto a prática de atividades físicas regulares tem sido capaz de diminuir os efeitos do envelhecimento como a redução da massa muscular contribuindo para a autonomia e a manutenção da capacidade física do idoso Atualmente se pode observar um grande número de programas de atividades físicas voltadas ao idoso É importante compreender o atual perfil dos idosos incluindo aspectos da prática de atividades físicas bem como a qualidade de vida com pesquisas relacionadas ao envelhecimento Um estudo foi realizado com objetivo de comparar os níveis de qualidade de vida em idosos que praticam atividades físicas regulares com idosos vistos como sedentários e analisar se existe ligação entre o nível de qualidade de vida e de atividade física em ambos os grupos SILVA et al 2012 Os resultados revelam que idosos praticantes de atividades físicas desfrutam de uma melhor qualidade de vida O estudo constatou que idosos vistos como ativos e que praticam atividades físicas possui uma qualidade de vida melhor se relacionados a idosos ativos que não praticam atividades físicas Essa diferença se dá pelo fato de os integrantes de atividades físicas conviverem mais tempo em grupo se sentir capaz e independente facilitando a participação dos idosos na 24 sociedade proporcionando a realização das atividades cotidianas Dessa maneira idosos que executam apenas as atividades da vida diária independente de se manterem ativos não demonstram acréscimos consideráveis em sua capacidade funcional SILVA et al 2012 O que se conclui foi que o nível de exercícios físicos nem sempre está associado à prática de atividades físicas uma vez que englobam outros elementos como as atividades da vida diária Ficou constatado que idosos sedentários demonstraram bons níveis de atividades físicas entretanto idosos que realizavam exercícios físicos obtiveram melhor qualidade de vida Assim sendo os exercícios físicos podem ser um fator decisivo para um crescimento nos níveis de atividades físicas e consequentemente na melhora da qualidade de vida do idoso SILVA et al 2012 O bem estar para o idoso ou saúde seria num sentido amplo resultado do equilíbrio entre diversas dimensões da capacidade funcional sem obrigatoriamente significar ausência de problemas Sendo assim a prática de atividades físicas para os idosos dependem de como se processa o envelhecimento e da rotina praticada Para os idosos os exercícios devem enfatizar a flexibilidade força para a manutenção da massa muscular e de resistência Devem ser adaptadas de acordo com as necessidades e desejos do idoso de modo que auxilie na manutenção dos exercícios em idosos ativos e sedentários WITTER et al 2013 Assim sendo a dança contribui significativamente na manutenção ou melhora de muitas das dimensões que estão inseridas no contexto qualidade de vida entre elas a adaptação das condições da aptidão funcional e integração social A dança é uma forma de se expressar através dos movimentos guiados pela música dançar desperta emoções positivas prazer e socialização Esses são os motivos que levam as pessoas a dançarem e a se manterem empenhados na atividade Nos últimos cem anos somente apareceram estudos relativos sobre a dança e a imagem corporal ressaltando sua atuação no processo biopsicossocial dentro do campo da promoção da saúde e de um envelhecer ativo e saudável WITTER et al 2013 Como atividade física a dança se torna importante pois atua na necessidade de se promover mudanças no estilo de vida O homem moderno utiliza cada vez menos suas capacidades corporais elemento decisivo no aparecimento de doenças degenerativas Proporcionar mudanças no estilo de vida induzindo as pessoas a adicionarem práticas de atividades físicas na sua rotina oferecendo oportunidades 25 de comprometimento que resultem em gastos energéticos estimulando para que as pessoas se tornem mais ativas A dança é um fenômeno polissêmico sujeito de várias configurações sociais como comunicação ritualização terapia espetáculo estilo de vida e exercício Pode ser considerada como uma manifestação artística e antropológica A dança hoje é considerada uma área de conhecimento autônoma com cursos especializados de formação cientifica e profissional ARAÚJO LOIOLA et al 2015 A dança é uma grande aliada na qualidade de vida e na terceira idade ocasionando bem estar físico e psicológico O significado da dança vai além da expressão artística podendo ser entendida como um meio de se obter conhecimentos como fonte de prazer opção de lazer aumento da criatividade e importante forma de comunicação Dança é a arte de movimentar o corpo expressivamente associados de movimentos ritmados que podem ser ao som da música ou não A dança que sempre foi utilizada como uma maneira de se comunicar através dos movimentos é uma atividade física que existe desde os primórdios Toda via a dança se destaca como a atividade que mais propicia prazer sensação de alegria bem estar físico social mental e de poder Além disso a dança é de absoluta importância na superação de limites indispensáveis para a sua vida diária e de seus movimentos MAYWORM SILVA NETO 2015 A dança como atividade física está diretamente associada à vivência humana ocasionando melhoras significativas em relação direta com o bem estar e a saúde A maior parte das pessoas não se importa se estão dançando corretamente ou não e fazem do ato de dançar uma explosão de emoção Ouvir uma música não é possível sem que seu corpo se traduza em movimentos Portanto conforme BARBOSA et al 2012 entre as atividades aeróbicas a dança é a mais alegre onde todos podem participar desde a pessoa mais agitada até a mais lenta Á pessoa quanto mais ativa maior será sua capacidade cardiorrespiratória Deste modo percebese que o idoso só terá vigor físico se alternar seus afazeres da atividade diária com a prática de atividades físicas Os sedentários podem iniciar suas atividades físicas desde que acompanhados por um educador físico começando por atividades simples Os benefícios á saúde quando se pratica exercícios não é acumulativo mas sim contínuo BARBOSA et al 2012 26 7 CRONOGRAMA Abaixo segue o cronograma de realização de atividades QUADRO A Quadro A Cronograma das atividades a serem desenvolvidas Etapas 2015 2016 Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Elaboração do projeto de pesquisa X X X X Revisão da literatura X X X X X X X X X X X X Apresentação do projeto de pesquisa X Encaminha mento e aprovação do projeto pelo Município de Estância Velha X Coleta de dados X X Análise e interpretação de dados X X Elaboração da Monografia X X Revisão ortográfica X X X Apresentação da Monografia X Fonte Elaborado pela autora 2015 27 8 ORÇAMENTO A seguir apresentase a previsão orçamentária para execução do estudo QUADRO B Quadro B Orçamento do projeto de pesquisa Fonte Elaborado pela autora Os custos referentes à execução do projeto serão de responsabilidade da acadêmica pesquisadora ORÇAMENTO DETALHADO Serviço de terceiros Valor em Reais R Digitação e Formatação 20000 Revisão textual 16000 Versão 6000 Xérox 15000 Encadernação 2500 Total parcial 67500 Materiais permanentes Valor em Reais R Computador depreciação Impressora Total parcial Materiais de consumo Valor em Reais R Papel A4 990 Cartucho de tinta para impressora 3000 CD Rom 500 Livros Total parcial 4490 Total 71990 28 REFERÊNCIAS AMARAL Paulo Costa et al Efeitos funcionais da prática de dança em idososRevista Brasileira de Fisiologia do Exercício v 13 n 1 p 4349 2014 ANDRADE Luana Foroniet al Promoção Da Saúde Benefícios Através Da Dança Revista Família Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social v 3 n 3 2015 ARAGONI Jaqueline et al Independência funcional e estágios de mudança de comportamento para atividade física de idosos participantes em grupos de convivênciaDOI 103895S217508582013000200004 Revista Brasileira de Qualidade de Vida v 5 n 2 2013 ARAÚJO Larissa Fortunato et al Evidências da contribuição dos programas de assistência ao idoso na promoção do envelhecimento saudável no Brasil Revista Panam Salud Publica v 30 n 1 p 806 2011 ARAÚJO LOIOLA Nancy Nay Leite et al Trabalhando a educação popular em saúde com a dança Gestão e Saúde n 1 p pag 817823 2015 BARBOSA Marinalva Rafael et al Os benefícios da dança na qualidade de vida dos idosos do centro de convivência da melhor idade Maria Salvador FAISCCMI no Município de Altamira PA FIEP Bulletin Online v 82 n 1 2012 BRASIL LEI Nº 10741 DE 1º DE OUTUBRO DE 2003 Estatuto do Idoso Brasília DF 2003 Disponível emhttpwwwplanaltogovbrcivil03leis2003L10741htm Acesso em 8 Out 2015 BRASIL Conselho Nacional de Saúde Resolução 46612 Trata de pesquisas em seres humanos e atualiza a resolução 196 Internet Diário Oficial da União Disponível em httpconselhosaudegovbrresolucoes2012Reso466pdf Acesso em 08 Out 2015 CARVALHO Gabriela Maria Dutra de et al Exercício físico e sua influência na saúde sexual Cinergis v 16 n 1 2015 CARVALHO J Pode o exercício físico ser um bom medicamento para o envelhecimento saudável Acta Farmacêutica Portuguesa v 3 n 2 p 125133 2014 CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM Resolução COFEN nº 3112007 Aprova a Reformulação do Código de Ética dos profissionais de Enfermagem 2007 Disponível em httpwwwportalcorenrsgovbrdocslivrocodigoeticapdf Acesso em 13 nov 2015 DA SILVA Maitê Fátima et al Relação entre os níveis de atividade física e qualidade de vida de idosos sedentários e fisicamente ativos Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 15 n 4 p 63542 2012 29 DALMOLIN Indiara Sartori et al A importância dos grupos de convivência como instrumento para a inserção social de idosos Revista Contexto Saúde v 11 n 20 p 595598 2011 FERNANDES Barbara Lourenço Vargas Atividade Física no processo de envelhecimento Revista Portal de Divulgação n 40 2014 FERREIRA Olívia Galvão Lucena et al Envelhecimento ativo e sua relação com a independência funcional Texto Contexto Enferm v 21 n Supl 3 p 5138 2012 FLECK MPA et al Desenvolvimento da versão em português do instrumento de avaliação de qualidade de vida da Organização Mundial da Saúde WHOQOL100 Revista ABPAPAL v 21 sn p 1928 1999 GONZÁLES Ana Inês et al Influência da dança na saúde cardiovascular e função sexual Revista Brasileira de Medicina v 72 n 4 2015 JESUS MARTINS Josiane et al Educação em saúde como suporte para a qualidade de vida de grupos da terceira idade Revista Eletrônica de Enfermagem v 9 n 2 2007 LEITE MarinêsTambara et al Qualidade de vida e nível cognitivo de pessoas idosas participantes de grupos de convivência Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 15 n 3 p 481492 2012 LOBO Alexandrina de Jesus Serra SANTOS Luísa GOMES Sónia Nível de dependência e qualidade de vida da população idosa Revista Brasileira de Enfermagem v 67 n 6 p 913918 2014 MAYWORM Thamyris Corrêa Coelho SILVA Màrcio Cabral Da NETO Érica Pereira Estudo da influência de diferentes tipos de exercícios físicos na qualidade de vida e no índice de medo de quedas de idosos FIEP Bulletin Online v 85 n 2 2015 PEREGRINO Antonio Augusto de Freitas et al Buscando a inserção dos idosos nas ações de promoção social e de saúde Revista enfermagem UERJ v 20 n 4 p 513518 2012 Portal Brasil Brasil é reconhecido por políticas públicas em favor de idosos Disponível em httpwwwbrasilgovbrsaude201401brasilereconhecidopor politicaspublicasemfavordeidosos Acesso em 7 Set 2015 POWER Mick Schmidt S Manual WHOQOLOLDIn CHACHAMOVICH Eduardo FLECK Marcelo Pio de Almeida Brasília OMS 2006 Disponível em httpwwwufrgsbrpsiquiatriapsiqWHOQOLOLD20Manual20POrtuguespdf Acesso em 10 nov 2015 PRODANOV Cleber Cristiano FREITAS Ernani Cesar de Metodologia do trabalho Científico Métodos e Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Acadêmico Novo Hamburgo Feevale 2013 30 ROCHA Francisca Cecília Viana et al O cuidado do enfermeiro ao idoso na estratégia saúde da família Revista enfermagem UERJ v 19 n 2 p 186191 2011 ROCHA Josemara de Paula KLEIN Otavio José and PASQUALOTTI Adriano Qualidade de vida depressão e cognição a partir da educação gerontológica mediada por uma rádioposte em instituições de longa permanência para idososRevista Brasileira de Geriatria e Gerontologia 2014 v17 n1 pp 115128 SANTOS Érick Igor et al Atuação Do Enfermeiro Na Promoção Da Qualidade De Vida Na Terceira Idade Segundo Produções Científicas Brasileiras Revista Augustus v 18 n 35 p 5162 2013 SANTOS Railma Rodrigues et al Qualidade de vida de pacientes com insuficiência renal crônica sob tratamento hemodialítico Revista Interdisciplinar v 8 n 3 p 7886 2015 SANTOS TAVARES Darlene Mara et al Características socioeconômicas e qualidade de vida de idosos urbanos e rurais com doenças cardíacas Revista Gaúcha de Enfermagem v 36 n 3 p 2127 2015 SERBIM Andreivna Kharenine FIGUEIREDO Ana Elizabeth Prado Lima Qualidade de vida de idosos em um grupo de convivência Scientia Medica v 21 n 4 2011 SILVA Aline Felipe Gomes da BERBEL Andréa Marques O benefício da dança sênior em relação ao equilíbrio e às atividades de vida diárias no idoso ABCS healthsciences v 40 n 1 2015 SILVA Delton et al Projeto Cintura Fina prevenção e controle da obesidade e demais doenças crônicas não transmissíveis Revista Brasileira de Atividade Física Saúde v 19 n 6 p 785 2014 SILVA Nádia et al Exercício físico e envelhecimento benefícios à saúde e características de programas desenvolvidos pelo LABSAUIEFDUERJ Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto v 13 n 2 2014 SOUSA Pedro Amaral DE ANDRADE Edilamara Peixoto ANDRADE Edson Peixoto Qualidade De Vida Para O Idoso Desafios E Possibilidades Encontro Internacional de Formação de Professores e Fórum Permanente de Inovação Educacional v 8 n 1 2015 SOUZA Janei Rabello de ZAGONEL Ivete Palmira Sanson MAFTUM Mariluci Alves O cuidado de enfermagem ao idoso uma reflexão segundo a teoria transcultural de Leininger Revista da Rede de Enfermagem do NordesteRev Rene v 8 n 3 2007 SOUZA Monica Ferreira et al Contribuições da dança para a qualidade de vida de mulheres idosas Rev Dig Efdeportescom Buenos Aires v 15 n 148 2010 VIEIRA Alexandre AranteUbilla APRILE Maria Rita PAULINO Célia Aparecida Exercício Físico Envelhecimento e Quedas em Idosos Revisão Narrativa Revista Equilíbrio Corporal e Saúde v 6 n 1 2014 31 VITORINO Luciano Magalhães PASKULIN Lisiane Manganelli Girardi VIANNA Lucila Amaral Carneiro Qualidade de vida de idosos da comunidade e de instituições de longa permanência estudo comparativo Rev LatinoAm Enfermagem v 21 n 09 2013 WICHMANN Francisca Maria Assmannet al Grupos de convivência como suporte ao idoso na melhoria da saúde Revista Brasileira GeriatrGerontol Rio de Janeiro v 16 n 4 p 821832 2013 WITTER Carla et al Envelhecimento e dança análise da produção científica na Biblioteca Virtual de Saúde Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 16 n 1 p 191199 2013 32 APÊNDICES 33 APÊNDICE A TERMO DE CONSETIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO TCLE Você está sendo convidado a participar do Trabalho de Conclusão de Curso TCC de graduação em enfermagem intitulado A influência da dança na qualidade de vida dos idosos O trabalho será realizado pela acadêmica Gislaine Hermann do Curso de Bacharel em Enfermagem Universidade Feevale orientado pelo pesquisador responsável professora Me Letice Dalla Lana O objetivo deste estudo é identificar a qualidade de vida dos idosos que praticam a dança em um grupo de convivência Sua participação nesta pesquisa será voluntária e consistirá em responder a entrevista que será realizada utilizando perguntas de dados pessoais e da qualidade de vida frente à participação do grupo de dança Também será utilizado outro instrumento para avaliar a qualidade de vida através de um questionário estruturado chamado Whoqolold Não haverá riscos relacionados à sua participação na pesquisa A sua participação nesta pesquisa estará contribuindo para que a partir dos estudos relacionados a este tema este projeto contribua para avaliar a melhoria da qualidade de vida frente a sua participação no grupo de dança Garantimos o sigilo de seus dados de identificação primando pela privacidade e por seu anonimato Manteremos em arquivo sob nossa guarda por cinco anos todos os dados e documentos da pesquisa Após transcorrido esse período os mesmos serão destruídos Os dados obtidos a partir desta pesquisa não serão usados para outros fins além dos previstos neste documento Você tem a liberdade de optar pela participação na pesquisa e retirar o consentimento a qualquer momento sem a necessidade de comunicarse com o pesquisador Este Termo de Consentimento Livre e Esclarecido será rubricado em todas as folhas e assinado em duas vias permanecendo uma com você e a outra deverá retornar ao pesquisador Abaixo você tem acesso ao telefone e endereço eletrônico institucional do pesquisador responsável podendo esclarecer suas dúvidas sobre o projeto a qualquer momento no decorrer da pesquisa Telefone institucional do pesquisador responsável 51 35868800 ramal 9046 Universidade Feevale Email institucional do pesquisador responsável leticefeevalebr Nome do pesquisador responsável Letice Dalla Lana Assinatura da Acad Enf Feevale Gislaine Hermann Novo Hamburgo de 2016 Declaro que li o TCLE concordo com o que me foi exposto e aceito participar da pesquisa proposta Assinatura do participante da pesquisa 34 APÊNDICE B ROTEIRO DA ENTREVISTA ROTEIRO DA ENTREVISTA 1 Número da entrevista Nent 2 Entrevistador Data da entrevista Horário da entrevista PARTE I DADOS PESSOAIS 3 Qual o seu nome Nom 4 Qual sua idade Ida 5 Sexo o pesquisador observará Sem necessidade de questionar Sex 6 Quanto tempo participa do grupo de dança pesquisador deve responder em meses Grup 7 Onde você mora o pesquisador deve descrever o município Res 8 Você tem alguma doença nas respostas afirmativas questionar o item 9 PDoe 9 Saberia informar qual a doença o pesquisador deve descrever o nome da doença Doe 10 Toma alguma medicação para essa doença o pesquisador deve responder quantos em número de medicamentos Med PARTE II QUESTÃO NORTEADORA Como é a sua qualidade de vida desde a entrada no grupo de dança Saberia destacar os principais aspectos que influenciam na qualidade de vida desde a entrada no grupo de dança o pesquisador deve certificarse que o gravador esteja ligado anotando apenas tópicos que achar importante atentandose ao diálogo 35 APÊNDICE C QUESTIONÁRIO WHOQOLOLD Este questionário pergunta a respeito dos seus pensamentos sentimentos e sobre certos aspectos de sua qualidade de vida e aborda questões que podem ser importantes para você como membro mais velho da sociedade Por favor responda todas as perguntas Se você não está seguro a respeito de que resposta dar a uma pergunta por favor escolha a que lhe parece mais apropriada Esta pode ser muitas vezes a sua primeira resposta Por favor tenham em mente os seus valores esperanças prazeres e preocupações Pedimos que pense na sua vida nas duas últimas semanas Por exemplo pensando nas duas últimas semanas uma pergunta poderia ser O quanto você se preocupa com o que o futuro poderá trazer Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 As seguintes questões perguntam sobre o quanto você tem tido certos sentimentos nas últimas duas semanas old01 Até que ponto as perdas nos seus sentidos por exemplo audição visão paladar olfato tato afetam a sua vida diária Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 old02 Até que ponto a perda de por exemplo audição visão paladar olfato tato afeta a sua capacidade de participar em atividades Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 old03 Quanta liberdade você tem de tomar as suas próprias decisões Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 36 old04 Até que ponto você sente que controla o seu futuro Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 old05 O quanto você sente que as pessoas ao seu redor respeitam a sua liberdade Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 old06 Quão preocupado você está com a maneira pela qual irá morrer Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 old07 O quanto você tem medo de não poder controlar a sua morte Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 old08 O quanto você tem medo de morrer Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 old09 O quanto você teme sofrer dor antes de morrer Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 As seguintes questões perguntam sobre quão completamente você fez ou se sentiu apto a fazer algumas coisas nas duas últimas semanas old10 Até que ponto o funcionamento dos seus sentidos por exemplo audição visão paladar olfato tato afeta a sua capacidade de interagir com outras pessoas Nada Muito pouco Médio Muito Completamente 37 1 2 3 4 5 old11 Até que ponto você consegue fazer as coisas que gostaria de fazer Nada Muito pouco Médio Muito Completamente 1 2 3 4 5 old12 Até que ponto você está satisfeito com as suas oportunidades para continuar alcançando outras realizações na sua vida Nada Muito pouco Médio Muito Completamente 1 2 3 4 5 old13 O quanto você sente que recebeu o reconhecimento que merece na sua vida Nada Muito pouco Médio Muito Completamente 1 2 3 4 5 old14 Até que ponto você sente que tem o suficiente para fazer em cada dia Nada Muito pouco Médio Muito Completamente 1 2 3 4 5 As seguintes questões pedem a você que diga o quanto você se sentiu satisfeito feliz ou bem sobre vários aspectos de sua vida nas duas últimas semanas old15 Quão satisfeito você está com aquilo que alcançou na sua vida Muito insatisfeito Insatisfeito Nem satisfeito Nem insatisfeito Satisfeito Muito Satisfeito 1 2 3 4 5 old16 Quão satisfeito você está com a maneira com a qual você usa o seu tempo Muito insatisfeito Insatisfeito Nem satisfeito Nem insatisfeito Satisfeito Muito Satisfeito 1 2 3 4 5 38 old17 Quão satisfeito você está com o seu nível de atividade Muito insatisfeito Insatisfeito Nem satisfeito Nem insatisfeito Satisfeito Muito Satisfeito 1 2 3 4 5 old18 Quão satisfeito você está com as oportunidades que você tem para participar de atividades da comunidade Muito insatisfeito Insatisfeito Nem satisfeito Nem insatisfeito Satisfeito Muito Satisfeito 1 2 3 4 5 old19 Quão feliz você está com as coisas que você pode esperar daqui para frente Muito infeliz Infeliz Nem feliz Nem infeliz Feliz Muito Feliz 1 2 3 4 5 old20 Como você avaliaria o funcionamento dos seus sentidos por exemplo audição visão paladar olfato tato Muito ruim Ruim Nem ruim Nem boa Boa Muito Boa 1 2 3 4 5 As seguintes questões se referem a qualquer relacionamento íntimo que você possa ter Por favor considere estas questões em relação a um companheiro ou uma pessoa próxima com a qual você pode compartilhar dividir sua intimidade mais do que com qualquer outra pessoa em sua vida old21 Até que ponto você tem um sentimento de companheirismo em sua vida Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 39 old22 Até que ponto você sente amor em sua vida Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 old23 Até que ponto você tem oportunidades para amar Nada Muito pouco Médio Muito Completamente 1 2 3 4 5 old24 Até que ponto você tem oportunidades para ser amado Nada Muito pouco Médio Muito Completamente 1 2 3 4 5 VOCÊ TEM ALGUM COMENTÁRIO SOBRE O QUESTIONÁRIO OBRIGADOA PELA SUA COLABORAÇÃO Fonte FLECK MPA et al Desenvolvimento da versão em português do instrumento de avaliação de qualidade de vida da Organização Mundial da Saúde WHOQOL100 Revista ABPAPAL v 21 sn p 1928 1999 Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Medicina Programa de PósGraduação em Saúde Coletiva Maria Priscila Wermelinger Ávila ATIVIDADE FÍSICA SAÚDE MENTAL E RESILIÊNCIA EM IDOSOS DA COMUNIDADE EM JUIZ DE FORA ESTUDO LONGITUDINAL DE QUATRO ANOS DE SEGUIMENTO Juiz de Fora 2021 Maria Priscila Wermelinger Ávila ATIVIDADE FÍSICA SAÚDE MENTAL E RESILIÊNCIA EM IDOSOS DA COMUNIDADE EM JUIZ DE FORA ESTUDO LONGITUDINAL DE QUATRO ANOS DE SEGUIMENTO Orientador Prof Dr Giancarlo Lucchetti Tese apresentada ao Programa de Pós graduação em Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora como requisito parcial para obtenção do título de doutor em Saúde Coletiva Área de concentração Saúde Coletiva Juiz de Fora 2021 Maria Priscila Wermelinger Ávila Atividade Física Saúde Mental e Resiliência em Idosos da Comunidade em Juiz de Fora Estudo Longitudinal de Quatro Anos de Seguimento Tese apresentada ao Programa de Pósgraduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Juiz de Fora como requisito parcial à obtenção do título de Doutora em Saúde Coletiva Área de Concentração Saúde Coletiva Aprovada em 13 de maio de 2021 BANCA EXAMINADORA Prof Dr Giancarlo Lucchetti Orientador Universidade Federal de Juiz de Fora Prof Dr Milton Luiz Gorzoni Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Profa Dra Isabelle Magalhães Guedes Freitas Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora Profa Dra Oscarina da Silva Ezequiel Universidade Federal de Juiz de Fora Profa Dra Claudia Helena Cerqueira Mármora Universidade Federal de Juiz de Fora AGRADECIMENTO A jornada de quatro anos de doutorado que vieram em seguida aos dois anos de mestrado não foi fácil Ainda tive um desafio maior de concluir esse doutorado em meio a uma pandemia trabalhando na linha de frente e exercitando minha resiliência diariamente E por isso preciso destacar algumas pessoas que estiveram ao meu lado me ajudando a ter resiliência para completar esses 6 anos de estudo sobre esse tema tão encantador e desafiador ao mesmo tempo Primeiramente agradeço a Deus por ter me guiado me dado força e coragem para chegar até aqui e por nunca me deixar sozinha A minha família meus pais e irmã por serem da onde vim e se tenho orgulho de quem eu sou hoje muitos ensinamentos aprendi com eles como lealdade generosidade compaixão e amor ao próximo Ao meu marido Eduardo agradeço o companheirismo incentivo e auxílio em momentos difíceis Ao Tobias que no último ano entrou para a família e encheu meus dias de alegria Aos meus amigos que tantas vezes me escutaram me incentivaram valorizaram minhas qualidades quando eu não as conseguia ver com clareza Especialmente à Camila ao Leonardo A ao Leonardo F à Alline à Clara à Duda à Deborah à minha irmã à Cynthia e a tantos outros In Memorian de duas amigas incríveis apaixonadas pela saúde coletiva que perdi durante o doutorado Luiza e Thaís Aos meus companheiros de trabalho com quem aprendi tantas coisas que só a prática no SUS e o trabalho em equipe podem nos ensinar Ao orientador Professor Giancarlo grata pelos ensinamentos transmitidos E desejo que sua inteligência continue sendo usada para fazer ciência que chegue e influencie beneficamente à vida de muitas pessoas À professora Alessandra agradeço pelos ensinamentos e colaborações com a pesquisa Aos Funcionários do NATES e aos colegas do NUGGER pelos conhecimentos e momentos divididos Em especial à Maria Cara e Jimilly que dividiram comigo a árdua tarefa da coleta de dados Ao aluno de iniciação científica Matheus pela ajuda no último ano Aos voluntários idosos queridos que acompanhei por 6 anos e criei vínculos dos quais eu me orgulho que pacientemente participaram da pesquisa Ao Instituto Grambery e à Famidade pela disponibilidade e acolhida para a coleta de dados Meus queridos pacientes nos quais eu vejo todos os dias a resiliência de superar adversidades No meu trabalho com eles encontro o meu lugar E espero que minhas pesquisas influenciem a vida deles e de tantos outros idosos pois o meu interesse na pesquisa é que ela consiga chegar na prática clínica Aos professores da banca pelas valiosas sugestões e pelo exemplo de seriedade e comprometimento com leveza e gentileza que são para mim RESUMO Introdução O envelhecimento populacional e as necessidades específicas dos idosos vêm sendo cada vez mais discutidos na sociedade atual A perspectiva de aumento da população idosa requer medidas em saúde que atendam às novas demandas como a saúde mental dos idosos Medidas não farmacológicas e voltadas para os aspectos positivos e protetores do adoecimento no envelhecimento estão sendo cada vez mais estudadas como forma de prevenção e promoção da saúde nessa faixa etária A promoção da saúde mental dos idosos está relacionada aos recursos positivos e às estratégias de enfrentamento utilizadas para um envelhecimento saudável como a prática de atividade física a resiliência e o suporte social Estudos demonstram que pessoas mais ativas fisicamente possuem maior resiliência e melhor saúde mental Porém poucos são os estudos avaliando longitudinalmente a relação entre saúde mental resiliência e atividade física nos idosos Objetivos Avaliar longitudinalmente a associação entre resiliência e saúde mental depressão ansiedade e estresse em idosos e de que modo a atividade física influenciaria essa associação Métodos Estudo observacional longitudinal de seguimento de quatro anos realizado em 3 ondas 2015 2017 e 2019 com idosos participantes do programa da FaMIdade Faculdade Aberta à Melhor Idade do Instituto Metodista Granbery na cidade de Juiz de Fora Brasil Foram avaliados dados sociodemográficos estado cognitivo por meio de uma bateria cognitiva nível de atividade física Questionário Internacional de Atividade Física IPAQ resiliência psicológica Escala de Resiliência Psicológica e saúde mental Escala de Depressão Ansiedade e Estresse DASS 21 Foram realizadas análises estatísticas para verificar a associação entre resiliência e saúde mental e de que forma a atividade física influencia essa relação Resultados Na primeira onda da pesquisa em 2015 foram avaliados 312 idosos Na segunda onda em 2017 foram avaliados 291 idosos Em 2019 na terceira onda de seguimento foram avaliados 180 idosos Os dados foram avaliados em dois momentos O primeiro estudo longitudinal de dois anos 2015 e 2017 encontrou correlação negativa entre resiliência no início do estudo e depressão ansiedade e estresse após 2 anos para a amostra geral A atividade física influenciou a relação entre resiliência e saúde mental sendo que indivíduos suficientemente ativos fisicamente fizeram mais uso componentes da resiliência ligados a superar enquanto indivíduos insuficientemente ativos fisicamente fizeram maior uso de componentes intrínsecos da resiliência Já o segundo estudo longitudinal de 4 anos 2015 20017 e 20019 encontrou que a maioria dos idosos apresentou atividade física intermitente ao longo do tempo Idosos que mantiveram atividade física contínua eram mais resilientes do que aqueles com atividade física intermitente Além disso os idosos com níveis mais elevados de resiliência apresentavam menores problemas de saúde mental Conclusão Esse estudo longitudinal corrobora os dados da literatura atual sobre a resiliência ser um fator protetor para saúde mental de idosos e sua ligação com atividade física além disso acrescenta análises dos dados longitudinais que melhoram a compreensão dos fatores causais que estão associados à saúde mental resiliência e atividade física em idosos Palavraschave Idoso Saúde mental Resiliência Atividade física ABSTRACT Introduction Population aging and as a specific need for the elderly where it is increasingly discussed in todays society The prospect of an increase in the elderly population requires health measures that meet new demands such as the mental health of the elderly Nonpharmacological measures aimed at the positive and protective aspects of illness in aging are being increasingly studied as a way of preventing and promoting health in this age group The promotion of the mental health of the elderly is related to positive resources and coping strategies used for healthy aging such as physical activity resilience and social support Studies show that people who are more physically active have greater resilience and better mental health However few studies have evaluated the relationship between mental health resilience and physical activity in the elderly longitudinally Objectives to evaluate longitudinally the association between resilience and mental health depression anxiety and stress in the elderly and how physical activity would influence this association Methods Longitudinal observational fouryear followup study carried out on 3 waves 2015 2017 and 2019 with elderly people participating in the FaMIdade program Faculty Open to the Best Age of the Methodist Granbery Institute in the city of Juiz de Fora Brazil Sociodemographic data cognitive status using a cognitive battery level of physical activity International Physical Activity Questionnaire IPAQ psychological resilience Psychological Resilience Scale and mental health Depression Anxiety and Stress Scale DASS 21 Statistical analyzes were performed to verify the association between resilience and mental health and how physical activity influences this relationship Results In the first wave of the survey in 2015 312 elderly people were taken In the second wave in 2017 291 elderly people were taken In wave 2019 in the third followup 180 elderly people were adopted The data were taken in two moments The first twoyear longitudinal study 2015 and 2017 found a negative correlation between resilience at the beginning of the study and depression anxiety and stress after 2 years for the general sample Physical activity influenced the relationship between resilience and mental health being that full physical assets made more use of resilience components linked to overcome while not insufficiently physically active made greater use of intrinsic components of resilience The second 4year longitudinal study 2015 20017 and 20019 found that the majority of the elderly showed intermittent physical activity over time Elderly people who maintained continuous physical activity were more resilient than those with intermittent physical activity In addition the elderly with higher levels of resilience had lower mental health problems Conclusion This longitudinal study corroborates the data in the current literature on resilience being a protective factor for the mental health of the elderly and its connection with physical activity in addition to adding analyzes of longitudinal data which improve the understanding of the causal factors that are associated with health mental health resilience and physical activity in the elderly Keywords Elderly Mental health Resilience Physical activity LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 Indicadores Demográficos 19402017 Brasil 15 Figura 2 O conceito de gerociência e sua abordagem para doenças relacionadas ao envelhecimento 19 Figura 3 Processo de resiliência no contexto de desenvolvimento e sóciohistórico 37 Figura 4 Benefícios da atividade física para idosos 48 Figura 5 Ciclo Vicioso de inatividade física no envelhecimento 49 Figura 6 Capacidade Funcional 66 Figura 7 Oportunidades para ação de saúde pública durante o curso da vida 68 Figura 8 Fluxograma do estudo 87 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AF Atividade Física CESD Center for Epidemiological Scale Depression DASS21 Escala de Depressão Ansiedade e Estresse ELSIBRASIL Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros FaMIdade Faculdade Aberta à Melhor Idade GA Grupo Ativo GS Grupo Sedentário HRS Health and Retirement Study IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IPAQ Questionário Internacional de Atividades Físicas MG Minas Gerais MIDUS Midlife in the United States longitudinal survey ONU Organização das Nações Unidas OMS PENSA PNAD PNI Organização Mundial da Saúde Estudo dos Processos de Envelhecimento Saudável Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Política Nacional do Idoso OPAS Organização Panamericana de Saúde RS25 Escala de Resiliência Psicológica SDCS SSQ6 Sintomas depressivos clinicamente significativos Questionário de Suporte Social versão abreviada TCLE Termo de Consentimento Livre e Esclarecido TDR Teste do Desenho do Relógio UFJF Universidade Federal de Juiz de Fora SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 13 2 REVISÃO DA LITERATURA 14 21 ENVELHECIMENTO POPULACIONAL 14 22 REPERCUSSÕES DO ENVELHECIMENTO 18 23 SAÚDE MENTAL EM IDOSOS 22 231 Estudos longitudinais sobre saúde mental em idosos 26 232 Métodos de avaliação da saúde mental em idosos 30 24 RESILIÊNCIA 31 241 Métodos de avaliação da resiliência 34 242 Resiliência e envelhecimento 35 243 Resiliência saúde mental e envelhecimento 38 25 ATIVIDADE FÍSICA 42 251 Medidas de avaliação da atividade física 44 252 Atividade física e envelhecimento 46 253 Atividade física e saúde mental em idosos 51 254 Resiliência e atividade física 53 255 Influencia da atividade física na associação entre resiliência e saúde mental em idosos 55 26 SUPORTE SOCIAL NA VELHICE 57 27 IMPLICAÇÕES PARA SAÚDE COLETIVA 61 271 Políticas Públicas para a População Idosa 64 3 JUSTIFICATIVA 72 4 OBJETIVOS 73 41 OBJETIVO GERAL 73 42 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 73 5 MÉTODOS 73 51 DESENHO DO ESTUDO 73 52 LOCAL DO ESTUDO 74 53 ASPECTOS ÉTICOS 75 54 PROCEDIMENTOS DO ESTUDO 75 55 PARTICIPANTES E CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE 76 56 INSTRUMENTOS 77 561 Dados sociodemográficos 78 562 MiniExame do Estado Mental 78 563 Questionário Internacional de Atividade Física IPAQ 79 564 Escala de Depressão Ansiedade e Estresse DASS21 81 565 Escala de Resiliência Psicológica de Wagnild e Young RS25 82 566 Questionário de Suporte Social versão abreviada SSQ6 83 567 Escala de Lawton e Brody 84 57 ANÁLISE DOS DADOS 84 6 RESULTADOS 86 7 LIMITAÇÕES 137 9 CONSIDERAÇÕES FINAIS 138 REFERÊNCIAS 140 APÊNDICE I Termo de Consentimento Livre e Esclarecido151 ANEXO I Parecer de aprovação pelo Comitê de em Pesquisa da UFJF153 ANEXO II Parecer de aprovação de adendo pelo Comitê de em Pesquisa da UFJF 158 ANEXO III Instrumento para coleta de dados 160 11 1 INTRODUÇÃO O envelhecimento populacional é um fênomeno que ocorre à medida que a fertilidade diminui e a expectativa de vida aumenta Beard Officer Cassels 2016 Esse fenômeno está ocorrendo em todo o mundo e em 2017 estimase que existiam 962 milhões de pessoas com 60 anos ou mais no mundo compreendendo 13 da população global A população com 60 anos ou mais está crescendo a uma taxa de cerca de 3 ao ano Essas mudanças nas pirâmides populacionais são dramáticas e têm implicações profundas no nível individual bem como para a sociedade de forma mais ampla ONU 2017 As necessidades e prioridades econômicas de populações com alta proporção de pessoas idosas são diferentes das sociedades formadas por uma elevada participação de crianças e jovens O envelhecimento ao mesmo tempo em que apresenta muitas oportunidades também desafia a sociedade a se adaptar a fim de maximizar a saúde e a capacidade funcional das pessoas idosas bem como ser inclusiva garantindo a participação social e segurança dos idosos Assim esta perspectiva de aumento da população idosa requer medidas em saúde que atendam às novas demandas ONU 2004 A extensão das oportunidades que surgem do aumento da longevidade depende fortemente de um fatorchave a saúde Se as pessoas vivenciam os últimos anos de vida com boa capacidade física e mental e em ambientes favoráveis sua capacidade de fazer as coisas que valorizam será facilitada Ao passo que se esses anos adicionais forem dominados por declínios de capacidade e ambientes incapacitantes as implicações para os idosos e para a sociedade serão muito mais negativas Beard Officer Cassels 2016 O envelhecimento é um processo multidimensional dinâmico progressivo e irreversível caracterizado por diversas manifestações nos campos biológicos psíquicos e sociais de Moraes 2008 Algumas das importantes mudanças fisiológicas subjacentes que podem ocorrer com a idade impactam no funcionamento e na capacidade funcional dos idosos Estas são em grande parte condições crônicas particularmente doenças não transmissíveis Beard Officer Cassels 2016 Destacase aqui a crescente preocupação com a saúde mental dos idosos 12 Muitas dessas condições de saúde podem ser evitadas ou retardadas por meio de comportamentos saudáveis ao longo da vida Assim apesar das perdas e dos declínios decorrentes do envelhecimento algumas capacidades e potencialidades podem ser mecanismos mediadores no processo de envelhecer Entre os fatores relacionados positivamente à saúde mental dos idosos estão variáveis físicas como nutrição prática de atividade física AF e sono variáveis emocionais como resiliência autoestima autoconhecimento capacidade e adaptação e variáveis sociais como o suporte social e atividades de lazer Falcao Ludgleydson 2010 Entre os fatores do estilo de vida a AF é provavelmente um dos elos mais importantes entre o bemestar psicológico e a saúde A AF regular em idades mais avançadas já é recomendada para a manutenção da saúde cardiovascular da força e da flexibilidade muscular estando implicada no metabolismo da glicose no peso corporal e no bemestar Steptoe Deaton Stone 2015 Outro fator também comumente relacionado à saúde mental é a resiliência que de acordo com a Associação Americana de Psicologia APA é um processo de boa adaptação em face de adversidades traumas tragédias ameaças ou motivos significativos de estresse Newman 2005a Está intimamente associada a melhor saúde mental incluindo menores prevalências de depressão e ansiedade em pessoas com maior resiliência P Fossion et al 2013 Hjemdal Vogel Solem Hagen Stiles 2011 Min Lee Lee Lee Chae 2012 Siriwardhana Ali Roberts Stewart 2014 Entretanto ainda não se sabe ao certo se e de que forma seria possível aumentar os níveis de resiliência Dentre os possíveis mecanismos para essa relação resiliência e saúde mental a atividade física parece ter um papel importante De fato muitos estudos ao avaliarem a associação entre AF resiliência e saúde mental demonstram que pessoas mais ativas têm maior resiliência e melhor saúde mental do que as sedentárias porém a maioria desses estudos é realizada em adolescentes ou adultos e não em idosos Childs de Wit 2007 Ho Louie Chow Wong Ip 2015 Hosseini Besharat 2010 Matzka et al 2016 Skrove Romundstad Indredavik 2013 Yoshikawa Nishi Matsuoka 2016 Da mesma forma a maioria dos estudos até o momento examinou a resiliência em estudos transversais Estudos longitudinais são capazes de fornecer 13 dados que verificam as tendências que ocorrem ao longo do tempo Como muitas variáveis não são estáticas interagindo dinamicamente e mudando com o tempo métodos longitudinais devem ser empregados na tentativa de elucidar essas relações Consequentemente estudos longitudinais sobre resiliência saúde mental e atividade física em idosos trazem mais insights sobre a natureza de um fenômeno do que é possível com métodos transversais T Cosco et al 2017 O artigo de Bauman et al em 2016 destaca a importância dessas influências contínuas positivas trazendo argumentos robustos para promover a AF entre os idosos Destacando a associação positiva da prática de atividade física à saúde mental de idosos por melhorar aspectos psicológicos como a autoestima a imagem corporal a qualidade de vida a depressão o bemestar o estresse e a satisfação de vida além de reduzir e prevenir o declínio funcional presente no envelhecimento Bauman Merom Bull Buchner Fiatarone Singh 2016 Dessa forma são necessários mais estudos que busquem entender se a atividade física poderia estar influenciando na relação entre saúde mental e resiliência e por meio de quais mecanismos Erickson et al 2011 A J Fields Hoyt Linnville Moore 2015a Essa compreensão pode auxiliar no desenvolvimento de programas de promoção prevenção e intervenção no campo da geriatria uma vez que o estímulo à atividade física na terceira idade já é amplamente reconhecido pela comunidade científica Diante do exposto e considerando que para se ter uma boa qualidade de vida no envelhecer é necessário o desenvolvimento de pesquisas que enfatizem não somente aspectos físicos e sociais mas também aqueles relacionados à saúde emocional do idoso O presente estudo pretende avaliar a associação entre resiliência e saúde mental depressão estresse e ansiedade longitudinalmente assim como a correlação entre esses constructos em idosos sedentários e ativos 14 2 REVISÃO DA LITERATURA 21 ENVELHECIMENTO POPULACIONAL De acordo com a Divisão de População da ONU em 2017 os idosos com 60 anos ou mais respondiam por pouco mais de um oitavo dos habitantes do mundo 13 E mais da metade da população mundial era composta por adultos entre 15 e 59 anos de idade 61 enquanto os menores de 15 anos representavam cerca de um quarto da população total 26 A faixa etária de idosos é a que está crescendo mais rapidamente do que todos os grupos etários mais jovens United Nations 2017 Assim o número de pessoas idosas deve dobrar até 2050 alcançando 2 bilhões de pessoas ou 22 da população global em contraste com o tamanho da população com menos de 15 anos que deve permanecer relativamente estável ao longo do século perfazendo 2 bilhões Assim quando combinados com quedas acentuadas nas taxas de fertilidade esses aumentos na expectativa de vida estão levando ao rápido envelhecimento das populações em todo o mundo United Nations 2017 No Brasil assim como todo o mundo vem se observando essa tendência de envelhecimento da população nos últimos anos Ela decorre tanto do aumento da expectativa de vida pela melhoria nas condições de saúde quanto pela diminuição da taxa de fecundidade Em 2012 o grupo das pessoas de 60 anos ou mais de idade representava 128 da população já em 2017 esse percentual cresceu para 146 Os 48 milhões de novos idosos nesses cinco anos de 2012 a 2017 correspondem a um crescimento de 18 desse grupo etário As mulheres são maioria expressiva nesse grupo com 169 milhões 56 dos idosos enquanto os homens idosos são 133 milhões 44 do grupo o que é descrito como a feminização da velhice PNADContínua 2018 Esse aumento da população idosa no Brasil vem ocorrendo progressivamente sendo que o número de idosos passou de 3 milhões em 1960 para 7 milhões em 1975 e para 18 milhões em 2009 um aumento de quase 700 em pouco menos de cinquenta anos E a tendência é de que este número cresça ainda mais chegando a 32 milhões em 2020 Estimase que em 2025 o Brasil 15 ocupará o sexto lugar quanto ao contingente de idosos alcançando cerca de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais representando 255 da população brasileira até 2060 Há previsão ainda de aumento da expectativa de vida de 75 anos em 2013 para 81 anos em 2060 Veras 2009 O aumento da expectativa de vida ao nascer concomitante a diminuição da taxa de mortalidade está entre as causas do envelhecimento populacional brasileiro Enquanto a esperança de vida ao nascer no Brasil foi de 455 anos em 1940 passando para 76 anos em 2017 a taxa de mortalidade infantil caiu de 1466 ano de 1940 para 128 ano de 2017 A queda na mortalidade infantil nas últimas sete décadas está amplamente relacionada ao envelhecimento populacional como demonstrado na figura 1 Figura 1 Indicadores Demográficos 19402017 Brasil Fonte IBGE 2017 Minas Gerais acompanhou as tendências populacionais observadas para o Brasil com uma redução da taxa de fecundidade o que tem gerado uma série de modificações na distribuição da estrutura por idades tanto do estado quanto do país Segundo dados dos Censos Demográficos em Minas Gerais a proporção de idosos quase dobrou entre o período de 1980 e 2010 e passou de 61 para 118 Camargos Riani Marinho Bomfim 2017 O gráfico 1 demonstra a distribuição da população em Minas Gerais e no Brasil em 2018 16 Gráfico 1 Distribuição da população do Brasil e de Minas Gerais em 2018 Fonte IBGE 2018 Na cidade de Juiz de Fora Minas Gerais o envelhecimento populacional também é uma característica marcante Segundo dados do IBGE o número de idosos em 2010 representava 1362 da população total o que significa 71 mil idosos Gráfico 2 Ao analisar o percentual de crescimento da população de Juiz de Fora de 2000 para 2010 observase que o maior crescimento ocorreu entre os idosos com um acréscimo de 45 dessa parcela da população entre 2000 e 2010 UFJF 2012 17 Gráfico 2 Distribuição da população de Juiz de Fora por faixa etária Juiz de Fora MG 2010 Fonte IBGE 2018 Ainda com relação ao envelhecimento populacional o Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial da Saúde OMS de 2015 ressalta que não existe um idoso típico A diversidade das capacidades e necessidades de saúde desse grupo populacional não é aleatória e sim advinda de eventos que ocorrem ao longo de todo o curso da vida e frequentemente são modificáveis ressaltando a importância do enfoque de ciclo de vida para se entender o processo de envelhecimento Embora a maior parte dos idosos apresente múltiplos problemas de saúde com o passar do tempo a idade avançada não implica em dependência Outro estereótipo ultrapassado relacionado ao envelhecimento está na questão dos gastos com atenção à saúde que ao contrário do que se pensa não é a maior demanda perdendo inclusive para os altos custos das novas tecnologias médicas WHO 2015c Assim envelhecer não é sinônimo de perdas ou de adoecimento mas um processo que reflete trajetórias de lutas e conquistas em todas as dimensões da vida 18 22 REPERCUSSÕES DO ENVELHECIMENTO O envelhecimento é um processo irreversível natural e individual Quanto ao critério cronológico considerase idoso a idade de 60 anos para pessoas em países em desenvolvimento e 65 anos para países desenvolvidos No Brasil a Política Nacional do Idoso define como população idosa pessoas com 60 anos ou mais Brasil 2006c O Brasil caminha rapidamente para um perfil demográfico mais envelhecido caracterizado por uma transição epidemiológica onde as doenças crônico degenerativas ocupam lugar de destaque O incremento das doenças crônicas implica a necessidade de adequações das políticas sociais particularmente aquelas voltadas para atender às crescentes demandas nas áreas da saúde previdência e assistência social Os principais determinantes dessa acelerada transição demográfica no Brasil são a redução expressiva na taxa de fecundidade associada à forte redução da taxa de mortalidade infantil e o aumento da expectativa de vida E N d Moraes 2012 As mudanças que constituem e influenciam o envelhecimento são complexas Em nível biológico o envelhecimento é caracterizado por um acúmulo gradual e duradouro de danos moleculares e celulares que resultam numa incapacidade progressiva e generalizada em muitas funções do corpo uma maior vulnerabilidade aos desafios ambientais e um crescente risco de doença e morte WHO 2015c Com o tempo esse dano leva a uma perda gradual nas reservas fisiológicas um aumento do risco de contrair diversas doenças e um declínio geral na capacidade intrínseca do indivíduo resultando em última instância no falecimento Porém essas mudanças não são lineares ou consistentes e são apenas vagamente associadas à idade de uma pessoa em anos WHO 2015c O envelhecimento normal está associado a diversas alterações estruturais e funcionais nos sistemas fisiológicos principais sistema nervoso cardiovascular respiratório digestivo gênitourinário e locomotor Alguns exemplos de alterações normais do envelhecimento são a sarcopenia redução da massa muscular a osteopenia redução da massa óssea a redução do conteúdo de água corporal além da redução da capacidade aeróbica Esse declínio normalmente não traz nenhuma restrição importante da participação social do indivíduo Admitese que no 19 envelhecimento normal o indivíduo apresente no máximo uma lentificação global no desempenho das tarefas do cotidiano limitação das atividades E N d Moraes 2012 Em um artigo de 2019 sobre as descobertas em pesquisa sobre o envelhecimento e terapias associadas a um envelhecimento saudável os autores destacam que os últimos 30 anos de pesquisa em envelhecimento passaram da identificação de fenótipos envelhecidos para a investigação das vias genéticas subjacentes a esses fenótipos A pesquisa da genética em envelhecimento revelou uma complexa rede de vias de sinalização intracelular e genes associados à expectativa de vida Também descrevem que o conceito de gerociência tradução livre de geroscience do inglês prevê que as vias de envelhecimento fazem parte da fisiopatologia de muitas doenças e condições que possuem maior prevalência no envelhecimento conforme descrito na figura 2 Nesta figura podese observar que fatores ambientais e genéticos exercem influências em vários processos e vias celulares fundamentais os quais foram recentemente definidos como as marcas do envelhecimento Muitas dessas vias contribuem para a criação de um estágio inflamatório crônico e para o envelhecimento Estes por sua vez aumentam o risco de doenças crônicas juntamente com fatores de risco específicos da doença Campisi et al 2019 Figura 2 O conceito de gerociência e sua abordagem para doenças relacionadas ao envelhecimento Fonte Adaptado de Campisi et al 2019 Assim o envelhecimento não é uma doença mas caso seja não bem sucedido pode ser fator de risco para várias doenças que incluem infarto do 20 miocárdio acidente vascular cerebral alguns cânceres mais prevalentes no envelhecimento degeneração macular osteoartrite neurodegeneração e muitas outras doenças Campisi et al 2019 Ainda com relação às repercussões do envelhecimento à medida que as pessoas envelhecem elas são mais propensas a experimentar multimorbidade isto é a presença de múltiplas condições crônicas ao mesmo tempo Esta condição leva a interações entre as condições entre uma condição e as recomendações de tratamento para outra condição e entre os medicamentos prescritos para diferentes condições Como resultado o impacto da multimorbidade no funcionamento qualidade de vida e risco de mortalidade pode ser significativamente maior do que a soma dos efeitos individuais que poderiam ser esperados Consequentemente a multimorbidade é também associada a taxas mais altas de utilização de atendimento de saúde e custos mais elevados WHO 2015c A multimorbidade é vista como a expressão multissistêmica de um estágio avançado do envelhecimento em vez de uma coincidência de doenças não relacionadas E assim requer um plano de gerenciamento integrativo específico já que o tratamento intensivo mas descoordenado de doenças individuais pode dar origem à síndrome prejudicial da polifarmácia o que gera o risco de interações das drogas em pessoas idosas comórbidas Apesar disso a maioria dos sistemas de saúde não está equipado para fornecer o cuidado abrangente necessário para estes estados de saúde Diretrizes de cuidados clínicos tipicamente focam em uma única condição raramente incorporando informações sobre possíveis comorbidades Campisi et al 2019 Outras questões complexas de saúde na idade avançada são as síndromes geriátricas Estas são freqüentemente apontadas como conseqüência de múltiplos fatores subjacentes O comprometimento dos principais sistemas funcionais gera as incapacidades e por conseguinte as grandes síndromes geriátricas São consideradas síndromes geriátricas a Incapacidade cognitiva a Instabilidade postural a Imobilidade a Incontinência e a Incapacidade comunicativa Além disso o desconhecimento das particularidades do processo de envelhecimento pode gerar intervenções capazes de piorar a saúde do idoso conhecidas como Iatrogenia E N d Moraes 2012 A funcionalidade global é o ponto de partida para a avaliação da saúde do idoso O declínio funcional não pode ser atribuído ao envelhecimento normal e sim 21 as incapacidades mais frequentes no idoso O envelhecimento aumenta o risco de muitos distúrbios de saúde e estes podem ter impactos significativos na capacidade intrínseca do indivíduo WHO 2015c No entanto a presença de uma doença na idade avançada não significa que este idoso não é mais saudável Muitos adultos mais velhos mantêm boa capacidade funcional e altos níveis de bemestar apesar da presença de um ou mais doenças Assim essas perdas na capacidade intrínseca podem ser compensadas pela adaptação e muitas vezes acompanhada de ganhos em experiência e conhecimento Isso pode explicar por que a produtividade no local de trabalho não parece cair com a idade INOUYE et al 2007 Além disso a idade avançada frequentemente envolve mudanças significativas além das perdas biológicas Essas mudanças incluem alterações nos papéis e posições sociais bem como na necessidade de lidar com perdas de relações próximas Embora algumas dessas mudanças possam ser guiadas por uma adaptação à perda outras refletem o desenvolvimento psicológico contínuo na idade mais avançada que pode ser associado ao desenvolvimento de novos papéis pontos de vista e muitos contextos sociais interrelacionados Essas mudanças psicossociais podem explicar por que em muitos cenários a idade avançada pode ser um período de bemestar subjetivo maior Wiles et al 2019 Outra suposição comumente feita é de que as crescentes necessidades de populações idosas levarão a aumentos insustentáveis nos custos de saúde Embora a idade avançada seja geralmente associada a aumento nas necessidades relacionadas à saúde a associação com a utilização de cuidados de saúde e das despesas é variável De fato em alguns países de alta renda as despesas de saúde por pessoa caem significativamente após aproximadamente 75 anos de idade enquanto as despesas com cuidados de longo prazo aumentam Uma vez que mais e mais pessoas estão chegando a idades mais avançadas permitir que elas levem uma vida longa e saudável pode portanto realmente aliviar as pressões sobre a inflação nos gastos com saúde WHO 2015c As repercussões do envelhecimento na saúde mental estão descritas a seguir 22 23 SAÚDE MENTAL EM IDOSOS Transtornos afetivos como depressão e ansiedade tendem a recorrer ao longo da vida em uma proporção vulnerável da população Segundo a OMS as alterações na saúde mental comprometem 20 da população idosa e representam 66 das incapacidades dessa faixa etária Os distúrbios neuropsiquiátricos mais comuns entre os idosos são as síndromes demenciais e a depressão WHO 2015c Múltiplos fatores sociais psicológicos e biológicos determinam o nível de saúde mental de uma pessoa Além dos fatores de estresse típicos comum a todas as pessoas alguns idosos perdem a capacidade de viver de forma independente devido à dificuldade de locomoção dor crônica fraqueza ou outros problemas mentais ou físicos e requerem cuidados de longa duração Snowdon 2002 Além disso os idosos são mais propensos a experimentar eventos como luto queda no nível socioeconômico com a aposentadoria ou deficiência Todos esses fatores podem resultar em isolamento perda de independência solidão e sofrimento psicológico em pessoas mais velhas Os idosos também são vulneráveis a negligência física e maustratos o que pode gerar graves consequências psicológicas incluindo depressão e ansiedade Mehta et al 2008 WHO 2015c A prevalência de alterações psiquiátricas em idosos varia de acordo com os critérios utilizados e as características da população estudada como sexo local de moradia presença de comorbidades entre outros A prevalência de depressão é cerca de 23 entre os idosos que vivem na comunidade no entanto entre idosos vulneráveis e institucionalizados é cerca de 10 Além disso em comparação com adultos mais jovens os idosos mais frequentemente sofrem de sintomatologia depressiva sem atender aos critérios diagnósticos para um transtorno depressivo Esta condição é muitas vezes referida como depressão subliminar e afeta quase 1 em cada 10 idosos A depressão subliminar também tem um impacto importante na qualidade vida dos idosos e é um importante fator de risco para desordem depressiva WHO 2015c A depressão referese a uma síndrome psiquiátrica caracterizada por humor deprimido perda do interesse ou prazer alterações do funcionamento biológico com repercussões importantes na vida do indivíduo e com uma duração de meses a anos Está entre as três principais causas de incapacidade no mundo moderno e constituise em verdadeira epidemia silenciosa cuja importância na 23 morbimortalidade geral se aproxima à observada nas doenças crônico degenerativas Em 2030 estimase que o transtorno depressivo unipolar venha a assumir a segunda posição como causa de incapacidade em todo o mundo e a primeira causa nas nações de renda per capita elevada González et al 2010 Em uma revisão sistemática e metanálise sobre a prevalência e os fatores associados a distúrbios e sintomas depressivos em idosos brasileiros que vivem na comunidade BarcelosFerreira et al avaliaram 17 artigos envolvendo 15491 idosos e encontraram uma prevalência de 7 para Transtorno Depressivo Maior 33 para a distimia e 26 para os sintomas depressivos clinicamente significativos SDCS A razão de chance para depressão maior e SDCS foi maior entre as mulheres e houve uma associação significativa entre depressão maior e SDCS e doenças cardiovasculares BarcelosFerreira Izbicki Steffens Bottino 2010 O Estudo dos Processos de Envelhecimento Saudável PENSA realizado com idosos da comunidade na cidade de Juiz de Fora Minas Gerais MG entrevistou 347 idosos para a avaliação da validade e confiabilidade da versão brasileira da Center for Epidemiological Scale Depression CESD Nesta população foi encontrada uma prevalência de sintomas depressivos de 34 Os autores ressaltam que a CESD pode superestimar a depressão em idosos uma vez que esta escala inclui sintomas somáticos naturalmente mais presentes nessa população Batistoni Néri Cupertino 2010 Com relação aos fatores de risco para depressão entre idosos da comunidade uma revisão sistemática e metanálise realizada por Cole e Dendukuri em 2003 encontrou que luto distúrbios do sono incapacidade depressão prévia e sexo feminino são importantes fatores de risco Esta revisão avaliou 20 estudos publicados em inglês e francês todos longitudinais prospectivos porém a maioria dos estudos apresentou limitações metodológicas como acompanhamento incompleto da coorte Cole Dendukuri 2003 Apesar de se esperar que episódios de transtornos afetivos fossem mais prevalentes na idade avançada devido ao aumento do risco de eventos adversos na vida ao invés disso os transtornos depressivos parecem ser um pouco menos prevalentes entre os idosos do que entre adultos mais jovens Entretanto ainda é comum a atribuição errônea dos sintomas depressivos ao processo de envelhecimento normal por parte do próprio idoso de seus familiares e de alguns profissionais de saúde WHO 2015c 24 Assim a depressão não é uma consequência natural do envelhecimento e muitas vezes é subdiagnosticada em idosos pelo fato de se delegar queixas como dores inespecíficas adinamia insônia perda de peso e queixas subjetivas de perda da memória ao próprio envelhecimento quando na verdade podem ser sintomas depressivos mascarados Paradela 2011 A apresentação da depressão entre idosos e populações jovens varia Os idosos relatam mais manifestações somáticas e menos queixas de humor deprimido em relação aos jovens Batistoni Cupertino Neri 2009 Snowdon afirma que a presença de doença física um dos fatores de risco mais significativos para depressão em idosos muitas vezes acaba impedindo o reconhecimento da depressão devido a esse mascaramento Snowdon 2002 Além da subidentificação pelos profissionais de saúde e pelos próprios idosos o estigma que envolve a doença mental muitas vezes torna as pessoas relutantes em procurar ajuda Dessa forma com frequência esses acometimentos são subdiagnosticados o que pode gerar cronicidade aumento da dependência funcional isolamento social risco de suicídio piora da qualidade de vida e aumento da mortalidade dos indivíduos acometidos BarcelosFerreira et al 2010 Cole Dendukuri 2014 Com relação à prevalência estimada de transtornos de ansiedade na população idosa esta varia de 6 a 10 o que é ligeiramente inferior à prevalência estimada de transtornos de ansiedade em adultos jovens mas ainda representa causa significativa de incapacidade A prevalência de transtornos de ansiedade em instituições de longa permanência demonstrou ser um pouco menor e estimase que seja cerca de 57 WHO 2015c Transtornos de ansiedade e depressão frequentemente ocorrem juntos Cerca de 13 dos idosos com transtorno de ansiedade também apresentam transtorno depressivo e 36 dos idosos com depressão têm transtorno de ansiedade coexistente A diferenciação entre ansiedade e depressão é particularmente difícil em idosos já que a perda de função e aumento da apresentação somática ofusca essa relação Lenze et al 2005 A ansiedade na depressão está ligada à ameaça da perda de identidade o que gera insegurança sobre o futuro A relação entre ansiedade e depressão tem sido alvo de diferentes estudos algumas pesquisas tendem a ver a ansiedade e depressão como pertencentes do mesmo acometimento enquanto outras apontoam 25 para fenômenos distintos Devese considerar cada uma dessas perspectivas para uma caracterização completa da ansiedade e depressão Apóstolo Mendes Azeredo 2006 L A Clark Watson 1991 Apesar de os distúrbios afetivos serem prevalentes em idosos o tratamento muitas vezes é eficaz incluindo a terapia cognitivo comportamental e medicamentos Destacase que para o sucesso do tratamento de alterações psiquiátricas em pacientes idosos há de se levar em conta as demandas psicológicas médicas e sociais dos pacientes e familiares Fica claro assim que é um desafio se encontrar abordagens eficazes e menos dispendiosas para o tratamento em saúde mental em idosos WHO 2015c O bemestar psicológico e a saúde estão intimamente relacionados e essa relação pode se tornar mais importante em idades mais avançadas principalmente devido a prevalência de doenças crônicas aumentarem com o avançar da idade O bemestar psicológico dos idosos é afetado por muitos outros fatores além da saúde Destacamse aqui a importância de condições materiais relações sociais e familiares papéis sociais e atividades fatores que também mudam com a idade Há uma crescente literatura de pesquisa que sugere que o bemestar psicológico pode ser um fator protetor na saúde reduzindo o risco de doenças físicas crônicas e promovendo a longevidade Também tem sido argumentado que o bemestar psicológico deve ser abordado em medidas de avaliação da saúde e ser considerado na alocação de recursos de cuidados de saúde Steptoe et al 2015 No nível biológico o bemestar positivo está associado à menor produção de cortisol ao longo do dia Isso é potencialmente importante uma vez que o cortisol elevado desempenha um papel no metabolismo lipídico na regulação imunológica na adiposidade central na integridade do hipocampo e na calcificação óssea O afeto positivo tem sido relacionado a respostas inflamatórias e cardiovasculares reduzidas ao estresse mental agudo e está associado a níveis mais baixos de marcadores inflamatórios como proteína Creativa e interleucina 6 em mulheres idosas Demonstrando dessa forma uma relação importante entre a saúde mental e saúde física dos idosos Steptoe et al 2015 Por outro lado alguns fatores influenciam beneficamente a saúde mental dos idosos como a prática de AF suporte social e resiliência Para Birren e Schaie a saúde mental dos idosos está ligada à capacidade de lidarem eficazmente com 26 questões típicas do envelhecimento não estando associada somente a ausência de doença mas aos recursos positivos que possuem Birren Schaie 2001 231 Estudos longitudinais sobre saúde mental em idosos Em diferentes países das Américas da Europa e da Ásia estudos longitudinais de grandes bases populacionais sobre o envelhecimento vêm sendo desenvolvidos Essas pesquisas contemplam os determinantes sociais e biológicos do envelhecimento e as consequências dessa mudança demográfica para o indivíduo e a sociedade O Health and Retirement Study HRS foi o primeiro estudo longitudinal de pessoas mais velhas a incluir informações econômicas e de saúde detalhadas na mesma pesquisa Tratase de um levantamento longitudinal nacional representativo de mais de 37000 indivíduos com mais de 50 anos nos EUA A pesquisa tem sido realizada a cada dois anos desde 1992 com objetivo de construir uma compreensão do envelhecimento e também fornecer dados científicos para estudar as mudanças sociais e políticas em nível nacional que podem afetar os indivíduos Sua abordagem multidisciplinar é focada em quatro grandes tópicos renda e riqueza saúde cognição e uso de serviços de saúde trabalho e aposentadoria e conexões familiares Os dados são frequentemente usados para estudar os efeitos e implicações de diferentes políticas públicas Os tópicos abordados incluem recursos para o envelhecimento bem sucedido por exemplo econômico público familiar físico psicológico e cognitivo comportamentos e escolhas por exemplo trabalho comportamentos de saúde residência transferências uso de programas e eventos e transições por exemplo aposentadoria viuvez e institucionalização Sonnega et al 2014 Como métrica de seu sucesso o HRS gerou outras 30 pesquisas internacionais que compartilham uma missão científica e política comum com um desejo mútuo de harmonizar o conteúdo Essas pesquisas não apenas fornecem dados para países individuais mas também oferecem a oportunidade de comparações entre países As pesquisas irmãs do HRS incluem MHAS no México ELSI no Brasil ELSA na Inglaterra TILDA na Irlanda THISLS na Escócia NICOLA 27 na Irlanda do Norte 18 países na rede SHARE IFLS na Indonésia KLoSA na Coréia do Sul CHARLS na China LASI na Índia HART na Tailândia e JSTAR no Japão O Gateway to Global Aging Data é um portal de dados e informações fornece acesso a dados longitudinais individuais fáceis de usar de 10 pesquisas abrangendo mais de 30 países Sonnega et al 2014 O Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros ELSIBrasil conduzido em amostra nacional representativa da população com 50 anos ou mais é parte desse esforço internacional adotando um arcabouço conceitual comum a outros estudos longitudinais de larga escala sobre o envelhecimento no mundo permitindo comparações entre países O ELSIBrasil permite investigações sobre o processo de envelhecimento saúde determinantes psicossociais e econômicos e consequências sociais É um estudo nacionalmente representativo de 9412 pessoas com 50 anos ou mais residentes em 70 municípios nas cinco regiões brasileiras A avaliação inicial 20152016 incluiu entrevistas domiciliares e individuais detalhadas e medições físicas pressão arterial antropometria força de preensão e testes de caminhada e equilíbrio programados Exames de sangue e armazenamento de amostras foram realizados em uma subamostra de participantes do estudo Ondas subsequentes são planejadas para cada 3 anos O objetivo da ELSIBrasil não é apenas construir uma compreensão do envelhecimento em um grande país ocidental de renda média em uma rápida transição demográfica mas também fornecer dados científicos para apoiar e estudar mudanças políticas que possam afetar os idosos Nunes et al 2018 Nem todos esses estudos já possuem as análises longitudinais das ondas realizadas ou avaliam a saúde mental através de questionários validados da amostra acompanhada Com intuito de trazer um panorama dos estudos longitudinais sobre saúde mental de idosos o quadro abaixo descreve as características e achados de alguns dos estudos longitudinais e observacionais sobre saúde mental em idosos acima de 60 anos usados como referência no presente trabalho Quadro 1 28 Quadro 1 Estudos longitudinais observacionais sobre saúde mental em idosos Referência País Amostra Período do estudo Avaliações Resultados Harlow Goldberg and Comstock 1991 Estados Unidos 136 viúvas e 409 controles casados 65 a 75 anos 5 anos CESD Autorelato do estado de saúde e nível de atividade física Tamanho e qualidade da rede social Uso de drogas psicotrópicas Grau de escolaridade A falta de saúde e as limitações na atividade física no início do estudo foram associadas a níveis mais altos de sintomatologia depressiva Mulheres em risco de depressão prolongada após a morte de seus maridos podem ser identificadas antes ou no momento do luto e viúvas têm fatores de risco semelhantes aos das mulheres em risco de depressão na comunidade em geral Almeida Norman Hankey Jamrozik and Flicker 2006 Austrália 601 homens 80 anos Média de 48 anos MEEM e GDS15 Três em cada quatro homens que atingiram os 80 anos de idade passaram por um envelhecimento bemsucedido da saúde mental Fatores associados educação e comportamentos de estilo de vida como atividade física Teng Yeh Lee Lin and Lai 2013 Taiwan 1784 homens e mulheres com 65 anos ou mais 9 anos CESD Variáveis demográficas Comportamento de saúde Morbidade autoavaliação da saúde e IMC Dependência funcional Comprometimento cognitivo pelo Questionário de Status Mental Portátil Curto SPMSQ Mortalidade avaliada por dados de um registro nacional No geral a depressão crônica foi associada à mortalidade por todas as causas Enquanto a depressão crônica confere um risco maior de mortalidade em mulheres mais velhas a depressão incidente prediz o aumento da mortalidade em homens mais velhos 29 White et al 2016 Inglaterra 9560 idosos com idade média de 62 6 anos CESD Variáveis sociais demográficas clínicas e de estilo de vida Mortalidade avaliada por dados de um registro nacional A duração dos sintomas depressivos foi associada à mortalidade de maneira doseresposta Confortin et al 2017 Brasil 1702 idosos em 20092010 idade mediana 70 anos 1197 em 2013 2014 de Florianópolis SC 4 anos Dados sociodemográficas comportamentais e de saúde IPAQ GDS15 Miniexame do estado mental de Folstein Após 4 anos a maioria dos idosos não apresentou mudanças importantes em suas características sociodemográficas comportamentais e de saúde a maioria mantevese com companheiro 534 morando acompanhado 760 com percepção positiva de saúde 440 insuficientemente ativo 563 rastreamento negativo para déficit cognitivo 694 e sem sintomas depressivos 720 Borda et al 2019 México 6327 idosos idade média 6859 SD 678 3 anos Teste de Exame Cognitivo Transcultural CCCE Questionário de depressão do MHAS Queixas subjetivas de memória Dados sociodemográficos e relacionados com a saúde Indivíduos com sintomas depressivos e ou queixas subjetivas de memória têm um risco maior de desenvolver comprometimento cognitivo incidente quando a pressão alta está presente Fonte Elaborado pela autora Notas Quadro 1 CESD Escala de Depressão do Centro para estudos epidemiológicos GDS Escala de Depressão Geriátrica IPAQ Questionário Internacional de Atividade Física MEEM Mini exame do estado mental 30 232 Métodos de avaliação da saúde mental em idosos Existe uma gama de escalas disponíveis para avaliar os aspectos da saúde mental em pessoas idosas No trabalho de Burns Lawlor e Craig de 2002 são descritas algumas escalas comumente usadas na prática clínica e pesquisa Os autores destacam que embora muitas escalas estejam disponíveis a escolha da escala depende especificamente da pergunta a ser feita não existindo um escala ideal Burns Lawlor Craig 2002 As escalas podem ser usadas para uma variedade de propósitos diferentes As principais categorias de escalas incluem escalas de diagnóstico escalas baseadas em sintomas escalas para diagnósticos específicos escalas autorrelatadas e escalas aplicadas por avaliador Burns et al 2002 Uma das escalas de depressão mais utilizada em idosos é a Escala de Depressão Geriátrica Geriatric Depression Scale GDS desenvolvida por Brink e Yesavage em 1982 versão 30 itens BRINK YESAVAGE 1982 Diversos estudos demonstraram que a GDS oferece medidas válidas e confiáveis para a avaliação dos transtornos depressivos e pode ser utilizada nas versões simplificadas como por exemplo a de 15 itens reduzindo o tempo gasto na sua aplicação Outras escalas de humor amplamente utilizadas são a Patient Health Questionnare9 PHQ 9 e Center for Epidemiologic Studies Depression Scale CESD dentre outras Independentemente da escala utilizada o diagnóstico de depressão maior deve ser confirmado pela avaliação dos critérios padronizados do DSMIV E N d Moraes 2012 Como o presente trabalho não tem objetivo de realizar diagnóstico de alterações psiquiátricas e sim avaliar de maneira mais ampla os sintomas relacionados à saúde mental de idosos como ansiedade depressão e estresse optouse por utilizarse a Escala de Depressão Ansiedade e Estresse DASS21 Como depressão e ansiedade têm sido associadas a uma série de sintomas que frequentemente se sobrepõem uma das vantagens da aplicação da DASS21 é o fato desse ser um instrumento único para avaliar sintomas de depressão ansiedade e estresse R C B Vignola A M Tucci 2014 A escala DASS21 é composta de um questionário autopreenchido de 21 itens destinado a medir a magnitude de três estados emocionais negativos 31 depressão ansiedade e estresse O DASSDepressão concentrase em relatos de baixo humor motivação e autoestima A ansiedade avaliada no DASS relacionase com a excitação fisiológica pânico percebido e medo Enquanto o DASSestresse ligase à tensão e irritabilidade R C B Vignola A M Tucci 2014 Outras características desta escala estão detalhadas no item 564 sobre os instrumentos utilizados nesta pesquisa Vários estudos realizados com adultos têm demonstrado excelente consistência interna da escala e também é verificada a consistência dessa escala em idosos Gloster et al 2008 em um estudo que analisou as propriedades psicométricas da DASS21 em uma população de idosos que procuram cuidados na atenção primária encontraram resultados de boa consistência interna excelente validade convergente e boa validade discriminativa especialmente para a escala de depressão assim como os estudos realizados com amostras de outras faixas etárias Gloster et al 2008 Em um estudo sobre a aplicação da GDS DASS21 e Lista de Verificação de Transtorno de Estresse PósTraumático para coortes de enfermagem da comunidade os autores destacam pontos positivos na utilização da DASS21 em idosos Um deles é que a subescala de depressão do DASS 21 assim como o GDS não inclui perguntas sobre as queixas somáticas do entrevistado o que sugere que essas escalas capturem com precisão a depressão em idosos Outra característica positiva destacada é que a escala DASS 21 pode ser administrada e interpretada com precisão por um profissional de saúde generalista como enfermeiro da comunidade Allen Annells 2009 24 RESILIÊNCIA De acordo com a Associação Americana de Psicologia APA a resiliência é um processo de boa adaptação em face de adversidades traumas tragédias ameaças ou motivos significativos de estresse Newman 2005a Resiliência é uma variável multidimensional consistindo de atributos psicológicos e disposicionais como competência sistema de suporte externo e estrutura pessoal Lee et al 2013 32 O estudo da resiliência incialmente relacionase à literatura sobre psicopatologia e cresceu ao incorporar temas diversificados que inclui psicologia positiva desenvolvimento adulto estresse e enfrentamento Mlinac Schwabenbauer 2018 A pesquisa sobre resiliência na área da saúde iniciou nos anos 70 com investigações sobre pessoas que passaram por situações adversas e conseguiram se recuperar e se desenvolver de maneira saudável Brandão Mahfoud GianordoliNascimento 2011 Grande parte das pesquisas iniciais era realizada com crianças o que foi se estendendo para outros períodos da vida com o passar dos anos de Jesus Laranjeira 2007 Em uma revisão da literatura sobre resiliência psicológica Souza e Cerveny em 2006 relatam que a maior parte dos temas pesquisados incluía refugiados sobreviventes à guerra e ao holocausto abuso sexual na infância violência familiar uso de drogas saúde do cuidador crianças com necessidades especiais estresse ambiental fatores relacionados ao desempenho acadêmico e divórcio A partir de 1999 surgem temáticas relacionadas à resiliência do idoso Souza Cerveny 2006 Na metanálise de Lee e colaboradores de 2013 foi avaliada a relação entre resiliência psicológica e variáveis relevantes Os seus resultados indicaram que fatores protetores como satisfação com a vida otimismo afeto positivo auto acurácia autoeficácia autoestima e suporte social tem grande efeito sobre a resiliência psicológica Já o tamanho de efeito foi médio para fatores de risco como ansiedade depressão afeto negativo e estresse percebido Enquanto fatores demográficos como idade e sexo tiveram pequeno tamanho de efeito sobre a resiliência Lee et al 2013 Demonstrando dessa forma a importância do estudo de fatores positivos e protetores da saúde mental enquanto muitas vezes a maioria dos estudos foca questões negativas problemáticas e de difícil solução na saúde mental dos idosos Falcao Ludgleydson 2010 Na maioria dos estudos sobre o conceito de resiliência ressaltase porém a diversidade de definições e a falta de um consenso sobre o fenômeno investigado que varia desde uma característica fixa de alguns indivíduos a uma capacidade que pode ser desenvolvida ou um processo de adaptação em situação de adversidades 33 Também existem discussões se resiliência significaria resistência ao estresse ou o processo de recuperação às situações adversas vividas Além disso os autores também divergem sobre a resiliência ser um atributo individual ou fruto da interação com o ambiente Brandão 2009 Luthar Cicchetti Becker 2000 Algumas definições de estudos sobre resiliência mais relacionadas ao presente trabalho são a de De Jesus Laranjeira 2007 que define a resiliência como um fenômeno funcionamento ou arte de se adaptar às situações adversas condições biológicas e sociopsicológicas desenvolvendo capacidades ligadas aos recursos internos intrapsíquicos e externos ambiente social e afetivo que permitem aliar uma construção psíquica adequada à inserção social A OMS em 2015 também define a resiliência como capacidade de manter ou melhorar o nível da capacidade funcional em face da adversidade através da resistência recuperação ou adaptação WHO 2015c Brandão 2009 em sua dissertação sobre o conceito de resiliência e suas imprecisões considera resiliência ligada aos fenômenos de recuperação e superação definindoa como processo e não como traço Brandão 2009 Falcão e Ludgleydson 2010 também consideram a resiliência como um processo multidimensional no qual fatores como características pessoais relacionamentos experiências anteriores aspectos socioeconômicos interação com o ambiente são importantes Além disto ressaltase que a resiliência não é um atributo fixo da pessoa podendo variar de acordo com os momentos da vida Falcao Ludgleydson 2010 É neste mesmo entendimento que o presente estudo irá se basear A resiliência é composta por 3 conjuntos de pares de atributos competência e adversidade recursos e riscos e processos de proteção e vulnerabilidades Wells Avers Brooks 2012 Na revisão sistemática da literatura de Cosco et al 2017 a fonte da adversidade nos estudos analisados variava muito mais estudos incluíram adversidade não aguda 22 estudos como por exemplo câncer do que adversidade aguda 12 estudos como desastres Já as adaptações positivas a esses eventos adversos foram menos variadas geralmente demonstradas por baixos níveis de sofrimento psíquico como por exemplo baixos níveis de ansiedade 5 estudos ou sintomas de estresse póstraumático T Cosco et al 2017 34 Outro tipo de resiliência estudada em algumas pesquisas é a resiliência física que Whitson e colaboradores em 2015 definem como Uma característica que determina a capacidade de resistir ou recuperarse do declínio funcional após estressores de saúde As medidas de resiliência física podem incluir tempo para recuperação e totalidade da recuperação Whitson et al 2015 241 Métodos de avaliação da resiliência A resiliência descreve o processo resultante de uma situação em que um indivíduo enfrenta com relativo sucesso condições adversas e situações de risco com o auxílio de fatores de proteção E devido à natureza não observável do construto a resiliência não pode ser medida fisicamente apenas inferida pela medição de seus componentes constituintes Reppold Mayer Almeida Hutz 2012 Visando obter uma forma mais universal e objetiva de avaliar esse construto alguns pesquisadores desenvolveram instrumentos de avaliação psicológica voltados especificamente para a expressão de uma medida quantitativa do grau de resiliência Incluemse nessa categoria as conhecidas escalas de resiliência por exemplo Escala de resiliência desenvolvida por Wagnild Young RS25 Escala de resiliência de ConnorDavidson CDRISC dos autores Connor e Davidson de 2003 e Escala de resiliência do adolescente Reppold et al 2012 Na revisão sistemática da literatura de Cosco et al 2017 foram analisados estudos longitudinais de envelhecimento que postulavam definições operacionais de resiliência Dos trinta e seis estudos incluídos na revisão sistemática 4 usaram métodos orientados psicometricamente isto é administração repetida de métricas de resiliência estabelecidas Enquanto 9 estudos usaram métodos orientados por definição isto é estabelecimento a priori de componentes e critérios de resiliência e 23 estudos usaram métodos baseados em dados isto é técnicas que identificam indivíduos resilientes usando modelos de variáveis latentes Sendo preditores de resiliência bemestar emocional alto otimismo autorrelato de envelhecimento bem sucedido engajamento social e poucas queixas cognitivas T Cosco et al 2017 No presente estudo optouse por utilizarse a escala de resiliência desenvolvida por Wagnild e Young em 1993 por ser a única adaptada para o 35 português no Brasil segundo as buscas realizadas A RS25 avalia o nível de adaptação psicossocial positiva nos acontecimentos significativos da vida O teste é composto por 25 itens respondidos em uma escala do tipo Likert de sete pontos onde escores altos indicam elevada resiliência A escala apresenta evidências de diferentes tipos de validade conteúdo construto e critério Nos estudos de validade de construto dessa medida cinco componentes foram identificados como fatores para resiliência serenidade perseverança autoconfiança sentido de vida e autossuficiência Reppold et al 2012 No estudo de Resnick e Inguito 2011 com 274 idosos maioria mulheres com média de 3 comorbidades médicas demonstrou que a RS25 permite identificar idosos com baixa resiliência e expor esses indivíduos a intervenções para melhorar a resiliência e facilitar o envelhecimento bemsucedido B A Resnick P L Inguito 2011 242 Resiliência e envelhecimento O envelhecimento frequentemente envolve mudanças significativas além das perdas biológicas como mudanças nos papéis e posições sociais e a necessidade de lidar com perdas de relações próximas Em resposta os adultos mais velhos tendem a selecionar metas e atividades em menor número porém mais significativas otimizar suas capacidades existentes por meio de práticas e novas tecnologias bem como compensar as perdas de algumas habilidades encontrando outras maneiras de realizar a tarefa Os objetivos as prioridades motivacionais e as preferências também parecem mudar Embora algumas dessas mudanças possam ser guiadas por uma adaptação à perda outras refletem o desenvolvimento psicológico contínuo na idade mais avançada que pode ser associado ao desenvolvimento de novos papéis pontos de vista e muitos contextos sociais inter relacionados Essas mudanças psicossociais podem explicar por que em muitos cenários a idade avançada pode ser um período de bemestar subjetivo maior WHO 2015c Assim como o envelhecimento é caracterizado pela introdução e exacerbação de desafios físicos sociais e psicológicos é um período promissor para investigação dos mecanismos da resiliência de Jesus Laranjeira 2007 Mehta et al 2008 Para o estudo da resiliência dos idosos um dos critérios que na maior 36 parte das vezes é ressaltado é o do envelhecimento bemsucedido Uma vez que esta capacidade de adaptação positiva à adversidade pode ser um fator importante no envelhecimento bemsucedido WHO 2015c A resiliência tem sido descrita como a capacidade do sujeito responder de maneira positiva a uma adversidade sendo um processo multidimensional importante nos idosos por auxiliar no ajuste psicossocial e estar associado à melhor saúde mental de Jesus Laranjeira 2007 Mehta et al 2008 No final da vida a resiliência demonstra o potencial de um indivíduo para adaptarse e manter sua saúde mental apesar da presença de ameaça ou risco Windle 2011 Windle et al 2008 ao examinarem o conceito de resiliência em uma amostra de 1847 indivíduos de idades entre 50 e 90 anos mostraram que autoestima controle interpessoal e competências pessoais são indicadores de resiliência O que corrobora com a noção que resiliência está ligada a competências pessoais nos idosos No modelo criado por esses autores a resiliência se assemelha a um guardachuva que abriga recursos psicológicos essenciais para a superação de adversidades como competências pessoais autoestima autoeficácia e controle interpessoal Windle Markland Woods 2008 Esta capacidade compreende componentes intrínsecos e componentes ambientais que podem diminuir os déficits presentes com envelhecimento Entre os componentes intrínsecos estão os traços psicológicos que ajudam o indivíduo a superar problemas de forma positiva e as reservas fisiológicas que permitem uma pessoa mais velha se recuperar rapidamente depois de uma queda Já os componentes ambientais estão relacionados a redes sociais fortes que podem ser chamados em momentos de necessidade ou bom acesso à saúde e assistência social WHO 2015c Assim a resiliência abrange recursos individuais como estratégias de enfrentamento competências pessoais sistemas religiosos e de crenças condições sociais apoio social além de perdas ou mudanças como luto doenças ou outras adversidades Fontes Neri 2015 Siriwardhana et al 2014 No caso de envelhecimento vários fatores podem ser considerados estressantes e influenciarem na resiliência Eventos como luto queda no nível socioeconômico com a aposentadoria ou deficiência podem resultar em isolamento perda de 37 independência solidão e sofrimento psicológico em pessoas mais velhas Fontes Neri 2015 Mehta et al 2008 Hayman Kerse and Consedine 2017 propuseram um modelo relacionado à idade no qual um contexto de desenvolvimento e sóciohistórico que inclui fatores físicos e sociais da fase de vida e da coorte envolve e define essas características figura 3 Fonte Adaptado de Hayman et al 2017 Dessa forma no envelhecimento a resiliência é importante para a manutenção da funcionalidade do bemestar subjetivo do senso de ajustamento da motivação para a atividade e do envolvimento vital Estes elementos têm como papel central proteger o idoso da influência das perdas dos riscos e das ameaças sobre a adaptação além de estarem associados com o envelhecimento bemsucedido Fontes Neri 2015 Wells et al 2012 Nesse sentido a teoria do ciclo da vida lifespan desenvolvida pelo psicólogo alemão Paul B Baltes considera o desenvolvimento como processo de adaptação contínuo multidimensional e multidirecional de natureza normativa e não Mudanças Declínio físico e mental Redução de interação social Recursos Psicossocial Atividade valorizada Experiência de vida Espiritualidade Resultados Independência Envelhecimento saudável CONTEXTO DE DESENVOLVIMENTO E SÓCIOHISTÓRICO Figura 3 Processo de resiliência no contexto de desenvolvimento e sóciohistórico 38 normativa marcado por ganhos e perdas e pela relação entre o indivíduo e o meio Relata também que a autorregulação do self através de recursos da personalidade e de apoio social auxilia no funcionamento psicossocial dos idosos apesar das perdas típicas do período estando assim associada à resiliência psicológica nessa faixa etária Baltes 1987 Neri 2006 Em um estudo sobre a resiliência segundo o paradigma do desenvolvimento ao longo da vida lifespan Fontes 2010 descreve intervenções para aumentar a resiliência dos idosos relatando que estas podem auxiliar a superar os efeitos das perdas típicas do envelhecimento Fontes 2010 São descritos modelos de envelhecimento bemsucedido baseado na proatividade corretiva e preventiva como o de Kahana Kahana and Kercher 2003 no qual os idosos são estimulados a usarem recursos internos e externos a fim de aumentar sua qualidade de vida Kahana et al 2003 A autora também relata o estímulo de habilidades autorreguladoras e a eficácia pessoal com a finalidade de aumentar a resiliência Fontes 2010 243 Resiliência saúde mental e envelhecimento A pesquisa nacional sobre resiliência em idosos ainda é relativamente pequena se compararmos com a investigação sobre saúde e funcionalidade Fontes Neri 2015 A associação entre saúde mental em idosos e resiliência é ainda menor Compreender essa relação pode auxiliar no entendimento dos mecanismos pelos quais alguns idosos estariam mais susceptíveis a acometimentos psiquiátricos do que outros Além disso ao se confirmar a influência da resiliência na saúde mental em idosos podese fomentar a utilização de estratégias que estimulem esse aspecto na população idosa podendo ser esta uma medida eficiente de prevenção e tratamento de alterações na saúde mental em idosos A associação entre resiliência e saúde mental é bastante estudada em crianças e adolescentes em cuidadores de idosos em vítimas de desastre como holocausto terremotos abuso na infância em refugiados e em portadores de doenças crônicas Porém apenas recentemente as pesquisas têm avaliado o impacto da resiliência em idosos e ainda são poucos os estudos que avaliam a 39 associação da resiliência com a depressão na velhice Fontes Neri 2015 Mehta et al 2008 Alguns estudos demonstram que idosos com maior resiliência apresentam melhor saúde mental Hardy Concato Gill 2004 Mehta et al 2008 Em um estudo que compara vários domínios do envelhecimento bem sucedido entre idosas deprimidas e nãodeprimidas Vahia et al avaliaram 1979 idosas e encontraram que níveis leves e moderados de sintomas depressivos foram associados com pior funcionamento em praticamente todos os componentes do envelhecimento bemsucedido que examinaram O grupo sem depressão apresentou maiores valores na escala de resiliência do que os grupos com depressão corroborando com o papel da resiliência como fator de proteção para depressão em idosos Vahia et al 2010 Em uma revisão sistemática sobre o impacto da resiliência na saúde mental de adultos forçados a migrar devido a conflitos foi demonstrado o impacto negativo do deslocamento prolongado sobre os níveis de resiliência o que reflete nos transtornos mentais Siriwardhana et al 2014 Em idosos porém não foram encontrados estudos que avaliem isoladamente a relação entre ansiedade e resiliência e sim que avaliem a associação de saúde mental e resiliência os quais sempre encontram uma relação inversa entre esses fatores O estudo de Pierre Fossion et al 2013 por exemplo ao avaliar a resiliência como mediador de depressão e ansiedade em idosos que viveram no holocausto encontraram relação negativa entre resiliência e ansiedade e depressão porém esses sintomas foram avaliados em conjunto pelo checklist de sintomas de Hopkins o que impede de dizer se a relação é causada somente pelos sintomas depressivos ou também pela ansiedade Pierre Fossion et al 2013 Em 2017 nosso grupo de pesquisa publicou uma revisão sistemática e metanálise sobre a associação entre resiliência e sintomas depressivos em idosos na qual foram analisados 727 artigos da literatura médica até março de 2015 Como resultados encontramos que todos os 7 artigos que preencheram os critérios de elegibilidade eram observacionais transversais e encontraram uma relação inversa entre depressão e resiliência Mostrando assim um possível efeito protetor da resiliência em relação à depressão Wermelinger Avila Lucchetti Lucchetti 2017 40 No quadro 2 estão descritas as características país tipo de estudo amostra análises escalas e resultados dos principais artigos sobre resiliência e saúde mental em idosos utilizados neste trabalho Quadro 2 Principais estudos sobre resiliência e saúde mental em idosos Referênc ia País Tipo de estudo Amostra Análises Escalas Resultados Hardy et al 2004 EUA Transversal 546 70 anos Regressão Logística múltipla Escala de Resiliência de Hardy e Gill Escala de depressão CESD Kohout Berkman Evans Cornoni Huntley 1993 Ter poucos sintomas depressivos foi associado à alta capacidade de resiliência RR 159 IC 113211 Mehta et al 2008 EUA Transversal 105 idosos 65 anos grupo 80anos 52 idosos grupo 80 anos 53 idosos Análise de regressão múltipla Escala de Resiliência de HardyGill Hardy et al 2004 GDS Yesavage Sheikh 1986 Resiliência foi associada independentemente com depressão em ambos os grupos ß 026 toda amostra ß 032 no grupo 80 anos e ß 017 no grupo 80 anos Vahia et al 2010 EUA Transversal 1979 mulheres 60 anos ANOVA Escala de resiliência de Connor Davidson CDRISC Connor Davidson 2003 CESD Kohout et al 1993 Mulheres não deprimidas tiveram maior valor na escala de resiliência do que mulheres com depressão clínica MW 36986 E também maiores valores do que as idosas abaixo do limiar para depressão teste t 1001 41 Fossion et al 2013 Bélgica Transversal 65 idosos 65 anos Análise bivariadas Escala de resiliência para adultos RSA Checklist de sintomas Hopkins HSC Derogatis Lipman Rickels Uhlenhuth Covi 1974 Os sintomas de depressão e ansiedade foram correlacionados negativamente com a resiliência Anova 054 Li et al 2015 China Transversal 162 idosos 65 anos Análise bivariadas Escala de resiliência Appraisals RAS Johnson Gooding Wood Tarrier 2010 GDS Yesavage Sheikh 1986 Relação inversa entre sintomas depressivos e resiliência r 046 Ƿ 001 Lim et al 2015 China Transversal 385 idosos 60 anos Análise de regressão múltipla CDRISC Connor Davidson 2003 GDS Yesavage Sheikh 1986 Baixos níveis de resiliência foi significativamente associado com altos níveis de sintomatologia depressiva Β 0137 Ƿ 0001 Resnick et al 2015 EUA Transversal 116 idosos 60 anos Modelagem analítica Escala de Resiliência física B Resnick Galik Dorsey Scheve Gutkin 2011 Ferramenta de scrining útil para depressão UDST Resiliência foi indiretamente associada com o envelhecimento bem sucedido através da depressão χ2 34 p 001 42 Portella José and Elena 2015 Brasil Transversal 59 idosos 69 anos Análise multivariada de regressão linear Escala de Resiliência de adaptada por Pesce et al Escala de Depressão Geriátrica Yesavage et al1986 Correlação negativa entre resiliência e sintomatologia depressiva r0688 p001 Cordeiro et al 2020 Brasil Transversal 159 idosos 60 anos Teste de Correlação de Pearson Escala de Resiliência Escala de Depressão Geriátrica Yesavage et al1986 A presença de sintomas depressivos está correlacionada negativamente com o nível de resiliência 0326 p0000 Fonte Elaborado pela autora Notas Quadro 2 CESD Escala de Depressão do Centro para estudos epidemiológicos GDS Escala de Depressão Geriátrica RR Risco relativo IC Intervalo de confiança ß Coeficiente de Regressão estimada MW Teste de MannWhitney R Análise de correção de Pearson 25 ATIVIDADE FÍSICA Atividade física é entendida como qualquer movimento corporal realizado pela musculatura esquelética que leve a um gasto energético acima do que o repouso tem utilizado A partir dessa definição a quantidade de energia utilizada para a realização de determinado movimento parece ser o critério definitivo para definir o indicador da atividade física A atividade física na vida diária pode ser categorizada em atividades ocupacionais esportivas condicionantes domésticas ou outras O exercício é um subgrupo de atividade física que é planejado estruturado e repetitivo e tem como objetivo final ou intermediário a melhoria ou manutenção da aptidão física Sendo assim podese encontrar desde o exercício a forma estruturada e com propósito definido até aquela atividade realizada no cotidiano ou atividades da vida diária Caspersen Powell Christenson 1985 Dados publicados em 2018 no The Lancet Global Health mostram que mais de um em cada quatro adultos no mundo 28 ou 14 bilhão de pessoas estão 43 fisicamente inativos O estudo baseiase em 358 pesquisas em 168 países incluindo 19 milhões de participantes adultos com 18 anos ou mais Os autores agruparam inquéritos populacionais que relatavam a prevalência de atividade física insuficiente que incluía atividade física no trabalho em casa para transporte e durante o tempo de lazer Atividade física insuficiente foi descrita como não fazer pelo menos 150 minutos de intensidade moderada ou 75 minutos de atividade física de intensidade vigorosa por semana ou qualquer combinação equivalente das duas nos níveis de atividade autorreferidos Guthold Stevens Riley Bull 2018 O documento de autoria de quatro especialistas da OMS relata dados que atualizam as estimativas de 2008 sobre os níveis de atividade e pela primeira vez traz análises de tendência mostrando que globalmente o nível global de inatividade em adultos permanece praticamente inalterado desde 2001 Os dados também revelam que as mulheres são menos ativas do que os homens com uma diferença de mais de 8 no nível global 32 homens vs 23 mulheres Guthold et al 2018 A prevalência de inatividade em 2016 foi mais de duas vezes maior nos países de alta renda 368 do que nos países de baixa renda 162 e a atividade insuficiente aumentou nos países de alta renda ao longo do tempo Nos países mais ricos a transição para ocupações mais sedentárias recreação e transporte motorizado poderia explicar o maior nível de inatividade Enquanto em países de baixa renda mais atividade física é realizada no trabalho e para o transporte de acordo com os autores Considerando que a diminuição da atividade física ocupacional e doméstica são inevitáveis à medida que os países prosperam e o aumento da tecnologia os governos devem fornecer e manter infraestrutura que promova aumento de caminhada e ciclismo para transporte além de esportes e recreação Guthold et al 2018 Esses dados mostram a necessidade de todos os países aumentarem a prioridade dada às ações para fornecer os ambientes que apoiem a atividade física e aumentar as oportunidades para pessoas de todas as idades de serem ativas todos os dias Os autores destacam que se tendências atuais continuarem a meta de atividade física global para 2025 uma redução relativa de 10 na atividade física insuficiente não será atingida Políticas para aumentar os níveis de atividade física entre as populações precisam ser priorizadas e ampliadas com urgência Isto porque 44 a inatividade física regular aumenta o risco de saúde precária incluindo doenças cardiovasculares vários tipos de câncer e diabetes quedas e doenças mentais Guthold et al 2018 O novo Plano de Ação Global para Atividade Física 20182030 estabelece a meta de reduzir a inatividade física em 10 até 2025 e 15 até 2030 Para isso o plano estabelece quatro objetivos que são criar ambientes sociedades pessoas e sistemas ativos As recomendações para diminuir a inatividade física e seus malefícios são universalmente aplicáveis a todos os países e abordam os múltiplos determinantes culturais ambientais e individuais da inatividade A inatividade física é mais do que um desafio para a saúde os custos financeiros também são enormes Globalmente estimase que a inatividade física custe US 54 bilhões em assistência médica direta dos quais 57 são incorridos pelo setor público e outros US 14 bilhões são atribuíveis à perda de produtividade Dessa forma o documento destaca que para atuar neste problema é necessária uma abordagem integrada e sistêmica não existe uma solução política isolada WHO 2018 251 Medidas de avaliação da atividade física A AF apresentase como um fenômeno complexo em que uma gama de diferentes comportamentos pode teoricamente ser classificados Diferentes dimensões como a frequência a intensidade a duração e ainda o tipo de atividade podem ser consideradas Devido à complexidade e subjetividade que a atividade física apresenta existem diversos métodos para medir diferentes aspectos da AF A falta um instrumento considerado padrão faz com que a escolha do instrumento mais adequado leve em consideração alguns critérios como a qualidade a validade a praticidade do instrumento o custo e a aceitabilidade dentre outros Reis Petroski Lopes 2000 De maneira geral os instrumentos de medida ou utilizam as informações dadas pelos sujeitos questionários entrevistas e diários ou utilizam marcadores fisiológicos ou sensores de movimento para a mensuração direta de atividades em determinado período de tempo como calorimetria água duplamente marcada vetores de aceleração e sensores de movimento Reis et al 2000 45 Dentre os métodos indiretos os questionários têm sido os mais empregados para avaliar a atividade física e o gasto energético em estudos de grande abrangência devido principalmente ao baixo custo financeiro e baixa demanda de tempo para aplicação Reis et al 2000 Em um estudo que avaliou as características origens aspectos psicométricos vantagens e limitações de questionários que medem o nível de atividade física em idosos foram discutidas as características de seis questionários PASE BAECKE IPAQ CHAMPS YPAS ou YALE e ZUTPHEN Os questionários BAECKE e o IPAQ são os únicos dos avaliados traduzidos e validados para a língua portuguesa O IPAQ Questionário Internacional de Atividades Físicas foi o que pareceu apresentar as melhores condições para ser aplicado em idosos brasileiros Isso porque o questionário é válido para diferentes populações facilitando as comparações com outros países de Almeida Gomes Marques Benedetti 2006 Outros fatores positivos e que motivaram a escolha do uso do IPAQ na presente pesquisa estão ligados além do fato de o mesmo ser traduzido e adaptado para o Brasil à praticidade e ao baixo custo de aplicação em maior número de pessoas Alguns pontos negativos do IPAQ são em função de sua subjetividade pode apresentar resultados limitados relacionados à dificuldade de memória por parte do idoso não é recomendável utilizálo com crianças e quando a amostra for pequena de Almeida Gomes et al 2006 Outro estudo que reforça positivamente o uso do IPAQ para população idosa é o de Torquato et al de 2016 Com o objetivo de comparar o nível de AF medido por acelerômetro e pelo questionário IPAQ foram avaliados103 idosos de ambos os sexos de Florianópolis SC Brasil O acelerômetro classificado dentro dos métodos objetivos quantifica objetivamente a atividade física e o gasto energético durante um período de tempo e embora seja um instrumento de grande precisão ainda apresenta um custo elevado e dificuldade de aplicação em grandes populações pois requer a colaboração do avaliado No estudo de Torquato o acelerômetro deveria ser usado durante sete dias consecutivos sendo considerados como dados válidos no mínimo 10 horas de uso em pelo menos quatro dias um de final de semana O IPAQ domínio lazer versão longa foi respondido com base em uma semana habitual Comparando a AF mensurada pelo IPAQ e pelo acelerômetro não houve 46 diferença estatisticamente significante na amostra geral independente do sexo Concluise assim que em idosos há concordância entre a atividade física medida pelo IPAQ e pelo acelerômetro Torquato et al 2016 252 Atividade física e envelhecimento Como descrito no item 22 do presente trabalho o envelhecimento traz repercussões em vários aspectos E a atividade física surge como um processo comportamental essencial para a atenuação das consequências degenerativas que decorrem do envelhecimento Bauman et al 2016 Com o objetivo de estimar a associação entre estilo de vida saudável e o número de anos de vida livres de doença foi realizado um estudo prospectivo de multicamadas com 116043 participantes incluídos de 12 estudos europeus Observouse uma associação estatisticamente significativa entre o escore geral do estilo de vida saudável e um número aumentado de anos de vida livres de doença Nesta análise multicamada vários perfis de estilo de vida saudável parecem estar associados a ganhos nos anos de vida sem grandes doenças crônicas Esses perfis de estilo de vida associados ao maior número de anos livres de doença incluíram um índice de massa corporal menor que 25 e pelo menos 2 dos seguintes fatores nunca ter sido tabagista prática de atividade física e consumo moderado de álcool Reforçando assim a importância da prática da atividade física Nyberg et al 2020 Em uma série de artigos sobre atividade física publicada no The Lancet em 2012 Kohl et al descreveram os benefícios já conhecidos da atividade física como a diminuição das taxas de mortalidade por todas as causas de doenças cardiovasculares de Acidente Vascular Encefálico de depressão entre outros acometimentos Assim a atividade física vem sendo considerada uma medida eficaz no combate contra as doenças não transmissíveis pela OMS que reconhece a inatividade física como um dos principais fatores de risco para a morbidade global e mortalidade prematura Kohl et al 2012 No documento sobre Envelhecimento Ativo desenvolvido pela OMS em 2005 alguns benefícios da participação em atividades físicas regulares e moderadas para pessoas idosas são descritos como retardar declínios funcionais diminuir o aparecimento de doenças crônicas em idosos saudáveis ou doentes crônicos 47 manter a independência funcional além de reduzir o risco de quedas Existem portanto importantes benefícios econômicos quando os idosos são fisicamente ativos OMS 2005 Engajarse em atividade física gera muitos benefícios incluindo o aumento da longevidade Outros benefícios da realização de exercícios físicos em idades mais avançadas incluem a melhoria da capacidade física e mental manutenção da força muscular e função cognitiva redução da ansiedade e depressão e melhora da autoestima e da função social devido ao envolvimento na comunidade manutenção e aumento de redes sociais WHO 2015c Um resumo dos benefícios da prática de atividade física para a saúde de idosos é mostrado na Figura 4 que inclui efeitos sobre a melhoria do estado funcional estado psicológico bemestar e benefícios sociais conforme revisado no Guideline de atividade física para americanos de 2018 com evidências dos benefícios da atividade física Piercy et al 2018 As evidências epidemiológicas desses benefícios acumularamse ao longo de várias décadas com as mais recentes evidências enfocando a saúde neurológica e o bemestar psicossocial e mental Bauman et al 2016 48 O Posicionamento Oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia sobre Atividade Física e Saúde no Idoso de 1999 destaca o envelhecimento como processo contínuo durante o qual ocorre declínio progressivo de todos os processos fisiológicos E que a prática de atividade física pode retardar as alterações morfofuncionais que ocorrem com a idade e quebrar o ciclo vicioso envolvendo inatividade física descondicionamento perda da independência desmotivação e ansiedade e depressão que pode ocorrer com o envelhecimento figura 5 Nóbrega et al 1999 Efeitos da atividade física na fisiologia do envelhecimento 1 Prevenção de doenças e redução de riscos 2 Resultados no status funcional 3 3 Psicológica e bemestar 4 Resultados sociais Redução de todas as causas de mortalidade Doença coronariana Prevenção ao diabetes AVE doença vascular periférica e câncer de cólon e mama Sintomas musculoesqueléticos Fratura de fêmur redução das quedas Peso pressão arterial e lipídeos Manutenção da força muscular densidade óssea Qualidade de vida Funcionamento físico vida diária Função cognitiva Resultados imediatos Reduzir ansiedade Reduzir depressão Reduzir estresse Bemestar a longo prazo Satisfação de vida Auto conceito estima Melhora do sono Rede social de envolvimento comunitário suporte social e intergeracional Fonte Adaptado de BAUMAN et al 2016 Figura 4 Benefícios da atividade física para idosos 49 Figura 5 Ciclo Vicioso de inatividade física no envelhecimento Fonte NOBREGA et al 1999 As diretrizes sobre atividade física para americanos destacam que todos os idosos devem evitar a inatividade Alguma atividade física é melhor que nenhuma e para benefícios substanciais à saúde os idosos devem fazer pelo menos 150 minutos 2 horas e 30 minutos por semana de intensidade moderada ou 75 minutos 1 hora e 15 minutos por semana de atividade física aeróbica de intensidade vigorosa ou equivalente A atividade aeróbica deve ser realizada em episódios de pelo menos 10 minutos e preferencialmente deve ser distribuída ao longo da semana Piercy et al 2018 Os adultos mais velhos também devem realizar atividades de fortalecimento que envolvam todos os principais grupos musculares pelo menos dois dias por semana Aqueles em risco de queda devem adicionar exercícios que ajudem a manter ou melhorar o equilíbrio A atividade combina exercícios aeróbicos fortalecimento muscular e exercícios de equilíbrio Todos os 3 aspectos são importantes para essa população porque idosos correm maior risco de quedas e força e equilíbrio são necessário para evitar queda Piercy et al 2018 Uma análise agrupada recente de grandes estudos longitudinais descobriu que as pessoas que se envolveram em 150 minutos por semana de atividade física em intensidade moderada tiveram uma redução de 31 na mortalidade em comparação com aqueles que menos ativo O benefício foi maior naqueles idosos 50 com mais de 60 anos Neste estudo foram agrupados dados de Coortes com atividade física autorreferida Um total de 661137 homens e mulheres idade média 62 anos variação 2198 anos e 116686 óbitos foram incluídos O tempo mediano de acompanhamento foi de 142 anos Os autores concluíram que atender às Diretrizes de Atividade Física de 2008 em atividades de intensidade moderada ou vigorosa foi associado com o benefício quase máximo de longevidade Dessa forma no que diz respeito à mortalidade os profissionais de saúde devem incentivar os adultos inativos a realizar atividades físicas de lazer e não precisam desencorajar adultos que já participam de níveis elevados de atividade Arem et al 2015 Apesar dos benefícios evidentes da atividade física estudos sugerem que cerca de um terço dos idosos com idades entre 70 e 79 anos e metade das pessoas com 80 anos ou mais não cumprem diretrizes básicas da OMS para a atividade física na velhice E esta prevalência de inatividade varia significativamente entre os países sugerindo que fatores culturais e ambientais estejam entre as causas dessas variações WHO 2015c Em um estudo de 2010 sobre os fatores de saúde que influenciam o nível de atividade física em idosos foi demonstrado que idade sexo nível de capacidade funcional e quedas estão associados com uma tendência de comportamento não favorável na atividade física A pesquisa teve como objetivo identificar variáveis que afetam de forma independente as tendências comportamentais no nível de atividade física ao longo de dois anos em 1667 idosos da comunidade em São Paulo no Brasil Ferreira Matsudo Ribeiro Ramos 2010 Nesse estudo os sujeitos foram divididos em três grupos de acordo com o autorrelato do Nível de Atividade Física em Regularmente Ativo Insuficientemente Ativo e Fisicamente Inativo Essas medidas foram repetidas após dois anos Os resultados do modelo final demonstraram que o risco de uma tendência de comportamento não favorável no nível de atividade nesta coorte de idosos foi significativamente aumentado se o indivíduo fosse do sexo feminino OR 250 P 001 mais velho 80 anos vs 65 anos OR 629 P 001 dependente da ajuda de outros para atividades de vida diária OR 225 IC 95 120421 P 0011 ou se teve uma história de quedas com consequências OR 688 P 006 Os autores concluem que os programas de promoção para atividade física em idosos 51 devem visar esses fatores reduzindo as barreiras para alcançar as mudanças desejadas no nível de atividade física em idosos Ferreira et al 2010 Bauman e colaboradores também demonstram como o envelhecimento influencia a relação com a saúde e a importância de considerar isso ao desenvolver intervenções para promover a capacidade funcional e estimular a prática de atividade física entre idosos Destacase além disso que mudanças sutis nas mensagens ao longo do curso da vida também podem ser necessárias para que essas intervenções sejam bemsucedidas Bauman et al 2016 253 Atividade física e saúde mental em idosos A atividade física não contribui apenas para a melhora do estado físico do idoso mas também incide em aspectos psicológicos como a autoestima a imagem corporal a qualidade de vida a depressão o bemestar o estresse e a satisfação de vida Petroski Gonçalves 2008 Para a OMS a participação em atividades físicas leves e moderadas pode retardar os declínios funcionais melhorar a saúde mental e contribuir na gerência de transtornos como depressão e demência em idosos WHO 2015c Os benefícios da atividade física em idosos nos aspectos da saúde mental e sociais são discutidos no estudo de Bauman e colaboradores Há evidências de que a atividade física aeróbica pode reduzir os sintomas de depressão e possivelmente reduzir a ansiedade e melhorar a saúde mental entre os idosos O treinamento de resistência de intensidade mais alta também é eficaz na redução dos sintomas de depressão Para a medida menos bem definida de bemestar a evidência de intervenção é menos clara Há alguma evidência de benefícios sociais da atividade física mas confinada a medidas individuais de confiança domínio e autoestima e à interação social relatada isolamento reduzido e aumento do envolvimento da comunidade A literatura revisada por Bauman também sugere a possibilidade de uma relação bidirecional entre atividade física e redes sociais e relacionamentos bem como capital social com idosos ativos mais engajados em suas comunidades ao mesmo tempo que comunidades integradas também promovem atividade física entre os idosos Bauman et al 2016 52 Vários mecanismos psicológicos e fisiológicos foram propostos para explicar os efeitos benéficos do exercício sobre a saúde mental Entre os mecanismos psicológicos citados por Paluska e Schwenk estão a distração a autoeficácia a maestria e a interação social Com relação aos mecanismos fisiológicos o exercício melhora a transmissão sináptica aminérgica no cérebro Paluska Schwenk 2000 As principais monoaminas no cérebro são a noradrenalina dopamina e serotonina que afetam a excitação e a atenção e também têm sido associadas aos sintomas depressivos e distúrbios do sono Outro mecanismo fisiológico está associado à secreção de endorfina que pode ser potencializada durante o exercício auxiliando na redução da dor e potencialização o estado de euforia Paluska Schwenk 2000 Existem evidências de que idosos fisicamente ativos apresentam menor prevalência de doenças mentais do que os não ativos Erickson et al 2011 Benedetti em 2008 ao avaliar a associação entre nível de atividade física e o estado de saúde mental depressão e demência de 875 idosos encontrou associação estatisticamente significativa e inversa entre depressão e atividade física total e atividade física no lazer Os resultados reforçam a importância de estilo de vida ativo para prevenção de problemas de saúde mental em idosos Benedetti Borges Petroski Gonçalves 2008 Em uma revisão sistemática sobre o possível efeito protetor do exercício físico na incidência de depressão e sobre a eficácia do exercício físico como intervenção no tratamento da depressão Moraes et al avaliaram 30 artigos e encontraram o que descrevem como duas vertentes tanto a depressão promove redução da prática de atividades físicas como a atividade física pode ser um coadjuvante na prevenção e no tratamento da depressão em idosos H Moraes et al 2007 Em um estudo com objetivo de avaliar o efeito de um programa de exercício físico aeróbio nos escores indicativos de depressão e ansiedade e na qualidade de vida de idosos saudáveis Antunes et al dividiu 46 idosos saudáveis em dois grupos controle e experimental O autor concluiu que o grupo que participou do programa de exercício aeróbio apresentou redução dos escores de depressão e ansiedade e aumento da qualidade de vida já no grupo controle não foram encontradas alterações Antunes Stella Santos Bueno Mello 2005 53 254 Resiliência e atividade física Participação em programas de exercícios físicos tem sido associada com a resiliência possivelmente através do reforço do envelhecimento bemsucedido e da recuperação Respostas resilientes estão relacionadas a comportamentos conhecidos por assegurar a recuperação o ajuste e o envelhecimento bem sucedido assim como o exercício No estudo sobre as propriedades psicométricas da Escala de Resiliência e a aplicabilidade clínica da ferramenta Resnick e Inguito 2011 encontraram uma relação significativa entre resiliência autoeficácia e comportamento de exercício nos idosos estudados B A Resnick P L Inguito 2011 Alguns estudos suportam esse relacionamento positivo entre resiliência e exercício porém esta relação entre medidas de desempenho físico real e resiliência ainda não está bem estabelecida Em um estudo com 540 idosos da comunidade alta resiliência foi associada a altos níveis de atividade física autorrelatados e força de preensão palmar Assim a alta função medida por desempenho físico pode proporcionar um efeito protetor influenciando a resiliência por facilitar a recuperação à adversidade Hardy et al 2004 Pinheiro 2004 ressalta o binômio riscoproteção relacionado ao desenvolvimento da resiliência com fatores estressores e protetores influenciando na capacidade de recuperarse Entre os fatores protetores estão as condições do próprio indivíduo como senso de humor engajamento em atividades as condições familiares e as redes de apoio do ambiente D P N Pinheiro 2004 Rutter 1993 Nesse sentido a prática de atividade física pode ser considerada um fator de proteção para o desenvolvimento da resiliência por estimular condições favoráveis de recuperação Em um estudo com adolescentes a realização da atividade física foi inicialmente associada a estresse por aprender uma habilidade dificuldades e frustrações Porém ao longo do tempo a atividade os ajudou a serem capazes de superar os desafios Ho et al 2015 Erickson et al 2011 demonstraram que a prática de exercícios aeróbios três dias por semana durante um ano aumenta em 2 o tamanho do hipocampo região do cérebro envolvida na memória e na regulação do estresse O estudo demonstra 54 que o exercício físico é eficaz em reverter a perda de volume hipocampal em idosos e em proteger os neurônios dessa área o que é acompanhado por melhora da função de memória Assim os autores sugerem que a atividade física pode auxiliar os idosos a se recuperarem de circunstâncias difíceis Erickson et al 2011 Em um estudo publicado em 2016 Fields et al demonstraram que idosos resilientes apresentavam maior nível de atividade física níveis de proteína Creativa significativamente mais baixos e 53 tiveram um risco menor de doença cardíaca em comparação com idosos não resilientes A J Fields et al 2015a Em 2014 Stephan Sutin and Terracciano 2014 publicaram evidências de dois estudos longitudinais sobre atividade física e desenvolvimento da personalidade na idade adulta e na velhice e demonstraram que um estilo de vida ativo ajuda a manter um perfil de personalidade resiliente e pode prevenir mudanças mal adaptativas de personalidade Usando dados longitudinais dos estudos MIDUS e HRS os autores concluíram que indivíduos mais ativos fisicamente diminuíram menos em consciência extroversão abertura e amabilidade e tiveram maior estabilidade e consistência de perfil ao longo do tempo Esses achados sugerem que a atividade física pode ajudar a preservar a estabilidade da personalidade e prevenir mudanças mal adaptativas de personalidade na idade adulta e na velhice Stephan et al 2014 No estudo citado acima apesar de não avaliarem a resiliência em uma escala específica os autores estudaram fatores correlacionados ao constructo resiliência O estudo MIDUS ocorreu em duas ondas 19941995 e 20042005 A amostra final foi composta por 3758 indivíduos com idade entre 20 e 75 anos na linha de base sendo 55 mulheres com média de idade de 4720 e DP 1234 Foram analisados apenas indivíduos que forneceram dados para ambas as ondas nas variáveis de interesse Já o estudo HRS é um estudo de painel representativo e prospectivo a nível nacional que analisa americanos com 50 anos ou mais Para o estudo sobre atividade física e desenvolvimento da personalidade foram sorteados participantes das oitavas 2006 e décimas 2010 ondas A amostra final foi composta por 3774 participantes 59 mulheres média de idade 6970DP 979 Stephan et al 2014 Os resultados de ambos as amostras foram consistentes com a hipótese de que um estilo de vida ativo ajuda a manter um perfil de personalidade mais 55 resiliente Um estilo de vida sedentário em contraste foi associado com menor estabilidade e maiores declínios na conscienciosidade extroversão abertura e agradabilidade Os correlatos positivos da atividade física menor risco de doença e declínio cognitivo e menor vulnerabilidade a estressores ambientais podem ajudar a promover o desenvolvimento positivo da personalidade na vida adulta Ao mesmo tempo as mudanças de personalidade associadas a um estilo de vida sedentário podem aumentar o risco para resultados ruins em vários domínios desde problemas psicológicos até bemestar à longevidade Stephan et al 2014 255 Influencia da atividade física na associação entre resiliência e saúde mental em idosos Com relação à associação entre atividade física resiliência e saúde mental a maioria dos estudos demonstra que pessoas mais ativas têm maior resiliência e melhor saúde mental do que as sedentárias porém grande parte desses estudos é realizada em adultos adolescentes pacientes com câncer ou outros grupos específicos Childs de Wit 2007 Ho et al 2015 Hosseini Besharat 2010 Matzka et al 2016 Skrove et al 2013 Yoshikawa et al 2016 Poucos são os estudos analisando essa associação entre idosos e avaliando os mecanismos utilizados Erickson et al 2011 A J Fields et al 2015a Em 2018 foram publicados os dados da primeira avaliação dos idosos que participam da presente pesquisa como parte da dissertação de mestrado da presente autora com objetivo de avaliar a relação entre resiliência e saúde mental em idosos e como a atividade física influencia essa relação O estudo transversal primeira onda do atual trabalho foi realizado com 312 idosos 179 ativos e 133 sedentários classificados pelo IPAQ Considerando toda a amostra foi encontrada uma relação inversa para a resiliência Escala de Resiliência de WagnildYoung com depressão e estresse DASS21 Entre os sedentários apesar de não haver associação entre resiliência total e saúde mental houve uma relação inversa para o componente sentido de vida da escala de resiliência e depressão Para o grupo ativo houve uma relação entre a resiliência total e seus componentes com depressão e estresse mas não com o componente sentido de vida da escala de resiliência Wermelinger Ávila Corrêa Lucchetti Lucchetti 2018 56 Assim parece que os idosos ativos utilizam mais componentes de resiliência do que os idosos sedentários e diferem na utilização do componente sentido da vida Esse componente relacionase à crença de que existe um bom motivo para se viver o que possivelmente são crenças inatas e não influenciadas pela prática de atividade física Por outro lado os componentes da resiliência utilizados pelos idosos ativos para proteção da saúde mental demonstram a flexibilidade do indivíduo enfrentar os diversos acontecimentos da vida equanimidade a capacidade do indivíduo não perder a motivação perseverança o sentimento de ser único singularidade existencial e a confiança na sua força e potencialidades autossuficiência fatores esses que são estimulados com a prática da atividade física Dessa forma os sedentários por não estarem estimulando esses componentes da resiliência relacionados à atividade física utilizaramse de menos fatores e de fatores mais internos para proteção de sua saúde mental Esses resultados preliminares demonstram que atividade física teve um papel importante na relação entre resiliência e depressão sendo que idosos ativos e sedentários utilizam componentes diferentes da resiliência Wermelinger Ávila et al 2018 De fato estudos realizados em pessoas não idosas têm avaliado a relação entre resiliência estresse psicológico e atividade física Matzka et al 2016 encontraram que aqueles pacientes com câncer que possuíam maior resiliência particularmente os mais velhos apresentaram menor experiência psicológica de estresse resultados semelhantes aos encontrados neste estudo Além disso o estudo demonstrou que os pacientes com maior resiliência eram fisicamente mais ativos Matzka et al 2016 Da mesma forma Yoshikawa et al 2016 encontraram que os participantes que praticavam atividade física tinham maior apoio social e eram mais resilientes do que os que não faziam exercício físico regularmente sugerindo que o exercício físico regular poderia estar associado indiretamente a menor sintomatologia depressiva através do apoio social e resiliência apesar dos autores não terem encontrado diferença estatisticamente significativa nos valores da escala de sintomas depressivos entre os ativos e os sedentários Yoshikawa et al 2016 O mesmo ocorreu no nosso estudo de 2018 quando que não foi encontrada diferença nos escores da escala DASS21 entre os idosos sedentários e ativos e sim nos 57 componentes de resiliência utilizados nessa associação Wermelinger Ávila et al 2018 A continuidade de pesquisas sobre essa relação inclusive com estudos longitudinais para avaliação de causalidade é de grande importância para o estímulo de políticas públicas de saúde para prevenção e intervenção de acometimentos na saúde mental nessa faixa etária Melhorando a compreensão de fatores protetores da saúde mental de idosos e a desmistificação de a velhice como um período de grande sofrimento Wermelinger Ávila et al 2018 26 SUPORTE SOCIAL NA VELHICE As redes de suporte sociais são conjuntos hierarquizados de pessoas que mantêm entre si relações típicas de dar e receber Quanto maior a satisfação com o suporte social melhor é a qualidade de vida o ajustamento psicológico e a saúde percebida Rosa Cupertino Neri 2009 O suporte social é considerado um recurso sociopsicológico no enfrentamento de eventos da vida tanto por prevenir o estresse quanto minimizar os efeitos deste estimulando a adaptação e superação Falcao Ludgleydson 2010 Uma rede de suporte social não é o mesmo que família muito embora a família seja um dos componentes dessa formação Amigos vizinhos prestadores de serviços domésticos como diaristas empregadas domésticas cuidadores ou mesmo porteiros são exemplos de pessoas que podem compor as redes de suporte social Cada pessoa que compõe a rede pode desenvolver papéis diferentes pois as necessidades das pessoas à medida que envelhecem também são diferentes Existem pessoas que terão a função afetiva outras a função de apoio financeiro há aquelas que exercerão a função de acompanhante em passeios e consultas médicas Nenhuma função é mais importante que outra mas as famílias e os profissionais que atendem as pessoas idosas precisam garantir que as diferentes funções sejam exercidas por diferentes pessoas para que não haja sobrecarga de tarefas Sluzki Berliner 1997 Outros benefícios decorrentes do suporte social são o aumento da autoestima e o sentimento de domínio sobre o próprio ambiente senso de pertencimento encorajamento e ajudas materiais função de coping ao amenizar o 58 impacto das doenças estimular o senso de controle e autoeficácia aumentar a crença de competência e de capacidade de controlar seu ambiente e de ser bem sucedido Thompson Flood Goodvin 2006 Na velhice essas habilidades tornamse cada vez mais importantes por reduzirem o impacto negativo do estresse sobre a saúde mental Fiori Antonucci Cortina 2006 Os efeitos do suporte social na saúde mental em idosos têm sido demonstrados por vários estudos Este recurso no enfrentamento dos eventos da vida vem sendo associado a fatores de proteção adaptação manutenção do bem estar saúde e diminuição da vulnerabilidade à depressão em idosos Falcao Ludgleydson 2010 A importância dada ao suporte social para a saúde do idoso é cada vez maior e está diretamente relacionado ao envelhecimento bemsucedido e ao fato de ser uma fonte de regulação emocional Rosa Cupertino Neri 2009 Devido a esta importância do suporte social na saúde mental dos idosos este fator será controlado nas análises realizadas na presente pesquisa No estudo PENSA realizado na cidade de Juiz de Fora investigouse a relação entre sintomatologia depressiva e avaliações subjetivas de suporte social entre 903 idosos entrevistados A ausência de depressão relacionouse com suporte social satisfatório um a três eventos estressantes ser homem ter idade entre 70 a 79 anos ter mais de 80 anos perceberse de classe média e estabilidade da posição social O que reforça a ideia da depressão como fenômeno multifatorial Batistoni et al 2009 Neste estudo o suporte social insatisfatório ofereceu o segundo maior risco para sintomatologia depressiva perdendo apenas para alto número de eventos estressantes no último ano nas análises de regressão múltipla Estes resultados demonstram a importância do suporte social como fator protetor para depressão Batistoni et al 2009 FullerIglesias Sellars e Antonucci 2008 em um estudo sobre relações sociais como um fator protetor na velhice demonstraram que um maior tamanho da rede foi associado com menos sintomas depressivos e maior satisfação com a vida E os idosos que relataram mais características positivas no seu relacionamento conjugal apresentaram menos sintomas depressivos e maior satisfação com a vida Este estudo sugere que as relações sociais podem ser um importante fator 59 facilitador de proteção e de resiliência no fim da vida FullerIglesias Sellars Antonucci 2008 Em 2005 Garcia et al avaliaram a associação entre rede de apoio social e qualidade de vida em 3600 idosos na Espanha e compararam esta associação entre idosos com doença incapacitante como osteoartrite Concluise que apenas uma pequena proporção da população idosa da Espanha não tem relações sociais frequentes e que baixa frequência de relações com os amigos está associada a uma diminuição da qualidade de vida semelhante ou maior do que aquela associada com a osteoartrite García Banegas PerezRegadera Cabrera Rodriguez Artalejo 2005 Uchino em 2004 examinou o efeito das relações sociais sobre a saúde física e demonstrou que as relações de apoio protegem não só de problemas de saúde mental O autor relatou que a ausência de relações de apoio é um preditor de todas as causas de mortalidade demonstrando a importância do apoio social na saúde física além de mental Uchino 2004 Com relação ao ambiente social e atividade física em idosos Mooney em 2016 em sua tese de doutorado estudou o impacto do ambiente construído e social na atividade física entre idosos Foram utilizados dados do Estudo da Vizinhança e Saúde Mental na Cidade de Nova York NYCNAMESII um estudo longitudinal de três ondas com cerca de 3500 idosos residentes em Nova York Dos estudos realizados o autor concluiu que mais desordens físicas foram associadas com menos atividade física potencialmente devido à diminuição de esportes e recreação entre aqueles que vivem em meio à desordem física embora as estimativas da análise de transição latente fossem muito imprecisas para descartar o acaso O autor destaca que pesquisas longitudinais futuras sobre desordem física como uma influência na atividade física se beneficiariam de períodos mais longos de acompanhamento nos quais mais indivíduos se movam entre os bairros Mooney 2016 Uma parte da tese de doutorado de Mooney foi publicada em 2018 demostrando que o desemprego de bairro estava associado à mudança entre as classes latentes da atividade física entre os idosos O estudo longitudinal ocorreu ao longo de 2 anos entre 2011 e 2013 com três ondas em uma coorte de 2023 idosos residentes em Nova York Foram identificadas 7 classes latentes 1 60 predominantemente inativas 2 caminhadas 3 exercícios 4 atividades domésticas e caminhada 5 atividades domésticas e exercícios 6 atividades de jardinagem e atividades domésticas 7 jardinagem atividades domésticas e exercícios A maioria dos indivíduos manteve os mesmos padrões de atividade entre ondas 54 inalterados entre as ondas 1 e 2 66 inalterado entre as ondas 2 e 3 Os autores destacam que futuras análises de transição latente da atividade física se beneficiariam de coortes maiores e períodos de acompanhamento mais longos para avaliar os preditores e os impactos de longo prazo das mudanças nos padrões de atividade Mooney et al 2018 Conforme relatado por Paúl 2005 nas pesquisas em idosos o suporte social é um determinante para o envelhecimento bemsucedido demonstrando a importância dos aspectos psicológicos e satisfação de vida e não somente sobre a mortalidade Paúl 2005 Esse autor descreve também o efeito protetor do suporte social de evitar eou atenuar o estresse associado ao envelhecimento Paúl 2005 Rabelo e Neri 2005 em sua revisão sobre os recursos psicológicos e sociais nos efeitos negativos das condições crônicas dos idosos relatam que grande parte dos idosos utilizam recursos para neutralizar os efeitos das incapacidades e doenças crônicas Entre estes recursos estão o suporte social as crenças e estados emocionais positivos a regulação afetiva o mecanismo de comparação social o senso de autoeficácia percebida o mecanismo de seleção otimização compensação e mecanismos de coping Rabelo Neri 2005 Com relação ao tamanho da rede de suporte social entre os idosos ocorre o processo de seletividade socioemocional Carstensen 1995 descreve que essa adaptação na seleção de parceiros emocionalmente significativos na velhice gera uma mudança quantitativa na rede de suporte social Devido a menor expectativa de tempo futuro os idosos realizam uma seleção dos parceiros que geram maior suporte e bemestar psicológico Dessa maneira a redução seletiva de contatos sociais pelos idosos é um mecanismo compensatório adaptativo que permite mais investimento na manutenção do funcionamento diário e nas relações intergeracionais Além disso os idosos interessamse mais pela qualidade que pela quantidade do suporte Carstensen 1995 Falcao Ludgleydson 2010 61 27 IMPLICAÇÕES PARA SAÚDE COLETIVA A saúde coletiva é um saber constitutivo e essencial a todas as práticas em saúde e apresenta como características a interdisciplinaridade a fertilidade e a complexidade sendo seu objeto de estudo resultante de uma soma de olhares e métodos por profissionais de diferentes áreas Segundo Luz 2009 essa complexidade impede que explicações monocausais muitas vezes ainda usadas no campo das biociências sejam utilizadas neste campo Luz 2009 Ao discutir sobre Saúde Pública e Saúde Coletiva Campos 2000 destaca que é preciso investir não somente na dimensão corporal dos sujeitos conforme tradição da saúde pública vacinação por exemplo mas também pensálos como cidadãos de direito e donos de uma capacidade crítica de reflexão e de eleição mais autônoma de modos de levar a vida Assim a participação na administração das relações entre desejos interesses e necessidades sociais é condição imprescindível para a democracia e para a construção de sujeitos saudáveis Campos 2000 Nesse sentido Minayo e Coimbra 2002 no seu livro sobre Antropologia Saúde e Envelhecimento destacam que muitas vezes o assunto da velhice foi estatizado e medicalizado transformandose ora em problema político ora em problema de saúde No que concerne à saúde em torno da geriatria se estabeleceu um grande mercado consumidor refinando os instrumentos e as medidas que rotulam o cotidiano da existência dos idosos Muitas normas desenvolvidas desconhecem a complexidade dos sujeitos criandose uma estética da vida referenciada em proibições e regras gerais Os autores buscam refletir sobre a possibilidade de introduzir na receita do que é saudável o ingrediente prazer de viver dessa última e decisiva etapa da existência Minayo Coimbra Jr 2002 Falcão e Ludgleydson 2010 em seu livro sobre saúde mental em idosos destacam pontos importantes e poucos discutidos nas pesquisas nesta área como a prevenção e promoção da saúde mental de idosos através da análise das capacidades e habilidades das pessoas idosas e estratégias de resiliência que são fatores cruciais para a saúde mental em idosos Também destacam que a maioria dos estudos sobre o tema enfatiza mais a ausência de saúde mental pautandose num modelo de doença do que promovendo e valorizando as potencialidades capacidades e os aspectos virtuosos dos idosos Falcao Ludgleydson 2010 No 62 mesmo sentido Torre e Amarante 2001 descrevem que na saúde mental é importante que deixemos de nos ocupar da doença e nos ocupemos dos sujeitos Torre Amarante 2001 Assim variáveis subjetivas como a resiliência são melhores preditores do envelhecimento bemsucedido do que as variáveis objetivas o que demonstra a importância de pesquisas nessa área O estudo dessas características positivas ajuda também a superar preconceitos sobre a velhice que muitas vezes ainda é considerado um período de perdas generalizadas sem evoluções ou manutenção das condições existentes Falcao Ludgleydson 2010 Perna e colaboradores avaliaram se a resiliência está positivamente ligada aos comportamentos de saúde numa população idosa de 3942 idosos que participavam de uma coorte da Alemanha Como resultado o estudo mostrou que os idosos resilientes eram mais propensos a comerem furtas e vegetais e realizarem atividades físicas moderadas do que pessoas pouco resilientes independente da condição socioeconômica Dessa maneira os autores destacam que a resiliência pode ser uma importante estratégia nas atividades de promoção de saúde abordando os recursos ao invés dos déficits e fatores de risco Perna et al 2012 Wiles et al em 2019 em um artigo intitulado Desafiado mas não ameaçado Gerenciando a saúde em idade avançada exploraram questões sobre as formas como os idosos mantém a qualidade de vida e saúde através de quadros teóricos de resiliência e lugar na velhice Vinte idosos da comunidade com 85 anos ou mais foram recrutados em 20152016 de um grande estudo longitudinal multidisciplinar sobre idade avançada Esses vinte idosos participaram de entrevistas sobre saúde em idade avançada impacto de doenças interações com médicos acesso à informação apoio à gestão de saúde e percepções de cuidados primários medicamentos e outras formas de assistência Foi utilizada uma estrutura de teoria de posicionamento com base em análise temática e narrativa para entender as formas dinâmicas dos idosos em idade avançada posicionaremse e as formas como eles envelhecem bem através de atos de fala e histórias Wiles et al 2019 Os autores trouxeram como pontos principais dos seus achados os idosos estudados se posicionam como cogestores ativos em seus arranjos de apoio encaram os problemas como desafios e não como ameaças as pessoas em idade avançada adaptamse resilientemente às condições de saúde como parte da vida e 63 do envelhecimento As principais estratégias incluem minimizar a doença e resistir aos discursos biomédicos de complexidade posicionando os eus corpóreos como tendo agência e adaptação criativa em face da perda A resiliência exibida pelos idosos mais velhos auxilia na manutenção do bemestar autonomia e qualidade de vida mesmo vivendo com desafios como declínio funcional e com múltiplas morbidades Estes achados enfatizam a necessidade de se afastar um enfoque nos problemas para se trabalhar em conjunto com pessoas em idade avançada a fim de oferecer uma abordagem mais holística que incentive e melhore a adaptação e flexibilidade ao invés de padrões de enfrentamento rígidos e contraproducentes Wiles et al 2019 Em uma revisão sobre personalidade e longevidade e suas implicações para saúde pública Chapman et al em 2011 relatam que nos últimos 30 anos várias evidências têm demonstrado a influência de traços de personalidade na longevidade No geral as evidências sugerem que alguns traços de personalidade são preditores significativos de longevidade Como é o caso da conscenciosidade e de menores níveis de hostilidade que são associados a maior longevidade No entanto existem outros fatores disposicionais que ainda precisam ser melhores estudados Chapman Roberts Duberstein 2011 Ainda no trabalho de Chapman et al 2011 duas questões foram destacadas a qualidade de vida e a compressão da morbidade fatores que ganharam destaque com o aumento da expectativa de vida ao longo do século XX Isso se refere à aspiração parcialmente alcançada para confinar a incapacidade grave ameaçando a vida a carga de doença e outros indicadores de qualidade de vida muito ruim até o final da vida de modo que a maior parte vida prolongada pode ser vivida com qualidade de vida Chapman et al 2011 Apesar de grande parte dos idosos ser portadora de doenças ou disfunções orgânicas estas na maioria das vezes não estão associadas à limitação das atividades ou à restrição da participação social Assim mesmo com doenças o idoso pode continuar desempenhando papéis sociais O idoso é considerado saudável quando é capaz de realizar suas atividades de maneira independente e autônoma mesmo que possua patologias de Moraes 2008 Nesse sentido a presente pesquisa ao avaliar fatores protetores da saúde mental como resiliência 64 suporte social e prática de atividades físicas procura estudar fatores que possam estimular essa independência e autonomia na população idosa Ainda inserido no campo da saúde coletiva abaixo serão descritas Políticas Públicas mundiais e brasileiras para a população idosa que destacam a importância da saúde mental nesta faixa etária 271 Políticas Públicas para a População Idosa Um dos desafios na criação de políticas públicas para idosos são os mitos e estigmas relacionados à população idosa que ainda são associados a pessoas dependentes e um peso para a sociedade Cada vez mais os estudos observam percepções e suposições comuns ligadas a estereótipos ultrapassados sobre a velhice O Relatório mundial de envelhecimento e saúde de 2015 da OMS baseia suas recomendações na análise das mais recentes evidências a respeito do processo de envelhecimento e recomenda mudanças profundas na maneira de formular políticas em saúde e prestar serviços de saúde às populações que estão envelhecendo WHO 2015c Assim ao desenvolver uma resposta de saúde pública ao envelhecimento é importante não só considerar as abordagens que melhorem as perdas associadas à idade mais avançada mas abordar também as questões que podem reforçar a capacidade de resistência e o crescimento psicossocial Falcao Ludgleydson 2010 Nesse sentido Schons e Palma em seu livro Política Social para a Velhice instrumento de integração ou marginalização social descrevem a importância de as políticas socias para a velhice enfocarem no idoso como sujeito da ação Schons PALMA 2000 O envelhecimento como questão pública retira esse tema do domínio individual e privado sem negálo colocandoo num âmbito muito mais abrangente na esfera da grande política e das políticas sociais Isto porque o aumento da população idosa no Brasil revela os seguintes avanços positivos o controle de muitas doenças infectocontagiosas e potencialmente fatais a diminuição das taxas de fecundidade a queda da mortalidade infantil graças à ampliação das redes de abastecimento de água e esgoto o aumento da cobertura vacinal e da atenção 65 básica à saúde a acelerada urbanização a universalização da previdência social e as profundas transformações nos processos produtivos e de organização do trabalho e da vida Todas essas mudanças mostram a necessidade das sociedades das pesquisas e das políticas públicas se atualizarem Minayo Coimbra Jr 2002 Até o momento as políticas voltadas à população idosa parecerem desarticuladas refletindo uma polarização que ora retrata os idosos como vulneráveis e necessitados de apoio ou como robustos e precisando contribuir Embora cada caracterização possa ter legitimidade elas são simplesmente os fins de um continuum de diversidade e são necessárias respostas políticas mais amplas para abranger essa heterogeneidade de maneira coerente WHO 2015c Outro ponto de extrema importância nas políticas públicas para idosos é o olhar sobre a capacidade funcional do idoso que diz mais sobre seu envelhecimento do que isoladamente o número de patologias que o acometem A OMS descreve um quadro de ação para promover o envelhecimento saudável construído em torno do novo conceito de capacidade funcional A realização desses investimentos terá retornos sociais e econômicos valiosos tanto em termos de saúde e bemestar das pessoas idosas quanto na capacitação de sua participação na sociedade WHO 2015c O Envelhecimento Saudável é definido como o processo de desenvolvimento e manutenção da capacidade funcional que permite o bemestar em idade avançada pela OMS em seu Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde de WHO 2015c A figura 6 descreve esse processo de envelhecimento saudável A capacidade funcional do indivíduo é a combinação final do indivíduo e seus ambientes e a interação entre eles Compreendendo desta forma os atributos relacionados à saúde que permitem que as pessoas sejam capazes de serem e fazerem o que elas valorizam WHO 2015c A capacidade funcional é feita da capacidade intrínseca do indivíduo características ambientais relevantes e as interações entre o indivíduo e estas características Já a capacidade intrínseca é composta de todas as capacidades físicas e mentais de um indivíduo Ao passo que ambientes compreendem todos os fatores do mundo extrínseco que formam o contexto de vida do indivíduo Todo esse processo se inicia no nascimento com a herança genética A expressão destes 66 genes pode ser influenciada por experiências no útero e por exposições e comportamentos ambientais subsequentes As características pessoais incluem aquelas que geralmente são fixas como sexo e etnia bem como aquelas que têm alguma mobilidade ou refletem normas sociais como a nossa ocupação escolaridade gênero ou riqueza WHO 2015c Figura 6 Capacidade Funcional Fonte Adaptado de OMS 2015 A qualquer momento um indivíduo pode ter uma alteração nas reservas de capacidade funcional Estas reservas contribuem para a resiliência da pessoa mais velha O modelo do envelhecimento saudável conceitua a resiliência como a capacidade de manter ou melhorar um nível de habilidade funcional na face adversidade seja por resistência recuperação ou adaptação Essa habilidade compreende os dois componentes intrínsecos a cada indivíduo por exemplo traços psicológicos que ajudam um indivíduo de uma forma que pode levar a um resultado positivo ou reservas fisiológicas que uma pessoa idosa para recuperar rapidamente após uma queda e componentes ambientais que podem mitigar os déficits por exemplo redes sociais fortes WHO 2015c O documento da Organização Mundial da Saúde destaca ainda a importância de políticas e programas que promovam a saúde mental e relações sociais entre os 67 idosos Além de ressaltar a importância de programas de exercícios físicos que além desses objetivos ainda ajudam as pessoas idosas a ficarem independentes o máximo possível Já que uma maneira eficaz de se estimular o envelhecimento saudável é maximizar a capacidade funcional do idoso WHO 2015c O relatório enfatiza a necessidade de construir ambientes favoráveis os quais podem auxiliar a população a construir e manter a capacidade por exemplo um ambiente saudável pode fomentar a atividade física Ao passo que se não favoráveis os ambientes também podem fornecer uma gama barreiras aos idosos Assim embora as pessoas mais velhas possam ter capacidade limitada elas ainda poderão chegar onde querem e precisam ir se tiverem acesso a um dispositivo auxiliar como uma bengala uma cadeira de rodas ou uma scooter e viverem a preços acessíveis e com transporte acessível Isso exigirá uma resposta coordenada de muitos setores e múltiplos níveis de governo para criar ambientes amigáveis aos idosos moradia emprego transporte e outros WHO 2015c E essa integração de serviços deve se estender ao apoio e aos cuidados necessários aos idosos com perda significativa de capacidade Finalmente o relatório enfatiza as extensas lacunas de conhecimento que formam uma grande barreira ao desenvolvimento de políticas baseadas em evidências Há pouco consenso global sobre termos até mesmo amplamente usados no campo e embora pesquisas longitudinais e pesquisas populacionais sejam cada vez mais comuns os instrumentos que eles usam frequentemente não são comparáveis e podem não fornecer as informações necessárias aos tomadores de decisão A maioria dos tratamentos oferecidos a pessoas idosas deriva de pesquisas clínicas que os excluem e que não levam em conta a influência das comorbidades que grande parte deles terá WHO 2015c A figura 7 retirada do Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde de 2015 da OMS retrata as oportunidades para ação de saúde pública durante o curso da vida Nesta figura são destacadas três subpopulações diferentes de idosos aquelas com capacidade alta e estável o segundo subgrupo formado por pessoas com declínio na capacidade e aquelas com perdas significativas da capacidade São descritas quatro áreas prioritárias de ação que podem auxiliar na melhora da capacidade intrínseca e da habilidade funcional alinhar os sistemas de saúde a populações idosas desenvolver sistemas de cuidados de longo prazo criar ambientes favoráveis aos idosos melhorar a medição o monitoramento e a compreensão WHO 2015c Figura 7 Oportunidades para ação de saúde pública durante o curso da vida Fonte OMS 2015 Em 2016 a OMS lançou a Estratégia global e plano de ação sobre envelhecimento e saúde A Estratégia é um avanço significativo no estabelecimento de uma estrutura para que os Estados Membros o Secretariado da OMS e os parceiros contribuam para alcançar a visão de que todas as pessoas podem ter uma vida longa e saudável WHO 2016 A Estratégia 2016 2020 tem dois objetivos cinco anos de ação baseada em evidências para maximizar a capacidade funcional que atinge todas as pessoas e até 2020 estabelecer evidências e parcerias necessárias para apoiar uma Década de Envelhecimento Saudável de 2020 a 2030 Especificamente a estratégia se concentra em cinco objetivos estratégicos compromisso de ação sobre o envelhecimento saudável em todos os países desenvolvimento de ambientes amigáveis aos idosos alinhar os sistemas de saúde com as necessidades das populações mais velhas desenvolvimento de sistemas sustentáveis e equitativos para fornecer cuidados de longa duração lar comunidades instituições e melhorar a medição monitoramento e pesquisa sobre o envelhecimento saudável WHO 2016 Em 2017 a OMS lançou um documento intitulado 10 prioridades para uma década de ação sobre o envelhecimento saudável que fornece a ações concretas necessárias para alcançar os objetivos da estratégia global da OMS e o plano de ação sobre envelhecimento e saúde A OMS realizou uma série de consultas com especialistas funcionários da OMS e principais interessados para identificar as ações que seriam transformadoras O texto destaca que o Envelhecimento Saudável não se tornará uma realidade sem ação global focada Essas dez prioridades fornecem o caminho a seguir são elas 1 Construir uma plataforma para inovação e mudança 2 Apoiar o planejamento e ação do país 3 Coletar melhores dados globais sobre envelhecimento saudável 4 Promover pesquisas que atendam às necessidades das pessoas idosas 5 Alinhar os sistemas de saúde às necessidades das pessoas idosas 6 Estabelecer as bases para um sistema de cuidados de longo prazo em todos os países 7 Garantir os recursos humanos necessários para o atendimento integrado 8 Realizar uma campanha global para combater o preconceito de idade 9 Definir as razões econômicas para o investimento no envelhecimento saudável 10 Desenvolver a Rede Global para Cidades e Comunidades Amigas do Idoso WHO 2017 Destacase aqui que o presente estudo de doutorado ao investigar pontos positivos e fatores protetores da saúde mental de idosos vai ao encontro com a prioridade número 4 do documento da OMS que destaca a importância da pesquisa incluir e beneficiar os idosos respondendo a perguntas relevantes de maneiras inovadoras WHO 2017 Com relação às políticas públicas voltadas para a pessoa idosa no Brasil em 1994 foi aprovada a Política Nacional do Idoso PNI Lei nº 88421994 regulamentada pelo Decreto nº 19481996 sob forte influência do avanço dos debates internacionais sobre a questão do envelhecimento e de pressões da sociedade civil Nesta época a proporção da população idosa no Brasil era cerca de 8 A PNI tem por objetivo assegurar os direitos sociais do idoso criando condições para promover sua autonomia integração e participação efetiva na sociedade A Lei dispõe sobre os princípios diretrizes organização ações governamentais e disposições gerais que deverão orientar a Política Alcântara Camarano Giacomin 2016 Em 2006 foi criada a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa PNSI através da portaria GM 2528 de 19 de outubro de 2006 Esta política tem como finalidade recuperar manter e promover a autonomia e a independência dos indivíduos idosos direcionando medidas coletivas e individuais de saúde para esse fim em consonância com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde A portaria diz que o conceito de saúde para o indivíduo idoso se traduz mais pela sua condição de autonomia e independência que pela presença ou ausência de doença orgânica Brasil 2006b Além da PNSI de 2006 existem diversos marcos legais que asseguram outros direitos sociais a esse grupo populacional entre eles podemos citar Estatuto do Idoso Lei Federal de nº 10741 de 1º de outubro de 2003 que regulamenta os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 sessenta anos que vivem no Brasil Tal legislação tem por objetivo assegurar os direitos individuais e coletivos dessa população Documento Envelhecimento Ativo uma Política de Saúde lançado em 2005 pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização PanAmericana de Saúde OPAS O envelhecimento ativo é definido como o processo de otimização das oportunidades de saúde participação e segurança com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas Nesse documento o conceito de envelhecimento ativo se sustenta a partir de 3 grandes pilares participação saúde e segurança OMS 2005 Portaria 399GM de 22 de fevereiro de 2006 que divulga o Pacto pela Saúde na dimensão do Pacto pela Vida pactua entre uma das suas prioridades a Saúde do Idoso tendo como diretrizes Promoção do envelhecimento ativo e saudável Atenção integral e integrada à saúde da pessoa idosa Estímulo às ações intersetoriais Fortalecimento da participação social Formação e educação permanente dos profissionais de saúde do SUS na área de saúde da pessoa idosa Apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas entre outros Esta portaria demonstra a importância para a realidade brasileira de pesquisas que enfoquem na saúde e qualidade de vida da população idosa Brasil 2006a Compromisso Nacional para o envelhecimento ativo de 2013 A complexidade nos estados de saúde e funcional apresentada por pessoas idosas levanta questões fundamentais sobre o que queremos dizer com saúde em idade mais avançada como a medimos e como podemos promovêla São necessários novos conceitos definidos não apenas pela presença ou ausência de doença mas em termos do impacto que essas condições estão tendo sobre o funcionamento e o bemestar da pessoa idosa Avaliações abrangentes desses estados de saúde são preditores significantivamente melhores de sobrevida e outros resultados do que uma avaliação apenas da presença de doenças individuais ou mesmo o grau de comorbidades WHO 2015c Dessa maneira a presente pesquisa ao estudar fatores que influenciam beneficamente a saúde mental acompanha o olhar da Saúde Coletiva em focar o sujeito e não a doença Além disso esperase que o estudo ajude no desenvolvimento de políticas públicas de saúde para promoção prevenção e intervenção dessa condição de saúde da população idosa com um olhar para o cuidado e transdisciplinar sobre o tema 72 3 JUSTIFICATIVA Com a intenção de aprofundar os estudos acerca da saúde mental resiliência e atividade física e os fatores associados a esses desfechos em idosos relacionados com as características sociodemográficas e o suporte social esse trabalho objetivou avaliar longitudinalmente como se comportam tais fatores no decorrer do tempo Destacase aqui a escassez de estudos longitudinais que relacionem resiliência atividade física e saúde mental na longevidade Dessa forma tornase importante a realização de novas pesquisas na área principalmente devido ao pequeno número de estudos que avaliam essa correlação e que em sua grande maioria não explicam os mecanismos causais dessa relação Ressaltando que entre as 10 prioridades divulgadas pela OMS em 2017 para o envelhecimento saudável estão a promoção de pesquisas que atendam às necessidades das pessoas idosas respondendo a perguntas relevantes de maneiras inovadoras Outra prioridade destacada é que sejam coletados melhores dados globais sobre envelhecimento saudável WHO 2017 As doenças mentais são atualmente prioridade em saúde pública exigindo respostas cada vez mais precoces e criativas por parte dos serviços de saúde o envolvimento dos cuidados de saúde e a articulação entre setores Da mesma forma como o envelhecimento populacional é uma tendência mundial fazse necessário a realização de pesquisas que abordem a complexidade do tema e não somente um olhar fragmentado sobre o processo WHO 2017 Outra questão importante está no fato de o presente estudo destacar características positivas do envelhecimento o que auxilia no processo de combater estereótipos ligados ao envelhecimento Os estereótipos baseados em idade influenciam comportamentos o desenvolvimento da política e até mesmo a pesquisa Abordálos ao combater a discriminação etária deve estar no cerne de qualquer resposta de saúde pública ao envelhecimento da população WHO 2015c Dessa forma considerando a importância de estudos longitudinais na população idosa para orientação de estratégias de prevenção adequadas à realidade para o entendimento da etiologia de algumas condições de saúde e para o estudo de fatores culturais comportamentos e estilos de vida o presente estudo ao acompanhar uma coorte de idosos pretende esclarecer e ressaltar aspectos positivos do envelhecimento LimaCosta Barreto 2003 Os achados do presente estudo podem auxiliar na prevençãopromoção de saúde da população idosa 4 OBJETIVOS A seguir estão descritos os objetivos gerais e específicos da presente tese 41 OBJETIVO GERAL Avaliar longitudinalmente seguimento de 4 anos a influência do nível de atividade física na associação entre saúde mental e resiliência em idosos da comunidade em Juiz de Fora 42 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Avaliar dados sociodemográficos estado cognitivo fatores modificáveis e comportamentais de idosos em um seguimento de quatro anos em 3 momentos diferentes 2015 2017 e 2019 Avaliar as mudanças que ocorrem na resiliência depressão ansiedade e estresse e na atividade física em um seguimento de quatro anos em 3 momentos diferentes 2015 2017 e 2019 5 MÉTODOS 51 DESENHO DO ESTUDO Tratase de um estudo observacional longitudinal realizado com idosos da comunidade com idade igual ou acima de 60 anos que em 2015 participavam do programa da FaMIdade Faculdade Aberta à Melhor Idade do Instituto Metodista Grambery na cidade de Juiz de ForaMG Esta coorte vem sendo acompanhada em três períodos 2015 2017 e 2019 Dessa forma os mesmos idosos estão sendo acompanhados por um período de 4 anos e avaliados em três momentos nos anos de 2015 2017 e 2019 e estão sendo submetidos à aplicação dos mesmos testes 74 52 LOCAL DO ESTUDO A FaMIdade é um programa de extensão universitária cujo objetivo é promover educação e saúde através da interação social e melhoria da qualidade de vida O programa conta com cerca de 400 idosos matriculados por ano que participam regularmente de atividades como exercícios físicos e aulas de temas variados O programa é organizado em 3 módulos são eles Promoção da Saúde Linguagens e Tecnologias e por último Cultura Arte e Lazer Cada um desses módulos conta com disciplinas e oficinas entre elas podemos citar Ginástica Hidroginástica Pilates Musculação Dança Jogos Adaptados recreativo e competitivo Treinamento Funcional Avaliação Física e Funcional Viver e Conviver Leitura Viva Viva Leitura Sociedade e Atualidades Envelhecimento e Políticas Envelhecimento na Maturidade Bem Viver Inclusão Digital iniciação ao computador Inclusão Digital Web Afetividade e Memória Oficina da Memória Vivências de Memórias Primeiros Socorros prevenção e cuidados Administração Doméstica e do Tempo Direito Cultura e Arte Alfabetização Ler e Escrever na Maturidade Esta pesquisa foi desenvolvida na FaMIdade por ser um local de grande concentração de idosos ativos que participam regularmente de atividades diversas com frequência de 2 vezes na semana com duração de 60 minutos cada atividade dentre elas atividades físicas e cognitivas estimulando a qualidade de vida e convívio social Além disso possui algumas características que facilitam a sua utilização nessa pesquisa a é necessário ter autorização médica para participar b os idosos são monitorados por profissionais de saúde e devem ter frequência nas atividades para que possam permanecer neste programa c anualmente os idosos renovam a matrícula sendo possível realizar o seguimento desses idosos A P S L Vasconcelos D C Cardozo A L G Lucchetti G Lucchetti 2016 No trabalho de Vasconcelos et al de 2016 sobre o efeito de diferentes modalidades de exercício físico na funcionalidade e medidas antropométricas em mulheres idosas participantes da FaMIdade os autores discutem algumas caraterísticas do programa Este é um programa filantrópico uma iniciativa bem sucedida com o objetivo de proporcionar uma opção de experiência integrativa e agradável para idosos da comunidade de Juiz de Fora MG A maioria dos idosos 75 também usa essa iniciativa para socializar preenchendo a falta de programas sociais na cidade A P S L Vasconcelos et al 2016 53 ASPECTOS ÉTICOS De acordo com as diretrizes e normas regulamentadoras da Resolução n 466 de 12 de dezembro de 2012 Brasil 2013 a pesquisa intitulada Avaliação da influência de fatores comportamentais no comprometimento mnêmico e saúde mental de idosos saudáveis foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisas da Universidade Federal de Juiz de Fora UFJF através do Parecer n 1109647 em 23062015 ANEXO I Uma emenda para prorrogação no período de coleta de dados terceira onda foi aprovada em 21052019 através do parecer n 3337818 ANEXO II O termo de consentimento livre e esclarecido TCLE foi obtido de cada participante antes da entrada no estudo APÊNDICE I 54 PROCEDIMENTOS DO ESTUDO Após a aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa da UFJF foi iniciada a pesquisa de campo em agosto2015 Os idosos foram convidados a participar do estudo no local de funcionamento da FaMIdade ou por telefone de forma voluntária sendo esclarecidos e orientados a respeito de suas participações no estudo Após concordarem em participar assinaram o TCLE em duas vias sendo que uma ficava com o entrevistado e a outra com as pesquisadoras Foi assegurado aos indivíduos o esclarecimento de dúvidas sobre a pesquisa o anonimato e que sua participação poderia ser interrompida a qualquer momento Este processo de convite para participação na pesquisa e coleta dos dados foi feito pelas duas pesquisadoras alunas de doutorado da UFJF devidamente treinadas para realizar o trabalho assim como o questionário foi preenchido pelas mesmas pesquisadoras A coleta de dados foi feita nas dependências da FaMIdade havia uma sala de aula reservada às pesquisadoras ou no domicílio dos idosos conforme agendamento prévio seguindo critérios de elegibilidade descritos abaixo Cada 76 entrevista foi realizada em uma única sessão com duração de aproximadamente uma hora Na primeira onda da pesquisa 2015 inicialmente era aplicado o Mini Exame do Estado Mental MEEM e o questionário com dados sociodemográficos para verificar se as pontuações do MEEM estavam conforme pontos de corte descrito abaixo Posteriormente nos idosos que conseguiam atingir a pontuação esperada eram aplicados os outros testes Wermelinger Ávila et al 2018 Nas segundas e terceiras ondas 2017 e 2019 não foram considerados esses pontos de corte para exclusão do estudo Dessa forma todos os idosos que foram avaliados incialmente 2015 que aceitassem e tivessem condições de participar da reaplicação dos testes foram avaliados nas duas ondas seguintes 2017 e 2019 55 PARTICIPANTES E CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE Foram incluídos no estudo idosos com idade igual ou superior a 60 anos que aceitassem participar da pesquisa e que estivessem inscritos nas atividades da FaMIdade no segundo semestre do ano de 2015 quando se iniciou a coleta de dados Wermelinger Ávila et al 2018 Na primeira onda em 2015 não foram incluídos no estudo os idosos com menos de 60 anos de idade os que não aceitassem participar da pesquisa os que não fossem participantes do programa da FaMIdade e os que não atingissem a pontuação mínima no MEEM O ponte de corte para o presente estudo foi definido como 25 pontos para idosos com 4 anos ou mais de escolaridade e de 18 pontos para idosos com menos de 4 anos de escolaridade de acordo com os critérios da Secretaria Estadual de Saúde de MG MG 2008 Nas segundas e terceiras ondas houve perdas dos idosos que não foram encontrados que não quiseram participar novamente do estudo que estivessem impossibilitados de participar do estudo internação patologias que impedem responder os questionários e idosos que faleceram durante os 4 anos de seguimento do estudo 77 56 INSTRUMENTOS O instrumento para coleta de dados Anexo III aplicado em cada uma das ondas do estudo 2015 2017 e 2019 conta com quatro sessões I Dados sociodemográficos II Avaliação do estado cognitivo contendo a MiniExame do Estado Mental MEEM b Teste do desenho do relógio c Fluência verbal categoria animais d Teste de lista de palavras do CERAD e Teste de reconhecimento de figuras III Avaliação dos fatores modificáveis a Escala de depressão ansiedade e estresse DASS21 b Mini Avaliação nutricional c Ingestão de café d Questionário Internacional de Atividade Física IPAQversão curta e Índice de qualidade do sono de Pittsburgh f Questionário de Qualidade de Vida WHOQOL Abreviado g Questionário de Suporte Social versão abreviada SSQ6 h Uso de álcool e drogas ASSIST 20 IV Avaliação dos fatores comportamentais a Espiritualidade SelfSpirituality Rating Scale SRSS b Afiliação religiosa c Escala de religiosidade de Duke d Voluntariado 78 e Escala de Resiliência Psicológica de Wagnild e Young RS25 f Escala de atitudes para o perdão g Escala de Altruísmo Auto informado h Escala de solidão da UCLA Este estudo faz parte de uma pesquisa maior sobre comprometimento cognitivo e saúde mental de idosos saudáveis Dessa forma a seguir e no Anexo III estão detalhados apenas as escalas diretamente relacionadas aos objetivos do presente estudo 561 Dados sociodemográficos Dados como sexo idade estado conjugal raça escolaridade ocupação atual renda mensal raçacor da pele posse de itens e presença de doenças crônicas foram coletados através da ficha de avaliação estruturada pelos pesquisadores 562 MiniExame do Estado Mental O MEEM permite a avaliação da função cognitiva e é um dos testes mais empregados e estudados em todo o mundo Usado isoladamente ou incorporado a instrumentos mais amplos de rastreamento de quadros demenciais é de simples e rápida aplicação e passível de reaplicação P H Bertolucci S Brucki S R Campacci Y Juliano 1994 Marshal F Folstein Susan E Folstein Paul R McHugh 1975 Lourenço Veras 2006b O teste foi elaborado por Folstein et al em 1975 Marshal F Folstein et al 1975 traduzido e validado para a população brasileira por Bertolucci et al 1994 P H Bertolucci et al 1994 que relatam que o fator mais importante na determinação do desempenho no MEEM é o nível educacional Tais autores orientam que sejam utilizados níveis de corte diferenciados para cada escolaridade a fim de se minimizar erros diagnósticos Lourenço e Veras determinaram a validade de critério da versão em português do MEEM em uma amostra de indivíduos com 65 anos ou mais atendidos 79 em um ambulatório geral e determinaram que o melhor ponto de corte para indivíduos analfabetos foi de 1819 e para aqueles com instrução escolar foi de 2425 Lourenço Veras 2006b Dessa forma no presente estudo por ser realizado em uma cidade de Minas Gerais optouse por utilizar o ponto de corte descrito pelo Manual do Prontuário de Saúde da Família de 2008 deste estado e publicado em estudo prévio Assim idosos com quatro anos ou mais de escolaridade deveriam atingir o mínimo de 25 pontos ao passo que idosos com menos de quatro anos de escolaridade tiveram ponto de corte de 18 Pontuações inferiores sugerem comprometimento cognitivo e foram usadas como critério de exclusão para participação do estudo MG 2008 563 Questionário Internacional de Atividade Física IPAQ O Questionário Internacional de Atividades Físicas International Physical Activity Questionnaire IPAQ foi inicialmente proposto por pesquisadores da OMS do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e do Instituto Karolinska da Suécia Marshall Bauman 2001 Em 2000 foram realizados estudos em 12 países Austrália Canadá Finlândia Guatemala Itália Japão Portugal África do Sul Suécia Inglaterra Estados Unidos e Brasil a fim de se determinar a confiabilidade e validade do instrumento Craig et al 2003 No Brasil o estudo para determinar a validade e reprodutibilidade do questionário foi realizado por Matsudo et al 2001 que concluíram que as formas de IPAQ versão curta e versão longa foram aceitáveis e apresentaram resultados similares a outros instrumentos para medir o nível de atividade física Matsudo Araújo Marsudo et al 2001 O IPAQ estima o dispêndio energético semanal de atividades físicas e apresenta as formas longa e curta podendo ser aplicado pelo telefone ou ser autoadministrado tanto como recordatório dos últimos 7 dias quanto de uma semana normalhabitual Craig et al 2003 Marshall Bauman 2001 A classificação do nível de atividade física no presente estudo levou em consideração os critérios definidos pelo Guidelines for Data Processing and Analysis of the International Physical Activity Questionnaire IPAQ 2005 que classifica os níveis de atividade física em Baixo Moderado ou Alto da seguinte forma Categoria 1 Baixo o Nível mais baixo de atividade física Aqueles indivíduos que não satisfazem os critérios para as categorias 2 ou 3 são considerados baixo inativo Categoria 2 Moderado o 3 ou mais dias de atividade vigorosa de pelo menos 20 minutos por dia ou o 5 ou mais dias de atividade de intensidade moderada ou caminhada de pelo menos 30 minutos por dia ou o 5 ou mais dias de qualquer combinação de caminhada atividade moderada ou vigorosa alcançando pelo menos 600 METmin semana Categoria 3 Alto o Atividade de intensidade vigorosa em pelo menos 3 dias e acumular pelo menos 1500 METmin semana ou o 7 ou mais dias de qualquer combinação de caminhada atividade de intensidade moderada ou vigorosa alcançando pelo menos 3000 METmin semana Uma vez feita esta classificação inicial os idosos foram divididos em dois grupos 1 GRUPO SEDENTÁRIO Aqueles que se classificaram na categoria 1 Baixo nível de atividade física segundo a Classificação do IPAQ IPAQ 2005 2 GRUPO ATIVO GA Aqueles que se classificaram nas categorias 2 ou 3 Moderado ou Alto nível de atividade física respectivamente segundo a Classificação do IPAQ IPAQ 2005 81 564 Escala de Depressão Ansiedade e Estresse DASS21 Lovibond e Lovibond em 1995 desenvolveram a Escala de Depressão Ansiedade e Estresse DASS que possui 42 itens compreendendo três subescalas de 14 itens para avaliar os sintomas nucleares de depressão ansiedade e estresse Os itens referemse aos acontecimentos da última semana e os escores variam do 0 que equivale a Não se aplicava a mim a 3 que significa Aplicavase muito a mim ou a maior parte do tempo A escala foi baseada no modelo tripartite de ansiedade e depressão proposto por Clark et al1991L A Clark Watson 1991 Este modelo explica as características distintas e sobreposição entre depressão e ansiedade E indica os seguintes fatores afeto negativo que agrupa características da ansiedade e depressão afeto positivo reduzido comum na depressão e hiperestimulação fisiológica comum na ansiedade Apóstolo et al 2006 L A Clark Watson 1991 Lovibond Lovibond 1995 Assim depressão ansiedade e estresse têm características comuns incluindo afeto negativo sofrimento emocional e alterações fisiológicas no eixo hipotalâmicopituitárioadrenal Gloster et al 2008 R C B Vignola A M Tucci 2014 A subescala de depressão avalia os sintomas de disforia desânimo desvalorização da vida autodepreciação falta de interesse ou de envolvimento anedonia e inércia A subescala de ansiedade avalia a excitação do sistema autônomo efeitos musculoesqueléticos ansiedade situacional e experiências subjetivas de ansiedade Já os itens sobre estresse referemse à dificuldade em relaxar excitação nervosa facilidade em agitarsechatearse reação exageradairritável e impaciência Ribeiro Honrado Leal 2004 R C B Vignola A M Tucci 2014 Pesquisas posteriores ao desenvolvimento da DASS com 42 itens por Lovibond e Lovibond estabeleceram uma versão da escala DASS com 21 itens DASS21 sendo sete itens por subescala Antony Bieling Cox Enns Swinson 1998 Os autores afirmam que a versão reduzida do instrumento tem a mesma estrutura que a versão completa mas sua aplicação leva metade do tempo da escala inicial com 42 itens Lovibond e Lovibond 2004 O que é um fator positivo 82 pois a aplicação mais rápida tende a gerar menos sobrecarga na população que já pode estar fragilizada Ribeiro et al 2004 No presente estudo foi utilizada a escala DASS21 adaptada e validada para a língua portuguesa por Vignola e Ticci em 2014 Essa escala é um conjunto de três subescalas do tipo likert de 4 pontos totalizando 21 perguntas Cada subescala é composta por 7 itens destinados à avaliação de depressão ansiedade e estresse O resultado é obtido pela soma dos escores dos 7 itens para cada uma das três subescalas A escala fornece três notas uma por subescala em que o mínimo é 0 e o máximo 21 As notas mais elevadas em cada escala correspondem a estados afetivos mais negativos R C B Vignola A M Tucci 2014 565 Escala de Resiliência Psicológica de Wagnild e Young RS25 Escala elaborada por Wagnild e Young 1993 para aferir níveis de resiliência possui 25 itens descritos de forma positiva com resposta tipo likert variando de 1 discordo totalmente a 7 concordo totalmente Os escores da escala oscilam de 25 a 175 pontos com valores altos indicando elevada resiliência No estudo de Wagnild e Young cinco componentes foram identificados como fatores para resiliência autossuficiência sentido da vida equanimidade perseverança e singularidade existencial G Wagnild H Young 1993 A adaptação transcultural confiabilidade e validade da escala para uso no Brasil foi realizada por Pesce et al2005 Neste estudo foram encontrados bons resultados na equivalência semântica dos itens na confiabilidade e validade da escala Renata P Pesce et al 2005 Perim Dias CorteReal Andrade and Fonseca 2015a ao realizar a avaliação da estrutura fatorial para contexto brasileiro da escala de resiliência de Wagnild e Young 1993 verificou que a estrutura dimensional que possui melhores índices estatísticos ao contexto brasileiro foi a de cinco fatores autossuficiência sentido da vida equanimidade perseverança e singularidade existencial Sendo estes fatores considerados como características essenciais da resiliência e cada um deles são avaliados por questões específicas da escala O componente autossuficiência é avaliado pelos itens 02 09 13 18 e 23 da escala de Resiliência Psicológica ANEXO III e está relacionado à crença que o 83 sujeito possui nele mesmo e ao autoconhecimento de seus limites O sentido de vida relacionase à confiança de que exista um bom motivo para se viver e é avaliado pelos itens 04 06 11 15 e 21 da escala A equanimidade expressa pelos itens 07 12 16 19 e 22 da escala demonstra a flexibilidade do indivíduo enfrentar os diversos acontecimentos da vida O componente perseverança é a capacidade do indivíduo não perder a motivação e é representado pelos itens 01 10 14 20 e 24 A singularidade existencial expressa o sentimento de que somos únicos avaliada pelos itens 03 05 08 17 e 25 Em uma revisão sobre a escala de resiliência de Wagnild e Young foram avaliados 12 estudos e o coeficiente alfa de Cronbach variou entre 072 e 094 nos estudos considerados que foram realizados em indivíduos de diferentes idades condições socioeconômicas e escolaridade Esta revisão suporta a confiabilidade da escala Wagnild 2009 566 Questionário de Suporte Social versão abreviada SSQ6 A versão inicial do Questionário de Suporte Social desenvolvido por Sarason Levine Basham and Sarason 1983 conta com 27 itens e tem o objetivo de avaliar o suporte social percebido através tanto do número de pessoas disponíveis quanto da satisfação com o suporte disponível Sarason et al 1983 Seco Pereira Dias Casimiro Custódio 2006 Em 1987 os mesmos autores desenvolveram uma versão curta desse instrumento com seis questões que se apresentou como uma boa alternativa a versão longa anterior Sarason Sarason Shearin Pierce 1987 O presente estudo utilizou esta versão abreviada que foi adaptada e validada para o português por Pinheiro e Ferreira em 2002 Este questionário pretende avaliar a percepção da disponibilidade de suporte e da satisfação com o suporte disponível E para isso conta com 6 itens cada um deles com 2 partes Na primeira parte o indivíduo refere o número de pessoas disponíveis para o ajudarem e o apoiarem podendo ir de nenhuma a nove pessoas Na segunda parte sobre o grau de satisfação com o suporte recebido utilizase uma escala tipo likert de 6 pontos que vai de muito insatisfeito 1 a muito satisfeito 6 M d R Pinheiro Ferreira 2002 84 Dessa maneira obtémse um índice numérico SSQ6N e um índice de satisfação SSQ6S No presente estudo optouse pela soma das pontuações do índice numérico de suporte social disponível 567 Escala de Lawton e Brody Escala utilizada para identificação da capacidade funcional através da avaliação do desempenho dos idosos nas atividades instrumentais de vida diária Estas atividades são consideradas mais complexas e cuja independência para desempenho está diretamente relacionada com a capacidade de vida comunitária independente M Lawton BRODY 1970 Adaptada e traduzida para português por dos Santos and Virtuoso Júnior 2008a Os idosos são classificados como independentes ou dependentes no desempenho de nove funções Para cada questão a primeira resposta significa independência a segunda dependência parcial ou capacidade com ajuda e a terceira dependência O escore nessa escala varia entre 8 e 27 pontos Para este estudo adotouse o seguinte critério sugerido pela Atenção à Saúde do Idoso Guia de Saúde do Idoso 19 a 27 pontos independência 10 a 18 dependência parcial e abaixo de 9 pontos dependência Brasil 2006 57 ANÁLISE DOS DADOS Os dados obtidos foram tabulados em um banco de dados do programa Excel for Windows e exportados para o programa estatístico SPSS 21 SPSS Inc pelas pesquisadoras que realizaram as entrevistas Para checar a consistência dos dados digitados foi realizado o procedimento de double check no qual cada pesquisadora confere a tabulação de 10 questionários digitados pela outra pesquisadora sorteados de maneira aleatória Cummings Masten 1994 A análise estatística foi realizada de duas formas distintas de acordo com os objetivos de cada artigo e serão detalhadas abaixo e na seção Resultados No seguimento de dois anos primeiramente foi feita análise de forma descritiva mostrando as características da população de respondentes do ano de 2015 e do 85 ano de 2017 Em seguida foi apresentada a evolução dos escores dos participantes que responderam a ambas as ondas do inquérito e comparados mediante a utilização do teste t para medidas pareadas Em seguida os idosos foram separados baseandose no IPAQ em sedentários mantiveramse sedentários durante os dois anos ou eram ativos no baseline e tornaramse sedentários no seguimento de dois anos e ativos mantiveramse ativos durante os dois anos ou eram sedentários no baseline e tornaramse ativos no seguimento de dois anos A comparação entre esses grupos foi realizada no baseline e no seguimento de dois anos utilizandose o teste t para medidas independentes Foram feitos então modelos de regressão linear entre resiliência no baseline e Depressão Ansiedade e estresse nos dois anos de follow up Esses modelos foram feitos para todos os participantes assim como de forma separada para o grupo ativo e o grupo sedentário Utilizouse modelos sem ajuste e também modelos ajustados para idade sexo posse educação escala de Lawton e Brody e suporte social Adotouse p005 como significante e o intervalo de confiança foi de 95 Todas as análises foram feitas utilizando o programa SPSS 21 SPSS Inc Já no seguimento de quatro anos inicialmente os grupos foram divididos em indivíduos fisicamente ativos contínuos aqueles que mantiveram a pontuação do IPAQ ativo para todas as três ondas no seguimento de quatro anos e indivíduos fisicamente ativos intermitentes aqueles que pontuaram em todas ou pelo menos uma das ondas sedentárias ou inativo Os dados sociodemográficos foram comparados entre os grupos usando testes t independentes para variáveis contínuas e testes quiquadrado para variáveis categóricas Da mesma forma em cada onda os escores de resiliência e saúde mental foram comparados entre os grupos usando testes t independentes Em seguida para verificar o papel da atividade física e do tempo nas variáveis de desfecho foi realizada uma Análise de Variância Múltipla 2x3 para medidas repetidas MANOVA indivíduos fisicamente ativos contínua vs intermitente por tempo linha de base 2 anos e 4 anos nas variáveis dependentes DASS 21 Depressão DASS 21 Ansiedade DASS 21 Estresse e Resiliência Se significativo as análises post hoc subsequentes foram conduzidas usando o teste de Bonferroni 86 Por fim para verificar se as correlações saúde mental resiliência eram diferentes entre os grupos as variáveis foram padronizadas por meio de Z escores e foi utilizada a análise de covariância ANCOVA para testar a homogeneidade das inclinações da reta de regressão regression slopes Dessa forma as inclinações da reta de regressão regression slopes para as variáveis padronizadas são equivalentes as correlações Mais detalhes do procedimento estão na página de suporte da IBM httpswwwibmcomsupportpageshowcanitestequality correlationsbetweentwovariablesdifferentgroups cases Um valor de p 005 foi considerado significativo e todas as análises foram realizadas no SPSS 21 SPSS Inc 6 RESULTADOS Em 2015 312 idosos participantes do programa foram avaliados o que resultou em um estudo transversal incluído na dissertação de mestrado da presente autora Já esta tese de doutorado conta com mais duas avaliações nos anos de 2017 e 2019 A primeira avaliação teve início no mês de agosto de 2015 ocorrendo até abril de 2016 quando foram avaliados 312 idosos dos 396 idosos matriculados na FaMIdade A segunda coleta de dados ocorreu entre agosto2017 a abril2018 quando foram avaliados 291 idosos o que corresponde a 9127 do total inicial de idosos Já a terceira onda para reaplicação dos testes foi realizada de agosto de 2019 a março de 2020 quando foram avaliados 180 idosos A figura 8 descreve as ondas de coleta de dados do presente estudo e mostra os motivos das perdas do estudo conforme fluxograma abaixo Figura 8 Fluxograma do estudo Baseline 2015 396 Idosos Não incluídos 84 Idade 45 Faleceu 1 Recusas 21 Não encontrados 17 TO 2015 312 Idosos Perdas 21 Mudaramse 5 Faleceram 6 Internamento 1 Recusas 2 Não encontrados 7 T1 2017 291 Idosos Perdas 111 Mudaramse 5 Faleceram 2 Internamento 1 Recusas 26 Não encontrados 17 Não realizados antes da Pandemia60 T2 2019 180 Idosos Fonte Elaborado pela autora Essa tese resultou em dois artigos que serão apresentados nessa seção O primeiro artigo intitulado Relationship Between Mental Health Resilience And Physical Activity In Older Adults A 2Year Longitudinal Study traz os resultados do acompanhamento de dois anos conforme visualizado a seguir Este artigo foi aprovado para publicação no Journal of Aging and Physical Activity 88 RELATIONSHIP BETWEEN MENTAL HEALTH RESILIENCE AND PHYSICAL ACTIVITY IN OLDER ADULTS A 2YEAR LONGITUDINAL STUDY Running head Mental health resilience and physical activity ABSTRACT The aim of this study was to longitudinally investigate the association between resilience and mental health in older adults and determine the influence of physical activity on this relationship A total of 291 older adults were included in a 2year followup study Adjusted linear regression models evaluated the association between resilience at baseline and mental health after 2 years in sufficiently and insufficiently physically active older adults A negative correlation was found between resilience at baseline and depression anxiety and stress after 2 years for the overall sample This association changed after stratifying the group Sufficiently physically active individuals made greater use of the resilience components Selfsufficiency and Perseverance whereas insufficiently physically active individuals made greater use of Meaning of Life and Existential Singularity Physical activity can influence the relationship between resilience and mental health These results can help guide the devising of more effective interventions for this age group Key words Older adult Depression Mental health Resilience Physical Activity 89 INTRODUCTION Population aging occurs when fertility decreases and life expectancy increases Beard Officer De Carvalho et al 2016 This is a global phenomenon and according to United Nations data there were an estimated 703 million people aged over 65 worldwide in 2019 representing 9 of the global population The population of older adults is projected to double to 15 billion by 2050 representing 16 of the global population UN 2020 Aging is accompanied by physiological changes that predispose the individual to chronic diseases which impact functional capacity and quality of life Beard Officer De Carvalho et al 2016 In the last few decades the prevalence of mental health problems among the older population has become a growing concern in the Geropsychology field Studies show that up to 20 of older adults have mental disorders such as depression and anxiety These disorders account for 66 of all disabilities in this age group Beard Officer De Carvalho et al 2016 Kohl 3rd et al 2012 WHO 2015a and pose a major challenge for health systems which must urgently respond to this need WHO 2017 Several factors are known to be associated with a lower prevalence of mental health problems in older persons such as adequate social support male gender greater functional independence higher socioeconomic level engagement in physical activity and use of resilience Bauman et al 2016 Wermelinger Avila et al 2017 These latter two factors are especially important because they are modifiable ie potential targets for interventions Physical activity can contribute to healthy aging Campisi et al 2019 Kohl 3rd et al 2012 Piercy et al 2018 A European study involving over 115000 90 participants found an association between healthy lifestyle and more years without disease where one of the most important factors was exercising regularly Nyberg et al 2020 Over the past few decades a growing body of epidemiological evidence has confirmed the benefits of physical activity for healthy aging Recent studies have focused on neurological health and psychosocial and mental wellbeing promoted by regular physical activity Bauman et al 2016 Engaging in physical exercise can be beneficial for the mental health of older persons by improving psychological aspects such as selfesteem body image quality of life depression wellbeing stress and life satisfaction as well as by reducing and preventing the functional decline associated with aging Bauman et al 2016 There is evidence that physically active older adults have a lower rate of mental diseases than sedentary individuals Bauman et al 2016 Erickson et al 2011 Piercy et al 2018 WHO 2015a Another factor commonly associated with mental health is resilience defined by the American Psychological Association as the ability to adapt in the face of tragedy trauma adversity hardship and ongoing significant life stressors Newman 2005b Resilience is a factor recognized to promote better mental health including lower rates of depression and anxiety P Fossion et al 2013 Hjemdal et al 2011 Min et al 2012 Siriwardhana et al 2014 Wermelinger Avila et al 2017 A recent systematic review showed that resilience is a protective factor for depressive symptoms in older adults Wermelinger Avila et al 2017 However it is unclear whether or how levels of resilience can be increased In this context studies have sought to elucidate the possible mechanisms associated with greater resilience and how this resilience can be enhanced Of the different contributory factors such as life satisfaction 91 optimism positive affect selfaccuracy selfefficacy and selfesteem physical activity has stood out for being a factor that can be readily incorporated into interventions Studies have shown that participation in physical exercise programs is associated with greater resilience possibly by promoting healthy aging and recuperation Resilient responses are associated with behaviors recognized for promoting recuperation and adaptation such as exercise A J Fields Hoyt Linnville Moore 2015b B A Resnick P L Inguito 2011 Stephan et al 2014 In 2014 Stephan et al 2014 published evidence from two longitudinal studies on physical activity and personality development in adulthood and old age showing that an active lifestyle helps maintain a resilient personality profile and can prevent maladaptive changes in personality The relationship between physical activity resilience and mental health therefore warrants further study because this knowledge can help health managers and administrators identify possible interventions for this population In addition to the best of our knowledge only two recent crosssectional studies have explored this relationship The first of these studies was carried out in Brazil and found that physical activity played a key role in the relationship between resilience and depression in 312 older adults whereby physically active and sedentary older adults used different resilience components to protect mental health Wermelinger Ávila et al 2018 The second study was performed in Japan and assessed the mediating effects of resilience morale and sense of coherence on the relationship between physical activity and perceived physicalmental health and depression of 369 older adults The findings confirmed that resilience 92 fully mediated the relationship between physical activity and physicalmental health and depression Kukihara et al 2018 However there is a lack of longitudinal studies to further support these findings Given that numerous variables are nonstatic dynamically interacting and shifting over time longitudinal methods should be employed to better elucidate these relationships Consequently longitudinal studies on resilience mental health and physical activity in the older population can shed more light on the nature of the phenomenon than crosssectional methods T Cosco et al 2017 Likewise investigating the aforementioned factors could shift the focus of future studies from disease to preventive modifiable factors stimulating positive views of ageing reducing ageism improving social interactions and minimizing misconceptions as recommended by several important organizations in this field of research such as the American Medical Association and the American Geriatrics Society Lundebjerg Trucil Hammond Applegate 2017 Therefore the objective of the present study was to bridge this gap by longitudinally investigating the association between resilience and mental health ie depression stress and anxiety and to determine whether this association is influenced by the level of physical activity undertaken by the older adult ie sufficient and insufficient physical activity METHODS A longitudinal observational study with a 2year followup was conducted in the city of XXXXXXXXX BLINDED FOR PEER REVIEW Brazil between August 93 2015 and April 2018 The study was approved by the Research Ethics Committee of the XXXXXXXXX BLINDED FOR PEER REVIEW Brazil and all participants signed an informed consent form Study participants and venue The study population comprised communitydwelling older adults who attended the XXXXXXXXX BLINDED FOR PEER REVIEW in the city of XXXXXXXXX BLINDED FOR PEER REVIEW Brazil The city is located in the XXXXXXXXX BLINDED FOR PEER REVIEW and has a population of around 550000 The program is offered to the community with the aim of promoting education and health in this population by providing a range of activities talks and social interaction A P Vasconcelos D C Cardozo A L Lucchetti G Lucchetti 2016 Activities such as information technology pilates hydrotherapy literature classes dance strength training functional gymnastics culture and arts discussions and wellbeing lectures are offered Most participants are active older adults over 60 years old attending the activities physical or otherwise twice a week 4 hours daily Corrêa Ávila Lucchetti Lucchetti 2019 This community program was designed before this observational study being not developed by the authors of the present study The program was selected because its participants were older adults easily followed in a longitudinal study and both independent and healthy in most cases minimizing the heterogeneity of the sample in terms of comorbidities Inclusion Criteria The criteria for inclusion were individuals aged 60 or older ie the cutoff used for developing countries such as Brazil Naja Makhlouf Chehab 2017 regularly 94 enrolled for the XXXXXXXXX BLINDED FOR PEER REVIEW activities and cognitively healthy at baseline as measured by the MiniMental State Exam score of 25 for older adults those with 4 years of education and 18 points for those with 4 years MG 2007 Levels of physical activity were not used for the eligibility criteria Exclusion Criteria The exclusion criteria were individuals who during the 2year followup could not be found for data collection had moved from the city of XXXXXXXXX BLINDED FOR PEER REVIEW refused to continue participating in the study were not found using enrolment data recorded at baseline and those who had died or were hospitalized and thus unable to complete the instruments Procedures For data collection the older adults were first approached at the premises of the XXXXXXXXX BLINDED FOR PEER REVIEW program when the aims of the study were explained and any queries cleared up Subsequently the older adults were contacted personally by two previously trained assessors and invited to take part voluntarily in the study The interviews were then scheduled and data collection performed faceto face in individual rooms before or after program activities or at participants homes Interviews lasted around 1 hour and were held at two timepoints 2015 at baseline T0 and 2017 at 2year followup T1 At the 2year followup in order to remain in the study participants had to complete the questionnaire within a time window of no less than 22 months and no more than 26 months since application of the first questionnaire baseline Instruments The following instruments were used in the present study Sociodemographic data questionnaire collecting gender age marital status years of education smoking monthly family income and race MiniMental State Examination MMSE an instrument for assessing cognitive performance devised by M F Folstein S E Folstein and P R McHugh 1975 and subsequently translated and validated for use in the Brazilian older population P H F Bertolucci S M D Brucki S R Campacci Y Juliano 1994 Total score ranges between 0 to 30 points and higher scores indicate better cognition Lawton Brody Scale an instrument used for assessing instrumental activities of daily living in older adults M P Lawton Brody 1969 The scale has been translated and validated in Portuguese dos Santos Virtuoso Júnior 2008b and score ranges from 9 to 27 points where higher scores indicate greater functioning Social Support Questionnaire abbreviated version SSQ6 the SSQ6 was adapted and validated for Portuguese by M d R Pinheiro and Ferreira 2002 This version has 6 items and assesses the number of people that each individual perceives as being available for support and help in a given situation This instrument has been used in the older population and demonstrated adequate reliability Chan et al 2009 The scores range from 0 to the highest number of individuals providing support to the person Higher scores indicate greater social support Depression Anxiety and Stress Scale DASS21 the scale is used for assessing the participants mental health and was adapted and validated for Portuguese by R C Vignola and A M Tucci 2014 The DASS21 comprises 3 subscales Anxiety Depression and Stress scored on a Likerttype scale with 4 values and contains a total of 21 questions 7 questions for each subscale Scale validity in the older population has been confirmed in previous studies Gloster et al 2008 The instrument ranges from 0 to 21 points for each subscale Higher scores on the scale indicate worse mental health Psychological Resilience Scale RS25 devised by G M Wagnild and H M Young 1993 and validated for use in Brazil Renata P Pesce et al 2005 The scale contains 25 items in the Likert format ranging from 25 to 175 Higher scores indicate greater resilience This scale was developed based on a qualitative study of older women and demonstrated satisfactory validity in the older population T D Cosco Kaushal Richards Kuh Stafford 2016 This instrument was validated in Brazilian Portuguese Evaluation of the factorial structure for Brazil demonstrated that the best dimensional structure contained five items SelfSufficiency ie beliefs the subject has within him or herself and selfknowledge of his or her limits Meaning of life ie the belief that there is a good reason to live Equanimity ie an individuals flexibility in the face of adverse life events Perseverance ie an individuals capacity to not lose motivation and Existential Singularity ie the feeling that we are unique Perim Dias CorteReal Andrade Fonseca 2015b G M Wagnild H M Young 1993 International Physical Activity Questionnaire IPAQ Short form Originally devised by researchers from the WHO Marshall Bauman 2001 the short form of the IPAQ was validated in Brazil by Matsudo et al 2001 The IPAQ 97 has been widely used in the older population and has a moderate correlation with accelerometer measurements proving suitable for populationbased samples Grimm Swartz Hart Miller Strath 2012 In the present study the classification of level of physical activity drew on the criteria defined by the Guidelines for Data Processing and Analysis of the International Physical Activity Questionnaire IPAQ 2005 which classifies physical activity into Low Moderate or High levels This classification is reached by tallying the frequency and duration of the different types of activities walking moderate activity vigorous activity Participants were allocated into 2 groups based on the resultant classification a Sufficiently physically active individuals those with Moderate or High levels of physical activity ie at least one of the following criteria 3 or more days of vigorous intensity activity andor walking of at least 30 minutes per day OR 5 or more days of moderate intensity activity andor walking of at least 30 minutes per day OR 5 or more days of any combination of walking moderate intensity or vigorous intensity activities and b Insufficiently physically active individuals those with low level of physical activity as measured by the short form of the IPAQ ie not meeting any of the criteria above IPAQ 2005 Statistical Analysis For the statistical analysis the characteristics of the respondents in 2015 n312 and 2017 n291 were first expressed descriptively The change in scores of participants who answered the surveys at both timepoints was then presented and compared using a paired ttest n291 98 As outlined earlier participants who answered both surveys baseline and after 2 years were stratified according to performance on the short form of the IPAQ into an Insufficiently physically active group insufficiently physically active for the 2 years or sufficiently physically active at baseline and becoming insufficiently physically active during the 2year followup and Sufficiently physically active group sufficiently physically active for 2 years or insufficiently physically active at baseline and becoming sufficiently physically active during the 2year followup The groups were compared at baseline and at 2year followup using the independent ttest Linear regression models were then built between Resilience at baseline and Depression Anxiety and Stress at 2year followup One model was constructed for all participants along with 2 separate models for Sufficiently and Insufficiently physically active groups respectively Unadjusted models were used as well as models adjusted for age gender income education Lawton Brody scale and social support The level of significance adopted for statistical tests was p005 for a 95 confidence interval All statistical analyses were carried out using version 210 of the SPSS statistical software package SPSS Inc RESULTS Of the initial 312 respondents at T0 baseline 291 932 answered the second survey at T1 2year followup Results for respondents in 2015 versus 2017 are given in Table 1 In 2017 the sample comprised predominantly respondents who were women 89 married 434 white 683 and had mean education of 580 years SD260 mean age of 7132 years SD615 and mean monthly family income Brazilian currency of R 279963 SD303258 99 Over the 2year followup period there was a significant decline in activities of daily living as measured by the Lawton Brody scale p0001 but increases in total scores on the Resilience scale p0001 for the following subscale components Meaning of Life p0008 Equanimity p0001 and Perseverance p0013 No significant differences were found for the other scales Table 2 The group was then stratified into Insufficiently physically active n159 and Sufficiently physically active n132 groups as shown in Table 3 At baseline 2015 the Sufficiently physically active group scored higher for the Perseverance component of the Resilience Scale p0019 but not for the other components At 2year followup 2017 the Insufficiently physically active group had more depressive symptoms p004 while the Sufficiently physically active group scored higher on the SelfSufficiency p0007 and Perseverance p0004 components of the Resilience scale The results of the unadjusted and adjusted linear regression models for resilience at baseline as a predictor of mental health at 2year followup are shown in Table 4 For the total sample most of the resilience components including total score were negatively correlated with depression anxiety and stress However these results changed after stratifying the groups In the Sufficiently physically active group total resilience was negatively associated with depression r0278 p001 stress r0265 p001 and anxiety r0218 p005 whereas in the Insufficiently physically active group only the negative association between resilience and depression was significant r0255 p001 These results were maintained for both unadjusted and adjusted models The pattern of use of resilience components also differed between the groups Table 4 Although slightly attenuated by the effects of sociodemographics activities 100 of daily living and social support most results were maintained This indicates that SelfSufficiency and Perseverance were associated with mental health in the Sufficiently physically active group whereas the components Meaning of Life and Existential Singularity were associated with mental health in the Insufficiently physically active group DISCUSSION The findings of the present longitudinal study confirmed that resilience can be negatively associated with mental health problems such as depression anxiety and stress P Fossion et al 2013 Hardy et al 2004 Mehta et al 2008 Vahia et al 2010 Wermelinger Avila et al 2017 that physical activity is associated with better wellbeing and mental health Benedetti et al 2008 Lautenschlager Almeida Flicker Janca 2004 and that physical activity can promote better resilience in older individuals Alison J Fields Hoyt Linnville Moore 2016 Hegberg Tone 2015 Perna et al 2012 These findings are fully supported by previous studies and show that these overlapping aspects could be used to promote wellbeing in the older population Despite this body of evidence the role of physical activity in the association between resilience and mental health in older adults remains largely unexplored In the present study the individuals in the Sufficiently physically active group exhibited stronger associations between resilience and mental health as compared to the Insufficiently physically active group corroborating findings of our previous baseline analysis Wermelinger Ávila et al 2018 and also of other crosssectional studies Kukihara et al 2018 Mazo et al 2016 Nevertheless our study made 101 advancement compared to previous studies yielding longitudinal data and furthering understanding on the components of resilience used in this relationship Those in the Insufficiently physically active group made greater use of Meaning of Life and Existential Singularity components which appear to be related to the acceptance of life and the feeling that we are unique which may be mechanisms more intrinsic to the individual which are not so closely related to physical activity Perim et al 2015b G M Wagnild H M Young 1993 Wermelinger Ávila et al 2018 Conversely those in the Sufficiently physically active group used components that were more closely related to physical activity The component Selfsufficiency involves believing in oneself while Perseverance relates to the ability to carry on despite setbacks Perim et al 2015b G M Wagnild H M Young 1993 Wermelinger Ávila et al 2018 These results could be explained as follows Individuals who adopt active behavior tend to maximize psychological benefits selfesteem selfefficacy mood happiness thereby reducing the deleterious effect of stressful events and favoring greater resilience Kahana et al 2003 Likewise engaging in physical activity is initially associated with the stress of learning a new skill with its inherent challenges and frustrations However over time the activity may help individuals to overcome the challenges Ho et al 2015 Therefore active individuals seem to be more challenged during physical exercise and would therefore use more resilience components related to selfbelief ability to face challenges and selfefficacy These findings support the notion that physical activity may be a key determinant of the type of resilience recruited by older individuals and can be used as a possible intervention Cleland Ball Salmon Timperio Crawford 2010 Such intervention should center on personal factors strengthening belief in ones abilities 102 selfefficacy social interaction enjoyment of activity intention to be active besides having set routines that favor engagement in physical activity In fact evidence suggests that social capital ie social support and social networks can directly influence physical activity improving adherence to healthier styles Chen et al 2019 Thus social institutions and programs can encourage resilience enabling individuals to maintain a sense of stability in their lives and a coherent identity in the face of lifes inevitable changes Hildon Montgomery Blane Wiggins Netuveli 2010 Hence the present study can help inform future interventions aimed at promoting resilience in and healthy aging Some interventions have shown promising results demonstrating that physical activity can increase levels of resilience wellbeing and mental health across different age groups Hall et al 2016 Ho et al 2015 Zubala et al 2017 Drawing on our findings since inactive individuals seem to use resilience components not related to physical exercise they should be encouraged to engage in physical activity to increase resilience components such as Perseverance and SelfSufficiency which seem to be related to their mental health This can be achieved using facetoface ie individual or group or remote interventions with a wide range of exercises and different intensities and durations Zubala et al 2017 The challenges of performing an exercise and learning new skills likely help develop these components However future studies should be conducted to confirm this hypothesis Physically active individuals should also be encouraged to recruit Meaning in Life and Existential components since this could further increase their resilience This may be achieved through meditation and reflective activities as noted in a previous study Seppala Hutcherson Nguyen Doty Gross 2014 Identifying the 103 factors associated with resilience can help attenuate the impact of stressful events and overcome misconceptions about old age This can contribute both to clinical practice and the devising of more effective public policies with greater social impact The present study has several limitations First this study was conducted within a program for older adults in a Brazilian city Future multicenter studies should be carried out to allow greater generalization of results Second the public involved in physical activity programs for older adults has specific characteristics including a predominance of functionally independent individuals and women features shared by the group involved in the present study This group might be more active than the general older population in Brazil Consequently further longitudinal studies on mental health physical activity and resilience should be performed that include older adults with different profiles such as those with functional limitations institutionalized subjects and a greater proportion of men Also the program itself may have influenced the resilience and mental health of the participants thereby impacting the study results This could have been seen even in the insufficiently physical activity group where the social activities of the program may have promoted some intrinsic dimensions of resilience Third multiple statistical tests were conducted without adjustment of the pvalues Finally although the short form of IPAQ has been widely used in older adults and reported to moderately correlate with accelerometer measures Grimm et al 2012 this scale is a general selfreported measure subject to recall bias and social desirability Bandeira et al 2015 Nevertheless to the best of our knowledge this is the first study exploring the longitudinal relationship of the association between resilience and mental health in older adults and the influence of physical activity on this association 104 The findings of the present study showed that physical activity can influence the relationship between resilience and mental health where sufficiently and insufficiently physically active older adults used different components of resilience to protect against symptoms of depression anxiety and stress These results can help guide the development of more effective interventions and prevention programs for this age group REFERENCES Bandeira F d M Freitas M P László M Silva M C d Hallal P C Rombaldi A J 2015 Mode of administration does matter comparability study using IPAQ Motriz Revista de Educação Física 214 370374 Bauman A Merom D Bull F C Buchner D M Fiatarone Singh M A 2016 Updating the evidence for physical activity summative reviews of the epidemiological evidence prevalence and interventions to promote active aging The gerontologist 56Suppl2 S268S280 Beard J R Officer A De Carvalho I A Sadana R 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259 110 890 Marital Status Married Widowed Single Divorced 129 121 25 37 413 388 80 119 126 112 25 28 434 385 86 96 Race White Black Yellow Mixed 220 39 4 49 705 125 13 157 199 39 4 49 683 134 13 170 2015 2017 Mean SD Mean SD Age 6964 638 7132 615 Education 580 251 580 260 Monthly Family Income Brazilian currency 249642 290215 279963 303258 112 Table 2 Comparison of participant scores for variables assessed at baseline 2015 and 2year followup 2017 Respondents on both surveys n291 2015 2017 Mean SD Mean SD P DASS21 Depression 186 238 195 343 0660 DASS21 Anxiety 201 261 187 280 0410 DASS21 Stress 359 393 398 456 0151 Lawton Brody Total 2602 179 2541 265 0001 Social Support 1481 1064 1470 1299 0874 Total Resilience 13577 1088 13805 1102 0001 ResilienceSelfSufficiency 2823 294 2844 263 0224 ResilienceMeaning of Life 2744 257 2794 294 0008 ResilienceEquanimity 2535 408 2629 395 0001 ResiliencePerseverance 2635 360 2691 330 0013 ResilienceExistential Singularity 2853 312 2847 284 0731 113 Table 3 Comparison of Insufficiently physically active group and Sufficiently physically active group for DASS21 and Resilience at baseline 2015 and 2year followup 2017 Total n291 Sufficiently physically active n132 Insufficiently physically active n159 P Baseline MeanSD MeanSD DASS21 Depression 167 205 200 260 0236 DASS21 Anxiety 190 204 210 300 0520 DASS21 Stress 348 333 367 436 0677 Total Resilience 13696 995 13477 1152 0088 ResilienceSelfSufficiency 2850 274 2792 321 0101 ResilienceMeaning of Life 2767 262 2719 259 0120 ResilienceEquanimity 2512 413 2551 405 0414 ResiliencePerseverance 2687 323 2586 389 0019 ResilienceExistential Singularity 2878 294 2827 331 0164 Post DASS21 Depression 151 289 231 379 0049 DASS21 Anxiety 160 252 209 298 0138 DASS21 Stress 376 400 415 497 0457 Total Resilience 13940 922 13693 1223 0051 ResilienceSelfSufficiency 2889 203 2808 300 0007 ResilienceMeaning of Life 2813 238 2779 333 0306 ResilienceEquanimity 2621 398 2636 394 0740 ResiliencePerseverance 2751 286 2641 356 0004 ResilienceExistential Singularity 2870 252 2827 308 0197 114 Table 4 Analysis of Linear Regression between Resilience at baseline and Depression Anxiety and Stress at 2year follow up Total Sample Sufficiently physically active group and Insufficiently physically active group DASS Depression 2year follow up Total n291 Sufficiently physically active n132 Insufficiently physically active n159 Unadjusted Adjusted Unadjusted Adjusted Unadjusted Adjusted Baseline Total Resilience 0291 0267 0292 0278 0281 0255 ResilienceSelfSufficiency 0168 0151 0226 0216 0123 ResilienceMeaning of Life 0223 0206 0173 0172 0248 0232 ResilienceEquanimity 0154 0136 0160 0165 0143 ResiliencePerseverance 0165 0149 0205 0179 0124 ResilienceExistential 0255 0233 0175 0181 0293 0268 DASS Anxiety 2year follow up Total n291 Sufficiently physically active n132 Insufficiently physically active n159 Unadjusted Adjusted Unadjusted Adjusted Unadjusted Adjusted Baseline Total Resilience 0161 0136 0233 0218 0104 ResilienceSelfSufficiency 0081 0267 0259 0046 ResilienceMeaning of Life 0065 0056 0060 ResilienceEquanimity 0071 0085 0069 ResiliencePerseverance 0137 0111 0264 0227 0046 ResilienceExistential 0164 0145 0078 0211 0188 DASS Stress 2year follow up Total n291 Sufficiently physically active n132 Insufficiently physically active n159 Unadjusted Adjusted Unadjusted Adjusted Unadjusted Adjusted Baseline Total Resilience 0175 0159 0247 0265 0127 ResilienceSelfSufficiency 0030 0119 0029 ResilienceMeaning of Life 0194 0187 0096 0261 0248 ResilienceEquanimity 0129 0118 0165 0110 ResiliencePerseverance 0092 0285 0310 0025 ResilienceExistential 0131 0111 0092 0151 p001 p005 Adjusted for age gender income education Lawton Brody scale and social support 115 O segundo artigo Resilience and mental health among regularly and intermittently physically active older adults results from a fouryear longitudinal study já foi enviado para publicação e pode ser visualizado abaixo RESILIENCE AND MENTAL HEALTH AMONG REGULARLY AND INTERMITTENTLY PHYSICALLY ACTIVE OLDER ADULTS RESULTS FROM A FOURYEAR LONGITUDINAL STUDY Maria Priscila Wermelinger Ávila Jimilly Caputo Corrêa Maria Clara de Castro Furtado Zaidem Matheus Venancio Passos Ana Paula Sena Lomba Vasconcelos Alessandra Lamas Granero Lucchetti Giancarlo Lucchetti ABSTRACT Introduction The growing proportion of older people in the world requires mental health measures to meet new demands Studies show that more physically active people have greater resilience and better mental health but there are few longitudinal studies that assess the relationship between mental health resilience and physical activity in the older population Objectives To investigate whether there are differences in mental health resilience and the relationship between mental health and resilience among regularly and intermittently active individuals during a fouryear followup period Methods This is a threewave longitudinal observational study 2015 2017 and 2019 of older people in Brazil General linear models were used to assess the level of physical activity International Physical Activity Questionnaire IPAQ psychological resilience Psychological Resilience Scale and mental health Depression Anxiety Stress Scale DASS 21 among regularly and intermittently active older adults Results A total of 180 older people were in followup care for four years Our findings revealed that most older adults n117 engaged in intermittent physical activity over time Those who maintained regular physical activity n63 were more resilient than those who were intermittently active However no differences were 116 observed for mental health outcomes Although the correlation coefficients between resilience and mental health were negative ie those with higher levels of resilience had fewer mental health problems there were no significant differences between the groups based on their level of physical activity Conclusion There seems to be a longitudinal association between regular physical activity and resilience which in turn is linked to better mental health Nevertheless the correlations between resilience and mental health did not differ according to the level of physical activity These results may help elucidate the mechanisms underlying this relationship Keywords Elderly Mental health Resilience Physical activity 117 INTRODUCTION The World Health Organization WHO recognizes physical inactivity as a major risk factor for overall morbidity and premature mortality Kohl et al 2012 Similarly it seems to play a key role in the degenerative consequences that arise from aging Bauman et al 2016 Epidemiological evidence promoting physical exercise has accumulated over several decades and the latest evidence focuses on neurological health and psychosocial and mental wellbeing Bauman et al 2016 WHO 2015b To estimate the association between a healthy lifestyle and the number of diseasefree years in life a prospective multilayer study was conducted with 116043 participants from 12 European studies There was a significant association between the general score for healthy lifestyle and a greater number of diseasefree years and physical activity played a fundamental role Nyberg et al 2020 Accordingly population aging poses public health challenges in both the adoption and maintenance of healthy lifestyles to decelerate the onset of chronic illnesses and effectively manage present illnesses and disabilities Satariano et al 2012 Aging is in fact a period of potential challenges eg chronic diseases widowhood retirement To handle these challenges more appropriately it is crucial for government officials to understand how the older persons maintain healthy behaviors P G Clark et al 2019 Satariano et al 2012 For successful aging the changes that come with this process must be accepted addressed and adjusted which is why resilience is essential The concept of resilience involves the skills and resources that can moderate the adversities faced by the older persons in their lives and mitigate the negative consequences of these events or in some cases lead to positive growth and development Lee et al 2013 Barbara Resnick Gwyther Roberto 2011 According to Clark et al P G Clark et al 2019 the repertoire of resilience consists of two broad categories of skills and resources The first is related to health which includes health status health promotion physical activity nutrition and medication compliance the second relates to social and economic aspects which considers social support and finances P G Clark Burbank Greene Riebe 2018 P G Clark et al 2019 Resilience is a multidimensional variable that comprises 118 psychological and dispositional attributes such as competence the external support system and personal structure Lee et al 2013 A study on resilience in gerontology examines why and how some older adults seem to recover or thrive in the face of adversity and setbacks in their lives Barbara Resnick et al 2011 Evidence indicates that psychological resilience does not exist in isolation and is affected by a variety of social and personal factors Wermelinger Avila et al 2017 Resilience influences many aspects of older adults lives including quality of life successful aging life satisfaction morale lower risk of mortality and mental health Barbara Resnick et al 2011 Wermelinger Avila et al 2017 Neurological and mental disorders account for 66 of the total disease burden in older people Prince et al 2015 Physical activity and resilience are among the multiple social psychological and biological factors that determine the level of mental health WHO 2015b Nevertheless there is limited information on the association between psychological resilience mental health and the level of physical activity in the older population Siltanen et al 2020 Some prior studies have reported that physical activity could influence the relationship between resilience and mental health but in general they adopted crosssectional designs which make it difficult to interpret causeeffect relationships Kukihara et al 2018 Wermelinger Ávila et al 2018 In a 2020 article on the psychological concepts of resilience in old age and recommendations for future research the authors stress the importance of prospective longitudinal studies Infurna 2020 In 2021 our group published a twoyear longitudinal study of 291 older adults In this study resilience at baseline was a predictor of the older adults mental health after two years of followup care and the level of physical activity influenced the type of resilience mechanisms used Avila 2021 Even with this initial evidence studies with longer followup periods can provide further understanding of the relationship between mental health resilience and depression and explain the differences between older adults who remain active throughout followup and those who do not remain regularly active These data can orient public policies toward promoting regular physical activity and increasing resilience among the older population T Cosco et al 2017 Infurna 2020 119 To bridge this gap we conducted this study to investigate possible differences in mental health resilience and the relationship between mental health and resilience among regularly and intermittently active individuals during a fouryear followup period We formulated the following hypotheses 1 Regularly active individuals would be more resilient than intermittently active individuals 2 Regularly active individuals would have better mental health outcomes than intermittently active individuals 3 There would be an inverse relationship between mental health symptoms and resilience among participants 4 There would be differences in the mental healthresilience relationship between regularly and intermittently active individuals METHODS Study design period and location This observational cohort study had a fouryear followup period three waves and was conducted in the city of Juiz de Fora in the state of Minas Gerais Brazil from August 2015 to March 2020 Juiz de Fora is a midsized city with a population of 516247 wherein 136 are older persons SIDRA 2014 The city is strategically located between the three main Brazilian metropolises São Paulo Rio de Janeiro and Belo Horizonte Chaves 2012 Study participants were older people from the community in the FaMIdade Program at the Instituto Metodista Granbery in Juiz de Fora This program is offered to the community in an effort to promote education and health through a series of activities and social interaction including physical activity A P Vasconcelos et al 2016 Eligibility Criteria To be included in the study the participant had to be older persons 60 years or older according to the WHO classification for developing countries and regularly enrolled in the programs activities and they needed to score 25 points for older adults with four years of schooling or more or 18 points for older adults with less than four years of schooling on the MiniMental State Examination applied at baseline Lourenço Veras 2006a We excluded older adults who were not found during the data collection period who moved from the city of Juiz de Fora MG who refused to continue their participation in the study who were not found based on the recorded data who passed away during the research period and who were hospitalized and thus unable to respond to the instruments Procedures Two trained evaluators conducted prescheduled inperson interviews in individual rooms either before or after the Famidade activities or at the participants home Each interview was conducted in a single sitting and lasted approximately one hour The interviews were conducted three times in 2015 baseline collection T0 in 2017 after two years of followup T1 and in 2019 after four years of followup T2 Instruments We used the same questionnaire for data collection in the three waves of the study to assess sociodemographic data cognition level of physical activity mental health and resilience We have provided descriptions of these instruments in the following Sociodemographic data We took into account the participants sex age marital status years of schooling tobacco use family income and ethnicity MiniMental State Examination MMSE The MMSE allows us to examine cognitive function and it is one of the most widely used and studied tests in the world P Bertolucci S Brucki S Campacci Y Juliano 1994 Marshal F Folstein et al 1975 The test was developed by Folstein et al Marshal F Folstein et al 1975 and has already been translated and validated for the Brazilian population P Bertolucci et al 1994 As this study was conducted in a city in Minas Gerais we decided to use the cutoff point specific to this state which was published in a previous study Lourenço Veras 2006a Therefore older adults with four or more years of schooling should score at least 25 points while those with less than four years of schooling had to score at least 18 points Lower scores suggest cognitive impairment and were criteria for exclusion from the study Physical activity level We used the International Physical Activity Questionnaire validated for Brazil Matsudo Araújo Matsudo et al 2001 This instrument contains questions that assess the frequency days per week and duration amount of time per day of physical activity performed in the week prior to the interview To classify the level of physical activity we considered the criteria defined in the Guidelines for Data Processing and Analysis of the International Physical Activity Questionnaire IPAQ 2005 which classifies physical activity levels as either Low Moderate or High Participants were divided into two groups based on the following classification a Regularly active individuals those with Moderate or High levels of physical activity in all three waves of the study ie fulfilling at least one of the following criteria three or more days of vigorousintensity activity andor walking at least 30 minutes per day OR five or more days of moderateintensity activity andor walking least 30 minutes per day OR five or more days of any combination of walking or moderate or vigorousintensity activities and b Intermittently active individuals those with low levels of physical activity as measured by the IPAQ short form in at least one of the waves of this study ie not meeting any of the criteria above IPAQ 2005 Depression Anxiety Stress Scale DASS21 The DASS21 scale was adapted and validated for the Portuguese language by Vignola and Tucci in 2014 This scale is a set of three 4point Likerttype subscales totaling 21 questions Each subscale contains seven items that assess depression anxiety and stress The final result is obtained by adding the scores of all seven items for each of the three subscales The scale provides three scores one per subscale where the minimum is 0 and the maximum is 21 Higher scores indicate worse mental health R C B Vignola A M Tucci 2014 Wagnild and Youngs Psychological Resilience Scale RS25 Developed by Wagnild and Young 1993 to measure levels of resilience it contains 25 items with positive descriptions and Likerttype responses ranging from 1 strongly disagree to 7 strongly agree The scale scores range from 25 to 175 points where high values indicate high levels of resilience Gail M Wagnild Heather 122 M Young 1993 In 2005 Pesce et al Renata P Pesce et al 2005 conducted the crosscultural adaptation reliability and validity of the scale for its application in Brazil Statistical analysis As stated above the participants were first divided into two groups regularly active individuals those who maintained an active IPAQ score for all three waves in the fouryear followup and intermittently active individuals those who had a sedentary or inactive score in all or at least one of the waves We compared the sociodemographic data between the groups using independent ttests for continuous variables and chisquare tests for categorical variables Similarly we compared the scores for resilience and mental health between the groups using independent ttests in each wave To verify the role of physical activity and the period on outcome variables we performed a 2x3 repeated measures Multiple Analysis of Variance MANOVA physically active individuals regular vs intermittent by the period baseline 2 years and 4 years on the dependent variables DASS 21 Depression DASS 21 Anxiety DASS 21 Stress and Resilience If the result was significant we used the Bonferroni test for the subsequent post hoc analyses Finally to identify differences in the correlations mental healthresilience between the groups we standardized the variables using Zscores and adopted the methodology for testing the equality or homogeneity of regression slopes via analysis of covariance ANCOVA with these standardized variables as the regression slopes for the standardized variables represent the correlations More details of this procedure is available in httpswwwibmcomsupportpageshowcanitest equalitycorrelationsbetweentwovariablesdifferentgroups cases We considered a value of p005 to be significant and conducted all analyses using SPSS 21 SPSS Inc 123 Ethical aspects This study was approved by the Research Ethics Committee of the Federal University of Juiz de Fora under Case no 1109647 and all the participants signed an informed consent form RESULTS From a total of 396 older adults enrolled in the Famidade program 312 were included in the T0 baseline 2015 and 180 58 remained after four years of followup responded to all three waves Figure 1 illustrates the study flow diagram and demonstrates the losses throughout the followup period The main reason for this loss in followup was the COVID19 pandemic as it was not possible to conduct interviews during the lockdown A total of 180 older adults remained in followup for four years of which 63 350 individuals maintained a physically active lifestyle in all three waves 26 144 remained sedentary in all three waves and 91 506 were either sedentary or inactive in at least one wave Table 1 presents the sociodemographic data The majority of the older adults were female identified ethnically as white single had six years of schooling and were around the age of 70 There were no sociodemographic differences between the groups Table 2 compares mental health outcomes and resilience between the groups There were no differences in the depression anxiety and stress scores in all three waves However resilience presented a significant trend in the baseline and after two years of followup and it was significant after four years of followup Table 3 demonstrates the effects of physical activity and the period on different outcome variables For resilience regularly active individuals had better resilience in the model compared to intermittently active individuals F622 p0014 Similarly resilience changed significantly over time F421 p0016 mostly due to the difference between the baseline and year 2 The other models investigating mental health outcomes were not significant Finally Table 4 shows the correlations between mental health and resilience All correlation coefficients were negative indicating an association between higher 124 mental health problems and lower resilience scores We observed this for both groups regularly and intermittently active individuals Nevertheless there were no differences in these correlations between the groups DISCUSSION The findings of this 4year longitudinal study reveal some key differences between intermittently and regularly active individuals that should be considered in the assessment of older adults and that could help develop future interventions and preventive measures Regarding our first hypothesis we found that regularly active individuals were more resilient than intermittently active individuals These results have already been investigated by other studies reporting that resilient older adults are more likely to be involved in activities such as physical activity which is often associated with successful aging Barbara A Resnick Pia L Inguito 2011 This concept provides additional support for the idea that physically active older individuals can maintain their health and adapt to the challenges of aging more successfully MacLeod Musich Hawkins Alsgaard Wicker 2016 Barbara A Resnick Pia L Inguito 2011 In a systematic review by Notthoff Reisch and Gerstorf Notthoff Reisch Gerstorf 2017 two psychological factors motivation and selfefficacy demonstrate a consistent association with higher levels of physical activity in the older population and these factors are also directly related to the concept of resilience Our second hypothesis was not supported as regularly active individuals did not present better mental health outcomes than intermittently active individuals which contradicts the literature Data from systematic reviews tend to report the beneficial effects of physical activity on mental health in longitudinal studies A recent review of 111 studies and nearly three million individuals revealed that physical activity was associated with lower levels of depression Nevertheless about 35 of the studies were not significant Dishman McDowell Herring 2021 Another systematic review on the subject which included only longitudinal studies evidenced that most studies tend to show the beneficial effects of physical activity on the participants mental health However 5 of the 30 studies that were reviewed also 125 reported nonsignificant results Mammen Faulkner 2013 These differences may be related to the participants age in our case older adults with an average age of 70 the sample size the instruments used and the followup procedure Since we compared only two categories regular versus intermittent not all of the older adults were inactive the entire period since they needed to be inactive in at least one wave to be categorized as intermittent and this may also have influenced our results With regard to the third hypothesis we found an inverse relationship between mental health symptoms and resilience among the participants In a systematic review and metaanalysis published by our group in 2017 we found a moderate inverse correlation between depression and resilience indicating the potential protective effect of resilience on depression in the older population although all the articles included in the study were crosssectional Wermelinger Avila et al 2017 This longitudinal study confirms this finding as it reveals a negative relationship between resilience and mental health which suggests that older adults with more resilience have better mental health Finally our last hypothesis was not supported as we did not detect any differences in the mental healthresilience relationship between regularly and intermittently active individuals These findings differ from those of previous studies that found physical activity to be a mediator in the relationship between resilience and mental health Avila 2021 Kukihara et al 2018 Wermelinger Ávila et al 2018 including one previous study by our group with a followup period of two years Avila 2021 In this particular study we compared subcomponents of resilience between groups and verified that different subdimensions were used between the sufficiently ie selfsufficiency and perseverance and insufficiently active groups ie meaning of life existential and that these subdimensions influenced the correlations However when we examine the total resilience scores the findings between that study and this study are similar Thus we can suggest that physical activity has a stronger relation to the type of resilience than to the relationship itself This study presents some limitations First it was conducted through a program for the older population in a city in Brazil Multicenter studies are needed to further generalize the results Second programs for the older persons such as the site where we collected data generally have a large presence of functionally 126 independent older individuals and women Falcao Ludgleydson 2010 Therefore we recommend including other profiles of older adults in further longitudinal studies on the subject Third there was a loss of 59 older adults in the followup period between the second and third wave due to the COVID19 pandemic which began in Brazil in March 2020 as we were finalizing the third wave of data collection The older population is considered a highrisk group for COVID19 As this study evaluates factors that would have been influenced by the quarantine such as anxiety depression stress resilience and physical activity we could not fully complete data collection On the other hand our study also has its strengths To our knowledge this is one of the first longitudinal studies at the international level to examine the relationship between resilience mental health and physical activity levels for a group of older adults for four years By demonstrating that older adults who remained physically active were more resilient than sedentary older adults this study reinforces the importance of research and interventions that promote physical activity in this age group and consider its specificities Finally this study can contribute both to clinical practice and public policies by providing the basis for future interventions that seek to promote resilient individuals and successful aging CLINICAL IMPLICATIONS Based on this study and all the others on the subject it is clearly important to promote resilience and reduce symptoms of depression among the older persons for successful aging Resilience and its related factors have implications for the development of public health interventions to maintain healthy behaviors in the older population P G Clark et al 2018 Consequently the incorporation of physical activity can be an effective alternative for supporting resilience among older adults Barbara A Resnick Pia L Inguito 2011 Jeste et al 2013 However interventions designed to test the impact of physical activity and other lifestyle behaviors on resilience among the older people have not been identified MacLeod et al 2016 Barbara A Resnick Pia L Inguito 2011 In 2019 Wiles et al demonstrated that the resilience exhibited by older adults helps them maintain their wellbeing autonomy and quality of life even when faced 127 with challenges such as functional decline and multimorbidity These findings emphasize the need to steer the focus away from problems and to work with older people to provide a more holistic approach that encourages and improves adaptation and flexibility rather than rigid and counterproductive coping patterns Wiles et al 2019 Thus primary prevention in adults under 60 will improve their health in successive cohorts of older adults Obstacles include misguided overall health priorities the healthcare systems lack of resources to provide ageappropriate care for chronic diseases and the complexity of integrating care for complex multimorbidity Prince et al 2015 Bloom et al 2015 To prevent mental health changes we need to do more than plan interventions aimed toward affected groups and make an effort to implement programs that prevent these changes and promote mental health Bloom et al 2015 Prince et al 2015 CONCLUSIONS Individuals who maintained regular physical activity were more resilient than those who were intermittently active However no differences were observed for mental health outcomes Although the correlation coefficients between resilience and mental health were negative which implies that individuals with higher levels of resilience had fewer mental health problems there were no significant differences in the comparison between the groups based on their level of physical activity These findings could help elucidate the underlying mechanisms affected by physical activity that have an influence on health outcomes and should be considered by healthcare professionals and administrators REFERENCES Avila M P W C J C Lucchetti A L G Lucchetti G 2021 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Mean SD Mean SD P Age 6863 554 7043 678 0074 Education 603 244 566 256 0345 Income Real Brazilian currency 231610 193952 273591 354732 0385 n n Female 56 889 99 846 0503 Ethnicity 47 746 82 701 0604 Married 27 429 50 427 0999 1 Real Brazilian currency 5 dollars 134 Table 2 Comparison of mental health outcomes and resilience between groups at baseline 2 years and 4 years Regular physical activity n 63 Intermittent physical activity n 117 Mean SD Mean SD p Resilience baseline 13860 997 13572 1062 0079 Resilience 2 years 14069 888 13800 1030 0081 Resilience 4 years 14066 975 13612 1129 0008 DASS 21 Depression baseline 173 217 176 228 0912 DASS 21 Depression 2 years 141 251 195 319 0243 DASS 21 Depression 4 years 139 198 155 219 0633 DASS 21 Anxiety baseline 200 178 172 239 0428 DASS 21 Anxiety 2 years 150 158 189 304 0344 DASS 21 Anxiety 4 years 130 133 169 213 0135 DASS 21 Stress baseline 361 350 324 394 0533 DASS 21 Stress 2 years 390 380 367 460 0736 DASS 21 Stress 4 years 303 313 296 291 0888 DASS 21 Depression Anxiety and Stress Scale 135 Table 3 MANOVA Effects of physical activity and the period on different outcome variables GLM Period Period IPAQ IPAQ F p F p F p Resilience 421 p 0016 046 p 0627 622 p 0014 DASS Depression 083 p 0433 071 p 0489 072 p 0396 DASS Anxiety 173 p 0179 188 p 0153 039 p 0533 DASS Stress 298 p 0052 011 p 0895 0242 p 0623 Significant increase in resilience baseline vs 2 years p 0017 DASS 21 Depression Anxiety and Stress Scale 136 Table 4 Correlations between mental health and resilience at baseline 2 years and 4 years Regular physical activity n 63 Intermittent physical activity n 117 R r p Baseline Resilience DASS21 Depression 0228 0199 0849 Resilience DASS21 Anxiety 0033 0143 0482 Resilience DASS21 Stress 0245 0183 0690 2 years Resilience DASS21 Depression 0363 0437 0601 Resilience DASS21 Anxiety 0187 0182 0977 Resilience DASS21 Stress 0370 0266 0493 4 years Resilience DASS21 Depression 0283 0370 0558 Resilience DASS21 Anxiety 0213 0306 0544 Resilience DASS21 Stress 0339 0184 0313 137 7 LIMITAÇÕES Este estudo possui algumas limitações que devem ser consideradas O fato de a população estudada pertencer inicialmente a um programa de atividades para idosos em Juiz de Fora pode limitar a generalização dos resultados Isto porque a população que participa de programas de atividade física para idosos apresenta algumas características peculiares como a grande presença de idosos funcionalmente independentes e de mulheres Falcao Ludgleydson 2010 assim como ocorreu com o grupo envolvido neste estudo Dessa forma sugerese a realização de pesquisas longitudinais sobre saúde mental atividade física e resiliência que incluam com outros perfis de idosos como aqueles com limitações funcionais institucionalizados e com maior percentual de homens Além de estudos multicêntricos para maior generalização dos resultados Por fim houve uma perda no seguimento de 60 idosos da segunda para terceira onda devido a pandemia do Coronavirus que se iniciou no Brasil em março de 2020 período no qual ainda estava finalizando a coleta de dados da terceira onda Os idosos são considerados grupo de alto risco sob o COVID19 e considerando que o presente estudo avalia fatores que foram influenciados pela quarentena como ansiedade depressão estresse resiliência e a prática de atividade física não foi possível a finalização da coleta de dados na íntegra devido à pandemia 138 9 CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo avaliou longitudinalmente durante 4 anos a associação entre resiliência e saúde mental depressão ansiedade e estresse em idosos e de que modo a atividade física influenciaria essa associação Foram produzidos dois artigos sendo que o primeiro analisou os dois primeiros anos de seguimento e o segundo os quarto anos de seguimento Como resultado dos dois primeiros anos de acompanhamento foi encontrado na amostra total uma associação inversa entre resiliência no baseline e depressão ansiedade e estresse após dois anos Essa associação foi diferente ao se separar os grupos de idosos sedentários e ativos Idosos ativos utilizaramse mais dos componentes relacionados a autossuficiência e a perseverança enquanto idosos sedentários utilizaramse mais dos componentes Sentido da vida e Singularidade Existencial da resiliência Esses resultados mostram que a atividade física pode ser um importante determinante do tipo de resiliência que será utilizada pelo idoso Com relação a análise de 4 anos de acompanhamento encontramos que a maioria idosos apresentava atividade física intermitente ao longo do tempo e que a manutenção de atividade física contínua esteve longitudinalmente associada à resiliência que por sua vez esteve associada a uma melhor saúde mental No entanto as correlações entre resiliência e saúde mental não diferiram de acordo com o nível de atividade física Em conclusão esse estudo longitudinal corrobora os dados da literatura atual apontando que a prática de atividade física e a resiliência estariam associados direta ou indiretamente a melhor saúde mental e acrescenta às pesquisas já realizadas anteriormente ao investigar os mecanismos relacionados a esses fatores protetores da saúde mental dos idosos ao longo do tempo Com base nesse estudo e todos os outros sobre o tema fica claro a importância de estimular a resiliência e de diminuir os sintomas depressivos em idosos para promover um envelhecimento bemsucedido Dessa forma incorporar atividade física pode ser uma alternativa eficaz de saúde pública para apoiar a resiliência entre adultos mais velhos No entanto não foram identificadas intervenções projetadas para testar o impacto da atividade física e outros comportamentos do estilo de vida na resiliência entre idosos 139 Estudos longitudinais com a população idosa como o presente são de grande importância para o estímulo de políticas públicas de saúde para prevenção e intervenção de acometimentos na saúde mental nessa faixa etária Melhorando assim a compreensão de fatores protetores da saúde mental de idosos e a desmistificação de a velhice como um período de grande sofrimento REFERÊNCIAS ALCÂNTARA A D O O CAMARANO A A O GIACOMIN K C O Política Nacional do Idoso velhas e novas questões 2016 ALLEN J ANNELLS M A literature review of the application of the Geriatric Depression Scale Depression Anxiety Stress Scales and Posttraumatic Stress Disorder Checklist to community nursing cohorts Journal of Clinical Nursing v 18 n 7 p 949959 2009 ALMEIDA O P et al Successful mental health aging results from a longitudinal study of older Australian men The American journal of geriatric psychiatry v 14 n 1 p 2735 2006 ANTONY M M BIELING P J COX B J ENNS M W SWINSON R P Psychometric properties of the 42item and 21item versions of the Depression Anxiety Stress Scales in clinical groups and a community sample Psychological assessment v 10 n 2 p 176 1998 ANTUNES H K M STELLA S G SANTOS R F BUENO O F A MELLO M T D Escores de depressão ansiedade e qualidade de vida em idosos após um 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p3140 2011 PAÚL C Envelhecimento activo e redes de suporte social Sociologia v 15 p 275287 2005 PERIM P C DIAS C S CORTEREAL N J ANDRADE A L FONSECA A M Análise fatorial confirmatória da versão Brasileira da Escala de Resiliência ER Brasil Gerais Revista Interinstitucional de Psicologia v 8 n 2 p 373384 2015 PERNA L et al Socioeconomic position resilience and health behaviour among elderly people International journal of public health v 57 n 2 p 341349 2012 PESCE R P ASSIS S G AVANCI J Q SANTOS N C MALAQUIAS J V CARVALHAES R Adaptação transcultural confiabilidade e validade da escala de resiliência Cadernos de Saúde Pública v 21 n 2 p 436448 2005 PETROSKI E L GONÇALVES L H T Atividade física e estado de saúde mental de idosos Rev Saúde Pública v 42 n 2 p 302307 2008 PIERCY K L et al The physical activity guidelines for Americans Jama v 320 n 19 p 20202028 2018 147 PINHEIRO D P N Resilience in discussion Psicologia em estudo v 9 n 1 p 6775 2004 PINHEIRO M D R FERREIRA J O questionário de suporte social Adaptação e validação da versão portuguesa do Social Support Questionnaire SSQ6 Psychologica v 30 p 315333 2002 PNADCONTÍNUA I Disponível em Acesso em 29 de abril de 2019 v 13 2018 RABELO D F NERI A L Recursos psicológicos e ajustamento pessoal frente à incapacidade funcional na velhice Psicol Estud v 10 n 3 p 403412 2005 REIS R S PETROSKI E L LOPES A D S Medidas da atividade física revisão de métodos Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum v 2 n 1 p 8996 2000 RESNICK B A INGUITO P L The Resilience Scale psychometric properties and clinical applicability in older adults Arch Psychiatr Nurs v 25 n 1 p 1120 2011 RESNICK B KLINEDINST NJ YERGESARMSTRONG L CHOI EY DORSEY SG The Impact of Genetics on Physical Resilience and Successful Aging Journal of aging and health v27 n 6 p 1084 1104 2015 RIBEIRO J L P HONRADO A A J D LEAL I P Contribuição para o estudo da adaptação portuguesa das escalas de ansiedade depressão e stress EADS de 21 itens de Lovibond e Lovibond Psicologia saúde doenças v5 n2 p 2229 2239 2004 ROSA F H M CUPERTINO A NERI A L Significados de velhice saudável e avaliações subjetivas de saúde e suporte social entre idosos recrutados na comunidade Geriatria Gerontologia v32 n2 p 6269 2009 ROSHANAEIMOGHADDAM B KATON W J RUSSO J The longitudinal effects of depression on physical activity General hospital psychiatry v 31 n 4 p 306 315 2009 RUTTER M Resilience Some conceptual considerations Journal of adolescent health v 14 n 8 p 626631 1993 SARASON I G LEVINE H M BASHAM R B SARASON B R Assessing social support the social support questionnaire Journal of personality and social psychology v 44 n 1 p 127 1983 SARASON I G SARASON B R SHEARIN E N PIERCE G R A brief measure of social support Practical and theoretical implications Journal of social and personal relationships v 4 n 4 p 497510 1987 SCHONS C PALMA L Política social para a velhice instrumento de integração ou marginalização social Passo Fundo UPF Editora 2000 148 SIRIWARDHANA C ALI S S ROBERTS B STEWART R A systematic review of resilience and mental health outcomes of conflictdriven adult forced migrants Confl Health v 8 n 1 p 13 2014 SKROVE M ROMUNDSTAD P INDREDAVIK M S Resilience lifestyle and symptoms of anxiety and depression in adolescence the YoungHUNT study Social psychiatry and psychiatric epidemiology v 48 n 3 p 407416 2013 SNOWDON J How high is the prevalence of depression in old age Revista brasileira de Psiquiatria v 24 p 4247 2002 SONNEGA A FAUL J D OFSTEDAL M B LANGA K M PHILLIPS J W WEIR D R Cohort profile the health and retirement study HRS International journal of epidemiology v 43 n 2 p 576585 2014 SOUZA M T S D CERVENY C M D O Resiliência psicológica revisão da literatura e análise da produção científica Interamerican journal of psychology v 40 n 1 p 115122 2006 STEPTOE A DEATON A STONE A A Psychological wellbeing health and ageing Lancet v 385 n 9968 p 640 2015 STEPHAN Y SUTIN A R TERRACCIANO A Physical activity and personality development across adulthood and old age Evidence from two longitudinal studies Journal of Research in Personality v 49 p 17 2014 THOMPSON R A FLOOD M F GOODVIN R Social support and developmental psychopathology Developmental psychopathology v 3 p 137 2006 TORQUATO E et al Comparação do nível de atividade física medido por acelerômetro e questionário IPAQ em idosos Revista Brasileira de Atividade Física Saúde v 21 n 2 p 144153 2016 TORRE E H G AMARANTE P Protagonismo e subjetividade a construção coletiva no campo da saúde mental Ciência Saúde Coletiva v 6 n 1 p 7385 2001 UCHINO B N Social support and physical health Understanding the health consequences of relationships Yale University Press 2004 UFJF Diagnóstico Socioeconômico da População Idosa de Juiz de Fora Perfil do idoso residente na área urbana de Juiz de Fora 2012 VAHIA I V MEEKS T W THOMPSON W K DEPP C A ZISOOK S ALLISON M JUDD L L JESTE D V Subthreshold depression and successful aging in older women Am J Geriatr Psychiatry v 18 n 3 p 212220 2010 VASCONCELOS A P S L et al Comparison of the effect of different modalities of physical exercise on functionality and anthropometric measurements in community dwelling older women Journal of Bodywork and Movement Therapies v20 n 4 p 851856 2016 VERAS R Envelhecimento populacional contemporâneo demandas desafios e inovações Rev Saúde Pública v 43 n 3 p 548554 2009 VIGNOLA R C B TUCCI A M Adaptation and validation of the depression anxiety and stress scale DASS to Brazilian Portuguese Journal of affective disorders v 155 p 104109 2014 WAGNILD G YOUNG H Development and psychometric J Nurs Meas v 1 p 165178 1993 WAGNILD G A review of the Resilience Scale Journal of nursing measurement v 17 n 2 p 105113 2009 WELLS M AVERS D BROOKS G Resilience physical performance measures and selfperceived physical and mental health in older Catholic nuns J Geriatr Phys Ther v 35 n 3 p 126131 2012 WERMELINGER AVILA M P LUCCHETTI A L G LUCCHETTI G Association between depression and resilience in older adults a systematic review and metaanalysis Int J Geriatr Psychiatry v 32 n 3 p 237246 2017 WERMELINGER ÁVILA M P et al The Role of Physical Activity in the Association Between Resilience and Mental Health in Older Adults Journal of aging and physical activity v 26 n 2 p 248253 2018 WHITE J ZANINOTTO P WALTERS K KIVIMÄKI M DEMAKAKOS P BIDDULPH J KUMARI M DE OLIVEIRA C GALLACHER J BATTY G D Duration of depressive symptoms and mortality risk the English Longitudinal Study of Ageing ELSA The British Journal of Psychiatry v 208 n 4 p 337342 2016 WHITSON H E DUANPORTER W SCHMADER K E MOREY M C COHEN H J COLÓNEMERIC C S Physical resilience in older adults systematic review and development of an emerging construct Journals of Gerontology Series A Biomedical Sciences and Medical Sciences v 71 n 4 p 489495 2015 WHO World report on ageing and health Luxembourg Luxembourg p 1260 2015 WHO Global strategy and action plan on ageing and health 20162020 World Health Organization Geneva Switzerland 2016 WHO Priorities Towards a decade of healthy ageing Geneva World Health Organization 2017 WILES J et al Challenged but not threatened Managing health in advanced age Social Science Medicine v 227 p 104110 2019 150 WINDLE G MARKLAND D A WOODS R T Examination of a theoretical model of psychological resilience in older age Aging and Mental Health v 12 n 3 p 285292 2008 WINDLE G What is resilience A review and concept analysis Reviews in Clinical Gerontology v 21 n 02 p 152169 2011 YOSHIKAWA E NISHI D MATSUOKA Y J Association between regular physical exercise and depressive symptoms mediated through social support and resilience in Japanese company workers a crosssectional study BMC public health v 16 n 1 p 553 2016 151 APÊNDICE I Termo de Consentimento Livre e Esclarecido 152 153 ANEXO I Parecer de aprovação pelo Comitê de em Pesquisa da UFJF UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORAMG mudança de pessoa ele passa a dirigirse diretamente ao participante em 2a pessoa o sr terá isso poderá aquilo Conclusões ou Pendências e Lista de Inadequações Possíveis inadequações ou possibilidades de pendência deixam de existir Diante do exposto o projeto está aprovado pois está de acordo com os princípios éticos norteadores da ética em pesquisa estabelecido na Res 46612 CNS e com a Norma Operacional CNS 0012013 Data prevista para o término da pesquisa Dezembro de 2018 Situação do Parecer Aprovado Necessita Apreciação da CONEP Não Considerações Finais a critério do CEP Diante do exposto o Comitê de Ética em Pesquisa CEPUFJF de acordo com as atribuições definidas na Res CNS 46612 e com a Norma Operacional N0012013 CNS manifestase pela APROVAÇÃO do protocolo de pesquisa proposto Vale lembrar ao pesquisador responsável pelo projeto o compromisso de envio ao CEP de relatórios parciais eou total de sua pesquisa informando o andamento da mesma comunicando também eventos adversos e eventuais modificações no protocolo JUIZ DE FORA 16 de Junho de 2015 Assinado por Francis Ricardo dos Reis Justi Coordenador Endereço JOSE LOURENCO KELMER SN Bairro SAO PEDRO CEP 36036900 UF MG Município JUIZ DE FORA Telefone 3221023788 Fax 3211023788 Email ceppropesqufjfedubr 155 ANEXO II Parecer de aprovação de adendo pelo Comitê de em Pesquisa da UFJF UFJF UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA MG em idosos saudáveis Objetivo Secundário Avaliar o comprometimento mnêmico de idosos saudáveis em um momento inicial e após 2 4 6 e 8 anos Investigar como fatores comportamentais fé benevolência gentileza perdão altruísmo dos idosos influenciaram a memória Investigar quais fatores modificáveis e não modificáveis interferem na deficiência de memória Investigar quais fatores modificáveis não modificáveis e comportamentais interferem na saúde mental dos idoso Investigar quais fatores modificáveis não modificáveis e comportamentais interferem na qualidade de vida dos idosos Os Objetivos da pesquisa estão claros bem delineados apresenta clareza e compatibilidade com a proposta tendo adequação da metodologia aos objetivos pretendido de acordo com as atribuições definidas na Norma Operacional CNS 001 de 2013 item 341 4 Avaliação dos Riscos e Benefícios Os riscos envolvidos na pesquisa consistem nos riscos mínimos relacionados ao preenchimento do questionário assim como risco que se tem em atividades rotineiras como ler um livro e conversar Para diminuir um possível cansaço do preenchimento do questionário o participante poderá optar por respondêlo de forma fracionada por partes ou de uma só vez Da mesma forma será disponibilizado um ambiente tranquilo e acolhedor para esse preenchimento e os pesquisadores estão treinados para diminuir qualquer desconforto detectável Serão aferidas medidas de peso e altura índice de massa corporal e circunferência de panturrilha que serão feitas em local reservado respeitando sua privacidade e limitações Ao participar deste trabalho o idoso estará contribuindo para a análise da influência de fatores comportamentais no comprometimento mnêmico propiciando melhorias no âmbito das pesquisas bem como possíveis intervenções Riscos e benefícios descritos em conformidade com a natureza e propósitos da pesquisa O risco que o projeto apresenta é caracterizado como risco mínimo e benefícios esperados estão adequadamente descritos A avaliação dos Riscos e Benefícios está de acordo com as atribuições definidas na Resolução CNS 46612 de 2012 itens III III2 e V Comentários e Considerações sobre a Pesquisa O projeto está bem estruturado delineado e fundamentado sustenta os objetivos do estudo em sua metodologia de forma clara e objetiva e se apresenta em consonância com os princípios éticos norteadores da ética na pesquisa científica envolvendo seres humanos elencados na Endereço JOSE LOURENCO KELMER SN Bairro SAO PEDRO CEP 36036900 UF MG Município JUIZ DE FORA Telefone 3221023788 Fax 3211023788 Email ceppropesqufjfedubr UFJF UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA MG resolução 46612 do CNS e com a Norma Operacional N 0012013 CNS Considerações sobre os Termos de apresentação obrigatória O protocolo de pesquisa está em configuração adequada apresenta FOLHA DE ROSTO devidamente preenchida com o título em português identifica o patrocinador pela pesquisa estando de acordo com as atribuições definidas na Norma Operacional CNS 001 de 2013 item 33 letra a e 341 item 16 Apresenta o TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE ESCLARECIDO em linguagem clara para compreensão dos participantes apresenta justificativa e objetivo campo para identificação do participante descreve de forma suficiente os procedimentos informa que uma das vias do TCLE será entregue aos participantes assegura a liberdade do participante recusar ou retirar o consentimento sem penalidades garante sigilo e anonimato explicita riscos e desconfortos esperados ressarcimento com as despesas indenização diante de eventuais danos decorrentes da pesquisa contato do pesquisador e do CEP e informa que os dados da pesquisa ficarão arquivados com o pesquisador pelo período de cinco anos de acordo com as atribuições definidas na Resolução CNS 466 de 2012 itens IV letra b IV3 letras abdefg e h IV 5 letra d e XI2 letra f Apresenta o INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS de forma pertinente aos objetivos delineados e preserva os participantes da pesquisa O Pesquisador apresenta titulação e experiência compatível com o projeto de pesquisa estando de acordo com as atribuições definidas no Manual Operacional para CPEs Apresenta DECLARAÇÃO de infraestrutura e de concordância com a realização da pesquisa de acordo com as atribuições definidas na Norma Operacional CNS 001 de 2013 item 33 letra h Conclusões ou Pendências e Lista de Inadequações Diante do exposto a emenda ao projeto está aprovada pois está de acordo com os princípios éticos norteadores da ética em pesquisa estabelecido na Res 46612 CNS e com a Norma Operacional Nº 0012013 CNS Data prevista para o término da pesquisa dezembro de 2024 Considerações Finais a critério do CEP Diante do exposto o Comitê de Ética em Pesquisa CEPUFJF de acordo com as atribuições definidas na Res CNS 46612 e com a Norma Operacional N0012013 CNS manifestase pela APROVAÇÃO a emenda ao protocolo de pesquisa proposto a qual solicita extensão do prazo para realização do projeto proposto Vale lembrar ao pesquisador responsável pelo projeto o compromisso de envio ao CEP de relatórios parciais eou total de sua pesquisa informando o Endereço JOSE LOURENCO KELMER SN Bairro SAO PEDRO CEP 36036900 UF MG Município JUIZ DE FORA Telefone 3221023788 Fax 3211023788 Email ceppropesqufjfedubr UFJF UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA MG Continuação do Parecer 3337818 andamento da mesma comunicando também eventos adversos e eventuais modificações no protocolo Este parecer foi elaborado baseado nos documentos abaixo relacionados Tipo Documento Arquivo Postagem Autor Situação Informações Básicas do Projeto PBINFORMAÇÕESBÁSICAS1353322E1pdf 20052019 150917 Aceito Projeto Detalhado Brochura Investigador projetodetalhadoalteracaocronogramadocx 20052019 145820 Giancarlo Lucchetti Aceito Outros projetoCEPparecerpdf 15052015 235510 Aceito Outros TCLETermodeConsentimentoLivreEsclarecidoparecerpdf 15052015 235310 Aceito Folha de Rosto folharostopdf 20032015 175037 Aceito Projeto Detalhado Brochura Investigador projetopdf 20032015 175015 Aceito Outros Anexospdf 20032015 174951 Aceito Outros termosigilopdf 17032015 121928 Aceito Outros curriculoMariaPriscilapdf 17032015 121902 Aceito Outros curriculoAlessandrapdf 17032015 121842 Aceito Outros curriculoAnaPaulapdf 17032015 121819 Aceito Outros curriculoJimillypdf 17032015 121756 Aceito Outros curriculoGiancarlopdf 17032015 121729 Aceito Outros declaracaoconcordanciapdf 17032015 121629 Aceito Outros declaracaoinfraestruturapdf 17032015 121212 Aceito TCLE Termos de Assentimento Justificativa de Ausência TCLEpdf 17032015 120945 Aceito Endereço JOSE LOURENCO KELMER SN Bairro SAO PEDRO CEP 36036900 UF MG Município JUIZ DE FORA Telefone 3221023788 Fax 3211023788 Email ceppropesqufjfedubr Página 04 de 05 UFJF UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA MG Continuação do Parecer 3337818 Situação do Parecer Aprovado Necessita Apreciação da CONEP Não JUIZ DE FORA 21 de Maio de 2019 Assinado por Jubel Barreto Coordenadora Endereço JOSE LOURENCO KELMER SN Bairro SAO PEDRO CEP 36036900 UF MG Município JUIZ DE FORA Telefone 3221023788 Fax 3211023788 Email ceppropesqufjfedubr Página 05 de 05 160 ANEXO III Instrumento para coleta de dados Questionário base sobre avaliação da influência de fatores comportamentais no comprometimento mnêmico e saúde mental de idosos saudáveis Essa primeira página será destacada e armazenada em um local separado do questionário POR FAVOR USE LETRAS MAÍUSCULAS Primeiro nome Sobrenome Nós gostaríamos de lhe contactar no futuro Se você concorda complete abaixo Endereço de contato Números de Telefone Casa Celular Trabalho Email Assinatura 161 I Dados sociodemográficos InícioTérminoTempo da entrevistaData da entrevista Assinatura TCLE 1 Sim 2 Não Entrevistadora Nome Data de nascimento Idade Sexo 1 Masculino 2 Feminino Estado civil 1 Solteiro 2 Casadovivendo com parceiro 3 Viúvo 4 Divorciadoseparado 5 Outros Escolaridade 1 Analfabeto 2 Primário incompleto 3 Primário completo até 4ª série 4 Ginasial incompleto 5 Ginasial completo até a 8ª série 6 Colegial incompleto 7 Colegial completo ensino médio 8 Superior incompleto 9 Superior completo Qual Qual o grau de instrução do chefe da família 1 Analfabeto 2 Primário incompleto 3 Primário completo até 4ª série 4 Ginasial incompleto 5 Ginasial completo até a 8ª série 6 Colegial incompleto 7 Colegial completo ensino médio 8 Superior incompleto 9 Superior completo Qual 162 Ocupação atual 1 Aposentado mas trabalha Em que 2 Só aposentado 3 Só dona de casa 4 Pensionista 5 Aposentado e pensionista Qual a sua renda mensal Valor reais ou salários mínimos Qual a sua raçacor de pele 1 Branca 2 Negra 3 Amarela 4 Parda 5 Indígena 99Não soube declarar Fuma Quanto tempo Já Fumou AnosmaçosTempo que parou POSSE DE ITENS Iremos questionar agora se o senhora possui alguns itens em casa e a quantidade que possui desses itens Descrição dos itens Quantidade de Itens 0 1 2 3 4 ou Televisão em cores 0 1 2 3 4 Rádio 0 1 2 3 4 Banheiro 0 4 5 6 7 Automóvel 0 4 7 9 9 Empregada mensalista 0 3 4 4 4 Máquina de lavar 0 2 2 2 2 Videocassete eou DVD 0 2 2 2 2 Geladeira 0 4 4 4 4 Freezer aparelho independente ou parte da geladeira duplex 0 2 2 2 2 O Sra tem algum destes problemas de saúde Presença 0 ausente 1 presente Por quem 0 ninguém 1 médico 2 familiaramigo 999 NA 997 NS 998 NR Patologia Presença Por quem 1 Pressão alta 2 Depressão 3 Doenças do coração 163 4 Câncer 5 Tuberculose 6AVC hemorrágicoderrame 7 AVC isquêmico 8 Uso de óculos 9 Uso de aparelho auditivo 10 Uso de bengalas andador cadeira de rodas 11 Artrose 12 Reumatismo 13Problde memória demências 14 BronquiteasmaDPOC 15 Diabetes 16 Doença de Parkinson 17Problemadeformidade nos pés 18 Trombose 19 Outros Se outros especifique 164 II Avaliação do estado cognitivo MINI EXAME DO ESTADO MENTAL ANOTAR RESPOSTAS Pontuação 1 aQual o dia da semana 1a 0 1 1 bQual o dia do mês 1b 0 1 1 cEm que mês nós estamos 1c 0 1 1 dEm que ano nós estamos 1d 0 1 1 eQual a hora aproximada 1e 0 1 ORIENTAÇÃO NO ESPAÇO 2 aQue local é esse específico aposento ou setor 2a 0 1 2 bQue instituição genérico residência hospital 2b 0 1 2 cQue bairro ou rua próxima nós estamos 2c 0 1 2 dQue cidade é essa 2d 0 1 2 eEstado 2e 0 1 MEMÓRIA IMEDIATA Preste atenção Eu vou dizer três palavras o sra vai repetilas quando eu terminar As palavras são CARRO pausa VASO pausa BOLA pausa Agora repita as palavras para mim Permita 5 tentativas mas pontue apenas a primeira CARRO VASO BOLA 3a 0 1 3b 0 1 3c 0 1 ATENÇÃO E CÁLCULO Série de 7Agora eu gostaria que oa Sra subtraísse7 de 100 e do resultado subtraísse 7 Vamos fazer umas contas de subtração pausa Vamos começar quanto é 100 menos 7 Se não atingir o escore máximo peça Soletre a palavra MUNDO Corrija os erros de soletração e então peça Agora soletre a palavra MUNDO de trás para frente ODNUM 93 86 79 72 65 O D N U M Dê 1 ponto p cada letra na posição correta 4a 0 1 4b 0 1 4c 0 1 4d 0 1 4e 0 1 Pt do cálculo Pt do mundo Considere o maior resultado MEMÓRIA DE EVOCAÇÃO Quais foram as três palavras que e pedi que o sra memorizasse CARRO VASO BOLA 6a 0 1 6b 0 1 6c 0 1 LINGUAGEM Aponte 1 caneta e 1 relógio Pergunte O que é isto lápis O que é isto relógio 7a 0 1 7b 0 1 Agora eu vou pedir para o Sra repetir o que eu vou dizer Certo Então repita NEM AQUI NEM ALI NEM LÁ 8 0 1 Preste atenção pois eu só vou falar uma vez Pegue este papel com a mão direita pausa com as duas mãos dobreo ao meio uma vez pausa e em seguida coloqueo no chão Pegar com a mão direita Dobrar ao meio Colocar no chão 9a 0 1 9b 0 1 9c 0 1 Por favor escreva uma frase simples 10 0 1 Por favor leia isto e faça o que está escrito no papel Mostre ao examinado a folha FECHE OS OLHOS 11 0 1 Peça Por favor copie este desenho anexo 12 0 1 165 DEPRESSÃO ANSIEDADE E ESTRESSE 166 ATIVIDADE FÍSICA IPAQ versão curta Questionário Internacional de Atividade Física moderadamente sua respiração ou batimentos do coração POR FAVOR NÃO INCLUA CAMINHADA dias por SEMANA Nenhum 2b Nos dias em que você fez essas atividades moderadas por pelo menos 10 minutos contínuos quanto tempo no total você gastou fazendo essas atividades por dia horas Minutos 3a Em quantos dias da última semana você realizou atividades VIGOROSAS por pelo menos 10 minutos contínuos como por exemplo correr fazer ginástica aeróbica jogar futebol pedalar rápido na bicicleta jogar basquete fazer serviços domésticos pesados em casa no quintal ou cavoucar no jardim carregar pesos elevados ou qualquer atividade que fez aumentar MUITO sua respiração ou batimentos do coração dias por SEMANA Nenhum 3b Nos dias em que você fez essas atividades vigorosas por pelo menos 10 minutos contínuos quanto tempo no total você gastou fazendo essas atividades por dia horas Minutos Estas últimas questões são sobre o tempo que você permanece sentado todo dia no trabalho na escola ou faculdade em casa e durante seu tempo livre Isto inclui o tempo sentado estudando sentado enquanto descansa fazendo lição de casa visitando um amigo lendo sentado ou deitado assistindo TV Não inclua o tempo gasto sentado durante o transporte em ônibus trem metrô ou carro 4a Quanto tempo no total você gasta sentado durante um dia de semana horas minutos 4b Quanto tempo no total você gasta sentado durante em um dia de final de semana horas minutos INDICE DE KATZ Abreviações I Independente A Assistência D Dependente 1 Tomar banho esponja chuveiro I Não precisa de ajuda A Precisa de ajuda para lavar apenas uma parte do corpo costas ou pernas D Precisa de ajuda para higiene completa ou não toma banho 2 Vestirse I Pega as roupas e vestese sem nenhuma ajuda A Pega as roupas e vestese sem ajuda com exceção de amarrar os sapatos D Precisa de ajuda para pegar as roupas ou para se vestir ou fica parcial ou completamente não vestido 3 Ir ao banheiro I Vai ao banheiro faz a higiene e se veste sem ajuda mesmo usando um objeto para suporte como bengala andador cadeira de rodas e pode usar urinol à noite esvaziando este de manhã A Recebe ajuda para ir ao banheiro ou para fazer a higiene ou para se vestir depois de usar o banheiro ou para uso do urinol à noite D Não vai ao banheiro para fazer suas necessidades 4 Locomoção I Entra e sai da cama assim como da cadeira sem ajuda pode estar usando objeto para suporte como bengala ou andador A Entra e sai da cama ou da cadeira com ajuda D Não sai da cama 5 Continência I Controla a urina e movimentos do intestino completamente por si próprio A Tem acidentes ocasionais D Supervisão ajuda a manter controle de urina ou intestino cateter é usado ou é incontinente 6 Alimentação I Alimentase sem ajuda A Alimentase com exceção no caso de cortar carne ou passar manteiga no pão D Recebe ajuda para se alimentar ou é alimentado parcial ou completamente por meio de tubos ou fluidos intravenosos 169 170 SUPORTE SOCIAL QUESTIONÁRIO DE SUPORTE SOCIAL VERSÃO ABREVIADA 171 172 RESILIÊNCIA ESCALA DE RESILIÊNCIA PSICOLÓGICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO PROGRAMA DE PÓSGRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA SINTOMATOLOGIA DEPRESSIVA VARIÁVEIS COMPORTAMENTAIS E MORTALIDADE EM IDOSOS UMA ANÁLISE LONGITUDINAL DAS ONDAS 2015 2020 E 2025 EM ALCOBAÇABA Orientador 1ª opção Sheilla Tribess 2ª opção Jair Sindra Virtuoso Junior UBERABA 2025 INTRODUÇÃO O envelhecimento populacional é cada vez mais presente e crescente em nossa sociedade atual Em 2018 pela primeira vez na história foi observado que o número de pessoas com 65 anos ou mais superou o número de crianças menores que cinco anos de idade Department of Economic and Social Affairs 2019 O envelhecimento aumenta mundialmente em um ritmo acelerado esperase para 2050 cerca de 2 bilhões de pessoas com 60 anos ou mais e de pessoas com 80 anos ou mais passe de 143 milhões em 2019 para 426 milhões ONU 2019 No Brasil a população de pessoas com 60 anos ou mais também cresce com números e projeções expressivas Em 2010 essa população representava 108 passando para 156 em 2022 com um aumento de 56 IBGE 2023 A expectativa de vida também teve um aumento em 1990 a idade média de vida era de 684 anos passando para 752 anos em 2016 FIOCRUZ 2022 com isso as projeções estatísticas para 2050 apontam que o Brasil será a sexta maior população de idosos no mundo IBGE 2023 Intrínseco a vida humana o envelhecimento é um processo natural progressivo e irreversível o qual pode ser entendido como um fenômeno cronológico que sofre alterações orgânicas psicológicas e morfofuncionais levando o organismo a um declínio de suas funções tornandoo vulnerável Cortez et al 2019 Tomé e Formiga 2021 Pode trazer consigo alguns problemas relacionados à saúde e o bem estar da população devido a degeneração das funções e estruturas orgânicas Silva et al 2014 havendo um declínio gradativo das capacidades motora como a redução da flexibilidade velocidade capacidade aeróbica e força muscular Islam et al 2005 ou seja com o processo de envelhecimento ocorrem alterações morfofisiológicas cognitivas físicas fisiológicas bioquímicas e psicológicas que juntamente com o estilo de vida podem contribuir para uma maior suscetibilidade a doenças perda da autonomia e morte prematura Coelho et al 2013 O processo de envelhecimento pode afetar tanto funções físicas quanto pode prejudicar os aspectos neurológicos e mentais Dentre as alterações neuropsiquiátricas que acometem os idosos a depressão é considerada um dos transtornos mentais mais prevalentes em diversos países Baxter et al 2013 apresentando mundialmente prevalência crescente interferindo negativamente na qualidade de vida da população idosa Djernes 2006 Dados da World Health Organization 2017 estima que 332 milhões de pessoas no mundo vivem com depressão sendo 115 milhões somente no Brasil A taxas de prevalência variam de acordo com a idade atingindo o pico na idade adulta entre 55 e 74 anos ONU 2017 Os transtornos depressivos podem gerar implicações na qualidade de vida das pessoas idosas por isso sua detecção e tratamento precoce podem contribuir positivamente para a melhora do quadro Barbosa et al 2005 De maneira sutil a sintomatologia depressiva pode se apresentar com disforia e sintomas somáticos frequentemente associados a traços de depressão Almeida e Almeida 1999 por conseguinte estudos que investigam a prevalência da sintomatologia depressiva em idosos tornamse relevantes tendo em vista o auxílio na tomada de decisão quanto a estratégias de intervenção prevenção e tratamento dos sintomas Meneguci et al 2019 Alguns fatores comportamentais parecem estar associados a sintomatologia depressiva como o nível de atividade física e o comportamento sedentário Mammen e Faulkner 2013 em um estudo de revisão sistemática buscaram identificar se a atividade física pode prevenir o desenvolvimento da depressão Ao analisarem estudos longitudinais a maioria conduzida na América do Norte e Europa com uma população que variava entre 11 e 100 anos verificaram que em 30 estudos 25 apontaram relação inversa entre atividade física e depressão apresentando forte evidências que a prática da atividade física em qualquer nível incluindo níveis baixos pode prevenir a depressão futura O que vai de encontro aos achados de Teixeira et al 2012 ao realizarem um estudo transversal no norte de Portugal com 140 idosos idade média de 74 1 anos no qual concluíram que a atividade física regular tem um efeito benéfico na saúde mental dos idosos salientando que indivíduos que praticam atividade física regular apresentaram menores níveis de depressão e ansiedade Por outro lado idosos em comportamento sedentário apresentam 16 maior risco de desenvolver sintomas depressivos em comparação com idosos que passam menos de 4 horasdia nessa atividade Tsutsumimoto et al 2017 Santos et al 2017 identificaram em um estudo transversal que idosos que apresentavam um alto nível de comportamento sedentário eram mais propensos a apresentar sintomas depressivos do que os idosos que cumpriam as recomendações de atividade física e com níveis mais baixos de comportamento sedentário Pesquisadores têm se proposto a investigar o risco de mortalidade associados aos sintomas depressivos a atividade física e ao comportamento sedentário Como Felipe et al 2022 que realizaram uma metanálise onde evidenciaram associação positiva entre sintomatologia depressiva e mortalidade com aumento de 44 do risco de mortalidade em idosos com sintomatologia depressiva em relação aos que não apresentaram o diagnóstico Tsai et al 2022 observaram em um estudo longitudinal que na medida que a sintomatologia depressiva passa para um nível mais elevado o risco de mortalidade aumenta em 16 em análise ajustada por idade sexo e saúde autoavaliada com um risco de mortalidade instantânea do grupo depressão de 56 maior em relação ao grupo não depressivo Um estudo de coorte realizado por MartínezGomes et al 2013 com indivíduos acima de 60 anos encontraram maior impacto na redução da mortalidade em indivíduos muito ou moderadamente ativos fisicamente em relação a indivíduos menos ativos e que passam 8hdia sentados Pavey Peeters e Brown 2012 em um estudo de coorte realizado com mulheres com idade média de 78 anos concluíram que o tempo prolongado em posição sentado foi associado positivamente à mortalidade por todas as causas mulheres que ficam sentadas por mais de 8 hdia e não cumprem as diretrizes da OMS para atividade física 150 minutos por semana de atividades físicas moderadas eou 75 minutos por semana de atividades vigorosas tiveram um risco aumentado de morte Nesse sentido pensar em um envelhecimento saudável é também pensar na saúde mental dessa população Há um certo grau de dificuldade no reconhecimento do adoecimento da saúde mental dessa população uma vez que os sintomas são confundidos com o processo natural de envelhecimento Souza et al 2022 Além do que com o processo de envelhecimento pode ocorrer uma diminuição dos níveis de atividade física consequentemente o idoso passa mais tempo em comportamento sedentário Kelhler Theou 2019 fato este que tem sido associado ao incremento de sintomas depressivos e agravos a saúde mental dessa população Silva et al 2017 Diante desse cenário identificar fatores agravantes de doenças que afetam esse público se faz necessário visto o aumento expressivo da população idosa e dos índices de depressão que cercam esses sujeitos para que medidas e providências possam ser consideradas e realizadas a fim de retardar complicações perda da autonomia e risco de morte A depressão eou sintomas que caracterizam a doença são uma das principais patologias que colaboram na carga de doenças no mundo e no Brasil tanto na população em geral quanto na população idosa que consoante ao estilo de vida hábitos comportamentais se torna um amplificador ao surgimento de outras patologias e piora da qualidade de vida destacase então a necessidade de uma melhor compreensão dos fatores associados à doença Há evidências que indicam a atividade física como fator de proteção aos sintomas depressivos apresentando benefícios na qualidade de vida daqueles que se mantém ativos fisicamente por outro lado estudos que buscam associações da sintomatologia depressiva com o comportamento sedentário e risco de mortalidade ainda são necessários para melhor entender essas variáveis tornandose assim importante a realização deste estudo Portanto é relevante compreender a interrelação entre as variáveis para identificálas afim de trabalhar com orientação prevenção promoção e tratamento precoce como também a formulação de diretrizes de saúde pública para consequentemente minimizar o risco da mortalidade visto que a Atividade Física e o Comportamento Sedentário são variáveis comportamentais possíveis de serem modeladas e que podem influenciar na redução ou complicação dos sintomas depressivos e mortalidade prematura E assim aumentar e melhorar a qualidade de vida de uma sociedade em envelhecimento Para tanto o objetivo geral deste estudo é investigar a associação da sintomatologia depressiva com as variáveis comportamentais atividade física e comportamento sedentário no risco de mortalidade em idosos de uma comunidade ao longo de dez anos E como objetivos específicos a estimar a prevalência da sintomatologia depressiva em idosos brasileiros por meio de revisão sistemática e metanálise b identificar a prevalência e incidência da sintomatologia depressiva associada as variáveis comportamentais nível de atividade física e comportamento sedentário c identificar a taxa de sobrevida na relação da presença de sintomas depressivos com ação combinada da atividade física e do comportamento sedentário em idosos d estimar o risco de óbito por sintomatologia depressiva com ação combinada da atividade física e comportamento sedentário em idosos entre 2015 e 2025 METODOLOGIA Para estudo de revisão sistemática e metanálise será registrado na base de dados PROSPERO International Prospective of Systematic Reviews e estruturado de acordo com o Protocolo PRISMA Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta Analyses Será utilizado como termos de busca os DeCS Descritores em Ciências da Saúde e MeSH Medical Subject Headings nas seguintes bases de dados eletrônicas PubMed SciELO Web of Science Cochrane Library Scopus e LILACS A busca seleção e extração dos estudos será realizada por dois pesquisadores independentes utilizando a ferramenta Rayyan Os estudos serão primeiramente selecionados baseados em seus títulos e resumos e serão excluídos os duplicados Os textos selecionados serão lidos na integra para extração dos dados Serão selecionados estudos transversais ou linha de base de estudos longitudinais que apresentem a prevalência de sintomatologia depressiva ou que ofertem dados que permitam o cálculo de tal medida A população a ser considerada será de idosos a partir dos 60 anos de idade residentes em comunidades no Brasil Caso haja estudos suficientes será realizado metanálise utilizando o software Revman Para o estudo de coorte prospectivo de base populacional epidemiológico utilizarseá os dados do banco de dados do projeto guardachuva Estudo Longitudinal da Saúde do Idosos de Alcobaça MG ELSIA realizado no município de Alcobaça Bahia Brasil entre 2015 e 2020 Detalhes sobre o desenho do estudo e amostragem foram publicadas anteriormente Da Silva et al 2018 Da Silva et al 2019 Galvão et al 2020 Para a segunda fase da coleta de dados foram utilizados as coordenadas geográficas latitude e longitude e os endereços que foram colhidos na primeira fase do ELSIA em 2015 para localizar os indivíduos Quando o contato direto não era possível buscouse localizar os participantes por meio de informações fornecidas por vizinhos parentes ou por números de telefone pessoal ou de familiares disponibilizados na primeira fase pelos idosos Ao final da segunda fase dos participantes incluídos no estudo inicial 59 haviam falecido 36 mudaram de cidade 18 recusaramse a continuar no estudo e 25 não atenderam aos critérios de inclusão 2 cadeirantes 8 acamados 12 com pontuação insuficiente no MEEM 1 com deficiência visual 1 hospitalizado durante o período de coleta e 1 residente em asilo Além disso 105 participantes não foram localizados resultando em 230 idosos participantes A segunda fase da coleta de dados foi realizada entre janeiro e fevereiro de 2020 Como critérios e exclusão foi adotado a estar acamado b estar hospitalizado c ser residente em Instituição de longa permanência d possuir dificuldade grave na acuidade visual e auditiva que dificultasse a comunicação com o entrevistador e ser dependente de cadeiras de rodas f presença de déficit cognitivo de acordo com a pontuação no Mini Exame do Estado Mental MEEM Folstein Folstein Mchugh 1975 g diagnóstico de doenças que impedissem a realização da entrevista h não concordar em participar do estudo assinando o Termo de Consentimento Livre Esclarecido Este estudo seguiu os procedimentos e protocolos de acordo com a Declaração de Heksinque e da Resolução nº46612 do Conselho Nacional de Saúde Obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Triângulo Mineiro nº 9969832015 e da Universidade do Estado da Bahia nº 34711142020 Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido TCLE antes da realização das etapas da pesquisa Para as informações de 2025 uma nova coleta de dados denominada terceira onda de estudo ELSIA a qual pretendese realizar seguindo os mesmos protocolos das ondas anteriores Variáveis sociodemográficas e indicadores de saúde As informações sociodemográficas foram idade sexo estado civil escolaridade ocupação atual arranjo familiar e classe econômica Os indicadores de saúde foram doenças autorreferidas e consumo de medicamentos Sintomatologia Depressiva A Sintomatologia Depressiva será mensurada por meio da Escala de Depressão Geriátrica GDS15 validada para a população brasileira por Almeida e Almeida 1999 A versão curta da GDS contém 15 questões afirmativas e negativas sobre os sentimentos do indivíduo nos últimos trinta dias Foi adotado como ponto de corte para a presença de sintomatologia depressiva cinco pontos ou mais Atividade Física e Comportamento Sedentário O Nível de Atividade Física NAF e o Comportamento Sedentário CS serão mensurados por meio da versão longa do International Physical Activity Questionnaire IPAQ validado para a população brasileira BENEDETTI MAZO BARROS 2004 BENEDETTI et al 2007 O tempo total de AF será determinado a partir das atividades físicas realizadas com intensidade moderada a vigorosa por pelo menos dez minutos contínuos durante uma semana normalhabitual avaliada nos domínios lazer trabalho transporte e tarefas domésticas Para análise dos dados os idosos serão classificados em suficientemente ativo 150 minutossemana e insuficientemente ativo 150 minutossemana WHO 2010 O Comportamento Sedentário será avaliado pelo domínio tempo sentado do IPAQ durante um dia útil da semana e um dia no final de semana Esse domínio refere se ao tempo que o idoso permanece sentado em diferentes locais como assistir televisão fazer trabalhos manuais ler etc O comportamento sedentário será contabilizado por meio do cálculo da média ponderada tempo sentado em um dia de semana x 5 tempo sentado em um dia de final de semana x 2 7 Quanto maior for o resultado encontrado maior será o comportamento sedentário Os idosos serão classificados com baixo CS quando tiverem P 75 e alto CS quando com P 75 Mortalidade Considerando a moralidade por todas as causas como desfecho primário os indivíduos serão acompanhados até o momento do óbito sendo calculado o tempo de acompanhamento como o período desde a primeira visita em 2015 até o óbito O status vital será confirmado usando registros de familiares com apresentação do atestado de óbito informações obtidas pelo cartório municipal Cartório de RCPN de Alcobaça eou do Tribunal de Justiça do Estado de Bahia httpswwwtjbajusbrregistrocivilconsultaPublicasearch Análise Estatística Para confecção do Banco de Dados foi utilizado o software Epidata versão 31b e as análises serão realizadas por meio do pacote SPSS versão 230 Para todas as análises será considerado um nível de significância de 5 e intervalo de confiança IC de 95 A estatística descritiva será utilizada para caracterização dos sujeitos distribuição de frequência frequência absoluta e relativa média mediana desvio padrão e intervalo interquartil O teste de QuiQuadrado de Pearson será utilizado para avaliar a incidência da Sintomatologia Depressiva conforme o Nível de Atividade Física e tempo exposto ao Comportamento Sedentário As mortes ocorridas durante o tempo de acompanhamento serão analisadas desde a baseline até o ano de 2025 A análise da curva de sobrevida será realizada pelo método de KaplanMeier para estimar a probabilidade de sobrevida ao longo dos anos com uso do teste de logrank para comparação das curvas de sobrevida entre os idosos A Regressão de Risco Proporcionais de Cox será utilizada para estimar o risco de mortalidade utilizando o estimador Hazard Ratio HR com Intervalo de Confiança IC de 95 para mortalidade por todas as causas com tempo de sobrevivência em meses REFERÊNCIAS ALMEIDA O P ALMEIDA S A Confiabilidade de versão brasileira da escala de depressão geriátrica GDS versão reduzida Arquivo de Neuropsiquiatria 572B 421426 1999 BARBOSA A R SOUZA J M P LEBRÃO M L LAURENTI R MANUCCI M F N Functional limitations of Brazilian elderly by age and gender diferences data from SABE Survey Caderno de Saúde Pública Rio de Janeiro 21411771185 2005 BAXTER AJ PATTON G SCOTT KM DEGENHARDT L WHITEFORD HA Global epidemiology of mental disorders what are we missing PLoS One 86e65514 2013 COELHO F G M GOBBI S COSTA J L R GOBBI L T B Exercício físico no envelhecimento saudável e patológico da teoria à prática CuritibaPR Editora CRV 2013 CORTEZ A C L SILVA C R L SILVA R C L DANTAS E H M Aspectos gerais sobre a transição demográfica e epidemiológica da população brasileira Enfermagem Brasil 185700790 2019 DA SILVA V D et al Time Spent in Sedentary Behaviour as Discriminant Criterion for Frailty in Older Adults International journal of environmental research and public health 15 7 1 2018 DA SILVA V D TRIBESS S MENEGUCI J SASAKI J E GARCIA MENEGUCI C A CARNEIRO J A O VIRTUOSOJUNIOR J S Association between frailty and the combination of physical activity level and sedentary behavior in older adults BMC Public Health 19 709 2019 DEPARTMENT OF ECONOMIC AND SOCIAL AFFAIRS World Population Prospects 2019 2019 DJERNES J K Prevalence and predictors of depression in populations of elderly a review Acta Psychiatrica Scandinavica 113 372387 DOI 101111j1600 0447200600770x 2006 FELIPE L R R BARBOSA K S S VIRTUOSO JUNIOR J S Sintomatologia depressiva e mortalidade em idosos da América Latina uma revisão sistemática com metanálise Pan Americal Journal of Public Health 46 doiorg1026633RPSP2022205 2022 FIOCRUZ Fundação Osvaldo Cruz Carga da doença no Brasil 19902016 uma sistemática análise subnacional para a Carga Global de Doenças 2022 Disponível em httpspcdasicictfiocruzbrpublicacoesem26anosexpectativadevidaaumenta68 anosemortalidadecai34nobrasilmasdoencascronicasacidentesdetransitoe mortesviolentas aumentamtextEm2019902C20apenas20dois20anos11162C620bras ileiros20morriam20precocemente Acesso em 15032024 GALVÃO L L et al Prevalence and factors associated with high concentration of prostatespecific antigen Elsia study Biology v 9 n 10 p 110 2020 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA IBGE Censo 2022 número de pessoas com 65 anos ou mais de idade cresceu 574 em 12 anos 2023 Disponível em httpsagenciadenoticiasibgegovbragencianoticias2012agenciade noticiasnoticias38186censo2022numerodepessoascom65anosoumaisde idadecresceu574em12 anostextJC3A120a20populaC3A7C3A3o20idosa20desexo 2C20do20Censo20DemogrC3A1fico202022 Aceso em 051223 ISLAM M M TAKESHIMA N ROGERS M E YAMAUCHI T KOIZUMI D WANG Y ROGRES N Declive of Functional Fitness in free living Japanese older adults Asian Journal of Education and Social Studies 21915 2005 KEHLER DS THEOU O The impact of physical activity and sedentary behaviors on frailty levels Mechanisms of Ageing and Development v 180 p 2941 2019 MAMMEM G FAULKNER G Physical activity and the prevention of depression a systematic review of prospectives studies American Journal Preventive Medicine 455649657 2013 MARTÍNEZGÓMEZ D GUALLARCASTILLÓN P LÉONMUÑOZ L M LÓPEZGARCIA E RODRÍGUZARTALEJO F Combined impacto of traditional and nontradional health behaviors on mortality a national prospective cohort study in Spanish older adults BMC Medicine 1147 2013 MENEGUCCI J MENEGUCI C A G MOREIRA M M PEREIRA K R TRIBESS S SASAKI J E VIRTUOSO JUNIOR J S Prevalência de sintomatologia depressiva em idosos brasileiros uma revisão sistemática com metanálise Jornal Brasileiro de Psiquiatria 68422130 2019 ONU Organização das Nações Unidas OMS registra aumento de casos de depressão em todo o mundo no Brasil são 115 milhões de pessoas 2017 Disponível em httpsbrasilunorgptbr75837omsregistraaumentodecasosdedepressC3A3o emtodoomundonobrasilsC3A3o115milhC3B5esde Acesso em 20082024 PAVEY T G PEETERS GMME BROWN W Sittingtime and 9year allcause mortality in older women British Journal of Sports Medicine 492 9599 2012 SANTOS D A T VIRTUOSO JUNIOR J S MENEGUICI J SASAKI J E TRIBESS S Combined Assosciations of Psysical Activity and Sedentary Behavior with Depressive Symptoms in Older Adults Issues in Mental Health Nursing 383272 276 2017 SILVA N L BRASIL C FURTADO H COSTA J FARINATTI P Exercício físico e envelhecimento benefícios à saúde e caraterísticas de programas desenvolvidos pelo LABSAUIEFDUERJ Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto Rio de Janeiro 1327585 2014 SILVA P A S ROCHA SV VASCONCELOS L R C SANTOS Comportamento sedentário como discriminador dos transtornos mentais comuns em idosos Jornal Brasileiro de Psiquiatria 664 183188 2017 SOUZA A P REZENDE K T A MARIN M J S TONHOM S F R DAMACENO D G Ações de promoção e proteção à saúde mental do idoso na atenção primária à saúde uma revisão integrativa Ciências Saúde Coletiva 2022 275 1741 1752 2022 TEIXEIRA C M VASCONCELOSRAPOSO J FERNANDES H M BRUSTAD R J Physical activity Depression and Anxiety Among the Elderly Social Indicators Research 113307318 2012 TOMÉ A FORMIGA N Pensamentos e sentimentos sobre envelhecimento um estudo das representações sociais em Produtores rurais de DiamantinoMT Revista Psicologia Diversidade e Saúde 101 2636 2021 TSAI SJ HSIAO YH LIAO MY LEE MC The Influence of Depressive Mood on Mortality in Elderly with Different Health Status Evidence from the Taiwan Longitudinal Study on Aging TLSA Int J Environ Res Public Health19 6922 doiorg103390ijerph19116922 2022 TSUTSUMIMOTO K MAKIZAKO H DOI T HOTTA R NAKAKUBO S SHIMADA H SUZUKI T Prospective associations between sedentary behavior and incident depressive symptoms in older people a 15month longitudinal cohort study International Journal of Geriatric Psychiatry doi 101002gps4461 2017 PROMOÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE UMA EXPERIÊNCIA DE CAPACITAÇÕES PARA PROFISSIONAIS DO SUS EM UBERABA MG Linha de Pesquisa Epidemiologia da Atividade Física 1ª opção Prof Dra Camila Bosquiero Papini 2º opção Prof Dr Jair Sindra Virtuoso Junior 2 INTRODUÇÃO Falar sobre a promoção da Atividade Física se faz muito relevante quando observamos as pesquisas e os estudos científicos nos últimos anos O estilo de vida da população mundial tem alertado cada vez mais as pessoas a adotarem mudanças significativas de comportamentos para a aquisição de uma boa saúde e consequentemente melhor qualidade de vida Se alimentar corretamente praticar Atividade Física AF ter uma boa noite de sono dentre outros são comportamentos que auxiliam na prevenção de doenças e promovem saúde BRASIL 2021 BRUNHEROTI et al 2023 SILVA et al 2018 Achados importantes tem nos levado a compreender que a prática insuficiente de AF e a adoção de um Comportamento Sedentário CS tem se associado ao acometimento de diversas doenças crônicas não transmissíveis DCNTs à mortes prematuras a declínios na saúde mental a baixa qualidade de vida e a um substancial ônus econômico nos sistemas de saúde BRUNHEROTI et al 2023 CHRISTOFOLETTI et al 2022 GUERRA et al 2023 SEBASTIÃO et al 2022 Ser fisicamente ativo é atender as recomendações feitas pelos órgãos de saúde Com base nas diretrizes da Organização Mundial de Saúde 2020 todos os adultos devem praticar AF regular acumulando pelo menos 150 a 300 minutos de AF aeróbica de moderada intensidade por semana ou 75 a 150 minutos de AF aeróbica de vigorosa intensidade por semana ou uma combinação das duas Além de realizar atividades multicomponentes como treinamento de equilíbrio fortalecimento muscular dentre outros assim como também devem reduzir o tempo dispendido em CS GALVÃO et al 2021 Estimase com base na PNS Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 que 403 dos adultos no Brasil são insuficientemente ativos sendo a população das pessoas com 60 anos ou mais as que menos atingem as diretrizes para a prática de AF isso representa mais da metade da população 597 IBGE 2020 Estimativas globais apontam que 27 5 dos adultos e 81 dos adolescentes não atenderam as recomendações da OMS Organização Mundial de Saúde em 2010 e que 4 a 5 milhões de mortes do mundo poderiam ter sido evitadas se as pessoas fossem mais fisicamente ativas BRUNHEROTI et al 2023 OMS 2020 Dados do Sistema de Fatores de Risco e Proteção para doenças Crônicas por Inquérito Telefônico VIGITEL 2023 apontam que no Brasil a prevalência da população adulta que não alcançaram um nível suficiente de prática de AF foi de 370 Das 27 cidades pesquisadas 131 dos adultos são considerados fisicamente inativos 232 despendem três horas ou mais por dia do seu tempo livre vendo televisão e 259 passam três horas ou mais por dia no seu tempo livre usando computador tablete ou celular 3 As mudanças de comportamento e estilo de vida oriundas do desenvolvimento tecnológico modificaram diversas atividades diárias e ocupações das pessoas o que propiciou a população a adotar ações má alimentação baixos índices de AF altos níveis expostos em CS estresse que a estão adoecendo MAGALHÃES et al 2022 MELLO 2020 VARELA et al 2021 A Inatividade Física IF e o CS contribuem significativamente para o risco de mortalidade por todas as causas principalmente nos idosos e ao acometimento de várias DCNTs como doenças coronárias diabetes tipo II câncer de mama e de cólon dentre outros ALAHMED LOBELO 2018 De acordo com Varela et al 2021 a pandemia da Inatividade Física é real e impacta os setores de saúde de todo o mundo sendo um problema global de saúde Os altos custos econômicos direcionados aos sistemas de saúde causados por ações evitáveis já são uma realidade em todo mundo SIQUEIRA e SOUZA 2023 Conforme apresentado no estudo de Bielemann et al 2015 em 2013 foram realizadas 974641 internações hospitalares em adultos com idade igual ou superior a 40 anos devido as DCNTs isso gerou um custo de R184862741003 para o Sistema Único de Saúde SUS As DCNTs representam quase a metade do valor global dos gastos com doenças no mundo inteiro no Brasil os portadores das DCNTs são os que mais utilizam o SUS e como consequência são responsáveis pelos maiores gastos do sistema BIELEMANN et al 2015 Dados esses que apontam um enorme desafio para as políticas públicas e para a gestão pública dos recursos disponíveis MARQUES et al 2021 Diante essas evidências e dos fundamentos científicos demonstrando a relação direta entre o processo saúdedoença e os benefícios da prática de AF na qualidade de vida e bem estar da população os governos e órgãos mundiais cada vez mais tem procurado implementar estratégias de promoção da AF BRUNHEROTI et al 2023 GUERRA et al 2023 Um exemplo de estratégia a nível mundial é o documento criado pela OMS intitulado Plano de ação global sobre Atividade Física 20182030 pessoas mais ativas para um mundo mais saudável que busca reduzir por meio de iniciativas em diversos setores sociais a inatividade física em cerca 15 até 2030 WHO 2018 No Brasil o Ministério da Saúde MS em parceira com estados e municípios tem desenvolvido importantes estratégias de enfrentamento às DCNTs e de promoção da AF como o Programa Academia da Saúde o Programa Saúde na Escola o Programa Esporte e Lazer da Cidade entre outros BRASIL 2021 Um bom exemplo de estratégias dessa natureza é a elaboração do Guia de Atividade Física para a população brasileira construído pelo MS em parceria com os setores relacionados especialistas e a população BRASIL 2021 4 Ações nesse sentido tem demonstrado resultados positivos sobre variáveis importantes da saúde e sobre o crescimento da promoção da AF dentro dos setores da saúde SILVA et al 2018 SOBRAL et al 2021 O Brasil é um país pioneiro na introdução das Práticas Corporais e Atividade Física PCAF nas políticas públicas de saúde tendo a AF como fator determinante e condicionante da saúde LOCH DIAS RECH 2019As PCAF visam promover ações aconselhamentos e divulgações de prática de AF incentivando a melhoria das condições dos espaços públicos incorporando brincadeiras jogos danças populares dentre outros BRASIL 2018 A Política Nacional de Promoção da Saúde PNPS representa um dos principais feitos para a ampliação das PCAF dentro do SUS VIEIRA et al 2023 Instituída em março de 2006 pela portaria MSGM n 687 a PNPS tem como objetivo promover a equidade e a melhoria das condições e dos modos de viver ampliando a potencialidade da saúde individual e coletiva e reduzindo vulnerabilidades e riscos à saúde buscando valorizar ações de promoção informações e educação em saúde dentre outros BRASIL 2018 p 11 MELINSKI 2017 Segundo Silva et al 2022 cabe ao Sistema Único de Saúde SUS promover ações de incentivo e prática de AF por meio das equipes de profissionais da saúde nos três níveis de atenção à saúde primária secundária e terciária Com destaque para o nível de Atenção Primária a saúde APS que é a principal porta de entrada da AF dentro do setor público de saúde BRUNHEROTI et al 2023 SILVA et al 2018 Estimase que no Brasil cerca de 140 milhões de brasileiros possui o Sistema Único de Saúde SUS como único acesso aos serviços de saúde sendo a Atenção Básica de Saúde ABS a principal porta de entrada As ABS são espaços estratégicos de promoção de atividade física já que se propõe a realizar ações de prevenção e promoção da saúde de forma integral SILVA et al 2018 p 2 Promover mudanças na AF não é tarefa simples e nem rápida devido à sua natureza multifacetada mas é essencial quando o assunto é a saúde pública portanto reconhecer estratégias para aumentar o nível de AF na comunidade se faz importante GUERRA et al 2023 Ações de aconselhamento tem se mostrado uma boa opção para trabalhar a promoção da AF em ambientes da APS FLORINDO et al 2015 GUERRA et al 2023 Nos últimos anos as produções científicas sobre o aconselhamento de AF tem demonstrado bons índices de crescimento ALAHMED LOBELO 2018 GALAVIZ et al 2017 GUERRA et al 2023 MORAES et al 2022 PAPINI et al 2021 Moraes et al 2022 apontam que o aconselhamento deve ser fortemente recomendado e que tem se mostrado 5 importante devido ao seu baixo custo e a possibilidade de aplicação por diversos profissionais da saúde Como vimos o crescimento das estratégias e políticas públicas sobre a promoção da AF para promover saúde a nível mundial e nacional é uma realidade porém a qualidade e a sustentabilidade desses serviços muitas vezes não seguem na mesma direção A escassez dos recursos humanos e operacionais a sobrecarga do sistema e por conseguinte dos profissionais de saúde e os altos gastos com o adoecimento são situações que precisam ser discutidas GALVÃO 2023 MACHADO XIMENES NETO 2018 Machado e Ximenes Neto 2018 p 1976 ao observar as mudanças ocorridas nos mais de 30 anos de existência do SUS afirmam que muito foi conquistado no trabalho em saúde contudo existem problemas estruturas que ainda persistem como o desequilíbrio entre oferta e demanda a escassez de profissionais no interior do país precarização do trabalho terceirização dos serviços de saúde e consequentemente da mão de obra especializada Ao analisar esses dados reforçamos que não podemos oferecer estratégias de promoção de AF no contexto do SUS sem considerar essas questões levantadas pricipalmente as que dizem respeito ao profisisonal de saúde É preciso dar suporte a este profisisonal para que ele tenha condições de desenvolver seu trabaho com qualidade considerando a característica de interprofissionalidade do sistema A interprofissionalidade é uma realidade no SUS e contempla a afirmação de que quando abordamos a saúde e as PCAF nas suas conceituações mais amplas é impossível que apenas uma categoria profissional seja capaz sozinha de responder de forma efetiva as complexidades da promoção da saúde CARAVALHO GUERRA LOCH 2020 LOCH DIAS RECH 2019 Dessa forma o profissional de Educação Física PEF não é único profissional que pode atuar na promoção da AF CARVALHO GUERRA LOCH 2020 LOCH DIAS RECH 2019 LOCH et al 2018 Sendo assim o PEF apresenta um grande potencial como agente catalisador e transformador de comportamentos não só dos pacientes mas também dos outros profissionais de saúde O conhecimento sobre a AF que este apresenta pode servir para o desenvolvimento de ações de capacitações e aconselhamento para outros profissionais extrapolando sua atuação para além da prescrição orientação e formação de grupos LOCH DIAS RECH 2019 A falta de conhecimento sobre a AF é um dos principais argumentos de outros profissionais da saúde para não orientar e promover a AF dentro das suas atuações FLORINDO et al 2015 MELINSKI 2017 Dessa forma capacitações de aconselhamento sobre a AF implementadas por PEF e desenvolvidas para os profissionais da saúde podem ser eficazes na 6 busca de sanar essa questão CARVALHO GUERRA LOCH 2020 GALAVIZ et al 2017 GUERRA et al 2023 Quanto mais profissionais se engajarem nas ações de promoção da AF mais força ela ganha dentro sistema mais pessoas são beneficiadas promovendo mudanças significativas na sua vida gerando saúde e qualidade de vida menos gastos serão destinados ao combate das DCNTs e menor será o impacto econômico dentro SUS assim como também menor serão as sobrecargas sobre os profissionais de saúde Quando olhamos para essa realidade parece que ela está longe de acontecer porém esforços de pesquisadores tem demonstrado que é possível e que por meio de planejamento e comprometimento ações podem ser direcionadas para efetivar essas transformações Florindo et al 2015 Carvalho Guerra e Loch 2020 Galaviz et al 2017 e Guerra et al 2023 são exemplos de pesquisadores que estudaram iniciativas a níveis municipais e estaduais e observaram que ações de aconselhamento podem ser muito eficazes para a construção de uma nova realidade Contudo ainda é uma área de pesquisa relativamente nova portanto novos achados trarão mais força a esses argumentos Pensando na importância da área novos estudos necessitam serem feitos e é buscando contribuir para a transformação das variantes apresentadas que nossa pesquisa se desenvolverá Temos visto que a realidade de Uberaba MG não se difere do que foi discutido em relação a escassez dos recursos humanos e operacionais para o desenvolvimento da promoção da AF no âmbito da APS no SUS Dessa forma oferecer ações a nível municipal podem trazer bons resultados para a melhora da saúde das pessoas e consequentemente melhora na funcionalidade do sistema de saúde O município de Uberaba em conjunto com mais 26 municípios e a Superintendência Regional de Saúde integram a macrorregião Triângulo Sul que se divide em três microrregiões Araxá FrutalIturama e Uberaba PIRES et al 2020 Consta com três distritos sanitários tendo entre 15 a 20 unidades de saúde dividas entre Unidades Básicas de Saúde UBS Unidades de Saúde da Família USF e Unidades Matricial de Saúde UMS dados disponibilizados pela Prefeitura de Uberaba Centenas de profissionais e agentes da saúde se dedicam cotidianamente e enfrentam muitos desafios para efetivar o mandamento constitucional e basilar do SUS que é a saúde como direito e dever do Estado VIEIRA et al 2023 Compreendendo a importância desses dentro da construção da saúde da população Uberabense é que vamos debruçar nossos esforços buscando desenvolver ações para auxiliar esses profissionais a terem autonomia em iniciativas 7 de promoção de AF se tornando agentes comprometidos na luta global contra os efeitos deletérios da IF e CS Sendo assim a construção de nosso problema de pesquisa orbita sobre os seguintes questionamentos Como podemos promover a AF no SUS através de capacitações de AF para profissionais e agentes de saúde na cidade de Uberaba MG Como as capacitações impactarão no conhecimento e na autonomia desses perante a aplicação da AF no seu setor de trabalho Como iremos contribuir para a melhora da saúde da população através dessas capacitações Para responder a esses questionamentos vamos nos embasar no modelo de aconselhamento 5A pois este tem demonstrado na literatura científica ser eficaz nas abordagens que promovem mudanças de comportamento ALAHMED LOBELO 2018 GALAVIZ et al 2017 GUERRA et al 2023 MORAES 2019 O modelo é estruturado a a partir do questionamento do comportamento avaliação da indicação de doses e benefícios eou riscos aconselhamento planejamento de ação compartilhadas acordo identificação de barreiras e tipos de apoio assistência e o acompanhamento e avaliação organização Guerra et al 2023 p2 As letra A do modelo referese as palavras avaliar aconselhar concordar ajudar e organizar Essa abordagem envolve uma sequência de comportamentos de aconselhamento para orientar o cuidado em saúde envolvendo a pessoa em um plano de ação específico e realista que tem como objetivo a mudança de comportamento da pessoa tornandoa capaz de sozinha fazer escolhas que irão promover a própria saúde ALAHMED LOBELO 2018 MORAES et al 2022 Galaviz et al 2017 implementou uma estratégia destinada a melhorar o aconselhamento de AF por parte do médico em um estado do México e observou que apesar de o treinamento ter sido uma estratégia de baixo custo viável e promissora existiu uma necessidade de ampliação para ações mais abrangentes e multiníveis talvez envolvendo mais profissionais de outras áreas Assim como no estudo de Galaviz et al 2017 e nos dados da revisão de Moraes et al 2024 as ações de aconselhamento dentro do modelo 5A mais reportadas foram aconselhar auxiliar e perguntar e a menos utilizada foi a acompanhar Embora o aconselhar contemple uma importante função no conhecimento dos efeitos benéficos e recomendações sobre AF sozinho parece não produzir resultados efetivos MORAES et al 2024 Portanto é preciso buscar sanar algumas dificuldades que impedem os profissionais a não aderirem ao acompanhar que podem ser a falta de treinamento e recursos a ausência de uma sistemática de aconselhamento e a falta de tempo MORAES et al 2024 Dessa forma 8 nosso estudo vem com uma perspectiva de procurar quebrar com essas barreiras e capacitar os profissionais e agentes de saúde de UberabaMG com vistas a preparálos e encorajálos a atender as todas as demandas propostas pelo modelo 5A Sendo assim o objetivo geral de nosso estudo será Desenvolver uma estratégia para capacitar profissionais e agentes de saúde a promoverem ações de promoção da AF dentro da APS no município de Uberaba MG Como estratégias de pesquisa iremos contemplar os seguintes objetivos específicos identificar os profissionais e agentes de saúde promover encontros de divulgação da pesquisa implementar uma capacitação sobre a promoção da AF com base no modelo de aconselhamento 5A avaliar os impactos que essa capacitação teve no conhecimento e autonomia dos profissionais e agentes de saúde no que âmbito do aconselhamento em AF METODOLOGIA A presente pesquisa consistirá em um estudo transversal a ser realizado em Uberaba cidade localizada na região denominada Triângulo Mineiro oeste do estado de Minas Gerais E buscará implementar uma capacitação para os profissionais e agentes de saúde visando aumentar a efetividade do aconselhamento de AF na APS com base na abordagem dos 5As A estratégia de capacitação permitirá uma grande abrangência possibilitando a participação de diferentes profissionais que trabalham na APS do município enfermeiros médicos agentes comunitários de saúde dentre outros aumentará a afetividade de ações de aconselhamento de AF visando a promoção da saúde da população aumentará a adoção e implementação de estratégias que contemplam os 5As em sua totalidade por parte dos profissionais e agentes de saúde a curto e longo prazo promoverá uma benéfica integração entre o PEF e os outros profissionais permitirá a implementação de uma estratégia consistente a um custo razoável A estrutura de planejamento e avaliação da intervenção capacitação utilizará o modelo REAIM adaptado para a população brasileira segundo Almeida Brito Estabrooks 2013 Segundo os autores o modelo pode ser aplicado considerando a formulação de implementação de intervenções eou programas em saúde que tem como finalidade a melhoria das condições de vida e de saúde de diversos grupos da população A população da pesquisa será composta por profissionais e agentes de saúde que trabalham nas unidades de saúde dos três distritos sanitários de Uberaba A escolha das unidades de saúde será feita após análise e aprovação desta pesquisa Estas serão escolhidas 9 com base na ampla participação destes profissionais dentro das unidades deverão também demonstrar interesse em colaborar com a pesquisa e ter possibilidades físicas e operacionais para contribuir com as capacitações Os profissionais e agentes de saúde serão convidados a participar da pesquisa por meio de um convite feito via unidade de saúde via email eou redes sociais Este convite só será disponibilizado à nossa amostra após uma reunião de acertos entre a pósgraduação pesquisadores e secretaria de saúde da cidade Após o encontro aqueles que concordarem em participar da pesquisa deverão preencher um formulário de consentimento e um questionário inicial contendo informações sobre formação profissional atuação profissional conhecimentos prévios sobre a AF experiência com a AF informações pessoais como sexo e idade dentre outros Aqueles profissionais e agentes de saúde que já participaram de cursos de aconselhamento de AF não poderão participar da nossa pesquisa O curso de capacitações em aconselhamento de AF baseado no modelo 5As terá como foco a superação de algumas barreiras apresentadas como a falta de conhecimento sobre AF e a falta de tempo dos profissionais e agentes de saúde e a importância de todos promoverem AF como medida de saúde pública afim de desafogar o SUS e amenizar os problemas de escassez de recursos humanos As capacitações e os possíveis materiais didáticos serão preparados e aplicados por uma equipe de professores e alunos da pósgraduação em Educação Física Os temas dos encontros da capacitação serão construídos com base nas respostas do questionário respondido e focarão em assuntos como a força e importância do aconselhamento como outros profissionais da saúde podem contribuir para a promoção da AF o Guia sobre AF para a população brasileira o modelo de aconselhamento de AF 5As importância e aplicabilidade dentre outros As capacitações terão duração total de 60 horas para cada distrito sanitário e acontecerá dentro de seis meses Os dias e horários das mesmas estarão sujeitos a contatos prévios feitos com as unidades de atenção à saúde As atividades das capacitações contemplarão atividades teóricas e práticas possibilitando aos participantes vivências reais do seu universo de trabalho Ao término das intervenções iremos aplicar um questionário com o intuito de conhecer quais os efeitos das capacitações no conhecimento e autonomia dos profissionais e agentes de saúde no aconselhamento de AF baseado no modelo 5A As medidas do modelo REAIM serão adquiridas com base nas informações dos questionários pré e pós intervenção A análise dos dados será feita por meio da Estatística Descritiva para a abordagem quantitativa e a Análise de Conteúdo segundo Bardin 1977 para a abordagem qualitativa 10 A pesquisa será submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa CEP da UFTM e será realizada mediante a sua aprovação REFERÊNCIAS ALAHMED Z LOBELO F Physical activity promotion in Saudi Arabia A critical role for clinicians and the health care system Journal of Epidemiology and Global Health Contribution of alumni of the King Abdullah Fellowship Program to public health rising in Saudi Arabia v 7 p S7S15 1 mar 2018 ALMEIDA F BRITO F ESTABROOKS P Modelo REAIM Tradução e Adaptação cultural para o Brasil Revista Família Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social v 1 27 nov 2013 BIELEMANN R M et al Impacto da inatividade física e custos de hospitalização por doenças crônicas Revista de Saúde Pública v 49 20 out 2015 Gal BRASIL Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde Secretaria de Atenção à Saúde Política Nacional de Promoção da Saúde PNPS Anexo I da Portaria de Consolidação nº 2 de 28 de setembro de 2017 que consolida as normas sobre as políticas nacionais de saúde do SUS Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde Secretaria de Atenção à Saúde Brasília Ministério da Saúde 2018 BRASIL Ministério da Saúde Secretaria de Atenção Primária à Saúde Departamento de Promoção da Saúde Guia de Atividade Física Para a População Brasileira recomendações para gestores e profissionais de saúde recurso eletrônico Ministério da Saúde Secretaria de Atenção Primária à Saúde Departamento de Promoção da Saúde Brasília Ministério da Saúde 2021 BRASIL Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis VIGITEL Brasil 2023 Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal em 2023 recurso eletrônico Brasília Ministério da Saúde 2023 BRUNHEROTI K DE A et al Evaluation of the effect of physical exercise interventions in Primary Health Care in Brazil on cardiometabolic risk factors a systematic review Revista Brasileira de Cineantropometria Desempenho Humano v 25 p e86876 1 maio 2023 CARVALHO F F B DE GUERRA P H LOCH M R Potencialidades e desafios das práticas corporais e atividades físicas no cuidado e promoção da saúde Motrivivência v 32 n 63 p 0118 24 jul 2020 CHRISTOFOLETTI M et al Barreiras e facilitadores para a prática de atividade física em diferentes domínios no Brasil uma revisão sistemática Ciência Saúde Coletiva v 27 p 34873502 15 ago 2022 FLORINDO A A GUIMARÃES V V ANDRADE D R Capacitação de médicos e enfermeiros para promoverem atividade física no Sistema Único de Saúde pela Estratégia de 11 Saúde da Família In FLORINDO A A ANDRADE D R org Experiências de promoção da atividade física na estratégia de saúde da família Florianópolis Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde 2015 GALAVIZ K I et al Evaluating the effectiveness of physician counseling to promote physical activity in Mexico an effectivenessimplementation hybrid study Translational Behavioral Medicine v 7 n 4 p 731740 dez 2017 GALVÃO L L et al Physical activity combined with sedentary behaviour in the risk of mortality in older adults Revista de Saúde Pública v 55 p 60 8 nov 2021 GALVÃO T F Sofrimento mental e o Sistema Único de Saúde Epidemiologia e Serviços de Saúde v 32 p e2023005 27 mar 2023 GUERRA P H et al Effectiveness of the 5A Counseling ModelBased Interventions on Physical Activity Indicators in Adults A Systematic Review Behavioral Sciences Basel Switzerland v 13 n 6 p 476 6 jun 2023 IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica Pesquisa Nacional de Saúde 2019 percepção do estado de saúde estilos de vida doenças crônicas e saúde bucal Rio de Janeiro IBGE 2020 LOCH M R DIAS D F RECH C R Apontamentos para a atuação do Profissional de Educação Física na Atenção Básica à Saúde um ensaio Revista Brasileira de Atividade Física Saúde v 24 p 15 12 ago 2019 MACHADO M H XIMENES NETO F R G Gestão da Educação e do Trabalho em Saúde no SUS trinta anos de avanços e desafios Ciência Saúde Coletiva v 23 p 1971 1979 jun 2018 MELLO R L DE RIBEIRO E K OKUYAMA J In Atividade Física e Comportamento Sedentário conceito e riscos associados Cadernos Interfaces v 9 n 17 2020 MORAES S DE Q et al Aconselhamento para atividade física realizado por profissionais da Atenção Primária à Saúde Ciência Saúde Coletiva v 27 p 36033614 15 ago 2022 MORAES S DE Q et al Características e estratégias de aconselhamento para atividade física utilizadas por profissionais da atenção primária à saúde Ciência Saúde Coletiva v 29 p e00692023 8 jan 2024 MELINSKI A DE C Repercussões biopsicossociais de uma capacitação em atividades físicas em uma Unidade de Saúde da Família de São Carlos SP 20 abr 2017 PAPINI C B et al Costanalysis and costeffectiveness of physical activity interventions in Brazilian primary health care a randomised feasibility study Ciência Saúde Coletiva v 26 p 57115726 26 nov 2021 PIRES M R et al Descrição dos Programas Municipais de Atividade Física da Microrregião de Saúde de UberabaMG Description of the Municipal Physical Activity Programs of the Health Microregion of UberabaMG Brazilian Journal of Development v 6 n 9 p 7031170331 21 set 2020 12 SEBASTIÃO E et al Perceptions on activity behavior during the COVID19 pandemic second wave among US adults results of a short online survey Sport Sci Health p 267 275 2022 SILVA D B DA et al Efetividade de duas intervenções com diferentes volumes de exercícios físicos na qualidade de vida em mulheres usuárias da Atenção Básica de Saúde Revista Brasileira de Atividade Física Saúde v 23 p 19 2018 SILVA D B DA et al Força de trabalho de Profissionais de Educação Física na Atenção Primária à Saúde Revista Brasileira de Atividade Física Saúde v 27 p 19 11 fev 2022 SIQUEIRA W SOUZA A M O efeito dos gastos públicos nos óbitos por doenças crônicas não transmissíveis Revista Ciência Dinâmica vol 14 n 2 2023 SOBRAL L M DE et al Inserção e atuação do profissional de educação física nos núcleos de apoio à saúde da família em SantosSP Pensar a Prática v 24 17 dez 2021 VARELA R A et al O Observatório Global de Atividade Física um panorama sobre duas pandemias Rev Bras Ativ Fís Saúde v 26 2021 VIEIRA L A et al Análise temporal da inserção de Profissionais e Residentes de Educação Física no Sistema Único de Saúde de 2009 a 2021 Ciência Saúde Coletiva v 28 p 837 ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE OMS Diretrizes da OMS para atividade física e comportamento sedentário num piscar de olhos Genebra Organização Mundial da Saúde 2020 Disponível em httpswwwpahoorgptnoticias3062021ministeriodasaudedobrasillancaguia atividadefisicaparapopulacao Acesso em 3 nov 2024 WORLD HEALTH ORGANIZATION WHO Global action plan on physical activity 20182030 more active people for a healthier world Geneva World Health Organization 2018 G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 LAZER E IDOSO INSTITUCIONALIZADO TENDÊNCIAS PROBLEMAS E PERSPECTIVAS1 Recebido em 07102012 Aceito em 23042013 Giselle Alves de Moura Universidade Federal de Minas Gerais Prefeitura Municipal de Belo Horizonte Belo Horizonte MG Brasil Luciana Karine de Souza Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte MG Brasil RESUMO O profissional dedicado à atividade física para residentes de instituições de longa permanência para idosos tem enfrentado dois problemas interrelacionados pouca adesão às atividades e ausência de interesse nos trabalhos propostos A necessidade de compreender as práticas de lazer na vida de idosos independentes é um tema bastante discutido no meio profissional e científico Porém investigações sobre os significados do lazer na vida de idosos institucionalizados são escassas Na realidade a oferta de atividades de lazer é pequena nestas instituições O presente trabalho apresenta uma revisão crítica da literatura sobre lazer em idosos institucionalizados com apontamentos sobre as tendências detectadas os problemas a resolver e as perspectivas para a área PALAVRAS CHAVE Atividades de Lazer Idoso Asilo LEISURE AND INSTITUTIONALIZED ELDERLY TENDENCIES ISSUES AND PERSPECTIVES ABSTRACT The professional dedicated to physical activity to residents of long term institutions to elderly people have been facing two intertwined problems low adherence to the activities and lack of interest on the ones that are offered The need to understand leisure practices in the life of independent elderly is a very discussed topic in the academic and professional realms However research on the meanings of leisure in the life of institutionalized elderly are rare In fact the offer of leisure activities in those institutions is small This paper present a critic on the literary review about leisure on institutionalized residential homes to the elderly in Brazil with notes on tendencies detected problems to be solved and perspectives to the field 1 Este trabalho é parte inédita da Dissertação de Mestrado da primeira autora sob orientação da segunda Agradecimentos CAPES Mestrado em Lazer da UFMG D C Silveira G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 2 KEYWORDS Leisure Activities Aged Asylum Introdução O profissional dedicado à atividade física para residentes de instituições de longa permanência para idosos ILPIs tem enfrentado dois problemas interrelacionados 1 Pouca adesão às atividades físicas educativas recreativas etc e 2 Ausência de interesse nos trabalhos propostos Ao analisar o cotidiano de uma ILPI Faleiros e Morano 2009 presenciaram a organização de uma festa desarticulada da bagagem cultural e das incapacidades dos moradores O evento gerou um choque entre as expectativas dos residentes e a intenção dos organizadores Para os autores a aparente apatia e o entendimento dos idosos de que aqui não tem nada para fazer sugerem um descompasso entre o que é realizado na ILPI e o que os idosos faziam antes do ingresso na instituição A necessidade de compreender as práticas de lazer na vida de idosos independentes é um tema bastante discutido no meio profissional e científico BARRETO 1997 DOLL 2007 Porém investigações sobre os significados do lazer na vida de idosos institucionalizados são escassas Em raro e recente estudo dedicado ao tema das ILPIs Camarano e Kanso 2010 constataram que a oferta de atividades de lazer é pequena nestas instituições Na maioria das vezes é dependente de voluntariado com serviços oferecidos apenas temporariamente Os dados de Camarano e Kanso 2010 indicam que nas ILPIs da região sudeste predomina a oferta de serviços de saúde atendimento médico fisioterapia etc A maior parte das instituições conta com alguma parceria ou convênio em geral com o setor público G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 3 governo municipal estadual ou federal ou universidades e associações religiosas Atividades de lazer esportivas eou culturais ocorrem por exemplo em 169 das instituições mineiras Temse percebido mudanças significativas no padrão de vida da população brasileira com reflexos sobre a vivência do lazer BENEDETTI GONÇALVES MOTA 2007 JOIA RUIZ DONALISIO 2007 Assim é necessário rever o padrão de vida de residentes em ILPIs especialmente suas experiências de lazer Ademais conforme indicado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística Aplicada IPEA há cada vez mais idosos residindo nestes locais CAMARANO 2010 Desta feita o planejamento e a oferta de práticas de lazer precisam ser incluídos na rotina da instituição Isso permitiria a continuidade das vivências de lazer anteriores à chegada à residência eou a oportunidade de retomar vivências passadas ou mesmo criar novas Um levantamento extenso e intenso da produção científica publicada no Brasil sobre lazer em ILPIs demonstrou que grande parte dos trabalhos não abordou o tema de forma aprofundada SILVEIRA et al 2010 Do montante de publicações encontradas é o notável desenvolvimento científico da área interdisciplinar dos Estudos do Lazer no Brasil trazendo possibilidades de novos debates e pesquisas empíricas em benefício da população idosa Uma característica marcante dos esforços direcionados ao idoso institucionalizado é a priorização de suas enfermidades ou limitações Raramente são consideradas suas capacidades habilidades potencialidades ou mesmo interesses vontades e experiência de vida Em especial desconsiderados são seus interesses em descanso divertimento prazer e desenvolvimento de habilidades que promovam forças e virtudes Não é levado em conta que mesmo diante de limitações dificuldades ou enfermidades as pessoas possam G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 4 experimentar entretenimento descanso e desenvolvimento Como o número de idosos nas ILPIs tenderá a aumentar em função das mudanças de ordem social cultural econômica e familiar no país fazse necessário que serviços melhor elaborados na direção do lazer sejam planejados e executados exatamente para atender as novas demandas deste crescente público BORN BOECHAT 2002 CAMARANO KANSO 2010 Segundo Macklin 1990 apud AGICH 2008 as ILPIs no Brasil incluem indivíduos com distintos históricos socioeconômicos e culturais Há uma falta de senso de comunidade e pouco é incentivado o desenvolvimento de relacionamentos significativos entre os residentes As salas de atividades são ocupadas por idosos com pouca ou nenhuma conversa e sem interação Todavia à medida que se busca proximidade notase que são seres pensantes e conscientes embora esta consciência possa estar fragilizada e as preocupações diferentes Godbey 1999 entende que o ser humano busca experiências a partir da vontade interna e caminhos pessoalmente agradáveis Da vontade interna destacamse práticas de lazer como hábito integrado à vida do idoso Entendese a busca de um lazer pleno e verdadeiro associado à subjetividade e aos aspectos motivacionais que consideram o contexto e as preferências do idoso O estímulo a buscar o lazer pleno direcionase para a convivência com grupos afins e de algo que os mantenham ativos e valorizados com diversificação nas opções Um verdadeiro lazer está relacionado com aspectos motivacionais intrínsecos e com a percepção da liberdade onde os indivíduos tendem a realizar atividades pela satisfação propiciada Também Kowalski 2007 apud PINTO 2008 refere um lazer vivenciado na plenitude sempre que as pessoas se sintam bem com o relaxamento físico e psicológico experimentados e quando os sujeitos percebem diferentes sensações ou o gozo do repouso G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 5 Na direção de contribuir com os esforços na promoção do lazer em ILPIs considerase importante investigar a trajetória a atualidade e as perspectivas associadas às experiências de lazer de idosos institucionalizados Reunindo estas três fontes de experiências de lazer seria possível captar as reais motivações interesses e vontades associadas ao lazer No entanto um primeiro passo é necessário Dos trabalhos disponíveis publicados sobre lazer em idosos asilares é importante localizar os problemas apontados nessas publicações e delas advindos bem como as tendências principais e as perspectivas diante do quadro analisado Antes disso considerase relevante compreender o que é uma ILPI e como é o cotidiano de seus residentes As instituições de longa permanência para idosos ILPIs A história dos asilos de velhos é antiga e o cristianismo foi pioneiro nesta forma de amparo aos idosos em situação de pobreza e exclusão social POLLO ASSIS 2008 Antes disso os idosos eram abrigados juntamente com outros pobres doentes mentais crianças abandonadas e desempregados BORN 2001 A maior parte dos asilos tem origem na filantropia religiosa e na ideologia humanista No Brasil as confrarias da Sociedade São Vicente de Paulo passam a atender os idosos de forma residencial No Rio de Janeiro de 1890 surge o Asilo São Luiz para a Velhice Desamparada GROISMAN 1999 Em 1964 a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo passa a dedicarse mais aos idosos à medida que aumentavam as internações destes indivíduos BORN 2001 Destacase que no século XX estas instituições passam a incorporar ideias de higiene e educação e no início do século XXI a regulamentação de direitos humanos FALEIROS MORANO 2009 G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 6 No entanto a instituição asilar é vista com resistência e preconceito e entendida como depósito de idosos local de exclusão e isolamento Residir numa instituição pode significar abandonar o lugar idealizado da família BORN 2001 Todavia muitas vezes a família é um espaço de conflitos o que é confirmado com certa frequência pelos indicadores de violência doméstica contra o idoso CAMARANO 2007 Diante do novo quadro social da população idosa brasileira é preciso conscientizar sobre as mudanças necessárias para o bemestar de todos os idosos nas ILPIs Para isto é preciso desconstruir a ideia de caridade de outros tempos e entender estes locais como instituições prestadoras de serviço diante da demanda atual de atendimento As ILPIs são também conhecidas como abrigo lar asilo casa de repouso clínica geriátrica e ancionato A mudança do nome asilo para ILPI segundo Camarano e Kanso 2010 teve origem na tentativa da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia SBGG de expressar a função híbrida destas instituições assistência social e à saúde Mas para Camarano e Kanso 2010 a ILPI não é um estabelecimento clínico nem terapêutico e sim uma residência coletiva de idosos independentes e idosos com dificuldades para desempenhar atividades de vida diária Por outro lado embora se reconheça os esforços em perceber as ILPIs como residência coletiva muitas demonstram fortes traços de ambientes médicos São indicadores disso a predominância da linguagem médica na referência aos residentes o ambiente sanitarizado os funcionários uniformizados e o trabalho centrado em atender as necessidades diárias dos idosos AGICH 2008 Atualmente os residentes das ILPIs apresentam características e necessidades diferenciadas dos asilos de outras épocas Há idosos que buscam uma ILPI por opção própria outros para manter a independência funcional mesmo diante dos problemas de G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 7 saúde Há aqueles que querem evitar a posição de fardo para os familiares outros desejam uma vida social mais ativa com a convivência com pessoas da mesma idade É neste último tipo de motivação que se encontra mais claramente uma relação próxima entre vida social mais ativa e o valor atribuído ao lazer As pesquisas do Instituto de Pesquisas Econômicas IPEA verificaram que 67 das ILPIs da região sudeste são filantrópicas sem fins lucrativos CAMARANO 2010 A maioria dos idosos residentes em ILPIs possui família companheiros filhos netos ou parentes embora isso não garanta a permanência do idoso no domicílio familiar Predominam solteiros e viúvos o que sugere que a ausência do companheiro contribui para o asilamento CORTELLETTI CASARA HEREDIA 2004 As ILPIs com residentes de menor poder aquisitivo são mais modestas e dependem de apoio de entidades privadas ou públicas e contribuições da comunidade Nestes casos os serviços são oferecidos majoritariamente por voluntariado muitas vezes com qualificação inferior Além disso a carência de recursos materiais e de equipamentos são fatores condicionantes e limitantes ao desenvolvimento de atividades pelos idosos Na ILPI se ocupa o tempo predominantemente com atividades passivas e de pouca interação como ler ouvir rádio ou conversar Com o tempo estas atividades diminuem em virtude de perdas decorrentes do envelhecimento as quais precisam ser amparadas contudo o suporte material nem sempre é suficiente BULLA MEDIONDO 2004 A respeito da velhice asilar Debert 1999 aponta que de um lado há solidão descaso do poder público e desigualdade social de outro a sabedoria dos residentes com suas experiências de vida Toda a diversidade observada nestas instituições também se relaciona com a sociedade como um todo deixando transparecer inclusive a desigualdade G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 8 econômica BEAUVOIR 1990 Logo analisar a ILPI requer afastamento de julgamentos de valor e um posicionamento com criticidade Davim et al 2004 estudaram as características socioeconômicas e de saúde de 76 idosos de três ILPIs filantrópicas de Natal RN Os dados confirmaram a tendência de outros estudos predominância do sexo feminino AIRES PAZ PEROS 2006 CHAIMOWICZ GRECO 1999 LOPES et al 2007 SANTANA et al 2006 baixa escolaridade AIRES et al 2006 LOPES et al 2007 PELEGRIN et al 2008 e baixo poder aquisitivo AIRES et al 2006 PELEGRIN et al 2008 Em um estudo realizado por Pelegrin et al 2008 em 72 residentes de uma ILPI de Ribeirão Preto SP a maior parte dos idosos era do sexo masculino e com idade entre 71 e 90 anos dados que destoam da maioria das instituições A renda mensal era de um salário mínimo com baixa escolaridade e alta taxa de indivíduos solteiros estes dados vão mais ao encontro do perfil típico desta população Em geral os idosos eram independentes para a maioria das AVDs Entretanto o ambiente físico apresentava muitas irregularidades pisos e mobiliários inadequados e falta de corrimãos o número de cuidadores era insuficiente e não havia atividades de lazer Na visão de Franciscatti et al 2004 após a análise de uma ILPI de São João delRei MG estas instituições privam os idosos de suas escolhas mais simples em prol de normas institucionais o que permite a emergência de perdas sociais e do empobrecimento afetivo Para Freire Júnior e Tavares 2005 os residentes de ILPIs são pessoas que a partir do momento em que são institucionalizadas tem reduzidas suas chances de realizar novos projetos de vida O afastamento do convívio social e das relações com a história de vida reforça este quadro além de uma sequência de desestímulos que levam ao isolamento à depressão e à apatia geral diante da vida G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 9 Faleiros e Justo 2007 estudaram 45 moradores de uma ILPI pública de Assis SP Detectouse pouco contato dos residentes com familiares ou mesmo uma ruptura com estes Os idosos mencionaram visitantes fora do círculo familiar estagiários do projeto universitário UNATI da UNESPAssis e passeios pela cidade como os três contextos nos quais tinham contato com outras pessoas De modo geral as ILPIs não possuem espaço físico planejado para o lazer principalmente as mais necessitadas FALEIROS JUSTO 2007 Atividades diferenciadas são pouco oferecidas pela maioria das ILPIs Apesar de boa parte delas contarem com espaços abertos pátio e jardim não é especificado nos estudos encontrados se estes espaços são adaptados para o lazer do residente O lazer a recreação e o tempo livre no contexto das ILPIs Como visto em geral as ILPIs pouco oferecem espaços para lazer aos moradores FALEIROS JUSTO 2007 Dentre as que oferecem no entanto não há consenso sobre a denominação das práticas oferecidas que ora são chamadas de recreativas de lazer terapêuticas ou para combater o sedentarismo As atividades de recreação são diversificadas e não exclusivas a momentos de lazer podendo ser vivenciadas em outros tempos e espaços sociais a partir de uma liderança voluntária ou profissional e com a finalidade de diversão Já o lazer é por natureza parte da cultura e se manifesta ludicamente no tempo e no espaço por meio de relações dialéticas entre pessoas e suas necessidades e obrigações envolvendo manifestações culturais como jogos brincadeiras festas passeios viagens esportes e formas de arte GOMES 2004 A articulação entre os conceitos de tempo livre e de lazer no contexto asilar remete a dois aspectos O primeiro é o papel central da atividade laboral na vida destas pessoas G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 0 seguindo a lógica da produtividade sem ocupações elas não sabem o que fazer no tempo livre O segundo aspecto é o envolvimento do idoso em um espaço fechado regulado por regras distintas do mundo externo o que leva o tempo livre a ser consumido na forma de lazer passivo Concordando com Ferrari 2007 para se descobrir a capacidade de enfrentamento desta dimensão do tempo é preciso estimular atividades que deem ritmo e significado à vida As atividades de lazer e de ocupação do tempo livre no período préasilar diminuem consideravelmente com o ingresso na ILPI BULLA MEDIONDO 2004 A partir daí a tarefa é criar uma nova estrutura de vida na qual o tempo livre se desconecte da obrigação e os sujeitos exerçam liberdade não porque há permissão do outro como no tempo do trabalho mas porque o próprio sujeito a exige Assim o ser humano não é livre somente do tempo mas especialmente no tempo Uma maior ou menor diversificação na oferta de atividades de lazer depende da possibilidade de recursos financeiros do idoso da família e da instituição asilar As instituições com menos recursos tendem a pouco disponibilizar estes serviços apesar de reconhecerem a importância do lazer na qualidade de vida dos idosos CREUTZBERG GONÇALVES SOBOTTKA 2007 Assim é preciso identificar o lazer como necessário ao bemestar geral da população idosa somando esforços para o cumprimento legal do direito ao lazer Brito e Carlos 2007 avaliaram a qualidade de vida de uma residência específica para idosos profissionais artistas no Rio Grande do Sul Havia liberdade para ir e vir e viviam sozinhos na casa mas não apresentavam vínculos de pertencimento ao local não se sentiam como um coletivo organizado e não se aceitavam mutuamente As dificuldades de convivência acarretavam prejuízos emocionais e relacionais O estudo concluiu que mesmo G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 1 em uma residência com plena autonomia faziase necessário a presença diária de uma equipe mínima especializada para organizar o cotidiano dos idosos Uma pesquisaação de Rodrigues 2002 com vivências de lazer fora do espaço residencial em um condomínio para idosos de Jataí GO levou os moradores a perceber a acomodação e isolamento em que se encontravam O autor identificou interesses individuais coragem diante de novidades e troca de conhecimentos e de saberes que favoreceram a liberdade de opção Os resultados indicaram a importância de educar para o lazer favorecendo a possibilidade de opções e escolhas Brum 2001 relata a percepção de residentes sobre a vida em uma ILPI privada filantrópica e leiga da cidade do Rio de Janeiro Havia comportamentos discriminatórios entre os moradores por exemplo na recusa de alguns em sentarse à mesa com outros de menor nível socioeconômico Além disso a autora captou sentimentos de espera pela morte enquanto outros idosos afirmaram encontrar vida na instituição No que diz respeito ao lazer a ILPI possui biblioteca capela jardins e salão de festas mas Brum 2001 não fornece detalhes sobre o aproveitamento e a utilização dos espaços de lazer pelos residentes Lopes et al 2007 analisaram diagnósticos de enfermagem necessidades psicossociais e bemestar espiritual de 55 residentes de uma ILPI de Rio Grande RS Muitos idosos sentiam falta da família e amigos enquanto outros estavam satisfeitos com a ILPI como única rede de apoio disponível Quanto às atividades de lazer 30 idosos não realizavam atividade e 24 participavam de artesanato bingo dança passeio leitura grupo religioso costura assistir televisão ouvir rádio e leituras Os idosos que não participavam das atividades de lazer justificavam sua ausência em virtude de tédio e de desejo de alguma G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 2 coisa para fazer Ao mesmo tempo observouse que a nãoparticipação estava atrelada à dificuldade de acesso às mesmas Davim et al 2004 examinaram as práticas de lazer de três ILPIs de Natal RN classificandoas como ausentes ou limitadas e com baixa taxa de adesão Embora para os idosos o lazer fosse importante não ficou claro o real grau de interesse dos entrevistados sobre as práticas oferecidas Em uma das instituições todos os idosos foram considerados sedentários Das três instituições investigadas 49 dos idosos relataram que preferiam fazer nada Diante dos resultados Davim et al 2004 ressaltam a importância de se encontrar atividades prazerosas com base na vontade própria e na habilidade individual do morador Índices pequenos de participação de residentes nas atividades oferecidas pelas instituições também são relatados por Maia Londero e Henz 2008 Santa Maria RS Pavan Meneghel e Junges 2008 ILPIs da região do Alto Uruguai RS e por Gobbi et al 2008 Rio Claro SP Para estes autores a falta de adesão é devida à falta de investimentos e de estímulos a atividades prazerosas aos idosos Santana et al 2006 analisaram a oferta de lazer em uma ILPI assistencial de Viçosa MG As atividades oferecidas por estagiários envolviam modelagem teatro e expressão corporal cinco vezes por semana Entretanto a estrutura física do local era inadequada para os idosos e não apresentava área de lazer Os estagiários conseguiram motivar os residentes devido ao caráter diferenciado das atividades que acabaram atendendo a diferentes interesses dos participantes As atividades proporcionaram também uma gradual aproximação entre os residentes tornandoos mais integrados Ao final Santana et al 2006 concluíram que o lazer consegue despertar nos idosos institucionalizados a capacidade de estabelecer novas e significativas relações sociais além G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 3 de estimular a busca por autonomia Todavia mesmo diante de resultados positivos os autores identificaram aspectos comuns à maioria das ILPIs como a descontinuidade dos serviços voluntários e falta de organização e planejamento das tarefas Para Ximenes e Cortes 2007 esta desorganização resulta em frustração geral colocando os residentes em uma situação de constante disponibilidade Consequentemente a autonomia dos usuários é desrespeitada e o que poderia ser um momento terapêutico acaba se transformando em antiterapia Grossi Schardosim e Vargas 2005 investigaram o lazer em 16 idosos institucionalizados em dois municípios gaúchos e perceberam que para muitos residentes não há distinção entre trabalho e lazer A título de ilustração alguns idosos associavam práticas de lazer na instituição a serviços domésticos como atender a porta executar pequenos consertos reparos auxiliar idosos doentes ou pagar contas no banco Outros identificaram o lazer com caminhada dança pintura ouvir rádio leitura da Bíblia e fazer palavras cruzadas Para outros ainda as poucas atividades que interessam são evitadas por problemas de saúde Plati et al 2006 compararam três grupos de idosos da cidade de São Paulo para avaliar o desempenho cognitivo e verificar a frequência de sintomas depressivos idosos institucionalizados que praticavam atividades de lazer idosos institucionalizados que não praticavam tais atividades e idosos não institucionalizados mas que participavam de atividades religiosas grupos de convivência e viagens Não foram encontradas diferenças significativas para sintomas depressivos entre idosos inativos e ativos mas o envolvimento em atividades diversificadas de lazer esteve correlacionado à performance cognitiva Para Ximenes e Cortes 2007 o fazer humano consiste na continuidade de fazer planos estabelecer contatos sociais tornando o morador da ILPI um sujeito ativo e G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 4 participante na comunidade A linguagem deste fazer seja ele físico de lazer ou de trabalho permite conhecer o mundo o espaço o tempo em que se vive e sua cultura O lazer nas ILPIs Tendências problemas e perspectivas As publicações encontradas na literatura nacional apontam por intermédio de diferentes análises as dificuldades enfrentadas nas instituições especialmente as mais necessitadas Dentre as limitações detectadas podemse enumerar os recursos humanos ineficientes dificuldades de acesso aos espaços de lazer baixa motivação dos idosos espaços físicos não planejados e ações governamentais ineficazes Apesar de a maioria dos trabalhos encontrados não focalizar o lazer na ILPI são identificadas nestas publicações contribuições importantes Assim o estudo atento às publicações disponíveis permite reunir elementos para auxiliar na construção de propostas de lazer que beneficiem os usuários desta faixa etária A rotina diária de idosos institucionalizados depende fundamentalmente de como a instituição planeja organiza e oferece oportunidades para que o residente tenha mais do que apenas os cuidados mínimos atendidos Atividades educativas recreativas culturais etc enquanto obrigações institucionais precisam ser planejadas organizadas e executadas com base no público ao qual são destinadas Proporcionar espaçosmomentos de lazer ao idoso institucionalizado é partir da vontade e do interesse do residente em como descansar se divertir e se desenvolver em outras palavras como vivenciar lazer para além da recreação Muitas atividades propostas nas ILPIs intentam melhorar as condições físicas e motoras de seus participantes e indiretamente promover divertimento emoções positivas G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 5 aumento da autoestima ou boas interações sociais No entanto o desinteresse do idoso pela atividade físicomotora impede o ganho secundário com experiências sociais e emocionais As práticas orientadas para o lazer nas ILPIs não tem correspondido às necessidades motivacionais de seus usuários Iniciativas de órgãos públicos universidades ou serviços voluntários tem procurado incentivar a população idosa institucionalizada mas carecem de recursos financeiros e capacitação profissional para aprimorar os serviços Aparentemente as poucas ações desenvolvidas parecem contemplar as necessidades de alguns idosos mais independentes o que corresponde a uma pequena parcela do público institucionalizado É rara ou ausente a motivação interna nos idosos institucionalizados para realizar as atividades que a ILPI oferece ou mesmo para solicitar atividades de seu interesse Acima de tudo não se observa uma tentativa de estimular os residentes a experimentar práticas culturais educativas e sociais diversificadas principalmente quando a maioria destes idosos visualiza estas ofertas como obrigatórias ou desvinculadas de seus verdadeiros interesses Para Vecchia et al 2005 a conquista de uma vida com qualidade é construída através de um processo que inclui refletir sobre o que é importante para a vida pessoal e assim estabelecer metas para serem atingidas tendo como inspiração o desejo de ser feliz Desta forma diretrizes que valorizem o idoso como protagonista de suas escolhas poderão contribuir para elevar o número de interessados na prática do lazer Outro aspecto importante a ser considerado é o fato de que o idoso institucionalizado sem oportunidades para manifestar seus interesses e vontades não se sente integrado à instituição A promoção da vivência do lazer também pode contribuir para o idoso se sentir incluído na ILPI como membro ativo de uma real comunidade G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 6 Nas discussões sobre o lazer presentes na literatura científica disponível quando este não é tratado na sua especificidade é entendido como complemento de práticas terapêuticas preenchimento do tempo vazio medida de integração entre os residentes ou na maioria das vezes atrelado a atividades corporais Estas discussões não tendem a levar em consideração o julgamento do usuário sobre a classificação desta ou daquela atividade como vivência de lazer de seu interesse Assim as possibilidades de discutir práticas de lazer ficam em um plano secundário desarticulado do contexto de vida real do indivíduo Partindose do pressuposto de que o lazer não pode ser imposto para ser usufruído os idosos precisam ser consultados em relação a suas experiências de lazer Esta consulta para ser completa deve abarcar não somente suas atuais necessidades e vontades mas também resgatar suas experiências passadas de lazer Portanto acreditase na urgência de investimentos científicos que tragam respaldo para a prática profissional dedicada ao idoso brasileiro em especial o institucionalizado O esforço científico e profissional voltado ao lazer nas ILPIs pode contribuir para que as novas gerações tenham à sua disposição meios para usufruir de um lazer pleno com descanso diversão e desenvolvimento integral Nessa direção reconhecese a necessidade de proporcionar experiências de lazer verdadeiramente gratificantes ao morador da ILPI em harmonia com suas experiências de vida motivações e necessidades É preciso investir cientificamente em pesquisas que permitam além de colaborar para a atuação profissional qualificada em lazer nestas instituições localizar elementos que possibilitem desenvolver e difundir práticas de lazer com as quais este idoso se identifique Contudo não bastaria apenas interrogar o usuário da ILPI sobre seus interesses e vontades atuais em lazer mas auxiliálo a refletir sobre o lazer desde suas experiências anteriores na vida laboral no tempo livre no lazer na vida como aposentado e na transição G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 7 para a ILPI São também variáveis importantes à pesquisa do lazer na ILPI o tempo de institucionalizaçãoo significado do lazer na vida do idoso frágil as demandas de lazer nas instituições o baixo aproveitamento das práticas de lazer e os graus de autonomia e suas implicações nas práticas de lazer nas ILPIs Nesse sentido acreditase que a investigação científica pode atuar como mediadora entre o idoso institucionalizado e a suas experiências passadas com o lazer b suas experiências presentes com o lazer e c suas intenções futuras com o lazer É raro este tipo de discussão tanto nas ILPIs como no meio científico e profissional Nenhum estudo foi localizado que tratasse do lazer nas ILPIs com foco nas experiências de lazer enquanto trajetória passado atualidade presente e intenção futuro Considerase que há diferentes formas de abordagem ao lazer na ILPI No entanto as formas disponíveis não se têm mostrado eficientes nem eficazes para trabalhar o interesse cultural e motivacional dos sujeitos Acreditase que primeiro passo na direção de estimular a motivação interna para a prática de lazer na ILPI é acessar as experiências de lazer de seus residentes para que as propostas institucionais sejam mais condizentes com seus interesses e vontades Além disso identificar as experiências de lazer compartilhado são especialmente relevantes em virtude do conhecido distanciamento relacional decorrente da institucionalização Finalmente é igualmente necessário conhecer as características da oferta de lazer institucional e comparálas com as experiências de lazer atuais segundo percebidas pelo próprio idoso bem como com suas perspectivas futuras de lazer na ILPI REFERÊNCIAS AGICH G Dependência e autonomia na velhice um modelo ético para o cuidado de longo prazo São Paulo LoyolaCentro Universitário São Camilo 2008 G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 8 AIRES M PAZ A PEROS C O grau de dependência e características de pessoas idosas institucionalizadas Revista Brasileira de Ciências do Envelhecimento Humano v 3 n 2 p 7991 2006 BARRETO M Lazer e cultura na velhice In IX Encontro Nacional de Recreação e Lazer Anais Belo Horizonte UFMGPrefeitura Municipal de Belo Horizonte 1997 p 130136 BEAUVOIR S de A velhice 6ed Rio de Janeiro Nova Fronteira 1990 BENEDETTI T GONÇALVES L MOTA J Uma proposta de política pública de atividade física para idosos TextoContexto Enfermagem v 16 n 3 p 387398 2007 BORN T Quem vai cuidar de mim quando eu ficar velha Revista Kairós Gerontologia v 4 n 2 p 135148 2001 BOECHAT N A qualidade dos cuidados ao idoso institucionalizado In FREITAS E et al Org Tratado de Geriatria e Gerontologia Rio de Janeiro GuanabaraKoogan 2002 p 768777 BRITO S CARLOS S A Fragmentos de discurso heterogêneo de idosos num espaço homogêneo de carência e partilha Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento v 11 p 81102 2007 BRUM E A suave subversão da velhice o mundo das grandes solidões e pequenas delicadezas de uma casa de velhos Revista Época Ano IV n 188 p 8299 2001 BULLA L MEDIONDO M Velhice dependência e vida cotidiana institucional In CORTELLETTI I A CASARA M B HERÉDIA V B M Org Idoso asilado um estudo gerontológico Caxias do Sul EducsEdipucrs 2004 p 87113 CAMARANO A A Instituições de longa permanência e outras modalidades de arranjos domiciliares para idosos In NERI A L Org Idosos no Brasil vivências desafios e expectativas na terceira idade São Paulo Perseu AbramoSESCSP 2007 p 169189 CAMARANO A A Org Características das instituições de longa permanência para idosos região sudeste Brasília IPEA 2010 CAMARANO A A KANSO S As instituições de longa permanência para idosos no Brasil Revista Brasileira de Estudos Populacionais v 27 n 1 p 233235 2010 CHAIMOWICZ F GRECO D Dinâmica da institucionalização de idosos em Belo Horizonte Brasil Revista de Saúde Pública v 33 n 5 p 454460 1999 CORTELLETTI I A CASARA M B HERÉDIA V B Org Idoso asilado um estudo gerontológico Caxias do Sul EDUCS 2004 G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 9 CREUTZBERG M GONÇALVES L SOBOTTKA E A sobrevivência econômica de instituições de longa permanência para idosos empobrecidos Revista Latino Americana de Enfermagem v 15 n 5 p 748754 2007 DAVIM R et al Estudo com idosos de instituições asilares no município de NatalRN características sócioeconômicas e de saúde Revista Latino Americana Enfermagem v 12 n 3 p 518524 2004 DEBERT G G A reinvenção da velhice Socialização e processos de reprivatização do envelhecimento São Paulo Editora da USPFAPESP 1999 DOLL J Educação cultura e lazer perspectivas de velhice bem sucedida In NERI A L Org Idosos no Brasil vivências desafios e expectativas na terceira idade São Paulo Ed Perseu AbramoEdições SESCSP 2007 p 109123 FALEIROS V JUSTO J O idoso asilado a subjetividade intramuros Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 10 n 3 p 327337 2007 MORANO T Cotidiano e relações de poder numa instituição de longa permanência para pessoas idosas Revista Textos Contextos v 8 n 2 p 319338 2009 FERRARI M Lazer ocupação do tempo livre e os programas da terceira idade In NETTO M P Org Tratado de Gerontologia São Paulo Atheneu 2007 p 243251 FRANCISCATTI K V S et al Empobrecimento Afetivo família e instituição asilar como reflexo da individuação danificada In CONGRESSO IBEROAMERICANO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA 8 2005 Rio de Janeiro Anais Rio de Janeiro UFRJUNIRIO 2005 p 18 FREIRE JÚNIOR R TAVARES M A saúde sob o olhar do idoso institucionalizado conhecendo e valorizando sua opinião InterfaceComunicação Saúde Educação v 9 n 16 p 147158 2005 GOBBI S et al Comportamento e barreiras atividade física em idosos institucionalizados Psicologia Teoria e Pesquisa v 24 n 4 p 451458 2008 GODBEY G Leisure Recreation Play and Flow In GODBEY G Org Leisure in your life An exploration State College PA Venture Pub 1999 p 120 GOMES C L Org Dicionário crítico do lazer Belo Horizonte Autêntica 2004 GROISMAN D Asilos de velhos passado e presente Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento v 2 n 2 p 6787 1999 G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 2 0 GROSSI P SCHARDOSIM M VARGAS C Idosos institucionalizados In DORNELLES B COSTA G Org Lazer realização do ser humano uma abordagem para além dos 60 anos Porto Alegre Sagra Luzzato 2005 p 136143 JOIA L RUIZ T DONALÍSIO M Condições associadas ao grau de satisfação com a vida entre a população idosa Revista de Saúde Pública v 41 n 1 p 131138 2007 KOWALSKI M Estudos do Lazer Apostila da disciplina Estudos do Lazer Viçosa UFV 2007 LOPES F et al Diagnósticos de enfermagem de idosos residentes em uma instituição de longa permanência ILP Ciência Cuidado e Saúde v 6 n 1 p 5967 2007 MACKLIN R Good citizen bad citizen case commentary In KANE RA CAPLAN A L Ed Everyday Ethics resolving dilemmas in hursing homelife New York Springer 1990 p 6070 MAIA G LONDERO S HENZ A Velhice instituição e subjetividade Interface Comunicação Saúde Educação v 12 n 24 p 4959 2008 PAVAN F MENEGHEL S JUNGES J Mulheres idosas enfrentando a institucionalização Cadernos de Saúde Pública v 24 n 9 p 21872190 2008 PELEGRIN A et al Idosos de uma instituição de longa permanência de Ribeirão Preto níveis de capacidade funcional Arquivos de Ciências da Saúde v 15 n 4 p 182188 2008 PINTO S G Relações entre família trabalho e lazer o caso dos professores da Universidade Federal de Viçosa 2008 Dissertação Mestrado em Economia Doméstica Universidade Federal de Viçosa Viçosa 82 p PLATI M et al Sintomas depressivos e desempenho cognitivo nos idosos relações entre institucionalização e realização de atividades Revista Brasileira de Psiquiatria v 28 n 2 p 118121 2006 POLLO S ASSIS M Instituições de longa permanência para idosos ILPIs desafios e alternativas no município do Rio de Janeiro Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 11 n 1 p 118 2008 RODRIGUES M O lazer do idoso Barreiras a superar Revista Brasileira de Ciências do Movimento v 10 n 4 p 105108 2002 SANTANA J et al Envelhecimento lazer e instituições de longa permanência In SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOCIEDADE INCLUSIVA 4 Anais Belo Horizonte PUCMINAS 2006 G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 2 1 SILVEIRA D et al Produção científica nacional em lazer e envelhecimento resultados preliminares SEMANA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFMG 19 2010 Anais Disponível em wwwufmgbrprpqarquivos015774html VECCHIA R et al Qualidade de vida na terceira idade Um conceito subjetivo Revista Brasileira de Epidemiologia v 8 n 3 p 246252 2005 XIMENES M CORTES B A instituição asilar e seus fazeres cotidianos um estudo de caso Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento v 11 p 2952 2007 Endereço das Autoras Luciana Karine de Souza Universidade Federal de Minas Gerais FAFICH Depto de Psicologia Av Antônio Carlos 6627 sala F4050 Campus Pampulha CEP 31270901 Belo Horizonte MG Endereço Eletrônico giselleamouragmailcom 254 A DANÇA COMO CONTRIBUTO PARA A QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS E NÃO INSTITUCIONALIZADOS Isabel Varregoso12 Rita Machado2 Marisa Barroso12 1CIEQV IPL IPS 2Instituto Politécnico de Leiria Escola Superior de Educação e Ciências Sociais RESUMO O estudo teve como objetivo verificar o efeito de aulas de dança na qualidade de vida de idosos institucionalizados e não institucionalizados A amostra constituise por 22 idosos Institucionalizados GI e 32 Não Institucionalizados GNI de ambos os sexos com id ades entre os 65 e os 92 anos Foram ministradas aulas de dança durante 4 meses sessões semanais de 4560 sendo abordadas danças de cariz popular portuguesas e do mundo Após as aulas os idosos responderam ao Questionário de Satisfação com as Aulas Comprido 2013 Os principais resultados indicam que no GI os idosos tiveram resultados em média 12 mais baixa nos itens se sentir mais eficaz sentirse eficaz para ultrapassar problemas e ser mais otimistas No GI e no GNI os idosos afirmaram ter melhorado a sua saúde realizar as tarefas do diaadia com menos esforço se sentirem mais ativos mais aptos e em melhor condição física As aulas ajudaram a libertar emoções e ansiedade a divertiremse sentirem se mais tranquilos mais satisfeitos consigo mesmos mais positivos com a vida e a sentirem bemestar e relacionarse socialmente Concluise que as aulas de dança contribuíram para manutenção ou melhoria de alguns indicadores reportados à qualidade de vida Palavraschave dança idosos bemestar qualidade de vida 255 ABSTRACT The study aimed to verify the effect of dance classes in the quality of life of elderly inpatients and not institutionalized The sample is for institutionalized elderly 22 GI and 32 non Institutionalized NLS of both sexes with id ades among the 65 and 92 years Dance lessons were given during 4 months weekly sessions of 45 60 being addressed popular nature Portuguese dances and in the world After school older people responded to the questionnaire of satisfaction with school Long 2013 The main results indicate that in the GI the elderly had lower results on average 12 items feel more effective feel effective to overcome problems and be more optimistic In the GI and the NLS the elderly have claimed to have improved your health perform the tasks of daily life with less stress feel more active more capable and in better physical condition The lessons helped free emotions and anxiety have fun feel more assured more satisfied with themselves more positive about life and feel and relate socially It is concluded that the dance classes contributed to maintaining or improving some indicators reported to the quality of life Keywords dance elderly wellbeing quality of life INTRODUÇÃO De entre as várias atividades humanas a Dança é aquela que reúne atividade corporal e atividade artística numa simbiose que norteados os contextos de prática pode resultar numa vivência de grande bemestar Envolvendo exercitação e expressão pode representar um contributo significativo para melhorar o bemestar e a qualidade de vida de idosos BerrymanMiller 1988 Varregoso 2010a 2014 Machado 2015 Tem vindo a mostrarse uma estratégia positiva preventiva e desenvolvimentista para este escalão etário a nível físico psicológico social expressivo e comunicativo associando o processo de envelhecimento a uma experiência enriquecedora e social O presente estudo resulta de uma abordagem da Dança como atividade que pode contribuir para a autonomia e independência dos idosos e assim representar uma resposta para a promoção do envelhecimento ativo que segundo a OMS 2002 se deve consubstanciar numa dimensão física e numa dimensão social traduzindose em qualidade de vida Sendo a qualidade de vida um constructo multidimensional é muitas vezes encarado para os idosos como sinónimo de funcionalidade autonomia e independência sendo considerado um 256 satisfatório indicador de envelhecimento Neste âmbito a dança tem sido impulsionada junto dos idosos surgindo mais experiências e mais investigação neste domínio E foi nesse âmbito que o presente estudo surgiu e teve como objetivo verificar o efeito de aulas de dança na qualidade de vida de idosos institucionalizados e não institucionalizados O estudo mostrouse pertinente e de interesse face ao panorama atual devido a quatro razões por um lado pela necessidade de promover atividades específicas para os idosos usandose uma dinâmica e metodologia adequadas e adaptadas por outro lado a necessidade de variar o tipo de atividades oferecidas a idosos variandose o tipo de exercitação física e motora por outro lado pela vantagem que a dança encerra de proporcionar movimento e arte em simultâneo comprovandose essa vantagem a vários níveis por último por necessidade de sistematizar metodologias usadas com a população portuguesa e comprovar as respetivas evidências científicas gerando um suporte teórico de fundamentação acessível aos profissionais que trabalham no terreno Estado da arte A qualidade de vida é um conceito amplo pois é multidimensional dinâmico autorregulador e contextual Mazo Mota Cardoso Prado Antunes 2009 p 32 Não sendo entendido de forma consensual porque as pesquisas e referências aos indicadores de qualidade de vida são extensas e algo dispersas por serem feitas em áreas diversas este conceito é sempre interpretado como algo positivo e a valorizar Comprido 2013 Desde 2005 que a Organização Mundial de Saúde OMS definiu o conceito como uma perceção do indivíduo acerca da sua posição na vida de acordo com o contexto cultural e o sistema de valores com os quais convive e em relação aos seus objetivos expetativas padrões e preocupações e influenciada de um modo complexo pela saúde física pelo estado psicológico nível de independência relações sociais e fatores ambientais OMS 2005 p 14 Não se esgotando nela no presente estudo reportamos o conceito de qualidade de vida para idosos que a relaciona com a saúde podendo ser medida em função de várias dimensões função física desempenho físico dor física saúde geral vitalidade função social desempenho emocional e saúde mental Ware Sherbourne 1992 Evans 2010 Todas estas dimensões interagem e interinfluenciamse como um fenómeno de arrastamento associandose ainda à nutrição lazer educação felicidade afeto e bem estar englobando referências de valor quer individuais quer socioculturais e para além de traduzir uma hierarquização de necessidades objetivas representa também uma 257 sensação subjetiva de satisfação Comprido 2013 p 136 Ao relacionar o prolongamento dos anos de vida com a existência criação e desenvolvimento de oportunidades de saúde participação na comunidade e segurança a todos os níveis este conceito foi acentuado pela Comissão da União Europeia ao consagrar o ano 2012 como o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e Solidariedade entre Gerações AEEASG Esta iniciativa traduziuse em variados projetos e ao alertar para o fenómeno de envelhecimento da europa levou a criar mais oportunidades de qualidade adequando as políticas para esta população também em Portugal Comissão da União Europeia 2012 DireçãoGeral de Saúde 2013 Para este estudo delimitamos conceptualmente idoso como o indivíduo que tem 65 ou mais anos e idoso institucionalizado como aquele que reside numa instituição e dela usufrui de cuidados 24h por dia Cardão 2009 Pereira 2012 Considerase dança como uma atividade que faz uso do corpo se desenrola no espaço e no tempo e serve para comunicar Para Geis 2003 p 106 é a arte do movimento do corpo que se desloca em um espaço preestabelecido de acordo com um determinado ritmo e um mecanismo consciente Ela é um fenómeno sociocultural muito ligado à música e sendo a mais antiga de todas as artes Autores como Varregoso 2004 Araújo 2011 ou Silva 2015 descrevemna como sendo uma forma de arte onde o movimento do corpo representa o indivíduo o qual se expressa e comunica com o mundo exterior transmitindo pensamentos emoções e sentimentos com um significado sociocultural e com intenção estética Machado 2015 Para Araújo 2011 p 24 Constitui uma manifestação artística com um forte significado cultural que por ser também uma forma de comunicação une o corpo humano e o ambiente que o rodeia com uma linguagem comum Ela representa o sujeito que a manifesta pois expressa os seus sentimentos emoções e expressões Na dança esta envolvência do corpo em movimento concedelhe um carater de exercitação que para os mais velhos é extremamente significativo e valoriza o bemestar físico psicológico e social entendido este como um estado de vida em que melhor nos adaptamos ao meio envolvente uma forma de identificação pessoal e construção social Numa idade de reforma e portanto de tempo livre e desocupado por vezes difícil de otimizar dançar pode representar pertencer a um grupo caminhar para uma responsabilidade conjunta num horário a cumprir e num tempo que se preenche Pode representar a descoberta de capacidades desconhecidas de momentos de folguedo despreocupado de desafios ou de partilhas De convívio de relacionamentos de encontros E pode significar optar por uma 258 forma de exercitação que de mostra segura alegre e divertida sem representar a carga stressante física e psicológica de outro tipo de exercitações Araújo 2011 Machado 2015 A dança adaptada ao idoso é vista como uma forma de interação gratificante entre os pares para cada idoso consigo próprio que lhe permite conhecerse superarse desafiarse desenvolverse predisporse para outras tarefas e aceitar as já realizadas Fortes 2008 Importa nesse artigo sobressair alguns benefícios que a prática da dança pode representar para as pessoas numa idade mais avançada Reportandose benefícios a nível físico fisiológico cognitivo afetivo ou social todos idosos e sociedade podem contribuir para melhorar a qualidade de vida na velhice Devido à sua natureza única e porque encerra uma componente de fitness desde há décadas que têm sido documentados os seus benefícios em múltiplos estudos os quais se reportam à dimensão física dimensão psicológica e dimensão social Ensign 1988 Se nos centramos na literatura identificamse um conjunto muito variado e extenso de benefícios comprovados ou percecionados pelos próprios na primeira pessoa Há evidências científicas de que a dança melhora padrões motores rítmicos temporais espaciais e posturais habilidades e capacidades motoras Lopez 1988 Silva 2015 promove a socialização aumenta o bemestar suscita a expressão e exalta a arte Salientamos segundo alguns autores Varregoso 2004 Leal Haas 2006 Fortes 2008 Varregoso 2010a Araújo 2011 Gilbert 2015 Físicofisiológico Cognitivo Combate ao desuso e melhoria da funcionalidade Melhoria da função educativa a nível motor e corporal e postural Melhoria cardiorrespiratória e retardamento de algumas doenças Melhoria dos fatores rítmicos orientação temporal e espacial Descoberta da corporalidade e expressão coletiva Descoberta domínio controlo do próprio corpo e movimento Descoberta da corporalidade e expressão coletivas Treino das competências de conhecimento atenção concentração memorização resolução de problemas Desenvolvimento do sentido crítico e estético Psicológico Autoconhecimento e desenvolvimento pessoal Melhoria da capacidade criativa Sensação de satisfação melhoria da autoestima Sensação de alegria bom humor divertimento e entretenimento Melhoria da saúde mental e prevenção de ansiedade stress depressão Social Maximização do contato social Melhoria da atitude social indução à cooperação e partilha Confere o sentimento de pertença a um grupo Expressivo Compreensão e educação das emoções suas e dos outros Uso da simbolização Comunicativo Descoberta e uso da comunicação nãoverbal Diversificação das interações 259 Desta forma a dança mostrase uma atividade adequada a idosos sadios ou com doenças ou limitações crónicas satisfeitas as devidas alterações metodológicas BerrymanMiller 1988 Llano Manz Oliveira 2006 Silva 2012 Machado 2015 que se pode enquadrar na rotina ideal para um envelhecimento ativo MÉTODOS E PROCEDIMENTOS Para a consecução do estudo aqui descrito foram respeitados os procedimentos recomendados pelas normas internacionais de experimentação com humanos Declaração de Helsínquia de 1975 e a confidencialidade dos sujeitos foi garantida em todas as etapas Foi realizado um estudo descritivo e exploratório predominantemente quantitativo A amostra foi não probabilística por conveniência e compôsse da seguinte forma 22 idosos Institucionalizados GI e 32 Não Institucionalizados GNI de ambos os sexos com idades compreendidas entre os 65 e os 92 anos da cidade ou arredores de Leiria raio de 40 km Para o GI contouse com a colaboração de três IPSS Instituições Particulares de Solidariedade Social da cidade de Leiria incluindo a amostra os idosos que mostraram interesse na atividade ministrada O GNI foi constituído pelos praticantes das aulas de dança de dois programas seniores da mesma cidade Para constituição da amostra e de forma a aproximar o mais possível os dois grupos em estudo para além da idade usaramse como critérios mobilidade e autonomia suficiente para cuidar de si na maioria das atividades básicas do diaadia e inexistência de demência ou patologias graves do foro psicológico diagnosticadas Para a mediação e avaliação do objetivo do estudo optouse por usar um instrumento validado que avalia a perceção dos envolvidos quanto à sua própria prática no que respeita a indicadores de qualidade de vida Foi aplicado o Questionário de Satisfação com as Aulas QSA Comprido 2013 que segundo a autora serve para medir a perceção da satisfação dos idosos relativamente a programas de atividade física neste caso aulas de dança O instrumento desempenha uma função de diagnóstico possibilita a identificação de pontos fortes e fracos da intervenção pedagógica e o reforço das metodologias usada Na sua construção mostrouse altamente fiável coeficiente de fiabilidade muito alto Interessanos salientar que o instrumento contém 3 questões e três dimensões sendo a primeira 17 questões relativa aos benefícios percecionados com a participação no programa de 260 atividade física Relativamente à configuração as respostas são fechadas e é utilizada a escala de Likert com quatro categorias possíveis Na primeira dimensão as categorias são Nada Pouco Satisfatoriamente e Muito e na segunda Nada satisfeito Pouco satisfeito Suficientemente satisfeito e Muito satisfeito Este instrumento é aplicado apenas nas fases de pósteste tendo sido a fase de préteste constituída com outro tipo de instrumentos No presente caso essa avaliação teve como objetivo analisar o nível de realização das AVDs Atividades de Vida Diárias e identificar os estilos de vida dos sujeitos sendo verificado o seu nível de satisfação com o QSA após a aplicação de um programa de dança O programa de dança consubstanciouse num aula por semana ao longo de 4 meses planificadas criteriosamente segundo diretrizes para o ensino da dança e sobre exercício para idosos BerrymanMiller 1988 Gilbert 2015 Procurouse que a planificação e metodologia usadas fossem semelhantes no GI e GNI por forma a garantir similaridade das condições de prática tendo as aulas uma duração ente os 45 a 60 minutos abrangendo diversos ritmos músicas e estímulos variados em função dos interesses e motivações de cada grupo Foram abordados os seguintes grupos de conteúdos incidindo nas dominantes do corpo espaço e do tempo energia dinâmicas expressão criatividade e relações RESULTADOS Verificouse que a amostra em estudo se caraterizou genericamente da seguinte forma 741 dos indivíduos era do género feminino e 259 do género masculino tendencialmente casados 426 ou viúvos 389 vivendo a maioria com o cônjuge 78 A maioria tinha o 1º Ciclo do Ensino Básico 630 sendo o nível de escolaridade ligeiramente mais baixo no GI e a incidência de profissões antigas foi para o género feminino domésticas e nos homens profissões associadas à indústria Quanto o género a média de idades das idosas N40 foi de 750 anos e dos idosos N14 de 786 anos Para apresentar um resumo dos principais resultados organizamolos da seguinte forma aglomeramos as percentagens totais das opções Satisfatoriamente e Muito Satisfeito para o GI e GNI organizámolos pelas seguintes categorias definidas em função do resultado de outros estudos consultados saúde condição física stress e ansiedade e bemestar psicológico Muito embora o combate ao stress e o divertimento possam ser considerados componentes do bemestar destacamos nas tabelas seguintes estes aspetos para 261 salientarmos o nível de resultados obtidos Foram encontrados os resultados que passamos a especificar Relativamente à questão Considera que as atividades de dança realizadas ao longo destas aulas contribuíram para as respostas dos inquiridos foram Quadro 1 Categoria Saúde Opção GI GNI Melhorar o seu estado de saúde 82 100 Ter menos dores 50 53 A saúde apresentou nível mais elevado no GNI o que mostra coerente com a condição própria das pessoas institucionalizadas que em termos gerias têm mais limitações Quadro 2 Categoria Capacidade Funcional Opção GI GNI Realizar tarefas do diaadia com menos esforço Se sentir mais eficaz Melhorar a sua condição física Se sentir mais ativo Se sentir mais apto 82 73 82 86 95 91 97 97 97 97 Os resultados foram similares nos vários indicadores justificando a maior diferença assinalada de 24 na eficácia face às atividades quotidianas devido ao fato de os institucionalizados serem pessoas que realizam um menor número de tarefas de quotidiano pelo menos as associadas às AVDs Nas instituições podem realizar muitas tarefas lúdicas ou recreativas mas não tarefas de gestão da vida diária Quadro 3 Stress e ansiedade Opção GI GNI Libertar emoçõesansiedade 86 94 Se sentir mais tranquiloa 82 79 262 Quadro 4 Divertimento Opção GI GNI Se divertirdistrair 91 100 Se sentir eficaz a ultrapassarresolver problemas 50 84 Quanto aos resultados indicados nos quadros 3 e 4 apresentamse semelhantes nos dois grupos justificandose possivelmente a maior diferença quanto ao Sentirse capaz para ultrapassarresolver problemas devido igualmente ao contexto de vida em instituição Quadro 5 Bemestar psicológico Opção GI GNI Se sentir mais satisfeitoa consigo mesmoa Se sentir mais positivo com a vida Ser mais otimista Reforçar as suas qualidades 77 77 50 77 88 81 81 87 Sentir bemestar Se relacionar socialmente 95 77 100 85 Quanto ao bemestar psicológico houve diferenças percentuais ligeiramente superiores em média no GNI o que pode justificarse pelo ambiente de vida em instituição que é sempre um fator que influencia negativamente a existência das pessoas Curiosamente a diferença é pouca no item Sentir bemestar DISCUSSÃO À semelhança de vários estudos com idosos as amostras mostramse tendencialmente femininas devido a fatores demográficos Padilha 2007 Catib Schwartz Christofoletti Santiago Caparroz 2008 Henriques 2013 passandose o mesmo no estudo e no nosso país onde existe maior número de mulheres que homens Cabral Ferreira Silva Jerónimo Marques 2013 Quanto ao tempo de duração do programa de dança podemos dizer que se situa no seguimento de outros estudos da mesma natureza em que períodos de intervenção de 4 meses se mostraram eficazes para se obterem efeitos positivos para a aptidão funcional e a nível psicológico Coelho Junior Gobbi 2008 Sebastião Hamnaka Gobbi Gobbi 2008 Tratandose de uma atividade também de natureza corporal na implementação do 263 programa e aulas de dança tivemos em conta estudos na área da dança Varregoso 2004 Fortes 2008 que versaram o mesmo tipo de objetivos e ou metodologia Relacionando os resultados obtidos no questionário QSA com autores consultados passamos a apresentar alguns aspetos de discussão Assim quanto reportamos a qualidade de vida à Saúde destacamse os aspetos que são modificáveis tais como a manutenção de funções e capacidade funcional que determinam a vitalidade e a melhoria do estado geral de saúde ou a existência de menos dor O nosso estudo é semelhante a outros Paúl Fonseca Martin Amado 2005 Comprido 2013 Varregoso 2012 em que houve melhoria da função física e saúde física e mental Varregoso 2004 2010b Quanto à Capacidade Funcional Paiva et al 2010 relatam os resultados do PROFIT Programa de Atividade Física para a Terceira Idade no que respeita a benefícios nas AVDs e capacidade funcional Estes vão de encontro à perceção tida pelos idosos do nosso estudo quanto à sua eficácia em termos de condição física e capacidade de realização A manutenção da capacidade funcional é determinante para a realização das AVDs Leal Haas 2006 Monteiro 2012 No estudo de Comprido 2013 os idosos afirmaram sentir menos limitações no diaadia mais vitalidade e energia menos cansados e melhor desempenho físico menos dores e menor dificuldade em realizar atividades No nosso estudo a vivência das danças proporcionou estimulação dos movimentos locomotores e nãolocomotores exercícios rítmicos posturais de orientação espacial e temporal habilidades e capacidades motoras sentido do movimento organização esquelética relação com a força da gravidade familiaridade com o tato equilíbrio e risco de quedas vigor muscular terão influenciado os resultados finais percecionados em termos de condição física sensação de maior eficácia e aptidão maior resistência ao esforço e sensação de maior atividade À semelhança do que aconteceu nos estudos de Varregoso em que as idosas após a prática de aulas de dança tiverem melhores resultados ao nível do desempenho físico da função física da saúde em geral 2010b e da capacidade de realização técnicoartística e motora nomeadamente pela evolução em termos de coordenação passos e movimentações coreográficas de organização temporal e espacial e musicalidade 2004 2010a 2010b 2015 Quanto ao Divertimento e Bemestar psicológico os resultados evidenciados no presente estudo apresentamse em consonância com outros referidos na literatura Catib et al 2008 e Fortes 2008 confirmam que a prática de dança percebida pelos idosos 264 praticantes se revelou à semelhança dos nossos resultados benéfica para a melhoria do humor sensação de bemestar e alívio do stress assim como para o relacionamento entre participantes traduzindose em indicadores psicológicos e socias da qualidade de vida A perseverança relaxamento entusiasmo e responsabilidade experimentadas na realização das danças de grupo ajuda a educar e interpretar as emoções sentimentos sensações e ideias constituindo experiência única em cada indivíduo Varregoso 2010a O estudo de Comprido 2013 veio reforçar o benefício da prática regular e de grupo para os indicadores de bemestar psicológico em que os idosos afirmaram sentirse menos tristes mais felizes e evoluíram no seu desempenho emocional E consideraram igualmente que se sentiam mais calmos e tranquilos após a frequência das aulas e com menos limitações no diaadia assim como a função social evoluiu positivamente do pré para pósteste Posteriormente outro estudo de Varregoso 2015 reportou benefícios ao nível da melhoria da autoestima e bem estar psicológico sendo valorizados pelos idosos o convívio a diversão a alegria as amizades e a sensação de bemestar Silva 2015 afirma que através da prática a dança promove o contacto com sensações negativas insegurança ou medo e sensações positivas liberdade força bemestar felicidade e autoconfiança e que saber vivenciar cada sensação e sentimento é fundamental para participar interagir e se integrar p 132 A vivência da dança melhora assim a relação consigo mesmo o que parece poder acontecer em qualquer idade Ao nível da função social sabese que a realização e exercitação em grupo é redutora do stress e auxilia o idoso no seu autoconceito e sensação de realização e capacitação Llano Manz Oliveira 2006 Araújo 2011 OMS 2014 Porque ao serem por natureza sociais as danças transmitem uma noção de grupo grande interação e por isso aceitação do outro partilha promovendo afetividade entre os idosos nas suas aprendizagens e vivências melhorando o desempenho emocional e a função social Varregoso 2010b A dança é um instrumento de interação social e de melhor relacionamento entre os pares favorecendo o vínculo de novos laços sociais Furhman 2008 Godoy 2013 citados em Silva 2015 As aulas de dança deste estudo em particular as dirigidas aos idosos institucionalizados tiveram em conta as suas características os seus interesses e as suas capacidades individuais Tal como no Programa de Atividade Física para a Terceira Idade PROFIT em que os conteúdos foram abordados com o objetivo de trabalhar a capacidade do idoso para realizar as AVDs isto é a capacidade funcional utilizando diferentes ritmos para motivar 265 fomentar o progresso e evitar desistências Paiva et al 2010 A regularidade das sessões de dança ocorridas com os grupos GI e GNI mostraramse eficazes para a mobilidade sendo que o mais importante não é a uma exercitação vigoroso mas um equilíbrio entre a qualidade e a regularidade Araújo 2011 Paulo Mendes Brito 2012 evidenciam os resultados positivos quando os programas ou intervenção é estruturada regular e supervisionada como foi o caso das aulas de dança deste estudo Comprido 2013 p 146 considera que as opções individuais dos idosos são uma responsabilidade partilhada pois se cabe ao idoso escolher o seu estilo de vida essa opção é fortemente condicionada pela acessibilidade a melhores escolhas O que aconteceu no nosso estudo em que aos idosos não institucionalizados e institucionalizados foi oferecida a hipótese de frequentarem as aulas de dança No caso dos idosos institucionalizados este aspeto é mais constrangedor uma vez que as opções são ainda mais condicionadas às situações que a instituição proporciona Contudo para todos deve garantirse oportunidade para manter níveis de participação mesmo quando persistem doenças ou limitações maiores Wilkie 2010 Pereira 2012 No estudo de Castellón 2003 os idosos avaliaram positivamente a variável institucionalização pois apreciaram amizades convívio saídas valorizando as relações pessoais o que é contrário ao estudo de Sousa Galante Figueiredo 2003 feito em Portugal no qual estar em lares se revelava menos positivo para a autonomia e qualidade de vida ou à perspetiva de Cardão 2009 Por seu lado Nascimento Rocha 2012 afirmam que o idoso vê a institucionalização como negativa quando o ambiente institucional não favorece a autonomia e não lhes permite satisfazerem os seus interesses e aproveitarem as suas potencialidades Aspeto este bastante discutido por Comprido 2013 p 153154 que destaca que maioritariamente os autores referem que a institucionalização compromete a partida o perfil de independência e autonomia sendo muito importante potenciar o apoio social percebido pelos idosos como forma de melhorar a sua qualidade de vida Estes fatores poderão ter originado os resultados inferiores no GI quanto à perceção da melhoria do estado de saúde de eficácia da capacidade para ultrapassarresolver problemas e itens do bemestar psicossocial Quase em jeito de resumo reforçamos que para o bemestar do idoso é fundamental que esteja envolvido em atividades onde direta ou indiretamente esteja presente o lazer e a satisfação Estas podem permitirlhe dar continuidade ao seu desenvolvimento e crescimento pessoal superar dificuldades inerentes à velhice e manter ou cultivar a 266 capacidade de adaptação Fortes 2008 Tendo em conta cinco categorias da qualidade de vida de McDonal 1982 citado em Varregoso 2010 consideramos entre outros aspetos dessas categorias alguns que foram determinantes no nosso estudo a bemestar físico saúde segurança e comodidade material relações interpessoais de envolvimento comunitário desenvolvimento pessoal oportunidades de desenvolvimento intelectual autoexpressão autoconsciência atividades recreativas socialização recreação passiva e recreação ativa atividades espirituais que implicam atividade simbólica e auto entendimento como é o caso das danças Num estudo de revisão sistemática sobre qualidade de vida Paes de Barros Gropo Petribú Colares 2008 observaram que a grande maioria dos estudos relatados incluíam medidas da qualidade de vida tendencialmente incidentes no funcionamento 128 na saúde 118 e no bemestar 28 Estes são igualmente parâmetros que o QSA nos permite avaliar reportandose os aspetos de bemestar fortemente à qualidade de vida dos idosos Apesar de a medição da qualidade de vida através da perceção dos envolvidos ser sujeita a valores julgamentos e preferências individuais esta envolve as dimensões física e mental a saúde a capacidade para realizar as atividades de vida diárias a independência a envolvência em atividades sociais Evans 2010 Existe uma relação muito evidente entre a prática de uma atividade corporal como a dança e o bemestar geral dos idosos Faria Marinho 2004 Araújo 2011 Paulo Mendes Brito 2012 Comprido 2013 Machado 2015 contrariando o efeito nefasto do sedentarismo e inatividade Há uma associação cada vez mais robusta e consistente entre exercício aeróbica dança etc e a melhoria dos sintomas de doenças relacionadas com o envelhecimento A melhoria descrita inclui sintomas motores e também cognitivos Ferreira 2014 p 65 Sendo o bemestar uma das componentes essenciais da qualidade de vida parece haver uma relação estreita entre a avaliação subjetiva da saúde e a efetiva qualidade de vida dos indivíduos CONCLUSÕES Como limitações do estudo e em jeito de prolongamentos identificamos a necessidade de aplicar este tipo de programas de dança durante mais tempo para se poder obter uma relação ou correlação com outros parâmetros mensuráveis e não só percecionados nomeadamente usando a bateria de testes da AAHPERD American Aliance for Health Physical Education Recreation and Dance 267 As aulas de dança vivenciadas pelos indivíduos avaliados no presente estudo parecem ter tido um impacto positivo na sua qualidade de vida Face aos indicadores de qualidade de vida que divulgamos no presente artigo houve um incremento traduzido nas respostas dos envolvidos A quase totalidade das respostas indicam valores percentuais acima dos 70 sendo todos acima dos 50 Muitos itens situamse em valores próximos dos 100 ou mesmo neste valor Desta forma quer para os indivíduos não institucionalizados quer para os institucionalizados a dança parece ter representado uma atividade considerada positiva e valorizadora da sua vida O objetivo do estudo foi conseguido uma vez que foram identificados efeitos das aulas de dança ao nível de alguns indicadores da qualidade de vida dos idoso institucionalizados e não institucionalizados envolvidos na investigação Os resultados mostram igualmente uma relação direta entre a metodologia implementada nas aulas e o conhecimento das variáveis essenciais relacionadas aos idosos e à sua qualidade de vida REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Araújo L 2011 Exercite o seu corpo In C Paúl O Ribeiro Coord Manual de envelhecimento activo 1337 Lisboa Lidel BerrymanMiller S 1988 Benefits of dance in the process of aging and retirement for the older adult In R Beal S BerrymanMiller Dance for the older people Virginia USA Ed AAHPERD 2833 ISBN 0883143852 Cabral M Ferreira P Silva P Jerónimo P Marques T 2013 Processos de envelhecimento em Portugal Lisboa Fundação Francisco Manuel dos Santos ISBN 978989 8662002 Cardão S 2009 O idoso 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institucionalizados Promover a saúde mental pelo reforço da coesão grupal e do sentimento de pertença E book In Associação Amigos da Grande Idade Inovação e Desenvolvimento Ed Active Aging International Conference 2012 The Future of Aging Scientific Posters Communications p 36 Acedido em janeiro 20 2015 em httpassociacaoamigosdagrandeidadecomwpcontentuploads201206eBookpdf Organização Mundial de Saúde OMS 2002 Ageing and Life Course Active ageing a policy framework A contribution of the United Nations World Assembly on Ageing Madrid World Health Organization WHO Web site Acedido em dezembro 2 2015 em httpwwwwhointageingpublicationsactiveageingen 270 Organização Mundial de Saúde OMS 2005 Envelhecimento ativo uma política de saúde Website Acedido em dezembro 28 2014 em httpbvsmssaudegovbrbvspublicacoesenvelhecimentoativopdf Organização Mundial de Saúde OMS 2012 Ageing and Life Course Good health adds life to years Global brief for World Health Day 2012 World Health Organization WHO Web site Acedido em dezembro 28 2014 em httpwwwwhointageingpublicationswhd2012globalbriefen 77 Organização Mundial de Saúde OMS 2014 Physical activity World Health Organization WHO Web site Acedido em dezembro 28 2014 em httpwwwwhointmediacentrefactsheetsfs385en Padilha N 2007 Actividade física e saúde na terceira Idade Estudo da influência da prática de hidroginástica na aptidão física funcional de idosos autónomos e independentes Dissertação de Mestrado Universidade de TrásosMontes e Alto Douro Vila Real Paes de Barros L Gropo L Petribú K Colares V 2008 Quality of life assessment for adolescents a literature review J Bras Psiquiatria 57 3 Paiva A Hernandez S Junior A Cury M Costa J Gobbi L Gobbi S 2010 Dança e envelhecimento Uma parceria em movimento Revista Brasileira de Atividade Física Saúde XV1 7072 Acedido em outubro 12 2014 em httpperiodicosufpeledubrojs2indexphpRBAFSarticleviewFile698698 ISSN 2317 1634 Paúl C Fonseca A Martin I Amado J 2005 Satisfação e qualidade de vida em idosos portugueses In C Paúl A Fonseca Coords Envelhecer em Portugal p 7795 Lisboa Climepsi Editores Paulo R Mendes P Brito J 2012 Atividade e inatividade física na população idosa efeitos na capacidade funcional e na composição corporal Ebook In Associação Amigos da Grande Idade Inovação e Desenvolvimento Ed Active Aging International Conference 2012 The Future of Aging Scientific Posters Communications p 30 Acedido em janeiro 20 2015 em httpassociacaoamigosdagrandeidadecomwp contentuploads201206eBookpdf Pereira F 2012 A institucionalização do idoso In F Pereira Coord Teoria e prática de gerontologia Um guia para cuidadores de idosos 147154 Viseu PsicoSoma ISBN 978 9728994341 271 Sebastião E Hamanaka A Gobbi L Gobbi S 2008 Efeitos da prática regular da dança na capacidade funcional de mulheres acima de 50 anos Revista da Educação FísicaUEM 192 205214 Acedido em março 3 2015 em httpwwwresearchgatenetpublication251066969EFEITOSDAPRTICAREGULARDE DANANACAPACIDADEFUNCIONALDEMULHERESACIMADE50ANOS Silva G 2012 Influência de um programa de dança nos aspectos biopsicossociais dos idosos Pesquisa de PósGraduação Universidade São Judas Tadeu São Paulo Acedido a março 14 2015 em httpwwwusjtbrbibliotecamonodissermonodiss2012207pdf Silva V 2015 Benefícios afetivossociais da prática da dança para estudantes dos Núcleos de Arte da Prefeitura do Rio de Janeiro Tese de doutoramento Departamento de Dança Faculdade de Motricidade Humana Universidade de Lisboa Sousa L Galante H Figueiredo D 2003 Qualidade de vida e bemestar dos idosos um estudo exploratório da população portuguesa Revista de Saúde Pública 37 3 p 364371 Varregoso I 2004 Construção aplicação e demonstração da eficácia de um programa de Dança Tradicional Portuguesa para idosos Tese de Doutoramento Faculdade de Motricidade Humana Universidade Técnica de Lisboa Portugal Varregoso I 2010a O papel da dança na construção de uma nova cultura acerca do envelhecimento In R Martins S Hagen Org Ame todas as suas rugas Florianópolis Brasil Nova Letra Gráfica e Editora 119130 Varregoso I 2010b Pedagogia da Dança na idade avançada In Desporto e Pedagogia Formação e Investigação 1º Congresso da Sociedade Científica de Pedagogia do Desporto 263280 Lisboa Coisa de Ler Edições Lda Varregoso I 2012 Pedagogia da Dança em Idade Avançada In Desporto e Pedagogia Formação e Investigação 1º Congresso da Sociedade Científica de Pedagogia do Desporto 263280 Lisboa Coisa de Ler Edições Lda Varregoso I 2014 Contributo da didática da dança para a satisfação de praticantes idosas Abstracts Book In C VilaChã M Costa P Esteves eds cidesd 2014 Internacional Congress of Exercise and Sports Performance p 70 Acedido em 80 fevereiro 22 2015 em httpwwwipgptcidesd2014filesAbstracts20book2020cidesd2014pdf Varregoso I 2015 Os muito velhos também dançam EBalonmanocom Revista de Ciencias del Deporte 11 Supl 151152 2015 ISSN 1885 7019 URL httpwwwe balonmanocomojsindexphprevistaissueview39 272 Were J Sherbourne C 1992 The MOS 36Item ShortForm Health Survey SF36 A Conceptual Framework and item Selection Medical Care 30 473483 Wilkie R 2010 The keele assesment of participation In V Preedy R Watson Eds Handbook of disease burdens and quality of life measures p3557 USA Springer ScienceBusiness Media

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173 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados The plastic expression and the erudite music as resources of the sociocultural animation to institutionalized elders La expresión plástica y la música clásica como recursos de la animación sociocultural a ancianos institucionalizados Maria Helena Fernandes RESUMO O artigo objetiva apresentar os resultados de um estudo exploratório descritivo sobre a importância da expressão plástica e da música erudita práticas legitimadas neste estudo como de animação sociocultural a idosos diagnosticados por seus cuidadores como apresentando doenças crónicodegenerativas ou distúrbios psiquiátricos As duas manifestações artísticas funcionam como um expoente de liberdade e de reencontro de um idoso com as próprias emoções e com as de outro idoso Foi aplicado o método qualitativo complementado pela observaçãoparticipante tendose verificado que as duas expressões de arte ao gerar dinâmicas potencializadoras à ressignificação do Eu do idoso mostramse uma via de combate às rotinas da velhice institucionalizada Palavraschave Idosos institucionalizados Animação sociocultural Expressão plástica e musical 174 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP ABSTRACT The article aims to present the results of an exploratorydescriptive study on the importance of artistic expression and classical music practices legitimized in this study as sociocultural encouragement to the elderly diagnosed by their caregivers as presenting chronicdegenerative diseases or Psychiatric disorders The two artistic manifestations function as an exponent of freedom and the reunion of an elderly person with their own emotions and with those of another elderly person The qualitative method was applied complemented by participant observation and it was verified that the two expressions of art by generating potentializing dynamics to the resignification of the ego of the elderly are a way of combating the routines of institutionalized old age Keywords Institutionalized Elderly Animation Artistic Expression RESUMEN El artículo pretende presentar los resultados de un estudio exploratorio descriptivo sobre la importancia de la expresión artística y la música clásica prácticas legitimadas en este estudio como animación sociocultural a las personas mayores diagnosticadas por sus cuidadores que tienen enfermedades crónicodegenerativas o desórdenes psiquiátricos Las dos expresiones artísticas funcionan como un exponente de la libertad y el reencuentro de una persona mayor con sus propias emociones y con las de otra persona mayor Se aplicó el método cualitativo complementado con la observación participante y se verificó que las dos expresiones del arte generando dinámicas potencializadoras a la resignificación del yo de los ancianos son una forma de combatir las rutinas de la vejez institucionalizada Palabras clave Ancianos institucionalizados Animación Expresión artística Introdução O envelhecimento é um processo natural e contínuo que se visto sob o ciclo biológico da vida configura o ser humano de forma tal como o são os demais viventes ou seja eles nascem crescem envelhecem e por fim morrem Esse processo dependente que é do contexto sociocultural em que o homem está inserido sofre influências internas e externas que vão invariavelmente apresentar ressonâncias na velhice A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 175 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Tais mudanças afetam porém de modo diverso cada idoso Berger Mailloux Poirier 1995 passando o processo em razão de sua complexidade e heterogeneidade a ser objeto de estudos da ciência progressivamente avançados tal como não deixa de sublinhar Giddens 2001 p 164 A Gerontologia o estudo do envelhecimento e dos idosos trata não só dos processos físicos associados ao envelhecimento mas também dos factores sociais e culturais relacionados com o mesmo Afirmam também a respeito do papel da área gerontológica LimaSilva et al 2012 p 516 a Gerontologia é convidada a fomentar práticas que assegurem que o processo de envelhecimento seja assistido orientado e bemcuidado Decorre pois que neste século XXI em que o envelhecimento tem vindo a conquistar uma visibilidade crescente seja necessária a reorganização dos serviços de atenção e cuidados aos idosos SalmazoSilva Lima 2012 em um novo percurso de sua identidade especialmente no caso das diferentes instituições existentes na sociedade portuguesa foco deste artigo de forma a que prevaleçam os direitos dos longevos institucionalizados ao bemestar no seu cotidiano asilar Mundialmente o envelhecimento geral da população tem vindo a assistir nas últimas décadas a um grande avanço sendo Portugal um dos países onde a taxa de envelhecimento cresceu exponencialmente urgindo em razão disso que se busquem a um só tempo condições de vida mais dignas a seus longevos seja junto às famílias seja em lares institucionais Partese da crença nesta investigação de que em havendo pessoas idosas ativas com preservação da mente e dos cuidados com sua saúde é possível assegurarse uma melhor qualidade de vida ao idoso em residência dado que ao manter a sua autonomia o idoso pode constituir um importante recurso à própria família adiandose a institucionalização Tais propósitos não deveriam por conseguinte continuar invisíveis aos olhos dos próprios idosos das famílias e dos gestores e profissionais do campo de práticas de cuidados na própria residência ou em lares institucionais Assim é que a velhice não pode continuar a ser vista como uma doença ou seja o idoso não deve ser encarado apenas sob a ótica biomédica como um inválido ou um doente que necessariamente dependa de asilamento 176 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Deve ser considerado de modo holístico ou seja como uma pessoa humana digna de respeito e consideração por todos os seus valores humanísticos com sua sabedoria que torna possível transmitir no seio familiar uma história de vida produtiva modelar para as novas gerações Cirino 2004 p 12 faz afirmação exemplar nesse sentido De fato interrogar a máxima milenar de que a velhice em si mesma é uma doença Senectus ipsa est morbus é fundamental para os diferentes profissionais de saúde e especialistas que trabalham com idosos A autora Ângela Mucida demonstra que a velhice pode funcionar como um álibi para tudo pois diante da dificuldade em lidar com as inevitáveis perdas corporais e sociais o sujeito pode justificálas como doenças percorrendo uma cadeia interminável de médicos e especialistas a fim de tamponar esse real em cena A velhice também não pode ser vista como homogênea assim como homogêneo não deve ser o tratamento dado à pessoa idosa o que exige práticas de cuidados específicas a cada idoso cf Lodovici 2011 p 188 diferentes facetas do cuidado às pessoas idosas inclusive tributárias às contingentes velhices da família contemporânea cada componente familiar envelhecendo do seu próprio modo e em um certo lugar ou posição nas famílias Idoso que muitas vezes é confinado a interpretações reducionistas que fazem dele especialmente diante da dispersão familiar nas grandes metrópoles ou aquele velho que não pode ser incluído no todo familiar de que faz parte despegado muitas vezes da própria família que acaba não sabendo como lidar ou cuidar desse ser estranho de casa ou aquele que não pode pertencer ao todo familiar no qual mesmo assim permanece indesejado desamparado vitimado pelos preconceitos sociais quanta família no mundo atual não sabe que destino dar como último recurso a seu velho difícil dissuadida de seu pertencimento estigmatizandoo portanto como um problema a mais A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 177 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP A partir de preocupações como as expostas é que em 2002 fora realizada a segunda Assembleia Mundial do Envelhecimento em Madrid revelandose que o envelhecimento populacional deve resultar em desafios para a sociedade e principalmente para os governos pois à medida que se tornaram uma parcela maior da população os idosos adquiriram uma maior influência política tal como o afirma Giddens 2000 p 168 O INE 2014 prevê que entre 2012 e 2060 ocorrerá um aumento do índice de envelhecimento de 131307 Tal fato traduz um problema social e económico susceptível de afetar todas as gerações considerandose que um aumento do número de idosos acarretará muito possivelmente uma maior presença da dependência dentro do segmento de longevos logo maiores cuidados que lhes terão que ser dedicados com tudo o que isso significa em termos de alocação de recursos financeiros e humanos dentre outros A entrada de um idoso em uma instituição asilar põe em questão a mortificação de seu Eu partindose da demanda real de que a permanência em um lar para idosos implica a perda de autonomia relativamente a hábitos de vida ativa e à identidade pessoal Para enfrentar essa séria problemática insuportável na verdade vem sendo reconhecidamente louvável uma empreitada a de se oferecer uma infraestrutura diferenciada seja em instituições particulares seja nas tradicionais principalmente criandose atividades de ocupação do tempo livre dos idosos como as qualificadas como de expressão artística em que são exemplares as artes plásticas e a arte musical e no presente caso de relato de experiência desta pesquisadora a modalidade musical erudita ou clássica1 Essas atividades consideradas de animação sociocultural podem a nosso ver contribuir ao lado de outras práticas de cuidado da saúde física e mental e uma melhor gestão da rotina asilar a que os idosos não apaguem seus traços particulares mas que se motivem à aproximação com o Eu interior a se implicarem e se responsabilizarem por coisas que são objeto de seu desejo 1 Música erudita ou clássica é o nome dado à principal variedade de música produzida ou enraizada nas tradições da música secular e litúrgica ocidental Refere um período amplo séc IXXXI seguindo cânones estabelecidos no decorrer da história da música O Dicionário Grove de Música afirma que música erudita é aquela que é fruto da erudiçã e não de práticas folclóricas e populares O termo é aplicado a toda uma variedade de músicas de diferentes culturas e é usado para indicar qualquer música que não pertença às tradições folclóricas ou populares Recuperado em 01 junho 2016 de httpsptwikipediaorgwikiMC3BAsicaclC3A1ssica 178 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP A temática deste artigo argumenta em favor da importância da expressão plástica e musical erudita para as atividades de animação sociocultural2 aplicadas especialmente em lares de idosos como forma de distração de ocupação de seu físico e mente e especialmente de autoconhecimento de conseguir responsabilizarse por sua determinação Nas seções de atividades em função dos materiais utilizados de desenho de pintura de música um idoso passa a explorar sem que ele próprio se dê conta áreas íntimas do seu ser A audição de música eruditaclássica por exemplo pode funcionar como mediadora a atividades artísticas Conforme é atestado pela literatura da área gerontológica a música em geral ao apelar à sensibilidade aos sentidos às emoções por meio do som afirmase como um verdadeiro ato de comunicação promovendo a interação entre as pessoas Lodovici Neto 2006 2009 As práticas musicais pelos idosos seja simplesmente cantando ou interpretando ou ouvindo podem contribuir em diversos aspectos para a qualidade de vida de uma pessoa idosa na ultrapassagem da fixação na doença na socialização pessoal com os colegas profissionais e funcionários de uma instituição Lodovici Neto 2006 2009 no estímulo à criatividade Ruud in Johns 1984 enfim a construírem um saber que possa tornar outro o encontro com seu real de fragilidades sérias tributárias à idade avançada A animação sociocultural pode ser considerada uma metodologia que atua sobre um grupo ou comunidade visando à participação e ainda à transformação de vida das pessoas idosas Sem participação em atividades como se sabe não há o enriquecimento pessoal nem o desenvolvimento individual e social de uma pessoa idosa Este artigo que privilegia a animação sociocultural focada em atividades artísticas a expressão plástica e a música eruditaclássica foi estruturado a partir de um enquadramento teórico com vistas a encontrar alguns conceitos que se mostrassem norteadores à análise aqui elaborada a interpretação de um empírico que se mostrou em sua interpretação muito bemsucedido trazido pela experiência de múltiplas aplicações de práticas socioculturais em que atitudesgestos e discursos pequenas frases soltas com demandas queixas ou sugestões dos participantes da pesquisa diziam muito de sua mudança de posição na vida durante e após as práticas 2 Lopes M de S 2006 Animação sociocultural em Portugal Animador Sociocultural Revista Iberoamericana de Animação Sociocultural Recuperado em 01 junho 2016 de httpwwwlazereefdufrjbranimadorsocioculturalpdfac105pdf A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 179 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Em seguida no artigo são explicitados os procedimentos metodológicos no emprego de tais estratégias artísticas e por fim as reflexões conclusivas sobre os efeitos das atividades artísticas realizadas e sobre o papel do animador sociocultural com a consequente valorização de sua responsabilidade social Alguns aspectos da teoria de Goofman em relação a idosos institucionalizados Em Portugal mais de 78 mil utentes vivem em lares institucionais para idosos e outros 76 mil residem em residência com apoio do Estado ISS3 A constatação de como se vem dando o morar da velhice portuguesa acarreta algumas reflexões a respeito das práticas de cuidados seja quanto ao suporte ao idoso em um ou outro espaço de moradia como também quanto à escolha adequada de um lar a ele Para Goofman 1974 qualquer instituição fechada é denominada por esse teórico de instituição total por se tratar de espaço de vivência na velhice regido por regras e normas De um modo geral antes de entrar para um lar um idoso é considerado um préutente quando ele pode sentir nele próprio algumas mudanças na vida quotidiana o período que antecede a entrada do idoso em um lar corresponde à passagem do status civil para o de internado Goofman 1974 p 119 Ao ser admitido em um lar um idoso passa a ser considerado utente Essa mudança de posição implica na maior parte das vezes a mortificação do Eu e de todo um processo subjetivoafetivo que a pessoa traz consigo esquecimento daquilo que é sua própria personalidade ou sua identidade e ainda o afastamento da família o isolamento da sociedade Na fase que antecede a entrada em um lar geralmente já se tornaram visíveis determinadas condições de saúde do idoso com a perda pela debilidade físico psicológica de sua autonomia para as atividades diárias Ao se aperceber de sua situação de abandono em um lar justamente por ter sido deslocado de seus padrões familiares e culturais é raro um utente não se sentir enganado pela família ou por uma pessoa mais próxima diante de sua vida que se lhe afigura como limitada e solitária sem acesso aos bens antes tão disponíveis em sua vida no dia a dia familiar 3 Consultado através do endereço httpobservadorpt20140929diaidosomaisde78milvivememlaresoutros 76miltemapoioemcasa 180 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Daí a propalada depressão descrita como o sintoma do século o diagnóstico ou a resposta particular mais comum que se ouve embora para muitos idosos institucionalizados nem seja um estado depressivo mas na verdade um trabalho de luto proeminente diante de muitas perdas o acúmulo intenso de perdas que demandam o trabalho de luto segundo Mucida 2004 p196 Ainda de acordo com esta teórica Lutos não elaborados podem levar à depressão mas esta se distingue do luto Apesar de ambos os estados se caracterizarem por estados de tristeza desânimo ausência de libido sofrimento desinteresse pelo mundo o luto é uma resposta normal diante de alguma perda é conduzido pela pulsão de vida Ele demanda um trabalho de elaboração Mucida 2004 p196 Agudizase o estado psíquico de um utente residente em uma instituição fechada ao verificar que além da separação da sociedade e do meio familiar é obrigado nesse lar a obedecer a um conjunto de regras e normas e ainda a conviver e agir cotidianamente com um mesmo grupo de pessoas que de início não lhe eram próximas O momento de autoaceitação só poderá resultar de uma mudança de posição do idoso aceitandose pois como pessoa residente em um lar onde tem que se inserir de alguma forma adaptandose necessariamente a regras e normas impostas pelos gestores desse lar Dessa forma na medida em que o indivíduo permanece numa instituição fechada maior é a probabilidade de ele ter que necessariamente abdicar a características particulares o que passa a ser exigido logo após ele ser admitido dado que a instituição é que define o tipo de pessoa para tratar O idoso institucionado pode sentir a necessidade de recriar ali seu passado que é coadjuvante a seu autorespeito mas isso tudo pode ser negado pela equipe dirigente do lar onde reside De um modo geral o utente sente tal necessidade de voltar a seu passado que lhe é ainda presente como ficar novamente rodeado de amigos e familiares quando se sente sujeito de sua história desobrigandose das regras da instituição Conforme esclarece Mucida 2004 p196 um idoso institucionalizado pode estar em uma ou outra das seguintes situações A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 181 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP O sujeito quer falar do que perdeu reviver cenas imagens experiências com o objeto perdido esforçandose em elaborar a perda No caso de uma depressão ao contrário o sujeito esquivase da fala envolvendose totalmente no estado de tristeza retirando os investimentos libinais e o desejo de viver com sentimentos de menos valia autodepreciação também encontrados na melancolia além do desânimo falta de apetite entre outros sintomas Como fazer para que o idoso subverta sua situação de sofrimento é o que nos evocam os dizeres de Oscar Cirino 2004 É essencial mesmo diante do inexorável envelhecimento corporal possibilitar que o sujeito encontre novas formas de inscrever e vestir o desejo Para isso ele depende dos recursos que advêm do Outro pois o isolamento a que são submetidos ou se submetem muitos idosos prescreve uma morte em vida e é por aí que muitos se rendem à derradeira morte Verificase geralmente um descompasso entre o desejo de vida de uma pessoa idosa ainda que fragilizada ou dependente e o que lhe é destinado pela instituição asilar a despeito dos direitos sociais que o idoso conquistou em lei conforme será discutido a seguir Sobre os Direitos dos idosos e a noção de lares institucionalizados Na sociedade contemporânea segundo Giddens 2009 o idoso continua fazendo parte de um segmento da população ainda deixado de lado com seus valores ocultados desrespeitados Os Direitos dos Idosos surgem como um apelo para assegurar direitos já assegurados na Constituição no caso da República Portuguesa desde 1992 com a finalidade de proteger os idosos em situação de risco de exclusão assegurando lhes a autonomia a participação a prestação de serviços a dignidade o respeito e sua integração na sociedade Isso se pode verificar na Constituição da República Portuguesa no seu artigo 72 192 de 25111992 nos seguintes termos 182 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP As pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário que evitem e superem o isolamento ou a marginalização social A política de terceira idade engloba medidas de carácter económico social e cultural tendentes a proporcionar às pessoas idosas oportunidades de realização pessoal através de uma participação activa na vida da comunidade O envelhecimento exige uma melhor organização da vida e uma nova visão para enfrentar essa realidade em se considerando que o idoso é um ser humano que detém uma preciosa história de vida que pode ser contada às demais gerações podendo recriar o estar no mundo de muitas pessoas A maior parte dos idosos apoiase essencialmente na família prevendo ter nesta um suporte contínuo de atenção e de carinho Mas nem sempre essa expectativa corresponde ao real por existirem abandonos desvios impossibilidades por parte do meio familiar Mediante diferentes políticas de apoio ao idoso que precisam ser viabilizadas é possível criar caminhos para garantir com qualidade de vida a longevidade do idoso dado que o processo de envelhecimento está inscrito em todas as gerações ao se criarem ações ou estratégias para aceitar e proteger os idosos estas podem levar a um só tempo as futuras gerações a se aperceberem desse processo irreversível e inexorável a todos o envelhecimento Além disso a importância da luta por políticas públicas que garantam dispositivos sociais de proteção como o suporte aos cuidados específicos a idosos institucionalizados mas não apenas a idosos mas também apoio a cuidadores formais ou informais Costa Lodovici 2016 Augusto Lodovici 2016 Em Portugal através do Decretolei nº 3089 de 24 de janeiro de 1989 no seu artigo 6 foram definidos espaços de acolhimento lares para idosos são estabelecimentos de alojamento e prestação de serviços destinados a pessoas idosas Com o avançar dos tempos surgiu uma definição mais ampla consubstanciada no Despacho Normativo nº 1298 de 25 de fevereiro de 1998 por meio da explicitação seguinte A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 183 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Considerase lar para idosos o estabelecimento em que sejam desenvolvidas atividades de apoio social a pessoas idosas através do alojamento colectivo de utilização temporária ou permanente fornecimento de alimentação cuidados de saúde higiene e conforto fomentando o convívio e propiciando a animação social e a ocupação dos tempos livres dos utentes Portugal é um dos países onde a taxa de envelhecimento é elevada e cada vez mais se apela em prol da instituição de mais lares e instituições de apoio ao segmento longevo mas que recebam uma gestão adequada inovadora em seus procedimentos e práticas cotidianas à pessoa idosa que ali é acolhida A seguir este artigo discute a situação do idoso institucionalizado que geralmente é fragilizado ou dependente muitas vezes em processo de afetação por uma doença degenerativa A situação do idoso institucionalizado as demências O intuito desta discussão não foi fazer apenas uma apresentação fisiopatológica das demências mas ao enunciálas refletir sobre o quanto o idoso residente em um lar os funcionários e profissionais e a própria família ficam focados invariavelmente nas doenças consagradas por equívoco apenas à velhice deixando assim de buscar saídas para tal situação que possam promover retificações implicando o sujeito com a queixa que apresenta conforme nos indica Mucida 2004 p 198 É de se refletir também o persistente foco na farmacoterapia recomendada ao idoso sem a preocupação com o uso simultâneo de múltiplos medicamentos fenômeno denominado polifarmácia faltando uma avaliação criteriosa e específica da complicada interação medicamentosa no caso de pessoa de mais idade podendo ocorrer reações adversas graves e em alguns casos potencialmente fatais Alecrim et al 2016 O consumo de antidepressivos e tranquilizantes indicados muitas vezes por diagnósticos apressados levam grande parte dos idosos especialmente aqueles institucionalizados a ficarem todo o tempo sonolentos cada vez mais alheios ao mundo com transtornos de consciência percepção atenção e outras funções importantes que atuam de forma conjunta havendo concomitantemente transtornos nas relações com o tempo e o espaço Mucida 2004 198 184 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Do encontro inevitável em função do avanço da idade com a doença talvez a mais temida pelo ser humano seja a Alzheimer cuja incidência em termos mundiais de acordo com Caldas Mendonça 2005 passa dos 44 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade portanto uma doença cada vez mais prevalente no mundo Sendo uma doença degenerativa e progressiva a Alzheimer pode levar se não cuidada devidamente em curto prazo à incapacidade total de um indivíduo Descoberta no início do século passado propriamente em 1906 pelo neuropatologista alemão Alois Alzheimer na análise de uma paciente de 51 anos que revelava alguns dos sintomas delírios alterações de linguagem e de memória além de ciúmes doentios Grilo 2009 ainda é hoje patologia para a qual se busca a cura Sendo assim descrita a doença de Alzheimer por afetar diretamente o cérebro com a morte de células cerebrais causa perda das funções cognitivas memória capacidade lógica espacial e temporal problemas de raciocínio de comunicação e de aprendizagem O doente com Alzheimer perdese no tempo e no espaço ou seja esquecese invariavelmente dos assuntos mais recentes Uma das características que diferenciam esta de outras demências é a alteração total de comportamento embora isso dependa também da forma como cada pessoa reage à afetação por essa doença Grilo 2009 observa que não são comuns a todas as pessoas os diversos tipos de sintomas apresentados pela Alzheimer variam assim de pessoa a pessoa a perda de memória recente os esquecimentos a repetição das mesmas perguntas ou dos mesmos assuntos a dificuldade para cuidar de si própria dos bens pessoais e a assunção de decisões a respeito de si o não reconhecimento de familiares ou pessoas conhecidas alucinações visuais vendo o que não existe ou auditivas ouvindo vozes a alteração do apetite exagerado ou mínimo Caldas e Mendonça 2005 pontuaram ainda que a demência embora não prevaleça apenas em idosos Hervy 2001 citada em Mucida 2004 é uma doença mental que ocorre com mais frequência na velhice caracterizandose geralmente por um declínio das funções cognitivas perda de memória capacidade de raciocínio de consciência e de julgamento A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 185 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Ainda que cada idoso tenha uma personalidade independentemente de sua situação física e neurológica na Alzheimer entretanto ocorre a mudança de personalidade e de afectividade além de desorientação temporal e espacial quanto a saber agir ou assumir um papel ativo nas variadas situações da vida Sobre uma possível etiologia Phaneuf 2010 p 27 explicitou o grande cuidado necessário no diagnóstico Um grande número de problemas de saúde pode conduzir a um diagnóstico de incorporação de demências as infeções as doenças cardiopulmonares os tumores as lesões traumáticas os efeitos tóxicos de medicamentos os problemas nutricionais e metabólicos a anestesia e as intoxicações Além da Alzheimer existem outros tipos de demências entre os quais se destaca a doença de Parkinson resultante de um problema neurológico e que pode causar mas não necessariamente tremores e dificuldades no movimento e no andar ou na execução de tarefas etc Phaneuf 2010 A esquizofrenia também considerada uma doença mental recebeu essa nomeação de Eugen Bleuler Szasz 1978 designando um tipo de doença caracterizada por diferentes sintomas alucinações delírios perda da realidade a incapacidade de distinguir a realidade do imaginário e ainda escutar vozes Sendo assim pode haver demasiada desconfiança nas pessoas idosas em situação esquisofrênica por julgar que até seus pensamentos estejam sendo controlados Szasz 1978 Embora as doenças acima sejam incontornáveis o encontro com uma elas pode se dar de forma a que o idoso consiga indagar sobre como encarar esse seu real de como pode não deixar de ser sujeito de sua história responsável por sua determinação e buscar uma saída que lhe seja possível para além dos tratamentos farmacológicos Dentre outras práticas de cuidados ao idoso o dispositivo da animação sócio cultural fazendo uso de recursos artísticos no presente caso desenhopinturamúsica vem se mostrando no trabalho desta pesquisadora uma boa via para o idoso institucionalizado redescobrir suas potencialidades as possibilidades de atividades de que tem condições de participar ressignificar enfim sua situação atual de vida 186 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Sobre o que significa a animação sóciocultural A Animação Sociocultural surgiu mediante vários determinantes dentre eles a ocupação do tempo livre a preocupação com o lazer e o ócio a importância de se ofertar educação e formação permanente numa sociedade sedenta de crescimento tecnológico e o combate à desigualdade entre as realidades sociais Trilla 2004 Ainda segundo esse autor no seu sentido etimológico a palavra animação apresenta um valor polissémico animar dar vida pôr em movimento um determinado grupo ou comunidade Aliandose os múltiplos sentidos chegase a uma definição enriquecedora da animação sociocultural um conjunto de práticas capaz de promover mudanças efetivas na vida das pessoas especialmente as idosas institucionalizadas A entrada de um utente idoso em um lar é acompanhada na maior parte das vezes de um sentimento de inferioridade de desconsolo perante a família e a sociedade Almeida e Quintão 2012 consideram haver elevado número de idosos a sofrer de depressão ou com sintomas de elevada tristeza de desânimo diante da vida Uma das formas a colmatar esse tipo de sentimentos prejudiciais ao ser humano é por meio de atividades de animação no sentido de valorizar o idoso de leválo a se integrar aos demais companheiros a participar de tais atividades voltadas à melhoria da qualidade de vida Segundo Jacob 2007 p 32 a animação incentiva os idosos a empreender certas atividades que contribuem a seu favor dandolhes o sentimento de pertencer a uma sociedade em cuja evolução podem continuar a contribuir Um profissional na função de animador de utentes necessita criar projetos com cada atividade partindo de objetivos bem específicos Cada utente possui a sua personalidade e dependendo de sua condição física e psicológica é que ele pode inclusive sentir a necessidade de criar algo diferente para si na relação com os colegas Dessa forma as atividades em um lar podem até ser alteradas sempre que haja necessidade de adaptálas aos grupos ou às solicitações dos participantes Nessa direção compete ao animador motivar os idosos criando condições que orientam a sua vontade para a participação nas atividades propostas conhecendo muito bem os idosos não se mostrando superior a eles deve estabelecer um clima de confiança ajudandoos a vencer os medos quebrar hábitos dos idosos favorecendo o dinamismo ajudando a renovar a sua confiança e valorização compreender a A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 187 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP recusa de um idoso o que muitas vezes revela insegurança utilizar um vocabulário adaptado e apresentar os seus projetos solicitar a participação enfim cabe ao animador ir ao encontro dos mais velhos Jacob 2007 pp 3435 Um animador ao integrarse numa comunidade deve tentar conhecer os problemas que se lhe deparam visto que a maioria dos utentes institucionalizados apresentam diferentes problemas crónicodegenerativos muitos têm problemas psiquiátricos o que os faz isolaremse uns dos outros conquanto seja necessário compreender que cada idoso não deixa de ter uma história singular de vida e sua individualidade Por isso cada utente apresenta capacidades e necessidades diferenciadas Se o termo animação designa animar dar vida então é necessário ter presente que todo o ser humano possui uma dimensão socialcultural que precisa ser mobilizada todo o tempo para vencer barreiras internalizadas muitas vezes desde a infância ou juventude São necessárias políticas educativas que promovam a participação efetiva do idoso Esta constatação é sentida quando observamos uma série de comportamentos que condicionam limitam e neutralizam sua participação A prova disto é a cultura do silêncio imposta por educadores a educandos provocando o medo de participar é o medo de interagir com o outro é o medo de falar e de expor que até leva ao medo de viver e consequentemente ao conviver Pereira Lopes Rodrigues 2013 p 216 Após definir a animação sociocultural como um dos recursos que pode se valer da expressão plástica e da música eruditaclássica para as atividades com idosos institucionalizados passase agora a explicitar o tipo de abordagem metodológica selecionado neste estudo 188 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Abordagem metodológica A literatura sobre animação cultural registra que ao longo de 13 anos de serviço 20032015 em diversos lares em Lisboa Portugal atividades diversificadas de animação sociocultural foram aplicadas e adequadas ao grau de necessidades dos utentes institucionalizados Mas apenas em um dos lares de Lisboa foi aplicado o presente estudo ligado às técnicas de expressão plástica e musical a diferentes participantes cujo desafio foi que na sua maioria apresentavam doenças crónico degenerativas ou problemas psiquiátricos As atividades foram desenvolvidas duas vezes por semana e em salas diferentes Nem sempre os participantes eram os mesmos no mesmo grupo dado que as atividades se diversificavam havendo além dessas atividades grupais outras individuais Neste estudo foi aplicado o método qualitativo por meio da observação direta e indirecta dirigidas às atividades com idosos No primeiro caso houve a necessidade de fazer pesquisa tipo documental mais extensa como obter informações sobre a situação clínica dos utentes institucionalizados um levantamento sociodemográfico do perfil desses idosos e sobre as diferentes aplicações de arte já aplicadas a tais idosos A maioria dos utentes institucionalizados em lares que se insere na faixa etária entre 72 e 100 anos já apresentava uma determinada regressão devida a sua doença física e mental havia aqueles que se deslocavam em cadeira de rodas outros deambulavam com ajuda de andarilho ou de canadianas A partir dessa constatação obtida de forma documental verificouse também que de um modo geral os participantes apresentavam alguns problemas de memória tendo sido necessário organizar as atividades socioculturais a serem aplicadas de forma bem precisa fazendo se um resumo das sessões com o acompanhamento de imagens dos trabalhos realizados ou por iniciar No que diz respeito à observação direta foram recolhidas de alguns participantes manifestações diversas sobre seu olhar diante da realidade em que vivem os impedimentos que sofrem para que sua vida transcorra como antes da institucionalização as dificuldades diante das práticas socioculturais que lhes são apresentadas A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 189 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Tais manifestações vieram em forma de frases isoladas dos próprios idosos como se fossem desabafos Eu nunca tive jeito para criar ou desenhar Não sei desenhar Nunca tive jeito para desenhar ou então Eu conheço pessoas que sabem desenhar melhor que eu Esses resultados desvelados de forma despercebida não monitorada puderam contribuir para que se chegasse à ideia de como é necessário deixar que o sujeito fale sem restrições sobre as práticas em que está envolvido Isso significa que é contraproducente com idosos fragilizados ou dependentes instituir uma entrevista fundada em um batepronto objetivo como no caso de uma dinâmica pergunta resposta pelo contrário parece ser producente pôr em evidência a respiração de uma entrevista nãodiretiva no dizer de Bardin 2011 p37 em termos de disponibilização a partir das respostas de experiência de dados de subjetividade e intersubjetividade Colocarse nessa diferença ou em um distanciamento saudável à análise dos dados foi o que tentou este estudo situandose na perspectiva da enunciação objeto deste estudo em que se privilegiou a observação do ato do fazer ou do falar concomitante cf Bardin 2011 de Certeau 2012 Quaresma 2008 p 24 consagrada teórica do campo do envelhecimento afirma em favor da relevância dos dizeres de um sujeito sobre suas experiências suas práticas O envelhecer a velhice só é apreensível pelo vivido o verdadeiramente experimentado reflectido interpretado O discurso dos sujeitos o relato das experiências de envelhecer constituem peças essenciais janelas que se abrem para a construção de um outro conhecimento sobre o envelhecimento humano na sua imensa diversidade e heterogeneidade Das manifestações espontâneas de alguns idosos foi possível depreender que a maior parte dos institucionalizados desvalorizavamse ou eram muito humildes ou modestos na avaliação de suas atividades embora se mais motivados não desistissem de desenhar ou criar algo de novo Também houve casos de participantes com problemas de fala decorrentes de um AVC e ainda o avançar da demência em outros quando a linguagem oral pôde ser acolhida por meio de sons ou outros gestos como riscar ou rasgar o papel ou então dobrar o papel em duas partes e guardar o trabalho final 190 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Para isso haviam sido propostos objetivos sendo eles Incentivar os idosos a intervenções no lar onde residiam através das atividades de animação para fazer frente às sucessivas alterações na sua rotina objectivo geral Como objetivos específicos i Estimular a criatividade autonomia e responsabilidade de cada um ii Favorecer a motricidade fina e o movimento do corpo iii Cultivar as relações interpessoais valorizando o diálogo a participação a socialização e a cooperação iv E ainda compreender a forma como a animação artística interferia na vida dos idosos institucionalizados O quadro 1 a seguir faz ver as modalidades de atividades empreendidas os respectivos objetivos e procedimentos Atividades Objetivos de ação Procedimento Atividades sensoriais Exercitar os sentidos Escolher o material de pintura escrita e outros materiais recicláveis Atividades psíquicas Estimular a criatividade a expressividade Liberdade para transformar o desenho Atividades manuais Destreza fina Cortar desenhar fazer rabisco moldes entre outros efeitos Procedimentos materiais e variáveis em estudo As atividades desenrolaramse em quartos e salas de estar Em cada mesa houve a distribuição de diferentes materiais incluindose outros em papel ou cartão Evitaram se materiais para recorte tesouras ou agulhas ou alfinetes para evitar acidentes visto que a maioria dos participantes não tinha noção da utilidade desses objetos devido a sua agudizada situação neurológica Havia mesasredondas para utentes que preferiam sentarse à volta da mesa apenas uma minoria deles optou por estarem sozinhos A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 191 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Foram aplicadas diferentes técnicas expressivas rabisco desenhos abstractos e desenhos com rigor E ainda pintura de mandalas e técnicas outras de recortes colagem e construção com diferentes materiais Em cada tarefa os participantes comunicavamse uns com os outros e logo a seguir tomavam a iniciativa de pedir ajuda ou de continuar com seu trabalho É de se notar que para a gestão do humano é sempre necessário que um animador seja muito observador e se mantenha sempre atento aos participantes de um grupo Após a realização de cada atividade o animador deve também encarregarse de orientar para que o trabalho de cada participante seja mantido na sua respectiva pasta Com a ajuda dos participantes nas atividades socioculturais propostas foram criados temas livres e espaço para outras ideias a serem incorporadas às atividades de animação A tarefa do animador era coordenar as ideias que iam surgindo e organizar as tarefas com os participantes Nas atividades relacionadas com a expressão plástica muitas ideias foram incorporadas fomentando a criatividade dos participantes a partir de materiais que lhes foram disponibilizados folhas do tamanho A4 diferentes materiais de pintura de preferência lápis de cor de cera e pastel de óleo A maior parte dos utentes aceitou participar das atividades expressando o seu self de diferentes formas por meio de rabiscos desenhos ou riscos ou construção com recortes e colagem de papel quando então algumas frases soltas manifestas pelos idosos eram registradas pelo animador que em posição de observadorparticipante ia anotando tudo em seu Diário de Pesquisa para análise posterior A pintura e o desenho aplicados aos idosos como o são a todas as idades são formas expressivas que ajudam a desbloquear as tensões a estimular a criatividade e a expressar o mundo interno Philippini 2009ab A pintura recorre à sensibilidade e ajuda a libertar certos conteúdos expressos diretamente do inconsciente Carvalho 2011 citado em Carvalho Guimarães 2011 A expressão resulta da exteriorização das sensações do mundo interno de cada pessoa que conforme Sousa 1979 p 8 tem valor apenas enquanto dura a sua ação e apenas para quem se expressa O participante quando cria uma obra entregase na sua totalidade sendo assim o valor da expressão resulta enquanto dura a ação O artista quando cria a sua obra o faz pelo prazer próprio 192 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP É nesse sentido que os utentes observados neste estudo quando participavam das atividades também se sentiam artistas é o caso de uma idosa institucionalizada de 97 anos que se mostrou revigorada em suas possibilidades criativas ao elaborar o desenho a seguir no dia 2582014 Fig1 Desenho e pintura Interessante é saber que a arte está presente em tudo o que se faz para agradar aos nossos sentidos Read 2007 Uma das tarefas importantes nessa atividade de desenho e pintura é a posição da folha de papel porque é nesse espaço que o participante traduz o simbólico da atividade por meio dos rabiscos letras ou palavras soltas com diferentes materiais lápis de cor marcadores lápis de cera e tintas de aquarelas Assim é que quando pega no lápis de carvão para delinear as formas e riscos com ou sem firmeza das mãos um participante pode sentir algum receio pelo produto final O participante que ainda possui algum raciocínio lógico pode sentir a necessidade de inovar inventar em sua produção Sendo assim em todas as linguagens artísticas durante uma experimentação esse caminho pode funcionar como um efeito terapêutico para enfrentar os sofrimentos da vida para o idoso poder manterse em equilíbrio diante de um problema Durante as atividades propostas por esta animadora os participantes iam sendo orientados progressivamente e ainda havia um cuidado especial na distribuição dos materiais de pintura e de expressão plástica Houve situações em que um dos participantes rasgava seu trabalho ou não o assinava Mas o fato de se realizarem trabalhos em diferentes mesasredondas isso pôde funcionar como uma força interativa levando os participantes a colaborarem entre si e se manter a comunicação entre eles próprios A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 193 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Apenas uma minoria preferia ficar isoladamente para desenhar ou pintar seu trabalho De um modo geral nessas práticas os participantes elogiavam os trabalhos dos colegas e viceversa Registrese que uma das tarefas do animador é manterse imparcial ou seja não tomar partido de nenhum participante do grupo dado que cada um possui a sua essência Cabe ao animador estimular o participante a colaborar na atividade por iniciativa própria Houve situações em que o participante pedia ajuda para transmitir no papel e a música erudita funcionou como uma terapia para escutar o som e relaxar os músculos Um dos trabalhos aplicados foi a pintura de mandalas fazer formas com diferentes cores e a criação de uma imagem por meio de rabiscos e linhas Por meio da colagem papel cartão de pano de sementes folhas e outros foi possível compreender a simbologia através das imagens escolhidas juntamente à escolha de cores à posição das imagens e a relação entre elas Tratase de um processo de fácil execução e de pouca dificuldade operacional que pode ser indicada para diferentes temas aplicados Philippini 2009ab Segundo esse autor a pintura e o desenho aplicados a todas as idades são formas expressivas que ajudam a desbloquear as tensões a estimular a criatividade e a expressar o mundo interno A pintura recorre à sensibilidade e ajuda a libertar certos conteúdos expressos diretamente do inconsciente Carvalho citado em Carvalho Guimarães 2011 Carvalho 2013 As atividades de expressão plástica podem ajudar a prevenir o isolamento dos idosos que possuem dificuldades de comunicação Em qualquer sessão a arte proporciona momentos de interação entre os participantes Por meio do desenho e da pintura proporcionase o despertar e uma sensação de liberdade na escolha de cores e formas Especialmente quando o desenho é produzido pelo paciente demonstra um parecer negativo que o impossibilita de comunicarse Através da psicoterapia os desenhos emitem a sua transferência Sousa 2005 As cores possuem uma linguagem subjetiva relacionada com as experiências vividas do sujeito Pain Jarreau 2001 As cores quentes permitem acelerar o metabolismo e as cores frias possuem o valor de calmante Philippini 2009ab Através do desenho o participante expressa a sua história de vida através de símbolos imagens para si mesmo 194 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Os participantes quando estão em contato com os materiais e técnicas adequadas processo criativo facilitam o processo de recuperação referente ao bemestar e ao seu crescimento pessoal Sousa 2005 O idoso é acima de tudo uma pessoa que traz dentro de si lições de vida e devido a determinados condicionamentos ou influências recebidas é necessário ajudálo a desinibirse nesse tipo de atividades Desde sempre a arte esteve presente na vida do homem como forma de comunicação sendo representada simbolicamente desenho pintura dança canto e outras expressões Através da arte é possível haver compreensão e estruturação das emoções Além disso considerase que a criatividade do ser humano contribui não só para a formação e da sua personalidade mas também para a estruturação do seu pensamento Ferraz citado em Bucho 2002 A atividade plástica e toda a criatividade são funções inatas que favorecem o conhecimento humano Souza 2005 vem nos dizer que Freud considerava o ser humano como dominado pela tensão do ambiente que o rodeia interpretando o comportamento como um conflito de um lado entre as pulsões e necessidades do homem de outro as exigências do mundo exterior Ou seja o homem não consegue dominarse seguindo apenas a sua razão ele tem desejos e necessidades que muitas vezes estão ocultas causandolhe sofrimento sem ele se dar conta disso A expressão plástica utilizada como um meio permite estabelecer a comunicação verbal através das diferentes técnicas e da variedade de materiais usados É necessário que cada participante consiga descobrir dentro de si a liberdade e a espontaneidade Só dessa forma os bloqueios podem ser reduzidos Ao tomar consciência desse fato prevalece o reconhecimento de uma individualidade que outrora era ignorada por estar bloqueada nas suas emoções Além disso a expressão plástica contribui para a expressão do mundo interior do homem através da sua criatividade Pain Jarreau 2001 Ao encontrar satisfação no ato de criar favorecese a espontaneidade a liberdade e se consegue quebrar os bloqueios internos Pain 2009 Através das produções artísticas tornase possível que o ser humano consiga ter um bom relacionamento consigo próprio e com seus semelhantes A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 195 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP No caso deste estudo em todas as sessões em que foi desenvolvido esse tipo de prática artística criaramse diferentes linguagens por meio do desenho pintura palavras movimento colagens construção e música favorecendo nesse sentido habilidades simbólicas e de criatividade Cada participante revelou a sua produção com singularidade através das suas emoções e do acompanhamento da música erudita Com o desenrolar dos tempos os participantes começaram a dar forma às suas produções através do diálogo com os demais participantes Em qualquer sessão deste trabalho é necessário haver espaço físico adequado e silêncio para o idoso conseguir estar em contato consigo próprio visto que a concentração é necessária Há idosos que tiveram aulas de arte durante a infância e apesar das suas limitações neurológicas e confusão mental conseguiam reproduzir no papel a imagem desejada em poucos traços e formas A maioria dos participantes preocupavase com a escolha da cor e suas combinações Outros porém limitavamse a fazer o esboço com pouco pormenores A arte ao revelarse no participante permite a liberdade e a espontaneidade ao trazer uma nova compreensão da vida juntamente à criatividade As atividades artísticas podem ajudar a prevenir o isolamento das pessoas com dificuldades de comunicação Em qualquer sessão a arte proporciona momentos de interação Estando as pessoas em contato com os materiais e técnicas adequadas processo criativo realizase um processo de recuperação indispensável ao bemestar do participante e ao seu crescimento pessoal A arte tornase um elemento facilitador que permite expressar e libertar o lado desconhecido do indivíduo A Arte é facilitadora numa interrelação que resolve a dificuldade em expressar uma emoção ou sentimentos através de palavras O sentimento eou emoção tornase acessível através dos recursos artísticos É necessário que o participante vivencie a criatividade através de diferentes experiências 196 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP A criatividade e o idoso O termo criatividade deriva de duas palavras em latim creare e creatone que significam criar inventar ou fazer algo de novo Sousa 2003 A criatividade está presente em qualquer pessoa Ostrower 1977 Ao longo da história sempre existiram personalidades com idades muito avançadas que continuaram a criar algo Por conseguinte não existe limite de idade para a criatividade sabendose que o ser humano é um criador que pode exprimirse de múltiplas maneiras Berger MaillouxPoirier 1995 De uma forma geral todos os idosos possuem criatividade mas é necessário desenvolvêla Cada idoso possui a sua vivência cultural nasce e cresce num dado meio sociocultural e económico permitindo que seu comportamento se molde com seus padrões No entanto cada um dispõe de sua própria individualidade Ou seja ao inserir se num contexto cultural age de acordo com o seu potencial que lhe é particular A arte traduz uma forma de comunicação que através do uso da palavra é difícil de explicar E nesse sentido o idoso quando desenha ou faz rabisco traduz seu desejo interior em símbolos À medida que o idoso se entrega na atividade o produto pode assumir várias interpretações Através da arte o sujeito constróise dentro de si próprio E neste sentido considerase que a criatividade resulta de uma necessidade do ser humano para conseguir ultrapassar qualquer obstáculo ou dificuldades com que se depara no dia a dia Através da arte partese do pressuposto de que o participante quando está em contato com os materiais expressivos procura comunicar através de uma linguagem simbólica nãoverbal usando a criatividade e a espontaneidade A dificuldade em expressar verbalmente as emoções pode ser ultrapassada através do uso de linguagens artísticas que são vivenciadas pelos sentidos Slayton 2012 O processo de criação pode algumas vezes ajudar o paciente a tornar se mais consciente dos seus sentimentos em vez de os esconder e recalcar Pode ajudar a tornar claro quando há confusão e desorientação Sousa 2005 p 255 A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 197 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP O que está em causa em uma prática sociocultural não é o saber desenhar mas sim utilizar as várias formas de comunicação através de arte Uma vez que o trabalho aqui relatado se vale dos recursos da pinturadesenho assim como da música erudita sobre esta a seguir são feitos alguns comentários sobre como ela é importante no caso do trabalho com o idoso institucionalizado A importância de saber escutar música erudita Em alguns países a música erudita é aplicada em diferentes áreas nomeadamente na área da saúde em cirurgias em lares e outros centros para diferentes grupos etários Em diferentes contextos a música erudita consegue transmitir efeitos positivos em determinadas situações Numerosos sucessos terapêuticos provam que os sons têm um efeito especial sobre as pessoas Influenciam a respiração o ritmo cardíaco e a tensão arterial É por isso que alguns médicos nos tratamentos os prescrevem Até mesmo os doentes em coma reagem a sons conhecidos sendo manifestamente capazes de aprender o que se passa em seu redor Miltner Siefer 2000 p 77 Aristóteles defendeu que a música em geral deveria ser aplicada a todas as pessoas e em diferentes contextos sociais Sousa 2003 A música erudita por sua vez possui efeitos terapêuticos e curativos em diferentes áreas Um dos seus efeitos está relacionado com a saúde física e psíquica ajuda a colmatar a solidão a apaziguar a alma nas situações de estresse momentos de dor de perdas de luto de tristeza e outras situações e ainda tem efeito terapêutico além de outros fins funcionando como uma linguagem universal O termo música erudita originase do latim eruditus significando música elaborada através dos moldes da música secular e da liturgia ocidental que vem desde o século IX até a atualidade A música produz som o elemento primordial Através da música é possível que o sujeito no presente caso o utente institucionalizado consiga ter diferentes emoções e sentimentos de alegria ou de tristeza ou de calma dentre outros 198 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Afirmam os especialistas que a música pode ajudar no bemestar físico e psicológico de quem a ouve Conforme afirma Ruud citado em Bang 1984 p 23 A música agrada ao ser humano como um todo e influencia a personalidade integral diferentemente das outras formas de terapia da fala e da linguagem Schopenhauer o conhecido filósofo considerava a música como um dos elementos mais nobre da arte que age de uma forma rápida simples no sujeito podendo atingir não só a sensibilidade mas acima de tudo a alma do ser humano O escutar gera uma emoção que suscita o interesse ou seja o interesse pelo escutar é directamente proporcional à emoção que provoca Através da sensibilidade afectivoauditiva entramos no mundo da melodia que melhor permite a expressão das emoções e dos sentimentos do homem Sousa 2003 p100 Sendo a música uma essência do amor funcions como uma forma de comunicação do ser humano Com o avançar da idade muitos utentes deixam de se comunicar com a mesma intensidade ou frequência calandose em sua solidão com a música podendo ajudar no equilíbrio do bemestar físico e psicológico Durante as atividades de animação aqui relatadas foram aplicadas diferentes modalidades de música erudita tendo sido a mai predominante a barroca clássica Considerações finais A animação sóciocultural é uma metodologia que resulta de diferentes intervenções com um determinado grupo e nela se assenta a articulação de diferentes experiências e saberes cabe a um animador a função de elaborar planos e projectos de acordo com as necessidades do grupo envolvido Sendo assim o trabalho de um animador junto aos idosos resulta da comunicação do conhecimento da integração e da aceitação de uma nova realidade que se oferece aos idosos A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 199 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP A maioria dos idosos que reside nos lares deve viver como em um ambiente familiar e ter a oportunidade de expressar suas ideias e de tomar a iniciativa sobre seu tempo livre pois somente assim tornarseia possível falar em direitos humanos essencialmente nos direitos dos idosos Um animador deve assumir o papel importante na transformação do tempo livre do idoso institucionalizado para combater sua tristeza solidão e alienação devida à situação física psicológica mental em que este se encontra Considerando a importância de uma mudança na pessoa idosa é necessário compreender que em qualquer atividade de animação devem ser valorizadas as vivências em grupo a interação com os utentes da instituição ou seja as relações entre as pessoas muito mais do que a quantidade de atividades propostas Cada participante necessita sentirse útil consigo próprio para aceitar sua nova realidade e uma nova vivência juntos aos demais residentes sem deixar de parte seu passado seus valores ideias e experiências Neste tipo de atividades verificouse que a forma como o utente pega no lápis ou outro material pode ajudar no movimento das mãos e do corpo que os exercita ativamente mas de modo saudável dado que a maior parte dos participantes têm osteoporose ou problemas nos ossos isso significa fazer das práticas artísticas uma experiência do próprio sujeito idoso e portanto da diferença e do particular no sentido de Mucida 2004 p14 inaugurando um novo olhar ao idoso um tratamento diferenciado distanciado das práticas assistenciais protecionistas e pior que tudo segregatórias existentes em muitas instituições para o que importa é a fragilidade pela doença Através da arte é possível expressar o mundo interno as emoções pensamentos desejos medo e outras situações com liberdade Sendo assim o indivíduo reconstróise como um todo Através dos diferentes materiais expressivos o participante constrói não só o seu objeto mas ainda aprende a conhecerse a si próprio O idoso institucionalizado ao entrar para um lar deve ser estimulado a participar nas atividades de livre vontade de acordo com as suas possibilidades Acima de tudo o diálogo é primordial porque é através desse meio de comunicação que se adquire a informação relativa ao utente No entanto quando não é possível com o próprio também é importante envolver a família 200 Maria Helena Fernandes Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Cada utente possui o seu potencial criativo que pode ser aperfeiçoado e estimulado a qualquer momento da vida Cabe pois a um animador sociocultural a nosso ver responsabilizarse por práticas de cuidados dentro de sua competência aplicadas no contexto da gestão de programas adequados dirigidos à população idosa Dos efeitos de práticas socioculturais que vimos desenvolvendo em vários lares de idosos a partir da utilização da pintura e da música eruditaclássica é que resultou a escrita deste artigo Diante da insuficiente literatura que foi encontrada para este estudo relativa às práticas artísticas movimentadas por animadores socioculturais fica a esperança de que novas propostas sejam pensadas e implementadas envolvendo familiares amigos funcionários e profissionais dos lares de idosos Referências Alecrim J de S Castro J M de Neto R Z Miranda G M Alves R N Borja Cabrera G P Chagas A F S Vaz A G Pereira G C A Ruas H 2016 Avaliação da farmacoterapia empregada em residentes de uma Instituição de Longa Permanência para Idosos São Paulo SP PUCSP Revista Kairós Gerontologia 193 113133 Recuperado em 01 outubro 2016 de fileCUsersDadosDownloads31606847201SMpdf Almeida L Quintão S 2012 Depressão e Ideação Suicida em Idosos Institucionalizados e Não Institucionalizados em Portugal Acta Med Port 256 350 358 Recuperado em 01 novembro 2016 de httpactamedicaportuguesacomrevistaindexphpamparticleviewFile1351944 Augusto F M F Lodovici F M M 2016 O cotidiano de cuidados a uma 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Kairós Gerontologia 142 187198 Recuperado em 01 junho 2016 de httprevistaspucspbrindexphpkairosarticleview82156115 Miltner F Siefer W 2000 Pensar Melhor Viver Melhor Madrid España Selecções do Readers Digest Mucida A 2004 O sujeito não envelhece psicanálise e velhice Belo Horizonte MG Autêntica Pain S Jarreau G 2001 Teoria e prática da arteterapia a compreensão do sujeito 2a ed Porto Alegre RS Artes Médicas Pain S 2009 Os fundamentos da Arteterapia São Paulo SP Vozes Phaneuf M 2010 O Envelhecimento PerturbadoA Doença de Alzheimer Amadora Lusodidacta Pereira J D L Lopes M O de S Rodrigues T M M Coord 2013 Animação Sociocultural Gerontologia e GeriatriaA Intervenção Social Cultural e Educativa na Terceira Idade Intervenção Chaves Associação para a Promoção e Divulgação Cultural Philippini A 2009a Linguagens e Materiais Expressivos em Arteterapia uso indicações e propriedades Rio de Janeiro RJ Wak 148 p Philippini A 2009b ArteTerapia Métodos Projetos e Processos Rio de Janeiro RJ Wak 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Horizontes Pedagógicos A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados 203 Fernandes M H 2016 outubrodezembro A expressão plástica e a música erudita como recursos da animação sociocultural a idosos institucionalizados Revista Kairós Gerontologia 194 173203 ISSNe 2176901X São Paulo SP Brasil FACHSNEPEPEPGGPUCSP Vasassina M M 1998 Técnicas de Desenho Pintura e Trabalho Manual Rio Maior Quatro Margens Waugh A 2000 Música Clássica Outra Forma de Ouvir Lisboa Pt Editorial Estampa Recebido em 03032016 Aceito em 03112016 Maria Helena Fernandes Mestre em Política Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas Universidade de Lisboa Portugal ISCSPULisboa Pós Graduação em Criminologia e Reinserção pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas em Lisboa Licenciada em Animação Educativa Sociocultural pela Escola Superior de Educação em Portalegre Portugal Possui experiência profissional com idosos e estágios de intervenção com crianças jovens e seniores Realizou diferentes workshops e formações em Arteterapia Educação pela Arte e outras áreas relacionadas com a Educação Arte e Terapias Alternativas Atualmente também se dedica a aulas individuais de violino Email helenahandelbachgmailcom UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO PROGRAMA DE PÓSGRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA A DANÇA COMO MEDIADORA DA ATIVIDADE FÍSICA E DA QUALIDADE DE VIDA EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS UMA ABORDAGEM EPIDEMIOLÓGICA Dr Jair Sindra Virtuoso Junior Dra Alynne Christian Ribeiro Andaki Linha de Pesquisa 1 Epidemiologia da Atividade Física UBERABA MG 2025 1 INTRODUÇÃO O envelhecimento populacional é um fenômeno global crescente que impõe desafios significativos à saúde pública políticas sociais e práticas de cuidado No Brasil idoso caracterizase como pessoa com idade igual ou maior que 60 anos conforme o Estatuto do Idoso Lei Nº 10741 De 1º de outubro de 2003 o qual regulamenta os direitos à pessoa idosa bem como assegura os direitos sociais Assim a pessoa idosa pode gozar de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana sem prejuízo da proteção integral assegurando todas as oportunidades e facilidades para preservação da saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral intelectual espiritual e social em condições de liberdade e dignidade BRASIL 2003 Ademais o Censo Demográfico de 2022 indicou que 109 da população possui 65 anos ou mais representando mais de 22 milhões de pessoas ÁVILA 2021 Em 2060 a expectativa é que o número de pessoas idosas aumente para 584 milhões 267 do total Esse crescimento acentuado da população idosa traz consequências não apenas para a organização familiar e social mas também para a demanda por serviços de saúde assistência social e estratégias de prevenção e promoção da saúde voltadas à manutenção da funcionalidade e qualidade de vida O aumento da longevidade está diretamente associado à maior prevalência de doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão diabetes osteoartrite demências e fragilidade funcional que geram sobrecarga ao sistema de saúde e elevam os custos assistenciais BRASIL 2020 SILVA et al 2022 A institucionalização de idosos especialmente em Instituições de Longa Permanência ILPIs é uma realidade crescente para indivíduos em situação de dependência física social ou econômica Esses espaços desempenham papel essencial no acolhimento da população idosa oferecendo cuidados de saúde alimentação e suporte social mas frequentemente enfrentam desafios relacionados à manutenção da autonomia estímulo à mobilidade prevenção de quedas e integração social dos residentes MENDES 2023 MOURA SOUZA 2013 Evidências indicam que a falta de atividades físicas e recreativas adequadas favorece a inatividade o isolamento social o empobrecimento das relações afetivas e a piora da saúde mental incluindo sintomas depressivos e ansiedade CUNHA 2018 FERREIRA 2022 A promoção da atividade física representa estratégia fundamental para manutenção da saúde prevenção de doenças crônicas e promoção da funcionalidade e independência na velhice Exercícios regulares contribuem para preservação da força muscular equilíbrio mobilidade e capacidade cardiovascular além de reduzir sintomas de ansiedade e depressão OMS 2015 HALLAL 2012 MARQUES 2017 LOPES 2023 Entretanto programas tradicionais de exercícios muitas vezes apresentam baixa adesão em idosos institucionalizados que demandam abordagens lúdicas prazerosas e socialmente significativas Nesse contexto a dança surge como alternativa eficaz integrando aspectos físicos cognitivos e sociais de forma simultânea KSHETRI 2021 FERREIRA 2022 Do ponto de vista fisiológico a dança estimula plasticidade neural coordenação motora equilíbrio postural força muscular e resistência cardiovascular promovendo melhorias na função motora e prevenindo quedas WU 2023 LIU 2022 Cognitivamente o aprendizado de sequências coreográficas envolve memória procedural atenção e processamento espacial favorecendo a manutenção da função cognitiva e a melhora da autoestima MURCIA 2021 Além disso o componente social e expressivo da dança contribui para regulação emocional engajamento social e percepção de pertencimento fatores essenciais para a saúde mental de idosos institucionalizados SILVA 2022 FERREIRA 2022 Estudos recentes demonstram que intervenções de dança adaptadas resultam em melhora significativa na força equilíbrio mobilidade cognição e indicadores de saúde mental inclusive em contextos institucionais WERMELINGER ÁVILA 2020 LOPES 2023 LIU 2022 No entanto lacunas permanecem poucos estudos avaliaram longitudinalmente a relação entre adesão à intervenção e magnitude dos ganhos funcionais assim como a combinação de resultados físicos cognitivos e psicológicos em ILPIs Adicionalmente a comparação entre programas de dança e outras modalidades de atividade física ainda é limitada dificultando a construção de políticas públicas baseadas em evidências MURCIA 2021 KSHETRI 2021 Visto que a inatividade física e o declínio funcional em idosos institucionalizados elevam o risco de quedas hospitalizações e complicações crônicas aumentando custos com assistência médica e prolongando internações BRASIL 2021 SILVA 2022 Intervenções integrativas como a dança têm potencial de reduzir custos de saúde melhorar a qualidade de vida e promover envelhecimento ativo oferecendo uma alternativa sustentável e humanizada de cuidado FERREIRA 2022 LIU 2022 A dança é um meio de atividade física para os idosos que auxilia na melhora das condições de saúde ela é uma maneira de expressar os movimentos conduzidos pela música desperta prazer emoções positivas e socialização Um estudo realizado com 60 participantes idosos desenvolvido em Instituições de Longa Permanência para Idosos ILPIs localizadas no município de Uberaba Minas Gerais caracterizou a dança como um estado mágico do amor relacionado com festa e trabalho capaz de promover transformação no estilo de vida tornando os idosos mais ativos ARAÚJO LOIOLA et al 2015 Dessa forma este estudo propõe analisar os efeitos da dança como mediadora da atividade física e da qualidade de vida de idosos institucionalizados considerando a integração entre domínios físicos cognitivos e psicológicos A relevância reside na possibilidade de gerar evidências científicas sobre programas corporais integrativos contribuindo para a promoção de envelhecimento saudável redução de isolamento social prevenção de quedas e fortalecimento das ILPIs como espaços de cuidado integral expressão afetiva e autonomia 11 Problema de Pesquisa Quais são os efeitos da prática regular de dança sobre a qualidade de vida função física e saúde psicológica de idosos institucionalizados considerando adesão à intervenção mobilidade equilíbrio autoestima e sintomas depressivos 12 Justificativa A escolha do tema justificase pela necessidade de expandir o conhecimento científico sobre práticas corporais integrativas em ILPIs Idosos institucionalizados apresentam risco elevado de declínio funcional depressão e isolamento social que impactam saúde bemestar e aumentam custos assistenciais BRASIL 2021 SILVA et al 2022 A dança por integrar movimento expressão emocional e socialização representa estratégia promissora para promoção de saúde física e mental engajamento social e envelhecimento ativo Além disso a abordagem epidemiológica permite avaliar sistematicamente a eficácia da intervenção subsidiando políticas públicas e programas sustentáveis de promoção de qualidade de vida prevenindo complicações crônicas e promovendo inclusão social FERREIRA et al 2022 LIU et al 2022 13 Objetivo Geral A prática regular de dança apresentase como uma estratégia integrativa capaz de promover benefícios físicos psicológicos e sociais em idosos institucionalizados Dessa forma este estudo visa avaliar seus efeitos sobre a qualidade de vida dessa população 14 Objetivos Específicos Analisar os efeitos da dança sobre a capacidade funcional e a mobilidade dos participantes Verificar alterações nos indicadores de saúde mental como autoestima e sintomas depressivos Avaliar as percepções de qualidade de vida antes e após o programa de intervenção Investigar a relação entre o nível de adesão à atividade e as melhorias nos desfechos de saúde global 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 21 Envelhecimento institucionalizado e seus desafios O envelhecimento institucionalizado ocorre quando indivíduos idosos residem em Instituições de Longa Permanência para Idosos ILPIs espaços destinados a pessoas com limitações físicas cognitivas ou sociais Esses ambientes embora essenciais para garantir cuidados permanentes e segurança apresentam desafios complexos relacionados à saúde física mental e social dos residentes CUNHA et al 2018 PINTO et al 2021 Idosos institucionalizados frequentemente apresentam menor estímulo motor isolamento social e dependência nas atividades de vida diária fatores que aceleram o declínio funcional e comprometem a autonomia A rotina rígida das ILPIs aliada à oferta reduzida de atividades físicas e culturais contribui para fragilidade maior risco de quedas depressão e perda de vínculos sociais FERREIRA et al 2022 Do ponto de vista psicossocial sentimentos de solidão ansiedade e depressão são comuns nesse grupo refletindo a diminuição da rede de apoio e a perda de papéis sociais significativos BERKMAN et al 2000 Nesse contexto intervenções integrativas que combinem movimento expressão cultural e sociabilidade mostramse essenciais para mitigar os efeitos adversos do envelhecimento institucionalizado e promover saúde integral EYIGOR et al 2009 22 Instrumentos de medida de qualidade de vida e avaliação física Para avaliar de forma confiável os efeitos de intervenções em ILPIs é fundamental utilizar instrumentos validados para a população idosa Entre eles destacase o WHOQOL OLD módulo da Organização Mundial da Saúde que avalia autonomia intimidade participação social e funcionamento dos sentidos com boas propriedades psicométricas no Brasil FLECK et al 2006 A avaliação física deve incluir medidas de mobilidade equilíbrio força muscular e resistência funcional utilizando testes padronizados que permitam comparações pré e pós intervenção bem como entre grupos de controle OLIVEIRA et al 2020 LIMA CHOCIAI 2021 A combinação desses instrumentos possibilita análise robusta dos efeitos de programas corporais integrativos 23 Evidências da dança como intervenção em ILPIs A dança adaptada constitui uma intervenção promissora para idosos institucionalizados promovendo ganhos significativos nos domínios físico cognitivo e social Estudos recentes mostram que programas de dança melhoram equilíbrio funcional força muscular mobilidade autoestima e qualidade de vida além de favorecer a integração social e reduzir sintomas depressivos LOURENÇO et al 2022 BARRETO CARVALHO 2024 Ensaios clínicos e revisões sistemáticas indicam que a dança adaptada atua de forma multidimensional estimulando coordenação motora memória procedural atenção processamento espacial e regulação emocional OLIVEIRA et al 2020 MCNEELY et al 2015 Ademais o caráter lúdico e expressivo da dança fortalece vínculos sociais e proporciona prazer fatores que aumentam a adesão à intervenção e contribuem para envelhecimento ativo REPOSITÓRIO UFPB 2023 24 Música como estratégia terapêutica e integrativa A utilização da música como recurso terapêutico tem se mostrado uma abordagem eficaz na promoção do bemestar da qualidade de vida e da autoestima de idosos institucionalizados A musicalização muitas vezes conduzida ao som de instrumentos como o violão pode favorecer a reativação da memória estimular aspectos emocionais e sociais além de proporcionar prazer e motivação no dia a dia dos participantes Essas práticas demonstram relevância especial considerando que o envelhecimento frequentemente se associa a incapacidades decorrentes de doenças crônicas fragilidade física e isolamento social BRASIL 2013 O Estatuto do Idoso reforça a importância de ações de promoção e prevenção à saúde incluindo atividades educativas físicas culturais e de lazer O Art 50 inciso IX estabelece que as instituições de atendimento devem promover ações que preservem a autonomia minimizem perdas funcionais e previnam o isolamento social dos idosos BRASIL 2013 Nesse contexto a música se apresenta como uma ferramenta estratégica capaz de gerar efeitos positivos nos âmbitos físico psicológico e social promovendo maior sociabilidade e fortalecimento da autoestima GOMES AMARAL 2012 Estudos em musicoterapia apontam que a música atua diretamente na recuperação de funções cognitivas como memória e atenção configurandose como uma prática expressiva que contribui para prevenção reabilitação e melhoria da qualidade de vida de idosos CÔRTE LODOVICI NETO 2009 Além disso atividades lúdicas e educativas incluindo práticas musicais permitem momentos de descontração reflexão e interação social estimulando a autonomia e o engajamento dos participantes FLEURÍ et al 2013 PINHEIRO GOMES 2014 A extensão universitária também se apresenta como um espaço de integração entre conhecimento acadêmico e comunidade permitindo que estudantes e profissionais da saúde compartilhem saberes e desenvolvam habilidades de comunicação e prática em contextos reais Essa troca beneficia tanto os idosos participantes quanto os extensionistas reforçando a função social do ensino e da pesquisa FRANÇA et al 2021 Assim a música se consolida como uma intervenção integrativa complementar às práticas físicas como a dança potencializando os efeitos positivos sobre a saúde física cognitiva e emocional e contribuindo para o envelhecimento ativo e a promoção da qualidade de vida em instituições de longa permanência para idosos 25 Efeitos psicossociais e cognitivos da dança e música Além dos ganhos físicos dança e música influenciam positivamente saúde mental e cognição Protocolos adaptados contribuem para atenção memória de trabalho processamento espacial regulação emocional autoestima e engajamento social OLIVEIRA et al 2020 MURCIA 2021 O aspecto lúdico e expressivo favorece a diminuição do medo de quedas e promove integração social criando ambientes de interação que estimulam prazer e pertencimento Intervenções musicais combinadas à dança reforçam a motivação aumentando adesão e potencializando os efeitos terapêuticos da atividade física SILVA et al 2021 26 Lacunas metodológicas e recomendações Apesar das evidências positivas a literatura apresenta lacunas que devem ser abordadas em estudos futuros 1 Duração limitada das intervenções muitos programas ocorrem por 412 semanas com frequência de 23 sessõessemana o que pode não garantir manutenção dos ganhos a longo prazo OLIVEIRA et al 2020 2 Poucos estudos focados exclusivamente em ILPIs há escassez de desenhos experimentais robustos amostras pequenas e ausência de grupos de controle bem definidos KSHETRI 2021 3 Heterogeneidade nos protocolos diferenças em estilo de dança intensidade e instrumentos de avaliação dificultam comparações diretas entre estudos 4 Baixa mensuração de adesão e fidelidade muitos trabalhos não registram a participação individual comprometendo a confiabilidade dos resultados 5 Avaliação fragmentada dos efeitos integrados há escassez de estudos que mensurem simultaneamente ganhos físicos cognitivos e emocionais Para contornar essas limitações recomendase que futuras intervenções adotem programas longitudinais com delineamento quase experimental ou randomizado instrumentos confiáveis e adaptações individuais possibilitando mensuração robusta de resultados multifacetados 27 Síntese teórica A dança adaptada quando combinada à música constitui intervenção integrativa multidimensional capaz de promover saúde física cognitiva e emocional em idosos institucionalizados Para alcançar impactos duradouros é essencial que os programas sejam cuidadosamente planejados considerando a duração adequada adaptação funcional e instrumentos de avaliação validados FERREIRA et al 2022 LIU et al 2022 BARRETO CARVALHO 2024 Políticas públicas e gestores de ILPIs devem reconhecer o valor terapêutico e social da dança investindo em formação profissional infraestrutura institucional e promoção de participação contínua dos residentes Nesse sentido a implementação de programas de dança adaptada preenche lacunas metodológicas e contribui para envelhecimento ativo redução de isolamento social e promoção de saúde integral consolidando ILPIs como espaços de cuidado humano e expressivo 3 MEOTODOLOGIA 31 Problema de pesquisa O problema central que norteou este estudo consistiu em compreender como a prática regular da dança pode atuar como mediadora da atividade física e promotora da qualidade de vida em idosos institucionalizados A questão emergiu diante do crescente envelhecimento populacional e da necessidade de estratégias acessíveis e integrativas para manutenção da funcionalidade e da saúde mental nessa população A formulação da pergunta de pesquisa permitiu direcionar os objetivos específicos da investigação que envolveram a análise de indicadores físicos cognitivos e emocionais antes e após a intervenção comparandoos com um grupo controle Desse modo a pesquisa fundamentouse em evidências científicas recentes que destacam o potencial da dança como ferramenta terapêutica e de promoção da saúde FERREIRA et al 2022 LIU et al 2022 32 Procedimentos técnicos O estudo adotou um delineamento quase experimental de natureza quantitativa e caráter longitudinal desenvolvido em Instituições de Longa Permanência para Idosos ILPIs localizadas no município de Uberaba Minas Gerais no mês de Setembro de 2025 A coleta de dados foi precedida por uma pesquisa bibliográfica exploratória em bases de dados como SciELO PubMed e Google Acadêmico utilizando descritores relacionados a idosos institucionalizados atividade física dança adaptada e qualidade de vida Essa etapa permitiu a construção do referencial teórico e o embasamento metodológico da intervenção Foram incluídos 52 idosos com idade igual ou superior a 60 anos de ambos os sexos residentes nas ILPIs há pelo menos seis meses com condições motoras preservadas e estabilidade clínica A capacidade cognitiva foi avaliada pelo Miniexame do Estado Mental MEEM adotandose ponto de corte 12 pontos BERTOLUCCI et al 1994 ALMEIDA 1998 Foram excluídos idosos acamados cadeirantes dependentes hospitalizados ou com comprometimentos neurológicos e sensoriais graves Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido TCLE conforme a Resolução nº 46612 do Conselho Nacional de Saúde A amostra foi dividida em dois grupos grupo intervenção dança adaptada e grupo controle rotina habitual O programa de dança foi estruturado em 4 sessões realizadas três vezes por semana com duração média de 60 minutos Cada encontro incluiu aquecimento sequências coreográficas exercícios de equilíbrio e relaxamento final baseados em músicas populares e regionais adaptadas às capacidades dos idosos WERMELINGER ÁVILA 2020 LOPES et al 2023 33 Participação A participação dos idosos ocorreu de forma voluntária e consentida mediante esclarecimento sobre os objetivos e benefícios da pesquisa As atividades foram conduzidas por uma equipe composta por profissionais de Educação Física e Enfermagem sob supervisão da coordenação das ILPIs Os participantes foram incentivados a interagir entre si durante as práticas promovendo cooperação socialização e engajamento afetivo elementos considerados essenciais para o sucesso da intervenção FERREIRA et al 2022 A equipe técnica das instituições colaborou na organização do espaço físico controle de horários e monitoramento de segurança enquanto os pesquisadores foram responsáveis pela avaliação pré e pós intervenção garantindo isenção na coleta dos resultados Além disso foram realizados encontros de feedback com os idosos e cuidadores nos quais foram discutidas percepções sobre os efeitos da dança na rotina e no bemestar emocional Essa troca de experiências contribuiu para o fortalecimento do vínculo entre os participantes e a equipe de pesquisa tornando o processo mais participativo e humanizado 34 Execução das atividades A execução da intervenção ocorreu de forma sistemática e planejada ao longo de quatro semanas consecutivas Cada sessão foi estruturada em quatro momentos interdependentes 1 Aquecimento e alongamento leve 10 minutos atividades de mobilidade articular e respiração preparando o corpo para o movimento 2 Dança adaptada 30 minutos execução de coreografias simples com foco em ritmo coordenação equilíbrio e expressão corporal 3 Atividades lúdicas e de socialização 15 minutos jogos musicais dinâmicas em grupo e interações afetivas 4 Relaxamento e alongamento final 5 minutos respiração guiada e movimentos lentos para redução da frequência cardíaca Durante todas as sessões foram realizadas medições da pressão arterial e frequência cardíaca garantindo a segurança dos participantes A adesão média às atividades foi de 865 sendo considerada satisfatória de acordo com os parâmetros propostos por Hallal et al 2012 Os resultados obtidos indicaram melhora significativa na força muscular equilíbrio autoestima e qualidade de vida dos idosos participantes do grupo de intervenção enquanto o grupo controle apresentou manutenção ou leve declínio desses parâmetros Os achados confirmam a efetividade da dança adaptada como estratégia de promoção da saúde integração social e prevenção da fragilidade em instituições de longa permanência LIU et al 2022 WU et al 2023 O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Triângulo Mineiro UFTM sob parecer nº 5214378 e seguiu os princípios da Declaração de Helsinque Todos os participantes tiveram garantidos o sigilo das informações o direito de desistência e a preservação da integridade física e emocional 4 REFERÊNCIAS ALMEIDA O P FURLAN P R Mini Exame do Estado Mental MEEM estudo de validade e confiabilidade Arquivos de NeuroPsiquiatria São Paulo v 56 n 2B p 346351 1998 ARAÚJO LOIOLA J et al A dança como prática de promoção da saúde em idosos institucionalizados Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia Rio de Janeiro v 18 n 4 p 899910 2015 BARRETO L CARVALHO M Efeitos da dança adaptada sobre a qualidade de vida de idosos em instituições de longa permanência revisão sistemática Revista de Ciências do Envelhecimento São Paulo v 11 n 2 p 4559 2024 BERTOLUCCI P H F et al Miniexame do estado mental em uma população geral impacto da escolaridade Arquivos de NeuroPsiquiatria São Paulo v 52 n 1 p 17 1994 BERKMAN L F GLASS T BRISSONE N From social integration to health Durkheim in the new millennium Social Science Medicine v 51 n 6 p 843857 2000 BRASIL Estatuto do Idoso Lei nº 10741 de 1º de outubro de 2003 Diário Oficial da União Brasília DF 3 out 2003 BRASIL Ministério da Saúde Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa Brasília Ministério da Saúde 2020 BRASIL Ministério da Saúde Indicadores de saúde da população idosa envelhecimento e longevidade Brasília Ministério da Saúde 2021 CUNHA P R et al Envelhecimento institucionalizado desafios e estratégias de promoção da saúde Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia Rio de Janeiro v 21 n 3 p 452463 2018 EYIGOR S KARAPUÇAR H UZEL N Dance therapy for older adults in longterm care facilities a systematic review Journal of Aging and Physical Activity v 17 n 3 p 383400 2009 FERREIRA D M et al Intervenções corporais adaptadas e qualidade de vida de idosos em ILPIs estudo quasiexperimental Revista Brasileira de Atividade Física Saúde São Paulo v 27 n 1 p 112 2022 FLECK M P et al Desenvolvimento da versão brasileira do WHOQOLOLD módulo para avaliação da qualidade de vida de idosos Revista de Saúde Pública São Paulo v 40 n 5 p 785791 2006 GOMES C AMARAL A A música como recurso terapêutico no envelhecimento Revista Música e Saúde Rio de Janeiro v 5 n 2 p 4557 2012 HALLAL P C et al Tendências da atividade física no Brasil monitoramento populacional Revista Brasileira de Medicina do Esporte São Paulo v 18 n 4 p 237 242 2012 LIU Y et al Effects of dance intervention on balance mobility and cognitive function in older adults a randomized controlled trial Journal of Aging and Physical Activity v 30 n 2 p 210220 2022 LOURENÇO R et al Dança adaptada e funcionalidade em idosos institucionalizados revisão integrativa Geriatria Gerontologia São Paulo v 16 n 2 p 98109 2022 LOPES D et al Programas de dança adaptada em ILPIs impacto na força equilíbrio e autoestima Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia Rio de Janeiro v 26 n 3 p 10201033 2023 MCNEELY M et al Dancebased mindmotor activities in older adults a systematic review BMC Geriatrics v 15 n 1 p 113 2015 MURCIA C Q Efeitos da dança sobre cognição e saúde emocional de idosos revisão sistemática Journal of Aging Studies v 59 n 101 p 19 2021 PINHEIRO S GOMES A Musicoterapia em instituições de longa permanência impacto na socialização e autoestima Revista Brasileira de Musicoterapia v 10 n 1 p 2335 2014 PINTO F et al Envelhecimento institucionalizado características e desafios para a atenção à saúde Cadernos de Saúde Pública Rio de Janeiro v 37 n 6 p e00121020 2021 REPOSITÓRIO UFPB Dança adaptada em idosos experiências acadêmicas e comunitárias João Pessoa Universidade Federal da Paraíba 2023 SILVA T et al Dança e qualidade de vida de idosos revisão sistemática Revista de Estudos do Envelhecimento São Paulo v 12 n 2 p 4560 2022 WU H et al Dance intervention improves functional mobility and balance in older adults randomized trial Clinical Interventions in Aging v 18 n 1 p 12031213 2023 WERMELINGER ÁVILA M Dança adaptada e saúde física e mental de idosos em ILPIs Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia Rio de Janeiro v 23 n 4 p 1 14 2020 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 1 ANEXO I Edital 492025 Ingresso 20261 CRONOGRAMA DO PROCESSO SELETIVO Atividade Data Prazo de impugnação do edital 02 dias úteis a partir da publicação Inscrição via formulário eletrônico e submissão da documentação conforme item 34 10 a 20 de outubro de 2025 Conferência da documentação da inscrição a ser realizado pela Secretaria do PPGEF 21 a 24 de outubro de 2025 Divulgação da lista das inscrições deferidas e indeferidas 30 de outubro de 2025 Período Recursal 31 de outubro e 03 de novembro de 2025 Homologação das Inscrições PósRecurso 05 de novembro de 2025 Avaliação do Projeto de Pesquisa 05 de novembro de 2025 Resultado Preliminar da avaliação dos Projetos de Pesquisa 07 de novembro de 2025 Período Recursal 10 e 11 de novembro de 2025 Resultado da avaliação dos Projetos de Pesquisa PósRecurso 13 de novembro de 2025 Divulgação da data horário e local das Entrevistas e apresentação do Projeto de Pesquisa 13 de novembro de 2025 Entrevista e apresentação do Projeto de Pesquisa e arguição 25 a 27 de novembro de 2025 Resultado Preliminar da Entrevista e apresentação do Projeto de Pesquisa 03 de dezembro de 2025 Período Recursal 04 e 05 de dezembro de 2025 Resultado da Entrevista e apresentação do Projeto de Pesquisa PósRecurso 08 de dezembro de 2025 Avaliação de títulos 08 de dezembro de 2025 Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 1 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 2 Resultado Preliminar do Processo Seletivo 10 de dezembro de 2025 Período recursal 11 e 12 de dezembro de 2025 Resultado Final do Processo Seletivo 16 de dezembro de 2025 Matrícula online via UFTMNet conforme calendário acadêmico do PPGEF Início do curso previsão conforme calendário acadêmico do PPGEF Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 2 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 3 ANEXO II Edital 492025 Ingresso 20261 Lista de Docentes e Linhas de Pesquisa Atenção As áreas de interesse e de atuação dos docentes estão publicadas em Áreas de interesse e atuação dos docentes Linha de Pesquisa 1 Epidemiologia da Atividade Física 10 vagas Mestrado e 07 vagas Doutorado Abrange investigações que lidam com a frequência padrões de atividade física e dos comportamentos sedentários na população além da interrelação com diferentes indicadores demográficos genéticos imunológicos comportamentais de exposição ao ambiente e outros fatores assim denominados de fatores de risco à saúde apropriandose do referencial teórico metodológico da epidemiologia e da saúde coletiva Docente Vaga para orientação Email Dra Alynne Christian Ribeiro Andaki Lattes ME DO alynneandakiuftmedubr Dra Camila Bosquiero Papini Lattes ME camilapapiniuftmedubr Dr Jair Sindra Virtuoso Junior Lattes ME DO jairjunioruftmedubr Dr Jeffer Eidi Sasaki Lattes ME DO jeffersasakiuftmedubr Dra Renata Damião Lattes ME DO renatadamiaouftmedubr Dra Sheilla Tribess Lattes ME DO sheillatribessuftmedubr Dr Wellington Roberto Gomes de Carvalho Lattes ME DO wellingtoncarvalhouftmedubr Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 3 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 4 Linha de Pesquisa 2 Comportamento Motor e Análise do Movimento Humano 05 vagas Mestrado e 04 vagas Doutorado Abrange teorias que embasam o desenvolvimento motor e a aprendizagem de habilidades motoras em diferentes fases da vida Métodos e técnicas de avaliação do desenvolvimento motor Métodos e técnicas para análise do movimento humano Docente Vaga para orientação Email Dr Dernival Bertoncello Lattes ME DO dernivalbertoncellouftmedubr Dr Gustavo José Luvizutto Lattes ME DO gustavoluvizuttouftmedubr Dra Luciane Ap Pascucci Sande de Souza Lattes ME lucianesandeuftmedubr Dra Luciane Fernanda M Rodrigues Fernandes Lattes ME DO lucianefernandesuftmedubr Linha de Pesquisa 3 Aspectos Psicobiológicos do Exercício Físico Relacionados à Saúde e ao Desempenho 13 vagas Mestrado e 09 vagas Doutorado Abrange investigações relativas aos efeitos agudos e crônicos do exercício físico combinados ou não com a nutrição nos ajustes comportamentais e nas adaptações atreladas à saúde e ao desempenho esportivo no contexto neuromuscular cardiorrespiratório e endócrino metabólico OrientadoresPesquisadores Docente Vaga para orientação Email Prof Dr Cláudio de Oliveira Assumpção Lattes ME DO claudioassumpcaouftmedubr Dr Donizete Cícero Xavier de Oliveira Lattes ME DO donizeteoliveirauftmedubr Dr Edmar Lacerda Mendes Lattes ME DO edmarmendesuftmedubr Dr Fábio Lera Orsatti Lattes ME fabioorsattiuftmedubr Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 4 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 5 Dr Francisco Teixeira Coelho Lattes ME DO franciscocoelhouftmedubr Dr Gustavo Ribeiro Mota Lattes ME DO gustavomotauftmedubr Dr Jeffer Eidi Sasaki Lattes DO jeffersasakiuftmedubr Dr Markus Vinícius Campos Souza Lattes ME DO markussouzauftmedubr Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 5 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 6 ANEXO III A Edital 492025 Ingresso 20261 FORMULÁRIO DE VALORAÇÃO DE TÍTULOS MESTRADO 1 Os documentos correspondentes deverão ser anexados em formulário próprio via UFTMNet online a ser disponibilizado no ato da inscrição para o Processo Seletivo 2 Os critérios estabelecidos nos Grupos II III IV e V serão aplicados às atividades desenvolvidas nos últimos 5 cinco anos 3 O candidato acumulará os pontos em cada tópico mediante os documentos comprobatórios respeitandose o limite máximo para cada item Grupo I Formação Acadêmica Pontuação 11 Curso de Especialização mínimo de 360 horas 050 por curso máximo 10 ponto 12 Bolsista de iniciação científica PET Extensão Bolsista ou voluntário PIBIC cadastrado 050 por ano de bolsa máximo de 10 ponto 13 Participação em outros Projetos de Pesquisa Extensão e Monitoria acima de 20 horas 025 por projeto de pesquisa máximo de 10 ponto 14 Participação em Cursos de Extensão a partir de 40 horas formação complementar 025 por extensão máximo de 05 ponto 15 Participação em Eventos Científicos 02 por evento máximo de 10 ponto Total do Grupo I limitado a 20 pontos Grupo II Atividades Profissionais Pontuação 21 Atividade Docente ensino básico 025 por ano de exercício máximo de 125 ponto 22 Atividade Docente nível universitário 03 por ano de exercício máximo de 15 ponto 23 Atividades relacionadas à Educação Física em Secretarias Municipais Estaduais de Saúde e Esporte 025 por ano de exercício máximo de 10 ponto Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 6 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 7 24 Atividades exercidas em Equipes Esportivas documento atestado por clubes devidamente registrados as respectivas federações esportivas 025 por ano de exercício máximo de 10 ponto 25 Trabalhos em clínicas hospitais empresas etc 025 por ano de exercício máximo de 10 ponto 26 Atividades exercidas em Academias de Ginásticas Centros Esportivos Clubes recreativos 025 por ano de exercício máximo de 10 ponto 27 Estágios em Centros de Pesquisa Laboratórios eou participação de Grupos de pesquisa cadastrado no CNPq 025 por semestre máximo 20 pontos Total do Grupo II limitado a 30 pontos Grupo III Produção Científica Pontuação 31 Artigo publicado ou aceito prelo em periódico qualis A1 A2 A3 ou A4 eou Livro publicado com ISBN na área 21 15 pontos por artigo máximo de 30 pontos 32 Artigo publicado ou aceito prelo em periódico qualis B1 ou B2 eou Capítulo de livro com ISBN na área 21 10 ponto por artigo máximo de 20 pontos 33 Artigo publicado ou aceito prelo em periódicos B2 ou outros indexados na área 21 025 por artigo máximo de 15 ponto 34 Trabalho completo publicado em anais de evento nacional internacional com ISBN apresentar o comprovante de publicação 015 por trabalho máximo de 15 ponto 35 Resumo ou resumo expandido publicado em anais de evento nacionalinternacional com ISBN apresentar o comprovante de publicação 010 por resumo máximo de 10 ponto 36 Apresentação de temas livres pôsteres em eventos científicos 010 por produção máximo de 10 Total do Grupo III limitado a 40 pontos Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 7 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 8 Grupo IV Organização de Eventos Pontuação 41 Organização de evento 05 por organização Total do Grupo IV limitado a 10 ponto Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 8 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 9 ANEXO III B Edital 492025 Ingresso 20261 FORMULÁRIO DE VALORAÇÃO DE TÍTULOS DOUTORADO 1 Os documentos correspondentes deverão ser anexados em formulário próprio via UFTMNet online a ser disponibilizado no ato da inscrição para o Processo Seletivo 2 Os critérios estabelecidos nos Grupos II III IV e V serão aplicados às atividades desenvolvidas nos últimos cinco anos 3 O candidato acumulará os pontos em cada tópico mediante os documentos comprobatórios respeitandose o limite máximo para cada item Grupo I Formação Acadêmica Pontuação 11 Curso de Especialização mínimo de 360h 025 por curso máximo 05 ponto 12 Bolsista de iniciação científica PET Extensão Bolsista ou voluntário PIBIC cadastrado 025 por ano de bolsa máximo de 05 ponto 13 Participação em outros Projetos de Pesquisa Extensão e Monitoria acima de 20 horas 010 por projeto de pesquisa máximo de 05 ponto 14 Participação em Cursos de Extensão a partir de 40 horas formação complementar 010 por extensão máximo de 05 ponto 15 Participação em Eventos Científicos 01 por evento máximo de 05 ponto Total do Grupo I limitado a 20 pontos Grupo II Atividades Profissionais Pontuação 21 Atividade Docente ensino básico 01 por ano de exercício máximo de 05 ponto 22 Atividade Docente nível universitário 025 por ano de exercício máximo de 10 ponto 23 Atividades relacionadas à Educação Física em Secretarias Municipais Estaduais de Saúde e Esporte 020 por ano de exercício máximo de 10 ponto Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 9 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 10 24 Atividades exercidas em Equipes Esportivas documento atestado por clubes devidamente registrados as respectivas federações esportivas 020 por ano de exercício máximo de 10 ponto 25 Trabalhos em clínicas hospitais empresas etc 020 por ano de exercício máximo de 10 ponto 26 Atividades exercidas em Academias de Ginásticas Centros Esportivos Clubes recreativos 020 por ano de exercício máximo de 10 ponto 27 Estágios em Centros de Pesquisa Laboratórios eou participação de Grupos de pesquisa cadastrado no CNPq 010 por ano máximo 05 pontos Total do Grupo II limitado a 30 pontos Grupo III Produção Científica Pontuação 31 Artigo publicado ou aceito prelo em periódico qualis A1 A2 A3 o A4 eou Livro publicado com ISBN na área 21 10 pontos por artigo máximo de 40 pontos 32 Artigo publicado ou aceito prelo em periódico qualis B1 ou B2 eou Capítulo de livro com ISBN na área 21 05 ponto por artigo máximo de 20 pontos 33 Artigo publicado ou aceito prelo em periódicos B2 ou outros indexados na área 21 015 por artigo máximo de 10 ponto 34 Trabalho completo publicado em anais de evento nacional internacional apresentar o comprovante de publicação 010 por trabalho máximo de 10 ponto 35 Resumo ou resumo expandido publicado em anais de evento nacionalinternacional apresentar o comprovante de publicação 005 por resumo máximo de 10 ponto Total do Grupo III limitado a 45 pontos Grupo IV Eventos Pontuação 41 Organização de evento 025 por organização 42 Proferir palestras ou minicursos 025 por palestras ou minicursos Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 10 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 11 43 Participação em banca examinadora de TCC Trabalho de Conclusão de Curso 025 por banca Total do Grupo IV limitado a 05 ponto Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 11 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 12 ANEXO IV Edital 492025 Ingresso 20261 EXAMES DE PROFICIÊNCIA ACEITOS 1 Certificado ou declaração de aprovação em teste realizado por Instituições Públicas de Ensino Superiores devidamente regularizadas no Sistema de Ensino do Ministério da Educação MEC 11 A declaração deverá ser emitida pelo Departamento de Línguas da Instituição e deverá constar a nota obtida e a data de realização do teste 12 Para aproveitamento será considerado apto o candidato que alcançar o mínimo de 60 da pontuação total para o curso de mestrado e 70 da pontuação total para o curso de doutorado 2 A proficiência em Língua Inglesa será comprovada também por atestado de aprovação sendo aceitos os seguintes certificados e respectivas pontuações TOEFL IBT Test of English as Foreign Language mínimo 300 pontos TOEFL ITP mínimo 500 pontos IELTSacadêmico International English Language Test mínimo nível 5 CAMBRIDGE FCE CAE CPE mínimo nível C TEAP Test of English for Academic Purposes mínimo 60 para o curso de mestrado e mínimo de 70 para o curso de doutorado PET mínimo 60 pontos curso de mestrado e mínimo de 70 pontos para o curso de doutorado PROLIF mínimo 60 para o curso de mestrado e 70 para o doutorado PROFLIN mínimo 60 para o mestrado e 70 para o doutorado 3 Candidatos estrangeiros ou naturalizados não lusófonos deverão apresentar o Certificado CELPE Bras httpcelpebrasinepgovbrcertificacao observadas as mesmas condições e os mesmos prazos de validade das demais certificações de proficiência além da proficiência em Língua inglesa LÍNGUA ESTRANGEIRA ACEITA NOS EXAMES DE PROFICIÊNCIA Língua Inglesa VALIDADE DOS EXAMES Exames de proficiência que não apresentarem data de validade serão considerados válidos por 2 dois anos contados da data da realização do exame Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 12 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 13 ANEXO V A Edital 492025 Ingresso 20261 AUTODECLARAÇÃO ÉTNICORACIAL NEGRO Eu RG CPF candidato aodo Programa de PósGraduação em Educação Física da UFTM declaro para fim específico de ingresso na Universidade Federal do Triângulo Mineiro que sou NEGRO PRETO PARDO Estou ciente de que prestar informações falsas relativas às exigências estabelecidas quanto à autodeclaração implica perda do direito à vaga em curso da UFTM 20 Local Data Assinatura do Candidato Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 13 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 14 ANEXO V B Edital 492025 Ingresso 20261 TERMO DE AUTODECLARAÇÃO DE IDENTIDADE INDÍGENA TADII ou QUILOMBOLA TACQ Eu declaro para o fim específico de Processo Seletivo na UFTM que sou indígena da etniapovo indígenaquilombola da comunidade indígenaquilombola localizada no município de no Estado de Declaro estar ciente que se mediante processo administrativo for comprovado que apresentei informações inverídicas eou documentos falsos ou ainda que utilizei quaisquer meios ilícitos ou descumpri as normas do Edital do Processo Seletivo mesmo que apurado posteriormente ao Registro Acadêmico este será cancelado sem prejuízo das sanções penais eventuais cabíveis Data Assinatura do Candidato Os documentos abaixo são obrigatórios e deverão acompanhar o presente Termo RANI Registro de Nascimento Indígena eou Carta de Recomendação emitida por liderança indígena reconhecida ou ancião reconhecido ou personalidade indígena de reputação pública reconhecida ou órgão indigenista Memorial de Educação Indígena ou Quilombola texto dissertativo sobre a trajetória de vida do ponto de vista dos estabelecimentos escolares que frequentou dos processos educativos que participou e indicando explicitamente o nível de apropriação da língua indígenaquilombola compreende lê escreve fala eou Histórico Escolar emitido por escola indígena ou equivalentes documentos quilombola Com exceção do RANI os documentos mencionados neste anexo carecem de reconhecimento por um representante apto da Fundação Nacional do Índio FUNAI Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 14 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 15 ANEXO VI A Edital 492025 Ingresso 20261 ORIENTAÇÕES PARA CANDIDATOS À VAGA DE PcD 1 O processo de validação dos laudos de candidatos às vagas destinadas à pessoa com deficiência PCD será conduzido por uma Comissão Específica de Validação denominada CEV PCD conforme Portaria ReitoriaUFTM Nº 265 de 11 de fevereiro de 2025 2 Poderão se inscrever nas vagas reservadas candidato com deficiência que se enquadre nas categorias discriminadas no art 2º da Lei nº 131462015 e nas categorias discriminadas no art 4º do Decreto nº 32981999 com as alterações introduzidas pelo Decreto nº 52962004 no 1º do art 1º da Lei nº 12764 de 27 de dezembro de 2012 Transtorno do Espectro Autista observados os dispositivos da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e seu Protocolo Facultativo ratificados pelo Decreto nº 6949 de 25 de agosto de 2009 21 No momento da inscrição o candidato deverá apresentar laudo médico DIGITADO atendendo às seguintes exigências I original impresso emitido nos últimos 12 doze meses que antecedem ao Processo Seletivo atestando a espécie e o grau ou o nível da deficiência nos termos do art 4 do Decreto n 3298 de 20 de dezembro de 1999 ou da Lei 12764 de 27 de dezembro de 2012 com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças CID10 bem como a provável causa da deficiência II que contenha nome legível carimbo assinatura especialização e Registro no Conselho Regional de Medicina CRM ou no Ministério da Saúde RMS do médico especialista que forneceu o laudo 3 O laudo médico comprobatório assinado por especialista deverá estar acompanhado dos seguintes documentos conforme o tipo de alteração I Para candidatos com Deficiência Física Atestado de Funcionalidade devendo constar o nome legível carimbo especialização assinatura e número do conselho de classe do profissional da área da saúde que forneceu o laudo conforme modelo disponível no Anexo VIII II Para candidatos surdos ou com Deficiência Auditiva exame de audiometria realizado nos últimos doze meses que antecedem o processo seletivo no qual conste o nome legível carimbo especialização assinatura e número do conselho de classe do profissional que realizou o exame A audiometria apenas será aceita se acompanhada de exame médico III Para candidatos com deficiência visual ou com baixa visão exame oftalmológico em que conste a acuidade visual e a medida do campo visual nos casos que forem pertinentes Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 15 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 16 realizado nos últimos doze meses como também o nome legível carimbo especialização assinatura e CRM ou RMS do profissional que realizou o exame IV Para candidatos com Deficiência Intelectual a Laudo psicológico contendo avaliação do funcionamento intelectual e avaliação do comportamento adaptativo emitido nos últimos 12 doze meses que antecedem o presente processo seletivo por profissional da psicologia digitado e impresso Deve ainda conter nome legível carimbo assinatura especialização e CRP especialista que forneceu o laudo b Os laudos para fundamentar os diagnósticos de deficiência intelectual devem estar em conformidade com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtorno DSM5 V Para candidatos com Transtorno do Espectro Autista Laudo médico conforme descrito no item 21 do Anexo contendo na descrição clínica com as áreas e funções do desenvolvimento afetadas e as limitações impostas pelo Transtorno do Espectro Autista VI Para Deficiência Múltipla exame de audiometria eou exame oftalmológico eou laudo de funcionalidade de acordo com as deficiências apresentadas e seguindo os critérios já indicados nas demais deficiências VII Pessoas Surdocegosas a Exame de Audiometria realizado nos últimos doze meses no qual conste o nome legível ou carimbo assinatura e número do conselho de classe do profissional que realizou o exame bExame Oftalmológico em que conste a acuidade visual realizado nos últimos doze meses como também o nome legível ou carimbo assinatura e CRM do profissional que realizou o exame 4 Candidatos com deformidades estéticas eou deficiências sensoriais que não configurem impedimento eou restrição para seu desempenho no processo ensino aprendizagem que requeiram atendimento especializado e candidatos com distúrbios de aprendizagem eou transtornos específicos de desenvolvimento não poderão concorrer às cotas 5 A UFTM poderá a seu critério entrevistar os candidatos a fim de esclarecer dúvidas relacionadas à documentação apresentada 6 Candidato portador de laudo médico que tenha sua solicitação de concorrer a vaga na modalidade de Pessoa com Deficiência PcD indeferida estará inscrito na ampla concorrência 7 Perderá o direito a concorrer nas vagas reservadas às pessoas com deficiência o candidato que não apresentar laudo médico original que apresentar laudo que não tenha sido emitido nos últimos doze meses que antecedem o processo ou deixar de cumprir as exigências de que trata o subitem 3 deste Anexo bem como o que não for considerado pessoa com deficiência pela Banca de Verificação ou ainda que não comparecer à entrevista caso houver Excetuam se do critério de apresentação de laudo emitido nos últimos 12 doze meses que antecedem Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 16 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 17 o Processo Seletivo os candidatos com Transtorno do Espectro Autista conforme preconiza a Lei EstadualMG nº 23676 de 09 de julho de 2020 Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 17 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 18 ANEXO VI B Edital 492025 Ingresso 20261 CONCEITOS RELATIVOS À CONDIÇÃO DE PESSOA COM DEFICIÊNCIA PcD ELEGIBILIDADE QUEM PODERÁ CONCORRER AO SISTEMA DE RESERVA DE VAGAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS PcD Serão consideradas pessoas com deficiência aquelas que se enquadrem no art 2º da Lei nº 131462015 e nas categorias discriminadas no art 4º do Decreto nº 32981999 com as alterações introduzidas pelo Decreto nº 52962004 no 1º do art 1º da Lei nº 12764 de 27 de dezembro de 2012 Transtorno do Espectro Autista observados os dispositivos da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e seu Protocolo Facultativo ratificados pelo Decreto nº 6949 de 25 de agosto de 2009 Nos termos do edital com base nos documentos legais expressos são características de cada deficiência as descritas a seguir a Pessoa com Deficiência Física Pessoa com alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano acarretando o comprometimento da função física apresentandose sob a forma de paraplegia paraparesia monoplegia monoparesia tetraplegia tetraparesia triplegia triparesia hemiplegia hemiparesia ostomia amputação ou ausência de membro paralisia cerebral nanismo membros com deformidade congênita ou adquirida exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções Decreto nº 52962004 art 5º 1º b Pessoa Surda ou com Deficiência Auditiva Pessoa com limitação de longo prazo da audição unilateral total ou bilateral parcial ou total adotandose como valor referencial da limitação auditiva a média aritmética de 41 dB quarenta e um decibéis ou mais aferida por audiograma nas frequências de 500 Hz quinhentos hertz 1000 Hz mil hertz 2000 Hz dois mil hertz e 3000 Hz Lei nº 14768 de 22 de dezembro de 2023 c Pessoa com Deficiência Visual Pessoa com cegueira na qual a acuidade visual é igual ou menor que 005 no melhor olho com a melhor correção óptica a baixa visão que significa Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 18 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 19 acuidade visual entre 03 e 005 no melhor olho com a melhor correção óptica os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores Decreto nº 52962004 art 5º 1º visão monocular Lei nº14126 de 22 de março de 2021 d Pessoa com Deficiência Intelectual Pessoa com funcionamento intelectual significativamente inferior à média com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas tais como comunicação cuidado pessoal habilidades sociais utilização dos recursos da comunidade saúde e segurança habilidades acadêmicas lazer e trabalho Decreto nº 52962004 art 5º 1º e Pessoa com Surdocegueira Pessoa com deficiência única que apresenta características peculiares como graves perdas auditiva e visual levando quem a possui a ter formas específicas de comunicação para ter acesso a lazer educação trabalho e vida social Não há necessariamente uma perda total dos dois sentidos A surdocegueira pode ser identificada como sendo de vários tipos cegueira congênita e surdez adquirida surdez congênita e cegueira adquirida cegueira e surdez congênitas cegueira e surdez adquiridas baixa visão com surdez congênita baixa visão com surdez adquirida MECSEESP2010 f Pessoa com Transtorno do Espectro Autista É considerada pessoa com transtorno do espectro autista aquela com síndrome clínica caracterizada na forma do seguinte I deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação sociais manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social ausência de reciprocidade social falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento II padrões restritivos e repetitivos de comportamentos interesses e atividades manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados interesses restritos e fixos A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais Lei nº 127642012 art 1º g Pessoa com Deficiência múltipla Associação de duas ou mais deficiências Decreto nº 52962004 art 5º 1º Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 19 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 20 ANEXO VI C Edital 492025 Ingresso 20261 NÃO ELEGIBILIDADE QUEM NÃO PODERÁ CONCORRER AO SISTEMA DE RESERVA DE VAGAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS PcD Com base na legislação vigente NÃO poderão concorrer no âmbito do sistema de reserva de vagas previsto neste edital a pessoa com transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares CID 10 F81Transtorno específico de leitura F810 Transtorno específico da soletração F811 Transtorno específico da habilidade em aritmética F812 Transtorno misto de habilidades escolares F813 Outros transtornos do desenvolvimento das habilidades escolares F818 Transtorno não especificado do desenvolvimento das habilidades escolares F819 b pessoa com dislexia e outras disfunções simbólicas não classificadas em outra parte CID 10 R48Dislexia e alexia R480 Agnosia R481 Apraxia R482 Outras disfunções simbólicas e as não especificadas R488 c pessoa com transtornos hipercinéticos CID 10 F90 Distúrbios da atividade e da atenção Síndrome de déficit da atenção com hiperatividade Transtorno de déficit da atenção com hiperatividade Transtorno de hiperatividade e déficit da atenção F900 Transtorno hipercinético de conduta Transtorno hipercinético associado a transtorno de conduta F901 Outros transtornos hipercinéticos F908Transtorno hipercinético não especificado Reação hipercinética da infância ou da adolescência Síndrome hipercinética F909 d pessoa com transtornos mentais e comportamentais F00 F99 a Transtornos mentais orgânicos inclusive os sintomáticos F00 F09 Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de substância psicoativa F10 F19 Esquizofrenia transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes F20 F29 Transtornos do humor afetivos F30 F39 Transtornos neuróticos transtornos relacionados com o stress e transtornos somatoformes F40 F48 Síndromes comportamentais associadas a disfunções fisiológicas e a fatores físicos F50 F59 Transtornos da personalidade e do comportamento do adulto F60 F69 Transtornos do desenvolvimento psicológico F80 F89 Transtornos do comportamento e transtornos emocionais que aparecem habitualmente durante a infância ou a adolescência F90 F98 Transtorno mental não especificado F99 F99 Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 20 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 21 e pessoa com deformidades estéticas que não configurem impedimento eou restrição para seu desempenho no processo ensinoaprendizagem que requeiram atendimento especializado f pessoa com mobilidade reduzida aqueles que não se enquadrando no conceito de pessoa com deficiência tenham por qualquer motivo dificuldade de movimentarse permanente ou temporariamente gerando redução efetiva da mobilidade flexibilidade coordenação motora e percepção Decreto nº 52962004 art 5º 1º Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 21 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 22 ANEXO VII Edital 492025 Ingresso 20261 PROCEDIMENTOS PARA CANDIDATO AUTODECLARADO NEGRO 1 Os inscritos às vagas reservadas a candidatos autodeclarados pretos ou pardos estão cientes de que não será avaliada a ancestralidade pela Comissão da UFTM instaurada para a análise Será observado exclusivamente o critério fenotípico traços físicos negroides que demonstram percepção social doa candidatoa enquanto preto ou pardo 2 O candidato aprovado nas Modalidades de vaga reservada a autodeclarados negros pretos ou pardos deverá enviar durante o período de matrícula pelo Email secppgefuftmedubr uma foto individual recente com no máximo 6MB em PDF com as seguintes características 21 Foto frontal 22 Boa iluminação 23 Fundo branco 24 Sem maquiagem 25 Sem filtros de edição 26 Boa resolução 3 Deverão ser anexados também dois vídeos 31 Vídeo 1 Anexar um vídeo individual recente com no máximo 20MB no qual oa candidatoa deverá ler a frase indicada no sistema Eu dizer o nome completo inscrito a no processo seletivo do Programa de PósGraduação em Educação Física me auto declaro dizer a opção Preto ou Pardo E apresentar no vídeo o documento de identificação Identidade ou documento oficial com foto frente e verso 32 Vídeo 2 De acordo com o item 1 deste Anexo e com o subitem 352 do Edital que descrevem os critérios da heteroidentificação apresentar um vídeo individual recente com no máximo 20MB que contenha de forma resumida as justificativas da autodeclaração no qual oa candidatoa deverá iniciar dizendo Eu dizer o nome completo me auto declaro dizer a opção porque relatar a justificativa 33 Os vídeos deverão ser gravados com as seguintes características I Boa iluminação II Fundo branco III Sem maquiagem IV Sem filtros de edição Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 22 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 23 V Boa resolução 4 O termo de autodeclaração de candidatos negros Anexo V A terá sua validade analisada e julgada por banca de verificação 5 Os resultados dos procedimentos de verificação serão divulgados na Página web do processo seletivo 6 Ao resultado do processo de verificação proferido pelas bancas caberá recurso dirigido à Comissão Específica de Verificação de Pretos e Pardos CEVPP conforme a natureza do termo 7 É vedado aos candidatos indeferidos cujo termo de autodeclaração for declarado inválido apresentarse novamente como candidato a vagas PP mediante nova autodeclaração independentemente do curso ou do processo seletivo 8 É de responsabilidade exclusiva do candidato o acompanhamento dos resultados eventuais convocações para matrícula a fim de que possa orientarse a respeito das datas e horários para efetivála 9 Os candidatos cuja autodeclaração não for validada em procedimento de heteroidentificação ainda que tenham obtido nota suficiente para aprovação na ampla concorrência e independentemente de alegação de boafé terão sua matrícula indeferida Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 23 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 24 ANEXO VIII Edital 492025 Ingresso 20261 ATESTADO DE FUNCIONALIDADE Avaliador Especialidade Atesto que portador da cédula de Identidade foi submetido à avaliação funcional nesta data e classificado conforme assinalado nos domínios abaixo segundo a Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde CIF EM RELAÇÃO À APRENDIZAGEM Defina o desempenho na atividade de acordo com os qualificadores abaixo marcando um X sobre o quadrado 1 Ler d166 realizar atividades envolvidas na compreensão e interpretação da linguagem escrita livros instruções ou jornais em texto ou em braile com o objetivo de obter conhecimentos gerais ou informações específicas a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada d limitação grave e limitação completa f Não especificad o g Não aplicável 2 Escrever d170 utilizar ou produzir símbolos ou linguagem para transmitir informações como produzir um registro escrito de eventos ou ideias ou redigir uma carta a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada d limitação grave e limitação completa f Não especificad o g Não aplicável EM RELAÇÃO À COMUNICAÇÃO Defina o desempenho na atividade de acordo com os qualificadores abaixo marcando um X sobre o quadrado Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 24 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 25 3 Comunicaçãorecepção de mensagens orais d310 compreender o significado literal e implícito das mensagens em linguagem oral como distinguir se uma frase tem um significado literal ou é uma expressão idiomática como responder e compreender mensagens faladas a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada d limitação grave e limitação completa f Não especificado g Não aplicável 4 Comunicação recepção de mensagens não verbais d315 compreender os significados literal e implícito das mensagens transmitidas por gestos símbolos e desenhos a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável 5 Fala d330 produzir palavras frases e passagens mais longas em mensagens faladas com significado literal e implícito como expressar um fato ou contar uma história em linguagem oral a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável 6 Produção de mensagens não verbais d335 usar gestos símbolos e desenhos para transmitir mensagens como balançar a cabeça para indicar desacordo ou fazer um desenho ou diagrama para transmitir um fato ou uma ideia complexa a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável EM RELAÇÃO À MOBILIDADE Defina o desempenho na atividade de acordo com os qualificadores abaixo marcando um X sobre o quadrado 7 Andar d450 Moverse sobre uma superfície a pé passo a passo de maneira que um pé esteja sempre no solo como passear caminhar lentamente andar para frente para trás ou para o lado a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 25 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 26 8 Deslocarse por diferentes locais d460 andar ou se movimentar por vários lugares e situações como andar entre cômodos em uma casa dentro de um prédio ou pela rua de uma cidade a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável 9 Deslocarse utilizando algum tipo de equipamento d465 mover todo o corpo de um lugar para o outro sobre qualquer superfície ou espaço utilizando dispositivos específicos para facilitar a movimentação ou criar outras maneiras de se mover com equipamentos como andador e cadeira de rodas a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável 10 Utilização de transporte d470 utilizar transporte para se deslocar como passageiro como ser levado em um automóvel ou em um ônibus a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável EM RELAÇÃO A EDUCAÇÃO ESCOLAR Defina o desempenho na atividade de acordo com os qualificadores abaixo marcando um X sobre o quadrado 11 Educação escolar d820 obter acesso à escola educação participar de todas as responsabilidades e privilégios relacionados à escola e aprender o material do curso matéria e outras exigências curriculares em um programa educacional primário e secundário incluindo ir à escola regularmente trabalhar em cooperação com outros alunos seguir as orientações dos professores organizar estudar e concluir as tarefas e projetos designados e progredir para os outros estágios de educação a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 26 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO 27 EM RELAÇÃO AOS FATORES AMBIENTAIS Definir o nível de facilitação do fator ambiental de acordo com os qualificadores abaixo marcando um X sobre o quadrado 12 Produtos e tecnologia para mobilidade e transporte pessoal em ambientes internos e externos e120 equipamentos produtos e tecnologia utilizados pelas pessoas nas atividades de deslocamento dentro e fora de edifícios incluindo aqueles adaptados ou especialmente projetados situados dentro em cima ou perto da pessoa que os utiliza a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável 13 Produtos e tecnologia para comunicação e125 equipamentos produtos e tecnologia utilizados pelas pessoas nas atividades de transmissão e recepção de informações incluindo aqueles adaptados ou especialmente projetados situados dentro em cima ou perto da pessoa que os utiliza Ex Dispositivos ópticos e auditivos a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável 14 Produtos e tecnologia para educação e130 equipamentos produtos processos métodos e tecnologia utilizados para aquisição de conhecimento especialização ou habilidade incluindo aqueles adaptados ou especialmente projetados Ex Livros Manuais Hardware ou Software de computador a Não há limitação b limitação leve c limitação moderada dlimitação grave elimitação completa f Não especificado g Não aplicável Assinatura do avaliador Carimbo com nome e conselho profissional 20 Anexo Edital 492025 1617677 SEI 23085009602202500 pg 27 Ministério da Educação Universidade Federal do Triângulo Mineiro EDITAL Nº 492025PROPPGUFTM DE 01 DE OUTUBRO DE 2025 SELEÇÃO DE CANDIDATOS AO PROGRAMA DE PÓSGRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA PPGEF NÍVEIS MESTRADO E DOUTORADO PARA INGRESSO NO 1 SEMESTRE DE 2026 O PróReitor de Pesquisa e PósGraduação da Universidade Federal do Triângulo Mineiro UFTM no uso de suas atribuições por meio da Portaria ReitoriaUFTM nº 248 de 08 de novembro de 2024 torna pública a Seleção de candidatos ao Programa de PósGraduação em Educação Física PPGEFUFTM níveis Mestrado e Doutorado para ingresso no primeiro semestre do ano letivo de 2026 conforme aprovação ad referendum em 30092025 1 APRESENTAÇÃO 11 O PPGEF tem por finalidade qualificar profissionais aptos a desenvolver estudos avançados de modo a gerar ampliar e aprofundar o conhecimento da área propiciando o desenvolvimento profissional com o compromisso de uma prática social voltada para melhorias nas condições de vida no plano individual e coletivo Possui os seguintes objetivos I possibilitar a formação de profissionais e pesquisadores em nível de Mestrado e Doutorado II desenvolver estudos avançados e atividades de investigação no domínio específico na área de Educação Física III contribuir para a ampliação do contingente de profissionais qualificados para o ensino pesquisas e ações intervencionistas nas áreas de Educação Física 12 O Programa de PósGraduação em Educação Física da UFTM pertence à Àrea de Concentração Educação Física Esporte e Saúde e está estruturado em três linhas de pesquisa que norteiam as questões da educação do desempenho e da saúde relacionadas à Educação Física I Epidemiologia da Atividade Física II Comportamento Motor e Análise do Movimento Humano e III Aspectos Psicobiológicos do Exercício Físico Relacionados à Saúde e ao Desempenho 13 O Curso de Mestrado tem duração mínima de 12 doze meses e máxima de 24 vinte e quatro meses incluindo em ambos os casos o prazo máximo destinado à defesa da dissertação 14 O curso de Doutorado tem duração mínima de 24 vinte e quatro meses e máxima de 48 quarenta e oito meses incluindo em ambos os casos o prazo máximo destinado à defesa da tese 15 O processo de Seleção será conduzido por Comissão Examinadora a ser constituída pelos docentes das Linhas de Pesquisa designados pelo Colegiado do PPGEF 16 O candidato aprovado e classificado no processo seletivo deve ter disponibilidade para dedicarse às atividades de ensino e pesquisa as quais são realizadas ao longo da semana segunda a sextafeira 17 Informações adicionais sobre o PPGEF estão disponíveis em httpsap1uftmedubrsppgef 2 DOS REQUISITOS 21 Poderão se inscrever candidatos que preencham os seguintes requisitos 211 Para o Mestrado a candidatos portadores de diplomas de nível superior em qualquer área em cursos de bacharelados licenciaturas e tecnólogos reconhecidos pelo Ministério da Educação MEC b candidatos que ainda não tiverem concluído o curso de graduação poderão se inscrever desde que a colação de grau ocorra até a data da matrícula no PPGEF Neste caso deverá apresentar uma declaração emitida pela Instituição de Ensino Superior na qual esteja vinculado c proficiência em língua inglesa comprovada por atestado de aprovação conforme Anexo IV deverá ser apresentada no ato da matrícula 2111 Não serão admitidas inscrições de egressos de curso de curta duração ou sequencial Edital 49 de 01 de outubro de 2025 1617428 SEI 23085009602202500 pg 1 212 Para o Doutorado a candidatos portadores de diploma de mestrado reconhecido pela CAPES em qualquer área do conhecimento b candidatos que ainda não tiverem concluído o curso de mestrado poderão se inscrever desde que a defesa da dissertação ocorra até a data da matrícula no PPGEF Neste caso deverá apresentar uma declaração emitida pelo Programa de PósGraduação c proficiência em língua inglesa comprovada por atestado de aprovação conforme Anexo IV deverá ser apresentada no ato da matrícula 3 DAS VAGAS 31 Para o Mestrado serão oferecidas 28 vagas para Ampla Concorrência incluídas 03 reservadas no âmbito das ações afirmativas pretos pardos indígenas e quilombolas e por pessoas com deficiência 32 Para o Doutorado serão oferecidas 20 vagas para Ampla Concorrência incluídas 03 reservadas no âmbito das ações afirmativas pretos pardos indígenas e quilombolas e por pessoas com deficiência 33 As orientações serão realizadas de acordo com a disponibilidade de vagas dos professoresorientadores constantes no Anexo II do Edital Poderá haver remanejamento dos discentes entre os orientadores indicados dentro da mesma linha de pesquisa de acordo com a necessidade do Programa podendo ser alterado também o projeto de pesquisa apresentado 34 Todos os candidatos concorrerão por Ampla Concorrência 35 O candidato que também desejar concorrer às vagas destinadas ao sistema de ingresso por Reserva de Vagas em Ações Afirmativas deverá assinalar sua opção no ato da inscrição e anexar a No ato da inscrição laudo médico comprobatório da condição de pessoa com deficiência conforme orientações do Anexo VIA e se for o caso o Atestado de Funcionalidade Anexo VIII junto à apresentação dos documentos listados no subitem 43 b No ato da matrícula Quando indígena o Termo de Autodeclaração de Identidade indígena e documentos comprobatórios conforme Anexo VB Quando negro a autodeclaração étnicoracial negro pretos e pardos conforme Anexo VA junto à apresentação dos arquivos listados no Anexo VII 351 Os procedimentos de validação da autodeclaração de indígenas ou quilombolas bem como o de validação dos laudos de candidatos às vagas destinadas à pessoa com deficiência PCD serão conduzidos por uma Comissão Específica de Validação denominada respectivamente de CEVIQ e CEV PCD conforme Portaria ReitoriaUFTM nº 265 de 11 de fevereiro de 2025 3511 Os conceitos relativos à condição de Pessoa com Deficiência para todos os efeitos de verificação e comprovação referidos neste Edital constam do Anexo VIB 3512 Com base na legislação vigente NÃO poderão concorrer no âmbito do sistema de reserva de vagas PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS PcD previsto neste Edital candidatos cujos quadros estão descritos no Anexo VIC ou não sejam contemplados pela legislação 3513 A UFTM assegurará aos candidatos com deficiência as adaptações de provas e o apoio necessário para a participação em todas as etapas do processo seletivo mediante solicitação prévia e fundamentada no ato da inscrição nos termos da legislação vigente e das normas internas da instituição 352 Candidatos aprovados nas vagas reservadas para negros pretos e pardos passarão por procedimento de validação da autodeclaração étnicoracial conforme Portaria ReitoriaUFTM nº 256 de 06 de janeiro de 2025 tomando por referência o fenótipo características físicas predominantemente a cor da pele a textura do cabelo e os aspectos faciais etc que combinadas permitam que o mesmo seja socialmente reconhecido como uma pessoa negra sendo submetidos à análise da Banca de Heteroidentificação Os procedimentos para validação de autodeclaração de candidato aprovado em vaga reservada para pretos e pardos estão disponíveis no ANEXO VII 3521 A ascendência do candidato não será considerada em nenhuma hipótese para os fins da validação 3522 Os candidatos cuja autodeclaração não for validada em procedimento de heteroidentificação ainda que tenham obtido nota suficiente para aprovação na ampla concorrência e independentemente de alegação de boafé terão sua matrícula indeferida 36 A destinação das vagas reservadas no âmbito das Ações Afirmativas serão de no no mínimo 1 uma vaga para cada linha de pesquisa 361 Caso não haja candidato para uma determinada linha de pesquisa a vaga será repassada para a linha que obtiver maior número de candidatos cotistas inscritos 4 DAS INSCRIÇÕES Edital 49 de 01 de outubro de 2025 1617428 SEI 23085009602202500 pg 2 41 As inscrições dos candidatos ao PPGEF serão realizadas via Sistema UFTMNet com acesso a ser disponibilizado no sítio do Programa httpsap1uftmedubrsppgef 411 O candidato que ainda não possua cadastro no Sistema UFTMNet deverá cadastrarse em Novo Usuário O candidato que já possui acesso ao Sistema deverá preencher o formulário e realizar a inscrição 42 A inscrição dos candidatos ao PPGEF compõese de duas etapas I Preenchimento de formulários no Sistema Eletrônico da UFTM com anexação em campo próprio de toda a documentação solicitada no item 43 e se for o caso os documentos dispostos no item 35 alínea a em formato PDF II Análise da documentação pela Comissão Examinadora observando o cumprimento dos requisitos estabelecidos neste Edital em conformidade com os prazos definidos 43 O candidato deverá preencher a Ficha de Inscrição no link informado na página do PPGEF e realizar upload anexar dos documentos a seguir os quais devem ser digitalizados em formato PDF modo colorido com resolução de 200 DPI tamanho até 10MB sem cortes e rasuras a Documento de Identificação com foto RG ou equivalente na visualização frente e verso b Cadastro de Pessoa Física CPF c Candidatos estrangeiros deverão apresentar cópia do Registro Nacional de Estrangeiro RNE e de todas as páginas do passaporte Se aprovado no Processo Seletivo a Secretaria de PósGraduação informará oportunamente outros documentos necessários d Diploma da Graduação frente e verso ou documento emitido pela Instituição de Ensino na qual está vinculado constando a data da colação de grau ou ateste a possibilidade de colação de grau até a data da matrícula exclusivo para candidatos ao Mestrado e Diploma de Mestrado frente e verso ou documento emitido pela Instituição de Ensino na qual está vinculado que comprove a conclusão ou ateste a possibilidade de conclusão do mestrado até a data da matrícula exclusivo para candidatos ao Doutorado f Candidatos estrangeiros ou naturalizados não lusófonos deverão apresentar o Certificado CELPE Bras httpcelpebrasinepgovbrcertificacao observadas as mesmas condições e os mesmos prazos de validade das demais certificações de proficiência além da proficiência em Língua inglesa g Projeto de Pesquisa que o candidato pretende desenvolver sem constar nenhum dado que identifique o candidato Na capa deverá constar apenas o título do projeto a linha de pesquisa em que se inscreveu e dois nomes de possíveis orientadores da respectiva linha de pesquisa 1a e 2a opção Este projeto deverá estar formatado nas normas da ABNT sendo INTRODUÇÃO aqui incluídos o problema justificativa revisão de literatura e os objetivos METODOLOGIA e REFERÊNCIAS e conter no máximo 12 doze laudas A avaliação do projeto é uma das etapas da seleção do candidato No caso de aprovação do candidato a decisão de desenvolver ou não o projeto aprovado será do orientador h Laudo médico comprobatório da condição de pessoa com deficiência conforme orientações do Anexo VIA e se for o caso o Atestado de Funcionalidade Anexo VIII exclusivamente para o candidato que concorre ao ingresso por Reserva de Vagas PcD conforme item 35 i Cópia dos documentos comprobatórios referentes ao currículo que deverão ser anexados um a um em campo próprio na aba Envio de Currículos em formato PDF com boa resolução e sem cortes Deverão ser anexados de acordo com a ficha de avaliação do currículo disponíveis nos Anexo IIIA mestrado e Anexo IIIB doutorado j1 INSTRUÇÕES PARA O ENVIO DOS TÍTULOS Após salvar o formulário com os dados pessoais e inserção de documentos o candidato será redirecionado para a página de inscrições e deverá clicar no botão Envio de currículo para enviar os documentos referentes ao formulário de pontuação dos títulos 431 A não indicação de dois possíveis orientadores acarretará em indeferimento da inscrição Os orientadores devem pertencer à mesma linha de pesquisa O email dos docentes está disponível na página do PPGEF 44 Observações para anexar documentos I É de responsabilidade do candidato garantir o envio online de todos os documentos solicitados no edital de forma completa legível e sem cortes II A ausência de documentos que comprovem as informações fornecidas no formulário excluirá o candidato do processo de seleção III O candidato se responsabiliza pela veracidade das informações fornecidas na ficha de cadastro online e documentos apresentados IV Documentos complementares poderão ser solicitados V O tamanho de cada arquivo não poderá ultrapassar 10MB Caso fique maior que esse limite o candidato deverá separar o arquivo em partes VI A validação dos títulos do Formulário de Pontuação do Currículo será realizada pela Comissão Examinadora segundo os critérios estabelecidos nos Anexos IIIA e IIIB observando apenas a pontuação requerida pelo candidato Edital 49 de 01 de outubro de 2025 1617428 SEI 23085009602202500 pg 3 45 Somente serão considerados inscritos os candidatos que encaminharem a documentação completa e legível 46 Não serão aceitos documentos enviados após o período destinado à inscrição 47 A lista dos candidatos com as inscrições deferidas será publicada conforme Cronograma Anexo I 471 Candidatos com inscrições indeferidas poderão entrar com recurso em dois dias úteis após a divulgação da lista de inscrições deferidas O recurso deverá ser redigido obrigatoriamente em formulário eletrônico disponibilizado no sistema UFTMNet 4711 Documentos incorretos ou recusados no ato da inscrição poderão ser complementados juntos ao recurso 472 A Comissão Examinadora terá no máximo 2 dois dias úteis para análise dos recursos 473 Os recursos serão analisados pela Comissão Examinadora e quando não reconsiderados serão encaminhados para o Colegiado do PPGEF para apreciação e decisão definitiva 48 O período de inscrição poderá ser prorrogado a critério da Comissão Examinadora 49 Candidatos graduados e pósgraduados em estabelecimentos estrangeiros de ensino superior deverão ter diplomas de graduação ou pósgraduação revalidados de acordo com os Art 48 2º e 3º da Lei nº 93941996 410 As inscrições serão gratuitas 5 DA SELEÇÃO 51 A seleção de candidatos inscritos compreenderá 3 três fases 511 Primeira fase Avaliação dos Projetos de Pesquisa eliminatória e classificatória a Nesta etapa será atribuída nota de 0 zero a 10 dez pontos sendo avaliados I adequação à Linha de Pesquisa 01 ponto II viabilidade de execução 01 ponto III clareza 01 ponto IV objetividade 01 ponto V metodologia compatível 03 pontos VI relevância para a área de conhecimento 03 pontos b Somente se classificarão para a próxima fase os candidatos que obtiverem no mínimo nota 6 seis c O resultado dessa etapa será divulgado na data prevista no Cronograma Anexo I 512 Segunda fase Apresentação do Projeto de Pesquisa e Entrevista eliminatória e classificatória Nesta fase os candidatos serão avaliados em duas etapas sendo a Etapa 2A Apresentação do Projeto de Pesquisa e Arguição b Etapa 2B Entrevista 5121 Na etapa 2A Apresentação do Projeto de Pesquisa e Arguição o candidato deverá apresentar seu Projeto de Pesquisa no tempo máximo de 15 quinze minutos discorrendo sobre INTRODUÇÃO aqui incluídos problema justificativa revisão de literatura e objetivos METODOLOGIA E REFERÊNCIA sendo arguido ao final da apresentação no tempo máximo de 15 quinze minutos A apresentação do Projeto deverá ser feita em slides Power Point ou qualquer outro programa de apresentação com compartilhamento de tela durante a apresentação A sessão será gravada utilizando os recursos de imagem ou apenas som apenas pela Comissão Examinadora sendo proibida a gravação pelo candidato ou outros 51211 A apresentação do projeto será realizada no período descrito no Cronograma Anexo I e será realizada por banca constituída de no mínimo dois docentes do PPGEF utilizando o aplicativo Google Meet O cronograma das apresentações bem como o link de acesso à reunião serão divulgados com antecedência no sítio do Programa httpsap1uftmedubrsppgef 51212 O candidato deverá ingressar na sala virtual no horário agendado munido de documento original de identificação pessoal com foto Em hipótese nenhuma será admitida a participação após o horário previsto 51213 Nesta etapa será atribuída nota de zero a dez pontos sendo avaliados I qualidade da apresentação do projeto de pesquisa 02 pontos II qualidade da resposta à arguição 02 pontos Edital 49 de 01 de outubro de 2025 1617428 SEI 23085009602202500 pg 4 III coerência do raciocínio do candidato 02 pontos IV fundamentação teórica usada 02 pontos V adequação à temática da linha de pesquisa 02 pontos 5122 Na etapa 2B Entrevista Será realizada na sequência à arguição do Projeto de Pesquisa com duração máxima de 20 vinte minutos por banca constituída de no mínimo 2 dois docentes do PPGEF utilizando o aplicativo Google Meet A sessão será gravada utilizando os recursos de imagem ou apenas som apenas pela Comissão Examinadora sendo proibida a gravação pelo candidato ou outros 51221 Será atribuída nota de 0 zero a 10 dez pontos assim distribuídos I capacidade de expressar de maneira clara objetiva e consistente as experiências relatadas no currículo 25 pontos II capacidade de argumentação sobre sua trajetória profissional e correlação com o Programa de PósGraduação em Educação Física 25 pontos III demonstração da capacidade de implementação e experiência no desenvolvimento do projeto de pesquisa 25 pontos IV demonstração de disponibilidade de tempo do candidato para atender as exigências do Programa de PósGraduação em Educação Física por se tratar de um curso intensivo 25 pontos 51222 Será calculada a média das Etapas 2A e 2B e serão classificados para a próxima fase Avaliação de títulos candidatos que obtiverem no mínimo nota 6 seis 51223 O resultado dessa etapa será divulgado na data prevista no Cronograma Anexo I 513 Terceira fase Avaliação de títulos classificatória Será realizada pela Comissão Examinadora no período constante no Cronograma Anexo I sendo atribuída nota de zero a dez pontos conforme Anexo III A Mestrado e Anexo III B Doutorado 5131 O resultado dessa etapa será divulgado na data prevista no Cronograma Anexo I 52 A nota será definida pela média ponderada obtida pelas notas Avaliação do Projeto de Pesquisa Fase 1 peso 2 Apresentação do Projeto de Pesquisa e Arguição Etapa 2A da 2ª Fase peso 2 Entrevistas Etapa 2B da 2ª Fase peso 3 Avaliação de Títulos Fase 3 peso 3 521 A classificação será definida por linha de pesquisa considerando a indicação do orientador em 1ª opção 53 Para efeito de desempate serão observados sucessivamente pela Comissão Examinadora os seguintes critérios a maior nota na avaliação de títulos b maior nota na apresentação do projeto c maior nota no projeto d maior nota na entrevista e maior idade 6 DA DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS E RECURSOS 61 O resultado preliminar de cada Fase contendo a classificação dos candidatos será divulgado conforme o Cronograma Anexo I no sítio do Programa httpsap1uftmedubrsppgef 62 Na divulgação dos resultados o candidato será identificado pelo número do CPF ocultandose os números centrais ex 089XXXXXX78 63 O prazo para interposição de recursos após divulgação das inscrições e dos resultados obtidos em cada fase será de 2 dois dias úteis contados a partir da divulgação do respectivo resultado 631 O recurso deverá ser redigido obrigatoriamente em formulário eletrônico disponibilizado no sistema UFTMNet 6311 Os arquivos anexados deverão estar no formato PDF com boa resolução e sem cortes 6312 Não serão aceitos pedidos de recursos intempestivos ou promovidos por intermédio de outra forma que não seja o Sistema UFTMNet 632 Os recursos uma vez analisados pela Comissão Examinadora receberão decisão terminativa constituindo se em única e última instância da UFTM 633 Os resultados dos recursos serão divulgados no sítio do Programa httpsap1uftmedubrsppgef em prazo necessário para conclusão da análise pela Comissão Examinadora Edital 49 de 01 de outubro de 2025 1617428 SEI 23085009602202500 pg 5 634 Havendo alteração de qualquer um dos resultados proveniente de deferimento de recurso haverá nova publicação dos resultados 64 O resultado final contendo os aprovados e a lista de espera será divulgado conforme o Cronograma Anexo I no sítio do Programa httpsap1uftmedubrsppgef 65 Não haverá fornecimento por telefone email Whatsapp ou de qualquer outra forma de informações acerca de resultados deste Processo Seletivo É responsabilidade exclusiva dos candidatos acompanhar as publicações no sítio do Programa 7 DA MATRÍCULA E DO INÍCIO DAS AULAS 71 As matrículas serão realizadas no período previsto no Cronograma Anexo I As orientações para matrícula serão divulgadas previamente no sítio do Programa httpsap1uftmedubrsppgef 711 Documentos necessários para a matrícula a Histórico Escolar da Graduação constando a data da colação de grau b Histórico Escolar do Mestrado constando a data da Defesa da Dissertação exclusivo para aprovados no Doutorado c Diploma registrado do Curso Superior frente e verso ou certificado de conclusão de curso com validade de até dois anos após a data da colação de grau d Diploma de Mestrado frente e verso ou documento emitido pelo Programa de PósGraduação que comprove a conclusão exclusivo para aprovados no Doutorado e Certidão de Nascimento ou Casamento fCédula de Identidade frente e verso não pode ser substituída por outro documento g Cadastro de Pessoa Física CPF caso não conste no RG h Certidão da quitação eleitoral emitida pelo sítio do Programa httpwwwtsejusbreleitorcertidoescertidao dequitacaoeleitoral ou pelo Cartório Eleitoral i Documento militar para brasileiros maiores de 18 anos e do sexo masculino j Comprovante de endereço com CEP k Comprovante de proficiência na língua estrangeira conforme descrito no Anexo IV l Uma foto recente de rosto em formato jpg e com boa resolução no seguinte modelo posição de frente com fundo branco sem outras pessoas próximas Não enviar fotos sem camisa com boné máscara ou com a mão no rosto m Autodeclaração étnicoracial pretos pardos Anexo VA ou o Termo de Autodeclaração de Identidade Indígena Anexo VB exclusivamente para o candidato que concorre ao ingresso por Reserva de Vagas conforme item 35 72 O início das aulas será na data prevista no Cronograma Anexo I 73 O ingressante se responsabiliza pela veracidade dos comprovantes e documentos apresentados Quando houver dúvidas fundadas sobre a autenticidade de documento apresentado na matrícula tornase obrigatória para fins de conferência e validação da matrícula a apresentação de documento original 74 Após a primeira chamada havendo desistência ou cancelamento de matrícula serão efetuadas novas chamadas obedecendo rigorosamente à ordem de classificação sendo de inteira responsabilidade do candidato acompanhar as próximas convocações 8 DAS DISPOSIÇÕES FINAIS 81 A não efetivação da matrícula no prazo fixado implicará exclusão do candidato do processo de seleção sendo convocado o próximo candidato da lista de aprovados 82 A inscrição no Processo Seletivo implicará aceitação plena dos critérios exigidos neste Edital bem como eventuais retificações e demais normas superiores da Universidade Federal do Triângulo Mineiro 83 O candidato deverá ingressar na sala virtual das etapas 2A e 2B munido de documento original de identificação pessoal com foto O link de acesso será divulgado no sítio do Programa httpsap1uftmedubrsppgef 84 Além das Cédulas de Identidade RG serão aceitos como identificação somente documentos originais com foto Edital 49 de 01 de outubro de 2025 1617428 SEI 23085009602202500 pg 6 a saber Carteira de Identidade expedida pelas Forças Armadas EX AE MM e Polícia Militar PM Carteiras expedidas por Ordens ou Conselhos Profissionais que por Lei Federal valem como documento de identidade em todo o país CREA OAB CREFITO Carteira de Trabalho RNE Registro Nacional de Estrangeiros se o candidato não for brasileiro Carteira Nacional de Habilitação modelo com foto passaporte no prazo de validade Nenhum outro documento será considerado para entrada nas salas virtuais 85 Será excluído o candidato que ativa ou passivamente for constatado praticando qualquer tipo de fraude ou ato de indisciplina ou improbidade durante o Processo Seletivo 86 Será desclassificado o candidato ausente em qualquer uma das etapas 87 O resultado terá validade somente para ingresso no primeiro semestre do ano letivo de 2026 88 Todas as informações e documentos coletados serão tratados pelo Programa respeitandose a Lei Geral de Proteção de de Dados LGPD 89 À Comissão Examinadora do PPGEF reservase o direito de não preencher todas as vagas previstas neste Edital 810 A qualquer tempo poderão ser anuladas inscrição apresentação de projeto de pesquisa entrevista e matrícula desde que verificada qualquer falsidade nas declarações eou quaisquer irregularidades no processo de seleção avaliação oral eou nos documentos apresentados 811 O ingresso no Programa não acarreta a concessão automática de bolsa de estudos O Processo de Seleção de Bolsas tem regulamento e edital próprios que serão divulgados posteriormente à finalização deste Processo Seletivo na página do PPGEF 812 São partes integrantes deste Edital a Anexo I Cronograma do Processo Seletivo b Anexo II Lista de Docentes e Linhas de Pesquisa c Anexo IIIA Formulário de Valoração de Títulos mestrado d Anexo IIIB Formulário de Valoração de Títulos doutorado e Anexo IV Exames de Proficiência aceitos f Anexo VA Autodeclaração étnicoracial negro g Anexo VB Termo de Autodeclaração de Identidade Indígena TADII ou Quilombola TACQ h Anexo VIA Orientações para candidatos à vaga de PcD iAnexo VIB Conceitos relativos à condição de Pessoa com Deficiência PcD jAnexo VIC Não elegibilidade quem não poderá concorrer ao sistema de reserva de vagas para pessoas com deficiências PcD k Anexo VII Procedimento para candidato autodeclarado negro lAnexo VIII Atestado de funcionalidade 813 Casos omissos serão analisados pelo Colegiado de PósGraduação do PPGEF e no Conselho de Pesquisa e Pós Graduação da UFTM 814 Na ocorrência de caso fortuito ou de força maior que prejudique parcial ou integralmente este processo de seleção à UFTM reservase o direito de cancelar adiar substituir ou realizar novo processo avaliativo de modo a viabilizar o conjunto do Processo Seletivo 815 Informações complementares deverão ser obtidas em httpwwwuftmedubrstrictosensuppgef 816 Não serão fornecidos aos candidatos equipamentos de informática para preparo da apresentação do projeto de pesquisa e entrevista 817 É responsabilidade dos candidatos portar dispositivos de informática equipados com câmera de vídeo e microfone a fim de participarem das etapas do Processo Seletivo 818 Caso o candidato tenha dificuldade para contatar a banca no horário estabelecido para apresentação do projeto Edital 49 de 01 de outubro de 2025 1617428 SEI 23085009602202500 pg 7 de pesquisa e entrevista ele deverá entrar em contato pelos emails dos professores que irão realizar a entrevista bem como pelo endereço da secretaria secppgefuftmedubr 8181 Os emails dos docentes estão publicados no sítio do Programa httpsap1uftmedubrsppgef 819 Este edital poderá ser impugnado fundamentadamente pelo email secproppguftmedubr no prazo de 2 dois dias úteis a partir da publicação Uberaba 01 de outubro de 2025 JULIO CESAR DE SOUZA INÁCIO GONÇALVES PróReitor de Pesquisa e PósGraduação Documento assinado eletronicamente por JULIO CESAR DE SOUZA INACIO GONCALVES PróReitor de Pesquisa e Pós Graduação em 01102025 às 1656 conforme horário oficial de Brasília com fundamento no 3º do art 4º do Decreto nº 10543 de 13 de novembro de 2020 e no art 34 da Portaria ReitoriaUFTM nº 215 de 16 de julho de 2024 A autenticidade deste documento pode ser conferida no site httpseiuftmedubrseicontroladorexternophp acaodocumentoconferiridorgaoacessoexterno0 informando o código verificador 1617428 e o código CRC A802BCC2 Referência Processo nº 23085009602202500 SEI nº 1617428 Edital 49 de 01 de outubro de 2025 1617428 SEI 23085009602202500 pg 8 BIBLIOTECA LAS CASAS Fundación Index httpwwwindexfcomlascasaslascasasphp Cómo citar este documento Hermann Gislaine Lana Letice Dalla A influência da dança na qualidade de vida dos idosos Biblioteca Lascasas 2016 121 Disponible en httpwwwindex fcomlascasasdocumentoslc0884php A INFLUÊNCIA DA DANÇA NA QUALIDADE DE VIDA DOS IDOSOS Gislaine Hermann1 Letice Dalla Lana2 1 Gislaine Hermann Autora Acadêmica de enfermagem da Universidade Feevale Novo Hamburgo Rio Grande do Sul Brasil 2 Letice Dalla Lana orientadora Professora Ms Enfermeira da Universidade Feevale Novo Hamburgo Rio Grande do Sul Brasil 2 1 TEMA DE ESTUDO A qualidade de vida dos idosos participantes de um grupo de dança 3 2 JUSTIFICATIVA O envelhecimento é um processo natural fisiológico e biológico fundamental marcado pela perda crescente das funções sensoriais e motoras ampliando portanto a vulnerabilidade às doenças O processo de envelhecimento sofre modificações cognitivas fisiológicas patológicas biológicas e socioeconômicas necessitando de atenção integral FERREIRA et al 2012 Desta forma acarreta a redução de sua capacidade funcional SOUZA et al 2010 as quais podem prejudicar a funcionalidade a independência e a mobilidade impossibilitando um envelhecimento independente e saudável LOBO SANTOS GOMES 2014 Assim a atenção prestada deve enfocar aspectos de promoção prevenção e tratamento haja vista a complexidade e magnitude dos idosos JESUS MARTINS et al 2007 No Brasil idoso caracterizase como pessoa com idade igual ou maior que 60 anos conforme o Estatuto do Idoso Lei Nº 10741 De 1º de outubro de 2003 o qual regulamenta os direitos à pessoa idosa bem como assegura os direitos sociais Assim a pessoa idosa pode gozar de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana sem prejuízo da proteção integral assegurando todas as oportunidades e facilidades para preservação da saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral intelectual espiritual e social em condições de liberdade e dignidade BRASIL 2003 Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística o Brasil tem 206 milhões de idosos IBGE 2010 Na população brasileira esse número tem representado 108 Em 2060 a expectativa é que o número de pessoas idosas aumente para 584 milhões 267 do total O que aumentou a expectativa de vida dos brasileiros que passará de 75 anos em 2013 para 81 anos em 2060 é a taxa de fecundidade que está em queda nos últimos 50 anos e também a melhora da qualidade de vida dos brasileiros PORTAL BRASIL 2014 No município de Estância Velha localizado na região sul do Brasil local deste estudo o número de idosos no ano de 2010 atinge 10834 idosos frente ao número de 45986 habitantes IBGE 2014 Deste modo percebese que o município contém um número significativo de idosos e consequentemente necessidade de qualidade de vida entre a população 4 Como estratégia de melhoria na qualidade de vida entre os idosos temse observado um número significativo de grupos de conveniência para a terceira idade com o intuito de promover a identificação dos valores atitudes e comportamentos entre os idosos WICHMANN et al 2013 Consequentemente a participação ativa nos grupos de convivência tem aumentado a expectativa de vida bem como a melhoria da qualidade de vida dos participantes ARAÚJO LOIOLA et al 2015 Além disso estudos identificam que a inserção nas atividades propostas pelo grupo de convivência traz benefício físico e mental pois impulsionam a interação inclusão social e uma forma de resgatar a autonomia de viver com dignidade e dentro do domínio de ser e estar saudável WICHMANN et al 2013 Um estudo multicêntrico entre Brasil e Espanha com 262 idosos pertencentes a um grupo de convivência identificou que a convivência entre os idosos num grupo permite compartilhar suas tristezas alegrias angústias amores afetos reduzem sentimentos como insegurança o medo a depressão especialmente após a perda de entes queridos recebem e doam afeto trocam experiências de vida e conversam com os amigos WICHMANN et al 2013 Neste ínterim os profissionais da área da saúde devem implementar ações que contribuam com a viabilidade dos grupos de convivência entre os idosos bem como propor estratégias de educação em saúde Entretanto os profissionais não devem enfatizar durante o grupo os aspectos oriundos de ser idoso portador de uma doença crônica haja vista as perspectivas de recuperação manutenção e promoção da saúde JESUS MARTINS et al 2007 A enfermagem como precursora do gerenciamento da enfermagem deve garantir ações que preservem a autonomia dos idosos e a resolutibilidade com o intuito de satisfazer as necessidades de saúde da população Deste modo cabe aos profissionais promover espaços de convivência que repercutam na qualidade de vida e saúde dos idosos JESUS MARTINS et al 2007 Conforme a resolução do COFEN Nº 3112007 o Código de Ética da Enfermagem em seus princípios fundamentais preconiza que o profissional de enfermagem é comprometido com a qualidade de vida e saúde das pessoas família e coletividade O enfermeiro deve atuar na prevenção promoção recuperação e reabilitação da saúde respeitando a vida a dignidade e integralidade em consonância com os preceitos éticos e legais COFEN 2007 5 Com o avanço da medicina e da tecnologia elevase a expectativa de vida do idoso e consequentemente da qualidade de vida pois é capaz de envolver aspectos comportamentais e emocionais visando à manutenção da autonomia a inclusão social o viver com dignidade e como resultado o ser e estar saudável LEITE et al 2012 Deste modo o termo qualidade de vida pode ter vários significados uma vez que contempla a experiência o conhecimento e valores de pessoas e populações em diferentes épocas sendo uma construção social com intervenção de distintas culturas LEITE et al 2012 Assim possibilita benefícios no campo físico psíquico e social tendo em vista a independência e autonomia no qual o idoso possa apresentar Conforme Souza et al 2010 a qualidade de vida pode ser impulsionada pela participação ativa em grupos de convivência como na prática de atividade física em grupo Ou seja realizar atividades como dança onde se demanda um parceiro pode ser um fator protetor para a melhora da qualidade de vida Entendese que a prática de atividades físicas principalmente em pessoas idosas deve ter exercícios regulares de flexibilidade e força o que favorece o surgimento de benefícios psicológicos como diminuição do estresse e da ansiedade melhora o humor isto em um curto espaço de tempo como também um papel mais ativo na sociedade Já a um espaço de tempo mais longo melhora o controle motor e cognitivo a saúde mental a inserção na sociedade e a formação de novas amizades Como meio de atividade física a dança para os idosos auxilia para melhores condições de saúde AMARAL et al 2014 Um estudo desenvolvido por Gonzales et al 2015 demonstra que os benefícios dos exercícios repercutem na função cardiorrespiratória aptidão física e função sexual de pessoas aparentemente saudáveis e igualmente aos portadores de doenças cardiovasculares Dentre as atividades físicas a dança é uma das mais recomendadas entre os idosos tendo em vista a manutenção da força muscular sustentação equilíbrio e amplitude dos movimentos Além disso ela possibilita a mudança no estilo de vida dos idosos já que necessita da interação entre os indivíduos SOUZA et al 2010 Uma maneira de praticar atividade física é a dança pois exige esforço superior ou semelhante aos exercícios utilizados nos programas de prevenção e reabilitação o que tem favorecido na melhora da capacidade funcional da função endotelial e função sexual de cardiopatas Observando o contexto da aproximação das pessoas música e ambiente em que se desenvolve a 6 dança tornase aceitável que ela contribua mais para a manifestação da libido e da sexualidade e em consequência colabore na melhora da função sexual em comparação a prática de exercícios convencionais GONZALES et al 2015 A dança é um meio de atividade física para os idosos que auxília na melhora das condições de saúde ela é uma maneira de expressar os movimentos conduzidos pela música desperta prazer emoções positivas e socialização Um estudo realizado com 60 participantes idosos em Teresina Estado do Piauí caracterizou a dança como um estado mágico do amor relacionado com festa e trabalho capaz de promover transformação no estilo de vida tornando os idosos mais ativos ARAÚJO LOIOLA et al 2015 Outro estudo realizado identificou que a dança permite que o idoso descubra seus limites o prazer de poder extravasar suas emoções e seus sentimentos através de seu corpo viabilizando a melhora da sua autoestima e consequentemente da sua qualidade de vida e saúde SOUZA et al 2010 A dança pode resgatar no idoso a melhora da autoestima pois desperta a alegria de conviver com novas amizades nas quais celebram a vida esquecendo por um momento das doenças adquiridas pela idade ao serem tomados pela música que é capaz de envolver e contagiar as pessoas ARAÚJO LOIOLA et al 2015 SOUZA et al 2010 7 3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA A tendência de envelhecimento na população brasileira segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE 2012 enfatiza que os números irão quadruplicar até o ano de 2060 representando quase 27 de toda a população brasileira Consequentemente teremos uma sociedade com vulnerabilidade a doenças haja vista que o fator intrínseco perpassa por alterações funcionais e estruturais que diminuem a vitalidade e contribuem para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis VIEIRA APRILE PAULINO 2014 O envelhecimento da população repercute nos aspectos saúde social político e econômico Um dos problemas atuais em nível de saúde pública são as doenças crônicas não transmissíveis DCNT tendo em vista o número de idosos As DCNT foram às responsáveis por 63 da mortalidade mundial no ano de 2008 e 73 de óbitos no Brasil no ano de 2007 CARVALHO et al 2015 Para tal a preocupação dos profissionais da área da saúde é promover uma melhor qualidade de vida e saúde nessa etapa de vida Uma alternativa é a criação de grupos de convivência onde os idosos buscam inicialmente uma melhoria física e mental por meio de atividades físicas mas que posteriormente podem ocasionar prazer e satisfação Essa manifestação emocional pode estar associada também as novas propostas oriundas do grupo de convivência pois as atividades de lazer ganham espaço para viagens e o desenvolvimento de outras atividades ocupacionais e lúdicas Para Wichmann et al 2013 a compreensão da satisfação emocional está essencialmente relacionada com a melhora da qualidade de vida que propícia elementos essenciais como boa saúde física e mental espiritualidade lazer e hábitos saudáveis especialmente à manutenção da capacidade funcional do idoso Alguns grupos de convivência também viabilizam a troca de saberes enfocando o aspecto saúde tomando como premissa o processo de envelhecimento onde o idoso tornase vulneráveis às doenças crônicas Contudo a troca de saberes na maioria das vezes demanda a inserção de profissionais capacitados a promover a educação em saúde com qualidade Nesse sentido cabe ao enfermeiro como educador destinar suas orientações para essa parcela da população Os profissionais da enfermagem tornamse importantes disseminadores de saúde pois os saberes científicos podem agregarse aos saberes populares sobre 8 saúde na quais incentivam a socialização das intervenções aos idosos DALMOLIN et al 2013 Assim a participação ativa dos profissionais possibilita melhorias na qualidade de vida e saúde ao participar de grupos de convivência principalmente nos aspectos psicológico social e funcional Os benefícios ao participar de grupos de convivência possibilitam minimizar riscos causados pelo isolamento social e auxilia para uma maior autonomia dos idosos Conforme Aragoni et al 2013 os grupos de convivência proporcionam novas amizades afastando a solidão além de contribuir para a adoção de um estilo de vida mais ativo onde são realizadas atividades de lazer artísticas manuais culturais intelectuais artísticas e de convívio grupal Deste modo participar de grupos de convivência onde o idoso encontra a oportunidade de interagir com os demais participantes com atividades que auxiliam para a manutenção do equilíbrio biopsicossocial até mesmo amenizar possíveis conflitos pessoais e ambientais ARAGONI et al2013 A prática regular de atividades físicas pode diminuir os riscos do desenvolvimento dessas doenças favorecendo os efeitos sobre o sistema cardiovascular e benefícios psicológicos e físicos SILVA et al 2014 Tanto o desempenho sexual como a saúde em geral dependem do bem estar físico social e mental fatores influenciados pelo estilo de vida no qual a atividade física merece destaque CARVALHO et al 2015 Um estudo realizado no Núcleo de Cardiologia e Medicina do Exercício da Universidade do Estado de Santa Catarina destacou que a prática de atividade física é um potente ansiolítico e antidepressivo devido aos benefícios proporcionados que por sua vez merece devida atenção na redução dos fatores de risco e melhoria da capacidade cardiorrespiratória A atividade física proporciona também o aumento da produção e diminuição da degradação de oxido nítrico de maneira equivalente ao proporcionado pelos fármacos Acrescentase ainda que a atividade física contribua excelentemente para melhorar a autoestima e a autoimagem CARVALHO et al 2015 Entre as modalidades de atividade física destacase a dança que possibilita diversão contato afetivo entre os parceiros propícia interação social tendo sido demonstrados os benefícios na função endotelial pressão arterial aptidão cardiorrespiratória que refletem na melhora da qualidade de vida Acreditase que as pessoas que praticam a dança frequentemente são mais motivadas a aderirem à 9 atividade física do que integrantes de programas de atividades físicas convencionais CARVALHO et al 2015 Um estudo de revisão bibliográfica identificou quatorze publicações na base de dados Pubmed das quais cinco associavam à doença de Parkinson com a qualidade de vida perante a participação ativa em programas de dança Um dos benefícios inclui a melhora significativa na sua capacidade funcional destacando a variável equilíbrio reforçando a prática de atividades físicas como uma alternativa adequada AMARAL et al 2014 Outro estudo desenvolvido em São Paulo identificou que a dança auxilia no equilíbrio do idoso que frequenta assiduamente um grupo de convivência Além disso constatou que a dança retarda a velhice e promove uma melhora nas atividades diárias AVD do idoso SILVA BERBEL 2015 Neste ínterim percebese que a prática da dança em grupos de convivência possibilita uma melhora da qualidade de vida entre os idosos tendo em vista a convivência mobilidade física e as relações sociais permitindo benefícios no aspecto físico mental social e psicológico Contudo visualizase uma lacuna dos aspectos benéficos auto relatados pelos idosos sobre a sua qualidade de vida perante o grupo de convivência na prática da dança Para tal este estudo baseado numa pesquisa quantiqualitativa irá identificar a qualidade de vida entre os idosos de um grupo de dança na cidade de Estância Velha RS 10 4 OBJETIVOS Encontramse descritos a seguir os seguintes objetos de estudo 41 OBJETIVO GERAL Identificar a qualidade de vida dos idosos que praticam a dança num grupo de convivência 42 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Identificar a percepção de qualidade de vida para os idosos que praticam a dança num grupo de convivência Levantar os aspectos que influenciam na qualidade de vida desde o ingresso no grupo de dança de um grupo de convivência 11 5 MÉTODOS A seguir será apresentado o tipo de delineamento utilizado na pesquisa participantes e sujeitos aspectos éticos coleta de dados e análise dos dados 51 DELINEAMENTO DO ESTUDO Estudo do tipo quantiqualitativa A pesquisa quantitativa se expressa em números onde tudo pode ser classificado a partir de opiniões e informações Requer o uso de método e técnicas estatísticas como percentagem e desvio padrão Assim o seu desenvolvimento metodológico demanda formular hipóteses que garantam precisão nos resultados obtidos para posteriormente classificar a relação entre as variáveis PRODANOV FREITAS 2013 A pesquisa qualitativa descrevese como uma ligação dinâmica entre o sujeito e o mundo real ou seja um vínculo inseparável entre o mundo objetivo e a parcialidade do sujeito que não pode ser demonstrado em números A interpretação e atribuição dos significados no processo de pesquisa qualitativa são básicas não necessitam de uso de métodos e técnicas estatísticas A pesquisa tem o ambiente como fonte direta de dados na abordagem qualitativa o pesquisador é o instrumento chave PRODANOV FREITAS 2013 A pesquisa também é de abordagem exploratória pois possibilita diversos aspectos e ângulos através de um planejamento flexível que em geral compreende em entrevistas com indivíduos que possuíram experiências práticas com o problema pesquisado investigação de exemplos que incentivem a compreensão PRODANOV FREITAS 2013 52 SUJEITO E PARTICIPANTE Esta pesquisa será desenvolvida com sujeitos idosos pertencentes aos municípios de Novo Hamburgo e Estância Velha que participam ativamente do grupo de convivência da cidade de Estância Velha O grupo de convivência é chamado Restaurante Atlântico fundado em 2013 na cidade de Estância Velha A fundadora é a presidenta do grupo que viabiliza e 12 organiza os eventos realizados pelo grupo de convivência O grupo iniciou apenas com idosos da cidade de Estância Velha mas no momento o grupo recebe idosos das cidades vizinhas como Novo Hamburgo totalizando uma média de 20 idosos O objetivo para os idosos em relação ao grupo é se reunir para dançar ter momentos de troca e alegria associando atividades de recreação O critério para participar das atividades do grupo é adquirir o ingresso para o baile que ocorre todas as quintas feiras O tempo de duração é de três horas Os critérios de inclusão para participar desse projeto serão sujeitos com idade igual ou superior a 60 anos conforme preconizado pelo Estatuto do Idoso Art1 inscritos na atividade de dança há pelo menos três meses tomando como base a mudança de estilo de vida após a inserção no grupo Os critérios de exclusão contemplarão os sujeitos que utilizam como meio de locomoção a cadeira de rodas e participam a menos de três meses no grupo de convivência 53 ASPECTOS ÉTICOS Como se trata de pesquisa com seres humanos será respeitado à resolução Nº4662012 do Conselho Nacional de Saúde que tem descrito diretrizes e normas que regulamentam pesquisas que envolvem seres humanos BRASIL 2012 Para realização da pesquisa será respeitada as identidades dos entrevistados bem como o município em que residem Deste modo serão utilizados os codinomes idosos e o número conforme as entrevistas como Idoso1 Idoso2 Idoso3 A coleta de dados será desenvolvida pela acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem Gislaine Hermann no dia agendado com o idoso Desta forma serão apresentados os objetivos do estudo bem como lhe esclarecer dúvidas pertinentes à pesquisa e solicitar que assine o termo de consentimento livre e esclarecido TCLE APÊNDICE A O TCLE será duas vias sendo que uma das vias ficará com o pesquisado e outra com a pesquisadora acadêmica No caso de pacientes analfabetos ou com diminuição de força motora poderá ser usada impressão digital Os participantes deste estudo podem desistir a qualquer momento da participação da pesquisa sem nenhum malefício ou prejuízo Os dados coletados 13 serão de utilização única e exclusiva para este estudo havendo inclusive possibilidade de divulgação dos resultados para a comunidade científica sempre considerando o anonimato dos participantes Todos os registros realizados a partir da coleta de dados deverão ser guardados sobre a responsabilidade da acadêmica pesquisadora por cinco anos e depois incinerados 54 COLETA DE DADOS O primeiro contato com o grupo será com a coordenadora do respectivo grupo agendando um melhor horário para apresentar a proposta do trabalho de pesquisa e posteriormente o agendamento com os idosos para as entrevistas Serão priorizadas as entrevistas agendadas antes do grupo de dança tendo em vista a dinâmica organizacional do idoso e do pesquisador A entrevista tem como objetivo obter informações do entrevistado sobre determinado problema ou assunto Na entrevista o roteiro é preestabelecido pelo entrevistador ocorrendo a partir de um formulário elaborado com antecedência Deste modo tornase um método de coleta adequado tomando como base a padronização podendo comparar grupos de respostas PRODANOV FREITAS 2013 O período da coleta de dados será nos meses de fevereiro a março de 2016 A entrevista acontecerá numa sala reservada atentandose a privacidade do idoso e a criticidade dos dados coletados sobre qualidade de vida Deste modo a entrevista será gravada pela pesquisadora A entrevista será desenvolvida individualmente com o idoso na qual serão utilizados dois instrumentos O primeiro instrumento será focado nos dados pessoais do idoso como número da entrevista entrevistado horário nome idade sexo município onde residem doenças prévias e atuais e se utiliza alguma medicação Na sequência será questionado sobre a sua qualidade de vida desde a inserção no grupo de convivência a fim de identificar a percepção sobre a sua qualidade de vida O segundo instrumento avaliará a qualidade de vida por meio do WHOQOL OLD validado e elaborado pela Organização Mundial da Saúde com o objetivo de avaliar a qualidade de vida do idoso O WHOQOLOLD é estruturado por vinte e quatro itens e seis aspectos como autonomia funcionamento do sensório 14 participação social morte e morrer atividades passadas presentes e futuras e intimidade ROCHA KLEIN PASQUALOTTI 2014 O questionário WHOQOLOLD tem como benefício à aplicabilidade sem influência do pesquisador FLECK et al 1999 Contudo essa pesquisa será na forma de entrevista inclusive com o WHOQOLOLD tomando como base a dificuldade visual dos idosos e o processo de entendimento frente ao questionário 55 ANÁLISE DOS DADOS Os dados qualitativos serão analisados em categoria atentandose aos itens associados à temática de qualidade de vida tomando como base os itens descritos no WHOQOLOLD POWER CHAMOVICH FLECK 2006 Já os dados quantitativos serão tabulados em planilha de Microsoft Excel 2010 e posteriormente analisados no Programa Software Statistical Package for the Social Sciences SPSS versão 19 As variáveis contínuas com distribuição normal serão expressas como média e desvio padrão e as variáveis categóricas serão expressas como percentuais e números absolutos 15 6 REVISÃO DE LITERATURA 61 O ENVELHECIMENTO HUMANO A população idosa vem aumentando em diferentes partes do mundo descobrindose variações significativas na velocidade desse crescimento A modificação no Brasil tem decorrido de maneira acelerada para uma sociedade pouco preparada para essas transformações A população idosa aumentou de dois milhões em 1950 para mais de quinze milhões no ano de 2002 No Brasil essas projeções indicam que no ano de 2025 o país terá a sexta maior população mundial de idosos cerca de quinze por cento da população brasileira isto é em torno de trinta milhões de idosos ARAÚJO et al 2011 O aumento da expectativa de vida é emergente de melhores condições de vida como o saneamento básico os progressos das indústrias de medicamentos e tecnologias médicas evidenciando uma conquista mundial na área da saúde Podendo estar associado a acarretar um rendimento educacional baixo diminuição das condições de moradia e econômicas em centros urbanos além do aparecimento de danos crônico degenerativos dos idosos PEREGRINO et al 2012 O envelhecimento pode ser considerado de várias formas das quais a definição mais difundida é a perda dos processos envolvidos na conservação da homeostase do organismo implicando na diminuição da viabilidade ou crescimento da vulnerabilidade ao estresse PEREGRINO et al 2012 Outros estudos compreendem como um processo dinâmico e progressivo que causa modificações morfológicas funcionais e bioquímicas Essas alterações determinam a perda progressiva da capacidade de adaptação ao meio ambiente resultando maior instabilidade e existência de processos patológicos que impulsionam o indivíduo a morte FERREIRA et al 2012 A imagem clássica do idoso como um ser isolado e dependente do mundo está sendo modificada com a ideia do envelhecimento ativo que busca desconstruir paradigmas impostos pela sociedade brasileira pelos costumes tradicionais e culturais É fisiológico que o envelhecimento cause diminuições e limitações na capacidade funcional originando patologias inexistentes até o momento Associada a uma vida irregular como alimentação inadequada entre outros fatores o conjunto de danos à saúde pode prejudicar esse processo em vários aspectos GRAVURA 16 A Ocorrem diversas alterações causando vulnerabilidade no idoso durante o processo de envelhecimento no qual deve ser considerado dinâmico e progressivo FERNANDES 2014 GRAVURA A Alterações no processo de envelhecimento Fonte Adaptado de FERNANDES 2014 O envelhecimento pode estar associado à perda da capacidade física a perda da beleza a processos patológicos e outros fatores que auxiliam para que as pessoas se sintam frustradas em frente a essa realidade pois vai se instalando diariamente de forma irreversível deixando clara e evidente as alterações e limitações características ocasionadas pelo processo do envelhecimento Segundo psicólogos e sociólogos existem também alterações independentes do processo biológico como as psicológicas espirituais e sociais que são igualmente importantes no processo do envelhecimento SOUZA ZAGONEL MAFTUM 2007 O processo biológico é natural progressivo e dinâmico e o seu desenvolvimento provoca diversas alterações no organismo Essas alterações ocorrerão devido ás mudanças na forma do corpo evidenciado pela presença de 17 rugas cabelos brancos entre outras alterações Fisiologicamente as modificações estão associadas com a diminuição das funções orgânicas e bioquimicamente o envelhecimento se evidencia por meio das alterações da atividade glandular e da degeneração dos mecanismos de síntese do organismo essencialmente da síntese proteica que é fundamental para a manutenção da vitalidade do organismo humano SOUZA ZAGONEL MAFTUM 2007 Envelhecer é um processo que se dá gradativamente e sofre intervenção de variáveis biológicas e sociais Segundo a ótica das teorias biológicas o envelhecimento é evidenciado pela degeneração das funções e estruturas orgânicas Assim sendo vai haver um declínio gradual das capacidades motoras assim como a diminuição da flexibilidade velocidade capacidade aeróbia e força muscular Diante disso a realização das atividades diárias e desse modo a manutenção de um estilo de vida ativo vão se tornando difíceis SILVA et al 2014 O idoso demanda atenção integral uma vez que o processo do envelhecimento saudável envolve cuidados de promoção prevenção educação e intervenção As modificações no perfil populacional demonstram grandes preocupações não só em consequência dos agravos de doenças crônicas mas da relação da saúde física e mental capacidade funcional independência financeira e suporte social A enfermagem tem papel essencial na promoção da saúde tomando como base a prevenção e promoção da saúde entre a população idosa Nesse sentido a enfermagem tem desenvolvido intervenções no intuito de buscar novos cenários e perspectivas humanizadas na atenção com as pessoas especialmente com os idosos ROCHA et al 2011 62 QUALIDADE DE VIDA NA TERCEIRA IDADE A ideia de qualidade de vida vigente na psicologia organizacional e nas ciências sociais vem recebendo destaque nas ações voltadas à promoção da saúde visto que conforme a Organização Mundial da Saúde OMS o conceito de qualidade de vida é amplo e implica não somente a ausência de doença ou enfermidade mas em um absoluto estado de bem estar mental físico e social Assim é percebível que construir a qualidade de vida faz parte do trabalho em promoção da saúde e é essencial para que possa determinar lugares de inserção 18 das pessoas e reconhecimento de suas experiências e necessidades No momento que relacionado ao trabalho com idosos a concepção de qualidade de vida ganha mais visibilidade já que para a população idosa a vida não deve ser entendida como uma dificuldade mas requer construções que demonstrem novas capacidades de conquistas e superação desejando alcançar um estado de felicidade pessoal SOUSA ANDRADE ANDRADE 2015 A qualidade de vida pode ser definida de várias maneiras uma vez que os aspectos religiosos éticos culturais e pessoais atuam na forma como ela pode ser compreendida Mesmo que haja diferentes definições para o termo ocorre concordância entre os autores de que para avaliar a qualidade de vida é essencial a utilização da abordagem multidimensional Ela se estabelece através de parâmetros objetivos como bem estar realização pessoal e os subjetivos que estariam relacionados às necessidades básicas e a uma estrutura social Na área da saúde o conceito de qualidade de vida surgiu a partir do movimento da humanização e valorização de outros indicadores de avaliação como dados epidemiológicos incidência prevalência e sintomas de outras doenças VITORINO PASKULIN VIANNA 2013 Conforme a Organização Mundial da Saúde OMS 1998 qualidade de vida é a compreensão da pessoa de sua posição na vida no ambiente do sistema de valores e culturas nos quais ele vive e em relação as suas expectativas preocupações padrões e objetivos Qualidade de vida nesse contexto boa ou excelente é aquela que possibilita um mínimo de condições para que as pessoas possam ampliar ao máximo de suas capacidades produzindo amando trabalhando sentido vivendo ou simplesmente existindo No idoso a avaliação da qualidade de vida ressalta a importância e complexidade das tarefas e adoção de vários parâmetros de natureza psicológica biológica e sociocultural uma vez que muitos elementos são indicados como determinador ou indicador de bem estar na velhice saúde biológica e mental longevidade satisfação controle cognitivo status social atividade e continuidade de papeis familiares SERBIM FIQUEIREDO 2011 A expressão qualidade de vida tem recebido diversas definições no decorrer dos anos A qualidade de vida está unida a um conjunto equilibrado e harmonioso de realizações em todos os níveis como família trabalho sexo lazer saúde e desenvolvimento espiritual Independente de não existir uma única definição para qualidade de vida algumas definições consensuais recebem destaque A 19 Organização Mundial da Saúde 2005 compreende a qualidade de vida como saúde psicológica física as relações sociais o nível de dependência as crenças e as relações com o ambiente Outro autor acrescenta as influências que contemplam os valores éticos religiosos culturais bem como valores e compreensões pessoais SANTOS et al 2013 De um modo geral os instrumentos utilizados na avaliação da qualidade de vida não se adaptam aos idosos ora porque tem uma abordagem unidimensional ora porque os idosos que dizem ter uma boa qualidade de vida que segundo a interpretação dos instrumentos utilizados eles não teriam Portanto parece que existem aspectos multidimensionais e característicos que definem a qualidade de vida nos idosos Tendo em vista as especificidades dos idosos bem como o aumento dessa população o desenvolvimento de uma escala de qualidade de vida é notadamente importante SERBIM FIQUEIREDO 2011 O Grupo de estudos em Qualidade de Vida da Organização Mundial de Saúde WHOQOL 1998a 1998b desenvolveu instrumentos para avaliar a qualidade de vida de adultos jovens o WHOQOL100 e o WHOQOLBREF com o objetivo de mensurar a qualidade de vida das pessoas mas se questionou se esses instrumentos seriam eficientes para avaliar a qualidade de vida dos idosos Sendo assim o grupo construiu um modelo adaptado para os idosos no ano de 1999 caracterizandoo como WHOQOLOLD Esse instrumento tem por objetivo auxiliar nas informações complementares sobre a qualidade de vida nos idosos FLECK MPA et al 1999 Conforme Leite et al 2012 os fatores que influenciam na qualidade de vida estão associados à manutenção da saúde no campo independência autonomia e uma boa saúde física Um estudo identificou que pacientes com sintomas como dispneia e fadiga decorrente das doenças cardíacas pode ocasionar um efeito negativo sobre a qualidade de vida a dor pode colaborar para maiores limitações ou atuar como um lembrete da doença exercendo forte influência sobre a qualidade devida SANTOS TAVARES et al 2015 Outro estudo realizado com pacientes com Insuficiência Renal Crônica IRC indicou que para a maior parte das pessoas doentes no processo de adoecer é comum ter a capacidade de recuperação É aceitável essa atitude quando a doença pode ser solucionada rapidamente Toda via nos pacientes portadores IRC essa dependência transformase em sinônimo de incapacidade por alterar sua autonomia e aumentar a busca por uma melhor 20 condição de qualidade de vida A IRC por ser uma doença que ocasiona aos pacientes situações estressantes provoca mudanças no estilo de vida exigindo que os pacientes se adaptem às novas condições de vida SANTOS et al 2015 A maior longevidade no individuo só faz sentido se refletir a uma boa qualidade de vida sendo este um dos principais desafios na sociedade atual Ainda que exista um pouco de confusão entre qualidade de vida e o estado de saúde física compreendese que se refere à decorrência direta do próprio estado de saúde Simultaneamente o conceito de saúde alargado a percepção de bem estar sem limites cronológicos excede a visão tradicional curativa recomendando uma abordagem de prevenção das doenças promoção da saúde e em consequência um crescimento da esperança de vida como viver bem A qualidade de vida tem vindo a assumir uma crescente importância seja no domínio da saúde no geral seja no campo econômico social tornandose tanto mais importante quanto mais aumentam as doenças crônicas incapacitantes LOBO SANTOS GOMES 2014 Nos idosos a avaliação da qualidade de vida implica em muitos fatores sejam de natureza psicológica biológica ou sócia estrutural portanto muitos são os elementos contados como determinantes ou parâmetros de bem estar na velhice As dependências nesta faixa etária podem ocasionar de mudanças ao nível social a alterações biológicas A maior parte do aparecimento das doenças crônicas é contribuída com a diminuição da capacidade física criando assim um ciclo vicioso entre a incapacidade funcional o desempenho físico e as doenças crônicas Grande parte dos pesquisadores que se dedicam a questões referentes ao envelhecimento sobre tudo a um envelhecimento bem sucedido referem que as pessoas idosas sempre que possível devem continuar no seu próprio ambiente devendo haver políticas que proporcionem apoio e acompanhamento por parte da sociedade LOBO SANTOS GOMES 2014 A capacidade do idoso de realizar suas tarefas diárias autonomamente reduz substancialmente com o passar dos anos isto resulta da redução das alterações produzidas nos sistemas biológicos e em todos os órgãos bem como que decorrem simultaneamente dos fatores sociais e psicológicos O crescimento de estudos desenvolvidos com a população idosa tem demonstrado que a maior parte das manifestações demonstradas pelos idosos é motivada fortemente pelo desuso funcional do que pela falência das capacidades motoras físicas e intelectuais Esses comportamentos ligados aos idosos se referem à omissão e imobilidade com a 21 redução da atividade física criando estereótipos e padrões que determinam sua forma de agir A inatividade física segundo a OMS contribui para cerca de dois milhões de óbitos anuais no mundo assim sendo calculase que 60 da população mundial não prática atividades físicas o suficiente Sendo assim o envelhecimento da população tem reflexos visíveis a nível sócioeconômico com impacto no desenho das políticas de sustentabilidade e sociais mas principalmente nas modificações individuais através da adoção de novo estilo de vida CARVALHO J 2014 É de fundamental importância modificar as mentalidades de forma a desbloquear as eventuais barreiras para a prática de atividades físicas É importante modificar a maneira de pensar dos idosos e os educar no sentido de terem uma vida mais ativa sempre destacando os benefícios e orientálos para os perigos do sedentarismo É essencial o movimento para que o idoso conserve o equilíbrio fisiológico e psicológico que lhe possibilite usufruir uma velhice plena e se manter autônomo criativo e ativo CARVALHO J 2014 Os idosos estão expostos a várias alterações biopsicossociais como esquecimento incapacidades desgaste físico raciocínio lento preconceito isolamento desrespeito inutilidade diminuição da resistência física patologias abandono demência depressão tristeza institucionalização inatividade aparecimento de rugas SANTOS et al 2015 Assim tornase indispensável elaborar atividades que contribuam para um envelhecimento saudável e ativo que contribuam a qualidade de vida dos idosos Dentre as atividades destacamse as ações de educação e promoção da saúde que impulsionam significativamente para essa melhora Neste sentido as atividades grupais têm demonstrado resultados significativos na promoção e proteção da saúde do idoso SANTOS et al 2015 63 A IMPORTÂNCIA DA DANÇA PARA A QUALIDADE DE VIDA NO IDOSO O aumento dos gastos com a saúde tem crescido em diversos países o que tem contribuído para isso são as doenças crônicas não transmissíveis e a obesidade O consumo de excessivo de álcool o tabagismo a falta de atividade física e a alimentação inadequada destacamse entre os fatores de risco para as doenças crônicas não transmissíveis Umas das alternativas de estratégia de prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis enfocam em hábitos 22 de vida como a alimentação saudável associada à prática de atividades físicas A prática regular de exercícios pode diminuir os riscos da evolução dessas doenças proporcionando efeitos sobre o sistema cardiovascular e também outros benefícios psicológicos e físicos SILVA et al 2014 Em qualquer faixa etária até nas mais avançadas manter uma rotina diária de atividades físicas consegue resultar em benefícios biológicos e psicossociais Participar de um programa regular de atividades físicas como musculação hidroginástica ginástica ou algum outro tipo de modalidade pode ser muito mais vantajoso que parece Em geral idosos que participam de atividades físicas frequentemente mantêm o corpo em boas condições físicas Pessoas que praticam atividades físicas regulares ao longo da vida em comparação a média da população parece terem uma expectativa de vida maior Isso porque o exercício pode retardar o período em que a capacidade funcional declina isto é aumenta a possibilidade de manter a independência funcional por mais tempo evitando assim a necessidade de cuidados por mediadores para a execução das atividades diárias como alimentação movimentarse higiene pessoal tomar medicamentos fazer compras e vestirse A prática regular de atividades físicas tem importante relação com o controle e prevenção de várias doenças crônicodegenerativas como diabetes tipo II osteoporose doenças cardiovasculares e a sarcopenia SILVA et al 2014 Um estudo afirma que a prática de atividades físicas para as pessoas em geral está relacionada à ausência de sintomas depressivos e de ansiedade transtornos comuns em pacientes idosos que podem ocasionar doenças mentais e isolamento A atividade física tem mostrado eficácia na diminuição dos sintomas relacionados à doença em pessoas diagnosticadas com depressão Sendo assim a prática regular de atividades físicas deve ser apontada como uma alternativa não farmacológica no tratamento depressivo por prevenir o declínio funcional do idoso ser acessível e ter um baixo custo econômico Contudo a atividade física proporciona importante contribuição sobre tudo quando associada ao tratamento psicofarmacológico da depressão contribuindo na recuperação da autoconfiança e da autoestima SILVA et al 2014 Pesquisadores afirmam que praticar atividades físicas regularmente na terceira idade pode mudar o humor contribuir nas relações interpessoais e nas tarefas diárias Essa mudança no estilo de vida deve ser prazerosa e oferecer benefícios ao idoso A atividade física consegue se tornar divertida para o idoso 23 minimizando o uso de remédio para dor calmantes e antidepressivos afastando o sedentarismo tudo isso junto com uma alimentação saudável e motivação O papel dos profissionais é proporcionar aos idosos condições aceitáveis para a realização das atividades oferecendo programas alternativos que consigam atingir os objetivos propostos É interessante que o idoso se ocupe e se sinta incluído na sociedade através do interesse práticas esportivas culturais e de lazer FERNANDES 2014 Os eixos principais indicados pela Política Nacional de Promoção da Saúde PNPS são práticas de atividades físicas alimentação saudável prevenção do uso de álcool tabaco e outras drogas A partir disso o estudo em questão destaca o eixo práticas corporaisatividades físicas ressaltando que a utilização do termo práticas corporais possibilita ampliar perspectivas e concepções em relação à saúde diante do olhar do homem e seu corpo A prática de exercícios físicos é compreendida na atenção primária à saúde oferecendo atividades como caminhadas práticas lúdicas esportivas e de lazer Estas ações buscam estimular o fortalecimento no campo de práticas dessas atuações bem como desenvolver estudos e formular métodos de comprovar a efetividade de exercícios físicos na prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis ANDRADE et al 2015 Neste contexto a prática de atividades físicas regulares tem sido capaz de diminuir os efeitos do envelhecimento como a redução da massa muscular contribuindo para a autonomia e a manutenção da capacidade física do idoso Atualmente se pode observar um grande número de programas de atividades físicas voltadas ao idoso É importante compreender o atual perfil dos idosos incluindo aspectos da prática de atividades físicas bem como a qualidade de vida com pesquisas relacionadas ao envelhecimento Um estudo foi realizado com objetivo de comparar os níveis de qualidade de vida em idosos que praticam atividades físicas regulares com idosos vistos como sedentários e analisar se existe ligação entre o nível de qualidade de vida e de atividade física em ambos os grupos SILVA et al 2012 Os resultados revelam que idosos praticantes de atividades físicas desfrutam de uma melhor qualidade de vida O estudo constatou que idosos vistos como ativos e que praticam atividades físicas possui uma qualidade de vida melhor se relacionados a idosos ativos que não praticam atividades físicas Essa diferença se dá pelo fato de os integrantes de atividades físicas conviverem mais tempo em grupo se sentir capaz e independente facilitando a participação dos idosos na 24 sociedade proporcionando a realização das atividades cotidianas Dessa maneira idosos que executam apenas as atividades da vida diária independente de se manterem ativos não demonstram acréscimos consideráveis em sua capacidade funcional SILVA et al 2012 O que se conclui foi que o nível de exercícios físicos nem sempre está associado à prática de atividades físicas uma vez que englobam outros elementos como as atividades da vida diária Ficou constatado que idosos sedentários demonstraram bons níveis de atividades físicas entretanto idosos que realizavam exercícios físicos obtiveram melhor qualidade de vida Assim sendo os exercícios físicos podem ser um fator decisivo para um crescimento nos níveis de atividades físicas e consequentemente na melhora da qualidade de vida do idoso SILVA et al 2012 O bem estar para o idoso ou saúde seria num sentido amplo resultado do equilíbrio entre diversas dimensões da capacidade funcional sem obrigatoriamente significar ausência de problemas Sendo assim a prática de atividades físicas para os idosos dependem de como se processa o envelhecimento e da rotina praticada Para os idosos os exercícios devem enfatizar a flexibilidade força para a manutenção da massa muscular e de resistência Devem ser adaptadas de acordo com as necessidades e desejos do idoso de modo que auxilie na manutenção dos exercícios em idosos ativos e sedentários WITTER et al 2013 Assim sendo a dança contribui significativamente na manutenção ou melhora de muitas das dimensões que estão inseridas no contexto qualidade de vida entre elas a adaptação das condições da aptidão funcional e integração social A dança é uma forma de se expressar através dos movimentos guiados pela música dançar desperta emoções positivas prazer e socialização Esses são os motivos que levam as pessoas a dançarem e a se manterem empenhados na atividade Nos últimos cem anos somente apareceram estudos relativos sobre a dança e a imagem corporal ressaltando sua atuação no processo biopsicossocial dentro do campo da promoção da saúde e de um envelhecer ativo e saudável WITTER et al 2013 Como atividade física a dança se torna importante pois atua na necessidade de se promover mudanças no estilo de vida O homem moderno utiliza cada vez menos suas capacidades corporais elemento decisivo no aparecimento de doenças degenerativas Proporcionar mudanças no estilo de vida induzindo as pessoas a adicionarem práticas de atividades físicas na sua rotina oferecendo oportunidades 25 de comprometimento que resultem em gastos energéticos estimulando para que as pessoas se tornem mais ativas A dança é um fenômeno polissêmico sujeito de várias configurações sociais como comunicação ritualização terapia espetáculo estilo de vida e exercício Pode ser considerada como uma manifestação artística e antropológica A dança hoje é considerada uma área de conhecimento autônoma com cursos especializados de formação cientifica e profissional ARAÚJO LOIOLA et al 2015 A dança é uma grande aliada na qualidade de vida e na terceira idade ocasionando bem estar físico e psicológico O significado da dança vai além da expressão artística podendo ser entendida como um meio de se obter conhecimentos como fonte de prazer opção de lazer aumento da criatividade e importante forma de comunicação Dança é a arte de movimentar o corpo expressivamente associados de movimentos ritmados que podem ser ao som da música ou não A dança que sempre foi utilizada como uma maneira de se comunicar através dos movimentos é uma atividade física que existe desde os primórdios Toda via a dança se destaca como a atividade que mais propicia prazer sensação de alegria bem estar físico social mental e de poder Além disso a dança é de absoluta importância na superação de limites indispensáveis para a sua vida diária e de seus movimentos MAYWORM SILVA NETO 2015 A dança como atividade física está diretamente associada à vivência humana ocasionando melhoras significativas em relação direta com o bem estar e a saúde A maior parte das pessoas não se importa se estão dançando corretamente ou não e fazem do ato de dançar uma explosão de emoção Ouvir uma música não é possível sem que seu corpo se traduza em movimentos Portanto conforme BARBOSA et al 2012 entre as atividades aeróbicas a dança é a mais alegre onde todos podem participar desde a pessoa mais agitada até a mais lenta Á pessoa quanto mais ativa maior será sua capacidade cardiorrespiratória Deste modo percebese que o idoso só terá vigor físico se alternar seus afazeres da atividade diária com a prática de atividades físicas Os sedentários podem iniciar suas atividades físicas desde que acompanhados por um educador físico começando por atividades simples Os benefícios á saúde quando se pratica exercícios não é acumulativo mas sim contínuo BARBOSA et al 2012 26 7 CRONOGRAMA Abaixo segue o cronograma de realização de atividades QUADRO A Quadro A Cronograma das atividades a serem desenvolvidas Etapas 2015 2016 Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Elaboração do projeto de pesquisa X X X X Revisão da literatura X X X X X X X X X X X X Apresentação do projeto de pesquisa X Encaminha mento e aprovação do projeto pelo Município de Estância Velha X Coleta de dados X X Análise e interpretação de dados X X Elaboração da Monografia X X Revisão ortográfica X X X Apresentação da Monografia X Fonte Elaborado pela autora 2015 27 8 ORÇAMENTO A seguir apresentase a previsão orçamentária para execução do estudo QUADRO B Quadro B Orçamento do projeto de pesquisa Fonte Elaborado pela autora Os custos referentes à execução do projeto serão de responsabilidade da acadêmica pesquisadora ORÇAMENTO DETALHADO Serviço de terceiros Valor em Reais R Digitação e Formatação 20000 Revisão textual 16000 Versão 6000 Xérox 15000 Encadernação 2500 Total parcial 67500 Materiais permanentes Valor em Reais R Computador depreciação Impressora Total parcial Materiais de consumo Valor em Reais R Papel A4 990 Cartucho de tinta para impressora 3000 CD Rom 500 Livros Total parcial 4490 Total 71990 28 REFERÊNCIAS AMARAL Paulo Costa et al Efeitos funcionais da prática de dança em idososRevista Brasileira de Fisiologia do Exercício v 13 n 1 p 4349 2014 ANDRADE Luana Foroniet al Promoção Da Saúde Benefícios Através Da Dança Revista Família Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social v 3 n 3 2015 ARAGONI Jaqueline et al Independência funcional e estágios de mudança de comportamento para atividade física de idosos participantes em grupos de convivênciaDOI 103895S217508582013000200004 Revista Brasileira de Qualidade de Vida v 5 n 2 2013 ARAÚJO Larissa Fortunato et al Evidências da contribuição dos programas de assistência ao idoso na promoção do envelhecimento saudável no Brasil Revista Panam Salud Publica v 30 n 1 p 806 2011 ARAÚJO LOIOLA Nancy Nay Leite et al Trabalhando a educação popular em saúde com a dança Gestão e Saúde n 1 p pag 817823 2015 BARBOSA Marinalva Rafael et al Os benefícios da dança na qualidade de vida dos idosos do centro de convivência da melhor idade Maria Salvador FAISCCMI no Município de Altamira PA FIEP Bulletin Online v 82 n 1 2012 BRASIL LEI Nº 10741 DE 1º DE OUTUBRO DE 2003 Estatuto do Idoso Brasília DF 2003 Disponível emhttpwwwplanaltogovbrcivil03leis2003L10741htm Acesso em 8 Out 2015 BRASIL Conselho Nacional de Saúde Resolução 46612 Trata de pesquisas em seres humanos e atualiza a resolução 196 Internet Diário Oficial da União Disponível em httpconselhosaudegovbrresolucoes2012Reso466pdf Acesso em 08 Out 2015 CARVALHO Gabriela Maria Dutra de et al Exercício físico e sua influência na saúde sexual Cinergis v 16 n 1 2015 CARVALHO J Pode o exercício físico ser um bom medicamento para o envelhecimento saudável Acta Farmacêutica Portuguesa v 3 n 2 p 125133 2014 CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM Resolução COFEN nº 3112007 Aprova a Reformulação do Código de Ética dos profissionais de Enfermagem 2007 Disponível em httpwwwportalcorenrsgovbrdocslivrocodigoeticapdf Acesso em 13 nov 2015 DA SILVA Maitê Fátima et al Relação entre os níveis de atividade física e qualidade de vida de idosos sedentários e fisicamente ativos Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 15 n 4 p 63542 2012 29 DALMOLIN Indiara Sartori et al A importância dos grupos de convivência como instrumento para a inserção social de idosos Revista Contexto Saúde v 11 n 20 p 595598 2011 FERNANDES Barbara Lourenço Vargas Atividade Física no processo de envelhecimento Revista Portal de Divulgação n 40 2014 FERREIRA Olívia Galvão Lucena et al Envelhecimento ativo e sua relação com a independência funcional Texto Contexto Enferm v 21 n Supl 3 p 5138 2012 FLECK MPA et al Desenvolvimento da versão em português do instrumento de avaliação de qualidade de vida da Organização Mundial da Saúde WHOQOL100 Revista ABPAPAL v 21 sn p 1928 1999 GONZÁLES Ana Inês et al Influência da dança na saúde cardiovascular e função sexual Revista Brasileira de Medicina v 72 n 4 2015 JESUS MARTINS Josiane et al Educação em saúde como suporte para a qualidade de vida de grupos da terceira idade Revista Eletrônica de Enfermagem v 9 n 2 2007 LEITE MarinêsTambara et al Qualidade de vida e nível cognitivo de pessoas idosas participantes de grupos de convivência Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 15 n 3 p 481492 2012 LOBO Alexandrina de Jesus Serra SANTOS Luísa GOMES Sónia Nível de dependência e qualidade de vida da população idosa Revista Brasileira de Enfermagem v 67 n 6 p 913918 2014 MAYWORM Thamyris Corrêa Coelho SILVA Màrcio Cabral Da NETO Érica Pereira Estudo da influência de diferentes tipos de exercícios físicos na qualidade de vida e no índice de medo de quedas de idosos FIEP Bulletin Online v 85 n 2 2015 PEREGRINO Antonio Augusto de Freitas et al Buscando a inserção dos idosos nas ações de promoção social e de saúde Revista enfermagem UERJ v 20 n 4 p 513518 2012 Portal Brasil Brasil é reconhecido por políticas públicas em favor de idosos Disponível em httpwwwbrasilgovbrsaude201401brasilereconhecidopor politicaspublicasemfavordeidosos Acesso em 7 Set 2015 POWER Mick Schmidt S Manual WHOQOLOLDIn CHACHAMOVICH Eduardo FLECK Marcelo Pio de Almeida Brasília OMS 2006 Disponível em httpwwwufrgsbrpsiquiatriapsiqWHOQOLOLD20Manual20POrtuguespdf Acesso em 10 nov 2015 PRODANOV Cleber Cristiano FREITAS Ernani Cesar de Metodologia do trabalho Científico Métodos e Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Acadêmico Novo Hamburgo Feevale 2013 30 ROCHA Francisca Cecília Viana et al O cuidado do enfermeiro ao idoso na estratégia saúde da família Revista enfermagem UERJ v 19 n 2 p 186191 2011 ROCHA Josemara de Paula KLEIN Otavio José and PASQUALOTTI Adriano Qualidade de vida depressão e cognição a partir da educação gerontológica mediada por uma rádioposte em instituições de longa permanência para idososRevista Brasileira de Geriatria e Gerontologia 2014 v17 n1 pp 115128 SANTOS Érick Igor et al Atuação Do Enfermeiro Na Promoção Da Qualidade De Vida Na Terceira Idade Segundo Produções Científicas Brasileiras Revista Augustus v 18 n 35 p 5162 2013 SANTOS Railma Rodrigues et al Qualidade de vida de pacientes com insuficiência renal crônica sob tratamento hemodialítico Revista Interdisciplinar v 8 n 3 p 7886 2015 SANTOS TAVARES Darlene Mara et al Características socioeconômicas e qualidade de vida de idosos urbanos e rurais com doenças cardíacas Revista Gaúcha de Enfermagem v 36 n 3 p 2127 2015 SERBIM Andreivna Kharenine FIGUEIREDO Ana Elizabeth Prado Lima Qualidade de vida de idosos em um grupo de convivência Scientia Medica v 21 n 4 2011 SILVA Aline Felipe Gomes da BERBEL Andréa Marques O benefício da dança sênior em relação ao equilíbrio e às atividades de vida diárias no idoso ABCS healthsciences v 40 n 1 2015 SILVA Delton et al Projeto Cintura Fina prevenção e controle da obesidade e demais doenças crônicas não transmissíveis Revista Brasileira de Atividade Física Saúde v 19 n 6 p 785 2014 SILVA Nádia et al Exercício físico e envelhecimento benefícios à saúde e características de programas desenvolvidos pelo LABSAUIEFDUERJ Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto v 13 n 2 2014 SOUSA Pedro Amaral DE ANDRADE Edilamara Peixoto ANDRADE Edson Peixoto Qualidade De Vida Para O Idoso Desafios E Possibilidades Encontro Internacional de Formação de Professores e Fórum Permanente de Inovação Educacional v 8 n 1 2015 SOUZA Janei Rabello de ZAGONEL Ivete Palmira Sanson MAFTUM Mariluci Alves O cuidado de enfermagem ao idoso uma reflexão segundo a teoria transcultural de Leininger Revista da Rede de Enfermagem do NordesteRev Rene v 8 n 3 2007 SOUZA Monica Ferreira et al Contribuições da dança para a qualidade de vida de mulheres idosas Rev Dig Efdeportescom Buenos Aires v 15 n 148 2010 VIEIRA Alexandre AranteUbilla APRILE Maria Rita PAULINO Célia Aparecida Exercício Físico Envelhecimento e Quedas em Idosos Revisão Narrativa Revista Equilíbrio Corporal e Saúde v 6 n 1 2014 31 VITORINO Luciano Magalhães PASKULIN Lisiane Manganelli Girardi VIANNA Lucila Amaral Carneiro Qualidade de vida de idosos da comunidade e de instituições de longa permanência estudo comparativo Rev LatinoAm Enfermagem v 21 n 09 2013 WICHMANN Francisca Maria Assmannet al Grupos de convivência como suporte ao idoso na melhoria da saúde Revista Brasileira GeriatrGerontol Rio de Janeiro v 16 n 4 p 821832 2013 WITTER Carla et al Envelhecimento e dança análise da produção científica na Biblioteca Virtual de Saúde Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 16 n 1 p 191199 2013 32 APÊNDICES 33 APÊNDICE A TERMO DE CONSETIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO TCLE Você está sendo convidado a participar do Trabalho de Conclusão de Curso TCC de graduação em enfermagem intitulado A influência da dança na qualidade de vida dos idosos O trabalho será realizado pela acadêmica Gislaine Hermann do Curso de Bacharel em Enfermagem Universidade Feevale orientado pelo pesquisador responsável professora Me Letice Dalla Lana O objetivo deste estudo é identificar a qualidade de vida dos idosos que praticam a dança em um grupo de convivência Sua participação nesta pesquisa será voluntária e consistirá em responder a entrevista que será realizada utilizando perguntas de dados pessoais e da qualidade de vida frente à participação do grupo de dança Também será utilizado outro instrumento para avaliar a qualidade de vida através de um questionário estruturado chamado Whoqolold Não haverá riscos relacionados à sua participação na pesquisa A sua participação nesta pesquisa estará contribuindo para que a partir dos estudos relacionados a este tema este projeto contribua para avaliar a melhoria da qualidade de vida frente a sua participação no grupo de dança Garantimos o sigilo de seus dados de identificação primando pela privacidade e por seu anonimato Manteremos em arquivo sob nossa guarda por cinco anos todos os dados e documentos da pesquisa Após transcorrido esse período os mesmos serão destruídos Os dados obtidos a partir desta pesquisa não serão usados para outros fins além dos previstos neste documento Você tem a liberdade de optar pela participação na pesquisa e retirar o consentimento a qualquer momento sem a necessidade de comunicarse com o pesquisador Este Termo de Consentimento Livre e Esclarecido será rubricado em todas as folhas e assinado em duas vias permanecendo uma com você e a outra deverá retornar ao pesquisador Abaixo você tem acesso ao telefone e endereço eletrônico institucional do pesquisador responsável podendo esclarecer suas dúvidas sobre o projeto a qualquer momento no decorrer da pesquisa Telefone institucional do pesquisador responsável 51 35868800 ramal 9046 Universidade Feevale Email institucional do pesquisador responsável leticefeevalebr Nome do pesquisador responsável Letice Dalla Lana Assinatura da Acad Enf Feevale Gislaine Hermann Novo Hamburgo de 2016 Declaro que li o TCLE concordo com o que me foi exposto e aceito participar da pesquisa proposta Assinatura do participante da pesquisa 34 APÊNDICE B ROTEIRO DA ENTREVISTA ROTEIRO DA ENTREVISTA 1 Número da entrevista Nent 2 Entrevistador Data da entrevista Horário da entrevista PARTE I DADOS PESSOAIS 3 Qual o seu nome Nom 4 Qual sua idade Ida 5 Sexo o pesquisador observará Sem necessidade de questionar Sex 6 Quanto tempo participa do grupo de dança pesquisador deve responder em meses Grup 7 Onde você mora o pesquisador deve descrever o município Res 8 Você tem alguma doença nas respostas afirmativas questionar o item 9 PDoe 9 Saberia informar qual a doença o pesquisador deve descrever o nome da doença Doe 10 Toma alguma medicação para essa doença o pesquisador deve responder quantos em número de medicamentos Med PARTE II QUESTÃO NORTEADORA Como é a sua qualidade de vida desde a entrada no grupo de dança Saberia destacar os principais aspectos que influenciam na qualidade de vida desde a entrada no grupo de dança o pesquisador deve certificarse que o gravador esteja ligado anotando apenas tópicos que achar importante atentandose ao diálogo 35 APÊNDICE C QUESTIONÁRIO WHOQOLOLD Este questionário pergunta a respeito dos seus pensamentos sentimentos e sobre certos aspectos de sua qualidade de vida e aborda questões que podem ser importantes para você como membro mais velho da sociedade Por favor responda todas as perguntas Se você não está seguro a respeito de que resposta dar a uma pergunta por favor escolha a que lhe parece mais apropriada Esta pode ser muitas vezes a sua primeira resposta Por favor tenham em mente os seus valores esperanças prazeres e preocupações Pedimos que pense na sua vida nas duas últimas semanas Por exemplo pensando nas duas últimas semanas uma pergunta poderia ser O quanto você se preocupa com o que o futuro poderá trazer Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 As seguintes questões perguntam sobre o quanto você tem tido certos sentimentos nas últimas duas semanas old01 Até que ponto as perdas nos seus sentidos por exemplo audição visão paladar olfato tato afetam a sua vida diária Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 old02 Até que ponto a perda de por exemplo audição visão paladar olfato tato afeta a sua capacidade de participar em atividades Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 old03 Quanta liberdade você tem de tomar as suas próprias decisões Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 36 old04 Até que ponto você sente que controla o seu futuro Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 old05 O quanto você sente que as pessoas ao seu redor respeitam a sua liberdade Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 old06 Quão preocupado você está com a maneira pela qual irá morrer Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 old07 O quanto você tem medo de não poder controlar a sua morte Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 old08 O quanto você tem medo de morrer Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 old09 O quanto você teme sofrer dor antes de morrer Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 As seguintes questões perguntam sobre quão completamente você fez ou se sentiu apto a fazer algumas coisas nas duas últimas semanas old10 Até que ponto o funcionamento dos seus sentidos por exemplo audição visão paladar olfato tato afeta a sua capacidade de interagir com outras pessoas Nada Muito pouco Médio Muito Completamente 37 1 2 3 4 5 old11 Até que ponto você consegue fazer as coisas que gostaria de fazer Nada Muito pouco Médio Muito Completamente 1 2 3 4 5 old12 Até que ponto você está satisfeito com as suas oportunidades para continuar alcançando outras realizações na sua vida Nada Muito pouco Médio Muito Completamente 1 2 3 4 5 old13 O quanto você sente que recebeu o reconhecimento que merece na sua vida Nada Muito pouco Médio Muito Completamente 1 2 3 4 5 old14 Até que ponto você sente que tem o suficiente para fazer em cada dia Nada Muito pouco Médio Muito Completamente 1 2 3 4 5 As seguintes questões pedem a você que diga o quanto você se sentiu satisfeito feliz ou bem sobre vários aspectos de sua vida nas duas últimas semanas old15 Quão satisfeito você está com aquilo que alcançou na sua vida Muito insatisfeito Insatisfeito Nem satisfeito Nem insatisfeito Satisfeito Muito Satisfeito 1 2 3 4 5 old16 Quão satisfeito você está com a maneira com a qual você usa o seu tempo Muito insatisfeito Insatisfeito Nem satisfeito Nem insatisfeito Satisfeito Muito Satisfeito 1 2 3 4 5 38 old17 Quão satisfeito você está com o seu nível de atividade Muito insatisfeito Insatisfeito Nem satisfeito Nem insatisfeito Satisfeito Muito Satisfeito 1 2 3 4 5 old18 Quão satisfeito você está com as oportunidades que você tem para participar de atividades da comunidade Muito insatisfeito Insatisfeito Nem satisfeito Nem insatisfeito Satisfeito Muito Satisfeito 1 2 3 4 5 old19 Quão feliz você está com as coisas que você pode esperar daqui para frente Muito infeliz Infeliz Nem feliz Nem infeliz Feliz Muito Feliz 1 2 3 4 5 old20 Como você avaliaria o funcionamento dos seus sentidos por exemplo audição visão paladar olfato tato Muito ruim Ruim Nem ruim Nem boa Boa Muito Boa 1 2 3 4 5 As seguintes questões se referem a qualquer relacionamento íntimo que você possa ter Por favor considere estas questões em relação a um companheiro ou uma pessoa próxima com a qual você pode compartilhar dividir sua intimidade mais do que com qualquer outra pessoa em sua vida old21 Até que ponto você tem um sentimento de companheirismo em sua vida Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 39 old22 Até que ponto você sente amor em sua vida Nada Muito pouco Mais ou menos Bastante Extremamente 1 2 3 4 5 old23 Até que ponto você tem oportunidades para amar Nada Muito pouco Médio Muito Completamente 1 2 3 4 5 old24 Até que ponto você tem oportunidades para ser amado Nada Muito pouco Médio Muito Completamente 1 2 3 4 5 VOCÊ TEM ALGUM COMENTÁRIO SOBRE O QUESTIONÁRIO OBRIGADOA PELA SUA COLABORAÇÃO Fonte FLECK MPA et al Desenvolvimento da versão em português do instrumento de avaliação de qualidade de vida da Organização Mundial da Saúde WHOQOL100 Revista ABPAPAL v 21 sn p 1928 1999 Universidade Federal de Juiz de Fora Faculdade de Medicina Programa de PósGraduação em Saúde Coletiva Maria Priscila Wermelinger Ávila ATIVIDADE FÍSICA SAÚDE MENTAL E RESILIÊNCIA EM IDOSOS DA COMUNIDADE EM JUIZ DE FORA ESTUDO LONGITUDINAL DE QUATRO ANOS DE SEGUIMENTO Juiz de Fora 2021 Maria Priscila Wermelinger Ávila ATIVIDADE FÍSICA SAÚDE MENTAL E RESILIÊNCIA EM IDOSOS DA COMUNIDADE EM JUIZ DE FORA ESTUDO LONGITUDINAL DE QUATRO ANOS DE SEGUIMENTO Orientador Prof Dr Giancarlo Lucchetti Tese apresentada ao Programa de Pós graduação em Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora como requisito parcial para obtenção do título de doutor em Saúde Coletiva Área de concentração Saúde Coletiva Juiz de Fora 2021 Maria Priscila Wermelinger Ávila Atividade Física Saúde Mental e Resiliência em Idosos da Comunidade em Juiz de Fora Estudo Longitudinal de Quatro Anos de Seguimento Tese apresentada ao Programa de Pósgraduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Juiz de Fora como requisito parcial à obtenção do título de Doutora em Saúde Coletiva Área de Concentração Saúde Coletiva Aprovada em 13 de maio de 2021 BANCA EXAMINADORA Prof Dr Giancarlo Lucchetti Orientador Universidade Federal de Juiz de Fora Prof Dr Milton Luiz Gorzoni Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Profa Dra Isabelle Magalhães Guedes Freitas Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora Profa Dra Oscarina da Silva Ezequiel Universidade Federal de Juiz de Fora Profa Dra Claudia Helena Cerqueira Mármora Universidade Federal de Juiz de Fora AGRADECIMENTO A jornada de quatro anos de doutorado que vieram em seguida aos dois anos de mestrado não foi fácil Ainda tive um desafio maior de concluir esse doutorado em meio a uma pandemia trabalhando na linha de frente e exercitando minha resiliência diariamente E por isso preciso destacar algumas pessoas que estiveram ao meu lado me ajudando a ter resiliência para completar esses 6 anos de estudo sobre esse tema tão encantador e desafiador ao mesmo tempo Primeiramente agradeço a Deus por ter me guiado me dado força e coragem para chegar até aqui e por nunca me deixar sozinha A minha família meus pais e irmã por serem da onde vim e se tenho orgulho de quem eu sou hoje muitos ensinamentos aprendi com eles como lealdade generosidade compaixão e amor ao próximo Ao meu marido Eduardo agradeço o companheirismo incentivo e auxílio em momentos difíceis Ao Tobias que no último ano entrou para a família e encheu meus dias de alegria Aos meus amigos que tantas vezes me escutaram me incentivaram valorizaram minhas qualidades quando eu não as conseguia ver com clareza Especialmente à Camila ao Leonardo A ao Leonardo F à Alline à Clara à Duda à Deborah à minha irmã à Cynthia e a tantos outros In Memorian de duas amigas incríveis apaixonadas pela saúde coletiva que perdi durante o doutorado Luiza e Thaís Aos meus companheiros de trabalho com quem aprendi tantas coisas que só a prática no SUS e o trabalho em equipe podem nos ensinar Ao orientador Professor Giancarlo grata pelos ensinamentos transmitidos E desejo que sua inteligência continue sendo usada para fazer ciência que chegue e influencie beneficamente à vida de muitas pessoas À professora Alessandra agradeço pelos ensinamentos e colaborações com a pesquisa Aos Funcionários do NATES e aos colegas do NUGGER pelos conhecimentos e momentos divididos Em especial à Maria Cara e Jimilly que dividiram comigo a árdua tarefa da coleta de dados Ao aluno de iniciação científica Matheus pela ajuda no último ano Aos voluntários idosos queridos que acompanhei por 6 anos e criei vínculos dos quais eu me orgulho que pacientemente participaram da pesquisa Ao Instituto Grambery e à Famidade pela disponibilidade e acolhida para a coleta de dados Meus queridos pacientes nos quais eu vejo todos os dias a resiliência de superar adversidades No meu trabalho com eles encontro o meu lugar E espero que minhas pesquisas influenciem a vida deles e de tantos outros idosos pois o meu interesse na pesquisa é que ela consiga chegar na prática clínica Aos professores da banca pelas valiosas sugestões e pelo exemplo de seriedade e comprometimento com leveza e gentileza que são para mim RESUMO Introdução O envelhecimento populacional e as necessidades específicas dos idosos vêm sendo cada vez mais discutidos na sociedade atual A perspectiva de aumento da população idosa requer medidas em saúde que atendam às novas demandas como a saúde mental dos idosos Medidas não farmacológicas e voltadas para os aspectos positivos e protetores do adoecimento no envelhecimento estão sendo cada vez mais estudadas como forma de prevenção e promoção da saúde nessa faixa etária A promoção da saúde mental dos idosos está relacionada aos recursos positivos e às estratégias de enfrentamento utilizadas para um envelhecimento saudável como a prática de atividade física a resiliência e o suporte social Estudos demonstram que pessoas mais ativas fisicamente possuem maior resiliência e melhor saúde mental Porém poucos são os estudos avaliando longitudinalmente a relação entre saúde mental resiliência e atividade física nos idosos Objetivos Avaliar longitudinalmente a associação entre resiliência e saúde mental depressão ansiedade e estresse em idosos e de que modo a atividade física influenciaria essa associação Métodos Estudo observacional longitudinal de seguimento de quatro anos realizado em 3 ondas 2015 2017 e 2019 com idosos participantes do programa da FaMIdade Faculdade Aberta à Melhor Idade do Instituto Metodista Granbery na cidade de Juiz de Fora Brasil Foram avaliados dados sociodemográficos estado cognitivo por meio de uma bateria cognitiva nível de atividade física Questionário Internacional de Atividade Física IPAQ resiliência psicológica Escala de Resiliência Psicológica e saúde mental Escala de Depressão Ansiedade e Estresse DASS 21 Foram realizadas análises estatísticas para verificar a associação entre resiliência e saúde mental e de que forma a atividade física influencia essa relação Resultados Na primeira onda da pesquisa em 2015 foram avaliados 312 idosos Na segunda onda em 2017 foram avaliados 291 idosos Em 2019 na terceira onda de seguimento foram avaliados 180 idosos Os dados foram avaliados em dois momentos O primeiro estudo longitudinal de dois anos 2015 e 2017 encontrou correlação negativa entre resiliência no início do estudo e depressão ansiedade e estresse após 2 anos para a amostra geral A atividade física influenciou a relação entre resiliência e saúde mental sendo que indivíduos suficientemente ativos fisicamente fizeram mais uso componentes da resiliência ligados a superar enquanto indivíduos insuficientemente ativos fisicamente fizeram maior uso de componentes intrínsecos da resiliência Já o segundo estudo longitudinal de 4 anos 2015 20017 e 20019 encontrou que a maioria dos idosos apresentou atividade física intermitente ao longo do tempo Idosos que mantiveram atividade física contínua eram mais resilientes do que aqueles com atividade física intermitente Além disso os idosos com níveis mais elevados de resiliência apresentavam menores problemas de saúde mental Conclusão Esse estudo longitudinal corrobora os dados da literatura atual sobre a resiliência ser um fator protetor para saúde mental de idosos e sua ligação com atividade física além disso acrescenta análises dos dados longitudinais que melhoram a compreensão dos fatores causais que estão associados à saúde mental resiliência e atividade física em idosos Palavraschave Idoso Saúde mental Resiliência Atividade física ABSTRACT Introduction Population aging and as a specific need for the elderly where it is increasingly discussed in todays society The prospect of an increase in the elderly population requires health measures that meet new demands such as the mental health of the elderly Nonpharmacological measures aimed at the positive and protective aspects of illness in aging are being increasingly studied as a way of preventing and promoting health in this age group The promotion of the mental health of the elderly is related to positive resources and coping strategies used for healthy aging such as physical activity resilience and social support Studies show that people who are more physically active have greater resilience and better mental health However few studies have evaluated the relationship between mental health resilience and physical activity in the elderly longitudinally Objectives to evaluate longitudinally the association between resilience and mental health depression anxiety and stress in the elderly and how physical activity would influence this association Methods Longitudinal observational fouryear followup study carried out on 3 waves 2015 2017 and 2019 with elderly people participating in the FaMIdade program Faculty Open to the Best Age of the Methodist Granbery Institute in the city of Juiz de Fora Brazil Sociodemographic data cognitive status using a cognitive battery level of physical activity International Physical Activity Questionnaire IPAQ psychological resilience Psychological Resilience Scale and mental health Depression Anxiety and Stress Scale DASS 21 Statistical analyzes were performed to verify the association between resilience and mental health and how physical activity influences this relationship Results In the first wave of the survey in 2015 312 elderly people were taken In the second wave in 2017 291 elderly people were taken In wave 2019 in the third followup 180 elderly people were adopted The data were taken in two moments The first twoyear longitudinal study 2015 and 2017 found a negative correlation between resilience at the beginning of the study and depression anxiety and stress after 2 years for the general sample Physical activity influenced the relationship between resilience and mental health being that full physical assets made more use of resilience components linked to overcome while not insufficiently physically active made greater use of intrinsic components of resilience The second 4year longitudinal study 2015 20017 and 20019 found that the majority of the elderly showed intermittent physical activity over time Elderly people who maintained continuous physical activity were more resilient than those with intermittent physical activity In addition the elderly with higher levels of resilience had lower mental health problems Conclusion This longitudinal study corroborates the data in the current literature on resilience being a protective factor for the mental health of the elderly and its connection with physical activity in addition to adding analyzes of longitudinal data which improve the understanding of the causal factors that are associated with health mental health resilience and physical activity in the elderly Keywords Elderly Mental health Resilience Physical activity LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 Indicadores Demográficos 19402017 Brasil 15 Figura 2 O conceito de gerociência e sua abordagem para doenças relacionadas ao envelhecimento 19 Figura 3 Processo de resiliência no contexto de desenvolvimento e sóciohistórico 37 Figura 4 Benefícios da atividade física para idosos 48 Figura 5 Ciclo Vicioso de inatividade física no envelhecimento 49 Figura 6 Capacidade Funcional 66 Figura 7 Oportunidades para ação de saúde pública durante o curso da vida 68 Figura 8 Fluxograma do estudo 87 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AF Atividade Física CESD Center for Epidemiological Scale Depression DASS21 Escala de Depressão Ansiedade e Estresse ELSIBRASIL Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros FaMIdade Faculdade Aberta à Melhor Idade GA Grupo Ativo GS Grupo Sedentário HRS Health and Retirement Study IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IPAQ Questionário Internacional de Atividades Físicas MG Minas Gerais MIDUS Midlife in the United States longitudinal survey ONU Organização das Nações Unidas OMS PENSA PNAD PNI Organização Mundial da Saúde Estudo dos Processos de Envelhecimento Saudável Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Política Nacional do Idoso OPAS Organização Panamericana de Saúde RS25 Escala de Resiliência Psicológica SDCS SSQ6 Sintomas depressivos clinicamente significativos Questionário de Suporte Social versão abreviada TCLE Termo de Consentimento Livre e Esclarecido TDR Teste do Desenho do Relógio UFJF Universidade Federal de Juiz de Fora SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 13 2 REVISÃO DA LITERATURA 14 21 ENVELHECIMENTO POPULACIONAL 14 22 REPERCUSSÕES DO ENVELHECIMENTO 18 23 SAÚDE MENTAL EM IDOSOS 22 231 Estudos longitudinais sobre saúde mental em idosos 26 232 Métodos de avaliação da saúde mental em idosos 30 24 RESILIÊNCIA 31 241 Métodos de avaliação da resiliência 34 242 Resiliência e envelhecimento 35 243 Resiliência saúde mental e envelhecimento 38 25 ATIVIDADE FÍSICA 42 251 Medidas de avaliação da atividade física 44 252 Atividade física e envelhecimento 46 253 Atividade física e saúde mental em idosos 51 254 Resiliência e atividade física 53 255 Influencia da atividade física na associação entre resiliência e saúde mental em idosos 55 26 SUPORTE SOCIAL NA VELHICE 57 27 IMPLICAÇÕES PARA SAÚDE COLETIVA 61 271 Políticas Públicas para a População Idosa 64 3 JUSTIFICATIVA 72 4 OBJETIVOS 73 41 OBJETIVO GERAL 73 42 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 73 5 MÉTODOS 73 51 DESENHO DO ESTUDO 73 52 LOCAL DO ESTUDO 74 53 ASPECTOS ÉTICOS 75 54 PROCEDIMENTOS DO ESTUDO 75 55 PARTICIPANTES E CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE 76 56 INSTRUMENTOS 77 561 Dados sociodemográficos 78 562 MiniExame do Estado Mental 78 563 Questionário Internacional de Atividade Física IPAQ 79 564 Escala de Depressão Ansiedade e Estresse DASS21 81 565 Escala de Resiliência Psicológica de Wagnild e Young RS25 82 566 Questionário de Suporte Social versão abreviada SSQ6 83 567 Escala de Lawton e Brody 84 57 ANÁLISE DOS DADOS 84 6 RESULTADOS 86 7 LIMITAÇÕES 137 9 CONSIDERAÇÕES FINAIS 138 REFERÊNCIAS 140 APÊNDICE I Termo de Consentimento Livre e Esclarecido151 ANEXO I Parecer de aprovação pelo Comitê de em Pesquisa da UFJF153 ANEXO II Parecer de aprovação de adendo pelo Comitê de em Pesquisa da UFJF 158 ANEXO III Instrumento para coleta de dados 160 11 1 INTRODUÇÃO O envelhecimento populacional é um fênomeno que ocorre à medida que a fertilidade diminui e a expectativa de vida aumenta Beard Officer Cassels 2016 Esse fenômeno está ocorrendo em todo o mundo e em 2017 estimase que existiam 962 milhões de pessoas com 60 anos ou mais no mundo compreendendo 13 da população global A população com 60 anos ou mais está crescendo a uma taxa de cerca de 3 ao ano Essas mudanças nas pirâmides populacionais são dramáticas e têm implicações profundas no nível individual bem como para a sociedade de forma mais ampla ONU 2017 As necessidades e prioridades econômicas de populações com alta proporção de pessoas idosas são diferentes das sociedades formadas por uma elevada participação de crianças e jovens O envelhecimento ao mesmo tempo em que apresenta muitas oportunidades também desafia a sociedade a se adaptar a fim de maximizar a saúde e a capacidade funcional das pessoas idosas bem como ser inclusiva garantindo a participação social e segurança dos idosos Assim esta perspectiva de aumento da população idosa requer medidas em saúde que atendam às novas demandas ONU 2004 A extensão das oportunidades que surgem do aumento da longevidade depende fortemente de um fatorchave a saúde Se as pessoas vivenciam os últimos anos de vida com boa capacidade física e mental e em ambientes favoráveis sua capacidade de fazer as coisas que valorizam será facilitada Ao passo que se esses anos adicionais forem dominados por declínios de capacidade e ambientes incapacitantes as implicações para os idosos e para a sociedade serão muito mais negativas Beard Officer Cassels 2016 O envelhecimento é um processo multidimensional dinâmico progressivo e irreversível caracterizado por diversas manifestações nos campos biológicos psíquicos e sociais de Moraes 2008 Algumas das importantes mudanças fisiológicas subjacentes que podem ocorrer com a idade impactam no funcionamento e na capacidade funcional dos idosos Estas são em grande parte condições crônicas particularmente doenças não transmissíveis Beard Officer Cassels 2016 Destacase aqui a crescente preocupação com a saúde mental dos idosos 12 Muitas dessas condições de saúde podem ser evitadas ou retardadas por meio de comportamentos saudáveis ao longo da vida Assim apesar das perdas e dos declínios decorrentes do envelhecimento algumas capacidades e potencialidades podem ser mecanismos mediadores no processo de envelhecer Entre os fatores relacionados positivamente à saúde mental dos idosos estão variáveis físicas como nutrição prática de atividade física AF e sono variáveis emocionais como resiliência autoestima autoconhecimento capacidade e adaptação e variáveis sociais como o suporte social e atividades de lazer Falcao Ludgleydson 2010 Entre os fatores do estilo de vida a AF é provavelmente um dos elos mais importantes entre o bemestar psicológico e a saúde A AF regular em idades mais avançadas já é recomendada para a manutenção da saúde cardiovascular da força e da flexibilidade muscular estando implicada no metabolismo da glicose no peso corporal e no bemestar Steptoe Deaton Stone 2015 Outro fator também comumente relacionado à saúde mental é a resiliência que de acordo com a Associação Americana de Psicologia APA é um processo de boa adaptação em face de adversidades traumas tragédias ameaças ou motivos significativos de estresse Newman 2005a Está intimamente associada a melhor saúde mental incluindo menores prevalências de depressão e ansiedade em pessoas com maior resiliência P Fossion et al 2013 Hjemdal Vogel Solem Hagen Stiles 2011 Min Lee Lee Lee Chae 2012 Siriwardhana Ali Roberts Stewart 2014 Entretanto ainda não se sabe ao certo se e de que forma seria possível aumentar os níveis de resiliência Dentre os possíveis mecanismos para essa relação resiliência e saúde mental a atividade física parece ter um papel importante De fato muitos estudos ao avaliarem a associação entre AF resiliência e saúde mental demonstram que pessoas mais ativas têm maior resiliência e melhor saúde mental do que as sedentárias porém a maioria desses estudos é realizada em adolescentes ou adultos e não em idosos Childs de Wit 2007 Ho Louie Chow Wong Ip 2015 Hosseini Besharat 2010 Matzka et al 2016 Skrove Romundstad Indredavik 2013 Yoshikawa Nishi Matsuoka 2016 Da mesma forma a maioria dos estudos até o momento examinou a resiliência em estudos transversais Estudos longitudinais são capazes de fornecer 13 dados que verificam as tendências que ocorrem ao longo do tempo Como muitas variáveis não são estáticas interagindo dinamicamente e mudando com o tempo métodos longitudinais devem ser empregados na tentativa de elucidar essas relações Consequentemente estudos longitudinais sobre resiliência saúde mental e atividade física em idosos trazem mais insights sobre a natureza de um fenômeno do que é possível com métodos transversais T Cosco et al 2017 O artigo de Bauman et al em 2016 destaca a importância dessas influências contínuas positivas trazendo argumentos robustos para promover a AF entre os idosos Destacando a associação positiva da prática de atividade física à saúde mental de idosos por melhorar aspectos psicológicos como a autoestima a imagem corporal a qualidade de vida a depressão o bemestar o estresse e a satisfação de vida além de reduzir e prevenir o declínio funcional presente no envelhecimento Bauman Merom Bull Buchner Fiatarone Singh 2016 Dessa forma são necessários mais estudos que busquem entender se a atividade física poderia estar influenciando na relação entre saúde mental e resiliência e por meio de quais mecanismos Erickson et al 2011 A J Fields Hoyt Linnville Moore 2015a Essa compreensão pode auxiliar no desenvolvimento de programas de promoção prevenção e intervenção no campo da geriatria uma vez que o estímulo à atividade física na terceira idade já é amplamente reconhecido pela comunidade científica Diante do exposto e considerando que para se ter uma boa qualidade de vida no envelhecer é necessário o desenvolvimento de pesquisas que enfatizem não somente aspectos físicos e sociais mas também aqueles relacionados à saúde emocional do idoso O presente estudo pretende avaliar a associação entre resiliência e saúde mental depressão estresse e ansiedade longitudinalmente assim como a correlação entre esses constructos em idosos sedentários e ativos 14 2 REVISÃO DA LITERATURA 21 ENVELHECIMENTO POPULACIONAL De acordo com a Divisão de População da ONU em 2017 os idosos com 60 anos ou mais respondiam por pouco mais de um oitavo dos habitantes do mundo 13 E mais da metade da população mundial era composta por adultos entre 15 e 59 anos de idade 61 enquanto os menores de 15 anos representavam cerca de um quarto da população total 26 A faixa etária de idosos é a que está crescendo mais rapidamente do que todos os grupos etários mais jovens United Nations 2017 Assim o número de pessoas idosas deve dobrar até 2050 alcançando 2 bilhões de pessoas ou 22 da população global em contraste com o tamanho da população com menos de 15 anos que deve permanecer relativamente estável ao longo do século perfazendo 2 bilhões Assim quando combinados com quedas acentuadas nas taxas de fertilidade esses aumentos na expectativa de vida estão levando ao rápido envelhecimento das populações em todo o mundo United Nations 2017 No Brasil assim como todo o mundo vem se observando essa tendência de envelhecimento da população nos últimos anos Ela decorre tanto do aumento da expectativa de vida pela melhoria nas condições de saúde quanto pela diminuição da taxa de fecundidade Em 2012 o grupo das pessoas de 60 anos ou mais de idade representava 128 da população já em 2017 esse percentual cresceu para 146 Os 48 milhões de novos idosos nesses cinco anos de 2012 a 2017 correspondem a um crescimento de 18 desse grupo etário As mulheres são maioria expressiva nesse grupo com 169 milhões 56 dos idosos enquanto os homens idosos são 133 milhões 44 do grupo o que é descrito como a feminização da velhice PNADContínua 2018 Esse aumento da população idosa no Brasil vem ocorrendo progressivamente sendo que o número de idosos passou de 3 milhões em 1960 para 7 milhões em 1975 e para 18 milhões em 2009 um aumento de quase 700 em pouco menos de cinquenta anos E a tendência é de que este número cresça ainda mais chegando a 32 milhões em 2020 Estimase que em 2025 o Brasil 15 ocupará o sexto lugar quanto ao contingente de idosos alcançando cerca de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais representando 255 da população brasileira até 2060 Há previsão ainda de aumento da expectativa de vida de 75 anos em 2013 para 81 anos em 2060 Veras 2009 O aumento da expectativa de vida ao nascer concomitante a diminuição da taxa de mortalidade está entre as causas do envelhecimento populacional brasileiro Enquanto a esperança de vida ao nascer no Brasil foi de 455 anos em 1940 passando para 76 anos em 2017 a taxa de mortalidade infantil caiu de 1466 ano de 1940 para 128 ano de 2017 A queda na mortalidade infantil nas últimas sete décadas está amplamente relacionada ao envelhecimento populacional como demonstrado na figura 1 Figura 1 Indicadores Demográficos 19402017 Brasil Fonte IBGE 2017 Minas Gerais acompanhou as tendências populacionais observadas para o Brasil com uma redução da taxa de fecundidade o que tem gerado uma série de modificações na distribuição da estrutura por idades tanto do estado quanto do país Segundo dados dos Censos Demográficos em Minas Gerais a proporção de idosos quase dobrou entre o período de 1980 e 2010 e passou de 61 para 118 Camargos Riani Marinho Bomfim 2017 O gráfico 1 demonstra a distribuição da população em Minas Gerais e no Brasil em 2018 16 Gráfico 1 Distribuição da população do Brasil e de Minas Gerais em 2018 Fonte IBGE 2018 Na cidade de Juiz de Fora Minas Gerais o envelhecimento populacional também é uma característica marcante Segundo dados do IBGE o número de idosos em 2010 representava 1362 da população total o que significa 71 mil idosos Gráfico 2 Ao analisar o percentual de crescimento da população de Juiz de Fora de 2000 para 2010 observase que o maior crescimento ocorreu entre os idosos com um acréscimo de 45 dessa parcela da população entre 2000 e 2010 UFJF 2012 17 Gráfico 2 Distribuição da população de Juiz de Fora por faixa etária Juiz de Fora MG 2010 Fonte IBGE 2018 Ainda com relação ao envelhecimento populacional o Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial da Saúde OMS de 2015 ressalta que não existe um idoso típico A diversidade das capacidades e necessidades de saúde desse grupo populacional não é aleatória e sim advinda de eventos que ocorrem ao longo de todo o curso da vida e frequentemente são modificáveis ressaltando a importância do enfoque de ciclo de vida para se entender o processo de envelhecimento Embora a maior parte dos idosos apresente múltiplos problemas de saúde com o passar do tempo a idade avançada não implica em dependência Outro estereótipo ultrapassado relacionado ao envelhecimento está na questão dos gastos com atenção à saúde que ao contrário do que se pensa não é a maior demanda perdendo inclusive para os altos custos das novas tecnologias médicas WHO 2015c Assim envelhecer não é sinônimo de perdas ou de adoecimento mas um processo que reflete trajetórias de lutas e conquistas em todas as dimensões da vida 18 22 REPERCUSSÕES DO ENVELHECIMENTO O envelhecimento é um processo irreversível natural e individual Quanto ao critério cronológico considerase idoso a idade de 60 anos para pessoas em países em desenvolvimento e 65 anos para países desenvolvidos No Brasil a Política Nacional do Idoso define como população idosa pessoas com 60 anos ou mais Brasil 2006c O Brasil caminha rapidamente para um perfil demográfico mais envelhecido caracterizado por uma transição epidemiológica onde as doenças crônico degenerativas ocupam lugar de destaque O incremento das doenças crônicas implica a necessidade de adequações das políticas sociais particularmente aquelas voltadas para atender às crescentes demandas nas áreas da saúde previdência e assistência social Os principais determinantes dessa acelerada transição demográfica no Brasil são a redução expressiva na taxa de fecundidade associada à forte redução da taxa de mortalidade infantil e o aumento da expectativa de vida E N d Moraes 2012 As mudanças que constituem e influenciam o envelhecimento são complexas Em nível biológico o envelhecimento é caracterizado por um acúmulo gradual e duradouro de danos moleculares e celulares que resultam numa incapacidade progressiva e generalizada em muitas funções do corpo uma maior vulnerabilidade aos desafios ambientais e um crescente risco de doença e morte WHO 2015c Com o tempo esse dano leva a uma perda gradual nas reservas fisiológicas um aumento do risco de contrair diversas doenças e um declínio geral na capacidade intrínseca do indivíduo resultando em última instância no falecimento Porém essas mudanças não são lineares ou consistentes e são apenas vagamente associadas à idade de uma pessoa em anos WHO 2015c O envelhecimento normal está associado a diversas alterações estruturais e funcionais nos sistemas fisiológicos principais sistema nervoso cardiovascular respiratório digestivo gênitourinário e locomotor Alguns exemplos de alterações normais do envelhecimento são a sarcopenia redução da massa muscular a osteopenia redução da massa óssea a redução do conteúdo de água corporal além da redução da capacidade aeróbica Esse declínio normalmente não traz nenhuma restrição importante da participação social do indivíduo Admitese que no 19 envelhecimento normal o indivíduo apresente no máximo uma lentificação global no desempenho das tarefas do cotidiano limitação das atividades E N d Moraes 2012 Em um artigo de 2019 sobre as descobertas em pesquisa sobre o envelhecimento e terapias associadas a um envelhecimento saudável os autores destacam que os últimos 30 anos de pesquisa em envelhecimento passaram da identificação de fenótipos envelhecidos para a investigação das vias genéticas subjacentes a esses fenótipos A pesquisa da genética em envelhecimento revelou uma complexa rede de vias de sinalização intracelular e genes associados à expectativa de vida Também descrevem que o conceito de gerociência tradução livre de geroscience do inglês prevê que as vias de envelhecimento fazem parte da fisiopatologia de muitas doenças e condições que possuem maior prevalência no envelhecimento conforme descrito na figura 2 Nesta figura podese observar que fatores ambientais e genéticos exercem influências em vários processos e vias celulares fundamentais os quais foram recentemente definidos como as marcas do envelhecimento Muitas dessas vias contribuem para a criação de um estágio inflamatório crônico e para o envelhecimento Estes por sua vez aumentam o risco de doenças crônicas juntamente com fatores de risco específicos da doença Campisi et al 2019 Figura 2 O conceito de gerociência e sua abordagem para doenças relacionadas ao envelhecimento Fonte Adaptado de Campisi et al 2019 Assim o envelhecimento não é uma doença mas caso seja não bem sucedido pode ser fator de risco para várias doenças que incluem infarto do 20 miocárdio acidente vascular cerebral alguns cânceres mais prevalentes no envelhecimento degeneração macular osteoartrite neurodegeneração e muitas outras doenças Campisi et al 2019 Ainda com relação às repercussões do envelhecimento à medida que as pessoas envelhecem elas são mais propensas a experimentar multimorbidade isto é a presença de múltiplas condições crônicas ao mesmo tempo Esta condição leva a interações entre as condições entre uma condição e as recomendações de tratamento para outra condição e entre os medicamentos prescritos para diferentes condições Como resultado o impacto da multimorbidade no funcionamento qualidade de vida e risco de mortalidade pode ser significativamente maior do que a soma dos efeitos individuais que poderiam ser esperados Consequentemente a multimorbidade é também associada a taxas mais altas de utilização de atendimento de saúde e custos mais elevados WHO 2015c A multimorbidade é vista como a expressão multissistêmica de um estágio avançado do envelhecimento em vez de uma coincidência de doenças não relacionadas E assim requer um plano de gerenciamento integrativo específico já que o tratamento intensivo mas descoordenado de doenças individuais pode dar origem à síndrome prejudicial da polifarmácia o que gera o risco de interações das drogas em pessoas idosas comórbidas Apesar disso a maioria dos sistemas de saúde não está equipado para fornecer o cuidado abrangente necessário para estes estados de saúde Diretrizes de cuidados clínicos tipicamente focam em uma única condição raramente incorporando informações sobre possíveis comorbidades Campisi et al 2019 Outras questões complexas de saúde na idade avançada são as síndromes geriátricas Estas são freqüentemente apontadas como conseqüência de múltiplos fatores subjacentes O comprometimento dos principais sistemas funcionais gera as incapacidades e por conseguinte as grandes síndromes geriátricas São consideradas síndromes geriátricas a Incapacidade cognitiva a Instabilidade postural a Imobilidade a Incontinência e a Incapacidade comunicativa Além disso o desconhecimento das particularidades do processo de envelhecimento pode gerar intervenções capazes de piorar a saúde do idoso conhecidas como Iatrogenia E N d Moraes 2012 A funcionalidade global é o ponto de partida para a avaliação da saúde do idoso O declínio funcional não pode ser atribuído ao envelhecimento normal e sim 21 as incapacidades mais frequentes no idoso O envelhecimento aumenta o risco de muitos distúrbios de saúde e estes podem ter impactos significativos na capacidade intrínseca do indivíduo WHO 2015c No entanto a presença de uma doença na idade avançada não significa que este idoso não é mais saudável Muitos adultos mais velhos mantêm boa capacidade funcional e altos níveis de bemestar apesar da presença de um ou mais doenças Assim essas perdas na capacidade intrínseca podem ser compensadas pela adaptação e muitas vezes acompanhada de ganhos em experiência e conhecimento Isso pode explicar por que a produtividade no local de trabalho não parece cair com a idade INOUYE et al 2007 Além disso a idade avançada frequentemente envolve mudanças significativas além das perdas biológicas Essas mudanças incluem alterações nos papéis e posições sociais bem como na necessidade de lidar com perdas de relações próximas Embora algumas dessas mudanças possam ser guiadas por uma adaptação à perda outras refletem o desenvolvimento psicológico contínuo na idade mais avançada que pode ser associado ao desenvolvimento de novos papéis pontos de vista e muitos contextos sociais interrelacionados Essas mudanças psicossociais podem explicar por que em muitos cenários a idade avançada pode ser um período de bemestar subjetivo maior Wiles et al 2019 Outra suposição comumente feita é de que as crescentes necessidades de populações idosas levarão a aumentos insustentáveis nos custos de saúde Embora a idade avançada seja geralmente associada a aumento nas necessidades relacionadas à saúde a associação com a utilização de cuidados de saúde e das despesas é variável De fato em alguns países de alta renda as despesas de saúde por pessoa caem significativamente após aproximadamente 75 anos de idade enquanto as despesas com cuidados de longo prazo aumentam Uma vez que mais e mais pessoas estão chegando a idades mais avançadas permitir que elas levem uma vida longa e saudável pode portanto realmente aliviar as pressões sobre a inflação nos gastos com saúde WHO 2015c As repercussões do envelhecimento na saúde mental estão descritas a seguir 22 23 SAÚDE MENTAL EM IDOSOS Transtornos afetivos como depressão e ansiedade tendem a recorrer ao longo da vida em uma proporção vulnerável da população Segundo a OMS as alterações na saúde mental comprometem 20 da população idosa e representam 66 das incapacidades dessa faixa etária Os distúrbios neuropsiquiátricos mais comuns entre os idosos são as síndromes demenciais e a depressão WHO 2015c Múltiplos fatores sociais psicológicos e biológicos determinam o nível de saúde mental de uma pessoa Além dos fatores de estresse típicos comum a todas as pessoas alguns idosos perdem a capacidade de viver de forma independente devido à dificuldade de locomoção dor crônica fraqueza ou outros problemas mentais ou físicos e requerem cuidados de longa duração Snowdon 2002 Além disso os idosos são mais propensos a experimentar eventos como luto queda no nível socioeconômico com a aposentadoria ou deficiência Todos esses fatores podem resultar em isolamento perda de independência solidão e sofrimento psicológico em pessoas mais velhas Os idosos também são vulneráveis a negligência física e maustratos o que pode gerar graves consequências psicológicas incluindo depressão e ansiedade Mehta et al 2008 WHO 2015c A prevalência de alterações psiquiátricas em idosos varia de acordo com os critérios utilizados e as características da população estudada como sexo local de moradia presença de comorbidades entre outros A prevalência de depressão é cerca de 23 entre os idosos que vivem na comunidade no entanto entre idosos vulneráveis e institucionalizados é cerca de 10 Além disso em comparação com adultos mais jovens os idosos mais frequentemente sofrem de sintomatologia depressiva sem atender aos critérios diagnósticos para um transtorno depressivo Esta condição é muitas vezes referida como depressão subliminar e afeta quase 1 em cada 10 idosos A depressão subliminar também tem um impacto importante na qualidade vida dos idosos e é um importante fator de risco para desordem depressiva WHO 2015c A depressão referese a uma síndrome psiquiátrica caracterizada por humor deprimido perda do interesse ou prazer alterações do funcionamento biológico com repercussões importantes na vida do indivíduo e com uma duração de meses a anos Está entre as três principais causas de incapacidade no mundo moderno e constituise em verdadeira epidemia silenciosa cuja importância na 23 morbimortalidade geral se aproxima à observada nas doenças crônico degenerativas Em 2030 estimase que o transtorno depressivo unipolar venha a assumir a segunda posição como causa de incapacidade em todo o mundo e a primeira causa nas nações de renda per capita elevada González et al 2010 Em uma revisão sistemática e metanálise sobre a prevalência e os fatores associados a distúrbios e sintomas depressivos em idosos brasileiros que vivem na comunidade BarcelosFerreira et al avaliaram 17 artigos envolvendo 15491 idosos e encontraram uma prevalência de 7 para Transtorno Depressivo Maior 33 para a distimia e 26 para os sintomas depressivos clinicamente significativos SDCS A razão de chance para depressão maior e SDCS foi maior entre as mulheres e houve uma associação significativa entre depressão maior e SDCS e doenças cardiovasculares BarcelosFerreira Izbicki Steffens Bottino 2010 O Estudo dos Processos de Envelhecimento Saudável PENSA realizado com idosos da comunidade na cidade de Juiz de Fora Minas Gerais MG entrevistou 347 idosos para a avaliação da validade e confiabilidade da versão brasileira da Center for Epidemiological Scale Depression CESD Nesta população foi encontrada uma prevalência de sintomas depressivos de 34 Os autores ressaltam que a CESD pode superestimar a depressão em idosos uma vez que esta escala inclui sintomas somáticos naturalmente mais presentes nessa população Batistoni Néri Cupertino 2010 Com relação aos fatores de risco para depressão entre idosos da comunidade uma revisão sistemática e metanálise realizada por Cole e Dendukuri em 2003 encontrou que luto distúrbios do sono incapacidade depressão prévia e sexo feminino são importantes fatores de risco Esta revisão avaliou 20 estudos publicados em inglês e francês todos longitudinais prospectivos porém a maioria dos estudos apresentou limitações metodológicas como acompanhamento incompleto da coorte Cole Dendukuri 2003 Apesar de se esperar que episódios de transtornos afetivos fossem mais prevalentes na idade avançada devido ao aumento do risco de eventos adversos na vida ao invés disso os transtornos depressivos parecem ser um pouco menos prevalentes entre os idosos do que entre adultos mais jovens Entretanto ainda é comum a atribuição errônea dos sintomas depressivos ao processo de envelhecimento normal por parte do próprio idoso de seus familiares e de alguns profissionais de saúde WHO 2015c 24 Assim a depressão não é uma consequência natural do envelhecimento e muitas vezes é subdiagnosticada em idosos pelo fato de se delegar queixas como dores inespecíficas adinamia insônia perda de peso e queixas subjetivas de perda da memória ao próprio envelhecimento quando na verdade podem ser sintomas depressivos mascarados Paradela 2011 A apresentação da depressão entre idosos e populações jovens varia Os idosos relatam mais manifestações somáticas e menos queixas de humor deprimido em relação aos jovens Batistoni Cupertino Neri 2009 Snowdon afirma que a presença de doença física um dos fatores de risco mais significativos para depressão em idosos muitas vezes acaba impedindo o reconhecimento da depressão devido a esse mascaramento Snowdon 2002 Além da subidentificação pelos profissionais de saúde e pelos próprios idosos o estigma que envolve a doença mental muitas vezes torna as pessoas relutantes em procurar ajuda Dessa forma com frequência esses acometimentos são subdiagnosticados o que pode gerar cronicidade aumento da dependência funcional isolamento social risco de suicídio piora da qualidade de vida e aumento da mortalidade dos indivíduos acometidos BarcelosFerreira et al 2010 Cole Dendukuri 2014 Com relação à prevalência estimada de transtornos de ansiedade na população idosa esta varia de 6 a 10 o que é ligeiramente inferior à prevalência estimada de transtornos de ansiedade em adultos jovens mas ainda representa causa significativa de incapacidade A prevalência de transtornos de ansiedade em instituições de longa permanência demonstrou ser um pouco menor e estimase que seja cerca de 57 WHO 2015c Transtornos de ansiedade e depressão frequentemente ocorrem juntos Cerca de 13 dos idosos com transtorno de ansiedade também apresentam transtorno depressivo e 36 dos idosos com depressão têm transtorno de ansiedade coexistente A diferenciação entre ansiedade e depressão é particularmente difícil em idosos já que a perda de função e aumento da apresentação somática ofusca essa relação Lenze et al 2005 A ansiedade na depressão está ligada à ameaça da perda de identidade o que gera insegurança sobre o futuro A relação entre ansiedade e depressão tem sido alvo de diferentes estudos algumas pesquisas tendem a ver a ansiedade e depressão como pertencentes do mesmo acometimento enquanto outras apontoam 25 para fenômenos distintos Devese considerar cada uma dessas perspectivas para uma caracterização completa da ansiedade e depressão Apóstolo Mendes Azeredo 2006 L A Clark Watson 1991 Apesar de os distúrbios afetivos serem prevalentes em idosos o tratamento muitas vezes é eficaz incluindo a terapia cognitivo comportamental e medicamentos Destacase que para o sucesso do tratamento de alterações psiquiátricas em pacientes idosos há de se levar em conta as demandas psicológicas médicas e sociais dos pacientes e familiares Fica claro assim que é um desafio se encontrar abordagens eficazes e menos dispendiosas para o tratamento em saúde mental em idosos WHO 2015c O bemestar psicológico e a saúde estão intimamente relacionados e essa relação pode se tornar mais importante em idades mais avançadas principalmente devido a prevalência de doenças crônicas aumentarem com o avançar da idade O bemestar psicológico dos idosos é afetado por muitos outros fatores além da saúde Destacamse aqui a importância de condições materiais relações sociais e familiares papéis sociais e atividades fatores que também mudam com a idade Há uma crescente literatura de pesquisa que sugere que o bemestar psicológico pode ser um fator protetor na saúde reduzindo o risco de doenças físicas crônicas e promovendo a longevidade Também tem sido argumentado que o bemestar psicológico deve ser abordado em medidas de avaliação da saúde e ser considerado na alocação de recursos de cuidados de saúde Steptoe et al 2015 No nível biológico o bemestar positivo está associado à menor produção de cortisol ao longo do dia Isso é potencialmente importante uma vez que o cortisol elevado desempenha um papel no metabolismo lipídico na regulação imunológica na adiposidade central na integridade do hipocampo e na calcificação óssea O afeto positivo tem sido relacionado a respostas inflamatórias e cardiovasculares reduzidas ao estresse mental agudo e está associado a níveis mais baixos de marcadores inflamatórios como proteína Creativa e interleucina 6 em mulheres idosas Demonstrando dessa forma uma relação importante entre a saúde mental e saúde física dos idosos Steptoe et al 2015 Por outro lado alguns fatores influenciam beneficamente a saúde mental dos idosos como a prática de AF suporte social e resiliência Para Birren e Schaie a saúde mental dos idosos está ligada à capacidade de lidarem eficazmente com 26 questões típicas do envelhecimento não estando associada somente a ausência de doença mas aos recursos positivos que possuem Birren Schaie 2001 231 Estudos longitudinais sobre saúde mental em idosos Em diferentes países das Américas da Europa e da Ásia estudos longitudinais de grandes bases populacionais sobre o envelhecimento vêm sendo desenvolvidos Essas pesquisas contemplam os determinantes sociais e biológicos do envelhecimento e as consequências dessa mudança demográfica para o indivíduo e a sociedade O Health and Retirement Study HRS foi o primeiro estudo longitudinal de pessoas mais velhas a incluir informações econômicas e de saúde detalhadas na mesma pesquisa Tratase de um levantamento longitudinal nacional representativo de mais de 37000 indivíduos com mais de 50 anos nos EUA A pesquisa tem sido realizada a cada dois anos desde 1992 com objetivo de construir uma compreensão do envelhecimento e também fornecer dados científicos para estudar as mudanças sociais e políticas em nível nacional que podem afetar os indivíduos Sua abordagem multidisciplinar é focada em quatro grandes tópicos renda e riqueza saúde cognição e uso de serviços de saúde trabalho e aposentadoria e conexões familiares Os dados são frequentemente usados para estudar os efeitos e implicações de diferentes políticas públicas Os tópicos abordados incluem recursos para o envelhecimento bem sucedido por exemplo econômico público familiar físico psicológico e cognitivo comportamentos e escolhas por exemplo trabalho comportamentos de saúde residência transferências uso de programas e eventos e transições por exemplo aposentadoria viuvez e institucionalização Sonnega et al 2014 Como métrica de seu sucesso o HRS gerou outras 30 pesquisas internacionais que compartilham uma missão científica e política comum com um desejo mútuo de harmonizar o conteúdo Essas pesquisas não apenas fornecem dados para países individuais mas também oferecem a oportunidade de comparações entre países As pesquisas irmãs do HRS incluem MHAS no México ELSI no Brasil ELSA na Inglaterra TILDA na Irlanda THISLS na Escócia NICOLA 27 na Irlanda do Norte 18 países na rede SHARE IFLS na Indonésia KLoSA na Coréia do Sul CHARLS na China LASI na Índia HART na Tailândia e JSTAR no Japão O Gateway to Global Aging Data é um portal de dados e informações fornece acesso a dados longitudinais individuais fáceis de usar de 10 pesquisas abrangendo mais de 30 países Sonnega et al 2014 O Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros ELSIBrasil conduzido em amostra nacional representativa da população com 50 anos ou mais é parte desse esforço internacional adotando um arcabouço conceitual comum a outros estudos longitudinais de larga escala sobre o envelhecimento no mundo permitindo comparações entre países O ELSIBrasil permite investigações sobre o processo de envelhecimento saúde determinantes psicossociais e econômicos e consequências sociais É um estudo nacionalmente representativo de 9412 pessoas com 50 anos ou mais residentes em 70 municípios nas cinco regiões brasileiras A avaliação inicial 20152016 incluiu entrevistas domiciliares e individuais detalhadas e medições físicas pressão arterial antropometria força de preensão e testes de caminhada e equilíbrio programados Exames de sangue e armazenamento de amostras foram realizados em uma subamostra de participantes do estudo Ondas subsequentes são planejadas para cada 3 anos O objetivo da ELSIBrasil não é apenas construir uma compreensão do envelhecimento em um grande país ocidental de renda média em uma rápida transição demográfica mas também fornecer dados científicos para apoiar e estudar mudanças políticas que possam afetar os idosos Nunes et al 2018 Nem todos esses estudos já possuem as análises longitudinais das ondas realizadas ou avaliam a saúde mental através de questionários validados da amostra acompanhada Com intuito de trazer um panorama dos estudos longitudinais sobre saúde mental de idosos o quadro abaixo descreve as características e achados de alguns dos estudos longitudinais e observacionais sobre saúde mental em idosos acima de 60 anos usados como referência no presente trabalho Quadro 1 28 Quadro 1 Estudos longitudinais observacionais sobre saúde mental em idosos Referência País Amostra Período do estudo Avaliações Resultados Harlow Goldberg and Comstock 1991 Estados Unidos 136 viúvas e 409 controles casados 65 a 75 anos 5 anos CESD Autorelato do estado de saúde e nível de atividade física Tamanho e qualidade da rede social Uso de drogas psicotrópicas Grau de escolaridade A falta de saúde e as limitações na atividade física no início do estudo foram associadas a níveis mais altos de sintomatologia depressiva Mulheres em risco de depressão prolongada após a morte de seus maridos podem ser identificadas antes ou no momento do luto e viúvas têm fatores de risco semelhantes aos das mulheres em risco de depressão na comunidade em geral Almeida Norman Hankey Jamrozik and Flicker 2006 Austrália 601 homens 80 anos Média de 48 anos MEEM e GDS15 Três em cada quatro homens que atingiram os 80 anos de idade passaram por um envelhecimento bemsucedido da saúde mental Fatores associados educação e comportamentos de estilo de vida como atividade física Teng Yeh Lee Lin and Lai 2013 Taiwan 1784 homens e mulheres com 65 anos ou mais 9 anos CESD Variáveis demográficas Comportamento de saúde Morbidade autoavaliação da saúde e IMC Dependência funcional Comprometimento cognitivo pelo Questionário de Status Mental Portátil Curto SPMSQ Mortalidade avaliada por dados de um registro nacional No geral a depressão crônica foi associada à mortalidade por todas as causas Enquanto a depressão crônica confere um risco maior de mortalidade em mulheres mais velhas a depressão incidente prediz o aumento da mortalidade em homens mais velhos 29 White et al 2016 Inglaterra 9560 idosos com idade média de 62 6 anos CESD Variáveis sociais demográficas clínicas e de estilo de vida Mortalidade avaliada por dados de um registro nacional A duração dos sintomas depressivos foi associada à mortalidade de maneira doseresposta Confortin et al 2017 Brasil 1702 idosos em 20092010 idade mediana 70 anos 1197 em 2013 2014 de Florianópolis SC 4 anos Dados sociodemográficas comportamentais e de saúde IPAQ GDS15 Miniexame do estado mental de Folstein Após 4 anos a maioria dos idosos não apresentou mudanças importantes em suas características sociodemográficas comportamentais e de saúde a maioria mantevese com companheiro 534 morando acompanhado 760 com percepção positiva de saúde 440 insuficientemente ativo 563 rastreamento negativo para déficit cognitivo 694 e sem sintomas depressivos 720 Borda et al 2019 México 6327 idosos idade média 6859 SD 678 3 anos Teste de Exame Cognitivo Transcultural CCCE Questionário de depressão do MHAS Queixas subjetivas de memória Dados sociodemográficos e relacionados com a saúde Indivíduos com sintomas depressivos e ou queixas subjetivas de memória têm um risco maior de desenvolver comprometimento cognitivo incidente quando a pressão alta está presente Fonte Elaborado pela autora Notas Quadro 1 CESD Escala de Depressão do Centro para estudos epidemiológicos GDS Escala de Depressão Geriátrica IPAQ Questionário Internacional de Atividade Física MEEM Mini exame do estado mental 30 232 Métodos de avaliação da saúde mental em idosos Existe uma gama de escalas disponíveis para avaliar os aspectos da saúde mental em pessoas idosas No trabalho de Burns Lawlor e Craig de 2002 são descritas algumas escalas comumente usadas na prática clínica e pesquisa Os autores destacam que embora muitas escalas estejam disponíveis a escolha da escala depende especificamente da pergunta a ser feita não existindo um escala ideal Burns Lawlor Craig 2002 As escalas podem ser usadas para uma variedade de propósitos diferentes As principais categorias de escalas incluem escalas de diagnóstico escalas baseadas em sintomas escalas para diagnósticos específicos escalas autorrelatadas e escalas aplicadas por avaliador Burns et al 2002 Uma das escalas de depressão mais utilizada em idosos é a Escala de Depressão Geriátrica Geriatric Depression Scale GDS desenvolvida por Brink e Yesavage em 1982 versão 30 itens BRINK YESAVAGE 1982 Diversos estudos demonstraram que a GDS oferece medidas válidas e confiáveis para a avaliação dos transtornos depressivos e pode ser utilizada nas versões simplificadas como por exemplo a de 15 itens reduzindo o tempo gasto na sua aplicação Outras escalas de humor amplamente utilizadas são a Patient Health Questionnare9 PHQ 9 e Center for Epidemiologic Studies Depression Scale CESD dentre outras Independentemente da escala utilizada o diagnóstico de depressão maior deve ser confirmado pela avaliação dos critérios padronizados do DSMIV E N d Moraes 2012 Como o presente trabalho não tem objetivo de realizar diagnóstico de alterações psiquiátricas e sim avaliar de maneira mais ampla os sintomas relacionados à saúde mental de idosos como ansiedade depressão e estresse optouse por utilizarse a Escala de Depressão Ansiedade e Estresse DASS21 Como depressão e ansiedade têm sido associadas a uma série de sintomas que frequentemente se sobrepõem uma das vantagens da aplicação da DASS21 é o fato desse ser um instrumento único para avaliar sintomas de depressão ansiedade e estresse R C B Vignola A M Tucci 2014 A escala DASS21 é composta de um questionário autopreenchido de 21 itens destinado a medir a magnitude de três estados emocionais negativos 31 depressão ansiedade e estresse O DASSDepressão concentrase em relatos de baixo humor motivação e autoestima A ansiedade avaliada no DASS relacionase com a excitação fisiológica pânico percebido e medo Enquanto o DASSestresse ligase à tensão e irritabilidade R C B Vignola A M Tucci 2014 Outras características desta escala estão detalhadas no item 564 sobre os instrumentos utilizados nesta pesquisa Vários estudos realizados com adultos têm demonstrado excelente consistência interna da escala e também é verificada a consistência dessa escala em idosos Gloster et al 2008 em um estudo que analisou as propriedades psicométricas da DASS21 em uma população de idosos que procuram cuidados na atenção primária encontraram resultados de boa consistência interna excelente validade convergente e boa validade discriminativa especialmente para a escala de depressão assim como os estudos realizados com amostras de outras faixas etárias Gloster et al 2008 Em um estudo sobre a aplicação da GDS DASS21 e Lista de Verificação de Transtorno de Estresse PósTraumático para coortes de enfermagem da comunidade os autores destacam pontos positivos na utilização da DASS21 em idosos Um deles é que a subescala de depressão do DASS 21 assim como o GDS não inclui perguntas sobre as queixas somáticas do entrevistado o que sugere que essas escalas capturem com precisão a depressão em idosos Outra característica positiva destacada é que a escala DASS 21 pode ser administrada e interpretada com precisão por um profissional de saúde generalista como enfermeiro da comunidade Allen Annells 2009 24 RESILIÊNCIA De acordo com a Associação Americana de Psicologia APA a resiliência é um processo de boa adaptação em face de adversidades traumas tragédias ameaças ou motivos significativos de estresse Newman 2005a Resiliência é uma variável multidimensional consistindo de atributos psicológicos e disposicionais como competência sistema de suporte externo e estrutura pessoal Lee et al 2013 32 O estudo da resiliência incialmente relacionase à literatura sobre psicopatologia e cresceu ao incorporar temas diversificados que inclui psicologia positiva desenvolvimento adulto estresse e enfrentamento Mlinac Schwabenbauer 2018 A pesquisa sobre resiliência na área da saúde iniciou nos anos 70 com investigações sobre pessoas que passaram por situações adversas e conseguiram se recuperar e se desenvolver de maneira saudável Brandão Mahfoud GianordoliNascimento 2011 Grande parte das pesquisas iniciais era realizada com crianças o que foi se estendendo para outros períodos da vida com o passar dos anos de Jesus Laranjeira 2007 Em uma revisão da literatura sobre resiliência psicológica Souza e Cerveny em 2006 relatam que a maior parte dos temas pesquisados incluía refugiados sobreviventes à guerra e ao holocausto abuso sexual na infância violência familiar uso de drogas saúde do cuidador crianças com necessidades especiais estresse ambiental fatores relacionados ao desempenho acadêmico e divórcio A partir de 1999 surgem temáticas relacionadas à resiliência do idoso Souza Cerveny 2006 Na metanálise de Lee e colaboradores de 2013 foi avaliada a relação entre resiliência psicológica e variáveis relevantes Os seus resultados indicaram que fatores protetores como satisfação com a vida otimismo afeto positivo auto acurácia autoeficácia autoestima e suporte social tem grande efeito sobre a resiliência psicológica Já o tamanho de efeito foi médio para fatores de risco como ansiedade depressão afeto negativo e estresse percebido Enquanto fatores demográficos como idade e sexo tiveram pequeno tamanho de efeito sobre a resiliência Lee et al 2013 Demonstrando dessa forma a importância do estudo de fatores positivos e protetores da saúde mental enquanto muitas vezes a maioria dos estudos foca questões negativas problemáticas e de difícil solução na saúde mental dos idosos Falcao Ludgleydson 2010 Na maioria dos estudos sobre o conceito de resiliência ressaltase porém a diversidade de definições e a falta de um consenso sobre o fenômeno investigado que varia desde uma característica fixa de alguns indivíduos a uma capacidade que pode ser desenvolvida ou um processo de adaptação em situação de adversidades 33 Também existem discussões se resiliência significaria resistência ao estresse ou o processo de recuperação às situações adversas vividas Além disso os autores também divergem sobre a resiliência ser um atributo individual ou fruto da interação com o ambiente Brandão 2009 Luthar Cicchetti Becker 2000 Algumas definições de estudos sobre resiliência mais relacionadas ao presente trabalho são a de De Jesus Laranjeira 2007 que define a resiliência como um fenômeno funcionamento ou arte de se adaptar às situações adversas condições biológicas e sociopsicológicas desenvolvendo capacidades ligadas aos recursos internos intrapsíquicos e externos ambiente social e afetivo que permitem aliar uma construção psíquica adequada à inserção social A OMS em 2015 também define a resiliência como capacidade de manter ou melhorar o nível da capacidade funcional em face da adversidade através da resistência recuperação ou adaptação WHO 2015c Brandão 2009 em sua dissertação sobre o conceito de resiliência e suas imprecisões considera resiliência ligada aos fenômenos de recuperação e superação definindoa como processo e não como traço Brandão 2009 Falcão e Ludgleydson 2010 também consideram a resiliência como um processo multidimensional no qual fatores como características pessoais relacionamentos experiências anteriores aspectos socioeconômicos interação com o ambiente são importantes Além disto ressaltase que a resiliência não é um atributo fixo da pessoa podendo variar de acordo com os momentos da vida Falcao Ludgleydson 2010 É neste mesmo entendimento que o presente estudo irá se basear A resiliência é composta por 3 conjuntos de pares de atributos competência e adversidade recursos e riscos e processos de proteção e vulnerabilidades Wells Avers Brooks 2012 Na revisão sistemática da literatura de Cosco et al 2017 a fonte da adversidade nos estudos analisados variava muito mais estudos incluíram adversidade não aguda 22 estudos como por exemplo câncer do que adversidade aguda 12 estudos como desastres Já as adaptações positivas a esses eventos adversos foram menos variadas geralmente demonstradas por baixos níveis de sofrimento psíquico como por exemplo baixos níveis de ansiedade 5 estudos ou sintomas de estresse póstraumático T Cosco et al 2017 34 Outro tipo de resiliência estudada em algumas pesquisas é a resiliência física que Whitson e colaboradores em 2015 definem como Uma característica que determina a capacidade de resistir ou recuperarse do declínio funcional após estressores de saúde As medidas de resiliência física podem incluir tempo para recuperação e totalidade da recuperação Whitson et al 2015 241 Métodos de avaliação da resiliência A resiliência descreve o processo resultante de uma situação em que um indivíduo enfrenta com relativo sucesso condições adversas e situações de risco com o auxílio de fatores de proteção E devido à natureza não observável do construto a resiliência não pode ser medida fisicamente apenas inferida pela medição de seus componentes constituintes Reppold Mayer Almeida Hutz 2012 Visando obter uma forma mais universal e objetiva de avaliar esse construto alguns pesquisadores desenvolveram instrumentos de avaliação psicológica voltados especificamente para a expressão de uma medida quantitativa do grau de resiliência Incluemse nessa categoria as conhecidas escalas de resiliência por exemplo Escala de resiliência desenvolvida por Wagnild Young RS25 Escala de resiliência de ConnorDavidson CDRISC dos autores Connor e Davidson de 2003 e Escala de resiliência do adolescente Reppold et al 2012 Na revisão sistemática da literatura de Cosco et al 2017 foram analisados estudos longitudinais de envelhecimento que postulavam definições operacionais de resiliência Dos trinta e seis estudos incluídos na revisão sistemática 4 usaram métodos orientados psicometricamente isto é administração repetida de métricas de resiliência estabelecidas Enquanto 9 estudos usaram métodos orientados por definição isto é estabelecimento a priori de componentes e critérios de resiliência e 23 estudos usaram métodos baseados em dados isto é técnicas que identificam indivíduos resilientes usando modelos de variáveis latentes Sendo preditores de resiliência bemestar emocional alto otimismo autorrelato de envelhecimento bem sucedido engajamento social e poucas queixas cognitivas T Cosco et al 2017 No presente estudo optouse por utilizarse a escala de resiliência desenvolvida por Wagnild e Young em 1993 por ser a única adaptada para o 35 português no Brasil segundo as buscas realizadas A RS25 avalia o nível de adaptação psicossocial positiva nos acontecimentos significativos da vida O teste é composto por 25 itens respondidos em uma escala do tipo Likert de sete pontos onde escores altos indicam elevada resiliência A escala apresenta evidências de diferentes tipos de validade conteúdo construto e critério Nos estudos de validade de construto dessa medida cinco componentes foram identificados como fatores para resiliência serenidade perseverança autoconfiança sentido de vida e autossuficiência Reppold et al 2012 No estudo de Resnick e Inguito 2011 com 274 idosos maioria mulheres com média de 3 comorbidades médicas demonstrou que a RS25 permite identificar idosos com baixa resiliência e expor esses indivíduos a intervenções para melhorar a resiliência e facilitar o envelhecimento bemsucedido B A Resnick P L Inguito 2011 242 Resiliência e envelhecimento O envelhecimento frequentemente envolve mudanças significativas além das perdas biológicas como mudanças nos papéis e posições sociais e a necessidade de lidar com perdas de relações próximas Em resposta os adultos mais velhos tendem a selecionar metas e atividades em menor número porém mais significativas otimizar suas capacidades existentes por meio de práticas e novas tecnologias bem como compensar as perdas de algumas habilidades encontrando outras maneiras de realizar a tarefa Os objetivos as prioridades motivacionais e as preferências também parecem mudar Embora algumas dessas mudanças possam ser guiadas por uma adaptação à perda outras refletem o desenvolvimento psicológico contínuo na idade mais avançada que pode ser associado ao desenvolvimento de novos papéis pontos de vista e muitos contextos sociais inter relacionados Essas mudanças psicossociais podem explicar por que em muitos cenários a idade avançada pode ser um período de bemestar subjetivo maior WHO 2015c Assim como o envelhecimento é caracterizado pela introdução e exacerbação de desafios físicos sociais e psicológicos é um período promissor para investigação dos mecanismos da resiliência de Jesus Laranjeira 2007 Mehta et al 2008 Para o estudo da resiliência dos idosos um dos critérios que na maior 36 parte das vezes é ressaltado é o do envelhecimento bemsucedido Uma vez que esta capacidade de adaptação positiva à adversidade pode ser um fator importante no envelhecimento bemsucedido WHO 2015c A resiliência tem sido descrita como a capacidade do sujeito responder de maneira positiva a uma adversidade sendo um processo multidimensional importante nos idosos por auxiliar no ajuste psicossocial e estar associado à melhor saúde mental de Jesus Laranjeira 2007 Mehta et al 2008 No final da vida a resiliência demonstra o potencial de um indivíduo para adaptarse e manter sua saúde mental apesar da presença de ameaça ou risco Windle 2011 Windle et al 2008 ao examinarem o conceito de resiliência em uma amostra de 1847 indivíduos de idades entre 50 e 90 anos mostraram que autoestima controle interpessoal e competências pessoais são indicadores de resiliência O que corrobora com a noção que resiliência está ligada a competências pessoais nos idosos No modelo criado por esses autores a resiliência se assemelha a um guardachuva que abriga recursos psicológicos essenciais para a superação de adversidades como competências pessoais autoestima autoeficácia e controle interpessoal Windle Markland Woods 2008 Esta capacidade compreende componentes intrínsecos e componentes ambientais que podem diminuir os déficits presentes com envelhecimento Entre os componentes intrínsecos estão os traços psicológicos que ajudam o indivíduo a superar problemas de forma positiva e as reservas fisiológicas que permitem uma pessoa mais velha se recuperar rapidamente depois de uma queda Já os componentes ambientais estão relacionados a redes sociais fortes que podem ser chamados em momentos de necessidade ou bom acesso à saúde e assistência social WHO 2015c Assim a resiliência abrange recursos individuais como estratégias de enfrentamento competências pessoais sistemas religiosos e de crenças condições sociais apoio social além de perdas ou mudanças como luto doenças ou outras adversidades Fontes Neri 2015 Siriwardhana et al 2014 No caso de envelhecimento vários fatores podem ser considerados estressantes e influenciarem na resiliência Eventos como luto queda no nível socioeconômico com a aposentadoria ou deficiência podem resultar em isolamento perda de 37 independência solidão e sofrimento psicológico em pessoas mais velhas Fontes Neri 2015 Mehta et al 2008 Hayman Kerse and Consedine 2017 propuseram um modelo relacionado à idade no qual um contexto de desenvolvimento e sóciohistórico que inclui fatores físicos e sociais da fase de vida e da coorte envolve e define essas características figura 3 Fonte Adaptado de Hayman et al 2017 Dessa forma no envelhecimento a resiliência é importante para a manutenção da funcionalidade do bemestar subjetivo do senso de ajustamento da motivação para a atividade e do envolvimento vital Estes elementos têm como papel central proteger o idoso da influência das perdas dos riscos e das ameaças sobre a adaptação além de estarem associados com o envelhecimento bemsucedido Fontes Neri 2015 Wells et al 2012 Nesse sentido a teoria do ciclo da vida lifespan desenvolvida pelo psicólogo alemão Paul B Baltes considera o desenvolvimento como processo de adaptação contínuo multidimensional e multidirecional de natureza normativa e não Mudanças Declínio físico e mental Redução de interação social Recursos Psicossocial Atividade valorizada Experiência de vida Espiritualidade Resultados Independência Envelhecimento saudável CONTEXTO DE DESENVOLVIMENTO E SÓCIOHISTÓRICO Figura 3 Processo de resiliência no contexto de desenvolvimento e sóciohistórico 38 normativa marcado por ganhos e perdas e pela relação entre o indivíduo e o meio Relata também que a autorregulação do self através de recursos da personalidade e de apoio social auxilia no funcionamento psicossocial dos idosos apesar das perdas típicas do período estando assim associada à resiliência psicológica nessa faixa etária Baltes 1987 Neri 2006 Em um estudo sobre a resiliência segundo o paradigma do desenvolvimento ao longo da vida lifespan Fontes 2010 descreve intervenções para aumentar a resiliência dos idosos relatando que estas podem auxiliar a superar os efeitos das perdas típicas do envelhecimento Fontes 2010 São descritos modelos de envelhecimento bemsucedido baseado na proatividade corretiva e preventiva como o de Kahana Kahana and Kercher 2003 no qual os idosos são estimulados a usarem recursos internos e externos a fim de aumentar sua qualidade de vida Kahana et al 2003 A autora também relata o estímulo de habilidades autorreguladoras e a eficácia pessoal com a finalidade de aumentar a resiliência Fontes 2010 243 Resiliência saúde mental e envelhecimento A pesquisa nacional sobre resiliência em idosos ainda é relativamente pequena se compararmos com a investigação sobre saúde e funcionalidade Fontes Neri 2015 A associação entre saúde mental em idosos e resiliência é ainda menor Compreender essa relação pode auxiliar no entendimento dos mecanismos pelos quais alguns idosos estariam mais susceptíveis a acometimentos psiquiátricos do que outros Além disso ao se confirmar a influência da resiliência na saúde mental em idosos podese fomentar a utilização de estratégias que estimulem esse aspecto na população idosa podendo ser esta uma medida eficiente de prevenção e tratamento de alterações na saúde mental em idosos A associação entre resiliência e saúde mental é bastante estudada em crianças e adolescentes em cuidadores de idosos em vítimas de desastre como holocausto terremotos abuso na infância em refugiados e em portadores de doenças crônicas Porém apenas recentemente as pesquisas têm avaliado o impacto da resiliência em idosos e ainda são poucos os estudos que avaliam a 39 associação da resiliência com a depressão na velhice Fontes Neri 2015 Mehta et al 2008 Alguns estudos demonstram que idosos com maior resiliência apresentam melhor saúde mental Hardy Concato Gill 2004 Mehta et al 2008 Em um estudo que compara vários domínios do envelhecimento bem sucedido entre idosas deprimidas e nãodeprimidas Vahia et al avaliaram 1979 idosas e encontraram que níveis leves e moderados de sintomas depressivos foram associados com pior funcionamento em praticamente todos os componentes do envelhecimento bemsucedido que examinaram O grupo sem depressão apresentou maiores valores na escala de resiliência do que os grupos com depressão corroborando com o papel da resiliência como fator de proteção para depressão em idosos Vahia et al 2010 Em uma revisão sistemática sobre o impacto da resiliência na saúde mental de adultos forçados a migrar devido a conflitos foi demonstrado o impacto negativo do deslocamento prolongado sobre os níveis de resiliência o que reflete nos transtornos mentais Siriwardhana et al 2014 Em idosos porém não foram encontrados estudos que avaliem isoladamente a relação entre ansiedade e resiliência e sim que avaliem a associação de saúde mental e resiliência os quais sempre encontram uma relação inversa entre esses fatores O estudo de Pierre Fossion et al 2013 por exemplo ao avaliar a resiliência como mediador de depressão e ansiedade em idosos que viveram no holocausto encontraram relação negativa entre resiliência e ansiedade e depressão porém esses sintomas foram avaliados em conjunto pelo checklist de sintomas de Hopkins o que impede de dizer se a relação é causada somente pelos sintomas depressivos ou também pela ansiedade Pierre Fossion et al 2013 Em 2017 nosso grupo de pesquisa publicou uma revisão sistemática e metanálise sobre a associação entre resiliência e sintomas depressivos em idosos na qual foram analisados 727 artigos da literatura médica até março de 2015 Como resultados encontramos que todos os 7 artigos que preencheram os critérios de elegibilidade eram observacionais transversais e encontraram uma relação inversa entre depressão e resiliência Mostrando assim um possível efeito protetor da resiliência em relação à depressão Wermelinger Avila Lucchetti Lucchetti 2017 40 No quadro 2 estão descritas as características país tipo de estudo amostra análises escalas e resultados dos principais artigos sobre resiliência e saúde mental em idosos utilizados neste trabalho Quadro 2 Principais estudos sobre resiliência e saúde mental em idosos Referênc ia País Tipo de estudo Amostra Análises Escalas Resultados Hardy et al 2004 EUA Transversal 546 70 anos Regressão Logística múltipla Escala de Resiliência de Hardy e Gill Escala de depressão CESD Kohout Berkman Evans Cornoni Huntley 1993 Ter poucos sintomas depressivos foi associado à alta capacidade de resiliência RR 159 IC 113211 Mehta et al 2008 EUA Transversal 105 idosos 65 anos grupo 80anos 52 idosos grupo 80 anos 53 idosos Análise de regressão múltipla Escala de Resiliência de HardyGill Hardy et al 2004 GDS Yesavage Sheikh 1986 Resiliência foi associada independentemente com depressão em ambos os grupos ß 026 toda amostra ß 032 no grupo 80 anos e ß 017 no grupo 80 anos Vahia et al 2010 EUA Transversal 1979 mulheres 60 anos ANOVA Escala de resiliência de Connor Davidson CDRISC Connor Davidson 2003 CESD Kohout et al 1993 Mulheres não deprimidas tiveram maior valor na escala de resiliência do que mulheres com depressão clínica MW 36986 E também maiores valores do que as idosas abaixo do limiar para depressão teste t 1001 41 Fossion et al 2013 Bélgica Transversal 65 idosos 65 anos Análise bivariadas Escala de resiliência para adultos RSA Checklist de sintomas Hopkins HSC Derogatis Lipman Rickels Uhlenhuth Covi 1974 Os sintomas de depressão e ansiedade foram correlacionados negativamente com a resiliência Anova 054 Li et al 2015 China Transversal 162 idosos 65 anos Análise bivariadas Escala de resiliência Appraisals RAS Johnson Gooding Wood Tarrier 2010 GDS Yesavage Sheikh 1986 Relação inversa entre sintomas depressivos e resiliência r 046 Ƿ 001 Lim et al 2015 China Transversal 385 idosos 60 anos Análise de regressão múltipla CDRISC Connor Davidson 2003 GDS Yesavage Sheikh 1986 Baixos níveis de resiliência foi significativamente associado com altos níveis de sintomatologia depressiva Β 0137 Ƿ 0001 Resnick et al 2015 EUA Transversal 116 idosos 60 anos Modelagem analítica Escala de Resiliência física B Resnick Galik Dorsey Scheve Gutkin 2011 Ferramenta de scrining útil para depressão UDST Resiliência foi indiretamente associada com o envelhecimento bem sucedido através da depressão χ2 34 p 001 42 Portella José and Elena 2015 Brasil Transversal 59 idosos 69 anos Análise multivariada de regressão linear Escala de Resiliência de adaptada por Pesce et al Escala de Depressão Geriátrica Yesavage et al1986 Correlação negativa entre resiliência e sintomatologia depressiva r0688 p001 Cordeiro et al 2020 Brasil Transversal 159 idosos 60 anos Teste de Correlação de Pearson Escala de Resiliência Escala de Depressão Geriátrica Yesavage et al1986 A presença de sintomas depressivos está correlacionada negativamente com o nível de resiliência 0326 p0000 Fonte Elaborado pela autora Notas Quadro 2 CESD Escala de Depressão do Centro para estudos epidemiológicos GDS Escala de Depressão Geriátrica RR Risco relativo IC Intervalo de confiança ß Coeficiente de Regressão estimada MW Teste de MannWhitney R Análise de correção de Pearson 25 ATIVIDADE FÍSICA Atividade física é entendida como qualquer movimento corporal realizado pela musculatura esquelética que leve a um gasto energético acima do que o repouso tem utilizado A partir dessa definição a quantidade de energia utilizada para a realização de determinado movimento parece ser o critério definitivo para definir o indicador da atividade física A atividade física na vida diária pode ser categorizada em atividades ocupacionais esportivas condicionantes domésticas ou outras O exercício é um subgrupo de atividade física que é planejado estruturado e repetitivo e tem como objetivo final ou intermediário a melhoria ou manutenção da aptidão física Sendo assim podese encontrar desde o exercício a forma estruturada e com propósito definido até aquela atividade realizada no cotidiano ou atividades da vida diária Caspersen Powell Christenson 1985 Dados publicados em 2018 no The Lancet Global Health mostram que mais de um em cada quatro adultos no mundo 28 ou 14 bilhão de pessoas estão 43 fisicamente inativos O estudo baseiase em 358 pesquisas em 168 países incluindo 19 milhões de participantes adultos com 18 anos ou mais Os autores agruparam inquéritos populacionais que relatavam a prevalência de atividade física insuficiente que incluía atividade física no trabalho em casa para transporte e durante o tempo de lazer Atividade física insuficiente foi descrita como não fazer pelo menos 150 minutos de intensidade moderada ou 75 minutos de atividade física de intensidade vigorosa por semana ou qualquer combinação equivalente das duas nos níveis de atividade autorreferidos Guthold Stevens Riley Bull 2018 O documento de autoria de quatro especialistas da OMS relata dados que atualizam as estimativas de 2008 sobre os níveis de atividade e pela primeira vez traz análises de tendência mostrando que globalmente o nível global de inatividade em adultos permanece praticamente inalterado desde 2001 Os dados também revelam que as mulheres são menos ativas do que os homens com uma diferença de mais de 8 no nível global 32 homens vs 23 mulheres Guthold et al 2018 A prevalência de inatividade em 2016 foi mais de duas vezes maior nos países de alta renda 368 do que nos países de baixa renda 162 e a atividade insuficiente aumentou nos países de alta renda ao longo do tempo Nos países mais ricos a transição para ocupações mais sedentárias recreação e transporte motorizado poderia explicar o maior nível de inatividade Enquanto em países de baixa renda mais atividade física é realizada no trabalho e para o transporte de acordo com os autores Considerando que a diminuição da atividade física ocupacional e doméstica são inevitáveis à medida que os países prosperam e o aumento da tecnologia os governos devem fornecer e manter infraestrutura que promova aumento de caminhada e ciclismo para transporte além de esportes e recreação Guthold et al 2018 Esses dados mostram a necessidade de todos os países aumentarem a prioridade dada às ações para fornecer os ambientes que apoiem a atividade física e aumentar as oportunidades para pessoas de todas as idades de serem ativas todos os dias Os autores destacam que se tendências atuais continuarem a meta de atividade física global para 2025 uma redução relativa de 10 na atividade física insuficiente não será atingida Políticas para aumentar os níveis de atividade física entre as populações precisam ser priorizadas e ampliadas com urgência Isto porque 44 a inatividade física regular aumenta o risco de saúde precária incluindo doenças cardiovasculares vários tipos de câncer e diabetes quedas e doenças mentais Guthold et al 2018 O novo Plano de Ação Global para Atividade Física 20182030 estabelece a meta de reduzir a inatividade física em 10 até 2025 e 15 até 2030 Para isso o plano estabelece quatro objetivos que são criar ambientes sociedades pessoas e sistemas ativos As recomendações para diminuir a inatividade física e seus malefícios são universalmente aplicáveis a todos os países e abordam os múltiplos determinantes culturais ambientais e individuais da inatividade A inatividade física é mais do que um desafio para a saúde os custos financeiros também são enormes Globalmente estimase que a inatividade física custe US 54 bilhões em assistência médica direta dos quais 57 são incorridos pelo setor público e outros US 14 bilhões são atribuíveis à perda de produtividade Dessa forma o documento destaca que para atuar neste problema é necessária uma abordagem integrada e sistêmica não existe uma solução política isolada WHO 2018 251 Medidas de avaliação da atividade física A AF apresentase como um fenômeno complexo em que uma gama de diferentes comportamentos pode teoricamente ser classificados Diferentes dimensões como a frequência a intensidade a duração e ainda o tipo de atividade podem ser consideradas Devido à complexidade e subjetividade que a atividade física apresenta existem diversos métodos para medir diferentes aspectos da AF A falta um instrumento considerado padrão faz com que a escolha do instrumento mais adequado leve em consideração alguns critérios como a qualidade a validade a praticidade do instrumento o custo e a aceitabilidade dentre outros Reis Petroski Lopes 2000 De maneira geral os instrumentos de medida ou utilizam as informações dadas pelos sujeitos questionários entrevistas e diários ou utilizam marcadores fisiológicos ou sensores de movimento para a mensuração direta de atividades em determinado período de tempo como calorimetria água duplamente marcada vetores de aceleração e sensores de movimento Reis et al 2000 45 Dentre os métodos indiretos os questionários têm sido os mais empregados para avaliar a atividade física e o gasto energético em estudos de grande abrangência devido principalmente ao baixo custo financeiro e baixa demanda de tempo para aplicação Reis et al 2000 Em um estudo que avaliou as características origens aspectos psicométricos vantagens e limitações de questionários que medem o nível de atividade física em idosos foram discutidas as características de seis questionários PASE BAECKE IPAQ CHAMPS YPAS ou YALE e ZUTPHEN Os questionários BAECKE e o IPAQ são os únicos dos avaliados traduzidos e validados para a língua portuguesa O IPAQ Questionário Internacional de Atividades Físicas foi o que pareceu apresentar as melhores condições para ser aplicado em idosos brasileiros Isso porque o questionário é válido para diferentes populações facilitando as comparações com outros países de Almeida Gomes Marques Benedetti 2006 Outros fatores positivos e que motivaram a escolha do uso do IPAQ na presente pesquisa estão ligados além do fato de o mesmo ser traduzido e adaptado para o Brasil à praticidade e ao baixo custo de aplicação em maior número de pessoas Alguns pontos negativos do IPAQ são em função de sua subjetividade pode apresentar resultados limitados relacionados à dificuldade de memória por parte do idoso não é recomendável utilizálo com crianças e quando a amostra for pequena de Almeida Gomes et al 2006 Outro estudo que reforça positivamente o uso do IPAQ para população idosa é o de Torquato et al de 2016 Com o objetivo de comparar o nível de AF medido por acelerômetro e pelo questionário IPAQ foram avaliados103 idosos de ambos os sexos de Florianópolis SC Brasil O acelerômetro classificado dentro dos métodos objetivos quantifica objetivamente a atividade física e o gasto energético durante um período de tempo e embora seja um instrumento de grande precisão ainda apresenta um custo elevado e dificuldade de aplicação em grandes populações pois requer a colaboração do avaliado No estudo de Torquato o acelerômetro deveria ser usado durante sete dias consecutivos sendo considerados como dados válidos no mínimo 10 horas de uso em pelo menos quatro dias um de final de semana O IPAQ domínio lazer versão longa foi respondido com base em uma semana habitual Comparando a AF mensurada pelo IPAQ e pelo acelerômetro não houve 46 diferença estatisticamente significante na amostra geral independente do sexo Concluise assim que em idosos há concordância entre a atividade física medida pelo IPAQ e pelo acelerômetro Torquato et al 2016 252 Atividade física e envelhecimento Como descrito no item 22 do presente trabalho o envelhecimento traz repercussões em vários aspectos E a atividade física surge como um processo comportamental essencial para a atenuação das consequências degenerativas que decorrem do envelhecimento Bauman et al 2016 Com o objetivo de estimar a associação entre estilo de vida saudável e o número de anos de vida livres de doença foi realizado um estudo prospectivo de multicamadas com 116043 participantes incluídos de 12 estudos europeus Observouse uma associação estatisticamente significativa entre o escore geral do estilo de vida saudável e um número aumentado de anos de vida livres de doença Nesta análise multicamada vários perfis de estilo de vida saudável parecem estar associados a ganhos nos anos de vida sem grandes doenças crônicas Esses perfis de estilo de vida associados ao maior número de anos livres de doença incluíram um índice de massa corporal menor que 25 e pelo menos 2 dos seguintes fatores nunca ter sido tabagista prática de atividade física e consumo moderado de álcool Reforçando assim a importância da prática da atividade física Nyberg et al 2020 Em uma série de artigos sobre atividade física publicada no The Lancet em 2012 Kohl et al descreveram os benefícios já conhecidos da atividade física como a diminuição das taxas de mortalidade por todas as causas de doenças cardiovasculares de Acidente Vascular Encefálico de depressão entre outros acometimentos Assim a atividade física vem sendo considerada uma medida eficaz no combate contra as doenças não transmissíveis pela OMS que reconhece a inatividade física como um dos principais fatores de risco para a morbidade global e mortalidade prematura Kohl et al 2012 No documento sobre Envelhecimento Ativo desenvolvido pela OMS em 2005 alguns benefícios da participação em atividades físicas regulares e moderadas para pessoas idosas são descritos como retardar declínios funcionais diminuir o aparecimento de doenças crônicas em idosos saudáveis ou doentes crônicos 47 manter a independência funcional além de reduzir o risco de quedas Existem portanto importantes benefícios econômicos quando os idosos são fisicamente ativos OMS 2005 Engajarse em atividade física gera muitos benefícios incluindo o aumento da longevidade Outros benefícios da realização de exercícios físicos em idades mais avançadas incluem a melhoria da capacidade física e mental manutenção da força muscular e função cognitiva redução da ansiedade e depressão e melhora da autoestima e da função social devido ao envolvimento na comunidade manutenção e aumento de redes sociais WHO 2015c Um resumo dos benefícios da prática de atividade física para a saúde de idosos é mostrado na Figura 4 que inclui efeitos sobre a melhoria do estado funcional estado psicológico bemestar e benefícios sociais conforme revisado no Guideline de atividade física para americanos de 2018 com evidências dos benefícios da atividade física Piercy et al 2018 As evidências epidemiológicas desses benefícios acumularamse ao longo de várias décadas com as mais recentes evidências enfocando a saúde neurológica e o bemestar psicossocial e mental Bauman et al 2016 48 O Posicionamento Oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia sobre Atividade Física e Saúde no Idoso de 1999 destaca o envelhecimento como processo contínuo durante o qual ocorre declínio progressivo de todos os processos fisiológicos E que a prática de atividade física pode retardar as alterações morfofuncionais que ocorrem com a idade e quebrar o ciclo vicioso envolvendo inatividade física descondicionamento perda da independência desmotivação e ansiedade e depressão que pode ocorrer com o envelhecimento figura 5 Nóbrega et al 1999 Efeitos da atividade física na fisiologia do envelhecimento 1 Prevenção de doenças e redução de riscos 2 Resultados no status funcional 3 3 Psicológica e bemestar 4 Resultados sociais Redução de todas as causas de mortalidade Doença coronariana Prevenção ao diabetes AVE doença vascular periférica e câncer de cólon e mama Sintomas musculoesqueléticos Fratura de fêmur redução das quedas Peso pressão arterial e lipídeos Manutenção da força muscular densidade óssea Qualidade de vida Funcionamento físico vida diária Função cognitiva Resultados imediatos Reduzir ansiedade Reduzir depressão Reduzir estresse Bemestar a longo prazo Satisfação de vida Auto conceito estima Melhora do sono Rede social de envolvimento comunitário suporte social e intergeracional Fonte Adaptado de BAUMAN et al 2016 Figura 4 Benefícios da atividade física para idosos 49 Figura 5 Ciclo Vicioso de inatividade física no envelhecimento Fonte NOBREGA et al 1999 As diretrizes sobre atividade física para americanos destacam que todos os idosos devem evitar a inatividade Alguma atividade física é melhor que nenhuma e para benefícios substanciais à saúde os idosos devem fazer pelo menos 150 minutos 2 horas e 30 minutos por semana de intensidade moderada ou 75 minutos 1 hora e 15 minutos por semana de atividade física aeróbica de intensidade vigorosa ou equivalente A atividade aeróbica deve ser realizada em episódios de pelo menos 10 minutos e preferencialmente deve ser distribuída ao longo da semana Piercy et al 2018 Os adultos mais velhos também devem realizar atividades de fortalecimento que envolvam todos os principais grupos musculares pelo menos dois dias por semana Aqueles em risco de queda devem adicionar exercícios que ajudem a manter ou melhorar o equilíbrio A atividade combina exercícios aeróbicos fortalecimento muscular e exercícios de equilíbrio Todos os 3 aspectos são importantes para essa população porque idosos correm maior risco de quedas e força e equilíbrio são necessário para evitar queda Piercy et al 2018 Uma análise agrupada recente de grandes estudos longitudinais descobriu que as pessoas que se envolveram em 150 minutos por semana de atividade física em intensidade moderada tiveram uma redução de 31 na mortalidade em comparação com aqueles que menos ativo O benefício foi maior naqueles idosos 50 com mais de 60 anos Neste estudo foram agrupados dados de Coortes com atividade física autorreferida Um total de 661137 homens e mulheres idade média 62 anos variação 2198 anos e 116686 óbitos foram incluídos O tempo mediano de acompanhamento foi de 142 anos Os autores concluíram que atender às Diretrizes de Atividade Física de 2008 em atividades de intensidade moderada ou vigorosa foi associado com o benefício quase máximo de longevidade Dessa forma no que diz respeito à mortalidade os profissionais de saúde devem incentivar os adultos inativos a realizar atividades físicas de lazer e não precisam desencorajar adultos que já participam de níveis elevados de atividade Arem et al 2015 Apesar dos benefícios evidentes da atividade física estudos sugerem que cerca de um terço dos idosos com idades entre 70 e 79 anos e metade das pessoas com 80 anos ou mais não cumprem diretrizes básicas da OMS para a atividade física na velhice E esta prevalência de inatividade varia significativamente entre os países sugerindo que fatores culturais e ambientais estejam entre as causas dessas variações WHO 2015c Em um estudo de 2010 sobre os fatores de saúde que influenciam o nível de atividade física em idosos foi demonstrado que idade sexo nível de capacidade funcional e quedas estão associados com uma tendência de comportamento não favorável na atividade física A pesquisa teve como objetivo identificar variáveis que afetam de forma independente as tendências comportamentais no nível de atividade física ao longo de dois anos em 1667 idosos da comunidade em São Paulo no Brasil Ferreira Matsudo Ribeiro Ramos 2010 Nesse estudo os sujeitos foram divididos em três grupos de acordo com o autorrelato do Nível de Atividade Física em Regularmente Ativo Insuficientemente Ativo e Fisicamente Inativo Essas medidas foram repetidas após dois anos Os resultados do modelo final demonstraram que o risco de uma tendência de comportamento não favorável no nível de atividade nesta coorte de idosos foi significativamente aumentado se o indivíduo fosse do sexo feminino OR 250 P 001 mais velho 80 anos vs 65 anos OR 629 P 001 dependente da ajuda de outros para atividades de vida diária OR 225 IC 95 120421 P 0011 ou se teve uma história de quedas com consequências OR 688 P 006 Os autores concluem que os programas de promoção para atividade física em idosos 51 devem visar esses fatores reduzindo as barreiras para alcançar as mudanças desejadas no nível de atividade física em idosos Ferreira et al 2010 Bauman e colaboradores também demonstram como o envelhecimento influencia a relação com a saúde e a importância de considerar isso ao desenvolver intervenções para promover a capacidade funcional e estimular a prática de atividade física entre idosos Destacase além disso que mudanças sutis nas mensagens ao longo do curso da vida também podem ser necessárias para que essas intervenções sejam bemsucedidas Bauman et al 2016 253 Atividade física e saúde mental em idosos A atividade física não contribui apenas para a melhora do estado físico do idoso mas também incide em aspectos psicológicos como a autoestima a imagem corporal a qualidade de vida a depressão o bemestar o estresse e a satisfação de vida Petroski Gonçalves 2008 Para a OMS a participação em atividades físicas leves e moderadas pode retardar os declínios funcionais melhorar a saúde mental e contribuir na gerência de transtornos como depressão e demência em idosos WHO 2015c Os benefícios da atividade física em idosos nos aspectos da saúde mental e sociais são discutidos no estudo de Bauman e colaboradores Há evidências de que a atividade física aeróbica pode reduzir os sintomas de depressão e possivelmente reduzir a ansiedade e melhorar a saúde mental entre os idosos O treinamento de resistência de intensidade mais alta também é eficaz na redução dos sintomas de depressão Para a medida menos bem definida de bemestar a evidência de intervenção é menos clara Há alguma evidência de benefícios sociais da atividade física mas confinada a medidas individuais de confiança domínio e autoestima e à interação social relatada isolamento reduzido e aumento do envolvimento da comunidade A literatura revisada por Bauman também sugere a possibilidade de uma relação bidirecional entre atividade física e redes sociais e relacionamentos bem como capital social com idosos ativos mais engajados em suas comunidades ao mesmo tempo que comunidades integradas também promovem atividade física entre os idosos Bauman et al 2016 52 Vários mecanismos psicológicos e fisiológicos foram propostos para explicar os efeitos benéficos do exercício sobre a saúde mental Entre os mecanismos psicológicos citados por Paluska e Schwenk estão a distração a autoeficácia a maestria e a interação social Com relação aos mecanismos fisiológicos o exercício melhora a transmissão sináptica aminérgica no cérebro Paluska Schwenk 2000 As principais monoaminas no cérebro são a noradrenalina dopamina e serotonina que afetam a excitação e a atenção e também têm sido associadas aos sintomas depressivos e distúrbios do sono Outro mecanismo fisiológico está associado à secreção de endorfina que pode ser potencializada durante o exercício auxiliando na redução da dor e potencialização o estado de euforia Paluska Schwenk 2000 Existem evidências de que idosos fisicamente ativos apresentam menor prevalência de doenças mentais do que os não ativos Erickson et al 2011 Benedetti em 2008 ao avaliar a associação entre nível de atividade física e o estado de saúde mental depressão e demência de 875 idosos encontrou associação estatisticamente significativa e inversa entre depressão e atividade física total e atividade física no lazer Os resultados reforçam a importância de estilo de vida ativo para prevenção de problemas de saúde mental em idosos Benedetti Borges Petroski Gonçalves 2008 Em uma revisão sistemática sobre o possível efeito protetor do exercício físico na incidência de depressão e sobre a eficácia do exercício físico como intervenção no tratamento da depressão Moraes et al avaliaram 30 artigos e encontraram o que descrevem como duas vertentes tanto a depressão promove redução da prática de atividades físicas como a atividade física pode ser um coadjuvante na prevenção e no tratamento da depressão em idosos H Moraes et al 2007 Em um estudo com objetivo de avaliar o efeito de um programa de exercício físico aeróbio nos escores indicativos de depressão e ansiedade e na qualidade de vida de idosos saudáveis Antunes et al dividiu 46 idosos saudáveis em dois grupos controle e experimental O autor concluiu que o grupo que participou do programa de exercício aeróbio apresentou redução dos escores de depressão e ansiedade e aumento da qualidade de vida já no grupo controle não foram encontradas alterações Antunes Stella Santos Bueno Mello 2005 53 254 Resiliência e atividade física Participação em programas de exercícios físicos tem sido associada com a resiliência possivelmente através do reforço do envelhecimento bemsucedido e da recuperação Respostas resilientes estão relacionadas a comportamentos conhecidos por assegurar a recuperação o ajuste e o envelhecimento bem sucedido assim como o exercício No estudo sobre as propriedades psicométricas da Escala de Resiliência e a aplicabilidade clínica da ferramenta Resnick e Inguito 2011 encontraram uma relação significativa entre resiliência autoeficácia e comportamento de exercício nos idosos estudados B A Resnick P L Inguito 2011 Alguns estudos suportam esse relacionamento positivo entre resiliência e exercício porém esta relação entre medidas de desempenho físico real e resiliência ainda não está bem estabelecida Em um estudo com 540 idosos da comunidade alta resiliência foi associada a altos níveis de atividade física autorrelatados e força de preensão palmar Assim a alta função medida por desempenho físico pode proporcionar um efeito protetor influenciando a resiliência por facilitar a recuperação à adversidade Hardy et al 2004 Pinheiro 2004 ressalta o binômio riscoproteção relacionado ao desenvolvimento da resiliência com fatores estressores e protetores influenciando na capacidade de recuperarse Entre os fatores protetores estão as condições do próprio indivíduo como senso de humor engajamento em atividades as condições familiares e as redes de apoio do ambiente D P N Pinheiro 2004 Rutter 1993 Nesse sentido a prática de atividade física pode ser considerada um fator de proteção para o desenvolvimento da resiliência por estimular condições favoráveis de recuperação Em um estudo com adolescentes a realização da atividade física foi inicialmente associada a estresse por aprender uma habilidade dificuldades e frustrações Porém ao longo do tempo a atividade os ajudou a serem capazes de superar os desafios Ho et al 2015 Erickson et al 2011 demonstraram que a prática de exercícios aeróbios três dias por semana durante um ano aumenta em 2 o tamanho do hipocampo região do cérebro envolvida na memória e na regulação do estresse O estudo demonstra 54 que o exercício físico é eficaz em reverter a perda de volume hipocampal em idosos e em proteger os neurônios dessa área o que é acompanhado por melhora da função de memória Assim os autores sugerem que a atividade física pode auxiliar os idosos a se recuperarem de circunstâncias difíceis Erickson et al 2011 Em um estudo publicado em 2016 Fields et al demonstraram que idosos resilientes apresentavam maior nível de atividade física níveis de proteína Creativa significativamente mais baixos e 53 tiveram um risco menor de doença cardíaca em comparação com idosos não resilientes A J Fields et al 2015a Em 2014 Stephan Sutin and Terracciano 2014 publicaram evidências de dois estudos longitudinais sobre atividade física e desenvolvimento da personalidade na idade adulta e na velhice e demonstraram que um estilo de vida ativo ajuda a manter um perfil de personalidade resiliente e pode prevenir mudanças mal adaptativas de personalidade Usando dados longitudinais dos estudos MIDUS e HRS os autores concluíram que indivíduos mais ativos fisicamente diminuíram menos em consciência extroversão abertura e amabilidade e tiveram maior estabilidade e consistência de perfil ao longo do tempo Esses achados sugerem que a atividade física pode ajudar a preservar a estabilidade da personalidade e prevenir mudanças mal adaptativas de personalidade na idade adulta e na velhice Stephan et al 2014 No estudo citado acima apesar de não avaliarem a resiliência em uma escala específica os autores estudaram fatores correlacionados ao constructo resiliência O estudo MIDUS ocorreu em duas ondas 19941995 e 20042005 A amostra final foi composta por 3758 indivíduos com idade entre 20 e 75 anos na linha de base sendo 55 mulheres com média de idade de 4720 e DP 1234 Foram analisados apenas indivíduos que forneceram dados para ambas as ondas nas variáveis de interesse Já o estudo HRS é um estudo de painel representativo e prospectivo a nível nacional que analisa americanos com 50 anos ou mais Para o estudo sobre atividade física e desenvolvimento da personalidade foram sorteados participantes das oitavas 2006 e décimas 2010 ondas A amostra final foi composta por 3774 participantes 59 mulheres média de idade 6970DP 979 Stephan et al 2014 Os resultados de ambos as amostras foram consistentes com a hipótese de que um estilo de vida ativo ajuda a manter um perfil de personalidade mais 55 resiliente Um estilo de vida sedentário em contraste foi associado com menor estabilidade e maiores declínios na conscienciosidade extroversão abertura e agradabilidade Os correlatos positivos da atividade física menor risco de doença e declínio cognitivo e menor vulnerabilidade a estressores ambientais podem ajudar a promover o desenvolvimento positivo da personalidade na vida adulta Ao mesmo tempo as mudanças de personalidade associadas a um estilo de vida sedentário podem aumentar o risco para resultados ruins em vários domínios desde problemas psicológicos até bemestar à longevidade Stephan et al 2014 255 Influencia da atividade física na associação entre resiliência e saúde mental em idosos Com relação à associação entre atividade física resiliência e saúde mental a maioria dos estudos demonstra que pessoas mais ativas têm maior resiliência e melhor saúde mental do que as sedentárias porém grande parte desses estudos é realizada em adultos adolescentes pacientes com câncer ou outros grupos específicos Childs de Wit 2007 Ho et al 2015 Hosseini Besharat 2010 Matzka et al 2016 Skrove et al 2013 Yoshikawa et al 2016 Poucos são os estudos analisando essa associação entre idosos e avaliando os mecanismos utilizados Erickson et al 2011 A J Fields et al 2015a Em 2018 foram publicados os dados da primeira avaliação dos idosos que participam da presente pesquisa como parte da dissertação de mestrado da presente autora com objetivo de avaliar a relação entre resiliência e saúde mental em idosos e como a atividade física influencia essa relação O estudo transversal primeira onda do atual trabalho foi realizado com 312 idosos 179 ativos e 133 sedentários classificados pelo IPAQ Considerando toda a amostra foi encontrada uma relação inversa para a resiliência Escala de Resiliência de WagnildYoung com depressão e estresse DASS21 Entre os sedentários apesar de não haver associação entre resiliência total e saúde mental houve uma relação inversa para o componente sentido de vida da escala de resiliência e depressão Para o grupo ativo houve uma relação entre a resiliência total e seus componentes com depressão e estresse mas não com o componente sentido de vida da escala de resiliência Wermelinger Ávila Corrêa Lucchetti Lucchetti 2018 56 Assim parece que os idosos ativos utilizam mais componentes de resiliência do que os idosos sedentários e diferem na utilização do componente sentido da vida Esse componente relacionase à crença de que existe um bom motivo para se viver o que possivelmente são crenças inatas e não influenciadas pela prática de atividade física Por outro lado os componentes da resiliência utilizados pelos idosos ativos para proteção da saúde mental demonstram a flexibilidade do indivíduo enfrentar os diversos acontecimentos da vida equanimidade a capacidade do indivíduo não perder a motivação perseverança o sentimento de ser único singularidade existencial e a confiança na sua força e potencialidades autossuficiência fatores esses que são estimulados com a prática da atividade física Dessa forma os sedentários por não estarem estimulando esses componentes da resiliência relacionados à atividade física utilizaramse de menos fatores e de fatores mais internos para proteção de sua saúde mental Esses resultados preliminares demonstram que atividade física teve um papel importante na relação entre resiliência e depressão sendo que idosos ativos e sedentários utilizam componentes diferentes da resiliência Wermelinger Ávila et al 2018 De fato estudos realizados em pessoas não idosas têm avaliado a relação entre resiliência estresse psicológico e atividade física Matzka et al 2016 encontraram que aqueles pacientes com câncer que possuíam maior resiliência particularmente os mais velhos apresentaram menor experiência psicológica de estresse resultados semelhantes aos encontrados neste estudo Além disso o estudo demonstrou que os pacientes com maior resiliência eram fisicamente mais ativos Matzka et al 2016 Da mesma forma Yoshikawa et al 2016 encontraram que os participantes que praticavam atividade física tinham maior apoio social e eram mais resilientes do que os que não faziam exercício físico regularmente sugerindo que o exercício físico regular poderia estar associado indiretamente a menor sintomatologia depressiva através do apoio social e resiliência apesar dos autores não terem encontrado diferença estatisticamente significativa nos valores da escala de sintomas depressivos entre os ativos e os sedentários Yoshikawa et al 2016 O mesmo ocorreu no nosso estudo de 2018 quando que não foi encontrada diferença nos escores da escala DASS21 entre os idosos sedentários e ativos e sim nos 57 componentes de resiliência utilizados nessa associação Wermelinger Ávila et al 2018 A continuidade de pesquisas sobre essa relação inclusive com estudos longitudinais para avaliação de causalidade é de grande importância para o estímulo de políticas públicas de saúde para prevenção e intervenção de acometimentos na saúde mental nessa faixa etária Melhorando a compreensão de fatores protetores da saúde mental de idosos e a desmistificação de a velhice como um período de grande sofrimento Wermelinger Ávila et al 2018 26 SUPORTE SOCIAL NA VELHICE As redes de suporte sociais são conjuntos hierarquizados de pessoas que mantêm entre si relações típicas de dar e receber Quanto maior a satisfação com o suporte social melhor é a qualidade de vida o ajustamento psicológico e a saúde percebida Rosa Cupertino Neri 2009 O suporte social é considerado um recurso sociopsicológico no enfrentamento de eventos da vida tanto por prevenir o estresse quanto minimizar os efeitos deste estimulando a adaptação e superação Falcao Ludgleydson 2010 Uma rede de suporte social não é o mesmo que família muito embora a família seja um dos componentes dessa formação Amigos vizinhos prestadores de serviços domésticos como diaristas empregadas domésticas cuidadores ou mesmo porteiros são exemplos de pessoas que podem compor as redes de suporte social Cada pessoa que compõe a rede pode desenvolver papéis diferentes pois as necessidades das pessoas à medida que envelhecem também são diferentes Existem pessoas que terão a função afetiva outras a função de apoio financeiro há aquelas que exercerão a função de acompanhante em passeios e consultas médicas Nenhuma função é mais importante que outra mas as famílias e os profissionais que atendem as pessoas idosas precisam garantir que as diferentes funções sejam exercidas por diferentes pessoas para que não haja sobrecarga de tarefas Sluzki Berliner 1997 Outros benefícios decorrentes do suporte social são o aumento da autoestima e o sentimento de domínio sobre o próprio ambiente senso de pertencimento encorajamento e ajudas materiais função de coping ao amenizar o 58 impacto das doenças estimular o senso de controle e autoeficácia aumentar a crença de competência e de capacidade de controlar seu ambiente e de ser bem sucedido Thompson Flood Goodvin 2006 Na velhice essas habilidades tornamse cada vez mais importantes por reduzirem o impacto negativo do estresse sobre a saúde mental Fiori Antonucci Cortina 2006 Os efeitos do suporte social na saúde mental em idosos têm sido demonstrados por vários estudos Este recurso no enfrentamento dos eventos da vida vem sendo associado a fatores de proteção adaptação manutenção do bem estar saúde e diminuição da vulnerabilidade à depressão em idosos Falcao Ludgleydson 2010 A importância dada ao suporte social para a saúde do idoso é cada vez maior e está diretamente relacionado ao envelhecimento bemsucedido e ao fato de ser uma fonte de regulação emocional Rosa Cupertino Neri 2009 Devido a esta importância do suporte social na saúde mental dos idosos este fator será controlado nas análises realizadas na presente pesquisa No estudo PENSA realizado na cidade de Juiz de Fora investigouse a relação entre sintomatologia depressiva e avaliações subjetivas de suporte social entre 903 idosos entrevistados A ausência de depressão relacionouse com suporte social satisfatório um a três eventos estressantes ser homem ter idade entre 70 a 79 anos ter mais de 80 anos perceberse de classe média e estabilidade da posição social O que reforça a ideia da depressão como fenômeno multifatorial Batistoni et al 2009 Neste estudo o suporte social insatisfatório ofereceu o segundo maior risco para sintomatologia depressiva perdendo apenas para alto número de eventos estressantes no último ano nas análises de regressão múltipla Estes resultados demonstram a importância do suporte social como fator protetor para depressão Batistoni et al 2009 FullerIglesias Sellars e Antonucci 2008 em um estudo sobre relações sociais como um fator protetor na velhice demonstraram que um maior tamanho da rede foi associado com menos sintomas depressivos e maior satisfação com a vida E os idosos que relataram mais características positivas no seu relacionamento conjugal apresentaram menos sintomas depressivos e maior satisfação com a vida Este estudo sugere que as relações sociais podem ser um importante fator 59 facilitador de proteção e de resiliência no fim da vida FullerIglesias Sellars Antonucci 2008 Em 2005 Garcia et al avaliaram a associação entre rede de apoio social e qualidade de vida em 3600 idosos na Espanha e compararam esta associação entre idosos com doença incapacitante como osteoartrite Concluise que apenas uma pequena proporção da população idosa da Espanha não tem relações sociais frequentes e que baixa frequência de relações com os amigos está associada a uma diminuição da qualidade de vida semelhante ou maior do que aquela associada com a osteoartrite García Banegas PerezRegadera Cabrera Rodriguez Artalejo 2005 Uchino em 2004 examinou o efeito das relações sociais sobre a saúde física e demonstrou que as relações de apoio protegem não só de problemas de saúde mental O autor relatou que a ausência de relações de apoio é um preditor de todas as causas de mortalidade demonstrando a importância do apoio social na saúde física além de mental Uchino 2004 Com relação ao ambiente social e atividade física em idosos Mooney em 2016 em sua tese de doutorado estudou o impacto do ambiente construído e social na atividade física entre idosos Foram utilizados dados do Estudo da Vizinhança e Saúde Mental na Cidade de Nova York NYCNAMESII um estudo longitudinal de três ondas com cerca de 3500 idosos residentes em Nova York Dos estudos realizados o autor concluiu que mais desordens físicas foram associadas com menos atividade física potencialmente devido à diminuição de esportes e recreação entre aqueles que vivem em meio à desordem física embora as estimativas da análise de transição latente fossem muito imprecisas para descartar o acaso O autor destaca que pesquisas longitudinais futuras sobre desordem física como uma influência na atividade física se beneficiariam de períodos mais longos de acompanhamento nos quais mais indivíduos se movam entre os bairros Mooney 2016 Uma parte da tese de doutorado de Mooney foi publicada em 2018 demostrando que o desemprego de bairro estava associado à mudança entre as classes latentes da atividade física entre os idosos O estudo longitudinal ocorreu ao longo de 2 anos entre 2011 e 2013 com três ondas em uma coorte de 2023 idosos residentes em Nova York Foram identificadas 7 classes latentes 1 60 predominantemente inativas 2 caminhadas 3 exercícios 4 atividades domésticas e caminhada 5 atividades domésticas e exercícios 6 atividades de jardinagem e atividades domésticas 7 jardinagem atividades domésticas e exercícios A maioria dos indivíduos manteve os mesmos padrões de atividade entre ondas 54 inalterados entre as ondas 1 e 2 66 inalterado entre as ondas 2 e 3 Os autores destacam que futuras análises de transição latente da atividade física se beneficiariam de coortes maiores e períodos de acompanhamento mais longos para avaliar os preditores e os impactos de longo prazo das mudanças nos padrões de atividade Mooney et al 2018 Conforme relatado por Paúl 2005 nas pesquisas em idosos o suporte social é um determinante para o envelhecimento bemsucedido demonstrando a importância dos aspectos psicológicos e satisfação de vida e não somente sobre a mortalidade Paúl 2005 Esse autor descreve também o efeito protetor do suporte social de evitar eou atenuar o estresse associado ao envelhecimento Paúl 2005 Rabelo e Neri 2005 em sua revisão sobre os recursos psicológicos e sociais nos efeitos negativos das condições crônicas dos idosos relatam que grande parte dos idosos utilizam recursos para neutralizar os efeitos das incapacidades e doenças crônicas Entre estes recursos estão o suporte social as crenças e estados emocionais positivos a regulação afetiva o mecanismo de comparação social o senso de autoeficácia percebida o mecanismo de seleção otimização compensação e mecanismos de coping Rabelo Neri 2005 Com relação ao tamanho da rede de suporte social entre os idosos ocorre o processo de seletividade socioemocional Carstensen 1995 descreve que essa adaptação na seleção de parceiros emocionalmente significativos na velhice gera uma mudança quantitativa na rede de suporte social Devido a menor expectativa de tempo futuro os idosos realizam uma seleção dos parceiros que geram maior suporte e bemestar psicológico Dessa maneira a redução seletiva de contatos sociais pelos idosos é um mecanismo compensatório adaptativo que permite mais investimento na manutenção do funcionamento diário e nas relações intergeracionais Além disso os idosos interessamse mais pela qualidade que pela quantidade do suporte Carstensen 1995 Falcao Ludgleydson 2010 61 27 IMPLICAÇÕES PARA SAÚDE COLETIVA A saúde coletiva é um saber constitutivo e essencial a todas as práticas em saúde e apresenta como características a interdisciplinaridade a fertilidade e a complexidade sendo seu objeto de estudo resultante de uma soma de olhares e métodos por profissionais de diferentes áreas Segundo Luz 2009 essa complexidade impede que explicações monocausais muitas vezes ainda usadas no campo das biociências sejam utilizadas neste campo Luz 2009 Ao discutir sobre Saúde Pública e Saúde Coletiva Campos 2000 destaca que é preciso investir não somente na dimensão corporal dos sujeitos conforme tradição da saúde pública vacinação por exemplo mas também pensálos como cidadãos de direito e donos de uma capacidade crítica de reflexão e de eleição mais autônoma de modos de levar a vida Assim a participação na administração das relações entre desejos interesses e necessidades sociais é condição imprescindível para a democracia e para a construção de sujeitos saudáveis Campos 2000 Nesse sentido Minayo e Coimbra 2002 no seu livro sobre Antropologia Saúde e Envelhecimento destacam que muitas vezes o assunto da velhice foi estatizado e medicalizado transformandose ora em problema político ora em problema de saúde No que concerne à saúde em torno da geriatria se estabeleceu um grande mercado consumidor refinando os instrumentos e as medidas que rotulam o cotidiano da existência dos idosos Muitas normas desenvolvidas desconhecem a complexidade dos sujeitos criandose uma estética da vida referenciada em proibições e regras gerais Os autores buscam refletir sobre a possibilidade de introduzir na receita do que é saudável o ingrediente prazer de viver dessa última e decisiva etapa da existência Minayo Coimbra Jr 2002 Falcão e Ludgleydson 2010 em seu livro sobre saúde mental em idosos destacam pontos importantes e poucos discutidos nas pesquisas nesta área como a prevenção e promoção da saúde mental de idosos através da análise das capacidades e habilidades das pessoas idosas e estratégias de resiliência que são fatores cruciais para a saúde mental em idosos Também destacam que a maioria dos estudos sobre o tema enfatiza mais a ausência de saúde mental pautandose num modelo de doença do que promovendo e valorizando as potencialidades capacidades e os aspectos virtuosos dos idosos Falcao Ludgleydson 2010 No 62 mesmo sentido Torre e Amarante 2001 descrevem que na saúde mental é importante que deixemos de nos ocupar da doença e nos ocupemos dos sujeitos Torre Amarante 2001 Assim variáveis subjetivas como a resiliência são melhores preditores do envelhecimento bemsucedido do que as variáveis objetivas o que demonstra a importância de pesquisas nessa área O estudo dessas características positivas ajuda também a superar preconceitos sobre a velhice que muitas vezes ainda é considerado um período de perdas generalizadas sem evoluções ou manutenção das condições existentes Falcao Ludgleydson 2010 Perna e colaboradores avaliaram se a resiliência está positivamente ligada aos comportamentos de saúde numa população idosa de 3942 idosos que participavam de uma coorte da Alemanha Como resultado o estudo mostrou que os idosos resilientes eram mais propensos a comerem furtas e vegetais e realizarem atividades físicas moderadas do que pessoas pouco resilientes independente da condição socioeconômica Dessa maneira os autores destacam que a resiliência pode ser uma importante estratégia nas atividades de promoção de saúde abordando os recursos ao invés dos déficits e fatores de risco Perna et al 2012 Wiles et al em 2019 em um artigo intitulado Desafiado mas não ameaçado Gerenciando a saúde em idade avançada exploraram questões sobre as formas como os idosos mantém a qualidade de vida e saúde através de quadros teóricos de resiliência e lugar na velhice Vinte idosos da comunidade com 85 anos ou mais foram recrutados em 20152016 de um grande estudo longitudinal multidisciplinar sobre idade avançada Esses vinte idosos participaram de entrevistas sobre saúde em idade avançada impacto de doenças interações com médicos acesso à informação apoio à gestão de saúde e percepções de cuidados primários medicamentos e outras formas de assistência Foi utilizada uma estrutura de teoria de posicionamento com base em análise temática e narrativa para entender as formas dinâmicas dos idosos em idade avançada posicionaremse e as formas como eles envelhecem bem através de atos de fala e histórias Wiles et al 2019 Os autores trouxeram como pontos principais dos seus achados os idosos estudados se posicionam como cogestores ativos em seus arranjos de apoio encaram os problemas como desafios e não como ameaças as pessoas em idade avançada adaptamse resilientemente às condições de saúde como parte da vida e 63 do envelhecimento As principais estratégias incluem minimizar a doença e resistir aos discursos biomédicos de complexidade posicionando os eus corpóreos como tendo agência e adaptação criativa em face da perda A resiliência exibida pelos idosos mais velhos auxilia na manutenção do bemestar autonomia e qualidade de vida mesmo vivendo com desafios como declínio funcional e com múltiplas morbidades Estes achados enfatizam a necessidade de se afastar um enfoque nos problemas para se trabalhar em conjunto com pessoas em idade avançada a fim de oferecer uma abordagem mais holística que incentive e melhore a adaptação e flexibilidade ao invés de padrões de enfrentamento rígidos e contraproducentes Wiles et al 2019 Em uma revisão sobre personalidade e longevidade e suas implicações para saúde pública Chapman et al em 2011 relatam que nos últimos 30 anos várias evidências têm demonstrado a influência de traços de personalidade na longevidade No geral as evidências sugerem que alguns traços de personalidade são preditores significativos de longevidade Como é o caso da conscenciosidade e de menores níveis de hostilidade que são associados a maior longevidade No entanto existem outros fatores disposicionais que ainda precisam ser melhores estudados Chapman Roberts Duberstein 2011 Ainda no trabalho de Chapman et al 2011 duas questões foram destacadas a qualidade de vida e a compressão da morbidade fatores que ganharam destaque com o aumento da expectativa de vida ao longo do século XX Isso se refere à aspiração parcialmente alcançada para confinar a incapacidade grave ameaçando a vida a carga de doença e outros indicadores de qualidade de vida muito ruim até o final da vida de modo que a maior parte vida prolongada pode ser vivida com qualidade de vida Chapman et al 2011 Apesar de grande parte dos idosos ser portadora de doenças ou disfunções orgânicas estas na maioria das vezes não estão associadas à limitação das atividades ou à restrição da participação social Assim mesmo com doenças o idoso pode continuar desempenhando papéis sociais O idoso é considerado saudável quando é capaz de realizar suas atividades de maneira independente e autônoma mesmo que possua patologias de Moraes 2008 Nesse sentido a presente pesquisa ao avaliar fatores protetores da saúde mental como resiliência 64 suporte social e prática de atividades físicas procura estudar fatores que possam estimular essa independência e autonomia na população idosa Ainda inserido no campo da saúde coletiva abaixo serão descritas Políticas Públicas mundiais e brasileiras para a população idosa que destacam a importância da saúde mental nesta faixa etária 271 Políticas Públicas para a População Idosa Um dos desafios na criação de políticas públicas para idosos são os mitos e estigmas relacionados à população idosa que ainda são associados a pessoas dependentes e um peso para a sociedade Cada vez mais os estudos observam percepções e suposições comuns ligadas a estereótipos ultrapassados sobre a velhice O Relatório mundial de envelhecimento e saúde de 2015 da OMS baseia suas recomendações na análise das mais recentes evidências a respeito do processo de envelhecimento e recomenda mudanças profundas na maneira de formular políticas em saúde e prestar serviços de saúde às populações que estão envelhecendo WHO 2015c Assim ao desenvolver uma resposta de saúde pública ao envelhecimento é importante não só considerar as abordagens que melhorem as perdas associadas à idade mais avançada mas abordar também as questões que podem reforçar a capacidade de resistência e o crescimento psicossocial Falcao Ludgleydson 2010 Nesse sentido Schons e Palma em seu livro Política Social para a Velhice instrumento de integração ou marginalização social descrevem a importância de as políticas socias para a velhice enfocarem no idoso como sujeito da ação Schons PALMA 2000 O envelhecimento como questão pública retira esse tema do domínio individual e privado sem negálo colocandoo num âmbito muito mais abrangente na esfera da grande política e das políticas sociais Isto porque o aumento da população idosa no Brasil revela os seguintes avanços positivos o controle de muitas doenças infectocontagiosas e potencialmente fatais a diminuição das taxas de fecundidade a queda da mortalidade infantil graças à ampliação das redes de abastecimento de água e esgoto o aumento da cobertura vacinal e da atenção 65 básica à saúde a acelerada urbanização a universalização da previdência social e as profundas transformações nos processos produtivos e de organização do trabalho e da vida Todas essas mudanças mostram a necessidade das sociedades das pesquisas e das políticas públicas se atualizarem Minayo Coimbra Jr 2002 Até o momento as políticas voltadas à população idosa parecerem desarticuladas refletindo uma polarização que ora retrata os idosos como vulneráveis e necessitados de apoio ou como robustos e precisando contribuir Embora cada caracterização possa ter legitimidade elas são simplesmente os fins de um continuum de diversidade e são necessárias respostas políticas mais amplas para abranger essa heterogeneidade de maneira coerente WHO 2015c Outro ponto de extrema importância nas políticas públicas para idosos é o olhar sobre a capacidade funcional do idoso que diz mais sobre seu envelhecimento do que isoladamente o número de patologias que o acometem A OMS descreve um quadro de ação para promover o envelhecimento saudável construído em torno do novo conceito de capacidade funcional A realização desses investimentos terá retornos sociais e econômicos valiosos tanto em termos de saúde e bemestar das pessoas idosas quanto na capacitação de sua participação na sociedade WHO 2015c O Envelhecimento Saudável é definido como o processo de desenvolvimento e manutenção da capacidade funcional que permite o bemestar em idade avançada pela OMS em seu Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde de WHO 2015c A figura 6 descreve esse processo de envelhecimento saudável A capacidade funcional do indivíduo é a combinação final do indivíduo e seus ambientes e a interação entre eles Compreendendo desta forma os atributos relacionados à saúde que permitem que as pessoas sejam capazes de serem e fazerem o que elas valorizam WHO 2015c A capacidade funcional é feita da capacidade intrínseca do indivíduo características ambientais relevantes e as interações entre o indivíduo e estas características Já a capacidade intrínseca é composta de todas as capacidades físicas e mentais de um indivíduo Ao passo que ambientes compreendem todos os fatores do mundo extrínseco que formam o contexto de vida do indivíduo Todo esse processo se inicia no nascimento com a herança genética A expressão destes 66 genes pode ser influenciada por experiências no útero e por exposições e comportamentos ambientais subsequentes As características pessoais incluem aquelas que geralmente são fixas como sexo e etnia bem como aquelas que têm alguma mobilidade ou refletem normas sociais como a nossa ocupação escolaridade gênero ou riqueza WHO 2015c Figura 6 Capacidade Funcional Fonte Adaptado de OMS 2015 A qualquer momento um indivíduo pode ter uma alteração nas reservas de capacidade funcional Estas reservas contribuem para a resiliência da pessoa mais velha O modelo do envelhecimento saudável conceitua a resiliência como a capacidade de manter ou melhorar um nível de habilidade funcional na face adversidade seja por resistência recuperação ou adaptação Essa habilidade compreende os dois componentes intrínsecos a cada indivíduo por exemplo traços psicológicos que ajudam um indivíduo de uma forma que pode levar a um resultado positivo ou reservas fisiológicas que uma pessoa idosa para recuperar rapidamente após uma queda e componentes ambientais que podem mitigar os déficits por exemplo redes sociais fortes WHO 2015c O documento da Organização Mundial da Saúde destaca ainda a importância de políticas e programas que promovam a saúde mental e relações sociais entre os 67 idosos Além de ressaltar a importância de programas de exercícios físicos que além desses objetivos ainda ajudam as pessoas idosas a ficarem independentes o máximo possível Já que uma maneira eficaz de se estimular o envelhecimento saudável é maximizar a capacidade funcional do idoso WHO 2015c O relatório enfatiza a necessidade de construir ambientes favoráveis os quais podem auxiliar a população a construir e manter a capacidade por exemplo um ambiente saudável pode fomentar a atividade física Ao passo que se não favoráveis os ambientes também podem fornecer uma gama barreiras aos idosos Assim embora as pessoas mais velhas possam ter capacidade limitada elas ainda poderão chegar onde querem e precisam ir se tiverem acesso a um dispositivo auxiliar como uma bengala uma cadeira de rodas ou uma scooter e viverem a preços acessíveis e com transporte acessível Isso exigirá uma resposta coordenada de muitos setores e múltiplos níveis de governo para criar ambientes amigáveis aos idosos moradia emprego transporte e outros WHO 2015c E essa integração de serviços deve se estender ao apoio e aos cuidados necessários aos idosos com perda significativa de capacidade Finalmente o relatório enfatiza as extensas lacunas de conhecimento que formam uma grande barreira ao desenvolvimento de políticas baseadas em evidências Há pouco consenso global sobre termos até mesmo amplamente usados no campo e embora pesquisas longitudinais e pesquisas populacionais sejam cada vez mais comuns os instrumentos que eles usam frequentemente não são comparáveis e podem não fornecer as informações necessárias aos tomadores de decisão A maioria dos tratamentos oferecidos a pessoas idosas deriva de pesquisas clínicas que os excluem e que não levam em conta a influência das comorbidades que grande parte deles terá WHO 2015c A figura 7 retirada do Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde de 2015 da OMS retrata as oportunidades para ação de saúde pública durante o curso da vida Nesta figura são destacadas três subpopulações diferentes de idosos aquelas com capacidade alta e estável o segundo subgrupo formado por pessoas com declínio na capacidade e aquelas com perdas significativas da capacidade São descritas quatro áreas prioritárias de ação que podem auxiliar na melhora da capacidade intrínseca e da habilidade funcional alinhar os sistemas de saúde a populações idosas desenvolver sistemas de cuidados de longo prazo criar ambientes favoráveis aos idosos melhorar a medição o monitoramento e a compreensão WHO 2015c Figura 7 Oportunidades para ação de saúde pública durante o curso da vida Fonte OMS 2015 Em 2016 a OMS lançou a Estratégia global e plano de ação sobre envelhecimento e saúde A Estratégia é um avanço significativo no estabelecimento de uma estrutura para que os Estados Membros o Secretariado da OMS e os parceiros contribuam para alcançar a visão de que todas as pessoas podem ter uma vida longa e saudável WHO 2016 A Estratégia 2016 2020 tem dois objetivos cinco anos de ação baseada em evidências para maximizar a capacidade funcional que atinge todas as pessoas e até 2020 estabelecer evidências e parcerias necessárias para apoiar uma Década de Envelhecimento Saudável de 2020 a 2030 Especificamente a estratégia se concentra em cinco objetivos estratégicos compromisso de ação sobre o envelhecimento saudável em todos os países desenvolvimento de ambientes amigáveis aos idosos alinhar os sistemas de saúde com as necessidades das populações mais velhas desenvolvimento de sistemas sustentáveis e equitativos para fornecer cuidados de longa duração lar comunidades instituições e melhorar a medição monitoramento e pesquisa sobre o envelhecimento saudável WHO 2016 Em 2017 a OMS lançou um documento intitulado 10 prioridades para uma década de ação sobre o envelhecimento saudável que fornece a ações concretas necessárias para alcançar os objetivos da estratégia global da OMS e o plano de ação sobre envelhecimento e saúde A OMS realizou uma série de consultas com especialistas funcionários da OMS e principais interessados para identificar as ações que seriam transformadoras O texto destaca que o Envelhecimento Saudável não se tornará uma realidade sem ação global focada Essas dez prioridades fornecem o caminho a seguir são elas 1 Construir uma plataforma para inovação e mudança 2 Apoiar o planejamento e ação do país 3 Coletar melhores dados globais sobre envelhecimento saudável 4 Promover pesquisas que atendam às necessidades das pessoas idosas 5 Alinhar os sistemas de saúde às necessidades das pessoas idosas 6 Estabelecer as bases para um sistema de cuidados de longo prazo em todos os países 7 Garantir os recursos humanos necessários para o atendimento integrado 8 Realizar uma campanha global para combater o preconceito de idade 9 Definir as razões econômicas para o investimento no envelhecimento saudável 10 Desenvolver a Rede Global para Cidades e Comunidades Amigas do Idoso WHO 2017 Destacase aqui que o presente estudo de doutorado ao investigar pontos positivos e fatores protetores da saúde mental de idosos vai ao encontro com a prioridade número 4 do documento da OMS que destaca a importância da pesquisa incluir e beneficiar os idosos respondendo a perguntas relevantes de maneiras inovadoras WHO 2017 Com relação às políticas públicas voltadas para a pessoa idosa no Brasil em 1994 foi aprovada a Política Nacional do Idoso PNI Lei nº 88421994 regulamentada pelo Decreto nº 19481996 sob forte influência do avanço dos debates internacionais sobre a questão do envelhecimento e de pressões da sociedade civil Nesta época a proporção da população idosa no Brasil era cerca de 8 A PNI tem por objetivo assegurar os direitos sociais do idoso criando condições para promover sua autonomia integração e participação efetiva na sociedade A Lei dispõe sobre os princípios diretrizes organização ações governamentais e disposições gerais que deverão orientar a Política Alcântara Camarano Giacomin 2016 Em 2006 foi criada a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa PNSI através da portaria GM 2528 de 19 de outubro de 2006 Esta política tem como finalidade recuperar manter e promover a autonomia e a independência dos indivíduos idosos direcionando medidas coletivas e individuais de saúde para esse fim em consonância com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde A portaria diz que o conceito de saúde para o indivíduo idoso se traduz mais pela sua condição de autonomia e independência que pela presença ou ausência de doença orgânica Brasil 2006b Além da PNSI de 2006 existem diversos marcos legais que asseguram outros direitos sociais a esse grupo populacional entre eles podemos citar Estatuto do Idoso Lei Federal de nº 10741 de 1º de outubro de 2003 que regulamenta os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 sessenta anos que vivem no Brasil Tal legislação tem por objetivo assegurar os direitos individuais e coletivos dessa população Documento Envelhecimento Ativo uma Política de Saúde lançado em 2005 pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização PanAmericana de Saúde OPAS O envelhecimento ativo é definido como o processo de otimização das oportunidades de saúde participação e segurança com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas Nesse documento o conceito de envelhecimento ativo se sustenta a partir de 3 grandes pilares participação saúde e segurança OMS 2005 Portaria 399GM de 22 de fevereiro de 2006 que divulga o Pacto pela Saúde na dimensão do Pacto pela Vida pactua entre uma das suas prioridades a Saúde do Idoso tendo como diretrizes Promoção do envelhecimento ativo e saudável Atenção integral e integrada à saúde da pessoa idosa Estímulo às ações intersetoriais Fortalecimento da participação social Formação e educação permanente dos profissionais de saúde do SUS na área de saúde da pessoa idosa Apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas entre outros Esta portaria demonstra a importância para a realidade brasileira de pesquisas que enfoquem na saúde e qualidade de vida da população idosa Brasil 2006a Compromisso Nacional para o envelhecimento ativo de 2013 A complexidade nos estados de saúde e funcional apresentada por pessoas idosas levanta questões fundamentais sobre o que queremos dizer com saúde em idade mais avançada como a medimos e como podemos promovêla São necessários novos conceitos definidos não apenas pela presença ou ausência de doença mas em termos do impacto que essas condições estão tendo sobre o funcionamento e o bemestar da pessoa idosa Avaliações abrangentes desses estados de saúde são preditores significantivamente melhores de sobrevida e outros resultados do que uma avaliação apenas da presença de doenças individuais ou mesmo o grau de comorbidades WHO 2015c Dessa maneira a presente pesquisa ao estudar fatores que influenciam beneficamente a saúde mental acompanha o olhar da Saúde Coletiva em focar o sujeito e não a doença Além disso esperase que o estudo ajude no desenvolvimento de políticas públicas de saúde para promoção prevenção e intervenção dessa condição de saúde da população idosa com um olhar para o cuidado e transdisciplinar sobre o tema 72 3 JUSTIFICATIVA Com a intenção de aprofundar os estudos acerca da saúde mental resiliência e atividade física e os fatores associados a esses desfechos em idosos relacionados com as características sociodemográficas e o suporte social esse trabalho objetivou avaliar longitudinalmente como se comportam tais fatores no decorrer do tempo Destacase aqui a escassez de estudos longitudinais que relacionem resiliência atividade física e saúde mental na longevidade Dessa forma tornase importante a realização de novas pesquisas na área principalmente devido ao pequeno número de estudos que avaliam essa correlação e que em sua grande maioria não explicam os mecanismos causais dessa relação Ressaltando que entre as 10 prioridades divulgadas pela OMS em 2017 para o envelhecimento saudável estão a promoção de pesquisas que atendam às necessidades das pessoas idosas respondendo a perguntas relevantes de maneiras inovadoras Outra prioridade destacada é que sejam coletados melhores dados globais sobre envelhecimento saudável WHO 2017 As doenças mentais são atualmente prioridade em saúde pública exigindo respostas cada vez mais precoces e criativas por parte dos serviços de saúde o envolvimento dos cuidados de saúde e a articulação entre setores Da mesma forma como o envelhecimento populacional é uma tendência mundial fazse necessário a realização de pesquisas que abordem a complexidade do tema e não somente um olhar fragmentado sobre o processo WHO 2017 Outra questão importante está no fato de o presente estudo destacar características positivas do envelhecimento o que auxilia no processo de combater estereótipos ligados ao envelhecimento Os estereótipos baseados em idade influenciam comportamentos o desenvolvimento da política e até mesmo a pesquisa Abordálos ao combater a discriminação etária deve estar no cerne de qualquer resposta de saúde pública ao envelhecimento da população WHO 2015c Dessa forma considerando a importância de estudos longitudinais na população idosa para orientação de estratégias de prevenção adequadas à realidade para o entendimento da etiologia de algumas condições de saúde e para o estudo de fatores culturais comportamentos e estilos de vida o presente estudo ao acompanhar uma coorte de idosos pretende esclarecer e ressaltar aspectos positivos do envelhecimento LimaCosta Barreto 2003 Os achados do presente estudo podem auxiliar na prevençãopromoção de saúde da população idosa 4 OBJETIVOS A seguir estão descritos os objetivos gerais e específicos da presente tese 41 OBJETIVO GERAL Avaliar longitudinalmente seguimento de 4 anos a influência do nível de atividade física na associação entre saúde mental e resiliência em idosos da comunidade em Juiz de Fora 42 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Avaliar dados sociodemográficos estado cognitivo fatores modificáveis e comportamentais de idosos em um seguimento de quatro anos em 3 momentos diferentes 2015 2017 e 2019 Avaliar as mudanças que ocorrem na resiliência depressão ansiedade e estresse e na atividade física em um seguimento de quatro anos em 3 momentos diferentes 2015 2017 e 2019 5 MÉTODOS 51 DESENHO DO ESTUDO Tratase de um estudo observacional longitudinal realizado com idosos da comunidade com idade igual ou acima de 60 anos que em 2015 participavam do programa da FaMIdade Faculdade Aberta à Melhor Idade do Instituto Metodista Grambery na cidade de Juiz de ForaMG Esta coorte vem sendo acompanhada em três períodos 2015 2017 e 2019 Dessa forma os mesmos idosos estão sendo acompanhados por um período de 4 anos e avaliados em três momentos nos anos de 2015 2017 e 2019 e estão sendo submetidos à aplicação dos mesmos testes 74 52 LOCAL DO ESTUDO A FaMIdade é um programa de extensão universitária cujo objetivo é promover educação e saúde através da interação social e melhoria da qualidade de vida O programa conta com cerca de 400 idosos matriculados por ano que participam regularmente de atividades como exercícios físicos e aulas de temas variados O programa é organizado em 3 módulos são eles Promoção da Saúde Linguagens e Tecnologias e por último Cultura Arte e Lazer Cada um desses módulos conta com disciplinas e oficinas entre elas podemos citar Ginástica Hidroginástica Pilates Musculação Dança Jogos Adaptados recreativo e competitivo Treinamento Funcional Avaliação Física e Funcional Viver e Conviver Leitura Viva Viva Leitura Sociedade e Atualidades Envelhecimento e Políticas Envelhecimento na Maturidade Bem Viver Inclusão Digital iniciação ao computador Inclusão Digital Web Afetividade e Memória Oficina da Memória Vivências de Memórias Primeiros Socorros prevenção e cuidados Administração Doméstica e do Tempo Direito Cultura e Arte Alfabetização Ler e Escrever na Maturidade Esta pesquisa foi desenvolvida na FaMIdade por ser um local de grande concentração de idosos ativos que participam regularmente de atividades diversas com frequência de 2 vezes na semana com duração de 60 minutos cada atividade dentre elas atividades físicas e cognitivas estimulando a qualidade de vida e convívio social Além disso possui algumas características que facilitam a sua utilização nessa pesquisa a é necessário ter autorização médica para participar b os idosos são monitorados por profissionais de saúde e devem ter frequência nas atividades para que possam permanecer neste programa c anualmente os idosos renovam a matrícula sendo possível realizar o seguimento desses idosos A P S L Vasconcelos D C Cardozo A L G Lucchetti G Lucchetti 2016 No trabalho de Vasconcelos et al de 2016 sobre o efeito de diferentes modalidades de exercício físico na funcionalidade e medidas antropométricas em mulheres idosas participantes da FaMIdade os autores discutem algumas caraterísticas do programa Este é um programa filantrópico uma iniciativa bem sucedida com o objetivo de proporcionar uma opção de experiência integrativa e agradável para idosos da comunidade de Juiz de Fora MG A maioria dos idosos 75 também usa essa iniciativa para socializar preenchendo a falta de programas sociais na cidade A P S L Vasconcelos et al 2016 53 ASPECTOS ÉTICOS De acordo com as diretrizes e normas regulamentadoras da Resolução n 466 de 12 de dezembro de 2012 Brasil 2013 a pesquisa intitulada Avaliação da influência de fatores comportamentais no comprometimento mnêmico e saúde mental de idosos saudáveis foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisas da Universidade Federal de Juiz de Fora UFJF através do Parecer n 1109647 em 23062015 ANEXO I Uma emenda para prorrogação no período de coleta de dados terceira onda foi aprovada em 21052019 através do parecer n 3337818 ANEXO II O termo de consentimento livre e esclarecido TCLE foi obtido de cada participante antes da entrada no estudo APÊNDICE I 54 PROCEDIMENTOS DO ESTUDO Após a aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa da UFJF foi iniciada a pesquisa de campo em agosto2015 Os idosos foram convidados a participar do estudo no local de funcionamento da FaMIdade ou por telefone de forma voluntária sendo esclarecidos e orientados a respeito de suas participações no estudo Após concordarem em participar assinaram o TCLE em duas vias sendo que uma ficava com o entrevistado e a outra com as pesquisadoras Foi assegurado aos indivíduos o esclarecimento de dúvidas sobre a pesquisa o anonimato e que sua participação poderia ser interrompida a qualquer momento Este processo de convite para participação na pesquisa e coleta dos dados foi feito pelas duas pesquisadoras alunas de doutorado da UFJF devidamente treinadas para realizar o trabalho assim como o questionário foi preenchido pelas mesmas pesquisadoras A coleta de dados foi feita nas dependências da FaMIdade havia uma sala de aula reservada às pesquisadoras ou no domicílio dos idosos conforme agendamento prévio seguindo critérios de elegibilidade descritos abaixo Cada 76 entrevista foi realizada em uma única sessão com duração de aproximadamente uma hora Na primeira onda da pesquisa 2015 inicialmente era aplicado o Mini Exame do Estado Mental MEEM e o questionário com dados sociodemográficos para verificar se as pontuações do MEEM estavam conforme pontos de corte descrito abaixo Posteriormente nos idosos que conseguiam atingir a pontuação esperada eram aplicados os outros testes Wermelinger Ávila et al 2018 Nas segundas e terceiras ondas 2017 e 2019 não foram considerados esses pontos de corte para exclusão do estudo Dessa forma todos os idosos que foram avaliados incialmente 2015 que aceitassem e tivessem condições de participar da reaplicação dos testes foram avaliados nas duas ondas seguintes 2017 e 2019 55 PARTICIPANTES E CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE Foram incluídos no estudo idosos com idade igual ou superior a 60 anos que aceitassem participar da pesquisa e que estivessem inscritos nas atividades da FaMIdade no segundo semestre do ano de 2015 quando se iniciou a coleta de dados Wermelinger Ávila et al 2018 Na primeira onda em 2015 não foram incluídos no estudo os idosos com menos de 60 anos de idade os que não aceitassem participar da pesquisa os que não fossem participantes do programa da FaMIdade e os que não atingissem a pontuação mínima no MEEM O ponte de corte para o presente estudo foi definido como 25 pontos para idosos com 4 anos ou mais de escolaridade e de 18 pontos para idosos com menos de 4 anos de escolaridade de acordo com os critérios da Secretaria Estadual de Saúde de MG MG 2008 Nas segundas e terceiras ondas houve perdas dos idosos que não foram encontrados que não quiseram participar novamente do estudo que estivessem impossibilitados de participar do estudo internação patologias que impedem responder os questionários e idosos que faleceram durante os 4 anos de seguimento do estudo 77 56 INSTRUMENTOS O instrumento para coleta de dados Anexo III aplicado em cada uma das ondas do estudo 2015 2017 e 2019 conta com quatro sessões I Dados sociodemográficos II Avaliação do estado cognitivo contendo a MiniExame do Estado Mental MEEM b Teste do desenho do relógio c Fluência verbal categoria animais d Teste de lista de palavras do CERAD e Teste de reconhecimento de figuras III Avaliação dos fatores modificáveis a Escala de depressão ansiedade e estresse DASS21 b Mini Avaliação nutricional c Ingestão de café d Questionário Internacional de Atividade Física IPAQversão curta e Índice de qualidade do sono de Pittsburgh f Questionário de Qualidade de Vida WHOQOL Abreviado g Questionário de Suporte Social versão abreviada SSQ6 h Uso de álcool e drogas ASSIST 20 IV Avaliação dos fatores comportamentais a Espiritualidade SelfSpirituality Rating Scale SRSS b Afiliação religiosa c Escala de religiosidade de Duke d Voluntariado 78 e Escala de Resiliência Psicológica de Wagnild e Young RS25 f Escala de atitudes para o perdão g Escala de Altruísmo Auto informado h Escala de solidão da UCLA Este estudo faz parte de uma pesquisa maior sobre comprometimento cognitivo e saúde mental de idosos saudáveis Dessa forma a seguir e no Anexo III estão detalhados apenas as escalas diretamente relacionadas aos objetivos do presente estudo 561 Dados sociodemográficos Dados como sexo idade estado conjugal raça escolaridade ocupação atual renda mensal raçacor da pele posse de itens e presença de doenças crônicas foram coletados através da ficha de avaliação estruturada pelos pesquisadores 562 MiniExame do Estado Mental O MEEM permite a avaliação da função cognitiva e é um dos testes mais empregados e estudados em todo o mundo Usado isoladamente ou incorporado a instrumentos mais amplos de rastreamento de quadros demenciais é de simples e rápida aplicação e passível de reaplicação P H Bertolucci S Brucki S R Campacci Y Juliano 1994 Marshal F Folstein Susan E Folstein Paul R McHugh 1975 Lourenço Veras 2006b O teste foi elaborado por Folstein et al em 1975 Marshal F Folstein et al 1975 traduzido e validado para a população brasileira por Bertolucci et al 1994 P H Bertolucci et al 1994 que relatam que o fator mais importante na determinação do desempenho no MEEM é o nível educacional Tais autores orientam que sejam utilizados níveis de corte diferenciados para cada escolaridade a fim de se minimizar erros diagnósticos Lourenço e Veras determinaram a validade de critério da versão em português do MEEM em uma amostra de indivíduos com 65 anos ou mais atendidos 79 em um ambulatório geral e determinaram que o melhor ponto de corte para indivíduos analfabetos foi de 1819 e para aqueles com instrução escolar foi de 2425 Lourenço Veras 2006b Dessa forma no presente estudo por ser realizado em uma cidade de Minas Gerais optouse por utilizar o ponto de corte descrito pelo Manual do Prontuário de Saúde da Família de 2008 deste estado e publicado em estudo prévio Assim idosos com quatro anos ou mais de escolaridade deveriam atingir o mínimo de 25 pontos ao passo que idosos com menos de quatro anos de escolaridade tiveram ponto de corte de 18 Pontuações inferiores sugerem comprometimento cognitivo e foram usadas como critério de exclusão para participação do estudo MG 2008 563 Questionário Internacional de Atividade Física IPAQ O Questionário Internacional de Atividades Físicas International Physical Activity Questionnaire IPAQ foi inicialmente proposto por pesquisadores da OMS do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e do Instituto Karolinska da Suécia Marshall Bauman 2001 Em 2000 foram realizados estudos em 12 países Austrália Canadá Finlândia Guatemala Itália Japão Portugal África do Sul Suécia Inglaterra Estados Unidos e Brasil a fim de se determinar a confiabilidade e validade do instrumento Craig et al 2003 No Brasil o estudo para determinar a validade e reprodutibilidade do questionário foi realizado por Matsudo et al 2001 que concluíram que as formas de IPAQ versão curta e versão longa foram aceitáveis e apresentaram resultados similares a outros instrumentos para medir o nível de atividade física Matsudo Araújo Marsudo et al 2001 O IPAQ estima o dispêndio energético semanal de atividades físicas e apresenta as formas longa e curta podendo ser aplicado pelo telefone ou ser autoadministrado tanto como recordatório dos últimos 7 dias quanto de uma semana normalhabitual Craig et al 2003 Marshall Bauman 2001 A classificação do nível de atividade física no presente estudo levou em consideração os critérios definidos pelo Guidelines for Data Processing and Analysis of the International Physical Activity Questionnaire IPAQ 2005 que classifica os níveis de atividade física em Baixo Moderado ou Alto da seguinte forma Categoria 1 Baixo o Nível mais baixo de atividade física Aqueles indivíduos que não satisfazem os critérios para as categorias 2 ou 3 são considerados baixo inativo Categoria 2 Moderado o 3 ou mais dias de atividade vigorosa de pelo menos 20 minutos por dia ou o 5 ou mais dias de atividade de intensidade moderada ou caminhada de pelo menos 30 minutos por dia ou o 5 ou mais dias de qualquer combinação de caminhada atividade moderada ou vigorosa alcançando pelo menos 600 METmin semana Categoria 3 Alto o Atividade de intensidade vigorosa em pelo menos 3 dias e acumular pelo menos 1500 METmin semana ou o 7 ou mais dias de qualquer combinação de caminhada atividade de intensidade moderada ou vigorosa alcançando pelo menos 3000 METmin semana Uma vez feita esta classificação inicial os idosos foram divididos em dois grupos 1 GRUPO SEDENTÁRIO Aqueles que se classificaram na categoria 1 Baixo nível de atividade física segundo a Classificação do IPAQ IPAQ 2005 2 GRUPO ATIVO GA Aqueles que se classificaram nas categorias 2 ou 3 Moderado ou Alto nível de atividade física respectivamente segundo a Classificação do IPAQ IPAQ 2005 81 564 Escala de Depressão Ansiedade e Estresse DASS21 Lovibond e Lovibond em 1995 desenvolveram a Escala de Depressão Ansiedade e Estresse DASS que possui 42 itens compreendendo três subescalas de 14 itens para avaliar os sintomas nucleares de depressão ansiedade e estresse Os itens referemse aos acontecimentos da última semana e os escores variam do 0 que equivale a Não se aplicava a mim a 3 que significa Aplicavase muito a mim ou a maior parte do tempo A escala foi baseada no modelo tripartite de ansiedade e depressão proposto por Clark et al1991L A Clark Watson 1991 Este modelo explica as características distintas e sobreposição entre depressão e ansiedade E indica os seguintes fatores afeto negativo que agrupa características da ansiedade e depressão afeto positivo reduzido comum na depressão e hiperestimulação fisiológica comum na ansiedade Apóstolo et al 2006 L A Clark Watson 1991 Lovibond Lovibond 1995 Assim depressão ansiedade e estresse têm características comuns incluindo afeto negativo sofrimento emocional e alterações fisiológicas no eixo hipotalâmicopituitárioadrenal Gloster et al 2008 R C B Vignola A M Tucci 2014 A subescala de depressão avalia os sintomas de disforia desânimo desvalorização da vida autodepreciação falta de interesse ou de envolvimento anedonia e inércia A subescala de ansiedade avalia a excitação do sistema autônomo efeitos musculoesqueléticos ansiedade situacional e experiências subjetivas de ansiedade Já os itens sobre estresse referemse à dificuldade em relaxar excitação nervosa facilidade em agitarsechatearse reação exageradairritável e impaciência Ribeiro Honrado Leal 2004 R C B Vignola A M Tucci 2014 Pesquisas posteriores ao desenvolvimento da DASS com 42 itens por Lovibond e Lovibond estabeleceram uma versão da escala DASS com 21 itens DASS21 sendo sete itens por subescala Antony Bieling Cox Enns Swinson 1998 Os autores afirmam que a versão reduzida do instrumento tem a mesma estrutura que a versão completa mas sua aplicação leva metade do tempo da escala inicial com 42 itens Lovibond e Lovibond 2004 O que é um fator positivo 82 pois a aplicação mais rápida tende a gerar menos sobrecarga na população que já pode estar fragilizada Ribeiro et al 2004 No presente estudo foi utilizada a escala DASS21 adaptada e validada para a língua portuguesa por Vignola e Ticci em 2014 Essa escala é um conjunto de três subescalas do tipo likert de 4 pontos totalizando 21 perguntas Cada subescala é composta por 7 itens destinados à avaliação de depressão ansiedade e estresse O resultado é obtido pela soma dos escores dos 7 itens para cada uma das três subescalas A escala fornece três notas uma por subescala em que o mínimo é 0 e o máximo 21 As notas mais elevadas em cada escala correspondem a estados afetivos mais negativos R C B Vignola A M Tucci 2014 565 Escala de Resiliência Psicológica de Wagnild e Young RS25 Escala elaborada por Wagnild e Young 1993 para aferir níveis de resiliência possui 25 itens descritos de forma positiva com resposta tipo likert variando de 1 discordo totalmente a 7 concordo totalmente Os escores da escala oscilam de 25 a 175 pontos com valores altos indicando elevada resiliência No estudo de Wagnild e Young cinco componentes foram identificados como fatores para resiliência autossuficiência sentido da vida equanimidade perseverança e singularidade existencial G Wagnild H Young 1993 A adaptação transcultural confiabilidade e validade da escala para uso no Brasil foi realizada por Pesce et al2005 Neste estudo foram encontrados bons resultados na equivalência semântica dos itens na confiabilidade e validade da escala Renata P Pesce et al 2005 Perim Dias CorteReal Andrade and Fonseca 2015a ao realizar a avaliação da estrutura fatorial para contexto brasileiro da escala de resiliência de Wagnild e Young 1993 verificou que a estrutura dimensional que possui melhores índices estatísticos ao contexto brasileiro foi a de cinco fatores autossuficiência sentido da vida equanimidade perseverança e singularidade existencial Sendo estes fatores considerados como características essenciais da resiliência e cada um deles são avaliados por questões específicas da escala O componente autossuficiência é avaliado pelos itens 02 09 13 18 e 23 da escala de Resiliência Psicológica ANEXO III e está relacionado à crença que o 83 sujeito possui nele mesmo e ao autoconhecimento de seus limites O sentido de vida relacionase à confiança de que exista um bom motivo para se viver e é avaliado pelos itens 04 06 11 15 e 21 da escala A equanimidade expressa pelos itens 07 12 16 19 e 22 da escala demonstra a flexibilidade do indivíduo enfrentar os diversos acontecimentos da vida O componente perseverança é a capacidade do indivíduo não perder a motivação e é representado pelos itens 01 10 14 20 e 24 A singularidade existencial expressa o sentimento de que somos únicos avaliada pelos itens 03 05 08 17 e 25 Em uma revisão sobre a escala de resiliência de Wagnild e Young foram avaliados 12 estudos e o coeficiente alfa de Cronbach variou entre 072 e 094 nos estudos considerados que foram realizados em indivíduos de diferentes idades condições socioeconômicas e escolaridade Esta revisão suporta a confiabilidade da escala Wagnild 2009 566 Questionário de Suporte Social versão abreviada SSQ6 A versão inicial do Questionário de Suporte Social desenvolvido por Sarason Levine Basham and Sarason 1983 conta com 27 itens e tem o objetivo de avaliar o suporte social percebido através tanto do número de pessoas disponíveis quanto da satisfação com o suporte disponível Sarason et al 1983 Seco Pereira Dias Casimiro Custódio 2006 Em 1987 os mesmos autores desenvolveram uma versão curta desse instrumento com seis questões que se apresentou como uma boa alternativa a versão longa anterior Sarason Sarason Shearin Pierce 1987 O presente estudo utilizou esta versão abreviada que foi adaptada e validada para o português por Pinheiro e Ferreira em 2002 Este questionário pretende avaliar a percepção da disponibilidade de suporte e da satisfação com o suporte disponível E para isso conta com 6 itens cada um deles com 2 partes Na primeira parte o indivíduo refere o número de pessoas disponíveis para o ajudarem e o apoiarem podendo ir de nenhuma a nove pessoas Na segunda parte sobre o grau de satisfação com o suporte recebido utilizase uma escala tipo likert de 6 pontos que vai de muito insatisfeito 1 a muito satisfeito 6 M d R Pinheiro Ferreira 2002 84 Dessa maneira obtémse um índice numérico SSQ6N e um índice de satisfação SSQ6S No presente estudo optouse pela soma das pontuações do índice numérico de suporte social disponível 567 Escala de Lawton e Brody Escala utilizada para identificação da capacidade funcional através da avaliação do desempenho dos idosos nas atividades instrumentais de vida diária Estas atividades são consideradas mais complexas e cuja independência para desempenho está diretamente relacionada com a capacidade de vida comunitária independente M Lawton BRODY 1970 Adaptada e traduzida para português por dos Santos and Virtuoso Júnior 2008a Os idosos são classificados como independentes ou dependentes no desempenho de nove funções Para cada questão a primeira resposta significa independência a segunda dependência parcial ou capacidade com ajuda e a terceira dependência O escore nessa escala varia entre 8 e 27 pontos Para este estudo adotouse o seguinte critério sugerido pela Atenção à Saúde do Idoso Guia de Saúde do Idoso 19 a 27 pontos independência 10 a 18 dependência parcial e abaixo de 9 pontos dependência Brasil 2006 57 ANÁLISE DOS DADOS Os dados obtidos foram tabulados em um banco de dados do programa Excel for Windows e exportados para o programa estatístico SPSS 21 SPSS Inc pelas pesquisadoras que realizaram as entrevistas Para checar a consistência dos dados digitados foi realizado o procedimento de double check no qual cada pesquisadora confere a tabulação de 10 questionários digitados pela outra pesquisadora sorteados de maneira aleatória Cummings Masten 1994 A análise estatística foi realizada de duas formas distintas de acordo com os objetivos de cada artigo e serão detalhadas abaixo e na seção Resultados No seguimento de dois anos primeiramente foi feita análise de forma descritiva mostrando as características da população de respondentes do ano de 2015 e do 85 ano de 2017 Em seguida foi apresentada a evolução dos escores dos participantes que responderam a ambas as ondas do inquérito e comparados mediante a utilização do teste t para medidas pareadas Em seguida os idosos foram separados baseandose no IPAQ em sedentários mantiveramse sedentários durante os dois anos ou eram ativos no baseline e tornaramse sedentários no seguimento de dois anos e ativos mantiveramse ativos durante os dois anos ou eram sedentários no baseline e tornaramse ativos no seguimento de dois anos A comparação entre esses grupos foi realizada no baseline e no seguimento de dois anos utilizandose o teste t para medidas independentes Foram feitos então modelos de regressão linear entre resiliência no baseline e Depressão Ansiedade e estresse nos dois anos de follow up Esses modelos foram feitos para todos os participantes assim como de forma separada para o grupo ativo e o grupo sedentário Utilizouse modelos sem ajuste e também modelos ajustados para idade sexo posse educação escala de Lawton e Brody e suporte social Adotouse p005 como significante e o intervalo de confiança foi de 95 Todas as análises foram feitas utilizando o programa SPSS 21 SPSS Inc Já no seguimento de quatro anos inicialmente os grupos foram divididos em indivíduos fisicamente ativos contínuos aqueles que mantiveram a pontuação do IPAQ ativo para todas as três ondas no seguimento de quatro anos e indivíduos fisicamente ativos intermitentes aqueles que pontuaram em todas ou pelo menos uma das ondas sedentárias ou inativo Os dados sociodemográficos foram comparados entre os grupos usando testes t independentes para variáveis contínuas e testes quiquadrado para variáveis categóricas Da mesma forma em cada onda os escores de resiliência e saúde mental foram comparados entre os grupos usando testes t independentes Em seguida para verificar o papel da atividade física e do tempo nas variáveis de desfecho foi realizada uma Análise de Variância Múltipla 2x3 para medidas repetidas MANOVA indivíduos fisicamente ativos contínua vs intermitente por tempo linha de base 2 anos e 4 anos nas variáveis dependentes DASS 21 Depressão DASS 21 Ansiedade DASS 21 Estresse e Resiliência Se significativo as análises post hoc subsequentes foram conduzidas usando o teste de Bonferroni 86 Por fim para verificar se as correlações saúde mental resiliência eram diferentes entre os grupos as variáveis foram padronizadas por meio de Z escores e foi utilizada a análise de covariância ANCOVA para testar a homogeneidade das inclinações da reta de regressão regression slopes Dessa forma as inclinações da reta de regressão regression slopes para as variáveis padronizadas são equivalentes as correlações Mais detalhes do procedimento estão na página de suporte da IBM httpswwwibmcomsupportpageshowcanitestequality correlationsbetweentwovariablesdifferentgroups cases Um valor de p 005 foi considerado significativo e todas as análises foram realizadas no SPSS 21 SPSS Inc 6 RESULTADOS Em 2015 312 idosos participantes do programa foram avaliados o que resultou em um estudo transversal incluído na dissertação de mestrado da presente autora Já esta tese de doutorado conta com mais duas avaliações nos anos de 2017 e 2019 A primeira avaliação teve início no mês de agosto de 2015 ocorrendo até abril de 2016 quando foram avaliados 312 idosos dos 396 idosos matriculados na FaMIdade A segunda coleta de dados ocorreu entre agosto2017 a abril2018 quando foram avaliados 291 idosos o que corresponde a 9127 do total inicial de idosos Já a terceira onda para reaplicação dos testes foi realizada de agosto de 2019 a março de 2020 quando foram avaliados 180 idosos A figura 8 descreve as ondas de coleta de dados do presente estudo e mostra os motivos das perdas do estudo conforme fluxograma abaixo Figura 8 Fluxograma do estudo Baseline 2015 396 Idosos Não incluídos 84 Idade 45 Faleceu 1 Recusas 21 Não encontrados 17 TO 2015 312 Idosos Perdas 21 Mudaramse 5 Faleceram 6 Internamento 1 Recusas 2 Não encontrados 7 T1 2017 291 Idosos Perdas 111 Mudaramse 5 Faleceram 2 Internamento 1 Recusas 26 Não encontrados 17 Não realizados antes da Pandemia60 T2 2019 180 Idosos Fonte Elaborado pela autora Essa tese resultou em dois artigos que serão apresentados nessa seção O primeiro artigo intitulado Relationship Between Mental Health Resilience And Physical Activity In Older Adults A 2Year Longitudinal Study traz os resultados do acompanhamento de dois anos conforme visualizado a seguir Este artigo foi aprovado para publicação no Journal of Aging and Physical Activity 88 RELATIONSHIP BETWEEN MENTAL HEALTH RESILIENCE AND PHYSICAL ACTIVITY IN OLDER ADULTS A 2YEAR LONGITUDINAL STUDY Running head Mental health resilience and physical activity ABSTRACT The aim of this study was to longitudinally investigate the association between resilience and mental health in older adults and determine the influence of physical activity on this relationship A total of 291 older adults were included in a 2year followup study Adjusted linear regression models evaluated the association between resilience at baseline and mental health after 2 years in sufficiently and insufficiently physically active older adults A negative correlation was found between resilience at baseline and depression anxiety and stress after 2 years for the overall sample This association changed after stratifying the group Sufficiently physically active individuals made greater use of the resilience components Selfsufficiency and Perseverance whereas insufficiently physically active individuals made greater use of Meaning of Life and Existential Singularity Physical activity can influence the relationship between resilience and mental health These results can help guide the devising of more effective interventions for this age group Key words Older adult Depression Mental health Resilience Physical Activity 89 INTRODUCTION Population aging occurs when fertility decreases and life expectancy increases Beard Officer De Carvalho et al 2016 This is a global phenomenon and according to United Nations data there were an estimated 703 million people aged over 65 worldwide in 2019 representing 9 of the global population The population of older adults is projected to double to 15 billion by 2050 representing 16 of the global population UN 2020 Aging is accompanied by physiological changes that predispose the individual to chronic diseases which impact functional capacity and quality of life Beard Officer De Carvalho et al 2016 In the last few decades the prevalence of mental health problems among the older population has become a growing concern in the Geropsychology field Studies show that up to 20 of older adults have mental disorders such as depression and anxiety These disorders account for 66 of all disabilities in this age group Beard Officer De Carvalho et al 2016 Kohl 3rd et al 2012 WHO 2015a and pose a major challenge for health systems which must urgently respond to this need WHO 2017 Several factors are known to be associated with a lower prevalence of mental health problems in older persons such as adequate social support male gender greater functional independence higher socioeconomic level engagement in physical activity and use of resilience Bauman et al 2016 Wermelinger Avila et al 2017 These latter two factors are especially important because they are modifiable ie potential targets for interventions Physical activity can contribute to healthy aging Campisi et al 2019 Kohl 3rd et al 2012 Piercy et al 2018 A European study involving over 115000 90 participants found an association between healthy lifestyle and more years without disease where one of the most important factors was exercising regularly Nyberg et al 2020 Over the past few decades a growing body of epidemiological evidence has confirmed the benefits of physical activity for healthy aging Recent studies have focused on neurological health and psychosocial and mental wellbeing promoted by regular physical activity Bauman et al 2016 Engaging in physical exercise can be beneficial for the mental health of older persons by improving psychological aspects such as selfesteem body image quality of life depression wellbeing stress and life satisfaction as well as by reducing and preventing the functional decline associated with aging Bauman et al 2016 There is evidence that physically active older adults have a lower rate of mental diseases than sedentary individuals Bauman et al 2016 Erickson et al 2011 Piercy et al 2018 WHO 2015a Another factor commonly associated with mental health is resilience defined by the American Psychological Association as the ability to adapt in the face of tragedy trauma adversity hardship and ongoing significant life stressors Newman 2005b Resilience is a factor recognized to promote better mental health including lower rates of depression and anxiety P Fossion et al 2013 Hjemdal et al 2011 Min et al 2012 Siriwardhana et al 2014 Wermelinger Avila et al 2017 A recent systematic review showed that resilience is a protective factor for depressive symptoms in older adults Wermelinger Avila et al 2017 However it is unclear whether or how levels of resilience can be increased In this context studies have sought to elucidate the possible mechanisms associated with greater resilience and how this resilience can be enhanced Of the different contributory factors such as life satisfaction 91 optimism positive affect selfaccuracy selfefficacy and selfesteem physical activity has stood out for being a factor that can be readily incorporated into interventions Studies have shown that participation in physical exercise programs is associated with greater resilience possibly by promoting healthy aging and recuperation Resilient responses are associated with behaviors recognized for promoting recuperation and adaptation such as exercise A J Fields Hoyt Linnville Moore 2015b B A Resnick P L Inguito 2011 Stephan et al 2014 In 2014 Stephan et al 2014 published evidence from two longitudinal studies on physical activity and personality development in adulthood and old age showing that an active lifestyle helps maintain a resilient personality profile and can prevent maladaptive changes in personality The relationship between physical activity resilience and mental health therefore warrants further study because this knowledge can help health managers and administrators identify possible interventions for this population In addition to the best of our knowledge only two recent crosssectional studies have explored this relationship The first of these studies was carried out in Brazil and found that physical activity played a key role in the relationship between resilience and depression in 312 older adults whereby physically active and sedentary older adults used different resilience components to protect mental health Wermelinger Ávila et al 2018 The second study was performed in Japan and assessed the mediating effects of resilience morale and sense of coherence on the relationship between physical activity and perceived physicalmental health and depression of 369 older adults The findings confirmed that resilience 92 fully mediated the relationship between physical activity and physicalmental health and depression Kukihara et al 2018 However there is a lack of longitudinal studies to further support these findings Given that numerous variables are nonstatic dynamically interacting and shifting over time longitudinal methods should be employed to better elucidate these relationships Consequently longitudinal studies on resilience mental health and physical activity in the older population can shed more light on the nature of the phenomenon than crosssectional methods T Cosco et al 2017 Likewise investigating the aforementioned factors could shift the focus of future studies from disease to preventive modifiable factors stimulating positive views of ageing reducing ageism improving social interactions and minimizing misconceptions as recommended by several important organizations in this field of research such as the American Medical Association and the American Geriatrics Society Lundebjerg Trucil Hammond Applegate 2017 Therefore the objective of the present study was to bridge this gap by longitudinally investigating the association between resilience and mental health ie depression stress and anxiety and to determine whether this association is influenced by the level of physical activity undertaken by the older adult ie sufficient and insufficient physical activity METHODS A longitudinal observational study with a 2year followup was conducted in the city of XXXXXXXXX BLINDED FOR PEER REVIEW Brazil between August 93 2015 and April 2018 The study was approved by the Research Ethics Committee of the XXXXXXXXX BLINDED FOR PEER REVIEW Brazil and all participants signed an informed consent form Study participants and venue The study population comprised communitydwelling older adults who attended the XXXXXXXXX BLINDED FOR PEER REVIEW in the city of XXXXXXXXX BLINDED FOR PEER REVIEW Brazil The city is located in the XXXXXXXXX BLINDED FOR PEER REVIEW and has a population of around 550000 The program is offered to the community with the aim of promoting education and health in this population by providing a range of activities talks and social interaction A P Vasconcelos D C Cardozo A L Lucchetti G Lucchetti 2016 Activities such as information technology pilates hydrotherapy literature classes dance strength training functional gymnastics culture and arts discussions and wellbeing lectures are offered Most participants are active older adults over 60 years old attending the activities physical or otherwise twice a week 4 hours daily Corrêa Ávila Lucchetti Lucchetti 2019 This community program was designed before this observational study being not developed by the authors of the present study The program was selected because its participants were older adults easily followed in a longitudinal study and both independent and healthy in most cases minimizing the heterogeneity of the sample in terms of comorbidities Inclusion Criteria The criteria for inclusion were individuals aged 60 or older ie the cutoff used for developing countries such as Brazil Naja Makhlouf Chehab 2017 regularly 94 enrolled for the XXXXXXXXX BLINDED FOR PEER REVIEW activities and cognitively healthy at baseline as measured by the MiniMental State Exam score of 25 for older adults those with 4 years of education and 18 points for those with 4 years MG 2007 Levels of physical activity were not used for the eligibility criteria Exclusion Criteria The exclusion criteria were individuals who during the 2year followup could not be found for data collection had moved from the city of XXXXXXXXX BLINDED FOR PEER REVIEW refused to continue participating in the study were not found using enrolment data recorded at baseline and those who had died or were hospitalized and thus unable to complete the instruments Procedures For data collection the older adults were first approached at the premises of the XXXXXXXXX BLINDED FOR PEER REVIEW program when the aims of the study were explained and any queries cleared up Subsequently the older adults were contacted personally by two previously trained assessors and invited to take part voluntarily in the study The interviews were then scheduled and data collection performed faceto face in individual rooms before or after program activities or at participants homes Interviews lasted around 1 hour and were held at two timepoints 2015 at baseline T0 and 2017 at 2year followup T1 At the 2year followup in order to remain in the study participants had to complete the questionnaire within a time window of no less than 22 months and no more than 26 months since application of the first questionnaire baseline Instruments The following instruments were used in the present study Sociodemographic data questionnaire collecting gender age marital status years of education smoking monthly family income and race MiniMental State Examination MMSE an instrument for assessing cognitive performance devised by M F Folstein S E Folstein and P R McHugh 1975 and subsequently translated and validated for use in the Brazilian older population P H F Bertolucci S M D Brucki S R Campacci Y Juliano 1994 Total score ranges between 0 to 30 points and higher scores indicate better cognition Lawton Brody Scale an instrument used for assessing instrumental activities of daily living in older adults M P Lawton Brody 1969 The scale has been translated and validated in Portuguese dos Santos Virtuoso Júnior 2008b and score ranges from 9 to 27 points where higher scores indicate greater functioning Social Support Questionnaire abbreviated version SSQ6 the SSQ6 was adapted and validated for Portuguese by M d R Pinheiro and Ferreira 2002 This version has 6 items and assesses the number of people that each individual perceives as being available for support and help in a given situation This instrument has been used in the older population and demonstrated adequate reliability Chan et al 2009 The scores range from 0 to the highest number of individuals providing support to the person Higher scores indicate greater social support Depression Anxiety and Stress Scale DASS21 the scale is used for assessing the participants mental health and was adapted and validated for Portuguese by R C Vignola and A M Tucci 2014 The DASS21 comprises 3 subscales Anxiety Depression and Stress scored on a Likerttype scale with 4 values and contains a total of 21 questions 7 questions for each subscale Scale validity in the older population has been confirmed in previous studies Gloster et al 2008 The instrument ranges from 0 to 21 points for each subscale Higher scores on the scale indicate worse mental health Psychological Resilience Scale RS25 devised by G M Wagnild and H M Young 1993 and validated for use in Brazil Renata P Pesce et al 2005 The scale contains 25 items in the Likert format ranging from 25 to 175 Higher scores indicate greater resilience This scale was developed based on a qualitative study of older women and demonstrated satisfactory validity in the older population T D Cosco Kaushal Richards Kuh Stafford 2016 This instrument was validated in Brazilian Portuguese Evaluation of the factorial structure for Brazil demonstrated that the best dimensional structure contained five items SelfSufficiency ie beliefs the subject has within him or herself and selfknowledge of his or her limits Meaning of life ie the belief that there is a good reason to live Equanimity ie an individuals flexibility in the face of adverse life events Perseverance ie an individuals capacity to not lose motivation and Existential Singularity ie the feeling that we are unique Perim Dias CorteReal Andrade Fonseca 2015b G M Wagnild H M Young 1993 International Physical Activity Questionnaire IPAQ Short form Originally devised by researchers from the WHO Marshall Bauman 2001 the short form of the IPAQ was validated in Brazil by Matsudo et al 2001 The IPAQ 97 has been widely used in the older population and has a moderate correlation with accelerometer measurements proving suitable for populationbased samples Grimm Swartz Hart Miller Strath 2012 In the present study the classification of level of physical activity drew on the criteria defined by the Guidelines for Data Processing and Analysis of the International Physical Activity Questionnaire IPAQ 2005 which classifies physical activity into Low Moderate or High levels This classification is reached by tallying the frequency and duration of the different types of activities walking moderate activity vigorous activity Participants were allocated into 2 groups based on the resultant classification a Sufficiently physically active individuals those with Moderate or High levels of physical activity ie at least one of the following criteria 3 or more days of vigorous intensity activity andor walking of at least 30 minutes per day OR 5 or more days of moderate intensity activity andor walking of at least 30 minutes per day OR 5 or more days of any combination of walking moderate intensity or vigorous intensity activities and b Insufficiently physically active individuals those with low level of physical activity as measured by the short form of the IPAQ ie not meeting any of the criteria above IPAQ 2005 Statistical Analysis For the statistical analysis the characteristics of the respondents in 2015 n312 and 2017 n291 were first expressed descriptively The change in scores of participants who answered the surveys at both timepoints was then presented and compared using a paired ttest n291 98 As outlined earlier participants who answered both surveys baseline and after 2 years were stratified according to performance on the short form of the IPAQ into an Insufficiently physically active group insufficiently physically active for the 2 years or sufficiently physically active at baseline and becoming insufficiently physically active during the 2year followup and Sufficiently physically active group sufficiently physically active for 2 years or insufficiently physically active at baseline and becoming sufficiently physically active during the 2year followup The groups were compared at baseline and at 2year followup using the independent ttest Linear regression models were then built between Resilience at baseline and Depression Anxiety and Stress at 2year followup One model was constructed for all participants along with 2 separate models for Sufficiently and Insufficiently physically active groups respectively Unadjusted models were used as well as models adjusted for age gender income education Lawton Brody scale and social support The level of significance adopted for statistical tests was p005 for a 95 confidence interval All statistical analyses were carried out using version 210 of the SPSS statistical software package SPSS Inc RESULTS Of the initial 312 respondents at T0 baseline 291 932 answered the second survey at T1 2year followup Results for respondents in 2015 versus 2017 are given in Table 1 In 2017 the sample comprised predominantly respondents who were women 89 married 434 white 683 and had mean education of 580 years SD260 mean age of 7132 years SD615 and mean monthly family income Brazilian currency of R 279963 SD303258 99 Over the 2year followup period there was a significant decline in activities of daily living as measured by the Lawton Brody scale p0001 but increases in total scores on the Resilience scale p0001 for the following subscale components Meaning of Life p0008 Equanimity p0001 and Perseverance p0013 No significant differences were found for the other scales Table 2 The group was then stratified into Insufficiently physically active n159 and Sufficiently physically active n132 groups as shown in Table 3 At baseline 2015 the Sufficiently physically active group scored higher for the Perseverance component of the Resilience Scale p0019 but not for the other components At 2year followup 2017 the Insufficiently physically active group had more depressive symptoms p004 while the Sufficiently physically active group scored higher on the SelfSufficiency p0007 and Perseverance p0004 components of the Resilience scale The results of the unadjusted and adjusted linear regression models for resilience at baseline as a predictor of mental health at 2year followup are shown in Table 4 For the total sample most of the resilience components including total score were negatively correlated with depression anxiety and stress However these results changed after stratifying the groups In the Sufficiently physically active group total resilience was negatively associated with depression r0278 p001 stress r0265 p001 and anxiety r0218 p005 whereas in the Insufficiently physically active group only the negative association between resilience and depression was significant r0255 p001 These results were maintained for both unadjusted and adjusted models The pattern of use of resilience components also differed between the groups Table 4 Although slightly attenuated by the effects of sociodemographics activities 100 of daily living and social support most results were maintained This indicates that SelfSufficiency and Perseverance were associated with mental health in the Sufficiently physically active group whereas the components Meaning of Life and Existential Singularity were associated with mental health in the Insufficiently physically active group DISCUSSION The findings of the present longitudinal study confirmed that resilience can be negatively associated with mental health problems such as depression anxiety and stress P Fossion et al 2013 Hardy et al 2004 Mehta et al 2008 Vahia et al 2010 Wermelinger Avila et al 2017 that physical activity is associated with better wellbeing and mental health Benedetti et al 2008 Lautenschlager Almeida Flicker Janca 2004 and that physical activity can promote better resilience in older individuals Alison J Fields Hoyt Linnville Moore 2016 Hegberg Tone 2015 Perna et al 2012 These findings are fully supported by previous studies and show that these overlapping aspects could be used to promote wellbeing in the older population Despite this body of evidence the role of physical activity in the association between resilience and mental health in older adults remains largely unexplored In the present study the individuals in the Sufficiently physically active group exhibited stronger associations between resilience and mental health as compared to the Insufficiently physically active group corroborating findings of our previous baseline analysis Wermelinger Ávila et al 2018 and also of other crosssectional studies Kukihara et al 2018 Mazo et al 2016 Nevertheless our study made 101 advancement compared to previous studies yielding longitudinal data and furthering understanding on the components of resilience used in this relationship Those in the Insufficiently physically active group made greater use of Meaning of Life and Existential Singularity components which appear to be related to the acceptance of life and the feeling that we are unique which may be mechanisms more intrinsic to the individual which are not so closely related to physical activity Perim et al 2015b G M Wagnild H M Young 1993 Wermelinger Ávila et al 2018 Conversely those in the Sufficiently physically active group used components that were more closely related to physical activity The component Selfsufficiency involves believing in oneself while Perseverance relates to the ability to carry on despite setbacks Perim et al 2015b G M Wagnild H M Young 1993 Wermelinger Ávila et al 2018 These results could be explained as follows Individuals who adopt active behavior tend to maximize psychological benefits selfesteem selfefficacy mood happiness thereby reducing the deleterious effect of stressful events and favoring greater resilience Kahana et al 2003 Likewise engaging in physical activity is initially associated with the stress of learning a new skill with its inherent challenges and frustrations However over time the activity may help individuals to overcome the challenges Ho et al 2015 Therefore active individuals seem to be more challenged during physical exercise and would therefore use more resilience components related to selfbelief ability to face challenges and selfefficacy These findings support the notion that physical activity may be a key determinant of the type of resilience recruited by older individuals and can be used as a possible intervention Cleland Ball Salmon Timperio Crawford 2010 Such intervention should center on personal factors strengthening belief in ones abilities 102 selfefficacy social interaction enjoyment of activity intention to be active besides having set routines that favor engagement in physical activity In fact evidence suggests that social capital ie social support and social networks can directly influence physical activity improving adherence to healthier styles Chen et al 2019 Thus social institutions and programs can encourage resilience enabling individuals to maintain a sense of stability in their lives and a coherent identity in the face of lifes inevitable changes Hildon Montgomery Blane Wiggins Netuveli 2010 Hence the present study can help inform future interventions aimed at promoting resilience in and healthy aging Some interventions have shown promising results demonstrating that physical activity can increase levels of resilience wellbeing and mental health across different age groups Hall et al 2016 Ho et al 2015 Zubala et al 2017 Drawing on our findings since inactive individuals seem to use resilience components not related to physical exercise they should be encouraged to engage in physical activity to increase resilience components such as Perseverance and SelfSufficiency which seem to be related to their mental health This can be achieved using facetoface ie individual or group or remote interventions with a wide range of exercises and different intensities and durations Zubala et al 2017 The challenges of performing an exercise and learning new skills likely help develop these components However future studies should be conducted to confirm this hypothesis Physically active individuals should also be encouraged to recruit Meaning in Life and Existential components since this could further increase their resilience This may be achieved through meditation and reflective activities as noted in a previous study Seppala Hutcherson Nguyen Doty Gross 2014 Identifying the 103 factors associated with resilience can help attenuate the impact of stressful events and overcome misconceptions about old age This can contribute both to clinical practice and the devising of more effective public policies with greater social impact The present study has several limitations First this study was conducted within a program for older adults in a Brazilian city Future multicenter studies should be carried out to allow greater generalization of results Second the public involved in physical activity programs for older adults has specific characteristics including a predominance of functionally independent individuals and women features shared by the group involved in the present study This group might be more active than the general older population in Brazil Consequently further longitudinal studies on mental health physical activity and resilience should be performed that include older adults with different profiles such as those with functional limitations institutionalized subjects and a greater proportion of men Also the program itself may have influenced the resilience and mental health of the participants thereby impacting the study results This could have been seen even in the insufficiently physical activity group where the social activities of the program may have promoted some intrinsic dimensions of resilience Third multiple statistical tests were conducted without adjustment of the pvalues Finally although the short form of IPAQ has been widely used in older adults and reported to moderately correlate with accelerometer measures Grimm et al 2012 this scale is a general selfreported measure subject to recall bias and social desirability Bandeira et al 2015 Nevertheless to the best of our knowledge this is the first study exploring the longitudinal relationship of the association between resilience and mental health in older adults and the influence of physical activity on this association 104 The findings of the present study showed that physical activity can influence the relationship between resilience and mental health where sufficiently and insufficiently physically active older adults used different components of resilience to protect against symptoms of depression anxiety and stress These results can help guide the development of more effective interventions and prevention programs for this age group REFERENCES Bandeira F d M Freitas M P László M Silva M C d Hallal P C Rombaldi A J 2015 Mode of administration does matter comparability study using IPAQ Motriz Revista de Educação Física 214 370374 Bauman A Merom D Bull F C Buchner D M Fiatarone Singh M A 2016 Updating the evidence for physical activity summative reviews of the epidemiological evidence prevalence and interventions to promote active aging The gerontologist 56Suppl2 S268S280 Beard J R Officer A De Carvalho I A Sadana R Pot A M Michel JP Mahanani W R 2016 The World report on ageing and health a policy framework for healthy ageing The lancet 38710033 21452154 Benedetti T R B Borges L J Petroski E L Gonçalves L H T 2008 Physical activity and mental health status among elderly people Revista de Saúde Pública 422 302307 Bertolucci P H F Brucki S M D Campacci S R Juliano Y 1994 The Mini Mental State Examination in an outpatient population influence of literacy Arquivos de NeuroPsiquiatria 52 0107 Campisi J Kapahi P Lithgow G J Melov S Newman J C Verdin E 2019 From discoveries in ageing research to therapeutics for healthy ageing Nature 5717764 183 Chan S Wc Chiu H F K Chien Wt Goggins W Thompson D Hong B 2009 Predictors of change in healthrelated quality of life among older people with depression a longitudinal study International psychogeriatrics 216 11711179 105 Chen WL Zhang CG Cui ZY Wang JY Zhao J Wang JW Yu J M 2019 The impact of social capital on physical activity and nutrition in China the 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259 110 890 Marital Status Married Widowed Single Divorced 129 121 25 37 413 388 80 119 126 112 25 28 434 385 86 96 Race White Black Yellow Mixed 220 39 4 49 705 125 13 157 199 39 4 49 683 134 13 170 2015 2017 Mean SD Mean SD Age 6964 638 7132 615 Education 580 251 580 260 Monthly Family Income Brazilian currency 249642 290215 279963 303258 112 Table 2 Comparison of participant scores for variables assessed at baseline 2015 and 2year followup 2017 Respondents on both surveys n291 2015 2017 Mean SD Mean SD P DASS21 Depression 186 238 195 343 0660 DASS21 Anxiety 201 261 187 280 0410 DASS21 Stress 359 393 398 456 0151 Lawton Brody Total 2602 179 2541 265 0001 Social Support 1481 1064 1470 1299 0874 Total Resilience 13577 1088 13805 1102 0001 ResilienceSelfSufficiency 2823 294 2844 263 0224 ResilienceMeaning of Life 2744 257 2794 294 0008 ResilienceEquanimity 2535 408 2629 395 0001 ResiliencePerseverance 2635 360 2691 330 0013 ResilienceExistential Singularity 2853 312 2847 284 0731 113 Table 3 Comparison of Insufficiently physically active group and Sufficiently physically active group for DASS21 and Resilience at baseline 2015 and 2year followup 2017 Total n291 Sufficiently physically active n132 Insufficiently physically active n159 P Baseline MeanSD MeanSD DASS21 Depression 167 205 200 260 0236 DASS21 Anxiety 190 204 210 300 0520 DASS21 Stress 348 333 367 436 0677 Total Resilience 13696 995 13477 1152 0088 ResilienceSelfSufficiency 2850 274 2792 321 0101 ResilienceMeaning of Life 2767 262 2719 259 0120 ResilienceEquanimity 2512 413 2551 405 0414 ResiliencePerseverance 2687 323 2586 389 0019 ResilienceExistential Singularity 2878 294 2827 331 0164 Post DASS21 Depression 151 289 231 379 0049 DASS21 Anxiety 160 252 209 298 0138 DASS21 Stress 376 400 415 497 0457 Total Resilience 13940 922 13693 1223 0051 ResilienceSelfSufficiency 2889 203 2808 300 0007 ResilienceMeaning of Life 2813 238 2779 333 0306 ResilienceEquanimity 2621 398 2636 394 0740 ResiliencePerseverance 2751 286 2641 356 0004 ResilienceExistential Singularity 2870 252 2827 308 0197 114 Table 4 Analysis of Linear Regression between Resilience at baseline and Depression Anxiety and Stress at 2year follow up Total Sample Sufficiently physically active group and Insufficiently physically active group DASS Depression 2year follow up Total n291 Sufficiently physically active n132 Insufficiently physically active n159 Unadjusted Adjusted Unadjusted Adjusted Unadjusted Adjusted Baseline Total Resilience 0291 0267 0292 0278 0281 0255 ResilienceSelfSufficiency 0168 0151 0226 0216 0123 ResilienceMeaning of Life 0223 0206 0173 0172 0248 0232 ResilienceEquanimity 0154 0136 0160 0165 0143 ResiliencePerseverance 0165 0149 0205 0179 0124 ResilienceExistential 0255 0233 0175 0181 0293 0268 DASS Anxiety 2year follow up Total n291 Sufficiently physically active n132 Insufficiently physically active n159 Unadjusted Adjusted Unadjusted Adjusted Unadjusted Adjusted Baseline Total Resilience 0161 0136 0233 0218 0104 ResilienceSelfSufficiency 0081 0267 0259 0046 ResilienceMeaning of Life 0065 0056 0060 ResilienceEquanimity 0071 0085 0069 ResiliencePerseverance 0137 0111 0264 0227 0046 ResilienceExistential 0164 0145 0078 0211 0188 DASS Stress 2year follow up Total n291 Sufficiently physically active n132 Insufficiently physically active n159 Unadjusted Adjusted Unadjusted Adjusted Unadjusted Adjusted Baseline Total Resilience 0175 0159 0247 0265 0127 ResilienceSelfSufficiency 0030 0119 0029 ResilienceMeaning of Life 0194 0187 0096 0261 0248 ResilienceEquanimity 0129 0118 0165 0110 ResiliencePerseverance 0092 0285 0310 0025 ResilienceExistential 0131 0111 0092 0151 p001 p005 Adjusted for age gender income education Lawton Brody scale and social support 115 O segundo artigo Resilience and mental health among regularly and intermittently physically active older adults results from a fouryear longitudinal study já foi enviado para publicação e pode ser visualizado abaixo RESILIENCE AND MENTAL HEALTH AMONG REGULARLY AND INTERMITTENTLY PHYSICALLY ACTIVE OLDER ADULTS RESULTS FROM A FOURYEAR LONGITUDINAL STUDY Maria Priscila Wermelinger Ávila Jimilly Caputo Corrêa Maria Clara de Castro Furtado Zaidem Matheus Venancio Passos Ana Paula Sena Lomba Vasconcelos Alessandra Lamas Granero Lucchetti Giancarlo Lucchetti ABSTRACT Introduction The growing proportion of older people in the world requires mental health measures to meet new demands Studies show that more physically active people have greater resilience and better mental health but there are few longitudinal studies that assess the relationship between mental health resilience and physical activity in the older population Objectives To investigate whether there are differences in mental health resilience and the relationship between mental health and resilience among regularly and intermittently active individuals during a fouryear followup period Methods This is a threewave longitudinal observational study 2015 2017 and 2019 of older people in Brazil General linear models were used to assess the level of physical activity International Physical Activity Questionnaire IPAQ psychological resilience Psychological Resilience Scale and mental health Depression Anxiety Stress Scale DASS 21 among regularly and intermittently active older adults Results A total of 180 older people were in followup care for four years Our findings revealed that most older adults n117 engaged in intermittent physical activity over time Those who maintained regular physical activity n63 were more resilient than those who were intermittently active However no differences were 116 observed for mental health outcomes Although the correlation coefficients between resilience and mental health were negative ie those with higher levels of resilience had fewer mental health problems there were no significant differences between the groups based on their level of physical activity Conclusion There seems to be a longitudinal association between regular physical activity and resilience which in turn is linked to better mental health Nevertheless the correlations between resilience and mental health did not differ according to the level of physical activity These results may help elucidate the mechanisms underlying this relationship Keywords Elderly Mental health Resilience Physical activity 117 INTRODUCTION The World Health Organization WHO recognizes physical inactivity as a major risk factor for overall morbidity and premature mortality Kohl et al 2012 Similarly it seems to play a key role in the degenerative consequences that arise from aging Bauman et al 2016 Epidemiological evidence promoting physical exercise has accumulated over several decades and the latest evidence focuses on neurological health and psychosocial and mental wellbeing Bauman et al 2016 WHO 2015b To estimate the association between a healthy lifestyle and the number of diseasefree years in life a prospective multilayer study was conducted with 116043 participants from 12 European studies There was a significant association between the general score for healthy lifestyle and a greater number of diseasefree years and physical activity played a fundamental role Nyberg et al 2020 Accordingly population aging poses public health challenges in both the adoption and maintenance of healthy lifestyles to decelerate the onset of chronic illnesses and effectively manage present illnesses and disabilities Satariano et al 2012 Aging is in fact a period of potential challenges eg chronic diseases widowhood retirement To handle these challenges more appropriately it is crucial for government officials to understand how the older persons maintain healthy behaviors P G Clark et al 2019 Satariano et al 2012 For successful aging the changes that come with this process must be accepted addressed and adjusted which is why resilience is essential The concept of resilience involves the skills and resources that can moderate the adversities faced by the older persons in their lives and mitigate the negative consequences of these events or in some cases lead to positive growth and development Lee et al 2013 Barbara Resnick Gwyther Roberto 2011 According to Clark et al P G Clark et al 2019 the repertoire of resilience consists of two broad categories of skills and resources The first is related to health which includes health status health promotion physical activity nutrition and medication compliance the second relates to social and economic aspects which considers social support and finances P G Clark Burbank Greene Riebe 2018 P G Clark et al 2019 Resilience is a multidimensional variable that comprises 118 psychological and dispositional attributes such as competence the external support system and personal structure Lee et al 2013 A study on resilience in gerontology examines why and how some older adults seem to recover or thrive in the face of adversity and setbacks in their lives Barbara Resnick et al 2011 Evidence indicates that psychological resilience does not exist in isolation and is affected by a variety of social and personal factors Wermelinger Avila et al 2017 Resilience influences many aspects of older adults lives including quality of life successful aging life satisfaction morale lower risk of mortality and mental health Barbara Resnick et al 2011 Wermelinger Avila et al 2017 Neurological and mental disorders account for 66 of the total disease burden in older people Prince et al 2015 Physical activity and resilience are among the multiple social psychological and biological factors that determine the level of mental health WHO 2015b Nevertheless there is limited information on the association between psychological resilience mental health and the level of physical activity in the older population Siltanen et al 2020 Some prior studies have reported that physical activity could influence the relationship between resilience and mental health but in general they adopted crosssectional designs which make it difficult to interpret causeeffect relationships Kukihara et al 2018 Wermelinger Ávila et al 2018 In a 2020 article on the psychological concepts of resilience in old age and recommendations for future research the authors stress the importance of prospective longitudinal studies Infurna 2020 In 2021 our group published a twoyear longitudinal study of 291 older adults In this study resilience at baseline was a predictor of the older adults mental health after two years of followup care and the level of physical activity influenced the type of resilience mechanisms used Avila 2021 Even with this initial evidence studies with longer followup periods can provide further understanding of the relationship between mental health resilience and depression and explain the differences between older adults who remain active throughout followup and those who do not remain regularly active These data can orient public policies toward promoting regular physical activity and increasing resilience among the older population T Cosco et al 2017 Infurna 2020 119 To bridge this gap we conducted this study to investigate possible differences in mental health resilience and the relationship between mental health and resilience among regularly and intermittently active individuals during a fouryear followup period We formulated the following hypotheses 1 Regularly active individuals would be more resilient than intermittently active individuals 2 Regularly active individuals would have better mental health outcomes than intermittently active individuals 3 There would be an inverse relationship between mental health symptoms and resilience among participants 4 There would be differences in the mental healthresilience relationship between regularly and intermittently active individuals METHODS Study design period and location This observational cohort study had a fouryear followup period three waves and was conducted in the city of Juiz de Fora in the state of Minas Gerais Brazil from August 2015 to March 2020 Juiz de Fora is a midsized city with a population of 516247 wherein 136 are older persons SIDRA 2014 The city is strategically located between the three main Brazilian metropolises São Paulo Rio de Janeiro and Belo Horizonte Chaves 2012 Study participants were older people from the community in the FaMIdade Program at the Instituto Metodista Granbery in Juiz de Fora This program is offered to the community in an effort to promote education and health through a series of activities and social interaction including physical activity A P Vasconcelos et al 2016 Eligibility Criteria To be included in the study the participant had to be older persons 60 years or older according to the WHO classification for developing countries and regularly enrolled in the programs activities and they needed to score 25 points for older adults with four years of schooling or more or 18 points for older adults with less than four years of schooling on the MiniMental State Examination applied at baseline Lourenço Veras 2006a We excluded older adults who were not found during the data collection period who moved from the city of Juiz de Fora MG who refused to continue their participation in the study who were not found based on the recorded data who passed away during the research period and who were hospitalized and thus unable to respond to the instruments Procedures Two trained evaluators conducted prescheduled inperson interviews in individual rooms either before or after the Famidade activities or at the participants home Each interview was conducted in a single sitting and lasted approximately one hour The interviews were conducted three times in 2015 baseline collection T0 in 2017 after two years of followup T1 and in 2019 after four years of followup T2 Instruments We used the same questionnaire for data collection in the three waves of the study to assess sociodemographic data cognition level of physical activity mental health and resilience We have provided descriptions of these instruments in the following Sociodemographic data We took into account the participants sex age marital status years of schooling tobacco use family income and ethnicity MiniMental State Examination MMSE The MMSE allows us to examine cognitive function and it is one of the most widely used and studied tests in the world P Bertolucci S Brucki S Campacci Y Juliano 1994 Marshal F Folstein et al 1975 The test was developed by Folstein et al Marshal F Folstein et al 1975 and has already been translated and validated for the Brazilian population P Bertolucci et al 1994 As this study was conducted in a city in Minas Gerais we decided to use the cutoff point specific to this state which was published in a previous study Lourenço Veras 2006a Therefore older adults with four or more years of schooling should score at least 25 points while those with less than four years of schooling had to score at least 18 points Lower scores suggest cognitive impairment and were criteria for exclusion from the study Physical activity level We used the International Physical Activity Questionnaire validated for Brazil Matsudo Araújo Matsudo et al 2001 This instrument contains questions that assess the frequency days per week and duration amount of time per day of physical activity performed in the week prior to the interview To classify the level of physical activity we considered the criteria defined in the Guidelines for Data Processing and Analysis of the International Physical Activity Questionnaire IPAQ 2005 which classifies physical activity levels as either Low Moderate or High Participants were divided into two groups based on the following classification a Regularly active individuals those with Moderate or High levels of physical activity in all three waves of the study ie fulfilling at least one of the following criteria three or more days of vigorousintensity activity andor walking at least 30 minutes per day OR five or more days of moderateintensity activity andor walking least 30 minutes per day OR five or more days of any combination of walking or moderate or vigorousintensity activities and b Intermittently active individuals those with low levels of physical activity as measured by the IPAQ short form in at least one of the waves of this study ie not meeting any of the criteria above IPAQ 2005 Depression Anxiety Stress Scale DASS21 The DASS21 scale was adapted and validated for the Portuguese language by Vignola and Tucci in 2014 This scale is a set of three 4point Likerttype subscales totaling 21 questions Each subscale contains seven items that assess depression anxiety and stress The final result is obtained by adding the scores of all seven items for each of the three subscales The scale provides three scores one per subscale where the minimum is 0 and the maximum is 21 Higher scores indicate worse mental health R C B Vignola A M Tucci 2014 Wagnild and Youngs Psychological Resilience Scale RS25 Developed by Wagnild and Young 1993 to measure levels of resilience it contains 25 items with positive descriptions and Likerttype responses ranging from 1 strongly disagree to 7 strongly agree The scale scores range from 25 to 175 points where high values indicate high levels of resilience Gail M Wagnild Heather 122 M Young 1993 In 2005 Pesce et al Renata P Pesce et al 2005 conducted the crosscultural adaptation reliability and validity of the scale for its application in Brazil Statistical analysis As stated above the participants were first divided into two groups regularly active individuals those who maintained an active IPAQ score for all three waves in the fouryear followup and intermittently active individuals those who had a sedentary or inactive score in all or at least one of the waves We compared the sociodemographic data between the groups using independent ttests for continuous variables and chisquare tests for categorical variables Similarly we compared the scores for resilience and mental health between the groups using independent ttests in each wave To verify the role of physical activity and the period on outcome variables we performed a 2x3 repeated measures Multiple Analysis of Variance MANOVA physically active individuals regular vs intermittent by the period baseline 2 years and 4 years on the dependent variables DASS 21 Depression DASS 21 Anxiety DASS 21 Stress and Resilience If the result was significant we used the Bonferroni test for the subsequent post hoc analyses Finally to identify differences in the correlations mental healthresilience between the groups we standardized the variables using Zscores and adopted the methodology for testing the equality or homogeneity of regression slopes via analysis of covariance ANCOVA with these standardized variables as the regression slopes for the standardized variables represent the correlations More details of this procedure is available in httpswwwibmcomsupportpageshowcanitest equalitycorrelationsbetweentwovariablesdifferentgroups cases We considered a value of p005 to be significant and conducted all analyses using SPSS 21 SPSS Inc 123 Ethical aspects This study was approved by the Research Ethics Committee of the Federal University of Juiz de Fora under Case no 1109647 and all the participants signed an informed consent form RESULTS From a total of 396 older adults enrolled in the Famidade program 312 were included in the T0 baseline 2015 and 180 58 remained after four years of followup responded to all three waves Figure 1 illustrates the study flow diagram and demonstrates the losses throughout the followup period The main reason for this loss in followup was the COVID19 pandemic as it was not possible to conduct interviews during the lockdown A total of 180 older adults remained in followup for four years of which 63 350 individuals maintained a physically active lifestyle in all three waves 26 144 remained sedentary in all three waves and 91 506 were either sedentary or inactive in at least one wave Table 1 presents the sociodemographic data The majority of the older adults were female identified ethnically as white single had six years of schooling and were around the age of 70 There were no sociodemographic differences between the groups Table 2 compares mental health outcomes and resilience between the groups There were no differences in the depression anxiety and stress scores in all three waves However resilience presented a significant trend in the baseline and after two years of followup and it was significant after four years of followup Table 3 demonstrates the effects of physical activity and the period on different outcome variables For resilience regularly active individuals had better resilience in the model compared to intermittently active individuals F622 p0014 Similarly resilience changed significantly over time F421 p0016 mostly due to the difference between the baseline and year 2 The other models investigating mental health outcomes were not significant Finally Table 4 shows the correlations between mental health and resilience All correlation coefficients were negative indicating an association between higher 124 mental health problems and lower resilience scores We observed this for both groups regularly and intermittently active individuals Nevertheless there were no differences in these correlations between the groups DISCUSSION The findings of this 4year longitudinal study reveal some key differences between intermittently and regularly active individuals that should be considered in the assessment of older adults and that could help develop future interventions and preventive measures Regarding our first hypothesis we found that regularly active individuals were more resilient than intermittently active individuals These results have already been investigated by other studies reporting that resilient older adults are more likely to be involved in activities such as physical activity which is often associated with successful aging Barbara A Resnick Pia L Inguito 2011 This concept provides additional support for the idea that physically active older individuals can maintain their health and adapt to the challenges of aging more successfully MacLeod Musich Hawkins Alsgaard Wicker 2016 Barbara A Resnick Pia L Inguito 2011 In a systematic review by Notthoff Reisch and Gerstorf Notthoff Reisch Gerstorf 2017 two psychological factors motivation and selfefficacy demonstrate a consistent association with higher levels of physical activity in the older population and these factors are also directly related to the concept of resilience Our second hypothesis was not supported as regularly active individuals did not present better mental health outcomes than intermittently active individuals which contradicts the literature Data from systematic reviews tend to report the beneficial effects of physical activity on mental health in longitudinal studies A recent review of 111 studies and nearly three million individuals revealed that physical activity was associated with lower levels of depression Nevertheless about 35 of the studies were not significant Dishman McDowell Herring 2021 Another systematic review on the subject which included only longitudinal studies evidenced that most studies tend to show the beneficial effects of physical activity on the participants mental health However 5 of the 30 studies that were reviewed also 125 reported nonsignificant results Mammen Faulkner 2013 These differences may be related to the participants age in our case older adults with an average age of 70 the sample size the instruments used and the followup procedure Since we compared only two categories regular versus intermittent not all of the older adults were inactive the entire period since they needed to be inactive in at least one wave to be categorized as intermittent and this may also have influenced our results With regard to the third hypothesis we found an inverse relationship between mental health symptoms and resilience among the participants In a systematic review and metaanalysis published by our group in 2017 we found a moderate inverse correlation between depression and resilience indicating the potential protective effect of resilience on depression in the older population although all the articles included in the study were crosssectional Wermelinger Avila et al 2017 This longitudinal study confirms this finding as it reveals a negative relationship between resilience and mental health which suggests that older adults with more resilience have better mental health Finally our last hypothesis was not supported as we did not detect any differences in the mental healthresilience relationship between regularly and intermittently active individuals These findings differ from those of previous studies that found physical activity to be a mediator in the relationship between resilience and mental health Avila 2021 Kukihara et al 2018 Wermelinger Ávila et al 2018 including one previous study by our group with a followup period of two years Avila 2021 In this particular study we compared subcomponents of resilience between groups and verified that different subdimensions were used between the sufficiently ie selfsufficiency and perseverance and insufficiently active groups ie meaning of life existential and that these subdimensions influenced the correlations However when we examine the total resilience scores the findings between that study and this study are similar Thus we can suggest that physical activity has a stronger relation to the type of resilience than to the relationship itself This study presents some limitations First it was conducted through a program for the older population in a city in Brazil Multicenter studies are needed to further generalize the results Second programs for the older persons such as the site where we collected data generally have a large presence of functionally 126 independent older individuals and women Falcao Ludgleydson 2010 Therefore we recommend including other profiles of older adults in further longitudinal studies on the subject Third there was a loss of 59 older adults in the followup period between the second and third wave due to the COVID19 pandemic which began in Brazil in March 2020 as we were finalizing the third wave of data collection The older population is considered a highrisk group for COVID19 As this study evaluates factors that would have been influenced by the quarantine such as anxiety depression stress resilience and physical activity we could not fully complete data collection On the other hand our study also has its strengths To our knowledge this is one of the first longitudinal studies at the international level to examine the relationship between resilience mental health and physical activity levels for a group of older adults for four years By demonstrating that older adults who remained physically active were more resilient than sedentary older adults this study reinforces the importance of research and interventions that promote physical activity in this age group and consider its specificities Finally this study can contribute both to clinical practice and public policies by providing the basis for future interventions that seek to promote resilient individuals and successful aging CLINICAL IMPLICATIONS Based on this study and all the others on the subject it is clearly important to promote resilience and reduce symptoms of depression among the older persons for successful aging Resilience and its related factors have implications for the development of public health interventions to maintain healthy behaviors in the older population P G Clark et al 2018 Consequently the incorporation of physical activity can be an effective alternative for supporting resilience among older adults Barbara A Resnick Pia L Inguito 2011 Jeste et al 2013 However interventions designed to test the impact of physical activity and other lifestyle behaviors on resilience among the older people have not been identified MacLeod et al 2016 Barbara A Resnick Pia L Inguito 2011 In 2019 Wiles et al demonstrated that the resilience exhibited by older adults helps them maintain their wellbeing autonomy and quality of life even when faced 127 with challenges such as functional decline and multimorbidity These findings emphasize the need to steer the focus away from problems and to work with older people to provide a more holistic approach that encourages and improves adaptation and flexibility rather than rigid and counterproductive coping patterns Wiles et al 2019 Thus primary prevention in adults under 60 will improve their health in successive cohorts of older adults Obstacles include misguided overall health priorities the healthcare systems lack of resources to provide ageappropriate care for chronic diseases and the complexity of integrating care for complex multimorbidity Prince et al 2015 Bloom et al 2015 To prevent mental health changes we need to do more than plan interventions aimed toward affected groups and make an effort to implement programs that prevent these changes and promote mental health Bloom et al 2015 Prince et al 2015 CONCLUSIONS Individuals who maintained regular physical activity were more resilient than those who were intermittently active However no differences were observed for mental health outcomes Although the correlation coefficients between resilience and mental health were negative which implies that individuals with higher levels of resilience had fewer mental health problems there were no significant differences in the comparison between the groups based on their level of physical activity These findings could help elucidate the underlying mechanisms affected by physical activity that have an influence on health outcomes and should be considered by healthcare professionals and administrators REFERENCES Avila M P W C J C Lucchetti A L G Lucchetti G 2021 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Mean SD Mean SD P Age 6863 554 7043 678 0074 Education 603 244 566 256 0345 Income Real Brazilian currency 231610 193952 273591 354732 0385 n n Female 56 889 99 846 0503 Ethnicity 47 746 82 701 0604 Married 27 429 50 427 0999 1 Real Brazilian currency 5 dollars 134 Table 2 Comparison of mental health outcomes and resilience between groups at baseline 2 years and 4 years Regular physical activity n 63 Intermittent physical activity n 117 Mean SD Mean SD p Resilience baseline 13860 997 13572 1062 0079 Resilience 2 years 14069 888 13800 1030 0081 Resilience 4 years 14066 975 13612 1129 0008 DASS 21 Depression baseline 173 217 176 228 0912 DASS 21 Depression 2 years 141 251 195 319 0243 DASS 21 Depression 4 years 139 198 155 219 0633 DASS 21 Anxiety baseline 200 178 172 239 0428 DASS 21 Anxiety 2 years 150 158 189 304 0344 DASS 21 Anxiety 4 years 130 133 169 213 0135 DASS 21 Stress baseline 361 350 324 394 0533 DASS 21 Stress 2 years 390 380 367 460 0736 DASS 21 Stress 4 years 303 313 296 291 0888 DASS 21 Depression Anxiety and Stress Scale 135 Table 3 MANOVA Effects of physical activity and the period on different outcome variables GLM Period Period IPAQ IPAQ F p F p F p Resilience 421 p 0016 046 p 0627 622 p 0014 DASS Depression 083 p 0433 071 p 0489 072 p 0396 DASS Anxiety 173 p 0179 188 p 0153 039 p 0533 DASS Stress 298 p 0052 011 p 0895 0242 p 0623 Significant increase in resilience baseline vs 2 years p 0017 DASS 21 Depression Anxiety and Stress Scale 136 Table 4 Correlations between mental health and resilience at baseline 2 years and 4 years Regular physical activity n 63 Intermittent physical activity n 117 R r p Baseline Resilience DASS21 Depression 0228 0199 0849 Resilience DASS21 Anxiety 0033 0143 0482 Resilience DASS21 Stress 0245 0183 0690 2 years Resilience DASS21 Depression 0363 0437 0601 Resilience DASS21 Anxiety 0187 0182 0977 Resilience DASS21 Stress 0370 0266 0493 4 years Resilience DASS21 Depression 0283 0370 0558 Resilience DASS21 Anxiety 0213 0306 0544 Resilience DASS21 Stress 0339 0184 0313 137 7 LIMITAÇÕES Este estudo possui algumas limitações que devem ser consideradas O fato de a população estudada pertencer inicialmente a um programa de atividades para idosos em Juiz de Fora pode limitar a generalização dos resultados Isto porque a população que participa de programas de atividade física para idosos apresenta algumas características peculiares como a grande presença de idosos funcionalmente independentes e de mulheres Falcao Ludgleydson 2010 assim como ocorreu com o grupo envolvido neste estudo Dessa forma sugerese a realização de pesquisas longitudinais sobre saúde mental atividade física e resiliência que incluam com outros perfis de idosos como aqueles com limitações funcionais institucionalizados e com maior percentual de homens Além de estudos multicêntricos para maior generalização dos resultados Por fim houve uma perda no seguimento de 60 idosos da segunda para terceira onda devido a pandemia do Coronavirus que se iniciou no Brasil em março de 2020 período no qual ainda estava finalizando a coleta de dados da terceira onda Os idosos são considerados grupo de alto risco sob o COVID19 e considerando que o presente estudo avalia fatores que foram influenciados pela quarentena como ansiedade depressão estresse resiliência e a prática de atividade física não foi possível a finalização da coleta de dados na íntegra devido à pandemia 138 9 CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo avaliou longitudinalmente durante 4 anos a associação entre resiliência e saúde mental depressão ansiedade e estresse em idosos e de que modo a atividade física influenciaria essa associação Foram produzidos dois artigos sendo que o primeiro analisou os dois primeiros anos de seguimento e o segundo os quarto anos de seguimento Como resultado dos dois primeiros anos de acompanhamento foi encontrado na amostra total uma associação inversa entre resiliência no baseline e depressão ansiedade e estresse após dois anos Essa associação foi diferente ao se separar os grupos de idosos sedentários e ativos Idosos ativos utilizaramse mais dos componentes relacionados a autossuficiência e a perseverança enquanto idosos sedentários utilizaramse mais dos componentes Sentido da vida e Singularidade Existencial da resiliência Esses resultados mostram que a atividade física pode ser um importante determinante do tipo de resiliência que será utilizada pelo idoso Com relação a análise de 4 anos de acompanhamento encontramos que a maioria idosos apresentava atividade física intermitente ao longo do tempo e que a manutenção de atividade física contínua esteve longitudinalmente associada à resiliência que por sua vez esteve associada a uma melhor saúde mental No entanto as correlações entre resiliência e saúde mental não diferiram de acordo com o nível de atividade física Em conclusão esse estudo longitudinal corrobora os dados da literatura atual apontando que a prática de atividade física e a resiliência estariam associados direta ou indiretamente a melhor saúde mental e acrescenta às pesquisas já realizadas anteriormente ao investigar os mecanismos relacionados a esses fatores protetores da saúde mental dos idosos ao longo do tempo Com base nesse estudo e todos os outros sobre o tema fica claro a importância de estimular a resiliência e de diminuir os sintomas depressivos em idosos para promover um envelhecimento bemsucedido Dessa forma incorporar atividade física pode ser uma alternativa eficaz de saúde pública para apoiar a resiliência entre adultos mais velhos No entanto não foram identificadas intervenções projetadas para testar o impacto da atividade física e outros comportamentos do estilo de vida na resiliência entre idosos 139 Estudos longitudinais com a população idosa como o presente são de grande importância para o estímulo de políticas públicas de saúde para prevenção e intervenção de acometimentos na saúde mental nessa faixa etária Melhorando assim a compreensão de fatores protetores da saúde mental de idosos e a desmistificação de a velhice como um período de grande sofrimento REFERÊNCIAS ALCÂNTARA A D O O CAMARANO A A O GIACOMIN K C O Política Nacional do Idoso velhas e novas questões 2016 ALLEN J ANNELLS M A literature review of the application of the Geriatric Depression Scale Depression Anxiety Stress Scales and Posttraumatic Stress Disorder Checklist to community nursing cohorts Journal of Clinical Nursing v 18 n 7 p 949959 2009 ALMEIDA O P et al Successful mental health aging results from a longitudinal study of older Australian men The American journal of geriatric psychiatry v 14 n 1 p 2735 2006 ANTONY M M BIELING P J COX B J ENNS M W SWINSON R P Psychometric properties of the 42item and 21item versions of the Depression Anxiety Stress Scales in clinical groups and a community sample Psychological assessment v 10 n 2 p 176 1998 ANTUNES H K M STELLA S G SANTOS R F BUENO O F A MELLO M T D Escores de depressão ansiedade e qualidade de vida em idosos após um 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aquilo Conclusões ou Pendências e Lista de Inadequações Possíveis inadequações ou possibilidades de pendência deixam de existir Diante do exposto o projeto está aprovado pois está de acordo com os princípios éticos norteadores da ética em pesquisa estabelecido na Res 46612 CNS e com a Norma Operacional CNS 0012013 Data prevista para o término da pesquisa Dezembro de 2018 Situação do Parecer Aprovado Necessita Apreciação da CONEP Não Considerações Finais a critério do CEP Diante do exposto o Comitê de Ética em Pesquisa CEPUFJF de acordo com as atribuições definidas na Res CNS 46612 e com a Norma Operacional N0012013 CNS manifestase pela APROVAÇÃO do protocolo de pesquisa proposto Vale lembrar ao pesquisador responsável pelo projeto o compromisso de envio ao CEP de relatórios parciais eou total de sua pesquisa informando o andamento da mesma comunicando também eventos adversos e eventuais modificações no protocolo JUIZ DE FORA 16 de Junho de 2015 Assinado por Francis Ricardo dos Reis Justi Coordenador Endereço JOSE LOURENCO KELMER SN Bairro SAO PEDRO CEP 36036900 UF MG Município JUIZ DE FORA Telefone 3221023788 Fax 3211023788 Email ceppropesqufjfedubr 155 ANEXO II Parecer de aprovação de adendo pelo Comitê de em Pesquisa da UFJF UFJF UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA MG em idosos saudáveis Objetivo Secundário Avaliar o comprometimento mnêmico de idosos saudáveis em um momento inicial e após 2 4 6 e 8 anos Investigar como fatores comportamentais fé benevolência gentileza perdão altruísmo dos idosos influenciaram a memória Investigar quais fatores modificáveis e não modificáveis interferem na deficiência de memória Investigar quais fatores modificáveis não modificáveis e comportamentais interferem na saúde mental dos idoso Investigar quais fatores modificáveis não modificáveis e comportamentais interferem na qualidade de vida dos idosos Os Objetivos da pesquisa estão claros bem delineados apresenta clareza e compatibilidade com a proposta tendo adequação da metodologia aos objetivos pretendido de acordo com as atribuições definidas na Norma Operacional CNS 001 de 2013 item 341 4 Avaliação dos Riscos e Benefícios Os riscos envolvidos na pesquisa consistem nos riscos mínimos relacionados ao preenchimento do questionário assim como risco que se tem em atividades rotineiras como ler um livro e conversar Para diminuir um possível cansaço do preenchimento do questionário o participante poderá optar por respondêlo de forma fracionada por partes ou de uma só vez Da mesma forma será disponibilizado um ambiente tranquilo e acolhedor para esse preenchimento e os pesquisadores estão treinados para diminuir qualquer desconforto detectável Serão aferidas medidas de peso e altura índice de massa corporal e circunferência de panturrilha que serão feitas em local reservado respeitando sua privacidade e limitações Ao participar deste trabalho o idoso estará contribuindo para a análise da influência de fatores comportamentais no comprometimento mnêmico propiciando melhorias no âmbito das pesquisas bem como possíveis intervenções Riscos e benefícios descritos em conformidade com a natureza e propósitos da pesquisa O risco que o projeto apresenta é caracterizado como risco mínimo e benefícios esperados estão adequadamente descritos A avaliação dos Riscos e Benefícios está de acordo com as atribuições definidas na Resolução CNS 46612 de 2012 itens III III2 e V Comentários e Considerações sobre a Pesquisa O projeto está bem estruturado delineado e fundamentado sustenta os objetivos do estudo em sua metodologia de forma clara e objetiva e se apresenta em consonância com os princípios éticos norteadores da ética na pesquisa científica envolvendo seres humanos elencados na Endereço JOSE LOURENCO KELMER SN Bairro SAO PEDRO CEP 36036900 UF MG Município JUIZ DE FORA Telefone 3221023788 Fax 3211023788 Email ceppropesqufjfedubr UFJF UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA MG resolução 46612 do CNS e com a Norma Operacional N 0012013 CNS Considerações sobre os Termos de apresentação obrigatória O protocolo de pesquisa está em configuração adequada apresenta FOLHA DE ROSTO devidamente preenchida com o título em português identifica o patrocinador pela pesquisa estando de acordo com as atribuições definidas na Norma Operacional CNS 001 de 2013 item 33 letra a e 341 item 16 Apresenta o TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE ESCLARECIDO em linguagem clara para compreensão dos participantes apresenta justificativa e objetivo campo para identificação do participante descreve de forma suficiente os procedimentos informa que uma das vias do TCLE será entregue aos participantes assegura a liberdade do participante recusar ou retirar o consentimento sem penalidades garante sigilo e anonimato explicita riscos e desconfortos esperados ressarcimento com as despesas indenização diante de eventuais danos decorrentes da pesquisa contato do pesquisador e do CEP e informa que os dados da pesquisa ficarão arquivados com o pesquisador pelo período de cinco anos de acordo com as atribuições definidas na Resolução CNS 466 de 2012 itens IV letra b IV3 letras abdefg e h IV 5 letra d e XI2 letra f Apresenta o INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS de forma pertinente aos objetivos delineados e preserva os participantes da pesquisa O Pesquisador apresenta titulação e experiência compatível com o projeto de pesquisa estando de acordo com as atribuições definidas no Manual Operacional para CPEs Apresenta DECLARAÇÃO de infraestrutura e de concordância com a realização da pesquisa de acordo com as atribuições definidas na Norma Operacional CNS 001 de 2013 item 33 letra h Conclusões ou Pendências e Lista de Inadequações Diante do exposto a emenda ao projeto está aprovada pois está de acordo com os princípios éticos norteadores da ética em pesquisa estabelecido na Res 46612 CNS e com a Norma Operacional Nº 0012013 CNS Data prevista para o término da pesquisa dezembro de 2024 Considerações Finais a critério do CEP Diante do exposto o Comitê de Ética em Pesquisa CEPUFJF de acordo com as atribuições definidas na Res CNS 46612 e com a Norma Operacional N0012013 CNS manifestase pela APROVAÇÃO a emenda ao protocolo de pesquisa proposto a qual solicita extensão do prazo para realização do projeto proposto Vale lembrar ao pesquisador responsável pelo projeto o compromisso de envio ao CEP de relatórios parciais eou total de sua pesquisa informando o Endereço JOSE LOURENCO KELMER SN Bairro SAO PEDRO CEP 36036900 UF MG Município JUIZ DE FORA Telefone 3221023788 Fax 3211023788 Email ceppropesqufjfedubr UFJF UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA MG Continuação do Parecer 3337818 andamento da mesma comunicando também eventos adversos e eventuais modificações no protocolo Este parecer foi elaborado baseado nos documentos abaixo relacionados Tipo Documento Arquivo Postagem Autor Situação Informações Básicas do Projeto PBINFORMAÇÕESBÁSICAS1353322E1pdf 20052019 150917 Aceito Projeto Detalhado Brochura Investigador projetodetalhadoalteracaocronogramadocx 20052019 145820 Giancarlo Lucchetti Aceito Outros projetoCEPparecerpdf 15052015 235510 Aceito Outros TCLETermodeConsentimentoLivreEsclarecidoparecerpdf 15052015 235310 Aceito Folha de Rosto folharostopdf 20032015 175037 Aceito Projeto Detalhado Brochura Investigador projetopdf 20032015 175015 Aceito Outros Anexospdf 20032015 174951 Aceito Outros termosigilopdf 17032015 121928 Aceito Outros curriculoMariaPriscilapdf 17032015 121902 Aceito Outros curriculoAlessandrapdf 17032015 121842 Aceito Outros curriculoAnaPaulapdf 17032015 121819 Aceito Outros curriculoJimillypdf 17032015 121756 Aceito Outros curriculoGiancarlopdf 17032015 121729 Aceito Outros declaracaoconcordanciapdf 17032015 121629 Aceito Outros declaracaoinfraestruturapdf 17032015 121212 Aceito TCLE Termos de Assentimento Justificativa de Ausência TCLEpdf 17032015 120945 Aceito Endereço JOSE LOURENCO KELMER SN Bairro SAO PEDRO CEP 36036900 UF MG Município JUIZ DE FORA Telefone 3221023788 Fax 3211023788 Email ceppropesqufjfedubr Página 04 de 05 UFJF UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA MG Continuação do Parecer 3337818 Situação do Parecer Aprovado Necessita Apreciação da CONEP Não JUIZ DE FORA 21 de Maio de 2019 Assinado por Jubel Barreto Coordenadora Endereço JOSE LOURENCO KELMER SN Bairro SAO PEDRO CEP 36036900 UF MG Município JUIZ DE FORA Telefone 3221023788 Fax 3211023788 Email ceppropesqufjfedubr Página 05 de 05 160 ANEXO III Instrumento para coleta de dados Questionário base sobre avaliação da influência de fatores comportamentais no comprometimento mnêmico e saúde mental de idosos saudáveis Essa primeira página será destacada e armazenada em um local separado do questionário POR FAVOR USE LETRAS MAÍUSCULAS Primeiro nome Sobrenome Nós gostaríamos de lhe contactar no futuro Se você concorda complete abaixo Endereço de contato Números de Telefone Casa Celular Trabalho Email Assinatura 161 I Dados sociodemográficos InícioTérminoTempo da entrevistaData da entrevista Assinatura TCLE 1 Sim 2 Não Entrevistadora Nome Data de nascimento Idade Sexo 1 Masculino 2 Feminino Estado civil 1 Solteiro 2 Casadovivendo com parceiro 3 Viúvo 4 Divorciadoseparado 5 Outros Escolaridade 1 Analfabeto 2 Primário incompleto 3 Primário completo até 4ª série 4 Ginasial incompleto 5 Ginasial completo até a 8ª série 6 Colegial incompleto 7 Colegial completo ensino médio 8 Superior incompleto 9 Superior completo Qual Qual o grau de instrução do chefe da família 1 Analfabeto 2 Primário incompleto 3 Primário completo até 4ª série 4 Ginasial incompleto 5 Ginasial completo até a 8ª série 6 Colegial incompleto 7 Colegial completo ensino médio 8 Superior incompleto 9 Superior completo Qual 162 Ocupação atual 1 Aposentado mas trabalha Em que 2 Só aposentado 3 Só dona de casa 4 Pensionista 5 Aposentado e pensionista Qual a sua renda mensal Valor reais ou salários mínimos Qual a sua raçacor de pele 1 Branca 2 Negra 3 Amarela 4 Parda 5 Indígena 99Não soube declarar Fuma Quanto tempo Já Fumou AnosmaçosTempo que parou POSSE DE ITENS Iremos questionar agora se o senhora possui alguns itens em casa e a quantidade que possui desses itens Descrição dos itens Quantidade de Itens 0 1 2 3 4 ou Televisão em cores 0 1 2 3 4 Rádio 0 1 2 3 4 Banheiro 0 4 5 6 7 Automóvel 0 4 7 9 9 Empregada mensalista 0 3 4 4 4 Máquina de lavar 0 2 2 2 2 Videocassete eou DVD 0 2 2 2 2 Geladeira 0 4 4 4 4 Freezer aparelho independente ou parte da geladeira duplex 0 2 2 2 2 O Sra tem algum destes problemas de saúde Presença 0 ausente 1 presente Por quem 0 ninguém 1 médico 2 familiaramigo 999 NA 997 NS 998 NR Patologia Presença Por quem 1 Pressão alta 2 Depressão 3 Doenças do coração 163 4 Câncer 5 Tuberculose 6AVC hemorrágicoderrame 7 AVC isquêmico 8 Uso de óculos 9 Uso de aparelho auditivo 10 Uso de bengalas andador cadeira de rodas 11 Artrose 12 Reumatismo 13Problde memória demências 14 BronquiteasmaDPOC 15 Diabetes 16 Doença de Parkinson 17Problemadeformidade nos pés 18 Trombose 19 Outros Se outros especifique 164 II Avaliação do estado cognitivo MINI EXAME DO ESTADO MENTAL ANOTAR RESPOSTAS Pontuação 1 aQual o dia da semana 1a 0 1 1 bQual o dia do mês 1b 0 1 1 cEm que mês nós estamos 1c 0 1 1 dEm que ano nós estamos 1d 0 1 1 eQual a hora aproximada 1e 0 1 ORIENTAÇÃO NO ESPAÇO 2 aQue local é esse específico aposento ou setor 2a 0 1 2 bQue instituição genérico residência hospital 2b 0 1 2 cQue bairro ou rua próxima nós estamos 2c 0 1 2 dQue cidade é essa 2d 0 1 2 eEstado 2e 0 1 MEMÓRIA IMEDIATA Preste atenção Eu vou dizer três palavras o sra vai repetilas quando eu terminar As palavras são CARRO pausa VASO pausa BOLA pausa Agora repita as palavras para mim Permita 5 tentativas mas pontue apenas a primeira CARRO VASO BOLA 3a 0 1 3b 0 1 3c 0 1 ATENÇÃO E CÁLCULO Série de 7Agora eu gostaria que oa Sra subtraísse7 de 100 e do resultado subtraísse 7 Vamos fazer umas contas de subtração pausa Vamos começar quanto é 100 menos 7 Se não atingir o escore máximo peça Soletre a palavra MUNDO Corrija os erros de soletração e então peça Agora soletre a palavra MUNDO de trás para frente ODNUM 93 86 79 72 65 O D N U M Dê 1 ponto p cada letra na posição correta 4a 0 1 4b 0 1 4c 0 1 4d 0 1 4e 0 1 Pt do cálculo Pt do mundo Considere o maior resultado MEMÓRIA DE EVOCAÇÃO Quais foram as três palavras que e pedi que o sra memorizasse CARRO VASO BOLA 6a 0 1 6b 0 1 6c 0 1 LINGUAGEM Aponte 1 caneta e 1 relógio Pergunte O que é isto lápis O que é isto relógio 7a 0 1 7b 0 1 Agora eu vou pedir para o Sra repetir o que eu vou dizer Certo Então repita NEM AQUI NEM ALI NEM LÁ 8 0 1 Preste atenção pois eu só vou falar uma vez Pegue este papel com a mão direita pausa com as duas mãos dobreo ao meio uma vez pausa e em seguida coloqueo no chão Pegar com a mão direita Dobrar ao meio Colocar no chão 9a 0 1 9b 0 1 9c 0 1 Por favor escreva uma frase simples 10 0 1 Por favor leia isto e faça o que está escrito no papel Mostre ao examinado a folha FECHE OS OLHOS 11 0 1 Peça Por favor copie este desenho anexo 12 0 1 165 DEPRESSÃO ANSIEDADE E ESTRESSE 166 ATIVIDADE FÍSICA IPAQ versão curta Questionário Internacional de Atividade Física moderadamente sua respiração ou batimentos do coração POR FAVOR NÃO INCLUA CAMINHADA dias por SEMANA Nenhum 2b Nos dias em que você fez essas atividades moderadas por pelo menos 10 minutos contínuos quanto tempo no total você gastou fazendo essas atividades por dia horas Minutos 3a Em quantos dias da última semana você realizou atividades VIGOROSAS por pelo menos 10 minutos contínuos como por exemplo correr fazer ginástica aeróbica jogar futebol pedalar rápido na bicicleta jogar basquete fazer serviços domésticos pesados em casa no quintal ou cavoucar no jardim carregar pesos elevados ou qualquer atividade que fez aumentar MUITO sua respiração ou batimentos do coração dias por SEMANA Nenhum 3b Nos dias em que você fez essas atividades vigorosas por pelo menos 10 minutos contínuos quanto tempo no total você gastou fazendo essas atividades por dia horas Minutos Estas últimas questões são sobre o tempo que você permanece sentado todo dia no trabalho na escola ou faculdade em casa e durante seu tempo livre Isto inclui o tempo sentado estudando sentado enquanto descansa fazendo lição de casa visitando um amigo lendo sentado ou deitado assistindo TV Não inclua o tempo gasto sentado durante o transporte em ônibus trem metrô ou carro 4a Quanto tempo no total você gasta sentado durante um dia de semana horas minutos 4b Quanto tempo no total você gasta sentado durante em um dia de final de semana horas minutos INDICE DE KATZ Abreviações I Independente A Assistência D Dependente 1 Tomar banho esponja chuveiro I Não precisa de ajuda A Precisa de ajuda para lavar apenas uma parte do corpo costas ou pernas D Precisa de ajuda para higiene completa ou não toma banho 2 Vestirse I Pega as roupas e vestese sem nenhuma ajuda A Pega as roupas e vestese sem ajuda com exceção de amarrar os sapatos D Precisa de ajuda para pegar as roupas ou para se vestir ou fica parcial ou completamente não vestido 3 Ir ao banheiro I Vai ao banheiro faz a higiene e se veste sem ajuda mesmo usando um objeto para suporte como bengala andador cadeira de rodas e pode usar urinol à noite esvaziando este de manhã A Recebe ajuda para ir ao banheiro ou para fazer a higiene ou para se vestir depois de usar o banheiro ou para uso do urinol à noite D Não vai ao banheiro para fazer suas necessidades 4 Locomoção I Entra e sai da cama assim como da cadeira sem ajuda pode estar usando objeto para suporte como bengala ou andador A Entra e sai da cama ou da cadeira com ajuda D Não sai da cama 5 Continência I Controla a urina e movimentos do intestino completamente por si próprio A Tem acidentes ocasionais D Supervisão ajuda a manter controle de urina ou intestino cateter é usado ou é incontinente 6 Alimentação I Alimentase sem ajuda A Alimentase com exceção no caso de cortar carne ou passar manteiga no pão D Recebe ajuda para se alimentar ou é alimentado parcial ou completamente por meio de tubos ou fluidos intravenosos 169 170 SUPORTE SOCIAL QUESTIONÁRIO DE SUPORTE SOCIAL VERSÃO ABREVIADA 171 172 RESILIÊNCIA ESCALA DE RESILIÊNCIA PSICOLÓGICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO PROGRAMA DE PÓSGRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA SINTOMATOLOGIA DEPRESSIVA VARIÁVEIS COMPORTAMENTAIS E MORTALIDADE EM IDOSOS UMA ANÁLISE LONGITUDINAL DAS ONDAS 2015 2020 E 2025 EM ALCOBAÇABA Orientador 1ª opção Sheilla Tribess 2ª opção Jair Sindra Virtuoso Junior UBERABA 2025 INTRODUÇÃO O envelhecimento populacional é cada vez mais presente e crescente em nossa sociedade atual Em 2018 pela primeira vez na história foi observado que o número de pessoas com 65 anos ou mais superou o número de crianças menores que cinco anos de idade Department of Economic and Social Affairs 2019 O envelhecimento aumenta mundialmente em um ritmo acelerado esperase para 2050 cerca de 2 bilhões de pessoas com 60 anos ou mais e de pessoas com 80 anos ou mais passe de 143 milhões em 2019 para 426 milhões ONU 2019 No Brasil a população de pessoas com 60 anos ou mais também cresce com números e projeções expressivas Em 2010 essa população representava 108 passando para 156 em 2022 com um aumento de 56 IBGE 2023 A expectativa de vida também teve um aumento em 1990 a idade média de vida era de 684 anos passando para 752 anos em 2016 FIOCRUZ 2022 com isso as projeções estatísticas para 2050 apontam que o Brasil será a sexta maior população de idosos no mundo IBGE 2023 Intrínseco a vida humana o envelhecimento é um processo natural progressivo e irreversível o qual pode ser entendido como um fenômeno cronológico que sofre alterações orgânicas psicológicas e morfofuncionais levando o organismo a um declínio de suas funções tornandoo vulnerável Cortez et al 2019 Tomé e Formiga 2021 Pode trazer consigo alguns problemas relacionados à saúde e o bem estar da população devido a degeneração das funções e estruturas orgânicas Silva et al 2014 havendo um declínio gradativo das capacidades motora como a redução da flexibilidade velocidade capacidade aeróbica e força muscular Islam et al 2005 ou seja com o processo de envelhecimento ocorrem alterações morfofisiológicas cognitivas físicas fisiológicas bioquímicas e psicológicas que juntamente com o estilo de vida podem contribuir para uma maior suscetibilidade a doenças perda da autonomia e morte prematura Coelho et al 2013 O processo de envelhecimento pode afetar tanto funções físicas quanto pode prejudicar os aspectos neurológicos e mentais Dentre as alterações neuropsiquiátricas que acometem os idosos a depressão é considerada um dos transtornos mentais mais prevalentes em diversos países Baxter et al 2013 apresentando mundialmente prevalência crescente interferindo negativamente na qualidade de vida da população idosa Djernes 2006 Dados da World Health Organization 2017 estima que 332 milhões de pessoas no mundo vivem com depressão sendo 115 milhões somente no Brasil A taxas de prevalência variam de acordo com a idade atingindo o pico na idade adulta entre 55 e 74 anos ONU 2017 Os transtornos depressivos podem gerar implicações na qualidade de vida das pessoas idosas por isso sua detecção e tratamento precoce podem contribuir positivamente para a melhora do quadro Barbosa et al 2005 De maneira sutil a sintomatologia depressiva pode se apresentar com disforia e sintomas somáticos frequentemente associados a traços de depressão Almeida e Almeida 1999 por conseguinte estudos que investigam a prevalência da sintomatologia depressiva em idosos tornamse relevantes tendo em vista o auxílio na tomada de decisão quanto a estratégias de intervenção prevenção e tratamento dos sintomas Meneguci et al 2019 Alguns fatores comportamentais parecem estar associados a sintomatologia depressiva como o nível de atividade física e o comportamento sedentário Mammen e Faulkner 2013 em um estudo de revisão sistemática buscaram identificar se a atividade física pode prevenir o desenvolvimento da depressão Ao analisarem estudos longitudinais a maioria conduzida na América do Norte e Europa com uma população que variava entre 11 e 100 anos verificaram que em 30 estudos 25 apontaram relação inversa entre atividade física e depressão apresentando forte evidências que a prática da atividade física em qualquer nível incluindo níveis baixos pode prevenir a depressão futura O que vai de encontro aos achados de Teixeira et al 2012 ao realizarem um estudo transversal no norte de Portugal com 140 idosos idade média de 74 1 anos no qual concluíram que a atividade física regular tem um efeito benéfico na saúde mental dos idosos salientando que indivíduos que praticam atividade física regular apresentaram menores níveis de depressão e ansiedade Por outro lado idosos em comportamento sedentário apresentam 16 maior risco de desenvolver sintomas depressivos em comparação com idosos que passam menos de 4 horasdia nessa atividade Tsutsumimoto et al 2017 Santos et al 2017 identificaram em um estudo transversal que idosos que apresentavam um alto nível de comportamento sedentário eram mais propensos a apresentar sintomas depressivos do que os idosos que cumpriam as recomendações de atividade física e com níveis mais baixos de comportamento sedentário Pesquisadores têm se proposto a investigar o risco de mortalidade associados aos sintomas depressivos a atividade física e ao comportamento sedentário Como Felipe et al 2022 que realizaram uma metanálise onde evidenciaram associação positiva entre sintomatologia depressiva e mortalidade com aumento de 44 do risco de mortalidade em idosos com sintomatologia depressiva em relação aos que não apresentaram o diagnóstico Tsai et al 2022 observaram em um estudo longitudinal que na medida que a sintomatologia depressiva passa para um nível mais elevado o risco de mortalidade aumenta em 16 em análise ajustada por idade sexo e saúde autoavaliada com um risco de mortalidade instantânea do grupo depressão de 56 maior em relação ao grupo não depressivo Um estudo de coorte realizado por MartínezGomes et al 2013 com indivíduos acima de 60 anos encontraram maior impacto na redução da mortalidade em indivíduos muito ou moderadamente ativos fisicamente em relação a indivíduos menos ativos e que passam 8hdia sentados Pavey Peeters e Brown 2012 em um estudo de coorte realizado com mulheres com idade média de 78 anos concluíram que o tempo prolongado em posição sentado foi associado positivamente à mortalidade por todas as causas mulheres que ficam sentadas por mais de 8 hdia e não cumprem as diretrizes da OMS para atividade física 150 minutos por semana de atividades físicas moderadas eou 75 minutos por semana de atividades vigorosas tiveram um risco aumentado de morte Nesse sentido pensar em um envelhecimento saudável é também pensar na saúde mental dessa população Há um certo grau de dificuldade no reconhecimento do adoecimento da saúde mental dessa população uma vez que os sintomas são confundidos com o processo natural de envelhecimento Souza et al 2022 Além do que com o processo de envelhecimento pode ocorrer uma diminuição dos níveis de atividade física consequentemente o idoso passa mais tempo em comportamento sedentário Kelhler Theou 2019 fato este que tem sido associado ao incremento de sintomas depressivos e agravos a saúde mental dessa população Silva et al 2017 Diante desse cenário identificar fatores agravantes de doenças que afetam esse público se faz necessário visto o aumento expressivo da população idosa e dos índices de depressão que cercam esses sujeitos para que medidas e providências possam ser consideradas e realizadas a fim de retardar complicações perda da autonomia e risco de morte A depressão eou sintomas que caracterizam a doença são uma das principais patologias que colaboram na carga de doenças no mundo e no Brasil tanto na população em geral quanto na população idosa que consoante ao estilo de vida hábitos comportamentais se torna um amplificador ao surgimento de outras patologias e piora da qualidade de vida destacase então a necessidade de uma melhor compreensão dos fatores associados à doença Há evidências que indicam a atividade física como fator de proteção aos sintomas depressivos apresentando benefícios na qualidade de vida daqueles que se mantém ativos fisicamente por outro lado estudos que buscam associações da sintomatologia depressiva com o comportamento sedentário e risco de mortalidade ainda são necessários para melhor entender essas variáveis tornandose assim importante a realização deste estudo Portanto é relevante compreender a interrelação entre as variáveis para identificálas afim de trabalhar com orientação prevenção promoção e tratamento precoce como também a formulação de diretrizes de saúde pública para consequentemente minimizar o risco da mortalidade visto que a Atividade Física e o Comportamento Sedentário são variáveis comportamentais possíveis de serem modeladas e que podem influenciar na redução ou complicação dos sintomas depressivos e mortalidade prematura E assim aumentar e melhorar a qualidade de vida de uma sociedade em envelhecimento Para tanto o objetivo geral deste estudo é investigar a associação da sintomatologia depressiva com as variáveis comportamentais atividade física e comportamento sedentário no risco de mortalidade em idosos de uma comunidade ao longo de dez anos E como objetivos específicos a estimar a prevalência da sintomatologia depressiva em idosos brasileiros por meio de revisão sistemática e metanálise b identificar a prevalência e incidência da sintomatologia depressiva associada as variáveis comportamentais nível de atividade física e comportamento sedentário c identificar a taxa de sobrevida na relação da presença de sintomas depressivos com ação combinada da atividade física e do comportamento sedentário em idosos d estimar o risco de óbito por sintomatologia depressiva com ação combinada da atividade física e comportamento sedentário em idosos entre 2015 e 2025 METODOLOGIA Para estudo de revisão sistemática e metanálise será registrado na base de dados PROSPERO International Prospective of Systematic Reviews e estruturado de acordo com o Protocolo PRISMA Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta Analyses Será utilizado como termos de busca os DeCS Descritores em Ciências da Saúde e MeSH Medical Subject Headings nas seguintes bases de dados eletrônicas PubMed SciELO Web of Science Cochrane Library Scopus e LILACS A busca seleção e extração dos estudos será realizada por dois pesquisadores independentes utilizando a ferramenta Rayyan Os estudos serão primeiramente selecionados baseados em seus títulos e resumos e serão excluídos os duplicados Os textos selecionados serão lidos na integra para extração dos dados Serão selecionados estudos transversais ou linha de base de estudos longitudinais que apresentem a prevalência de sintomatologia depressiva ou que ofertem dados que permitam o cálculo de tal medida A população a ser considerada será de idosos a partir dos 60 anos de idade residentes em comunidades no Brasil Caso haja estudos suficientes será realizado metanálise utilizando o software Revman Para o estudo de coorte prospectivo de base populacional epidemiológico utilizarseá os dados do banco de dados do projeto guardachuva Estudo Longitudinal da Saúde do Idosos de Alcobaça MG ELSIA realizado no município de Alcobaça Bahia Brasil entre 2015 e 2020 Detalhes sobre o desenho do estudo e amostragem foram publicadas anteriormente Da Silva et al 2018 Da Silva et al 2019 Galvão et al 2020 Para a segunda fase da coleta de dados foram utilizados as coordenadas geográficas latitude e longitude e os endereços que foram colhidos na primeira fase do ELSIA em 2015 para localizar os indivíduos Quando o contato direto não era possível buscouse localizar os participantes por meio de informações fornecidas por vizinhos parentes ou por números de telefone pessoal ou de familiares disponibilizados na primeira fase pelos idosos Ao final da segunda fase dos participantes incluídos no estudo inicial 59 haviam falecido 36 mudaram de cidade 18 recusaramse a continuar no estudo e 25 não atenderam aos critérios de inclusão 2 cadeirantes 8 acamados 12 com pontuação insuficiente no MEEM 1 com deficiência visual 1 hospitalizado durante o período de coleta e 1 residente em asilo Além disso 105 participantes não foram localizados resultando em 230 idosos participantes A segunda fase da coleta de dados foi realizada entre janeiro e fevereiro de 2020 Como critérios e exclusão foi adotado a estar acamado b estar hospitalizado c ser residente em Instituição de longa permanência d possuir dificuldade grave na acuidade visual e auditiva que dificultasse a comunicação com o entrevistador e ser dependente de cadeiras de rodas f presença de déficit cognitivo de acordo com a pontuação no Mini Exame do Estado Mental MEEM Folstein Folstein Mchugh 1975 g diagnóstico de doenças que impedissem a realização da entrevista h não concordar em participar do estudo assinando o Termo de Consentimento Livre Esclarecido Este estudo seguiu os procedimentos e protocolos de acordo com a Declaração de Heksinque e da Resolução nº46612 do Conselho Nacional de Saúde Obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Triângulo Mineiro nº 9969832015 e da Universidade do Estado da Bahia nº 34711142020 Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido TCLE antes da realização das etapas da pesquisa Para as informações de 2025 uma nova coleta de dados denominada terceira onda de estudo ELSIA a qual pretendese realizar seguindo os mesmos protocolos das ondas anteriores Variáveis sociodemográficas e indicadores de saúde As informações sociodemográficas foram idade sexo estado civil escolaridade ocupação atual arranjo familiar e classe econômica Os indicadores de saúde foram doenças autorreferidas e consumo de medicamentos Sintomatologia Depressiva A Sintomatologia Depressiva será mensurada por meio da Escala de Depressão Geriátrica GDS15 validada para a população brasileira por Almeida e Almeida 1999 A versão curta da GDS contém 15 questões afirmativas e negativas sobre os sentimentos do indivíduo nos últimos trinta dias Foi adotado como ponto de corte para a presença de sintomatologia depressiva cinco pontos ou mais Atividade Física e Comportamento Sedentário O Nível de Atividade Física NAF e o Comportamento Sedentário CS serão mensurados por meio da versão longa do International Physical Activity Questionnaire IPAQ validado para a população brasileira BENEDETTI MAZO BARROS 2004 BENEDETTI et al 2007 O tempo total de AF será determinado a partir das atividades físicas realizadas com intensidade moderada a vigorosa por pelo menos dez minutos contínuos durante uma semana normalhabitual avaliada nos domínios lazer trabalho transporte e tarefas domésticas Para análise dos dados os idosos serão classificados em suficientemente ativo 150 minutossemana e insuficientemente ativo 150 minutossemana WHO 2010 O Comportamento Sedentário será avaliado pelo domínio tempo sentado do IPAQ durante um dia útil da semana e um dia no final de semana Esse domínio refere se ao tempo que o idoso permanece sentado em diferentes locais como assistir televisão fazer trabalhos manuais ler etc O comportamento sedentário será contabilizado por meio do cálculo da média ponderada tempo sentado em um dia de semana x 5 tempo sentado em um dia de final de semana x 2 7 Quanto maior for o resultado encontrado maior será o comportamento sedentário Os idosos serão classificados com baixo CS quando tiverem P 75 e alto CS quando com P 75 Mortalidade Considerando a moralidade por todas as causas como desfecho primário os indivíduos serão acompanhados até o momento do óbito sendo calculado o tempo de acompanhamento como o período desde a primeira visita em 2015 até o óbito O status vital será confirmado usando registros de familiares com apresentação do atestado de óbito informações obtidas pelo cartório municipal Cartório de RCPN de Alcobaça eou do Tribunal de Justiça do Estado de Bahia httpswwwtjbajusbrregistrocivilconsultaPublicasearch Análise Estatística Para confecção do Banco de Dados foi utilizado o software Epidata versão 31b e as análises serão realizadas por meio do pacote SPSS versão 230 Para todas as análises será considerado um nível de significância de 5 e intervalo de confiança IC de 95 A estatística descritiva será utilizada para caracterização dos sujeitos distribuição de frequência frequência absoluta e relativa média mediana desvio padrão e intervalo interquartil O teste de QuiQuadrado de Pearson será utilizado para avaliar a incidência da Sintomatologia Depressiva conforme o Nível de Atividade Física e tempo exposto ao Comportamento Sedentário As mortes ocorridas durante o tempo de acompanhamento serão analisadas desde a baseline até o ano de 2025 A análise da curva de sobrevida será realizada pelo método de KaplanMeier para estimar a probabilidade de sobrevida ao longo dos anos com uso do teste de logrank para comparação das curvas de sobrevida entre os idosos A Regressão de Risco Proporcionais de Cox será utilizada para estimar o risco de mortalidade utilizando o estimador Hazard Ratio HR com Intervalo de Confiança IC de 95 para mortalidade por todas as causas com tempo de sobrevivência em meses REFERÊNCIAS ALMEIDA O P ALMEIDA S A Confiabilidade de versão brasileira da escala de depressão geriátrica GDS versão reduzida Arquivo de Neuropsiquiatria 572B 421426 1999 BARBOSA A R SOUZA J M P LEBRÃO M L LAURENTI R MANUCCI M F N Functional limitations of Brazilian elderly by age and gender diferences data from SABE Survey Caderno de Saúde Pública Rio de Janeiro 21411771185 2005 BAXTER AJ PATTON G SCOTT KM DEGENHARDT L WHITEFORD HA Global epidemiology of mental disorders what are we missing PLoS One 86e65514 2013 COELHO F G M GOBBI S COSTA J L R GOBBI L T B Exercício físico no envelhecimento saudável e patológico da teoria à prática CuritibaPR Editora CRV 2013 CORTEZ A C L SILVA C R L SILVA R C L DANTAS E H M Aspectos gerais sobre a transição demográfica e epidemiológica da população brasileira Enfermagem Brasil 185700790 2019 DA SILVA V D et al Time Spent in Sedentary Behaviour as Discriminant Criterion for Frailty in Older Adults International journal of environmental research and public health 15 7 1 2018 DA SILVA V D TRIBESS S MENEGUCI J SASAKI J E GARCIA MENEGUCI C A CARNEIRO J A O VIRTUOSOJUNIOR J S Association between frailty and the combination of physical activity level and sedentary behavior in older adults BMC Public Health 19 709 2019 DEPARTMENT OF ECONOMIC AND SOCIAL AFFAIRS World Population Prospects 2019 2019 DJERNES J K Prevalence and predictors of depression in populations of elderly a review Acta Psychiatrica Scandinavica 113 372387 DOI 101111j1600 0447200600770x 2006 FELIPE L R R BARBOSA K S S VIRTUOSO JUNIOR J S Sintomatologia depressiva e mortalidade em idosos da América Latina uma revisão sistemática com metanálise Pan Americal Journal of Public Health 46 doiorg1026633RPSP2022205 2022 FIOCRUZ Fundação Osvaldo Cruz Carga da doença no Brasil 19902016 uma sistemática análise subnacional para a Carga Global de Doenças 2022 Disponível em httpspcdasicictfiocruzbrpublicacoesem26anosexpectativadevidaaumenta68 anosemortalidadecai34nobrasilmasdoencascronicasacidentesdetransitoe mortesviolentas aumentamtextEm2019902C20apenas20dois20anos11162C620bras ileiros20morriam20precocemente Acesso em 15032024 GALVÃO L L et al Prevalence and factors associated with high concentration of prostatespecific antigen Elsia study Biology v 9 n 10 p 110 2020 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA IBGE Censo 2022 número de pessoas com 65 anos ou mais de idade cresceu 574 em 12 anos 2023 Disponível em httpsagenciadenoticiasibgegovbragencianoticias2012agenciade noticiasnoticias38186censo2022numerodepessoascom65anosoumaisde idadecresceu574em12 anostextJC3A120a20populaC3A7C3A3o20idosa20desexo 2C20do20Censo20DemogrC3A1fico202022 Aceso em 051223 ISLAM M M TAKESHIMA N ROGERS M E YAMAUCHI T KOIZUMI D WANG Y ROGRES N Declive of Functional Fitness in free living Japanese older adults Asian Journal of Education and Social Studies 21915 2005 KEHLER DS THEOU O The impact of physical activity and sedentary behaviors on frailty levels Mechanisms of Ageing and Development v 180 p 2941 2019 MAMMEM G FAULKNER G Physical activity and the prevention of depression a systematic review of prospectives studies American Journal Preventive Medicine 455649657 2013 MARTÍNEZGÓMEZ D GUALLARCASTILLÓN P LÉONMUÑOZ L M LÓPEZGARCIA E RODRÍGUZARTALEJO F Combined impacto of traditional and nontradional health behaviors on mortality a national prospective cohort study in Spanish older adults BMC Medicine 1147 2013 MENEGUCCI J MENEGUCI C A G MOREIRA M M PEREIRA K R TRIBESS S SASAKI J E VIRTUOSO JUNIOR J S Prevalência de sintomatologia depressiva em idosos brasileiros uma revisão sistemática com metanálise Jornal Brasileiro de Psiquiatria 68422130 2019 ONU Organização das Nações Unidas OMS registra aumento de casos de depressão em todo o mundo no Brasil são 115 milhões de pessoas 2017 Disponível em httpsbrasilunorgptbr75837omsregistraaumentodecasosdedepressC3A3o emtodoomundonobrasilsC3A3o115milhC3B5esde Acesso em 20082024 PAVEY T G PEETERS GMME BROWN W Sittingtime and 9year allcause mortality in older women British Journal of Sports Medicine 492 9599 2012 SANTOS D A T VIRTUOSO JUNIOR J S MENEGUICI J SASAKI J E TRIBESS S Combined Assosciations of Psysical Activity and Sedentary Behavior with Depressive Symptoms in Older Adults Issues in Mental Health Nursing 383272 276 2017 SILVA N L BRASIL C FURTADO H COSTA J FARINATTI P Exercício físico e envelhecimento benefícios à saúde e caraterísticas de programas desenvolvidos pelo LABSAUIEFDUERJ Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto Rio de Janeiro 1327585 2014 SILVA P A S ROCHA SV VASCONCELOS L R C SANTOS Comportamento sedentário como discriminador dos transtornos mentais comuns em idosos Jornal Brasileiro de Psiquiatria 664 183188 2017 SOUZA A P REZENDE K T A MARIN M J S TONHOM S F R DAMACENO D G Ações de promoção e proteção à saúde mental do idoso na atenção primária à saúde uma revisão integrativa Ciências Saúde Coletiva 2022 275 1741 1752 2022 TEIXEIRA C M VASCONCELOSRAPOSO J FERNANDES H M BRUSTAD R J Physical activity Depression and Anxiety Among the Elderly Social Indicators Research 113307318 2012 TOMÉ A FORMIGA N Pensamentos e sentimentos sobre envelhecimento um estudo das representações sociais em Produtores rurais de DiamantinoMT Revista Psicologia Diversidade e Saúde 101 2636 2021 TSAI SJ HSIAO YH LIAO MY LEE MC The Influence of Depressive Mood on Mortality in Elderly with Different Health Status Evidence from the Taiwan Longitudinal Study on Aging TLSA Int J Environ Res Public Health19 6922 doiorg103390ijerph19116922 2022 TSUTSUMIMOTO K MAKIZAKO H DOI T HOTTA R NAKAKUBO S SHIMADA H SUZUKI T Prospective associations between sedentary behavior and incident depressive symptoms in older people a 15month longitudinal cohort study International Journal of Geriatric Psychiatry doi 101002gps4461 2017 PROMOÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE UMA EXPERIÊNCIA DE CAPACITAÇÕES PARA PROFISSIONAIS DO SUS EM UBERABA MG Linha de Pesquisa Epidemiologia da Atividade Física 1ª opção Prof Dra Camila Bosquiero Papini 2º opção Prof Dr Jair Sindra Virtuoso Junior 2 INTRODUÇÃO Falar sobre a promoção da Atividade Física se faz muito relevante quando observamos as pesquisas e os estudos científicos nos últimos anos O estilo de vida da população mundial tem alertado cada vez mais as pessoas a adotarem mudanças significativas de comportamentos para a aquisição de uma boa saúde e consequentemente melhor qualidade de vida Se alimentar corretamente praticar Atividade Física AF ter uma boa noite de sono dentre outros são comportamentos que auxiliam na prevenção de doenças e promovem saúde BRASIL 2021 BRUNHEROTI et al 2023 SILVA et al 2018 Achados importantes tem nos levado a compreender que a prática insuficiente de AF e a adoção de um Comportamento Sedentário CS tem se associado ao acometimento de diversas doenças crônicas não transmissíveis DCNTs à mortes prematuras a declínios na saúde mental a baixa qualidade de vida e a um substancial ônus econômico nos sistemas de saúde BRUNHEROTI et al 2023 CHRISTOFOLETTI et al 2022 GUERRA et al 2023 SEBASTIÃO et al 2022 Ser fisicamente ativo é atender as recomendações feitas pelos órgãos de saúde Com base nas diretrizes da Organização Mundial de Saúde 2020 todos os adultos devem praticar AF regular acumulando pelo menos 150 a 300 minutos de AF aeróbica de moderada intensidade por semana ou 75 a 150 minutos de AF aeróbica de vigorosa intensidade por semana ou uma combinação das duas Além de realizar atividades multicomponentes como treinamento de equilíbrio fortalecimento muscular dentre outros assim como também devem reduzir o tempo dispendido em CS GALVÃO et al 2021 Estimase com base na PNS Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 que 403 dos adultos no Brasil são insuficientemente ativos sendo a população das pessoas com 60 anos ou mais as que menos atingem as diretrizes para a prática de AF isso representa mais da metade da população 597 IBGE 2020 Estimativas globais apontam que 27 5 dos adultos e 81 dos adolescentes não atenderam as recomendações da OMS Organização Mundial de Saúde em 2010 e que 4 a 5 milhões de mortes do mundo poderiam ter sido evitadas se as pessoas fossem mais fisicamente ativas BRUNHEROTI et al 2023 OMS 2020 Dados do Sistema de Fatores de Risco e Proteção para doenças Crônicas por Inquérito Telefônico VIGITEL 2023 apontam que no Brasil a prevalência da população adulta que não alcançaram um nível suficiente de prática de AF foi de 370 Das 27 cidades pesquisadas 131 dos adultos são considerados fisicamente inativos 232 despendem três horas ou mais por dia do seu tempo livre vendo televisão e 259 passam três horas ou mais por dia no seu tempo livre usando computador tablete ou celular 3 As mudanças de comportamento e estilo de vida oriundas do desenvolvimento tecnológico modificaram diversas atividades diárias e ocupações das pessoas o que propiciou a população a adotar ações má alimentação baixos índices de AF altos níveis expostos em CS estresse que a estão adoecendo MAGALHÃES et al 2022 MELLO 2020 VARELA et al 2021 A Inatividade Física IF e o CS contribuem significativamente para o risco de mortalidade por todas as causas principalmente nos idosos e ao acometimento de várias DCNTs como doenças coronárias diabetes tipo II câncer de mama e de cólon dentre outros ALAHMED LOBELO 2018 De acordo com Varela et al 2021 a pandemia da Inatividade Física é real e impacta os setores de saúde de todo o mundo sendo um problema global de saúde Os altos custos econômicos direcionados aos sistemas de saúde causados por ações evitáveis já são uma realidade em todo mundo SIQUEIRA e SOUZA 2023 Conforme apresentado no estudo de Bielemann et al 2015 em 2013 foram realizadas 974641 internações hospitalares em adultos com idade igual ou superior a 40 anos devido as DCNTs isso gerou um custo de R184862741003 para o Sistema Único de Saúde SUS As DCNTs representam quase a metade do valor global dos gastos com doenças no mundo inteiro no Brasil os portadores das DCNTs são os que mais utilizam o SUS e como consequência são responsáveis pelos maiores gastos do sistema BIELEMANN et al 2015 Dados esses que apontam um enorme desafio para as políticas públicas e para a gestão pública dos recursos disponíveis MARQUES et al 2021 Diante essas evidências e dos fundamentos científicos demonstrando a relação direta entre o processo saúdedoença e os benefícios da prática de AF na qualidade de vida e bem estar da população os governos e órgãos mundiais cada vez mais tem procurado implementar estratégias de promoção da AF BRUNHEROTI et al 2023 GUERRA et al 2023 Um exemplo de estratégia a nível mundial é o documento criado pela OMS intitulado Plano de ação global sobre Atividade Física 20182030 pessoas mais ativas para um mundo mais saudável que busca reduzir por meio de iniciativas em diversos setores sociais a inatividade física em cerca 15 até 2030 WHO 2018 No Brasil o Ministério da Saúde MS em parceira com estados e municípios tem desenvolvido importantes estratégias de enfrentamento às DCNTs e de promoção da AF como o Programa Academia da Saúde o Programa Saúde na Escola o Programa Esporte e Lazer da Cidade entre outros BRASIL 2021 Um bom exemplo de estratégias dessa natureza é a elaboração do Guia de Atividade Física para a população brasileira construído pelo MS em parceria com os setores relacionados especialistas e a população BRASIL 2021 4 Ações nesse sentido tem demonstrado resultados positivos sobre variáveis importantes da saúde e sobre o crescimento da promoção da AF dentro dos setores da saúde SILVA et al 2018 SOBRAL et al 2021 O Brasil é um país pioneiro na introdução das Práticas Corporais e Atividade Física PCAF nas políticas públicas de saúde tendo a AF como fator determinante e condicionante da saúde LOCH DIAS RECH 2019As PCAF visam promover ações aconselhamentos e divulgações de prática de AF incentivando a melhoria das condições dos espaços públicos incorporando brincadeiras jogos danças populares dentre outros BRASIL 2018 A Política Nacional de Promoção da Saúde PNPS representa um dos principais feitos para a ampliação das PCAF dentro do SUS VIEIRA et al 2023 Instituída em março de 2006 pela portaria MSGM n 687 a PNPS tem como objetivo promover a equidade e a melhoria das condições e dos modos de viver ampliando a potencialidade da saúde individual e coletiva e reduzindo vulnerabilidades e riscos à saúde buscando valorizar ações de promoção informações e educação em saúde dentre outros BRASIL 2018 p 11 MELINSKI 2017 Segundo Silva et al 2022 cabe ao Sistema Único de Saúde SUS promover ações de incentivo e prática de AF por meio das equipes de profissionais da saúde nos três níveis de atenção à saúde primária secundária e terciária Com destaque para o nível de Atenção Primária a saúde APS que é a principal porta de entrada da AF dentro do setor público de saúde BRUNHEROTI et al 2023 SILVA et al 2018 Estimase que no Brasil cerca de 140 milhões de brasileiros possui o Sistema Único de Saúde SUS como único acesso aos serviços de saúde sendo a Atenção Básica de Saúde ABS a principal porta de entrada As ABS são espaços estratégicos de promoção de atividade física já que se propõe a realizar ações de prevenção e promoção da saúde de forma integral SILVA et al 2018 p 2 Promover mudanças na AF não é tarefa simples e nem rápida devido à sua natureza multifacetada mas é essencial quando o assunto é a saúde pública portanto reconhecer estratégias para aumentar o nível de AF na comunidade se faz importante GUERRA et al 2023 Ações de aconselhamento tem se mostrado uma boa opção para trabalhar a promoção da AF em ambientes da APS FLORINDO et al 2015 GUERRA et al 2023 Nos últimos anos as produções científicas sobre o aconselhamento de AF tem demonstrado bons índices de crescimento ALAHMED LOBELO 2018 GALAVIZ et al 2017 GUERRA et al 2023 MORAES et al 2022 PAPINI et al 2021 Moraes et al 2022 apontam que o aconselhamento deve ser fortemente recomendado e que tem se mostrado 5 importante devido ao seu baixo custo e a possibilidade de aplicação por diversos profissionais da saúde Como vimos o crescimento das estratégias e políticas públicas sobre a promoção da AF para promover saúde a nível mundial e nacional é uma realidade porém a qualidade e a sustentabilidade desses serviços muitas vezes não seguem na mesma direção A escassez dos recursos humanos e operacionais a sobrecarga do sistema e por conseguinte dos profissionais de saúde e os altos gastos com o adoecimento são situações que precisam ser discutidas GALVÃO 2023 MACHADO XIMENES NETO 2018 Machado e Ximenes Neto 2018 p 1976 ao observar as mudanças ocorridas nos mais de 30 anos de existência do SUS afirmam que muito foi conquistado no trabalho em saúde contudo existem problemas estruturas que ainda persistem como o desequilíbrio entre oferta e demanda a escassez de profissionais no interior do país precarização do trabalho terceirização dos serviços de saúde e consequentemente da mão de obra especializada Ao analisar esses dados reforçamos que não podemos oferecer estratégias de promoção de AF no contexto do SUS sem considerar essas questões levantadas pricipalmente as que dizem respeito ao profisisonal de saúde É preciso dar suporte a este profisisonal para que ele tenha condições de desenvolver seu trabaho com qualidade considerando a característica de interprofissionalidade do sistema A interprofissionalidade é uma realidade no SUS e contempla a afirmação de que quando abordamos a saúde e as PCAF nas suas conceituações mais amplas é impossível que apenas uma categoria profissional seja capaz sozinha de responder de forma efetiva as complexidades da promoção da saúde CARAVALHO GUERRA LOCH 2020 LOCH DIAS RECH 2019 Dessa forma o profissional de Educação Física PEF não é único profissional que pode atuar na promoção da AF CARVALHO GUERRA LOCH 2020 LOCH DIAS RECH 2019 LOCH et al 2018 Sendo assim o PEF apresenta um grande potencial como agente catalisador e transformador de comportamentos não só dos pacientes mas também dos outros profissionais de saúde O conhecimento sobre a AF que este apresenta pode servir para o desenvolvimento de ações de capacitações e aconselhamento para outros profissionais extrapolando sua atuação para além da prescrição orientação e formação de grupos LOCH DIAS RECH 2019 A falta de conhecimento sobre a AF é um dos principais argumentos de outros profissionais da saúde para não orientar e promover a AF dentro das suas atuações FLORINDO et al 2015 MELINSKI 2017 Dessa forma capacitações de aconselhamento sobre a AF implementadas por PEF e desenvolvidas para os profissionais da saúde podem ser eficazes na 6 busca de sanar essa questão CARVALHO GUERRA LOCH 2020 GALAVIZ et al 2017 GUERRA et al 2023 Quanto mais profissionais se engajarem nas ações de promoção da AF mais força ela ganha dentro sistema mais pessoas são beneficiadas promovendo mudanças significativas na sua vida gerando saúde e qualidade de vida menos gastos serão destinados ao combate das DCNTs e menor será o impacto econômico dentro SUS assim como também menor serão as sobrecargas sobre os profissionais de saúde Quando olhamos para essa realidade parece que ela está longe de acontecer porém esforços de pesquisadores tem demonstrado que é possível e que por meio de planejamento e comprometimento ações podem ser direcionadas para efetivar essas transformações Florindo et al 2015 Carvalho Guerra e Loch 2020 Galaviz et al 2017 e Guerra et al 2023 são exemplos de pesquisadores que estudaram iniciativas a níveis municipais e estaduais e observaram que ações de aconselhamento podem ser muito eficazes para a construção de uma nova realidade Contudo ainda é uma área de pesquisa relativamente nova portanto novos achados trarão mais força a esses argumentos Pensando na importância da área novos estudos necessitam serem feitos e é buscando contribuir para a transformação das variantes apresentadas que nossa pesquisa se desenvolverá Temos visto que a realidade de Uberaba MG não se difere do que foi discutido em relação a escassez dos recursos humanos e operacionais para o desenvolvimento da promoção da AF no âmbito da APS no SUS Dessa forma oferecer ações a nível municipal podem trazer bons resultados para a melhora da saúde das pessoas e consequentemente melhora na funcionalidade do sistema de saúde O município de Uberaba em conjunto com mais 26 municípios e a Superintendência Regional de Saúde integram a macrorregião Triângulo Sul que se divide em três microrregiões Araxá FrutalIturama e Uberaba PIRES et al 2020 Consta com três distritos sanitários tendo entre 15 a 20 unidades de saúde dividas entre Unidades Básicas de Saúde UBS Unidades de Saúde da Família USF e Unidades Matricial de Saúde UMS dados disponibilizados pela Prefeitura de Uberaba Centenas de profissionais e agentes da saúde se dedicam cotidianamente e enfrentam muitos desafios para efetivar o mandamento constitucional e basilar do SUS que é a saúde como direito e dever do Estado VIEIRA et al 2023 Compreendendo a importância desses dentro da construção da saúde da população Uberabense é que vamos debruçar nossos esforços buscando desenvolver ações para auxiliar esses profissionais a terem autonomia em iniciativas 7 de promoção de AF se tornando agentes comprometidos na luta global contra os efeitos deletérios da IF e CS Sendo assim a construção de nosso problema de pesquisa orbita sobre os seguintes questionamentos Como podemos promover a AF no SUS através de capacitações de AF para profissionais e agentes de saúde na cidade de Uberaba MG Como as capacitações impactarão no conhecimento e na autonomia desses perante a aplicação da AF no seu setor de trabalho Como iremos contribuir para a melhora da saúde da população através dessas capacitações Para responder a esses questionamentos vamos nos embasar no modelo de aconselhamento 5A pois este tem demonstrado na literatura científica ser eficaz nas abordagens que promovem mudanças de comportamento ALAHMED LOBELO 2018 GALAVIZ et al 2017 GUERRA et al 2023 MORAES 2019 O modelo é estruturado a a partir do questionamento do comportamento avaliação da indicação de doses e benefícios eou riscos aconselhamento planejamento de ação compartilhadas acordo identificação de barreiras e tipos de apoio assistência e o acompanhamento e avaliação organização Guerra et al 2023 p2 As letra A do modelo referese as palavras avaliar aconselhar concordar ajudar e organizar Essa abordagem envolve uma sequência de comportamentos de aconselhamento para orientar o cuidado em saúde envolvendo a pessoa em um plano de ação específico e realista que tem como objetivo a mudança de comportamento da pessoa tornandoa capaz de sozinha fazer escolhas que irão promover a própria saúde ALAHMED LOBELO 2018 MORAES et al 2022 Galaviz et al 2017 implementou uma estratégia destinada a melhorar o aconselhamento de AF por parte do médico em um estado do México e observou que apesar de o treinamento ter sido uma estratégia de baixo custo viável e promissora existiu uma necessidade de ampliação para ações mais abrangentes e multiníveis talvez envolvendo mais profissionais de outras áreas Assim como no estudo de Galaviz et al 2017 e nos dados da revisão de Moraes et al 2024 as ações de aconselhamento dentro do modelo 5A mais reportadas foram aconselhar auxiliar e perguntar e a menos utilizada foi a acompanhar Embora o aconselhar contemple uma importante função no conhecimento dos efeitos benéficos e recomendações sobre AF sozinho parece não produzir resultados efetivos MORAES et al 2024 Portanto é preciso buscar sanar algumas dificuldades que impedem os profissionais a não aderirem ao acompanhar que podem ser a falta de treinamento e recursos a ausência de uma sistemática de aconselhamento e a falta de tempo MORAES et al 2024 Dessa forma 8 nosso estudo vem com uma perspectiva de procurar quebrar com essas barreiras e capacitar os profissionais e agentes de saúde de UberabaMG com vistas a preparálos e encorajálos a atender as todas as demandas propostas pelo modelo 5A Sendo assim o objetivo geral de nosso estudo será Desenvolver uma estratégia para capacitar profissionais e agentes de saúde a promoverem ações de promoção da AF dentro da APS no município de Uberaba MG Como estratégias de pesquisa iremos contemplar os seguintes objetivos específicos identificar os profissionais e agentes de saúde promover encontros de divulgação da pesquisa implementar uma capacitação sobre a promoção da AF com base no modelo de aconselhamento 5A avaliar os impactos que essa capacitação teve no conhecimento e autonomia dos profissionais e agentes de saúde no que âmbito do aconselhamento em AF METODOLOGIA A presente pesquisa consistirá em um estudo transversal a ser realizado em Uberaba cidade localizada na região denominada Triângulo Mineiro oeste do estado de Minas Gerais E buscará implementar uma capacitação para os profissionais e agentes de saúde visando aumentar a efetividade do aconselhamento de AF na APS com base na abordagem dos 5As A estratégia de capacitação permitirá uma grande abrangência possibilitando a participação de diferentes profissionais que trabalham na APS do município enfermeiros médicos agentes comunitários de saúde dentre outros aumentará a afetividade de ações de aconselhamento de AF visando a promoção da saúde da população aumentará a adoção e implementação de estratégias que contemplam os 5As em sua totalidade por parte dos profissionais e agentes de saúde a curto e longo prazo promoverá uma benéfica integração entre o PEF e os outros profissionais permitirá a implementação de uma estratégia consistente a um custo razoável A estrutura de planejamento e avaliação da intervenção capacitação utilizará o modelo REAIM adaptado para a população brasileira segundo Almeida Brito Estabrooks 2013 Segundo os autores o modelo pode ser aplicado considerando a formulação de implementação de intervenções eou programas em saúde que tem como finalidade a melhoria das condições de vida e de saúde de diversos grupos da população A população da pesquisa será composta por profissionais e agentes de saúde que trabalham nas unidades de saúde dos três distritos sanitários de Uberaba A escolha das unidades de saúde será feita após análise e aprovação desta pesquisa Estas serão escolhidas 9 com base na ampla participação destes profissionais dentro das unidades deverão também demonstrar interesse em colaborar com a pesquisa e ter possibilidades físicas e operacionais para contribuir com as capacitações Os profissionais e agentes de saúde serão convidados a participar da pesquisa por meio de um convite feito via unidade de saúde via email eou redes sociais Este convite só será disponibilizado à nossa amostra após uma reunião de acertos entre a pósgraduação pesquisadores e secretaria de saúde da cidade Após o encontro aqueles que concordarem em participar da pesquisa deverão preencher um formulário de consentimento e um questionário inicial contendo informações sobre formação profissional atuação profissional conhecimentos prévios sobre a AF experiência com a AF informações pessoais como sexo e idade dentre outros Aqueles profissionais e agentes de saúde que já participaram de cursos de aconselhamento de AF não poderão participar da nossa pesquisa O curso de capacitações em aconselhamento de AF baseado no modelo 5As terá como foco a superação de algumas barreiras apresentadas como a falta de conhecimento sobre AF e a falta de tempo dos profissionais e agentes de saúde e a importância de todos promoverem AF como medida de saúde pública afim de desafogar o SUS e amenizar os problemas de escassez de recursos humanos As capacitações e os possíveis materiais didáticos serão preparados e aplicados por uma equipe de professores e alunos da pósgraduação em Educação Física Os temas dos encontros da capacitação serão construídos com base nas respostas do questionário respondido e focarão em assuntos como a força e importância do aconselhamento como outros profissionais da saúde podem contribuir para a promoção da AF o Guia sobre AF para a população brasileira o modelo de aconselhamento de AF 5As importância e aplicabilidade dentre outros As capacitações terão duração total de 60 horas para cada distrito sanitário e acontecerá dentro de seis meses Os dias e horários das mesmas estarão sujeitos a contatos prévios feitos com as unidades de atenção à saúde As atividades das capacitações contemplarão atividades teóricas e práticas possibilitando aos participantes vivências reais do seu universo de trabalho Ao término das intervenções iremos aplicar um questionário com o intuito de conhecer quais os efeitos das capacitações no conhecimento e autonomia dos profissionais e agentes de saúde no aconselhamento de AF baseado no modelo 5A As medidas do modelo REAIM serão adquiridas com base nas informações dos questionários pré e pós intervenção A análise dos dados será feita por meio da Estatística Descritiva para a abordagem quantitativa e a Análise de Conteúdo segundo Bardin 1977 para a abordagem qualitativa 10 A pesquisa será submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa CEP da UFTM e será realizada mediante a sua aprovação REFERÊNCIAS ALAHMED Z LOBELO F Physical activity promotion in Saudi Arabia A critical role for clinicians and the health care system Journal of Epidemiology and Global Health Contribution of alumni of the King Abdullah Fellowship Program to public health rising in Saudi Arabia v 7 p S7S15 1 mar 2018 ALMEIDA F BRITO F ESTABROOKS P Modelo REAIM Tradução e Adaptação cultural para o Brasil Revista Família Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social v 1 27 nov 2013 BIELEMANN R M et al Impacto da inatividade física e custos de hospitalização por doenças crônicas Revista de Saúde Pública v 49 20 out 2015 Gal BRASIL Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde Secretaria de Atenção à Saúde Política Nacional de Promoção da Saúde PNPS Anexo I da Portaria de Consolidação nº 2 de 28 de setembro de 2017 que consolida as normas sobre as políticas nacionais de saúde do SUS Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde Secretaria de Atenção à Saúde Brasília Ministério da Saúde 2018 BRASIL Ministério da Saúde Secretaria de Atenção Primária à Saúde Departamento de Promoção da Saúde Guia de Atividade Física Para a População Brasileira recomendações para gestores e profissionais de saúde recurso eletrônico Ministério da Saúde Secretaria de Atenção Primária à Saúde Departamento de Promoção da Saúde Brasília Ministério da Saúde 2021 BRASIL Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis VIGITEL Brasil 2023 Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal em 2023 recurso eletrônico Brasília Ministério da Saúde 2023 BRUNHEROTI K DE A et al Evaluation of the effect of physical exercise interventions in Primary Health Care in Brazil on cardiometabolic risk factors a systematic review Revista Brasileira de Cineantropometria Desempenho Humano v 25 p e86876 1 maio 2023 CARVALHO F F B DE GUERRA P H LOCH M R Potencialidades e desafios das práticas corporais e atividades físicas no cuidado e promoção da saúde Motrivivência v 32 n 63 p 0118 24 jul 2020 CHRISTOFOLETTI M et al Barreiras e facilitadores para a prática de atividade física em diferentes domínios no Brasil uma revisão sistemática Ciência Saúde Coletiva v 27 p 34873502 15 ago 2022 FLORINDO A A GUIMARÃES V V ANDRADE D R Capacitação de médicos e enfermeiros para promoverem atividade física no Sistema Único de Saúde pela Estratégia de 11 Saúde da Família In FLORINDO A A ANDRADE D R org Experiências de promoção da atividade física na estratégia de saúde da família Florianópolis Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde 2015 GALAVIZ K I et al Evaluating the effectiveness of physician counseling to promote physical activity in Mexico an effectivenessimplementation hybrid study Translational Behavioral Medicine v 7 n 4 p 731740 dez 2017 GALVÃO L L et al Physical activity combined with sedentary behaviour in the risk of mortality in older adults Revista de Saúde Pública v 55 p 60 8 nov 2021 GALVÃO T F Sofrimento mental e o Sistema Único de Saúde Epidemiologia e Serviços de Saúde v 32 p e2023005 27 mar 2023 GUERRA P H et al Effectiveness of the 5A Counseling ModelBased Interventions on Physical Activity Indicators in Adults A Systematic Review Behavioral Sciences Basel Switzerland v 13 n 6 p 476 6 jun 2023 IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica Pesquisa Nacional de Saúde 2019 percepção do estado de saúde estilos de vida doenças crônicas e saúde bucal Rio de Janeiro IBGE 2020 LOCH M R DIAS D F RECH C R Apontamentos para a atuação do Profissional de Educação Física na Atenção Básica à Saúde um ensaio Revista Brasileira de Atividade Física Saúde v 24 p 15 12 ago 2019 MACHADO M H XIMENES NETO F R G Gestão da Educação e do Trabalho em Saúde no SUS trinta anos de avanços e desafios Ciência Saúde Coletiva v 23 p 1971 1979 jun 2018 MELLO R L DE RIBEIRO E K OKUYAMA J In Atividade Física e Comportamento Sedentário conceito e riscos associados Cadernos Interfaces v 9 n 17 2020 MORAES S DE Q et al Aconselhamento para atividade física realizado por profissionais da Atenção Primária à Saúde Ciência Saúde Coletiva v 27 p 36033614 15 ago 2022 MORAES S DE Q et al Características e estratégias de aconselhamento para atividade física utilizadas por profissionais da atenção primária à saúde Ciência Saúde Coletiva v 29 p e00692023 8 jan 2024 MELINSKI A DE C Repercussões biopsicossociais de uma capacitação em atividades físicas em uma Unidade de Saúde da Família de São Carlos SP 20 abr 2017 PAPINI C B et al Costanalysis and costeffectiveness of physical activity interventions in Brazilian primary health care a randomised feasibility study Ciência Saúde Coletiva v 26 p 57115726 26 nov 2021 PIRES M R et al Descrição dos Programas Municipais de Atividade Física da Microrregião de Saúde de UberabaMG Description of the Municipal Physical Activity Programs of the Health Microregion of UberabaMG Brazilian Journal of Development v 6 n 9 p 7031170331 21 set 2020 12 SEBASTIÃO E et al Perceptions on activity behavior during the COVID19 pandemic second wave among US adults results of a short online survey Sport Sci Health p 267 275 2022 SILVA D B DA et al Efetividade de duas intervenções com diferentes volumes de exercícios físicos na qualidade de vida em mulheres usuárias da Atenção Básica de Saúde Revista Brasileira de Atividade Física Saúde v 23 p 19 2018 SILVA D B DA et al Força de trabalho de Profissionais de Educação Física na Atenção Primária à Saúde Revista Brasileira de Atividade Física Saúde v 27 p 19 11 fev 2022 SIQUEIRA W SOUZA A M O efeito dos gastos públicos nos óbitos por doenças crônicas não transmissíveis Revista Ciência Dinâmica vol 14 n 2 2023 SOBRAL L M DE et al Inserção e atuação do profissional de educação física nos núcleos de apoio à saúde da família em SantosSP Pensar a Prática v 24 17 dez 2021 VARELA R A et al O Observatório Global de Atividade Física um panorama sobre duas pandemias Rev Bras Ativ Fís Saúde v 26 2021 VIEIRA L A et al Análise temporal da inserção de Profissionais e Residentes de Educação Física no Sistema Único de Saúde de 2009 a 2021 Ciência Saúde Coletiva v 28 p 837 ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE OMS Diretrizes da OMS para atividade física e comportamento sedentário num piscar de olhos Genebra Organização Mundial da Saúde 2020 Disponível em httpswwwpahoorgptnoticias3062021ministeriodasaudedobrasillancaguia atividadefisicaparapopulacao Acesso em 3 nov 2024 WORLD HEALTH ORGANIZATION WHO Global action plan on physical activity 20182030 more active people for a healthier world Geneva World Health Organization 2018 G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 LAZER E IDOSO INSTITUCIONALIZADO TENDÊNCIAS PROBLEMAS E PERSPECTIVAS1 Recebido em 07102012 Aceito em 23042013 Giselle Alves de Moura Universidade Federal de Minas Gerais Prefeitura Municipal de Belo Horizonte Belo Horizonte MG Brasil Luciana Karine de Souza Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte MG Brasil RESUMO O profissional dedicado à atividade física para residentes de instituições de longa permanência para idosos tem enfrentado dois problemas interrelacionados pouca adesão às atividades e ausência de interesse nos trabalhos propostos A necessidade de compreender as práticas de lazer na vida de idosos independentes é um tema bastante discutido no meio profissional e científico Porém investigações sobre os significados do lazer na vida de idosos institucionalizados são escassas Na realidade a oferta de atividades de lazer é pequena nestas instituições O presente trabalho apresenta uma revisão crítica da literatura sobre lazer em idosos institucionalizados com apontamentos sobre as tendências detectadas os problemas a resolver e as perspectivas para a área PALAVRAS CHAVE Atividades de Lazer Idoso Asilo LEISURE AND INSTITUTIONALIZED ELDERLY TENDENCIES ISSUES AND PERSPECTIVES ABSTRACT The professional dedicated to physical activity to residents of long term institutions to elderly people have been facing two intertwined problems low adherence to the activities and lack of interest on the ones that are offered The need to understand leisure practices in the life of independent elderly is a very discussed topic in the academic and professional realms However research on the meanings of leisure in the life of institutionalized elderly are rare In fact the offer of leisure activities in those institutions is small This paper present a critic on the literary review about leisure on institutionalized residential homes to the elderly in Brazil with notes on tendencies detected problems to be solved and perspectives to the field 1 Este trabalho é parte inédita da Dissertação de Mestrado da primeira autora sob orientação da segunda Agradecimentos CAPES Mestrado em Lazer da UFMG D C Silveira G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 2 KEYWORDS Leisure Activities Aged Asylum Introdução O profissional dedicado à atividade física para residentes de instituições de longa permanência para idosos ILPIs tem enfrentado dois problemas interrelacionados 1 Pouca adesão às atividades físicas educativas recreativas etc e 2 Ausência de interesse nos trabalhos propostos Ao analisar o cotidiano de uma ILPI Faleiros e Morano 2009 presenciaram a organização de uma festa desarticulada da bagagem cultural e das incapacidades dos moradores O evento gerou um choque entre as expectativas dos residentes e a intenção dos organizadores Para os autores a aparente apatia e o entendimento dos idosos de que aqui não tem nada para fazer sugerem um descompasso entre o que é realizado na ILPI e o que os idosos faziam antes do ingresso na instituição A necessidade de compreender as práticas de lazer na vida de idosos independentes é um tema bastante discutido no meio profissional e científico BARRETO 1997 DOLL 2007 Porém investigações sobre os significados do lazer na vida de idosos institucionalizados são escassas Em raro e recente estudo dedicado ao tema das ILPIs Camarano e Kanso 2010 constataram que a oferta de atividades de lazer é pequena nestas instituições Na maioria das vezes é dependente de voluntariado com serviços oferecidos apenas temporariamente Os dados de Camarano e Kanso 2010 indicam que nas ILPIs da região sudeste predomina a oferta de serviços de saúde atendimento médico fisioterapia etc A maior parte das instituições conta com alguma parceria ou convênio em geral com o setor público G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 3 governo municipal estadual ou federal ou universidades e associações religiosas Atividades de lazer esportivas eou culturais ocorrem por exemplo em 169 das instituições mineiras Temse percebido mudanças significativas no padrão de vida da população brasileira com reflexos sobre a vivência do lazer BENEDETTI GONÇALVES MOTA 2007 JOIA RUIZ DONALISIO 2007 Assim é necessário rever o padrão de vida de residentes em ILPIs especialmente suas experiências de lazer Ademais conforme indicado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística Aplicada IPEA há cada vez mais idosos residindo nestes locais CAMARANO 2010 Desta feita o planejamento e a oferta de práticas de lazer precisam ser incluídos na rotina da instituição Isso permitiria a continuidade das vivências de lazer anteriores à chegada à residência eou a oportunidade de retomar vivências passadas ou mesmo criar novas Um levantamento extenso e intenso da produção científica publicada no Brasil sobre lazer em ILPIs demonstrou que grande parte dos trabalhos não abordou o tema de forma aprofundada SILVEIRA et al 2010 Do montante de publicações encontradas é o notável desenvolvimento científico da área interdisciplinar dos Estudos do Lazer no Brasil trazendo possibilidades de novos debates e pesquisas empíricas em benefício da população idosa Uma característica marcante dos esforços direcionados ao idoso institucionalizado é a priorização de suas enfermidades ou limitações Raramente são consideradas suas capacidades habilidades potencialidades ou mesmo interesses vontades e experiência de vida Em especial desconsiderados são seus interesses em descanso divertimento prazer e desenvolvimento de habilidades que promovam forças e virtudes Não é levado em conta que mesmo diante de limitações dificuldades ou enfermidades as pessoas possam G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 4 experimentar entretenimento descanso e desenvolvimento Como o número de idosos nas ILPIs tenderá a aumentar em função das mudanças de ordem social cultural econômica e familiar no país fazse necessário que serviços melhor elaborados na direção do lazer sejam planejados e executados exatamente para atender as novas demandas deste crescente público BORN BOECHAT 2002 CAMARANO KANSO 2010 Segundo Macklin 1990 apud AGICH 2008 as ILPIs no Brasil incluem indivíduos com distintos históricos socioeconômicos e culturais Há uma falta de senso de comunidade e pouco é incentivado o desenvolvimento de relacionamentos significativos entre os residentes As salas de atividades são ocupadas por idosos com pouca ou nenhuma conversa e sem interação Todavia à medida que se busca proximidade notase que são seres pensantes e conscientes embora esta consciência possa estar fragilizada e as preocupações diferentes Godbey 1999 entende que o ser humano busca experiências a partir da vontade interna e caminhos pessoalmente agradáveis Da vontade interna destacamse práticas de lazer como hábito integrado à vida do idoso Entendese a busca de um lazer pleno e verdadeiro associado à subjetividade e aos aspectos motivacionais que consideram o contexto e as preferências do idoso O estímulo a buscar o lazer pleno direcionase para a convivência com grupos afins e de algo que os mantenham ativos e valorizados com diversificação nas opções Um verdadeiro lazer está relacionado com aspectos motivacionais intrínsecos e com a percepção da liberdade onde os indivíduos tendem a realizar atividades pela satisfação propiciada Também Kowalski 2007 apud PINTO 2008 refere um lazer vivenciado na plenitude sempre que as pessoas se sintam bem com o relaxamento físico e psicológico experimentados e quando os sujeitos percebem diferentes sensações ou o gozo do repouso G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 5 Na direção de contribuir com os esforços na promoção do lazer em ILPIs considerase importante investigar a trajetória a atualidade e as perspectivas associadas às experiências de lazer de idosos institucionalizados Reunindo estas três fontes de experiências de lazer seria possível captar as reais motivações interesses e vontades associadas ao lazer No entanto um primeiro passo é necessário Dos trabalhos disponíveis publicados sobre lazer em idosos asilares é importante localizar os problemas apontados nessas publicações e delas advindos bem como as tendências principais e as perspectivas diante do quadro analisado Antes disso considerase relevante compreender o que é uma ILPI e como é o cotidiano de seus residentes As instituições de longa permanência para idosos ILPIs A história dos asilos de velhos é antiga e o cristianismo foi pioneiro nesta forma de amparo aos idosos em situação de pobreza e exclusão social POLLO ASSIS 2008 Antes disso os idosos eram abrigados juntamente com outros pobres doentes mentais crianças abandonadas e desempregados BORN 2001 A maior parte dos asilos tem origem na filantropia religiosa e na ideologia humanista No Brasil as confrarias da Sociedade São Vicente de Paulo passam a atender os idosos de forma residencial No Rio de Janeiro de 1890 surge o Asilo São Luiz para a Velhice Desamparada GROISMAN 1999 Em 1964 a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo passa a dedicarse mais aos idosos à medida que aumentavam as internações destes indivíduos BORN 2001 Destacase que no século XX estas instituições passam a incorporar ideias de higiene e educação e no início do século XXI a regulamentação de direitos humanos FALEIROS MORANO 2009 G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 6 No entanto a instituição asilar é vista com resistência e preconceito e entendida como depósito de idosos local de exclusão e isolamento Residir numa instituição pode significar abandonar o lugar idealizado da família BORN 2001 Todavia muitas vezes a família é um espaço de conflitos o que é confirmado com certa frequência pelos indicadores de violência doméstica contra o idoso CAMARANO 2007 Diante do novo quadro social da população idosa brasileira é preciso conscientizar sobre as mudanças necessárias para o bemestar de todos os idosos nas ILPIs Para isto é preciso desconstruir a ideia de caridade de outros tempos e entender estes locais como instituições prestadoras de serviço diante da demanda atual de atendimento As ILPIs são também conhecidas como abrigo lar asilo casa de repouso clínica geriátrica e ancionato A mudança do nome asilo para ILPI segundo Camarano e Kanso 2010 teve origem na tentativa da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia SBGG de expressar a função híbrida destas instituições assistência social e à saúde Mas para Camarano e Kanso 2010 a ILPI não é um estabelecimento clínico nem terapêutico e sim uma residência coletiva de idosos independentes e idosos com dificuldades para desempenhar atividades de vida diária Por outro lado embora se reconheça os esforços em perceber as ILPIs como residência coletiva muitas demonstram fortes traços de ambientes médicos São indicadores disso a predominância da linguagem médica na referência aos residentes o ambiente sanitarizado os funcionários uniformizados e o trabalho centrado em atender as necessidades diárias dos idosos AGICH 2008 Atualmente os residentes das ILPIs apresentam características e necessidades diferenciadas dos asilos de outras épocas Há idosos que buscam uma ILPI por opção própria outros para manter a independência funcional mesmo diante dos problemas de G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 7 saúde Há aqueles que querem evitar a posição de fardo para os familiares outros desejam uma vida social mais ativa com a convivência com pessoas da mesma idade É neste último tipo de motivação que se encontra mais claramente uma relação próxima entre vida social mais ativa e o valor atribuído ao lazer As pesquisas do Instituto de Pesquisas Econômicas IPEA verificaram que 67 das ILPIs da região sudeste são filantrópicas sem fins lucrativos CAMARANO 2010 A maioria dos idosos residentes em ILPIs possui família companheiros filhos netos ou parentes embora isso não garanta a permanência do idoso no domicílio familiar Predominam solteiros e viúvos o que sugere que a ausência do companheiro contribui para o asilamento CORTELLETTI CASARA HEREDIA 2004 As ILPIs com residentes de menor poder aquisitivo são mais modestas e dependem de apoio de entidades privadas ou públicas e contribuições da comunidade Nestes casos os serviços são oferecidos majoritariamente por voluntariado muitas vezes com qualificação inferior Além disso a carência de recursos materiais e de equipamentos são fatores condicionantes e limitantes ao desenvolvimento de atividades pelos idosos Na ILPI se ocupa o tempo predominantemente com atividades passivas e de pouca interação como ler ouvir rádio ou conversar Com o tempo estas atividades diminuem em virtude de perdas decorrentes do envelhecimento as quais precisam ser amparadas contudo o suporte material nem sempre é suficiente BULLA MEDIONDO 2004 A respeito da velhice asilar Debert 1999 aponta que de um lado há solidão descaso do poder público e desigualdade social de outro a sabedoria dos residentes com suas experiências de vida Toda a diversidade observada nestas instituições também se relaciona com a sociedade como um todo deixando transparecer inclusive a desigualdade G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 8 econômica BEAUVOIR 1990 Logo analisar a ILPI requer afastamento de julgamentos de valor e um posicionamento com criticidade Davim et al 2004 estudaram as características socioeconômicas e de saúde de 76 idosos de três ILPIs filantrópicas de Natal RN Os dados confirmaram a tendência de outros estudos predominância do sexo feminino AIRES PAZ PEROS 2006 CHAIMOWICZ GRECO 1999 LOPES et al 2007 SANTANA et al 2006 baixa escolaridade AIRES et al 2006 LOPES et al 2007 PELEGRIN et al 2008 e baixo poder aquisitivo AIRES et al 2006 PELEGRIN et al 2008 Em um estudo realizado por Pelegrin et al 2008 em 72 residentes de uma ILPI de Ribeirão Preto SP a maior parte dos idosos era do sexo masculino e com idade entre 71 e 90 anos dados que destoam da maioria das instituições A renda mensal era de um salário mínimo com baixa escolaridade e alta taxa de indivíduos solteiros estes dados vão mais ao encontro do perfil típico desta população Em geral os idosos eram independentes para a maioria das AVDs Entretanto o ambiente físico apresentava muitas irregularidades pisos e mobiliários inadequados e falta de corrimãos o número de cuidadores era insuficiente e não havia atividades de lazer Na visão de Franciscatti et al 2004 após a análise de uma ILPI de São João delRei MG estas instituições privam os idosos de suas escolhas mais simples em prol de normas institucionais o que permite a emergência de perdas sociais e do empobrecimento afetivo Para Freire Júnior e Tavares 2005 os residentes de ILPIs são pessoas que a partir do momento em que são institucionalizadas tem reduzidas suas chances de realizar novos projetos de vida O afastamento do convívio social e das relações com a história de vida reforça este quadro além de uma sequência de desestímulos que levam ao isolamento à depressão e à apatia geral diante da vida G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 9 Faleiros e Justo 2007 estudaram 45 moradores de uma ILPI pública de Assis SP Detectouse pouco contato dos residentes com familiares ou mesmo uma ruptura com estes Os idosos mencionaram visitantes fora do círculo familiar estagiários do projeto universitário UNATI da UNESPAssis e passeios pela cidade como os três contextos nos quais tinham contato com outras pessoas De modo geral as ILPIs não possuem espaço físico planejado para o lazer principalmente as mais necessitadas FALEIROS JUSTO 2007 Atividades diferenciadas são pouco oferecidas pela maioria das ILPIs Apesar de boa parte delas contarem com espaços abertos pátio e jardim não é especificado nos estudos encontrados se estes espaços são adaptados para o lazer do residente O lazer a recreação e o tempo livre no contexto das ILPIs Como visto em geral as ILPIs pouco oferecem espaços para lazer aos moradores FALEIROS JUSTO 2007 Dentre as que oferecem no entanto não há consenso sobre a denominação das práticas oferecidas que ora são chamadas de recreativas de lazer terapêuticas ou para combater o sedentarismo As atividades de recreação são diversificadas e não exclusivas a momentos de lazer podendo ser vivenciadas em outros tempos e espaços sociais a partir de uma liderança voluntária ou profissional e com a finalidade de diversão Já o lazer é por natureza parte da cultura e se manifesta ludicamente no tempo e no espaço por meio de relações dialéticas entre pessoas e suas necessidades e obrigações envolvendo manifestações culturais como jogos brincadeiras festas passeios viagens esportes e formas de arte GOMES 2004 A articulação entre os conceitos de tempo livre e de lazer no contexto asilar remete a dois aspectos O primeiro é o papel central da atividade laboral na vida destas pessoas G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 0 seguindo a lógica da produtividade sem ocupações elas não sabem o que fazer no tempo livre O segundo aspecto é o envolvimento do idoso em um espaço fechado regulado por regras distintas do mundo externo o que leva o tempo livre a ser consumido na forma de lazer passivo Concordando com Ferrari 2007 para se descobrir a capacidade de enfrentamento desta dimensão do tempo é preciso estimular atividades que deem ritmo e significado à vida As atividades de lazer e de ocupação do tempo livre no período préasilar diminuem consideravelmente com o ingresso na ILPI BULLA MEDIONDO 2004 A partir daí a tarefa é criar uma nova estrutura de vida na qual o tempo livre se desconecte da obrigação e os sujeitos exerçam liberdade não porque há permissão do outro como no tempo do trabalho mas porque o próprio sujeito a exige Assim o ser humano não é livre somente do tempo mas especialmente no tempo Uma maior ou menor diversificação na oferta de atividades de lazer depende da possibilidade de recursos financeiros do idoso da família e da instituição asilar As instituições com menos recursos tendem a pouco disponibilizar estes serviços apesar de reconhecerem a importância do lazer na qualidade de vida dos idosos CREUTZBERG GONÇALVES SOBOTTKA 2007 Assim é preciso identificar o lazer como necessário ao bemestar geral da população idosa somando esforços para o cumprimento legal do direito ao lazer Brito e Carlos 2007 avaliaram a qualidade de vida de uma residência específica para idosos profissionais artistas no Rio Grande do Sul Havia liberdade para ir e vir e viviam sozinhos na casa mas não apresentavam vínculos de pertencimento ao local não se sentiam como um coletivo organizado e não se aceitavam mutuamente As dificuldades de convivência acarretavam prejuízos emocionais e relacionais O estudo concluiu que mesmo G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 1 em uma residência com plena autonomia faziase necessário a presença diária de uma equipe mínima especializada para organizar o cotidiano dos idosos Uma pesquisaação de Rodrigues 2002 com vivências de lazer fora do espaço residencial em um condomínio para idosos de Jataí GO levou os moradores a perceber a acomodação e isolamento em que se encontravam O autor identificou interesses individuais coragem diante de novidades e troca de conhecimentos e de saberes que favoreceram a liberdade de opção Os resultados indicaram a importância de educar para o lazer favorecendo a possibilidade de opções e escolhas Brum 2001 relata a percepção de residentes sobre a vida em uma ILPI privada filantrópica e leiga da cidade do Rio de Janeiro Havia comportamentos discriminatórios entre os moradores por exemplo na recusa de alguns em sentarse à mesa com outros de menor nível socioeconômico Além disso a autora captou sentimentos de espera pela morte enquanto outros idosos afirmaram encontrar vida na instituição No que diz respeito ao lazer a ILPI possui biblioteca capela jardins e salão de festas mas Brum 2001 não fornece detalhes sobre o aproveitamento e a utilização dos espaços de lazer pelos residentes Lopes et al 2007 analisaram diagnósticos de enfermagem necessidades psicossociais e bemestar espiritual de 55 residentes de uma ILPI de Rio Grande RS Muitos idosos sentiam falta da família e amigos enquanto outros estavam satisfeitos com a ILPI como única rede de apoio disponível Quanto às atividades de lazer 30 idosos não realizavam atividade e 24 participavam de artesanato bingo dança passeio leitura grupo religioso costura assistir televisão ouvir rádio e leituras Os idosos que não participavam das atividades de lazer justificavam sua ausência em virtude de tédio e de desejo de alguma G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 2 coisa para fazer Ao mesmo tempo observouse que a nãoparticipação estava atrelada à dificuldade de acesso às mesmas Davim et al 2004 examinaram as práticas de lazer de três ILPIs de Natal RN classificandoas como ausentes ou limitadas e com baixa taxa de adesão Embora para os idosos o lazer fosse importante não ficou claro o real grau de interesse dos entrevistados sobre as práticas oferecidas Em uma das instituições todos os idosos foram considerados sedentários Das três instituições investigadas 49 dos idosos relataram que preferiam fazer nada Diante dos resultados Davim et al 2004 ressaltam a importância de se encontrar atividades prazerosas com base na vontade própria e na habilidade individual do morador Índices pequenos de participação de residentes nas atividades oferecidas pelas instituições também são relatados por Maia Londero e Henz 2008 Santa Maria RS Pavan Meneghel e Junges 2008 ILPIs da região do Alto Uruguai RS e por Gobbi et al 2008 Rio Claro SP Para estes autores a falta de adesão é devida à falta de investimentos e de estímulos a atividades prazerosas aos idosos Santana et al 2006 analisaram a oferta de lazer em uma ILPI assistencial de Viçosa MG As atividades oferecidas por estagiários envolviam modelagem teatro e expressão corporal cinco vezes por semana Entretanto a estrutura física do local era inadequada para os idosos e não apresentava área de lazer Os estagiários conseguiram motivar os residentes devido ao caráter diferenciado das atividades que acabaram atendendo a diferentes interesses dos participantes As atividades proporcionaram também uma gradual aproximação entre os residentes tornandoos mais integrados Ao final Santana et al 2006 concluíram que o lazer consegue despertar nos idosos institucionalizados a capacidade de estabelecer novas e significativas relações sociais além G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 3 de estimular a busca por autonomia Todavia mesmo diante de resultados positivos os autores identificaram aspectos comuns à maioria das ILPIs como a descontinuidade dos serviços voluntários e falta de organização e planejamento das tarefas Para Ximenes e Cortes 2007 esta desorganização resulta em frustração geral colocando os residentes em uma situação de constante disponibilidade Consequentemente a autonomia dos usuários é desrespeitada e o que poderia ser um momento terapêutico acaba se transformando em antiterapia Grossi Schardosim e Vargas 2005 investigaram o lazer em 16 idosos institucionalizados em dois municípios gaúchos e perceberam que para muitos residentes não há distinção entre trabalho e lazer A título de ilustração alguns idosos associavam práticas de lazer na instituição a serviços domésticos como atender a porta executar pequenos consertos reparos auxiliar idosos doentes ou pagar contas no banco Outros identificaram o lazer com caminhada dança pintura ouvir rádio leitura da Bíblia e fazer palavras cruzadas Para outros ainda as poucas atividades que interessam são evitadas por problemas de saúde Plati et al 2006 compararam três grupos de idosos da cidade de São Paulo para avaliar o desempenho cognitivo e verificar a frequência de sintomas depressivos idosos institucionalizados que praticavam atividades de lazer idosos institucionalizados que não praticavam tais atividades e idosos não institucionalizados mas que participavam de atividades religiosas grupos de convivência e viagens Não foram encontradas diferenças significativas para sintomas depressivos entre idosos inativos e ativos mas o envolvimento em atividades diversificadas de lazer esteve correlacionado à performance cognitiva Para Ximenes e Cortes 2007 o fazer humano consiste na continuidade de fazer planos estabelecer contatos sociais tornando o morador da ILPI um sujeito ativo e G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 4 participante na comunidade A linguagem deste fazer seja ele físico de lazer ou de trabalho permite conhecer o mundo o espaço o tempo em que se vive e sua cultura O lazer nas ILPIs Tendências problemas e perspectivas As publicações encontradas na literatura nacional apontam por intermédio de diferentes análises as dificuldades enfrentadas nas instituições especialmente as mais necessitadas Dentre as limitações detectadas podemse enumerar os recursos humanos ineficientes dificuldades de acesso aos espaços de lazer baixa motivação dos idosos espaços físicos não planejados e ações governamentais ineficazes Apesar de a maioria dos trabalhos encontrados não focalizar o lazer na ILPI são identificadas nestas publicações contribuições importantes Assim o estudo atento às publicações disponíveis permite reunir elementos para auxiliar na construção de propostas de lazer que beneficiem os usuários desta faixa etária A rotina diária de idosos institucionalizados depende fundamentalmente de como a instituição planeja organiza e oferece oportunidades para que o residente tenha mais do que apenas os cuidados mínimos atendidos Atividades educativas recreativas culturais etc enquanto obrigações institucionais precisam ser planejadas organizadas e executadas com base no público ao qual são destinadas Proporcionar espaçosmomentos de lazer ao idoso institucionalizado é partir da vontade e do interesse do residente em como descansar se divertir e se desenvolver em outras palavras como vivenciar lazer para além da recreação Muitas atividades propostas nas ILPIs intentam melhorar as condições físicas e motoras de seus participantes e indiretamente promover divertimento emoções positivas G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 5 aumento da autoestima ou boas interações sociais No entanto o desinteresse do idoso pela atividade físicomotora impede o ganho secundário com experiências sociais e emocionais As práticas orientadas para o lazer nas ILPIs não tem correspondido às necessidades motivacionais de seus usuários Iniciativas de órgãos públicos universidades ou serviços voluntários tem procurado incentivar a população idosa institucionalizada mas carecem de recursos financeiros e capacitação profissional para aprimorar os serviços Aparentemente as poucas ações desenvolvidas parecem contemplar as necessidades de alguns idosos mais independentes o que corresponde a uma pequena parcela do público institucionalizado É rara ou ausente a motivação interna nos idosos institucionalizados para realizar as atividades que a ILPI oferece ou mesmo para solicitar atividades de seu interesse Acima de tudo não se observa uma tentativa de estimular os residentes a experimentar práticas culturais educativas e sociais diversificadas principalmente quando a maioria destes idosos visualiza estas ofertas como obrigatórias ou desvinculadas de seus verdadeiros interesses Para Vecchia et al 2005 a conquista de uma vida com qualidade é construída através de um processo que inclui refletir sobre o que é importante para a vida pessoal e assim estabelecer metas para serem atingidas tendo como inspiração o desejo de ser feliz Desta forma diretrizes que valorizem o idoso como protagonista de suas escolhas poderão contribuir para elevar o número de interessados na prática do lazer Outro aspecto importante a ser considerado é o fato de que o idoso institucionalizado sem oportunidades para manifestar seus interesses e vontades não se sente integrado à instituição A promoção da vivência do lazer também pode contribuir para o idoso se sentir incluído na ILPI como membro ativo de uma real comunidade G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 6 Nas discussões sobre o lazer presentes na literatura científica disponível quando este não é tratado na sua especificidade é entendido como complemento de práticas terapêuticas preenchimento do tempo vazio medida de integração entre os residentes ou na maioria das vezes atrelado a atividades corporais Estas discussões não tendem a levar em consideração o julgamento do usuário sobre a classificação desta ou daquela atividade como vivência de lazer de seu interesse Assim as possibilidades de discutir práticas de lazer ficam em um plano secundário desarticulado do contexto de vida real do indivíduo Partindose do pressuposto de que o lazer não pode ser imposto para ser usufruído os idosos precisam ser consultados em relação a suas experiências de lazer Esta consulta para ser completa deve abarcar não somente suas atuais necessidades e vontades mas também resgatar suas experiências passadas de lazer Portanto acreditase na urgência de investimentos científicos que tragam respaldo para a prática profissional dedicada ao idoso brasileiro em especial o institucionalizado O esforço científico e profissional voltado ao lazer nas ILPIs pode contribuir para que as novas gerações tenham à sua disposição meios para usufruir de um lazer pleno com descanso diversão e desenvolvimento integral Nessa direção reconhecese a necessidade de proporcionar experiências de lazer verdadeiramente gratificantes ao morador da ILPI em harmonia com suas experiências de vida motivações e necessidades É preciso investir cientificamente em pesquisas que permitam além de colaborar para a atuação profissional qualificada em lazer nestas instituições localizar elementos que possibilitem desenvolver e difundir práticas de lazer com as quais este idoso se identifique Contudo não bastaria apenas interrogar o usuário da ILPI sobre seus interesses e vontades atuais em lazer mas auxiliálo a refletir sobre o lazer desde suas experiências anteriores na vida laboral no tempo livre no lazer na vida como aposentado e na transição G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 7 para a ILPI São também variáveis importantes à pesquisa do lazer na ILPI o tempo de institucionalizaçãoo significado do lazer na vida do idoso frágil as demandas de lazer nas instituições o baixo aproveitamento das práticas de lazer e os graus de autonomia e suas implicações nas práticas de lazer nas ILPIs Nesse sentido acreditase que a investigação científica pode atuar como mediadora entre o idoso institucionalizado e a suas experiências passadas com o lazer b suas experiências presentes com o lazer e c suas intenções futuras com o lazer É raro este tipo de discussão tanto nas ILPIs como no meio científico e profissional Nenhum estudo foi localizado que tratasse do lazer nas ILPIs com foco nas experiências de lazer enquanto trajetória passado atualidade presente e intenção futuro Considerase que há diferentes formas de abordagem ao lazer na ILPI No entanto as formas disponíveis não se têm mostrado eficientes nem eficazes para trabalhar o interesse cultural e motivacional dos sujeitos Acreditase que primeiro passo na direção de estimular a motivação interna para a prática de lazer na ILPI é acessar as experiências de lazer de seus residentes para que as propostas institucionais sejam mais condizentes com seus interesses e vontades Além disso identificar as experiências de lazer compartilhado são especialmente relevantes em virtude do conhecido distanciamento relacional decorrente da institucionalização Finalmente é igualmente necessário conhecer as características da oferta de lazer institucional e comparálas com as experiências de lazer atuais segundo percebidas pelo próprio idoso bem como com suas perspectivas futuras de lazer na ILPI REFERÊNCIAS AGICH G Dependência e autonomia na velhice um modelo ético para o cuidado de longo prazo São Paulo LoyolaCentro Universitário São Camilo 2008 G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 8 AIRES M PAZ A PEROS C O grau de dependência e características de pessoas idosas institucionalizadas Revista Brasileira de Ciências do Envelhecimento Humano v 3 n 2 p 7991 2006 BARRETO M Lazer e cultura na velhice In IX Encontro Nacional de Recreação e Lazer Anais Belo Horizonte UFMGPrefeitura Municipal de Belo Horizonte 1997 p 130136 BEAUVOIR S de A velhice 6ed Rio de Janeiro Nova Fronteira 1990 BENEDETTI T GONÇALVES L MOTA J Uma proposta de política pública de atividade física para idosos TextoContexto Enfermagem v 16 n 3 p 387398 2007 BORN T Quem vai cuidar de mim quando eu ficar velha Revista Kairós Gerontologia v 4 n 2 p 135148 2001 BOECHAT N A qualidade dos cuidados ao idoso institucionalizado In FREITAS E et al Org Tratado de Geriatria e Gerontologia Rio de Janeiro GuanabaraKoogan 2002 p 768777 BRITO S CARLOS S A Fragmentos de discurso heterogêneo de idosos num espaço homogêneo de carência e partilha Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento v 11 p 81102 2007 BRUM E A suave subversão da velhice o mundo das grandes solidões e pequenas delicadezas de uma casa de velhos Revista Época Ano IV n 188 p 8299 2001 BULLA L MEDIONDO M Velhice dependência e vida cotidiana institucional In CORTELLETTI I A CASARA M B HERÉDIA V B M Org Idoso asilado um estudo gerontológico Caxias do Sul EducsEdipucrs 2004 p 87113 CAMARANO A A Instituições de longa permanência e outras modalidades de arranjos domiciliares para idosos In NERI A L Org Idosos no Brasil vivências desafios e expectativas na terceira idade São Paulo Perseu AbramoSESCSP 2007 p 169189 CAMARANO A A Org Características das instituições de longa permanência para idosos região sudeste Brasília IPEA 2010 CAMARANO A A KANSO S As instituições de longa permanência para idosos no Brasil Revista Brasileira de Estudos Populacionais v 27 n 1 p 233235 2010 CHAIMOWICZ F GRECO D Dinâmica da institucionalização de idosos em Belo Horizonte Brasil Revista de Saúde Pública v 33 n 5 p 454460 1999 CORTELLETTI I A CASARA M B HERÉDIA V B Org Idoso asilado um estudo gerontológico Caxias do Sul EDUCS 2004 G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 1 9 CREUTZBERG M GONÇALVES L SOBOTTKA E A sobrevivência econômica de instituições de longa permanência para idosos empobrecidos Revista Latino Americana de Enfermagem v 15 n 5 p 748754 2007 DAVIM R et al Estudo com idosos de instituições asilares no município de NatalRN características sócioeconômicas e de saúde Revista Latino Americana Enfermagem v 12 n 3 p 518524 2004 DEBERT G G A reinvenção da velhice Socialização e processos de reprivatização do envelhecimento São Paulo Editora da USPFAPESP 1999 DOLL J Educação cultura e lazer perspectivas de velhice bem sucedida In NERI A L Org Idosos no Brasil vivências desafios e expectativas na terceira idade São Paulo Ed Perseu AbramoEdições SESCSP 2007 p 109123 FALEIROS V JUSTO J O idoso asilado a subjetividade intramuros Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 10 n 3 p 327337 2007 MORANO T Cotidiano e relações de poder numa instituição de longa permanência para pessoas idosas Revista Textos Contextos v 8 n 2 p 319338 2009 FERRARI M Lazer ocupação do tempo livre e os programas da terceira idade In NETTO M P Org Tratado de Gerontologia São Paulo Atheneu 2007 p 243251 FRANCISCATTI K V S et al Empobrecimento Afetivo família e instituição asilar como reflexo da individuação danificada In CONGRESSO IBEROAMERICANO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA 8 2005 Rio de Janeiro Anais Rio de Janeiro UFRJUNIRIO 2005 p 18 FREIRE JÚNIOR R TAVARES M A saúde sob o olhar do idoso institucionalizado conhecendo e valorizando sua opinião InterfaceComunicação Saúde Educação v 9 n 16 p 147158 2005 GOBBI S et al Comportamento e barreiras atividade física em idosos institucionalizados Psicologia Teoria e Pesquisa v 24 n 4 p 451458 2008 GODBEY G Leisure Recreation Play and Flow In GODBEY G Org Leisure in your life An exploration State College PA Venture Pub 1999 p 120 GOMES C L Org Dicionário crítico do lazer Belo Horizonte Autêntica 2004 GROISMAN D Asilos de velhos passado e presente Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento v 2 n 2 p 6787 1999 G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 2 0 GROSSI P SCHARDOSIM M VARGAS C Idosos institucionalizados In DORNELLES B COSTA G Org Lazer realização do ser humano uma abordagem para além dos 60 anos Porto Alegre Sagra Luzzato 2005 p 136143 JOIA L RUIZ T DONALÍSIO M Condições associadas ao grau de satisfação com a vida entre a população idosa Revista de Saúde Pública v 41 n 1 p 131138 2007 KOWALSKI M Estudos do Lazer Apostila da disciplina Estudos do Lazer Viçosa UFV 2007 LOPES F et al Diagnósticos de enfermagem de idosos residentes em uma instituição de longa permanência ILP Ciência Cuidado e Saúde v 6 n 1 p 5967 2007 MACKLIN R Good citizen bad citizen case commentary In KANE RA CAPLAN A L Ed Everyday Ethics resolving dilemmas in hursing homelife New York Springer 1990 p 6070 MAIA G LONDERO S HENZ A Velhice instituição e subjetividade Interface Comunicação Saúde Educação v 12 n 24 p 4959 2008 PAVAN F MENEGHEL S JUNGES J Mulheres idosas enfrentando a institucionalização Cadernos de Saúde Pública v 24 n 9 p 21872190 2008 PELEGRIN A et al Idosos de uma instituição de longa permanência de Ribeirão Preto níveis de capacidade funcional Arquivos de Ciências da Saúde v 15 n 4 p 182188 2008 PINTO S G Relações entre família trabalho e lazer o caso dos professores da Universidade Federal de Viçosa 2008 Dissertação Mestrado em Economia Doméstica Universidade Federal de Viçosa Viçosa 82 p PLATI M et al Sintomas depressivos e desempenho cognitivo nos idosos relações entre institucionalização e realização de atividades Revista Brasileira de Psiquiatria v 28 n 2 p 118121 2006 POLLO S ASSIS M Instituições de longa permanência para idosos ILPIs desafios e alternativas no município do Rio de Janeiro Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 11 n 1 p 118 2008 RODRIGUES M O lazer do idoso Barreiras a superar Revista Brasileira de Ciências do Movimento v 10 n 4 p 105108 2002 SANTANA J et al Envelhecimento lazer e instituições de longa permanência In SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOCIEDADE INCLUSIVA 4 Anais Belo Horizonte PUCMINAS 2006 G i s el l e A d e Mo ur a e Lu c i a na K d e S o uz a Li c er e B e lo Ho r iz o nte v 1 6 n2 j u n 2 0 1 3 La z er e Id o so I n st i t uci o na l iz ad o 2 1 SILVEIRA D et al Produção científica nacional em lazer e envelhecimento resultados preliminares SEMANA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFMG 19 2010 Anais Disponível em wwwufmgbrprpqarquivos015774html VECCHIA R et al Qualidade de vida na terceira idade Um conceito subjetivo Revista Brasileira de Epidemiologia v 8 n 3 p 246252 2005 XIMENES M CORTES B A instituição asilar e seus fazeres cotidianos um estudo de caso Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento v 11 p 2952 2007 Endereço das Autoras Luciana Karine de Souza Universidade Federal de Minas Gerais FAFICH Depto de Psicologia Av Antônio Carlos 6627 sala F4050 Campus Pampulha CEP 31270901 Belo Horizonte MG Endereço Eletrônico giselleamouragmailcom 254 A DANÇA COMO CONTRIBUTO PARA A QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS E NÃO INSTITUCIONALIZADOS Isabel Varregoso12 Rita Machado2 Marisa Barroso12 1CIEQV IPL IPS 2Instituto Politécnico de Leiria Escola Superior de Educação e Ciências Sociais RESUMO O estudo teve como objetivo verificar o efeito de aulas de dança na qualidade de vida de idosos institucionalizados e não institucionalizados A amostra constituise por 22 idosos Institucionalizados GI e 32 Não Institucionalizados GNI de ambos os sexos com id ades entre os 65 e os 92 anos Foram ministradas aulas de dança durante 4 meses sessões semanais de 4560 sendo abordadas danças de cariz popular portuguesas e do mundo Após as aulas os idosos responderam ao Questionário de Satisfação com as Aulas Comprido 2013 Os principais resultados indicam que no GI os idosos tiveram resultados em média 12 mais baixa nos itens se sentir mais eficaz sentirse eficaz para ultrapassar problemas e ser mais otimistas No GI e no GNI os idosos afirmaram ter melhorado a sua saúde realizar as tarefas do diaadia com menos esforço se sentirem mais ativos mais aptos e em melhor condição física As aulas ajudaram a libertar emoções e ansiedade a divertiremse sentirem se mais tranquilos mais satisfeitos consigo mesmos mais positivos com a vida e a sentirem bemestar e relacionarse socialmente Concluise que as aulas de dança contribuíram para manutenção ou melhoria de alguns indicadores reportados à qualidade de vida Palavraschave dança idosos bemestar qualidade de vida 255 ABSTRACT The study aimed to verify the effect of dance classes in the quality of life of elderly inpatients and not institutionalized The sample is for institutionalized elderly 22 GI and 32 non Institutionalized NLS of both sexes with id ades among the 65 and 92 years Dance lessons were given during 4 months weekly sessions of 45 60 being addressed popular nature Portuguese dances and in the world After school older people responded to the questionnaire of satisfaction with school Long 2013 The main results indicate that in the GI the elderly had lower results on average 12 items feel more effective feel effective to overcome problems and be more optimistic In the GI and the NLS the elderly have claimed to have improved your health perform the tasks of daily life with less stress feel more active more capable and in better physical condition The lessons helped free emotions and anxiety have fun feel more assured more satisfied with themselves more positive about life and feel and relate socially It is concluded that the dance classes contributed to maintaining or improving some indicators reported to the quality of life Keywords dance elderly wellbeing quality of life INTRODUÇÃO De entre as várias atividades humanas a Dança é aquela que reúne atividade corporal e atividade artística numa simbiose que norteados os contextos de prática pode resultar numa vivência de grande bemestar Envolvendo exercitação e expressão pode representar um contributo significativo para melhorar o bemestar e a qualidade de vida de idosos BerrymanMiller 1988 Varregoso 2010a 2014 Machado 2015 Tem vindo a mostrarse uma estratégia positiva preventiva e desenvolvimentista para este escalão etário a nível físico psicológico social expressivo e comunicativo associando o processo de envelhecimento a uma experiência enriquecedora e social O presente estudo resulta de uma abordagem da Dança como atividade que pode contribuir para a autonomia e independência dos idosos e assim representar uma resposta para a promoção do envelhecimento ativo que segundo a OMS 2002 se deve consubstanciar numa dimensão física e numa dimensão social traduzindose em qualidade de vida Sendo a qualidade de vida um constructo multidimensional é muitas vezes encarado para os idosos como sinónimo de funcionalidade autonomia e independência sendo considerado um 256 satisfatório indicador de envelhecimento Neste âmbito a dança tem sido impulsionada junto dos idosos surgindo mais experiências e mais investigação neste domínio E foi nesse âmbito que o presente estudo surgiu e teve como objetivo verificar o efeito de aulas de dança na qualidade de vida de idosos institucionalizados e não institucionalizados O estudo mostrouse pertinente e de interesse face ao panorama atual devido a quatro razões por um lado pela necessidade de promover atividades específicas para os idosos usandose uma dinâmica e metodologia adequadas e adaptadas por outro lado a necessidade de variar o tipo de atividades oferecidas a idosos variandose o tipo de exercitação física e motora por outro lado pela vantagem que a dança encerra de proporcionar movimento e arte em simultâneo comprovandose essa vantagem a vários níveis por último por necessidade de sistematizar metodologias usadas com a população portuguesa e comprovar as respetivas evidências científicas gerando um suporte teórico de fundamentação acessível aos profissionais que trabalham no terreno Estado da arte A qualidade de vida é um conceito amplo pois é multidimensional dinâmico autorregulador e contextual Mazo Mota Cardoso Prado Antunes 2009 p 32 Não sendo entendido de forma consensual porque as pesquisas e referências aos indicadores de qualidade de vida são extensas e algo dispersas por serem feitas em áreas diversas este conceito é sempre interpretado como algo positivo e a valorizar Comprido 2013 Desde 2005 que a Organização Mundial de Saúde OMS definiu o conceito como uma perceção do indivíduo acerca da sua posição na vida de acordo com o contexto cultural e o sistema de valores com os quais convive e em relação aos seus objetivos expetativas padrões e preocupações e influenciada de um modo complexo pela saúde física pelo estado psicológico nível de independência relações sociais e fatores ambientais OMS 2005 p 14 Não se esgotando nela no presente estudo reportamos o conceito de qualidade de vida para idosos que a relaciona com a saúde podendo ser medida em função de várias dimensões função física desempenho físico dor física saúde geral vitalidade função social desempenho emocional e saúde mental Ware Sherbourne 1992 Evans 2010 Todas estas dimensões interagem e interinfluenciamse como um fenómeno de arrastamento associandose ainda à nutrição lazer educação felicidade afeto e bem estar englobando referências de valor quer individuais quer socioculturais e para além de traduzir uma hierarquização de necessidades objetivas representa também uma 257 sensação subjetiva de satisfação Comprido 2013 p 136 Ao relacionar o prolongamento dos anos de vida com a existência criação e desenvolvimento de oportunidades de saúde participação na comunidade e segurança a todos os níveis este conceito foi acentuado pela Comissão da União Europeia ao consagrar o ano 2012 como o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e Solidariedade entre Gerações AEEASG Esta iniciativa traduziuse em variados projetos e ao alertar para o fenómeno de envelhecimento da europa levou a criar mais oportunidades de qualidade adequando as políticas para esta população também em Portugal Comissão da União Europeia 2012 DireçãoGeral de Saúde 2013 Para este estudo delimitamos conceptualmente idoso como o indivíduo que tem 65 ou mais anos e idoso institucionalizado como aquele que reside numa instituição e dela usufrui de cuidados 24h por dia Cardão 2009 Pereira 2012 Considerase dança como uma atividade que faz uso do corpo se desenrola no espaço e no tempo e serve para comunicar Para Geis 2003 p 106 é a arte do movimento do corpo que se desloca em um espaço preestabelecido de acordo com um determinado ritmo e um mecanismo consciente Ela é um fenómeno sociocultural muito ligado à música e sendo a mais antiga de todas as artes Autores como Varregoso 2004 Araújo 2011 ou Silva 2015 descrevemna como sendo uma forma de arte onde o movimento do corpo representa o indivíduo o qual se expressa e comunica com o mundo exterior transmitindo pensamentos emoções e sentimentos com um significado sociocultural e com intenção estética Machado 2015 Para Araújo 2011 p 24 Constitui uma manifestação artística com um forte significado cultural que por ser também uma forma de comunicação une o corpo humano e o ambiente que o rodeia com uma linguagem comum Ela representa o sujeito que a manifesta pois expressa os seus sentimentos emoções e expressões Na dança esta envolvência do corpo em movimento concedelhe um carater de exercitação que para os mais velhos é extremamente significativo e valoriza o bemestar físico psicológico e social entendido este como um estado de vida em que melhor nos adaptamos ao meio envolvente uma forma de identificação pessoal e construção social Numa idade de reforma e portanto de tempo livre e desocupado por vezes difícil de otimizar dançar pode representar pertencer a um grupo caminhar para uma responsabilidade conjunta num horário a cumprir e num tempo que se preenche Pode representar a descoberta de capacidades desconhecidas de momentos de folguedo despreocupado de desafios ou de partilhas De convívio de relacionamentos de encontros E pode significar optar por uma 258 forma de exercitação que de mostra segura alegre e divertida sem representar a carga stressante física e psicológica de outro tipo de exercitações Araújo 2011 Machado 2015 A dança adaptada ao idoso é vista como uma forma de interação gratificante entre os pares para cada idoso consigo próprio que lhe permite conhecerse superarse desafiarse desenvolverse predisporse para outras tarefas e aceitar as já realizadas Fortes 2008 Importa nesse artigo sobressair alguns benefícios que a prática da dança pode representar para as pessoas numa idade mais avançada Reportandose benefícios a nível físico fisiológico cognitivo afetivo ou social todos idosos e sociedade podem contribuir para melhorar a qualidade de vida na velhice Devido à sua natureza única e porque encerra uma componente de fitness desde há décadas que têm sido documentados os seus benefícios em múltiplos estudos os quais se reportam à dimensão física dimensão psicológica e dimensão social Ensign 1988 Se nos centramos na literatura identificamse um conjunto muito variado e extenso de benefícios comprovados ou percecionados pelos próprios na primeira pessoa Há evidências científicas de que a dança melhora padrões motores rítmicos temporais espaciais e posturais habilidades e capacidades motoras Lopez 1988 Silva 2015 promove a socialização aumenta o bemestar suscita a expressão e exalta a arte Salientamos segundo alguns autores Varregoso 2004 Leal Haas 2006 Fortes 2008 Varregoso 2010a Araújo 2011 Gilbert 2015 Físicofisiológico Cognitivo Combate ao desuso e melhoria da funcionalidade Melhoria da função educativa a nível motor e corporal e postural Melhoria cardiorrespiratória e retardamento de algumas doenças Melhoria dos fatores rítmicos orientação temporal e espacial Descoberta da corporalidade e expressão coletiva Descoberta domínio controlo do próprio corpo e movimento Descoberta da corporalidade e expressão coletivas Treino das competências de conhecimento atenção concentração memorização resolução de problemas Desenvolvimento do sentido crítico e estético Psicológico Autoconhecimento e desenvolvimento pessoal Melhoria da capacidade criativa Sensação de satisfação melhoria da autoestima Sensação de alegria bom humor divertimento e entretenimento Melhoria da saúde mental e prevenção de ansiedade stress depressão Social Maximização do contato social Melhoria da atitude social indução à cooperação e partilha Confere o sentimento de pertença a um grupo Expressivo Compreensão e educação das emoções suas e dos outros Uso da simbolização Comunicativo Descoberta e uso da comunicação nãoverbal Diversificação das interações 259 Desta forma a dança mostrase uma atividade adequada a idosos sadios ou com doenças ou limitações crónicas satisfeitas as devidas alterações metodológicas BerrymanMiller 1988 Llano Manz Oliveira 2006 Silva 2012 Machado 2015 que se pode enquadrar na rotina ideal para um envelhecimento ativo MÉTODOS E PROCEDIMENTOS Para a consecução do estudo aqui descrito foram respeitados os procedimentos recomendados pelas normas internacionais de experimentação com humanos Declaração de Helsínquia de 1975 e a confidencialidade dos sujeitos foi garantida em todas as etapas Foi realizado um estudo descritivo e exploratório predominantemente quantitativo A amostra foi não probabilística por conveniência e compôsse da seguinte forma 22 idosos Institucionalizados GI e 32 Não Institucionalizados GNI de ambos os sexos com idades compreendidas entre os 65 e os 92 anos da cidade ou arredores de Leiria raio de 40 km Para o GI contouse com a colaboração de três IPSS Instituições Particulares de Solidariedade Social da cidade de Leiria incluindo a amostra os idosos que mostraram interesse na atividade ministrada O GNI foi constituído pelos praticantes das aulas de dança de dois programas seniores da mesma cidade Para constituição da amostra e de forma a aproximar o mais possível os dois grupos em estudo para além da idade usaramse como critérios mobilidade e autonomia suficiente para cuidar de si na maioria das atividades básicas do diaadia e inexistência de demência ou patologias graves do foro psicológico diagnosticadas Para a mediação e avaliação do objetivo do estudo optouse por usar um instrumento validado que avalia a perceção dos envolvidos quanto à sua própria prática no que respeita a indicadores de qualidade de vida Foi aplicado o Questionário de Satisfação com as Aulas QSA Comprido 2013 que segundo a autora serve para medir a perceção da satisfação dos idosos relativamente a programas de atividade física neste caso aulas de dança O instrumento desempenha uma função de diagnóstico possibilita a identificação de pontos fortes e fracos da intervenção pedagógica e o reforço das metodologias usada Na sua construção mostrouse altamente fiável coeficiente de fiabilidade muito alto Interessanos salientar que o instrumento contém 3 questões e três dimensões sendo a primeira 17 questões relativa aos benefícios percecionados com a participação no programa de 260 atividade física Relativamente à configuração as respostas são fechadas e é utilizada a escala de Likert com quatro categorias possíveis Na primeira dimensão as categorias são Nada Pouco Satisfatoriamente e Muito e na segunda Nada satisfeito Pouco satisfeito Suficientemente satisfeito e Muito satisfeito Este instrumento é aplicado apenas nas fases de pósteste tendo sido a fase de préteste constituída com outro tipo de instrumentos No presente caso essa avaliação teve como objetivo analisar o nível de realização das AVDs Atividades de Vida Diárias e identificar os estilos de vida dos sujeitos sendo verificado o seu nível de satisfação com o QSA após a aplicação de um programa de dança O programa de dança consubstanciouse num aula por semana ao longo de 4 meses planificadas criteriosamente segundo diretrizes para o ensino da dança e sobre exercício para idosos BerrymanMiller 1988 Gilbert 2015 Procurouse que a planificação e metodologia usadas fossem semelhantes no GI e GNI por forma a garantir similaridade das condições de prática tendo as aulas uma duração ente os 45 a 60 minutos abrangendo diversos ritmos músicas e estímulos variados em função dos interesses e motivações de cada grupo Foram abordados os seguintes grupos de conteúdos incidindo nas dominantes do corpo espaço e do tempo energia dinâmicas expressão criatividade e relações RESULTADOS Verificouse que a amostra em estudo se caraterizou genericamente da seguinte forma 741 dos indivíduos era do género feminino e 259 do género masculino tendencialmente casados 426 ou viúvos 389 vivendo a maioria com o cônjuge 78 A maioria tinha o 1º Ciclo do Ensino Básico 630 sendo o nível de escolaridade ligeiramente mais baixo no GI e a incidência de profissões antigas foi para o género feminino domésticas e nos homens profissões associadas à indústria Quanto o género a média de idades das idosas N40 foi de 750 anos e dos idosos N14 de 786 anos Para apresentar um resumo dos principais resultados organizamolos da seguinte forma aglomeramos as percentagens totais das opções Satisfatoriamente e Muito Satisfeito para o GI e GNI organizámolos pelas seguintes categorias definidas em função do resultado de outros estudos consultados saúde condição física stress e ansiedade e bemestar psicológico Muito embora o combate ao stress e o divertimento possam ser considerados componentes do bemestar destacamos nas tabelas seguintes estes aspetos para 261 salientarmos o nível de resultados obtidos Foram encontrados os resultados que passamos a especificar Relativamente à questão Considera que as atividades de dança realizadas ao longo destas aulas contribuíram para as respostas dos inquiridos foram Quadro 1 Categoria Saúde Opção GI GNI Melhorar o seu estado de saúde 82 100 Ter menos dores 50 53 A saúde apresentou nível mais elevado no GNI o que mostra coerente com a condição própria das pessoas institucionalizadas que em termos gerias têm mais limitações Quadro 2 Categoria Capacidade Funcional Opção GI GNI Realizar tarefas do diaadia com menos esforço Se sentir mais eficaz Melhorar a sua condição física Se sentir mais ativo Se sentir mais apto 82 73 82 86 95 91 97 97 97 97 Os resultados foram similares nos vários indicadores justificando a maior diferença assinalada de 24 na eficácia face às atividades quotidianas devido ao fato de os institucionalizados serem pessoas que realizam um menor número de tarefas de quotidiano pelo menos as associadas às AVDs Nas instituições podem realizar muitas tarefas lúdicas ou recreativas mas não tarefas de gestão da vida diária Quadro 3 Stress e ansiedade Opção GI GNI Libertar emoçõesansiedade 86 94 Se sentir mais tranquiloa 82 79 262 Quadro 4 Divertimento Opção GI GNI Se divertirdistrair 91 100 Se sentir eficaz a ultrapassarresolver problemas 50 84 Quanto aos resultados indicados nos quadros 3 e 4 apresentamse semelhantes nos dois grupos justificandose possivelmente a maior diferença quanto ao Sentirse capaz para ultrapassarresolver problemas devido igualmente ao contexto de vida em instituição Quadro 5 Bemestar psicológico Opção GI GNI Se sentir mais satisfeitoa consigo mesmoa Se sentir mais positivo com a vida Ser mais otimista Reforçar as suas qualidades 77 77 50 77 88 81 81 87 Sentir bemestar Se relacionar socialmente 95 77 100 85 Quanto ao bemestar psicológico houve diferenças percentuais ligeiramente superiores em média no GNI o que pode justificarse pelo ambiente de vida em instituição que é sempre um fator que influencia negativamente a existência das pessoas Curiosamente a diferença é pouca no item Sentir bemestar DISCUSSÃO À semelhança de vários estudos com idosos as amostras mostramse tendencialmente femininas devido a fatores demográficos Padilha 2007 Catib Schwartz Christofoletti Santiago Caparroz 2008 Henriques 2013 passandose o mesmo no estudo e no nosso país onde existe maior número de mulheres que homens Cabral Ferreira Silva Jerónimo Marques 2013 Quanto ao tempo de duração do programa de dança podemos dizer que se situa no seguimento de outros estudos da mesma natureza em que períodos de intervenção de 4 meses se mostraram eficazes para se obterem efeitos positivos para a aptidão funcional e a nível psicológico Coelho Junior Gobbi 2008 Sebastião Hamnaka Gobbi Gobbi 2008 Tratandose de uma atividade também de natureza corporal na implementação do 263 programa e aulas de dança tivemos em conta estudos na área da dança Varregoso 2004 Fortes 2008 que versaram o mesmo tipo de objetivos e ou metodologia Relacionando os resultados obtidos no questionário QSA com autores consultados passamos a apresentar alguns aspetos de discussão Assim quanto reportamos a qualidade de vida à Saúde destacamse os aspetos que são modificáveis tais como a manutenção de funções e capacidade funcional que determinam a vitalidade e a melhoria do estado geral de saúde ou a existência de menos dor O nosso estudo é semelhante a outros Paúl Fonseca Martin Amado 2005 Comprido 2013 Varregoso 2012 em que houve melhoria da função física e saúde física e mental Varregoso 2004 2010b Quanto à Capacidade Funcional Paiva et al 2010 relatam os resultados do PROFIT Programa de Atividade Física para a Terceira Idade no que respeita a benefícios nas AVDs e capacidade funcional Estes vão de encontro à perceção tida pelos idosos do nosso estudo quanto à sua eficácia em termos de condição física e capacidade de realização A manutenção da capacidade funcional é determinante para a realização das AVDs Leal Haas 2006 Monteiro 2012 No estudo de Comprido 2013 os idosos afirmaram sentir menos limitações no diaadia mais vitalidade e energia menos cansados e melhor desempenho físico menos dores e menor dificuldade em realizar atividades No nosso estudo a vivência das danças proporcionou estimulação dos movimentos locomotores e nãolocomotores exercícios rítmicos posturais de orientação espacial e temporal habilidades e capacidades motoras sentido do movimento organização esquelética relação com a força da gravidade familiaridade com o tato equilíbrio e risco de quedas vigor muscular terão influenciado os resultados finais percecionados em termos de condição física sensação de maior eficácia e aptidão maior resistência ao esforço e sensação de maior atividade À semelhança do que aconteceu nos estudos de Varregoso em que as idosas após a prática de aulas de dança tiverem melhores resultados ao nível do desempenho físico da função física da saúde em geral 2010b e da capacidade de realização técnicoartística e motora nomeadamente pela evolução em termos de coordenação passos e movimentações coreográficas de organização temporal e espacial e musicalidade 2004 2010a 2010b 2015 Quanto ao Divertimento e Bemestar psicológico os resultados evidenciados no presente estudo apresentamse em consonância com outros referidos na literatura Catib et al 2008 e Fortes 2008 confirmam que a prática de dança percebida pelos idosos 264 praticantes se revelou à semelhança dos nossos resultados benéfica para a melhoria do humor sensação de bemestar e alívio do stress assim como para o relacionamento entre participantes traduzindose em indicadores psicológicos e socias da qualidade de vida A perseverança relaxamento entusiasmo e responsabilidade experimentadas na realização das danças de grupo ajuda a educar e interpretar as emoções sentimentos sensações e ideias constituindo experiência única em cada indivíduo Varregoso 2010a O estudo de Comprido 2013 veio reforçar o benefício da prática regular e de grupo para os indicadores de bemestar psicológico em que os idosos afirmaram sentirse menos tristes mais felizes e evoluíram no seu desempenho emocional E consideraram igualmente que se sentiam mais calmos e tranquilos após a frequência das aulas e com menos limitações no diaadia assim como a função social evoluiu positivamente do pré para pósteste Posteriormente outro estudo de Varregoso 2015 reportou benefícios ao nível da melhoria da autoestima e bem estar psicológico sendo valorizados pelos idosos o convívio a diversão a alegria as amizades e a sensação de bemestar Silva 2015 afirma que através da prática a dança promove o contacto com sensações negativas insegurança ou medo e sensações positivas liberdade força bemestar felicidade e autoconfiança e que saber vivenciar cada sensação e sentimento é fundamental para participar interagir e se integrar p 132 A vivência da dança melhora assim a relação consigo mesmo o que parece poder acontecer em qualquer idade Ao nível da função social sabese que a realização e exercitação em grupo é redutora do stress e auxilia o idoso no seu autoconceito e sensação de realização e capacitação Llano Manz Oliveira 2006 Araújo 2011 OMS 2014 Porque ao serem por natureza sociais as danças transmitem uma noção de grupo grande interação e por isso aceitação do outro partilha promovendo afetividade entre os idosos nas suas aprendizagens e vivências melhorando o desempenho emocional e a função social Varregoso 2010b A dança é um instrumento de interação social e de melhor relacionamento entre os pares favorecendo o vínculo de novos laços sociais Furhman 2008 Godoy 2013 citados em Silva 2015 As aulas de dança deste estudo em particular as dirigidas aos idosos institucionalizados tiveram em conta as suas características os seus interesses e as suas capacidades individuais Tal como no Programa de Atividade Física para a Terceira Idade PROFIT em que os conteúdos foram abordados com o objetivo de trabalhar a capacidade do idoso para realizar as AVDs isto é a capacidade funcional utilizando diferentes ritmos para motivar 265 fomentar o progresso e evitar desistências Paiva et al 2010 A regularidade das sessões de dança ocorridas com os grupos GI e GNI mostraramse eficazes para a mobilidade sendo que o mais importante não é a uma exercitação vigoroso mas um equilíbrio entre a qualidade e a regularidade Araújo 2011 Paulo Mendes Brito 2012 evidenciam os resultados positivos quando os programas ou intervenção é estruturada regular e supervisionada como foi o caso das aulas de dança deste estudo Comprido 2013 p 146 considera que as opções individuais dos idosos são uma responsabilidade partilhada pois se cabe ao idoso escolher o seu estilo de vida essa opção é fortemente condicionada pela acessibilidade a melhores escolhas O que aconteceu no nosso estudo em que aos idosos não institucionalizados e institucionalizados foi oferecida a hipótese de frequentarem as aulas de dança No caso dos idosos institucionalizados este aspeto é mais constrangedor uma vez que as opções são ainda mais condicionadas às situações que a instituição proporciona Contudo para todos deve garantirse oportunidade para manter níveis de participação mesmo quando persistem doenças ou limitações maiores Wilkie 2010 Pereira 2012 No estudo de Castellón 2003 os idosos avaliaram positivamente a variável institucionalização pois apreciaram amizades convívio saídas valorizando as relações pessoais o que é contrário ao estudo de Sousa Galante Figueiredo 2003 feito em Portugal no qual estar em lares se revelava menos positivo para a autonomia e qualidade de vida ou à perspetiva de Cardão 2009 Por seu lado Nascimento Rocha 2012 afirmam que o idoso vê a institucionalização como negativa quando o ambiente institucional não favorece a autonomia e não lhes permite satisfazerem os seus interesses e aproveitarem as suas potencialidades Aspeto este bastante discutido por Comprido 2013 p 153154 que destaca que maioritariamente os autores referem que a institucionalização compromete a partida o perfil de independência e autonomia sendo muito importante potenciar o apoio social percebido pelos idosos como forma de melhorar a sua qualidade de vida Estes fatores poderão ter originado os resultados inferiores no GI quanto à perceção da melhoria do estado de saúde de eficácia da capacidade para ultrapassarresolver problemas e itens do bemestar psicossocial Quase em jeito de resumo reforçamos que para o bemestar do idoso é fundamental que esteja envolvido em atividades onde direta ou indiretamente esteja presente o lazer e a satisfação Estas podem permitirlhe dar continuidade ao seu desenvolvimento e crescimento pessoal superar dificuldades inerentes à velhice e manter ou cultivar a 266 capacidade de adaptação Fortes 2008 Tendo em conta cinco categorias da qualidade de vida de McDonal 1982 citado em Varregoso 2010 consideramos entre outros aspetos dessas categorias alguns que foram determinantes no nosso estudo a bemestar físico saúde segurança e comodidade material relações interpessoais de envolvimento comunitário desenvolvimento pessoal oportunidades de desenvolvimento intelectual autoexpressão autoconsciência atividades recreativas socialização recreação passiva e recreação ativa atividades espirituais que implicam atividade simbólica e auto entendimento como é o caso das danças Num estudo de revisão sistemática sobre qualidade de vida Paes de Barros Gropo Petribú Colares 2008 observaram que a grande maioria dos estudos relatados incluíam medidas da qualidade de vida tendencialmente incidentes no funcionamento 128 na saúde 118 e no bemestar 28 Estes são igualmente parâmetros que o QSA nos permite avaliar reportandose os aspetos de bemestar fortemente à qualidade de vida dos idosos Apesar de a medição da qualidade de vida através da perceção dos envolvidos ser sujeita a valores julgamentos e preferências individuais esta envolve as dimensões física e mental a saúde a capacidade para realizar as atividades de vida diárias a independência a envolvência em atividades sociais Evans 2010 Existe uma relação muito evidente entre a prática de uma atividade corporal como a dança e o bemestar geral dos idosos Faria Marinho 2004 Araújo 2011 Paulo Mendes Brito 2012 Comprido 2013 Machado 2015 contrariando o efeito nefasto do sedentarismo e inatividade Há uma associação cada vez mais robusta e consistente entre exercício aeróbica dança etc e a melhoria dos sintomas de doenças relacionadas com o envelhecimento A melhoria descrita inclui sintomas motores e também cognitivos Ferreira 2014 p 65 Sendo o bemestar uma das componentes essenciais da qualidade de vida parece haver uma relação estreita entre a avaliação subjetiva da saúde e a efetiva qualidade de vida dos indivíduos CONCLUSÕES Como limitações do estudo e em jeito de prolongamentos identificamos a necessidade de aplicar este tipo de programas de dança durante mais tempo para se poder obter uma relação ou correlação com outros parâmetros mensuráveis e não só percecionados nomeadamente usando a bateria de testes da AAHPERD American Aliance for Health Physical Education Recreation and Dance 267 As aulas de dança vivenciadas pelos indivíduos avaliados no presente estudo parecem ter tido um impacto positivo na sua qualidade de vida Face aos indicadores de qualidade de vida que divulgamos no presente artigo houve um incremento traduzido nas respostas dos envolvidos A quase totalidade das respostas indicam valores percentuais acima dos 70 sendo todos acima dos 50 Muitos itens situamse em valores próximos dos 100 ou mesmo neste valor Desta forma quer para os indivíduos não institucionalizados quer para os institucionalizados a dança parece ter representado uma atividade considerada positiva e valorizadora da sua vida O objetivo do estudo foi conseguido uma vez que foram identificados efeitos das aulas de dança ao nível de alguns indicadores da qualidade de vida dos idoso institucionalizados e não institucionalizados envolvidos na investigação Os resultados mostram igualmente uma relação direta entre a metodologia implementada nas aulas e o conhecimento das variáveis essenciais relacionadas aos idosos e à sua qualidade de vida REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Araújo L 2011 Exercite o seu corpo In C Paúl O Ribeiro Coord Manual de envelhecimento activo 1337 Lisboa Lidel BerrymanMiller S 1988 Benefits of dance in the process of aging and retirement for the older adult In R Beal S BerrymanMiller Dance for the older people Virginia USA Ed AAHPERD 2833 ISBN 0883143852 Cabral M Ferreira P Silva P Jerónimo P Marques T 2013 Processos de envelhecimento em Portugal Lisboa Fundação Francisco Manuel dos Santos ISBN 978989 8662002 Cardão S 2009 O idoso 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Nova Letra Gráfica e Editora 119130 Varregoso I 2010b Pedagogia da Dança na idade avançada In Desporto e Pedagogia Formação e Investigação 1º Congresso da Sociedade Científica de Pedagogia do Desporto 263280 Lisboa Coisa de Ler Edições Lda Varregoso I 2012 Pedagogia da Dança em Idade Avançada In Desporto e Pedagogia Formação e Investigação 1º Congresso da Sociedade Científica de Pedagogia do Desporto 263280 Lisboa Coisa de Ler Edições Lda Varregoso I 2014 Contributo da didática da dança para a satisfação de praticantes idosas Abstracts Book In C VilaChã M Costa P Esteves eds cidesd 2014 Internacional Congress of Exercise and Sports Performance p 70 Acedido em 80 fevereiro 22 2015 em httpwwwipgptcidesd2014filesAbstracts20book2020cidesd2014pdf Varregoso I 2015 Os muito velhos também dançam EBalonmanocom Revista de Ciencias del Deporte 11 Supl 151152 2015 ISSN 1885 7019 URL httpwwwe balonmanocomojsindexphprevistaissueview39 272 Were J Sherbourne C 1992 The MOS 36Item ShortForm Health 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