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TRABALHO UNIFICADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º SEMESTRE 2025 ORIENTAÇÕES GERAIS Dê especial atenção à norma padrão da Língua Portuguesa A não adequação a essa modalidade implicará desconto na nota Atentese à paragrafação e à letra Escreva de forma organizada e legível O trabalho deve ser muito bem feito A simples entrega não é garantia de nota máxima01 TRABALHO UNIFICADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º SEMESTRE 2025 Leve em consideração os textos abaixo para responder as perguntas e escrever a redação TEXTO 1 Quando falo de humanidade não estou falando só do Homo sapiens me refiro a uma imensidão de seres que nós excluímos desde sempre caçamos baleia tiramos barbatana de tubarão matamos leão e o penduramos na parede para mostrar que somos mais bravos que ele Além da matança de todos os outros humanos que a gente achou que não tinham nada que estavam aí só para nos suprir com roupa comida abrigo Somos a praga do planeta uma espécie de ameba gigante Ao longo da história os humanos aliás esse clube exclusivo da humanidade que está na declaração universal dos direitos humanos e nos protocolos das instituições foram devastando tudo ao seu redor É como se tivessem elegido uma casta a humanidade e todos que estão fora dela são a subhumanidade Não são só os caiçaras quilombolas e povos indígenas mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho E o caminho é o progresso essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar Há um horizonte estamos indo para lá e vamos largando no percurso tudo que não interessa o que sobra a subhumanidade alguns de nós fazemos parte dela Ailton Krenak A vida não é útil 2020 TEXTO 2 TRECHOS o melhor fruto que nela a terra se pode fazer me parece que será salvar esta gente e esta deve ser a principal semente que vossa alteza em ela deve lançar Pero Vaz de Caminha 1500 Esta a língua tupi é mui branda e a qualquer nação fácil de tomar Alguns vocábulos há nela de que não usam senão as fêmeas e outros que não servem senão para os machos carece de três letras convém a saber não se acha nela F nem L nem R coisa digna de espanto porque assim não têm Fé nem Lei nem Rei e desta maneira vivem desordenadamente sem terem além disso conta nem peso nem medida Como o interesse seja o que mais leva os homens trás si que outra nenhuma coisa que haja na vida parece manifesto querer entretêlos na terra com esta riqueza do mar até chegarem a descobrir aquelas grandes minas que a mesma terra promete para que assi desta maneira tragam ainda toda aquela cega e bárbara gente que habita nestas partes ao lume e conhecimento da nossa Santa Fé Católica que será descobrirlhe outras maiores no céu o qual nosso Senhor permite que assim seja pela glória sua e salvação de tantas almas Pero de Magalhães Gândavo 1576 Comemse uns aos outros digo os contrários É gente que nenhum conhecimento tem de Deus nem ídolos fazem tudo quanto lhe dizem Padre Manuel da Nóbrega 1556 02 TRABALHO UNIFICADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º SEMESTRE 2025 TEXTO 3 Marco temporal é uma tese jurídica segundo a qual os povos indígenas têm direito de ocupar apenas as terras que ocupavam ou já disputavam em 5 de outubro de 1988 data de promulgação da Constituição A tese surgiu em 2009 em parecer da AdvocaciaGeral da União sobre a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol em Roraima quando esse critério foi usado Em 2003 foi criada a Terra Indígena IbiramaLaklãnõ mas uma parte dela ocupada pelos indígenas Xokleng e disputada por agricultores está sendo requerida pelo governo de Santa Catarina no Supremo Tribunal Federal STF O argumento é que essa área de aproximadamente 80 mil m² não estava ocupada em 5 de outubro de 1988 Os Xokleng por sua vez argumentam que a terra estava desocupada na ocasião porque eles haviam sido expulsos de lá A decisão sobre o caso de Santa Catarina firmará o entendimento do STF para a validade ou não do marco temporal em todo o País afetando mais de 80 casos semelhantes e mais de 300 processos de demarcação de terras indígenas que estão pendentes Agência Câmara de Notícias 2023 TEXTO 4 Parindo uma literatura indígena Então isso que é difícil porque eu acho que a literatura nativa é isso é você transformar história verdadeira que acontece com os povos indígenas quanto a questão contada da oralidade aprender mas você criar história também dentro da própria aldeia Então isso é uma literatura nativa que tem que chegar no povo Não é essa literatura indígena de José de Alencar entendeu Que faz com que a sociedade crie preconceito ainda mais sobre os povos indígenas José de Alencar escreveu um livro chamado O Guarani Ficou famoso Ficou tão famoso que a Manchete resolveu escrever um filme O Guarani Aí eu morava em Curitiba com essa família kaingang que eu te falei¹ com a índia xetá Eu falei Vamos tentar assistir Daí beleza O primeiro dia que nós fomos assistir o filme não mexeu com a gente a gente foi dormir entendeu Por quê Porque não é a realidade do índio Então José de Alencar escreveu uma literatura indígena Essa literatura indígena é preocupante porque as pessoas inventam a história do índio entendeu Por isso que o índio tem que começar a escrever as suas histórias Pra que daí a sociedade comece a entender melhor o índio e comece a valorizar Agora quando você escreve uma história que as pessoas inventam em cima das invenções dos outros faz com que a sociedade crie mais preconceito ainda sobre a gente Porque o preconceito já existe E quando ele lê esses caras daí faz com que o preconceito brilhe ainda mais na visão Você entendeu E as doideiras dessa literatura indígena que existe desde 1500 falando sobre o índio Então por isso que é importante valorizar o indígena que está ali na aldeia que vive a sua realidade e daí quando ele vai escrever uma história ele escreve na visão indígena mesmo pra daí trazer esse conhecimento e fazer com que a sociedade respeite o índio valorize porque o índio tem que ser valorizado porque a gente foi só explorado e a sociedade desvalorizou desde 1500 pra fazer com que a sociedade veja que o índio não é ninguém na vida Olívio Jekupé nasceu no Paraná Estudou na ECAUSP onde pôde observar a situação do indígena na cidade e de como seus parentes eram retratados na cultura não indígena A partir disso começou a escrever histórias indígenas Foi de fato o primeiro escritor indígena brasileiro Ao escrever ele busca dar uma nova percepção para a sociedade brasileira do que é o indígena e do que é o Guarani Museu da Pessoa Exposição Vidas Indígenas modos de habitar o mundo 03 TRABALHO UNIFICADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º SEMESTRE 2025 TEXTO 5 O sol vinha nascendo O seu primeiro raio espreguiçavase ainda pelo céu anilado e ia beijar as brancas nuvenzinhas que corriam ao seu encontro¹ Apenas a luz branda e suave da manhã esclarecia a terra e surpreendia as sombras indolentes que dormiam sob as copas das árvores Era a hora em que o cacto a flor da noite fechava o seu cálice cheio das gotas de orvalho com que destila o seu perfume temendo que o sol crestasse a alvura diáfana de suas pétalas Cecília com a sua graça de menina travessa corria sobre a relva ainda úmida colhendo uma gracíola azul que se embalançava sobre a haste ou um malvaísco que abria os lindos botões escarlates Tudo para ela tinha um encanto inexprimível as lágrimas da noite que tremiam como brilhantes das folhas das palmeiras a borboleta que ainda com as asas entorpecidas esperava o calor do sol para reanimarse a viuvinha que escondida na ramagem avisava o companheiro que o dia vinha raiando tudo lhe fazia soltar um grito de surpresa e de prazer Enquanto a menina brincava assim pela várzea Peri que a seguia de longe parou de repente tomado por uma ideia que lhe fez correr pelo corpo um calafrio lembravase do tigre De um pulo sumiuse numa grande moita de arvoredo que se elevava a alguns passos ouviuse um rugido abafado um grande farfalhar de folhas que se espedaçavam e o índio apareceu Cecília tinhase voltado um pouco trêmula Que é isto Peri Nada senhora É assim que prometeste estar quieto Ceci não há de se zangar mais Que queres tu dizer Peri sabe Respondeu o índio sorrindo Na véspera tinha provocado uma luta espantosa para domar e vencer um animal feroz e deitálo submisso e inofensivo aos pés da moça julgando que isso lhe causava um prazer Agora estremecendo com o susto que sua senhora podia sofrer destruíra em um instante essa ação de heroísmo sem proferir uma palavra que a revelasse Bastava que ele soubesse o que tinha feito e o que todos deviam ignorar bastava que sua alma sentisse o orgulho da nobre dedicação que se expandia no sorriso de seus lábios ALENCAR José de O Guarani 1857 Responda às questões a seguir 1 De acordo com Ailton Krenak texto 1 qual é o contraste entre humanidade e subhumanidade e como essa oposição pode ser interpretada como uma denúncia histórica de exclusão e violência Explique 2 Compare a visão dos povos indígenas nos relatos quinhentistas texto 2 e na narrativa indianista de José de Alencar texto 5 Em que medida ambas podem ser vistas como representações externas construídas pelo olhar do colonizador 04 TRABALHO UNIFICADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º SEMESTRE 2025 3 A partir da perspectiva de Olívio Jekupé texto 4 diferencie literatura indígena e literatura nativa 4 No episódio de O Guarani texto 5 Peri é retratado como herói submisso e idealizado Compare essa construção romântica com a proposta de literatura indígena defendida por Jekupé texto 4 Quais são as diferenças de perspectiva Explique 5 Considerando os textos 1 3 e 4 discuta como a literatura pode contribuir para os debates contemporâneos sobre os direitos indígenas como no caso do Marco Temporal seja reforçando estereótipos seja construindo narrativas de resistência 6 Em Não são só os caiçaras quilombolas e povos indígenas mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho texto 1 explique se a conjunção mas deve ser interpretada como adversativa ou aditiva justificando 7 Reescreva o período Aí eu morava em Curitiba com essa família kaingang que eu te falei texto 4 adequandoo à normapadrão e explique que papel a preposição com exerce na estrutura da frase 8 Observe o trecho Ficou tão famoso que a Manchete resolveu escrever um filme O Guarani texto 4 Identifique a conjunção coordenativa presente classificandoa e explicando a relação de sentido que estabelece entre as orações 9 Em Ao longo da história os humanos foram devastando tudo ao seu redor texto 1 identifique a preposição destacada ao longo de e explique seu valor semântico Apresente outra preposição que poderia substituir a expressão mantendo sentido semelhante 10 No trecho Peri que a seguia de longe parou de repente tomado por uma ideia texto 5 identifique o pronome relativo empregado e explique a função sintática que ele exerce dentro da oração 05 TRABALHO UNIFICADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º SEMESTRE 2025 ORIENTAÇÕES GERAIS Dê especial atenção à norma padrão da Língua Portuguesa A não adequação a essa modalidade implicará desconto na nota Atentese à 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que estão fora dela são a subhumanidade Não são só os caiçaras quilombolas e povos indígenas mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho E o caminho é o progresso essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar Há um horizonte estamos indo para lá e vamos largando no percurso tudo que não interessa o que sobra a subhumanidade alguns de nós fazemos parte dela Ailton Krenak A vida não é útil 2020 TEXTO 2 TRECHOS o melhor fruto que nela a terra se pode fazer me parece que será salvar esta gente e esta deve ser a principal semente que vossa alteza em ela deve lançar Pero Vaz de Caminha 1500 Esta a língua tupi é mui branda e a qualquer nação fácil de tomar Alguns vocábulos há nela de que não usam senão as fêmeas e outros que não servem senão para os machos carece de três letras convém a saber não se acha nela F nem L nem R coisa digna de espanto porque assim não têm Fé nem Lei nem Rei e desta maneira vivem desordenadamente sem terem além disso conta nem peso nem medida Como o interesse seja o que mais leva os homens trás si que outra nenhuma coisa que haja na vida parece manifesto querer entretêlos na terra com esta riqueza do mar até chegarem a descobrir aquelas grandes minas que a mesma terra promete para que assi desta maneira tragam ainda toda aquela cega e bárbara gente que habita nestas partes ao lume e conhecimento da nossa Santa Fé Católica que será descobrirlhe outras maiores no céu o qual nosso Senhor permite que assim seja pela glória sua e salvação de tantas almas Pero de Magalhães Gândavo 1576 Comemse uns aos outros digo os contrários É gente que nenhum conhecimento tem de Deus nem ídolos fazem tudo quanto lhe dizem Padre Manuel da Nóbrega 1556 02 TRABALHO UNIFICADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º SEMESTRE 2025 TEXTO 3 Marco temporal é uma tese jurídica segundo a qual os povos indígenas têm direito de ocupar apenas as terras que ocupavam ou já disputavam em 5 de outubro de 1988 data de promulgação da Constituição A tese surgiu em 2009 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os povos indígenas quanto a questão contada da oralidade aprender mas você criar história também dentro da própria aldeia Então isso é uma literatura nativa que tem que chegar no povo Não é essa literatura indígena de José de Alencar entendeu Que faz com que a sociedade crie preconceito ainda mais sobre os povos indígenas José de Alencar escreveu um livro chamado O Guarani Ficou famoso Ficou tão famoso que a Manchete resolveu escrever um filme O Guarani Aí eu morava em Curitiba com essa família kaingang que eu te falei¹ com a índia xetá Eu falei Vamos tentar assistir Daí beleza O primeiro dia que nós fomos assistir o filme não mexeu com a gente a gente foi dormir entendeu Por quê Porque não é a realidade do índio Então José de Alencar escreveu uma literatura indígena Essa literatura indígena é preocupante porque as pessoas inventam a história do índio entendeu Por isso que o índio tem que começar a escrever as suas histórias Pra que daí a sociedade comece a entender melhor o índio e comece a valorizar Agora quando você escreve uma história que as pessoas inventam em cima das invenções dos outros faz com que a sociedade crie mais preconceito ainda sobre a gente Porque o preconceito já existe E quando ele lê esses caras daí faz com que o preconceito brilhe ainda mais na visão Você entendeu E as doideiras dessa literatura indígena que existe desde 1500 falando sobre o índio Então por isso que é importante valorizar o indígena que está ali na aldeia que vive a sua realidade e daí quando ele vai escrever uma história ele escreve na visão indígena mesmo pra daí trazer esse conhecimento e fazer com que a sociedade respeite o índio valorize porque o índio tem que ser valorizado porque a gente foi só explorado e a sociedade desvalorizou desde 1500 pra fazer com que a sociedade veja que o índio não é ninguém na vida Olívio Jekupé nasceu no Paraná Estudou na ECAUSP onde pôde observar a situação do indígena na cidade e de como seus parentes eram retratados na cultura não indígena A partir disso começou a escrever histórias indígenas Foi de fato o primeiro escritor indígena brasileiro Ao escrever ele busca dar uma nova percepção para a sociedade brasileira do que é o indígena e do que é o Guarani Museu da Pessoa Exposição Vidas Indígenas modos de habitar o mundo 03 TRABALHO UNIFICADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º SEMESTRE 2025 TEXTO 5 O sol vinha nascendo O seu primeiro raio espreguiçavase ainda pelo céu anilado e ia beijar as brancas nuvenzinhas que corriam ao seu encontro¹ Apenas a luz branda e suave da manhã esclarecia a terra e surpreendia as sombras indolentes que dormiam sob as copas das árvores Era a hora em que o cacto a flor da noite fechava o seu cálice cheio das gotas de orvalho com que destila o seu perfume temendo que o sol crestasse a alvura diáfana de suas pétalas Cecília com a sua graça de menina travessa corria sobre a relva ainda úmida colhendo uma gracíola azul que se embalançava sobre a haste ou um malvaísco que abria os lindos botões escarlates Tudo para ela tinha um encanto inexprimível as lágrimas da noite que tremiam como brilhantes das folhas das palmeiras a borboleta que ainda com as asas entorpecidas esperava o calor do sol para reanimar se a viuvinha que escondida na ramagem avisava o companheiro que o dia vinha raiando tudo lhe fazia soltar um grito de surpresa e de prazer Enquanto a menina brincava assim pela várzea Peri que a seguia de longe parou de repente tomado por uma ideia que lhe fez correr pelo corpo um calafrio lembravase do tigre De um pulo sumiuse numa grande moita de arvoredo que se elevava a alguns passos ouviuse um rugido abafado um grande farfalhar de folhas que se espedaçavam e o índio apareceu Cecília tinhase voltado um pouco trêmula Que é isto Peri Nada senhora É assim que prometeste estar quieto Ceci não há de se zangar mais Que queres tu dizer Peri sabe Respondeu o índio sorrindo Na véspera tinha provocado uma luta espantosa para domar e vencer um animal feroz e deitálo submisso e inofensivo aos pés da moça julgando que isso lhe causava um prazer Agora estremecendo com o susto que sua senhora podia sofrer destruíra em um instante essa ação de heroísmo sem proferir uma palavra que a revelasse Bastava que ele soubesse o que tinha feito e o que todos deviam ignorar bastava que sua alma sentisse o orgulho da nobre dedicação que se expandia no sorriso de seus lábios ALENCAR José de O Guarani 1857 Responda às questões a seguir 1 De acordo com Ailton Krenak texto 1 qual é o contraste entre humanidade e sub humanidade e como essa oposição pode ser interpretada como uma denúncia histórica de exclusão e violência Explique Para Ailton Krenak a humanidade é o grupo que que se acha no centro de tudo explorando a natureza e os outros povos Já a subhumanidade é formada por aqueles que são deixados de lado como por exemplo os indígenas quilombolas e até os animais Essa ideia serve como uma denúncia mostrando como muitos foram excluídos e tratados com violência durante a história 2 Compare a visão dos povos indígenas nos relatos quinhentistas texto 2 e na narrativa indianista de José de Alencar texto 5 Em que medida ambas podem ser vistas como representações externas construídas pelo olhar do colonizador Nos relatos dos séculos XVI os indígenas surgem como uma gente sem fé lei e até chamados de bárbaros mostrando um olhar preconceituoso do colonizador Em O Guarani o índio é visto como um herói mas de modod idealizado obediente e não real Nesses casos não é a voz do indígena que aparece mas a visão de quem está de fora isto é do colonizador 3 A partir da perspectiva de Olívio Jekupé texto 4 diferencie literatura indígena e literatura nativa De acordo com Olívio Jekupé a literatura indígena é quando as pessoas de fora escreve sobre os indígenas criando histórias que não são iguais à realidade Já a literatura nativa é criada pelos próprios indígenas que relatam suas histórias verdadeiras baseadas e sua cultura e experiência 4 No episódio de O Guarani texto 5 Peri é retratado como herói submisso e idealizado Compare essa construção romântica com a proposta de literatura indígena defendida por Jekupé texto 4 Quais são as diferenças de perspectiva Explique No livro O Guarani Peri aparece como um herói corajoso mass sempre submisso à Cecília criando uma imagem românticca e não verdadeira A literatura defendida por Jekupé mostra o indígena real escrito por si próprio sem esteriótipos A diferença está no fato de que uma visão idealiza o índio e a outra valoriza sua realidade e identidade 5 Considerando os textos 1 3 e 4 discuta como a literatura pode contribuir para os debates contemporâneos sobre os direitos indígenas como no caso do Marco Temporal seja reforçando estereótipos seja construindo narrativas de resistência A literatura pode ter dois papéis Quando é escrita por quem não é indígena pode reforçar esteriótipos como aconteceu no passado Mas quando é feita pelos próprios indígenas ela se torna um maneira de resistir e de lutar pelos direitos ajudando em debates atuais como o od Marco Temporal que discute as terras indígenas 6 Em Não são só os caiçaras quilombolas e povos indígenas mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho texto 1 explique se a conjunção mas deve ser interpretada como adversativa ou aditiva justificando Nesse trecho a palavra mas não é usada no sentido de oposição mas de soma Ela deve ser entendida como aditiva pois acrescenta que não só alguns povos mas também toda vida deixada de lado faz parte dessa exclusão 7 Reescreva o período Aí eu morava em Curitiba com essa família kaingang que eu te falei texto 4 adequandoo à normapadrão e explique que papel a preposição com exerce na estrutura da frase Reescrita Naquele tempo eu morava em Curitiba com aquela família kaingang de que falei A preposição com mostra a ideia de companhia ou seja que a pessoa vivia junto da família kaingang 8 Observe o trecho Ficou tão famoso que a Manchete resolveu escrever um filme O Guarani texto 4 Identifique a conjunção coordenativa presente classificandoa e explicando a relação de sentido que estabelece entre as orações A conjunção é que funcionando como conclusiva Ela mostra a relação de consequência o livro ficou tão famoso que acabou virando filme 9 Em Ao longo da história os humanos foram devastando tudo ao seu redor texto 1 identifique a preposição destacada ao longo de e explique seu valor semântico Apresente outra preposição que poderia substituir a expressão mantendo sentido semelhante A expressão ao longo de mostra a ideia de duração no tempo como algo que acontece continuamente Uma forma parecida seria usar durante mantendo o mesmo sentido Durante a história os humanos foram devastando tudo ao seu redor 10 No trecho Peri que a seguia de longe parou de repente tomado por uma ideia texto 5 identifique o pronome relativo empregado e explique a função sintática que ele exerce dentro da oração O pronome relativo é que e ele retoma o nome Peri Dentro da frase sua função sintática é de sujeito da oração que a

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carece de três letras convém a saber não se acha nela F nem L nem R coisa digna de espanto porque assim não têm Fé nem Lei nem Rei e desta maneira vivem desordenadamente sem terem além disso conta nem peso nem medida Como o interesse seja o que mais leva os homens trás si que outra nenhuma coisa que haja na vida parece manifesto querer entretêlos na terra com esta riqueza do mar até chegarem a descobrir aquelas grandes minas que a mesma terra promete para que assi desta maneira tragam ainda toda aquela cega e bárbara gente que habita nestas partes ao lume e conhecimento da nossa Santa Fé Católica que será descobrirlhe outras maiores no céu o qual nosso Senhor permite que assim seja pela glória sua e salvação de tantas almas Pero de Magalhães Gândavo 1576 Comemse uns aos outros digo os contrários É gente que nenhum conhecimento tem de Deus nem ídolos fazem tudo quanto lhe dizem Padre Manuel da Nóbrega 1556 02 TRABALHO UNIFICADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º SEMESTRE 2025 TEXTO 3 Marco temporal é uma tese jurídica segundo a qual os povos indígenas têm direito de ocupar apenas as terras que ocupavam ou já disputavam em 5 de outubro de 1988 data de promulgação da Constituição A tese surgiu em 2009 em parecer da AdvocaciaGeral da União sobre a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol em Roraima quando esse critério foi usado Em 2003 foi criada a Terra Indígena IbiramaLaklãnõ mas uma parte dela ocupada pelos indígenas Xokleng e disputada por agricultores está sendo requerida pelo governo de Santa Catarina no Supremo Tribunal Federal STF O argumento é que essa área de aproximadamente 80 mil m² não estava ocupada em 5 de outubro de 1988 Os Xokleng por sua vez argumentam que a terra estava desocupada na ocasião porque eles haviam sido expulsos de lá A decisão sobre o caso de Santa Catarina firmará o entendimento do STF para a validade ou não do marco temporal em todo o País afetando mais de 80 casos semelhantes e mais de 300 processos de demarcação de terras indígenas que 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literatura indígena é preocupante porque as pessoas inventam a história do índio entendeu Por isso que o índio tem que começar a escrever as suas histórias Pra que daí a sociedade comece a entender melhor o índio e comece a valorizar Agora quando você escreve uma história que as pessoas inventam em cima das invenções dos outros faz com que a sociedade crie mais preconceito ainda sobre a gente Porque o preconceito já existe E quando ele lê esses caras daí faz com que o preconceito brilhe ainda mais na visão Você entendeu E as doideiras dessa literatura indígena que existe desde 1500 falando sobre o índio Então por isso que é importante valorizar o indígena que está ali na aldeia que vive a sua realidade e daí quando ele vai escrever uma história ele escreve na visão indígena mesmo pra daí trazer esse conhecimento e fazer com que a sociedade respeite o índio valorize porque o índio tem que ser valorizado porque a gente foi só explorado e a sociedade desvalorizou desde 1500 pra fazer com que a sociedade veja que o índio não é ninguém na vida Olívio Jekupé nasceu no Paraná Estudou na ECAUSP onde pôde observar a situação do indígena na cidade e de como seus parentes eram retratados na cultura não indígena A partir disso começou a escrever histórias indígenas Foi de fato o primeiro escritor indígena brasileiro Ao escrever ele busca dar uma nova percepção para a sociedade brasileira do que é o indígena e do que é o Guarani Museu da Pessoa Exposição Vidas Indígenas modos de habitar o mundo 03 TRABALHO UNIFICADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º SEMESTRE 2025 TEXTO 5 O sol vinha nascendo O seu primeiro raio espreguiçavase ainda pelo céu anilado e ia beijar as brancas nuvenzinhas que corriam ao seu encontro¹ Apenas a luz branda e suave da manhã esclarecia a terra e surpreendia as sombras indolentes que dormiam sob as copas das árvores Era a hora em que o cacto a flor da noite fechava o seu cálice cheio das gotas de orvalho com que destila o seu perfume temendo que o sol crestasse a alvura diáfana de suas pétalas Cecília com a sua graça de menina travessa corria sobre a relva ainda úmida colhendo uma gracíola azul que se embalançava sobre a haste ou um malvaísco que abria os lindos botões escarlates Tudo para ela tinha um encanto inexprimível as lágrimas da noite que tremiam como brilhantes das folhas das palmeiras a borboleta que ainda com as asas entorpecidas esperava o calor do sol para reanimarse a viuvinha que escondida na ramagem avisava o companheiro que o dia vinha raiando tudo lhe fazia soltar um grito de surpresa e de prazer Enquanto a menina brincava assim pela várzea Peri que a seguia de longe parou de repente tomado por uma ideia que lhe fez correr pelo corpo um calafrio lembravase do tigre De um pulo sumiuse numa grande moita de arvoredo que se elevava a alguns passos ouviuse um rugido abafado um grande farfalhar de folhas que se espedaçavam e o índio apareceu Cecília tinhase voltado um pouco trêmula Que é isto Peri Nada senhora É assim que prometeste estar quieto Ceci não há de se zangar mais Que queres tu dizer Peri sabe Respondeu o índio sorrindo Na véspera tinha provocado uma luta espantosa para domar e vencer um animal feroz e deitálo submisso e inofensivo aos pés da moça julgando que isso lhe causava um prazer Agora estremecendo com o susto que sua senhora podia sofrer destruíra em um instante essa ação de heroísmo sem proferir uma palavra que a revelasse Bastava que ele soubesse o que tinha feito e o que todos deviam ignorar bastava que sua alma sentisse o orgulho da nobre dedicação que se expandia no sorriso de seus lábios ALENCAR José de O Guarani 1857 Responda às questões a seguir 1 De acordo com Ailton Krenak texto 1 qual é o contraste entre humanidade e subhumanidade e como essa oposição pode ser interpretada como uma denúncia histórica de exclusão e violência Explique 2 Compare a visão dos povos indígenas nos relatos quinhentistas texto 2 e na narrativa indianista de José de Alencar texto 5 Em que medida ambas podem ser vistas como representações externas construídas pelo olhar do colonizador 04 TRABALHO UNIFICADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º SEMESTRE 2025 3 A partir da perspectiva de Olívio Jekupé texto 4 diferencie literatura indígena e literatura nativa 4 No episódio de O Guarani texto 5 Peri é retratado como herói submisso e idealizado Compare essa construção romântica com a proposta de literatura indígena defendida por Jekupé texto 4 Quais são as diferenças de perspectiva Explique 5 Considerando os textos 1 3 e 4 discuta como a literatura pode contribuir para os debates contemporâneos sobre os direitos indígenas como no caso do Marco Temporal seja reforçando estereótipos seja construindo narrativas de resistência 6 Em Não são só os caiçaras quilombolas e povos indígenas mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho texto 1 explique se a conjunção mas deve ser interpretada como adversativa ou aditiva justificando 7 Reescreva o período Aí eu morava em Curitiba com essa família kaingang que eu te falei texto 4 adequandoo à normapadrão e explique que papel a preposição com exerce na estrutura da frase 8 Observe o trecho Ficou tão famoso que a Manchete resolveu escrever um filme O Guarani texto 4 Identifique a conjunção coordenativa presente classificandoa e explicando a relação de sentido que estabelece entre as orações 9 Em Ao longo da história os humanos foram devastando tudo ao seu redor texto 1 identifique a preposição destacada ao longo de e explique seu valor semântico Apresente outra preposição que poderia substituir a expressão mantendo sentido semelhante 10 No trecho Peri que a seguia de longe parou de repente tomado por uma ideia texto 5 identifique o pronome relativo empregado e explique a função sintática que ele exerce dentro da oração 05 TRABALHO UNIFICADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º SEMESTRE 2025 ORIENTAÇÕES GERAIS Dê especial atenção à norma padrão da Língua Portuguesa A não adequação a essa modalidade implicará desconto na nota Atentese à paragrafação e à letra Escreva de forma organizada e legível O trabalho deve ser muito bem feito A simples entrega não é garantia de nota máxima01 TRABALHO UNIFICADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º SEMESTRE 2025 Leve em consideração os textos abaixo para responder as perguntas e escrever a redação TEXTO 1 Quando falo de humanidade não estou falando só do Homo sapiens me refiro a uma imensidão de seres que nós excluímos desde sempre caçamos baleia tiramos barbatana de tubarão matamos leão e o penduramos na parede para mostrar que somos mais bravos que ele Além da matança de todos os outros humanos que a gente achou que não tinham nada que estavam aí só para nos suprir com roupa comida abrigo Somos a praga do planeta uma espécie de ameba gigante Ao longo da história os humanos aliás esse clube exclusivo da humanidade que está na declaração universal dos direitos humanos e nos protocolos das instituições foram devastando tudo ao seu redor É como se tivessem elegido uma casta a humanidade e todos que estão fora dela são a subhumanidade Não são só os caiçaras quilombolas e povos indígenas mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho E o caminho é o progresso essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar Há um horizonte estamos indo para lá e vamos largando no percurso tudo que não interessa o que sobra a subhumanidade alguns de nós fazemos parte dela Ailton Krenak A vida não é útil 2020 TEXTO 2 TRECHOS o melhor fruto que nela a terra se pode fazer me parece que será salvar esta gente e esta deve ser a principal semente que vossa alteza em ela deve lançar Pero Vaz de Caminha 1500 Esta a língua tupi é mui branda e a qualquer nação fácil de tomar Alguns vocábulos há nela de que não usam senão as fêmeas e outros que não servem senão para os machos carece de três letras convém a saber não se acha nela F nem L nem R coisa digna de espanto porque assim não têm Fé nem Lei nem Rei e desta maneira vivem desordenadamente sem terem além disso conta nem peso nem medida Como o interesse seja o que mais leva os homens trás si que outra nenhuma coisa que haja na vida parece manifesto querer entretêlos na terra com esta riqueza do mar até chegarem a descobrir aquelas grandes minas que a mesma terra promete para que assi desta maneira tragam ainda toda aquela cega e bárbara gente que habita nestas partes ao lume e conhecimento da nossa Santa Fé Católica que será descobrirlhe outras maiores no céu o qual nosso Senhor permite que assim seja pela glória sua e salvação de tantas almas Pero de Magalhães Gândavo 1576 Comemse uns aos outros digo os contrários É gente que nenhum conhecimento tem de Deus nem ídolos fazem tudo quanto lhe dizem Padre Manuel da Nóbrega 1556 02 TRABALHO UNIFICADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º SEMESTRE 2025 TEXTO 3 Marco temporal é uma tese jurídica segundo a qual os povos indígenas têm direito de ocupar apenas as terras que ocupavam ou já disputavam em 5 de outubro de 1988 data de promulgação da Constituição A tese surgiu em 2009 em parecer da AdvocaciaGeral da União sobre a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol em Roraima quando esse critério foi usado Em 2003 foi criada a Terra Indígena IbiramaLaklãnõ mas uma parte dela ocupada pelos indígenas Xokleng e disputada por agricultores está sendo requerida pelo governo de Santa Catarina no Supremo Tribunal Federal STF O argumento é que essa área de aproximadamente 80 mil m² não estava ocupada em 5 de outubro de 1988 Os Xokleng por sua vez argumentam que a terra estava desocupada na ocasião porque eles haviam sido expulsos de lá A decisão sobre o caso de Santa Catarina firmará o entendimento do STF para a validade ou não do marco temporal em todo o País afetando mais de 80 casos semelhantes e mais de 300 processos de demarcação de terras indígenas que estão pendentes Agência Câmara de Notícias 2023 TEXTO 4 Parindo uma literatura indígena Então isso que é difícil porque eu acho que a literatura nativa é isso é você transformar história verdadeira que acontece com os povos indígenas quanto a questão contada da oralidade aprender mas você criar história também dentro da própria aldeia Então isso é uma literatura nativa que tem que chegar no povo Não é essa literatura indígena de José de Alencar entendeu Que faz com que a sociedade crie preconceito ainda mais sobre os povos indígenas José de Alencar escreveu um livro chamado O Guarani Ficou famoso Ficou tão famoso que a Manchete resolveu escrever um filme O Guarani Aí eu morava em Curitiba com essa família kaingang que eu te falei¹ com a índia xetá Eu falei Vamos tentar assistir Daí beleza O primeiro dia que nós fomos assistir o filme não mexeu com a gente a gente foi dormir entendeu Por quê Porque não é a realidade do índio Então José de Alencar escreveu uma literatura indígena Essa literatura indígena é preocupante porque as pessoas inventam a história do índio entendeu Por isso que o índio tem que começar a escrever as suas histórias Pra que daí a sociedade comece a entender melhor o índio e comece a valorizar Agora quando você escreve uma história que as pessoas inventam em cima das invenções dos outros faz com que a sociedade crie mais preconceito ainda sobre a gente Porque o preconceito já existe E quando ele lê esses caras daí faz com que o preconceito brilhe ainda mais na visão Você entendeu E as doideiras dessa literatura indígena que existe desde 1500 falando sobre o índio Então por isso que é importante valorizar o indígena que está ali na aldeia que vive a sua realidade e daí quando ele vai escrever uma história ele escreve na visão indígena mesmo pra daí trazer esse conhecimento e fazer com que a sociedade respeite o índio valorize porque o índio tem que ser valorizado porque a gente foi só explorado e a sociedade desvalorizou desde 1500 pra fazer com que a sociedade veja que o índio não é ninguém na vida Olívio Jekupé nasceu no Paraná Estudou na ECAUSP onde pôde observar a situação do indígena na cidade e de como seus parentes eram retratados na cultura não indígena A partir disso começou a escrever histórias indígenas Foi de fato o primeiro escritor indígena brasileiro Ao escrever ele busca dar uma nova percepção para a sociedade brasileira do que é o indígena e do que é o Guarani Museu da Pessoa Exposição Vidas Indígenas modos de habitar o mundo 03 TRABALHO UNIFICADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º SEMESTRE 2025 TEXTO 5 O sol vinha nascendo O seu primeiro raio espreguiçavase ainda pelo céu anilado e ia beijar as brancas nuvenzinhas que corriam ao seu encontro¹ Apenas a luz branda e suave da manhã esclarecia a terra e surpreendia as sombras indolentes que dormiam sob as copas das árvores Era a hora em que o cacto a flor da noite fechava o seu cálice cheio das gotas de orvalho com que destila o seu perfume temendo que o sol crestasse a alvura diáfana de suas pétalas Cecília com a sua graça de menina travessa corria sobre a relva ainda úmida colhendo uma gracíola azul que se embalançava sobre a haste ou um malvaísco que abria os lindos botões escarlates Tudo para ela tinha um encanto inexprimível as lágrimas da noite que tremiam como brilhantes das folhas das palmeiras a borboleta que ainda com as asas entorpecidas esperava o calor do sol para reanimar se a viuvinha que escondida na ramagem avisava o companheiro que o dia vinha raiando tudo lhe fazia soltar um grito de surpresa e de prazer Enquanto a menina brincava assim pela várzea Peri que a seguia de longe parou de repente tomado por uma ideia que lhe fez correr pelo corpo um calafrio lembravase do tigre De um pulo sumiuse numa grande moita de arvoredo que se elevava a alguns passos ouviuse um rugido abafado um grande farfalhar de folhas que se espedaçavam e o índio apareceu Cecília tinhase voltado um pouco trêmula Que é isto Peri Nada senhora É assim que prometeste estar quieto Ceci não há de se zangar mais Que queres tu dizer Peri sabe Respondeu o índio sorrindo Na véspera tinha provocado uma luta espantosa para domar e vencer um animal feroz e deitálo submisso e inofensivo aos pés da moça julgando que isso lhe causava um prazer Agora estremecendo com o susto que sua senhora podia sofrer destruíra em um instante essa ação de heroísmo sem proferir uma palavra que a revelasse Bastava que ele soubesse o que tinha feito e o que todos deviam ignorar bastava que sua alma sentisse o orgulho da nobre dedicação que se expandia no sorriso de seus lábios ALENCAR José de O Guarani 1857 Responda às questões a seguir 1 De acordo com Ailton Krenak texto 1 qual é o contraste entre humanidade e sub humanidade e como essa oposição pode ser interpretada como uma denúncia histórica de exclusão e violência Explique Para Ailton Krenak a humanidade é o grupo que que se acha no centro de tudo explorando a natureza e os outros povos Já a subhumanidade é formada por aqueles que são deixados de lado como por exemplo os indígenas quilombolas e até os animais Essa ideia serve como uma denúncia mostrando como muitos foram excluídos e tratados com violência durante a história 2 Compare a visão dos povos indígenas nos relatos quinhentistas texto 2 e na narrativa indianista de José de Alencar texto 5 Em que medida ambas podem ser vistas como representações externas construídas pelo olhar do colonizador Nos relatos dos séculos XVI os indígenas surgem como uma gente sem fé lei e até chamados de bárbaros mostrando um olhar preconceituoso do colonizador Em O Guarani o índio é visto como um herói mas de modod idealizado obediente e não real Nesses casos não é a voz do indígena que aparece mas a visão de quem está de fora isto é do colonizador 3 A partir da perspectiva de Olívio Jekupé texto 4 diferencie literatura indígena e literatura nativa De acordo com Olívio Jekupé a literatura indígena é quando as pessoas de fora escreve sobre os indígenas criando histórias que não são iguais à realidade Já a literatura nativa é criada pelos próprios indígenas que relatam suas histórias verdadeiras baseadas e sua cultura e experiência 4 No episódio de O Guarani texto 5 Peri é retratado como herói submisso e idealizado Compare essa construção romântica com a proposta de literatura indígena defendida por Jekupé texto 4 Quais são as diferenças de perspectiva Explique No livro O Guarani Peri aparece como um herói corajoso mass sempre submisso à Cecília criando uma imagem românticca e não verdadeira A literatura defendida por Jekupé mostra o indígena real escrito por si próprio sem esteriótipos A diferença está no fato de que uma visão idealiza o índio e a outra valoriza sua realidade e identidade 5 Considerando os textos 1 3 e 4 discuta como a literatura pode contribuir para os debates contemporâneos sobre os direitos indígenas como no caso do Marco Temporal seja reforçando estereótipos seja construindo narrativas de resistência A literatura pode ter dois papéis Quando é escrita por quem não é indígena pode reforçar esteriótipos como aconteceu no passado Mas quando é feita pelos próprios indígenas ela se torna um maneira de resistir e de lutar pelos direitos ajudando em debates atuais como o od Marco Temporal que discute as terras indígenas 6 Em Não são só os caiçaras quilombolas e povos indígenas mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho texto 1 explique se a conjunção mas deve ser interpretada como adversativa ou aditiva justificando Nesse trecho a palavra mas não é usada no sentido de oposição mas de soma Ela deve ser entendida como aditiva pois acrescenta que não só alguns povos mas também toda vida deixada de lado faz parte dessa exclusão 7 Reescreva o período Aí eu morava em Curitiba com essa família kaingang que eu te falei texto 4 adequandoo à normapadrão e explique que papel a preposição com exerce na estrutura da frase Reescrita Naquele tempo eu morava em Curitiba com aquela família kaingang de que falei A preposição com mostra a ideia de companhia ou seja que a pessoa vivia junto da família kaingang 8 Observe o trecho Ficou tão famoso que a Manchete resolveu escrever um filme O Guarani texto 4 Identifique a conjunção coordenativa presente classificandoa e explicando a relação de sentido que estabelece entre as orações A conjunção é que funcionando como conclusiva Ela mostra a relação de consequência o livro ficou tão famoso que acabou virando filme 9 Em Ao longo da história os humanos foram devastando tudo ao seu redor texto 1 identifique a preposição destacada ao longo de e explique seu valor semântico Apresente outra preposição que poderia substituir a expressão mantendo sentido semelhante A expressão ao longo de mostra a ideia de duração no tempo como algo que acontece continuamente Uma forma parecida seria usar durante mantendo o mesmo sentido Durante a história os humanos foram devastando tudo ao seu redor 10 No trecho Peri que a seguia de longe parou de repente tomado por uma ideia texto 5 identifique o pronome relativo empregado e explique a função sintática que ele exerce dentro da oração O pronome relativo é que e ele retoma o nome Peri Dentro da frase sua função sintática é de sujeito da oração que a

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