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O BALIDO\nEdição 21 - 2017\n\"empreendedorismo e inovação no agronegócio\"\nThe next step SUMÁRIO\n- Conheça o PET [3]\n- Editorial [4]\n- Retrospectiva 2016 [5]\n- Experiência do tutor [6]\n- Entrevista com ex-petianos [7]\n- Relatos de ex-alunos [9]\n- Panorama do empreendedorismo do Brasil [11]\n- Empreendedorismo social:\nUma nova abordagem unindo nossa realidade [14]\n- A importância do empreendedorismo no desenvolvimento social [16]\n- Estratégias para o desenvolvimento do espírito empreendedor na graduação [19]\n- Do açougue para a boutique de carnes [23]\n- Churrasco gourmet: A revolução na indústria da carne [25]\n- Camarão de água doce: Uma alternativa para incrementar a rentabilidade de sua piscicultura [27]\n- Tendências do avestruz no agronegócio do futuro [29]\n- Vai uma rã aí? [32]\n- Uso de tecnologia e inovação na piscicultura [34]\n- Um olhar mais detalhado para o nosso alimento [36]\n- Ações de Zootecnistas no mundo empreendedor [39]\n- STARTUPS do agronegócio: AGROINOVA [41]\n- STARTUPS: Uso de inovação e tecnologia no agronegócio [44] Conheça o PET Zootecnia!\nO Programa de Educação Tutorial da USP (PET-USP) faz parte de um programa nacional, do Ministério da Educação. No âmbito nacional, o programa é gerenciado pela Secretaria de Educação Superior e se faz presente em universidades públicas e privadas, espalhadas pelo território nacional. Hoje conta com mais de 800 grupos distribuídos entre 114 Instituições de Ensino Superior distribuídas entre as diferentes áreas do conhecimento e as diversas regiões geográficas do país. De acordo com o estabelecido na Lei nº 11.180/2005, e regulamentado na Portaria MEC 976 de 27 de julho de 2010, o PET é desenvolvido por grupos de estudantes, com tutoria de um docente, organizados a partir de formações em nível de graduação das Instituições de Ensino Superior do país, orientados pelo princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.\nEm programa existente desde 1979 e, atualmente, tem como objetivo atuar junto aos alunos de graduação, delineando metas e executando ações para contribuir com a melhora dos cursos de graduação no país. O Programa PET é instituído nas universidades na forma de Grupos PET selecionados pelo MEC.\nO Programa PET possui encontros de âmbito nacional, regional e local (EPETUSP, no caso do USP). Nestes eventos são discutidos assuntos ligados ao Programa, abrangendo as atividades realizadas pelos Grupos PET selecionados e suas interações com o Programa.\nBruna (Mignaha)\nLeonardo (Gabinete)\nJulia (Taj Mahal)\nLaura (Hilaria)\nBianaca (Glande)\nIlmara (Katinguele)\nHenrique (Tranquilo)\nMariana (Paquita)\nAna Laura (O. Onça)\nRoberto (Cuica)\nBruno (Paraguayo)\nIago (Purunga)\nMatheus (Dei)\nMarcelinho (TUTOR)\nValdo (CO-TUTOR) A Revista \"O Balido\" chega a sua 21ª edição, com o tema \"Empreendedorismo e inovação no agronegócio\". A mim, cabe o enorme prazer de apresentar a revista. O Balido, que nasceu como informativo, tem tradição e memória. Faz quase duas décadas que se apresenta, para contribuir com a formação em Zootecnia e para mostrar um pouco dos estudos e das reflexões que os membros do grupo PET-Zootecnia elaboram e que querem compartilhar. Os petianos trabalharam para escolher, produzir, realizar entrevistas, enfim, na concepção do projeto, do início ao fim, e na sua realização, sempre na perspectiva de oferecer aos leitores suas melhores contribuições. O tema escolhido é consequência de discussões produzidas nas reuniões do grupo e procurou traduzir a preocupação em ampliar os horizontes da formação em Zootecnia. Buscou-se trazer um olhar mais abrangente, mais atento às novas oportunidades de realização profissional, procurando mostrar experiências bem sucedidas e novas dinâmicas produtivas, no campo da inovação, sempre a partir da discussão sobre o perfil empreendedor que esperamos que a zootecnia possa desenvolver. A revista oferece um painel, um conjunto de possibilidades. Não pretende esgotar nenhum assunto, nem mesmo ter conseguido englobar tudo de mais novo que existe no agronegócio brasileiro. Pretende sim, ampliar a compreensão sobre nossa profissão e trazer informações que permitem maior percepção sobre as múltiplas opções que temos, quando somos capazes de fugir dos caminhos mais óbvios e naturais. Experimentar! Ousar! abrir novos espaços de atuação! São esses os esforços aos quais \"O Balido\" desse ano quer se juntar. Tomara todos gostem da leitura e que ela cumpra com os objetivos que a tornaram possível. RETRÔSPECTIVA 2016 ENTREVISTA COM EGRESSOS DO PET ! Luiz Sodré e Daniela Sodré é um casal de Zootecnistas graduados na FZEA que atualmente vem ganhando destaque no agronegócio através do trabalho desenvolvido na empresa \"Perfarm\". Além de ser ex-alunos da FZEA, o casal de Zootecnistas também participou do PET durante suas graduações. E a 21ª edição do Balido teve a honra de conhecer um pouco da trajetória percorrida por estes profissionais.\n\n1) Qual a área profissional que atuam?\n\nAtuamos na área de Gestão do Agronegócio. Trata-se da interseção de todo o conhecimento técnico que aprendemos ao longo da faculdade e aplicamos no campo junto à administração e economia. Envolve conceitos de finanças, recursos humanos, gestão da produção, análises de mercado, entre muitos outros. No nosso entendimento, o agronegócio ainda é carente de profissionais especializados no tema. Embora a produção agrícola e pecuária brasileira tenham se desenvolvido em diversos aspectos, principalmente o produtivo, ainda restam algumas lacunas na gestão, mesmo sendo estudadas e aplicadas em outros setores por mais de séculos.\n\n2) Na graduação vocês focaram em alguma área específica onde já tinham interesse ou se mantiveram sempre dispostos à novas experiências?\n\nEm ambos os casos (Daniela e Luiz), começamos a graduação com grande enfoque em aplicar na prática aquilo que aprendíamos em sala de aula. Desta forma, fizemos estágio desde o primeiro ano da graduação. Por ainda não termos nosso direcionamento profissional completamente definido no início da graduação, acabamos fazendo estágio em diversos setores do campus e da Zootecnia, incluindo diferentes espécies animais. Como o decorrer da graduação, percebemos nossa vocação e gosto pela área de Gestão, e fomos, os dois, orientados do LAE nos anos finais da graduação.\n\n3) Como foi a experiência da realização do estágio obrigatório?\n\nEu, Daniela, fiz meu estágio na Informa FNP, empresa de consultoria no agronegócio, que foca em estudos de mercado. Trabalhei na área de Business Intelligence (Inteligência de Mercado), atuando em diferentes projetos de grandes empresas e observei estagiar na empresa em função da sua reputação no meio e área de atuação, justamente o que vislumbrava para a carreira profissional. 4) De que forma o PET contribui em suas carreiras profissionais?\n\nSem dúvida, o PET tem grande contribuição na nossa formação tanto enquanto na vida acadêmica, como hoje na profissional. Ao contrário de muitas outras iniciativas científicas que desenvolvemos ao longo da faculdade, o PET tem como características principal o trabalho em equipe sem uma hierarquia definida. Foi uma ótima oportunidade para desenvolver senso de responsabilidade para com o trabalho e os demais, bem como consolidar qualificações em liderança e próprio trabalho em equipe.\n\n5) Como decidiram ingressar no mundo do empreendedorismo?\n\nO ingresso no mundo do empreendedorismo se deu de forma natural. Principalmente pela percepção de uma lacuna no setor, que são empresas focadas na gestão do agronegócio que abrangem todas as áreas de uma empresa, e não somente na gestão da produção ou em aplicações técnicas. Não foi uma decisão fácil, assim como a vida que nos deparamos no dia-a-dia. Ambos tínhamos carreiras promissoras nas empresas em que trabalhávamos. O Luiz teve seu MBA concluído nos EUA patrocinado pelo banco em que trabalhava, e a Daniela, após cursar um programa de administração nos EUA, se dedicou integralmente ao projeto.\n\n6) Quais são suas perspectivas para o futuro do Agronegócio?\n\nO Agronegócio passa por uma grande mudança e os novos profissionais têm carreiras meteóricas para pessoas ainda no início de profissões. Assim como a revolução dos cerrados dos anos 70, que permitiu a expansão agrícola brasileira e a chegada da agricultura de precisão no final do século passado, o Agronegócio agora passa pela onda da Agricultura Digital. Pela sua característica de estar diretamente associada à internet, esta tem tudo para ser difundida de forma ainda mais rápida que as demais fases que permitiram ganho de produtividade e desenvolvimento do setor. São inúmeras as tecnologias que emergem a cada dia, e será bem sucedido aquele produtor ou profissional que conseguir identificar aquelas com maiores potenciais de benefícios para ambos. Experiências e caminhos trilhados pelos egressos de Zootecnia da FZEA ! André Artin Machado Grupo Pão de Açúcar\n\nMeu nome é André Artin Machado, sou zootecnista, o período da minha graduação foi entre 2004 e 2009 na FZEA, um período fantástico na minha vida. Nasci em São Paulo e nunca tive nenhuma ligação com o agronegócio antes da graduação, mas a produção animal sempre me atraiu, o que motivou a estudar sob a condição de prestar o vestibular.\n\nNo início da graduação, comecei a procurar estágio nos setores da faculdade e me relacionar com a empresa Júnior. Sempre estive disposto a ajudar qualquer experimentação, eu, o início científico que aparecia pela frente. Logo no início já comecei a ter grandes amizades, éramos um grupo de jovens maravilhosos com essa nova fase da vida, sempre voltados ao mercado com as conquistas da carreira. Éramos muito envolvidos em muitas coisas sobre tudo relacionado à Zootecnia, mas nunca abrimos meio dos setores sociais, como festas e churrascos.\n\nEntrei no PET, não sabia onde era junto com a Zootri, pude ter experiências importantíssimas de trabalhar em equipe de relacionamento, pontos cruciais para minha modificação profissional. Desde o início da graduação, me interessava bastante pelas áreas de nutrição de ruminantes e forragem, e prensas e princípios de gerenciamento, porém algumas coisas na vida, minha trajetória eram muito pontuais.\n\nEm 2006, surgiu uma oportunidade de bolsa pelo CAPES para uma graduação sanduíche na França e me candidatei, sem saber precisamente o que eu poderia fazer nesses pais, mas foi de fato. Após alguns processos de seleção, tive a felicidade de ser aprovado, mas de um aluno de zootecnia conversamos em muito do que o mercado poderia fazer com um papel diferente, ainda persista. Naquele momento, minha preocupação era entrar estágio na França que pode ensinar mais o futuro, produtor profissional no Brasil. No época, as oportunidades de carreira bovina já existiam algo e muito sobre a rastreabilidade do zootecnia brasileiro na França.\n\nDurante meus estudos na França, desde o começo, \"persegui\" os professores especialistas em gestão de qualidade, segurança sanitária, mercado da carne e rastreabilidade. Tive muita sorte em ter me relacionando bem com alguns deles, que mais tarde me ajudaram bastante no meu primeiro estágio por lá. \n\nFui estagiar no Departamento de Qualidade em um dos maiores frigoríficos franceses, trabalhei com rastreabilidade e segurança sanitária e a partir daí, comecei meu romance com a indústria da carne. \n\nVoltei para o Brasil, com uma boa bagagem, fiz o último ano de graduação e consegui um estágio no frigorífico Bertin, um dos maiores grupos na época, dentro da área de Qualidade, onde segui acabou sendo meu primeiro emprego como zootecnista. Trabalhei em seguida na JBS por mais alguns outros anos. A indústria frigorífica é uma área apaixonante até hoje para mim, super intensa e que foi responsável por construir minha base como profissional.\n\nAtualmente, trabalho no varejo, pelo Grupo Pão de Açúcar, como responsável pelo desenvolvimento comercial do setor de bovinos, suínos e aves. Minha atuação vai de ponta a ponta, onde o desenvolvimento começa no campo, passa pela indústria e termina na estratégia de venda do produto nas gôndolas das lojas de todo o Brasil.\n\nUma mensagem que gostaria de deixar para meus futuros colegas de trabalho é que aproveitem cada momento da faculdade, façam grandes amizades, frequentem festas e churrascos, se relacionem com as pessoas, se esforcem para conquistar seus anseios profissionais e pessoas e esforcem bastante para se tornarem profissionais diferenciados dentro do mercado. A Zootecnia é apaixonante e é mercado o muito promissor. Marcelo Shimbo\nPrime cater\n\nQuando eu entrei na faculdade a infraestrutura era muito diferente do que é hoje, e por existir somente o curso de Zootecnia havia poucos alunos. Como eu era oriundo de uma classe mais alta, que já tinha contato com a parte agrária, eu tive um desrespeito à comunicação pro setor agrário. Além disso, para ir atrás dessas “desvantagens” que tinha, sempre busquei práticas para aprender na prática sob todas as produções, e aproveitei todas minhas férias para fazer estágio em fazenda.\nPara me aprimorar ainda mais, utilizei novos direitos à falta nas aulas para ir a palestras, cursos, encontros, buscando conhecimentos que eram necessários.\n\nSaindo da faculdade, percebi que era necessário abrir uma de conforto que um possível emprego dentro do próprio campus poderia oferecer. Então ingressei em um estágio numa empresa pequena de consultoria muito promissora em Ribeirão Preto, porém, esta empresa acabava não dando certo.\n\nPosteriormente, mesmo com dificuldades de recursos, fui morar na Austrália, não por motivos curriculares, senão que visando um desenvolvimento pessoal. A livre “me virar”, aprimorei meu inglês, além de conhecer fazendas e métodos produzidos ligados à produção animal.\n\nCheguei na Austrália e fui trabalhar numa fazenda em Rondonia, onde era contratado por um mecanismo técnico. Esses pontos meoi que foi preponderante para meu futuro, quando resolvi dar esses passos: escolher um profissional sempre que eu me envolver com questões mais rurais, desenvolvendo talentos. Essas empresas propuseram que abrisse um filma em São Paulo, onde teria um novo rumo na agricultura.\n\nVendo a oportunidade de aumentar profissionalmente, decidi fazer um MBA em administração, na mesma época em que trabalhava, visando entender melhor o comportamento do cliente, e analisar suas demandas e baseado nisso aprimorar meus conhecimentos voltados ao empreendimentos. Esses aspectos entendidos e o ensino agente a fazer algo diferente, muito além das velhas bases: se abrir mais do conforto, de uma tradição também na faculdade CVM, foco que sempre em vezes trabalhar durante minha graduação, e posteriormente na JBS, onde pude desenvolver um projeto no setor de carnes Premium, conseguindo estabilidade e conforto.\n\nPorém minha inquietude e vontade de desenvolver meu próprio negócio fizeram com que eu saísse da JBS, abrindo mão da alta estabilidade que eu tinha adquirido, para fundar a Prime Cater, empresa onde trabalho atualmente.
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O BALIDO\nEdição 21 - 2017\n\"empreendedorismo e inovação no agronegócio\"\nThe next step SUMÁRIO\n- Conheça o PET [3]\n- Editorial [4]\n- Retrospectiva 2016 [5]\n- Experiência do tutor [6]\n- Entrevista com ex-petianos [7]\n- Relatos de ex-alunos [9]\n- Panorama do empreendedorismo do Brasil [11]\n- Empreendedorismo social:\nUma nova abordagem unindo nossa realidade [14]\n- A importância do empreendedorismo no desenvolvimento social [16]\n- Estratégias para o desenvolvimento do espírito empreendedor na graduação [19]\n- Do açougue para a boutique de carnes [23]\n- Churrasco gourmet: A revolução na indústria da carne [25]\n- Camarão de água doce: Uma alternativa para incrementar a rentabilidade de sua piscicultura [27]\n- Tendências do avestruz no agronegócio do futuro [29]\n- Vai uma rã aí? [32]\n- Uso de tecnologia e inovação na piscicultura [34]\n- Um olhar mais detalhado para o nosso alimento [36]\n- Ações de Zootecnistas no mundo empreendedor [39]\n- STARTUPS do agronegócio: AGROINOVA [41]\n- STARTUPS: Uso de inovação e tecnologia no agronegócio [44] Conheça o PET Zootecnia!\nO Programa de Educação Tutorial da USP (PET-USP) faz parte de um programa nacional, do Ministério da Educação. No âmbito nacional, o programa é gerenciado pela Secretaria de Educação Superior e se faz presente em universidades públicas e privadas, espalhadas pelo território nacional. Hoje conta com mais de 800 grupos distribuídos entre 114 Instituições de Ensino Superior distribuídas entre as diferentes áreas do conhecimento e as diversas regiões geográficas do país. De acordo com o estabelecido na Lei nº 11.180/2005, e regulamentado na Portaria MEC 976 de 27 de julho de 2010, o PET é desenvolvido por grupos de estudantes, com tutoria de um docente, organizados a partir de formações em nível de graduação das Instituições de Ensino Superior do país, orientados pelo princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.\nEm programa existente desde 1979 e, atualmente, tem como objetivo atuar junto aos alunos de graduação, delineando metas e executando ações para contribuir com a melhora dos cursos de graduação no país. O Programa PET é instituído nas universidades na forma de Grupos PET selecionados pelo MEC.\nO Programa PET possui encontros de âmbito nacional, regional e local (EPETUSP, no caso do USP). Nestes eventos são discutidos assuntos ligados ao Programa, abrangendo as atividades realizadas pelos Grupos PET selecionados e suas interações com o Programa.\nBruna (Mignaha)\nLeonardo (Gabinete)\nJulia (Taj Mahal)\nLaura (Hilaria)\nBianaca (Glande)\nIlmara (Katinguele)\nHenrique (Tranquilo)\nMariana (Paquita)\nAna Laura (O. Onça)\nRoberto (Cuica)\nBruno (Paraguayo)\nIago (Purunga)\nMatheus (Dei)\nMarcelinho (TUTOR)\nValdo (CO-TUTOR) A Revista \"O Balido\" chega a sua 21ª edição, com o tema \"Empreendedorismo e inovação no agronegócio\". A mim, cabe o enorme prazer de apresentar a revista. O Balido, que nasceu como informativo, tem tradição e memória. Faz quase duas décadas que se apresenta, para contribuir com a formação em Zootecnia e para mostrar um pouco dos estudos e das reflexões que os membros do grupo PET-Zootecnia elaboram e que querem compartilhar. Os petianos trabalharam para escolher, produzir, realizar entrevistas, enfim, na concepção do projeto, do início ao fim, e na sua realização, sempre na perspectiva de oferecer aos leitores suas melhores contribuições. O tema escolhido é consequência de discussões produzidas nas reuniões do grupo e procurou traduzir a preocupação em ampliar os horizontes da formação em Zootecnia. Buscou-se trazer um olhar mais abrangente, mais atento às novas oportunidades de realização profissional, procurando mostrar experiências bem sucedidas e novas dinâmicas produtivas, no campo da inovação, sempre a partir da discussão sobre o perfil empreendedor que esperamos que a zootecnia possa desenvolver. A revista oferece um painel, um conjunto de possibilidades. Não pretende esgotar nenhum assunto, nem mesmo ter conseguido englobar tudo de mais novo que existe no agronegócio brasileiro. Pretende sim, ampliar a compreensão sobre nossa profissão e trazer informações que permitem maior percepção sobre as múltiplas opções que temos, quando somos capazes de fugir dos caminhos mais óbvios e naturais. Experimentar! Ousar! abrir novos espaços de atuação! São esses os esforços aos quais \"O Balido\" desse ano quer se juntar. Tomara todos gostem da leitura e que ela cumpra com os objetivos que a tornaram possível. RETRÔSPECTIVA 2016 ENTREVISTA COM EGRESSOS DO PET ! Luiz Sodré e Daniela Sodré é um casal de Zootecnistas graduados na FZEA que atualmente vem ganhando destaque no agronegócio através do trabalho desenvolvido na empresa \"Perfarm\". Além de ser ex-alunos da FZEA, o casal de Zootecnistas também participou do PET durante suas graduações. E a 21ª edição do Balido teve a honra de conhecer um pouco da trajetória percorrida por estes profissionais.\n\n1) Qual a área profissional que atuam?\n\nAtuamos na área de Gestão do Agronegócio. Trata-se da interseção de todo o conhecimento técnico que aprendemos ao longo da faculdade e aplicamos no campo junto à administração e economia. Envolve conceitos de finanças, recursos humanos, gestão da produção, análises de mercado, entre muitos outros. No nosso entendimento, o agronegócio ainda é carente de profissionais especializados no tema. Embora a produção agrícola e pecuária brasileira tenham se desenvolvido em diversos aspectos, principalmente o produtivo, ainda restam algumas lacunas na gestão, mesmo sendo estudadas e aplicadas em outros setores por mais de séculos.\n\n2) Na graduação vocês focaram em alguma área específica onde já tinham interesse ou se mantiveram sempre dispostos à novas experiências?\n\nEm ambos os casos (Daniela e Luiz), começamos a graduação com grande enfoque em aplicar na prática aquilo que aprendíamos em sala de aula. Desta forma, fizemos estágio desde o primeiro ano da graduação. Por ainda não termos nosso direcionamento profissional completamente definido no início da graduação, acabamos fazendo estágio em diversos setores do campus e da Zootecnia, incluindo diferentes espécies animais. Como o decorrer da graduação, percebemos nossa vocação e gosto pela área de Gestão, e fomos, os dois, orientados do LAE nos anos finais da graduação.\n\n3) Como foi a experiência da realização do estágio obrigatório?\n\nEu, Daniela, fiz meu estágio na Informa FNP, empresa de consultoria no agronegócio, que foca em estudos de mercado. Trabalhei na área de Business Intelligence (Inteligência de Mercado), atuando em diferentes projetos de grandes empresas e observei estagiar na empresa em função da sua reputação no meio e área de atuação, justamente o que vislumbrava para a carreira profissional. 4) De que forma o PET contribui em suas carreiras profissionais?\n\nSem dúvida, o PET tem grande contribuição na nossa formação tanto enquanto na vida acadêmica, como hoje na profissional. Ao contrário de muitas outras iniciativas científicas que desenvolvemos ao longo da faculdade, o PET tem como características principal o trabalho em equipe sem uma hierarquia definida. Foi uma ótima oportunidade para desenvolver senso de responsabilidade para com o trabalho e os demais, bem como consolidar qualificações em liderança e próprio trabalho em equipe.\n\n5) Como decidiram ingressar no mundo do empreendedorismo?\n\nO ingresso no mundo do empreendedorismo se deu de forma natural. Principalmente pela percepção de uma lacuna no setor, que são empresas focadas na gestão do agronegócio que abrangem todas as áreas de uma empresa, e não somente na gestão da produção ou em aplicações técnicas. Não foi uma decisão fácil, assim como a vida que nos deparamos no dia-a-dia. Ambos tínhamos carreiras promissoras nas empresas em que trabalhávamos. O Luiz teve seu MBA concluído nos EUA patrocinado pelo banco em que trabalhava, e a Daniela, após cursar um programa de administração nos EUA, se dedicou integralmente ao projeto.\n\n6) Quais são suas perspectivas para o futuro do Agronegócio?\n\nO Agronegócio passa por uma grande mudança e os novos profissionais têm carreiras meteóricas para pessoas ainda no início de profissões. Assim como a revolução dos cerrados dos anos 70, que permitiu a expansão agrícola brasileira e a chegada da agricultura de precisão no final do século passado, o Agronegócio agora passa pela onda da Agricultura Digital. Pela sua característica de estar diretamente associada à internet, esta tem tudo para ser difundida de forma ainda mais rápida que as demais fases que permitiram ganho de produtividade e desenvolvimento do setor. São inúmeras as tecnologias que emergem a cada dia, e será bem sucedido aquele produtor ou profissional que conseguir identificar aquelas com maiores potenciais de benefícios para ambos. Experiências e caminhos trilhados pelos egressos de Zootecnia da FZEA ! André Artin Machado Grupo Pão de Açúcar\n\nMeu nome é André Artin Machado, sou zootecnista, o período da minha graduação foi entre 2004 e 2009 na FZEA, um período fantástico na minha vida. Nasci em São Paulo e nunca tive nenhuma ligação com o agronegócio antes da graduação, mas a produção animal sempre me atraiu, o que motivou a estudar sob a condição de prestar o vestibular.\n\nNo início da graduação, comecei a procurar estágio nos setores da faculdade e me relacionar com a empresa Júnior. Sempre estive disposto a ajudar qualquer experimentação, eu, o início científico que aparecia pela frente. Logo no início já comecei a ter grandes amizades, éramos um grupo de jovens maravilhosos com essa nova fase da vida, sempre voltados ao mercado com as conquistas da carreira. Éramos muito envolvidos em muitas coisas sobre tudo relacionado à Zootecnia, mas nunca abrimos meio dos setores sociais, como festas e churrascos.\n\nEntrei no PET, não sabia onde era junto com a Zootri, pude ter experiências importantíssimas de trabalhar em equipe de relacionamento, pontos cruciais para minha modificação profissional. Desde o início da graduação, me interessava bastante pelas áreas de nutrição de ruminantes e forragem, e prensas e princípios de gerenciamento, porém algumas coisas na vida, minha trajetória eram muito pontuais.\n\nEm 2006, surgiu uma oportunidade de bolsa pelo CAPES para uma graduação sanduíche na França e me candidatei, sem saber precisamente o que eu poderia fazer nesses pais, mas foi de fato. Após alguns processos de seleção, tive a felicidade de ser aprovado, mas de um aluno de zootecnia conversamos em muito do que o mercado poderia fazer com um papel diferente, ainda persista. Naquele momento, minha preocupação era entrar estágio na França que pode ensinar mais o futuro, produtor profissional no Brasil. No época, as oportunidades de carreira bovina já existiam algo e muito sobre a rastreabilidade do zootecnia brasileiro na França.\n\nDurante meus estudos na França, desde o começo, \"persegui\" os professores especialistas em gestão de qualidade, segurança sanitária, mercado da carne e rastreabilidade. Tive muita sorte em ter me relacionando bem com alguns deles, que mais tarde me ajudaram bastante no meu primeiro estágio por lá. \n\nFui estagiar no Departamento de Qualidade em um dos maiores frigoríficos franceses, trabalhei com rastreabilidade e segurança sanitária e a partir daí, comecei meu romance com a indústria da carne. \n\nVoltei para o Brasil, com uma boa bagagem, fiz o último ano de graduação e consegui um estágio no frigorífico Bertin, um dos maiores grupos na época, dentro da área de Qualidade, onde segui acabou sendo meu primeiro emprego como zootecnista. Trabalhei em seguida na JBS por mais alguns outros anos. A indústria frigorífica é uma área apaixonante até hoje para mim, super intensa e que foi responsável por construir minha base como profissional.\n\nAtualmente, trabalho no varejo, pelo Grupo Pão de Açúcar, como responsável pelo desenvolvimento comercial do setor de bovinos, suínos e aves. Minha atuação vai de ponta a ponta, onde o desenvolvimento começa no campo, passa pela indústria e termina na estratégia de venda do produto nas gôndolas das lojas de todo o Brasil.\n\nUma mensagem que gostaria de deixar para meus futuros colegas de trabalho é que aproveitem cada momento da faculdade, façam grandes amizades, frequentem festas e churrascos, se relacionem com as pessoas, se esforcem para conquistar seus anseios profissionais e pessoas e esforcem bastante para se tornarem profissionais diferenciados dentro do mercado. A Zootecnia é apaixonante e é mercado o muito promissor. Marcelo Shimbo\nPrime cater\n\nQuando eu entrei na faculdade a infraestrutura era muito diferente do que é hoje, e por existir somente o curso de Zootecnia havia poucos alunos. Como eu era oriundo de uma classe mais alta, que já tinha contato com a parte agrária, eu tive um desrespeito à comunicação pro setor agrário. Além disso, para ir atrás dessas “desvantagens” que tinha, sempre busquei práticas para aprender na prática sob todas as produções, e aproveitei todas minhas férias para fazer estágio em fazenda.\nPara me aprimorar ainda mais, utilizei novos direitos à falta nas aulas para ir a palestras, cursos, encontros, buscando conhecimentos que eram necessários.\n\nSaindo da faculdade, percebi que era necessário abrir uma de conforto que um possível emprego dentro do próprio campus poderia oferecer. Então ingressei em um estágio numa empresa pequena de consultoria muito promissora em Ribeirão Preto, porém, esta empresa acabava não dando certo.\n\nPosteriormente, mesmo com dificuldades de recursos, fui morar na Austrália, não por motivos curriculares, senão que visando um desenvolvimento pessoal. A livre “me virar”, aprimorei meu inglês, além de conhecer fazendas e métodos produzidos ligados à produção animal.\n\nCheguei na Austrália e fui trabalhar numa fazenda em Rondonia, onde era contratado por um mecanismo técnico. Esses pontos meoi que foi preponderante para meu futuro, quando resolvi dar esses passos: escolher um profissional sempre que eu me envolver com questões mais rurais, desenvolvendo talentos. Essas empresas propuseram que abrisse um filma em São Paulo, onde teria um novo rumo na agricultura.\n\nVendo a oportunidade de aumentar profissionalmente, decidi fazer um MBA em administração, na mesma época em que trabalhava, visando entender melhor o comportamento do cliente, e analisar suas demandas e baseado nisso aprimorar meus conhecimentos voltados ao empreendimentos. Esses aspectos entendidos e o ensino agente a fazer algo diferente, muito além das velhas bases: se abrir mais do conforto, de uma tradição também na faculdade CVM, foco que sempre em vezes trabalhar durante minha graduação, e posteriormente na JBS, onde pude desenvolver um projeto no setor de carnes Premium, conseguindo estabilidade e conforto.\n\nPorém minha inquietude e vontade de desenvolver meu próprio negócio fizeram com que eu saísse da JBS, abrindo mão da alta estabilidade que eu tinha adquirido, para fundar a Prime Cater, empresa onde trabalho atualmente.