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CASA - ÁRVORE - PESSOA\nTÉCNICA PROJETIVA DE DESENHO\nH - T - P\n\nAPOSTILA DIDÁTICA PARA USO SUPERVISIONADO NA DISCIPLINA DE TÉCNICAS PROJETIVAS. ATENÇÃO:\n\nEsta apostila só poderá ser usada com a exclusiva finalidade de aprendizagem. Ela servirá apenas para ilustrar as aulas de Técnicas Projetivas do Curso de Psicologia, uma vez que as informações estão condensadas para este objetivo. A interpretação do H T P (técnica projetiva de desenho) só poderá ser realizada por meio do manual: H - T - P Manual e Guia de Interpretação - comercializado pela VETOR Editora e vendido exclusivamente para psicólogos. CASA - ÁRVORE - PESSOA\n(House - Tree - Person, H-T-P)\nTÉCNICA PROJETIVA DE DESENHO\n\nPor mais de 50 anos, os clínicos têm usado a técnica projetiva de desenho a Casa-Árvore-Pessoa para obter informações sobre como uma pessoa experiencia sua individualidade em relação aos outros e ao ambiente do lar, estima a projeção de elementos da personalidade e de áreas de conflito, dentro da situação terapêutica, permitindo que eles sejam identificados com o propósito de avaliação e usados para o estabelecimento de comunicação terapêutica efetiva.\n\nDescrição Geral\nO H-T-P é uma abordagem à personalidade e foi planejado para incluir no mínimo duas fases. A primeira é não verbal, criativa e quase completamente não estruturada, consiste em convidar o indivíduo a fazer um desenho à mão livre acromático (lápis preto), de uma casa, de uma árvore e de uma pessoa, pode-se solicitar um desenho adicional de uma pessoa do sexo oposto à que foi primeiramente desenhada. A segunda é verbal, um inquérito posterior ao desenho envolve fazer uma série de perguntas relativas às associações do indivíduo sobre aspectos de cada desenho. Na terceira fase o indivíduo desenha novamente uma casa, uma árvore e uma pessoa (ou duas pessoas), dessa vez usando crayons (giz de cera). Na quarta fase são feitas perguntas adicionais sobre os desenhos coloridos. Dependendo do número de fases realizadas, o procedimento pode levar de 30 minutos a uma hora e meia.\n\nProibida a divulgação por meios eletrônicos, como blogs, sites e internet. Objetivos e Aplicações Clínicas\na) Possibilita ao clínico o acesso às reações do indivíduo a uma situação consideravelmente não estruturada;\nb) A capacidade do cliente e do clínico de permanecerem em contato e de articularem experiências sob essas circunstâncias é um importante indicador prognóstico;\nc) Os desenhos também estimulam o establishmento de interesse, conforto e confiança entre o examinador e o cliente.\nd) Para propósitos diagnósticos, fornece informações que, quando relacionadas à entrevista e a outros instrumentos de avaliação, podem revelar conflitos e interesse gerais do indivíduo, bem como aspectos do ambiente que ele ache problemático.\ne) Na terapia em andamento, os desenhos podem refletir mudanças globais no estado psicológico de um indivíduo.\n\nPopulação\nO uso do H-T-P é mais adequado para indivíduos acima de 8 anos de idade. É mais comumente aplicado em crianças. A natureza atraente da tarefa de desenhar torna o uso do H-T-P especialmente adequado nas situações onde a comunicação verbal direta de materiais conflitivos é improvável por causa de obstáculos nas capacidades verbal e motivacional.\n\nProcedimentos de Aplicação\nO H-T-P é aplicado geralmente em uma situação face a face, como parte de uma avaliação inicial ou de uma intervenção terapêutica em andamento de um determinado indivíduo. Os desenhos devem ser aplicados na seguinte ordem:\n1°) Desenhos Acrômáticos (lápis preto)\nCASA – Folha apresentada na posição horizontal\nÁRVORE – Folha apresentada na posição vertical\nPESSOA – Folha apresentada na posição vertical\nPESSOA DO SEXO OPOSTO – Folha apresentada na posição vertical\n\nProibida a divulgação por meios eletrônicos, como blogs, sites e internet. Situação e Tempo de aplicação\nO sujeito deve sentar-se em frente a uma mesa, em uma posição confortável para desenhar. A aplicação requer de 30 a 90 minutos, dependendo do número de desenhos solicitados pelo examinador, porém não há limite de tempo para a execução dos desenhos.\nNo mínimo, devem ser pedidos três desenhos e feito um inquérito posterior ao desenho de cada um deles.\n\nMaterial para aplicação\nVários lápis pretos nº 2, borracha, apontador, lápis de cor.\n\nInstruções\nCASA: \"Eu quero que você desenhe uma casa. Você pode desenhar o tipo de casa que quiser. Faça o melhor que puder e pode levar o tempo que precisar. Apenas faça o melhor possível\".\n\nÁRVORE: \"Eu quero que você desenhe uma árvore da melhor maneira que puder\".\n\nPESSOA: \"Eu quero que você desenhe uma pessoa da melhor maneira que puder\".\n\nPESSOA DO SEXO OPOSTO: \"Eu quero que você desenhe uma pessoa do sexo oposto ao desenho que você desenhou anteriormente da melhor maneira que puder\".\n\nInquérito Posterior ao Desenho\nUma vez que o desenho acrômatico esteja completo, é essencial dar ao indivíduo uma oportunidade de definir, descrever e interpretar cada desenho e para expressar pensamentos, ideias, sentimentos ou memórias associadas.\nO principal objetivo, entretanto, é compreender o sujeito extraindo o maior número possível de informações sobre o conteúdo e o contexto de cada desenho. Detalhes que forem adicionados durante o inquérito também devem ser identificados. O inquérito deve ser realizado após a realização de cada desenho.\n\nProibida a divulgação por meios eletrônicos, como blogs, sites e internet. Inquérito da Casa\n1. De que esta casa é feita?\n2. Esta é a sua própria casa? De quem ela é?\n3. Você gostaria que essa casa fosse sua? Por quê? (caso não seja do sujeito)\n4. Se esta casa fosse sua e você pudesse fazer nela o que quisesse, qual quarto você escolheria para você? Por quê?\n5. Quem você gostaria que morasse nesta casa com você? Por quê?\n6. Quando você olha para esta casa, ela parece estar perto ou longe?\n7. Quando você olha para esta casa, você tem a impressão de que ela está acima, abaixo ou no mesmo nível do que você?\n8. Em que esta casa faz você pensar ou lembrar?\n9. É um tipo de casa feliz, amigável?\n10. O que nela lhe dá essa impressão?\n11. Como está o tempo nesse desenho? (periodo do dia e do ano; céu; temperatura)\n12. De que tipo de tempo você gosta?\n13. De onde esta casa o faz lembrar? Por quê?\n14. Do que esta casa mais precisa? Por quê?\n15. Se \"isto\" fosse uma pessoa ao invés de (qualquer objeto desenhando separado da casa), como seria?\n16. A que parte da casa esta chaminé está ligada?\n\nÁRVORE\n17. Que tipo de árvore é esta?\n18. Onde esta árvore realmente está localizada? (a localização deve ser definida, por ex., se o sujeito diz na floresta, deve-se perguntar ou que é uma floresta)\n19. Mais ou menos qual a idade desta árvore?\n20. Esta árvore está viva?\n21. O que nela lhe dá a impressão de que ela está viva?\n22. O que provocou a sua morte? (se não estiver viva)\n23. Ela voltará a viver?\n24. Alguma parte da árvore está morta? Qual parte? O que você acha que causou a sua morte? Há quanto tempo ela está morta?\n25. Para você esta árvore lhe parece mais um homem ou uma mulher?\n26. O que nela lhe dá essa impressão? 27. Quando você olha para esta árvore, você tem a impressão de que ela está acima, abaixo ou no mesmo nível do que você gosta?\n28. Como está o tempo nesse desenho? (período do dia e do ano; céu; temperatura)\n29. Há algum vento soprando? Mostre-me em que direção ele está soprando. Que tipo de vento é esse?\n30. O que esta árvore faz você lembrar?\n31. Esta árvore é saudável? O que nela lhe dá essa impressão?\n32. Esta árvore é forte? O que nela lhe dá essa impressão?\n33. Do que esta árvore mais precisa? Por quê?\n34. Alguém já machucou esta árvore? Como?\n35. Se 'isto' fosse uma pessoa ao invés de (qualquer objeto desenhado separado da árvore), quem seria?\n\nPESSOA\n36. Esta pessoa é um homem ou uma mulher? (menino ou menina?)\n37. Quantos anos ele (a) tem?\n38. Quem é ele (a)?\n39. Ele (a) é um parente, um amigo ou o quê?\n40. O que ele (a) está fazendo? Onde ele (a) está fazendo isso?\n41. O que ele (a) está pensando?\n42. Como ele (a) se sente? Por quê?\n43. Como é a pessoa faz você pensar ou lembrar?\n44. Esta pessoa está bem?\n45. O que nele (a) lhe dá essa impressão?\n46. Esta pessoa está feliz?\n47. O que nele (a) lhe dá essa impressão?\n48. A maioria das pessoas é assim? Por quê?\n49. Você acha que gostaria dessa pessoa?\n50. Por quê?\n51. Como está o tempo nesse desenho? (período do dia e do ano; céu; temperatura)\n52. De quem essa pessoa o faz lembrar? Por quê?\n53. Do que essa pessoa mais precisa? Por quê?\n54. Se 'isto' fosse uma pessoa ao invés de (qualquer objeto desenhado separado da pessoa), quem seria?\n\nProibida a divulgação por meios eletrônicos, como blogs, sites e internet. As respostas dadas durante o inquérito devem ser avaliadas de acordo com diversas dimensões.\nUma pessoa média, bem ajustada vê a casa ocupada por um ser vivo e vê a árvore e a pessoa vivas.\nRespostas ao inquérito que descrevem a casa temporariamente desocupada ou deserta, a árvore morrendo ou morta e a pessoa doente, morrendo ou morta parecem revelar um desajustamento emocional.\nMuitas vezes, objetos aparentemente irrelevantes desenhados ao redor do tema do desenho representam membros da família ou pessoas com as quais o indivíduo está intimamente ligado na vida diária. A sua relação especial com o objeto desenhado pode ser paralela à proximidade ou distância destas relações pessoais. Estes detalhes devem ser sempre investigados.\n\nASPECTOS DE INTERPRETAÇÃO\n\n1. Proporção (tamanho da figura em relação à página)\nExprime a relação dinâmica do indivíduo com seu ambiente; como está reagindo às pressões do mesmo: se com sentimentos de inadequação e inferioridade, em um sentido, ou com fantasias compensatórias de supervalorização, em outro. As relações de proporção expressas pelo indivíduo em seus desenhos frequentemente revelam os valores atribuídos pelo indivíduo aos objetos, situações e pessoas. Relações proporcionais nos desenhos também fornecem um índice grosseiro da capacidade do indivíduo para atribuir valores objetivos aos elementos de realidade e realizar julgamentos com facilidade e flexibilidade.\n\nMuito grande (folha toda ou quase): evidência de agressividade e descarga motora. Quando exagerado, saindo do papel = sugere sentimento de constrição por parte do ambiente, com fantasia compensatória;\nGrande (2/3 e metade folha): necessidade de expansão, domínio do meio com maior valorização de si;\nMédio (1/3, 1/4, 1/6 e 1/8 da folha): adequação ao meio ambiente.\n\nProibida a divulgação por meios eletrônicos, como blogs, sites e internet. Pequeno (1/16 e 1/32 da folha): inferioridade, inibição, comportamento emocionalmente dependente e ansioso.\nMuito pequeno (1/64 e 1/128 da folha): sentimento de inadequação, e mesmo rejeição pelo ambiente; insegurança, retraimento, tendência ao isolamento e depressão.\n\nLOCALIZAÇÃO NA FOLHA SEGUNDO ODETE L. VAN KOLCH\n\n4º QUADRANTE\n- Passividade\n- Atividade de Expectativa diante da Vida\n- Inibição, reserva, nostalgia\n- Desejo de retornar ao passado e/ou permanecer absorto em fantasia\n\n3º QUADRANTE\n- Conflitos\n- Egotismo\n- Regressão\n- Fixação em Estágio Primitivo\n\n1º QUADRANTE\n- Contato Ativo com a Realidade\n- Rebelião e Ataque (criar, fazer)\n- Projetos para o Futuro\n\n2º QUADRANTE\n- Força dos desejos, impulsos e instintos\n- Obstinação e teimosia\n\nParte superior da Folha: Espiritualismo, Misticismo, Energia; Objetivos muito Altos, possivelmente inatingíveis; Satisfação na Fantasia; 'estar no ar';\nParte inferior da Folha: Materialismo; Fixação à Terra e ao Inconsciente; Orientação para o Concreto; Insegurança e Inadequação com Depressão;\nLado Esquerdo da Folha: Introversão, Egotismo, Predominio da Afetividade, do Passado e do Esquecido, Comportamento Compulsivo;\nLado Direito da Folha: Extroversão, Altruísmo, Atividade, Socialização, Relação com o Futuro, Progresso;\nCentral (no meio da página): rigidez, comum em crianças pequenas. Quando o desenho se localiza ao redor do ponto médio geométrico exato da página, o indivíduo geralmente é rígido para compensar a ansiedade e insegurança.\n\nProibida a divulgação por meios eletrônicos, como blogs, sites e internet. 2. Qualidade da linha\nO tipo da linha e a consistência do traçado indicam a manifestação de energia, vitalidade, decisão, iniciativa, em um extremo e de emotividade, insegurança, falta de confiança em si, ansiedade, em outro.\n\nMuito Forte:\n- Quando usados em todo o desenho: tensão emocional.\n- Usados om detalhe específico: deve-se presumir uma fixação no objeto desenhado.\n\nMuito Leve:\n- Traçados extremamente leves usados em todo o desenho: indicam um sentimento de inadequação, indecisão ou sensibilidade artística.\n\nNormal: Bom tônus, equilíbrio emocional e mental.\n\nTraço contínuo: decisão, rapidez, energia, esforço dirigido, auto afirmação.\nTraço de avanços e recuos: emotividade, ansiedade, falta de confiança em si, timidez, insegurança, hesitação ao encontrar novas situações, mas também sentido artístico, intuição, sensibilidade.\n\nTraço interrompido: incerteza, indecisão, temor e angústia.\nTraço trêmulo: medo, insegurança, sensibilidade; e se presente em todo o desenho = intoxicação do eixo nervoso por alcoolismo ou fadiga extrema.\n\n3. Transparência\nOs indivíduos que apresentam um desenho em que um objeto, que normalmente estaria coberto por alguma coisa esteja ainda visível cometem uma falha grave no teste de realidade. Uma vez que as transparências implicam em uma falha na função crítica, presume-se que elas indicam nos desenhos dos indivíduos sem deficiência mental a extensão em que a organização da personalidade está rompida por fatores funcionais, orgânicos ou ambos.\n\nProibida a divulgação por meios eletrônicos, como blogs, sites e internet.
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CASA - ÁRVORE - PESSOA\nTÉCNICA PROJETIVA DE DESENHO\nH - T - P\n\nAPOSTILA DIDÁTICA PARA USO SUPERVISIONADO NA DISCIPLINA DE TÉCNICAS PROJETIVAS. ATENÇÃO:\n\nEsta apostila só poderá ser usada com a exclusiva finalidade de aprendizagem. Ela servirá apenas para ilustrar as aulas de Técnicas Projetivas do Curso de Psicologia, uma vez que as informações estão condensadas para este objetivo. A interpretação do H T P (técnica projetiva de desenho) só poderá ser realizada por meio do manual: H - T - P Manual e Guia de Interpretação - comercializado pela VETOR Editora e vendido exclusivamente para psicólogos. CASA - ÁRVORE - PESSOA\n(House - Tree - Person, H-T-P)\nTÉCNICA PROJETIVA DE DESENHO\n\nPor mais de 50 anos, os clínicos têm usado a técnica projetiva de desenho a Casa-Árvore-Pessoa para obter informações sobre como uma pessoa experiencia sua individualidade em relação aos outros e ao ambiente do lar, estima a projeção de elementos da personalidade e de áreas de conflito, dentro da situação terapêutica, permitindo que eles sejam identificados com o propósito de avaliação e usados para o estabelecimento de comunicação terapêutica efetiva.\n\nDescrição Geral\nO H-T-P é uma abordagem à personalidade e foi planejado para incluir no mínimo duas fases. A primeira é não verbal, criativa e quase completamente não estruturada, consiste em convidar o indivíduo a fazer um desenho à mão livre acromático (lápis preto), de uma casa, de uma árvore e de uma pessoa, pode-se solicitar um desenho adicional de uma pessoa do sexo oposto à que foi primeiramente desenhada. A segunda é verbal, um inquérito posterior ao desenho envolve fazer uma série de perguntas relativas às associações do indivíduo sobre aspectos de cada desenho. Na terceira fase o indivíduo desenha novamente uma casa, uma árvore e uma pessoa (ou duas pessoas), dessa vez usando crayons (giz de cera). Na quarta fase são feitas perguntas adicionais sobre os desenhos coloridos. Dependendo do número de fases realizadas, o procedimento pode levar de 30 minutos a uma hora e meia.\n\nProibida a divulgação por meios eletrônicos, como blogs, sites e internet. Objetivos e Aplicações Clínicas\na) Possibilita ao clínico o acesso às reações do indivíduo a uma situação consideravelmente não estruturada;\nb) A capacidade do cliente e do clínico de permanecerem em contato e de articularem experiências sob essas circunstâncias é um importante indicador prognóstico;\nc) Os desenhos também estimulam o establishmento de interesse, conforto e confiança entre o examinador e o cliente.\nd) Para propósitos diagnósticos, fornece informações que, quando relacionadas à entrevista e a outros instrumentos de avaliação, podem revelar conflitos e interesse gerais do indivíduo, bem como aspectos do ambiente que ele ache problemático.\ne) Na terapia em andamento, os desenhos podem refletir mudanças globais no estado psicológico de um indivíduo.\n\nPopulação\nO uso do H-T-P é mais adequado para indivíduos acima de 8 anos de idade. É mais comumente aplicado em crianças. A natureza atraente da tarefa de desenhar torna o uso do H-T-P especialmente adequado nas situações onde a comunicação verbal direta de materiais conflitivos é improvável por causa de obstáculos nas capacidades verbal e motivacional.\n\nProcedimentos de Aplicação\nO H-T-P é aplicado geralmente em uma situação face a face, como parte de uma avaliação inicial ou de uma intervenção terapêutica em andamento de um determinado indivíduo. Os desenhos devem ser aplicados na seguinte ordem:\n1°) Desenhos Acrômáticos (lápis preto)\nCASA – Folha apresentada na posição horizontal\nÁRVORE – Folha apresentada na posição vertical\nPESSOA – Folha apresentada na posição vertical\nPESSOA DO SEXO OPOSTO – Folha apresentada na posição vertical\n\nProibida a divulgação por meios eletrônicos, como blogs, sites e internet. Situação e Tempo de aplicação\nO sujeito deve sentar-se em frente a uma mesa, em uma posição confortável para desenhar. A aplicação requer de 30 a 90 minutos, dependendo do número de desenhos solicitados pelo examinador, porém não há limite de tempo para a execução dos desenhos.\nNo mínimo, devem ser pedidos três desenhos e feito um inquérito posterior ao desenho de cada um deles.\n\nMaterial para aplicação\nVários lápis pretos nº 2, borracha, apontador, lápis de cor.\n\nInstruções\nCASA: \"Eu quero que você desenhe uma casa. Você pode desenhar o tipo de casa que quiser. Faça o melhor que puder e pode levar o tempo que precisar. Apenas faça o melhor possível\".\n\nÁRVORE: \"Eu quero que você desenhe uma árvore da melhor maneira que puder\".\n\nPESSOA: \"Eu quero que você desenhe uma pessoa da melhor maneira que puder\".\n\nPESSOA DO SEXO OPOSTO: \"Eu quero que você desenhe uma pessoa do sexo oposto ao desenho que você desenhou anteriormente da melhor maneira que puder\".\n\nInquérito Posterior ao Desenho\nUma vez que o desenho acrômatico esteja completo, é essencial dar ao indivíduo uma oportunidade de definir, descrever e interpretar cada desenho e para expressar pensamentos, ideias, sentimentos ou memórias associadas.\nO principal objetivo, entretanto, é compreender o sujeito extraindo o maior número possível de informações sobre o conteúdo e o contexto de cada desenho. Detalhes que forem adicionados durante o inquérito também devem ser identificados. O inquérito deve ser realizado após a realização de cada desenho.\n\nProibida a divulgação por meios eletrônicos, como blogs, sites e internet. Inquérito da Casa\n1. De que esta casa é feita?\n2. Esta é a sua própria casa? De quem ela é?\n3. Você gostaria que essa casa fosse sua? Por quê? (caso não seja do sujeito)\n4. Se esta casa fosse sua e você pudesse fazer nela o que quisesse, qual quarto você escolheria para você? Por quê?\n5. Quem você gostaria que morasse nesta casa com você? Por quê?\n6. Quando você olha para esta casa, ela parece estar perto ou longe?\n7. Quando você olha para esta casa, você tem a impressão de que ela está acima, abaixo ou no mesmo nível do que você?\n8. Em que esta casa faz você pensar ou lembrar?\n9. É um tipo de casa feliz, amigável?\n10. O que nela lhe dá essa impressão?\n11. Como está o tempo nesse desenho? (periodo do dia e do ano; céu; temperatura)\n12. De que tipo de tempo você gosta?\n13. De onde esta casa o faz lembrar? Por quê?\n14. Do que esta casa mais precisa? Por quê?\n15. Se \"isto\" fosse uma pessoa ao invés de (qualquer objeto desenhando separado da casa), como seria?\n16. A que parte da casa esta chaminé está ligada?\n\nÁRVORE\n17. Que tipo de árvore é esta?\n18. Onde esta árvore realmente está localizada? (a localização deve ser definida, por ex., se o sujeito diz na floresta, deve-se perguntar ou que é uma floresta)\n19. Mais ou menos qual a idade desta árvore?\n20. Esta árvore está viva?\n21. O que nela lhe dá a impressão de que ela está viva?\n22. O que provocou a sua morte? (se não estiver viva)\n23. Ela voltará a viver?\n24. Alguma parte da árvore está morta? Qual parte? O que você acha que causou a sua morte? Há quanto tempo ela está morta?\n25. Para você esta árvore lhe parece mais um homem ou uma mulher?\n26. O que nela lhe dá essa impressão? 27. Quando você olha para esta árvore, você tem a impressão de que ela está acima, abaixo ou no mesmo nível do que você gosta?\n28. Como está o tempo nesse desenho? (período do dia e do ano; céu; temperatura)\n29. Há algum vento soprando? Mostre-me em que direção ele está soprando. Que tipo de vento é esse?\n30. O que esta árvore faz você lembrar?\n31. Esta árvore é saudável? O que nela lhe dá essa impressão?\n32. Esta árvore é forte? O que nela lhe dá essa impressão?\n33. Do que esta árvore mais precisa? Por quê?\n34. Alguém já machucou esta árvore? Como?\n35. Se 'isto' fosse uma pessoa ao invés de (qualquer objeto desenhado separado da árvore), quem seria?\n\nPESSOA\n36. Esta pessoa é um homem ou uma mulher? (menino ou menina?)\n37. Quantos anos ele (a) tem?\n38. Quem é ele (a)?\n39. Ele (a) é um parente, um amigo ou o quê?\n40. O que ele (a) está fazendo? Onde ele (a) está fazendo isso?\n41. O que ele (a) está pensando?\n42. Como ele (a) se sente? Por quê?\n43. Como é a pessoa faz você pensar ou lembrar?\n44. Esta pessoa está bem?\n45. O que nele (a) lhe dá essa impressão?\n46. Esta pessoa está feliz?\n47. O que nele (a) lhe dá essa impressão?\n48. A maioria das pessoas é assim? Por quê?\n49. Você acha que gostaria dessa pessoa?\n50. Por quê?\n51. Como está o tempo nesse desenho? (período do dia e do ano; céu; temperatura)\n52. De quem essa pessoa o faz lembrar? Por quê?\n53. Do que essa pessoa mais precisa? Por quê?\n54. Se 'isto' fosse uma pessoa ao invés de (qualquer objeto desenhado separado da pessoa), quem seria?\n\nProibida a divulgação por meios eletrônicos, como blogs, sites e internet. As respostas dadas durante o inquérito devem ser avaliadas de acordo com diversas dimensões.\nUma pessoa média, bem ajustada vê a casa ocupada por um ser vivo e vê a árvore e a pessoa vivas.\nRespostas ao inquérito que descrevem a casa temporariamente desocupada ou deserta, a árvore morrendo ou morta e a pessoa doente, morrendo ou morta parecem revelar um desajustamento emocional.\nMuitas vezes, objetos aparentemente irrelevantes desenhados ao redor do tema do desenho representam membros da família ou pessoas com as quais o indivíduo está intimamente ligado na vida diária. A sua relação especial com o objeto desenhado pode ser paralela à proximidade ou distância destas relações pessoais. Estes detalhes devem ser sempre investigados.\n\nASPECTOS DE INTERPRETAÇÃO\n\n1. Proporção (tamanho da figura em relação à página)\nExprime a relação dinâmica do indivíduo com seu ambiente; como está reagindo às pressões do mesmo: se com sentimentos de inadequação e inferioridade, em um sentido, ou com fantasias compensatórias de supervalorização, em outro. As relações de proporção expressas pelo indivíduo em seus desenhos frequentemente revelam os valores atribuídos pelo indivíduo aos objetos, situações e pessoas. Relações proporcionais nos desenhos também fornecem um índice grosseiro da capacidade do indivíduo para atribuir valores objetivos aos elementos de realidade e realizar julgamentos com facilidade e flexibilidade.\n\nMuito grande (folha toda ou quase): evidência de agressividade e descarga motora. Quando exagerado, saindo do papel = sugere sentimento de constrição por parte do ambiente, com fantasia compensatória;\nGrande (2/3 e metade folha): necessidade de expansão, domínio do meio com maior valorização de si;\nMédio (1/3, 1/4, 1/6 e 1/8 da folha): adequação ao meio ambiente.\n\nProibida a divulgação por meios eletrônicos, como blogs, sites e internet. Pequeno (1/16 e 1/32 da folha): inferioridade, inibição, comportamento emocionalmente dependente e ansioso.\nMuito pequeno (1/64 e 1/128 da folha): sentimento de inadequação, e mesmo rejeição pelo ambiente; insegurança, retraimento, tendência ao isolamento e depressão.\n\nLOCALIZAÇÃO NA FOLHA SEGUNDO ODETE L. VAN KOLCH\n\n4º QUADRANTE\n- Passividade\n- Atividade de Expectativa diante da Vida\n- Inibição, reserva, nostalgia\n- Desejo de retornar ao passado e/ou permanecer absorto em fantasia\n\n3º QUADRANTE\n- Conflitos\n- Egotismo\n- Regressão\n- Fixação em Estágio Primitivo\n\n1º QUADRANTE\n- Contato Ativo com a Realidade\n- Rebelião e Ataque (criar, fazer)\n- Projetos para o Futuro\n\n2º QUADRANTE\n- Força dos desejos, impulsos e instintos\n- Obstinação e teimosia\n\nParte superior da Folha: Espiritualismo, Misticismo, Energia; Objetivos muito Altos, possivelmente inatingíveis; Satisfação na Fantasia; 'estar no ar';\nParte inferior da Folha: Materialismo; Fixação à Terra e ao Inconsciente; Orientação para o Concreto; Insegurança e Inadequação com Depressão;\nLado Esquerdo da Folha: Introversão, Egotismo, Predominio da Afetividade, do Passado e do Esquecido, Comportamento Compulsivo;\nLado Direito da Folha: Extroversão, Altruísmo, Atividade, Socialização, Relação com o Futuro, Progresso;\nCentral (no meio da página): rigidez, comum em crianças pequenas. Quando o desenho se localiza ao redor do ponto médio geométrico exato da página, o indivíduo geralmente é rígido para compensar a ansiedade e insegurança.\n\nProibida a divulgação por meios eletrônicos, como blogs, sites e internet. 2. Qualidade da linha\nO tipo da linha e a consistência do traçado indicam a manifestação de energia, vitalidade, decisão, iniciativa, em um extremo e de emotividade, insegurança, falta de confiança em si, ansiedade, em outro.\n\nMuito Forte:\n- Quando usados em todo o desenho: tensão emocional.\n- Usados om detalhe específico: deve-se presumir uma fixação no objeto desenhado.\n\nMuito Leve:\n- Traçados extremamente leves usados em todo o desenho: indicam um sentimento de inadequação, indecisão ou sensibilidade artística.\n\nNormal: Bom tônus, equilíbrio emocional e mental.\n\nTraço contínuo: decisão, rapidez, energia, esforço dirigido, auto afirmação.\nTraço de avanços e recuos: emotividade, ansiedade, falta de confiança em si, timidez, insegurança, hesitação ao encontrar novas situações, mas também sentido artístico, intuição, sensibilidade.\n\nTraço interrompido: incerteza, indecisão, temor e angústia.\nTraço trêmulo: medo, insegurança, sensibilidade; e se presente em todo o desenho = intoxicação do eixo nervoso por alcoolismo ou fadiga extrema.\n\n3. Transparência\nOs indivíduos que apresentam um desenho em que um objeto, que normalmente estaria coberto por alguma coisa esteja ainda visível cometem uma falha grave no teste de realidade. Uma vez que as transparências implicam em uma falha na função crítica, presume-se que elas indicam nos desenhos dos indivíduos sem deficiência mental a extensão em que a organização da personalidade está rompida por fatores funcionais, orgânicos ou ambos.\n\nProibida a divulgação por meios eletrônicos, como blogs, sites e internet.