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Pedagogia

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LUZ DO SABER\nFUNDAMENTAL LUZ DO SABER\nFUNDAMENTAL LUZ DO SABER – 1º ANO\nORIENTAÇÕES DIDÁTICAS PARA O(A) PROFESSOR(A)\n\nElaboração\nEliziana Mendonça Machado\nEllen Damares Felipe de Queiroz\n\nColaboração\nEveline da Rocha Pitombeira\nMarcos Dionísio Ribeiro do Nascimento\nRita Maria Lopes Sampaio\n\nProjeto Gráfico e Capa\nJúlio Pio\n\nDiagramação\nManoel Miqueias Maia SUMÁRIO\n\nINTRODUÇÃO E FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................ 4\nCONHECENDO O LUZ DO SABER .................................................................... 4\nPRESSUPOSTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS .................................... 4\nA ORGANIZAÇÃO DA ROTINA E AS MODALIDADES ORGANIZATIVAS DO TEMPO DIDÁTICO ...................................................................................... 7\nESTRUTURA DO MATERIAL ......................................................................... 8\nOBJETIVO DOS ÍCONES ............................................................................... 10\nROTINA DE SALA DE AULA E CARGA HORÁRIA .................................... 10\nSUGESTÃO DE PLANEJAMENTO PARA O CADERNO DE ATIVIDADES DO(A) ALUNO(A) .................................................................................... 12\n\nTEMA 1 – MEU NOME, MINHA HISTÓRIA ............................................... 12\nUNIDADE 1 – QUEM COMEU PÃO NA CASA DO JOÃO ........................ 12\nUNIDADE 2 – QUAL É O SEU NOME? ................................................ 18\nUNIDADE 3 – HISTÓRIA DE VAQUEIRO .............................................. 25\n\nTEMA 2 – SÍTIO DO PICAPAU AMARELO .............................................. 31\nUNIDADE 1 – SÍTIO DO PICAPAU AMARELO ...................................... 31\nUNIDADE 2 – CONVITE DE ANIVERSÁRIO .......................................... 40\nUNIDADE 3 – LIVRO DE RECEITAS DA TIA NASTÁCIA ........................ 47\n\nTEMA 3 – BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS .............................................. 53\nUNIDADE 1 – PEGA VARETAS ................................................................. 53\nUNIDADE 2 – UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ ....................................... 60\nUNIDADE 3 – BRINCAR DE QUÊ? ......................................................... 65\n\nTEMA 4 – CUIDANDO DO COLETIVO ....................................................... 70\nUNIDADE 1 – RECICLAR E REUTILIZAR ................................................. 70\nUNIDADE 2 – TODOS CONTRA A DENGUE ......................................... 80\nUNIDADE 3 – SAPO ZÉ E A LAGARTA KAKÁ ........................................ 87 Luz do Saber Fundamental\nINTRODUÇÃO E FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA\n\nLUZ DO SABER FUNDAMENTAL\n\nCONHECENDO O LUZ DO SABER\n\nO Luz do Saber Fundamental consiste em oferecer material físico estruturado para o(a) professor(a) e aluno(a), tendo como objetivo colaborar com a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças do 1º ano do Ensino Fundamental nos processos de oralidade, leitura e escrita a partir do contato com os diversos gêneros orais e escritos.\n\nPRESSUPOSTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS\n\nA concepção sobre o processo ensino-aprendizagem fundamenta-se no interacionismo sócio-histórico proposto por Vygotsky (2003). Dentro os principais pontos dessa teoria, destacamos os seguintes: i) todo aprendizado é mediado pela linguagem, portanto ocorre em situações de interação; ii) o aprendizado começa muito antes do indivíduo frequentar a escola, por isso qualquer situação de aprendizado escolar tem sempre uma história prévia; iii) o aprendizado escolar produz algo novo no desenvolvimento do aprendiz, portanto toda situação de aprendizagem escolar deve considerar a ZDP (zona de desenvolvimento proximal), que é \"a distância entre o nível de desenvolvimento real, determinado através da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com outros companheiros mais capazes\" (Vygotsky, 2003:12); iv) os processos de mudança do indivíduo, durante seu desenvolvimento, têm origem na sociedade e na cultura. A formação social da criança é concebida por meio da relação com outras crianças ou adultos, pois não há socialização sem convívio social. Segundo Vygotsky (1996) é na interação com o outro que a criança desenvolve sua capacidade cognitiva, seu pensamento e sua oralidade.\n\nPartindo da premissa de que a ação comunicativa tem uma meta, um conteúdo, uma forma, um contexto e um interlocutor é preciso acompanhar o desenvolvimento da oralidade das crianças nas diferentes situações vivenciadas para repensar as práticas pedagógicas desenvolvidas e proporcionar novos desafios e aprendizagens, considerando as especificidades da criança e do grupo. Nessa direção, ainda é possível, organizar o espaço e o tempo do modo a favorecer o desenvolvimento da oralidade, preparado para momentos em que as crianças possam dialogar com os sujeitos falantes.\n\nA oralidade é a capacidade das pessoas transformarem o pensamento em palavras, fornecendo sentido a ideias, sentimentos, perspectivas e desejos. Embora o ser humano possua capacidade genética para falar, isso só se desenvolverá se forem proporcionadas interações com outros sujeitos falantes. Para Vygotsky (1996), o aprendizado da oralidade não ocorre pela simples memorização de palavras repetidas indistintamente, mas sim por meio das experiências vivenciadas e das possibilidades e interações com adultos e outras crianças que conversam com elas e no qual têm também oportunidade de presenciar diálogos entre esses sujeitos.\n\nNa escola a criança deve interagir com o caráter social da escrita, ler e escrever textos significativos. A alfabetização se ocupa da aquisição da escrita pelo indivíduo ou grupos de indivíduos, já o letramento focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade.\n\nMais do que expor a oposição entre os conceitos de \"alfabetização\" e \"letramento\", Soares valoriza o impacto qualitativo que este conjunto de práticas sociais representa para o sujeito, extrapolando a dimensão técnica e instrumental do puro domínio do sistema de escrita: Ao permitir que o sujeito interprete, dirija-se, seduza, sistematize, confronte, induza, documente, informe-se, reivindique, e garanta a sua memória, o efetivo uso da escrita garante-lhe uma condição. diferenciada na sua relação com o mundo, um estado não necessariamente conquistado por aquele que apenas domina o código (Soares, 1998). Por isso, aprender a ler e a escrever implica não apenas o conhecimento das letras e do modo de decodificá-las (ou de associá-las), mas a possibilidade de usar esse conhecimento em benefício de formas de expressão e comunicação possíveis, reconhecidas, necessárias e legítimas em um determinado contexto cultural.\n\nNesse sentido o Luz do Saber, através da sua proposta, oferece condições para o desenvolvimento do letramento em diferentescontextos, incluindo o letramento digital. Segundo o Glossário Ceale, letramento digital diz respeito às práticas sociais de leitura e produção de textos em ambientes digitais, isto é, ao uso de textos em ambientes propiciados pelo computador ou por dispositivos móveis, tais como celulares e tablets, em plataformas como e-mails, redes sociais na web, entre outras.\n\nO letramento digital não está dissociado dos demais tipos de letramento, pois também faz parte do processo educacional. Afinal, ao mesmo tempo em que as crianças podem ser letradas alfabeticamente e ser letradas digitais, o contrário também é verdadeiro, ou seja, a experiência da leitura no papel, mas oferecer contribuições para a compreensão do letramento digital. Os recursos tecnológicos são suportes que devem ser utilizados com a finalidade de enriquecer as práticas educativas.\n\nA linguagem expressa a realidade social e cultural. Portanto, não é suficiente a aprendizagem de quantidade de palavras por si só, mas é preciso que elas tenham significado de acordo com o contexto social porque a linguagem não é homogênea. Portanto, é preciso considerar a inserção cultural dos sujeitos e a adequação do perfil conceitual às determinadas situações comunicativas.\n\nA apropriação da linguagem escrita é por nós entendida como parte do processo geral de apropriação da linguagem, tendo em vista o papel da linguagem na constituição da consciência social dos sujeitos e, logo, da constituição do próprio sujeito como ser social, como encontrado nos estudos de Bakhtin (1988). De acordo com o autor, os estudos sobre o conhecimento científico, a literatura e outros estão ligados à criação de signos, cujos significados remetem a algo exterior aos sujeitos.\n\nOs signos não existem como parte de uma realidade: refletem e refratam uma outra, como fragmentos materiais dessa realidade. Sendo a palavra como fenômeno por excelência absorvida pela sua função de signo e assim penetra em todas as atividades humanas, desde a comunicação cotidiana, passando pelo discurso interior, até às diversas esferas de saber especializadas e formalizadas. Desse modo, compreender as palavras está relacionado a compreender-las num contexto concreto, preciso, a compreender sua significação numa enunciação particular que se produz dentro de uma esfera social.\n\nA ORGANIZAÇÃO DA ROTINA E AS MODALIDADES ORGANIZATIVAS DO TEMPO DIDÁTICO\n\nApropriar-se das concepções que fundamentam o ensino, a aprendizagem e os pressupostos referentes à leitura e à escrita, bem como a clareza nos temas relacionados à alfabetização e letramento é uma tarefa que passa por uma reflexão sobre a formação inicial do/a professor(a) esteja fundamentado(a) para que possa operacionalizar este conhecimento.\n\nÉ através da rotina que os(as) docentes mobilizam recursos didático-pedagógicos em prol da aprendizagem dos(as) alunos(as). Desta forma, a importância de pensar em uma rotina que promova interação, reflexão e apropriação dos mais diversos conhecimentos, suportes e eventos de letramento é de extrema relevância para que as atividades propostas não se tornem mecânicas, descontextualizadas e sem reflexão.\n\nQuanto a esse aspecto a Proposta Curricular de Língua Portuguesa nos diz que, “É preciso estruturar o trabalho segundo as modalidades organizativas – atividades permanentes, de sistematização, de ocasião, projetos e sequências de atividades. Essas modalidades permitem desenvolver os conteúdos previstos para o ano, quando organizadas em uma rotina de trabalho. A rotina é compreendida como um organizador do tempo e do ambiente, articulando diversas propostas e formas de sociabilidade entre crianças e entre crianças e professores, necessárias à aprendizagem.“ (p.115). Nesse sentido as atividades foram pensadas dentro de uma gênese que estrutura-se predominantemente na modalidade do tipo sequências didáticas.\n\nOs PCNs baseiam-se em projetos de ensino a partir de sequências didáticas, principalmente no sentido de retomar os conteúdos de forma espiral, mas apontam mais para a diversidade dos gêneros discursivos/textuais e um trabalho com as propriedades tipológicas que os envolvem, como leitura, produção de textos e análise linguística do que para o estudo dos gêneros em progressão. Destacam-se os estudos de Schneuwly (1996), a proposta dos referenciais que, tendo os gêneros discursivos/ textuais como objetos de ensino, através deles sejam desenvolvidas as capacidades lingüísticas dos alunos para produção e compreensão de textos orais e escritos e reflexão sobre a língua e a linguagem.\n\nESTRUTURA DO MATERIAL\n\no material didático é composto pelo Livro de Atividades do(a) Aluno(a) e pelas Orientações Didáticas para o(a) Professor(a).\n\nO livro de atividades para o aluno foi elaborado com o objetivo de colaborar com a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças do 1º ano do Ensino Fundamental. As atividades estão organizadas a partir das práticas de oralidade, leitura e escrita, considerando o processo de alfabetização na perspectiva do letramento, a fim de possibilitar aos alunos o contato com os diversos gêneros orais, escritos e digitais, promovendo a interação a partir de situações reais de aprendizagem e do uso social da língua por meio de atividades significativas e contextualizadas.\n\nDe acordo com a Proposta Curricular de Língua Portuguesa (2014) os objetivos de ensino e aprendizagem no 1º e 2º anos estão na alfabetização inicial, nas práticas de leitura e escrita de variados gêneros textuais e na ampliação do repertório de textos já memorizados. É o início do trabalho para o desenvolvimento da fluência leitora. O material Luz do Saber do 1º e 2º anos está estruturado em 4 Temas, de forma que cada tema tem 3 Unidades e cada unidade possui 4 Atividades de sala. Vejamos como esta proposta se alinha:\n\n1º ANO\n\nTEMAS\n\n• O material está estruturado em 4 Temas.\n\nUNIDADES\n\n• Cada Tema contém 3 Unidades.\n\nATIVIDADES\n\n• Cada Unidade contém 4 Atividades.\n\nConheça os Temas e suas Unidades:\n\nTEMAS\n\n1. MEU NOME, MINHA HISTÓRIA\n\n2. SÍTIO DO PICAPAU AMARELO\n\n3. BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS\n\n4. CUIDAR DO COLETIVO\n\nUnidades\n\nMeu nome\nSobr nome\nHistória de vaqueiro\n\nSítio do Pica-Pau amarelo\nConvite de aniversário\nLivro de receitas da Tia Nastácia\n\nPega varetas\nUm, dois, feijão com arroz\nBrincar de quê?\n\nReciclar e reutilizar\nTodos contra a dengue\nSapo Zé e a Lagarta Kaká