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Tratamento Altura cm Diâmetro de colo mm Relação HDC Tubete 55cm³ 1301 b 317 d 420 ns Tubete 170cm³ 1718 ab 524 a 332 ns Tubete 290cm³ 1862 a 468 b 400 ns Saco plástico 400c 1463 ab 361 cd 407 ns Saco plástico 700c 1617 ab 383 c 430 ns CV 1283 509 1151 Tratamento BMFA g BMFR g BMSA g BMSR g BMST g IQD Tubete 55cm³ 123 c 064 d 062 c 100 c 017 c Tubete 170cm³ 428 a 231 b 176 a 110 b 280 a 057 a Tubete 290cm³ 416 a 281 a 169 a 129 a 291 a 056 a Saco plástico 400c 201 b 136 c 096 b 065 c 162 b 029 b Saco plástico 700c 231 b 172 c 104 b 079 c 184 b 034 b CV 64 1191 612 938 1314 1018 Tratamento 1 1 1 1 2 2 2 2 3 3 3 3 4 4 4 4 5 5 5 5 5 Tubete 55cm³ Linear Tubete 55cm³ SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE MUDAS DE Enterolobium contortisiliquun EM SACOS PLÁSTICOS E TUBETES BAHIA BRASIL JULHO 2024 1 EFEITOS DE RECIPIENTES E CARACTERÍSTICAS RADICIAIS ASSOCIADOS A QUALIDADE DE MUDAS VITÓRIA DA CONQUISTA BAHIA BRASIL JULHO 2024 EFEITOS DE RECIPIENTES E CARACTERÍSTICAS RADICIAIS ASSOCIADOS A QUALIDADE DE MUDAS DE Enterolobium Aprovada em Comissão Examinadora 2 RESUMO 3 ABSTRACT SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 07 2 REFERENCIAL TEÓRICO09 21 Aspectos gerais e características da espécie Enterolobium contortisiliquum09 22 Qualidade de mudas florestais10 23 Parâmetros relacionados a qualidade das mudas11 231 Parâmetros morfológicos11 232 Parâmetros fisiológicos12 24 Recipientes e a produção de mudas florestais12 25 Características radiciais14 3 MATERIAIS E MÉTODOS15 31 Local de realização do experimento 15 32 Coleta e preparo das sementes15 33 Tratamentos e delineamento estatísticos16 34 Recipientes e substratos 16 35 Instalação do experimento18 36 Avaliação dos parâmetros morfológicos19 37 Biomassas frescas e secas das partes aérea raiz e Índice de Qualidade de Dickson19 38 Análise estatística20 5 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS20 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS21 6 1 INTRODUÇÃO O Brasil possui em seu território mais da metade de sua área ocupada por florestas nativas e apenas uma pequena parcela por florestas plantadas Apesar da quantidade de flora que ainda se tem no país a degradação de florestas é uma preocupação ambiental significativa devido a perda de biodiversidade erosão do solo alteração no ciclo hidrológico emissões de carbono além de impactos sociais e econômicos Contudo existem soluções para amenizar tais consequências como por exemplo o reflorestamento de áreas O reflorestamento de áreas degradadas tem como objetivo restaurar ecossistemas que foram destruídos por usos antrópicos como queimadas exploração de madeiras desmatamento agricultura intensiva dentre outras atividades Com isso o reflorestamento promove a sustentabilidade ambiental proteção da fauna e da flora mitigação de mudanças climáticas e contribui para qualidade de vida de pessoas que dependem de recursos florestais Para que se tenha um melhor desempenho durante a restauração da área é de grande importância a utilização de espécies nativas da região As espécies nativas ocorrem de forma natural nascendo e se desenvolvendo em uma determinada área É fundamental quando se diz respeito a restauração de ecossistemas e reflorestamento devido aos benefícios que trazem como por exemplo Uma boa adaptação ao clima e solo conservação da biodiversidade preservação da genética e da ecologia melhor interação com a vegetação local possuir maior resiliência se tratando de pragas doenças e mudanças climáticas A escolha das espécies nativas pode variar de acordo com a região especifica no Brasil alguma das espécies utilizadas são Dalbergia nigra Jacarandá Paubrasilia enchinata Paubrasil Hymenaea courbaril Jatobá Caryocar brasiliense pequi e Enterolobium contortisiliquum Tamboril A espécie Enterolobium contortisiliquum também conhecida como orelhade negro timbaúva ou orelhademacaco pertence à família Fabaceae é encontrada em diversas regiões do Brasil como Mata Atlântica e Cerrado Devido ao seu rápido crescimento fixação de nitrogênio sombreando e proteção é muito utilizada em 7 projetos de recuperação de áreas e paisagismo Porém para garantir um reflorestamento bemsucedido algumas características e critérios devem ser analisados para a utilização de mudas de qualidade É de grande importância o emprego de mudas que atendam aos padrões de qualidade necessários para um bom desenvolvimento das árvores em campo A origem e procedência das sementes aumenta a probabilidade de adaptação das mudas na área de plantio a saúde e a sanidade devem ser observadas nos viveiros com boas práticas de manejo fitossanitários além de analisar o desenvolvimento radicular altura diâmetro vigor qualidade fisiológica e ainda os recipientes utilizados durante a produção de mudas Uma variedade de recipientes pode ser usada na produção de mudas desde que atenda as necessidades especificas de cada espécie e suas condições de cultivo Os recipientes mais utilizados nos dias de hoje são os tubetes e sacos plásticos disponíveis em diversos tamanhos cada um com suas vantagens e limitações O tubete oferece boa drenagem fácil manejo além de ser útil em produção de larga escala enquanto os sacos plásticos proporcionam mais espaço para o desenvolvimento radicular Porém mesmo sabendo da necessidade de todas essas informações ainda há uma carência de conhecimento na área principalmente na produção de mudas de nativas O presente estudo visa examinar os impactos de distintos recipientes sacos plásticos e tubetes na qualidade das mudas de Enterolobium contortisiliquum A pesquisa é fundamentada em razão da relevância da qualidade de mudas para o reflorestamento fornecendo dados sobre as condições ideais para a produção de mudas em larga escala podendo atingir pequenos e grandes produtores 2 OBJETIVO Diante disso oO objetivo desse dessa estudo pesquisa foi avaliar a qualidade de mudas de Enterolobium contortisiliquum produzidas nos sistemas os efeitos de diferentes volumes de tubetes e sacos plásticos além das características radiciais na qualidade de mudas de Enterolobium contortisiliquum visando contribuindo com 8 subsídios para futuros trabalhos voltados para a produção de mudas em diferentes recipientesem escala comercial para diversas finalidades 32 REFERENCIAL TEÓRICO 3121 Aspectos gerais e características da espécie Enterolobium contortisiliquum Enterolobium contortisiliquum vell Morong é uma espécie pertencente à Família Fabaceae popularmente conhecida por tamboril orelhademacaco orelhadenegro tambori timbaúba timbó tambaré timbaúva ximbó e pacará LORENZI 2002 É uma árvore brasileira ocorrendo nos estados do Pará Maranhão Piauí Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul nas florestas pluvial e semidecídua O Tamboril é nativo nas formações florestais especialmente do domínio de Mata Atlântica também é encontrada em composições de cerrado da região central do Brasil Na região Nordeste ocorre na zona do Agreste e na caatinga MESQUITA 1990 Na região Sul ocorre em florestas estacionais campos e restingas arbustivas Em outros países como Argentina Bolívia Paraguai e Uruguai também pode ser vista MUÑIZ 1993 A E contortisiliquum tratase de uma espécie heliófila capaz de tolerar altas temperaturas e baixa umidade sendo pouco exigente quanto às características do solo Por ser de rápido crescimento é empregada em florestamentos e reflorestamentos atendendo a inúmeros objetivos que envolvem paisagismo arborização urbana e recuperação de áreas degradadas MAINIERI CHIMELO 1989 A posição do Tamboril nos grupos ecológicos é discutida por vários autores pioneira REITZ et al 1968 secundária inicial GALVÃO 1979 NAVE et al 1997 ou secundária com tendência a clímax KAGEYAMA 1986 É comum na vegetação secundária em clareiras capoeirões e em matas degradadas onde se constata regeneração acentuada 9 Os frutos do E contortisiliquum são procurados por animais silvestres como a paca e a cutia que são os principais dispersores das sementes Essa espécie é citada como de grande poder ictiotóxico mas testes realizados em Minas Gerais não acusaram a rotenona HERINGER 1947 Entretanto Correa 1969 relatou que a casca e a folha matam os peixes Seu plantio é muito utilizado para restauração de mata ciliar em locais sem inundação e com inundações periódicas de rápida duração e na recuperação de áreas de fertilidade química baixa Essa espécie tem sido plantada em áreas em início de desertificação em Alegrete RS e em áreas de mineração SOUTO 1984 A madeira de E contortisiliquum é leve sendo de fácil manejo e acabamento por isso pode ser aproveitada na fabricação de brinquedos compensados peças de artesanato canoas telhados embalagens e caixotes em geral MAINIERI CHIMELO 1989 Produz lenha de má qualidade Contudo no Pantanal Mato Grossense é usada como carvão CONCEIÇÃO PAULA 1986 3222 Qualidade de mudas florestais O tema qualidade nas atividades florestais é impulsionado pelo aumento da busca por florestas naturais para multiuso AGUILAR et al 2020 A demanda por mudas de espécies florestais nativas vem sendo ampliada cada vez mais em todo o território nacional sendo assim ao se levar em consideração os plantios florestais uma das razões a serem priorizados é a sua qualidade de modo que se prevê condições adversas encontradas em campo pós plantio para poder sobreviver e produzir árvores com crescimento desejável GOMES PAIVA 2004 A produção de mudas florestais com melhores características para implantação em campo está relacionada à diversas causas dentre eles manejos de irrigação e de fertilização que devem ser adequados ao tipo de recipiente e substrato CIAVATTA et al 2014 Mudas de alta qualidade tem como resultados plantios bemsucedidos logo influenciam na redução da presença de tratos culturais diminuem as taxas de 10 mortalidade e portanto há menor necessidade de replantio contribuindo para a redução dos custos de implantação RUDEK et al 2013 De acordo com Rubira e Bueno 1996 a qualidade das mudas é decorrente de características morfofisiológicas sendo que tais atributos interferem no desenvolvimento e crescimento A qualidade morfológica e fisiológica das mudas é influenciada pela genética e pela procedência das sementes bem como pelas condições ambientais das técnicas e métodos de produção e dos equipamentos e estruturas utilizados GOMES et al 2002 a Estudos e pesquisas científicas têm sido realizados com a finalidade de melhorar o padrão de qualidade das mudas garantindo boa adaptação e desenvolvimento inicial após o plantio GONÇALVES et al 2000 a Esse fato demonstra o interesse na qualificação de indicadores para a sobrevivência e o crescimento inicial das mudas no campo CARNEIRO 1995 a 23 Parâmetros relacionados à qualidade das mudas Os parâmetros empregados na determinação da qualidade das mudas aptas para o plantio baseiamse em dois aspectos os fenotípicos também denominados de morfológicos e os relacionados às características internas das mudas denominados de fisiológicos CARNEIRO 1995 b Segundo Carneiro 1995 c as características indicadoras da qualidade das mudas são fortemente influenciadas pelas técnicas de produção pela densidade podas grau de colonização da micorriza fertilidade do substrato e volume disponível para cada planta dentre outros aspectos Ainda de acordo com o autor as respostas obtidas na fase inicial de implantação de povoamentos florestais são obtidas a partir dos parâmetros morfofisiológicos sendo fatores determinantes para mudas mais ou menos vigorosas com maior ou menor capacidade de sobreviver em campo em condições adversas 231 Parâmetros morfológicos 11 Os parâmetros morfológicos mais utilizados para caracterizar a qualidade de mudas florestais são a altura diâmetro de colo relação altura sobre diâmetro massa aérea radicular e total CHAVES2004 Esses parâmetros são determinados por fatores genéticos e ambientais que promovem o crescimento das plantas LUCA2010 Contudo alguns desses parâmetros requerem a destruição da muda produzida para determinação da massa aérea e radicular para cálculo do IQD Índice de Qualidade de Dickson que é um importante indicador de robustez da muda GOMES2001 a De acordo com Fonseca 2001 e Azevedo et al 2010 o seu cálculo considera o equilíbrio da distribuição da biomassa na planta ponderando os resultados de vários parâmetros importantes empregados para avaliação da qualidade da muda Segundo Gomes et al 2002 b com os parâmetros morfológicos se tem uma compreensão mais intuitiva por parte dos viveiristas mas ainda carente de uma definição mais acertada para responder às exigências quanto à sobrevivência e ao crescimento determinadas pelas adversidades encontradas no campo após o plantio Essas características são determinadas física ou visualmente devendo ser ressaltado que algumas pesquisas têm sido realizadas com o intuito de mostrar que os critérios que adotam essas características são importantes para o sucesso do desempenho das mudas após o plantio no campo FONSECA 2000 232 Parâmetros fisiológicos O entendimento dos processos fisiológicos das mudas de espécies florestais tem sido cada vez mais exigido o que se deve à crescente pressão para a melhoria de sua qualidade FERREIRA DAVIDE CARVALHO 1999 A influência da qualidade fisiológica de mudas pode ser mais importante quando comparado com o efeito de ordem morfológica WAKELEY 1954 Entretanto as medições desses parâmetros além de serem destrutivas levam tempo e por vezes são de difícil mensuração e análise NOVAES 1998 A avaliação da condição fisiológica por meio de nutrientes balanço hídrico e capacidade de regeneração de raízes têm recebido amplo reconhecimento BACON 1979De acordo com Carneiro 1995 d a importância das raízes visa assegurar maior desempenho de mudas pois estas estão fortemente associadas às 12 suas atividades fisiológicas o que é fundamental para estimular a sobrevivência e o crescimento inicial em condições de campo 24 Recipientes e a produção de mudas florestais Os recipientes são usados na produção de mudas florestais por cumprir diversas funções importantes quando o objetivo é atingir alto padrão de qualidade sendo o sistema mais utilizado no Brasil TINUS e McDONALD 1979 e GOMES 2001 Mudas que incialmente eram produzidas em canteiros abertos passaram a ser produzidas em recipientes individuais com o objetivo de evitar perdas SOUSA LÉDO SILVA 1997 Na escolha do melhor recipiente deve ser levada em consideração a quantidade de mudas e a espécie produzida além da finalidade da produção SILVA et al 2007 Entre os recipientes mais utilizados para produção de mudas nativas da flora brasileira estão os tubetes e os sacos plásticos Os tubetes de plástico rígido por sua vez ocupam em sua grande maioria os viveiros comerciais pois agrupam propriedades favoráveis ao nível de mecanização dos viveiros possibilitam o uso em larga escala reutilização do material redução de custos com substrato transporte distribuição e plantio e ainda são de mais fácil manuseio GONÇALVES et al B 2000 ALFENAS et al 2009 GOMES e PAIVA 2013 Segundo Hahn et al 2006 sacos plásticos necessitam de um investimento menor para produção são facilmente preenchidos com substratos de fácil obtenção e não necessitam de mão de obra especializada Como desvantagens existe o grande risco de enovelamento de raízes exigindo constante removimento das mudas de local além de prejuízos aos produtores ALMEIDA 2016 Desta forma a tendência é substituir as sacolas plásticas pelos tubetes de plástico rígido os quais apresentam ainda estrias longitudinais internas minimizando problemas principalmente no que se refere ao enovelamento do sistema radicular GOMES et al 2003 Além do material do recipiente o volume o tipo de substrato e a fertilização adotados também interferem no desenvolvimento das mudas CARNEIRO 1995 13 LISBOA et al 2012 ROSSA et al 2013 Com relação ao volume do recipiente este pode influenciar diversos aspectos pois controla a quantidade de água e nutrientes disponíveis para o desenvolvimento da muda BRACHTVOGEL e MALAVASI 2010 LANA et al 2010 A dimensão do recipiente também determina a quantidade de substrato a ser usado VIANA et al 2008 LISBOA et al B 2012 BIERNASKI 2018 e pode interferir em um melhor desenvolvimento do sistema radicial e mudas de qualidade como concluíram Melo et al 2018 quando avaliaram o crescimento de Mimosa caesalpiniifolia Benth em tubetes com diferentes volumes e sua restrição radicial A restrição radicial em mudas pode ocorrer em razão do tipo de recipiente usado na sua produção podendo comprometer o seu crescimento no viveiro e também após o plantio provocando o surgimento de deformações das raízes como dobras e crescimento em espiral das raízes PARVIAINEN TERVO 1989 25 Características radiciais O desenvolvimento radicular juntamente com o seu comprimento é uma das melhores variáveis para se estimar a capacidade de absorção de água e nutrientes BOHM 1979 juntamente com a quantidade de raízes finas que permite maximizar o fenômeno da absorção MELLO 1997 A maior parte do cálcio por exemplo é absorvida pelas raízes finas responsáveis também pela maior absorção de água RUSSEL 1981 Além disso as raízes finas são estruturas radiculares onde ocorrem as colonizações por fungos micorrízicos e a partir do crescimento micelial a melhoria no processo de transferência de nutrientes e água para a planta hospedeira aumentando principalmente a absorção de fósforo SANNI Jr 1976 A distribuição das raízes no solo sua quantidade e profundidade além de depender de fatores ambientais como tipo de solo grau de compactação e de interações entre o ambiente e a planta FANTE Jr 1997 depende do genótipo da planta MELLO 1997 b 14 43 MATERIAIS E MÉTODOS 4131 Coleta e preparo das sementes Após a coleta dos frutos realizouse a extração das sementes bem como a seleção das sementes viáveis eliminandose aquelas imaturas deterioradas ou danificadas Além disso estas foram submetidas ao processo de quebra de dormência através de escarificação mecânica realizada com auxílio de uma lixa na região oposta ao hilo da semente Figura 1 15 Figura 1 Escarificação das sementes Fonte Autor 2024 4232 Tratamentos e procedimentos estatísticos O experimento foi instalado em delineamento inteiramente casualizado DIC com cinco tratamentos sendo eles 1 Tubete de 55cm3 2 Tubete de 170 cm3 3 Tubete 290 cm3 4 Saco plástico de 400 cm3 5 Saco plástico de 700 cm3 Dessa forma o experimento contou com cinco tratamentos com quatro repetições cada Foram utilizadas 20 mudas por repetição totalizando 80 mudas por tratamento e 400 mudas no estudo 4333 Recipientes e substratos Para a realização do experimento conforme destacado no tópico 32 foram utilizados como recipientes tubetes com 55cm3 170 cm3 290 cm3 além de sacos plásticos com 400 cm3 e 700 cm3 No que se refere aos sacos plásticos o substrato utilizado foi composto por terra de subsolo 60 e esterco bovino curtido 40 em uma mistura homogênea Figura 2 e a adubação de base foi composta por 120 gm³ de ureia 750 gm³ superfosfato simples e 130 gm³ de cloreto de potássio todos em cada metro cúbico de substrato 16 Figura 2 Terra de subsolo peneirada e Esterco bovino curtido Fonte Autor 2024 Para os tubetes o substrato utilizado foi de proveniência comercial bioplant Figura 3 e teve como base casca de pinus vermiculita e moinha de carvão vegetal sendo a adubação centrada na utilização de fertilizante de liberação controlada osmocote 141414 com liberação de 5 meses na proporção de 6g por litro de substrato Figura 3 Substrato comercial Vivatto plus Fonte Autor 2024 4434 Instalação do experimento A produção das mudas teve início em 23 de março de 2024 no viveiro da Universidade Os recipientes tubetes e sacos plásticos foram preenchidos com o substrato comercial e terra de subsolo e esterco bovino respectivamente tendo sido usado um recipiente apropriado para o preenchimento das sacolas plásticas Figura 4 17 Figura 4 Enchimento dos sacos plásticos Fonte Autor 2024 Posteriormente será realizada a semeadura das sementes nos tubetes e sacos plásticos Figura 5 com irrigação realizada duas vezes ao dia uma pela manhã e outra no final da tarde Figura 5 Processo de semeadura Fonte Autor 2024 4535 Avaliação dos parâmetros morfológicos Para a avaliação dos parâmetros morfológicos serão selecionadas no viveiro aleatoriamente 20 mudas de cada tratamento após 22 dias de semeadura Futuramente serão medidos a altura da parte aérea H utilizandose régua graduada em centímetros e o diâmetro de colo D com o auxílio de um paquímetro 18 digital Esse processo será realizado a cada 22 dias durante o período de permanência do experimento no viveiro As medições serão realizadas inicialmente no viveiro Figura 6 Após o período dos 90 dias as medições também serão realizadas no laboratório seguindo as seguintes etapas lavagem cuidadosa das raízes a fim de retirar todo o substrato aderido às mesmas as mudas permanecerão por 12 horas na bancada do laboratório a fim de que a água superficial proveniente da lavagem escorra totalmente Após essa etapa será procedida a medição da parte aérea H e do diâmetro de colo D Figura 6 Medição do diâmetro do colo a e parte aérea b Fonte Autor 2024 4636 Biomassas frescas e secas das partes aérea raiz e Índice de Qualidade de Dickson Para a pesagem do material vegetal fresco tanto da parte aérea quanto das raízes BFA e BFR respectivamente será utilizada a balança digital analítica As mudas serão seccionadas procedendose a pesagem das partes separadamente Após as pesagens tanto as raízes quanto as partes aéreas serão depositadas em sacos de papel e identificadas individualmente a fim de se proceder à secagem em estufa de circulação de ar forçada a 65ºC durante 72 horas com os sacos sendo mantidos abertos a fim de facilitar a eliminação da umidade das mudas 19 b a Logo após a secagem em estufa o material vegetal seco será pesado separadamente parte aérea e das raízes BSA e BSR também com auxílio da balança digital analítica 4737 Análise estatística Os dados obtidos serão submetidos ao teste de ShapiroWilk para a normalidade e de Bartlett para homogeneidade entre as variâncias e na sequência após a realização da análise de variância ANOVA as médias serão comparadas pelo teste Tukey ao nível de 95 de probabilidade Os coeficientes da correlação de Pearson serão calculados com base nas médias dos tratamentos avaliados entre todas as variáveis e as análises serão realizadas com o auxílio do programa R 54 Resultados e discussão 65 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGUILAR M V M MASSAD M D DUTRA T R MENEZES E S DOS SANTOS A R SILVA F G Produção de mudas de Albizia lebbeck L Benth 20 sob diferentes formulações e doses de Osmocote BIOFIX Scientific Journal v 5 n 1 p 153 160 2020 ALFENAS A C ZAUZA E A V MAFIA R G ASSIS T F Clonagem e doenças do eucalipto 2 ed Viçosa Editora UFV 2009 500 p ALMEIDA DS Produção de sementes e mudas florestais In Recuperação ambiental da Mata Atlântica online3rd ed rev and enl Ilhéus BA Editus pp 170182 ISBN 978857455 4402 2016 AZEVEDO I M G ALENCAR R M BARBOSA A P ALMEIDA N O Estudo do crescimento e qualidade de mudas de marupá Simarouba amara Aubl em viveiro Acta Amazônica v 40 n 1 p 57164 2010 BACON G J Seedling morphology as an indicator of planting stock quality in conifers In IUFRO WORKSHOP ON TECNIQUES FOR EVALUATING PLANTING STOCK QUALITY New Zealand1979 BIERNASKI F A Pinus maximinoi H E Moore melhoramento genético maturação de sementes métodos de propagação e tipos de recipientes Curitiba PR UFPR 2018 140 p Tese Doutorado em Engenharia Florestal Universidade Federal do Paraná BRACHTVOGEL E L MALAVASI U C Volume do recipiente adubação e sua forma de mistura ao substrato no crescimento inicial de Peltophorum dubium Sprengel Taubert em viveiro Revista Árvore v 34 n 2 p 223232 2010 BOHM W Methods of studying root systems New York SpringerVerlag 1979 188 p CARNEIRO J G de A Produção e controle de qualidade de mudas florestais Curitiba UFPRFUPEF Campos UENF 1995 451 p a CARNEIRO J G de A Produção e controle de qualidade de mudas florestais Curitiba UFPR FUPEF Campos UENF 1995 451p b CARNEIRO J G A Produção e controle de qualidade de mudas florestais Curitiba CamposUENF UFPRFUPEF 1995 451 p c 21 CARNEIRO J G A Produção e controle de qualidade de mudas florestais Curitiba CamposUENF UFPRFUPEF 1995 451 p d CHAVES AS PAIVA HN Influência de diferentes períodos de sombreamento sobre a qualidade de mudas de fedegoso Senna macranthera Collad Irwin et Barn Scientia Forestalis Jun652229 2004 CIAVATTA S F SILVA M R SIMÕES D Fertirrigação na produção de mudas de Eucalyptus grandis nos períodos de inverno e verão Cerne v20 n2 p217222 2014 CONCEIÇÃO D de A PAULA J E de Contribuição para o conhecimento da flora do Pantanal Mato Grossense e sua relação com a fauna e o homem In SIMPÓSIO SOBRE RECURSOS NATURAIS E SÓCIOECONÔMICOS DO PANTANAL 1 1984 Corumbá Anais Brasília EmbrapaDDT 1986 p 107136 EmbrapaCPAP Documentos 5 CORREA M P Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas Rio de Janeiro Serviço de Informação Agrícola 1969 v 4 FANTE Jr L Sistema radicular de aveia forrageira avaliado por diferentes métodos incluindo processamento de imagens digitais 1997 119 f Tese Doutorado em Energia Nuclear na Agricultura Centro de Energia Nuclear na Agricultura Piracicaba 1997 FERREIRA C A G DAVIDE A C CARVALHO L R de Relações hídricas em mudas de Eucalyptus citriodora Hook em tubetes aclimatadas por tratamentos hídricos Revista Cerne Lavras v 5 n 2 p 95104 1999 FONSECA E P Padrão de qualidade de mudas de Trema micratha L Blume Cedrela fissilis Veli E Aspidosperma polyneuron Müll Arg Produzidas sob diferentes períodos de sombreamento 113 p Tese Doutorado Universidade Estadual Paulista JaboticabalSP 2000 FONSÊCA T G Produção de mudas de hortaliças em substratos de diferentes composições com adição de CO² na água de irrigação Piracicaba 2001 72 f 22 Dissertação Mestrado em Agronomia Universidade de São Paulo Piracicaba 2001 GALVÃO A P M FERREIRA C A TEIXEIRA L B Observações sobre o comportamento do jacarandádabahia Dalbergia nigra Fr All em povoamentos puros da Amazônia Ipef Piracicaba n 19 p 4759 1979 GOMES JM Paiva HN Viveiros florestais propagação sexuada 3ed Viçosa Mg UFV Il Cadernos Didáticos 72 2004 116p a GOMES J M PAIVA H N Viveiros florestais propagação sexuada Viçosa Editora UFV 2013 116 p Série Didática GOMES J M Parâmetros morfológicos na avaliação da qualidade de mudas de Eucalyptus grandis produzidas em diferentes tamanhos de tubete e de dosagens de NPK ViçosaMG UFV 2001 126 p Tese Doutorado em Ciências Florestais Universidade Federal de Viçosa 2001 a GOMES J M Parâmetros morfológicos na avaliação da qualidade de mudas de Eucalyptus grandis produzidas em diferentes tamanhos de tubetes e do dosagens de NPK 2001 164f Tese Doutorado em Ciência Florestal UFV Viçosa 2001 b GOMES J M Parâmetros morfológicos na avaliação da qualidade de mudas de Eucalyptus grandis produzidas em diferentes tamanhos de tubetes e do dosagens de NPK 2001 164f Tese Doutorado em Ciência Florestal UFV Viçosa 2001 C GOMES J M COUTO L LEITE H G XAVIER A GARCIA S L R Parâmetros morfológicos na avaliação da qualidade de mudas de Eucalyptus grandis Revista Árvore Viçosa v 26 n 6 p 655 664 2002 a 23 GOMES J M COUTO L LEITE H G XAVIER A GARCIA S L R Parâmetros morfológicos na avaliação da qualidade de mudas de Eucalyptus grandis Revista Árvore Viçosa v 26 n 6 p 655 664 2002 b GOMES J M COUTO L LEITE H G XAVIER A GARCIA S L R Crescimento de Mudas de Eucalyptus grandis em Diferentes Tamanhos de Tubetes e Fertilização NPK Revista Árvore ViçosaMG v27 n2 p113127 2003 GONÇALVES J L M SANTARELLI EG MORAES NETO S P MANARA M P Produção de mudas de espécies nativas substrato nutrição sombreamento e fertilização In GONÇALVES J L M BENEDETTI V Eds Nutrição e fertilização florestal Piracicaba IPEF 2000 p 309350 a GONÇALVES J L M SANTARELLI EG MORAES NETO S P MANARA M P Produção de mudas de espécies nativas substrato nutrição sombreamento e fertilização In GONÇALVES J L M BENEDETTI V Eds Nutrição e fertilização florestal Piracicaba IPEF 2000 p 309350 b HAHN C M OLIVEIRA C AMARAL E M RODRIGUES M S SOARES P V Recuperação florestal da semente à muda São Paulo SP Secretaria do Meio Ambiente para a Conservação e Produção Florestal do Estado de São Paulo 2006 144 p HERINGER EP Contribuição ao conhecimento da flora da Zona da Mata de Minas Gerais Boletim do Serviço Nacional de Pesquisas Agronômicas Rio de Janeiro n 2 p 1187 1947 KAGEYAMA P Y Estudo para implantação de matas ciliares de proteção na bacia hidrográfica de Passa Cinco visando a utilização para abastecimento público Piracicaba Esalq 1986 236 p Relatório de pesquisa LANA M C LUCHESE A V BRACCINI A L Disponibilidade de nutrientes pelo fertilizante de liberação controlada Osmocote e composição do substrato para 24 produção de mudas de Eucalyptus saligna Revista Scientia Agraria Paranaensis v 9 n 1 p 6881 2010 LISBOA A C SANTOS P S NETO S N O CASTRO D N ABREU A H M Efeito do volume de tubetes na produção de mudas de Calophyllum brasiliense e Toona ciliata Revista Árvore v 36 n 4 p 603609 2012 a LISBOA A C SANTOS P S NETO S N O CASTRO D N ABREU A H M Efeito do volume de tubetes na produção de mudas de Calophyllum brasiliense e Toona ciliata Revista Árvore v 36 n 4 p 603609 2012 b LORENZI H Árvores brasileiras manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do brasil 4ed Nova Odessa Instituto Plantarum 2002 384p LUCA EF Rebecchi RJ Schorn LA Crescimento e qualidade de mudas de cedro Cedrela fissilis Vellozo em viveiro mediante diferentes técnicas de produção Rev Inst Fl 2010 Dez222189199 MAINIERI C CHIMELO JP 1989 Fichas de características das madeiras brasileiras publicação IPT 1791 Instituto de Pesquisas Tecnológicas São Paulo a MAINIERI C CHIMELO JP 1989 Fichas de características das madeiras brasileiras publicação IPT 1791 Instituto de Pesquisas Tecnológicas São Paulo b MELLO S L M Características do sistema radicular de povoamentos de eucaliptos propagados por sementes e estacas 1997 79 f Dissertação Mestrado em Ciência Florestal Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Piracicaba 1997a 25 MELLO S L M Características do sistema radicular de povoamentos de eucaliptos propagados por sementes e estacas 1997 79 f Dissertação Mestrado em Ciência Florestal Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Piracicaba 1997b MELO L A ABREU A H M LELES P S S OLIVEIRA R R Qualidade e crescimento inicial de mudas de Mimosa caesalpiniifolia Benth produzidas em diferentes volumes de recipientes Ciência Florestal Santa Maria v 28 n 1 p 47 55 2018 MESQUITA AL Universidade Federal Rural de Pernambuco Dissertação de Mestrado 222pag 1990 MUÑIZ GIB Anatomia da madeira de espécies arbóreas da Floresta Estacional semidecidual de Misiones Argentina Tese para o concurso de professor titular Universidade Federal do Paraná Curitiba 1993 NAVE A G RODRIGUES R R GANDOLFI S Planejamento e recuperação ambiental da Fazenda São Pedro da Mata Município de Riolândia SP In SIMPÓSIO NACIONAL DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS 3 1997 Ouro Preto Do substrato ao solo trabalhos voluntários Viçosa Universidade Federal de Viçosa p 6777 1997 PARVIAINEN JV TERVO L A new approach for production of containerized coniferous seedlings using peat sheets coupled with root pruning Forestry Suplement v62 n1 p8794 1989 Oxford REITZ R Miristicáceas Itajaí Herbário Barbosa Rodrigues p15 1968 26 ROSSA U B ANGELO A C NOGUEIRA A C BOGNOLA I A POMIANOSKI D J W SOARES P R C BARROS L T S Fertilização de liberação lenta no crescimento de mudas de paricá em viveiro Pesquisa Florestal Brasileira v 33 n 75 p 227234 2013 RUBIRA J L P BUENO L O Cultivo de plantas forestales em contenedor Madrid Ministério da Agricultura Pesca y Alimentación 1996 189 p RUDEK A GARCIA F A de O PERES F S B Avaliação da qualidade de mudas de Eucalipto pela mensuração da área foliar com o uso de imagens digitais Enciclopédia Biosfera Goiânia v 9 n 17 p 37753787 2013 RUSSEL R S Plant Root Systems their function and interaction with the soil In SYMPOSIUM ON THE SOIL ROOT SYSTEM 1981 Londrina Proceedings Londrina Instituto Agronômico do Paraná IAPAR 1981 p 320 SANNI Jr R L Vesiculararbuscular mycorrhiza in some Nigerian soils the effect of Gigaspora gigantea on the growth of rice The New Phytologist v 7 n 3 p 763 774 1976 SANTOS AF dos NOVAES AB SANTOS IF dos LONGUINHOS MAA Memórias do II Simpósio sobre reflorestamento na região sudoeste da Bahia Vitória da Conquista p 2728 2008 SILVA B M S LIMA J D DANTAS V A V MORAES W S SABONARO D Z Efeito da luz no crescimento de mudas de Hymenaea parvifolia Huber Revista Árvore Viçosa v 31 n 6 p 1019 1026 2007 27 SOUTO J J P DESERTO uma ameaça Estudos dos núcleos de desertificação na fronteira sudoeste do Rio Grande do Sul Porto Alegre Secretaria da Agricultura Departamento de Recursos Naturais Renováveis 1984 169 p SOUSA J A LÉDO F D S SILVA M R Produção de mudas de hortaliças em recipientes Embrapa AcreCircular Técnica INFOTECAE 1997 SOUSA NETO E N PAULA A D TAGLIAFERRE C BARRETOGARCIA P A B LONGUE JÚNIOR D Performance assessment of methodologies for vertical stratification in native forests Ciência Florestal v 28 p 15831591 2018 TINUS R W McDONALD S E How to grow tree seedlings in containers in greenhouses Gen Tech Rep RM USDA For Serv Fort Collins Colorado n 60 p 1256 1979 VIANA J S GONÇALVES E P ANDRADE L A OLIVEIRA L S B OLIVEIRA SILVA E Crescimento de mudas de Bauhinia forficata Link em diferentes tamanhos de recipientes Floresta v 38 n 4 2008 WAKELEY P C Planting the southern pines Agriculture Monography Washington C n18 p1233 1954 28 O teste de Tukey também conhecido como teste de comparações múltiplas de Tukey é uma ferramenta estatística utilizada para comparar a média de múltiplos grupos em um experimento Ele é amplamente utilizado quando o pesquisador deseja identificar quais grupos têm médias significativamente diferentes entre si Princípios Fundamentais 1 Hipóteses Nulas e Alternativas O teste de Tukey parte da hipótese nula de que não há diferenças significativas entre as médias de nenhum par de grupos A hipótese alternativa é que pelo menos um par de médias é significativamente diferente 2 Procedimento Estatístico Para realizar o teste de Tukey é necessário calcular o intervalo de confiança para a diferença entre as médias de cada par de grupos comparados Esse intervalo é então comparado com uma estatística crítica de Tukey ajustada para o número de comparações sendo feitas e o número total de grupos 3 Decisão Estatística Se o intervalo de confiança para a diferença entre duas médias não incluir zero concluise que essas médias são estatisticamente diferentes ao nível de significância escolhido geralmente α 005 Caso contrário não há evidências suficientes para rejeitar a hipótese nula de que essas médias são iguais Importância na Pesquisa Controle de Erro Tipo I O teste de Tukey ajuda a controlar o erro tipo I falso positivo ao ajustar automaticamente os intervalos de confiança para múltiplas comparações Identificação de Diferenças Significativas Permite identificar quais grupos diferem significativamente entre si fornecendo insights importantes para interpretação dos resultados experimentais Aplicação em Diversos Campos É amplamente utilizado em pesquisas experimentais especialmente em ciências agrárias biológicas sociais e da saúde onde comparações entre grupos são comuns Ao incluir o teste de Tukey na metodologia da sua monografia você está incorporando uma ferramenta estatística robusta para validar e interpretar as diferenças entre os tratamentos ou grupos investigados garantindo uma análise precisa e confiável das suas observações experimentais Para analisar o teste de Tukey a partir da tabela fornecida você deve observar as letras que indicam os grupos estatisticamente diferentes para cada variável medida Aqui está uma análise detalhada 1 Altura cm Tubete 55cm³ 1301 b Tubete 170cm³ 1718 ab Tubete 290cm³ 1862 a Saco plástico 400cm³ 1463 ab Saco plástico 700cm³ 1617 ab Os tratamentos que compartilham pelo menos uma letra não são significativamente diferentes entre si Portanto podemos observar que O tratamento Tubete 55cm³ 1301 é significativamente diferente do Tubete 290cm³ 1862 Os demais tratamentos têm sobreposição de letras o que indica que não são significativamente diferentes entre si 2 Diâmetro de colo mm Tubete 55cm³ 317 d Tubete 170cm³ 524 a Tubete 290cm³ 468 b Saco plástico 400cm³ 361 cd Saco plástico 700cm³ 383 c Para o diâmetro de colo observamos que Tubete 170cm³ 524 a é significativamente maior do que todos os outros tratamentos Tubete 55cm³ 317 d é significativamente menor do que todos os outros tratamentos Os tratamentos Saco plástico 700cm³ 383 c e Tubete 290cm³ 468 b são intermediários e diferentes entre si mas Saco plástico 700cm³ não é diferente de Saco plástico 400cm³ 361 cd 3 Relação HDC Todos os tratamentos são seguidos de ns não significativo o que indica que não há diferença estatisticamente significativa entre os tratamentos para a relação HDC Coeficiente de Variação CV Os valores de CV indicam a variabilidade relativa dos dados em cada variável Altura 1283 Diâmetro de colo 509 Relação HDC 1151 Vamos analisar a nova tabela com os resultados do teste de Tukey para as variáveis medidas BMFA BMFR BMSA BMSR BMST e IQD 1 BMFA g Tubete 55cm³ 123 c Tubete 170cm³ 428 a Tubete 290cm³ 416 a Saco plástico 400cm³ 201 b Saco plástico 700cm³ 231 b Os tratamentos Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ formam um grupo homogêneo ambos significativamente maiores do que os demais Saco plástico 400cm³ e Saco plástico 700cm³ formam outro grupo homogêneo ambos significativamente maiores do que o tratamento Tubete 55cm³ 2 BMFR g Tubete 55cm³ 064 d Tubete 170cm³ 231 b Tubete 290cm³ 281 a Saco plástico 400cm³ 136 c Saco plástico 700cm³ 172 c Para BMFR Tubete 290cm³ é significativamente maior do que todos os outros tratamentos Tubete 170cm³ é maior do que os tratamentos Saco plástico 400cm³ e Saco plástico 700cm³ que por sua vez são maiores que Tubete 55cm³ 3 BMSA g Tubete 55cm³ 062 c Tubete 170cm³ 176 a Tubete 290cm³ 169 a Saco plástico 400cm³ 096 b Saco plástico 700cm³ 104 b Para BMSA Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ são significativamente maiores do que os outros tratamentos Saco plástico 400cm³ e Saco plástico 700cm³ formam outro grupo homogêneo ambos significativamente maiores do que Tubete 55cm³ 4 BMSR g Tubete 55cm³ 038 d Tubete 170cm³ 110 b Tubete 290cm³ 129 a Saco plástico 400cm³ 065 c Saco plástico 700cm³ 079 c Para BMSR Tubete 290cm³ é significativamente maior do que todos os outros tratamentos Tubete 170cm³ é maior do que os tratamentos Saco plástico 400cm³ e Saco plástico 700cm³ que por sua vez são maiores que Tubete 55cm³ 5 BMST g Tubete 55cm³ 100 c Tubete 170cm³ 280 a Tubete 290cm³ 291 a Saco plástico 400cm³ 162 b Saco plástico 700cm³ 184 b Para BMST Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ são significativamente maiores do que os outros tratamentos Saco plástico 400cm³ e Saco plástico 700cm³ formam outro grupo homogêneo ambos significativamente maiores do que Tubete 55cm³ 6 IQD Tubete 55cm³ 017 c Tubete 170cm³ 057 a Tubete 290cm³ 056 a Saco plástico 400cm³ 029 b Saco plástico 700cm³ 034 b Para IQD Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ são significativamente maiores do que os outros tratamentos Saco plástico 400cm³ e Saco plástico 700cm³ formam outro grupo homogêneo ambos significativamente maiores do que Tubete 55cm³ Coeficiente de Variação CV Os valores de CV indicam a variabilidade relativa dos dados em cada variável BMFA 64 BMFR 1191 BMSA 612 BMSR 938 BMST 1314 IQD 1018 Esses valores de CV ajudam a entender a dispersão dos dados em relação à média Valores mais baixos indicam menor variabilidade enquanto valores mais altos indicam maior variabilidade Em resumo o teste de Tukey mostra quais grupos de tratamentos são significativamente diferentes uns dos outros permitindo identificar as combinações de tratamento que resultam em diferenças significativas nas variáveis medidas Vamos analisar o gráfico de regressão fornecido que mostra a altura das plantas em função do tempo dias para diferentes tratamentos tipos de recipientes Cada tratamento tem uma equação de regressão e um coeficiente de determinação R² Aqui está a análise detalhada Análise das Equações de Regressão Altura das plantas x Tempo dias 1 Tubete 55cm³ Equação y00409x735 R² 083 A equação é linear indicando que a altura das plantas aumenta de forma constante com o tempo O R² de 083 indica que 83 da variação na altura das plantas pode ser explicada pelo tempo 2 Tubete 170cm³ Equação y00032x²04589x03125 R² 096 A equação é quadrática indicando um aumento inicial na altura seguido por uma estabilização ou possível diminuição O R² de 096 indica que 96 da variação na altura das plantas pode ser explicada pelo tempo 3 Tubete 290cm³ Equação y00041x²0575x24113 R² 096 A equação é quadrática similar ao tratamento anterior indicando um aumento inicial na altura seguido por uma estabilização ou possível diminuição O R² de 096 é alto indicando uma boa explicação da variação pela regressão 4 Saco plástico 400cm³ Equação y01016x62625 R² 097 A equação é linear indicando um aumento constante na altura das plantas com o tempo O R² de 097 indica uma excelente explicação da variação na altura das plantas pelo tempo 5 Saco plástico 700cm³ Equação y00022x²03468x17437 R² 098 A equação é quadrática indicando um aumento inicial seguido por uma estabilização O R² de 098 é muito alto indicando que quase toda a variação na altura das plantas é explicada pelo tempo Interpretação do Gráfico O gráfico mostra a altura das plantas ao longo do tempo para cada tratamento Tubete 55cm³ azul escuro Apresenta o menor crescimento em altura com um aumento constante e linear Tubete 170cm³ laranja Crescimento inicial rápido seguido por uma estabilização Tubete 290cm³ cinza Similar ao Tubete 170cm³ com um crescimento inicial rápido seguido por uma estabilização Saco plástico 400cm³ amarelo Mostra um aumento linear significativo sendo um dos tratamentos com maior crescimento contínuo Saco plástico 700cm³ azul claro Crescimento inicial rápido seguido por uma estabilização similar aos tubetes maiores mas com uma equação quadrática que sugere uma leve diminuição no crescimento após um certo ponto Coeficiente de Determinação R² Os valores de R² são todos altos variando de 083 a 098 indicando que as equações de regressão se ajustam bem aos dados observados Valores de R² próximos a 1 indicam que o modelo de regressão explica muito bem a variação nos dados O tratamento Tubete 55cm³ tem o menor R² 083 mas ainda assim é relativamente alto indicando um bom ajuste Os outros tratamentos têm R² variando de 096 a 098 indicando um ajuste excelente Conclusão Os tratamentos com recipientes maiores 170cm³ 290cm³ e 700cm³ mostram um crescimento inicial mais rápido das plantas seguido por uma estabilização o que é esperado devido ao espaço adicional e recursos disponíveis para o crescimento radicular O tratamento com o saco plástico 400cm³ mostra um crescimento linear contínuo o que também pode ser eficiente dependendo do objetivo do cultivo Vamos analisar o gráfico de regressão fornecido que mostra o diâmetro do colo mm das plantas em função do tempo dias para diferentes tratamentos tipos de recipientes Análise das Equações de Regressão Diâmetro do Colo mm X Tempo dias 1 Tubete 55cm³ o Equação y00003x²00136x20531 o R² 099 A equação é quadrática sugerindo um aumento inicial seguido por uma possível estabilização no crescimento do diâmetro do colo das plantas O alto R² de 099 indica que a variação no tempo explica muito bem a variação no diâmetro do colo das plantas neste tratamento 2 Tubete 170cm³ o Equação y00481x08662 o R²099 Esta equação é linear e positiva mostrando um aumento constante no diâmetro do colo das plantas ao longo do tempo O alto R² de 099 indica um excelente ajuste do modelo aos dados observados 3 Tubete 290cm³ o Equação y00456x09487 o R²099 Similar ao tubete de 170cm³ este modelo também é linear e positivo indicando um aumento constante no diâmetro do colo das plantas O R² de 099 confirma um ajuste muito bom do modelo aos dados 4 Saco plástico 400cm³ o Equação y00262x1405 o R²096 Neste caso a equação é linear e positiva mostrando um aumento constante no diâmetro do colo das plantas com o tempo O R² de 096 indica que a variação no tempo explica bem a variação no diâmetro do colo das plantas embora ligeiramente menos que nos modelos anteriores 5 Saco plástico 700cm³ o Equação y00313x12163 o R²098 A equação é linear e positiva com um aumento constante no diâmetro do colo das plantas ao longo do tempo O R² de 098 indica um ajuste muito bom do modelo aos dados explicando quase toda a variação no diâmetro do colo das plantas Interpretação do Gráfico Os modelos de regressão mostram como o diâmetro do colo das plantas varia com o tempo para cada tipo de recipiente Tubete 55cm³ Apresenta um aumento inicial seguido por uma possível estabilização indicado pela equação quadrática Tubetes 170cm³ e 290cm³ Mostram um aumento linear constante no diâmetro do colo das plantas ao longo do tempo Sacos plásticos 400cm³ e 700cm³ Também apresentam um aumento linear no diâmetro do colo das plantas com o saco plástico de 700cm³ mostrando um crescimento ligeiramente mais acelerado inicialmente Coeficiente de Determinação R² Os altos valores de R² variando de 096 a 099 indicam que os modelos de regressão se ajustam bem aos dados observados para cada tipo de recipiente explicando bem a variação no diâmetro do colo das plantas ao longo do tempo Conclusão Os diferentes tipos de recipientes influenciam o crescimento do diâmetro do colo das plantas de maneira distinta com variações na taxa de crescimento inicial e possíveis estabilizações Recipientes maiores tendem a proporcionar um crescimento mais rápido inicial seguido por uma estabilização enquanto recipientes menores podem mostrar um padrão de crescimento mais constante ao longo do tempo Conclusão final Para avaliar a qualidade das mudas em diferentes tratamentos com base nos testes de Tukey e nas equações de regressão fornecidas podemos considerar os seguintes parâmetros altura cm diâmetro de colo mm relação HDC BMFA BMFR BMSA BMSR BMST e IQD Cada um desses parâmetros oferece uma perspectiva única sobre o vigor e a saúde das mudas permitindo uma avaliação abrangente da qualidade dos tratamentos Altura cm A altura das mudas é um indicador crucial de vigor inicial Os tratamentos Tubete 170cm³ Tubete 290cm³ e Saco plástico 700cm³ mostraram os maiores crescimentos iniciais como evidenciado pelo teste de Tukey e pelas análises de regressão Em contraste Tubete 55cm³ teve o menor crescimento em altura Diâmetro de Colo mm O diâmetro de colo influencia diretamente na estabilidade e no transporte de nutrientes das plantas Tubete 170cm³ exibiu o maior diâmetro de colo seguido por Tubete 290cm³ sugerindo que esses tratamentos podem produzir mudas mais robustas Tubete 55cm³ apresentou o menor diâmetro de colo indicando menor robustez estrutural Relação HDC Todos os tratamentos mostraram resultados não significativamente diferentes ns para a relação HDC indicando uma similaridade na proporção alturadiâmetro entre os tratamentos BMFA g Biomassa da Parte Aérea Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ registraram a maior biomassa da parte aérea refletindo um desenvolvimento vegetativo mais vigoroso Por outro lado Tubete 55cm³ apresentou a menor biomassa aérea sugerindo um crescimento menos robusto BMFR g Biomassa da Raiz Tubete 290cm³ mostrou a maior biomassa radicular seguido por Tubete 170cm³ indicando um sistema radicular mais desenvolvido e saudável Em contraste Tubete 55cm³ teve a menor biomassa radicular BMSA g Biomassa da Parte Subterrânea Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ exibiram as maiores biomassas subterrâneas o que sugere um crescimento radicular robusto e eficiente Tubete 55cm³ teve a menor biomassa subterrânea entre os tratamentos BMSR g Biomassa das Raízes Secas Tubete 290cm³ apresentou a maior biomassa de raízes secas seguido por Tubete 170cm³ indicando uma boa retenção de biomassa após a secagem Tubete 55cm³ teve a menor biomassa de raízes secas refletindo um potencial menor de sobrevivência após o transplante BMST g Biomassa Total Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ registraram a maior biomassa total o que indica um desenvolvimento geral mais robusto das mudas Tubete 55cm³ teve a menor biomassa total entre os tratamentos avaliados IQD Índice de Qualidade de Dickson Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ apresentaram os maiores índices de qualidade indicando mudas de alta qualidade com boa relação entre biomassa aérea e radicular Em contrapartida Tubete 55cm³ teve o menor índice de qualidade sugerindo menor vigor e potencial de crescimento Considerações Finais Com base nas análises acima os tratamentos Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ se destacaram consistentemente em quase todos os parâmetros avaliados indicando que esses recipientes proporcionaram mudas de alta qualidade com crescimento vigoroso estrutura robusta e bons índices de biomassa Em contraste Tubete 55cm³ mostrou desempenho inferior na maioria dos parâmetros indicando que pode não ser ideal para produção de mudas de alta qualidade Os tratamentos com Saco plástico também mostraram resultados positivos especialmente Saco plástico 400cm³ que apresentou crescimento linear contínuo e bom desenvolvimento de biomassa Portanto com base nessas análises recomendase a preferência pelos Tubetes de 170cm³ ou 290cm³ para a produção de mudas de alta qualidade equilibrando crescimento vigoroso desenvolvimento estrutural e eficiência no uso de recursos Referencias Fowler J Cohen L Jarvis P 1998 Practical Statistics for Field Biology John Wiley Sons Zar J H 2010 Biostatistical Analysis Pearson PrenticeHall
Texto de pré-visualização
Tratamento Altura cm Diâmetro de colo mm Relação HDC Tubete 55cm³ 1301 b 317 d 420 ns Tubete 170cm³ 1718 ab 524 a 332 ns Tubete 290cm³ 1862 a 468 b 400 ns Saco plástico 400c 1463 ab 361 cd 407 ns Saco plástico 700c 1617 ab 383 c 430 ns CV 1283 509 1151 Tratamento BMFA g BMFR g BMSA g BMSR g BMST g IQD Tubete 55cm³ 123 c 064 d 062 c 100 c 017 c Tubete 170cm³ 428 a 231 b 176 a 110 b 280 a 057 a Tubete 290cm³ 416 a 281 a 169 a 129 a 291 a 056 a Saco plástico 400c 201 b 136 c 096 b 065 c 162 b 029 b Saco plástico 700c 231 b 172 c 104 b 079 c 184 b 034 b CV 64 1191 612 938 1314 1018 Tratamento 1 1 1 1 2 2 2 2 3 3 3 3 4 4 4 4 5 5 5 5 5 Tubete 55cm³ Linear Tubete 55cm³ SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE MUDAS DE Enterolobium contortisiliquun EM SACOS PLÁSTICOS E TUBETES BAHIA BRASIL JULHO 2024 1 EFEITOS DE RECIPIENTES E CARACTERÍSTICAS RADICIAIS ASSOCIADOS A QUALIDADE DE MUDAS VITÓRIA DA CONQUISTA BAHIA BRASIL JULHO 2024 EFEITOS DE RECIPIENTES E CARACTERÍSTICAS RADICIAIS ASSOCIADOS A QUALIDADE DE MUDAS DE Enterolobium Aprovada em Comissão Examinadora 2 RESUMO 3 ABSTRACT SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 07 2 REFERENCIAL TEÓRICO09 21 Aspectos gerais e características da espécie Enterolobium contortisiliquum09 22 Qualidade de mudas florestais10 23 Parâmetros relacionados a qualidade das mudas11 231 Parâmetros morfológicos11 232 Parâmetros fisiológicos12 24 Recipientes e a produção de mudas florestais12 25 Características radiciais14 3 MATERIAIS E MÉTODOS15 31 Local de realização do experimento 15 32 Coleta e preparo das sementes15 33 Tratamentos e delineamento estatísticos16 34 Recipientes e substratos 16 35 Instalação do experimento18 36 Avaliação dos parâmetros morfológicos19 37 Biomassas frescas e secas das partes aérea raiz e Índice de Qualidade de Dickson19 38 Análise estatística20 5 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS20 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS21 6 1 INTRODUÇÃO O Brasil possui em seu território mais da metade de sua área ocupada por florestas nativas e apenas uma pequena parcela por florestas plantadas Apesar da quantidade de flora que ainda se tem no país a degradação de florestas é uma preocupação ambiental significativa devido a perda de biodiversidade erosão do solo alteração no ciclo hidrológico emissões de carbono além de impactos sociais e econômicos Contudo existem soluções para amenizar tais consequências como por exemplo o reflorestamento de áreas O reflorestamento de áreas degradadas tem como objetivo restaurar ecossistemas que foram destruídos por usos antrópicos como queimadas exploração de madeiras desmatamento agricultura intensiva dentre outras atividades Com isso o reflorestamento promove a sustentabilidade ambiental proteção da fauna e da flora mitigação de mudanças climáticas e contribui para qualidade de vida de pessoas que dependem de recursos florestais Para que se tenha um melhor desempenho durante a restauração da área é de grande importância a utilização de espécies nativas da região As espécies nativas ocorrem de forma natural nascendo e se desenvolvendo em uma determinada área É fundamental quando se diz respeito a restauração de ecossistemas e reflorestamento devido aos benefícios que trazem como por exemplo Uma boa adaptação ao clima e solo conservação da biodiversidade preservação da genética e da ecologia melhor interação com a vegetação local possuir maior resiliência se tratando de pragas doenças e mudanças climáticas A escolha das espécies nativas pode variar de acordo com a região especifica no Brasil alguma das espécies utilizadas são Dalbergia nigra Jacarandá Paubrasilia enchinata Paubrasil Hymenaea courbaril Jatobá Caryocar brasiliense pequi e Enterolobium contortisiliquum Tamboril A espécie Enterolobium contortisiliquum também conhecida como orelhade negro timbaúva ou orelhademacaco pertence à família Fabaceae é encontrada em diversas regiões do Brasil como Mata Atlântica e Cerrado Devido ao seu rápido crescimento fixação de nitrogênio sombreando e proteção é muito utilizada em 7 projetos de recuperação de áreas e paisagismo Porém para garantir um reflorestamento bemsucedido algumas características e critérios devem ser analisados para a utilização de mudas de qualidade É de grande importância o emprego de mudas que atendam aos padrões de qualidade necessários para um bom desenvolvimento das árvores em campo A origem e procedência das sementes aumenta a probabilidade de adaptação das mudas na área de plantio a saúde e a sanidade devem ser observadas nos viveiros com boas práticas de manejo fitossanitários além de analisar o desenvolvimento radicular altura diâmetro vigor qualidade fisiológica e ainda os recipientes utilizados durante a produção de mudas Uma variedade de recipientes pode ser usada na produção de mudas desde que atenda as necessidades especificas de cada espécie e suas condições de cultivo Os recipientes mais utilizados nos dias de hoje são os tubetes e sacos plásticos disponíveis em diversos tamanhos cada um com suas vantagens e limitações O tubete oferece boa drenagem fácil manejo além de ser útil em produção de larga escala enquanto os sacos plásticos proporcionam mais espaço para o desenvolvimento radicular Porém mesmo sabendo da necessidade de todas essas informações ainda há uma carência de conhecimento na área principalmente na produção de mudas de nativas O presente estudo visa examinar os impactos de distintos recipientes sacos plásticos e tubetes na qualidade das mudas de Enterolobium contortisiliquum A pesquisa é fundamentada em razão da relevância da qualidade de mudas para o reflorestamento fornecendo dados sobre as condições ideais para a produção de mudas em larga escala podendo atingir pequenos e grandes produtores 2 OBJETIVO Diante disso oO objetivo desse dessa estudo pesquisa foi avaliar a qualidade de mudas de Enterolobium contortisiliquum produzidas nos sistemas os efeitos de diferentes volumes de tubetes e sacos plásticos além das características radiciais na qualidade de mudas de Enterolobium contortisiliquum visando contribuindo com 8 subsídios para futuros trabalhos voltados para a produção de mudas em diferentes recipientesem escala comercial para diversas finalidades 32 REFERENCIAL TEÓRICO 3121 Aspectos gerais e características da espécie Enterolobium contortisiliquum Enterolobium contortisiliquum vell Morong é uma espécie pertencente à Família Fabaceae popularmente conhecida por tamboril orelhademacaco orelhadenegro tambori timbaúba timbó tambaré timbaúva ximbó e pacará LORENZI 2002 É uma árvore brasileira ocorrendo nos estados do Pará Maranhão Piauí Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul nas florestas pluvial e semidecídua O Tamboril é nativo nas formações florestais especialmente do domínio de Mata Atlântica também é encontrada em composições de cerrado da região central do Brasil Na região Nordeste ocorre na zona do Agreste e na caatinga MESQUITA 1990 Na região Sul ocorre em florestas estacionais campos e restingas arbustivas Em outros países como Argentina Bolívia Paraguai e Uruguai também pode ser vista MUÑIZ 1993 A E contortisiliquum tratase de uma espécie heliófila capaz de tolerar altas temperaturas e baixa umidade sendo pouco exigente quanto às características do solo Por ser de rápido crescimento é empregada em florestamentos e reflorestamentos atendendo a inúmeros objetivos que envolvem paisagismo arborização urbana e recuperação de áreas degradadas MAINIERI CHIMELO 1989 A posição do Tamboril nos grupos ecológicos é discutida por vários autores pioneira REITZ et al 1968 secundária inicial GALVÃO 1979 NAVE et al 1997 ou secundária com tendência a clímax KAGEYAMA 1986 É comum na vegetação secundária em clareiras capoeirões e em matas degradadas onde se constata regeneração acentuada 9 Os frutos do E contortisiliquum são procurados por animais silvestres como a paca e a cutia que são os principais dispersores das sementes Essa espécie é citada como de grande poder ictiotóxico mas testes realizados em Minas Gerais não acusaram a rotenona HERINGER 1947 Entretanto Correa 1969 relatou que a casca e a folha matam os peixes Seu plantio é muito utilizado para restauração de mata ciliar em locais sem inundação e com inundações periódicas de rápida duração e na recuperação de áreas de fertilidade química baixa Essa espécie tem sido plantada em áreas em início de desertificação em Alegrete RS e em áreas de mineração SOUTO 1984 A madeira de E contortisiliquum é leve sendo de fácil manejo e acabamento por isso pode ser aproveitada na fabricação de brinquedos compensados peças de artesanato canoas telhados embalagens e caixotes em geral MAINIERI CHIMELO 1989 Produz lenha de má qualidade Contudo no Pantanal Mato Grossense é usada como carvão CONCEIÇÃO PAULA 1986 3222 Qualidade de mudas florestais O tema qualidade nas atividades florestais é impulsionado pelo aumento da busca por florestas naturais para multiuso AGUILAR et al 2020 A demanda por mudas de espécies florestais nativas vem sendo ampliada cada vez mais em todo o território nacional sendo assim ao se levar em consideração os plantios florestais uma das razões a serem priorizados é a sua qualidade de modo que se prevê condições adversas encontradas em campo pós plantio para poder sobreviver e produzir árvores com crescimento desejável GOMES PAIVA 2004 A produção de mudas florestais com melhores características para implantação em campo está relacionada à diversas causas dentre eles manejos de irrigação e de fertilização que devem ser adequados ao tipo de recipiente e substrato CIAVATTA et al 2014 Mudas de alta qualidade tem como resultados plantios bemsucedidos logo influenciam na redução da presença de tratos culturais diminuem as taxas de 10 mortalidade e portanto há menor necessidade de replantio contribuindo para a redução dos custos de implantação RUDEK et al 2013 De acordo com Rubira e Bueno 1996 a qualidade das mudas é decorrente de características morfofisiológicas sendo que tais atributos interferem no desenvolvimento e crescimento A qualidade morfológica e fisiológica das mudas é influenciada pela genética e pela procedência das sementes bem como pelas condições ambientais das técnicas e métodos de produção e dos equipamentos e estruturas utilizados GOMES et al 2002 a Estudos e pesquisas científicas têm sido realizados com a finalidade de melhorar o padrão de qualidade das mudas garantindo boa adaptação e desenvolvimento inicial após o plantio GONÇALVES et al 2000 a Esse fato demonstra o interesse na qualificação de indicadores para a sobrevivência e o crescimento inicial das mudas no campo CARNEIRO 1995 a 23 Parâmetros relacionados à qualidade das mudas Os parâmetros empregados na determinação da qualidade das mudas aptas para o plantio baseiamse em dois aspectos os fenotípicos também denominados de morfológicos e os relacionados às características internas das mudas denominados de fisiológicos CARNEIRO 1995 b Segundo Carneiro 1995 c as características indicadoras da qualidade das mudas são fortemente influenciadas pelas técnicas de produção pela densidade podas grau de colonização da micorriza fertilidade do substrato e volume disponível para cada planta dentre outros aspectos Ainda de acordo com o autor as respostas obtidas na fase inicial de implantação de povoamentos florestais são obtidas a partir dos parâmetros morfofisiológicos sendo fatores determinantes para mudas mais ou menos vigorosas com maior ou menor capacidade de sobreviver em campo em condições adversas 231 Parâmetros morfológicos 11 Os parâmetros morfológicos mais utilizados para caracterizar a qualidade de mudas florestais são a altura diâmetro de colo relação altura sobre diâmetro massa aérea radicular e total CHAVES2004 Esses parâmetros são determinados por fatores genéticos e ambientais que promovem o crescimento das plantas LUCA2010 Contudo alguns desses parâmetros requerem a destruição da muda produzida para determinação da massa aérea e radicular para cálculo do IQD Índice de Qualidade de Dickson que é um importante indicador de robustez da muda GOMES2001 a De acordo com Fonseca 2001 e Azevedo et al 2010 o seu cálculo considera o equilíbrio da distribuição da biomassa na planta ponderando os resultados de vários parâmetros importantes empregados para avaliação da qualidade da muda Segundo Gomes et al 2002 b com os parâmetros morfológicos se tem uma compreensão mais intuitiva por parte dos viveiristas mas ainda carente de uma definição mais acertada para responder às exigências quanto à sobrevivência e ao crescimento determinadas pelas adversidades encontradas no campo após o plantio Essas características são determinadas física ou visualmente devendo ser ressaltado que algumas pesquisas têm sido realizadas com o intuito de mostrar que os critérios que adotam essas características são importantes para o sucesso do desempenho das mudas após o plantio no campo FONSECA 2000 232 Parâmetros fisiológicos O entendimento dos processos fisiológicos das mudas de espécies florestais tem sido cada vez mais exigido o que se deve à crescente pressão para a melhoria de sua qualidade FERREIRA DAVIDE CARVALHO 1999 A influência da qualidade fisiológica de mudas pode ser mais importante quando comparado com o efeito de ordem morfológica WAKELEY 1954 Entretanto as medições desses parâmetros além de serem destrutivas levam tempo e por vezes são de difícil mensuração e análise NOVAES 1998 A avaliação da condição fisiológica por meio de nutrientes balanço hídrico e capacidade de regeneração de raízes têm recebido amplo reconhecimento BACON 1979De acordo com Carneiro 1995 d a importância das raízes visa assegurar maior desempenho de mudas pois estas estão fortemente associadas às 12 suas atividades fisiológicas o que é fundamental para estimular a sobrevivência e o crescimento inicial em condições de campo 24 Recipientes e a produção de mudas florestais Os recipientes são usados na produção de mudas florestais por cumprir diversas funções importantes quando o objetivo é atingir alto padrão de qualidade sendo o sistema mais utilizado no Brasil TINUS e McDONALD 1979 e GOMES 2001 Mudas que incialmente eram produzidas em canteiros abertos passaram a ser produzidas em recipientes individuais com o objetivo de evitar perdas SOUSA LÉDO SILVA 1997 Na escolha do melhor recipiente deve ser levada em consideração a quantidade de mudas e a espécie produzida além da finalidade da produção SILVA et al 2007 Entre os recipientes mais utilizados para produção de mudas nativas da flora brasileira estão os tubetes e os sacos plásticos Os tubetes de plástico rígido por sua vez ocupam em sua grande maioria os viveiros comerciais pois agrupam propriedades favoráveis ao nível de mecanização dos viveiros possibilitam o uso em larga escala reutilização do material redução de custos com substrato transporte distribuição e plantio e ainda são de mais fácil manuseio GONÇALVES et al B 2000 ALFENAS et al 2009 GOMES e PAIVA 2013 Segundo Hahn et al 2006 sacos plásticos necessitam de um investimento menor para produção são facilmente preenchidos com substratos de fácil obtenção e não necessitam de mão de obra especializada Como desvantagens existe o grande risco de enovelamento de raízes exigindo constante removimento das mudas de local além de prejuízos aos produtores ALMEIDA 2016 Desta forma a tendência é substituir as sacolas plásticas pelos tubetes de plástico rígido os quais apresentam ainda estrias longitudinais internas minimizando problemas principalmente no que se refere ao enovelamento do sistema radicular GOMES et al 2003 Além do material do recipiente o volume o tipo de substrato e a fertilização adotados também interferem no desenvolvimento das mudas CARNEIRO 1995 13 LISBOA et al 2012 ROSSA et al 2013 Com relação ao volume do recipiente este pode influenciar diversos aspectos pois controla a quantidade de água e nutrientes disponíveis para o desenvolvimento da muda BRACHTVOGEL e MALAVASI 2010 LANA et al 2010 A dimensão do recipiente também determina a quantidade de substrato a ser usado VIANA et al 2008 LISBOA et al B 2012 BIERNASKI 2018 e pode interferir em um melhor desenvolvimento do sistema radicial e mudas de qualidade como concluíram Melo et al 2018 quando avaliaram o crescimento de Mimosa caesalpiniifolia Benth em tubetes com diferentes volumes e sua restrição radicial A restrição radicial em mudas pode ocorrer em razão do tipo de recipiente usado na sua produção podendo comprometer o seu crescimento no viveiro e também após o plantio provocando o surgimento de deformações das raízes como dobras e crescimento em espiral das raízes PARVIAINEN TERVO 1989 25 Características radiciais O desenvolvimento radicular juntamente com o seu comprimento é uma das melhores variáveis para se estimar a capacidade de absorção de água e nutrientes BOHM 1979 juntamente com a quantidade de raízes finas que permite maximizar o fenômeno da absorção MELLO 1997 A maior parte do cálcio por exemplo é absorvida pelas raízes finas responsáveis também pela maior absorção de água RUSSEL 1981 Além disso as raízes finas são estruturas radiculares onde ocorrem as colonizações por fungos micorrízicos e a partir do crescimento micelial a melhoria no processo de transferência de nutrientes e água para a planta hospedeira aumentando principalmente a absorção de fósforo SANNI Jr 1976 A distribuição das raízes no solo sua quantidade e profundidade além de depender de fatores ambientais como tipo de solo grau de compactação e de interações entre o ambiente e a planta FANTE Jr 1997 depende do genótipo da planta MELLO 1997 b 14 43 MATERIAIS E MÉTODOS 4131 Coleta e preparo das sementes Após a coleta dos frutos realizouse a extração das sementes bem como a seleção das sementes viáveis eliminandose aquelas imaturas deterioradas ou danificadas Além disso estas foram submetidas ao processo de quebra de dormência através de escarificação mecânica realizada com auxílio de uma lixa na região oposta ao hilo da semente Figura 1 15 Figura 1 Escarificação das sementes Fonte Autor 2024 4232 Tratamentos e procedimentos estatísticos O experimento foi instalado em delineamento inteiramente casualizado DIC com cinco tratamentos sendo eles 1 Tubete de 55cm3 2 Tubete de 170 cm3 3 Tubete 290 cm3 4 Saco plástico de 400 cm3 5 Saco plástico de 700 cm3 Dessa forma o experimento contou com cinco tratamentos com quatro repetições cada Foram utilizadas 20 mudas por repetição totalizando 80 mudas por tratamento e 400 mudas no estudo 4333 Recipientes e substratos Para a realização do experimento conforme destacado no tópico 32 foram utilizados como recipientes tubetes com 55cm3 170 cm3 290 cm3 além de sacos plásticos com 400 cm3 e 700 cm3 No que se refere aos sacos plásticos o substrato utilizado foi composto por terra de subsolo 60 e esterco bovino curtido 40 em uma mistura homogênea Figura 2 e a adubação de base foi composta por 120 gm³ de ureia 750 gm³ superfosfato simples e 130 gm³ de cloreto de potássio todos em cada metro cúbico de substrato 16 Figura 2 Terra de subsolo peneirada e Esterco bovino curtido Fonte Autor 2024 Para os tubetes o substrato utilizado foi de proveniência comercial bioplant Figura 3 e teve como base casca de pinus vermiculita e moinha de carvão vegetal sendo a adubação centrada na utilização de fertilizante de liberação controlada osmocote 141414 com liberação de 5 meses na proporção de 6g por litro de substrato Figura 3 Substrato comercial Vivatto plus Fonte Autor 2024 4434 Instalação do experimento A produção das mudas teve início em 23 de março de 2024 no viveiro da Universidade Os recipientes tubetes e sacos plásticos foram preenchidos com o substrato comercial e terra de subsolo e esterco bovino respectivamente tendo sido usado um recipiente apropriado para o preenchimento das sacolas plásticas Figura 4 17 Figura 4 Enchimento dos sacos plásticos Fonte Autor 2024 Posteriormente será realizada a semeadura das sementes nos tubetes e sacos plásticos Figura 5 com irrigação realizada duas vezes ao dia uma pela manhã e outra no final da tarde Figura 5 Processo de semeadura Fonte Autor 2024 4535 Avaliação dos parâmetros morfológicos Para a avaliação dos parâmetros morfológicos serão selecionadas no viveiro aleatoriamente 20 mudas de cada tratamento após 22 dias de semeadura Futuramente serão medidos a altura da parte aérea H utilizandose régua graduada em centímetros e o diâmetro de colo D com o auxílio de um paquímetro 18 digital Esse processo será realizado a cada 22 dias durante o período de permanência do experimento no viveiro As medições serão realizadas inicialmente no viveiro Figura 6 Após o período dos 90 dias as medições também serão realizadas no laboratório seguindo as seguintes etapas lavagem cuidadosa das raízes a fim de retirar todo o substrato aderido às mesmas as mudas permanecerão por 12 horas na bancada do laboratório a fim de que a água superficial proveniente da lavagem escorra totalmente Após essa etapa será procedida a medição da parte aérea H e do diâmetro de colo D Figura 6 Medição do diâmetro do colo a e parte aérea b Fonte Autor 2024 4636 Biomassas frescas e secas das partes aérea raiz e Índice de Qualidade de Dickson Para a pesagem do material vegetal fresco tanto da parte aérea quanto das raízes BFA e BFR respectivamente será utilizada a balança digital analítica As mudas serão seccionadas procedendose a pesagem das partes separadamente Após as pesagens tanto as raízes quanto as partes aéreas serão depositadas em sacos de papel e identificadas individualmente a fim de se proceder à secagem em estufa de circulação de ar forçada a 65ºC durante 72 horas com os sacos sendo mantidos abertos a fim de facilitar a eliminação da umidade das mudas 19 b a Logo após a secagem em estufa o material vegetal seco será pesado separadamente parte aérea e das raízes BSA e BSR também com auxílio da balança digital analítica 4737 Análise estatística Os dados obtidos serão submetidos ao teste de ShapiroWilk para a normalidade e de Bartlett para homogeneidade entre as variâncias e na sequência após a realização da análise de variância ANOVA as médias serão comparadas pelo teste Tukey ao nível de 95 de probabilidade Os coeficientes da correlação de Pearson serão calculados com base nas médias dos tratamentos avaliados entre todas as variáveis e as análises serão realizadas com o auxílio do programa R 54 Resultados e discussão 65 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGUILAR M V M MASSAD M D DUTRA T R MENEZES E S DOS SANTOS A R SILVA F G Produção de mudas de Albizia lebbeck L Benth 20 sob diferentes formulações e doses de Osmocote BIOFIX Scientific Journal v 5 n 1 p 153 160 2020 ALFENAS A C ZAUZA E A V MAFIA R G ASSIS T F Clonagem e doenças do eucalipto 2 ed Viçosa Editora UFV 2009 500 p ALMEIDA DS Produção de sementes e mudas florestais In Recuperação ambiental da Mata Atlântica online3rd ed rev and enl Ilhéus BA Editus pp 170182 ISBN 978857455 4402 2016 AZEVEDO I M G ALENCAR R M BARBOSA A P ALMEIDA N O Estudo do crescimento e qualidade de mudas de marupá Simarouba amara Aubl em viveiro Acta Amazônica v 40 n 1 p 57164 2010 BACON G J Seedling morphology as an indicator of planting stock quality in conifers In IUFRO WORKSHOP ON TECNIQUES FOR EVALUATING PLANTING STOCK QUALITY New Zealand1979 BIERNASKI F A Pinus maximinoi H E Moore melhoramento genético maturação de sementes métodos de propagação e tipos de recipientes Curitiba PR UFPR 2018 140 p Tese Doutorado em Engenharia Florestal Universidade Federal do Paraná BRACHTVOGEL E L MALAVASI U C Volume do recipiente adubação e sua forma de mistura ao substrato no crescimento inicial de Peltophorum dubium Sprengel Taubert em viveiro Revista Árvore v 34 n 2 p 223232 2010 BOHM W Methods of studying root systems New York SpringerVerlag 1979 188 p CARNEIRO J G de A Produção e controle de qualidade de mudas florestais Curitiba UFPRFUPEF Campos UENF 1995 451 p a CARNEIRO J G de A Produção e controle de qualidade de mudas florestais Curitiba UFPR FUPEF Campos UENF 1995 451p b CARNEIRO J G A Produção e controle de qualidade de mudas florestais Curitiba CamposUENF UFPRFUPEF 1995 451 p c 21 CARNEIRO J G A Produção e controle de qualidade de mudas florestais Curitiba CamposUENF UFPRFUPEF 1995 451 p d CHAVES AS PAIVA HN Influência de diferentes períodos de sombreamento sobre a qualidade de mudas de fedegoso Senna macranthera Collad Irwin et Barn Scientia Forestalis Jun652229 2004 CIAVATTA S F SILVA M R SIMÕES D Fertirrigação na produção de mudas de Eucalyptus grandis nos períodos de inverno e verão Cerne v20 n2 p217222 2014 CONCEIÇÃO D de A PAULA J E de Contribuição para o conhecimento da flora do Pantanal Mato Grossense e sua relação com a fauna e o homem In SIMPÓSIO SOBRE RECURSOS NATURAIS E SÓCIOECONÔMICOS DO PANTANAL 1 1984 Corumbá Anais Brasília EmbrapaDDT 1986 p 107136 EmbrapaCPAP Documentos 5 CORREA M P Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas Rio de Janeiro Serviço de Informação Agrícola 1969 v 4 FANTE Jr L Sistema radicular de aveia forrageira avaliado por diferentes métodos incluindo processamento de imagens digitais 1997 119 f Tese Doutorado em Energia Nuclear na Agricultura Centro de Energia Nuclear na Agricultura Piracicaba 1997 FERREIRA C A G DAVIDE A C CARVALHO L R de Relações hídricas em mudas de Eucalyptus citriodora Hook em tubetes aclimatadas por tratamentos hídricos Revista Cerne Lavras v 5 n 2 p 95104 1999 FONSECA E P Padrão de qualidade de mudas de Trema micratha L Blume Cedrela fissilis Veli E Aspidosperma polyneuron Müll Arg Produzidas sob diferentes períodos de sombreamento 113 p Tese Doutorado Universidade Estadual Paulista JaboticabalSP 2000 FONSÊCA T G Produção de mudas de hortaliças em substratos de diferentes composições com adição de CO² na água de irrigação Piracicaba 2001 72 f 22 Dissertação Mestrado em Agronomia Universidade de São Paulo Piracicaba 2001 GALVÃO A P M FERREIRA C A TEIXEIRA L B Observações sobre o comportamento do jacarandádabahia Dalbergia nigra Fr All em povoamentos puros da Amazônia Ipef Piracicaba n 19 p 4759 1979 GOMES JM Paiva HN Viveiros florestais propagação sexuada 3ed Viçosa Mg UFV Il Cadernos Didáticos 72 2004 116p a GOMES J M PAIVA H N Viveiros florestais propagação sexuada Viçosa Editora UFV 2013 116 p Série Didática GOMES J M Parâmetros morfológicos na avaliação da qualidade de mudas de Eucalyptus grandis produzidas em diferentes tamanhos de tubete e de dosagens de NPK ViçosaMG UFV 2001 126 p Tese Doutorado em Ciências Florestais Universidade Federal de Viçosa 2001 a GOMES J M Parâmetros morfológicos na avaliação da qualidade de mudas de Eucalyptus grandis produzidas em diferentes tamanhos de tubetes e do dosagens de NPK 2001 164f Tese Doutorado em Ciência Florestal UFV Viçosa 2001 b GOMES J M Parâmetros morfológicos na avaliação da qualidade de mudas de Eucalyptus grandis produzidas em diferentes tamanhos de tubetes e do dosagens de NPK 2001 164f Tese Doutorado em Ciência Florestal UFV Viçosa 2001 C GOMES J M COUTO L LEITE H G XAVIER A GARCIA S L R Parâmetros morfológicos na avaliação da qualidade de mudas de Eucalyptus grandis Revista Árvore Viçosa v 26 n 6 p 655 664 2002 a 23 GOMES J M COUTO L LEITE H G XAVIER A GARCIA S L R Parâmetros morfológicos na avaliação da qualidade de mudas de Eucalyptus grandis Revista Árvore Viçosa v 26 n 6 p 655 664 2002 b GOMES J M COUTO L LEITE H G XAVIER A GARCIA S L R Crescimento de Mudas de Eucalyptus grandis em Diferentes Tamanhos de Tubetes e Fertilização NPK Revista Árvore ViçosaMG v27 n2 p113127 2003 GONÇALVES J L M SANTARELLI EG MORAES NETO S P MANARA M P Produção de mudas de espécies nativas substrato nutrição sombreamento e fertilização In GONÇALVES J L M BENEDETTI V Eds Nutrição e fertilização florestal Piracicaba IPEF 2000 p 309350 a GONÇALVES J L M SANTARELLI EG MORAES NETO S P MANARA M P Produção de mudas de espécies nativas substrato nutrição sombreamento e fertilização In GONÇALVES J L M BENEDETTI V Eds Nutrição e fertilização florestal Piracicaba IPEF 2000 p 309350 b HAHN C M OLIVEIRA C AMARAL E M RODRIGUES M S SOARES P V Recuperação florestal da semente à muda São Paulo SP Secretaria do Meio Ambiente para a Conservação e Produção Florestal do Estado de São Paulo 2006 144 p HERINGER EP Contribuição ao conhecimento da flora da Zona da Mata de Minas Gerais Boletim do Serviço Nacional de Pesquisas Agronômicas Rio de Janeiro n 2 p 1187 1947 KAGEYAMA P Y Estudo para implantação de matas ciliares de proteção na bacia hidrográfica de Passa Cinco visando a utilização para abastecimento público Piracicaba Esalq 1986 236 p Relatório de pesquisa LANA M C LUCHESE A V BRACCINI A L Disponibilidade de nutrientes pelo fertilizante de liberação controlada Osmocote e composição do substrato para 24 produção de mudas de Eucalyptus saligna Revista Scientia Agraria Paranaensis v 9 n 1 p 6881 2010 LISBOA A C SANTOS P S NETO S N O CASTRO D N ABREU A H M Efeito do volume de tubetes na produção de mudas de Calophyllum brasiliense e Toona ciliata Revista Árvore v 36 n 4 p 603609 2012 a LISBOA A C SANTOS P S NETO S N O CASTRO D N ABREU A H M Efeito do volume de tubetes na produção de mudas de Calophyllum brasiliense e Toona ciliata Revista Árvore v 36 n 4 p 603609 2012 b LORENZI H Árvores brasileiras manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do brasil 4ed Nova Odessa Instituto Plantarum 2002 384p LUCA EF Rebecchi RJ Schorn LA Crescimento e qualidade de mudas de cedro Cedrela fissilis Vellozo em viveiro mediante diferentes técnicas de produção Rev Inst Fl 2010 Dez222189199 MAINIERI C CHIMELO JP 1989 Fichas de características das madeiras brasileiras publicação IPT 1791 Instituto de Pesquisas Tecnológicas São Paulo a MAINIERI C CHIMELO JP 1989 Fichas de características das madeiras brasileiras publicação IPT 1791 Instituto de Pesquisas Tecnológicas São Paulo b MELLO S L M Características do sistema radicular de povoamentos de eucaliptos propagados por sementes e estacas 1997 79 f Dissertação Mestrado em Ciência Florestal Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Piracicaba 1997a 25 MELLO S L M Características do sistema radicular de povoamentos de eucaliptos propagados por sementes e estacas 1997 79 f Dissertação Mestrado em Ciência Florestal Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Piracicaba 1997b MELO L A ABREU A H M LELES P S S OLIVEIRA R R Qualidade e crescimento inicial de mudas de Mimosa caesalpiniifolia Benth produzidas em diferentes volumes de recipientes Ciência Florestal Santa Maria v 28 n 1 p 47 55 2018 MESQUITA AL Universidade Federal Rural de Pernambuco Dissertação de Mestrado 222pag 1990 MUÑIZ GIB Anatomia da madeira de espécies arbóreas da Floresta Estacional semidecidual de Misiones Argentina Tese para o concurso de professor titular Universidade Federal do Paraná Curitiba 1993 NAVE A G RODRIGUES R R GANDOLFI S Planejamento e recuperação ambiental da Fazenda São Pedro da Mata Município de Riolândia SP In SIMPÓSIO NACIONAL DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS 3 1997 Ouro Preto Do substrato ao solo trabalhos voluntários Viçosa Universidade Federal de Viçosa p 6777 1997 PARVIAINEN JV TERVO L A new approach for production of containerized coniferous seedlings using peat sheets coupled with root pruning Forestry Suplement v62 n1 p8794 1989 Oxford REITZ R Miristicáceas Itajaí Herbário Barbosa Rodrigues p15 1968 26 ROSSA U B ANGELO A C NOGUEIRA A C BOGNOLA I A POMIANOSKI D J W SOARES P R C BARROS L T S Fertilização de liberação lenta no crescimento de mudas de paricá em viveiro Pesquisa Florestal Brasileira v 33 n 75 p 227234 2013 RUBIRA J L P BUENO L O Cultivo de plantas forestales em contenedor Madrid Ministério da Agricultura Pesca y Alimentación 1996 189 p RUDEK A GARCIA F A de O PERES F S B Avaliação da qualidade de mudas de Eucalipto pela mensuração da área foliar com o uso de imagens digitais Enciclopédia Biosfera Goiânia v 9 n 17 p 37753787 2013 RUSSEL R S Plant Root Systems their function and interaction with the soil In SYMPOSIUM ON THE SOIL ROOT SYSTEM 1981 Londrina Proceedings Londrina Instituto Agronômico do Paraná IAPAR 1981 p 320 SANNI Jr R L Vesiculararbuscular mycorrhiza in some Nigerian soils the effect of Gigaspora gigantea on the growth of rice The New Phytologist v 7 n 3 p 763 774 1976 SANTOS AF dos NOVAES AB SANTOS IF dos LONGUINHOS MAA Memórias do II Simpósio sobre reflorestamento na região sudoeste da Bahia Vitória da Conquista p 2728 2008 SILVA B M S LIMA J D DANTAS V A V MORAES W S SABONARO D Z Efeito da luz no crescimento de mudas de Hymenaea parvifolia Huber Revista Árvore Viçosa v 31 n 6 p 1019 1026 2007 27 SOUTO J J P DESERTO uma ameaça Estudos dos núcleos de desertificação na fronteira sudoeste do Rio Grande do Sul Porto Alegre Secretaria da Agricultura Departamento de Recursos Naturais Renováveis 1984 169 p SOUSA J A LÉDO F D S SILVA M R Produção de mudas de hortaliças em recipientes Embrapa AcreCircular Técnica INFOTECAE 1997 SOUSA NETO E N PAULA A D TAGLIAFERRE C BARRETOGARCIA P A B LONGUE JÚNIOR D Performance assessment of methodologies for vertical stratification in native forests Ciência Florestal v 28 p 15831591 2018 TINUS R W McDONALD S E How to grow tree seedlings in containers in greenhouses Gen Tech Rep RM USDA For Serv Fort Collins Colorado n 60 p 1256 1979 VIANA J S GONÇALVES E P ANDRADE L A OLIVEIRA L S B OLIVEIRA SILVA E Crescimento de mudas de Bauhinia forficata Link em diferentes tamanhos de recipientes Floresta v 38 n 4 2008 WAKELEY P C Planting the southern pines Agriculture Monography Washington C n18 p1233 1954 28 O teste de Tukey também conhecido como teste de comparações múltiplas de Tukey é uma ferramenta estatística utilizada para comparar a média de múltiplos grupos em um experimento Ele é amplamente utilizado quando o pesquisador deseja identificar quais grupos têm médias significativamente diferentes entre si Princípios Fundamentais 1 Hipóteses Nulas e Alternativas O teste de Tukey parte da hipótese nula de que não há diferenças significativas entre as médias de nenhum par de grupos A hipótese alternativa é que pelo menos um par de médias é significativamente diferente 2 Procedimento Estatístico Para realizar o teste de Tukey é necessário calcular o intervalo de confiança para a diferença entre as médias de cada par de grupos comparados Esse intervalo é então comparado com uma estatística crítica de Tukey ajustada para o número de comparações sendo feitas e o número total de grupos 3 Decisão Estatística Se o intervalo de confiança para a diferença entre duas médias não incluir zero concluise que essas médias são estatisticamente diferentes ao nível de significância escolhido geralmente α 005 Caso contrário não há evidências suficientes para rejeitar a hipótese nula de que essas médias são iguais Importância na Pesquisa Controle de Erro Tipo I O teste de Tukey ajuda a controlar o erro tipo I falso positivo ao ajustar automaticamente os intervalos de confiança para múltiplas comparações Identificação de Diferenças Significativas Permite identificar quais grupos diferem significativamente entre si fornecendo insights importantes para interpretação dos resultados experimentais Aplicação em Diversos Campos É amplamente utilizado em pesquisas experimentais especialmente em ciências agrárias biológicas sociais e da saúde onde comparações entre grupos são comuns Ao incluir o teste de Tukey na metodologia da sua monografia você está incorporando uma ferramenta estatística robusta para validar e interpretar as diferenças entre os tratamentos ou grupos investigados garantindo uma análise precisa e confiável das suas observações experimentais Para analisar o teste de Tukey a partir da tabela fornecida você deve observar as letras que indicam os grupos estatisticamente diferentes para cada variável medida Aqui está uma análise detalhada 1 Altura cm Tubete 55cm³ 1301 b Tubete 170cm³ 1718 ab Tubete 290cm³ 1862 a Saco plástico 400cm³ 1463 ab Saco plástico 700cm³ 1617 ab Os tratamentos que compartilham pelo menos uma letra não são significativamente diferentes entre si Portanto podemos observar que O tratamento Tubete 55cm³ 1301 é significativamente diferente do Tubete 290cm³ 1862 Os demais tratamentos têm sobreposição de letras o que indica que não são significativamente diferentes entre si 2 Diâmetro de colo mm Tubete 55cm³ 317 d Tubete 170cm³ 524 a Tubete 290cm³ 468 b Saco plástico 400cm³ 361 cd Saco plástico 700cm³ 383 c Para o diâmetro de colo observamos que Tubete 170cm³ 524 a é significativamente maior do que todos os outros tratamentos Tubete 55cm³ 317 d é significativamente menor do que todos os outros tratamentos Os tratamentos Saco plástico 700cm³ 383 c e Tubete 290cm³ 468 b são intermediários e diferentes entre si mas Saco plástico 700cm³ não é diferente de Saco plástico 400cm³ 361 cd 3 Relação HDC Todos os tratamentos são seguidos de ns não significativo o que indica que não há diferença estatisticamente significativa entre os tratamentos para a relação HDC Coeficiente de Variação CV Os valores de CV indicam a variabilidade relativa dos dados em cada variável Altura 1283 Diâmetro de colo 509 Relação HDC 1151 Vamos analisar a nova tabela com os resultados do teste de Tukey para as variáveis medidas BMFA BMFR BMSA BMSR BMST e IQD 1 BMFA g Tubete 55cm³ 123 c Tubete 170cm³ 428 a Tubete 290cm³ 416 a Saco plástico 400cm³ 201 b Saco plástico 700cm³ 231 b Os tratamentos Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ formam um grupo homogêneo ambos significativamente maiores do que os demais Saco plástico 400cm³ e Saco plástico 700cm³ formam outro grupo homogêneo ambos significativamente maiores do que o tratamento Tubete 55cm³ 2 BMFR g Tubete 55cm³ 064 d Tubete 170cm³ 231 b Tubete 290cm³ 281 a Saco plástico 400cm³ 136 c Saco plástico 700cm³ 172 c Para BMFR Tubete 290cm³ é significativamente maior do que todos os outros tratamentos Tubete 170cm³ é maior do que os tratamentos Saco plástico 400cm³ e Saco plástico 700cm³ que por sua vez são maiores que Tubete 55cm³ 3 BMSA g Tubete 55cm³ 062 c Tubete 170cm³ 176 a Tubete 290cm³ 169 a Saco plástico 400cm³ 096 b Saco plástico 700cm³ 104 b Para BMSA Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ são significativamente maiores do que os outros tratamentos Saco plástico 400cm³ e Saco plástico 700cm³ formam outro grupo homogêneo ambos significativamente maiores do que Tubete 55cm³ 4 BMSR g Tubete 55cm³ 038 d Tubete 170cm³ 110 b Tubete 290cm³ 129 a Saco plástico 400cm³ 065 c Saco plástico 700cm³ 079 c Para BMSR Tubete 290cm³ é significativamente maior do que todos os outros tratamentos Tubete 170cm³ é maior do que os tratamentos Saco plástico 400cm³ e Saco plástico 700cm³ que por sua vez são maiores que Tubete 55cm³ 5 BMST g Tubete 55cm³ 100 c Tubete 170cm³ 280 a Tubete 290cm³ 291 a Saco plástico 400cm³ 162 b Saco plástico 700cm³ 184 b Para BMST Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ são significativamente maiores do que os outros tratamentos Saco plástico 400cm³ e Saco plástico 700cm³ formam outro grupo homogêneo ambos significativamente maiores do que Tubete 55cm³ 6 IQD Tubete 55cm³ 017 c Tubete 170cm³ 057 a Tubete 290cm³ 056 a Saco plástico 400cm³ 029 b Saco plástico 700cm³ 034 b Para IQD Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ são significativamente maiores do que os outros tratamentos Saco plástico 400cm³ e Saco plástico 700cm³ formam outro grupo homogêneo ambos significativamente maiores do que Tubete 55cm³ Coeficiente de Variação CV Os valores de CV indicam a variabilidade relativa dos dados em cada variável BMFA 64 BMFR 1191 BMSA 612 BMSR 938 BMST 1314 IQD 1018 Esses valores de CV ajudam a entender a dispersão dos dados em relação à média Valores mais baixos indicam menor variabilidade enquanto valores mais altos indicam maior variabilidade Em resumo o teste de Tukey mostra quais grupos de tratamentos são significativamente diferentes uns dos outros permitindo identificar as combinações de tratamento que resultam em diferenças significativas nas variáveis medidas Vamos analisar o gráfico de regressão fornecido que mostra a altura das plantas em função do tempo dias para diferentes tratamentos tipos de recipientes Cada tratamento tem uma equação de regressão e um coeficiente de determinação R² Aqui está a análise detalhada Análise das Equações de Regressão Altura das plantas x Tempo dias 1 Tubete 55cm³ Equação y00409x735 R² 083 A equação é linear indicando que a altura das plantas aumenta de forma constante com o tempo O R² de 083 indica que 83 da variação na altura das plantas pode ser explicada pelo tempo 2 Tubete 170cm³ Equação y00032x²04589x03125 R² 096 A equação é quadrática indicando um aumento inicial na altura seguido por uma estabilização ou possível diminuição O R² de 096 indica que 96 da variação na altura das plantas pode ser explicada pelo tempo 3 Tubete 290cm³ Equação y00041x²0575x24113 R² 096 A equação é quadrática similar ao tratamento anterior indicando um aumento inicial na altura seguido por uma estabilização ou possível diminuição O R² de 096 é alto indicando uma boa explicação da variação pela regressão 4 Saco plástico 400cm³ Equação y01016x62625 R² 097 A equação é linear indicando um aumento constante na altura das plantas com o tempo O R² de 097 indica uma excelente explicação da variação na altura das plantas pelo tempo 5 Saco plástico 700cm³ Equação y00022x²03468x17437 R² 098 A equação é quadrática indicando um aumento inicial seguido por uma estabilização O R² de 098 é muito alto indicando que quase toda a variação na altura das plantas é explicada pelo tempo Interpretação do Gráfico O gráfico mostra a altura das plantas ao longo do tempo para cada tratamento Tubete 55cm³ azul escuro Apresenta o menor crescimento em altura com um aumento constante e linear Tubete 170cm³ laranja Crescimento inicial rápido seguido por uma estabilização Tubete 290cm³ cinza Similar ao Tubete 170cm³ com um crescimento inicial rápido seguido por uma estabilização Saco plástico 400cm³ amarelo Mostra um aumento linear significativo sendo um dos tratamentos com maior crescimento contínuo Saco plástico 700cm³ azul claro Crescimento inicial rápido seguido por uma estabilização similar aos tubetes maiores mas com uma equação quadrática que sugere uma leve diminuição no crescimento após um certo ponto Coeficiente de Determinação R² Os valores de R² são todos altos variando de 083 a 098 indicando que as equações de regressão se ajustam bem aos dados observados Valores de R² próximos a 1 indicam que o modelo de regressão explica muito bem a variação nos dados O tratamento Tubete 55cm³ tem o menor R² 083 mas ainda assim é relativamente alto indicando um bom ajuste Os outros tratamentos têm R² variando de 096 a 098 indicando um ajuste excelente Conclusão Os tratamentos com recipientes maiores 170cm³ 290cm³ e 700cm³ mostram um crescimento inicial mais rápido das plantas seguido por uma estabilização o que é esperado devido ao espaço adicional e recursos disponíveis para o crescimento radicular O tratamento com o saco plástico 400cm³ mostra um crescimento linear contínuo o que também pode ser eficiente dependendo do objetivo do cultivo Vamos analisar o gráfico de regressão fornecido que mostra o diâmetro do colo mm das plantas em função do tempo dias para diferentes tratamentos tipos de recipientes Análise das Equações de Regressão Diâmetro do Colo mm X Tempo dias 1 Tubete 55cm³ o Equação y00003x²00136x20531 o R² 099 A equação é quadrática sugerindo um aumento inicial seguido por uma possível estabilização no crescimento do diâmetro do colo das plantas O alto R² de 099 indica que a variação no tempo explica muito bem a variação no diâmetro do colo das plantas neste tratamento 2 Tubete 170cm³ o Equação y00481x08662 o R²099 Esta equação é linear e positiva mostrando um aumento constante no diâmetro do colo das plantas ao longo do tempo O alto R² de 099 indica um excelente ajuste do modelo aos dados observados 3 Tubete 290cm³ o Equação y00456x09487 o R²099 Similar ao tubete de 170cm³ este modelo também é linear e positivo indicando um aumento constante no diâmetro do colo das plantas O R² de 099 confirma um ajuste muito bom do modelo aos dados 4 Saco plástico 400cm³ o Equação y00262x1405 o R²096 Neste caso a equação é linear e positiva mostrando um aumento constante no diâmetro do colo das plantas com o tempo O R² de 096 indica que a variação no tempo explica bem a variação no diâmetro do colo das plantas embora ligeiramente menos que nos modelos anteriores 5 Saco plástico 700cm³ o Equação y00313x12163 o R²098 A equação é linear e positiva com um aumento constante no diâmetro do colo das plantas ao longo do tempo O R² de 098 indica um ajuste muito bom do modelo aos dados explicando quase toda a variação no diâmetro do colo das plantas Interpretação do Gráfico Os modelos de regressão mostram como o diâmetro do colo das plantas varia com o tempo para cada tipo de recipiente Tubete 55cm³ Apresenta um aumento inicial seguido por uma possível estabilização indicado pela equação quadrática Tubetes 170cm³ e 290cm³ Mostram um aumento linear constante no diâmetro do colo das plantas ao longo do tempo Sacos plásticos 400cm³ e 700cm³ Também apresentam um aumento linear no diâmetro do colo das plantas com o saco plástico de 700cm³ mostrando um crescimento ligeiramente mais acelerado inicialmente Coeficiente de Determinação R² Os altos valores de R² variando de 096 a 099 indicam que os modelos de regressão se ajustam bem aos dados observados para cada tipo de recipiente explicando bem a variação no diâmetro do colo das plantas ao longo do tempo Conclusão Os diferentes tipos de recipientes influenciam o crescimento do diâmetro do colo das plantas de maneira distinta com variações na taxa de crescimento inicial e possíveis estabilizações Recipientes maiores tendem a proporcionar um crescimento mais rápido inicial seguido por uma estabilização enquanto recipientes menores podem mostrar um padrão de crescimento mais constante ao longo do tempo Conclusão final Para avaliar a qualidade das mudas em diferentes tratamentos com base nos testes de Tukey e nas equações de regressão fornecidas podemos considerar os seguintes parâmetros altura cm diâmetro de colo mm relação HDC BMFA BMFR BMSA BMSR BMST e IQD Cada um desses parâmetros oferece uma perspectiva única sobre o vigor e a saúde das mudas permitindo uma avaliação abrangente da qualidade dos tratamentos Altura cm A altura das mudas é um indicador crucial de vigor inicial Os tratamentos Tubete 170cm³ Tubete 290cm³ e Saco plástico 700cm³ mostraram os maiores crescimentos iniciais como evidenciado pelo teste de Tukey e pelas análises de regressão Em contraste Tubete 55cm³ teve o menor crescimento em altura Diâmetro de Colo mm O diâmetro de colo influencia diretamente na estabilidade e no transporte de nutrientes das plantas Tubete 170cm³ exibiu o maior diâmetro de colo seguido por Tubete 290cm³ sugerindo que esses tratamentos podem produzir mudas mais robustas Tubete 55cm³ apresentou o menor diâmetro de colo indicando menor robustez estrutural Relação HDC Todos os tratamentos mostraram resultados não significativamente diferentes ns para a relação HDC indicando uma similaridade na proporção alturadiâmetro entre os tratamentos BMFA g Biomassa da Parte Aérea Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ registraram a maior biomassa da parte aérea refletindo um desenvolvimento vegetativo mais vigoroso Por outro lado Tubete 55cm³ apresentou a menor biomassa aérea sugerindo um crescimento menos robusto BMFR g Biomassa da Raiz Tubete 290cm³ mostrou a maior biomassa radicular seguido por Tubete 170cm³ indicando um sistema radicular mais desenvolvido e saudável Em contraste Tubete 55cm³ teve a menor biomassa radicular BMSA g Biomassa da Parte Subterrânea Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ exibiram as maiores biomassas subterrâneas o que sugere um crescimento radicular robusto e eficiente Tubete 55cm³ teve a menor biomassa subterrânea entre os tratamentos BMSR g Biomassa das Raízes Secas Tubete 290cm³ apresentou a maior biomassa de raízes secas seguido por Tubete 170cm³ indicando uma boa retenção de biomassa após a secagem Tubete 55cm³ teve a menor biomassa de raízes secas refletindo um potencial menor de sobrevivência após o transplante BMST g Biomassa Total Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ registraram a maior biomassa total o que indica um desenvolvimento geral mais robusto das mudas Tubete 55cm³ teve a menor biomassa total entre os tratamentos avaliados IQD Índice de Qualidade de Dickson Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ apresentaram os maiores índices de qualidade indicando mudas de alta qualidade com boa relação entre biomassa aérea e radicular Em contrapartida Tubete 55cm³ teve o menor índice de qualidade sugerindo menor vigor e potencial de crescimento Considerações Finais Com base nas análises acima os tratamentos Tubete 170cm³ e Tubete 290cm³ se destacaram consistentemente em quase todos os parâmetros avaliados indicando que esses recipientes proporcionaram mudas de alta qualidade com crescimento vigoroso estrutura robusta e bons índices de biomassa Em contraste Tubete 55cm³ mostrou desempenho inferior na maioria dos parâmetros indicando que pode não ser ideal para produção de mudas de alta qualidade Os tratamentos com Saco plástico também mostraram resultados positivos especialmente Saco plástico 400cm³ que apresentou crescimento linear contínuo e bom desenvolvimento de biomassa Portanto com base nessas análises recomendase a preferência pelos Tubetes de 170cm³ ou 290cm³ para a produção de mudas de alta qualidade equilibrando crescimento vigoroso desenvolvimento estrutural e eficiência no uso de recursos Referencias Fowler J Cohen L Jarvis P 1998 Practical Statistics for Field Biology John Wiley Sons Zar J H 2010 Biostatistical Analysis Pearson PrenticeHall