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Engenharia Mecânica ·
Eletricidade Aplicada
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NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 5410 Segunda edição 30092004 Válida a partir de 31032005 Instalações elétricas de baixa tensão Electrical installations of buildings Low voltage Palavrachave Instalação elétrica em edificação Descriptor Electrical installation of building ICS 9114050 Número de referência ABNT NBR 54102004 209 páginas ABNT 2004 ABNT NBR 54102004 ABNT 2004 Todos os direitos reservados A menos que especificado de outro modo nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada em qualquer forma ou por qualquer meio eletrônico ou mecânico incluindo fotocópia e microfilme sem permissão por escrito pela ABNT Sede da ABNT Av Treze de Maio 13 28º andar 20003900 Rio de Janeiro RJ Tel 55 21 39742300 Fax 55 21 22201762 abntabntorgbr wwwabntorgbr Impresso no Brasil ABNT 2004 Todos os direitos reservados ABNT NBR 54102004 Sumário Página Prefácio vii 1 Objetivo 1 2 Referências normativas 2 3 Definições 7 31 Componentes da instalação 7 32 Proteção contra choques elétricos 7 33 Proteção contra choques elétricos e proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas 7 34 Linhas elétricas 8 35 Serviços de segurança 9 4 Princípios fundamentais e determinação das características gerais 10 41 Princípios fundamentais 10 411 Proteção contra choques elétricos10 412 Proteção contra efeitos térmicos 10 413 Proteção contra sobrecorrentes10 414 Circulação de correntes de falta 10 415 Proteção contra sobretensões 10 416 Serviços de segurança 10 417 Desligamento de emergência 11 418 Seccionamento 11 419 Independência da instalação elétrica 11 4110 Acessibilidade dos componentes 11 4111 Seleção dos componentes 11 4112 Prevenção de efeitos danosos ou indesejados 11 4113 Instalação dos componentes 11 4114 Verificação da instalação 12 4115 Qualificação profissional 12 42 Determinação das características gerais 12 421 Utilização e demanda Potência de alimentação12 422 Esquema de distribuição 13 423 Alimentações 17 424 Serviços de segurança 18 425 Divisão da instalação 18 426 Classificação das influências externas 19 427 Compatibilidade 34 428 Manutenção 34 5 Proteção para garantir segurança 35 51 Proteção contra choques elétricos 35 511 Introdução35 512 Medidas de proteção 36 513 Proteção adicional 48 514 Aplicação das medidas de proteção contra choques elétricos 50 515 Proteção parcial contra choques elétricos 51 516 Omissão da proteção contra choques elétricos 53 52 Proteção contra efeitos térmicos 56 521 Generalidades 56 522 Proteção contra incêndio 56 523 Proteção contra queimaduras 60 ABNT 2004 Todos os direitos reservados 53 Proteção contra sobrecorrentes 61 531 Generalidades 61 532 Proteção de acordo com a natureza dos circuitos 61 533 Natureza dos dispositivos de proteção 62 534 Proteção contra correntes de sobrecarga 63 535 Proteção contra correntes de curtocircuito 65 536 Coordenação entre a proteção contra sobrecargas e a proteção contra curtoscircuitos 68 537 Limitação das sobrecorrentes através das características da alimentação 68 54 Proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas 69 541 Proteção contra sobretensões temporárias 69 542 Proteção contra sobretensões transitórias 69 543 Prevenção de influências eletromagnéticas nas instalações e seus componentes 71 55 Proteção contra quedas e faltas de tensão 73 56 Seccionamento e comando 73 561 Introdução 73 562 Generalidades 73 563 Seccionamento 73 564 Seccionamento para manutenção mecânica 74 565 Seccionamento de emergência e parada de emergência 75 566 Comando funcional 75 6 Seleção e instalação dos componentes 76 61 Prescrições comuns a todos os componentes da instalação 76 611 Generalidades 76 612 Conformidade com as normas 76 613 Condições de serviço e influências externas 77 614 Acessibilidade 86 615 Identificação dos componentes 86 616 Independência dos componentes 87 617 Compatibilidade eletromagnética 87 618 Documentação da instalação 87 62 Seleção e instalação das linhas elétricas 88 621 Generalidades 88 622 Tipos de linhas elétricas 88 623 Condutores 88 624 Seleção e instalação em função das influências externas 95 625 Capacidades de condução de corrente 98 626 Condutores de fase e condutor neutro 113 627 Quedas de tensão 115 628 Conexões 116 629 Condições gerais de instalação 117 6210 Disposição dos condutores 119 6211 Prescrições para instalação 120 63 Dispositivos de proteção seccionamento e comando 125 631 Generalidades 125 632 Prescrições comuns 125 633 Dispositivos destinados a assegurar o seccionamento automático da alimentação visando proteção contra choques elétricos 125 634 Dispositivos de proteção contra sobrecorrentes 127 635 Dispositivos de proteção contra surtos DPS 130 636 Coordenação entre diferentes dispositivos de proteção 138 637 Dispositivos de seccionamento e de comando 138 64 Aterramento e eqüipotencialização 142 641 Aterramento 142 642 Eqüipotencialização 145 643 Condutores de proteção PE 147 644 Condutores de eqüipotencialização 152 645 Eqüipotencialização funcional 152 646 Aterramento por razões funcionais 153 647 Aterramento combinado funcional e de proteção 153 65 Outros componentes 154 651 Motores elétricos 154 652 Bateria de acumuladores 156 653 Tomadas de corrente e extensões 156 654 Conjuntos de proteção manobra e comando 157 655 Equipamentos de utilização 158 66 Serviços de segurança 160 666 Fontes de segurança 161 667 Circuitos de segurança 162 668 Equipamentos de utilização 163 7 Verificação final 163 71 Prescrições gerais 163 72 Inspeção visual 163 73 Ensaios 164 731 Prescrições gerais 164 732 Continuidade dos condutores de proteção incluindo as eqüipotencializações principal e suplementares 164 733 Resistência de isolamento da instalação 165 734 Resistência de isolamento aplicável a SELV PELV e separação elétrica 165 735 Verificação das condições de proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação 165 736 Ensaio de tensão aplicada 167 737 Ensaios de funcionamento 168 8 Manutenção 168 81 Periodicidade 168 82 Qualificação do pessoal 168 83 Verificações de rotina Manutenção preventiva 168 831 Condutores 168 832 Quadros de distribuição e painéis 169 833 Equipamentos móveis 169 834 Ensaios 169 835 Ensaio geral 169 84 Manutenção corretiva 169 9 Requisitos complementares para instalações ou locais específicos 170 91 Locais contendo banheira ou chuveiro 170 911 Campo de aplicação 170 912 Determinação das características gerais 170 913 Proteção para garantir segurança 173 914 Seleção e instalação dos componentes 173 92 Piscinas 175 921 Campo de aplicação 175 922 Determinação das características gerais 175 923 Proteção para garantir segurança 176 924 Seleção e instalação dos componentes 177 93 Compartimentos condutivos 179 931 Campo de aplicação 179 932 Alimentação de ferramentas portáteis e de aparelhos de medição portáteis 179 933 Alimentação de lâmpadas portáteis 180 934 Alimentação dos equipamentos fixos 180 935 SELV 180 936 Separação elétrica individual 180 94 Locais contendo aquecedores de sauna 180 941 Campo de aplicação 180 942 Classificação dos volumes 180 943 Proteção para garantir segurança 181 944 Seleção e instalação dos componentes 181 95 Locais de habitação 182 951 Campo de aplicação 182 952 Previsão de carga 182 953 Divisão da instalação 184 954 Proteção contra sobrecorrentes 184 Anexo A normativo Faixas de tensão 185 Anexo B normativo Meios de proteção básica contra choques elétricos 186 B1 Isolação básica das partes vivas 186 B2 Uso de barreiras ou invólucros 186 Anexo C normativo Influências externas e proteção contra choques elétricos 188 C1 Influências externas determinantes 188 C2 Situações 1 2 e 3 188 C3 Tensão de contato limite 189 Anexo D informativo Proteção de condutores em paralelo contra sobrecorrentes 190 D1 Introdução 190 D2 Proteção contra sobrecarga de condutores em paralelo 190 D3 Proteção contra curtoscircuitos de condutores em paralelo 192 Anexo E informativo Categorias de suportabilidade a impulsos categorias de sobretensões ou ainda níveis de proteção contra surtos 195 E1 Introdução 195 E2 As categorias 195 Anexo F informativo Seção do condutor neutro quando o conteúdo de terceira harmônica das correntes de fase for superior a 33 196 F1 Determinação da corrente de neutro 196 F2 Caso de condutores isolados ou cabos unipolares 197 F3 Caso de cabos tetra e pentapolares 197 Anexo G informativo Eqüipotencialização principal 198 Anexo H normativo Verificação da atuação de dispositivos a corrente diferencialresidual dispositivos DR 200 H11 Método 1 ver figura H1 200 H12 Método 2 ver figura H2 200 H13 Método 3 201 Anexo J normativo Medição da resistência de aterramento 202 J11 Método 1 ver figura J1 202 J12 Método 2 203 Anexo K normativo Medição da impedância do percurso da corrente de falta 204 K1 Método 1 Medição da impedância do percurso da corrente de falta por meio da queda de tensão ver figura K1 204 K2 Método 2 Medição da impedância do percurso da corrente de falta por meio de fonte separada ver figura K2 205 Anexo L normativo Medição da resistência dos condutores de proteção 207 Anexo M normativo Ensaio de tensão aplicada 209 NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 54102004 ABNT 2004 Todos os direitos reservados vii ABNT NBR 54102004 Instalações elétricas de baixa tensão 1 Objetivo 11 Esta Norma estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão a fim de garantir a segurança de pessoas e animais o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens 12 Esta Norma aplicase principalmente às instalações elétricas de edificações qualquer que seja seu uso residencial comercial público industrial de serviços agropecuário hortigranjeiro etc incluindo as préfabricadas 121 Esta Norma aplicase também às instalações elétricas a em áreas descobertas das propriedades externas às edificações b de reboques de acampamento trailers locais de acampamento campings marinas e instalações análogas e c de canteiros de obra feiras exposições e outras instalações temporárias 122 Esta Norma aplicase a aos circuitos elétricos alimentados sob tensão nominal igual ou inferior a 1 000 V em corrente alternada com frequências inferiores a 400 Hz ou a 1 500 V em corrente contínua b aos circuitos elétricos que não os internos aos equipamentos funcionando sob uma tensão superior a 1 000 V e alimentados através de uma instalação de tensão igual ou inferior a 1 000 V em corrente alternada por exemplo circuitos de lâmpadas a descarga precipitadores eletrostáticos etc c a toda fiação e a toda linha elétrica que não sejam cobertas pelas normas relativas aos equipamentos de utilização e d às linhas elétricas fixas de sinal com exceção dos circuitos internos dos equipamentos NOTA A aplicação às linhas de sinal concentrase na prevenção dos riscos decorrentes das influências mútuas entre essas linhas e as demais linhas elétricas da instalação sobretudo sob os pontos de vista da segurança contra choques elétricos da segurança contra incêndios e efeitos térmicos prejudiciais e da compatibilidade eletromagnética 123 Esta Norma aplicase às instalações novas e a reformas em instalações existentes NOTA Modificações destinadas a por exemplo acomodar novos equipamentos elétricos inclusive de sinal ou substituir equipamentos existentes não caracterizam necessariamente uma reforma geral da instalação 13 Esta Norma não se aplica a a instalações de tração elétrica b instalações elétricas de veículos automotores c instalações elétricas de embarcações e aeronaves Prefácio A Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT é o Fórum Nacional de Normalização As Normas Brasileiras cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros ABNTCB dos Organismos de Normalização Setorial ABNTONS e das Comissões de Estudo Especiais Temporárias ABNTCEET são elaboradas por Comissões de Estudo CE formadas por representantes dos setores envolvidos delas fazendo parte produtores consumidores e neutros universidades laboratórios e outros A ABNT NBR 5410 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade ABNTCB03 pela Comissão de Estudo de Instalações Elétricas de Baixa Tensão CE0306401 O Projeto circulou em Consulta Pública conforme Edital nº 09 de 30092003 com o número Projeto NBR 5410 A partir de 31 de março de 2005 esta Norma deverá cancelar e substituir a edição anterior ABNT NBR 54101997 a qual foi tecnicamente revisada Esta Norma contém os anexos A B C H J K L e M de caráter normativo e os anexos D E F e G de caráter informativo d equipamentos para supressão de perturbações radioelétricas na medida que não comprometam a segurança das instalações e instalações de iluminação pública f redes públicas de distribuição de energia elétrica g instalações de proteção contra quedas diretas de raios No entanto esta Norma considera as consequências dos fenômenos atmosféricos sobre as instalações por exemplo seleção dos dispositivos de proteção contra sobretensões h instalações em minas i instalações de cercas eletrificadas ver IEC 60335276 14 Os componentes da instalação são considerados apenas no que concerne à sua seleção e condições de instalação Isto é igualmente válido para conjuntos em conformidade com as normas a eles aplicáveis 15 A aplicação desta Norma não dispensa o atendimento a outras normas complementares aplicáveis a instalações e locais específicos NOTA São exemplos de normas complementares a esta Norma as ABNT NBR 13534 ABNT NBR 13570 e ABNT NBR 5418 16 A aplicação desta Norma não dispensa o respeito aos regulamentos de órgãos públicos aos quais a instalação deva satisfazer 17 As instalações elétricas cobertas por esta Norma estão sujeitas também naquilo que for pertinente às normas para fornecimento de energia estabelecidas pelas autoridades reguladoras e pelas empresas distribuidoras de eletricidade 2 Referências normativas As normas relacionadas a seguir contêm disposições que ao serem citadas neste texto constituem prescrições para esta Norma As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação Como toda norma está sujeita a revisão recomendase àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento ABNT NBR 53611998 Disjuntores de baixa tensão ABNT NBR 54131992 Iluminância de interiores Procedimento ABNT NBR 54181995 Instalações elétricas em atmosferas explosivas ABNT NBR 54192001 Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas ABNT NBR 55971995 Eletroduto rígido de açocarbono e acessórios com revestimento protetor com rosca ANSIASME B1201 Especificação ABNT NBR 55981993 Eletroduto rígido de açocarbono com revestimento protetor com rosca ABNT NBR 6414 Especificação ABNT NBR 56241993 Eletroduto rígido de açocarbono com costura com revestimento protetor e rosca ABNT NBR 8133 Especificação ABNT NBR 61472000 Plugues e tomadas para uso doméstico e análogo Especificação 2 ABNT 2004 Todos os direitos reservados ABNT NBR 61501980 Eletrodutos de PVC rígido Especificação ABNT NBR 65241998 Fios e cabos de cobre duro e meio duro com ou sem cobertura protetora para instalações aéreas Especificação ABNT NBR 65272000 Interruptores para instalação elétrica fixa doméstica e análoga Especificação ABNT NBR 68121995 Fios e cabos elétricos Queima vertical fogueira Método de ensaio ABNT NBR 70942003 Máquinas elétricas girantes Motores de indução Especificação ABNT NBR 72852001 Cabos de potência com isolação extrudada de polietileno termofixo XLPE para tensão de 06 kV1 kV Sem cobertura Especificação ABNT NBR 72862001 Cabos de potência com isolação extrudada de borracha etilenopropileno EPR para tensões de 1 kV a 35 kV Requisitos de desempenho ABNT NBR 72871992 Cabos de potência com isolação sólida extrudada de polietileno reticulado XLPE para tensões de isolamento de 1 kV a 35 kV Especificação ABNT NBR 72881994 Cabos de potência com isolação sólida extrudada de cloreto de polivinila PVC ou polietileno PE para tensões de 1 kV a 6 kV Especificação ABNT NBR 86611997 Cabos de formato plano com isolação extrudada de cloreto de polivinila PVC para tensão até 750 V Especificação ABNT NBR 93131986 Conectores para cabos de potência isolados para tensões até 35 kV Condutores de cobre ou alumínio Especificação ABNT NBR 93261986 Conectores para cabos de potência Ensaios de ciclos térmicos e curtocircuito Método de ensaio ABNT NBR 95131986 Emendas para cabos de potência isolados para tensões até 750 V Especificação ABNT NBR 95181997 Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas Requisitos gerais ABNT NBR 113011990 Cálculo da capacidade de condução de corrente de cabos isolados em regime permanente fator de carga 100 Procedimento ABNT NBR 132482000 Cabos de potência e controle e condutores isolados sem cobertura com isolação extrudada e com baixa emissão de fumaça para tensões até 1 kV Requisitos de desempenho ABNT NBR 132492000 Cabos e cordões flexíveis para tensões até 750 V Especificação ABNT NBR 133001995 Redes telefônicas internas em prédios Terminologia ABNT NBR 135341995 Instalações elétricas em estabelecimentos assistenciais de saúde Requisitos para segurança ABNT NBR 135701996 Instalações elétricas em locais de afluência de público Requisitos específicos ABNT NBR 141362002 Plugues e tomadas para uso doméstico e análogo até 20 A250 V em corrente alternada Padronização ABNT NBR 143061999 Proteção elétrica e compatibilidade eletromagnética em redes internas de telecomunicações em edificações Projeto ABNT NBR IEC 60050 8261997 Vocabulário eletrotécnico internacional Capítulo 826 Instalações elétricas em edificações ABNT 2004 Todos os direitos reservados 3 ABNT NBR IEC 6026912003 Dispositivos fusíveis de baixa tensão Parte 1 Requisitos gerais ABNT NBR IEC 6026922003 Dispositivos fusíveis de baixa tensão Parte 2 Requisitos adicionais para dispositivos fusíveis para uso por pessoas autorizadas dispositivos fusíveis principalmente para aplicação industrial ABNT NBR IEC 6026932003 Dispositivos fusíveis de baixa tensão Parte 3 Requisitos suplementares para dispositivos fusíveis para uso por pessoas não qualificadas dispositivos fusíveis principalmente para aplicações domésticas e similares ABNT NBR IEC 6043912003 Conjuntos de manobra e controle de baixa tensão Parte 1 Conjuntos com ensaio de tipo totalmente testados TTA e conjuntos com ensaio de tipo parcialmente testados PTTA ABNT NBR IEC 6043932004 Conjuntos de manobra e controle de baixa tensão Parte 3 Requisitos particulares para montagem de acessórios de baixa tensão destinados a instalação em locais acessíveis a pessoas não qualificadas durante sua utilização Quadros de distribuição ABNT NBR IEC 6094721998 Dispositivos de manobra e comando de baixa tensão Parte 2 Disjuntores ABNT NBR NM 24732002 Cabos isolados com policloreto de vinila PVC para tensões nominais até 450750 V inclusive Parte 3 Condutores isolados sem cobertura para instalações fixas IEC 602273MOD ABNT NBR NM 608982004 Disjuntores para proteção de sobrecorrentes para instalações domésticas e similares IEC 608981995 MOD IEC 600382002 IEC standard voltages IEC 6007902004 Electrical apparatus for explosive gas atmosphere Part 0 General requirements IEC 60079142002 Electrical apparatus for explosive gas atmospheres Part 14 Electrical installations in hazardous areas other than mines IEC 6014621999 Semiconductor converters Part 2 Selfcommutated semiconductor converters including direct dc converters IEC 602552211988 Electrical relays Part 22 Electrical disturbance tests for measuring relays and protection equipment Part 1 1 MHz burst disturbance tests IEC 6030911999 Plugs socketoutlets and couplers for industrial purposes Part 1 General requirements IEC 603352762002 Household and similar electrical appliances Safety Part 276 Particular requirements for electric fence energizers IEC 603645512001 Electrical installations of buildings Part 551 Selection and erection of electrical equipment Common rules IEC 603645522001 Electrical installations of buildings Part 552 Selection and erection of electrical equipment Wiring systems IEC 603645542002 Electrical installations of buildings Part 554 Selection and erection of electrical equipment Earthing arrangements protective conductors and protective bonding conductors IEC 6043922000 Lowvoltage switchgear and controlgear assemblies Part 2 Particular requirements for busbar trunking systems busways IEC 6043942004 Lowvoltage switchgear and controlgear assemblies Part 4 Particular requirements for assemblies for construction sites ACS 4 ABNT 2004 Todos os direitos reservados IEC 6043951998 Lowvoltage switchgear and controlgear assemblies Part 5 Particular requirements for assemblies intended to be installed outdoors in public places Cable distribution cabinets CDCs for power distribution in networks IEC 605292001 Degrees of protection provided by enclosures IP Code IEC 605982181993 Luminaires Part 2 Particular requirements Section 18 Luminaires for swimming pools and similar applications IEC 605982222002 Luminaires Part 222 Particular requirements Luminaires for emergency lighting IEC 6061411995 Conduits for electrical installations Specification Part 1 General requirements IEC 6066412002 Insulation coordination for equipment within lowvoltage systems Part 1 Principles requirements and tests IEC 6066912000 Switches for household and similar fixedelectrical installations Part 1 General requirements IEC 60721332002 Classification of environmental conditions Part 33 Classification of groups of environmental parameters and their severities Stationary use at weatherprotected locations IEC 60721341995 Classification of environmental conditions Part 34 Classification of groups of environmental parameters and their severities Stationary use at nonweatherprotected locations IEC 607242000 Shortcircuit temperature limits of electric cables with rated voltages of 1 kV Um 12 kV and 3 kV Um 36 kV IEC 61000211990 Electromagnetic compatibility EMC Part 2 Environment Section 1 Description of the environment Electromagnetic environment for lowfrequency conducted disturbances and signalling in public power supply systems IEC 61000222002 Electromagnetic compatibility EMC Part 22 Environment Compatibility levels for low frequency conducted disturbances and signalling in public lowvoltage power supply systems IEC 61000251995 Electromagnetic compatibility EMC Part 2 Environment Section 5 Classification of electromagnetic environments Basic EMC publication IEC 61000422001 Electromagnetic compatibility EMC Part 42 Testing and measurement techniques Electrostatic discharge immunity test IEC 61000432002 Electromagnetic compatibility EMC Part 43 Testing and measurement techniques radiated radiofrequency electromagnetic field immunity test IEC 61000442004 Electromagnetic compatibility EMC Part 4 Testing and measurement techniques Electrical fast transientburst immunity test IEC 61000462003 Electromagnetic compatibility EMC Part 46 Testing and measurement techniques Immunity to conducted disturbances induced by radiofrequency fields IEC 61000482001 Electromagnetic compatibility EMC Part 48 Testing and measurement techniques Power frequency magnetic field immunity test IEC 610004122001 Electromagnetic compatibility EMC Part 412 Testing and measurement techniques Oscillatory waves immunity test IEC 61008211990 Residual current operated circuitbreakers without integral overcurrent protection for household and similar uses RCCBs Part 21 Applicability of the general rules to RCCBs functionally independent of line voltage ABNT 2004 Todos os direitos reservados 5 IEC 61009211991 Residual current operated circuitbreakers with integral overcurrent protection for household and similar uses RCBOs Part 21 Applicability of the general rules to RCBOs functionally independent of line voltage IEC 6108411993 Cable trunking and ducting systems for electrical installations Part 1 General requirements IEC 611402001 Protection against electric shock Common aspects for installation and equipment IEC 6030911999 Plugs socketoutlets and couplers for industrial purposes Part 1 General requirements IEC 6131211995 Protection against lightning electromagnetic impulse Part 1 General principles IEC 6138612000 Conduit systems for electrical installations Part 1 General requirements IEC 61558241997 Safety of power transformers power supply units and similar Part 2 Particular requirements for isolating transformers for general use IEC 61558251997 Safety of power transformers power supply units and similar Part 25 Particular requirements for shaver transformers and shaver supply units IEC 61558261997 Safety of power transformers power supply units and similar Part 2 Particular requirements for safety isolating transformers for general use IEC 6164312002 Surge protective devices connected to lowvoltage power distribution systems Part 1 Performance requirements and testing methods IEC 6166322001 Lightning protection Telecommunication lines Part 2 Lines using metallic conductors IECCISPR 112004 Industrial scientific and medical ISM radiofrequency equipment Electromagnetic disturbance characteristics Limits and methods of measurement IECCISPR 122001 Vehicles boats and internal combustion engine driven devices Radio disturbance characteristics Limits and methods of measurement for the protection of receivers except those installed in the vehicleboatdevice itself or in adjacent vehiclesboatsdevices IECCISPR 132003 Sound and television broadcast receivers and associated equipment Radio disturbance characteristics Limits and methods of measurement IECCISPR 1412002 Electromagnetic compatibility Requirements for household appliances electric tools and similar apparatus Part 1 Emission IECCISPR 1422001 Electromagnetic compatibility Requirements for household appliances electric tools and similar apparatus Part 2 Immunity Product family standard IECCISPR 152002 Limits and methods of measurement of radio disturbance characteristic of electrical lighting and similar equipment IECCISPR 222003 Information technology equipment Radio disturbance characteristics Limits and methods of measurement ABNT 2004 Todos os direitos reservados 6 3 Definições Para os efeitos desta Norma aplicamse as definições da ABNT NBR IEC 60050826 e as seguintes 31 Componentes da instalação 311 componente de uma instalação elétrica Termo empregado para designar itens da instalação que dependendo do contexto podem ser materiais acessórios dispositivos instrumentos equipamentos de geração conversão transformação transmissão armazenamento distribuição ou utilização de eletricidade máquinas conjuntos ou mesmo segmentos ou partes da instalação por exemplo linhas elétricas 312 quadro de distribuição principal Primeiro quadro de distribuição após a entrada da linha elétrica na edificação Naturalmente o termo se aplica a todo quadro de distribuição que seja o único de uma edificação NOTA Ver definição de ponto de entrada numa edificação 344 32 Proteção contra choques elétricos 321 elemento condutivo ou parte condutiva Elemento ou parte constituída de material condutor pertencente ou não à instalação mas que não é destinada normalmente a conduzir corrente elétrica 322 proteção básica Meio destinado a impedir contato com partes vivas perigosas em condições normais 323 proteção supletiva Meio destinado a suprir a proteção contra choques elétricos quando massas ou partes condutivas acessíveis tornamse acidentalmente vivas 324 proteção adicional Meio destinado a garantir a proteção contra choques elétricos em situações de maior risco de perda ou anulação das medidas normalmente aplicáveis de dificuldade no atendimento pleno das condições de segurança associadas a determinada medida de proteção eou ainda em situações ou locais em que os perigos do choque elétrico são particularmente graves 325 dispositivo de proteção a corrente diferencialresidual formas abreviadas dispositivo a corrente diferencialresidual dispositivo diferencial dispositivo DR Dispositivo de seccionamento mecânico ou associação de dispositivos destinada a provocar a abertura de contatos quando a corrente diferencialresidual atinge um valor dado em condições especificadas NOTA O termo dispositivo não deve ser entendido como significando um produto particular mas sim qualquer forma possível de se implementar a proteção diferencialresidual São exemplos de tais formas o interruptor disjuntor ou tomada com proteção diferencialresidual incorporada os blocos e módulos de proteção diferencialresidual acopláveis a disjuntores os relés e transformadores de corrente que se podem associar a disjuntores etc 326 SELV do inglês separated extralow voltage Sistema de extrabaixa tensão que é eletricamente separado da terra de outros sistemas e de tal modo que a ocorrência de uma única falta não resulta em risco de choque elétrico 327 PELV do inglês protected extralow voltage Sistema de extrabaixa tensão que não é eletricamente separado da terra mas que preenche de modo equivalente todos os requisitos de um SELV 33 Proteção contra choques elétricos e proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas 331 equipotencialização Procedimento que consiste na interligação de elementos especificados visando obter a equipotencialidade necessária para os fins desejados Por extensão a própria rede de elementos interligados resultante ABNT 2004 Todos os direitos reservados 7 ABNT NBR 54102004 NOTA A eqüipotencialização é um recurso usado na proteção contra choques elétricos e na proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas Uma determinada eqüipotencialização pode ser satisfatória para a proteção contra choques elétricos mas insuficiente sob o ponto de vista da proteção contra perturbações eletromagnéticas 332 barramento de eqüipotencialização principal BEP Barramento destinado a servir de via de interligação de todos os elementos incluíveis na eqüipotencialização principal ver 6421 NOTA A designação barramento está associada ao papel de via de interligação e não a qualquer configuração particular do elemento Portanto em princípio o BEP pode ser uma barra uma chapa um cabo etc 333 barramento de eqüipotencialização suplementar ou barramento de eqüipotencialização local BEL Barramento destinado a servir de via de interligação de todos os elementos incluíveis numa eqüipotencialização suplementar ou eqüipotencialização local 334 equipamento de tecnologia da informação ETI Equipamento concebido com o objetivo de a receber dados de uma fonte externa por exemplo via linha de entrada de dados ou via teclado b processar os dados recebidos por exemplo executando cálculos transformando ou registrando os dados arquivandoos triandoos memorizandoos transferindoos e c fornecer dados de saída seja a outro equipamento seja reproduzindo dados ou imagens NOTA Esta definição abrange uma ampla gama de equipamentos como por exemplo computadores equipamentos transceptores concentradores e conversores de dados equipamentos de telecomunicação e de transmissão de dados sistemas de alarme contra incêndio e intrusão sistemas de controle e automação predial etc 34 Linhas elétricas 341 linha elétrica de sinal Linha em que trafegam sinais eletrônicos sejam eles de telecomunicações de intercâmbio de dados de controle de automação etc 342 linha externa Linha que entra ou sai de uma edificação seja a linha de energia de sinal uma tubulação de água de gás ou de qualquer outra utilidade 343 ponto de entrega Ponto de conexão do sistema elétrico da empresa distribuidora de eletricidade com a instalação elétrica das unidades consumidoras e que delimita as responsabilidades da distribuidora definidas pela autoridade reguladora 344 ponto de entrada numa edificação Ponto em que uma linha externa penetra na edificação NOTAS 1 Em particular no caso das linhas elétricas de energia não se deve confundir ponto de entrada com ponto de entrega A referência fundamental do ponto de entrada é a edificação ou seja o corpo principal ou cada um dos blocos de uma propriedade No caso de edificações com pavimento em pilotis geralmente o térreo e nas quais a entrada da linha elétrica externa se dá no nível do pavimento em pilotis o ponto de entrada pode ser considerado como o ponto em que a linha penetra no compartimento de acesso à edificação hall de entrada 2 Além da edificação em si outra referência indissociável de ponto de entrada é o barramento de eqüipotencialização principal BEP localizado junto ou bem próximo do ponto de entrada ver 6421 345 ponto de utilização Ponto de uma linha elétrica destinado à conexão de equipamento de utilização NOTAS 1 Um ponto de utilização pode ser classificado entre outros critérios de acordo com a tensão da linha elétrica a natureza da carga prevista ponto de luz ponto para aquecedor ponto para aparelho de arcondicionado etc e o tipo de conexão previsto ponto de tomada ponto de ligação direta 2 Uma linha elétrica pode ter um ou mais pontos de utilização 3 Um mesmo ponto de utilização pode alimentar um ou mais equipamentos de utilização 346 ponto de tomada Ponto de utilização em que a conexão do equipamento ou equipamentos a serem alimentados é feita através de tomada de corrente NOTAS 1 Um ponto de tomada pode conter uma ou mais tomadas de corrente 2 Um ponto de tomada pode ser classificado entre outros critérios de acordo com a tensão do circuito que o alimenta o número de tomadas de corrente nele previsto o tipo de equipamento a ser alimentado quando houver algum que tenha sido especialmente previsto para utilização do ponto e a corrente nominal da ou das tomadas de corrente nele utilizadas 35 Serviços de segurança 351 serviços de segurança Serviços essenciais numa edificação para a segurança das pessoas para evitar danos ao ambiente ou aos bens NOTA São exemplos de serviços de segurança a iluminação de segurança iluminação de emergência bombas de incêndio elevadores para brigada de incêndio e bombeiros sistemas de alarme como os de incêndio fumaça CO e intrusão sistemas de exaustão de fumaça equipamentos médicos essenciais 352 alimentação ou fonte normal Alimentação ou fonte responsável pelo fornecimento regular de energia elétrica NOTA Uma determinada alimentação pode ser a normal durante certo período de tempo e não ser em outro Por exemplo em uma instalação cujo consumo de energia elétrica é suprido pela rede de distribuição pública durante certos períodos do dia mas por geração própria em outros a fonte normal pode ser a rede pública ou a geração local dependendo do período considerado 353 alimentação ou fonte de reserva Alimentação ou fonte que substitui ou complementa a fonte normal 354 alimentação ou fonte de segurança Alimentação ou fonte destinada a assegurar o fornecimento de energia elétrica a equipamentos essenciais para os serviços de segurança NOTAS comuns a 353 e 354 1 O conceito de fonte de segurança está associado à função serviços de segurança desempenhada por equipamentos que a fonte alimenta enquanto o conceito de fonte de reserva está associado ao fato de a fonte complementar a fonte normal ou suprir a sua falta Como se trata de atributos distintos que não são incompatíveis uma fonte pode ser ao mesmo tempo de segurança e de reserva desde que reúna os dois atributos Mas uma fonte de reserva destinada a alimentar exclusivamente equipamentos outros que não os de serviços de segurança não pode ser qualificada como de segurança 2 Uma alimentação de segurança pode eventualmente atender a outros equipamentos além dos essenciais aos serviços de segurança observados os requisitos de 6665 3 Esta Norma não inclui nesta edição prescrições específicas para alimentações de reserva destinadas a outros serviços que não os de segurança 4 Princípios fundamentais e determinação das características gerais 41 Princípios fundamentais Os princípios que orientam os objetivos e as prescrições desta Norma são relacionados em 411 a 4115 411 Proteção contra choques elétricos As pessoas e os animais devem ser protegidos contra choques elétricos seja o risco associado a contato acidental com parte viva perigosa seja a falhas que possam colocar uma massa acidentalmente sob tensão 412 Proteção contra efeitos térmicos A instalação elétrica deve ser concebida e construída de maneira a excluir qualquer risco de incêndio de materiais inflamáveis devido a temperaturas elevadas ou arcos elétricos Além disso em serviço normal não deve haver riscos de queimaduras para as pessoas e os animais 413 Proteção contra sobrecorrentes As pessoas os animais e os bens devem ser protegidos contra os efeitos negativos de temperaturas ou solicitações eletromecânicas excessivas resultantes de sobrecorrentes a que os condutores vivos possam ser submetidos 414 Circulação de correntes de falta Condutores que não os condutores vivos e outras partes destinadas a escoar correntes de falta devem poder suportar essas correntes sem atingir temperaturas excessivas NOTAS 1 Convém lembrar que tais partes estão sujeitas à circulação desde pequenas correntes de fuga a correntes de falta direta à terra ou à massa passando por correntes de falta de intensidade inferior à de uma falta direta 2 No caso dos condutores vivos considerase que sua suportabilidade às correntes de falta deve ser assegurada mediante proteção contra sobrecorrentes como enunciado em 413 415 Proteção contra sobretensões As pessoas os animais e os bens devem ser protegidos contra as consequências prejudiciais de ocorrências que possam resultar em sobretensões como faltas entre partes vivas de circuitos sob diferentes tensões fenômenos atmosféricos e manobras 416 Serviços de segurança Equipamentos destinados a funcionar em situações de emergência como incêndios devem ter seu funcionamento assegurado a tempo e pelo tempo julgado necessário 417 Desligamento de emergência Sempre que forem previstas situações de perigo em que se faça necessário desenergizar um circuito devem ser providos dispositivos de desligamento de emergência facilmente identificáveis e rapidamente manobráveis 418 Seccionamento A alimentação da instalação elétrica de seus circuitos e de seus equipamentos deve poder ser seccionada para fins de manutenção verificação localização de defeitos e reparos 419 Independência da instalação elétrica A instalação elétrica deve ser concebida e construída livre de qualquer influência mútua prejudicial entre instalações elétricas e não elétricas 4110 Acessibilidade dos componentes Os componentes da instalação elétrica devem ser dispostos de modo a permitir espaço suficiente tanto para a instalação inicial quanto para a substituição posterior de partes bem como acessibilidade para fins de operação verificação manutenção e reparos 4111 Seleção dos componentes Os componentes da instalação elétrica devem ser conforme as normas técnicas aplicáveis e possuir características compatíveis com as condições elétricas operacionais e ambientais a que forem submetidos Se o componente selecionado não reunir originalmente essas características devem ser providas medidas compensatórias capazes de compatibilizálas com as exigências da aplicação 4112 Prevenção de efeitos danosos ou indesejados Na seleção dos componentes devem ser levados em consideração os efeitos danosos ou indesejados que o componente possa apresentar em serviço normal incluindo operações de manobra sobre outros componentes ou na rede de alimentação Entre as características e fenômenos suscetíveis de gerar perturbações ou comprometer o desempenho satisfatório da instalação podem ser citados o fator de potência as correntes iniciais ou de energização o desequilíbrio de fases as harmônicas 4113 Instalação dos componentes Toda instalação elétrica requer uma cuidadosa execução por pessoas qualificadas de forma a assegurar entre outros objetivos que as características dos componentes da instalação como indicado em 4111 não sejam comprometidas durante sua montagem os componentes da instalação e os condutores em particular fiquem adequadamente identificados nas conexões o contato seja seguro e confiável os componentes sejam instalados preservandose as condições de resfriamento previstas os componentes da instalação suscetíveis de produzir temperaturas elevadas ou arcos elétricos fiquem dispostos ou abrigados de modo a eliminar o risco de ignição de materiais inflamáveis e as partes externas de componentes sujeitas a atingir temperaturas capazes de lesionar pessoas fiquem dispostas ou abrigadas de modo a garantir que as pessoas não corram risco de contatos acidentais com essas partes 4114 Verificação da instalação As instalações elétricas devem ser inspecionadas e ensaiadas antes de sua entrada em funcionamento bem como após cada reforma com vista a assegurar que elas foram executadas de acordo com esta Norma 4115 Qualificação profissional O projeto a execução a verificação e a manutenção das instalações elétricas devem ser confiados somente a pessoas qualificadas a conceber e executar os trabalhos em conformidade com esta Norma 42 Determinação das características gerais Na concepção de uma instalação elétrica devem ser determinadas as seguintes características a utilização prevista e demanda ver 421 b esquema de distribuição ver 422 c alimentações disponíveis ver 423 d necessidade de serviços de segurança e de fontes apropriadas ver 424 e exigências quanto à divisão da instalação ver 425 f influências externas às quais a instalação for submetida ver 426 g riscos de incompatibilidade e de interferências ver 427 h requisitos de manutenção ver 428 421 Utilização e demanda Potência de alimentação 4211 Generalidades 42111 A determinação da potência de alimentação é essencial para a concepção econômica e segura de uma instalação dentro de limites adequados de elevação de temperatura e de queda de tensão 42112 Na determinação da potência de alimentação de uma instalação ou de parte de uma instalação devem ser computados os equipamentos de utilização a serem alimentados com suas respectivas potências nominais e em seguida consideradas as possibilidades de nãosimultaneidade de funcionamento destes equipamentos bem como capacidade de reserva para futuras ampliações 4212 Previsão de carga A previsão de carga de uma instalação deve ser feita obedecendose às prescrições de 42121 a 42123 42121 Geral a a carga a considerar para um equipamento de utilização é a potência nominal por ele absorvida dada pelo fabricante ou calculada a partir da tensão nominal da corrente nominal e do fator de potência b nos casos em que for dada a potência nominal fornecida pelo equipamento potência de saída e não a absorvida devem ser considerados o rendimento e o fator de potência 42122 Iluminação a as cargas de iluminação devem ser determinadas como resultado da aplicação da ABNT NBR 5413 b para os aparelhos fixos de iluminação a descarga a potência nominal a ser considerada deve incluir a potência das lâmpadas as perdas e o fator de potência dos equipamentos auxiliares NOTA Em 9521 são fixados critérios mínimos para pontos de iluminação em locais de habitação 42123 Pontos de tomada a em locais de habitação os pontos de tomada devem ser determinados e dimensionados de acordo com 9522 b em halls de serviço salas de manutenção e salas de equipamentos tais como casas de máquinas salas de bombas barriletes e locais análogos deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada de uso geral Aos circuitos terminais respectivos deve ser atribuída uma potência de no mínimo 1000 VA c quando um ponto de tomada for previsto para uso específico deve ser a ele atribuída uma potência igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado ou à soma das potências nominais dos equipamentos a serem alimentados Quando valores precisos não forem conhecidos a potência atribuída ao ponto de tomada deve seguir um dos dois seguintes critérios potência ou soma das potências dos equipamentos mais potentes que o ponto pode vir a alimentar ou potência calculada com base na corrente de projeto e na tensão do circuito respectivo d os pontos de tomada de uso específico devem ser localizados no máximo a 15 m do ponto previsto para a localização do equipamento a ser alimentado e os pontos de tomada destinados a alimentar mais de um equipamento devem ser providos com a quantidade adequada de tomadas 422 Esquema de distribuição O esquema de distribuição pode ser classificado de acordo com os seguintes critérios a esquema de condutores vivos b esquema de aterramento 4221 Esquema de condutores vivos São considerados os seguintes esquemas de condutores vivos a corrente alternada monofásico a dois condutores monofásico a três condutores bifásico a três condutores trifásico a três condutores trifásico a quatro condutores b corrente contínua dois condutores três condutores 4222 Esquema de aterramento Nesta Norma são considerados os esquemas de aterramento descritos em 42221 a 4223 cabendo as seguintes observações sobre as ilustrações e símbolos utilizados a as figuras 1 a 5 que ilustram os esquemas de aterramento devem ser interpretadas de forma genérica Elas utilizam como exemplo sistemas trifásicos As massas indicadas não simbolizam um único mas sim qualquer número de equipamentos elétricos Além disso as figuras não devem ser vistas com conotação espacial restrita Devese notar neste particular que como uma mesma instalação pode eventualmente abranger mais de uma edificação as massas devem necessariamente compartilhar o mesmo eletrodo de aterramento se pertencentes a uma mesma edificação mas podem em princípio estar ligadas a eletrodos de aterramento distintos se situadas em diferentes edificações com cada grupo de massas associado ao eletrodo de aterramento da edificação respectiva Nas figuras são utilizados os seguintes símbolos b na classificação dos esquemas de aterramento é utilizada a seguinte simbologia primeira letra Situação da alimentação em relação à terra T um ponto diretamente aterrado I isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de impedância segunda letra Situação das massas da instalação elétrica em relação à terra T massas diretamente aterradas independentemente do aterramento eventual de um ponto da alimentação N massas ligadas ao ponto da alimentação aterrado em corrente alternada o ponto aterrado é normalmente o ponto neutro outras letras eventuais Disposição do condutor neutro e do condutor de proteção S funções de neutro e de proteção asseguradas por condutores distintos C funções de neutro e de proteção combinadas em um único condutor condutor PEN 42221 Esquema TN O esquema TN possui um ponto da alimentação diretamente aterrado sendo as massas ligadas a esse ponto através de condutores de proteção São consideradas três variantes de esquema TN de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção a saber a esquema TNS no qual o condutor neutro e o condutor de proteção são distintos figura 1 b esquema TNCS em parte do qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor figura 2 c esquema TNC no qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor na totalidade do esquema figura 3 NOTA As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas num único condutor em parte do esquema NOTA As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas num único condutor na totalidade do esquema 42222 Esquema TT O esquema TT possui um ponto da alimentação diretamente aterrado estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento da alimentação figura 4 42223 Esquema IT No esquema IT todas as partes vivas são isoladas da terra ou um ponto da alimentação é aterrado através de impedância figura 5 As massas da instalação são aterradas verificandose as seguintes possibilidades massas aterradas no mesmo eletrodo de aterramento da alimentação se existente e massas aterradas em eletrodos de aterramento próprios seja porque não há eletrodo de aterramento da alimentação seja porque o eletrodo de aterramento das massas é independente do eletrodo de aterramento da alimentação 1 O neutro pode ser ou não distribuído A sem aterramento da alimentação Balimentação aterrada através de impedância B1 massas aterradas em eletrodos separados e independentes do eletrodo de aterramento da alimentação B2 massas coletivamente aterradas em eletrodo independente do eletrodo de aterramento da alimentação B3 massas coletivamente aterradas no mesmo eletrodo da alimentação Figura 5 Esquema IT 423 Alimentações 4231 Devem ser determinadas as seguintes características das fontes de suprimento de energia com as quais a instalação for provida a natureza da corrente e frequência b valor da tensão nominal c valor da corrente de curtocircuito presumida no ponto de suprimento d possibilidade de atendimento dos requisitos da instalação incluindo a demanda de potência NOTA As faixas de tensão em corrente alternada ou contínua em que devem ser classificadas as instalações conforme a tensão nominal são dadas no anexo A 4232 As características relacionadas em 4231 devem ser obtidas junto à empresa distribuidora de energia elétrica no que se refere ao suprimento via rede pública de distribuição e devem ser determinadas quando se tratar de fonte própria 424 Serviços de segurança Quando for imposta a necessidade de serviços de segurança as fontes de alimentação para tais serviços devem possuir capacidade confiabilidade e disponibilidade adequadas ao funcionamento especificado Em 66 são apresentadas prescrições para a alimentação de serviços de segurança NOTA Esta Norma não inclui nesta edição prescrições específicas para alimentações de reserva destinadas a outros serviços que não os de segurança 425 Divisão da instalação 4251 A instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos necessários devendo cada circuito ser concebido de forma a poder ser seccionado sem risco de realimentação inadvertida através de outro circuito 4252 A divisão da instalação em circuitos deve ser de modo a atender entre outras às seguintes exigências a segurança por exemplo evitando que a falha em um circuito prive de alimentação toda uma área b conservação de energia por exemplo possibilitando que cargas de iluminação eou de climatização sejam acionadas na justa medida das necessidades c funcionais por exemplo viabilizando a criação de diferentes ambientes como os necessários em auditórios salas de reuniões espaços de demonstração recintos de lazer etc d de produção por exemplo minimizando as paralisações resultantes de uma ocorrência e de manutenção por exemplo facilitando ou possibilitando ações de inspeção e de reparo 4253 Devem ser previstos circuitos distintos para partes da instalação que requeiram controle específico de tal forma que estes circuitos não sejam afetados pelas falhas de outros por exemplo circuitos de supervisão predial 4254 Na divisão da instalação devem ser consideradas também as necessidades futuras As ampliações previsíveis devem se refletir não só na potência de alimentação como tratado em 421 mas também na taxa de ocupação dos condutos e dos quadros de distribuição 4255 Os circuitos terminais devem ser individualizados pela função dos equipamentos de utilização que alimentam Em particular devem ser previstos circuitos terminais distintos para pontos de iluminação e para pontos de tomada NOTA Para locais de habitação ver também 953 4256 As cargas devem ser distribuídas entre as fases de modo a obterse o maior equilíbrio possível 4257 Quando a instalação comportar mais de uma alimentação rede pública geração local etc a distribuição associada especificamente a cada uma delas deve ser disposta separadamente e de forma claramente diferenciada das demais Em particular não se admite que componentes vinculados especificamente a uma determinada alimentação compartilhem com elementos de outra alimentação quadros de distribuição e linhas incluindo as caixas dessas linhas salvo as seguintes exceções a circuitos de sinalização e comando no interior de quadros b conjuntos de manobra especialmente projetados para efetuar o intercâmbio das fontes de alimentação c linhas abertas e nas quais os condutores de uma e de outra alimentação sejam adequadamente identificados 426 Classificação das influências externas Esta subseção estabelece uma classificação e uma codificação das influências externas que devem ser consideradas na concepção e na execução das instalações elétricas Cada condição de influência externa é designada por um código que compreende sempre um grupo de duas letras maiúsculas e um número como descrito a seguir a a primeira letra indica a categoria geral da influência externa A meio ambiente B utilização C construção das edificações b a segunda letra A B C indica a natureza da influência externa c o número 1 2 3 indica a classe de cada influência externa NOTAS 1 A codificação indicada nesta subseção não é destinada à marcação dos componentes Essa questão marcação dos componentes é tratada nas normas dos próprios componentes e de forma integrada em normas mais gerais como por exemplo a que define e classifica os graus de proteção providos por invólucros ver IEC 60529 ou a que define as classes de proteção contra choques elétricos ver IEC 61140 2 Como há uma tendência de se associar a idéia de influências externas predominantemente a fatores como temperatura ambiente condições climáticas presença de água e solicitações mecânicas é importante destacar que a classificação aqui apresentada cobre uma gama muito mais extensa de variáveis de influência todas tendo seu peso em aspectos como seleção dos componentes adequação de medidas de proteção etc Por exemplo a qualificação das pessoas sua consciência e seu preparo para lidar com os riscos da eletricidade situações que reforçam ou prejudicam a resistência elétrica do corpo humano pele seca pele molhada imersão etc e o nível de contato das pessoas com o potencial da terra são influências externas que podem decidir se uma medida de proteção contra choques é ou não aceitável em determinado local dependendo de como essas condições de influências externas aí se apresentam 4261 Meio ambiente 42611 Temperatura ambiente A temperatura ambiente ver tabela 1 a considerar para um componente é a temperatura no local onde deve ser instalado incluída a influência dos demais componentes instalados no local e em funcionamento e excluída a contribuição térmica do próprio componente considerado ABNT NBR 54102004 Tabela 1 Temperatura ambiente Código Classificação Faixas de temperatura Aplicações e exemplos Limite inferior ºC Limite superior ºC AA1 Frigorífico 60 5 Câmaras frigoríficas AA2 Muito frio 40 5 AA3 Frio 25 5 AA4 Temperado 5 40 AA5 Quente 5 40 Interior de edificações AA6 Muito quente 5 60 AA7 Extrema 25 55 AA8 50 40 NOTAS 1 As classes de temperatura ambiente são aplicáveis apenas quando não houver influência da umidadeCaso contrário ver 42612 2 O valor médio em um período de 24 h não deve exceder o limite superior menos 5ºC 3 Para certos ambientes pode ser necessário combinar duas faixas de temperatura Por exemplo instalações ao ar livre podem ser submetidas a temperaturas entre 5ºC e 50ºC correspondentes a AA4 AA6 4 Instalações submetidas a temperaturas diferentes das indicadas devem ser objeto de prescrições particulares 42612 Condições climáticas do ambiente influências combinadas de temperatura e umidade Conforme tabela 2 Tabela 2 Condições climáticas do ambiente Código Características Aplicações e exemplos Temperatura do ar ºC Umidade relativa Umidade absoluta gm³ Limite inferior Limite superior Limite inferior Limite superior Limite inferior Limite superior AB1 60 5 3 100 0003 7 Ambientes internos e externos com temperaturas extremamente baixas AB2 40 5 10 100 01 7 Ambientes internos e externos com temperaturas baixas AB3 25 5 10 100 05 7 Ambientes internos e externos com temperaturas baixas AB4 5 40 5 95 1 29 Locais abrigados sem controle da temperatura e da umidade Uso de calefação possível ABNT 2004 Todos os direitos reservados 20 ABNT NBR 54102004 Tabela conclusão Código Características Aplicações e exemplos Temperatura do ar ºC Umidade relativa Umidade absoluta gm³ Limite inferior Limite superior Limite inferior Limite superior Limite inferior Limite superior AB5 5 40 5 85 1 25 Locais abrigados com temperatura ambiente controlada AB6 5 60 10 100 1 35 Ambientes internos e externos com temperaturas extremamente altas protegidos contra baixas temperaturas ambientes Ocorrência de radiação solar e de calor AB7 25 55 10 100 05 29 Ambientes internos e abrigados sem controle da temperatura e da umidade Podem ter aberturas para o exterior e são sujeitos a radiação solar AB8 50 40 15 100 004 36 Ambientes externos e sem proteção contra intempéries sujeitos a altas e baixas temperaturas NOTAS 1 Todos os valores especificados são limites com baixa probabilidade de serem excedidos 2 Os valores de umidade relativa inferiores e superiores são limitados pelos valores correspondentes de umidade absoluta O apêndice B da IEC 603645512001 traz informações sobre a interdependência da temperatura do ar umidade relativa e umidade absoluta para as classes de condições climáticas especificadas 42613 Altitude Conforme tabela 3 Tabela 3 Altitude Código Classificação Características Aplicações e exemplos AC1 Baixa 2 000 m Para alguns componentes podem ser necessárias medidas especiais a partir de 1 000 m de altitude AC2 Alta 2 000 m 42614 Presença de água Conforme tabela 4 ABNT 2004 Todos os direitos reservados 21 ABNT NBR 54102004 Tabela 4 Presença de água Código Classificação Características Aplicações e exemplos AD1 Desprezível A probabilidade de presença de água é remota Locais em que as paredes geralmente não apresentam umidade mas podem apresentála durante curtos períodos e secam rapidamente com uma boa aeração AD2 Gotejamento Possibilidade de gotejamento de água na vertical Locais em que a umidade se condensa ocasionalmente sob forma de gotas de água ou em que há presença ocasional de vapor de água AD3 Precipitação Possibilidade de chuva caindo em ângulo máximo de 60º com a vertical Locais em que a água forma uma película contínua nas paredes eou pisos AD4 Aspersão Possibilidade de chuva de qualquer direção A aspersão corresponde ao efeito de uma chuva vinda de qualquer direção São exemplos de componentes sujeitos a aspersão certas luminárias de uso externo e painéis elétricos de canteiros de obras ao tempo AD5 Jatos Possibilidade de jatos de água sob pressão em qualquer direção Locais em que ocorrem lavagens com água sob pressão como passeios públicos áreas de lavagem de veículos etc AD6 Ondas Possibilidade de ondas de água Locais situados à beiramar como praias piers ancoradouros etc AD7 Imersão Possibilidade de imersão em água parcial ou total de modo intermitente Locais sujeitos a inundação eou onde a água possa se elevar pelo menos a 15 cm acima do ponto mais alto do componente da instalação elétrica estando sua parte mais baixa a no máximo 1 m abaixo da superfície da água AD8 Submersão Submersão total em água de modo permanente Locais onde os componentes da instalação elétrica sejam totalmente submersos sob uma pressão superior a 10 kPa 01 bar ou 1 mca 42615 Presença de corpos sólidos Conforme tabela 5 Tabela 5 Presença de corpos sólidos Código Classificação Características Aplicações e exemplos AE1 Desprezível Ausência de poeira em quantidade apreciável e de corpos estranhos AE2 Pequenos objetos Presença de corpos sólidos cuja menor dimensão seja igual ou superior a 25 mm¹ Ferramentas material granulado etc ABNT 2004 Todos os direitos reservados 22 Código Classificação Características Aplicações e exemplos AE3 Objetos muito pequenos Presença de corpos sólidos cuja menor dimensão seja igual ou superior a 1 mm¹ Fios metálicos arames etc AE4 Poeira leve Presença de leve deposição de poeira Deposição de poeira maior que 10 mgm² e no máximo igual a 35 mgm² por dia AE5 Poeira moderada Presença de média deposição de poeira Deposição de poeira maior que 35 mgm² e no máximo igual a 350 mgm² por dia AE6 Poeira intensa Presença de elevada deposição de poeira Deposição de poeira maior que 350 mgm² e no máximo igual a 1000 mgm² por dia NOTA Nas condições AE2 e AE3 pode existir poeira desde que esta não tenha influência significativa sobre os componentes elétricos 42616 Presença de substâncias corrosivas ou poluentes Conforme tabela 6 Código Classificação Características Aplicações e exemplos AF1 Desprezível A quantidade ou natureza dos agentes corrosivos ou poluentes não é significativa AF2 Atmosférica Presença significativa de agentes corrosivos ou poluentes de origem atmosférica Instalações próximas da orla marítima ou de estabelecimentos industriais que produzam poluição atmosférica significativa tais como indústrias químicas fábricas de cimento etc Este tipo de poluição provém principalmente da emissão de poeiras abrasivas isolantes ou condutivas AF3 Intermitente ou acidental Presença intermitente ou acidental de produtos químicos corrosivos ou poluentes de uso corrente Locais onde se manipulam produtos químicos em pequenas quantidades e onde o contato desses produtos com os componentes da instalação seja meramente acidental Tais condições podem ocorrer em laboratórios de fábricas e outros ou em locais onde se utilizam hidrocarbonetos centrais de calefação oficinas etc AF4 Permanente Presença permanente de produtos químicos corrosivos ou poluentes em quantidades significativas Indústrias químicas etc 42617 Solicitações mecânicas Conforme tabela 7 Código Classificação Características Aplicações e exemplos Impactos AG AG1 Fracos Impactos iguais ou inferiores a 0225 J Locais domésticos escritórios condições de uso doméstico e análogas AG2 Médios Impactos iguais ou inferiores a 2 J Condições industriais normais AG3 Severos Impactos iguais ou inferiores a 20 J Condições industriais severas Vibrações AH AH1 Fracas Nenhuma vibraçãoões eventualais sem influência significativa Condições domésticas e análogas onde os efeitos das vibrações podem ser geralmente desprezados AH2 Médias Vibrações com frequências compreendidas entre 10 Hz e 50 Hz e amplitude igual ou inferior a 015 mm Condições industriais normais AH3 Severas Vibrações com frequências compreendidas entre 10 Hz e 150 Hz e amplitude igual ou inferior a 035 mm Condições industriais severas 42618 Presença de flora e mofo Conforme tabela 8 Código Classificação Características Aplicações e exemplos AK1 Desprezível Sem risco de danos devidos à flora ou ao mofo AK2 Prejudicial Risco de efeitos prejudiciais Os riscos dependem das condições locais e da natureza da flora Podese dividilos em riscos devidos ao desenvolvimento prejudicial da vegetação e riscos devidos à sua abundância 42619 Presença de fauna Conforme tabela 9 Tabela 9 Presença de fauna Código Classificação Características Aplicações e exemplos AL1 Desprezível Sem risco de danos devidos à fauna AL2 Prejudicial Risco de efeitos prejudiciais devidos à fauna insetos pássaros pequenos animais Os riscos dependem da natureza da fauna Podese dividilos em perigos devidos a insetos em quantidades prejudiciais ou de natureza agressiva presença de pequenos animais ou de pássaros em quantidades prejudiciais ou de natureza agressiva 426110 Influências eletromagnéticas eletrostáticas ou ionizantes Conforme tabelas 10 a 13 Tabela 10 Fenômenos eletromagnéticos de baixa frequência conduzidos ou radiados Código Classificação Características Aplicações e exemplos Referências Harmônicas e interharmônicas AM1 AM11 Nível controlado Situação controlada Aparelhos eletromédicos Instrumentos de medição Abaixo da tabela 1 da IEC 61000222002 AM12 Nível normal Redes de baixa tensão Habitações Locais comerciais Indústria leve Dentro do estipulado na tabela 1 da IEC 61000222002 AM13 Nível alto Redes poluídas Indústrias ou grandes prédios comerciais alimentados por transformação ATBT dedicada Localmente acima da tabela 1 da IEC 61000222002 Tensões de sinalização tensões sobrepostas para fins de telecomando AM2 AM21 Nível controlado Somente sinais residuais Instalações protegidas ou parte protegida de uma instalação Inferior ao especificado abaixo AM22 Nível médio Presença de tensões de sinalização na rede Instalações residenciais comerciais e industriais IEC 6100021 e IEC 6100022 AM23 Nível alto Ressonância Casos especiais Variações de amplitude da tensão AM3 AM31 Nível controlado Uso de UPS Cargas sensíveis como equipamentos de tecnologia da informação AM32 Nível normal Flutuações de tensão Afundamentos de tensão e interrupções Habitações Locais comerciais Indústrias Tabela 10 conclusão Código Classificação Características Aplicações e exemplos Referências Desequilíbrio de Tensão AM4 AM4 Nível normal De acordo com a IEC 6100022 Variações de frequência AM5 AM5 Nível normal Pequenas variações de frequência Caso geral 1 Hz de acordo com a IEC 6100022 Tensões induzidas de baixa frequência AM6 AM6 Sem classificação Geradas permanentemente ou na ocorrência de faltas Caso geral ITUT Componentes contínuas em redes ca AM7 AM7 Sem classificação Ocorrência de falta a jusante de retificadores Caso geral Campos magnéticos radiados AM8 AM81 Nível médio Produzidos por linhas de energia transformadores e outros equipamentos de frequência industrial e suas harmônicas Habitações Locais comerciais Indústrias leves Nível 2 da IEC 61000482001 AM82 Nível alto Grande proximidade dos elementos mencionados acima ou de outros similares Indústrias pesadas Subestações ATBT Quadros elétricos Proximidade de linhas ferroviárias Nível 4 da IEC 61000482001 Campos elétricos AM9 AM91 Nível desprezível Caso geral AM92 Nível médio De acordo com o valor da tensão e da localização interna ou externa à edificação Proximidade de linhas aéreas de AT ou subestações de AT IEC 6100025 AM93 Nível alto AM94 Nível muito alto 34 Tabela 11 Fenômenos eletromagnéticos de alta frequência conduzidos induzidos ou radiados contínuos ou transitórios Código Classificação Características Aplicações e exemplos Referências Tensões ou correntes induzidas oscilantes AM21 AM21 Sem classificação Principalmente perturbações de modo comum geradas por campos eletromagnéticos modulados em AM ou FM IEC 6100046 Transitórios unidirecionais conduzidos na faixa do nanossegundo AM22 AM221 Desprezível Ambiente protegido Salas de computadores salas de controle Nível 1 da IEC 61000442004 AM222 Nível médio Ambiente protegido Nível 2 da IEC 61000412004 AM223 Nível alto Chaveamento de pequenas cargas indutivas ricochete de contatos de relés Faltas Rede de baixa tensão Nível 3 da IEC 61000442004 AM224 Nível muito alto Subestações ATBT Equipamentos de manobra a SF6 ou a vácuo Indústrias pesadas Quadros de distribuição principais ou intermediários Nível 4 da IEC 61000442004 Transitórios unidirecionais conduzidos na faixa do micro ao milissegundo AM23 AM231 Nível controlado Circuitos ou instalações equipadas com dispositivos de proteção contra sobretensões transformadores aterrados Situações controladas AM232 Nível médio Descarga atmosférica distante mais de 1 km forma de onda 10 µs1 000 µs e impedância da fonte 20 Ω 300 Ω Transitórios de chaveamento por exemplo interrupção da corrente de falta por um fusível forma de onda 01 ms1 ms e impedância da fonte 50 Ω Descargas atmosféricas distantes de redes subterrâneas 426112 542 e 635 AM233 Nível alto Descarga atmosférica próxima a menos de 1 km forma de onda 12 µs50 µs e impedância da fonte 1 Ω 10 Ω Descargas atmosféricas próximas de uma rede aérea ou da edificação 35 Tabela 11 conclusão Código Classificação Características Aplicações e exemplos Referências Transitórios oscilantes conduzidos AM24 AM241 Nível médio Fenômenos de chaveamento presentes normalmente em instalações de edificações Locais residenciais comerciais e industriais IEC 61000412 AM242 Nível alto Fenômenos associados a chaveamentosmanobras Subestações ATMT IEC 60255221 Fenômenos radiados de alta frequência AM25 AM251 Nível desprezível Estações de rádio e televisão a mais de 1 km Residências e locais comerciais Nível 1 da IEC 61000422002 AM252 Nível médio Transceptores portáteis a não menos de 1 m Indústrias leves Nível 2 da IEC 61000422002 AM253 Nível alto Transceptores de alta potência nas proximidades Indústrias pesadas e aplicações de alta confiabilidade Nível 3 da IEC 61000422002 Tabela 12 Descargas eletrostáticas Código Classificação Características Aplicações e exemplos Referências AM311 Nível baixo Descargas geradas particularmente por pessoas caminhando sobre carpetes sintéticos De acordo com a confiabilidade requerida Nível 1 da IEC 61000422001 AM312 Nível médio Nível 2 da IEC 61000422001 AM313 Nível alto Nível dependente do tipo de carpete e da umidade do ar Nível 3 da IEC 61000422001 AM314 Nível muito alto Nível 4 da IEC 61000422001 Tabela 13 Radiações ionizantes Código Classificação Características Aplicações e exemplos AM411 Sem classificação Presença de radiações ionizantes perigosas 426111 Radiação solar Conforme tabela 14 Código Classificação Características Aplicações e exemplos AN1 Desprezível Intensidade 500 Wm² AN2 Média 500 Intensidade 700 Wm² AN3 Alta 700 Intensidade 1 120 Wm² Código Classificação Características Aplicações e exemplos AQ1 Desprezíveis 25 dias por ano AQ2 Indiretas 25 dias por ano Riscos provenientes da rede de alimentação Instalações alimentadas por redes aéreas AQ3 Diretas Riscos provenientes da exposição dos componentes da instalação Partes da instalação situadas no exterior das edificações Código Classificação Características Aplicações e exemplos AR1 Desprezível Velocidade 1 ms AR2 Média 1 ms velocidade 5 ms AR3 Forte 5 ms velocidade 10 ms Código Classificação Características Aplicações e exemplos AS1 Desprezível Velocidade 20 ms AS2 Médio 20 ms velocidade 30 ms AS3 Forte 30 ms velocidade 50 ms Código Classificação Características Aplicações e exemplos BA1 Comuns Pessoas inadvertidas BA2 Crianças Crianças em locais a elas destinados¹ Creches escolas BA3 Incapacitadas Pessoas que não dispõem de completa capacidade física ou intelectual idosos doentes Casas de repouso unidades de saúde BA4 Advertidas Pessoas suficientemente informadas ou supervisionadas por pessoas qualificadas de tal forma que lhes permite evitar os perigos da eletricidade pessoal de manutenção eou operação Locais de serviço elétrico BA5 Qualificadas Pessoas com conhecimento técnico ou experiência tal que lhes permite evitar os perigos da eletricidade engenheiros e técnicos Locais de serviço elétrico fechados ¹ Esta classificação não se aplica necessariamente a locais de habitação Código Classificação Características Aplicações e exemplos BB1 Alta Condições secas Circunstâncias nas quais a pele está seca nenhuma umidade inclusive suor BB2 Normal Condições úmidas Passagem da corrente elétrica de uma mão à outra ou de uma mão a um pé com a pele úmida de suor sendo a superfície de contato significativa BB3 Baixa Condições molhadas Passagem da corrente elétrica entre as duas mãos e os dois pés estando as pessoas com os pés molhados ao ponto de se poder desprezar a resistência da pele e dos pés BB4 Muito baixa Condições imersas Pessoas imersas na água por exemplo em banheiras e piscinas Código Classificação Características Aplicações e exemplos BC1 Nulo Locais nãocondutivos Locais cujo piso e paredes sejam isolantes e que não possuam nenhum elemento condutivo BC2 Raro Em condições habituais as pessoas não estão em contato com elementos condutivos ou postadas sobre superfícies condutivas Locais cujo piso e paredes sejam isolantes com elementos condutivos em pequena quantidade ou de pequenas dimensões e de tal forma a probabilidade de contato possa ser desprezada BC3 Freqüente Pessoas em contato com elementos condutivos ou postadas sobre superfícies condutivas Locais cujo piso e paredes sejam condutivos ou que possuam elementos condutivos em quantidade ou de dimensões consideráveis BC4 Contínuo Pessoas em contato permanente com paredes metálicas e com pequena possibilidade de poder interromper o contato Locais como caldeiras ou vasos metálicos cujas dimensões sejam tais que as pessoas que neles penetrem estejam continuamente em contato com as paredes A redução da liberdade de movimentos das pessoas pode por um lado impedilas de romper voluntariamente o contato e por outro aumentar os riscos de contato involuntário Tabela 21 Condições de fuga das pessoas em emergências Código BD1 BD2 BD3 BD4 Classificação Normal Longa Tumultuada Longa e tumultuada Características Baixa densidade de ocupação Percurso de fuga breve Baixa densidade de ocupação Percurso de fuga longo Alta densidade de ocupação Percurso de fuga breve Alta densidade de ocupação Percurso de fuga longo Aplicações e exemplos Edificações residenciais com altura inferior a 50 m e edificações não residenciais com baixa densidade de ocupação e altura inferior a 28 m Edificações residenciais com altura superior a 50 m e edificações não residenciais com baixa densidade de ocupação e altura superior a 28 m Locais de afluência de público teatros cinemas lojas de departamentos escolas etc edificações nãoresidenciais com alta densidade de ocupação e altura inferior a 28 m Locais de afluência de público de maior porte shopping centers grandes hotéis e hospitais estabelecimento de ensino ocupando diversos pavimentos de uma edificação etc edificações nãoresidenciais com alta densidade de ocupação e altura superior a 28 m NOTA As aplicações e exemplos destinamse apenas a subsidiar a avaliação de situações reais fornecendo elementos mais qualitativos do que quantitativos Os códigos locais de segurança contra incêndio e pânico podem conter parâmetros mais estritos Ver também ABNT NBR 13570 42625 Natureza dos materiais processados ou armazenados Conforme tabela 22 Tabela 22 Natureza dos materiais processados ou armazenados Código BE1 BE2 BE3 BE4 Classificação Riscos desprezíveis Riscos de incêndio Riscos de explosão Riscos de contaminação Características Presença de substâncias combustíveis como fibras e líquidos com alto ponto de fulgor Presença de substâncias inflamáveis como líquidos com baixo ponto de fulgor gases e vapores pós combustíveis sujeitos a explosão e substâncias explosivas Presença de alimentos produtos farmacêuticos e análogos sem proteção Aplicações e exemplos Locais de processamento ou armazenagem de papel feno palha aparas ou gravetos de madeira fibras de algodão ou lã hidrocarbonetos plásticos granulados Locais de processamento e armazenagem de pós combustíveis amido de milho açúcar farinhas resinas fenólicas plásticos enxofre alumínio magnésio etc indústrias químicas e de petróleo usinas e depósitos de gás fábricas e depósitos de explosivos Indústrias alimentícias grandes cozinhas Certas precauções podem ser necessárias para evitar que os produtos em processamento sejam contaminados por exemplo por fragmentos de lâmpadas 4263 Construção das edificações 42631 Materiais de construção Conforme tabela 23 Tabela 23 Materiais de construção Código CA1 CA2 Classificação Nãocombustíveis Combustíveis Características Edificações construídas predominantemente com materiais combustíveis Aplicações e exemplos Edificações de madeira e similares 42632 Estrutura das edificações Conforme tabela 24 Tabela 24 Estrutura das edificações Código CB1 CB2 CB3 CB4 Classificação Riscos desprezíveis Sujeitas a propagação de incêndio Sujeitas a movimentação Flexíveis ou instáveis Características Edificações cuja forma e dimensões facilitem a propagação de incêndio por exemplo efeito chaminé Riscos devidos por exemplo a deslocamentos entre partes distintas de uma edificação ou entre esta e o solo acomodação do terreno ou das fundações Estruturas frágeis ou sujeitas a movimentos por exemplo oscilação Aplicações e exemplos Edificações de grande altura ou edificações com sistemas de ventilação forçada Edificações de grande comprimento ou construídas sobre terrenos não estabilizados Tendas estruturas infláveis divisórias removíveis forros falsos NOTA Para uma classificação mais específica do componente que vá além daquelas indicadas nas tabelas 1 a 24 consultar as IEC 6072133 e IEC 6072134 427 Compatibilidade 4271 Devem ser tomadas medidas apropriadas quando quaisquer características dos componentes da instalação forem suscetíveis de produzir efeitos prejudiciais em outros componentes em outros serviços ou ao bom funcionamento da fonte de alimentação Essas características dizem respeito por exemplo a sobretensões transitórias variações rápidas de potência correntes de partida correntes harmônicas componentes contínuas oscilações de alta frequência correntes de fuga 4272 Todos os componentes da instalação elétrica devem atender às exigências de compatibilidade eletromagnética e ser conforme o que as normas aplicáveis prescrevem neste particular Isso não dispensa porém a observância de medidas destinadas a reduzir os efeitos das sobretensões induzidas e das perturbações eletromagnéticas em geral como indicado em 54 428 Manutenção Devemse estimar a frequência e a qualidade da manutenção com que a instalação pode contar ao longo de sua vida útil Esse dado deve ser levado em conta na aplicação das prescrições das seções 5 6 7 e 8 de forma que as verificações periódicas os ensaios a manutenção e os reparos necessários possam ser realizados de forma fácil e segura ABNT NBR 54102004 a efetividade das medidas de proteção fique garantida a confiabilidade dos componentes sob o ponto de vista do correto funcionamento da instalação seja compatível com a vida útil prevista desta 5 Proteção para garantir segurança 51 Proteção contra choques elétricos 511 Introdução 5111 Princípio fundamental O princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choques especificadas nesta Norma pode ser assim resumido partes vivas perigosas não devem ser acessíveis e massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo seja em condições normais seja em particular em caso de alguma falha que as tornem acidentalmente vivas Deste modo a proteção contra choques elétricos compreende em caráter geral dois tipos de proteção a proteção básica ver 322 e b proteção supletiva ver 323 NOTAS 1 Os conceitos e princípios da proteção contra choques elétricos aqui adotados são aqueles da IEC 61140 2 Os conceitos de proteção básica e de proteção supletiva correspondem respectivamente aos conceitos de proteção contra contatos diretos e de proteção contra contatos indiretos vigentes até a edição anterior desta Norma 3 Exemplos de proteção básica isolação básica ou separação básica uso de barreira ou invólucro limitação da tensão 4 Exemplos de proteção supletiva eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação isolação suplementar separação elétrica 5112 Regra geral A regra geral da proteção contra choques elétricos é que o princípio enunciado em 5111 seja assegurado no mínimo pelo provimento conjunto de proteção básica e de proteção supletiva mediante combinação de meios independentes ou mediante aplicação de uma medida capaz de prover ambas as proteções simultaneamente ABNT 2004 Todos os direitos reservados 35 ABNT NBR 54102004 NOTA Exceções são previstas em 515 e 516 que indicam respectivamente os casos em que se admite uma proteção apenas parcial e os casos em que se admite mesmo omitir qualquer proteção contra choques elétricos 5113 Proteção adicional Os casos em que se exige proteção adicional contra choques elétricos são especificados em 513 e na seção 9 NOTA Ver definição de proteção adicional 324 São exemplos de proteção adicional contra choques elétricos a realização de eqüipotencializações suplementares e o uso de proteção diferencialresidual de alta sensibilidade 512 Medidas de proteção 5121 Generalidades As medidas de proteção contra choques elétricos são apresentadas em 5122 a 5125 A aplicação dessas medidas em caráter geral é tratada em 514 A aplicação dessas medidas em situações ou locais específicos consta na seção 9 Quanto à proteção adicional os meios de proteção são apresentados em 513 juntamente com casos de caráter geral em que ela é obrigatória A exigência de proteção adicional também figura implicitamente em prescrições da seção 9 NOTAS 1 Diferentes medidas podem coexistir numa mesma instalação 2 Nesta Norma na expressão medida de proteção contra choques o termo medida é usado para designar expressamente providências que atendem à regra geral da proteção contra choques 5112 isto é capazes de prover o correspondente a proteção básica mais proteção supletiva pelo menos O vocábulo meio na expressão meio de proteção é usado para qualificar um recurso enquanto proteção supletiva ou enquanto proteção básica 5122 Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação 51221 A precondição de proteção básica deve ser assegurada por isolação das partes vivas eou pelo uso de barreiras ou invólucros conforme anexo B 51222 A proteção supletiva deve ser assegurada conjuntamente por eqüipotencialização conforme 51223 e pelo seccionamento automático da alimentação conforme 51224 NOTAS 1 A eqüipotencialização e o seccionamento automático da alimentação se completam de forma indissociável porque quando a eqüipotencialidade não é o suficiente para impedir o aparecimento de tensões de contato perigosas entra em ação o recurso do seccionamento automático promovendo o desligamento do circuito em que se manifesta a tensão de contato perigosa 2 Sobre a aplicação dessa medida de proteção eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação ver ainda as prescrições de 514 e a seção 9 51223 Eqüipotencialização NOTA As prescrições de 512231 a 512236 traduzem princípios básicos da eqüipotencialização aplicada à proteção contra choques elétricos apresentados de forma pontual Em situações concretas o atendimento de algum deles pode resultar automaticamente no atendimento de outros 512231 Todas as massas de uma instalação devem estar ligadas a condutores de proteção 36 ABNT 2004 Todos os direitos reservados ABNT NBR 54102004 NOTAS 1 Partes condutivas acessíveis de componentes que sejam objeto de outra medida de proteção contra choques elétricos que não a proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático não devem ser ligadas a condutores de proteção salvo se seu aterramento ou eqüipotencialização for previsto por razões funcionais e isso não comprometer a segurança proporcionada pela medida de proteção de que são objeto São exemplos de partes condutivas acessíveis nãoaterráveis como regra geral invólucros metálicos de componentes classe II ver 5123 massas de equipamentos objeto de separação elétrica individual ver 5124 e massas de equipamentos classe III alimentados por fonte SELV ver 5125 Sobre classificação dos componentes da instalação quanto à proteção contra choques elétricos classes I II e III ver IEC 61140 2 Sobre condutores de proteção ver 643 512232 Em cada edificação deve ser realizada uma eqüipotencialização principal nas condições especificadas em 6421 e tantas eqüipotencializações suplementares quantas forem necessárias NOTA Sobre eqüipotencializações suplementares ver 5131 512233 Todas as massas da instalação situadas em uma mesma edificação devem estar vinculadas à eqüipotencialização principal da edificação e dessa forma ver 6421 a um mesmo e único eletrodo de aterramento Isso sem prejuízo de eqüipotencializações adicionais que se façam necessárias para fins de proteção contra choques eou de compatibilidade eletromagnética 512234 Massas simultaneamente acessíveis devem estar vinculadas a um mesmo eletrodo de aterramento sem prejuízo de eqüipotencializações adicionais que se façam necessárias para fins de proteção contra choques eou de compatibilidade eletromagnética 512235 Massas protegidas contra choques elétricos por um mesmo dispositivo dentro das regras da proteção por seccionamento automático da alimentação 51224 devem estar vinculadas a um mesmo eletrodo de aterramento sem prejuízo de eqüipotencializações adicionais que se façam necessárias para fins de proteção contra choques eou de compatibilidade eletromagnética NOTA comum às prescrições de 512233 a 512235 A vinculação referida não deve ser interpretada com o sentido restrito de ligação direta ao eletrodo de aterramento Na maioria dos casos práticos aliás essa ligação é indireta via condutores de proteção graças à estrutura ramificada constituída pelos condutores de proteção criase uma interligação natural entre o eletrodo de aterramento e as massas por mais distantes que se situem 512236 Todo circuito deve dispor de condutor de proteção em toda sua extensão NOTA Um condutor de proteção pode ser comum a mais de um circuito observado o disposto em 64315 512237 Admitese que os seguintes elementos sejam excluídos das eqüipotencializações a suportes metálicos de isoladores de linhas aéreas fixados à edificação que estiverem fora da zona de alcance normal b postes de concreto armado em que a armadura não é acessível c massas que por suas reduzidas dimensões até aproximadamente 50 mm x 50 mm ou por sua disposição não possam ser agarradas ou estabelecer contato significativo com parte do corpo humano desde que a ligação a um condutor de proteção seja difícil ou pouco confiável NOTA Isto se aplica por exemplo a parafusos pinos placas de identificação e grampos de fixação de condutores ABNT 2004 Todos os direitos reservados 37 ABNT NBR 54102004 51224 Seccionamento automático da alimentação 512241 Generalidades O princípio do seccionamento automático da alimentação sua relação com os diferentes esquemas de aterramento e aspectos gerais referentes à sua aplicação e as condições em que se torna necessária proteção adicional são descritos a seguir a princípio do seccionamento automático Um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento por ele protegido sempre que uma falta entre parte viva e massa ou entre parte viva e condutor de proteção no circuito ou equipamento der origem a uma tensão de contato superior ao valor pertinente da tensão de contato limite UL NOTAS 1 As tensões de contato limite para diferentes situações em função das influências externas dominantes são dadas no anexo C 2 No caso particular dos esquemas IT em geral não é desejável nem imperioso o seccionamento automático quando da ocorrência de uma primeira falta ver alínea b de 512244 b seccionamento automático e esquemas de aterramento As condições a serem observadas no seccionamento automático da alimentação incluindo o tempo máximo admissível para atuação do dispositivo de proteção são aquelas estabelecidas em 512242 para o esquema de aterramento TN em 512243 para o esquema de aterramento TT e em 512244 para o esquema de aterramento IT c tempos de seccionamento maiores I Independentemente do esquema de aterramento admitese um tempo de seccionamento maior que os tratados na alínea b mas não superior a 5 s para circuitos de distribuição bem como para circuitos terminais que alimentem unicamente equipamentos fixos desde que uma falta no circuito de distribuição circuito terminal ou equipamento fixo para os quais esteja sendo considerado o tempo de seccionamento de até 5 s não propague para equipamentos portáteis ou equipamentos móveis deslocados manualmente em funcionamento ligados a outros circuitos terminais da instalação uma tensão de contato superior ao valor pertinente de UL d tempos de seccionamento maiores II Da mesma forma como indicado em 5144 admitemse tempos de seccionamento maiores que os máximos impostos por uma determinada situação de influência externa se forem adotadas providências compensatórias e proteção adicional Se na aplicação do seccionamento automático da alimentação não for possível atender conforme o caso aos tempos de seccionamento máximos de que tratam as alíneas b c ou d devese realizar uma equipotencialização suplementar conforme 5131 512242 Esquema TN Devem ser obedecidas as prescrições descritas a seguir a a equipotencialização via condutores de proteção conforme 51223 deve ser única e geral envolvendo todas as massas da instalação e deve ser interligada com o ponto da alimentação aterrado geralmente o ponto neutro b recomendase o aterramento dos condutores de proteção em tantos pontos quanto possível Em construções de porte tais como edifícios de grande altura a realização de equipotencializações locais entre condutores de proteção e elementos condutivos da edificação cumpre o papel de aterramento múltiplo do condutor de proteção c o uso de um mesmo e único condutor para as funções de condutor de proteção e de condutor neutro condutor PEN está sujeito ao disposto em 5436 às prescrições de 6462 e além disso só é admitido em instalações fixas ABNT NBR 54102004 d as características do dispositivo de proteção e a impedância do circuito devem ser tais que ocorrendo em qualquer ponto uma falta de impedância desprezível entre um condutor de fase e o condutor de proteção ou uma massa o seccionamento automático se efetue em um tempo no máximo igual ao especificado na tabela 25 Considerase a prescrição atendida se a seguinte condição for satisfeita ZS Ia U0 onde ZS é a impedância em ohms do percurso da corrente de falta composto da fonte do condutor vivo até o ponto de ocorrência da falta e do condutor de proteção do ponto de ocorrência da falta até a fonte Ia é a corrente em ampères que assegura a atuação do dispositivo de proteção num tempo no máximo igual ao especificado na tabela 25 ou a 5 s nos casos previstos na alínea c de 512241 U0 é a tensão nominal em volts entre fase e neutro valor eficaz em corrente alternada e no esquema TN no seccionamento automático visando proteção contra choques elétricos podem ser usados os seguintes dispositivos de proteção dispositivos de proteção a sobrecorrente dispositivos de proteção a corrente diferencialresidual dispositivos DR observado o que estabelece a alínea f f não se admite na variante TNC do esquema TN que a função de seccionamento automático visando proteção contra choques elétricos seja atribuída aos dispositivos DR NOTAS 1 Para tornar possível o uso do dispositivo DR o esquema TNC deve ser convertido imediatamente a montante do ponto de instalação do dispositivo em esquema TNCS Isto é o condutor PEN deve ser desmembrado em dois condutores distintos para as funções de neutro e de PE sendo esta separação feita do lado fonte do dispositivo DR passando então o condutor neutro internamente e o condutor PE externamente ao dispositivo 2 Admitese também que na separação entre neutro e PE a que alude a nota 1 o condutor responsável pela função PE não seja ligado ao PEN do lado fonte do dispositivo DR mas a um eletrodo de aterramento qualquer cuja resistência seja compatível com a corrente de atuação do dispositivo Neste caso porém o circuito assim protegido deve ser então considerado como conforme o esquema TT aplicandose as prescrições de 512243 Tabela 25 Tempos de seccionamento máximos no esquema TN U0 V Tempo de seccionamento s Situação 1 Situação 2 115 120 127 08 035 220 04 020 254 04 020 277 04 020 400 02 005 NOTAS 1 U0 é a tensão nominal entre fase e neutro valor eficaz em corrente alternada 2 As situações 1 e 2 estão definidas no anexo C ABNT 2004 Todos os direitos reservados 39 ABNT NBR 54102004 512243 Esquema TT Devem ser obedecidas as prescrições descritas a seguir a no esquema TT no seccionamento automático visando proteção contra choques elétricos devem ser usados dispositivos a corrente diferencialresidual dispositivos DR b a seguinte condição deve ser atendida RA IΔn UL onde RA é a soma das resistências em ohms do eletrodo de aterramento e dos condutores de proteção das massas IΔn é a corrente diferencialresidual nominal do dispositivo DR em ampères UL é a tensão de contato limite em volts NOTA As tensões de contato limite para diferentes situações em função das influências externas dominantes são dadas no anexo C Quando numa mesma instalação houver massas em situações distintas por exemplo algumas massas sob influências externas caracterizáveis como situação 1 e outras massas na situação 2 e vinculadas ao mesmo eletrodo de aterramento deve ser adotado o menor valor de UL 512244 Esquema IT Devem ser obedecidas as prescrições descritas a seguir a no esquema IT como definido em 42223 a alimentação é isolada da terra ou aterrada através de uma impedância de valor suficientemente elevado Neste caso o ponto aterrado é o ponto neutro da alimentação ou um ponto neutro artificial Na hipótese de ponto neutro artificial podese ligálo diretamente à terra se sua impedância de sequência zero for alta o suficiente NOTA A necessidade de reduzir sobretensões e amortecer as oscilações de tensão pode conduzir a uma instalação IT com aterramento via impedância ou pontos neutros artificiais As características desse aterramento devem ser compatíveis com as da instalação b numa instalação IT a corrente de falta no caso de uma única falta à massa ou à terra é de pequena intensidade não sendo imperativo o seccionamento automático da alimentação se satisfaz a condição da alínea c Entretanto devem ser tomadas providências para evitar o risco de tensões de contato perigosas no caso da ocorrência de uma segunda falta envolvendo outro condutor vivo conforme prescrito na alínea e NOTA Tendo em vista as razões que normalmente motivam a adoção do esquema IT a opção por esse esquema na prática perde sentido se a primeira falta não for localizada e eliminada o quanto antes c para que não seja imperativo o seccionamento automático quando de uma primeira falta à terra ou à massa a seguinte condição deve ser satisfeita RA Id UL onde RA é a resistência do eletrodo de aterramento das massas em ohms ABNT 2004 Todos os direitos reservados 40 Id é a corrente de falta em ampères resultante de uma primeira falta direta entre um condutor de fase e uma massa O valor de Id leva em conta as correntes de fuga naturais e a impedância global de aterramento da instalação UL é a tensão de contato limite NOTA As tensões de contato limite para diferentes situações em função das influências externas dominantes são dadas no anexo C Quando numa mesma instalação houver massas em situações distintas por exemplo algumas massas sob influências externas caracterizáveis como situação 1 e outras massas na situação 2 e ligadas ao mesmo eletrodo de aterramento deve ser adotado o menor valor de UL d deve ser previsto um dispositivo supervisor de isolamento DSI para indicar a ocorrência de uma primeira falta à massa ou à terra Esse dispositivo deve acionar um sinal sonoro eou visual que deve perdurar enquanto a falta persistir Caso existam as duas sinalizações sonora e visual admitese que o sinal sonoro possa ser cancelado mas não o visual que deve perdurar até que a falta seja eliminada NOTA A primeira falta deve ser localizada e eliminada o mais rápido possível Por essa razão recomendase o uso de sistemas supervisórios de localização de faltas e o seccionamento automático da alimentação visando proteção contra choques elétricos na ocorrência de uma segunda falta deve ser equacionado seguindose as regras definidas para o esquema TN ou TT dependendo de como as massas estão aterradas quando a proteção envolver massas ou grupos de massas vinculadas a eletrodos de aterramento distintos as condições aplicáveis são aquelas prescritas para o esquema TT quando a proteção envolver massas ou grupos de massas que estejam todas interligadas por condutor de proteção vinculadas todas ao mesmo eletrodo de aterramento as considerações aplicáveis são aquelas do esquema TN devendo ser atendida a seguinte condição quando o neutro não for distribuído Zs U 2 Ia ou então a seguinte condição se o neutro for distribuído Zs U0 2 Ia onde Zs é a impedância em ohms do percurso da corrente de falta quando o neutro não é distribuído composto do condutor de fase e do condutor de proteção do circuito Zs é a impedância em ohms do percurso da corrente de falta quando o neutro é distribuído composto do condutor neutro e do condutor de proteção do circuito U é a tensão nominal entre fases em volts valor eficaz em corrente alternada U0 é a tensão nominal entre fase e neutro em volts valor eficaz em corrente alternada Ia é a corrente que assegura a atuação do dispositivo de proteção num tempo no máximo igual ao especificado na tabela 26 ou a 5 s nos casos previstos na alínea c de 512241 f no esquema IT no seccionamento automático visando proteção contra choques elétricos na ocorrência de uma segunda falta podem ser usados os seguintes dispositivos de proteção dispositivos de proteção a sobrecorrente dispositivos de proteção a corrente diferencialresidual dispositivos DR 49 Tabela 26 Tempos de seccionamento máximos no esquema IT segunda falta Tensão nominal do circuito Tempo de seccionamento s U V U0 V Neutro não distribuído Neutro distribuído Situação 1 Situação 2 Situação 1 Situação 2 208 220 230 115 120 127 08 04 5 1 380 400 220 230 04 02 08 05 440 480 254 277 04 02 08 05 690 400 02 006 04 02 NOTAS 1 U é a tensão nominal entre fases valor eficaz em corrente alternada 2 U0 é a tensão nominal entre fase e neutro valor eficaz em corrente alternada 3 Para valores intermediários de tensão deve ser adotado o valor da tabela imediatamente superior 5123 Isolação dupla ou reforçada 51231 Generalidades 512311 A isolação dupla ou reforçada é uma medida em que a a proteção básica é provida por uma isolação básica e a proteção supletiva por uma isolação suplementar ou b as proteções básica e supletiva simultaneamente são providas por uma isolação reforçada entre partes vivas e partes acessíveis 512312 A aplicação desta medida como única medida de proteção por exemplo na forma de circuitos ou partes da instalação constituídas inteiramente de componentes com dupla isolação ou com isolação reforçada só é admitida se forem tomadas todas as providências para garantir que eventuais alterações posteriores não venham a colocar em risco a efetividade da medida Além disso não se admite em nenhuma circunstância a aplicação da isolação dupla ou reforçada como única medida de proteção em linhas que incluam pontos de tomada NOTA As providências mencionadas em 512312 podem incluir o controle direto e permanente da parte assim constituída por pessoas qualificadas ou advertidas BA5 ou BA4 ver tabela 18 512313 No uso da isolação dupla ou reforçada como medida de proteção distinguemse duas possibilidades a componentes já providos de origem com isolação dupla ou reforçada b componentes aos quais a isolação dupla ou reforçada é provida durante a execução da instalação No caso da alínea a as prescrições pertinentes são as de 51232 no caso da alínea b as de 51233 No caso particular de linhas elétricas devem ser observadas também as prescrições de 51234 51232 Isolação dupla ou reforçada de origem 512321 Os componentes devem ter sido submetidos aos ensaios de tipo marcados conforme as normas aplicáveis e ser a componentes com isolação dupla ou reforçada equipamentos classe II ou 50 b conjuntos com isolação total ver ABNT NBR IEC 604391 partes 1 e 3 e IEC 60439 partes 2 4 e 5 NOTAS 1 Esses produtos são identificados pelo símbolo 2 Sobre classificação dos componentes da instalação quanto à proteção contra choques elétricos classes I II e III ver IEC 61140 512322 A instalação dos componentes fixação ligação dos condutores etc deve ser realizada de modo a não prejudicar a proteção de origem a eles provida de acordo com as respectivas normas 51233 Isolação dupla ou reforçada provida na instalação 512331 Uma isolação suplementar no caso de componentes dotados de isolação básica ou uma isolação dupla ou reforçada no caso de componentes sem qualquer isolação deve ser provida na forma de invólucros isolantes que satisfaçam os requisitos de 512332 a 512336 A isolação suplementar dupla ou reforçada provida deve resultar numa segurança equivalente à dos componentes conforme 512321 NOTAS 1 O símbolo deve ser fixado em posição visível no exterior e no interior do invólucro 2 Só se admite o uso de isolação reforçada no caso de componentes sem qualquer isolação se as condições não permitirem o uso de isolação dupla 512332 O invólucro isolante destinado a prover isolação suplementar caso de componentes dotados de isolação básica de origem ou de componentes aos quais foi provida preliminarmente isolação básica na fase de instalação deve possuir grau de proteção no mínimo IPXXB ou IP2X 512333 O invólucro isolante não deve ser atravessado por partes ou elementos condutivos suscetíveis de propagar um potencial O invólucro isolante não deve possuir parafusos de material isolante cuja substituição por parafusos metálicos possa comprometer o isolamento proporcionado pelo invólucro NOTA Quando o invólucro isolante tiver que ser atravessado por partes de acoplamentos mecânicos por exemplo alavancas de comando de dispositivos ou equipamentos contidos no interior do invólucro estas devem ser arranjadas de forma a não comprometer a proteção supletiva proporcionada pelo invólucro 512334 Quando o invólucro isolante comportar tampas ou portas que possam ser abertas sem o auxílio de ferramenta ou chave deve haver uma barreira isolante que impeça o contato acidental das pessoas com partes condutivas que de outra forma sem a barreira poderiam se tornar acessíveis com a abertura da tampa ou porta Essa barreira deve garantir grau de proteção no mínimo IPXXB ou IP2X e só pode ser removida com o uso de ferramenta 512335 Partes condutivas situadas no interior do invólucro isolante não devem ser ligadas a condutor de proteção Caso seja necessária a travessia do invólucro isolante por condutores de proteção integrantes de circuitos destinados a alimentar outros equipamentos os condutores de proteção em questão e suas conexões devem ser isolados como se fossem partes vivas e além disso suas conexões devem ser adequadamente marcadas ou identificadas Da mesma forma partes condutivas acessíveis e partes condutivas intermediárias não devem ser ligadas a condutor de proteção salvo se isso for solicitado e instruído nas especificações do equipamento em questão particularmente por razões que não a proteção contra choques 512336 O invólucro não deve prejudicar o funcionamento do equipamento por ele protegido 51234 Linhas elétricas 512341 Admitese que linhas elétricas que atendam às prescrições de 62 sejam realizadas segundo o conceito de isolação dupla ou reforçada se elas forem a constituídas de cabos uni ou multipolares dispostos ou não em condutos e neste caso independentemente do tipo de conduto ou b dispostas em condutos fechados nãometálicos conforme IEC 610841 IEC 606141 ou IEC 613861 e sob a condição de que sejam utilizados no mínimo condutores isolados Entretanto tais linhas elétricas não devem ser identificadas pelo símbolo nem pelo símbolo 512342 A previsão de que um circuito elétrico se destina a alimentar equipamentos classe II não dispensa a presença de condutor de proteção inclusive nos casos em que a linha elétrica que contém o circuito for realizada conforme 512341 5124 Uso de separação elétrica individual 51241 A precondição de proteção básica no circuito separado deve ser assegurada por isolação das partes vivas eou por barreiras ou invólucros conforme anexo B não se excluindo também com mais razão a isolação dupla ou reforçada conforme 5123 51242 A proteção supletiva deve ser assegurada pelo preenchimento conjunto das três condições seguintes a separação entre o circuito objeto da medida circuito separado e qualquer outro circuito incluindo o circuito primário que o alimenta na forma de separação de proteção b isolação básica entre o circuito separado e a terra c limitação da carga alimentada pelo circuito separado a um único equipamento Estas condições impõem portanto a existência de uma fonte de separação que deve ser conforme os requisitos de 51243 e a observância dos cuidados pertinentes na realização do circuito separado conforme 51244 NOTA Recomendase que o produto da tensão nominal do circuito separado em volts pelo comprimento da linha elétrica que o constitui em metros não seja superior a 100 000 e que o comprimento da linha elétrica não seja superior a 500 m 51243 Fonte de separação 512431 A fonte do circuito separado consoante o estabelecido em 51242 deve apresentar separação de proteção Isto significa que a fonte deve ser a um transformador de separação conforme IEC 6155824 eou conforme outras normas específicas da série IEC 61558 como a IEC 6155825 ou b uma fonte que assegure um grau de segurança equivalente ao do transformador de separação especificado acima por exemplo um conjunto motorgerador adequado 512432 As fontes de separação móveis devem ser conforme 5123 512433 As fontes de separação fixas devem ser a conforme 5123 ou 52 b tais que o circuito secundário esteja separado do circuito primário e do invólucro por uma isolação que satisfaça às condições de 5123 51244 Circuito separado 512441 Partes vivas do circuito separado não devem ser conectadas em nenhum ponto a um outro circuito à terra ou a um condutor de proteção NOTA Em particular partes vivas de dispositivos como relés contatores e chaves auxiliares devem manter em relação a qualquer parte de outros circuitos incluindo aqueles com os quais estabelecem acoplamento magnético um grau de separação equivalente ao da separação de proteção 512442 Os cabos e cordões flexíveis devem ser visíveis em todo e qualquer trecho sujeito a danos mecânicos e em toda a extensão do trecho 512443 Recomendase que o circuito separado constitua uma linha elétrica exclusiva fisicamente separada das linhas de outros circuitos Caso seja inevitável o compartilhamento de uma mesma linha elétrica pelos condutores do circuito separado e de outros circuitos a linha deve ser constituída por a condutores isolados em conduto fechado isolante ou b cabo multipolar sem cobertura metálica compartilhamento das veias de um cabo multipolar sendo todos os condutores isolados para a mais alta tensão nominal presente exigindose ainda que cada circuito seja protegido contra sobrecorrentes 512444 As partes condutivas acessíveis massas do circuito separado não devem ser ligadas a condutores de proteção a massas de outros circuitos ou à terra NOTA Se as massas do circuito separado forem suscetíveis de entrar em contato fortuita ou deliberadamente com massas de outros circuitos a proteção contra choques elétricos não mais depende unicamente da proteção provida pela separação elétrica mas da medida de proteção de que as outras massas forem objeto 5125 Uso de extrabaixa tensão SELV e PELV NOTA Os circuitos SELV não têm qualquer ponto aterrado nem massas aterradas Os circuitos PELV podem ser aterrados ou ter massas aterradas 51251 Dependendo da tensão nominal do sistema SELV ou PELV e das condições de uso a proteção básica é proporcionada por a limitação da tensão ou b isolação básica ou uso de barreiras ou invólucros Assim as partes vivas de um sistema SELV ou PELV não precisam necessariamente ser inacessíveis podendo dispensar isolação básica barreira ou invólucro se a a tensão nominal do sistema SELV ou PELV não for superior a 25 V valor eficaz em corrente alternada ou a 60 V em corrente contínua sem ondulação e o sistema for usado sob condições de influências externas cuja severidade do ponto de vista da segurança contra choques elétricos não ultrapasse aquela correspondente à situação 1 definida no anexo C ou b a tensão nominal do sistema SELV ou PELV não for superior a 12 V valor eficaz em corrente alternada ou a 30 V em corrente contínua sem ondulação e o sistema for usado sob condições de influências externas cuja severidade do ponto de vista da segurança contra choques elétricos não ultrapasse aquela correspondente à situação 2 definida no anexo C e 53 c adicionalmente no caso de sistemas PELV se as massas eou partes vivas cujo aterramento for previsto estiverem vinculadas via condutores de proteção à eqüipotencialização principal Não sendo satisfeitas essas condições as partes vivas do sistema SELV ou PELV devem ser providas de isolação básica eou de barreiras ou invólucros conforme anexo B De todo modo a tensão nominal do sistema SELV ou PELV não pode exceder o limite superior da faixa I ver anexo A 50 V em corrente alternada ou 120 V em corrente contínua sem ondulação NOTA Uma tensão contínua sem ondulação é convencionalmente definida como apresentando uma taxa de ondulação não superior a 10 em valor eficaz o valor de crista máximo não deve ultrapassar 140 V para um sistema em corrente contínua sem ondulação com 120 V nominais ou 70 V para um sistema em corrente contínua sem ondulação com 60 V nominais 51252 Nos sistemas SELV e PELV a proteção supletiva é assegurada por a separação de proteção entre o sistema SELV ou PELV e quaisquer outros circuitos que não sejam SELV ou PELV incluindo o circuito primário da fonte SELV ou PELV b isolação básica entre o sistema SELV ou PELV e outros sistemas SELV ou PELV e c especificamente no caso de sistemas SELV isolação básica entre o sistema SELV e a terra A fonte do sistema SELV ou PELV deve ser conforme os requisitos de 51253 e os circuitos SELV e PELV conforme 51254 51253 Fontes SELV ou PELV 512531 São admitidas como fontes SELV ou PELV aquelas listadas em 512532 a 512535 NOTAS 1 Se o sistema em extrabaixa tensão for alimentado a partir de um sistema de tensão mais elevada por algo que não assegure pelo menos separação básica entre os dois sistemas como ocorre no caso de autotransformadores dispositivos semicondutores etc o circuito de saída é considerado como fazendo parte do circuito de entrada e deve ser objeto da medida de proteção aplicada ao circuito de entrada 2 Se o sistema em extrabaixa tensão for alimentado a partir de um sistema de tensão mais elevada por um equipamento que assegure pelo menos separação básica entre os dois sistemas mas não preenche os requisitos das opções listadas em 512532 a 512535 ele pode ser classificado como de extrabaixa tensão funcional apenas abreviadamente FELV Mas não é considerado como medida de proteção e conseqüentemente o sistema e sua fonte devem ser objeto da medida de proteção aplicada ao sistema de tensão mais elevada do qual deriva sendo esta medida geralmente a proteção por eqüipotencialização de proteção e seccionamento automático da alimentação 512532 O transformador de separação de segurança deve ser conforme a IEC 6155826 512533 Fonte de corrente que garanta um grau de segurança equivalente ao do transformador de separação de segurança especificado em 512532 por exemplo um conjunto motorgerador com enrolamentos apresentando uma isolação equivalente NOTA Conversores a semicondutores que produzem extrabaixa tensões de saída em corrente contínua ver IEC 601462 requerem um circuito interno em tensão de corrente alternada para alimentar o estágio retificador Por razões físicas essa tensão interna em corrente alternada excede a tensão em corrente contínua de saída Todavia a separação de proteção exigida da fonte SELV ou PELV entre o circuito de saída em extrabaixa tensão e o circuito primário de tensão superior que o alimenta não se aplica a esse circuito interno em tensão de corrente alternada do conversor a semicondutor 512534 Fonte eletroquímica por exemplo pilhas ou acumuladores ou outra fonte que não dependa de circuitos de tensão mais elevada por exemplo grupo motor térmicogerador 512535 Certos dispositivos eletrônicos conforme as normas aplicáveis nos quais tenham sido tomadas providências para assegurar que mesmo em caso de falta interna a tensão nos terminais de saída não possa ser superior aos limites indicados em 51251 Entretanto valores mais elevados podem ser admitidos se for assegurado que em caso de contato com uma parte viva ou de falta entre uma parte viva e massa a tensão nos terminais de saída é imediatamente reduzida a um valor igual ou inferior a esses limites NOTAS 1 Equipamentos para ensaios de isolamento e dispositivos supervisores de isolamento são exemplos de tais dispositivos 2 Mesmo que a tensão detectada inicialmente nos terminais de saída seja mais elevada a prescrição de 512535 pode ser considerada atendida se após medida com um voltímetro apresentando resistência interna mínima de 3 000 Ohm a tensão nos terminais de saída se situar então dentro dos limites especificados em 51251 512536 As versões móveis de fontes SELV ou PELV devem adicionalmente ser conforme 5123 51254 Circuitos SELV e PELV 512541 A separação de proteção a que se refere a prescrição de 51252 entre as partes vivas dos circuitos SELV ou PELV e partes vivas de outros circuitos que não sejam SELV ou PELV deve ser assegurada por a isolação dupla ou reforçada dimensionada para a tensão mais elevada presente ou b isolação básica e blindagem de proteção também dimensionada para a tensão mais elevada presente NOTA Deve ser provida entre as partes vivas de dispositivos como relés contatores e chaves auxiliares e quaisquer partes de um circuito de tensão mais elevada uma separação de proteção pelo menos equivalente àquela existente entre os enrolamentos primário e secundário de um transformador de separação de segurança 512542 Consoante 51252 deve ser provida isolação básica a entre as partes vivas de um circuito SELV ou PELV e entre elas e as partes vivas de outros circuitos SELV ou PELV b entre as partes vivas de um circuito SELV e a terra 512543 As formas de separação de proteção relacionadas em 512541 conduzem às seguintes possibilidades de realização das linhas elétricas SELV ou PELV sendo admitida qualquer uma delas a condutores dos circuitos SELV eou PELV providos de cobertura nãometálica ou envolvidos por um invólucro isolante adicionalmente à sua isolação básica b condutores dos circuitos SELV eou PELV providos de sua isolação básica separados dos condutores dos circuitos em outras tensões por uma cobertura metálica aterrada ou uma blindagem metálica aterrada c compartilhamento pelo circuito SELV eou PELV e outros circuitos em outras tensões de um mesmo cabo multipolar desde que os condutores em especial os dos circuitos SELV eou PELV sejam isolados para a tensão mais elevada presente d condutores SELV eou PELV e condutores de outros circuitos em outras tensões todos providos de sua isolação básica formando um agrupamento desde que os condutores em especial os dos circuitos SELV eou PELV sejam isolados para a tensão mais elevada presente e condutores de circuitos SELV eou PELV fisicamente separados dos condutores de qualquer outro circuito 512544 Os plugues e as tomadas de corrente de circuitos SELV e PELV devem satisfazer as seguintes prescrições a não deve ser possível inserir o plugue SELV ou PELV em tomadas de outras tensões b a tomada SELV ou PELV deve impedir a introdução de plugues referentes a outras tensões c as tomadas do sistema SELV não devem possuir contato para condutor de proteção 512545 Partes vivas dos circuitos SELV não devem ser conectadas à terra ou a partes vivas ou condutores de proteção de outros circuitos 512546 As massas dos circuitos SELV não devem ser intencionalmente conectadas à terra a condutores de proteção ou massas de outros circuitos eou a elementos condutivos exceto neste caso se a conexão a elementos condutivos for uma necessidade inerente à utilização do equipamento alimentado em SELV e desde que se possa descartar o risco da propagação para a massa SELV de diferença de potencial superior à tensão de contato limite válida para a situação de influências externas pertinente ver anexo c NOTA Se as massas dos circuitos SELV forem suscetíveis de entrar em contato fortuita ou deliberadamente com massas de outros circuitos a proteção contra choques não mais depende somente da proteção proporcionada pelo sistema SELV mas também da medida de proteção aplicada a esses outros circuitos 512547 Os sistemas PELV eou suas massas podem ser aterrados 513 Proteção adicional 5131 Eqüipotencialização suplementar 51311 A eqüipotencialização suplementar deve ser realizada sempre que as condições associadas à medida de proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação ver 5122 não puderem ser integralmente satisfeitas e em todos os casos da seção 9 em que for exigida NOTAS 1 A eqüipotencialização suplementar não dispensa a necessidade de seccionamento da alimentação por outras razões por exemplo proteção contra incêndio sobreaquecimento do equipamento etc 2 A eqüipotencialização suplementar pode envolver toda a instalação uma parte desta um equipamento ou um local 3 Requisitos adicionais podem ser necessários para locais específicos ver seção 9 ou para outras finalidades 51312 A eqüipotencialização suplementar deve abranger todos os elementos condutivos simultaneamente acessíveis sejam massas de equipamentos fixos sejam elementos condutivos da edificação ou de suas utilidades incluindo as armaduras do concreto armado A essa eqüipotencialização devem ser conectados os condutores de proteção de todos os equipamentos incluindo os condutores de proteção das tomadas de corrente NOTA Nenhuma ligação visando eqüipotencialização ou aterramento incluindo as conexões às armaduras do concreto pode ser usada como alternativa aos condutores de proteção dos circuitos Como especificado em 512236 todo circuito deve dispor de condutor de proteção em toda sua extensão ver também 64315 51313 Em caso de dúvida a efetividade da eqüipotencialização suplementar deve ser verificada assegurandose que a resistência R entre qualquer massa e qualquer elemento condutivo simultaneamente acessível seja outra massa ou elemento condutivo não pertencente à instalação elétrica atenda à seguinte condição R U L I a onde U L é a tensão de contato limite em volts I a é a corrente de atuação do dispositivo de proteção em ampères correspondendo a I Δn para dispositivos de proteção a corrente diferencialresidual corrente de atuação em 5 s para dispositivos a sobrecorrente NOTA As tensões de contato limite para diferentes situações estão indicadas no anexo C 5132 Uso de dispositivo diferencialresidual de alta sensibilidade 51321 Generalidades 513211 O uso de dispositivos de proteção a corrente diferencialresidual com corrente diferencialresidual nominal I Δn igual ou inferior a 30 mA é reconhecido como proteção adicional contra choques elétricos NOTA A proteção adicional provida pelo uso de dispositivo diferencialresidual de alta sensibilidade visa casos como os de falha de outros meios de proteção e de descuido ou imprudência do usuário 513212 A utilização de tais dispositivos não é reconhecida como constituindo em si uma medida de proteção completa e não dispensa em absoluto o emprego de uma das medidas de proteção estabelecidas em 5122 a 5125 51322 Casos em que o uso de dispositivo diferencialresidual de alta sensibilidade como proteção adicional é obrigatório Além dos casos especificados na seção 9 e qualquer que seja o esquema de aterramento devem ser objeto de proteção adicional por dispositivos a corrente diferencialresidual com corrente diferencialresidual nominal I Δn igual ou inferior a 30 mA a os circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro ver 91 b os circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação c os circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior d os circuitos que em locais de habitação sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas copascozinhas lavanderias áreas de serviço garagens e demais dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens e os circuitos que em edificações nãoresidenciais sirvam a pontos de tomada situados em cozinhas copascozinhas lavanderias áreas de serviço garagens e no geral em áreas internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens ABNT NBR 54102004 NOTAS 1 No que se refere a tomadas de corrente a exigência de proteção adicional por DR de alta sensibilidade se aplica às tomadas com corrente nominal de até 32 A 2 A exigência não se aplica a circuitos ou setores da instalação concebidos em esquema IT visando garantir continuidade de serviço quando essa continuidade for indispensável à segurança das pessoas e à preservação de vidas como por exemplo na alimentação de salas cirúrgicas ou de serviços de segurança 3 Admitese a exclusão na alínea d dos pontos que alimentem aparelhos de iluminação posicionados a uma altura igual ou superior a 250 m 4 Quando o risco de desligamento de congeladores por atuação intempestiva da proteção associado à hipótese de ausência prolongada de pessoas significar perdas eou consequências sanitárias relevantes recomendase que as tomadas de corrente previstas para a alimentação de tais equipamentos sejam protegidas por dispositivo DR com característica de alta imunidade a perturbações transitórias que o próprio circuito de alimentação do congelador seja sempre que possível independente e que caso exista outro dispositivo DR a montante do de alta imunidade seja garantida seletividade entre os dispositivos sobre seletividade entre dispositivos DR ver 63632 Alternativamente ao invés de dispositivo DR a tomada destinada ao congelador pode ser protegida por separação elétrica individual recomendandose que também aí o circuito seja independente e que caso haja dispositivo DR a montante este seja de um tipo imune a perturbações transitórias 5 A proteção dos circuitos pode ser realizada individualmente por ponto de utilização ou por circuito ou por grupo de circuitos 514 Aplicação das medidas de proteção contra choques elétricos 5141 Diferentes medidas de proteção contra choques elétricos podem ser aplicadas e coexistir numa mesma instalação 5142 A medida de caráter geral a ser utilizada na proteção contra choques é a eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação ver 5122 As outras medidas de proteção contra choques elétricos descritas nesta Norma são admitidas ou mesmo exigidas em situações mais pontuais para compensar dificuldades no provimento da medida de caráter geral ou para compensar sua insuficiência em locais ou situações em que os riscos de choque elétrico são maiores ou suas consequências mais perigosas 5143 A medida de proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação não é aplicável na situação 3 definida no anexo C 5144 Na aplicação da medida de proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação admitese que os tempos máximos de seccionamento na situação 2 sejam aqueles válidos para a situação 1 se pelo menos uma das seguintes providências compensatórias for adotada a eqüipotencialização suplementar conforme 5131 A condição prescrita em 51313 deve ser satisfeita para o valor de tensão de contato limite UL referente à situação 2 b emprego de dispositivos a corrente diferencialresidual com corrente diferencialresidual nominal não superior a 30 mA conforme 51321 NOTA As situações 1 2 e 3 estão definidas no anexo C 5145 Nos sistemas SELV ou PELV ver 5125 em que os circuitos SELV ou PELV são total ou parcialmente partes vivas acessíveis a tensão nominal do circuito SELV ou PELV não deve ser superior a a 25 V valor eficaz em corrente alternada ou 60 V em corrente contínua sem ondulação se o sistema for usado na situação 1 definida no anexo C ou b 12 V valor eficaz em corrente alternada ou 30 V em corrente contínua sem ondulação se o sistema for usado na situação 2 definida no anexo C 50 ABNT 2004 Todos os direitos reservados ABNT NBR 54102004 5146 As medidas de proteção contra choques a serem aplicadas em instalações ou locais específicos são aquelas descritas nas subseções pertinentes da seção 9 Isso inclui locais ou situações em que as pessoas podem estar imersas situação 3 conforme anexo C 5147 Se na aplicação de uma medida de proteção certas condições a ela associadas não puderem ser satisfeitas devem ser adotadas providências suplementares para garantir no conjunto uma segurança equivalente à obtida caso a medida original seja integralmente aplicada 5148 Devese assegurar que não haja qualquer influência mútua prejudicial entre diferentes medidas de proteção aplicadas numa mesma instalação parte ou componente da instalação 515 Proteção parcial contra choques elétricos 5151 Generalidades São considerados meios de proteção parcial contra choques elétricos o uso de obstáculos conforme 5153 e a colocação fora de alcance conforme 5154 NOTA O uso de obstáculos e a colocação fora do alcance destinamse a evitar contato com partes vivas e são classificáveis portanto como meios de proteção básica Além disso a proteção básica que proporcionam é considerada apenas parcial 5152 Casos em que se admite proteção parcial contra choques elétricos Admitese uma proteção parcial contra choques elétricos mediante o uso de obstáculos eou colocação fora de alcance conforme 5153 e 5154 respectivamente em locais acessíveis somente a pessoas advertidas BA4 tabela 18 ou qualificadas BA5 tabela 18 e desde que a a tensão nominal dos circuitos existentes nestes locais não seja superior aos limites da faixa de tensões II ver anexo A e b os locais sejam sinalizados de forma clara e visível por meio de indicações apropriadas 5153 Uso de obstáculos NOTA Os obstáculos são destinados a impedir o contato involuntário com partes vivas mas não o contato que pode resultar de uma ação deliberada de ignorar ou contornar o obstáculo 51531 Os obstáculos devem impedir a uma aproximação física não intencional das partes vivas ou b contatos não intencionais com partes vivas durante atuações sobre o equipamento estando o equipamento em serviço normal 51532 Os obstáculos podem ser removíveis sem auxílio de ferramenta ou chave mas devem ser fixados de forma a impedir qualquer remoção involuntária 51533 As distâncias mínimas a serem observadas nas passagens destinadas à operação eou manutenção são aquelas indicadas na tabela 27 e ilustradas na figura 6 NOTA Em circunstâncias particulares pode ser desejável a adoção de valores maiores visando a segurança 51534 As passagens cuja extensão for superior a 20 m devem ser acessíveis nas duas extremidades Recomendase que passagens de serviço menores mas com comprimento superior a 6 m também sejam acessíveis nas duas extremidades ABNT 2004 Todos os direitos reservados 51 ABNT NBR 54102004 Tabela 27 Distâncias mínimas a serem obedecidas nas passagens destinadas à operação eou manutenção quando for assegurada proteção parcial por meio de obstáculos Situação Distância 1 Distância entre obstáculos entre manípulos de dispositivos elétricos punhos volantes alavancas etc entre obstáculos e parede ou entre manípulos e parede 700 mm 2 Altura da passagem sob tela ou painel 2 000 mm NOTA As distâncias indicadas são válidas considerandose todas as partes dos painéis devidamente montadas e fechadas Figura 6 Passagens com proteção parcial por meio de obstáculos 5154 Colocação fora de alcance 51541 Partes simultaneamente acessíveis que apresentem potenciais diferentes devem se situar fora da zona de alcance normal NOTAS 1 Considerase que duas partes são simultaneamente acessíveis quando o afastamento entre elas não ultrapassa 250 m 2 Definese como zona de alcance normal o volume indicado na figura 7 52 ABNT 2004 Todos os direitos reservados
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Preciso de Ajuda com um Trabalho sobre Eletricidade
Eletricidade Aplicada
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Dimensionamento de Condutores Elétricos por Níveis de Tensão NBR 5410
Eletricidade Aplicada
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Prova de Circuitos Elétricos - Análise de Circuitos e Sistemas de Potência
Eletricidade Aplicada
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Resolução de Circuitos Elétricos - Teorema de Thévenin, Transformação de Fonte e Superposição
Eletricidade Aplicada
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NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 5410 Segunda edição 30092004 Válida a partir de 31032005 Instalações elétricas de baixa tensão Electrical installations of buildings Low voltage Palavrachave Instalação elétrica em edificação Descriptor Electrical installation of building ICS 9114050 Número de referência ABNT NBR 54102004 209 páginas ABNT 2004 ABNT NBR 54102004 ABNT 2004 Todos os direitos reservados A menos que especificado de outro modo nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou utilizada em qualquer forma ou por qualquer meio eletrônico ou mecânico incluindo fotocópia e microfilme sem permissão por escrito pela ABNT Sede da ABNT Av Treze de Maio 13 28º andar 20003900 Rio de Janeiro RJ Tel 55 21 39742300 Fax 55 21 22201762 abntabntorgbr wwwabntorgbr Impresso no Brasil ABNT 2004 Todos os direitos reservados ABNT NBR 54102004 Sumário Página Prefácio vii 1 Objetivo 1 2 Referências normativas 2 3 Definições 7 31 Componentes da instalação 7 32 Proteção contra choques elétricos 7 33 Proteção contra choques elétricos e proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas 7 34 Linhas elétricas 8 35 Serviços de segurança 9 4 Princípios fundamentais e determinação das características gerais 10 41 Princípios fundamentais 10 411 Proteção contra choques elétricos10 412 Proteção contra efeitos térmicos 10 413 Proteção contra sobrecorrentes10 414 Circulação de correntes de falta 10 415 Proteção contra sobretensões 10 416 Serviços de segurança 10 417 Desligamento de emergência 11 418 Seccionamento 11 419 Independência da instalação elétrica 11 4110 Acessibilidade dos componentes 11 4111 Seleção dos componentes 11 4112 Prevenção de efeitos danosos ou indesejados 11 4113 Instalação dos componentes 11 4114 Verificação da instalação 12 4115 Qualificação profissional 12 42 Determinação das características gerais 12 421 Utilização e demanda Potência de alimentação12 422 Esquema de distribuição 13 423 Alimentações 17 424 Serviços de segurança 18 425 Divisão da instalação 18 426 Classificação das influências externas 19 427 Compatibilidade 34 428 Manutenção 34 5 Proteção para garantir segurança 35 51 Proteção contra choques elétricos 35 511 Introdução35 512 Medidas de proteção 36 513 Proteção adicional 48 514 Aplicação das medidas de proteção contra choques elétricos 50 515 Proteção parcial contra choques elétricos 51 516 Omissão da proteção contra choques elétricos 53 52 Proteção contra efeitos térmicos 56 521 Generalidades 56 522 Proteção contra incêndio 56 523 Proteção contra queimaduras 60 ABNT 2004 Todos os direitos reservados 53 Proteção contra sobrecorrentes 61 531 Generalidades 61 532 Proteção de acordo com a natureza dos circuitos 61 533 Natureza dos dispositivos de proteção 62 534 Proteção contra correntes de sobrecarga 63 535 Proteção contra correntes de curtocircuito 65 536 Coordenação entre a proteção contra sobrecargas e a proteção contra curtoscircuitos 68 537 Limitação das sobrecorrentes através das características da alimentação 68 54 Proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas 69 541 Proteção contra sobretensões temporárias 69 542 Proteção contra sobretensões transitórias 69 543 Prevenção de influências eletromagnéticas nas instalações e seus componentes 71 55 Proteção contra quedas e faltas de tensão 73 56 Seccionamento e comando 73 561 Introdução 73 562 Generalidades 73 563 Seccionamento 73 564 Seccionamento para manutenção mecânica 74 565 Seccionamento de emergência e parada de emergência 75 566 Comando funcional 75 6 Seleção e instalação dos componentes 76 61 Prescrições comuns a todos os componentes da instalação 76 611 Generalidades 76 612 Conformidade com as normas 76 613 Condições de serviço e influências externas 77 614 Acessibilidade 86 615 Identificação dos componentes 86 616 Independência dos componentes 87 617 Compatibilidade eletromagnética 87 618 Documentação da instalação 87 62 Seleção e instalação das linhas elétricas 88 621 Generalidades 88 622 Tipos de linhas elétricas 88 623 Condutores 88 624 Seleção e instalação em função das influências externas 95 625 Capacidades de condução de corrente 98 626 Condutores de fase e condutor neutro 113 627 Quedas de tensão 115 628 Conexões 116 629 Condições gerais de instalação 117 6210 Disposição dos condutores 119 6211 Prescrições para instalação 120 63 Dispositivos de proteção seccionamento e comando 125 631 Generalidades 125 632 Prescrições comuns 125 633 Dispositivos destinados a assegurar o seccionamento automático da alimentação visando proteção contra choques elétricos 125 634 Dispositivos de proteção contra sobrecorrentes 127 635 Dispositivos de proteção contra surtos DPS 130 636 Coordenação entre diferentes dispositivos de proteção 138 637 Dispositivos de seccionamento e de comando 138 64 Aterramento e eqüipotencialização 142 641 Aterramento 142 642 Eqüipotencialização 145 643 Condutores de proteção PE 147 644 Condutores de eqüipotencialização 152 645 Eqüipotencialização funcional 152 646 Aterramento por razões funcionais 153 647 Aterramento combinado funcional e de proteção 153 65 Outros componentes 154 651 Motores elétricos 154 652 Bateria de acumuladores 156 653 Tomadas de corrente e extensões 156 654 Conjuntos de proteção manobra e comando 157 655 Equipamentos de utilização 158 66 Serviços de segurança 160 666 Fontes de segurança 161 667 Circuitos de segurança 162 668 Equipamentos de utilização 163 7 Verificação final 163 71 Prescrições gerais 163 72 Inspeção visual 163 73 Ensaios 164 731 Prescrições gerais 164 732 Continuidade dos condutores de proteção incluindo as eqüipotencializações principal e suplementares 164 733 Resistência de isolamento da instalação 165 734 Resistência de isolamento aplicável a SELV PELV e separação elétrica 165 735 Verificação das condições de proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação 165 736 Ensaio de tensão aplicada 167 737 Ensaios de funcionamento 168 8 Manutenção 168 81 Periodicidade 168 82 Qualificação do pessoal 168 83 Verificações de rotina Manutenção preventiva 168 831 Condutores 168 832 Quadros de distribuição e painéis 169 833 Equipamentos móveis 169 834 Ensaios 169 835 Ensaio geral 169 84 Manutenção corretiva 169 9 Requisitos complementares para instalações ou locais específicos 170 91 Locais contendo banheira ou chuveiro 170 911 Campo de aplicação 170 912 Determinação das características gerais 170 913 Proteção para garantir segurança 173 914 Seleção e instalação dos componentes 173 92 Piscinas 175 921 Campo de aplicação 175 922 Determinação das características gerais 175 923 Proteção para garantir segurança 176 924 Seleção e instalação dos componentes 177 93 Compartimentos condutivos 179 931 Campo de aplicação 179 932 Alimentação de ferramentas portáteis e de aparelhos de medição portáteis 179 933 Alimentação de lâmpadas portáteis 180 934 Alimentação dos equipamentos fixos 180 935 SELV 180 936 Separação elétrica individual 180 94 Locais contendo aquecedores de sauna 180 941 Campo de aplicação 180 942 Classificação dos volumes 180 943 Proteção para garantir segurança 181 944 Seleção e instalação dos componentes 181 95 Locais de habitação 182 951 Campo de aplicação 182 952 Previsão de carga 182 953 Divisão da instalação 184 954 Proteção contra sobrecorrentes 184 Anexo A normativo Faixas de tensão 185 Anexo B normativo Meios de proteção básica contra choques elétricos 186 B1 Isolação básica das partes vivas 186 B2 Uso de barreiras ou invólucros 186 Anexo C normativo Influências externas e proteção contra choques elétricos 188 C1 Influências externas determinantes 188 C2 Situações 1 2 e 3 188 C3 Tensão de contato limite 189 Anexo D informativo Proteção de condutores em paralelo contra sobrecorrentes 190 D1 Introdução 190 D2 Proteção contra sobrecarga de condutores em paralelo 190 D3 Proteção contra curtoscircuitos de condutores em paralelo 192 Anexo E informativo Categorias de suportabilidade a impulsos categorias de sobretensões ou ainda níveis de proteção contra surtos 195 E1 Introdução 195 E2 As categorias 195 Anexo F informativo Seção do condutor neutro quando o conteúdo de terceira harmônica das correntes de fase for superior a 33 196 F1 Determinação da corrente de neutro 196 F2 Caso de condutores isolados ou cabos unipolares 197 F3 Caso de cabos tetra e pentapolares 197 Anexo G informativo Eqüipotencialização principal 198 Anexo H normativo Verificação da atuação de dispositivos a corrente diferencialresidual dispositivos DR 200 H11 Método 1 ver figura H1 200 H12 Método 2 ver figura H2 200 H13 Método 3 201 Anexo J normativo Medição da resistência de aterramento 202 J11 Método 1 ver figura J1 202 J12 Método 2 203 Anexo K normativo Medição da impedância do percurso da corrente de falta 204 K1 Método 1 Medição da impedância do percurso da corrente de falta por meio da queda de tensão ver figura K1 204 K2 Método 2 Medição da impedância do percurso da corrente de falta por meio de fonte separada ver figura K2 205 Anexo L normativo Medição da resistência dos condutores de proteção 207 Anexo M normativo Ensaio de tensão aplicada 209 NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 54102004 ABNT 2004 Todos os direitos reservados vii ABNT NBR 54102004 Instalações elétricas de baixa tensão 1 Objetivo 11 Esta Norma estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão a fim de garantir a segurança de pessoas e animais o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens 12 Esta Norma aplicase principalmente às instalações elétricas de edificações qualquer que seja seu uso residencial comercial público industrial de serviços agropecuário hortigranjeiro etc incluindo as préfabricadas 121 Esta Norma aplicase também às instalações elétricas a em áreas descobertas das propriedades externas às edificações b de reboques de acampamento trailers locais de acampamento campings marinas e instalações análogas e c de canteiros de obra feiras exposições e outras instalações temporárias 122 Esta Norma aplicase a aos circuitos elétricos alimentados sob tensão nominal igual ou inferior a 1 000 V em corrente alternada com frequências inferiores a 400 Hz ou a 1 500 V em corrente contínua b aos circuitos elétricos que não os internos aos equipamentos funcionando sob uma tensão superior a 1 000 V e alimentados através de uma instalação de tensão igual ou inferior a 1 000 V em corrente alternada por exemplo circuitos de lâmpadas a descarga precipitadores eletrostáticos etc c a toda fiação e a toda linha elétrica que não sejam cobertas pelas normas relativas aos equipamentos de utilização e d às linhas elétricas fixas de sinal com exceção dos circuitos internos dos equipamentos NOTA A aplicação às linhas de sinal concentrase na prevenção dos riscos decorrentes das influências mútuas entre essas linhas e as demais linhas elétricas da instalação sobretudo sob os pontos de vista da segurança contra choques elétricos da segurança contra incêndios e efeitos térmicos prejudiciais e da compatibilidade eletromagnética 123 Esta Norma aplicase às instalações novas e a reformas em instalações existentes NOTA Modificações destinadas a por exemplo acomodar novos equipamentos elétricos inclusive de sinal ou substituir equipamentos existentes não caracterizam necessariamente uma reforma geral da instalação 13 Esta Norma não se aplica a a instalações de tração elétrica b instalações elétricas de veículos automotores c instalações elétricas de embarcações e aeronaves Prefácio A Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT é o Fórum Nacional de Normalização As Normas Brasileiras cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros ABNTCB dos Organismos de Normalização Setorial ABNTONS e das Comissões de Estudo Especiais Temporárias ABNTCEET são elaboradas por Comissões de Estudo CE formadas por representantes dos setores envolvidos delas fazendo parte produtores consumidores e neutros universidades laboratórios e outros A ABNT NBR 5410 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade ABNTCB03 pela Comissão de Estudo de Instalações Elétricas de Baixa Tensão CE0306401 O Projeto circulou em Consulta Pública conforme Edital nº 09 de 30092003 com o número Projeto NBR 5410 A partir de 31 de março de 2005 esta Norma deverá cancelar e substituir a edição anterior ABNT NBR 54101997 a qual foi tecnicamente revisada Esta Norma contém os anexos A B C H J K L e M de caráter normativo e os anexos D E F e G de caráter informativo d equipamentos para supressão de perturbações radioelétricas na medida que não comprometam a segurança das instalações e instalações de iluminação pública f redes públicas de distribuição de energia elétrica g instalações de proteção contra quedas diretas de raios No entanto esta Norma considera as consequências dos fenômenos atmosféricos sobre as instalações por exemplo seleção dos dispositivos de proteção contra sobretensões h instalações em minas i instalações de cercas eletrificadas ver IEC 60335276 14 Os componentes da instalação são considerados apenas no que concerne à sua seleção e condições de instalação Isto é igualmente válido para conjuntos em conformidade com as normas a eles aplicáveis 15 A aplicação desta Norma não dispensa o atendimento a outras normas complementares aplicáveis a instalações e locais específicos NOTA São exemplos de normas complementares a esta Norma as ABNT NBR 13534 ABNT NBR 13570 e ABNT NBR 5418 16 A aplicação desta Norma não dispensa o respeito aos regulamentos de órgãos públicos aos quais a instalação deva satisfazer 17 As instalações elétricas cobertas por esta Norma estão sujeitas também naquilo que for pertinente às normas para fornecimento de energia estabelecidas pelas autoridades reguladoras e pelas empresas distribuidoras de eletricidade 2 Referências normativas As normas relacionadas a seguir contêm disposições que ao serem citadas neste texto constituem prescrições para esta Norma As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação Como toda norma está sujeita a revisão recomendase àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento ABNT NBR 53611998 Disjuntores de baixa tensão ABNT NBR 54131992 Iluminância de interiores Procedimento ABNT NBR 54181995 Instalações elétricas em atmosferas explosivas ABNT NBR 54192001 Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas ABNT NBR 55971995 Eletroduto rígido de açocarbono e acessórios com revestimento protetor com rosca ANSIASME B1201 Especificação ABNT NBR 55981993 Eletroduto rígido de açocarbono com revestimento protetor com rosca ABNT NBR 6414 Especificação ABNT NBR 56241993 Eletroduto rígido de açocarbono com costura com revestimento protetor e rosca ABNT NBR 8133 Especificação ABNT NBR 61472000 Plugues e tomadas para uso doméstico e análogo Especificação 2 ABNT 2004 Todos os direitos reservados ABNT NBR 61501980 Eletrodutos de PVC rígido Especificação ABNT NBR 65241998 Fios e cabos de cobre duro e meio duro com ou sem cobertura protetora para instalações aéreas Especificação ABNT NBR 65272000 Interruptores para instalação elétrica fixa doméstica e análoga Especificação ABNT NBR 68121995 Fios e cabos elétricos Queima vertical fogueira Método de ensaio ABNT NBR 70942003 Máquinas elétricas girantes Motores de indução Especificação ABNT NBR 72852001 Cabos de potência com isolação extrudada de polietileno termofixo XLPE para tensão de 06 kV1 kV Sem cobertura Especificação ABNT NBR 72862001 Cabos de potência com isolação extrudada de borracha etilenopropileno EPR para tensões de 1 kV a 35 kV Requisitos de desempenho ABNT NBR 72871992 Cabos de potência com isolação sólida extrudada de polietileno reticulado XLPE para tensões de isolamento de 1 kV a 35 kV Especificação ABNT NBR 72881994 Cabos de potência com isolação sólida extrudada de cloreto de polivinila PVC ou polietileno PE para tensões de 1 kV a 6 kV Especificação ABNT NBR 86611997 Cabos de formato plano com isolação extrudada de cloreto de polivinila PVC para tensão até 750 V Especificação ABNT NBR 93131986 Conectores para cabos de potência isolados para tensões até 35 kV Condutores de cobre ou alumínio Especificação ABNT NBR 93261986 Conectores para cabos de potência Ensaios de ciclos térmicos e curtocircuito Método de ensaio ABNT NBR 95131986 Emendas para cabos de potência isolados para tensões até 750 V Especificação ABNT NBR 95181997 Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas Requisitos gerais ABNT NBR 113011990 Cálculo da capacidade de condução de corrente de cabos isolados em regime permanente fator de carga 100 Procedimento ABNT NBR 132482000 Cabos de potência e controle e condutores isolados sem cobertura com isolação extrudada e com baixa emissão de fumaça para tensões até 1 kV Requisitos de desempenho ABNT NBR 132492000 Cabos e cordões flexíveis para tensões até 750 V Especificação ABNT NBR 133001995 Redes telefônicas internas em prédios Terminologia ABNT NBR 135341995 Instalações elétricas em estabelecimentos assistenciais de saúde Requisitos para segurança ABNT NBR 135701996 Instalações elétricas em locais de afluência de público Requisitos específicos ABNT NBR 141362002 Plugues e tomadas para uso doméstico e análogo até 20 A250 V em corrente alternada Padronização ABNT NBR 143061999 Proteção elétrica e compatibilidade eletromagnética em redes internas de telecomunicações em edificações Projeto ABNT NBR IEC 60050 8261997 Vocabulário eletrotécnico internacional Capítulo 826 Instalações elétricas em edificações ABNT 2004 Todos os direitos reservados 3 ABNT NBR IEC 6026912003 Dispositivos fusíveis de baixa tensão Parte 1 Requisitos gerais ABNT NBR IEC 6026922003 Dispositivos fusíveis de baixa tensão Parte 2 Requisitos adicionais para dispositivos fusíveis para uso por pessoas autorizadas dispositivos fusíveis principalmente para aplicação industrial ABNT NBR IEC 6026932003 Dispositivos fusíveis de baixa tensão Parte 3 Requisitos suplementares para dispositivos fusíveis para uso por pessoas não qualificadas dispositivos fusíveis principalmente para aplicações domésticas e similares ABNT NBR IEC 6043912003 Conjuntos de manobra e controle de baixa tensão Parte 1 Conjuntos com ensaio de tipo totalmente testados TTA e conjuntos com ensaio de tipo parcialmente testados PTTA ABNT NBR IEC 6043932004 Conjuntos de manobra e controle de baixa tensão Parte 3 Requisitos particulares para montagem de acessórios de baixa tensão destinados a instalação em locais acessíveis a pessoas não qualificadas durante sua utilização Quadros de distribuição ABNT NBR IEC 6094721998 Dispositivos de manobra e comando de baixa tensão Parte 2 Disjuntores ABNT NBR NM 24732002 Cabos isolados com policloreto de vinila PVC para tensões nominais até 450750 V inclusive Parte 3 Condutores isolados sem cobertura para instalações fixas IEC 602273MOD ABNT NBR NM 608982004 Disjuntores para proteção de sobrecorrentes para instalações domésticas e similares IEC 608981995 MOD IEC 600382002 IEC standard voltages IEC 6007902004 Electrical apparatus for explosive gas atmosphere Part 0 General requirements IEC 60079142002 Electrical apparatus for explosive gas atmospheres Part 14 Electrical installations in hazardous areas other than mines IEC 6014621999 Semiconductor converters Part 2 Selfcommutated semiconductor converters including direct dc converters IEC 602552211988 Electrical relays Part 22 Electrical disturbance tests for measuring relays and protection equipment Part 1 1 MHz burst disturbance tests IEC 6030911999 Plugs socketoutlets and couplers for industrial purposes Part 1 General requirements IEC 603352762002 Household and similar electrical appliances Safety Part 276 Particular requirements for electric fence energizers IEC 603645512001 Electrical installations of buildings Part 551 Selection and erection of electrical equipment Common rules IEC 603645522001 Electrical installations of buildings Part 552 Selection and erection of electrical equipment Wiring systems IEC 603645542002 Electrical installations of buildings Part 554 Selection and erection of electrical equipment Earthing arrangements protective conductors and protective bonding conductors IEC 6043922000 Lowvoltage switchgear and controlgear assemblies Part 2 Particular requirements for busbar trunking systems busways IEC 6043942004 Lowvoltage switchgear and controlgear assemblies Part 4 Particular requirements for assemblies for construction sites ACS 4 ABNT 2004 Todos os direitos reservados IEC 6043951998 Lowvoltage switchgear and controlgear assemblies Part 5 Particular requirements for assemblies intended to be installed outdoors in public places Cable distribution cabinets CDCs for power distribution in networks IEC 605292001 Degrees of protection provided by enclosures IP Code IEC 605982181993 Luminaires Part 2 Particular requirements Section 18 Luminaires for swimming pools and similar applications IEC 605982222002 Luminaires Part 222 Particular requirements Luminaires for emergency lighting IEC 6061411995 Conduits for electrical installations Specification Part 1 General requirements IEC 6066412002 Insulation coordination for equipment within lowvoltage systems Part 1 Principles requirements and tests IEC 6066912000 Switches for household and similar fixedelectrical installations Part 1 General requirements IEC 60721332002 Classification of environmental conditions Part 33 Classification of groups of environmental parameters and their severities Stationary use at weatherprotected locations IEC 60721341995 Classification of environmental conditions Part 34 Classification of groups of environmental parameters and their severities Stationary use at nonweatherprotected locations IEC 607242000 Shortcircuit temperature limits of electric cables with rated voltages of 1 kV Um 12 kV and 3 kV Um 36 kV IEC 61000211990 Electromagnetic compatibility EMC Part 2 Environment Section 1 Description of the environment Electromagnetic environment for lowfrequency conducted disturbances and signalling in public power supply systems IEC 61000222002 Electromagnetic compatibility EMC Part 22 Environment Compatibility levels for low frequency conducted disturbances and signalling in public lowvoltage power supply systems IEC 61000251995 Electromagnetic compatibility EMC Part 2 Environment Section 5 Classification of electromagnetic environments Basic EMC publication IEC 61000422001 Electromagnetic compatibility EMC Part 42 Testing and measurement techniques Electrostatic discharge immunity test IEC 61000432002 Electromagnetic compatibility EMC Part 43 Testing and measurement techniques radiated radiofrequency electromagnetic field immunity test IEC 61000442004 Electromagnetic compatibility EMC Part 4 Testing and measurement techniques Electrical fast transientburst immunity test IEC 61000462003 Electromagnetic compatibility EMC Part 46 Testing and measurement techniques Immunity to conducted disturbances induced by radiofrequency fields IEC 61000482001 Electromagnetic compatibility EMC Part 48 Testing and measurement techniques Power frequency magnetic field immunity test IEC 610004122001 Electromagnetic compatibility EMC Part 412 Testing and measurement techniques Oscillatory waves immunity test IEC 61008211990 Residual current operated circuitbreakers without integral overcurrent protection for household and similar uses RCCBs Part 21 Applicability of the general rules to RCCBs functionally independent of line voltage ABNT 2004 Todos os direitos reservados 5 IEC 61009211991 Residual current operated circuitbreakers with integral overcurrent protection for household and similar uses RCBOs Part 21 Applicability of the general rules to RCBOs functionally independent of line voltage IEC 6108411993 Cable trunking and ducting systems for electrical installations Part 1 General requirements IEC 611402001 Protection against electric shock Common aspects for installation and equipment IEC 6030911999 Plugs socketoutlets and couplers for industrial purposes Part 1 General requirements IEC 6131211995 Protection against lightning electromagnetic impulse Part 1 General principles IEC 6138612000 Conduit systems for electrical installations Part 1 General requirements IEC 61558241997 Safety of power transformers power supply units and similar Part 2 Particular requirements for isolating transformers for general use IEC 61558251997 Safety of power transformers power supply units and similar Part 25 Particular requirements for shaver transformers and shaver supply units IEC 61558261997 Safety of power transformers power supply units and similar Part 2 Particular requirements for safety isolating transformers for general use IEC 6164312002 Surge protective devices connected to lowvoltage power distribution systems Part 1 Performance requirements and testing methods IEC 6166322001 Lightning protection Telecommunication lines Part 2 Lines using metallic conductors IECCISPR 112004 Industrial scientific and medical ISM radiofrequency equipment Electromagnetic disturbance characteristics Limits and methods of measurement IECCISPR 122001 Vehicles boats and internal combustion engine driven devices Radio disturbance characteristics Limits and methods of measurement for the protection of receivers except those installed in the vehicleboatdevice itself or in adjacent vehiclesboatsdevices IECCISPR 132003 Sound and television broadcast receivers and associated equipment Radio disturbance characteristics Limits and methods of measurement IECCISPR 1412002 Electromagnetic compatibility Requirements for household appliances electric tools and similar apparatus Part 1 Emission IECCISPR 1422001 Electromagnetic compatibility Requirements for household appliances electric tools and similar apparatus Part 2 Immunity Product family standard IECCISPR 152002 Limits and methods of measurement of radio disturbance characteristic of electrical lighting and similar equipment IECCISPR 222003 Information technology equipment Radio disturbance characteristics Limits and methods of measurement ABNT 2004 Todos os direitos reservados 6 3 Definições Para os efeitos desta Norma aplicamse as definições da ABNT NBR IEC 60050826 e as seguintes 31 Componentes da instalação 311 componente de uma instalação elétrica Termo empregado para designar itens da instalação que dependendo do contexto podem ser materiais acessórios dispositivos instrumentos equipamentos de geração conversão transformação transmissão armazenamento distribuição ou utilização de eletricidade máquinas conjuntos ou mesmo segmentos ou partes da instalação por exemplo linhas elétricas 312 quadro de distribuição principal Primeiro quadro de distribuição após a entrada da linha elétrica na edificação Naturalmente o termo se aplica a todo quadro de distribuição que seja o único de uma edificação NOTA Ver definição de ponto de entrada numa edificação 344 32 Proteção contra choques elétricos 321 elemento condutivo ou parte condutiva Elemento ou parte constituída de material condutor pertencente ou não à instalação mas que não é destinada normalmente a conduzir corrente elétrica 322 proteção básica Meio destinado a impedir contato com partes vivas perigosas em condições normais 323 proteção supletiva Meio destinado a suprir a proteção contra choques elétricos quando massas ou partes condutivas acessíveis tornamse acidentalmente vivas 324 proteção adicional Meio destinado a garantir a proteção contra choques elétricos em situações de maior risco de perda ou anulação das medidas normalmente aplicáveis de dificuldade no atendimento pleno das condições de segurança associadas a determinada medida de proteção eou ainda em situações ou locais em que os perigos do choque elétrico são particularmente graves 325 dispositivo de proteção a corrente diferencialresidual formas abreviadas dispositivo a corrente diferencialresidual dispositivo diferencial dispositivo DR Dispositivo de seccionamento mecânico ou associação de dispositivos destinada a provocar a abertura de contatos quando a corrente diferencialresidual atinge um valor dado em condições especificadas NOTA O termo dispositivo não deve ser entendido como significando um produto particular mas sim qualquer forma possível de se implementar a proteção diferencialresidual São exemplos de tais formas o interruptor disjuntor ou tomada com proteção diferencialresidual incorporada os blocos e módulos de proteção diferencialresidual acopláveis a disjuntores os relés e transformadores de corrente que se podem associar a disjuntores etc 326 SELV do inglês separated extralow voltage Sistema de extrabaixa tensão que é eletricamente separado da terra de outros sistemas e de tal modo que a ocorrência de uma única falta não resulta em risco de choque elétrico 327 PELV do inglês protected extralow voltage Sistema de extrabaixa tensão que não é eletricamente separado da terra mas que preenche de modo equivalente todos os requisitos de um SELV 33 Proteção contra choques elétricos e proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas 331 equipotencialização Procedimento que consiste na interligação de elementos especificados visando obter a equipotencialidade necessária para os fins desejados Por extensão a própria rede de elementos interligados resultante ABNT 2004 Todos os direitos reservados 7 ABNT NBR 54102004 NOTA A eqüipotencialização é um recurso usado na proteção contra choques elétricos e na proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas Uma determinada eqüipotencialização pode ser satisfatória para a proteção contra choques elétricos mas insuficiente sob o ponto de vista da proteção contra perturbações eletromagnéticas 332 barramento de eqüipotencialização principal BEP Barramento destinado a servir de via de interligação de todos os elementos incluíveis na eqüipotencialização principal ver 6421 NOTA A designação barramento está associada ao papel de via de interligação e não a qualquer configuração particular do elemento Portanto em princípio o BEP pode ser uma barra uma chapa um cabo etc 333 barramento de eqüipotencialização suplementar ou barramento de eqüipotencialização local BEL Barramento destinado a servir de via de interligação de todos os elementos incluíveis numa eqüipotencialização suplementar ou eqüipotencialização local 334 equipamento de tecnologia da informação ETI Equipamento concebido com o objetivo de a receber dados de uma fonte externa por exemplo via linha de entrada de dados ou via teclado b processar os dados recebidos por exemplo executando cálculos transformando ou registrando os dados arquivandoos triandoos memorizandoos transferindoos e c fornecer dados de saída seja a outro equipamento seja reproduzindo dados ou imagens NOTA Esta definição abrange uma ampla gama de equipamentos como por exemplo computadores equipamentos transceptores concentradores e conversores de dados equipamentos de telecomunicação e de transmissão de dados sistemas de alarme contra incêndio e intrusão sistemas de controle e automação predial etc 34 Linhas elétricas 341 linha elétrica de sinal Linha em que trafegam sinais eletrônicos sejam eles de telecomunicações de intercâmbio de dados de controle de automação etc 342 linha externa Linha que entra ou sai de uma edificação seja a linha de energia de sinal uma tubulação de água de gás ou de qualquer outra utilidade 343 ponto de entrega Ponto de conexão do sistema elétrico da empresa distribuidora de eletricidade com a instalação elétrica das unidades consumidoras e que delimita as responsabilidades da distribuidora definidas pela autoridade reguladora 344 ponto de entrada numa edificação Ponto em que uma linha externa penetra na edificação NOTAS 1 Em particular no caso das linhas elétricas de energia não se deve confundir ponto de entrada com ponto de entrega A referência fundamental do ponto de entrada é a edificação ou seja o corpo principal ou cada um dos blocos de uma propriedade No caso de edificações com pavimento em pilotis geralmente o térreo e nas quais a entrada da linha elétrica externa se dá no nível do pavimento em pilotis o ponto de entrada pode ser considerado como o ponto em que a linha penetra no compartimento de acesso à edificação hall de entrada 2 Além da edificação em si outra referência indissociável de ponto de entrada é o barramento de eqüipotencialização principal BEP localizado junto ou bem próximo do ponto de entrada ver 6421 345 ponto de utilização Ponto de uma linha elétrica destinado à conexão de equipamento de utilização NOTAS 1 Um ponto de utilização pode ser classificado entre outros critérios de acordo com a tensão da linha elétrica a natureza da carga prevista ponto de luz ponto para aquecedor ponto para aparelho de arcondicionado etc e o tipo de conexão previsto ponto de tomada ponto de ligação direta 2 Uma linha elétrica pode ter um ou mais pontos de utilização 3 Um mesmo ponto de utilização pode alimentar um ou mais equipamentos de utilização 346 ponto de tomada Ponto de utilização em que a conexão do equipamento ou equipamentos a serem alimentados é feita através de tomada de corrente NOTAS 1 Um ponto de tomada pode conter uma ou mais tomadas de corrente 2 Um ponto de tomada pode ser classificado entre outros critérios de acordo com a tensão do circuito que o alimenta o número de tomadas de corrente nele previsto o tipo de equipamento a ser alimentado quando houver algum que tenha sido especialmente previsto para utilização do ponto e a corrente nominal da ou das tomadas de corrente nele utilizadas 35 Serviços de segurança 351 serviços de segurança Serviços essenciais numa edificação para a segurança das pessoas para evitar danos ao ambiente ou aos bens NOTA São exemplos de serviços de segurança a iluminação de segurança iluminação de emergência bombas de incêndio elevadores para brigada de incêndio e bombeiros sistemas de alarme como os de incêndio fumaça CO e intrusão sistemas de exaustão de fumaça equipamentos médicos essenciais 352 alimentação ou fonte normal Alimentação ou fonte responsável pelo fornecimento regular de energia elétrica NOTA Uma determinada alimentação pode ser a normal durante certo período de tempo e não ser em outro Por exemplo em uma instalação cujo consumo de energia elétrica é suprido pela rede de distribuição pública durante certos períodos do dia mas por geração própria em outros a fonte normal pode ser a rede pública ou a geração local dependendo do período considerado 353 alimentação ou fonte de reserva Alimentação ou fonte que substitui ou complementa a fonte normal 354 alimentação ou fonte de segurança Alimentação ou fonte destinada a assegurar o fornecimento de energia elétrica a equipamentos essenciais para os serviços de segurança NOTAS comuns a 353 e 354 1 O conceito de fonte de segurança está associado à função serviços de segurança desempenhada por equipamentos que a fonte alimenta enquanto o conceito de fonte de reserva está associado ao fato de a fonte complementar a fonte normal ou suprir a sua falta Como se trata de atributos distintos que não são incompatíveis uma fonte pode ser ao mesmo tempo de segurança e de reserva desde que reúna os dois atributos Mas uma fonte de reserva destinada a alimentar exclusivamente equipamentos outros que não os de serviços de segurança não pode ser qualificada como de segurança 2 Uma alimentação de segurança pode eventualmente atender a outros equipamentos além dos essenciais aos serviços de segurança observados os requisitos de 6665 3 Esta Norma não inclui nesta edição prescrições específicas para alimentações de reserva destinadas a outros serviços que não os de segurança 4 Princípios fundamentais e determinação das características gerais 41 Princípios fundamentais Os princípios que orientam os objetivos e as prescrições desta Norma são relacionados em 411 a 4115 411 Proteção contra choques elétricos As pessoas e os animais devem ser protegidos contra choques elétricos seja o risco associado a contato acidental com parte viva perigosa seja a falhas que possam colocar uma massa acidentalmente sob tensão 412 Proteção contra efeitos térmicos A instalação elétrica deve ser concebida e construída de maneira a excluir qualquer risco de incêndio de materiais inflamáveis devido a temperaturas elevadas ou arcos elétricos Além disso em serviço normal não deve haver riscos de queimaduras para as pessoas e os animais 413 Proteção contra sobrecorrentes As pessoas os animais e os bens devem ser protegidos contra os efeitos negativos de temperaturas ou solicitações eletromecânicas excessivas resultantes de sobrecorrentes a que os condutores vivos possam ser submetidos 414 Circulação de correntes de falta Condutores que não os condutores vivos e outras partes destinadas a escoar correntes de falta devem poder suportar essas correntes sem atingir temperaturas excessivas NOTAS 1 Convém lembrar que tais partes estão sujeitas à circulação desde pequenas correntes de fuga a correntes de falta direta à terra ou à massa passando por correntes de falta de intensidade inferior à de uma falta direta 2 No caso dos condutores vivos considerase que sua suportabilidade às correntes de falta deve ser assegurada mediante proteção contra sobrecorrentes como enunciado em 413 415 Proteção contra sobretensões As pessoas os animais e os bens devem ser protegidos contra as consequências prejudiciais de ocorrências que possam resultar em sobretensões como faltas entre partes vivas de circuitos sob diferentes tensões fenômenos atmosféricos e manobras 416 Serviços de segurança Equipamentos destinados a funcionar em situações de emergência como incêndios devem ter seu funcionamento assegurado a tempo e pelo tempo julgado necessário 417 Desligamento de emergência Sempre que forem previstas situações de perigo em que se faça necessário desenergizar um circuito devem ser providos dispositivos de desligamento de emergência facilmente identificáveis e rapidamente manobráveis 418 Seccionamento A alimentação da instalação elétrica de seus circuitos e de seus equipamentos deve poder ser seccionada para fins de manutenção verificação localização de defeitos e reparos 419 Independência da instalação elétrica A instalação elétrica deve ser concebida e construída livre de qualquer influência mútua prejudicial entre instalações elétricas e não elétricas 4110 Acessibilidade dos componentes Os componentes da instalação elétrica devem ser dispostos de modo a permitir espaço suficiente tanto para a instalação inicial quanto para a substituição posterior de partes bem como acessibilidade para fins de operação verificação manutenção e reparos 4111 Seleção dos componentes Os componentes da instalação elétrica devem ser conforme as normas técnicas aplicáveis e possuir características compatíveis com as condições elétricas operacionais e ambientais a que forem submetidos Se o componente selecionado não reunir originalmente essas características devem ser providas medidas compensatórias capazes de compatibilizálas com as exigências da aplicação 4112 Prevenção de efeitos danosos ou indesejados Na seleção dos componentes devem ser levados em consideração os efeitos danosos ou indesejados que o componente possa apresentar em serviço normal incluindo operações de manobra sobre outros componentes ou na rede de alimentação Entre as características e fenômenos suscetíveis de gerar perturbações ou comprometer o desempenho satisfatório da instalação podem ser citados o fator de potência as correntes iniciais ou de energização o desequilíbrio de fases as harmônicas 4113 Instalação dos componentes Toda instalação elétrica requer uma cuidadosa execução por pessoas qualificadas de forma a assegurar entre outros objetivos que as características dos componentes da instalação como indicado em 4111 não sejam comprometidas durante sua montagem os componentes da instalação e os condutores em particular fiquem adequadamente identificados nas conexões o contato seja seguro e confiável os componentes sejam instalados preservandose as condições de resfriamento previstas os componentes da instalação suscetíveis de produzir temperaturas elevadas ou arcos elétricos fiquem dispostos ou abrigados de modo a eliminar o risco de ignição de materiais inflamáveis e as partes externas de componentes sujeitas a atingir temperaturas capazes de lesionar pessoas fiquem dispostas ou abrigadas de modo a garantir que as pessoas não corram risco de contatos acidentais com essas partes 4114 Verificação da instalação As instalações elétricas devem ser inspecionadas e ensaiadas antes de sua entrada em funcionamento bem como após cada reforma com vista a assegurar que elas foram executadas de acordo com esta Norma 4115 Qualificação profissional O projeto a execução a verificação e a manutenção das instalações elétricas devem ser confiados somente a pessoas qualificadas a conceber e executar os trabalhos em conformidade com esta Norma 42 Determinação das características gerais Na concepção de uma instalação elétrica devem ser determinadas as seguintes características a utilização prevista e demanda ver 421 b esquema de distribuição ver 422 c alimentações disponíveis ver 423 d necessidade de serviços de segurança e de fontes apropriadas ver 424 e exigências quanto à divisão da instalação ver 425 f influências externas às quais a instalação for submetida ver 426 g riscos de incompatibilidade e de interferências ver 427 h requisitos de manutenção ver 428 421 Utilização e demanda Potência de alimentação 4211 Generalidades 42111 A determinação da potência de alimentação é essencial para a concepção econômica e segura de uma instalação dentro de limites adequados de elevação de temperatura e de queda de tensão 42112 Na determinação da potência de alimentação de uma instalação ou de parte de uma instalação devem ser computados os equipamentos de utilização a serem alimentados com suas respectivas potências nominais e em seguida consideradas as possibilidades de nãosimultaneidade de funcionamento destes equipamentos bem como capacidade de reserva para futuras ampliações 4212 Previsão de carga A previsão de carga de uma instalação deve ser feita obedecendose às prescrições de 42121 a 42123 42121 Geral a a carga a considerar para um equipamento de utilização é a potência nominal por ele absorvida dada pelo fabricante ou calculada a partir da tensão nominal da corrente nominal e do fator de potência b nos casos em que for dada a potência nominal fornecida pelo equipamento potência de saída e não a absorvida devem ser considerados o rendimento e o fator de potência 42122 Iluminação a as cargas de iluminação devem ser determinadas como resultado da aplicação da ABNT NBR 5413 b para os aparelhos fixos de iluminação a descarga a potência nominal a ser considerada deve incluir a potência das lâmpadas as perdas e o fator de potência dos equipamentos auxiliares NOTA Em 9521 são fixados critérios mínimos para pontos de iluminação em locais de habitação 42123 Pontos de tomada a em locais de habitação os pontos de tomada devem ser determinados e dimensionados de acordo com 9522 b em halls de serviço salas de manutenção e salas de equipamentos tais como casas de máquinas salas de bombas barriletes e locais análogos deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada de uso geral Aos circuitos terminais respectivos deve ser atribuída uma potência de no mínimo 1000 VA c quando um ponto de tomada for previsto para uso específico deve ser a ele atribuída uma potência igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado ou à soma das potências nominais dos equipamentos a serem alimentados Quando valores precisos não forem conhecidos a potência atribuída ao ponto de tomada deve seguir um dos dois seguintes critérios potência ou soma das potências dos equipamentos mais potentes que o ponto pode vir a alimentar ou potência calculada com base na corrente de projeto e na tensão do circuito respectivo d os pontos de tomada de uso específico devem ser localizados no máximo a 15 m do ponto previsto para a localização do equipamento a ser alimentado e os pontos de tomada destinados a alimentar mais de um equipamento devem ser providos com a quantidade adequada de tomadas 422 Esquema de distribuição O esquema de distribuição pode ser classificado de acordo com os seguintes critérios a esquema de condutores vivos b esquema de aterramento 4221 Esquema de condutores vivos São considerados os seguintes esquemas de condutores vivos a corrente alternada monofásico a dois condutores monofásico a três condutores bifásico a três condutores trifásico a três condutores trifásico a quatro condutores b corrente contínua dois condutores três condutores 4222 Esquema de aterramento Nesta Norma são considerados os esquemas de aterramento descritos em 42221 a 4223 cabendo as seguintes observações sobre as ilustrações e símbolos utilizados a as figuras 1 a 5 que ilustram os esquemas de aterramento devem ser interpretadas de forma genérica Elas utilizam como exemplo sistemas trifásicos As massas indicadas não simbolizam um único mas sim qualquer número de equipamentos elétricos Além disso as figuras não devem ser vistas com conotação espacial restrita Devese notar neste particular que como uma mesma instalação pode eventualmente abranger mais de uma edificação as massas devem necessariamente compartilhar o mesmo eletrodo de aterramento se pertencentes a uma mesma edificação mas podem em princípio estar ligadas a eletrodos de aterramento distintos se situadas em diferentes edificações com cada grupo de massas associado ao eletrodo de aterramento da edificação respectiva Nas figuras são utilizados os seguintes símbolos b na classificação dos esquemas de aterramento é utilizada a seguinte simbologia primeira letra Situação da alimentação em relação à terra T um ponto diretamente aterrado I isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de impedância segunda letra Situação das massas da instalação elétrica em relação à terra T massas diretamente aterradas independentemente do aterramento eventual de um ponto da alimentação N massas ligadas ao ponto da alimentação aterrado em corrente alternada o ponto aterrado é normalmente o ponto neutro outras letras eventuais Disposição do condutor neutro e do condutor de proteção S funções de neutro e de proteção asseguradas por condutores distintos C funções de neutro e de proteção combinadas em um único condutor condutor PEN 42221 Esquema TN O esquema TN possui um ponto da alimentação diretamente aterrado sendo as massas ligadas a esse ponto através de condutores de proteção São consideradas três variantes de esquema TN de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção a saber a esquema TNS no qual o condutor neutro e o condutor de proteção são distintos figura 1 b esquema TNCS em parte do qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor figura 2 c esquema TNC no qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor na totalidade do esquema figura 3 NOTA As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas num único condutor em parte do esquema NOTA As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas num único condutor na totalidade do esquema 42222 Esquema TT O esquema TT possui um ponto da alimentação diretamente aterrado estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento da alimentação figura 4 42223 Esquema IT No esquema IT todas as partes vivas são isoladas da terra ou um ponto da alimentação é aterrado através de impedância figura 5 As massas da instalação são aterradas verificandose as seguintes possibilidades massas aterradas no mesmo eletrodo de aterramento da alimentação se existente e massas aterradas em eletrodos de aterramento próprios seja porque não há eletrodo de aterramento da alimentação seja porque o eletrodo de aterramento das massas é independente do eletrodo de aterramento da alimentação 1 O neutro pode ser ou não distribuído A sem aterramento da alimentação Balimentação aterrada através de impedância B1 massas aterradas em eletrodos separados e independentes do eletrodo de aterramento da alimentação B2 massas coletivamente aterradas em eletrodo independente do eletrodo de aterramento da alimentação B3 massas coletivamente aterradas no mesmo eletrodo da alimentação Figura 5 Esquema IT 423 Alimentações 4231 Devem ser determinadas as seguintes características das fontes de suprimento de energia com as quais a instalação for provida a natureza da corrente e frequência b valor da tensão nominal c valor da corrente de curtocircuito presumida no ponto de suprimento d possibilidade de atendimento dos requisitos da instalação incluindo a demanda de potência NOTA As faixas de tensão em corrente alternada ou contínua em que devem ser classificadas as instalações conforme a tensão nominal são dadas no anexo A 4232 As características relacionadas em 4231 devem ser obtidas junto à empresa distribuidora de energia elétrica no que se refere ao suprimento via rede pública de distribuição e devem ser determinadas quando se tratar de fonte própria 424 Serviços de segurança Quando for imposta a necessidade de serviços de segurança as fontes de alimentação para tais serviços devem possuir capacidade confiabilidade e disponibilidade adequadas ao funcionamento especificado Em 66 são apresentadas prescrições para a alimentação de serviços de segurança NOTA Esta Norma não inclui nesta edição prescrições específicas para alimentações de reserva destinadas a outros serviços que não os de segurança 425 Divisão da instalação 4251 A instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos necessários devendo cada circuito ser concebido de forma a poder ser seccionado sem risco de realimentação inadvertida através de outro circuito 4252 A divisão da instalação em circuitos deve ser de modo a atender entre outras às seguintes exigências a segurança por exemplo evitando que a falha em um circuito prive de alimentação toda uma área b conservação de energia por exemplo possibilitando que cargas de iluminação eou de climatização sejam acionadas na justa medida das necessidades c funcionais por exemplo viabilizando a criação de diferentes ambientes como os necessários em auditórios salas de reuniões espaços de demonstração recintos de lazer etc d de produção por exemplo minimizando as paralisações resultantes de uma ocorrência e de manutenção por exemplo facilitando ou possibilitando ações de inspeção e de reparo 4253 Devem ser previstos circuitos distintos para partes da instalação que requeiram controle específico de tal forma que estes circuitos não sejam afetados pelas falhas de outros por exemplo circuitos de supervisão predial 4254 Na divisão da instalação devem ser consideradas também as necessidades futuras As ampliações previsíveis devem se refletir não só na potência de alimentação como tratado em 421 mas também na taxa de ocupação dos condutos e dos quadros de distribuição 4255 Os circuitos terminais devem ser individualizados pela função dos equipamentos de utilização que alimentam Em particular devem ser previstos circuitos terminais distintos para pontos de iluminação e para pontos de tomada NOTA Para locais de habitação ver também 953 4256 As cargas devem ser distribuídas entre as fases de modo a obterse o maior equilíbrio possível 4257 Quando a instalação comportar mais de uma alimentação rede pública geração local etc a distribuição associada especificamente a cada uma delas deve ser disposta separadamente e de forma claramente diferenciada das demais Em particular não se admite que componentes vinculados especificamente a uma determinada alimentação compartilhem com elementos de outra alimentação quadros de distribuição e linhas incluindo as caixas dessas linhas salvo as seguintes exceções a circuitos de sinalização e comando no interior de quadros b conjuntos de manobra especialmente projetados para efetuar o intercâmbio das fontes de alimentação c linhas abertas e nas quais os condutores de uma e de outra alimentação sejam adequadamente identificados 426 Classificação das influências externas Esta subseção estabelece uma classificação e uma codificação das influências externas que devem ser consideradas na concepção e na execução das instalações elétricas Cada condição de influência externa é designada por um código que compreende sempre um grupo de duas letras maiúsculas e um número como descrito a seguir a a primeira letra indica a categoria geral da influência externa A meio ambiente B utilização C construção das edificações b a segunda letra A B C indica a natureza da influência externa c o número 1 2 3 indica a classe de cada influência externa NOTAS 1 A codificação indicada nesta subseção não é destinada à marcação dos componentes Essa questão marcação dos componentes é tratada nas normas dos próprios componentes e de forma integrada em normas mais gerais como por exemplo a que define e classifica os graus de proteção providos por invólucros ver IEC 60529 ou a que define as classes de proteção contra choques elétricos ver IEC 61140 2 Como há uma tendência de se associar a idéia de influências externas predominantemente a fatores como temperatura ambiente condições climáticas presença de água e solicitações mecânicas é importante destacar que a classificação aqui apresentada cobre uma gama muito mais extensa de variáveis de influência todas tendo seu peso em aspectos como seleção dos componentes adequação de medidas de proteção etc Por exemplo a qualificação das pessoas sua consciência e seu preparo para lidar com os riscos da eletricidade situações que reforçam ou prejudicam a resistência elétrica do corpo humano pele seca pele molhada imersão etc e o nível de contato das pessoas com o potencial da terra são influências externas que podem decidir se uma medida de proteção contra choques é ou não aceitável em determinado local dependendo de como essas condições de influências externas aí se apresentam 4261 Meio ambiente 42611 Temperatura ambiente A temperatura ambiente ver tabela 1 a considerar para um componente é a temperatura no local onde deve ser instalado incluída a influência dos demais componentes instalados no local e em funcionamento e excluída a contribuição térmica do próprio componente considerado ABNT NBR 54102004 Tabela 1 Temperatura ambiente Código Classificação Faixas de temperatura Aplicações e exemplos Limite inferior ºC Limite superior ºC AA1 Frigorífico 60 5 Câmaras frigoríficas AA2 Muito frio 40 5 AA3 Frio 25 5 AA4 Temperado 5 40 AA5 Quente 5 40 Interior de edificações AA6 Muito quente 5 60 AA7 Extrema 25 55 AA8 50 40 NOTAS 1 As classes de temperatura ambiente são aplicáveis apenas quando não houver influência da umidadeCaso contrário ver 42612 2 O valor médio em um período de 24 h não deve exceder o limite superior menos 5ºC 3 Para certos ambientes pode ser necessário combinar duas faixas de temperatura Por exemplo instalações ao ar livre podem ser submetidas a temperaturas entre 5ºC e 50ºC correspondentes a AA4 AA6 4 Instalações submetidas a temperaturas diferentes das indicadas devem ser objeto de prescrições particulares 42612 Condições climáticas do ambiente influências combinadas de temperatura e umidade Conforme tabela 2 Tabela 2 Condições climáticas do ambiente Código Características Aplicações e exemplos Temperatura do ar ºC Umidade relativa Umidade absoluta gm³ Limite inferior Limite superior Limite inferior Limite superior Limite inferior Limite superior AB1 60 5 3 100 0003 7 Ambientes internos e externos com temperaturas extremamente baixas AB2 40 5 10 100 01 7 Ambientes internos e externos com temperaturas baixas AB3 25 5 10 100 05 7 Ambientes internos e externos com temperaturas baixas AB4 5 40 5 95 1 29 Locais abrigados sem controle da temperatura e da umidade Uso de calefação possível ABNT 2004 Todos os direitos reservados 20 ABNT NBR 54102004 Tabela conclusão Código Características Aplicações e exemplos Temperatura do ar ºC Umidade relativa Umidade absoluta gm³ Limite inferior Limite superior Limite inferior Limite superior Limite inferior Limite superior AB5 5 40 5 85 1 25 Locais abrigados com temperatura ambiente controlada AB6 5 60 10 100 1 35 Ambientes internos e externos com temperaturas extremamente altas protegidos contra baixas temperaturas ambientes Ocorrência de radiação solar e de calor AB7 25 55 10 100 05 29 Ambientes internos e abrigados sem controle da temperatura e da umidade Podem ter aberturas para o exterior e são sujeitos a radiação solar AB8 50 40 15 100 004 36 Ambientes externos e sem proteção contra intempéries sujeitos a altas e baixas temperaturas NOTAS 1 Todos os valores especificados são limites com baixa probabilidade de serem excedidos 2 Os valores de umidade relativa inferiores e superiores são limitados pelos valores correspondentes de umidade absoluta O apêndice B da IEC 603645512001 traz informações sobre a interdependência da temperatura do ar umidade relativa e umidade absoluta para as classes de condições climáticas especificadas 42613 Altitude Conforme tabela 3 Tabela 3 Altitude Código Classificação Características Aplicações e exemplos AC1 Baixa 2 000 m Para alguns componentes podem ser necessárias medidas especiais a partir de 1 000 m de altitude AC2 Alta 2 000 m 42614 Presença de água Conforme tabela 4 ABNT 2004 Todos os direitos reservados 21 ABNT NBR 54102004 Tabela 4 Presença de água Código Classificação Características Aplicações e exemplos AD1 Desprezível A probabilidade de presença de água é remota Locais em que as paredes geralmente não apresentam umidade mas podem apresentála durante curtos períodos e secam rapidamente com uma boa aeração AD2 Gotejamento Possibilidade de gotejamento de água na vertical Locais em que a umidade se condensa ocasionalmente sob forma de gotas de água ou em que há presença ocasional de vapor de água AD3 Precipitação Possibilidade de chuva caindo em ângulo máximo de 60º com a vertical Locais em que a água forma uma película contínua nas paredes eou pisos AD4 Aspersão Possibilidade de chuva de qualquer direção A aspersão corresponde ao efeito de uma chuva vinda de qualquer direção São exemplos de componentes sujeitos a aspersão certas luminárias de uso externo e painéis elétricos de canteiros de obras ao tempo AD5 Jatos Possibilidade de jatos de água sob pressão em qualquer direção Locais em que ocorrem lavagens com água sob pressão como passeios públicos áreas de lavagem de veículos etc AD6 Ondas Possibilidade de ondas de água Locais situados à beiramar como praias piers ancoradouros etc AD7 Imersão Possibilidade de imersão em água parcial ou total de modo intermitente Locais sujeitos a inundação eou onde a água possa se elevar pelo menos a 15 cm acima do ponto mais alto do componente da instalação elétrica estando sua parte mais baixa a no máximo 1 m abaixo da superfície da água AD8 Submersão Submersão total em água de modo permanente Locais onde os componentes da instalação elétrica sejam totalmente submersos sob uma pressão superior a 10 kPa 01 bar ou 1 mca 42615 Presença de corpos sólidos Conforme tabela 5 Tabela 5 Presença de corpos sólidos Código Classificação Características Aplicações e exemplos AE1 Desprezível Ausência de poeira em quantidade apreciável e de corpos estranhos AE2 Pequenos objetos Presença de corpos sólidos cuja menor dimensão seja igual ou superior a 25 mm¹ Ferramentas material granulado etc ABNT 2004 Todos os direitos reservados 22 Código Classificação Características Aplicações e exemplos AE3 Objetos muito pequenos Presença de corpos sólidos cuja menor dimensão seja igual ou superior a 1 mm¹ Fios metálicos arames etc AE4 Poeira leve Presença de leve deposição de poeira Deposição de poeira maior que 10 mgm² e no máximo igual a 35 mgm² por dia AE5 Poeira moderada Presença de média deposição de poeira Deposição de poeira maior que 35 mgm² e no máximo igual a 350 mgm² por dia AE6 Poeira intensa Presença de elevada deposição de poeira Deposição de poeira maior que 350 mgm² e no máximo igual a 1000 mgm² por dia NOTA Nas condições AE2 e AE3 pode existir poeira desde que esta não tenha influência significativa sobre os componentes elétricos 42616 Presença de substâncias corrosivas ou poluentes Conforme tabela 6 Código Classificação Características Aplicações e exemplos AF1 Desprezível A quantidade ou natureza dos agentes corrosivos ou poluentes não é significativa AF2 Atmosférica Presença significativa de agentes corrosivos ou poluentes de origem atmosférica Instalações próximas da orla marítima ou de estabelecimentos industriais que produzam poluição atmosférica significativa tais como indústrias químicas fábricas de cimento etc Este tipo de poluição provém principalmente da emissão de poeiras abrasivas isolantes ou condutivas AF3 Intermitente ou acidental Presença intermitente ou acidental de produtos químicos corrosivos ou poluentes de uso corrente Locais onde se manipulam produtos químicos em pequenas quantidades e onde o contato desses produtos com os componentes da instalação seja meramente acidental Tais condições podem ocorrer em laboratórios de fábricas e outros ou em locais onde se utilizam hidrocarbonetos centrais de calefação oficinas etc AF4 Permanente Presença permanente de produtos químicos corrosivos ou poluentes em quantidades significativas Indústrias químicas etc 42617 Solicitações mecânicas Conforme tabela 7 Código Classificação Características Aplicações e exemplos Impactos AG AG1 Fracos Impactos iguais ou inferiores a 0225 J Locais domésticos escritórios condições de uso doméstico e análogas AG2 Médios Impactos iguais ou inferiores a 2 J Condições industriais normais AG3 Severos Impactos iguais ou inferiores a 20 J Condições industriais severas Vibrações AH AH1 Fracas Nenhuma vibraçãoões eventualais sem influência significativa Condições domésticas e análogas onde os efeitos das vibrações podem ser geralmente desprezados AH2 Médias Vibrações com frequências compreendidas entre 10 Hz e 50 Hz e amplitude igual ou inferior a 015 mm Condições industriais normais AH3 Severas Vibrações com frequências compreendidas entre 10 Hz e 150 Hz e amplitude igual ou inferior a 035 mm Condições industriais severas 42618 Presença de flora e mofo Conforme tabela 8 Código Classificação Características Aplicações e exemplos AK1 Desprezível Sem risco de danos devidos à flora ou ao mofo AK2 Prejudicial Risco de efeitos prejudiciais Os riscos dependem das condições locais e da natureza da flora Podese dividilos em riscos devidos ao desenvolvimento prejudicial da vegetação e riscos devidos à sua abundância 42619 Presença de fauna Conforme tabela 9 Tabela 9 Presença de fauna Código Classificação Características Aplicações e exemplos AL1 Desprezível Sem risco de danos devidos à fauna AL2 Prejudicial Risco de efeitos prejudiciais devidos à fauna insetos pássaros pequenos animais Os riscos dependem da natureza da fauna Podese dividilos em perigos devidos a insetos em quantidades prejudiciais ou de natureza agressiva presença de pequenos animais ou de pássaros em quantidades prejudiciais ou de natureza agressiva 426110 Influências eletromagnéticas eletrostáticas ou ionizantes Conforme tabelas 10 a 13 Tabela 10 Fenômenos eletromagnéticos de baixa frequência conduzidos ou radiados Código Classificação Características Aplicações e exemplos Referências Harmônicas e interharmônicas AM1 AM11 Nível controlado Situação controlada Aparelhos eletromédicos Instrumentos de medição Abaixo da tabela 1 da IEC 61000222002 AM12 Nível normal Redes de baixa tensão Habitações Locais comerciais Indústria leve Dentro do estipulado na tabela 1 da IEC 61000222002 AM13 Nível alto Redes poluídas Indústrias ou grandes prédios comerciais alimentados por transformação ATBT dedicada Localmente acima da tabela 1 da IEC 61000222002 Tensões de sinalização tensões sobrepostas para fins de telecomando AM2 AM21 Nível controlado Somente sinais residuais Instalações protegidas ou parte protegida de uma instalação Inferior ao especificado abaixo AM22 Nível médio Presença de tensões de sinalização na rede Instalações residenciais comerciais e industriais IEC 6100021 e IEC 6100022 AM23 Nível alto Ressonância Casos especiais Variações de amplitude da tensão AM3 AM31 Nível controlado Uso de UPS Cargas sensíveis como equipamentos de tecnologia da informação AM32 Nível normal Flutuações de tensão Afundamentos de tensão e interrupções Habitações Locais comerciais Indústrias Tabela 10 conclusão Código Classificação Características Aplicações e exemplos Referências Desequilíbrio de Tensão AM4 AM4 Nível normal De acordo com a IEC 6100022 Variações de frequência AM5 AM5 Nível normal Pequenas variações de frequência Caso geral 1 Hz de acordo com a IEC 6100022 Tensões induzidas de baixa frequência AM6 AM6 Sem classificação Geradas permanentemente ou na ocorrência de faltas Caso geral ITUT Componentes contínuas em redes ca AM7 AM7 Sem classificação Ocorrência de falta a jusante de retificadores Caso geral Campos magnéticos radiados AM8 AM81 Nível médio Produzidos por linhas de energia transformadores e outros equipamentos de frequência industrial e suas harmônicas Habitações Locais comerciais Indústrias leves Nível 2 da IEC 61000482001 AM82 Nível alto Grande proximidade dos elementos mencionados acima ou de outros similares Indústrias pesadas Subestações ATBT Quadros elétricos Proximidade de linhas ferroviárias Nível 4 da IEC 61000482001 Campos elétricos AM9 AM91 Nível desprezível Caso geral AM92 Nível médio De acordo com o valor da tensão e da localização interna ou externa à edificação Proximidade de linhas aéreas de AT ou subestações de AT IEC 6100025 AM93 Nível alto AM94 Nível muito alto 34 Tabela 11 Fenômenos eletromagnéticos de alta frequência conduzidos induzidos ou radiados contínuos ou transitórios Código Classificação Características Aplicações e exemplos Referências Tensões ou correntes induzidas oscilantes AM21 AM21 Sem classificação Principalmente perturbações de modo comum geradas por campos eletromagnéticos modulados em AM ou FM IEC 6100046 Transitórios unidirecionais conduzidos na faixa do nanossegundo AM22 AM221 Desprezível Ambiente protegido Salas de computadores salas de controle Nível 1 da IEC 61000442004 AM222 Nível médio Ambiente protegido Nível 2 da IEC 61000412004 AM223 Nível alto Chaveamento de pequenas cargas indutivas ricochete de contatos de relés Faltas Rede de baixa tensão Nível 3 da IEC 61000442004 AM224 Nível muito alto Subestações ATBT Equipamentos de manobra a SF6 ou a vácuo Indústrias pesadas Quadros de distribuição principais ou intermediários Nível 4 da IEC 61000442004 Transitórios unidirecionais conduzidos na faixa do micro ao milissegundo AM23 AM231 Nível controlado Circuitos ou instalações equipadas com dispositivos de proteção contra sobretensões transformadores aterrados Situações controladas AM232 Nível médio Descarga atmosférica distante mais de 1 km forma de onda 10 µs1 000 µs e impedância da fonte 20 Ω 300 Ω Transitórios de chaveamento por exemplo interrupção da corrente de falta por um fusível forma de onda 01 ms1 ms e impedância da fonte 50 Ω Descargas atmosféricas distantes de redes subterrâneas 426112 542 e 635 AM233 Nível alto Descarga atmosférica próxima a menos de 1 km forma de onda 12 µs50 µs e impedância da fonte 1 Ω 10 Ω Descargas atmosféricas próximas de uma rede aérea ou da edificação 35 Tabela 11 conclusão Código Classificação Características Aplicações e exemplos Referências Transitórios oscilantes conduzidos AM24 AM241 Nível médio Fenômenos de chaveamento presentes normalmente em instalações de edificações Locais residenciais comerciais e industriais IEC 61000412 AM242 Nível alto Fenômenos associados a chaveamentosmanobras Subestações ATMT IEC 60255221 Fenômenos radiados de alta frequência AM25 AM251 Nível desprezível Estações de rádio e televisão a mais de 1 km Residências e locais comerciais Nível 1 da IEC 61000422002 AM252 Nível médio Transceptores portáteis a não menos de 1 m Indústrias leves Nível 2 da IEC 61000422002 AM253 Nível alto Transceptores de alta potência nas proximidades Indústrias pesadas e aplicações de alta confiabilidade Nível 3 da IEC 61000422002 Tabela 12 Descargas eletrostáticas Código Classificação Características Aplicações e exemplos Referências AM311 Nível baixo Descargas geradas particularmente por pessoas caminhando sobre carpetes sintéticos De acordo com a confiabilidade requerida Nível 1 da IEC 61000422001 AM312 Nível médio Nível 2 da IEC 61000422001 AM313 Nível alto Nível dependente do tipo de carpete e da umidade do ar Nível 3 da IEC 61000422001 AM314 Nível muito alto Nível 4 da IEC 61000422001 Tabela 13 Radiações ionizantes Código Classificação Características Aplicações e exemplos AM411 Sem classificação Presença de radiações ionizantes perigosas 426111 Radiação solar Conforme tabela 14 Código Classificação Características Aplicações e exemplos AN1 Desprezível Intensidade 500 Wm² AN2 Média 500 Intensidade 700 Wm² AN3 Alta 700 Intensidade 1 120 Wm² Código Classificação Características Aplicações e exemplos AQ1 Desprezíveis 25 dias por ano AQ2 Indiretas 25 dias por ano Riscos provenientes da rede de alimentação Instalações alimentadas por redes aéreas AQ3 Diretas Riscos provenientes da exposição dos componentes da instalação Partes da instalação situadas no exterior das edificações Código Classificação Características Aplicações e exemplos AR1 Desprezível Velocidade 1 ms AR2 Média 1 ms velocidade 5 ms AR3 Forte 5 ms velocidade 10 ms Código Classificação Características Aplicações e exemplos AS1 Desprezível Velocidade 20 ms AS2 Médio 20 ms velocidade 30 ms AS3 Forte 30 ms velocidade 50 ms Código Classificação Características Aplicações e exemplos BA1 Comuns Pessoas inadvertidas BA2 Crianças Crianças em locais a elas destinados¹ Creches escolas BA3 Incapacitadas Pessoas que não dispõem de completa capacidade física ou intelectual idosos doentes Casas de repouso unidades de saúde BA4 Advertidas Pessoas suficientemente informadas ou supervisionadas por pessoas qualificadas de tal forma que lhes permite evitar os perigos da eletricidade pessoal de manutenção eou operação Locais de serviço elétrico BA5 Qualificadas Pessoas com conhecimento técnico ou experiência tal que lhes permite evitar os perigos da eletricidade engenheiros e técnicos Locais de serviço elétrico fechados ¹ Esta classificação não se aplica necessariamente a locais de habitação Código Classificação Características Aplicações e exemplos BB1 Alta Condições secas Circunstâncias nas quais a pele está seca nenhuma umidade inclusive suor BB2 Normal Condições úmidas Passagem da corrente elétrica de uma mão à outra ou de uma mão a um pé com a pele úmida de suor sendo a superfície de contato significativa BB3 Baixa Condições molhadas Passagem da corrente elétrica entre as duas mãos e os dois pés estando as pessoas com os pés molhados ao ponto de se poder desprezar a resistência da pele e dos pés BB4 Muito baixa Condições imersas Pessoas imersas na água por exemplo em banheiras e piscinas Código Classificação Características Aplicações e exemplos BC1 Nulo Locais nãocondutivos Locais cujo piso e paredes sejam isolantes e que não possuam nenhum elemento condutivo BC2 Raro Em condições habituais as pessoas não estão em contato com elementos condutivos ou postadas sobre superfícies condutivas Locais cujo piso e paredes sejam isolantes com elementos condutivos em pequena quantidade ou de pequenas dimensões e de tal forma a probabilidade de contato possa ser desprezada BC3 Freqüente Pessoas em contato com elementos condutivos ou postadas sobre superfícies condutivas Locais cujo piso e paredes sejam condutivos ou que possuam elementos condutivos em quantidade ou de dimensões consideráveis BC4 Contínuo Pessoas em contato permanente com paredes metálicas e com pequena possibilidade de poder interromper o contato Locais como caldeiras ou vasos metálicos cujas dimensões sejam tais que as pessoas que neles penetrem estejam continuamente em contato com as paredes A redução da liberdade de movimentos das pessoas pode por um lado impedilas de romper voluntariamente o contato e por outro aumentar os riscos de contato involuntário Tabela 21 Condições de fuga das pessoas em emergências Código BD1 BD2 BD3 BD4 Classificação Normal Longa Tumultuada Longa e tumultuada Características Baixa densidade de ocupação Percurso de fuga breve Baixa densidade de ocupação Percurso de fuga longo Alta densidade de ocupação Percurso de fuga breve Alta densidade de ocupação Percurso de fuga longo Aplicações e exemplos Edificações residenciais com altura inferior a 50 m e edificações não residenciais com baixa densidade de ocupação e altura inferior a 28 m Edificações residenciais com altura superior a 50 m e edificações não residenciais com baixa densidade de ocupação e altura superior a 28 m Locais de afluência de público teatros cinemas lojas de departamentos escolas etc edificações nãoresidenciais com alta densidade de ocupação e altura inferior a 28 m Locais de afluência de público de maior porte shopping centers grandes hotéis e hospitais estabelecimento de ensino ocupando diversos pavimentos de uma edificação etc edificações nãoresidenciais com alta densidade de ocupação e altura superior a 28 m NOTA As aplicações e exemplos destinamse apenas a subsidiar a avaliação de situações reais fornecendo elementos mais qualitativos do que quantitativos Os códigos locais de segurança contra incêndio e pânico podem conter parâmetros mais estritos Ver também ABNT NBR 13570 42625 Natureza dos materiais processados ou armazenados Conforme tabela 22 Tabela 22 Natureza dos materiais processados ou armazenados Código BE1 BE2 BE3 BE4 Classificação Riscos desprezíveis Riscos de incêndio Riscos de explosão Riscos de contaminação Características Presença de substâncias combustíveis como fibras e líquidos com alto ponto de fulgor Presença de substâncias inflamáveis como líquidos com baixo ponto de fulgor gases e vapores pós combustíveis sujeitos a explosão e substâncias explosivas Presença de alimentos produtos farmacêuticos e análogos sem proteção Aplicações e exemplos Locais de processamento ou armazenagem de papel feno palha aparas ou gravetos de madeira fibras de algodão ou lã hidrocarbonetos plásticos granulados Locais de processamento e armazenagem de pós combustíveis amido de milho açúcar farinhas resinas fenólicas plásticos enxofre alumínio magnésio etc indústrias químicas e de petróleo usinas e depósitos de gás fábricas e depósitos de explosivos Indústrias alimentícias grandes cozinhas Certas precauções podem ser necessárias para evitar que os produtos em processamento sejam contaminados por exemplo por fragmentos de lâmpadas 4263 Construção das edificações 42631 Materiais de construção Conforme tabela 23 Tabela 23 Materiais de construção Código CA1 CA2 Classificação Nãocombustíveis Combustíveis Características Edificações construídas predominantemente com materiais combustíveis Aplicações e exemplos Edificações de madeira e similares 42632 Estrutura das edificações Conforme tabela 24 Tabela 24 Estrutura das edificações Código CB1 CB2 CB3 CB4 Classificação Riscos desprezíveis Sujeitas a propagação de incêndio Sujeitas a movimentação Flexíveis ou instáveis Características Edificações cuja forma e dimensões facilitem a propagação de incêndio por exemplo efeito chaminé Riscos devidos por exemplo a deslocamentos entre partes distintas de uma edificação ou entre esta e o solo acomodação do terreno ou das fundações Estruturas frágeis ou sujeitas a movimentos por exemplo oscilação Aplicações e exemplos Edificações de grande altura ou edificações com sistemas de ventilação forçada Edificações de grande comprimento ou construídas sobre terrenos não estabilizados Tendas estruturas infláveis divisórias removíveis forros falsos NOTA Para uma classificação mais específica do componente que vá além daquelas indicadas nas tabelas 1 a 24 consultar as IEC 6072133 e IEC 6072134 427 Compatibilidade 4271 Devem ser tomadas medidas apropriadas quando quaisquer características dos componentes da instalação forem suscetíveis de produzir efeitos prejudiciais em outros componentes em outros serviços ou ao bom funcionamento da fonte de alimentação Essas características dizem respeito por exemplo a sobretensões transitórias variações rápidas de potência correntes de partida correntes harmônicas componentes contínuas oscilações de alta frequência correntes de fuga 4272 Todos os componentes da instalação elétrica devem atender às exigências de compatibilidade eletromagnética e ser conforme o que as normas aplicáveis prescrevem neste particular Isso não dispensa porém a observância de medidas destinadas a reduzir os efeitos das sobretensões induzidas e das perturbações eletromagnéticas em geral como indicado em 54 428 Manutenção Devemse estimar a frequência e a qualidade da manutenção com que a instalação pode contar ao longo de sua vida útil Esse dado deve ser levado em conta na aplicação das prescrições das seções 5 6 7 e 8 de forma que as verificações periódicas os ensaios a manutenção e os reparos necessários possam ser realizados de forma fácil e segura ABNT NBR 54102004 a efetividade das medidas de proteção fique garantida a confiabilidade dos componentes sob o ponto de vista do correto funcionamento da instalação seja compatível com a vida útil prevista desta 5 Proteção para garantir segurança 51 Proteção contra choques elétricos 511 Introdução 5111 Princípio fundamental O princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choques especificadas nesta Norma pode ser assim resumido partes vivas perigosas não devem ser acessíveis e massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo seja em condições normais seja em particular em caso de alguma falha que as tornem acidentalmente vivas Deste modo a proteção contra choques elétricos compreende em caráter geral dois tipos de proteção a proteção básica ver 322 e b proteção supletiva ver 323 NOTAS 1 Os conceitos e princípios da proteção contra choques elétricos aqui adotados são aqueles da IEC 61140 2 Os conceitos de proteção básica e de proteção supletiva correspondem respectivamente aos conceitos de proteção contra contatos diretos e de proteção contra contatos indiretos vigentes até a edição anterior desta Norma 3 Exemplos de proteção básica isolação básica ou separação básica uso de barreira ou invólucro limitação da tensão 4 Exemplos de proteção supletiva eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação isolação suplementar separação elétrica 5112 Regra geral A regra geral da proteção contra choques elétricos é que o princípio enunciado em 5111 seja assegurado no mínimo pelo provimento conjunto de proteção básica e de proteção supletiva mediante combinação de meios independentes ou mediante aplicação de uma medida capaz de prover ambas as proteções simultaneamente ABNT 2004 Todos os direitos reservados 35 ABNT NBR 54102004 NOTA Exceções são previstas em 515 e 516 que indicam respectivamente os casos em que se admite uma proteção apenas parcial e os casos em que se admite mesmo omitir qualquer proteção contra choques elétricos 5113 Proteção adicional Os casos em que se exige proteção adicional contra choques elétricos são especificados em 513 e na seção 9 NOTA Ver definição de proteção adicional 324 São exemplos de proteção adicional contra choques elétricos a realização de eqüipotencializações suplementares e o uso de proteção diferencialresidual de alta sensibilidade 512 Medidas de proteção 5121 Generalidades As medidas de proteção contra choques elétricos são apresentadas em 5122 a 5125 A aplicação dessas medidas em caráter geral é tratada em 514 A aplicação dessas medidas em situações ou locais específicos consta na seção 9 Quanto à proteção adicional os meios de proteção são apresentados em 513 juntamente com casos de caráter geral em que ela é obrigatória A exigência de proteção adicional também figura implicitamente em prescrições da seção 9 NOTAS 1 Diferentes medidas podem coexistir numa mesma instalação 2 Nesta Norma na expressão medida de proteção contra choques o termo medida é usado para designar expressamente providências que atendem à regra geral da proteção contra choques 5112 isto é capazes de prover o correspondente a proteção básica mais proteção supletiva pelo menos O vocábulo meio na expressão meio de proteção é usado para qualificar um recurso enquanto proteção supletiva ou enquanto proteção básica 5122 Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação 51221 A precondição de proteção básica deve ser assegurada por isolação das partes vivas eou pelo uso de barreiras ou invólucros conforme anexo B 51222 A proteção supletiva deve ser assegurada conjuntamente por eqüipotencialização conforme 51223 e pelo seccionamento automático da alimentação conforme 51224 NOTAS 1 A eqüipotencialização e o seccionamento automático da alimentação se completam de forma indissociável porque quando a eqüipotencialidade não é o suficiente para impedir o aparecimento de tensões de contato perigosas entra em ação o recurso do seccionamento automático promovendo o desligamento do circuito em que se manifesta a tensão de contato perigosa 2 Sobre a aplicação dessa medida de proteção eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação ver ainda as prescrições de 514 e a seção 9 51223 Eqüipotencialização NOTA As prescrições de 512231 a 512236 traduzem princípios básicos da eqüipotencialização aplicada à proteção contra choques elétricos apresentados de forma pontual Em situações concretas o atendimento de algum deles pode resultar automaticamente no atendimento de outros 512231 Todas as massas de uma instalação devem estar ligadas a condutores de proteção 36 ABNT 2004 Todos os direitos reservados ABNT NBR 54102004 NOTAS 1 Partes condutivas acessíveis de componentes que sejam objeto de outra medida de proteção contra choques elétricos que não a proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático não devem ser ligadas a condutores de proteção salvo se seu aterramento ou eqüipotencialização for previsto por razões funcionais e isso não comprometer a segurança proporcionada pela medida de proteção de que são objeto São exemplos de partes condutivas acessíveis nãoaterráveis como regra geral invólucros metálicos de componentes classe II ver 5123 massas de equipamentos objeto de separação elétrica individual ver 5124 e massas de equipamentos classe III alimentados por fonte SELV ver 5125 Sobre classificação dos componentes da instalação quanto à proteção contra choques elétricos classes I II e III ver IEC 61140 2 Sobre condutores de proteção ver 643 512232 Em cada edificação deve ser realizada uma eqüipotencialização principal nas condições especificadas em 6421 e tantas eqüipotencializações suplementares quantas forem necessárias NOTA Sobre eqüipotencializações suplementares ver 5131 512233 Todas as massas da instalação situadas em uma mesma edificação devem estar vinculadas à eqüipotencialização principal da edificação e dessa forma ver 6421 a um mesmo e único eletrodo de aterramento Isso sem prejuízo de eqüipotencializações adicionais que se façam necessárias para fins de proteção contra choques eou de compatibilidade eletromagnética 512234 Massas simultaneamente acessíveis devem estar vinculadas a um mesmo eletrodo de aterramento sem prejuízo de eqüipotencializações adicionais que se façam necessárias para fins de proteção contra choques eou de compatibilidade eletromagnética 512235 Massas protegidas contra choques elétricos por um mesmo dispositivo dentro das regras da proteção por seccionamento automático da alimentação 51224 devem estar vinculadas a um mesmo eletrodo de aterramento sem prejuízo de eqüipotencializações adicionais que se façam necessárias para fins de proteção contra choques eou de compatibilidade eletromagnética NOTA comum às prescrições de 512233 a 512235 A vinculação referida não deve ser interpretada com o sentido restrito de ligação direta ao eletrodo de aterramento Na maioria dos casos práticos aliás essa ligação é indireta via condutores de proteção graças à estrutura ramificada constituída pelos condutores de proteção criase uma interligação natural entre o eletrodo de aterramento e as massas por mais distantes que se situem 512236 Todo circuito deve dispor de condutor de proteção em toda sua extensão NOTA Um condutor de proteção pode ser comum a mais de um circuito observado o disposto em 64315 512237 Admitese que os seguintes elementos sejam excluídos das eqüipotencializações a suportes metálicos de isoladores de linhas aéreas fixados à edificação que estiverem fora da zona de alcance normal b postes de concreto armado em que a armadura não é acessível c massas que por suas reduzidas dimensões até aproximadamente 50 mm x 50 mm ou por sua disposição não possam ser agarradas ou estabelecer contato significativo com parte do corpo humano desde que a ligação a um condutor de proteção seja difícil ou pouco confiável NOTA Isto se aplica por exemplo a parafusos pinos placas de identificação e grampos de fixação de condutores ABNT 2004 Todos os direitos reservados 37 ABNT NBR 54102004 51224 Seccionamento automático da alimentação 512241 Generalidades O princípio do seccionamento automático da alimentação sua relação com os diferentes esquemas de aterramento e aspectos gerais referentes à sua aplicação e as condições em que se torna necessária proteção adicional são descritos a seguir a princípio do seccionamento automático Um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento por ele protegido sempre que uma falta entre parte viva e massa ou entre parte viva e condutor de proteção no circuito ou equipamento der origem a uma tensão de contato superior ao valor pertinente da tensão de contato limite UL NOTAS 1 As tensões de contato limite para diferentes situações em função das influências externas dominantes são dadas no anexo C 2 No caso particular dos esquemas IT em geral não é desejável nem imperioso o seccionamento automático quando da ocorrência de uma primeira falta ver alínea b de 512244 b seccionamento automático e esquemas de aterramento As condições a serem observadas no seccionamento automático da alimentação incluindo o tempo máximo admissível para atuação do dispositivo de proteção são aquelas estabelecidas em 512242 para o esquema de aterramento TN em 512243 para o esquema de aterramento TT e em 512244 para o esquema de aterramento IT c tempos de seccionamento maiores I Independentemente do esquema de aterramento admitese um tempo de seccionamento maior que os tratados na alínea b mas não superior a 5 s para circuitos de distribuição bem como para circuitos terminais que alimentem unicamente equipamentos fixos desde que uma falta no circuito de distribuição circuito terminal ou equipamento fixo para os quais esteja sendo considerado o tempo de seccionamento de até 5 s não propague para equipamentos portáteis ou equipamentos móveis deslocados manualmente em funcionamento ligados a outros circuitos terminais da instalação uma tensão de contato superior ao valor pertinente de UL d tempos de seccionamento maiores II Da mesma forma como indicado em 5144 admitemse tempos de seccionamento maiores que os máximos impostos por uma determinada situação de influência externa se forem adotadas providências compensatórias e proteção adicional Se na aplicação do seccionamento automático da alimentação não for possível atender conforme o caso aos tempos de seccionamento máximos de que tratam as alíneas b c ou d devese realizar uma equipotencialização suplementar conforme 5131 512242 Esquema TN Devem ser obedecidas as prescrições descritas a seguir a a equipotencialização via condutores de proteção conforme 51223 deve ser única e geral envolvendo todas as massas da instalação e deve ser interligada com o ponto da alimentação aterrado geralmente o ponto neutro b recomendase o aterramento dos condutores de proteção em tantos pontos quanto possível Em construções de porte tais como edifícios de grande altura a realização de equipotencializações locais entre condutores de proteção e elementos condutivos da edificação cumpre o papel de aterramento múltiplo do condutor de proteção c o uso de um mesmo e único condutor para as funções de condutor de proteção e de condutor neutro condutor PEN está sujeito ao disposto em 5436 às prescrições de 6462 e além disso só é admitido em instalações fixas ABNT NBR 54102004 d as características do dispositivo de proteção e a impedância do circuito devem ser tais que ocorrendo em qualquer ponto uma falta de impedância desprezível entre um condutor de fase e o condutor de proteção ou uma massa o seccionamento automático se efetue em um tempo no máximo igual ao especificado na tabela 25 Considerase a prescrição atendida se a seguinte condição for satisfeita ZS Ia U0 onde ZS é a impedância em ohms do percurso da corrente de falta composto da fonte do condutor vivo até o ponto de ocorrência da falta e do condutor de proteção do ponto de ocorrência da falta até a fonte Ia é a corrente em ampères que assegura a atuação do dispositivo de proteção num tempo no máximo igual ao especificado na tabela 25 ou a 5 s nos casos previstos na alínea c de 512241 U0 é a tensão nominal em volts entre fase e neutro valor eficaz em corrente alternada e no esquema TN no seccionamento automático visando proteção contra choques elétricos podem ser usados os seguintes dispositivos de proteção dispositivos de proteção a sobrecorrente dispositivos de proteção a corrente diferencialresidual dispositivos DR observado o que estabelece a alínea f f não se admite na variante TNC do esquema TN que a função de seccionamento automático visando proteção contra choques elétricos seja atribuída aos dispositivos DR NOTAS 1 Para tornar possível o uso do dispositivo DR o esquema TNC deve ser convertido imediatamente a montante do ponto de instalação do dispositivo em esquema TNCS Isto é o condutor PEN deve ser desmembrado em dois condutores distintos para as funções de neutro e de PE sendo esta separação feita do lado fonte do dispositivo DR passando então o condutor neutro internamente e o condutor PE externamente ao dispositivo 2 Admitese também que na separação entre neutro e PE a que alude a nota 1 o condutor responsável pela função PE não seja ligado ao PEN do lado fonte do dispositivo DR mas a um eletrodo de aterramento qualquer cuja resistência seja compatível com a corrente de atuação do dispositivo Neste caso porém o circuito assim protegido deve ser então considerado como conforme o esquema TT aplicandose as prescrições de 512243 Tabela 25 Tempos de seccionamento máximos no esquema TN U0 V Tempo de seccionamento s Situação 1 Situação 2 115 120 127 08 035 220 04 020 254 04 020 277 04 020 400 02 005 NOTAS 1 U0 é a tensão nominal entre fase e neutro valor eficaz em corrente alternada 2 As situações 1 e 2 estão definidas no anexo C ABNT 2004 Todos os direitos reservados 39 ABNT NBR 54102004 512243 Esquema TT Devem ser obedecidas as prescrições descritas a seguir a no esquema TT no seccionamento automático visando proteção contra choques elétricos devem ser usados dispositivos a corrente diferencialresidual dispositivos DR b a seguinte condição deve ser atendida RA IΔn UL onde RA é a soma das resistências em ohms do eletrodo de aterramento e dos condutores de proteção das massas IΔn é a corrente diferencialresidual nominal do dispositivo DR em ampères UL é a tensão de contato limite em volts NOTA As tensões de contato limite para diferentes situações em função das influências externas dominantes são dadas no anexo C Quando numa mesma instalação houver massas em situações distintas por exemplo algumas massas sob influências externas caracterizáveis como situação 1 e outras massas na situação 2 e vinculadas ao mesmo eletrodo de aterramento deve ser adotado o menor valor de UL 512244 Esquema IT Devem ser obedecidas as prescrições descritas a seguir a no esquema IT como definido em 42223 a alimentação é isolada da terra ou aterrada através de uma impedância de valor suficientemente elevado Neste caso o ponto aterrado é o ponto neutro da alimentação ou um ponto neutro artificial Na hipótese de ponto neutro artificial podese ligálo diretamente à terra se sua impedância de sequência zero for alta o suficiente NOTA A necessidade de reduzir sobretensões e amortecer as oscilações de tensão pode conduzir a uma instalação IT com aterramento via impedância ou pontos neutros artificiais As características desse aterramento devem ser compatíveis com as da instalação b numa instalação IT a corrente de falta no caso de uma única falta à massa ou à terra é de pequena intensidade não sendo imperativo o seccionamento automático da alimentação se satisfaz a condição da alínea c Entretanto devem ser tomadas providências para evitar o risco de tensões de contato perigosas no caso da ocorrência de uma segunda falta envolvendo outro condutor vivo conforme prescrito na alínea e NOTA Tendo em vista as razões que normalmente motivam a adoção do esquema IT a opção por esse esquema na prática perde sentido se a primeira falta não for localizada e eliminada o quanto antes c para que não seja imperativo o seccionamento automático quando de uma primeira falta à terra ou à massa a seguinte condição deve ser satisfeita RA Id UL onde RA é a resistência do eletrodo de aterramento das massas em ohms ABNT 2004 Todos os direitos reservados 40 Id é a corrente de falta em ampères resultante de uma primeira falta direta entre um condutor de fase e uma massa O valor de Id leva em conta as correntes de fuga naturais e a impedância global de aterramento da instalação UL é a tensão de contato limite NOTA As tensões de contato limite para diferentes situações em função das influências externas dominantes são dadas no anexo C Quando numa mesma instalação houver massas em situações distintas por exemplo algumas massas sob influências externas caracterizáveis como situação 1 e outras massas na situação 2 e ligadas ao mesmo eletrodo de aterramento deve ser adotado o menor valor de UL d deve ser previsto um dispositivo supervisor de isolamento DSI para indicar a ocorrência de uma primeira falta à massa ou à terra Esse dispositivo deve acionar um sinal sonoro eou visual que deve perdurar enquanto a falta persistir Caso existam as duas sinalizações sonora e visual admitese que o sinal sonoro possa ser cancelado mas não o visual que deve perdurar até que a falta seja eliminada NOTA A primeira falta deve ser localizada e eliminada o mais rápido possível Por essa razão recomendase o uso de sistemas supervisórios de localização de faltas e o seccionamento automático da alimentação visando proteção contra choques elétricos na ocorrência de uma segunda falta deve ser equacionado seguindose as regras definidas para o esquema TN ou TT dependendo de como as massas estão aterradas quando a proteção envolver massas ou grupos de massas vinculadas a eletrodos de aterramento distintos as condições aplicáveis são aquelas prescritas para o esquema TT quando a proteção envolver massas ou grupos de massas que estejam todas interligadas por condutor de proteção vinculadas todas ao mesmo eletrodo de aterramento as considerações aplicáveis são aquelas do esquema TN devendo ser atendida a seguinte condição quando o neutro não for distribuído Zs U 2 Ia ou então a seguinte condição se o neutro for distribuído Zs U0 2 Ia onde Zs é a impedância em ohms do percurso da corrente de falta quando o neutro não é distribuído composto do condutor de fase e do condutor de proteção do circuito Zs é a impedância em ohms do percurso da corrente de falta quando o neutro é distribuído composto do condutor neutro e do condutor de proteção do circuito U é a tensão nominal entre fases em volts valor eficaz em corrente alternada U0 é a tensão nominal entre fase e neutro em volts valor eficaz em corrente alternada Ia é a corrente que assegura a atuação do dispositivo de proteção num tempo no máximo igual ao especificado na tabela 26 ou a 5 s nos casos previstos na alínea c de 512241 f no esquema IT no seccionamento automático visando proteção contra choques elétricos na ocorrência de uma segunda falta podem ser usados os seguintes dispositivos de proteção dispositivos de proteção a sobrecorrente dispositivos de proteção a corrente diferencialresidual dispositivos DR 49 Tabela 26 Tempos de seccionamento máximos no esquema IT segunda falta Tensão nominal do circuito Tempo de seccionamento s U V U0 V Neutro não distribuído Neutro distribuído Situação 1 Situação 2 Situação 1 Situação 2 208 220 230 115 120 127 08 04 5 1 380 400 220 230 04 02 08 05 440 480 254 277 04 02 08 05 690 400 02 006 04 02 NOTAS 1 U é a tensão nominal entre fases valor eficaz em corrente alternada 2 U0 é a tensão nominal entre fase e neutro valor eficaz em corrente alternada 3 Para valores intermediários de tensão deve ser adotado o valor da tabela imediatamente superior 5123 Isolação dupla ou reforçada 51231 Generalidades 512311 A isolação dupla ou reforçada é uma medida em que a a proteção básica é provida por uma isolação básica e a proteção supletiva por uma isolação suplementar ou b as proteções básica e supletiva simultaneamente são providas por uma isolação reforçada entre partes vivas e partes acessíveis 512312 A aplicação desta medida como única medida de proteção por exemplo na forma de circuitos ou partes da instalação constituídas inteiramente de componentes com dupla isolação ou com isolação reforçada só é admitida se forem tomadas todas as providências para garantir que eventuais alterações posteriores não venham a colocar em risco a efetividade da medida Além disso não se admite em nenhuma circunstância a aplicação da isolação dupla ou reforçada como única medida de proteção em linhas que incluam pontos de tomada NOTA As providências mencionadas em 512312 podem incluir o controle direto e permanente da parte assim constituída por pessoas qualificadas ou advertidas BA5 ou BA4 ver tabela 18 512313 No uso da isolação dupla ou reforçada como medida de proteção distinguemse duas possibilidades a componentes já providos de origem com isolação dupla ou reforçada b componentes aos quais a isolação dupla ou reforçada é provida durante a execução da instalação No caso da alínea a as prescrições pertinentes são as de 51232 no caso da alínea b as de 51233 No caso particular de linhas elétricas devem ser observadas também as prescrições de 51234 51232 Isolação dupla ou reforçada de origem 512321 Os componentes devem ter sido submetidos aos ensaios de tipo marcados conforme as normas aplicáveis e ser a componentes com isolação dupla ou reforçada equipamentos classe II ou 50 b conjuntos com isolação total ver ABNT NBR IEC 604391 partes 1 e 3 e IEC 60439 partes 2 4 e 5 NOTAS 1 Esses produtos são identificados pelo símbolo 2 Sobre classificação dos componentes da instalação quanto à proteção contra choques elétricos classes I II e III ver IEC 61140 512322 A instalação dos componentes fixação ligação dos condutores etc deve ser realizada de modo a não prejudicar a proteção de origem a eles provida de acordo com as respectivas normas 51233 Isolação dupla ou reforçada provida na instalação 512331 Uma isolação suplementar no caso de componentes dotados de isolação básica ou uma isolação dupla ou reforçada no caso de componentes sem qualquer isolação deve ser provida na forma de invólucros isolantes que satisfaçam os requisitos de 512332 a 512336 A isolação suplementar dupla ou reforçada provida deve resultar numa segurança equivalente à dos componentes conforme 512321 NOTAS 1 O símbolo deve ser fixado em posição visível no exterior e no interior do invólucro 2 Só se admite o uso de isolação reforçada no caso de componentes sem qualquer isolação se as condições não permitirem o uso de isolação dupla 512332 O invólucro isolante destinado a prover isolação suplementar caso de componentes dotados de isolação básica de origem ou de componentes aos quais foi provida preliminarmente isolação básica na fase de instalação deve possuir grau de proteção no mínimo IPXXB ou IP2X 512333 O invólucro isolante não deve ser atravessado por partes ou elementos condutivos suscetíveis de propagar um potencial O invólucro isolante não deve possuir parafusos de material isolante cuja substituição por parafusos metálicos possa comprometer o isolamento proporcionado pelo invólucro NOTA Quando o invólucro isolante tiver que ser atravessado por partes de acoplamentos mecânicos por exemplo alavancas de comando de dispositivos ou equipamentos contidos no interior do invólucro estas devem ser arranjadas de forma a não comprometer a proteção supletiva proporcionada pelo invólucro 512334 Quando o invólucro isolante comportar tampas ou portas que possam ser abertas sem o auxílio de ferramenta ou chave deve haver uma barreira isolante que impeça o contato acidental das pessoas com partes condutivas que de outra forma sem a barreira poderiam se tornar acessíveis com a abertura da tampa ou porta Essa barreira deve garantir grau de proteção no mínimo IPXXB ou IP2X e só pode ser removida com o uso de ferramenta 512335 Partes condutivas situadas no interior do invólucro isolante não devem ser ligadas a condutor de proteção Caso seja necessária a travessia do invólucro isolante por condutores de proteção integrantes de circuitos destinados a alimentar outros equipamentos os condutores de proteção em questão e suas conexões devem ser isolados como se fossem partes vivas e além disso suas conexões devem ser adequadamente marcadas ou identificadas Da mesma forma partes condutivas acessíveis e partes condutivas intermediárias não devem ser ligadas a condutor de proteção salvo se isso for solicitado e instruído nas especificações do equipamento em questão particularmente por razões que não a proteção contra choques 512336 O invólucro não deve prejudicar o funcionamento do equipamento por ele protegido 51234 Linhas elétricas 512341 Admitese que linhas elétricas que atendam às prescrições de 62 sejam realizadas segundo o conceito de isolação dupla ou reforçada se elas forem a constituídas de cabos uni ou multipolares dispostos ou não em condutos e neste caso independentemente do tipo de conduto ou b dispostas em condutos fechados nãometálicos conforme IEC 610841 IEC 606141 ou IEC 613861 e sob a condição de que sejam utilizados no mínimo condutores isolados Entretanto tais linhas elétricas não devem ser identificadas pelo símbolo nem pelo símbolo 512342 A previsão de que um circuito elétrico se destina a alimentar equipamentos classe II não dispensa a presença de condutor de proteção inclusive nos casos em que a linha elétrica que contém o circuito for realizada conforme 512341 5124 Uso de separação elétrica individual 51241 A precondição de proteção básica no circuito separado deve ser assegurada por isolação das partes vivas eou por barreiras ou invólucros conforme anexo B não se excluindo também com mais razão a isolação dupla ou reforçada conforme 5123 51242 A proteção supletiva deve ser assegurada pelo preenchimento conjunto das três condições seguintes a separação entre o circuito objeto da medida circuito separado e qualquer outro circuito incluindo o circuito primário que o alimenta na forma de separação de proteção b isolação básica entre o circuito separado e a terra c limitação da carga alimentada pelo circuito separado a um único equipamento Estas condições impõem portanto a existência de uma fonte de separação que deve ser conforme os requisitos de 51243 e a observância dos cuidados pertinentes na realização do circuito separado conforme 51244 NOTA Recomendase que o produto da tensão nominal do circuito separado em volts pelo comprimento da linha elétrica que o constitui em metros não seja superior a 100 000 e que o comprimento da linha elétrica não seja superior a 500 m 51243 Fonte de separação 512431 A fonte do circuito separado consoante o estabelecido em 51242 deve apresentar separação de proteção Isto significa que a fonte deve ser a um transformador de separação conforme IEC 6155824 eou conforme outras normas específicas da série IEC 61558 como a IEC 6155825 ou b uma fonte que assegure um grau de segurança equivalente ao do transformador de separação especificado acima por exemplo um conjunto motorgerador adequado 512432 As fontes de separação móveis devem ser conforme 5123 512433 As fontes de separação fixas devem ser a conforme 5123 ou 52 b tais que o circuito secundário esteja separado do circuito primário e do invólucro por uma isolação que satisfaça às condições de 5123 51244 Circuito separado 512441 Partes vivas do circuito separado não devem ser conectadas em nenhum ponto a um outro circuito à terra ou a um condutor de proteção NOTA Em particular partes vivas de dispositivos como relés contatores e chaves auxiliares devem manter em relação a qualquer parte de outros circuitos incluindo aqueles com os quais estabelecem acoplamento magnético um grau de separação equivalente ao da separação de proteção 512442 Os cabos e cordões flexíveis devem ser visíveis em todo e qualquer trecho sujeito a danos mecânicos e em toda a extensão do trecho 512443 Recomendase que o circuito separado constitua uma linha elétrica exclusiva fisicamente separada das linhas de outros circuitos Caso seja inevitável o compartilhamento de uma mesma linha elétrica pelos condutores do circuito separado e de outros circuitos a linha deve ser constituída por a condutores isolados em conduto fechado isolante ou b cabo multipolar sem cobertura metálica compartilhamento das veias de um cabo multipolar sendo todos os condutores isolados para a mais alta tensão nominal presente exigindose ainda que cada circuito seja protegido contra sobrecorrentes 512444 As partes condutivas acessíveis massas do circuito separado não devem ser ligadas a condutores de proteção a massas de outros circuitos ou à terra NOTA Se as massas do circuito separado forem suscetíveis de entrar em contato fortuita ou deliberadamente com massas de outros circuitos a proteção contra choques elétricos não mais depende unicamente da proteção provida pela separação elétrica mas da medida de proteção de que as outras massas forem objeto 5125 Uso de extrabaixa tensão SELV e PELV NOTA Os circuitos SELV não têm qualquer ponto aterrado nem massas aterradas Os circuitos PELV podem ser aterrados ou ter massas aterradas 51251 Dependendo da tensão nominal do sistema SELV ou PELV e das condições de uso a proteção básica é proporcionada por a limitação da tensão ou b isolação básica ou uso de barreiras ou invólucros Assim as partes vivas de um sistema SELV ou PELV não precisam necessariamente ser inacessíveis podendo dispensar isolação básica barreira ou invólucro se a a tensão nominal do sistema SELV ou PELV não for superior a 25 V valor eficaz em corrente alternada ou a 60 V em corrente contínua sem ondulação e o sistema for usado sob condições de influências externas cuja severidade do ponto de vista da segurança contra choques elétricos não ultrapasse aquela correspondente à situação 1 definida no anexo C ou b a tensão nominal do sistema SELV ou PELV não for superior a 12 V valor eficaz em corrente alternada ou a 30 V em corrente contínua sem ondulação e o sistema for usado sob condições de influências externas cuja severidade do ponto de vista da segurança contra choques elétricos não ultrapasse aquela correspondente à situação 2 definida no anexo C e 53 c adicionalmente no caso de sistemas PELV se as massas eou partes vivas cujo aterramento for previsto estiverem vinculadas via condutores de proteção à eqüipotencialização principal Não sendo satisfeitas essas condições as partes vivas do sistema SELV ou PELV devem ser providas de isolação básica eou de barreiras ou invólucros conforme anexo B De todo modo a tensão nominal do sistema SELV ou PELV não pode exceder o limite superior da faixa I ver anexo A 50 V em corrente alternada ou 120 V em corrente contínua sem ondulação NOTA Uma tensão contínua sem ondulação é convencionalmente definida como apresentando uma taxa de ondulação não superior a 10 em valor eficaz o valor de crista máximo não deve ultrapassar 140 V para um sistema em corrente contínua sem ondulação com 120 V nominais ou 70 V para um sistema em corrente contínua sem ondulação com 60 V nominais 51252 Nos sistemas SELV e PELV a proteção supletiva é assegurada por a separação de proteção entre o sistema SELV ou PELV e quaisquer outros circuitos que não sejam SELV ou PELV incluindo o circuito primário da fonte SELV ou PELV b isolação básica entre o sistema SELV ou PELV e outros sistemas SELV ou PELV e c especificamente no caso de sistemas SELV isolação básica entre o sistema SELV e a terra A fonte do sistema SELV ou PELV deve ser conforme os requisitos de 51253 e os circuitos SELV e PELV conforme 51254 51253 Fontes SELV ou PELV 512531 São admitidas como fontes SELV ou PELV aquelas listadas em 512532 a 512535 NOTAS 1 Se o sistema em extrabaixa tensão for alimentado a partir de um sistema de tensão mais elevada por algo que não assegure pelo menos separação básica entre os dois sistemas como ocorre no caso de autotransformadores dispositivos semicondutores etc o circuito de saída é considerado como fazendo parte do circuito de entrada e deve ser objeto da medida de proteção aplicada ao circuito de entrada 2 Se o sistema em extrabaixa tensão for alimentado a partir de um sistema de tensão mais elevada por um equipamento que assegure pelo menos separação básica entre os dois sistemas mas não preenche os requisitos das opções listadas em 512532 a 512535 ele pode ser classificado como de extrabaixa tensão funcional apenas abreviadamente FELV Mas não é considerado como medida de proteção e conseqüentemente o sistema e sua fonte devem ser objeto da medida de proteção aplicada ao sistema de tensão mais elevada do qual deriva sendo esta medida geralmente a proteção por eqüipotencialização de proteção e seccionamento automático da alimentação 512532 O transformador de separação de segurança deve ser conforme a IEC 6155826 512533 Fonte de corrente que garanta um grau de segurança equivalente ao do transformador de separação de segurança especificado em 512532 por exemplo um conjunto motorgerador com enrolamentos apresentando uma isolação equivalente NOTA Conversores a semicondutores que produzem extrabaixa tensões de saída em corrente contínua ver IEC 601462 requerem um circuito interno em tensão de corrente alternada para alimentar o estágio retificador Por razões físicas essa tensão interna em corrente alternada excede a tensão em corrente contínua de saída Todavia a separação de proteção exigida da fonte SELV ou PELV entre o circuito de saída em extrabaixa tensão e o circuito primário de tensão superior que o alimenta não se aplica a esse circuito interno em tensão de corrente alternada do conversor a semicondutor 512534 Fonte eletroquímica por exemplo pilhas ou acumuladores ou outra fonte que não dependa de circuitos de tensão mais elevada por exemplo grupo motor térmicogerador 512535 Certos dispositivos eletrônicos conforme as normas aplicáveis nos quais tenham sido tomadas providências para assegurar que mesmo em caso de falta interna a tensão nos terminais de saída não possa ser superior aos limites indicados em 51251 Entretanto valores mais elevados podem ser admitidos se for assegurado que em caso de contato com uma parte viva ou de falta entre uma parte viva e massa a tensão nos terminais de saída é imediatamente reduzida a um valor igual ou inferior a esses limites NOTAS 1 Equipamentos para ensaios de isolamento e dispositivos supervisores de isolamento são exemplos de tais dispositivos 2 Mesmo que a tensão detectada inicialmente nos terminais de saída seja mais elevada a prescrição de 512535 pode ser considerada atendida se após medida com um voltímetro apresentando resistência interna mínima de 3 000 Ohm a tensão nos terminais de saída se situar então dentro dos limites especificados em 51251 512536 As versões móveis de fontes SELV ou PELV devem adicionalmente ser conforme 5123 51254 Circuitos SELV e PELV 512541 A separação de proteção a que se refere a prescrição de 51252 entre as partes vivas dos circuitos SELV ou PELV e partes vivas de outros circuitos que não sejam SELV ou PELV deve ser assegurada por a isolação dupla ou reforçada dimensionada para a tensão mais elevada presente ou b isolação básica e blindagem de proteção também dimensionada para a tensão mais elevada presente NOTA Deve ser provida entre as partes vivas de dispositivos como relés contatores e chaves auxiliares e quaisquer partes de um circuito de tensão mais elevada uma separação de proteção pelo menos equivalente àquela existente entre os enrolamentos primário e secundário de um transformador de separação de segurança 512542 Consoante 51252 deve ser provida isolação básica a entre as partes vivas de um circuito SELV ou PELV e entre elas e as partes vivas de outros circuitos SELV ou PELV b entre as partes vivas de um circuito SELV e a terra 512543 As formas de separação de proteção relacionadas em 512541 conduzem às seguintes possibilidades de realização das linhas elétricas SELV ou PELV sendo admitida qualquer uma delas a condutores dos circuitos SELV eou PELV providos de cobertura nãometálica ou envolvidos por um invólucro isolante adicionalmente à sua isolação básica b condutores dos circuitos SELV eou PELV providos de sua isolação básica separados dos condutores dos circuitos em outras tensões por uma cobertura metálica aterrada ou uma blindagem metálica aterrada c compartilhamento pelo circuito SELV eou PELV e outros circuitos em outras tensões de um mesmo cabo multipolar desde que os condutores em especial os dos circuitos SELV eou PELV sejam isolados para a tensão mais elevada presente d condutores SELV eou PELV e condutores de outros circuitos em outras tensões todos providos de sua isolação básica formando um agrupamento desde que os condutores em especial os dos circuitos SELV eou PELV sejam isolados para a tensão mais elevada presente e condutores de circuitos SELV eou PELV fisicamente separados dos condutores de qualquer outro circuito 512544 Os plugues e as tomadas de corrente de circuitos SELV e PELV devem satisfazer as seguintes prescrições a não deve ser possível inserir o plugue SELV ou PELV em tomadas de outras tensões b a tomada SELV ou PELV deve impedir a introdução de plugues referentes a outras tensões c as tomadas do sistema SELV não devem possuir contato para condutor de proteção 512545 Partes vivas dos circuitos SELV não devem ser conectadas à terra ou a partes vivas ou condutores de proteção de outros circuitos 512546 As massas dos circuitos SELV não devem ser intencionalmente conectadas à terra a condutores de proteção ou massas de outros circuitos eou a elementos condutivos exceto neste caso se a conexão a elementos condutivos for uma necessidade inerente à utilização do equipamento alimentado em SELV e desde que se possa descartar o risco da propagação para a massa SELV de diferença de potencial superior à tensão de contato limite válida para a situação de influências externas pertinente ver anexo c NOTA Se as massas dos circuitos SELV forem suscetíveis de entrar em contato fortuita ou deliberadamente com massas de outros circuitos a proteção contra choques não mais depende somente da proteção proporcionada pelo sistema SELV mas também da medida de proteção aplicada a esses outros circuitos 512547 Os sistemas PELV eou suas massas podem ser aterrados 513 Proteção adicional 5131 Eqüipotencialização suplementar 51311 A eqüipotencialização suplementar deve ser realizada sempre que as condições associadas à medida de proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação ver 5122 não puderem ser integralmente satisfeitas e em todos os casos da seção 9 em que for exigida NOTAS 1 A eqüipotencialização suplementar não dispensa a necessidade de seccionamento da alimentação por outras razões por exemplo proteção contra incêndio sobreaquecimento do equipamento etc 2 A eqüipotencialização suplementar pode envolver toda a instalação uma parte desta um equipamento ou um local 3 Requisitos adicionais podem ser necessários para locais específicos ver seção 9 ou para outras finalidades 51312 A eqüipotencialização suplementar deve abranger todos os elementos condutivos simultaneamente acessíveis sejam massas de equipamentos fixos sejam elementos condutivos da edificação ou de suas utilidades incluindo as armaduras do concreto armado A essa eqüipotencialização devem ser conectados os condutores de proteção de todos os equipamentos incluindo os condutores de proteção das tomadas de corrente NOTA Nenhuma ligação visando eqüipotencialização ou aterramento incluindo as conexões às armaduras do concreto pode ser usada como alternativa aos condutores de proteção dos circuitos Como especificado em 512236 todo circuito deve dispor de condutor de proteção em toda sua extensão ver também 64315 51313 Em caso de dúvida a efetividade da eqüipotencialização suplementar deve ser verificada assegurandose que a resistência R entre qualquer massa e qualquer elemento condutivo simultaneamente acessível seja outra massa ou elemento condutivo não pertencente à instalação elétrica atenda à seguinte condição R U L I a onde U L é a tensão de contato limite em volts I a é a corrente de atuação do dispositivo de proteção em ampères correspondendo a I Δn para dispositivos de proteção a corrente diferencialresidual corrente de atuação em 5 s para dispositivos a sobrecorrente NOTA As tensões de contato limite para diferentes situações estão indicadas no anexo C 5132 Uso de dispositivo diferencialresidual de alta sensibilidade 51321 Generalidades 513211 O uso de dispositivos de proteção a corrente diferencialresidual com corrente diferencialresidual nominal I Δn igual ou inferior a 30 mA é reconhecido como proteção adicional contra choques elétricos NOTA A proteção adicional provida pelo uso de dispositivo diferencialresidual de alta sensibilidade visa casos como os de falha de outros meios de proteção e de descuido ou imprudência do usuário 513212 A utilização de tais dispositivos não é reconhecida como constituindo em si uma medida de proteção completa e não dispensa em absoluto o emprego de uma das medidas de proteção estabelecidas em 5122 a 5125 51322 Casos em que o uso de dispositivo diferencialresidual de alta sensibilidade como proteção adicional é obrigatório Além dos casos especificados na seção 9 e qualquer que seja o esquema de aterramento devem ser objeto de proteção adicional por dispositivos a corrente diferencialresidual com corrente diferencialresidual nominal I Δn igual ou inferior a 30 mA a os circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro ver 91 b os circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação c os circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior d os circuitos que em locais de habitação sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas copascozinhas lavanderias áreas de serviço garagens e demais dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens e os circuitos que em edificações nãoresidenciais sirvam a pontos de tomada situados em cozinhas copascozinhas lavanderias áreas de serviço garagens e no geral em áreas internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens ABNT NBR 54102004 NOTAS 1 No que se refere a tomadas de corrente a exigência de proteção adicional por DR de alta sensibilidade se aplica às tomadas com corrente nominal de até 32 A 2 A exigência não se aplica a circuitos ou setores da instalação concebidos em esquema IT visando garantir continuidade de serviço quando essa continuidade for indispensável à segurança das pessoas e à preservação de vidas como por exemplo na alimentação de salas cirúrgicas ou de serviços de segurança 3 Admitese a exclusão na alínea d dos pontos que alimentem aparelhos de iluminação posicionados a uma altura igual ou superior a 250 m 4 Quando o risco de desligamento de congeladores por atuação intempestiva da proteção associado à hipótese de ausência prolongada de pessoas significar perdas eou consequências sanitárias relevantes recomendase que as tomadas de corrente previstas para a alimentação de tais equipamentos sejam protegidas por dispositivo DR com característica de alta imunidade a perturbações transitórias que o próprio circuito de alimentação do congelador seja sempre que possível independente e que caso exista outro dispositivo DR a montante do de alta imunidade seja garantida seletividade entre os dispositivos sobre seletividade entre dispositivos DR ver 63632 Alternativamente ao invés de dispositivo DR a tomada destinada ao congelador pode ser protegida por separação elétrica individual recomendandose que também aí o circuito seja independente e que caso haja dispositivo DR a montante este seja de um tipo imune a perturbações transitórias 5 A proteção dos circuitos pode ser realizada individualmente por ponto de utilização ou por circuito ou por grupo de circuitos 514 Aplicação das medidas de proteção contra choques elétricos 5141 Diferentes medidas de proteção contra choques elétricos podem ser aplicadas e coexistir numa mesma instalação 5142 A medida de caráter geral a ser utilizada na proteção contra choques é a eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação ver 5122 As outras medidas de proteção contra choques elétricos descritas nesta Norma são admitidas ou mesmo exigidas em situações mais pontuais para compensar dificuldades no provimento da medida de caráter geral ou para compensar sua insuficiência em locais ou situações em que os riscos de choque elétrico são maiores ou suas consequências mais perigosas 5143 A medida de proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação não é aplicável na situação 3 definida no anexo C 5144 Na aplicação da medida de proteção por eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação admitese que os tempos máximos de seccionamento na situação 2 sejam aqueles válidos para a situação 1 se pelo menos uma das seguintes providências compensatórias for adotada a eqüipotencialização suplementar conforme 5131 A condição prescrita em 51313 deve ser satisfeita para o valor de tensão de contato limite UL referente à situação 2 b emprego de dispositivos a corrente diferencialresidual com corrente diferencialresidual nominal não superior a 30 mA conforme 51321 NOTA As situações 1 2 e 3 estão definidas no anexo C 5145 Nos sistemas SELV ou PELV ver 5125 em que os circuitos SELV ou PELV são total ou parcialmente partes vivas acessíveis a tensão nominal do circuito SELV ou PELV não deve ser superior a a 25 V valor eficaz em corrente alternada ou 60 V em corrente contínua sem ondulação se o sistema for usado na situação 1 definida no anexo C ou b 12 V valor eficaz em corrente alternada ou 30 V em corrente contínua sem ondulação se o sistema for usado na situação 2 definida no anexo C 50 ABNT 2004 Todos os direitos reservados ABNT NBR 54102004 5146 As medidas de proteção contra choques a serem aplicadas em instalações ou locais específicos são aquelas descritas nas subseções pertinentes da seção 9 Isso inclui locais ou situações em que as pessoas podem estar imersas situação 3 conforme anexo C 5147 Se na aplicação de uma medida de proteção certas condições a ela associadas não puderem ser satisfeitas devem ser adotadas providências suplementares para garantir no conjunto uma segurança equivalente à obtida caso a medida original seja integralmente aplicada 5148 Devese assegurar que não haja qualquer influência mútua prejudicial entre diferentes medidas de proteção aplicadas numa mesma instalação parte ou componente da instalação 515 Proteção parcial contra choques elétricos 5151 Generalidades São considerados meios de proteção parcial contra choques elétricos o uso de obstáculos conforme 5153 e a colocação fora de alcance conforme 5154 NOTA O uso de obstáculos e a colocação fora do alcance destinamse a evitar contato com partes vivas e são classificáveis portanto como meios de proteção básica Além disso a proteção básica que proporcionam é considerada apenas parcial 5152 Casos em que se admite proteção parcial contra choques elétricos Admitese uma proteção parcial contra choques elétricos mediante o uso de obstáculos eou colocação fora de alcance conforme 5153 e 5154 respectivamente em locais acessíveis somente a pessoas advertidas BA4 tabela 18 ou qualificadas BA5 tabela 18 e desde que a a tensão nominal dos circuitos existentes nestes locais não seja superior aos limites da faixa de tensões II ver anexo A e b os locais sejam sinalizados de forma clara e visível por meio de indicações apropriadas 5153 Uso de obstáculos NOTA Os obstáculos são destinados a impedir o contato involuntário com partes vivas mas não o contato que pode resultar de uma ação deliberada de ignorar ou contornar o obstáculo 51531 Os obstáculos devem impedir a uma aproximação física não intencional das partes vivas ou b contatos não intencionais com partes vivas durante atuações sobre o equipamento estando o equipamento em serviço normal 51532 Os obstáculos podem ser removíveis sem auxílio de ferramenta ou chave mas devem ser fixados de forma a impedir qualquer remoção involuntária 51533 As distâncias mínimas a serem observadas nas passagens destinadas à operação eou manutenção são aquelas indicadas na tabela 27 e ilustradas na figura 6 NOTA Em circunstâncias particulares pode ser desejável a adoção de valores maiores visando a segurança 51534 As passagens cuja extensão for superior a 20 m devem ser acessíveis nas duas extremidades Recomendase que passagens de serviço menores mas com comprimento superior a 6 m também sejam acessíveis nas duas extremidades ABNT 2004 Todos os direitos reservados 51 ABNT NBR 54102004 Tabela 27 Distâncias mínimas a serem obedecidas nas passagens destinadas à operação eou manutenção quando for assegurada proteção parcial por meio de obstáculos Situação Distância 1 Distância entre obstáculos entre manípulos de dispositivos elétricos punhos volantes alavancas etc entre obstáculos e parede ou entre manípulos e parede 700 mm 2 Altura da passagem sob tela ou painel 2 000 mm NOTA As distâncias indicadas são válidas considerandose todas as partes dos painéis devidamente montadas e fechadas Figura 6 Passagens com proteção parcial por meio de obstáculos 5154 Colocação fora de alcance 51541 Partes simultaneamente acessíveis que apresentem potenciais diferentes devem se situar fora da zona de alcance normal NOTAS 1 Considerase que duas partes são simultaneamente acessíveis quando o afastamento entre elas não ultrapassa 250 m 2 Definese como zona de alcance normal o volume indicado na figura 7 52 ABNT 2004 Todos os direitos reservados