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coleção PLANTAR\nPêssego\nEMBRAPA - SPI Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária\nEmpresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA\nCentro de Pesquisa Agropecuária de Clima Temperado - CPACT\nA CULTURA DO PÊSSEGO\nServiço de Produção de Informação - SPI\nBrasília - DF\n1993 Coleção Plantar, 6\nCoordenação Editorial:\nEmbrapa Produção de Informação - SPI\nBrasília, DF\nProdução Editorial:\nTextonovo Editora e Serviços Editoriais Ltda.\nSão Paulo, SP\n1ª edição:\n1ª impressão: (1993): 5.000 exemplares\n2ª impressão: (2006): 1.000 exemplares\nReservados todos os direitos.\nFica expressamente proibido reproduzir esta obra, total ou parcialmente, através de quaisquer meios, sem autorização expressa da Embrapa - SPI.\nCIP - Brasil. Catalogação-na-publicação.\nA cultura do pêssego / Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária,\nCentro de Pesquisa Agropecuária de Clima Temperado. - Brasília :\nEMBRAPA/SPI, 1993.\n60 p. ; 16 cm. (Coleção Plantar; 6).\nISBN 85-85007-13-3\n1. Pêssego - Cultivo. i. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Centro de Pesquisa Agropecuária de Clima Temperado (Pelotas, RS). II. Série.\nCDD 634.25\nCopyright © 1993 EMBRAPA/SPI Autores:\n\nAílton Raseira\nEng.º Agr., M.Sc.\n\nBonifácio Hideyuki Nakasu\nEng.º Agr., Ph.D.\n\nCláudio José da Silva Freire\nEng.º Agr., M.Sc.\n\nFernando Flores Cantillano\nEng.º Agr., M.Sc.\n\nJoel Figueiredo Fortes\nEng.º Agr., Ph.D.\n\nLuiz Antônio Benincá de Salles\nEng.º Agr., Ph.D.\n\nMárcio Magnani\nEng.º Agr., M.Sc.\n\nMaria do Carmo Bassols Raseira\nEngª Agrª, Ph.D.\n\nVera Allgayer Osório\nEcon., M.Sc. APRESENTAÇÃO\n\nA \"Coleção Plantar\" é uma série de títulos que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) coloca à disposição do público com as principais recomendações técnicas relacionadas a hortaliças e fruteiras diversas.\n\nClima, principais variedades, época de plantio, preparo do solo, calagem e adubação, irrigação, controle de pragas e doenças, medidas preventivas, uso correto de agroquímicos, cuidados pós-colheita, comercialização e coeficientes de produção são temas desenvolvidos pela Coleção, que deverá atingir, progressivamente, cerca de 100 títulos.\n\nO pessegueiro, oriundo do Ásia, é cultivado comercialmente, no Brasil, há poucas décadas. É cultivado em clima temperado e a maioria das cultivares exige no mínimo 600 horas de frio por ano para florescer. Por ter sua colheita no período de entre safra de outros países produtores, apresenta grande potencial de exportação. As recomendações aqui fornecidas objetivam expandir o cultivo desta fruteira por meio de técnicas oriundas da pesquisa, para que se obtenham frutos de qualidade, tanto para o mercado interno quanto para o externo.\n\nLucio Brunale\nGerente-Geral do SPI SUMÁRIO\n\nIntrodução ...................................................... 9\nClima ........................................................ 10\nSolo .......................................................... 12\nCalagem e adubação ................................... 13\nCultivares .................................................... 18\nPlantio ........................................................ 21\nPodas .......................................................... 28\nRaleio .......................................................... 33\nPragas e doenças ....................................... 34\nColheita e armazenamento ......................... 50\nCoeficientes técnicos (para pequenas propriedades) ........ 54 Introdução\nO pessegueiro - Prunus persica (L. Bastsch) - é uma planta da família das rosáceas, originária da Ásia. Embora tenha sido introduzida no Brasil logo após o descobrimento, só passou a ter importância comercial há cerca de trinta anos. É cultivado sobretudo no Sul. O Rio Grande do Sul, o maior produtor, colhe cerca de dois terços da safra brasileira e de 80% a 90% dos pêssegos para conserva. A colheita, no Brasil, se dá entre agosto e março, época de entressafra nos grandes mercados consumidores do Hemisfério Norte, de modo que há boas possibilidades de exportação. Clima\nO pessegueiro, fruteira de clima temperado, entra em estado de dormência no final do outono e início do inverno. Trata-se de um período em que a planta tem seu desenvolvimento aparentemente paralisado. Ocorre no inverno, e as espécies frutíferas de clima temperado perdem as folhas. No caso do pessegueiro, a planta necessita de algumas centenas de horas de frio (abaixo de 7,2 °C) para que ocorra a quebra da dormência. A maioria das cultivares exige de 600 a 1 000 horas de frio por ano para florescer, mas existem algumas que precisam apenas de 100 horas de frio aproximadamente. Um dos objetivos do programa de melhoramento genético do CPACT é obter cultivares com pouca exigência de frio. No verão, entretanto, as temperaturas mais altas beneficiam a qualidade dos frutos. Em áreas de maior altitude, onde os verões são mais frescos, muitas cultivares podem apresentar frutos com sabor pouco doce.\nAs geadas são muito prejudiciais pouco antes, durante e logo após o florescimento. As profundas raízes do pessegueiro permitem-lhe suportar pequenos períodos de estiajem mas não resistem a secas prolongadas no final da primavera e no verão, antes da colheita, exigindo, portanto, irrigação. O excesso de chuvas durante a floração, no período vegetativo e pouco antes da colheita aumenta a incidência de doenças que causam perdas na produção. Solo\n\nO pessegueiro prospera em solos profundos, permeáveis e bem drenados. A boa drenagem é o requisito mais importante. Quando o subsolo é duro ou pouco permeável, as plantas desenvolvem-se bem, no início, mas logo tornam-se fracas e podem até morrer. Solos mais úmidos não são recomendados para o pessegueiro. Solos arenosos, com pequenas quantidades de argila (20% a 40%), profundos e com subsolo permeável são os ideais para essa cultura.\n\nA Embrapa não recomenda o plantio em áreas onde já foram plantados pessegueiros anteriormente, e desaconselha especialmente a substituição de árvores velhas com o uso das mesmas covas para as novas plantas.

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(Coleção Plantar; 6).\nISBN 85-85007-13-3\n1. Pêssego - Cultivo. i. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Centro de Pesquisa Agropecuária de Clima Temperado (Pelotas, RS). II. Série.\nCDD 634.25\nCopyright © 1993 EMBRAPA/SPI Autores:\n\nAílton Raseira\nEng.º Agr., M.Sc.\n\nBonifácio Hideyuki Nakasu\nEng.º Agr., Ph.D.\n\nCláudio José da Silva Freire\nEng.º Agr., M.Sc.\n\nFernando Flores Cantillano\nEng.º Agr., M.Sc.\n\nJoel Figueiredo Fortes\nEng.º Agr., Ph.D.\n\nLuiz Antônio Benincá de Salles\nEng.º Agr., Ph.D.\n\nMárcio Magnani\nEng.º Agr., M.Sc.\n\nMaria do Carmo Bassols Raseira\nEngª Agrª, Ph.D.\n\nVera Allgayer Osório\nEcon., M.Sc. APRESENTAÇÃO\n\nA \"Coleção Plantar\" é uma série de títulos que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) coloca à disposição do público com as principais recomendações técnicas relacionadas a hortaliças e fruteiras diversas.\n\nClima, principais variedades, época de plantio, preparo do solo, calagem e adubação, irrigação, controle de pragas e doenças, medidas preventivas, uso correto de agroquímicos, cuidados pós-colheita, comercialização e coeficientes de produção são temas desenvolvidos pela Coleção, que deverá atingir, progressivamente, cerca de 100 títulos.\n\nO pessegueiro, oriundo do Ásia, é cultivado comercialmente, no Brasil, há poucas décadas. É cultivado em clima temperado e a maioria das cultivares exige no mínimo 600 horas de frio por ano para florescer. Por ter sua colheita no período de entre safra de outros países produtores, apresenta grande potencial de exportação. As recomendações aqui fornecidas objetivam expandir o cultivo desta fruteira por meio de técnicas oriundas da pesquisa, para que se obtenham frutos de qualidade, tanto para o mercado interno quanto para o externo.\n\nLucio Brunale\nGerente-Geral do SPI SUMÁRIO\n\nIntrodução ...................................................... 9\nClima ........................................................ 10\nSolo .......................................................... 12\nCalagem e adubação ................................... 13\nCultivares .................................................... 18\nPlantio ........................................................ 21\nPodas .......................................................... 28\nRaleio .......................................................... 33\nPragas e doenças ....................................... 34\nColheita e armazenamento ......................... 50\nCoeficientes técnicos (para pequenas propriedades) ........ 54 Introdução\nO pessegueiro - Prunus persica (L. Bastsch) - é uma planta da família das rosáceas, originária da Ásia. Embora tenha sido introduzida no Brasil logo após o descobrimento, só passou a ter importância comercial há cerca de trinta anos. É cultivado sobretudo no Sul. O Rio Grande do Sul, o maior produtor, colhe cerca de dois terços da safra brasileira e de 80% a 90% dos pêssegos para conserva. A colheita, no Brasil, se dá entre agosto e março, época de entressafra nos grandes mercados consumidores do Hemisfério Norte, de modo que há boas possibilidades de exportação. Clima\nO pessegueiro, fruteira de clima temperado, entra em estado de dormência no final do outono e início do inverno. Trata-se de um período em que a planta tem seu desenvolvimento aparentemente paralisado. Ocorre no inverno, e as espécies frutíferas de clima temperado perdem as folhas. No caso do pessegueiro, a planta necessita de algumas centenas de horas de frio (abaixo de 7,2 °C) para que ocorra a quebra da dormência. A maioria das cultivares exige de 600 a 1 000 horas de frio por ano para florescer, mas existem algumas que precisam apenas de 100 horas de frio aproximadamente. Um dos objetivos do programa de melhoramento genético do CPACT é obter cultivares com pouca exigência de frio. No verão, entretanto, as temperaturas mais altas beneficiam a qualidade dos frutos. Em áreas de maior altitude, onde os verões são mais frescos, muitas cultivares podem apresentar frutos com sabor pouco doce.\nAs geadas são muito prejudiciais pouco antes, durante e logo após o florescimento. As profundas raízes do pessegueiro permitem-lhe suportar pequenos períodos de estiajem mas não resistem a secas prolongadas no final da primavera e no verão, antes da colheita, exigindo, portanto, irrigação. O excesso de chuvas durante a floração, no período vegetativo e pouco antes da colheita aumenta a incidência de doenças que causam perdas na produção. Solo\n\nO pessegueiro prospera em solos profundos, permeáveis e bem drenados. A boa drenagem é o requisito mais importante. Quando o subsolo é duro ou pouco permeável, as plantas desenvolvem-se bem, no início, mas logo tornam-se fracas e podem até morrer. Solos mais úmidos não são recomendados para o pessegueiro. Solos arenosos, com pequenas quantidades de argila (20% a 40%), profundos e com subsolo permeável são os ideais para essa cultura.\n\nA Embrapa não recomenda o plantio em áreas onde já foram plantados pessegueiros anteriormente, e desaconselha especialmente a substituição de árvores velhas com o uso das mesmas covas para as novas plantas.

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