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METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA DISCIPLINA Apostila elaborada pelos professores de METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA da Pósgraduação UNIASSELVI wwwgrupouniasselvicombr PÓSGRADUAÇÃO UNIASSERVI 1 wwwgrupouniasselvicombr 2 IMPORTANTE Esta apostila é utilizada exclusivamente para fins didáticos na disciplina de METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA na Pósgraduação UNIASSELVI Não deve ser considerada como base para consulta bibliográfica mas como material de orientação É proibida a reprodução total ou parcial de qualquer forma ou por qualquer meio A violação dos direitos de autor Lei nº 961098 é crime estabelecido pelo artigo 184 do Código Penal wwwgrupouniasselvicombr 3 PLANO DE ESTUDO DA DISCIPLINA METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA EMENTA Conhecimento e Ciência Pesquisa Científica etapas modalidade coleta e análise de dados Trabalhos Acadêmicos Artigo Científico apresentação gráfica orientações metodológicas estrutura Delimitação da Pesquisa tema problema objetivos e etapas do desenvolvimento Informações sobre orientação do artigo OBJETIVO Compreender criticamente os conceitos e processos da pesquisa científica visando à elaboração da estrutura do artigo técnico científico AVALIAÇÃO Elaboração textual e exercícios Estruturação parcial do artigo REFERÊNCIAS BÁSICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 14724 informação e documentação trabalhos acadêmicos apresentação Rio de Janeiro 2011 NBR 6024 informação e documentação numeração progressiva das seções de um documento escrito apresentação Rio de Janeiro 2003 NBR 6028 informação e documentação resumo apresentação Rio de Janeiro 2003 NBR 6027 informação e documentação sumário apresentação Rio de Janeiro 2003 NBR 10520 informação e documentação citações em documentos apresentação Rio de Janeiro 2002 NBR 6023 informação e documentação referências elaboração Rio de Janeiro 2002 ANDRADE Maria Margarida de Introdução à metodologia do trabalho científico 5 ed São Paulo Atlas 2001 AZEVEDO Israel Belo de O prazer da produção científica 7 ed Piracicaba UNIMEP 1999 CERVO Amado Luiz BERVIAN Pedro Alcino Metodologia científica 5 ed São Paulo Prentice Hall 2002 GIL Antônio Carlos Como elaborar projetos de pesquisa 3 ed São Paulo Atlas 1996 LAKATOS Eva Maria MARCONI Marina de Andrade Metodologia científica 3 ed São Paulo Atlas 2000 MEDEIROS João Bosco Redação científica 6 ed São Paulo Atlas 2004 SEVERINO Antônio Joaquim Metodologia do trabalho científico 21 ed São Paulo Cortez 2000 TAFNER Malcon Anderson et al Metodologia do trabalho acadêmico 3 ed Curitiba Juruá 2010 wwwgrupouniasselvicombr 4 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 5 1 CONHECIMENTO 7 11 CONHECIMENTO MÍTICO 7 12 CONHECIMENTO POPULAREMPÍRICO 8 13 CONHECIMENTO RELIGIOSOTEOLÓGICO 9 14 CONHECIMENTO ESTÉTICOARTÍSTICO 10 15 CONHECIMENTO FILOSÓFICO 11 16 CONHECIMENTO TÉCNICO 12 17 CONHECIMENTO CIENTÍFICO 14 2 CIÊNCIA 16 21 CARACTERÍSTICAS E COMPONENTES 16 3 PESQUISA CIENTÍFICA 19 31 ETAPAS DA PESQUISA 19 32 MODALIDADES DA PESQUISA 21 33 COLETA DE DADOS 24 331 Questionário 25 3311 População e amostragem 27 3312 Tamanho da amostra aleatória simples 27 332 Entrevista 28 333 Observação 29 34 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO 29 4 TRABALHOS TÉCNICOCIENTÍFICOS 31 41 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE GRADUAÇÃO TRABALHO DE GRADUAÇÃO INTERDISCIPLINAR TRABLAHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EOU APERFEIÇOAMENTO 31 411 Monografia 31 412 Dissertação 31 413 Tese 31 414 Paper 31 415 Artigo científico 32 5 ARTIGO CIENTÍFICO 33 51 APRESENTAÇÃO GRÁFICA 33 52 ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS 34 53 ESTRUTURA DO ARTIGO 35 531 Elementos prétextuais 35 532 Elementos textuais 36 5321 Introdução 36 5322 Desenvolvimento 36 5323 Considerações Finais 39 533 Elementos póstextuais 39 5331 Referências 39 5332 Apêndice 39 5333 Anexo 39 6 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA40 61 DELIMITAÇÃO DO TEMA41 62 PROBLEMA DE PESQUISA 41 63 OBJETIVOS42 64 ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO44 65 ORIENTAÇÃO DO ARTIGO44 REFERÊNCIAS 46 ANEXO 48 wwwgrupouniasselvicombr 5 INTRODUÇÃO Na busca de atualizarse na sua missão de ensinar a Pósgraduação UNIASSELVI procura inovar as possibilidades didáticas incitando professores e alunos a perseguirem o melhor preparo para o mercado e para a academia Todo profissional contemporâneo deve procurar a solidez de conhecimentos aliada à atualização constante tendo que apresentar um background cultural que o coloque nas melhores cadeiras de um mercado competitivo Disciplinas como Metodologia da Pesquisa Científica são ofertadas com o intuito de criar uma postura crítica Elas procuram contribuir para que o pesquisador iniciante alcance seus objetivos na pesquisa em termos epistemológicos tecnológicos de ensino e de procedimentos didáticos apresentando significativos ganhos Tudo isso porque as atividades científicas demandam coragem esforço e principalmente qualidade A equipe de professores que elaborou esta apostila objetivou apresentar as características de artigos científicos e procedimentos para sua elaboração favorecendo e estimulando a ética a solução de problemas a produção escrita eou a vivência da pesquisa científica Para tanto a apostila apresenta explicações sobre a estrutura do documento técnicocientífico a ser elaborado pelos acadêmicos da Pós graduação da UNIASSELVI Acreditamos que esta apostila se tornará uma referência para quando você caro pósgraduando estiver iniciando seu Artigo Científico Lembramos que o primeiro passo é a escolha do tema Esta deve ser realizada com muita flexibilidade liberdade e criatividade Se na monografia a formulação do problema dos objetivos e da metodologia é vital para a elaboração do trabalho de pesquisa no artigo científico a definição do tema e de seu esquema básico conhecido como esqueleto do texto é fundamental Por isso a importância de você estar tranquilo quando estiver encaminhando esses processos fundamentais para a construção do artigo Inicie um exercício individual ou com outras pessoas procurando comentar e identificar questões relacionadas às suas preferências temáticas individuais motivações profissionais assuntos ou áreas temáticas de leitura e estudo que marcaram ou foram mais determinantes em suas escolhas acadêmicas inclusive que trouxeram você a este momento Pense em um ou dois assuntostemas bem genéricos Não esqueça verbalizar e anotar suas ideias sobre o tema gera por si só um processo de feedback Em termos práticos é o seguinte se você apenas pensar sobre um assunto ou uma ideia e ficar analisando mentalmente a questão terá uma compreensão específica e mais restrita baseada em dados comparativos relativos ou seja você abre um número menor de arquivos para analisar a questão Mas se verbalizar e escrever tudo o que estiver pensando ou se fizer isso em um grupo sua análise será mais ampla e completa Após identifique questões mais específicas nesse quadro geral detectando alguns focos mais estreitos relacionados a possíveis temas Na continuidade perguntese Este pode ser um tema para meu artigo científico Aonde quero chegar analisando este tema Há material teórico consistente e suficiente livros revistas sites etc para fundamentar um texto com este tema ou não há muito material teórico produzido sobre o assunto Qual será meu diferencial de análise Qual o assunto que sempre me interessou desde a faculdade em livros artigos palestras cursos etc Qual a área ou o conjunto de questões que mais me instiga no trabalho profissional Aquelas que vivencio durante minha jornada de trabalho e que sempre me inquietam O que sistematicamente procuro responder ou pelo menos atenuar em termos de dúvidas Qual o assunto que é foco mais comum de minhas leituras Provavelmente um ou dois temas se destacarão Se não houver êxito imediato ou se não for tão simples como imaginava dê um tempo a você e passe a observar em suas preferências teóricas uma tendência geral como também uma provável linha de ação profissional repetitiva que denote certa coerência ou afinidade com um tema ou uma área no trabalho profissional e intelectual Não se esqueça de que a definição do tema deve ser algo individual com grande significado para o autor pois assim o artigo será realizado com mais motivação e prazer Não se deixe levar somente pela sugestão de amigos e professores Escolha um tema que tenha significado para você respeitando é claro algumas regras importantes na escolha e na redação de um artigo acadêmico Para amadurecer gradativamente o melhor tema para o artigo você pode e deve realizar estas reflexões sozinho eou com outras pessoas inclusive já de início escolhendo seu orientador tendo a preocupação constante de anotar as ideias no momento em que elas aparecem na hora em que ocorre o insight caso contrário as ideias fogem e você acaba se esquecendo wwwgrupouniasselvicombr 6 Após estas reflexões escreva muito Somente desta forma o Artigo Científico se tornará uma realidade Convém por oportuno ressaltar ainda que a equipe de professores da disciplina de Metodologia busca atualização constante da apostila Assim criamos uma identidade com a UNIASSELVI normatizando a apresentação e a editoração dos artigos e dos trabalhos dos nossos pósgraduandos Enfim a apostila é de grande valor e estimulará você aluno da Pósgraduação UNIASSELVI a sentir prazer com a pesquisa científica porque na obra buscamos primar pela clareza dos objetivos elegância na forma de apresentação e erudição na medida justa evitando pernosticismos na apresentação dos temas Além do mais buscamos um tratamento diferenciado para os vários cursos sem fugir entretanto da unidade fundamental da disciplina de Metodologia Equipe de Metodologia da Pesquisa Científica da Pósgraduação UNIASSELVI wwwgrupouniasselvicombr 7 1 CONHECIMENTO O conhecimento é o ato de adquirir informações e dados sobre um determinado assunto Ele pode ser motivado pela necessidade de conhecer algo ou saber sobre ele bem como por curiosidade de conheceridentificar o procedimento histórico as características o funcionamento entre outros de um fato Assim conhecimento É um processo de reflexão crítica cujo objetivo é o desvelamento de um objeto BARROS LEHFELD 2000 Portanto nesta prática de reflexão e descoberta é necessário o envolvimento de dois segmentos sujeito e objeto O sujeito é o indivíduo capaz de conhecer desvelar ou seja é o pesquisador o aluno o professor enquanto o objeto é tudo que pode ser conhecido refletido criticado podendo ser algo físico tangível como um acontecimento um produto um fenômeno etc É nesta relação do sujeito com o objeto que se estabelece a busca pelo conhecimento Em termos mais específicos é nesta relação que se dá a pesquisa a busca pelo conhecimento O ser humano busca o conhecimento ao problematizar o mundo vivido sua relação com o meio e com os seus semelhantes O conhecimento possibilita representar a realidade de maneira que o sujeito possa se situar e agir no mundo O conhecimento é uma forma de representação da realidade Ao produzirbuscar conhecimento se cria uma representação possível da realidade A realidade sendo uma construção do sujeito que conhece é elaborada com base nos referenciais do sujeito São muitas as variáveis da relação entre sujeito e objeto do conhecimento Para conhecer o sujeito utiliza os referenciais que estão a sua disposição Em função dos elementos utilizados pelo sujeito de sua visão de mundo da realidade do resultado e dos procedimentos adotados temse a geração de um tipo de conhecimento mais ou menos específico Muito embora seja necessário levar em conta o caráter sistêmico e complexo do conhecimento para fins didáticos e reflexivos é comum uma separação entre os tipos de conhecimento A tipologia do conhecimento de forma simplificada pode ser entendida como o resultado da utilização pelo sujeito de diferentes tipos de referências para a construção do conhecimento Convencionalmente o conhecimento é tipificado em conhecimento popularempírico filosófico religiosoteológico e científico Contudo levandose em conta outros referenciais e procedimentos possíveis ainda é viável encontrar outros tipos para essa divisão Os tipos de conhecimento podem coexistir em um mesmo sujeito da cognição Um cientista voltado para o estudo da biologia por exemplo pode ser praticante de uma religião ter afinidades com um sistema filosófico e ter como guia de sua vida cotidiana conhecimentos provenientes do senso comum Além disso vale salientar que esses tipos de conhecimento podem ter um mesmo objeto de estudo como por exemplo a origem do universo Mas cada um dos tipos de conhecimento pode apresentar a sua versão para tal fato Para que se entenda melhor como funciona essa diversidade de conhecimentos apresentamse em linhas gerais os sete tipos de conhecimento o mítico o popularempírico o religiosoteológico o estéticoartístico o filosófico o técnico e o científico 11 CONHECIMENTO MÍTICO O conhecimento mítico busca o entendimento da realidade com base no sobrenatural e na tradição É um tipo de conhecimento que faz uso da intuição para explicar a realidade as origens e a cosmologia de um grupo O conhecimento mítico assim como os demais tipos de conhecimento cria uma representação do real atribuindo sentido significado para as manifestações da natureza e para as tradições culturais A crença em seres fantásticos em simbiose com o meio ambiente e com os ancestrais explica o funcionamento do social e do natural LEITURA COMPLEMENTAR MITO E COSMOLOGIA As cosmologias indígenas representam modelos complexos que expressam suas concepções a respeito da origem do Universo e de todas as coisas que existem no mundo Os mitos considerados individualmente descrevem a origem do homem das relações ecológicas entre animais plantas e outros elementos da natureza da origem da agricultura da metamorfose de seres humanos em animais da razão de ser de certas relações sociais culturalmente importantes etc Para muitas sociedades indígenas o cosmos está ordenado em diversas camadas onde se encontram divindades fenômenos atmosféricos e geográficos animais e plantas montanhas rios espíritos de pessoas e animais ancestrais humanos entes sobrenaturais benévolos e malévolos Cada uma das diversas sociedades indígenas elabora suas próprias explicações a respeito do mundo dos fenômenos da natureza dos espíritos dos seres sobrenaturais e também do momento em que surgiram os seus ancestrais Para exemplificar apresentamos resumidamente o mito de origem dos índios Arara grupo de língua Karib Para eles quando essa vida ainda não havia começado existiam somente o céu e a água Separandoos uma pequena casca que recobria o céu e servia de assoalho a seus habitantes Na casca do céu a vida era plena pois havia de tudo para todos wwwgrupouniasselvicombr 8 A boa humanidade protegida pela divindade Akuanduba vivia conforme as coisas básicas da vida acordar comer beber namorar dormir Se alguém cometesse algum excesso contrariando as normas a divindade fazia soar uma pequena flauta chamando a atenção de todos para que se comportassem de acordo com a boa ordem Fora da casca do céu existiam coisas ruins seres atrozes e espíritos maléficos contra os quais a boa humanidade estava protegida por Akuanduba Houve um dia no entanto que ocorreu uma grande briga da qual participou muita gente A divindade fez soar a flauta mas a multidão teimosa não quis parar de brigar Nessa confusão a casca do céu se rompeu lançando tudo e todos para longe para dentro da água que envolvia a casca Com a queda todos perderam e todos os velhos e crianças morreram restando apenas uns poucos homens e mulheres Dos sobreviventes alguns foram levados de volta ao céu por pássaros amazônicos onde se transformaram em estrelas Os que ficaram foram abandonados pelos pássaros nos pedaços da casca do céu que caíram sobre as águas Assim surgiram os Arara que para se manter afastados das águas escolheram ocupar o interior da floresta Até hoje os Arara habitantes do vale dos rios Iriri Xingu no Estado do Pará assobiam chamando as araras quando as vêem voando em bandos por sobre a floresta Quando pousam no alto das árvores as araras por sua vez observam os índios e ao notarem o quanto eles cresceram desistem de leválos de volta ao céu Aqui já foram deixados outras vezes e aqui deverão permanecer Os Arara que antes viviam como estrelas estão agora condenados a viver como gente tendo que perseguir o alimento de cada dia em meio aos perigos que existem sobre o chão BIBLIOGRAFIA RAMOS Alcida Rita Sociedades indígenas São Paulo Ática 1986 TEIXEIRAPINTO Márnio Ieipari sacrifício e vida social entre os índios Arara Curitiba Editora UFPR 1997 Fonte httpwwwmuseudoindioorgbrtemplate01defaultaspID S33IDM110 Acesso em jun 2011 12 CONHECIMENTO POPULAREMPÍRICO O conhecimento popularempírico também pode ser designado de vulgar ou de senso comum Porém nesse tipo de conhecimento a maneira de conhecer ocorre de forma superficial por informações ou por experiência casual É desenvolvido principalmente por meio dos sentidos e não tem a intenção de ser profundo sistemático e infalível Usualmente é adquirido por acaso ou pelas tradições ou transmitido de geração para geração não passando pelo crivo dos postulados metodológicos O conhecimento popularempírico é adquirido independentemente de estudos de pesquisas de reflexões ou de aplicações de métodos Entretanto pode tornarse científico desde que passe pelas exigências dos pares de uma comunidade científica Pode atingir o status de conhecimento científico pois ele é base fundamental do conhecer e já existia muito antes de o ser humano imaginar a possibilidade da existência da ciência FACHIN 2003 p 10 Entre as características do conhecimento popular empírico estão segundo AnderEgg 1978 apud LAKATOS MARCONI 2000 Superficial conformase com a aparência com aquilo que se pode comprovar simplesmente estando junto das coisas Usamse frases como Eu vi Eu estive presente Porque disseram Porque todo mundo diz Sensitivo referese às vivências aos estados de ânimo e às emoções da vida diária da pessoa Essas vivências não são plausíveis de comprovação e de mensuração Subjetivo é o próprio sujeito que organiza suas experiências e os seus conhecimentos Assistemático a organização da experiência não visa a uma sistematização das ideias e da forma de adquirilas nem à tentativa de validálas Enfim no conhecimento popularempírico o homem conhece o fato e a sua ordem aparente sem explicações de ordem sistemática metodológica mas pela experiência pelo costume e pelo hábito Num embate entre o conhecimento popularempírico e o conhecimento científico algumas pessoas poderão argumentar que ambos têm o mesmo valor outras poderão defender que o primeiro é inferior e que o segundo é digno de confiança e mérito wwwgrupouniasselvicombr 9 LEITURA COMPLEMENTAR CARACTERÍSTICAS DO SENSO COMUM Um breve exame de nossos saberes cotidianos e do senso comum de nossa sociedade revela que possuem algumas características que lhes são próprias são subjetivos isto é exprimem sentimentos e opiniões individuais e de grupos variando de uma pessoa para outra ou de um grupo para outro dependendo das condições em que vivemos Assim por exemplo se eu for artista verei a beleza da árvore se eu for marceneira a qualidade da madeira se estiver passeando sob o Sol a sombra para descansar se for bóiafria os frutos que devo colher para ganhar o meu dia Se eu for hindu uma vaca será sagrada para mim se for dona de um frigorífico estarei interessada na qualidade e na quantidade de carne que poderei vender são qualitativos isto é as coisas são julgadas por nós como grandes ou pequenas doces ou azedas pesadas ou leves novas ou velhas belas ou feias quentes ou frias úteis ou inúteis desejáveis ou indesejáveis coloridas ou sem cor com sabor odor próximas ou distantes etc são heterogêneos isto é referemse a fatos que julgamos diferentes porque os percebemos como diversos entre si Por exemplo um corpo que cai e uma pena que flutua no ar são acontecimentos diferentes sonhar com água é diferente de sonhar com uma escada etc são individualizadores por serem qualitativos e heterogêneos isto é cada coisa ou cada fato nos aparece como um indivíduo ou como um ser autônomo a seda é macia a pedra é rugosa o algodão é áspero o mel é doce o fogo é quente o mármore é frio a madeira é dura etc mas também são generalizadores pois tendem a reunir numa só opinião ou numa só idéia coisas e fatos julgados semelhantes falamos dos animais das plantas dos seres humanos dos astros dos gatos das mulheres das crianças das esculturas das pinturas das bebidas dos remédios etc em decorrência das generalizações tendem a estabelecer relações de causa e efeito entre as coisas ou entre os fatos onde há fumaça há fogo quem tudo quer tudo perde dizeme com quem andas e te direi quem és a posição dos astros determina o destino das pessoas mulher menstruada não deve tomar banho frio ingerir sal quando se tem tontura é bom para a pressão mulher assanhada quer ser estuprada menino de rua é delinqüente etc não se surpreendem e nem se admiram com a regularidade constância repetição e diferença das coisas mas ao contrário a admiração e o espanto se dirigem para o que é imaginado como único extraordinário maravilhoso ou miraculoso Justamente por isso em nossa sociedade a propaganda e a moda estão sempre inventando o extraordinário o nunca visto pelo mesmo motivo e não por compreenderem o que seja investigação científica tendem a identificála com a magia considerando que ambas lidam com o misterioso o oculto o incompreensível Essa imagem da ciência como magia aparece por exemplo no cinema quando os filmes mostram os laboratórios científicos repletos de objetos incompreensíveis com luzes que acendem e apagam tubos de onde saem fumaças coloridas exatamente como são mostradas as cavernas ocultas dos magos Essa mesma identificação entre ciência e magia aparece num programa da televisão brasileira o Fantástico que como o nome indica mostra aos telespectadores resultados científicos como se fossem espantosas obras de magia assim como exibem magos ocultistas como se fossem cientistas costumam projetar nas coisas ou no mundo sentimentos de angústia e de medo diante do desconhecido Assim durante a Idade Média as pessoas viam o demônio em toda a parte e hoje enxergam discos voadores no espaço por serem subjetivos generalizadores expressões de sentimentos de medo e angústia e de incompreensão quanto ao trabalho científico nossas certezas cotidianas e o senso comum de nossa sociedade ou de nosso grupo social cristalizamse em preconceitos com os quais passamos a interpretar toda a realidade que nos cerca e todos os acontecimentos Fonte CHAUÍ Marilena Filosofia São Paulo Ática 2005 p 110111 13 CONHECIMENTO RELIGIOSOTEOLÓGICO O conhecimento religiosoteológico do grego theos que significa Deus e logos que significa tratadodiscurso está relacionado com a fé e a crença divina Apresenta verdades indiscutíveis e infalíveis O que funda o conhecimento religioso teológico é a fé não sendo necessário ter evidências para crer O conhecimento religiosoteológico apoiase em doutrinas que contêm proposições sagradas valorativas as quais foram ou são reveladas pelo sobrenatural pelo divino e por esse motivo tais proposições são consideradas infalíveis indiscutíveis e exatas No conhecimento religiosoteológico um corpo coerente de crenças pode se transformar em religião Já a religião é o uso de forma sistematizada e institucionalizada dessas crenças Enfim o conhecimento religiosoteológico parte do princípio de que as verdades tratadas são infalíveis e indiscutíveis por consistirem em revelações da divindade do sobrenatural wwwgrupouniasselvicombr 10 LEITURA COMPLEMENTAR 1 Deus existe porque existe movimento no universo Observase no mundo que as coisas se transformam Todo o movimento tem uma causa que é exterior ao ser movido Sendo cada corpo movido por outro é necessário existir um primeiro motor não movido por outros responsável pela origem do movimento Esse primeiro motor é Deus 2 Deus existe porque no mundo os efeitos têm causa Todas as coisas no mundo são causas ou efeitos de algo não podendo uma coisa ser causa e efeito de si mesma Assim toda causa causada por outra leva à necessidade da existência de uma causa nãocausada Essa primeira causa é Deus 3 Deus existe porque se observa no mundo o aparecimento e o desaparecimento de seres Se todas as coisas aparecem ou desaparecem elas não são necessárias mas são apenas possíveis Sendo apenas possíveis deverão ser levadas a existir num dado momento por um ser já existente Esse ser existente e necessário por si próprio que torna possível a existência dos outros seres é Deus 4 Deus existe porque há graus hierárquicos de perfeição nas coisas do mundo Dizer que existem graus de bondade sabedoria implica a noção de que essas coisas existam em absoluto o que inclusive permite a comparação 5 Deus existe porque existe ordenação nas coisas do mundo No mundo verificase que as diferentes coisas se dirigem a um determinado fim o que ocorre regularmente e ordenadamente Sendo tão diversas as coisas existentes a regularidade e a ordenação não poderiam ocorrer por acaso portanto fazse necessário que exista um ser que governe o mundo Esse ser é Deus Fonte AQUINO São Tomás de Compêndio de teologia São Paulo Abril Cultural 1973 p 73 14 CONHECIMENTO ESTÉTICOARTÍSTICO A visão positivista de conhecimento colocou no topo da hierarquia a ciência Com as visões contemporâneas de saber têm sido resgatados saberes e fazeres que ajudam a entender a realidade e explicar as relações sociais e fenômenos naturais A arte tem sido elevada à categoria de conhecimento validado para esses entendimentos e explicações O conhecimento estético ou artístico baseado em sentimentos emoções criatividade e intuição possibilitam conhecer e lançar possibilidades de interpretação do real O cientista também está imerso e é influenciado por sua referências sobre arte e estética Assim o conhecimento artístico traduzido nas obras de arte é expressão de um contexto histórico cultural específico LEITURA COMPLEMENTAR O CONHECIMENTO ARTÍSTICO Embora pareça um assunto datado é recente a valorização da criatividade e da imaginação como elementos constitutivos do conhecimento A arte no entanto não reflete uma forma de conhecimento que se encerra em si pois a partir dela é possível alcançar novas formas de experiência humana Gian Danton Durante muitos anos a visão positivista do conhecimento colocou a ciência no topo de uma pirâmide Logo abaixo dela vinham conhecimentos tidos como inferiores como a filosofia a religião e o empirismo chamado de conhecimento vulgar Atualmente filósofos e cientistas começam a concordar que existem outras formas de explicar o mundo tão importantes quanto a ciência Uma dessas formas ainda um tanto desvalorizada é a arte Em filmes quadros livros e até histórias em quadrinhos pode estar a chave para compreender o homem e o mundo em que vivemos Edgar Morin acredita que a arte é um elemento essencial para analisar a condição humana No livro A cabeça bem feita ele diz que os romances e os filmes põem à mostra as relações do ser humano com o outro com a sociedade e o mundo O romance do século XIX e o cinema do século XX transportamnos para dentro da História e pelos continentes para dentro das guerras e da paz E o milagre de um grande romance como de um grande filme é revelar a universalidade da condição humana Assim em toda grande obra seja de literatura poesia cinema música pintura ou escultura há um profundo pensamento sobre a condição humana Entretanto essa maneira de ter contato com o mundo representado pela arte foi marginalizada durante décadas Origens do preconceito O Círculo de Viena importante grupo de intelectuais do início do século XX acreditava que a imaginação era um corpo estranho à ciência um parasita que devia ser eliminado por aqueles que pretendem fazer uma pesquisa séria Numa época em que a ciência era tida como a única forma válida wwwgrupouniasselvicombr 11 de explicar o mundo isso equivalia a uma sentença de morte contra a imaginação e a criatividade O mesmo Edgar Morin agora no livro Introdução ao pensamento complexo explica que a imaginação a iluminação e a criação sem as quais o progresso da ciência não teria sido possível só entravam na ciência às escondidas Eram condenáveis como forma de se chegar a um conhecimento sobre o mundo A valorização da criatividade e da imaginação só aconteceu muito recentemente O filósofo Karl Popper por exemplo ao observar as pesquisas de Einstein que considerava o mais importante cientista do século XX percebeu que toda descoberta desse cientista encerrava um elemento irracional uma intuição criadora O trabalho do pensador alemão Thomas Kuhn ao demonstrar os aspectos sociais e históricos na construção do conhecimento científico abriu caminho para que a arte fosse resgatada como forma de conhecimento Afinal se o cientista é influenciado pelo mundo em que vive ele também é influenciado pelos romances que lê pelos filmes que assiste e até pelas músicas que ouve No Brasil um livro importante para a aceitação da arte como forma de conhecer o mundo foi A Pesquisa em Arte de Silvio Zamboni Na obra o autor argumenta que a arte não só é um conhecimento por si só como também pode constituir se em importante veículo para outros tipos de conhecimentos pois extraímos dela uma compreensão da experiência humana e de seus valores Intuição A aceitação da arte como conhecimento implica a necessidade de compreender como essa manifestação se desenvolve Sabese que existe um lado racional na produção artística mas também existe um componente não racional e portanto difícil de ser verbalizado Uma das obras mais relevantes para a compreensão desse processo é o livro Desenhando com o lado direito do cérebro de Betty Edwards Baseandose em pesquisas científicas sobre a constituição do cérebro ela percebeu que geralmente o hemisfério esquerdo é dominante na maioria das pessoas o que dificulta a livre expressão da criatividade já que o lado esquerdo é racional lógico e analítico enquanto o lado direito é intuitivo e criador Fonte httpfilosofiauolcombrfilosofiaideologiasabedoria17 artigo1345971asp Acesso em jun 2011 15 CONHECIMENTO FILOSÓFICO O conhecimento filosófico pode ser entendido como resultado do esforço racional sistemático e lógico de busca de conhecimento sem recorrer à experimentação De acordo com Fachin 2003 o conhecimento filosófico busca ser o guia para a reflexão e conduz à elaboração de princípios e de valores universais válidos Ainda conforme Fachin 2003 p 7 o conhecimento filosófico conduz à reflexão crítica sobre os fenômenos e possibilita informações coerentes Seu objetivo é o desenvolvimento funcional da mente procurando educar o raciocínio Nesse tipo de conhecimento é a razão que permite a coordenação a análise e a síntese em uma visão clara e ordenada Entre as características do conhecimento filosófico estão segundo AnderEgg 1978 apud LAKATOS MARCONI 2000 Valorativo seu ponto de partida consiste em hipóteses que não poderão ser submetidas à observação ou seja as hipóteses filosóficas não se baseiam na experimentação Nãoverificável os enunciados das hipóteses filosóficas não podem ser confirmados nem refutados Racional consiste num conjunto de enunciados logicamente correlacionados Sistemático suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada numa tentativa de apreendêla em sua totalidade Infalível e exato suas hipóteses e postulados não são submetidos ao decisivo teste da observação e da experimentação O conhecimento filosófico tem como característica o esforço da razão ou seja recorrese à razão para postular boas respostas aos problemas humanos como por exemplo conhecimento ética política e estética Enfim o objeto da filosofia são as ideias os conceitos que não são redutíveis à realidade material e que por isso não são passíveis de observação e mensuração Porém vale lembrar que essa posição não é unânime LEITURA COMPLEMENTAR FILOSOFIA REPENSAR VOLTAR ATRÁS O afrontamento pelo homem dos problemas que a realidade apresenta eis aí o que é a filosofia Isto significa então que a filosofia não se caracteriza por um conteúdo específico mas ela é fundamentalmente uma atitude uma atitude que o homem toma perante a realidade Ao desafio da realidade representado pelo problema o homem responde wwwgrupouniasselvicombr 12 com a reflexão E que significa reflexão A palavra nos vem do verbo latino reflectere que significa voltar atrás É pois um repensar ou seja um pensamento em segundo grau Poderíamos pois dizer se toda reflexão é pensamento nem todo pensamento é reflexão Este é um pensamento consciente de si mesmo capaz de se avaliar de verificar o grau de adequação que mantém com os dados objetivos de medir se com o real Pode aplicarse às impressões e opiniões aos conhecimentos científicos e técnicos interrogandose sobre seu significado Refletir é o ato de retornar reconsiderar os dados disponíveis revisar vasculhar numa busca constante do significado É examinar detidamente prestar atenção analisar com cuidado E é isto o filosofar Com efeito se a filosofia é realmente uma reflexão sobre os problemas que a realidade apresenta entretanto ela não é qualquer tipo de reflexão que possa ser adjetivada de filosófica é preciso que se satisfaça uma série de exigências que vou resumir em apenas três requisitos a radicalidade o rigor e a globalidade Quero dizer em suma que a reflexão filosófica para ser tal deve ser radical rigorosa e de conjunto RADICAL Em primeiro lugar exigese que o problema seja colocado em termos radicais entendida a palavra radical no seu sentido mais próprio e imediato Quer dizer é preciso que se vá até as raízes da questão até seus fundamentos Em outras palavras exigese que se opere uma reflexão em profundidade RIGOROSA Em segundo lugar e como que para garantir a primeira exigência devese proceder com rigor ou seja sistematicamente segundo métodos determinados colocandose em questão as conclusões da sabedoria popular e as generalizações apressadas que a ciência pode ensejar DE CONJUNTO Em terceiro lugar o problema não pode ser examinado de modo parcial mas numa maneira perspectiva de conjunto relacionandose o aspecto em questão com os demais aspectos do contexto em que está inserido É nesse ponto que a filosofia se distingue da ciência de um modo mais marcante Com efeito ao contrário da ciência a filosofia não tem objeto determinado ela dirigese a qualquer aspecto da realidade desde que seja problemático seu campo de ação é o problema esteja onde estiver Melhor dizendo seu campo de ação é o problema enquanto não se sabe ainda onde ele está por isso se diz que a filosofia é busca E é nesse sentido que se pode dizer que a filosofia abre caminho para a ciência através da reflexão ela localiza o problema tornando possível a sua delimitação na área de tal ou qual ciência que pode então analisálo e quiçá solucionálo Além disso enquanto a ciência isola o seu aspecto do contexto e o analisa separadamente a filosofia embora dirigindose às vezes apenas a uma parcela da realidade inserea no contexto e a examina em função do conjunto Fonte SAVIANI Dermeval Educação do senso comum à consciência filosófica 6 ed São Paulo CortezAutores Associados 1985 p 2324 LEITURA COMPLEMENTAR 16 CONHECIMENTO TÉCNICO O conhecimento técnico é a aplicação das outras formas de conhecimento para solução de problemas e transformação da realidade É baseado na objetividade operacional da aplicação do saber fazer a um determinado contexto Tem como objeto o domínio do mundo e da natureza É especializado e específico e se esmera na aplicação de todos os outros saberes que lhe podem ser úteis Tratase de um tipo de saber que auxilia o homem e a mulher a agirem no mundo levandoos às mais diversas atividades visando à produção técnica da vida CORREIA 2009 Nos atuais paradigmas do conhecimento a construção de saberes voltados para as necessidades do mercado tornase um diferencial competitivo Nesse sentido a produção técnico científica focada no saber fazer constituise como uma regra para a inovação e aplicação de soluções práticas das organizações e da sociedade como um todo LEITURA COMPLEMENTAR A SACRALIZAÇÃO DA TÉCNICA Wellington Lima Amorim Sagrado Para falar de Sacralização e Técnica é preciso deixar claro o que significa materialismo Este consiste em axiomatizar o espírito como sendo produzido e determinado pela matéria Nessa concepção qualquer valor moral político religioso estético ou cultural é determinado pelas condições materiais Para entender como se dá o processo de materialização do real pela Técnica é necessário ainda compreender os conceitos de sagrado e profano O sagrado é sempre compreendido como algo divino diferente de qualquer realidade natural perceptível DIFERENÇA ENTRE O FILóSOFO E O CIENTISTA A diferença entre o cientista e o filósofo é portanto fácil de perceber O cientista se fixa sobre o objeto sem olhar a mesma maneira com que o atinge A maiêutica lhe é pois estranha e indispensável O filósofo centraliza sua atenção sobre o sujeito que conhece e sobre as atividades do espírito acionadas para apreender seu objeto Do cientista ao filósofo é completamente diferente a atitude frente ao seu objeto A Filosofia é uma reflexão do espírito sobre o trabalho do espírito A ciência é a flexão sobre objeto sobre o qual se debruça Fonte CHARBONNEAU PaulEugéne Curso de filosofia lógica e metodologia São Paulo EPU 1986 p 1516 wwwgrupouniasselvicombr 13 e que escapa aos processos de racionalização O sagrado é o incomum o especial o que apresenta um significado particular em nossa vida de modo absoluto e definitivo De modo geral o termo sagrado significa o que está separado reservado inviolável O seu uso possui uma extensão indefinida são lugares pessoas objetos textos imagens ações etc que são usados como sagrados O sentido da palavra sagrado é o divino o transcendente portanto Sagradas ou religiosas eram as coisas que de algum modo pertenciam aos deuses Como tais elas eram subtraídas ao livre uso e ao comércio dos homens não podiam ser vendidas nem dadas como fiança nem cedidas em usufruto ou gravadas de servidão Sacrílego era todo ato que violasse ou transgredisse esta sua especial indisponibilidade que as reservava exclusivamente aos deuses celestes nesse caso eram denominadas propriamente sagradas ou infernais nesse caso eram simplesmente chamadas religiosas AGAMBEN 2007 p 6569 No entanto para cada realidade religiosa há quase sempre uma maneira diferente de ver o sagrado Entre tantas características salientase a numinosidade De um lado o tremendo que tem como característica o medo o respeito a reverência e de outro o fascinante o misterioso a majestade o fascínio O sagrado se manifesta como o totalmente outro Ele se manifesta totalmente diferente do profano Desde as religiões mais primitivas até as mais tradicionais vemos revelações do sagrado como numa pedra árvore animais absoluto único etc Mas esses objetos só demonstram a revelação do sagrado enquanto algo de sagrado se revelar neles como por exemplo uma pedra não revela o sagrado como uma pedra mas sim como algo sagrado como objeto absoluto e transcendente Entre tantos objetos da ciência e da filosofia podese falar da sacralização ou da profanização do real Podese falar da relação entre o sagrado e o profano sob o ponto de vista da técnica da ciência da psicologia da filosofia da sociologia que significa se aproximar do elemento único e irredutível do real buscando uma resposta apropriada Profano O conceito de profano pode ser entendido como sendo aquilo que é devolvido ao uso e à propriedade dos homens Não é algo natural é artificial e somente é possível se ter acesso profanando Sendo assim cabe analisar os conceitos de uso e profanação e sua íntima relação Para que se possa entender essa relação é preciso compreender o que é religião Podese definir como sendo Religião aquilo que subtrai coisas lugares animais ou pessoas ao uso comum e as transfere para uma esfera separada Não só não há religião sem separação mas toda separação contém ou conserva em si um núcleo genuinamente religioso O termo religio segundo uma etimologia ao mesmo tempo insípida e inexata não deriva de religare o que liga e une o humano e o divino mas de relegere que indica a atitude de escrúpulo e de atenção que deve caracterizar as relações com os deuses a inquieta hesitação o reler perante as formas e as fórmulas que se devem observar a fim de respeitar a separação entre o sagrado e o profano Religio não é o que une homens e deuses mas aquilo que cuida para que se mantenham distintos Por isso à religião não se opõem a incredulidade e a indiferença com relação ao divino mas a negligência uma atitude livre e distraída ou seja desvinculada da religio das normas diante das coisas e do seu uso diante das formas da separação e do seu significado AGAMBEN 2007 p 6569 Portanto a religião separa as coisas lugares e animais colocandoas em um lugar separado conservando um núcleo religioso e são os dispositivos técnicos que são utilizados para executar tal tarefa O rito ou ritual praticado pelos dispositivos técnicos pode restituir o sagrado ao profano e viceversa O termo religio significa uma atitude disciplinar e de extrema atenção que através de suas fórmulas formas e dispositivos tem como finalidade criar uma ponte entre os espaços do sagrado e do profano O principal paradigma da civilização ocidental industrial é o desenvolvimento extremo que profanizou ou melhor materializou o mundo A racionalidade das ciências naturais e Técnica induz a uma razão econômica e industrial que atinge a previsão e o controle dos acontecimentos naturais e econômicos além de permitir a vitória do profano sobre o sagrado Uma das consequências desse desenvolvimento é a materialização do real que a partir do século XVII conjugada à racionalidade das ciências naturais e da industrialização por um lado causou a desvinculação entre a religião e a filosofia as tradições e as artes e principalmente por outro fez a ciência ganhar a aura do sagrado do dogma e da verdade A separação entre o sagrado e o profano fica mais evidente no início do século XIX estendendose até o século XXI Sendo assim a Técnica possui um discurso profanizador antimetafísico e que nos remete a uma condição puramente física somente existe a materialidade ou seja tudo que não é material precisa ser materializado ou melhor tudo que é sagrado precisa ser profanizado através da razão instrumental No entanto ela se torna sagrada em um mundo profanizado surge então a sacralização da Técnica não permitindo ao homem contemporâneo viver sem os aparatos da cibercultura e dos diversos componentes e dispositivos técnicos wwwgrupouniasselvicombr 14 17 CONHECIMENTO CIENTÍFICO O conhecimento científico procura desvelar os fenômenos suas causas e as leis que os regem Considerase assim que o objeto da ciência é o universo material físico perceptível pelos órgãos dos sentidos ou pelos aparelhos investigativos De acordo com Fachin 2003 p12 a literatura metodológica mostra que o conhecimento científico é adquirido pelo método científico e sem interrupção pode ser submetido a testes e aperfeiçoar se reformularse ou até mesmo avantajarse mediante o mesmo método Para que um conhecimento adquira o status de científico deve seguir alguns critérios internos coerência ausência de contradições consistência capacidade de resistir a argumentos contrários originalidade não ser tautologia relevância espera se que traga alguma contribuição ao conhecimento acumulado pela comunidade científica objetividade capacidade de reproduzir a realidade como ela é e não como o cientista gostaria que fosse evitar formulações ideológicas O conhecimento científico possui algumas características de consenso da literatura especializada Dentre elas se destacam as seguintes conforme AnderEgg 1978 apud LAKATOS MARCONI 2000 Real lida com ocorrências fatos isto é com toda forma de existência que se manifesta de algum modo Contingente suas proposições ou hipóteses têm a sua veracidade ou falsidade conhecida por meio da experimentação e não pela razão como ocorre no conhecimento filosófico Sistemático saber ordenado logicamente formando um sistema de ideias teoria e não conhecimentos dispersos e desconexos Verificável as hipóteses que não podem ser comprovadas não pertencem ao âmbito do conhecimento científico Falível não é definitivo absoluto ou final Aproximadamente exato novas proposições e o desenvolvimento de novas técnicas podem reformular o acervo de teoria existente Objetivo procura as estruturas universais e necessárias das coisas investigadas Generalizador reúne individualidades percebidas como diferentes sob as mesmas leis os mesmos padrões ou critérios de medida mostrando que possuem a mesma estrutura Racional procura assim apresentar explicações racionais claras simples e verdadeiras para os fatos opondose ao espetacular ao mágico e ao fantástico Previsível busca demonstrar e provar os resultados obtidos durante a investigação graças ao rigor das relações definidas entre os fatos estudados a demonstração deve ser feita não só para verificar a validade dos resultados obtidos mas também para prever racionalmente novos fatos como efeitos dos já estudados Enfim o conhecimento científico é ordenado e contínuo ocorrendo por meio de estudos incessantes Procura renovarse e modificarse continuamente evitando a transformação das teorias em doutrinas e estas em preconceitos sociais O conhecimento científico está aberto a mudanças e resulta de um trabalho paciente e lento de investigação e de pesquisa racional LEITURA COMPLEMENTAR A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA O que é ciência A questão parece banal As respostas porém são complexas e difíceis Talvez a ciência nem possa ser definida Em geral é mais conceituada do que propriamente definida Porque definir um conceito consiste em formular um problema e em mostrar as condições que o tornaram formulável No entanto para os cientistas em geral a verdadeira definição de um conceito não é feita em termos de propriedades mas de operações efetivas Mesmo assim definições não faltam Para o grande público ciência é um conjunto de conhecimentos puros ou aplicados produzidos por métodos rigorosos comprovados e objetivos fazendonos captar a realidade de um modo distinto da maneira como a filosofia a arte a política ou a mística a percebem Segundo essa concepção os contornos da ciência são mal definidos O protótipo do conhecimento científico permanece a física em torno da qual se ordenam a matemática e as disciplinas biológicas A esse conjunto opõemse os conhecimentos aplicados e técnicos bem como as disciplinas chamadas humanas A verdadeira ciência seria um conhecimento independente dos sistemas sociais e econômicos Seria um conhecimento que baseandose no modelo fornecido pela física se impõe como uma espécie de ideal absoluto Mas há outras definições umas são extremamente amplas e vagas a ponto de identificarem ciência com especulação outras são demasiadamente restritivas a ponto de excluírem do domínio propriamente científico senão todas pelo menos boa parte das disciplinas humanas Algumas definições podem ser classificadas como idealistas na medida em que insistem em reduzir a atividade científica à busca desinteressada do conhecimento ou da verdade outras apresentamse como realistas chegando ao ponto de identificarem pura e simplesmente ciência e tecnologia Uma coisa nos parece certa não existe definição objetiva nem muito menos neutra daquilo que é ou não a ciência Esta tanto pode ser uma procura metódica do saber quanto um modo de interpretar a realidade tanto pode ser uma instituição com seus grupos de pressão seus preconceitos suas recompensas oficiais quanto um metiê subordinado a instâncias administrativas políticas ou ideológicas tanto uma aventura intelectual conduzindo a um conhecimento teórico pesquisa quanto um saber realizado ou tecnicizado Fonte JAPIASSU Hilton O mito da neutralidade científica Rio de Janeiro Imago 1975 p 910 wwwgrupouniasselvicombr 15 SUGESTÕES DE FILMES Aproveitase a oportunidade para sugerir alguns filmes que podem ajudálo a entender melhor os tipos de conhecimentos existentes Filme O CORPO The Body Direção Jonas McCord Produção Rudy Cohen Elenco Antônio Banderas Pe Matt Gutierez Olívia Williams Dra Sharon Golban 2001 Foco de análise conhecimento teológicoreligioso X conhecimento científico Filme OS DEUSES devem estar loucos The Gods Must Be Crazy Direção Jamie Uys Elenco Marius Weyers Sandra Prinsloo Nixau Louw Verwey 1980 Foco de análise conhecimento teológicoreligioso x conhecimento técnico Filme POSSESSÃO Possession Direção Neil LaBute Elenco Gwyneth Paltrow Aaron Eckhart Jeremy Northam Jennifer Ehle EUA 2002 Foco conhecimento teológicoreligioso x conhecimento técnico x conhecimentp científico Filme QUASE DEUSES Something the Lord Made Direção Joseph Sargent Elenco Alan Rickman Mos Def Mary Stuart Masterson Kyra Sedgwick EUA 2004 Foco desenvolvimento do conhecimento científico wwwgrupouniasselvicombr 16 Conhecimento pelas causas a ciência se caracteriza por demonstrar as razões dos enunciados relacionando as suas causas Profundidade e generalidade das conclusões a ciência exprime suas conclusões em enunciados gerais que traduzem a relação constante do binômiocausaefeito generalizando o porquê atinge a constituição íntima e a causa comum a todos os fenômenos da mesma espécie conferindo à ciência a prerrogativa de fazer prognósticos seguros Finalidade prática e teórica da pesquisa fundamental e da descoberta da verdade decorrem inúmeras consequências práticas Objeto formal é de maneira particular o aspecto e o ângulo sob os quais a ciência atinge seu objeto material realidades físicas com o controle experimental das causas reais próximas evidências dos fatos e não das ideias Método e controle é uma investigação rigorosamente metódica e controlada derivandose daí a razão da confiança nas conclusões científicas Exatidão a ciência pode demonstrar por via de experimentação ou evidência dos fatos objetivos observáveis e controláveis o mérito dos seus enunciados e Aspecto social a ciência é uma instituição social com os cientistas membros de uma sociedade universal para a procura da verdade e melhoria das condições de vida da humanidade Além das características da ciência destacase ainda que as tarefas básicas para se fazer ciência são conforme Demo 1985 p 35 a Definir os termos com precisão para não dar margem à ambigüidade cada conceito deve ter um conteúdo específico e delimitado não pode virar durante a análise embora a dose de imprecisão seja normal o ideal é reduzila ao mínimo possível produzindo o fenômeno desejável da clareza da exposição b Descrever e explicar com transparência não incorrendo em complicações ou seja em linguagem hermética dura inteligível para bem explicar é mister simplificar mas é preciso buscar o meiotermo entre excessiva simplificação e excessiva complicação c Distinguir com rigor as facetas diversas não emaranhar termos clarear superposições possíveis fugir da mistura de planos da realidade não cair na confusão no sentido de confundir uma coisa com a outra de obscurecer regiões distintas no mesmo objeto de trocar termos destacáveis d Procurar classificações nítidas bem sistemáticas de tal sorte que objeto apareça recortado sem perder muito a sua riqueza e Impor certa ordem no tratamento do tema de tal modo que seja claro o começo ou o ponto de partida a constituição do corpo do trabalho e a sequência inconsútil das conclusões Mesmo com as mais variadas conceituações de ciência das suas características e das tarefas básicas para se construíla vale destacar que para fazer ciência é necessário preocupar 2 CIÊNCIA A palavra ciência etimologicamente tem origem latina scientia que significa aprender ou alcançar conhecimento e grega scirem conhecimento criticamente fundamentado A ciência caracterizase pelo conhecimento racional sistemático exato verificável lógico objetivo e falível Na história da ciência várias são as conceituações nem sempre unânimes Nesse sentido é possível encontrar diversas conceituações Conforme Ruiz 1996 p129 a palavra ciência pode ser assumida em duas acepções em sentido amplo ciência significa simplesmente conhecimento como na expressão tomar ciência disto ou daquilo em sentido restrito ciência não significa um conhecimento qualquer e sim um conhecimento que não só apreende ou registra fatos mas também os demonstra pelas suas causas determinantes ou constitutivas Para Fachin 2003 p 14 O ser humano diante da necessidade de compreender e dominar o meio ou o mundo em benefício próprio e da sociedade da qual faz parte acumula conhecimentos racionais sobre seu próprio meio e sobre as ações capazes de transformálo A essa sequência permanente de acréscimos de conhecimentos racionais e verificáveis da realidade denominamos ciência Para Ferrari 1982 p 22 A ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado capaz de ser submetido à verificação De acordo com Fachin 2003 a exposição dos conceitos de ciência põe em relevo a forma pela qual a pesquisa cientifica dá valor à evidência dos fatos ou objetos mostrando como cada área das ciências geralmente se inicia com os dados oriundos da observação e da verificação seguindo parâmetros da metodologia científica Devido à constante busca da verdade científica a evolução da ciência tornouse presente ampliando aprofundando detalhando e por vezes invadindo conhecimentos anteriores Dessa maneira podese colocar que a ciência é exata por tempo determinado até que ela passe por novas transformações sendo portanto falível 21 CARACTERÍSTICAS E COMPONENTES A ciência distinguese do senso comum porque este é uma opinião baseada em hábitos preconceitos tradições cristalizadas enquanto a ciência baseiase em pesquisas investigações metódicas e sistemáticas e na exigência de que as teorias sejam internamente coerentes e digam a verdade sobre a realidade De acordo com Ruiz 1996 algumas das características das ciências são wwwgrupouniasselvicombr 17 que gostaríamos que fosse em detrimento daquilo que de fato é d Profundidade na análise significando a recusa de deterse na superfície das coisas na visão imediata na ingenuidade da informação primeira e Ordem na exposição significando a montagem concatenada arrumada clara da pesquisa e análise f Dedicação à ciência tomada por vocação ou seja feita com convicção íntima com prazer com realização pessoal g Abertura incondicional ao teste alheio a fim de superar colocações subjetivistas etéreas ou excessivamente gerais que não conseguem ser reproduzidas pelos colegas h Assídua leitura dos clássicos para conhecimento profundo de como viram realidade e até que ponto foram capazes de objetivação i Dedicação aos estudos das principais teorias metodologias e da produção atual com vistas ao posicionamento inteligente dentro da discussão e ao amadurecimento de uma personalidade própria científica Fonte DEMO Pedro Introdução à metodologia da ciência 2 ed São Paulo Atlas 1985 p 39 LEITURA COMPLEMENTAR QUALIDADES DO ESPÍRITO CIENTÍFICO Como virtude intelectual ele se traduz no senso de observação no gosto pela precisão e pela ideias claras na imaginação ousada mas rígida pela necessidade da prova na curiosidade que leva a aprofundar os problemas na sagacidade e poder de discernimento Moralmente o espírito científico assume a atitude de humanidade e de reconhecimento de suas limitações da possibilidade de certos erros e enganos É imparcial Não torce os fatos Respeita escrupulosamente a verdade O possuidor do verdadeiro espírito científico cultiva a honestidade Evita o plágio Não colhe como seu o que os outros plantaram Tem horror às acomodações É corajoso para enfrentar obstáculos e os perigos que uma pesquisa possa oferecer Finalmente o espírito científico não reconhece fronteiras Não admite nenhuma intromissão de autoridades estranhas ou limitações em seu campo de investigação Defende o livre exame dos problemas Fonte CERVO Amado Luiz BERVIAN Pedro Metodologia científica para uso dos estudantes universitários São Paulo McGrawHill do Brasil 1983 p 19 se com a formação do cientistapesquisador Nada vale um instrumental sofisticado e métodos aceitáveis se o pesquisador cientista não estiver fundamentado de um espírito científico ou seja o de buscar soluções sérias com métodos aceitos pelos pares Acima de tudo o pesquisadorcientista deve estar apto a enfrentar críticas e sustentar o seu parecer sobre o fenômeno que estuda De acordo com Cervo e Bervian 1983 o espírito científico traduzse na prática em consciência crítica objetiva e racional A consciência crítica não se refere a um sentido negativo mas ao sentido de impedir aceitação do fácil e superficial A consciência crítica só deve admitir o que é suscetível à prova A objetividade implica romper com posições subjetivas malformuladas e suscetíveis a enganos ou expressões como acho que pois para a ciência não vale o que o cientista pensa ou imagina mas o que de fato é o espírito científico age racionalmente As únicas razões explicativas de uma questão só podem ser intelectuais ou racionais As razões que a razão desconhece as razões da arbitrariedade do sentimento e do coração nada explicam nem justificam no campo da ciência CERVO BERVIAN 1983 p 19 grifos dos autores Espírito científico mentalidade científica ou atitude científica é um estado de espírito é uma disposição subjetiva adequada à nobreza e à seriedade do trabalho científico Esse estado subjetivo resulta do cultivo de uma constelação de virtudes morais e intelectuais não bastará pois conhecêlas é preciso vivêlas reduzilas à prática cultiválas RUIZ 1996 Enfim muitas são as conceituações de ciência e as posições sobre quais características internas ou externas esta deve ter mas isso depende de época para época de autor para autor e dos instrumentos investigativos disponíveis que são usados pelos cientistas de um determinado contexto LEITURA COMPLEMENTAR ALGUNS CUIDADOS METODOLóGICOS COMUNS PARA O COMPROMISSO DA OBJETIVAÇÃO a Espírito crítico significando a postura que dá primazia à contestação dos pretensos resultados científicos sobre a sua consolidação no fundo não acredita em consolidação mas na necessidade de constante superação b Rigor no tratamento do objeto significando sobretudo a necessidade de se definir bem distinguir cuidadosamente sistematizar com detalhe e fineza c Trabalho sine ira et studio significando atitude distanciada na procura de não se deixar envolver em excesso por aquilo wwwgrupouniasselvicombr 18 SUGESTÕES DE FILMES E DOCUMENTÁRIOS Sugeremse alguns filmes e documentários que podem ajudálo a entender melhor o que é ciência Filme CRIAÇÃO Direção Jon Amiel Produção Jeremy Thomas Reino Unido Han Way Film 2009 1 DVD 108 min Trailer httpwwwyoutubecomwatchvZcRP822h22A Foco Charles Darwin e a Origem das Espécies Filme GALILEU Direção Joseph Losey Lançamento em DVD 2004 Inglaterra 1975 1 DVD 139 min Trailer httpwwwyoutubecomwatchvnscGLQFq7cMfeat urerelated O filme é uma adaptação da peça Brecht e trata do conhecimento científico e religioso Filme GALILEU Batalha para o Paraíso Direção Peter Jones The History Channel 2002 1 DVD 100 min Trecho no Youtube httpwwwyoutubecom watchvOn9Wn96BETE Documentário POEIRA das estrelas vai até a Torre de Pisa Direção e Produção Rede Globo de Televisão Episódio exibido em 27 ago 2006 Vídeo online 10 min Série Poeira das Estrelas Episódio 2 Parceria entre o físico e astrônomo Marcelo Gleiser e FantásticoRede Globo de Televisão Trata do nascimento da ciência com um brevíssimo histórico de Aristóteles até Galileu Disponível em httpvideoglobocomVideosBusca0795900 htmlbpoeira20das20estrelas Acesso em 7 jun 2011 Documentário DEUS Universo e Todo Resto Apresentação Carl Sagan Arthur C Clarke Stephen Hawking Inglaterra Kultur 1988 1 DVD 50 min Documentário com Carl Sagan Arthur C Clarke e Stephen Hawking em uma conversa sobre ciência Associação Brasileira de Normas Técnicas wwwabntorgbr Banco de Teses e Dissertações CAPES capesdwcapesgovbrcapesdw Biblioteca Digital de Teses e Dissertações textos integrais de parte das teses e dissertações apresentadas na USP wwwtesesuspbr Biblioteca Nacional Brasil o site é referência para todas as bibliotecas do país com farta documentação e imagens digitalizadas além de informações e serviços wwwbnbr Biblioteca Virtual Dante Alighieri UNIASSELVI Revistas Periódicos Online bibliotecafameblucombr8080sabio Bibliotecas virtuais do sistema MCTCNPqIbict grande referência na área de bibliotecas virtuais é o site mais importante no Brasil de informação e comunicação sobre ciência e tecnologia wwwprossigabr Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico wwwcnpqbr Currículo dos pesquisadores wwwcnpqbrlattes Diretórios de grupos de pesquisa no Brasil wwwcnpqbrgpesqui3 Financiadora de Estudos e Projetos wwwfinepgovbr Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia wwwibictbr Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo wwwuspbriea Ministério da Ciência e Tecnologia wwwmctgovbr O que é Qualis wwwcapesgovbravaliacaoqualis Portal de Periódicos da CAPES wwwperiodicoscapesgovbr Revista de Divulgação Científica wwwuolcombrcienciahoje SCIELO biblioteca eletrônica com periódicos científicos brasileiros wwwscielobr Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência wwwsbpcnetorgbr Universia Brasil busca teses nas universidades públicas paulistas e na PUCPR wwwuniversiabrasilnetbuscatesesjsp WebQualis wwwqualiscapesgovbrwebqualis SITES INTERESSANTES wwwgrupouniasselvicombr 19 3 PESQUISA CIENTÍFICA A ciência desenvolvida por meio da pesquisa é um conjunto de procedimentos sistemáticos baseados no raciocínio lógico com o objetivo de encontrar soluções para os problemas propostos mediante o emprego de métodos científicos e definição de tipos de pesquisa CERVO BERVIAN 2002 ALVES MAZZOTTI GEEWANDSZAJDER 1999 A pesquisa objetiva a produção de novos conhecimentos por meio da utilização de procedimentos científicos Contribui para o trato dos problemas e processos do dia a dia nas mais diversas atividades humanas no ambiente do trabalho nas ações comunitárias no processo de formação e outros O conhecimento tornase uma premissa para o desenvolvimento do ser humano e a pesquisa como a consolidação da ciência SILVA 2008 A pesquisa tanto para efeito científico como profissional envolve a abertura de horizontes e a apresentação de diretrizes fundamentais que podem contribuir para o desenvolvimento do conhecimento OLIVEIRA 2002 p 62 O desenvolvimento da pesquisa demanda investimentos governamentais como também de instituições privadas em ciência e tecnologia e ainda de criatividade rigor conhecimento e competência dos pesquisadores acadêmicos eou cientistas já consagrados MENEZES VILLELA 2010 O pesquisador utiliza conhecimentos teóricos e práticos É necessário ter habilidades para a utilização de técnicas de análise entender os métodos científicos e os procedimentos com o objetivo de encontrar respostas para as perguntas formuladas SILVA 2008 Collis e Hussey 2005 p 16 ressaltam que o objetivo da pesquisa pode ser Revisar e sintetizar o conhecimento existente Investigar alguma situação ou problema existente Fornecer soluções para um problema Explorar e analisar questões mais gerais Construir ou criar um novo procedimento ou sistema Explicar um novo fenômeno Gerar novo conhecimento Uma combinação de quaisquer dos itens acima Os pesquisadores necessitam de métodos e procedimentos precisos planejamento eficaz critérios e instrumentos adequados que passem confiança e credibilidade tanto aos envolvidos quanto no resultado do trabalho MENEZES VILLELA 2010 Portanto é fundamental o estabelecimento de procedimentos de estudo em consonância com as etapas de desenvolvimento da pesquisa 31 ETAPAS DA PESQUISA Para o desenvolvimento adequado de uma pesquisa científica é necessário planejamento cuidadoso e investigação de acordo com as normas da metodologia científica tanto aquela referente à forma quanto a que se refere ao conteúdo OLIVEIRA 2002 p 62 O planejamento e a execução da pesquisa fazem parte de um procedimento sistematizado que compreende etapas conforme se expõe no Quadro 1 a Delimitação do tema f Metodologia b Formulação do problema g Coleta de dados c Determinação de objetivos 0h Análise e discussão dos resultados d Justificativa i Considerações finais e Fundamentação teórica j Redação e apresentação da pesquisa Fonte Adaptado de Lakatos e Marconi 2001 Barros e Lehfeld 2000 e Cervo e Bervian 2002 QUADRO 1 Etapas da pesquisa Assim é fundamental a apresentação das fases da pesquisa nos documentos técnicocientíficos citadas no quadro 1 e que são elucidadas a seguir a Delimitação do tema A escolha do tema da pesquisa geralmente é um momento de angústia para o pesquisador Este deve considerar alguns critérios SILVA 2008 GIL 1996 Conhecimento prévio de autores temas assuntos matérias Disponibilidade de tempo e de recursos para a pesquisa Existência de bibliografia disponível no assunto Possibilidade de orientação e supervisão adequada dentro do assunto Relevância e fecundidade do assunto A definição do tema deverá ser guiada não apenas por razões intelectuais mas também por questões como a instituição o nível de conhecimento e a perspectiva profissional wwwgrupouniasselvicombr 20 b Formulação do problema O problema de uma pesquisa é algo a ser formulado pelo autor no início de seu processo A partir de uma visão global do contexto deve surgir o problema a ser pesquisado Deve ser identificado claramente e delimitar os aspectos ou elementos que serão abordados Deve apresentar a situaçãoproblema da pesquisa que não necessariamente será uma limitação BARROS LEHFELD 2000 A palavra problema não significa uma dificuldade um obstáculo real à ação ou à compreensão mas sim ao foco ao assunto ao tema específico delimitado e formulado pelo pesquisador para ser alvo de seu estudo e de sua prática Pode ser uma oportunidade percebida pelo aluno sobre uma temática a ser pesquisada Este é um dos primeiros itens elaborados em uma pesquisa SILVA 2008 Escrito na forma de uma pergunta a ser respondida ao longo da pesquisa o problema deve referirse especificamente ao interesse a ser investigado pelo autor Um trabalho de pesquisa deve apresentar uma ou mais perguntas de pesquisa que são os questionamentos que surgem naturalmente a partir da descrição do problema c Determinação de objetivos Os objetivos de um projeto de estudos de pesquisa não representam somente as intenções do autor mas a possibilidade de obtenção de metas resultados finalidades que o trabalho deve atingir Do ponto de vista técnico o objetivo deve sempre iniciar no infinitivo representando a ação que se quer atingir e concluir com o projeto como compreender constatar analisar desenvolver capacitar entre outros Os objetivos classificamse em objetivo geral e objetivos específicos SILVA 2008 O objetivo geral referese diretamente ao problema do trabalho Iniciase a frase do objetivo geral com um verbo abrangente e na forma infinitiva envolvendo o cenário pesquisado e uma complementação que apresente a finalidade Já os específicos podem ser considerados uma apresentação pormenorizada e detalhada das ações para o alcance do objetivo geral Também são iniciados com verbos que admitam poucas interpretações e sempre no infinitivo SILVA 2008 BARROS LEHFELD 2000 O verbo utilizado no objetivo geral deve ser amplo e não deve ser o mesmo utilizado para um objetivo específico do mesmo projeto lembrando que em um bom planejamento assim como em uma execução e desenvolvimento é fundamental que se tenha de maneira clara qual objetivo se deseja alcançar SILVA 2008 d Justificativa Demonstra a relevância e necessidade do estudo do tema escolhido para o trabalho O autor deve informar ao seu leitor sobre a importância da discussão sobre o tema abordando sua visão de forma geral para a específica sobre o assunto tratado Em conjunto a isto devemse utilizar citações diretas e indiretas CERVO BERVIAN 2002 A abordagem da justificativa deve ser técnica e científica argumentando a favor da motivação da pesquisa ao mercado e à formação do pesquisador Deve ser elaborada tendo em vista o seguinte SILVA 2008 Por que se pretender realiza esta investigação Propósito ou intenção Possibilidades formação experiência no desenvolvimento desta Importância do tema utilidade ou necessidade da investigação O texto deverá convencer de que a pesquisa é importante que tem um significado científico uma relevância social Citar informações se for o caso de pesquisas já realizadas sobre o tema e Fundamentação teórica Esta fase da pesquisa apresenta o tema proposto fundamentandoo com uma revisão crítica de fontes de pesquisa relacionadas ao tema de forma ampla para depois especificála O aluno deve relacionar sua visão sobre o tema fundamentado aos acontecimentos atuais e trabalhos já realizados na área bem como opiniões de autores A fundamentação teórica revisão da literatura ou revisão bibliográfica apresenta os conceitos teóricos que nortearão o trabalho O texto deve ser construído expressando as leituras e os diálogos teóricos entre o pesquisador e os autores pesquisados SILVA 2006c É necessário o cumprimento da Norma Brasileira de Regulamentação NBR 10520 de 2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT f Metodologia Para o desenvolvimento de qualquer pesquisa científica é necessária a definição dos procedimentos metodológicos Assim o pesquisador deve citar e explicar os tipos de pesquisa que o estudo trata justificando cada item de classificação e a relação com o tema e objetivos da pesquisa Devese fazer uso de citações para enriquecer a argumentação Toda e qualquer fonte deve ser referenciada SILVA 2008 g Coleta de dados Apresentar como foi organizada e operacionalizada a coleta dos dados relativa ao processo de pesquisa Todas as formas usadas de coleta devem ser mencionadas como levantamento bibliográfico leituras especializadas análise documental questionários entrevistas observação e outros bem como onde foram coletadas identificando o ambiente a população e a amostra wwwgrupouniasselvicombr 21 para a pesquisa h Análise e discussão dos resultados O objetivo da análise é reunir as informações de forma coerente e organizada visando a responder o problema de pesquisa A interpretação proporciona um sentido mais amplo aos dados coletados fazendo a relação entre eles DENCKER 2000 Esta etapa pode ser de caráter quantitativo ou qualitativo utilizando várias técnicas para o tratamento dos dados É conveniente a realização de uma análise descritiva apresentando uma visão geral dos resultados e na sequência análise dos dados cruzados que possibilita perceber as relações entre as categorias de informação e da análise interpretativa DENCKER 2000 A estatística na análise e interpretação de dados segundo Labes 1998 pode ser classificada como Estatística descritiva descrição e análise sem inferências e conclusões e Estatística indutiva inferências conclusões tomadas de decisão e previsões Assim a pesquisa deve prezar pela necessidade de apresentação formal e oficial dos resultados do estudo explicitação dos objetivos de metodologia e dos resultados e prioridade à fidedignidade na transmissão das descobertas feitas LABES 1998 Todas as informações importantes constatadas na pesquisa devem ser apresentadas em forma de texto ou de elementos de apoio ao texto se for necessário como figuras quadros gráficos e tabelas Podese apresentar um quadro compreendendo o período em que se realizaram as atividades da pesquisa SILVA 2008 i Considerações finais Descrevese neste momento uma síntese da análise algumas sugestões tanto de pesquisa quanto em relação ao tema em questão Podese também salientar a contribuição e benefícios que o pesquisador propôs quando justificou a importância deste no estudo SILVA 2008 Os resultados deverão ser relacionados aos objetivos geral e específicos e aos possíveis benefícios bem como à importância do tema Este tópico não deve apresentar assunto novo como também citações diretas ou indiretas j Redação e apresentação da pesquisa Esta última estapa da pesquisa não é elaborada no término do estudo ou possui uma sequência de outras etapas mas é uma preocupação geral que o pesquisador precisa ter quando da produção científica SILVA 2008 O estilo de redação utilizado em pesquisas é chamado técnicocientífico diferindo do utilizado em outros tipos de composição como a literária a jornalística a publicitária UFPR 2000 p1 Aborda temática referente à ciência utilizando seu instrumental teórico e objetivando a discussão científica Utiliza linguagem técnica ou científica em seu nível padrão ou culto respeitando as regras gramaticais Todo texto é formado por parágrafos e por isso a preocupação deve ser na sua elaboração e harmonia das ideias O parágrafo é formado por um conjunto de enunciados que devem convergir para a produção de um sentido A primeira frase de cada parágrafo denominada tópico frasal é sempre muito importante devendo ter uma palavra forte que possa ser explorada A má definição dificulta a redação Assim devemse evitar abstrações e lembrar que cada parágrafo deve explorar uma só ideia Explorar várias ideias ao mesmo tempo torna o texto confuso e sem coerência A construção de sentido no texto relacionase com a coesão e a coerência dele Um texto coerente é um conjunto harmônico em que todas as partes se encaixam de maneira complementar de modo que nada haja de destoante ilógico contraditório ou desconexo Já o texto coeso é aquele em que seus vários enunciados estão organicamente articulados entre si em que há concatenação entre eles O modelo de apresentação do documento deverá seguir as regras definidas para sua tipologia monografia artigo científico e outros e a instituição solicitante universidade revista científica evento e outros A apresentação gráfica sugerida pela ABNT é a NBR 14724 2011 para trabalhos técnicocientíficos de caráter monográfico Após os procedimentos de planejamento e execução temse a divulgação dos resultados obtidos na pesquisa Assim o pesquisador deve apresentálos à comunidade 32 MODALIDADES DA PESQUISA Para o desenvolvimento de qualquer pesquisa científica é imprescindível a definição dos procedimentos metodológicos O artigo científico também deve apresentar os caminhos e formas utilizadas no estudo Assim é importante citar as modalidades ou tipos da pesquisa e características do trabalho Conforme Gil 2006 as pesquisas podem ser classificadas quanto à natureza da pesquisa à abordagem do problema à realização dos objetivos aos procedimentos técnicos a Do ponto de vista da sua natureza pode ser Pesquisa Básica objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o avanço da ciência sem aplicação prática prevista Envolve verdades e interesses universais GIL 2006 Assim o pesquisador busca satisfazer uma necessidade intelectual pelo conhecimento e wwwgrupouniasselvicombr 22 sua meta é o saber CERVO BERVIAN 2002 Pesquisa Aplicada objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática dirigidos à solução de problemas específicos Envolve verdades e interesses locais GIL 2006 Este tipo de pesquisa visa à aplicação de suas descobertas a um problema COLLIS HUSSEY 2005 São pesquisas básica e aplicada que não se excluem nem se opõem Ambas são indispensáveis para o progresso das ciências e do homem uma busca a atualização de conhecimentos para uma nova tomada de posição enquanto a outra pretende além disso transformar em ação concreta os resultados de seu trabalho CERVO BERVIAN 2002 p 65 b Do ponto de vista da forma de abordagem do problema pode ser Pesquisa Quantitativa considera que tudo possa ser contável o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificálas e analisálas Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas percentagem média moda mediana desvio padrão coeficiente de correlação e outros GIL 2006 Assim a pesquisa quantitativa é focada na mensuração de fenômenos envolvendo a coleta e análise de dados numéricos e aplicação de testes estatísticos COLLIS HUSSEY 2005 Pesquisa Qualitativa considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito isto é um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumentochave GIL 2006 A pesquisa qualitativa utiliza várias técnicas de dados como a observação participante história ou relato de vida entrevista e outros COLLIS HUSSEY 2005 Se você estivesse conduzindo um estudo sobre o estresse provocado por trabalho noturno e adotasse o método quantitativo seria útil coletar dados objetivos e numéricos tais como taxas de absenteísmo níveis de produtividade etc Todavia caso adotasse um método qualitativo você poderia coletar dados subjetivos sobre o estresse enfrentado por trabalhadores noturnos em termos de percepções saúde problemas sociais e assim por diante COLLIS HUSSEY 2005 p 27 c Do ponto de vista de seus objetivos pode ser Pesquisa Exploratória visa a proporcionar maior proximidade com o problema objetivando tornálo explícito ou definir hipóteses Procura aprimorar ideias ou descobrir intuições Possui um planejamento flexível envolvendo em geral levantamento bibliográfico entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado e análise de exemplos similares Assume geralmente as formas de pesquisas bibliográficas e estudos de caso Indicada para as fases de revisão da literatura formulação de problemas levantamento de hipóteses identificação e operacionalização das variáveis GIL 1996 DENCKER 2000 Esse tipo de pesquisa é voltado a pesquisadores que possuem pouco conhecimento sobre o assunto pesquisado pois geralmente há pouco ou nenhum estudo publicado sobre o tema COLLIS HUSSEY 2005 A pesquisa exploratória visa a prover o pesquisador de um maior conhecimento sobre o tema ou problema de pesquisa em perspectiva Por isso é apropriada para os primeiros estágios da investigação quando a familiaridade o conhecimento e a compreensão do fenômeno por parte do pesquisador são geralmente insuficientes ou inexistentes MATTAR 2005 p 85 Pesquisa Descritiva visa a descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis A forma mais comum de apresentação é o levantamento em geral realizado mediante questionário ou observação sistemática que oferece uma descrição da situação no momento da pesquisa Metodologia indicada para orientar a forma de coleta de dados quando se pretende descrever determinados acontecimentos GIL 1996 DENCKER 2000 É direcionada a pesquisadores que têm conhecimento aprofundado a respeito dos fenômenos e problemas estudados A pesquisa descritiva observa registra analisa e correlaciona fatos ou fenômenos variáveis sem manipulálos Procura descobrir com a precisão possível a freqüência com que um fenômeno ocorre sua relação e conexão com outros sua natureza e características desenvolvese principalmente nas ciências humanas e sociais abordando aqueles dados e problemas que merecem ser estudados e cujo registro não consta de documentos CERVO BERVIAN 2002 p 66 Pesquisa Explicativa aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão o porquê das coisas e por isso é o tipo mais complexo e delicado já que o risco de cometer erros aumenta consideravelmente Visa a identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos acontecimentos Caracteriza se pela utilização do método experimental nas ciências físicas ou naturais e observacional nas ciências sociais Geralmente utiliza as formas de Pesquisa Experimental e Pesquisa ExPost Facto Metodologia indicada para orientar a coleta de dados em pesquisas que procuram estudar a influência de determinados fatores na determinação de ocorrência de fatos ou situações GIL 1996 DENCKER 2000 d Do ponto de vista dos procedimentos técnicos pode ser Pesquisa Bibliográfica utiliza material já publicado constituído basicamente de livros artigos de periódicos e atualmente de informações disponibilizadas na internet Quase todos os estudos fazem uso do levantamento bibliográfico e algumas pesquisas são desenvolvidas exclusivamente por fontes bibliográficas Sua principal vantagem é possibilitar ao investigador a cobertura de uma gama de acontecimentos muito mais ampla do que aquela que poderia pesquisar diretamente GIL 2006 A técnica bibliográfica visa a encontrar as fontes primárias e secundárias e os materiais científicos e tecnológicos necessários para a realização do trabalho científico ou técnicocientífico OLIVEIRA 2002 wwwgrupouniasselvicombr 23 A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em documentos busca conhecer e analisar as contribuições culturais ou científicas do passado existentes sobre um determinado assunto tema ou problema constitui geralmente o primeiro passo de qualquer pesquisa científica CERVO BERVIAN 2002 p 6566 Pesquisa Documental é elaborada a partir de materiais que não receberam tratamento analítico documentos de primeira mão como documentos oficiais reportagens de jornal cartas contratos diários filmes fotografias gravações etc ou ainda a partir de documentos de segunda mão que de alguma forma já foram analisados tais como relatórios de pesquisa relatórios de empresas tabelas estatísticas etc GIL 2006 e dos localizados no interior de órgãos públicos ou privados como manuais relatórios balancetes e outros Levantamento envolve a interrogação direta de pessoas cujo comportamento se deseja conhecer acerca do problema estudado para em seguida mediante análise quantitativa chegar às conclusões correspondentes aos dados coletados O levantamento feito com informações de todos os integrantes do universo da pesquisa origina um censo GIL 2006 O levantamento usa técnicas estatísticas análise quantitativa e permite a generalização das conclusões para o total da população e assim para o universo pesquisado permitindo o cálculo da margem de erro Os dados são mais descritivos que explicativos DENCKER 2000 Estudo de Caso envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de maneira a se obter o seu amplo e detalhado conhecimento GIL 2006 O estudo de caso pode abranger análise de exame de registros observação de acontecimentos entrevistas estruturadas e nãoestruturadas ou qualquer outra técnica de pesquisa Seu objeto pode ser um indivíduo um grupo uma organização um conjunto de organizações ou até mesmo uma situação DENCKER 2000 A maior utilidade do estudo de caso é verificada nas pesquisas exploratórias Por sua flexibilidade é sugerido nas fases iniciais da pesquisa de temas complexos para a construção de hipóteses ou reformulação do problema É utilizado nas mais diversas áreas do conhecimento A coleta de dados geralmente é feita por mais de um procedimento Entre os mais usados estão a observação a análise de documentos a entrevista e a história da vida GIL 2006 É comum procederse a um estudo de caso partindo da leitura de documentos passando para a observação e a realização de entrevistas e culminando com a obtenção de histórias de vida Por exemplo se a unidade pesquisada for constituída por uma igreja evangélica o pesquisador pode inicialmente consultar documentos tais como livro de atas avisos livros de orações registro de batismos etc A seguir pode observar algumas das sessões do culto e da escola dominical Pode entrevistar o pastor e alguns dos fiéis e por fim selecionar algumas histórias de vida significativas para atingir os objetivos propostos GIL 1996 p 122 PesquisaAção concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo Os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo GIL 2006 Objetiva definir o campo de investigação as expectativas dos interessados bem como o tipo de auxílio que estes poderão exercer ao longo do processo de pesquisa Implica o contato direto com o campo de estudo envolvendo o reconhecimento visual do local consulta a documentos diversos e sobretudo a discussão com representantes das categorias sociais envolvidas na pesquisa É delimitado o universo da pesquisa e recomendada a seleção de uma amostra O critério de representatividade dos grupos investigados na pesquisaação é mais qualitativo do que quantitativo É importante a elaboração de um plano de ação envolvendo os objetivos que se pretende atingir a população a ser beneficiada a definição de medidas procedimentos e formas de controle do processo e de avaliação de seus resultados GIL 1996 Não segue um plano rigoroso pois o plano é readequado constantemente de acordo com a necessidade os resultados e o andamento da pesquisa O investigador se envolve no processo e sua intenção é agir sobre a realidade pesquisada DENCKER 2000 Diversas técnicas são adotadas para coleta de dados na pesquisaação A mais usual é a entrevista aplicada coletiva ou individualmente Também se utiliza o questionário sobretudo quando o universo a ser pesquisado é constituído por grande número de elementos Outras técnicas aplicáveis são a observação participante a história de vida GIL 1996 p 129 Pesquisaação é uma pesquisa na qual o pesquisador enquanto intervém na realidade analisa a própria intervenção Segundo Thiollent 2002 p 14 pesquisaação é um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com a ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo Pesquisa Participante pesquisa realizada por meio da integração do investigador que assume uma função no grupo a ser pesquisado mas sem seguir uma proposta predefinida de ação A intenção é adquirir conhecimento mais profundo do grupo O grupo investigado tem ciência da finalidade dos objetivos da pesquisa e da identidade do pesquisador Permite a observação das ações no próprio momento em que ocorrem DENCKER 2000 Esta pesquisa necessita de dados objetivos sobre a situação da população Isso envolve a coleta de informações socioeconômicas e tecnológicas que são de natureza idêntica às adquiridas nos tradicionais estudos de comunidades Esses dados podem ser agrupados por categorias geográficas demográficas econômicas habitacionais educacionais e outras GIL 1996 Por exemplo em relação ao problema da repetência escolar seria errôneo considerar que as causas seriam devidas exclusivamente à incapacidade dos alunos Nesta fase de crítica da representação do problema caberia considerar outros aspectos tais como o tempo que a criança dispõe para estudar os estímulos recebidos no meio familiar a maneira como é tratada na escola o interesse que lhe desperta a matéria lecionada e também a real importância dos conhecimentos que a escola transmite GIL 1996 p 135 Pesquisa Experimental quando se determina um objeto de estudo selecionamse as variáveis que seriam capazes de wwwgrupouniasselvicombr 24 Definição de cada tipo de pesquisa natureza abordagem objetivos procedimentos Explicação e argumentação do tipo de pesquisa Explicações relacionadas ao tema do trabalho Citações para cada tipo de pesquisa apresentada Correlação entre citações e referências QUADRO 2 Lembrete sobre procedimentos metodológicos Fonte Silva e Silva 2006 33 COLETA DE DADOS O propósito deste item é mencionar como foi organizada e operacionalizada a coleta dos dados relativos ao processo de pesquisa Todas as formas de coleta utilizadas devem ser mencionadas leituras entrevistas questionários documentos observação e de onde foram coletados os dados identificando o ambiente a população e a amostra retirada para a pesquisa Quadro 3 Coletas bibliográficas temas e assuntos Documentos internos da empresa relatórios etc Entrevistas e questionários devem citar quantas e quais pessoas cargos foram pesquisadas Observação definição e forma de observação QUADRO 3 Lembrete sobre coleta de dados influenciálo definemse as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto GIL 2006 A pesquisa experimental necessita de previsão de relações entre as variáveis a serem estudadas como também o seu controle e por isso na maioria das situações é inviável quando se trata de objetos sociais GIL 1996 Quando os objetos em estudo são entidades físicas tais como porções de líquidos bactérias ou ratos não se identificam grandes limitações quanto à possibilidade de experimentação Quando porém se trata de experimentar com objetos sociais ou seja com pessoas grupos ou instituições as limitações tornam se bastante evidentes Considerações éticas e humanas impedem que o experimento se faça eficientemente nas ciências humanas razão pela qual os procedimentos experimentais se mostram adequados apenas a um reduzido número de situações GIL 1996 p 5354 Pesquisa ExPostFacto o experimento se realiza depois dos fatos O pesquisador não tem controle sobre as variáveis GIL 2006 É um tipo de pesquisa experimental mas difere da experimental propriamente dita pelo fato de o fenômeno ocorrer naturalmente sem que o investigador tenha controle sobre ele ou seja nesse caso o pesquisador passa a ser um mero observador do acontecimento Exemplo disso é a verificação do processo de erosão sofrido por uma rocha por influência do choque proveniente das ondas do mar BOENTE BRAGA 2004 É importante salientar que o pesquisador deve explicar de que tipo de pesquisa o estudo trata justificando cada item de classificação e a relação com o tema e objetivos da pesquisa deve fazer uso de citações para enriquecer a argumentação Quadro 2 Toda fonte citada deve ser referida e toda fonte referida deve ser citada wwwgrupouniasselvicombr 25 Dentre as formas de coleta de dados podemse destacar questionário entrevista e observação 331 Questionário O questionário é o que exige maior atenção do pesquisador por se tratar de um instrumento irreversível ou seja no caso de ocorrência de algum problema que inviabilize a utilização desse instrumental será preciso um novo levantamento Por isso exige maior planejamento LABES 1998 Essa técnica de investigação composta por questões apresentadas por escrito às pessoas tem a intenção de identificar opiniões crenças sentimentos interesses expectativas situações vivenciadas e outros GIL 2006 As situações em que o questionário deve ser utilizado segundo Labes 1998 p 17 são Necessidade do registro de informações comprovação cientificidade Existência de dados padronizados para posterior mensuração Dispersão geográfica do públicoalvo Amostra ou população numerosa Desconhecimento dos fatores quantitativos do problema causaefeito Grande número de variáveis intervenientes Para elaborar um questionário devese refletir sobre os objetivos da pesquisa e passálos para questões específicas São as respostas que apresentarão as informações necessárias para testar as hipóteses ou esclarecer o problema da pesquisa Segundo Labes 1998 as etapas do questionário podem ser a Pesquisa b Elaboração do questionário c Testagem ou préteste d Distribuição e aplicação e Tabulação dos dados f Análise e interpretação dos dados Gil 2006 cita três tipos de questões em relação à forma questões fechadas questões abertas e questões relacionadas Na questão fechada Dencker 2000 acrescenta perguntas com escala No questionário do tipo questões fechadas apresentase ao respondente um conjunto de alternativas de resposta para que seja escolhida a que melhor representa sua situação ou ponto de vista Exemplo Qual a sua religião Católica Espírita Protestante Luterana Sem religião Outra A pergunta com escala visa a medir o grau e não a qualidade Apresenta uma gradação nas respostas A escala pode ser apresentada pela atribuição de nota de preferência de atitude Exemplo Em que medida você concorda com a privatização dos serviços de telefonia Concordo plenamente Concordo Não tenho opinião Discordo Discordo plenamente Sobre as questões o Quadro 4 apresenta alguns itens a serem lembrados Não é conveniente oferecer um número muito grande de alternativas pois prejudicará a escolha Nas questões com diversas alternativas devese sempre colocar a opção outras para não ter que listar todas as possíveis opções Ter apenas uma resposta para o entrevistado assinalar Quando houver necessidade de mais de uma resposta Exemplo Que esportes você pratica devese deixar claro na pergunta e ter cuidado na tabulação QUADRO 4 Lembrete sobre a elaboração das questões wwwgrupouniasselvicombr 26 Nas questões abertas apresentase a pergunta e deixase um espaço em branco para que a pessoa escreva sua resposta sem qualquer restrição Exemplo Como você considera o atual governo municipal Entretanto questionários com excesso de questões abertas retornam com muitas delas não respondidas Também é conveniente lembrar que nesse caso a tabulação das respostas tornase mais complexa As questões relacionadas são aquelas dependentes da resposta dada a outra questão Exemplo 9 Você possui automóvel Sim responda à questão seguinte Não responda à questão número 11 10 Qual a marca do seu automóvel Volkswagem Chevrolet Fiat Outro A pergunta não deve sugerir respostas A questão deve referirse a uma única ideia de cada vez O questionário não deve ultrapassar o número de 30 questões Iniciar pelas questões que definam o perfil do entrevistado sexo faixa etária renda etc Na sequência começar pelas questões mais gerais e depois apresentar as de maior especificidade As perguntas devem ser ordenadas em uma sequência lógica Incluir apenas perguntas que realmente tenham relação com o problema Iniciar com as questões mais fáceis e impessoais deixando as mais difíceis e íntimas para o fim Evitar perguntar o nome pois as respostas são mais livres e sinceras Não obrigar o entrevistado a fazer cálculos Ter uma boa apresentação gráfica caracteres diagramação espaçamento entrelinhas Apresentar as instruções do preenchimento adequado do questionário Citar na apresentação do questionário o objetivo da pesquisa e os envolvidos entidade QUADRO 5 Lembrete sobre questionário Labes 1998 enfatiza a necessidade de se ter grande atenção na formulação das perguntas especialmente no que diz respeito à escolha e à utilização das palavras à clareza à terminologia adequada à linguagem de fácil compreensão etc Assim para a elaboração do questionário é necessária a observação de quatro itens principais 1 Cabeçalho ou orientações aos respondentes se necessário orientações sobre o preenchimento 2 Redação das perguntas aberta fechada e semiaberta com clareza e simplicidade 3 Montagem do questionário número ordem e codificação das perguntas Ordem crescente de complexidade 4 Tratamento estético do questionário papel formato reprodução letras Antes da aplicação definitiva do questionário fazse necessário um préteste Esta prova serve para evidenciar possíveis falhas na redação do questionário tais como complexidade das questões imprecisão na redação nãonecessidade das questões constrangimentos aos informantes exaustão etc O préteste deverá ser aplicado na quantidade de 10 a 20 provas a elementos pertencentes à população pesquisada GIL 2006 DENCKER 2000 Para a distribuição do questionário após a adequação do préteste podem ser utilizados os seguintes meios correio email eou telefone Os questionários também podem ser distribuídos pessoalmente de forma individual ou em grupo Para todos os meios é preciso ter precauções para a aplicação o preenchimento e o retorno dos questionários GIL 2006 LABES 1998 wwwgrupouniasselvicombr 27 3311 População e amostragem Após um criterioso planejamento e a definição dos objetivos da pesquisa iniciase a seleção das características mensuráveis do fenômeno que se pretende pesquisar partindo então para a coleta dos dados necessários à sua descrição Nesse momento a estatística fornece métodos para a coleta a organização a descrição a análise e a interpretação de dados e para a utilização destes na tomada de decisão CRESPO 2002 Nesta fase é importante determinar como será organizada e operacionalizada a coleta dos dados relativos ao processo de pesquisa Tudo deve ser planejado com muito cuidado para que os dados a serem levantados forneçam informações relevantes em relação aos objetivos da pesquisa BARBETTA 2006 A decisão sobre o conjunto de elementos que se pretende pesquisar chamada população alvo e a definição correta do tamanho da amostra bem como do tipo de amostragem neste momento é essencial para obtenção de resultados generalizáveis O universo ou população é o conjunto de seres animados ou inanimados que apresentam pelo menos uma característica em comum dependem do assunto a ser investigado OLIVEIRA 2002 p 72Uma amostra é como um subconjunto finito de uma população LABES 1998 p 22 Quando a pesquisa é planejada a partir do método estatístico para conhecer e inferir sobre as características de determinada população é bem provável que seja necessário o uso de uma amostragem ou seja extrair uma parte da população amostra com o propósito de avaliar inferir sobre toda ela Segundo Crespo 2002 p 11 é essa uma das formas de conceituar a estatística o estudo de como chegar a conclusões sobre o todo partindo de partes deste todo Dessa forma cada elemento da população passa a ter a mesma chance de ser escolhido o que garante à amostra o caráter de representatividade e isto é muito importante pois como vimos nossas conclusões relativas à população vão estar baseadas nos resultados obtidos nas amostras dessa população CRESPO 2002 p 20 Barbetta 2006 apresenta quatro razões para o uso de amostragem em levantamentos de grandes populações economia no trato de apenas parte da população redução do tempo necessário para a coleta de dados confiabilidade dos dados na atenção de casos especiais operacionalidade potencializada em pequena escala Para definir o tipo de amostragem em consonância com os objetivos a serem atingidos podemse apreciar três tipos definidos por Barbetta 2006 e Crespo 2002 1 Amostragem Aleatória Simples sorteio ou seleção espontânea da amostra partindo da população como um todo sem restrição 2 Amostragem Sistemática quando a população encontrase ordenada e se selecionar a amostra sistematicamente a partir de um intervalo de seleção ou seja se definirem os elementos sistematicamente de 5 em 5 ou de 12 em 12 ou de 8 em 8 Este intervalo de seleção pode ser encontrado a partir da seguinte razão onde N é a população e n é o tamanho da amostra Por exemplo Em uma amostra de 1000 fichas para uma população de 5000 fichas o intervalo de seleção será ou seja de 5 em 5a cada 5 fichas escolhese uma 3 Amostragem Proporcional Estratificada consiste em dividir a população em subgrupos denominados estratos Por exemplo ao estudar uma característica dos funcionários de uma empresa é possível estratificar essa população por sexo grau de instrução ou setor de trabalho A proporcionalidade pode ser exemplificada considerando que neste caso há na população 40 de funcionários do sexo masculino e 60 do sexo feminino e são selecionados os elementos para a amostra na mesma proporção 3312 Tamanho da amostra aleatória simples Segundo Crespo 2002 p 20 grifo do autor para as inferências serem corretas é necessário garantir que a amostra seja representativa da população isto é a amostra deve possuir as mesmas características básicas da população no que diz respeito ao fenômeno que desejamos pesquisar É preciso pois que a amostra ou as amostras sejam obtidas por processos adequados O tamanho de uma amostra aleatória simples é calculado a partir de uma fórmula matemática É necessário definir inicialmente o erro amostral tolerável que é o quanto o pesquisador admite errar na avaliação dos parâmetros de interesse Chamamos de erro amostral a diferença entre o valor que a estatística pode acusar e o verdadeiro valor do parâmetro que se deseja estimar BARBETTA 2006 p 59 grifo do autor De acordo com Barbetta 2006 é possível calcular uma primeira aproximação do cálculo do tamanho da amostra apenas utilizando o erro amostral a partir da fórmula 1 Onde n0 é uma primeira aproximação para o tamanho da amostra E0 é o erro amostral tolerável em decimal quer dizer Assim uma primeira aproximação do tamanho de uma amostra aleatória simples em que se possa admitir um erro amostral inferior a 4 é calculada assim Mas conhecendo o tamanho N da população podese corrigir o cálculo anterior utilizando a fórmula 2 wwwgrupouniasselvicombr 28 Onde N é o tamanho número de elementos da população n é o tamanho número de elementos da amostra Admitindo o exemplo anterior com erro amostral de 4 para uma população onde N 20000 temse No uso destes recursos para obtenção do tamanho da amostra podese considerar que se a população for medida em milhares de unidades o cálculo do tamanho da amostra pode ser reduzido a apenas a expressão 1 LEMBRETE A análise dos dados consiste em relacionar comparar medir identificar agrupar classificar concluir deduzir Os procedimentos de análise são definição de variáveis e tabulação adotando uma ou mais variáveis como referência 332 Entrevista A entrevista é uma comunicação verbal entre duas ou mais pessoas Com uma estruturação previamente determinada a entrevista é realizada com a intenção de obter informações de pesquisa É uma das técnicas de coleta de dados mais usadas nas ciências sociais DENCKER 2000 GIL 2006 O pesquisador deve planejar a entrevista delineando o objetivo a ser alcançado e cuidando de sua elaboração desenvolvimento e aplicação As entrevistas podem ser estruturadas com perguntas definidas ou semiestruturadas permitindo maior liberdade ao pesquisador DENCKER 2000 De acordo com Gil 2006 p 119 as entrevistas mais estruturadas são aquelas que predeterminam em maior grau as respostas a serem obtidas e as menos estruturadas são desenvolvidas de forma mais espontânea sem que estejam sujeitas a um modelo préestabelecido de interrogação É recomendada nos estudos exploratórios a entrevista informal que visa a abordar realidades pouco conhecidas pelo pesquisador É o tipo de entrevista menos estruturada possível e só se distingue da simples conversação porque tem como objetivo básico a coleta de dados Utilizamse informanteschave que podem ser especialistas no tema em estudo líderes formais ou informais personalidades destacadas e outras GIL 2006 Em situações experimentais com o objetivo de explorar com profundidade alguma experiência vivenciada é interessante o uso da entrevista focalizada Esta é utilizada com grupos de pessoas que passaram por uma experiência específica como assistir a um filme presenciar um acidente e outras Essa categoria permite ao entrevistado falar livremente sobre o assunto com ampla liberdade de se expressar GIL 2006 A entrevista por pauta apresenta certa estruturação pois se guia por uma relação de pontos de interesse do entrevistador As pautas devem ser ordenadas e ter relação entre si O entrevistador faz poucas perguntas diretas e deixa o entrevistado falar livremente GIL 2006 O desenvolvimento de uma relação fixa de perguntas cuja ordem e redação permanecem invariáveis para todos os entrevistados que geralmente são em grande número é a entrevista estruturada GIL 2006 EXEMPLO ENTREVISTA COM O SECRETÁRIO DE TURISMO 1 O turismo ocupa uma posição prioritária para a atual administração 2 Quanto é o orçamento mensal ou anual destinado ao turismo 3 Quais os principais atrativos turísticos da cidade 4 Como e onde é feita a divulgação desses atrativos turísticos 5 Quais as ações já realizadas pelo poder público para o desenvolvimento turístico local 6 Quais as açõesprojetos que estão sendo desenvolvidosas pela Secretaria para o fomento da atividade turística no município 7 Como secretário de turismo quais as suas sugestões para um maior desenvolvimento do turismo no município 8 Em relação ao turismo como o senhor visualiza o município nos próximos anos No Quadro 6 encontrase um lembrete sobre a entrevista wwwgrupouniasselvicombr 29 333 Observação A observação constitui elemento fundamental para a pesquisa É utilizada de forma exclusiva ou conjugada a outras técnicas Segundo os meios utilizados a observação pode ser estruturada ou nãoestruturada De acordo com o nível de participação do observador pode ser participante ou nãoparticipante Gil 2006 afirma que a observação participante tende a utilizar formas não estruturadas podendo ser adotada a seguinte classificação que combina os dois critérios considerados observação simples observação participante e observação sistemática Na observação simples o pesquisador permanece alheio à comunidade grupo ou situação que pretende estudar e observa de maneira espontânea os fatos que ocorrem O pesquisador é muito mais um espectador que um ator A observação participante ocorre por meio do contato direto do investigador com o fenômeno observado para detectar as ações dos atores em seu contexto natural considerando sua perspectiva e seus pontos de vista CHIZZOTTI 2001 O observador assume o papel de um membro do grupo GIL 2006 Nas pesquisas que têm como objetivo a descrição precisa dos fenômenos ou teste de hipóteses é frequentemente utilizada a observação sistemática Pode ocorrer em situações de campo ou laboratório O pesquisador antes da coleta de dados elabora um plano específico para a organização e o registro das informações Para tal é preciso estabelecer antecipadamente as categorias necessárias à análise da situação 34 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO O objetivo da análise é reunir as observações de forma coerente e organizada e responder ao problema de pesquisa A interpretação proporciona um sentido mais amplo aos dados coletados fazendo a relação entre eles e o conhecimento existente DENCKER 2000 análise e interpretação dos dados consistem na capacidade raciocinativa e técnica do pesquisador representada pela capacidade de encadear informes estruturar informações estabelecer correlações e averiguações baseados nos levantamentos de forma a possibilitar a descoberta ou o conhecimento de fatos situações ou relações existentes na delimitação da pesquisa LABES 1998 p 67 A análise dos dados pode ser de caráter quantitativo ou qualitativo e utilizar várias técnicas para o tratamento dos dados Em todas as pesquisas é conveniente a realização de uma análise descritiva com apresentação de uma visão geral dos resultados e na sequência análise dos dados cruzados que possibilita perceber as relações entre as categorias de informação e da análise interpretativa DENCKER 2000 De acordo com Labes 1998 a estatística na análise e interpretação de dados pode ser classificada como Estatística Descritiva descrição e análise sem inferências e conclusões Estatística Indutiva inferências conclusões tomadas de decisão e previsões Labes 1998 enfatiza a necessidade de conhecimento e domínio do pesquisador de cálculos estatísticos sob risco de tirar e induzir a conclusões equivocadas necessidade de definir e relacionar classes estratos e variáveis bem como a importância do cruzamento de variáveis Assim a pesquisa deve prezar pela apresentação formal e oficial dos resultados do estudo pela explicitação dos objetivos de metodologia e dos resultados e pela fidedignidade na transmissão das descobertas feitas LABES 1998 No Quadro 7 encontrase um lembrete sobre análise e interpretação A data da entrevista deverá ser marcada com antecedência e a situação em que se realiza deve ser discreta Registrar os dados imediatamente anotandoos ou utilizando gravador Certificarse de possuir permissão do entrevistado para registrar os dados e utilizálos na pesquisa Obter e manter a confiança do entrevistado Deixar o entrevistado à vontade Disporse mais a ouvir do que a falar Manter o controle da entrevista temas Iniciar pelas perguntas que tenham menos possibilidade de provocar recusa Não emitir opinião QUADRO 6 Lembrete sobre entrevista wwwgrupouniasselvicombr 30 Os critérios de análise e as etapas utilizadas na investigação devem ser apresentados visando À forma de analisar e interpretar informar ao leitor as técnicas e métodos expressos em texto ou em etapas em formato de cronograma Assim será possível identificar os procedimentos e perfil do pesquisador A análise e a interpretação de dados de acordo com Labes 1998 p67 Aos meios que serão utilizados Às relações entre os dados coletados QUADRO 7 Lembrete sobre análise e interpretação wwwgrupouniasselvicombr 31 4 TRABALHOS TÉCNICOCIENTÍFICOS Existem diversos tipos de trabalhos acadêmicos eou científicos Podemse citar entre eles os seguintes Trabalhos de Graduação Monografia Dissertação Tese Paper e Artigos Científicos SILVA TAFNER 2006 A elaboração dos trabalhos científicos deve ser conforme as normas preestabelecidas e com fins a que se destinam Podem ser inéditos ou originais e não só contribuírem para a ampliação do conhecimento ou a compreensão de certos problemas mas também servirem de modelo ou oferecerem subsídios para outros trabalhos LAKATOS MARCONI 2010 Esses trabalhos científicos possuem características próprias como a sistemática a investigação a fundamentação a profundidade a metodologia e dependendo do caso a originalidade em tema e método e a contribuição da pesquisa para a construção do conhecimento científico como é o caso das teses e das dissertações Destacase que a estrutura dos trabalhos científicos segue quase sempre um padrão que compreende uma introdução um desenvolvimento e uma conclusão A introdução do trabalho costuma abranger os objetivos da pesquisa o problema as delimitações e a metodologia adotada para a sua realização O desenvolvimento é mais livre podendo o pesquisador dissertar sobre o tema propriamente dito sem contudo abandonar pontos importantes como a demonstração a análise e a discussão dos resultados Por fim o autor poderá escrever suas conclusões a respeito da discussão realizada ou dos resultados obtidos Neste ponto o pesquisador deverá ser enfático ressaltando as posições que deseja defender ou refutar 41 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE GRADUAÇÃO TRABALHO DE GRADUAÇÃO INTERDISCIPLINAR TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EOU APERFEIÇOAMENTO Consiste em um documento que apresenta o resultado de estudo devendo expressar conhecimento do assunto escolhido que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina módulo estudo independente curso programa e outros ministrados Deve ser feito sob a coordenação de um orientador ABNT 14724 2011 p 4 411 Monografia Apesar de haver esta classificação inclusive aceita internacionalmente são comuns certos equívocos em relação à palavra monografia com respeito a dissertações teses e trabalhos de fim de curso de graduação Etimologicamente monografia é um estudo realizado com profundidade sobre um único assunto No entanto esta nomenclatura parece destinada aos Cursos de Especialização tendo como fim primeiro levar o autor a se debruçar sobre um assunto em profundidade com o intuito de transmitilo a outrem ou de aplicálo imediatamente A monografia exigida para a obtenção do título de especialista em alguns cursos de pósgraduação lato sensu é semelhante ao Trabalho de Final de Curso apresentado em cursos de graduação Também possui como objetivo levar o aluno a refletir sobre determinados temas e transpor suas ideias para o papel na forma de uma pesquisa Para o caso da pósgraduação o estudo necessita ser um pouco mais completo em relação ao tema escolhido para a pesquisa 412 Dissertação Conforme a ABNT NBR 4724 2011 p 2 a dissertação consiste em um documento que apresenta o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico retrospectivo de tema único e bem delimitado em sua extensão com o objetivo de reunir analisar e interpretar informações Deve evidenciar o conhecimento de literatura existente sobre o assunto e a capacidade de sistematização do candidato É feito sob a coordenação de um orientador doutor visando à obtenção do título de mestre 413 Tese A tese é um documento que apresenta o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico de tema único e bem delimitado Deve ser elaborado com base em investigação original constituindose em real contribuição para a especialidade em questão É feito sob a coordenação de um orientador doutor visando à obtenção do título de doutor ou similar ABNT NBR 14724 2011 p 4 414 Paper O paper pode ser utilizado para solidificar conteúdos trabalhados em uma disciplina proporcionar o debate em torno de um assunto com base na análise e opinião de diferentes autores ou obras estudadas pelos alunos O aluno pode apresentar relatórios de atividades seminários estudos de caso ou participação em palestras como também a elaboração de um posicionamento pessoal sobre um determinado tema com base nas considerações de pesquisas trabalhos acadêmicos e livros já publicados UNIVALI 2004 Portanto o paper é uma síntese das descobertas sobre um tema específico e deve reconhecer as fontes utilizadas Nele se espera que o pesquisador apresente uma posição definida acerca wwwgrupouniasselvicombr 32 do tema desenvolvendo um ponto de vista SILVA TAFNER 2006 Segundo Andrade 2001 p 68 Pode apresentar um resumo ou o conceito integral da comunicação e tem por objetivo sua publicação nas atas ou anais do evento em que foi apresentado O paper é uma síntese que permite julgamento avaliação e interpretação sobre as descobertas e apresenta originalidade quanto às ideias demonstrando que o pesquisador é parte da comunidade acadêmica Esse trabalho acadêmico possui profundidade inferior ao trabalho de conclusão de curso ou do artigo científico Caberá a cada professor definir os limites de aprofundamento dos trabalhos realizados que poderão variar de um tema para o outro O paper é comumente solicitado nas disciplinas dos cursos de graduação Sua apresentação gráfica se assemelha muito à do artigo científico 415 Artigo científico O objetivo principal do artigo científico é levar ao conhecimento do público interessado alguma ideia nova ou alguma abordagem diferente sobre determinado tema já estudado como particularidades locais ou regionais de um assunto sobre a existência de aspectos não explorados em alguma pesquisa ou a necessidade de esclarecer uma questão ainda não resolvida wwwgrupouniasselvicombr 33 Com isso pretendese desenvolver algumas habilidades no pósgraduando como a de realizar trabalhos técnicocientíficos com qualidade uniformidade e rigor ético e científico exigidos pela comunidade científica como também pela instituição de ensino e curso aos quais está vinculado Para facilitar a compreensão e a operacionalização das atividades apresentamse as etapas a serem cumpridas e os elementos obrigatórios para a produção do artigo da Pósgraduação UNIASSELVI 51 APRESENTAÇÃO GRÁFICA O artigo científico deve seguir as indicações a seguir Papel tamanho A4 21 cm x 297 cm branco ou reciclado Margens esquerda de 3cm superior direita e inferior de 2 cm Espaçamento entrelinhas simples Parágrafo de 125 cm geralmente 1 tab com uma linha em branco entre um parágrafo e outro Formato do texto justificado Tipo e tamanho da fonte Times New Roman tamanho 12 para o texto tamanho 10 para citações longas notas de rodapé e número de página tamanho 18 para título e 16 para subtítulo Paginação as páginas são numeradas com algarismos arábicos colocados no canto superior direito da página a 2 cm da borda superior A primeira folha que apresenta a identificação do artigo não é paginada embora seja contada A paginação é iniciada na segunda folha e segue até o final do trabalho inclusive nos elementos póstextuais opcionais apêndices e anexos Extensão do artigo de 8 a 12 páginas A proporção dos elementos do artigo sugerida apresentase no Quadro 8 5 ARTIGO CIENTÍFICO A principal característica do artigo científico é que as suas afirmações devem estar baseadas em evidências sejam elas oriundas de pesquisa de campo ou comprovadas por outros autores em seus trabalhos Isso não significa que o autor não possa expressar suas opiniões no artigo mas que deve demonstrar para o leitor qual o processo lógico que o levou a adotar aquela opinião e quais evidências que a tornariam mais ou menos provável formulando hipóteses Consiste em publicação sintética mesmo tratando de assuntos bem específicos O artigo deve ter uma abordagem mais sucinta do tema comparativamente a trabalhos acadêmicos mais complexos É um trabalho técnicoacadêmico que apesar de sintético e de menor complexidade deve apresentar uma relativa profundidade em sua análise O artigo pode ser definido como Publicação com autoria declarada que apresenta e discute ideias métodos técnicas processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento ABNT NBR 6022 2003 p 2 O artigo possui muita versatilidade sendo facilmente publicável em periódicos ou similares atingindo simultaneamente todo o meio científico artigos de periódicos são trabalhos técnicocientíficos escritos por um ou mais autores com a finalidade de divulgar a síntese analítica de estudos e resultados de pesquisas UFPR 2002 p 2 A elaboração de trabalhos técnicocientíficos envolve o conhecimento e o uso de técnicas de pesquisa para a coleta de dados e informações bem como de padronização e uniformidade na sua estrutura Os artigos podem se apresentar de duas formas ABNT NBR 6022 2003 Artigo original apresenta temas ou abordagens próprias Geralmente relata resultados de pesquisa bem como desenvolve e analisa dados não publicados Artigo de revisão resume analisa e discute informações já publicadas que geralmente resultam de revisão de referências já publicadas Em qualquer processo de produção de um trabalho técnicocientífico seja ele um Trabalho de Curso de Graduação Artigo Científico Monografia Relatório de Estágio o pesquisador deve definir um plano com os elementos fundamentais como delimitação do tema dos objetivos dos procedimentos metodológicos e da fundamentação teórica Quanto a esse plano de produção no caso da construção do artigo científico a equipe de Metodologia da Pesquisa Científica MPC propõe uma estrutura com todos os elementos Dessa forma os conceitos discutidos e as orientações prestadas na disciplina de MPC se tornam indispensáveis para o pesquisador que se encontra nesse processo de sua vida acadêmica wwwgrupouniasselvicombr 34 ELEMENTOS Prétextuais Introdução Desenvolvimento Considerações Finais Referências Total QUANTIDADE DE PÁGINAS 12 2 8 1 12 12 Títulos e subtítulos internos os títulos de primeiro nível devem ser colocados em letras maiúsculas e em negrito 3 ADMINISTRAÇÃO subtítulos de segundo nível em letras maiúsculas e sem negrito 31 ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA e subtítulos de terceiro nível em letras minúsculas e apenas a primeira letra do título maiúscula salvo nomes próprios e sem negrito 311 Histórico da administração científica A numeração de títulos e subtítulos deve ser alinhada à margem esquerda Quando os títulos não apresentarem numeração deverão ser centralizados Uso de itálico utilizase para grafar as palavras em língua estrangeira como check in workaholic por exemplo 52 ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS O modelo de apresentação seguirá por razões de normalização a estrutura de artigos científicos utilizada pela Pós graduação UNIASSELVI baseada na NBR 6022 de 2003 e na NBR 14724 de 2011 sendo imprescindível o uso e o cumprimento das normas apresentadas a seguir a Título do trabalho No topo da página em maiúsculas centralizado fonte Times New Roman tamanho 18 negrito Após o título se não houver subtítulo deixar duas linhas em branco em fonte tamanho 12 b Subtítulo Opcional logo abaixo do título sem espaçamento fonte Times New Roman tamanho 16 negrito Usar maiúsculas e minúsculas seguindo a regra da língua portuguesa Deixar uma linha em branco em fonte tamanho 12 c Autoria Abaixo do título centralizado fonte Times New Roman tamanho 12 em linhas distintas deve estar o nome do autor e debaixo deste igualmente o nome do coautor no caso o orientador Identificar em nota de rodapé titulação dos autores instituição de origem por extenso e a sigla e email O nome dos autores deve estar em negrito as demais linhas não Após a identificação dos autores deixar uma linha em branco d Resumo Após os nomes dos autores escrever Resumo em fonte Times New Roman tamanho 12 negrito alinhado à esquerda Deixar uma linha em branco O resumo deve ser 1 parágrafo com um total entre 100 e 250 palavras sem recuo na primeira linha e estruturado de forma a conter introdução e objetivo materiais e métodos discussão resultados e conclusão Usar espaçamento simples justificado fonte Times New Roman tamanho 12 Deixar 1 linha em branco após o resumo e Palavraschave Após o resumo escrever Palavraschave em fonte Times New Roman tamanho 12 negrito alinhado à esquerda As palavraschave devem ser separadas entre si finalizadas por ponto e iniciadas com letra maiúscula Em seguida listar de 3 a 6 palavraschave que identifiquem a área do artigo e sintetizem a temática As palavras escolhidas devem priorizar a abordagem geral do tema e na medida do possível usando grandes áreas do conhecimento Por exemplo se o artigo for sobre avaliação de um software educacional algumas opções de palavras que identificam o conteúdo do artigo poderiam ser Software educacional Educação Informática Deixar 2 linhas em branco após as palavraschave f Título e subtítulo do trabalho em inglês Em maiúsculas centralizado fonte Times New Roman tamanho 18 negrito Após deixar duas linhas em branco em fonte tamanho 12 g Abstract Resumo em inglês Escrever Abstract em fonte Times New Roman tamanho 12 negrito alinhado à esquerda Deixar uma linha em branco O abstract deve ter a mesma formatação do resumo em português Deixar 1 linha em branco h Keywords Palavraschave em inglês Devem ter a mesma formatação das Palavraschave em português Deixar 1 linha em branco i Texto principal Deve ser subdividido no mínimo em 1 INTRODUÇÃO 2 DESENVOLVIMENTO e 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS O texto deve ser escrito usando QUADRO 8 Proporção dos elementos do artigo Tema e objetivo do artigo Apresentação concisa dos pontos mais importantes Tipo de pesquisa e coleta de dados Resultados considerações finais QUADRO 9 Lembrete sobre o resumo wwwgrupouniasselvicombr 35 ELEMENTOS Prétextuais Textuais Póstextuais ETAPAS Título Subtítulo opcional Autores Resumo Palavraschave Título em inglês Subtítulo em inglês Abstract Keywords Introdução Desenvolvimento Considerações Finais Referências obrigatório Apêndices opcionalisnão recomendados Anexos opcionalisnão recomendados Fonte Adaptado de ABNT NBR 6022 2003a QUADRO 10 Disposição dos elementos do artigo científico 531 Elementos prétextuais Parte que antecede o texto com informações que ajudam na identificação e utilização do trabalho ABNT NBR 14724 2011 p 2 No artigo os elementos prétextuais são Título do trabalho Subtítulo Autores Resumo Palavraschave Título e subtítulo do artigo em inglês Abstract Keywords a fonte Times New Roman tamanho 12 O espaçamento entre as linhas deve ser simples O alinhamento do texto justificado O início de cada parágrafo deve ser precedido por um recuo de 125 cm Deve haver uma linha em branco entre cada parágrafo Os títulos que ocupem mais de uma linha devem ser a partir da segunda linha alinhados abaixo da primeira letra da primeira palavra do título ILUSTRAÇÕES e TABELAS desenhos esquemas fotografias gráficos mapas organogramas quadros e outros As ilustrações devem ter um caráter importante para o conteúdo do artigo e devem ser centralizadas com legenda numerada partindo do 1 O título da ilustração aparece centralizado na parte superior e separado por travessão devendo ser precedido da palavra que a identifica por exemplo Figura e pelo seu respectivo número A indicação da fonte deve estar em tamanho 10 centralizada e abaixo da ilustração Fotografias devem ser tratadas como figura ou seja com legenda intitulada Figura No entanto somente serão aceitas fotografias já digitalizadas em formato JPEG com tamanho máximo de 300 Kb e inseridas no texto eletrônico NOTAS DE RODAPÉ As notas de rodapé devem servir como apoio explicativo e ficar sempre no pé da página A nota deve estar separada do resto do texto por uma linha As notas a exemplo das ilustrações também devem ser numeradas partindo de 1 PALAVRAS ESTRANGEIRAS Se o trabalho utilizar termos em língua estrangeira estes deverão ser escritos usando o modo itálico j Referências A última seção do artigo corresponde às REFERÊNCIAS A palavra REFERÊNCIAS deve estar centralizada Tratase de uma lista de todos os documentos citados nos elementos textuais do artigo As referências também seguem as regras da ABNT NBR 60232002 em ordem alfabética e alinhadas à margem esquerda Devese deixar duas linhas ou um espaço duplo em branco entre as referências 53 ESTRUTURA DO ARTIGO Para facilitar ainda mais a compreensão deste tipo de produção técnicocientífica apresentase o quadro a seguir wwwgrupouniasselvicombr 36 Independente do trabalho o aluno deve utilizar recursos complementares no corpo do texto especialmente no desenvolvimento 5322 Desenvolvimento É a parte principal mais extensa e consistente do trabalho São apresentados os conceitos as teorias e as principais ideias sobre o tema focalizado além de aspectos metodológicos resultados e interpretação do estudo QUADRO 12 Lembrete sobre o desenvolvimento Aprofundamento e análise pormenorizada dos aspectos conceituais Discussão das ideias e teorias que sustentam o tema fundamentação teórica Posicionamento pessoal Relatos de experiência a Títulos e indicativos numéricos As partes que dividem o texto de um documento contendo a exposição ordenada do assunto são denominadas de capítulos divisões e tópicos subdivisões Cada capítulo deve apresentar o título e possivelmente subtítulos A numeração deve ser progressiva e alinhada à esquerda Não se utiliza nenhuma pontuação ou caractere entre o número e o título ABNT NBR 6024 2003 Os títulos das divisões e das subdivisões são destacados gradativamente usandose os recursos apresentados no Quadro 13 QUADRO 13 Títulos e formatação QUADRO 11 Lembrete sobre a introdução Contextualização Relevânciajustificativa Objetivo Pergunta de pesquisa Tipos de pesquisa e coleta de dados Tópicos do desenvolvimento 1º momento Tema de forma geral conceitos e importância do tema citações 2º momento Relevância e necessidade do tema o cenário estudado citações 3º momento Objetivo geral iniciar com verbo de ação no infinitivo cenário da pesquisa complementação que apresente a finalidade 4º momento Problema de pesquisa forma interrogativa pergunta 5º momento Tipos de pesquisa e coleta de dados atividades 6º momento Etapas do trabalho títulossubtítulos internos 532 Elementos textuais Os elementos textuais são definidos como a parte em que se apresenta o conteúdo do trabalho propriamente dito São formados pela introdução pelo desenvolvimento e pelas considerações finais 5321 Introdução É a apresentação inicial do trabalho Possibilita uma visão global do assunto tratado contextualização com definição clara concisa e objetiva do tema e da delimitação precisa das fronteiras do estudo em relação ao campo selecionado ao problema e aos objetivos a serem estudados O objetivo geral referese diretamente ao objeto problema do trabalho Iniciase a frase com um verbo abrangente e na forma infinitiva ANEXO A envolvendo o cenário pesquisado e uma complementação que apresente a finalidade SILVA 2006a O autor aponta os seus propósitos e as linhas gerais que orientaram seu pensamento ou seja apresenta o problema ou tema central do estudo ou da pesquisa contextualizao destacando sua importância e seus limites quanto à extensão e à profundidade Na introdução também se devem mencionar as principais etapas títulos e subtítulos do trabalho SILVA TAFNER 2006 Da mesma forma que na introdução os elementos que integram o desenvolvimento do trabalho Quadro 11 poderão variar nas suas divisões e subdivisões em função da sua natureza e da área de conhecimento a que pertencem TÍTULO FORMATAÇÃO 3 ADMINISTRAÇÃO Letras maiúsculas em negrito 31 ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA Letras maiúsculas sem negrito 311 Histórico da administração científica Apenas a 1ª letra maiúscula sem negrito wwwgrupouniasselvicombr 37 Não se aconselha o uso de subtítulos de quarta seção com marcações numéricas 2111 Se houver necessidade de subdivisões sugerese utilizar as letras minúsculas com parênteses ou os marcadores Todos devem ser alinhados à margem esquerda conforme modelo abaixo a Década de 1990 Processos sociais Benefícios familiares b Apresentação dos elementos de apoio ao texto Figuras gráficos quadros e tabelas desenho esquema fluxograma fotografias mapas organogramas plantas retratos e outros devem ser de boa qualidade ter relação com o assunto abordado e conter análise das informações apresentadas São inseridos em um trabalho científico quando apresentam dados verdadeiramente necessários à compreensão do texto Os quadros resumem um conjunto de dados que não são passíveis de tratamento estatístico enquanto as tabelas lista e forma específica apresentam dados estatísticos As fotografias são consideradas e tratadas como figuras Os gráficos devem ter cores bem diferentes para as suas variáveis e o uso de modelo pizza para situações com mais de quatro variáveis deve ser evitado pois dificulta a leitura e a interpretação das informações Devemse utilizar então os modelos de barras ou colunas A legenda deve aparecer na lateral direita ou abaixo do gráfico As figuras os gráficos e os quadros devem apresentar título com numeração arábica fonte 12 antes do elemento sua fonte autor e ano abaixo em fonte 10 conforme modelos 1 2 e 3 a seguir Modelo 1 Figura Modelo 2 Gráfico Modelo 3 Quadro As tabelas devem apresentar o título do elemento com numeração arábica fonte 12 e abaixo a fonte autor e ano em letra 10 Estes elementos expõem dados estatísticos e devem ter a lateral da sua estrutura sem borda conforme modelo a seguir FIGURA 1 Regiões do Estado de Santa Catarina GRÁFICO 1 Evolução das IES credenciadas para oferta de EAD Brasil 20002006 Fonte MECINEP 2007 Fonte Governo do Estado de Santa Catarina 2009 Fonte Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis 2003 QUADRO 1 Distância de Florianópolis de outras cidades CIDADE São Paulo Porto Alegre Curitiba Rio de Janeiro Foz do Iguaçu Buenos Aires Montevidéu Assunção Santiago KM 705 476 300 1144 942 1539 1360 1290 2885 wwwgrupouniasselvicombr 38 Modelo 4 Tabela Tabela 1 Medidas dos construtos Fonte SANTOS Ananias Francisco dos GREUEL Marcos Alexandre TOLEDO FILHO Jorge Ribeiro de A importância da disciplina Mercadode Capitais na visão dos egressos do curso de Ciências ContábeisLeonardo Pós Blumenau v 5 n 17 juldez 2010 Construtos Abordagem da Disciplina Mercado de Capitais Importância dos Assuntos Abordados na Ementa da Disciplina Importância de Estudar Alguns Autores da Área de Mercado de Capitais Relevância e Necessidade da Disciplina Mercado de Capitais Importância da Literatura de Seminários de Palestras e de Cursos de Extensão Importância de o Professor Cursar PósGraduação Importância da Vivência Profissional do Professor Importância da Didática do Professor 0737 0898 0779 0749 0767 0891 0768 0776 323 239 359 337 352 221 395 313 058 123 091 094 087 123 085 086 Alpha Média Desvio c Citações A apresentação das citações se encontra na NBR 10520 de agosto de 2002 da ABNT Segundo Ruiz 2002 p 83 Citações são os textos documentais levantados com a máxima fidelidade durante a pesquisa bibliográfica e que se prestam para apoiar a hipótese do pesquisador ou para documentar sua interpretação As citações serão aprofundadas na disciplina Metodologia do Artigo Científico MAC d Fundamentação teórica No artigo científico a fundamentação é apresentada de acordo com o tema proposto nos itens internos ou seja nos títulos e subtítulos do trabalho Dessa forma não deve ser criado um item específico para a fundamentação teórica A fundamentação teórica Quadro 14 revisão da literatura ou revisão bibliográfica apresenta os conceitos teórico empíricos que nortearão o trabalho O texto deve ser construído expressando as leituras e os diálogos entre o pesquisador e os autores pesquisados SILVA 2006b Relação entre o texto e as citações uso das citações com comentários do aluno Citações corretas curtas até 3 linhas com aspas longas recuo de 4 cm sem aspas e letra 10 Tema área de conhecimento área de estudo objetivo do artigo QUADRO 14 Lembrete sobre fundamentação teórica Assim devese apresentar uma revisão crítica de fontes de pesquisa relacionadas ao tema de forma ampla para depois fazêla de forma específica O aluno deve relacionar sua visão sobre o tema fundamentado aos acontecimentos atuais e trabalhos já realizados na área bem como opiniões de autores Salientase que é necessário o cumprimento das regras de citações ABNT NBR 10520 2002 e Metodologia Diversos autores já publicaram suas percepções e conceitos sobre pesquisa e vários salientam que esta é um processo de perguntas e investigação é sistemática e metódica e aumenta o conhecimento humano COLLIS HUSSEY 2005 A pesquisa parte de uma dúvida ou problema e com o uso do método científico busca uma reposta ou solução CERVO BERVIAN 2002 p 63 Para tal o pesquisador utiliza conhecimentos teóricos e práticos É necessário que tenha habilidades para a utilização de técnicas de análise e que entenda os métodos científicos e os procedimentos para que possa atingir o objetivo de encontrar respostas para as perguntas formuladas para o estudo O objetivo da pesquisa pode ser resumido da seguinte maneira revisar e sintetizar o conhecimento existente investigar alguma situação ou problema existente fornecer soluções para um problema explorar e analisar questões mais gerais construir ou criar um novo procedimento ou sistema explicar um novo fenômeno gerar novo conhecimento uma combinação de quaisquer dos itens acima COLLIS HUSSEY 2005 p 16 wwwgrupouniasselvicombr 39 Assim a pesquisa envolve o planejamento cuidadoso de uma investigação de acordo com as normas da metodologia científica tanto aquela referente à forma como ao conteúdo OLIVEIRA 2002 A pesquisa tanto para efeito científico como profissional envolve a abertura de horizontes e a apresentação de diretrizes fundamentais que podem contribuir para o desenvolvimento do conhecimento OLIVEIRA 2002 p 62 Segundo Andrade 2001 pesquisa científica é um conjunto de procedimentos sistemáticos baseados no raciocínio lógico que tem por objetivo encontrar soluções para os problemas propostos mediante o emprego de métodos científicos e definição de tipos de pesquisa Portanto no tópico metodologia é fundamental que o pesquisador esclareça as modalidades da pesquisa que ele desenvolveu básica quantitativa exploratória bibliográfica etc as formas de coleta de dados levantamento bibliográfico questionários observação participante bem como os critérios de análise e interpretação de dados técnica quantitativa por meio de estatística com exposição em gráficos e tabelas etc 5323 Considerações finais A parte final do texto consiste na revisão sintética dos resultados e da discussão do estudo realizado Tem como objetivo destacar as principais questões tratadas no trabalho acerca do estudo desenvolvido As considerações finais devem apresentar deduções lógicas correspondentes aos propósitos previamente estabelecidos do trabalho apontando o alcance e o significado de suas contribuições Também podem indicar questões dignas de novos estudos além de sugestões para outros trabalhos Salientase que nessa etapa do trabalho não se devem utilizar citações diretas ou indiretas pois esse momento é único e exclusivo para a reflexão do aluno Nas considerações Quadro 15 igualmente não se devem acrescentar elementos que não foram tratados no desenvolvimento Síntese dos conteúdos essenciais do desenvolvimento Retomada dos objetivos Desdobramentos possíveis Sem citações Sem elementos novos QUADRO 15 Lembrete sobre as considerações finais 533 Elementos póstextuais São definidos como a parte que sucede o texto e complementa o trabalho ABNT NBR 14724 2011 p 2 5331 Referências Devem ser colocadas em ordem alfabética do sobrenome alinhadas à esquerda e de acordo com as normas técnicas especificadas Em território brasileiro utilizase a ABNT NBR 6023 2002 para normalizar as referências apontadas durante o trabalho A ABNT 2002 p1 na NBR 6023 de agosto de 2002 fixa a ordem dos elementos das referências e estabelece convenções para transcrição e apresentação de informação originada do documento eou outras fontes de informação Quadro 16 5332 Apêndice opcional 1 Texto ou documento elaborado pelo autor que visa a complementar o trabalho Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas seguidas de travessão e respectivo título Ex APÊNDICE A Roteiro de entrevista 5333 Anexo opcional Texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho que complementa comprova ou ilustra o seu conteúdo Os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas seguidas de travessão e respectivo título Ex ANEXO B Estrutura organizacional da Empresa Alfa Conforme ABNT NBR 6023 2002 Ordem alfabética sistema alfabético Todas as fontes citadas pelo autor livros sites entrevistas etc Alinhamento na margem esquerda QUADRO 16 Lembrete sobre as referências 1Sugerese que os elementos póstextuais Apêndices e Anexos não sejam incluídos nos artigos publicados na revista Leonardo Pós wwwgrupouniasselvicombr 40 6 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA Uma das tarefas iniciais na elaboração do artigo deve ser a escolha do assunto Nesse processo é preciso levar em conta alguns fatores pois caso o pesquisador não lhes der atenção correrá o risco de descobrir no meio do caminho que a escolha foi equivocada A produção do artigo é uma etapa importante na vida de quem ingressa numa pósgraduação Portanto o pesquisador não deve encarála como uma obrigação Para que a escrita não se transforme num fardo basta analisar com atenção alguns fatores antes de começar É fundamental lembrar que a escolha deve fazer com que o autor se sinta realizado ao escrever sobre o assunto Se ao final o artigo despertar um sentimento de crescimento pessoal é provável que a temática tenha sido escolhida corretamente É aconselhável que o tema selecionado reflita o ambiente do pesquisador ou seja a empatia entre o tema e o indivíduo que vai desenvolvêlo é ponto primordial para a qualidade da pesquisa COSTA COSTA 2001 p 46 É possível selecionar um assunto a partir a de suas inclinações Você deve gostar do assunto Se for familiar o grau de dificuldade para discutilo tornase menor Pense nas disciplinas cursadas na pósgraduação ou até mesmo ao longo da graduação Alguma delas pode ter deixado aspectos interessantes a serem discutidos e que consequentemente podem se transformar no seu futuro artigo Outra possibilidade é selecionar algum aspecto da sua realidade profissional talvez dessa realidade você possa extrair um tópico interessante Não se esqueça do seguinte escolher um tema com o qual não se tem vínculo anterior algum apesar de ser desafiador e enriquecedor pode gerar frustração uma vez que geralmente é preciso cumprir prazos o que implica às vezes falta de tempo para completar o ciclo básico de quem deseja fazer um artigo bem feito pesquisar ler assimilar decidir qual caminho trilhar em relação a esse novo contexto delimitação do assunto e finalmente começar a escrever Se o assunto já for de certa forma familiar algumas das etapas do ciclo ficam mais rápidas É necessário amadurecer as ideias antes de começar a escrever e isso demanda tempo o que pode ser um problema caso o assunto a ser abordado seja completamente novo para quem pesquisa b da relevância do assunto Antes de abordar a importância do assunto quer se compartilhar com você o que Cervo e Bervian 1983 p 74 entendem por assunto o assunto de uma pesquisa é qualquer tema que necessita melhores definições melhor precisão e clareza do que já existe sobre o mesmo Portanto basta agora você pensar em uma justificativa para a realização do trabalho sobre a temática escolhida É importante É um novo método ou uma nova técnica criada na empresa onde você trabalha Ou se você apresentar definições mais claras ou atualizadas e que tenham importância social ou política para uma determinada comunidade diga ao leitor quais são as contribuições obtidas a partir das técnicas ou definições Seja qual for a contribuição prática ou teórica você deve reunir argumentos e explorálos para mostrar sua relevância Azevedo 1999 p 43 destaca algumas perguntas a partir das quais se pode refletir sobre a importância do objeto de estudo escolhido Veja O que esta pesquisa pode acrescentar à ciência onde se inscreve Relevância Científica Que benefício poderá trazer à comunidade com a divulgação do trabalho Relevância Social O que levou o pesquisador a se iniciar e por fim escolher por este tema Interesse Em termos gerais quais são as possibilidades concretas de esta pesquisa vir a se realizar Viabilidade c da possibilidade de pesquisa Outro fator a ser ponderado na escolha do seu tema está relacionado às possibilidades de pesquisa Além de o assunto fazer parte das suas reais inclinações ainda é preciso pensar nas suas possibilidades de tempo na existência de bibliotecas e de outras fontes de informação É bom verificar a existência de fontes para consulta Materiais que precisam ser traduzidos ou assuntos sobre os quais há pouco material publicado podem causar dificuldades ao longo do processo Aliás a leitura das publicações da sua área revistas livros dissertações teses pode despertar em você a curiosidade em aprofundar algum tema de sua preferência Recursos financeiros e humanos também devem ser previstos conforme o assunto a ser pesquisado d de assunto atual Ao escolher convém pensar em tema atual até porque ninguém dedicaria esforços para reunir analisar e discutir um assunto desgastado Mantenhase atualizado sobre o que está sendo discutido na sua área Para tanto não apenas a leitura de materiais como a participação em congressos seminários e outros eventos de caráter científico são momentos bastante profícuos para encontrar seu assunto e de analogias Algumas formulações teóricas podem se aplicar em outros setores diferentes dos inicialmente pensados Para tanto devese proceder à realização de algumas analogias com o intuito de verificar a aplicação da teoria num contexto diferente do original Exemplificando você já deve ter ouvido falar sobre o tema wwwgrupouniasselvicombr 41 qualidade total certo É um conceito ligado à área da administração de empresas Entretanto é possível refletir sobre sua aplicabilidade em outras áreas como na gestão de uma biblioteca por exemplo 61 DELIMITAÇÃO DO TEMA Escolhido o tema é hora de delimitálo Dito de uma forma bem simples delimitar um assunto significa focalizar um objeto de estudo Para tanto é necessário conhecer genericamente o assunto É uma etapa igualmente importante pois temas muito extensos não permitem discussões com profundidade Para a realização desta etapa não existem regras fixas Porém alguns encaminhamentos podem guiálo nesse momento realizar um levantamento das publicações mais recentes sobre o tema verificar quais são mais importantes para que você não fique perdido no meio de tantos títulos e conversar com seu orientador para concentrarse nas informações mais relevantes Com a ajuda de Cervo e Bervian 1983 descrevem se a seguir outras técnicas que podem ajudálo no processo de delimitação Entretanto elas podem não funcionar para alguns assuntos A primeira é a divisão do assunto em suas partes constitutivas e segunda a definição da compreensão dos termos que implica a enumeração dos elementos constitutivos ou explicativos que os conceitos envolvem Fixar circunstâncias de tempo quadro histórico cronológico e de espaço quadro geográfico também contribui para indicar os limites do assunto Que tal ilustrar um caso de delimitação do tema Imagine que você escolha Programa 5S Da forma como está o tema é bastante amplo o que certamente atrapalharia a execução do artigo Você precisa então passálo num funil recortálo restringilo enfim delimitálo Alguns desdobramentos possíveis desse tema são Aplicabilidade do Programa 5S nas empresas têxteis de Brusque Implantação do Programa 5S nas empresas metalúrgicas de Criciúma e Resultado da implantação do Programa 5S na Prefeitura de Florianópolis As possibilidades de delimitação são muitas e todas estão relacionadas ao seu gosto a sua formação a sua experiência profissional à existência de fontes as suas possibilidades de tempo e de recursos financeiros Veja outros exemplos O nível de produtividade na empresa X O índice de analfabetismo nas regiões rurais de Santa Catarina e As relações entre escolaridade dos funcionários e falhas no setor de produção de fios nas empresas têxteis do Vale do Itajaí Ao se especificarem as informações onde em que região cidade estado em que nível no Ensino Fundamental Médio ou Superior e qual o enfoque estatístico filosófico histórico psicológico sociológico indicamse as circunstâncias para pesquisa e discussão isto é definemse a extensão e a profundidade do futuro artigo Você deve ter percebido nos exemplos que sempre se faz algum recorte Assim conseguese discutir com maior profundidade e qualidade Contudo é bom lembrar o seguinte os exemplos são temas equivalentes ao assunto delimitado e não títulos Certo O título deve ser atribuído ao artigo apenas quando este estiver pronto 62 PROBLEMA DE PESQUISA Depois de escolher e delimitar o assunto retorne aos vários exemplos caso seja necessário É hora de transformar o tema em problema Você deve ter reparado na seção anterior que se associou tema à palavra problema Sim porque a pesquisa começa a partir de alguma dúvida de alguma inquietação de alguma dificuldade teórica ou prática que se tenta compreender melhor ou para a qual se busca uma solução Ninguém com razão tem vontade de dedicar muito tempo para saber se a chuva molha se os homens e as mulheres são de sexos diferentes se as zebras são listradas de preto e branco O que mobiliza a mente humana são problemas ou seja a busca de um maior entendimento de questões postas pelo real ou ainda a busca de soluções para problemas nele existentes tendo em vista a sua modificação para melhor Para aí chegar a pesquisa é um excelente meio LAVILLE DIONNE 1999 p 85 Contudo a investigação só começa após se questionar mentalmente o assunto transformandoo em problema Para tanto é necessário detectar as dificuldades que o assunto aponta identificar os problemas envolvidos elaborar questionamentos A seguir você pode colocálos em ordem o que facilitará a verificação de qual deles lhe parece mais importante para ser respondido lembrese de que sua pesquisa deve oferecer alguma contribuição Na verdade o que você estará fazendo é a divisão do problema em problemas mais específicos relacionados ao assunto Essa decomposição permitirá que você identifique qual quais deles sua pesquisa pode responder Uma alternativa também pode ser a determinação de algum ponto de vista para focalizar o assunto Um mesmo tema pode ser discutido sob vários enfoques Confira a seguir alguns exemplos de abordagem descritos por Laville e Dionne 1999 p 104 para o tema também chamado de problema da evasão escolar O ângulo social Os alunos vivem em um ambiente de evadidos A que grupos pertencem São isolados Seu ambiente familiar valoriza os estudos Recusam o mundo da competição O ângulo psicológico Como os evadidos se percebem Possuem uma imagem positiva de si mesmos Experimentam um sentimento de fracasso Com o que se identificam O que valorizam Encontram obstáculos intelectuais ou afetivos na aprendizagem escolar O ângulo histórico Que vida escolar tiveram Podese determinar em seu passado sinais anunciadores de evasão Existem na realidade escolar fatores que surgiram e poderiam wwwgrupouniasselvicombr 42 explicar a evasão A evasão é mesmo um fenômeno novo Possui características novas O tema assunto da sua pesquisa deve ser tratado ao longo do trabalho com o intuito de trazer respostas soluções ou possíveis soluções aos problemas que levanta É a sua pesquisa que oferecerá alguma explicação para a dificuldade encontrada Portanto o enfoque central para uma pesquisa é o problema que posteriormente trará uma contribuição científica e pessoal FACHIN 2003 p 109 Segundo Schrader 1974 apud LAKATOS MARCONI 2001 p 103 para que um problema seja cientificamente válido devemse considerar as seguintes questões pode o problema ser enunciado em forma de pergunta corresponde a interesses pessoais capacidade sociais e científicos isto é de conteúdo e metodológicos Esses interesses estão harmonizados constituise o problema em questão científica ou seja relacionamse entre si pelo menos duas variáveis pode ser objeto de investigação sistemática controlada e crítica pode ser empiricamente verificado em suas consequências Com o intuito de esclarecer um pouco mais a formulação do problema transcrevese um fragmento encontrado em Gil 2006 p 4950 Leiao com atenção Quando se diz que toda pesquisa tem início com algum tipo de problema tornase conveniente esclarecer o significado deste termo Uma acepção bastante corrente identifica problema com questão que dá margem à hesitação ou perplexidade por difícil de explicar ou resolver Outra acepção identifica problema com algo que provoca desequilíbrio malestar sofrimento ou constrangimento às pessoas Contudo na acepção científica problema é qualquer questão não solvida e que é objeto de discussão em qualquer domínio do conhecimento Assim podem ser consideradas como problemas científicos as indagações Qual a composição da atmosfera de Vênus Qual a causa da enxaqueca Qual a origem do homem americano Qual a probabilidade de êxito das operações para transplante de fígado As questões seguintes por sua vez podem ser consideradas como problemas do âmbito das ciências sociais Será que a propaganda de cigarro pela TV induz ao hábito de fumar Em que medida a delinqüência juvenil está relacionada à carência afetiva Qual a relação entre subdesenvolvimento e dependência econômica Que fatores determinam a deterioração de uma área urbana Quais as possíveis consequências culturais da abertura de uma estrada em território indígena Qual a atitude dos alunos universitários em relação aos trabalhos em grupo Como a população vê a inserção da Igreja nos movimentos sociais Para entender o que é um problema científico Kerlinger 1980 p 33 propõe primeiramente que seja considerado aquilo que não é Por exemplo Como fazer para melhorar os transportes urbanos O que pode ser feito para se conseguir melhor distribuição de renda O que pode ser feito para melhorar a situação dos pobres Nenhum destes problemas é rigorosamente um problema científico porque não podem ser pesquisados segundo métodos científicos pelo menos sob a forma em que são propostosComo melhorar os transportes urbanos é um problema de engenharia Da mesma forma as questões da renda e dos pobres segundo Kerlinger são também questões de engenharia A ciência pode fornecer sugestões e inferências acerca de possíveis respostas mas não responder diretamente a esses problemas Eles não se referem a como são as coisas suas causas e consequências mas indagam acerca de como fazer as coisas Também não são científicos estes problemas Qual a melhor técnica psicoterápica É bom adotar jogos e simulações como técnica s didáticas Os pais devem dar palmadas nos filhos São antes problemas de valor assim como todos aqueles que indagam se uma coisa é boa má desejável certa ou errada ou se é melhor ou pior que outra São igualmente problemas de valor aqueles que indagam se algo deve ou deveria ser feito Embora não se possa afirmar que o cientista nada te m a ver com estes problemas o certo é que a pesquisa científica não pode dar respostas a questões de engenharia e de valor porque sua correção ou incorreção não é passível de verificação empírica A partir destas considerações podese dizer que um problema é testável cientificamente quando envolve variáveis que podem ser observadas ou manipuladas As proposições que se seguem podem ser tidas como testáveis Em que medida a escolaridade determina a preferência políticopartidária A desnutrição determina o rebaixamento intelectual Técnicas de dinâmica de grupo facilitam a interação entre os alunos Todos estes problemas envolvem variáveis suscetíveis de observação ou de manipulação É perfeitamente possível por exemplo verificar a preferência políticopartidária de determinado grupo bem como o seu nível de escolaridade para depois determinar em que medida essas variáveis estão relacionadas entre si 63 OBJETIVOS A partir da elaboração do objetivo o pesquisador explicita para o leitor a intenção de sua pesquisa aonde quer chegar ao término da pesquisa Para Fachin 2003 os objetivos revelam o que se quer conhecer medir ou provar e indicam a contribuição do trabalho Para formular os objetivos você deve retomar o questionamento eleito na escolha do seu problema de pesquisa Veja no exemplo abaixo resgatase o tema esse é transformado em problema e em seguida explicitase o objetivo Tema As relações entre escolaridade dos funcionários e falhas no setor de produção de fios nas empresas têxteis do Vale do Itajaí Transformação do tema em problema Qual é a relação entre escolaridade dos funcionários e falhas no setor de produção de fios nas empresas têxteis do Vale do Itajaí Objetivo Identificar as relações entre escolaridade dos funcionários e falhas no setor de produção de fios nas empresas têxteis do Vale do Itajaí Observe que na construção do objetivo substituiuse o pronome interrogativo por um verbo no infinitivo identificar no caso exemplificado Porém como o objetivo enunciado é bastante amplo é preciso desdobrálo em objetivos específicos etapas a serem cumpridas para se atingir o objetivo geral Objetivos específicos Conforme Richardson 1989 p23 os objetivos específicos definem aspectos determinados que se pretende estudar e que contribuem para alcançar o objetivo geral No caso do exemplo dado os objetivos específicos poderiam ser wwwgrupouniasselvicombr 43 2 Sugerese que os elementos póstextuais Apêndices e Anexos não sejam incluídos na Revista Leonardo Pós Caracterizar o nível de qualificação dos funcionários idade escolaridade nível socioeconômico Caracterizar as empresas com maior e menor índices de falhas no setor de produção de fios Descrever as falhas no setor de produção de fios das empresas envolvidas para correlacionálas com a escolaridade dos funcionários A delimitação e a problematização formuladas poderiam ser quaisquer outras dependendo das inclinações e interesses do pesquisador Somente após sua definição se torna possível estabelecer os objetivos Como serão estes os responsáveis por fisgar a atenção do leitor e manter a coerência do texto apresenta se a seguir e no Anexo A uma lista de verbos para que você possa consultálos ao decidir qual será o objetivo a ser desenvolvido no seu futuro artigo 1 Nível de Conhecimento Baseado na memorização no armazenamento de informações Comporta vários graus de complexidade desde uma simples informação isolada como uma data ou um nome até o conhecimento de uma teoria ou estrutura O que se deseja é a lembrança ou a retenção da informação apropriada Verbos que devem ser utilizados Definir identificar nomear repetir inscrever listar apontar marcar registrar recordar relatar enunciar sublinhar relacionar expor designar descrever mencionar exemplificar enumerar distinguir reproduzir especificar explicar selecionar detalhar determinar mostrar citar explanar e outros 2 Nível de Compreensão Baseado no entendimento Inclui a translação passagem de uma mensagem de uma linguagem para outra a interpretação envolve o entendimento de interpelação das partes ou estrutura da mensagem e a extrapolação envolve predição de conseqüências da mensagem Verbos que devem ser utilizados Distinguir explicar predizerestimar traduzir transcrever descrever reafirmar localizar revisar discutir ilustrar narrar converter relacionar sumariar expor deduzir organizar interpretar definir debater exemplificar explicar e outros 3 Nível de Aplicação envolve a utilização dos conteúdos dos níveis de conhecimento e compreensão Referese à capacidade de utilizar um material conteúdo apreendido em situações novas e concretas Verbos que devem ser utilizados Aplicar resolver construir converter calcular operar demonstrar interpretar usar utilizar dramatizar praticar operar ilustrar esboçar inventariar traçar relacionar manipular manusear provar preparar calcular modificar descrever determinar distinguir discriminar explicar elaborar utilizar e efetuar e outros 4 Nível de Análise envolve o desdobramento do material em suas partes consecutivas a percepção de suas interrelações e os modos de organização Verbos que devem ser utilizados Analisar distinguir decompor discriminar identificar ilustrar relacionar diferenciar calcular provar categorizar experimentar comparar criticar investigar debater examinar inferir determinar selecionar enunciar fracionar separar detalhar especificar descrever explicar designar estabelecer posicionar e outros 5 Nível de Síntese Envolve a organização de conteúdos trabalhados nos níveis de conhecimento compreensão aplicação e análise Capacidade de combinar as partes para formar um todo Nesse nível desejase a projeção e criação de um produto original a partir dos assuntos abordados Verbos que devem ser utilizados Escrever propor explicar combinar compilar criar planejar organizar sumariar compor esquematizar formular coordenar conjugar reunir construir dirigir delinear relatar reconstruir produzir narrar sintetizar demonstrar modificar gerar determinar conceber projetar dimensionar representar executar montar e outros 6 Nível de Avaliação É o nível de maior complexidade pois implica atividades de julgamento isto é uso de critérios e de padrões que permitam apreciar o grau de precisão efetividade economia ou suficiência de pormenores Nesse nível o aluno apresenta seu ponto de vista o seu julgamento particular sobre o assunto tratado Capacidade de julgar o valor de um material conteúdo com um dado propósito Verbos que devem ser utilizados Julgar apreciar comparar concluir interpretar avaliar taxar validar selecionar escolher medir estimar qualificar justificar categorizar criticar embasar fundamentar estimar analisar demonstrar e outros COSTA COSTA 2001 p 5557 grifo dos autores Quanto à formulação do objetivo Gil 2006 alerta para que esse tenha apenas uma ideia um sujeito e um complemento O autor ainda salienta que discussões reflexões ou debates não constituem objetivos de pesquisa pois todo o trabalho científico é fruto de discussão reflexão debate de ideias cujo lugar mais adequado é no espaço dedicado à revisão da literatura GIL 2006 p 264 Seguem alguns exemplos para sua orientação Este texto objetiva analisar O presente trabalho pretende comparar Este texto tem em vista explicar Este texto visa a estudar o evento X de acordo com seu surgimento cronológico Definidos os objetivos você pode dar início ao levantamento da documentação existente sobre o assunto É hora de consultar livros artigos dicionários especializados bases de dados etc Antes de prosseguir transcrevese um exemplo coletado em Lakatos e Marconi 2001 p 116 grifo nosso ilustrando todo o processo que você desenvolverá nas atividades a seguir a fim de se preparar para executálo na escolha do seu futuro tema Como o exemplo se refere às etapas de um projeto salientase que você poderá ser mais breve em relação aos objetivos desejados Tema Aspirações dos trabalhadores Delimitação do tema Aspirações dos trabalhadores das empresas industriais de grande porte no município de São Paulo no momento atual 1983 Problema Será que as categorias ocupacionais burocráticas e de produção e os status ocupados na estrutura organizacional levam o empregado a possuir diferentes tipos de aspirações Objetivo geral Verificar os motivos específicos extrínsecos e intrínsecos que influem eou determinam as aspirações dos trabalhadores em relação à natureza organizacional da empresa industrial Objetivos específicos examinar se os problemas particulares do trabalhador influem mais em suas aspirações em relação à empresa do que os gerados pela própria organização da mesma forma analisar a relação entre fatores originados da estrutura organizacional e da estrutura social no que se refere às alterações de aspirações observar a influência do aumento salarial nas aspirações do trabalhador determinar a viabilidade da utilização das aspirações do wwwgrupouniasselvicombr 44 trabalhador como incentivo para o aumento da produtividade Por fim lembrese de que precisa restringir o seu artigo para que este possa ganhar em profundidade e qualidade Ainda uma última dica retorne à listagem de verbos quando elaborar os objetivos 64 ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO Após a escolha e delimitação do tema ou seja a definição de um assunto interessante ao pesquisador e à comunidade científica você deve iniciar uma lista de ideias registrando suas percepções iniciais e que possivelmente são utilizadas no desenvolvimento da pesquisa O plano de desenvolvimento deve ser elaborado na sequência quando o pesquisador coloca suas ideias e percepções em ordem que posteriormente poderá ser alterado ou modificado transformando um roteiro Assim com esse roteiro ou esboço é possível elaborar as etapas do desenvolvimento da pesquisa ou seja a composição ou estrutura do artigo Para ajudar na delimitação inseriuse no exercício uma teia para que você possa desmembrar seu tema até encontrar a delimitação mais interessante A teia não é rígida Portanto você poderá preencher cada espaço à medida que as ideias forem surgindo mas o tema deve ocupar a posição central Se faltarem quadrados ou se você precisar subdividilos fique à vontade É a teia que deve se adaptar ao seu trabalho e não o contrário 65 ORIENTAÇÃO DO ARTIGO O artigo requisito obrigatório de conclusão do curso deve abordar um tema de livre escolha mas pertinente à área de concentração temática do curso O alunopesquisador de pósgraduação terá o acompanhamento de um professor orientador ao longo de seu estudo para auxiliálo nas definições e procedimentos da pesquisa O professor orientador deve ser preferencialmente do corpo docente da Pósgraduação UNIASSELVI Orientadores externos serão aceitos mas precisarão proceder seu credenciamento na secretaria da Pósdraduação UNIASSELVI Assim o pósgraduando inicialmente deverá solicitar por email ou presencialmente o mais comum é por email ao professor o aceite de orientação Nesse momento da solicitação o pósgraduando deverá encaminhar ao professor o trabalho realizado na disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica Dessa forma o professor terá condições de observar a temática as ideias o objetivo e o problema que o aluno pretende estudar bem como as fronteiras do estudo Após a confirmação do orientador ambos pósgraduando e professor deverão confirmar no sistema online sendo primeiro o pósgraduando realizando a solicitação de orientação e na sequência o professor confirmando o aceite Ficam a critério do pósgraduando e do orientador as formas de orientação presencial ou virtual e momentos de orientação sendo de comum acordo entre ambos Sugerese que os contatos virtuais sejam arquivados Caberá ao Orientando verificar periodicamente no ambiente do aluno o aceite pelo orientador escolher o tema do artigo desenvolver o artigo mediante ampla pesquisa e levantamento de referências necessárias à sua elaboração responsabilizarse pela correta citação das fontes de informação resguardando os direitos autorais de terceiros e preservando a ética planejar com o orientador as estratégias de elaboração do artigo interagir de forma continuada com o orientador redigir o texto final do trabalho seguindo as recomendações do orientador apresentar os resultados parciais obtidos durante a elaboração do artigo e eventuais revisões recomendadas pelo orientador submeter a versão final à analise do orientador antes do prazo estabelecido para entrega do artigo na secretaria PósGraduação Uniasselvi Os professores orientadores e consequentemente os pósgraduandos dispõem de esclarecimentos e orientações metodológicas no material de elaboração do Artigo Científico das disciplinas de Metodologia da Pesquisa Científica e Metodologia do Artigo Científico wwwgrupouniasselvicombr 45 EXERCÍCIO DE DELIMITAÇÃO DO TEMA a Tema b Problema Pergunta c Delimitação do tema abrangência do estudo ou seja estabelecer os limites extensionais limitação geográfica e espacial e conceituais do tema em questão d Se estiver definido fazer os Objetivos Inicia com verbo no infinitivo ESQUEMA DE CONTEÚDO ESQUELETO DO ARTIGO ORDENADO E HIERARQUIZADO N INTRODUÇÃO wwwgrupouniasselvicombr 46 REFERÊNCIAS ALVESMAZZOTTI Alda J GEEWANDSZNAJDER Fernando Os métodos nas ciências sociais e naturais pesquisa quantitativa e qualitativa São Paulo Thomson 1999 ANDRADE Maria Margarida de Introdução à metodologia do trabalho científico 5 ed São Paulo Atlas 2001 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 14724 informação e documentação trabalhos acadêmicos apresentação Rio de Janeiro 2011 NBR 6022 Apresentação de artigos em publicações periódicas Rio de Janeiro 2003 NBR 6024 informação e documentação numeração progressiva das seções de um documento escrito apresentação Rio de Janeiro 2003 NBR 10520 informação e documentação citações em documentos apresentação Rio de Janeiro 2002 NBR 6023 informação e documentação referências elaboração Rio de Janeiro 2002 AZEVEDO Israel Belo de O prazer da produção científica 7 ed Piracicaba UNIMEP 1999 BARBETTA Pedro Alberto Estatística aplicada às ciências sociais 6 ed Florianópolis EdUFSC 2006 BARROS Aidil Jesus da Silveira LEHFELD Neide Aparecida de Souza Fundamentos de metodologia científica um guia para a iniciação científica 3 ed São Paulo Makron Books 2000 BOENTE Alfredo BRAGA Glaucia Metodologia científica contemporânea para universitários e pesquisadores Rio de Janeiro Brasport 2004 CERVO Amado Luiz BERVIAN Pedro Alcino Metodologia científica 5 ed São Paulo Prentice Hall 2002 Metodologia científica para uso dos estudantes universitários 3 ed São Paulo McGraw Hill do Brasil 1983 CHIZZOTTI Antônio Pesquisa em ciências humanas e sociais 5 ed São Paulo Cortez 2001 COLLIS Jill HUSSEY Roger Pesquisa em administração um guia prático para alunos de graduação e pósgraduação 2 ed Porto Alegre Bookman 2005 CORREIA Wilson TCC Trabalho de Conclusão de Curso não é um bichodesetecabeças Rio de Janeiro Ciência Moderna 2009 COSTA Marco Antônio Ferreira da COSTA Maria de Fátima Barrozo da Como elaborar projetos de pesquisa 3ed São Paulo Atlas 2001 CRESPO Antônio Arnot Estatística fácil 17 ed São Paulo Saraiva 2002 DEMO Pedro Introdução à metodologia da ciência 2 ed São Paulo Atlas 1985 DENCKER Ada de Freitas Maneti Métodos e técnicas de pesquisa em turismo 4 ed São Paulo Futura 2000 FACHIN Odília Fundamentos de metodologia 4 ed São Paulo Saraiva 2003 FERRARI Alfonso Trujillo Metodologia da pesquisa científica São Paulo McGrawHill 1982 GIL Antônio C Métodos e técnicas de pesquisa social 5 ed São Paulo Atlas 2006 Como elaborar projetos de pesquisa 3 ed São Paulo Atlas 1996 LABES Emerson Moisés Questionário do planejamento à aplicação na pesquisa Chapecó Grifos 1998 LAKATOS Eva Maria MARCONI Marina de Andrade Técnicas de pesquisa7 ed São Paulo Atlas 2010 Metodologia do trabalho científico 6ed São Paulo Atlas 2001 Metodologia científica 3 ed São Paulo Atlas 2000 LAVILLE Christian DIONNE Jean A construção do saber manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas Porto Alegre Artes Médicas Sul Ltda Belo Horizonte Editora UFMG 1999 MATTAR Fauze Najeb Pesquisa de marketing metodologia planejamento 6 ed São Paulo Atlas 2005 v 1 MENEZES Nilson Lde VILLELA Francisco A Pesquisa científica Revista SEED News Disponível em httpwww seednewsinfbrportuguesseed82printartigo82html Acesso em 13 out 2010 OLIVEIRA Sílvio Luiz de Metodologia científica aplicada ao direito São Paulo Pioneira Thomson Learning 2002 RICHARDSON Roberto Jarry Pesquisa social métodos e técnicas São Paulo Atlas 1989 wwwgrupouniasselvicombr 47 RUIZ João A Metodologia científica guia para eficiência nos estudos 5 ed São Paulo Atlas 2002 Metodologia científica 3 ed São Paulo Atlas 1996 SILVA Renata Apostila de metodologia científica Brusque ASSEVIM Associação Educacional do Vale do ItajaíMirim fev 2008 mimeo Manual de estágio curso de administração da ASSEVIM Brusque ASSEVIM jul 2006a mimeo Manual do trabalho de curso cursos de administração e ciências contábeis da ASSEVIM Brusque ASSEVIM jul 2006b mimeo Manual de metodologia projeto de estágio relatório de estágio trabalho de curso e trabalho de graduação Brusque ASSEVIM jul 2006c mimeo SILVA Renata SILVA Everaldo da Manual de estágio Blumenau ICPG set 2006 mimeo SILVA Renata TAFNER Elisabeth Penzlien Apostila de metodologia científica Brusque ASSEVIM Associação Educacional do Vale do ItajaíMirim jan 2006 mimeo THIOLLENT Michel Metodologia da pesquisaação 11 ed São Paulo Cortez 2002 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Elaboração de trabalhos acadêmicocientíficos Cadernos de Ensino Formação Continuada Ensino Superior Ano 2 n 4 Itajaí 2004 Pró Reitoria de Ensino Elaboração de trabalhos acadêmicocientíficos versão preliminar Departamento de Ensino e Avaliação Itajaí 2003 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Biblioteca Central Normas para apresentação de trabalhos científicos Referências Curitiba Ed da UFPR 2002 v 6 wwwgrupouniasselvicombr 48 ANEXO A Lista de verbos Área Verbo Conhecimento Apontar registrar enunciar citar exemplificar marcar descrever identificar medir classificar evocar nomear relacionar distinguir ordenar definir relatar expressar sublinhar calcular estabelecer inscrever reconhecer repetir enumerar especificar Compreensão Concluir determinar estimar ilustrar interpretar predizer preparar narrar relatar traduzir deduzir descrever explicar induzir localizar reafirmar reorganizar transcrever demonstrar diferenciar exprimir inferir modificar revisar prever representar transformar derivar discutir extrapolar interpolar transmitir Aplicação Aplicar empregar ilustrar operar selecionar demonstrar esboçar traçar estruturar inventariar interpretar usar desenvolver organizar dramatizar generalizar relacionar praticar exercitar Análise Analisar comparar debater discutir investigar calcular discriminar identificar examinar combinar contrastar detectar experimentar provar categorizar correlacionar diferenciar distinguir deduzir Fonte UNIVALI 2003 wwwgrupouniasselvicombr PÓSGRADUAÇÃO UNIASSERVI 49 1 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MINEIROS UNIFIMES PEDAGOGIA Disciplina Professor Wanda Pereira de Lima Turma 1 período de Pedagogia Aluna Data 07 de fevereiro de 2023 FICHA DE APONTAMENTOS TITULO DO vídeo httpsyoutubeZYz0O8gFbyQ 2Palavras chaves palavras que mais se destacam no vídeo Ciência epistemologia da ciência metodologia estudo científico 3Ideia central A ideia central do vídeo é a de estabelecer um entendimento acerca do que é a ciência porém a desprendendo de muito estigmas que a restringem a uma definição única permitindo que os alunos possam ter um conhecimento mais amplo das suas áreas de atuação as formas que a ciência se manifesta e a sua aplicação na prática metodológica além de apresentar a sua definição em diversas abordagens 4Comentários o que aprendi com este vídeo Responda O que é Ciência afinal É o estudo de determinados objetos de pesquisas seguindo um caráter metodológico buscando comprovar refutar ou acrescentar a partir de teorias hipóteses e coletas de dados Não segue um padrão rígido pré estabelecido porém é necessário o estabelecimento de métodos interpretativos Quem é o cientista O cientista é um indivíduo ligado ao campo de pesquisa e orientação ou seja ele atua em grupos e busca respostas acerca de alguns temas porém também é responsável por transmitir e compartilhar o conhecimento obtido Escreva as 5 características da Ciências Observação Avaliação hipótese metodologia organização de dados Qual relação tem a ciências com o curso de Pedagogia A ciência está diretamente relacionada ao ensino sendo assim o cientista tem o papel de transmitir o conhecimento para futuros cientistas de determinada área de estudo A pedagogia é a ciência da prática da educação e se desenvolveu justamente a partir do modo de aprender ou instituir o processo de educação sendo assim está diretamente ligada à ciência na verdade sendo uma ciência 5Impressões pessoais o que gostei no tema Uma das pontuações mais interessantes feitas no vídeo é a forma como carregamos estigmas acerca do que é ciência o que é o cientista e como a ciência deve ser feita O vídeo serviu como um grande orientador acerca do tema sendo capaz de desmitificar a relação da ciência com diversos campos de estudo a sua real proposta e a forma que se relaciona com a sociedade Centro Universitário de Mineiros UNIFIMES Oferecendo ensino de qualidade desde 1985 sobre C I Ê N C I A 01 04 05 06 O que é caracterizase pelo conhecimento racional sistemático exato verificável lógico objetivo e falível Conceituação 02 Pesquisa científica 03 Ciência x senso comum Características Conclusão Na história da ciência várias são as conceituações nem sempre unânimes Mas a ciência é exata por tempo determinado até que ela passe por novas transformações sendo portanto falível A pesquisa cientifica dá valor à evidência dos fatos ou objetos mostrando como cada área das ciências geralmente se inicia com os dados oriundos da observação e da verificação seguindo parâmetros da metodologia científica o espírito científico traduzse na prática em consciência crítica objetiva e racional Conhecimento pelas causas Profundidade e generalidade das conclusões Finalidade prática e teórica Objeto formal Método e controle Exatidão e aspecto social A ciência distinguese do senso comum porque este é uma opinião baseada em hábitos preconceitos tradições cristalizadas enquanto a ciência baseiase em pesquisas investigações metódicas e sistemáticas e na exigência de que as teorias sejam internamente coerentes e digam a verdade sobre a realidade
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Texto de pré-visualização
METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA DISCIPLINA Apostila elaborada pelos professores de METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA da Pósgraduação UNIASSELVI wwwgrupouniasselvicombr PÓSGRADUAÇÃO UNIASSERVI 1 wwwgrupouniasselvicombr 2 IMPORTANTE Esta apostila é utilizada exclusivamente para fins didáticos na disciplina de METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA na Pósgraduação UNIASSELVI Não deve ser considerada como base para consulta bibliográfica mas como material de orientação É proibida a reprodução total ou parcial de qualquer forma ou por qualquer meio A violação dos direitos de autor Lei nº 961098 é crime estabelecido pelo artigo 184 do Código Penal wwwgrupouniasselvicombr 3 PLANO DE ESTUDO DA DISCIPLINA METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA EMENTA Conhecimento e Ciência Pesquisa Científica etapas modalidade coleta e análise de dados Trabalhos Acadêmicos Artigo Científico apresentação gráfica orientações metodológicas estrutura Delimitação da Pesquisa tema problema objetivos e etapas do desenvolvimento Informações sobre orientação do artigo OBJETIVO Compreender criticamente os conceitos e processos da pesquisa científica visando à elaboração da estrutura do artigo técnico científico AVALIAÇÃO Elaboração textual e exercícios Estruturação parcial do artigo REFERÊNCIAS BÁSICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 14724 informação e documentação trabalhos acadêmicos apresentação Rio de Janeiro 2011 NBR 6024 informação e documentação numeração progressiva das seções de um documento escrito apresentação Rio de Janeiro 2003 NBR 6028 informação e documentação resumo apresentação Rio de Janeiro 2003 NBR 6027 informação e documentação sumário apresentação Rio de Janeiro 2003 NBR 10520 informação e documentação citações em documentos apresentação Rio de Janeiro 2002 NBR 6023 informação e documentação referências elaboração Rio de Janeiro 2002 ANDRADE Maria Margarida de Introdução à metodologia do trabalho científico 5 ed São Paulo Atlas 2001 AZEVEDO Israel Belo de O prazer da produção científica 7 ed Piracicaba UNIMEP 1999 CERVO Amado Luiz BERVIAN Pedro Alcino Metodologia científica 5 ed São Paulo Prentice Hall 2002 GIL Antônio Carlos Como elaborar projetos de pesquisa 3 ed São Paulo Atlas 1996 LAKATOS Eva Maria MARCONI Marina de Andrade Metodologia científica 3 ed São Paulo Atlas 2000 MEDEIROS João Bosco Redação científica 6 ed São Paulo Atlas 2004 SEVERINO Antônio Joaquim Metodologia do trabalho científico 21 ed São Paulo Cortez 2000 TAFNER Malcon Anderson et al Metodologia do trabalho acadêmico 3 ed Curitiba Juruá 2010 wwwgrupouniasselvicombr 4 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 5 1 CONHECIMENTO 7 11 CONHECIMENTO MÍTICO 7 12 CONHECIMENTO POPULAREMPÍRICO 8 13 CONHECIMENTO RELIGIOSOTEOLÓGICO 9 14 CONHECIMENTO ESTÉTICOARTÍSTICO 10 15 CONHECIMENTO FILOSÓFICO 11 16 CONHECIMENTO TÉCNICO 12 17 CONHECIMENTO CIENTÍFICO 14 2 CIÊNCIA 16 21 CARACTERÍSTICAS E COMPONENTES 16 3 PESQUISA CIENTÍFICA 19 31 ETAPAS DA PESQUISA 19 32 MODALIDADES DA PESQUISA 21 33 COLETA DE DADOS 24 331 Questionário 25 3311 População e amostragem 27 3312 Tamanho da amostra aleatória simples 27 332 Entrevista 28 333 Observação 29 34 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO 29 4 TRABALHOS TÉCNICOCIENTÍFICOS 31 41 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE GRADUAÇÃO TRABALHO DE GRADUAÇÃO INTERDISCIPLINAR TRABLAHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EOU APERFEIÇOAMENTO 31 411 Monografia 31 412 Dissertação 31 413 Tese 31 414 Paper 31 415 Artigo científico 32 5 ARTIGO CIENTÍFICO 33 51 APRESENTAÇÃO GRÁFICA 33 52 ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS 34 53 ESTRUTURA DO ARTIGO 35 531 Elementos prétextuais 35 532 Elementos textuais 36 5321 Introdução 36 5322 Desenvolvimento 36 5323 Considerações Finais 39 533 Elementos póstextuais 39 5331 Referências 39 5332 Apêndice 39 5333 Anexo 39 6 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA40 61 DELIMITAÇÃO DO TEMA41 62 PROBLEMA DE PESQUISA 41 63 OBJETIVOS42 64 ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO44 65 ORIENTAÇÃO DO ARTIGO44 REFERÊNCIAS 46 ANEXO 48 wwwgrupouniasselvicombr 5 INTRODUÇÃO Na busca de atualizarse na sua missão de ensinar a Pósgraduação UNIASSELVI procura inovar as possibilidades didáticas incitando professores e alunos a perseguirem o melhor preparo para o mercado e para a academia Todo profissional contemporâneo deve procurar a solidez de conhecimentos aliada à atualização constante tendo que apresentar um background cultural que o coloque nas melhores cadeiras de um mercado competitivo Disciplinas como Metodologia da Pesquisa Científica são ofertadas com o intuito de criar uma postura crítica Elas procuram contribuir para que o pesquisador iniciante alcance seus objetivos na pesquisa em termos epistemológicos tecnológicos de ensino e de procedimentos didáticos apresentando significativos ganhos Tudo isso porque as atividades científicas demandam coragem esforço e principalmente qualidade A equipe de professores que elaborou esta apostila objetivou apresentar as características de artigos científicos e procedimentos para sua elaboração favorecendo e estimulando a ética a solução de problemas a produção escrita eou a vivência da pesquisa científica Para tanto a apostila apresenta explicações sobre a estrutura do documento técnicocientífico a ser elaborado pelos acadêmicos da Pós graduação da UNIASSELVI Acreditamos que esta apostila se tornará uma referência para quando você caro pósgraduando estiver iniciando seu Artigo Científico Lembramos que o primeiro passo é a escolha do tema Esta deve ser realizada com muita flexibilidade liberdade e criatividade Se na monografia a formulação do problema dos objetivos e da metodologia é vital para a elaboração do trabalho de pesquisa no artigo científico a definição do tema e de seu esquema básico conhecido como esqueleto do texto é fundamental Por isso a importância de você estar tranquilo quando estiver encaminhando esses processos fundamentais para a construção do artigo Inicie um exercício individual ou com outras pessoas procurando comentar e identificar questões relacionadas às suas preferências temáticas individuais motivações profissionais assuntos ou áreas temáticas de leitura e estudo que marcaram ou foram mais determinantes em suas escolhas acadêmicas inclusive que trouxeram você a este momento Pense em um ou dois assuntostemas bem genéricos Não esqueça verbalizar e anotar suas ideias sobre o tema gera por si só um processo de feedback Em termos práticos é o seguinte se você apenas pensar sobre um assunto ou uma ideia e ficar analisando mentalmente a questão terá uma compreensão específica e mais restrita baseada em dados comparativos relativos ou seja você abre um número menor de arquivos para analisar a questão Mas se verbalizar e escrever tudo o que estiver pensando ou se fizer isso em um grupo sua análise será mais ampla e completa Após identifique questões mais específicas nesse quadro geral detectando alguns focos mais estreitos relacionados a possíveis temas Na continuidade perguntese Este pode ser um tema para meu artigo científico Aonde quero chegar analisando este tema Há material teórico consistente e suficiente livros revistas sites etc para fundamentar um texto com este tema ou não há muito material teórico produzido sobre o assunto Qual será meu diferencial de análise Qual o assunto que sempre me interessou desde a faculdade em livros artigos palestras cursos etc Qual a área ou o conjunto de questões que mais me instiga no trabalho profissional Aquelas que vivencio durante minha jornada de trabalho e que sempre me inquietam O que sistematicamente procuro responder ou pelo menos atenuar em termos de dúvidas Qual o assunto que é foco mais comum de minhas leituras Provavelmente um ou dois temas se destacarão Se não houver êxito imediato ou se não for tão simples como imaginava dê um tempo a você e passe a observar em suas preferências teóricas uma tendência geral como também uma provável linha de ação profissional repetitiva que denote certa coerência ou afinidade com um tema ou uma área no trabalho profissional e intelectual Não se esqueça de que a definição do tema deve ser algo individual com grande significado para o autor pois assim o artigo será realizado com mais motivação e prazer Não se deixe levar somente pela sugestão de amigos e professores Escolha um tema que tenha significado para você respeitando é claro algumas regras importantes na escolha e na redação de um artigo acadêmico Para amadurecer gradativamente o melhor tema para o artigo você pode e deve realizar estas reflexões sozinho eou com outras pessoas inclusive já de início escolhendo seu orientador tendo a preocupação constante de anotar as ideias no momento em que elas aparecem na hora em que ocorre o insight caso contrário as ideias fogem e você acaba se esquecendo wwwgrupouniasselvicombr 6 Após estas reflexões escreva muito Somente desta forma o Artigo Científico se tornará uma realidade Convém por oportuno ressaltar ainda que a equipe de professores da disciplina de Metodologia busca atualização constante da apostila Assim criamos uma identidade com a UNIASSELVI normatizando a apresentação e a editoração dos artigos e dos trabalhos dos nossos pósgraduandos Enfim a apostila é de grande valor e estimulará você aluno da Pósgraduação UNIASSELVI a sentir prazer com a pesquisa científica porque na obra buscamos primar pela clareza dos objetivos elegância na forma de apresentação e erudição na medida justa evitando pernosticismos na apresentação dos temas Além do mais buscamos um tratamento diferenciado para os vários cursos sem fugir entretanto da unidade fundamental da disciplina de Metodologia Equipe de Metodologia da Pesquisa Científica da Pósgraduação UNIASSELVI wwwgrupouniasselvicombr 7 1 CONHECIMENTO O conhecimento é o ato de adquirir informações e dados sobre um determinado assunto Ele pode ser motivado pela necessidade de conhecer algo ou saber sobre ele bem como por curiosidade de conheceridentificar o procedimento histórico as características o funcionamento entre outros de um fato Assim conhecimento É um processo de reflexão crítica cujo objetivo é o desvelamento de um objeto BARROS LEHFELD 2000 Portanto nesta prática de reflexão e descoberta é necessário o envolvimento de dois segmentos sujeito e objeto O sujeito é o indivíduo capaz de conhecer desvelar ou seja é o pesquisador o aluno o professor enquanto o objeto é tudo que pode ser conhecido refletido criticado podendo ser algo físico tangível como um acontecimento um produto um fenômeno etc É nesta relação do sujeito com o objeto que se estabelece a busca pelo conhecimento Em termos mais específicos é nesta relação que se dá a pesquisa a busca pelo conhecimento O ser humano busca o conhecimento ao problematizar o mundo vivido sua relação com o meio e com os seus semelhantes O conhecimento possibilita representar a realidade de maneira que o sujeito possa se situar e agir no mundo O conhecimento é uma forma de representação da realidade Ao produzirbuscar conhecimento se cria uma representação possível da realidade A realidade sendo uma construção do sujeito que conhece é elaborada com base nos referenciais do sujeito São muitas as variáveis da relação entre sujeito e objeto do conhecimento Para conhecer o sujeito utiliza os referenciais que estão a sua disposição Em função dos elementos utilizados pelo sujeito de sua visão de mundo da realidade do resultado e dos procedimentos adotados temse a geração de um tipo de conhecimento mais ou menos específico Muito embora seja necessário levar em conta o caráter sistêmico e complexo do conhecimento para fins didáticos e reflexivos é comum uma separação entre os tipos de conhecimento A tipologia do conhecimento de forma simplificada pode ser entendida como o resultado da utilização pelo sujeito de diferentes tipos de referências para a construção do conhecimento Convencionalmente o conhecimento é tipificado em conhecimento popularempírico filosófico religiosoteológico e científico Contudo levandose em conta outros referenciais e procedimentos possíveis ainda é viável encontrar outros tipos para essa divisão Os tipos de conhecimento podem coexistir em um mesmo sujeito da cognição Um cientista voltado para o estudo da biologia por exemplo pode ser praticante de uma religião ter afinidades com um sistema filosófico e ter como guia de sua vida cotidiana conhecimentos provenientes do senso comum Além disso vale salientar que esses tipos de conhecimento podem ter um mesmo objeto de estudo como por exemplo a origem do universo Mas cada um dos tipos de conhecimento pode apresentar a sua versão para tal fato Para que se entenda melhor como funciona essa diversidade de conhecimentos apresentamse em linhas gerais os sete tipos de conhecimento o mítico o popularempírico o religiosoteológico o estéticoartístico o filosófico o técnico e o científico 11 CONHECIMENTO MÍTICO O conhecimento mítico busca o entendimento da realidade com base no sobrenatural e na tradição É um tipo de conhecimento que faz uso da intuição para explicar a realidade as origens e a cosmologia de um grupo O conhecimento mítico assim como os demais tipos de conhecimento cria uma representação do real atribuindo sentido significado para as manifestações da natureza e para as tradições culturais A crença em seres fantásticos em simbiose com o meio ambiente e com os ancestrais explica o funcionamento do social e do natural LEITURA COMPLEMENTAR MITO E COSMOLOGIA As cosmologias indígenas representam modelos complexos que expressam suas concepções a respeito da origem do Universo e de todas as coisas que existem no mundo Os mitos considerados individualmente descrevem a origem do homem das relações ecológicas entre animais plantas e outros elementos da natureza da origem da agricultura da metamorfose de seres humanos em animais da razão de ser de certas relações sociais culturalmente importantes etc Para muitas sociedades indígenas o cosmos está ordenado em diversas camadas onde se encontram divindades fenômenos atmosféricos e geográficos animais e plantas montanhas rios espíritos de pessoas e animais ancestrais humanos entes sobrenaturais benévolos e malévolos Cada uma das diversas sociedades indígenas elabora suas próprias explicações a respeito do mundo dos fenômenos da natureza dos espíritos dos seres sobrenaturais e também do momento em que surgiram os seus ancestrais Para exemplificar apresentamos resumidamente o mito de origem dos índios Arara grupo de língua Karib Para eles quando essa vida ainda não havia começado existiam somente o céu e a água Separandoos uma pequena casca que recobria o céu e servia de assoalho a seus habitantes Na casca do céu a vida era plena pois havia de tudo para todos wwwgrupouniasselvicombr 8 A boa humanidade protegida pela divindade Akuanduba vivia conforme as coisas básicas da vida acordar comer beber namorar dormir Se alguém cometesse algum excesso contrariando as normas a divindade fazia soar uma pequena flauta chamando a atenção de todos para que se comportassem de acordo com a boa ordem Fora da casca do céu existiam coisas ruins seres atrozes e espíritos maléficos contra os quais a boa humanidade estava protegida por Akuanduba Houve um dia no entanto que ocorreu uma grande briga da qual participou muita gente A divindade fez soar a flauta mas a multidão teimosa não quis parar de brigar Nessa confusão a casca do céu se rompeu lançando tudo e todos para longe para dentro da água que envolvia a casca Com a queda todos perderam e todos os velhos e crianças morreram restando apenas uns poucos homens e mulheres Dos sobreviventes alguns foram levados de volta ao céu por pássaros amazônicos onde se transformaram em estrelas Os que ficaram foram abandonados pelos pássaros nos pedaços da casca do céu que caíram sobre as águas Assim surgiram os Arara que para se manter afastados das águas escolheram ocupar o interior da floresta Até hoje os Arara habitantes do vale dos rios Iriri Xingu no Estado do Pará assobiam chamando as araras quando as vêem voando em bandos por sobre a floresta Quando pousam no alto das árvores as araras por sua vez observam os índios e ao notarem o quanto eles cresceram desistem de leválos de volta ao céu Aqui já foram deixados outras vezes e aqui deverão permanecer Os Arara que antes viviam como estrelas estão agora condenados a viver como gente tendo que perseguir o alimento de cada dia em meio aos perigos que existem sobre o chão BIBLIOGRAFIA RAMOS Alcida Rita Sociedades indígenas São Paulo Ática 1986 TEIXEIRAPINTO Márnio Ieipari sacrifício e vida social entre os índios Arara Curitiba Editora UFPR 1997 Fonte httpwwwmuseudoindioorgbrtemplate01defaultaspID S33IDM110 Acesso em jun 2011 12 CONHECIMENTO POPULAREMPÍRICO O conhecimento popularempírico também pode ser designado de vulgar ou de senso comum Porém nesse tipo de conhecimento a maneira de conhecer ocorre de forma superficial por informações ou por experiência casual É desenvolvido principalmente por meio dos sentidos e não tem a intenção de ser profundo sistemático e infalível Usualmente é adquirido por acaso ou pelas tradições ou transmitido de geração para geração não passando pelo crivo dos postulados metodológicos O conhecimento popularempírico é adquirido independentemente de estudos de pesquisas de reflexões ou de aplicações de métodos Entretanto pode tornarse científico desde que passe pelas exigências dos pares de uma comunidade científica Pode atingir o status de conhecimento científico pois ele é base fundamental do conhecer e já existia muito antes de o ser humano imaginar a possibilidade da existência da ciência FACHIN 2003 p 10 Entre as características do conhecimento popular empírico estão segundo AnderEgg 1978 apud LAKATOS MARCONI 2000 Superficial conformase com a aparência com aquilo que se pode comprovar simplesmente estando junto das coisas Usamse frases como Eu vi Eu estive presente Porque disseram Porque todo mundo diz Sensitivo referese às vivências aos estados de ânimo e às emoções da vida diária da pessoa Essas vivências não são plausíveis de comprovação e de mensuração Subjetivo é o próprio sujeito que organiza suas experiências e os seus conhecimentos Assistemático a organização da experiência não visa a uma sistematização das ideias e da forma de adquirilas nem à tentativa de validálas Enfim no conhecimento popularempírico o homem conhece o fato e a sua ordem aparente sem explicações de ordem sistemática metodológica mas pela experiência pelo costume e pelo hábito Num embate entre o conhecimento popularempírico e o conhecimento científico algumas pessoas poderão argumentar que ambos têm o mesmo valor outras poderão defender que o primeiro é inferior e que o segundo é digno de confiança e mérito wwwgrupouniasselvicombr 9 LEITURA COMPLEMENTAR CARACTERÍSTICAS DO SENSO COMUM Um breve exame de nossos saberes cotidianos e do senso comum de nossa sociedade revela que possuem algumas características que lhes são próprias são subjetivos isto é exprimem sentimentos e opiniões individuais e de grupos variando de uma pessoa para outra ou de um grupo para outro dependendo das condições em que vivemos Assim por exemplo se eu for artista verei a beleza da árvore se eu for marceneira a qualidade da madeira se estiver passeando sob o Sol a sombra para descansar se for bóiafria os frutos que devo colher para ganhar o meu dia Se eu for hindu uma vaca será sagrada para mim se for dona de um frigorífico estarei interessada na qualidade e na quantidade de carne que poderei vender são qualitativos isto é as coisas são julgadas por nós como grandes ou pequenas doces ou azedas pesadas ou leves novas ou velhas belas ou feias quentes ou frias úteis ou inúteis desejáveis ou indesejáveis coloridas ou sem cor com sabor odor próximas ou distantes etc são heterogêneos isto é referemse a fatos que julgamos diferentes porque os percebemos como diversos entre si Por exemplo um corpo que cai e uma pena que flutua no ar são acontecimentos diferentes sonhar com água é diferente de sonhar com uma escada etc são individualizadores por serem qualitativos e heterogêneos isto é cada coisa ou cada fato nos aparece como um indivíduo ou como um ser autônomo a seda é macia a pedra é rugosa o algodão é áspero o mel é doce o fogo é quente o mármore é frio a madeira é dura etc mas também são generalizadores pois tendem a reunir numa só opinião ou numa só idéia coisas e fatos julgados semelhantes falamos dos animais das plantas dos seres humanos dos astros dos gatos das mulheres das crianças das esculturas das pinturas das bebidas dos remédios etc em decorrência das generalizações tendem a estabelecer relações de causa e efeito entre as coisas ou entre os fatos onde há fumaça há fogo quem tudo quer tudo perde dizeme com quem andas e te direi quem és a posição dos astros determina o destino das pessoas mulher menstruada não deve tomar banho frio ingerir sal quando se tem tontura é bom para a pressão mulher assanhada quer ser estuprada menino de rua é delinqüente etc não se surpreendem e nem se admiram com a regularidade constância repetição e diferença das coisas mas ao contrário a admiração e o espanto se dirigem para o que é imaginado como único extraordinário maravilhoso ou miraculoso Justamente por isso em nossa sociedade a propaganda e a moda estão sempre inventando o extraordinário o nunca visto pelo mesmo motivo e não por compreenderem o que seja investigação científica tendem a identificála com a magia considerando que ambas lidam com o misterioso o oculto o incompreensível Essa imagem da ciência como magia aparece por exemplo no cinema quando os filmes mostram os laboratórios científicos repletos de objetos incompreensíveis com luzes que acendem e apagam tubos de onde saem fumaças coloridas exatamente como são mostradas as cavernas ocultas dos magos Essa mesma identificação entre ciência e magia aparece num programa da televisão brasileira o Fantástico que como o nome indica mostra aos telespectadores resultados científicos como se fossem espantosas obras de magia assim como exibem magos ocultistas como se fossem cientistas costumam projetar nas coisas ou no mundo sentimentos de angústia e de medo diante do desconhecido Assim durante a Idade Média as pessoas viam o demônio em toda a parte e hoje enxergam discos voadores no espaço por serem subjetivos generalizadores expressões de sentimentos de medo e angústia e de incompreensão quanto ao trabalho científico nossas certezas cotidianas e o senso comum de nossa sociedade ou de nosso grupo social cristalizamse em preconceitos com os quais passamos a interpretar toda a realidade que nos cerca e todos os acontecimentos Fonte CHAUÍ Marilena Filosofia São Paulo Ática 2005 p 110111 13 CONHECIMENTO RELIGIOSOTEOLÓGICO O conhecimento religiosoteológico do grego theos que significa Deus e logos que significa tratadodiscurso está relacionado com a fé e a crença divina Apresenta verdades indiscutíveis e infalíveis O que funda o conhecimento religioso teológico é a fé não sendo necessário ter evidências para crer O conhecimento religiosoteológico apoiase em doutrinas que contêm proposições sagradas valorativas as quais foram ou são reveladas pelo sobrenatural pelo divino e por esse motivo tais proposições são consideradas infalíveis indiscutíveis e exatas No conhecimento religiosoteológico um corpo coerente de crenças pode se transformar em religião Já a religião é o uso de forma sistematizada e institucionalizada dessas crenças Enfim o conhecimento religiosoteológico parte do princípio de que as verdades tratadas são infalíveis e indiscutíveis por consistirem em revelações da divindade do sobrenatural wwwgrupouniasselvicombr 10 LEITURA COMPLEMENTAR 1 Deus existe porque existe movimento no universo Observase no mundo que as coisas se transformam Todo o movimento tem uma causa que é exterior ao ser movido Sendo cada corpo movido por outro é necessário existir um primeiro motor não movido por outros responsável pela origem do movimento Esse primeiro motor é Deus 2 Deus existe porque no mundo os efeitos têm causa Todas as coisas no mundo são causas ou efeitos de algo não podendo uma coisa ser causa e efeito de si mesma Assim toda causa causada por outra leva à necessidade da existência de uma causa nãocausada Essa primeira causa é Deus 3 Deus existe porque se observa no mundo o aparecimento e o desaparecimento de seres Se todas as coisas aparecem ou desaparecem elas não são necessárias mas são apenas possíveis Sendo apenas possíveis deverão ser levadas a existir num dado momento por um ser já existente Esse ser existente e necessário por si próprio que torna possível a existência dos outros seres é Deus 4 Deus existe porque há graus hierárquicos de perfeição nas coisas do mundo Dizer que existem graus de bondade sabedoria implica a noção de que essas coisas existam em absoluto o que inclusive permite a comparação 5 Deus existe porque existe ordenação nas coisas do mundo No mundo verificase que as diferentes coisas se dirigem a um determinado fim o que ocorre regularmente e ordenadamente Sendo tão diversas as coisas existentes a regularidade e a ordenação não poderiam ocorrer por acaso portanto fazse necessário que exista um ser que governe o mundo Esse ser é Deus Fonte AQUINO São Tomás de Compêndio de teologia São Paulo Abril Cultural 1973 p 73 14 CONHECIMENTO ESTÉTICOARTÍSTICO A visão positivista de conhecimento colocou no topo da hierarquia a ciência Com as visões contemporâneas de saber têm sido resgatados saberes e fazeres que ajudam a entender a realidade e explicar as relações sociais e fenômenos naturais A arte tem sido elevada à categoria de conhecimento validado para esses entendimentos e explicações O conhecimento estético ou artístico baseado em sentimentos emoções criatividade e intuição possibilitam conhecer e lançar possibilidades de interpretação do real O cientista também está imerso e é influenciado por sua referências sobre arte e estética Assim o conhecimento artístico traduzido nas obras de arte é expressão de um contexto histórico cultural específico LEITURA COMPLEMENTAR O CONHECIMENTO ARTÍSTICO Embora pareça um assunto datado é recente a valorização da criatividade e da imaginação como elementos constitutivos do conhecimento A arte no entanto não reflete uma forma de conhecimento que se encerra em si pois a partir dela é possível alcançar novas formas de experiência humana Gian Danton Durante muitos anos a visão positivista do conhecimento colocou a ciência no topo de uma pirâmide Logo abaixo dela vinham conhecimentos tidos como inferiores como a filosofia a religião e o empirismo chamado de conhecimento vulgar Atualmente filósofos e cientistas começam a concordar que existem outras formas de explicar o mundo tão importantes quanto a ciência Uma dessas formas ainda um tanto desvalorizada é a arte Em filmes quadros livros e até histórias em quadrinhos pode estar a chave para compreender o homem e o mundo em que vivemos Edgar Morin acredita que a arte é um elemento essencial para analisar a condição humana No livro A cabeça bem feita ele diz que os romances e os filmes põem à mostra as relações do ser humano com o outro com a sociedade e o mundo O romance do século XIX e o cinema do século XX transportamnos para dentro da História e pelos continentes para dentro das guerras e da paz E o milagre de um grande romance como de um grande filme é revelar a universalidade da condição humana Assim em toda grande obra seja de literatura poesia cinema música pintura ou escultura há um profundo pensamento sobre a condição humana Entretanto essa maneira de ter contato com o mundo representado pela arte foi marginalizada durante décadas Origens do preconceito O Círculo de Viena importante grupo de intelectuais do início do século XX acreditava que a imaginação era um corpo estranho à ciência um parasita que devia ser eliminado por aqueles que pretendem fazer uma pesquisa séria Numa época em que a ciência era tida como a única forma válida wwwgrupouniasselvicombr 11 de explicar o mundo isso equivalia a uma sentença de morte contra a imaginação e a criatividade O mesmo Edgar Morin agora no livro Introdução ao pensamento complexo explica que a imaginação a iluminação e a criação sem as quais o progresso da ciência não teria sido possível só entravam na ciência às escondidas Eram condenáveis como forma de se chegar a um conhecimento sobre o mundo A valorização da criatividade e da imaginação só aconteceu muito recentemente O filósofo Karl Popper por exemplo ao observar as pesquisas de Einstein que considerava o mais importante cientista do século XX percebeu que toda descoberta desse cientista encerrava um elemento irracional uma intuição criadora O trabalho do pensador alemão Thomas Kuhn ao demonstrar os aspectos sociais e históricos na construção do conhecimento científico abriu caminho para que a arte fosse resgatada como forma de conhecimento Afinal se o cientista é influenciado pelo mundo em que vive ele também é influenciado pelos romances que lê pelos filmes que assiste e até pelas músicas que ouve No Brasil um livro importante para a aceitação da arte como forma de conhecer o mundo foi A Pesquisa em Arte de Silvio Zamboni Na obra o autor argumenta que a arte não só é um conhecimento por si só como também pode constituir se em importante veículo para outros tipos de conhecimentos pois extraímos dela uma compreensão da experiência humana e de seus valores Intuição A aceitação da arte como conhecimento implica a necessidade de compreender como essa manifestação se desenvolve Sabese que existe um lado racional na produção artística mas também existe um componente não racional e portanto difícil de ser verbalizado Uma das obras mais relevantes para a compreensão desse processo é o livro Desenhando com o lado direito do cérebro de Betty Edwards Baseandose em pesquisas científicas sobre a constituição do cérebro ela percebeu que geralmente o hemisfério esquerdo é dominante na maioria das pessoas o que dificulta a livre expressão da criatividade já que o lado esquerdo é racional lógico e analítico enquanto o lado direito é intuitivo e criador Fonte httpfilosofiauolcombrfilosofiaideologiasabedoria17 artigo1345971asp Acesso em jun 2011 15 CONHECIMENTO FILOSÓFICO O conhecimento filosófico pode ser entendido como resultado do esforço racional sistemático e lógico de busca de conhecimento sem recorrer à experimentação De acordo com Fachin 2003 o conhecimento filosófico busca ser o guia para a reflexão e conduz à elaboração de princípios e de valores universais válidos Ainda conforme Fachin 2003 p 7 o conhecimento filosófico conduz à reflexão crítica sobre os fenômenos e possibilita informações coerentes Seu objetivo é o desenvolvimento funcional da mente procurando educar o raciocínio Nesse tipo de conhecimento é a razão que permite a coordenação a análise e a síntese em uma visão clara e ordenada Entre as características do conhecimento filosófico estão segundo AnderEgg 1978 apud LAKATOS MARCONI 2000 Valorativo seu ponto de partida consiste em hipóteses que não poderão ser submetidas à observação ou seja as hipóteses filosóficas não se baseiam na experimentação Nãoverificável os enunciados das hipóteses filosóficas não podem ser confirmados nem refutados Racional consiste num conjunto de enunciados logicamente correlacionados Sistemático suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada numa tentativa de apreendêla em sua totalidade Infalível e exato suas hipóteses e postulados não são submetidos ao decisivo teste da observação e da experimentação O conhecimento filosófico tem como característica o esforço da razão ou seja recorrese à razão para postular boas respostas aos problemas humanos como por exemplo conhecimento ética política e estética Enfim o objeto da filosofia são as ideias os conceitos que não são redutíveis à realidade material e que por isso não são passíveis de observação e mensuração Porém vale lembrar que essa posição não é unânime LEITURA COMPLEMENTAR FILOSOFIA REPENSAR VOLTAR ATRÁS O afrontamento pelo homem dos problemas que a realidade apresenta eis aí o que é a filosofia Isto significa então que a filosofia não se caracteriza por um conteúdo específico mas ela é fundamentalmente uma atitude uma atitude que o homem toma perante a realidade Ao desafio da realidade representado pelo problema o homem responde wwwgrupouniasselvicombr 12 com a reflexão E que significa reflexão A palavra nos vem do verbo latino reflectere que significa voltar atrás É pois um repensar ou seja um pensamento em segundo grau Poderíamos pois dizer se toda reflexão é pensamento nem todo pensamento é reflexão Este é um pensamento consciente de si mesmo capaz de se avaliar de verificar o grau de adequação que mantém com os dados objetivos de medir se com o real Pode aplicarse às impressões e opiniões aos conhecimentos científicos e técnicos interrogandose sobre seu significado Refletir é o ato de retornar reconsiderar os dados disponíveis revisar vasculhar numa busca constante do significado É examinar detidamente prestar atenção analisar com cuidado E é isto o filosofar Com efeito se a filosofia é realmente uma reflexão sobre os problemas que a realidade apresenta entretanto ela não é qualquer tipo de reflexão que possa ser adjetivada de filosófica é preciso que se satisfaça uma série de exigências que vou resumir em apenas três requisitos a radicalidade o rigor e a globalidade Quero dizer em suma que a reflexão filosófica para ser tal deve ser radical rigorosa e de conjunto RADICAL Em primeiro lugar exigese que o problema seja colocado em termos radicais entendida a palavra radical no seu sentido mais próprio e imediato Quer dizer é preciso que se vá até as raízes da questão até seus fundamentos Em outras palavras exigese que se opere uma reflexão em profundidade RIGOROSA Em segundo lugar e como que para garantir a primeira exigência devese proceder com rigor ou seja sistematicamente segundo métodos determinados colocandose em questão as conclusões da sabedoria popular e as generalizações apressadas que a ciência pode ensejar DE CONJUNTO Em terceiro lugar o problema não pode ser examinado de modo parcial mas numa maneira perspectiva de conjunto relacionandose o aspecto em questão com os demais aspectos do contexto em que está inserido É nesse ponto que a filosofia se distingue da ciência de um modo mais marcante Com efeito ao contrário da ciência a filosofia não tem objeto determinado ela dirigese a qualquer aspecto da realidade desde que seja problemático seu campo de ação é o problema esteja onde estiver Melhor dizendo seu campo de ação é o problema enquanto não se sabe ainda onde ele está por isso se diz que a filosofia é busca E é nesse sentido que se pode dizer que a filosofia abre caminho para a ciência através da reflexão ela localiza o problema tornando possível a sua delimitação na área de tal ou qual ciência que pode então analisálo e quiçá solucionálo Além disso enquanto a ciência isola o seu aspecto do contexto e o analisa separadamente a filosofia embora dirigindose às vezes apenas a uma parcela da realidade inserea no contexto e a examina em função do conjunto Fonte SAVIANI Dermeval Educação do senso comum à consciência filosófica 6 ed São Paulo CortezAutores Associados 1985 p 2324 LEITURA COMPLEMENTAR 16 CONHECIMENTO TÉCNICO O conhecimento técnico é a aplicação das outras formas de conhecimento para solução de problemas e transformação da realidade É baseado na objetividade operacional da aplicação do saber fazer a um determinado contexto Tem como objeto o domínio do mundo e da natureza É especializado e específico e se esmera na aplicação de todos os outros saberes que lhe podem ser úteis Tratase de um tipo de saber que auxilia o homem e a mulher a agirem no mundo levandoos às mais diversas atividades visando à produção técnica da vida CORREIA 2009 Nos atuais paradigmas do conhecimento a construção de saberes voltados para as necessidades do mercado tornase um diferencial competitivo Nesse sentido a produção técnico científica focada no saber fazer constituise como uma regra para a inovação e aplicação de soluções práticas das organizações e da sociedade como um todo LEITURA COMPLEMENTAR A SACRALIZAÇÃO DA TÉCNICA Wellington Lima Amorim Sagrado Para falar de Sacralização e Técnica é preciso deixar claro o que significa materialismo Este consiste em axiomatizar o espírito como sendo produzido e determinado pela matéria Nessa concepção qualquer valor moral político religioso estético ou cultural é determinado pelas condições materiais Para entender como se dá o processo de materialização do real pela Técnica é necessário ainda compreender os conceitos de sagrado e profano O sagrado é sempre compreendido como algo divino diferente de qualquer realidade natural perceptível DIFERENÇA ENTRE O FILóSOFO E O CIENTISTA A diferença entre o cientista e o filósofo é portanto fácil de perceber O cientista se fixa sobre o objeto sem olhar a mesma maneira com que o atinge A maiêutica lhe é pois estranha e indispensável O filósofo centraliza sua atenção sobre o sujeito que conhece e sobre as atividades do espírito acionadas para apreender seu objeto Do cientista ao filósofo é completamente diferente a atitude frente ao seu objeto A Filosofia é uma reflexão do espírito sobre o trabalho do espírito A ciência é a flexão sobre objeto sobre o qual se debruça Fonte CHARBONNEAU PaulEugéne Curso de filosofia lógica e metodologia São Paulo EPU 1986 p 1516 wwwgrupouniasselvicombr 13 e que escapa aos processos de racionalização O sagrado é o incomum o especial o que apresenta um significado particular em nossa vida de modo absoluto e definitivo De modo geral o termo sagrado significa o que está separado reservado inviolável O seu uso possui uma extensão indefinida são lugares pessoas objetos textos imagens ações etc que são usados como sagrados O sentido da palavra sagrado é o divino o transcendente portanto Sagradas ou religiosas eram as coisas que de algum modo pertenciam aos deuses Como tais elas eram subtraídas ao livre uso e ao comércio dos homens não podiam ser vendidas nem dadas como fiança nem cedidas em usufruto ou gravadas de servidão Sacrílego era todo ato que violasse ou transgredisse esta sua especial indisponibilidade que as reservava exclusivamente aos deuses celestes nesse caso eram denominadas propriamente sagradas ou infernais nesse caso eram simplesmente chamadas religiosas AGAMBEN 2007 p 6569 No entanto para cada realidade religiosa há quase sempre uma maneira diferente de ver o sagrado Entre tantas características salientase a numinosidade De um lado o tremendo que tem como característica o medo o respeito a reverência e de outro o fascinante o misterioso a majestade o fascínio O sagrado se manifesta como o totalmente outro Ele se manifesta totalmente diferente do profano Desde as religiões mais primitivas até as mais tradicionais vemos revelações do sagrado como numa pedra árvore animais absoluto único etc Mas esses objetos só demonstram a revelação do sagrado enquanto algo de sagrado se revelar neles como por exemplo uma pedra não revela o sagrado como uma pedra mas sim como algo sagrado como objeto absoluto e transcendente Entre tantos objetos da ciência e da filosofia podese falar da sacralização ou da profanização do real Podese falar da relação entre o sagrado e o profano sob o ponto de vista da técnica da ciência da psicologia da filosofia da sociologia que significa se aproximar do elemento único e irredutível do real buscando uma resposta apropriada Profano O conceito de profano pode ser entendido como sendo aquilo que é devolvido ao uso e à propriedade dos homens Não é algo natural é artificial e somente é possível se ter acesso profanando Sendo assim cabe analisar os conceitos de uso e profanação e sua íntima relação Para que se possa entender essa relação é preciso compreender o que é religião Podese definir como sendo Religião aquilo que subtrai coisas lugares animais ou pessoas ao uso comum e as transfere para uma esfera separada Não só não há religião sem separação mas toda separação contém ou conserva em si um núcleo genuinamente religioso O termo religio segundo uma etimologia ao mesmo tempo insípida e inexata não deriva de religare o que liga e une o humano e o divino mas de relegere que indica a atitude de escrúpulo e de atenção que deve caracterizar as relações com os deuses a inquieta hesitação o reler perante as formas e as fórmulas que se devem observar a fim de respeitar a separação entre o sagrado e o profano Religio não é o que une homens e deuses mas aquilo que cuida para que se mantenham distintos Por isso à religião não se opõem a incredulidade e a indiferença com relação ao divino mas a negligência uma atitude livre e distraída ou seja desvinculada da religio das normas diante das coisas e do seu uso diante das formas da separação e do seu significado AGAMBEN 2007 p 6569 Portanto a religião separa as coisas lugares e animais colocandoas em um lugar separado conservando um núcleo religioso e são os dispositivos técnicos que são utilizados para executar tal tarefa O rito ou ritual praticado pelos dispositivos técnicos pode restituir o sagrado ao profano e viceversa O termo religio significa uma atitude disciplinar e de extrema atenção que através de suas fórmulas formas e dispositivos tem como finalidade criar uma ponte entre os espaços do sagrado e do profano O principal paradigma da civilização ocidental industrial é o desenvolvimento extremo que profanizou ou melhor materializou o mundo A racionalidade das ciências naturais e Técnica induz a uma razão econômica e industrial que atinge a previsão e o controle dos acontecimentos naturais e econômicos além de permitir a vitória do profano sobre o sagrado Uma das consequências desse desenvolvimento é a materialização do real que a partir do século XVII conjugada à racionalidade das ciências naturais e da industrialização por um lado causou a desvinculação entre a religião e a filosofia as tradições e as artes e principalmente por outro fez a ciência ganhar a aura do sagrado do dogma e da verdade A separação entre o sagrado e o profano fica mais evidente no início do século XIX estendendose até o século XXI Sendo assim a Técnica possui um discurso profanizador antimetafísico e que nos remete a uma condição puramente física somente existe a materialidade ou seja tudo que não é material precisa ser materializado ou melhor tudo que é sagrado precisa ser profanizado através da razão instrumental No entanto ela se torna sagrada em um mundo profanizado surge então a sacralização da Técnica não permitindo ao homem contemporâneo viver sem os aparatos da cibercultura e dos diversos componentes e dispositivos técnicos wwwgrupouniasselvicombr 14 17 CONHECIMENTO CIENTÍFICO O conhecimento científico procura desvelar os fenômenos suas causas e as leis que os regem Considerase assim que o objeto da ciência é o universo material físico perceptível pelos órgãos dos sentidos ou pelos aparelhos investigativos De acordo com Fachin 2003 p12 a literatura metodológica mostra que o conhecimento científico é adquirido pelo método científico e sem interrupção pode ser submetido a testes e aperfeiçoar se reformularse ou até mesmo avantajarse mediante o mesmo método Para que um conhecimento adquira o status de científico deve seguir alguns critérios internos coerência ausência de contradições consistência capacidade de resistir a argumentos contrários originalidade não ser tautologia relevância espera se que traga alguma contribuição ao conhecimento acumulado pela comunidade científica objetividade capacidade de reproduzir a realidade como ela é e não como o cientista gostaria que fosse evitar formulações ideológicas O conhecimento científico possui algumas características de consenso da literatura especializada Dentre elas se destacam as seguintes conforme AnderEgg 1978 apud LAKATOS MARCONI 2000 Real lida com ocorrências fatos isto é com toda forma de existência que se manifesta de algum modo Contingente suas proposições ou hipóteses têm a sua veracidade ou falsidade conhecida por meio da experimentação e não pela razão como ocorre no conhecimento filosófico Sistemático saber ordenado logicamente formando um sistema de ideias teoria e não conhecimentos dispersos e desconexos Verificável as hipóteses que não podem ser comprovadas não pertencem ao âmbito do conhecimento científico Falível não é definitivo absoluto ou final Aproximadamente exato novas proposições e o desenvolvimento de novas técnicas podem reformular o acervo de teoria existente Objetivo procura as estruturas universais e necessárias das coisas investigadas Generalizador reúne individualidades percebidas como diferentes sob as mesmas leis os mesmos padrões ou critérios de medida mostrando que possuem a mesma estrutura Racional procura assim apresentar explicações racionais claras simples e verdadeiras para os fatos opondose ao espetacular ao mágico e ao fantástico Previsível busca demonstrar e provar os resultados obtidos durante a investigação graças ao rigor das relações definidas entre os fatos estudados a demonstração deve ser feita não só para verificar a validade dos resultados obtidos mas também para prever racionalmente novos fatos como efeitos dos já estudados Enfim o conhecimento científico é ordenado e contínuo ocorrendo por meio de estudos incessantes Procura renovarse e modificarse continuamente evitando a transformação das teorias em doutrinas e estas em preconceitos sociais O conhecimento científico está aberto a mudanças e resulta de um trabalho paciente e lento de investigação e de pesquisa racional LEITURA COMPLEMENTAR A CIÊNCIA NÃO É NEUTRA O que é ciência A questão parece banal As respostas porém são complexas e difíceis Talvez a ciência nem possa ser definida Em geral é mais conceituada do que propriamente definida Porque definir um conceito consiste em formular um problema e em mostrar as condições que o tornaram formulável No entanto para os cientistas em geral a verdadeira definição de um conceito não é feita em termos de propriedades mas de operações efetivas Mesmo assim definições não faltam Para o grande público ciência é um conjunto de conhecimentos puros ou aplicados produzidos por métodos rigorosos comprovados e objetivos fazendonos captar a realidade de um modo distinto da maneira como a filosofia a arte a política ou a mística a percebem Segundo essa concepção os contornos da ciência são mal definidos O protótipo do conhecimento científico permanece a física em torno da qual se ordenam a matemática e as disciplinas biológicas A esse conjunto opõemse os conhecimentos aplicados e técnicos bem como as disciplinas chamadas humanas A verdadeira ciência seria um conhecimento independente dos sistemas sociais e econômicos Seria um conhecimento que baseandose no modelo fornecido pela física se impõe como uma espécie de ideal absoluto Mas há outras definições umas são extremamente amplas e vagas a ponto de identificarem ciência com especulação outras são demasiadamente restritivas a ponto de excluírem do domínio propriamente científico senão todas pelo menos boa parte das disciplinas humanas Algumas definições podem ser classificadas como idealistas na medida em que insistem em reduzir a atividade científica à busca desinteressada do conhecimento ou da verdade outras apresentamse como realistas chegando ao ponto de identificarem pura e simplesmente ciência e tecnologia Uma coisa nos parece certa não existe definição objetiva nem muito menos neutra daquilo que é ou não a ciência Esta tanto pode ser uma procura metódica do saber quanto um modo de interpretar a realidade tanto pode ser uma instituição com seus grupos de pressão seus preconceitos suas recompensas oficiais quanto um metiê subordinado a instâncias administrativas políticas ou ideológicas tanto uma aventura intelectual conduzindo a um conhecimento teórico pesquisa quanto um saber realizado ou tecnicizado Fonte JAPIASSU Hilton O mito da neutralidade científica Rio de Janeiro Imago 1975 p 910 wwwgrupouniasselvicombr 15 SUGESTÕES DE FILMES Aproveitase a oportunidade para sugerir alguns filmes que podem ajudálo a entender melhor os tipos de conhecimentos existentes Filme O CORPO The Body Direção Jonas McCord Produção Rudy Cohen Elenco Antônio Banderas Pe Matt Gutierez Olívia Williams Dra Sharon Golban 2001 Foco de análise conhecimento teológicoreligioso X conhecimento científico Filme OS DEUSES devem estar loucos The Gods Must Be Crazy Direção Jamie Uys Elenco Marius Weyers Sandra Prinsloo Nixau Louw Verwey 1980 Foco de análise conhecimento teológicoreligioso x conhecimento técnico Filme POSSESSÃO Possession Direção Neil LaBute Elenco Gwyneth Paltrow Aaron Eckhart Jeremy Northam Jennifer Ehle EUA 2002 Foco conhecimento teológicoreligioso x conhecimento técnico x conhecimentp científico Filme QUASE DEUSES Something the Lord Made Direção Joseph Sargent Elenco Alan Rickman Mos Def Mary Stuart Masterson Kyra Sedgwick EUA 2004 Foco desenvolvimento do conhecimento científico wwwgrupouniasselvicombr 16 Conhecimento pelas causas a ciência se caracteriza por demonstrar as razões dos enunciados relacionando as suas causas Profundidade e generalidade das conclusões a ciência exprime suas conclusões em enunciados gerais que traduzem a relação constante do binômiocausaefeito generalizando o porquê atinge a constituição íntima e a causa comum a todos os fenômenos da mesma espécie conferindo à ciência a prerrogativa de fazer prognósticos seguros Finalidade prática e teórica da pesquisa fundamental e da descoberta da verdade decorrem inúmeras consequências práticas Objeto formal é de maneira particular o aspecto e o ângulo sob os quais a ciência atinge seu objeto material realidades físicas com o controle experimental das causas reais próximas evidências dos fatos e não das ideias Método e controle é uma investigação rigorosamente metódica e controlada derivandose daí a razão da confiança nas conclusões científicas Exatidão a ciência pode demonstrar por via de experimentação ou evidência dos fatos objetivos observáveis e controláveis o mérito dos seus enunciados e Aspecto social a ciência é uma instituição social com os cientistas membros de uma sociedade universal para a procura da verdade e melhoria das condições de vida da humanidade Além das características da ciência destacase ainda que as tarefas básicas para se fazer ciência são conforme Demo 1985 p 35 a Definir os termos com precisão para não dar margem à ambigüidade cada conceito deve ter um conteúdo específico e delimitado não pode virar durante a análise embora a dose de imprecisão seja normal o ideal é reduzila ao mínimo possível produzindo o fenômeno desejável da clareza da exposição b Descrever e explicar com transparência não incorrendo em complicações ou seja em linguagem hermética dura inteligível para bem explicar é mister simplificar mas é preciso buscar o meiotermo entre excessiva simplificação e excessiva complicação c Distinguir com rigor as facetas diversas não emaranhar termos clarear superposições possíveis fugir da mistura de planos da realidade não cair na confusão no sentido de confundir uma coisa com a outra de obscurecer regiões distintas no mesmo objeto de trocar termos destacáveis d Procurar classificações nítidas bem sistemáticas de tal sorte que objeto apareça recortado sem perder muito a sua riqueza e Impor certa ordem no tratamento do tema de tal modo que seja claro o começo ou o ponto de partida a constituição do corpo do trabalho e a sequência inconsútil das conclusões Mesmo com as mais variadas conceituações de ciência das suas características e das tarefas básicas para se construíla vale destacar que para fazer ciência é necessário preocupar 2 CIÊNCIA A palavra ciência etimologicamente tem origem latina scientia que significa aprender ou alcançar conhecimento e grega scirem conhecimento criticamente fundamentado A ciência caracterizase pelo conhecimento racional sistemático exato verificável lógico objetivo e falível Na história da ciência várias são as conceituações nem sempre unânimes Nesse sentido é possível encontrar diversas conceituações Conforme Ruiz 1996 p129 a palavra ciência pode ser assumida em duas acepções em sentido amplo ciência significa simplesmente conhecimento como na expressão tomar ciência disto ou daquilo em sentido restrito ciência não significa um conhecimento qualquer e sim um conhecimento que não só apreende ou registra fatos mas também os demonstra pelas suas causas determinantes ou constitutivas Para Fachin 2003 p 14 O ser humano diante da necessidade de compreender e dominar o meio ou o mundo em benefício próprio e da sociedade da qual faz parte acumula conhecimentos racionais sobre seu próprio meio e sobre as ações capazes de transformálo A essa sequência permanente de acréscimos de conhecimentos racionais e verificáveis da realidade denominamos ciência Para Ferrari 1982 p 22 A ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado capaz de ser submetido à verificação De acordo com Fachin 2003 a exposição dos conceitos de ciência põe em relevo a forma pela qual a pesquisa cientifica dá valor à evidência dos fatos ou objetos mostrando como cada área das ciências geralmente se inicia com os dados oriundos da observação e da verificação seguindo parâmetros da metodologia científica Devido à constante busca da verdade científica a evolução da ciência tornouse presente ampliando aprofundando detalhando e por vezes invadindo conhecimentos anteriores Dessa maneira podese colocar que a ciência é exata por tempo determinado até que ela passe por novas transformações sendo portanto falível 21 CARACTERÍSTICAS E COMPONENTES A ciência distinguese do senso comum porque este é uma opinião baseada em hábitos preconceitos tradições cristalizadas enquanto a ciência baseiase em pesquisas investigações metódicas e sistemáticas e na exigência de que as teorias sejam internamente coerentes e digam a verdade sobre a realidade De acordo com Ruiz 1996 algumas das características das ciências são wwwgrupouniasselvicombr 17 que gostaríamos que fosse em detrimento daquilo que de fato é d Profundidade na análise significando a recusa de deterse na superfície das coisas na visão imediata na ingenuidade da informação primeira e Ordem na exposição significando a montagem concatenada arrumada clara da pesquisa e análise f Dedicação à ciência tomada por vocação ou seja feita com convicção íntima com prazer com realização pessoal g Abertura incondicional ao teste alheio a fim de superar colocações subjetivistas etéreas ou excessivamente gerais que não conseguem ser reproduzidas pelos colegas h Assídua leitura dos clássicos para conhecimento profundo de como viram realidade e até que ponto foram capazes de objetivação i Dedicação aos estudos das principais teorias metodologias e da produção atual com vistas ao posicionamento inteligente dentro da discussão e ao amadurecimento de uma personalidade própria científica Fonte DEMO Pedro Introdução à metodologia da ciência 2 ed São Paulo Atlas 1985 p 39 LEITURA COMPLEMENTAR QUALIDADES DO ESPÍRITO CIENTÍFICO Como virtude intelectual ele se traduz no senso de observação no gosto pela precisão e pela ideias claras na imaginação ousada mas rígida pela necessidade da prova na curiosidade que leva a aprofundar os problemas na sagacidade e poder de discernimento Moralmente o espírito científico assume a atitude de humanidade e de reconhecimento de suas limitações da possibilidade de certos erros e enganos É imparcial Não torce os fatos Respeita escrupulosamente a verdade O possuidor do verdadeiro espírito científico cultiva a honestidade Evita o plágio Não colhe como seu o que os outros plantaram Tem horror às acomodações É corajoso para enfrentar obstáculos e os perigos que uma pesquisa possa oferecer Finalmente o espírito científico não reconhece fronteiras Não admite nenhuma intromissão de autoridades estranhas ou limitações em seu campo de investigação Defende o livre exame dos problemas Fonte CERVO Amado Luiz BERVIAN Pedro Metodologia científica para uso dos estudantes universitários São Paulo McGrawHill do Brasil 1983 p 19 se com a formação do cientistapesquisador Nada vale um instrumental sofisticado e métodos aceitáveis se o pesquisador cientista não estiver fundamentado de um espírito científico ou seja o de buscar soluções sérias com métodos aceitos pelos pares Acima de tudo o pesquisadorcientista deve estar apto a enfrentar críticas e sustentar o seu parecer sobre o fenômeno que estuda De acordo com Cervo e Bervian 1983 o espírito científico traduzse na prática em consciência crítica objetiva e racional A consciência crítica não se refere a um sentido negativo mas ao sentido de impedir aceitação do fácil e superficial A consciência crítica só deve admitir o que é suscetível à prova A objetividade implica romper com posições subjetivas malformuladas e suscetíveis a enganos ou expressões como acho que pois para a ciência não vale o que o cientista pensa ou imagina mas o que de fato é o espírito científico age racionalmente As únicas razões explicativas de uma questão só podem ser intelectuais ou racionais As razões que a razão desconhece as razões da arbitrariedade do sentimento e do coração nada explicam nem justificam no campo da ciência CERVO BERVIAN 1983 p 19 grifos dos autores Espírito científico mentalidade científica ou atitude científica é um estado de espírito é uma disposição subjetiva adequada à nobreza e à seriedade do trabalho científico Esse estado subjetivo resulta do cultivo de uma constelação de virtudes morais e intelectuais não bastará pois conhecêlas é preciso vivêlas reduzilas à prática cultiválas RUIZ 1996 Enfim muitas são as conceituações de ciência e as posições sobre quais características internas ou externas esta deve ter mas isso depende de época para época de autor para autor e dos instrumentos investigativos disponíveis que são usados pelos cientistas de um determinado contexto LEITURA COMPLEMENTAR ALGUNS CUIDADOS METODOLóGICOS COMUNS PARA O COMPROMISSO DA OBJETIVAÇÃO a Espírito crítico significando a postura que dá primazia à contestação dos pretensos resultados científicos sobre a sua consolidação no fundo não acredita em consolidação mas na necessidade de constante superação b Rigor no tratamento do objeto significando sobretudo a necessidade de se definir bem distinguir cuidadosamente sistematizar com detalhe e fineza c Trabalho sine ira et studio significando atitude distanciada na procura de não se deixar envolver em excesso por aquilo wwwgrupouniasselvicombr 18 SUGESTÕES DE FILMES E DOCUMENTÁRIOS Sugeremse alguns filmes e documentários que podem ajudálo a entender melhor o que é ciência Filme CRIAÇÃO Direção Jon Amiel Produção Jeremy Thomas Reino Unido Han Way Film 2009 1 DVD 108 min Trailer httpwwwyoutubecomwatchvZcRP822h22A Foco Charles Darwin e a Origem das Espécies Filme GALILEU Direção Joseph Losey Lançamento em DVD 2004 Inglaterra 1975 1 DVD 139 min Trailer httpwwwyoutubecomwatchvnscGLQFq7cMfeat urerelated O filme é uma adaptação da peça Brecht e trata do conhecimento científico e religioso Filme GALILEU Batalha para o Paraíso Direção Peter Jones The History Channel 2002 1 DVD 100 min Trecho no Youtube httpwwwyoutubecom watchvOn9Wn96BETE Documentário POEIRA das estrelas vai até a Torre de Pisa Direção e Produção Rede Globo de Televisão Episódio exibido em 27 ago 2006 Vídeo online 10 min Série Poeira das Estrelas Episódio 2 Parceria entre o físico e astrônomo Marcelo Gleiser e FantásticoRede Globo de Televisão Trata do nascimento da ciência com um brevíssimo histórico de Aristóteles até Galileu Disponível em httpvideoglobocomVideosBusca0795900 htmlbpoeira20das20estrelas Acesso em 7 jun 2011 Documentário DEUS Universo e Todo Resto Apresentação Carl Sagan Arthur C Clarke Stephen Hawking Inglaterra Kultur 1988 1 DVD 50 min Documentário com Carl Sagan Arthur C Clarke e Stephen Hawking em uma conversa sobre ciência Associação Brasileira de Normas Técnicas wwwabntorgbr Banco de Teses e Dissertações CAPES capesdwcapesgovbrcapesdw Biblioteca Digital de Teses e Dissertações textos integrais de parte das teses e dissertações apresentadas na USP wwwtesesuspbr Biblioteca Nacional Brasil o site é referência para todas as bibliotecas do país com farta documentação e imagens digitalizadas além de informações e serviços wwwbnbr Biblioteca Virtual Dante Alighieri UNIASSELVI Revistas Periódicos Online bibliotecafameblucombr8080sabio Bibliotecas virtuais do sistema MCTCNPqIbict grande referência na área de bibliotecas virtuais é o site mais importante no Brasil de informação e comunicação sobre ciência e tecnologia wwwprossigabr Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico wwwcnpqbr Currículo dos pesquisadores wwwcnpqbrlattes Diretórios de grupos de pesquisa no Brasil wwwcnpqbrgpesqui3 Financiadora de Estudos e Projetos wwwfinepgovbr Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia wwwibictbr Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo wwwuspbriea Ministério da Ciência e Tecnologia wwwmctgovbr O que é Qualis wwwcapesgovbravaliacaoqualis Portal de Periódicos da CAPES wwwperiodicoscapesgovbr Revista de Divulgação Científica wwwuolcombrcienciahoje SCIELO biblioteca eletrônica com periódicos científicos brasileiros wwwscielobr Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência wwwsbpcnetorgbr Universia Brasil busca teses nas universidades públicas paulistas e na PUCPR wwwuniversiabrasilnetbuscatesesjsp WebQualis wwwqualiscapesgovbrwebqualis SITES INTERESSANTES wwwgrupouniasselvicombr 19 3 PESQUISA CIENTÍFICA A ciência desenvolvida por meio da pesquisa é um conjunto de procedimentos sistemáticos baseados no raciocínio lógico com o objetivo de encontrar soluções para os problemas propostos mediante o emprego de métodos científicos e definição de tipos de pesquisa CERVO BERVIAN 2002 ALVES MAZZOTTI GEEWANDSZAJDER 1999 A pesquisa objetiva a produção de novos conhecimentos por meio da utilização de procedimentos científicos Contribui para o trato dos problemas e processos do dia a dia nas mais diversas atividades humanas no ambiente do trabalho nas ações comunitárias no processo de formação e outros O conhecimento tornase uma premissa para o desenvolvimento do ser humano e a pesquisa como a consolidação da ciência SILVA 2008 A pesquisa tanto para efeito científico como profissional envolve a abertura de horizontes e a apresentação de diretrizes fundamentais que podem contribuir para o desenvolvimento do conhecimento OLIVEIRA 2002 p 62 O desenvolvimento da pesquisa demanda investimentos governamentais como também de instituições privadas em ciência e tecnologia e ainda de criatividade rigor conhecimento e competência dos pesquisadores acadêmicos eou cientistas já consagrados MENEZES VILLELA 2010 O pesquisador utiliza conhecimentos teóricos e práticos É necessário ter habilidades para a utilização de técnicas de análise entender os métodos científicos e os procedimentos com o objetivo de encontrar respostas para as perguntas formuladas SILVA 2008 Collis e Hussey 2005 p 16 ressaltam que o objetivo da pesquisa pode ser Revisar e sintetizar o conhecimento existente Investigar alguma situação ou problema existente Fornecer soluções para um problema Explorar e analisar questões mais gerais Construir ou criar um novo procedimento ou sistema Explicar um novo fenômeno Gerar novo conhecimento Uma combinação de quaisquer dos itens acima Os pesquisadores necessitam de métodos e procedimentos precisos planejamento eficaz critérios e instrumentos adequados que passem confiança e credibilidade tanto aos envolvidos quanto no resultado do trabalho MENEZES VILLELA 2010 Portanto é fundamental o estabelecimento de procedimentos de estudo em consonância com as etapas de desenvolvimento da pesquisa 31 ETAPAS DA PESQUISA Para o desenvolvimento adequado de uma pesquisa científica é necessário planejamento cuidadoso e investigação de acordo com as normas da metodologia científica tanto aquela referente à forma quanto a que se refere ao conteúdo OLIVEIRA 2002 p 62 O planejamento e a execução da pesquisa fazem parte de um procedimento sistematizado que compreende etapas conforme se expõe no Quadro 1 a Delimitação do tema f Metodologia b Formulação do problema g Coleta de dados c Determinação de objetivos 0h Análise e discussão dos resultados d Justificativa i Considerações finais e Fundamentação teórica j Redação e apresentação da pesquisa Fonte Adaptado de Lakatos e Marconi 2001 Barros e Lehfeld 2000 e Cervo e Bervian 2002 QUADRO 1 Etapas da pesquisa Assim é fundamental a apresentação das fases da pesquisa nos documentos técnicocientíficos citadas no quadro 1 e que são elucidadas a seguir a Delimitação do tema A escolha do tema da pesquisa geralmente é um momento de angústia para o pesquisador Este deve considerar alguns critérios SILVA 2008 GIL 1996 Conhecimento prévio de autores temas assuntos matérias Disponibilidade de tempo e de recursos para a pesquisa Existência de bibliografia disponível no assunto Possibilidade de orientação e supervisão adequada dentro do assunto Relevância e fecundidade do assunto A definição do tema deverá ser guiada não apenas por razões intelectuais mas também por questões como a instituição o nível de conhecimento e a perspectiva profissional wwwgrupouniasselvicombr 20 b Formulação do problema O problema de uma pesquisa é algo a ser formulado pelo autor no início de seu processo A partir de uma visão global do contexto deve surgir o problema a ser pesquisado Deve ser identificado claramente e delimitar os aspectos ou elementos que serão abordados Deve apresentar a situaçãoproblema da pesquisa que não necessariamente será uma limitação BARROS LEHFELD 2000 A palavra problema não significa uma dificuldade um obstáculo real à ação ou à compreensão mas sim ao foco ao assunto ao tema específico delimitado e formulado pelo pesquisador para ser alvo de seu estudo e de sua prática Pode ser uma oportunidade percebida pelo aluno sobre uma temática a ser pesquisada Este é um dos primeiros itens elaborados em uma pesquisa SILVA 2008 Escrito na forma de uma pergunta a ser respondida ao longo da pesquisa o problema deve referirse especificamente ao interesse a ser investigado pelo autor Um trabalho de pesquisa deve apresentar uma ou mais perguntas de pesquisa que são os questionamentos que surgem naturalmente a partir da descrição do problema c Determinação de objetivos Os objetivos de um projeto de estudos de pesquisa não representam somente as intenções do autor mas a possibilidade de obtenção de metas resultados finalidades que o trabalho deve atingir Do ponto de vista técnico o objetivo deve sempre iniciar no infinitivo representando a ação que se quer atingir e concluir com o projeto como compreender constatar analisar desenvolver capacitar entre outros Os objetivos classificamse em objetivo geral e objetivos específicos SILVA 2008 O objetivo geral referese diretamente ao problema do trabalho Iniciase a frase do objetivo geral com um verbo abrangente e na forma infinitiva envolvendo o cenário pesquisado e uma complementação que apresente a finalidade Já os específicos podem ser considerados uma apresentação pormenorizada e detalhada das ações para o alcance do objetivo geral Também são iniciados com verbos que admitam poucas interpretações e sempre no infinitivo SILVA 2008 BARROS LEHFELD 2000 O verbo utilizado no objetivo geral deve ser amplo e não deve ser o mesmo utilizado para um objetivo específico do mesmo projeto lembrando que em um bom planejamento assim como em uma execução e desenvolvimento é fundamental que se tenha de maneira clara qual objetivo se deseja alcançar SILVA 2008 d Justificativa Demonstra a relevância e necessidade do estudo do tema escolhido para o trabalho O autor deve informar ao seu leitor sobre a importância da discussão sobre o tema abordando sua visão de forma geral para a específica sobre o assunto tratado Em conjunto a isto devemse utilizar citações diretas e indiretas CERVO BERVIAN 2002 A abordagem da justificativa deve ser técnica e científica argumentando a favor da motivação da pesquisa ao mercado e à formação do pesquisador Deve ser elaborada tendo em vista o seguinte SILVA 2008 Por que se pretender realiza esta investigação Propósito ou intenção Possibilidades formação experiência no desenvolvimento desta Importância do tema utilidade ou necessidade da investigação O texto deverá convencer de que a pesquisa é importante que tem um significado científico uma relevância social Citar informações se for o caso de pesquisas já realizadas sobre o tema e Fundamentação teórica Esta fase da pesquisa apresenta o tema proposto fundamentandoo com uma revisão crítica de fontes de pesquisa relacionadas ao tema de forma ampla para depois especificála O aluno deve relacionar sua visão sobre o tema fundamentado aos acontecimentos atuais e trabalhos já realizados na área bem como opiniões de autores A fundamentação teórica revisão da literatura ou revisão bibliográfica apresenta os conceitos teóricos que nortearão o trabalho O texto deve ser construído expressando as leituras e os diálogos teóricos entre o pesquisador e os autores pesquisados SILVA 2006c É necessário o cumprimento da Norma Brasileira de Regulamentação NBR 10520 de 2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT f Metodologia Para o desenvolvimento de qualquer pesquisa científica é necessária a definição dos procedimentos metodológicos Assim o pesquisador deve citar e explicar os tipos de pesquisa que o estudo trata justificando cada item de classificação e a relação com o tema e objetivos da pesquisa Devese fazer uso de citações para enriquecer a argumentação Toda e qualquer fonte deve ser referenciada SILVA 2008 g Coleta de dados Apresentar como foi organizada e operacionalizada a coleta dos dados relativa ao processo de pesquisa Todas as formas usadas de coleta devem ser mencionadas como levantamento bibliográfico leituras especializadas análise documental questionários entrevistas observação e outros bem como onde foram coletadas identificando o ambiente a população e a amostra wwwgrupouniasselvicombr 21 para a pesquisa h Análise e discussão dos resultados O objetivo da análise é reunir as informações de forma coerente e organizada visando a responder o problema de pesquisa A interpretação proporciona um sentido mais amplo aos dados coletados fazendo a relação entre eles DENCKER 2000 Esta etapa pode ser de caráter quantitativo ou qualitativo utilizando várias técnicas para o tratamento dos dados É conveniente a realização de uma análise descritiva apresentando uma visão geral dos resultados e na sequência análise dos dados cruzados que possibilita perceber as relações entre as categorias de informação e da análise interpretativa DENCKER 2000 A estatística na análise e interpretação de dados segundo Labes 1998 pode ser classificada como Estatística descritiva descrição e análise sem inferências e conclusões e Estatística indutiva inferências conclusões tomadas de decisão e previsões Assim a pesquisa deve prezar pela necessidade de apresentação formal e oficial dos resultados do estudo explicitação dos objetivos de metodologia e dos resultados e prioridade à fidedignidade na transmissão das descobertas feitas LABES 1998 Todas as informações importantes constatadas na pesquisa devem ser apresentadas em forma de texto ou de elementos de apoio ao texto se for necessário como figuras quadros gráficos e tabelas Podese apresentar um quadro compreendendo o período em que se realizaram as atividades da pesquisa SILVA 2008 i Considerações finais Descrevese neste momento uma síntese da análise algumas sugestões tanto de pesquisa quanto em relação ao tema em questão Podese também salientar a contribuição e benefícios que o pesquisador propôs quando justificou a importância deste no estudo SILVA 2008 Os resultados deverão ser relacionados aos objetivos geral e específicos e aos possíveis benefícios bem como à importância do tema Este tópico não deve apresentar assunto novo como também citações diretas ou indiretas j Redação e apresentação da pesquisa Esta última estapa da pesquisa não é elaborada no término do estudo ou possui uma sequência de outras etapas mas é uma preocupação geral que o pesquisador precisa ter quando da produção científica SILVA 2008 O estilo de redação utilizado em pesquisas é chamado técnicocientífico diferindo do utilizado em outros tipos de composição como a literária a jornalística a publicitária UFPR 2000 p1 Aborda temática referente à ciência utilizando seu instrumental teórico e objetivando a discussão científica Utiliza linguagem técnica ou científica em seu nível padrão ou culto respeitando as regras gramaticais Todo texto é formado por parágrafos e por isso a preocupação deve ser na sua elaboração e harmonia das ideias O parágrafo é formado por um conjunto de enunciados que devem convergir para a produção de um sentido A primeira frase de cada parágrafo denominada tópico frasal é sempre muito importante devendo ter uma palavra forte que possa ser explorada A má definição dificulta a redação Assim devemse evitar abstrações e lembrar que cada parágrafo deve explorar uma só ideia Explorar várias ideias ao mesmo tempo torna o texto confuso e sem coerência A construção de sentido no texto relacionase com a coesão e a coerência dele Um texto coerente é um conjunto harmônico em que todas as partes se encaixam de maneira complementar de modo que nada haja de destoante ilógico contraditório ou desconexo Já o texto coeso é aquele em que seus vários enunciados estão organicamente articulados entre si em que há concatenação entre eles O modelo de apresentação do documento deverá seguir as regras definidas para sua tipologia monografia artigo científico e outros e a instituição solicitante universidade revista científica evento e outros A apresentação gráfica sugerida pela ABNT é a NBR 14724 2011 para trabalhos técnicocientíficos de caráter monográfico Após os procedimentos de planejamento e execução temse a divulgação dos resultados obtidos na pesquisa Assim o pesquisador deve apresentálos à comunidade 32 MODALIDADES DA PESQUISA Para o desenvolvimento de qualquer pesquisa científica é imprescindível a definição dos procedimentos metodológicos O artigo científico também deve apresentar os caminhos e formas utilizadas no estudo Assim é importante citar as modalidades ou tipos da pesquisa e características do trabalho Conforme Gil 2006 as pesquisas podem ser classificadas quanto à natureza da pesquisa à abordagem do problema à realização dos objetivos aos procedimentos técnicos a Do ponto de vista da sua natureza pode ser Pesquisa Básica objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o avanço da ciência sem aplicação prática prevista Envolve verdades e interesses universais GIL 2006 Assim o pesquisador busca satisfazer uma necessidade intelectual pelo conhecimento e wwwgrupouniasselvicombr 22 sua meta é o saber CERVO BERVIAN 2002 Pesquisa Aplicada objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática dirigidos à solução de problemas específicos Envolve verdades e interesses locais GIL 2006 Este tipo de pesquisa visa à aplicação de suas descobertas a um problema COLLIS HUSSEY 2005 São pesquisas básica e aplicada que não se excluem nem se opõem Ambas são indispensáveis para o progresso das ciências e do homem uma busca a atualização de conhecimentos para uma nova tomada de posição enquanto a outra pretende além disso transformar em ação concreta os resultados de seu trabalho CERVO BERVIAN 2002 p 65 b Do ponto de vista da forma de abordagem do problema pode ser Pesquisa Quantitativa considera que tudo possa ser contável o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificálas e analisálas Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas percentagem média moda mediana desvio padrão coeficiente de correlação e outros GIL 2006 Assim a pesquisa quantitativa é focada na mensuração de fenômenos envolvendo a coleta e análise de dados numéricos e aplicação de testes estatísticos COLLIS HUSSEY 2005 Pesquisa Qualitativa considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito isto é um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumentochave GIL 2006 A pesquisa qualitativa utiliza várias técnicas de dados como a observação participante história ou relato de vida entrevista e outros COLLIS HUSSEY 2005 Se você estivesse conduzindo um estudo sobre o estresse provocado por trabalho noturno e adotasse o método quantitativo seria útil coletar dados objetivos e numéricos tais como taxas de absenteísmo níveis de produtividade etc Todavia caso adotasse um método qualitativo você poderia coletar dados subjetivos sobre o estresse enfrentado por trabalhadores noturnos em termos de percepções saúde problemas sociais e assim por diante COLLIS HUSSEY 2005 p 27 c Do ponto de vista de seus objetivos pode ser Pesquisa Exploratória visa a proporcionar maior proximidade com o problema objetivando tornálo explícito ou definir hipóteses Procura aprimorar ideias ou descobrir intuições Possui um planejamento flexível envolvendo em geral levantamento bibliográfico entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado e análise de exemplos similares Assume geralmente as formas de pesquisas bibliográficas e estudos de caso Indicada para as fases de revisão da literatura formulação de problemas levantamento de hipóteses identificação e operacionalização das variáveis GIL 1996 DENCKER 2000 Esse tipo de pesquisa é voltado a pesquisadores que possuem pouco conhecimento sobre o assunto pesquisado pois geralmente há pouco ou nenhum estudo publicado sobre o tema COLLIS HUSSEY 2005 A pesquisa exploratória visa a prover o pesquisador de um maior conhecimento sobre o tema ou problema de pesquisa em perspectiva Por isso é apropriada para os primeiros estágios da investigação quando a familiaridade o conhecimento e a compreensão do fenômeno por parte do pesquisador são geralmente insuficientes ou inexistentes MATTAR 2005 p 85 Pesquisa Descritiva visa a descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis A forma mais comum de apresentação é o levantamento em geral realizado mediante questionário ou observação sistemática que oferece uma descrição da situação no momento da pesquisa Metodologia indicada para orientar a forma de coleta de dados quando se pretende descrever determinados acontecimentos GIL 1996 DENCKER 2000 É direcionada a pesquisadores que têm conhecimento aprofundado a respeito dos fenômenos e problemas estudados A pesquisa descritiva observa registra analisa e correlaciona fatos ou fenômenos variáveis sem manipulálos Procura descobrir com a precisão possível a freqüência com que um fenômeno ocorre sua relação e conexão com outros sua natureza e características desenvolvese principalmente nas ciências humanas e sociais abordando aqueles dados e problemas que merecem ser estudados e cujo registro não consta de documentos CERVO BERVIAN 2002 p 66 Pesquisa Explicativa aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão o porquê das coisas e por isso é o tipo mais complexo e delicado já que o risco de cometer erros aumenta consideravelmente Visa a identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos acontecimentos Caracteriza se pela utilização do método experimental nas ciências físicas ou naturais e observacional nas ciências sociais Geralmente utiliza as formas de Pesquisa Experimental e Pesquisa ExPost Facto Metodologia indicada para orientar a coleta de dados em pesquisas que procuram estudar a influência de determinados fatores na determinação de ocorrência de fatos ou situações GIL 1996 DENCKER 2000 d Do ponto de vista dos procedimentos técnicos pode ser Pesquisa Bibliográfica utiliza material já publicado constituído basicamente de livros artigos de periódicos e atualmente de informações disponibilizadas na internet Quase todos os estudos fazem uso do levantamento bibliográfico e algumas pesquisas são desenvolvidas exclusivamente por fontes bibliográficas Sua principal vantagem é possibilitar ao investigador a cobertura de uma gama de acontecimentos muito mais ampla do que aquela que poderia pesquisar diretamente GIL 2006 A técnica bibliográfica visa a encontrar as fontes primárias e secundárias e os materiais científicos e tecnológicos necessários para a realização do trabalho científico ou técnicocientífico OLIVEIRA 2002 wwwgrupouniasselvicombr 23 A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em documentos busca conhecer e analisar as contribuições culturais ou científicas do passado existentes sobre um determinado assunto tema ou problema constitui geralmente o primeiro passo de qualquer pesquisa científica CERVO BERVIAN 2002 p 6566 Pesquisa Documental é elaborada a partir de materiais que não receberam tratamento analítico documentos de primeira mão como documentos oficiais reportagens de jornal cartas contratos diários filmes fotografias gravações etc ou ainda a partir de documentos de segunda mão que de alguma forma já foram analisados tais como relatórios de pesquisa relatórios de empresas tabelas estatísticas etc GIL 2006 e dos localizados no interior de órgãos públicos ou privados como manuais relatórios balancetes e outros Levantamento envolve a interrogação direta de pessoas cujo comportamento se deseja conhecer acerca do problema estudado para em seguida mediante análise quantitativa chegar às conclusões correspondentes aos dados coletados O levantamento feito com informações de todos os integrantes do universo da pesquisa origina um censo GIL 2006 O levantamento usa técnicas estatísticas análise quantitativa e permite a generalização das conclusões para o total da população e assim para o universo pesquisado permitindo o cálculo da margem de erro Os dados são mais descritivos que explicativos DENCKER 2000 Estudo de Caso envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de maneira a se obter o seu amplo e detalhado conhecimento GIL 2006 O estudo de caso pode abranger análise de exame de registros observação de acontecimentos entrevistas estruturadas e nãoestruturadas ou qualquer outra técnica de pesquisa Seu objeto pode ser um indivíduo um grupo uma organização um conjunto de organizações ou até mesmo uma situação DENCKER 2000 A maior utilidade do estudo de caso é verificada nas pesquisas exploratórias Por sua flexibilidade é sugerido nas fases iniciais da pesquisa de temas complexos para a construção de hipóteses ou reformulação do problema É utilizado nas mais diversas áreas do conhecimento A coleta de dados geralmente é feita por mais de um procedimento Entre os mais usados estão a observação a análise de documentos a entrevista e a história da vida GIL 2006 É comum procederse a um estudo de caso partindo da leitura de documentos passando para a observação e a realização de entrevistas e culminando com a obtenção de histórias de vida Por exemplo se a unidade pesquisada for constituída por uma igreja evangélica o pesquisador pode inicialmente consultar documentos tais como livro de atas avisos livros de orações registro de batismos etc A seguir pode observar algumas das sessões do culto e da escola dominical Pode entrevistar o pastor e alguns dos fiéis e por fim selecionar algumas histórias de vida significativas para atingir os objetivos propostos GIL 1996 p 122 PesquisaAção concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo Os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo GIL 2006 Objetiva definir o campo de investigação as expectativas dos interessados bem como o tipo de auxílio que estes poderão exercer ao longo do processo de pesquisa Implica o contato direto com o campo de estudo envolvendo o reconhecimento visual do local consulta a documentos diversos e sobretudo a discussão com representantes das categorias sociais envolvidas na pesquisa É delimitado o universo da pesquisa e recomendada a seleção de uma amostra O critério de representatividade dos grupos investigados na pesquisaação é mais qualitativo do que quantitativo É importante a elaboração de um plano de ação envolvendo os objetivos que se pretende atingir a população a ser beneficiada a definição de medidas procedimentos e formas de controle do processo e de avaliação de seus resultados GIL 1996 Não segue um plano rigoroso pois o plano é readequado constantemente de acordo com a necessidade os resultados e o andamento da pesquisa O investigador se envolve no processo e sua intenção é agir sobre a realidade pesquisada DENCKER 2000 Diversas técnicas são adotadas para coleta de dados na pesquisaação A mais usual é a entrevista aplicada coletiva ou individualmente Também se utiliza o questionário sobretudo quando o universo a ser pesquisado é constituído por grande número de elementos Outras técnicas aplicáveis são a observação participante a história de vida GIL 1996 p 129 Pesquisaação é uma pesquisa na qual o pesquisador enquanto intervém na realidade analisa a própria intervenção Segundo Thiollent 2002 p 14 pesquisaação é um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com a ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo Pesquisa Participante pesquisa realizada por meio da integração do investigador que assume uma função no grupo a ser pesquisado mas sem seguir uma proposta predefinida de ação A intenção é adquirir conhecimento mais profundo do grupo O grupo investigado tem ciência da finalidade dos objetivos da pesquisa e da identidade do pesquisador Permite a observação das ações no próprio momento em que ocorrem DENCKER 2000 Esta pesquisa necessita de dados objetivos sobre a situação da população Isso envolve a coleta de informações socioeconômicas e tecnológicas que são de natureza idêntica às adquiridas nos tradicionais estudos de comunidades Esses dados podem ser agrupados por categorias geográficas demográficas econômicas habitacionais educacionais e outras GIL 1996 Por exemplo em relação ao problema da repetência escolar seria errôneo considerar que as causas seriam devidas exclusivamente à incapacidade dos alunos Nesta fase de crítica da representação do problema caberia considerar outros aspectos tais como o tempo que a criança dispõe para estudar os estímulos recebidos no meio familiar a maneira como é tratada na escola o interesse que lhe desperta a matéria lecionada e também a real importância dos conhecimentos que a escola transmite GIL 1996 p 135 Pesquisa Experimental quando se determina um objeto de estudo selecionamse as variáveis que seriam capazes de wwwgrupouniasselvicombr 24 Definição de cada tipo de pesquisa natureza abordagem objetivos procedimentos Explicação e argumentação do tipo de pesquisa Explicações relacionadas ao tema do trabalho Citações para cada tipo de pesquisa apresentada Correlação entre citações e referências QUADRO 2 Lembrete sobre procedimentos metodológicos Fonte Silva e Silva 2006 33 COLETA DE DADOS O propósito deste item é mencionar como foi organizada e operacionalizada a coleta dos dados relativos ao processo de pesquisa Todas as formas de coleta utilizadas devem ser mencionadas leituras entrevistas questionários documentos observação e de onde foram coletados os dados identificando o ambiente a população e a amostra retirada para a pesquisa Quadro 3 Coletas bibliográficas temas e assuntos Documentos internos da empresa relatórios etc Entrevistas e questionários devem citar quantas e quais pessoas cargos foram pesquisadas Observação definição e forma de observação QUADRO 3 Lembrete sobre coleta de dados influenciálo definemse as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto GIL 2006 A pesquisa experimental necessita de previsão de relações entre as variáveis a serem estudadas como também o seu controle e por isso na maioria das situações é inviável quando se trata de objetos sociais GIL 1996 Quando os objetos em estudo são entidades físicas tais como porções de líquidos bactérias ou ratos não se identificam grandes limitações quanto à possibilidade de experimentação Quando porém se trata de experimentar com objetos sociais ou seja com pessoas grupos ou instituições as limitações tornam se bastante evidentes Considerações éticas e humanas impedem que o experimento se faça eficientemente nas ciências humanas razão pela qual os procedimentos experimentais se mostram adequados apenas a um reduzido número de situações GIL 1996 p 5354 Pesquisa ExPostFacto o experimento se realiza depois dos fatos O pesquisador não tem controle sobre as variáveis GIL 2006 É um tipo de pesquisa experimental mas difere da experimental propriamente dita pelo fato de o fenômeno ocorrer naturalmente sem que o investigador tenha controle sobre ele ou seja nesse caso o pesquisador passa a ser um mero observador do acontecimento Exemplo disso é a verificação do processo de erosão sofrido por uma rocha por influência do choque proveniente das ondas do mar BOENTE BRAGA 2004 É importante salientar que o pesquisador deve explicar de que tipo de pesquisa o estudo trata justificando cada item de classificação e a relação com o tema e objetivos da pesquisa deve fazer uso de citações para enriquecer a argumentação Quadro 2 Toda fonte citada deve ser referida e toda fonte referida deve ser citada wwwgrupouniasselvicombr 25 Dentre as formas de coleta de dados podemse destacar questionário entrevista e observação 331 Questionário O questionário é o que exige maior atenção do pesquisador por se tratar de um instrumento irreversível ou seja no caso de ocorrência de algum problema que inviabilize a utilização desse instrumental será preciso um novo levantamento Por isso exige maior planejamento LABES 1998 Essa técnica de investigação composta por questões apresentadas por escrito às pessoas tem a intenção de identificar opiniões crenças sentimentos interesses expectativas situações vivenciadas e outros GIL 2006 As situações em que o questionário deve ser utilizado segundo Labes 1998 p 17 são Necessidade do registro de informações comprovação cientificidade Existência de dados padronizados para posterior mensuração Dispersão geográfica do públicoalvo Amostra ou população numerosa Desconhecimento dos fatores quantitativos do problema causaefeito Grande número de variáveis intervenientes Para elaborar um questionário devese refletir sobre os objetivos da pesquisa e passálos para questões específicas São as respostas que apresentarão as informações necessárias para testar as hipóteses ou esclarecer o problema da pesquisa Segundo Labes 1998 as etapas do questionário podem ser a Pesquisa b Elaboração do questionário c Testagem ou préteste d Distribuição e aplicação e Tabulação dos dados f Análise e interpretação dos dados Gil 2006 cita três tipos de questões em relação à forma questões fechadas questões abertas e questões relacionadas Na questão fechada Dencker 2000 acrescenta perguntas com escala No questionário do tipo questões fechadas apresentase ao respondente um conjunto de alternativas de resposta para que seja escolhida a que melhor representa sua situação ou ponto de vista Exemplo Qual a sua religião Católica Espírita Protestante Luterana Sem religião Outra A pergunta com escala visa a medir o grau e não a qualidade Apresenta uma gradação nas respostas A escala pode ser apresentada pela atribuição de nota de preferência de atitude Exemplo Em que medida você concorda com a privatização dos serviços de telefonia Concordo plenamente Concordo Não tenho opinião Discordo Discordo plenamente Sobre as questões o Quadro 4 apresenta alguns itens a serem lembrados Não é conveniente oferecer um número muito grande de alternativas pois prejudicará a escolha Nas questões com diversas alternativas devese sempre colocar a opção outras para não ter que listar todas as possíveis opções Ter apenas uma resposta para o entrevistado assinalar Quando houver necessidade de mais de uma resposta Exemplo Que esportes você pratica devese deixar claro na pergunta e ter cuidado na tabulação QUADRO 4 Lembrete sobre a elaboração das questões wwwgrupouniasselvicombr 26 Nas questões abertas apresentase a pergunta e deixase um espaço em branco para que a pessoa escreva sua resposta sem qualquer restrição Exemplo Como você considera o atual governo municipal Entretanto questionários com excesso de questões abertas retornam com muitas delas não respondidas Também é conveniente lembrar que nesse caso a tabulação das respostas tornase mais complexa As questões relacionadas são aquelas dependentes da resposta dada a outra questão Exemplo 9 Você possui automóvel Sim responda à questão seguinte Não responda à questão número 11 10 Qual a marca do seu automóvel Volkswagem Chevrolet Fiat Outro A pergunta não deve sugerir respostas A questão deve referirse a uma única ideia de cada vez O questionário não deve ultrapassar o número de 30 questões Iniciar pelas questões que definam o perfil do entrevistado sexo faixa etária renda etc Na sequência começar pelas questões mais gerais e depois apresentar as de maior especificidade As perguntas devem ser ordenadas em uma sequência lógica Incluir apenas perguntas que realmente tenham relação com o problema Iniciar com as questões mais fáceis e impessoais deixando as mais difíceis e íntimas para o fim Evitar perguntar o nome pois as respostas são mais livres e sinceras Não obrigar o entrevistado a fazer cálculos Ter uma boa apresentação gráfica caracteres diagramação espaçamento entrelinhas Apresentar as instruções do preenchimento adequado do questionário Citar na apresentação do questionário o objetivo da pesquisa e os envolvidos entidade QUADRO 5 Lembrete sobre questionário Labes 1998 enfatiza a necessidade de se ter grande atenção na formulação das perguntas especialmente no que diz respeito à escolha e à utilização das palavras à clareza à terminologia adequada à linguagem de fácil compreensão etc Assim para a elaboração do questionário é necessária a observação de quatro itens principais 1 Cabeçalho ou orientações aos respondentes se necessário orientações sobre o preenchimento 2 Redação das perguntas aberta fechada e semiaberta com clareza e simplicidade 3 Montagem do questionário número ordem e codificação das perguntas Ordem crescente de complexidade 4 Tratamento estético do questionário papel formato reprodução letras Antes da aplicação definitiva do questionário fazse necessário um préteste Esta prova serve para evidenciar possíveis falhas na redação do questionário tais como complexidade das questões imprecisão na redação nãonecessidade das questões constrangimentos aos informantes exaustão etc O préteste deverá ser aplicado na quantidade de 10 a 20 provas a elementos pertencentes à população pesquisada GIL 2006 DENCKER 2000 Para a distribuição do questionário após a adequação do préteste podem ser utilizados os seguintes meios correio email eou telefone Os questionários também podem ser distribuídos pessoalmente de forma individual ou em grupo Para todos os meios é preciso ter precauções para a aplicação o preenchimento e o retorno dos questionários GIL 2006 LABES 1998 wwwgrupouniasselvicombr 27 3311 População e amostragem Após um criterioso planejamento e a definição dos objetivos da pesquisa iniciase a seleção das características mensuráveis do fenômeno que se pretende pesquisar partindo então para a coleta dos dados necessários à sua descrição Nesse momento a estatística fornece métodos para a coleta a organização a descrição a análise e a interpretação de dados e para a utilização destes na tomada de decisão CRESPO 2002 Nesta fase é importante determinar como será organizada e operacionalizada a coleta dos dados relativos ao processo de pesquisa Tudo deve ser planejado com muito cuidado para que os dados a serem levantados forneçam informações relevantes em relação aos objetivos da pesquisa BARBETTA 2006 A decisão sobre o conjunto de elementos que se pretende pesquisar chamada população alvo e a definição correta do tamanho da amostra bem como do tipo de amostragem neste momento é essencial para obtenção de resultados generalizáveis O universo ou população é o conjunto de seres animados ou inanimados que apresentam pelo menos uma característica em comum dependem do assunto a ser investigado OLIVEIRA 2002 p 72Uma amostra é como um subconjunto finito de uma população LABES 1998 p 22 Quando a pesquisa é planejada a partir do método estatístico para conhecer e inferir sobre as características de determinada população é bem provável que seja necessário o uso de uma amostragem ou seja extrair uma parte da população amostra com o propósito de avaliar inferir sobre toda ela Segundo Crespo 2002 p 11 é essa uma das formas de conceituar a estatística o estudo de como chegar a conclusões sobre o todo partindo de partes deste todo Dessa forma cada elemento da população passa a ter a mesma chance de ser escolhido o que garante à amostra o caráter de representatividade e isto é muito importante pois como vimos nossas conclusões relativas à população vão estar baseadas nos resultados obtidos nas amostras dessa população CRESPO 2002 p 20 Barbetta 2006 apresenta quatro razões para o uso de amostragem em levantamentos de grandes populações economia no trato de apenas parte da população redução do tempo necessário para a coleta de dados confiabilidade dos dados na atenção de casos especiais operacionalidade potencializada em pequena escala Para definir o tipo de amostragem em consonância com os objetivos a serem atingidos podemse apreciar três tipos definidos por Barbetta 2006 e Crespo 2002 1 Amostragem Aleatória Simples sorteio ou seleção espontânea da amostra partindo da população como um todo sem restrição 2 Amostragem Sistemática quando a população encontrase ordenada e se selecionar a amostra sistematicamente a partir de um intervalo de seleção ou seja se definirem os elementos sistematicamente de 5 em 5 ou de 12 em 12 ou de 8 em 8 Este intervalo de seleção pode ser encontrado a partir da seguinte razão onde N é a população e n é o tamanho da amostra Por exemplo Em uma amostra de 1000 fichas para uma população de 5000 fichas o intervalo de seleção será ou seja de 5 em 5a cada 5 fichas escolhese uma 3 Amostragem Proporcional Estratificada consiste em dividir a população em subgrupos denominados estratos Por exemplo ao estudar uma característica dos funcionários de uma empresa é possível estratificar essa população por sexo grau de instrução ou setor de trabalho A proporcionalidade pode ser exemplificada considerando que neste caso há na população 40 de funcionários do sexo masculino e 60 do sexo feminino e são selecionados os elementos para a amostra na mesma proporção 3312 Tamanho da amostra aleatória simples Segundo Crespo 2002 p 20 grifo do autor para as inferências serem corretas é necessário garantir que a amostra seja representativa da população isto é a amostra deve possuir as mesmas características básicas da população no que diz respeito ao fenômeno que desejamos pesquisar É preciso pois que a amostra ou as amostras sejam obtidas por processos adequados O tamanho de uma amostra aleatória simples é calculado a partir de uma fórmula matemática É necessário definir inicialmente o erro amostral tolerável que é o quanto o pesquisador admite errar na avaliação dos parâmetros de interesse Chamamos de erro amostral a diferença entre o valor que a estatística pode acusar e o verdadeiro valor do parâmetro que se deseja estimar BARBETTA 2006 p 59 grifo do autor De acordo com Barbetta 2006 é possível calcular uma primeira aproximação do cálculo do tamanho da amostra apenas utilizando o erro amostral a partir da fórmula 1 Onde n0 é uma primeira aproximação para o tamanho da amostra E0 é o erro amostral tolerável em decimal quer dizer Assim uma primeira aproximação do tamanho de uma amostra aleatória simples em que se possa admitir um erro amostral inferior a 4 é calculada assim Mas conhecendo o tamanho N da população podese corrigir o cálculo anterior utilizando a fórmula 2 wwwgrupouniasselvicombr 28 Onde N é o tamanho número de elementos da população n é o tamanho número de elementos da amostra Admitindo o exemplo anterior com erro amostral de 4 para uma população onde N 20000 temse No uso destes recursos para obtenção do tamanho da amostra podese considerar que se a população for medida em milhares de unidades o cálculo do tamanho da amostra pode ser reduzido a apenas a expressão 1 LEMBRETE A análise dos dados consiste em relacionar comparar medir identificar agrupar classificar concluir deduzir Os procedimentos de análise são definição de variáveis e tabulação adotando uma ou mais variáveis como referência 332 Entrevista A entrevista é uma comunicação verbal entre duas ou mais pessoas Com uma estruturação previamente determinada a entrevista é realizada com a intenção de obter informações de pesquisa É uma das técnicas de coleta de dados mais usadas nas ciências sociais DENCKER 2000 GIL 2006 O pesquisador deve planejar a entrevista delineando o objetivo a ser alcançado e cuidando de sua elaboração desenvolvimento e aplicação As entrevistas podem ser estruturadas com perguntas definidas ou semiestruturadas permitindo maior liberdade ao pesquisador DENCKER 2000 De acordo com Gil 2006 p 119 as entrevistas mais estruturadas são aquelas que predeterminam em maior grau as respostas a serem obtidas e as menos estruturadas são desenvolvidas de forma mais espontânea sem que estejam sujeitas a um modelo préestabelecido de interrogação É recomendada nos estudos exploratórios a entrevista informal que visa a abordar realidades pouco conhecidas pelo pesquisador É o tipo de entrevista menos estruturada possível e só se distingue da simples conversação porque tem como objetivo básico a coleta de dados Utilizamse informanteschave que podem ser especialistas no tema em estudo líderes formais ou informais personalidades destacadas e outras GIL 2006 Em situações experimentais com o objetivo de explorar com profundidade alguma experiência vivenciada é interessante o uso da entrevista focalizada Esta é utilizada com grupos de pessoas que passaram por uma experiência específica como assistir a um filme presenciar um acidente e outras Essa categoria permite ao entrevistado falar livremente sobre o assunto com ampla liberdade de se expressar GIL 2006 A entrevista por pauta apresenta certa estruturação pois se guia por uma relação de pontos de interesse do entrevistador As pautas devem ser ordenadas e ter relação entre si O entrevistador faz poucas perguntas diretas e deixa o entrevistado falar livremente GIL 2006 O desenvolvimento de uma relação fixa de perguntas cuja ordem e redação permanecem invariáveis para todos os entrevistados que geralmente são em grande número é a entrevista estruturada GIL 2006 EXEMPLO ENTREVISTA COM O SECRETÁRIO DE TURISMO 1 O turismo ocupa uma posição prioritária para a atual administração 2 Quanto é o orçamento mensal ou anual destinado ao turismo 3 Quais os principais atrativos turísticos da cidade 4 Como e onde é feita a divulgação desses atrativos turísticos 5 Quais as ações já realizadas pelo poder público para o desenvolvimento turístico local 6 Quais as açõesprojetos que estão sendo desenvolvidosas pela Secretaria para o fomento da atividade turística no município 7 Como secretário de turismo quais as suas sugestões para um maior desenvolvimento do turismo no município 8 Em relação ao turismo como o senhor visualiza o município nos próximos anos No Quadro 6 encontrase um lembrete sobre a entrevista wwwgrupouniasselvicombr 29 333 Observação A observação constitui elemento fundamental para a pesquisa É utilizada de forma exclusiva ou conjugada a outras técnicas Segundo os meios utilizados a observação pode ser estruturada ou nãoestruturada De acordo com o nível de participação do observador pode ser participante ou nãoparticipante Gil 2006 afirma que a observação participante tende a utilizar formas não estruturadas podendo ser adotada a seguinte classificação que combina os dois critérios considerados observação simples observação participante e observação sistemática Na observação simples o pesquisador permanece alheio à comunidade grupo ou situação que pretende estudar e observa de maneira espontânea os fatos que ocorrem O pesquisador é muito mais um espectador que um ator A observação participante ocorre por meio do contato direto do investigador com o fenômeno observado para detectar as ações dos atores em seu contexto natural considerando sua perspectiva e seus pontos de vista CHIZZOTTI 2001 O observador assume o papel de um membro do grupo GIL 2006 Nas pesquisas que têm como objetivo a descrição precisa dos fenômenos ou teste de hipóteses é frequentemente utilizada a observação sistemática Pode ocorrer em situações de campo ou laboratório O pesquisador antes da coleta de dados elabora um plano específico para a organização e o registro das informações Para tal é preciso estabelecer antecipadamente as categorias necessárias à análise da situação 34 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO O objetivo da análise é reunir as observações de forma coerente e organizada e responder ao problema de pesquisa A interpretação proporciona um sentido mais amplo aos dados coletados fazendo a relação entre eles e o conhecimento existente DENCKER 2000 análise e interpretação dos dados consistem na capacidade raciocinativa e técnica do pesquisador representada pela capacidade de encadear informes estruturar informações estabelecer correlações e averiguações baseados nos levantamentos de forma a possibilitar a descoberta ou o conhecimento de fatos situações ou relações existentes na delimitação da pesquisa LABES 1998 p 67 A análise dos dados pode ser de caráter quantitativo ou qualitativo e utilizar várias técnicas para o tratamento dos dados Em todas as pesquisas é conveniente a realização de uma análise descritiva com apresentação de uma visão geral dos resultados e na sequência análise dos dados cruzados que possibilita perceber as relações entre as categorias de informação e da análise interpretativa DENCKER 2000 De acordo com Labes 1998 a estatística na análise e interpretação de dados pode ser classificada como Estatística Descritiva descrição e análise sem inferências e conclusões Estatística Indutiva inferências conclusões tomadas de decisão e previsões Labes 1998 enfatiza a necessidade de conhecimento e domínio do pesquisador de cálculos estatísticos sob risco de tirar e induzir a conclusões equivocadas necessidade de definir e relacionar classes estratos e variáveis bem como a importância do cruzamento de variáveis Assim a pesquisa deve prezar pela apresentação formal e oficial dos resultados do estudo pela explicitação dos objetivos de metodologia e dos resultados e pela fidedignidade na transmissão das descobertas feitas LABES 1998 No Quadro 7 encontrase um lembrete sobre análise e interpretação A data da entrevista deverá ser marcada com antecedência e a situação em que se realiza deve ser discreta Registrar os dados imediatamente anotandoos ou utilizando gravador Certificarse de possuir permissão do entrevistado para registrar os dados e utilizálos na pesquisa Obter e manter a confiança do entrevistado Deixar o entrevistado à vontade Disporse mais a ouvir do que a falar Manter o controle da entrevista temas Iniciar pelas perguntas que tenham menos possibilidade de provocar recusa Não emitir opinião QUADRO 6 Lembrete sobre entrevista wwwgrupouniasselvicombr 30 Os critérios de análise e as etapas utilizadas na investigação devem ser apresentados visando À forma de analisar e interpretar informar ao leitor as técnicas e métodos expressos em texto ou em etapas em formato de cronograma Assim será possível identificar os procedimentos e perfil do pesquisador A análise e a interpretação de dados de acordo com Labes 1998 p67 Aos meios que serão utilizados Às relações entre os dados coletados QUADRO 7 Lembrete sobre análise e interpretação wwwgrupouniasselvicombr 31 4 TRABALHOS TÉCNICOCIENTÍFICOS Existem diversos tipos de trabalhos acadêmicos eou científicos Podemse citar entre eles os seguintes Trabalhos de Graduação Monografia Dissertação Tese Paper e Artigos Científicos SILVA TAFNER 2006 A elaboração dos trabalhos científicos deve ser conforme as normas preestabelecidas e com fins a que se destinam Podem ser inéditos ou originais e não só contribuírem para a ampliação do conhecimento ou a compreensão de certos problemas mas também servirem de modelo ou oferecerem subsídios para outros trabalhos LAKATOS MARCONI 2010 Esses trabalhos científicos possuem características próprias como a sistemática a investigação a fundamentação a profundidade a metodologia e dependendo do caso a originalidade em tema e método e a contribuição da pesquisa para a construção do conhecimento científico como é o caso das teses e das dissertações Destacase que a estrutura dos trabalhos científicos segue quase sempre um padrão que compreende uma introdução um desenvolvimento e uma conclusão A introdução do trabalho costuma abranger os objetivos da pesquisa o problema as delimitações e a metodologia adotada para a sua realização O desenvolvimento é mais livre podendo o pesquisador dissertar sobre o tema propriamente dito sem contudo abandonar pontos importantes como a demonstração a análise e a discussão dos resultados Por fim o autor poderá escrever suas conclusões a respeito da discussão realizada ou dos resultados obtidos Neste ponto o pesquisador deverá ser enfático ressaltando as posições que deseja defender ou refutar 41 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE GRADUAÇÃO TRABALHO DE GRADUAÇÃO INTERDISCIPLINAR TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EOU APERFEIÇOAMENTO Consiste em um documento que apresenta o resultado de estudo devendo expressar conhecimento do assunto escolhido que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina módulo estudo independente curso programa e outros ministrados Deve ser feito sob a coordenação de um orientador ABNT 14724 2011 p 4 411 Monografia Apesar de haver esta classificação inclusive aceita internacionalmente são comuns certos equívocos em relação à palavra monografia com respeito a dissertações teses e trabalhos de fim de curso de graduação Etimologicamente monografia é um estudo realizado com profundidade sobre um único assunto No entanto esta nomenclatura parece destinada aos Cursos de Especialização tendo como fim primeiro levar o autor a se debruçar sobre um assunto em profundidade com o intuito de transmitilo a outrem ou de aplicálo imediatamente A monografia exigida para a obtenção do título de especialista em alguns cursos de pósgraduação lato sensu é semelhante ao Trabalho de Final de Curso apresentado em cursos de graduação Também possui como objetivo levar o aluno a refletir sobre determinados temas e transpor suas ideias para o papel na forma de uma pesquisa Para o caso da pósgraduação o estudo necessita ser um pouco mais completo em relação ao tema escolhido para a pesquisa 412 Dissertação Conforme a ABNT NBR 4724 2011 p 2 a dissertação consiste em um documento que apresenta o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico retrospectivo de tema único e bem delimitado em sua extensão com o objetivo de reunir analisar e interpretar informações Deve evidenciar o conhecimento de literatura existente sobre o assunto e a capacidade de sistematização do candidato É feito sob a coordenação de um orientador doutor visando à obtenção do título de mestre 413 Tese A tese é um documento que apresenta o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico de tema único e bem delimitado Deve ser elaborado com base em investigação original constituindose em real contribuição para a especialidade em questão É feito sob a coordenação de um orientador doutor visando à obtenção do título de doutor ou similar ABNT NBR 14724 2011 p 4 414 Paper O paper pode ser utilizado para solidificar conteúdos trabalhados em uma disciplina proporcionar o debate em torno de um assunto com base na análise e opinião de diferentes autores ou obras estudadas pelos alunos O aluno pode apresentar relatórios de atividades seminários estudos de caso ou participação em palestras como também a elaboração de um posicionamento pessoal sobre um determinado tema com base nas considerações de pesquisas trabalhos acadêmicos e livros já publicados UNIVALI 2004 Portanto o paper é uma síntese das descobertas sobre um tema específico e deve reconhecer as fontes utilizadas Nele se espera que o pesquisador apresente uma posição definida acerca wwwgrupouniasselvicombr 32 do tema desenvolvendo um ponto de vista SILVA TAFNER 2006 Segundo Andrade 2001 p 68 Pode apresentar um resumo ou o conceito integral da comunicação e tem por objetivo sua publicação nas atas ou anais do evento em que foi apresentado O paper é uma síntese que permite julgamento avaliação e interpretação sobre as descobertas e apresenta originalidade quanto às ideias demonstrando que o pesquisador é parte da comunidade acadêmica Esse trabalho acadêmico possui profundidade inferior ao trabalho de conclusão de curso ou do artigo científico Caberá a cada professor definir os limites de aprofundamento dos trabalhos realizados que poderão variar de um tema para o outro O paper é comumente solicitado nas disciplinas dos cursos de graduação Sua apresentação gráfica se assemelha muito à do artigo científico 415 Artigo científico O objetivo principal do artigo científico é levar ao conhecimento do público interessado alguma ideia nova ou alguma abordagem diferente sobre determinado tema já estudado como particularidades locais ou regionais de um assunto sobre a existência de aspectos não explorados em alguma pesquisa ou a necessidade de esclarecer uma questão ainda não resolvida wwwgrupouniasselvicombr 33 Com isso pretendese desenvolver algumas habilidades no pósgraduando como a de realizar trabalhos técnicocientíficos com qualidade uniformidade e rigor ético e científico exigidos pela comunidade científica como também pela instituição de ensino e curso aos quais está vinculado Para facilitar a compreensão e a operacionalização das atividades apresentamse as etapas a serem cumpridas e os elementos obrigatórios para a produção do artigo da Pósgraduação UNIASSELVI 51 APRESENTAÇÃO GRÁFICA O artigo científico deve seguir as indicações a seguir Papel tamanho A4 21 cm x 297 cm branco ou reciclado Margens esquerda de 3cm superior direita e inferior de 2 cm Espaçamento entrelinhas simples Parágrafo de 125 cm geralmente 1 tab com uma linha em branco entre um parágrafo e outro Formato do texto justificado Tipo e tamanho da fonte Times New Roman tamanho 12 para o texto tamanho 10 para citações longas notas de rodapé e número de página tamanho 18 para título e 16 para subtítulo Paginação as páginas são numeradas com algarismos arábicos colocados no canto superior direito da página a 2 cm da borda superior A primeira folha que apresenta a identificação do artigo não é paginada embora seja contada A paginação é iniciada na segunda folha e segue até o final do trabalho inclusive nos elementos póstextuais opcionais apêndices e anexos Extensão do artigo de 8 a 12 páginas A proporção dos elementos do artigo sugerida apresentase no Quadro 8 5 ARTIGO CIENTÍFICO A principal característica do artigo científico é que as suas afirmações devem estar baseadas em evidências sejam elas oriundas de pesquisa de campo ou comprovadas por outros autores em seus trabalhos Isso não significa que o autor não possa expressar suas opiniões no artigo mas que deve demonstrar para o leitor qual o processo lógico que o levou a adotar aquela opinião e quais evidências que a tornariam mais ou menos provável formulando hipóteses Consiste em publicação sintética mesmo tratando de assuntos bem específicos O artigo deve ter uma abordagem mais sucinta do tema comparativamente a trabalhos acadêmicos mais complexos É um trabalho técnicoacadêmico que apesar de sintético e de menor complexidade deve apresentar uma relativa profundidade em sua análise O artigo pode ser definido como Publicação com autoria declarada que apresenta e discute ideias métodos técnicas processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento ABNT NBR 6022 2003 p 2 O artigo possui muita versatilidade sendo facilmente publicável em periódicos ou similares atingindo simultaneamente todo o meio científico artigos de periódicos são trabalhos técnicocientíficos escritos por um ou mais autores com a finalidade de divulgar a síntese analítica de estudos e resultados de pesquisas UFPR 2002 p 2 A elaboração de trabalhos técnicocientíficos envolve o conhecimento e o uso de técnicas de pesquisa para a coleta de dados e informações bem como de padronização e uniformidade na sua estrutura Os artigos podem se apresentar de duas formas ABNT NBR 6022 2003 Artigo original apresenta temas ou abordagens próprias Geralmente relata resultados de pesquisa bem como desenvolve e analisa dados não publicados Artigo de revisão resume analisa e discute informações já publicadas que geralmente resultam de revisão de referências já publicadas Em qualquer processo de produção de um trabalho técnicocientífico seja ele um Trabalho de Curso de Graduação Artigo Científico Monografia Relatório de Estágio o pesquisador deve definir um plano com os elementos fundamentais como delimitação do tema dos objetivos dos procedimentos metodológicos e da fundamentação teórica Quanto a esse plano de produção no caso da construção do artigo científico a equipe de Metodologia da Pesquisa Científica MPC propõe uma estrutura com todos os elementos Dessa forma os conceitos discutidos e as orientações prestadas na disciplina de MPC se tornam indispensáveis para o pesquisador que se encontra nesse processo de sua vida acadêmica wwwgrupouniasselvicombr 34 ELEMENTOS Prétextuais Introdução Desenvolvimento Considerações Finais Referências Total QUANTIDADE DE PÁGINAS 12 2 8 1 12 12 Títulos e subtítulos internos os títulos de primeiro nível devem ser colocados em letras maiúsculas e em negrito 3 ADMINISTRAÇÃO subtítulos de segundo nível em letras maiúsculas e sem negrito 31 ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA e subtítulos de terceiro nível em letras minúsculas e apenas a primeira letra do título maiúscula salvo nomes próprios e sem negrito 311 Histórico da administração científica A numeração de títulos e subtítulos deve ser alinhada à margem esquerda Quando os títulos não apresentarem numeração deverão ser centralizados Uso de itálico utilizase para grafar as palavras em língua estrangeira como check in workaholic por exemplo 52 ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS O modelo de apresentação seguirá por razões de normalização a estrutura de artigos científicos utilizada pela Pós graduação UNIASSELVI baseada na NBR 6022 de 2003 e na NBR 14724 de 2011 sendo imprescindível o uso e o cumprimento das normas apresentadas a seguir a Título do trabalho No topo da página em maiúsculas centralizado fonte Times New Roman tamanho 18 negrito Após o título se não houver subtítulo deixar duas linhas em branco em fonte tamanho 12 b Subtítulo Opcional logo abaixo do título sem espaçamento fonte Times New Roman tamanho 16 negrito Usar maiúsculas e minúsculas seguindo a regra da língua portuguesa Deixar uma linha em branco em fonte tamanho 12 c Autoria Abaixo do título centralizado fonte Times New Roman tamanho 12 em linhas distintas deve estar o nome do autor e debaixo deste igualmente o nome do coautor no caso o orientador Identificar em nota de rodapé titulação dos autores instituição de origem por extenso e a sigla e email O nome dos autores deve estar em negrito as demais linhas não Após a identificação dos autores deixar uma linha em branco d Resumo Após os nomes dos autores escrever Resumo em fonte Times New Roman tamanho 12 negrito alinhado à esquerda Deixar uma linha em branco O resumo deve ser 1 parágrafo com um total entre 100 e 250 palavras sem recuo na primeira linha e estruturado de forma a conter introdução e objetivo materiais e métodos discussão resultados e conclusão Usar espaçamento simples justificado fonte Times New Roman tamanho 12 Deixar 1 linha em branco após o resumo e Palavraschave Após o resumo escrever Palavraschave em fonte Times New Roman tamanho 12 negrito alinhado à esquerda As palavraschave devem ser separadas entre si finalizadas por ponto e iniciadas com letra maiúscula Em seguida listar de 3 a 6 palavraschave que identifiquem a área do artigo e sintetizem a temática As palavras escolhidas devem priorizar a abordagem geral do tema e na medida do possível usando grandes áreas do conhecimento Por exemplo se o artigo for sobre avaliação de um software educacional algumas opções de palavras que identificam o conteúdo do artigo poderiam ser Software educacional Educação Informática Deixar 2 linhas em branco após as palavraschave f Título e subtítulo do trabalho em inglês Em maiúsculas centralizado fonte Times New Roman tamanho 18 negrito Após deixar duas linhas em branco em fonte tamanho 12 g Abstract Resumo em inglês Escrever Abstract em fonte Times New Roman tamanho 12 negrito alinhado à esquerda Deixar uma linha em branco O abstract deve ter a mesma formatação do resumo em português Deixar 1 linha em branco h Keywords Palavraschave em inglês Devem ter a mesma formatação das Palavraschave em português Deixar 1 linha em branco i Texto principal Deve ser subdividido no mínimo em 1 INTRODUÇÃO 2 DESENVOLVIMENTO e 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS O texto deve ser escrito usando QUADRO 8 Proporção dos elementos do artigo Tema e objetivo do artigo Apresentação concisa dos pontos mais importantes Tipo de pesquisa e coleta de dados Resultados considerações finais QUADRO 9 Lembrete sobre o resumo wwwgrupouniasselvicombr 35 ELEMENTOS Prétextuais Textuais Póstextuais ETAPAS Título Subtítulo opcional Autores Resumo Palavraschave Título em inglês Subtítulo em inglês Abstract Keywords Introdução Desenvolvimento Considerações Finais Referências obrigatório Apêndices opcionalisnão recomendados Anexos opcionalisnão recomendados Fonte Adaptado de ABNT NBR 6022 2003a QUADRO 10 Disposição dos elementos do artigo científico 531 Elementos prétextuais Parte que antecede o texto com informações que ajudam na identificação e utilização do trabalho ABNT NBR 14724 2011 p 2 No artigo os elementos prétextuais são Título do trabalho Subtítulo Autores Resumo Palavraschave Título e subtítulo do artigo em inglês Abstract Keywords a fonte Times New Roman tamanho 12 O espaçamento entre as linhas deve ser simples O alinhamento do texto justificado O início de cada parágrafo deve ser precedido por um recuo de 125 cm Deve haver uma linha em branco entre cada parágrafo Os títulos que ocupem mais de uma linha devem ser a partir da segunda linha alinhados abaixo da primeira letra da primeira palavra do título ILUSTRAÇÕES e TABELAS desenhos esquemas fotografias gráficos mapas organogramas quadros e outros As ilustrações devem ter um caráter importante para o conteúdo do artigo e devem ser centralizadas com legenda numerada partindo do 1 O título da ilustração aparece centralizado na parte superior e separado por travessão devendo ser precedido da palavra que a identifica por exemplo Figura e pelo seu respectivo número A indicação da fonte deve estar em tamanho 10 centralizada e abaixo da ilustração Fotografias devem ser tratadas como figura ou seja com legenda intitulada Figura No entanto somente serão aceitas fotografias já digitalizadas em formato JPEG com tamanho máximo de 300 Kb e inseridas no texto eletrônico NOTAS DE RODAPÉ As notas de rodapé devem servir como apoio explicativo e ficar sempre no pé da página A nota deve estar separada do resto do texto por uma linha As notas a exemplo das ilustrações também devem ser numeradas partindo de 1 PALAVRAS ESTRANGEIRAS Se o trabalho utilizar termos em língua estrangeira estes deverão ser escritos usando o modo itálico j Referências A última seção do artigo corresponde às REFERÊNCIAS A palavra REFERÊNCIAS deve estar centralizada Tratase de uma lista de todos os documentos citados nos elementos textuais do artigo As referências também seguem as regras da ABNT NBR 60232002 em ordem alfabética e alinhadas à margem esquerda Devese deixar duas linhas ou um espaço duplo em branco entre as referências 53 ESTRUTURA DO ARTIGO Para facilitar ainda mais a compreensão deste tipo de produção técnicocientífica apresentase o quadro a seguir wwwgrupouniasselvicombr 36 Independente do trabalho o aluno deve utilizar recursos complementares no corpo do texto especialmente no desenvolvimento 5322 Desenvolvimento É a parte principal mais extensa e consistente do trabalho São apresentados os conceitos as teorias e as principais ideias sobre o tema focalizado além de aspectos metodológicos resultados e interpretação do estudo QUADRO 12 Lembrete sobre o desenvolvimento Aprofundamento e análise pormenorizada dos aspectos conceituais Discussão das ideias e teorias que sustentam o tema fundamentação teórica Posicionamento pessoal Relatos de experiência a Títulos e indicativos numéricos As partes que dividem o texto de um documento contendo a exposição ordenada do assunto são denominadas de capítulos divisões e tópicos subdivisões Cada capítulo deve apresentar o título e possivelmente subtítulos A numeração deve ser progressiva e alinhada à esquerda Não se utiliza nenhuma pontuação ou caractere entre o número e o título ABNT NBR 6024 2003 Os títulos das divisões e das subdivisões são destacados gradativamente usandose os recursos apresentados no Quadro 13 QUADRO 13 Títulos e formatação QUADRO 11 Lembrete sobre a introdução Contextualização Relevânciajustificativa Objetivo Pergunta de pesquisa Tipos de pesquisa e coleta de dados Tópicos do desenvolvimento 1º momento Tema de forma geral conceitos e importância do tema citações 2º momento Relevância e necessidade do tema o cenário estudado citações 3º momento Objetivo geral iniciar com verbo de ação no infinitivo cenário da pesquisa complementação que apresente a finalidade 4º momento Problema de pesquisa forma interrogativa pergunta 5º momento Tipos de pesquisa e coleta de dados atividades 6º momento Etapas do trabalho títulossubtítulos internos 532 Elementos textuais Os elementos textuais são definidos como a parte em que se apresenta o conteúdo do trabalho propriamente dito São formados pela introdução pelo desenvolvimento e pelas considerações finais 5321 Introdução É a apresentação inicial do trabalho Possibilita uma visão global do assunto tratado contextualização com definição clara concisa e objetiva do tema e da delimitação precisa das fronteiras do estudo em relação ao campo selecionado ao problema e aos objetivos a serem estudados O objetivo geral referese diretamente ao objeto problema do trabalho Iniciase a frase com um verbo abrangente e na forma infinitiva ANEXO A envolvendo o cenário pesquisado e uma complementação que apresente a finalidade SILVA 2006a O autor aponta os seus propósitos e as linhas gerais que orientaram seu pensamento ou seja apresenta o problema ou tema central do estudo ou da pesquisa contextualizao destacando sua importância e seus limites quanto à extensão e à profundidade Na introdução também se devem mencionar as principais etapas títulos e subtítulos do trabalho SILVA TAFNER 2006 Da mesma forma que na introdução os elementos que integram o desenvolvimento do trabalho Quadro 11 poderão variar nas suas divisões e subdivisões em função da sua natureza e da área de conhecimento a que pertencem TÍTULO FORMATAÇÃO 3 ADMINISTRAÇÃO Letras maiúsculas em negrito 31 ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA Letras maiúsculas sem negrito 311 Histórico da administração científica Apenas a 1ª letra maiúscula sem negrito wwwgrupouniasselvicombr 37 Não se aconselha o uso de subtítulos de quarta seção com marcações numéricas 2111 Se houver necessidade de subdivisões sugerese utilizar as letras minúsculas com parênteses ou os marcadores Todos devem ser alinhados à margem esquerda conforme modelo abaixo a Década de 1990 Processos sociais Benefícios familiares b Apresentação dos elementos de apoio ao texto Figuras gráficos quadros e tabelas desenho esquema fluxograma fotografias mapas organogramas plantas retratos e outros devem ser de boa qualidade ter relação com o assunto abordado e conter análise das informações apresentadas São inseridos em um trabalho científico quando apresentam dados verdadeiramente necessários à compreensão do texto Os quadros resumem um conjunto de dados que não são passíveis de tratamento estatístico enquanto as tabelas lista e forma específica apresentam dados estatísticos As fotografias são consideradas e tratadas como figuras Os gráficos devem ter cores bem diferentes para as suas variáveis e o uso de modelo pizza para situações com mais de quatro variáveis deve ser evitado pois dificulta a leitura e a interpretação das informações Devemse utilizar então os modelos de barras ou colunas A legenda deve aparecer na lateral direita ou abaixo do gráfico As figuras os gráficos e os quadros devem apresentar título com numeração arábica fonte 12 antes do elemento sua fonte autor e ano abaixo em fonte 10 conforme modelos 1 2 e 3 a seguir Modelo 1 Figura Modelo 2 Gráfico Modelo 3 Quadro As tabelas devem apresentar o título do elemento com numeração arábica fonte 12 e abaixo a fonte autor e ano em letra 10 Estes elementos expõem dados estatísticos e devem ter a lateral da sua estrutura sem borda conforme modelo a seguir FIGURA 1 Regiões do Estado de Santa Catarina GRÁFICO 1 Evolução das IES credenciadas para oferta de EAD Brasil 20002006 Fonte MECINEP 2007 Fonte Governo do Estado de Santa Catarina 2009 Fonte Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis 2003 QUADRO 1 Distância de Florianópolis de outras cidades CIDADE São Paulo Porto Alegre Curitiba Rio de Janeiro Foz do Iguaçu Buenos Aires Montevidéu Assunção Santiago KM 705 476 300 1144 942 1539 1360 1290 2885 wwwgrupouniasselvicombr 38 Modelo 4 Tabela Tabela 1 Medidas dos construtos Fonte SANTOS Ananias Francisco dos GREUEL Marcos Alexandre TOLEDO FILHO Jorge Ribeiro de A importância da disciplina Mercadode Capitais na visão dos egressos do curso de Ciências ContábeisLeonardo Pós Blumenau v 5 n 17 juldez 2010 Construtos Abordagem da Disciplina Mercado de Capitais Importância dos Assuntos Abordados na Ementa da Disciplina Importância de Estudar Alguns Autores da Área de Mercado de Capitais Relevância e Necessidade da Disciplina Mercado de Capitais Importância da Literatura de Seminários de Palestras e de Cursos de Extensão Importância de o Professor Cursar PósGraduação Importância da Vivência Profissional do Professor Importância da Didática do Professor 0737 0898 0779 0749 0767 0891 0768 0776 323 239 359 337 352 221 395 313 058 123 091 094 087 123 085 086 Alpha Média Desvio c Citações A apresentação das citações se encontra na NBR 10520 de agosto de 2002 da ABNT Segundo Ruiz 2002 p 83 Citações são os textos documentais levantados com a máxima fidelidade durante a pesquisa bibliográfica e que se prestam para apoiar a hipótese do pesquisador ou para documentar sua interpretação As citações serão aprofundadas na disciplina Metodologia do Artigo Científico MAC d Fundamentação teórica No artigo científico a fundamentação é apresentada de acordo com o tema proposto nos itens internos ou seja nos títulos e subtítulos do trabalho Dessa forma não deve ser criado um item específico para a fundamentação teórica A fundamentação teórica Quadro 14 revisão da literatura ou revisão bibliográfica apresenta os conceitos teórico empíricos que nortearão o trabalho O texto deve ser construído expressando as leituras e os diálogos entre o pesquisador e os autores pesquisados SILVA 2006b Relação entre o texto e as citações uso das citações com comentários do aluno Citações corretas curtas até 3 linhas com aspas longas recuo de 4 cm sem aspas e letra 10 Tema área de conhecimento área de estudo objetivo do artigo QUADRO 14 Lembrete sobre fundamentação teórica Assim devese apresentar uma revisão crítica de fontes de pesquisa relacionadas ao tema de forma ampla para depois fazêla de forma específica O aluno deve relacionar sua visão sobre o tema fundamentado aos acontecimentos atuais e trabalhos já realizados na área bem como opiniões de autores Salientase que é necessário o cumprimento das regras de citações ABNT NBR 10520 2002 e Metodologia Diversos autores já publicaram suas percepções e conceitos sobre pesquisa e vários salientam que esta é um processo de perguntas e investigação é sistemática e metódica e aumenta o conhecimento humano COLLIS HUSSEY 2005 A pesquisa parte de uma dúvida ou problema e com o uso do método científico busca uma reposta ou solução CERVO BERVIAN 2002 p 63 Para tal o pesquisador utiliza conhecimentos teóricos e práticos É necessário que tenha habilidades para a utilização de técnicas de análise e que entenda os métodos científicos e os procedimentos para que possa atingir o objetivo de encontrar respostas para as perguntas formuladas para o estudo O objetivo da pesquisa pode ser resumido da seguinte maneira revisar e sintetizar o conhecimento existente investigar alguma situação ou problema existente fornecer soluções para um problema explorar e analisar questões mais gerais construir ou criar um novo procedimento ou sistema explicar um novo fenômeno gerar novo conhecimento uma combinação de quaisquer dos itens acima COLLIS HUSSEY 2005 p 16 wwwgrupouniasselvicombr 39 Assim a pesquisa envolve o planejamento cuidadoso de uma investigação de acordo com as normas da metodologia científica tanto aquela referente à forma como ao conteúdo OLIVEIRA 2002 A pesquisa tanto para efeito científico como profissional envolve a abertura de horizontes e a apresentação de diretrizes fundamentais que podem contribuir para o desenvolvimento do conhecimento OLIVEIRA 2002 p 62 Segundo Andrade 2001 pesquisa científica é um conjunto de procedimentos sistemáticos baseados no raciocínio lógico que tem por objetivo encontrar soluções para os problemas propostos mediante o emprego de métodos científicos e definição de tipos de pesquisa Portanto no tópico metodologia é fundamental que o pesquisador esclareça as modalidades da pesquisa que ele desenvolveu básica quantitativa exploratória bibliográfica etc as formas de coleta de dados levantamento bibliográfico questionários observação participante bem como os critérios de análise e interpretação de dados técnica quantitativa por meio de estatística com exposição em gráficos e tabelas etc 5323 Considerações finais A parte final do texto consiste na revisão sintética dos resultados e da discussão do estudo realizado Tem como objetivo destacar as principais questões tratadas no trabalho acerca do estudo desenvolvido As considerações finais devem apresentar deduções lógicas correspondentes aos propósitos previamente estabelecidos do trabalho apontando o alcance e o significado de suas contribuições Também podem indicar questões dignas de novos estudos além de sugestões para outros trabalhos Salientase que nessa etapa do trabalho não se devem utilizar citações diretas ou indiretas pois esse momento é único e exclusivo para a reflexão do aluno Nas considerações Quadro 15 igualmente não se devem acrescentar elementos que não foram tratados no desenvolvimento Síntese dos conteúdos essenciais do desenvolvimento Retomada dos objetivos Desdobramentos possíveis Sem citações Sem elementos novos QUADRO 15 Lembrete sobre as considerações finais 533 Elementos póstextuais São definidos como a parte que sucede o texto e complementa o trabalho ABNT NBR 14724 2011 p 2 5331 Referências Devem ser colocadas em ordem alfabética do sobrenome alinhadas à esquerda e de acordo com as normas técnicas especificadas Em território brasileiro utilizase a ABNT NBR 6023 2002 para normalizar as referências apontadas durante o trabalho A ABNT 2002 p1 na NBR 6023 de agosto de 2002 fixa a ordem dos elementos das referências e estabelece convenções para transcrição e apresentação de informação originada do documento eou outras fontes de informação Quadro 16 5332 Apêndice opcional 1 Texto ou documento elaborado pelo autor que visa a complementar o trabalho Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas seguidas de travessão e respectivo título Ex APÊNDICE A Roteiro de entrevista 5333 Anexo opcional Texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho que complementa comprova ou ilustra o seu conteúdo Os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas seguidas de travessão e respectivo título Ex ANEXO B Estrutura organizacional da Empresa Alfa Conforme ABNT NBR 6023 2002 Ordem alfabética sistema alfabético Todas as fontes citadas pelo autor livros sites entrevistas etc Alinhamento na margem esquerda QUADRO 16 Lembrete sobre as referências 1Sugerese que os elementos póstextuais Apêndices e Anexos não sejam incluídos nos artigos publicados na revista Leonardo Pós wwwgrupouniasselvicombr 40 6 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA Uma das tarefas iniciais na elaboração do artigo deve ser a escolha do assunto Nesse processo é preciso levar em conta alguns fatores pois caso o pesquisador não lhes der atenção correrá o risco de descobrir no meio do caminho que a escolha foi equivocada A produção do artigo é uma etapa importante na vida de quem ingressa numa pósgraduação Portanto o pesquisador não deve encarála como uma obrigação Para que a escrita não se transforme num fardo basta analisar com atenção alguns fatores antes de começar É fundamental lembrar que a escolha deve fazer com que o autor se sinta realizado ao escrever sobre o assunto Se ao final o artigo despertar um sentimento de crescimento pessoal é provável que a temática tenha sido escolhida corretamente É aconselhável que o tema selecionado reflita o ambiente do pesquisador ou seja a empatia entre o tema e o indivíduo que vai desenvolvêlo é ponto primordial para a qualidade da pesquisa COSTA COSTA 2001 p 46 É possível selecionar um assunto a partir a de suas inclinações Você deve gostar do assunto Se for familiar o grau de dificuldade para discutilo tornase menor Pense nas disciplinas cursadas na pósgraduação ou até mesmo ao longo da graduação Alguma delas pode ter deixado aspectos interessantes a serem discutidos e que consequentemente podem se transformar no seu futuro artigo Outra possibilidade é selecionar algum aspecto da sua realidade profissional talvez dessa realidade você possa extrair um tópico interessante Não se esqueça do seguinte escolher um tema com o qual não se tem vínculo anterior algum apesar de ser desafiador e enriquecedor pode gerar frustração uma vez que geralmente é preciso cumprir prazos o que implica às vezes falta de tempo para completar o ciclo básico de quem deseja fazer um artigo bem feito pesquisar ler assimilar decidir qual caminho trilhar em relação a esse novo contexto delimitação do assunto e finalmente começar a escrever Se o assunto já for de certa forma familiar algumas das etapas do ciclo ficam mais rápidas É necessário amadurecer as ideias antes de começar a escrever e isso demanda tempo o que pode ser um problema caso o assunto a ser abordado seja completamente novo para quem pesquisa b da relevância do assunto Antes de abordar a importância do assunto quer se compartilhar com você o que Cervo e Bervian 1983 p 74 entendem por assunto o assunto de uma pesquisa é qualquer tema que necessita melhores definições melhor precisão e clareza do que já existe sobre o mesmo Portanto basta agora você pensar em uma justificativa para a realização do trabalho sobre a temática escolhida É importante É um novo método ou uma nova técnica criada na empresa onde você trabalha Ou se você apresentar definições mais claras ou atualizadas e que tenham importância social ou política para uma determinada comunidade diga ao leitor quais são as contribuições obtidas a partir das técnicas ou definições Seja qual for a contribuição prática ou teórica você deve reunir argumentos e explorálos para mostrar sua relevância Azevedo 1999 p 43 destaca algumas perguntas a partir das quais se pode refletir sobre a importância do objeto de estudo escolhido Veja O que esta pesquisa pode acrescentar à ciência onde se inscreve Relevância Científica Que benefício poderá trazer à comunidade com a divulgação do trabalho Relevância Social O que levou o pesquisador a se iniciar e por fim escolher por este tema Interesse Em termos gerais quais são as possibilidades concretas de esta pesquisa vir a se realizar Viabilidade c da possibilidade de pesquisa Outro fator a ser ponderado na escolha do seu tema está relacionado às possibilidades de pesquisa Além de o assunto fazer parte das suas reais inclinações ainda é preciso pensar nas suas possibilidades de tempo na existência de bibliotecas e de outras fontes de informação É bom verificar a existência de fontes para consulta Materiais que precisam ser traduzidos ou assuntos sobre os quais há pouco material publicado podem causar dificuldades ao longo do processo Aliás a leitura das publicações da sua área revistas livros dissertações teses pode despertar em você a curiosidade em aprofundar algum tema de sua preferência Recursos financeiros e humanos também devem ser previstos conforme o assunto a ser pesquisado d de assunto atual Ao escolher convém pensar em tema atual até porque ninguém dedicaria esforços para reunir analisar e discutir um assunto desgastado Mantenhase atualizado sobre o que está sendo discutido na sua área Para tanto não apenas a leitura de materiais como a participação em congressos seminários e outros eventos de caráter científico são momentos bastante profícuos para encontrar seu assunto e de analogias Algumas formulações teóricas podem se aplicar em outros setores diferentes dos inicialmente pensados Para tanto devese proceder à realização de algumas analogias com o intuito de verificar a aplicação da teoria num contexto diferente do original Exemplificando você já deve ter ouvido falar sobre o tema wwwgrupouniasselvicombr 41 qualidade total certo É um conceito ligado à área da administração de empresas Entretanto é possível refletir sobre sua aplicabilidade em outras áreas como na gestão de uma biblioteca por exemplo 61 DELIMITAÇÃO DO TEMA Escolhido o tema é hora de delimitálo Dito de uma forma bem simples delimitar um assunto significa focalizar um objeto de estudo Para tanto é necessário conhecer genericamente o assunto É uma etapa igualmente importante pois temas muito extensos não permitem discussões com profundidade Para a realização desta etapa não existem regras fixas Porém alguns encaminhamentos podem guiálo nesse momento realizar um levantamento das publicações mais recentes sobre o tema verificar quais são mais importantes para que você não fique perdido no meio de tantos títulos e conversar com seu orientador para concentrarse nas informações mais relevantes Com a ajuda de Cervo e Bervian 1983 descrevem se a seguir outras técnicas que podem ajudálo no processo de delimitação Entretanto elas podem não funcionar para alguns assuntos A primeira é a divisão do assunto em suas partes constitutivas e segunda a definição da compreensão dos termos que implica a enumeração dos elementos constitutivos ou explicativos que os conceitos envolvem Fixar circunstâncias de tempo quadro histórico cronológico e de espaço quadro geográfico também contribui para indicar os limites do assunto Que tal ilustrar um caso de delimitação do tema Imagine que você escolha Programa 5S Da forma como está o tema é bastante amplo o que certamente atrapalharia a execução do artigo Você precisa então passálo num funil recortálo restringilo enfim delimitálo Alguns desdobramentos possíveis desse tema são Aplicabilidade do Programa 5S nas empresas têxteis de Brusque Implantação do Programa 5S nas empresas metalúrgicas de Criciúma e Resultado da implantação do Programa 5S na Prefeitura de Florianópolis As possibilidades de delimitação são muitas e todas estão relacionadas ao seu gosto a sua formação a sua experiência profissional à existência de fontes as suas possibilidades de tempo e de recursos financeiros Veja outros exemplos O nível de produtividade na empresa X O índice de analfabetismo nas regiões rurais de Santa Catarina e As relações entre escolaridade dos funcionários e falhas no setor de produção de fios nas empresas têxteis do Vale do Itajaí Ao se especificarem as informações onde em que região cidade estado em que nível no Ensino Fundamental Médio ou Superior e qual o enfoque estatístico filosófico histórico psicológico sociológico indicamse as circunstâncias para pesquisa e discussão isto é definemse a extensão e a profundidade do futuro artigo Você deve ter percebido nos exemplos que sempre se faz algum recorte Assim conseguese discutir com maior profundidade e qualidade Contudo é bom lembrar o seguinte os exemplos são temas equivalentes ao assunto delimitado e não títulos Certo O título deve ser atribuído ao artigo apenas quando este estiver pronto 62 PROBLEMA DE PESQUISA Depois de escolher e delimitar o assunto retorne aos vários exemplos caso seja necessário É hora de transformar o tema em problema Você deve ter reparado na seção anterior que se associou tema à palavra problema Sim porque a pesquisa começa a partir de alguma dúvida de alguma inquietação de alguma dificuldade teórica ou prática que se tenta compreender melhor ou para a qual se busca uma solução Ninguém com razão tem vontade de dedicar muito tempo para saber se a chuva molha se os homens e as mulheres são de sexos diferentes se as zebras são listradas de preto e branco O que mobiliza a mente humana são problemas ou seja a busca de um maior entendimento de questões postas pelo real ou ainda a busca de soluções para problemas nele existentes tendo em vista a sua modificação para melhor Para aí chegar a pesquisa é um excelente meio LAVILLE DIONNE 1999 p 85 Contudo a investigação só começa após se questionar mentalmente o assunto transformandoo em problema Para tanto é necessário detectar as dificuldades que o assunto aponta identificar os problemas envolvidos elaborar questionamentos A seguir você pode colocálos em ordem o que facilitará a verificação de qual deles lhe parece mais importante para ser respondido lembrese de que sua pesquisa deve oferecer alguma contribuição Na verdade o que você estará fazendo é a divisão do problema em problemas mais específicos relacionados ao assunto Essa decomposição permitirá que você identifique qual quais deles sua pesquisa pode responder Uma alternativa também pode ser a determinação de algum ponto de vista para focalizar o assunto Um mesmo tema pode ser discutido sob vários enfoques Confira a seguir alguns exemplos de abordagem descritos por Laville e Dionne 1999 p 104 para o tema também chamado de problema da evasão escolar O ângulo social Os alunos vivem em um ambiente de evadidos A que grupos pertencem São isolados Seu ambiente familiar valoriza os estudos Recusam o mundo da competição O ângulo psicológico Como os evadidos se percebem Possuem uma imagem positiva de si mesmos Experimentam um sentimento de fracasso Com o que se identificam O que valorizam Encontram obstáculos intelectuais ou afetivos na aprendizagem escolar O ângulo histórico Que vida escolar tiveram Podese determinar em seu passado sinais anunciadores de evasão Existem na realidade escolar fatores que surgiram e poderiam wwwgrupouniasselvicombr 42 explicar a evasão A evasão é mesmo um fenômeno novo Possui características novas O tema assunto da sua pesquisa deve ser tratado ao longo do trabalho com o intuito de trazer respostas soluções ou possíveis soluções aos problemas que levanta É a sua pesquisa que oferecerá alguma explicação para a dificuldade encontrada Portanto o enfoque central para uma pesquisa é o problema que posteriormente trará uma contribuição científica e pessoal FACHIN 2003 p 109 Segundo Schrader 1974 apud LAKATOS MARCONI 2001 p 103 para que um problema seja cientificamente válido devemse considerar as seguintes questões pode o problema ser enunciado em forma de pergunta corresponde a interesses pessoais capacidade sociais e científicos isto é de conteúdo e metodológicos Esses interesses estão harmonizados constituise o problema em questão científica ou seja relacionamse entre si pelo menos duas variáveis pode ser objeto de investigação sistemática controlada e crítica pode ser empiricamente verificado em suas consequências Com o intuito de esclarecer um pouco mais a formulação do problema transcrevese um fragmento encontrado em Gil 2006 p 4950 Leiao com atenção Quando se diz que toda pesquisa tem início com algum tipo de problema tornase conveniente esclarecer o significado deste termo Uma acepção bastante corrente identifica problema com questão que dá margem à hesitação ou perplexidade por difícil de explicar ou resolver Outra acepção identifica problema com algo que provoca desequilíbrio malestar sofrimento ou constrangimento às pessoas Contudo na acepção científica problema é qualquer questão não solvida e que é objeto de discussão em qualquer domínio do conhecimento Assim podem ser consideradas como problemas científicos as indagações Qual a composição da atmosfera de Vênus Qual a causa da enxaqueca Qual a origem do homem americano Qual a probabilidade de êxito das operações para transplante de fígado As questões seguintes por sua vez podem ser consideradas como problemas do âmbito das ciências sociais Será que a propaganda de cigarro pela TV induz ao hábito de fumar Em que medida a delinqüência juvenil está relacionada à carência afetiva Qual a relação entre subdesenvolvimento e dependência econômica Que fatores determinam a deterioração de uma área urbana Quais as possíveis consequências culturais da abertura de uma estrada em território indígena Qual a atitude dos alunos universitários em relação aos trabalhos em grupo Como a população vê a inserção da Igreja nos movimentos sociais Para entender o que é um problema científico Kerlinger 1980 p 33 propõe primeiramente que seja considerado aquilo que não é Por exemplo Como fazer para melhorar os transportes urbanos O que pode ser feito para se conseguir melhor distribuição de renda O que pode ser feito para melhorar a situação dos pobres Nenhum destes problemas é rigorosamente um problema científico porque não podem ser pesquisados segundo métodos científicos pelo menos sob a forma em que são propostosComo melhorar os transportes urbanos é um problema de engenharia Da mesma forma as questões da renda e dos pobres segundo Kerlinger são também questões de engenharia A ciência pode fornecer sugestões e inferências acerca de possíveis respostas mas não responder diretamente a esses problemas Eles não se referem a como são as coisas suas causas e consequências mas indagam acerca de como fazer as coisas Também não são científicos estes problemas Qual a melhor técnica psicoterápica É bom adotar jogos e simulações como técnica s didáticas Os pais devem dar palmadas nos filhos São antes problemas de valor assim como todos aqueles que indagam se uma coisa é boa má desejável certa ou errada ou se é melhor ou pior que outra São igualmente problemas de valor aqueles que indagam se algo deve ou deveria ser feito Embora não se possa afirmar que o cientista nada te m a ver com estes problemas o certo é que a pesquisa científica não pode dar respostas a questões de engenharia e de valor porque sua correção ou incorreção não é passível de verificação empírica A partir destas considerações podese dizer que um problema é testável cientificamente quando envolve variáveis que podem ser observadas ou manipuladas As proposições que se seguem podem ser tidas como testáveis Em que medida a escolaridade determina a preferência políticopartidária A desnutrição determina o rebaixamento intelectual Técnicas de dinâmica de grupo facilitam a interação entre os alunos Todos estes problemas envolvem variáveis suscetíveis de observação ou de manipulação É perfeitamente possível por exemplo verificar a preferência políticopartidária de determinado grupo bem como o seu nível de escolaridade para depois determinar em que medida essas variáveis estão relacionadas entre si 63 OBJETIVOS A partir da elaboração do objetivo o pesquisador explicita para o leitor a intenção de sua pesquisa aonde quer chegar ao término da pesquisa Para Fachin 2003 os objetivos revelam o que se quer conhecer medir ou provar e indicam a contribuição do trabalho Para formular os objetivos você deve retomar o questionamento eleito na escolha do seu problema de pesquisa Veja no exemplo abaixo resgatase o tema esse é transformado em problema e em seguida explicitase o objetivo Tema As relações entre escolaridade dos funcionários e falhas no setor de produção de fios nas empresas têxteis do Vale do Itajaí Transformação do tema em problema Qual é a relação entre escolaridade dos funcionários e falhas no setor de produção de fios nas empresas têxteis do Vale do Itajaí Objetivo Identificar as relações entre escolaridade dos funcionários e falhas no setor de produção de fios nas empresas têxteis do Vale do Itajaí Observe que na construção do objetivo substituiuse o pronome interrogativo por um verbo no infinitivo identificar no caso exemplificado Porém como o objetivo enunciado é bastante amplo é preciso desdobrálo em objetivos específicos etapas a serem cumpridas para se atingir o objetivo geral Objetivos específicos Conforme Richardson 1989 p23 os objetivos específicos definem aspectos determinados que se pretende estudar e que contribuem para alcançar o objetivo geral No caso do exemplo dado os objetivos específicos poderiam ser wwwgrupouniasselvicombr 43 2 Sugerese que os elementos póstextuais Apêndices e Anexos não sejam incluídos na Revista Leonardo Pós Caracterizar o nível de qualificação dos funcionários idade escolaridade nível socioeconômico Caracterizar as empresas com maior e menor índices de falhas no setor de produção de fios Descrever as falhas no setor de produção de fios das empresas envolvidas para correlacionálas com a escolaridade dos funcionários A delimitação e a problematização formuladas poderiam ser quaisquer outras dependendo das inclinações e interesses do pesquisador Somente após sua definição se torna possível estabelecer os objetivos Como serão estes os responsáveis por fisgar a atenção do leitor e manter a coerência do texto apresenta se a seguir e no Anexo A uma lista de verbos para que você possa consultálos ao decidir qual será o objetivo a ser desenvolvido no seu futuro artigo 1 Nível de Conhecimento Baseado na memorização no armazenamento de informações Comporta vários graus de complexidade desde uma simples informação isolada como uma data ou um nome até o conhecimento de uma teoria ou estrutura O que se deseja é a lembrança ou a retenção da informação apropriada Verbos que devem ser utilizados Definir identificar nomear repetir inscrever listar apontar marcar registrar recordar relatar enunciar sublinhar relacionar expor designar descrever mencionar exemplificar enumerar distinguir reproduzir especificar explicar selecionar detalhar determinar mostrar citar explanar e outros 2 Nível de Compreensão Baseado no entendimento Inclui a translação passagem de uma mensagem de uma linguagem para outra a interpretação envolve o entendimento de interpelação das partes ou estrutura da mensagem e a extrapolação envolve predição de conseqüências da mensagem Verbos que devem ser utilizados Distinguir explicar predizerestimar traduzir transcrever descrever reafirmar localizar revisar discutir ilustrar narrar converter relacionar sumariar expor deduzir organizar interpretar definir debater exemplificar explicar e outros 3 Nível de Aplicação envolve a utilização dos conteúdos dos níveis de conhecimento e compreensão Referese à capacidade de utilizar um material conteúdo apreendido em situações novas e concretas Verbos que devem ser utilizados Aplicar resolver construir converter calcular operar demonstrar interpretar usar utilizar dramatizar praticar operar ilustrar esboçar inventariar traçar relacionar manipular manusear provar preparar calcular modificar descrever determinar distinguir discriminar explicar elaborar utilizar e efetuar e outros 4 Nível de Análise envolve o desdobramento do material em suas partes consecutivas a percepção de suas interrelações e os modos de organização Verbos que devem ser utilizados Analisar distinguir decompor discriminar identificar ilustrar relacionar diferenciar calcular provar categorizar experimentar comparar criticar investigar debater examinar inferir determinar selecionar enunciar fracionar separar detalhar especificar descrever explicar designar estabelecer posicionar e outros 5 Nível de Síntese Envolve a organização de conteúdos trabalhados nos níveis de conhecimento compreensão aplicação e análise Capacidade de combinar as partes para formar um todo Nesse nível desejase a projeção e criação de um produto original a partir dos assuntos abordados Verbos que devem ser utilizados Escrever propor explicar combinar compilar criar planejar organizar sumariar compor esquematizar formular coordenar conjugar reunir construir dirigir delinear relatar reconstruir produzir narrar sintetizar demonstrar modificar gerar determinar conceber projetar dimensionar representar executar montar e outros 6 Nível de Avaliação É o nível de maior complexidade pois implica atividades de julgamento isto é uso de critérios e de padrões que permitam apreciar o grau de precisão efetividade economia ou suficiência de pormenores Nesse nível o aluno apresenta seu ponto de vista o seu julgamento particular sobre o assunto tratado Capacidade de julgar o valor de um material conteúdo com um dado propósito Verbos que devem ser utilizados Julgar apreciar comparar concluir interpretar avaliar taxar validar selecionar escolher medir estimar qualificar justificar categorizar criticar embasar fundamentar estimar analisar demonstrar e outros COSTA COSTA 2001 p 5557 grifo dos autores Quanto à formulação do objetivo Gil 2006 alerta para que esse tenha apenas uma ideia um sujeito e um complemento O autor ainda salienta que discussões reflexões ou debates não constituem objetivos de pesquisa pois todo o trabalho científico é fruto de discussão reflexão debate de ideias cujo lugar mais adequado é no espaço dedicado à revisão da literatura GIL 2006 p 264 Seguem alguns exemplos para sua orientação Este texto objetiva analisar O presente trabalho pretende comparar Este texto tem em vista explicar Este texto visa a estudar o evento X de acordo com seu surgimento cronológico Definidos os objetivos você pode dar início ao levantamento da documentação existente sobre o assunto É hora de consultar livros artigos dicionários especializados bases de dados etc Antes de prosseguir transcrevese um exemplo coletado em Lakatos e Marconi 2001 p 116 grifo nosso ilustrando todo o processo que você desenvolverá nas atividades a seguir a fim de se preparar para executálo na escolha do seu futuro tema Como o exemplo se refere às etapas de um projeto salientase que você poderá ser mais breve em relação aos objetivos desejados Tema Aspirações dos trabalhadores Delimitação do tema Aspirações dos trabalhadores das empresas industriais de grande porte no município de São Paulo no momento atual 1983 Problema Será que as categorias ocupacionais burocráticas e de produção e os status ocupados na estrutura organizacional levam o empregado a possuir diferentes tipos de aspirações Objetivo geral Verificar os motivos específicos extrínsecos e intrínsecos que influem eou determinam as aspirações dos trabalhadores em relação à natureza organizacional da empresa industrial Objetivos específicos examinar se os problemas particulares do trabalhador influem mais em suas aspirações em relação à empresa do que os gerados pela própria organização da mesma forma analisar a relação entre fatores originados da estrutura organizacional e da estrutura social no que se refere às alterações de aspirações observar a influência do aumento salarial nas aspirações do trabalhador determinar a viabilidade da utilização das aspirações do wwwgrupouniasselvicombr 44 trabalhador como incentivo para o aumento da produtividade Por fim lembrese de que precisa restringir o seu artigo para que este possa ganhar em profundidade e qualidade Ainda uma última dica retorne à listagem de verbos quando elaborar os objetivos 64 ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO Após a escolha e delimitação do tema ou seja a definição de um assunto interessante ao pesquisador e à comunidade científica você deve iniciar uma lista de ideias registrando suas percepções iniciais e que possivelmente são utilizadas no desenvolvimento da pesquisa O plano de desenvolvimento deve ser elaborado na sequência quando o pesquisador coloca suas ideias e percepções em ordem que posteriormente poderá ser alterado ou modificado transformando um roteiro Assim com esse roteiro ou esboço é possível elaborar as etapas do desenvolvimento da pesquisa ou seja a composição ou estrutura do artigo Para ajudar na delimitação inseriuse no exercício uma teia para que você possa desmembrar seu tema até encontrar a delimitação mais interessante A teia não é rígida Portanto você poderá preencher cada espaço à medida que as ideias forem surgindo mas o tema deve ocupar a posição central Se faltarem quadrados ou se você precisar subdividilos fique à vontade É a teia que deve se adaptar ao seu trabalho e não o contrário 65 ORIENTAÇÃO DO ARTIGO O artigo requisito obrigatório de conclusão do curso deve abordar um tema de livre escolha mas pertinente à área de concentração temática do curso O alunopesquisador de pósgraduação terá o acompanhamento de um professor orientador ao longo de seu estudo para auxiliálo nas definições e procedimentos da pesquisa O professor orientador deve ser preferencialmente do corpo docente da Pósgraduação UNIASSELVI Orientadores externos serão aceitos mas precisarão proceder seu credenciamento na secretaria da Pósdraduação UNIASSELVI Assim o pósgraduando inicialmente deverá solicitar por email ou presencialmente o mais comum é por email ao professor o aceite de orientação Nesse momento da solicitação o pósgraduando deverá encaminhar ao professor o trabalho realizado na disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica Dessa forma o professor terá condições de observar a temática as ideias o objetivo e o problema que o aluno pretende estudar bem como as fronteiras do estudo Após a confirmação do orientador ambos pósgraduando e professor deverão confirmar no sistema online sendo primeiro o pósgraduando realizando a solicitação de orientação e na sequência o professor confirmando o aceite Ficam a critério do pósgraduando e do orientador as formas de orientação presencial ou virtual e momentos de orientação sendo de comum acordo entre ambos Sugerese que os contatos virtuais sejam arquivados Caberá ao Orientando verificar periodicamente no ambiente do aluno o aceite pelo orientador escolher o tema do artigo desenvolver o artigo mediante ampla pesquisa e levantamento de referências necessárias à sua elaboração responsabilizarse pela correta citação das fontes de informação resguardando os direitos autorais de terceiros e preservando a ética planejar com o orientador as estratégias de elaboração do artigo interagir de forma continuada com o orientador redigir o texto final do trabalho seguindo as recomendações do orientador apresentar os resultados parciais obtidos durante a elaboração do artigo e eventuais revisões recomendadas pelo orientador submeter a versão final à analise do orientador antes do prazo estabelecido para entrega do artigo na secretaria PósGraduação Uniasselvi Os professores orientadores e consequentemente os pósgraduandos dispõem de esclarecimentos e orientações metodológicas no material de elaboração do Artigo Científico das disciplinas de Metodologia da Pesquisa Científica e Metodologia do Artigo Científico wwwgrupouniasselvicombr 45 EXERCÍCIO DE DELIMITAÇÃO DO TEMA a Tema b Problema Pergunta c Delimitação do tema abrangência do estudo ou seja estabelecer os limites extensionais limitação geográfica e espacial e conceituais do tema em questão d Se estiver definido fazer os Objetivos Inicia com verbo no infinitivo ESQUEMA DE CONTEÚDO ESQUELETO DO ARTIGO ORDENADO E HIERARQUIZADO N INTRODUÇÃO wwwgrupouniasselvicombr 46 REFERÊNCIAS ALVESMAZZOTTI Alda J GEEWANDSZNAJDER Fernando Os métodos nas ciências sociais e naturais pesquisa quantitativa e qualitativa São Paulo Thomson 1999 ANDRADE Maria Margarida de Introdução à metodologia do trabalho científico 5 ed São Paulo Atlas 2001 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 14724 informação e documentação trabalhos acadêmicos apresentação Rio de Janeiro 2011 NBR 6022 Apresentação de artigos em publicações periódicas Rio de Janeiro 2003 NBR 6024 informação e documentação numeração progressiva das seções de um documento escrito apresentação Rio de Janeiro 2003 NBR 10520 informação e documentação citações em documentos apresentação Rio de Janeiro 2002 NBR 6023 informação e documentação referências elaboração Rio de Janeiro 2002 AZEVEDO Israel Belo de O prazer da produção científica 7 ed Piracicaba UNIMEP 1999 BARBETTA Pedro Alberto Estatística aplicada às ciências sociais 6 ed Florianópolis EdUFSC 2006 BARROS Aidil Jesus da Silveira LEHFELD Neide Aparecida de Souza Fundamentos de metodologia científica um guia para a iniciação científica 3 ed São Paulo Makron Books 2000 BOENTE Alfredo BRAGA Glaucia Metodologia científica contemporânea para universitários e pesquisadores Rio de Janeiro Brasport 2004 CERVO Amado Luiz BERVIAN Pedro Alcino Metodologia científica 5 ed São Paulo Prentice Hall 2002 Metodologia científica para uso dos estudantes universitários 3 ed São Paulo McGraw Hill do Brasil 1983 CHIZZOTTI Antônio Pesquisa em ciências humanas e sociais 5 ed São Paulo Cortez 2001 COLLIS Jill HUSSEY Roger Pesquisa em administração um guia prático para alunos de graduação e pósgraduação 2 ed Porto Alegre Bookman 2005 CORREIA Wilson TCC Trabalho de Conclusão de Curso não é um bichodesetecabeças Rio de Janeiro Ciência Moderna 2009 COSTA Marco Antônio Ferreira da COSTA Maria de Fátima Barrozo da Como elaborar projetos de pesquisa 3ed São Paulo Atlas 2001 CRESPO Antônio Arnot Estatística fácil 17 ed São Paulo Saraiva 2002 DEMO Pedro Introdução à metodologia da ciência 2 ed São Paulo Atlas 1985 DENCKER Ada de Freitas Maneti Métodos e técnicas de pesquisa em turismo 4 ed São Paulo Futura 2000 FACHIN Odília Fundamentos de metodologia 4 ed São Paulo Saraiva 2003 FERRARI Alfonso Trujillo Metodologia da pesquisa científica São Paulo McGrawHill 1982 GIL Antônio C Métodos e técnicas de pesquisa social 5 ed São Paulo Atlas 2006 Como elaborar projetos de pesquisa 3 ed São Paulo Atlas 1996 LABES Emerson Moisés Questionário do planejamento à aplicação na pesquisa Chapecó Grifos 1998 LAKATOS Eva Maria MARCONI Marina de Andrade Técnicas de pesquisa7 ed São Paulo Atlas 2010 Metodologia do trabalho científico 6ed São Paulo Atlas 2001 Metodologia científica 3 ed São Paulo Atlas 2000 LAVILLE Christian DIONNE Jean A construção do saber manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas Porto Alegre Artes Médicas Sul Ltda Belo Horizonte Editora UFMG 1999 MATTAR Fauze Najeb Pesquisa de marketing metodologia planejamento 6 ed São Paulo Atlas 2005 v 1 MENEZES Nilson Lde VILLELA Francisco A Pesquisa científica Revista SEED News Disponível em httpwww seednewsinfbrportuguesseed82printartigo82html Acesso em 13 out 2010 OLIVEIRA Sílvio Luiz de Metodologia científica aplicada ao direito São Paulo Pioneira Thomson Learning 2002 RICHARDSON Roberto Jarry Pesquisa social métodos e técnicas São Paulo Atlas 1989 wwwgrupouniasselvicombr 47 RUIZ João A Metodologia científica guia para eficiência nos estudos 5 ed São Paulo Atlas 2002 Metodologia científica 3 ed São Paulo Atlas 1996 SILVA Renata Apostila de metodologia científica Brusque ASSEVIM Associação Educacional do Vale do ItajaíMirim fev 2008 mimeo Manual de estágio curso de administração da ASSEVIM Brusque ASSEVIM jul 2006a mimeo Manual do trabalho de curso cursos de administração e ciências contábeis da ASSEVIM Brusque ASSEVIM jul 2006b mimeo Manual de metodologia projeto de estágio relatório de estágio trabalho de curso e trabalho de graduação Brusque ASSEVIM jul 2006c mimeo SILVA Renata SILVA Everaldo da Manual de estágio Blumenau ICPG set 2006 mimeo SILVA Renata TAFNER Elisabeth Penzlien Apostila de metodologia científica Brusque ASSEVIM Associação Educacional do Vale do ItajaíMirim jan 2006 mimeo THIOLLENT Michel Metodologia da pesquisaação 11 ed São Paulo Cortez 2002 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Elaboração de trabalhos acadêmicocientíficos Cadernos de Ensino Formação Continuada Ensino Superior Ano 2 n 4 Itajaí 2004 Pró Reitoria de Ensino Elaboração de trabalhos acadêmicocientíficos versão preliminar Departamento de Ensino e Avaliação Itajaí 2003 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Biblioteca Central Normas para apresentação de trabalhos científicos Referências Curitiba Ed da UFPR 2002 v 6 wwwgrupouniasselvicombr 48 ANEXO A Lista de verbos Área Verbo Conhecimento Apontar registrar enunciar citar exemplificar marcar descrever identificar medir classificar evocar nomear relacionar distinguir ordenar definir relatar expressar sublinhar calcular estabelecer inscrever reconhecer repetir enumerar especificar Compreensão Concluir determinar estimar ilustrar interpretar predizer preparar narrar relatar traduzir deduzir descrever explicar induzir localizar reafirmar reorganizar transcrever demonstrar diferenciar exprimir inferir modificar revisar prever representar transformar derivar discutir extrapolar interpolar transmitir Aplicação Aplicar empregar ilustrar operar selecionar demonstrar esboçar traçar estruturar inventariar interpretar usar desenvolver organizar dramatizar generalizar relacionar praticar exercitar Análise Analisar comparar debater discutir investigar calcular discriminar identificar examinar combinar contrastar detectar experimentar provar categorizar correlacionar diferenciar distinguir deduzir Fonte UNIVALI 2003 wwwgrupouniasselvicombr PÓSGRADUAÇÃO UNIASSERVI 49 1 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MINEIROS UNIFIMES PEDAGOGIA Disciplina Professor Wanda Pereira de Lima Turma 1 período de Pedagogia Aluna Data 07 de fevereiro de 2023 FICHA DE APONTAMENTOS TITULO DO vídeo httpsyoutubeZYz0O8gFbyQ 2Palavras chaves palavras que mais se destacam no vídeo Ciência epistemologia da ciência metodologia estudo científico 3Ideia central A ideia central do vídeo é a de estabelecer um entendimento acerca do que é a ciência porém a desprendendo de muito estigmas que a restringem a uma definição única permitindo que os alunos possam ter um conhecimento mais amplo das suas áreas de atuação as formas que a ciência se manifesta e a sua aplicação na prática metodológica além de apresentar a sua definição em diversas abordagens 4Comentários o que aprendi com este vídeo Responda O que é Ciência afinal É o estudo de determinados objetos de pesquisas seguindo um caráter metodológico buscando comprovar refutar ou acrescentar a partir de teorias hipóteses e coletas de dados Não segue um padrão rígido pré estabelecido porém é necessário o estabelecimento de métodos interpretativos Quem é o cientista O cientista é um indivíduo ligado ao campo de pesquisa e orientação ou seja ele atua em grupos e busca respostas acerca de alguns temas porém também é responsável por transmitir e compartilhar o conhecimento obtido Escreva as 5 características da Ciências Observação Avaliação hipótese metodologia organização de dados Qual relação tem a ciências com o curso de Pedagogia A ciência está diretamente relacionada ao ensino sendo assim o cientista tem o papel de transmitir o conhecimento para futuros cientistas de determinada área de estudo A pedagogia é a ciência da prática da educação e se desenvolveu justamente a partir do modo de aprender ou instituir o processo de educação sendo assim está diretamente ligada à ciência na verdade sendo uma ciência 5Impressões pessoais o que gostei no tema Uma das pontuações mais interessantes feitas no vídeo é a forma como carregamos estigmas acerca do que é ciência o que é o cientista e como a ciência deve ser feita O vídeo serviu como um grande orientador acerca do tema sendo capaz de desmitificar a relação da ciência com diversos campos de estudo a sua real proposta e a forma que se relaciona com a sociedade Centro Universitário de Mineiros UNIFIMES Oferecendo ensino de qualidade desde 1985 sobre C I Ê N C I A 01 04 05 06 O que é caracterizase pelo conhecimento racional sistemático exato verificável lógico objetivo e falível Conceituação 02 Pesquisa científica 03 Ciência x senso comum Características Conclusão Na história da ciência várias são as conceituações nem sempre unânimes Mas a ciência é exata por tempo determinado até que ela passe por novas transformações sendo portanto falível A pesquisa cientifica dá valor à evidência dos fatos ou objetos mostrando como cada área das ciências geralmente se inicia com os dados oriundos da observação e da verificação seguindo parâmetros da metodologia científica o espírito científico traduzse na prática em consciência crítica objetiva e racional Conhecimento pelas causas Profundidade e generalidade das conclusões Finalidade prática e teórica Objeto formal Método e controle Exatidão e aspecto social A ciência distinguese do senso comum porque este é uma opinião baseada em hábitos preconceitos tradições cristalizadas enquanto a ciência baseiase em pesquisas investigações metódicas e sistemáticas e na exigência de que as teorias sejam internamente coerentes e digam a verdade sobre a realidade