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Projeto de Extensão
IESB
1
Projeto de Extensão
UNIASSELVI
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Projeto de Extensão
UNIA
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Projeto de Extensão
UNIASSELVI
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Projeto de Extensão
UNOPAR
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Projeto de Extensão
UNICSUL
19
Projeto de Extensão
UMG
Texto de pré-visualização
P L A N N E R 2023 TEMA NORTEADOR ENVELHECIMENTO ATIVO P R O J E T O D E E X T E N S Ã O N A E D U C A Ç Ã O S U P E R I O R 2025 2 2 Bemvindoa à Extensão Curricularizada do IESB É com muita alegria que damos as boasvindas a você estudante à Extensão Curricularizada do IESB Aqui sua jornada acadêmica ganha um novo significado pois você terá a oportunidade de aplicar o que aprende em sala de aula para transformar realidades e fazer a diferença na sociedade Na extensão curricularizada o conhecimento deixa de ser apenas teórico e se torna uma experiência prática e significativa Por meio de projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS você vai se conectar com desafios reais criar soluções inovadoras e impactar positivamente as comunidades ao seu redor Preparese para vivenciar momentos de troca descoberta e transformação A extensão é muito mais do que uma disciplina é a chance de se tornar um agente de mudança Estamos animados por ter você conosco Vamos juntos construir um impacto que vai além da sala de aula A extensão universitária é o elo entre o conhecimento acadêmico e a transformação social Profª Drª Roberta Carolina Lima Gontijo de Lacerda PróReitora de Graduação e Extensão Lavínia Martins Barbosa Extensão Curricularizada 3 Sumário Introdução 4 Tema Norteador 5 Grandes Áreas do Conhecimento 8 Ciências Sociais e Humanas 9 Economia Criativa 12 Educação 14 Engenharia Produção e Construção 16 Gestão e Negócios 19 Saúde e BemEstar 21 Tecnologia e Inovação 24 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS 27 Objetivo 3 Saúde e bemestar 29 Objetivo 8 Trabalho decente e crescimento econômico 31 Objetivo 11 Cidades e comunidades sustentáveis 33 Sugestões de Projetos 36 Trilha Comunitária 36 Trilha de Empreendedorismo 37 Trilha de Inovação e Criatividade 38 Trilha de Pesquisa 39 Considerações Finais 40 Referências 42 4 Introdução A disciplina de Projeto de Extensão é estruturada com base em um tema norteador definido a cada semestre pelo Núcleo Estruturante da Extensão Esse tema tem o objetivo de orientar os projetos desenvolvidos pelos estudantes garantindo o alinhamento com questões de relevância social e interdisciplinar A extensão universitária desempenha um papel essencial na formação acadêmica ao integrar teoria e prática promovendo a interação entre a universidade e a sociedade Ela possibilita aos estudantes vivenciar desafios reais desenvolver soluções criativas e contribuir diretamente para o impacto social por meio de projetos práticos e interdisciplinares Além de enriquecer a formação acadêmica a extensão universitária tornase uma ponte para a transformação social ao abordar problemas urgentes das comunidades conectando saberes acadêmicos à solução de problemas práticos Ao estabelecer um tema central a extensão universitária promove uma abordagem integrada entre teoria e prática incentivando os estudantes a aplicarem seus conhecimentos acadêmicos em desafios reais da sociedade Dessa forma os projetos não apenas fortalecem a formação acadêmica mas também geram um impacto social concreto contribuindo para o desenvolvimento de soluções que atendam às necessidades da comunidade Além disso o tema norteador está diretamente conectado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS da ONU um conjunto de metas globais voltadas para o enfrentamento de desafios como erradicação da pobreza redução das desigualdades educação de qualidade inovação tecnológica e sustentabilidade Isso permite que os projetos de extensão extrapolem o ambiente universitário promovendo transformações significativas na sociedade A cada semestre um novo tema será escolhido possibilitando que os alunos explorem diferentes áreas do conhecimento e desenvolvam habilidades analíticas críticas e práticas enquanto participam ativamente de iniciativas sociais e comunitárias 5 Tema Norteador No 2º semestre de 2025 o tema é ENVELHECIMENTO ATIVO e os ODS são ODS 3 Saúde e BemEstar ODS 8 Trabalho Decente e Crescimento Econômico ODS 11 Cidades e Comunidades Sustentáveis O tema norteador da disciplina será ENVELHECIMENTO ATIVO alinhando se de forma estratégica aos ODS propostos pela ONU O ODS 3 que busca assegurar saúde e bemestar para todas as pessoas em todas as idades o ODS 8 que trata do trabalho decente e do crescimento econômico reconhecendo que pessoas idosas continuam sendo agentes produtivos capazes de contribuir social e economicamente e o ODS 11 que visa construir cidades e comunidades mais inclusivas seguras resilientes e sustentáveis adequadas às necessidades de uma população que envelhece Ao propor este tema buscase estimular reflexões e ações concretas sobre como garantir qualidade de vida participação social acesso à saúde oportunidades econômicas e ambientes urbanos acessíveis para a população idosa Tratase de promover uma visão positiva do envelhecimento que valorize a experiência a autonomia e o direito à cidadania plena contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa intergeracional e preparada para a realidade demográfica que se consolida rapidamente no Brasil e no mundo Vivenciase atualmente uma profunda transição demográfica marcada pelo envelhecimento populacional e pela inversão da pirâmide etária Segundo a Organização Mundial da Saúde OMS em 2050 haverá mais de 2 bilhões de pessoas com 60 anos ou mais representando cerca de 22 da população mundial WORLD HEALTH ORGANIZATION 2020 No Brasil dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE indicam que em 2022 cerca de 156 da população já era composta por pessoas idosas e projeções mostram que em 2060 um em cada três brasileiros terá pelo 6 menos 60 anos IBGE 2023 PINHEIRO et al 2018 Essa transformação altera não apenas a estrutura demográfica mas também o tecido social cultural econômico e político do país impondo novos desafios e exigindo mudanças profundas na forma como sociedade Estado e indivíduos percebem e lidam com o envelhecimento Historicamente a velhice foi muitas vezes associada à decadência física dependência e marginalização social Como salientam Giacomin e Firmo 2015 ainda persiste uma forte presença de percepções negativas sobre o envelhecer associandoo à incapacidade e inutilidade social o que reforça estigmas que impactam não apenas a autoestima mas também o acesso das pessoas idosas aos serviços de saúde cultura e participação comunitária Contudo atualmente há uma compreensão mais ampla de que envelhecer não é sinônimo de doença ou incapacidade tratase de um processo natural contínuo diverso e multidimensional envolvendo aspectos biológicos psicológicos sociais econômicos e culturais PINHEIRO et al 2018 AREOSA 2008 Mesmo pessoas que enfrentam doenças crônicas ou limitações funcionais podem experienciar altos níveis de bemestar satisfação e participação social desde que recebam suporte adequado MENDES 2020 GIACOMIN FIRMO 2015 O conceito de envelhecimento ativo promovido pela OMS desloca a ênfase do simples prolongamento da vida para a qualidade dessa vida destacando a importância da autonomia participação social segurança e acesso aos direitos fundamentais WORLD HEALTH ORGANIZATION 2002 Isso implica como destacam diversos estudos enxergar a pessoa idosa como sujeito de direitos experiências e saberes e não como mero objeto de assistência ou cuidado FERREIRA HAJJ 2023 NETTO MONTEIRO 2008 Assim políticas públicas eficazes para o envelhecimento precisam ser multidimensionais e intersetoriais envolvendo saúde educação cultura urbanismo segurança pública tecnologia e participação social PINHEIRO et al 2018 MARTINS et al 2006 No Brasil o Estatuto da Pessoa Idosa Lei nº 107412003 representa um marco jurídico fundamental pois assegura direitos à saúde transporte lazer trabalho previdência social cultura e participação política BRASIL 2003 O Estatuto consagra a responsabilidade compartilhada do Estado da sociedade e da família na proteção integral da pessoa idosa determinando por exemplo a capacitação de profissionais de saúde para atender às especificidades da geriatria e da gerontologia MARTINS et al 2006 Contudo há ainda um longo caminho para sua plena implementação pois persistem desigualdades 7 regionais carência de serviços especializados ausência de políticas públicas integradas e a manutenção de estereótipos negativos sobre a velhice GIACOMIN FIRMO 2015 LEITE FUNCHAL et al 2010 Outro desafio crucial é lidar com a questão da incapacidade funcional Embora o envelhecimento esteja associado ao aumento de doenças crônicas e à maior necessidade de cuidados de longo prazo é equivocado reduzir a velhice à incapacidade Como destacam Giacomin e Firmo 2015 a saúde pública precisa incorporar a noção de funcionalidade e participação social em sua agenda reconhecendo que muitas limitações podem ser compensadas por recursos sociais tecnológicos ambientais e humanos permitindo que as pessoas idosas mantenham qualidade de vida De acordo com a Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde CIF da OMS saúde não é apenas ausência de doenças mas a capacidade de participar da vida em sociedade mesmo diante de condições crônicas WORLD HEALTH ORGANIZATION 2002 2015 Além dos aspectos físicos é fundamental considerar as dimensões subjetivas e simbólicas do envelhecimento Pesquisas indicam que a forma como a pessoa idosa percebe seu corpo sua saúde bucal sua imagem social e suas relações impacta fortemente sua qualidade de vida ARAÚJO et al 2014 A saúde bucal por exemplo vai muito além da questão clínica influenciando autoestima sexualidade interação social e até a adesão a práticas saudáveis ARAÚJO et al 2014 Paralelamente existe uma necessidade urgente de políticas públicas que enfrentem as desigualdades que tornam o envelhecimento tão desigual no Brasil GIACOMIN FIRMO 2015 Envelhecer portanto é uma questão social política e cultural Exige que a sociedade se reorganize para garantir direitos combater preconceitos e criar condições para que todos possam envelhecer com dignidade segurança e participação Isso inclui como apontam Martins et al 2006 preparar profissionais da saúde educadores arquitetos gestores públicos e toda a sociedade civil para atuar de forma ética integrada e cidadã construindo novos paradigmas de cuidado respeito e inclusão Afinal envelhecer não deve ser sinônimo de exclusão mas de continuidade de vida direitos e possibilidades Como afirma Chauí apud MARTINS et al 2006 ser velho é lutar para continuar sendo homem ou seja lutar para permanecer sujeito de sua própria história com autonomia e cidadania Assim falar em envelhecimento ativo não é apenas discutir números ou políticas setoriais é falar de justiça social de direitos humanos e da necessidade de reinventar a 8 sociedade para que o envelhecimento seja de fato uma etapa plena de sentido qualidade e participação Grandes Áreas do Conhecimento O desenvolvimento de projetos extensionistas no IESB faz parte do compromisso com uma educação transformadora que une teoria prática e impacto social Para facilitar a conexão entre os cursos e os temas trabalhados a cada semestre os cursos foram agrupados em grandes áreas do conhecimento Essa divisão não é rígida ou obrigatória ela existe apenas como ponto de partida para ajudar os estudantes a identificar afinidades metodologias comuns e campos de atuação compartilhados estimulando tanto projetos dentro de cada área quanto propostas interdisciplinares Cada grande área reúne cursos que compartilham perspectivas teóricas linguagens profissionais ou públicos semelhantes o que facilita a criação de projetos extensionistas coerentes realistas e com potencial de impacto social Ao mesmo tempo essa organização amplia a visão sobre o número de possibilidades existentes para explorar um tema mostrando que qualquer desafio social pode ser abordado por múltiplas lentes do conhecimento É importante lembrar que muitos cursos podem transitar entre diferentes áreas do saber já que suas competências dialogam com mais de um campo de atuação Ciências Sociais e Humanas que engloba cursos voltados ao estudo das relações sociais políticas jurídicas culturais e humanas Economia Criativa focada na criação de conteúdos culturais artísticos comunicacionais e produtos criativos Educação dedicada à formação de profissionais para atuar em diferentes espaços de ensino e aprendizagem Engenharia Produção e Construção voltada ao desenvolvimento de soluções técnicas tecnológicas e sustentáveis para o ambiente físico e urbano Gestão e Negócios responsável pela formação de profissionais para administrar recursos liderar pessoas e empreender Saúde e BemEstar comprometida com a promoção da saúde física mental emocional e social da população Tecnologia e Inovação que prepara profissionais para criar implementar e gerenciar soluções tecnológicas em diversos setores 9 Lembrese os textos dedicados a cada grande área que você encontrará a seguir não são regras ou limites mas sugestões para inspirar ideias e mostrar como o conhecimento de cada campo pode contribuir para transformar a realidade Muitos temas podem ser trabalhados por diferentes áreas dependendo do olhar e da abordagem de cada curso Projetos extensionistas podem e devem unir saberes de diferentes áreas sempre que isso enriquecer as propostas e oferecer soluções mais criativas e eficazes para enfrentar os desafios do mundo real Assim esperamos que esta organização por grandes áreas seja um ponto de partida para suas reflexões sem jamais restringir a liberdade acadêmica ou a criatividade que são marcas essenciais da Extensão Universitária no IESB Que este material sirva como guia e estímulo para o desenvolvimento dos seus projetos mas nunca como um limite para sua imaginação ou para o seu desejo de impactar positivamente a sociedade Ciências Sociais e Humanas O envelhecimento ativo no campo das Ciências Sociais e Humanas é um tema essencialmente interdisciplinar Ele não se limita aos aspectos biológicos ou médicos mas envolve direitos humanos cidadania participação política cultura espiritualidade relações sociais e justiça social Cursos como Serviço Social Psicologia Direito Ciência Política Relações Internacionais Segurança Pública e Teologia possuem grande relevância para compreender e intervir nesse fenômeno que impacta profundamente as sociedades contemporâneas No âmbito das Ciências Sociais e Humanas o envelhecimento ativo é tratado de forma ampla pois está profundamente ligado à maneira como as sociedades organizam suas estruturas políticas jurídicas econômicas culturais e afetivas Não é apenas o corpo que envelhece as relações sociais os direitos as instituições e as visões culturais também moldam como se vive a velhice seja como etapa de realização seja como fase de vulnerabilidade Com o aumento da longevidade surge o desafio de transformar o envelhecer em um período de dignidade inclusão e participação plena Um dos grandes campos de estudo e intervenção nessa área é o das relações sociais e da cidadania O envelhecimento expõe desigualdades sociais econômicas e culturais Muitas pessoas idosas enfrentam situações de pobreza exclusão social violência doméstica ou negligência especialmente aqueles que pertencem a grupos historicamente vulnerabilizados como mulheres pessoas negras ou indivíduos com baixa escolaridade O envelhecimento feminino por exemplo é marcado por um duplo preconceito o sexismo 10 somado ao etarismo resultando em desafios específicos na esfera social econômica e de saúde CORRÊA 2023 DEBERT 1994 O direito e a justiça social também são dimensões fundamentais Embora existam marcos legais importantes como o Estatuto do Idoso e políticas públicas voltadas à proteção social há ainda uma distância significativa entre o que está garantido em lei e o que se concretiza na prática Persistem dificuldades no acesso à justiça na efetivação de direitos e na fiscalização de violações como abusos patrimoniais negligência institucional ou violência psicológica A análise jurídica do envelhecimento ativo portanto precisa caminhar junto às políticas públicas e à prática social para garantir que direitos não fiquem apenas no papel HORVATH JÚNIOR QUEIROZ 2024 GONÇALVES 2025 No campo psicossocial o envelhecimento envolve processos subjetivos profundos A passagem para a velhice pode representar perdas de pessoas queridas de funções físicas ou de status social mas também pode trazer ganhos como liberdade para novos projetos tempo para atividades culturais e fortalecimento de vínculos familiares ou comunitários A qualidade das redes sociais a percepção de pertencimento e a participação social são fatores decisivos para a saúde mental e o bemestar Entretanto problemas como solidão e isolamento social seguem presentes e podem agravar quadros de ansiedade depressão ou mesmo aumentar o risco de suicídio entre pessoas idosas fenômeno que preocupa pelo seu crescimento e pelos fatores complexos que o alimentam incluindo doenças crônicas exclusão social e sofrimento psíquico CARNEIRO et al 2025 RODRIGUES 2023 Mas não se deve reduzir o envelhecimento apenas ao risco de adoecimento mental há também uma busca ativa por significado espiritualidade reinvenção de projetos de vida e participação social aspectos que fazem parte do envelhecimento ativo WHO 2020 TAVARES et al 2017 Outro ponto crucial é o planejamento social e político frente à inversão da pirâmide etária O envelhecimento populacional impacta a previdência as políticas públicas de saúde a assistência social a habitação e a mobilidade urbana A análise política precisa considerar não apenas dados demográficos mas também valores culturais possibilidades econômicas e o debate internacional já que envelhecer é um fenômeno global Estudos comparativos entre países ajudam a trazer ideias inovadoras e políticas mais eficazes CAMACHO et al 2025 No campo da segurança pública e social cresce a preocupação com a proteção dos direitos das pessoas idosas Violências contra pessoas idosas muitas vezes permanecem 11 invisíveis silenciosas ou naturalizadas incluindo agressões físicas violência psicológica abusos patrimoniais e golpes virtuais estes últimos aumentando com a digitalização da vida social ROMANO et al 2023 A área busca desenvolver estratégias de prevenção canais de denúncia e formas de garantir que as pessoas idosas não apenas vivam mais mas vivam com segurança e dignidade Além disso a dimensão cultural e espiritual do envelhecimento não pode ser ignorada Fé religiosidade espiritualidade e participação em grupos culturais ou artísticos são recursos fundamentais para o enfrentamento emocional e para a criação de laços sociais funcionando como redes de apoio essenciais que contribuem para a saúde mental e para o sentido de vida TAVARES et al 2017 Esses elementos fortalecem a resiliência e ajudam a transformar a velhice em uma etapa de realização e integração social As Ciências Sociais e Humanas portanto oferecem uma lente poderosa para compreender o envelhecimento ativo como um fenômeno que exige mudanças estruturais e culturais na sociedade Essa grande área possui um campo riquíssimo para desenvolver ações extensionistas seja na defesa de direitos no combate ao etarismo na formulação de políticas públicas eficazes no fortalecimento das redes comunitárias ou na promoção da saúde mental e do bemestar Mais do que tratar o envelhecimento como um problema social tratase de reconhecer a pessoa idosa como sujeito pleno de direitos saberes e possibilidades cuja qualidade de vida é um verdadeiro indicador de justiça e evolução social A grande área de Ciências Sociais e Humanas engloba cursos dedicados a compreender a sociedade as relações humanas e as estruturas culturais políticas e jurídicas que moldam a vida coletiva Cada curso com sua perspectiva específica oferece contribuições importantes para pensar desafios sociais culturais e econômicos do envelhecimento ativo e da inclusão social Os cursos que integram essa grande área estão Ciência Política Direito Psicologia Relações Internacionais Segurança Pública Serviço Social Teologia 12 Economia Criativa A Economia Criativa representa uma frente estratégica e inovadora para transformar profundamente a maneira como o envelhecimento é percebido e vivenciado na sociedade Esse setor possui a capacidade singular de criar narrativas produtos serviços e experiências que não apenas comunicam mas moldam o imaginário social sobre a velhice combatendo estereótipos que historicamente associaram envelhecer à decadência à inutilidade ou ao afastamento da vida pública e cultural De acordo com Teixeira et al 2021 o envelhecimento é atravessado por paradigmas culturais e midiáticos que historicamente construíram imagens pejorativas do corpo velho criando um pêndulo entre a invisibilidade e a superexposição marcada pelo culto à juventude Entretanto há hoje uma ruptura importante nesse cenário em que o envelhecimento começa a ser retratado também como espaço de criatividade sensualidade participação social e protagonismo Isso se observa por exemplo na emergência de influenciadores digitais maduros que reconfiguram espaços antes dominados apenas por corpos jovens e passam a ocupar redes sociais programas de TV cinema e publicidade mostrando que a vida após os 60 anos pode ser plena ativa e repleta de novas possibilidades MACHADO MOURA 2021 MOREIRA BEZERRA 2021 A mídia a publicidade o audiovisual e a moda têm papel decisivo na ressignificação da imagem social do envelhecimento Campos et al 2011 apontam que a imprensa brasileira ainda dedica pouco espaço às pessoas idosas perpetuando a invisibilidade dessa população Por outro lado estudos como o de Batista et al 2021 demonstram que quando bem trabalhados os meios de comunicação podem desconstruir estereótipos apresentando o envelhecimento como uma fase de conquistas sexualidade ativa engajamento político e social Essa mudança de olhar não é apenas simbólica ela impacta diretamente a autoestima o acesso a direitos e o sentimento de pertencimento social das pessoas idosas O design a moda e a gastronomia também se destacam na Economia Criativa aplicada ao envelhecimento A criação de roupas calçados objetos ou embalagens que considerem não apenas a estética mas também a ergonomia a legibilidade e a autonomia é uma estratégia fundamental para promover inclusão Gomes et al 2025 destacam por exemplo como alterações fisiológicas da pele impactam a autoestima feminina na velhice demonstrando a necessidade de produtos e comunicações específicas que respeitem e valorizem essas mudanças No mesmo sentido a pesquisa de Coelho 2018 mostra que a 13 estética dos pratos gastronômicos pode influenciar significativamente a percepção sensorial e o prazer de se alimentar na terceira idade o que se conecta diretamente à promoção de saúde e qualidade de vida Além disso a gastronomia é um campo fértil para trabalhar memórias afetivas elementos culturais e pertencimento identitário Lima e Luft 2023 identificaram na memória alimentar um espaço de emoções positivas reconstrução de identidade e preservação cultural A criação de experiências gastronômicas voltadas ao público idoso pode portanto promover saúde socialização e bemestar emocional elementos centrais do envelhecimento ativo A Economia Criativa também atua na produção de conteúdos culturais como filmes peças teatrais séries livros ou jogos digitais que retratem histórias reais de pessoas idosas abordando temas como envelhecimento ativo sexualidade direitos urbanismo inclusivo acessibilidade e novas configurações familiares Tais produções não apenas educam o público jovem e adulto sobre o envelhecimento mas oferecem às pessoas idosas novas formas de se verem representadas e integradas à sociedade Como destacam Santos et al 2024 a interseção entre cultura turismo arte e envelhecimento ativo pode gerar impacto econômico e social positivo criando nichos de mercado como o turismo sênior oficinas de arte intergeracionais e eventos culturais inclusivos Além disso iniciativas de animação sociocultural como descritas por Santos et al 2024 reforçam o papel da arte e da cultura como ferramentas de participação social promovendo não só diversão mas também educação para cidadania e preservação da memória coletiva Por fim a Economia Criativa está intimamente ligada à chamada Economia Prateada que envolve o desenvolvimento de produtos serviços e experiências pensados para as necessidades desejos e potencialidades das pessoas com 60 anos ou mais um mercado em franca expansão que movimenta trilhões de dólares no mundo todo CABRAL 2024 O campo criativo não apenas capta essa oportunidade econômica mas também assume uma responsabilidade social ao construir narrativas mais justas inclusivas e inspiradoras sobre o envelhecer Assim a Economia Criativa não apenas fala sobre envelhecimento mas interfere de maneira concreta na forma como ele é vivido percebido e desejado Tratase de uma área 14 estratégica para promover o envelhecimento ativo em todas as suas dimensões cultural social emocional estética e econômica consolidando o direito de envelhecer com dignidade e participação plena A grande área de Economia Criativa do IESB reúne cursos voltados para a criação de ideias conteúdos e produtos culturais artísticos e comunicacionais capazes de transformar percepções sociais e promover novas formas de expressão e inclusão Profissionais dessa área têm papel estratégico na forma como a sociedade enxerga o envelhecimento ajudando a combater estereótipos e criar novas narrativas sobre a velhice Entre os cursos que integram essa grande área estão Cinema e Mídias Digitais Design de Animação Design de Moda Design Gráfico Fotografia Gastronomia Jornalismo Marketing Digital Produção Audiovisual Publicidade e Propaganda Teatro Educação Na grande área da Educação o tema do envelhecimento ativo surge como um campo fundamental de reflexão e intervenção social Isso ocorre porque a educação é não apenas ferramenta de transformação cultural mas também um direito essencial em todas as fases da vida O envelhecimento não se limita a ser um processo biológico ou cronológico ele é social cultural psicológico e político e carrega implicações diretas sobre a forma como as pessoas idosas são vistas e se veem na sociedade Nesse sentido a Educação ocupa uma posição estratégica para promover o envelhecimento ativo combater estereótipos e construir sociedades mais inclusivas e intergeracionais DOLL et al 2015 OLIVEIRA et al 2009 Uma dimensão fundamental é a educação intergeracional que busca criar espaços onde pessoas jovens e idosas possam compartilhar experiências saberes e afetos desconstruindo preconceitos sobre a velhice A convivência entre gerações permite que o envelhecimento seja compreendido como parte natural e enriquecedora da vida humana além de preparar a sociedade para lidar com o aumento previsto da população idosa nas próximas décadas DOLL et al 2015 SILVAFERREIRA et al 2024 Essa abordagem não 15 apenas beneficia as pessoas idosas mas amplia a sensibilidade social de todas as idades criando bases para o respeito mútuo e a solidariedade A educação voltada diretamente às pessoas idosas também ganha relevância As Universidades Abertas da Terceira Idade UnATI por exemplo têm demonstrado impacto positivo na qualidade de vida de seus participantes elevando a autoestima ampliando redes sociais e fortalecendo o senso de propósito ADAMO et al 2017 Além disso há evidências de que a educação continuada contribui significativamente para o funcionamento cognitivo sensorial e para a manutenção da autonomia PASQUALOTTI et al 2012 OLIVEIRA et al 2009 Essa dimensão educativa vai além de conteúdos formais tratase de promover espaços de expressão criatividade e participação social Oficinas de memória escrita autobiográfica arte música e até gastronomia tornamse ferramentas pedagógicas que cultivam autonomia identidade e prazer de viver COELHO 2018 Outro aspecto crucial é a educação digital Em um mundo cada vez mais tecnológico incluir pessoas idosas nesse universo é fundamental para reduzir desigualdades ampliar o acesso a serviços estimular a autonomia e evitar o isolamento social Projetos de alfabetização digital ensinam desde o uso de aplicativos bancários e serviços de saúde online até a comunicação por redes sociais fortalecendo o sentimento de pertencimento das pessoas idosas à sociedade contemporânea SILVEIRA et al 2012 Essa inclusão porém precisa considerar as especificidades sensoriais e cognitivas do envelhecimento exigindo metodologias pedagógicas adequadas e sensíveis às necessidades desse público PASQUALOTTI et al 2012 A Educação também desempenha papel essencial na prevenção de fraudes e violência contra pessoas idosas especialmente fraudes financeiras Há relatos frequentes de golpes aplicados sobre aposentadorias cartões de crédito e contratos contra os quais a informação se torna arma poderosa Trabalhar temas como educação financeira letramento digital e direitos do consumidor contribui para proteger a autonomia e o patrimônio das pessoas idosas ROMANO et al 2023 Além disso a área educacional está diretamente ligada à construção de novas narrativas sociais sobre o envelhecimento A mídia a literatura o cinema e outras expressões culturais possuem força pedagógica significativa capazes de influenciar imaginários sociais e consequentemente atitudes Ao promover imagens positivas do envelhecimento mostrar pessoas idosas como protagonistas de suas histórias e ressaltar suas capacidades a educação 16 contribui para o combate ao etarismo um dos preconceitos ainda profundamente arraigados em nossa cultura DOLL et al 2015 MACHADO MOURA 2021 A educação na terceira idade porém não é apenas benefício individual ela traz repercussões sociais amplas Pessoas idosas mais instruídas tendem a se manter socialmente engajadas menos dependentes e a ocupar espaços de decisão na comunidade colaborando para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva OLIVEIRA et al 2009 ADAMO et al 2017 Para além do assistencialismo a educação é reconhecida como caminho para a cidadania o empoderamento e a produção de sentido para a vida Por tudo isso a Educação se revela um pilar indispensável na promoção do envelhecimento ativo seja para oferecer oportunidades de aprendizagem continuada às pessoas idosas seja para educar a sociedade a perceber o envelhecimento como etapa rica digna e merecedora de respeito Tratase de um campo fértil para o desenvolvimento de projetos extensionistas capazes de integrar gerações valorizar saberes e contribuir efetivamente para a qualidade de vida de toda a comunidade Na grande área de Educação do IESB a formação de professores educadores e profissionais ligados ao conhecimento humano está no centro das atenções com cursos que valorizam o ensino a aprendizagem e o desenvolvimento integral das pessoas Essa área oferece caminhos importantes para criar sociedades mais inclusivas preparar gerações para conviver intergeracionalmente e valorizar o papel da educação ao longo da vida também no envelhecimento ativo Entre os cursos que integram essa grande área estão História Letras Língua Portuguesa Matemática Pedagogia Engenharia Produção e Construção A grande área de Engenharia Produção e Construção ocupa papel estratégico no debate sobre envelhecimento ativo pois é justamente ela que transforma ideias em espaços produtos e sistemas concretos que moldam o cotidiano da população idosa Diversos estudos mostram que o ambiente construído é um dos maiores determinantes da autonomia segurança e qualidade de vida na velhice FERREIRA 2005 BARRETO 2012 MACHADO et al 2006 17 Um dos aspectos mais evidentes dessa relação é a mobilidade urbana Com o avanço da idade alterações físicas e sensoriais reduzem equilíbrio força muscular visão e audição afetando profundamente a capacidade das pessoas idosas de circular pelas cidades Barreto 2012 demonstra que mesmo em grandes centros urbanos muitas pessoas idosas ainda se deslocam a pé ou utilizam transporte público mas percebem a cidade como pouco acessível insegura e cheia de obstáculos Calçadas irregulares sinalizações visuais inadequadas falta de rampas e ausência de pontos de descanso transformam tarefas simples como ir ao mercado ou à farmácia em verdadeiras barreiras arquitetônicas e sociais MAGAGNIN et al 2018 FERREIRA 2005 Nesse contexto a Engenharia Civil e o Urbanismo têm o enorme desafio de projetar cidades amigas de pessoas idosas o que significa planejar ruas calçadas praças e sistemas de transporte público que considerem ergonomia acessibilidade segurança e conforto térmico tudo integrado ao convívio social Machado et al 2006 destacam por exemplo a importância de pensar bairros e comunidades não apenas sob o ponto de vista físico mas também social favorecendo o envelhecimento no lugar onde as pessoas sempre viveram e evitando a segregação da velhice em áreas isoladas O conceito de habitar precisa ir além das paredes da residência envolve a vizinhança o bairro e toda a cidade Dentro das edificações a adequação dos espaços residenciais é igualmente crucial Estudos sobre habitação e envelhecimento mostram que a maioria das pessoas idosas prefere permanecer em suas casas pelo maior tempo possível mas para isso precisam de ambientes adaptáveis Pisos antiderrapantes boa iluminação banheiros acessíveis móveis ergonômicos e tecnologias de automação podem fazer toda a diferença para manter autonomia e prevenir acidentes MACHADO et al 2006 TOMASINI 2005 Além disso há uma crescente necessidade de repensar estruturas residenciais coletivas como lares de pessoas idosas ou residências assistidas de modo a garantir não só funcionalidade e segurança mas também estética agradável privacidade e possibilidades de convívio social MACHADO et al 2006 A automação residencial surge como outra fronteira importante Sistemas inteligentes de iluminação sensores de queda assistentes virtuais para controle de aparelhos domésticos ou lembretes de medicação representam tecnologias com grande potencial para apoiar a independência funcional na velhice Entretanto como lembram Ferreira 2005 e Tomasini 2005 tais soluções precisam ser projetadas considerando as limitações sensoriais cognitivas e motoras do envelhecimento para não se tornarem barreiras tecnológicas em vez de auxílio 18 No campo da produção e construção surgem também desafios relativos ao desenho universal princípio segundo o qual ambientes produtos e serviços devem ser planejados para todas as pessoas independentemente da idade ou condição funcional A gerontologia ambiental área que estuda a interação da pessoa idosa com o ambiente físico e social destaca que soluções inclusivas não beneficiam apenas quem envelhece mas tornam espaços mais confortáveis e seguros para toda a população TOMASINI 2005 MAGAGNIN et al 2018 Além das questões arquitetônicas há implicações econômicas e sociais profundas O envelhecimento populacional traz transformações ao mercado de trabalho da construção civil exigindo profissionais capazes de projetar espaços inclusivos e sustentáveis A adaptação de edifícios existentes por exemplo é tema recorrente na literatura pois em muitos contextos é mais viável reformar do que construir do zero Machado et al 2006 alertam que os recursos públicos são escassos e soluções eficientes muitas vezes passam por intervenções pontuais em habitações antigas garantindo acessibilidade e conforto sem grandes custos estruturais Outro ponto crítico é a relação entre ambiente físico e saúde pública Barreto 2012 demonstra que a mobilidade urbana está diretamente ligada ao acesso a serviços de saúde lazer prática de atividade física e participação social pilares do envelhecimento ativo Sem espaços urbanos seguros bem projetados e acolhedores a pessoa idosa tende a se isolar o que acarreta problemas físicos e emocionais como depressão perda de massa muscular e declínio funcional Portanto a grande área de Engenharia Produção e Construção não se limita a erguer prédios ou pavimentar ruas ela constrói cidadania qualidade de vida e dignidade para o envelhecimento Tratase de integrar técnica estética funcionalidade e sensibilidade social reconhecendo que envelhecer é um direito que precisa ser garantido também pelo ambiente onde vivemos O envelhecimento ativo só será plenamente alcançado em sociedades cujos espaços públicos e privados sejam verdadeiramente inclusivos seguros e estimulantes para todas as idades Na grande área de Engenharia Produção e Construção do IESB profissionais são preparados para transformar ideias em espaços produtos e sistemas concretos contribuindo para melhorar a infraestrutura a mobilidade e a qualidade de vida nas cidades e nos ambientes onde as pessoas vivem Cada curso com suas especificidades desenvolve soluções técnicas 19 sustentáveis e inovadoras essenciais também para atender às necessidades de uma sociedade que envelhece Entre os cursos que integram essa grande área estão Arquitetura e Urbanismo Automação Industrial Design de Interiores Engenharia Civil Engenharia Elétrica Gestão da Produção Industrial Gestão e Negócios A área de Gestão e Negócios ocupa um papel central em uma sociedade que envelhece de forma acelerada O prolongamento da expectativa de vida não impacta apenas o sistema previdenciário e as políticas públicas ele redefine padrões de consumo dinâmicas do mercado de trabalho e estratégias empresariais O envelhecimento populacional tornou se hoje uma questão de gestão estratégica inovação e responsabilidade social exigindo respostas rápidas e eficazes de organizações públicas e privadas FERREIRA 2015 COSTA 2025 No âmbito da gestão organizacional destacase o desafio de prolongar a vida ativa e produtiva dos trabalhadores Ainda persiste no imaginário empresarial a ideia de que profissionais mais velhos são menos produtivos ou apresentam menor capacidade de adaptação tecnológica Pesquisas revelam que embora gestores reconheçam o valor da experiência acumulada muitas empresas ainda carecem de políticas concretas para retenção treinamento e valorização da força de trabalho mais madura PINTO 2015 CEPELLOS 2013 Para que o envelhecimento ativo seja realidade também no mundo do trabalho é necessário adotar medidas como horários flexíveis ergonomia nos postos de trabalho programas de atualização profissional mentorias intergeracionais e estratégias que combatam o etarismo institucional Ao mesmo tempo o envelhecimento da população cria novas oportunidades econômicas sintetizadas no conceito de silver economy que reúne produtos e serviços pensados para atender às necessidades e desejos desses consumidores Esse mercado em franca expansão abrange desde tecnologias assistivas e serviços de saúde personalizados até turismo sênior produtos de lazer educação continuada e moda inclusiva COSTA 2025 A compreensão dos perfis de consumo desse público é decisiva pessoas idosas tendem a valorizar qualidade clareza de informações e confiança nas marcas aspectos nem sempre 20 considerados nas estratégias tradicionais de marketing BERNARDES QUEIROZ et al 2018 O campo financeiro também requer atenção especial O envelhecimento implica maior demanda por consultoria em planejamento patrimonial gestão previdenciária seguros produtos bancários adaptados e mecanismos que previnam fraudes Romano et al 2023 destacam que pessoas idosas estão entre os principais alvos de golpes financeiros o que exige soluções claras e acessíveis além de estratégias educativas que empoderem consumidores maduros a proteger seus direitos Na dimensão da gestão pública os impactos são igualmente significativos O aumento da longevidade pressiona orçamentos previdenciários sistemas de saúde programas de moradia e políticas de mobilidade urbana As administrações públicas precisam desenvolver indicadores específicos para monitorar a qualidade de vida da população idosa alocar recursos de forma planejada e criar políticas que favoreçam a participação social a autonomia e o envelhecimento digno SPANEVELLO et al 2017 Além disso em contextos rurais o referido autor esclarece que o envelhecimento apresenta particularidades o êxodo dos jovens e a falta de sucessão familiar em pequenas propriedades geram riscos econômicos e desafios sociais que demandam soluções intersetoriais Outro aspecto fundamental é a necessidade de inovação em modelos de negócios socialmente responsáveis Organizações que investem em ambientes inclusivos produtos e serviços pensados para todas as idades e estratégias de comunicação que respeitem a diversidade etária não apenas ampliam sua base de consumidores mas também fortalecem sua legitimidade social Ao adotar práticas de responsabilidade social corporativa as empresas desempenham um papel decisivo na redução das desigualdades e na valorização da pessoa idosa como profissional consumidora e cidadã FERREIRA 2015 CAMACHO et al 2025 Dessa forma a área de Gestão e Negócios trata de reconhecer o envelhecimento como um fenômeno transformador que desafia antigos paradigmas e cria demandas por inovação ética e eficiência Assim o envelhecimento ativo é um vetor de transformação econômica que redefine as prioridades da gestão contemporânea Assim a área de Gestão e Negócios do IESB reúne diversos cursos que cada um com suas especificidades contribuem para entender e transformar as dinâmicas econômicas sociais e organizacionais da sociedade 21 Profissionais formados nesses cursos desenvolvem competências para planejar liderar empreender gerir recursos e criar soluções inovadoras em ambientes públicos e privados capacidades essenciais para lidar com os desafios e oportunidades que surgem em um mundo em constante mudança Esses conhecimentos são fundamentais também para pensar estratégias que envolvam o envelhecimento ativo seja na economia no mercado de trabalho nas políticas públicas ou na inclusão social e produtiva das pessoas idosas Entre os cursos que integram essa grande área estão Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Empreendedorismo Gestão Comercial Gestão da Produção Industrial Gestão de Eventos Gestão de Marketing Gestão de Negócios e Inovação Gestão de Pessoas e Equipes Gestão de Recursos Humanos Gestão de Redes Sociais Gestão de Segurança Privada Gestão de Serviços Jurídicos Gestão do Agronegócio Gestão Financeira Gestão Hospitalar Gestão Pública Logística Mercado Financeiro e de Capitais Processos Gerenciais Secretariado Saúde e BemEstar A área de Saúde e BemEstar ocupa posição central no debate sobre o envelhecimento ativo Viver mais hoje significa buscar qualidade autonomia e participação social e não apenas prolongar a existência biológica Contudo atingir esse ideal implica reconhecer que envelhecer envolve transformações físicas cognitivas emocionais e sociais exigindo estratégias integradas de cuidado prevenção e promoção da saúde WHO 2002 MENEZES FIGUEIREDO 2007 No campo da saúde física o envelhecimento traz alterações fisiológicas naturais como perda de massa muscular redução da densidade óssea alterações cardiovasculares e metabólicas Entretanto pesquisas mostram que essas mudanças podem ser significativamente retardadas ou mitigadas por hábitos saudáveis A prática regular de atividades físicas como caminhadas musculação leve dança natação ou ginástica para todos está associada à manutenção da força do equilíbrio da autonomia funcional e até da saúde 22 cognitiva MORENO TSUKAMOTO 2018 WHO 2015 Pessoas idosas fisicamente ativas têm menor risco de quedas fraturas doenças crônicas e complicações decorrentes do sedentarismo WHO 2002 MENEZES FIGUEIREDO 2007 Além disso manter uma alimentação equilibrada é fundamental para o envelhecimento saudável Uma dieta rica em fibras vitaminas minerais e pobre em sódio açúcares e gorduras saturadas ajuda a prevenir e controlar doenças crônicas como diabetes hipertensão osteoporose e alterações no colesterol muito comuns na população idosa Uma boa nutrição também preserva a força muscular essencial para evitar quedas e manter a autonomia funcional pilares do envelhecimento ativo Nesse cenário a odontologia exerce papel crucial já que problemas bucais como perda de dentes doenças gengivais ou próteses mal ajustadas podem prejudicar a mastigação e levar muitas vezes a pessoa idosa a evitar alimentos saudáveis porém mais fibrosos ou consistentes substituindoos por opções menos nutritivas Isso pode gerar deficiências nutricionais que afetam não apenas a saúde física mas também a imunidade o humor e a disposição para atividades sociais Além de garantir uma boa alimentação a saúde bucal preserva a fala a autoestima e a interação social aspectos fundamentais para o bemestar emocional e a qualidade de vida ARAÚJO et al 2014 No âmbito da saúde mental a velhice apresenta desafios importantes Embora seja comum associar envelhecimento a declínio cognitivo e depressão estudos demonstram que muitas pessoas idosas mantêm suas funções cognitivas preservadas desde que se mantenham socialmente ativas mentalmente estimuladas e emocionalmente amparadas TEIXEIRA et al 2016 BRITO et al 2018 A sensação de pertencimento o engajamento em grupos sociais oficinas culturais ou programas intergeracionais ajuda a prevenir quadros de isolamento depressão e até mesmo o risco de suicídio fenômeno que infelizmente apresenta taxas crescentes nessa faixa etária WHO 2002 BONGANHA et al 2018 Outro aspecto fundamental é o bemestar subjetivo que envolve não apenas a ausência de doenças mas a percepção pessoal de qualidade de vida satisfação sentido de propósito e felicidade MENEZES FIGUEIREDO 2007 Há pessoas idosas que mesmo enfrentando doenças crônicas ou limitações físicas relatam altos níveis de bemestar quando possuem apoio social autonomia e oportunidades de participação comunitária WHO 2002 LIMA et al 2008 23 O cuidado com a saúde na velhice não pode se restringir ao modelo exclusivamente biomédico É necessário abranger também a dimensão psicossocial respeitando as representações culturais de envelhecimento gênero e saúde pois as concepções que as pessoas têm sobre o que é ser idoso influenciam diretamente sua adesão a tratamentos autocuidado e busca por serviços de saúde TEIXEIRA et al 2002 COELHO et al 2016 Homens por exemplo muitas vezes retardam a procura por cuidados médicos pois associam envelhecer à perda de virilidade ou força o que exige abordagens específicas e sensíveis COELHO et al 2016 Outro desafio relevante é o cuidado das pessoas idosas mais frágeis O aumento da longevidade eleva o número de pessoas que convivem com doenças crônicas limitações funcionais e riscos de isolamento social A sobrecarga das famílias cuidadoras é uma questão recorrente e exige estratégias de apoio institucional capacitação profissional e políticas públicas que reconheçam o cuidado como uma responsabilidade compartilhada entre Estado sociedade e famílias LEITE FUNCHAL et al 2010 WHO 2002 No Brasil a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa e o Estatuto da Pessoa Idosa representam avanços importantes mas sua implementação ainda enfrenta desafios seja pela falta de infraestrutura seja pelo desconhecimento ou preconceito em relação ao envelhecimento LEITE FUNCHAL et al 2010 A integração entre saúde pública atenção básica e serviços especializados precisa ser reforçada para garantir que a pessoa idosa tenha acesso a cuidados preventivos reabilitação atendimento domiciliar e suporte psicossocial Assim a área de Saúde e BemEstar não se limita ao tratamento de doenças mas envolve ações integradas para garantir qualidade de vida dignidade e participação social ao longo do processo de envelhecimento Tratase de promover condições para que as pessoas idosas vivam mais e melhor com saúde física mental e social preservadas em um contexto de respeito inclusão e reconhecimento de seus direitos como cidadãos plenos Nesse contexto a grande área de Saúde e BemEstar do IESB reúne diversos cursos que cada um com suas especificidades contribuem para promover a qualidade de vida a prevenção de doenças o cuidado integral e o bemestar físico mental e social das pessoas Profissionais formados nesses cursos atuam em áreas como promoção da saúde educação em saúde estética atividade física nutrição equilibrada cuidados terapêuticos e saúde bucal todos aspectos fundamentais para um envelhecimento ativo e digno Entre os cursos que integram essa grande área estão 24 Biomedicina Educação Física Enfermagem Estética e Cosmética Farmácia Nutrição Odontologia Terapia Ocupacional Tecnologia e Inovação A área de Tecnologia e Inovação desempenha papel fundamental no desafio contemporâneo de promover o envelhecimento ativo O avanço da expectativa de vida redefine não apenas necessidades médicas ou sociais mas também as formas de interação comunicação e participação da pessoa idosa na sociedade digital Como apontam Pasqualotti 2008 e Páscoa e Gil 2019 envelhecimento e tecnologia estão intrinsecamente conectados pois viver mais anos significa habitar um mundo cada vez mais tecnológico o que impõe barreiras mas também oferece inúmeras possibilidades de inclusão autonomia e bemestar Um dos grandes potenciais dessa área reside na criação de tecnologias assistivas que podem variar desde dispositivos simples como aplicativos que ampliam textos ou gerenciam lembretes de medicação até sistemas complexos de automação residencial capazes de prevenir quedas controlar iluminação ou monitorar condições de saúde à distância Essas soluções possibilitam que pessoas idosas permaneçam mais tempo em suas casas com segurança retardando ou evitando a necessidade de institucionalização PÁSCOA GIL 2019 Além da dimensão prática a tecnologia é um poderoso instrumento no combate ao isolamento social fator de risco amplamente documentado para a saúde física e mental das pessoas idosas PASQUALOTTI 2008 Internet redes sociais aplicativos de mensagens e plataformas de vídeo permitem à pessoa idosa manter laços sociais criar novas redes de apoio e participar ativamente de comunidades mesmo diante de limitações físicas ou mobilidade reduzida Pasqualotti 2008 observa que embora ainda persistam preconceitos sobre uma suposta resistência das pessoas idosas às tecnologias muitas delas demonstram interesse e entusiasmo em aprender desde que a abordagem pedagógica seja adequada às suas necessidades cognitivas sensoriais e emocionais Outro aspecto relevante está na inclusão digital e na educação continuada onde a tecnologia atua como ferramenta de aprendizagem memória e desenvolvimento pessoal A 25 experiência com oficinas de informática narrada por Pasqualotti 2008 demonstra que o envolvimento com ambientes digitais aumenta a autoestima amplia horizontes culturais e favorece a participação social da pessoa idosa Nesse contexto surgem também inovações como o storytelling digital que além de estimular memória e cognição fortalece a identidade cultural e social das pessoas idosas contribuindo significativamente para o envelhecimento ativo COSTA et al 2016 Há também o crescente uso das Tecnologias da Informação e Comunicação TICs no acompanhamento da saúde seja por meio de telemedicina aplicativos de monitoramento de sinais vitais ou plataformas de gestão de doenças crônicas Segundo Páscoa e Gil 2019 essas tecnologias oferecem às pessoas idosas maior autonomia e segurança além de otimizar recursos de sistemas públicos e privados de saúde Entretanto os autores alertam que é fundamental considerar as limitações sensoriais cognitivas e motoras do envelhecimento no design dessas soluções sob risco de excluírem justamente quem mais precisa delas Outro campo promissor é o desenvolvimento de ambientes virtuais interativos capazes de estimular relações interpessoais promover atividades cognitivas e oferecer espaços de lazer O ciberespaço segundo Pasqualotti 2008 é um lugar legítimo de socialização mas para ser verdadeiramente inclusivo precisa ser pensado para acolher as particularidades da experiência do envelhecer desde a interface visual até a linguagem utilizada nas plataformas Por fim a tecnologia também exerce papel estratégico no combate ao etarismo pois pode ser utilizada para construir narrativas positivas sobre o envelhecimento valorizar a participação social da pessoa idosa e divulgar informações que desmistifiquem estereótipos Campanhas digitais jogos educativos conteúdos audiovisuais e aplicativos culturais são ferramentas poderosas para estimular uma sociedade mais intergeracional e inclusiva PASQUALOTTI 2008 PÁSCOA GIL 2019 Assim a grande área de Tecnologia e Inovação não se limita a desenvolver ferramentas digitais ela transforma a forma como a sociedade compreende acolhe e integra o envelhecimento É uma área capaz de garantir que viver mais signifique viver melhor com dignidade segurança autonomia e participação ativa em todos os espaços sociais Nesse contexto a grande área de Tecnologia e Inovação do IESB reúne diversos cursos que cada um com suas especificidades contribuem para transformar essas 26 possibilidades em realidade Profissionais formados nesses cursos desenvolvem sistemas inteligentes analisam grandes volumes de dados criam jogos digitais protegem informações e projetam redes e dispositivos que facilitam a vida das pessoas Todos esses conhecimentos podem ser aplicados para criar soluções tecnológicas que promovam autonomia segurança e participação social para a população idosa Cursos que integram essa grande área Análise e Desenvolvimento de Sistemas Banco de Dados e Armazenamento de Big Data Big Data e Inteligência Analítica Ciência da Computação Ciência de Dados e Inteligência Artificial Engenharia de Computação Engenharia de Software Internet das Coisas Jogos Digitais Redes de Computadores Segurança da Informação Sistemas de Informação 27 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS A extensão universitária do IESB está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS da ONU um conjunto de 17 metas globais estabelecidas na Agenda 2030 para enfrentar os desafios mais urgentes do mundo como pobreza desigualdade mudanças climáticas e falta de acesso à educação Esses objetivos adotados por todos os Estadosmembros das Nações Unidas em 2015 fornecem uma base sólida para os projetos desenvolvidos pelos estudantes orientando suas ações para o impacto social e sustentável Os 17 objetivos são 1 Erradicação da Pobreza Acabar com a pobreza em todas as suas formas em todos os lugares 2 Fome Zero e Agricultura Sustentável Acabar com a fome alcançar a segurança alimentar e melhorar a nutrição 3 Saúde e BemEstar Assegurar uma vida saudável e promover o bemestar para todos em todas as idades 4 Educação de Qualidade Garantir educação inclusiva equitativa e de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida 5 Igualdade de Gênero Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas 6 Água Potável e Saneamento Garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento 28 7 Energia Limpa e Acessível Garantir o acesso à energia barata confiável sustentável e moderna 8 Trabalho Decente e Crescimento Econômico Promover o crescimento econômico sustentado inclusivo e sustentável emprego pleno e produtivo 9 Indústria Inovação e Infraestrutura Construir infraestrutura resiliente promover a industrialização inclusiva e sustentável 10 Redução das Desigualdades Reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles 11 Cidades e Comunidades Sustentáveis Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos seguros resilientes e sustentáveis 12 Consumo e Produção Responsáveis Garantir padrões de consumo e de produção sustentáveis 13 Ação Contra a Mudança Global do Clima Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos 14 Vida na Água Conservar e usar de forma sustentável os oceanos mares e os recursos marinhos 15 Vida Terrestre Proteger recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres 16 Paz Justiça e Instituições Eficazes Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável 17 Parcerias e Meios de Implementação Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável 18 Igualdade ÉtnicoRacial Promover a equidade entre diferentes grupos étnicoraciais garantindo oportunidades justas e inclusão no desenvolvimento sustentável1 No IESB os projetos de extensão são desenhados de maneira a contribuir diretamente para o cumprimento dos ODS Isso significa que ao escolher uma trilha de extensão e desenvolver seu projeto você estará atuando em áreas que promovem justiça social sustentabilidade saúde educação e muito mais Ao participar desses projetos você estará não apenas cumprindo com a carga horária de extensão exigida pelo curso mas também atuando como um agente de mudança global alinhado às metas da ONU para um mundo mais justo e sustentável 1 O ODS 18 foi adotado voluntariamente pelo Brasil como um compromisso adicional à Agenda 2030 da ONU com foco na promoção da igualdade étnicoracial 29 Objetivo 3 Saúde e bemestar Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos 31 Até 2030 reduzir a taxa de mortalidade materna global para menos de 70 mortes por 100000 nascidos vivos 32 Até 2030 acabar com as mortes evitáveis de recémnascidos e crianças menores de 5 anos com todos os países objetivando reduzir a mortalidade neonatal para pelo menos 12 por 1000 nascidos vivos e a mortalidade de crianças menores de 5 anos para pelo menos 25 por 1000 nascidos vivos 33 Até 2030 acabar com as epidemias de AIDS tuberculose malária e doenças tropicais negligenciadas e combater a hepatite doenças transmitidas pela água e outras doenças transmissíveis 34 Até 2030 reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis via prevenção e tratamento e promover a saúde mental e o bemestar 35 Reforçar a prevenção e o tratamento do abuso de substâncias incluindo o abuso de drogas entorpecentes e uso nocivo do álcool 36 Até 2020 reduzir pela metade as mortes e os ferimentos globais por acidentes em estradas 37 Até 2030 assegurar o acesso universal aos serviços de saúde sexual e reprodutiva incluindo o planejamento familiar informação e educação bem como a integração da saúde reprodutiva em estratégias e programas nacionais 30 38 Atingir a cobertura universal de saúde incluindo a proteção do risco financeiro o acesso a serviços de saúde essenciais de qualidade e o acesso a medicamentos e vacinas essenciais seguros eficazes de qualidade e a preços acessíveis para todos 39 Até 2030 reduzir substancialmente o número de mortes e doenças por produtos químicos perigosos contaminação e poluição do ar e água do solo 3a Fortalecer a implementação da ConvençãoQuadro para o Controle do Tabaco em todos os países conforme apropriado 3b Apoiar a pesquisa e o desenvolvimento de vacinas e medicamentos para as doenças transmissíveis e não transmissíveis que afetam principalmente os países em desenvolvimento proporcionar o acesso a medicamentos e vacinas essenciais a preços acessíveis de acordo com a Declaração de Doha que afirma o direito dos países em desenvolvimento de utilizarem plenamente as disposições do acordo TRIPS sobre flexibilidades para proteger a saúde pública e em particular proporcionar o acesso a medicamentos para todos 3c Aumentar substancialmente o financiamento da saúde e o recrutamento desenvolvimento e formação e retenção do pessoal de saúde nos países em desenvolvimento especialmente nos países menos desenvolvidos e nos pequenos Estados insulares em desenvolvimento 3d Reforçar a capacidade de todos os países particularmente os países em desenvolvimento para o alerta precoce redução de riscos e gerenciamento de riscos nacionais e globais de saúde 31 Objetivo 8 Trabalho decente e crescimento econômico Promover o crescimento econômico sustentado inclusivo e sustentável emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todas e todos 81 Sustentar o crescimento econômico per capita de acordo com as circunstâncias nacionais e em particular um crescimento anual de pelo menos 7 do produto interno bruto PIB nos países menos desenvolvidos 82 Atingir níveis mais elevados de produtividade das economias por meio da diversificação modernização tecnológica e inovação inclusive por meio de um foco em setores de alto valor agregado e dos setores intensivos em mão de obra 83 Promover políticas orientadas para o desenvolvimento que apoiem as atividades produtivas geração de emprego decente empreendedorismo criatividade e inovação e incentivar a formalização e o crescimento das micro pequenas e médias empresas inclusive por meio do acesso a serviços financeiros 84 Melhorar progressivamente até 2030 a eficiência dos recursos globais no consumo e na produção e empenharse para dissociar o crescimento econômico da degradação ambiental de acordo com o Plano Decenal de Programas sobre Produção e Consumo Sustentáveis com os países desenvolvidos assumindo a liderança 85 Até 2030 alcançar o emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todas as mulheres e homens inclusive para os jovens e as pessoas com deficiência e remuneração igual para trabalho de igual valor 32 86 Até 2020 reduzir substancialmente a proporção de jovens sem emprego educação ou formação 87 Tomar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado acabar com a escravidão moderna e o tráfico de pessoas e assegurar a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil incluindo recrutamento e utilização de criançassoldado e até 2025 acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas 88 Proteger os direitos trabalhistas e promover ambientes de trabalho seguros e protegidos para todos os trabalhadores incluindo os trabalhadores migrantes em particular as mulheres migrantes e pessoas em empregos precários 89 Até 2030 elaborar e implementar políticas para promover o turismo sustentável que gera empregos e promove a cultura e os produtos locais 810 Fortalecer a capacidade das instituições financeiras nacionais para incentivar a expansão do acesso aos serviços bancários de seguros e financeiros para todos 8a Aumentar o apoio da Iniciativa de Ajuda para o Comércio Aid for Trade para os países em desenvolvimento particularmente os países menos desenvolvidos inclusive por meio do Quadro Integrado Reforçado para a Assistência Técnica Relacionada com o Comércio para os países menos desenvolvidos 8b Até 2020 desenvolver e operacionalizar uma estratégia global para o emprego dos jovens e implementar o Pacto Mundial para o Emprego da Organização Internacional do Trabalho OIT 33 Objetivo 11 Cidades e comunidades sustentáveis Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos seguros resilientes e sustentáveis 111 Até 2030 garantir o acesso de todos à habitação segura adequada e a preço acessível e aos serviços básicos e urbanizar as favelas 112 Até 2030 proporcionar o acesso a sistemas de transporte seguros acessíveis sustentáveis e a preço acessível para todos melhorando a segurança rodoviária por meio da expansão dos transportes públicos com especial atenção para as necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade mulheres crianças pessoas com deficiência e idosos 113 Até 2030 aumentar a urbanização inclusiva e sustentável e as capacidades para o planejamento e gestão de assentamentos humanos participativos integrados e sustentáveis em todos os países 114 Fortalecer esforços para proteger e salvaguardar o patrimônio cultural e natural do mundo 115 Até 2030 reduzir significativamente o número de mortes e o número de pessoas afetadas por catástrofes e substancialmente diminuir as perdas econômicas diretas causadas por elas em relação ao produto interno bruto global incluindo os desastres relacionados à água com o foco em proteger os pobres e as pessoas em situação de vulnerabilidade 116 Até 2030 reduzir o impacto ambiental negativo per capita das cidades inclusive prestando especial atenção à qualidade do ar gestão de resíduos municipais e outros 34 117 Até 2030 proporcionar o acesso universal a espaços públicos seguros inclusivos acessíveis e verdes particularmente para as mulheres e crianças pessoas idosas e pessoas com deficiência 11a Apoiar relações econômicas sociais e ambientais positivas entre áreas urbanas periurbanas e rurais reforçando o planejamento nacional e regional de desenvolvimento 11b Até 2020 aumentar substancialmente o número de cidades e assentamentos humanos adotando e implementando políticas e planos integrados para a inclusão a eficiência dos recursos mitigação e adaptação às mudanças climáticas a resiliência a desastres e desenvolver e implementar de acordo com o Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres 20152030 o gerenciamento holístico do risco de desastres em todos os níveis 11c Apoiar os países menos desenvolvidos inclusive por meio de assistência técnica e financeira para construções sustentáveis e resilientes utilizando materiais locais 35 Hora de Refletir O envelhecimento é um processo natural da vida mas envelhecer com qualidade autonomia e participação social é um direito de todos O envelhecimento ativo propõe uma visão positiva dessa etapa valorizando saúde bemestar participação segurança e dignidade Porém há muitos desafios para garantir que todas as pessoas envelheçam de forma plena Pensando nisso convidamos você a refletir sobre algumas questões fundamentais Reserve um momento para pensar sobre essas perguntas e perceba como o envelhecimento ativo impacta não só a vida individual mas também a sociedade ao seu redor O que significa envelhecer de forma ativa e saudável Você conhece pessoas idosas que vivem de forma ativa O que as motiva Quais desafios existem para manter saúde bemestar e participação social na velhice A sociedade valoriza as contribuições das pessoas idosas Que preconceitos ou estereótipos ainda existem sobre envelhecer Como podemos mudar isso Envelhecer é sempre sinônimo de doença ou limitação Ou é possível ter saúde e autonomia Quais hábitos ajudam a manter corpo e mente saudáveis na velhice Existe diferença entre envelhecer na cidade e no campo Em que aspectos Por que a educação continua importante na velhice E o que é educação intergeracional Você conhece projetos culturais ou artísticos que envolvem pessoas idosas Pessoas idosas devem ou podem continuar trabalhando se desejarem O mercado está preparado para isso O que é a silver economy e como pode beneficiar tanto a sociedade quanto as pessoas idosas Como a tecnologia pode melhorar a qualidade de vida e a autonomia na velhice Existe preconceito sobre o uso de tecnologia por pessoas idosas Como superar isso O que podemos fazer para tornar as cidades mais amigáveis às pessoas idosas 36 Agora que você refletiu sobre essas questões COMO PODEMOS AGIR PARA TRANSFORMAR ESSA REALIDADE Sugestões de Projetos O tema busca explorar soluções criativas para promover o envelhecimento ativo garantindo que as pessoas idosas possam viver com qualidade autonomia e participação plena na sociedade É uma oportunidade de valorizar saberes e experiências combater estereótipos ampliar o acesso a serviços e direitos e construir comunidades mais inclusivas e intergeracionais Aqui estão algumas opções de projetos para explorar o tema de forma prática e impactante Trilha Comunitária Ciências Sociais e Humanas Rodas de conversa sobre cidadania e participação social na terceira idade Encontros intergeracionais para troca de experiências Oficinas sobre direitos e prevenção à violência contra pessoas idosas Economia Criativa Exposições culturais com histórias de vida de pessoas idosas Oficinas de arte comunitária para protagonismo sênior Registro de saberes tradicionais com participação de pessoas idosas Educação Oficinas para retorno de pessoas idosas à educação formal ou informal Rodas de leitura intergeracionais Oficinas educativas sobre direitos e cidadania Engenharia Produção e Construção Mapeamento de barreiras urbanas para pessoas idosas Mutirão para adaptações residenciais acessíveis Oficinas sobre adaptações simples em casa Gestão e Negócios Palestras sobre planejamento financeiro na terceira idade Grupos de prevenção a golpes financeiros em pessoas idosas Encontros sobre transição de carreira para aposentadoria 37 Tecnologia e Inovação Oficinas de alfabetização digital para pessoas idosas Grupos de apoio ao uso seguro de redes sociais Atividades sobre segurança digital para pessoas idosas Saúde e BemEstar Oficinas de movimento para prevenção de quedas de pessoas idosas Grupos de apoio emocional para pessoas idosas Campanhas educativas sobre alimentação saudável na terceira idade Orientação sobre saúde bucal e nutrição para pessoas idosas Grupos de caminhada e socialização para pessoas idosas Trilha de Empreendedorismo Ciências Sociais e Humanas Consultoria jurídica para pessoas idosas empreendedoras Cursos sobre direitos trabalhistas na terceira idade Economia Criativa Oficinas de artesanato e design para geração de renda Desenvolvimento de produtos culturais por pessoas idosas Criação de marcas voltadas ao público sênior Educação Cursos rápidos de finanças pessoais para pessoas idosas Materiais educativos para capacitação de pessoas idosas empreendedoras Engenharia Produção e Construção Negócios voltados a reformas acessíveis para pessoas idosas Consultoria em design universal para empreendedores locais Gestão e Negócios Oficinas sobre planejamento financeiro seguro na aposentadoria Capacitação para empreendedorismo 60 Desenvolvimento de modelos de negócios para o público idoso 38 Tecnologia e Inovação Startups de tecnologia assistiva para pessoas idosas Aplicativos voltados à saúde e bem estar na terceira idade Consultoria tecnológica para negócios prateados Saúde e BemEstar Empreendimentos de serviços de saúde voltados à terceira idade Criação de academias ou estúdios de movimento adaptados para pessoas idosas Desenvolvimento de produtos nutricionais específicos para pessoas idosas Trilha de Inovação e Criatividade Ciências Sociais e Humanas Podcasts ou vídeos com histórias de vida de pessoas idosas Campanhas midiáticas para valorizar o envelhecimento Economia Criativa Produtos criativos pensados por pessoas idosas para pessoas idosas Conteúdos culturais sobre envelhecimento ativo Jogos digitais educativos para pessoas idosas Educação Materiais didáticos sobre envelhecimento ativo Clubes de leitura intergeracionais Oficinas de contação de histórias para pessoas idosas e crianças Engenharia Produção e Construção Protótipos de casas inteligentes para pessoas idosas Mobiliário urbano inclusivo para pessoas idosas Design de interiores adaptados para pessoas idosas Gestão e Negócios Campanhas de marketing inclusivas para o público 60 Aplicativos para organização financeira de pessoas idosas 39 Tecnologia e Inovação Oficinas de introdução à tecnologia digital para pessoas idosas Dispositivos que ampliem a independência de pessoas idosas Tecnologias assistivas acessíveis para autonomia na velhice Realidade virtual para memória e socialização em pessoas idosas Saúde e BemEstar Criação de apps de monitoramento de saúde para pessoas idosas Desenvolvimento de produtos ergonômicos para conforto físico Programas de ginástica cerebral para pessoas idosas Design de cardápios saudáveis e adaptados às necessidades da terceira idade Trilha de Pesquisa Ciências Sociais e Humanas Estudos sobre políticas públicas para envelhecimento ativo Levantamento sobre violência contra pessoas idosas Pesquisa sobre participação política de pessoas idosas Economia Criativa Análise da mídia sobre representações da velhice Pesquisa sobre consumo cultural de pessoas idosas Estudos sobre memória afetiva e patrimônio cultural Educação Impacto da educação continuada na autonomia de pessoas idosas Aprendizagem como prevenção ao isolamento social Pesquisa sobre alfabetização digital para pessoas idosas Engenharia Produção e Construção Acessibilidade urbana e qualidade de vida de pessoas idosas Habitação adaptada e bemestar na velhice Análise de projetos urbanos inclusivos para pessoas idosas Gestão e Negócios Mercado prateado e consumo 60 Estudo sobre mercado de trabalho e pessoas idosas Levantamento sobre desafios econômicos na aposentadoria 40 Tecnologia e Inovação Barreiras digitais enfrentadas por pessoas idosas Impacto das tecnologias na autonomia de pessoas idosas Uso de redes sociais por pessoas idosas e percepções de risco Saúde e BemEstar Estudo sobre prevalência de doenças crônicas em pessoas idosas Pesquisa sobre saúde mental e bem estar subjetivo na velhice Levantamento sobre hábitos alimentares e qualidade de vida em pessoas idosas Avaliação da efetividade de programas de atividade física para pessoas idosas Considerações Finais O envelhecimento ativo não diz respeito apenas a viver mais tempo mas sobretudo a viver melhor com saúde dignidade autonomia e participação plena na sociedade Tratase de um conceito que rompe com antigas visões limitadas da velhice que muitas vezes associavam essa fase exclusivamente a perdas doenças ou isolamento Envelhecer ativamente significa reconhecer que as pessoas idosas continuam sendo agentes sociais culturais econômicos e políticos carregando saberes experiências e capacidades que são fundamentais para a construção de sociedades mais justas e sustentáveis Ao longo deste material refletimos sobre os desafios impostos pelo envelhecimento populacional e sobre as imensas possibilidades que se abrem quando olhamos para essa realidade com sensibilidade ciência e compromisso social O mundo está mudando rapidamente e a inversão da pirâmide etária exige que toda a sociedade se reorganize para garantir direitos combater preconceitos e criar condições para que todas as pessoas envelheçam com segurança respeito e qualidade de vida Os projetos de extensão que vocês poderão desenvolver a partir deste tema têm um potencial transformador extraordinário Não se trata apenas de cumprir uma etapa acadêmica mas de gerar impacto direto na vida de milhares de pessoas São oportunidades para promover o acesso ao conhecimento fortalecer redes comunitárias valorizar a experiência de vida de pessoas idosas combater o etarismo e construir ambientes sociais urbanos culturais digitais e econômicos verdadeiramente inclusivos E tudo isso em alinhamento com os ODS que apontam para a urgência de reduzir desigualdades garantir 41 saúde e bemestar promover trabalho digno e construir comunidades resilientes e acessíveis para todas as idades O desafio que está colocado para vocês estudantes é também uma oportunidade única É hora de colocar em prática suas competências acadêmicas criatividade empatia e capacidade de inovação Queremos que pensem criticamente sobre a realidade ao seu redor que investiguem problemas concretos que ouçam as vozes das pessoas idosas e que sejam capazes de propor soluções reais e transformadoras Embora este material ofereça muitas sugestões de projetos lembremse sempre vocês não precisam se limitar a essas ideias A essência da extensão universitária está na liberdade de imaginar criar e propor novas formas de transformar a realidade Usem os artigos de referência que disponibilizamos mas vão além deles busquem novos dados conversem com especialistas conheçam instituições e dialoguem com a comunidade O envelhecimento ativo é sem dúvida um tema essencial para o futuro do Brasil e do mundo Ele nos obriga a pensar em como queremos envelhecer não apenas individualmente mas coletivamente Tratase de um convite para repensar nossas cidades nossas instituições nossos serviços nossas relações sociais e até mesmo nossa cultura É um chamado para promovermos uma sociedade mais intergeracional onde crianças jovens adultos e pessoas idosas possam conviver aprender uns com os outros e construir juntos um mundo mais solidário inclusivo e humano Este tema reforça o compromisso do IESB em formar não apenas profissionais qualificados mas cidadãos conscientes éticos e comprometidos com o desenvolvimento sustentável Os projetos desenvolvidos ao longo do semestre têm a força de transformar comunidades mas também de preparar cada um de vocês para enfrentar os grandes desafios globais aqueles que exigem visão ampla sensibilidade social e a coragem de inovar Por meio da valorização da experiência do estímulo à autonomia do respeito aos direitos e do desenvolvimento de soluções criativas voltadas à população idosa a extensão curricularizada se consolida como uma ferramenta extraordinária para a construção de uma sociedade mais justa solidária e preparada para os desafios do envelhecimento Que cada um de vocês em suas áreas de estudo e atuação possa ser protagonista nesse movimento transformador deixando sua marca na história e contribuindo para um futuro mais humano para todos 42 Referências NAÇÕES UNIDAS Objetivos de Desenvolvimento Sustentável Disponível em httpswwwunorgsustainabledevelopment ADAMO L A et al A educação na terceira idade e seus impactos psicossociais Revista Brasileira de Educação Continuada v 8 n 1 p 4558 2017 ARAÚJO M E et al Saúde bucal e envelhecimento qualidade de vida e implicações sociais Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 17 n 3 p 575583 2014 AREOSA S V S A velhice olhares sobre corpo memória e identidade Revista Kairós Gerontologia v 11 n 2 p 6581 2008 BARRETO S R Mobilidade urbana e envelhecimento desafios para cidades inclusivas Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais v 14 n 1 p 4358 2012 BATISTA A et al O idoso na mídia representações sociais e envelhecimento ativo Revista Comunicação Mídia e Consumo v 18 n 53 p 7395 2021 BERNARDES QUEIROZ A et al Marketing e a economia prateada desafios e oportunidades Revista Brasileira de Marketing v 17 n 2 p 5875 2018 BONGANHA L A et al Envelhecimento e vulnerabilidade ao suicídio reflexões para a saúde coletiva Saúde e Sociedade v 27 n 3 p 468487 2018 BRASIL Lei n 10741 de 1º de outubro de 2003 Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências Diário Oficial da União Brasília DF 03 out 2003 BRITO T R P et al Saúde e bemestar subjetivo em idosos fatores associados Revista de Saúde Pública v 52 n 23 p 19 2018 CABRAL L M Economia prateada oportunidades e desafios para o mercado brasileiro Revista de Gestão e Negócios v 21 n 2 p 4562 2024 CAMACHO L et al Políticas públicas e envelhecimento populacional perspectivas comparadas Revista de Políticas Públicas v 29 n 2 p 87104 2025 CARNEIRO M et al Redes sociais e saúde mental na velhice Revista Brasileira de Psicologia v 25 n 1 p 1528 2025 CEPELLOS V M O envelhecimento da força de trabalho e os desafios da gestão empresarial Revista Administração em Foco v 5 n 2 p 4457 2013 COELHO J A L de O comportamento alimentar na terceira idade aspectos sensoriais e emocionais Dissertação Mestrado em Ciências da Nutrição Universidade Federal de Pernambuco Recife 2018 COELHO T et al Representações sociais do envelhecimento masculino desafios para a saúde pública Ciência Saúde Coletiva v 21 n 12 p 37953804 2016 43 CORRÊA M M A feminização do envelhecimento e os desafios do combate ao etarismo no Brasil Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 26 n 1 p 112 2023 COSTA A P et al Storytelling digital na terceira idade memória identidade e participação Revista Brasileira de Comunicação v 15 n 3 p 233248 2016 COSTA R O envelhecimento populacional e a silver economy no Brasil Revista Brasileira de Economia v 79 n 1 p 2542 2025 DEBERT G G A reinvenção da velhice socialização e processos de reprivatização do envelhecimento São Paulo EDUSP 1994 DOLL J et al Educação intergeracional e envelhecimento ativo Revista Brasileira de Educação v 20 n 60 p 643658 2015 FERREIRA M Envelhecimento ativo perspectivas interdisciplinares Revista Brasileira de Gerontologia v 8 n 2 p 123138 2005 FERREIRA R F HAJJ C O envelhecimento populacional e os desafios contemporâneos Revista Brasileira de Ciências Sociais v 38 n 113 p 118 2023 GIACOMIN K C FIRMO J O envelhecimento no Brasil questões culturais e sociais Revista Brasileira de Epidemiologia v 18 n 4 p 953957 2015 GOMES L A et al Alterações fisiológicas da pele na velhice e autoestima feminina Revista Brasileira de Dermatologia v 100 n 1 p 2329 2025 GONÇALVES S R Direitos da pessoa idosa no Brasil conquistas e desafios Revista Jurídica Brasileira v 31 n 2 p 5578 2025 HORVATH JÚNIOR J QUEIROZ V Políticas públicas e envelhecimento ativo no Brasil Revista Direito e Sociedade v 10 n 1 p 1533 2024 LEITE FUNCHAL M F et al O Estatuto do Idoso e os desafios de sua implementação Revista de Saúde Pública v 44 n 3 p 522530 2010 LIMA M L et al O envelhecimento saudável e os determinantes sociais de saúde Revista Saúde em Debate v 32 n 78 p 4655 2008 LIMA P R LUFT T A memória alimentar na velhice entre tradição e identidade Revista Brasileira de Nutrição Cultural v 12 n 1 p 922 2023 MAGAGNIN K et al Acessibilidade urbana e envelhecimento desafios para cidades sustentáveis Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais v 20 n 1 p 7592 2018 MARTINS R M et al Estatuto do Idoso desafios para sua efetivação Revista Serviço Social Sociedade v 85 p 113126 2006 MENEZES FIGUEIREDO A Envelhecimento funcionalidade e saúde Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 10 n 2 p 181196 2007 44 MENDES E Envelhecimento ativo e políticas públicas no Brasil Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 23 n 1 p 4355 2020 MOREIRA L BEZERRA C A representação midiática da velhice nas redes sociais Revista Comunicação e Sociedade v 43 n 2 p 155171 2021 MORENO R S TSUKAMOTO A A importância da atividade física para o envelhecimento ativo Revista Brasileira de Atividade Física Saúde v 23 n 2 p 8998 2018 NETTO J P MONTEIRO S M O envelhecimento populacional e os direitos humanos Revista de Serviço Social v 7 n 1 p 2134 2008 OLIVEIRA A M et al Educação e envelhecimento contribuições para a qualidade de vida Revista Brasileira de Educação v 14 n 41 p 373386 2009 PASQUALOTTI A M Envelhecimento e inclusão digital desafios e oportunidades Revista Kairós Gerontologia v 11 n 2 p 163178 2008 PASQUALOTTI A M et al Educação digital e envelhecimento ativo Revista Brasileira de Educação v 17 n 52 p 95109 2012 PINHEIRO R S et al Transição demográfica e envelhecimento populacional no Brasil projeções e desafios Revista Brasileira de Epidemiologia v 21 supl 2 p e180006 2018 PÁSCOA I et al GIL H Tecnologias para o envelhecimento ativo oportunidades e limites Revista Portuguesa de Saúde Pública v 37 n 2 p 132142 2019 ROMANO M et al Violência financeira contra idosos no Brasil análise jurídica e social Revista de Direito e Sociedade v 14 n 2 p 7894 2023 SANTOS R M et al Turismo cultura e envelhecimento ativo intersecções e desafios Revista Brasileira de Turismo e Sociedade v 19 n 4 p 98117 2024 SILVAFERREIRA M et al Educação intergeracional e envelhecimento ativo Revista Brasileira de Educação v 29 n 94 p 334350 2024 SILVEIRA R M et al A alfabetização digital de idosos caminhos e desafios Revista Kairós Gerontologia v 15 n 3 p 135150 2012 SOUSA A C et al Atividade física e envelhecimento impactos na saúde e funcionalidade Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 14 n 1 p 2535 2011 SPANEVELLO R M et al Envelhecimento no meio rural desafios sociais e econômicos Revista de Política Social e Desenvolvimento v 12 n 2 p 93112 2017 TAVARES D M S et al Espiritualidade fé e envelhecimento ativo Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 20 n 2 p 251262 2017 TEIXEIRA I N et al Educação saúde mental e envelhecimento Revista Brasileira de Educação v 21 n 64 p 623640 2016 45 TOMASINI N M A arquitetura inclusiva e o envelhecimento ativo Revista de Arquitetura e Urbanismo v 9 n 2 p 6779 2005 WORLD HEALTH ORGANIZATION WHO Active ageing a policy framework Geneva WHO 2002 WORLD HEALTH ORGANIZATION WHO World report on ageing and health Geneva WHO 2015 WORLD HEALTH ORGANIZATION WHO Ageing and health Geneva WHO 2020 1 DISCIPLINA PROJETO DE EXTENSÃO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR ORIENTAÇÕES PROJETO O projeto tem como objetivo estimular o desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis para enfrentar desafios sociais econômicos ou ambientais sempre alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS e ao tema norteador definido para o semestre Será realizado em grupo e corresponde ao conjunto de atividades desenvolvidas ao longo da trilha de aprendizagem na Plataforma Interativa que constitui a base principal para a avaliação formativa da disciplina O projeto deve ser desenvolvido de forma clara organizada e tecnicamente fundamentada contemplando a identificação e a caracterização do problema ou desafio social econômico ou ambiental que se pretende abordar com base em dados evidências ou informações contextuais que justifiquem sua relevância É indispensável que haja uma fundamentação teórica sólida embasada em referências atualizadas e confiáveis que sustente a proposta e demonstre a compreensão crítica do tema O projeto deve também definir de maneira precisa o públicoalvo detalhando seu perfil localização contexto social e os critérios utilizados para sua seleção Deve apresentar uma descrição das ações ou atividades previstas incluindo as metodologias a serem aplicadas o cronograma básico os recursos necessários e as eventuais parcerias envolvidas Além disso é essencial a projeção dos resultados esperados e dos impactos sociais que o projeto pretende gerar Todos esses aspectos devem ser apresentados de forma técnica objetiva e fundamentada respeitando as normas acadêmicas vigentes com redação clara correta e adequada à linguagem formal exigida no âmbito da educação superior Para que o projeto possa alcançar pontuação é obrigatório que esteja totalmente concluído o que implica a realização de 100 da trilha de aprendizagem na Plataforma 2 Interativa assegurando o desenvolvimento integral da proposta Além disso o projeto deve estar em plena conformidade com o tema norteador do semestre evidenciando de maneira clara sua vinculação tanto no conteúdo quanto na proposta apresentada É permitido que a proposta explore subtemas ou abordagens específicas desde que essa relação com o tema central esteja explicitamente indicada ao longo de todo o trabalho É também obrigatória a utilização do recurso de geolocalização devendo a localização registrada corresponder de forma precisa à comunidade estudada e descrita no projeto Critérios Avaliativos Projeto PROJETO 1 Estrutura e Apresentação do Projeto 15 Avalia a organização textual a clareza da comunicação e a apresentação geral do projeto Título e Objetividade Verifica se o título é claro criativo e relevante Coesão Coerência e Qualidade da Linguagem Analisa a clareza das ideias estrutura e correção gramatical Alinhamento com os ODS Avalia se a proposta dialoga de forma explícita com um ou mais ODS indicados 2 Pesquisa e Justificativa 20 Avalia o embasamento do projeto com base em dados e referências que sustentem as ações propostas Fundamentação Teórica e Dados Verifica a profundidade e relevância da pesquisa realizada Justificativa das Ações Analisa se as ações propostas são coerentes com os dados levantados 3 Análise e Impacto na Comunidade 20 Avalia a compreensão da realidade local e o potencial transformador do projeto Descrição da Comunidade Impactada Verifica se há uma caracterização detalhada da comunidade É obrigatório o uso correto do recurso de geolocalização e a localização registrada deve corresponder com à comunidade estudada e descrita no projeto Identificação do Problema Avalia a clareza e profundidade no diagnóstico do problema social enfrentado Projeção do Impacto Mede o alcance e relevância das mudanças sociais esperadas com a execução do projeto 4 Solução e Implementação 25 Avalia a qualidade e viabilidade da proposta de solução apresentada Proposta de Solução Verifica se a proposta resolve o problema de forma prática e inovadora Detalhamento e Viabilidade das Ações Avalia se as ações estão bem estruturadas com cronograma recursos e etapas claras Criatividade e Adaptação ao Contexto Considera a originalidade e a adequação da proposta às condições reais da comunidade 3 Como parte integrante do projeto os estudantes deverão elaborar um vídeo pitch que deverá apresentar de forma clara objetiva e atrativa a essência da proposta desenvolvida incluindo os principais elementos do projeto e o impacto social esperado Esse vídeo representa um instrumento essencial para a comunicação eficaz do trabalho realizado pois permite sintetizar informações complexas de maneira acessível e visualmente estimulante Nele esperase que os estudantes demonstrem domínio sobre o conteúdo capacidade de síntese e criatividade utilizando estratégias que envolvam o público e transmitam de forma convincente a relevância da proposta e o potencial transformador das ações planejadas Além disso o vídeo pitch deve evidenciar não apenas o problema identificado e a solução proposta mas também a forma como essa intervenção está alinhada ao tema norteador do semestre e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS destacando a contribuição social do projeto para a comunidade envolvida Duração de 3 a 5 minutos Conteúdo excedente não será avaliado Formato Livre Pode ser utilizado vários recursos fala direta slides animações imagens entrevistas legendas inteligência artificial e avatares como exemplos O importante é transmitir bem a proposta Seja criativo e explore diferentes formas de apresentação evite gravar apenas o seu rosto durante todo o vídeo buscando tornar a comunicação mais dinâmica e atrativa Capa do Vídeo Deve conter o logotipo do IESB nome do projeto da trilha do professor responsável da disciplina Projeto de Extensão na Educação Superior nome completo e matrícula dos integrantes Conteúdo Qual é a comunidade estudada Apresente suas características localização e contexto social Qual é o problema que o projeto pretende resolver Qual a solução proposta e por que ela é relevante Quem será beneficiado e qual o impacto esperado Qualidade Técnica A gravação deve prezar por boa qualidade de áudio e vídeo garantindo que falas legendas ou textos sejam claros e compreensíveis 4 Direitos Autorais Ao utilizar imagens músicas ou materiais de terceiros é obrigatório respeitar os direitos autorais citando as fontes ou empregando conteúdos livres de restrições Acessibilidade Recomendase a inclusão de legendas para promover acessibilidade Participação Não é obrigatório que todos os integrantes apareçam ou falem no vídeo sendo facultativo ao grupo definir a melhor forma de apresentação Envio Link público Google Drive ou equivalente Links com acesso restrito resultarão em nota zero Critérios Avaliativos Projeto PROJETO 5 Vídeo Pitch 20 O vídeo pitch apresenta a proposta do projeto Clareza e Objetividade Avalia se a apresentação é clara concisa e bem estruturada transmitindo a mensagem de forma eficaz Apresentação do Problema e da Solução Analisa se o problema abordado é bem explicado sua importância para a sociedade e se há embasamento para justificar a necessidade da solução proposta Proposta de Solução Verifica se a solução apresentada é viável inovadora e bem desenvolvida demonstrando como resolve o problema identificado Impacto Social e Beneficiários Mede o potencial de impacto do projeto identificando os beneficiários e os efeitos positivos esperados Expressão e Engajamento Considera a desenvoltura do apresentador entonação postura e capacidade de prender a atenção do público Qualidade Técnica Avalia aspectos como áudio vídeo iluminação e edição garantindo que o pitch seja compreensível e bem produzido Atenção Na P1 você desenvolve o projeto em grupo na Plataforma Interativa seguindo todas as etapas previstas na trilha de aprendizagem e atendendo aos critérios obrigatórios como a conclusão de 100 da trilha a vinculação ao tema norteador do semestre e o uso da geolocalização O projeto é avaliado pela própria plataforma conforme 5 os critérios estabelecidos Para evitar a necessidade de realizar a PS é fundamental que você cumpra integralmente as exigências da P1 e observe atentamente os feedbacks do professor Na PS deve ser iniciado um novo projeto seguindo novamente todos os procedimentos estabelecidos na P1 incluindo a formação ou atualização do grupo É permitido utilizar o conteúdo previamente elaborado na P1 desde que sejam realizados os ajustes indicados pelo docente no processo de feedback com o objetivo de corrigir eventuais inadequações complementar etapas não concluídas ou aprimorar a qualidade do projeto de modo a atender plenamente aos critérios de avaliação definidos para a disciplina Além disso na PS será obrigatória a entrega do Relatório Analítico individual no qual você deve descrever e analisar o projeto que criou na plataforma e pesquisar um projeto social já existente relacionado ao tema norteador para comparálos e propor melhorias O Relatório Analítico deve ser postado no AVA Blackboard dentro do prazo estabelecido e deve seguir as orientações específicas disponibilizadas na pasta de orientações
23
Projeto de Extensão
IESB
1
Projeto de Extensão
UNIASSELVI
31
Projeto de Extensão
UNIA
2
Projeto de Extensão
UNIASSELVI
19
Projeto de Extensão
UNOPAR
17
Projeto de Extensão
UNICSUL
19
Projeto de Extensão
UMG
Texto de pré-visualização
P L A N N E R 2023 TEMA NORTEADOR ENVELHECIMENTO ATIVO P R O J E T O D E E X T E N S Ã O N A E D U C A Ç Ã O S U P E R I O R 2025 2 2 Bemvindoa à Extensão Curricularizada do IESB É com muita alegria que damos as boasvindas a você estudante à Extensão Curricularizada do IESB Aqui sua jornada acadêmica ganha um novo significado pois você terá a oportunidade de aplicar o que aprende em sala de aula para transformar realidades e fazer a diferença na sociedade Na extensão curricularizada o conhecimento deixa de ser apenas teórico e se torna uma experiência prática e significativa Por meio de projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS você vai se conectar com desafios reais criar soluções inovadoras e impactar positivamente as comunidades ao seu redor Preparese para vivenciar momentos de troca descoberta e transformação A extensão é muito mais do que uma disciplina é a chance de se tornar um agente de mudança Estamos animados por ter você conosco Vamos juntos construir um impacto que vai além da sala de aula A extensão universitária é o elo entre o conhecimento acadêmico e a transformação social Profª Drª Roberta Carolina Lima Gontijo de Lacerda PróReitora de Graduação e Extensão Lavínia Martins Barbosa Extensão Curricularizada 3 Sumário Introdução 4 Tema Norteador 5 Grandes Áreas do Conhecimento 8 Ciências Sociais e Humanas 9 Economia Criativa 12 Educação 14 Engenharia Produção e Construção 16 Gestão e Negócios 19 Saúde e BemEstar 21 Tecnologia e Inovação 24 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS 27 Objetivo 3 Saúde e bemestar 29 Objetivo 8 Trabalho decente e crescimento econômico 31 Objetivo 11 Cidades e comunidades sustentáveis 33 Sugestões de Projetos 36 Trilha Comunitária 36 Trilha de Empreendedorismo 37 Trilha de Inovação e Criatividade 38 Trilha de Pesquisa 39 Considerações Finais 40 Referências 42 4 Introdução A disciplina de Projeto de Extensão é estruturada com base em um tema norteador definido a cada semestre pelo Núcleo Estruturante da Extensão Esse tema tem o objetivo de orientar os projetos desenvolvidos pelos estudantes garantindo o alinhamento com questões de relevância social e interdisciplinar A extensão universitária desempenha um papel essencial na formação acadêmica ao integrar teoria e prática promovendo a interação entre a universidade e a sociedade Ela possibilita aos estudantes vivenciar desafios reais desenvolver soluções criativas e contribuir diretamente para o impacto social por meio de projetos práticos e interdisciplinares Além de enriquecer a formação acadêmica a extensão universitária tornase uma ponte para a transformação social ao abordar problemas urgentes das comunidades conectando saberes acadêmicos à solução de problemas práticos Ao estabelecer um tema central a extensão universitária promove uma abordagem integrada entre teoria e prática incentivando os estudantes a aplicarem seus conhecimentos acadêmicos em desafios reais da sociedade Dessa forma os projetos não apenas fortalecem a formação acadêmica mas também geram um impacto social concreto contribuindo para o desenvolvimento de soluções que atendam às necessidades da comunidade Além disso o tema norteador está diretamente conectado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS da ONU um conjunto de metas globais voltadas para o enfrentamento de desafios como erradicação da pobreza redução das desigualdades educação de qualidade inovação tecnológica e sustentabilidade Isso permite que os projetos de extensão extrapolem o ambiente universitário promovendo transformações significativas na sociedade A cada semestre um novo tema será escolhido possibilitando que os alunos explorem diferentes áreas do conhecimento e desenvolvam habilidades analíticas críticas e práticas enquanto participam ativamente de iniciativas sociais e comunitárias 5 Tema Norteador No 2º semestre de 2025 o tema é ENVELHECIMENTO ATIVO e os ODS são ODS 3 Saúde e BemEstar ODS 8 Trabalho Decente e Crescimento Econômico ODS 11 Cidades e Comunidades Sustentáveis O tema norteador da disciplina será ENVELHECIMENTO ATIVO alinhando se de forma estratégica aos ODS propostos pela ONU O ODS 3 que busca assegurar saúde e bemestar para todas as pessoas em todas as idades o ODS 8 que trata do trabalho decente e do crescimento econômico reconhecendo que pessoas idosas continuam sendo agentes produtivos capazes de contribuir social e economicamente e o ODS 11 que visa construir cidades e comunidades mais inclusivas seguras resilientes e sustentáveis adequadas às necessidades de uma população que envelhece Ao propor este tema buscase estimular reflexões e ações concretas sobre como garantir qualidade de vida participação social acesso à saúde oportunidades econômicas e ambientes urbanos acessíveis para a população idosa Tratase de promover uma visão positiva do envelhecimento que valorize a experiência a autonomia e o direito à cidadania plena contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa intergeracional e preparada para a realidade demográfica que se consolida rapidamente no Brasil e no mundo Vivenciase atualmente uma profunda transição demográfica marcada pelo envelhecimento populacional e pela inversão da pirâmide etária Segundo a Organização Mundial da Saúde OMS em 2050 haverá mais de 2 bilhões de pessoas com 60 anos ou mais representando cerca de 22 da população mundial WORLD HEALTH ORGANIZATION 2020 No Brasil dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE indicam que em 2022 cerca de 156 da população já era composta por pessoas idosas e projeções mostram que em 2060 um em cada três brasileiros terá pelo 6 menos 60 anos IBGE 2023 PINHEIRO et al 2018 Essa transformação altera não apenas a estrutura demográfica mas também o tecido social cultural econômico e político do país impondo novos desafios e exigindo mudanças profundas na forma como sociedade Estado e indivíduos percebem e lidam com o envelhecimento Historicamente a velhice foi muitas vezes associada à decadência física dependência e marginalização social Como salientam Giacomin e Firmo 2015 ainda persiste uma forte presença de percepções negativas sobre o envelhecer associandoo à incapacidade e inutilidade social o que reforça estigmas que impactam não apenas a autoestima mas também o acesso das pessoas idosas aos serviços de saúde cultura e participação comunitária Contudo atualmente há uma compreensão mais ampla de que envelhecer não é sinônimo de doença ou incapacidade tratase de um processo natural contínuo diverso e multidimensional envolvendo aspectos biológicos psicológicos sociais econômicos e culturais PINHEIRO et al 2018 AREOSA 2008 Mesmo pessoas que enfrentam doenças crônicas ou limitações funcionais podem experienciar altos níveis de bemestar satisfação e participação social desde que recebam suporte adequado MENDES 2020 GIACOMIN FIRMO 2015 O conceito de envelhecimento ativo promovido pela OMS desloca a ênfase do simples prolongamento da vida para a qualidade dessa vida destacando a importância da autonomia participação social segurança e acesso aos direitos fundamentais WORLD HEALTH ORGANIZATION 2002 Isso implica como destacam diversos estudos enxergar a pessoa idosa como sujeito de direitos experiências e saberes e não como mero objeto de assistência ou cuidado FERREIRA HAJJ 2023 NETTO MONTEIRO 2008 Assim políticas públicas eficazes para o envelhecimento precisam ser multidimensionais e intersetoriais envolvendo saúde educação cultura urbanismo segurança pública tecnologia e participação social PINHEIRO et al 2018 MARTINS et al 2006 No Brasil o Estatuto da Pessoa Idosa Lei nº 107412003 representa um marco jurídico fundamental pois assegura direitos à saúde transporte lazer trabalho previdência social cultura e participação política BRASIL 2003 O Estatuto consagra a responsabilidade compartilhada do Estado da sociedade e da família na proteção integral da pessoa idosa determinando por exemplo a capacitação de profissionais de saúde para atender às especificidades da geriatria e da gerontologia MARTINS et al 2006 Contudo há ainda um longo caminho para sua plena implementação pois persistem desigualdades 7 regionais carência de serviços especializados ausência de políticas públicas integradas e a manutenção de estereótipos negativos sobre a velhice GIACOMIN FIRMO 2015 LEITE FUNCHAL et al 2010 Outro desafio crucial é lidar com a questão da incapacidade funcional Embora o envelhecimento esteja associado ao aumento de doenças crônicas e à maior necessidade de cuidados de longo prazo é equivocado reduzir a velhice à incapacidade Como destacam Giacomin e Firmo 2015 a saúde pública precisa incorporar a noção de funcionalidade e participação social em sua agenda reconhecendo que muitas limitações podem ser compensadas por recursos sociais tecnológicos ambientais e humanos permitindo que as pessoas idosas mantenham qualidade de vida De acordo com a Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde CIF da OMS saúde não é apenas ausência de doenças mas a capacidade de participar da vida em sociedade mesmo diante de condições crônicas WORLD HEALTH ORGANIZATION 2002 2015 Além dos aspectos físicos é fundamental considerar as dimensões subjetivas e simbólicas do envelhecimento Pesquisas indicam que a forma como a pessoa idosa percebe seu corpo sua saúde bucal sua imagem social e suas relações impacta fortemente sua qualidade de vida ARAÚJO et al 2014 A saúde bucal por exemplo vai muito além da questão clínica influenciando autoestima sexualidade interação social e até a adesão a práticas saudáveis ARAÚJO et al 2014 Paralelamente existe uma necessidade urgente de políticas públicas que enfrentem as desigualdades que tornam o envelhecimento tão desigual no Brasil GIACOMIN FIRMO 2015 Envelhecer portanto é uma questão social política e cultural Exige que a sociedade se reorganize para garantir direitos combater preconceitos e criar condições para que todos possam envelhecer com dignidade segurança e participação Isso inclui como apontam Martins et al 2006 preparar profissionais da saúde educadores arquitetos gestores públicos e toda a sociedade civil para atuar de forma ética integrada e cidadã construindo novos paradigmas de cuidado respeito e inclusão Afinal envelhecer não deve ser sinônimo de exclusão mas de continuidade de vida direitos e possibilidades Como afirma Chauí apud MARTINS et al 2006 ser velho é lutar para continuar sendo homem ou seja lutar para permanecer sujeito de sua própria história com autonomia e cidadania Assim falar em envelhecimento ativo não é apenas discutir números ou políticas setoriais é falar de justiça social de direitos humanos e da necessidade de reinventar a 8 sociedade para que o envelhecimento seja de fato uma etapa plena de sentido qualidade e participação Grandes Áreas do Conhecimento O desenvolvimento de projetos extensionistas no IESB faz parte do compromisso com uma educação transformadora que une teoria prática e impacto social Para facilitar a conexão entre os cursos e os temas trabalhados a cada semestre os cursos foram agrupados em grandes áreas do conhecimento Essa divisão não é rígida ou obrigatória ela existe apenas como ponto de partida para ajudar os estudantes a identificar afinidades metodologias comuns e campos de atuação compartilhados estimulando tanto projetos dentro de cada área quanto propostas interdisciplinares Cada grande área reúne cursos que compartilham perspectivas teóricas linguagens profissionais ou públicos semelhantes o que facilita a criação de projetos extensionistas coerentes realistas e com potencial de impacto social Ao mesmo tempo essa organização amplia a visão sobre o número de possibilidades existentes para explorar um tema mostrando que qualquer desafio social pode ser abordado por múltiplas lentes do conhecimento É importante lembrar que muitos cursos podem transitar entre diferentes áreas do saber já que suas competências dialogam com mais de um campo de atuação Ciências Sociais e Humanas que engloba cursos voltados ao estudo das relações sociais políticas jurídicas culturais e humanas Economia Criativa focada na criação de conteúdos culturais artísticos comunicacionais e produtos criativos Educação dedicada à formação de profissionais para atuar em diferentes espaços de ensino e aprendizagem Engenharia Produção e Construção voltada ao desenvolvimento de soluções técnicas tecnológicas e sustentáveis para o ambiente físico e urbano Gestão e Negócios responsável pela formação de profissionais para administrar recursos liderar pessoas e empreender Saúde e BemEstar comprometida com a promoção da saúde física mental emocional e social da população Tecnologia e Inovação que prepara profissionais para criar implementar e gerenciar soluções tecnológicas em diversos setores 9 Lembrese os textos dedicados a cada grande área que você encontrará a seguir não são regras ou limites mas sugestões para inspirar ideias e mostrar como o conhecimento de cada campo pode contribuir para transformar a realidade Muitos temas podem ser trabalhados por diferentes áreas dependendo do olhar e da abordagem de cada curso Projetos extensionistas podem e devem unir saberes de diferentes áreas sempre que isso enriquecer as propostas e oferecer soluções mais criativas e eficazes para enfrentar os desafios do mundo real Assim esperamos que esta organização por grandes áreas seja um ponto de partida para suas reflexões sem jamais restringir a liberdade acadêmica ou a criatividade que são marcas essenciais da Extensão Universitária no IESB Que este material sirva como guia e estímulo para o desenvolvimento dos seus projetos mas nunca como um limite para sua imaginação ou para o seu desejo de impactar positivamente a sociedade Ciências Sociais e Humanas O envelhecimento ativo no campo das Ciências Sociais e Humanas é um tema essencialmente interdisciplinar Ele não se limita aos aspectos biológicos ou médicos mas envolve direitos humanos cidadania participação política cultura espiritualidade relações sociais e justiça social Cursos como Serviço Social Psicologia Direito Ciência Política Relações Internacionais Segurança Pública e Teologia possuem grande relevância para compreender e intervir nesse fenômeno que impacta profundamente as sociedades contemporâneas No âmbito das Ciências Sociais e Humanas o envelhecimento ativo é tratado de forma ampla pois está profundamente ligado à maneira como as sociedades organizam suas estruturas políticas jurídicas econômicas culturais e afetivas Não é apenas o corpo que envelhece as relações sociais os direitos as instituições e as visões culturais também moldam como se vive a velhice seja como etapa de realização seja como fase de vulnerabilidade Com o aumento da longevidade surge o desafio de transformar o envelhecer em um período de dignidade inclusão e participação plena Um dos grandes campos de estudo e intervenção nessa área é o das relações sociais e da cidadania O envelhecimento expõe desigualdades sociais econômicas e culturais Muitas pessoas idosas enfrentam situações de pobreza exclusão social violência doméstica ou negligência especialmente aqueles que pertencem a grupos historicamente vulnerabilizados como mulheres pessoas negras ou indivíduos com baixa escolaridade O envelhecimento feminino por exemplo é marcado por um duplo preconceito o sexismo 10 somado ao etarismo resultando em desafios específicos na esfera social econômica e de saúde CORRÊA 2023 DEBERT 1994 O direito e a justiça social também são dimensões fundamentais Embora existam marcos legais importantes como o Estatuto do Idoso e políticas públicas voltadas à proteção social há ainda uma distância significativa entre o que está garantido em lei e o que se concretiza na prática Persistem dificuldades no acesso à justiça na efetivação de direitos e na fiscalização de violações como abusos patrimoniais negligência institucional ou violência psicológica A análise jurídica do envelhecimento ativo portanto precisa caminhar junto às políticas públicas e à prática social para garantir que direitos não fiquem apenas no papel HORVATH JÚNIOR QUEIROZ 2024 GONÇALVES 2025 No campo psicossocial o envelhecimento envolve processos subjetivos profundos A passagem para a velhice pode representar perdas de pessoas queridas de funções físicas ou de status social mas também pode trazer ganhos como liberdade para novos projetos tempo para atividades culturais e fortalecimento de vínculos familiares ou comunitários A qualidade das redes sociais a percepção de pertencimento e a participação social são fatores decisivos para a saúde mental e o bemestar Entretanto problemas como solidão e isolamento social seguem presentes e podem agravar quadros de ansiedade depressão ou mesmo aumentar o risco de suicídio entre pessoas idosas fenômeno que preocupa pelo seu crescimento e pelos fatores complexos que o alimentam incluindo doenças crônicas exclusão social e sofrimento psíquico CARNEIRO et al 2025 RODRIGUES 2023 Mas não se deve reduzir o envelhecimento apenas ao risco de adoecimento mental há também uma busca ativa por significado espiritualidade reinvenção de projetos de vida e participação social aspectos que fazem parte do envelhecimento ativo WHO 2020 TAVARES et al 2017 Outro ponto crucial é o planejamento social e político frente à inversão da pirâmide etária O envelhecimento populacional impacta a previdência as políticas públicas de saúde a assistência social a habitação e a mobilidade urbana A análise política precisa considerar não apenas dados demográficos mas também valores culturais possibilidades econômicas e o debate internacional já que envelhecer é um fenômeno global Estudos comparativos entre países ajudam a trazer ideias inovadoras e políticas mais eficazes CAMACHO et al 2025 No campo da segurança pública e social cresce a preocupação com a proteção dos direitos das pessoas idosas Violências contra pessoas idosas muitas vezes permanecem 11 invisíveis silenciosas ou naturalizadas incluindo agressões físicas violência psicológica abusos patrimoniais e golpes virtuais estes últimos aumentando com a digitalização da vida social ROMANO et al 2023 A área busca desenvolver estratégias de prevenção canais de denúncia e formas de garantir que as pessoas idosas não apenas vivam mais mas vivam com segurança e dignidade Além disso a dimensão cultural e espiritual do envelhecimento não pode ser ignorada Fé religiosidade espiritualidade e participação em grupos culturais ou artísticos são recursos fundamentais para o enfrentamento emocional e para a criação de laços sociais funcionando como redes de apoio essenciais que contribuem para a saúde mental e para o sentido de vida TAVARES et al 2017 Esses elementos fortalecem a resiliência e ajudam a transformar a velhice em uma etapa de realização e integração social As Ciências Sociais e Humanas portanto oferecem uma lente poderosa para compreender o envelhecimento ativo como um fenômeno que exige mudanças estruturais e culturais na sociedade Essa grande área possui um campo riquíssimo para desenvolver ações extensionistas seja na defesa de direitos no combate ao etarismo na formulação de políticas públicas eficazes no fortalecimento das redes comunitárias ou na promoção da saúde mental e do bemestar Mais do que tratar o envelhecimento como um problema social tratase de reconhecer a pessoa idosa como sujeito pleno de direitos saberes e possibilidades cuja qualidade de vida é um verdadeiro indicador de justiça e evolução social A grande área de Ciências Sociais e Humanas engloba cursos dedicados a compreender a sociedade as relações humanas e as estruturas culturais políticas e jurídicas que moldam a vida coletiva Cada curso com sua perspectiva específica oferece contribuições importantes para pensar desafios sociais culturais e econômicos do envelhecimento ativo e da inclusão social Os cursos que integram essa grande área estão Ciência Política Direito Psicologia Relações Internacionais Segurança Pública Serviço Social Teologia 12 Economia Criativa A Economia Criativa representa uma frente estratégica e inovadora para transformar profundamente a maneira como o envelhecimento é percebido e vivenciado na sociedade Esse setor possui a capacidade singular de criar narrativas produtos serviços e experiências que não apenas comunicam mas moldam o imaginário social sobre a velhice combatendo estereótipos que historicamente associaram envelhecer à decadência à inutilidade ou ao afastamento da vida pública e cultural De acordo com Teixeira et al 2021 o envelhecimento é atravessado por paradigmas culturais e midiáticos que historicamente construíram imagens pejorativas do corpo velho criando um pêndulo entre a invisibilidade e a superexposição marcada pelo culto à juventude Entretanto há hoje uma ruptura importante nesse cenário em que o envelhecimento começa a ser retratado também como espaço de criatividade sensualidade participação social e protagonismo Isso se observa por exemplo na emergência de influenciadores digitais maduros que reconfiguram espaços antes dominados apenas por corpos jovens e passam a ocupar redes sociais programas de TV cinema e publicidade mostrando que a vida após os 60 anos pode ser plena ativa e repleta de novas possibilidades MACHADO MOURA 2021 MOREIRA BEZERRA 2021 A mídia a publicidade o audiovisual e a moda têm papel decisivo na ressignificação da imagem social do envelhecimento Campos et al 2011 apontam que a imprensa brasileira ainda dedica pouco espaço às pessoas idosas perpetuando a invisibilidade dessa população Por outro lado estudos como o de Batista et al 2021 demonstram que quando bem trabalhados os meios de comunicação podem desconstruir estereótipos apresentando o envelhecimento como uma fase de conquistas sexualidade ativa engajamento político e social Essa mudança de olhar não é apenas simbólica ela impacta diretamente a autoestima o acesso a direitos e o sentimento de pertencimento social das pessoas idosas O design a moda e a gastronomia também se destacam na Economia Criativa aplicada ao envelhecimento A criação de roupas calçados objetos ou embalagens que considerem não apenas a estética mas também a ergonomia a legibilidade e a autonomia é uma estratégia fundamental para promover inclusão Gomes et al 2025 destacam por exemplo como alterações fisiológicas da pele impactam a autoestima feminina na velhice demonstrando a necessidade de produtos e comunicações específicas que respeitem e valorizem essas mudanças No mesmo sentido a pesquisa de Coelho 2018 mostra que a 13 estética dos pratos gastronômicos pode influenciar significativamente a percepção sensorial e o prazer de se alimentar na terceira idade o que se conecta diretamente à promoção de saúde e qualidade de vida Além disso a gastronomia é um campo fértil para trabalhar memórias afetivas elementos culturais e pertencimento identitário Lima e Luft 2023 identificaram na memória alimentar um espaço de emoções positivas reconstrução de identidade e preservação cultural A criação de experiências gastronômicas voltadas ao público idoso pode portanto promover saúde socialização e bemestar emocional elementos centrais do envelhecimento ativo A Economia Criativa também atua na produção de conteúdos culturais como filmes peças teatrais séries livros ou jogos digitais que retratem histórias reais de pessoas idosas abordando temas como envelhecimento ativo sexualidade direitos urbanismo inclusivo acessibilidade e novas configurações familiares Tais produções não apenas educam o público jovem e adulto sobre o envelhecimento mas oferecem às pessoas idosas novas formas de se verem representadas e integradas à sociedade Como destacam Santos et al 2024 a interseção entre cultura turismo arte e envelhecimento ativo pode gerar impacto econômico e social positivo criando nichos de mercado como o turismo sênior oficinas de arte intergeracionais e eventos culturais inclusivos Além disso iniciativas de animação sociocultural como descritas por Santos et al 2024 reforçam o papel da arte e da cultura como ferramentas de participação social promovendo não só diversão mas também educação para cidadania e preservação da memória coletiva Por fim a Economia Criativa está intimamente ligada à chamada Economia Prateada que envolve o desenvolvimento de produtos serviços e experiências pensados para as necessidades desejos e potencialidades das pessoas com 60 anos ou mais um mercado em franca expansão que movimenta trilhões de dólares no mundo todo CABRAL 2024 O campo criativo não apenas capta essa oportunidade econômica mas também assume uma responsabilidade social ao construir narrativas mais justas inclusivas e inspiradoras sobre o envelhecer Assim a Economia Criativa não apenas fala sobre envelhecimento mas interfere de maneira concreta na forma como ele é vivido percebido e desejado Tratase de uma área 14 estratégica para promover o envelhecimento ativo em todas as suas dimensões cultural social emocional estética e econômica consolidando o direito de envelhecer com dignidade e participação plena A grande área de Economia Criativa do IESB reúne cursos voltados para a criação de ideias conteúdos e produtos culturais artísticos e comunicacionais capazes de transformar percepções sociais e promover novas formas de expressão e inclusão Profissionais dessa área têm papel estratégico na forma como a sociedade enxerga o envelhecimento ajudando a combater estereótipos e criar novas narrativas sobre a velhice Entre os cursos que integram essa grande área estão Cinema e Mídias Digitais Design de Animação Design de Moda Design Gráfico Fotografia Gastronomia Jornalismo Marketing Digital Produção Audiovisual Publicidade e Propaganda Teatro Educação Na grande área da Educação o tema do envelhecimento ativo surge como um campo fundamental de reflexão e intervenção social Isso ocorre porque a educação é não apenas ferramenta de transformação cultural mas também um direito essencial em todas as fases da vida O envelhecimento não se limita a ser um processo biológico ou cronológico ele é social cultural psicológico e político e carrega implicações diretas sobre a forma como as pessoas idosas são vistas e se veem na sociedade Nesse sentido a Educação ocupa uma posição estratégica para promover o envelhecimento ativo combater estereótipos e construir sociedades mais inclusivas e intergeracionais DOLL et al 2015 OLIVEIRA et al 2009 Uma dimensão fundamental é a educação intergeracional que busca criar espaços onde pessoas jovens e idosas possam compartilhar experiências saberes e afetos desconstruindo preconceitos sobre a velhice A convivência entre gerações permite que o envelhecimento seja compreendido como parte natural e enriquecedora da vida humana além de preparar a sociedade para lidar com o aumento previsto da população idosa nas próximas décadas DOLL et al 2015 SILVAFERREIRA et al 2024 Essa abordagem não 15 apenas beneficia as pessoas idosas mas amplia a sensibilidade social de todas as idades criando bases para o respeito mútuo e a solidariedade A educação voltada diretamente às pessoas idosas também ganha relevância As Universidades Abertas da Terceira Idade UnATI por exemplo têm demonstrado impacto positivo na qualidade de vida de seus participantes elevando a autoestima ampliando redes sociais e fortalecendo o senso de propósito ADAMO et al 2017 Além disso há evidências de que a educação continuada contribui significativamente para o funcionamento cognitivo sensorial e para a manutenção da autonomia PASQUALOTTI et al 2012 OLIVEIRA et al 2009 Essa dimensão educativa vai além de conteúdos formais tratase de promover espaços de expressão criatividade e participação social Oficinas de memória escrita autobiográfica arte música e até gastronomia tornamse ferramentas pedagógicas que cultivam autonomia identidade e prazer de viver COELHO 2018 Outro aspecto crucial é a educação digital Em um mundo cada vez mais tecnológico incluir pessoas idosas nesse universo é fundamental para reduzir desigualdades ampliar o acesso a serviços estimular a autonomia e evitar o isolamento social Projetos de alfabetização digital ensinam desde o uso de aplicativos bancários e serviços de saúde online até a comunicação por redes sociais fortalecendo o sentimento de pertencimento das pessoas idosas à sociedade contemporânea SILVEIRA et al 2012 Essa inclusão porém precisa considerar as especificidades sensoriais e cognitivas do envelhecimento exigindo metodologias pedagógicas adequadas e sensíveis às necessidades desse público PASQUALOTTI et al 2012 A Educação também desempenha papel essencial na prevenção de fraudes e violência contra pessoas idosas especialmente fraudes financeiras Há relatos frequentes de golpes aplicados sobre aposentadorias cartões de crédito e contratos contra os quais a informação se torna arma poderosa Trabalhar temas como educação financeira letramento digital e direitos do consumidor contribui para proteger a autonomia e o patrimônio das pessoas idosas ROMANO et al 2023 Além disso a área educacional está diretamente ligada à construção de novas narrativas sociais sobre o envelhecimento A mídia a literatura o cinema e outras expressões culturais possuem força pedagógica significativa capazes de influenciar imaginários sociais e consequentemente atitudes Ao promover imagens positivas do envelhecimento mostrar pessoas idosas como protagonistas de suas histórias e ressaltar suas capacidades a educação 16 contribui para o combate ao etarismo um dos preconceitos ainda profundamente arraigados em nossa cultura DOLL et al 2015 MACHADO MOURA 2021 A educação na terceira idade porém não é apenas benefício individual ela traz repercussões sociais amplas Pessoas idosas mais instruídas tendem a se manter socialmente engajadas menos dependentes e a ocupar espaços de decisão na comunidade colaborando para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva OLIVEIRA et al 2009 ADAMO et al 2017 Para além do assistencialismo a educação é reconhecida como caminho para a cidadania o empoderamento e a produção de sentido para a vida Por tudo isso a Educação se revela um pilar indispensável na promoção do envelhecimento ativo seja para oferecer oportunidades de aprendizagem continuada às pessoas idosas seja para educar a sociedade a perceber o envelhecimento como etapa rica digna e merecedora de respeito Tratase de um campo fértil para o desenvolvimento de projetos extensionistas capazes de integrar gerações valorizar saberes e contribuir efetivamente para a qualidade de vida de toda a comunidade Na grande área de Educação do IESB a formação de professores educadores e profissionais ligados ao conhecimento humano está no centro das atenções com cursos que valorizam o ensino a aprendizagem e o desenvolvimento integral das pessoas Essa área oferece caminhos importantes para criar sociedades mais inclusivas preparar gerações para conviver intergeracionalmente e valorizar o papel da educação ao longo da vida também no envelhecimento ativo Entre os cursos que integram essa grande área estão História Letras Língua Portuguesa Matemática Pedagogia Engenharia Produção e Construção A grande área de Engenharia Produção e Construção ocupa papel estratégico no debate sobre envelhecimento ativo pois é justamente ela que transforma ideias em espaços produtos e sistemas concretos que moldam o cotidiano da população idosa Diversos estudos mostram que o ambiente construído é um dos maiores determinantes da autonomia segurança e qualidade de vida na velhice FERREIRA 2005 BARRETO 2012 MACHADO et al 2006 17 Um dos aspectos mais evidentes dessa relação é a mobilidade urbana Com o avanço da idade alterações físicas e sensoriais reduzem equilíbrio força muscular visão e audição afetando profundamente a capacidade das pessoas idosas de circular pelas cidades Barreto 2012 demonstra que mesmo em grandes centros urbanos muitas pessoas idosas ainda se deslocam a pé ou utilizam transporte público mas percebem a cidade como pouco acessível insegura e cheia de obstáculos Calçadas irregulares sinalizações visuais inadequadas falta de rampas e ausência de pontos de descanso transformam tarefas simples como ir ao mercado ou à farmácia em verdadeiras barreiras arquitetônicas e sociais MAGAGNIN et al 2018 FERREIRA 2005 Nesse contexto a Engenharia Civil e o Urbanismo têm o enorme desafio de projetar cidades amigas de pessoas idosas o que significa planejar ruas calçadas praças e sistemas de transporte público que considerem ergonomia acessibilidade segurança e conforto térmico tudo integrado ao convívio social Machado et al 2006 destacam por exemplo a importância de pensar bairros e comunidades não apenas sob o ponto de vista físico mas também social favorecendo o envelhecimento no lugar onde as pessoas sempre viveram e evitando a segregação da velhice em áreas isoladas O conceito de habitar precisa ir além das paredes da residência envolve a vizinhança o bairro e toda a cidade Dentro das edificações a adequação dos espaços residenciais é igualmente crucial Estudos sobre habitação e envelhecimento mostram que a maioria das pessoas idosas prefere permanecer em suas casas pelo maior tempo possível mas para isso precisam de ambientes adaptáveis Pisos antiderrapantes boa iluminação banheiros acessíveis móveis ergonômicos e tecnologias de automação podem fazer toda a diferença para manter autonomia e prevenir acidentes MACHADO et al 2006 TOMASINI 2005 Além disso há uma crescente necessidade de repensar estruturas residenciais coletivas como lares de pessoas idosas ou residências assistidas de modo a garantir não só funcionalidade e segurança mas também estética agradável privacidade e possibilidades de convívio social MACHADO et al 2006 A automação residencial surge como outra fronteira importante Sistemas inteligentes de iluminação sensores de queda assistentes virtuais para controle de aparelhos domésticos ou lembretes de medicação representam tecnologias com grande potencial para apoiar a independência funcional na velhice Entretanto como lembram Ferreira 2005 e Tomasini 2005 tais soluções precisam ser projetadas considerando as limitações sensoriais cognitivas e motoras do envelhecimento para não se tornarem barreiras tecnológicas em vez de auxílio 18 No campo da produção e construção surgem também desafios relativos ao desenho universal princípio segundo o qual ambientes produtos e serviços devem ser planejados para todas as pessoas independentemente da idade ou condição funcional A gerontologia ambiental área que estuda a interação da pessoa idosa com o ambiente físico e social destaca que soluções inclusivas não beneficiam apenas quem envelhece mas tornam espaços mais confortáveis e seguros para toda a população TOMASINI 2005 MAGAGNIN et al 2018 Além das questões arquitetônicas há implicações econômicas e sociais profundas O envelhecimento populacional traz transformações ao mercado de trabalho da construção civil exigindo profissionais capazes de projetar espaços inclusivos e sustentáveis A adaptação de edifícios existentes por exemplo é tema recorrente na literatura pois em muitos contextos é mais viável reformar do que construir do zero Machado et al 2006 alertam que os recursos públicos são escassos e soluções eficientes muitas vezes passam por intervenções pontuais em habitações antigas garantindo acessibilidade e conforto sem grandes custos estruturais Outro ponto crítico é a relação entre ambiente físico e saúde pública Barreto 2012 demonstra que a mobilidade urbana está diretamente ligada ao acesso a serviços de saúde lazer prática de atividade física e participação social pilares do envelhecimento ativo Sem espaços urbanos seguros bem projetados e acolhedores a pessoa idosa tende a se isolar o que acarreta problemas físicos e emocionais como depressão perda de massa muscular e declínio funcional Portanto a grande área de Engenharia Produção e Construção não se limita a erguer prédios ou pavimentar ruas ela constrói cidadania qualidade de vida e dignidade para o envelhecimento Tratase de integrar técnica estética funcionalidade e sensibilidade social reconhecendo que envelhecer é um direito que precisa ser garantido também pelo ambiente onde vivemos O envelhecimento ativo só será plenamente alcançado em sociedades cujos espaços públicos e privados sejam verdadeiramente inclusivos seguros e estimulantes para todas as idades Na grande área de Engenharia Produção e Construção do IESB profissionais são preparados para transformar ideias em espaços produtos e sistemas concretos contribuindo para melhorar a infraestrutura a mobilidade e a qualidade de vida nas cidades e nos ambientes onde as pessoas vivem Cada curso com suas especificidades desenvolve soluções técnicas 19 sustentáveis e inovadoras essenciais também para atender às necessidades de uma sociedade que envelhece Entre os cursos que integram essa grande área estão Arquitetura e Urbanismo Automação Industrial Design de Interiores Engenharia Civil Engenharia Elétrica Gestão da Produção Industrial Gestão e Negócios A área de Gestão e Negócios ocupa um papel central em uma sociedade que envelhece de forma acelerada O prolongamento da expectativa de vida não impacta apenas o sistema previdenciário e as políticas públicas ele redefine padrões de consumo dinâmicas do mercado de trabalho e estratégias empresariais O envelhecimento populacional tornou se hoje uma questão de gestão estratégica inovação e responsabilidade social exigindo respostas rápidas e eficazes de organizações públicas e privadas FERREIRA 2015 COSTA 2025 No âmbito da gestão organizacional destacase o desafio de prolongar a vida ativa e produtiva dos trabalhadores Ainda persiste no imaginário empresarial a ideia de que profissionais mais velhos são menos produtivos ou apresentam menor capacidade de adaptação tecnológica Pesquisas revelam que embora gestores reconheçam o valor da experiência acumulada muitas empresas ainda carecem de políticas concretas para retenção treinamento e valorização da força de trabalho mais madura PINTO 2015 CEPELLOS 2013 Para que o envelhecimento ativo seja realidade também no mundo do trabalho é necessário adotar medidas como horários flexíveis ergonomia nos postos de trabalho programas de atualização profissional mentorias intergeracionais e estratégias que combatam o etarismo institucional Ao mesmo tempo o envelhecimento da população cria novas oportunidades econômicas sintetizadas no conceito de silver economy que reúne produtos e serviços pensados para atender às necessidades e desejos desses consumidores Esse mercado em franca expansão abrange desde tecnologias assistivas e serviços de saúde personalizados até turismo sênior produtos de lazer educação continuada e moda inclusiva COSTA 2025 A compreensão dos perfis de consumo desse público é decisiva pessoas idosas tendem a valorizar qualidade clareza de informações e confiança nas marcas aspectos nem sempre 20 considerados nas estratégias tradicionais de marketing BERNARDES QUEIROZ et al 2018 O campo financeiro também requer atenção especial O envelhecimento implica maior demanda por consultoria em planejamento patrimonial gestão previdenciária seguros produtos bancários adaptados e mecanismos que previnam fraudes Romano et al 2023 destacam que pessoas idosas estão entre os principais alvos de golpes financeiros o que exige soluções claras e acessíveis além de estratégias educativas que empoderem consumidores maduros a proteger seus direitos Na dimensão da gestão pública os impactos são igualmente significativos O aumento da longevidade pressiona orçamentos previdenciários sistemas de saúde programas de moradia e políticas de mobilidade urbana As administrações públicas precisam desenvolver indicadores específicos para monitorar a qualidade de vida da população idosa alocar recursos de forma planejada e criar políticas que favoreçam a participação social a autonomia e o envelhecimento digno SPANEVELLO et al 2017 Além disso em contextos rurais o referido autor esclarece que o envelhecimento apresenta particularidades o êxodo dos jovens e a falta de sucessão familiar em pequenas propriedades geram riscos econômicos e desafios sociais que demandam soluções intersetoriais Outro aspecto fundamental é a necessidade de inovação em modelos de negócios socialmente responsáveis Organizações que investem em ambientes inclusivos produtos e serviços pensados para todas as idades e estratégias de comunicação que respeitem a diversidade etária não apenas ampliam sua base de consumidores mas também fortalecem sua legitimidade social Ao adotar práticas de responsabilidade social corporativa as empresas desempenham um papel decisivo na redução das desigualdades e na valorização da pessoa idosa como profissional consumidora e cidadã FERREIRA 2015 CAMACHO et al 2025 Dessa forma a área de Gestão e Negócios trata de reconhecer o envelhecimento como um fenômeno transformador que desafia antigos paradigmas e cria demandas por inovação ética e eficiência Assim o envelhecimento ativo é um vetor de transformação econômica que redefine as prioridades da gestão contemporânea Assim a área de Gestão e Negócios do IESB reúne diversos cursos que cada um com suas especificidades contribuem para entender e transformar as dinâmicas econômicas sociais e organizacionais da sociedade 21 Profissionais formados nesses cursos desenvolvem competências para planejar liderar empreender gerir recursos e criar soluções inovadoras em ambientes públicos e privados capacidades essenciais para lidar com os desafios e oportunidades que surgem em um mundo em constante mudança Esses conhecimentos são fundamentais também para pensar estratégias que envolvam o envelhecimento ativo seja na economia no mercado de trabalho nas políticas públicas ou na inclusão social e produtiva das pessoas idosas Entre os cursos que integram essa grande área estão Administração Ciências Contábeis Ciências Econômicas Empreendedorismo Gestão Comercial Gestão da Produção Industrial Gestão de Eventos Gestão de Marketing Gestão de Negócios e Inovação Gestão de Pessoas e Equipes Gestão de Recursos Humanos Gestão de Redes Sociais Gestão de Segurança Privada Gestão de Serviços Jurídicos Gestão do Agronegócio Gestão Financeira Gestão Hospitalar Gestão Pública Logística Mercado Financeiro e de Capitais Processos Gerenciais Secretariado Saúde e BemEstar A área de Saúde e BemEstar ocupa posição central no debate sobre o envelhecimento ativo Viver mais hoje significa buscar qualidade autonomia e participação social e não apenas prolongar a existência biológica Contudo atingir esse ideal implica reconhecer que envelhecer envolve transformações físicas cognitivas emocionais e sociais exigindo estratégias integradas de cuidado prevenção e promoção da saúde WHO 2002 MENEZES FIGUEIREDO 2007 No campo da saúde física o envelhecimento traz alterações fisiológicas naturais como perda de massa muscular redução da densidade óssea alterações cardiovasculares e metabólicas Entretanto pesquisas mostram que essas mudanças podem ser significativamente retardadas ou mitigadas por hábitos saudáveis A prática regular de atividades físicas como caminhadas musculação leve dança natação ou ginástica para todos está associada à manutenção da força do equilíbrio da autonomia funcional e até da saúde 22 cognitiva MORENO TSUKAMOTO 2018 WHO 2015 Pessoas idosas fisicamente ativas têm menor risco de quedas fraturas doenças crônicas e complicações decorrentes do sedentarismo WHO 2002 MENEZES FIGUEIREDO 2007 Além disso manter uma alimentação equilibrada é fundamental para o envelhecimento saudável Uma dieta rica em fibras vitaminas minerais e pobre em sódio açúcares e gorduras saturadas ajuda a prevenir e controlar doenças crônicas como diabetes hipertensão osteoporose e alterações no colesterol muito comuns na população idosa Uma boa nutrição também preserva a força muscular essencial para evitar quedas e manter a autonomia funcional pilares do envelhecimento ativo Nesse cenário a odontologia exerce papel crucial já que problemas bucais como perda de dentes doenças gengivais ou próteses mal ajustadas podem prejudicar a mastigação e levar muitas vezes a pessoa idosa a evitar alimentos saudáveis porém mais fibrosos ou consistentes substituindoos por opções menos nutritivas Isso pode gerar deficiências nutricionais que afetam não apenas a saúde física mas também a imunidade o humor e a disposição para atividades sociais Além de garantir uma boa alimentação a saúde bucal preserva a fala a autoestima e a interação social aspectos fundamentais para o bemestar emocional e a qualidade de vida ARAÚJO et al 2014 No âmbito da saúde mental a velhice apresenta desafios importantes Embora seja comum associar envelhecimento a declínio cognitivo e depressão estudos demonstram que muitas pessoas idosas mantêm suas funções cognitivas preservadas desde que se mantenham socialmente ativas mentalmente estimuladas e emocionalmente amparadas TEIXEIRA et al 2016 BRITO et al 2018 A sensação de pertencimento o engajamento em grupos sociais oficinas culturais ou programas intergeracionais ajuda a prevenir quadros de isolamento depressão e até mesmo o risco de suicídio fenômeno que infelizmente apresenta taxas crescentes nessa faixa etária WHO 2002 BONGANHA et al 2018 Outro aspecto fundamental é o bemestar subjetivo que envolve não apenas a ausência de doenças mas a percepção pessoal de qualidade de vida satisfação sentido de propósito e felicidade MENEZES FIGUEIREDO 2007 Há pessoas idosas que mesmo enfrentando doenças crônicas ou limitações físicas relatam altos níveis de bemestar quando possuem apoio social autonomia e oportunidades de participação comunitária WHO 2002 LIMA et al 2008 23 O cuidado com a saúde na velhice não pode se restringir ao modelo exclusivamente biomédico É necessário abranger também a dimensão psicossocial respeitando as representações culturais de envelhecimento gênero e saúde pois as concepções que as pessoas têm sobre o que é ser idoso influenciam diretamente sua adesão a tratamentos autocuidado e busca por serviços de saúde TEIXEIRA et al 2002 COELHO et al 2016 Homens por exemplo muitas vezes retardam a procura por cuidados médicos pois associam envelhecer à perda de virilidade ou força o que exige abordagens específicas e sensíveis COELHO et al 2016 Outro desafio relevante é o cuidado das pessoas idosas mais frágeis O aumento da longevidade eleva o número de pessoas que convivem com doenças crônicas limitações funcionais e riscos de isolamento social A sobrecarga das famílias cuidadoras é uma questão recorrente e exige estratégias de apoio institucional capacitação profissional e políticas públicas que reconheçam o cuidado como uma responsabilidade compartilhada entre Estado sociedade e famílias LEITE FUNCHAL et al 2010 WHO 2002 No Brasil a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa e o Estatuto da Pessoa Idosa representam avanços importantes mas sua implementação ainda enfrenta desafios seja pela falta de infraestrutura seja pelo desconhecimento ou preconceito em relação ao envelhecimento LEITE FUNCHAL et al 2010 A integração entre saúde pública atenção básica e serviços especializados precisa ser reforçada para garantir que a pessoa idosa tenha acesso a cuidados preventivos reabilitação atendimento domiciliar e suporte psicossocial Assim a área de Saúde e BemEstar não se limita ao tratamento de doenças mas envolve ações integradas para garantir qualidade de vida dignidade e participação social ao longo do processo de envelhecimento Tratase de promover condições para que as pessoas idosas vivam mais e melhor com saúde física mental e social preservadas em um contexto de respeito inclusão e reconhecimento de seus direitos como cidadãos plenos Nesse contexto a grande área de Saúde e BemEstar do IESB reúne diversos cursos que cada um com suas especificidades contribuem para promover a qualidade de vida a prevenção de doenças o cuidado integral e o bemestar físico mental e social das pessoas Profissionais formados nesses cursos atuam em áreas como promoção da saúde educação em saúde estética atividade física nutrição equilibrada cuidados terapêuticos e saúde bucal todos aspectos fundamentais para um envelhecimento ativo e digno Entre os cursos que integram essa grande área estão 24 Biomedicina Educação Física Enfermagem Estética e Cosmética Farmácia Nutrição Odontologia Terapia Ocupacional Tecnologia e Inovação A área de Tecnologia e Inovação desempenha papel fundamental no desafio contemporâneo de promover o envelhecimento ativo O avanço da expectativa de vida redefine não apenas necessidades médicas ou sociais mas também as formas de interação comunicação e participação da pessoa idosa na sociedade digital Como apontam Pasqualotti 2008 e Páscoa e Gil 2019 envelhecimento e tecnologia estão intrinsecamente conectados pois viver mais anos significa habitar um mundo cada vez mais tecnológico o que impõe barreiras mas também oferece inúmeras possibilidades de inclusão autonomia e bemestar Um dos grandes potenciais dessa área reside na criação de tecnologias assistivas que podem variar desde dispositivos simples como aplicativos que ampliam textos ou gerenciam lembretes de medicação até sistemas complexos de automação residencial capazes de prevenir quedas controlar iluminação ou monitorar condições de saúde à distância Essas soluções possibilitam que pessoas idosas permaneçam mais tempo em suas casas com segurança retardando ou evitando a necessidade de institucionalização PÁSCOA GIL 2019 Além da dimensão prática a tecnologia é um poderoso instrumento no combate ao isolamento social fator de risco amplamente documentado para a saúde física e mental das pessoas idosas PASQUALOTTI 2008 Internet redes sociais aplicativos de mensagens e plataformas de vídeo permitem à pessoa idosa manter laços sociais criar novas redes de apoio e participar ativamente de comunidades mesmo diante de limitações físicas ou mobilidade reduzida Pasqualotti 2008 observa que embora ainda persistam preconceitos sobre uma suposta resistência das pessoas idosas às tecnologias muitas delas demonstram interesse e entusiasmo em aprender desde que a abordagem pedagógica seja adequada às suas necessidades cognitivas sensoriais e emocionais Outro aspecto relevante está na inclusão digital e na educação continuada onde a tecnologia atua como ferramenta de aprendizagem memória e desenvolvimento pessoal A 25 experiência com oficinas de informática narrada por Pasqualotti 2008 demonstra que o envolvimento com ambientes digitais aumenta a autoestima amplia horizontes culturais e favorece a participação social da pessoa idosa Nesse contexto surgem também inovações como o storytelling digital que além de estimular memória e cognição fortalece a identidade cultural e social das pessoas idosas contribuindo significativamente para o envelhecimento ativo COSTA et al 2016 Há também o crescente uso das Tecnologias da Informação e Comunicação TICs no acompanhamento da saúde seja por meio de telemedicina aplicativos de monitoramento de sinais vitais ou plataformas de gestão de doenças crônicas Segundo Páscoa e Gil 2019 essas tecnologias oferecem às pessoas idosas maior autonomia e segurança além de otimizar recursos de sistemas públicos e privados de saúde Entretanto os autores alertam que é fundamental considerar as limitações sensoriais cognitivas e motoras do envelhecimento no design dessas soluções sob risco de excluírem justamente quem mais precisa delas Outro campo promissor é o desenvolvimento de ambientes virtuais interativos capazes de estimular relações interpessoais promover atividades cognitivas e oferecer espaços de lazer O ciberespaço segundo Pasqualotti 2008 é um lugar legítimo de socialização mas para ser verdadeiramente inclusivo precisa ser pensado para acolher as particularidades da experiência do envelhecer desde a interface visual até a linguagem utilizada nas plataformas Por fim a tecnologia também exerce papel estratégico no combate ao etarismo pois pode ser utilizada para construir narrativas positivas sobre o envelhecimento valorizar a participação social da pessoa idosa e divulgar informações que desmistifiquem estereótipos Campanhas digitais jogos educativos conteúdos audiovisuais e aplicativos culturais são ferramentas poderosas para estimular uma sociedade mais intergeracional e inclusiva PASQUALOTTI 2008 PÁSCOA GIL 2019 Assim a grande área de Tecnologia e Inovação não se limita a desenvolver ferramentas digitais ela transforma a forma como a sociedade compreende acolhe e integra o envelhecimento É uma área capaz de garantir que viver mais signifique viver melhor com dignidade segurança autonomia e participação ativa em todos os espaços sociais Nesse contexto a grande área de Tecnologia e Inovação do IESB reúne diversos cursos que cada um com suas especificidades contribuem para transformar essas 26 possibilidades em realidade Profissionais formados nesses cursos desenvolvem sistemas inteligentes analisam grandes volumes de dados criam jogos digitais protegem informações e projetam redes e dispositivos que facilitam a vida das pessoas Todos esses conhecimentos podem ser aplicados para criar soluções tecnológicas que promovam autonomia segurança e participação social para a população idosa Cursos que integram essa grande área Análise e Desenvolvimento de Sistemas Banco de Dados e Armazenamento de Big Data Big Data e Inteligência Analítica Ciência da Computação Ciência de Dados e Inteligência Artificial Engenharia de Computação Engenharia de Software Internet das Coisas Jogos Digitais Redes de Computadores Segurança da Informação Sistemas de Informação 27 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS A extensão universitária do IESB está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS da ONU um conjunto de 17 metas globais estabelecidas na Agenda 2030 para enfrentar os desafios mais urgentes do mundo como pobreza desigualdade mudanças climáticas e falta de acesso à educação Esses objetivos adotados por todos os Estadosmembros das Nações Unidas em 2015 fornecem uma base sólida para os projetos desenvolvidos pelos estudantes orientando suas ações para o impacto social e sustentável Os 17 objetivos são 1 Erradicação da Pobreza Acabar com a pobreza em todas as suas formas em todos os lugares 2 Fome Zero e Agricultura Sustentável Acabar com a fome alcançar a segurança alimentar e melhorar a nutrição 3 Saúde e BemEstar Assegurar uma vida saudável e promover o bemestar para todos em todas as idades 4 Educação de Qualidade Garantir educação inclusiva equitativa e de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida 5 Igualdade de Gênero Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas 6 Água Potável e Saneamento Garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento 28 7 Energia Limpa e Acessível Garantir o acesso à energia barata confiável sustentável e moderna 8 Trabalho Decente e Crescimento Econômico Promover o crescimento econômico sustentado inclusivo e sustentável emprego pleno e produtivo 9 Indústria Inovação e Infraestrutura Construir infraestrutura resiliente promover a industrialização inclusiva e sustentável 10 Redução das Desigualdades Reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles 11 Cidades e Comunidades Sustentáveis Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos seguros resilientes e sustentáveis 12 Consumo e Produção Responsáveis Garantir padrões de consumo e de produção sustentáveis 13 Ação Contra a Mudança Global do Clima Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos 14 Vida na Água Conservar e usar de forma sustentável os oceanos mares e os recursos marinhos 15 Vida Terrestre Proteger recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres 16 Paz Justiça e Instituições Eficazes Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável 17 Parcerias e Meios de Implementação Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável 18 Igualdade ÉtnicoRacial Promover a equidade entre diferentes grupos étnicoraciais garantindo oportunidades justas e inclusão no desenvolvimento sustentável1 No IESB os projetos de extensão são desenhados de maneira a contribuir diretamente para o cumprimento dos ODS Isso significa que ao escolher uma trilha de extensão e desenvolver seu projeto você estará atuando em áreas que promovem justiça social sustentabilidade saúde educação e muito mais Ao participar desses projetos você estará não apenas cumprindo com a carga horária de extensão exigida pelo curso mas também atuando como um agente de mudança global alinhado às metas da ONU para um mundo mais justo e sustentável 1 O ODS 18 foi adotado voluntariamente pelo Brasil como um compromisso adicional à Agenda 2030 da ONU com foco na promoção da igualdade étnicoracial 29 Objetivo 3 Saúde e bemestar Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos 31 Até 2030 reduzir a taxa de mortalidade materna global para menos de 70 mortes por 100000 nascidos vivos 32 Até 2030 acabar com as mortes evitáveis de recémnascidos e crianças menores de 5 anos com todos os países objetivando reduzir a mortalidade neonatal para pelo menos 12 por 1000 nascidos vivos e a mortalidade de crianças menores de 5 anos para pelo menos 25 por 1000 nascidos vivos 33 Até 2030 acabar com as epidemias de AIDS tuberculose malária e doenças tropicais negligenciadas e combater a hepatite doenças transmitidas pela água e outras doenças transmissíveis 34 Até 2030 reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis via prevenção e tratamento e promover a saúde mental e o bemestar 35 Reforçar a prevenção e o tratamento do abuso de substâncias incluindo o abuso de drogas entorpecentes e uso nocivo do álcool 36 Até 2020 reduzir pela metade as mortes e os ferimentos globais por acidentes em estradas 37 Até 2030 assegurar o acesso universal aos serviços de saúde sexual e reprodutiva incluindo o planejamento familiar informação e educação bem como a integração da saúde reprodutiva em estratégias e programas nacionais 30 38 Atingir a cobertura universal de saúde incluindo a proteção do risco financeiro o acesso a serviços de saúde essenciais de qualidade e o acesso a medicamentos e vacinas essenciais seguros eficazes de qualidade e a preços acessíveis para todos 39 Até 2030 reduzir substancialmente o número de mortes e doenças por produtos químicos perigosos contaminação e poluição do ar e água do solo 3a Fortalecer a implementação da ConvençãoQuadro para o Controle do Tabaco em todos os países conforme apropriado 3b Apoiar a pesquisa e o desenvolvimento de vacinas e medicamentos para as doenças transmissíveis e não transmissíveis que afetam principalmente os países em desenvolvimento proporcionar o acesso a medicamentos e vacinas essenciais a preços acessíveis de acordo com a Declaração de Doha que afirma o direito dos países em desenvolvimento de utilizarem plenamente as disposições do acordo TRIPS sobre flexibilidades para proteger a saúde pública e em particular proporcionar o acesso a medicamentos para todos 3c Aumentar substancialmente o financiamento da saúde e o recrutamento desenvolvimento e formação e retenção do pessoal de saúde nos países em desenvolvimento especialmente nos países menos desenvolvidos e nos pequenos Estados insulares em desenvolvimento 3d Reforçar a capacidade de todos os países particularmente os países em desenvolvimento para o alerta precoce redução de riscos e gerenciamento de riscos nacionais e globais de saúde 31 Objetivo 8 Trabalho decente e crescimento econômico Promover o crescimento econômico sustentado inclusivo e sustentável emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todas e todos 81 Sustentar o crescimento econômico per capita de acordo com as circunstâncias nacionais e em particular um crescimento anual de pelo menos 7 do produto interno bruto PIB nos países menos desenvolvidos 82 Atingir níveis mais elevados de produtividade das economias por meio da diversificação modernização tecnológica e inovação inclusive por meio de um foco em setores de alto valor agregado e dos setores intensivos em mão de obra 83 Promover políticas orientadas para o desenvolvimento que apoiem as atividades produtivas geração de emprego decente empreendedorismo criatividade e inovação e incentivar a formalização e o crescimento das micro pequenas e médias empresas inclusive por meio do acesso a serviços financeiros 84 Melhorar progressivamente até 2030 a eficiência dos recursos globais no consumo e na produção e empenharse para dissociar o crescimento econômico da degradação ambiental de acordo com o Plano Decenal de Programas sobre Produção e Consumo Sustentáveis com os países desenvolvidos assumindo a liderança 85 Até 2030 alcançar o emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todas as mulheres e homens inclusive para os jovens e as pessoas com deficiência e remuneração igual para trabalho de igual valor 32 86 Até 2020 reduzir substancialmente a proporção de jovens sem emprego educação ou formação 87 Tomar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado acabar com a escravidão moderna e o tráfico de pessoas e assegurar a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil incluindo recrutamento e utilização de criançassoldado e até 2025 acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas 88 Proteger os direitos trabalhistas e promover ambientes de trabalho seguros e protegidos para todos os trabalhadores incluindo os trabalhadores migrantes em particular as mulheres migrantes e pessoas em empregos precários 89 Até 2030 elaborar e implementar políticas para promover o turismo sustentável que gera empregos e promove a cultura e os produtos locais 810 Fortalecer a capacidade das instituições financeiras nacionais para incentivar a expansão do acesso aos serviços bancários de seguros e financeiros para todos 8a Aumentar o apoio da Iniciativa de Ajuda para o Comércio Aid for Trade para os países em desenvolvimento particularmente os países menos desenvolvidos inclusive por meio do Quadro Integrado Reforçado para a Assistência Técnica Relacionada com o Comércio para os países menos desenvolvidos 8b Até 2020 desenvolver e operacionalizar uma estratégia global para o emprego dos jovens e implementar o Pacto Mundial para o Emprego da Organização Internacional do Trabalho OIT 33 Objetivo 11 Cidades e comunidades sustentáveis Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos seguros resilientes e sustentáveis 111 Até 2030 garantir o acesso de todos à habitação segura adequada e a preço acessível e aos serviços básicos e urbanizar as favelas 112 Até 2030 proporcionar o acesso a sistemas de transporte seguros acessíveis sustentáveis e a preço acessível para todos melhorando a segurança rodoviária por meio da expansão dos transportes públicos com especial atenção para as necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade mulheres crianças pessoas com deficiência e idosos 113 Até 2030 aumentar a urbanização inclusiva e sustentável e as capacidades para o planejamento e gestão de assentamentos humanos participativos integrados e sustentáveis em todos os países 114 Fortalecer esforços para proteger e salvaguardar o patrimônio cultural e natural do mundo 115 Até 2030 reduzir significativamente o número de mortes e o número de pessoas afetadas por catástrofes e substancialmente diminuir as perdas econômicas diretas causadas por elas em relação ao produto interno bruto global incluindo os desastres relacionados à água com o foco em proteger os pobres e as pessoas em situação de vulnerabilidade 116 Até 2030 reduzir o impacto ambiental negativo per capita das cidades inclusive prestando especial atenção à qualidade do ar gestão de resíduos municipais e outros 34 117 Até 2030 proporcionar o acesso universal a espaços públicos seguros inclusivos acessíveis e verdes particularmente para as mulheres e crianças pessoas idosas e pessoas com deficiência 11a Apoiar relações econômicas sociais e ambientais positivas entre áreas urbanas periurbanas e rurais reforçando o planejamento nacional e regional de desenvolvimento 11b Até 2020 aumentar substancialmente o número de cidades e assentamentos humanos adotando e implementando políticas e planos integrados para a inclusão a eficiência dos recursos mitigação e adaptação às mudanças climáticas a resiliência a desastres e desenvolver e implementar de acordo com o Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres 20152030 o gerenciamento holístico do risco de desastres em todos os níveis 11c Apoiar os países menos desenvolvidos inclusive por meio de assistência técnica e financeira para construções sustentáveis e resilientes utilizando materiais locais 35 Hora de Refletir O envelhecimento é um processo natural da vida mas envelhecer com qualidade autonomia e participação social é um direito de todos O envelhecimento ativo propõe uma visão positiva dessa etapa valorizando saúde bemestar participação segurança e dignidade Porém há muitos desafios para garantir que todas as pessoas envelheçam de forma plena Pensando nisso convidamos você a refletir sobre algumas questões fundamentais Reserve um momento para pensar sobre essas perguntas e perceba como o envelhecimento ativo impacta não só a vida individual mas também a sociedade ao seu redor O que significa envelhecer de forma ativa e saudável Você conhece pessoas idosas que vivem de forma ativa O que as motiva Quais desafios existem para manter saúde bemestar e participação social na velhice A sociedade valoriza as contribuições das pessoas idosas Que preconceitos ou estereótipos ainda existem sobre envelhecer Como podemos mudar isso Envelhecer é sempre sinônimo de doença ou limitação Ou é possível ter saúde e autonomia Quais hábitos ajudam a manter corpo e mente saudáveis na velhice Existe diferença entre envelhecer na cidade e no campo Em que aspectos Por que a educação continua importante na velhice E o que é educação intergeracional Você conhece projetos culturais ou artísticos que envolvem pessoas idosas Pessoas idosas devem ou podem continuar trabalhando se desejarem O mercado está preparado para isso O que é a silver economy e como pode beneficiar tanto a sociedade quanto as pessoas idosas Como a tecnologia pode melhorar a qualidade de vida e a autonomia na velhice Existe preconceito sobre o uso de tecnologia por pessoas idosas Como superar isso O que podemos fazer para tornar as cidades mais amigáveis às pessoas idosas 36 Agora que você refletiu sobre essas questões COMO PODEMOS AGIR PARA TRANSFORMAR ESSA REALIDADE Sugestões de Projetos O tema busca explorar soluções criativas para promover o envelhecimento ativo garantindo que as pessoas idosas possam viver com qualidade autonomia e participação plena na sociedade É uma oportunidade de valorizar saberes e experiências combater estereótipos ampliar o acesso a serviços e direitos e construir comunidades mais inclusivas e intergeracionais Aqui estão algumas opções de projetos para explorar o tema de forma prática e impactante Trilha Comunitária Ciências Sociais e Humanas Rodas de conversa sobre cidadania e participação social na terceira idade Encontros intergeracionais para troca de experiências Oficinas sobre direitos e prevenção à violência contra pessoas idosas Economia Criativa Exposições culturais com histórias de vida de pessoas idosas Oficinas de arte comunitária para protagonismo sênior Registro de saberes tradicionais com participação de pessoas idosas Educação Oficinas para retorno de pessoas idosas à educação formal ou informal Rodas de leitura intergeracionais Oficinas educativas sobre direitos e cidadania Engenharia Produção e Construção Mapeamento de barreiras urbanas para pessoas idosas Mutirão para adaptações residenciais acessíveis Oficinas sobre adaptações simples em casa Gestão e Negócios Palestras sobre planejamento financeiro na terceira idade Grupos de prevenção a golpes financeiros em pessoas idosas Encontros sobre transição de carreira para aposentadoria 37 Tecnologia e Inovação Oficinas de alfabetização digital para pessoas idosas Grupos de apoio ao uso seguro de redes sociais Atividades sobre segurança digital para pessoas idosas Saúde e BemEstar Oficinas de movimento para prevenção de quedas de pessoas idosas Grupos de apoio emocional para pessoas idosas Campanhas educativas sobre alimentação saudável na terceira idade Orientação sobre saúde bucal e nutrição para pessoas idosas Grupos de caminhada e socialização para pessoas idosas Trilha de Empreendedorismo Ciências Sociais e Humanas Consultoria jurídica para pessoas idosas empreendedoras Cursos sobre direitos trabalhistas na terceira idade Economia Criativa Oficinas de artesanato e design para geração de renda Desenvolvimento de produtos culturais por pessoas idosas Criação de marcas voltadas ao público sênior Educação Cursos rápidos de finanças pessoais para pessoas idosas Materiais educativos para capacitação de pessoas idosas empreendedoras Engenharia Produção e Construção Negócios voltados a reformas acessíveis para pessoas idosas Consultoria em design universal para empreendedores locais Gestão e Negócios Oficinas sobre planejamento financeiro seguro na aposentadoria Capacitação para empreendedorismo 60 Desenvolvimento de modelos de negócios para o público idoso 38 Tecnologia e Inovação Startups de tecnologia assistiva para pessoas idosas Aplicativos voltados à saúde e bem estar na terceira idade Consultoria tecnológica para negócios prateados Saúde e BemEstar Empreendimentos de serviços de saúde voltados à terceira idade Criação de academias ou estúdios de movimento adaptados para pessoas idosas Desenvolvimento de produtos nutricionais específicos para pessoas idosas Trilha de Inovação e Criatividade Ciências Sociais e Humanas Podcasts ou vídeos com histórias de vida de pessoas idosas Campanhas midiáticas para valorizar o envelhecimento Economia Criativa Produtos criativos pensados por pessoas idosas para pessoas idosas Conteúdos culturais sobre envelhecimento ativo Jogos digitais educativos para pessoas idosas Educação Materiais didáticos sobre envelhecimento ativo Clubes de leitura intergeracionais Oficinas de contação de histórias para pessoas idosas e crianças Engenharia Produção e Construção Protótipos de casas inteligentes para pessoas idosas Mobiliário urbano inclusivo para pessoas idosas Design de interiores adaptados para pessoas idosas Gestão e Negócios Campanhas de marketing inclusivas para o público 60 Aplicativos para organização financeira de pessoas idosas 39 Tecnologia e Inovação Oficinas de introdução à tecnologia digital para pessoas idosas Dispositivos que ampliem a independência de pessoas idosas Tecnologias assistivas acessíveis para autonomia na velhice Realidade virtual para memória e socialização em pessoas idosas Saúde e BemEstar Criação de apps de monitoramento de saúde para pessoas idosas Desenvolvimento de produtos ergonômicos para conforto físico Programas de ginástica cerebral para pessoas idosas Design de cardápios saudáveis e adaptados às necessidades da terceira idade Trilha de Pesquisa Ciências Sociais e Humanas Estudos sobre políticas públicas para envelhecimento ativo Levantamento sobre violência contra pessoas idosas Pesquisa sobre participação política de pessoas idosas Economia Criativa Análise da mídia sobre representações da velhice Pesquisa sobre consumo cultural de pessoas idosas Estudos sobre memória afetiva e patrimônio cultural Educação Impacto da educação continuada na autonomia de pessoas idosas Aprendizagem como prevenção ao isolamento social Pesquisa sobre alfabetização digital para pessoas idosas Engenharia Produção e Construção Acessibilidade urbana e qualidade de vida de pessoas idosas Habitação adaptada e bemestar na velhice Análise de projetos urbanos inclusivos para pessoas idosas Gestão e Negócios Mercado prateado e consumo 60 Estudo sobre mercado de trabalho e pessoas idosas Levantamento sobre desafios econômicos na aposentadoria 40 Tecnologia e Inovação Barreiras digitais enfrentadas por pessoas idosas Impacto das tecnologias na autonomia de pessoas idosas Uso de redes sociais por pessoas idosas e percepções de risco Saúde e BemEstar Estudo sobre prevalência de doenças crônicas em pessoas idosas Pesquisa sobre saúde mental e bem estar subjetivo na velhice Levantamento sobre hábitos alimentares e qualidade de vida em pessoas idosas Avaliação da efetividade de programas de atividade física para pessoas idosas Considerações Finais O envelhecimento ativo não diz respeito apenas a viver mais tempo mas sobretudo a viver melhor com saúde dignidade autonomia e participação plena na sociedade Tratase de um conceito que rompe com antigas visões limitadas da velhice que muitas vezes associavam essa fase exclusivamente a perdas doenças ou isolamento Envelhecer ativamente significa reconhecer que as pessoas idosas continuam sendo agentes sociais culturais econômicos e políticos carregando saberes experiências e capacidades que são fundamentais para a construção de sociedades mais justas e sustentáveis Ao longo deste material refletimos sobre os desafios impostos pelo envelhecimento populacional e sobre as imensas possibilidades que se abrem quando olhamos para essa realidade com sensibilidade ciência e compromisso social O mundo está mudando rapidamente e a inversão da pirâmide etária exige que toda a sociedade se reorganize para garantir direitos combater preconceitos e criar condições para que todas as pessoas envelheçam com segurança respeito e qualidade de vida Os projetos de extensão que vocês poderão desenvolver a partir deste tema têm um potencial transformador extraordinário Não se trata apenas de cumprir uma etapa acadêmica mas de gerar impacto direto na vida de milhares de pessoas São oportunidades para promover o acesso ao conhecimento fortalecer redes comunitárias valorizar a experiência de vida de pessoas idosas combater o etarismo e construir ambientes sociais urbanos culturais digitais e econômicos verdadeiramente inclusivos E tudo isso em alinhamento com os ODS que apontam para a urgência de reduzir desigualdades garantir 41 saúde e bemestar promover trabalho digno e construir comunidades resilientes e acessíveis para todas as idades O desafio que está colocado para vocês estudantes é também uma oportunidade única É hora de colocar em prática suas competências acadêmicas criatividade empatia e capacidade de inovação Queremos que pensem criticamente sobre a realidade ao seu redor que investiguem problemas concretos que ouçam as vozes das pessoas idosas e que sejam capazes de propor soluções reais e transformadoras Embora este material ofereça muitas sugestões de projetos lembremse sempre vocês não precisam se limitar a essas ideias A essência da extensão universitária está na liberdade de imaginar criar e propor novas formas de transformar a realidade Usem os artigos de referência que disponibilizamos mas vão além deles busquem novos dados conversem com especialistas conheçam instituições e dialoguem com a comunidade O envelhecimento ativo é sem dúvida um tema essencial para o futuro do Brasil e do mundo Ele nos obriga a pensar em como queremos envelhecer não apenas individualmente mas coletivamente Tratase de um convite para repensar nossas cidades nossas instituições nossos serviços nossas relações sociais e até mesmo nossa cultura É um chamado para promovermos uma sociedade mais intergeracional onde crianças jovens adultos e pessoas idosas possam conviver aprender uns com os outros e construir juntos um mundo mais solidário inclusivo e humano Este tema reforça o compromisso do IESB em formar não apenas profissionais qualificados mas cidadãos conscientes éticos e comprometidos com o desenvolvimento sustentável Os projetos desenvolvidos ao longo do semestre têm a força de transformar comunidades mas também de preparar cada um de vocês para enfrentar os grandes desafios globais aqueles que exigem visão ampla sensibilidade social e a coragem de inovar Por meio da valorização da experiência do estímulo à autonomia do respeito aos direitos e do desenvolvimento de soluções criativas voltadas à população idosa a extensão curricularizada se consolida como uma ferramenta extraordinária para a construção de uma sociedade mais justa solidária e preparada para os desafios do envelhecimento Que cada um de vocês em suas áreas de estudo e atuação possa ser protagonista nesse movimento transformador deixando sua marca na história e contribuindo para um futuro mais humano para todos 42 Referências NAÇÕES UNIDAS Objetivos de Desenvolvimento Sustentável Disponível em httpswwwunorgsustainabledevelopment ADAMO L A et al A educação na terceira idade e seus impactos psicossociais Revista Brasileira de Educação Continuada v 8 n 1 p 4558 2017 ARAÚJO M E et al Saúde bucal e envelhecimento qualidade de vida e implicações sociais Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 17 n 3 p 575583 2014 AREOSA S V S A velhice olhares sobre corpo memória e identidade Revista Kairós Gerontologia v 11 n 2 p 6581 2008 BARRETO S R Mobilidade urbana e envelhecimento desafios para cidades inclusivas Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais v 14 n 1 p 4358 2012 BATISTA A et al O idoso na mídia representações sociais e envelhecimento ativo Revista Comunicação Mídia e Consumo v 18 n 53 p 7395 2021 BERNARDES QUEIROZ A et al Marketing e a economia prateada desafios e oportunidades Revista Brasileira de Marketing v 17 n 2 p 5875 2018 BONGANHA L A et al Envelhecimento e vulnerabilidade ao suicídio reflexões para a saúde coletiva Saúde e Sociedade v 27 n 3 p 468487 2018 BRASIL Lei n 10741 de 1º de outubro de 2003 Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências Diário Oficial da União Brasília DF 03 out 2003 BRITO T R P et al Saúde e bemestar subjetivo em idosos fatores associados Revista de Saúde Pública v 52 n 23 p 19 2018 CABRAL L M Economia prateada oportunidades e desafios para o mercado brasileiro Revista de Gestão e Negócios v 21 n 2 p 4562 2024 CAMACHO L et al Políticas públicas e envelhecimento populacional perspectivas comparadas Revista de Políticas Públicas v 29 n 2 p 87104 2025 CARNEIRO M et al Redes sociais e saúde mental na velhice Revista Brasileira de Psicologia v 25 n 1 p 1528 2025 CEPELLOS V M O envelhecimento da força de trabalho e os desafios da gestão empresarial Revista Administração em Foco v 5 n 2 p 4457 2013 COELHO J A L de O comportamento alimentar na terceira idade aspectos sensoriais e emocionais Dissertação Mestrado em Ciências da Nutrição Universidade Federal de Pernambuco Recife 2018 COELHO T et al Representações sociais do envelhecimento masculino desafios para a saúde pública Ciência Saúde Coletiva v 21 n 12 p 37953804 2016 43 CORRÊA M M A feminização do envelhecimento e os desafios do combate ao etarismo no Brasil Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 26 n 1 p 112 2023 COSTA A P et al Storytelling digital na terceira idade memória identidade e participação Revista Brasileira de Comunicação v 15 n 3 p 233248 2016 COSTA R O envelhecimento populacional e a silver economy no Brasil Revista Brasileira de Economia v 79 n 1 p 2542 2025 DEBERT G G A reinvenção da velhice socialização e processos de reprivatização do envelhecimento São Paulo EDUSP 1994 DOLL J et al Educação intergeracional e envelhecimento ativo Revista Brasileira de Educação v 20 n 60 p 643658 2015 FERREIRA M Envelhecimento ativo perspectivas interdisciplinares Revista Brasileira de Gerontologia v 8 n 2 p 123138 2005 FERREIRA R F HAJJ C O envelhecimento populacional e os desafios contemporâneos Revista Brasileira de Ciências Sociais v 38 n 113 p 118 2023 GIACOMIN K C FIRMO J O envelhecimento no Brasil questões culturais e sociais Revista Brasileira de Epidemiologia v 18 n 4 p 953957 2015 GOMES L A et al Alterações fisiológicas da pele na velhice e autoestima feminina Revista Brasileira de Dermatologia v 100 n 1 p 2329 2025 GONÇALVES S R Direitos da pessoa idosa no Brasil conquistas e desafios Revista Jurídica Brasileira v 31 n 2 p 5578 2025 HORVATH JÚNIOR J QUEIROZ V Políticas públicas e envelhecimento ativo no Brasil Revista Direito e Sociedade v 10 n 1 p 1533 2024 LEITE FUNCHAL M F et al O Estatuto do Idoso e os desafios de sua implementação Revista de Saúde Pública v 44 n 3 p 522530 2010 LIMA M L et al O envelhecimento saudável e os determinantes sociais de saúde Revista Saúde em Debate v 32 n 78 p 4655 2008 LIMA P R LUFT T A memória alimentar na velhice entre tradição e identidade Revista Brasileira de Nutrição Cultural v 12 n 1 p 922 2023 MAGAGNIN K et al Acessibilidade urbana e envelhecimento desafios para cidades sustentáveis Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais v 20 n 1 p 7592 2018 MARTINS R M et al Estatuto do Idoso desafios para sua efetivação Revista Serviço Social Sociedade v 85 p 113126 2006 MENEZES FIGUEIREDO A Envelhecimento funcionalidade e saúde Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 10 n 2 p 181196 2007 44 MENDES E Envelhecimento ativo e políticas públicas no Brasil Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 23 n 1 p 4355 2020 MOREIRA L BEZERRA C A representação midiática da velhice nas redes sociais Revista Comunicação e Sociedade v 43 n 2 p 155171 2021 MORENO R S TSUKAMOTO A A importância da atividade física para o envelhecimento ativo Revista Brasileira de Atividade Física Saúde v 23 n 2 p 8998 2018 NETTO J P MONTEIRO S M O envelhecimento populacional e os direitos humanos Revista de Serviço Social v 7 n 1 p 2134 2008 OLIVEIRA A M et al Educação e envelhecimento contribuições para a qualidade de vida Revista Brasileira de Educação v 14 n 41 p 373386 2009 PASQUALOTTI A M Envelhecimento e inclusão digital desafios e oportunidades Revista Kairós Gerontologia v 11 n 2 p 163178 2008 PASQUALOTTI A M et al Educação digital e envelhecimento ativo Revista Brasileira de Educação v 17 n 52 p 95109 2012 PINHEIRO R S et al Transição demográfica e envelhecimento populacional no Brasil projeções e desafios Revista Brasileira de Epidemiologia v 21 supl 2 p e180006 2018 PÁSCOA I et al GIL H Tecnologias para o envelhecimento ativo oportunidades e limites Revista Portuguesa de Saúde Pública v 37 n 2 p 132142 2019 ROMANO M et al Violência financeira contra idosos no Brasil análise jurídica e social Revista de Direito e Sociedade v 14 n 2 p 7894 2023 SANTOS R M et al Turismo cultura e envelhecimento ativo intersecções e desafios Revista Brasileira de Turismo e Sociedade v 19 n 4 p 98117 2024 SILVAFERREIRA M et al Educação intergeracional e envelhecimento ativo Revista Brasileira de Educação v 29 n 94 p 334350 2024 SILVEIRA R M et al A alfabetização digital de idosos caminhos e desafios Revista Kairós Gerontologia v 15 n 3 p 135150 2012 SOUSA A C et al Atividade física e envelhecimento impactos na saúde e funcionalidade Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 14 n 1 p 2535 2011 SPANEVELLO R M et al Envelhecimento no meio rural desafios sociais e econômicos Revista de Política Social e Desenvolvimento v 12 n 2 p 93112 2017 TAVARES D M S et al Espiritualidade fé e envelhecimento ativo Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia v 20 n 2 p 251262 2017 TEIXEIRA I N et al Educação saúde mental e envelhecimento Revista Brasileira de Educação v 21 n 64 p 623640 2016 45 TOMASINI N M A arquitetura inclusiva e o envelhecimento ativo Revista de Arquitetura e Urbanismo v 9 n 2 p 6779 2005 WORLD HEALTH ORGANIZATION WHO Active ageing a policy framework Geneva WHO 2002 WORLD HEALTH ORGANIZATION WHO World report on ageing and health Geneva WHO 2015 WORLD HEALTH ORGANIZATION WHO Ageing and health Geneva WHO 2020 1 DISCIPLINA PROJETO DE EXTENSÃO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR ORIENTAÇÕES PROJETO O projeto tem como objetivo estimular o desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis para enfrentar desafios sociais econômicos ou ambientais sempre alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS e ao tema norteador definido para o semestre Será realizado em grupo e corresponde ao conjunto de atividades desenvolvidas ao longo da trilha de aprendizagem na Plataforma Interativa que constitui a base principal para a avaliação formativa da disciplina O projeto deve ser desenvolvido de forma clara organizada e tecnicamente fundamentada contemplando a identificação e a caracterização do problema ou desafio social econômico ou ambiental que se pretende abordar com base em dados evidências ou informações contextuais que justifiquem sua relevância É indispensável que haja uma fundamentação teórica sólida embasada em referências atualizadas e confiáveis que sustente a proposta e demonstre a compreensão crítica do tema O projeto deve também definir de maneira precisa o públicoalvo detalhando seu perfil localização contexto social e os critérios utilizados para sua seleção Deve apresentar uma descrição das ações ou atividades previstas incluindo as metodologias a serem aplicadas o cronograma básico os recursos necessários e as eventuais parcerias envolvidas Além disso é essencial a projeção dos resultados esperados e dos impactos sociais que o projeto pretende gerar Todos esses aspectos devem ser apresentados de forma técnica objetiva e fundamentada respeitando as normas acadêmicas vigentes com redação clara correta e adequada à linguagem formal exigida no âmbito da educação superior Para que o projeto possa alcançar pontuação é obrigatório que esteja totalmente concluído o que implica a realização de 100 da trilha de aprendizagem na Plataforma 2 Interativa assegurando o desenvolvimento integral da proposta Além disso o projeto deve estar em plena conformidade com o tema norteador do semestre evidenciando de maneira clara sua vinculação tanto no conteúdo quanto na proposta apresentada É permitido que a proposta explore subtemas ou abordagens específicas desde que essa relação com o tema central esteja explicitamente indicada ao longo de todo o trabalho É também obrigatória a utilização do recurso de geolocalização devendo a localização registrada corresponder de forma precisa à comunidade estudada e descrita no projeto Critérios Avaliativos Projeto PROJETO 1 Estrutura e Apresentação do Projeto 15 Avalia a organização textual a clareza da comunicação e a apresentação geral do projeto Título e Objetividade Verifica se o título é claro criativo e relevante Coesão Coerência e Qualidade da Linguagem Analisa a clareza das ideias estrutura e correção gramatical Alinhamento com os ODS Avalia se a proposta dialoga de forma explícita com um ou mais ODS indicados 2 Pesquisa e Justificativa 20 Avalia o embasamento do projeto com base em dados e referências que sustentem as ações propostas Fundamentação Teórica e Dados Verifica a profundidade e relevância da pesquisa realizada Justificativa das Ações Analisa se as ações propostas são coerentes com os dados levantados 3 Análise e Impacto na Comunidade 20 Avalia a compreensão da realidade local e o potencial transformador do projeto Descrição da Comunidade Impactada Verifica se há uma caracterização detalhada da comunidade É obrigatório o uso correto do recurso de geolocalização e a localização registrada deve corresponder com à comunidade estudada e descrita no projeto Identificação do Problema Avalia a clareza e profundidade no diagnóstico do problema social enfrentado Projeção do Impacto Mede o alcance e relevância das mudanças sociais esperadas com a execução do projeto 4 Solução e Implementação 25 Avalia a qualidade e viabilidade da proposta de solução apresentada Proposta de Solução Verifica se a proposta resolve o problema de forma prática e inovadora Detalhamento e Viabilidade das Ações Avalia se as ações estão bem estruturadas com cronograma recursos e etapas claras Criatividade e Adaptação ao Contexto Considera a originalidade e a adequação da proposta às condições reais da comunidade 3 Como parte integrante do projeto os estudantes deverão elaborar um vídeo pitch que deverá apresentar de forma clara objetiva e atrativa a essência da proposta desenvolvida incluindo os principais elementos do projeto e o impacto social esperado Esse vídeo representa um instrumento essencial para a comunicação eficaz do trabalho realizado pois permite sintetizar informações complexas de maneira acessível e visualmente estimulante Nele esperase que os estudantes demonstrem domínio sobre o conteúdo capacidade de síntese e criatividade utilizando estratégias que envolvam o público e transmitam de forma convincente a relevância da proposta e o potencial transformador das ações planejadas Além disso o vídeo pitch deve evidenciar não apenas o problema identificado e a solução proposta mas também a forma como essa intervenção está alinhada ao tema norteador do semestre e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS destacando a contribuição social do projeto para a comunidade envolvida Duração de 3 a 5 minutos Conteúdo excedente não será avaliado Formato Livre Pode ser utilizado vários recursos fala direta slides animações imagens entrevistas legendas inteligência artificial e avatares como exemplos O importante é transmitir bem a proposta Seja criativo e explore diferentes formas de apresentação evite gravar apenas o seu rosto durante todo o vídeo buscando tornar a comunicação mais dinâmica e atrativa Capa do Vídeo Deve conter o logotipo do IESB nome do projeto da trilha do professor responsável da disciplina Projeto de Extensão na Educação Superior nome completo e matrícula dos integrantes Conteúdo Qual é a comunidade estudada Apresente suas características localização e contexto social Qual é o problema que o projeto pretende resolver Qual a solução proposta e por que ela é relevante Quem será beneficiado e qual o impacto esperado Qualidade Técnica A gravação deve prezar por boa qualidade de áudio e vídeo garantindo que falas legendas ou textos sejam claros e compreensíveis 4 Direitos Autorais Ao utilizar imagens músicas ou materiais de terceiros é obrigatório respeitar os direitos autorais citando as fontes ou empregando conteúdos livres de restrições Acessibilidade Recomendase a inclusão de legendas para promover acessibilidade Participação Não é obrigatório que todos os integrantes apareçam ou falem no vídeo sendo facultativo ao grupo definir a melhor forma de apresentação Envio Link público Google Drive ou equivalente Links com acesso restrito resultarão em nota zero Critérios Avaliativos Projeto PROJETO 5 Vídeo Pitch 20 O vídeo pitch apresenta a proposta do projeto Clareza e Objetividade Avalia se a apresentação é clara concisa e bem estruturada transmitindo a mensagem de forma eficaz Apresentação do Problema e da Solução Analisa se o problema abordado é bem explicado sua importância para a sociedade e se há embasamento para justificar a necessidade da solução proposta Proposta de Solução Verifica se a solução apresentada é viável inovadora e bem desenvolvida demonstrando como resolve o problema identificado Impacto Social e Beneficiários Mede o potencial de impacto do projeto identificando os beneficiários e os efeitos positivos esperados Expressão e Engajamento Considera a desenvoltura do apresentador entonação postura e capacidade de prender a atenção do público Qualidade Técnica Avalia aspectos como áudio vídeo iluminação e edição garantindo que o pitch seja compreensível e bem produzido Atenção Na P1 você desenvolve o projeto em grupo na Plataforma Interativa seguindo todas as etapas previstas na trilha de aprendizagem e atendendo aos critérios obrigatórios como a conclusão de 100 da trilha a vinculação ao tema norteador do semestre e o uso da geolocalização O projeto é avaliado pela própria plataforma conforme 5 os critérios estabelecidos Para evitar a necessidade de realizar a PS é fundamental que você cumpra integralmente as exigências da P1 e observe atentamente os feedbacks do professor Na PS deve ser iniciado um novo projeto seguindo novamente todos os procedimentos estabelecidos na P1 incluindo a formação ou atualização do grupo É permitido utilizar o conteúdo previamente elaborado na P1 desde que sejam realizados os ajustes indicados pelo docente no processo de feedback com o objetivo de corrigir eventuais inadequações complementar etapas não concluídas ou aprimorar a qualidade do projeto de modo a atender plenamente aos critérios de avaliação definidos para a disciplina Além disso na PS será obrigatória a entrega do Relatório Analítico individual no qual você deve descrever e analisar o projeto que criou na plataforma e pesquisar um projeto social já existente relacionado ao tema norteador para comparálos e propor melhorias O Relatório Analítico deve ser postado no AVA Blackboard dentro do prazo estabelecido e deve seguir as orientações específicas disponibilizadas na pasta de orientações