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Projeção Psíquica A projeção psiquica é um dos mecanismos de defesa mais conhecidos da psicanlise criado por Sigmundo Freud A projeção psiquica acontece de forma inconscience ou seja sem o sujeito perceber que isto esta acontecendo Nesse processo o sujeito coloca nos outros sentimentos ou desejos que ele tem mas não quer reconher em si porque são errados ou perigosos Por exemplo se alguem sente raiva ou inveja mas nao quer admitir isso isso pode acabar dizendo que os outros é que estao com raiva ou sao invejoso como se esse sentiment nao fosse dele mas sim do outro FREUD 2010 Para Bergeret a projeçao psiquica é uma forma de defesa serve para proteger a mente o ego de pensamentos e sentimentos que causariam dor se a pessoa percebesse que vêm dela mesma Mesmo que isso ajude por um tempo a projeção atrapalha a forma como a pessoa vê a realidade e prejudica os relacionamentos com os outros Nas amizades na família ou no amor pode causar confusões brigas e acusações sem sentido Quando a pessoa joga para fora de si o que está guardado e não aceita ela não consegue se conhecer de verdade e não cresce emocionalmente BERGERET 2005 Para Jung a projeção também é muito importante na Psicologia Analítica Ela está ligada à ideia de sombra que são as partes da nossa personalidade que a gente não quer enxergar ou aceitar Jung explica que para a pessoa crescer de verdade e se conhecer melhor processo de individuação ela precisa perceber e entender essas projeções Isso significa assumir que aquilo que ela achava que era dos outros na verdade é dela Só assim a pessoa pode aumentar sua consciência e ficar mais equilibrada por dentro JUNG 2013 Signo Símbolo e Sinal na Psicanálise Para Lacan os conceitos de signo símbolo e sinal possuem significados específicos que ajudam a compreender a linguagem do inconsciente e os processos psíquicos ajudam a entender como funciona o inconsciente e a mente O sinal é uma indicação direta e simples como um alerta geralmente ligada a uma resposta condicionada como por exemplo quando sentimos dor o corpo esta dando o sinal o alerta Mas o sinal pode indicar também um conflito interno algo mais profundo O signo representa outra coisa ou remete a outra coisa como palavras ou imagens que usadas ou usamos para referir se a algo como casa por exemplo este é o signo que usamos ou ousa se para referir se do lugar onde mora Signo funcionando como uma de se comunicar podendo ser combinada representação que pode ser arbitrária ou convencionada como na linguagem verbal LACAN 1978 Para Sugmund Freud símbolo é muito importante na psicanálise porque tem uma carga emocional forte e pode ter vários significados ao mesmo tempo Diferente do signo o símbolo não substitui algo de forma direta Ele está ligado ao inconsciente e representa desejos medos e lembranças escondidas pois tem uma carga emocional e múltiplos significados que ultrapassam a simples relação de substituição signo Remete ao inconsciente e está ligado a desejos conflitos e experiências reprimidas Parta Freud os símbolos são uma forma de linguagem do inconsciente que manifestam ou aparecem em sonhos sintomas e na arte e são uma forma da mente mostrar o que foi reprimido ou seja o que a pessoa tentou esquecer ou esconder de si mesma Por isso o símbolo é essencial indispensável no processo de análise porque ajuda a entender e resolver conflitos internos FREUD 1996 O Conceito de Complexo na Psicologia O termo complexo é um dos pilares da psicologia analítica e foi desenvolvido por Carl Gustav Jung embora tenha raízes na psicanálise freudiana Os complexos são estruturas inconscientes que influenciam o comportamento as emoções e as atitudes dos indivíduos mesmo sem que eles tenham plena consciência disso O conceito surgiu das observações de Jung por meio de testes de associação de palavras nos quais ele identificou reações emocionais que indicavam a presença de núcleos psíquicos inconscientes Freud também já havia formulado ideias semelhantes em sua teoria do inconsciente Os complexos podem manifestarse por meio de reações emocionais intensas sonhos simbólicos lapsos de memória ou padrões de comportamento repetitivos Eles atuam de forma autônoma e influenciam diretamente o cotidiano do indivíduo Freud descreveu o Complexo de Édipo como fundamental para a formação da personalidade sendo uma fase em que a criança manifesta desejo pelo genitor do sexo oposto e rivalidade com o do mesmo sexo Esse complexo seria o núcleo de muitas neuroses adultas FREUD 1905 1923 Jung ampliou a noção de complexo considerando que estes poderiam ser positivos ou negativos dependendo da forma como são integrados à psique consciente Para ele os complexos são expressões do inconsciente pessoal conectadas a arquétipos do inconsciente coletivo JUNG 1957 1960 Adler introduziu o conceito de complexo de inferioridade que se refere à sensação de insuficiência frente às exigências da vida Esse sentimento pode motivar o indivíduo a buscar superação ou leválo a compensações exageradas ADLER 1927 Função Transcendente na Psicanálise A funçao transcente é um conceito importante para Psicologia Analitica desenvolvido por Carl Gustav Jung mas com relação ideias e estudos do médico psiquiatra Eugen Bleuler o qual foi um dos primeiros a falar sobre psicanálise conhecido por ter criado o termo esquizofrenia também foi um dos primeiros a estudar o que ele chamou de ambivalência ou seja a presença de sentimentos contrários ao mesmo tempo como amor e ódio por uma mesma pessoa ou situação De forma simples a função transcendente é o nome dado ao processo que permite à mente unir ideias e sentimentos opostos como por exemplo querer mudar mas ter medo da mudança Em vez de escolher um lado ou outro a função transcendente escolhe uma nova saída ou solução interna não elimina nenhum dos lados do conflito e sim o integra os algo novo e equilibrado A ideias principais de Bleuler deram Jung a percepção de que essa ambivalência interna não precisava ser vista como um problema ou doença mas sim como parte do desenvolvimento psíquico da pessoa Com isso ele desenvolveu a ideia de que ao invés de reprimir um dos lados do conflito como na psicanálise freudiana a mente poderia encontrar um caminho de integração entre os opostos e a isso ele chamou de função transcendente Essa ideia ajudou Jung a pensar que o ser humano não precisa esconder ou lutar contra essas diferenças internas mas sim tentar entender e unir esses lados diferentes Foi assim que Jung começou a desenvolver a ideia da função transcendente que ajuda a pessoa a crescer por dentro JUNG 2011 Já na psicanálise Freud acreditava que os conflitos da mente eram resolvidos por meio de repressão ou sublimação ou seja a pessoa escondia o desejo ou transformava ele em algo aceitável como arte ou trabalho Jung inspirado em Bleuler seguiu por outro caminho Ele pensava que quando existe um conflito interno a mente pode criar um novo sentido algo que junte os dois lados e ajude a pessoa a seguir em frente Bleuler também estudou pessoas com esquizofrenia e mostrou que a mente tem formas diferentes de pensar e sentir o que inspirou Jung a valorizar o papel do inconsciente e dos símbolos BLEULER 1911 Por isso a função transcendente é uma maneira que a mente encontra para ligar o consciente e o inconsciente Ela ajuda a pessoa a lidar com seus sentimentos medos e dúvidas e faz parte do caminho de autoconhecimento que Jung chamou de individuação Freud também falou mesmo que de forma indireta sobre algo parecido com a função transcendente Ele explicou que os conflitos internos da mente que ficam escondidos no inconsciente podem ser resolvidos quando a pessoa começa a tomar consciência deles Isso acontece por exemplo por meio da interpretação dos sonhos e do que ele chamou de transferência quando o paciente transfere sentimentos antigos para o terapeuta Esses processos ajudam a trazer à tona os sentimentos e desejos reprimidos ou seja aquilo que a pessoa esconde de si mesma Quando isso acontece fica mais fácil entender e resolver o conflito emocional FREUD 1996 Na psicanálise embora o termo tenha origem na Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung a função transcendente pode ser entendida como um mecanismo semelhante à elaboração psíquica que possibilita a superação das tensões internas e a transformação do sofrimento em crescimento Ela promove uma reorganização interna que favorece a harmonia entre as partes conflitantes da psique abrindo espaço para a criação de novos sentidos e significados HOPKINS 2001 Persona Sombra Anima e Animus na Psicologia Analítica Na Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung os arquétipos da persona sombra anima e animus constituem estruturas fundamentais da organização da psique A persona representa a máscara social que o ego constrói para se adequar às normas e expectativas coletivas Apesar de útil o excesso de identificação com a persona pode gerar alienação e perda de autenticidade JUNG 2013 A sombra abarca os aspectos da personalidade que são rejeitados ou reprimidos pela consciência muitas vezes por serem considerados inaceitáveis ou ameaçadores Esses conteúdos inconscientes são frequentemente projetados sobre outras pessoas gerando distorções perceptivas e conflitos interpessoais A integração da sombra embora desconfortável é indispensável para o crescimento emocional e o equilíbrio psíquico EDINGER 2004 Os arquétipos de anima aspecto feminino no homem e animus aspecto masculino na mulher representam imagens inconscientes que influenciam os relacionamentos e o desenvolvimento psicológico A integração dessas figuras internas é necessária para a individuação promovendo o equilíbrio entre os polos masculino e feminino da psique e fortalecendo a relação com o self STEIN 1998 Referências ADLER A O conhecimento do homem São Paulo Cultrix 1927 FREUD S Três ensaios sobre a teoria da sexualidade Rio de Janeiro Imago 1905 FREUD S O ego e o id Rio de Janeiro Imago 1923 FREUD Sigmund O ego e o id In Obras completas volume 19 São Paulo Companhia das Letras 2010 FREUD Sigmund A interpretação dos sonhos 5 ed Rio de Janeiro Imago 1996 JUNG C G Psicologia do inconsciente Petrópolis Vozes 1957 JUNG C G Estrutura e dinâmica da psique Petrópolis Vozes 1960 JUNG C G Aion estudos sobre o simbolismo do simesmo 7 ed Petrópolis Vozes 2013 JUNG Carl Gustav O homem e seus símbolos Rio de Janeiro Nova Fronteira 2013 EDINGER Edward F Ego e arquétipo individuação e o self na psicologia analítica de Jung São Paulo Cultrix 2004 STEIN M Jung o mapa da alma São Paulo Cultrix 2006 STEIN Murray Jungs map of the soul an introduction Chicago Open Court 1998 BERGERET Jean A personalidade normal e patológica 2 ed Porto Alegre Artmed 2005 LACAN Jacques Escritos Rio de Janeiro Zahar 1978 GREIMAS Algirdas Julien Semântica estrutural pesquisa de método São Paulo Cultrix 2005 HOPKINS James Jung and the integration of opposites New York Routledge 2001 Projeção Psíquica A projeção psíquica é um dos mecanismos de defesa mais conhecidos da psicanálise formulado por Sigmund Freud Esse processo ocorre de maneira inconsciente ou seja sem que o indivíduo perceba Por meio da projeção a pessoa atribui a outros sentimentos pensamentos ou desejos que na verdade são seus mas que ela não consegue ou não quer reconhecer em si mesma geralmente por considerálos inaceitáveis perigosos ou moralmente errados Como exemplo alguém que sente raiva ou inveja mas não admite esses sentimentos pode acabar acusando outras pessoas de estarem com raiva ou de serem invejosas como se tais emoções não lhe pertencessem FREUD 2010 Segundo Bergeret 2005 a projeção psíquica é um mecanismo de defesa que protege o ego de pensamentos e sentimentos dolorosos cuja origem interna seria difícil de aceitar Embora possa oferecer alívio momentâneo esse processo distorce a percepção da realidade e compromete a qualidade das relações interpessoais Em contextos como amizades vínculos familiares ou relacionamentos amorosos a projeção pode gerar malentendidos conflitos e acusações infundadas Ao atribuir ao outro aquilo que se recusa a reconhecer em si mesmo a pessoa limita sua capacidade de autoconhecimento e bloqueia seu crescimento emocional A projeção também ocupa um papel central na Psicologia Analítica estando diretamente relacionada ao conceito de sombra as partes da personalidade que o indivíduo evita reconhecer ou aceitar em si mesmo Segundo Jung para que ocorra um verdadeiro processo de crescimento interior denominado individuação é necessário que a pessoa tome consciência dessas projeções Isso implica reconhecer que aquilo que ela atribuía aos outros na realidade pertence a ela mesma Somente ao integrar esses aspectos ocultos da psique é possível ampliar a consciência e alcançar um estado mais equilibrado internamente JUNG 2013 Signo Símbolo e Sinal na Psicanálise Para Lacan os conceitos de sinal signo e símbolo possuem significados específicos que são fundamentais para compreender a linguagem do inconsciente e os processos psíquicos O sinal é uma indicação direta muitas vezes ligada a uma resposta imediata ou condicionada como a dor por exemplo que funciona como um alerta do corpo No entanto um sinal também pode revelar conflitos internos mais profundos funcionando como uma manifestação do inconsciente O signo por sua vez representa ou remete a outra coisa como palavras ou imagens que usamos para designar algo Por exemplo a palavra casa é um signo utilizado para se referir ao local onde moramos Os signos são elementos fundamentais na comunicação pois permitem a construção de significados mesmo que sua relação com o objeto seja arbitrária ou definida por convenção como acontece na linguagem verbal LACAN 1978 Para Sigmund Freud o símbolo ocupa um papel central na psicanálise pois carrega uma intensa carga emocional e pode apresentar múltiplos significados simultaneamente Diferentemente do signo que substitui algo de forma mais direta e objetiva o símbolo está profundamente enraizado no inconsciente representando desejos medos lembranças e experiências reprimidas funciona como uma expressão indireta de conteúdos psíquicos que não podem emergir de forma consciente Por essa razão os símbolos ultrapassam a simples função representativa dos signos revelando camadas ocultas da mente e dos conflitos internos do sujeito São uma forma de linguagem do inconsciente manifestandose em sonhos sintomas e produções artísticas neles se revelam conteúdos reprimidos aspectos da psique que o indivíduo tentou esquecer ou esconder de si mesmo Assim o símbolo tornase essencial no processo de análise pois permite acesso aos conflitos internos facilitando sua compreensão e elaboração FREUD 1996 O Conceito de Complexo na Psicologia O termo complexo é um dos pilares da psicologia analítica desenvolvido por Carl Gustav Jung embora tenha raízes na psicanálise freudiana Complexos são estruturas inconscientes que influenciam o comportamento as emoções e as atitudes dos indivíduos mesmo que estes não tenham plena consciência de sua atuação Esse conceito surgiu a partir das observações de Jung em testes de associação de palavras nos quais ele identificou reações emocionais que indicavam a presença de núcleos psíquicos inconscientes Sigmund Freud por sua vez também já havia formulado ideias semelhantes em sua teoria do inconsciente embora tenha seguido uma linha teórica distinta Os complexos podem manifestarse por meio de reações emocionais intensas sonhos simbólicos lapsos de memória ou padrões de comportamento repetitivos Eles atuam de forma autônoma e influenciam diretamente o cotidiano do indivíduo Freud descreveu o Complexo de Édipo como fundamental para a formação da personalidade sendo uma fase em que a criança manifesta desejo pelo genitor do sexo oposto e rivalidade com o do mesmo sexo Esse complexo seria o núcleo de muitas neuroses adultas FREUD 1905 1923 Jung ampliou a noção de complexo considerando que estes poderiam ser positivos ou negativos dependendo da forma como são integrados à psique 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meio de repressão ou sublimação ou seja a pessoa escondia o desejo ou transformava ele em algo aceitável como arte ou trabalho Jung inspirado em Bleuler seguiu por outro caminho Ele pensava que quando existe um conflito interno a mente pode criar um novo sentido algo que junte os dois lados e ajude a pessoa a seguir em frente Bleuler também estudou pessoas com esquizofrenia e mostrou que a mente tem formas diferentes de pensar e sentir o que inspirou Jung a valorizar o papel do inconsciente e dos símbolos BLEULER 1911 Por isso a função transcendente é uma maneira que a mente encontra para ligar o consciente e o inconsciente Ela ajuda a pessoa a lidar com seus sentimentos medos e dúvidas e faz parte do caminho de autoconhecimento que Jung chamou de individuação Freud também falou mesmo que de forma indireta sobre algo parecido com a função transcendente Ele explicou que os conflitos internos da mente que ficam escondidos no inconsciente podem ser resolvidos quando a pessoa começa a 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ou doença mas sim como parte do desenvolvimento psíquico da pessoa Com isso ele desenvolveu a ideia de que ao invés de reprimir um dos lados do conflito como na psicanálise freudiana a mente poderia encontrar um caminho de integração entre os opostos e a isso ele chamou de função transcendente Essa ideia ajudou Jung a pensar que o ser humano não precisa esconder ou lutar contra essas diferenças internas mas sim tentar entender e unir esses lados diferentes Foi assim que Jung começou a desenvolver a ideia da função transcendente que ajuda a pessoa a crescer por dentro JUNG 2011 Já na psicanálise Freud acreditava que os conflitos da mente eram resolvidos por meio de repressão ou sublimação ou seja a pessoa escondia o desejo ou transformava ele em algo aceitável como arte ou trabalho Jung inspirado em Bleuler seguiu por outro caminho Ele pensava que quando existe um conflito interno a mente pode criar um novo sentido algo que junte os dois lados e ajude a pessoa a seguir em frente Bleuler também estudou pessoas com esquizofrenia e mostrou que a mente tem formas diferentes de pensar e sentir o que inspirou Jung a valorizar o papel do inconsciente e dos símbolos BLEULER 1911 Por isso a função transcendente é uma maneira que a mente encontra para ligar o consciente e o inconsciente Ela ajuda a pessoa a lidar com seus sentimentos medos e dúvidas e faz parte do caminho de autoconhecimento que Jung chamou de individuação Freud também falou mesmo que de forma indireta sobre algo parecido com a função transcendente Ele explicou que os conflitos internos da mente que ficam escondidos no inconsciente podem ser resolvidos quando a pessoa começa a tomar consciência deles Isso acontece por exemplo por meio da interpretação dos sonhos e do que ele chamou de transferência quando o paciente transfere sentimentos antigos para o terapeuta Esses processos ajudam a trazer à tona os sentimentos e desejos reprimidos ou seja aquilo que a pessoa esconde de si mesma Quando isso acontece fica 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psicanálise formulado por Sigmund Freud Esse processo ocorre de maneira inconsciente ou seja sem que o indivíduo perceba Por meio da projeção a pessoa atribui a outros sentimentos pensamentos ou desejos que na verdade são seus mas que ela não consegue ou não quer reconhecer em si mesma geralmente por considerálos inaceitáveis perigosos ou moralmente errados Como exemplo alguém que sente raiva ou inveja mas não admite esses sentimentos pode acabar acusando outras pessoas de estarem com raiva ou de serem invejosas como se tais emoções não lhe pertencessem FREUD 2010 Segundo Bergeret 2005 a projeção psíquica é um mecanismo de defesa que protege o ego de pensamentos e sentimentos dolorosos cuja origem interna seria difícil de aceitar Embora possa oferecer alívio momentâneo esse processo distorce a percepção da realidade e compromete a qualidade das relações interpessoais Em contextos como amizades vínculos familiares ou relacionamentos amorosos a projeção pode gerar malentendidos conflitos e acusações infundadas Ao atribuir ao outro aquilo que se recusa a reconhecer em si mesmo a pessoa limita sua capacidade de autoconhecimento e bloqueia seu crescimento emocional A projeção também ocupa um papel central na Psicologia Analítica estando diretamente relacionada ao conceito de sombra as partes da personalidade que o indivíduo evita reconhecer ou aceitar em si mesmo Segundo Jung para que ocorra um verdadeiro processo de crescimento interior denominado individuação é necessário que a pessoa tome consciência dessas projeções Isso implica reconhecer que aquilo que ela atribuía aos outros na realidade pertence a ela mesma Somente ao integrar esses aspectos ocultos da psique é possível ampliar a consciência e alcançar um estado mais equilibrado internamente JUNG 2013 Signo Símbolo e Sinal na Psicanálise Para Lacan os conceitos de sinal signo e símbolo possuem significados específicos que são fundamentais para compreender a linguagem do inconsciente e os processos psíquicos O sinal é uma indicação direta muitas vezes ligada a uma resposta imediata ou condicionada como a dor por exemplo que funciona como um alerta do corpo No entanto um sinal também pode revelar conflitos internos mais profundos funcionando como uma manifestação do inconsciente O signo por sua vez representa ou remete a outra coisa como palavras ou imagens que usamos para designar algo Por exemplo a palavra casa é um signo utilizado para se referir ao local onde moramos Os signos são elementos fundamentais na comunicação pois permitem a construção de significados mesmo que sua relação com o objeto seja arbitrária ou definida por convenção como acontece na linguagem verbal LACAN 1978 Para Sigmund Freud o símbolo ocupa um papel central na psicanálise pois carrega uma intensa carga emocional e pode apresentar múltiplos significados simultaneamente Diferentemente do signo que substitui algo de forma mais direta e objetiva o símbolo está profundamente enraizado no inconsciente representando desejos medos lembranças e experiências reprimidas funciona como uma expressão indireta de conteúdos psíquicos que não podem emergir de forma consciente Por essa razão os símbolos ultrapassam a simples função representativa dos signos revelando camadas ocultas da mente e dos conflitos internos do sujeito São uma forma de linguagem do inconsciente manifestandose em sonhos sintomas e produções artísticas neles se revelam conteúdos reprimidos aspectos da psique que o indivíduo tentou esquecer ou esconder de si mesmo Assim o símbolo tornase essencial no processo de análise pois permite acesso aos conflitos internos facilitando sua compreensão e elaboração FREUD 1996 O Conceito de Complexo na Psicologia O termo complexo é um dos pilares da psicologia analítica desenvolvido por Carl Gustav Jung embora tenha raízes na psicanálise freudiana Complexos são estruturas inconscientes que influenciam o comportamento as emoções e as atitudes dos indivíduos mesmo que estes não tenham plena consciência de sua atuação Esse conceito surgiu a partir das observações de Jung em testes de associação de palavras nos quais ele identificou reações emocionais que indicavam a presença de núcleos psíquicos inconscientes Sigmund Freud por sua vez também já havia formulado ideias semelhantes em sua teoria do inconsciente embora tenha seguido uma linha teórica distinta Os complexos podem manifestarse por meio de reações emocionais intensas sonhos simbólicos lapsos de memória ou padrões de comportamento repetitivos Eles atuam de forma autônoma e influenciam diretamente o cotidiano do indivíduo Freud descreveu o Complexo de Édipo como fundamental para a formação da personalidade sendo uma fase em que a criança manifesta desejo pelo genitor do sexo oposto e rivalidade com o do mesmo sexo Esse complexo seria o núcleo de muitas neuroses adultas FREUD 1905 1923 Jung ampliou a noção de complexo considerando que estes poderiam ser positivos ou negativos dependendo da forma como são integrados à psique consciente Para ele os complexos são expressões do inconsciente pessoal conectadas a arquétipos do inconsciente coletivo JUNG 1957 1960 Adler introduziu o conceito de complexo de inferioridade que se refere à sensação de insuficiência frente às exigências da vida Esse sentimento pode motivar o indivíduo a buscar superação ou leválo a compensações exageradas ADLER 1927 Função Transcendente na Psicanálise A funçao transcente é um conceito importante para Psicologia Analitica desenvolvido por Carl Gustav Jung mas com relação ideias e estudos do médico psiquiatra Eugen Bleuler o qual foi um dos primeiros a falar sobre psicanálise conhecido por ter criado o termo esquizofrenia também foi um dos primeiros a estudar o que ele chamou de ambivalência ou seja a presença de sentimentos contrários ao mesmo tempo como amor e ódio por uma mesma pessoa ou situação A função transcendente é o nome dado ao processo que permite à mente unir ideias e sentimentos opostos como por exemplo querer mudar mas ter medo da mudança Ao invés de escolher um lado ou outro a função transcendente escolhe uma nova saída ou solução interna não elimina nenhum dos lados do conflito e sim o integra os algo novo e equilibrado A ideias principais de Bleuler deram Jung a percepção de que essa ambivalência interna não precisava ser vista como um problema ou doença mas sim como parte do desenvolvimento psíquico da pessoa Com isso ele desenvolveu a ideia de que ao invés de reprimir um dos lados do conflito como na psicanálise freudiana a mente poderia encontrar um caminho de integração entre os opostos e a isso ele chamou de função transcendente Essa ideia ajudou Jung a pensar que o ser humano não precisa esconder ou lutar contra essas diferenças internas mas sim tentar entender e unir esses lados diferentes Foi assim que Jung começou a desenvolver a ideia da função transcendente que ajuda a pessoa a crescer por dentro JUNG 2011 Já na psicanálise Freud acreditava que os conflitos da mente eram resolvidos por meio de repressão ou sublimação ou seja a pessoa escondia o desejo ou transformava ele em algo aceitável como arte ou trabalho Jung inspirado em Bleuler seguiu por outro caminho Ele pensava que quando existe um conflito interno a mente pode criar um novo sentido algo que junte os dois lados e ajude a pessoa a seguir em frente Bleuler também estudou pessoas com esquizofrenia e mostrou que a mente tem formas diferentes de pensar e sentir o que inspirou Jung a valorizar o papel do inconsciente e dos símbolos BLEULER 1911 Por isso a função transcendente é uma maneira que a mente encontra para ligar o consciente e o inconsciente Ela ajuda a pessoa a lidar com seus sentimentos medos e dúvidas e faz parte do caminho de autoconhecimento que Jung chamou de individuação Freud também falou mesmo que de forma indireta sobre algo parecido com a função transcendente Ele explicou que os conflitos internos da mente que ficam escondidos no inconsciente podem ser resolvidos quando a pessoa começa a tomar consciência deles Isso acontece por exemplo por meio da interpretação dos sonhos e do que ele chamou de transferência quando o paciente transfere sentimentos antigos para o terapeuta Esses processos ajudam a trazer à tona os sentimentos e desejos reprimidos ou seja aquilo que a pessoa esconde de si mesma Quando isso acontece fica mais fácil entender e resolver o conflito emocional FREUD 1996 Na psicanálise embora o termo tenha origem na Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung a função transcendente pode ser entendida como um mecanismo semelhante à elaboração psíquica que possibilita a superação das tensões internas e a transformação do sofrimento em crescimento Ela promove uma reorganização interna que favorece a harmonia entre as partes conflitantes da psique abrindo espaço para a criação de novos sentidos e significados HOPKINS 2001 Persona Sombra Anima e Animus na Psicologia Analítica Na Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung os arquétipos da persona sombra anima e animus constituem estruturas fundamentais da organização da psique A persona representa a máscara social que o ego constrói para se adequar às normas e expectativas coletivas Apesar de útil o excesso de identificação com a persona pode gerar alienação e perda de autenticidade JUNG 2013 A sombra abarca os aspectos da personalidade que são rejeitados ou reprimidos pela consciência muitas vezes por serem considerados inaceitáveis ou ameaçadores Esses conteúdos inconscientes são frequentemente projetados sobre outras pessoas gerando distorções perceptivas e conflitos interpessoais A integração da sombra embora desconfortável é indispensável para o crescimento emocional e o equilíbrio psíquico EDINGER 2004 Os arquétipos de anima aspecto feminino no homem e animus aspecto masculino na mulher representam imagens inconscientes que influenciam os relacionamentos e o desenvolvimento psicológico A integração dessas figuras internas é necessária para a individuação promovendo o equilíbrio entre os polos masculino e feminino da psique e fortalecendo a relação com o self STEIN 1998 Referências ADLER Alfred O conhecimento do homem São Paulo Cultrix 1927 BERGERET Jean A personalidade normal e patológica 2 ed Porto Alegre Artmed 2005 EDINGER Edward F Ego e arquétipo individuação e o self na psicologia analítica de Jung São Paulo Cultrix 2004 FREUD Sigmund Três ensaios sobre a teoria da sexualidade Rio de Janeiro Imago 1905 FREUD Sigmund O ego e o id Rio de Janeiro Imago 1923 FREUD Sigmund O ego e o id In Obras completas volume 19 São Paulo Companhia das Letras 2010 FREUD Sigmund A interpretação dos sonhos 5 ed Rio de Janeiro Imago 1996 GREIMAS Algirdas Julien Semântica estrutural pesquisa de método São Paulo Cultrix 2005 HOPKINS James Jung and the integration of opposites New York Routledge 2001 JUNG Carl Gustav Psicologia do inconsciente Petrópolis Vozes 1957 JUNG Carl Gustav Estrutura e dinâmica da psique Petrópolis Vozes 1960 JUNG Carl Gustav Aion estudos sobre o simbolismo do simesmo 7 ed Petrópolis Vozes 2013 JUNG Carl Gustav O homem e seus símbolos Rio de Janeiro Nova Fronteira 2013 LACAN Jacques Escritos Rio de Janeiro Zahar 1978 STEIN Murray Jung o mapa da alma São Paulo Cultrix 2006 STEIN Murray Jungs map of the soul an introduction Chicago Open Court 1998

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