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Gestão de Finanças Prof Dr Johan Hendrik Poker Junior Ementa Valor do Dinheiro no Tempo Administração do Caixa Administração de Duplicatas a Receber e Administração dos Estoques Enfoque Gerencial da Análise das Demonstrações Contábeis Desempenho Operacional e Alavancagem Financeira Fluxo de Caixa Risco Retorno e Custo de Oportunidade O custo do Dinheiro Mercado de Crédito e de Capitais Por que se financiar Objetivos Fornecer aos participantes conhecimento das ferramentas de cálculo financeiro e sua metodologia de uso no ambiente industrial Analisar as teorias e práticas relacionadas com a gestão financeira de organizações Apresentar as diferentes metodologias e tecnologias empregadas na gestão das finanças organizacionais o desenvolvimento de previsões financeiras o planejamento financeiro de curto médio e longo prazo Earnings per share Bibliografia EHRHARDT Michael C BRIGHAM Administração Financeira Teoria e Pratica Cengage 2016 ASSAF NETO Alexandre Finanças Corporativas e Valor São Paulo Atlas 2020 BRINI Adriano Leal FAMÁ Rubens Matemática Financeira com HP 12C e Excel São Paulo Atlas 2008 MARION José Carlos Análise das Demonstrações Contábeis São Paulo Atlas 2009 Endividamento Médio por País Programação Papel do Gestor Financeiro Orçamento de Capital Avaliação de Projetos e Empresas Administração do Capital de Giro Gestão do Caixa Gestão de Crédito Financiamento de Longo Prazo Estrutura de Capital Custo de Capital Papel do Gestor Financeiro Gestor Financeiro O papel do gestor financeiro em uma organização é estar entre sua operação e o mercado financeiro Sua função é gerenciar os fluxos de caixa decorrentes desta relação portanto controlar as decisões de investimento e financiamento e mitigar os riscos relacionados Gestão Financeira Operações da organização Investidores e Mercado Financeiro Gestão Financeira 1 4b 2 3 4a Gestores Financeiros Papéis comuns em grandes empresas Tesoureiro responsável pelo caixa da empresa obtenção de novo capital manutenção de relacionamento com bancos acionistas e outros investidores Controller Relatórios financeiros contabilidade interna obrigações tributárias Diretor financeiro CFO chief financial officer define as políticas financeiras e participa do planejamento corporativo Separação Proprietário vs Gestor Em grandes organizações a separação entre proprietários e gestores é uma necessidade prática Permite modificação de participação na empresa e contratação de gestores profissionais Porém os gestores podem seguir seus próprios interesses e não os dos proprietários Nas atividades de gestão financeira o conflito de interesses é vivido de maneira muito próxima Separação Proprietário vs Gestor Estes são chamados problemas de agência e são tratados de maneira detalhada no artigo de Jensen Meckling 1976 Para complicar o problema os agentes possuem informação assimétrica É obrigação dos gestores financeiros identificar estas assimetrias informacionais e encontrar formas de garantir a redução de surpresas futuras Orçamento de Capital Orçamento de Capital Ferramenta gerencial permitindo para escolher investimentos com fluxos de caixa e taxas de retorno satisfatórios Compreende um conjunto de procedimentos Permite decidir se um investimento é valioso ou não e sobre quais condições para a organização Orçamento de Capital O Orçamento de Capital é um componente do Orçamento Empresarial que por sua vez é a expressão formal do Plano Estratégico da organização Outros componentes do Orçamento Empresarial incluem entre outros o Orçamento de vendas e marketing e o Orçamento de operações e produção Orçamento de Capital O orçamento de capital se distingue dos demais por ser aquele que determina os rumos de longo prazo da empresa ao objetivar os investimentos de capital da empresa Portanto ele deve estar totalmente alinhado ao Planejamento Estratégico da empresa Recurso Limitados O capital é um recurso muito limitado seja capital de terceiros capital próprio ou lucros retidos Devese identificar as melhores alternativas para o investimento em função da restrição de capital Buscase a melhor combinação de projetos para obter um retorno máximo Despesas Correntes e de Capital Despesas Correntes são de curto prazo e debitadas como despesas no exercício em que ocorrem salários matériaprima despesas administrativas Despesas de Capital são de longo prazo amortizadas reduzidas gradualmente ao longo de vários anos novos prédios equipamentos patentes despesas com PD Despesas de Capital Tipos de despesas de capital Aquisição de novas máquinas e equipamentos Substituição de equipamentos existentes Projetos obrigatórios Outras despesas de capital terrenos edifícios e patentes Determinando os Custos Iniciais O cálculo do custo inicial implica em determinar quanto se irá gastar para realizar o investimento Sabendose quanto se irá gastar para iniciar o projeto podese comparar estes valores com seus benefícios futuros e julgar se o projeto merece ser implementado Determinando os Custos Iniciais As questões a serem respondidas incluem Preço da aquisição dos novos itens Despesas adicionais relacionadas Receita de venda de bens existentes a ser substituídos Despesa com impostos pela venda de bens existentes Determinando os Fluxos de Caixa Fluxo incremental de caixa Fluxo de caixa adicional que a empresa irá receber acima do fluxo de caixa atual após o projeto aceito Como determinar Calcular o lucro líquido adicional LAJIR adicional Calcular as economias de imposto de renda da depreciação Somar o lucro líquido adicional as economias decorrentes da depreciação Investimentos e Decisões Tipos de alternativas de investimento Mutuamente excludentes Alternativas dependentes Alternativas independentes Tipos de decisão AceitarRejeitar Classificação Considerações para a Decisão Custos Incrementais Custos Afundados Sunk Costs Efeitos Colaterais Canibalismo Informações para a Análise de Investimento Sobre o investimento propriamente Orçamento de investimento Investimento líquidosubstituição de equipamento Necessidade de capital de giro Receitas ou benefícios gerados Custos operacionais Vida útil e valor residual Regime tributário incidente sobre o investimento Informações para a Análise de Investimento Orçamento de Investimento Custo Básico valor de aquisição de equipamentos e instalações Custo de Instalação custo adicional para fazer com que o bem adquirido funcione Despesas préoperacionais Despesas com testes dos equipamentos e treinamento de pessoal Avaliação de Projetos e Empresas Avaliação de Projetos e Empresas Os métodos de avaliação de projetos mais comuns são Payback VPL NPV TIR IRR Avaliação de Projetos e Empresas Para dar conta das condições de risco podese recorrer a sofisticações como Abordagem Equivalente à Certeza Análise de Sensibilidade Árvore de Decisão Simulação de Resultados Avaliação de Projetos e Empresas E quando o projeto não tem uma data de expiração como por exemplo uma organização Ajustamento pela Inflação Payback e Payback descontado Calcula o número de anos necessários para recuperar o investimento inicial período de recuperação do investimento Comparase projetos com base no período buscando o menor período de retorno Devese ainda estabelecer um período mínimo de retorno Payback e Payback descontado Payback descontado é o mesmo raciocínio do payback usual porém levando em conta o custo do dinheiro taxa de desconto sobre os fluxos de caixa futuros desta forma obtendo uma medida mais conservadora do período de recuperação do investimento o que torna os cálculos mais precisos Valor Presente Líquido O valor presente líquido net present value NPV avalia se o valor presente dos fluxos de caixa futuros supera o valor do investimento inicial DCFInvestimento0 em caso positivo o investimento deve ser realizado Mas qual a taxa de desconto a ser utilizada Em caso de múltiplos projetos devese tentar maximizar o NPV TOTAL DCF Discounted Cash Flow fluxo de caixa descontado Valor Presente Líquido Taxa Interna de Retorno A taxa interna de retorno internal rate of return IRR é a taxa que iguala os fluxos de caixa descontados ao valor investido DCFsInvestimento Comparase as taxas dos projetos entre si e em relação a uma taxa de corte VPL e TIR podem levar a decisões diferentes Sim se Tamanho e duração do projeto forem diferentes ou Os fluxos de caixa forem diferentes Orçamento Limitado um exemplo Orçamento Limitado um exemplo Orçamento Limitado um exemplo Abordagem Equivalente à Certeza Tenta considerar apenas o fluxo de caixa sem risco certos e descontálos pela taxa livre de risco Para tanto é necessário determinar quanto do fluxo de caixa é certo em cada período O VPL do fluxo de caixa sem risco é comparado ao investimento inicial VPL livre de risco Investimento 0 Geralmente o título do tesouro americano Análise de Sensibilidade Na análise de sensibilidade são testadas hipóteses a respeito do fluxo de caixa em busca de identificação dos riscos Podese testar taxa de desconto redução do fluxo de caixa abreviação do tempo de receita aumento inesperado do investimento inicial etc Buscase identificar projetos menos sensíveis a mudanças Árvore de Decisão Caso o projeto envolva uma série de decisões futuras é interessante avaliar o impacto destas decisões no VPL do projeto A árvore de decisão envolve analisar decisões sequenciais ao longo da vida do projeto ou empresa Decisões possíveis de ser analisadas incluem dar continuidade ao desenvolvimento de um produto ampliar reduzir ou cancelar uma linha produtiva ou segmento de atuação etc Árvore de Decisão Simulação de Resultados Outra alternativa ainda mais detalhada para a análise de um projeto é a utilização de simulação de resultados Neste caso por meio de computação repetese milhares de vezes o cálculo do VPL com base em possíveis resultados de fluxos de caixa taxa de desconto e investimento inicial O resultado é uma distribuição do VPL de onde se pode obter um intervalo de confiança para seu retorno Simulação de Resultados Brandão et al 2012 Projetos sem data de Expiração Quando um projeto não tem data de expiração por exemplo uma organização utilizase um cálculo em duas etapas Período de previsão explícita Período de perpetuidade O cálculo do período de previsão explícita é idêntico aos projetos já tratados no caso do período de perpetuidade usase a mesma proposta do modelo de Gordon para precificação de ações Ajustamento pela Inflação Devese ajustar a taxa de desconto ou os fluxos de caixa para mitigar o efeito da inflação No caso de ajuste da taxa de desconto do custo de capital denominamos esta de taxa de desconto real irealinominalinflação Administração do Capital de Giro Administração do Capital de Giro O desempenho de uma organização pode ser mensurado em uma dimensão de longo prazo neste caso avaliandose a eficácia da aplicação de recursos e seu respectivo retorno No entanto a eficiência no processo de aplicação de recursos precisa ser monitorada e esta eficiência numa organização é conhecida como liquidez gestão do capital em curto prazo Administração do Capital de Giro A administração do capital de giro tem como propósito planejar implementar checar e agir sobre a liquidez da organização garantindo a sustentabilidade financeira em uma visão de curto prazo Administração do Capital de Giro Com este propósito deve garantir as políticas de estocagem compra de materiais produção venda de produtos e mercadorias e prazo de recebimento ou seja todo o ciclo operacional da organização Capital de Giro ou Circulante Corresponde ao ativo circulante de uma organização representando o valor total dos recursos demandados pela organização para financiar seu ciclo operacional Importância da Administração do Capital de Giro Fluxo do Ativo Circulante Capital Circulante Líquido Capital circulante liquido ou capital de giro líquido corresponde à parcela dos recursos permanentes ou de longo prazo próprios e de terceiros aplicada no ativo circulante A forma mais direta de obterse o valor do capital de giro líquido é mediante a simples diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante ou seja CGL CCL Ativo Circulante Passivo Circulante Capital Circulante Líquido O capital circulante líquido representa a parcela dos recursos de longo prazo recursos permanentes aplicada em itens ativos de curto prazo circulantes Essa interpretação do capital de giro líquido é processada de baixo para cima no balanço identificandose os valores passivos de longo prazo próprios ou de terceiros que estão financiando o ativo circulante da empresa O cálculo desse valor é obtido pela expressão CGL CCL Patrimônio Líquido Exigível a longo prazo Ativo Permanente Realizável a longo prazo Balanço por Massas Patrimoniais O balanço por massas patrimoniais no quadro abaixo evidencia os conceitos Ativo Passivo Ativo circulante 160000 Passivo circulante 120000 Realizável a longo prazo 20000 Exigível a longo prazo 80000 Ativo permanente 120000 Patrimônio liquido 100000 Balanço por Massas Patrimoniais Do total de R160000 aplicados no ativo circulante R120000 são provenientes de créditos de curto prazo passivo circulante e os R40000 restantes que representam o CGL estão identificados nos recursos permanentes da empresa Exigível a Longo Prazo e Patrimônio Líquido Balanço por Massas Patrimoniais Inversamente dos R180000 de fundos levantados a Longo Prazo R140000 estão alocados em ativos também de longo prazo realizável a longo prazo e ativo permanente sendo que os R40000 excedentes CGL foram destinados a financiar o ativo circulante Esta posição induz certa folga na liquidez da empresa para suprir eventuais ausências de sincronização entre os elementos de um fluxo de caixa Ciclos Operacionais É composto por todas as fases de atividades operacionais de uma organização Para uma empresa industrial incluem os indicadores PMEMP prazo médio de estocagem de matériasprimas PMF prazo médio de fabricação PMEPTPMV prazo médio de estocagem dos produtos terminadosprazo médio de venda PMC prazo médio de cobrança PMPF prazo médio de pagamento a fornecedores Ciclos Operacionais Destes indicadores deduzimos três ciclos da organização Ciclo Operacional Total PMEMP PMF PMV PMC Ciclo Econômico PMEMP PMF PMV Ciclo Financeiro PMEMPPMFPMVPMCPMPF Índices Operacionais PMEMPsaldo médio de materiais360 consumo anual PMFvalor médio dos produtos em elaboração 360 custo de produção anual PMVvalor médio dos produtos acabados360 custo dos produtos vendidos PMATPMEMPPMFPMV Índices Operacionais PMAMercadoriasvalor médio dos estoques de mercadorias360 custo total da mercadoria vendida no ano PMC valor médio das duplicatas a receber360 vendas anuais a prazo PMPF valor médio das duplicatas a pagar360 compras anuais a prazo Investimento em Capital de Giro O ativo circulante é o grupo patrimonial com menor contribuição para a rentabilidade organizacional O capital assim aplicado visa a sustentação de atividade operacional de uma empresa Decidir qual o nível de investimento em Capital de Giro é um aspecto estratégico da organização Estratégias de Investimento em Capital de Giro Estratégias de Investimento em Capital de Giro Há duas estratégias básicas para se determinar o mix adequado de financiamento a curto e a longo prazo a conservadora e a agressiva A estratégia agressiva de financiamento é aquela em que a empresa financia suas necessidades sazonais e possivelmente uma parcela das necessidades permanentes com fundos de curto prazo sendo o valor restante financiado com fundos de longo prazo Estratégias de Investimento em Capital de Giro A estratégia agressiva funciona com um mínimo de CCL pois apenas a parcela permanente dos ativos circulante é financiada com fundos a longo prazo A estratégia agressiva é arriscada não só do ponto de vista do baixo CCL mas também porque a empresa precisa contar tanto quanto possível com as fontes de recursos a curto prazo para atender as flutuações sazonais nas suas necessidades de fundos Estratégias de Investimento em Capital de Giro Estratégia conservadora Corresponde a financiar todas as necessidades financeiras com recursos a longo prazo e usar recursos a curto prazo no caso de emergência ou de desembolsos inesperados É difícil imaginar como essa abordagem poderia ser implementada realmente pois certas formas de financiamentos a curto prazo como duplicatas a pagar e outras contas a pagar são praticamente inevitáveis Estratégias de Investimento em Capital de Giro Os ativos circulantes acima da linha da necessidade total de fundos e abaixo da linha de recursos a longo prazo representam excedentes de ativos circulantes pelo investimento do excesso de fundos a longo prazo em título negociáveis Fontes Espontâneas de Capital de Giro Financiamento espontâneo resultam das operações normais da empresa e as duas fontes principais desses financiamentos a curto prazo são as duplicatas a pagar e as contas referentes às despesas incorridas e ainda não pagas Duplicatas a Pagar São para as empresas a principal fonte de financiamento a curto prazo nãogarantido e resultam da compra de mercadorias a prazo sem que o comprador necessite submeterse a muitas formalidades para evidenciar sua obrigação para com o vendedor Duplicatas a Pagar As condições de crédito do fornecedor estabelecem o período de crédito o valor do desconto financeiro se houver o período do desconto financeiro e a data em que o crédito se inicia Período de crédito é o número de dias até a data estabelecida para o pagamento integral de uma duplicata a pagar Desconto financeiro dedução em termos percentuais sobre o valor de compra se o comprador pagar em um prazo especificado que é menor do que o período de crédito Período de desconto financeiro é o número de dias após o início do período de crédito durante o qual o desconto financeiro pode ser aproveitado Data da fatura indica que o início do período de crédito é a data assinalada na fatura da compra Contas a Pagar É a segunda fonte espontânea de financiamento a curto prazo para a empresa resultante dos serviços recebidos que ainda deverão ser pagos Os itens mais comuns são salários e impostos Os impostos são pagamentos ao governo a empresa não pode manobrar essa obrigação Fontes de Financiamento a Curto Prazo Sem Garantia As empresas obtêm empréstimos a curto prazo não garantidos de duas fontes principais os bancos e commercial papers São fontes negociadas e resultam de ações deliberadas por parte do administrador financeiro Empréstimos bancários são os mais comuns porque podem ser solicitados por empresas de qualquer tamanho já os commercial papers tendem a estar disponíveis apenas para as grandes empresas Fontes de Financiamento a Curto Prazo Com Garantia Um empréstimo a curto prazo com garantia é aquele pelo qual o credor exige alguns ativos como colaterais geralmente duplicatas a receber ou estoques O credor adquire o direito de uso colateral mediante a execução de um contrato contrato com garantia firmado entre ele e a empresa tomadora Fontes de Financiamento a Curto Prazo Com Garantia Esse contrato de garantia indica o colateral empenhado para garantir o empréstimo assim como suas condições taxas de juros data de reembolso e outras cláusulas Uma cópia desse contrato é registrado em cartório público geralmente em cartório de registro de títulos e documentos Gestão do Caixa e Crédito Gestão do Caixa e Crédito A gestão do caixa visa fundamentalmente manter uma liquidez imediata necessária para suportar as atividades de uma empresa Apesar do saldo de caixa ser um elemento dos investimentos organizacionais sem retorno operacional a empresa precisa manter um nível de caixa para fazer frente a seu fluxo de recebimentos e pagamentos Fluxo do Ativo Circulante Demanda de moeda e manutenção de caixa Segundo Keynes existem três motivos que levam as empresas a manter determinado nível de caixa Motivonegócio Necessidade de uma empresa em manter recursos para pagamentos naturais de sua atividade considerando os descasamentos entre os fluxos de receitas e despesas Precaução Imprevisibilidades e despesas extraordinárias podem ocorrer como parte das atividades organizacionais Especulação A imprevisibilidade nas organizações também pode se ser a fonte de oportunidades de investimento o que justifica a manutenção de caixa para fins especulativos Ciclo de caixa e controle de seu saldo O ciclo de caixa é representado pelo número de dias do ciclo operacional menos o período médio de pagamentos O ciclo de caixa é a diferença entre o número de dias em que os recursos ficam comprometidos no ciclo operacional e o número médio de dias que a empresa pode se utilizar das fontes espontâneas de financiamento até que os pagamentos sejam efetuados Fluxo do Ativo Circulante Ciclo de caixa mínimo Qualquer empresa desejaria ter ciclo de caixa negativo pois isso significaria que o período médio de pagamento excederia o ciclo operacional Empresas industriais normalmente não conseguem ter ciclos negativos de caixa a menos que retardem seus pagamentos por um período de tempo nada razoável Por sua vez empresas não industriais apresentam uma probabilidade maior de ter ciclos de caixa negativos pois lidam com estoques de maior giro além de poderem vender à vista Ciclo de caixa mínimo No caso mais comum em que o ciclo de caixa é positivo a empresa deve visar estratégias que o minimize sem contudo prejudicar as vendas ou a possibilidade de comprar a crédito Ciclo de caixa mínimo Estratégias de responsabilidade e competência do caixa Aceleração de recebimentos Controle e adequação de datas e valores a pagar Concentração bancária Aplicação de recursos inativos Ciclo de caixa mínimo Estratégias de responsabilidade da empresa Otimizar produção e estocagem Desenvolver critérios de venda Promover a redução de estoques Criar uma política de concessão de crédito Combinação de Estratégias na Administração de Caixa As empresas geralmente não tentam implementar apenas uma das estratégias citadas Procuram usar todas elas como forma de reduzir sua dependência de financiamentos negociáveis Cuidados na implementação das estratégias Evitar um grande número de falta de estoques Evitar a perda de vendas devido a técnicas de cobrança que pressionem a clientela Não prejudicar o conceito de crédito da empresa retardando em demasia o pagamento de suas contas Técnicas de administração de caixa Os administradores financeiros tem a sua disposição uma variedade de técnicas para gerenciamento de caixa as quais podem proporcionar ganhos adicionais Admitindose que a empresa tenha feito tudo o que seria possível para estimular seus clientes a pagar pontualmente bem como tenha selecionado fornecedores que ofereçam as condições de crédito mais convenientes e flexíveis ainda assim o uso de algumas técnicas poderia aumentar a velocidade de cobrança e retardar os desembolsos Técnicas de administração de caixa Conceito de Float No sentido mais amplo o Float referese aos fundos enviados por um devedor mas que ainda não estão disponíveis ao credor O Float também ocorre na situação em que o credor já pode dispor dos recursos enviados embora estes não tenham sido ainda retirados da conta do remetente A demora no sistema de compensação ligada ao transporte e processamento de cheques dá margem ao Float no sistema bancário Saldo Mínimo de Caixa Saldo Mínimo de Caixa Desembolsos totais esperados no período Giro de Caixa Ajustes possíveis Encurtar prazos de reavaliação Consideração da sazonalidade das atividades Uso de ajustes inflacionários Modelos de Administração de Caixa Modelos teóricos para administração de Caixa Buscam responder Quanto devo manter em caixa no instante t Existem 2 principais modelos Lote Econômico Baumol 52 e Modelo de Miller Orr 66 Modelos de Administração de Caixa Lote Econômico Baumol 52 Considera entradas periódicas e saídas constantes em uma analogia com matérias primas em uma linha de montagem Faz a análise do custo de manutenção do dinheiro em caixa e Do custo de obtenção do dinheiro Modelos de Administração de Caixa Modelos de Administração de Caixa Custo de obtenção b TC Onde b custo fixo de transação T valor de caixa de uso previsto no período C saldo de caixa TC número de transações realizadas para atender o valor demandado Modelos de Administração de Caixa Custo de manutenção i C2 Onde i taxa de juros dos títulos negociados C saldo de caixa C2 saldo médio de caixa Modelos de Administração de Caixa Nível ótimo de Caixa CbTCiC2 Igualando a reta de custo de obtenção e a de manutenção obtemos bTCiC2 C 2bTi 12 Modelos de Administração de Caixa Modelo de Miller Orr 66 Modelo probabilístico leva em conta a incerteza do caixa Admite desconhecimento das transações futuras imponderabilidade Define um limite inferior de caixa L e um limite superior de caixa h com base estatística Modelos de Administração de Caixa Modelos de Administração de Caixa Modelo de Miller Orr 66 O valor ótimo de caixa Z incorpora a variabilidade do caixa e custos associados Onde F custo fixo de transação com títulos negociáveis Sigma2 variância dos saldos líquidos diários de caixa K taxa de juros dos títulos negociáveis Política de crédito e cobrança A política de crédito da empresa influenciará o volume de vendas o nível de investimento em caixa estoques contas a receber e possivelmente em equipamentos perdas por inadimplência custos de cobrança A política de crédito se refere a decisões acerca dos padrões de crédito quem tem direito a crédito e qual o limite e condições específicas de pagamento Política de crédito e cobrança Dimensões a se considerar em uma política de crédito Análise dos padrões de crédito Prazo de concessão de crédito Desconto por pagamentos antecipados Políticas de cobrança Incluem as seguintes medidas de controle Aging de valores a receber Acompanhamento do índice de Dias de Vendas a Receber DVR valores a receber ao final do período vendas médias do período Financiamento de Longo Prazo Fontes de Financiamento de Longo Prazo Incluem Mercado acionário Mercado de empréstimos e financiamentos Mercado Acionário Recursos Próprios Temporalidade dos recursos próprios e o controle acionário Os proprietários donos do recurso próprio antes e depois da emissão de novas ações não são os mesmos Considerando a teoria da eficiência de mercado como esta mudança de AGENTES pode afetar a organização Qual a implicação para os proprietários anteriores Mercado Acionário Recursos Próprios Operacionalmente envolve as seguintes etapas e agentes Empresa emitente de novas ações Instituição financeira nãobancária intermediadora da operação Colocação inicial mercado primário Renegociação das ações Condições organizacionais e novas emissões Resultados econômicofinanceiros Conveniência de abertura de capital ou nova emissão market timing Estudo setorial e ambiente conjuntural Analisam as condições de emissão Os gestores da empresa que estuda emitir ações Os atuais proprietários da empresa Agentes reguladores do mercado Potenciais futuros acionistas pertencentes ao mercado primário e secundário de ações Técnicas de Avaliação Os resultados econômicofinanceiros de uma empresa são avaliadas pelas técnicas fundamentalistas VPL múltiplos de mercado etc Buscase identificar o desempenho futuro da organização para se determinar a viabilidade e o potencial do investimento acionário Instituição Financeira Intermediadora Elo entre a empresa e os agentes poupadores Realiza diferentes formas de subscrição Tipo Puro ou Firme Tipo Standby residual Tipo Melhor Esforço Análise do Valor das Ações Ao lançar novas ações a organização deve realizar uma análise específica da contribuição deste caixa para o seu crescimento Dentre as maneiras mais usuais para tanto está utilizar a análise do fluxo de caixa descontado complementado pelo modelo de Gordon Impacto no Custo do Capital A ampliação do capital próprio no total do capital empenhado na organização alterar o custo do capital pois Muda o grau de alavancagem financeira da empresa podendo reduzir a vantagem fiscal da dívida e alterando o beta da empresa Reduz o risco da organização pela visão dos financiadores podendo reduzir a taxa de juros de financiamentos Tipos de dívidas corporativas São dois os tipos de dívidas corporativas Dívida de emissão pública Dívida direta A escolha entre estes dois tipos de dívida se dá pela identificação da dívida que traz menores impactos no custo do capital no risco para a empresa e nos direitos dos investidores Dívida de Emissão Pública Formada por títulos de dívidas das empresas como debêntures títulos garantidos notas promissórias etc É bastante forte em outras economias e tem crescido no Brasil São emitidos de forma bastante similar à colocação de ações no mercado também incorrendo em custos similares Podem ser colocados tanto no mercado interno quanto no externo Dívida de Emissão Pública Debêntures apresentam os seguintes elementos Valor de Face do Título valor a ser resgatado Cupons valor de parcela intermediária O valor à vista nem sempre é igual ao valor de face podendo haver ágio ou deságio Dívida de Emissão Pública São normatizadas pela CVM Podem conter cláusula de repactuação ajuste de nova condição de remuneração diante da modificação da taxa de juros do mercado Dívida de Emissão Pública A curto prazo o financiamento costuma ocorrer pelos commercial papers nota promissória Não há necessidade de oferecimento de garantia real sendo exigido bom conceito da organização As notas são negociadas no mercado de títulos de renda fixa corporativos BovespaFix O prazo máximo é de 360 dias para companhias abertas e de 180 dias para companhias fechadas Dívida de Emissão Pública Os riscos associados para dívidas no Brasil incluem a flutuação das taxas de juro e a falta de liquidez Dívida de Emissão Pública Emissões externas de dívida são identificadas pelo prazo de emissão Curto prazo até 1 ano notas promissórias commercial papers Médio Prazo 1 a 10 anos Notes Longo Prazo acima de 10 anos Bonds Limitação do Financiamento no Brasil Limitações específicas do Brasil Altos encargos financeiros Baixa oferta interna de crédito de longo prazo Restrições a oferta de novas ações e debêntures no mercado principalmente devido a condição do mercado de capitais no Brasil Limitação do Financiamento no Brasil A maior parte do financiamento no Brasil é através do crédito bancário A maior parte do crédito é direcionado para o capital de giro de curto prazo A falta de crédito de longo prazo e seus altos custos financeiros são característicos a alternativa de longo prazo é através do BNDES Limitação do Financiamento no Brasil As empresas brasileiras carentes de novos fundos de longo prazo tem procurado financiamentos externos A ordem de prioridade de financiamento das empresas brasileiras costuma ser Retenção de resultados reinvestimento dos lucros Endividamento por capital de terceiros dívidas Emissão de novas ações Financiamento via BNDES O financiamento via BNDES pode ser realizado por dois canais do denominado Sistema BNDES FINAME BNDESPAR Variam de acordo com as características da operação e do tomador de recursos Voltados para financiar capital fixo das empresas Financiamento por recursos de terceiros Tipos de modalidades de empréstimos Empréstimos e financiamentos diretos Repasses de recursos internos Repasses de recursos externos Subscrição de debêntures Arrendamento mercantil leasing Dívida de Emissão Pública Já a dívida direta dívida privada é a tomada de instituições financeiras O foco das dividas diretas é o financiamento do ativo circulante das empresas financiamento de curto prazo Estrutura de Capital Por que se financiar Por que se financiar Será que após o financiamento o preço da ação vai permanecer em 20 Proposições de MM supondo ausência de Impostos Proposições de MM supondo presença de Impostos Proposições de MM supondo presença de Impostos e aumento do risco Alertas sobre a estrutura de capital Se MMI está correta minimizar o custo de capital CC é equivalente a maximizar o lucro da empresa EPSLPA caso contrário somente se o lucro operacional EBITLAJI for independente da estrutura de capital No entanto diversas condições levam o lucro operacional a ser afetado pela estrutura de capital ex Notícias sobre a empresa alteram o comportamento de clientes e fornecedores Pecking Order Ordem de Prioridades 1 Preferência por recursos próprios 2 Emitir o ativo financeiro mais seguro primeiro em geral primeiro títulos de dívida e depois títulos de propriedade Pecking Order Implicações A Pecking Order conflita com a Trade off em Não existência de um endividamento alvo Empresas com alta rentabilidade usam menos dívida Empresas tem vantagens com a folga financeira financial slack Custo de Capital Exemplo de Decisão Suponha um projeto de investimento com TIR IRR de 18 ao ano em uma empresa do setor de eletrônica Você faria este investimento Exemplo de Decisão Suponha um projeto de investimento com TIR IRR de 18 ao ano em uma empresa do setor de eletrônica Você faria este investimento E sabem do que o custo do capital próprio do investidor é de 20 e o custo do capital de terceiros dívida é de 14 agora consegue decidir Exemplo de Decisão Sabendo agora os dados da tabela abaixo você saberia identificar se a decisão de investir é interessante Fonte do Capital Valor do Capital Taxa de Juros Próprio Investidores 4 milhões 20 ª ª Terceiro Financiamento 6 milhões 14 ª ª Total 10 milhões Exemplo de Decisão A resposta é sim é interessante mas como sabemos disto 42061410164 Fonte do Capital Valor do Capital Custo do Capital Próprio Investidores 4 milhões 20 ª ª Terceiro Financiamento 6 milhões 14 ª ª Total 10 milhões 164 ª ª Fontes e Custos Diferentes Podemos enxergar as fontes de capital em função do compartilhamento do risco da atividade da empresa com este fornecedor de capital Ações ordinárias Ações preferenciais Bônus conversíveis Leases operacionais e financeiros Debêntures não conversíveis Financiamento Bancário Fontes e Custos Diferentes As fontes podem ser reduzidas na seguinte classificação Capital próprio Ordinário Preferencial Capital de terceiros Com dedutibilidade do imposto Custo do Capital de Terceiros O custo do capital de terceiros é obtido pela divisão dos valores pagos a título de juros pela dívida contraída divido pela dívida total este valor Ri antes do IR é modificado devido a dedutibilidade dos juros sobre o IR Ri após IR Ri antes do IR x 1IR Custo do Capital de Terceiros Se quisermos encontrar o custo a valor de mercado custo atual vai depender da empresa mas para organizações brasileiras que operam globalmente este custo pode ser expresso como Rim Rf Risco BR Spread Rim após IR Rim x 1 IR Custo do Capital Preferencial O capital próprio pode ser calculado como o valor total pago para dividendos preferenciais dividido pelo preço de mercado do dividendo preferencial Rp Dividendo Preferencial Valor da Ação Preferencial Custo do Capital Ordinário Uma das maneiras de obter o custo do capital próprio ordinário e através da fórmula do CAPM obtendo o retorno exigido pelos acionistas Existem limitações com esta metodologia devido ao tamanho do mercado brasileiro de capitais Devemos então considerar se queremos um modelo com amplitude global ou local Custo do Capital Ordinário CAPM local informações do ambiente da empresa ex dados da Bovespa e taxa dos títulos federais CAPM global informações internacionais ex custo dos títulos americanos e dados da NYSE Custo do Capital Ordinário CAPM local Re Rf Beta x RmRf Onde Rf taxa livre de risco ex NTNF 10 anos Beta Calculado com base no mercado nacional RmRf Prêmio de risco do mercado de capitais brasileiro Custo do Capital Ordinário CAPM global Re Rf Beta x RmRfRisco BR Onde Rf taxa livre de risco ex títulos do Tesouro Americano Beta Calculado com base no retorno setorial RmRf Prêmio de risco do mercado americano Risco BR Prêmio do risco Brasil risco relativo aos EUA Ponderações dos Custos A participação de cada custo no custo de capital da organização vai depender da participação relativa destas fontes no total de recursos da organização Esta participação pode ser calculada pelo valor contábil ou pelo valor de mercado Custo Médio Ponderado de Capital O Custo Médio Ponderado de Capital CMPC ou Weighted Average Cost of Capital WACC é o custo da dívida ponderado pela participação desta no total da empresa A fórmula do CMPC é CMPC rd1TcDVrpPVrsSV Custo Médio Ponderado de Capital CMPC WACC kd1TcDVkpPVksSV Onde rd custo do endividamento para o período analisado Tc alíquota tributária marginal D valor de mercado do endividamento V valor de mercado da empresa VDPS rp custo do capital preferencial P valor de mercado do capital preferencial rs custo do capital social S valor do capital social Limitações Organizações de capital fechado Setores com baixa representação na bolsa Mudança do destino do capital em relação às atividades usuais da organização
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Gestão de Finanças Prof Dr Johan Hendrik Poker Junior Ementa Valor do Dinheiro no Tempo Administração do Caixa Administração de Duplicatas a Receber e Administração dos Estoques Enfoque Gerencial da Análise das Demonstrações Contábeis Desempenho Operacional e Alavancagem Financeira Fluxo de Caixa Risco Retorno e Custo de Oportunidade O custo do Dinheiro Mercado de Crédito e de Capitais Por que se financiar Objetivos Fornecer aos participantes conhecimento das ferramentas de cálculo financeiro e sua metodologia de uso no ambiente industrial Analisar as teorias e práticas relacionadas com a gestão financeira de organizações Apresentar as diferentes metodologias e tecnologias empregadas na gestão das finanças organizacionais o desenvolvimento de previsões financeiras o planejamento financeiro de curto médio e longo prazo Earnings per share Bibliografia EHRHARDT Michael C BRIGHAM Administração Financeira Teoria e Pratica Cengage 2016 ASSAF NETO Alexandre Finanças Corporativas e Valor São Paulo Atlas 2020 BRINI Adriano Leal FAMÁ Rubens Matemática Financeira com HP 12C e Excel São Paulo Atlas 2008 MARION José Carlos Análise das Demonstrações Contábeis São Paulo Atlas 2009 Endividamento Médio por País Programação Papel do Gestor Financeiro Orçamento de Capital Avaliação de Projetos e Empresas Administração do Capital de Giro Gestão do Caixa Gestão de Crédito Financiamento de Longo Prazo Estrutura de Capital Custo de Capital Papel do Gestor Financeiro Gestor Financeiro O papel do gestor financeiro em uma organização é estar entre sua operação e o mercado financeiro Sua função é gerenciar os fluxos de caixa decorrentes desta relação portanto controlar as decisões de investimento e financiamento e mitigar os riscos relacionados Gestão Financeira Operações da organização Investidores e Mercado Financeiro Gestão Financeira 1 4b 2 3 4a Gestores Financeiros Papéis comuns em grandes empresas Tesoureiro responsável pelo caixa da empresa obtenção de novo capital manutenção de relacionamento com bancos acionistas e outros investidores Controller Relatórios financeiros contabilidade interna obrigações tributárias Diretor financeiro CFO chief financial officer define as políticas financeiras e participa do planejamento corporativo Separação Proprietário vs Gestor Em grandes organizações a separação entre proprietários e gestores é uma necessidade prática Permite modificação de participação na empresa e contratação de gestores profissionais Porém os gestores podem seguir seus próprios interesses e não os dos proprietários Nas atividades de gestão financeira o conflito de interesses é vivido de maneira muito próxima Separação Proprietário vs Gestor Estes são chamados problemas de agência e são tratados de maneira detalhada no artigo de Jensen Meckling 1976 Para complicar o problema os agentes possuem informação assimétrica É obrigação dos gestores financeiros identificar estas assimetrias informacionais e encontrar formas de garantir a redução de surpresas futuras Orçamento de Capital Orçamento de Capital Ferramenta gerencial permitindo para escolher investimentos com fluxos de caixa e taxas de retorno satisfatórios Compreende um conjunto de procedimentos Permite decidir se um investimento é valioso ou não e sobre quais condições para a organização Orçamento de Capital O Orçamento de Capital é um componente do Orçamento Empresarial que por sua vez é a expressão formal do Plano Estratégico da organização Outros componentes do Orçamento Empresarial incluem entre outros o Orçamento de vendas e marketing e o Orçamento de operações e produção Orçamento de Capital O orçamento de capital se distingue dos demais por ser aquele que determina os rumos de longo prazo da empresa ao objetivar os investimentos de capital da empresa Portanto ele deve estar totalmente alinhado ao Planejamento Estratégico da empresa Recurso Limitados O capital é um recurso muito limitado seja capital de terceiros capital próprio ou lucros retidos Devese identificar as melhores alternativas para o investimento em função da restrição de capital Buscase a melhor combinação de projetos para obter um retorno máximo Despesas Correntes e de Capital Despesas Correntes são de curto prazo e debitadas como despesas no exercício em que ocorrem salários matériaprima despesas administrativas Despesas de Capital são de longo prazo amortizadas reduzidas gradualmente ao longo de vários anos novos prédios equipamentos patentes despesas com PD Despesas de Capital Tipos de despesas de capital Aquisição de novas máquinas e equipamentos Substituição de equipamentos existentes Projetos obrigatórios Outras despesas de capital terrenos edifícios e patentes Determinando os Custos Iniciais O cálculo do custo inicial implica em determinar quanto se irá gastar para realizar o investimento Sabendose quanto se irá gastar para iniciar o projeto podese comparar estes valores com seus benefícios futuros e julgar se o projeto merece ser implementado Determinando os Custos Iniciais As questões a serem respondidas incluem Preço da aquisição dos novos itens Despesas adicionais relacionadas Receita de venda de bens existentes a ser substituídos Despesa com impostos pela venda de bens existentes Determinando os Fluxos de Caixa Fluxo incremental de caixa Fluxo de caixa adicional que a empresa irá receber acima do fluxo de caixa atual após o projeto aceito Como determinar Calcular o lucro líquido adicional LAJIR adicional Calcular as economias de imposto de renda da depreciação Somar o lucro líquido adicional as economias decorrentes da depreciação Investimentos e Decisões Tipos de alternativas de investimento Mutuamente excludentes Alternativas dependentes Alternativas independentes Tipos de decisão AceitarRejeitar Classificação Considerações para a Decisão Custos Incrementais Custos Afundados Sunk Costs Efeitos Colaterais Canibalismo Informações para a Análise de Investimento Sobre o investimento propriamente Orçamento de investimento Investimento líquidosubstituição de equipamento Necessidade de capital de giro Receitas ou benefícios gerados Custos operacionais Vida útil e valor residual Regime tributário incidente sobre o investimento Informações para a Análise de Investimento Orçamento de Investimento Custo Básico valor de aquisição de equipamentos e instalações Custo de Instalação custo adicional para fazer com que o bem adquirido funcione Despesas préoperacionais Despesas com testes dos equipamentos e treinamento de pessoal Avaliação de Projetos e Empresas Avaliação de Projetos e Empresas Os métodos de avaliação de projetos mais comuns são Payback VPL NPV TIR IRR Avaliação de Projetos e Empresas Para dar conta das condições de risco podese recorrer a sofisticações como Abordagem Equivalente à Certeza Análise de Sensibilidade Árvore de Decisão Simulação de Resultados Avaliação de Projetos e Empresas E quando o projeto não tem uma data de expiração como por exemplo uma organização Ajustamento pela Inflação Payback e Payback descontado Calcula o número de anos necessários para recuperar o investimento inicial período de recuperação do investimento Comparase projetos com base no período buscando o menor período de retorno Devese ainda estabelecer um período mínimo de retorno Payback e Payback descontado Payback descontado é o mesmo raciocínio do payback usual porém levando em conta o custo do dinheiro taxa de desconto sobre os fluxos de caixa futuros desta forma obtendo uma medida mais conservadora do período de recuperação do investimento o que torna os cálculos mais precisos Valor Presente Líquido O valor presente líquido net present value NPV avalia se o valor presente dos fluxos de caixa futuros supera o valor do investimento inicial DCFInvestimento0 em caso positivo o investimento deve ser realizado Mas qual a taxa de desconto a ser utilizada Em caso de múltiplos projetos devese tentar maximizar o NPV TOTAL DCF Discounted Cash Flow fluxo de caixa descontado Valor Presente Líquido Taxa Interna de Retorno A taxa interna de retorno internal rate of return IRR é a taxa que iguala os fluxos de caixa descontados ao valor investido DCFsInvestimento Comparase as taxas dos projetos entre si e em relação a uma taxa de corte VPL e TIR podem levar a decisões diferentes Sim se Tamanho e duração do projeto forem diferentes ou Os fluxos de caixa forem diferentes Orçamento Limitado um exemplo Orçamento Limitado um exemplo Orçamento Limitado um exemplo Abordagem Equivalente à Certeza Tenta considerar apenas o fluxo de caixa sem risco certos e descontálos pela taxa livre de risco Para tanto é necessário determinar quanto do fluxo de caixa é certo em cada período O VPL do fluxo de caixa sem risco é comparado ao investimento inicial VPL livre de risco Investimento 0 Geralmente o título do tesouro americano Análise de Sensibilidade Na análise de sensibilidade são testadas hipóteses a respeito do fluxo de caixa em busca de identificação dos riscos Podese testar taxa de desconto redução do fluxo de caixa abreviação do tempo de receita aumento inesperado do investimento inicial etc Buscase identificar projetos menos sensíveis a mudanças Árvore de Decisão Caso o projeto envolva uma série de decisões futuras é interessante avaliar o impacto destas decisões no VPL do projeto A árvore de decisão envolve analisar decisões sequenciais ao longo da vida do projeto ou empresa Decisões possíveis de ser analisadas incluem dar continuidade ao desenvolvimento de um produto ampliar reduzir ou cancelar uma linha produtiva ou segmento de atuação etc Árvore de Decisão Simulação de Resultados Outra alternativa ainda mais detalhada para a análise de um projeto é a utilização de simulação de resultados Neste caso por meio de computação repetese milhares de vezes o cálculo do VPL com base em possíveis resultados de fluxos de caixa taxa de desconto e investimento inicial O resultado é uma distribuição do VPL de onde se pode obter um intervalo de confiança para seu retorno Simulação de Resultados Brandão et al 2012 Projetos sem data de Expiração Quando um projeto não tem data de expiração por exemplo uma organização utilizase um cálculo em duas etapas Período de previsão explícita Período de perpetuidade O cálculo do período de previsão explícita é idêntico aos projetos já tratados no caso do período de perpetuidade usase a mesma proposta do modelo de Gordon para precificação de ações Ajustamento pela Inflação Devese ajustar a taxa de desconto ou os fluxos de caixa para mitigar o efeito da inflação No caso de ajuste da taxa de desconto do custo de capital denominamos esta de taxa de desconto real irealinominalinflação Administração do Capital de Giro Administração do Capital de Giro O desempenho de uma organização pode ser mensurado em uma dimensão de longo prazo neste caso avaliandose a eficácia da aplicação de recursos e seu respectivo retorno No entanto a eficiência no processo de aplicação de recursos precisa ser monitorada e esta eficiência numa organização é conhecida como liquidez gestão do capital em curto prazo Administração do Capital de Giro A administração do capital de giro tem como propósito planejar implementar checar e agir sobre a liquidez da organização garantindo a sustentabilidade financeira em uma visão de curto prazo Administração do Capital de Giro Com este propósito deve garantir as políticas de estocagem compra de materiais produção venda de produtos e mercadorias e prazo de recebimento ou seja todo o ciclo operacional da organização Capital de Giro ou Circulante Corresponde ao ativo circulante de uma organização representando o valor total dos recursos demandados pela organização para financiar seu ciclo operacional Importância da Administração do Capital de Giro Fluxo do Ativo Circulante Capital Circulante Líquido Capital circulante liquido ou capital de giro líquido corresponde à parcela dos recursos permanentes ou de longo prazo próprios e de terceiros aplicada no ativo circulante A forma mais direta de obterse o valor do capital de giro líquido é mediante a simples diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante ou seja CGL CCL Ativo Circulante Passivo Circulante Capital Circulante Líquido O capital circulante líquido representa a parcela dos recursos de longo prazo recursos permanentes aplicada em itens ativos de curto prazo circulantes Essa interpretação do capital de giro líquido é processada de baixo para cima no balanço identificandose os valores passivos de longo prazo próprios ou de terceiros que estão financiando o ativo circulante da empresa O cálculo desse valor é obtido pela expressão CGL CCL Patrimônio Líquido Exigível a longo prazo Ativo Permanente Realizável a longo prazo Balanço por Massas Patrimoniais O balanço por massas patrimoniais no quadro abaixo evidencia os conceitos Ativo Passivo Ativo circulante 160000 Passivo circulante 120000 Realizável a longo prazo 20000 Exigível a longo prazo 80000 Ativo permanente 120000 Patrimônio liquido 100000 Balanço por Massas Patrimoniais Do total de R160000 aplicados no ativo circulante R120000 são provenientes de créditos de curto prazo passivo circulante e os R40000 restantes que representam o CGL estão identificados nos recursos permanentes da empresa Exigível a Longo Prazo e Patrimônio Líquido Balanço por Massas Patrimoniais Inversamente dos R180000 de fundos levantados a Longo Prazo R140000 estão alocados em ativos também de longo prazo realizável a longo prazo e ativo permanente sendo que os R40000 excedentes CGL foram destinados a financiar o ativo circulante Esta posição induz certa folga na liquidez da empresa para suprir eventuais ausências de sincronização entre os elementos de um fluxo de caixa Ciclos Operacionais É composto por todas as fases de atividades operacionais de uma organização Para uma empresa industrial incluem os indicadores PMEMP prazo médio de estocagem de matériasprimas PMF prazo médio de fabricação PMEPTPMV prazo médio de estocagem dos produtos terminadosprazo médio de venda PMC prazo médio de cobrança PMPF prazo médio de pagamento a fornecedores Ciclos Operacionais Destes indicadores deduzimos três ciclos da organização Ciclo Operacional Total PMEMP PMF PMV PMC Ciclo Econômico PMEMP PMF PMV Ciclo Financeiro PMEMPPMFPMVPMCPMPF Índices Operacionais PMEMPsaldo médio de materiais360 consumo anual PMFvalor médio dos produtos em elaboração 360 custo de produção anual PMVvalor médio dos produtos acabados360 custo dos produtos vendidos PMATPMEMPPMFPMV Índices Operacionais PMAMercadoriasvalor médio dos estoques de mercadorias360 custo total da mercadoria vendida no ano PMC valor médio das duplicatas a receber360 vendas anuais a prazo PMPF valor médio das duplicatas a pagar360 compras anuais a prazo Investimento em Capital de Giro O ativo circulante é o grupo patrimonial com menor contribuição para a rentabilidade organizacional O capital assim aplicado visa a sustentação de atividade operacional de uma empresa Decidir qual o nível de investimento em Capital de Giro é um aspecto estratégico da organização Estratégias de Investimento em Capital de Giro Estratégias de Investimento em Capital de Giro Há duas estratégias básicas para se determinar o mix adequado de financiamento a curto e a longo prazo a conservadora e a agressiva A estratégia agressiva de financiamento é aquela em que a empresa financia suas necessidades sazonais e possivelmente uma parcela das necessidades permanentes com fundos de curto prazo sendo o valor restante financiado com fundos de longo prazo Estratégias de Investimento em Capital de Giro A estratégia agressiva funciona com um mínimo de CCL pois apenas a parcela permanente dos ativos circulante é financiada com fundos a longo prazo A estratégia agressiva é arriscada não só do ponto de vista do baixo CCL mas também porque a empresa precisa contar tanto quanto possível com as fontes de recursos a curto prazo para atender as flutuações sazonais nas suas necessidades de fundos Estratégias de Investimento em Capital de Giro Estratégia conservadora Corresponde a financiar todas as necessidades financeiras com recursos a longo prazo e usar recursos a curto prazo no caso de emergência ou de desembolsos inesperados É difícil imaginar como essa abordagem poderia ser implementada realmente pois certas formas de financiamentos a curto prazo como duplicatas a pagar e outras contas a pagar são praticamente inevitáveis Estratégias de Investimento em Capital de Giro Os ativos circulantes acima da linha da necessidade total de fundos e abaixo da linha de recursos a longo prazo representam excedentes de ativos circulantes pelo investimento do excesso de fundos a longo prazo em título negociáveis Fontes Espontâneas de Capital de Giro Financiamento espontâneo resultam das operações normais da empresa e as duas fontes principais desses financiamentos a curto prazo são as duplicatas a pagar e as contas referentes às despesas incorridas e ainda não pagas Duplicatas a Pagar São para as empresas a principal fonte de financiamento a curto prazo nãogarantido e resultam da compra de mercadorias a prazo sem que o comprador necessite submeterse a muitas formalidades para evidenciar sua obrigação para com o vendedor Duplicatas a Pagar As condições de crédito do fornecedor estabelecem o período de crédito o valor do desconto financeiro se houver o período do desconto financeiro e a data em que o crédito se inicia Período de crédito é o número de dias até a data estabelecida para o pagamento integral de uma duplicata a pagar Desconto financeiro dedução em termos percentuais sobre o valor de compra se o comprador pagar em um prazo especificado que é menor do que o período de crédito Período de desconto financeiro é o número de dias após o início do período de crédito durante o qual o desconto financeiro pode ser aproveitado Data da fatura indica que o início do período de crédito é a data assinalada na fatura da compra Contas a Pagar É a segunda fonte espontânea de financiamento a curto prazo para a empresa resultante dos serviços recebidos que ainda deverão ser pagos Os itens mais comuns são salários e impostos Os impostos são pagamentos ao governo a empresa não pode manobrar essa obrigação Fontes de Financiamento a Curto Prazo Sem Garantia As empresas obtêm empréstimos a curto prazo não garantidos de duas fontes principais os bancos e commercial papers São fontes negociadas e resultam de ações deliberadas por parte do administrador financeiro Empréstimos bancários são os mais comuns porque podem ser solicitados por empresas de qualquer tamanho já os commercial papers tendem a estar disponíveis apenas para as grandes empresas Fontes de Financiamento a Curto Prazo Com Garantia Um empréstimo a curto prazo com garantia é aquele pelo qual o credor exige alguns ativos como colaterais geralmente duplicatas a receber ou estoques O credor adquire o direito de uso colateral mediante a execução de um contrato contrato com garantia firmado entre ele e a empresa tomadora Fontes de Financiamento a Curto Prazo Com Garantia Esse contrato de garantia indica o colateral empenhado para garantir o empréstimo assim como suas condições taxas de juros data de reembolso e outras cláusulas Uma cópia desse contrato é registrado em cartório público geralmente em cartório de registro de títulos e documentos Gestão do Caixa e Crédito Gestão do Caixa e Crédito A gestão do caixa visa fundamentalmente manter uma liquidez imediata necessária para suportar as atividades de uma empresa Apesar do saldo de caixa ser um elemento dos investimentos organizacionais sem retorno operacional a empresa precisa manter um nível de caixa para fazer frente a seu fluxo de recebimentos e pagamentos Fluxo do Ativo Circulante Demanda de moeda e manutenção de caixa Segundo Keynes existem três motivos que levam as empresas a manter determinado nível de caixa Motivonegócio Necessidade de uma empresa em manter recursos para pagamentos naturais de sua atividade considerando os descasamentos entre os fluxos de receitas e despesas Precaução Imprevisibilidades e despesas extraordinárias podem ocorrer como parte das atividades organizacionais Especulação A imprevisibilidade nas organizações também pode se ser a fonte de oportunidades de investimento o que justifica a manutenção de caixa para fins especulativos Ciclo de caixa e controle de seu saldo O ciclo de caixa é representado pelo número de dias do ciclo operacional menos o período médio de pagamentos O ciclo de caixa é a diferença entre o número de dias em que os recursos ficam comprometidos no ciclo operacional e o número médio de dias que a empresa pode se utilizar das fontes espontâneas de financiamento até que os pagamentos sejam efetuados Fluxo do Ativo Circulante Ciclo de caixa mínimo Qualquer empresa desejaria ter ciclo de caixa negativo pois isso significaria que o período médio de pagamento excederia o ciclo operacional Empresas industriais normalmente não conseguem ter ciclos negativos de caixa a menos que retardem seus pagamentos por um período de tempo nada razoável Por sua vez empresas não industriais apresentam uma probabilidade maior de ter ciclos de caixa negativos pois lidam com estoques de maior giro além de poderem vender à vista Ciclo de caixa mínimo No caso mais comum em que o ciclo de caixa é positivo a empresa deve visar estratégias que o minimize sem contudo prejudicar as vendas ou a possibilidade de comprar a crédito Ciclo de caixa mínimo Estratégias de responsabilidade e competência do caixa Aceleração de recebimentos Controle e adequação de datas e valores a pagar Concentração bancária Aplicação de recursos inativos Ciclo de caixa mínimo Estratégias de responsabilidade da empresa Otimizar produção e estocagem Desenvolver critérios de venda Promover a redução de estoques Criar uma política de concessão de crédito Combinação de Estratégias na Administração de Caixa As empresas geralmente não tentam implementar apenas uma das estratégias citadas Procuram usar todas elas como forma de reduzir sua dependência de financiamentos negociáveis Cuidados na implementação das estratégias Evitar um grande número de falta de estoques Evitar a perda de vendas devido a técnicas de cobrança que pressionem a clientela Não prejudicar o conceito de crédito da empresa retardando em demasia o pagamento de suas contas Técnicas de administração de caixa Os administradores financeiros tem a sua disposição uma variedade de técnicas para gerenciamento de caixa as quais podem proporcionar ganhos adicionais Admitindose que a empresa tenha feito tudo o que seria possível para estimular seus clientes a pagar pontualmente bem como tenha selecionado fornecedores que ofereçam as condições de crédito mais convenientes e flexíveis ainda assim o uso de algumas técnicas poderia aumentar a velocidade de cobrança e retardar os desembolsos Técnicas de administração de caixa Conceito de Float No sentido mais amplo o Float referese aos fundos enviados por um devedor mas que ainda não estão disponíveis ao credor O Float também ocorre na situação em que o credor já pode dispor dos recursos enviados embora estes não tenham sido ainda retirados da conta do remetente A demora no sistema de compensação ligada ao transporte e processamento de cheques dá margem ao Float no sistema bancário Saldo Mínimo de Caixa Saldo Mínimo de Caixa Desembolsos totais esperados no período Giro de Caixa Ajustes possíveis Encurtar prazos de reavaliação Consideração da sazonalidade das atividades Uso de ajustes inflacionários Modelos de Administração de Caixa Modelos teóricos para administração de Caixa Buscam responder Quanto devo manter em caixa no instante t Existem 2 principais modelos Lote Econômico Baumol 52 e Modelo de Miller Orr 66 Modelos de Administração de Caixa Lote Econômico Baumol 52 Considera entradas periódicas e saídas constantes em uma analogia com matérias primas em uma linha de montagem Faz a análise do custo de manutenção do dinheiro em caixa e Do custo de obtenção do dinheiro Modelos de Administração de Caixa Modelos de Administração de Caixa Custo de obtenção b TC Onde b custo fixo de transação T valor de caixa de uso previsto no período C saldo de caixa TC número de transações realizadas para atender o valor demandado Modelos de Administração de Caixa Custo de manutenção i C2 Onde i taxa de juros dos títulos negociados C saldo de caixa C2 saldo médio de caixa Modelos de Administração de Caixa Nível ótimo de Caixa CbTCiC2 Igualando a reta de custo de obtenção e a de manutenção obtemos bTCiC2 C 2bTi 12 Modelos de Administração de Caixa Modelo de Miller Orr 66 Modelo probabilístico leva em conta a incerteza do caixa Admite desconhecimento das transações futuras imponderabilidade Define um limite inferior de caixa L e um limite superior de caixa h com base estatística Modelos de Administração de Caixa Modelos de Administração de Caixa Modelo de Miller Orr 66 O valor ótimo de caixa Z incorpora a variabilidade do caixa e custos associados Onde F custo fixo de transação com títulos negociáveis Sigma2 variância dos saldos líquidos diários de caixa K taxa de juros dos títulos negociáveis Política de crédito e cobrança A política de crédito da empresa influenciará o volume de vendas o nível de investimento em caixa estoques contas a receber e possivelmente em equipamentos perdas por inadimplência custos de cobrança A política de crédito se refere a decisões acerca dos padrões de crédito quem tem direito a crédito e qual o limite e condições específicas de pagamento Política de crédito e cobrança Dimensões a se considerar em uma política de crédito Análise dos padrões de crédito Prazo de concessão de crédito Desconto por pagamentos antecipados Políticas de cobrança Incluem as seguintes medidas de controle Aging de valores a receber Acompanhamento do índice de Dias de Vendas a Receber DVR valores a receber ao final do período vendas médias do período Financiamento de Longo Prazo Fontes de Financiamento de Longo Prazo Incluem Mercado acionário Mercado de empréstimos e financiamentos Mercado Acionário Recursos Próprios Temporalidade dos recursos próprios e o controle acionário Os proprietários donos do recurso próprio antes e depois da emissão de novas ações não são os mesmos Considerando a teoria da eficiência de mercado como esta mudança de AGENTES pode afetar a organização Qual a implicação para os proprietários anteriores Mercado Acionário Recursos Próprios Operacionalmente envolve as seguintes etapas e agentes Empresa emitente de novas ações Instituição financeira nãobancária intermediadora da operação Colocação inicial mercado primário Renegociação das ações Condições organizacionais e novas emissões Resultados econômicofinanceiros Conveniência de abertura de capital ou nova emissão market timing Estudo setorial e ambiente conjuntural Analisam as condições de emissão Os gestores da empresa que estuda emitir ações Os atuais proprietários da empresa Agentes reguladores do mercado Potenciais futuros acionistas pertencentes ao mercado primário e secundário de ações Técnicas de Avaliação Os resultados econômicofinanceiros de uma empresa são avaliadas pelas técnicas fundamentalistas VPL múltiplos de mercado etc Buscase identificar o desempenho futuro da organização para se determinar a viabilidade e o potencial do investimento acionário Instituição Financeira Intermediadora Elo entre a empresa e os agentes poupadores Realiza diferentes formas de subscrição Tipo Puro ou Firme Tipo Standby residual Tipo Melhor Esforço Análise do Valor das Ações Ao lançar novas ações a organização deve realizar uma análise específica da contribuição deste caixa para o seu crescimento Dentre as maneiras mais usuais para tanto está utilizar a análise do fluxo de caixa descontado complementado pelo modelo de Gordon Impacto no Custo do Capital A ampliação do capital próprio no total do capital empenhado na organização alterar o custo do capital pois Muda o grau de alavancagem financeira da empresa podendo reduzir a vantagem fiscal da dívida e alterando o beta da empresa Reduz o risco da organização pela visão dos financiadores podendo reduzir a taxa de juros de financiamentos Tipos de dívidas corporativas São dois os tipos de dívidas corporativas Dívida de emissão pública Dívida direta A escolha entre estes dois tipos de dívida se dá pela identificação da dívida que traz menores impactos no custo do capital no risco para a empresa e nos direitos dos investidores Dívida de Emissão Pública Formada por títulos de dívidas das empresas como debêntures títulos garantidos notas promissórias etc É bastante forte em outras economias e tem crescido no Brasil São emitidos de forma bastante similar à colocação de ações no mercado também incorrendo em custos similares Podem ser colocados tanto no mercado interno quanto no externo Dívida de Emissão Pública Debêntures apresentam os seguintes elementos Valor de Face do Título valor a ser resgatado Cupons valor de parcela intermediária O valor à vista nem sempre é igual ao valor de face podendo haver ágio ou deságio Dívida de Emissão Pública São normatizadas pela CVM Podem conter cláusula de repactuação ajuste de nova condição de remuneração diante da modificação da taxa de juros do mercado Dívida de Emissão Pública A curto prazo o financiamento costuma ocorrer pelos commercial papers nota promissória Não há necessidade de oferecimento de garantia real sendo exigido bom conceito da organização As notas são negociadas no mercado de títulos de renda fixa corporativos BovespaFix O prazo máximo é de 360 dias para companhias abertas e de 180 dias para companhias fechadas Dívida de Emissão Pública Os riscos associados para dívidas no Brasil incluem a flutuação das taxas de juro e a falta de liquidez Dívida de Emissão Pública Emissões externas de dívida são identificadas pelo prazo de emissão Curto prazo até 1 ano notas promissórias commercial papers Médio Prazo 1 a 10 anos Notes Longo Prazo acima de 10 anos Bonds Limitação do Financiamento no Brasil Limitações específicas do Brasil Altos encargos financeiros Baixa oferta interna de crédito de longo prazo Restrições a oferta de novas ações e debêntures no mercado principalmente devido a condição do mercado de capitais no Brasil Limitação do Financiamento no Brasil A maior parte do financiamento no Brasil é através do crédito bancário A maior parte do crédito é direcionado para o capital de giro de curto prazo A falta de crédito de longo prazo e seus altos custos financeiros são característicos a alternativa de longo prazo é através do BNDES Limitação do Financiamento no Brasil As empresas brasileiras carentes de novos fundos de longo prazo tem procurado financiamentos externos A ordem de prioridade de financiamento das empresas brasileiras costuma ser Retenção de resultados reinvestimento dos lucros Endividamento por capital de terceiros dívidas Emissão de novas ações Financiamento via BNDES O financiamento via BNDES pode ser realizado por dois canais do denominado Sistema BNDES FINAME BNDESPAR Variam de acordo com as características da operação e do tomador de recursos Voltados para financiar capital fixo das empresas Financiamento por recursos de terceiros Tipos de modalidades de empréstimos Empréstimos e financiamentos diretos Repasses de recursos internos Repasses de recursos externos Subscrição de debêntures Arrendamento mercantil leasing Dívida de Emissão Pública Já a dívida direta dívida privada é a tomada de instituições financeiras O foco das dividas diretas é o financiamento do ativo circulante das empresas financiamento de curto prazo Estrutura de Capital Por que se financiar Por que se financiar Será que após o financiamento o preço da ação vai permanecer em 20 Proposições de MM supondo ausência de Impostos Proposições de MM supondo presença de Impostos Proposições de MM supondo presença de Impostos e aumento do risco Alertas sobre a estrutura de capital Se MMI está correta minimizar o custo de capital CC é equivalente a maximizar o lucro da empresa EPSLPA caso contrário somente se o lucro operacional EBITLAJI for independente da estrutura de capital No entanto diversas condições levam o lucro operacional a ser afetado pela estrutura de capital ex Notícias sobre a empresa alteram o comportamento de clientes e fornecedores Pecking Order Ordem de Prioridades 1 Preferência por recursos próprios 2 Emitir o ativo financeiro mais seguro primeiro em geral primeiro títulos de dívida e depois títulos de propriedade Pecking Order Implicações A Pecking Order conflita com a Trade off em Não existência de um endividamento alvo Empresas com alta rentabilidade usam menos dívida Empresas tem vantagens com a folga financeira financial slack Custo de Capital Exemplo de Decisão Suponha um projeto de investimento com TIR IRR de 18 ao ano em uma empresa do setor de eletrônica Você faria este investimento Exemplo de Decisão Suponha um projeto de investimento com TIR IRR de 18 ao ano em uma empresa do setor de eletrônica Você faria este investimento E sabem do que o custo do capital próprio do investidor é de 20 e o custo do capital de terceiros dívida é de 14 agora consegue decidir Exemplo de Decisão Sabendo agora os dados da tabela abaixo você saberia identificar se a decisão de investir é interessante Fonte do Capital Valor do Capital Taxa de Juros Próprio Investidores 4 milhões 20 ª ª Terceiro Financiamento 6 milhões 14 ª ª Total 10 milhões Exemplo de Decisão A resposta é sim é interessante mas como sabemos disto 42061410164 Fonte do Capital Valor do Capital Custo do Capital Próprio Investidores 4 milhões 20 ª ª Terceiro Financiamento 6 milhões 14 ª ª Total 10 milhões 164 ª ª Fontes e Custos Diferentes Podemos enxergar as fontes de capital em função do compartilhamento do risco da atividade da empresa com este fornecedor de capital Ações ordinárias Ações preferenciais Bônus conversíveis Leases operacionais e financeiros Debêntures não conversíveis Financiamento Bancário Fontes e Custos Diferentes As fontes podem ser reduzidas na seguinte classificação Capital próprio Ordinário Preferencial Capital de terceiros Com dedutibilidade do imposto Custo do Capital de Terceiros O custo do capital de terceiros é obtido pela divisão dos valores pagos a título de juros pela dívida contraída divido pela dívida total este valor Ri antes do IR é modificado devido a dedutibilidade dos juros sobre o IR Ri após IR Ri antes do IR x 1IR Custo do Capital de Terceiros Se quisermos encontrar o custo a valor de mercado custo atual vai depender da empresa mas para organizações brasileiras que operam globalmente este custo pode ser expresso como Rim Rf Risco BR Spread Rim após IR Rim x 1 IR Custo do Capital Preferencial O capital próprio pode ser calculado como o valor total pago para dividendos preferenciais dividido pelo preço de mercado do dividendo preferencial Rp Dividendo Preferencial Valor da Ação Preferencial Custo do Capital Ordinário Uma das maneiras de obter o custo do capital próprio ordinário e através da fórmula do CAPM obtendo o retorno exigido pelos acionistas Existem limitações com esta metodologia devido ao tamanho do mercado brasileiro de capitais Devemos então considerar se queremos um modelo com amplitude global ou local Custo do Capital Ordinário CAPM local informações do ambiente da empresa ex dados da Bovespa e taxa dos títulos federais CAPM global informações internacionais ex custo dos títulos americanos e dados da NYSE Custo do Capital Ordinário CAPM local Re Rf Beta x RmRf Onde Rf taxa livre de risco ex NTNF 10 anos Beta Calculado com base no mercado nacional RmRf Prêmio de risco do mercado de capitais brasileiro Custo do Capital Ordinário CAPM global Re Rf Beta x RmRfRisco BR Onde Rf taxa livre de risco ex títulos do Tesouro Americano Beta Calculado com base no retorno setorial RmRf Prêmio de risco do mercado americano Risco BR Prêmio do risco Brasil risco relativo aos EUA Ponderações dos Custos A participação de cada custo no custo de capital da organização vai depender da participação relativa destas fontes no total de recursos da organização Esta participação pode ser calculada pelo valor contábil ou pelo valor de mercado Custo Médio Ponderado de Capital O Custo Médio Ponderado de Capital CMPC ou Weighted Average Cost of Capital WACC é o custo da dívida ponderado pela participação desta no total da empresa A fórmula do CMPC é CMPC rd1TcDVrpPVrsSV Custo Médio Ponderado de Capital CMPC WACC kd1TcDVkpPVksSV Onde rd custo do endividamento para o período analisado Tc alíquota tributária marginal D valor de mercado do endividamento V valor de mercado da empresa VDPS rp custo do capital preferencial P valor de mercado do capital preferencial rs custo do capital social S valor do capital social Limitações Organizações de capital fechado Setores com baixa representação na bolsa Mudança do destino do capital em relação às atividades usuais da organização