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Texto de pré-visualização

PROFESSORES Dra Jackelline Favro Dr Marcos Aurélio Brambilla Microeconomia I ACESSE AQUI O SEU LIVRO NA VERSÃO DIGITAL EXPEDIENTE Coordenadora de Conteúdo Silvio Cesar de Castro Projeto Gráfico e Capa André Morais Arthur Cantareli e Matheus Silva Editoração André Morais e Juliana Duenha Design Educacional Antonio Nicácio Curadoria Fernanda Brito e Luana Brutscher Revisão Textual Ana Baniogli Ilustração Eduardo Alves Fotos Shutterstock DIREÇÃO UNICESUMAR NEAD NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Diretoria Executiva Chrystiano Mincoff James Prestes Tiago Stachon Diretoria de Graduação e Pósgraduação Kátia Coelho Diretoria de Cursos Híbridos Fabricio Ricardo Lazilha Diretoria de Permanência Leonardo Spaine Diretoria de Design Educacional Paula R dos Santos Ferreira Head de Graduação Marcia de Souza Head de Metodologias Ativas Thuinie MVilela Daros Head de Recursos Digitais e Multimídia Fernanda S de Oliveira Mello Gerência de Planejamento Jislaine C da Silva Gerência de Design Educacional Guilherme G Leal Clauman Gerência de Tecnologia Educacional Marcio A Wecker Gerência de Produção Digital e Recursos Educacionais Digitais Diogo R Garcia Supervisora de Produção Digital Daniele Correia Supervisora de Design Educacional e Curadoria Indiara Beltrame Reitor Wilson de Matos Silva ViceReitor Wilson de Matos Silva Filho PróReitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho PróReitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva PróReitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi NEAD Núcleo de Educação a Distância Av Guedner 1610 Bloco 4 Jd Aclimação Cep 87050900 Maringá Paraná wwwunicesumaredubr 0800 600 6360 Impresso por Bibliotecário João Vivaldo de Souza CRB 91679 C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ Núcleo de Educação a Distância FAVRO Jackelline BRAMBILLA Marcos Aurélio Microeconomia I Jackelline Favro e Marcos Aurélio Brambilla Maringá PR Unicesumar 2022 224 p ISBN 9786556158891 Graduação EaD 1 Microeconomia 2 Economia 3 Ciências 4 EaD I Título CDD 22 ed 338 FICHA CATALOGRÁFICA Reitor Wilson de Matos Silva A UniCesumar celebra os seus 30 anos de história avançando a cada dia Agora enquanto Universidade ampliamos a nossa autonomia e trabalhamos diaria mente para que nossa educação à distância continue como uma das melhores do Brasil Atuamos sobre quatro pilares que consolidam a visão abrangente do que é o conhecimento para nós o intelectual o profissional o emocional e o espiritual A nossa missão é a de Promover a educação de qualidade nas diferentes áreas do conhecimento for mando profissionais cidadãos que contribuam para o desenvolvimento de uma sociedade justa e solidária Neste sentido a UniCesumar tem um gênio impor tante para o cumprimento integral desta missão o coletivo São os nossos professores e equipe que produzem a cada dia uma inovação uma transforma ção na forma de pensar e de aprender É assim que fazemos juntos um novo conhecimento diariamente São mais de 800 títulos de livros didáticos como este produzidos anualmente com a distribuição de mais de 2 milhões de exemplares gratuitamente para nos sos acadêmicos Estamos presentes em mais de 700 polos EAD e cinco campi Maringá Curitiba Londrina Ponta Grossa e Corumbá o que nos posiciona entre os 10 maiores grupos educacionais do país Aprendemos e escrevemos juntos esta belíssima história da jornada do conhecimento Mário Quin tana diz que Livros não mudam o mundo quem muda o mundo são as pessoas Os livros só mudam as pessoas Seja bemvindo à oportu nidade de fazer a sua mudança Tudo isso para honrarmos a nossa missão que é promover a educação de qualidade nas diferentes áreas do conhecimento formando profissionais cidadãos que contribuam para o desenvolvimento de uma sociedade justa e solidária Dra Jackelline Favro Olá querido acadêmico Me chamo Jackelline Favro sou economista e pesquisadora atuando na área de desen volvimento regional e agroindustrial Meu contato com a economia se iniciou no ano de 2006 quando comecei a cursar Ciências Econômicas na Universidade Estadual do Paraná Campus de Campo Mourão Logo que ini ciei meus estudos observei a importância do curso bem como o amplo campo oportunidade e de atuação do eco nomista em diferentes áreas e setores e isso fez com que meu interesse pelo curso aumentasse cada vez mais Ao longo do curso fui me identificando com a área da pes quisa o que acabou sendo fundamental para que ao final da graduação eu optasse pela área acadêmica Em 2010 ao finalizar a graduação comecei a fase de estudos para me preparar para as provas do mestrado Foi um período intenso e de muita correria pois dividia meu tempo entre o trabalho em uma corretora de seguros e os estudos para as provas Em 2013 fui aprovada no mestrado em Desenvolvimento Regional na Universidade Estadual de Londrina O mestrado foi um divisor de águas na minha vida porque foi período de muuuuuuuito estudo muitos desafios e dificuldades que foram superadas com mui to esforço dedicação e oração O mestrado me trouxe maturidade me fez enxergar a vida de uma forma dife rente e me proporcionou conhecer pessoas incríveis que se tornaram amigos para a vida toda Em 2015 entrei no Doutorado em Ciências Econômicas na Universidade Estadual de Maringá e em 2019 dei início ao Pósdoutora do na mesma instituição Tanto no doutorado quanto no pósdoutorado minha área de pesquisa se consolidou na análise de desenvolvimento regional área em que atuo até hoje Ao longo de toda a minha jornada no ensino su perior e na pósgraduação aprendi que na vida quando se tem metas dedicação esforço e comprometimento conseguimos alcançar o que almejamos e chegar onde idealizamos O segredo do sucesso é dar o primeiro passo e perseverar Dificuldades irão surgir pelo caminho mas com esforço dedicação e muito estudo as dificuldades são transformadas em oportunidades Dr Marcos Aurélio Brambilla Olá acadêmico Me chamo Marcos Aurélio Brambilla te nho doutorado em Teoria Econômica pela Universidade Estadual de Maringá UEM mestrado em Economia Re gional pela Universidade Estadual de Londrina UEL e sou graduado em Ciências Econômicas pelo Centro Universi tário Cidade Verde UniFCV Em relação à minha atuação profissional sou professor mediador do EAD da Unice sumar Quando estava no ensino médio não queria se guir a profissão de docente tendo em vista que a minha vontade no último ano do ensino médio era de realizar o curso de matemática porém deixei de prestar o vestibular de matemática pois a principal profissão era a docência Então entrei no curso de economia com a indicação de uma tia para posteriormente mudar para contabilidade porém gostei tanto do curso que não apenas terminei a graduação mas realizei o mestrado e doutorado e hoje sou docente da área Para mais informações segue o link do meu currí culo lattes httplattescnpqbr4609573696140389 MICROECONOMIA I No nosso dia a dia sempre nos deparamos com situações em que precisamos tomar decisões seja em situações cotidianas como a escolha sobre o que comer ou a forma de locomoção para o trabalho ou em decisões sobre situações que impactam nossos projetos futuros como a escolha de qual curso superior cursar por exemplo Nessas situações a melhor decisão a ser tomada será a que nos trará o maior nível de satis fação Esse tipo de análise sobre a tomada de decisões também pode ser realizada quando analisamos as decisões econômicas dos consumidores e empresas Por meio da análise microeconômica observamos como os consumidores agentes econômicos que representam a demanda se direcionam ao mercado com a intenção de consumir uma quantidade de bens ou serviços que proporcione maior satisfação de consumo possível ou seja o máximo de bemestar e verificamos também como as empresas agentes econômicos que representam a oferta de bens e serviços se organizam para alcançar a maior quantidade de produção com o menor custo possível utilizando os fatores de produção capital trabalho terra e tecnologia disponível Entretanto para que a análise sobre a tomada de decisão dos consumidores e empresas seja possível quais aspectos devemos observar Pelo lado da demanda em que analisamos o comportamento do consumidor é essencial compreendermos as diferentes formas que a demanda pode assumir bem como os fatores que a influenciam Já pelo lado da oferta em que analisamos o comportamento das empresas temos que compreender os fatores que afetam a decisão dos produtores de ofertarem seus bens e serviços os processos de produção os custos de produção e as decisões de alocação dos recursos produtivos tanto no curto quanto no longo prazo Em um ambiente empresarial é essencial que os gestores entendam o comporta mento dos consumidores e os fatores que afetam a demanda de determinado bem ou serviço existente no mercado Além disso é importante que se analise pelo lado da oferta como se dá a formação de preços quais os fatores exógenos e endógenos que a afetam como se dá a alocação de recursos para a produção e o comportamento dos custos de produção Dessa forma a disciplina de Microeconomia I procura responder às seguintes questões Quais fatores afetam os preços dos bens e serviços Qual a influência da demanda e da oferta na formação de preços Como se comporta o consumidor Como as empresas podem adotar as melhores estratégias em termos de nível de produção de curto e longo prazo para produzir de forma eficiente Como se dá o comportamento dos custos de produção Quais os fatores que contribuem para que as empresas maximizem seus lu cros Para atingir os objetivos propostos este livro foi dividido em cinco unidades A pri meira unidade aborda aspectos introdutórios da microeconomia inicialmente com os pressupostos básicos apresentação das curvas de oferta e demanda equilíbrio de mercado elasticidade e finalizando a unidade com aplicações práticas A segunda unidade busca mostrar como o consumidor se comporta para isso apresenta as preferências do consumidor as suas restrições orçamentárias a utilidade marginal a escolha do consumidor e por fim as aplicações com algumas demonstrações prá ticas das escolhas do consumidor A terceira unidade aprofunda os aspectos relacio nados ao comportamento da demanda apresentando a demanda individual o efeito renda e o efeito substituição a demanda de mercado o excedente do consumidor e algumas aplicações práticas As duas unidades finais do livro têm como foco de análise o comportamento pelo lado da oferta Na quarta unidade apresentamos a teoria da produção e dos custos mostrando a tecnologia de produção a produção com um insumo variável a produção com dois insumos variáveis os rendimentos de escala o custo de produção no curto prazo o custo de produção no longo prazo e as aplicações práticas e a quinta e última unidade deste livro apresenta como as empresas em mercados competitivos podem maximizar seus lucros exibindo a teoria sobre receita marginal custo marginal e ma ximização de lucros a escolha do nível de produção e curva de oferta da empresa no curto prazo a escolha do nível de produção e curva de oferta da empresa no longo prazo o excedente do produtor e por fim algumas aplicações práticas mostrando como os gestores podem tomar suas decisões de forma eficiente Com o conhecimento adquirido neste livro você caro a aluno a poderá utilizar esses conceitos para tomar decisões tanto para sua vida pessoal quanto para sua vida profissional Para sua vida pessoal você deve compreender mais como são formados os preços e qual a forma de consumo que proporcione a sua maior satisfação e assim como consumidor realizar as melhores escolhas para você eou sua família conforme suas preferências de consumo Ademais o conteúdo abordado neste livro poderá ser utilizado como suporte para a tomada de decisões de forma eficiente no ambiente empresarial a política de preços da empresa a formação de previsões de demanda a formação de pre visões de custos de produção as escolhas ótimas de alocações de insumos para a produção poderá também influenciar uma política de propaganda e publicidade da empresa conforme as preferências dos consumidores e o tipo de bem entre outras situações em que as decisões possam ser tomadas a partir da utilização dos conceitos apresentados na disciplina IMERSÃO RECURSOS DE Ao longo do livro você será convida doa a refletir questionar e trans formar Aproveite este momento PENSANDO JUNTOS NOVAS DESCOBERTAS Enquanto estuda você pode aces sar conteúdos online que amplia ram a discussão sobre os assuntos de maneira interativa usando a tec nologia a seu favor Sempre que encontrar esse ícone esteja conectado à internet e inicie o aplicativo Unicesumar Experien ce Aproxime seu dispositivo móvel da página indicada e veja os recur sos em Realidade Aumentada Ex plore as ferramentas do App para saber das possibilidades de intera ção de cada objeto REALIDADE AUMENTADA Uma dose extra de conhecimento é sempre bemvinda Posicionando seu leitor de QRCode sobre o códi go você terá acesso aos vídeos que complementam o assunto discutido PÍLULA DE APRENDIZAGEM OLHAR CONCEITUAL Neste elemento você encontrará di versas informações que serão apre sentadas na forma de infográficos esquemas e fluxogramas os quais te ajudarão no entendimento do con teúdo de forma rápida e clara Professores especialistas e convi dados ampliando as discussões sobre os temas RODA DE CONVERSA EXPLORANDO IDEIAS Com este elemento você terá a oportunidade de explorar termos e palavraschave do assunto discu tido de forma mais objetiva Quando identificar o ícone de QRCODE utilize o aplicativo Unicesumar Experience para ter acesso aos conteúdos online O download do aplicativo está disponível nas plataformas Google Play App Store APRENDIZAGEM CAMINHOS DE 1 2 3 4 5 INTRODUÇÃO À MICROECONOMIA 13 TEORIA DO CONSUMIDOR 61 99 DEMANDA INDIVIDUAL E DEMANDA DE MERCADO 135 TEORIA DA PRODUÇÃO E CUSTOS 177 MAXIMIZAÇÃO DE LUCRO 1Introdução à Microeconomia Dra Jackelline Favro Prezado acadêmico seja bemvindo aos estudos da disciplina de Mi croeconomia I Nesta primeira unidade você irá conhecer o concei to de Microeconomia bem como a sua importância para a análise econômica e compreender os conceitos fundamentais da demanda e da oferta Estes conceitos básicos retratam o comportamento do consumidor demanda e o comportamento do produtor oferta que são observados tanto de forma individual por meio da análise das condições de oferta e demanda como por meio da análise conjunta por meio do conceito de equilíbrio de mercado em que se observam os deslocamentos da curva de oferta e demanda conjuntamente e o conceito de elasticidade no qual verificamos as respostas da oferta e da demanda em virtude de variações nos preços de determinados bens e serviços disponíveis na economia UNIDADE 1 14 Na economia existe uma infinidade de bens e serviços que são produzidos e co mercializados no mercado diariamente Cada produto possui suas características mercadológicas específicas Sendo assim vamos considerar o mercado de um determinado medicamento para dor de cabeça para compreender o comporta mento dos consumidores e produtores Sendo assim considere às seguintes informações sobre este produto O preço desse medicamento no mercado varia entre R200 a R 600 A Tabela 1 apre senta os dados referente ao preço quantidade ofertada do produto quantidade demandada e receita total desse medicamento Preço Quantidade demandada Quantidade ofertada Receita total R 200 50000 10000 R 2000000 R 400 30000 30000 R 12000000 R 600 10000 50000 R 30000000 Quadro 1 Preço quantidade demandada quantidade ofertada e receita total do medicamento para dor de cabeça Fonte a Autora Mediante a este cenário precisamos compreender as seguintes situações como podemos representar o comportamento dos consumidores e produtores desse medicamento no mercado 15 Para compreendermos essas características utilizamos os conceitos da microe conomia que tem por objetivo explicar como e por que os agentes econômicos tomam suas decisões Precisamos compreender o comportamento dos consumi dores que é observado por meio da análise da demanda de mercado e o com portamento dos produtores que é observado por meio da análise da oferta de mercado A partir do entendimento desses conceitos conseguimos encontrar o equilíbrio de mercado de determinado bem ou serviço Para analisar essa situação podemos utilizar a análise gráfica para verificar o comportamento da oferta e demanda de mercado desse medicamento Para tanto utilizamos a representação das curvas de oferta de demanda Por meio da Figura 1 podemos observar o comportamento das curvas de oferta e demanda do medicamento em questão No eixo horizontal temos a quan tidade Q e no eixo vertical o preço P O que as curvas revelam Preço R400 R600 R200 10000 30000 50000 Quantidade Curva de oferta do medicamento Oferta Preço R400 R600 R200 10000 30000 50000 Quantidade Curva de demanda de medicamento Demanda Descrição da Imagem a Figura 1 apresenta dois gráficos O gráfico da esquerda apresenta a curva de oferta de medicamentos e a curva da direita a curva de demanda de medicamentos O gráfico da esquerda mostra a curva de oferta do medicamento O eixo horizontal representa a quantidade de medicamentos e no eixo vertical o preço do medicamento A curva de oferta é positivamente inclinada indicando que à medida que o preço do medicamento aumenta de R200 para R400 depois para R600 a quantidade que o produtor está disposto a ofertar no mercado é maior ao preço de R200 10000 medicamentos são ofertados ao preço de R400 30000 medicamentos são ofertados e ao preço de R600 50000 medicamentos são ofertados O gráfico da direita mostra a curva de demanda do medicamento O eixo horizontal representa a quantidade de medicamentos e no eixo vertical o preço do medicamento A curva de demanda é negativamente inclinada indicando que à medida que o preço do medicamento aumenta de R200 para R400 depois para R600 a quantidade que os consumidores estão dispostos a adquirir desse produto diminui ao preço de R200 50000 medicamentos são consumidos ao preço de R400 30000 medicamentos são consumidos e ao preço de R600 10000 medicamentos são consumidos Figura 1 Curvas de oferta e demanda do medicamento para dor de cabeça Fonte a Autora UNICESUMAR UNIDADE 1 16 A partir da situação apresentada podemos ainda refletir sobre outras questões importantes que serão fundamentais para a compreensão do comportamento do mercado desse medicamento Quais os fatores que determinam a quantidade demandada e ofertada desse medicamento Variações no preço de mercado desse medicamento para dor de cabeça in fluenciarão a quantidade procurada desse medicamento pelos consumidores E com relação a produção variações no custo de produção impactarão na quantidade produzida Sendo assim é fundamental o entendimento sobre os conceitos que estão inseridos na microeconomia A análise da oferta e da demanda é uma ferramenta essencial para compreendermos o mecanismo de mercado de determinado bem ou serviço Pressupostos da Microeconomia A microeconomia é um dos temas mais importantes estudados pelas Ciências Econômicas pois examina o comportamento das unidades econômicas indivi duais Estas unidades incluem consumidores trabalhadores investidores pro prietários de terra empresas ou seja qualquer indivíduo ou entidade que tenha participação no funcionamento da economia A microeconomia tem por objetivo explicar como e porque essas unidades tomam decisões econômicas PINDICK RUBINFELD 2013 Portanto a microeconomia desconsidera o comportamento dos grandes agregados econômicos como renda emprego consumo investimento poupan ça e nível geral de preços e foca suas análises apenas em mercados específicos estudando as ações de produtores e consumidores Sendo assim ela apresenta uma visão microscópica dos fenômenos econômi cos Suas análises compreendem a teoria do consumidor que considera o com portamento dos indivíduos e irá subsidiar a análise de demanda e a teoria da firma que se desdobra nas teorias da produção dos custos e dos rendimentos e alicerça a análise da oferta PINHO VASCONCELLOS 2003 A Microeconomia é conhecida também como a teoria dos preços pois pro cura demonstrar a formação dos preços dos bens e serviços assim como dos recursos produtivos 17 De acordo com Sandroni 2001 a microeconomia possui quatro caracterís ticas principais A primeira característica consiste no fato de se caracterizar como uma ciência de natureza dedutiva ou teórica O caráter dedutivo é destacado pelo fato de que muitas das variáveis consideradas pela microeconomia não podem ser observadas ou mensuradas Sendo assim essas variáveis podem ser previsíveis por meio de modelos Esses modelos são explicações simplificadas e abstratas de algum fenômeno da realidade de um sistema econômico que por meio de hipóteses cálculos argumentos e conclusões são esclarecidos Dado que as unidades econômicas individuais atuam de maneira racional ou seja tem por objetivo maximizar sua utilidade ou satisfação estes modelos retratam por exemplo a forma como os indivíduos tomam suas decisões e a maneira como as empresas regulam os seus procedimentos A segunda característica da microeconomia referese à natureza estático comparativa Ela possibilita a comparação de dois diferentes resultados eco nômicos antes e depois de uma mudança em alguma variável que está sendo analisada Um exemplo desse caso seria a implementação de uma política pública de erradicação do atraso escolar em um determinado município Nesse caso por meio estáticocomparativa realizase uma análise considerando o período antes da implementação da política e o período posterior a essa implementação para verificar quais os reais efeitos positivos ou negativos causados pela intervenção A terceira característica consiste em seu enquadramento dentro da ciência positiva ou científica Isso implica a ausência de juízo de valor ou conotação ética nas teorias microeconômicas que se mantêm ex clusivamente descritivas PINHO VASCONCELLOS 2003 p105 E a quarta característica é seu caráter de análise de equilíbrio parcial Essa análise pressupõe a adoção da condição coeteris paribus ou seja uma hipótese segundo a qual todas as demais condições que possam influenciar no relacionamento entre duas variáveis funcionalmente dependentes sejam mantidas constantes Um exemplo disso seria analisar como a variação nos preços afeta a demanda de um determinado produto dado que a renda o gosto do consumidor e demais fatores que influenciam a demanda permanecem constantes UNICESUMAR UNIDADE 1 18 Os conceitos estudados em microeconomia podem ser aplicados na economia em diversas áreas podendo ser utilizada como Elementos de previsão condicionados à ocorrência de determinados eventos Ajuda a compreender o comportamento dos consumidores na tomada de decisão referente ao consumo de determinados bens e serviços Na elaboração de modelos que retratam a situação econômica de forma simplificada Desempenha importante papel na teoria do comércio internacional Encontrase presente no mundo dos negócios como uma ferramenta que auxilia nas decisões administrativas relacionadas à procura estrutura de custos métodos de fixação de preços Encontrase presente no campo da política econômica como mecanismo utilizado na avaliação dos possíveis resultados de diretrizes eou medidas governamentais comparandose as situações pré ou pós adoção destas Torna possível prever os resultados de decisões políticas que possam vir a ser tomadas Por exemplo podese citar o impacto da tributação sobre os dividendos que as empresas pagam aos seus acionistas Por meio de sua aplicabilidade podemos concluir que o bom entendimento so bre os conceitos microeconômicos é importante para a tomada de decisões dos indivíduos das empresas bem como para o planejamento para a compreen são da política pública entre outros De maneira mais geral a microeconomia é importante para que possamos compreender o funcionamento da economia PINDICK RUBINFELD 2013 Em que consiste a condição Coeteris Paribus Coeteris Paribus é uma expressão em latim que significa permanecendo constante todas a de mais variáveis Ela é muito utilizada em economia quando se deseja avaliar as consequên cias de uma variável sobre outra supondose as demais inalteradas SANDRONI 2001 PENSANDO JUNTOS 19 Demanda Oferta e Equilíbrio de Mercado Antes de abordar o conceito de demanda e oferta é preciso entender o conceito de mercado Mercado se refere a um conjunto de com pradores e vendedores que negociam um bem ou serviço específico Os compradores abrangem tanto os consumidores que adqui rem bens e serviços quanto as empresas que adquirem mão de obra capital e matériasprimas para serem utilizados na produção Entre os vendedores estão as empresas que vendem bens e serviços os trabalhadores que vendem seus serviços e os proprietários de re cursos que arrendam terras ou comercializam recursos minerais para as empresas Tanto as empresas como os consumidores podem atuar tanto como compradores como vendedores Eles atuam como comprado res quando estão adquirindo determinado bem ou serviço e como vendedores quando estão vendendo alguma coisa PINDICK RU BINFELD 2013 Para entendermos como o mercado funciona e como compra dores e vendedores se comportam e interagem é preciso analisar os princípios da oferta e da demanda que funcionam como guia para o bom funcionamento de um mercado UNICESUMAR UNIDADE 1 20 Demanda A demanda representa a quantidade de um bem ou serviço que os compradores ou também chamados de consumidores estão dispostos e podem adquirir em um determinado período Portanto a demanda também é conhecida como pro cura e é definida pelos compradores De acordo com Viceconti e Neves 2007 existem diversos fatores que podem influenciar a quantidade demandada de determinado bem ou serviço Dentre eles destacamse O preço do bem essa é a variável mais importante para que o consu midor decida o quanto vai comprar de determinado bem ou serviço Se o consumidor considerar que o preço do produto está barato provavel mente ele adquirirá maiores quantidades desse bem do que se este for considerado caro A renda do consumidor embora muitas vezes o consumidor considere atrativo o preço de determinado bem ou serviço ele pode não ter renda suficiente para adquirilo Entretanto a elevação da renda do consumi dor contribui para que uma quantidade maior de bens e serviços seja consumida Mas não são todos os bens disponíveis no mercado que se comportam desta for ma No caso dos bens inferiores uma elevação da renda fará com que as pessoas procurem menos por esse bem Um exemplo de bem inferior são as passagens de ônibus Suponha que um indivíduo receba um saláriomínimo no valor de R 110000 e se desloque para o trabalho diariamente por meio do uso do trans porte público Caso este indivíduo receba um aumento e passe a ganhar R 12 mil por mês esse indivíduo provavelmente utilizará esta renda adicional para comprar um veículo próprio reduzindo assim a sua demanda pelo transporte público Neste caso podemos observar que quanto maior a renda do consumidor menor a demanda pelo transporte público Sendo assim podemos concluir que as passagens de ônibus são um tipo de bem inferior 21 O preço de outros bens se um consumidor deseja adquirir um determi nado bem ou serviço ele precisa verificar os preços dos bens substitutos eou complementares do produto que está sendo consumido A existência desses bens terá impacto significativo na quantidade demanda do bem que o consumidor deseja adquirir Veja isso no exemplo a seguir O que são bens normais e inferiores Os bens normais são bens em que seu consumo aumenta à medida que a renda do con sumidor se eleva Já os bens inferiores são bens em que seu consumo diminui quando o nível de renda do consumidor aumenta e aumenta quando a renda do consumidor diminui VICECONTI 2007 PENSANDO JUNTOS Exemplo de mudança de preço caso os bens sejam bens substitutos considere o bem que o consumidor deseje adquirir seja a margarina e que para ele a manteiga seja um bem substituto da margarina ou seja para esse consumidor é in diferente consumir manteiga ou margarina pois para ele esses produtos têm o mesmo nível de satisfação O que irá determinar o nível de consu mo de um produto ou de outros será o preço Um aumento do preço da manteiga bem substituto eleva a demanda de margarina Já uma redução no preço da manteiga deve provocar uma queda na demanda por margarina pois tende a aumen tar a demanda por manteiga Exemplo de mudança de preço caso os bens sejam bens complementa res dado que o cimento e a areia são bens complementares um aumento do preço cimento tende a provocar uma queda na demanda de areia Isso ocorre porque o consumo do cimento está condicionado ao consumo de areia pois estes bens são consumidos conjuntamente UNICESUMAR UNIDADE 1 22 Fatores climáticos e sazonais o consumo de alguns bens ou serviços estão diretamente ligados aos períodos específicos do ano Um exemplo seria a demanda por casacos de lã No inverso em virtude da mudança climática os consumidores aumentam a sua demanda por esse item Hábitos gostos preferências dos consumidores embora o preço de determinado bem ou serviço esteja adequado inclusive se comparado ao preço de bens substitutos e o consumidor possua renda para adquirilo muitas vezes ele deixa de consumir por não estar habituado ou o produto ou serviço não estar condicionado ao seu consumo Os gostos e preferên cias do consumidor dependem de sua sensibilidade aos estímulos tais como moda propaganda clima idade expectativas entre outros fatores Tais fatores podem se relacionar de forma direta ou indireta com a quan tidade demandada ou seja podem provocar o aumento ou a redução da quantidade demandada Expectativas sobre o futuro as expectativas em relação ao futuro in fluenciam diretamente na demanda de um bem Se os compradores es peram que sua renda será maior no futuro eles tendem a comprar mais Além disso as expectativas com relação ao desempenho econômico do país também podem afetar o padrão de consumo dos agentes econômicos Sendo assim podese verificar por meio de todos estes aspectos que a demanda de determinado bem ou serviço resulta da ação conjunta ou combinada de todas essas variáveis Entretanto para que se possa analisar o efeito na demanda de uma mudança no valor de uma variável considerada isoladamente recorremos O que são bens complementares e substitutos Bens substitutos são bens nos quais o consumidor pode substituir o consumo de um bem pelo outro mantendo o nível de satisfação No caso dos bens substitutos quando ocorre o aumento no preço de um dos bens isso provoca o aumento na quantidade de manda do outro Bens complementares são bens habitualmente consumidos em conjunto No caso dos bens complementares um aumento no preço de um dos bens provoca uma queda na quan tidade demandada do outro Um exemplo seria o caso do café com leite em que o aumento do preço de um dos produtos leva à uma queda no consumo do outro HAFFNER 2013 PENSANDO JUNTOS À hipótese coeteris paribus tudo mais permanecendo constante VICECONTI NEVES 2007 Assim caso se deseje analisar o que ocorre com a demanda de determinado bem ou serviço se o preço deste aumentar é preciso considerar que todas as demais variáveis que influenciam a demanda permanecem com o mesmo valor de modo que a variação da demanda ocorra exclusivamente em virtude da variação do preço VICECONTI NEVES 2007 Podemos representar a demanda de determinado bem ou serviço tanto em termos gráficos como em termos matemáticos Em termos matemáticos a função da demanda expressa a relação entre a quantidade do produto demandado por unidade de tempo e diversas variáveis que afetam a quantidade demandada tais como o preço e cada um dos fatores citados anteriormente renda do consumidor o preço de outros bens os hábitos e gostos dos consumidores fatores climáticos e sazonais expectativas sobre o futuro etc Dentre outros fatores a função da demanda pode ser representada pela seguinte equação QD f PX R PY G EX CLI etc Em que QD Quantidade demandada f significa que QD é função de PX Preço do bem x R Renda do consumidor PY Preço do bem y G Gostos e preferências do consumidor EX Expectativas CLI Fatores climáticos e sazonais etc outras variáveis que influenciam o consumo de determinado bem ou serviço Entretanto para simplificar podemos reescrever a demanda de determinado bem ou serviço como sendo apenas em função do preço dado que todos os demais fatores permanecem constantes QD f PX UNIDADE 1 24 Em termos gráficos utilizamos a curva da demanda que é a forma gráfica que apresenta as informações sobre a quantidade dos bens e serviços que os consu midores estão dispostos a adquirir a um determinado preço de mercado man tendose constante qualquer outro fator que possa vir a influenciar a quantidade demandada PINHO VASCONCELLOS 2003 Por meio da Figura 2 podemos observar o comportamento da curva de demanda Preço P Quantidade Q D Curva de demanda Negativamente inclinada Descrição da Imagem a Figura 2 apresenta um gráfico em que o eixo hori zontal mede a quantidade demandada por unidade Q e o eixo vertical o pre ço pago por unidade P A curva de demanda D mede a quantidade de manda a cada preço Ela é negativamente inclinada ou seja descendente da esquerda para a direita Mas por que a curva de demanda é negativamente inclinada A curva de demanda é negativamente inclinada porque tem uma relação inversa com o preço P e a quantidade demandada Q Isso significa que à medida que o preço aumenta o consumidor estará disposto a consumir uma quantidade menor de determinado bem ou serviço e à medida que há uma redução no preço do bem ou serviço a procura por esse bem aumenta Esse padrão de comportamento do consumidor é denominado lei geral da demanda Essa lei manifesta o comportamento do consumidor ao demonstrar que a qualquer elevação de preço de um determinado bem ou serviço o consumidor tende a consumir menos e qualquer diminuição do preço faz com que o consumi dor consuma mais MINISTÉRIO DA SAÚDE 2012 Mediante a esse comportamento da curva de demanda podemos observar que em determinadas situações a curva de demanda pode sofrer deslocamentos tanto para a direita quanto para a esquerda O deslocamento para a direita ocorre quando há um aumento da demanda e da quantidade demandada de determinado Figura 2 Curva de demanda de mercado Fonte a Autora 25 bem ou serviço e o deslocamento para a esquerda ocorre em virtude de uma queda na demanda e na quantidade demandada O lado para que a demanda é deslocada dependerá do efeito causado pelos fatores que a provocaram que podem causar estímulos ou desestímulos às compras A curva de demanda se desloca para a direita em virtude de diversos fatores que ocasionam o aumento da demanda de determinado bem ou serviço Dentre eles destacamse Aumento da renda do consumidor Aumento da riqueza do consumidor Aumento do preço do bem substituto do bem ou serviço analisado Diminuição do preço do bem complementar ao bem ou serviço analisado Os gostos e preferência dos consumidores se desloquem a favor do bem ou serviço analisado Para exemplificar essa situação referente ao aumento da demanda vamos supor que a renda dos consumidores tenha aumentado A Figura 3 ilustra essa situação Descrição da Imagem a Figura 3 apresenta um gráfico em que o eixo horizontal mede a quantidade demandada por unidade Q e o eixo vertical o preço pago por unidade P A curva D representa a curva de demanda no período inicial e a curva D a curva de demanda após o deslocamento para a direita P1 representa o preço inicial e Q1 a quantidade inicial P2 representa o preço Q2 a quantidade após o deslo camento da curva de demanda A curva de demanda D mede a quantidade demanda a cada preço Se o preço de determinado bem permanecer constante é de se esperar que com o aumento da renda os consumidores estejam dispostos a consumidor uma quantidade maior do bem Isso faz com que ocorra um aumento da quantidade demandada de Q1 para Q2 ocasionando deslocamento da curva de demanda para a direita de D para D Figura 3 Deslocamento da curva de demanda para a direita Fonte Pindick e Rubinfeld 2013 D D Preço P2 P1 Q1 Q2 Qualidade UNICESUMAR UNIDADE 1 26 Já com relação ao deslocamento da curva de demanda para a esquerda podemos destacar que este deslocamento pode ocorrer em virtude de diversos fatores que ocasionem a diminuição da quantidade demandada de determinado bem ou serviço Dentre eles destacamse Diminuição da renda Diminuição da riqueza Diminuição do preço do bem substituto Aumento do preço do bem complementar Para exemplificar essa situação referente à redução da demanda vamos supor que o nível de renda da população diminua A Figura 4 ilustra essa situação D D Q2 Q1 Quantidade P2 P1 Preço Descrição da Imagem a Figura 4 apresenta um gráfico em que o eixo horizontal mede a quantidade demandada por unidade Q e o eixo vertical o preço pago por unidade P A curva D representa a curva de demanda no período inicial e a curva D a curva de demanda após o deslocamento para a esquerda P1 representa o preço inicial e Q1 a quantidade inicial P2 representa o preço Q2 a quantidade após o des locamento da curva de demanda A curva de demanda D mede a quantidade demanda a cada preço Se o preço permanecer constante é de se esperar que em virtude da redução da renda os consumidores estejam dispostos a consumir uma quantidade menor do bem Isso faz com que ocorra uma redução da quantidade demandada de Q1 para Q2 ocasionando o deslocamento da curva de demanda para a esquerda de D para D Figura 4 Deslocamento da curva de demanda para a esquerda Fonte Pindick e Rubinfeld 2013 27 OFERTA A oferta é representada pelos produtoresempresáriosvendedores Ela consiste na quantidade de bens e serviços que se produz e se oferece no mercado por um determinado preço em um determinado período A oferta assim como a demanda representa um desejo uma intenção de venda dos produtores e não a venda efetiva de um bem ou serviço De acordo com Mankiw 2020 diversos fatores influenciam o comporta mento de um ofertante no mercado Dentre eles destacamse O preço do bem ou serviço para decidir qual será a quantidade a ser ofertada no mercado os vendedores levarão em consideração o nível de preço do bem que será produzido Preço dos insumos utilizados para a produção de determinado bem ou serviço variações nos preços dos insumos matériaprima mão de obra por exemplo utilizados na produção de determinado bem ou ser viço resulta na alteração do preço desse produto no mercado Quanto maior o custo de produção do produto menor será a quantidade ofertada pelos produtores e quanto menor o custo maior será a disponibilidade dos produtores em aumentar a produção Tecnologia utilizada no processo produtivo quanto maior for o avan ço tecnológico utilizado na produção de determinado bem ou serviço maior tende a ser a quantidade ofertada Isso ocorre em virtude da me canização do processo produtivo que se dá por meio da substituição de trabalhadores por máquinas que realizam o serviço Esse processo de mecanização contribui para a redução dos custos de produção e conse quentemente o aumento da quantidade ofertada do produto no mercado Número de vendedores a quantidade de produtores de determinado bem ou serviço existentes no mercado também influencia diretamente na oferta Se o número de empresas em uma determinada atividade aumen tar a quantidade ofertada do produto também aumentará Podemos representar a oferta de determinado bem ou serviço tanto em termos gráficos como em termos matemáticos Em termos matemáticos a função de oferta expressa a relação entre a quantidade ofertada de determinado produto por unidade de tempo e diversas variáveis possíveis UNICESUMAR Dentre outros fatores a função da oferta pode ser representada pela seguinte equação OX f PX FATP T etc Em que OX Quantidade ofertada de X f significa que OX é função de PX Preço do bem a ser produzido FATP Preço dos fatores de produção T Tecnologia etc outras variáveis que influenciam a oferta de determinado bem ou serviço Entretanto para simplificar podemos reescrever a função de oferta de determinado bem ou serviço como sendo apenas em função do preço dado que todos os demais fatores permanecem constantes OX f PX Em termos gráficos utilizamos a curva de oferta A curva de oferta Figura 5 nos informa a quantidade de mercadorias que os produtores estão dispostos a vender a determinado preço mantendose constantes quaisquer outros fatores que possam afetar a quantidade ofertada MINISTÉRIO DA SAÚDE 2012 Mas por que a curva de oferta é positivamente inclinada A curva de oferta O é positivamente inclinada pois tem relação direta com o preço P e a quantidade do produto Q Isso significa que à medida que o preço aumenta o produtor estará disposto a ofertar no mercado uma quantidade maior de determinado bem ou serviço pois o aumento dos preços provoca uma expansão dos lucros estimulando os produtores a ofertarem quantidades cada vez maiores Entretanto caso ocorra uma redução no preço do produto a oferta se reduzirá pois nem sempre é interessante para o produtor comercializar produtos a um preço baixo Desta forma podemos afirmar que quando o preço de um bem ou serviço aumenta a quantidade ofertada tende a aumentar e quando o preço se reduz a oferta também se reduz Mediante esse comportamento da curva de oferta podemos observar que em determinadas situações ela pode sofrer deslocamentos tanto para a direita quanto para a esquerda O aumento da oferta de bens e serviços no mercado ocasionará um deslocamento da curva de oferta para a direita no qual podese verificar tanto aumento dos preços como o aumento da quantidade ofertada do bem no mercado De acordo com Wall 2015 dentro os fatores que podem influenciar o aumento da oferta destacamse A queda no preço de um bem substituto utilizado na produção A queda nos custos de produção por exemplo redução de preços de insumos Redução de alíquotas dos impostos Aumento de subsídios Aumento da capacidade produtiva da empresa Avanços tecnológicos Para exemplificar essa situação referente ao aumento da oferta considere o caso de uma empresa que fabrica calças jeans Suponha que o custo do jeans que é a principal matériaprima dessa atividade apresente uma redução de 15 Como essa redução do custo de produção desse produto afeta a curva de oferta Com o custo da matériaprima mais baixo a produção se torna mais lucrativa e isso estimula essa empresa a expandir a produção como também possibilita a entrada de novas empresas no mercado Se ao mesmo tempo o preço da calça jeans se manter constante em P1 devemos observar um aumento na quantidade ofertada de Q1 para Q2 ocasionada pela redução dos custos de produção e o deslocamento da curva de oferta O para a direita de O para O A Figura 6 mostra essa situação Figura 5 Deslocamento da curva de oferta para direita Fonte a Autora Descrição da Imagem A Figura 6 apresenta um gráfico em que o eixo horizontal mostra a quantidade total ofertada de determinado bem ou serviço e o eixo vertical o preço pago por unidade A curva O representa a curva de oferta no período inicial e a curva O a curva de oferta após o deslocamento para a direita P1 representa o preço inicial e Q1 a quantidade inicial P2 representa o preço Q2 a quantidade após o deslocamento da curva de oferta A curva de oferta é positivamente inclinada ou seja ascendente da direita para a esquerda Cada ponto na curva de oferta representa a quantidade do bem ou serviço a ser ofertado a um determinado preço Com a diminuição do custo de produção ocorre o aumento da quantidade ofertada de determinado bem ou serviço de Q1 para Q2 ocasionando assim o deslocamento da curva de oferta para a direita de O para O 31 Para exemplificar essa situação referente à redução da oferta suponhamos agora no exemplo da empresa que fabrica calças jeans que o custo do jeans tenha apresentado um aumento de 15 Como esse aumento do custo de produção desse produto afeta a curva de oferta Com o custo da matériaprima mais altos a produção se torna menos lu crativa e isso desestimula essa empresa a expandir a produção Nesse caso a quantidade ofertada por essa empresa diminui A Figura 7 mostra essa situação Quando o custo de produção aumenta ocor re uma redução da quantidade ofertada de Q1 para Q2 Em virtude dessa re dução a curva de oferta se desloca para a esquerda de O para O Sendo assim podemos concluir que a consequência da diminuição da oferta é o aumento do preço e redução da quantidade transacionada de determinado bem ou serviço no mercado VICECONTI NEVES 2007 Descrição da Imagem a Figura 7 apresenta um gráfico em que o eixo horizontal mostra a quantidade total ofertada de determinado bem ou serviço e o eixo vertical o preço pago por unidade A curva de oferta é positivamente inclinada ou seja ascendente da direita para a esquerda Cada ponto na curva de oferta representa a quantidade do bem ou serviço a ser ofertado a um determinado preço Com o aumento do custo de produção ocorre a diminuição da quantidade ofertada de determinado bem ou serviço de Q1 para Q2 ocasionando assim o deslocamento da curva de oferta para a esquerda de O para O Figura 7 Deslocamento da curva de oferta para a esquerda Fonte a Autora Preço P2 P1 Q2 Q1 Quantidade 0 0 UNICESUMAR A redução da oferta de bens e serviços no mercado ocasionará um deslocamento da curva de oferta para a esquerda Dentre os fatores que podem contribuir para que a redução da oferta ocorra destacamse Mudança tecnológica desfavorável Condições climáticas desfavoráveis Aumento do preço dos fatores de produção Mudança no preço de outros bens entre outros Aumentos dos tributos Redução dos subsídios Mediante a essas funções é preciso compreender qual é o preço e a quantidade de equilíbrio para o mercado desse produto O Quadro 1 apresenta o preço o cálculo da função de demanda e de oferta as quantidades ofertadas e demandadas a cada preço que são encontradas pelo cálculo das curvas de oferta e demanda e a situação de mercado a cada preço Por meio tabela podemos observar que ao preço de R 5000 a quantidade demanda e ofertada são iguais 80 unidades Neste caso temos o equilíbrio de mercado Ao preço de R 6000 a quantidade demandada é 40 unidades e a quantidade ofertada 100 unidades Isso gera excesso de oferta em que a quantidade ofertada é maior que a demanda A preços abaixo de R 5000 a quantidade demandada é maior que a ofertada sendo que ao preço de R 4000 a quantidade demandada é 120 unidades e a ofertada é de 60 unidades e ao preço de R 3000 a quantidade demandada é 160 unidades e a ofertada é 40 unidades o que gera excesso de demanda no mercado Quadro 1 Preço curva de demanda e curva de oferta quantidades ofertadas e demandadas e situação de equilíbrio de mercado Fonte Viceconti e Neves 2007 Por meio do cálculo da equação anterior em que igualamos as equações de oferta e demanda para encontrar o preço de equilíbrio podemos comprovar que R 5000 é realmente o preço que equilibrará esse mercado Em termos gráficos a condição de equilíbrio no mercado de um determinado bem ou serviço pode ser ilustrado por meio da Figura 8 35 Mas há ocasiões em que as condições de oferta e demanda não se encontram em equilíbrio no mercado Nesses casos podemos ter duas situações excesso de oferta ou escassez de demanda de produtos no mercado Mediante a esta situação podemos perguntar Em qual momento pode ocorrer um excesso de oferta no mercado O excesso de oferta ocorre quando os preços estiverem acima de Pe preço de equilíbrio Neste caso com os preços mais elevados a quantidade que os ofertantes desejam vender é maior que a quantidade que os consumidores de sejam adquirir Em qual momento pode ocorrer um excesso de demanda no mercado O excesso de demanda ocorre quando os preços estão abaixo do preço de equilíbrio Pe Neste caso com os preços mais baixos os consumidores desejam consumir maiores quantidades de determinado bem enquanto os produtores em virtude do preço estar abaixo do equilíbrio desejam reduzir a quantidade ofertada desse bem no mercado Entretanto supondo um mercado concorrencial o mecanismo de preços leva automaticamente ao equilíbrio Quando ocorre exces so de oferta os vendedores acumularão estoques não planejados e terão que diminuir seus preços concorrendo pelos escassos consu midores no caso de excesso de demanda os consumidores estarão dispostos a pagar mais pelos produtos escassos No primeiro caso a diminuição dos preços aumenta a quantidade demandada e reduz a quantidade ofertada eliminado o excesso de oferta No segundo caso o aumento do preço diminui a quantidade demandada e eleva a quantidade ofertada eliminando o excesso de demanda VAS CONCELLOS 2017 p 54 Sendo assim mediante a essa situação de equilíbrio de mercado podemos nos deparar com as seguintes situações UNICESUMAR UNIDADE 1 36 Deslocamentos das curvas de oferta e demanda Existem vários fatores que podem provocar deslocamento das curvas de oferta e de manda que evidentemente provocarão mudanças do ponto de equilíbrio do mercado Consideremos inicialmente o deslocamento da curva de demanda Na Figura 9 o ponto A é o ponto de equilíbrio inicial representado pela intersecção das curvas de oferta e demanda de determinado bem Nesse ponto o equilíbrio entre oferta e demanda que se dá ao preço P0 e a quantidade Q0 Nesse ponto temos coincidên cia de desejos em que a quantidade que os consumidores desejam consumir de de terminado bem ou serviço é a mesma que os ofertantes estão dispostos a produzir Suponhamos agora que os consumidores tenham um aumento da renda real ou seja aumento do poder aquisitivo Consequentemente coeteris paribus a demanda desse bem a um mesmo preço será maior em virtude do aumento da renda Assim ao preço P0 teremos um excesso de demanda que provocará gradativamente um aumento de preços Com os preços aumentando o excesso de demanda vai diminuindo até chegar ao novo ponto de equilíbrio ponto B Nesse ponto podemos observar um deslocamento da curva de demanda para a direita e o equilíbrio de mercado ocorrendo ao preço P1 e à quantidade Q1 Nesse ponto teremos um preço de mercado maior do que o inicial e o aumento da quantidade demandada e ofertada Os consumidores estarão pagando um preço mais alto pelo produto e as empresas estarão produzindo uma quantidade maior para atender a nova quantidade demandada PINDICK RUBINFELD 2013 Você sabia que o governo pode intervir no equilíbrio de mercado de determinados bens e serviços por meio do controle de preços Agora eu te convido a acessar o podcast Nele iremos falar sobre os efeitos dessa intervenção governamental sobre bens e serviços comercializado no mercado Se a demanda reduzir a oferta o preço se reduz Se a demanda aumentar a oferta o preço aumenta Se a demanda igualar com a oferta o preço não se altera 37 Consideremos agora o deslocamento da curva de oferta Na figura a seguir o ponto A é o ponto de equilíbrio inicial representado pela intersecção das curvas de oferta e demanda de determinado bem Nesse ponto o equilíbrio entre oferta e demanda se dá ao preço P0 e a quantidadeQ0 Nesse ponto temos coincidência de desejos em que a quantidade que os consumidores desejam consumir de de terminado bem ou serviço é a mesma que os ofertantes estão dispostos a produzir Para exemplificar como acontece o deslocamento da curva de oferta supo nhamos que ocorra uma diminuição dos preços das matériasprimas utilizadas na produção de determinado bem ou serviço Em virtude dessa redução dos cus tos de produção desse produto os produtores estarão dispostos a produzir uma quantidade maior desse bem aumentando assim a oferta do produto no merca do Nesse caso a curva de oferta se desloca para a direita Com esse deslocamento Preço P1 P0 Q0 Q1 Quantidade Demanda Demanda Oferta B A Descrição da Imagem a Figura 9 apresenta um gráfico em que o eixo horizontal mostra a quantidade total ofertada de determinado bem ou serviço e o eixo vertical o preço pago por unidade A curva de oferta é positivamente inclinada ou seja ascendente da esquerda para a direita A curva de demanda é negativamente inclinada ou seja descendente da esquerda para a direita O ponto A é o ponto de equilíbrio inicial representado pela intersecção das curvas de oferta e demanda de determinado bem Nesse ponto o equilíbrio entre oferta e demanda que se dá ao preço P0 e a quantidade Q0 Com um aumento da renda real ou seja aumento do poder aquisitivo a demanda desse bem a um mesmo preço será maior em virtude do aumento da renda Assim ao preço P0 teremos um excesso de demanda que provocará gradativamente um aumento de preços Com os preços aumentando o excesso de demanda vai diminuindo até chegar ao novo ponto de equilíbrio ponto B Nesse ponto observamos um deslocamento da curva de demanda para a direita e o equilíbrio de mercado ocorrendo ao preço P1 e à quantidade Q1 Figura 9 Deslocamento na curva de demanda Fonte Pindick e Rubinfeld 2013 UNICESUMAR UNIDADE 1 38 o ponto de equilíbrio passa do ponto A para o ponto B Nesse ponto podemos perceber modificações em termos de preço e quantidade que irão determinar o novo ponto de equilíbrio Em relação a oferta podemos perceber que no ponto B o preço de equilíbrio se tornará menor P1 e a quantidade disponível desse bem no mercado se tornará maior Q1 Em termos da demanda podemos observar que com a redução dos preços de mercado os consumidores estarão dispostos a consumir uma quantidade maior desse produto ocasionando um aumento da quantidade demandada no mercado Sendo assim podemos concluir que no ponto B teremos uma nova a coincidência de desejos em que a quantidade que os consumidores desejam consumir de determinado bem ou serviço é a mesma que os ofertantes estarão dispostos a produzir PINDICK RUBINFELD 2013 Preço P0 P1 Q0 Q1 Quantidade Demanda A B Oferta Oferta Descrição da Imagem a Figura 10 apresenta um gráfico em que o eixo horizontal mostra a quantidade total ofertada de determinado bem ou serviço e o eixo vertical o preço pago por unidade A curva Oferta representa a curva de oferta no período inicial e a curva Oferta a curva de oferta após o deslocamento para a direita P0 representa o preço inicial e Q0 a quantidade inicial P1 representa o preço e Q quantidade após o deslocamento da curva de oferta A curva Demanda representa a demanda de determinado bem ou serviços Os pontos A e B representam o equilíbrio entra oferta e demanda antes e após o deslocamento da curva de oferta A curva de oferta é positivamente inclinada ou seja ascendente da esquerda para a direita A curva de demanda é negativamente inclinada ou seja descendente da esquerda para a direita O ponto A é o ponto de equilíbrio inicial representado pela intersecção das curvas de oferta e demanda de determinado bem Nesse ponto o equilíbrio entre oferta e demanda que se dá ao preço P0 e a quantidade Q0 Figura 10 Deslocamentos na curva de oferta Fonte Pindick e Rubinfeld 2013 39 Em virtude da redução dos custos de produção os produtores estarão dispostos a produzir uma quantidade maior desse bem aumentando assim a oferta do produto no mercado Nesse caso a curva de oferta se desloca para a direita e o ponto de equilíbrio passa do ponto A para o ponto B Nesse ponto podemos perceber modificações em termos de preço e quantidade que irão determinar o novo ponto de equilíbrio Em relação a oferta podemos perceber que no ponto B o preço de equilíbrio se tornará menor P1 e a quantidade disponível desse bem no mercado se tornará maior Q1 Com um aumento da renda real ou seja aumento do poder aquisitivo a demanda desse bem a um mesmo preço será maior em virtude do aumento da renda Assim ao preço P0 teremos um excesso de demanda que provocará gradativamente um aumento de preços Com os preços aumentando o excesso de demanda vai diminuindo até chegar ao novo ponto de equilíbrio ponto B Nesse ponto observamos um deslocamento da curva de demanda para a direita e o equilíbrio de mercado ocorrendo ao preço P1 e à quantidade Q1 Entretanto podem existir algumas situações em que tanto a demanda quanto a oferta se deslocam de tempos em tempos A renda disponível dos consumidores aumenta conforme a economia cresce ou se contrai durante períodos de recessão econômica A demanda por alguns bens muda de acordo com as estações exem plo roupas de inverno com as variações dos preços dos bens relacionados um aumento no preço do petróleo leva a um aumento na demanda de gás natural ou simplesmente por causa de mudanças nos gostos De modo similar os salá rios custos de capital e o preço das matériasprimas também mudam de tempos em tempos e essas mudanças alteram a posição da curva de oferta PINDICK RUBINFELD 2013 As curvas de oferta e demanda também podem ser empregadas para acom panhar os efeitos dessas mudanças Na Figura 11 por exemplo deslocamentos para a direita tanto da curva de oferta quanto da curva da demanda resultam em um aumento no preço de P0 para P1 e na quantidade de Q0 para Q1 Em geral o preço e a quantidade vão se modificar em função de quanto as curvas da oferta e da demanda vão se deslocar UNICESUMAR UNIDADE 1 40 Oferta Oferta Preço P1 P0 Q0 Q1 Quantidade Demanda Demanda A B Descrição da Imagem a Figura 11 apresenta um gráfico em que o eixo horizontal mostra a quantidade total ofertada de determinado bem ou serviço e o eixo vertical o preço pago por unidade A curva Oferta representa a curva de oferta no período inicial e a curva Oferta a curva de oferta após o deslocamento para a direita P0 representa o preço inicial e Q0 a quantidade inicial P1 representa o preço e Q1 a quantidade após o deslocamento da curva de oferta A curva Demanda representa a demanda no período inicial e a curva Demanda representa a demanda após o deslocamento para a direita Os pontos A e B representam o equilíbrio entra oferta e demanda antes e após o deslocamento A curva de oferta é positivamente incli nada ou seja ascendente da direita para a esquerda A curva de demanda é negativamente inclinada ou seja descendente da esquerda para a direita O ponto A é o ponto de equilíbrio inicial representado pela intersecção das curvas de oferta e demanda de determinado bem Nesse ponto o equilíbrio entre oferta e demanda que se dá ao preço P0 e a quantidade Q0 Deslocamentos para a direita tanto da curva de oferta quanto da curva da demanda resultam em um aumento no preço de P0 para P1 e na quantidade de Q0 para Q1 no qual o equilíbrio passa do ponto A para o ponto B Em geral o preço e a quantidade vão se modificar em função de quanto as curvas da oferta e da demanda vão se deslocar Figura 11 Equilíbrio de mercado deslocamentos nas curvas de oferta e demanda Fonte Pindick e Rubinfeld 2013 Para prever a dimensão e a direção dessas mudanças precisamos saber caracte rizar quantitativamente a dependência da oferta e da demanda em relação aos preços e a outras variáveis que pode ser verificada por meio das elasticidades PINDICK RUBINFELD 2013 41 Elasticidade Se utilizarmos apenas as leis da oferta e da demanda para analisar o comportamento dos agentes econô micos isso pode restringir o entendimento sobre o funcionamento do mercado Por isso é importante utilizarmos o conceito de elasticidade que é uma forma mais precisa e eficaz de analisarmos aspectos complementares tanto do comportamento da oferta como da demanda É uma medida do quanto que compradores e vendedores respondem às mudanças nas condições de mercado A elasticidade consiste em um sinônimo de sensibilidade resposta reação de uma variável em resposta às mudanças em outras variáveis Basica mente consiste no percentual de alteração em uma determinada variável dada uma variação percentual em outra variável PINDICK RUBINFELD 2013 De acordo com o Ministério da Saúde 2012 o conceito de elasticidade pode ser aplicado em diver sas situações tais como Na análise de previsão de impactos de reajus tes de preços nas receitas ou despesas de um determinado setor da economia ou empresa Na análise quantitativa dos deslocamentos da oferta e demanda previsão e análise de mercado Na análise dos impactos de como uma mu dança do preço de um determinado bem ou serviço ofertado por uma empresa altera a procura deste produto Permite que as empresas tenham conhecimen to de como as variações na renda dos con sumidores que são seu públicoalvo afeta a procura dos bens e serviços ofertados por elas UNICESUMAR UNIDADE 1 42 Por meio do conceito de elasticidade é possível quantificar as variações tanto da oferta como da demanda que são decorrentes de variações nos preços e quanti dades de determinado produto Os tipos de elasticidades que estão relacionadas à demanda podemos clas sificálas como Elasticidade preço da demanda que mede o impacto que a variação de preço irá causar na quantidade demandada de um determinado bem ou serviço Elasticidade renda da demanda que mede o impacto que a variação na renda do consumidor irá causar na quantidade demandada de um de terminado bem ou serviço Elasticidade preço cruzada que o impacto que a variação do preço de um produto irá causar na quantidade demandada de um outro produto Já com relação a oferta esta pode ser classificada como elasticidade preço da oferta Ela mede a sensibilidade da oferta a variações no preço de determinado bem ou serviços ElasticidadesPreço da Demanda A elasticidade preço da demanda mede a sensibilidade da demanda de deter minado bem quando ocorrem variações no preço desse bem ou seja mede a resposta dos consumidores frente a uma variação no preço de um bem ou serviço PINDICK RUBINFELD 2013 A elasticidade preço da demanda pode ser calculada por meio da seguinte fórmula Elasticida de preço da demanda Variação na quantidade d e demanda Variação no preço Epd é a elasticidade preço da demanda P é o preço inicial do bem Q é a quantidade inicial do bem ΔQ é a variação absoluta na quantidade final em relação à inicial ΔP é a variação absoluta do preço final em relação ao inicial A elasticidade preço da demanda é geralmente um número negativo dado que existe uma relação inversa entre o preço e a quantidade demandada Quando o preço de uma mercadoria aumenta a quantidade demandada em geral cai Mas quando analisamos a elasticidade preço da demanda devemos verificar a magnitude da elasticidade de preço ou seja nos referimos ao seu valor absoluto por isso quando estamos calculando a elasticidade preço da demanda utilizamos o valor em modulo VICECONT NEVES 2007 UNIDADE 1 44 A elasticidade preço da demanda pode ser classificada em elástica inelástica ou unitária Se o valor da elasticidade preço da demanda foi maior que 1 a demanda do bem é considerada elástica em relação ao seu preço Se o valor da elasticidade preço da demanda foi me nor que 1 a demanda do bem é considerada inelástica em relação ao seu preço Se o valor da elasticidade preço da demanda foi igual a 1 a demanda do bem é considerada unitária em rela ção ao seu preço Quando a demanda de determinado bem é elástica em relação a seu preço os consumidores deste bem são sensíveis às alterações no preço Caso o preço deste pro duto aumente os consumidores diminuirão de forma significativa a quantidade procurada deste bem e caso ocorra uma redução do preço a quantidade demanda da aumentará muito Ou seja a quantidade demandada responde fortemente às variações no preço Bens que possuem substitutos apresentam uma demanda mais elástica porque são mais sensíveis à mudança de preço Um exemplo de bens substitutos seria o consumo de carne bovina e carne de frango Se a carne bovina tem seu preço elevado o consumidor busca alternativas procurando substituir o consumo de carne bovina por carnes mais baratas que se encaixem em seu orçamento como a carne de frango Isso acontece também com o etanol e com a gasoli na Quando o preço da gasolina sobe os consumidores passam a abastecer com etanol e consequentemente ocorre uma redução da demanda de gasolina e o au mento significativo da demanda de etanol Quando a demanda de determinado bem é inelásti ca os consumidores deste bem mudarão muito pouco a sua quantidade procurada mesmo que o preço suba 45 substancialmente Ou seja a quantidade demandada não responde fortemente às variações no preço Esse tipo de produto geralmente são bens essenciais bens de primeira necessidade que ou não têm substi tutos ou possuem poucas opções de substituição Um exemplo de bens essenciais são os medicamen tos Se uma pessoa consome um medicamento obriga tório para a sua vida provavelmente ela não deixará de consumilo por conta de alguma variação no preço Já quando a demanda de determinado bem é unitá ria uma variação no preço do bem não causa nenhuma variação na quantidade demandada desse bem Fatores que afetam a elasticidadepreço da demanda De acordo com Viceconti e Neves 2007 são quatro os fatores que explicam o valor numérico da elasticidade preço da demanda disponibilidade de bens substitutos essencialidade do bem importância relativa do bem no orçamento e o horizonte de tempo Essencialidade do bem quanto maior o grau de utilidade do produto para o consumidor menos elástica será a sua demanda De fato se o bem X é um produto essencial para o consumidor aumentos em seu preço reduzirão muito pouco a sua quantidade demandada e diminuições no seu preço aumentarão muito pouco seu consumo Disponibilidade de bens substitutos quanto menos substitutos tiver um determinado bem menos elástica será a sua demanda Se o bem possuir substitutos e se seu preço aumen tar o consumidor poderá reagir adquirindo maiores quantidades dos bens substitutos e menos quantidades do bem em questão UNICESUMAR UNIDADE 1 46 Caso o bem não possua substitutos o consumidor terá que continuar adquirindo o bem em questão e sua demanda será pouco afetada pelo aumento de seu preço Importância relativa do bem no orçamento do consumidor a importância relativa ou peso do bem no orçamento é dada pela proporção de quanto o con sumidor gasta no bem em relação a sua despesa total Então quanto mais o consumidor gasta com um produto dentro de sua cesta de consumo ou seja quan to maior o peso desse produto no orçamento maior a elasticidadepreço da demanda E quanto menor o peso deste produto no orçamento do consumidor menos elástica será a demanda Horizonte de tempo um intervalo de tempo maior permite que os consumidores de determinada mercado ria descubram mais formas de substituíla quando seu preço aumenta Ou seja a elasticidadepreço da deman da tende a aumentar no tempo as elasticidades calcu ladas a longo prazo são maiores que as de curto prazo Relação entre a elasticidade preço da de manda e a receita total dos produtores Outra questão importante quando estamos estudando a elasticidade preço da demanda consiste na relação entre a elasticidade preço da demanda e a receita total dos produtores Entender a elasticidadepreço da demanda de um bem é fundamental para o empresário que o produz porque esse conhecimento lhe dará os reflexos das va riações de preço sobre a demanda pelo seu produto Se o preço do bem aumentar consequentemente a quantidade vendida desse bem irá diminuir Mediante a esta variação o que ocorre com a receita total da empre sa O que acontecerá depende na verdade da reação da 47 demanda a variações de preços Sendo assim a variação da receita depende da elasticidadepreço da demanda porque a receita pode aumentar ou diminuir Isso vai depender da elasticidade da demanda de cada produto VICECONTI NEVES 2007 Para que possamos compreender melhor essas va riações na receita da empresa que são causadas pela variação do preço precisamos compreender o conceito de receita total A receita total do vendedor RT corresponde ao seu próprio faturamento RT é dada por RT PxQ RT preço unitário x quantidade vendida De acordo com Viceconti e Neves 2007 a receita total pode apresentar os seguintes comportamentos em rela ção a elasticidade da demanda Se a demanda de determinado bem ou serviço for elástica um aumento do preço no mercado reduzirá a receita total dos produtores e uma diminuição do preço elevará a receita total dos produtores Se a demanda de determinado bem ou serviço for inelástico um aumento ou diminuição do seu preço no mercado acarretarão mudanças no mesmo sentido na receita total dos produtores ou seja ela se elevará ou se reduzirá respectivamente Se a demanda de determinado bem ou serviço for unitária a receita total dos produtores não se alterará UNICESUMAR UNIDADE 1 48 ElasticidadeRenda da Demanda Variações na renda dos consumidores também pode provocar variações na quantidade demandada Sendo assim a elasticidade renda da demanda mede a variação na quantidade demandada de um bem quando a renda do consumidor varia coeteris paribus Neste caso o preço permanece inalterado o que muda é a renda Uma renda mais alta aumenta a quantidade demandada de um bem normal mas diminui a quantidade demandada de bens inferiores PINDICK RUBINFELD 2013 A elasticidade renda da demanda pode ser calculada por meio da seguinte fórmula Elasticidade renda da demanda variação naquantidadedemandada variação darenda Em que ERD É a elasticidade renda da demanda R é a renda inicial do consumidor Q é a quantidade inicial do bem Q é a variação absoluta na quantidade final em relação a inicial R é a variação absoluta da renda final em relação a inicial Se a razão entre a variação percentual da quantidade demanda e a variação per centual da renda apresentar um valor negativo ERD 0 o bem em questão é inferior nesse caso a quantidade demandada varia no sentido contrário à va riação da renda Se o coeficiente apresentar um valor positivo o bem poderá ser normal ERD 0 nesse caso a quantidade demandada varia no mesmo sentido da variação da renda Se o coeficiente apresentar um valor igual a 1 o bem poderá ser essencial ERD 1 nesse caso a quantidade demandada não varia com a variação da renda VICECONTI NEVES 2007 RD Q R Q Q E x R Q R R 49 ElasticidadePreço Cruzada da Demanda A elasticidade preço cruzada da demanda mede a sensibilidade da demanda do bem X a variações nos preços de outros bens É a variação percentual da quanti dade demandada do bem X dada uma variação percentual no preço do bem Y coeteris paribus VICECONTI NEVES 2007 Ou seja a elasticidade preço cruzada da demanda mede a variação percentual na quantidade demandada por um bem dado uma variação percentual no preço de outro bem PINDICK RUBINFELD 2013 A elasticidade preço cruzada da demanda pode ser calculada por meio da seguinte fórmula Elasticidade preço cruzada da demanda variação naquantidadedemandadado bem x variação do preçodobem y Em que Epcd é a elasticidade preço cruzada da demanda Py é o preço inicial do bem y Q é a quantidade inicial do bem x Qx é a variação absoluta na quantidade final em relação a inicial do bem x Py é a variação absoluta do preço final em relação ao inicial do bem y Se a elasticidade preço cruzada da demanda for positiva os bens são considerados substitutos Se a elasticidade preço cruzada da demanda for negativa os bens são considerados complementares x y x x pcd y x y y Q P Q Q E x P Q P P UNICESUMAR UNIDADE 1 50 Elasticidade cruzada da demanda positiva Neste caso o aumento do preço de um produto gera um aumento da demanda do bem substituto Exemplo se o consumidor é indiferente com relação à manteiga e a margarina ele consumirá o bem que possuir menor preço Descrição da Imagem a Figura 12 apresenta um diagrama contento três caixas onde cada caixa é interligada por uma seta Cada caixa apresenta informações sobre o exemplo descrito A primeira descreve o tipo de bem a ser considerado a segunda contém a descrição e a terceira apresenta um exemplo de bens substitutos Figura 12 Exemplo de elasticidade cruzada da demanda positiva Fonte a Autora Este diagrama apresenta um exemplo de elasticidade preço da demanda positiva Esse caso referese aos bens substitutos no qual a quantidade demandada do bem 1 cresce com o aumento do preço do bem 2 O exemplo desse caso referese ao consumo de manteiga e margarina Bens Substitutos A quantidade demandada do bem 1 cresce com o aumento do preço do bem 2 Exemplo Manteiga e Margarina 51 Elasticidade cruzada da demanda negativa Nesse caso o aumento no preço de um bem leva a uma redução na quantidade demandada de outro bem dados que são bens complementares Um exemplo disso são a demanda de automóveis e gasolina Se o preço dos automóveis cai a demanda por gasolina deverá aumentar Descrição da Imagem a Figura 13 apresenta um diagrama contento três informações a primeira descreve o tipo de bem a ser considerado a segunda contém a descrição e a terceira apresenta um exemplo de bens complementares Figura 13 Exemplo de elasticidade cruzada da demanda negativa Fonte a Autora O diagrama apresenta um exemplo de elasticidade preço da demanda negativa Esse caso referese aos bens complementares no qual a quantidade demandada do bem 1 diminui com o aumento do preço do bem 2 O exemplo desse caso referese ao consumo de automóveis e gasolina Bens Complementares A quantidade demandada do bem 1 diminui com o aumento do preço do bem 2 Exemplo Automóveis e Gasolina UNICESUMAR UNIDADE 1 52 ElasticidadePreço da Oferta A elasticidade preço da oferta mede a sensibilidade da oferta a variações no preço do bem X Mede a variação percentual da quantidade ofertada dada uma variação percentual no preço de determinado bem ou serviço VICECONTI NEVES 2007 A elasticidade preço cruzada da demanda pode ser calculada por meio da seguinte fórmula Elasticidade preço da oferta variação naquantidadeofertada variação no preço Em que Epo é a elasticidade preço da oferta P é o preço inicial do bem Q é a quantidade ofertada inicial do bem Q é a variação absoluta na quantidade ofertada final em relação a inicial P é a variação absoluta do preço final em relação ao inicial A elasticidade preço da oferta é normalmente positiva porque um preço mais alto incentiva os produtores a aumentar a produção Ela está relacionada com a inclinação da curva de oferta Quanto mais horizontal for a curva de oferta maior será a variação da quantidade ofertada em virtude da variação do preço Quanto mais vertical for a curva de oferta menor será a variação da quan tidade ofertada em virtude da variação do preço APLICAÇÕES Por meio conteúdo apresentado vamos verificar como podemos aplicar os con ceitos de oferta demanda equilíbrio de mercado e elasticidade na prática Mediante ao exposto vamos analisar a seguinte situação Considere o mercado de computadores portáteis O preço desse produto no mercado varia entre R155000 a R 5000 A Tabela 2 apresenta os dados refe rente ao preço quantidades ofertadas e demandadas desse produto o o o po Q Q Q P E x P Q P P 53 Preço Quantidades demandadas Quantidades ofertadas R 155000 500 100 R 200000 300 150 R 250000 200 200 R 350000 150 300 R 500000 100 500 Tabela 2 Preço quantidade demandada e quantidade ofertada do mercado de computadores portáteis Fonte a Autora Para verificarmos como se dá o funcionamento deste mercado é importante observarmos o comportamento da oferta e da demanda A partir dos valores observados na Tabela 2 foi possível construir a curva de demanda e de oferta dos computadores portáteis Figura 12 no qual os eixos verticais representam os preços R dos computadores e nos eixos horizontais são verificadas quantida des demandadas curva de demanda e ofertadas curva de oferta desse produto Preço Preço R5000 R3500 R2500 R2000 R1550 R5000 R3500 R2500 R2000 R1550 100 150 200 300 500 100 150 200 300 500 Oferta Quantidade Quantidade Curva de oferta de computadores portáteis Curva de demanda de computadores portáteis Demanda Descrição da Imagem a Figura 14 apresenta dois gráficos O gráfico da esquerda apresenta a curva de oferta de computadores portáteis e o gráfico da direita representa a curva de demanda de computadores portáteis No gráfico da esquerda o eixo horizontal representa a quantidade de computadores portáteis e no eixo vertical o preço desse produto A curva de oferta é positivamente inclinada indicando que à medida que o preço dos computadores portáteis de R1550 para R2000 até chegar ao preço de R5000 a quantidade que o produtor está disposto a ofertar no mercado é maior ao preço de R1550 100 computadores são ofertados ao preço de R2000 150 computadores são ofertados até chegar a 500 computadores ofertados ao preço de R5000 Figura 14 Curvas de oferta e demanda de computadores portáteis Fonte a Autora UNICESUMAR UNIDADE 1 54 É possível observar pela curva de demanda que quanto maior o preço menor a quantidade demandada e quanto menor o preço maior a quantidade demandada Por meio da curva de oferta é possível verificar que com um aumento do preço dos computadores os vendedores tendem a ofertar mais sendo assim há uma elevação da quantidade ofertada Enquanto uma redução do preço dos com putadores deve reduzir a quantidade ofertada Conforme a lei geral da oferta a relação entre a oferta de computadores e o preço desse produto é positiva direta Após realizarmos a análise individual das curvas de oferta e demanda pre cisamos encontrar o ponto de equilíbrio desse mercado Para isso precisamos realizar a análise conjunta dessas curvas Na Tabela 3 são apresentadas as informações do mercado computadores referen te à demanda e à oferta a qual permite verificar o preço e a quantidade de equilíbrio Preço R Quantidades Situação de mercado Demandadas Ofertadas R 155000 500 100 Excesso de demanda escassez de oferta R 200000 300 150 Excesso de demanda escassez de oferta R 250000 200 200 Equilíbrio entre oferta e demanda R 350000 150 300 Excesso de oferta escassez de demanda R 500000 100 500 Excesso de oferta escassez de demanda Tabela 3 Oferta demanda e situação do mercado de computadores em cada nível de preços Fonte a Autora Descrição da Imagem No gráfico da direita o eixo horizontal representa a quantidade de computado res portáteis e no eixo vertical o preço desse produto A curva de demanda é negativamente inclinada indicando que à medida que o preço do computador aumenta de R1550 para R2000 até chegar ao preço de R5000 a quantidade que os consumidores estão dispostos a adquirir desse produto diminui ao preço de R1550 500 computadores são demandados ao preço de R2000 300 computadores são demandados até chegar a 100 computadores demandados ao preço de R5000 55 Essas informações também podem ser representadas graficamente R5000 R3500 R2500 R2000 R1550 100 150 200 300 500 Oferta Demanda Quantidade Excesso de oferta Equilíbrio do mercado de computadores portáteis Excesso de demanda Preço Descrição da Imagem a Figura 15 apresenta um gráfico no qual o eixo horizontal mostra a quantidade total de computadores e o eixo vertical o preço pago por unidade A curva de oferta é positivamente in clinada ou seja ascendente da direita para a esquerda A curva de demanda é negativamente inclinada ou seja descendente da esquerda para a direita O equilíbrio de mercado se dá no ponto da intersecção entre as curvas de oferta e demanda em que o preço de equilíbrio é de R 250000 e a quantidade ofer tada e demandada é de 200 unidades Nesse ponto temos a intersecção das curvas de oferta e demanda que representa a coincidência de desejos em que a quantidade que os consumidores desejam consumir de computadores portáteis é a mesma que os ofertantes estão dispostos a produzir Pontos acima do ponto de equilíbrio representa uma situação de excesso de oferta e pontos abaixo do ponto de equilíbrio representa uma situação de excesso de demanda de computadores portáteis Figura 15 Equilíbrio no mercado de computadores portáteis Fonte a Autora Observase também que quando o preço está fora do equilíbrio pode gerar um excesso de demanda ou excesso de oferta Quando o preço está abaixo do preço do de equilíbrio ocorre um excesso de demanda e quando o preço é superior ao preço de equilíbrio gera um excesso de oferta Agora considere a seguinte situação o preço de mercado dos computadores portáteis é de R2500 e a quantidade demandada é de 200 unidades Entretanto houve um aumento no preço de venda deste produto de 20 passando a ser co mercializado a R3000 A esse novo preço a quantidade demandada desse produ to passou a ser de 170 unidades Mediante a essa situação vamos calcular e analisar a elasticidade preço da demanda desse produto no mercado para compreender a sensibilidade da demanda desse produto em relação ao aumento do preço As informações para o cálculo da elasticidade estão descritas na Tabela 4 que apresenta os dados referentes ao mercado antes e depois da mudança de preços São apresentadas a quantidade consumida de computadores portáteis a variação da quantidade demandada e a variação da quantidade ofertada UNICESUMAR Período Quantidade consumida Preço ΔQ Inicial 200 R2500 ΔQ Final 170 R3000 170200 30 3000 2500 500 Tabela 4 Informações sobre preço quantidade consumida e variações de preço e quantidade de computadores portáteis Fonte a Autora Para realizarmos o cálculo da elasticidade preço da demanda utilizamos a seguinte fórmula Epd ΔQ Q ΔP P Q ΔQ ΔP Epd 2500 200 30 500 75000 100000 075 075 Por meio da utilização da fórmula da elasticidade encontramos que a elasticidade preço da demanda de computadores portáteis é de 075 Como esse valor é menor que 1 podemos afirmar que a demanda de computadores portáteis é considerada inelástica em relação ao seu preço ou seja os consumidores deste produto mudarão muito pouco a sua quantidade demandada mesmo que o preço suba substancialmente Ou seja a quantidade demandada não responde fortemente às variações no preço Outra questão importante de se observar consiste na relação entre a elasticidade preço da demanda e a receita total dos produtores Dado que já calculamos a elasticidade precisamos calcular a receita total desses produtores para verificar a sensibilidade dessa variável em virtude da variação do preço 57 Por meio do cálculo da receita total po demos observar que ao preço de R2500 e a quantidade demandada de 200 unida des a receita total dessa empresa era de R500000 Com o aumento do preço para R3000 e a redução da demanda para 170 unidades a receita total foi para R510000 Por meio dos dados podese observar um aumento na receita total após a variação do preço Portanto podemos concluir que dado que a demanda desse produto é inelástica aumentos no preço ocasiona rão redução da quantidade demandada e aumento da receita total Caro a aluno a chegamos ao final desta unidade e espero que você tenha compreendido os conceitos fundamentais da microeconomia Observamos inicial mente a importância da microeconomia para as análises econômicas e por meio da abordagem dos conceitos de oferta de manda equilíbrio de mercado e das elas ticidades foi possível compreender como se dá o comportamento dos mercados dos bens e serviços que são produzidos na economia em um determinado período Sendo assim podemos concluir que o conteúdo abordado nessa unidade é de sig nificativa importância e servirá como base de análise para os demais temas abordados ao longo desta disciplina UNICESUMAR 58 1 O resultado do cálculo da elasticidade cruzada da demanda pode ser tanto um valor positivo quanto negativo esse valor irá depender do tipo de bem que se está sendo analisado Dado que a elasticidade cruzada da demanda é negativa assinale a alter nativa correta sobre qual tipo de bem é considerado neste caso a Complementares b Substitutos c Bens normais d Bens inferiores e Bens de Giffen 2 A Tabela a seguir apresenta os dados de preço médio e consumo de gás de cozinha em um determinado município brasileiro Determine a elasticidade preço da deman da desse produto e descreve se ela é elástica inelástica ou unitária Período Preço médio Quantidade de botijão vendido Maio2021 R 8317 1000 Junho2021 R 8615 990 Tabela 6 Período preço médio e quantidade vendida de botijão de gás Fonte a Autora 3 Um mercado estará em equilíbrio quando toda a quantidade produzida for consumida quantidade de equilíbrio a um determinado preço preço de equilíbrio Entretanto podem existir situações em que a demanda varia em relação a oferta e isso pode causar modificações no preço de mercado de determinado bem ou serviço Mediante a essa informação avalie as afirmações referentes ao equilíbrio de mercado I Se a demanda for menor que a oferta o preço se reduz II Se a demanda for maior que a oferta o preço aumenta III Se a demanda for igual a oferta o preço não se altera É correto o que se afirma em 59 a I apenas b II apenas c I e II apenas d II e III apenas e I II e III 4 A microeconomia é um dos temas mais importantes estudados pelas Ciências Eco nômicas pois examina o comportamento das unidades econômicas individuais Des creve de forma detalhada as quatro principais características da microeconomia 5 Defina o conceito de demanda e aponte os principais fatores que podem influenciar a quantidade demandada de determinado bem ou serviço Período Quantidade demandada Preço Receita total Preço x Quantidade Inicial 200 R 2500 R2500 x 200 500000 Final 170 R 3000 R3000 x 170 510000 Tabela 5 Quantidade demanda preço e receita total do mercado de computadores portáteis Fonte a Autora 2 Teoria do Consumidor Dr Marcos Aurélio Brambilla Na segunda Unidade você terá a oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre a teoria do consumidor a fim de entender o comportamento do consumidor Dessa forma vamos estudar as pre ferências do consumidor e como elas podem ser representadas Além disso compreenderemos o papel da restrição orçamentária do con sumidor e tomadas de decisões de consumo UNIDADE 2 62 Olá caro a aluno a em decorrência da pandemia da covid19 houve grandes mudanças estruturais na economia sendo que o consumo das famílias foi afetado de forma significativa Foi observado que uma das grandes consequências foi o aumento do ecommerce comércio eletrônico Um dos destaques nas compras online foram as compras de alimento Em meio a esse cenário suponha que você é um gestor de uma empresa que entrega marmitas Mesmo o seu produto apresentando uma qualidade superior a rentabilidade do negócio dependerá do preço Essa marmita que você estará oferecendo ao mercado apresenta diversas opções que chamam a atenção dos consumidores estando dispostos a pagar mais pelo seu produto mas quanto a mais Dessa for ma a empresa pode realizar uma análise das preferências do consumidor e de sua renda sabendo que é limitada e assim estimar a demanda Nesse sentido caro a aluno a o estudo da teoria do consumidor aborda especificamente o comportamento do consumidor avaliando suas decisões de consumo Foi apresentado o ramo de alimentação mas como sabemos na econo mia existe uma infinidade de bens e serviços para o consumo e com esse estudo é possível compreender como o consumidor escolhe a quantidade de cada bem ou serviço para o seu consumo considerando a sua renda Com isso a teoria do consumidor contribui para o entendimento da melhor alocação de bens e serviços dos consumidores e assim pode auxiliar os consu midores a atingir seu maior grau de satisfação além de poder contribuir para a definição de preços de bens e serviços pelos empresários Para isso deve ser considerado as preferências do consumidor e a renda que ele possui Considere dois conjuntos de itens alimento A e vestuário V e que as pre ferências do consumidor sejam representadas pela soma 2A V Diante disso considere três combinações de quantidade de cada item 1ª tem 11 unidades de alimento e 1 unidade de vestuário 2ª tem 8 unidades de alimento e 4 unidades de vestuário 3ª tem 2 unidades alimento e 10 unidades de vestuário A partir disso é possível verificar qual das combinações o consumidor irá preferir que pode ser verificada pelas suas preferências 1ª combinação 2 2 11 1 22 1 23 A V x 2ª combinação 2 2 8 4 16 4 20 A V x 3ª combinação 2 2 2 10 4 10 14 A V x Pode ser observado que as três combinações possuem quantidades dos dois bens iguais sendo 12 itens porém pelo valor observado podemos verificar que o consumidor prefere a 1ª combinação Mas não pode ser considerado apenas o nível de satisfação do consumidor pois o consumidor sempre vai preferir uma combinação com mais bens Desse modo deve ser verificada a sua renda seguindo a mesma situação temos que o preço de cada alimento é R2000 e de cada vestuário é R1000 e a renda é R20000 Diante dessa restrição orçamentária do consumidor devemos identificar o consumo dos bens que proporcionem a melhor satisfação mas que ele possa consumir com sua renda Segue abaixo o valor que representa cada combinação considerando que PA é o preço de alimentos e PV é o preço do vestuário 1ª combinação PA A PV V 20 11 10 1 R 23000 2ª combinação PA A PV V 20 8 10 4 R 20000 3ª combinação PA A PV V 20 2 10 10 R 14000 Dados os resultados para cada combinação observamos que apenas a segunda e terceira combinações podem ser consumidas dada a sua renda de R20000 Portanto a combinação escolhida pelo consumidor será a segunda com 8 unidades de alimentos e 4 unidades de vestuário pois gera a maior satisfação para o consumidor dentre as combinações que podem consumir com sua renda A situação apresentada está comparando dois conjuntos de itens de bens comuns para os consumidores alimentos e vestuários mas pode ser considerado para avaliar o comportamento do consumidor outros conjuntos de bens e serviços e que estão presentes no dia a dia A partir da situação apresentada reflita um pouco sobre os seguintes questionamentos Qual seria a escolha do consumidor para outro conjunto de bens Como seria a escolha do consumidor a partir de outros tipos de equação para suas preferências Qual a influência no grau de satisfação do consumidor com uma alteração nos preços ou na renda UNIDADE 2 64 Desse modo é fundamental o entendimento do comportamento do consumidor pois este é considerado que ele tome suas decisões de forma racional Apesar de algumas vezes as decisões dos consumidores não serem racionais o desenvol vimento de um modelo poderá auxiliar na formação de demanda de diversos bens e serviços além de ser um instrumento importante na avaliação da toma da de decisões dos consumidores De acordo com Haffner 2013 a teoria do consumidor tem o objetivo de apresentar o comportamento dos consumidores considerando determinadas variáveis Para a melhor compreensão do comportamento do consumidor vamos co nhecer passo a passo primeiro iremos conhecer as preferências do consumidor com o intuito de definir a função utilidade por meio de suas preferências depois as restrições orçamentárias que apresenta o papel da renda dos consumidores e como alterações nos preços e na renda pode afetar o consumo logo mais a escolha do consumidor e a utilidade marginal que mostra as melhores decisões dos consumidores e finalmente as aplicações para a visualização prática de como quantificar as escolhas dos consumidores PREFERÊNCIAS DO CONSUMIDOR Como o mercado apresenta inúmeros bens e serviços disponíveis para a for malização das preferências do consumidor foram analisadas nesta unidade as cestas de mercado com dois conjuntos de itens como apresentado por Baidya et al 2014 Besanko e Braeutigan 2014 Frank 2013 Haffner 2013 Pindyck e 65 Rubinfeld 2013 Varian 2021 e Wall 2015 Assim é possível verificar a prefe rência de bens específicos pelos consumidores A cesta de mercado representa o conjunto de itens de um ou mais bens e serviços Dessa forma podemos avaliar o comportamento do consumidor de forma adequada a partir da comparação de dois conjuntos de itens de um ou mais bens e serviços Uma cesta de mercado pode ser representada por diversas combinações com dois conjuntos de itens de bens e serviços como alimentação e vestuário ali mentação e moradia carne e arroz carro e alimentação lazer e educação feijão e demais alimentos calçados e roupas etc Vale destacar que deve ser considerada a renda que o consumidor destina para o consumo dos dois conjuntos de itens analisados Por exemplo caso a análise for direcionada para o conjunto de itens de alimentação e moradia deve ser considerada toda a renda para o consumo de alimentação e moradia Pode ser verificado na Tabela 1 um exemplo com cinco cestas de mercado para alimentação e carro Cesta de Mercado Unidades de alimento Unidades de carro A 20 4 B 50 2 C 30 3 D 10 5 E 70 1 Tabela 1 Cestas de mercado de alimentação e carro Fonte o Autor UNICESUMAR UNIDADE 2 66 Conforme a Tabela 1 uma cesta de mercado pode ser preferida a outra que contenha uma combinação diferente de mercadorias ou ser indiferente a outra Pode ser observado que na cesta A o consumidor adquiri 20 unidades de alimen to e 4 unidades de carro na cesta B o consumo é de 50 unidades de alimento e 2 unidades de carro na cesta C o consumo é de 30 unidades de alimento e 3 unida des de carro na cesta D o consumo é de 10 unidades de alimento e 5 unidades de carro e na cesta E o consumo é de 70 unidades de alimento e 1 unidades de carro De acordo com Frank 2013 as preferências dos consumidores podem ser verificadas pela suposição de que os indivíduos são racionais No entanto deve ser considerado que existe diferentes razões para as escolhas de consumo pois os indivíduos podem apresentar gostos eou necessidades diferentes Qual o consumo que você considera mais importante que seria a sua prioridade Tem in divíduos que priorizam a alimentação gastam mais com alimentos do que outros tipos de bens e serviços Outros priorizam vestuário preferindo o consumo de roupas de qualida de por exemplo ou calçados mais confortáveis ou ainda colecionadores que priorizam o consumo de objetivos antigos etc PENSANDO JUNTOS Sabendo que os indivíduos possuem preferências ou seja preferem alguns bens e serviços em relação a outros é possível determinar as preferências de um in divíduo ou de um grupo de indivíduos Dessa forma para avaliar a teoria do comportamento do consumidor é necessário considerar três premissas básicas sobre preferências que são integralidade transitividade e mais é melhor do que menos PINDYCK RUBINFELD 2013 67 Essas premissas básicas constituem a base da teoria do consumidor Dada a com plexidade na para a tomada de decisão para o consumo elas não conseguem explicar totalmente o comportamento do consumidor porém consideram as racionalidades dos consumidores para uma análise mais aprofundada no seu comportamento PINDYCK RUBINFELD 2013 OLHAR CONCEITUAL PREMISSAS BÁSICAS SOBRE PREFERÊNCIAS INTEGRALIDADE É considerado que as preferências são completas Ou seja os consumidores conseguem realizar a comparação e a ordenação de todas as cestas de mercado Desse modo dado duas cestas A e B o indivíduo pode preferir a cesta A à cesta B preferir a cesta B à cesta A ou ainda ser indiferente entre as duas cestas nesse caso tanto a cesta A quanto a cesta B deverá apresentar a mesma satisfação para o consumidor TRANSITIVIDADE As preferências são transitivas Nesse sentido considerando as cestas A B e C se um consumidor prefere a cesta A à cesta B e prefere a cesta B à cesta C assim ele também vai preferir a cesta A à cesta C Por exemplo se um consumidor prefere maçã importada à maçã verde e prefere maçã verde à maçã fuji então ele também vai preferir a maçã importada à maçã fuji MAIS É MELHOR DO QUE MENOS Por uma questão didática vamos presumir que os consumidores desejam todas as mercadorias Sendo assim os consumidores sempre preferem maiores quantidade de cada uma das mercadorias nunca chegando a um máximo de satisfação UNICESUMAR UNIDADE 2 68 De acordo com Haffner 2013 as preferências do consumidor podem ser representadas graficamente Nesse sentido a partir das premissas básicas sobre as preferências é possível apresentar as cestas de mercado que são preferíveis a outras e cestas de mercado que são indiferentes a outras Dessa forma são constituídas as curvas de indiferença que representa as cestas de mercado que oferecem o mesmo grau de satisfação para o consumidor Para a apresentação de uma curva de indiferença vamos utilizar combina ções de cestas de mercado de alimento e vestuário representada na Figura 1 Assim é possível ordenar as cestas de mercado de acordo com as preferências do consumidor Vestuário Unidades por mês 50 40 30 20 10 B F A C E 10 20 30 40 Alimento Unidades por mês Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico que mostra seis pontos com diferentes combinações de cesta de mercado de vestuário e alimento formando uma curva de indiferença convexa arqueada para dentro O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês Sendo que U curva de indiferença representa a ligação entre os postos B com 10 unidades de alimento e 50 unidades de vestuário A com 20 unidades de alimento e 30 unidades de vestuário e C com 40 unidades de alimento e 20 unidades de vestuário O ponto D com 30 unidades de alimento e 40 unidades de vestuário está à direita e acima da curva de indiferença enquanto os pontos E com 10 unidades de alimento e 20 unidades de vestuário e F com 10 unidades de alimento e 40 unidades de vestuário estão à esquerda e abaixo da curva de indiferença Figura 1 Uma curva de indiferença Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 70 69 Segundo Pindyck e Rubinfeld 2013 a curva de indiferença apresenta todas as combinações de cestas de mercado que oferecem o mesmo nível de satisfação para o consumidor Dessa forma no Figura 1 a curva de indiferença indica que qualquer ponto ao longo da curva o consumidor é indiferente em relação a esco lha da cesta de mercado ou seja as cestas B A ou C fornecem a mesma satisfação para o consumidor As cestas relacionadas à curva de indiferença B A ou C são preferíveis a todas as cestas à esquerda e abaixo da curva como as cestas E e F Por outro lado toda cesta à direita e acima da curva de indiferença como a cesta de mercado D é preferível às cestas B A e C A Figura 1 apresentou apenas uma curva de indiferença porém existem inú meras curvas de indiferença relacionado às preferencias do consumidor Diante disso será utilizado algumas curvas de indiferença que conforme Frank 2013 é denominado de mapa de indiferença A Figura 2 apresenta um mapa de indiferen ça com três curvas de indiferença que representa as preferências do consumidor Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico com três curvas de indiferença convexa sendo apresentado em cada curva uma cesta de mercado com combinações de vestuário e alimento O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês A primeira curva de indiferença I1 apresenta o ponto C a segunda curva de indi ferença I2 apresenta o ponto B e a terceira curva de indiferença I3 apresenta o ponto A Sendo que a curva mais longe da origem é curva I3 e a curva mais próxima da origem é a curva I1 Figura 2 Um mapa de indiferença Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 71 Vestuário unidades por mês Alimento unidades por mês C B A I3 I2 I1 UNICESUMAR UNIDADE 2 70 Cada curva de indiferença apresenta um nível de satisfação distinto quanto mais distante da origem maior a satisfação do consumidor Assim é evidenciado a validade das premissas básicas integrali dade pois os consumidores comparam e ordenam as cestas de mercado formando as curvas de indiferença transitividade duas curvas de indiferença não podem se cruzar pois a cesta que representa o ponto do intercepto do cruzamento das curvas teoricamente apresentaria o mesmo nível de satisfação e ao mesmo tempo depen dendo da altura da curva ambas poderiam ser preferível a outra violando a premissa por fim a Figura 2 satisfaz a premissa de que quanto maior a quantidade de bens maior a satisfação do consumidor Vimos que em uma curva de indi ferença temos diversas combinações de cestas de mercado a qual apresenta a mes ma satisfação para o consumidor Desse modo conforme Baidya et al 2014 uma mudança de cesta de mercado em uma mesma curva de indiferença é definida por uma taxa chamada de taxa marginal de substituição TMS que mede quanto o consumidor abre mão de um bem para consumir outro bem mantendo o mesmo nível de satisfação ou seja verifica a incli nação da curva Vale destacar que a TMS varia ao longo da curva de indiferença como pode ser observado na Figura 23 71 Vestiário unidades por mês 16 14 12 10 8 6 4 2 1 2 3 4 5 Alimento unidades por mês 6 1 4 1 2 1 1 1 A B C D E Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico com uma curva de indiferença convexa a qual apresenta as variações que servirão para determinar a taxa marginal de substituição entre vestuário e alimento O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês O ponto A apresenta o consumo de 1 unidade de alimento e 16 unidades de vestuário nesse ponto o consumidor está disposto a se desfazer de 6 unidades de vestuário para consumir 1 unidade de alimento No ponto B temos o consumo de 2 unidades de ali mento e 10 unidades de vestuário nesse ponto o consumidor está disposto a se desfazer de 4 unidades de vestuário para consumir 1 unidade de alimento O ponto C apresenta o consumo de 3 unidades de alimento e 6 unidades de vestuário nesse ponto o consumidor está disposto a se desfazer de 2 unida des de vestuário para consumir 1 unidade de alimento No ponto D temos o consumo de 4 unidades de alimento e 4 unidades de vestuário nesse ponto o consumidor está disposto a se desfazer de 1 unidade de vestuário para consumir 1 unidade de alimento chegando ao ponto E com 5 unidades de alimento e 3 unidades de vestuário Figura 3 Taxa marginal de substituição Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 72 Podemos observar na Figura 3 que a curva de indiferença apresenta uma carac terística importante da teoria do consumidor a convexidade com o movimento para baixo da curva de indiferente há uma queda da TMS Ou seja há um au mento da curva de indiferença pois ela se torna menos negativa UNICESUMAR Quando verificamos que o consumidor está no ponto A da Figura 3 ele tem um consumo muito alto de vestuário em relação ao consumo de alimento dessa forma ele está disposto a se desfazer de uma grande quantidade de vestuário para adquirir uma unidade a mais de alimento e conforme o movimento ao longo da curva ele abre mão cada vez menos de vestuário para adquirir uma unidade de alimento até chegar em um equilíbrio O mesmo acontece com a relação entre o alimento e o vestuário se o consumidor consome uma grande quantidade de alimento em relação ao consumo de vestuário ele abre mão de uma quantidade grande alimento para adquirir uma unidade de vestuário fazendo o movimento contrário da curva de indiferença De acordo com Baidya et al 2014 também podemos apresentar a TMS como TMS ΔVΔA em que ΔV representa a variação das unidades consumidas de vestuário e ΔA se refere à variação das unidades consumidas de alimento Como o valor da relação das variações é sempre negativo foi acrescentado na fórmula o sinal negativo para que o valor da TMS seja positivo Deve ser reforçado que a TMS ao longo da curva não é constante Por exemplo no ponto A da Figura 3 a TMS é dada por TMS ΔVΔA 61 6 nesse caso o consumidor está disposto a trocar 6 unidades de vestuário por 1 unidade de alimento sem alterar seu nível de satisfação Enquanto no ponto D da Figura 3 a TMS é dada por TMS ΔVΔA 11 1 nesse caso o consumidor está disposto a trocar 1 unidade de vestuário por 1 unidade de alimento Com isso segundo Pindyck e Rubinfeld 2013 a convexidade da curva de indiferença é esperada para a apresentação das preferências do consumidor Contudo existem casos extremos que sugerem outras formas para a curva de indiferença como é para os bens que são substitutos perfeitos e complementares perfeitos conforme mostra a Figura 4 73 O consumo de bens substitutos perfeitos considera dois bens que são indife rentes para o consumidor não importando qual será consumido Na Figura 4 a foi apresentado a manteiga e a margarina portanto o consumidor não tem preferência de consumo entre esses dois bens por exemplo se ele consome 4 uni dades será indiferente se ele consumir 4 unidades de manteiga ou 4 unidades de margarina ou 2 unidades de manteiga e 2 unidades de margarina o consumidor terá a mesma satisfação Assim a TMS será constante ou seja sempre igual a 1 Quanto ao consumo de bens complementares para o consumidor adquirir um bem necessariamente ele deverá adquirir o outro bem para que ele possa aumentar seu nível de satisfação A Figura 4 b mostra a relação entre o carro e o combustível Se o consumidor comprar um carro ele vai precisar consumir combustível também pois caso contrário não poderá andar com o carro No exemplo para a compra de 1 carro o consumidor deverá comprar 1000 litros de combustível Desse modo cada curva de indiferença tem apenas uma cesta Manteiga unidades a Substitutos perfeitos b Complementos perfeitos Carro unidades 4 3 2 1 4 3 2 1 1 2 3 4 1 2 3 4 Margarina unidades Combustível 1000 litros Descrição da Imagem a figura apresenta dois gráficos a e b No gráfico a foi apresentado a curva de indiferença para dois bens considerados substitutos perfeitos manteiga e margarina O eixo X repre senta o consumo de unidades de margarina e o eixo Y representa o consumo de unidades de manteiga Em que foi apresentado 4 curvas de indiferença que nesse caso apresenta a forma de retas O gráfico b representa a curva de indiferença para dois bens considerados complementares perfeitos carro e combustível O eixo X representa o consumo para cada 1000 litros de combustível e o eixo Y representa o consumo de unidades de carro Em que foi apresentado 4 curvas de indiferença que nesse caso apre senta a forma de ângulos retos Figura 4 Substitutos perfeitos e complementares perfeitos Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 74 UNICESUMAR Até agora vimos a representação das preferências do consumidor por meio de gráficos mas é possível mensurar os níveis de satisfação do consumidor por meio da utilidade De acordo com Wall 2015 a utilidade se refere à satisfação que os consumidores derivam do consumo de bens e serviços produtos Portanto é possível quantificar de forma algébrica a satisfação do consumidor representada pelas curvas de indiferença Para a verificação da utilidade do consumidor vamos utilizar uma função utilidade que representa uma equação na qual pode ser estimada uma utilidade de determinada cesta de mercado Por exemplo dada uma cesta de mercado com o conjunto de itens de alimentação A e moradia M a função utilidade pode ser representada por UAM 5A 4M Nesse caso uma cesta que contenha 5 unidades de alimento e 6 metros quadrados de moradia deve gerar uma utilidade de UAM 5A 4M 55 46 49 As funções utilidade apresentam algebricamente as preferências do consumidor a respeito de determinados produtos ou seja como os consumidores substituem um bem pelo outro sem alterar seu nível de satisfação Dessa forma é importante observar a taxa marginal de substituição TMS dos bens analisados de acordo com Besanko e Braeutigam 2014 normalmente a TMS é decrescente formando uma curva convexa No entanto existem alguns casos especiais como o caso de preferências com substitutos perfeitos complementares perfeitos e do tipo CobbDouglas As preferências dos consumidores podem ser representadas pela função utilidade a seguir UX1X2 X1² X2² UX1X2 YX2 3X1 etc Por exemplo considerando UX1X2 X1X2 em que uma cesta de mercado contenha 4 unidades de X1 e 10 unidades de X2 temos que UX1X2 X1X2 410 40 Quanto aos casos especiais temos definida a função utilidade Para as preferências de substitutos perfeitos temos a seguinte função utilidade UX1Y2 AX1 BX2 Em que A e B representam constantes positivas Por exemplo UX1X2 X1 3X2 nesse caso para 5 unidades de X1 e 2 unidades de X2 temos que a utilidade é de UX1X2 X1 3X2 5 32 11 Para as preferências de complementares perfeitos a função utilidade é definida como UX1X2 minAX1 BX2 Em que A e B representam constantes positivas nas quais representam a quantidade que cada bem deve ser consumido conjuntamente O termo min significa que será observado a quantidade mínima de cada bem para o consumo lembrando que o consumidor deve sempre aumentar o consumo dos dois bens para elevar sua satisfação Temos também as preferências do tipo CobbDouglas Mas o que são preferências do tipo CobbDouglas Esse tipo de preferência usa a chamada da função CobbDouglas representada pela função U XαYβ que tem as seguintes propriedades é função convexa α e β representam os pesos dos bens e a função é homogênea de grau α β Para as preferências do tipo CobbDouglas a apresentação geral é por meio da seguinte fórmula UX1X2 AX1αBX2β No qual A B α e β representam constantes positivas Além disso deve ser considerado as seguintes condições 0 α 1 e 0 β 1 Segundo Varian 2021 α e β representam o percentual da renda que é gasto pelo consumidor sendo assim para a análise é conveniente utilizar expoentes com a soma 0 Por exemplo para uma função utilidade UX1X2 AX105BX205 com uma cesta de mercado que contenha 9 unidades de X1 e 16 unidades de X2 temos que UX1Y2 AX05BX05 905 1605 34 12 UNIDADE 2 76 Vimos como são formadas as preferências do consumidor e a apresentação gráfica e algébrica delas Mas temos que considerar também a restrição orça mentária do consumidor com o intuito de verificar quanto o consumidor tem de renda para adquirir bens e serviços e como alterações no preço e na renda podem influenciar a cesta de mercado do consumidor Restrições orçamentárias As preferências do consumidor são essenciais para explicar o seu comportamento porém não é suficiente A escolha do consumidor também depende de sua renda ou restrição orçamentária Assim nesse tópico será abordado a segunda parte da teoria do consumidor que servirá para a compreensão da escolha do consumidor inclusive quando houver alterações tanto nos preços quanto na renda Segundo Haffner 2013 a restrição orçamentária apresenta todas as possíveis cestas de mercado dos dois bens que o indivíduo pode consumidor com a sua renda Desse modo as restrições orçamentárias apresentam influência direta na escolha do consumidor pois determinam quanto pode ser consumido de cada bem Ao analisar como as escolhas do consumidor são determinadas pela restri ção orçamentária inicialmente será considerada que a renda R é constante Voltando ao exemplo com o conjunto de itens de alimentos e vestuário A será considerada quantidade de alimentos e V a quantidade de vestuário Enquanto os preços de alimento e vestuário serão representados por A P e V P respec tivamente Dessa forma A P A representa quanto da renda foi destinado para alimentação e V P V representa quanto da renda foi destinado para vestuário A restrição orçamentária é representada pela linha do orçamento que indica todas as combinações de A e V para as quais o total de dinheiro gasto seja igual à renda disponível PINDYCK e RUBINFELD 2013 p 80 Deve ser considerado também que o valor integral da renda do consumidor será para o gasto com os Dessa forma a partir da equação 26 podem ser definidas possíveis combinações de quantidades de alimentos e de vestuário considerando a renda do consumidor A seguir temos as estimativas da quantidade consumida de alimento e vestuário PₐA PᵥV R PₐA R PᵥV Pₐ A R PᵥV Pₐ A RPₐ PᵥPₐV A RPₐ PᵥPₐV V RPᵥ PₐPᵥA A equação 8 representa a reta da linha de orçamento e Pᵐ¹Pᵔᵛ é a inclinação da linha de orçamento Supondo que um consumidor tenha uma renda mensal de R 120000 e o preço de cada unidade de alimento é R 1000 e o preço de cada unidade de vestuário é de R 2000 Com essas informações é possível apresentar as cestas de mercado e construir a linha de orçamento em um gráfico que representará todas as possíveis combinações da quantidade de unidades de alimento e vestuário para a renda apresentada UNIDADE 2 78 Conforme o exemplo apresentado pode ser observa do na Tabela 2 quais as combinações de consumo de ali mento e vestuário que o indivíduo pode realizar gastando toda a sua renda Caso o consumidor utilize toda a sua renda para o consumo de vestuário a quantidade máxima que ele poderia comprar é 60 unidades o qual foi repre sentado pelo ponto A Por outro lado se o consumidor utilizar toda a sua renda para o consumo de alimento a quantidade máxima que ele poderia comprar é 120 uni dades o qual foi representado pelo ponto E Os pontos B C e D apresentam três das mais diversas combinações que poderia ser consumida de alimento e vestuário Cesta de Mercado Unidades de alimento Unidades de vestuário Renda R A 0 60 120000 B 30 45 120000 C 60 30 120000 D 90 15 120000 E 120 0 120000 Tabela 2 Cestas de mercado e a linha do orçamento Fonte o Autor A Figura 5 apresenta a linha do orçamento utilizando as informações da Tabela 2 O consumidor gastando toda a sua renda consegue sempre trocar o consumo de 15 unidades de vestuário pelo consumo de 30 unidades de alimento até chegar no ponto E em que o consumo to tal é de apenas alimentos pois o preço da unidade de vestuário é de R 2000 e da unidade de alimento é de R 1000 Desse modo a linha de orçamento é uma reta com inclinação constante Sendo assim a linha de orça mento nesse caso é representada por 79 Vestiário unidades por mês Alimento unidades por mês 60 R PV R PA 45 30 30 15 15 A B C D E 30 60 90 120 Linha de orçamento 10A 20V R 120000 Dessa forma caro a aluno a sabendo que os consumidores possuem renda limitada tendo que escolher como será alocada sua renda quais alternativas são apresentadas para os consumidores Claro que alguns milionários ou até bilionários têm acesso a qual quer tipo de bem no entanto a maior parte da população não possui uma renda que proporciona a possibilidade de consumir tudo o que deseja PENSANDO JUNTOS Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico com uma linha de orçamento que mostra o limite para o consumo de vestuário e alimento O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês O preço do alimento é de R 1000 o preço de vestuário é de R 2000 e a renda do consumidor é de R 120000 O ponto A apresen ta a quantidade máxima que pode ser consumida caso o indivíduo desejar consumir apenas vestuário 60 enquanto o ponto E apresenta a quantidade máxima que pode ser consumida caso o indivíduo desejar consumir apenas alimento 120 No ponto B pode ser consumido 30 unidades de alimento e 45 unidades de vestuário No ponto C o máximo que pode ser consumido é de 60 unidades de alimento e 30 unidades de vestuário No ponto D a possibilidade de consumo é de 90 unidades de alimento e 15 unidades de vestuário Figura 5 Linha de orçamento Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 81 O nosso exemplo apresenta a restrição orçamentária para um dado nível de pre ços e um nível de renda Contudo na economia ocorre alterações na renda dos consumidores e nos preços dos bens e serviços Diante disso deve ser verificado com se comporta a linha de orçamento nessas duas situações UNICESUMAR UNIDADE 2 80 Seguindo o exemplo apresentado com os preços de alimento e vestuário com o mesmo valor da renda a Figura 6 apresenta as consequências para um aumento da renda de R 1200 para R 2400 e também para uma redução da renda de R 1200 para R 60000 Vestuário unidades por mês L3 L1 L2 R R 60000 R R 120000 R R 240000 60 120 240 Alimento unidades por mês 120 60 30 Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico com três linhas de orçamento na qual apresenta o limite para o consumo de vestuário e alimento O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês O preço do alimento é de R 1000 o preço de vestuário é de R 2000 a renda do consumidor na linha de orçamento 1 L1 é de 120000 a renda do consumidor na linha de orçamento 2 L2 é de 240000 e a renda do consumidor na linha de orçamento 3 L3 é de 60000 A quantidade máxima de alimentos que o indivíduo pode consumir na L1 é de 120 unidades na L2 é de 240 unidades e na L3 é de 60 unidades Por outro lado a quantidade máxima de vestuários que o indivíduo pode consumir na L1 é de 60 unidades na L2 é de 120 unidades e na L3 é de 30 unidades Figura 6 Efeitos de uma modificação na renda sobre a linha de orçamento Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 82 Já a Figura 7 apresenta o resultado de uma variação no preço do alimento man tida a renda constante Sendo assim com uma redução do preço ocorre um des locamento da linha de orçamento para a direita aumentando o consumo apenas de alimento Como houve queda do preço pela metade dobrou a quantidade de consumo de alimentos mantendo constante o consumo de vestuário Por outro lado um aumento da renda reduz o consumo de alimentos Devido ao preço 81 do alimento dobrar reduziu pela metade o consumo de alimentos mantendo constante o consumo de vestuário Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico com três linhas de orçamento na qual apresenta o limite para o consumo de vestuário e alimento O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês O preço do alimento na linha de orçamento 1 L1 é de R 1000 o preço do alimento na linha de orçamento 2 L2 é de R 500 o preço do alimento na linha de orçamento 3 L3 é de R 2000 o preço de vestuário é de R 2000 e a renda do consumidor é de 120000 A quantidade máxima de alimentos que o indivíduo pode consumir na L1 é de 120 unidades na L2 é de 240 unidades e na L3 é de 60 unidades e a quantidade máxima de vestuários que o indivíduo pode consumir nas três linhas de orçamento é de 60 unidades Figura 7 Efeitos de uma modificação no preço sobre a linha de orçamento Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 83 Deve ser destacado que as mudanças no preço podem alterar a linha de orçamen to podendo aumentar diminuir ou manter constante a inclinação da curva de or çamento De acordo com a Figura 7 um aumento do preço do alimento aumenta a inclinação da linha de orçamento e uma redução do preço do alimento reduz a inclinação da linha de orçamento portanto um aumento da relação do preço do alimento em relação ao preço do vestuário aumenta a inclinação e viceversa Além disso uma mudança nos preços também pode manter constante a incli nação da linha de orçamento nessa situação os preços de alimento e vestuário devem subir ou cair na mesma proporção Por exemplo se o preço do alimento aumentar de R 1000 para R 1100 e o preço do vestuário se elevar de R 2000 para R 2200 assim os preços dos dois bens se elevaram 10 e a inclinação da linha de orçamento se manteve constante Vestuário unidades por mês 60 60 120 240 Alimento unidades por mês PA R2000 L3 PA R1000 L1 PA R500 L2 UNICESUMAR UNIDADE 2 82 De acordo com Pindyck e Rubinfeld 2013 as modificações na renda e nos preços podem provocar alterações no poder de compra do consumidor Caso a renda dobrar ou o preço dos bens reduzir pela metade o poder de compra dos consumidores é dobrado No entanto se aumentar a renda e os preços dos dois bens na mesma proporção não será alterado o poder de compra do consumidor haverá apenas inflação Dadas as preferências do consumidor em conjunto com a restrição orça mentária é possível determinar a escolha do consumidor As condições para essa condição serão apresentadas no tópico a seguir com diferentes tipos de preferências de bens e serviços Escolha do consumidor Conforme os pressupostos de preferências quanto mais distante da origem es tiver a curva de indiferença maior sua utilidade e maior o nível de satisfação do consumidor Pelo lado da restrição orçamentária vimos que o indivíduo tem o consumo limitado pela sua renda A partir disso é possível verificar a escolha do consumidor de acordo com Pindyck e Rubinfeld 2013 para maximizar a satisfa ção do consumidor a escolha deve atender às duas condições primeira a cesta de mercado escolhida para o consumo deverá estar sobre a linha do orçamento e se gunda deverá apresentar a cesta de mercado de maior preferência do consumidor Qualquer cesta de mercado localizado abaixo e à esquerda da linha de orça mento significaria que o consumidor não está utilizando toda a sua renda para os dois bens analisados ou está reservando parte da renda para o futuro No en tanto para essa análise deve ser considerado que toda a renda do consumidor é destinada aos bens em questão e como a linha do orçamento representa a renda do consumidor a cesta de mercado deve estar sobre ela Como vimos as preferências do consumidor são ordenadas quanto mais longe da origem mais preferida é a curva de indiferença e como a maximização da satisfação do consumidor deve estar sobre a linha de orçamento nesse caso a mesma tangência a linha de orçamento em um único ponto conforme apresen tado na Figura 8 A maximização da satisfação do consumidor pode ser verificada pela igualdade entre a TMS e a relação entre os preços Na cesta de mercado que representa a escolha do consumidor ponto A a TMS é igual a 12 ou seja o mesmo valor da relação entre os preços Enquanto no ponto B a TMS 1 diferente da relação entre os preços Em outras palavras na escolha do consumidor o benefício marginal referente ao consumo de uma unidade a mais de alimento deve ser igual ao custo marginal referente ao custo de uma unidade a mais de alimento Ou seja o benefício marginal é dado pela inclinação da curva de indiferença TMS e o custo marginal é dado pela inclinação da linha de orçamento relação entre os preços PINDYCK RUBINFIELD 2013 A Figura 8 mostrou a representação geral de como pode ser observada a escolha do consumidor na qual oferece o maior grau de satisfação Considerando que as curvas de indiferença podem apresentar outras formas como vimos anteriormente todas devem seguir as mesmas condições para a definição da escolha do consumidor Dessa forma as curvas de indiferença em alguns casos podem ser representadas por retas com preferências de substitutos perfeitos e por ângulos retos com preferências de complementares perfeitos De acordo com Varian 2021 a maximização da satisfação do consumidor também pode ser apresentada algebricamente Assim por meio das informações relacionadas ao preço dos bens e à renda é possível estimar a quantidade de cada bem que forma a cesta de mercado na qual maximiza a satisfação do consumidor E segundo Besanko e Braeutigan 2014 a apresentação da escolha ótica do consumidor pode ser dada por máxUXY sujeito à P₁X₁ P₂X₂ R X₁ 0 X₂ 0 Em máx UXY significa escolher a cesta de mercado que maximize a utilidade do consumidor e sujeito à P₁X₁ P₂X₂ R se refere ao limite de consumo ou seja os gastos do consumidor com os bens 1 e 2 devem ser iguais à renda A determinação da cesta de mercado ou seja quantidade consumida de cada bem X e Y que proporcionem ao consumidor o máximo de satisfação pode ser realizada pelo método de Lagrange A partir disso podemos apresentar a função lagrangiana L e a determinação da cesta de bens L UXY lambdaP1X1 P2X2 R 1º passo derivar em relação à X1 X2 e lambda fracdelta Ldelta X1 fracdelta UX1X2delta X1 lambda P1 0 fracdelta Ldelta X2 rightarrow fracdelta UX1X2delta X2 lambda P2 0 fracdelta Ldelta lambda rightarrow P1X1 P2X2 R 0 2º passo isolar o lambda das equações 101 e 102 fracdelta UX1X2delta X1 lambda P1 0 lambda P1 fracdelta UX2delta X1 P2 lambda fracdelta UX2delta X1 frac1P1 fracdelta UX1X2delta X2 lambda P2 0 lambda P2 fracdelta UX2delta X2 lambda fracdelta UX2delta X2 frac1P2 Passo 3 igualando o lambda para achar os valores de X1 e X2 equações 104 e 105 Passo 4 substituir 107 em 103 para achar a quantidade ótima de X1 e substituir 106 em 103 para achar a quantidade ótima de X2 P1X1 P2X2 R 0 P1X1 P2leftfracP1P2X1right R P1X1 P1X1 R 2P1X1 R X1 fracR2P1 P1X1 P2X2 R 0 P1leftfracP2P1X2right P2X2 R P2X2 P2X2 R 2P2X2 R X2 fracR2P2 Dessa forma é possível observar que as equações 108 e 109 representam a cesta de mercado ótima do consumidor ou seja a quantidade de itens que o consumidor adquire dos bens 1 e 2 utilizando a sua renda a qual proporciona o máximo de satisfação Esse é um exemplo simples a quantidade consumida dos bens pode apresentar diferentes resultados variando conforme a utilidade que representa as preferências do consumidor mas os procedimentos a serem adotados método de Lagrange são os mesmos exceto para os casos especiais de substitutos perfeitos e complementares perfeitos Segundo Varian 2021 esses casos apresentam diferentes formas para determinar a cesta de mercado do consumidor Para as preferências de substitutos perfeitos tanto X1 quanto X2 apresentam três possíveis valores para a quantidade consumida de cada bem como é possível verificar a seguir X1 fracRP1 qualquer número entre 0 e fracRP1 0 quando P1 P2 conforme P2 P1 X2 fracRP2 qualquer número entre 0 e fracRP2 0 quando P2 P1 Utilidade marginal Depois de compreender como é determinada a escolha do consumidor dada suas preferências e restrição orçamentária vamos entender a mudança na utilidade do consumidor com um aumento no consumo de um bem ou seja o conceito de utilidade marginal A utilidade é a forma algébrica para medir o nível de satisfação do consumidor portanto existe tanto a utilidade total que representa a satisfação observada a partir do consumo de uma quantidade de bens Quanto a utilidade marginal que mede qual foi a alteração na satisfação do consumidor com um aumento no consumo de uma unidade adicional de um bem WALL 2015 Como vimos em preferências do consumidor quanto maior o consumo de bens maior a satisfação do consumidor No entanto deve ser considerado que a utilidade marginal é decrescente E assim segundo Wall 2015 a utilidade é submetida à lei da utilidade marginal decrescente ou seja o aumento do consumo de qualquer bem oferece um nível de satisfação adicional para o consumidor cada vez menor A partir da escolha do consumidor é possível manter maximizado a satisfação do consumidor diante de um acréscimo no consumo Para compreender isso devemos observar o que já se sabe sobre a teoria do consumidor Considere uma curva de indiferença para o consumo de dois bens alimento e vestuário uma curva de indiferença para o consumo de dois bens alimento e vestuário sabemos que todos os pontos da curva oferecem o mesmo nível de satisfação um deslocamento para baixo ao longo da curva gera dois efeitos Primeiro o consumo a mais de alimento ΔA gera um aumento da utilidade marginal de alimento UMA acarretando em um aumento da utilidade total Para o vestuário por outro lado resultará em uma queda de consumo de vestuário ΔV queda da utilidade marginal de vestuário UMV e consequentemente da utilidade total Como essa situação se refere a uma alteração na utilidade marginal dos dois bens ao longo de uma curva de indiferença a perda da utilidade marginal de vestuário deve ser compensada pelo ganho da utilidade marginal de alimento assim temos que UMAΔA UMVΔV 0 Reescrevendo temos que ΔVΔA UMAUMV Dessa forma se o preço do bem 1 P₁ for menor que o preço do bem 2 P₂ toda renda deverá ser gasta com o bem 1 X₁ e viceversa Pois para o consumir ambos os bens são indiferentes para o consumo assim como um dos bens apresentando um preço inferior o consumidor tem a possibilidade de consumir uma quantidade maior desse bem No entanto caso o preço dos dois bens forem iguais qualquer cesta de mercado situada na curva de indiferença resultará na maximização da sua utilidade ou seja o máximo de satisfação devido quantidade consumida em qualquer cesta de mercado ser a mesma e os bens apresentarem a mesma satisfação para o consumidor Outra condição diferente é apresentada para as preferências de complementares perfeitos nessa situação a escolha ótima do consumidor pode ser identificada a partir da restrição orçamentária dado que o consumo dos bens deve ser conjunto assim os bens podem ser considerados os mesmos P₁X P₂X R XP₁ P₂ R X₁ X₂ X RP₁ P₂ 11 Diante disso podemos observar que para cada preferência do consumidor será possível adquirir apenas uma cesta de mercado na qual será o ponto ótimo da escolha do consumidor Conforme mostra a equação 11 X₁ e X₂ representam o consumo dos bens 1 e 2 os quais dependem da renda do consumidor R e dos preços de ambos os bens P₁ e P₂ A quantidade consumida de cada bem é constante e conjunta mas a proporção consumida de cada bem será determinada pelos preços Outro caso específico de preferências é do tipo CobbDouglas em que o consumidor gasta uma proporção constante da renda em cada bem representada pela potência Nesse sentido é conveniente utilizar funções do tipo CobbDouglas com a soma dos expoentes igual a 1 VARIAN 2021 Sabendo que ΔVΔA representa a taxa marginal de substituição TMS temos que TMS UMAUMV 12 Como visto anteriormente na maximização do consumidor temos que a TMS deve ser igual a relação entre os preços TMS PAPV 13 Dessa forma a TMS é igual a relação entre a utilidade marginal de alimento e a utilidade marginal de vestuário UMAUMV PAPV Reescrevendo temos que UMAPA UMVPV 14 Como podemos observar após a escolha do consumidor para que haja uma continuidade de maximização da satisfação do consumidor é necessário que uma mudança na utilidade seja distribuída de forma semelhante para ambos os bens Conforme apresentado na equação 14 para satisfazer a condição de consumo ótima deve existir a igualdade entre a utilidade marginal com o consumo de uma unidade adicional de alimento sobre o preço do alimento e o consumo de uma unidade adicional de vestuário sobre o preço do vestuário Caso houver o consumo maior de um dos bens o consumidor não estará maximizando sua utilidade com a nova cesta de mercado Por exemplo considerando dois bens X e Y dada uma utilidade representada pela função UXY X² Y² o consumo adicional para o bem X deve ser dever ser de 2X e do bem Y deve ser de 2Y entender como é possível definir a cesta de mercado ótima para o consumidor Serão apresentados três exemplos como as preferências de tipo CobbDouglas com as preferências de substitutos perfeitos e com complementares perfeitos Imagine que um consumidor apresente uma fração da renda gasta por mês com cesta básica e lazer que se refere a atividades que o indivíduo realiza Pelas preferências desse indivíduo 60 é despendido para os gastos com lazer e 40 para gastos com alimentação Deve ser destacado que a renda é toda gasta com a cesta básica e com lazer A renda do indivíduo é R 100000 o preço de cada cesta básica é de R 10000 e para cada atividade que ele realiza como lazer representa um gasto de R 8000 Dessa forma qual é a cesta de mercado ótima para esse indivíduo Nesse caso não foi passada a função utilidade porém temos a informação da fração da renda que é gasta de cada conjunto de itens Assim podemos determinar a função utilidade para isso a cesta básica será representada por C e o lazer por Z Além disso é possível apresentar a restrição orçamentária Função utilidade UCZ CαZβ UCZ C04Z06 Restrição orçamentária PC C PZ Z R 100C 80Z 1000 Dado a função utilidade e a restrição orçamentária é possível obter a escolha do consumidor máxUCZ C04Z06 sujeito a 100C 80L 1000 Escrevendo a equação lagrangeana L C04Z06 λ100C 80Z 1000 1º passo derivar em relação à C Z e λ δLδC 04C06Z06 100λ 0 δLδZ 06Z04C04 80λ 0 δLδλ 100C 80Z 1000 0 2º passo isolar o λ das equações 151 e 152 04C06Z06 100λ 0 100λ 04C06Z06 04C06Z06 λ 100 06Z04C04 80λ 0 80λ 06Z04C04 06Z04C04 λ 80 3º passo igualando o λ para achar os valores de C e Z equações 154 e 155 06Z04C04 04C06Z06 100 04C04Z06 06C06Z04 80 100 04C06Z06 06Z04C04 80 06Z04C04 04C06Z06 80 06Z04C04 04C06Z06 80 C04Z06 04Z04C04 80 06Z04C04 04C06Z06 80 C04Z06 04 80 C04Z04 C04 06 Z06 C06 32Z060460 C 8Z15 UNIDADE 2 94 Dessa forma definimos a cesta de mercado ótima para a cesta básica e para o lazer a qual pode ser apresentada como 4 75 que se refere a qual quantidade que cada bem deve ser consumido Nesse caso para o consumidor atingir o máximo de sua satisfação com a cesta básica custando R 10000 cada atividade de lazer custando R 8000 e com uma renda de R 100000 a quantidade de cesta básica a ser consumida é de 4 unidades e atividades de lazer como foi 75 na prática não tem como ter meia atividade de lazer dessa forma como estamos falando do consumo de um mês podemos dizer que a escolha ótima do consumidor para lazer seria de 15 atividades de lazer em dois meses e assim de cesta básica seria 8 unidades em dois meses Para as preferências de substitutos perfeitos temos um caminho mais sim ples suponhamos que um consumidor tenha o hábito de consumir suco natural todos os dias no mês Sabemos que a renda desse consumidor exclusivo para esse consumo é de R 20000 Deve ser destacado que ele consome apenas suco de laranja e suco de abacaxi e que para esse consumidor consumir qualquer um desses sucos é indiferente Diante disso como seria maximizado a satisfação do consumidor Isso dependeria do preço dos dois sucos Situação 1 o preço do copo de suco de laranja é de R 800 e o copo de suco de abacaxi é de R 1000 Nesse caso a escolha do consumidor para maximizar sua satisfação é dada por L L X P R 200 8 25 X A 0 O consumidor não tem preferência em relação aos dois sucos ambos fornecem para ele a mesma satisfação sendo assim ele escolhe apenas o suco de laranja que é mais barato e consegue consumir uma quantidade maior Situação 2 o preço do copo de suco de laranja é de R 1000 e o copo de suco de abacaxi é de R 800 Agora mudou a situação a escolha do consumidor para maximizar sua satisfação é dada por A A X P R 200 8 25 X L 0 Z06 06C04 10004C06 x 80 100 04C06Z06 06Z04C04 80 Z06 60C0432 Z 15C8 Passo 4 substituir 157 em 153 para achar a quantidade ótima de C e substituir 156 em 103 para achar a quantidade ótima de Z 100C 80Z 1000 0 100C 8015C8 1000 100C 1200C8 1000 100C 150C 1000 250C 1000 C 4 100C 80Z 1000 0 1008Z15 80Z 1000 800Z15 80Z 1000 160Z3 80Z 1000 160Z 240Z3 1000 400Z3 1000 Z 3000400 75 Ele escolhe apenas o suco de abacaxi que é mais barato e consegue consumir uma quantidade maior Situação 3 o preço do copo de suco de laranja e de abacaxi é de R 800 XL 0 a R PL 200 8 25 XA 0 a R PA 200 8 25 XL XA 25 Como o preço dos dois sucos é de R 800 sabemos que ele consegue consumir 25 copos mas nesse caso o consumidor maximiza sua satisfação com qualquer cesta de mercado desde que some 25 copos dos dois sucos pode ser 25 copos do suco de laranja 25 copos do suco de abacaxi 10 copos do suco de laranja e 15 copos do suco de abacaxi 17 copos do suco de laranja e 8 copos do suco de abacaxi etc Por fim temos o caso dos complementares perfeitos nessa situação o consumidor para maximizar sua satisfação deve sempre consumir os bens em conjunto se ele consumir um e outro não isso não alterará sua satisfação Por exemplo considere uma pessoa que toda semana faz churrasco e gosta de consumir carne e cerveja sendo que ela tem uma renda para consumir esses dois bens no mês de R 50000 Suponha que o preço do quilo da carne que ele consome é de R 2000 e o preço da caixa de cerveja é de R 3000 e sabemos que para o consumidor para cada quilo de carne deve ter no churrasco uma caixa de cerveja A quantidade de quilo de carne e caixa de cerveja serão representados por C e o preço da carne será PCA e o preço da cerveja será PCE PCAC PCEC R 20C 30C 500 50C 500 C 500 50 10 Portanto a quantidade que maximiza a satisfação do consumidor é de 10 quilos de carne e 10 caixas de cerveja Assim o consumo deve seguir sempre essa mesma proporção por exemplo caso o consumidor aumente o consumo apenas de carne ou apenas de cerveja isso não altera o seu nível de satisfação UNIDADE 2 96 Caroa alunoa chegamos ao final desta unidade e espero que você tenha com preendido a importância da teoria do consumidor na economia Ao utilizar os instrumentos dessa teoria da forma correta é possível se tornar um economista diferenciado no ambiente empresarial com estratégias de mercado que contem plem o comportamento do consumidor Dessa forma pode ser resolvido por exemplo o problema do início da unidade sobre o preço a praticar da marmita e a quantidade que produzir Dado um determinado nível de preços da marmita de outro conjunto de itens e a renda dos consumidores é possível verificar as preferências dos con sumidores pelo consumo de marmita em períodos anteriores e montar a res trição orçamentária Assim essas informações permitem que seja estimado a quantidade de marmitas que maximiza a satisfação do consumidor sendo uma informação relevante para a decisão no que concerne à produção de marmita A teoria do consumidor pode auxiliar também em várias outras situações no ambiente profissional Além disso pode contribuir para a decisão de consumo pessoal pois você pode definir seu consumo da melhor forma possível a partir de suas preferências de sua renda e dos preços do conjunto de itens que quiser analisar e assim tomar as melhores decisões Nesta unidade você conheceu os procedimentos para achar a melhor alocação de bens e serviços do consumidor Agora eu te convido a acessar o podcast Nele iremos falar mais sobre como identificar cada tipo de preferência NOVAS DESCOBERTAS Foi publicado na A Economia em Revista em 2015 um artigo intitulado Teo ria Aplicações e Limitações da Perspectiva Clássica da Demanda do Consu midor um exercício empírico do método do multiplicador de lagrange para as cidades de São Paulo e Vitória O estudo demonstra empiricamente a aplicação do método de otimização do multiplicador de lagrange Confira o artigo na íntegra disponível em 97 1 O ponto de partida para a análise da teoria do consumidor são as preferências do consumidor sendo que devem atender às três premissas básicas Diante disso ex plique a importância de cada uma dessas premissas para avaliar o comportamento do consumidor 2 Um dos conceitos mais importantes da teoria do consumidor é o da cesta de mer cado Nesse sentido avalie afirmações que estão relacionadas à cesta de mercado I A curva de indiferença apresenta diversas cestas de mercado exceto para com plementares perfeitos II A combinação da quantidade de consumo de dois conjuntos de itens representa uma cesta de mercado III Em cada curva de indiferença dado uma restrição orçamentária existe uma cesta de mercado que maximiza a satisfação do consumidor É correto o que se afirma em f I apenas g II apenas h I e II apenas i II e III apenas j I II e III 3 A forma da curva de indiferença pode variar conforme o tipo de preferência do con sumidor enquanto a forma da restrição orçamentária é sempre a mesma Diante disso assinale a alternativa correta a Comumente a curva de indiferença é côncava b As preferências de substitutos perfeitos apresentam ângulos retos c As curvas de indiferença em forma de reta apresenta a TMS igual a 0 d A curva de indiferença tradicional apresenta variação no valor da TMS ao longo da curva e Quanto mais próximo da origem for a curva de indiferença maior o nível de sa tisfação do consumidor 98 4 A teoria do consumidor tem como foco entender o comportamento do consumidor para entender como o consumidor toma decisões de consumo Sendo assim avalie as afirmativas relacionada à maximização da satisfação do consumidor I A cesta de mercado ótima do consumidor representa o ponto de tangência entre a linha de orçamento e a curva de indiferença II Apenas em preferências de substitutos perfeitos pode existir mais de uma cesta de mercado em que o consumidor maximiza sua satisfação III Nas preferências de complementares perfeitos dependendo da quantidade de itens de cada bem pode haver mais de uma cesta de mercado na curva de indi ferença que maximiza a satisfação do consumidor É correto o que se afirma em a I apenas b II apenas c I e II apenas d II e III apenas e I II e III 5 Considerando que as preferências do consumidor para 1 quilo de carne bovina e 1 quilo de carne suína são substitutos perfeitos Determine a quantidade que ma ximizará a satisfação do consumidor sabendo que a renda do consumidor para o consumo de carne é de R 60000 o preço da carne de vaca é de R 2500 e o preço da carne de porco é de R 2500 3 Demanda Individual e Demanda de Mercado Dr Marcos Aurélio Brambilla Na Unidade 3 você tem a oportunidade de aprofundar a compreensão sobre os aspectos relacionados ao comportamento do consumidor Para isso será abordada a demanda tanto individual quanto a de manda de mercado E ainda você estudará os tipos de bens e como cada um afeta a demanda por meio de substituições de consumo alterações nos preços e na renda Para finalizar a unidade você po derá entender como os consumidores podem apresentar excedente no consumo e serão realizados exemplos práticos acerca dos fatores que afetam a demanda UNIDADE 3 100 Olá caroa alunoa Seguindo o nosso estudo de microeconomia no ambiente profissional entender como funciona o lado da demanda é essencial sendo assim como um bom estudo de mercado proporciona informações ao gestor da em presa para produzir o quanto produzir e que preço praticar Nesse sentido con sidere que você é um gestor de um frigorífico a economia está passando por um momento de crescimento da atividade econômica houve um aumento real dos salários e você pretende adotar uma medida para aumentar a receita da empresa O cenário apresentado para o gestor do frigorífico é muito promissor porém ele deve saber como aproveitar esse momento da melhor forma possível Um dos primeiros passos seria identificar o tipo de bem que representa a carne e o tama nho estimado desse aumento dos salários A partir disso é possível determinar a quantidade e o preço para praticar no mercado dado que já sabemos como o consumidor se comporta a qual foi visto na unidade anterior Adicionalmente nesta unidade vamos estudar os efeitos de uma mudança nos preços e na renda considerando o tipo de bem Sendo assim você poderá fazer uma análise da demanda com base na alteração de um possível cenário econômico ou de uma estratégia de preços da empresa O estudo da demanda é relevante para qualquer atividade econômica Esse ins trumento é utilizado para determinar a quantidade de produção e o preço sendo considerado o tipo de bem e as possíveis alterações em sua demanda em diferentes cenários Uma condição econômica pode se apresentar de diferentes maneiras para os mais variados bens e serviços da economia para alguns pode acarretar em grandes oportunidades e outros podem resultar em enormes prejuízos Dessa forma o estudo apresentado nesta unidade contribui para compreen der a melhor forma como lidar com diferentes tipos de bens e serviços em di ferentes situações e estratégias que você caroa alunoa pode se deparar no ambiente profissional No entanto isso dependerá de muitos fatores como o tipo do bem e a variação de preços do próprio bem e de outros bens por afetarem o poder de compra dos consumidores e eles apresentarem diferentes preferências e assim aumentar ou reduzir a quantidade demandada do bem ou serviço Suponha que você caroa alunoa como gestor do frigorífico tem um esto que grande de cortes de acém bovino e decide reduzir o preço desse corte conside ravelmente para vender essa carne que estava acumulando Ocorreu um aumento da venda dessa carne porém bem menor do que se esperava Além disso também ocorreu um aumento das vendas de carne de cortes nobres bovinos Nesse caso 101 houve a redução de preço apenas do acém porque outros cortes também aumen taram a demanda Esse é um dos efeitos que uma simples alteração no preço pode provocar e vamos entender como efeitos como esses podem parecer controversos Considerando a situação apresentada reflita sobre as seguintes questões O que justifica outros cortes de carne aumentar a demanda sendo que a baixa do preço foi apenas para o acém Qual medida deveria seria ideal para resolver a situação no sentido de aumentar a demanda por acém resultando na venda de todo o estoque Essa estratégia de reduzir os preços poderia funcionar para outros cortes ou outros tipos de bens Depois de considerar tudo isso anote suas reflexões no seu Diário de Bordo UNICESUMAR Como estudado anteriormente é possível observar como o consumidor se comporta e escolhe o que e quanto comprar Nesta unidade vamos aprofundar os conhecimentos da teoria do consumidor entendendo como a demanda de um bem ou serviço depende não apenas do seu preço mas também do preço de outros produtos e da renda Além disso vamos compreender que existem diferentes tipos de bens e serviços sendo que a mesma estratégia pode gerar resultados diversos tanto com a mudança de preços dos próprios bens a alteração de preços de outros bens e a mudança da renda do consumidor Para o melhor entendimento do conceito de demanda esta unidade foi estruturada em quatro tópicos demanda individual que tem o objetivo de apresentar os resultados de uma mudança nos preços e na renda além de mostrar a diferença entre os tipos de bens efeito renda e efeito substituição que tem o intuito de apresentar o efeito de uma mudança nos preços para cada tipo de bem demanda de mercado que apresenta o conjunto da demanda individual o excedente do consumidor no qual apresenta como o consumidor pode ganhar na compra de bens e serviços e aplicações para mostrar como a aplicação prática de determinadas situações podem apresentar diferentes efeitos para cada tipo de bem e como os consumidores podem auferir ganhos Começo pela Demanda individual Segundo Varian 2021 a demanda do consumidor apresenta as escolhas ótimas observadas de dois bens bem 1 e bem 2 a partir dos preços de ambos os bens e da renda Dessa forma as funções de demanda individual podem ser apresentadas como X1 X1P1 P2 R 1 X2 X2P1 P2 R 2 No lado esquerdo das equações pode ser observadas a quantidade demandada de cada bem No lado direito das equações estão as funções relacionadas ao preço e a renda para cada bem Vamos iniciar com a análise da alteração no preço de um bem Utilizando os bens de alimentação e vestuário foram consideradas alterações no preço do alimento conforme pode ser observado na Figura 1 103 a Vestuário unidades por mês U1 8 6 4 A B C Curva de preçoconsumo U3 U2 4 16 24 Alimento unidades por mês b Preço do alimento R2000 D R1000 E Curva de demanda R500 F 4 16 24 Alimento unidades por mês Descrição da Imagem a figura apresenta dois gráficos interligados O gráfico a mostra três pontos que maximizam a utilidade do consumidor em que a curva de indiferença tangencia a linha do orçamento a ligação entre esses três pontos forma a curva preçoconsumo convexa O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês Em cada ponto o preço do vestuário é igual e o preço do alimento é diferente No ponto A a cesta de mercado é formada por 4 unidades de alimento e 8 unidades de vestuário no ponto B a cesta de mercado possui 16 unidades de alimento e 4 unidades de vestuário e no ponto C a cesta de mercado apresenta 24 unidades de alimento e 6 unidades de vestuário O gráfico b apresenta a curva de demanda de alimento na qual é formada pela quantidade demandada das três cestas de mercado apresentadas Dessa forma o eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o preço do alimento No ponto D a quantidade demandada é de 4 unidades de alimento e o preço do alimento é de R 2000 no ponto E a quantidade demandada é de 16 unidades de alimento e o preço do alimento é de R 1000 e no ponto F a quantidade demandada é de 24 unidades de alimento e o preço do alimento é de R 500 Figura 1 Efeito de variações no preço Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 108 UNICESUMAR UNIDADE 3 104 A situação inicial do consumidor é dada pelos pontos B e E da Figura 1 asso ciados à quantidade demandada de 14 unidades de alimento e 6 unidades de vestuário e o preço do alimento equivale a R 1000 vamos considerar também que nestes pontos o preço do vestuário é de R 2000 e a renda do consumidor de R 26000 Com um aumento do preço do alimento para R 2000 a linha de orçamento apresenta uma rotação para a esquerda mantendo constante o eixo vertical passando a cesta de consumo ótima do ponto B para o ponto A Assim a curva de indiferença fica mais próxima da origem passando de 2 U para 1 U resultando em um menor nível de satisfação para o consumidor que passa a consumir 4 unidades de alimento e 8 unidades de vestuário Por outro lado com uma redução no preço do alimento de R1000 para R500 a linha de orçamento apresenta uma rotação para a direita mantendo constante o eixo vertical passando a cesta de consumo ótima do ponto B para o ponto C Dessa forma a curva de indiferença fica mais distante da origem passan do de 2 U para 3 U ocasionando um aumento do nível de satisfação para o consu midor que passa a consumir 24 unidades de alimento e 6 unidades de vestuário Segundo Pindyck e Rubinfeld 2013 a ligação entre as três cestas de mercado A B e C que apresentam diferentes níveis de utilidade que maximizam a utilidade do consumidor com três preços de alimento é referente à curva preçoconsumo pois está relacionada às alterações no preço de um bem Ou seja a curva preço consumo representa a ligação das cestas de mercado ótimas do consumidor para cada nível de preços de um bem Diante disso é possível concluir que a relação entre o preço de um bem e a satisfação do consumidor é negativa pois uma re dução no preço tende a elevar o nível de satisfação Além disso uma redução do preço do bem 1 tende a elevar a quantidade demandada do bem 1 podendo ou não elevar a quantidade demandada do bem 2 a qual dependerá das preferências do consumidor Outra situação parecida é a análise de uma mudança na renda do consumi dor Nesse caso assim como uma alteração no preço haverá uma mudança no nível de satisfação do consumidor contudo a inclinação da linha de orçamento será constante pois os preços dos dois bens continuam constantes Sendo assim a Figura 2 apresenta o que ocorre com alterações na renda do consumidor 105 a Vestuário unidades por mês U1 8 6 4 A B C Curva de rendaconsumo U3 U2 4 16 24 Alimento unidades por mês b Preço do alimento D R1000 E F D1 D2 D3 4 16 24 Alimento unidades por mês Descrição da Imagem a figura apresenta dois gráficos interligados O gráfico a mostra três pontos que maximizam a utilidade do consumidor em que a curva de indiferença tangencia a linha do orçamento nesse caso a ligação entre os três pontos forma a curva rendaconsumo considerando bens normais positivamente inclinada em forma de reta O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês Nos três pontos os preços de alimento e vestuário são iguais porém cada ponto de tangencia possui uma renda diferente para o consu midor No ponto A a cesta de mercado é formada por 4 unidades de alimento e 4 unidades de vestuário no ponto B a cesta de mercado possui 16 unidades de alimento e 6 unidades de vestuário e no ponto C a cesta de mercado apresenta 24 unidades de alimento e 8 unidades de vestuário O gráfico b apresenta a curva de demanda de alimento a qual é formada pela quantidade demandada das três cestas de mercado apresentadas Dessa forma o eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o preço do alimento O preço do alimento nos três pontos é igual R 1000 enquanto a quantidade demandada no ponto D é de 4 unidades de alimento no ponto E a quantidade demandada é de 16 unidades de alimento e no ponto F a quantidade demandada é de 24 unidades de alimento Figura 2 Efeitos de variações na renda Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 111 UNICESUMAR UNIDADE 3 106 A condição inicial do consumidor é dada pelos pontos B e E da Figura 2 associado à quantidade demandada de 16 unidades de alimento e 6 unidades de vestuário preço do alimento de R 1000 e do vestuário de R 2000 e uma renda de R 28000 Com um aumento da renda do consumidor para R 40000 a linha de orçamento é deslocada para a direita passando a cesta de consumo ótima do ponto B para o ponto C Assim a curva de indiferença fica mais distante da origem passando de 2 U para 3 U resultando em um maior nível de satisfação para o consumidor que passa a consumir 24 unidades de alimento e 8 unidades de vestuário Em contrapartida uma redução na renda do consumidor de R28000 para R12000 desloca a linha de orçamento para a esquerda passando a cesta de consumo ótima do ponto B para o ponto A Dessa forma a curva de indiferença fica mais próxima da origem passando de 2 U para 1 U resultando em um me nor nível de satisfação para o consumidor que passa a consumir 4 unidades de alimento e 4 unidades de vestuário A ligação entre as cestas de mercado A B e C que apresentam diferentes níveis de utilidade que maximizam a utilidade do consumidor cuja renda do consumidor é diferente para cada cesta é referente à curva rendaconsumo pois está relacionada com alterações na renda Ou seja a curva rendaconsumo re presenta a ligação das cestas de mercado ótimas do consumidor para cada nível de renda Portanto podemos concluir que para a maior parte dos bens a relação entre a renda e a satisfação do consumidor é positiva pois um aumento na renda tende a elevar o nível de satisfação aumentando proporcionalmente o consumo de ambos os bens As consequências apresentadas para o consumo de bens no caso de alte rações na renda se referem ao tipo de bem mais comum os bens normais Um bem normal é o tipo de bem que uma elevação na renda leva a um aumento na demanda do bem No entanto também deve ser considerado outro tipo de bem os bens inferiores os quais apresentam resultados diferentes para alterações na renda uma elevação na renda leva a uma queda na demanda do bem conforme pode ser verificado na Figura 3 107 Para os bens inferiores existe uma lógica diferente A Figura 3 apresenta o ham búrguer como um bem inferior e o bife como um bem normal Inicialmente o consumo é dado pelo ponto B com uma quantidade demandada de 20 unidades de hambúrguer e 10 unidades de bife Com uma redução da renda a linha de orçamento é deslocada para a esquerda passando a cesta de consumo ótima do ponto B para o ponto A Dessa forma a curva de indiferença fica mais próxima da origem passando de 2 U para 1 U resultando em um menor nível de satisfação para o consumidor assim como para os bens normais 30 20 10 C B A U1 U2 U3 10 20 40 60 BIfe unidades por mês Curva de rendaconsumo Hambúrguer unidades por mês Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico no qual o seu eixo horizontal corresponde à Ham búrguer unidades por mês e contém de forma ascendente os números 10 20 40 e 60 em seu eixo O eixo vertical corresponde à Bife unidades por mês e contém em seu eixo de cima para baixo os números 30 20 e 10 Ligando 10 unidades de bife à 20 unidades de hambúrguer há uma reta decrescente uma linha de orçamento que é tangenciada por uma curva nomeada como U1 correspondente a uma curva de indiferença o ponto de tangência gerado foi nomeado como A e corresponde há 10 unidades de hambúrguer Partindo de 20 unidades de bife até 40 unidades de hambúrguer há uma nova reta dia gonal que é tangenciada pela curva nomeada como U2 o ponto de tangencia gerado foi chamado de B e corresponde a 20 unidades de hambúrguer Há ainda uma terceira reta diagonal negativamente inclinada que liga 30 unidades de bife à 60 unidades de hambúrguer esta reta é tangenciada por uma curva nomeada como U3 que gerou um ponto de tan gencia que foi chamado de C este ponto está localizado um pouco a esquerda do ponto B equivalendo a menos de 20 unidades de hambúrguer Os pontos A B e C gerados são pontos de maximização da utilidade do consumidor e estão interligados por uma linha curva direcionada para a esquerda que foi nomeada como curva rendaconsumo Figura 3 Um bem inferior Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 112 UNICESUMAR UNIDADE 3 108 No entanto um aumento na renda do consumidor desloca a linha de orça mento para a direita passando a cesta de consumo ótima do ponto B para o ponto C Dessa forma a curva de indiferença fica mais distante da origem passando de 2 U para 3 U resultando em um maior nível de satisfação para o consumidor até aqui é observado o mesmo resultado que gera para bens normais Porém como hambúrguer é um bem inferior esse aumento na renda resulta em uma redução na quantidade demandada de hambúrguer de 20 para 18 unidades enquanto esse aumento da renda aumenta o consumo de bife de 10 para 21 unidades por ser um bem normal A partir das curvas de rendaconsumo é possível construir as curvas de Engel que apresentam a relação entre a quantidade demandada e a renda do consumidor para cada tipo de bem conforme apresentado na Figura 4 PINDYCK RUBINFELD 2013 a Renda reais por mês 300 200 100 300 200 100 Curva de Engel 5 10 15 20 10 15 20 Alimento unidades por mês 0 Renda reais por mês b Inferior Normal Hambúrguer unidades por mês Descrição da Imagem a figura apresenta dois gráficos ligados O gráfico a mostra a ligação de três pontos referente a curva de Engel em forma de reta O eixo X representa a renda do consumidor em reais por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de alimento por mês O ponto mais próximo da origem apresenta o consumo de 5 unidades de alimento com uma renda de R10000 o segundo ponto mais próximo da origem apresenta o consumo de 12 unidades de alimento com uma renda de R20000 e ponto mais distante da origem apresenta o consumo de 20 unidades de alimento com uma renda de R30000 O gráfico b apresenta a ligação de três pontos referente a curva de Engel inicialmente a inclinação da curva é positiva se referindo a um bem normal e posteriormente a inclinação da curva tornase negativa que se refere a um bem inferior O eixo X representa a renda do consumidor em reais por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de hambúrguer por mês O ponto mais próximo da origem apresenta o consumo de 10 unidades de hambúrguer com uma renda de R10000 o ponto do meio da curva apresenta o consumo de 20 unidades de hambúrguer com uma renda de R20000 e o terceiro ponto apresenta o consumo de 15 unidades de hambúrguer com uma renda de R30000 Figura 4 Curvas de Engel Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 113 109 De acordo com Pindyck e Rubinfeld 2013 as curvas de Engel são derivadas das curvas rendaconsumo Desse modo a Figura 4 a foi proveniente da Figura 2 a em ambas podemos observar um aumento da demanda de alimento decorrente do aumento da renda De forma similar a Figura 4 b foi proveniente da Figura 3 nos dois casos há uma redução da demanda de hambúrguer bem inferior em detrimento do aumento da renda Vale destacar que o bem que representa um bem normal nas Figuras 4 a e 2 a é o alimento e o bem que representa um bem inferior nas Figuras 4 b e 3 é o hambúrguer os quais estão no eixo horizontal do gráfico Os bens que acompanham o vestuário e o bife os quais estão no eixo vertical não são bens em destaque entretanto ambos podem ser considerados bens normais pois à medida que aumenta a renda a quantidade demandada desses bens aumenta Falarei em segundo lugar do efeito substituição e efeito renda Vimos o comportamento da demanda com a mudança no preço e na renda do bem Mas deve ser destacado que uma alteração no preço leva a troca de demanda de um bem por outro bem e ainda provoca uma alteração no poder de poder de compra do consumidor Esses efeitos são conhecidos como efeito substituição e efeito renda Por exemplo uma redução no preço de laranja tende a elevar a sua demanda além de aumentar o poder aquisitivo do consumidor pois aumentou a quantidade de bens que o consumidor pode comprar UNICESUMAR Segundo Varian 2021 o primeiro efeito que pode ser observado é o efeito substituição que se refere à variação na demanda do bem em detrimento da troca de consumo dos bens Enquanto o efeito renda está relacionado à mudança do poder aquisitivo do consumidor A soma dos dois efeitos resulta no efeito total Para realizar a separação dos efeitos são necessários dois passos no primeiro os preços relativos devem variar e a renda deve ser modificada para manter constante o poder aquisitivo do consumidor em seguida serão conservados os preços relativos e ajustado o poder de compra do consumidor Para exemplificar vamos continuar utilizando o exemplo de alimento e vestuário No primeiro passo relacionado ao efeito substituição temos que verificar quanto devemos variar a renda nesse sentido a mesma deve ser alterada Em seguida mantendo o mesmo poder de compra do consumidor ao variar o preço do alimento temos que ΔR X ΔPA Em que ΔR representa a variação entre a renda ajustada R e a renda inicial R X representa a demanda inicial de alimento e ΔPA se refere à variação entre o preço alterado PA e o preço inicial PA do alimento Podemos observar que com um aumento do preço devemos realizar o ajustamento elevando a renda e com uma redução do preço devemos realizar o ajustamento reduzindo a renda Com isso a equação do efeito substituição pode ser apresentada como ΔXSA XAPA R XAPA R No qual ΔXSA representa o efeito substituição que em alguns casos é chamado de variação na demanda compensada XAPA R se refere à demanda de alimento com a mudança de preço e com a manutenção do poder de compra do consumidor e XAPA R é condição inicial da demanda do consumidor dada pelo preço de alimento e sua renda ΔXR A XA PA R XA PA R 5 Em que ΔXR A representa o efeito renda XA PA R mostra a demanda do consumidor com a mudança no preço e XA PA R representa a demanda de alimento com a mudança de preço e com a manutenção do poder de compra do consumidor Dessa forma o efeito total na demanda de alimento pode ser apresentado pela equação 6 ΔXA XA PA R XA PA R 6 No qual a demanda total ΔXA pode ser determinada pela diferença entre a demanda do consumidor com a mudança no preço XA PA R de alimento e a demanda do consumidor na sua condição inicial XA PA R Sendo assim o efeito total é definido pela soma do efeito substituição ΔXS A e efeito renda ΔXR A sendo que essa igualdade é conhecida como equação de Slutsky também chamada de Identidade de Slutsky Quanto ao sinal dos efeitos ele pode variar conforme o tipo de bem A Equação 7 apresenta os sinais dos efeitos para um bem normal VARIAN 2021 ΔXA ΔXS A ΔXR A Como já visto anteriormente para os bens normais o efeito renda é positivo ou seja um aumento da renda leva a um aumento da quantidade demandada do bem Com isso caso o preço do bem seja reduzido aumenta a demanda do bem inicialmente pelo efeito substituição Posteriormente com o aumento do poder aquisitivo do consumidor que seria similar ao efeito de um aumento na renda há um aumento da quantidade demandada de alimento Por fim os dois efeitos resultam na variação da demanda de alimento observada pelo efeito total que também é positiva conforme pode ser apresentado também por meio da Figura 5 UNIDADE 3 112 O consumidor apresenta sua condição inicial no ponto A da Figura 5 relacio nado à quantidade demandada de A unidades de alimento e V unidades de vestuário Com uma queda do preço do alimento pelo efeito substituição há uma mudança na inclinação da linha de orçamento em que aumenta a quan Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico que mostra três pontos que maximizam a utilidade do consumidor em que a curva de indiferença tangencia a linha do orçamento cada ponto está sobre diferentes curvas de indiferença representadas por U1 e U2 respectivamente e linhas de orçamento O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês Sendo que o ponto A está representado pelo consumo de A unidades de alimento e V unidades de vestuário Com uma queda no preço de alimento o efeito inicial é o efeito substituição passando o ponto de maximização da utilidade para o ponto C no qual aumenta o consumo para E unidades de alimento e reduz o consumo de vestuário mudando a posição da linha de orçamento Posteriormente com o efeito renda considerando o alimento com um bem normal aumenta o consu mo de ambos os bens deslocando a linha de orçamento para a direita o nível de consumo máximo de vestuário volta ao patamar inicial enquanto o consumo máximo de alimento aumenta para T unidades de alimentos O efeito total apresentado pela transição entre os pontos A e B mostra que o consumo de alimentos aumentou para A unidades e o consumo de vestuário reduziu para V unidades Figura 5 Efeito renda e efeito substituição bem normal Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 116 Vestuário unidades por mês U1 V V A B C Efeito substituição Efeito renda Efeito total U2 A A E S Alimento unidades por mês T R tidade demandada de alimento e reduz a quantidade demandada de vestuário passando a cesta de consumo ótimo do ponto A para o ponto C não aumentando o poder aquisitivo do consumidor Quanto ao efeito renda pode ser observado que a linha de orçamento se desloca para a direita aumentando ainda mais o consumo de alimento para A unidades Como consequência a curva de indiferença fica mais distante da origem passando de U1 para U2 resultando em um maior nível de satisfação para o consumidor Podemos aferir com isso que o efeito total de uma mudança no preço de alimento dado que o alimento é um bem normal provocou aumento na quantidade demandada de alimento tanto pelo efeito substituto quanto pelo efeito renda No entanto para um bem inferior o sinal do efeito é diferente pelo menos para o efeito renda conforme pode ser visto pela equação 8 ΔXA ΔXS A ΔXR A 8 A equação 8 apresenta que o efeito substituição também é positivo porém o efeito renda é negativo Dessa forma o resultado para o efeito total é uma incógnita pois dependerá da magnitude do efeito renda em relação ao efeito substituição Considerando que o efeito renda é menor que o efeito substituição o efeito total é positivo sobre a quantidade demandada do alimento O gráfico 6 mostra o movimento das cestas de mercado ótima com uma redução no preço do alimento para um bem inferior UNIDADE 3 114 O consumidor apresenta sua condição inicial no ponto A da Figura 6 associado a quantidade demandada de A unidades de alimento Com uma queda do preço do alimento pelo efeito substituição há uma mudança na inclinação da linha de orçamento em que aumenta a quantidade demandada de alimento e reduz a quan tidade demandada de vestuário passando a cesta de consumo ótima do ponto A para o ponto C não aumentando o poder aquisitivo do consumidor assim como Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico no qual seu eixo vertical corresponde À Vestuário unidades por mês e contém na parte superior da lateral esquerda do eixo a letra R O eixo horizontal corresponde à Alimento unidades por mês e abaixo deste eixo há as letras A A E S e T da esquerda para a direita Do ponto R do eixo relativo ao vestuário partem duas retas diagonais e negativamente inclinadas que correspondem à linhas de orçamento A primeira reta liga o ponto R ao ponto S no eixo dos alimentos e nela há uma linha curva chamada de U1 que gera um ponto de tangência chamado de A este ponto A está relacionado a A unidades de Alimento do eixo horizontal A segunda reta que parte de R é uma reta tracejada e se liga ao ponto T no eixo horizontal e que também possui uma curva o tangenciando esta curva corresponde a U2 e o ponto de tangência é representado por B que corres ponde a A unidades de Alimento por mês Há uma terceira reta negativamente inclinada negativamente inclinada com origem um pouco abaixo do ponto R do eixo vertical e se liga entre meio os pontos S e T do eixo horizontal esta reta também é tangenciada pela curva U1 e gera o ponto C que está relacionado a E unidades de alimento por mês Na parte inferior do gráfico há uma seta azul indicando para a direita que vai do ponto A até o ponto E e está intitulada como efeito substituição logo abaixo há outra seta azul porém menor que está direcionada para a esquerda e vai do ponto E ao ponto A e está nomeada como efeito renda Há ainda uma terceira seta na cor rosa abaixo das anteriores a mesma está direcionada para a direita e vai do ponto A ao ponto A e está nomeada como Efeito Total Figura 6 Efeito renda e efeito substituição bem inferior Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 117 Vestuário unidades por mês R A B C Efeito substituição Efeito renda Efeito total U2 U1 A A E S Alimento unidades por mês T EC PC PM Q 2 9 Em que EC representa o excedente do consumidor PC se refere ao preço máximo que os consumidores estão dispostos a pagar pelo bem ou serviço PM representa o preço do bem ou serviço praticado no mercado e Q é a quantidade demandada pelo mercado Com uma alteração no preço de mercado há uma alteração no excedente do consumidor provocando um aumento ou redução do nível de satisfação do consumidor essa variação pode ser expressa pela equação 10 ΔEC EC F EC I 10 No qual ΔEC se refere à variação do excedente do consumidor EC I representa o excedente do consumidor no período inicial e EC F representa o excedente do consumidor no período final Em síntese uma queda no preço do bem ou serviço além de contribuir para aumentar o bemestar dos consumidores que estão no mercado beneficia outros consumidores que antes não demandavam o bem ou serviço e agora podem consumir Por outro lado um aumento do preço do bem ou serviço reduz o bemestar dos consumidores que estão no mercado e ainda alguns consumidores deixam de demandar o bem ou serviço 115 na situação do bem anterior bem normal No que se refere ao efeito renda pode ser verificado que a linha de orçamento se desloca para a direita porém o consumo de alimento reduz para A unidades Contudo como o efeito substituição foi maior que o efeito renda o efeito total foi positivo resultando no aumento da quantidade demandada Adicionalmente a curva de indiferença fica mais distante da origem passando de 1 U para 2 U resultando em um maior nível de satisfação para o con sumidor Portanto podemos perceber que para um bem inferior o efeito substituição é positivo mas o efeito renda é negativo para a demanda do bem nesse caso alimento Quais produtos poderiam ser classificados como bem normal e bem inferior Muitos bens apresentam consenso entre os consumidores por exemplo a maior parte da população gos ta de consumir carne bovina de primeira nesse caso é um bem normal Por outro lado um aumento da renda promove ria uma queda do consumo de ovo que pode ser considera do como um bem inferior Contudo alguns bens podem ser considerados tanto bem normal quanto bem inferior depen dendo da preferência do consumidor Fonte o Autor PENSANDO JUNTOS Existem ainda bens classificados como inferiores em que o efeito renda consegue superar o efeito substituição para esses casos específicos além de serem bens inferiores são chamados também de bens de Giffen Considerando o ali mento como um bem de Giffen uma queda do preço de alimento levaria a um aumento da sua quantidade deman dada pelo efeito substituição mas pelo efeito renda a que da da quantidade demandada seria maior Como resultado total a queda do preço de alimento levaria a uma queda da quantidade demandada como pode ser visto na Figura 7 UNICESUMAR UNIDADE 3 116 Vestuário unidades por mês A B C Efeito substituição Efeito renda Efeito total U1 U2 AA E Alimento unidades por mês Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico que mostra três pontos que maximizam a utilidade do consumidor em que a curva de indiferença tangencia a linha do orçamento cada ponto está sobre diferentes curvas de indiferença e linhas de orçamento O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês O ponto A apresenta o consumo de A unidades de alimento Com uma queda no preço de alimento o efeito inicial é o efeito substituição passando o ponto de maximização da utilidade para o ponto C onde aumenta o consumo para E unidades de alimento e reduz o consumo de vestuário mudando a posição da linha de orçamento Posteriormente com o efeito renda considerando o alimento com um bem de Giffen reduz o consumo de alimento e aumenta o consumo de vestuário e a linha de orçamento é deslocada para a direita o nível de consumo máximo de vestuário volta ao patamar inicial enquanto o consumo máximo de alimento aumenta O efeito total apresentado pela transição entre os pontos A e B mostra que o consumo de alimentos reduziu para A unidades portanto foi menor que o nível de consumo do patamar inicial Figura 7 Curva de demanda com inclinação ascendente bens de Giffen Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 118 A condição inicial do consumidor pode ser apresentada no ponto A da Figura 6 associado à quantidade demandada de A unidades de alimento Conforme outros bens tanto normais quanto bens inferiores que não são de Giffen uma queda do preço do alimento pelo efeito substituição provoca uma mudança na inclinação da linha de orçamento em que aumenta a quantidade demandada de alimento e reduz a quantidade demandada de vestuário passando a cesta de consumo ótima do ponto A para o ponto C não aumentando o poder aquisitivo do consumidor Quanto ao efeito renda pode ser verificado que a linha de orçamento se desloca para a direita porém o consumo de alimento reduz para A unidades A curva de indiferença passa de 1 U para 2 U resultando em um maior nível de satisfação 117 para o consumidor Deve ser destacada nesse caso que para um bem de Giffen o efeito renda foi maior que o efeito substituição portanto o efeito total apresentou efeito negativo sobre a quantidade demandada de alimento Na prática existem poucos bens que podem ser considerados entre os con sumidores um bem de Giffen Um exemplo desse tipo de bem que pode ser con siderado é a carne de segunda na qual uma sobra da renda dos consumidores tendem a levar não apenas a um consumo geral mas até a uma redução na quan tidade consumida por exemplo se a carne de segunda está R2000 e a quantida de consumida é de 10 quilos por semana uma redução do preço para R1500 inicialmente pode elevar a demanda pelo efeito substituição mas com a sobra de renda dada pelo efeito renda pode levar o consumidor a consumir menos carne de segunda como 8 quilos por semana e elevar o consumo da carne de primeira Falarei neste terceiro momento da Demanda de mercado Até aqui considera mos a demanda individual agora podemos verificar como é formada a demanda de mercado que consiste na soma da demanda de todos os indivíduos do mer cado para cada nível de preços A Tabela 1 apresenta um exemplo hipotético de um mercado com três consumidores A B e C com suas respectivas demandas individuais e a demanda de mercado para cada preço do bem UNICESUMAR UNIDADE 3 118 Preço R Consumidor A unidades Consumidor B unidades Consumidor C unidades Mercado unidades 2 12 20 32 64 4 8 16 26 50 6 4 12 20 36 8 0 8 14 22 10 0 4 8 12 Tabela 1 Determinando a curva de demanda de mercado Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 120 Vamos considerar que o bem apresentado na Tabela 1 é o açúcar pode ser obser vado que para cada preço do açúcar os consumidores apresentam uma demanda e que a demanda de mercado do açúcar representa a soma das demandas dos con sumidores Por exemplo dado que o preço do açúcar for R600 o consumidor A demanda 4 unidades de açúcar o consumidor B 12 unidades e o consumidor C 20 unidades de açúcar portanto a demanda de mercado para o açúcar é de 36 unidades pois representa a soma das demandas dos três consumidores Os dados apresentados da demanda de açúcar dos três consumidores po dem ser verificados graficamente na Figura 8 Por meio da soma horizontal das demandas individuais para cada preço é possível verificar cada quantidade de mandada de mercado formando assim a demanda de mercado de açúcar Por exemplo quando o preço do açúcar for de 800 a demanda de mercado 22 unidades representa a soma das quantidades demandadas dos consumidores A 0 unidade B 8 unidades e C 14 unidades 119 10 8 6 4 2 0 DA DB DC Demanda de mercado 10 20 30 40 50 60 Quantidade Preço reais por unidade Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico que mostra quatro curvas de demanda com dife rentes combinações de preço e quantidade de um bem O eixo X representa a quantidade demandada do bem e o eixo Y representa o preço do bem Sendo que DA representa a demanda do consumidor A DB representa a demanda do consumidor B DC representa a demanda do consumidor C e a quarta curva de demanda à direita representa a demanda de mercado que seria o conjunto das demandas dos consumi dores O ponto apresentado no gráfico mostra que com um preço de R800 a quantidade demandada pelo consumidor A é de 0 unidades a demanda a quantidade demandada pelo consumidor B é de 8 unidades a quantidade demandada pelo consumidor A é de 14 unidades dessa forma a quantidade demandada pelo mercado é de 22 unidades Figura 8 Somando para obter a curva de demanda de mercado Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 121 É importante destacar na Figura 8 que a demanda de mercado assim como as demandas individuais apresenta relação negativa No entanto as curvas de de manda individuais apresentam o formato de retas o que na maioria dos casos não é observado na demanda de mercado como pode ser verificado na Figura 8 Isso é decorrente das escolhas diferentes dos consumidores em demandar o bem no exemplo do mercado de açúcar temos que com um preço de R800 apenas dois consumidores consomem açúcar já o consumidor A não consome nenhuma quantidade de açúcar desse modo a curva de demanda nesse preço apresentou uma quebra Como a demanda de mercado depende das demandas individuais podemos concluir que a entrada de novos consumidores provoca um deslocamento da cur va de demanda de mercado para a direita aumentando a quantidade demandada do bem E ainda os efeitos que levam à alteração na demanda dos consumidores UNICESUMAR UNIDADE 3 120 seja pela variação de preços ou pela variação na renda também altera a demanda de mercado Por exemplo uma queda no preço de chocolate considerando que o mesmo é um bem normal leva a um aumento das demandas individuais e consequentemente aumento da demanda de mercado deslocando a curva de demanda de mercado para a direita Você conheceu como alterações no preço podem apresentar efeitos diversos em cada tipo de bem Agora eu te convido a acessar o podcast Nele vamos falar sobre estratégias que podem ser adotadas por empresários considerando o tipo de bem Em quarto lugar vamos falar do Excedente do consumidor Vimos que a cur va de demanda apresenta relação negativa com o preço uma queda no preço provoca um aumento na quantidade demandada pelos consumidores os quais apresentam diferentes disposições para comprar bens e serviços Nesse sentido o conceito de excedente do consumidor tem a proposta de avaliar a mudança de bemestar dos consumidores mediante a uma mudança nos preços e assim ele var o seu nível de satisfação Segundo Carvalho 2015 a definição de excedente do consumidor é a diferença entre o preço que o consumidor estaria disposto a pagar por determinado bem e o preço que efetivamente paga Considere uma turma de economia com quatro alunos que estão se for mando Lucas Helena José e Maria Eles querem fazem uma formatura com os amigos e familiares então pensam em contratar um fotógrafo que oferece a venda do álbum de formatura Porém cada formando está disposto a pagar um valor diferente De acordo com Mankiw 2020 o preço máximo que cada consumidor está disposto a pagar por um bem ou serviço é conhecido como disposição para pagar 121 A Figura 9 apresenta a escalada de demanda dos formandos de economia mos trando a disposição de cada formando para comprar o álbum de formatura além da respectiva curva de demanda Se o valor do álbum de formatura for exatamente igual a disposição do formando em pagar ele seria indiferente em comprar ou ficar com o dinheiro Caso o valor do álbum for superior à disposição do formando em pagar ele não compra o álbum Por outro lado se o valor do álbum for inferior à disposição do formando em pagar ele certamente deverá comprar o álbum Preço do álbum em reais 200 160 140 100 Disposição de Lucas para pagar Disposição de Helena para pagar Disposição de José para pagar Disposição de Maria para pagar Demanda 1 2 3 4 Quantidade de álbuns Preço Compradores Mais de R 20000 R 16001 a R 20000 R 14001 a R 16000 R 10001 a R 14000 R 10000 ou menos Nenhum Lucas Lucas Helena Lucas Helena José Lucas Helena José Maria Quantidade demandada 0 1 2 3 4 Descrição da Imagem a figura apresenta duas imagens na esquerda há uma tabela e na direita um gráfico A tabela contém seis linhas e três colunas A primeira linha corresponde ao cabeçalho da tabela contendo a palavra Preço na primeira coluna Compradores na segunda a Quantidade demandada na terceira A segunda linha contém escrito Mais de R20000 na primeira coluna Nenhum na segunda e 0 na terceira A terceira linha contém R 16001 a R 20000 na primeira coluna Lucas na segunda e 1 na terceira A quarta linha contém R 14001 a R 16000 na primeira coluna Lucas Helena na segunda e 2 na terceira Na quinta linha há escrito R 10001 a R 14000 na primeira coluna Lucas Helena José na segunda e 3 na terceira E por fim a sexta linha contém na primeira coluna R 10000 ou menos Lucas Helena José Maria na segunda e 4 na terceira O gráfico apresentado na direita contém no eixo X os números 1 2 3 e 4 que correspondem à quantidade de álbuns e no eixo Y os núme ros 200 160 140 e 100 dispostos em ordem decrescente e referentes ao preço do álbum em reais Na área do gráfico há uma linha interligando os valores dos eixos que se assemelha à forma de uma escada nomeada como Demanda esta linha intercepta o valor de zero quantidades de álbum quando o preço é superior a 200 reais Quando o valor do álbum equivale a 200 há a demanda de apenas 1 unidade cor respondente À disposição de Lucas para pagar direcionando a reta que estava no ponto zero de X e 200 de Y para a horizontalmente para a esquerda neste ponto a linha se direciona para baixo até o ponto equivalente a 160 reais que corresponde À disposição de Helena para pagar onde novamente se desloca horizontalmente para a esquerda até o ponto que equivale a duas unidades de álbum neste ponto a reta se movimenta para baixo até alcançar o valor de 140 reais equivalente à disposição de José para pagar onde passa a se deslocar para a esquerda novamente até alcançar o ponto equivalente a 3 unidades de álbum A partir deste ponto a reta novamente se direciona para baixo até alcançar o valor de R10000 disposição de Maria para pagar neste ponto volta a se deslocar horizontalmente para a esquerda até o ponto equivalente à 4 unidades neste ponto passa a se direcionar para baixo até interceptar o eixo X em 4 unidades equivalente à R 000 no eixo Y Figura 9 Escala de demanda e curva de demanda Fonte adaptado de Mankiw 2020 p 112 UNICESUMAR UNIDADE 3 122 Pode ser observado na Figura 9 que se o preço do álbum for superior a R20000 não haverá demanda por álbum pois nenhum dos formandos está dispos to a pagar Com um preço de R16000 tanto Lucas quanto Helena estariam dispostos a comprar o álbum sendo assim a demanda de mercado seria de 2 álbuns Podemos observar que com o preço do álbum sendo de R16000 para Helena não houve excedente do consumidor pois foi exatamente o valor máximo que estaria disposta a pagar No entanto para Lucas como estava disposto a pagar um valor de até R20000 obteve um excedente do consumidor no valor de R 4000 que se refere à diferença entre o preço que es tava disposto a pagar e o preço efetivamente pago Foi apresentado apenas o excedente do consumi dor individual mas o excedente do consumidor que seria o de mercado é dado pela soma dos excedentes dos consumidores individuais Considere que o va lor do álbum é de R14000 nesse caso não haverá excedente do consumidor para José pois é o mesmo preço que ele está disposto a pagar pelo álbum po rém para Helena o excedente do consumidor será de R2000 e para Lucas será de R6000 Portanto nesse mercado o excedente do consumidor será de R2000 R6000 R8000 De forma geral é possível verificar o excedente do consumidor na Figura 10 a no qual o ponto B representa o preço praticado no mercado P o pon to A é o preço máximo que os consumidores estão dispostos a pagar pelo bem ou serviço e o ponto C representa a quantidade demandada de mercado Q A Figura 10 b apresenta as consequências para o excedente do consumidor em detrimento de uma queda do preço de mercado com a entrada de no vos consumidores 123 Vimos anteriormente que o excedente do consumidor se refere a todo valor ga nho pelos consumidores em detrimento da diferença entre o preço que estariam dispostos a pagar em um mercado de determinado bem ou serviço e o preço praticado pelo mercado o que sempre tende a ocorrer pois os consumidores valorizam de diferentes formas os mais variados bens e serviços Dado a Figura 10 a área do excedente do consumidor é formada por um triângulo retângulo sendo assim pode ser calculada pela equação 9 a Excedente do consumidor no preço P Preço P 0 A B C Excedente do consumidor Demanda Q Quantidade b Excedente do consumidor no preço P Preço P P 0 A B C D E F Excedente do consumidor inicial Excedente do consumidor para os novos consumidores Excedente do consumidor adicional para os consumidores iniciais Demanda Q Q Quantidade Descrição da Imagem a figura apresenta dois gráficos O gráfico a apresenta uma curva de demanda e o nível de consumo com o preço de mercado e a quantidade demandada de mercado O eixo X repre senta a quantidade do bem e o eixo Y representa o preço do bem O ponto C apresenta o consumo com o preço de mercado P o qual é representado pelo ponto B e a quantidade demandada de mercado Q O ponto A apresenta um preço superior ao preço de mercado em que se o preço for igual ou maior a quantidade consumida é 0 O triângulo retângulo formado pela ligação entre os pontos A B e C é refe rente ao valor gerado pelo excedente do consumidor O gráfico b apresenta uma curva de demanda e o nível de consumo com o preço de mercado e a quantidade demandada de mercado O eixo X representa a quantidade do bem e o eixo Y representa o preço do bem O ponto C apresenta o consumo com o preço de mercado P o qual é representado pelo ponto B e a quantidade demandada de mercado Q O ponto A apresenta um preço superior ao preço de mercado em que se o preço for igual ou maior a quantidade consumida é 0 O triângulo retângulo formado pela ligação entre os pontos A B e C é refe rente ao valor gerado pelo excedente do consumidor Com a mudança de preço de mercado de P para P devido a entrada de novos consumidores podemos observar que P representa o ponto D o ponto E se refere ao nível de consumo com o novo preço de mercado P e a quantidade demandada de mercado inicial Q e F que se refere ao nível de consumo com o novo preço de mercado P e a nova quantidade demandada de mercado Q Dessa forma é possível verificar que a ligação entre os pontos B C D e E forma um retângulo que representa o valor adicional do excedente do consumidor para os consumidores iniciais enquanto a ligação entre os pontos C E e F representa um triângulo retângulo a qual é possível verificar o excedente do consumidor dos novos consumidores Figura 10 Como o preço afeta o excedente do consumidor Fonte adaptado de Mankiw 2020 p 114 UNICESUMAR Falarei agora sobre as Aplicações Caroa alunoa foram apresentados nesta unidade os conceitos sobre o efeito substituição o efeito renda e sobre o excedente do consumidor Além disso foi vista a diferença entre os tipos de bens e como esses mesmos impactam a demanda do consumidor Para o melhor entendimento desses temas foram apresentados exemplos que utilizam tanto o efeito substituição e o efeito renda para cada tipo de bem como para o excedente do consumidor Exemplo 1 considera a demanda do consumidor por carne bovina de primeira dada pela função XC 4 R2PC e de frango dada pela função XF 15 R4PF o preço da carne é de R4000 e do frango é de R2000 Além disso a renda do consumidor para o consumo desses bens por mês é de R80000 Suponto que ocorreu uma crise internacional e com isso reduziu a demanda por carne bovina de primeira consequentemente aumentou a oferta interna Em decorrência disso o preço da carne bovina de primeira reduziu para R3000 Dessa forma calcule o efeito substituição o efeito renda e o efeito total e apresente qual o tipo de bem se refere a carne bovina O primeiro passo é verificar o efeito substituição foi verificado quanto a renda deve variar para manter constante o poder de compra do consumidor pelas funções de demanda de carne e frango é possível verificar as quantidades demandadas de carne e frango iniciais e quanto deve variar a renda para manter constante o poder de compra do consumidor XCPC R 4 R2PC XC40800 4 800240 XC40800 4 80080 XC40800 4 10 XC40800 14 XFPF R 15 R4PF XF20800 15 80080 XF20800 15 10 XF20800 25 ΔR XCΔPC ΔR XCPC PC XF20800 15 80080 XF20800 15 10 XF20800 25 ΔR 1430 40 ΔR 1410 ΔR 140 Para achar o efeito substituição isolado deve ser reduzida a renda em R14000 assim a renda considerada deve ser de R80000 R14000 R66000 Agora vamos verificar a demanda de carne com o preço e a renda alterada XCPC R 4 R2PC XC30660 4 660230 XC30660 4 66060 XC30660 4 11 XC30660 15 Agora é possível achar o efeito substituição da carne ΔXCS XCPC R XCPC R ΔXCS 15 14 ΔXCS 1 Calculando a nova demanda de frango XFPF R 15 R4PF XF20660 15 660420 XF20660 15 66080 XF20660 15 825 XF20660 2325 Dessa forma o efeito substituição para a carne bovina é de um aumento de 1 quilo de carne enquanto a demanda de frango reduziu 1 quilo e 750 gramas 2325 25 Para calcular o efeito renda deve ser calculada a demanda por carne apenas com a mudança no preço e utilizar a demanda com as mudanças no preço e na renda XCPC R 4 R2PC XC30800 4 800230 XC30800 4 80060 XC30800 4 403 XC30800 12 403 XC30800 523 XC30800 17333 ΔXCR XCPC R XCPC R ΔXCR 17333 15 ΔXCR 2333 Podemos verificar que o efeito renda da carne representa um aumento na demanda de carne bovina de primeira de 2 quilos e 333 gramas portanto a carne bovina de primeira é um bem normal pois apresentou efeito positivo sobre a demanda Conhecendo o efeito substituição e o efeito renda é possível achar o efeito total na demanda de carne bovina de primeira mediante a uma redução de R1000 no preço ΔX A ΔX S A ΔX R A ΔX A 12333 ΔX A 3333 Dessa forma verificamos que o efeito total é de um aumento de 3 quilos e 333 gramas na demanda de carne bovina de primeira Exemplo 2 observe as informações apresentadas na Figura 11 no que concerne às demandas de ovo e carne Considera que houve um aumento de granjas aumentando a oferta de ovos com isso o preço do ovo foi reduzido O ponto A representa o estado inicial no qual a demanda por ovos é de 5 dúzias por mês A variação do ponto A para o ponto B representa o efeito substituição a variação do ponto B para o ponto C representa o efeito renda e a variação do ponto A para o ponto C se refere ao efeito total na demanda de ovos Dessa forma apresente a variação na demanda por ovos pelos efeitos substituição renda e total além de apresentar qual o tipo de bem que representa o ovo nessa situação 129 Como podemos observar na Figura 11 pelo efeito substituição a demanda por ovos aumentou de 5 para 8 dúzias ou seja o resultado do efeito substituição foi de um aumento de 3 dúzias de ovos por mês Pelo efeito renda houve uma redução na demanda por ovos de 8 para 4 dúzias portanto o resultado do efeito renda foi de uma redução de 4 dúzias por mês Diante dos resultados dos efeitos substituição e renda podemos verificar que o resultado do efeito total apresentou uma redução de 1 dúzia na demanda de ovo Como o resultado do efeito total foi negativo verificamos que além do bem ser considerado inferior também é um bem de Giffen Carne quilos por mês 30 25 A B C 4 5 8 10 12 15 Ovo dúzias por mês Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico que mostra três pontos que maximizam a utilidade do consumidor em que a curva de indiferença tangencia a linha do orçamento cada ponto está sobre diferentes curvas de indiferença e linhas de orçamento O eixo X representa o consumo de dúzias de ovos por mês e o eixo Y representa o consumo de quilos de carne por mês O ponto A apresenta o consumo de 5 dúzias de ovos Com uma queda no preço de ovos o efeito inicial é o efeito substituição passando o ponto de maximização da utilidade para o ponto B no qual aumenta o consumo para 8 dúzias de ovos e reduz o consumo de carne mudando a posição da linha de orçamento Posteriormente com o efeito renda reduz o consumo de ovo para 4 dúzias de ovos e aumenta o consumo de carne e a linha de orça mento é deslocada para a direita o nível de consumo máximo de carne volta ao patamar inicial enquanto o consumo máximo de ovos aumenta O efeito total apresentado pela transição entre os pontos A e C mostra que o consumo de ovos reduziu para 4 dúzias portanto foi menor que o nível de consumo do patamar inicial 5 dúzias Figura 11 Demanda para ovo e carne Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 118 UNICESUMAR UNIDADE 3 130 Exemplo 3 considere a demanda no mercado de cerveja sabendo que é um bem normal a partir da Figura 12 calcule o excedente do consumidor inicial e posteriormente verifique a variação do excedente do consumidor diante do aumento do preço da cerveja Preço da cerveja em R 20 10 8 A B C D E F Demanda de cerveja 30 40 Quantidade de cerveja em unidades Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico com a curva de demanda de cerveja O eixo X repre senta a quantidade de cerveja e o eixo Y representa o preço da cerveja É possível verificar o ponto A que se refere ao preço máximo que os consumidores estão dispostos a pagar pela cerveja 20 reais o ponto B representa o preço inicial praticado pelo mercado de cerveja 8 reais o ponto C representa a quantidade demandada do mercado de cerveja inicial 40 unidades dada pelo preço inicial de mercado 8 reais A ligação entre os pontos A B e C forma a área do excedente do consumidor O ponto E representa o novo preço do mercado de cerveja 10 reais o ponto F representa a nova demanda do mercado da cerveja 30 unidades com o novo preço de mercado 10 reais O ponto D representa a nova quantidade do mercado da cerveja 30 unidades com o preço inicial de mercado 8 reais A ligação entre os pontos A E e F forma a área do novo excedente do consumidor Enquanto a ligação entre os pontos E F B e D forma a área da redução do excedente do consumidor para os consumidores iniciais e a área formada pelos pontos F D e C forma a área do excedente do consumidor dos consumidores que saíram do mercado Figura 12 Demanda de cerveja Fonte o Autor A condição inicial da demanda de cerveja é dada por um preço de R800 e uma quantidade demandada de 40 unidades de cerveja Dessa forma o excedente do consumidor pode ser verificado pela área em que estão ligados os pontos A B e C Para calcular o excedente do consumidor vamos utilizar a equação 9 Verificamos que o excedente do consumidor na condição inicial é de R24000 Agora vamos identificar o excedente do consumidor depois da alteração no preço e da variação do excedente do consumidor da cerveja EC I PC PM I Q 2 EC I 20 8 40 2 EC I 12 40 2 EC I 480 2 EC I 240 Verificamos que o excedente do consumidor na condição inicial é de R24000 Agora vamos identificar o excedente do consumidor depois da alteração no preço e da variação do excedente do consumidor da cerveja EC F PC PM F Q F 2 EC F 20 10 30 2 EC F 10 30 2 EC F 300 2 EC F 150 ΔEC EC F EC I ΔEC 150 240 ΔEC 90 Com o aumento do preço da cerveja de R800 para R1000 o excedente do consumidor apresentou um valor R15000 ou seja reduziu R9000 do excedente do consumidor para a cerveja UNIDADE 3 132 Caro a aluno a chegamos ao final desta unidade e espero que você tenha en tendido a essência dos conceitos sobre demanda para a sua aplicação Utilizando os conhecimentos sobre essa temática é possível realizar diferentes análises no ambiente empresarial com diferentes estratégias de mercado Considerando o exemplo do início da atividade é possível realizar uma estimativa da demanda de carne pois será verificado o comportamento da demanda considerando o tipo de bem que é a carne o aumento da renda ou ainda uma variação de preços da car ne Diante dessas análises de mercado você poderá adotar as melhores estratégias possíveis Por exemplo considere que o consumo de carne no Brasil seja de 30 kg no ano por pessoa e que o preço da carne bovina é de R 3000 se houve uma redução de 10 no preço mesmo sem alteração na renda do consumidor como a carne bovina é um bem normal a demanda de carne tende a aumentar tanto pelo efeito substituição quanto pelo efeito renda e assim o gestor de um frigo rifico pode adotar a estratégia de aumentar a produção para atender a demanda O conhecimento da demanda também possibilita que você se diferencie em outros contextos no ambiente profissional Dessa forma em uma análise do ex cedente do consumidor agora você sabe que por exemplo se aumentar o preço haverá consumidores que ainda desejam adquirir o bem apesar de parte dos consumidores deixarem de consumir e que por outro lado caso reduzir o preço além da possibilidade de aumentar a demanda dos consumidores que estão no mercado outros consumidores entrarão no mercado Nesse caso pode ser uma estratégia para que mais consumidores possam conhecer o produto e poste riormente possam estar dispostos a pagar mais e assim mesmo aumentando o preço esses novos consumidores continuem demandando o bem ou serviço aumentando a demanda 133 1 A demanda de mercado é formada pelas demandas individuais dos consumidores sendo eles apresentam diferentes disposições a pagar por certo bem ou serviço Nesse contexto se deparamos com o conceito de Excedente do Consumidor Desse modo assinale a alternativa correta que mais configura o significado de Ex cedente do Consumidor a O excedente do consumidor é a diferença entre o preço internacional e o preço interno de um bem ou serviço b O excedente do consumidor pode ser medido pela área entre a linha de orça mento e a curva de indiferença c O excedente do consumidor se refere a diferença entre o que o consumidor está disposto a pagar e o preço praticado no mercado d O excedente do consumidor é a diferença entre o preço que o consumidor está disposto a pagar e preço que o vendedor está disposto a vender e O excedente do consumidor pode ser verificado pela diferença entre o preço definido pela demanda do consumidor e o preço definido pelos produtores 2 Quando varia o preço de um bem o consumidor se depara com dois efeitos o efeito substituição e o efeito renda sendo que a soma desses efeitos representa o efeito total na demanda do bem Os efeitos podem variar conforme o tipo de bem dessa forma avalie as afirmativas I O efeito substituição é igual para todos os tipos de bens II O efeito renda é negativo para a demanda do bem normal III Se o bem for um bem de Giffen o sinal do efeito renda é o mesmo que para um bem inferior É correto apenas o que se afirma em a I b I e II c I e III d II e III e I II e III 134 3 O efeito substituição apresenta apenas a troca de bens mantendo o mesmo poder de compra dos consumidores enquanto o efeito renda apresenta a variação da de manda do bem dado pela alteração do poder de compra no qual apresenta diferen tes efeitos para cada tipo de bem Diante do exposto escreva um texto dissertativo em até 8 linhas explicando a diferença do efeito para bens inferiores e bens de Giffen 4 O Excedente do Consumidor pode ser verificado para cada consumidor sendo que a soma do excedente do consumidor dos indivíduos fornece o excedente do consu midor de um dado mercado Diante disso avalie as afirmativas I O excedente do consumidor representa o ganho do consumidor no mercado II Quanto maior o preço de mercado menor é o excedente do consumidor III Com uma queda no preço de mercado novos consumidores entram no mercado É correto apenas o que se afirma em a I b I e II c I e III d II e III e I II e III 5 Considere que a demanda de mercado do acém é de 200 kg e da picanha é de 100 kg e o preço do acém é de R2500 e da picanha é de R5000 No entanto uma crise nos frigoríficos prejudicou o fornecimento de carne e elevou o preço do acém para R3000 e da picanha para R6000 Diante disso pelo efeito substituição a demanda de acém caiu para 160 kg e de pinha caiu para 80 kg Pelo efeito renda temos que a demanda de acém foi para 180 kg e a demanda de pinha foi para 70 kg A partir das informações apresentadas assinale a alternativa correta a O efeito total do acém foi negativo b O acém é considerado um bem inferior c A picanha é considerada um bem de Giffen d A picanha é considerada um bem inferior e O acém é considerado um bem de Giffen 4 Teoria da Produção e Custos Dra Jackelline Favro Prezado acadêmico seja bemvindo Nesta quarta unidade voltare mos nossa análise para o comportamento dos produtores Iremos estudar sobre a teoria da firma que compreende os conceitos de teoria da produção e da teoria dos custos Veremos de que modo as empre sas tomam suas decisões organizam de forma eficiente sua produção e como os custos variam à medida em que ocorrem alterações nos fa tores que são utilizados na produção de determinado bem ou serviço UNIDADE 4 136 A Organização Mundial da Saúde OMS declarou em 30 de janeiro de 2020 que o surto da doença causada pelo novo coronavírus covid19 constituía uma emer gência de saúde pública de importância internacional o mais alto nível de alerta da Organização conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional No Brasil os primeiros casos registrados de coronavírus ocorreram no iní cio de março de 2020 e já no final do mesmo mês os casos notificados chega ram aos milhares Como forma de prevenção à disseminação do vírus foram adotadas diversas medidas Dentre elas está a utilização de álcool em gel para higiene das mãos que passou a ser obrigatório em todos os estabelecimentos públicos e privado Em virtude desse novo cenário ocorreu o aumento da demanda por esse produto e as empresas que fabricam álcool em gel tiveram que tomar a decisão sobre quais fatores de produção seriam possíveis alterar no curto prazo para aumentar a produção e assim atender a demanda crescente Esse foi o caso de uma empresa brasileira que atua nessa atividade Após o anúncio da pandemia do novo coronavírus o aumento da demanda dessa em presa mais que triplicou em poucos dias E para atender à demanda crescente o empresário se deparou com a seguinte situação Em virtude da necessidade de aumentar a produção no curto prazo até que ponto a contratação de mais um funcionário ocasionaria aumento da produção considerando a atual capacidade produtiva da empresa 137 Nesse sentido caro a aluno a os conceitos referentes à teoria da produção e à teoria dos custos em que analisamos as condições de oferta dos bens e serviços produzidos na economia nos ajudarão a compreender como se dará o compor tamento dessa empresa e a forma como ela alocará de forma eficiente seus níveis de produção e de custos com o intuito de atender ao aumento da demanda Para que possamos compreender aspectos essenciais sobre a produção dessa empresa e verificar qual será a melhor decisão a ser tomada com o intuito de produzir mais e de forma eficiente precisamos conhecer às informações sobre as quantidades de insumos utilizados no processo produtivo dessa empresa A Tabela 1 apresenta as informações referentes à quantidade de funcionário o capital e a produção semanal de álcool em gel da empresa Por meio dos dados observamos que no curtíssimo prazo seu capital não se modifica ou seja ela não consegue alterar a sua estrutura produtiva Sendo assim o aumento da produção só ocorrerá se a empresa contratar mais funcionários Mas qual a quantidade de funcionários que essa empresa necessita contratar para produzir de forma eficiente Por meio das informações referentes aos fatores de produção e a possível quantidade de álcool em gel que pode ser gerada pela combinação entre as quan tidades de funcionários e do capital existente podemos observar que a produção de álcool em gel cresce até a contratação do 5º trabalhador Com essa quantidade de funcionários a empresa produzirá 1000 litros de álcool em gel semanais A partir do 6º trabalhador a produção diminui para 870 e com 7 funcionários chega a 800 litros semanais Quantidade de funcionários Quantidade de capital Produção semanal de álcool em gel em litros 1 10 100 2 10 360 3 10 650 4 10 870 5 10 1000 6 10 870 UNIDADE 4 UNIDADE 4 138 Quantidade de funcionários Quantidade de capital Produção semanal de álcool em gel em litros 7 10 800 Tabela 1 Fatores de produção de uma empresa que fabrica álcool em gel Fonte a Autora Sendo assim a partir dessas informações podemos observar que não será efi ciente para a empresa contratar mais que 5 funcionários pois para a estrutura produtiva que ela possui empregar mais que 5 funcionários faz com que o tra balho se torne contraproducente A partir da situação apresentada podemos ainda refletir sobre outras ques tões importantes que serão fundamentais para a compreensão desse caso Quais os custos que deverão ser considerados em virtude da necessidade de expansão da produção Quais são os aspectos fundamentais do processo de decisão dessa empresa Qual deverá ser o nível de produção dessa empresa no longo prazo Desse modo é fundamental o entendimento da teoria da firma para que possa mos compreender como as empresas tomam suas decisões e como produzem de forma eficiente 139 Passamos agora para a análise da curva de oferta de mercado que se dá por meio do entendimento sobre a Teoria da Firma A Teoria da Firma consiste na parte da microeconomia que se dedica a explicar e prever as decisões da empresa principalmente no que se refere ao produto final seu preço grau de utilização de insumos e mudanças nessas variá veis Por meio dessa teoria é possível verificar como as empresas tomam decisões de produção e como os custos variam com a produção de curto e longo prazo SANDRINI 2001 A Teoria da Produção e a Teoria dos Custos nos ajudam a compreender a Teoria da Firma PINDYCK RUBINFELD 2013 Por meio da Teoria da Produção observamos o modo pelo qual as empresas organizam eficientemente a produção Nesse sentido examinamos a tecnologia de produção da empresa ou seja a relação que mostra como os insumos podem ser transformados em produtos Já na Teoria dos Custos verificamos de que forma a tecnologia de produção junto com os preços dos insumos determinam os custos de produção De acordo com Pinduck e Rubinfeld 2013 a decisão das empresas quanto à produção pode ser entendida em três etapas Tecnologia de produção descreve de uma forma prática como os in sumos trabalho capital e matériaprima podem ser transformados em produção Uma empresa pode gerar determinado nível de produção Curva de Oferta Teoria da Firma Teoria da Produção Teoria dos Custos Descrição da Imagem a Figura 1 referese a um fluxograma que apresenta os elementos que compõe a análise sobre a Teoria da Firma Na parte superior da imagem no lado esquerdo temse um retângulo que contém escrito em seu centro Curva de Oferta Este retângulo se direciona por meio de uma seta para um novo retângulo que contêm a inscrição Teoria da Firma e se divide em dois novos retângulos à direita o primeiro referese à Teoria da Produção e o segundo à Teoria dos Custos Figura 1 Conceitos que compõe a Teoria da Firma Fonte a Autora UNIDADE 4 UNIDADE 4 140 usando diferentes combinações de insumos pois ela pode utilizar uma grande quantidade de funcionários e pouco capital ou construir uma fábrica totalmente automatizada e utilizar uma quantidade pequena de mão de obra Restrições de custo as empresas precisam levar em consideração o preço do trabalho do capital e de outros insumos pois dado que estas possuem orçamento limitado elas precisam se preocupar com o custo de produção Escolha de insumos conforme a tecnologia de produção e o preço dos insumos são utilizados no processo de fabricação a empresa precisará decidir quanto de cada insumo usar ou seja a empresa precisará consi derar o preço dos diferentes insumos para decidir a quantidade de cada um que será utilizado no processo produtivo Esses três passos formam os alicerces da Teoria da Firma e serão abordados nesta unidade Teoria da produção A Teoria da Produção consiste na primeira parte da Teoria da Firma que tem por objetivo analisar o comportamento da firma quando esta desenvolve sua ativi dade produtiva Referese às relações tecnológicas e físicas entre a quantidade produzida e as quantidades de insumos utilizados na produção Por meio dessa teoria descrevemos como os insumos podem ser transforma dos em produtos ou seja verificamos como uma empresa pode gerar determi nado nível de produção utilizando diferentes combinações de insumos e como as firmas definem as quantidades a serem produzidas Para o estudo da Teoria da Produção precisamos compreender três conceitos importantes o conceito de firma ou empresa o conceito de fator de produção e de produção A empresa ou firma é definida como uma unidade técnica que produz bens ou serviços que tem por objetivo maximizar seus resultados referentes à produção e lucro PINHO VASCONCELOS 2003 141 Os fatores de produção são todos os insumos utilizados na produção de de terminado bem ou serviços Estes insumos são classificados em categorias amplas como trabalho capital e matériasprimas VARIAN 2016 Podemos definir esses fatores como 1 Trabalho inclui tanto as horas dedicadas dos trabalhadores numa produ ção como também todas as técnicas e conhecimentos empregados dentro de um processo produtivo Abrange tanto os trabalhadores especializados como os não especializados bem como os esforços empreendedores dos administradores da empresa 2 Capital consiste em todo capital físico utilizado pelas empresas no pro cesso de fabricação de seus produtos tais como máquinas equipamentos prédios computadores instalações terreno estoques etc 3 Matériaprima são todos os materiais que a empresa adquire e transforma em produto final Exemplo dos fatores de produção existentes em uma empresa No caso de uma padaria o fator trabalho consiste nas horas dedicadas ao trabalho dos padeiros confeiteiros atendentes e do empresário A matériaprima consiste em todos os produtos utilizados na fabricação dos bolos pães e demais produtos fabricados por ela as embalagens utilizadas na comercialização os gas tos com eletricidade água entre outras despesas do processo produtivo e o capital referese às máquinas instalações utensílios computadores mesas e cadeiras que pertencem a padaria UNIDADE 4 UNIDADE 4 142 Já o conceito de produção pode ser definido como as transformações dos fatores adquiridos pela empresa em produtos para a venda no mercado PINHO VAS CONCELOS 2003 Mediante a classificação destes conceitos passamos agora a análise dos ele mentos fundamentais da Teoria da Produção para que possamos compreender o comportamento das empresas Para tanto analisaremos o conceito referente à função de produção e à distinção sobre o comportamento da produção no curto e no longo prazo Função de Produção As empresas podem transformar os insumos em produtos de várias formas uti lizando diversas combinações de trabalho matériaprima e capital Podemos descrever a relação entre os insumos do processo produtivo e o produto final como uma função de produção PINDYCK RUBINFELD 2013 A função de produção indica o máximo de produto que pode ser obtido com certa quantidade de fatores mediante a adequada escolha do processo de pro dução Ou seja existem diversas formas de combinar os fatores mas quando se analisa a função de produção se diz que o empresário está utilizando a maneira mais eficiente de combinar os fatores e consequentemente obter uma maior produção PINDYCK RUBINFELD 2013 A função de produção pode ser representada da seguinte forma Q f x x x xn 1 2 3 Em que Q é a quantidade produzida do bem ou serviço e x x x xn 1 2 3 re presentam as quantidades dos diversos fatores que são utilizados no processo de produção de determinado bem ou serviço No caso da padaria a função de produção irá descrever a quantidade de pães que serão fabricados diariamente por meio da utilização dos fatores de produção trabalho matériaprima e capital que são empregados no processo produtivo Sendo assim a produção de pães está em função de x1 que representa a quantida de de funcionários da padaria x2 referese a toda a quantidade de matériaprima utilizada na fabricação dos pães e x3 representa a quantidade de máquinas e equipamentos utilizados na produção e comercialização dos pães 143 De modo geral a função de produção possui características importantes Ela é unicamente definida em níveis positivos dos fatores de produção ou seja Q x 0 0 1 e x2 0 Ela se modifica à medida em que se altera o nível de tecnologia existente isto é aproximandose o conhecimento tecnológico evidentemente alterar seá a composição da função de produção Esse conhecimento constituise no conjunto de informações que estão à disposição dos empresários e pos sibilitam a melhor maneira de combinar os fatores de produção para a ob tenção de certa quantidade do produto PINHO VASCONCELOS 2003 A firma não pode produzir algo a partir de nada f 0 0 0 0 Isso significa que a função de produção parte da origem Distinção entre fatores de produção fixos e variáveis e entre curto e longo prazos Dado que as empresas precisam considerar que os insumos utilizados no pro cesso produtivo podem ser substituídos uns pelos outros e nos casos em que isso ocorre é necessário verificar quanto tempo é exigido para a realização dessa substituição é importante compreender a distinção entre curto e longo prazo quando analisamos a produção de determinado bem ou serviço O curto prazo referese ao período em que pelo menos um dos fatores de produção não pode ser modificado esse fator é chamado de insumo fixo Os demais fatores produtivos que podem ser alterados são denominados de fatores variáveis Podemos classificar como fatores fixos o capital e a tecnologia pois para que uma empresa possa expandir seu capital e realizar investimentos isso demanda tempo podendo demorar um ano ou mais para ser realizado Sendo assim estes fatores tendem a permanecerem os mesmos no curto prazo A mão de obra e a matériaprima são classificadas como fatores variáveis pois esses insumos podem ser expandidos no curto prazo UNIDADE 4 UNIDADE 4 144 No longo prazo todos os fatores de produção podem ser ajustados Isto é dentro de alguns limites tanto o trabalho e a matériaprima quanto o capital e a tecnologia são substituíveis Sendo assim podemos concluir que no curto prazo as empresas podem va riar a intensidade de utilização de determinada fábrica e equipamentos já no longo prazo as empresas podem modificar o tamanho da fábrica Vale destacar que esse período irá variar entre os setores econômicos Empresas do comércio varejista por exemplo tem uma capacidade de modificar o tamanho de seus es tabelecimentos mais rapidamente do que a uma empresa pertencente a indústria automobilística que para expandir sua estrutura produtiva precisa de investi mento expressivo e isso pode levar um período maior para que ela possa expandir Mediante a essas características entre curto e longo prazo precisamos com preender como se comportam os processos produtivos nesses períodos Curto prazo Produção com um insumo variável Vamos começar com a análise sobre o comportamento da produção no curto pra zo período em que somente um dos insumos do processo produtivo pode variar Vamos considerar a seguinte função de produção com apenas dois insumos para simplificar nossa análise Q f K L Em que Q Quantidade produzida K Capital L Trabalho Como estamos considerando o curto prazo vamos pressupor que o capital seja o insumo fixo e o trabalho o insumo variável Neste caso dado que o capital é fixo a quantidade produzida de determinado bem ou serviço somente irá variar caso ocorra variações na quantidade de trabalho utilizada no processo produtivo Para que possamos compreender melhor como se dá esse processo considere a seguinte situação Imagine o caso de uma empresa que fabrica calças jeans in fantil Dado que essa empresa já possui uma estrutura produtiva com máquinas e equipamentos o empresário deverá tomar a decisão sobre a quantidade de funcionários que deverá contratar e a quantidade de calças jeans que será produzida diariamente Para tomar essa decisão é necessário saber o comportamento do volume de produção à medida em que se aumenta a quantidade de trabalhadores que serão contratados para o processo produtivo A Tabela 2 apresenta as informações referentes à quantidade de trabalho capital produto total que representa a quantidade produzida produto médio e produto marginal para essa empresa Por meio desses dados podemos observar que o trabalho é o insumo variável já o capital é fixo independentemente da quantidade de trabalhadores que serão contratados O produto total consiste na quantidade máxima que pode ser produzida utilizando cada uma das combinações de trabalho e capital Podemos observar que com a contratação de 1 funcionário e o capital de 10 a quantidade máxima que essa empresa consegue produzir diariamente são 10 calças jeans À medida em que aumenta a quantidade de funcionários contratados aumenta também a quantidade de calças produzidas Com 8 funcionários a quantidade de calças produzidas é de 112 unidades Com a contratação de 9 funcionários a produção diminui para 108 peças e com 10 funcionários a capacidade de produção dessa empresa é de 100 calças jeans diárias Então por meio dessas informações podese observar que até a contratação do 8º funcionário a produção de calças jeans aumenta A partir do 9º funcionário a quantidade produzida de calças jeans diminui Isso ocorre porque como o capital é fixo ou seja a estrutura produtiva da empresa não se modifica contratar mais que 8 funcionários faz com que estes tenham que dividir equipamentos uns com os outros e isso acabará reduzindo o desempenho deles o que levará à redução da quantidade produzida fazendo com que o processo produtivo se torne contraproducente Tabela 2 Fatores de produção de uma empresa que fabrica calças jeans infantis Fonte Pindyck e Rubinfeld 2013 As outras duas informações que são apresentadas na Tabela 2 o produto médio do trabalho e o produto marginal do trabalho são construídos com base no produto total O produto médio do trabalho mede a produtividade da força de trabalho da empresa em termos de quantos produtos cada trabalhador produz em média Esse indicador é calculado pela divisão do produto total pela quantidade de trabalhadores empregados PINDYCK RUBINFELD 2013 No exemplo em que estamos analisando observamos que o produto médio aumenta inicialmente depois passa a cair quando a quantidade de trabalhadores se torna superior a quatro Já o produto marginal do trabalho referese ao volume de produção adicional gerado ao acrescentar 1 trabalhador a mais na linha de produção Basicamente esse indicador consiste na variação do volume de produção ΔQ resultante do aumento de uma unidade no insumo trabalho ΔL PINDYCK RUBINFELD 2013 No exemplo apresentado com o capital fixo em 10 unidades quando a quantidade de trabalhadores aumenta de 2 para 3 o produto total é elevado 147 de 30 para 60 ocasionando um volume adicional de produção igual a 30 unidades 6030 As informações apresentadas na Tabela 2 podem ser observadas graficamente Por meio da Figura 2 Gráfico A podemos ve rificar que o volume de produção cresce à medida em que se aumenta a quantidade de trabalhadores que são contratados para o processo produtivo O ponto máximo de produção é atingido com 8 traba lhadores que produzem 112 unidades ponto D do gráfico Após esse ponto acréscimos adicionais de trabalhadores ocasionam a diminuição da quanti dade produzida Na Figura 2 Gráfico B podese observar as curvas do produto médio do trabalho e do produ to marginal O produto marginal é sempre positivo quando o volume de produção é crescente e é zero exatamente no ponto correspondente ao volume máximo de produção 112 unidades A partir desse ponto o produto marginal se torna negativo isso porque ao se acrescentar mais um trabalhador na linha de produção sem alterar a estrutura produtiva da empresa o processo se torna mais lento e menos produtivo ocasionando consequentemente a redu ção do volume de produção As curvas de produto médio e produto marginal estão estritamente relacionadas Quando o produto marginal é maior do que o produto médio o produto médio é crescente Esse é o caso que ocorre entre os volumes de produção de 1 a 4 unidades de traba lho Quando o produto marginal é menor do que o produto médio o produto médio é decrescente e isso é o que ocorre quando o insumo trabalho é maior do que 4 O produto médio é igual ao produto marginal quando o produto marginal atinge seu máximo UNIDADE 4 UNIDADE 4 148 Gráfco A Gráfco B Produção por dia Produção por dia 112 60 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Trabalho por dia 30 20 10 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Produto Total Produto Marginal E Produto Médio Trabalho por dia A B C D Descrição da Imagem a Figura 2 apresenta dois gráficos um disposto acima do outro Na parte superior temse o gráfico A no qual seu eixo horizontal corresponde ao Trabalho por dia e contém da esquerda para a direita os valores de zero a dez O eixo vertical corresponde à Produção por dia e contém de baixo para cima os valores sessenta e cento e doze Na área do gráfico há uma linha curva direcionada para a direta nomeada como Produto Total esta curva tem início no ponto zero e comportamento crescente até ao ponto que relaciona ao valor oito no eixo horizontal com o cento e doze no eixo vertical este ponto está nomeado como D A partir deste ponto a curva passa a decrescer Na curva do produto total há ainda os pontos A B e C relacionados respectivamente aos valores de dois três e quatro no eixo X No gráfico B localizado abaixo do A o eixo horizontal também se refere ao Trabalho por dia e contém valores de zero a dez em ordem crescente No eixo vertical há as informações de Produção por dia contendo os valores dez vinte e trinta de baixo para cima Na área do gráfico há duas linhas curvas a primeira chamada de Produto Marginal e inicia no ponto que liga o valor um do eixo horizontal ao valor dez no eixo vertical esta curva tem comportamento crescente até o ponto que interliga o valor três do eixo horizontal ao trinta do eixo vertical a partir deste ponto passa a decrescer e quando intercepta o valor de oito no eixo horizontal passa para a parte negativa do gráfico A segunda curva foi chamada de Produto Médio também parte do ponto entre o valor de um no eixo horizontal e dez no eixo vertical a curva possui comportamento crescente e permanece abaixo da curva anterior até o ponto equivalente ao valor quatro no eixo horizontal e vinte no eixo vertical no qual se intercepta com a curva do Produto Marginal e gera o ponto E no qual passa a se localizar acima da curva anterior e inicia uma trajetória decrescente Figura 2 Informações referentes à produção com apenas um insumo variável Fonte Pindyck e Rubinfeld 2013 149 Mediante a estas informações qual seria a ótima escolha referente à quantidade de trabalhadores que essa empresa deverá contratar para realizar a produção Visando responder a essa pergunta e ampliar o entendimento a respeito da produção no curto prazo precisamos compreender os estágios de produção da empresa O primeiro estágio de produção vai da origem até o nível de utilização do insumo variável que maximiza a sua produtividade média até o ponto C que descreve a quantidade produzida com a contratação de 4 trabalhadores a produtividade marginal é maior que a produtividade média nesse estágio de produção Esse estágio de produção é economicamente desaconselhável dado que o produto total está crescendo O segundo estágio de produção se situa entre os pontos C e D e caracte rizase pelo fato do produto marginal ser menor que o produto médio Esse estágio de produção é economicamente aconselhável dado que a produção atinge seu ponto máximo Já o terceiro estágio de produção está compreendido entre o ponto D e o limite de utilização trabalho Por apresentar produtividade marginal do insumo variável negativa esse estágio é conhecido como estágio economicamente de saconselhável pois empresa alguma produziria tendo em vista que poderia au mentar seu nível de produção simplesmente reduzindo o nível de trabalhadores Mediante a estas observações podemos concluir que para essa empresa o ponto ótimo de produção referese ao ponto D situado no segundo estágio de produção no qual a empresa com a contratação de 8 funcionários irá produzir a quantidade máxima de 112 unidades diárias do produto Verificado o nível de insumo trabalho que gera a produção mais eficiente para essa empresa precisamos compreender uma outra questão muito impor tante por que a quantidade produzida desta empresa se reduz após a contra tação do 9º funcionário Isso ocorre em virtude dos rendimentos marginais decrescentes A lei dos rendimentos marginais decrescentes descreve o comportamento da taxa de va riação da produção quando é possível variar apenas um dos fatores permane cendo constantes os demais Por meio dessa lei verificase que aumentandose a quantidade de um fator variável e permanecendo a quantidade dos demais fatores fixos a produção inicialmente crescerá a taxas crescentes até o ponto C a seguir depois de certa quantidade utilizada do fator variável passará a crescer a taxas decrescentes do ponto C ao D no qual o produto marginal é decrescente UNIDADE 4 UNIDADE 4 150 porém positivo conforme verificado no Gráfico B e continuando o incremento da utilização do fator variável a produção decrescerá após o ponto D no qual o produto marginal é negativo conforme verificado no Gráfico B PINHO VAS CONCELOS 2003 Não devemos confundir a lei dos rendimentos marginais decrescentes com possíveis alterações na qualidade da mão de obra à medida que aumentam as unidades do insumo trabalho Na análise da teoria da produção considerase a premissa de que todas as unidades do insumo trabalho têm igual qualidade sendo assim os rendimentos decrescentes resultam de limitações no uso dos de mais insumos mantidos inalterados No caso em análise referese ao capital que permanece fixo no curto prazo e não no declínio da qualidade dos trabalhadores contratados PINDYCK RUBINFELD 2013 Longo Prazo Produção com dois insumos variáveis Agora voltemos nossa análise para o longo prazo período em que todos os fatores de produção são variáveis Nesse caso a empresa pode produzir de várias formas combinando diferentes quantidades de fatores de produção Vamos considerar o nosso exemplo da fábrica de calças jeans infantis mas agora vamos analisar a situação em que tanto o trabalho quanto o capital são variáveis Nessa situação a empresa pode escolher diferentes combinações de trabalho e ca pital que gerem a mesma quantidade de calças que são produzidas diariamente Mediante a esse novo cenário precisamos compreender inicialmente a escala do processo produtivo A Tabela 3 apresenta os volumes de produção alcançáveis por meio das diversas combinações de trabalho e capital para essa empresa As unidades do insumo trabalho encontramse relacionadas na linha su perior e as unidades do insumo capital na coluna situada à esquerda tanto as Você sabia que o avanço tecnológico pode contribuir para o amento da produção no curto prazo Agora eu te convido a acessar o podcast desta unidade Nele iremos falar sobre os ren dimentos marginais decrescentes e como o avanço tecnológico contribui para o aumento da produção no curto prazo 151 unidades de capital quanto de trabalho estão destacados em azul na tabela Cada valor dentro da Tabela 3 corresponde ao volume máximo de produção que pode ser obtido com cada combinação de trabalho e capital utilizada ao longo desse período Por exemplo 40 unidades de capital e 1 unidade de trabalho geram a produção de 80 calças jeans Observe que em cada linha o volume de produção aumenta à medida que as unidades de trabalho aumentam mantendose fixas as unidades de capital e em cada coluna o volume de produção aumenta à medida que as unidades de capital aumentam mantendose fixas as unidades de trabalho Capital Trabalho 1 2 3 4 5 10 10 30 60 80 95 20 30 50 95 105 130 30 60 95 105 130 150 40 80 115 130 140 160 50 95 130 140 150 180 Tabela 3 Produção com dois insumos variáveis Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 As informações contidas na Tabela 3 também podem ser graficamente interpre tadas por meio do uso de curvas chamadas de isoquantas As Isoquantas podem ser definidas como a representação gráfica do conjunto de todos os pontos que representam combinações dos fatores de produção que indicam a mesma quantidade produzida PINHO VASCONCELOS 2003 De acordo com as características das isoquantas a teoria da produção destaca três propriedades fundamentais I São decrescentes da esquerda para a direita II São convexas em relação à origem dos eixos cartesianos III Não se cruzam nem se tangenciam A Figura 3 apresenta três isoquantas que representam os dados informados na Tabela 3 A isoquanta Q1 mostra as combinações de trabalho e capital por dia UNIDADE 4 UNIDADE 4 152 que resultam na produção de 60 calças jeans infantis em que no ponto A é utili zada 1 unidade de trabalho e 30 de capital e no ponto D o mesmo volume de produção é obtido por meio de 10 uni dades de capital e 3 unidades de trabalho A isoquanta Q2 mostra as combinações de trabalho e capital por dia que resul tam na produção de 95 calças jeans infantis em que no pon to B são utilizadas 2 unidades de trabalho e 30 de capital Já a isoquanta Q3 mostra as combinações de trabalho e capital por dia que resultam na produção de 130 calças jeans infantis No ponto E são utilizadas 2 unidades de trabalho e 50 de capital e no ponto C 30 unidades de capi tal e 3 unidades de trabalho Observe que cada iso quanta está associada a um nível diferente de produção isoquanta Q1 60 peças Q2 95 peças e Q3 130 pe ças e este aumenta à medi da que se move para cima e para a direita de Q1 para Q3 conforme apresentado na Figura 3 153 As isoquantas mostram a flexibilidade que a empresa tem quando toma decisões de produção ou seja a empresa pode realizar diversas combinações de insumos e obter um determinado nível de produção conforme pode ser verificado nos pontos A e D no qual temos combinações diferentes de trabalho e capital entre tanto obtemos o mesmo nível de produção Havendo dois insumos que possam ser alterados um administrador deve considerar a possibilidade de substituir um pelo outro A inclinação de cada iso quanta indica o volume de cada insumo que pode ser substituído por determi nada quantidade do outro insumo mantendose a produção constante A incli Capital por dia Trabalho por dia 1 2 3 4 5 50 40 30 20 10 A B C D Q3 130 Q2 95 Q1 60 E Descrição da Imagem a Figura 3 apresenta um gráfico no qual seu eixo horizontal corresponde ao Tra balho por dia e contém da esquerda para a direita os valores de 0 a 5 O eixo vertical corresponde ao capital e contém de baixo para cima os valores 10 20 30 40 e 50 Na área do gráfico há três linhas curvas Q1 Q2 e Q3 representam as quantidades fabricadas por meio das diversas combinações de trabalho e capital empregadas que geram a mesma quantidade de peças as chamadas curvas isoquantas Quanto mais à direita estiver a isoquanta maior a quantidade fabricada Os pontos A B C D e E representam as possíveis combinações de trabalho e capital que irão gerar as quantidades produzidas A primeira curva chamada de Q1 liga o valor um do eixo horizontal ao valor trinta no eixo vertical ponta A e liga o valor três do eixo horizontal ao valor dez no eixo vertical ponta D Esses dois pontos representam o total de fabricação de 60 unidades diárias A segunda curva chamada de Q2 liga o valor dois do eixo horizontal ao valor trinta no eixo vertical ponta B que representa o total de fabricação de 95 unidades diárias A terceira curva chamada de Q3 liga o valor três do eixo horizontal ao valor trinta no eixo vertical ponta D e liga o valor dois do eixo horizontal ao valor cinquenta no eixo vertical ponta D Esses dois pontos representam o total de fabricação de 130 unidades diárias Figura 3 Produção com dois insumos variáveis Fonte a Autora UNIDADE 4 A TMST pode ser descrita da seguinte forma TMST Δx₁ Δx₂ Em que x₁ e x₂ são os insumos utilizados na produção No caso do exemplo em análise a TMS é representada por TMST ΔK ΔL TMST Variação do capital Variação do trabalho A TMST do trabalho por capital referese à quantidade em que se pode reduzir do insumo capital quando se utiliza uma unidade extra de insumo trabalho de tal forma que a produção seja mantida constante 155 suas tarefas e façam uso de instalações e equipamentos mais especializados e em grande escala A linha de montagem na indústria automobilística é um exemplo de rendimentos crescentes de escala PINDYCK RUBINFELD 2013 Os rendimentos constantes de escala ocorrem quando a variação do produto total é proporcional à variação da quantidade utilizada dos fatores de produ ção Por exemplo aumentandose a utilização dos fatores em 10 o produto também aumenta em 10 Se uma empresa tem o dobro de cada insumo ela pode simplesmente instalar duas fábricas idênticas e obter o dobro de produção VARIAN 2016 Já os rendimentos decrescentes de escala ocorrem quando a variação do produto é menos do que proporcional à variação na utilização dos fatores Por exemplo aumentandose a utilização dos fatores de produção em 10 o produ to cresce em 5 Essa situação se aplica a algumas empresas com operações em grande escala Dificuldades para organizar e gerenciar uma operação em grande escala pode acabar levando a uma produtividade menor tanto para o trabalho quanto para o capital A comunicação entre os funcionários e a administração pode se tornar difícil de ser monitorada à medida que o local de trabalho se torna mais impessoal Em consequência a existência dos rendimentos decrescentes provavelmente está ligada aos problemas crescentes de coordenação de tarefas e da preservação de um bom canal de comunicação entre administradores e funcionários PINDYCK RUBINFELD 2013 UNIDADE 4 UNIDADE 4 156 Teoria dos Custos de Produção Agora veremos de que forma a tecnologia de produção com base nos preços dos insumos determina o custo de produção da empresa Veremos de que forma os custos da empresa dependem de sua produção e de que maneira eles podem variar com o decorrer do tempo Sendo assim para iniciarmos a análise referente aos custos de produção é importante compreender a diferença entre custos econômicos analisados pelos economistas e custos contábeis analisados pelos contadores Para os economistas custos econômicos consistem nos custos da utilização de recursos na produção ou seja referese aos custos que a empresa possui com todos os fatores de pro dução matériaprima trabalho e capital que são utilizados na fabricação de determinado bem ou serviço Vale destacar que os custos econômicos consideram também os custos de oportunidade da utilização do capital Já os custos contá beis que os contadores calculam incluem as despesas correntes mais as despesas atribuídas à depreciação dos equipamentos de capital da empresa PINDYCK RUBINFELD 2013 Os rendimentos de escala variam de modo substancial entre empresas e setores Por exemplo em empresas de grande porte dobrar os insumos de capital e trabalho podem fazer com que a produção cresça mais do que proporcionalmente rendimentos crescen tes de escala Entretanto isso não necessariamente acontece em empresas de pequeno porte no qual mudanças na escala de produção podem ocasionar pouco ou nenhum efeito na produção Em geral empresas pertencentes ao setor da indústria de transformação têm maior probabilidade de apresentar rendimentos crescentes de escala do que as empresas per tencentes ao setor de serviços pois a atividade de transformação exige substanciais in vestimentos em equipamentos de capital As empresas do setor de serviços são mais intensivas em trabalho e podem ser igualmente eficientes operando em pequena ou grande escala PINDYCK RUBINFELD 2013 PENSANDO JUNTOS O custo total de produção é definido como o total das despesas realizada pela empresa com a utilização da combinação mais econômica dos fatores de produção por meio do qual é obtida determinada quantidade do produto PINHO VASCONCELOS 2003 O Custo total é determinado pela seguinte equação CT CF CV Em que CF é o custo fixo CV é o custo variável O custo fixo CF corresponde aos custos que não variam com o nível de produção Eles são decorrentes aos gastos com fatores fixos de produção e devem ser pagos mesmo que não haja produção Exemplos de custos fixos aluguéis juros sobre empréstimos de longo prazo seguros depreciação etc PINDYCK RUBINFELD 2013 O custo fixo é determinado pela seguinte equação CF P x X Em que P consiste na quantidade utilizada do fator fixo X referese ao preço do fator fixo O custo variável CV corresponde aos custos que variam em função de alterações do volume de produção Os custos variáveis incluem gastos com salários matériasprimas usadas para produção e gastos com energia por exemplo No caso dos custos variáveis quanto maior a produção maior será os gastos com esses fatores PINDYCK RUBINFELD 2013 O custo variável é determinado pela seguinte equação CV P x X Em que P consiste na quantidade utilizada do fator variável X referese ao preço do fator variável Temse ainda de custos relacionados por unidade de produção o custo total médio custo fixo médio e o custo variável médio Estes custos podem ser descritos por meio das seguintes fórmulas Custo Total Médio CT Q Em que CT é o custo total de produção Q é a quantidade produzida Custo Fixo Médio CF Q Em que CF é o custo fixo Q é a quantidade produzida Custo Variável Médio CV Q Em que CV é o custo variável Q é a quantidade produzida Outro custo que precisa ser considerado é o custo marginal que diferentemente do custo médio referese às variações de custo quando se altera a produção O custo marginal nos informa quanto custará aumentar a produção em uma unidade Custo Marginal CT Q Em que CT é a variação do custo total Q é a variação da quantidade produzida 159 Em decorrência da classificação da função de produção em termos de curto e longo prazo vamos nos voltar a análise das diferenças entre os custos de produção de curto prazo e de longo prazo Custo de produção no curto prazo As funções de custos a curto prazo são utilizadas para demonstrar as várias rela ções entre o custo de produção e o nível de produção da firma O curto prazo é o período no qual a firma não pode alterar a quantidade de alguns de seus insumos de produção ou seja nesse período no processo produtivo das empresas existem insumos fixos e variáveis Vejamos agora um exemplo sobre os custos de produção de uma empresa no curto prazo A Tabela 4 apresenta as informações referentes ao nível de produção custo fixo custo variável custo total custo marginal custo fixo médio custo va riável médio e custo total médio Por meio destes dados podemos observar o que ocorre com os custos da empresa à medida que a produção se altera a curto prazo Custos de uma empresa Nível de produ ção 1 Custo fixo CF 2 Custo variável CV 3 Custo total CT 432 Custo margi nal CMg 5Δ4 Δ1 Custo fixo médio CFMe 6 2 1 Custo variável médio CVMe 7 3 1 Custo total médio CTMe 8 4 1 0 50 0 50 1 50 50 100 50 50 50 100 2 50 78 128 28 25 39 64 3 50 98 148 20 167 327 493 4 50 112 162 14 125 28 405 UNIDADE 4 UNIDADE 4 160 Custos de uma empresa Nível de produ ção 1 Custo fixo CF 2 Custo variável CV 3 Custo total CT 432 Custo margi nal CMg 5Δ4 Δ1 Custo fixo médio CFMe 6 2 1 Custo variável médio CVMe 7 3 1 Custo total médio CTMe 8 4 1 5 50 130 180 18 10 26 36 6 50 150 200 20 83 25 333 7 50 175 225 25 71 25 321 8 50 204 254 29 63 255 318 9 50 242 292 38 56 269 324 10 50 300 350 8 5 30 35 11 50 385 435 85 45 35 395 Obs Todas as informações referemse à produção diária com custos em R Custo Marginal consiste na variação do custo total dividido pela variação do nível de produção Tabela 4 Custos de produção de uma empresa no curto prazo Fonte Pindyck e Rubinfeld 2013 Por meio dos dados podemos observar o comportamento de cada custo de pro dução O custo fixo CF não apresenta variações independentemente do nível de produção Já o custo variável CV e o custo total CT aumentam à medida que a produção aumenta Por exemplo considere que o trabalho seja o único insumo variável dessa empresa isso significa que as despesas com relação a mão de obra devem ser cada vez maiores para que se possam obter níveis mais eleva dos de produção Para produzir 1 unidade de determinado produto a empresa necessita de 1 trabalhador e paga a este o valor de R 5000 por dia ou seja o CV é igual a R 5000 R 5000 x1 A medida em que a produção aumenta é necessária a contratação de mais trabalhadores Quando a produção for de 9 unidades por exemplo serão ne cessários 9 trabalhadores Dado que essa empresa pagará a cada trabalhador o valor de R 3025 o custo variável para essa quantidade produzida será de R 24200 R 3025 x8 Neste caso teremos como Custo Total CT para a produção de 9 unidades o valor de R 292 em que R 50 se refere ao custo fixo e R 242 ao custo variável 161 Por meio das informações apresentadas podese observar também o compor tamento do custo marginal custo fixo médio custo variável médio e custo total médio O custo marginal diminui até a 6 unidade do produto e depois aumenta O custo fixo médio diminui à medida em que a produção é aumentada já que estes são divididos por quantidades cada vez maiores O custo variável médio diminui até a 7 unidade do produto e depois aumenta e o custo total médio diminui até a 8 unidade do produto e depois aumenta As informações constantes na Tabela 4 podem ser representadas graficamente conforme pode ser observado na Figura 4 No Gráfico A da Figura 4 podemos observar que a curva de custo total é formada pela composição das curvas de custo fixo e custo variável O custo fixo é uma linha reta em R 50 ela não se altera de acordo com os níveis de produção Já as linhas que representam o CT e o CV são representadas por linhas inclinadas para cima já que seus custos aumentam de acordo com a produção No Gráfico B da Figura 4 podemos observar o comportamento das curvas de custo marginal custo médio custo variável médio e custo fixo médio O formato dessas curvas é determinado pela relação entre as curvas de custo marginal e custo médio A curva de custo total médio é resultado da composição da curva de custo fixo médio e curva de custo variável médio ela possui o formato de U Incialmente essa curva começa a cair por causa do custo fixo médio decrescen tes mas em seguida apresenta crescimento em consequência do aumento dos custos variáveis médios Sempre que o custo marginal for inferior ao custo médio a curva de custo médio apresentará declínio Sempre que o custo marginal estiver acima do custo médio a curva de custo médio apresentará elevação Quando o custo marginal estiver em seu ponto mínimo o custo marginal será igual ao custo médio UNIDADE 4 UNIDADE 4 162 400 300 175 100 100 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Produção por dia Produção por dia CF A CT CV 75 50 25 CMg CTMc CVMe CFMe 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 0 Gráfco A Gráfco B Custo por dia Custo por dia Descrição da Imagem a Figura 4 apresenta dois gráficos o gráfico A parte superior e o gráfico B parte inferior No gráfico A o eixo horizontal apresenta a produção diária contendo de forma crescente os valores de zero a onze e o eixo vertical apresenta o custo de produção diário e contém os valores cem cento e setenta e cinco trezentos e quatrocentos dispostos de baixo para cima no eixo Na área do gráfico há três curvas que estão nomeadas como CF CV e CT A curva CF corresponde à curva de custo fixo e é representada por uma reta horizontal direcionada para a direita esta curva tem início no ponto entre meio o valor de zero e cem no eixo vertical A curva CV corresponde ao custo variável e possui um comportamento diagonal e crescente partindo do ponto zero e se localizando bem acima da curva CF nesta curva há um ponto demarcado nomeado como A que corresponde ao ponto de encontro dos valores sete do eixo horizontal com cento e setenta e cinco do eixo vertical Já a curva CT corresponde ao custo total que possui um comportamento idêntico ao da curva CV estando localizado acima da mesma e tem como ponto de partida o mesmo ponto em que inicia a curva CF entre meio os valores de zero e cem no eixo vertical No gráfico B o eixo horizontal apresenta a produção diária contendo os valores em ordem crescente de zero a onze e o eixo vertical apresenta o custo de produção diário contendo de baixo para cima os va lores zero vinte e cinco cinquenta setenta e cinco e cem Na área do gráfico há quatro curvas nomeadas como CFMe CVMe CTMe e CMg A curva CFMe corresponde ao custo fixo médio e possui comportamento decrescente iniciando no ponto que liga o valor de um no eixo horizontal a um valor um pouco acima de cinquenta no eixo vertical e passa a decrescer conforme os valores do eixo horizontal vão aumentando A curva CVMe corresponde ao custo variável médio inicia na altura do ponto que interliga o valor de um no eixo horizontal a um valor entre meio cinquenta e setenta e cinco no eixo vertical seu comportamento é inicialmente decrescente e posteriormente crescente o ponto que demarca a mudança na trajetória da curva se dá na ligação entre valor de sete no eixo horizontal ao valor de vinte e cinco no eixo vertical A curva CTMe corresponde ao custo total médio e tem início na coordenada que liga o valor um do eixo horizontal ao valor de 100 no eixo vertical seu comportamento é semelhante ao da curva CVMe e está localizada acima desta A última curva apresentada é a CMg e corresponde ao custo marginal ela inicia no ponto entre um no eixo horizontal e cinquenta no eixo vertical seu comportamento é decrescente até a quarta unidade do eixo horizontal no qual passa a crescer a curva se intercepta com a curva CVMe no ponto entre sete no eixo horizontal e vinte e cinco no eixo vertical ponto este que equivale ao ponto A do gráfico A Figura 4 Custos de produção de uma empresa no curto prazo Fonte Pindyck e Rubinfeld 2013 163 Custo de produção no longo prazo Como foi observado na Teoria da Produção o longo prazo é um período no qual a empresa tem a possibilidade de variar todos os insumos Portanto deve ser observado que este é um horizonte de planejamento e não do que está sendo efetivamente realizado VASCONCELOS 2009 O longo prazo também pode ser considerado uma sequência de situações prováveis de curtos prazos Para elucidar melhor essa afirmação considere a seguinte situação Antes de realizar um investimento uma determinada empresa está em uma situação de longo prazo ou seja todos os insumos utilizados na produção são variáveis Nesse período o empresário verifica a necessidade de realizar investi mentos em sua estrutura produtiva e escolhe a opção de investimento que melhor irá atender a sua demanda Este empresário poderá optar pela construção de uma nova unidade ou poderá realizar investimentos para alterar as estratégias e design de seus produtos por exemplo Depois do investimento realizado os recursos são convertidos em máqui nas equipamentos e instalações formando assim um novo capital fixo Com isso a empresa passa a operar em uma condição de curto prazo pois agora pelo menos um dos insumos utilizados na produção do produto no caso o capital se tornou fixo novamente Sendo assim por meio desse exemplo podemos observar que a empresa opera a curto prazo período em que ela não tem a opção de alterar sua estru tura produtiva e planeja a longo prazo período em que ela poderá realizar a ampliação de seu tamanho Portanto podemos observar que no longo prazo as empresas terão maior flexibilidade para tomar decisões referentes a sua produção Por esse motivo as curvas de custo de curto prazo são diferentes das de longo prazo Embora as curvas de custo médio de longo e de curto prazo tenham o mesmo formato em U elas diferem porque o formato da curva de curto prazo se deve à lei dos rendimentos decrescentes resultante da existência de insumos fixos enquanto o formato da curva de longo prazo se deve aos rendimentos de escala quando varia o tamanho da empresa HAFFNER 2013 A Figura 5 apresenta as curvas de custo médio de curto e de longo prazo O custo total médio de longo prazo CMel representa o custo por unidade quando UNIDADE 4 UNIDADE 4 164 a empresa tem um conjunto de insumos variáveis e opta por sempre escolher a combinação que lhe trará o menor custo possível No Figura 5 a curva cheia é a curva de custo médio de longo prazo CmeL também chamada de curva envoltória e mostra o menor custo unitário Cme para produzir a cada tamanho da planta da empresa que são as curvas sinalizadas pela cor verde que representam as curvas de custo médio de curto prazo O ponto A representa a combinação de custo mínimos ou escala ótima da empresa que seria o tamanho ideal do ponto de vista de seus custos para que a empresa possa operar de forma eficiente Até esse ponto existem rendimentos crescentes de escala a produção mais do que dobra quando as quantidades de todos os insumos são dobradas após o ponto A temos rendimentos decrescentes deseconomias de escala Então podese concluir que a escala ótima da empresa do ponto de vista de seus custos é o ponto onde o CMe de longo prazo é mínimo VASCONCELOS 2009 Custos R CMel Tamanho escala ótima Quantidade A Descrição da Imagem a Figura 5 referese a um gráfico em que o eixo horizontal apresenta a quantidade produzida e o eixo vertical apresenta o custo de produção Por meio da combinação entre a quantidade e os custos são geradas as curvas de custo médio de curto prazo curvas representadas pela cor verde no gráfico e a curva de custo médio de longo prazo a curva de cor preta envoltória das curvas de curto prazo O ponto A representa a combinação de custo mínimo ou escala ótima da empresa que seria o tamanho ideal do ponto de vista de seus custos para a empresa Figura 5 Curva de Custo médio de Longo Prazo Fonte Vasconcellos 2003 Escolha de insumos e minimização dos custos de produção Examinaremos agora um problema fundamental com a qual todas as empresas se defrontam como selecionar insumos para a obtenção de determinado nível de produção com custo mínimo Para tanto inicialmente iremos verificar o problema de como minimizar os custos de produção de determinado nível de produto e a partir daí como escolher o nível de produção mais lucrativos Nas suas decisões de produção a empresa deve levar em consideração a tecnologia disponível função produção e os preços dos fatores produtivos Com o objetivo final de maximizar o lucro a empresa vai tentar minimizar o custo de produção PINDYCK RUBINFELD 2013 O custo mínimo para que a empresa alcance o nível desejado de produto dependerá dos seguintes fatores do preço dos insumos utilizados no processo produtivo e da quantidade de produto que será gerado Isso pode ser representado algebricamente por meio da função custo A função custo descrita como Cw1w2y mede o custo mínimo de produzir y unidades de produto quando os preços dos fatores de produção são w1w2 VARIAN2016 Por meio dessa função podemos então verificar a composição do custo total Por questões de simplificação matemática descrevemos o custo total em termos de dois insumos Sendo assim o custo total de produção será dado por C w1x1 w2x2 Em que C custo total w1 e w2 são os preços dos insumos utilizados na produção de determinado bem ou serviço x1 e x2 são as quantidades dos insumos utilizadas na produção A partir do custo total podemos definir a reta isoquosto que consiste em todas as combinações possíveis das quantidades dos fatores de produção que podem ser adquiridas por um determinado custo total PINDYCK RUBINFELD 2013 A reta isoquosto nada mais é do que a representação da própria equação de custo total da empresa quando para qualquer desses fatores esse custo é mantido constante PINHO VASCONCELLOS 2003 UNIDADE 4 166 A inclinação da reta isocusto é dado por w w 1 2 e o intercepto vertical C w 2 Á medida que deixamos o custo C variar obtemos uma família de retas de isocusto VARIAN2016 A Figura 6 ilustra as retas isocustos de produção Por meio da figura po demos observar três retas isocustos C C 0 1 e C2 que são geradas por meio da combinação das quantidades de capital e trabalho utilizados para a fabricação de determinado produto Todo ponto em uma curva isocusto tem o mesmo custo e as retas isocusto mais elevadas estão associadas a custo mais altos C2W2 C1W2 C0W2 W1 W2 C2 C1 C0 C0W1 C1W1 C2W1 Trabalho Capital Descrição da Imagem a Figura 6 referese a um gráfico no qual o eixo horizontal está nomeado como Trabalho e é representado da esquerda para a direita pelas razões entre C0 e W1 C1 e W1 e C2 e W1 O eixo vertical corresponde ao Capital que é representado de baixo para cima pelas razões entre C0 e W2 C1 e W2 e C2 e W2 Na área do gráfico há três retas diagonais negativamente inclinadas que cor respondem a retas isocustos A reta C0 intercepta o eixo vertical no ponto equivalente à razão entre C0 e W2 e intercepta o eixo horizontal no ponto da razão entre C0 e W1 A reta C1 intercepta o eixo vertical no ponto equivalente à razão entre C1 e W2 e intercepta o eixo horizontal no ponto da razão entre C1 e W1 Já a reta C2 intercepta o eixo vertical no ponto equivalente à razão entre C2 e W2 e intercepta o eixo horizontal no ponto da razão entre C2 e W1 No gráfico há ainda a equação da inclinação das curvas menos W1 dividido por W2 que está direcionada a cada reta de isocusto por meio de setas Figura 6 Retas Isocustos Fonte a Autora Assim o problema de minimização de custos consiste em encontrar o ponto da isoquanta que esteja associado à reta isoquosto mais baixa possível ou seja dado a isoquanta correspondente ao nível de produção pretendido a empresa procura a combinação de fatores produtivos associada a um custo total mínimo reta isoquosto Dado que a empresa tenha o interesse em obter um determinado nível de produção de que forma pode fazer a um custo mínimo O ponto de minimização de custos será caracterizado pela condição de tangência em que a inclinação da isoquanta será igual à inclinação da curva isoquosto Nesse caso a taxa marginal de substituição técnica TMST tem que ser igual à razão entre os preços dos fatores TMSTx1x2 w1w2 No caso do problema de minimização de custos a isoquanta é a restrição tecnológica e o produtor movese ao longo dessa curva para encontrar a posição ótima As escolhas de insumos que geram custos mínimos para a empresa dependem em geral dos preços dos insumos e dos níveis de produção que a empresa deseja ter de modo que escrevemos essas escolhas como x1w1w2y e x2w1w2y Essas expressões são chamadas de funções demanda de fatores condicionadas Elas medem a relação entre os preços a produção e a escolha ótima de fatores da empresa condicionando que a empresa tenha um dado nível de produção y VARIAN2016 O problema de minimização de custos pode ser observado por meio da Figura 7 Suponhamos que uma determinada empresa fosse desperdiçar C0 com insumos Infelizmente a esse valor nenhuma combinação de insumos permitiria que a empresa atingisse o nível de produção q1 Entretanto o nível de produção q1 pode ser atingido com um valor C1 A reta isoquosto C1 é tangente à isoquanta q1 no ponto A Nesse ponto o produto q1 pode ser produzido ao custo mínimo com L1 unidades de insumo trabalho e K1 unidades de insumo capital Esse é o ponto que minimiza os custos de produção da empresa pois a inclinação da isoquanta e da isoquosto são exatamente iguais Observe que outras combinações de insumos como L2K2 e L3K3 fornecem a mesma produção a custo maior UNIDADE 4 168 Tratamento algébrico do problema de minimização de custos Podemos representar o problema de minimização de custo por meio do trata mento algébrico Suponha o caso de uma empresa com dois fatores de produção capital e trabalho que possuem os preços w preço do trabalho e r preço do Capital por ano Trabalho por ano C0 C1 C2 são três linhas de isocusto K2 K1 C1 Q1 C2 C0 K3 L3 L1 L2 A Q1 é isoquanta C0 mostra todas as combinações de K e L que custam C0 A quantidade Q1 pode ser produzida com as combinações K2L2 OU K3L3 Mas implicam custo maior que o de K1L1 Descrição da Imagem a Figura 7 apresenta um gráfico no qual no eixo horizontal são descritas as quan tidades de trabalho por ano representadas da esquerda para a direita por L2 L1 e L3 O eixo vertical apresenta as quantidades de capital por ano que correspondem à debaixo para cima K3 K1 e K2 Na área do gráfico há três retas diagonais decrescentes que correspondem à curva isocustos nomeadas como C0 C1 e C2 e uma curva em formato de U que se refere a curva isoquanta nomeada como Q1 A reta C0 parte de um ponto de interceptação entre meio K1 e K2 no eixo vertical e termina em um ponto que intercepta o eixo horizontal entre meio L1 e L3 A reta C1 parte do ponto K2 no eixo vertical e vai até o ponto L3 no eixo horizontal A curva C2 parte de um ponto de interceptação com o eixo vertical acima de K2 e acaba em um ponto após L3 no eixo horizontal A curva de isoquanta Q1 possui comportamento decrescente ela inicia na parte superior esquerda do gráfico e cruza a curva C2 no ponto que liga K2 eixo vertical à L2 eixo horizontal tangencia a curva C1 no ponto em que liga K1 eixo vertical à L1 eixo horizontal ponto este que é chamado de A e novamente passa por C2 no ponto que liga K3 eixo vertical à L3 eixo horizontal Fora da área do gráfico há três retângulos O primeiro localizado na lateral esquerda da figura contém o seguinte texto em seu interior C0 C1 C2 são três linhas de isocusto O segundo localizado na parte superior central da figura contém o seguinte texto em seu interior Q1 é uma isoquanta C0 mostra todas as combinações de K e L que custam C0 E o terceiro retângulo localizado na lateral direita contém a seguinte inscrição A quantidade Q1 pode ser produzida com as combinações K2L2 ou K3L3 Mas implicam custo maior que o de K1L1 Figura 7 Minimização de custo de uma empresa Fonte Pindyck e Rubinfeld 2013 169 capital Mediante a essas informações queremos encontrar a forma mais barata de alcançar um determinado nível de produção Sendo assim podemos escrever o problema de minimização de custos da seguinte forma Minimizar C wL rK Sujeito à restrição de que um nível fixo de produção Q0 deverá ser produzido F K L Q 0 Em que C representa o custo da produção de um nível fixo Q0 unidades de produto Por meio dessas duas equações resolvemos o problema de otimização restrita por meio do método dos multiplicadores de Lagrange Escrevemos o lagrangeano que consiste na soma dos custos de produção a ser minimizado e ao multiplicador de Lagrange λ multiplicado pela restrição de produto enfrentada pela empresa 0 wL rK F K L Q L λ Efetuamos os diferenciais em relação a K L e λ Depois igualamos a zero as derivadas resultantes para obtermos as condições necessárias para que seja atin gido um mínimo 0 0 F K L r K K F K L w L L L λ L λ 0 0 F K L Q L λ Essas equações podem ser resolvidas para obterem os melhores valores de K L e λ Ao combinarmos as duas primeiras equações obtemos UNIDADE 4 r w FK L K FK L L Observe que essa é a condição de tangência no qual podemos verificar que a taxa marginal de substituição técnica TMST tem que ser igual a razão entre os preços dos fatores Aplicações Para realizar a análise referente aos custos de produção de uma empresa é preciso conhecer a função de produção que determina as quantidades bem como os preços dos insumos que são necessários para a fabricação de determinado bem ou serviço Desse modo considera a situação da empresa que fabrica álcool em gel Para a produção desse produto a empresa possui a seguinte função de produção conforme Viecconti e Neves 2007 Y 3L²K² 001K³ Em que Y é a quantidade produzida de álcool em gel L representa o insumo trabalho K representa o insumo capital Dado que o capital da empresa é fixo e igual a 1 no curto prazo a função de produção desse produto será Y 3L² 001L³ Logo se forem empregados 10 trabalhadores o volume correspondente da produção será Y 3L² 001L³ Y 3 x 10² 001 x 10³ Y 300 10 Y 290 litros Se o preço do fator capital Pₖ for de R100000 e do fator trabalho Pₗ for R40000 o custo total de produção CT de 290 litros de álcool em gel será CT Pₖ x K x Pₗ x L CT290 1000 x 1 400 x 10 5000 Se foram empregados 11 trabalhadores o volume e o custo total da produção passam a ser Y 3L² 001L³ Y 3 x 11² 001 x 11³ Y 363 1331 Y 350 litros CT Pₖ x K x Pₗ x L CT350 1000 x 1 400 x 11 5400 No curto prazo o custo total de produção será composto pelo custo do capital que não irá variar com o volume de produção dado que é o insumo fixo e pelo custo do trabalho que irá variar com o volume de produção dado que é o insumo variável No exemplo da fabricação de álcool em gel o custo fixo que representa o capital é R1000 e o custo variável que representa o trabalho é R4000 quando a produção for 290 litros de álcool em gel Quando a produção aumenta para aproximadamente 350 litros o custo fixo permanece R 1000 e o custo variável se eleva para R4400 UNIDADE 4 172 Caro a aluno a chegamos ao final desta unidade e espero que você tenha compreendido os conceitos referentes à teoria da produção e dos custos Nesta unidade observamos inicialmente os aspectos ligados à teoria da produção na qual identificamos que a firma é uma unidade de negócios responsável pela trans formação de insumos em produtos que atendam à necessidade da sociedade e os fatores de produção podem ser fixos e variáveis Compreendemos que no curto prazo sempre teremos um fator fixo e a longo prazo todos os fatores de produção são variáveis Após a análise da produção verificamos o comportamento dos custos Essa é uma análise muito importante pois possibilita que a empresa trace estratégias de comercialização eficientes Sendo assim podemos concluir que o conteúdo abordado nessa unidade é de significativa importância e servirá como base de análise sobre comportamento da produção e dos custos de uma empresa sem texto 173 1 Em que consiste a lei dos rendimentos marginais decrescentes 2 Considere as seguintes informações referentes às combinações dos fatores de pro dução capital e trabalho que podem ser utilizados por uma determinada empresa que fabrica refrigerantes para que esta possa obter uma produção de 1000 litros do produto diariamente Capital Trabalho Quantidade produzida de refrigerantes em litros por dia 6 50 1000 4 80 1000 2 150 1000 Com base nessas informações avalie as afirmações a seguir I Por meio dos dados apresentados referentes às combinações de capital e traba lho utilizados no processo de fabricação de refrigerante observase que se trata de uma análise de curto prazo referente a produção desta empresa II Dado que esta é uma análise de curto prazo a quantidade produzida de refri gerante não se altera ao variar a quantidade de trabalho e capital utilizados na produção III Dado que tanto o capital quanto o trabalho são variáveis esta se refere a uma análise de longo prazo As afirmações I II e III são respectivamente f V V V g V F F h V V F i F V F j F F V 174 3 A curva isoquanta pode ser definida como sendo uma linha na qual todos os pontos representam infinitas combinações de fatores que indicam a mesma quantidade produzida PINDYCK RUBINFELD 2013 Com base nessa afirmação assinale a alternativa correta sobre uma das principais propriedades das Isoquantas a As curvas Isoquantas possuem inclinação positiva b As Isoquantas têm concavidade voltada para baixo c A taxa que mede a inclinação da isoquanta é a Taxa marginal de Substituição TMS d As Isoquantas representam a oferta de dois bens que são complementares e As Isoquantas nunca podem se cruzar 4 Sobre o custo de produção no curto prazo assinale a alternativa sobre a seguinte situação um aumento da produção no curto prazo sempre diminuirá a O custo variável médio b O custo total médio c O custo fixo médio d O custo marginal e O número de trabalhadores empregados 175 5 A tabela a seguir apresenta os custos de curto prazo de uma empresa hipotética Quanti dade Custo Fixo Custo Variável Custo Total Custo To tal Médio Custo Variável Médio 0 35 35 1 35 24 59 2 35 40 75 3 35 60 95 4 35 85 120 5 35 115 150 Com base nessas informações responda as seguintes questões a Calcule o custo variável médio para essa empresa b Calcule o custo total médio para essa empresa c Analise o comportamento do custo total médio e custo variável médio para essa empresa 5 Maximização de Lucro Dr Marcos Aurélio Brambilla Nesta última unidade você terá a oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre como a empresa maximiza o lucro dada as re ceitas e custos de produção Além disso será estudado como as em presas definem seu nível de produção tanto no curto prazo quanto no longo prazo para alcançar a maximização de lucro Por fim você poderá verificar como a empresa gera excedente na produção além de aplicações práticas de como pode ser verificado a maximização de lucro na prática UNIDADE 5 178 Olá caro a aluno a é de conhecimento geral que gerir uma organização não é uma tarefa simples requer conhecimentos em vários aspectos pois constante mente o gestor de uma empresa toma decisões Uma das decisões mais importan tes no negócio está relacionada à produção afinal muitas vezes você deve con tratar funcionários adquirir máquinas e equipamentos comprar a matériaprima etc Desta forma como saber a quantidade ideal para a produção da empresa Você sabe que produzir muito pouco não compensará devido aos custos assim como produzir muito pode reduzir o lucro consideravelmente Considere que você foi contratado por uma grande empresa automobilística para administrar uma filial em uma metrópole uma das primeiras decisões que você deve tomar está relacionada à quantidade de carros que deve ser produzido mensalmente sendo que uma vez no ano você deve reavaliar essa decisão O que você consideraria para tomar essa decisão Nesse caso você deve considerar como funciona a produção para verificar a função de produção da empresa e seus custos e assim determinar qual a quantidade que resultaria no máximo de lucro para a empresa não apenas no curto prazo que seria de um ano mas no longo prazo pois a produção não fica constante sempre ocorrem novos investimentos necessitando de novas análises para verificar qual a melhor escolha para a produção não apenas para maximizar lucro mas também para permanecer no mercado Desta forma caro a aluno a o estudo da maximização do lucro tem ligação direta com os meios de produção da empresa sendo necessário a melhor avaliação para as decisões de produção Foi citado uma empresa automobilística mas como sabemos na economia existe uma infinidade de setores para os quais podem ser analisados a produção e assim é possível entender como o empresário escolhe a quantidade de insumos para a sua produção levando em consideração o seu custo Nesse sentido a teoria da firma como um todo contribui para o entendimento da melhor alocação de insumos para a produção e assim pode auxiliar os empre sários a atingir a sua maximização de lucro tanto pela alocação de insumos no curto prazo quanto pela alocação de insumos no longo prazo Para isso devem ser considerados a função de produção da empresa e os custos de produção Considere uma peixaria que vende especificamente tilápia em que as infor mações para diferentes níveis de produção em especial o lucro estão presentes na Tabela 1 Está sendo considerado que o preço do quilo da tilápia é de R 1000 para esse preço temos quanto é a receita total do empresário Além disso temos o custo total que varia com o nível de produção pois parte do custo leva em Quantidade de frango q em unidades Receita total RT em reais Custo total CT em reais Lucro π em reais 0 000 4000 40 5 5000 4625 375 10 10000 6500 35 15 15000 9625 5375 20 20000 14000 60 25 25000 19625 5375 30 30000 26500 35 Tabela 1 Lucro de uma peixaria com o preço do peixe sendo de R 1000 Fonte o Autor UNIDADE 5 180 Qual seria a alocação eficiente de insumos para obter a maximização de lucro em uma empresa Vimos na unidade anterior a representação da produção e dos custos da produ ção mas precisamos definir as medidas para atingir o máximo de ganho ou seja a maximização do lucro Nesta unidade o foco de apresentação da maximização de lucro foi para mercados perfeitamente competitivos Nesses mercados as em presas produzem o mesmo produto e devido à sua pequena representação no mercado suas decisões não afetam o preço de mercado Além disso qualquer em presa pode entrar no mercado caso veja alguma possibilidade de lucro ou ainda qualquer empresa que já esteja no mercado pode sair caso esteja tendo prejuízos Para a melhor compreensão do tema de maximização de lucro esta unidade foi estruturada em quatro tópicos o primeiro avalia a receita marginal o custo marginal e as condições gerais para maximizar o lucro da empresa o segundo apresenta a escolha do nível de produção e a curva de oferta no curto prazo com um insumo variável o terceiro tópico apresenta a escolha do nível de produção e a curva de oferta no longo prazo com dois insumos variáveis por fim o quarto tópico apresenta aplicações das situações apresentadas nos tópicos anteriores O primeiro passo para estabelecer a condição de maximização de lucro é definir o que representa o lucro Conforme Baidya et al 2014 o lucro π é dado pela diferença entre a receita total RT e custo total CT Sendo que a receita total é dada pelo que o produtor recebe pelas vendas ou seja preço do bem P vezes a quantidade q portanto Pq Enquanto o custo total é dado pela soma do custo fixo CF e do custo variável CV Sendo assim o lucro pode ser representado por π RT CT ou π Pq CF CV Agora que sabemos o que é lucro também é possível verificar outras definições Segundo Wall 2015 pode ser verificado que o lucro médio π Me pode ser dado pela receita total média R Me menos o custo total médio C Me e ainda o lucro marginal π Mg é dado pela receita marginal R Mg menos o custo marginal C Mg formalmente podemos representar essas definições como π Me R Me C Me π Mg R Mg C Mg Se temos que o π Mg é zero podemos rearranjar a equação 4 e encontrar que a condição para a maximização de lucro é dada por R Mg C Mg essa condição é válida para qualquer tipo de empresa A maximização de lucro também pode ser verificada graficamente por meio da Figura 1 Custo Receita e Lucro reais por ano Considera uma empresa com uma receita total dada por Pq e um custo total de B Dq³ Diante disso é preciso verificar o quanto a empresa deve produzir para maximizar o lucro Deve ser observado que a primeira parte do custo é o custo fixo sendo representado por uma constante B e a segunda parte que acompanha a produção q é o custo variável que apresenta outra constante D Dado que foi fornecido a receita total e o custo total deve ser verificada a receita marginal e o custo marginal por meio da derivada da receita total e do custo total respectivamente RT Pq RMm RTq P CT B Dq³ CMg CTq 3Dq² Agora que achamos a receita marginal e o custo marginal podemos achar a quantidade que maximiza o lucro RMg CMg P 3Dq² q² P3D q² P3D q P3D Portanto sabemos que a empresa deve produzir P3D unidades para maximizar seu lucro Esse foi um caso genérico em que não encontramos um número pois não sabemos o preço P e não sabemos o valor da constante do custo variável D Porém ao final da unidade foi apresentado aplicações práticas com valores numéricos Escolha do nível de produção e curva de oferta da empresa no curto prazo Até agora foi apresentado um caso simples para aferir a maximização de lucro da empresa considerando apenas a variação da quantidade No entanto Varian 2021 mostra uma forma mais abrangente da maximização do lucro Segundo o autor pode ser apresentado o lucro da empresa com mais de um produto e com vários insumos conforme a equação a seguir π PiYi WiXi Para esta unidade foi considerado um produto e dois insumos básicos capital K e trabalho T A primeira parte da equação é dada pela multiplicação do preço e da função de produção da empresa a qual determina a quantidade produzida Como será considerado K e T de uma forma geral a função pode ser apresentada como fK T e a receita total sendo Px fK T Para o custo temos que Wi representa o custo de cada insumo e Xi representa a quantidade de cada insumo portanto de forma genérica essa restrição pode ser representada como CT WkK WTT De acordo com Pindyck e Rubinfeld 2013 no curto prazo pelo menos um insumo é fixo sendo assim a escolha do nível de produção será determinada considerando o capital K como fixo A maximização de lucro é definida com a variação do trabalho T Como o capital será fixo o mesmo será apresentado como K A produção representada por q pode ser verificada por meio da função de produção fK T assim o problema de maximização pode ser representado por max fK T WkK WTT Para determinar a condição de maximização basta derivar a equação 6 em relação ao insumo variável T e igualar a zero P δfK TδT WT 0 P δfK TδT WT PqT WT Verificamos que a condição para a maximização de lucro no curto prazo é de que o valor da receita marginal do trabalho deve ser igual ao custo do trabalho Enquanto a quantidade produzida que maximiza o lucro q pode ser determinada pela função lucro π Pq WkK WTT q πP WkKP WTTP Podemos observar a condição de maximização de lucro para uma empresa competitiva no curto prazo por meio na Figura 2 Figura 2 Condição de maximização do lucro da empresa competitiva Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 280 187 É possível verificar na Figura 2 que a maximização de lucro é dada no ponto A com a produção de 8 unidades no qual a receita marginal é igual ao custo marginal Sendo que como demostrado anteriormente no curto prazo como o capital é fixo o custo marginal é dado pelo custo do trabalho T W A área som breada mostra possibilidades de lucro perdido A empresa competitiva pode ter um lucro perdido caso decida produzir menos 7 unidades ou produzir mais 9 unidades Em qualquer ponto à esquerda do ponto de maximização de lucro o custo marginal é menor que a receita marginal ou seja a venda de uma unidade a mais do produto tem um ganho maior que o custo portanto ainda compensa aumentar a produção até chegar na quantidade em que a venda de uma unidade a mais não compensar mais pois o ganho será igual ao custo nesse ponto temos a maximização de lucro Mas devemos observar também que pontos à direita do ponto de maximiza ção de lucro o custo marginal é maior que a receita marginal ou seja a venda de uma unidade a mais do produto tem um custo maior que o ganho Dessa forma com a produção nesse nível ela deve ser reduzida até o ponto em que ocorra maximização de lucro ou seja no ponto que o ganho será igual ao custo O ponto C está localizado no eixo Y um pouco acima do valor de trinta e o ponto D está localizado no eixo Y junto com o número quarenta A área entre os pontos A B C e D estão demarcadas por um retângulo e corresponde à maximização do lucro da empresa Partindo da reta de receita marginal há dois triângulos retângulo o primeiro está direcionado para baixo tendo sua base entre os números sete e oito do eixo X e sua altura equivalente à distância entre os pontos quarenta e aproximadamente vinte no eixo Y este triângulo equivale ao Lucro perdido quando Q um é menor que Q O segundo triângulo está direcio nado para cima e tem como base a distância entre os números oito e nove no eixo X sua altura equivale entre a distância entre os números quarenta e aproximadamente sessenta no eixo Y correspondendo ao Lucro perdido quando Q dois é maior que Q Mas caro a aluno a isso quer dizer que uma empresa não terá problemas adotando a estratégia de trabalhar na condição de maximização de lucro Não é possível afirmar isso pois vai depender da condição da empresa existem casos que uma empresa promissora pode apresentar prejuízos no curto prazo PENSANDO JUNTOS UNICESUMAR UNIDADE 5 188 A Figura 3 apresenta uma empresa competitiva que opera com prejuízos no curto prazo Nesse caso a condição de maximização de lucro apresenta prejuízo para a empresa No entanto deve ser alcançado pela empresa a quantidade produção Q pois produções menores ou maiores causam prejuízos ainda maiores Preço reais por unidade C D F B A E CMg CMe P RMg CVMe Q Produção Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico que mostra uma empresa competitiva operando com prejuízos no curto prazo O eixo X representa a produção de determinado bem e o eixo Y repre senta o preço em reais por unidade No gráfico temos curva de receita marginal que é igual ao preço sendo em formato de uma reta horizontal a curva de custo marginal que inicialmente é decrescente e posteriormente se torna crescente e as curva de custo médio e custo variável médio que também são inicialmente decrescentes e depois se tornam crescentes A curva de custo médio está acima da curva de receita marginal e a curva de custo variável médio está abaixo da curva de receita marginal O ponto D representa o preço quando o preço do bem é igual à receita marginal o ponto A representa o cruzamento das curvas de receita marginal e custo marginal com a quantidade Q o ponto B está situado sobre a curva de custo médio com a quantidade Q o ponto C representa o preço do ponto B o ponto E está situado sobre a curva de custo variável médio com a quantidade Q o ponto F representa o preço do ponto E A condição de maximização de lucro apresenta prejuízo para empresa que pode ser medido pelo retângulo A B C e D Figura 3 Condição de otimização da empresa competitiva que opera com prejuízos no curto prazo Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 281 189 De acordo com Pindyck e Rubinfeld 2013 uma empresa que opera com pre juízos pode continuar no mercado pois espera que no futuro possa ter lucros Contudo não são todos os casos que apresentam essa condição Mesmo com uma perspectiva de sucesso deve ser considerado diferentes condições da empresa a fim de identificar suas possibilidades Se P C M e a empresa aufere lucros Se CV P C e e M M a empresa pode operar com prejuízos Se P CV C e e M M a empresa deve encerrar suas atividades Conforme apresentado na Figura 3 a empresa pode operar com prejuízos pois o preço é menor que o custo médio porém é maior que o custo variável médio Quanto a empresa apresentar o preço menor que o custo variável médio ela deve encerrar suas atividades Mesmo a empresa que opera com prejuízos e apresenta o preço maior que o custo variável médio deve apresentar condições de melho rar sua produção e obter lucro no futuro caso ela não tenha esperança de uma melhora também deve encerrar suas atividades O fator preponderante para determinar se a empresa tem a possibilidade de continuar no mercado é o custo fixo visto que é um custo que não varia com o volume da produção pois ele pode ser reduzido com um aumento da produção dessa forma o custo médio que considera o custo fixo pode ser reduzido com o aumento da produção Enquanto o custo variável médio varia no mesmo sentido da produção quanto maior a produção maior o custo variável médio Assim uma empresa que apresenta o preço menor que o custo variável médio mesmo com uma perspectiva favorável a empresa continuará tendo prejuízos A partir disso é possível definir a curva de oferta da empresa no curto prazo Como a empresa deve encerrar as atividades caso o preço for menor que o custo variável médio no curto prazo a curva de oferta que associa o preço ao nível de produção é dada pela curva de custo marginal e inicia no ponto que o preço for igual ao custo variável médio assim formando a curva de oferta das empresas e de mercado como mostra a Figura 4 UNICESUMAR UNIDADE 5 190 A Figura 4 apresenta a curva de oferta de mercado no curto prazo a qual pode ser obtida pela soma das quantidades ofertadas de cada empresa para cada nível de preços Assim a curva de oferta de mercado no curto prazo é formada a partir do conjunto das curvas de oferta das empresas no curto prazo Escolha do nível de produção e curva de oferta da empresa no longo prazo Nenhuma empresa deve focar a análise apenas no curto prazo pois como foi visto algumas empresas podem até operar com prejuízos buscando lucros no longo prazo Segundo Pindyck e Rubinfeld 2013 no longo prazo todos os insumos são variáveis sendo assim é possível apresentar a melhor alocação dos insumos Reais por unidade S CMg1 CMg2 CMg3 P3 P2 P1 Quantidade 2 4 5 7 8 10 15 21 Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico que mostra a curva de oferta de um setor no curto prazo O eixo X representa a quantidade de produção de determinado bem e o eixo Y representa o pre ço em reais por unidade No gráfico temos curva de custo marginal de três empresas C M g 1 C M g 2 e C M g 3 todas em formato ascendente além da curva de oferta do mercado que também é ascendente e representa a soma das quantidades de produção das empresas do setor Foi apresentado a quantidade produzida para três níveis de preços P1 P2 e P3 Ao nível de preços P1 apenas a empresa 3 produz portanto a produção nesse preço do mercado é o mesmo da empresa 3 de 6 unidades Para o nível de preço P2 a empresa 1 produz 2 unidades a empresa 2 produz 5 unidades e a empresa três produz 8 unidades dessa forma o mercado produz 15 unidades E para o nível de preços P3 a empresa 1 apresenta a produção de 4 unidades a empresa 2 apresenta a produção de 7 unidades e a empresa 3 produz 10 unidades sendo assim a produção do mercado é dada por 21 unidades Figura 4 Curva de oferta de um setor no curto prazo Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 287 para a produção no nosso caso a escolha é da quantidade de insumos de capital K e trabalho T Conforme Varian 2021 o problema de maximização do lucro no longo prazo pode ser apresentado como máx Pf KT WkK WT T 1º passo derivar em relação a K T e λ fracdelta Tdelta K fracPP delta fKT WK WT UNIDADE 5 194 Dessa forma é possível observar que as equações 108 e 109 apresentam a com binação de insumos de capital e trabalho que proporcionam para a empresa o lucro máximo E substituindo os valores encontrados de K e T na função de produção podemos verificar a quantidade produzida do bem a qual fornece ao empresário o máximo de lucro no longo prazo E ainda a partir da quantidade ótima de produção do bem é possível substituir na função lucro e achar o lucro do empresário na condição de maximização de lucro A escolha do nível de produção da empresa também pode ser observada gra ficamente por meio da Figura 5 que apresenta a maximização do lucro de uma empresa competitiva no longo prazo NOVAS DESCOBERTAS Para uma melhor apresentação do método de maximização de lucro na prá tica você pode conferir um artigo publicado na Revista de Gestão Tecno logia em 2015 intitulado de Pesquisa Operacional na Tomada de Decisão Modelo de Otimização de Produção e Maximização de Lucro O estudo apresenta um modelo de otimização com o intuito de fornecer parâmetros para a tomada de decisão no que concerne à produção de uma empresa de uniformes EP fracPM PP imes Q2 195 Pode ser observado na Figura 5 que as condições da empresa no curto prazo apresentam as curvas de custo marginal e custo médio à esquerda das curvas de custo marginal e médio no longo prazo ou seja a empresa pode ampliar a pro dução no longo prazo para atender à demanda aos custos menores pois todos os fatores de produção são alterados Preço reais por unidade 40 C G 30 D B A CMgCP CMgLP CMeLP CMeCP E F P RMg Q1 Q2 Q3 Produção Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico que mostra o lucro de uma empresa competitiva no longo prazo O eixo X representa a produção de determinado bem e o eixo Y representa o preço em reais por unidade No gráfico temos duas curvas de receita marginal que é igual ao preço sendo em formatos de retas horizontais as curvas de custo marginal de curto prazo e custo marginal de longo prazo que inicialmente é decrescente e posteriormente se torna crescente além das curvas de custo médio de curto prazo e longo prazo que também são inicialmente decrescentes e depois se tornam crescentes No ponto A ocorre a maximização de lucro da empresa no curto prazo com a quantidade 1 Q e um preço de R 4000 O ponto B está sobre a curva de custo médio e representa a quantidade que maximiza o lucro mas com um preço menor nesse preço no eixo vertical é possível encontrar o ponto C ainda no eixo vertical o preço de R 4000 é dado pelo ponto D Dessa forma o lucro da empresa na condição de maximização no curto prazo pode ser verificado pelo retângulo A B C e D No longo prazo a curva de custo marginal cruza com a curva de receita marginal no ponto E associado a quantidade 3 Q e nessa quantidade o ponto F está sobre a curva de custo médio de longo prazo Mas a escolha do nível de produção no longo prazo é dado pelo ponto associado a quantidade 2 Q que representa o valor mínimo de custo médio de longo prazo e cruza com a curva de custo marginal de longo prazo e com a nova curva de receita marginal Figura 5 Escolha do nível de produção no longo prazo Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 292 UNICESUMAR UNIDADE 5 196 Entre os níveis de produção 1 Q e 3 Q temos 2 Q a qual representa o ponto mínimo da curva de custo médio de longo prazo Para os níveis de produção que são inferiores à 2 Q o custo médio é decrescente assim a empresa apresenta economias de escala a partir desse nível de produção o custo médio é crescente portanto a empresa apresenta deseconomias de escala Porém o objetivo principal da empresa é obter mais lucro ou seja maximizar seus lucros Nesse sentido devemos considerar a formação de lucro o lucro da empresa no curto prazo é representado pelo retângulo A B C e D passando para um lucro que é formado pelo retângulo D E F e G no longo prazo Dessa forma o lucro pode ser encontrado pela multiplicação da quantidade produzida pela diferença entre o preço do bem e o custo médio vale destacar que para os casos em que o custo médio é maior que o preço do bem a empresa apresenta prejuízo como foi verificado na Figura 3 Segundo Pindyck e Rubinfeld 2013 a condição de maximização de lucro da empresa no longo prazo é no cruzamento das curvas de custo marginal receita marginal e custo médio ou seja quando o custo marginal é igual ao preço no longo prazo Portanto o lucro é maximizado com uma produção de 2 Q unida des Dessa forma o preço determina a variação do lucro um aumento do preço eleva o lucro assim como uma redução do preço reduz o lucro até o nível de produção 2 Q o qual representa o custo médio mínimo com a produção nesse ponto a empresa aufere lucro econômico igual a zero Como estamos considerando mercados competitivos as empresas podem entrar e sair quando quiserem do mercado Como vimos anteriormente as empresas que operam com prejuízos no curto prazo esperam ter retornos melhores no longo prazo portanto as empresas que apresentam prejuízos no longo prazo tendem a sair do mercado Por outro lado quando o mercado apresenta condições para a Mas o que seria um lucro econômico igual a zero O lucro contábil considera apenas as receitas e os custos relacionados à produção já o lucro econômico leva em consideração também o custo de oportunidade que se refere a um ganho que o empresário teria caso investisse seu capital em outro investimento assim com um lucro econômico igual a zero o empresário tem um retorno normal competitivo PENSANDO JUNTOS 197 empresa ter um lucro econômico positivo como apresenta o ponto E da Figura 5 outras empresas tendem a entrar nesse mercado com isso esse lucro econômico é reduzido até o ponto do lucro econômico ser igual a zero ou seja quando houver a igualdade entre o preço custo marginal e custo médio A Figura 6 apresenta como tende a ficar a oferta do setor mercado no longo prazo com o custo de produção constante É possível verificar na Figura 6 que a empresa apresenta um lucro econômico igual a zero com a igualdade entre o preço o custo marginal e o custo médio mínimo Sabendo que os custos de produção são constantes a partir da oferta de todas as empresas é possível verificar a oferta do setor Na condição inicial a oferta da em Reais por unidade Reais por unidade Empresa CMg CMe P2 P1 P2 P1 Produção Produção q1 q2 Q1 Q2 S1 C A B S2 Setor SLP D1 D2 Descrição da Imagem a figura apresenta dois gráficos que mostram a oferta da empresa e do setor no longo prazo respectivamente No gráfico da empresa o eixo X representa a produção de determinado bem e o eixo Y representa o preço em reais por unidade Nesse gráfico temos a curva de custo médio que inicialmente é decrescente e depois fica crescente a curva de custo marginal em formato cres cente e a reta do preço O ponto do gráfico mostra o ponto mínimo do custo médio no qual apresenta o cruzamento da reta do preço com a curva de custo marginal com o preço 1 P e quantidade 1q E ainda a mudança no preço para 2 P e na quantidade para 2q No gráfico do setor o eixo X representa a produção de determinado bem e o eixo Y representa o preço em reais por unidade Nesse gráfico foram apresentadas as curvas de oferta e de demanda no curto prazo e longo prazo além da reta do preço no longo prazo O ponto A apresenta o equilíbrio entre as curvas de oferta e demanda no curto prazo dado pelo preço 1 P e pela quantidade 1 Q O ponto B apresenta um deslocamento da demanda para a direita até o preço 2 P O ponto C apresenta o equilíbrio entre oferta e demanda no longo prazo com o deslocamento da curva de oferta para direita dessa forma o preço volta para 1 P mas com um aumento da quantidade para 2 Q Figura 6 Oferta no longo prazo de um setor com custo constante Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 299 UNICESUMAR UNIDADE 5 198 presa apresenta o preço 1 P e a quantidade 1q e a oferta do setor é representada pelo ponto A com o preço 1 P e a quantidade ofertada do setor 1 Q Suponhamos que houve um aumento da demanda por exemplo devido a um aumento da renda dos consumidores e a curva de demanda desloca para a direita No curto prazo a empresa deve aumentar a produção para 2q e também elevar o preço para 2 P quando cruza com a curva de custo marginal Como vimos anteriormente com o lucro econômico positivo outras empresas devem entrar no setor assim a quantidade ofertada é elevada até 2 Q quando o nível de preço volta para 1 P Nesse sentido conforme Pindyck e Rubinfeld 2013 a curva de oferta de lon go prazo de um setor com custo constante é formada por uma linha horizontal pois o preço sempre tende a igualar o custo médio mínimo no longo prazo Mes mo que elevações na demanda resulte no aumento de preços o lucro econômico positivo deve atrair outras empresas para o setor resultando na redução do preço até igualar novamente o custo médio mínimo Excedente do produtor Vimos na Unidade 1 que quanto maior o preço do bem maior deve ser a pro dução pois o produtor está interessado no lucro portanto a curva de oferta tem uma inclinação positiva Nesta unidade vimos o comportamento das empresas em um mercado competitivo assim caso tenha alterações no preço a tendência é sempre voltar para o patamar do custo médio mínimo Contudo existem outros mercados que apresentam maior flexibilidade no preço Nesse sentido o excedente do produtor pode ser maior para outros mercados Vamos avaliar esse aspecto de uma forma geral deixando de lado o foco apenas no mercado competitivo pois o excedente do produtor pode ser observado em qual quer mercado Segundo Pindyck e Rubinfeld 2013 p 290 excedente do produtor de uma empresa é a soma para todas as unidades de produto da diferença entre o preço de mercado de uma mercadoria e o custo marginal de sua produção A área formada pelo excedente do produtor em benefício dos produtores é similar à área do excedente do consumidor neste caso sendo de benefícios dos consumidores que foi visto na Unidade 3 Enquanto a área do excedente do con sumidor é observada abaixo da curva de demanda de um consumidor e acima do 199 preço de mercado a área do excedente do produtor pode ser observada aci ma curva de oferta de um produtor e abaixo do preço de mercado Segundo Mankiw 2020 preço mínimo para que cada vendedor acei te vender seus bens ou serviços é o custo Dessa forma a disposição para pagar do vendedor é dada a partir do custo sendo que no custo é considera do também o custo de oportunidade do vendedor Suponha que você caro a aluno a é proprietário a de uma casa e deseja pintála Você conhece quatro pessoas que oferecem serviços de pintura José Miguel Davi e Pedro Cada pintor está disposto a realizar o serviço conforme o seu custo A Figura 7 apresenta a escalada de oferta dos pintores mostrando a disposição de cada pintor para ofe recer os serviços de pintura além da respectiva curva de oferta Se o valor do serviço de pintura for exatamen te igual a disposição do pintor em vender o serviço seria indiferente em oferecer o serviço ou ficar sem o trabalho Caso o valor do serviço de pintura for inferior à disposição do pintor em vender o serviço ele não oferece o serviço por outro lado se o valor pago pelo serviço for superior à disposição do pintor em vender o serviço ele certamente deverá pegar o trabalho UNICESUMAR UNIDADE 5 200 Preço R1000000 ou mais R800000 a R999999 R400000 a R799999 R200000 a R 399999 Menos de R200000 José Miguel Davi Pedro José Miguel Davi José Miguel José Nenhum 4 3 2 1 0 Vendedor Quantidade ofertada Preço da pintura da casa em reais 10000 8000 4000 2000 Oferta Custo de Pedro Custo de Davi Custo de Miguel Custo de José 1 2 3 4 Quantidade de casas pintadas Descrição da Imagem a figura apresenta uma tabela e um gráfico que mostra a disposição de quatro vendedores em oferecer seus serviços de pintura além da curva de oferta O eixo X representa a quan tidade de casas pintadas e o eixo Y representa o preço da pintura da casa Tanto no gráfico quanto na tabela é possível verificar que o vendedor José está disposto a oferecer o serviço de pintura por pelo menos R 200000 o vendedor Miguel oferece seus serviços de pintura no mínimo por R 400000 o vendedor Davi está disposto a oferecer seus serviços de pintura por um valor mínimo de R 800000 e o vendedor Pedro oferece seus serviços de pintura por valores a partir de R 1000000 formando assim a curva de oferta Figura 7 Escala de demanda e curva de demanda Fonte adaptado de Mankiw 2020 p 112 201 Pode ser observado na Figura 7 que se o valor pago pelo serviço de pintura for inferior a R 200000 não haverá oferta para o trabalho pois nenhum dos pin tores estariam dispostos a oferecerem seus serviços apenas José poderia pegar o trabalho caso a remuneração pela pintura fosse de pelo menos 200000 Com um pagamento pelo serviço de R 400000 tanto José quanto Miguel estariam dispostos a vender seus serviços sendo assim a oferta de mercado seria de 2 casas pintadas É possível observar que com o valor pago por casa pintada sendo de R 400000 para Miguel não houve excedente do produtor pois é exatamente o valor mínimo que estaria disposto a vender seu serviço No entanto para José como estava disposto a vender seus serviços por um valor de pelo menos R 200000 obteve um excedente do produtor no valor de R 200000 que se refere à diferença entre o preço da venda de seus serviços e o valor pago pelo serviço Foi apresentado apenas o excedente do produtor individual mas o excedente do produtor que seria o de mercado é dado pela soma dos excedentes dos pro dutores individuais Considere que o valor oferecido pela pintura de cada casa é de R 800000 nesse caso não haverá excedente do produtor para Davi pois é exatamente o valor mínimo que estaria disposto a vender seu serviço porém para Miguel o excedente do produtor será de R 400000 e para José será de R 600000 Sendo assim nesse mercado o excedente do produtor será de R 400000 R 600000 R 1000000 De forma geral é possível verificar o excedente do produtor na Figura 8 a em que o ponto B representa o valor praticado no mercado P o ponto A é o valor mínimo que os produtores estão dispostos a vender o bem ou serviço e o ponto C representa a quantidade ofertada de mercado Q A Figura 8 b apresenta as consequências para o excedente do produtor em detrimento de um aumento do preço de mercado com a entrada de novos produtores UNICESUMAR UNIDADE 5 202 Como vimos o excedente do produtor se refere a todo valor ganho pelos produto res em detrimento da diferença entre o valor que estariam dispostos a cobrar em um mercado de determinado bem ou serviço e o preço praticado pelo mercado o Preço Preço P A B C Q Q Q Quantidade Quantidade Oferta Oferta Excedente do produtor Excedente do produtor adicional dos produtos iniciais Excedente do produtor inicial A D B C E F Excedente do produtor dos novos produtores a Excedente do produtor ao preço P b Excedente do produtor ao preço P P P Descrição da Imagem a figura apresenta dois gráficos O gráfico a está localizado na esquerda e apre senta o Excedente do consumidor ao preço P O eixo X representa a quantidade do bem e possui aproximadamente na metade do seu eixo o ponto Q e o eixo Y representa o preço do bem e contém em seu eixo o ponto A que está próximo a origem e o ponto P possui ao seu lado a letra B e está lo calizado aproximadamente na metade do eixo O ponto Q do eixo X referese à quantidade ofertada de mercado os pontos P e A no eixo Y correspondem respectivamente ao preço de mercado e ao preço onde a oferta inicial será 0 Partindo do ponto A no eixo Y há uma reta diagonal crescente direcionada para a direita esta reta referese à curva de oferta Na curva de oferta há o ponto C que está ligado ao ponto P do eixo Y e ao ponto Q do eixo X Na ligação entre os pontos A B e C há um triângulo retângulo que se refere ao Excedente do Produtor O gráfico b na direita apresenta o excedente do produtor ao preço de P O eixo X representa a quantidade do bem e contém da esquerda para direita os pontos Q linha no meio do eixo e Q um pouco mais à direita o eixo Y representa o preço do bem e possui em seu eixo de baixo para cima os pontos A próximo da origem P no meio do eixo e P um pouco acima de P O ponto Q referese à quantidade ofertada inicial e o ponto Q se refere a quantidade ofertada final No eixo Y o ponto A se refere ao preço de mercado em que a oferta será igual a 0 o ponto P que possui ao seu lado a letra B se refere ao preço de mercado inicial e o ponto P que possui ao seu lado a letra D se refere ao preço de mercado final Partindo do ponto A no eixo Y há uma reta diagonal crescente direcionada para a direita que corresponde à curva de oferta Na curva de oferta há dois pontos o primeiro é o ponto C e está localizado no meio da reta na ligação entre os pontos Q e P o segundo ponto é o ponto F e está localizado um pouco mais acima na ligação entre os pontos Q e P Fora da curva de oferta temse o ponto E que está localizado verticalmente acima do ponto C na ligação entre os pontos Q e P A área entre os pontos A B e C possui a forma de um triângulo retân gulo e corresponde ao excedente do produtor inicial A área entre os pontos B C D e E tem a forma de um retângulo que está localizado acima do triângulo formado por A B e C e corresponde ao Excedente do produtor adicional dos produtores iniciais e a área entre os pontos C E e F localizada à direita do retângulo formado pelos pontos B C D e E possui a forma de um triângulo retângulo e corresponde ao excedente do produtor dos novos produtores Figura 8 Como o preço afeta o excedente do produtor Fonte adaptado de Mankiw 2020 p 114 CT fracQ2100 2000 UNIDADE 5 disso podemos considerar que para a montagem de um carro 30 é de responsabilidade dos trabalhadores e 70 é de responsabilidade do capital assim a função de produção pode ser representada por Q f K T K07T03 Além disso vamos considerar que o custo por robô é de R 10000000 e o custo por unidade de trabalho ou seja o salário dos funcionários é de R 500000 Dado o preço do carro R 20000000 a equação de lucro e considerando que a empresa pode gastar até R 10000000000 para fabricar os carros é possível definir quanto utilizar no longo prazo de robôs capital e funcionários trabalho para maximizar o lucro da empresa Além disso verificar a quantidade produzida e o lucro da empresa quando ela está na condição de maximização de lucro Primeiro é necessário verificar a receita total e o custo total A receita total é a multiplicação de preço e da quantidade dada pela função de produção sendo assim a receita total é dada por 200000K07T03 e o custo total é dado pela soma dos custos dos fatores de produção multiplicado pela quantidade dos fatores de produção assim o custo total da empresa pode ser representado por 100000K 5000T A partir disso a condição de maximização de lucro é dada por máx 200000K07T03 sujeito à 100000K 5000T 100000000 Dessa forma podemos apresentar a função lagrangiana e a alocação mais eficiente dos insumos de produção para a fabricação de carros L 200000K07T03 λ100000K 5000T 100000000 13 1º passo derivar em relação a K T e λ δLδK 140000K03T03 100000λ 0 131 δLδT 60000K07T07 5000λ 0 132 δLδλ 100000K 5000T 100000000 0 133 2º passo isolar o λ das equações 131 e 132 140000K03T03 100000λ 0 131 100000λ 140000 T03K03 λ 140000 T03100000 K03 λ 14 T03K03 134 60000K07T07 5000λ 0 5000λ 60000K07T07 λ 60000K075000 T07 λ 12 K07T07 135 Passo 3 Igualando o λ para achar os valores de K e T equações 134 e 135 12 K07T07 14 T03K03 K07 x K03 1412 T03 x T07 K 1412 T 136 14 T03K03 12 K07T07 T03 x T07 1214 K03 x K07 Q 50 Q 250 Achamos que com uma produção de 250 dúzias de ovos a granja maximiza seus lucros Para achar o lucro nessa condição devemos utilizar a equação do lucro equação 1 com essa quantidade lembrando que a receita total é dada pela multiplicação do preço e da quantidade π RT CT π PQ Q2100 2000 π 5 250 2502100 2000 π 1250 62500100 2000 π 3250 625 π 2625 Dessa forma verificamos que o lucro da granja quando a mesma está maximizando o seu lucro é de R 262500 Essa foi uma condição de maximização dada apenas pela variação da quantidade a próxima aplicação apresenta uma situação de maximização do lucro no longo prazo utilizando dois insumos de produção capital e trabalho T frac1214 K pi 266800000 100000000 UNIDADE 5 210 A condição inicial da oferta de picanha é dada por um preço de R 5000 e uma quantidade ofertada de 200 quilos de picanha Dessa forma o excedente do pro dutor pode ser verificado pela área em que estão ligados os pontos A B e C Para calcular o excedente do produtor vamos utilizar a equação 11 I I EP PM PP Q 2 x Preço da picanha em R 60 50 20 A B E D C F 200 300 Oferta de picanha Quantidade de picanha em KG Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico com a curva de oferta de picanha O eixo X repre senta a quantidade de picanha e o eixo Y representa o preço da picanha É possível verificar o ponto A que se refere ao preço mínimo que os produtores estão dispostos a vender a picanha 20 reais o ponto B representa o preço inicial praticado pelo mercado de picanha 50 reais o ponto C representa a quantidade demandada do mercado de picanha inicial 200 quilos dada pelo preço inicial de mercado 50 reais A ligação entre os pontos A B e C forma a área do excedente do produtor O ponto E representa o novo preço do mercado de picanha 60 reais e o ponto F representa a nova oferta do mercado da picanha 300 quilos com o novo preço de mercado 60 reais O ponto D representa a quantidade do mercado inicial da picanha 200 quilos com o novo preço de mercado 60 reais A ligação entre os pontos A E e F forma a área do novo excedente do produtor Enquanto a ligação entre os pontos E D C e B forma a área da elevação do excedente do produtor para os produtores iniciais e a área formada pelos pontos D F e C forma a área do excedente do produtor dos produtores que entraram do mercado Figura 9 Aumento da oferta de picanha Fonte o Autor EPI frac5020 imes 2002 UNIDADE 5 212 Caro a aluno a estamos encerrando esta unidade e espero que você tenha en tendido a importância da maximização de lucro nas empresas Quando você usa essa ferramenta da forma correta é possível se destacar no ambiente empresarial com estratégias que permitam os gestores a tomar as melhores decisões E assim pode ser resolvido o problema do início da unidade sobre a escolha da melhor alocação de recursos produtivos para a fabricação de bens e serviços Dado um determinado preço do bem ou serviço a função de produção o custo dos fatores de produção e o valor limite para custear a produção é possível verificar a equação da função de produção e a equação de custo total da empresa Diante dessas informações o empresário pode definir a alocação dos fatores de produção que o levará a obter a maximização de lucro Nesta unidade você entendeu duas formas para maximizar o lucro variando a produção do bem e variando dois insumos de produção do bem Agora eu te convido a acessar o podcast Nele iremos falar mais sobre como maximizar o lucro variando mais de um produto e até mais de dois insumos de produção Agora é com você 1 No curto prazo pelo menos um fator de produção não é variável Sabendo que a empresa sempre procura obter lucro explique o motivo de uma empresa no curto prazo achar viável se manter no mercado auferindo prejuízos 2 Em um mercado a soma da oferta das empresas forma a oferta de mercado sendo que cada empresa pode apresentar diferentes disposições para vender seu produto algumas venderiam o mesmo produto aos preços mais caros e outras a preços mais baratos Diante disso é possível verificar o excedente do produtor a partir desse conceito avalie as afirmações I Quanto menor o preço de mercado maior o excedente do produtor II O excedente do produtor mede a vantagem do produtor na venda de um bem ou serviço III O excedente do produtor é dado pela diferença entre o preço de mercado e o preço que o produtor estaria disposto a vender É correto apenas o que se afirma em a I b I e II c I e III d II e III e I II e III 3 Imagine que você é consultor de um agricultor que vende soja e verificou que o custo total desse negócio é de CT Q²8 6Q 40 Quando o preço da saca de soja é igual a R 16000 calcule a quantidade de sacas que o agricultor deve vender para maximizar seu lucro 4 Em um mercado competitivo no longo prazo as empresas devem apresentar lucro econômico igual a zero Porém é possível afirmar que todas as empresas têm lucro econômico igual a zero 214 UNIDADE 1 HAFFNER J A H Microeconomia Série Administração e Negócios Curitiba InterSaberes 2013 MANKIW N G Introdução à Economia 8 ed São Paulo Cengage 2020 MINISTÉRIO DA SAÚDE Microeconomia Ministério da Saúde SecretariaExecutiva Departa mento de Economia da Saúde Investimentos e Desenvolvimento Brasília Ministério da Saúde 2012 PINDYCK R S RUBINFELD D L Microeconomia São Paulo Pearson 2013 PINHO D B VASCONCELLOS M A S Manual de Economia São Paulo Editora Saraiva 2003 SANDRONI P Dicionário de Economia São Paulo Editora Best Seller 2001 VASCONCELLOS MAS Economia Micro e Macro São Paulo Editora Atlas SA 2009 VICECONTI P E NEVES S Introdução a economia São Paulo Editora Frase 2007 WALL S Microeconomia São Paulo Saraiva 2015 UNIDADE 2 BAIDYA T K N et al Fundamentos de Microeconomia Rio de Janeiro Interciência 2014 BESANKO D A BRAEUTIGAN R R Microeconomia uma abordagem completa Rio de Janei ro LTC 2014 FRANK R H Microeconomia e comportamento 8 ed Porto Alegre AMGH 2013 HAFFNER J A H Microeconomia Curitiba InterSaberes 2013 PINDYCK R S RUBINFELD D L Microeconomia São Paulo Pearson 2013 VARIAN H R Microeconomia uma abordagem moderna 9 ed Rio de Janeiro Atlas 2021 WALL S Microeconomia São Paulo Saraiva 2015 UNIDADE 3 CARVALHO M A Microeconomia essencial São Paulo Saraiva 2015 MANKIW N G Introdução à Economia 8 ed São Paulo Cengage 2020 PINDYCK R S RUBINFELD D L Microeconomia São Paulo Pearson 2013 VARIAN H R Microeconomia uma abordagem moderna 9 ed Rio de Janeiro Atlas 2021 215 UNIDADE 4 HAFFNER J A H Microeconomia Série Administração e Negócios Curitiba InterSaberes 2013 PINDYCK R S RUBINFELD D L Microeconomia São Paulo Pearson 2013 PINHO D B VASCONCELLOS M A S Manual de Economia São Paulo Editora Saraiva 2003 SANDRONI P Dicionário de Economia São Paulo Editora Best Seller 2001 VARIAN H L Microeconomia uma abordagem moderna Rio de Janeiro Elsevier 2016 VASCONCELLOS M A S Economia Micro e Macro São Paulo Editora Atlas SA 2009 VICECONTI P E NEVES S Introdução a economia São Paulo Editora Frase 2007 UNIDADE 5 BAIDYA T K N et al Fundamentos de Microeconomia Rio de Janeiro Interciência 2014 CARVALHO I Como funciona uma linha de montagem de automóveis Quatro Rodas 01 maio 2021 Disponível em httpsquatrorodasabrilcombrnoticiascomofuncionaumali nhademontagemdeautomoveis Acesso em 11 fev 2022 MANKIW N G Introdução à Economia 8 ed São Paulo Cengage 2020 PINDYCK R S RUBINFELD D L Microeconomia São Paulo Pearson 2013 VARIAN H R Microeconomia uma abordagem moderna 9 ed Rio de Janeiro Atlas 2021 WALL S Microeconomia São Paulo Saraiva 2015 Confira suas respostas UNIDADE 1 1 A Nesse caso o aumento no preço de um bem leva a uma redução na quantidade demandada de outro bem Epd 8317 101000 x 298 8317 028 028 No caso do gás de cozinha a demanda é inelástica 3 E Essas três situações fazem com que o mercado se mantenha em equilíbrio 4 A microeconomia possui quatro características principais A primeira característica consiste no fato de que a microeconomia se caracteriza como uma ciência de natureza dedutiva ou teórica O caráter dedutivo é destacado pelo fato de que muitas das variáveis consideradas pela microeconomia não podem ser observadas ou mensuradas Sendo assim essas variáveis podem ser previsíveis por meio de modelos Esses modelos são explicações simplificadas e abstratas de algum fenômeno da realidade de um sistema econômico que por meio de hipóteses cálculos argumentos e conclusões são esclarecidos 217 5 A demandada de um determinado bem ou serviço representa a quantidade desse bem ou serviço que os compradores ou também chamados de consumidores estão dispostos e podem adquirir em um determinado período Portanto a demanda tam bém é conhecida como procura e é definida pelos compradores Existem diversos fatores que podem influenciar a quantidade demandada de deter minado bem ou serviço Dentre eles destacamse o preço do bem a renda o preço dos outros bens fatores climáticos e sazonais hábitos gostos preferências dos consumidores e expectativas sobre o futuro UNIDADE 2 1 Em relação à integralidade o aluno deverá falar que essa premissa permite que as cestas de mercado sejam comparadas e ordenadas Considerando duas cestas de mercado A e B o consumidor pode preferir a cesta A à cesta B preferir a cesta B à cesta A ou ser indiferente em relação ao consumo das cestas A e B ou seja para o consumidor as duas cestas oferecem a mesma satisfação 2 C Os itens I e II estão corretos Porém o item III está incorreto pois dado uma restrição orçamentária ocorre maximização da utilidade em um ponto de apenas uma curva de indiferença e não em um ponto de cada curva 3 D A alternativa correta é a letra D pois como a curva de indiferença tradicional é convexa ao longo da curva se torna menos negativa ou seja a disposição de abrir mão de um bem para obter outro é cada vez menor tornando a TMS variável 4 C Os itens I e II estão corretos No entanto o item III está incorreto pois os substitutos complementares formam ângulos retos apresentando apenas uma cesta de mercado para os consumidores em cada curva de indiferença apenas os substitutos perfeitos apresentam mais de uma cesta de mercado que pode apresentar a maximização da utilidade do consumidor 5 Como sabemos que as preferências são de substitutos perfeitos o consumidor será indiferente em consumir a carne de vaca e a carne de porco Dessa forma como o preço da carne de porco é menor toda a renda será utilizada para o consumo da carne de porco será considerado que a quantidade de quilos consumidor de carne de porco será representado por P e o preço do quilo da carne de porco será PC P R C P 600 20 30 218 Portanto o consumidor maximizará sua satisfação consumindo 30 quilos de carne de porco e nenhum quilo de carne de vaca UNIDADE 3 1 C Está correta a alternativa C pois fala sobre o que seria excedente do consumidor que é o valor a mais do preço de mercado que o consumidor estaria disposto a pagar pelo bem 2 C Os itens I e III estão corretos O item II está incorreto porque para um bem normal o efeito renda é positivo 3 Os bens inferiores apresentam efeito renda negativo ou seja um aumento do poder aquisitivo provoca uma redução da demanda No que concerne aos bens de Giffen eles também são considerados bens inferiores pois também apresentam efeito renda negativo porém diferente dos bens que são considerados apenas inferiores os bens de Giffen apresentam o efeito total negativo ou seja com uma redução no preço do bem aumenta a demanda do bem porém pelo efeito renda a redução da demanda é maior que o aumento do efeito substituição 4 E As três alternativas estão corretas todas falam sobre características sobre o exce dendo do consumidor 5 B Considerando a condição apresentada temos que um aumento do preço de ambas as carnes reduziu o poder de compra do consumidor provocando uma queda na demanda pelo efeito substituição como é esperado No entanto pelo efeito renda a demanda de acém aumentou efeito negativo e a demanda de picanha reduziu efeito positivo Dessa forma podemos dizer que a picanha é um bem normal e o acém é um bem inferior mas não um bem de Giffen pois o efeito renda foi menor que o efeito substituição Portanto a alternativa correta é a letra B 219 UNIDADE 4 1 A lei dos rendimentos marginais decrescentes descreve o comportamento da taxa de variação da produção quando é possível variar apenas um dos fatores permanecendo constantes os demais Por meio dessa lei verificase que aumentandose a quantidade de um fator variável permanecendo a quantidade dos demais fatores fixa a produção inicialmente crescerá a taxas crescentes a seguir depois de certa quantidade utilizada do fator variável passará a crescer a taxas decrescentes e continuando o incremento da utilização do fator variável a produção decrescerá PINHO VASCONCELOS 2003 2 E O curto prazo referese ao período em que pelo menos um dos fatores de produção não pode ser modificado esse fator é chamado de insumo fixo Os demais fatores produtivos que podem ser alterados são chamados de fatores variáveis No longo prazo todos os fatores de produção podem ser ajustados 3 E De acordo com as características das isoquantas a teoria da produção destaca três propriedades fundamentais I São decrescentes da esquerda para a direita II São convexas em relação à origem dos eixos cartesianos III Não se cruzam nem se tangenciam 4 C O custo fixo médio é decrescente a medida em que a produção aumenta 5 A Custo Variável Médio CV Q B Custo Total Médio CT Q Custo Variável médio de início é decrescente atinge um mínimo na terceira unidade e depois passa a crescer Com relação ao custo médio à medida que a quantidade se eleva tende a se aproximar do custo variável médio refletindo o decréscimo cada vez maior do custo fixo em função do aumento da produção Confira suas respostas UNIDADE 5 1 No curto prazo uma empresa pode tomar a decisão de continuar no mercado mesmo tendo prejuízo mas com algumas condições Primeiro o preço do bem ou serviço deve ser superior ao custo variável médio além disso ela deve esperar que no longo prazo obtenha lucro caso a empresa não tenha perspectiva de lucro no longo prazo pois ela não deve continuar no mercado 2 D O item I está incorreto quanto menor o preço de mercado menor é o excedente do produto pois os empresários sempre buscam maiores lucro e assim para obter maior excedente o preço deve ser maior e não menor 3 Como é um mercado competitivo sabemos que o preço é igual à receita marginal assim temos que a receita marginal é R 16000 Agora por meio do custo total temos que achar o custo marginal CMg 28 Q 6 CMg Q4 6 Igualando o custo marginal e a receita marginal CMg RMg Q4 6 160 221 Q 4 154 Q 616 Assim para maximizar o lucro o agricultor deve vender 616 sacas de soja 4 Em um mercado competitivo existe a livre entrada e saída das empresas Portanto se houve lucro econômico abaixo de zero algumas empresas tendem a sair do merca do até o ponto em que o lucro for igual a zero Por outro lado quando existe lucro econômico maior que zero mais empresas tendem a entrar no mercado deixando que o lucro seja igual a zero Dessa forma podemos afirmar que em um mercado competitivo o lucro econômico sempre tenderá a zero com a entrada ou saída de empresas no mercado MEU ESPAÇO

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PROFESSORES Dra Jackelline Favro Dr Marcos Aurélio Brambilla Microeconomia I ACESSE AQUI O SEU LIVRO NA VERSÃO DIGITAL EXPEDIENTE Coordenadora de Conteúdo Silvio Cesar de Castro Projeto Gráfico e Capa André Morais Arthur Cantareli e Matheus Silva Editoração André Morais e Juliana Duenha Design Educacional Antonio Nicácio Curadoria Fernanda Brito e Luana Brutscher Revisão Textual Ana Baniogli Ilustração Eduardo Alves Fotos Shutterstock DIREÇÃO UNICESUMAR NEAD NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Diretoria Executiva Chrystiano Mincoff James Prestes Tiago Stachon Diretoria de Graduação e Pósgraduação Kátia Coelho Diretoria de Cursos Híbridos Fabricio Ricardo Lazilha Diretoria de Permanência Leonardo Spaine Diretoria de Design Educacional Paula R dos Santos Ferreira Head de Graduação Marcia de Souza Head de Metodologias Ativas Thuinie MVilela Daros Head de Recursos Digitais e Multimídia Fernanda S de Oliveira Mello Gerência de Planejamento Jislaine C da Silva Gerência de Design Educacional Guilherme G Leal Clauman Gerência de Tecnologia Educacional Marcio A Wecker Gerência de Produção Digital e Recursos Educacionais Digitais Diogo R Garcia Supervisora de Produção Digital Daniele Correia Supervisora de Design Educacional e Curadoria Indiara Beltrame Reitor Wilson de Matos Silva ViceReitor Wilson de Matos Silva Filho PróReitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho PróReitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva PróReitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi NEAD Núcleo de Educação a Distância Av Guedner 1610 Bloco 4 Jd Aclimação Cep 87050900 Maringá Paraná wwwunicesumaredubr 0800 600 6360 Impresso por Bibliotecário João Vivaldo de Souza CRB 91679 C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ Núcleo de Educação a Distância FAVRO Jackelline BRAMBILLA Marcos Aurélio Microeconomia I Jackelline Favro e Marcos Aurélio Brambilla Maringá PR Unicesumar 2022 224 p ISBN 9786556158891 Graduação EaD 1 Microeconomia 2 Economia 3 Ciências 4 EaD I Título CDD 22 ed 338 FICHA CATALOGRÁFICA Reitor Wilson de Matos Silva A UniCesumar celebra os seus 30 anos de história avançando a cada dia Agora enquanto Universidade ampliamos a nossa autonomia e trabalhamos diaria mente para que nossa educação à distância continue como uma das melhores do Brasil Atuamos sobre quatro pilares que consolidam a visão abrangente do que é o conhecimento para nós o intelectual o profissional o emocional e o espiritual A nossa missão é a de Promover a educação de qualidade nas diferentes áreas do conhecimento for mando profissionais cidadãos que contribuam para o desenvolvimento de uma sociedade justa e solidária Neste sentido a UniCesumar tem um gênio impor tante para o cumprimento integral desta missão o coletivo São os nossos professores e equipe que produzem a cada dia uma inovação uma transforma ção na forma de pensar e de aprender É assim que fazemos juntos um novo conhecimento diariamente São mais de 800 títulos de livros didáticos como este produzidos anualmente com a distribuição de mais de 2 milhões de exemplares gratuitamente para nos sos acadêmicos Estamos presentes em mais de 700 polos EAD e cinco campi Maringá Curitiba Londrina Ponta Grossa e Corumbá o que nos posiciona entre os 10 maiores grupos educacionais do país Aprendemos e escrevemos juntos esta belíssima história da jornada do conhecimento Mário Quin tana diz que Livros não mudam o mundo quem muda o mundo são as pessoas Os livros só mudam as pessoas Seja bemvindo à oportu nidade de fazer a sua mudança Tudo isso para honrarmos a nossa missão que é promover a educação de qualidade nas diferentes áreas do conhecimento formando profissionais cidadãos que contribuam para o desenvolvimento de uma sociedade justa e solidária Dra Jackelline Favro Olá querido acadêmico Me chamo Jackelline Favro sou economista e pesquisadora atuando na área de desen volvimento regional e agroindustrial Meu contato com a economia se iniciou no ano de 2006 quando comecei a cursar Ciências Econômicas na Universidade Estadual do Paraná Campus de Campo Mourão Logo que ini ciei meus estudos observei a importância do curso bem como o amplo campo oportunidade e de atuação do eco nomista em diferentes áreas e setores e isso fez com que meu interesse pelo curso aumentasse cada vez mais Ao longo do curso fui me identificando com a área da pes quisa o que acabou sendo fundamental para que ao final da graduação eu optasse pela área acadêmica Em 2010 ao finalizar a graduação comecei a fase de estudos para me preparar para as provas do mestrado Foi um período intenso e de muita correria pois dividia meu tempo entre o trabalho em uma corretora de seguros e os estudos para as provas Em 2013 fui aprovada no mestrado em Desenvolvimento Regional na Universidade Estadual de Londrina O mestrado foi um divisor de águas na minha vida porque foi período de muuuuuuuito estudo muitos desafios e dificuldades que foram superadas com mui to esforço dedicação e oração O mestrado me trouxe maturidade me fez enxergar a vida de uma forma dife rente e me proporcionou conhecer pessoas incríveis que se tornaram amigos para a vida toda Em 2015 entrei no Doutorado em Ciências Econômicas na Universidade Estadual de Maringá e em 2019 dei início ao Pósdoutora do na mesma instituição Tanto no doutorado quanto no pósdoutorado minha área de pesquisa se consolidou na análise de desenvolvimento regional área em que atuo até hoje Ao longo de toda a minha jornada no ensino su perior e na pósgraduação aprendi que na vida quando se tem metas dedicação esforço e comprometimento conseguimos alcançar o que almejamos e chegar onde idealizamos O segredo do sucesso é dar o primeiro passo e perseverar Dificuldades irão surgir pelo caminho mas com esforço dedicação e muito estudo as dificuldades são transformadas em oportunidades Dr Marcos Aurélio Brambilla Olá acadêmico Me chamo Marcos Aurélio Brambilla te nho doutorado em Teoria Econômica pela Universidade Estadual de Maringá UEM mestrado em Economia Re gional pela Universidade Estadual de Londrina UEL e sou graduado em Ciências Econômicas pelo Centro Universi tário Cidade Verde UniFCV Em relação à minha atuação profissional sou professor mediador do EAD da Unice sumar Quando estava no ensino médio não queria se guir a profissão de docente tendo em vista que a minha vontade no último ano do ensino médio era de realizar o curso de matemática porém deixei de prestar o vestibular de matemática pois a principal profissão era a docência Então entrei no curso de economia com a indicação de uma tia para posteriormente mudar para contabilidade porém gostei tanto do curso que não apenas terminei a graduação mas realizei o mestrado e doutorado e hoje sou docente da área Para mais informações segue o link do meu currí culo lattes httplattescnpqbr4609573696140389 MICROECONOMIA I No nosso dia a dia sempre nos deparamos com situações em que precisamos tomar decisões seja em situações cotidianas como a escolha sobre o que comer ou a forma de locomoção para o trabalho ou em decisões sobre situações que impactam nossos projetos futuros como a escolha de qual curso superior cursar por exemplo Nessas situações a melhor decisão a ser tomada será a que nos trará o maior nível de satis fação Esse tipo de análise sobre a tomada de decisões também pode ser realizada quando analisamos as decisões econômicas dos consumidores e empresas Por meio da análise microeconômica observamos como os consumidores agentes econômicos que representam a demanda se direcionam ao mercado com a intenção de consumir uma quantidade de bens ou serviços que proporcione maior satisfação de consumo possível ou seja o máximo de bemestar e verificamos também como as empresas agentes econômicos que representam a oferta de bens e serviços se organizam para alcançar a maior quantidade de produção com o menor custo possível utilizando os fatores de produção capital trabalho terra e tecnologia disponível Entretanto para que a análise sobre a tomada de decisão dos consumidores e empresas seja possível quais aspectos devemos observar Pelo lado da demanda em que analisamos o comportamento do consumidor é essencial compreendermos as diferentes formas que a demanda pode assumir bem como os fatores que a influenciam Já pelo lado da oferta em que analisamos o comportamento das empresas temos que compreender os fatores que afetam a decisão dos produtores de ofertarem seus bens e serviços os processos de produção os custos de produção e as decisões de alocação dos recursos produtivos tanto no curto quanto no longo prazo Em um ambiente empresarial é essencial que os gestores entendam o comporta mento dos consumidores e os fatores que afetam a demanda de determinado bem ou serviço existente no mercado Além disso é importante que se analise pelo lado da oferta como se dá a formação de preços quais os fatores exógenos e endógenos que a afetam como se dá a alocação de recursos para a produção e o comportamento dos custos de produção Dessa forma a disciplina de Microeconomia I procura responder às seguintes questões Quais fatores afetam os preços dos bens e serviços Qual a influência da demanda e da oferta na formação de preços Como se comporta o consumidor Como as empresas podem adotar as melhores estratégias em termos de nível de produção de curto e longo prazo para produzir de forma eficiente Como se dá o comportamento dos custos de produção Quais os fatores que contribuem para que as empresas maximizem seus lu cros Para atingir os objetivos propostos este livro foi dividido em cinco unidades A pri meira unidade aborda aspectos introdutórios da microeconomia inicialmente com os pressupostos básicos apresentação das curvas de oferta e demanda equilíbrio de mercado elasticidade e finalizando a unidade com aplicações práticas A segunda unidade busca mostrar como o consumidor se comporta para isso apresenta as preferências do consumidor as suas restrições orçamentárias a utilidade marginal a escolha do consumidor e por fim as aplicações com algumas demonstrações prá ticas das escolhas do consumidor A terceira unidade aprofunda os aspectos relacio nados ao comportamento da demanda apresentando a demanda individual o efeito renda e o efeito substituição a demanda de mercado o excedente do consumidor e algumas aplicações práticas As duas unidades finais do livro têm como foco de análise o comportamento pelo lado da oferta Na quarta unidade apresentamos a teoria da produção e dos custos mostrando a tecnologia de produção a produção com um insumo variável a produção com dois insumos variáveis os rendimentos de escala o custo de produção no curto prazo o custo de produção no longo prazo e as aplicações práticas e a quinta e última unidade deste livro apresenta como as empresas em mercados competitivos podem maximizar seus lucros exibindo a teoria sobre receita marginal custo marginal e ma ximização de lucros a escolha do nível de produção e curva de oferta da empresa no curto prazo a escolha do nível de produção e curva de oferta da empresa no longo prazo o excedente do produtor e por fim algumas aplicações práticas mostrando como os gestores podem tomar suas decisões de forma eficiente Com o conhecimento adquirido neste livro você caro a aluno a poderá utilizar esses conceitos para tomar decisões tanto para sua vida pessoal quanto para sua vida profissional Para sua vida pessoal você deve compreender mais como são formados os preços e qual a forma de consumo que proporcione a sua maior satisfação e assim como consumidor realizar as melhores escolhas para você eou sua família conforme suas preferências de consumo Ademais o conteúdo abordado neste livro poderá ser utilizado como suporte para a tomada de decisões de forma eficiente no ambiente empresarial a política de preços da empresa a formação de previsões de demanda a formação de pre visões de custos de produção as escolhas ótimas de alocações de insumos para a produção poderá também influenciar uma política de propaganda e publicidade da empresa conforme as preferências dos consumidores e o tipo de bem entre outras situações em que as decisões possam ser tomadas a partir da utilização dos conceitos apresentados na disciplina IMERSÃO RECURSOS DE Ao longo do livro você será convida doa a refletir questionar e trans formar Aproveite este momento PENSANDO JUNTOS NOVAS DESCOBERTAS Enquanto estuda você pode aces sar conteúdos online que amplia ram a discussão sobre os assuntos de maneira interativa usando a tec nologia a seu favor Sempre que encontrar esse ícone esteja conectado à internet e inicie o aplicativo Unicesumar Experien ce Aproxime seu dispositivo móvel da página indicada e veja os recur sos em Realidade Aumentada Ex plore as ferramentas do App para saber das possibilidades de intera ção de cada objeto REALIDADE AUMENTADA Uma dose extra de conhecimento é sempre bemvinda Posicionando seu leitor de QRCode sobre o códi go você terá acesso aos vídeos que complementam o assunto discutido PÍLULA DE APRENDIZAGEM OLHAR CONCEITUAL Neste elemento você encontrará di versas informações que serão apre sentadas na forma de infográficos esquemas e fluxogramas os quais te ajudarão no entendimento do con teúdo de forma rápida e clara Professores especialistas e convi dados ampliando as discussões sobre os temas RODA DE CONVERSA EXPLORANDO IDEIAS Com este elemento você terá a oportunidade de explorar termos e palavraschave do assunto discu tido de forma mais objetiva Quando identificar o ícone de QRCODE utilize o aplicativo Unicesumar Experience para ter acesso aos conteúdos online O download do aplicativo está disponível nas plataformas Google Play App Store APRENDIZAGEM CAMINHOS DE 1 2 3 4 5 INTRODUÇÃO À MICROECONOMIA 13 TEORIA DO CONSUMIDOR 61 99 DEMANDA INDIVIDUAL E DEMANDA DE MERCADO 135 TEORIA DA PRODUÇÃO E CUSTOS 177 MAXIMIZAÇÃO DE LUCRO 1Introdução à Microeconomia Dra Jackelline Favro Prezado acadêmico seja bemvindo aos estudos da disciplina de Mi croeconomia I Nesta primeira unidade você irá conhecer o concei to de Microeconomia bem como a sua importância para a análise econômica e compreender os conceitos fundamentais da demanda e da oferta Estes conceitos básicos retratam o comportamento do consumidor demanda e o comportamento do produtor oferta que são observados tanto de forma individual por meio da análise das condições de oferta e demanda como por meio da análise conjunta por meio do conceito de equilíbrio de mercado em que se observam os deslocamentos da curva de oferta e demanda conjuntamente e o conceito de elasticidade no qual verificamos as respostas da oferta e da demanda em virtude de variações nos preços de determinados bens e serviços disponíveis na economia UNIDADE 1 14 Na economia existe uma infinidade de bens e serviços que são produzidos e co mercializados no mercado diariamente Cada produto possui suas características mercadológicas específicas Sendo assim vamos considerar o mercado de um determinado medicamento para dor de cabeça para compreender o comporta mento dos consumidores e produtores Sendo assim considere às seguintes informações sobre este produto O preço desse medicamento no mercado varia entre R200 a R 600 A Tabela 1 apre senta os dados referente ao preço quantidade ofertada do produto quantidade demandada e receita total desse medicamento Preço Quantidade demandada Quantidade ofertada Receita total R 200 50000 10000 R 2000000 R 400 30000 30000 R 12000000 R 600 10000 50000 R 30000000 Quadro 1 Preço quantidade demandada quantidade ofertada e receita total do medicamento para dor de cabeça Fonte a Autora Mediante a este cenário precisamos compreender as seguintes situações como podemos representar o comportamento dos consumidores e produtores desse medicamento no mercado 15 Para compreendermos essas características utilizamos os conceitos da microe conomia que tem por objetivo explicar como e por que os agentes econômicos tomam suas decisões Precisamos compreender o comportamento dos consumi dores que é observado por meio da análise da demanda de mercado e o com portamento dos produtores que é observado por meio da análise da oferta de mercado A partir do entendimento desses conceitos conseguimos encontrar o equilíbrio de mercado de determinado bem ou serviço Para analisar essa situação podemos utilizar a análise gráfica para verificar o comportamento da oferta e demanda de mercado desse medicamento Para tanto utilizamos a representação das curvas de oferta de demanda Por meio da Figura 1 podemos observar o comportamento das curvas de oferta e demanda do medicamento em questão No eixo horizontal temos a quan tidade Q e no eixo vertical o preço P O que as curvas revelam Preço R400 R600 R200 10000 30000 50000 Quantidade Curva de oferta do medicamento Oferta Preço R400 R600 R200 10000 30000 50000 Quantidade Curva de demanda de medicamento Demanda Descrição da Imagem a Figura 1 apresenta dois gráficos O gráfico da esquerda apresenta a curva de oferta de medicamentos e a curva da direita a curva de demanda de medicamentos O gráfico da esquerda mostra a curva de oferta do medicamento O eixo horizontal representa a quantidade de medicamentos e no eixo vertical o preço do medicamento A curva de oferta é positivamente inclinada indicando que à medida que o preço do medicamento aumenta de R200 para R400 depois para R600 a quantidade que o produtor está disposto a ofertar no mercado é maior ao preço de R200 10000 medicamentos são ofertados ao preço de R400 30000 medicamentos são ofertados e ao preço de R600 50000 medicamentos são ofertados O gráfico da direita mostra a curva de demanda do medicamento O eixo horizontal representa a quantidade de medicamentos e no eixo vertical o preço do medicamento A curva de demanda é negativamente inclinada indicando que à medida que o preço do medicamento aumenta de R200 para R400 depois para R600 a quantidade que os consumidores estão dispostos a adquirir desse produto diminui ao preço de R200 50000 medicamentos são consumidos ao preço de R400 30000 medicamentos são consumidos e ao preço de R600 10000 medicamentos são consumidos Figura 1 Curvas de oferta e demanda do medicamento para dor de cabeça Fonte a Autora UNICESUMAR UNIDADE 1 16 A partir da situação apresentada podemos ainda refletir sobre outras questões importantes que serão fundamentais para a compreensão do comportamento do mercado desse medicamento Quais os fatores que determinam a quantidade demandada e ofertada desse medicamento Variações no preço de mercado desse medicamento para dor de cabeça in fluenciarão a quantidade procurada desse medicamento pelos consumidores E com relação a produção variações no custo de produção impactarão na quantidade produzida Sendo assim é fundamental o entendimento sobre os conceitos que estão inseridos na microeconomia A análise da oferta e da demanda é uma ferramenta essencial para compreendermos o mecanismo de mercado de determinado bem ou serviço Pressupostos da Microeconomia A microeconomia é um dos temas mais importantes estudados pelas Ciências Econômicas pois examina o comportamento das unidades econômicas indivi duais Estas unidades incluem consumidores trabalhadores investidores pro prietários de terra empresas ou seja qualquer indivíduo ou entidade que tenha participação no funcionamento da economia A microeconomia tem por objetivo explicar como e porque essas unidades tomam decisões econômicas PINDICK RUBINFELD 2013 Portanto a microeconomia desconsidera o comportamento dos grandes agregados econômicos como renda emprego consumo investimento poupan ça e nível geral de preços e foca suas análises apenas em mercados específicos estudando as ações de produtores e consumidores Sendo assim ela apresenta uma visão microscópica dos fenômenos econômi cos Suas análises compreendem a teoria do consumidor que considera o com portamento dos indivíduos e irá subsidiar a análise de demanda e a teoria da firma que se desdobra nas teorias da produção dos custos e dos rendimentos e alicerça a análise da oferta PINHO VASCONCELLOS 2003 A Microeconomia é conhecida também como a teoria dos preços pois pro cura demonstrar a formação dos preços dos bens e serviços assim como dos recursos produtivos 17 De acordo com Sandroni 2001 a microeconomia possui quatro caracterís ticas principais A primeira característica consiste no fato de se caracterizar como uma ciência de natureza dedutiva ou teórica O caráter dedutivo é destacado pelo fato de que muitas das variáveis consideradas pela microeconomia não podem ser observadas ou mensuradas Sendo assim essas variáveis podem ser previsíveis por meio de modelos Esses modelos são explicações simplificadas e abstratas de algum fenômeno da realidade de um sistema econômico que por meio de hipóteses cálculos argumentos e conclusões são esclarecidos Dado que as unidades econômicas individuais atuam de maneira racional ou seja tem por objetivo maximizar sua utilidade ou satisfação estes modelos retratam por exemplo a forma como os indivíduos tomam suas decisões e a maneira como as empresas regulam os seus procedimentos A segunda característica da microeconomia referese à natureza estático comparativa Ela possibilita a comparação de dois diferentes resultados eco nômicos antes e depois de uma mudança em alguma variável que está sendo analisada Um exemplo desse caso seria a implementação de uma política pública de erradicação do atraso escolar em um determinado município Nesse caso por meio estáticocomparativa realizase uma análise considerando o período antes da implementação da política e o período posterior a essa implementação para verificar quais os reais efeitos positivos ou negativos causados pela intervenção A terceira característica consiste em seu enquadramento dentro da ciência positiva ou científica Isso implica a ausência de juízo de valor ou conotação ética nas teorias microeconômicas que se mantêm ex clusivamente descritivas PINHO VASCONCELLOS 2003 p105 E a quarta característica é seu caráter de análise de equilíbrio parcial Essa análise pressupõe a adoção da condição coeteris paribus ou seja uma hipótese segundo a qual todas as demais condições que possam influenciar no relacionamento entre duas variáveis funcionalmente dependentes sejam mantidas constantes Um exemplo disso seria analisar como a variação nos preços afeta a demanda de um determinado produto dado que a renda o gosto do consumidor e demais fatores que influenciam a demanda permanecem constantes UNICESUMAR UNIDADE 1 18 Os conceitos estudados em microeconomia podem ser aplicados na economia em diversas áreas podendo ser utilizada como Elementos de previsão condicionados à ocorrência de determinados eventos Ajuda a compreender o comportamento dos consumidores na tomada de decisão referente ao consumo de determinados bens e serviços Na elaboração de modelos que retratam a situação econômica de forma simplificada Desempenha importante papel na teoria do comércio internacional Encontrase presente no mundo dos negócios como uma ferramenta que auxilia nas decisões administrativas relacionadas à procura estrutura de custos métodos de fixação de preços Encontrase presente no campo da política econômica como mecanismo utilizado na avaliação dos possíveis resultados de diretrizes eou medidas governamentais comparandose as situações pré ou pós adoção destas Torna possível prever os resultados de decisões políticas que possam vir a ser tomadas Por exemplo podese citar o impacto da tributação sobre os dividendos que as empresas pagam aos seus acionistas Por meio de sua aplicabilidade podemos concluir que o bom entendimento so bre os conceitos microeconômicos é importante para a tomada de decisões dos indivíduos das empresas bem como para o planejamento para a compreen são da política pública entre outros De maneira mais geral a microeconomia é importante para que possamos compreender o funcionamento da economia PINDICK RUBINFELD 2013 Em que consiste a condição Coeteris Paribus Coeteris Paribus é uma expressão em latim que significa permanecendo constante todas a de mais variáveis Ela é muito utilizada em economia quando se deseja avaliar as consequên cias de uma variável sobre outra supondose as demais inalteradas SANDRONI 2001 PENSANDO JUNTOS 19 Demanda Oferta e Equilíbrio de Mercado Antes de abordar o conceito de demanda e oferta é preciso entender o conceito de mercado Mercado se refere a um conjunto de com pradores e vendedores que negociam um bem ou serviço específico Os compradores abrangem tanto os consumidores que adqui rem bens e serviços quanto as empresas que adquirem mão de obra capital e matériasprimas para serem utilizados na produção Entre os vendedores estão as empresas que vendem bens e serviços os trabalhadores que vendem seus serviços e os proprietários de re cursos que arrendam terras ou comercializam recursos minerais para as empresas Tanto as empresas como os consumidores podem atuar tanto como compradores como vendedores Eles atuam como comprado res quando estão adquirindo determinado bem ou serviço e como vendedores quando estão vendendo alguma coisa PINDICK RU BINFELD 2013 Para entendermos como o mercado funciona e como compra dores e vendedores se comportam e interagem é preciso analisar os princípios da oferta e da demanda que funcionam como guia para o bom funcionamento de um mercado UNICESUMAR UNIDADE 1 20 Demanda A demanda representa a quantidade de um bem ou serviço que os compradores ou também chamados de consumidores estão dispostos e podem adquirir em um determinado período Portanto a demanda também é conhecida como pro cura e é definida pelos compradores De acordo com Viceconti e Neves 2007 existem diversos fatores que podem influenciar a quantidade demandada de determinado bem ou serviço Dentre eles destacamse O preço do bem essa é a variável mais importante para que o consu midor decida o quanto vai comprar de determinado bem ou serviço Se o consumidor considerar que o preço do produto está barato provavel mente ele adquirirá maiores quantidades desse bem do que se este for considerado caro A renda do consumidor embora muitas vezes o consumidor considere atrativo o preço de determinado bem ou serviço ele pode não ter renda suficiente para adquirilo Entretanto a elevação da renda do consumi dor contribui para que uma quantidade maior de bens e serviços seja consumida Mas não são todos os bens disponíveis no mercado que se comportam desta for ma No caso dos bens inferiores uma elevação da renda fará com que as pessoas procurem menos por esse bem Um exemplo de bem inferior são as passagens de ônibus Suponha que um indivíduo receba um saláriomínimo no valor de R 110000 e se desloque para o trabalho diariamente por meio do uso do trans porte público Caso este indivíduo receba um aumento e passe a ganhar R 12 mil por mês esse indivíduo provavelmente utilizará esta renda adicional para comprar um veículo próprio reduzindo assim a sua demanda pelo transporte público Neste caso podemos observar que quanto maior a renda do consumidor menor a demanda pelo transporte público Sendo assim podemos concluir que as passagens de ônibus são um tipo de bem inferior 21 O preço de outros bens se um consumidor deseja adquirir um determi nado bem ou serviço ele precisa verificar os preços dos bens substitutos eou complementares do produto que está sendo consumido A existência desses bens terá impacto significativo na quantidade demanda do bem que o consumidor deseja adquirir Veja isso no exemplo a seguir O que são bens normais e inferiores Os bens normais são bens em que seu consumo aumenta à medida que a renda do con sumidor se eleva Já os bens inferiores são bens em que seu consumo diminui quando o nível de renda do consumidor aumenta e aumenta quando a renda do consumidor diminui VICECONTI 2007 PENSANDO JUNTOS Exemplo de mudança de preço caso os bens sejam bens substitutos considere o bem que o consumidor deseje adquirir seja a margarina e que para ele a manteiga seja um bem substituto da margarina ou seja para esse consumidor é in diferente consumir manteiga ou margarina pois para ele esses produtos têm o mesmo nível de satisfação O que irá determinar o nível de consu mo de um produto ou de outros será o preço Um aumento do preço da manteiga bem substituto eleva a demanda de margarina Já uma redução no preço da manteiga deve provocar uma queda na demanda por margarina pois tende a aumen tar a demanda por manteiga Exemplo de mudança de preço caso os bens sejam bens complementa res dado que o cimento e a areia são bens complementares um aumento do preço cimento tende a provocar uma queda na demanda de areia Isso ocorre porque o consumo do cimento está condicionado ao consumo de areia pois estes bens são consumidos conjuntamente UNICESUMAR UNIDADE 1 22 Fatores climáticos e sazonais o consumo de alguns bens ou serviços estão diretamente ligados aos períodos específicos do ano Um exemplo seria a demanda por casacos de lã No inverso em virtude da mudança climática os consumidores aumentam a sua demanda por esse item Hábitos gostos preferências dos consumidores embora o preço de determinado bem ou serviço esteja adequado inclusive se comparado ao preço de bens substitutos e o consumidor possua renda para adquirilo muitas vezes ele deixa de consumir por não estar habituado ou o produto ou serviço não estar condicionado ao seu consumo Os gostos e preferên cias do consumidor dependem de sua sensibilidade aos estímulos tais como moda propaganda clima idade expectativas entre outros fatores Tais fatores podem se relacionar de forma direta ou indireta com a quan tidade demandada ou seja podem provocar o aumento ou a redução da quantidade demandada Expectativas sobre o futuro as expectativas em relação ao futuro in fluenciam diretamente na demanda de um bem Se os compradores es peram que sua renda será maior no futuro eles tendem a comprar mais Além disso as expectativas com relação ao desempenho econômico do país também podem afetar o padrão de consumo dos agentes econômicos Sendo assim podese verificar por meio de todos estes aspectos que a demanda de determinado bem ou serviço resulta da ação conjunta ou combinada de todas essas variáveis Entretanto para que se possa analisar o efeito na demanda de uma mudança no valor de uma variável considerada isoladamente recorremos O que são bens complementares e substitutos Bens substitutos são bens nos quais o consumidor pode substituir o consumo de um bem pelo outro mantendo o nível de satisfação No caso dos bens substitutos quando ocorre o aumento no preço de um dos bens isso provoca o aumento na quantidade de manda do outro Bens complementares são bens habitualmente consumidos em conjunto No caso dos bens complementares um aumento no preço de um dos bens provoca uma queda na quan tidade demandada do outro Um exemplo seria o caso do café com leite em que o aumento do preço de um dos produtos leva à uma queda no consumo do outro HAFFNER 2013 PENSANDO JUNTOS À hipótese coeteris paribus tudo mais permanecendo constante VICECONTI NEVES 2007 Assim caso se deseje analisar o que ocorre com a demanda de determinado bem ou serviço se o preço deste aumentar é preciso considerar que todas as demais variáveis que influenciam a demanda permanecem com o mesmo valor de modo que a variação da demanda ocorra exclusivamente em virtude da variação do preço VICECONTI NEVES 2007 Podemos representar a demanda de determinado bem ou serviço tanto em termos gráficos como em termos matemáticos Em termos matemáticos a função da demanda expressa a relação entre a quantidade do produto demandado por unidade de tempo e diversas variáveis que afetam a quantidade demandada tais como o preço e cada um dos fatores citados anteriormente renda do consumidor o preço de outros bens os hábitos e gostos dos consumidores fatores climáticos e sazonais expectativas sobre o futuro etc Dentre outros fatores a função da demanda pode ser representada pela seguinte equação QD f PX R PY G EX CLI etc Em que QD Quantidade demandada f significa que QD é função de PX Preço do bem x R Renda do consumidor PY Preço do bem y G Gostos e preferências do consumidor EX Expectativas CLI Fatores climáticos e sazonais etc outras variáveis que influenciam o consumo de determinado bem ou serviço Entretanto para simplificar podemos reescrever a demanda de determinado bem ou serviço como sendo apenas em função do preço dado que todos os demais fatores permanecem constantes QD f PX UNIDADE 1 24 Em termos gráficos utilizamos a curva da demanda que é a forma gráfica que apresenta as informações sobre a quantidade dos bens e serviços que os consu midores estão dispostos a adquirir a um determinado preço de mercado man tendose constante qualquer outro fator que possa vir a influenciar a quantidade demandada PINHO VASCONCELLOS 2003 Por meio da Figura 2 podemos observar o comportamento da curva de demanda Preço P Quantidade Q D Curva de demanda Negativamente inclinada Descrição da Imagem a Figura 2 apresenta um gráfico em que o eixo hori zontal mede a quantidade demandada por unidade Q e o eixo vertical o pre ço pago por unidade P A curva de demanda D mede a quantidade de manda a cada preço Ela é negativamente inclinada ou seja descendente da esquerda para a direita Mas por que a curva de demanda é negativamente inclinada A curva de demanda é negativamente inclinada porque tem uma relação inversa com o preço P e a quantidade demandada Q Isso significa que à medida que o preço aumenta o consumidor estará disposto a consumir uma quantidade menor de determinado bem ou serviço e à medida que há uma redução no preço do bem ou serviço a procura por esse bem aumenta Esse padrão de comportamento do consumidor é denominado lei geral da demanda Essa lei manifesta o comportamento do consumidor ao demonstrar que a qualquer elevação de preço de um determinado bem ou serviço o consumidor tende a consumir menos e qualquer diminuição do preço faz com que o consumi dor consuma mais MINISTÉRIO DA SAÚDE 2012 Mediante a esse comportamento da curva de demanda podemos observar que em determinadas situações a curva de demanda pode sofrer deslocamentos tanto para a direita quanto para a esquerda O deslocamento para a direita ocorre quando há um aumento da demanda e da quantidade demandada de determinado Figura 2 Curva de demanda de mercado Fonte a Autora 25 bem ou serviço e o deslocamento para a esquerda ocorre em virtude de uma queda na demanda e na quantidade demandada O lado para que a demanda é deslocada dependerá do efeito causado pelos fatores que a provocaram que podem causar estímulos ou desestímulos às compras A curva de demanda se desloca para a direita em virtude de diversos fatores que ocasionam o aumento da demanda de determinado bem ou serviço Dentre eles destacamse Aumento da renda do consumidor Aumento da riqueza do consumidor Aumento do preço do bem substituto do bem ou serviço analisado Diminuição do preço do bem complementar ao bem ou serviço analisado Os gostos e preferência dos consumidores se desloquem a favor do bem ou serviço analisado Para exemplificar essa situação referente ao aumento da demanda vamos supor que a renda dos consumidores tenha aumentado A Figura 3 ilustra essa situação Descrição da Imagem a Figura 3 apresenta um gráfico em que o eixo horizontal mede a quantidade demandada por unidade Q e o eixo vertical o preço pago por unidade P A curva D representa a curva de demanda no período inicial e a curva D a curva de demanda após o deslocamento para a direita P1 representa o preço inicial e Q1 a quantidade inicial P2 representa o preço Q2 a quantidade após o deslo camento da curva de demanda A curva de demanda D mede a quantidade demanda a cada preço Se o preço de determinado bem permanecer constante é de se esperar que com o aumento da renda os consumidores estejam dispostos a consumidor uma quantidade maior do bem Isso faz com que ocorra um aumento da quantidade demandada de Q1 para Q2 ocasionando deslocamento da curva de demanda para a direita de D para D Figura 3 Deslocamento da curva de demanda para a direita Fonte Pindick e Rubinfeld 2013 D D Preço P2 P1 Q1 Q2 Qualidade UNICESUMAR UNIDADE 1 26 Já com relação ao deslocamento da curva de demanda para a esquerda podemos destacar que este deslocamento pode ocorrer em virtude de diversos fatores que ocasionem a diminuição da quantidade demandada de determinado bem ou serviço Dentre eles destacamse Diminuição da renda Diminuição da riqueza Diminuição do preço do bem substituto Aumento do preço do bem complementar Para exemplificar essa situação referente à redução da demanda vamos supor que o nível de renda da população diminua A Figura 4 ilustra essa situação D D Q2 Q1 Quantidade P2 P1 Preço Descrição da Imagem a Figura 4 apresenta um gráfico em que o eixo horizontal mede a quantidade demandada por unidade Q e o eixo vertical o preço pago por unidade P A curva D representa a curva de demanda no período inicial e a curva D a curva de demanda após o deslocamento para a esquerda P1 representa o preço inicial e Q1 a quantidade inicial P2 representa o preço Q2 a quantidade após o des locamento da curva de demanda A curva de demanda D mede a quantidade demanda a cada preço Se o preço permanecer constante é de se esperar que em virtude da redução da renda os consumidores estejam dispostos a consumir uma quantidade menor do bem Isso faz com que ocorra uma redução da quantidade demandada de Q1 para Q2 ocasionando o deslocamento da curva de demanda para a esquerda de D para D Figura 4 Deslocamento da curva de demanda para a esquerda Fonte Pindick e Rubinfeld 2013 27 OFERTA A oferta é representada pelos produtoresempresáriosvendedores Ela consiste na quantidade de bens e serviços que se produz e se oferece no mercado por um determinado preço em um determinado período A oferta assim como a demanda representa um desejo uma intenção de venda dos produtores e não a venda efetiva de um bem ou serviço De acordo com Mankiw 2020 diversos fatores influenciam o comporta mento de um ofertante no mercado Dentre eles destacamse O preço do bem ou serviço para decidir qual será a quantidade a ser ofertada no mercado os vendedores levarão em consideração o nível de preço do bem que será produzido Preço dos insumos utilizados para a produção de determinado bem ou serviço variações nos preços dos insumos matériaprima mão de obra por exemplo utilizados na produção de determinado bem ou ser viço resulta na alteração do preço desse produto no mercado Quanto maior o custo de produção do produto menor será a quantidade ofertada pelos produtores e quanto menor o custo maior será a disponibilidade dos produtores em aumentar a produção Tecnologia utilizada no processo produtivo quanto maior for o avan ço tecnológico utilizado na produção de determinado bem ou serviço maior tende a ser a quantidade ofertada Isso ocorre em virtude da me canização do processo produtivo que se dá por meio da substituição de trabalhadores por máquinas que realizam o serviço Esse processo de mecanização contribui para a redução dos custos de produção e conse quentemente o aumento da quantidade ofertada do produto no mercado Número de vendedores a quantidade de produtores de determinado bem ou serviço existentes no mercado também influencia diretamente na oferta Se o número de empresas em uma determinada atividade aumen tar a quantidade ofertada do produto também aumentará Podemos representar a oferta de determinado bem ou serviço tanto em termos gráficos como em termos matemáticos Em termos matemáticos a função de oferta expressa a relação entre a quantidade ofertada de determinado produto por unidade de tempo e diversas variáveis possíveis UNICESUMAR Dentre outros fatores a função da oferta pode ser representada pela seguinte equação OX f PX FATP T etc Em que OX Quantidade ofertada de X f significa que OX é função de PX Preço do bem a ser produzido FATP Preço dos fatores de produção T Tecnologia etc outras variáveis que influenciam a oferta de determinado bem ou serviço Entretanto para simplificar podemos reescrever a função de oferta de determinado bem ou serviço como sendo apenas em função do preço dado que todos os demais fatores permanecem constantes OX f PX Em termos gráficos utilizamos a curva de oferta A curva de oferta Figura 5 nos informa a quantidade de mercadorias que os produtores estão dispostos a vender a determinado preço mantendose constantes quaisquer outros fatores que possam afetar a quantidade ofertada MINISTÉRIO DA SAÚDE 2012 Mas por que a curva de oferta é positivamente inclinada A curva de oferta O é positivamente inclinada pois tem relação direta com o preço P e a quantidade do produto Q Isso significa que à medida que o preço aumenta o produtor estará disposto a ofertar no mercado uma quantidade maior de determinado bem ou serviço pois o aumento dos preços provoca uma expansão dos lucros estimulando os produtores a ofertarem quantidades cada vez maiores Entretanto caso ocorra uma redução no preço do produto a oferta se reduzirá pois nem sempre é interessante para o produtor comercializar produtos a um preço baixo Desta forma podemos afirmar que quando o preço de um bem ou serviço aumenta a quantidade ofertada tende a aumentar e quando o preço se reduz a oferta também se reduz Mediante esse comportamento da curva de oferta podemos observar que em determinadas situações ela pode sofrer deslocamentos tanto para a direita quanto para a esquerda O aumento da oferta de bens e serviços no mercado ocasionará um deslocamento da curva de oferta para a direita no qual podese verificar tanto aumento dos preços como o aumento da quantidade ofertada do bem no mercado De acordo com Wall 2015 dentro os fatores que podem influenciar o aumento da oferta destacamse A queda no preço de um bem substituto utilizado na produção A queda nos custos de produção por exemplo redução de preços de insumos Redução de alíquotas dos impostos Aumento de subsídios Aumento da capacidade produtiva da empresa Avanços tecnológicos Para exemplificar essa situação referente ao aumento da oferta considere o caso de uma empresa que fabrica calças jeans Suponha que o custo do jeans que é a principal matériaprima dessa atividade apresente uma redução de 15 Como essa redução do custo de produção desse produto afeta a curva de oferta Com o custo da matériaprima mais baixo a produção se torna mais lucrativa e isso estimula essa empresa a expandir a produção como também possibilita a entrada de novas empresas no mercado Se ao mesmo tempo o preço da calça jeans se manter constante em P1 devemos observar um aumento na quantidade ofertada de Q1 para Q2 ocasionada pela redução dos custos de produção e o deslocamento da curva de oferta O para a direita de O para O A Figura 6 mostra essa situação Figura 5 Deslocamento da curva de oferta para direita Fonte a Autora Descrição da Imagem A Figura 6 apresenta um gráfico em que o eixo horizontal mostra a quantidade total ofertada de determinado bem ou serviço e o eixo vertical o preço pago por unidade A curva O representa a curva de oferta no período inicial e a curva O a curva de oferta após o deslocamento para a direita P1 representa o preço inicial e Q1 a quantidade inicial P2 representa o preço Q2 a quantidade após o deslocamento da curva de oferta A curva de oferta é positivamente inclinada ou seja ascendente da direita para a esquerda Cada ponto na curva de oferta representa a quantidade do bem ou serviço a ser ofertado a um determinado preço Com a diminuição do custo de produção ocorre o aumento da quantidade ofertada de determinado bem ou serviço de Q1 para Q2 ocasionando assim o deslocamento da curva de oferta para a direita de O para O 31 Para exemplificar essa situação referente à redução da oferta suponhamos agora no exemplo da empresa que fabrica calças jeans que o custo do jeans tenha apresentado um aumento de 15 Como esse aumento do custo de produção desse produto afeta a curva de oferta Com o custo da matériaprima mais altos a produção se torna menos lu crativa e isso desestimula essa empresa a expandir a produção Nesse caso a quantidade ofertada por essa empresa diminui A Figura 7 mostra essa situação Quando o custo de produção aumenta ocor re uma redução da quantidade ofertada de Q1 para Q2 Em virtude dessa re dução a curva de oferta se desloca para a esquerda de O para O Sendo assim podemos concluir que a consequência da diminuição da oferta é o aumento do preço e redução da quantidade transacionada de determinado bem ou serviço no mercado VICECONTI NEVES 2007 Descrição da Imagem a Figura 7 apresenta um gráfico em que o eixo horizontal mostra a quantidade total ofertada de determinado bem ou serviço e o eixo vertical o preço pago por unidade A curva de oferta é positivamente inclinada ou seja ascendente da direita para a esquerda Cada ponto na curva de oferta representa a quantidade do bem ou serviço a ser ofertado a um determinado preço Com o aumento do custo de produção ocorre a diminuição da quantidade ofertada de determinado bem ou serviço de Q1 para Q2 ocasionando assim o deslocamento da curva de oferta para a esquerda de O para O Figura 7 Deslocamento da curva de oferta para a esquerda Fonte a Autora Preço P2 P1 Q2 Q1 Quantidade 0 0 UNICESUMAR A redução da oferta de bens e serviços no mercado ocasionará um deslocamento da curva de oferta para a esquerda Dentre os fatores que podem contribuir para que a redução da oferta ocorra destacamse Mudança tecnológica desfavorável Condições climáticas desfavoráveis Aumento do preço dos fatores de produção Mudança no preço de outros bens entre outros Aumentos dos tributos Redução dos subsídios Mediante a essas funções é preciso compreender qual é o preço e a quantidade de equilíbrio para o mercado desse produto O Quadro 1 apresenta o preço o cálculo da função de demanda e de oferta as quantidades ofertadas e demandadas a cada preço que são encontradas pelo cálculo das curvas de oferta e demanda e a situação de mercado a cada preço Por meio tabela podemos observar que ao preço de R 5000 a quantidade demanda e ofertada são iguais 80 unidades Neste caso temos o equilíbrio de mercado Ao preço de R 6000 a quantidade demandada é 40 unidades e a quantidade ofertada 100 unidades Isso gera excesso de oferta em que a quantidade ofertada é maior que a demanda A preços abaixo de R 5000 a quantidade demandada é maior que a ofertada sendo que ao preço de R 4000 a quantidade demandada é 120 unidades e a ofertada é de 60 unidades e ao preço de R 3000 a quantidade demandada é 160 unidades e a ofertada é 40 unidades o que gera excesso de demanda no mercado Quadro 1 Preço curva de demanda e curva de oferta quantidades ofertadas e demandadas e situação de equilíbrio de mercado Fonte Viceconti e Neves 2007 Por meio do cálculo da equação anterior em que igualamos as equações de oferta e demanda para encontrar o preço de equilíbrio podemos comprovar que R 5000 é realmente o preço que equilibrará esse mercado Em termos gráficos a condição de equilíbrio no mercado de um determinado bem ou serviço pode ser ilustrado por meio da Figura 8 35 Mas há ocasiões em que as condições de oferta e demanda não se encontram em equilíbrio no mercado Nesses casos podemos ter duas situações excesso de oferta ou escassez de demanda de produtos no mercado Mediante a esta situação podemos perguntar Em qual momento pode ocorrer um excesso de oferta no mercado O excesso de oferta ocorre quando os preços estiverem acima de Pe preço de equilíbrio Neste caso com os preços mais elevados a quantidade que os ofertantes desejam vender é maior que a quantidade que os consumidores de sejam adquirir Em qual momento pode ocorrer um excesso de demanda no mercado O excesso de demanda ocorre quando os preços estão abaixo do preço de equilíbrio Pe Neste caso com os preços mais baixos os consumidores desejam consumir maiores quantidades de determinado bem enquanto os produtores em virtude do preço estar abaixo do equilíbrio desejam reduzir a quantidade ofertada desse bem no mercado Entretanto supondo um mercado concorrencial o mecanismo de preços leva automaticamente ao equilíbrio Quando ocorre exces so de oferta os vendedores acumularão estoques não planejados e terão que diminuir seus preços concorrendo pelos escassos consu midores no caso de excesso de demanda os consumidores estarão dispostos a pagar mais pelos produtos escassos No primeiro caso a diminuição dos preços aumenta a quantidade demandada e reduz a quantidade ofertada eliminado o excesso de oferta No segundo caso o aumento do preço diminui a quantidade demandada e eleva a quantidade ofertada eliminando o excesso de demanda VAS CONCELLOS 2017 p 54 Sendo assim mediante a essa situação de equilíbrio de mercado podemos nos deparar com as seguintes situações UNICESUMAR UNIDADE 1 36 Deslocamentos das curvas de oferta e demanda Existem vários fatores que podem provocar deslocamento das curvas de oferta e de manda que evidentemente provocarão mudanças do ponto de equilíbrio do mercado Consideremos inicialmente o deslocamento da curva de demanda Na Figura 9 o ponto A é o ponto de equilíbrio inicial representado pela intersecção das curvas de oferta e demanda de determinado bem Nesse ponto o equilíbrio entre oferta e demanda que se dá ao preço P0 e a quantidade Q0 Nesse ponto temos coincidên cia de desejos em que a quantidade que os consumidores desejam consumir de de terminado bem ou serviço é a mesma que os ofertantes estão dispostos a produzir Suponhamos agora que os consumidores tenham um aumento da renda real ou seja aumento do poder aquisitivo Consequentemente coeteris paribus a demanda desse bem a um mesmo preço será maior em virtude do aumento da renda Assim ao preço P0 teremos um excesso de demanda que provocará gradativamente um aumento de preços Com os preços aumentando o excesso de demanda vai diminuindo até chegar ao novo ponto de equilíbrio ponto B Nesse ponto podemos observar um deslocamento da curva de demanda para a direita e o equilíbrio de mercado ocorrendo ao preço P1 e à quantidade Q1 Nesse ponto teremos um preço de mercado maior do que o inicial e o aumento da quantidade demandada e ofertada Os consumidores estarão pagando um preço mais alto pelo produto e as empresas estarão produzindo uma quantidade maior para atender a nova quantidade demandada PINDICK RUBINFELD 2013 Você sabia que o governo pode intervir no equilíbrio de mercado de determinados bens e serviços por meio do controle de preços Agora eu te convido a acessar o podcast Nele iremos falar sobre os efeitos dessa intervenção governamental sobre bens e serviços comercializado no mercado Se a demanda reduzir a oferta o preço se reduz Se a demanda aumentar a oferta o preço aumenta Se a demanda igualar com a oferta o preço não se altera 37 Consideremos agora o deslocamento da curva de oferta Na figura a seguir o ponto A é o ponto de equilíbrio inicial representado pela intersecção das curvas de oferta e demanda de determinado bem Nesse ponto o equilíbrio entre oferta e demanda se dá ao preço P0 e a quantidadeQ0 Nesse ponto temos coincidência de desejos em que a quantidade que os consumidores desejam consumir de de terminado bem ou serviço é a mesma que os ofertantes estão dispostos a produzir Para exemplificar como acontece o deslocamento da curva de oferta supo nhamos que ocorra uma diminuição dos preços das matériasprimas utilizadas na produção de determinado bem ou serviço Em virtude dessa redução dos cus tos de produção desse produto os produtores estarão dispostos a produzir uma quantidade maior desse bem aumentando assim a oferta do produto no merca do Nesse caso a curva de oferta se desloca para a direita Com esse deslocamento Preço P1 P0 Q0 Q1 Quantidade Demanda Demanda Oferta B A Descrição da Imagem a Figura 9 apresenta um gráfico em que o eixo horizontal mostra a quantidade total ofertada de determinado bem ou serviço e o eixo vertical o preço pago por unidade A curva de oferta é positivamente inclinada ou seja ascendente da esquerda para a direita A curva de demanda é negativamente inclinada ou seja descendente da esquerda para a direita O ponto A é o ponto de equilíbrio inicial representado pela intersecção das curvas de oferta e demanda de determinado bem Nesse ponto o equilíbrio entre oferta e demanda que se dá ao preço P0 e a quantidade Q0 Com um aumento da renda real ou seja aumento do poder aquisitivo a demanda desse bem a um mesmo preço será maior em virtude do aumento da renda Assim ao preço P0 teremos um excesso de demanda que provocará gradativamente um aumento de preços Com os preços aumentando o excesso de demanda vai diminuindo até chegar ao novo ponto de equilíbrio ponto B Nesse ponto observamos um deslocamento da curva de demanda para a direita e o equilíbrio de mercado ocorrendo ao preço P1 e à quantidade Q1 Figura 9 Deslocamento na curva de demanda Fonte Pindick e Rubinfeld 2013 UNICESUMAR UNIDADE 1 38 o ponto de equilíbrio passa do ponto A para o ponto B Nesse ponto podemos perceber modificações em termos de preço e quantidade que irão determinar o novo ponto de equilíbrio Em relação a oferta podemos perceber que no ponto B o preço de equilíbrio se tornará menor P1 e a quantidade disponível desse bem no mercado se tornará maior Q1 Em termos da demanda podemos observar que com a redução dos preços de mercado os consumidores estarão dispostos a consumir uma quantidade maior desse produto ocasionando um aumento da quantidade demandada no mercado Sendo assim podemos concluir que no ponto B teremos uma nova a coincidência de desejos em que a quantidade que os consumidores desejam consumir de determinado bem ou serviço é a mesma que os ofertantes estarão dispostos a produzir PINDICK RUBINFELD 2013 Preço P0 P1 Q0 Q1 Quantidade Demanda A B Oferta Oferta Descrição da Imagem a Figura 10 apresenta um gráfico em que o eixo horizontal mostra a quantidade total ofertada de determinado bem ou serviço e o eixo vertical o preço pago por unidade A curva Oferta representa a curva de oferta no período inicial e a curva Oferta a curva de oferta após o deslocamento para a direita P0 representa o preço inicial e Q0 a quantidade inicial P1 representa o preço e Q quantidade após o deslocamento da curva de oferta A curva Demanda representa a demanda de determinado bem ou serviços Os pontos A e B representam o equilíbrio entra oferta e demanda antes e após o deslocamento da curva de oferta A curva de oferta é positivamente inclinada ou seja ascendente da esquerda para a direita A curva de demanda é negativamente inclinada ou seja descendente da esquerda para a direita O ponto A é o ponto de equilíbrio inicial representado pela intersecção das curvas de oferta e demanda de determinado bem Nesse ponto o equilíbrio entre oferta e demanda que se dá ao preço P0 e a quantidade Q0 Figura 10 Deslocamentos na curva de oferta Fonte Pindick e Rubinfeld 2013 39 Em virtude da redução dos custos de produção os produtores estarão dispostos a produzir uma quantidade maior desse bem aumentando assim a oferta do produto no mercado Nesse caso a curva de oferta se desloca para a direita e o ponto de equilíbrio passa do ponto A para o ponto B Nesse ponto podemos perceber modificações em termos de preço e quantidade que irão determinar o novo ponto de equilíbrio Em relação a oferta podemos perceber que no ponto B o preço de equilíbrio se tornará menor P1 e a quantidade disponível desse bem no mercado se tornará maior Q1 Com um aumento da renda real ou seja aumento do poder aquisitivo a demanda desse bem a um mesmo preço será maior em virtude do aumento da renda Assim ao preço P0 teremos um excesso de demanda que provocará gradativamente um aumento de preços Com os preços aumentando o excesso de demanda vai diminuindo até chegar ao novo ponto de equilíbrio ponto B Nesse ponto observamos um deslocamento da curva de demanda para a direita e o equilíbrio de mercado ocorrendo ao preço P1 e à quantidade Q1 Entretanto podem existir algumas situações em que tanto a demanda quanto a oferta se deslocam de tempos em tempos A renda disponível dos consumidores aumenta conforme a economia cresce ou se contrai durante períodos de recessão econômica A demanda por alguns bens muda de acordo com as estações exem plo roupas de inverno com as variações dos preços dos bens relacionados um aumento no preço do petróleo leva a um aumento na demanda de gás natural ou simplesmente por causa de mudanças nos gostos De modo similar os salá rios custos de capital e o preço das matériasprimas também mudam de tempos em tempos e essas mudanças alteram a posição da curva de oferta PINDICK RUBINFELD 2013 As curvas de oferta e demanda também podem ser empregadas para acom panhar os efeitos dessas mudanças Na Figura 11 por exemplo deslocamentos para a direita tanto da curva de oferta quanto da curva da demanda resultam em um aumento no preço de P0 para P1 e na quantidade de Q0 para Q1 Em geral o preço e a quantidade vão se modificar em função de quanto as curvas da oferta e da demanda vão se deslocar UNICESUMAR UNIDADE 1 40 Oferta Oferta Preço P1 P0 Q0 Q1 Quantidade Demanda Demanda A B Descrição da Imagem a Figura 11 apresenta um gráfico em que o eixo horizontal mostra a quantidade total ofertada de determinado bem ou serviço e o eixo vertical o preço pago por unidade A curva Oferta representa a curva de oferta no período inicial e a curva Oferta a curva de oferta após o deslocamento para a direita P0 representa o preço inicial e Q0 a quantidade inicial P1 representa o preço e Q1 a quantidade após o deslocamento da curva de oferta A curva Demanda representa a demanda no período inicial e a curva Demanda representa a demanda após o deslocamento para a direita Os pontos A e B representam o equilíbrio entra oferta e demanda antes e após o deslocamento A curva de oferta é positivamente incli nada ou seja ascendente da direita para a esquerda A curva de demanda é negativamente inclinada ou seja descendente da esquerda para a direita O ponto A é o ponto de equilíbrio inicial representado pela intersecção das curvas de oferta e demanda de determinado bem Nesse ponto o equilíbrio entre oferta e demanda que se dá ao preço P0 e a quantidade Q0 Deslocamentos para a direita tanto da curva de oferta quanto da curva da demanda resultam em um aumento no preço de P0 para P1 e na quantidade de Q0 para Q1 no qual o equilíbrio passa do ponto A para o ponto B Em geral o preço e a quantidade vão se modificar em função de quanto as curvas da oferta e da demanda vão se deslocar Figura 11 Equilíbrio de mercado deslocamentos nas curvas de oferta e demanda Fonte Pindick e Rubinfeld 2013 Para prever a dimensão e a direção dessas mudanças precisamos saber caracte rizar quantitativamente a dependência da oferta e da demanda em relação aos preços e a outras variáveis que pode ser verificada por meio das elasticidades PINDICK RUBINFELD 2013 41 Elasticidade Se utilizarmos apenas as leis da oferta e da demanda para analisar o comportamento dos agentes econô micos isso pode restringir o entendimento sobre o funcionamento do mercado Por isso é importante utilizarmos o conceito de elasticidade que é uma forma mais precisa e eficaz de analisarmos aspectos complementares tanto do comportamento da oferta como da demanda É uma medida do quanto que compradores e vendedores respondem às mudanças nas condições de mercado A elasticidade consiste em um sinônimo de sensibilidade resposta reação de uma variável em resposta às mudanças em outras variáveis Basica mente consiste no percentual de alteração em uma determinada variável dada uma variação percentual em outra variável PINDICK RUBINFELD 2013 De acordo com o Ministério da Saúde 2012 o conceito de elasticidade pode ser aplicado em diver sas situações tais como Na análise de previsão de impactos de reajus tes de preços nas receitas ou despesas de um determinado setor da economia ou empresa Na análise quantitativa dos deslocamentos da oferta e demanda previsão e análise de mercado Na análise dos impactos de como uma mu dança do preço de um determinado bem ou serviço ofertado por uma empresa altera a procura deste produto Permite que as empresas tenham conhecimen to de como as variações na renda dos con sumidores que são seu públicoalvo afeta a procura dos bens e serviços ofertados por elas UNICESUMAR UNIDADE 1 42 Por meio do conceito de elasticidade é possível quantificar as variações tanto da oferta como da demanda que são decorrentes de variações nos preços e quanti dades de determinado produto Os tipos de elasticidades que estão relacionadas à demanda podemos clas sificálas como Elasticidade preço da demanda que mede o impacto que a variação de preço irá causar na quantidade demandada de um determinado bem ou serviço Elasticidade renda da demanda que mede o impacto que a variação na renda do consumidor irá causar na quantidade demandada de um de terminado bem ou serviço Elasticidade preço cruzada que o impacto que a variação do preço de um produto irá causar na quantidade demandada de um outro produto Já com relação a oferta esta pode ser classificada como elasticidade preço da oferta Ela mede a sensibilidade da oferta a variações no preço de determinado bem ou serviços ElasticidadesPreço da Demanda A elasticidade preço da demanda mede a sensibilidade da demanda de deter minado bem quando ocorrem variações no preço desse bem ou seja mede a resposta dos consumidores frente a uma variação no preço de um bem ou serviço PINDICK RUBINFELD 2013 A elasticidade preço da demanda pode ser calculada por meio da seguinte fórmula Elasticida de preço da demanda Variação na quantidade d e demanda Variação no preço Epd é a elasticidade preço da demanda P é o preço inicial do bem Q é a quantidade inicial do bem ΔQ é a variação absoluta na quantidade final em relação à inicial ΔP é a variação absoluta do preço final em relação ao inicial A elasticidade preço da demanda é geralmente um número negativo dado que existe uma relação inversa entre o preço e a quantidade demandada Quando o preço de uma mercadoria aumenta a quantidade demandada em geral cai Mas quando analisamos a elasticidade preço da demanda devemos verificar a magnitude da elasticidade de preço ou seja nos referimos ao seu valor absoluto por isso quando estamos calculando a elasticidade preço da demanda utilizamos o valor em modulo VICECONT NEVES 2007 UNIDADE 1 44 A elasticidade preço da demanda pode ser classificada em elástica inelástica ou unitária Se o valor da elasticidade preço da demanda foi maior que 1 a demanda do bem é considerada elástica em relação ao seu preço Se o valor da elasticidade preço da demanda foi me nor que 1 a demanda do bem é considerada inelástica em relação ao seu preço Se o valor da elasticidade preço da demanda foi igual a 1 a demanda do bem é considerada unitária em rela ção ao seu preço Quando a demanda de determinado bem é elástica em relação a seu preço os consumidores deste bem são sensíveis às alterações no preço Caso o preço deste pro duto aumente os consumidores diminuirão de forma significativa a quantidade procurada deste bem e caso ocorra uma redução do preço a quantidade demanda da aumentará muito Ou seja a quantidade demandada responde fortemente às variações no preço Bens que possuem substitutos apresentam uma demanda mais elástica porque são mais sensíveis à mudança de preço Um exemplo de bens substitutos seria o consumo de carne bovina e carne de frango Se a carne bovina tem seu preço elevado o consumidor busca alternativas procurando substituir o consumo de carne bovina por carnes mais baratas que se encaixem em seu orçamento como a carne de frango Isso acontece também com o etanol e com a gasoli na Quando o preço da gasolina sobe os consumidores passam a abastecer com etanol e consequentemente ocorre uma redução da demanda de gasolina e o au mento significativo da demanda de etanol Quando a demanda de determinado bem é inelásti ca os consumidores deste bem mudarão muito pouco a sua quantidade procurada mesmo que o preço suba 45 substancialmente Ou seja a quantidade demandada não responde fortemente às variações no preço Esse tipo de produto geralmente são bens essenciais bens de primeira necessidade que ou não têm substi tutos ou possuem poucas opções de substituição Um exemplo de bens essenciais são os medicamen tos Se uma pessoa consome um medicamento obriga tório para a sua vida provavelmente ela não deixará de consumilo por conta de alguma variação no preço Já quando a demanda de determinado bem é unitá ria uma variação no preço do bem não causa nenhuma variação na quantidade demandada desse bem Fatores que afetam a elasticidadepreço da demanda De acordo com Viceconti e Neves 2007 são quatro os fatores que explicam o valor numérico da elasticidade preço da demanda disponibilidade de bens substitutos essencialidade do bem importância relativa do bem no orçamento e o horizonte de tempo Essencialidade do bem quanto maior o grau de utilidade do produto para o consumidor menos elástica será a sua demanda De fato se o bem X é um produto essencial para o consumidor aumentos em seu preço reduzirão muito pouco a sua quantidade demandada e diminuições no seu preço aumentarão muito pouco seu consumo Disponibilidade de bens substitutos quanto menos substitutos tiver um determinado bem menos elástica será a sua demanda Se o bem possuir substitutos e se seu preço aumen tar o consumidor poderá reagir adquirindo maiores quantidades dos bens substitutos e menos quantidades do bem em questão UNICESUMAR UNIDADE 1 46 Caso o bem não possua substitutos o consumidor terá que continuar adquirindo o bem em questão e sua demanda será pouco afetada pelo aumento de seu preço Importância relativa do bem no orçamento do consumidor a importância relativa ou peso do bem no orçamento é dada pela proporção de quanto o con sumidor gasta no bem em relação a sua despesa total Então quanto mais o consumidor gasta com um produto dentro de sua cesta de consumo ou seja quan to maior o peso desse produto no orçamento maior a elasticidadepreço da demanda E quanto menor o peso deste produto no orçamento do consumidor menos elástica será a demanda Horizonte de tempo um intervalo de tempo maior permite que os consumidores de determinada mercado ria descubram mais formas de substituíla quando seu preço aumenta Ou seja a elasticidadepreço da deman da tende a aumentar no tempo as elasticidades calcu ladas a longo prazo são maiores que as de curto prazo Relação entre a elasticidade preço da de manda e a receita total dos produtores Outra questão importante quando estamos estudando a elasticidade preço da demanda consiste na relação entre a elasticidade preço da demanda e a receita total dos produtores Entender a elasticidadepreço da demanda de um bem é fundamental para o empresário que o produz porque esse conhecimento lhe dará os reflexos das va riações de preço sobre a demanda pelo seu produto Se o preço do bem aumentar consequentemente a quantidade vendida desse bem irá diminuir Mediante a esta variação o que ocorre com a receita total da empre sa O que acontecerá depende na verdade da reação da 47 demanda a variações de preços Sendo assim a variação da receita depende da elasticidadepreço da demanda porque a receita pode aumentar ou diminuir Isso vai depender da elasticidade da demanda de cada produto VICECONTI NEVES 2007 Para que possamos compreender melhor essas va riações na receita da empresa que são causadas pela variação do preço precisamos compreender o conceito de receita total A receita total do vendedor RT corresponde ao seu próprio faturamento RT é dada por RT PxQ RT preço unitário x quantidade vendida De acordo com Viceconti e Neves 2007 a receita total pode apresentar os seguintes comportamentos em rela ção a elasticidade da demanda Se a demanda de determinado bem ou serviço for elástica um aumento do preço no mercado reduzirá a receita total dos produtores e uma diminuição do preço elevará a receita total dos produtores Se a demanda de determinado bem ou serviço for inelástico um aumento ou diminuição do seu preço no mercado acarretarão mudanças no mesmo sentido na receita total dos produtores ou seja ela se elevará ou se reduzirá respectivamente Se a demanda de determinado bem ou serviço for unitária a receita total dos produtores não se alterará UNICESUMAR UNIDADE 1 48 ElasticidadeRenda da Demanda Variações na renda dos consumidores também pode provocar variações na quantidade demandada Sendo assim a elasticidade renda da demanda mede a variação na quantidade demandada de um bem quando a renda do consumidor varia coeteris paribus Neste caso o preço permanece inalterado o que muda é a renda Uma renda mais alta aumenta a quantidade demandada de um bem normal mas diminui a quantidade demandada de bens inferiores PINDICK RUBINFELD 2013 A elasticidade renda da demanda pode ser calculada por meio da seguinte fórmula Elasticidade renda da demanda variação naquantidadedemandada variação darenda Em que ERD É a elasticidade renda da demanda R é a renda inicial do consumidor Q é a quantidade inicial do bem Q é a variação absoluta na quantidade final em relação a inicial R é a variação absoluta da renda final em relação a inicial Se a razão entre a variação percentual da quantidade demanda e a variação per centual da renda apresentar um valor negativo ERD 0 o bem em questão é inferior nesse caso a quantidade demandada varia no sentido contrário à va riação da renda Se o coeficiente apresentar um valor positivo o bem poderá ser normal ERD 0 nesse caso a quantidade demandada varia no mesmo sentido da variação da renda Se o coeficiente apresentar um valor igual a 1 o bem poderá ser essencial ERD 1 nesse caso a quantidade demandada não varia com a variação da renda VICECONTI NEVES 2007 RD Q R Q Q E x R Q R R 49 ElasticidadePreço Cruzada da Demanda A elasticidade preço cruzada da demanda mede a sensibilidade da demanda do bem X a variações nos preços de outros bens É a variação percentual da quanti dade demandada do bem X dada uma variação percentual no preço do bem Y coeteris paribus VICECONTI NEVES 2007 Ou seja a elasticidade preço cruzada da demanda mede a variação percentual na quantidade demandada por um bem dado uma variação percentual no preço de outro bem PINDICK RUBINFELD 2013 A elasticidade preço cruzada da demanda pode ser calculada por meio da seguinte fórmula Elasticidade preço cruzada da demanda variação naquantidadedemandadado bem x variação do preçodobem y Em que Epcd é a elasticidade preço cruzada da demanda Py é o preço inicial do bem y Q é a quantidade inicial do bem x Qx é a variação absoluta na quantidade final em relação a inicial do bem x Py é a variação absoluta do preço final em relação ao inicial do bem y Se a elasticidade preço cruzada da demanda for positiva os bens são considerados substitutos Se a elasticidade preço cruzada da demanda for negativa os bens são considerados complementares x y x x pcd y x y y Q P Q Q E x P Q P P UNICESUMAR UNIDADE 1 50 Elasticidade cruzada da demanda positiva Neste caso o aumento do preço de um produto gera um aumento da demanda do bem substituto Exemplo se o consumidor é indiferente com relação à manteiga e a margarina ele consumirá o bem que possuir menor preço Descrição da Imagem a Figura 12 apresenta um diagrama contento três caixas onde cada caixa é interligada por uma seta Cada caixa apresenta informações sobre o exemplo descrito A primeira descreve o tipo de bem a ser considerado a segunda contém a descrição e a terceira apresenta um exemplo de bens substitutos Figura 12 Exemplo de elasticidade cruzada da demanda positiva Fonte a Autora Este diagrama apresenta um exemplo de elasticidade preço da demanda positiva Esse caso referese aos bens substitutos no qual a quantidade demandada do bem 1 cresce com o aumento do preço do bem 2 O exemplo desse caso referese ao consumo de manteiga e margarina Bens Substitutos A quantidade demandada do bem 1 cresce com o aumento do preço do bem 2 Exemplo Manteiga e Margarina 51 Elasticidade cruzada da demanda negativa Nesse caso o aumento no preço de um bem leva a uma redução na quantidade demandada de outro bem dados que são bens complementares Um exemplo disso são a demanda de automóveis e gasolina Se o preço dos automóveis cai a demanda por gasolina deverá aumentar Descrição da Imagem a Figura 13 apresenta um diagrama contento três informações a primeira descreve o tipo de bem a ser considerado a segunda contém a descrição e a terceira apresenta um exemplo de bens complementares Figura 13 Exemplo de elasticidade cruzada da demanda negativa Fonte a Autora O diagrama apresenta um exemplo de elasticidade preço da demanda negativa Esse caso referese aos bens complementares no qual a quantidade demandada do bem 1 diminui com o aumento do preço do bem 2 O exemplo desse caso referese ao consumo de automóveis e gasolina Bens Complementares A quantidade demandada do bem 1 diminui com o aumento do preço do bem 2 Exemplo Automóveis e Gasolina UNICESUMAR UNIDADE 1 52 ElasticidadePreço da Oferta A elasticidade preço da oferta mede a sensibilidade da oferta a variações no preço do bem X Mede a variação percentual da quantidade ofertada dada uma variação percentual no preço de determinado bem ou serviço VICECONTI NEVES 2007 A elasticidade preço cruzada da demanda pode ser calculada por meio da seguinte fórmula Elasticidade preço da oferta variação naquantidadeofertada variação no preço Em que Epo é a elasticidade preço da oferta P é o preço inicial do bem Q é a quantidade ofertada inicial do bem Q é a variação absoluta na quantidade ofertada final em relação a inicial P é a variação absoluta do preço final em relação ao inicial A elasticidade preço da oferta é normalmente positiva porque um preço mais alto incentiva os produtores a aumentar a produção Ela está relacionada com a inclinação da curva de oferta Quanto mais horizontal for a curva de oferta maior será a variação da quantidade ofertada em virtude da variação do preço Quanto mais vertical for a curva de oferta menor será a variação da quan tidade ofertada em virtude da variação do preço APLICAÇÕES Por meio conteúdo apresentado vamos verificar como podemos aplicar os con ceitos de oferta demanda equilíbrio de mercado e elasticidade na prática Mediante ao exposto vamos analisar a seguinte situação Considere o mercado de computadores portáteis O preço desse produto no mercado varia entre R155000 a R 5000 A Tabela 2 apresenta os dados refe rente ao preço quantidades ofertadas e demandadas desse produto o o o po Q Q Q P E x P Q P P 53 Preço Quantidades demandadas Quantidades ofertadas R 155000 500 100 R 200000 300 150 R 250000 200 200 R 350000 150 300 R 500000 100 500 Tabela 2 Preço quantidade demandada e quantidade ofertada do mercado de computadores portáteis Fonte a Autora Para verificarmos como se dá o funcionamento deste mercado é importante observarmos o comportamento da oferta e da demanda A partir dos valores observados na Tabela 2 foi possível construir a curva de demanda e de oferta dos computadores portáteis Figura 12 no qual os eixos verticais representam os preços R dos computadores e nos eixos horizontais são verificadas quantida des demandadas curva de demanda e ofertadas curva de oferta desse produto Preço Preço R5000 R3500 R2500 R2000 R1550 R5000 R3500 R2500 R2000 R1550 100 150 200 300 500 100 150 200 300 500 Oferta Quantidade Quantidade Curva de oferta de computadores portáteis Curva de demanda de computadores portáteis Demanda Descrição da Imagem a Figura 14 apresenta dois gráficos O gráfico da esquerda apresenta a curva de oferta de computadores portáteis e o gráfico da direita representa a curva de demanda de computadores portáteis No gráfico da esquerda o eixo horizontal representa a quantidade de computadores portáteis e no eixo vertical o preço desse produto A curva de oferta é positivamente inclinada indicando que à medida que o preço dos computadores portáteis de R1550 para R2000 até chegar ao preço de R5000 a quantidade que o produtor está disposto a ofertar no mercado é maior ao preço de R1550 100 computadores são ofertados ao preço de R2000 150 computadores são ofertados até chegar a 500 computadores ofertados ao preço de R5000 Figura 14 Curvas de oferta e demanda de computadores portáteis Fonte a Autora UNICESUMAR UNIDADE 1 54 É possível observar pela curva de demanda que quanto maior o preço menor a quantidade demandada e quanto menor o preço maior a quantidade demandada Por meio da curva de oferta é possível verificar que com um aumento do preço dos computadores os vendedores tendem a ofertar mais sendo assim há uma elevação da quantidade ofertada Enquanto uma redução do preço dos com putadores deve reduzir a quantidade ofertada Conforme a lei geral da oferta a relação entre a oferta de computadores e o preço desse produto é positiva direta Após realizarmos a análise individual das curvas de oferta e demanda pre cisamos encontrar o ponto de equilíbrio desse mercado Para isso precisamos realizar a análise conjunta dessas curvas Na Tabela 3 são apresentadas as informações do mercado computadores referen te à demanda e à oferta a qual permite verificar o preço e a quantidade de equilíbrio Preço R Quantidades Situação de mercado Demandadas Ofertadas R 155000 500 100 Excesso de demanda escassez de oferta R 200000 300 150 Excesso de demanda escassez de oferta R 250000 200 200 Equilíbrio entre oferta e demanda R 350000 150 300 Excesso de oferta escassez de demanda R 500000 100 500 Excesso de oferta escassez de demanda Tabela 3 Oferta demanda e situação do mercado de computadores em cada nível de preços Fonte a Autora Descrição da Imagem No gráfico da direita o eixo horizontal representa a quantidade de computado res portáteis e no eixo vertical o preço desse produto A curva de demanda é negativamente inclinada indicando que à medida que o preço do computador aumenta de R1550 para R2000 até chegar ao preço de R5000 a quantidade que os consumidores estão dispostos a adquirir desse produto diminui ao preço de R1550 500 computadores são demandados ao preço de R2000 300 computadores são demandados até chegar a 100 computadores demandados ao preço de R5000 55 Essas informações também podem ser representadas graficamente R5000 R3500 R2500 R2000 R1550 100 150 200 300 500 Oferta Demanda Quantidade Excesso de oferta Equilíbrio do mercado de computadores portáteis Excesso de demanda Preço Descrição da Imagem a Figura 15 apresenta um gráfico no qual o eixo horizontal mostra a quantidade total de computadores e o eixo vertical o preço pago por unidade A curva de oferta é positivamente in clinada ou seja ascendente da direita para a esquerda A curva de demanda é negativamente inclinada ou seja descendente da esquerda para a direita O equilíbrio de mercado se dá no ponto da intersecção entre as curvas de oferta e demanda em que o preço de equilíbrio é de R 250000 e a quantidade ofer tada e demandada é de 200 unidades Nesse ponto temos a intersecção das curvas de oferta e demanda que representa a coincidência de desejos em que a quantidade que os consumidores desejam consumir de computadores portáteis é a mesma que os ofertantes estão dispostos a produzir Pontos acima do ponto de equilíbrio representa uma situação de excesso de oferta e pontos abaixo do ponto de equilíbrio representa uma situação de excesso de demanda de computadores portáteis Figura 15 Equilíbrio no mercado de computadores portáteis Fonte a Autora Observase também que quando o preço está fora do equilíbrio pode gerar um excesso de demanda ou excesso de oferta Quando o preço está abaixo do preço do de equilíbrio ocorre um excesso de demanda e quando o preço é superior ao preço de equilíbrio gera um excesso de oferta Agora considere a seguinte situação o preço de mercado dos computadores portáteis é de R2500 e a quantidade demandada é de 200 unidades Entretanto houve um aumento no preço de venda deste produto de 20 passando a ser co mercializado a R3000 A esse novo preço a quantidade demandada desse produ to passou a ser de 170 unidades Mediante a essa situação vamos calcular e analisar a elasticidade preço da demanda desse produto no mercado para compreender a sensibilidade da demanda desse produto em relação ao aumento do preço As informações para o cálculo da elasticidade estão descritas na Tabela 4 que apresenta os dados referentes ao mercado antes e depois da mudança de preços São apresentadas a quantidade consumida de computadores portáteis a variação da quantidade demandada e a variação da quantidade ofertada UNICESUMAR Período Quantidade consumida Preço ΔQ Inicial 200 R2500 ΔQ Final 170 R3000 170200 30 3000 2500 500 Tabela 4 Informações sobre preço quantidade consumida e variações de preço e quantidade de computadores portáteis Fonte a Autora Para realizarmos o cálculo da elasticidade preço da demanda utilizamos a seguinte fórmula Epd ΔQ Q ΔP P Q ΔQ ΔP Epd 2500 200 30 500 75000 100000 075 075 Por meio da utilização da fórmula da elasticidade encontramos que a elasticidade preço da demanda de computadores portáteis é de 075 Como esse valor é menor que 1 podemos afirmar que a demanda de computadores portáteis é considerada inelástica em relação ao seu preço ou seja os consumidores deste produto mudarão muito pouco a sua quantidade demandada mesmo que o preço suba substancialmente Ou seja a quantidade demandada não responde fortemente às variações no preço Outra questão importante de se observar consiste na relação entre a elasticidade preço da demanda e a receita total dos produtores Dado que já calculamos a elasticidade precisamos calcular a receita total desses produtores para verificar a sensibilidade dessa variável em virtude da variação do preço 57 Por meio do cálculo da receita total po demos observar que ao preço de R2500 e a quantidade demandada de 200 unida des a receita total dessa empresa era de R500000 Com o aumento do preço para R3000 e a redução da demanda para 170 unidades a receita total foi para R510000 Por meio dos dados podese observar um aumento na receita total após a variação do preço Portanto podemos concluir que dado que a demanda desse produto é inelástica aumentos no preço ocasiona rão redução da quantidade demandada e aumento da receita total Caro a aluno a chegamos ao final desta unidade e espero que você tenha compreendido os conceitos fundamentais da microeconomia Observamos inicial mente a importância da microeconomia para as análises econômicas e por meio da abordagem dos conceitos de oferta de manda equilíbrio de mercado e das elas ticidades foi possível compreender como se dá o comportamento dos mercados dos bens e serviços que são produzidos na economia em um determinado período Sendo assim podemos concluir que o conteúdo abordado nessa unidade é de sig nificativa importância e servirá como base de análise para os demais temas abordados ao longo desta disciplina UNICESUMAR 58 1 O resultado do cálculo da elasticidade cruzada da demanda pode ser tanto um valor positivo quanto negativo esse valor irá depender do tipo de bem que se está sendo analisado Dado que a elasticidade cruzada da demanda é negativa assinale a alter nativa correta sobre qual tipo de bem é considerado neste caso a Complementares b Substitutos c Bens normais d Bens inferiores e Bens de Giffen 2 A Tabela a seguir apresenta os dados de preço médio e consumo de gás de cozinha em um determinado município brasileiro Determine a elasticidade preço da deman da desse produto e descreve se ela é elástica inelástica ou unitária Período Preço médio Quantidade de botijão vendido Maio2021 R 8317 1000 Junho2021 R 8615 990 Tabela 6 Período preço médio e quantidade vendida de botijão de gás Fonte a Autora 3 Um mercado estará em equilíbrio quando toda a quantidade produzida for consumida quantidade de equilíbrio a um determinado preço preço de equilíbrio Entretanto podem existir situações em que a demanda varia em relação a oferta e isso pode causar modificações no preço de mercado de determinado bem ou serviço Mediante a essa informação avalie as afirmações referentes ao equilíbrio de mercado I Se a demanda for menor que a oferta o preço se reduz II Se a demanda for maior que a oferta o preço aumenta III Se a demanda for igual a oferta o preço não se altera É correto o que se afirma em 59 a I apenas b II apenas c I e II apenas d II e III apenas e I II e III 4 A microeconomia é um dos temas mais importantes estudados pelas Ciências Eco nômicas pois examina o comportamento das unidades econômicas individuais Des creve de forma detalhada as quatro principais características da microeconomia 5 Defina o conceito de demanda e aponte os principais fatores que podem influenciar a quantidade demandada de determinado bem ou serviço Período Quantidade demandada Preço Receita total Preço x Quantidade Inicial 200 R 2500 R2500 x 200 500000 Final 170 R 3000 R3000 x 170 510000 Tabela 5 Quantidade demanda preço e receita total do mercado de computadores portáteis Fonte a Autora 2 Teoria do Consumidor Dr Marcos Aurélio Brambilla Na segunda Unidade você terá a oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre a teoria do consumidor a fim de entender o comportamento do consumidor Dessa forma vamos estudar as pre ferências do consumidor e como elas podem ser representadas Além disso compreenderemos o papel da restrição orçamentária do con sumidor e tomadas de decisões de consumo UNIDADE 2 62 Olá caro a aluno a em decorrência da pandemia da covid19 houve grandes mudanças estruturais na economia sendo que o consumo das famílias foi afetado de forma significativa Foi observado que uma das grandes consequências foi o aumento do ecommerce comércio eletrônico Um dos destaques nas compras online foram as compras de alimento Em meio a esse cenário suponha que você é um gestor de uma empresa que entrega marmitas Mesmo o seu produto apresentando uma qualidade superior a rentabilidade do negócio dependerá do preço Essa marmita que você estará oferecendo ao mercado apresenta diversas opções que chamam a atenção dos consumidores estando dispostos a pagar mais pelo seu produto mas quanto a mais Dessa for ma a empresa pode realizar uma análise das preferências do consumidor e de sua renda sabendo que é limitada e assim estimar a demanda Nesse sentido caro a aluno a o estudo da teoria do consumidor aborda especificamente o comportamento do consumidor avaliando suas decisões de consumo Foi apresentado o ramo de alimentação mas como sabemos na econo mia existe uma infinidade de bens e serviços para o consumo e com esse estudo é possível compreender como o consumidor escolhe a quantidade de cada bem ou serviço para o seu consumo considerando a sua renda Com isso a teoria do consumidor contribui para o entendimento da melhor alocação de bens e serviços dos consumidores e assim pode auxiliar os consu midores a atingir seu maior grau de satisfação além de poder contribuir para a definição de preços de bens e serviços pelos empresários Para isso deve ser considerado as preferências do consumidor e a renda que ele possui Considere dois conjuntos de itens alimento A e vestuário V e que as pre ferências do consumidor sejam representadas pela soma 2A V Diante disso considere três combinações de quantidade de cada item 1ª tem 11 unidades de alimento e 1 unidade de vestuário 2ª tem 8 unidades de alimento e 4 unidades de vestuário 3ª tem 2 unidades alimento e 10 unidades de vestuário A partir disso é possível verificar qual das combinações o consumidor irá preferir que pode ser verificada pelas suas preferências 1ª combinação 2 2 11 1 22 1 23 A V x 2ª combinação 2 2 8 4 16 4 20 A V x 3ª combinação 2 2 2 10 4 10 14 A V x Pode ser observado que as três combinações possuem quantidades dos dois bens iguais sendo 12 itens porém pelo valor observado podemos verificar que o consumidor prefere a 1ª combinação Mas não pode ser considerado apenas o nível de satisfação do consumidor pois o consumidor sempre vai preferir uma combinação com mais bens Desse modo deve ser verificada a sua renda seguindo a mesma situação temos que o preço de cada alimento é R2000 e de cada vestuário é R1000 e a renda é R20000 Diante dessa restrição orçamentária do consumidor devemos identificar o consumo dos bens que proporcionem a melhor satisfação mas que ele possa consumir com sua renda Segue abaixo o valor que representa cada combinação considerando que PA é o preço de alimentos e PV é o preço do vestuário 1ª combinação PA A PV V 20 11 10 1 R 23000 2ª combinação PA A PV V 20 8 10 4 R 20000 3ª combinação PA A PV V 20 2 10 10 R 14000 Dados os resultados para cada combinação observamos que apenas a segunda e terceira combinações podem ser consumidas dada a sua renda de R20000 Portanto a combinação escolhida pelo consumidor será a segunda com 8 unidades de alimentos e 4 unidades de vestuário pois gera a maior satisfação para o consumidor dentre as combinações que podem consumir com sua renda A situação apresentada está comparando dois conjuntos de itens de bens comuns para os consumidores alimentos e vestuários mas pode ser considerado para avaliar o comportamento do consumidor outros conjuntos de bens e serviços e que estão presentes no dia a dia A partir da situação apresentada reflita um pouco sobre os seguintes questionamentos Qual seria a escolha do consumidor para outro conjunto de bens Como seria a escolha do consumidor a partir de outros tipos de equação para suas preferências Qual a influência no grau de satisfação do consumidor com uma alteração nos preços ou na renda UNIDADE 2 64 Desse modo é fundamental o entendimento do comportamento do consumidor pois este é considerado que ele tome suas decisões de forma racional Apesar de algumas vezes as decisões dos consumidores não serem racionais o desenvol vimento de um modelo poderá auxiliar na formação de demanda de diversos bens e serviços além de ser um instrumento importante na avaliação da toma da de decisões dos consumidores De acordo com Haffner 2013 a teoria do consumidor tem o objetivo de apresentar o comportamento dos consumidores considerando determinadas variáveis Para a melhor compreensão do comportamento do consumidor vamos co nhecer passo a passo primeiro iremos conhecer as preferências do consumidor com o intuito de definir a função utilidade por meio de suas preferências depois as restrições orçamentárias que apresenta o papel da renda dos consumidores e como alterações nos preços e na renda pode afetar o consumo logo mais a escolha do consumidor e a utilidade marginal que mostra as melhores decisões dos consumidores e finalmente as aplicações para a visualização prática de como quantificar as escolhas dos consumidores PREFERÊNCIAS DO CONSUMIDOR Como o mercado apresenta inúmeros bens e serviços disponíveis para a for malização das preferências do consumidor foram analisadas nesta unidade as cestas de mercado com dois conjuntos de itens como apresentado por Baidya et al 2014 Besanko e Braeutigan 2014 Frank 2013 Haffner 2013 Pindyck e 65 Rubinfeld 2013 Varian 2021 e Wall 2015 Assim é possível verificar a prefe rência de bens específicos pelos consumidores A cesta de mercado representa o conjunto de itens de um ou mais bens e serviços Dessa forma podemos avaliar o comportamento do consumidor de forma adequada a partir da comparação de dois conjuntos de itens de um ou mais bens e serviços Uma cesta de mercado pode ser representada por diversas combinações com dois conjuntos de itens de bens e serviços como alimentação e vestuário ali mentação e moradia carne e arroz carro e alimentação lazer e educação feijão e demais alimentos calçados e roupas etc Vale destacar que deve ser considerada a renda que o consumidor destina para o consumo dos dois conjuntos de itens analisados Por exemplo caso a análise for direcionada para o conjunto de itens de alimentação e moradia deve ser considerada toda a renda para o consumo de alimentação e moradia Pode ser verificado na Tabela 1 um exemplo com cinco cestas de mercado para alimentação e carro Cesta de Mercado Unidades de alimento Unidades de carro A 20 4 B 50 2 C 30 3 D 10 5 E 70 1 Tabela 1 Cestas de mercado de alimentação e carro Fonte o Autor UNICESUMAR UNIDADE 2 66 Conforme a Tabela 1 uma cesta de mercado pode ser preferida a outra que contenha uma combinação diferente de mercadorias ou ser indiferente a outra Pode ser observado que na cesta A o consumidor adquiri 20 unidades de alimen to e 4 unidades de carro na cesta B o consumo é de 50 unidades de alimento e 2 unidades de carro na cesta C o consumo é de 30 unidades de alimento e 3 unida des de carro na cesta D o consumo é de 10 unidades de alimento e 5 unidades de carro e na cesta E o consumo é de 70 unidades de alimento e 1 unidades de carro De acordo com Frank 2013 as preferências dos consumidores podem ser verificadas pela suposição de que os indivíduos são racionais No entanto deve ser considerado que existe diferentes razões para as escolhas de consumo pois os indivíduos podem apresentar gostos eou necessidades diferentes Qual o consumo que você considera mais importante que seria a sua prioridade Tem in divíduos que priorizam a alimentação gastam mais com alimentos do que outros tipos de bens e serviços Outros priorizam vestuário preferindo o consumo de roupas de qualida de por exemplo ou calçados mais confortáveis ou ainda colecionadores que priorizam o consumo de objetivos antigos etc PENSANDO JUNTOS Sabendo que os indivíduos possuem preferências ou seja preferem alguns bens e serviços em relação a outros é possível determinar as preferências de um in divíduo ou de um grupo de indivíduos Dessa forma para avaliar a teoria do comportamento do consumidor é necessário considerar três premissas básicas sobre preferências que são integralidade transitividade e mais é melhor do que menos PINDYCK RUBINFELD 2013 67 Essas premissas básicas constituem a base da teoria do consumidor Dada a com plexidade na para a tomada de decisão para o consumo elas não conseguem explicar totalmente o comportamento do consumidor porém consideram as racionalidades dos consumidores para uma análise mais aprofundada no seu comportamento PINDYCK RUBINFELD 2013 OLHAR CONCEITUAL PREMISSAS BÁSICAS SOBRE PREFERÊNCIAS INTEGRALIDADE É considerado que as preferências são completas Ou seja os consumidores conseguem realizar a comparação e a ordenação de todas as cestas de mercado Desse modo dado duas cestas A e B o indivíduo pode preferir a cesta A à cesta B preferir a cesta B à cesta A ou ainda ser indiferente entre as duas cestas nesse caso tanto a cesta A quanto a cesta B deverá apresentar a mesma satisfação para o consumidor TRANSITIVIDADE As preferências são transitivas Nesse sentido considerando as cestas A B e C se um consumidor prefere a cesta A à cesta B e prefere a cesta B à cesta C assim ele também vai preferir a cesta A à cesta C Por exemplo se um consumidor prefere maçã importada à maçã verde e prefere maçã verde à maçã fuji então ele também vai preferir a maçã importada à maçã fuji MAIS É MELHOR DO QUE MENOS Por uma questão didática vamos presumir que os consumidores desejam todas as mercadorias Sendo assim os consumidores sempre preferem maiores quantidade de cada uma das mercadorias nunca chegando a um máximo de satisfação UNICESUMAR UNIDADE 2 68 De acordo com Haffner 2013 as preferências do consumidor podem ser representadas graficamente Nesse sentido a partir das premissas básicas sobre as preferências é possível apresentar as cestas de mercado que são preferíveis a outras e cestas de mercado que são indiferentes a outras Dessa forma são constituídas as curvas de indiferença que representa as cestas de mercado que oferecem o mesmo grau de satisfação para o consumidor Para a apresentação de uma curva de indiferença vamos utilizar combina ções de cestas de mercado de alimento e vestuário representada na Figura 1 Assim é possível ordenar as cestas de mercado de acordo com as preferências do consumidor Vestuário Unidades por mês 50 40 30 20 10 B F A C E 10 20 30 40 Alimento Unidades por mês Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico que mostra seis pontos com diferentes combinações de cesta de mercado de vestuário e alimento formando uma curva de indiferença convexa arqueada para dentro O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês Sendo que U curva de indiferença representa a ligação entre os postos B com 10 unidades de alimento e 50 unidades de vestuário A com 20 unidades de alimento e 30 unidades de vestuário e C com 40 unidades de alimento e 20 unidades de vestuário O ponto D com 30 unidades de alimento e 40 unidades de vestuário está à direita e acima da curva de indiferença enquanto os pontos E com 10 unidades de alimento e 20 unidades de vestuário e F com 10 unidades de alimento e 40 unidades de vestuário estão à esquerda e abaixo da curva de indiferença Figura 1 Uma curva de indiferença Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 70 69 Segundo Pindyck e Rubinfeld 2013 a curva de indiferença apresenta todas as combinações de cestas de mercado que oferecem o mesmo nível de satisfação para o consumidor Dessa forma no Figura 1 a curva de indiferença indica que qualquer ponto ao longo da curva o consumidor é indiferente em relação a esco lha da cesta de mercado ou seja as cestas B A ou C fornecem a mesma satisfação para o consumidor As cestas relacionadas à curva de indiferença B A ou C são preferíveis a todas as cestas à esquerda e abaixo da curva como as cestas E e F Por outro lado toda cesta à direita e acima da curva de indiferença como a cesta de mercado D é preferível às cestas B A e C A Figura 1 apresentou apenas uma curva de indiferença porém existem inú meras curvas de indiferença relacionado às preferencias do consumidor Diante disso será utilizado algumas curvas de indiferença que conforme Frank 2013 é denominado de mapa de indiferença A Figura 2 apresenta um mapa de indiferen ça com três curvas de indiferença que representa as preferências do consumidor Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico com três curvas de indiferença convexa sendo apresentado em cada curva uma cesta de mercado com combinações de vestuário e alimento O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês A primeira curva de indiferença I1 apresenta o ponto C a segunda curva de indi ferença I2 apresenta o ponto B e a terceira curva de indiferença I3 apresenta o ponto A Sendo que a curva mais longe da origem é curva I3 e a curva mais próxima da origem é a curva I1 Figura 2 Um mapa de indiferença Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 71 Vestuário unidades por mês Alimento unidades por mês C B A I3 I2 I1 UNICESUMAR UNIDADE 2 70 Cada curva de indiferença apresenta um nível de satisfação distinto quanto mais distante da origem maior a satisfação do consumidor Assim é evidenciado a validade das premissas básicas integrali dade pois os consumidores comparam e ordenam as cestas de mercado formando as curvas de indiferença transitividade duas curvas de indiferença não podem se cruzar pois a cesta que representa o ponto do intercepto do cruzamento das curvas teoricamente apresentaria o mesmo nível de satisfação e ao mesmo tempo depen dendo da altura da curva ambas poderiam ser preferível a outra violando a premissa por fim a Figura 2 satisfaz a premissa de que quanto maior a quantidade de bens maior a satisfação do consumidor Vimos que em uma curva de indi ferença temos diversas combinações de cestas de mercado a qual apresenta a mes ma satisfação para o consumidor Desse modo conforme Baidya et al 2014 uma mudança de cesta de mercado em uma mesma curva de indiferença é definida por uma taxa chamada de taxa marginal de substituição TMS que mede quanto o consumidor abre mão de um bem para consumir outro bem mantendo o mesmo nível de satisfação ou seja verifica a incli nação da curva Vale destacar que a TMS varia ao longo da curva de indiferença como pode ser observado na Figura 23 71 Vestiário unidades por mês 16 14 12 10 8 6 4 2 1 2 3 4 5 Alimento unidades por mês 6 1 4 1 2 1 1 1 A B C D E Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico com uma curva de indiferença convexa a qual apresenta as variações que servirão para determinar a taxa marginal de substituição entre vestuário e alimento O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês O ponto A apresenta o consumo de 1 unidade de alimento e 16 unidades de vestuário nesse ponto o consumidor está disposto a se desfazer de 6 unidades de vestuário para consumir 1 unidade de alimento No ponto B temos o consumo de 2 unidades de ali mento e 10 unidades de vestuário nesse ponto o consumidor está disposto a se desfazer de 4 unidades de vestuário para consumir 1 unidade de alimento O ponto C apresenta o consumo de 3 unidades de alimento e 6 unidades de vestuário nesse ponto o consumidor está disposto a se desfazer de 2 unida des de vestuário para consumir 1 unidade de alimento No ponto D temos o consumo de 4 unidades de alimento e 4 unidades de vestuário nesse ponto o consumidor está disposto a se desfazer de 1 unidade de vestuário para consumir 1 unidade de alimento chegando ao ponto E com 5 unidades de alimento e 3 unidades de vestuário Figura 3 Taxa marginal de substituição Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 72 Podemos observar na Figura 3 que a curva de indiferença apresenta uma carac terística importante da teoria do consumidor a convexidade com o movimento para baixo da curva de indiferente há uma queda da TMS Ou seja há um au mento da curva de indiferença pois ela se torna menos negativa UNICESUMAR Quando verificamos que o consumidor está no ponto A da Figura 3 ele tem um consumo muito alto de vestuário em relação ao consumo de alimento dessa forma ele está disposto a se desfazer de uma grande quantidade de vestuário para adquirir uma unidade a mais de alimento e conforme o movimento ao longo da curva ele abre mão cada vez menos de vestuário para adquirir uma unidade de alimento até chegar em um equilíbrio O mesmo acontece com a relação entre o alimento e o vestuário se o consumidor consome uma grande quantidade de alimento em relação ao consumo de vestuário ele abre mão de uma quantidade grande alimento para adquirir uma unidade de vestuário fazendo o movimento contrário da curva de indiferença De acordo com Baidya et al 2014 também podemos apresentar a TMS como TMS ΔVΔA em que ΔV representa a variação das unidades consumidas de vestuário e ΔA se refere à variação das unidades consumidas de alimento Como o valor da relação das variações é sempre negativo foi acrescentado na fórmula o sinal negativo para que o valor da TMS seja positivo Deve ser reforçado que a TMS ao longo da curva não é constante Por exemplo no ponto A da Figura 3 a TMS é dada por TMS ΔVΔA 61 6 nesse caso o consumidor está disposto a trocar 6 unidades de vestuário por 1 unidade de alimento sem alterar seu nível de satisfação Enquanto no ponto D da Figura 3 a TMS é dada por TMS ΔVΔA 11 1 nesse caso o consumidor está disposto a trocar 1 unidade de vestuário por 1 unidade de alimento Com isso segundo Pindyck e Rubinfeld 2013 a convexidade da curva de indiferença é esperada para a apresentação das preferências do consumidor Contudo existem casos extremos que sugerem outras formas para a curva de indiferença como é para os bens que são substitutos perfeitos e complementares perfeitos conforme mostra a Figura 4 73 O consumo de bens substitutos perfeitos considera dois bens que são indife rentes para o consumidor não importando qual será consumido Na Figura 4 a foi apresentado a manteiga e a margarina portanto o consumidor não tem preferência de consumo entre esses dois bens por exemplo se ele consome 4 uni dades será indiferente se ele consumir 4 unidades de manteiga ou 4 unidades de margarina ou 2 unidades de manteiga e 2 unidades de margarina o consumidor terá a mesma satisfação Assim a TMS será constante ou seja sempre igual a 1 Quanto ao consumo de bens complementares para o consumidor adquirir um bem necessariamente ele deverá adquirir o outro bem para que ele possa aumentar seu nível de satisfação A Figura 4 b mostra a relação entre o carro e o combustível Se o consumidor comprar um carro ele vai precisar consumir combustível também pois caso contrário não poderá andar com o carro No exemplo para a compra de 1 carro o consumidor deverá comprar 1000 litros de combustível Desse modo cada curva de indiferença tem apenas uma cesta Manteiga unidades a Substitutos perfeitos b Complementos perfeitos Carro unidades 4 3 2 1 4 3 2 1 1 2 3 4 1 2 3 4 Margarina unidades Combustível 1000 litros Descrição da Imagem a figura apresenta dois gráficos a e b No gráfico a foi apresentado a curva de indiferença para dois bens considerados substitutos perfeitos manteiga e margarina O eixo X repre senta o consumo de unidades de margarina e o eixo Y representa o consumo de unidades de manteiga Em que foi apresentado 4 curvas de indiferença que nesse caso apresenta a forma de retas O gráfico b representa a curva de indiferença para dois bens considerados complementares perfeitos carro e combustível O eixo X representa o consumo para cada 1000 litros de combustível e o eixo Y representa o consumo de unidades de carro Em que foi apresentado 4 curvas de indiferença que nesse caso apre senta a forma de ângulos retos Figura 4 Substitutos perfeitos e complementares perfeitos Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 74 UNICESUMAR Até agora vimos a representação das preferências do consumidor por meio de gráficos mas é possível mensurar os níveis de satisfação do consumidor por meio da utilidade De acordo com Wall 2015 a utilidade se refere à satisfação que os consumidores derivam do consumo de bens e serviços produtos Portanto é possível quantificar de forma algébrica a satisfação do consumidor representada pelas curvas de indiferença Para a verificação da utilidade do consumidor vamos utilizar uma função utilidade que representa uma equação na qual pode ser estimada uma utilidade de determinada cesta de mercado Por exemplo dada uma cesta de mercado com o conjunto de itens de alimentação A e moradia M a função utilidade pode ser representada por UAM 5A 4M Nesse caso uma cesta que contenha 5 unidades de alimento e 6 metros quadrados de moradia deve gerar uma utilidade de UAM 5A 4M 55 46 49 As funções utilidade apresentam algebricamente as preferências do consumidor a respeito de determinados produtos ou seja como os consumidores substituem um bem pelo outro sem alterar seu nível de satisfação Dessa forma é importante observar a taxa marginal de substituição TMS dos bens analisados de acordo com Besanko e Braeutigam 2014 normalmente a TMS é decrescente formando uma curva convexa No entanto existem alguns casos especiais como o caso de preferências com substitutos perfeitos complementares perfeitos e do tipo CobbDouglas As preferências dos consumidores podem ser representadas pela função utilidade a seguir UX1X2 X1² X2² UX1X2 YX2 3X1 etc Por exemplo considerando UX1X2 X1X2 em que uma cesta de mercado contenha 4 unidades de X1 e 10 unidades de X2 temos que UX1X2 X1X2 410 40 Quanto aos casos especiais temos definida a função utilidade Para as preferências de substitutos perfeitos temos a seguinte função utilidade UX1Y2 AX1 BX2 Em que A e B representam constantes positivas Por exemplo UX1X2 X1 3X2 nesse caso para 5 unidades de X1 e 2 unidades de X2 temos que a utilidade é de UX1X2 X1 3X2 5 32 11 Para as preferências de complementares perfeitos a função utilidade é definida como UX1X2 minAX1 BX2 Em que A e B representam constantes positivas nas quais representam a quantidade que cada bem deve ser consumido conjuntamente O termo min significa que será observado a quantidade mínima de cada bem para o consumo lembrando que o consumidor deve sempre aumentar o consumo dos dois bens para elevar sua satisfação Temos também as preferências do tipo CobbDouglas Mas o que são preferências do tipo CobbDouglas Esse tipo de preferência usa a chamada da função CobbDouglas representada pela função U XαYβ que tem as seguintes propriedades é função convexa α e β representam os pesos dos bens e a função é homogênea de grau α β Para as preferências do tipo CobbDouglas a apresentação geral é por meio da seguinte fórmula UX1X2 AX1αBX2β No qual A B α e β representam constantes positivas Além disso deve ser considerado as seguintes condições 0 α 1 e 0 β 1 Segundo Varian 2021 α e β representam o percentual da renda que é gasto pelo consumidor sendo assim para a análise é conveniente utilizar expoentes com a soma 0 Por exemplo para uma função utilidade UX1X2 AX105BX205 com uma cesta de mercado que contenha 9 unidades de X1 e 16 unidades de X2 temos que UX1Y2 AX05BX05 905 1605 34 12 UNIDADE 2 76 Vimos como são formadas as preferências do consumidor e a apresentação gráfica e algébrica delas Mas temos que considerar também a restrição orça mentária do consumidor com o intuito de verificar quanto o consumidor tem de renda para adquirir bens e serviços e como alterações no preço e na renda podem influenciar a cesta de mercado do consumidor Restrições orçamentárias As preferências do consumidor são essenciais para explicar o seu comportamento porém não é suficiente A escolha do consumidor também depende de sua renda ou restrição orçamentária Assim nesse tópico será abordado a segunda parte da teoria do consumidor que servirá para a compreensão da escolha do consumidor inclusive quando houver alterações tanto nos preços quanto na renda Segundo Haffner 2013 a restrição orçamentária apresenta todas as possíveis cestas de mercado dos dois bens que o indivíduo pode consumidor com a sua renda Desse modo as restrições orçamentárias apresentam influência direta na escolha do consumidor pois determinam quanto pode ser consumido de cada bem Ao analisar como as escolhas do consumidor são determinadas pela restri ção orçamentária inicialmente será considerada que a renda R é constante Voltando ao exemplo com o conjunto de itens de alimentos e vestuário A será considerada quantidade de alimentos e V a quantidade de vestuário Enquanto os preços de alimento e vestuário serão representados por A P e V P respec tivamente Dessa forma A P A representa quanto da renda foi destinado para alimentação e V P V representa quanto da renda foi destinado para vestuário A restrição orçamentária é representada pela linha do orçamento que indica todas as combinações de A e V para as quais o total de dinheiro gasto seja igual à renda disponível PINDYCK e RUBINFELD 2013 p 80 Deve ser considerado também que o valor integral da renda do consumidor será para o gasto com os Dessa forma a partir da equação 26 podem ser definidas possíveis combinações de quantidades de alimentos e de vestuário considerando a renda do consumidor A seguir temos as estimativas da quantidade consumida de alimento e vestuário PₐA PᵥV R PₐA R PᵥV Pₐ A R PᵥV Pₐ A RPₐ PᵥPₐV A RPₐ PᵥPₐV V RPᵥ PₐPᵥA A equação 8 representa a reta da linha de orçamento e Pᵐ¹Pᵔᵛ é a inclinação da linha de orçamento Supondo que um consumidor tenha uma renda mensal de R 120000 e o preço de cada unidade de alimento é R 1000 e o preço de cada unidade de vestuário é de R 2000 Com essas informações é possível apresentar as cestas de mercado e construir a linha de orçamento em um gráfico que representará todas as possíveis combinações da quantidade de unidades de alimento e vestuário para a renda apresentada UNIDADE 2 78 Conforme o exemplo apresentado pode ser observa do na Tabela 2 quais as combinações de consumo de ali mento e vestuário que o indivíduo pode realizar gastando toda a sua renda Caso o consumidor utilize toda a sua renda para o consumo de vestuário a quantidade máxima que ele poderia comprar é 60 unidades o qual foi repre sentado pelo ponto A Por outro lado se o consumidor utilizar toda a sua renda para o consumo de alimento a quantidade máxima que ele poderia comprar é 120 uni dades o qual foi representado pelo ponto E Os pontos B C e D apresentam três das mais diversas combinações que poderia ser consumida de alimento e vestuário Cesta de Mercado Unidades de alimento Unidades de vestuário Renda R A 0 60 120000 B 30 45 120000 C 60 30 120000 D 90 15 120000 E 120 0 120000 Tabela 2 Cestas de mercado e a linha do orçamento Fonte o Autor A Figura 5 apresenta a linha do orçamento utilizando as informações da Tabela 2 O consumidor gastando toda a sua renda consegue sempre trocar o consumo de 15 unidades de vestuário pelo consumo de 30 unidades de alimento até chegar no ponto E em que o consumo to tal é de apenas alimentos pois o preço da unidade de vestuário é de R 2000 e da unidade de alimento é de R 1000 Desse modo a linha de orçamento é uma reta com inclinação constante Sendo assim a linha de orça mento nesse caso é representada por 79 Vestiário unidades por mês Alimento unidades por mês 60 R PV R PA 45 30 30 15 15 A B C D E 30 60 90 120 Linha de orçamento 10A 20V R 120000 Dessa forma caro a aluno a sabendo que os consumidores possuem renda limitada tendo que escolher como será alocada sua renda quais alternativas são apresentadas para os consumidores Claro que alguns milionários ou até bilionários têm acesso a qual quer tipo de bem no entanto a maior parte da população não possui uma renda que proporciona a possibilidade de consumir tudo o que deseja PENSANDO JUNTOS Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico com uma linha de orçamento que mostra o limite para o consumo de vestuário e alimento O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês O preço do alimento é de R 1000 o preço de vestuário é de R 2000 e a renda do consumidor é de R 120000 O ponto A apresen ta a quantidade máxima que pode ser consumida caso o indivíduo desejar consumir apenas vestuário 60 enquanto o ponto E apresenta a quantidade máxima que pode ser consumida caso o indivíduo desejar consumir apenas alimento 120 No ponto B pode ser consumido 30 unidades de alimento e 45 unidades de vestuário No ponto C o máximo que pode ser consumido é de 60 unidades de alimento e 30 unidades de vestuário No ponto D a possibilidade de consumo é de 90 unidades de alimento e 15 unidades de vestuário Figura 5 Linha de orçamento Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 81 O nosso exemplo apresenta a restrição orçamentária para um dado nível de pre ços e um nível de renda Contudo na economia ocorre alterações na renda dos consumidores e nos preços dos bens e serviços Diante disso deve ser verificado com se comporta a linha de orçamento nessas duas situações UNICESUMAR UNIDADE 2 80 Seguindo o exemplo apresentado com os preços de alimento e vestuário com o mesmo valor da renda a Figura 6 apresenta as consequências para um aumento da renda de R 1200 para R 2400 e também para uma redução da renda de R 1200 para R 60000 Vestuário unidades por mês L3 L1 L2 R R 60000 R R 120000 R R 240000 60 120 240 Alimento unidades por mês 120 60 30 Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico com três linhas de orçamento na qual apresenta o limite para o consumo de vestuário e alimento O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês O preço do alimento é de R 1000 o preço de vestuário é de R 2000 a renda do consumidor na linha de orçamento 1 L1 é de 120000 a renda do consumidor na linha de orçamento 2 L2 é de 240000 e a renda do consumidor na linha de orçamento 3 L3 é de 60000 A quantidade máxima de alimentos que o indivíduo pode consumir na L1 é de 120 unidades na L2 é de 240 unidades e na L3 é de 60 unidades Por outro lado a quantidade máxima de vestuários que o indivíduo pode consumir na L1 é de 60 unidades na L2 é de 120 unidades e na L3 é de 30 unidades Figura 6 Efeitos de uma modificação na renda sobre a linha de orçamento Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 82 Já a Figura 7 apresenta o resultado de uma variação no preço do alimento man tida a renda constante Sendo assim com uma redução do preço ocorre um des locamento da linha de orçamento para a direita aumentando o consumo apenas de alimento Como houve queda do preço pela metade dobrou a quantidade de consumo de alimentos mantendo constante o consumo de vestuário Por outro lado um aumento da renda reduz o consumo de alimentos Devido ao preço 81 do alimento dobrar reduziu pela metade o consumo de alimentos mantendo constante o consumo de vestuário Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico com três linhas de orçamento na qual apresenta o limite para o consumo de vestuário e alimento O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês O preço do alimento na linha de orçamento 1 L1 é de R 1000 o preço do alimento na linha de orçamento 2 L2 é de R 500 o preço do alimento na linha de orçamento 3 L3 é de R 2000 o preço de vestuário é de R 2000 e a renda do consumidor é de 120000 A quantidade máxima de alimentos que o indivíduo pode consumir na L1 é de 120 unidades na L2 é de 240 unidades e na L3 é de 60 unidades e a quantidade máxima de vestuários que o indivíduo pode consumir nas três linhas de orçamento é de 60 unidades Figura 7 Efeitos de uma modificação no preço sobre a linha de orçamento Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 83 Deve ser destacado que as mudanças no preço podem alterar a linha de orçamen to podendo aumentar diminuir ou manter constante a inclinação da curva de or çamento De acordo com a Figura 7 um aumento do preço do alimento aumenta a inclinação da linha de orçamento e uma redução do preço do alimento reduz a inclinação da linha de orçamento portanto um aumento da relação do preço do alimento em relação ao preço do vestuário aumenta a inclinação e viceversa Além disso uma mudança nos preços também pode manter constante a incli nação da linha de orçamento nessa situação os preços de alimento e vestuário devem subir ou cair na mesma proporção Por exemplo se o preço do alimento aumentar de R 1000 para R 1100 e o preço do vestuário se elevar de R 2000 para R 2200 assim os preços dos dois bens se elevaram 10 e a inclinação da linha de orçamento se manteve constante Vestuário unidades por mês 60 60 120 240 Alimento unidades por mês PA R2000 L3 PA R1000 L1 PA R500 L2 UNICESUMAR UNIDADE 2 82 De acordo com Pindyck e Rubinfeld 2013 as modificações na renda e nos preços podem provocar alterações no poder de compra do consumidor Caso a renda dobrar ou o preço dos bens reduzir pela metade o poder de compra dos consumidores é dobrado No entanto se aumentar a renda e os preços dos dois bens na mesma proporção não será alterado o poder de compra do consumidor haverá apenas inflação Dadas as preferências do consumidor em conjunto com a restrição orça mentária é possível determinar a escolha do consumidor As condições para essa condição serão apresentadas no tópico a seguir com diferentes tipos de preferências de bens e serviços Escolha do consumidor Conforme os pressupostos de preferências quanto mais distante da origem es tiver a curva de indiferença maior sua utilidade e maior o nível de satisfação do consumidor Pelo lado da restrição orçamentária vimos que o indivíduo tem o consumo limitado pela sua renda A partir disso é possível verificar a escolha do consumidor de acordo com Pindyck e Rubinfeld 2013 para maximizar a satisfa ção do consumidor a escolha deve atender às duas condições primeira a cesta de mercado escolhida para o consumo deverá estar sobre a linha do orçamento e se gunda deverá apresentar a cesta de mercado de maior preferência do consumidor Qualquer cesta de mercado localizado abaixo e à esquerda da linha de orça mento significaria que o consumidor não está utilizando toda a sua renda para os dois bens analisados ou está reservando parte da renda para o futuro No en tanto para essa análise deve ser considerado que toda a renda do consumidor é destinada aos bens em questão e como a linha do orçamento representa a renda do consumidor a cesta de mercado deve estar sobre ela Como vimos as preferências do consumidor são ordenadas quanto mais longe da origem mais preferida é a curva de indiferença e como a maximização da satisfação do consumidor deve estar sobre a linha de orçamento nesse caso a mesma tangência a linha de orçamento em um único ponto conforme apresen tado na Figura 8 A maximização da satisfação do consumidor pode ser verificada pela igualdade entre a TMS e a relação entre os preços Na cesta de mercado que representa a escolha do consumidor ponto A a TMS é igual a 12 ou seja o mesmo valor da relação entre os preços Enquanto no ponto B a TMS 1 diferente da relação entre os preços Em outras palavras na escolha do consumidor o benefício marginal referente ao consumo de uma unidade a mais de alimento deve ser igual ao custo marginal referente ao custo de uma unidade a mais de alimento Ou seja o benefício marginal é dado pela inclinação da curva de indiferença TMS e o custo marginal é dado pela inclinação da linha de orçamento relação entre os preços PINDYCK RUBINFIELD 2013 A Figura 8 mostrou a representação geral de como pode ser observada a escolha do consumidor na qual oferece o maior grau de satisfação Considerando que as curvas de indiferença podem apresentar outras formas como vimos anteriormente todas devem seguir as mesmas condições para a definição da escolha do consumidor Dessa forma as curvas de indiferença em alguns casos podem ser representadas por retas com preferências de substitutos perfeitos e por ângulos retos com preferências de complementares perfeitos De acordo com Varian 2021 a maximização da satisfação do consumidor também pode ser apresentada algebricamente Assim por meio das informações relacionadas ao preço dos bens e à renda é possível estimar a quantidade de cada bem que forma a cesta de mercado na qual maximiza a satisfação do consumidor E segundo Besanko e Braeutigan 2014 a apresentação da escolha ótica do consumidor pode ser dada por máxUXY sujeito à P₁X₁ P₂X₂ R X₁ 0 X₂ 0 Em máx UXY significa escolher a cesta de mercado que maximize a utilidade do consumidor e sujeito à P₁X₁ P₂X₂ R se refere ao limite de consumo ou seja os gastos do consumidor com os bens 1 e 2 devem ser iguais à renda A determinação da cesta de mercado ou seja quantidade consumida de cada bem X e Y que proporcionem ao consumidor o máximo de satisfação pode ser realizada pelo método de Lagrange A partir disso podemos apresentar a função lagrangiana L e a determinação da cesta de bens L UXY lambdaP1X1 P2X2 R 1º passo derivar em relação à X1 X2 e lambda fracdelta Ldelta X1 fracdelta UX1X2delta X1 lambda P1 0 fracdelta Ldelta X2 rightarrow fracdelta UX1X2delta X2 lambda P2 0 fracdelta Ldelta lambda rightarrow P1X1 P2X2 R 0 2º passo isolar o lambda das equações 101 e 102 fracdelta UX1X2delta X1 lambda P1 0 lambda P1 fracdelta UX2delta X1 P2 lambda fracdelta UX2delta X1 frac1P1 fracdelta UX1X2delta X2 lambda P2 0 lambda P2 fracdelta UX2delta X2 lambda fracdelta UX2delta X2 frac1P2 Passo 3 igualando o lambda para achar os valores de X1 e X2 equações 104 e 105 Passo 4 substituir 107 em 103 para achar a quantidade ótima de X1 e substituir 106 em 103 para achar a quantidade ótima de X2 P1X1 P2X2 R 0 P1X1 P2leftfracP1P2X1right R P1X1 P1X1 R 2P1X1 R X1 fracR2P1 P1X1 P2X2 R 0 P1leftfracP2P1X2right P2X2 R P2X2 P2X2 R 2P2X2 R X2 fracR2P2 Dessa forma é possível observar que as equações 108 e 109 representam a cesta de mercado ótima do consumidor ou seja a quantidade de itens que o consumidor adquire dos bens 1 e 2 utilizando a sua renda a qual proporciona o máximo de satisfação Esse é um exemplo simples a quantidade consumida dos bens pode apresentar diferentes resultados variando conforme a utilidade que representa as preferências do consumidor mas os procedimentos a serem adotados método de Lagrange são os mesmos exceto para os casos especiais de substitutos perfeitos e complementares perfeitos Segundo Varian 2021 esses casos apresentam diferentes formas para determinar a cesta de mercado do consumidor Para as preferências de substitutos perfeitos tanto X1 quanto X2 apresentam três possíveis valores para a quantidade consumida de cada bem como é possível verificar a seguir X1 fracRP1 qualquer número entre 0 e fracRP1 0 quando P1 P2 conforme P2 P1 X2 fracRP2 qualquer número entre 0 e fracRP2 0 quando P2 P1 Utilidade marginal Depois de compreender como é determinada a escolha do consumidor dada suas preferências e restrição orçamentária vamos entender a mudança na utilidade do consumidor com um aumento no consumo de um bem ou seja o conceito de utilidade marginal A utilidade é a forma algébrica para medir o nível de satisfação do consumidor portanto existe tanto a utilidade total que representa a satisfação observada a partir do consumo de uma quantidade de bens Quanto a utilidade marginal que mede qual foi a alteração na satisfação do consumidor com um aumento no consumo de uma unidade adicional de um bem WALL 2015 Como vimos em preferências do consumidor quanto maior o consumo de bens maior a satisfação do consumidor No entanto deve ser considerado que a utilidade marginal é decrescente E assim segundo Wall 2015 a utilidade é submetida à lei da utilidade marginal decrescente ou seja o aumento do consumo de qualquer bem oferece um nível de satisfação adicional para o consumidor cada vez menor A partir da escolha do consumidor é possível manter maximizado a satisfação do consumidor diante de um acréscimo no consumo Para compreender isso devemos observar o que já se sabe sobre a teoria do consumidor Considere uma curva de indiferença para o consumo de dois bens alimento e vestuário uma curva de indiferença para o consumo de dois bens alimento e vestuário sabemos que todos os pontos da curva oferecem o mesmo nível de satisfação um deslocamento para baixo ao longo da curva gera dois efeitos Primeiro o consumo a mais de alimento ΔA gera um aumento da utilidade marginal de alimento UMA acarretando em um aumento da utilidade total Para o vestuário por outro lado resultará em uma queda de consumo de vestuário ΔV queda da utilidade marginal de vestuário UMV e consequentemente da utilidade total Como essa situação se refere a uma alteração na utilidade marginal dos dois bens ao longo de uma curva de indiferença a perda da utilidade marginal de vestuário deve ser compensada pelo ganho da utilidade marginal de alimento assim temos que UMAΔA UMVΔV 0 Reescrevendo temos que ΔVΔA UMAUMV Dessa forma se o preço do bem 1 P₁ for menor que o preço do bem 2 P₂ toda renda deverá ser gasta com o bem 1 X₁ e viceversa Pois para o consumir ambos os bens são indiferentes para o consumo assim como um dos bens apresentando um preço inferior o consumidor tem a possibilidade de consumir uma quantidade maior desse bem No entanto caso o preço dos dois bens forem iguais qualquer cesta de mercado situada na curva de indiferença resultará na maximização da sua utilidade ou seja o máximo de satisfação devido quantidade consumida em qualquer cesta de mercado ser a mesma e os bens apresentarem a mesma satisfação para o consumidor Outra condição diferente é apresentada para as preferências de complementares perfeitos nessa situação a escolha ótima do consumidor pode ser identificada a partir da restrição orçamentária dado que o consumo dos bens deve ser conjunto assim os bens podem ser considerados os mesmos P₁X P₂X R XP₁ P₂ R X₁ X₂ X RP₁ P₂ 11 Diante disso podemos observar que para cada preferência do consumidor será possível adquirir apenas uma cesta de mercado na qual será o ponto ótimo da escolha do consumidor Conforme mostra a equação 11 X₁ e X₂ representam o consumo dos bens 1 e 2 os quais dependem da renda do consumidor R e dos preços de ambos os bens P₁ e P₂ A quantidade consumida de cada bem é constante e conjunta mas a proporção consumida de cada bem será determinada pelos preços Outro caso específico de preferências é do tipo CobbDouglas em que o consumidor gasta uma proporção constante da renda em cada bem representada pela potência Nesse sentido é conveniente utilizar funções do tipo CobbDouglas com a soma dos expoentes igual a 1 VARIAN 2021 Sabendo que ΔVΔA representa a taxa marginal de substituição TMS temos que TMS UMAUMV 12 Como visto anteriormente na maximização do consumidor temos que a TMS deve ser igual a relação entre os preços TMS PAPV 13 Dessa forma a TMS é igual a relação entre a utilidade marginal de alimento e a utilidade marginal de vestuário UMAUMV PAPV Reescrevendo temos que UMAPA UMVPV 14 Como podemos observar após a escolha do consumidor para que haja uma continuidade de maximização da satisfação do consumidor é necessário que uma mudança na utilidade seja distribuída de forma semelhante para ambos os bens Conforme apresentado na equação 14 para satisfazer a condição de consumo ótima deve existir a igualdade entre a utilidade marginal com o consumo de uma unidade adicional de alimento sobre o preço do alimento e o consumo de uma unidade adicional de vestuário sobre o preço do vestuário Caso houver o consumo maior de um dos bens o consumidor não estará maximizando sua utilidade com a nova cesta de mercado Por exemplo considerando dois bens X e Y dada uma utilidade representada pela função UXY X² Y² o consumo adicional para o bem X deve ser dever ser de 2X e do bem Y deve ser de 2Y entender como é possível definir a cesta de mercado ótima para o consumidor Serão apresentados três exemplos como as preferências de tipo CobbDouglas com as preferências de substitutos perfeitos e com complementares perfeitos Imagine que um consumidor apresente uma fração da renda gasta por mês com cesta básica e lazer que se refere a atividades que o indivíduo realiza Pelas preferências desse indivíduo 60 é despendido para os gastos com lazer e 40 para gastos com alimentação Deve ser destacado que a renda é toda gasta com a cesta básica e com lazer A renda do indivíduo é R 100000 o preço de cada cesta básica é de R 10000 e para cada atividade que ele realiza como lazer representa um gasto de R 8000 Dessa forma qual é a cesta de mercado ótima para esse indivíduo Nesse caso não foi passada a função utilidade porém temos a informação da fração da renda que é gasta de cada conjunto de itens Assim podemos determinar a função utilidade para isso a cesta básica será representada por C e o lazer por Z Além disso é possível apresentar a restrição orçamentária Função utilidade UCZ CαZβ UCZ C04Z06 Restrição orçamentária PC C PZ Z R 100C 80Z 1000 Dado a função utilidade e a restrição orçamentária é possível obter a escolha do consumidor máxUCZ C04Z06 sujeito a 100C 80L 1000 Escrevendo a equação lagrangeana L C04Z06 λ100C 80Z 1000 1º passo derivar em relação à C Z e λ δLδC 04C06Z06 100λ 0 δLδZ 06Z04C04 80λ 0 δLδλ 100C 80Z 1000 0 2º passo isolar o λ das equações 151 e 152 04C06Z06 100λ 0 100λ 04C06Z06 04C06Z06 λ 100 06Z04C04 80λ 0 80λ 06Z04C04 06Z04C04 λ 80 3º passo igualando o λ para achar os valores de C e Z equações 154 e 155 06Z04C04 04C06Z06 100 04C04Z06 06C06Z04 80 100 04C06Z06 06Z04C04 80 06Z04C04 04C06Z06 80 06Z04C04 04C06Z06 80 C04Z06 04Z04C04 80 06Z04C04 04C06Z06 80 C04Z06 04 80 C04Z04 C04 06 Z06 C06 32Z060460 C 8Z15 UNIDADE 2 94 Dessa forma definimos a cesta de mercado ótima para a cesta básica e para o lazer a qual pode ser apresentada como 4 75 que se refere a qual quantidade que cada bem deve ser consumido Nesse caso para o consumidor atingir o máximo de sua satisfação com a cesta básica custando R 10000 cada atividade de lazer custando R 8000 e com uma renda de R 100000 a quantidade de cesta básica a ser consumida é de 4 unidades e atividades de lazer como foi 75 na prática não tem como ter meia atividade de lazer dessa forma como estamos falando do consumo de um mês podemos dizer que a escolha ótima do consumidor para lazer seria de 15 atividades de lazer em dois meses e assim de cesta básica seria 8 unidades em dois meses Para as preferências de substitutos perfeitos temos um caminho mais sim ples suponhamos que um consumidor tenha o hábito de consumir suco natural todos os dias no mês Sabemos que a renda desse consumidor exclusivo para esse consumo é de R 20000 Deve ser destacado que ele consome apenas suco de laranja e suco de abacaxi e que para esse consumidor consumir qualquer um desses sucos é indiferente Diante disso como seria maximizado a satisfação do consumidor Isso dependeria do preço dos dois sucos Situação 1 o preço do copo de suco de laranja é de R 800 e o copo de suco de abacaxi é de R 1000 Nesse caso a escolha do consumidor para maximizar sua satisfação é dada por L L X P R 200 8 25 X A 0 O consumidor não tem preferência em relação aos dois sucos ambos fornecem para ele a mesma satisfação sendo assim ele escolhe apenas o suco de laranja que é mais barato e consegue consumir uma quantidade maior Situação 2 o preço do copo de suco de laranja é de R 1000 e o copo de suco de abacaxi é de R 800 Agora mudou a situação a escolha do consumidor para maximizar sua satisfação é dada por A A X P R 200 8 25 X L 0 Z06 06C04 10004C06 x 80 100 04C06Z06 06Z04C04 80 Z06 60C0432 Z 15C8 Passo 4 substituir 157 em 153 para achar a quantidade ótima de C e substituir 156 em 103 para achar a quantidade ótima de Z 100C 80Z 1000 0 100C 8015C8 1000 100C 1200C8 1000 100C 150C 1000 250C 1000 C 4 100C 80Z 1000 0 1008Z15 80Z 1000 800Z15 80Z 1000 160Z3 80Z 1000 160Z 240Z3 1000 400Z3 1000 Z 3000400 75 Ele escolhe apenas o suco de abacaxi que é mais barato e consegue consumir uma quantidade maior Situação 3 o preço do copo de suco de laranja e de abacaxi é de R 800 XL 0 a R PL 200 8 25 XA 0 a R PA 200 8 25 XL XA 25 Como o preço dos dois sucos é de R 800 sabemos que ele consegue consumir 25 copos mas nesse caso o consumidor maximiza sua satisfação com qualquer cesta de mercado desde que some 25 copos dos dois sucos pode ser 25 copos do suco de laranja 25 copos do suco de abacaxi 10 copos do suco de laranja e 15 copos do suco de abacaxi 17 copos do suco de laranja e 8 copos do suco de abacaxi etc Por fim temos o caso dos complementares perfeitos nessa situação o consumidor para maximizar sua satisfação deve sempre consumir os bens em conjunto se ele consumir um e outro não isso não alterará sua satisfação Por exemplo considere uma pessoa que toda semana faz churrasco e gosta de consumir carne e cerveja sendo que ela tem uma renda para consumir esses dois bens no mês de R 50000 Suponha que o preço do quilo da carne que ele consome é de R 2000 e o preço da caixa de cerveja é de R 3000 e sabemos que para o consumidor para cada quilo de carne deve ter no churrasco uma caixa de cerveja A quantidade de quilo de carne e caixa de cerveja serão representados por C e o preço da carne será PCA e o preço da cerveja será PCE PCAC PCEC R 20C 30C 500 50C 500 C 500 50 10 Portanto a quantidade que maximiza a satisfação do consumidor é de 10 quilos de carne e 10 caixas de cerveja Assim o consumo deve seguir sempre essa mesma proporção por exemplo caso o consumidor aumente o consumo apenas de carne ou apenas de cerveja isso não altera o seu nível de satisfação UNIDADE 2 96 Caroa alunoa chegamos ao final desta unidade e espero que você tenha com preendido a importância da teoria do consumidor na economia Ao utilizar os instrumentos dessa teoria da forma correta é possível se tornar um economista diferenciado no ambiente empresarial com estratégias de mercado que contem plem o comportamento do consumidor Dessa forma pode ser resolvido por exemplo o problema do início da unidade sobre o preço a praticar da marmita e a quantidade que produzir Dado um determinado nível de preços da marmita de outro conjunto de itens e a renda dos consumidores é possível verificar as preferências dos con sumidores pelo consumo de marmita em períodos anteriores e montar a res trição orçamentária Assim essas informações permitem que seja estimado a quantidade de marmitas que maximiza a satisfação do consumidor sendo uma informação relevante para a decisão no que concerne à produção de marmita A teoria do consumidor pode auxiliar também em várias outras situações no ambiente profissional Além disso pode contribuir para a decisão de consumo pessoal pois você pode definir seu consumo da melhor forma possível a partir de suas preferências de sua renda e dos preços do conjunto de itens que quiser analisar e assim tomar as melhores decisões Nesta unidade você conheceu os procedimentos para achar a melhor alocação de bens e serviços do consumidor Agora eu te convido a acessar o podcast Nele iremos falar mais sobre como identificar cada tipo de preferência NOVAS DESCOBERTAS Foi publicado na A Economia em Revista em 2015 um artigo intitulado Teo ria Aplicações e Limitações da Perspectiva Clássica da Demanda do Consu midor um exercício empírico do método do multiplicador de lagrange para as cidades de São Paulo e Vitória O estudo demonstra empiricamente a aplicação do método de otimização do multiplicador de lagrange Confira o artigo na íntegra disponível em 97 1 O ponto de partida para a análise da teoria do consumidor são as preferências do consumidor sendo que devem atender às três premissas básicas Diante disso ex plique a importância de cada uma dessas premissas para avaliar o comportamento do consumidor 2 Um dos conceitos mais importantes da teoria do consumidor é o da cesta de mer cado Nesse sentido avalie afirmações que estão relacionadas à cesta de mercado I A curva de indiferença apresenta diversas cestas de mercado exceto para com plementares perfeitos II A combinação da quantidade de consumo de dois conjuntos de itens representa uma cesta de mercado III Em cada curva de indiferença dado uma restrição orçamentária existe uma cesta de mercado que maximiza a satisfação do consumidor É correto o que se afirma em f I apenas g II apenas h I e II apenas i II e III apenas j I II e III 3 A forma da curva de indiferença pode variar conforme o tipo de preferência do con sumidor enquanto a forma da restrição orçamentária é sempre a mesma Diante disso assinale a alternativa correta a Comumente a curva de indiferença é côncava b As preferências de substitutos perfeitos apresentam ângulos retos c As curvas de indiferença em forma de reta apresenta a TMS igual a 0 d A curva de indiferença tradicional apresenta variação no valor da TMS ao longo da curva e Quanto mais próximo da origem for a curva de indiferença maior o nível de sa tisfação do consumidor 98 4 A teoria do consumidor tem como foco entender o comportamento do consumidor para entender como o consumidor toma decisões de consumo Sendo assim avalie as afirmativas relacionada à maximização da satisfação do consumidor I A cesta de mercado ótima do consumidor representa o ponto de tangência entre a linha de orçamento e a curva de indiferença II Apenas em preferências de substitutos perfeitos pode existir mais de uma cesta de mercado em que o consumidor maximiza sua satisfação III Nas preferências de complementares perfeitos dependendo da quantidade de itens de cada bem pode haver mais de uma cesta de mercado na curva de indi ferença que maximiza a satisfação do consumidor É correto o que se afirma em a I apenas b II apenas c I e II apenas d II e III apenas e I II e III 5 Considerando que as preferências do consumidor para 1 quilo de carne bovina e 1 quilo de carne suína são substitutos perfeitos Determine a quantidade que ma ximizará a satisfação do consumidor sabendo que a renda do consumidor para o consumo de carne é de R 60000 o preço da carne de vaca é de R 2500 e o preço da carne de porco é de R 2500 3 Demanda Individual e Demanda de Mercado Dr Marcos Aurélio Brambilla Na Unidade 3 você tem a oportunidade de aprofundar a compreensão sobre os aspectos relacionados ao comportamento do consumidor Para isso será abordada a demanda tanto individual quanto a de manda de mercado E ainda você estudará os tipos de bens e como cada um afeta a demanda por meio de substituições de consumo alterações nos preços e na renda Para finalizar a unidade você po derá entender como os consumidores podem apresentar excedente no consumo e serão realizados exemplos práticos acerca dos fatores que afetam a demanda UNIDADE 3 100 Olá caroa alunoa Seguindo o nosso estudo de microeconomia no ambiente profissional entender como funciona o lado da demanda é essencial sendo assim como um bom estudo de mercado proporciona informações ao gestor da em presa para produzir o quanto produzir e que preço praticar Nesse sentido con sidere que você é um gestor de um frigorífico a economia está passando por um momento de crescimento da atividade econômica houve um aumento real dos salários e você pretende adotar uma medida para aumentar a receita da empresa O cenário apresentado para o gestor do frigorífico é muito promissor porém ele deve saber como aproveitar esse momento da melhor forma possível Um dos primeiros passos seria identificar o tipo de bem que representa a carne e o tama nho estimado desse aumento dos salários A partir disso é possível determinar a quantidade e o preço para praticar no mercado dado que já sabemos como o consumidor se comporta a qual foi visto na unidade anterior Adicionalmente nesta unidade vamos estudar os efeitos de uma mudança nos preços e na renda considerando o tipo de bem Sendo assim você poderá fazer uma análise da demanda com base na alteração de um possível cenário econômico ou de uma estratégia de preços da empresa O estudo da demanda é relevante para qualquer atividade econômica Esse ins trumento é utilizado para determinar a quantidade de produção e o preço sendo considerado o tipo de bem e as possíveis alterações em sua demanda em diferentes cenários Uma condição econômica pode se apresentar de diferentes maneiras para os mais variados bens e serviços da economia para alguns pode acarretar em grandes oportunidades e outros podem resultar em enormes prejuízos Dessa forma o estudo apresentado nesta unidade contribui para compreen der a melhor forma como lidar com diferentes tipos de bens e serviços em di ferentes situações e estratégias que você caroa alunoa pode se deparar no ambiente profissional No entanto isso dependerá de muitos fatores como o tipo do bem e a variação de preços do próprio bem e de outros bens por afetarem o poder de compra dos consumidores e eles apresentarem diferentes preferências e assim aumentar ou reduzir a quantidade demandada do bem ou serviço Suponha que você caroa alunoa como gestor do frigorífico tem um esto que grande de cortes de acém bovino e decide reduzir o preço desse corte conside ravelmente para vender essa carne que estava acumulando Ocorreu um aumento da venda dessa carne porém bem menor do que se esperava Além disso também ocorreu um aumento das vendas de carne de cortes nobres bovinos Nesse caso 101 houve a redução de preço apenas do acém porque outros cortes também aumen taram a demanda Esse é um dos efeitos que uma simples alteração no preço pode provocar e vamos entender como efeitos como esses podem parecer controversos Considerando a situação apresentada reflita sobre as seguintes questões O que justifica outros cortes de carne aumentar a demanda sendo que a baixa do preço foi apenas para o acém Qual medida deveria seria ideal para resolver a situação no sentido de aumentar a demanda por acém resultando na venda de todo o estoque Essa estratégia de reduzir os preços poderia funcionar para outros cortes ou outros tipos de bens Depois de considerar tudo isso anote suas reflexões no seu Diário de Bordo UNICESUMAR Como estudado anteriormente é possível observar como o consumidor se comporta e escolhe o que e quanto comprar Nesta unidade vamos aprofundar os conhecimentos da teoria do consumidor entendendo como a demanda de um bem ou serviço depende não apenas do seu preço mas também do preço de outros produtos e da renda Além disso vamos compreender que existem diferentes tipos de bens e serviços sendo que a mesma estratégia pode gerar resultados diversos tanto com a mudança de preços dos próprios bens a alteração de preços de outros bens e a mudança da renda do consumidor Para o melhor entendimento do conceito de demanda esta unidade foi estruturada em quatro tópicos demanda individual que tem o objetivo de apresentar os resultados de uma mudança nos preços e na renda além de mostrar a diferença entre os tipos de bens efeito renda e efeito substituição que tem o intuito de apresentar o efeito de uma mudança nos preços para cada tipo de bem demanda de mercado que apresenta o conjunto da demanda individual o excedente do consumidor no qual apresenta como o consumidor pode ganhar na compra de bens e serviços e aplicações para mostrar como a aplicação prática de determinadas situações podem apresentar diferentes efeitos para cada tipo de bem e como os consumidores podem auferir ganhos Começo pela Demanda individual Segundo Varian 2021 a demanda do consumidor apresenta as escolhas ótimas observadas de dois bens bem 1 e bem 2 a partir dos preços de ambos os bens e da renda Dessa forma as funções de demanda individual podem ser apresentadas como X1 X1P1 P2 R 1 X2 X2P1 P2 R 2 No lado esquerdo das equações pode ser observadas a quantidade demandada de cada bem No lado direito das equações estão as funções relacionadas ao preço e a renda para cada bem Vamos iniciar com a análise da alteração no preço de um bem Utilizando os bens de alimentação e vestuário foram consideradas alterações no preço do alimento conforme pode ser observado na Figura 1 103 a Vestuário unidades por mês U1 8 6 4 A B C Curva de preçoconsumo U3 U2 4 16 24 Alimento unidades por mês b Preço do alimento R2000 D R1000 E Curva de demanda R500 F 4 16 24 Alimento unidades por mês Descrição da Imagem a figura apresenta dois gráficos interligados O gráfico a mostra três pontos que maximizam a utilidade do consumidor em que a curva de indiferença tangencia a linha do orçamento a ligação entre esses três pontos forma a curva preçoconsumo convexa O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês Em cada ponto o preço do vestuário é igual e o preço do alimento é diferente No ponto A a cesta de mercado é formada por 4 unidades de alimento e 8 unidades de vestuário no ponto B a cesta de mercado possui 16 unidades de alimento e 4 unidades de vestuário e no ponto C a cesta de mercado apresenta 24 unidades de alimento e 6 unidades de vestuário O gráfico b apresenta a curva de demanda de alimento na qual é formada pela quantidade demandada das três cestas de mercado apresentadas Dessa forma o eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o preço do alimento No ponto D a quantidade demandada é de 4 unidades de alimento e o preço do alimento é de R 2000 no ponto E a quantidade demandada é de 16 unidades de alimento e o preço do alimento é de R 1000 e no ponto F a quantidade demandada é de 24 unidades de alimento e o preço do alimento é de R 500 Figura 1 Efeito de variações no preço Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 108 UNICESUMAR UNIDADE 3 104 A situação inicial do consumidor é dada pelos pontos B e E da Figura 1 asso ciados à quantidade demandada de 14 unidades de alimento e 6 unidades de vestuário e o preço do alimento equivale a R 1000 vamos considerar também que nestes pontos o preço do vestuário é de R 2000 e a renda do consumidor de R 26000 Com um aumento do preço do alimento para R 2000 a linha de orçamento apresenta uma rotação para a esquerda mantendo constante o eixo vertical passando a cesta de consumo ótima do ponto B para o ponto A Assim a curva de indiferença fica mais próxima da origem passando de 2 U para 1 U resultando em um menor nível de satisfação para o consumidor que passa a consumir 4 unidades de alimento e 8 unidades de vestuário Por outro lado com uma redução no preço do alimento de R1000 para R500 a linha de orçamento apresenta uma rotação para a direita mantendo constante o eixo vertical passando a cesta de consumo ótima do ponto B para o ponto C Dessa forma a curva de indiferença fica mais distante da origem passan do de 2 U para 3 U ocasionando um aumento do nível de satisfação para o consu midor que passa a consumir 24 unidades de alimento e 6 unidades de vestuário Segundo Pindyck e Rubinfeld 2013 a ligação entre as três cestas de mercado A B e C que apresentam diferentes níveis de utilidade que maximizam a utilidade do consumidor com três preços de alimento é referente à curva preçoconsumo pois está relacionada às alterações no preço de um bem Ou seja a curva preço consumo representa a ligação das cestas de mercado ótimas do consumidor para cada nível de preços de um bem Diante disso é possível concluir que a relação entre o preço de um bem e a satisfação do consumidor é negativa pois uma re dução no preço tende a elevar o nível de satisfação Além disso uma redução do preço do bem 1 tende a elevar a quantidade demandada do bem 1 podendo ou não elevar a quantidade demandada do bem 2 a qual dependerá das preferências do consumidor Outra situação parecida é a análise de uma mudança na renda do consumi dor Nesse caso assim como uma alteração no preço haverá uma mudança no nível de satisfação do consumidor contudo a inclinação da linha de orçamento será constante pois os preços dos dois bens continuam constantes Sendo assim a Figura 2 apresenta o que ocorre com alterações na renda do consumidor 105 a Vestuário unidades por mês U1 8 6 4 A B C Curva de rendaconsumo U3 U2 4 16 24 Alimento unidades por mês b Preço do alimento D R1000 E F D1 D2 D3 4 16 24 Alimento unidades por mês Descrição da Imagem a figura apresenta dois gráficos interligados O gráfico a mostra três pontos que maximizam a utilidade do consumidor em que a curva de indiferença tangencia a linha do orçamento nesse caso a ligação entre os três pontos forma a curva rendaconsumo considerando bens normais positivamente inclinada em forma de reta O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês Nos três pontos os preços de alimento e vestuário são iguais porém cada ponto de tangencia possui uma renda diferente para o consu midor No ponto A a cesta de mercado é formada por 4 unidades de alimento e 4 unidades de vestuário no ponto B a cesta de mercado possui 16 unidades de alimento e 6 unidades de vestuário e no ponto C a cesta de mercado apresenta 24 unidades de alimento e 8 unidades de vestuário O gráfico b apresenta a curva de demanda de alimento a qual é formada pela quantidade demandada das três cestas de mercado apresentadas Dessa forma o eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o preço do alimento O preço do alimento nos três pontos é igual R 1000 enquanto a quantidade demandada no ponto D é de 4 unidades de alimento no ponto E a quantidade demandada é de 16 unidades de alimento e no ponto F a quantidade demandada é de 24 unidades de alimento Figura 2 Efeitos de variações na renda Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 111 UNICESUMAR UNIDADE 3 106 A condição inicial do consumidor é dada pelos pontos B e E da Figura 2 associado à quantidade demandada de 16 unidades de alimento e 6 unidades de vestuário preço do alimento de R 1000 e do vestuário de R 2000 e uma renda de R 28000 Com um aumento da renda do consumidor para R 40000 a linha de orçamento é deslocada para a direita passando a cesta de consumo ótima do ponto B para o ponto C Assim a curva de indiferença fica mais distante da origem passando de 2 U para 3 U resultando em um maior nível de satisfação para o consumidor que passa a consumir 24 unidades de alimento e 8 unidades de vestuário Em contrapartida uma redução na renda do consumidor de R28000 para R12000 desloca a linha de orçamento para a esquerda passando a cesta de consumo ótima do ponto B para o ponto A Dessa forma a curva de indiferença fica mais próxima da origem passando de 2 U para 1 U resultando em um me nor nível de satisfação para o consumidor que passa a consumir 4 unidades de alimento e 4 unidades de vestuário A ligação entre as cestas de mercado A B e C que apresentam diferentes níveis de utilidade que maximizam a utilidade do consumidor cuja renda do consumidor é diferente para cada cesta é referente à curva rendaconsumo pois está relacionada com alterações na renda Ou seja a curva rendaconsumo re presenta a ligação das cestas de mercado ótimas do consumidor para cada nível de renda Portanto podemos concluir que para a maior parte dos bens a relação entre a renda e a satisfação do consumidor é positiva pois um aumento na renda tende a elevar o nível de satisfação aumentando proporcionalmente o consumo de ambos os bens As consequências apresentadas para o consumo de bens no caso de alte rações na renda se referem ao tipo de bem mais comum os bens normais Um bem normal é o tipo de bem que uma elevação na renda leva a um aumento na demanda do bem No entanto também deve ser considerado outro tipo de bem os bens inferiores os quais apresentam resultados diferentes para alterações na renda uma elevação na renda leva a uma queda na demanda do bem conforme pode ser verificado na Figura 3 107 Para os bens inferiores existe uma lógica diferente A Figura 3 apresenta o ham búrguer como um bem inferior e o bife como um bem normal Inicialmente o consumo é dado pelo ponto B com uma quantidade demandada de 20 unidades de hambúrguer e 10 unidades de bife Com uma redução da renda a linha de orçamento é deslocada para a esquerda passando a cesta de consumo ótima do ponto B para o ponto A Dessa forma a curva de indiferença fica mais próxima da origem passando de 2 U para 1 U resultando em um menor nível de satisfação para o consumidor assim como para os bens normais 30 20 10 C B A U1 U2 U3 10 20 40 60 BIfe unidades por mês Curva de rendaconsumo Hambúrguer unidades por mês Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico no qual o seu eixo horizontal corresponde à Ham búrguer unidades por mês e contém de forma ascendente os números 10 20 40 e 60 em seu eixo O eixo vertical corresponde à Bife unidades por mês e contém em seu eixo de cima para baixo os números 30 20 e 10 Ligando 10 unidades de bife à 20 unidades de hambúrguer há uma reta decrescente uma linha de orçamento que é tangenciada por uma curva nomeada como U1 correspondente a uma curva de indiferença o ponto de tangência gerado foi nomeado como A e corresponde há 10 unidades de hambúrguer Partindo de 20 unidades de bife até 40 unidades de hambúrguer há uma nova reta dia gonal que é tangenciada pela curva nomeada como U2 o ponto de tangencia gerado foi chamado de B e corresponde a 20 unidades de hambúrguer Há ainda uma terceira reta diagonal negativamente inclinada que liga 30 unidades de bife à 60 unidades de hambúrguer esta reta é tangenciada por uma curva nomeada como U3 que gerou um ponto de tan gencia que foi chamado de C este ponto está localizado um pouco a esquerda do ponto B equivalendo a menos de 20 unidades de hambúrguer Os pontos A B e C gerados são pontos de maximização da utilidade do consumidor e estão interligados por uma linha curva direcionada para a esquerda que foi nomeada como curva rendaconsumo Figura 3 Um bem inferior Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 112 UNICESUMAR UNIDADE 3 108 No entanto um aumento na renda do consumidor desloca a linha de orça mento para a direita passando a cesta de consumo ótima do ponto B para o ponto C Dessa forma a curva de indiferença fica mais distante da origem passando de 2 U para 3 U resultando em um maior nível de satisfação para o consumidor até aqui é observado o mesmo resultado que gera para bens normais Porém como hambúrguer é um bem inferior esse aumento na renda resulta em uma redução na quantidade demandada de hambúrguer de 20 para 18 unidades enquanto esse aumento da renda aumenta o consumo de bife de 10 para 21 unidades por ser um bem normal A partir das curvas de rendaconsumo é possível construir as curvas de Engel que apresentam a relação entre a quantidade demandada e a renda do consumidor para cada tipo de bem conforme apresentado na Figura 4 PINDYCK RUBINFELD 2013 a Renda reais por mês 300 200 100 300 200 100 Curva de Engel 5 10 15 20 10 15 20 Alimento unidades por mês 0 Renda reais por mês b Inferior Normal Hambúrguer unidades por mês Descrição da Imagem a figura apresenta dois gráficos ligados O gráfico a mostra a ligação de três pontos referente a curva de Engel em forma de reta O eixo X representa a renda do consumidor em reais por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de alimento por mês O ponto mais próximo da origem apresenta o consumo de 5 unidades de alimento com uma renda de R10000 o segundo ponto mais próximo da origem apresenta o consumo de 12 unidades de alimento com uma renda de R20000 e ponto mais distante da origem apresenta o consumo de 20 unidades de alimento com uma renda de R30000 O gráfico b apresenta a ligação de três pontos referente a curva de Engel inicialmente a inclinação da curva é positiva se referindo a um bem normal e posteriormente a inclinação da curva tornase negativa que se refere a um bem inferior O eixo X representa a renda do consumidor em reais por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de hambúrguer por mês O ponto mais próximo da origem apresenta o consumo de 10 unidades de hambúrguer com uma renda de R10000 o ponto do meio da curva apresenta o consumo de 20 unidades de hambúrguer com uma renda de R20000 e o terceiro ponto apresenta o consumo de 15 unidades de hambúrguer com uma renda de R30000 Figura 4 Curvas de Engel Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 113 109 De acordo com Pindyck e Rubinfeld 2013 as curvas de Engel são derivadas das curvas rendaconsumo Desse modo a Figura 4 a foi proveniente da Figura 2 a em ambas podemos observar um aumento da demanda de alimento decorrente do aumento da renda De forma similar a Figura 4 b foi proveniente da Figura 3 nos dois casos há uma redução da demanda de hambúrguer bem inferior em detrimento do aumento da renda Vale destacar que o bem que representa um bem normal nas Figuras 4 a e 2 a é o alimento e o bem que representa um bem inferior nas Figuras 4 b e 3 é o hambúrguer os quais estão no eixo horizontal do gráfico Os bens que acompanham o vestuário e o bife os quais estão no eixo vertical não são bens em destaque entretanto ambos podem ser considerados bens normais pois à medida que aumenta a renda a quantidade demandada desses bens aumenta Falarei em segundo lugar do efeito substituição e efeito renda Vimos o comportamento da demanda com a mudança no preço e na renda do bem Mas deve ser destacado que uma alteração no preço leva a troca de demanda de um bem por outro bem e ainda provoca uma alteração no poder de poder de compra do consumidor Esses efeitos são conhecidos como efeito substituição e efeito renda Por exemplo uma redução no preço de laranja tende a elevar a sua demanda além de aumentar o poder aquisitivo do consumidor pois aumentou a quantidade de bens que o consumidor pode comprar UNICESUMAR Segundo Varian 2021 o primeiro efeito que pode ser observado é o efeito substituição que se refere à variação na demanda do bem em detrimento da troca de consumo dos bens Enquanto o efeito renda está relacionado à mudança do poder aquisitivo do consumidor A soma dos dois efeitos resulta no efeito total Para realizar a separação dos efeitos são necessários dois passos no primeiro os preços relativos devem variar e a renda deve ser modificada para manter constante o poder aquisitivo do consumidor em seguida serão conservados os preços relativos e ajustado o poder de compra do consumidor Para exemplificar vamos continuar utilizando o exemplo de alimento e vestuário No primeiro passo relacionado ao efeito substituição temos que verificar quanto devemos variar a renda nesse sentido a mesma deve ser alterada Em seguida mantendo o mesmo poder de compra do consumidor ao variar o preço do alimento temos que ΔR X ΔPA Em que ΔR representa a variação entre a renda ajustada R e a renda inicial R X representa a demanda inicial de alimento e ΔPA se refere à variação entre o preço alterado PA e o preço inicial PA do alimento Podemos observar que com um aumento do preço devemos realizar o ajustamento elevando a renda e com uma redução do preço devemos realizar o ajustamento reduzindo a renda Com isso a equação do efeito substituição pode ser apresentada como ΔXSA XAPA R XAPA R No qual ΔXSA representa o efeito substituição que em alguns casos é chamado de variação na demanda compensada XAPA R se refere à demanda de alimento com a mudança de preço e com a manutenção do poder de compra do consumidor e XAPA R é condição inicial da demanda do consumidor dada pelo preço de alimento e sua renda ΔXR A XA PA R XA PA R 5 Em que ΔXR A representa o efeito renda XA PA R mostra a demanda do consumidor com a mudança no preço e XA PA R representa a demanda de alimento com a mudança de preço e com a manutenção do poder de compra do consumidor Dessa forma o efeito total na demanda de alimento pode ser apresentado pela equação 6 ΔXA XA PA R XA PA R 6 No qual a demanda total ΔXA pode ser determinada pela diferença entre a demanda do consumidor com a mudança no preço XA PA R de alimento e a demanda do consumidor na sua condição inicial XA PA R Sendo assim o efeito total é definido pela soma do efeito substituição ΔXS A e efeito renda ΔXR A sendo que essa igualdade é conhecida como equação de Slutsky também chamada de Identidade de Slutsky Quanto ao sinal dos efeitos ele pode variar conforme o tipo de bem A Equação 7 apresenta os sinais dos efeitos para um bem normal VARIAN 2021 ΔXA ΔXS A ΔXR A Como já visto anteriormente para os bens normais o efeito renda é positivo ou seja um aumento da renda leva a um aumento da quantidade demandada do bem Com isso caso o preço do bem seja reduzido aumenta a demanda do bem inicialmente pelo efeito substituição Posteriormente com o aumento do poder aquisitivo do consumidor que seria similar ao efeito de um aumento na renda há um aumento da quantidade demandada de alimento Por fim os dois efeitos resultam na variação da demanda de alimento observada pelo efeito total que também é positiva conforme pode ser apresentado também por meio da Figura 5 UNIDADE 3 112 O consumidor apresenta sua condição inicial no ponto A da Figura 5 relacio nado à quantidade demandada de A unidades de alimento e V unidades de vestuário Com uma queda do preço do alimento pelo efeito substituição há uma mudança na inclinação da linha de orçamento em que aumenta a quan Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico que mostra três pontos que maximizam a utilidade do consumidor em que a curva de indiferença tangencia a linha do orçamento cada ponto está sobre diferentes curvas de indiferença representadas por U1 e U2 respectivamente e linhas de orçamento O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês Sendo que o ponto A está representado pelo consumo de A unidades de alimento e V unidades de vestuário Com uma queda no preço de alimento o efeito inicial é o efeito substituição passando o ponto de maximização da utilidade para o ponto C no qual aumenta o consumo para E unidades de alimento e reduz o consumo de vestuário mudando a posição da linha de orçamento Posteriormente com o efeito renda considerando o alimento com um bem normal aumenta o consu mo de ambos os bens deslocando a linha de orçamento para a direita o nível de consumo máximo de vestuário volta ao patamar inicial enquanto o consumo máximo de alimento aumenta para T unidades de alimentos O efeito total apresentado pela transição entre os pontos A e B mostra que o consumo de alimentos aumentou para A unidades e o consumo de vestuário reduziu para V unidades Figura 5 Efeito renda e efeito substituição bem normal Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 116 Vestuário unidades por mês U1 V V A B C Efeito substituição Efeito renda Efeito total U2 A A E S Alimento unidades por mês T R tidade demandada de alimento e reduz a quantidade demandada de vestuário passando a cesta de consumo ótimo do ponto A para o ponto C não aumentando o poder aquisitivo do consumidor Quanto ao efeito renda pode ser observado que a linha de orçamento se desloca para a direita aumentando ainda mais o consumo de alimento para A unidades Como consequência a curva de indiferença fica mais distante da origem passando de U1 para U2 resultando em um maior nível de satisfação para o consumidor Podemos aferir com isso que o efeito total de uma mudança no preço de alimento dado que o alimento é um bem normal provocou aumento na quantidade demandada de alimento tanto pelo efeito substituto quanto pelo efeito renda No entanto para um bem inferior o sinal do efeito é diferente pelo menos para o efeito renda conforme pode ser visto pela equação 8 ΔXA ΔXS A ΔXR A 8 A equação 8 apresenta que o efeito substituição também é positivo porém o efeito renda é negativo Dessa forma o resultado para o efeito total é uma incógnita pois dependerá da magnitude do efeito renda em relação ao efeito substituição Considerando que o efeito renda é menor que o efeito substituição o efeito total é positivo sobre a quantidade demandada do alimento O gráfico 6 mostra o movimento das cestas de mercado ótima com uma redução no preço do alimento para um bem inferior UNIDADE 3 114 O consumidor apresenta sua condição inicial no ponto A da Figura 6 associado a quantidade demandada de A unidades de alimento Com uma queda do preço do alimento pelo efeito substituição há uma mudança na inclinação da linha de orçamento em que aumenta a quantidade demandada de alimento e reduz a quan tidade demandada de vestuário passando a cesta de consumo ótima do ponto A para o ponto C não aumentando o poder aquisitivo do consumidor assim como Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico no qual seu eixo vertical corresponde À Vestuário unidades por mês e contém na parte superior da lateral esquerda do eixo a letra R O eixo horizontal corresponde à Alimento unidades por mês e abaixo deste eixo há as letras A A E S e T da esquerda para a direita Do ponto R do eixo relativo ao vestuário partem duas retas diagonais e negativamente inclinadas que correspondem à linhas de orçamento A primeira reta liga o ponto R ao ponto S no eixo dos alimentos e nela há uma linha curva chamada de U1 que gera um ponto de tangência chamado de A este ponto A está relacionado a A unidades de Alimento do eixo horizontal A segunda reta que parte de R é uma reta tracejada e se liga ao ponto T no eixo horizontal e que também possui uma curva o tangenciando esta curva corresponde a U2 e o ponto de tangência é representado por B que corres ponde a A unidades de Alimento por mês Há uma terceira reta negativamente inclinada negativamente inclinada com origem um pouco abaixo do ponto R do eixo vertical e se liga entre meio os pontos S e T do eixo horizontal esta reta também é tangenciada pela curva U1 e gera o ponto C que está relacionado a E unidades de alimento por mês Na parte inferior do gráfico há uma seta azul indicando para a direita que vai do ponto A até o ponto E e está intitulada como efeito substituição logo abaixo há outra seta azul porém menor que está direcionada para a esquerda e vai do ponto E ao ponto A e está nomeada como efeito renda Há ainda uma terceira seta na cor rosa abaixo das anteriores a mesma está direcionada para a direita e vai do ponto A ao ponto A e está nomeada como Efeito Total Figura 6 Efeito renda e efeito substituição bem inferior Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 117 Vestuário unidades por mês R A B C Efeito substituição Efeito renda Efeito total U2 U1 A A E S Alimento unidades por mês T EC PC PM Q 2 9 Em que EC representa o excedente do consumidor PC se refere ao preço máximo que os consumidores estão dispostos a pagar pelo bem ou serviço PM representa o preço do bem ou serviço praticado no mercado e Q é a quantidade demandada pelo mercado Com uma alteração no preço de mercado há uma alteração no excedente do consumidor provocando um aumento ou redução do nível de satisfação do consumidor essa variação pode ser expressa pela equação 10 ΔEC EC F EC I 10 No qual ΔEC se refere à variação do excedente do consumidor EC I representa o excedente do consumidor no período inicial e EC F representa o excedente do consumidor no período final Em síntese uma queda no preço do bem ou serviço além de contribuir para aumentar o bemestar dos consumidores que estão no mercado beneficia outros consumidores que antes não demandavam o bem ou serviço e agora podem consumir Por outro lado um aumento do preço do bem ou serviço reduz o bemestar dos consumidores que estão no mercado e ainda alguns consumidores deixam de demandar o bem ou serviço 115 na situação do bem anterior bem normal No que se refere ao efeito renda pode ser verificado que a linha de orçamento se desloca para a direita porém o consumo de alimento reduz para A unidades Contudo como o efeito substituição foi maior que o efeito renda o efeito total foi positivo resultando no aumento da quantidade demandada Adicionalmente a curva de indiferença fica mais distante da origem passando de 1 U para 2 U resultando em um maior nível de satisfação para o con sumidor Portanto podemos perceber que para um bem inferior o efeito substituição é positivo mas o efeito renda é negativo para a demanda do bem nesse caso alimento Quais produtos poderiam ser classificados como bem normal e bem inferior Muitos bens apresentam consenso entre os consumidores por exemplo a maior parte da população gos ta de consumir carne bovina de primeira nesse caso é um bem normal Por outro lado um aumento da renda promove ria uma queda do consumo de ovo que pode ser considera do como um bem inferior Contudo alguns bens podem ser considerados tanto bem normal quanto bem inferior depen dendo da preferência do consumidor Fonte o Autor PENSANDO JUNTOS Existem ainda bens classificados como inferiores em que o efeito renda consegue superar o efeito substituição para esses casos específicos além de serem bens inferiores são chamados também de bens de Giffen Considerando o ali mento como um bem de Giffen uma queda do preço de alimento levaria a um aumento da sua quantidade deman dada pelo efeito substituição mas pelo efeito renda a que da da quantidade demandada seria maior Como resultado total a queda do preço de alimento levaria a uma queda da quantidade demandada como pode ser visto na Figura 7 UNICESUMAR UNIDADE 3 116 Vestuário unidades por mês A B C Efeito substituição Efeito renda Efeito total U1 U2 AA E Alimento unidades por mês Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico que mostra três pontos que maximizam a utilidade do consumidor em que a curva de indiferença tangencia a linha do orçamento cada ponto está sobre diferentes curvas de indiferença e linhas de orçamento O eixo X representa o consumo de unidades de alimento por mês e o eixo Y representa o consumo de unidades de vestuário por mês O ponto A apresenta o consumo de A unidades de alimento Com uma queda no preço de alimento o efeito inicial é o efeito substituição passando o ponto de maximização da utilidade para o ponto C onde aumenta o consumo para E unidades de alimento e reduz o consumo de vestuário mudando a posição da linha de orçamento Posteriormente com o efeito renda considerando o alimento com um bem de Giffen reduz o consumo de alimento e aumenta o consumo de vestuário e a linha de orçamento é deslocada para a direita o nível de consumo máximo de vestuário volta ao patamar inicial enquanto o consumo máximo de alimento aumenta O efeito total apresentado pela transição entre os pontos A e B mostra que o consumo de alimentos reduziu para A unidades portanto foi menor que o nível de consumo do patamar inicial Figura 7 Curva de demanda com inclinação ascendente bens de Giffen Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 118 A condição inicial do consumidor pode ser apresentada no ponto A da Figura 6 associado à quantidade demandada de A unidades de alimento Conforme outros bens tanto normais quanto bens inferiores que não são de Giffen uma queda do preço do alimento pelo efeito substituição provoca uma mudança na inclinação da linha de orçamento em que aumenta a quantidade demandada de alimento e reduz a quantidade demandada de vestuário passando a cesta de consumo ótima do ponto A para o ponto C não aumentando o poder aquisitivo do consumidor Quanto ao efeito renda pode ser verificado que a linha de orçamento se desloca para a direita porém o consumo de alimento reduz para A unidades A curva de indiferença passa de 1 U para 2 U resultando em um maior nível de satisfação 117 para o consumidor Deve ser destacada nesse caso que para um bem de Giffen o efeito renda foi maior que o efeito substituição portanto o efeito total apresentou efeito negativo sobre a quantidade demandada de alimento Na prática existem poucos bens que podem ser considerados entre os con sumidores um bem de Giffen Um exemplo desse tipo de bem que pode ser con siderado é a carne de segunda na qual uma sobra da renda dos consumidores tendem a levar não apenas a um consumo geral mas até a uma redução na quan tidade consumida por exemplo se a carne de segunda está R2000 e a quantida de consumida é de 10 quilos por semana uma redução do preço para R1500 inicialmente pode elevar a demanda pelo efeito substituição mas com a sobra de renda dada pelo efeito renda pode levar o consumidor a consumir menos carne de segunda como 8 quilos por semana e elevar o consumo da carne de primeira Falarei neste terceiro momento da Demanda de mercado Até aqui considera mos a demanda individual agora podemos verificar como é formada a demanda de mercado que consiste na soma da demanda de todos os indivíduos do mer cado para cada nível de preços A Tabela 1 apresenta um exemplo hipotético de um mercado com três consumidores A B e C com suas respectivas demandas individuais e a demanda de mercado para cada preço do bem UNICESUMAR UNIDADE 3 118 Preço R Consumidor A unidades Consumidor B unidades Consumidor C unidades Mercado unidades 2 12 20 32 64 4 8 16 26 50 6 4 12 20 36 8 0 8 14 22 10 0 4 8 12 Tabela 1 Determinando a curva de demanda de mercado Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 120 Vamos considerar que o bem apresentado na Tabela 1 é o açúcar pode ser obser vado que para cada preço do açúcar os consumidores apresentam uma demanda e que a demanda de mercado do açúcar representa a soma das demandas dos con sumidores Por exemplo dado que o preço do açúcar for R600 o consumidor A demanda 4 unidades de açúcar o consumidor B 12 unidades e o consumidor C 20 unidades de açúcar portanto a demanda de mercado para o açúcar é de 36 unidades pois representa a soma das demandas dos três consumidores Os dados apresentados da demanda de açúcar dos três consumidores po dem ser verificados graficamente na Figura 8 Por meio da soma horizontal das demandas individuais para cada preço é possível verificar cada quantidade de mandada de mercado formando assim a demanda de mercado de açúcar Por exemplo quando o preço do açúcar for de 800 a demanda de mercado 22 unidades representa a soma das quantidades demandadas dos consumidores A 0 unidade B 8 unidades e C 14 unidades 119 10 8 6 4 2 0 DA DB DC Demanda de mercado 10 20 30 40 50 60 Quantidade Preço reais por unidade Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico que mostra quatro curvas de demanda com dife rentes combinações de preço e quantidade de um bem O eixo X representa a quantidade demandada do bem e o eixo Y representa o preço do bem Sendo que DA representa a demanda do consumidor A DB representa a demanda do consumidor B DC representa a demanda do consumidor C e a quarta curva de demanda à direita representa a demanda de mercado que seria o conjunto das demandas dos consumi dores O ponto apresentado no gráfico mostra que com um preço de R800 a quantidade demandada pelo consumidor A é de 0 unidades a demanda a quantidade demandada pelo consumidor B é de 8 unidades a quantidade demandada pelo consumidor A é de 14 unidades dessa forma a quantidade demandada pelo mercado é de 22 unidades Figura 8 Somando para obter a curva de demanda de mercado Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 121 É importante destacar na Figura 8 que a demanda de mercado assim como as demandas individuais apresenta relação negativa No entanto as curvas de de manda individuais apresentam o formato de retas o que na maioria dos casos não é observado na demanda de mercado como pode ser verificado na Figura 8 Isso é decorrente das escolhas diferentes dos consumidores em demandar o bem no exemplo do mercado de açúcar temos que com um preço de R800 apenas dois consumidores consomem açúcar já o consumidor A não consome nenhuma quantidade de açúcar desse modo a curva de demanda nesse preço apresentou uma quebra Como a demanda de mercado depende das demandas individuais podemos concluir que a entrada de novos consumidores provoca um deslocamento da cur va de demanda de mercado para a direita aumentando a quantidade demandada do bem E ainda os efeitos que levam à alteração na demanda dos consumidores UNICESUMAR UNIDADE 3 120 seja pela variação de preços ou pela variação na renda também altera a demanda de mercado Por exemplo uma queda no preço de chocolate considerando que o mesmo é um bem normal leva a um aumento das demandas individuais e consequentemente aumento da demanda de mercado deslocando a curva de demanda de mercado para a direita Você conheceu como alterações no preço podem apresentar efeitos diversos em cada tipo de bem Agora eu te convido a acessar o podcast Nele vamos falar sobre estratégias que podem ser adotadas por empresários considerando o tipo de bem Em quarto lugar vamos falar do Excedente do consumidor Vimos que a cur va de demanda apresenta relação negativa com o preço uma queda no preço provoca um aumento na quantidade demandada pelos consumidores os quais apresentam diferentes disposições para comprar bens e serviços Nesse sentido o conceito de excedente do consumidor tem a proposta de avaliar a mudança de bemestar dos consumidores mediante a uma mudança nos preços e assim ele var o seu nível de satisfação Segundo Carvalho 2015 a definição de excedente do consumidor é a diferença entre o preço que o consumidor estaria disposto a pagar por determinado bem e o preço que efetivamente paga Considere uma turma de economia com quatro alunos que estão se for mando Lucas Helena José e Maria Eles querem fazem uma formatura com os amigos e familiares então pensam em contratar um fotógrafo que oferece a venda do álbum de formatura Porém cada formando está disposto a pagar um valor diferente De acordo com Mankiw 2020 o preço máximo que cada consumidor está disposto a pagar por um bem ou serviço é conhecido como disposição para pagar 121 A Figura 9 apresenta a escalada de demanda dos formandos de economia mos trando a disposição de cada formando para comprar o álbum de formatura além da respectiva curva de demanda Se o valor do álbum de formatura for exatamente igual a disposição do formando em pagar ele seria indiferente em comprar ou ficar com o dinheiro Caso o valor do álbum for superior à disposição do formando em pagar ele não compra o álbum Por outro lado se o valor do álbum for inferior à disposição do formando em pagar ele certamente deverá comprar o álbum Preço do álbum em reais 200 160 140 100 Disposição de Lucas para pagar Disposição de Helena para pagar Disposição de José para pagar Disposição de Maria para pagar Demanda 1 2 3 4 Quantidade de álbuns Preço Compradores Mais de R 20000 R 16001 a R 20000 R 14001 a R 16000 R 10001 a R 14000 R 10000 ou menos Nenhum Lucas Lucas Helena Lucas Helena José Lucas Helena José Maria Quantidade demandada 0 1 2 3 4 Descrição da Imagem a figura apresenta duas imagens na esquerda há uma tabela e na direita um gráfico A tabela contém seis linhas e três colunas A primeira linha corresponde ao cabeçalho da tabela contendo a palavra Preço na primeira coluna Compradores na segunda a Quantidade demandada na terceira A segunda linha contém escrito Mais de R20000 na primeira coluna Nenhum na segunda e 0 na terceira A terceira linha contém R 16001 a R 20000 na primeira coluna Lucas na segunda e 1 na terceira A quarta linha contém R 14001 a R 16000 na primeira coluna Lucas Helena na segunda e 2 na terceira Na quinta linha há escrito R 10001 a R 14000 na primeira coluna Lucas Helena José na segunda e 3 na terceira E por fim a sexta linha contém na primeira coluna R 10000 ou menos Lucas Helena José Maria na segunda e 4 na terceira O gráfico apresentado na direita contém no eixo X os números 1 2 3 e 4 que correspondem à quantidade de álbuns e no eixo Y os núme ros 200 160 140 e 100 dispostos em ordem decrescente e referentes ao preço do álbum em reais Na área do gráfico há uma linha interligando os valores dos eixos que se assemelha à forma de uma escada nomeada como Demanda esta linha intercepta o valor de zero quantidades de álbum quando o preço é superior a 200 reais Quando o valor do álbum equivale a 200 há a demanda de apenas 1 unidade cor respondente À disposição de Lucas para pagar direcionando a reta que estava no ponto zero de X e 200 de Y para a horizontalmente para a esquerda neste ponto a linha se direciona para baixo até o ponto equivalente a 160 reais que corresponde À disposição de Helena para pagar onde novamente se desloca horizontalmente para a esquerda até o ponto que equivale a duas unidades de álbum neste ponto a reta se movimenta para baixo até alcançar o valor de 140 reais equivalente à disposição de José para pagar onde passa a se deslocar para a esquerda novamente até alcançar o ponto equivalente a 3 unidades de álbum A partir deste ponto a reta novamente se direciona para baixo até alcançar o valor de R10000 disposição de Maria para pagar neste ponto volta a se deslocar horizontalmente para a esquerda até o ponto equivalente à 4 unidades neste ponto passa a se direcionar para baixo até interceptar o eixo X em 4 unidades equivalente à R 000 no eixo Y Figura 9 Escala de demanda e curva de demanda Fonte adaptado de Mankiw 2020 p 112 UNICESUMAR UNIDADE 3 122 Pode ser observado na Figura 9 que se o preço do álbum for superior a R20000 não haverá demanda por álbum pois nenhum dos formandos está dispos to a pagar Com um preço de R16000 tanto Lucas quanto Helena estariam dispostos a comprar o álbum sendo assim a demanda de mercado seria de 2 álbuns Podemos observar que com o preço do álbum sendo de R16000 para Helena não houve excedente do consumidor pois foi exatamente o valor máximo que estaria disposta a pagar No entanto para Lucas como estava disposto a pagar um valor de até R20000 obteve um excedente do consumidor no valor de R 4000 que se refere à diferença entre o preço que es tava disposto a pagar e o preço efetivamente pago Foi apresentado apenas o excedente do consumi dor individual mas o excedente do consumidor que seria o de mercado é dado pela soma dos excedentes dos consumidores individuais Considere que o va lor do álbum é de R14000 nesse caso não haverá excedente do consumidor para José pois é o mesmo preço que ele está disposto a pagar pelo álbum po rém para Helena o excedente do consumidor será de R2000 e para Lucas será de R6000 Portanto nesse mercado o excedente do consumidor será de R2000 R6000 R8000 De forma geral é possível verificar o excedente do consumidor na Figura 10 a no qual o ponto B representa o preço praticado no mercado P o pon to A é o preço máximo que os consumidores estão dispostos a pagar pelo bem ou serviço e o ponto C representa a quantidade demandada de mercado Q A Figura 10 b apresenta as consequências para o excedente do consumidor em detrimento de uma queda do preço de mercado com a entrada de no vos consumidores 123 Vimos anteriormente que o excedente do consumidor se refere a todo valor ga nho pelos consumidores em detrimento da diferença entre o preço que estariam dispostos a pagar em um mercado de determinado bem ou serviço e o preço praticado pelo mercado o que sempre tende a ocorrer pois os consumidores valorizam de diferentes formas os mais variados bens e serviços Dado a Figura 10 a área do excedente do consumidor é formada por um triângulo retângulo sendo assim pode ser calculada pela equação 9 a Excedente do consumidor no preço P Preço P 0 A B C Excedente do consumidor Demanda Q Quantidade b Excedente do consumidor no preço P Preço P P 0 A B C D E F Excedente do consumidor inicial Excedente do consumidor para os novos consumidores Excedente do consumidor adicional para os consumidores iniciais Demanda Q Q Quantidade Descrição da Imagem a figura apresenta dois gráficos O gráfico a apresenta uma curva de demanda e o nível de consumo com o preço de mercado e a quantidade demandada de mercado O eixo X repre senta a quantidade do bem e o eixo Y representa o preço do bem O ponto C apresenta o consumo com o preço de mercado P o qual é representado pelo ponto B e a quantidade demandada de mercado Q O ponto A apresenta um preço superior ao preço de mercado em que se o preço for igual ou maior a quantidade consumida é 0 O triângulo retângulo formado pela ligação entre os pontos A B e C é refe rente ao valor gerado pelo excedente do consumidor O gráfico b apresenta uma curva de demanda e o nível de consumo com o preço de mercado e a quantidade demandada de mercado O eixo X representa a quantidade do bem e o eixo Y representa o preço do bem O ponto C apresenta o consumo com o preço de mercado P o qual é representado pelo ponto B e a quantidade demandada de mercado Q O ponto A apresenta um preço superior ao preço de mercado em que se o preço for igual ou maior a quantidade consumida é 0 O triângulo retângulo formado pela ligação entre os pontos A B e C é refe rente ao valor gerado pelo excedente do consumidor Com a mudança de preço de mercado de P para P devido a entrada de novos consumidores podemos observar que P representa o ponto D o ponto E se refere ao nível de consumo com o novo preço de mercado P e a quantidade demandada de mercado inicial Q e F que se refere ao nível de consumo com o novo preço de mercado P e a nova quantidade demandada de mercado Q Dessa forma é possível verificar que a ligação entre os pontos B C D e E forma um retângulo que representa o valor adicional do excedente do consumidor para os consumidores iniciais enquanto a ligação entre os pontos C E e F representa um triângulo retângulo a qual é possível verificar o excedente do consumidor dos novos consumidores Figura 10 Como o preço afeta o excedente do consumidor Fonte adaptado de Mankiw 2020 p 114 UNICESUMAR Falarei agora sobre as Aplicações Caroa alunoa foram apresentados nesta unidade os conceitos sobre o efeito substituição o efeito renda e sobre o excedente do consumidor Além disso foi vista a diferença entre os tipos de bens e como esses mesmos impactam a demanda do consumidor Para o melhor entendimento desses temas foram apresentados exemplos que utilizam tanto o efeito substituição e o efeito renda para cada tipo de bem como para o excedente do consumidor Exemplo 1 considera a demanda do consumidor por carne bovina de primeira dada pela função XC 4 R2PC e de frango dada pela função XF 15 R4PF o preço da carne é de R4000 e do frango é de R2000 Além disso a renda do consumidor para o consumo desses bens por mês é de R80000 Suponto que ocorreu uma crise internacional e com isso reduziu a demanda por carne bovina de primeira consequentemente aumentou a oferta interna Em decorrência disso o preço da carne bovina de primeira reduziu para R3000 Dessa forma calcule o efeito substituição o efeito renda e o efeito total e apresente qual o tipo de bem se refere a carne bovina O primeiro passo é verificar o efeito substituição foi verificado quanto a renda deve variar para manter constante o poder de compra do consumidor pelas funções de demanda de carne e frango é possível verificar as quantidades demandadas de carne e frango iniciais e quanto deve variar a renda para manter constante o poder de compra do consumidor XCPC R 4 R2PC XC40800 4 800240 XC40800 4 80080 XC40800 4 10 XC40800 14 XFPF R 15 R4PF XF20800 15 80080 XF20800 15 10 XF20800 25 ΔR XCΔPC ΔR XCPC PC XF20800 15 80080 XF20800 15 10 XF20800 25 ΔR 1430 40 ΔR 1410 ΔR 140 Para achar o efeito substituição isolado deve ser reduzida a renda em R14000 assim a renda considerada deve ser de R80000 R14000 R66000 Agora vamos verificar a demanda de carne com o preço e a renda alterada XCPC R 4 R2PC XC30660 4 660230 XC30660 4 66060 XC30660 4 11 XC30660 15 Agora é possível achar o efeito substituição da carne ΔXCS XCPC R XCPC R ΔXCS 15 14 ΔXCS 1 Calculando a nova demanda de frango XFPF R 15 R4PF XF20660 15 660420 XF20660 15 66080 XF20660 15 825 XF20660 2325 Dessa forma o efeito substituição para a carne bovina é de um aumento de 1 quilo de carne enquanto a demanda de frango reduziu 1 quilo e 750 gramas 2325 25 Para calcular o efeito renda deve ser calculada a demanda por carne apenas com a mudança no preço e utilizar a demanda com as mudanças no preço e na renda XCPC R 4 R2PC XC30800 4 800230 XC30800 4 80060 XC30800 4 403 XC30800 12 403 XC30800 523 XC30800 17333 ΔXCR XCPC R XCPC R ΔXCR 17333 15 ΔXCR 2333 Podemos verificar que o efeito renda da carne representa um aumento na demanda de carne bovina de primeira de 2 quilos e 333 gramas portanto a carne bovina de primeira é um bem normal pois apresentou efeito positivo sobre a demanda Conhecendo o efeito substituição e o efeito renda é possível achar o efeito total na demanda de carne bovina de primeira mediante a uma redução de R1000 no preço ΔX A ΔX S A ΔX R A ΔX A 12333 ΔX A 3333 Dessa forma verificamos que o efeito total é de um aumento de 3 quilos e 333 gramas na demanda de carne bovina de primeira Exemplo 2 observe as informações apresentadas na Figura 11 no que concerne às demandas de ovo e carne Considera que houve um aumento de granjas aumentando a oferta de ovos com isso o preço do ovo foi reduzido O ponto A representa o estado inicial no qual a demanda por ovos é de 5 dúzias por mês A variação do ponto A para o ponto B representa o efeito substituição a variação do ponto B para o ponto C representa o efeito renda e a variação do ponto A para o ponto C se refere ao efeito total na demanda de ovos Dessa forma apresente a variação na demanda por ovos pelos efeitos substituição renda e total além de apresentar qual o tipo de bem que representa o ovo nessa situação 129 Como podemos observar na Figura 11 pelo efeito substituição a demanda por ovos aumentou de 5 para 8 dúzias ou seja o resultado do efeito substituição foi de um aumento de 3 dúzias de ovos por mês Pelo efeito renda houve uma redução na demanda por ovos de 8 para 4 dúzias portanto o resultado do efeito renda foi de uma redução de 4 dúzias por mês Diante dos resultados dos efeitos substituição e renda podemos verificar que o resultado do efeito total apresentou uma redução de 1 dúzia na demanda de ovo Como o resultado do efeito total foi negativo verificamos que além do bem ser considerado inferior também é um bem de Giffen Carne quilos por mês 30 25 A B C 4 5 8 10 12 15 Ovo dúzias por mês Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico que mostra três pontos que maximizam a utilidade do consumidor em que a curva de indiferença tangencia a linha do orçamento cada ponto está sobre diferentes curvas de indiferença e linhas de orçamento O eixo X representa o consumo de dúzias de ovos por mês e o eixo Y representa o consumo de quilos de carne por mês O ponto A apresenta o consumo de 5 dúzias de ovos Com uma queda no preço de ovos o efeito inicial é o efeito substituição passando o ponto de maximização da utilidade para o ponto B no qual aumenta o consumo para 8 dúzias de ovos e reduz o consumo de carne mudando a posição da linha de orçamento Posteriormente com o efeito renda reduz o consumo de ovo para 4 dúzias de ovos e aumenta o consumo de carne e a linha de orça mento é deslocada para a direita o nível de consumo máximo de carne volta ao patamar inicial enquanto o consumo máximo de ovos aumenta O efeito total apresentado pela transição entre os pontos A e C mostra que o consumo de ovos reduziu para 4 dúzias portanto foi menor que o nível de consumo do patamar inicial 5 dúzias Figura 11 Demanda para ovo e carne Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 118 UNICESUMAR UNIDADE 3 130 Exemplo 3 considere a demanda no mercado de cerveja sabendo que é um bem normal a partir da Figura 12 calcule o excedente do consumidor inicial e posteriormente verifique a variação do excedente do consumidor diante do aumento do preço da cerveja Preço da cerveja em R 20 10 8 A B C D E F Demanda de cerveja 30 40 Quantidade de cerveja em unidades Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico com a curva de demanda de cerveja O eixo X repre senta a quantidade de cerveja e o eixo Y representa o preço da cerveja É possível verificar o ponto A que se refere ao preço máximo que os consumidores estão dispostos a pagar pela cerveja 20 reais o ponto B representa o preço inicial praticado pelo mercado de cerveja 8 reais o ponto C representa a quantidade demandada do mercado de cerveja inicial 40 unidades dada pelo preço inicial de mercado 8 reais A ligação entre os pontos A B e C forma a área do excedente do consumidor O ponto E representa o novo preço do mercado de cerveja 10 reais o ponto F representa a nova demanda do mercado da cerveja 30 unidades com o novo preço de mercado 10 reais O ponto D representa a nova quantidade do mercado da cerveja 30 unidades com o preço inicial de mercado 8 reais A ligação entre os pontos A E e F forma a área do novo excedente do consumidor Enquanto a ligação entre os pontos E F B e D forma a área da redução do excedente do consumidor para os consumidores iniciais e a área formada pelos pontos F D e C forma a área do excedente do consumidor dos consumidores que saíram do mercado Figura 12 Demanda de cerveja Fonte o Autor A condição inicial da demanda de cerveja é dada por um preço de R800 e uma quantidade demandada de 40 unidades de cerveja Dessa forma o excedente do consumidor pode ser verificado pela área em que estão ligados os pontos A B e C Para calcular o excedente do consumidor vamos utilizar a equação 9 Verificamos que o excedente do consumidor na condição inicial é de R24000 Agora vamos identificar o excedente do consumidor depois da alteração no preço e da variação do excedente do consumidor da cerveja EC I PC PM I Q 2 EC I 20 8 40 2 EC I 12 40 2 EC I 480 2 EC I 240 Verificamos que o excedente do consumidor na condição inicial é de R24000 Agora vamos identificar o excedente do consumidor depois da alteração no preço e da variação do excedente do consumidor da cerveja EC F PC PM F Q F 2 EC F 20 10 30 2 EC F 10 30 2 EC F 300 2 EC F 150 ΔEC EC F EC I ΔEC 150 240 ΔEC 90 Com o aumento do preço da cerveja de R800 para R1000 o excedente do consumidor apresentou um valor R15000 ou seja reduziu R9000 do excedente do consumidor para a cerveja UNIDADE 3 132 Caro a aluno a chegamos ao final desta unidade e espero que você tenha en tendido a essência dos conceitos sobre demanda para a sua aplicação Utilizando os conhecimentos sobre essa temática é possível realizar diferentes análises no ambiente empresarial com diferentes estratégias de mercado Considerando o exemplo do início da atividade é possível realizar uma estimativa da demanda de carne pois será verificado o comportamento da demanda considerando o tipo de bem que é a carne o aumento da renda ou ainda uma variação de preços da car ne Diante dessas análises de mercado você poderá adotar as melhores estratégias possíveis Por exemplo considere que o consumo de carne no Brasil seja de 30 kg no ano por pessoa e que o preço da carne bovina é de R 3000 se houve uma redução de 10 no preço mesmo sem alteração na renda do consumidor como a carne bovina é um bem normal a demanda de carne tende a aumentar tanto pelo efeito substituição quanto pelo efeito renda e assim o gestor de um frigo rifico pode adotar a estratégia de aumentar a produção para atender a demanda O conhecimento da demanda também possibilita que você se diferencie em outros contextos no ambiente profissional Dessa forma em uma análise do ex cedente do consumidor agora você sabe que por exemplo se aumentar o preço haverá consumidores que ainda desejam adquirir o bem apesar de parte dos consumidores deixarem de consumir e que por outro lado caso reduzir o preço além da possibilidade de aumentar a demanda dos consumidores que estão no mercado outros consumidores entrarão no mercado Nesse caso pode ser uma estratégia para que mais consumidores possam conhecer o produto e poste riormente possam estar dispostos a pagar mais e assim mesmo aumentando o preço esses novos consumidores continuem demandando o bem ou serviço aumentando a demanda 133 1 A demanda de mercado é formada pelas demandas individuais dos consumidores sendo eles apresentam diferentes disposições a pagar por certo bem ou serviço Nesse contexto se deparamos com o conceito de Excedente do Consumidor Desse modo assinale a alternativa correta que mais configura o significado de Ex cedente do Consumidor a O excedente do consumidor é a diferença entre o preço internacional e o preço interno de um bem ou serviço b O excedente do consumidor pode ser medido pela área entre a linha de orça mento e a curva de indiferença c O excedente do consumidor se refere a diferença entre o que o consumidor está disposto a pagar e o preço praticado no mercado d O excedente do consumidor é a diferença entre o preço que o consumidor está disposto a pagar e preço que o vendedor está disposto a vender e O excedente do consumidor pode ser verificado pela diferença entre o preço definido pela demanda do consumidor e o preço definido pelos produtores 2 Quando varia o preço de um bem o consumidor se depara com dois efeitos o efeito substituição e o efeito renda sendo que a soma desses efeitos representa o efeito total na demanda do bem Os efeitos podem variar conforme o tipo de bem dessa forma avalie as afirmativas I O efeito substituição é igual para todos os tipos de bens II O efeito renda é negativo para a demanda do bem normal III Se o bem for um bem de Giffen o sinal do efeito renda é o mesmo que para um bem inferior É correto apenas o que se afirma em a I b I e II c I e III d II e III e I II e III 134 3 O efeito substituição apresenta apenas a troca de bens mantendo o mesmo poder de compra dos consumidores enquanto o efeito renda apresenta a variação da de manda do bem dado pela alteração do poder de compra no qual apresenta diferen tes efeitos para cada tipo de bem Diante do exposto escreva um texto dissertativo em até 8 linhas explicando a diferença do efeito para bens inferiores e bens de Giffen 4 O Excedente do Consumidor pode ser verificado para cada consumidor sendo que a soma do excedente do consumidor dos indivíduos fornece o excedente do consu midor de um dado mercado Diante disso avalie as afirmativas I O excedente do consumidor representa o ganho do consumidor no mercado II Quanto maior o preço de mercado menor é o excedente do consumidor III Com uma queda no preço de mercado novos consumidores entram no mercado É correto apenas o que se afirma em a I b I e II c I e III d II e III e I II e III 5 Considere que a demanda de mercado do acém é de 200 kg e da picanha é de 100 kg e o preço do acém é de R2500 e da picanha é de R5000 No entanto uma crise nos frigoríficos prejudicou o fornecimento de carne e elevou o preço do acém para R3000 e da picanha para R6000 Diante disso pelo efeito substituição a demanda de acém caiu para 160 kg e de pinha caiu para 80 kg Pelo efeito renda temos que a demanda de acém foi para 180 kg e a demanda de pinha foi para 70 kg A partir das informações apresentadas assinale a alternativa correta a O efeito total do acém foi negativo b O acém é considerado um bem inferior c A picanha é considerada um bem de Giffen d A picanha é considerada um bem inferior e O acém é considerado um bem de Giffen 4 Teoria da Produção e Custos Dra Jackelline Favro Prezado acadêmico seja bemvindo Nesta quarta unidade voltare mos nossa análise para o comportamento dos produtores Iremos estudar sobre a teoria da firma que compreende os conceitos de teoria da produção e da teoria dos custos Veremos de que modo as empre sas tomam suas decisões organizam de forma eficiente sua produção e como os custos variam à medida em que ocorrem alterações nos fa tores que são utilizados na produção de determinado bem ou serviço UNIDADE 4 136 A Organização Mundial da Saúde OMS declarou em 30 de janeiro de 2020 que o surto da doença causada pelo novo coronavírus covid19 constituía uma emer gência de saúde pública de importância internacional o mais alto nível de alerta da Organização conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional No Brasil os primeiros casos registrados de coronavírus ocorreram no iní cio de março de 2020 e já no final do mesmo mês os casos notificados chega ram aos milhares Como forma de prevenção à disseminação do vírus foram adotadas diversas medidas Dentre elas está a utilização de álcool em gel para higiene das mãos que passou a ser obrigatório em todos os estabelecimentos públicos e privado Em virtude desse novo cenário ocorreu o aumento da demanda por esse produto e as empresas que fabricam álcool em gel tiveram que tomar a decisão sobre quais fatores de produção seriam possíveis alterar no curto prazo para aumentar a produção e assim atender a demanda crescente Esse foi o caso de uma empresa brasileira que atua nessa atividade Após o anúncio da pandemia do novo coronavírus o aumento da demanda dessa em presa mais que triplicou em poucos dias E para atender à demanda crescente o empresário se deparou com a seguinte situação Em virtude da necessidade de aumentar a produção no curto prazo até que ponto a contratação de mais um funcionário ocasionaria aumento da produção considerando a atual capacidade produtiva da empresa 137 Nesse sentido caro a aluno a os conceitos referentes à teoria da produção e à teoria dos custos em que analisamos as condições de oferta dos bens e serviços produzidos na economia nos ajudarão a compreender como se dará o compor tamento dessa empresa e a forma como ela alocará de forma eficiente seus níveis de produção e de custos com o intuito de atender ao aumento da demanda Para que possamos compreender aspectos essenciais sobre a produção dessa empresa e verificar qual será a melhor decisão a ser tomada com o intuito de produzir mais e de forma eficiente precisamos conhecer às informações sobre as quantidades de insumos utilizados no processo produtivo dessa empresa A Tabela 1 apresenta as informações referentes à quantidade de funcionário o capital e a produção semanal de álcool em gel da empresa Por meio dos dados observamos que no curtíssimo prazo seu capital não se modifica ou seja ela não consegue alterar a sua estrutura produtiva Sendo assim o aumento da produção só ocorrerá se a empresa contratar mais funcionários Mas qual a quantidade de funcionários que essa empresa necessita contratar para produzir de forma eficiente Por meio das informações referentes aos fatores de produção e a possível quantidade de álcool em gel que pode ser gerada pela combinação entre as quan tidades de funcionários e do capital existente podemos observar que a produção de álcool em gel cresce até a contratação do 5º trabalhador Com essa quantidade de funcionários a empresa produzirá 1000 litros de álcool em gel semanais A partir do 6º trabalhador a produção diminui para 870 e com 7 funcionários chega a 800 litros semanais Quantidade de funcionários Quantidade de capital Produção semanal de álcool em gel em litros 1 10 100 2 10 360 3 10 650 4 10 870 5 10 1000 6 10 870 UNIDADE 4 UNIDADE 4 138 Quantidade de funcionários Quantidade de capital Produção semanal de álcool em gel em litros 7 10 800 Tabela 1 Fatores de produção de uma empresa que fabrica álcool em gel Fonte a Autora Sendo assim a partir dessas informações podemos observar que não será efi ciente para a empresa contratar mais que 5 funcionários pois para a estrutura produtiva que ela possui empregar mais que 5 funcionários faz com que o tra balho se torne contraproducente A partir da situação apresentada podemos ainda refletir sobre outras ques tões importantes que serão fundamentais para a compreensão desse caso Quais os custos que deverão ser considerados em virtude da necessidade de expansão da produção Quais são os aspectos fundamentais do processo de decisão dessa empresa Qual deverá ser o nível de produção dessa empresa no longo prazo Desse modo é fundamental o entendimento da teoria da firma para que possa mos compreender como as empresas tomam suas decisões e como produzem de forma eficiente 139 Passamos agora para a análise da curva de oferta de mercado que se dá por meio do entendimento sobre a Teoria da Firma A Teoria da Firma consiste na parte da microeconomia que se dedica a explicar e prever as decisões da empresa principalmente no que se refere ao produto final seu preço grau de utilização de insumos e mudanças nessas variá veis Por meio dessa teoria é possível verificar como as empresas tomam decisões de produção e como os custos variam com a produção de curto e longo prazo SANDRINI 2001 A Teoria da Produção e a Teoria dos Custos nos ajudam a compreender a Teoria da Firma PINDYCK RUBINFELD 2013 Por meio da Teoria da Produção observamos o modo pelo qual as empresas organizam eficientemente a produção Nesse sentido examinamos a tecnologia de produção da empresa ou seja a relação que mostra como os insumos podem ser transformados em produtos Já na Teoria dos Custos verificamos de que forma a tecnologia de produção junto com os preços dos insumos determinam os custos de produção De acordo com Pinduck e Rubinfeld 2013 a decisão das empresas quanto à produção pode ser entendida em três etapas Tecnologia de produção descreve de uma forma prática como os in sumos trabalho capital e matériaprima podem ser transformados em produção Uma empresa pode gerar determinado nível de produção Curva de Oferta Teoria da Firma Teoria da Produção Teoria dos Custos Descrição da Imagem a Figura 1 referese a um fluxograma que apresenta os elementos que compõe a análise sobre a Teoria da Firma Na parte superior da imagem no lado esquerdo temse um retângulo que contém escrito em seu centro Curva de Oferta Este retângulo se direciona por meio de uma seta para um novo retângulo que contêm a inscrição Teoria da Firma e se divide em dois novos retângulos à direita o primeiro referese à Teoria da Produção e o segundo à Teoria dos Custos Figura 1 Conceitos que compõe a Teoria da Firma Fonte a Autora UNIDADE 4 UNIDADE 4 140 usando diferentes combinações de insumos pois ela pode utilizar uma grande quantidade de funcionários e pouco capital ou construir uma fábrica totalmente automatizada e utilizar uma quantidade pequena de mão de obra Restrições de custo as empresas precisam levar em consideração o preço do trabalho do capital e de outros insumos pois dado que estas possuem orçamento limitado elas precisam se preocupar com o custo de produção Escolha de insumos conforme a tecnologia de produção e o preço dos insumos são utilizados no processo de fabricação a empresa precisará decidir quanto de cada insumo usar ou seja a empresa precisará consi derar o preço dos diferentes insumos para decidir a quantidade de cada um que será utilizado no processo produtivo Esses três passos formam os alicerces da Teoria da Firma e serão abordados nesta unidade Teoria da produção A Teoria da Produção consiste na primeira parte da Teoria da Firma que tem por objetivo analisar o comportamento da firma quando esta desenvolve sua ativi dade produtiva Referese às relações tecnológicas e físicas entre a quantidade produzida e as quantidades de insumos utilizados na produção Por meio dessa teoria descrevemos como os insumos podem ser transforma dos em produtos ou seja verificamos como uma empresa pode gerar determi nado nível de produção utilizando diferentes combinações de insumos e como as firmas definem as quantidades a serem produzidas Para o estudo da Teoria da Produção precisamos compreender três conceitos importantes o conceito de firma ou empresa o conceito de fator de produção e de produção A empresa ou firma é definida como uma unidade técnica que produz bens ou serviços que tem por objetivo maximizar seus resultados referentes à produção e lucro PINHO VASCONCELOS 2003 141 Os fatores de produção são todos os insumos utilizados na produção de de terminado bem ou serviços Estes insumos são classificados em categorias amplas como trabalho capital e matériasprimas VARIAN 2016 Podemos definir esses fatores como 1 Trabalho inclui tanto as horas dedicadas dos trabalhadores numa produ ção como também todas as técnicas e conhecimentos empregados dentro de um processo produtivo Abrange tanto os trabalhadores especializados como os não especializados bem como os esforços empreendedores dos administradores da empresa 2 Capital consiste em todo capital físico utilizado pelas empresas no pro cesso de fabricação de seus produtos tais como máquinas equipamentos prédios computadores instalações terreno estoques etc 3 Matériaprima são todos os materiais que a empresa adquire e transforma em produto final Exemplo dos fatores de produção existentes em uma empresa No caso de uma padaria o fator trabalho consiste nas horas dedicadas ao trabalho dos padeiros confeiteiros atendentes e do empresário A matériaprima consiste em todos os produtos utilizados na fabricação dos bolos pães e demais produtos fabricados por ela as embalagens utilizadas na comercialização os gas tos com eletricidade água entre outras despesas do processo produtivo e o capital referese às máquinas instalações utensílios computadores mesas e cadeiras que pertencem a padaria UNIDADE 4 UNIDADE 4 142 Já o conceito de produção pode ser definido como as transformações dos fatores adquiridos pela empresa em produtos para a venda no mercado PINHO VAS CONCELOS 2003 Mediante a classificação destes conceitos passamos agora a análise dos ele mentos fundamentais da Teoria da Produção para que possamos compreender o comportamento das empresas Para tanto analisaremos o conceito referente à função de produção e à distinção sobre o comportamento da produção no curto e no longo prazo Função de Produção As empresas podem transformar os insumos em produtos de várias formas uti lizando diversas combinações de trabalho matériaprima e capital Podemos descrever a relação entre os insumos do processo produtivo e o produto final como uma função de produção PINDYCK RUBINFELD 2013 A função de produção indica o máximo de produto que pode ser obtido com certa quantidade de fatores mediante a adequada escolha do processo de pro dução Ou seja existem diversas formas de combinar os fatores mas quando se analisa a função de produção se diz que o empresário está utilizando a maneira mais eficiente de combinar os fatores e consequentemente obter uma maior produção PINDYCK RUBINFELD 2013 A função de produção pode ser representada da seguinte forma Q f x x x xn 1 2 3 Em que Q é a quantidade produzida do bem ou serviço e x x x xn 1 2 3 re presentam as quantidades dos diversos fatores que são utilizados no processo de produção de determinado bem ou serviço No caso da padaria a função de produção irá descrever a quantidade de pães que serão fabricados diariamente por meio da utilização dos fatores de produção trabalho matériaprima e capital que são empregados no processo produtivo Sendo assim a produção de pães está em função de x1 que representa a quantida de de funcionários da padaria x2 referese a toda a quantidade de matériaprima utilizada na fabricação dos pães e x3 representa a quantidade de máquinas e equipamentos utilizados na produção e comercialização dos pães 143 De modo geral a função de produção possui características importantes Ela é unicamente definida em níveis positivos dos fatores de produção ou seja Q x 0 0 1 e x2 0 Ela se modifica à medida em que se altera o nível de tecnologia existente isto é aproximandose o conhecimento tecnológico evidentemente alterar seá a composição da função de produção Esse conhecimento constituise no conjunto de informações que estão à disposição dos empresários e pos sibilitam a melhor maneira de combinar os fatores de produção para a ob tenção de certa quantidade do produto PINHO VASCONCELOS 2003 A firma não pode produzir algo a partir de nada f 0 0 0 0 Isso significa que a função de produção parte da origem Distinção entre fatores de produção fixos e variáveis e entre curto e longo prazos Dado que as empresas precisam considerar que os insumos utilizados no pro cesso produtivo podem ser substituídos uns pelos outros e nos casos em que isso ocorre é necessário verificar quanto tempo é exigido para a realização dessa substituição é importante compreender a distinção entre curto e longo prazo quando analisamos a produção de determinado bem ou serviço O curto prazo referese ao período em que pelo menos um dos fatores de produção não pode ser modificado esse fator é chamado de insumo fixo Os demais fatores produtivos que podem ser alterados são denominados de fatores variáveis Podemos classificar como fatores fixos o capital e a tecnologia pois para que uma empresa possa expandir seu capital e realizar investimentos isso demanda tempo podendo demorar um ano ou mais para ser realizado Sendo assim estes fatores tendem a permanecerem os mesmos no curto prazo A mão de obra e a matériaprima são classificadas como fatores variáveis pois esses insumos podem ser expandidos no curto prazo UNIDADE 4 UNIDADE 4 144 No longo prazo todos os fatores de produção podem ser ajustados Isto é dentro de alguns limites tanto o trabalho e a matériaprima quanto o capital e a tecnologia são substituíveis Sendo assim podemos concluir que no curto prazo as empresas podem va riar a intensidade de utilização de determinada fábrica e equipamentos já no longo prazo as empresas podem modificar o tamanho da fábrica Vale destacar que esse período irá variar entre os setores econômicos Empresas do comércio varejista por exemplo tem uma capacidade de modificar o tamanho de seus es tabelecimentos mais rapidamente do que a uma empresa pertencente a indústria automobilística que para expandir sua estrutura produtiva precisa de investi mento expressivo e isso pode levar um período maior para que ela possa expandir Mediante a essas características entre curto e longo prazo precisamos com preender como se comportam os processos produtivos nesses períodos Curto prazo Produção com um insumo variável Vamos começar com a análise sobre o comportamento da produção no curto pra zo período em que somente um dos insumos do processo produtivo pode variar Vamos considerar a seguinte função de produção com apenas dois insumos para simplificar nossa análise Q f K L Em que Q Quantidade produzida K Capital L Trabalho Como estamos considerando o curto prazo vamos pressupor que o capital seja o insumo fixo e o trabalho o insumo variável Neste caso dado que o capital é fixo a quantidade produzida de determinado bem ou serviço somente irá variar caso ocorra variações na quantidade de trabalho utilizada no processo produtivo Para que possamos compreender melhor como se dá esse processo considere a seguinte situação Imagine o caso de uma empresa que fabrica calças jeans in fantil Dado que essa empresa já possui uma estrutura produtiva com máquinas e equipamentos o empresário deverá tomar a decisão sobre a quantidade de funcionários que deverá contratar e a quantidade de calças jeans que será produzida diariamente Para tomar essa decisão é necessário saber o comportamento do volume de produção à medida em que se aumenta a quantidade de trabalhadores que serão contratados para o processo produtivo A Tabela 2 apresenta as informações referentes à quantidade de trabalho capital produto total que representa a quantidade produzida produto médio e produto marginal para essa empresa Por meio desses dados podemos observar que o trabalho é o insumo variável já o capital é fixo independentemente da quantidade de trabalhadores que serão contratados O produto total consiste na quantidade máxima que pode ser produzida utilizando cada uma das combinações de trabalho e capital Podemos observar que com a contratação de 1 funcionário e o capital de 10 a quantidade máxima que essa empresa consegue produzir diariamente são 10 calças jeans À medida em que aumenta a quantidade de funcionários contratados aumenta também a quantidade de calças produzidas Com 8 funcionários a quantidade de calças produzidas é de 112 unidades Com a contratação de 9 funcionários a produção diminui para 108 peças e com 10 funcionários a capacidade de produção dessa empresa é de 100 calças jeans diárias Então por meio dessas informações podese observar que até a contratação do 8º funcionário a produção de calças jeans aumenta A partir do 9º funcionário a quantidade produzida de calças jeans diminui Isso ocorre porque como o capital é fixo ou seja a estrutura produtiva da empresa não se modifica contratar mais que 8 funcionários faz com que estes tenham que dividir equipamentos uns com os outros e isso acabará reduzindo o desempenho deles o que levará à redução da quantidade produzida fazendo com que o processo produtivo se torne contraproducente Tabela 2 Fatores de produção de uma empresa que fabrica calças jeans infantis Fonte Pindyck e Rubinfeld 2013 As outras duas informações que são apresentadas na Tabela 2 o produto médio do trabalho e o produto marginal do trabalho são construídos com base no produto total O produto médio do trabalho mede a produtividade da força de trabalho da empresa em termos de quantos produtos cada trabalhador produz em média Esse indicador é calculado pela divisão do produto total pela quantidade de trabalhadores empregados PINDYCK RUBINFELD 2013 No exemplo em que estamos analisando observamos que o produto médio aumenta inicialmente depois passa a cair quando a quantidade de trabalhadores se torna superior a quatro Já o produto marginal do trabalho referese ao volume de produção adicional gerado ao acrescentar 1 trabalhador a mais na linha de produção Basicamente esse indicador consiste na variação do volume de produção ΔQ resultante do aumento de uma unidade no insumo trabalho ΔL PINDYCK RUBINFELD 2013 No exemplo apresentado com o capital fixo em 10 unidades quando a quantidade de trabalhadores aumenta de 2 para 3 o produto total é elevado 147 de 30 para 60 ocasionando um volume adicional de produção igual a 30 unidades 6030 As informações apresentadas na Tabela 2 podem ser observadas graficamente Por meio da Figura 2 Gráfico A podemos ve rificar que o volume de produção cresce à medida em que se aumenta a quantidade de trabalhadores que são contratados para o processo produtivo O ponto máximo de produção é atingido com 8 traba lhadores que produzem 112 unidades ponto D do gráfico Após esse ponto acréscimos adicionais de trabalhadores ocasionam a diminuição da quanti dade produzida Na Figura 2 Gráfico B podese observar as curvas do produto médio do trabalho e do produ to marginal O produto marginal é sempre positivo quando o volume de produção é crescente e é zero exatamente no ponto correspondente ao volume máximo de produção 112 unidades A partir desse ponto o produto marginal se torna negativo isso porque ao se acrescentar mais um trabalhador na linha de produção sem alterar a estrutura produtiva da empresa o processo se torna mais lento e menos produtivo ocasionando consequentemente a redu ção do volume de produção As curvas de produto médio e produto marginal estão estritamente relacionadas Quando o produto marginal é maior do que o produto médio o produto médio é crescente Esse é o caso que ocorre entre os volumes de produção de 1 a 4 unidades de traba lho Quando o produto marginal é menor do que o produto médio o produto médio é decrescente e isso é o que ocorre quando o insumo trabalho é maior do que 4 O produto médio é igual ao produto marginal quando o produto marginal atinge seu máximo UNIDADE 4 UNIDADE 4 148 Gráfco A Gráfco B Produção por dia Produção por dia 112 60 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Trabalho por dia 30 20 10 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Produto Total Produto Marginal E Produto Médio Trabalho por dia A B C D Descrição da Imagem a Figura 2 apresenta dois gráficos um disposto acima do outro Na parte superior temse o gráfico A no qual seu eixo horizontal corresponde ao Trabalho por dia e contém da esquerda para a direita os valores de zero a dez O eixo vertical corresponde à Produção por dia e contém de baixo para cima os valores sessenta e cento e doze Na área do gráfico há uma linha curva direcionada para a direta nomeada como Produto Total esta curva tem início no ponto zero e comportamento crescente até ao ponto que relaciona ao valor oito no eixo horizontal com o cento e doze no eixo vertical este ponto está nomeado como D A partir deste ponto a curva passa a decrescer Na curva do produto total há ainda os pontos A B e C relacionados respectivamente aos valores de dois três e quatro no eixo X No gráfico B localizado abaixo do A o eixo horizontal também se refere ao Trabalho por dia e contém valores de zero a dez em ordem crescente No eixo vertical há as informações de Produção por dia contendo os valores dez vinte e trinta de baixo para cima Na área do gráfico há duas linhas curvas a primeira chamada de Produto Marginal e inicia no ponto que liga o valor um do eixo horizontal ao valor dez no eixo vertical esta curva tem comportamento crescente até o ponto que interliga o valor três do eixo horizontal ao trinta do eixo vertical a partir deste ponto passa a decrescer e quando intercepta o valor de oito no eixo horizontal passa para a parte negativa do gráfico A segunda curva foi chamada de Produto Médio também parte do ponto entre o valor de um no eixo horizontal e dez no eixo vertical a curva possui comportamento crescente e permanece abaixo da curva anterior até o ponto equivalente ao valor quatro no eixo horizontal e vinte no eixo vertical no qual se intercepta com a curva do Produto Marginal e gera o ponto E no qual passa a se localizar acima da curva anterior e inicia uma trajetória decrescente Figura 2 Informações referentes à produção com apenas um insumo variável Fonte Pindyck e Rubinfeld 2013 149 Mediante a estas informações qual seria a ótima escolha referente à quantidade de trabalhadores que essa empresa deverá contratar para realizar a produção Visando responder a essa pergunta e ampliar o entendimento a respeito da produção no curto prazo precisamos compreender os estágios de produção da empresa O primeiro estágio de produção vai da origem até o nível de utilização do insumo variável que maximiza a sua produtividade média até o ponto C que descreve a quantidade produzida com a contratação de 4 trabalhadores a produtividade marginal é maior que a produtividade média nesse estágio de produção Esse estágio de produção é economicamente desaconselhável dado que o produto total está crescendo O segundo estágio de produção se situa entre os pontos C e D e caracte rizase pelo fato do produto marginal ser menor que o produto médio Esse estágio de produção é economicamente aconselhável dado que a produção atinge seu ponto máximo Já o terceiro estágio de produção está compreendido entre o ponto D e o limite de utilização trabalho Por apresentar produtividade marginal do insumo variável negativa esse estágio é conhecido como estágio economicamente de saconselhável pois empresa alguma produziria tendo em vista que poderia au mentar seu nível de produção simplesmente reduzindo o nível de trabalhadores Mediante a estas observações podemos concluir que para essa empresa o ponto ótimo de produção referese ao ponto D situado no segundo estágio de produção no qual a empresa com a contratação de 8 funcionários irá produzir a quantidade máxima de 112 unidades diárias do produto Verificado o nível de insumo trabalho que gera a produção mais eficiente para essa empresa precisamos compreender uma outra questão muito impor tante por que a quantidade produzida desta empresa se reduz após a contra tação do 9º funcionário Isso ocorre em virtude dos rendimentos marginais decrescentes A lei dos rendimentos marginais decrescentes descreve o comportamento da taxa de va riação da produção quando é possível variar apenas um dos fatores permane cendo constantes os demais Por meio dessa lei verificase que aumentandose a quantidade de um fator variável e permanecendo a quantidade dos demais fatores fixos a produção inicialmente crescerá a taxas crescentes até o ponto C a seguir depois de certa quantidade utilizada do fator variável passará a crescer a taxas decrescentes do ponto C ao D no qual o produto marginal é decrescente UNIDADE 4 UNIDADE 4 150 porém positivo conforme verificado no Gráfico B e continuando o incremento da utilização do fator variável a produção decrescerá após o ponto D no qual o produto marginal é negativo conforme verificado no Gráfico B PINHO VAS CONCELOS 2003 Não devemos confundir a lei dos rendimentos marginais decrescentes com possíveis alterações na qualidade da mão de obra à medida que aumentam as unidades do insumo trabalho Na análise da teoria da produção considerase a premissa de que todas as unidades do insumo trabalho têm igual qualidade sendo assim os rendimentos decrescentes resultam de limitações no uso dos de mais insumos mantidos inalterados No caso em análise referese ao capital que permanece fixo no curto prazo e não no declínio da qualidade dos trabalhadores contratados PINDYCK RUBINFELD 2013 Longo Prazo Produção com dois insumos variáveis Agora voltemos nossa análise para o longo prazo período em que todos os fatores de produção são variáveis Nesse caso a empresa pode produzir de várias formas combinando diferentes quantidades de fatores de produção Vamos considerar o nosso exemplo da fábrica de calças jeans infantis mas agora vamos analisar a situação em que tanto o trabalho quanto o capital são variáveis Nessa situação a empresa pode escolher diferentes combinações de trabalho e ca pital que gerem a mesma quantidade de calças que são produzidas diariamente Mediante a esse novo cenário precisamos compreender inicialmente a escala do processo produtivo A Tabela 3 apresenta os volumes de produção alcançáveis por meio das diversas combinações de trabalho e capital para essa empresa As unidades do insumo trabalho encontramse relacionadas na linha su perior e as unidades do insumo capital na coluna situada à esquerda tanto as Você sabia que o avanço tecnológico pode contribuir para o amento da produção no curto prazo Agora eu te convido a acessar o podcast desta unidade Nele iremos falar sobre os ren dimentos marginais decrescentes e como o avanço tecnológico contribui para o aumento da produção no curto prazo 151 unidades de capital quanto de trabalho estão destacados em azul na tabela Cada valor dentro da Tabela 3 corresponde ao volume máximo de produção que pode ser obtido com cada combinação de trabalho e capital utilizada ao longo desse período Por exemplo 40 unidades de capital e 1 unidade de trabalho geram a produção de 80 calças jeans Observe que em cada linha o volume de produção aumenta à medida que as unidades de trabalho aumentam mantendose fixas as unidades de capital e em cada coluna o volume de produção aumenta à medida que as unidades de capital aumentam mantendose fixas as unidades de trabalho Capital Trabalho 1 2 3 4 5 10 10 30 60 80 95 20 30 50 95 105 130 30 60 95 105 130 150 40 80 115 130 140 160 50 95 130 140 150 180 Tabela 3 Produção com dois insumos variáveis Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 As informações contidas na Tabela 3 também podem ser graficamente interpre tadas por meio do uso de curvas chamadas de isoquantas As Isoquantas podem ser definidas como a representação gráfica do conjunto de todos os pontos que representam combinações dos fatores de produção que indicam a mesma quantidade produzida PINHO VASCONCELOS 2003 De acordo com as características das isoquantas a teoria da produção destaca três propriedades fundamentais I São decrescentes da esquerda para a direita II São convexas em relação à origem dos eixos cartesianos III Não se cruzam nem se tangenciam A Figura 3 apresenta três isoquantas que representam os dados informados na Tabela 3 A isoquanta Q1 mostra as combinações de trabalho e capital por dia UNIDADE 4 UNIDADE 4 152 que resultam na produção de 60 calças jeans infantis em que no ponto A é utili zada 1 unidade de trabalho e 30 de capital e no ponto D o mesmo volume de produção é obtido por meio de 10 uni dades de capital e 3 unidades de trabalho A isoquanta Q2 mostra as combinações de trabalho e capital por dia que resul tam na produção de 95 calças jeans infantis em que no pon to B são utilizadas 2 unidades de trabalho e 30 de capital Já a isoquanta Q3 mostra as combinações de trabalho e capital por dia que resultam na produção de 130 calças jeans infantis No ponto E são utilizadas 2 unidades de trabalho e 50 de capital e no ponto C 30 unidades de capi tal e 3 unidades de trabalho Observe que cada iso quanta está associada a um nível diferente de produção isoquanta Q1 60 peças Q2 95 peças e Q3 130 pe ças e este aumenta à medi da que se move para cima e para a direita de Q1 para Q3 conforme apresentado na Figura 3 153 As isoquantas mostram a flexibilidade que a empresa tem quando toma decisões de produção ou seja a empresa pode realizar diversas combinações de insumos e obter um determinado nível de produção conforme pode ser verificado nos pontos A e D no qual temos combinações diferentes de trabalho e capital entre tanto obtemos o mesmo nível de produção Havendo dois insumos que possam ser alterados um administrador deve considerar a possibilidade de substituir um pelo outro A inclinação de cada iso quanta indica o volume de cada insumo que pode ser substituído por determi nada quantidade do outro insumo mantendose a produção constante A incli Capital por dia Trabalho por dia 1 2 3 4 5 50 40 30 20 10 A B C D Q3 130 Q2 95 Q1 60 E Descrição da Imagem a Figura 3 apresenta um gráfico no qual seu eixo horizontal corresponde ao Tra balho por dia e contém da esquerda para a direita os valores de 0 a 5 O eixo vertical corresponde ao capital e contém de baixo para cima os valores 10 20 30 40 e 50 Na área do gráfico há três linhas curvas Q1 Q2 e Q3 representam as quantidades fabricadas por meio das diversas combinações de trabalho e capital empregadas que geram a mesma quantidade de peças as chamadas curvas isoquantas Quanto mais à direita estiver a isoquanta maior a quantidade fabricada Os pontos A B C D e E representam as possíveis combinações de trabalho e capital que irão gerar as quantidades produzidas A primeira curva chamada de Q1 liga o valor um do eixo horizontal ao valor trinta no eixo vertical ponta A e liga o valor três do eixo horizontal ao valor dez no eixo vertical ponta D Esses dois pontos representam o total de fabricação de 60 unidades diárias A segunda curva chamada de Q2 liga o valor dois do eixo horizontal ao valor trinta no eixo vertical ponta B que representa o total de fabricação de 95 unidades diárias A terceira curva chamada de Q3 liga o valor três do eixo horizontal ao valor trinta no eixo vertical ponta D e liga o valor dois do eixo horizontal ao valor cinquenta no eixo vertical ponta D Esses dois pontos representam o total de fabricação de 130 unidades diárias Figura 3 Produção com dois insumos variáveis Fonte a Autora UNIDADE 4 A TMST pode ser descrita da seguinte forma TMST Δx₁ Δx₂ Em que x₁ e x₂ são os insumos utilizados na produção No caso do exemplo em análise a TMS é representada por TMST ΔK ΔL TMST Variação do capital Variação do trabalho A TMST do trabalho por capital referese à quantidade em que se pode reduzir do insumo capital quando se utiliza uma unidade extra de insumo trabalho de tal forma que a produção seja mantida constante 155 suas tarefas e façam uso de instalações e equipamentos mais especializados e em grande escala A linha de montagem na indústria automobilística é um exemplo de rendimentos crescentes de escala PINDYCK RUBINFELD 2013 Os rendimentos constantes de escala ocorrem quando a variação do produto total é proporcional à variação da quantidade utilizada dos fatores de produ ção Por exemplo aumentandose a utilização dos fatores em 10 o produto também aumenta em 10 Se uma empresa tem o dobro de cada insumo ela pode simplesmente instalar duas fábricas idênticas e obter o dobro de produção VARIAN 2016 Já os rendimentos decrescentes de escala ocorrem quando a variação do produto é menos do que proporcional à variação na utilização dos fatores Por exemplo aumentandose a utilização dos fatores de produção em 10 o produ to cresce em 5 Essa situação se aplica a algumas empresas com operações em grande escala Dificuldades para organizar e gerenciar uma operação em grande escala pode acabar levando a uma produtividade menor tanto para o trabalho quanto para o capital A comunicação entre os funcionários e a administração pode se tornar difícil de ser monitorada à medida que o local de trabalho se torna mais impessoal Em consequência a existência dos rendimentos decrescentes provavelmente está ligada aos problemas crescentes de coordenação de tarefas e da preservação de um bom canal de comunicação entre administradores e funcionários PINDYCK RUBINFELD 2013 UNIDADE 4 UNIDADE 4 156 Teoria dos Custos de Produção Agora veremos de que forma a tecnologia de produção com base nos preços dos insumos determina o custo de produção da empresa Veremos de que forma os custos da empresa dependem de sua produção e de que maneira eles podem variar com o decorrer do tempo Sendo assim para iniciarmos a análise referente aos custos de produção é importante compreender a diferença entre custos econômicos analisados pelos economistas e custos contábeis analisados pelos contadores Para os economistas custos econômicos consistem nos custos da utilização de recursos na produção ou seja referese aos custos que a empresa possui com todos os fatores de pro dução matériaprima trabalho e capital que são utilizados na fabricação de determinado bem ou serviço Vale destacar que os custos econômicos consideram também os custos de oportunidade da utilização do capital Já os custos contá beis que os contadores calculam incluem as despesas correntes mais as despesas atribuídas à depreciação dos equipamentos de capital da empresa PINDYCK RUBINFELD 2013 Os rendimentos de escala variam de modo substancial entre empresas e setores Por exemplo em empresas de grande porte dobrar os insumos de capital e trabalho podem fazer com que a produção cresça mais do que proporcionalmente rendimentos crescen tes de escala Entretanto isso não necessariamente acontece em empresas de pequeno porte no qual mudanças na escala de produção podem ocasionar pouco ou nenhum efeito na produção Em geral empresas pertencentes ao setor da indústria de transformação têm maior probabilidade de apresentar rendimentos crescentes de escala do que as empresas per tencentes ao setor de serviços pois a atividade de transformação exige substanciais in vestimentos em equipamentos de capital As empresas do setor de serviços são mais intensivas em trabalho e podem ser igualmente eficientes operando em pequena ou grande escala PINDYCK RUBINFELD 2013 PENSANDO JUNTOS O custo total de produção é definido como o total das despesas realizada pela empresa com a utilização da combinação mais econômica dos fatores de produção por meio do qual é obtida determinada quantidade do produto PINHO VASCONCELOS 2003 O Custo total é determinado pela seguinte equação CT CF CV Em que CF é o custo fixo CV é o custo variável O custo fixo CF corresponde aos custos que não variam com o nível de produção Eles são decorrentes aos gastos com fatores fixos de produção e devem ser pagos mesmo que não haja produção Exemplos de custos fixos aluguéis juros sobre empréstimos de longo prazo seguros depreciação etc PINDYCK RUBINFELD 2013 O custo fixo é determinado pela seguinte equação CF P x X Em que P consiste na quantidade utilizada do fator fixo X referese ao preço do fator fixo O custo variável CV corresponde aos custos que variam em função de alterações do volume de produção Os custos variáveis incluem gastos com salários matériasprimas usadas para produção e gastos com energia por exemplo No caso dos custos variáveis quanto maior a produção maior será os gastos com esses fatores PINDYCK RUBINFELD 2013 O custo variável é determinado pela seguinte equação CV P x X Em que P consiste na quantidade utilizada do fator variável X referese ao preço do fator variável Temse ainda de custos relacionados por unidade de produção o custo total médio custo fixo médio e o custo variável médio Estes custos podem ser descritos por meio das seguintes fórmulas Custo Total Médio CT Q Em que CT é o custo total de produção Q é a quantidade produzida Custo Fixo Médio CF Q Em que CF é o custo fixo Q é a quantidade produzida Custo Variável Médio CV Q Em que CV é o custo variável Q é a quantidade produzida Outro custo que precisa ser considerado é o custo marginal que diferentemente do custo médio referese às variações de custo quando se altera a produção O custo marginal nos informa quanto custará aumentar a produção em uma unidade Custo Marginal CT Q Em que CT é a variação do custo total Q é a variação da quantidade produzida 159 Em decorrência da classificação da função de produção em termos de curto e longo prazo vamos nos voltar a análise das diferenças entre os custos de produção de curto prazo e de longo prazo Custo de produção no curto prazo As funções de custos a curto prazo são utilizadas para demonstrar as várias rela ções entre o custo de produção e o nível de produção da firma O curto prazo é o período no qual a firma não pode alterar a quantidade de alguns de seus insumos de produção ou seja nesse período no processo produtivo das empresas existem insumos fixos e variáveis Vejamos agora um exemplo sobre os custos de produção de uma empresa no curto prazo A Tabela 4 apresenta as informações referentes ao nível de produção custo fixo custo variável custo total custo marginal custo fixo médio custo va riável médio e custo total médio Por meio destes dados podemos observar o que ocorre com os custos da empresa à medida que a produção se altera a curto prazo Custos de uma empresa Nível de produ ção 1 Custo fixo CF 2 Custo variável CV 3 Custo total CT 432 Custo margi nal CMg 5Δ4 Δ1 Custo fixo médio CFMe 6 2 1 Custo variável médio CVMe 7 3 1 Custo total médio CTMe 8 4 1 0 50 0 50 1 50 50 100 50 50 50 100 2 50 78 128 28 25 39 64 3 50 98 148 20 167 327 493 4 50 112 162 14 125 28 405 UNIDADE 4 UNIDADE 4 160 Custos de uma empresa Nível de produ ção 1 Custo fixo CF 2 Custo variável CV 3 Custo total CT 432 Custo margi nal CMg 5Δ4 Δ1 Custo fixo médio CFMe 6 2 1 Custo variável médio CVMe 7 3 1 Custo total médio CTMe 8 4 1 5 50 130 180 18 10 26 36 6 50 150 200 20 83 25 333 7 50 175 225 25 71 25 321 8 50 204 254 29 63 255 318 9 50 242 292 38 56 269 324 10 50 300 350 8 5 30 35 11 50 385 435 85 45 35 395 Obs Todas as informações referemse à produção diária com custos em R Custo Marginal consiste na variação do custo total dividido pela variação do nível de produção Tabela 4 Custos de produção de uma empresa no curto prazo Fonte Pindyck e Rubinfeld 2013 Por meio dos dados podemos observar o comportamento de cada custo de pro dução O custo fixo CF não apresenta variações independentemente do nível de produção Já o custo variável CV e o custo total CT aumentam à medida que a produção aumenta Por exemplo considere que o trabalho seja o único insumo variável dessa empresa isso significa que as despesas com relação a mão de obra devem ser cada vez maiores para que se possam obter níveis mais eleva dos de produção Para produzir 1 unidade de determinado produto a empresa necessita de 1 trabalhador e paga a este o valor de R 5000 por dia ou seja o CV é igual a R 5000 R 5000 x1 A medida em que a produção aumenta é necessária a contratação de mais trabalhadores Quando a produção for de 9 unidades por exemplo serão ne cessários 9 trabalhadores Dado que essa empresa pagará a cada trabalhador o valor de R 3025 o custo variável para essa quantidade produzida será de R 24200 R 3025 x8 Neste caso teremos como Custo Total CT para a produção de 9 unidades o valor de R 292 em que R 50 se refere ao custo fixo e R 242 ao custo variável 161 Por meio das informações apresentadas podese observar também o compor tamento do custo marginal custo fixo médio custo variável médio e custo total médio O custo marginal diminui até a 6 unidade do produto e depois aumenta O custo fixo médio diminui à medida em que a produção é aumentada já que estes são divididos por quantidades cada vez maiores O custo variável médio diminui até a 7 unidade do produto e depois aumenta e o custo total médio diminui até a 8 unidade do produto e depois aumenta As informações constantes na Tabela 4 podem ser representadas graficamente conforme pode ser observado na Figura 4 No Gráfico A da Figura 4 podemos observar que a curva de custo total é formada pela composição das curvas de custo fixo e custo variável O custo fixo é uma linha reta em R 50 ela não se altera de acordo com os níveis de produção Já as linhas que representam o CT e o CV são representadas por linhas inclinadas para cima já que seus custos aumentam de acordo com a produção No Gráfico B da Figura 4 podemos observar o comportamento das curvas de custo marginal custo médio custo variável médio e custo fixo médio O formato dessas curvas é determinado pela relação entre as curvas de custo marginal e custo médio A curva de custo total médio é resultado da composição da curva de custo fixo médio e curva de custo variável médio ela possui o formato de U Incialmente essa curva começa a cair por causa do custo fixo médio decrescen tes mas em seguida apresenta crescimento em consequência do aumento dos custos variáveis médios Sempre que o custo marginal for inferior ao custo médio a curva de custo médio apresentará declínio Sempre que o custo marginal estiver acima do custo médio a curva de custo médio apresentará elevação Quando o custo marginal estiver em seu ponto mínimo o custo marginal será igual ao custo médio UNIDADE 4 UNIDADE 4 162 400 300 175 100 100 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Produção por dia Produção por dia CF A CT CV 75 50 25 CMg CTMc CVMe CFMe 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 0 Gráfco A Gráfco B Custo por dia Custo por dia Descrição da Imagem a Figura 4 apresenta dois gráficos o gráfico A parte superior e o gráfico B parte inferior No gráfico A o eixo horizontal apresenta a produção diária contendo de forma crescente os valores de zero a onze e o eixo vertical apresenta o custo de produção diário e contém os valores cem cento e setenta e cinco trezentos e quatrocentos dispostos de baixo para cima no eixo Na área do gráfico há três curvas que estão nomeadas como CF CV e CT A curva CF corresponde à curva de custo fixo e é representada por uma reta horizontal direcionada para a direita esta curva tem início no ponto entre meio o valor de zero e cem no eixo vertical A curva CV corresponde ao custo variável e possui um comportamento diagonal e crescente partindo do ponto zero e se localizando bem acima da curva CF nesta curva há um ponto demarcado nomeado como A que corresponde ao ponto de encontro dos valores sete do eixo horizontal com cento e setenta e cinco do eixo vertical Já a curva CT corresponde ao custo total que possui um comportamento idêntico ao da curva CV estando localizado acima da mesma e tem como ponto de partida o mesmo ponto em que inicia a curva CF entre meio os valores de zero e cem no eixo vertical No gráfico B o eixo horizontal apresenta a produção diária contendo os valores em ordem crescente de zero a onze e o eixo vertical apresenta o custo de produção diário contendo de baixo para cima os va lores zero vinte e cinco cinquenta setenta e cinco e cem Na área do gráfico há quatro curvas nomeadas como CFMe CVMe CTMe e CMg A curva CFMe corresponde ao custo fixo médio e possui comportamento decrescente iniciando no ponto que liga o valor de um no eixo horizontal a um valor um pouco acima de cinquenta no eixo vertical e passa a decrescer conforme os valores do eixo horizontal vão aumentando A curva CVMe corresponde ao custo variável médio inicia na altura do ponto que interliga o valor de um no eixo horizontal a um valor entre meio cinquenta e setenta e cinco no eixo vertical seu comportamento é inicialmente decrescente e posteriormente crescente o ponto que demarca a mudança na trajetória da curva se dá na ligação entre valor de sete no eixo horizontal ao valor de vinte e cinco no eixo vertical A curva CTMe corresponde ao custo total médio e tem início na coordenada que liga o valor um do eixo horizontal ao valor de 100 no eixo vertical seu comportamento é semelhante ao da curva CVMe e está localizada acima desta A última curva apresentada é a CMg e corresponde ao custo marginal ela inicia no ponto entre um no eixo horizontal e cinquenta no eixo vertical seu comportamento é decrescente até a quarta unidade do eixo horizontal no qual passa a crescer a curva se intercepta com a curva CVMe no ponto entre sete no eixo horizontal e vinte e cinco no eixo vertical ponto este que equivale ao ponto A do gráfico A Figura 4 Custos de produção de uma empresa no curto prazo Fonte Pindyck e Rubinfeld 2013 163 Custo de produção no longo prazo Como foi observado na Teoria da Produção o longo prazo é um período no qual a empresa tem a possibilidade de variar todos os insumos Portanto deve ser observado que este é um horizonte de planejamento e não do que está sendo efetivamente realizado VASCONCELOS 2009 O longo prazo também pode ser considerado uma sequência de situações prováveis de curtos prazos Para elucidar melhor essa afirmação considere a seguinte situação Antes de realizar um investimento uma determinada empresa está em uma situação de longo prazo ou seja todos os insumos utilizados na produção são variáveis Nesse período o empresário verifica a necessidade de realizar investi mentos em sua estrutura produtiva e escolhe a opção de investimento que melhor irá atender a sua demanda Este empresário poderá optar pela construção de uma nova unidade ou poderá realizar investimentos para alterar as estratégias e design de seus produtos por exemplo Depois do investimento realizado os recursos são convertidos em máqui nas equipamentos e instalações formando assim um novo capital fixo Com isso a empresa passa a operar em uma condição de curto prazo pois agora pelo menos um dos insumos utilizados na produção do produto no caso o capital se tornou fixo novamente Sendo assim por meio desse exemplo podemos observar que a empresa opera a curto prazo período em que ela não tem a opção de alterar sua estru tura produtiva e planeja a longo prazo período em que ela poderá realizar a ampliação de seu tamanho Portanto podemos observar que no longo prazo as empresas terão maior flexibilidade para tomar decisões referentes a sua produção Por esse motivo as curvas de custo de curto prazo são diferentes das de longo prazo Embora as curvas de custo médio de longo e de curto prazo tenham o mesmo formato em U elas diferem porque o formato da curva de curto prazo se deve à lei dos rendimentos decrescentes resultante da existência de insumos fixos enquanto o formato da curva de longo prazo se deve aos rendimentos de escala quando varia o tamanho da empresa HAFFNER 2013 A Figura 5 apresenta as curvas de custo médio de curto e de longo prazo O custo total médio de longo prazo CMel representa o custo por unidade quando UNIDADE 4 UNIDADE 4 164 a empresa tem um conjunto de insumos variáveis e opta por sempre escolher a combinação que lhe trará o menor custo possível No Figura 5 a curva cheia é a curva de custo médio de longo prazo CmeL também chamada de curva envoltória e mostra o menor custo unitário Cme para produzir a cada tamanho da planta da empresa que são as curvas sinalizadas pela cor verde que representam as curvas de custo médio de curto prazo O ponto A representa a combinação de custo mínimos ou escala ótima da empresa que seria o tamanho ideal do ponto de vista de seus custos para que a empresa possa operar de forma eficiente Até esse ponto existem rendimentos crescentes de escala a produção mais do que dobra quando as quantidades de todos os insumos são dobradas após o ponto A temos rendimentos decrescentes deseconomias de escala Então podese concluir que a escala ótima da empresa do ponto de vista de seus custos é o ponto onde o CMe de longo prazo é mínimo VASCONCELOS 2009 Custos R CMel Tamanho escala ótima Quantidade A Descrição da Imagem a Figura 5 referese a um gráfico em que o eixo horizontal apresenta a quantidade produzida e o eixo vertical apresenta o custo de produção Por meio da combinação entre a quantidade e os custos são geradas as curvas de custo médio de curto prazo curvas representadas pela cor verde no gráfico e a curva de custo médio de longo prazo a curva de cor preta envoltória das curvas de curto prazo O ponto A representa a combinação de custo mínimo ou escala ótima da empresa que seria o tamanho ideal do ponto de vista de seus custos para a empresa Figura 5 Curva de Custo médio de Longo Prazo Fonte Vasconcellos 2003 Escolha de insumos e minimização dos custos de produção Examinaremos agora um problema fundamental com a qual todas as empresas se defrontam como selecionar insumos para a obtenção de determinado nível de produção com custo mínimo Para tanto inicialmente iremos verificar o problema de como minimizar os custos de produção de determinado nível de produto e a partir daí como escolher o nível de produção mais lucrativos Nas suas decisões de produção a empresa deve levar em consideração a tecnologia disponível função produção e os preços dos fatores produtivos Com o objetivo final de maximizar o lucro a empresa vai tentar minimizar o custo de produção PINDYCK RUBINFELD 2013 O custo mínimo para que a empresa alcance o nível desejado de produto dependerá dos seguintes fatores do preço dos insumos utilizados no processo produtivo e da quantidade de produto que será gerado Isso pode ser representado algebricamente por meio da função custo A função custo descrita como Cw1w2y mede o custo mínimo de produzir y unidades de produto quando os preços dos fatores de produção são w1w2 VARIAN2016 Por meio dessa função podemos então verificar a composição do custo total Por questões de simplificação matemática descrevemos o custo total em termos de dois insumos Sendo assim o custo total de produção será dado por C w1x1 w2x2 Em que C custo total w1 e w2 são os preços dos insumos utilizados na produção de determinado bem ou serviço x1 e x2 são as quantidades dos insumos utilizadas na produção A partir do custo total podemos definir a reta isoquosto que consiste em todas as combinações possíveis das quantidades dos fatores de produção que podem ser adquiridas por um determinado custo total PINDYCK RUBINFELD 2013 A reta isoquosto nada mais é do que a representação da própria equação de custo total da empresa quando para qualquer desses fatores esse custo é mantido constante PINHO VASCONCELLOS 2003 UNIDADE 4 166 A inclinação da reta isocusto é dado por w w 1 2 e o intercepto vertical C w 2 Á medida que deixamos o custo C variar obtemos uma família de retas de isocusto VARIAN2016 A Figura 6 ilustra as retas isocustos de produção Por meio da figura po demos observar três retas isocustos C C 0 1 e C2 que são geradas por meio da combinação das quantidades de capital e trabalho utilizados para a fabricação de determinado produto Todo ponto em uma curva isocusto tem o mesmo custo e as retas isocusto mais elevadas estão associadas a custo mais altos C2W2 C1W2 C0W2 W1 W2 C2 C1 C0 C0W1 C1W1 C2W1 Trabalho Capital Descrição da Imagem a Figura 6 referese a um gráfico no qual o eixo horizontal está nomeado como Trabalho e é representado da esquerda para a direita pelas razões entre C0 e W1 C1 e W1 e C2 e W1 O eixo vertical corresponde ao Capital que é representado de baixo para cima pelas razões entre C0 e W2 C1 e W2 e C2 e W2 Na área do gráfico há três retas diagonais negativamente inclinadas que cor respondem a retas isocustos A reta C0 intercepta o eixo vertical no ponto equivalente à razão entre C0 e W2 e intercepta o eixo horizontal no ponto da razão entre C0 e W1 A reta C1 intercepta o eixo vertical no ponto equivalente à razão entre C1 e W2 e intercepta o eixo horizontal no ponto da razão entre C1 e W1 Já a reta C2 intercepta o eixo vertical no ponto equivalente à razão entre C2 e W2 e intercepta o eixo horizontal no ponto da razão entre C2 e W1 No gráfico há ainda a equação da inclinação das curvas menos W1 dividido por W2 que está direcionada a cada reta de isocusto por meio de setas Figura 6 Retas Isocustos Fonte a Autora Assim o problema de minimização de custos consiste em encontrar o ponto da isoquanta que esteja associado à reta isoquosto mais baixa possível ou seja dado a isoquanta correspondente ao nível de produção pretendido a empresa procura a combinação de fatores produtivos associada a um custo total mínimo reta isoquosto Dado que a empresa tenha o interesse em obter um determinado nível de produção de que forma pode fazer a um custo mínimo O ponto de minimização de custos será caracterizado pela condição de tangência em que a inclinação da isoquanta será igual à inclinação da curva isoquosto Nesse caso a taxa marginal de substituição técnica TMST tem que ser igual à razão entre os preços dos fatores TMSTx1x2 w1w2 No caso do problema de minimização de custos a isoquanta é a restrição tecnológica e o produtor movese ao longo dessa curva para encontrar a posição ótima As escolhas de insumos que geram custos mínimos para a empresa dependem em geral dos preços dos insumos e dos níveis de produção que a empresa deseja ter de modo que escrevemos essas escolhas como x1w1w2y e x2w1w2y Essas expressões são chamadas de funções demanda de fatores condicionadas Elas medem a relação entre os preços a produção e a escolha ótima de fatores da empresa condicionando que a empresa tenha um dado nível de produção y VARIAN2016 O problema de minimização de custos pode ser observado por meio da Figura 7 Suponhamos que uma determinada empresa fosse desperdiçar C0 com insumos Infelizmente a esse valor nenhuma combinação de insumos permitiria que a empresa atingisse o nível de produção q1 Entretanto o nível de produção q1 pode ser atingido com um valor C1 A reta isoquosto C1 é tangente à isoquanta q1 no ponto A Nesse ponto o produto q1 pode ser produzido ao custo mínimo com L1 unidades de insumo trabalho e K1 unidades de insumo capital Esse é o ponto que minimiza os custos de produção da empresa pois a inclinação da isoquanta e da isoquosto são exatamente iguais Observe que outras combinações de insumos como L2K2 e L3K3 fornecem a mesma produção a custo maior UNIDADE 4 168 Tratamento algébrico do problema de minimização de custos Podemos representar o problema de minimização de custo por meio do trata mento algébrico Suponha o caso de uma empresa com dois fatores de produção capital e trabalho que possuem os preços w preço do trabalho e r preço do Capital por ano Trabalho por ano C0 C1 C2 são três linhas de isocusto K2 K1 C1 Q1 C2 C0 K3 L3 L1 L2 A Q1 é isoquanta C0 mostra todas as combinações de K e L que custam C0 A quantidade Q1 pode ser produzida com as combinações K2L2 OU K3L3 Mas implicam custo maior que o de K1L1 Descrição da Imagem a Figura 7 apresenta um gráfico no qual no eixo horizontal são descritas as quan tidades de trabalho por ano representadas da esquerda para a direita por L2 L1 e L3 O eixo vertical apresenta as quantidades de capital por ano que correspondem à debaixo para cima K3 K1 e K2 Na área do gráfico há três retas diagonais decrescentes que correspondem à curva isocustos nomeadas como C0 C1 e C2 e uma curva em formato de U que se refere a curva isoquanta nomeada como Q1 A reta C0 parte de um ponto de interceptação entre meio K1 e K2 no eixo vertical e termina em um ponto que intercepta o eixo horizontal entre meio L1 e L3 A reta C1 parte do ponto K2 no eixo vertical e vai até o ponto L3 no eixo horizontal A curva C2 parte de um ponto de interceptação com o eixo vertical acima de K2 e acaba em um ponto após L3 no eixo horizontal A curva de isoquanta Q1 possui comportamento decrescente ela inicia na parte superior esquerda do gráfico e cruza a curva C2 no ponto que liga K2 eixo vertical à L2 eixo horizontal tangencia a curva C1 no ponto em que liga K1 eixo vertical à L1 eixo horizontal ponto este que é chamado de A e novamente passa por C2 no ponto que liga K3 eixo vertical à L3 eixo horizontal Fora da área do gráfico há três retângulos O primeiro localizado na lateral esquerda da figura contém o seguinte texto em seu interior C0 C1 C2 são três linhas de isocusto O segundo localizado na parte superior central da figura contém o seguinte texto em seu interior Q1 é uma isoquanta C0 mostra todas as combinações de K e L que custam C0 E o terceiro retângulo localizado na lateral direita contém a seguinte inscrição A quantidade Q1 pode ser produzida com as combinações K2L2 ou K3L3 Mas implicam custo maior que o de K1L1 Figura 7 Minimização de custo de uma empresa Fonte Pindyck e Rubinfeld 2013 169 capital Mediante a essas informações queremos encontrar a forma mais barata de alcançar um determinado nível de produção Sendo assim podemos escrever o problema de minimização de custos da seguinte forma Minimizar C wL rK Sujeito à restrição de que um nível fixo de produção Q0 deverá ser produzido F K L Q 0 Em que C representa o custo da produção de um nível fixo Q0 unidades de produto Por meio dessas duas equações resolvemos o problema de otimização restrita por meio do método dos multiplicadores de Lagrange Escrevemos o lagrangeano que consiste na soma dos custos de produção a ser minimizado e ao multiplicador de Lagrange λ multiplicado pela restrição de produto enfrentada pela empresa 0 wL rK F K L Q L λ Efetuamos os diferenciais em relação a K L e λ Depois igualamos a zero as derivadas resultantes para obtermos as condições necessárias para que seja atin gido um mínimo 0 0 F K L r K K F K L w L L L λ L λ 0 0 F K L Q L λ Essas equações podem ser resolvidas para obterem os melhores valores de K L e λ Ao combinarmos as duas primeiras equações obtemos UNIDADE 4 r w FK L K FK L L Observe que essa é a condição de tangência no qual podemos verificar que a taxa marginal de substituição técnica TMST tem que ser igual a razão entre os preços dos fatores Aplicações Para realizar a análise referente aos custos de produção de uma empresa é preciso conhecer a função de produção que determina as quantidades bem como os preços dos insumos que são necessários para a fabricação de determinado bem ou serviço Desse modo considera a situação da empresa que fabrica álcool em gel Para a produção desse produto a empresa possui a seguinte função de produção conforme Viecconti e Neves 2007 Y 3L²K² 001K³ Em que Y é a quantidade produzida de álcool em gel L representa o insumo trabalho K representa o insumo capital Dado que o capital da empresa é fixo e igual a 1 no curto prazo a função de produção desse produto será Y 3L² 001L³ Logo se forem empregados 10 trabalhadores o volume correspondente da produção será Y 3L² 001L³ Y 3 x 10² 001 x 10³ Y 300 10 Y 290 litros Se o preço do fator capital Pₖ for de R100000 e do fator trabalho Pₗ for R40000 o custo total de produção CT de 290 litros de álcool em gel será CT Pₖ x K x Pₗ x L CT290 1000 x 1 400 x 10 5000 Se foram empregados 11 trabalhadores o volume e o custo total da produção passam a ser Y 3L² 001L³ Y 3 x 11² 001 x 11³ Y 363 1331 Y 350 litros CT Pₖ x K x Pₗ x L CT350 1000 x 1 400 x 11 5400 No curto prazo o custo total de produção será composto pelo custo do capital que não irá variar com o volume de produção dado que é o insumo fixo e pelo custo do trabalho que irá variar com o volume de produção dado que é o insumo variável No exemplo da fabricação de álcool em gel o custo fixo que representa o capital é R1000 e o custo variável que representa o trabalho é R4000 quando a produção for 290 litros de álcool em gel Quando a produção aumenta para aproximadamente 350 litros o custo fixo permanece R 1000 e o custo variável se eleva para R4400 UNIDADE 4 172 Caro a aluno a chegamos ao final desta unidade e espero que você tenha compreendido os conceitos referentes à teoria da produção e dos custos Nesta unidade observamos inicialmente os aspectos ligados à teoria da produção na qual identificamos que a firma é uma unidade de negócios responsável pela trans formação de insumos em produtos que atendam à necessidade da sociedade e os fatores de produção podem ser fixos e variáveis Compreendemos que no curto prazo sempre teremos um fator fixo e a longo prazo todos os fatores de produção são variáveis Após a análise da produção verificamos o comportamento dos custos Essa é uma análise muito importante pois possibilita que a empresa trace estratégias de comercialização eficientes Sendo assim podemos concluir que o conteúdo abordado nessa unidade é de significativa importância e servirá como base de análise sobre comportamento da produção e dos custos de uma empresa sem texto 173 1 Em que consiste a lei dos rendimentos marginais decrescentes 2 Considere as seguintes informações referentes às combinações dos fatores de pro dução capital e trabalho que podem ser utilizados por uma determinada empresa que fabrica refrigerantes para que esta possa obter uma produção de 1000 litros do produto diariamente Capital Trabalho Quantidade produzida de refrigerantes em litros por dia 6 50 1000 4 80 1000 2 150 1000 Com base nessas informações avalie as afirmações a seguir I Por meio dos dados apresentados referentes às combinações de capital e traba lho utilizados no processo de fabricação de refrigerante observase que se trata de uma análise de curto prazo referente a produção desta empresa II Dado que esta é uma análise de curto prazo a quantidade produzida de refri gerante não se altera ao variar a quantidade de trabalho e capital utilizados na produção III Dado que tanto o capital quanto o trabalho são variáveis esta se refere a uma análise de longo prazo As afirmações I II e III são respectivamente f V V V g V F F h V V F i F V F j F F V 174 3 A curva isoquanta pode ser definida como sendo uma linha na qual todos os pontos representam infinitas combinações de fatores que indicam a mesma quantidade produzida PINDYCK RUBINFELD 2013 Com base nessa afirmação assinale a alternativa correta sobre uma das principais propriedades das Isoquantas a As curvas Isoquantas possuem inclinação positiva b As Isoquantas têm concavidade voltada para baixo c A taxa que mede a inclinação da isoquanta é a Taxa marginal de Substituição TMS d As Isoquantas representam a oferta de dois bens que são complementares e As Isoquantas nunca podem se cruzar 4 Sobre o custo de produção no curto prazo assinale a alternativa sobre a seguinte situação um aumento da produção no curto prazo sempre diminuirá a O custo variável médio b O custo total médio c O custo fixo médio d O custo marginal e O número de trabalhadores empregados 175 5 A tabela a seguir apresenta os custos de curto prazo de uma empresa hipotética Quanti dade Custo Fixo Custo Variável Custo Total Custo To tal Médio Custo Variável Médio 0 35 35 1 35 24 59 2 35 40 75 3 35 60 95 4 35 85 120 5 35 115 150 Com base nessas informações responda as seguintes questões a Calcule o custo variável médio para essa empresa b Calcule o custo total médio para essa empresa c Analise o comportamento do custo total médio e custo variável médio para essa empresa 5 Maximização de Lucro Dr Marcos Aurélio Brambilla Nesta última unidade você terá a oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre como a empresa maximiza o lucro dada as re ceitas e custos de produção Além disso será estudado como as em presas definem seu nível de produção tanto no curto prazo quanto no longo prazo para alcançar a maximização de lucro Por fim você poderá verificar como a empresa gera excedente na produção além de aplicações práticas de como pode ser verificado a maximização de lucro na prática UNIDADE 5 178 Olá caro a aluno a é de conhecimento geral que gerir uma organização não é uma tarefa simples requer conhecimentos em vários aspectos pois constante mente o gestor de uma empresa toma decisões Uma das decisões mais importan tes no negócio está relacionada à produção afinal muitas vezes você deve con tratar funcionários adquirir máquinas e equipamentos comprar a matériaprima etc Desta forma como saber a quantidade ideal para a produção da empresa Você sabe que produzir muito pouco não compensará devido aos custos assim como produzir muito pode reduzir o lucro consideravelmente Considere que você foi contratado por uma grande empresa automobilística para administrar uma filial em uma metrópole uma das primeiras decisões que você deve tomar está relacionada à quantidade de carros que deve ser produzido mensalmente sendo que uma vez no ano você deve reavaliar essa decisão O que você consideraria para tomar essa decisão Nesse caso você deve considerar como funciona a produção para verificar a função de produção da empresa e seus custos e assim determinar qual a quantidade que resultaria no máximo de lucro para a empresa não apenas no curto prazo que seria de um ano mas no longo prazo pois a produção não fica constante sempre ocorrem novos investimentos necessitando de novas análises para verificar qual a melhor escolha para a produção não apenas para maximizar lucro mas também para permanecer no mercado Desta forma caro a aluno a o estudo da maximização do lucro tem ligação direta com os meios de produção da empresa sendo necessário a melhor avaliação para as decisões de produção Foi citado uma empresa automobilística mas como sabemos na economia existe uma infinidade de setores para os quais podem ser analisados a produção e assim é possível entender como o empresário escolhe a quantidade de insumos para a sua produção levando em consideração o seu custo Nesse sentido a teoria da firma como um todo contribui para o entendimento da melhor alocação de insumos para a produção e assim pode auxiliar os empre sários a atingir a sua maximização de lucro tanto pela alocação de insumos no curto prazo quanto pela alocação de insumos no longo prazo Para isso devem ser considerados a função de produção da empresa e os custos de produção Considere uma peixaria que vende especificamente tilápia em que as infor mações para diferentes níveis de produção em especial o lucro estão presentes na Tabela 1 Está sendo considerado que o preço do quilo da tilápia é de R 1000 para esse preço temos quanto é a receita total do empresário Além disso temos o custo total que varia com o nível de produção pois parte do custo leva em Quantidade de frango q em unidades Receita total RT em reais Custo total CT em reais Lucro π em reais 0 000 4000 40 5 5000 4625 375 10 10000 6500 35 15 15000 9625 5375 20 20000 14000 60 25 25000 19625 5375 30 30000 26500 35 Tabela 1 Lucro de uma peixaria com o preço do peixe sendo de R 1000 Fonte o Autor UNIDADE 5 180 Qual seria a alocação eficiente de insumos para obter a maximização de lucro em uma empresa Vimos na unidade anterior a representação da produção e dos custos da produ ção mas precisamos definir as medidas para atingir o máximo de ganho ou seja a maximização do lucro Nesta unidade o foco de apresentação da maximização de lucro foi para mercados perfeitamente competitivos Nesses mercados as em presas produzem o mesmo produto e devido à sua pequena representação no mercado suas decisões não afetam o preço de mercado Além disso qualquer em presa pode entrar no mercado caso veja alguma possibilidade de lucro ou ainda qualquer empresa que já esteja no mercado pode sair caso esteja tendo prejuízos Para a melhor compreensão do tema de maximização de lucro esta unidade foi estruturada em quatro tópicos o primeiro avalia a receita marginal o custo marginal e as condições gerais para maximizar o lucro da empresa o segundo apresenta a escolha do nível de produção e a curva de oferta no curto prazo com um insumo variável o terceiro tópico apresenta a escolha do nível de produção e a curva de oferta no longo prazo com dois insumos variáveis por fim o quarto tópico apresenta aplicações das situações apresentadas nos tópicos anteriores O primeiro passo para estabelecer a condição de maximização de lucro é definir o que representa o lucro Conforme Baidya et al 2014 o lucro π é dado pela diferença entre a receita total RT e custo total CT Sendo que a receita total é dada pelo que o produtor recebe pelas vendas ou seja preço do bem P vezes a quantidade q portanto Pq Enquanto o custo total é dado pela soma do custo fixo CF e do custo variável CV Sendo assim o lucro pode ser representado por π RT CT ou π Pq CF CV Agora que sabemos o que é lucro também é possível verificar outras definições Segundo Wall 2015 pode ser verificado que o lucro médio π Me pode ser dado pela receita total média R Me menos o custo total médio C Me e ainda o lucro marginal π Mg é dado pela receita marginal R Mg menos o custo marginal C Mg formalmente podemos representar essas definições como π Me R Me C Me π Mg R Mg C Mg Se temos que o π Mg é zero podemos rearranjar a equação 4 e encontrar que a condição para a maximização de lucro é dada por R Mg C Mg essa condição é válida para qualquer tipo de empresa A maximização de lucro também pode ser verificada graficamente por meio da Figura 1 Custo Receita e Lucro reais por ano Considera uma empresa com uma receita total dada por Pq e um custo total de B Dq³ Diante disso é preciso verificar o quanto a empresa deve produzir para maximizar o lucro Deve ser observado que a primeira parte do custo é o custo fixo sendo representado por uma constante B e a segunda parte que acompanha a produção q é o custo variável que apresenta outra constante D Dado que foi fornecido a receita total e o custo total deve ser verificada a receita marginal e o custo marginal por meio da derivada da receita total e do custo total respectivamente RT Pq RMm RTq P CT B Dq³ CMg CTq 3Dq² Agora que achamos a receita marginal e o custo marginal podemos achar a quantidade que maximiza o lucro RMg CMg P 3Dq² q² P3D q² P3D q P3D Portanto sabemos que a empresa deve produzir P3D unidades para maximizar seu lucro Esse foi um caso genérico em que não encontramos um número pois não sabemos o preço P e não sabemos o valor da constante do custo variável D Porém ao final da unidade foi apresentado aplicações práticas com valores numéricos Escolha do nível de produção e curva de oferta da empresa no curto prazo Até agora foi apresentado um caso simples para aferir a maximização de lucro da empresa considerando apenas a variação da quantidade No entanto Varian 2021 mostra uma forma mais abrangente da maximização do lucro Segundo o autor pode ser apresentado o lucro da empresa com mais de um produto e com vários insumos conforme a equação a seguir π PiYi WiXi Para esta unidade foi considerado um produto e dois insumos básicos capital K e trabalho T A primeira parte da equação é dada pela multiplicação do preço e da função de produção da empresa a qual determina a quantidade produzida Como será considerado K e T de uma forma geral a função pode ser apresentada como fK T e a receita total sendo Px fK T Para o custo temos que Wi representa o custo de cada insumo e Xi representa a quantidade de cada insumo portanto de forma genérica essa restrição pode ser representada como CT WkK WTT De acordo com Pindyck e Rubinfeld 2013 no curto prazo pelo menos um insumo é fixo sendo assim a escolha do nível de produção será determinada considerando o capital K como fixo A maximização de lucro é definida com a variação do trabalho T Como o capital será fixo o mesmo será apresentado como K A produção representada por q pode ser verificada por meio da função de produção fK T assim o problema de maximização pode ser representado por max fK T WkK WTT Para determinar a condição de maximização basta derivar a equação 6 em relação ao insumo variável T e igualar a zero P δfK TδT WT 0 P δfK TδT WT PqT WT Verificamos que a condição para a maximização de lucro no curto prazo é de que o valor da receita marginal do trabalho deve ser igual ao custo do trabalho Enquanto a quantidade produzida que maximiza o lucro q pode ser determinada pela função lucro π Pq WkK WTT q πP WkKP WTTP Podemos observar a condição de maximização de lucro para uma empresa competitiva no curto prazo por meio na Figura 2 Figura 2 Condição de maximização do lucro da empresa competitiva Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 280 187 É possível verificar na Figura 2 que a maximização de lucro é dada no ponto A com a produção de 8 unidades no qual a receita marginal é igual ao custo marginal Sendo que como demostrado anteriormente no curto prazo como o capital é fixo o custo marginal é dado pelo custo do trabalho T W A área som breada mostra possibilidades de lucro perdido A empresa competitiva pode ter um lucro perdido caso decida produzir menos 7 unidades ou produzir mais 9 unidades Em qualquer ponto à esquerda do ponto de maximização de lucro o custo marginal é menor que a receita marginal ou seja a venda de uma unidade a mais do produto tem um ganho maior que o custo portanto ainda compensa aumentar a produção até chegar na quantidade em que a venda de uma unidade a mais não compensar mais pois o ganho será igual ao custo nesse ponto temos a maximização de lucro Mas devemos observar também que pontos à direita do ponto de maximiza ção de lucro o custo marginal é maior que a receita marginal ou seja a venda de uma unidade a mais do produto tem um custo maior que o ganho Dessa forma com a produção nesse nível ela deve ser reduzida até o ponto em que ocorra maximização de lucro ou seja no ponto que o ganho será igual ao custo O ponto C está localizado no eixo Y um pouco acima do valor de trinta e o ponto D está localizado no eixo Y junto com o número quarenta A área entre os pontos A B C e D estão demarcadas por um retângulo e corresponde à maximização do lucro da empresa Partindo da reta de receita marginal há dois triângulos retângulo o primeiro está direcionado para baixo tendo sua base entre os números sete e oito do eixo X e sua altura equivalente à distância entre os pontos quarenta e aproximadamente vinte no eixo Y este triângulo equivale ao Lucro perdido quando Q um é menor que Q O segundo triângulo está direcio nado para cima e tem como base a distância entre os números oito e nove no eixo X sua altura equivale entre a distância entre os números quarenta e aproximadamente sessenta no eixo Y correspondendo ao Lucro perdido quando Q dois é maior que Q Mas caro a aluno a isso quer dizer que uma empresa não terá problemas adotando a estratégia de trabalhar na condição de maximização de lucro Não é possível afirmar isso pois vai depender da condição da empresa existem casos que uma empresa promissora pode apresentar prejuízos no curto prazo PENSANDO JUNTOS UNICESUMAR UNIDADE 5 188 A Figura 3 apresenta uma empresa competitiva que opera com prejuízos no curto prazo Nesse caso a condição de maximização de lucro apresenta prejuízo para a empresa No entanto deve ser alcançado pela empresa a quantidade produção Q pois produções menores ou maiores causam prejuízos ainda maiores Preço reais por unidade C D F B A E CMg CMe P RMg CVMe Q Produção Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico que mostra uma empresa competitiva operando com prejuízos no curto prazo O eixo X representa a produção de determinado bem e o eixo Y repre senta o preço em reais por unidade No gráfico temos curva de receita marginal que é igual ao preço sendo em formato de uma reta horizontal a curva de custo marginal que inicialmente é decrescente e posteriormente se torna crescente e as curva de custo médio e custo variável médio que também são inicialmente decrescentes e depois se tornam crescentes A curva de custo médio está acima da curva de receita marginal e a curva de custo variável médio está abaixo da curva de receita marginal O ponto D representa o preço quando o preço do bem é igual à receita marginal o ponto A representa o cruzamento das curvas de receita marginal e custo marginal com a quantidade Q o ponto B está situado sobre a curva de custo médio com a quantidade Q o ponto C representa o preço do ponto B o ponto E está situado sobre a curva de custo variável médio com a quantidade Q o ponto F representa o preço do ponto E A condição de maximização de lucro apresenta prejuízo para empresa que pode ser medido pelo retângulo A B C e D Figura 3 Condição de otimização da empresa competitiva que opera com prejuízos no curto prazo Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 281 189 De acordo com Pindyck e Rubinfeld 2013 uma empresa que opera com pre juízos pode continuar no mercado pois espera que no futuro possa ter lucros Contudo não são todos os casos que apresentam essa condição Mesmo com uma perspectiva de sucesso deve ser considerado diferentes condições da empresa a fim de identificar suas possibilidades Se P C M e a empresa aufere lucros Se CV P C e e M M a empresa pode operar com prejuízos Se P CV C e e M M a empresa deve encerrar suas atividades Conforme apresentado na Figura 3 a empresa pode operar com prejuízos pois o preço é menor que o custo médio porém é maior que o custo variável médio Quanto a empresa apresentar o preço menor que o custo variável médio ela deve encerrar suas atividades Mesmo a empresa que opera com prejuízos e apresenta o preço maior que o custo variável médio deve apresentar condições de melho rar sua produção e obter lucro no futuro caso ela não tenha esperança de uma melhora também deve encerrar suas atividades O fator preponderante para determinar se a empresa tem a possibilidade de continuar no mercado é o custo fixo visto que é um custo que não varia com o volume da produção pois ele pode ser reduzido com um aumento da produção dessa forma o custo médio que considera o custo fixo pode ser reduzido com o aumento da produção Enquanto o custo variável médio varia no mesmo sentido da produção quanto maior a produção maior o custo variável médio Assim uma empresa que apresenta o preço menor que o custo variável médio mesmo com uma perspectiva favorável a empresa continuará tendo prejuízos A partir disso é possível definir a curva de oferta da empresa no curto prazo Como a empresa deve encerrar as atividades caso o preço for menor que o custo variável médio no curto prazo a curva de oferta que associa o preço ao nível de produção é dada pela curva de custo marginal e inicia no ponto que o preço for igual ao custo variável médio assim formando a curva de oferta das empresas e de mercado como mostra a Figura 4 UNICESUMAR UNIDADE 5 190 A Figura 4 apresenta a curva de oferta de mercado no curto prazo a qual pode ser obtida pela soma das quantidades ofertadas de cada empresa para cada nível de preços Assim a curva de oferta de mercado no curto prazo é formada a partir do conjunto das curvas de oferta das empresas no curto prazo Escolha do nível de produção e curva de oferta da empresa no longo prazo Nenhuma empresa deve focar a análise apenas no curto prazo pois como foi visto algumas empresas podem até operar com prejuízos buscando lucros no longo prazo Segundo Pindyck e Rubinfeld 2013 no longo prazo todos os insumos são variáveis sendo assim é possível apresentar a melhor alocação dos insumos Reais por unidade S CMg1 CMg2 CMg3 P3 P2 P1 Quantidade 2 4 5 7 8 10 15 21 Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico que mostra a curva de oferta de um setor no curto prazo O eixo X representa a quantidade de produção de determinado bem e o eixo Y representa o pre ço em reais por unidade No gráfico temos curva de custo marginal de três empresas C M g 1 C M g 2 e C M g 3 todas em formato ascendente além da curva de oferta do mercado que também é ascendente e representa a soma das quantidades de produção das empresas do setor Foi apresentado a quantidade produzida para três níveis de preços P1 P2 e P3 Ao nível de preços P1 apenas a empresa 3 produz portanto a produção nesse preço do mercado é o mesmo da empresa 3 de 6 unidades Para o nível de preço P2 a empresa 1 produz 2 unidades a empresa 2 produz 5 unidades e a empresa três produz 8 unidades dessa forma o mercado produz 15 unidades E para o nível de preços P3 a empresa 1 apresenta a produção de 4 unidades a empresa 2 apresenta a produção de 7 unidades e a empresa 3 produz 10 unidades sendo assim a produção do mercado é dada por 21 unidades Figura 4 Curva de oferta de um setor no curto prazo Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 287 para a produção no nosso caso a escolha é da quantidade de insumos de capital K e trabalho T Conforme Varian 2021 o problema de maximização do lucro no longo prazo pode ser apresentado como máx Pf KT WkK WT T 1º passo derivar em relação a K T e λ fracdelta Tdelta K fracPP delta fKT WK WT UNIDADE 5 194 Dessa forma é possível observar que as equações 108 e 109 apresentam a com binação de insumos de capital e trabalho que proporcionam para a empresa o lucro máximo E substituindo os valores encontrados de K e T na função de produção podemos verificar a quantidade produzida do bem a qual fornece ao empresário o máximo de lucro no longo prazo E ainda a partir da quantidade ótima de produção do bem é possível substituir na função lucro e achar o lucro do empresário na condição de maximização de lucro A escolha do nível de produção da empresa também pode ser observada gra ficamente por meio da Figura 5 que apresenta a maximização do lucro de uma empresa competitiva no longo prazo NOVAS DESCOBERTAS Para uma melhor apresentação do método de maximização de lucro na prá tica você pode conferir um artigo publicado na Revista de Gestão Tecno logia em 2015 intitulado de Pesquisa Operacional na Tomada de Decisão Modelo de Otimização de Produção e Maximização de Lucro O estudo apresenta um modelo de otimização com o intuito de fornecer parâmetros para a tomada de decisão no que concerne à produção de uma empresa de uniformes EP fracPM PP imes Q2 195 Pode ser observado na Figura 5 que as condições da empresa no curto prazo apresentam as curvas de custo marginal e custo médio à esquerda das curvas de custo marginal e médio no longo prazo ou seja a empresa pode ampliar a pro dução no longo prazo para atender à demanda aos custos menores pois todos os fatores de produção são alterados Preço reais por unidade 40 C G 30 D B A CMgCP CMgLP CMeLP CMeCP E F P RMg Q1 Q2 Q3 Produção Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico que mostra o lucro de uma empresa competitiva no longo prazo O eixo X representa a produção de determinado bem e o eixo Y representa o preço em reais por unidade No gráfico temos duas curvas de receita marginal que é igual ao preço sendo em formatos de retas horizontais as curvas de custo marginal de curto prazo e custo marginal de longo prazo que inicialmente é decrescente e posteriormente se torna crescente além das curvas de custo médio de curto prazo e longo prazo que também são inicialmente decrescentes e depois se tornam crescentes No ponto A ocorre a maximização de lucro da empresa no curto prazo com a quantidade 1 Q e um preço de R 4000 O ponto B está sobre a curva de custo médio e representa a quantidade que maximiza o lucro mas com um preço menor nesse preço no eixo vertical é possível encontrar o ponto C ainda no eixo vertical o preço de R 4000 é dado pelo ponto D Dessa forma o lucro da empresa na condição de maximização no curto prazo pode ser verificado pelo retângulo A B C e D No longo prazo a curva de custo marginal cruza com a curva de receita marginal no ponto E associado a quantidade 3 Q e nessa quantidade o ponto F está sobre a curva de custo médio de longo prazo Mas a escolha do nível de produção no longo prazo é dado pelo ponto associado a quantidade 2 Q que representa o valor mínimo de custo médio de longo prazo e cruza com a curva de custo marginal de longo prazo e com a nova curva de receita marginal Figura 5 Escolha do nível de produção no longo prazo Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 292 UNICESUMAR UNIDADE 5 196 Entre os níveis de produção 1 Q e 3 Q temos 2 Q a qual representa o ponto mínimo da curva de custo médio de longo prazo Para os níveis de produção que são inferiores à 2 Q o custo médio é decrescente assim a empresa apresenta economias de escala a partir desse nível de produção o custo médio é crescente portanto a empresa apresenta deseconomias de escala Porém o objetivo principal da empresa é obter mais lucro ou seja maximizar seus lucros Nesse sentido devemos considerar a formação de lucro o lucro da empresa no curto prazo é representado pelo retângulo A B C e D passando para um lucro que é formado pelo retângulo D E F e G no longo prazo Dessa forma o lucro pode ser encontrado pela multiplicação da quantidade produzida pela diferença entre o preço do bem e o custo médio vale destacar que para os casos em que o custo médio é maior que o preço do bem a empresa apresenta prejuízo como foi verificado na Figura 3 Segundo Pindyck e Rubinfeld 2013 a condição de maximização de lucro da empresa no longo prazo é no cruzamento das curvas de custo marginal receita marginal e custo médio ou seja quando o custo marginal é igual ao preço no longo prazo Portanto o lucro é maximizado com uma produção de 2 Q unida des Dessa forma o preço determina a variação do lucro um aumento do preço eleva o lucro assim como uma redução do preço reduz o lucro até o nível de produção 2 Q o qual representa o custo médio mínimo com a produção nesse ponto a empresa aufere lucro econômico igual a zero Como estamos considerando mercados competitivos as empresas podem entrar e sair quando quiserem do mercado Como vimos anteriormente as empresas que operam com prejuízos no curto prazo esperam ter retornos melhores no longo prazo portanto as empresas que apresentam prejuízos no longo prazo tendem a sair do mercado Por outro lado quando o mercado apresenta condições para a Mas o que seria um lucro econômico igual a zero O lucro contábil considera apenas as receitas e os custos relacionados à produção já o lucro econômico leva em consideração também o custo de oportunidade que se refere a um ganho que o empresário teria caso investisse seu capital em outro investimento assim com um lucro econômico igual a zero o empresário tem um retorno normal competitivo PENSANDO JUNTOS 197 empresa ter um lucro econômico positivo como apresenta o ponto E da Figura 5 outras empresas tendem a entrar nesse mercado com isso esse lucro econômico é reduzido até o ponto do lucro econômico ser igual a zero ou seja quando houver a igualdade entre o preço custo marginal e custo médio A Figura 6 apresenta como tende a ficar a oferta do setor mercado no longo prazo com o custo de produção constante É possível verificar na Figura 6 que a empresa apresenta um lucro econômico igual a zero com a igualdade entre o preço o custo marginal e o custo médio mínimo Sabendo que os custos de produção são constantes a partir da oferta de todas as empresas é possível verificar a oferta do setor Na condição inicial a oferta da em Reais por unidade Reais por unidade Empresa CMg CMe P2 P1 P2 P1 Produção Produção q1 q2 Q1 Q2 S1 C A B S2 Setor SLP D1 D2 Descrição da Imagem a figura apresenta dois gráficos que mostram a oferta da empresa e do setor no longo prazo respectivamente No gráfico da empresa o eixo X representa a produção de determinado bem e o eixo Y representa o preço em reais por unidade Nesse gráfico temos a curva de custo médio que inicialmente é decrescente e depois fica crescente a curva de custo marginal em formato cres cente e a reta do preço O ponto do gráfico mostra o ponto mínimo do custo médio no qual apresenta o cruzamento da reta do preço com a curva de custo marginal com o preço 1 P e quantidade 1q E ainda a mudança no preço para 2 P e na quantidade para 2q No gráfico do setor o eixo X representa a produção de determinado bem e o eixo Y representa o preço em reais por unidade Nesse gráfico foram apresentadas as curvas de oferta e de demanda no curto prazo e longo prazo além da reta do preço no longo prazo O ponto A apresenta o equilíbrio entre as curvas de oferta e demanda no curto prazo dado pelo preço 1 P e pela quantidade 1 Q O ponto B apresenta um deslocamento da demanda para a direita até o preço 2 P O ponto C apresenta o equilíbrio entre oferta e demanda no longo prazo com o deslocamento da curva de oferta para direita dessa forma o preço volta para 1 P mas com um aumento da quantidade para 2 Q Figura 6 Oferta no longo prazo de um setor com custo constante Fonte adaptado de Pindyck e Rubinfeld 2013 p 299 UNICESUMAR UNIDADE 5 198 presa apresenta o preço 1 P e a quantidade 1q e a oferta do setor é representada pelo ponto A com o preço 1 P e a quantidade ofertada do setor 1 Q Suponhamos que houve um aumento da demanda por exemplo devido a um aumento da renda dos consumidores e a curva de demanda desloca para a direita No curto prazo a empresa deve aumentar a produção para 2q e também elevar o preço para 2 P quando cruza com a curva de custo marginal Como vimos anteriormente com o lucro econômico positivo outras empresas devem entrar no setor assim a quantidade ofertada é elevada até 2 Q quando o nível de preço volta para 1 P Nesse sentido conforme Pindyck e Rubinfeld 2013 a curva de oferta de lon go prazo de um setor com custo constante é formada por uma linha horizontal pois o preço sempre tende a igualar o custo médio mínimo no longo prazo Mes mo que elevações na demanda resulte no aumento de preços o lucro econômico positivo deve atrair outras empresas para o setor resultando na redução do preço até igualar novamente o custo médio mínimo Excedente do produtor Vimos na Unidade 1 que quanto maior o preço do bem maior deve ser a pro dução pois o produtor está interessado no lucro portanto a curva de oferta tem uma inclinação positiva Nesta unidade vimos o comportamento das empresas em um mercado competitivo assim caso tenha alterações no preço a tendência é sempre voltar para o patamar do custo médio mínimo Contudo existem outros mercados que apresentam maior flexibilidade no preço Nesse sentido o excedente do produtor pode ser maior para outros mercados Vamos avaliar esse aspecto de uma forma geral deixando de lado o foco apenas no mercado competitivo pois o excedente do produtor pode ser observado em qual quer mercado Segundo Pindyck e Rubinfeld 2013 p 290 excedente do produtor de uma empresa é a soma para todas as unidades de produto da diferença entre o preço de mercado de uma mercadoria e o custo marginal de sua produção A área formada pelo excedente do produtor em benefício dos produtores é similar à área do excedente do consumidor neste caso sendo de benefícios dos consumidores que foi visto na Unidade 3 Enquanto a área do excedente do con sumidor é observada abaixo da curva de demanda de um consumidor e acima do 199 preço de mercado a área do excedente do produtor pode ser observada aci ma curva de oferta de um produtor e abaixo do preço de mercado Segundo Mankiw 2020 preço mínimo para que cada vendedor acei te vender seus bens ou serviços é o custo Dessa forma a disposição para pagar do vendedor é dada a partir do custo sendo que no custo é considera do também o custo de oportunidade do vendedor Suponha que você caro a aluno a é proprietário a de uma casa e deseja pintála Você conhece quatro pessoas que oferecem serviços de pintura José Miguel Davi e Pedro Cada pintor está disposto a realizar o serviço conforme o seu custo A Figura 7 apresenta a escalada de oferta dos pintores mostrando a disposição de cada pintor para ofe recer os serviços de pintura além da respectiva curva de oferta Se o valor do serviço de pintura for exatamen te igual a disposição do pintor em vender o serviço seria indiferente em oferecer o serviço ou ficar sem o trabalho Caso o valor do serviço de pintura for inferior à disposição do pintor em vender o serviço ele não oferece o serviço por outro lado se o valor pago pelo serviço for superior à disposição do pintor em vender o serviço ele certamente deverá pegar o trabalho UNICESUMAR UNIDADE 5 200 Preço R1000000 ou mais R800000 a R999999 R400000 a R799999 R200000 a R 399999 Menos de R200000 José Miguel Davi Pedro José Miguel Davi José Miguel José Nenhum 4 3 2 1 0 Vendedor Quantidade ofertada Preço da pintura da casa em reais 10000 8000 4000 2000 Oferta Custo de Pedro Custo de Davi Custo de Miguel Custo de José 1 2 3 4 Quantidade de casas pintadas Descrição da Imagem a figura apresenta uma tabela e um gráfico que mostra a disposição de quatro vendedores em oferecer seus serviços de pintura além da curva de oferta O eixo X representa a quan tidade de casas pintadas e o eixo Y representa o preço da pintura da casa Tanto no gráfico quanto na tabela é possível verificar que o vendedor José está disposto a oferecer o serviço de pintura por pelo menos R 200000 o vendedor Miguel oferece seus serviços de pintura no mínimo por R 400000 o vendedor Davi está disposto a oferecer seus serviços de pintura por um valor mínimo de R 800000 e o vendedor Pedro oferece seus serviços de pintura por valores a partir de R 1000000 formando assim a curva de oferta Figura 7 Escala de demanda e curva de demanda Fonte adaptado de Mankiw 2020 p 112 201 Pode ser observado na Figura 7 que se o valor pago pelo serviço de pintura for inferior a R 200000 não haverá oferta para o trabalho pois nenhum dos pin tores estariam dispostos a oferecerem seus serviços apenas José poderia pegar o trabalho caso a remuneração pela pintura fosse de pelo menos 200000 Com um pagamento pelo serviço de R 400000 tanto José quanto Miguel estariam dispostos a vender seus serviços sendo assim a oferta de mercado seria de 2 casas pintadas É possível observar que com o valor pago por casa pintada sendo de R 400000 para Miguel não houve excedente do produtor pois é exatamente o valor mínimo que estaria disposto a vender seu serviço No entanto para José como estava disposto a vender seus serviços por um valor de pelo menos R 200000 obteve um excedente do produtor no valor de R 200000 que se refere à diferença entre o preço da venda de seus serviços e o valor pago pelo serviço Foi apresentado apenas o excedente do produtor individual mas o excedente do produtor que seria o de mercado é dado pela soma dos excedentes dos pro dutores individuais Considere que o valor oferecido pela pintura de cada casa é de R 800000 nesse caso não haverá excedente do produtor para Davi pois é exatamente o valor mínimo que estaria disposto a vender seu serviço porém para Miguel o excedente do produtor será de R 400000 e para José será de R 600000 Sendo assim nesse mercado o excedente do produtor será de R 400000 R 600000 R 1000000 De forma geral é possível verificar o excedente do produtor na Figura 8 a em que o ponto B representa o valor praticado no mercado P o ponto A é o valor mínimo que os produtores estão dispostos a vender o bem ou serviço e o ponto C representa a quantidade ofertada de mercado Q A Figura 8 b apresenta as consequências para o excedente do produtor em detrimento de um aumento do preço de mercado com a entrada de novos produtores UNICESUMAR UNIDADE 5 202 Como vimos o excedente do produtor se refere a todo valor ganho pelos produto res em detrimento da diferença entre o valor que estariam dispostos a cobrar em um mercado de determinado bem ou serviço e o preço praticado pelo mercado o Preço Preço P A B C Q Q Q Quantidade Quantidade Oferta Oferta Excedente do produtor Excedente do produtor adicional dos produtos iniciais Excedente do produtor inicial A D B C E F Excedente do produtor dos novos produtores a Excedente do produtor ao preço P b Excedente do produtor ao preço P P P Descrição da Imagem a figura apresenta dois gráficos O gráfico a está localizado na esquerda e apre senta o Excedente do consumidor ao preço P O eixo X representa a quantidade do bem e possui aproximadamente na metade do seu eixo o ponto Q e o eixo Y representa o preço do bem e contém em seu eixo o ponto A que está próximo a origem e o ponto P possui ao seu lado a letra B e está lo calizado aproximadamente na metade do eixo O ponto Q do eixo X referese à quantidade ofertada de mercado os pontos P e A no eixo Y correspondem respectivamente ao preço de mercado e ao preço onde a oferta inicial será 0 Partindo do ponto A no eixo Y há uma reta diagonal crescente direcionada para a direita esta reta referese à curva de oferta Na curva de oferta há o ponto C que está ligado ao ponto P do eixo Y e ao ponto Q do eixo X Na ligação entre os pontos A B e C há um triângulo retângulo que se refere ao Excedente do Produtor O gráfico b na direita apresenta o excedente do produtor ao preço de P O eixo X representa a quantidade do bem e contém da esquerda para direita os pontos Q linha no meio do eixo e Q um pouco mais à direita o eixo Y representa o preço do bem e possui em seu eixo de baixo para cima os pontos A próximo da origem P no meio do eixo e P um pouco acima de P O ponto Q referese à quantidade ofertada inicial e o ponto Q se refere a quantidade ofertada final No eixo Y o ponto A se refere ao preço de mercado em que a oferta será igual a 0 o ponto P que possui ao seu lado a letra B se refere ao preço de mercado inicial e o ponto P que possui ao seu lado a letra D se refere ao preço de mercado final Partindo do ponto A no eixo Y há uma reta diagonal crescente direcionada para a direita que corresponde à curva de oferta Na curva de oferta há dois pontos o primeiro é o ponto C e está localizado no meio da reta na ligação entre os pontos Q e P o segundo ponto é o ponto F e está localizado um pouco mais acima na ligação entre os pontos Q e P Fora da curva de oferta temse o ponto E que está localizado verticalmente acima do ponto C na ligação entre os pontos Q e P A área entre os pontos A B e C possui a forma de um triângulo retân gulo e corresponde ao excedente do produtor inicial A área entre os pontos B C D e E tem a forma de um retângulo que está localizado acima do triângulo formado por A B e C e corresponde ao Excedente do produtor adicional dos produtores iniciais e a área entre os pontos C E e F localizada à direita do retângulo formado pelos pontos B C D e E possui a forma de um triângulo retângulo e corresponde ao excedente do produtor dos novos produtores Figura 8 Como o preço afeta o excedente do produtor Fonte adaptado de Mankiw 2020 p 114 CT fracQ2100 2000 UNIDADE 5 disso podemos considerar que para a montagem de um carro 30 é de responsabilidade dos trabalhadores e 70 é de responsabilidade do capital assim a função de produção pode ser representada por Q f K T K07T03 Além disso vamos considerar que o custo por robô é de R 10000000 e o custo por unidade de trabalho ou seja o salário dos funcionários é de R 500000 Dado o preço do carro R 20000000 a equação de lucro e considerando que a empresa pode gastar até R 10000000000 para fabricar os carros é possível definir quanto utilizar no longo prazo de robôs capital e funcionários trabalho para maximizar o lucro da empresa Além disso verificar a quantidade produzida e o lucro da empresa quando ela está na condição de maximização de lucro Primeiro é necessário verificar a receita total e o custo total A receita total é a multiplicação de preço e da quantidade dada pela função de produção sendo assim a receita total é dada por 200000K07T03 e o custo total é dado pela soma dos custos dos fatores de produção multiplicado pela quantidade dos fatores de produção assim o custo total da empresa pode ser representado por 100000K 5000T A partir disso a condição de maximização de lucro é dada por máx 200000K07T03 sujeito à 100000K 5000T 100000000 Dessa forma podemos apresentar a função lagrangiana e a alocação mais eficiente dos insumos de produção para a fabricação de carros L 200000K07T03 λ100000K 5000T 100000000 13 1º passo derivar em relação a K T e λ δLδK 140000K03T03 100000λ 0 131 δLδT 60000K07T07 5000λ 0 132 δLδλ 100000K 5000T 100000000 0 133 2º passo isolar o λ das equações 131 e 132 140000K03T03 100000λ 0 131 100000λ 140000 T03K03 λ 140000 T03100000 K03 λ 14 T03K03 134 60000K07T07 5000λ 0 5000λ 60000K07T07 λ 60000K075000 T07 λ 12 K07T07 135 Passo 3 Igualando o λ para achar os valores de K e T equações 134 e 135 12 K07T07 14 T03K03 K07 x K03 1412 T03 x T07 K 1412 T 136 14 T03K03 12 K07T07 T03 x T07 1214 K03 x K07 Q 50 Q 250 Achamos que com uma produção de 250 dúzias de ovos a granja maximiza seus lucros Para achar o lucro nessa condição devemos utilizar a equação do lucro equação 1 com essa quantidade lembrando que a receita total é dada pela multiplicação do preço e da quantidade π RT CT π PQ Q2100 2000 π 5 250 2502100 2000 π 1250 62500100 2000 π 3250 625 π 2625 Dessa forma verificamos que o lucro da granja quando a mesma está maximizando o seu lucro é de R 262500 Essa foi uma condição de maximização dada apenas pela variação da quantidade a próxima aplicação apresenta uma situação de maximização do lucro no longo prazo utilizando dois insumos de produção capital e trabalho T frac1214 K pi 266800000 100000000 UNIDADE 5 210 A condição inicial da oferta de picanha é dada por um preço de R 5000 e uma quantidade ofertada de 200 quilos de picanha Dessa forma o excedente do pro dutor pode ser verificado pela área em que estão ligados os pontos A B e C Para calcular o excedente do produtor vamos utilizar a equação 11 I I EP PM PP Q 2 x Preço da picanha em R 60 50 20 A B E D C F 200 300 Oferta de picanha Quantidade de picanha em KG Descrição da Imagem a figura apresenta um gráfico com a curva de oferta de picanha O eixo X repre senta a quantidade de picanha e o eixo Y representa o preço da picanha É possível verificar o ponto A que se refere ao preço mínimo que os produtores estão dispostos a vender a picanha 20 reais o ponto B representa o preço inicial praticado pelo mercado de picanha 50 reais o ponto C representa a quantidade demandada do mercado de picanha inicial 200 quilos dada pelo preço inicial de mercado 50 reais A ligação entre os pontos A B e C forma a área do excedente do produtor O ponto E representa o novo preço do mercado de picanha 60 reais e o ponto F representa a nova oferta do mercado da picanha 300 quilos com o novo preço de mercado 60 reais O ponto D representa a quantidade do mercado inicial da picanha 200 quilos com o novo preço de mercado 60 reais A ligação entre os pontos A E e F forma a área do novo excedente do produtor Enquanto a ligação entre os pontos E D C e B forma a área da elevação do excedente do produtor para os produtores iniciais e a área formada pelos pontos D F e C forma a área do excedente do produtor dos produtores que entraram do mercado Figura 9 Aumento da oferta de picanha Fonte o Autor EPI frac5020 imes 2002 UNIDADE 5 212 Caro a aluno a estamos encerrando esta unidade e espero que você tenha en tendido a importância da maximização de lucro nas empresas Quando você usa essa ferramenta da forma correta é possível se destacar no ambiente empresarial com estratégias que permitam os gestores a tomar as melhores decisões E assim pode ser resolvido o problema do início da unidade sobre a escolha da melhor alocação de recursos produtivos para a fabricação de bens e serviços Dado um determinado preço do bem ou serviço a função de produção o custo dos fatores de produção e o valor limite para custear a produção é possível verificar a equação da função de produção e a equação de custo total da empresa Diante dessas informações o empresário pode definir a alocação dos fatores de produção que o levará a obter a maximização de lucro Nesta unidade você entendeu duas formas para maximizar o lucro variando a produção do bem e variando dois insumos de produção do bem Agora eu te convido a acessar o podcast Nele iremos falar mais sobre como maximizar o lucro variando mais de um produto e até mais de dois insumos de produção Agora é com você 1 No curto prazo pelo menos um fator de produção não é variável Sabendo que a empresa sempre procura obter lucro explique o motivo de uma empresa no curto prazo achar viável se manter no mercado auferindo prejuízos 2 Em um mercado a soma da oferta das empresas forma a oferta de mercado sendo que cada empresa pode apresentar diferentes disposições para vender seu produto algumas venderiam o mesmo produto aos preços mais caros e outras a preços mais baratos Diante disso é possível verificar o excedente do produtor a partir desse conceito avalie as afirmações I Quanto menor o preço de mercado maior o excedente do produtor II O excedente do produtor mede a vantagem do produtor na venda de um bem ou serviço III O excedente do produtor é dado pela diferença entre o preço de mercado e o preço que o produtor estaria disposto a vender É correto apenas o que se afirma em a I b I e II c I e III d II e III e I II e III 3 Imagine que você é consultor de um agricultor que vende soja e verificou que o custo total desse negócio é de CT Q²8 6Q 40 Quando o preço da saca de soja é igual a R 16000 calcule a quantidade de sacas que o agricultor deve vender para maximizar seu lucro 4 Em um mercado competitivo no longo prazo as empresas devem apresentar lucro econômico igual a zero Porém é possível afirmar que todas as empresas têm lucro econômico igual a zero 214 UNIDADE 1 HAFFNER J A H Microeconomia Série Administração e Negócios Curitiba InterSaberes 2013 MANKIW N G Introdução à Economia 8 ed São Paulo Cengage 2020 MINISTÉRIO DA SAÚDE Microeconomia Ministério da Saúde SecretariaExecutiva Departa mento de Economia da Saúde Investimentos e Desenvolvimento Brasília Ministério da Saúde 2012 PINDYCK R S RUBINFELD D L Microeconomia São Paulo Pearson 2013 PINHO D B VASCONCELLOS M A S Manual de Economia São Paulo Editora Saraiva 2003 SANDRONI P Dicionário de Economia São Paulo Editora Best Seller 2001 VASCONCELLOS MAS Economia Micro e Macro São Paulo Editora Atlas SA 2009 VICECONTI P E NEVES S Introdução a economia São Paulo Editora Frase 2007 WALL S Microeconomia São Paulo Saraiva 2015 UNIDADE 2 BAIDYA T K N et al Fundamentos de Microeconomia Rio de Janeiro Interciência 2014 BESANKO D A BRAEUTIGAN R R Microeconomia uma abordagem completa Rio de Janei ro LTC 2014 FRANK R H Microeconomia e comportamento 8 ed Porto Alegre AMGH 2013 HAFFNER J A H Microeconomia Curitiba InterSaberes 2013 PINDYCK R S RUBINFELD D L Microeconomia São Paulo Pearson 2013 VARIAN H R Microeconomia uma abordagem moderna 9 ed Rio de Janeiro Atlas 2021 WALL S Microeconomia São Paulo Saraiva 2015 UNIDADE 3 CARVALHO M A Microeconomia essencial São Paulo Saraiva 2015 MANKIW N G Introdução à Economia 8 ed São Paulo Cengage 2020 PINDYCK R S RUBINFELD D L Microeconomia São Paulo Pearson 2013 VARIAN H R Microeconomia uma abordagem moderna 9 ed Rio de Janeiro Atlas 2021 215 UNIDADE 4 HAFFNER J A H Microeconomia Série Administração e Negócios Curitiba InterSaberes 2013 PINDYCK R S RUBINFELD D L Microeconomia São Paulo Pearson 2013 PINHO D B VASCONCELLOS M A S Manual de Economia São Paulo Editora Saraiva 2003 SANDRONI P Dicionário de Economia São Paulo Editora Best Seller 2001 VARIAN H L Microeconomia uma abordagem moderna Rio de Janeiro Elsevier 2016 VASCONCELLOS M A S Economia Micro e Macro São Paulo Editora Atlas SA 2009 VICECONTI P E NEVES S Introdução a economia São Paulo Editora Frase 2007 UNIDADE 5 BAIDYA T K N et al Fundamentos de Microeconomia Rio de Janeiro Interciência 2014 CARVALHO I Como funciona uma linha de montagem de automóveis Quatro Rodas 01 maio 2021 Disponível em httpsquatrorodasabrilcombrnoticiascomofuncionaumali nhademontagemdeautomoveis Acesso em 11 fev 2022 MANKIW N G Introdução à Economia 8 ed São Paulo Cengage 2020 PINDYCK R S RUBINFELD D L Microeconomia São Paulo Pearson 2013 VARIAN H R Microeconomia uma abordagem moderna 9 ed Rio de Janeiro Atlas 2021 WALL S Microeconomia São Paulo Saraiva 2015 Confira suas respostas UNIDADE 1 1 A Nesse caso o aumento no preço de um bem leva a uma redução na quantidade demandada de outro bem Epd 8317 101000 x 298 8317 028 028 No caso do gás de cozinha a demanda é inelástica 3 E Essas três situações fazem com que o mercado se mantenha em equilíbrio 4 A microeconomia possui quatro características principais A primeira característica consiste no fato de que a microeconomia se caracteriza como uma ciência de natureza dedutiva ou teórica O caráter dedutivo é destacado pelo fato de que muitas das variáveis consideradas pela microeconomia não podem ser observadas ou mensuradas Sendo assim essas variáveis podem ser previsíveis por meio de modelos Esses modelos são explicações simplificadas e abstratas de algum fenômeno da realidade de um sistema econômico que por meio de hipóteses cálculos argumentos e conclusões são esclarecidos 217 5 A demandada de um determinado bem ou serviço representa a quantidade desse bem ou serviço que os compradores ou também chamados de consumidores estão dispostos e podem adquirir em um determinado período Portanto a demanda tam bém é conhecida como procura e é definida pelos compradores Existem diversos fatores que podem influenciar a quantidade demandada de deter minado bem ou serviço Dentre eles destacamse o preço do bem a renda o preço dos outros bens fatores climáticos e sazonais hábitos gostos preferências dos consumidores e expectativas sobre o futuro UNIDADE 2 1 Em relação à integralidade o aluno deverá falar que essa premissa permite que as cestas de mercado sejam comparadas e ordenadas Considerando duas cestas de mercado A e B o consumidor pode preferir a cesta A à cesta B preferir a cesta B à cesta A ou ser indiferente em relação ao consumo das cestas A e B ou seja para o consumidor as duas cestas oferecem a mesma satisfação 2 C Os itens I e II estão corretos Porém o item III está incorreto pois dado uma restrição orçamentária ocorre maximização da utilidade em um ponto de apenas uma curva de indiferença e não em um ponto de cada curva 3 D A alternativa correta é a letra D pois como a curva de indiferença tradicional é convexa ao longo da curva se torna menos negativa ou seja a disposição de abrir mão de um bem para obter outro é cada vez menor tornando a TMS variável 4 C Os itens I e II estão corretos No entanto o item III está incorreto pois os substitutos complementares formam ângulos retos apresentando apenas uma cesta de mercado para os consumidores em cada curva de indiferença apenas os substitutos perfeitos apresentam mais de uma cesta de mercado que pode apresentar a maximização da utilidade do consumidor 5 Como sabemos que as preferências são de substitutos perfeitos o consumidor será indiferente em consumir a carne de vaca e a carne de porco Dessa forma como o preço da carne de porco é menor toda a renda será utilizada para o consumo da carne de porco será considerado que a quantidade de quilos consumidor de carne de porco será representado por P e o preço do quilo da carne de porco será PC P R C P 600 20 30 218 Portanto o consumidor maximizará sua satisfação consumindo 30 quilos de carne de porco e nenhum quilo de carne de vaca UNIDADE 3 1 C Está correta a alternativa C pois fala sobre o que seria excedente do consumidor que é o valor a mais do preço de mercado que o consumidor estaria disposto a pagar pelo bem 2 C Os itens I e III estão corretos O item II está incorreto porque para um bem normal o efeito renda é positivo 3 Os bens inferiores apresentam efeito renda negativo ou seja um aumento do poder aquisitivo provoca uma redução da demanda No que concerne aos bens de Giffen eles também são considerados bens inferiores pois também apresentam efeito renda negativo porém diferente dos bens que são considerados apenas inferiores os bens de Giffen apresentam o efeito total negativo ou seja com uma redução no preço do bem aumenta a demanda do bem porém pelo efeito renda a redução da demanda é maior que o aumento do efeito substituição 4 E As três alternativas estão corretas todas falam sobre características sobre o exce dendo do consumidor 5 B Considerando a condição apresentada temos que um aumento do preço de ambas as carnes reduziu o poder de compra do consumidor provocando uma queda na demanda pelo efeito substituição como é esperado No entanto pelo efeito renda a demanda de acém aumentou efeito negativo e a demanda de picanha reduziu efeito positivo Dessa forma podemos dizer que a picanha é um bem normal e o acém é um bem inferior mas não um bem de Giffen pois o efeito renda foi menor que o efeito substituição Portanto a alternativa correta é a letra B 219 UNIDADE 4 1 A lei dos rendimentos marginais decrescentes descreve o comportamento da taxa de variação da produção quando é possível variar apenas um dos fatores permanecendo constantes os demais Por meio dessa lei verificase que aumentandose a quantidade de um fator variável permanecendo a quantidade dos demais fatores fixa a produção inicialmente crescerá a taxas crescentes a seguir depois de certa quantidade utilizada do fator variável passará a crescer a taxas decrescentes e continuando o incremento da utilização do fator variável a produção decrescerá PINHO VASCONCELOS 2003 2 E O curto prazo referese ao período em que pelo menos um dos fatores de produção não pode ser modificado esse fator é chamado de insumo fixo Os demais fatores produtivos que podem ser alterados são chamados de fatores variáveis No longo prazo todos os fatores de produção podem ser ajustados 3 E De acordo com as características das isoquantas a teoria da produção destaca três propriedades fundamentais I São decrescentes da esquerda para a direita II São convexas em relação à origem dos eixos cartesianos III Não se cruzam nem se tangenciam 4 C O custo fixo médio é decrescente a medida em que a produção aumenta 5 A Custo Variável Médio CV Q B Custo Total Médio CT Q Custo Variável médio de início é decrescente atinge um mínimo na terceira unidade e depois passa a crescer Com relação ao custo médio à medida que a quantidade se eleva tende a se aproximar do custo variável médio refletindo o decréscimo cada vez maior do custo fixo em função do aumento da produção Confira suas respostas UNIDADE 5 1 No curto prazo uma empresa pode tomar a decisão de continuar no mercado mesmo tendo prejuízo mas com algumas condições Primeiro o preço do bem ou serviço deve ser superior ao custo variável médio além disso ela deve esperar que no longo prazo obtenha lucro caso a empresa não tenha perspectiva de lucro no longo prazo pois ela não deve continuar no mercado 2 D O item I está incorreto quanto menor o preço de mercado menor é o excedente do produto pois os empresários sempre buscam maiores lucro e assim para obter maior excedente o preço deve ser maior e não menor 3 Como é um mercado competitivo sabemos que o preço é igual à receita marginal assim temos que a receita marginal é R 16000 Agora por meio do custo total temos que achar o custo marginal CMg 28 Q 6 CMg Q4 6 Igualando o custo marginal e a receita marginal CMg RMg Q4 6 160 221 Q 4 154 Q 616 Assim para maximizar o lucro o agricultor deve vender 616 sacas de soja 4 Em um mercado competitivo existe a livre entrada e saída das empresas Portanto se houve lucro econômico abaixo de zero algumas empresas tendem a sair do merca do até o ponto em que o lucro for igual a zero Por outro lado quando existe lucro econômico maior que zero mais empresas tendem a entrar no mercado deixando que o lucro seja igual a zero Dessa forma podemos afirmar que em um mercado competitivo o lucro econômico sempre tenderá a zero com a entrada ou saída de empresas no mercado MEU ESPAÇO

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